Planejamento financeiro, o combustível silencioso por trás das empresas bem-sucedidas

Por: Carolina Inocencio Martins Ao falarmos sobre o sucesso de uma empresa, é comum que os créditos sejam atribuídos à inovação, à qualidade do produto, à identidade da marca ou ao carisma do fundador. Porém, existe um alicerce silencioso — mas extremamente fundamental — que, na maior parte das vezes, determina se um negócio terá ou não uma trajetória promissora: o planejamento financeiro. Assim como uma casa precisa de alicerces firmes para ser construída, uma empresa dificilmente alcança o topo com um crescimento sólido e sustentável sem uma gestão financeira bem estruturada desde o seu nascimento. A gestão financeira, aliada ao planejamento estratégico, a uma equipe qualificada, à compreensão do mercado em que se está inserido, ao posicionamento de marca claro e à eficiência dos processos internos, é parte essencial da construção de uma base forte. Muito além do controle de caixa Muitas pessoas — sejam empresárias ou apenas entusiastas do empreendedorismo — ainda associam o planejamento financeiro apenas ao controle de fluxo de caixa ou à redução de custos. Na prática, esse planejamento vai muito além: ele funciona como um verdadeiro mapa estratégico, cujo objetivo é orientar a tomada de decisões, mitigar riscos e permitir que oportunidades sejam aproveitadas com mais segurança. Empreender sempre envolverá incertezas. Elas podem estar relacionadas ao comportamento do consumidor, a obstáculos operacionais, a novas regulamentações, ou mesmo a fatores externos como crises econômicas ou políticas. São justamente essas incertezas que, muitas vezes, tornam operações inviáveis e levam negócios à falência. No entanto, é o planejamento financeiro que transforma essas incertezas em riscos calculados. A gestão financeira fornece respostas claras para perguntas como: O que acontece se o faturamento previsto não se concretizar? Como lidaremos com atrasos de pagamento de clientes? E se as taxas de juros subirem e encarecerem o crédito? Em quanto tempo este projeto trará retorno? Temos reserva para cobrir de 3 a 6 meses de operação? Posso contratar mais pessoas agora ou devo esperar? Finanças como motor do crescimento Empresas que projetam receita, custos e lucros de forma realista — no curto e no longo prazo — conseguem crescer com mais consistência desde cedo. Ao manterem um controle rigoroso do fluxo de caixa, reservas para emergências, capital de giro saudável e monitoramento de KPIs como margem líquida, EBITDA, CAC, LTV, entre outros, não apenas sobrevivem aos primeiros anos (os mais desafiadores), como também conseguem investir em tecnologia, expandir operações, montar boas equipes e até atravessar crises macroeconômicas sem grandes prejuízos. A regra é simples — e como dizia Peter Drucker, pai da administração moderna: “O que é medido, é gerenciado.” Ou seja, quem compreende suas finanças toma decisões melhores. É como ter um GPS no meio da Mata Atlântica: oferece direção e segurança em um ambiente incerto, complexo e cheio de armadilhas. O reflexo disso é uma empresa com menos desperdícios, mais investimentos bem alocados e alta capacidade de adaptação — evitando o crescimento baseado em “achismos”. A cultura da saúde financeira Ter uma boa saúde financeira não é resultado de uma ação pontual — é o produto de uma cultura construída dia após dia, com base em pilares sólidos: Projeções realistas de receitas e despesas; Análises periódicas dos dados da empresa; Gestão de capital de giro; Disciplina orçamentária; Criação de reservas para momentos de crise; Clareza sobre o ponto de equilíbrio; Cultura de longo prazo. Empresas que adotam essa cultura conseguem inovar com mais segurança, reinvestir com consistência, captar crédito de forma mais barata e atrair investidores com mais facilidade. Isso porque elas demonstram responsabilidade e maturidade financeira — características cada vez mais valorizadas no mercado. O futuro pertence aos financeiramente preparados “Success is where preparation and opportunity meet.” — Bobby Unser Essa frase do lendário piloto resume o que toda empresa precisa entender: não basta ter uma boa ideia ou encontrar uma grande oportunidade — é preciso estar financeiramente preparado para colocá-la em prática. Em um cenário econômico e político instável, empresas com um bom planejamento financeiro não apenas resistem às turbulências — elas usam esses momentos como trampolim para crescer. Startups, franquias inovadoras, indústrias ou pequenos negócios locais: todos os casos de sucesso têm algo em comum — uma mentalidade financeira estratégica adotada desde cedo, ou, no mínimo, desenvolvida ao longo do caminho com disciplina e visão. E aqui está a boa notícia: nunca é tarde para começar. Seja você um empreendedor iniciante ou experiente, ou um colaborador comprometido com o crescimento da empresa em que trabalha, fortalecer a gestão financeira é uma das decisões mais inteligentes que se pode tomar. Porque, no fim das contas, empreender com responsabilidade financeira não é apenas manter as contas em dia — é construir uma estrutura robusta, uma visão de futuro e um legado com solidez.
O empreendedorismo na indústria também tem muita sede por inovação, apesar dos desafios do setor no mundo

*André Albuquerque, empresário, Forbes Under 30 na categoria Indústria em 2021 Quando pensamos em inovação e empreendedorismo, é comum que os holofotes se voltem para o universo das startups digitais. Entretanto, há um movimento igualmente transformador acontecendo longe dos aplicativos e das telas — dentro das fábricas, dos centros de pesquisa e das plantas industriais ao redor do mundo. A indústria, muitas vezes percebida como um setor tradicional e resistente a mudanças, tem demonstrado, na prática, um apetite crescente por inovação. Essa transformação é movida tanto por necessidade quanto por oportunidade. Em um cenário global marcado por disrupções logísticas, pressão por sustentabilidade, novas demandas de consumo e avanço tecnológico, o setor industrial vem sendo desafiado a se reinventar. Empreendedores com visão estratégica estão enxergando na indústria um campo fértil para inovação aplicada, onde é possível unir produtividade e tecnologia, escalabilidade e sustentabilidade. — Inovar na indústria, no entanto, exige um conjunto de competências distintas: é necessário combinar o domínio técnico com a capacidade de liderança, a sensibilidade para identificar tendências com a disciplina para transformar ideias em processos concretos, rentáveis e claro apostar em algo que pode ser ainda muito pouco ou nada falado e comentado. Nos últimos anos, vimos crescer iniciativas industriais que exploram fronteiras da ciência de alimentos, bioeconomia, automação e inteligência artificial. São soluções que surgem da conexão entre pesquisa, tecnologia e espírito empreendedor — e que, ao contrário do senso comum, têm saído não só de grandes corporações, mas também de líderes visionários que construíram negócios industriais do zero, mesmo diante de altos custos de implantação, regulamentações rígidas e a necessidade de longo prazo para maturação de projetos. A indústria tem seus próprios tempos e exigências, mas também oferece algo raro no mundo dos negócios: a capacidade de escalar com solidez, de gerar impacto concreto na sociedade e de transformar estruturas inteiras de mercado. É nesse ambiente que o empreendedorismo ganha um novo significado — não apenas como forma de criar algo novo, mas como forma de regenerar e modernizar setores inteiros da economia. O cenário internacional mostra que os países que mais avançam economicamente são justamente aqueles que investem em inovação industrial. As novas foodtechs, as fábricas inteligentes, as empresas orientadas por dados e a sustentabilidade são exemplos disso. A indústria do futuro será cada vez mais integrada, transparente e voltada à geração de valor de forma ética e responsável. Como alguém que tem acompanhado de perto essa evolução, posso afirmar que o setor industrial é um dos espaços mais desafiadores — e também mais recompensadores — para empreendedores determinados a deixar um legado. A sede por inovação na indústria é real, e os resultados alcançados por quem se compromete com essa jornada mostram que, sim, é possível transformar ideias em soluções transformadoras e relevantes, mesmo em setores considerados conservadores e “antigos. O empreendedorismo industrial está mais vivo do que nunca. E seguirá sendo peça-chave para moldar o futuro que queremos ver.
Artigo do Empreendabilidade engaja discussão sobre inovação em Salvador a partir de benchmark brasileiro

“Salvador tem todo o potencial para acelerar inovação e fazer uma transformação digital de 40 anos nos próximos 4”, conclui o artigo de Ricardo Meireles, fundador do Empreendabilidade, publicado no Startups.com.br. Para o pesquisador, que aponta que a jornada de inovação de cidades passa por 5 fases, Salvador está na terceira etapa da jornada de transformação digital. A cidade possui uma estrutura institucional consolidada, com órgãos e programas de fomento à inovação, além de uma infraestrutura operacional que inclui iniciativas como o Hub Salvador, o Parque Tecnológico, e o SENAI-CIMATEC. O governo municipal, em parceria com o Sebrae, o governo Estadual e outros atores desempenha um papel importante na construção de um ecossistema de inovação. Para avançar à próxima etapa, a sugestão do Empreendabilidade é de seguir estratégias já testadas e aprendidas por outras cidades, como Florianópolis. Os próximos passos seriam: Realizar eventos transformadores: Criar um evento de referência que conecte Salvador ao ecossistema nacional de inovação, como foi o Startup Weekend para Florianópolis, atraindo players de destaque. Ativar espaços e recursos existentes: Ampliar a utilização de hubs e parques tecnológicos, promovendo eventos recorrentes, competições de startups e iniciativas colaborativas, com ampla divulgação midiática para gerar engajamento. Fortalecer relações com o mercado: Estabelecer parcerias estratégicas com aceleradoras, fundos de investimento e empresas consolidadas, desenvolvendo soluções direcionadas para setores chave. Elevar relevância nos rankings: Melhorar indicadores de inovação e promover casos de sucesso locais para aumentar a visibilidade da cidade como um polo tecnológico. Descentralizar a educação digital: Investir em formação de empreendedores locais, incentivando o desenvolvimento de startups, ensino de habilidades como programação e growth, e soluções práticas para problemas reais. Essas ações criariam uma abertura para investimentos e novos negócios, além de colocar Salvador no radar do ecossistema nacional e internacional. Contudo, o maior obstáculo é a questão cultural. Implementar uma mentalidade empreendedora e inovadora entre a população é um processo lento, mas essencial para garantir o sucesso sustentável das ações propostas. No caso de Florianópolis, o cenário era parecido: a economia tradicional e pouco voltada à inovação se transformou em um case para municípios que buscam fomentar o empreendedorismo e a tecnologia. Segundo Meireles, as fases são: Gatilho inicial: A base da mudança foi lançada com a oferta de cursos de tecnologia, formando os primeiros profissionais da área. Estruturação institucional: Organizações como ACATE e CERTI passaram a liderar iniciativas de inovação, conectando governo, empresas e sociedade. Infraestrutura operacional: Foram criadas estruturas funcionais, como hubs de tecnologia e espaços para eventos, evitando desperdício de recursos. Atração do ecossistema: Eventos, incentivos fiscais e parcerias tornaram a cidade convidativa para empreendedores e investidores. Consolidação: Finalmente, Florianópolis passou a ser reconhecida nacional e internacionalmente como um polo de startups. “Florianópolis abriu o caminho. Para outras cidades, agora é seguir o playbook”, finaliza. Leia o artigo original aqui: https://startups.com.br/artigo/o-caso-florianopolis-um-playbook-para-cidades-acelerarem-a-inovacao/
O Brasil precisa adotar o “bootstrap” – entenda o que é

A situação é a seguinte, em 6 passos: 1 – A pessoa teve uma ideia “genial”. 2 – Amigos, familiares, cônjuges acharam muito baana. 3 – A pessoa contratou alguém, investiu alguma coisa, alugou uma sala/comércio. 4 – Fez um curso com um guru da felicidade que lhe disse para usar as redes sociais para vender. 5 – Investiu mais um pouco no que ele chamou de “escalar” (anotem), mas não vende 6 – A pessoa se deu conta de que ninguém quer comprar o negócio que era “genial” A tal ideia genial frustrada pode acontecer em qualquer área de atuação. Toca para o Bootstrap (o Brasil precisa adotar esse termo): – Napter (se você não conhece, deveria conhecer) – Easytaxi (os caras faziam todo o processo de chamar o taxista por celular, montaram o app…) – Infoprodutor que começu gravando com um blackberry – Amazon com sua cultura “Day One” Bom, acho que você já entendeu. Não precisa de dinheiro para colocar um negócio de pé. Precisa IDENTIFICAR UM PROBLEMA, UMA DOR, E PROPOR UMA SOLUÇÃO QUE TENHA INTERESSE DE COMPRA. 42% das startups falham porque o negócio não interessa ao mercado. O mesmo acontece com qualquer negócio, não só startups. O processo antigo de se abrir uma empresa não serve mais: você tirava o CNPJ, urgia uma leva de custos. Você alugava um espaço sem saber se teria clientes. Você investia em marketing só porque alguém falou que tinha que investir… Não à toa, o primeiro estágio é um fosso… COMO SUPERAR O FIRST STAGE? “Não se apaixone pela solução. Se apaixone pelo problema”. Pesquise – Entenda – Entregue – Volte – Corrija – Teste de novo – Mude – Entregue – Comece de novo O que temos feito aqui nas consultorias: definimos 1 para tudo: 1 problema, 1 público alvo, 1 entrega… Estamos testando agora, por exemplo, um novo sistema de apps web (esses aplicativos que são plataforma, que você não precisa baixar). Está disponível gratuitamente uma versão beta (piloto, teste, chame como quiser) do que fazemos nas consultorias com “candidatos a empreendedores”. Uma dessas consultorias foi a que resultou no Café Academy – a Edtech que criamos junto com o Café com Comprador – e em outra que acabamos de finalizar, que resultou na pivotagem do público (testamos o ICP e com novo nicho o negócio começou a decolar, está em teste dos primeiros clientes de fato). Para quem quiser saber mais, segue o link: app.empreendabilidade.com.br A gente fala, a gente faz: essa plataforma estará em constante transformação para atender às necessidades do mercado. Excelente primeiro passo, todos os dias.
Região Sul concentra empresas com melhores pontuações de crédito do País

A Serasa Experian divulgou hoje os resultados do levantamento “Score de Empresas no Brasil”. Realizada com 16,5 milhões de empresas de 108 segmentos, em todos os Estados do país, a pesquisa buscou mapear onde estão as empresas com as melhores pontuações de crédito no Brasil (Score PJ). O Sul se destacou com a maior concentração de CNPJs na faixa de 601 a 1000 pontos, totalizando 22,5%. Essa classificação pode indicar que a empresa é uma boa parceira de negócios. “Assim como o Score PF indica a probabilidade de uma pessoa se tornar inadimplente dentro de um horizonte de tempo, o Score PJ também serve como termômetro para indicar o risco de uma empresa se tornar inadimplente, o que pode influenciar nas chances do negócio conseguir empréstimos ou financiamentos no mercado”, explica o Vice-Presidente de Pequenas e Médias Empresas (PMEs) da Serasa Experian, Cleber Genero. A consulta do Score PJ é gratuita no site da Serasa Experian, baseada em critérios financeiros e comportamentais da empresa, além de considerar os dados cadastrais, inclusão no cadastro positivo, dívidas e débitos em aberto, a relação com o mercado e o poder de compra. Na média nacional, que reúne os dados de todas as Unidades Federativas (UFs), o levantamento mostrou que 35,6% das empresas no Brasil têm pontuação entre 251 e 600 e 35,4% entre 101 e 250 pontos. Veja, no gráfico abaixo, o levantamento detalhado: “Assim como os credores consultam o Score do CPF antes de ofertarem recurso financeiro para pessoas físicas, eles também buscam informações sobre o Score do CNPJ para ceder dinheiro ou vender a prazo para empresas. Desta forma, companhias que precisam de recursos financeiros e possuem boa pontuação poderão encontrar taxas atrativas e melhores condições de pagamento”, comenta Cleber Genero. Análise por setor: Comércio concentra mais empresas na faixa de 601 a 1000 do Score PJ Numa visão mais detalhada do estudo, o setor com a maior concentração de CNPJs na faixa de 601 a 1000 pontos foi o segmento de “Comércio” (20,2%), enquanto “Indústria” apresentou uma concentração maior de empreendimentos com pontuação de 251 a 600 (35,1%). Confira o levantamento completo por segmento a seguir: “Em tempos de recordes consecutivos de inadimplência, dos consumidores e das empresas, o objetivo da Serasa Experian em realizar este levantamento é de poder criar uma lista de oportunidades de negócios e também trazer luz à questão do score de crédito, que é uma forma de manter a economia girando e os negócios funcionando”, completa Genero. Ainda melhor: recorte mostra onde estão as empresas com Score PJ acima dos 800 A Serasa Experian também aprofundou o estudo para identificar o percentual de companhias que estão com o Score PJ acima de 800 pontos, faixa que aumenta as chances das empresas melhorem a sua situação e conseguirem mais oportunidades de crédito. Nesta visão, foi constatado que apenas 3,9% das empresas se enquadraram na pontuação. Na análise detalhada por região, o Sul do Brasil apresentou a maior concentração de empresas com pontuação de crédito acima de 800 (7,9%). Veja todas as informações na tabela a seguir: Quando avaliado os setores, a maior concentração de companhias com Score PJ acima dos 800 pontos ficou em “Comércio” (7,2%), seguido por “Indústria” (5,7%), “Primário” (4,3%) e “Serviços” (2,2%). “Serasa Ponto a Ponto” explica faixas de pontuação Muitos donos de negócios, interessados em melhorar a situação financeira de suas empresas, podem se perguntar: Como o Score PJ funciona? Como consultar essa pontuação para companhias? Dá para ter uma nota maior? Como cuidar melhor da saúde do negócio? Para ajudar os empreendedores a entenderem melhor esses números e como podem contribuir para o aumento do score PJ da sua empresa, a Serasa Experian lançou a funcionalidade “Ponto a Ponto”, dentro da interface de consulta com acesso gratuito e intuitivo. A funcionalidade traz a explicação de cada faixa de classificação, os motivos que podem acarretar a queda ou o aumento da pontuação e as orientações sobre medidas possíveis para manter ou melhorar a situação. A pontuação do Score para CNPJ vai de 0 a 1.000, em que quanto maior o valor, mais confiança a empresa apresenta. Os critérios utilizados para avaliação do Score PJ, ainda segundo Cleber Genero, são: Existência de dívidas vencidas negativadas; Consultas à Serasa Experian; Faixa etária do consumidor; Cadastro Positivo devidamente aberto; Dados cadastrais do consumidor atualizados; Registros de pagamento de contas em dia; Avaliações de crédito frequentes; Existência de processos judiciais envolvendo o indivíduo; Cadastro de emissão de cheques sem fundo. “As empresas que utilizam o Score PJ como um dos fatores para decidir se concedem ou não o crédito a um cliente, têm muito mais condições de evitar calotes, atrasos em pagamentos e outros problemas desse tipo em suas atividades”, pontua Cleber. Para acessar o Score PJ basta acessar o site oficial da Serasa Experian e fazer o login na plataforma. Como ter uma boa pontuação de Score em quatro passos Negocie e pague suas dívidas e as da sua empresa: em momentos de necessidade, muitos credores e fornecedores têm optado pela estratégia de renegociação de dívidas. Essa é uma ferramenta muito eficaz que deve ser utilizada sempre que possível, principalmente em cenários de instabilidade econômica. Manter uma boa relação com seus parceiros é essencial para evitar a negativação, dessa forma, procurar estabelecer um diálogo transparente e seguro sobre as condições e possibilidades de pagamento é sempre o melhor caminho. Pagamento automático das contas da sua empresa: as negativações e atrasos para o pagamento de dívidas impactam negativamente a pontuação do Score PJ. Por isso, utilizar a ferramenta de débito automático pode auxiliar a evitar esse tipo de problema muito comum que é o esquecimento de quitação dos débitos. Manter as contas da sua empresa em dia e respeitar os prazos de vencimento é uma das maneiras mais assertivas para cultivar a pontuação de crédito positiva. Atualize os dados da sua empresa
Prefeitura de São Paulo abre credenciamento para feiras e eventos a afroempreendedores

Neste sábado, 26 de agosto, é comemorado o Dia do Afroempreendedor. Como forma de incentivar e fomentar os negócios da comunidade negra na Capital, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, celebra a data com a abertura de credenciamento do Programa Municipal São Paulo Afroempreendedor. A iniciativa busca desenvolver estratégias e ações para o fortalecimento e desenvolvimento dos empreendedores negros, como em um dos eixos de atuação do programa, a Rede Municipal de Micro e Pequenos Afroempreendedores, que possibilita a troca de experiências, intercâmbios, desenvolvimento de negócios para o incremento econômico na área. Por meio deste link, os empreendedores podem participar de eventos, feiras e ações promovidas pela gestão municipal. “O empreendedorismo brasileiro vem crescendo e se desenvolvendo cada vez mais ao longo dos anos, especialmente como MEIs – Microempreendedores Individuais e profissionais autônomos e por meio da Rede Municipal de Micro e Pequenos Afroempreendedores, buscamos oferecer oportunidades como rodadas de negócio, feiras de exposição, comercialização e geração de networking à população negra, que mesmo sendo maioria em nosso país, ainda sofre com a desigualdade, preconceitos estruturados que acarretam desvantagens no mercado de trabalho”, comenta a secretária de Desenvolvimento Econômico, Aline Cardoso. Segundo o Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, cerca de 14,5 milhões de negros empreendem no país, mas estes empreendedores encontram uma série de desafios, entre eles, a falta de incentivo, combatida pelo programa São Paulo Afroempreendedor. O afroempreendedorismo é uma ação empreendedora realizada por negras e negros que desenvolvem atividade empresariais, criativas e inovadoras, sendo o afroempreendedor não somente aquele que trabalha no mercado estritamente afro, mas aquele que deseja empreender em qualquer esfera ou campo da sociedade. Acesse o formulário clicando aqui.
PMEs inovadoras participam do Startup Summit 2023 em busca de investimentos e parcerias

A partir de hoje (23) até sexta-feira (25), 180 startups de todo o Brasil estarão na 6ª edição do Startup Summit, em Florianópolis (SC). A convite do Sebrae, as empresas foram selecionadas para participar do estande Capital Empreendedor, espaço onde vão ter a oportunidade de expor seus negócios para um público estimado em 10 mil pessoas. Além disso, elas poderão fazer conexões com os principais players de inovação do país, acompanhar palestras com grandes nomes do mercado do empreendedorismo inovador e ainda, participar de um Circuito de Investimentos com pelo menos 91 investidores já confirmados. O coordenador de Acesso a Crédito e Investimentos do Sebrae Nacional, Giovanni Beviláqua, explica que a seleção das startups levou em consideração o nível de maturidade das empresas para o estágio de financiamento via investimentos. Segundo ele, são pequenos negócios inovadores que em algum momento de seu desenvolvimento precisam de financiamentos, seja via crédito ou via investimentos. “São startups que participaram do Capital Empreendedor, programa que prepara pequenos negócios inovadores para se conectarem com o mercado de investimentos, mas também foram aceleradas em outras iniciativas do Sebrae, como o Inova Amazônia, o Catalisa ICT e o Startup Nordeste. Nossa atuação visa dar suporte desde a concepção do negócio até o financiamento de suas atividades e desenvolvimento”, esclarece o coordenador. As 180 startups, selecionadas pelo Sebrae, representam o empreendedorismo inovador de todas as regiões brasileiras. Elas são oriundas de 21 estados do país, sendo a maioria do segmento de Saúde e Bem-estar, de Tecnologia da Informação e de Educação. O grupo também faz do Programa K+, que levará ao todo, mil startups totalmente de graça para o Startup Summit 2023. O CEO da Ayo, Iuri Magno. A empresa desenvolveu um app conecta empresas e entregadores parceiros. Foto: arquivo pessoal. Da região Nordeste, por exemplo, partem 39 startups rumo à capital catarinense. Uma delas é a Ayo, uma logtech de Sergipe, que nasceu em plena pandemia da Covid-19 e transformou seu modelo de negócio durante o Capital Empreendedor. Antes disso, startup atuava apenas como um aplicativo de transporte interestadual, mas atualmente é um app que conecta empresas e entregadores parceiros, no chamado last mile, ou seja, no último trecho da entrega. Com clientes em Sergipe e Paraíba, a empresa recentemente chegou à Vila Velha, no Espírito Santo, e se prepara para enfrentar novos desafios. “Saímos de zero entregas em 2021 e hoje já alcançamos 150 mil entregas pela empresa, após a experiência no Capital Empreendedor. Estamos preparados para captar investimentos e expandir nossa operação. Já atingimos o breaking even e estamos com a rodada de investimentos aberta. Também vamos dispostos a fechar parcerias com grandes empresas de franquia ou corporações por todo o Brasil”, conta oAyo, Iuri Magno. Considerada uma das 100 empresas mais promissoras do Brasil, em 2022, de acordo com a lista elaborada por Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Época Negócios, EloGroup e Innovc, a startup Fiscontech, de Rondônia, será uma das empresas representantes do ecossistema de inovação da região Norte no estande do Capital Empreendedor. Com atuação nacional, a Fiscontech é responsável por uma plataforma especializada em automação de tarefas e processos fiscais e tributários, auxiliando na redução de custos de operações contábeis. Atualmente, a empresa encontra-se na fase “seed” e se prepara para abrir uma nova rodada de investimentos. De acordo com o CEO Alex Leite, as expectativas para a edição deste ano do Startup Summit incluem muito networking com investidores e potenciais parceiros, além de atualização de conhecimentos. “Queremos nos aproximar de investidores para uma próxima rodada de investimento e também buscar parceiros estratégicos. Pretendemos expandir a Fiscontech tanto do ponto de vista de novos produtos quando do crescimento do negócio”, considera Alex. Quando participou do Capital Empreendedor em 2021, a empresa ainda era “pré-seed” e foi uma das startups que conseguiram captar investimentos durante o programa. “Nós evoluímos muito como negócio, como produto e como pessoas. Eu diria que o Capital Empreendedor foi um divisor de águas para nós. Nosso time mais que dobrou, nossos clientes triplicaram e de lá para cá tivemos muito resultados positivos”, avalia Alex. Serviço: Startup Summit 2023 Data: 23, 24 e 25 de agosto Onde: Presencial no Centrosul – Centro de Convenções em Florianópolis (SC) e online (com acesso gratuito a palestras da plenária principal) Mais informações aqui.
Digitalks Expo 2023 vai reunir os principais nomes do universo digital

No dinâmico cenário atual, onde a tecnologia e a inovação moldam o futuro dos negócios, estar atento às demandas do mercado e estabelecer conexões sólidas são fatores cruciais para o sucesso empresarial. E nesse contexto, o Digitalks Expo.23 surge como uma oportunidade única para mergulhar no universo digital, ampliar horizontes e transformar a maneira como empresas e profissionais encaram os desafios contemporâneos. Considerado o principal evento de negócios do Universo Digital do país, o Digitalks Expo está preparado para surpreender e inspirar em sua mais nova edição. Em sintonia com os maiores eventos digitais da Europa, ele não apenas traz o que há de mais atual e relevante no cenário digital, mas também oferece uma experiência envolvente e integrada ao mercado global. Neste ano, será realizado nos dias 23 e 24 de agosto, no renomado São Paulo Expo. Com uma programação intensa, o evento oferecerá uma gama diversificada de atividades que prometem abalar as estruturas do conhecimento convencional. Auditórios repletos de conteúdos valiosos, espaços de negócios ocupados pelas principais empresas do setor e a presença marcante dos maiores formadores de opinião e especialistas – tanto do cenário nacional quanto internacional – garantem uma imersão completa e enriquecedora. O calendário do Digitalks , por sua vez, é meticulosamente elaborado para abranger todas as necessidades e expectativas. No primeiro dia, 23 de agosto, a abertura do credenciamento começa às 7h30, preparando o terreno para um dia repleto de insights e aprendizado. Das 9h às 18h, os auditórios estarão abertos para mergulhar fundo nos tópicos mais urgentes do mundo digital, enquanto a área de negócios convida à exploração de soluções inovadoras e à construção de relações estratégicas. E para finalizar em grande estilo, um happy hour das 18h às 20h proporcionará um ambiente descontraído e propício ao networking dos participantes. Já no segundo dia, 24 de agosto, a programação se repete, com a abertura do credenciamento às 7h30, seguida pela oportunidade de absorver mais conhecimento nos auditórios e interação com os expositores na área de negócios. A noite promete ser marcante com a Cerimônia do Prêmio Profissional Digital ABRADi Digitalks, reconhecendo os destaques da indústria digital. E para encerrar em grande estilo, a aguardada DigiParty, uma festa que já se tornou tradicional no evento, proporcionará uma noite de celebração e descontração. A expectativa é receber um público de mais de 9 mil participantes em uma área de 15 mil metros quadrados. Essa impressionante dimensão reflete a magnitude do evento, que contará com mais de 120 expositores, 370 palestrantes e um total de 16 trilhas de conteúdo, cada uma abordando um aspecto específico e crucial do universo digital. Palestrantes e últimos ingressos disponíveis O time de palestrantes escalado para o evento é uma constelação à parte, tendo estrelas que brilham nos céus do mundo dos negócios. Nomes como Marcelo Claure, chairman da LATAM; Daniela Okuma, diretora-geral de negócios do TikTok no Brasil; Daniel Wakswaser, VP de marketing da Ambev; e Martha Gabriel, escritora de best seller & keynote speaker estarão presentes para compartilhar suas visões, experiências e insights. Fonte: Com informações do Portal IG
Fire Festival: Hotmart e YOUPIX se unem para acelerar carreira dos creators

A Hotmart e a YouPIX anunciaram hoje uma parceria de longo prazo para acelerar a profissionalização e a carreira dos criadores de conteúdo. As empresas acreditam que existem muitas oportunidades para que os creators possam ampliar a monetização de seu conhecimento, de forma direta para sua audiência por meio da venda de produtos digitais ou físicos, ou fazendo publicidade de marcas. O Brasil conta atualmente com 10.5 milhões de influenciadores digitais, de acordo com a pesquisa da Nielsen de 2022. A parceria entre as empresas começará com um palco exclusivo com curadoria da YOUPIX no FIRE FESTIVAL, promovido pela Hotmart em Belo Horizonte, de 24 a 26 de agosto deste ano. Estarão presentes influenciadores e especialistas discutindo tendências da Creator Economy, empreendedorismo, modelos de monetização, plataformas, Inteligência Artificial e outras. A YOUPIX também irá incluir um módulo educacional da Hotmart sobre como construir e lançar produtos digitais no Creator Boost, programa de aceleração da YOUPIX que já acelerou mais de 1,3 mil creators desde seu lançamento em 2017. Além disso, o programa Creator Boost passará por uma reformulação neste ano, que entre outras novidades ainda não anunciadas, contará com uma comunidade fechada apenas para aqueles que já passaram pelo programa que estará hospedada na plataforma de comunidades da Hotmart. “Estamos muito felizes com a parceria com a YOUPIX, que nos aproxima ainda mais da comunidade dos influenciadores para levar informação e alternativas para viverem de suas paixões e continuarem impactando positivamente suas audiências”, afirma Luciano Freitas, Vice-Presidente de Marketing da Hotmart. “A YOUPIX está focada no fomento da Creator Economy, e esse convite para estar ao lado da Hotmart reforça as iniciativas de educação e diversificação dos modelos de monetização desse mercado. A fonte de receita de um influenciador não precisa ser apenas o ‘#publi’ e junto com a Hotmart pretendemos reforçar isso cada vez mais”, diz Rafaela Lotto, CSO e Sócia da YOUPIX.
Seja diligente

Muitas teses corporativas surgiram na pandemia “madura” – período que eu mesmo determinei para definir o momento após o susto inicial dos primeiros meses de vírus, do “fique em casa” e dos sentimentos turbulentos de um “novo normal” e pensamentos catastróficos. Junto ao retorno (lento) da lucidez e ao aparecimento de uma certa consciência das mudanças que realmente seriam perenes, a “great resignation” surgiu e arrefeceu. Mas, outro termo ganhou vitrine, principalmente relacionado ao perfil de trabalho das novas gerações: o “quiet quitting”. A discussão chegou a um dos valores essenciais para as coisas darem certo: a diligência. E isso nos preocupa. A impressão é que ninguém quer se responsabilizar: pelo trabalho, pelo relacionamento, pelas consequências de seus próprios atos. A ideia desse artigo veio, inclusive, de um papo com uma pessoa para a qual ofereço consultoria em um novo negócio. Ela tem sócios, mas é quem bota a mão na massa. Todos querem participar do resultado, mas poucos assumem o trabalho para chegar até lá. Já afastou algumas delas, mas o padrão se repete: todo mundo quer a obra pronta. O cuidado e atenção aos detalhes – coisa que essa pessoa é craque – é uma caraterística muito comum em qualquer empreendimento. De novo, volto ao escritor Steven Pressfield: a guerra da arte é FAZER a arte. Volto a Leonardo da Vinci: procrastinou, ou fez no tempo dele? A diligência não é apenas uma qualidade desejável. É um fator imperativo para o sucesso: seja de um relacionamento, de uma empresa, de uma realização pessoal. Não se trata apenas da execução metódica e precisa de tarefas. Vai além disso: o cuidado com qualquer coisa que você esteja fazendo é evidente quando a coisa fica pronta. No documentário Arnold, da Netflix, o fisioculturista-ator-político Exterminador do Futuro Mister Universo começa o primeiro episódio contando com detalhes o cuidado com o qual a sua mãe dobrava as roupas, limpava o piso da casa. Isso é diligência. Quando eu falo que o comportamento empreendedor tem mais a ver com como a pessoa faz as coisas do que o fato de abrir uma empresa, diligência faz parte disso. Quando a pessoa gosta de algo, quer atingir um resultado com muita vontade, ela é diligente. Além de tudo, é muito mais confiável uma pessoa que cuida, que trata com zelo, que dá atenção, do que quem faz o contrário. Fuja de quem faz quiet quitting. Seja diligente. Dá certo.
“Ninguém quer ter mais impostos, mas precisamos equilibrar as contas”, afirma Campos Neto

