As empresas poderiam manter os profissionais mais velhos? O que isso tem a ver com o gap de qualificação profissional?

As empresas já são responsáveis por programa de trainee, manter empregos, gerar receita e entregar resultados. Nisso, os profissionais mais velhos, com o avanço da tecnologia, acabaram ficando em segundo plano. Mas, em contrapartida ao mundo estar ficando mais rápido e digital, os profissionais mais velhos entregam algo que um jovem ainda não tem: experiência. Uma pesquisa da consultoria PwC mostra justamente que essa bagagem que o profissional mais experiente carrega é interessante do ponto de vista das grandes lideranças (veja nossa matéria)! Essa informação foi um dos insights que identificamos em uma pesquisa que fizemos e que estampou as páginas das principais notícias de 2022. A pesquisa mostra que essa experiência pode ajudar os mais experientes a empreender. Mas, tem outro aspecto que observamos, que é de que o profissional mais experiente também ser um MENTOR, e, naturalmente, apoiar o desenvolvimento dos profissionais mais novos. Aliás, olha só, as empresas desperdiçam muito dinheiro em treinamentos de capacitação que não tem retorno efetivo. Ou seja, elas investem na capacitação, mas as pessoas não aplicam o que aprenderam. Temos visto um boom de plataformas de treinamento, que oferecem cursos EAD de capacitação profissional, vendem certificados, muitas seguem o Hype oferecendo cursos sobre os novos temas, né, de Inteligência Artificial, Diversidade, ESG etc. Mas, novamente, pense comigo: esse curso ajuda a gerar alcance para a informação, ESCALA. Claro que isso é importante. Mas, já é mais que comprovado, a maior parte do aprendizado profissional vem da prática. A teoria 70: 20: 10 O Modelo 70-20-10 de aprendizagem e desenvolvimento é uma fórmula comumente usada na educação profissional para descrever as fontes ideais de aprendizagem. Afirma que os indivíduos obtêm 70% do seu conhecimento a partir de experiências relacionadas com o trabalho, 20% a partir de interações com outras pessoas e 10% a partir de eventos educacionais formais. Apesar de ter sido criado na década de 1980 por três pesquisadores do Center for Creative Leadership, uma instituição educacional sem fins lucrativos em Greensboro, Carolina do Norte, o modelo é muito atual e serve como uma matriz para organizações que buscam maximizar a eficácia de seus programas de aprendizagem e desenvolvimento. Onde esses assuntos se cruzam? Com a falta de profissionais capacitados sendo apontada como o maior risco para o futuro dos negócios pelos CEOs, por que as empresas não mantêm seus profissionais mais velhos, que ao longo da vida reuniram tanto aprendizado, para que eles possam treinar e capacitar os mais jovens? Olha só a ideia que o EMPREENDABILIDADE vem apresentando para as empresas clientes: Preste atenção aos profissionais mais velhos que podem oferecer justamente aquela força de conhecimento que a empresa precisa para capacitar os mais jovens; Em vez de sair contratando palestrantes, especialistas e outros profissionais para oferecer treinamentos para cada área, monte um banco de talentos interno primeiro, para só então buscar as fontes externas; Entenda o tipo de conhecimento que seus profissionais vêm buscando e estruture o processo de conhecimento de forma que isso faça parte do dia-a-dia e que os próprios talentos troquem informação entre si; Estabeleça uma matriz de conhecimento, uma rotina de mentoria direcionada a atender os verdadeiros gaps de conhecimento de cada área para a realização das suas atividades e do desenvolvimento dos profissionais; Sim, você pode construir uma plataforma, como uma Universidade Corporativa, e ela pode ser bem interessante. Mas, o mais importante é as pessoas aprenderem entre si Claro, a cultura organizacional é muito importante, e assim a cultura de aprendizado também estará integrada a ela Em resumo: coloque em prática na empresa o aprendizado do dia-a-dia e aproveite as experiências internas. Caso queira obter uma proposta de consultoria, entre em contato conosco!
MaturiFest chega à 6a edição com pauta de empreendedorismo e trabalho 50+

A sexta edição do festival de empreenderismo e trabalho para pessoas com 50 anos ou mais, MaturiFest, acontecerá nos dias 23 (apenas online), 24 e 25 de agosto (online e presencial), no prédio da FECAP, em São Paulo. Neste ano, serão realizados debates sobre mercado prateado (em referência aos cabelos grisalhos), segurança digital de dados, novas tecnologias, a saúde física e mental, upskilling e re-skilling, equidade e inclusão e o poder do networking. O evento também conta com pessoas executivas para compartilhar experiências em diversidade etária e inclusão 50+ em companhias de diferentes setores. “O Festival nasceu há seis anos com o objetivo de ser um ponto de encontro para profissionais, empreendedores, líderes de negócios e especialistas acima dos 50 que buscam reciclar conhecimentos, reinventar suas carreiras e se inspirar com as melhores práticas do mercado”, conta Mórris Litvak, CEO e fundador da Maturi. “Tivemos uma ótima experiência em 2022 com o formato híbrido, por isso, manteremos a dinâmica. A troca presencial é sempre muito rica, mas o online nos permite expandir o conhecimento e chegar a diferentes regiões do País, aumentando assim a nossa rede de atuação”, diz. Durante o evento, serão lançados três estudos diferentes sobre trabalho, tecnologia e longevidade, os temas serão pautas para painéis e discussões. Entre os palestrantes confirmados estão: Alexandre da Silva, atual secretário nacional da Pessoa Idosa, Alexandre Kalache, ex-diretor do programa global de envelhecimento da OMS, Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Elena Parras Duran, fundadora da 55+, Siyabulela Mandela, bisneto de Nelson Mandela e embaixador da mensagem de esperança, resiliência e luta por um mundo mais justo, Rita Almeida, estrategista sênior na AlmapBBDO, e Pedro Janot, ex-executivo. Participam também celebridades e formadores de opinião, como Ary Fontoura, Beth Goulart, Denise Fraga, Fabiana Scaranzi e Heloisa Perissé. Serviço: Ingresso presencial – Acesso total ao evento (um dia online e dois presenciais) em São Paulo (FECAP) com direito a assistir a todos os painéis, palestras e oficinas práticas. – Acesso online ao vivo caso não possa comparecer algum dia. – Acesso às gravações do evento na plataforma MaturiAcademy por 8 meses para rever quando quiser. – Bônus: 4 meses de acesso completo à MaturiAcademy com todos os cursos disponíveis. Ingresso online – Acesso às transmissões online ao vivo de todos os painéis e palestras durante os 3 dias do evento. – Acesso às gravações do evento na plataforma MaturiAcademy por 6 meses para assistir no seu ritmo. – Bônus: 3 meses de acesso completo à MaturiAcademy com todos os cursos disponíveis.
Carreira após os 50 anos: empreendedorismo e a reconquista da confiança

Brasil não está preparado para enfrentar o problema de uma população que envelhece mas está economicamente mais vulnerável após a pandemia Este ano traz uma marca importante: o cenário não é mais pandêmico, mas os impactos da pandemia permanecem e seu enfrentamento se coloca diante de nós para seguirmos em frente. Um dos desafios é o aumento da vulnerabilidade econômica, especialmente da população mais velha. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) calcula que 700 mil pessoas com mais de 50 anos perderam seu emprego durante a pandemia. O problema se agrava porque parte considerável desse grupo ainda é responsável pelo sustento de sua família. O aumento da idade mínima para a aposentadoria e da expectativa de vida contribui para esse movimento. No entanto, um estudo divulgado pela EY Brasil retrata o quanto não estamos preparados para isso: mostra que pessoas com mais de 50 anos não ultrapassam os 10% dentro das empresas; que 60% das organizações afirmam ter dificuldade de contratar pessoas a partir dessa idade; e que 80% delas nem sequer têm políticas específicas para combater o etarismo em seus processos seletivos. A inversão da pirâmide etária, em que a proporção de pessoas mais velhas se torna maior que o número de nascimentos e dos mais jovens, é um desafio sobre o qual já estamos cientes há algum tempo. O porcentual de idosos entre os brasileiros vem crescendo consistentemente ao longo das décadas. Cálculos do IBGE indicam que em 2050 o Brasil terá cerca de 30% da população acima de 60 anos – o dobro do que temos hoje. Em países onde isso é realidade há mais tempo, como o Japão, criaram-se incentivos que beneficiam as empresas quando da inclusão dos mais velhos em seus quadros. Por aqui, o movimento que temos visto é paralelo ao mercado formal de trabalho. O Sebrae e o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) mostraram que, em 2021, a necessidade foi a motivação para a criação de 80% dos novos negócios de empreendedores considerados seniores. Em 2018, era a oportunidade que norteava a abertura de um negócio para a maioria dessas pessoas. Entre as características deste grupo estão ensino fundamental incompleto, idade entre 55 e 64 anos e raça preta ou parda (54% das pessoas). Se partir para o empreendedorismo é uma solução evidente para a retomada de melhores condições econômicas e de vida do brasileiro, é também um caminho essencial para a retomada da autoestima dessas pessoas. Da capacidade de elas voltarem a se dar valor. Uma autoestima profissional elevada é empoderadora, pois possibilita o reconhecimento de habilidades e, acima de tudo, possibilita a essas pessoas voltarem a se valorizar e a confiar mais em si mesmas. Empreendabilidade Comenta A importância e o sentimento de necessidade de empreender com a chegada da maturidade é tema caro ao Empreendabilidade, que tem no report Empreendedores 50+ um de seus principais cases. Atrelar a experiência de vida com a ânsia pela realização profissional e o ímpeto de conquistar sonhos é o que move a paixão empreendedora de uma idealização de ter o próprio negócio depois dos 50 anos, mas é a falta de estabilidade e o complicado processo previdenciário que fazem a realidade não ser tão mágica. As duas situações unidas, escancaram um Brasil que está envelhecendo e precisa encontrar ocupação para as pessoas que ainda estão com a chama acesa para produzir, mas já não encontram mais vagas convencionais e ainda não estão aptas à aposentadoria, burocrática e espiritualmente falando. É no empreendedorismo que essas pessoas se encontram e é o empreendedorismo que as abraça. Com os empecilhos criados pela previdência, onde as pessoas já começam a planejar uma vida sem conseguir se aposentar, esse é um tema que ganha cada vez mais relevância. E, com o Empreededores 50+, o Empreendabilidade sempre foi casa desse debate, serviu bolo e café para que a discussão acontecesse. *Fonte: Estadão
Experiência x Desempenho: o que o esporte tem a nos ensinar sobre etarismo?

Atletas são exemplos de superação e quebram preconceitos de idade para alcançar feitos históricos A sociedade está envelhecendo. Dia após dia, está cada vez mais se combatendo pensamentos como ‘tal pessoa está velha demais para isso’, ‘já passou o tempo de fazer algo assim’ e outros clichês relacionando o avanço da idade com a incapacidade de realizar algo extraordinário. Essa ideia, sim, esta velha. Um dos principais pilares de entretenimento da atualidade, o esporte tem sido um agente fundamental na quebra desses paradigmas. Com o avanço da tecnologia, a longevidade e capacidade de alto rendimento evoluiu exponencialmente em inúmeras modalidades, o que tem permitido aos atletas realizarem campanhas memoráveis em momentos da carreira que, outros grandes nomes do passado já estavam em descenso de desempenho. A lista de atletas veteranos que têm desafiado as estatísticas nos últimos anos é grande e engloba diferentes categorias, mostrando que não existe limite e nem rótulos capazes de frear a motivação e vontade de vencer. Lendas intermináveis O maior jogador de futebol de todos os tempos, Pelé ainda é o único jogador a conquistar três Copas do Mundo em campo e até hoje é o mais jovem a conseguir o troféu: foi campeão em 1958, com 17 anos e oito meses. Porém, Pelé se aposentou do futebol aos 33 anos, mas voltou a jogar para sanar dificuldades financeiras que vivia na época. Jogou pelo New York Cosmos até os 36 anos, quando se aposentou definitivamente. Nos tempos de Pelé, um jogador de 33 anos era considerado velho, tendo passado seu auge físico e já em fase de queda de rendimento. Em 2022, com 35 anos, Lionel Messi jogou sua quinta Copa do Mundo e, como capitão e camisa 10, conduziu a seleção argentina ao tricampeonato mundial e foi alçado ao posto de idolatria máxima em seu país, ao lado de Maradona. No basquete, o nome de maior relevância da história do esporte é Michael Jordan, com seis títulos de NBA, eleito MVP – Most Valuable Player, o Jogador Mais Valioso – das finais nas seis conquistas. Jordan se despediu das quadras aos 35 anos, com um enorme legado e recordes incontáveis. Apenas um jogador foi capaz de ameaçar a unanimidade de Jordan como maior da história: LeBron James. Após 20 anos de protagonismo na liga, quatro títulos e quatro MVPs das finais, LeBron fincou de vez seu nome no panteão dos imortais ao quebrar um dos recordes considerados mais intocáveis da NBA: aos 38 anos, se tornou o maior pontuador da história, ultrapassando os 38.387, marca estabelecida por Kareem Abdul-Jabbar. No tênis, Novak Djokovic conquistou o 23º Grand Slam de sua carreira aos 36 anos, 16 anos após os primeiros, conquistado com 20. É o atual nº1 do mundo no esporte e maior vencedor de Grand Slams da história. A título de comparação, Guga, maior nome brasileiro da história do tênis, se aposentou aos 31. Aos 51 anos e com impressionantes onze títulos mundiais de surfe, Kelly Slater quer mais. Vai buscar a vaga nas Olimpíadas de Paris em 2024 e terminar a carreira com um último grande ato. “Se eu for para os Jogos, vou me aposentar neles”, disse. Tom Hardy, Formiga, Lewis Hamilton, Kazu Miura, Valentino Rossi. Modalidades, trajetórias e conquistas diferentes, mas uma mesma lição e exemplo para a vida: não existe limite. Todos esses atletas superaram opiniões, estatísticas, lesões, e adversidades em nome da sede por algo a mais, pelo extraordinário, ou por apenas mais um jogo. E esse é o legado mais valioso.
Com dificuldade de recolocação, profissionais maduros apostam no empreendedorismo