Em almoço com a Frente Parlamentar do Empreendedorismo nesta terça-feira, 15, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, reforçou a importância da questão fiscal para a queda dos juros. “O governo precisa garantir uma arrecadação ‘muito grande’ (para atingir os compromissos estabelecidos)”, afirma. Para ele, esse é o motivo da descrença do mercado financeiro quanto às contas públicas. As metas de equilíbrio de contas apresentadas pelo governo no arcabouço fiscal, que aguarda aprovação final da Câmara dos Deputados, visam levar ao superávit na dívida primária do país, o que diz respeito ao balanço de despesas e receitas, sem considerar os gastos com os juros da dívida pública. As estimativas apresentadas por Campos Neto, com base em dados do Tesouro Nacional e do BC, é que a despesa primária está projetada em 3,3% para 2024, quando a meta do governo é zerar o déficit. Ainda para 2023, a projeção do governo é de um resultado primário negativo, com compromisso de variação entre -0,25% a -0,75% do PIB. Para atingir esse compromisso, é necessário um adicional de receita na casa de R$ 100 bilhões. No evento, Campos Neto também defendeu que o Banco Central não tem favoritismo por juros altos. Na pandemia, a taxa Selic ficou em 2%. “Os juros são o remédio amargo. Mas para a queda ser longa e estável, é preciso endereçar questão fiscal”, disse. O executivo também lembrou da importância do BNDES para o desenvolvimento. “O BNDES deve ir aonde mercado não está, mas muito crédito direcionado impacta juros”. Nota do Empreendabilidade: a estratégia de política econômica do Banco Central, conservadora, vem sendo elogiada pelos demais países e por financistas de todo o mundo. Antecipou-se a queda dos juros na pandemia, ampliando o dinheiro disponível no mercado, e a alta começou antes, visando controlar a inflação que vem impactando os negócios globalmente. Agora, enquanto no Brasil iniciou-se os cortes, outras nações ainda estão enfrentando a alta.
MaturiFest chega à 6a edição com pauta de empreendedorismo e trabalho 50+

A sexta edição do festival de empreenderismo e trabalho para pessoas com 50 anos ou mais, MaturiFest, acontecerá nos dias 23 (apenas online), 24 e 25 de agosto (online e presencial), no prédio da FECAP, em São Paulo. Neste ano, serão realizados debates sobre mercado prateado (em referência aos cabelos grisalhos), segurança digital de dados, novas tecnologias, a saúde física e mental, upskilling e re-skilling, equidade e inclusão e o poder do networking. O evento também conta com pessoas executivas para compartilhar experiências em diversidade etária e inclusão 50+ em companhias de diferentes setores. “O Festival nasceu há seis anos com o objetivo de ser um ponto de encontro para profissionais, empreendedores, líderes de negócios e especialistas acima dos 50 que buscam reciclar conhecimentos, reinventar suas carreiras e se inspirar com as melhores práticas do mercado”, conta Mórris Litvak, CEO e fundador da Maturi. “Tivemos uma ótima experiência em 2022 com o formato híbrido, por isso, manteremos a dinâmica. A troca presencial é sempre muito rica, mas o online nos permite expandir o conhecimento e chegar a diferentes regiões do País, aumentando assim a nossa rede de atuação”, diz. Durante o evento, serão lançados três estudos diferentes sobre trabalho, tecnologia e longevidade, os temas serão pautas para painéis e discussões. Entre os palestrantes confirmados estão: Alexandre da Silva, atual secretário nacional da Pessoa Idosa, Alexandre Kalache, ex-diretor do programa global de envelhecimento da OMS, Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Elena Parras Duran, fundadora da 55+, Siyabulela Mandela, bisneto de Nelson Mandela e embaixador da mensagem de esperança, resiliência e luta por um mundo mais justo, Rita Almeida, estrategista sênior na AlmapBBDO, e Pedro Janot, ex-executivo. Participam também celebridades e formadores de opinião, como Ary Fontoura, Beth Goulart, Denise Fraga, Fabiana Scaranzi e Heloisa Perissé. Serviço: Ingresso presencial – Acesso total ao evento (um dia online e dois presenciais) em São Paulo (FECAP) com direito a assistir a todos os painéis, palestras e oficinas práticas. – Acesso online ao vivo caso não possa comparecer algum dia. – Acesso às gravações do evento na plataforma MaturiAcademy por 8 meses para rever quando quiser. – Bônus: 4 meses de acesso completo à MaturiAcademy com todos os cursos disponíveis. Ingresso online – Acesso às transmissões online ao vivo de todos os painéis e palestras durante os 3 dias do evento. – Acesso às gravações do evento na plataforma MaturiAcademy por 6 meses para assistir no seu ritmo. – Bônus: 3 meses de acesso completo à MaturiAcademy com todos os cursos disponíveis.
Empreendedores gaúchos lançam manifesto com demandas até 2035

A Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande Sul (Federasul) lançou nesta terça-feira (25) o Manifesto Empreendedor Gaúcho, orientado pela seguinte pergunta: “que estado queremos comemorar em 2035, nos 200 anos da Revolução Farroupilha?”. Para responder o questionamento, o documento, de 36 laudas e impresso no formato pocket, traz algumas respostas colhidas depois de amplo debate com foco em vários setores. O manifesto destaca três grandes problemas que podem comprometer a visão de futuro pela perda de segmentos estratégicos na diversificação da matriz energética. São eles: a concorrência desleal de reembalados com a produção nacional de nossa matriz socioeconômica; a concorrência desleal de importados com vantagens tributárias; e a crise da cadeia produtiva da proteína animal gaúcha com risco de êxodo rural e perda de agregação de valor. Formaliza também posições como, por exemplo, a de que a Federasul é contrária à renovação do modelo de concessão ferroviária. Para a entidade, se faz necessário um estudo para propor um novo modelo atrativo que favoreça a livre concorrência na utilização da malha ferroviária, evitando a concentração de poder decisório sobre questões estratégicas ao interesse público. Diagnóstico O conteúdo, legitimado por votação conjunta dos colegiados da federação, produz um diagnóstico de futuro partindo da premissa que, depois de decisões governamentais, como concessões, privatizações e reformas administrativa, previdenciária e do Código Ambiental, o Rio Grande do Sul está apto a receber investimentos. O novo cenário habilita o Estado a competir por grandes investimentos externos e acrescenta que houve melhora significativa no ambiente para acolher recursos. Com foco no amanhã, o manifesto se reporta a uma visão para 20 de setembro de 2035: “vamos legar um estado rico em oportunidades? Nossos filhos vão poder empreender e viver com qualidade de vida em sua própria terra? Podemos nos tornar um destino para grandes talentos?”. Amplamente discutida e aprovada por unanimidade em reunião de integração conjunta com o Conselho Superior, diretoria executiva e presidentes de filiadas no dia 12 de julho, a iniciativa pretende embasar posturas e propostas de ações no presente da Federasul para uma visão inspiradora de um futuro possível em 2035. O texto abrange também o Momento Gaúcho, que na visão da entidade habilita o Estado a buscar investimentos externos e faz uma análise sobre o cenário mundial como janela de oportunidades para o RS, subdividido em itens: polo exportador de segurança energética e reindustrialização; polo exportador de segurança alimentar sustentável; e polo de inovação, turismo e hub de saúde – as três esferas com sugestões de medidas. Além disso, desenha um cenário mostrando as oportunidades em 2023 e observa o potencial de novos eixos de desenvolvimento da matriz socioeconômica gaúcha. Na visão do presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, essa visão será aproveitada a depender da capacidade de convergência social e política da sociedade. O documento enumera ainda necessidades levantadas pelo Congresso de Infraestrutura e pelo Encontro de Embaixadores e encerra com as demandas propostas pelos Fóruns Macrorregionais realizados entre janeiro e julho de 2023 em nove regiões do estado (com a participação de mais de 180 municípios através das filiadas, autoridades e empreendedores). A síntese do Manifesto Empreendedor Gaúcho está na sua contracapa. Escrita pelo presidente Rodrigo Sousa Costa, afirma: “aprendendo com a histórica beligerância ideológica gaúcha, que tantos retrocessos nos trouxe nas últimas décadas, escolhemos ser partes de um grande projeto ao invés de donos de ideias que não se realizam, para que dos valores do empreendedorismo frutifiquem as convergências de um Rio Grande do Sul mais próspero, inclusivo e humano”. *com informações da Federasul
Empreendedora fatura R$ 15 mil/mês alugando toalhas de mesa

Um episódio pessoal motivou Leticia Souza, 48 anos, a fundar a Pano pra Festa, empresa de aluguel de toalhas de mesa para eventos. A família saiu de Tapes, no Rio Grande do Sul, para viver em Brasília, no Distrito Federal, depois que o marido, que trabalhava em um banco, foi transferido. Souza havia deixado seu trabalho como contadora e cuidava de suas duas filhas durante o dia. Pouco tempo depois da mudança, em 2010, ela estava organizando o aniversário de um ano de sua filha caçula. “Fizemos uma festa com o dinheiro contado, mas mãe é assim: não deixa passar batido de jeito nenhum. O bolinho tem que ter”, afirma a empreendedora. Quando entrou no salão de festas de seu prédio, percebeu que não tinham toalhas de mesa no espaço. No dia do evento, o marido de Souza comprou o tecido e procurou uma costureira para fazer as toalhas de mesa rapidamente. “Eram 10 toalhas simples brancas”, afirma Souza — que não prestou atenção aos itens durante a festa. No dia seguinte, reparou que o tecido era de qualidade e tomou um susto ao descobrir quanto haviam custado. “Já estávamos contando dinheiro para comprar os doces da festa, e ele gastou em algo que seria usado uma vez”, afirma. A compra virou uma briga para o casal até que a mãe de Souza, que queria acalmar os ânimos, sugeriu que ela alugasse as toalhas. “Ela me disse que, assim como eu tinha precisado das toalhas, outras pessoas poderiam precisar.” Souza colocou um anúncio em seu prédio dizendo que tinha 10 toalhas disponíveis para aluguel. Em pouco tempo, recebeu mensagens dos vizinhos interessados em toalhas de outras cores. Logo passou a produzir sozinha para evitar atrasos na entrega. “Eu não sabia nem ligar uma máquina. Avisei meu marido que eu gostaria de ganhar uma máquina de costura como presente de Dia das Mães”, afirma a empreendedora, que começou a fazer cursos para aprender o ofício em 2011. Para crescer com o negócio, Souza entrou em grupos de Facebook para mães que estão organizando festas infantis. “Usei muito a internet. Vi quais eram os temas do momento e quais filmes estavam sendo lançados. Então, montava uma mesa com as cores em questão”, afirma. Também apostou em parcerias com decoradoras. “Elas fazem festa todo final de semana. Mostrar meus produtos era uma forma de atingir mais clientes”, afirma. Em 2019, a empreendedora inaugurou uma loja física para que os clientes vissem pessoalmente as toalhas. Segundo Souza, a crise sanitária não trouxe grandes prejuízos à empresa. “As pessoas não deixaram de comemorar o aniversário em casa durante a pandemia”, afirma a empreendedora, que começou a fazer kits menores para festas pequenas, com itens como guardanapos e sousplats. “Também teve uma onda de pessoas querendo fazer piqueniques ao ar livre, e eu oferecia toalhas grandes e almofadas.” Hoje, Souza se considera satisfeita com o empreendedorismo. “Meu plano inicial era esperar as minhas filhas crescerem para retomar minha carreira como contadora, mas mudei de ideia”, afirma. Ela diz que vê potencial para franquear o negócio e está iniciando o processo. “É o meu objetivo no momento”. Fonte: com reportagem da PEGN
Efeito Barbie e o papel do cinema no comércio

Filme da Warner reavivou o ‘hype’ da clássica boneca; relembre outros exemplos Hi, Barbie! Quantas vezes você ouviu o nome Barbie ou viu a cor rosa nas últimas semanas? O lançamento do filme protagonizado por Margot Robbie e Ryan Gosling agitou a internet e movimentou departamentos de marketing de empresas ao redor do mundo, de pizzaria de bairro à grandes redes de fast food. Criada em 1959, a boneca é um dos maiores cases de ícone cultural e influência de um produto na história, com cerca de 58 milhões de unidades vendidas por ano, totalizando mais de um bilhão de bonecas vendidas desde a sua criação. Em 2022, a Mattel faturou US$ 1,49 bilhão com a venda de bonecas da marca – e agora aposta no sucesso do filme e no chamado marketing de nostalgia para impactar os valores neste ano. Esse é o hype, assunto de grande repercussão em todos os meios de comunicação e redes sociais. A expectativa é que a Mattel, fabricante de brinquedos americana dona da marca da boneca, fature quase 1 bilhão de dólares neste ano, para além das telas do cinema. O Burger King entrou na onda e lançou um combo temático, com direito até a molho rosa. A Renner lançou uma coleção de roupas da Barbie. Porém, existem outros casos de filmes que explodiram vendas de produtos e são sucessos de publicidade, marketing e excelentes estudos de mercado. O Empreendabilidade te ajuda a relembrar. Marvel Capitão América, Hulk, Thor e Homem de Ferro. O maior case é também a franquia mais valiosa do cinema, detentora de dezenas de recordes de bilheteria. Tudo isso sob o guarda-chuva da gigante Disney. Apenas em bilheteria, a Marvel rendeu cerca de 3 bilhões de dólares aos cofres do Walt Disney Studios em 2022. Mas não para por aí. De telonas para telinhas, o serviço de streaming Disney+ soma mais de 130 milhões de inscritos e um lucro líquido de cerca de 1.5 bi por ano, com produções entre filmes, séries e animações dos Produtos Disney, entre eles o carro chefe, a Marvel. O mercado de action figures, os brinquedos licenciados, também se aquece cada vez que um filme da Marvel faz sucesso entre crianças e adultos. “No mundo, o investimento em brinquedos licenciados de super-heróis no último ano foi de mais de 1.7 bilhão de dólares, crescendo 26% versus 2020. Aqui no Brasil espera-se um crescimento de dois dígitos, já que a tendência de consumo desse tipo de brinquedo vem conquistando cada vez mais fãs de diferentes idades, como os jovens adultos, por exemplo”, revela Célia Bastos, diretora comercial da NPD Group no Brasil. Entre bonecos, jogos, HQs e produtos licenciados dos mais diversos, como chaveiros e cadernos, por exemplo, a Marvel é uma gigante que movimenta valores imensuráveis com produtos, através da influência do cinema. Rambo Sylvester Stallone se prepara para viver Rambo, o veterano de guerra mais famoso de todos os tempos, pela última vez. Aos 77 anos, o lendário ator deve passar o bastão de uma das principais franquias do cinema, que estreou em 1982. O sucesso dos filmes fez com que grande parte das crianças e adolescentes dos anos 80 e 90 tivessem um boneco Rambo em casa, e chegou, inclusive, a salvar a fabricante da falência nos anos 2000. A Glasslite, tradicional fabricante de brinquedos do país, esteve perto da falência e com uma dívida de R$6 milhões, em 1999. O licenciamento do boneco Rambo foi uma virada de chave e chegou a representar 40% do faturamento da empresa naquele ano, que chegou a R$ 25 milhões. Em 2005, a Glasslite de fato faliu. Mas uma das importantes missões do Rambo foi dar uma sobrevida a uma empresa nostálgica na vida dos brasileiros. Lego Principal case do caminho inverso, a Lego é a maior empresa do segmento de brinquedos do mundo, criada em 1934. Os famosos tijolinhos de plástico fizeram parte da infância de várias gerações desde então e ainda atinge recordes: o faturamento em 2022 foi de 2 bilhões de dólares. Consolidada no mercado mundial de brinquedos, a Lego expandiu sua marca e se aventurou no cinema e no mercado de games, se unindo a grandes franquias para recriar personagens como Batman, Harry Potter e Jack Sparrow em universos de Lego. A estratégia ajudou a empresa a se reinventar e continuar inovando, sendo objeto de desejo das gerações mais novas, lançando brinquedos cada vez mais complexos e conjuntos que chegam a mais de 10 mil peças, com referências a cenários de filmes blockbusters e franquias populares em todo o mundo.
Vendas de pequenos negócios para governo superam R$ 17 bi

Valor representa 30% do total de compras governamentais, segundo o Sebrae As micro e pequenas empresas (MPE) estão vendendo mais para o governo federal. Somente em 2023, já foram aprovados mais de R$ 17,3 bilhões em negócios com o setor público, o que representa 30% do total em compras governamentais – incluindo União, estados e municípios. De acordo com levantamento feito pelo Sebrae com base nos dados do Painel de Compras do Governo Federal, esses valores já representam cerca de 70% dos acordos fechados em 2019. No total, entre janeiro de 2019 e junho de 2023, foram homologados R$ 569, 6 bilhões em compras homologadas (valor ratificado do processo licitatório) para todos os portes de empresas. Desse montante, R$ 145,3 bilhões foram destinados aos microempreendedores individuais (MEI) e micro e pequenas empresas. A cada ano, a destinação de recursos aos pequenos negócios nas compras públicas tem apresentado crescimento. Em 2019, o valor foi de R$ 24,8 bilhões, enquanto, em 2022, saltou para R$ 42,4 bilhões. Nesse período, R$ 51,9 bilhões foram efetivamente adquiridos pelos governos, sendo que R$ 8,0 bilhões já estão nos bolsos dos pequenos negócios. O analista de Desenvolvimento Territorial do Sebrae Helbert Freitas de Sá destaca que o aumento, além do fator da própria demanda, deve-se à conscientização e mobilização dos servidores públicos das três esferas de governo e dos próprios empresários, que ganharam agilidade com simplificações de processos e tecnologia. “Ter o governo como fornecedor é garantia de recebimento, previsibilidade de oportunidades de negócio e mais serenidade para planejar outras estratégias mercadológicas”, comentou. A defesa dessa fatia de mercado para as MPE tem sido feita com frequência pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista, ele ressaltou que o acordo com a União Europeia ainda não tinha sido fechado porque era preciso proteger os micro e pequenos negócios nas compras governamentais. O presidente argumentou, na ocasião, que o setor representa 67,7% dos fornecedores do governo. Atuação do Sebrae A participação dos micro e pequenos empresários nas compras públicas governamentais é uma das diversas oportunidades de atuação asseguradas aos pequenos negócios pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (LC 123/2006). A legislação garante que os pequenos negócios, inclusive Microempreendedores Individuais (MEI) e pequenos agricultores, tenham tratamento diferenciado nos processos licitatórios, como exclusividade em compras de até R$ 80 mil. Vale lembrar também que a legislação prevê que uma cota de até 25% para contratação de bens e serviços de microempresas e empresas de pequeno porte por parte dos entes federais, estaduais e municipais. O Sebrae é parceiro na aquisição de itens dos pequenos negócios. Por isso, tem atuado na implementação da norma nos municípios e colaborado para o aperfeiçoamento e a modernização das ferramentas digitais disponíveis, como o Portal Compras.gov.br e o aplicativo móvel APP Compras.gov.br. Atualmente, 3.583 municípios, ou seja, 64%, estão cadastrados no sistema Compras.gov.br. Nesse caso, as prefeituras participam das diversas modalidades de licitação por adesão, comprando junto com o governo federal. “As MPE são 99% das empresas do país. No entanto, respondem por apenas 30% do Produto Interno Bruto (PIB), ao passo que são as grandes responsáveis pela geração de empregos formais. Quando os governos implementam o tratamento diferenciado e a preferência no processo de compras, eles contribuem para a geração de mais empregos, ampliação das empresas na geração do PIB e fortalecimento da economia nos municípios do interior, onde não há grandes empresas”, explicou Helbert. Transformar Juntos Para estimular a ampliação da participação dos pequenos negócios nas compras públicas e apoiar o desenvolvimento regional, o Sebrae, juntamente com parceiros, promove, de 2 a 4 de agosto, o Transformar Juntos – maior evento da entidade sobre desenvolvimento territorial e que une o Fomenta e o Brasil Mais Simples. O objetivo é apoiar na desburocratização dos ambientes de negócios e detalhar os processos das compras governamentais com diversos atores. O Transformar Juntos é uma iniciativa do Sebrae e conta com o apoio da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas (Atricon), do IRB (Instituto Rui Barbosa) e da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp). O evento será realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília (DF).
Faturamento das pequenas empresas cresce 2,8% no primeiro semestre

Faturamento das pequenas empresas cresce 2,8% no primeiro semestre e há espaço para mais Os empreendedores brasileiros aguardavam por boas notícias depois de um 2022 marcado pela alta da taxa básica de juros, desemprego acima de 9% e incertezas diante da eleição presidencial. Encerrado o primeiro semestre de 2023, dá para dizer que a espera por notícias positivas foi menor do que o previsto. Com a resiliência do mercado de trabalho local e a inflação demonstrando sinais de fraqueza, os donos de pequenas e médias empresas viram o faturamento semestral crescer 2,8% na comparação anual. O resultado antecipado ao Valor Investe superou as projeções dos economistas responsáveis pelo Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs). O índice considera a movimentação financeira real dos negócios (descontada a inflação) dos negócios com faturamento de até R$ 50 milhões anuais em quatro grandes setores: comércio, indústria, infraestrutura e serviços. “Começamos o ano com um cenário de crescimento muito mais contido, com grandes desafios para as PMEs e projeções macroeconômicas bem mais pessimistas. Passado o primeiro semestre de 2023, vemos uma certa sustentação dos resultados destes negócios, algo semelhante ao que aconteceu com a economia como um todo”, explica Felipe Beraldi, economista e gerente de Indicadores e Estudos Econômicos da Omie, plataforma de gestão (ERP) na nuvem. O IODE-PMEs, que funciona como um termômetro econômico das pequenas e médias empresas, mostra que há diferenças de desempenho entre os setores: enquanto a indústria avançou 1,8% (ante o primeiro semestre de 2022), serviços registrou crescimento de 1,4%. “Os dados de crescimento formam um condicionante importante não só do ponto de vista macroeconômico, mas também para as empresas B2B [empresas que vendem soluções para outras empresas] listadas na bolsa de valores, que por vezes formam um todo produtivo”, pondera o especialista. Empreendabilidade Comenta A locomotiva do Brasil, o carro chefe da economia do país está nos micro e pequenos negócios. As 6 milhões de MPEs existentes no Brasil são responsáveis por 52% dos empregos com carteira assinada no setor privado (16,1 milhões), números que atestam a força e a importância de voltar os olhos aos pequenos. No comércio. a representatividade é ainda mais expressiva: as micro e pequenas empresas são as principais geradoras de riqueza no setor, e correspondem por 53,4% do PIB. No PIB da Indústria, a participação das micro e pequenas (22,5%) já se aproxima das médias empresas (24,5%). A retomada da economia e a expectativa pela queda na taxa de juros no segundo semestre empolgam os micro e pequenos empresários para um 2023 com resultados ainda melhores. A Reforma Tributária e outras ações parlamentares de apoio a essa frente denotam o cuidado e maior atenção que a categoria terá nos próximos anos, realçando o otimismo das MPEs. *Com informações da Valor Investe
Brasileiros no exterior terão apoio para empreender fora do país

Medida do Ministério das Relações Exteriores pretende estimular as exportações brasileiras. Projeto piloto na Irlanda contará com apoio do Sebrae O Brasil tem cerca de 4,5 milhões de brasileiros vivendo atualmente fora do país. Segundo o embaixador Luís Gorgulho Fernandes, Secretário de Comunidades Brasileiras e Assuntos Consulares do Ministério das Relações Exteriores (MRE), desse contingente, pelo menos 70% vivem nos Estados Unidos e Europa. “Esses brasileiros precisam de apoio para empreender. E o que é interessante é que os negócios que estão criando são voltados para atender os brasileiros que vivem lá”, explicou. O projeto piloto será lançado nos próximos meses na Irlanda e terá como objetivo principal apoiar esses emigrantes que vivem no país e querem empreender. “Sabemos que estamos vivendo um outro momento, com uma política externa renovada e mais solidária. Por isso, estar com o Itamaraty é estar com o Brasil”, destacou o presidente do Sebrae, Décio Lima. Na ocasião ele lembrou que os pequenos negócios representam 99% de todos os empreendimentos brasileiros, respondem por quase 30% do PIB e 54% dos empregos com carteira assinada. Reunião do presidente do Sebrae, Décio Lima, com os embaixadores Luís Gorgulho Fernandes e Laudemar Aguiar. (Fotos: Larissa Oak) O Embaixador Laudemar Aguiar, secretário de Promoção Comercial do MRE, declarou que ao apoiar os empresários que querem empreender no exterior, o Sebrae também ajudará nas exportações do país, pois os negócios são voltados para a comunidade brasileira, que sempre busca consumir os produtos que lembrem o gostinho de casa. “Por isso, a importação é uma consequência lógica dos negócios gerados”, explicou o Embaixador. O presidente do Sebrae destacou a importância dessa ação, que vai representar também a ampliação da exportação do país. “O ramo desses negócios está concentrado, em especial, nas áreas da alimentação e beleza. Isso representará resultados práticos para os empresários de pequenos negócios”, concluiu Décio. Para dar início a esta nova fase da parceria do Sebrae com o MRE, já está disponível para os membros da comunidade brasileira que querem retornar ao país e empreender, o Portal Sebrae no Mundo. A plataforma pode ser utilizada, com os conteúdos disponibilizados em inglês e espanhol, como ferramenta de soluções empresariais em iniciativas de cooperação técnica. Empreendabilidade Comenta O número de brasileiros que moram fora do país cresceu aproximadamente 38,5% em 12 anos, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores. Em 2009, a comunidade brasileira no exterior somava pouco mais de 3,18 milhões de indivíduos. Em 2021, esse número já passava dos 4,4 milhões. Um dos maiores desafios do imigrante é, justamente, encontrar estabilidade em um novo país, documentação e diversos outros fatores influenciam na busca por emprego. A iniciativa de apoiar brasileiros que moram no exterior a empreender é fundamental, pois incentiva o empreendedorismo e garante a subsistência dessas pessoas que buscaram começar a vida do zero em outro lugar. Se adaptar à cultura do país, dominar o idioma, criar uma rede de contatos e clientes e se familiarizar com o regime tributário do país são pontos fundamentais para empreendedor brasileiro no exterior. Portanto, ter um órgão como o Sebrae, atuando em conjunto com o Ministério de Relações Exteriores fortalece o empreendedorismo e motiva os brasileiros mundo afora.
Carreira após os 50 anos: empreendedorismo e a reconquista da confiança

Brasil não está preparado para enfrentar o problema de uma população que envelhece mas está economicamente mais vulnerável após a pandemia Este ano traz uma marca importante: o cenário não é mais pandêmico, mas os impactos da pandemia permanecem e seu enfrentamento se coloca diante de nós para seguirmos em frente. Um dos desafios é o aumento da vulnerabilidade econômica, especialmente da população mais velha. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) calcula que 700 mil pessoas com mais de 50 anos perderam seu emprego durante a pandemia. O problema se agrava porque parte considerável desse grupo ainda é responsável pelo sustento de sua família. O aumento da idade mínima para a aposentadoria e da expectativa de vida contribui para esse movimento. No entanto, um estudo divulgado pela EY Brasil retrata o quanto não estamos preparados para isso: mostra que pessoas com mais de 50 anos não ultrapassam os 10% dentro das empresas; que 60% das organizações afirmam ter dificuldade de contratar pessoas a partir dessa idade; e que 80% delas nem sequer têm políticas específicas para combater o etarismo em seus processos seletivos. A inversão da pirâmide etária, em que a proporção de pessoas mais velhas se torna maior que o número de nascimentos e dos mais jovens, é um desafio sobre o qual já estamos cientes há algum tempo. O porcentual de idosos entre os brasileiros vem crescendo consistentemente ao longo das décadas. Cálculos do IBGE indicam que em 2050 o Brasil terá cerca de 30% da população acima de 60 anos – o dobro do que temos hoje. Em países onde isso é realidade há mais tempo, como o Japão, criaram-se incentivos que beneficiam as empresas quando da inclusão dos mais velhos em seus quadros. Por aqui, o movimento que temos visto é paralelo ao mercado formal de trabalho. O Sebrae e o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) mostraram que, em 2021, a necessidade foi a motivação para a criação de 80% dos novos negócios de empreendedores considerados seniores. Em 2018, era a oportunidade que norteava a abertura de um negócio para a maioria dessas pessoas. Entre as características deste grupo estão ensino fundamental incompleto, idade entre 55 e 64 anos e raça preta ou parda (54% das pessoas). Se partir para o empreendedorismo é uma solução evidente para a retomada de melhores condições econômicas e de vida do brasileiro, é também um caminho essencial para a retomada da autoestima dessas pessoas. Da capacidade de elas voltarem a se dar valor. Uma autoestima profissional elevada é empoderadora, pois possibilita o reconhecimento de habilidades e, acima de tudo, possibilita a essas pessoas voltarem a se valorizar e a confiar mais em si mesmas. Empreendabilidade Comenta A importância e o sentimento de necessidade de empreender com a chegada da maturidade é tema caro ao Empreendabilidade, que tem no report Empreendedores 50+ um de seus principais cases. Atrelar a experiência de vida com a ânsia pela realização profissional e o ímpeto de conquistar sonhos é o que move a paixão empreendedora de uma idealização de ter o próprio negócio depois dos 50 anos, mas é a falta de estabilidade e o complicado processo previdenciário que fazem a realidade não ser tão mágica. As duas situações unidas, escancaram um Brasil que está envelhecendo e precisa encontrar ocupação para as pessoas que ainda estão com a chama acesa para produzir, mas já não encontram mais vagas convencionais e ainda não estão aptas à aposentadoria, burocrática e espiritualmente falando. É no empreendedorismo que essas pessoas se encontram e é o empreendedorismo que as abraça. Com os empecilhos criados pela previdência, onde as pessoas já começam a planejar uma vida sem conseguir se aposentar, esse é um tema que ganha cada vez mais relevância. E, com o Empreededores 50+, o Empreendabilidade sempre foi casa desse debate, serviu bolo e café para que a discussão acontecesse. *Fonte: Estadão
Empreendedores buscam cooperativas para melhores condições de financiamento

Levantamento do Sebrae aponta que os pequenos negócios responderam por mais da metade do volume contratado no primeiro trimestre do ano As cooperativas de crédito estão em alta entre os pequenos negócios. Levantamento do Sebrae revela que dos R$ 149,2 bilhões contratados por pessoa jurídica, no primeiro trimestre de 2023, 52% foram destinados para micro e pequenas empresas, o que corresponde a R$ 78,26 bilhões. A mudança nesse perfil do empreendedor, que está deixando os bancos tradicionais em busca das cooperativas, pode ser explicada devido a fatores como as melhores condições de preços (juros e tarifas) das cooperativas de crédito; uma taxa superior de aprovação na busca do crédito pelo empreendedor quando comparado com outros agentes do mercado; e a qualificação do portfólio de ofertas para os pequenos negócios. É o que argumenta o diretor de Coordenação Sistêmica e Relações Institucionais do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), Enio Meinen. Meinen acredita que o bom momento deve continuar, apesar dos sinais de instabilidade do mercado. “Embora a indústria bancária, no geral, sinalize uma involução na oferta do crédito – em parte associada aos alertas de inadimplência –, as cooperativas não irão desamparar os seus cooperados empreendedores. Nem podem fazê-lo, pois o associado é o dono da entidade”, assegura. O diretor do Sicoob avalia que as cooperativas costumam ter participação decisiva em cenário de adversidades. “É o momento em que o cooperativismo costuma assumir papel anti ou contracíclico, o que, aliás, tem permitido ao segmento ganhar participação mais expressiva de mercado.” O Sebrae orienta que a tomada de crédito esteja associada a novos investimentos ou à manutenção do negócio e que, antes de buscar financiamento, o empreendedor tente alternativas, como fazer uma liquidação para zerar o estoque e negociar novas condições com os fornecedores, por exemplo. “Tornar-se associado de uma cooperativa de crédito é uma decisão que deve levar em conta não somente a tomada de empréstimo, mas a participação em uma instituição financeira que pode disponibilizar produtos e serviços em melhores condições. Na hora de escolher uma cooperativa, é necessário analisar a sustentabilidade da instituição, quem são os gestores e sua área de atuação”, orienta Adalberto Luiz, coordenador do Núcleo de Garantias da Unidade de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae Nacional. Como funcionam as cooperativas de crédito? As cooperativas de crédito são instituições financeiras formadas pela associação de pessoas para prestar serviços financeiros exclusivamente para os seus associados. Ou seja, os cooperados são ao mesmo tempo donos e usuários da cooperativa, participando de sua gestão e usufruindo de seus produtos e serviços. E, assim como outros agentes financeiros, as cooperativas de crédito são autorizadas e supervisionadas pelo Banco Central. Todos os principais serviços disponíveis em bancos tradicionais também estão presentes nas cooperativas, como conta-corrente, aplicações financeiras, cartão de crédito, empréstimos e financiamentos. O site da Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebrás) contém mais informações e lista as cooperativas que atuam em cada cidade brasileira. Leia abaixo as dicas do diretor do Sicoob para a contratação de financiamento em uma cooperativa de crédito: • Preste atenção em condições relacionadas à precificação: juros, tarifas e prazos. • Há linhas de crédito com características mais atrativas, inclusive envolvendo funding subsidiado ou garantido. • Nas cooperativas, em caso de empréstimos com recursos próprios, o custo é menor na arrancada, dada a ausência de lucro nessas entidades; e, no final do exercício, os valores excedentes são devolvidos aos próprios cooperados, proporcionalmente aos juros pagos na contratação. • É possível também escolher entre três grupos de cooperativas para a sua empresa: as que atuam com o comércio varejista em geral; as voltadas mais para atividades específicas, como clínicas, consultórios e prestadores de serviços; e as instituições com foco no pequeno e médio empreendedor rural (agroindústria).
Estratégia federal para exportação mira nos pequenos negócios

Sebrae terá cadeira em comitê e irá ajudar na ampliação da participação de microempreendedores individuais (MEI) e micro e pequenas empresas no mercado internacional Relatório elaborado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostra que, em 2022, os pequenos negócios corresponderam a quase 41% das empresas que exportaram, mas abocanharam apenas 1% dos valores. Para ajudar os pequenos negócios a aumentarem a participação no mercado internacional, o Sebrae fará parte do Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora, presidido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O Comitê é uma das ações previstas pela Política Nacional de Cultura Exportadora, lançada recentemente pelo governo federal. A participação do Sebrae servirá para ajudar na elaboração de ações que ampliem o número de negócios no mercado internacional e o valor negociado. Para o analista de competitividade do Sebrae Gustavo Reis, a iniciativa anunciada pelo governo federal pode reverter o quadro atual e colocar a cultura da exportação na agenda do pequeno negócio por meio da junção de esforços institucionais em prol de uma política pública voltada à internacionalização. “O Sebrae vai atuar no sentido de fomentar essa cultura exportadora, dizendo para esse pequeno negócio que a exportação, o comércio internacional, também é para ele. Junto com os parceiros, vamos criar formas de divulgar oportunidades no comércio internacional e de capacitação. Oferecemos suporte a esse empresário de forma organizada”, argumenta Reis. Ao comitê caberá elaborar relatório anual de implementação da política de cultura exportadora e monitorar as medidas estabelecidas. De um universo de 27.956 empreendimentos exportadores, os Microempreendedores Individuais (MEI) e as microempresas representavam 21,7% do total (6.068) e as empresas de pequeno porte (EPP) respondiam 19,1% (5.345). Apesar dos números ainda pouco expressivos, os pequenos negócios avançaram na internacionalização se comparado a dados de dez anos atrás, quando, do compilado de negócios exportadores (18.220), apenas 2.068 eram MEI ou microempresas (11,4%) e 3.037 eram EPP (16,7%). Política A Política Nacional de Cultura Exportadora tem entre seus objetivos melhorar as políticas públicas para as micro, pequenas e médias empresas. Além da criação do Comitê, o Decreto nº 11.593 amplia e aprimora as políticas voltadas para internacionalização e prevê a promoção das exportações e a disseminação da cultura exportadora; a capacitação e o treinamento para empresas interessadas na atividade de exportação; o compartilhamento de boas práticas; o fomento à participação em eventos de promoção comercial; a aproximação entre empresas exportadoras e instituições ofertantes de serviços relacionados à exportação; e a identificação de oportunidades para fomento da cultura exportadora e para exportação de produtos e serviços. Planejamento O analista do Sebrae enumera dois passos importantes para o empreendedor que está pensando em adentrar o mercado estrangeiro: o planejamento para a internacionalização, permitindo que o pequeno negócio consiga acessar esse mercado; e a escolha acertada do produto ou serviço mais competitivo lá fora. “O empresário vai enfrentar um mercado concorrencial muito maior, então tem de estar muito bem-preparado na entrega desse produto ou na prestação desse serviço e, principalmente, no pós-venda”, aconselha Gustavo Reis.
Inscrições abertas para o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2023

Empreendedoras de todo o país podem se inscrever para o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2023 até o dia 31 de julho. A premiação é voltada para mulheres maiores de 18 anos e conta com três categorias: Microempreendedora individual (MEI), Pequeno Negócio (Proprietárias de micro e pequenas empresas que tenham faturamento anual de R$ 82 mil a R$ 4,8 milhões) e Produtora Rural (Mulheres que explorem atividades agrícolas, pecuárias e/ou pesqueiras.). O Prêmio será dividido em três etapas: fase estadual, com o resultado saindo em setembro, regional em outubro e nacional em novembro, quando se comemora o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino. A grande final será em Brasília e serão escolhidas até três empreendedoras de cada categoria, em cada Estado, região e do país. Entre as premiações, estão smartphone de última geração, tablete e viagem em missão de capacitação com tudo pago. Em 2022, foram 2.926 inscritas em todo o Brasil e Minas ficou em terceiro lugar, com 192 candidatas. O regulamento completo do Prêmio está disponível no site. Para se inscrever, é preciso preencher um formulário eletrônico e enviar um vídeo com um pitch (apresentação rádpida) da empreendedora.Interessadas podem se inscrever pelo site sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/empreendedorismofeminino/premiomulherdenegocios. *Com informações do portal O tempo
Conheça os novos recursos do WhatsApp Business para os pequenos negócios

Novidades nos anúncios e listas de transmissão personalizadas são as apostas recém-lançadas pelo aplicativo A pandemia de Covid-19 mudou para sempre os hábitos de consumo dos brasileiros. Mesmo passados mais de um ano do fim das medidas de isolamento social e plena retomada da economia, o fato é que nenhum empreendedor que pretende abrir o próprio negócio pode descuidar das estratégias digitais. Estar conectado e capacitado para usar as novidades tecnológicas é uma das necessidades das micro e pequenas empresas. Entre essas ferramentas está o WhatsApp. A Meta, empresa controladora das plataformas do Facebook, Messenger, WhatsApp e Instagram, tem apostado em uma série de melhorias do WhatsApp Business, app de conversas voltado a empresas. “A ferramenta já ultrapassou 200 milhões de usuários e recebeu recentemente dois novos recursos, que contribuem para ações de divulgação e relacionamento dos pequenos negócios”, reforça a especialista em Mercados e Transformação Digital do Sebrae Janaína Camilo. Uma das novidades é a funcionalidade que permite criar “anúncios de clique” no Facebook utilizando o WhatsApp Business. Os anúncios publicados pela empresa são acessados pelos usuários do Facebook que, por meio de um botão no próprio conteúdo divulgado, são redirecionados diretamente ao WhatsApp Business para atendimento. Na prática, quando os usuários clicarem em algum anúncio, será aberta uma conversa no WhatsApp para que os clientes tirem dúvidas sobre os produtos e efetuem compras. Com isso, deixa de ser obrigatório ter uma conta no Facebook dedicada a esse fim, e as empresas interessadas na função precisarão apenas cadastrar endereço de e-mail e método de pagamento. Para Janaína, esse recurso beneficia os pequenos negócios, que normalmente não conseguem ter presença digital em vários canais. “A novidade possibilita uma maneira mais simples para anunciar seus produtos e serviços, permitindo alcançar uma base mais ampla de clientes”, ressalta a analista. Outra função que está em fase de testes e deverá ser disponibilizada em pouco tempo, são as listas de transmissão personalizadas. Essa funcionalidade possibilitará às empresas automatizar o envio de lembretes, informes sobre promoções e felicitações por datas especiais para o cliente. Será possível ainda incluir botões de call to action, agendar os disparos das mensagens ou enviá-las instantaneamente. “As novas funcionalidades certamente irão contribuir para que as pequenas empresas aprimorem o relacionamento com seus clientes e alcancem melhores resultados de conversão de venda”, conclui Janaína. Já sabe como utilizar o WhatsApp Business? Basta seguir alguns passos simples. Baixe o aplicativo Whatsapp Business, que é diferente do aplicativo de mensagens comum (Whatsapp); Confirme o número de telefone, e permita o acesso aos contatos e fotos; Crie um perfil comercial da empresa, e adicione as informações importantes sobre a empresa, como endereço e horário de funcionamento.
Micro e pequenas empresas geraram 7 em cada 10 novas vagas de emprego em maio

Resultado é 2 pontos percentuais superior ao registrado no mesmo mês do ano passado O saldo de empregos formais gerados no país continua sendo determinado diretamente pela atuação das micro e pequenas empresas (MPE). No último mês de maio, de acordo com levantamento feito pelo Sebrae a partir de dados do Sistema do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), 7 em cada 10 vagas de trabalho foram criadas pelas MPE. O resultado é 2 pontos percentuais superior ao que havia sido registrado no mesmo mês do ano passado. No total, o Brasil teve um saldo líquido de 155 mil novos empregos em maio deste ano, sendo 108,4 mil gerados pelas micro e pequenas empresas. Enquanto isso, as médias e grandes empresas somaram 23 mil postos de trabalho, o que equivale a 15% do universo de vagas criadas. A análise comparativa mostra que, em maio de 2022, haviam sido geradas 277,7 mil vagas, sendo as micro e pequenas empresas, com 188,9 mil vagas responsáveis por 68% desse total (277,7 mil). Nessa mesma avaliação, as médias e grandes decaíram sua participação, saindo de 22% do total em maio de 2022 para 15% em maio de 2023, queda de 7p.p. No acumulado deste ano, de janeiro a maio, foram registrados 865,3 mil novos empregos. As micro e pequenas empresas contribuíram com 69% desse montante, tendo gerado 594 mil vagas. Já as médias e grandes contribuíram com 163 mil postos de trabalho, 19% do total. Serviços na liderança A análise sobre o comportamento de cada um dos setores de atividade econômica mostra que, entre as micro e pequenas empresas, os setores de Serviços (53.224), Construção (28.825) e Comércio (16.332) são os que mais geraram empregos em maio. Já para as médias e grandes empresas, os principais setores foram Serviços (24.039), Agropecuária (2.081) e Extrativa Mineral (1.632). No total dos cinco primeiros meses de 2023, as micro e pequenas empresas já contam com mais de 527 mil vagas geradas nos setores de Serviços (339.127), Construção (123.937) e Indústria da Transformação (64.754). O setor de Comércio, que apresentava saldo negativo no acumulado até abril, agora já sinaliza uma recuperação, contando com saldo positivo de 34.127 novas vagas. Segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), as principais atividades que geraram mais empregos nas MPE em maio foram “Construção de edifícios” (8.660), “Serviços combinados de escritório e apoio administrativo” (3.598) e “Construção de rodovias e ferrovias” (3.283). Para as médias e grandes, o destaque ficou com “Cultivo de laranja” (4.950), “Atividades de atendimento hospitalar” (4.440) e “Limpeza em prédios e em domicílios” (4.122). Considerando o saldo por mil empregados, os estados que lideraram o ranking foram: Piauí – 2.208 Espírito Santo – 4.873 Pará – 4.037 Paraíba – 2.464 Acre – 443 Em números absolutos, os estados com mais empregos gerados em foram: São Paulo – 23.618 Minas Gerais – 14.269 Rio de Janeiro – 8.752 Paraná – 7.124 Bahia – 5.594
CNI diz que economia poderá crescer 2,1% este ano

Entidade defende reforma tributária e redução de juros O desempenho do agronegócio fez a Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevar a projeção de crescimento da economia neste ano. Segundo o Informe Conjuntural do 2º Trimestre, divulgado nesta quinta-feira (12) pela entidade, a estimativa passou de 1,2% em abril para 2,1% em julho. A confederação, no entanto, adverte que a melhoria se deve apenas ao agronegócio, com os demais setores da economia encolhendo ou desacelerando. Acrescenta ser necessário reformar o sistema tributário e reduzir os juros para destravar a economia brasileira. Pelas estimativas da CNI, enquanto a agropecuária deverá crescer 13,8% neste ano – impulsionada pela produção recorde de alimentos – a indústria deverá se expandir apenas 0,6%. O desempenho do setor industrial também tem desigualdades: a indústria da construção crescerá 1,5%, mas a indústria da transformação – afetada pelos juros altos – deverá encolher 0,9% em 2023. Falta de competitividade Em nota, a CNI destaca que a indústria nacional sofre com a falta de competitividade gerada pela complexidade do sistema tributário e pela escassez de crédito provocada pelos juros altos. Apesar disso, a entidade considera que o avanço da reforma tributária no Congresso Nacional e a queda da inflação, com a provável redução da Taxa Selic (juros básicos da economia) neste semestre, melhoram as perspectivas para a economia brasileira. Além da aprovação da reforma tributária e da queda dos juros, a CNI pede que o governo acelere a criação de uma política industrial que permita o país se inserir nas cadeias globais de produção “de forma inovadora e sustentável”. Inflação e consumo Em relação à inflação, a CNI projeta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – usado como indicador oficial pelo governo – encerrará o ano em 4,9%, contra estimativa anterior de 6%. Segundo a entidade, a desaceleração ajuda a recompor o rendimento médio real das famílias e a recuperar o poder de compra e o consumo. Para a CNI, a recuperação do mercado de trabalho continua, com a expectativa da taxa média de desemprego para 2023 caindo de 9% para 8,3%. A previsão de crescimento da massa de rendimento real (acima da inflação) subiu levemente, de 6,7% para 6,8% neste ano. A estimativa de consumo das famílias subirá 1,8% em 2023, contra previsão anterior de 1,2%. A CNI atribui o aumento à recuperação parcial do crédito a partir de março e ao aumento do valor do Bolsa Família, que estimula compras em mercados e farmácias. Juros e dólar Em relação aos juros, a confederação estima que a Selic encerrará 2023 em 11,75% ao ano, devendo cair dois pontos percentuais em relação aos 13,75% atuais. Em relação ao câmbio, a entidade prevê que o dólar comercial chegará ao fim do ano em R$ 4,90, contra previsão anterior de R$ 5,35. A previsão de superávit da balança comercial (exportações menos importações) para este ano saltou de US$ 55,7 bilhões para US$ 62,4 bilhões. Para as contas públicas, a entidade manteve a projeção de déficit primário (resultado negativo sem os juros da dívida pública) de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB). *Com informações da EBC | Agência Brasil
Pequenos negócios mostram que a inovação está ao alcance de empreendimentos de qualquer porte

Sem apelar para grandes mudanças tecnológicas ou dispendiosas, a Neo Soul e a Solutio Indústria Química conseguiram saltar de nível e de faturamento Em 2021, Adriano Salvador decidiu buscar o Sebraetec para melhorar o layout produtivo da Neo Soul, sua empresa de comunicação visual, fundada em 2004, em São Paulo. O que ele não esperava era que o programa transformasse também o seu próprio conceito de inovação. “Antes, quando eu pensava em inovar, era sempre algo extraordinário, ligado à tecnologia. Depois, enxerguei a inovação quando consegui atingir resultados melhores com praticamente o mesmo recurso que eu tinha antes”, argumenta o empreendedor. Adriano conta que, antes do Sebraetec, ele mesmo comandava a parte de relacionamento e captação de clientes, pois a empresa não tinha um setor comercial estruturado. “Consegui montar uma estratégia de vendas, um departamento comercial, com atendimento, qualificação e hoje conto com cinco funcionários só nessa área. Hoje, meu pessoal tem uma meta de vendas, tem números e métricas”, comemora. O Sebraetec é uma solução oferecida pelo Sebrae que conecta micro e pequenos negócios a inovações que potencializam seus resultados. Desde 2012, o programa proporciona consultorias individualizadas para entender e indicar a melhor solução de inovação para cada negócio. A iniciativa programa tem como objetivo levar inovação para as micro e pequenas empresas por meio da indicação de prestadores de serviços e soluções, aumentando a competitividade desses negócios no mercado. Melhoria contínua As melhorias na Neo Soul não param e o empresário já vislumbra inovações para garantir ainda mais produtividade para o negócio, que atualmente tem 18 funcionários em seu quadro. Entre elas, ele pretende substituir todos os computadores de mesa por notebooks, por exemplo. Outra mudança foi implantar um programa de melhoria contínua onde, todo mês, o funcionário faz um relato sobre o que pode avançar dentro da empresa. “O colaborador expressa o problema e já sugere a solução”, explica Adriano. Foi ouvindo os colaboradores que o empresário instalou um ar-condicionado e uma pequena biblioteca no refeitório, além de trocar as cadeiras antigas do escritório por outras mais confortáveis. “Melhorar tem de ser uma constante, quando a gente chega na zona de conforto é um perigo. Isso eu aprendi com o Sebrae”, revela o empreendedor de 39 anos. Parceiro antigo de inovação Também em São Paulo, mas em Indaiatuba, a Solutio Indústria Química foi outro empreendimento que contou com atendimento do Sebraetec. Há seis anos no mercado, o negócio atua no segmento de artigos para produção e manutenções industriais, com destaque para proteção de cabine de pintura. A proprietária Paula Cardoso reitera que o Sebrae é parceiro antigo e que ela já teve acesso a três consultorias do Sebraetec. “A consultoria de Design Thinking desenhou e montou a jornada do cliente. Nós vimos, por exemplo, os pontos críticos no atendimento e fizemos o planejamento das ações. A consultoria de modelação de processos foi importante para acharmos as lacunas que existiam nos nossos processos nas interfaces. Também tivemos uma consultoria para desenvolver o aplicativo de diagnóstico. Por meio dele, a gente agiliza o processo entre entender a necessidade do cliente e entregar o produto ideal”, explica. O negócio não fechou na pandemia, mas, logo no início do período de isolamento, o faturamento caiu um pouco com a falta dos insumos e com o aumento de preço de muitos deles. Entretanto, pouco depois, em 2021, a empresa voltou a crescer. Paula relata que a parceria com o Sebrae a ajudou a atravessar pela fase inicial da pandemia. “Foi bem na época das consultorias e cursos do Sebrae. Foram iniciativas que ajudaram a valorizar mais o potencial da Solutio e o meu, de gestora, que tive de olhar para o futuro sem deixar a peteca cair.” Congresso Internacional de Inovação da Indústria “Os casos bem-sucedidos da Neo Soul e da Solutio Indústria Química ilustram o papel essencial que a inovação cumpre nos pequenos negócios e mostram que é possível inovar em todo tipo de empreendimento, independentemente do porte, gerando aumento de renda”, destaca o presidente do Sebrae Décio Lima. Empreendedores de todo o país e interessados no tema podem se aprofundar nas tendências do mercado no mais importante evento de inovação da América Latina: o Congresso Internacional de Inovação da Indústria. O evento, promovido pelo Sebrae e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), será realizado nos dias 27 e 28 de setembro, no São Paulo Expo. O tema desta décima edição será a ecoinovação.
Setor de serviços cresce em maio 0,9%, revela o IBGE

Área da economia que mais emprega tem alta de 6,4% em 12 meses O setor de serviços, o que mais emprega na economia, apresentou crescimento de 0,9% em maio, na comparação com abril. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (12), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em abril, o resultado tinha sido uma queda de 1,5%. No ano, o setor, que reúne atividades como comércio varejista, transporte, imobiliárias, turismo e alimentação, apresenta alta de 4,8%. Em 12 meses, o saldo positivo é de 6,4%. Apesar da retomada em maio, o segmento está 2% abaixo do ponto mais alto da série histórica do IBGE, alcançado em dezembro de 2022. O setor de transportes, com alta de 2,2%, foi o que mais ajudou a puxar para cima o resultado mensal. “O transporte de cargas e o de passageiros avançaram no mês. Já sob a ótica do modal, os principais impactos para o resultado positivo vieram do rodoviário de cargas, do aéreo de passageiros e do aquaviário de cargas”, explica – no site do IBGE – o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. Esse desempenho foi um reflexo da atividade agropecuária, que tem se mostrado um dos principais motores da economia brasileira. “Os recordes da safra de grãos acabam influenciando os transportes, especialmente o rodoviário de cargas. Esse impacto não é de agora. A partir de maio de 2020, ainda no início da pandemia de covid-19, houve um crescimento importante desse setor, muito ligado ao aumento na produção agrícola”, diz Lobo. Pandemia Outro fator que deu força ao segmento de transportes foi um legado iniciado durante a pandemia: o uso da internet para fazer compras, que movimenta serviços de frete. Houve “o boom do comércio eletrônico, com a migração em larga escala das vendas em lojas físicas para as plataformas online”, afirma o analista do IBGE. A força do agronegócio ficou ressaltada também na análise por regiões. O estado do Mato Grosso teve expansão de 22,5% no setor de serviços em maio. “O setor agro influencia muito o transporte rodoviário de cargas. Os transportes representam 77% dos serviços de Mato Grosso, então qualquer movimentação de crescimento ou de queda determina o resultado do setor no estado”, ressalta Lobo. Depois de transportes, o segmento que mais influenciou a alta no país foi o de serviços prestados às famílias, que cresceu 1,1% em maio. Também positivo, porém com menor peso no índice geral, o ramo de atividades turísticas se expandiu 4% em maio. É o segundo resultado positivo consecutivo. O setor está 5,6% acima do patamar de fevereiro de 2020, antes de começar a pandemia. Para se ter uma ideia da importância do setor de serviços para a economia – com geração de emprego e renda – o último levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e que faz uma radiografia do mercado de trabalho formal – aponta que, do saldo positivo de 865.365 vagas com carteira assinada criadas entre janeiro e maio deste ano, 521.540 estão no setor de serviços. *Com informações da EBC/Agência Brasil
Confiança dos pequenos negócios é a maior do ano

Sondagem realizada pelo Sebrae, em parceria com a FGV, detectou aumento de 5,8 pontos Os donos de pequenos negócios estão cada vez mais confiantes. Em junho, a confiança dos pequenos negócios apresentou o maior acréscimo do ano. De acordo com a Sondagem das Micro e Pequenas Empresas, realizada mensalmente pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança das Micros e Pequenas Empresas (IC-MPE) avançou 5,8 pontos se comparado a maio e atingiu o patamar de 93,7 pontos. Foi o maior incremento detectado desde agosto de 2020. “Os donos de pequenos negócios já estão percebendo a melhora na economia, o que reduz o pessimismo futuro. Além disso, eles acreditam que o Banco Central terá sensibilidade e reduzirá a taxa de juros, que está sendo mantida em um patamar injustificável”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima. Ele ainda ressalta que, caso os juros não caiam, a confiança dos donos de pequenos negócios pode apresentar queda novamente. “Mais dificuldades no acesso a crédito, menos consumo e dinheiro circulando na economia e redução de empregos. Esses são alguns dos reflexos de como a taxa básica de juros afeta diretamente as micro e pequenas empresas. Para que o horizonte favorável seja mantido, é preciso que o Banco Central faça a sua parte.” O IC-MPE é a composição dos três índices de confiança dos principais setores da economia: Comércio, Serviços e Indústria de Transformação. Nesse mês de junho, todos apresentaram incremento. O setor que mais contabilizou aumento na confiança foi a Indústria, que saiu de uma sequência de três quedas consecutivas para um incremento de 11,9 pontos. Seguido pelo Comércio, com 9,6 pontos, e Serviços, com 2,5. “Esse resultado mostra que estamos caminhando para o patamar de neutralidade e que o pior momento da confiança por parte das MPE está ficando para trás”, pontua Décio Lima. Indústria de Transformação Após três quedas consecutivas, o Índice de Confiança das Micros e Pequenas Empresas da Indústria de Transformação apresentou forte alta de 11,9 pontos e chegou a 97,3 pontos, o maior nível desde agosto de 2022. “Mesmo com esse forte crescimento em junho, existem muitos obstáculos para que o setor retorne a um nível de sustentabilidade mais robusto, como a alta taxa de juros, que influencia as tomadas de decisão de futuros investimentos”, observa Décio Lima. Dos cinco segmentos pesquisados, quatro avançaram, com destaque para refino e produtos químicos, alimentos, metalurgia e produtos de metal. Na contramão, vestuário teve um leve recuo. Comércio Após meses de oscilações, a confiança das micro e pequenas empresas do Comércio começou a vislumbrar sinais de recuperação. Em junho, o índice apresentou forte alta de 9,6 pontos e atingiu o patamar de 94,9 pontos, o maior nível desde outubro de 2022 (98,1 pontos). “A recuperação gradativa do mercado de trabalho, o aumento da massa salarial e a desaceleração da inflação refletiram nesse resultado”, fala o presidente do Sebrae. A alta do setor foi observada em todos os segmentos, em especial material de construção, varejo restrito e veículos, motos e peças. Empreendabilidade comenta Com a iminente aprovação da Reforma Tributária e diversas Frentes Parlamentares de apoio e incentivo aos pequenos negócios e empreendedorismo feminino na Câmara são indícios de uma maior atenção com o empreendedorismo no governo e no legislativo, fatores que devem manter a confiabilidade dos pequenos negócios no cenário econômico e político atual. A taxa de juros ainda é um desafio importante, mas que também têm recebido atenção. A deflação de junho, a primeira desde setembro de 2022 é um indicativo positivo para um corte de juros em um futuro próximo e os especialistas já vislumbram projeções econômicas positivas para o segundo semestre. Todo esse conjunto de fatores colaborou para o crescimento da confiança apontado acima, revelando um cenário animador para o empreendedorismo brasileiro, em um contexto político e econômico menos conturbado do que nos últimos anos.
Empreendedorismo com baixo capital inicial: veja dicas valiosas para o sucesso

Economize, reinvista, fortaleça sua presença nas redes sociais, faça pós-venda e separe finanças pessoais e do negócio O desejo de empreender e alcançar o crescimento pessoal e profissional é compartilhado por muitos brasileiros. No entanto, embarcar nessa jornada não é uma tarefa simples, exige dedicação, coragem e determinação, seja você alguém que está desempregado há anos ou com emprego fixo que busca uma mudança de vida. O empreendedorismo não se resume apenas a ter muito dinheiro, mas a explorar habilidades, criatividade e oportunidades para alcançar o tão sonhado sucesso. A empresária Paula Danielly que iniciou sua jornada empreendedora com apenas R$ 400, e hoje é dona de um negócio de sucesso, prova que é possível conquistar os seus objetivos com baixo capital inicial, e lista cinco dicas valiosas para quem vai dar os primeiros passos. 1. Economizar pelo menos 10% de tudo que vende É fundamental para um negócio bem-sucedido estabelecer o hábito de economizar uma parte dos lucros obtidos. Ao reservar pelo menos 10% de todas as vendas, a empresa garante uma reserva financeira para lidar com imprevistos, investir em oportunidades futuras e manter uma base sólida para o crescimento a longo prazo. 2. Reinvestir sempre Reinvestir os lucros é uma estratégia crucial para o sucesso contínuo de qualquer empreendimento. Ao destinar recursos para melhorar a qualidade dos produtos ou serviços oferecidos, a empresa conquista a confiança dos clientes e se destaca no mercado. Além disso, investir em atendimento excepcional e em estratégias de marketing e publicidade eficazes aumenta a visibilidade da marca e impulsiona o crescimento do negócio. 3. Ser mais presente nas redes sociais No mundo digital de hoje, a presença nas redes sociais é indispensável para as empresas. Ao se tornar mais ativo e engajado nessas plataformas, é possível alcançar um público mais amplo, interagir com os clientes de forma direta e construir relacionamentos duradouros. Utilizar estratégias de marketing digital nas redes sociais pode impulsionar o alcance da marca, aumentar o reconhecimento e direcionar tráfego para o site ou loja física. 4. Fazer pós-venda e criar carteira O pós-venda é uma etapa essencial para estabelecer um relacionamento de longo prazo com os clientes. Ao fornecer um acompanhamento eficiente após a compra, como envio de e-mails de agradecimento, solicitação de feedback ou oferecimento de suporte, a empresa demonstra cuidado e valoriza a satisfação do cliente. Além disso, criar uma carteira de clientes fiéis é uma estratégia inteligente, pois eles podem se tornar defensores da marca e gerar recomendações valiosas para novos negócios. 5. Não pensar que o dinheiro que entra é para uso pessoal É crucial separar as finanças pessoais das finanças do negócio. Embora seja tentador usar o dinheiro que entra para despesas pessoais, é importante manter uma abordagem disciplinada. Definir um salário adequado para si, com base nas necessidades pessoais e nas projeções financeiras, ajuda a evitar a mistura de recursos e a garantir a sustentabilidade financeira da empresa a longo prazo. Manter a separação entre as finanças pessoais e empresariais também facilita o controle e a análise dos gastos e receitas da empresa. *Com informações do portal Exame
Micro e pequenas empresas têm nova chance para renegociar dívidas ativas com União

Novos editais foram publicados pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) com possibilidade de renegociação por meio de transação tributária Os donos de pequenos negócios, inclusive microempreendedores individuais (MEI) que possuem dívidas ativas com a União, têm nova chance para regularizar sua situação fiscal. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) publicou, recentemente, novos editais que permitem a renegociação por meio de transação tributária, que inclui benefícios, como redução da dívida, por exemplo. São cinco modalidades de negociações abertas com condições que variam a depender do tipo de porte da empresa, bem como valor da dívida ativa, entre outros critérios. Os empresários interessados podem realizar todo o processo pela internet, por meio do portal Regularize da PGFN. As adesões podem ser feitas até o dia 29 de setembro. A recomendação do Sebrae é que o empreendedor fique atento às especificações de cada edital. A “transação de pequeno valor”, por exemplo, é destinada apenas para pessoas físicas, MEI, microempresas e empresas de pequeno porte e possibilita a negociação de débitos que totalizem até 60 salários-mínimos. Aqui o desconto é até 50% do valor total da dívida. Já na “Transação para débitos de difícil recuperação”, ou irrecuperáveis, somente é possível negociar dívidas que se enquadram nessa categoria, como estarem inscritas há mais de 15 anos ou suspensas por decisão judicial por mais de 10 anos, dentre outras. Outra modalidade, a “Transação garantida por seguro garantia ou carta fiança”, é indicada para o contribuinte que possui decisão transitada em julgado em seu desfavor, cujos débitos estão garantidos por seguro garantia ou carta fiança, antes da ocorrência do sinistro ou do início da execução da garantia. A “Transação conforme capacidade de pagamento”, por sua vez, é a que permite o maior prazo para parcelamento da dívida, em até 145 meses (entrada em 12x e o restante em 133 parcelas), além de oferecer descontos de até 100% em juros, multas e encargos. Essa modalidade também não exige mais que o contribuinte preencha a Declaração de Rendimentos, etapa obrigatória em editais anteriores, e que por vezes dificultava a adesão. A analista de Políticas Públicas do Sebrae Lillian Callafange destaca que a principal mudança neste novo edital é que a transação por capacidade de pagamento não prevê mais escalonamento de descontos conforme a quantidade de prestações. Ela recomenda que o empreendedor acesse o Portal Regularize para saber qual transação está disponível para negociar sua dívida e fazer simulações a fim de escolher qual modalidade melhor se adequará à sua realidade financeira. “É importante não deixar para última hora e ficar sempre atento ao prazo desses editais. Caso o empreendedor tenha alguma dúvida sobre como aderir, basta procurar o atendimento do Sebrae, que está capacitado para auxiliá-lo a regularizar suas dívidas fiscais por meio das possibilidades disponíveis”, recomenda a analista. O valor mínimo das prestações é de R$ 25 para o MEI e R$ 100 para os demais. Mais detalhes sobre todas as transações abertas, consulte o endereço eletrônico: https://www.gov.br/pgfn/pt-br/servicos/orientacoes-contribuintes/acordo-de-transacao/acordo-de-transacao.
Reforma Tributária preserva pequenos negócios

Entre os pontos defendidos pelo Sebrae estão a simplificação de regras tributárias, a manutenção do Simples Nacional e alíquota zero para impostos sobre alimentos Em votação história, a Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada dessa sexta-feira (7), o texto base da reforma tributária. Para o Sebrae, a preservação do Simples Nacional a simplificação das regras tributárias, a fim de melhorar o ambiente de negócios do país, irá beneficiar microempreendedores individuais (MEI) e as micro e pequenas empresas. “Ainda que a proposta da reforma passe por mais debates e alterações durante os trâmites no Congresso Nacional, os pequenos negócios conseguiram, no relatório atual, a manutenção do Simples Nacional, o regime tributário exclusivo para micro e pequenas empresas, que respeita a regra constitucional do tratamento diferenciado e reduz os impostos e a burocracia”, observa o presidente do Sebrae, Décio Lima. Para os próximos passos da tramitação da proposta no Congresso Nacional, entre os assuntos que o Sebrae voltará a sua atenção está o possível aumento de custo de insumos e mercadorias pela substituição das atuais contribuições para o PIS/PASEP e COFINS pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que provavelmente terá alíquota maior do que as atuais. A definição dos itens que compõem a cesta básica nacional de alimentos está entre os pontos que ainda precisam ser regulamentados com a aprovação do texto final da reforma. Apesar da alíquota zero para os impostos que incidem sobre a cesta básica nacional de alimentos, a proposta mantém a possibilidade de criação do cashback para os demais produtos e serviços, que funciona como uma devolução para as populações mais pobres ou para menos favorecidos. A ideia tem como ponto de partida a compreensão de que o sistema de tributação adotado hoje no Brasil e em outros países acaba onerando mais as pessoas de baixa renda. Ainda segundo Décio Lima, entre as diversas alternativas de implementação do cashback, a ideal seria aquela que devolve o valor para as famílias de baixa renda o quanto antes, sem onerar os pequenos empresários. “Poderíamos usar o crédito em cartão próprio, crédito no cartão do bolsa família, crédito em conta bancária, dentre outras possibilidades. Nessas opções, o valor é apurado pela Fazenda e entregue diretamente ao beneficiário”, lembra. O gerente de Políticas Públicas do Sebrae, Carlito Merss, ressalta que decisão da Câmara deve ser considerada a maior aprovação já feita pelo Congresso Nacional desde a Constituição de 1988. “Só a possiblidade da cobrança dos impostos no destino e a instalação do IVA, que é uma forma de cobrança que acontece em 174 países, já valeu a luta”, comemora.
Startup oferece curso pré-vestibular gratuito e coleciona prêmios