Enfrentar uma demissão ou decidir pedir as contas do emprego são desafios inerentes a qualquer profissional que reiniciam um ciclo em um processo que, por muitas vezes, é desgastante: a recolocação profissional. A dinâmica de enviar currículos, buscar referências, fazer entrevistas e aguardar respostas é um modus operandi do mercado, que acaba em certo momento desmotivando o profissional em busca de uma nova oportunidade. Com o avanço do tempo e a chegada da idade, alguns profissionais +40 não se veem mais dentro desse universo e decidem ajustar as velas, agregando suas experiências com um desejo muitas vezes guardado no fundo da gaveta: o empreendedorismo. O próprio mercado de trabalho tem visto com outros olhos essa faixa de profissionais, principalmente após a pandemia: no primeiro de semestre de 2021, 10% das vagas publicadas pela Gupy foram preenchidas por profissionais na faixa etária de 40 a 50 anos. O número representa um crescimento de 217% nas contratações de profissionais 40+. A pirâmide etária brasileira está ‘engordando’ na faixa a partir dos 40 anos, O Censo do IBGE está para sair, entretanto, dados de 2021 denotam que a faixa entre 40 e 49 anos representa 14,0% da população; de 50 a 59 anos, 11,4% e 60 anos ou mais, 14,7%. A parcela de pessoas com 65 anos ou mais de idade representa 10,2% da população. O relatório “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil”, realizado pelo Empreendabilidade, mostra que a população com mais de 55 anos representa 30,7% do total de empreendedores no Brasil, o que demonstra um maior interesse dessa população por ter o próprio negócio e continuar girando a roda da economia. Mas, não só isso. A experiência e bagagem adquiridas durante a carreira profissional trazem a esse ‘novo velho empreendedor’ uma capacidade analítica diferente dos empreendedores jovens, que ajuda na longevidade do negócio. O estudo aponta que o empreendedor com mais de 50 anos tem maior capacidade de criar um negócio que se estabeleça no mercado: 15,6% dos empreendedores entre 55 e 64 anos tem empresa estabelecida, ou seja, que está ativa há mais de 3,5 anos. Contra 3,8% dos jovens (18 a 34) e 11,1% dos adultos (35 a 54 anos). Os números simbolizam e atestam uma mudança cultural que temos acompanhado recentemente, que é o combate à ideia do etarismo e o fim de frases como “você está velho demais para isso”, uma vez que é frequente e crescente o número de pessoas que quebra paradigmas de idade para alcançar seus objetivos. E essa é uma tendência que parece ter chegado para ficar.
Empreendedores maduros no Brasil, bom para a economia e a sociedade

O público 50+, ou até quem fará 50 anos até 2030, principalmente aquela parcela que trabalhou em empresas ao longo da vida, é o mais hábil para conduzir novos negócios, por isso acredito que o profissional maduro deva empreender. Esse aspecto ainda é pouco debatido, principalmente considerando o aumento da expectativa de vida do brasileiro, as melhores condições de saúde e mudanças de comportamento que são evidentes no contexto de “etariedade” e do avanço de uma nova “geração prateada”, mais ativa. No ano passado, lançamos o estudo “Empreendedores 50+, o futuro do Brasil”, justamente para argumentar que as pessoas maduras em geral, e em especial os profissionais maduros que já têm experiência, devem se dedicar ao empreendedorismo. Isso traz impactos positivos para a economia e a sociedade, e demanda a construção de caminhos para o desenvolvimento da capacidade empreendedora deste público e de um ambiente favorável, com participação ativa do ecossistema empreendedor. Por que pessoas que farão 50 anos até 2030 deveriam empreender? A expectativa é que em 2050 teremos 233 milhões de habitantes no Brasil, e 3 vezes mais pessoas com +50 do que hoje A previdência social já é deficitária e não aguentará a carga de aposentadoria prevista com esse crescimento populacional (tesouro nacional) O pico da curva de ganhos financeiros das pessoas dura menos de 20 anos (dos 30 aos 49), resultado da manutenção de uma cultura de aposentadoria ainda baseada em expectativa de vida baixa (e crianças não produzem) (Cost of Aging” de 2017, Univ. Berkley, EUA) Estimativa da Silver Economy crescer no Brasil, de movimentar mais de R$ 1,6 trilhão por ano, o que representa quase 20% de todo o consumo do país Idosos usam mais tecnologia, se exercitam mais e tem vida mais ativa Profissionais maduros apresentam mais vivência em diversas situações, conseguem lidar melhor com pressão, aceitam mais riscos e tomam melhores decisões Empresas lideradas por pessoas 50+ empregam mais e lideram lista de companhias estabelecidas (com mais de 5 anos de atividade) Empresários maduros têm mais acesso a crédito, o que ajuda a movimentar a economia Baixe o Report Empreeendedores 50+ aqui.
A idade é apenas um número se você tem paixão

*Por João Fernando Saddock Como um fã ferrenho da Ferrari e um defensor da Red Bull, nunca pensei que torceria pelo Fernando Alonso. Mas foi exatamente isso que aconteceu durante o primeiro Grande Prêmio de 2023 no Bahrain. E não tenho vergonha de admitir isso. Porque hoje, Fernando “A Fênix” Alonso nos lembrou algumas valiosas lições de vida. Lição #1: Nunca é tarde demais para perseguir seus sonhos. Aos 41 anos, muitas pessoas haviam escrito Alonso fora do cenário. Disseram que ele estava passado, que nunca mais recuperaria a glória de seus dias mais jovens. Mas ele provou que estavam todos errados. Ele nos lembrou que idade é apenas um número, e que se você é apaixonado por algo, nunca deixe alguém lhe dizer que é tarde demais. Lição #2: Nunca é tarde demais para mudar as coisas. O retorno de Alonso foi nada menos que lendário. Após algumas temporadas difíceis, muitas pessoas acharam que ele estava acabado. Mas ele se recusou a desistir. Ele continuou lutando, acreditando em si mesmo, e hoje provou que nunca é tarde demais para mudar as coisas. Mesmo se você for derrubado, sempre pode se levantar novamente. Lição #3: Vencer nem sempre é chegar em primeiro lugar. Alonso pode ter terminado em terceiro, mas venceu de muitas outras maneiras. Ele venceu desafiando as expectativas. Ele venceu inspirando outros. Ele venceu mostrando que mesmo quando as coisas não vão conforme o planejado, você ainda pode sair por cima. E essas são apenas algumas das lições que podemos aprender com Fernando “A Fênix” Alonso. Mas talvez a lição mais importante seja esta: a experiência conta. Os anos de experiência de Alonso nas corridas lhe deram uma vantagem sobre alguns dos pilotos mais jovens e menos experientes. E isso também é verdade na vida. Quanto mais experiência você tiver, mais bem equipado estará para lidar com os desafios que surgem em seu caminho. Um brinde a Fernando Alonso, o rei do retorno, a lenda que desafia a idade e o lembrete final de que tudo é possível se você acreditar em si mesmo. Que todos nós sejamos um pouco mais como ele, e que todos nós nos lembremos de que, não importa o que aconteça, sempre podemos renascer das cinzas como uma verdadeira fênix. *João Fernando Saddock é um apaixonado por inovação e Growth Hacking, com vasta experiência em marketing, implementação e avaliação de estratégias de marca e comunicação de alta performance. Trabalhando com uma ampla variedade de clientes internacionais em empresas renomadas como Bedouin CC, Publicis, Leo Burnett, CCZ e Competence, gerou valor para marcas como Heineken, General Motors/Chevrolet, Carrefour, Fiat, Samsung, Kellogg’s, Disney, Volkswagen, KiCofee, Fly Emirates, entre outras. Recentemente, o especialista deixou sua posição de Head de Marketing na Zharta.io, uma empresa de empréstimo de criptoativos com sede em Portugal que utiliza NFTs como colateral, para se tornar Marketing Manager na divisão de educação da H-Farm, hub de educação internacional, inovação e empreendedorismo que apoia startups em diversos setores, localizada na Itália.
Quais são as características de um bom empreendedor?