Rhayann Vasconcelos criou a Acelere Educação com foco em aulas online e apareceu na lista da Forbes Under 30 Mais de 2.3 milhões de pessoas compareceram para prestar o Exame Nacional do Ensino Médio em novembro do ano passado. Um universo de alunos com um objetivo em comum e um obstáculo de 90 questões e uma redação os separando do sonho de entrar na universidade. Foi nesse cenário que Rhayann Vasconcelos fundou em 2020 a startup Acelere Educação, que tem a missão de oferecer educação de qualidade a milhares de jovens em todo o país. Pernambucano e de origem humilde, Rhayann viu no empreendedorismo e na educação a oportunidade de transformar a própria vida e a de outros jovens espalhados pelo Brasil. É importante contextualizar: em 2020, o mundo vivia o momento mais crítico de restrições e isolamento impostos em função da pandemia de Covid-19, situação que interferiu diretamente na dinâmica de educação pelo Brasil, onde escolas foram fechadas e o ensino à distância, com aulas online, se tornou uma realidade. O Empreendabilidade conversou com Rhayann sobre o surgimento da startup, os desafios de empreender na pandemia e o sucesso que o alçou a prêmios internacionais e o colou na lista da Forbes Under 30, na categoria de Empreendedorismo Social. Pandemia mudou a rota O jovem enxergou uma virada de chave durante o período de maior incerteza e medo da humanidade neste século. “A Acelere Educação surgiu, inicialmente, para fomentar o ambiente de negócios, discutindo pautas como empreendedorismo e economia criativa. Com a chegada da pandemia, tudo mudou. As atividades, que antes eram presenciais, precisaram ser suspensas. A partir disso, surge uma nova perspectiva: gerar oportunidades para estudantes de todo o país através do Acelere no ENEM. Um grande ecossistema de preparação, inteiramente gratuito, que oferece ferramentas importantíssimas para aqueles que desejam ingressar no ensino superior. Como resultado, em seu primeiro ano, a iniciativa acumulou 84 mil inscritos”, conta. Em pouco tempo, a startup de educação, conhecidas como edtechs, já havia se tornado o maior cursinho gratuito do Brasil para o ENEM, com mais de 500 mil alunos ativos no ecossistema da plataforma. Dentre os candidatos da última edição, dezenas de alunos da Acelere foram aprovados em primeiro lugar em seus pleitos, resultado que Rhayann comemora. Saíram do cursinho os aprovados em 1º lugar nos cursos de Engenharia de Software, Engenharia de Produção, Publicidade e Propaganda, História, Letras e Ciência e Tecnologia em diversas universidades federais espalhadas pelo Brasil na última edição do Sisu. “São pouco mais de 2 anos de atividades. Sem dúvidas, o crescimento acelerado e as premiações surpreendem pelo curto espaço de tempo. Ao mesmo tempo, nos dão responsabilidade para seguir em frente, construindo ainda mais resultados positivos e gerando oportunidades aos jovens brasileiros”, afirma. Premiações que Rhayann e a Acelere celebram com orgulho: o projeto foi reconhecido como uma das 30 melhores iniciativas do país pela Brazil Conference Harvard & MIT e um dos cinco melhores do país na categoria Educação Básica no Prêmio do Movimento LED – Luz na Educação, oferecido pela TV Globo e Fundação Roberto Marinho. Além disso, Rhayann integrou a lista Forbes Under 30, na categoria de Empreendedorismo Social. Com tantos resultados excepcionais, o jovem exalta a importância da educação como fator de transformação e ascensão social, mas também como nicho para empreender. “Educação é a ferramenta mais importante que possuímos para transformação e ascensão social. Ou seja, muda vidas. A dica que eu dou é: construa um negócio que faça sentido ao próximo, resolva problemas, vá ao encontro da sua dor. Feito isso, mergulhe de cabeça, faça uma gestão profissional, não tenha medo de começar pequeno. Com isso, metade do caminho já foi trilhado”, finaliza.
Reforma Tributária: saiba quais serão os primeiros impactos para o empreendedor

O primeiro passo para a aprovação da Reforma Tributária foi dado: na madrugada desta sexta-feira (7), o texto foi aprovado em votação de segundo turno na Câmara dos Deputados e agora, após a votação separada dos destaques a PEC da Reforma segue para tramitação no Senado. A proposta, que se arrasta há mais de 30 anos no Brasil, parece finalmente caminhar para a simplificação de um dos sistemas tributários mais complexos do planeta. O Empreendabilidade analisou o texto da reforma sob o olhar dos micro e pequenos negócios e explica como a Reforma vai impactar na vida dos empreendedores. Maior carinho com os pequenos empreendedores Com o avanço da discussão da Reforma Tributária, a Câmara lançou nesta semana a Frente Parlamentar das Micro e Pequenas Empresas, que tem como objetivo a valorização dos pequenos negócios e dos incentivos ao segmento. A ideia é justamente voltar a atenção para os pequenos negócios, que entre micro e pequenas empresas (MPE) e microempreendedores individuais (MEI) somam mais de 6.4 milhões de estabelecimentos pelo país. De acordo com o presidente da Frente Parlamentar, uma das prioridades do grupo será promover um grande movimento para a redução da taxa de juros no país como forma de apoiar os pequenos negócios no acesso ao crédito. “É um contrassenso. Não há argumento técnico que se sustente. O Brasil só será grande quando investir nos pequenos”, reforçou o presidente da Frente Parlamentar. Simplificação da carga tributária O principal objetivo da Reforma é desburocratizar o sistema tributário e, para isso, cinco tributos serão unificados no Imposto Sobre Valor Agregado, o novo IVA. Os federais IPI, PIS e Cofins, o ICMS, que é estadual, e o ISS, que é municipal, deixarão de existir e serão estabelecidos os dois IVAs: um será gerenciado pela União e outro terá gestão compartilhada por estados e municípios. IBS E CBS Visando unificar impostos estaduais e municipais, surge o Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS, que seria a parcela do imposto único da reforma tributária gerida pelos Estados e municípios, enquanto a CBS seria gerida pela União. Já o CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços – prevê a substituição de três contribuições federais por apenas uma. O tributo unificará o Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep), o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A CBS seria gerida pela União, enquanto o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) ficaria sob responsabilidade dos Estados e municípios, segundo a proposta da reforma tributária. Alíquota Única Hoje, produtos semelhantes possuem alíquotas diferentes, o que gera distorções: bombom e wafer, por exemplo, têm tributação distinta, assim como perfume e água de colônia. Diversos casos como estes geraram embates jurídicos ao longo dos anos. A reforma determina que todos os produtos deverão pagar a mesma alíquota de imposto. Haverá exceções pontuais para alguns itens, como os da cesta básica, que ficarão isentos, e o chamado ‘imposto do pecado’, no qual cigarros e bebidas pagarão mais. Indústria desafogada Um dos setores mais agraciados com a Reforma Tributária é o da indústria que, atualmente, do chão de fábrica até o consumidor final acumula impostos e burocracia. Agora, ao invés de pagar cinco impostos em cada uma das etapas de produção, serão pagos apenas dois – o IBS e o CBS. A cumulatividade de impostos em cada etapa também dá lugar a uma alíquota única. E o Simples? Uma das principais pautas de entidades que representa e dão incentivo aos pequenos negócios, como o Sebrae, o Simples Nacional é defendido para que as empresas enquadradas sejam protegidas e recebam incentivo ao crédito, tenha renegociação de dívidas facilitada e simplificação de processos. “Temos a expectativa que o Simples Nacional seja intocável, pois é um marco regulatório de garantia das micro e pequenas empresas. Além disso, esperamos que a Reforma Tributária trate com clareza uma devolução de dinheiro às famílias mais pobres (cashback) e que não afete os donos de pequenos negócios”, afirmou Décio Lima, o presidente do Sebrae. O aumento do teto de faturamento do MEI, apesar da forte reivindicação, ainda não está incluído e deve se manter no patamar atual: R$81 mil.
Pequenos negócios podem ter perdido até R$ 24,1 bilhões de capital no início da pandemia

Estudo demonstra um impacto devastador para as micro e pequenas empresas. Até junho de 2020, mais de 716 mil empresas haviam fechado as portas As micro e pequenas empresas brasileiras tiveram um enorme impacto negativo com a pandemia do coronavírus. Somente no período entre março e junho de 2020, cerca de 716,3 mil empresas fecharam as portas (99,8% delas pequenos negócios), gerando um prejuízo que pode chegar até R$ 24,1 bilhões. Os dados são de um estudo inédito realizado pelo assessor da Diretoria Técnica do Sebrae Nacional Rafael Moreira e do pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Mauro Oddo Nogueira, com base em dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo “Covid deixa sequelas: a destruição do estoque de capital das micro e pequenas empresas como consequência da pandemia de covid-19” usa metodologia inédita para levantar o estoque de capital nas MPE como o fechamento de empresas durante a pandemia gerou perda significativa para a economia como um todo. Rafael Moreira ressalta que os setores de comércio e serviços foram os mais afetados e que o real impacto da pandemia pode ser ainda pior. “Hoje, estamos em um outro momento, mas a tendência é que as perdas tenham sido maiores. A grande maioria das empresas ficou mais de dois anos com o faturamento muito abaixo do normal, mas tendo que seguir honrando seus compromissos com fornecedores, empregados e credores, com muitos dos custos subindo por conta da forte inflação de 2021 e 2022. Esse é um quadro que nos preocupa”, alerta o assessor. “Essa perda de capital significa também uma grande perda de conhecimento adquirido pelos empreendedores ao longo tempo à frente de seus negócios, além da perda de empregos, de renda e de investimentos que esses donos de pequenos negócios fizeram ao longo de sua jornada e que nunca vão reaver. A perda desses empreendedores significa uma perda para a economia como um todo”, ressalta o especialista do Sebrae. Os pesquisadores também apontaram no estudo a necessidade de implementação de políticas públicas que apoiem a reconstrução desse estoque de capital, a começar pela redução do custo de financiamento, muito impactado pelo aumento da taxa básica de juros, que no início da pandemia estava no patamar de 2% ao ano e hoje chega a 13,75%. Rafael destaca ainda o papel do Sebrae na orientação dos pequenos negócios para que eles consigam se reerguer. “Sem dúvida, precisamos trabalhar para facilitar a obtenção de crédito e baratear o financiamento, diminuindo as taxas de juros, conseguindo mais garantias, além de trabalhar a produtividade, a eficiência e o marketing digital das pequenas empresas para que elas sejam mais competitivas”, aponta.
Metade dos brasileiros é impactada pelos pequenos negócios
Estimativa do Sebrae mostra que resultado é superior ao volume de populações da Alemanha, Inglaterra e França Os pequenos negócios estão cada vez mais presentes na economia brasileira. Estimativa feita pelo Sebrae – com base em dados da Receita Federal e pesquisas da instituição – revela que praticamente metade da população é impactada direta ou indiretamente pelos microempreendedores individuais (MEI) e pelas micro e pequenas empresas (MPE). Ao todo, segundo o estudo, são 95 milhões de pessoas. O número é cerca de 10% maior do que o detectado em 2021, quando foram estimados 87 milhões de brasileiros beneficiados. Esse resultado supera o volume das populações de países como Irã, Turquia, Alemanha, Inglaterra e França. “São empreendedores, funcionários e familiares que são impactados. São pessoas que se sustentam e que movem a economia por meio dos recursos que os pequenos negócios geram. Por isso, é tão importante a execução de políticas públicas que beneficiem esse segmento, que é um dos caminhos para o Brasil deixar de fazer parte, mais uma vez, do mapa da pobreza e caminhar para a geração de renda e emprego”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima. O levantamento mostra que se consideramos os empreendedores que tem como única fonte de renda a sua atividade empreendedora, e seus familiares, chegamos a marca de 39 milhões de brasileiros impactados diretamente. Além disso, são impactados indiretamente outros 56,1 milhões de brasileiros, grupo composto por funcionários empregados pelos pequenos negócios (18,3 milhões) e suas respectivas famílias. O presidente do Sebrae ressalta que a quantidade de impactados seria ainda superior se fossem levados em conta o universo de brasileiros que empreendem de forma informal e seus familiares. “Sabemos que o empreendedorismo é o caminho adotado por milhões de brasileiros que se encontram em situação de vulnerabilidade mas que, muitas vezes, não sabem como formalizar e impulsionar o seu negócio. Por isso, procuramos estar cada vez mais próximos dos brasileiros em cada um dos locais do país para garantir um ambiente seguro para empreender”, ressalta Décio Lima.
Sudeste lidera abertura de empresas no país em março, mostra Serasa Experian

Sociedades Limitadas tem crescimento de 19,7% em relação a 2022 Puxado por São Paulo, a chamada ‘locomotiva do Brasil’, o Sudeste foi a região do país com o maior registro de abertura novos empreendimentos em março de 2023, conforme dados do Indicador de Nascimento de Empresas da Serasa Experian. Em todo o Brasil, o número chegou a 378.446 companhias fundadas, representando um crescimento de 5,9% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Quanto a natureza jurídica, as “Sociedades Limitadas” apresentaram o maior salto em relação ao mesmo período de 2022 (19,7%). Confira no gráfico a seguir o apanhado de maço de 2022 a março de 2023: “O Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo, e a atividade é um dos motores do desenvolvimento econômico. Para os empresários, a formalização traz inúmeros benefícios, como melhores opções de crédito e financiamento, Previdência Social, possibilidade de contratação de funcionários, além de acesso a programas e incentivos governamentais. O país também se beneficia pela geração de empregos, avanços em tecnologia e inovação, e desenvolvimento regional”, ressalta o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi. O setor de “Serviços” representou a maior parcela de empresas criadas em maio (270.770), seguido pelo “Comércio” (79.163), “Indústria” (23.604) e “Demais” (4.909). São Paulo cria mais de 100 mil negócios Ainda segundo o levantamento, em março, o estado de São Paulo concentrou 111.606 novas empresas, uma tendência que se dá pelo seu dinamismo econômico, avalia Rabi. Em segundo lugar ficou Minas Gerais (40.709) e Rio de Janeiro (29.503) em terceiro. Nas últimas posições, ficaram Roraima (792), Acre (706) e Amapá (655). Confira o levantamento completo por Unidades Federativas (UFs) abaixo:
Sebrae transforma a vida dos brasileiros pelo empreendedorismo

Décio Lima, presidente do Sebrae, assina artigo em homenagem aos 51 anos do Sebrae O Brasil está reencontrando, nos últimos meses, o caminho do crescimento com cidadania e igualdade social. As mais recentes projeções feitas pelo Ministério da Fazenda indicam que a economia brasileira pode crescer mais de 2,4% em 2023. O próprio FMI já havia revisto, para cima, a projeção de crescimento do PIB do país, demonstrando surpresa com os resultados do 1º trimestre da nossa economia. Mas ainda temos um dragão que precisamos conter: os juros que corroem todos os dias a vida dos brasileiros. Ainda na linha do rumo certo, o presidente Lula tem cumprido a sua promessa de campanha de colocar os mais pobres no Orçamento público. Medidas como o recém-anunciado “Desenrola Brasil” pretendem reinserir na economia milhões de pessoas que estavam com o orçamento familiar comprometido por dívidas, pelo desemprego e pela queda na renda. Nesse contexto, o papel dos pequenos negócios tem sido fundamental. Os microempreendedores individuais (MEI), juntamente com as micro e pequenas empresas (MPE), já haviam sido os grandes responsáveis pela manutenção do nível de emprego no período da pandemia, criando aproximadamente 8 em cada 10 postos de trabalho formais, e continuam dando uma contribuição inestimável. Atualmente, os pequenos negócios representam 99% de todos os empreendimentos brasileiros, respondem por quase 30% do PIB e 54% dos empregos com carteira assinada. Além disso, temos mais de 85 milhões de brasileiros vivendo direta ou indiretamente graças à atuação dos pequenos negócios. Esse contingente é maior do que a população de países como França, Reino Unido, África do Sul e Argentina. No momento em que recebe a notícia de ser a 6ª marca mais forte do país, o Sebrae, que completa 51 anos hoje (5.jul.2023), conta com ações e programas que buscam possibilitar que o empreendedorismo seja -de fato- uma saída para diminuir as desigualdades e transformar a vida das pessoas. Os resultados alcançados por nossos parceiros não deixam margem para dúvida: com apoio técnico, capacitação, crédito e oportunidades, as MPE podem mudar a realidade de famílias e localidades inteiras. Um pequeno exemplo disso é o projeto Comunidade Sebrae, que está presente em 18 favelas do Rio de Janeiro, totalizando mais de 100 comunidades e que já realizou mais de 31.000 atendimentos. Já no crédito, a instituição está focada em 2 grandes eixos. Por um lado, continuar contribuindo para o desenvolvimento de marcos regulatórios, leis, fundos garantidores e políticas públicas que melhorem o acesso dos empresários aos recursos necessários para equilibrarem sua situação financeira, realizar investimentos e ampliar mercado. De outro, seguiremos com nossa missão de encontrar saídas para facilitar o acesso a crédito, pois é preciso baixar os juros para que os empresários não caiam na armadilha da dívida e, muitas vezes, da falência. Por fim, continuaremos atuando junto ao Congresso Nacional e ao governo federal para permitir que o Brasil avance no apoio aos pequenos negócios. A reforma tributária está no centro das nossas atenções porque ela vai, naturalmente, impactar as micro e pequenas empresas. De tal forma, seremos guardiões do Simples Nacional para que a reforma assegure e melhore as conquistas alcançadas nesse marco regulatório fundamental para as MPE. O Sebrae acredita na força da transformação e emancipação pelo empreendedorismo. Defendemos que uma das saídas para a situação de desigualdade que marca o país é a articulação aliada à vocação que o brasileiro tem para a atividade empreendedora e aos diversos programas sociais de inclusão existentes.
Brasil, o país que tributa girafas. Veja bizarrices produzidas pelo nosso caos tributário de todo dia

Empresas, orientadas por seus departamentos jurídicos, mudam a nomenclatura de seus produtos para reduzir a tributação. Excesso de alíquotas e leis complexas distorcem negócios no Brasil O Congresso Nacional começa nesta semana a discutir a reforma tributária e os parlamentares têm a chance de por um ponto final em 30 anos de discussão e, de quebra, dar ao Brasil um sistema mais simples e racional de cobrar impostos. Quando se fala em caos tributário, não há exageros. Exagero é um imposto só ter mais de 5 mil leis, como tem o Imposto Sobre Serviços (ISS). Exagero é gastar 1,5 mil horas por ano para ficar em dia com o Fisco. Se pairam dúvidas sobre o quanto a estrutura tributária brasileira precisa mudar, a agência de notícias da indústria vai te mostrar como esse caos produz situações absurdas. O dia que o Leão barrou a girafa: um conto de PIS/Cofins Em 2007, a Fundação Hermann Weege, administradora do Zoológico de Pomerode (SC), fez um contrato de permuta com o Aquário de Dallas, nos Estados Unidos. Em troca de 32 aves brasileiras, receberia três girafas, nativas da África do Sul. Quando as girafas chegaram ao Brasil, a Fundação Hermann Weege entendeu que não era necessário pagar PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social). Esses tributos são ligados ao financiamento de instrumentos sociais, como Previdência, auxílio desemprego e saúde e podem ser cobrados em casos de importação. Mesmo não envolvendo dinheiro na troca entre os zoológicos, o Fisco calculou que a permuta das aves pelas girafas tinha um valor de US$ 63 mil e cobrou US$ 25,3 mil em impostos da Fundação. O caso foi parar no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Fundação argumentou que não se tratavam de mercadorias ou produtos, afastando a possibilidade de incidência de impostos, mas a côrte manteve a cobrança por entender que as girafas se enquadram no conceito de bem, definido pelo Código Civil, para fins de incidência de PIS/PASEP-Importação e Cofins-Importação, para a internalização no território nacional: Art. 82. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social. A Fundação chegou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas a maior instância judicial do país negou o recurso, mantendo a decisão do STJ. “Ah, que vontade de tomar uma bebida láctea” Não é mais casquinha? McDonalds reenquadrou a classificação de um dos produtos mais pops da franquia Desde o início de 2023, o McDonald’s não vende mais sorvete. Aquela composição cremosa que sai das máquinas para uma casquinha virou bebida láctea. A mudança de nomenclatura só serve para a Receita Federal. Para o consumidor, a casquinha tem cara de sorvete, textura de sorvete, gosto de sorvete, portanto, é sorvete. Para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também continua sendo sorvete, porque, entre outras premissas, passa por rápido congelamento. Não entendeu nada? É assim que o empresário no Brasil se sente quando o assunto é tributo. O McDonald’s mudou a nomenclatura na declaração para o Fisco porque a carga tributária global da bebida láctea é de 11,78%, enquanto o sorvete paga, em média, 38,97%, somados todos os tributos. A mudança ocorreu dentro das regras estabelecidas pelo direito tributário. O McDonald’s seguiu uma tendência que, de acordo com a Associação Brasileira do Sorvete e Outros Gelados Comésticos (Abrasorvete), tem tomado conta de grandes marcas: os produtos que sempre foram chamados de sorvete expresso ou italiano, agora viraram sobremesa ou massa gelada. Várias situações envolvendo enquadramento de bens para fins tributários tiveram que ser respondidos pela Justiça e pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). São discussões tributárias em torno da classificação fiscal de mercadorias e que podem significar milhões pagos a mais ou a menos em tributos. Saudade do tempo em que o Sonho de Valsa era bombom Os chocólatras viram a nova embalagem do Sonho de Valsa, mas não ligaram muito. O bombom estava em uma embalagem nova, chamada flow pack, substituindo as emblemáticas duas pontas enroladas. O chocolate continuou o mesmo, então, como diria João Saldanha, vida que segue. Para a Lacta, dona da marca, a diferença é grande. Ao mudar a embalagem, a empresa deixou de classificar o Sonho de Valsa como bombom e passou a classificá-la como wafer, uma combinação de recheio cremoso de amendoim e castanha de caju. No Brasil, bombons pagam 5% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e os wafers são isentos, pagam nada. A mudança do Sonho de Valsa ocorreu em 2019. Dois anos depois, a marca Garoto também adotou essa estratégia. Leite de Rosas é loção embelezadora ou desodorante? Coube ao Conselho de Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidir se o Leite de Rosas é loção embelezadora ou um desodorante. Explicamos. A fiscalização pretendia cobrar uma alíquota de 22% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), por entender que se tratava de uma loção embelezadora, enquanto a empresa recolheu o tributo com uma alíquota de 7%, alegando, no Carf, que o produto se enquadrava na categoria de desodorante corporal. O colegiado concordou com o fabricante e considerou o Leite de Rosas um desodorante. Confeitaria de barra de cereal Em 2017, o Carf decidiu que as barras de cereal devem ser classificados como produtos de confeitaria, cuja alíquota de IPI é de 5%. No recurso, a Nestlé, fabricante do produto, defendia que o alimento fosse classificado como “preparações alimentícias obtidas a partir de flocos de cereais”, isento de IPI, à época. Não rolou. Crocs são sapatos impermeáveis ou sandálias de borracha? A polêmica envolvendo Crocs vai além de beleza x conforto. Também coube ao Carf decidir se tratam-se de sandálias de borracha ou sapatos impermeáveis. O colegiado entendeu que, embora o material dos calçados não permita a passagem de água, só pode ser considerado impermeável o calçado coberto até a altura do tornozelo. No processo, a empresa teve os produtos retidos em um porto, pois o auditor fiscal informou que a nomenclatura correta seria a mesma destinada a sapatos impermeáveis. Afinal, o que são filmes fotográficos? Em agosto de 2020, uma empresa importou filmes fotográficos para
Mães e filhas empreendem juntas com ‘bar de beleza’ e faturam R$ 10 milhões com franquias

As amigas Gisela Prochaska e Deborah Paulino se uniram para abrir um salão de beleza express, que serve vinho e champanhe em São Paulo, e chamaram as filhas para ajudá-las nos negócios Um local para chegar com pressa e se arrumar em poucos minutos, com uma taça de vinho ou champanhe nas mãos, para sair pronta para o compromisso em até uma hora. Essa é a proposta do Stylebar, rede de franquia de salões de beleza express fundada pelas amigas Gisela Prochaska, de 62 anos, e Deborah Paulino, de 58, que trouxeram as filhas para o negócio e faturaram R$ 10 milhões em 2022. Agora, prestes a inaugurar a primeira loja fora de São Paulo, na cidade de Recife, o negócio projeta alcançar uma receita de até R$ 12 milhões neste ano. A ideia do Stylebar surgiu por volta de 2016. Correndo contra o tempo, Prochaska precisou encontrar uma forma rápida de se arrumar para um evento em Nova York. Por intermédio da filha, Luiza Justus, de 30 anos, ela acabou conhecendo o universo dos “bares de beleza”, com atuação segmentada e ágil na megalópole. Aquilo chamou sua atenção, e foi inevitável comparar com o modelo de atendimento que existia no Brasil à época. “O comportamento no Brasil era diferente. As mulheres estavam acostumadas a fazer tudo no mesmo lugar”, diz. Assim, ela se debruçou, junto com sua amiga Deborah, em dois anos de estudo para entender como trazer o formato para o Brasil. As duas resolveram chamar as filhas para a empreitada. Justus, filha de Prochaska, comanda a direção criativa. Já as duas filhas de Deborah, Bianca, 29, e Carolina Paulino, 27, são responsáveis pelo StyleAcademy (centro de formação de profissionais de beleza, paralelo à rede) e pela arquitetura dos espaços, respectivamente. “Um salão de beleza é o ponto de encontro de mulheres de diferentes gerações, então nada mais justo que trazer isso pra dentro desse nosso sonho”, diz Prochaska. A primeira loja foi aberta em maio de 2018, e o negócio foi sendo ajustado com o tempo, inclusive com a entrada de uma linha própria de produtos, em parceria com a Farmaervas, que é utilizada nos processos e vendida para as clientes. Hoje os itens correspondem a 7% do faturamento e têm como objetivo reforçar a marca, inclusive fora dos salões. A empresa também apostou em uma série de combos que proporcionassem agilidade e economia, além da possibilidade de realizar o agendamento por aplicativo. Mesmo para quem vai de última hora, a proposta é que a espera não seja de mais de dez minutos, se ocorrer, segundo Prochaska. “O Stylebar foi feito para a mulher moderna, a que não tem tempo, que trabalha, que cuida da casa, que tem filho. Muitas não têm duas ou três horas para ficar perdendo tempo com cabeleireiro.” A ideia é que o serviço seja concluído em até 60 minutos, na maioria dos casos. Para isso, as empreendedoras optaram por trabalhar apenas com serviços rápidos, sem nada que envolva química ou corte, por exemplo, e um número elevado de atendentes. O tíquete médio é de cerca de R$ 190. O carro-chefe da casa é o combo de cabelo e maquiagem, que sai por R$ 298. De acordo com a empreendedora, o custo se mantém abaixo do mercado por conta do uso da linha própria de produtos. Os salões ainda servem vinho e champanhe – a primeira taça sempre é cortesia, quando a cliente faz um serviço –, além de cafés e capuccino. “Atingimos o ponto de equilíbrio em quatro meses, e já recebíamos muitas propostas de franquias. Estruturamos, fizemos a análise de escalabilidade da empresa, contratamos uma consultoria. Tudo que precisava para a empresa poder franquear”, afirma. O segmento de Saúde, Beleza e Bem-Estar tem se mostrado um dos mais resilientes dentro do sistema de franquias, de acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF). No primeiro trimestre de 2023, o faturamento das marcas que operam no nicho foi de R$ 12,3 bilhões, 27% a mais do que o mesmo período do ano passado. A busca pela conveniência no segmento ajudou a dar origem a diversas marcas com o conceito de “fast beauty” nos últimos anos, como a própria Stylebar. Alguns exemplos são a Fast Escova, Turquesa e o belle.club. A primeira unidade franqueada da Stylebar foi vendida em 2019, e mais duas foram negociadas ao longo da pandemia, abrindo em 2021. Até o momento há cinco lojas implantadas, duas em processo de abertura e três em negociação. O plano é terminar 2023 com sete unidades inauguradas e um faturamento de até R$ 12 milhões. O investimento para abrir uma franquia da Stylebar é a partir de R$ 400 mil, já incluso a taxa de franquia, considerando espaços a partir de 80 metros quadrados. O prazo de retorno é estimado em até 25 meses, com um faturamento médio mensal de R$ 80 mil. *Com informações do portal PEGN
Qual é o maior desafio para a execução de uma estratégia de negócios?

Em artigo, Geraldo Eustáquio Andrade Drumond, professor associado da Fundação Dom Cabral, destrincha os papeis da estratégia, do planejamento e do projeto no bom andamento de um negócio É importante ter clareza de que alguns dos critérios de Excelência Empresarial que impactam com muita relevância as empresas e organizações, são as Estratégias e Planos. Algumas definições prévias podem nos ajudar a entender mais sobre isso. Estratégia Como sendo o padrão ou plano que integra as principais metas, políticas e sequência de ações de uma organização em um todo coerente, conforme James Brian Quinn Planejamento estratégico Como um método para escolher e construir o futuro de uma empresa em um ambiente de crescente turbulência e competição e ainda Projeto empresarial Como uma tecnologia de gestão que procura ordenar as ideias das pessoas da organização, de forma que se possa criar uma visão do caminho que se deve seguir, bem como os resultados que ser quer alcançar: objetivos, estratégias e resultados. O que deve ter numa proposta de valor O empresário deve então construir o projeto de sua empresa, visualizar aonde quer chegar e traçar os caminhos, as diretrizes e as metas para caminhar no cumprimento do propósito e da visão de sua empresa e, também, principalmente, elaborar e compartilhar esta ideologia com seus gestores, colaboradores, para que eles possam ajudá-lo a atingir os objetivos. E uma observação importante: estratégia é para todos, ou seja, empresas de todos os portes devem desenvolver o seu pensamento estratégico e traçar os seus rumos. Tem um papel essencial neste momento a proposta de valor que pode ser entendida como uma agregação ou conjunto de benefícios que uma empresa oferece aos seus clientes. Uma proposta de valor deve: Atender à necessidade do cliente-alvo com um produto ou serviço. Identificar qual segmento específico de clientes a empresa vai focar para crescer. Identificar o que os clientes de seu segmento valorizam. Diferenciar a empresa de seus concorrentes.Ser sustentável. Como conhecer bem os seus clientes? E aí, uma pergunta: as empresas conhecem bem os seus clientes? É importante dizer e atentar para o fato de que a maioria das empresas não conhece a fundo seus clientes, e acabam criando uma proposta de valor baseada no “eu acho que”, e não no “eu sei que”. Também é muito importante, na fase de elaboração do projeto empresarial, o propósito. Ele pode ser entendido como a definição da atuação da empresa no espaço escolhido, o que define sua razão de ser, para que ela serve, qual a justificativa de sua existência, e o posicionamento estratégico adotado, se de intimidade com o cliente, liderança em produtos ou excelência operacional. Assim temos: Propósito — qual problema resolvemos, porque existimos? Proposta de valor — como resolvemos o problema; Posicionamento estratégico — maneira de se destacar entre as concorrentes, criando vantagem competitiva; Produto ou serviço — meio pelo qual resolvemos o problema e entregamos a proposta de valor. E agora fazendo referência ao título do artigo, elaborado o projeto empresarial, ideologia definida, linha de visão e marcos estratégicos estabelecidos, análise dos ambientes externo e interno, proposta de valor, objetivos estratégicos, com metas, indicadores, e iniciativas elaboradas, estamos prontos para a próxima e decisiva fase do projeto empresarial: a execução. Onde estão os desafios Constata-se aqui uma grande dificuldade de colocar em prática o planejado e convivemos, com vários exemplos, com um número expressivo de empresas com extrema dificuldade em “dar vida” ao projeto empresarial. E, neste sentido, vários desafios devam ser superados, tais como: Elaborar um belo projeto empresarial e não ter a energia, a competência gerencial, a organização e a alocação de recursos — humanos, financeiros e materiais — suficientes para sua execução; Não dispensar o tempo necessário e nem estabelecer a execução do que foi proposto como prioritário, e estar constantemente postergando o cumprimento das ações propostas, relegando o projeto empresarial a um segundo plano; Não estabelecer o acompanhamento regular e sistemático do que foi proposto e do que foi efetivamente executado, em termos dos objetivos estratégicos, seus indicadores e metas, reorientando ações e projetos; Não avaliar adequadamente, com ferramentas apropriadas, as razões do não cumprimento das ações propostas, sem a adoção de providências para minimizar tais “atrasos”; Não atentar para outras razões de não executar o planejado: falta de compreensão dos objetivos do projeto empresarial e resistência à mudança; falta de integração entre as equipes, etc. Como uma das premissas dos cenários dos últimos anos é de “aperto” e de dificuldades de conjuntura econômica, de mercado, ou qualquer outra dificuldade relevante, acredito que os empresários e gestores devam, ainda com maior foco e determinação, praticar três verbos: expurgar, planejar e compartilhar. Expurgar as memórias de dificuldades, atropelos, oportunidades não exploradas e se abrir para o novo, para o aqui e agora. O que tenho que abandonar, que não me serve mais, me atrapalha, e que insisto em manter? Quais são as perguntas a se fazer nessas horas Que processos estão pesados, quais recursos estou desperdiçando, que talentos não estou aproveitando? E sempre se perguntar diante de um novo processo, uma nova atividade, uma nova solicitação: o que isto agrega de valor para meu cliente? E, por outro lado, o que está acontecendo, qual a realidade do mercado em que atuo, o que meus atuais e potenciais clientes desejam, esperam? E partir para o atendimento destas necessidades com inspiração, garra e disposição. Planejar estrategicamente a organização, redefinindo propósito, visão, valores, revitalizando as estratégias, estabelecendo metas desafiadoras, com indicadores claros de resultados, elaborar os planos de ação e fazer o acompanhamento constante e sistemático deste planejamento, revisando, adaptando, interagindo com os ambientes externo e interno à organização. Quem somos, onde estamos, onde queremos chegar e como, quem e quando serão os responsáveis por isto? Compartilhar então estes desafios e metas com todos os seus públicos: interno, seus funcionários, colaboradores, ou como queira chamar aquelas pessoas que vivem sua empresa diariamente. Eles podem te auxiliar no atingimento de objetivos, não só trabalhando, mas sugerindo, se comprometendo, e para isto é importante que sejam pessoas capacitadas, motivadas e integradas; externo, seus clientes, principalmente,
Empreendedorismo com criatividade impulsiona economia do país

O brasileiro está empreendendo mais. Segundo especialistas, a capacidade de transformar criatividade em negócio tem impulsionado a economia em todo o país A abertura de pequenas e microempresas no Brasil já registrou recordes em 2023. De acordo com dados do Sebrae, apenas no primeiro trimestre, foram criadas mais de 214 mil empresas de micro e pequeno porte no país. Isso significa um crescimento de mais de 9% em relação ao mesmo período do ano passado, e mais de 60% se comparado aos índices pré-pandemia. Ao lado desse segmento na categoria de pequenos negócios, os microempreendedores individuais registraram mais de um milhão de novas inscrições entre janeiro e abril, cerca de 77% das empresas abertas no primeiro quadrimestre. Os dados são do Mapa de Empresas, do governo federal, que aponta que o MEI é responsável por quase 60% dos negócios ativos no país. Para a empreendedora e professora de empreendedorismo e inovação em São Paulo, Etienne Du Jardin, esses números refletem o potencial do brasileiro na área. “Então eu acredito que o Brasil é um celeiro incrível de oportunidades porque a gente tem muito problema aqui a ser resolvido, tem soluções a serem propostas para melhorar a vida da população nos mais diversos segmentos. E a gente tem um país continental, com mais de 200 milhões de pessoas que consomem todo dia, que consomem tecnologia, que consomem produtos, que consomem serviços, e isso sim é uma grande oportunidade de negócios”. Em Minas Gerais, os microempreendedores individuais representam 64% das empresas formais, com um milhão e seiscentas mil inscrições, de acordo com a Receita Federal. Já se considerarmos todos os tipos de empresas, o estado registrou 403.813 novos negócios nos últimos 12 meses, ficando atrás apenas de São Paulo. *Com informações da CBN
Economia azul: como o ecossistema de inovação pode impulsioná-la?

O ambiente de inovação é uma esfera colaborativa que incentiva a criação de novas tecnologias e negócios. Nesse sentido, reunindo todos os atores responsáveis pelo desenvolvimento de projetos inovadores, o ecossistema possui papel central no aperfeiçoamento social e econômico. Mas, afinal, o que é economia azul e qual sua relação com a inovação? O conceito da economia azul se baseia na imitação do funcionamento da natureza, assemelhando-se ao princípio da economia circular. Isto é, convertendo resíduos em materiais eficientes, capazes de desenvolver e impulsionar a economia de forma sustentável. Resumindo, a economia azul promove o crescimento econômico baseado na preservação dos ecossistemas marinhos e, consequentemente, na sustentabilidade ambiental. Logo, a economia azul visa promover um novo sistema econômico, totalmente desconectado do conceito de usar e jogar fora continuamente os bens que a natureza nos oferece. É, portanto, o principal motor para a recuperação dos ecossistemas e, sobretudo, para a sensibilização sobre a importância dos recursos dos oceanos e costas, que vão muito além da pesca e do turismo, por exemplo. Não à toa, ela possui papel fundamental para as empresas que buscam inovar, por meio da sustentabilidade. Porém, não basta apenas garantir o equilíbrio dos ecossistemas, uma vez que esta prática deve ser democratizada, a partir de infraestruturas, tecnologia e práticas sociais e ambientalmente conscientes. Ainda sensível no Brasil, o tema requer estímulos e compromisso não somente das comunidades que dependem do mar para subsistência e manutenção de suas tradições culturais, como também das indústrias que produzem lixo marinho, poluição por plástico, contaminação por resíduos etc. Inclusive, essa discussão se torna cada vez mais essencial, ao passo que de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a estimativa é que, até 2040, os mares recebam entre 23 e 37 milhões de toneladas de plástico por ano, um número três vezes maior que o atual, e que traz inúmeras reflexões sobre um cenário de desgaste mundial. É inegável que o oceano é a principal via de comércio exterior, fonte de alimento, energia e recursos minerais. Por isso, criada para incentivar um modelo econômico que respeite o meio ambiente, a economia azul adota uma abordagem distinta, principalmente para o empreendedorismo sustentável e a inovação. Enfatizando a forma de se fazer mais com menos, de combinar riqueza com diversidade, de ver os resíduos como recursos e, em última análise, a integração de todo o sistema a nível global, o conceito impulsiona a economia do mar brasileiro e, em especial, dos ecossistemas de inovação, possibilitando inclusive vantagens competitivas. A criação de peixes, mariscos e algas de forma sustentável é um dos grandes exemplos da economia azul, que envolve o uso de técnicas capazes de minimizar os impactos ambientais, promovendo assim inúmeros benefícios, como a saúde dos ecossistemas marinhos, energias renováveis e exploração de fontes de energias, a exemplo da eólica offshore. Além das energias retiradas das ondas e marés, que possuem o potencial de reduzir significativamente a dependência de combustíveis fósseis. Lembrando que estas e inúmeras outras frentes também impactam de forma positiva, como no caso da gestão inteligente de portos e transportes marítimos. Quais são os desafios? Excepcionalmente, a mudança é necessária no nosso modelo econômico, exigindo a separação do desenvolvimento socioeconômico humano da degradação do meio ambiente e dos ecossistemas. Afinal, vivemos em uma sociedade que nos aproxima de um caminho sem volta, quando o assunto é a degradação do planeta, devido à exploração dos recursos naturais e a geração de resíduos. Hoje, o equilíbrio ecológico é a única forma possível de reverter a mudança climática. Porém, isso não depende de uma única pessoa, mas sim, de toda a população, juntamente das empresas presentes no mundo. Ou seja, é necessário uma educação global ao redor do tema. Portanto, a economia azul tem como atual missão ser acessível a todos os tipos de consumidores, copiando assim a eficiência da natureza em seu processo. Logo, o ecossistema de inovação pode ajudá-la de forma colaborativa, onde todas as startups e empresas que quiserem inovar, terão acesso. Além disso, ao entenderem também o resíduo como um recurso, inspirado no ecodesign e no ambiente natural, esse modelo apostará em inovações de baixo custo que geram empregos e benefícios por meio da sustentabilidade. *Com informações do portal Exame
Procrastinação, produtividade, longo prazo, ação: final (6/6)

Escrevendo essa série de artigos me veio à mente a tese das startups: “comece feio, mas comece.” Se a primeira versão está finalizada, você demorou demais para começar – frase comum no meio da inovação, principalmente para contradizer o processo burocrático vivido dentro das empresas, que costumam querer impor algo já pronto em vez de ir testando e melhorando o produto. Esse conceito é interessante, pois reúne tudo o que foi dito anteriormente: desde a tese de Pressfield de “fazer”, não pensar em fazer. Para se tornar um profissional, pratique. Saia da teoria. O que incomoda na decisão daquele que sonha empreender e que não coloca em prática é que ele sequer está testando. Aparenta querer algo pronto, e, por isso, muitas vezes, terceiriza o seu sonho. Voltando a Da Vinci e sua Monalisa, não estaria ele praticando (mesmo que mentalmente), enquanto não entregava a obra? Em todo o caso, o melhor é sempre começar. Todo dia será dia um, se você entender que está sempre partindo de um ponto para melhorar. E, se você quiser de verdade, não importa quanto tempo dure, ficará pronto. Melhor demorar melhorando, do que nunca começar.
Mulheres negras são as mais vulneráveis também no empreendedorismo

Estudo #CoisaDePreto aponta como as disparidades de gênero e raça no Brasil afetam diretamente as possibilidades de crescimento dos negócios próprios Quem já ouviu falar da solidão da mulher negra? A expressão é usada, inclusive academicamente, para descrever o detrimento emocional e afetivo que mulheres pretas enfrentam não só no Brasil, mas em muitos países. Essa solidão se manifesta, no entanto, em outras áreas da vida, inclusive no empreendedorismo. É o que mostra o estudo #CoisaDePreto: Uma pesquisa sobre a real jornada dos afroempreendedores brasileiros, encomendado pelo Google à Offerwise e à Box 1824. O levantamento ouviu mil empreendedores de todo o país (500 brancos e 500 negros), entre julho e outubro de 2022, e mostrou que as mulheres negras enfrentam as maiores dificuldades nessa jornada. Quando se compara com a realidade do homem branco, as mulheres pretas são as mais solitárias quando o assunto é a gestão do negócio: 55% delas não têm ninguém que as ajuda, mesmo que esporadicamente ou de maneira informal nessa tarefa – uma diferença de 10% em relação ao homem branco. Segundo Christiane Silva Pinto, gerente de Marketing para Pequenas e Médias Empresas no Google e fundadora do AfroGooglers, “com a realização da pesquisa, ficou evidente que no caso dos afroempreendedores, principalmente as mulheres, tudo está nas mãos de uma pessoa só. Os planos de sustentabilidade do negócio passam pela dura constatação que seu crescimento depende de uma única pessoa: o eupreendedor. De forma solitária, essa mulher tenta dar conta não só da gestão do seu negócio, mas também quebra a cabeça pensando em como o seu empreendimento pode apoiar financeiramente sua família”. (Christina Morillo/Pexels) O estudo mostra ainda que as empreendedoras negras são o grupo com menor faturamento: 34% das entrevistadas pretas faturam até R$ 12 mil por ano, além de serem a minoria (14%) dentre os empreendedores que faturam acima de R$ 81 mil – enquanto homens brancos são a maioria (29%). “Acredito que para fortalecer o afroempreendedorismo feminino é preciso que tanto o setor público quanto o privado tenham iniciativas focadas, principalmente, em capacitação, fortalecimento das comunidades e geração de oportunidades para as mulheres empreendedoras”, diz Christiane. E a situação é ainda pior para as empreendedoras negras. “Muitas delas são chefes de família e a única fonte de renda da casa”, reforça Christiane. “Segundo o nosso estudo #CoisaDePreto, embora metade dos entrevistados não tenham ajuda de alguém, mesmo que de forma esporádica ou informal, são as mulheres que sofrem mais com o sentimento de solidão no negócio.” Nos dados, 39% das empreendedoras entrevistadas deram notas de 1 a 6 – para 1 significando “me sinto totalmente sozinho” e 10 “não me sinto nada sozinho”. Entre os homens, 38% deram notas 9 ou 10. Além disso, os homens estão mais conectados aos grupos que fazem parte e do bairro ou região onde vivem, sendo que 40% dos homens negros têm funcionários que são pessoas que moram na mesma região ou bairro deles e 28% têm funcionários que são amigos ou foram indicados por amigos. “Então, a criação e o fortalecimento de grupos e redes de apoio de mulheres empreendedoras pode ajudá-las não só a prosperar seus negócios, como também dividir as dores e experiências do empreendedorismo”, aponta Christiane Silva Pinto. *Com informações do portal Claudia
Governo federal anuncia R$ 71,6 bilhões em crédito rural para pequenos produtores

Público beneficiado pelo Plano Safra da Agricultura Familiar também é prioritário para o Sebrae em programas como Agronordeste e Produzir Brasil O governo federal lançou, nesta quarta-feira (28), o novo Plano Safra para a Agricultura Familiar 2023/2024 e vai disponibilizar mais de R$ 71,6 bilhões em crédito rural para que estes trabalhadores possam investir na produção de alimentos. O objetivo é apoiar os agricultores familiares, especialmente aqueles que investem na produção de alimentos como arroz, feijão, mandioca, tomate, leite, ovos, entre outros. “Estamos retomando algo que não deveria ter acabado. Estamos voltando agora mais calejados, mais preparados, mais maduros, mais responsáveis e com muito mais obrigações com a sociedade brasileira. Temos que fazer mais e melhor e com a participação da sociedade civil. Quero que vocês produzam o máximo que puderem de alimentos. A grande arma que precisamos neste país é ter o povo de barriga cheia, sem nenhuma criança passando fome ou alguém ir dormir sem ter o que comer”, destacou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de lançamento no Palácio do Planalto. Os agricultores familiares são um dos públicos prioritários do Sebrae. Nos últimos quatro anos, o serviço atendeu mais de 177 mil pequenos produtores rurais, nas atividades econômicas agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura. O atendimento é realizado por meio de orientações às cooperativas e associações em aspectos como organizar o segmento, ter acesso a mercado e melhorar a renda; capacitação de grupos produtivos; gestão do negócio; organização da cadeia produtiva e gestão nas agroindústrias com intervenções de processos. Programa Agronordeste eleva produtividade e melhorias às atividades agrícolas e pecuárias no RN (Foto: Fred Veras). Especialmente nas regiões em que os agricultores familiares estão em maior vulnerabilidade social, o Sebrae atua com o programa Agronordeste, nos nove estados do Nordeste, e em áreas de assentamento na região da Amazônia legal, por meio do Produzir Brasil. As iniciativas possibilitam apoio, capacitação e ampliação da eficiência produtiva e o desenvolvimento comercial dos pequenos produtores. Outra ação que garante aos agricultores familiares o acesso a mercados é o Brasil à Mesa – vitrine para divulgação de alimentos e bebidas diferenciados como produtos artesanais, típicos e regionais, com Indicação Geográfica, selo de Identificação Artesanal (ARTE) e orgânicos. Além disso, foram investidos aproximadamente R$ 600 milhões em ações para este público por meio de parcerias com diversos atores do setor nos últimos anos. “A agricultura familiar, além de sustentar as famílias dos próprios agricultores também é a grande responsável pela produção de alimentos de qualidade e saudáveis para o consumo da população brasileira, gerando renda e propiciando a sustentabilidade no campo”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima. “Tenho certeza de que juntos vamos ajudar o Brasil a sair do Mapa da Fome e apoiar o país a retomar o caminho do crescimento econômico”, acrescenta o dirigente do Sebrae. Agricultura Familiar Do total de estabelecimentos agropecuários do país, 77% estão classificados como agricultores familiares, sendo responsáveis por 23% da área de todos os estabelecimentos rurais do país. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017, a agricultura familiar ocupava mais de 10 milhões de pessoas nos estabelecimentos agropecuários. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia o Plano Safra da Agricultura Familiar 2023/2024 Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil. Plano Safra da Agricultura Familiar 2023/2024 R$ 71,6 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) Redução dos juros para produção de alimentos de 5% para 4% ao ano Redução de 50% nas alíquotas do Proagro Mais para a produção de alimentos Nova faixa no Pronaf Custeio para produtos da sociobiodiversidade, orgânicos e agroecológicos (ou em transição agroecológica) com juros de 3% ao ano Mulheres rurais ganharão uma linha específica, uma nova faixa na linha Pronaf Mulher. O Plano Safra também passa a incluir povos e comunidades tradicionais e indígenas como beneficiários do Pronaf
Dia Internacional do Orgulho: empreender é oportunidade para LGBTs

Comunidade enxerga no empreendedorismo chance de se afirmar socialmente e quebrar paradigmas 28 de julho é considerado como o Dia Internacional do Orgulho LGBT+, data que celebra o sentimento de pertencimento e espírito da comunidade. Sendo constantemente desafiadas e marginalizadas, no cotidiano e, consequentemente, no mercado de trabalho, pessoas LGBTs veem no empreendedorismo uma oportunidade de se reafirmar e conquistar independência financeira. Muitos enfrentam desde cedo situações de preconceito, inclusive dentro da própria casa, fazendo com que não sejam acolhidos pela família e acabem saindo ou até mesmo sendo expulsos de casa. Tais condições fazem com que, por exemplo, 90% dos transexuais e travestis sobrevivam através da prostituição, um panorama de trabalho marginalizado que o empreendedorismo tem a chave da mudança. Negligenciados dentro de casa e no mercado de trabalho, o empreendedorismo acolhe. Segundo uma pesquisa da Nhaí, de 2022, 39% dos LGBTs acreditam que ser da comunidade é oportunidade de mudar de vida, sendo impulsionados justamente pelo ímpeto de provar o seu valor para a sociedade, assumir sua identidade e quebrar estereótipos. “Para a comunidade LGBTQIAPN+, o empreendedorismo tem, muitas vezes, um caráter de sobrevivência, já que é muito comum essa população não ser absorvida no mercado de trabalho e depender da criação de um negócio próprio para sobreviver. Em geral, precisamos ver a oportunidade em meio ao problema e, a partir disso, temos chances de crescer e prosperar”, afirma Raquel Virgínia, CEO e fundadora da Nhaí!, agência que atua ao lado de marcas com o objetivo de contribuir para expandir o pilar da diversidade. O engajamento e voz das grandes marcas e influenciadores ‘do vale’ também são aliados fundamentais: 35% tiveram o insight de abrir seus negócios em função de marcas engajadas. 56% se inspiram em pessoas, produtos e serviços que chamam sua atenção. 26% se inspiram em outros empreendedores e influenciadores que fazem parte da comunidade. A identificação é um aspecto importante no processo de aceitação, tão inerente à comunidade, desde o nascimento. Na vida profissional, se reconhecer é mais uma barreira a ser deixada para trás. “Costumo dizer que temos muitos desafios e dificuldades para empreender, mas destaco três como principais. A primeira é nos reconhecer como pessoas que empreendem, tomando para si a autoestima necessária para integrar o ramo empresarial. A segunda é conseguir apoio para construir um plano de ação bem fundamentado. E a terceira é o investimento, seja próprio ou por captação. Driblar essas dificuldades são desafios diários que pessoas LGBTs enfrentam de forma mais intensificada”, completa Raquel. Capacitação e paixão também são guias importantes do cenário do empreendedorismo LGBT: os empreendedores da comunidade escolhem seus ramos de atuação principalmente pelo que mais gostam de fazer. Foi o caso de 32%. Apenas 10% escolhem a área por perceberem carência do mercado e 21% pesquisam nas redes nichos de sucesso. 62% das pessoas entrevistadas veem o estudo como fundamental para estarem mais bem preparados para o mercado. Na visão de Raquel, o futuro é promissor para LGBTs empreendedores e as redes de apoio são fundamentais para fomentar uma maior participação da comunidade no comando de negócios próprios. “Eu acredito em um cenário mais estruturado para a comunidade nos próximos anos, e esse é um dos focos de atuação da Nhaí: apoiar empreendedores LGBTQIAPN+ para que façam conexões relevantes para os negócios, consigam se instrumentalizar e crescer. Uma das nossas frentes de apoio é a plataforma digital chamada “Contaí Comunidade”, que se propõe a ser sede desses negócios em um ambiente virtual e dispõe de ferramentas muito relevantes para atingir esses objetivos, como vídeos, debates e trocas de experiências com profissionais que são referências no mercado”, finaliza. Empreender é um desafio e não é uma tarefa simples para ninguém. Porém, é uma montanha ainda maior a se escalar quando se vive à margem da sociedade e é forçado a encarar diariamente o preconceito. O cenário de empreendedorismo LGBT se mostra almo e com lacunas a serem preenchidas, uma chance de mudar de vida, se reafirmar e realizar sonhos.
Procrastinação, produtividade, longo prazo, ação: quem quer de verdade, faz (5/6)

Aqueles que realmente desejam algo encontrarão uma maneira de realizar. Vejam o que estamos discutindo: não é que Da Vinci não iria entregar a Monaliza. Ele entregou. Mas, no tempo dele. Ela estava lá, em primeiro plano. Não há, no entanto, apenas 2, 3 ou 4 planos nesse espectro da realização. É diferente de quando se arranja desculpas, que podem variar desde a falta de tempo até a falta de recursos – essas barreiras autoimpostas, isso é procrastinação. Mas, veja o caso por exemplo de situações urgentes ou que demandam uma ação imediata. Trazendo para o empreendedorismo, os tais “empreendedores por necessidade”, por exemplo. A pessoa não tem querer. A motivação é ter que agir. O ponto é que quando algo é uma prioridade real, não faltará tempo, energia ou recursos. Na última leva de cursos e estudos, tenho ouvido muito que quando dói, a pessoa dá um jeito. Dói no bolso, dói em sofrer, dói em necessidade. A dor é um catalisador natural para a ação. Se não doeu, a pessoa não agiu. É o caso, por exemplo, do eterno sonho do empreendedor mencionado anteriormente: se ele precisasse? Se perdesse o emprego? Se aquela fosse a única opção para ele? Já estaria pronto.
Demanda das empresas por crédito tem estabilidade em maio, revela Serasa Experian

Na visão por setor, as companhias de médio porte foram as únicas a registrar baixa; Serasa Experian auxilia empreendedores a tomarem crédito com responsabilidade São Paulo, 28 de junho de 2023 – De acordo com o Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian, em maio, a busca das companhias brasileiras por recurso financeiro apresentou estabilidade, marcando um tímido crescimento de 0,1% na comparação com o mesmo mês de 2022. Confira nos gráficos abaixo a movimentação dos dados gerais: Segundo o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, a demanda das empresas por crédito deverá reagir na medida em que a retomada do crescimento econômico ficar mais evidente e as taxas de juros começarem a ceder. “O crédito é um importante aliado no crescimento das companhias, mas diante da atual taxa de juros imposta pelo Banco Central, ele não tem se mostrado atrativo para os empreendedores, que preferem adiar, por enquanto, a busca por crédito”. Dentre as Unidades Federativas (UFs) do país, Mato Grosso e Santa Catarina foram destaque na busca pelo recurso financeiro, enquanto Alagoas e Amapá tiveram os menores índices. Veja o detalhamento por UF no gráfico abaixo: No recorte por setores, “Serviços” e “Demais” expandiram em 1,3% e 4,1%, respectivamente. Enquanto os segmentos de “Indústria” e “Comércio” marcaram retração de 0,9% e 1,3%. Médias empresas foram as únicas a registrar baixa Ainda em maio deste ano, a análise por porte das companhias revelou que as “Médias” foram as únicas a expressar um resultado negativo (-2,2%). As “Micro e Pequenas” mostraram estabilidade (0,1%), enquanto as “Grandes” aumentaram em 8,5% a aquisição de empréstimos empresariais. Tomada de crédito com responsabilidade auxilia sobrevivência das empresas Os motivos que levam as empresas a tomar crédito são inúmeras: abrir, de fato, o negócio, ter capital de giro, fluxo de caixa ou apenas realizar um investimento ou melhoria. q
Tempo frio vai aquecer economia de pequenos negócios de vestuário

A estimativa é que o volume de produção ultrapasse mais de 213 milhões de peças para a estação em 2023 Casaco, cachecol, touca e moletom são algumas das peças de vestuário que a estação de inverno, que começou nesta semana, pede. Além de aquecer crianças e adultos em grande parte do país, o período possibilita que a economia de pequenos negócios possa aumentar suas vendas. De acordo com a estimativa do instituto Inteligência de Mercado (IEME), o setor produzirá mais de 213 milhões de peças em 2023. No ano passado, esses artigos geraram receitas de R$ 8,4 bilhões para a indústria nacional. Fábrica da M. Alexandre Confecções. A empresa produz peças para grandes redes de vestuário do país. Crédito: Arquivo M. Alexandre Confecções. Proprietário da M. Alexandre Confecções, Max Alexandre Martins deixou a vida de caminhoneiro e hoje empreende ao lado da esposa. Em Santa Catarina, a empresa produz peças para grandes redes de vestuário do país. Ele conta como está a preparação para o inverno. “Muda a estação e as pessoas consomem mais e vemos o aumento da produção também. No início do ano, tivemos que demitir alguns funcionários, nosso faturamento caiu mais de 50%. Agora, já temos negociações que fizemos para o tempo frio e esperamos que a produção retorne forte”, comentou o empresário. A coordenadora nacional de Moda do Sebrae, Kamila Merle, aponta que o setor deve aproveitar essa mudança na demanda de vestuário e oferecer produtos específicos para a temporada. “As empresas podem apresentar opções versáteis para a transição de guarda-roupa, com produtos que podem complementar o look de inverno e serem usados também em outras estações como casacos leves, lenços e sobreposições”, comenta. Merle ressalta ainda que é necessário planejamento. “Há algumas estratégias-chave como acompanhar as tendências de moda da estação, usando a cartela de cores, texturas e modelos da estação, estabelecer parcerias entre marcas de produtos complementares como por exemplo acessórios e criar campanhas de marketing da temporada”, explica Kamila. Internet Por fim, a coordenadora nacional de Moda do Sebrae destaca que os empresários devem dedicar tempo e atenção à internet e às redes sociais. “A internet viabiliza ampliar o mercado. As empresas devem possuir canais de venda online, seja por site próprio, marketplace ou loja digital em rede social. Além disso, devem investir em fotos de qualidade e publicações para mostrar seus produtos, na interação com os clientes e na utilização de estratégias de marketing digital, como anúncios pagos e campanhas de e-mail marketing”, conclui.
Dia da Micro, Pequena e Média Empresa: pequenos negócios digitais estão contratando

Estudo mostra que o varejo online também possui um amplo espaço para a geração de empregos e renda no país O Dia Internacional da Micro, Pequena e Média Empresa (MPMEs), é celebrado nesta terça-feira, 27, em homenagem aos empreendimentos que, independentemente do porte, têm grande importância na economia mundial. Segundo a primeira edição da pesquisa Geração de empregos pelos MPMEs online brasileiros, realizada pela plataforma Nuvemshop em parceria com o E-commerce Brasil, cerca de 35% dos empreendimentos online são Empresa de Pequeno Porte (EPP), 32% são Microempreendedor Individual (MEI) e 21% são Empresa individual (EI). O estudo ainda mostrou que o varejo online também possui um amplo espaço para a geração de empregos e renda no país. Dentre os empreendedores entrevistados, cerca de metade (47%) contratou funcionários em 2022 e 28% já realizaram novas contratações em 2023. De acordo com Luiz Figueiro, diretor da Nuvemshop para a América Latina, o e-commerce tem desempenhado um papel significativo na geração de empregos e na economia nos últimos anos no Brasil. “Com o crescimento do e-commerce no país, muitas empresas estão expandindo suas operações, o que resulta em uma demanda maior por profissionais. Somente no primeiro trimestre deste ano, por exemplo, as PMEs cresceram 23% seu faturamento em comparação a 2022”, diz o especialista. Contratações O estudo realizado entre abril e maio de 2023 revela que: nos últimos dois anos 35% dos empreendedores online contrataram para atendimento ao cliente; 32% para marketing e redes sociais; 26% para montagem de pedidos; 18% produção e confecção de produtos; 17% para logística e entregas; Em relação ao número de funcionários, 43% possuem de 2 a 5 funcionários; 10% possuem 6 a 10 funcionários; e 18% possuem mais de 10 funcionários. Apenas 25% dos entrevistados empreendem sozinhos. Loja física ou e-commerec? O estudo da Nuvemshop também revela que a maioria (64,5%) dos empreendedores entrevistados vende apenas por meio de loja virtual própria e 31% possuem loja física e e-commerce. Os outros 4,5% vendem apenas pelas redes sociais. “As vendas online requerem um atendimento ágil e de alta qualidade, desde o primeiro contato com o cliente, até a entrega do produto e pós-venda. Vemos muitos negócios que iniciaram com apenas uma pessoa e hoje possuem uma equipe mais robusta e especializada. O e-commerce é um setor em crescimento que continuará a ter um impacto significativo na geração de empregos no futuro”, diz Figueira. *Com informações do portal Exame
50% das franquias de alimentação operam marcas ‘invisíveis’ só para delivery, diz ABF

Dados foram apresentados durante evento da Associação Brasileira de Franchising (ABF), em São Paulo Após longos três anos de transformações, as franquias de alimentação faturaram R$ 51.918 bilhões em 2022, 18% a mais do que em 2021. O número de unidades cresceu 9%, ultrapassando 40 mil, e o número de redes teve um avanço de 5%, totalizando 857 marcas. No primeiro trimestre deste ano, o crescimento no faturamento foi de 20%. O setor também se transformou e passou a diversificar as culinárias oferecidas: 50% afirmam que tinham marcas exclusivas para delivery em seu escopo de negócios em 2022. Os dados foram apresentados no Seminário Setorial de Food Service, evento da ABF Franchising Week 2023, que acontece nesta segunda-feira (26), em São Paulo. No evento, foram apresentados os resultados da Pesquisa Setorial de Food Service 2023, que contou com a participação de 41 marcas, que representam 42% do faturamento e 8.960 pontos de venda. De acordo com o levantamento, feito em parceria com a consultoria Galunion, 95% das redes apostam em multifranqueados (franqueados que comandam mais de uma unidade), sendo que 73% permitem que os empreendedores trabalhem com mais de uma marca. Mais da metade das unidades franqueadas (52%) está em shopping centers, e 39% estão em pontos de rua. Apenas 9% estão em galerias e outras localizações. Exclusividade no delivery atingia 44% das redes em 2022 O delivery era usado por 93% das marcas entrevistas em 2022, sendo que 44% atuavam com exclusividade com alguma plataforma de marketplace, como iFood ou Rappi. Em março deste ano, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) fechou um acordo com o iFood que impede contrato de exclusividade com redes acima de 30 restaurantes. O canal caiu 10% em share nas franquias em 2022, mas cresceu 14% em valor nas operações das marcas. A taxa média de entrega fica em R$ 8. A pesquisa ainda identificou que o tempo médio de entrega é de 23 minutos, considerado o período de produção e espera do motoqueiro. As redes pesquisadas apontaram elementos que precisam melhorar na relação com os marketplaces: Preço elevado do serviço (85%) Acesso aos dados dos clientes (82%) Conciliação financeira (67%) Falta de mecanismos para interagir em caso de problemas ocorridos com clientes (55%) Metade das franquias possui uma marca virtual, desenvolvida somente para o delivery. Alguns exemplos são o China in Box, Giraffas e Mr. Cheney. A pesquisa identificou a existência de 2,7 marcas virtuais, em média, para quem opera a modalidade. “Isso mostra que, destes, alguns devem ter muitas marcas, já que sabemos que outros contam apenas com uma marca. Já sobre o modelo de operação, 95% são dentro de lojas existentes, podendo ser própria ou de franqueados, enquanto 37% são em dark kitchens próprias e apenas 11% dentro de lojas de outras marcas já existentes”, diz Simone Galante, CEO e fundadora da Galunion. Serviços rápidos dominam o setor O levantamento identificou que Grelhados/Churrasco representa a maior fatia entre as culinárias oferecidas no sistema de franquias, com 17%. Há um empate técnico no segundo lugar, ocupado por Hamburgueria e/ou Sanduicheria, Cafeterias/Chás e Outros, todos com 15%. O modelo de negócio mais expressivo é o serviço rápido, que se aplica a fast-food, fast casual, self-service, em lanchonetes e cafeterias, que representa 73%. “Nota-se que houve um aumento expressivo por restaurantes e locais que ofereçam o serviço rápido, tanto presencial como delivery ou takeaway. Diante disso, foi possível observar que as redes investiram em estratégias e mudanças no menu para se adaptar ao perfil dos clientes. Com isso, 44% optaram tanto pela redução de itens no cardápio, quanto pela reorganização do menu para publicação online ou digital em diferentes plataformas. Isso também auxilia na tentativa de diminuição dos impactos da inflação que o setor de alimentação vem sofrendo”, diz Tom Moreira Leite, presidente da ABF. Tíquete médio mais elevado no delivery Os dados ainda mostram que há uma diferença em relação ao tíquete médio. No geral, o valor é de R$ 53,33. Mas há um aumento no valor quando o pedido é feito para o delivery, saindo por R$ 55,99 (sem taxa) e R$ 61,64 (delivery com taxa). Operações no salão têm um tíquete médio menor, de cerca de R$ 52,69. Galante pondera que alguns restaurantes com serviço de mesa, como gastrobares, têm tíquetes mais elevados no presencial e pouca incidência de delivery. O Custo de Mercadoria Vendida (CMV), que inclui itens descartáveis, logística e mão-de-obra direta, por exemplo, com base em valores sobre faturamento bruto, passou de 33,4% em 2021 para 33,8% em 2022, uma variação de 0,4%. Os custos de ocupação sob o faturamento bruto são de 18% para shoppings, 11% para pontos nas ruas e 14% para galerias e outros locais. Para 2023, as redes apontam que os maiores desafios são a manutenção do Custo de Mercadoria Vendida (CMV) (29%), recuperação do faturamento durante e pós-pandemia e recrutamento (29%) e treinamento e seleção de equipes (29%). Em 2022, os maiores desafios, para 63%, eram a relação de franqueado e franqueador, transformação digital e rentabilidade. Redes apostam em collabs e itens veganos Cada marca lançou, em média, 12 produtos novos ao longo de 2022. A principal aposta (51%) para este anos são as parcerias de co-branding com fornecedores conhecidos. Outra parte (44%) ampliou a oferta de itens veganos ou vegetarianos, e 39% buscaram novos itens pautados em saúde e bem-estar, como alimentos funcionais ou de reforço para a imunidade. “Outras tendências que são monitoradas pelas redes englobam alternativas para redução de desperdícios e produtos e ingredientes sustentáveis, ambos representando 29%”, diz Galante. Menu reduzido, quiosques e eventos estão no radar Para a expansão futura, as redes têm priorizado formatos diversos, como loja de menu reduzido (49%), quiosques (41%), lojas em lugares não tradicionais (41%) – como festivais, foodhalls, dentro de comércios ou espaços culturais cujo foco não é alimentação –, pontos de venda avançados (32%), restaurantes virtuais (29%) e lojas autônomas (24%). Redes relatam adesão a pilares ESG Nesta edição, a pesquisa buscou entender como as marcas têm promovido ações que promovam os pilares do
Saiba quando seu pequeno negócio pode ser tarifado ao usar o PIX

Em regra, não há cobrança para microempreendedores individuais, mas há situações em que ela pode ocorrer Lançado há menos de três anos pelo Banco Central (BC), o Pix rapidamente se tornou um dos principais meios de pagamento usados na hora da realização de transferências ou compras. De acordo com a 3ª edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o instrumento é hoje a modalidade mais utilizada pelos clientes dos Microempreendedores Individuais (MEI). No entanto, ele ainda divide a preferência dos clientes das microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) com os cartões de crédito e boletos. No dia 20 de junho, a Caixa anunciou que suspendeu o início da cobrança de tarifas de pessoas jurídicas pelo uso do Pix, após pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso ganhou grande repercussão e foi alvo de notícias falsas disseminadas pela internet. Para esclarecer os donos de pequenos negócios sobre a cobrança de tarifas no uso do Pix a Agência Sebrae de Notícias (ASN) procurou o Banco Central. Segundo o BC, as regras de tarifação relacionadas ao Pix foram estabelecidas pela instituição e estão vigentes desde o lançamento dessa modalidade. O Banco Central afirma que é de responsabilidade dos bancos e demais instituições financeiras divulgar as tarifas cobradas para os usuários finais pessoas naturais e pessoas jurídicas, bem como as gratuidades e eventuais benefícios relativos ao envio e recebimento de um Pix. A analista de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae Nacional, Cristina Araújo, recomenda que os donos de pequenos negócios pesquisem sempre quais são as melhores tarifas, se for o caso. “Hoje com o Open Finance, quem empreende pode escolher com qual instituição financeira deseja se relacionar por oferecer maiores vantagens”, sugere. Sou MEI, posso ser tarifado ao usar o Pix? A assessora do Departamento de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Mayara Yano, explica que assim como as pessoas físicas, os Microempreendedores Individuais (MEI) e Empresários Individuais (EI), em regra, não são cobrados ao fazerem ou receberem um Pix. No entanto, há casos específicos em que há tarifação. O MEI pode ser cobrado ao fazer um Pix caso utilize canais presenciais ou telefone, mesmo com outros disponíveis. Ao receber um Pix, o microempreendedor individual deve ficar atendo se estiver recebendo dinheiro com fins comerciais (previsto em contrato da conta); ultrapassar 30 Pix recebidos por mês; receber com QR Code dinâmico ou QR Code de um pagador pessoa jurídica. Nesses casos, pode haver cobrança de tarifa. O BC ressalta que essas regras não se aplicam a transações de retirada de dinheiro, as quais possuem regras específicas (são oito transações gratuitas por mês, incluindo as operações de saque tradicional). Caso de pessoas jurídicas As Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) podem ser tarifadas tanto para fazer um Pix, se for uma transferência, ou para receber um Pix, em uma situação de compra, assim como todas as pessoas jurídicas. Se a ME ou a EPP fizer uma operação a partir de uma chave Pix ou por inserção manual dos dados, fica configurada a transferência e o envido desse dinheiro pode ser tarifado. Já quando a empresa recebe um Pix de pessoa física, de um MEI ou de uma empresa individual, ou quando recebe um Pix de uma outra empresa por QR Code, fica caracterizada a situação de compra, e esse recebimento também pode ser tarifado. A assessora do BC esclarece que o MEI ou dono de micro e pequena empresa que seja tarifado indevidamente deve primeiramente reclamar na própria instituição que provê a conta. Caso a situação não seja resolvida, é possível registrar uma reclamação junto ao Banco Central.
O que é mentalidade empreendedora e por que você deve desenvolvê-la