Empreendedor não nasce empreendedor e muitos brasileiros acabam empreendendo por necessidade. O que pouco se discute é que as características para empreender podem ser desenvolvidas e isso pode ser ser feito com apoio de estudos, mentores e com práticas voltadas a isso. Por que cada vez mais pessoas querem empreender? Há vários fatores que levam as pessoas a empreender. No caso do Brasil, a necessidade de renda uma fonte de renda, a falta de emprego em determinadas áreas e até mesmo a opção por um negócio próprio no lugar de trabalhar para terceiros são fatores conhecidos. Porém, quando a pessoa decide abrir uma empresa, é preciso investir em conhecimento para desenvolver as atitudes empreendedoras necessárias. Muitos negócios acabam encerrando as atividades precocemente por não terem um empreendedor preparado. Um bom empreendedor consegue tomar decisões rápidas e assertivas, controlar os riscos e alcançar os objetivos esperados. O que é ser empreendedor? Ser empreendedor é enxergar oportunidades e transformar aquilo em um negócio, uma fonte de renda, de geração de empregos, inovação e resultados. As características essenciais de um empreendedor Cada pessoa acumula ao longo da vida características e habilidades que podem ser potencializadas para empreender. Mesmo quem se considera com pouca criatividade ou com jeito para tocar o próprio negócio, se houver necessidade, será capaz disso. Segundo o Empretec do Sebrae, curso voltado a desenvolver características empreendedoras, as principais características do empreendedor são: 1. Iniciativa e busca de oportunidades Um empreendedor precisa ter a capacidade de se antecipar aos fatos e de criar oportunidades de negócios, inclusive com novos produtos e serviços. As pessoas com essas características geralmente agem com proatividade e estão preparadas para situações adversas. Elas também conseguem progredir em contextos desfavoráveis, como durante uma crise, por exemplo. 2. Persistência A persistência é uma das características que mais traz sucesso ao empreendedor. Enfrentar obstáculos para alcançar os objetivos é fundamental na vida de quem quer empreender, e desistir não deve ser uma opção. Nesse caminho, vale reavaliar metas e mudar planos e, até mesmo, o modelo de negócio ou o produto/serviço oferecido. 3. Cálculo de riscos Todo empreendedor corre uma série riscos, sejam previstos ou imprevistos, desde questões econômicas até problemas com fornecedores ou na estrutura física do negócio. Os riscos, no entanto, tanto quanto possível, devem ser mapeados, calculados e planejados para que as consequências, se negativas, não sejam desastrosas. O empreendedor que planeja e busca prever os riscos do seu negócio, consegue mitigar os problemas e reduz as possibilidades de erros, aumentando as chances de sucesso. 4. Preocupação com qualidade e eficiência Uma mente empreendedora está sempre disposta e inclinada a fazer mais e melhor. Seu foco é a melhoria contínua de seu negócio (seja pela oferta de produtos ou de serviços, melhoria em processos internos, etc). A satisfação de seu cliente vem sempre em primeiro lugar, e a gestão da qualidade é o seu foco. Por isso, o perfeccionismo equilibrado, a exigência para com a equipe e o cuidado com os detalhes são tão comuns entre os empreendedores. 5. Comprometimento O comprometimento é grande característica de um empreendedor e envolve sacrifício pessoal, colaboração com os funcionários e esmero com os clientes. O empreendedor assumirá a maior parte das responsabilidades do negócio, do sucesso ao fracasso, e deve atuar em conjunto com a equipe para atingir resultados e manter o relacionamento com seus clientes. 6. Busca de informações O empreendedor de sucesso não dorme em serviço. Ele está sempre procurando dados e informações sobre seu negócio. Buscando atualizações sobre todas as vertentes envolvidas processos, clientes, fornecedores, concorrentes, entre outras. Além disso, ele procura investigar novas maneiras de oferecer produtos e serviços, contando com o apoio de especialistas para ajudá-lo nessa empreitada. 7. Estabelecimento de metas Para chegar aonde se quer, é preciso saber onde é esse lugar e como fazer para alcançá-lo. Estabelecer objetivos que sejam bastante claros para a empresa, tanto em curto como em longo prazo, é essencial. Além disso, é importante criar metas desafiadoras, porém possíveis, e que sejam passíveis de medição, visando aferir seus resultados e o alcance de seus objetivos. 8. Planejamento e monitoramento sistemáticos Sem dúvidas, o planejamento de atividades e tarefas, bem como a capacidade de organização, são essenciais para quem deseja empreender. Desde o início do negócio é preciso organizar tarefas e processos de maneira objetiva, com prazos definidos, para conseguir mensurar e avaliar os resultados. Um empreendedor com essa característica consegue enfrentar grandes desafios, agindo por etapas. Ele também sabe adequar seus planos rapidamente, caso ocorram mudanças ou variáveis de mercado. 9. Persuasão e rede de contatos Outra característica de um empreendedor é seu poder de persuasão. Afinal, não adianta ter o melhor produto ou o melhor serviço e não saber vender, certo? A persuasão engloba o uso de estratégias para influenciar pessoas e a rede de relacionamentos com pessoas que podem ajudá-lo a alcançar os objetivos do seu negócio. O empreendedor de sucesso consegue criar uma rede de contatos e construir bons relacionamentos comerciais. 10. Independência e autoconfiança O empreendedor irá assumir, em todas as fases do negócio, várias responsabilidades, precisando de independência para realizar as atividades necessárias para impulsionar o crescimento da empresa. Tudo isso demanda autoconfiança para assumir riscos, tomar decisões estratégicas e enfrentar os desafios de empreender com otimismo e determinação. Como desenvolver as características empreendedoras? O Empreendabilidade vem oferecendo consultoria e direcionamento para incentivar que mais pessoas empreendam, e isso inclui apoia-las a encontrar em si essas características. Com inspiração em boas práticas de coaching, negócios e de desenvolvimento de empresas, e a experiência de consultores, mentores e orientadores, estamos aptos a ajudar qualquer um que queira empreender. As pessoas maduras e mais velhas podem empreender? Não só podem, como devem! Como explorado no relatório Empreendedores 50+, o futuro do Brasil, profissionais maduros acumulam experiência e maturidade que são características necessárias para conduzir os negócios. Muitos podem entender que sua história de vida profissional acaba limitando as possibilidades, mas o Empreendabilidade acredita justamente no contrário: esses profissionais precisam apenas readequar a forma de pensar e desenvolver poucas habilidades – em geral ligadas a vícios do modelo de trabalho CLT, já que muitas
Vídeo viralizou: existe idade certa para realizar sonhos e estudar?

Empreendedora prova que não há regras quando o assunto é se lançar a novos desafios Um vídeo onde três estudantes do curso de Biomedicina de uma universidade particular de Bauru, no interior do Estado de São Paulo, ironizam uma colega de classe de 40 anos está dando o que falar na mídia e redes sociais. A atitude tem gerado indignação nas pessoas. E não é para menos. O fato é que não há idade para realizar sonhos e o acontecimento mostrou que há muito a se falar quando o tema é etarismo – discriminação por idade contra indivíduos ou grupos etários com base em estereótipos. Andrezza Fusaro, fundadora e CEO da Royal Face, maior rede de franquia de clínicas de estética facial e corporal do país, é exemplo de que não há idade para empreender, estudar e realizar sonhos. “A experiência adquirida com a idade só somou na minha trajetória e agora estou cursando Biomedicina aos 47 anos”, comemora. Ela acredita que sempre há tempo de focar nas conquistas pessoais e torce para que a aluna que sofreu esse tipo de desrespeito possa continuar firme em seu propósito. “Vou me formar em dois anos como Biomédica e tenho muito orgulho disso. Na Royal Face sempre estamos em busca de profissionais com mais de 40 anos, porque são pessoas que agregam muito valor e experiência, devido a maturidade e vivência. Sempre há tempo de estudar e entrar no mercado de trabalho, seja para começar ou recomeçar”, avalia Fusaro. A empreendedora construiu um império no segmento da beleza há 4 anos e desistir dos sonhos ou ter medo dos desafios nunca foi uma possibilidade, pois abraçar as oportunidades sempre foi o seu lema. “Trabalhava 16 horas por dia e sem salário, pois decidi investir tudo o que eu faturava para multiplicar o negócio, ou seja, aos 42 anos de idade, formada em odontologia, decidi empreender, mas sem renda nenhuma. Hoje vejo que o sacrifício valeu a pena e o sucesso foi tão grande que em 2018 criei a maior rede de franquias de clínicas de harmonização facial do Brasil, a Royal Face”, comemora. Hoje a rede soma 240 franquias abertas e 356 vendidas (em processo de implementação), espalhadas por 23 estados. Para 2023 a meta é comercializar 120 franquias. O grande diferencial da marca é ter democratizado os procedimentos como o botox, preenchedores e fios, com valores mais acessíveis – usando produtos de altíssima qualidade com produtos validados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). – e parcelamento em 12 vezes no cartão e em 24 vezes no Carnê da Beleza, que é próprio da marca.
Letramento em Longevidade é uma demanda urgente do marketing no Brasil

Camilla Alves e Bete Marin Nas campanhas de marketing, há um processo em curso que está transformando o cenário de invisibilidade dos brasileiros com mais de 60 anos. Essa constatação, entretanto, não significa que o problema esteja resolvido. Longe disso, a inserção de cidadãos maduros nas campanhas no Brasil, embora seja uma realidade inegável, é feita de maneira estereotipada. Ou seja, ou temos o ageless (sem idade) ou o velhinho com tudo em cima – aquele com forma física perfeita, atraente e em paz com a própria idade. Se antes ignorávamos a existência de um contingente crescente de cidadãos prateados, atualmente usamos uma lente cor de rosa para mostrar uma parte idealizada dessa população. Diante da constatação de uma nova realidade etária no mundo, a defesa de um Letramento em Longevidade nos parece extremamente urgente. É muito importante lembrarmos que, para o cidadão do século XXI, envelhecer é um processo completamente diferente do que foi décadas atrás. Essa mudança está inteiramente associada às conquistas feitas na área da saúde e à presença da tecnologia na vida dos novos seniores. Se por um lado a sociedade se alterou com um novo protagonismo dos prateados, por outro, ainda resiste a enxergar essa nova realidade. Com isso, acreditamos que o Marketing pode ser um instrumento importante de questionamento do ageísmo, ou seja, os profissionais de marketing do Brasil podem conduzir uma revolução prateada na percepção que temos do envelhecer ao enfrentarem o preconceito com o talento que essa indústria tem mostrado para o mundo. E isso é urgente! Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas apontam que, hoje, os maduros já representam quase 20% do consumo, movimentando cerca de R$ 1,6 trilhão. O Brasil é um dos países com um envelhecimento populacional mais acelerado do mundo. Em 32 anos, o país será o sexto com maior parcela da população 60+, estando à frente de todas as nações em desenvolvimento. Um avanço exponencial que tem surpreendido estatísticas como a do IBGE, que apontava que o Brasil alcançaria 30 milhões de idosos apenas em 2025 – marca atingida em 2018. Ciente do enorme potencial de mercado e da urgência de trabalharmos o Letramento em Longevidade, fundamos, em 2020, a MV Marketing – uma martech com o propósito de dar visibilidade e protagonismo aos consumidores maduros que costumam ser excluídos das estratégias de marketing das empresas. O termo é uma junção das palavras marketing e tecnologia; ele se refere a empresas focadas em criar campanhas mais inteligentes, automatizar processos e atingir resultados para a exposição de marcas e produtos. O modelo atua para otimizar projetos e ações de marketing digital, garantindo um maior retorno sobre o investimento, para aumentar as vendas e melhorar o relacionamento com clientes. E, no caso da MV Marketing, com um olhar específico para a Economia da Longevidade e disseminação da urgência de atuarmos para a representatividade desses brasileiros na propaganda. A inclusão e a diversidade são essenciais para uma sociedade justa e equilibrada; nesse contexto, o marketing especializado tem um papel fundamental para quebrar tabus e combater preconceitos etários. O impacto social de uma comunicação que enxerga e celebra a maturidade é muito relevante, sobretudo porque representatividade importa! E, de novo, o Marketing no Brasil tem um enorme potencial de mostrar ao mundo como podemos contribuir para uma Revolução Prateada consistente, que reconhece e celebra o bônus etário que a humanidade conquistou. Para tal, é necessário que os profissionais dessa indústria enxerguem as demandas específicas de cada faixa etária dentro da maturidade. Camilla Alves | Cofundadora da MV Marketing, a empreendedora atua desde 2018 na Economia Prateada. Graduada em Administração de Empresas, atualmente é mestranda em Data-Driven Marketing, com especialização Data Science para Marketing na Nova Information Management School (Nova IMS), em Portugal. Antes de fundar a MV Marketing, Camilla teve experiência na Endeavor Brasil, onde aprendeu na prática as principais técnicas de marketing digital. Com essa bagagem, ela desenvolveu uma ampla expertise em diversas áreas do marketing digital, incluindo automação de marketing, CRM, SEO, mídia, análise de dados e performance. Bete Marin | Empreendedora na Economia Prateada, é cofundadora das empresas MV Marketing, Hype50+ e do U+Festival. Especialista em planejamento estratégico, comunicação integrada, marketing digital e eventos, Bete é graduada em Marketing, pós-graduada em Gerontologia (Instituto Albert Einstein); em Comunicação (ESPM); e possui MBA em Marketing pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Iniciou a carreira em grandes empresas e consolidou o crescimento profissional na Gerdau, sendo responsável pela área de promoção e propaganda de produtos no Brasil.
Etarismo? Aqui não. Empreendedores maduros têm mais chances de dar certo!