*Por Isabela Matte Nossa visão de mundo é individual, e influencia todos os aspectos da nossa vida Recebi uma mensagem de uma seguidora perguntando se fazia diferença ter mentalidade empreendedora. Ela disse que tinha muita vontade de abrir um negócio, mas não tinha essa mentalidade. Decidi então compartilhar com vocês não só o que é esse conceito, já que muita gente nem sabe do que se trata, e também o porquê de você precisar desenvolver sua mentalidade empreendedora se quiser ter sucesso no longo prazo empreendendo. Tudo o que fazemos nesse mundo começa com nós mesmos. TUDO. Desde acordar de manhã, falar com alguém, fazer algum esporte, agir de certa forma, escolher comer em um lugar ao invés de outro, o dinheiro que vamos ganhar, os amigos que teremos, os problemas… Você já usou algum óculos que tivesse uma lente colorida? Eu tenho um óculos com a lente vermelha. Quando o coloco, o mundo inteiro fica vermelho. A lente muda tudo. Quando falamos de mentalidade, para ficar mais fácil de entender, imagine que cada um de nós tenha seus óculos, únicos e individuais. Nós os usamos em cada segundo do nosso dia, vendo o mundo através das lentes dele. Se as lentes forem muito escuras o mundo nos parecerá extremamente escuro. Se tentarmos compartilhar nossa visão com outra pessoa, que está usando óculos com lentes super claras, ela não vai entender, já que só consegue ver um mundo claro. A mentalidade é a lente que usamos para enxergar o mundo. A notícia boa é que não estamos fadados a ter que usar a mesma lente para o resto da vida. Podemos escolher outras lentes para usar e, com isso, ter a oportunidade de enxergar o mundo de formas diferentes. Só que para poder pegar outra lente, não podemos comprá-la. Só podemos conquistar novas lentes através do nosso comportamento e hábitos de pensamentos e atitudes. Faz sentido? A mentalidade empreendedora é uma lente que você pode usar para enxergar a sua vida e todas as situações que acontecem nela. Enxergando a vida por essa lente, suas atitudes vão mudar, assim como seus resultados. Características da mentalidade empreendedora: Foco sempre na solução, nunca no problema. Dá para fazer tudo, só preciso descobrir como. O que me separa de onde quero chegar sou eu mesmo. Vai dar certo e ponto final. Como dá para isso ser feito melhor? O que precisa ser feito será feito. A zona de conforto é o sinal de que preciso ficar desconfortável para crescer. Eu só sei enxergar o mundo assim. Somos pessoas únicas com diferentes lados: o profissional, o pessoal, etc. Por isso esse jeito de pensar se relaciona com todas as áreas da sua vida. Quando seu cérebro pensa dessa forma automaticamente, você simplesmente para de brigar com as pessoas, porque não procura culpados ou críticas ao outro, e sim busca soluções para problemas. Quer coisa melhor que isso para um relacionamento amoroso, por exemplo? Além disso, esse é um jeito realista, mas otimista, de ver o mundo. Focar a energia no que dá para mudar, em vez de se preocupar com tudo aquilo que não está nas suas mãos, buscar sempre o crescimento, seja ele profissional, pessoal, espiritual ou mental, querer aperfeiçoar a si mesmo e cada coisa que faz, ter extrema autorresponsabilidade, não culpar os outros por nada, saber resolver problemas com uma facilidade extraordinária, não abrir mão da própria autonomia e independência. Mas, para conquistar essa mentalidade, é preciso ter disciplina consigo mesmo. Estar atento aos hábitos atuais, tanto de pensamento quanto de atitude, e se policiar para mudar o rumo do pensamento assim que ele aparece. Não é fácil, mas como todo hábito, com o tempo se torna o seu novo normal, a sua nova lente. Quero que, você, que está lendo essa coluna, se desafie a construir uma mentalidade mais empreendedora e ver o que acontece na sua vida, tanto no seu trabalho quanto no esporte, nos relacionamentos, na saúde. Tenho certeza que o resultado será uma mudança de vida para melhor, mas quero que você mesmo comprove isso. *Isabela Matte é empreendedora, mãe e influencer | Artigo originalmente publicado na Forbes
10 dicas essenciais para aproveitar a feira de franquias da ABF em 2023

A ABF Franchising Expo começa na próxima quarta-feira (28/6), mas a preparação para visitar o evento vem antes. Veja o que dizem especialistas Entre os dias 28 de junho e 1º de julho, acontecerá a feira de franquias ABF Franchising Expo, no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento reunirá mais de 400 marcas expositoras e é considerado o maior do gênero na América Latina. No primeiro trimestre de 2023, o setor de franquias faturou R$ 50,8 bilhões, um crescimento de 17,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os segmentos que puxaram esse resultado foram Hotelaria e Turismo (37,5%), Saúde, Beleza e Bem-Estar (27%) e Alimentação Food Service (21,2%). O setor já registra resultados 22,6% maiores do que o pré-pandemia, em 2019. Um terço dos expositores do evento (129 empresas) é estreante ou retorna ao evento após mais de cinco anos de hiato. “Ver essa profusão de novas marcas expositoras, dos mais variados segmentos e áreas de atuação na feira da ABF a cada ano, e, em especial, neste período pós-pandemia, é um reflexo do dinamismo, da criatividade, da capacidade de se reinventar que o franchising brasileiro possui”, analisa Tom Moreira Leite, presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Entre as marcas que estreiam este ano estão nomes como Boteco do Manolo (alimentação), Maria Gasolina Express (de minimercados autônomos), Milon (rede de moda infantil, do Grupo Kyly) e Ubiz Car (aplicativo de transporte urbano). Apesar de apresentar múltiplas oportunidades de negócios, especialistas recomendam cuidados ao visitar o evento. O primeiro deles é que nenhum contrato de franquia pode ser assinado na feira: por lei, o contrato só pode ser firmado, no mínimo, dez dias após o recebimento da Circular de Oferta de Franquia (COF), o documento que contém todas as informações sobre a marca. Outro cuidado é ter consciência da própria capacidade de investimento. No ano passado, mais da metade das marcas expositoras tinham um investimento inicial total de até R$ 200 mil, mas há opções de franquias mais baratas na edição deste ano, a partir de R$ 7 mil. “Lembre-se: todo investimento deve oferecer rendimentos proporcionais, e não milagrosos ou aquém do esperado”, afirma a advogada especialista no setor, Melitha Novoa Prado, sócia do Novoa Prado Advogados. Confira algumas dicas para aproveitar bem a feira e fazer bons negócios: 1. Estude o sistema de franquias Antes de visitar a feira de franquias, é importante conhecer o sistema. Alguns cursos online da própria ABF podem ajudar, assim como o conteúdo publicado em PEGN. Entender termos técnicos, documentação necessária e como funciona a relação franqueado e franqueador é fundamental para chegar ao evento preparado. Aproveite para ler o Guia de Franquias 2023/2024, que Pequenas Empresas & Grandes Negócios lança no dia 27 de junho e tem informações importantes para quem pensa em ter uma franquia. 2. Identifique se você tem perfil para ser um franqueado Após conhecer o sistema de franquias, o ideal é que o empreendedor faça uma autoanálise e entenda se tem o perfil para ser um franqueado. É preciso seguir padrões e norma da franqueadora, bem como pensar o negócio regionalmente. 3. Tenha foco ao visitar a feira Antes de ir para a feira de franquias, pesquise sobre os segmentos que vão expor no evento e tente identificar com qual você tem mais afinidade. Para essa análise, considere sua disponibilidade financeira, o tempo que você precisará dedicar ao negócio e a localidade onde pretende instalar a franquia. Com tudo anotado, visite marcas condizentes. “Resista à tentação de entrar em estandes que fujam completamente do valor que você tem para investir, porque essas empresas provavelmente oferecerão benefícios além daqueles que você pode acessar e isso o frustrará. Isso não significa que as marcas às quais você pode aderir sejam inadequadas”, diz Prado. 4. Não ignore redes estreantes Ana Vecchi, CEO da Ana Vecchi Business, diz que “toda marca grande já foi uma estreante”. Dessa forma, é importante considerar as redes com pouco tempo de existência e analisar critérios objetivos. “Há estreantes que já nasceram com foco no modelo de negócio franquia e se estruturaram para tal. Nem sempre a quantidade de franquias existentes é um bom referencial”, diz. 5. Cuidado com promessas milagrosas Vecchi recomenda cautela com discursos de retorno garantido, principalmente de valores exorbitantes em curto prazo. Se for o caso, desconfie. “Não há milagres no sistema de franquias. Há muito trabalho e retorno de investimento, que depende de uma série de fatores, incluindo know-how da equipe da franqueadora, treinamento, acompanhamento, omnicanalidade, canal de vendas certo, investimento adequado na praça de atuação e e produtos que a franquia vende”, afirma Vecchi. 6. Fuja de processos seletivos sem critério Acenda um alerta para tudo que for rápido demais, principalmente processos de seleção “relâmpago” ou “automáticos”. Se as dúvidas não são respondidas antes de se avançar na negociação, elas podem se tornar problemas futuros. “Desconfie da franqueadora que não se importa muito com quem entrará em sua rede”, afirma Prado. A especialista acrescenta que a feira não é o local mais adequado para se escolher uma franquia, mas sim para colher informações e ter uma base de comparação. O detalhamento deve ser feito a partir de um segundo encontro. “Apenas passando por um processo de seleção cauteloso é que o franqueador consegue saber se aquele franqueado é ideal para sua marca e o franqueado entende os pormenores da marca, desenvolvendo as expectativas corretas do negócio.” 7. Converse com outros franqueados Antes de sinalizar interesse em fechar negócio, é recomendado buscar outros franqueados que trabalhem com a marca ou que já tenham saído da rede nos últimos 24 meses. As informações devem ser cedidas pela própria franqueadora, com a Circular de Oferta de Franquia (COF). Esse contato é ainda mais necessário em situações de repasse, quando a marca tenta vender uma loja já pronta e ativa para um novo franqueado. “Nesses casos, é preciso ter cuidado e experiência para analisar planilhas e saber se o negócio será rentável. Vale a pena conversar com o franqueado anterior para
Sebrae reforça agenda ESG para os pequenos negócios

Lançamento de Comitê ESG reuniu autoridades e especialistas de renome no Brasil. Temática gera valor e sustentabilidade para as empresas O Sebrae Nacional deu um passo estratégico rumo à promoção do desenvolvimento sustentável das micro e pequenas empresas, reforçando o seu compromisso de gerar valor para os negócios e a sociedade. Por meio do Comitê ESG, lançado nesta quarta-feira (21), a instituição começa a implementar uma agenda ESG em nível nacional em toda a cadeia de relacionamento do Sistema Sebrae, de fornecedores a clientes, colaboradores e parceiros. A iniciativa marca o início da construção de um programa nacional baseado nos pilares ambiental, social e de governança. O anúncio do Comitê ESG foi realizado pela diretoria do Sebrae em evento na sede da instituição, em Brasília, com a presença de autoridades do setor e especialistas de renome. Na abertura do encontro, o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, reforçou o papel de protagonismo da instituição na consolidação da pauta ESG. Segundo ele, o grande desafio é gerar emprego e fazer a economia crescer com sustentabilidade. “Existe um apelo unânime diante de transformações irreversíveis. Temos que sustentar o planeta, garantir o seu equilíbrio e a compatibilização com a chegada da inteligência artificial, possibilitando um mundo inclusivo para todos”, declarou. O diretor-técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick, por sua vez, destacou que o momento é de unir forças em prol da agenda ESG. Ele reafirmou o compromisso da instituição de servir e apoiar os empreendedores brasileiros. “Com o que estamos nos comprometendo aqui deve fazer sentido de todas as formas além do Sebrae Nacional ou do Sistema Sebrae”, considerou. A diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Margarete Coelho, aproveitou para explicar os objetivos do lançamento do Comitê ESG. “Queremos verdadeiramente ser exemplo para que os pequenos negócios sejam mais sustentáveis, inclusivos e competitivos”, afirmou. ESG em pauta O evento de lançamento também foi protagonizado por palestrantes renomados abordando o tema “Sendo a mudança no mundo”. Para tratar da perspectiva do meio ambiente, o escritor, professor e ativista indígena Daniel Munduruku apresentou uma reflexão sobre como o pensamento circular dos povos originários pode contribuir para a construção dessa agenda transformadora. “Os povos indígenas são empreendedores há mais de 3 mil anos e sobrevivem porque têm um compromisso com o coletivo que vai além do humano.” Já Karine Oliveira, CEO da Wakanda Educação, escola de educação empreendedora para negócios periféricos, provocou os participantes sobre o ponto de vista da inclusão social sem o viés do assistencialismo. “Antes de tentar resolver o problema de forma rápida, é preciso entender a lógica. Comece a se cercar de pessoas diferentes de você e comece a pensar em outras formas de fazer”, sugeriu. Por sua vez, Renata Faber, head de ESG na Exame e Top Voice LinkedIn, apresentou o conceito de governança como sendo a base do ESG. Segundo ela, sem governança uma pequena empresa não consegue dar o próximo passo para se tornar uma grande empresa. “Quando o negócio esquece da governança, pode gerar um problema muito grande, inclusive todo impacto social e positivo deixa de fazer sentido”, avaliou. Sobre o Comitê ESG O principal desafio do Comitê será formalizar uma agenda ESG na cadeia de relacionamento do Sebrae, incluindo desde fornecedores a clientes, pessoas colaboradoras e parceiros. Para tanto, serão definidas estratégias e ações direcionadas a cada público. Do ponto de vista interno, o Comitê deverá englobar a temática na cultura organizacional e nos valores da instituição, além de monitorar e avaliar programas, projetos e ações do Sistema Sebrae relacionados à ESG. A atualização do Diagnóstico de Sustentabilidade e a produção de relatórios com boas práticas servirão como diretrizes para construir um programa nacional baseado nos pilares ESG. Confirma abaixo os 10 compromissos do Comitê ESG do Sebrae: Realizar levantamento de dados, iniciativas e práticas ESG para mapeamento do cenário atual da instituição. Elaborar matriz de riscos ambientais, sociais e de governança e definir um plano de ação para minimizá-los. Monitorar, avaliar e reconhecer os resultados alcançados pelo Sistema Sebrae nas ações ESG. Promover a agenda sobre Diversidade, Equidade e Inclusão nos canais de relacionamento e atendimento internos e externos. Desenvolver programas de treinamento em ESG para formação de lideranças inclusivas e ambientalmente responsáveis. Estabelecer diretrizes que assegurem a execução de boas práticas ESG por parte dos nossos fornecedores e parceiros. Propor revisões normativas com objetivo de promover uma governança transparente e sustentável, segundo princípios ESG. Promover ações para adoção de práticas sustentáveis e o uso consciente dos recursos naturais, reduzindo o impacto ambiental do Sistema Sebrae. Estabelecer diretrizes para a criação de soluções e conteúdos em linguagem inclusiva, acessíveis a todos os públicos do Sebrae. Promover a educação empreendedora inclusiva, fomentando a criação de modelos de negócios inovadores, diversos e sustentáveis
Empreendedorismo: 7 a cada 10 abrem negócio após maternidade

Mentora de Mulheres Empreendedoras busca ajudar mulheres a conquistar sua independência financeira e emocional através de seus próprios negócios. Equilibrar a maternidade e a carreira profissional costuma ser um grande desafio para a maioria das mulheres, e devido às dificuldades impostas no mercado de trabalho – também encontradas na vida cotidiana, como em casos da falta da rede de apoio -, muitas mães estão buscando o empreendedorismo como forma de trilhar novos caminhos profissionais. De acordo com uma pesquisa realizada em 2022 pelo RME (Instituto Rede Mulher Empreendedora), sete a cada dez empreendedoras brasileiras decidem abrir um negócio depois da maternidade. Foto: Image by Drazen Zigic on freepik / DINO Ao empreender, além de buscar a independência financeira, as mulheres passam a ter a liberdade de estabelecer seus próprios horários, adaptando sua rotina às necessidades dos seus filhos e permitindo que, com isso, estejam mais presentes no desenvolvimento das crianças. Além disso, um outro ponto que incentiva o empreendedorismo em decorrência da maternidade é a baixa aceitação e acolhimento do ambiente corporativo com as mulheres que são mães ou que estão grávidas. De acordo com uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), quase metade das mulheres que tiram licença-maternidade são demitidas em até dois anos após esse período, e na maioria das vezes a demissão é dada sem justa causa. Paralelamente, um estudo do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) analisou o empreendedorismo em diversos países, e mostrou o quanto o empreendedorismo feminino tem apresentado um crescimento significativo. No Brasil, por exemplo, as mulheres representam por volta de 51%, chegando a um número maior do que 30 milhões, o 7º país com o maior número de mulheres empreendedoras no mundo. Outro levantamento, realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), apontou que a maioria das famílias no Brasil é chefiada por mulheres: dos 75 milhões de lares, 50,8% tinham liderança feminina, o correspondente a 38,1 milhões de famílias. Andressa Gnann, advogada, empreendedora, mãe e mentora de Mulheres Empreendedoras reforça que é fundamental reconhecer o potencial empreendedor das mulheres e lhes fornecer o apoio necessário para desenvolver suas ideias e negócios. “Iniciativas que promovem o empreendedorismo feminino, como cursos de capacitação, acesso a financiamento e networking, são essenciais para fortalecer a presença das mulheres no mundo dos negócios e superar as barreiras impostas pela maternidade no mercado de trabalho tradicional”, afirma Gnann. No entanto, é importante ressaltar que o caminho do empreendedorismo não está isento de desafios. É necessário que o processo seja bem planejado e que seja levado em conta o quanto empreender exige não somente tempo, mas também investimento financeiro, estudo e persistência. Para Gnann, o empreendedorismo oferece a oportunidade de explorar talentos e paixões, envolvendo muitas vezes, realizações pessoais dessas mulheres. A mentora tem como foco principal ensinar as mulheres a conquistar sua independência financeira, seja iniciando um negócio do zero ou multiplicando os resultados de um negócio que não consegue crescer. “A mentoria ensina e compartilha sobre como ter um negócio sustentável e multiplicar os resultados, vinculando o trabalho com a maternidade, com foco na qualidade de vida”, finaliza. *Com informações do portal Terra
Procrastinação, produtividade, longo prazo, ação: faça escolhas (3/6)

Atualmente, tenho tido contato com diversos profissionais que já estão na faixa dos 40 (assim como eu) e alguns já passados dos 50 anos. Todos com boas realizações em suas áreas, com vontade de dar um próximo passo, abrir um negócio, realizar um sonho. Uma dessas pessoas já é um empreendedor. Vendeu parte da sociedade em uma empresa, criou um negócio que está indo bem, e quer fazer uma nova investida. Começamos a conversar para destravar essa ideia e, em uma das reuniões, chegamos a comentar umas 30 possibilidades diferentes de negócio – de fazer receita a partir de um produto ou serviço. Todas essas ideias são possíveis? Podem ser. Mas, o projeto só será a “Monalisa” se nos concentrarmos em apenas uma delas. Como definir qual? Faça Escolhas. Como aprender a fazer boas escolhas, pequeno gafanhoto? Fazendo muitas escolhas ruins (e, sinto dizer, isso durará a vida toda). Tudo isso escrito, toda essa reflexão, para dizer que, talvez, apenas talvez, a procrastinação de Da Vinci seja uma escolha. O que sabemos é que Roma também não foi construída em um dia.
Alta taxa de juros freia crescimento da economia

Pequenos empreendedores têm receio de buscar crédito e medo de endividamento Apesar dos indicadores econômicos apresentarem melhora nos últimos boletins, uma das maiores pedras no sapato ainda deve continuar assombrando os empreendedores: a taxa de juros, que deve se manter no patamar de 13,75%, pelo menos nos próximos 45 dias. A previsão é de que o BC inicie um ciclo de corte dos juros a partir de agosto, quando a Selic recuaria para 13,50% ao ano. Após reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que acontece hoje (21), a decisão sobre a Selic deve ser anunciada no final da tarde, apontando para uma última manutenção da taxa de juros atual. Os valores têm afastado pequenos empreendedores da busca por crédito, por medo de endividamento e falta de condições para o pagamento dos empréstimos. Pesquisas realizadas pelo Sebrae mostram que a alta taxa de juros praticada no Brasil tem feito com que os donos de pequenos negócios pensem mais na hora de buscar crédito. Nos meses de abril e maio deste ano, 73% dos empreendedores não buscaram crédito. “O Brasil precisa voltar a crescer, e o Banco Central precisa ser mais sensível com os micro e pequenos empresários brasileiros. Com esses juros aí ninguém cresce, talvez nem o sistema financeiro, apenas alguns tubarões que estão ganhando muito, além disso, tomar crédito nesse ambiente é submetê-los à falência”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. “Nós, do Sebrae, somos um forte apoio aos pequenos empresários e empreendedores brasileiros. Por isso, defendemos a redução da taxa de juros. Para ajudar o país crescer, os pequenos precisam ser prioridade. Os pequenos negócios geram 80% dos empregos brasileiros, em média, todos os meses. Com essa taxa nas alturas ninguém cresce, pelo contrário, muitos desistem de empreender”, acrescenta Décio Lima. Em 2022, cerca de 7,6 milhões de empresas foram tomadoras efetivas de crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Desse total, 7,3 milhões são pequenos negócios (95,7%), compreendendo os microempreendedores individuais (828,7 mil), microempresas (3,9 milhões) e empresas de pequeno porte (2,5 milhões). De acordo com projeção do mercado financeiro, a inflação desse ano caiu 1%, e do ano que vem, 4%. Tais números dão indícios de um cenário econômico mais positivo no segundo semestre e em 2024, o que pode animar os empreendedores atuais e prospectos também. O dólar também vem apresentando quedas significativas e alcançando os valores mais baixos dos últimos anos, o que demonstra a valorização do real e da economia brasileira. Porém, ainda há uma cortina de incerteza pairando sobre os empreendedores, que devem encontrar cenários mais positivos nos próximos meses.
Número de empreendedores estrangeiros no Brasil cresce 73%

Microempreendedores individuais oriundos de outros países atuam principalmente com vestuário e beleza Existem 74,2 mil Microempreendedores Individuais (MEI) ativos de outras nacionalidades no Brasil. O número é 73% superior ao registrado em 2019, quando existiam 42,9 mil. O montante de MEI estrangeiros corresponde a 5,7% do total de imigrantes no país. Muitos estrangeiros que vêm para o Brasil têm encontrado no empreendedorismo uma alternativa de vida. Levantamento feito pelo Sebrae revela que, atualmente, existem 74,2 mil Microempreendedores Individuais (MEI) ativos de outras nacionalidades. O número é 73% superior ao registrado em 2019, período pré-pandemia, quando existiam 42,9 mil, e corresponde a 5,7% do total de imigrantes no país, de acordo com o Ministério da Justiça, que levantou um universo de 1,3 milhão de imigrantes em 2021. O estudo realizado pelo Sebrae, com base em dados da Receita Federal de maio de 2023, também apurou as atividades em que os empreendedores estrangeiros mais atuam. Um a cada quatro trabalham com comércio ou fabricação de roupas. A área da beleza também está entre as mais procuradas, com um universo de 6% de estrangeiros, seguida pela de atividades de ensino, com 5%, e alimentação e bebida, com 4%. Entre as dez nacionalidades que mais têm estrangeiros empreendedores no Brasil, sete são da América Latina. Juntos, Venezuela, Bolívia, Colômbia, Argentina, Uruguai, Peru e Uruguai concentram 56% dos MEI estrangeiros. Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, ter o próprio negócio tem sido a forma mais acessível para muitos estrangeiros conseguirem uma fonte de renda no país. “Muitos estrangeiros, entre eles refugiados, veem no empreendedorismo uma forma de inclusão social e econômica. A figura jurídica do MEI, criada há 15 anos, torna mais fácil ainda essa inclusão dos estrangeiros na economia brasileira e, por isso, temos acompanhado esse crescimento de formalização nos últimos anos”, pontua. Como os estrangeiros podem se formalizar O estrangeiro pode se formalizar como microempreendedor individual através da plataforma gov.br. Contudo, é necessário ter Carteira Nacional de Registro Migratório ou Documento Provisório de Registro Nacional Migratório ou Protocolo de Solicitação de Refúgio, que podem ser solicitados via cadastro no departamento de Polícia Federal com a indicação do nº de registro. Para estrangeiros com visto temporário, será permitido registro como MEI apenas para cidadãos de países membros do MERCOSUL e dos Estados Associados e que possuam residência temporária de dois anos, dessa forma, poderá ser empresário, titular ou sócio ou administrador. Atualmente, não é mais necessário fazer uma Declaração de Imposto de Renda de PF. Veja as 10 atividades que mais possuem MEI estrangeiros: Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios: 11.145 (15,02%) Confecção de peças do vestuário, exceto roupas íntimas: 7.487 (10,09%) Cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza: 4.249 (5,72%) Atividades de ensino não especificadas anteriormente: 3.845 (5,18%) Restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas: 2.919 (3,93%) Serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada: 2.243 (3,02%) Atividades de publicidade não especificadas anteriormente: 2.096 (2,82%) Comércio varejista de outros produtos novos não especificados anteriormente: 1.813 (2,44%) Serviços especializados para construção não especificados anteriormente: 1.771 (2,39%) Ensino de idiomas: 1.570 (2,12%) Confira os 10 países de origem que mais possuem MEI: Venezuela: 10.360 (14%) Bolívia: 9.882 (13,3%) Colômbia: 6.613 (8,9%) Argentina: 5.727 (7,7%) Haiti: 4.148 (5,6%) Uruguai: 3.450 (4,6%) Peru: 3.280 (4,4%) Senegal: 3.022 (4,1%) Portugal: 2.927 (3,9%) Paraguai: 2.617 (3,5%)
Mais de 7,3 milhões de pequenos negócios estavam com empréstimo ativo em 2022

No entanto, alta taxa de juros impossibilita empreendimentos de crescerem, avalia presidente do Sebrae Levantamento elaborado pelo Sebrae com base nos dados do mercado de crédito disponibilizados pelo Banco Central do Brasil mostra que cerca de 7,3 milhões de pequenos empreendedores tomaram empréstimos até o fim de 2022 – um aumento de 27% em comparação a 2019. Desses, 828,7 mil são microempreendedores individuais (MEI), 3,9 milhões são microempresas e outros 2,5 milhões são empresas de pequeno porte. O aumento é reflexo dos esforços de inclusão e maior acesso ao crédito durante a pandemia da Covid-19, em 2020 e 2021. No entanto, nos primeiros meses deste ano, a taxa alta de juros tem desestimulado os empresários de buscar os recursos, como mostrou a 3ª edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios. “Essa evolução é importante para o desenvolvimento do país. Os pequenos negócios, que são mais de 21 milhões de empresas formais, constituem a base de produção de bens e serviços de nossa economia”, ressalta o presidente do Sebrae, Décio Lima. “No entanto, com a taxa básica de juros a 13,75% ao ano, cria-se um obstáculo para os empreendedores crescerem. Em muitos dos casos, eles tomam créditos somente para quitar dívidas anteriores ou para ter um capital de giro”, completa o presidente. De acordo com a Coordenação de Acesso a Crédito e Investimentos do Sebrae, a taxa média para financiamentos voltados aos pequenos negócios está em torno de 35% ao ano. Para evitar mais um endividamento, o Sebrae sugere que os empreendedores procurem orientações antes de tomar a decisão. Por isso, o Sebrae disponibiliza serviços presencial e on-line, até por meio do Whatsapp ou do Telegram, com cursos gratuitos sobre o tema. Além disso, é importante estar atento à gestão financeira da empresa, à organização dos processos e ao controle de estoques, o que pode ajudar a conseguir um fluxo de caixa saudável e contar com subsídios sobre a requisição de empréstimos.
Procrastinação, produtividade, longo prazo, ação: não seja amador (2/6)

Para se conceber obras dignas de história, empresas longevas e sólidas e qualquer coisa que deixe um impacto, é necessário o tempo de gestação, construção e dedicação. Não devemos confundir isso com procrastinação. Uma das pessoas que melhor fala sobre isso abertamente, e profundamente, é a filósofa e professora Lucia Helena Galvão. Em suas apresentações, por áudio ou vídeo e disponíveis nas redes sociais, ela sempre menciona o escritor Steven Pressfield e suas obras “A Guerra da Arte” e “Como se tornar um profissional”. A primeira, “A Guerra da Arte”, trata daquele momento em que falta inspiração para os artistas. A narrativa se cruza com os momentos de epifania da jornada do herói (um modelo que é descrito em obras milenares, como a Odisseia), e que estabelece um frame, um percurso de dor, sofrimento, autoconhecimento e aceitação, e preparação até que seja capaz de enfrentar os demônios e adversários – o que está presente em muitas biografias das pessoas de sucesso e em histórias de ficção. No fim, o maior adversário é sempre o próprio protagonista. O ponto desse livro é que você deve encontrar o que te motiva, quais são as suas “musas”. Mas, para isso, você deve treinar. A solução é sempre fazer. Se você é um escritor, escreva. Se é um músico, cante. Se é um nadador, nade. Faça o que tem que ser feito. Outra obra de Steven Pressfield tem o título “Torne-se um Profissional”, e busca ensinar o leitor a trabalhar em cima das suas limitações. Novamente, a estrutura da jornada do herói está presente. Neste caso, com o foco na necessidade de se encarar os desafios emocionais e as crenças limitantes. Esse tipo de discurso também é muito comum nas peças de autoajuda e mentorias, coaching etc. – mas cada qual com a sua profundidade. Vale lembrar, ainda, da teoria das 10.000 horas, que é muito trabalhada pelo escritor e jornalista Malcolm Gladwell no seu livro Outliers, que foi publicado com o título Fora de Série no Brasil. Na obra, o autor traz à tona casos de sucesso como do Beatles, entre outros, mostrando que o sucesso não foi por acaso. Antes de chegar aos grandes palcos, a banda inglesa, por exemplo, praticava música todos os dias. A tese é de que é necessário que você pratique 10.000 horas para alcançar a excelência. Além dos casos escritos no livro, vale mencionar dois artistas da atualidade que já falaram sobre o valor da prática: Ed Sheeran, em um vídeo que circula no YouTube, por exemplo, mostra um áudio dele próprio, cantando desafinado, no comecinho quando pensava em seguir carreira. O outro é o Harry Styles, que se apresenta no programa American Idols, onde um dos membros do júri questiona sobre seu talento. Bom, os dois exemplos mostram que depois de um tempo chegaram a um talento. E não foi por acaso. Eles enfrentaram as suas jornadas. Cruzando com o assunto inicial e com o conhecimento da professora Lucia Helena Galvão, a mudança, o trabalho, o desafio, ocorre sempre internamente. Por isso, independentemente de qual empresa você trabalhe ou da área na qual você tenha se formado, se você colocar a culpa no outro, não vai evoluir. Treine, pratique e desenvolva a si próprio.
Casal de mulheres cria projeto para empreendedorismo de minorias