Diante da polêmica da semana sobre etarismo – o preconceito contra a idade – sofrido por uma pessoa de apenas 40 anos e que faz faculdade, a partir do vídeo de duas estudantes que criticam a idade da colega da faculdade, fizemos duas seleções de conteúdo em vídeo e matérias sobre a questão. São cortes de entrevistas que fizemos pelo Empreendabilidade ao longo do último trimestre de 2022 com especialistas no assunto e reportagens que viemos publicando desde o lançamento do estudo “Empreendedores 50+, o Futuro do Brasil”, que mostra porque profissionais maduros devem empreender. Todos os entrevistados reafirmam algo que já sabemos: AMADURECER É BOM! (inclusive para quem quer empreender) Entrevistados em vídeo: – Telma Rosseti (Gestão de Pessoas / Coaching) – David dos Santos Villalva (Digitaliidade) – Mauro Wainstock (Mentor dos 40+ / Etarismo) – Mariana Mello (Cultura do envelhecimento) – Fran Winandy – Conectando Gerações contra o Etarismo – Alessandro Saade (Empreendedores Maduros) – Frederico Brasileiro – Eduardo Vils E também um link que reúne todas as nossas matérias a respeito do tema: Empreendedores Maduros Etarismo? Aqui não!
“Deveria estar aposentada já”: Universitária de 40 anos sofre preconceito em Bauru-SP

Universitárias de Bauru (SP) foram criticadas nas redes sociais após um vídeo em que elas debocham de uma colega de sala de 40 anos viralizar. No vídeo, elas dizem que a colega deveria estar aposentada e que “não sabe o que é o Google“. “Gente, quiz do dia: como desmatricular uma colega de sala?”, pergunta uma delas no início do vídeo. Na sequência, outra menina responde: “Ela tem 40 anos. Já era para estar aposentada”. “Gente, 40 anos não pode mais fazer faculdade. Eu tenho essa opinião”, afirma uma das universitárias. Uma delas diz que a colega mais velha “não sabe o que é Google”, enquanto outra complementa: “Ela acha que Google é a professora”. O trio cursa biomedicina na Unisagrado, instituição particular de Bauru. Veja o vídeo na íntegra neste reportagem da CNN: <iframe width=”560″ height=”315″ src=”https://www.youtube.com/embed/DmQ3NtKG3GU” title=”YouTube video player” frameborder=”0″ allow=”accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share” allowfullscreen></iframe> Etarismo O vídeo viralizou após uma usuária do Twitter compartilhar as imagens. “Minha mãe com 50 anos vai entrar na faculdade esse ano”, relatou, acrescentando: “É uma coisa que poderia ter acontecido com ela”. As três universitárias foram acusadas de etarismo, nome dado ao preconceito e discriminação com pessoas mais velhas. A psicóloga Beatriz Linares, 23 anos, sobrinha da vítima, fez uma postagem no Instagram criticando o trio e contando a história da tia, que sempre trabalhou e adiou os estudos para ajudar a cuidar das irmãs mais novas. “Ela sempre teve o sonho de estudar e nunca teve oportunidade. Hoje, ela conseguiu entrar em um curso que ela sempre quis e estava muito feliz e animada para começar as aulas, e aí surgem três meninas […] que só vivem na própria bolha, gravando um vídeo zombando pelo fato de minha tia ser a mais velha da turma”, escreveu Beatriz. Horas depois, ela publicou uma foto da tia em sala de aula, segurando flores e rodeada de colegas. Segundo a psicóloga, alguns alunos da instituição se mobilizaram para surpreendê-la e oferecer apoio. A Unisagrado também divulgou uma publicação nas redes sem citar o caso diretamente, mas afirmando não compactuar com “qualquer tipo de discriminação” e que “aprendemos a vida toda”. “As oportunidades não são iguais para todo mundo em todos os momentos da vida. Sabemos, por exemplo, que os pais muitas vezes abrem mão da sua formação para oferecer as melhores oportunidades para seus filhos e, somente depois, optam por se profissionalizarem”, diz a postagem. *Com informações do Metrópoles e da CNN
Crise nas Americanas muda vida de empresário 50+ mineiro, relata BBC

*Fonte: Com informações da BBC Brasil O impacto da crise das Lojas Americanas em fornecedores e lojas que utilizam o marketplace era inevitável, mas, a situação já dava sinais de ruptura antes mesmo de o rombo vir a público. A notícia da entrada em recuperação judicial da Americanas na quinta-feira (19/1) foi recebida com pesar num sítio em Bonfim, cidade mineira a cerca de duas horas de Belo Horizonte. Em meio à polêmica situação da gigante varejista, a BBC contou a história de Moacir de Almeida Reis, de 62 anos, casado e pai de três filhos, morador da cidade. Moacir mudou para o sítio por não conseguir mais se manter em Belo Horizonte. Ele atualmente dirige um carro emprestado do filho, vende queijos e leite que compra dos sítios vizinhos e tenta administrar com a esposa uma pequena lanchonete na capital mineira. No local, não há funcionários, pois não há dinheiro para contratar ninguém. Para fechar as contas do mês, Moacir e sua esposa contam com a ajuda dos filhos. Mas nem sempre a vida de Moacir foi assim. Até 2021, ele era o dono, com outros dois sócios, da Forte Minas Logística e Transporte, empresa responsável pelas entregas da Americanas no interior de Minas Gerais. Diversas vezes no topo do ranking de excelência da Direct — braço logístico da Americanas, adquirida em 2014 da Tegma Gestão e Logística —, a Forte Minas chegou a ter 29 filiais em Minas Gerais e expandiu sua atuação também para o Espírito Santo. No auge, a empresa faturava cerca de R$ 50 milhões por ano, segundo os sócios, e empregava diretamente 350 funcionários em Minas e outros 200 no Estado vizinho, contando ainda com uma rede de 700 a 800 “agregados”, como eram chamados na companhia os trabalhadores terceirizados proprietários dos veículos e prestadores do serviço de entrega. Moacir e seus sócios João Wanderlay de Oliveira Júnior e Carlos Henrique de Souza viram tudo isso ruir de um dia para o outro, após, de acordo com eles, a Americanas romper repentinamente o contrato com a Forte Minas. Segundo os sócios, o rompimento foi feito de forma unilateral e sem aviso prévio pela Americanas, embora o contrato entre as empresas — ao qual a BBC News Brasil teve acesso — estabelecesse um prazo de 30 dias de aviso. Com 85% de sua receita então dependente do grupo Americanas e, segundo o relato dos sócios, R$ 7 milhões em serviços prestados e não pagos pela empresa de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, a Forte Minas entrou numa espiral de dívidas que já chegam a R$ 18 milhões, de acordo com os empresários. A Americanas nega dívida com a transportadora Forte Minas. Sem dinheiro sequer para pagar os direitos trabalhistas dos ex-funcionários ou processar a Americanas pelos valores aos quais avaliam ter direito, os sócios se veem atualmente afundados em cobranças e processos judiciais. Perderam o sustento de suas famílias, bens pessoais e a saúde — Moacir sofreu um infarto, Carlos enfrenta uma depressão severa. Agora, com a entrada da Americanas em recuperação judicial após a revelação de uma inconsistência de R$ 20 bilhões no balanço da empresa, eles temem talvez nunca reaver o dinheiro que acreditam que a varejista lhes deve. As famílias de Moacir, João e Carlos são três de milhares de famílias brasileiras afetadas pelo colapso financeiro da rede de lojas e e-commerce. Criada em 1929 como uma lojinha de rua, a Americanas hoje emprega 44 mil funcionários e vende produtos de 150 mil lojistas em seu market place virtual, contando com uma rede de milhares de fornecedores, como foi um dia a Forte Minas. Questionada pela BBC News Brasil, a Americanas afirma que se considera um credor do Grupo Forte Minas/Forte Vix, e não devedor, como alegado. “A companhia instaurou, em 2021, processo para cobrar os valores que entende devidos pela empresa de transporte”, informou a Americanas em nota. A Americanas optou ainda por não comentar a alegação de que teria desrespeitado o contrato com a Forte Minas, ao supostamente rompê-lo de forma unilateral e sem o aviso prévio de 30 dias estabelecido em cláusula contratual. ‘Acabou’ “Eu lembro no dia que ele me contou da falência. A gente estava junto e ele falou: ‘Acabou’ e começou a chorar”, lembra Bernardo Garcia, de 31 anos e filho de Moacir. “Eu não entendi na hora como que do nada [uma empresa acaba] — no dia anterior estava tudo bem.” Bernardo lembra que seu pai ficou muito abatido nos meses posteriores à falência, perdeu 30 quilos e infartou cerca de 3 ou 4 meses depois desse dia fatídico, durante uma viagem de trabalho para fechar uma das filiais, após a ruína financeira da empresa. “O susto foi muito grande. Na UTI, com ele muito fragilizado mentalmente e o sócio dele em condição ainda pior, com crises de pânico, eu dizia para o meu pai: ‘Pai, a gente vai fazer alguma coisa, vamos conseguir alguma justiça para isso’”, lembra Bernardo. Mas, por dois anos, Bernardo ouviu do pai que era melhor deixar para lá, que tentar tomar alguma ação contra a Americanas seria “mexer com cachorro grande” e não daria em nada. “Para você ter uma noção da gravidade da situação da nossa família e como aquilo me doía, teve um dia que minha mãe comprou um amendoim de R$ 6 e ela chorou porque naquele dia ela teve dinheiro para comprar isso”, afirma. “Mas o ponto de virada para mim foi que meus pais já não tinham carro próprio, nem casa própria, e eles usavam uma picapezinha que era da empresa para fazer o caminho entre a roça e BH, trajeto que ele faz agora vendendo leite e queijo. E aí nesse trajeto, o carro parou na blitz e foi apreendido, por conta de processo trabalhista. Eles ficaram na estrada, chorando muito e se sentindo completamente humilhados”, relata o filho do casal. “Minha mãe pegou o telefone, chorando, e falou para mim: ‘Olha onde a gente está, olha o que
Empreendedores iniciais mais velhos priorizam o segmento de alimentação e jovens optam pelo setor da beleza

A pesquisa Global Entrepreneurship Monitor mostra que a idade altera a escolha do setor de atividade dos empreendedores com menos de 3,5 anos de atividade A faixa etária dos empreendedores iniciais (com menos de 3,5 anos de operação) influencia na escolha do setor de atividade em que o novo negócio se estabelece. De acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que no Brasil tem o apoio do Sebrae, os empreendedores com esse perfil e idade mais avançada estavam mais relacionados (em 2021) à alimentação, ao atuarem nos serviços de catering, bufê e outros de comida preparada, como os restaurantes e demais estabelecimentos de alimentação e bebidas. De acordo com a pesquisa, 21,2% do público sênior e 17,5% entre os que estavam na faixa etária intermediária aderiram a esse segmento. Veja aqui os setores que o Empreendabilidade indica para empreendedores maduros Entre os jovens, o percentual foi significativamente menor, de 8,4%. Ainda segundo a pesquisa GEM, entre 18 e 34 anos a predominância foi pela atividade de cabeleireiro e tratamento de beleza (com 11%), que apareceu também entre os que possuíam de 35 a 54 anos, mas com uma proporção menor (3,6%), e não apareceu entre as atividades com maior número de empreendedores. A pesquisa aponta ainda que os empreendedores iniciais com idade entre 18 e 34 anos e de 35 a 54 anos estiveram envolvidos com atividades mais diversificadas. Cerca de 50% do total, em cada um desses grupos, estava distribuído em 11 atividades distintas, ao contrário dos que possuíam de 55 a 64 anos, que correspondiam a apenas seis atividades. O comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios foi citado principalmente entre os jovens (9,1%) e os da faixa etária intermediária (7,4%), não tendo representatividade entre as atividades mais comuns entre os seniores. Já a manutenção e reparação de veículos automotores, apareceu nas três faixas etárias com percentuais próximos, variando de 2% a 5%. As atividades de fabricação de móveis com predominância de madeira e de consultoria em gestão empresarial foram mencionadas somente no grupo dos seniores, ambas com 7,3%.
Reflexão sobre o etarismo

Foram mais de 10 horas de entrevistas cara a cara com especialistas e empreendedores, além das mais de 60 horas dedicadas a pesquisas para lhes entregar o relatório Empreendedores 50+, o futuro do Brasil. A série está disponível no YouTube e traz nomes já consagrados no debate do envelhecimento e do empreendedorismo como: Telma, David, Mauro, Mariana, Fran, Alessandro, e dois casos contados. A importância de discutir isso é que estamos falando de algo que faz parte da sociedade. Daniel Alves acaba de passar pelo questionamento da sua idade para convocação quando da convocação para a Copa. Ao ser perguntado o que achava da convocação do jogador mais velho, um dos destaques da Seleção respondeu algo nessa linha: “É a minha primeira vez na Copa. Imagine quando formos enfrentar uma seleção forte, jogadores conhecidos internacionalmente. Daniel Alves provavelmente já os enfrentou. Ele saberá dizer o que temos que fazer”. Essa é a importância da voz da experiência. No artigo sobre o Simples, recorremos a 10 pessoas antes de defender a tese. A maioria delas tem mais de 20-30 anos de experiência tributária. Ao mencionar quem defende o empreendedorismo, veio o nome de Afif Domingos. Entre os aprendizados que tivemos nestes meses de imersão no tema da maturidade, ficaram algumas lições. Destaco: – Não existe hora certa para empreender – Experiências de vida são positivas – Faça o que te tira o sono – Aprenda (rápido) a excluir da sua vida o que não faz sentido – Não se faz nada sozinho, então procure ajuda para resolver os pontos fracos e reforçar os fortes Se você está esperando a hora certa para começar um negócio, para ter um filho, para mudar de emprego, para fazer aquele curso, para mudar um hábito, sinto te dizer a verdade, ela não chegará. Você que quer empreender, ou que empreende e quer investir para o negócio crescer, e está esperando uma estrela apontar o caminho, a hora, a forma, esqueça. Meça os ganhos e riscos, e faça o que for seu. Tome atitude no que está ao seu alcance. Sobre outras coisas, você não tem o controle. Tentar dominá-las é catastrófico.
CEO da Accenture conta jornada no podcast CBN; Empresa recruta profissionais 50+

Quase sempre que se fala de empreendedorismo, vem ao pensamento a empresa própria e a jornada solitária. Mas, o mindset empreendedor também pode estar presente naqueles que se reinventam dentro da companhia para a qual trabalham. Um exemplo é a carreira de Rodolfo Eschenbach, CEO da Accenture para o Brasil e a América Latina. Em entrevista para o podcast CBN Professional, realizado pela emissora em parceria com o Valor Econômico, ele fala da sua carreira de quase 30 anos na companhia e de como a consultoria faz para se manter atualizada. “É como se eu tivesse mudado de emprego umas seis vezes, mas sem sair da empresa. Sempre estive em busca de oportunidades dentro da organização. Em algumas, pedi para participar; em outras, me convidaram”, explica. Na Accenture desde 1994, ele ingressou na consultoria como consultor, foi gerente, gerente sênior, diretor líder de estratégia e assumiu a cadeira de CEO em setembro de 2022. Embora a carreira estivesse em curva ascendente, ele não se limitou a “pular” de um cargo para outro: era atraído pela realização de grandes tarefas. “Desde o início, eu já gostava de desafios, de tocar e entregar projetos para os clientes”, lembra o executivo, engenheiro de formação. “Aprendi a me divertir no trabalho.” Dos desafios de Eschenbach na Accenture, a maioria está ligada ao campo da inovação. Um dos mais relevantes, segundo ele, foi montar o “business” de digital na corporação, uma jornada cujo arranque inicial durou seis anos. “Há mais de dez anos, quando começaram as primeiras discussões sobre a transformação digital dos negócios, pedi para ser o executivo responsável pelo setor na empresa”, diz. “Sempre fui da área de consultoria, focado mais em supply chain e transformação organizacional, mas o meu diferencial era descobrir como usar a tecnologia para alavancar os negócios dos clientes.” Nessa jornada empreendedora – apesar de ser funcionário da empresa, Eschenbach manteve o olhar para a antecipação de desafios e a busca por caminhos para a solução -, o executivo teve de abrir novas frentes de recrutamento de talentos para apoiar a oferta de serviços digitais da marca. “Compramos empresas do segmento e trouxemos profissionais bem diferentes daqueles que já tínhamos”, afirma. “Foi importante convencer as áreas que, além de consultores de perfil tradicional, íamos precisar de designers, matemáticos e pesquisadores em campos diversos.” Profissionais maduros Uma das iniciativas foi investir na contratação de profissionais mais seniores, acima dos 50 anos. Em linha com os estudos do Empreendabilidade, esses profissionais hoje tem capacidade de trabalho muito diferente do passado, quando tinham cabeça de se aposentar. “Hoje em dia, com 50 anos, ninguém está com essa cabeça. Por que não trazemos esse pessoal e fazemos um re-skilling?”, diz. A Accenture criou o programa Grand Master, apelidado de “trainee 50+”, para selecionar profissionais mais experientes. “Executivos ou não, buscamos pessoas com capacidade de trabalho, que tenham vontade de aprender novos skills. Está sendo um super sucesso, quase começando uma nova carreira, se sentindo energizadas, fazendo novas coisas.” Além de tudo, pontua o executivo, esse tipo de programa é uma ajuda na demanda da sociedade por profissionais capacitados. “Investimos para formar profissionais que sejam melhores para a sociedade, e obviamente queremos captar a maioria deles.” Eschenbach acaba de ser nomeado para o novo cargo. Na entrevista, dá a dica para os gestores: “o gestor precisa ter clareza sobre os objetivos e o futuro das equipes que coordena. Saber o que o seu time terá de fazer nos próximos três anos para que a empresa continue crescendo e manter conversas frequentes.” Fonte: com informações do Podcast CBN Professional – disponível nas principais plataformas de streaming, como Spotify e Apple Podcasts, e no site da CBN e do Valor Econômico.
5 Insights da Mature Future sobre Empreendedores 50+

Como disse a jornalista Mariana Mello, fundadora e publisher da Alma Content, boutique de conteúdos branded, e do Portal Mature Future, que escreve excelentes histórias sobre a cultura do envelhecimento, somos melhores hoje do que fomos ontem. Mariana foi nossa entrevistada no último episódio do videocast Empreendabilidade, disponível no Spotify e no Youtube, e a conversa passou por diversas reflexões, como preconceito contra idade, projeto de vida e quebra de paradigmas a respeito de faixas etárias. “O exercício do envelhecimento tem que começar desde o início. Como aprendemos educação financeira, nutricional, tínhamos que aprender sobre envelhecimento”, afirma. Para nós faz todo sentido, já que antes dos anos 2050 a população Brasileira terá mais idosos do que jovens. Envelhecer não envolve só o que os mais velhos farão, envolve também como lidamos com eles no dia a dia. Por isso, a missão da Mature Future é colaborar para a construção de uma cultura de envelhecimento no Brasil, para todas as idades, considerando a comunicação como um agente fundamental nessa nova mentalidade. Mariana, além de empresária e jornalista, também tem feito apresentações e debates sobre o assunto. Recentemente esteve com o jornalista Heródoto Barbeiro em uma universidade. A Mature Future tem atuado ativamente na abordagem do envelhecimento na comunicação, expressões de ageísmo, intergeracionalidade, mercado da maturidade, cenário da longevidade no Brasil, entre outros. Considerando que os mais velhos são excelentes empreendedores, Mariana selecionou insights do nosso estudo que valem a pena ter em mente: 5 insights da pesquisa Empreendedores 50+ : O Futuro do Brasil Os empreendedores 50+ são mais maduros e, por isso, contam com uma atuação mais centrada no sucesso. Comprometimento no trabalho (89%) e maior equilíbrio emocional em relação aos jovens (88%) são duas características comuns a profissionais maduros. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Dados do Sebrae, com base nos dados disponibilizados pelo PNADC, do IBGE, mostram que 20% dos empregadores brasileiros têm mais de 50 anos de idade. Empreendedores com mais de 65 anos contam com uma taxa de aprovação de 66% em seus pedidos de crédito a instituições financeiras. O profissional maduro já conhece o mercado e lida com a pressão do ambiente corporativo há muito tempo. Isso, no decorrer dos anos, faz com que um senso crítico mais apurado seja criado, o que facilita as práticas empreendedoras. Esse tipo de conhecimento não se compra e não é possível de desenvolver sem anos atuando no mercado. A pesquisa Empreendedores 50+ está disponível aqui.
CEOs 50+ falam de empreendabilidade e etarismo

O momento é histórico. CEOs com mais de 50 anos têm o desafio de gerenciar quatro gerações no mesmo ambiente e lidar com as novas tecnologias e ferramentas de trabalho. Mas, por vezes, eles têm de encarar o etarismo, ou seja, a discriminação baseada em estereótipos relacionados à idade. No auge da carreira, esses profissionais podem sofrer uma pressão para deixar o cargo. Porém, na contramão desse pensamento, eles se sentem mais ativos do que nunca, aptos a exercer suas funções e gerenciar uma empresa. E alguns fatores permitem esse cenário, como o aumento da expectativa de vida e a abertura do mercado de trabalho para contratar pessoas nessa faixa etária. Aos 85 anos, Thomas Case segue ativo na liderança da empresa que fundou, a Pés Sem Dor Foto: Alex Silva/Estadão “Eu tenho uma enorme ambição para a empresa. Todos os dias são novos desafios, novas oportunidades e pressão por resultados”, diz Thomas Case, de 85 anos, fundador e CEO da Pés Sem Dor. Antes, ele fundou e gerenciou a empresa de vagas de emprego Catho por dez anos. Assim como ele, outros três CEOs ouvidos pelo Estadão, na faixa de 50 a 70 anos, seguiram o caminho do empreendedorismo, tendo assumido esse cargo antes ou não. Mas ter um negócio próprio nessa fase da vida é apenas um dos caminhos. “Hoje, pessoas 60+ podem tranquilamente assumir posições no mercado, que está aberto para alguns segmentos onde falta experiência”, afirma o sócio e consultor sênior da ZRG Partners, Darcio Crespi. Nesse momento, em vez de falar de um plano de carreira, ele destaca o modelo de projetos, em que as companhias buscam profissionais em nível de diretoria que já tragam uma experiência específica. “É uma expertise para estabilizar o lugar, estabelecer problemas específicos, trazer um conhecimento que falta no negócio. Com essa ideia, a limitação de idade foi caindo”, completa ele, que tem 70 anos. Crespi avalia que cabe ao profissional também questionar o que o motiva, ter uma rede ampla de contatos para além da área em que atua e um olhar expandido para as oportunidades. É preciso entender, no entanto, que algumas concessões serão necessárias. Tanto as empresas têm de abrir espaço à pessoa madura quanto o profissional poderá concordar em atuar numa empresa de menor porte e, eventualmente, ganhar menos. “Alguns preferem fazer consultoria, dividir o conhecimento com várias empresas. Outros preferem operar. As pessoas ficam mais maduras e conscientes do que querem para vida e do que podem receber”, diz o especialista em recrutamento executivo. “Se fez uma boa carreira, pode entregar valor em outros tipos de empresa, mas com desafio interessante.” No topo da liderança A média de idade dos CEOs ao redor do mundo é de 53 anos, segundo a 19ª edição do estudo CEO Success, da PwC, que analisou as 2.500 maiores empresas de capital aberto do mundo de 2004 a 2018. O levantamento mostra que no ano 2000, um CEO ficava no cargo por oito anos ou mais, em média. Porém, na última década, o mandato foi de apenas cinco anos. “Mesmo quando a vida do CEO se torna desagradável, brutal e curta, 19% de todos eles conseguem permanecer no topo por dez anos ou mais, com um mandato médio de 14 anos”, escrevem os especialistas da PwC. “Alguns desses ‘corredores de longa distância’, normalmente fundadores de empresas ou visionários que transformaram suas organizações, permanecem por 20 anos e, em alguns casos, por muitos anos mais”, completam no documento. Eles apontam, ainda, que profissionais nesta posição por muito tempo geralmente trazem retornos mais altos para os acionistas do que aqueles que estão no posto há pouco tempo. No entanto, o desempenho médio daqueles tende a ser bom em vez de ótimo. Energia e vitalidade contra um número Mauro Wainstock, fundador do Hub40+, afirmou em entrevista para o Podcast Empreendabilidade que tem recebido cada vez mais pessoas que chegaram a se aposentar e que querem voltar ao mercado de trabalho. “Mesmo quem ocupa altos cargos, é estranho a pessoa ser obrigada a se aposentar compulsoriamente só porque atingiu certa faixa de idade”, diz. “Vemos cada vez mais pessoas maduras ativas e com condição de contribuir para a sociedade, a idade é apenas um número”. Com informações do Estado de S. Paulo
“A vida inteira é de aprendizado, por isso as pessoas estão desistindo de se aposentar”, Mauro Wainstock