Hub Diversidade Colorida promoveu feira neste domingo no Rio As exclusões sofridas no mercado de trabalho por Nanny Mathias e sua esposa, Isabelly Rossi, obrigaram o casal de mulheres negras a apostar no empreendedorismo para sobreviver e construir uma vida melhor. E o entendimento sobre essas dores vivenciadas foi o ponto de partida para desenhar um projeto voltado ao fortalecimento de empreendedores mulheres, negros, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência, o Hub Diversidade Colorida, que realizou neste domingo (18) a Feira Diversidade Colorida, no Parque Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro. Em entrevista à Agência Brasil, no Mês do Orgulho LGBTQIA+, a CEO do Hub, Nanny Mathias, disse que a proposta da feira é reunir empreendedores desses grupos para criar mais conexões, possibilitando parcerias, investimentos e também mais negócios. “A gente gera esse espaço seguro e inclusivo para que as pessoas possam expor o seu trabalho, sua arte, seus negócios, porque são pessoas que historicamente são marginalizadas e violentadas pela sociedade, que sofrem exclusão social, educacional e profissional”, disse Nanny, que conta com a parceria da mulher na realização da empreitada. Essa violência é algo que a própria organizadora do evento relata em sua trajetória. Ao se matricular com a mulher para concluir o ensino médio, já que a necessidade de trabalhar havia empurrado ambas para a evasão escolar, ela narra um episódio de lesbofobia que exemplifica o por quê da necessidade de uma educação que seja segura para minorias. “Quando a gente voltou ao âmbito escolar, há alguns anos, eu e minha esposa, no primeiro dia de aula, sofremos um ataque lesbofóbico pelo nosso professor de história, que queria saber quem era o homem da relação. E, não contente com a gente dizer que não tinha homem na relação, ele insistiu e criou histórias, perguntou quem pagaria pensão se a gente se separasse, quem ficaria com os filhos. Ele constrangeu a gente de forma muito violenta, e quando fomos falar com a direção, a direção simplesmente ocultou o fato”, disse. O episódio, segundo Nanny, foi antes de a LGBTfobia ser criminalizada pelo Supremo Tribunal Federal. “Na delegacia, falaram para gente que poderíamos denunciar se tivesse uma lei que protegesse a gente, mas não tinha”. No mercado de trabalho, ela também relata experiências dolorosas, que impediam que se mantivesse muito tempo no mesmo emprego. “Além de ser uma mulher lésbica, sou preta e sapatão. Tenho uma forma de vestir e viver que é diferente. Exigem um padrão das mulheres, e eu chego quebrando isso. Eu trabalhei em uma empresa em que as pessoas queriam saber quem era o meu marido, porque eu não dizia que era casada com uma mulher. Me pressionaram tanto que mostrei a foto, e começaram a dizer ‘eu já sabia’. Minha gerente na época disse que minha vida pessoal não tinha nada a ver e que não tinha preconceito. Mas, no dia seguinte, ela me demitiu”. Essas experiências fizeram a empreendedora pensar o projeto também como uma rede de apoio, já que o fato de ter partido para gerir seu próprio negócio não a poupou de novos episódios de discriminação. “As violências são diárias e em todos os âmbitos. Hoje, eu sofro as do mundo dos negócios”, afirma. “O meu corpo representa muito, sou mulher e enfrento machismo. Sou preta e enfrento racismo. Sou lésbica e enfrento LGBTfobia. Sou do axé e acabo sofrendo intolerância religiosa”. Entre os micro e pequenos empreendedores que participaram da feira deste domingo há negócios de diferentes setores, como artesanato, gastronomia e moda. Os participantes foram inscritos também em um laboratório de empreendedorismo, focado em capacitar essas pessoas. “São pessoas que estão no empreendedorismo por necessidade em muitas das vezes, pessoas que não puderam estudar para depois empreender e estão fazendo isso ao mesmo tempo. Entendendo essa necessidade, de tantos negócios quebrando por não saber gerir, a gente criou esse laboratório, para gerar um espaço de inclusão e capacitação. A gente tem uma rede de mais de 100 empreendedores”, disse Nanny, que vê o empreendedorismo desses grupos vulnerabilizados como uma ação transformadora no mercado de trabalho. “Infelizmente, o mercado ainda tem uma exclusão muito grande de pessoas pretas e LGBTQIA+, e quando você é preta e LGBTQIA+, tudo dentro do mesmo corpo, essa exclusão é muito maior. Essas pessoas, muitas vezes, dentro dos seus próprios negócios, já levam mensagens sobre aquilo que elas vivem, viveram e sobre a exclusão que elas sofrem. Então, elas vão transformando, assim como eu, as dores delas em um negócio criativo. Isso é muito interessante”. *Com informações da Agência Brasil / EBC
Formalizar o próprio negócio pode aumentar faturamento, aponta pesquisa do Sebrae e da FGV

De acordo com levantamento, empreendedor pode ter aumento de receita de até 25% caso formalize suas empresas; estudo também aborda números do Simples Nacional Formalizar o próprio negócio pode aumentar o faturamento do pequeno empreendedor em até 25%, é o que aponta uma pesquisa feita pelo Sebrae e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com a pesquisa, o rendimento dos negócios formais tem receita média de R$ 3,5 mil, enquanto o dos informais é de aproximadamente R$ 1,2 mil. No país, são 15 milhões de pessoas com o próprio negócio formalizado, sendo que um em cada 12 brasileiros em idade ativa são ou já foram MEI. O objetivo do levantamento foi medir o impacto do modelo na vida dos empresários. O assessor da diretoria técnica do Sebrae, Rafael Moreira, avalia que os números identificados pela pesquisa são positivos; “A formalização pelo MEI representa o aumento da renda do empreendedor em torno de 25%. Ele aumenta sua renda em 25% só por ter se formalizado”, explica Rafael. Com o CNPJ, o empresário tem obrigações e os custos de uma empresa formal. Ao mesmo tempo tem acesso ao crédito e às possibilidades de pagamento, trazendo organização e estrutura para o próprio negócio. De forma geral, a formalização de pequenas empresas movimenta R$ 70 bilhões. A pesquisa também trouxe dados do Simples Nacional, apontando que o faturamento do sistema é de R$ 4,8 milhões por ano, sendo responsável por 8 em cada 10 vagas de emprego. O diretor administrativo da Fenacon, Fernando Baldissera, destaca a importância do mecanismo de arrecadação, mas reivindica uma atualização da tabela. “Hoje, a tabela do Simples Nacional, comparada com os índices inflacionários, está defasada em quase 80%. Deveria ser uma tabela muito maior, um índice de correção anual, porque, obviamente, todo ano tem inflação. A tabela teve reajuste do limite, mas isso não teve redução da carga tributária”, afirma Baldissera. O relatório do Sebrae em parceria com a FGV destaca ainda que, a cada 2 empregos criados por empresas do Simples Nacional, uma nova vaga de trabalho é criada indiretamente. *Com informações do Portal Jovem Pan
Em três anos, startup de marketing levanta R$ 54 milhões

Com 180 clientes atendidos e 870 projetos entregues, a HYPR anuncia a criação da HYPR Tech, braço de desenvolvimento da empresa Especializada na construção de projetos que combinam dados geoespaciais com um fluxo de conversão digital, a HYPR completa três anos de operação com o anúncio de R$ 54 milhões de investimento por meio de seus principais clientes. Na contramão do mercado, a startup não captou recursos de venture capital para crescer, mas apresenta uma velocidade de crescimento acima da média: conseguiu entregar um CAGR – taxa de retorno necessária para um investimento crescer de seu saldo inicial para o final – de 158%. Em três anos, foram mais de 180 clientes atendidos e 870 projetos entregues. “A HYPR é uma junção de inteligência de dados do mundo físico e do digital e tecnologia que ajuda agências e anunciantes a atingirem seus objetivos de negócio – tanto na captação de novos clientes como no aumento do LTV [Lifetime Value] de clientes existentes”, diz Adrian Ferguson, cofundador da HYPR. Segundo o executivo, o foco da companhia são os 250 maiores anunciantes do país. “Geralmente, esse é um perfil de empresa que já investe tudo que poderia nos canais digitais tradicionais, como Google e Meta, e precisam inovar para reduzir seu CAC [Custo de Aquisição de Clientes]”. Desafios de agências e anunciantes Os resultados da HYPR são reflexo da capacidade da empresa de construir arquiteturas de marketing complexas em um único fluxo de trabalho, facilitando a vida dos Chief Marketing Officers (CMOs) e seus times de marketing. “Profissionais que trabalham com publicidade historicamente evitaram matemática, dados e tecnologia, mas nos últimos anos essa tendência mudou. Então, o que fizemos foi criar uma camada de orquestração que integra diferentes ativos em um fluxo de trabalho único, para que nossos clientes possam se concentrar menos na complexidade e mais nos resultados do negócio”, explica Cesar Moura, cofundador da HYPR. Mirando novos desafios Como parte dessa estratégia, a empresa acaba de anunciar o lançamento de um SaaS (Software as a Service) para ajudar as marcas a derrubarem as barreiras entre contextos físicos e digitais no marketing. A HYPR Tech – braço de pesquisa e desenvolvimento – será liderada pelo novo sócio, Edson Delavia, matemático com experiência em empresas como PicPay, Olivia (adquirida pelo Nubank) e In Loco (adquirida pelo Magalu). “Não faz sentido planejar e gerir a jornada do consumidor em silos. Nossa missão é devolver o controle para os anunciantes sobre seus dados primários, que muitas vezes acabam ficando limitados para ativação dentro das big techs”, diz Cesar. Surgimento em meio à pandemia A HYPR faz parte da primeira onda de empresas que nasceram durante o período de isolamento social. Fundada pelos publicitários Adrian Ferguson e Cesar Moura, a empresa nasceu depois de ambos passarem pelo layoff de uma startup que pivotou o negócio e o produto oferecido ao mercado. Ao invés de voltarem para o mercado de trabalho, os executivos decidiram empreender sem financiamento de venture capital. A ideia era que o crescimento viesse da própria eficiência da operação, captando recursos à moda antiga, ou seja: vendendo para clientes. E assim foi. Em pouco mais de 80 dias de operação, a empresa, que tem em seu conselho nomes como Igor Puga, CMO do Santander, e José Francisco Eustachio, CEO da Ocean e ex-chairman da Talent, fechou seu primeiro milhão. Hoje, tem entre os clientes gigantes como Amazon, Diageo e Santander, que buscam uma forma de construir jornadas mais atraentes para seus consumidores combinando dados geoespaciais com um fluxo de conversão digital. *Com informações do portal Exame
Taxa de juros alta atinge diretamente os pequenos negócios

Selic está fixada em 13,75% ao ano desde agosto passado e inibe o consumo e o acesso ao crédito Mais dificuldades no acesso a crédito, menos consumo e dinheiro circulando na economia e redução de empregos. Esses são alguns dos reflexos de como a taxa básica de juros, a Selic, fixada pelo Banco Central em 13,75% ao ano, pode afetar diretamente as micro e pequenas empresas. Essa percepção já é captada por quem está na ponta. Há 31 anos no mercado, Renato e Lucas Gibertoni são donos da AIDU, indústria de alimentos localizada em São Paulo (SP). Atualmente, a maior parte da receita vem da fabricação para grandes empresas, sobretudo com produtos alimentícios em aerosol. Sobra demanda, mas falta crédito. “A Selic nos afeta bastante no crédito para expansão. Precisamos crescer, mas os juros cobrados pelos bancos estão muito altos”, avalia o empresário Lucas Gibertoni. “Crédito para capital de giro nem se fala, está insustentável. No início do ano, não tivemos muita saída de produtos, alguns boletos atrasaram, então pegamos empréstimo mesmo assim. E isso acabou atrasando alguns planos que tínhamos para a AIDU. Temos que ser muito guerreiros para sobrevivermos a um sistema tão adverso”, completa o empreendedor. A visão de Lucas sobre a taxa de juros também pode ser percebida pelo Índice de Confiança das Micro e Pequenas Empresas (IC-MPE) de abril, que apresentou um ligeiro recuo de 0,8 ponto, caindo de 88,5 para 87,7 pontos, de acordo com a Sondagem Econômica da MPE, realizada mensalmente pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). O coordenador de Acesso a Crédito e Investimentos do Sebrae, Giovanni Beviláqua, explica que a Selic é uma taxa básica (mínima) e que para os pequenos negócios, a taxa média está em 35% ao ano: “Esses valores praticados são um impeditivo para o empreendedor acessar o crédito”. “Com a taxa de juros da Selic alta, há um desestímulo das instituições financeiras e dos tomadores de financiamento. É sempre uma tomada de decisão que deve ser feita com muita cautela”, contextualiza. Beviláqua sugere que os empreendedores procurem orientações para a tomada de decisão. Além disso, é importante estar atento à gestão financeira da empresa, à organização dos processos e ao controle de estoques, que pode ajudar a ter um fluxo de caixa saudável e ter subsídios sobre a requisição de empréstimos. “Todo crédito tomado hoje se torna uma dívida que será paga ao longo do tempo. Por isso, deve ser muito bem planejado”, explicou. Entenda melhor: Taxa de juros alta = menos acesso ao crédito, menos consumo e dinheiro circulando na economia e uma redução de empregos; A Selic, que é a taxa básica de juros, está fixada em 13,75% ao ano. No entanto, a média de juros para as MPE está em 35% ao ano; A gestão financeira e o controle de estoques ajudam a manter um fluxo de caixa saudável e ter subsídios na hora de solicitar crédito.
Procrastinação, produtividade, longo prazo e ação: Procrastinar X fazer bem feito (1/6)

Esses dias fui impactado (para usar um termo moderno) por um anúncio em vídeo de um “guru” – confesso que esse eu não o conhecia, não é dos mais famosos, mas vi no perfil dele que já fez alguns milhões vendendo mentoria de desenvolvimento pessoal – que propunha a ideia de que Leonardo Da Vinci procrastinou na pintura da Monalisa, e ele chega a mencionar outros artistas. A ideia era argumentar que com o seu curso e mentoria a pessoa não mais procrastinaria. Fui dar um Google para entender melhor o exemplo e cheguei a uma reportagem da saudosa Superinteressante, que apresentava o pintor justamente como o “maior procrastinador da história” – a Monalisa ficou pronta entre 3 e 4 anos depois de iniciada a obra. Outros resultados da pesquisa apontam inclusive que o comportamento do pintor seria, na realidade, um sinal de déficit de atenção: ele facilmente trocava de projetos, sofria de interrupção do sono, entre outros fatores. Eu lhe pergunto: o que você prefere? Um trabalho de um dia que é o boneco palito, ou um trabalho de 3-4 anos que seja a Monalisa? “A pressa é inimiga da perfeição” é talvez um dos ditados que mais se apliquem aos dias de hoje, em qualquer circunstância. Elenquei alguns cenários para ilustrar: Investimentos: a curva de valorização (considerando ativos de qualidade, claro) tende a ser para cima – experimente olhar uma ação que está caindo há algumas semanas em um prazo de 5, 10 anos, por exemplo. Por isso os investimentos são pensados em longo prazo e requerem paciência. Claro, há quem aposte no day trade. Mas, é só ver os exemplos dos grandes investidores globais como Warren Buffet, George Soros e o brasileiro Luiz Barsi: todos têm consistência e persistência; Composição de uma empresa (mesmo que uma startup): uma coisa é o capital de risco, para gerar escala rapidamente. Outra coisa é o business Building. As grandes empresas não nasceram em Wall Street ou na Faria Lima, elas começaram em uma garagem, um quintal, uma lanchonete pequena. Ainda, nenhum fazendeiro começa o negócio com 10 mil cabeças de gado. Sempre tem o primeiro passo, depois da persistência, com chuva e com sol, com seca e com problemas econômicos, ele chega lá; Atletas: não recordo quem fala que a rotina do alto desempenho é monótona. Um atleta olímpico passa boa parte da vida na rotina de dormir, comer e treinar. Ele não vai para festas, ele não está nem aí para o que estaria “perdendo”. O foco é dali a 4 anos colocar uma medalha no pescoço. Aliás, imagine você saber que só faria algo “valendo” dali a 4 anos, e que teria que treinar até estar pronto? Ainda, imagine aqueles que treinam e que sabem que não vão subir no pódio? Ainda assim, treinam, porque dali a 8 anos eles podem estar. Mas, só se treinarem. Entre outros tantos exemplos de longo prazo, desde o bebê que não sai correndo pela casa antes de engatinha até o processo de emagrecimento, parece que estamos misturando as coisas porque o atleta treina e tem rotina, enquanto Da Vinci procrastina. Mas, o que haveria de diferente, se não a nossa percepção e julgamento? Não estaria Da Vinci, nessa “procrastinação”, treinando mentalmente? O ponto aqui, ao meu ver, voltando ao anúncio crítico à procrastinação de Da Vinci, é que procrastinar seria se a Monalisa não tivesse ficado pronta, ou tivesse ficado, desculpem a expressão, uma porcaria.
Experiência x Desempenho: o que o esporte tem a nos ensinar sobre etarismo?

Atletas são exemplos de superação e quebram preconceitos de idade para alcançar feitos históricos A sociedade está envelhecendo. Dia após dia, está cada vez mais se combatendo pensamentos como ‘tal pessoa está velha demais para isso’, ‘já passou o tempo de fazer algo assim’ e outros clichês relacionando o avanço da idade com a incapacidade de realizar algo extraordinário. Essa ideia, sim, esta velha. Um dos principais pilares de entretenimento da atualidade, o esporte tem sido um agente fundamental na quebra desses paradigmas. Com o avanço da tecnologia, a longevidade e capacidade de alto rendimento evoluiu exponencialmente em inúmeras modalidades, o que tem permitido aos atletas realizarem campanhas memoráveis em momentos da carreira que, outros grandes nomes do passado já estavam em descenso de desempenho. A lista de atletas veteranos que têm desafiado as estatísticas nos últimos anos é grande e engloba diferentes categorias, mostrando que não existe limite e nem rótulos capazes de frear a motivação e vontade de vencer. Lendas intermináveis O maior jogador de futebol de todos os tempos, Pelé ainda é o único jogador a conquistar três Copas do Mundo em campo e até hoje é o mais jovem a conseguir o troféu: foi campeão em 1958, com 17 anos e oito meses. Porém, Pelé se aposentou do futebol aos 33 anos, mas voltou a jogar para sanar dificuldades financeiras que vivia na época. Jogou pelo New York Cosmos até os 36 anos, quando se aposentou definitivamente. Nos tempos de Pelé, um jogador de 33 anos era considerado velho, tendo passado seu auge físico e já em fase de queda de rendimento. Em 2022, com 35 anos, Lionel Messi jogou sua quinta Copa do Mundo e, como capitão e camisa 10, conduziu a seleção argentina ao tricampeonato mundial e foi alçado ao posto de idolatria máxima em seu país, ao lado de Maradona. No basquete, o nome de maior relevância da história do esporte é Michael Jordan, com seis títulos de NBA, eleito MVP – Most Valuable Player, o Jogador Mais Valioso – das finais nas seis conquistas. Jordan se despediu das quadras aos 35 anos, com um enorme legado e recordes incontáveis. Apenas um jogador foi capaz de ameaçar a unanimidade de Jordan como maior da história: LeBron James. Após 20 anos de protagonismo na liga, quatro títulos e quatro MVPs das finais, LeBron fincou de vez seu nome no panteão dos imortais ao quebrar um dos recordes considerados mais intocáveis da NBA: aos 38 anos, se tornou o maior pontuador da história, ultrapassando os 38.387, marca estabelecida por Kareem Abdul-Jabbar. No tênis, Novak Djokovic conquistou o 23º Grand Slam de sua carreira aos 36 anos, 16 anos após os primeiros, conquistado com 20. É o atual nº1 do mundo no esporte e maior vencedor de Grand Slams da história. A título de comparação, Guga, maior nome brasileiro da história do tênis, se aposentou aos 31. Aos 51 anos e com impressionantes onze títulos mundiais de surfe, Kelly Slater quer mais. Vai buscar a vaga nas Olimpíadas de Paris em 2024 e terminar a carreira com um último grande ato. “Se eu for para os Jogos, vou me aposentar neles”, disse. Tom Hardy, Formiga, Lewis Hamilton, Kazu Miura, Valentino Rossi. Modalidades, trajetórias e conquistas diferentes, mas uma mesma lição e exemplo para a vida: não existe limite. Todos esses atletas superaram opiniões, estatísticas, lesões, e adversidades em nome da sede por algo a mais, pelo extraordinário, ou por apenas mais um jogo. E esse é o legado mais valioso.
O que é PLR e como funciona: Entenda a revolução dos infoprodutos no marketing digital

O marketing digital tem crescido exponencialmente nos últimos anos, e com isso, a busca por soluções e estratégias eficientes na criação e venda de infoprodutos também aumentou. Nesse cenário, surge o conceito de PLR (Private Label Rights) ou Direitos de Marca Própria, como uma solução inovadora e revolucionária no mercado de infoprodutos. O que é PLR: Direitos de Marca Própria PLR é a sigla para Private Label Rights, que em português significa Direitos de Marca Própria. Essa é uma licença que permite ao comprador de um infoproduto (como e-books, cursos, vídeos, entre outros) utilizar, modificar e revender o conteúdo como se fosse seu próprio. Diferente de outras licenças de conteúdo, como a Creative Commons, o PLR concede direitos exclusivos de uso e comercialização ao comprador. Isso traz benefícios aos empreendedores digitais, como a possibilidade de expandir seu portfólio de produtos rapidamente e economizar tempo e recursos na criação de novos infoprodutos. Como funciona o mercado de PLR O processo de aquisição de produtos com PLR é relativamente simples. Primeiro, é necessário encontrar um fornecedor de infoprodutos com licença PLR. Em seguida, o empreendedor digital adquire o produto e obtém os direitos de uso e comercialização. Com os direitos em mãos, o comprador pode personalizar e adaptar o infoproduto de acordo com suas necessidades e público-alvo. Isso inclui a possibilidade de alterar o título, a capa, o conteúdo e até mesmo adicionar seu próprio nome como autor. Para revender os produtos com PLR, é importante criar estratégias de marketing e divulgação eficientes. Alguns nichos populares para produtos PLR incluem desenvolvimento pessoal, negócios, saúde e bem-estar, entre outros. O potencial do PLR para o seu negócio digital O uso de produtos com PLR pode trazer diversas vantagens para o seu negócio digital. Entre elas, estão a expansão rápida do portfólio de infoprodutos, a redução de tempo e recursos na criação de conteúdo e a oportunidade de monetização e aumento de receita. Além disso, trabalhar com PLR permite que empreendedores digitais entrem em diferentes nichos de mercado com mais facilidade e rapidez, aumentando as chances de sucesso em suas estratégias de marketing digital. Cuidados ao trabalhar com PLR Antes de adquirir produtos com PLR, é fundamental estar atento à qualidade e relevância do conteúdo. Além disso, é essencial respeitar a legalidade e a ética na utilização de infoprodutos com PLR. Ao escolher fornecedores de produtos PLR, opte por aqueles com boa reputação e que ofereçam suporte ao cliente, garantindo que os direitos de uso e comercialização sejam válidos e legais. Perguntas frequentes (FAQs) O que são as PLR? São licenças que permitem o uso, a modificação ea revenda de infoprodutos, como se fossem de autoria própria do comprador. Como funciona o mercado PLR? O mercado PLR envolve a aquisição de infoprodutos com direitos de uso e comercialização, a personalização e adaptação desses produtos e a criação de estratégias de marketing para revenda. Quanto custa um produto PLR? O preço de um produto PLR pode variar dependendo do fornecedor, do tipo de infoproduto e dos direitos inclusos. É importante pesquisar e comparar preços antes de fazer a compra. É legal utilizar produtos com PLR? Sim, desde que o comprador respeite as regras estabelecidas pelo fornecedor e as leis de propriedade intelectual vigentes. Quais são os nichos mais populares para produtos PLR? Alguns nichos populares incluem desenvolvimento pessoal, negócios, saúde e bem-estar, entre outros Conclusão Agora que você entende o que é PLR e como funciona no marketing digital, está na hora de explorar esse universo e aproveitar os benefícios que os produtos PLR podem oferecer. Lembre-se de escolher produtos de qualidade, adaptá-los às necessidades do seu público-alvo e utilizar estratégias eficazes de divulgação e venda. Com dedicação e planejamento, você pode construir um negócio de sucesso utilizando produtos PLR.
Donos de pequenos negócios de Serviços e Comércio estão mais confiantes

Índice de Confiança das Micros e Pequenas Empresas, medido pelo Sebrae e pela FGV, apresentou leve aumento, em maio O Índice de Confiança das Micros e Pequenas Empresas subiu de 87,7 pontos para 87,9 pontos em maio. A confiança dos empresários foi puxada pelos setores de Serviços e Comércio. Pelo quarto mês consecutivo, a confiança das micro e pequenas empresas de Serviços (MPE-Serviços) aumentou, avançando 2,5 pontos. O otimismo dos donos de pequenos negócios que atuam nos setores de Serviços e Comércio fez com que, em maio, o Índice de Confiança das Micros e Pequenas Empresas (IC-MPE) passasse de 87,7 pontos para 87,9 pontos, segundo a Sondagem Econômica das MPE, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). O IC-MPE é a composição dos três índices de confiança dos principais setores da economia – Comércio, Serviços e Indústria de Transformação. O aumento de 2,5 pontos na confiança dos pequenos negócios de Serviços e de 2 pontos na do Comércio amenizou a queda de confiança de 1,3 ponto dos empreendedores que atuam na Indústria da Transformação. O presidente do Sebrae, Décio Lima, explica que, em maio, a confiança de Comércio e Serviços mostrou sinais de recuperação, enquanto a da Indústria de Transformação caminhou no sentido oposto e manteve a tendência descendente iniciada em março passado. “A Indústria tem mostrado uma maior preocupação, pois a alta taxa de juros praticada inviabiliza o crédito e os investimentos nos pequenos negócios. Enquanto a taxa não baixar, os donos de pequenos negócios ficarão mais parcimoniosos em suas estratégias”, pontua Lima. Serviços Pelo quarto mês consecutivo, a confiança das micro e pequenas empresas de Serviços (MPE-Serviços) apresentou movimento ascendente, avançando 2,5 pontos, chegando a 92,2 pontos, em maio. Com o resultado, o indicador acumula alta de 7,4 pontos e registra o maior nível desde outubro do ano passado (99,4 pontos). “Pelo histórico da Sondagem das MPE, o setor de Serviços é o mais resiliente diante das adversidades domésticas e globais e, recentemente, tem sinalizado fôlego remanescente do fim da pandemia”, observa o presidente do Sebrae. Quatro dos cinco segmentos pesquisados apresentaram resultado positivo, com destaque para o que presta serviços às famílias. Essas sinalizações positivas dos donos de pequenos negócios podem estar associadas à nova oportunidade de serviços de delivery, que cresceram fortemente durante a pandemia e se mantiveram como um novo formato de mercado nos últimos anos. Os segmentos de serviços de transporte, serviços profissionais e outros também seguiram em alta. Já o segmento serviços de informação e comunicação caiu pela terceira vez consecutiva. Comércio Após queda em abril, a confiança dos micros e pequenos empresários do setor de Comércio (MPE-Comércio) voltou a subir em maio. Com o aumento de 2 pontos, ela atingiu 85,3 pontos. O resultado do mês pode estar relacionado ao aumento do salário-mínimo e à resiliência no mercado de trabalho. O segmento que mais influenciou nesse balanço foi o varejo restrito, que é o de bens de consumo. Os segmentos veículos, motos e peças (lojas de autopeças e pequenas revendedoras) e material para construção recuaram. Indústria de Transformação A confiança das micro e pequenas empresas da Indústria de Transformação (MPE-Indústria) caiu pelo terceiro mês consecutivo e bateu nos 85,4 pontos, o menor nível desde junho de 2020 (75,5 pontos). Os segmentos alimentos e metalurgia e produtos de metal foram os que pesaram na queda da confiança do setor. O segmento refino e produtos químicos também recuou, enquanto os de vestuário e outros caminharam no sentido oposto e avançaram.
MEI pode ter desconto de até 30% em compra de carro; veja regras

Apesar de ser vantajosa do ponto de vista financeiro, a compra traz algumas regras diferentes de uma aquisição por pessoa física Pessoas jurídicas podem comprar veículos com isenção de impostos. Os empreendedores podem ter um desconto de até 30% na compra de um carro novo e, nesse grupo, estão inclusos os microempreendedores individuais (MEIs). Para Cristina Helena de Mello, professora de economia da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a isenção é uma forma de impulsionar a formalização de microempreendedores individuais no país. “O benefício é interessante porque faz com que muitos que não regularizaram seus negócios busquem essa formalização para fazer uso desses incentivos. A isenção na compra de veículos estimula um aumento na base de arrecadação do governo com a formalização de novas empresas”, avalia Mello. Segundo a professora, o MEI deve ter em mente que, apesar de ser vantajosa do ponto de vista financeiro, a compra traz algumas regras diferentes de uma aquisição de pessoa física. Veja abaixo. Qual é o desconto para compras de carro para MEI? As pessoas jurídicas podem ter isenção de 2% a 30% na compra de um veículo novo. “As empresas têm descontos no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), da esfera federal; e no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), do campo estadual”, diz Mello. O percentual do desconto varia segundo o acordo feito entre cada fabricante de veículos e os governos federal e estadual. Como comprar um carro com isenção de MEI? Segundo Ilan Renz, vice-presidente do Conselho de Contabilidade do Rio de Janeiro, na hora da compra do carro na concessionária, o MEI deverá comprovar sua atividade empreendedora. “O MEI precisa estar com o CNPJ ativo e deverá apresentar documentação comprovando a atividade. São pedidos o certificado CCMEI e cartão CNPJ, além de identidade e CPF do empreendedor”, afirma. Mello adiciona que algumas concessionárias indicam despachantes para reunir a documentação para a compra como PJ. Conforme explica Mello, da ESPM, a documentação é enviada ao fabricante do veículo, que produzirá o automóvel após receber os comprovantes para a isenção dos impostos, repassando esse relatório ao governo. Por isso, apenas carros novos entram no sistema de isenção para pessoas jurídicas. Apesar de não ser uma regra formal, Renz indica que o microempreendedor individual esteja com as contas da empresa em dia ao buscar a compra do veículo. O ideal é que ele não deva os impostos mensais do MEI e nem as declarações anuais. Quais cuidados devo tomar ao comprar um carro com isenção de MEI? Seguindo a indicação anterior, é importante que sua empresa não tenha dívidas. “Em caso de dívida empresarial, os credores podem contestar a empresa e os bens da PJ ficam à disposição da justiça para quitá-la”, afirma Mello. Outra observação é que o carro escolhido tenha um preço que não ultrapasse o valor de R$ 81 mil, teto do faturamento anual do MEI. “Não é uma regra dentro da legislação, mas se o empreendedor adquire um veículo cujo valor ultrapassa seu limite de faturamento anual, ele não poderia se considerar MEI”, explica Renz. Outra regra é que o veículo não deve ser revendido por um ano após a compra com desconto. Segundo as especialistas, isso previne a formação de um mercado especulativo em que os empreendedores teriam lucro com a revenda imediata do carro com isenção. “O documento do carro fica com uma restrição e o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) só libera a comercialização desse veículo depois do período”, diz Mello. Preciso declarar o carro comprado com isenção de MEI? A declaração anual do MEI dá espaço apenas para que o empreendedor declare seu faturamento e se há relações empregatícias. Portanto, não há como declarar o veículo na esfera da pessoa jurídica. Caso tenha um contador que cuide das finanças da sua microempresa, é recomendado que o informe sobre a compra do carro. Ele poderá registrar o bem em um livro diário, documento que registra os bens, faturamento e lucro das empresas, mas essa atividade não é obrigatória. Quero encerrar minha empresa, o que fazer com o carro que comprei com isenção de MEI? Conforme indica Renz, é preciso vender o carro ou passá-lo para a pessoa física do MEI antes do encerramento do CNPJ. “O veículo está no nome da empresa, só pode ser vendido ou passado adiante se estiver o CNPJ estiver ativo. Se a empresa estiver baixada, o empreendedor fica com um elefante branco na mão”, diz a contadora. O desconto é cumulativo com o programa de barateamento de carros do atual governo? Questionado por PEGN, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços afirmou que o atual programa de barateamento de carros, promovido pela pasta, ainda não inclui pessoas jurídicas. “Os descontos para os carros serão progressivos, entre R$ 2 mil e R$ 8 mil, a partir de três critérios: menor preço, eficiência energética (menos poluente) e conteúdo nacional. Quanto maior a pontuação nesses critérios, maior o desconto. O programa é exclusivo para pessoas físicas nos primeiros 15 dias, podendo tal exclusividade ser prorrogada por mais 15 dias. Depois disso, se ainda houver recursos, pessoas jurídicas também poderão participar do programa”, respondeu em nota o MDIC. *Com informações do portal PEGN
Startup cresce conectando produtores rurais a varejistas

Fundada por Priscila Veras, a Muda Meu Mundo quer ser a ferramenta mais importante na mão dos produtores de comida. Negócio ganhou visibilidade ao entrar para a lista 100 Startups to Watch em 2022 A maior ambição da empreendedora Priscila Veras, de 41 anos, é que a Mude Meu Mundo seja a ferramenta mais importante na mão dos produtores de comida. Para isso, a startup oferece um ecossistema com diversas soluções, como conexão com varejistas, emissão de notas fiscais, adiantamento de recebíveis e acesso ao microcrédito. “A ideia é que o produtor não precise deixar o campo por não ser viável financeiramente”, afirma a empreendedora. A startup desenvolveu uma API integrada ao WhatsApp para que o produtor consiga fazer tudo o que é necessário pelo celular. “Ele pode confirmar o pedido, emitir nota fiscal e sinalizar disponibilidade de um produto por meio da plataforma”, exemplifica Veras. Caso o agricultor não consiga fazer a entrega após a venda, a startup faz a logística de captar os alimentos e levá-los para os varejistas. Por enquanto, a empresa tem 700 produtores nos estados de São Paulo, Ceará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A expectativa é ter 3 mil profissionais até abril de 2023. Em 2021, Laís Xavier entrou como sócia no negócio. “Nos conhecemos em 2020, no programa Itaú Mulher Empreendedora, enquanto ela era CEO de outra startup. Como ela é engenheira, passou a me ajudar nas questões de tecnologia e liderança do time. Em 2021, veio permanentemente”, afirma Veras, que é formada em pedagogia. A startup foi uma das selecionadas pelo 100 Startups to Watch de 2022. “Foi muito importante. Somos duas mulheres do Nordeste empreendendo no agro, e a visibilidade do 100 Startups to Watch em todo o território nacional foi muito relevante”, afirma. As inscrições para a edição deste ano estão abertas e podem ser feitas até o dia 14 de julho pelo site www.100startupstowatch.com.br. Negócio com impacto Vegas fundou a Mude Meu Mundo em 2017, a partir do desejo de criar um negócio de impacto social. A empreendedora estava mais interessada em ter uma alimentação saudável após o nascimento do filho e, na mesma época, viajou para diferentes lugares do Brasil onde conheceu agricultores que passavam por dificuldades financeiras. A ideia inicial foi organizar feiras durante o fim de semana em Fortaleza, cidade natal da empreendedora, para que os produtores pudessem oferecer seus produtos. A empresa recebia uma porcentagem pelas vendas. “Em teoria, daria certo trazer o produtor do interior para vender na cidade. No entanto, vender em apenas um dia da semana — e não ter a segurança de que faria vendas — foi algo com pouco resultado. Quando estava chovendo, por exemplo, as pessoas não apareciam para comprar”, afirma. Com isso, a Muda Meu Mundo também não era rentável. No meio de 2019, depois de um ano de empresa, Vegas decidiu mudar o modelo de negócio para o que é hoje. Entre os clientes dos produtores estão grandes e médios varejistas, além de outras empresas que possuem dificuldade de acessar os produtores. “Por exemplo, startups que vendem cestas ou atendem restaurantes.” Um dos diferenciais da empresa é o serviço de rastreio do alimento para mensurar o impacto socioambiental, explicando para o varejista de onde a comida veio, quanto gás carbônico foi liberado no processo e quanto o produtor ganhou pela venda. “Eles mesmos podem oferecer esses dados para os clientes como uma estratégia de marketing. Também é útil para que as empresas atinjam suas metas de sustentabilidade”, afirma a fundadora. Segundo Veras, a Muda Meu Mundo não focou na divulgação para o varejo. “Ficamos conhecidos de maneira orgânica. As grandes redes de supermercado nos conheceram pela mídia. Focamos mesmo na captação de produtores, e eles mesmos podem indicar uns aos outros.”
Com dificuldade de recolocação, profissionais maduros apostam no empreendedorismo