O detetive experiente que enfrenta a última missão antes de finalmente realizar o sonho de morar na praia, usar camisa floral e tomar marguerita é um personagem recorrente nos filmes de ação da Hollywood dos anos 80 e 90. A expectativa de vida, naquela década, estava na faixa dos 60 anos. Quem chegava a isso, tinha a sensação de missão cumprida. Hoje, com a expectativa de vida média de 76,6 anos – e não é incomum conhecer pessoas que chegam aos 90, 100 anos -, milhares pessoas que iam se aposentar acabam desistindo e passam a realizar a alguma atividade. “As pessoas aposentam, fazem um sabático para descansar, é necessário. Depois, vêm nos procurar para conversar sobre possibilidades de retornar ao mercado de trabalho, ou abrir o próprio negócio. Há a necessidade de fazer algo concreto para entregar para a sociedade”, afirma Mauro Wainstock, fundador do Hub40+ . “O sedentarismo leva a ficar doente. É um fato. Imagine se o Abílio Diniz parasse. Ele nunca parou de trabalhar e chegou no momento de se reinventar e decidiu que iria entrevistar pessoas”, exemplifica. Wainstock é o nosso convidado do terceiro episódio da primeira temporada do videocast Empreendabilidade, que trata do tema Empreendedores 50+ a partir do relatório da consultoria Empreendabilidade. Outro ponto que o especialista, que é um dos nomes mais ativos no debate sobre diversidade etária, é que a educação básica é importante para combater o etarismo – o preconceito da idade. “Atitudes preconceituosas sempre existiram. A palavra-chave para isso é tratar a todos com respeito”, pontua Mauro. Para ele, o mercado de trabalho precisa de mudanças. Há um preconceito silencioso, por exemplo, de que pessoas mais velhas não poderiam exercer cargos operacionais, mas a idade não está ligada à hierarquia. Mas, não existe relação entre competência e idade. O preconceito etário ficou claro na pandemia, quando profissionais maduros foram os que mais perderam o emprego. “Os colaboradores com 50, 60 anos, que passaram por várias crises, mudanças de moedas e tantas outras experiências, o profissional talvez fosse o mais conceituado, mais preparado emocionalmente para enfrentar aquele desafio, foi demitido. O critério não deve ser esse. Se a pessoa não entrega, deve sair, mas não tem nada a ver com a idade.” “Outra coisa, a diversidade etária e a integração das gerações trazem diversos benefícios para as empresas. É a primeira vez na história que temos quase 5 gerações trabalhando juntas”, diz. Mauro classifica como “ageness” (sem idade, em inglês), as pessoas que independentemente da quantidade de aniversários se agrupam por terem interesses em comum. Há os mais velhos cronologicamente, mas com cabeça jovem. E há jovens com cabeças mais maduras. “Temos que parar de colocar as coisas em caixinhas. Será que as pessoas que têm a mesma idade, que estão nos 40, por exemplo, têm os mesmos objetivos? Será que esse estereotipo existe mesmo e é assim que a sociedade deve funcionar? Por isso o combate à discriminação por idade deve ser parte da educação desde sempre”, conclui. O relatório do Empreendabilidade, “Empreendedores 50+, o Futuro do Brasil”, indica que esses profissionais deveriam empreender, justamente
Estadão conta história de empreendedoras maduras de sucesso

Profissionais maduros, acima de 50 anos, têm mais chances de sucesso na abertura de um negócio. É o que revela a pesquisa “Empreendedores 50+, o futuro do Brasil”, da consultoria Empreendabilidade. O levantamento conectou dados macroeconômicos, indicadores do mercado empresarial e do perfil de profissionais maduros. O relatório, que usou big data analytics, relaciona as taxas de sucesso de fundadores de empresas em diferentes faixas de idade. “Se você está pensando nas pessoas acima de 50 anos apenas por inclusão, isso está errado”, aponta Ricardo Meireles, fundador da Empreendabilidade e responsável do estudo. Ele lista uma série de características do profissional 50+ que pode explicar a taxa maior de sucesso no empreendedorismo: além de mais vivência em diferentes situações, eles conseguem lidar melhor com adversidades, aceitam mais riscos, faz boas negociações e são mais responsáveis na tomada de decisões. Pela pesquisa, 15,6% dos empreendedores com idade entre 55 e 64 anos têm empresa estabelecida, ou seja, que está ativa há mais de 3,5 anos. Entre pessoas de 18 a 34 anos, esse porcentual é de 3,8% e, entre 35 e 54 anos, 11,1%. Outro ponto importante é a questão da previdência social. Apesar de a expectativa de vida do brasileiro estar crescendo, o período de vida economicamente ativa continua o mesmo, o que leva a um déficit previdenciário cada vez maior. O pico de contribuição econômica esta entre os 30 e os 49 anos. “Como não se pode estender a idade produtiva para a infância, o potencial de geração de valor econômico e social está na força intelectual e produtiva das pessoas maduras, que acabam deixando de contribuir para a economia exatamente quando estão no auge da sua capacidade”, diz Meireles. De acordo com a pesquisa, no cenário atual, alguns segmentos representam uma boa oportunidade para esse grupo de empreendedores, como bares, restaurantes e alimentação; construção civil e serviços; varejo e e-commerce. Setores-chave para a sociedade, Educação, agronegócio e saúde também são opções por não apresentar travas para quem quer empreender. A população com mais de 55 anos representa 30,7% do total de empreendedores no Brasil. O número pode ser resultado da situação financeira do País, da dificuldade de encontrar empregos quando as vagas são disputadas com jovens que dominam meio digital, discriminação ou até propósito de vida. De acordo com a pesquisa, é acima dos 50 anos que muitos profissionais decidem realizar algum sonho e deixar de ser empregado. Além disso, alguns já conseguiram juntar poupança e querem continuar ativos no mercado. Na avaliação de Meireles, o público 50+ deveria ser direcionado ao empreendedorismo enquanto está sendo tratado apenas como grupo de inclusão no mercado de trabalho. “Empreender na maturidade é uma oportunidade quase única”, afirma Bete Marin, 52 anos. Depois de 30 anos de carreira, ela decidiu arriscar e montar, ao lado de uma amiga, a agência digital MV Marketing, focada em Economia Prateada – mercado voltado para as necessidades das pessoas maduras. Qualidade de vida e motivação foram os pontos de partida para a veterana montar um negócio do zero. Mas antes de aplicar investir, ela precisou planejar. “Essa é a essência de você ser bem-sucedido”, destaca. Primeiro, fez uma retrospectiva de vida, relembrou a virada de carreira e o que mais a impactou. A partir dali, percebeu que estava longe de querer se aposentar. “Quando você descobre isso, tem muita coisa para fazer.” Hoje, a agência conta com 10 clientes fixo e a previsão é investir em produtos digitais dedicados ao público alvo. Oportunidades de crédito Embora pessoas acima de 46 anos tenham mais chances de aprovação na tomada de crédito, segundo pesquisa do Sebrae em parceria com a FGV, as mulheres enfrentam mais dificuldades que os homens na hora de abrir um negócio por conta da falta de acesso ao crédito, como critica Bete. “A gente precisava se livrar de estereótipos, e focar no mercado”. Foi justamente o preconceito com idade que impediu Gisele Correia, 56, de conseguir uma oportunidade de emprego aos 40 anos. Na época, ela atuava na área de advocacia. Desempregada, a saída foi montar um brechó na garagem de casa para conseguir pagar o aluguel. “Comecei a empreender por necessidade.” A empreitada só teve fim porque Gisele precisou se mudar de Curitiba para São Paulo. Na capital paulista, conseguiu um bico como representante de vendas e rodava os quatro cantos da cidade comercializando roupas de ginástica. “Me descobri apaixonada pelo varejo”, conta. A grande oportunidade surgiu em 2006, quando a empresária se interessou por uma lojinha, ao lado da academia em que malhava. O estabelecimento foi colocado à venda após o dono declarar falência, enquanto migrava para o e-commerce. O proprietário era Marcio Kumruian, atual CEO da Netshoes. “Mas não era uma, eram três lojas. Quando eu fui conversar, ele disse: ‘Ou é três ou é nada’”. Ela topou. Com empréstimo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) conseguiu inaugurar a Use Best Fit. Quatorze anos depois, a empresária já somava 14 lojas físicas. A ascensão do empreendimento de Gisele acompanha a mudança progressiva do mercado e evidencia o número de profissionais +50 que conseguem ampliar o negócio, apesar da crise econômica dos últimos anos. Quase 25% das startups com maior crescimento foram fundadas por pessoas com idade entre 50 e 59 anos, mostra pesquisa da Empreendabilidade. O negócio estava consolidado, até que em 2020 chegou um baque: a pandemia da covid-19. Durante esse período, metade dos trabalhadores brasileiros com mais de 50 anos perderam o emprego, segundo levantamento da PwC Brasil. “A gente pensava que não ia sobreviver”, desabafa Gisele. A empreendedora precisou se reinventar. Foram seis lojas físicas fechadas e um novo recomeço. A loja migrou para o digital e as vendas online foram ampliadas com Martketplace. Gisele aprendeu a empacotar, entregar, gravar vídeos e produzir outros conteúdos para as redes sociais da loja. “A pandemia deixou uma lição para quem empreende: tem de estar preparado. Não tem um dia sem desafio”, aconselha. Para a empresária, a intergeracionalidade presente na equipe composta por 27 funcionários foi essencial para a sobrevivência do negócio. “A juventude também me ensinou muito”. Treinamento e cursos Agora, em resposta à demanda, organizações
Etarismo: preconceito prejudica quem deseja abrir negócio

Antigamente, abrir um negócio após os 50 anos parecia algo inviável em um passado recente, mas hoje esse cenário mudou. Segundo o estudo do “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil” , os profissionais 50+ são capazes e conseguem liderar com êxito grandes empresas. O levantamento também mostra que esses executivos com mais de 50 anos têm empresas duradouras, empregam mais pessoas, são mais confiáveis para o mercado financeiro, lidam melhor com pressão e aceitam melhor os riscos. Para Telma Rosseti, fundadora da TalentoTech, a sociedade fala que um profissional mais maduro muitas vezes não é capaz de iniciar no mundo do empreendedorismo e nem se manter no mercado de trabalho. “A sociedade está dizendo que eu com 65 anos já não sirvo mais, mas no fundo, eu ainda acho que posso fazer muita coisa. Eu estou com muita energia, muita disposição”. “A questão da pejotização também envolve o autoconhecimento que adquirimos, ter uma propriedade nossa. Antes, parecia que a responsabilidade da nossa riqueza estava na mão do outro. Agora, eu não dependo do plano de carreira da empresa, dos aumentos e de acordos coletivos. Eu cuido da minha riqueza, vou construir meu próprio plano de carreira, vou conduzir meu próprio investimento”, comenta. Ainda há muito etarismo no mercado, esse preconceito é um desafio complexo que atrapalha muito os mais “velhos” que desejam abrir um negócio. “Há quem decida se reinventar ou seguir algum sonho. Outros preferem uma remuneração maior ou mais valorização. Porém, quando se tem mais idade é natural surgirem momentos de dúvida e insegurança, principalmente, por causa dos muitos preconceitos”. “Contudo, com o passar do tempo, a geração dos 50+ foi mudando e garantindo seu espaço. Principalmente pelo acesso cada vez mais próximo à tecnologia, o estudo contínuo e as novas oportunidade geradas. Com a pandemia, as pessoas passaram a dar mais valor para coisas diferentes e isso gerou uma vontade de novos ares e caminhos”, complementa a especialista. Dizem que há certos marcos de idade que fazem diferença na carreira das pessoas. De fato, como a experiência vem com o tempo, em certo momento não é preciso mais mostrar quem o profissional é, a bagagem já mostra por si só. “Mas e quando essa bagagem não te ajuda? A partir de um determinado momento da vida, é bastante difícil conseguir uma promoção ou progredir na carreira. É como se fosse o estágio final que você consegue atingir. Porém, todos são capazes de realizar seus sonhos, independentemente da idade”, finaliza Telma.
Setores para empreendedores maduros abrirem seu próprio negócio

Empreender na maturidade é uma opção para manter a vida ativa, driblar a falta de vagas no mercado de trabalho e até para realizar algum sonho antigo que vinha sendo postergado. Para quem tem mais de 50 anos, e que já acumula experiência profissional e uma bagagem relevante de vida (o que lhe confere as chamadas “soft skills”, ou competências comportamentais), determinados setores podem representar boas oportunidades e chances de crescimento. Segundo o estudo Empreendedores 50+: O futuro do Brasil, do Empreendabilidade, um dado do Sebrae mostra que 52% dos empreendedores entre 55 e 64 anos atuam em 12 segmentos de negócios (CNAEs). O Empreendabilidade mapeou esses segmentos e cruzou com os dados de crescimento recente de empresas, mercados estáveis e favoráveis para empreendedorismo e áreas que representam oportunidades em diferentes modelos – como novas empresas, franquias ou até mesmo desenvolvimento de novas soluções -, são eles: Bares, Restaurantes e Alimentação Em 2020 os gastos dos brasileiros com foodservice chegaram a R$ 215 bilhões (Instituto Food Service Brasil). Investir em restaurantes serviços de alimentação e bebidas, comércio atacadista de hortifrutigranjeiros, serviços catering e outros de comida preparada, pode ser uma boa opção. Além disso, o segmento de lanchonetes é um dos que mais vem crescendo neste ano, o que aponta uma tendência com a retomada das atividades econômicas e da alimentação fora do lar. Construção Civil e Serviços A construção civil cresce há sete trimestres consecutivos, resultado inédito desde 1996. É considerado o setor que mais movimenta a economia, favorecendo outros negócios na cadeia – serviços especializados para construção, instalações elétricas, fabricação de estruturas de madeira e de artigos de carpintaria para construção -, além da compra, venda e aluguel de imóveis. Varejo e E-Commerce O comércio também acompanha a retomada da economia, tendo crescido 5,5% em 2021. As vendas online representam excelente oportunidade para quem atua em vestuário, itens em geral, varejo de motocicletas (peças e acessórios) e veículos. O Brasil movimenta cerca de US$ 40 bi/ ano no e-commerce, com previsão de chegar a US$ 60 bi em 2022. Cursos online Uma tendência que parece ter vindo para ficar são os cursos online. A possibilidade de estudar e se especializar no conforto de casa já viraram uma realidade e fez com que a busca por cursos à distância aumentasse. Segundo levantamento da Cuponomia, a procura por cursos online aumentaram 200% desde o início da pandemia, o que demonstra a força do setor. Agronegócio O Agronegócio é o setor que move o Brasil e que traz oportunidades para se iniciar novos negócios, em 2021 teve crescimento de 5,2% e apresenta tendência de aumento para 2022. No mercado financeiro, o setor ganha espaço. Seja na renda fixa ou variável, com fundos ou com a compra direta de ações, são opções para quem deseja investir em agro. Saúde Segundo dados da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em saúde (ABIIS), o setor fechou 2021 com crescimento de 4,8% e 7,3% em exportações e importações, respectivamente. Além da sinalização de que, após a pandemia, o brasileiro está mais atento à saúde de forma geral.
Relatório: empreendedor maduro oferece mais chances de empresa dar certo

Empreendedores com mais de 55 anos têm mais empresas estabelecidas e com mais funcionários; Estudo aponta que profissionais maduros deveriam empreender A expectativa de vida no Brasil tem crescido nos últimos anos. Segundo projeção do IPEA/IBGE, idosos representam 15% da população brasileira e devem atingir entre 25% e 30% da densidade populacional do país até 2060. A perspectiva com a longevidade é de que essa parcela da sociedade também passe a ter uma contribuição econômica mais ativa ao invés de buscar a aposentadoria. Isso abre espaço para que a experiência profissional e de vida que essas pessoas acumulam possa ser melhor aproveitada. Já é comprovado, inclusive, que essa bagagem ajuda os maduros a serem empreendedores de sucesso. O relatório “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil”, realizado pelo Empreendabilidade, mostra que a população com mais de 55 anos representa 30,7% do total de empreendedores no Brasil, o que traz ganhos para a sociedade e benefícios para a economia. Além de entrarem para o quadro de indivíduos economicamente ativos com as empresas, eles geram mais empregos e movimentam negócios. O estudo aponta que o empreendedor com mais de 50 anos tem maior capacidade de criar um negócio que se estabeleça no mercado: 15,6% dos empreendedores entre 55 e 64 anos tem empresa estabelecida, ou seja, que está ativa há mais de 3,5 anos. Contra 3,8% dos jovens (18 a 34) e 11,1% dos adultos (35 a 54 anos). Também são maiores as chances de aprovação na tomada de crédito, e eles apresentam menor risco de inadimplência ou calote, o que também ajuda na economia. “Os empreendedores experientes já têm mais tempo à frente de um negócio, mais experiência em gestão, possuem bom histórico bancário e maior possibilidade de já terem acumulado bens e terem mais estabilidade, características bem avaliadas pelo mercado financeiro”, comenta Ricardo Meireles, fundador do Empreendabilidade e responsável pelo estudo. O envelhecimento da população dá novos significados à contribuição social e econômica. Em um levantamento feito pela própria consultoria, isso é considerado uma das coisas mais importantes da vida adulta e dá um real sentindo à existência, resume o estudo. “No caso dos mais velhos, abrir um negócio ainda pode ser a oportunidade de realizar um sonho. Basta buscar a capacitação necessária antes de arriscar”, finaliza Meireles.
REPORT: Profissionais com mais de 50 anos devem empreender; conheça o estudo
Os profissionais maduros, aqueles na faixa etária de 50 anos ou mais – e que estão com dificuldade de se recolocar no mercado de trabalho após a pandemia – deveriam estar empreendendo. Isso ajudaria não apenas no problema de recolocação no mercado de trabalho, mas também traria uma série de benefícios para a economia e a sociedade. A conclusão é do relatório “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil”, que parte do cruzamento de dados macroeconômicos, indicadores de mercado e do perfil de profissionais maduros e passa por um olhar crítico sobre a projeção de envelhecimento da população e das mudanças comportamentais da “geração prateada” para chegar ao argumento-chave de que a maturidade, naturalmente, oferece ao indivíduo as características que são necessárias para se iniciar um negócio. Não se trata de uma simples tese. Os números dizem tudo. Os empreendedores com mais de 50 anos têm mais empresas duradouras, empregam mais pessoas, são mais confiáveis para o mercado financeiro, lidam melhor com pressão, aceitam melhor os riscos. Falar de empreender não deveria assustar as pessoas, já que o impacto positivo de se ter mais empreendedores maduros é imenso, e é disso que o Estudo fala. Na cultura consumista, a tal “Economia Prateada” se refere a criar produtos e serviços específicos para um grupo etário que só cresce. Cresce em consumo e produz menos. Ora, não é possível estender para as idades mais jovens o pico produtivo, que hoje é de 20 anos – dos 30 aos 49 -, dentro de uma expectativa de vida de 76 anos. Ao mesmo tempo, a previdência social é deficitária e sem futuro – basta olhar os gráficos disponíveis no material completo. As pessoas maduras acabam deixando de contribuir para a economia exatamente quando estão no auge da sua capacidade intelectual e produtiva, aponta o report. Num contexto onde boa parte da sociedade brasileira não tem educação financeira e poucos estão preparados para ficar sem uma renda fixa, principalmente após a pandemia, é importante, sim, um movimento de inclusão para reempregar profissionais maduros. Mas, nisso, muitos acabam subaproveitados. O que o relatório “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil” pretende é muito simples: mostrar que se for aproveitada a bagagem de vida e profissional dessas pessoas e se forem desenvolvidas as capacidades técnicas, de gestão e tecnológicas, o impacto é muito positivo para todos. Para baixar o material completo, clique aqui ou visite a página Reports do nosso portal. Boa leitura!
Porque os 50+ são os melhores empreendedores, segundo nossa análise

Muitos pensam que tem que ter idade certa para começar a empreender ou até mesmo que as pessoas devem ser novas, mas não é bem isso que o estudo “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil” diz. Todo mundo pode empreender independentemente da idade. Segundo o estudo, que foi elaborado a partir de dados macroeconômicos, indicadores de mercado e do perfil de profissionais maduros, a maturidade oferece ao indivíduo características que são necessárias para se abrir um negócio. Estudos de diferentes fontes em todo o mundo já mostram porque os profissionais 50+ são capazes e conseguem liderar com êxito grandes empresas. O relatório do Empreendabilidade aponta que os executivos com mais de 50 anos têm empresas duradouras, empregam mais pessoas, são mais confiáveis para o mercado financeiro, lidam melhor com pressão e aceitam melhor os riscos. São vários fatores positivos no que é chamado “soft skills”, como fidelidade à empresa; Comprometimento e Maior equilíbrio emocional. Isso se comprova a partir da avaliação dos empreendedores maduros em atividade atualmente, além das diversas vantagens para a economia que eles trazem: a população com mais de 55 anos representa 30% do total de empreendedores do Brasil – são os que mais empregam, o que têm maior acesso a crédito e que têm mais capacidade de criar um negócio que se estabeleça no mercado em relação a empreendedores mais jovens. Ser empreendedor aos 50 anos é um caminho factível para ter maior qualidade de vida e voltar ou se inserir no mercado de trabalho, mesmo com as dificuldades que a sociedade impõe. Além de tudo, entende-se que o empreendedorismo é um espaço para a realização de sonhos, por isso, o estudo ainda indica uma série de medidas para que o profissional maduro possa se desenvolver como empreendedor e encarar esse novo momento de vida, quem sabe colocando de pé aquela ideia que está guardada há muito tempo na gaveta.
Sebrae e Maturi lançam programa para startups criadas por 50+

O Silver Startup, lançado pelo Sebrae–SP e Maturi, é um programa que irá apoiar o desenvolvimento e crescimento de startups fundadas por empreendedores com mais de 50 anos por meio da conexão com mentores. Foram selecionadas 30 companhias de empreendedores do estado de São Paulo que já têm um negócio, um projeto ou ideia para começar uma startup e buscam apoio de especialistas em diversas áreas para validar, testar, melhorar e crescer. “Cerca de um quarto da população brasileira tem mais de 50 anos. Daqui 20 anos, mais de 40% da população terá mais de 50 anos. É um mercado enorme para ser atendido e nada melhor do que pessoas com mais de 50 anos para atender esse público que elas fazem parte. E o Sebrae com a Maturi dará todo o apoio para o desenvolvimento dos negócios promovendo mentorias e conexões”, destaca Wilson Poit, diretor-superintendente do Sebrae-SP. “Começamos como uma plataforma de vagas para pessoas com mais de 50 anos, mas desde o começo falamos sobre empreendedorismo para o nosso público. E ninguém melhor do que o Sebrae para unir forças e lançar um programa para impactar cada vez mais pessoas”, ressalta Mórris Litvak, fundador e CEO da Maturi, plataforma que reúne oportunidades de trabalho, desenvolvimento pessoal, capacitação profissional, empreendedorismo e networking. O Silver Startup Lab terá duração de seis meses e começa com um diagnóstico, já que o negócio pode estar na fase de ideação até em busca de investimento para escalonar, por exemplo. Os participantes terão mentorias com experts do mercado; acompanhamento das necessidades e próximos desafios; participação em eventos, como a feira de startups CASE e a Maturi Fest, maior festival de trabalho e empreendedorismo 50+ da América Latina; e conexão com outros programas e eventos do Sebrae for Startups, posicionamento do Sebrae-SP dedicado ao ecossistema de inovação paulista. O encerramento será realizado em dezembro com um DemoDay, para apresentação dos negócios para uma banca de avaliação. fonte: Startupi (https://startupi.com.br/2022/06/sebrae-sp-e-maturi-lancam-programa-para-startups-criadas-por-pessoas-com-mais-de-50-anos/)
Empresários +65 geram mais empregos

Os empreendedores brasileiros com 65 anos ou mais são os que mais empregam no país. É o que diz um estudo realizado em 2021 pelo Sebrae, a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE. A análise identificou que a maior proporção de empregadores (20%) está localizada nesse perfil de empreendedor. Ainda de acordo com a instituição, quando comparados às outras faixas etárias, os empresários desta faixa etária são os que mais possuem funcionários, sendo 71%, com 1 a 5 empregados; 11%, com 6 a 10 empregados; 10% com 11 a 50 empregados e 8% com 51 ou mais empregados. Assim, apesar de responderem por só 7,3% do total de empreendedores, esses empreendedores da 3ª idade constituem o grupo que proporcionalmente mais gera emprego entre os Pequenos Negócios Os números analisados são relativos ao terceiro trimestre do ano passado, quando o Brasil atingiu 1,8 milhão de empreendedores nessa faixa etária, o que corresponde a 7,3% do total de donos de negócios de pequeno porte. Os dados apontam também que os empreendedores com 65 anos ou mais são, em grande maioria, homens (73%), brancos (59%), chefes de família (73%), dedicando-se a um único trabalho (98,8%). Em termos de escolaridade, o empreendedor da 3ª idade é o que tem menos instrução quando comparado aos demais grupos. Em sua maioria, eles possuem nível fundamental (48%). Apesar disso, são os que apresentaram o maior rendimento, com 10% com ganhos de mais de cinco salários-mínimos, ou seja, acima de R$ 5.225,00. Fonte: Portal Longevidade (https://longevidade.ind.br/noticia/empreendedor-brasileiro-da-3a-idade-e-o-que-mais-gera-empregos-no-pais/)
Empreendedores de segunda viagem

Quase um terço dos founders são empreendedores de segunda viagem O ecossistema de inovação brasileiro tem alguns fundadores de mais de um negócio, e isso é bom para todo o mercado. Um levantamento realizado pelo Distrito com a MAYA Capital indica que 66,8% dos founders declaram que já estavam inseridos no universo de startups, e 29,1% deles haviam participado da criação de outra empresa do mesmo segmento anteriormente. “Ter empreendedores de ‘segunda viagem’ é um ótimo sinal para o ecossistema. Significa que temos um ciclo virtuoso que impulsiona novos negócios” – Gustavo Gierun, CEO do Distrito. O estudo foi realizado com 223 fundadores de startups brasileiras, com o objetivo de mapear o ecossistema de inovação do Brasil analisando o perfil dos fundadores e suas opiniões sobre pontos estratégicos de seus negócios, como investimentos e modelo de trabalho. As respostas foram coletadas entre maio e junho de 2021. A pesquisa também identificou que a maioria dos negócios está em estágios iniciais — 76,7% das empresas estão no mercado há três anos ou menos. O dado tem impacto direto no número de funcionários: 25,6% das startups têm apenas o fundador, enquanto 35,4% possui menos de 9 colaboradores. Sobre captação de recursos, o estudo mostra que mais da metade das empresas (58%) ainda não receberam nenhum investimento externo. Considerando apenas os que já captaram recursos privados, 38,5% dos fundadores conseguiram aportes buscando ativamente fundos. Os casos em que os fundos buscaram as startups são 28,6%. A realidade do trabalho remoto foi abordada pela pesquisa. A maioria dos entrevistados (52,2%) disseram que a empresa funciona completamente em home office — mesmo com todas as dificuldades. Para 44,5%, o trabalho remoto é tão produtivo quanto o presencial. Do outro lado, 14,1% consideram que o home office é menos produtivo. Sobre demissões, 54,5% das startups revelam que não tiveram de demitir funcionários no último ano. Ao contrário: 40% das startups pretendem receber pelo menos 5 pessoas, e outras 25,9% esperam contratar entre 6 e 10 pessoas. Segundo os fundadores, profissionais da área de TI são os mais difíceis de encontrar (59,6% das respostas). De acordo com o levantamento, 80% dos fundadores têm entre 25 e 44 anos. Empreendedores com menos de 25 e mais de 50 anos ficaram com 5,5% e 8,6%, respectivamente. Já sobre a escolaridade, o estudo revela que 95% dos fundadores de startups do Brasil têm ensino superior completo — com pós-graduação e/ou MBA somam 54,7%. Para Gierun, o resultado destaca que o nível de escolaridade dos fundadores contribui para os resultados positivos do setor — mas também demonstra que existe um caminho a ser seguido. “Esses dados reforçam a importância de investir em educação e nas políticas de acesso às universidades pelas classes populares e demais grupos historicamente excluídos. Com isso, o mercado de inovação será mais acessível”. Analisando a demografia, o levantamento revela que São Paulo é o point dos empreendedores — o estado concentra 63,7% das startups sediadas no país. O Nordeste e o Norte são as regiões menos representadas, com 2,3% e 1,8%, respectivamente. Fonte: PEGN (https://revistapegn.globo.com/Startups/noticia/2022/05/quase-um-terco-dos-fundadores-de-startups-brasileiras-sao-empreendedores-de-segunda-viagem.html)
Charles Flint, com 61 anos criou a gigante secular IBM

Se você está lendo essa matéria em um notebook, isso só é possível graças a este homem. Aliás, no celular também. Afinal, enquanto Steve Jobs e Bill Gates simplificavam os sistemas operacionais, Charles Flint foi o criador da marca que colocava tudo em uma caixa, a IBM, empresa é uma das maiores companhias do mundo, mantendo a posição há mais de 2 séculos passado, figurando nas principais empresas da lista S&P 500. Charles Flint Criou o grupo de tecnologia IBM aos 61 anos Depois de participar da formação de diversos conglomerados americanos, o empresário formou em 1911 a holding Computing-Tabulating-Recording Company através da fusão (via aquisição de ações) de quatro empresas: The Tabulating Machine Company, International Time Recording Company, Computing Scale Company of America e Bundy Manufacturing Company — grupo que daria origem à IBM nos anos seguintes. Flint permaneceu no conselho de administração da empresa até 1930, quando se aposentou, aos 80 anos. Conheça um pouco mais da história da IBM neste link: https://businessideaslab.com/charles-flint-ibm-start-up-story/
Ray Kroc: o inventor do fast-food como conhecemos hoje

Apesar da polêmica na relação com os sócios do McDonald’s, protagonizada no cinema pelo ator Michael Keaton, o empresário Ray Kroc mostra que determinação e estratégia são fundamentais para aproveitar uma boa oportunidade, e que criar um sistema industrial para aumentar eficiência e vendas dá certo em qualquer segmento. Ray Kroc Iniciou a rede de fast-food aos 52 anos Em 1955, depois de trabalhar como motorista e pianista, o representante de vendas conheceu o McDonald’s, na época uma pequena lanchonete californiana. Impressionado coma eficiência da operação, ele decidiu levar a bandeira de fast-food a outras cidades. A trajetória de Ray Kroc é utilizada como exemplo para diversos empreendedores jovens, ainda que existam ressalvas em sua biografia. Desde jovem, Kroc se caracterizou por sua capacidade de vendas, sendo que atuou em diversos tipos de comércios. Sob o seu comando, a empresa levou apenas três anos para atingir a marca de 100 milhões de hambúrgueres vendidos. Ray, que faleceu aos 81 anos de idade, em 1984, em decorrência de acidente vascular cerebral, deixou um legado: o fast-food como conhecemos hoje não existiria sem ele. Além de tudo, ele também mostrou que se deve focar em coisas importantes. O comportamento do consumidor de hamburgueria naquela época, o jovem que queria se mostrar rebelde, com cabelo bem alinhado, rock n’roll no som, óculos escuros, o cenário pin-up por assim dizer, também deixava os comerciantes confusos. Os jovens iam ao estabelecimento para curtir, não para consumir. Ao estabelecer uma linha de produção MUITO RÁPIDA, e focar na venda dos alimentos, Kroc mudou o McDonald’s de patamar: aumentou a circulação de clientes e criou uma novidade interessante. Depois, o modelo começou a ser reproduzido em outras lojas. O restante vocês já conhecem: um modelo de sucesso que se tornou a franquia mais desejada de todos os tempos.
Coronel Sanders, da KFC: franquia aos 62

Harland David Sanders vendeu a primeira franquia do frango no balde aos 62 anos Nascido em uma comunidade rural no sul dos Estados Unidos, o criador da rede de lanchonetes KFC – e de sua famosa receita de frango frito – fechou o seu primeiro contrato de franquia em 1952. Em 1930, o norte-americano comprou um motel e um café no Kentucky e começou a cozinhar sua famosa receita de frango frito para seus clientes. O restaurante funcionou tão bem que o governador do Estado o apelidou de “Coronel do Kentucky”. Em 1952, a estrada Interstate 75 é inaugurada como alternativa à estrada onde Sanders tinha o seu negócio, levando consigo todo o mercado que lhe estava associado, levando o Coronel a fechar o restaurante. Obrigado a se reinventar, ele começa a elaboração de um plano de expansão para vender seu frango, abrindo seu 1º KFC em Salt Lake City (Utah). Como o rosto estampado em toda a comunicação da marca, o Coronel Sanders deixou como legado uma operação que atualmente reúne 20 mil lojas pelo mundo.
John Pemberton, 55 anos, e a fórmula da Coca

John Pemberton, inventor da Coca-Cola, tinha 55 anos quando descobriu a fórmula mágica Em 8 de maio de 1886, enquanto testava medicamentos para dores de estômago, o farmacêutico descobriu a fórmula do refrigerante mais vendido no mundo. Entre outros muitos medicamentos e elixires da época, havia algo distinto no preparado de Pemberton: o sabor único que caracteriza a Coca‑Cola, e que o farmacêutico de Atlanta conseguiu através da mistura no seu laboratório ingredientes naturais, como a folha da planta da cocaína, noz de cola e água gaseificada. Em 1887, em seu primeiro ano de operação foram vendidos somente 25 galões de Coca-Cola, o que correspondia a 9 copos por dia, o que rendeu 50 dólares, tornando-se um prejuízo. Em 1888, devido a problemas de saúde e financeiros, Pemberton foi obrigado a vender a fórmula, pelo total de 1.750 dólares e, acabou falecendo, no dia 16 de agosto, dois anos após ter inventado a bebida que acabaria por se tornar um dos maiores símbolos norte-americanos.
Boas condições físicas e mentais ajudam a viver melhor

No Brasil, a população acima de 50 anos cresce o dobro em relação às outras idades (3% versus a média de 1,5% para outras faixas) e o país já conta com mais pessoas acima dos 50 anos do que com jovens de zero a 14 anos. Como fazer dessa faixa de idade a melhor da vida? Com a tecnologia e o conhecimento médico atual, ficou mais fácil ter vitalidade e saúde na idade que, na época dos nossos avós, significava ter uma perspectiva menor. É nessa idade que estamos mais maduros, vivemos sucessos e aprendemos com alguns fracassos e decepções (muitas naturais da vida), sabemos o que queremos e podemos passar a viver de forma plena, sem culpas e com mais tranquilidade. Para isso, porém, é preciso equilibrar todas as áreas da vida. O Empreendabilidade listou aspectos que propiciam as melhores tomadas de decisão para o público 50+ na hora de empreender. Veja abaixo: Dieta equilibrada: quem não se alimenta de forma saudável, precisa repensar os hábitos ao chegar aos 50 anos. Investir em alimentos antioxidantes, como legumes, verduras e frutas, gorduras boas, como o azeite de oliva, cereais integrais é um ótimo começo, além das proteínas, que são básicas para o organismo. Sono: nessa fase da vida, naturalmente já não se dorme a mesma quantidade de horas da época dos 30 anos. No entanto, algumas pessoas passam a ter insônia, o que pode prejudicar a saúde e a energia. Alguns hábitos como desligar celulares e TVs duas horas antes podem ajudar. Saúde mental: quem não se cuida está mais vulnerável e suscetível a sofrer com depressão ou ansiedade. O melhor remédio, portanto, é a prevenção. Procurar terapia, meios de controlar o estresse (como fazer ioga, caminhada ou atividades prazerosas) e não levar a vida tão a sério – afinal, já é sabido que sofremos mais internamente pensando sobre os possíveis problemas do que com o que acontece de fato. Atividade física: a partir dos 30 anos, passamos a perder 1% de massa muscular por ano. Esse número, que não parece relevante no início, faz muita diferença lá na frente. Aumentar o ganho de massa muscular e praticar exercícios aeróbicos constantemente ajudam a manter uma vida mais saudável. Fonte: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)
Henri Nestlé: ideia da farinha láctea aos 52

Uma das desculpas mais ouvidas para excluir alguém de alguma atividade é que a pessoa “estaria muito velha” para um determinado projeto. No caso do empreendedorismo, é ainda mais comum ouvir esta falácia. No entanto, há pessoas que criaram negócios gigantescos após cinco décadas de vida e suas histórias mostram que não há idade para realizar seus sonhos. Pensando nisso, o Empreendabilidade iniciou uma série de reportagens contando as histórias de alguns dos maiores empreendedores da história que começaram verdadeiros impérios após os 50 anos: Henri Nestlé Inventou a farinha láctea aos 52 anos Ao observar os problemas de desnutrição infantil enfrentados por algumas famílias suíças, o farmacêutico criou uma mistura em pó que complementava a alimentação das crianças. A invenção deu origem à Farinha Láctea Nestlé. As pessoas reconheceram rapidamente o valor do novo produto e, em breve, o leite de farinha láctea de Henri Nestlé estava sendo vendido em grande parte da Europa. Em 1870, o alimento infantil feito com malte, leite de vaca, açúcar e farinha de trigo, chegou ao continente americano, sendo vendido nos EUA por meio dólar a garrafa. Lançado em 1867, o composto foi o primeiro produto da multinacional, que hoje reúne mais de 30 mil funcionários em 150 países. Henri Nestlé vendeu a sua empresa em 1875 para os seus sócios e, em seguida, viveu com a sua família, alternadamente em Montreux e Glion, onde faleceu devido a um infarto, em julho de 1890.