Enfrentar uma demissão ou decidir pedir as contas do emprego são desafios inerentes a qualquer profissional que reiniciam um ciclo em um processo que, por muitas vezes, é desgastante: a recolocação profissional. A dinâmica de enviar currículos, buscar referências, fazer entrevistas e aguardar respostas é um modus operandi do mercado, que acaba em certo momento desmotivando o profissional em busca de uma nova oportunidade. Com o avanço do tempo e a chegada da idade, alguns profissionais +40 não se veem mais dentro desse universo e decidem ajustar as velas, agregando suas experiências com um desejo muitas vezes guardado no fundo da gaveta: o empreendedorismo. O próprio mercado de trabalho tem visto com outros olhos essa faixa de profissionais, principalmente após a pandemia: no primeiro de semestre de 2021, 10% das vagas publicadas pela Gupy foram preenchidas por profissionais na faixa etária de 40 a 50 anos. O número representa um crescimento de 217% nas contratações de profissionais 40+. A pirâmide etária brasileira está ‘engordando’ na faixa a partir dos 40 anos, O Censo do IBGE está para sair, entretanto, dados de 2021 denotam que a faixa entre 40 e 49 anos representa 14,0% da população; de 50 a 59 anos, 11,4% e 60 anos ou mais, 14,7%. A parcela de pessoas com 65 anos ou mais de idade representa 10,2% da população. O relatório “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil”, realizado pelo Empreendabilidade, mostra que a população com mais de 55 anos representa 30,7% do total de empreendedores no Brasil, o que demonstra um maior interesse dessa população por ter o próprio negócio e continuar girando a roda da economia. Mas, não só isso. A experiência e bagagem adquiridas durante a carreira profissional trazem a esse ‘novo velho empreendedor’ uma capacidade analítica diferente dos empreendedores jovens, que ajuda na longevidade do negócio. O estudo aponta que o empreendedor com mais de 50 anos tem maior capacidade de criar um negócio que se estabeleça no mercado: 15,6% dos empreendedores entre 55 e 64 anos tem empresa estabelecida, ou seja, que está ativa há mais de 3,5 anos. Contra 3,8% dos jovens (18 a 34) e 11,1% dos adultos (35 a 54 anos). Os números simbolizam e atestam uma mudança cultural que temos acompanhado recentemente, que é o combate à ideia do etarismo e o fim de frases como “você está velho demais para isso”, uma vez que é frequente e crescente o número de pessoas que quebra paradigmas de idade para alcançar seus objetivos. E essa é uma tendência que parece ter chegado para ficar.
A cada dois novos empregos criados pelas empresas do Simples, outro é gerado indiretamente

Avaliação de impacto realizada pelo Sebrae e FGV mostra poder multiplicador dos pequenos negócios ligados a esse sistema tributário O que você precisa saber: Pesquisa mostra que a cada dois empregos gerados pelas MPE do Simples Nacional, outro emprego adicional é criado indiretamente. Segundo o estudo, a cada R$ 1 milhão de aumento no faturamento do grupo de empresas do Simples, 16 novos empregos são criados. Das 4,2 milhões de micro e pequenas empresas que declararam seu faturamento anual, apenas 14.336 (0,3%) estão na última faixa de faturamento, de R$3,6 milhões até R$ 4,8 milhões. As empresas optantes do Simples, que faturam até R$ 4,8 milhões por ano, são importantes geradoras de emprego e renda no país. Além de serem responsáveis por cerca de 8 a cada 10 novas vagas de trabalho, as contratações feitas por elas impactam na criação de empregos em toda a economia. De acordo com estudo realizado pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), a cada dois empregos gerados pelos pequenos negócios, outro emprego adicional é criado indiretamente. “Quando um dono de pequeno negócio contrata um funcionário, esse funcionário irá consumir em outros estabelecimentos que, consequentemente, precisarão contratar outras pessoas. Por esse e por outros motivos, o Simples tem um peso essencial na economia brasileira. São cerca de 20 milhões de pequenos negócios optantes por esse sistema tributário”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima. Outro resultado detectado pelo estudo realizado pelo Sebrae e pela FGV é que a cada R$ 1 milhão de aumento no faturamento do grupo de empresas do Simples (de modo global) são criados, em média, 16 novos empregos. Quando observados setores como Construção Civil e Comércio, os números são ainda mais representativos, com 21 e 20 novos empregos, respectivamente. “O Simples devolve para a sociedade o tratamento diferenciado destinado aos pequenos negócios. Priorizar as empresas do Simples e manter esse sistema vale a pena”, pontua Décio Lima. Teto faturamento O estudo também analisou a quantidade de empreendimentos optantes pelo Simples de acordo com a faixa de faturamento. Das 4,2 milhões de micro e pequenas empresas que declararam seu faturamento anual, apenas 14.336 (0,3%) estão na última faixa de faturamento, que vai de R$3,6 milhões até R$ 4,8 milhões. “Um possível aumento no teto de faturamento será um estímulo ao crescimento dessas empresas e, consequentemente, permitirá um aumento na geração de empregos e na economia como um todo, com pouco, ou nenhum impacto na arrecadação, dado que, proporcionalmente, as empresas do Simples pagam mais impostos do que as dos outros regimes”, esclarece o presidente do Sebrae.
A importância do plano de negócios para o sucesso empresarial

Especialistas destacam a necessidade de planejar cada etapa do empreendimento para direcionar ações e alcançar os objetivos Ao abrir uma empresa, você precisa planejar cada passo que irá dar. É necessário detalhar os objetivos e as estratégias para alcançar o sucesso do empreendimento. Para isso, você deve montar um plano de negócios. Ele funciona como um organizador de ideias, cujo objetivo é direcionar suas ações. “É o conjunto de informações que o empresário deve arrecadar e que vai mostrar todas as particularidades relativas ao negócio, são informações relevantes para o bom andamento da empresa”, explica o coach em empreendedorismo João Batista Duarte. Conheça o seu ramo de atuação Para montar o seu plano de negócios, você precisa entender muito bem o ramo em que vai atuar. “Não é o caso, no primeiro momento, de ser um expert, mas é o caso de pesquisar e conhecer o mercado, suas tendências, casos de sucesso e insucesso, propensos clientes, fornecedores, concorrentes, perfil de cada um deles e alterações ocorridas no mercado nos últimos anos. Com essas informações básicas, você estará pronto para elaborar o plano”, esclarece Jorge Bahia, do Grupo Bahia & Associados. Montando o plano de negócios O plano de negócios será o seu guia, uma espécie de sumário executivo. “Dados como referências dos empreendedores com suas experiências acadêmicas e profissionais, dados do empreendimento (indústria, comércio, serviços, foco em algum mercado específico), missão da empresa, tipo de formatação jurídica, enquadramento tributário, capital social, fontes de recursos, principais clientes e fornecedores, localização e perfil dos colaboradores são fundamentais na composição do plano”, lembra Jorge Bahia. De acordo com Luiz Eduardo Rego, presidente do Grupo Nyoá, o plano de negócios deve seguir algumas dessas etapas: 1. Descrição da empresa Nessa primeira etapa, deverá ser feita a delimitação do negócio e da sua origem. É o momento de definir o ramo de atuação, além da missão, visão e valores da empresa. 2. Planejamento estratégico Serão expostas aqui as ações para alcançar os objetivos da empresa, com definição da missão, visão e valores, assim como a análise SWOT (objetivos e metas com a criação de controle e retorno de informações). 3. Produtos e serviços Listagem de itens comercializados ou, no caso de prestação de serviços, definição do escopo. A precificação também é importante neste momento. 4. Análise de mercado Delimitação do cenário atual e projeção de futuro, se existem concorrentes e quais são, fixação de fornecedores e público-alvo e o diferencial da empresa. 5. Plano de marketing A partir dos 4Ps (produto, preço, praça e promoção), será criada a estratégia para propagar a marca. Linhas de divulgação e planejamento para que a empresa passe a ser conhecida pelo público-alvo. 6. Plano operacional Aqui deverão ser listadas minimamente todas as funções da empresa e qual setor será o responsável por cada tarefa. 7. Plano financeiro Deverá apontar como a empresa chegará ao lucro, além de mapear todo o investimento, capital, capital de giro, despesas fixas e variáveis e todas as demais designações de ordem financeira. 8. Plano de investimentos Lista de escolhas financeiras que darão origem à solidez futura da empresa. Deve ser um elemento utilizado em toda sua vida para que o negócio possa crescer e passar confiança ao público, assim como para possíveis investidores.
MEI geram ganho adicional na economia de até R$ 69,5 bilhões

Avaliação de impacto feita pelo Sebrae e FGV revela que formalização aumenta renda de microempreendedores individuais em até 25% A atuação dos microempreendedores individuais (MEI) é responsável pela movimentação de bilhões de reais por ano no país. Avaliação de impacto inédita, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), revela que o efeito da formalização do MEI gira entre R$ 19,81 bilhões e R$ 69,56 bilhões. Esse incremento é estimulado pelo aumento de renda que os donos de pequenos negócios obtêm ao se formalizarem. Ao conquistarem um CNPJ, eles aumentam sua renda entre 7% e 25%. “Esses dados mostram que o MEI vale a pena não somente para os empreendedores, mas para toda a sociedade também. Se não houvesse essa figura jurídica, criada em 2009, esse ganho de até R$ 69 bilhões não existiria. A formalização aumenta a renda e as horas de trabalho dos donos de pequenos negócios”, pontua o presidente do Sebrae, Décio Lima. O levantamento do Sebrae ainda detectou que os empreendedores por conta própria formalizados há algum tempo, que são em quase sua totalidade MEI, têm rendimento médio de R$ 3.507,57. Já quem não é formalizado tem renda média de R$ 1.208,61. Parte dessa diferença se explica pela escolaridade maior do primeiro grupo. Porém, quando controlado para as diferenças de perfil e escolaridade dos dois grupos de empreendedores, a formalização por si só é responsável por um ganho de até R$ 395 por mês. As horas de dedicação ao negócio também aumentam de uma média de 35h entre os não formalizados para 43,4h entre os que possuem um CNPJ, o que demonstra uma diminuição da “capacidade ociosa” da empresa promovendo um aumento direto na renda e na profissionalização do negócio. Crédito No fim de 2022, os microempreendedores individuais (MEI) possuíam um estoque de crédito de R$ 135,4 bilhões, sendo que desse montante R$ 117,4 bilhões, o que equivale a 87% do valor total, foram solicitados por esses empreendedores como pessoa física e apenas R$ 18 bilhões por meio de pessoas jurídicas. O universo de tomadores é de 844,2 mil como pessoas jurídicas e outros 5,3 milhões como pessoas físicas. O presidente Décio Lima destaca que esse estudo mostra que milhões de microempreendedores individuais possuem acesso a crédito bancário o que ajuda no desenvolvimento econômico do país. “Isso mostra que há uma maior inclusão financeira dos brasileiros. Conceder financiamento para os MEI estimula um maior crescimento e também impacta na geração de empregos. Porém, os dados mostram que o MEI ainda tem dificuldade de acessar crédito como pessoa jurídica, que costuma ter condições mais favoráveis”, observa. Evolução do MEI Desde o início da figura jurídica do MEI, cerca de 17,4 milhões de brasileiros tiveram em algum momento um CNPJ de Microempreendedor Individual, o que corresponde a 1 a cada 12 brasileiros. O levantamento mostra que houve um crescimento de cerca de 215% entre os anos de 2014 e 2022, quando o número de formalizados saltou de 4,6 milhões em 2014 para 14,6 milhões em 2022. Metodologia A avaliação de impacto realizada pelo Sebrae e pela FGV teve o objetivo de medir o efeito de curto prazo da formalização dos MEI. Foram utilizados dados da Receita Federal e da PNAD Contínua do IBGE entre 2016 e 2019. Para medir os impactos da formalização foram comparados dois grupos de empreendedores por conta própria, um que se formalizou com CNPJ e outro que não se formalizou, com os mesmos perfis de escolaridade, renda, horas de trabalho e idade. Controladas as características dos dois grupos, verificou-se o impacto da formalização na renda, nas horas trabalhadas e no acesso à previdência.
Ele vendia batatas no interior do RS. Hoje, fatura R$ 23 milhões com marketing digital

Jonatas Abbott foi do trabalho braçal ao gerenciamento de uma empresa com receita de R$ 23 milhões; conheça a história As histórias de superação são quase parte inerente do imaginário popular quando assunto é empreendedorismo de sucesso. Volta e meia, é comum conhecer trajetórias de empresários bem-sucedidos que, em comum, têm uma jornada repleta de percalços e desafios pessoais antes dos melhores dias à frente da gestão de um empreendimento de sucesso. Jonatas Abbott é um deles. O atual sócio e diretor executivo da Dinamize, empresa de automação de marketing, já encarou situações comuns a empresários de primeira viagem — como a dificuldade financeira. Gaúcho de Porto Alegre, Abbott teve uma infância e adolescência confortável, mas viu a realidade financeira de sua família mudar por completo após um oneroso tratamento de câncer enfrentado pelo pai. Com os apertos financeiros, viu a oportunidade de começar a ganhar dinheiro por fora ainda na juventude. Abbott escolheu a fotografia, um hobby e também uma paixão pessoal, para começar a empreender. O estúdio próprio, porém, teve vida breve. “Eu era um péssimo vendedor, e mal sabia precificar o meu trabalho”, lembra. A falência do negócio serviu de pontapé para que Abbott percebesse a importância do marketing pessoal e de investir em uma boa postura para vender seu peixe. Naquela mesma época, foi chamado por um amigo produtor rural para ajudar na venda de batatas em Porto Alegre e região. Ali teve seu primeiro contato com técnicas de venda e jornadas de trabalho que dependiam, basicamente, da negociação das melhores margens para vendas de grandes lotes de um único produto. “Vender batatas é como vender uma commodity. O preço não costuma variar, mas é possível negociar condições e encontrar gente disposta a pagar mais por uma matéria-prima de qualidade ”. Como vendedor de batatas, Abbott era responsável por carregar e dirigir uma caminhonete com algumas toneladas do tubérculo às 5 horas da manhã diariamente. Ia de mercado em mercado, bar em bar e restaurante em restaurante, antes mesmo dos estabelecimentos abrirem as portas para vender os sacos. “Foi a primeira experiência e, sem dúvida, me ensinou a ser um bom vendedor”, diz. Como ele migrou para a internet Depois do fim precoce do estúdio de fotografia — justamente pela falta de habilidades de venda, julga o empreendedor — Abbott viu a venda das batatas como um degrau que antecedia suas tentativas como vendedor em novos mercados. Com isso, muito mais confiante em relação às suas habilidades como vendedor, ele ingressou no mercado de tecnologia, onde vendeu computadores. O desafio estava em encontrar o público adequado e convencê-lo de que a compra de um computador para uso pessoal (os personal computers, ou PCs), era uma boa ideia. Afinal, a internet ainda era mato alto naquela época. “Percebi que aquilo seria uma explosão, e estava inserido no mercado certo na hora certa”, diz. Da venda de computadores, Abbott passou a trabalhar em uma provedora de internet regional dona de uma carteira de 700 grandes clientes e, após isso, em uma empresa de hospedagem de sites, onde ficou por 15 anos. Dos computadores ao marketing digital Os anos em contato direto com empresas que desenvolviam seus negócios a partir da internet despertou em Abbott o desejo de criar soluções que auxiliassem essas companhias a lidar com as demandas do novo mundo digital de maneira mais eficiente. Em 2005, aos 38 anos, teve seu primeiro contato com a Dinamize, uma agência de marketing, para uma consultoria aos funcionários. A consultoria logo se tornou sociedade, quando Abbott e seu sócio Allan Luz adquiriram 66% do capital da empresa. A Dinamize atuava no e-commerce, desenvolvia aplicativos, além de serviços de e-mail marketing e criação de sites. “Era comum que na naquela época as agências de marketing fizessem “um pouco de tudo”, diz. A diversificação, porém, não trazia nenhum diferencial competitivo. Como a empresa cresceu Com um único funcionário e um faturamento de R$ 16 mil, a Dinamize ainda engatinhava. Para ampliar as receitas da agência, o plano de Abbot era concentrar a atuação na prestação de um único serviço. “Passamos a focar 100% em e-mail marketing. Sabia que aquilo era a bola da vez”, conta. Logo de cara, a agência triplicou de tamanho. Atualmente, tem 60 funcionários e conta com filiais no Brasil. Um processo de internacionalização iniciado em 2016 também levou a agência a abrir filiais nos Estados Unidos, Canadá e Lisboa. Com um faturamento de R$ 23 milhões em 2022, a Dinamize atende mais de 22 mil marcas. Entre elas empresas como: Coca-cola Fleury Volvo Nissan Albert Einstein O principal serviço da Dinamize é uma plataforma de e-mail marketing que automatiza o envio de e-mails corporativos a clientes. “Nosso foco é distribuir conteúdo digital para empresas que entendem a importância de se criar a sua própria base de dados e distribuição de conteúdo, como SMS e e-mail”, diz. Para 2023, a expectativa da Dinamize é crescer até 30% e faturar R$ 30 milhões em função da percepção de marcas sobre a importância da presença digital. “As empresas não querem ser reféns das big techs que hoje dominam o mercado. E é aí que entramos e vamos crescer”, conclui. *Com informações do portal Exame
Pequenos negócios geraram 76% dos novos empregos em abril

O setor de Serviços foi responsável por mais da metade das vagas abertas no período, segundo o Sebrae Os pequenos negócios continuam na posição de protagonistas em relação aos empregos gerados no país. Levantamento realizado pelo Sebrae, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), revela que 76% dos postos de trabalho criados em abril foram desse segmento. Do total de 180 mil novas vagas, 136,3 mil estavam nas micro e pequenas empresas contra 33,8 mil nas de médio e pequeno porte. A Administração Pública foi responsável por 4,6 mil. “Mais uma vez, o segmento mostra a sua importância para a redução do desemprego e fome no país. Após o impulsionamento de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, a expectativa é que o resultado seja ainda melhor nos próximos meses e que um número maior de novos postos seja criado”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima. Os pequenos negócios de todos os setores analisados apresentaram saldo positivo. O setor de Serviços foi a principal força motora de empregos do país, apresentando um total de 69,4 mil novas vagas, ou seja, seis a cada dez novos postos surgiram nesse setor. A Construção ficou na segunda posição, com 25,1 mil; seguida pelo Comércio, com 24,5 mil empregos; Indústria da Transformação, com 11,3 mil; Agropecuária, com 4,2 mil; Extrativa Mineral, com 886; e Serviços industriais de utilidade pública (SIUP), com 794. Acumulado Entre janeiro e abril de 2023, foram geradas 705,7 mil novas oportunidades no Brasil, sendo que 540,5 mil foram de responsabilidade aas micro e pequenas empresas, o que representa 76% desse saldo. Já as médias e grandes empresas fomentaram 83,2 mil novos postos de trabalho, o equivalente a 11,7% do total de vagas criadas no período. “Os pequenos negócios continuam mantendo a regularidade na participação do volume de novos empregos nos últimos anos. Em fevereiro, o segmento chegou a representar 85% das vagas”, observa Décio Lima. No acumulado do primeiro quadrimestre, os pequenos negócios do setor de Serviços geraram 312,3 mil vagas, seguidos por Construção, com 110,8 mil, e Indústria da Transformação, com 94,3 mil. Embora o Comércio tenha apresentado saldo positivo nos últimos dois meses, o setor ainda está com saldo negativo de 15,6 mil no acumulado do ano. Esse resultado pode ser atribuído, em grande parte, ao mês de janeiro que, tradicionalmente, tem um número grande de demissões por causa das contratações que são feitas apenas para as festas de fim de ano. Fonte: Sebrae
O que muda com a Reforma Tributária? Texto que propõe imposto único será apresentado hoje

Sem correção do limite do Simples (PLP 108/2021), reforma tributária pode demandar mudança de estratégia contábil de MPEs A reforma tributária é a principal pauta política do ano de 2023 e tem como objetivo desburocratizar o sistema de impostos no Brasil, reduzindo a complexidade e criando um ambiente mais favorável para negócios e para a economia. A expectativa do governo é de que a reforma tributária gere um impacto positivo com crescimento adicional do Produto Interno Bruto (PIB) de pelo menos 12% em 15 anos. Hoje, isso representaria R$ 1,2 trilhão a mais na economia. No cenário mais otimista, o incremento poderia chegar a 20%, conforme a secretaria da reforma divulgou recentemente – veja aqui. Um dos pontos mais relevantes em discussão é a criação do IVA – Imposto único sobre Valor Agregado – que, segundo cálculo feito por especialistas, deveria ser em torno de 25%, para manter a carga tributária total e atender à arrecadação – mais alto para alguns, mais baixo para outros. Entretanto, o texto que será apresentado hoje indica que mesmo o imposto único pode ter duas modalidades diferentes, contemplando até quatro alíquotas, conforme proposta debatida ontem entre os deputados e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Será um IVA Federal e um IVA “subnacional” (estadual). O IVA Federal englobará IPI, PIS e Cofins, enquanto o IVA subnacional unificará ICMS e ISS em um único imposto, ambos cobrados no local de destino. O substitutivo que será votado no plenário da Casa será apresentado dentro de 15 dias. A proposta também inclui a criação de um fundo para compensar perdas de arrecadação de estados e municípios durante a transição entre sistemas de impostos. Além disso, o relatório pode apresentar um modelo de devolução de impostos para famílias de baixa renda, em modelo de “cashback”, cujos detalhes ainda não foram especificados. Outras medidas que podem ser incluídas nas diretrizes são a criação de um novo tributo sobre embarcações de luxo, semelhante ao IPVA para iates e a manutenção do regime diferenciado de tributação na Zona Franca de Manaus. A proposta da reforma tributária também contempla a criação de um fundo para financiar o desenvolvimento de novas atividades econômicas regionais, além da implementação de um imposto seletivo sobre produtos como cigarros e bebidas alcoólicas. Esses produtos pagarão uma alíquota adicional cuja receita arrecadada poderá ser direcionada ao fundo de compensação para estados e municípios. É importante ressaltar que tanto o Simples quanto a Zona Franca de Manaus são exceções à alíquota geral do futuro IVA – a adesão será optativa. E é aí que entra o grande desafio do MPE: a complexidade do sistema tributário brasileiro. A simplificação das regras tributárias deveria ser essencial para a reforma tributária. Atualmente, os pequenos negócios enfrentam obrigações acessórias complexas e demandas de conformidade que tornam o ambiente de negócios brasileiro um dos mais complexos do mundo. A promessa de simplificação, que deveria reduzir o Custo Brasil e aumentar a produtividade, na avaliação dos mais céticos, dá lugar à premissa de arrecadação. E, com os gastos do governo, arrecadar mais não vai gerar o resultado esperado. Os mais críticos ainda apontam o risco de “jabutis” (leis não relacionadas diretamente à reforma que possam ser embutidas no processo, em troca de favores políticos, prática muito comum no legislativo). Setor de Serviços O setor de serviços, segundo que mais emprega e gera negócios no país – logo atrás do agro – enfrenta dificuldades para abater custos de insumos na base de cálculo de tributos. Uma das preocupações é que a reforma acabe onerando excessivamente o setor com alíquotas mais altas. Uma emenda à PEC 110/2019, a PEC da reforma tributária, propõe tratamento especial para o setor de serviços no cálculo de créditos de PIS e Cofins. Histórico Lembrando um pouco o histórico, os Projetos de Lei Complementar (PLP) 145/2021 e 178/2021 contribuíram para desenhar a proposta de reforma que está em diálogo hoje (06). A PLP 145/2021 propõe um Sistema Eletrônico de Apuração Fiscal para cálculo simplificado de tributos, o que poderia ajudar. Já a PLP 178/2021 padroniza as obrigações tributárias e cria uma nota fiscal eletrônica unificada. Outro aspecto é a substituição do ICMS, que poderia impactar principalmente as micro e pequenas empresas, promovendo um adiantamento do imposto que desequilibra o fluxo de caixa – o que o Simples torna mais fácil de gerir. Simples: mesmo sem correção, ainda é opção para MPEs Para o Sebrae, a reforma deveria priorizar a simplificação do sistema tributário como forma de impulsionar os pequenos negócios. O Sebrae destaca que mudanças beneficiariam os Microempreendedores Individuais (MEI) e MPEs (microempresas e empresas de pequeno porte), que representam a maioria dos negócios do país. A simplificação das regras tributárias e a redução da complexidade do sistema são essenciais para melhorar o ambiente de negócios e estimular o crescimento dos pequenos negócios – confira aqui. Uma das medidas para isso seria de aumentar o limite do Simples, hipótese que já foi declinada pelo governo, sob o argumento de que a renúncia fiscal já é das mais altas em comparação com sistemas semelhantes em outros países, e que o ajuste representaria uma renúncia significativa de arrecadação. No entanto, os empresários defendem a correção dos limites, levando em conta pelo menos a inflação, pois quando as empresas crescem e ultrapassam os limites de faturamento do Simples, elas podem enfrentar uma carga tributária elevada para a qual podem não estar preparadas. Outro argumento é que a ampliação do Simples favoreceria a cadeia produtiva como um todo, visto que as empresas que estão no Simples são consideradas mais rentáveis, geram mais oportunidades de emprego e têm menor índice de inadimplência perante a Receita Federal, benefícios que tornam o Simples Nacional uma das principais opções. Cerca de 68% das empresas brasileiras são microempreendedores individuais formalizados no Simples, e as micro e pequenas empresas representam 99% de todas as empresas em atividade no país, contribuindo com 30% do PIB brasileiro e sendo responsáveis por mais de 70% dos empregos gerados. Isso ainda permitiria mais pessoas a
Startups latinas captam US$ 252 mi em maio; maior queda ano a ano

As startups latinas captaram apenas US$ 252,5 milhões em investimentos em maio, tornando este o mês com a maior queda ano a ano em 2023 (-81%). Os dados são do mais recente relatório da Sling Hub, plataforma de inteligência de dados sobre o ecossistema de startups da região. Na comparação mensal, as empresas levantaram 42% menos do que em abril, e maio foi o mês com menor volume de captação desde julho de 2020. “Para quem se esforça em ver o copo meio cheio, os 70 rounds realizados colocam o mês passado como o segundo melhor do ano em número de rodadas. E, mesmo em baixa, o mercado de inovação brasileiro recebeu a maior parte dos investimentos da região, 45% do volume total”, escreve João Ventura, founder e CEO da Sling Hub, na pesquisa da companhia. O executivo alerta que, embora esse resultado seja positivo, os resultados de maio reforçam o sentimento de estagnação do mercado latino-americano e, especialmente, o brasileiro. “No Brasil, maio foi o 3º mês seguido em que o volume captado não superou os US$ 120 milhões, e o 5º mês em que os rounds não passaram de 42”, destaca João. O valor médio dos cheques foi de US$ 5,3 milhões, com o seed sendo o estágio mais comum e o debt o que mais captou. O setor mais aquecido segue sendo o das fintechs. No entanto, elas representaram uma queda acentuada no volume de investimentos: foram US$ 370 milhões em maio de 2022, e apenas US$ 110 milhões em maio de 2023, o que representa uma retração de 70%. Atrás das fintechs, estão as deeptechs e healthtechs, que levantaram US$ 70 milhões e US$ 16 milhões no último mês. O Brasil foi o país da região que mais recebeu os investimentos, com US$ 115 milhões no período, ante os US$ 560 milhões captados em maio de 2022. Já o México aparece em segundo lugar, com US$ 78 milhões (queda de 61% em relação a maio/22). Na sequência, está o Peru, que não recebeu aportes em maio de 2022, mas que no mesmo mês deste ano registrou US$ 25 milhões em investimentos. A América Latina contou com 15 transações M&A – o menor número de deals deste tipo desde junho de 2020. Do total, foram 14 aquisições e apenas 1 fusão. A única fusão do mês ocorreu entre as healthtechs brasileiras TEM Saúde e Bella&Materna. Já entre as aquisições, é interessante observar que 12 das 14 do mês tiveram compradores e adquiridas sediados no Brasil.
Falta de clientes dificulta empreendedorismo

Juros altos para frear consumo prejudicam donos de pequenos negócios Desde agosto do ano passado, a preocupação com a falta de clientes tem aumentado entre os donos de pequenos negócios em todo o país. Segundo a 3ª edição da pesquisa Pulso, realizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os meses de agosto de 2022 e abril de 2023, a falta de clientes passou de 24% para 31% como um dos fatores que mais têm dificultado o funcionamento do negócio. Esse quesito ocupa a segunda posição atrás apenas do aumento dos custos, que foi mencionado por 38% dos entrevistados e que apresentou uma redução de quatro pontos percentuais quando comparado com a primeira edição da pesquisa. “As famílias estão cada vez mais endividadas e os juros altos atrapalham ainda mais, pois freiam o consumo e espantam os clientes. Esse é um dos motivos que o aumento de custos tem perdido força, enquanto a preocupação de ter para quem vender tem crescido”, observa o presidente do Sebrae, Décio Lima. O medo da falta de clientes tem segurado os empreendedores a repassarem os aumentos de custos para os clientes. Apesar de 78% alegarem que tiveram incremento nos gastos com insumos, combustíveis, aluguel e energia nos últimos 30 dias, quase metade afirmou que não repassou esse impacto para os clientes e 41% parcialmente. Apenas 8% repassaram totalmente o aumento de custos. Em agosto do ano passado, eram 76% reclamando do aumento de custos, 43% não repassando, 47% parcialmente e 9% totalmente. O contexto de falta de clientes e pressão do aumento de custos também prejudicaram o faturamento dos pequenos negócios: 42% apresentaram queda se comparado com o mesmo período do ano passado e apenas 25% tiveram aumento. Somente dois segmentos dos 22 analisados na pesquisa apresentaram aumento de faturamento: Indústria Alimentícia e Serviços empresariais. A variação média de queda foi de -10%. Metodologia Os dados da pesquisa foram coletados entre os dias 24 de abril e 2 de maio de 2023, por meio de formulário on-line. Foram respondidos 7.537 formulários dos 26 estados e do Distrito Federal. O erro amostral é de +/- 1% para os resultados nacionais e o intervalo de confiança é de 95%.
Mais da metade dos MEI recebem pagamentos em Pix

Nova edição da pesquisa Pulso, realizada pelo Sebrae e IBGE, mostra que essa modalidade também é a principal forma de recebimento entre as micro e pequenas empresas O Pix é a forma de pagamento mais utilizada pelos clientes dos microempreendedores individuais (MEI). De acordo com a 3ª edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos meses de abril e maio, 52% dos MEI afirmaram que recebem os pagamentos de seus clientes por meio dessa modalidade. O resultado é um ponto percentual superior ao apurado na primeira edição da pesquisa, realizada em setembro do ano passado. “Essa é uma tendência que veio para ficar entre os pequenos negócios e que beneficia principalmente os MEI, que recebem na hora o pagamento de seus produtos ou serviços e com custos bem menores do que os cobrados pelo cartão de crédito”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima. Além desses benefícios, o Pix também ajuda na gestão do dia a dia dos microempreendedores individuais pois, ao fim do expediente, o empreendedor passa a ter mais controle financeiro e a tomar decisões importantes na gestão do fluxo de caixa, como pagar um fornecedor. Além disso, o MEI não precisar se preocupar tanto com o uso de dinheiro em espécie e a necessidade de troco. “O pagamento por essa modalidade é tão positivo para os pequenos negócios que muitos empreendedores oferecem descontos para pagamentos com Pix”, complementa Décio. Mesmo com as altas taxas de manutenção, o cartão de crédito é utilizado por 20% dos clientes dos MEI, seguido pelo dinheiro, com 12% da fonte de pagamentos. Já entre as micro e pequenas empresas, aquelas que faturam entre R$ 82 mil e R$ 4,8 milhões por ano, o peso da modalidade de pagamento nos caixas das empresas é um pouco diferente e o Pix divide o protagonismo com o cartão de crédito. Ambos foram mencionados como a principal forma de pagamento por 27% dos entrevistados. Confira abaixo os dados da pesquisa. Principal forma de pagamento utilizado pelos clientes das empresas: Microempreendedor Individual (MEI) • Pix – 52% • Cartão de crédito – 20% • Dinheiro – 12% • Cartão de débito – 6% • Boleto – 4% • Doc/Ted – 2% • Outro – 5% Micro e pequenas empresas • Pix – 27% • Cartão de crédito – 27% • Dinheiro – 6% • Cartão de débito – 8% • Boleto – 18% • Doc/Ted – 9% • Outro – 5% Metodologia: Os dados da pesquisa foram coletados entre os dias 24 de abril e 2 de maio de 2023, por meio de formulário on-line. Foram respondidos 7.537 formulários dos 26 Estados e do Distrito Federal. O erro amostral é de +/- 1% para os resultados nacionais e o intervalo de confiança é de 95%.
Empreendedores maduros no Brasil, bom para a economia e a sociedade

O público 50+, ou até quem fará 50 anos até 2030, principalmente aquela parcela que trabalhou em empresas ao longo da vida, é o mais hábil para conduzir novos negócios, por isso acredito que o profissional maduro deva empreender. Esse aspecto ainda é pouco debatido, principalmente considerando o aumento da expectativa de vida do brasileiro, as melhores condições de saúde e mudanças de comportamento que são evidentes no contexto de “etariedade” e do avanço de uma nova “geração prateada”, mais ativa. No ano passado, lançamos o estudo “Empreendedores 50+, o futuro do Brasil”, justamente para argumentar que as pessoas maduras em geral, e em especial os profissionais maduros que já têm experiência, devem se dedicar ao empreendedorismo. Isso traz impactos positivos para a economia e a sociedade, e demanda a construção de caminhos para o desenvolvimento da capacidade empreendedora deste público e de um ambiente favorável, com participação ativa do ecossistema empreendedor. Por que pessoas que farão 50 anos até 2030 deveriam empreender? A expectativa é que em 2050 teremos 233 milhões de habitantes no Brasil, e 3 vezes mais pessoas com +50 do que hoje A previdência social já é deficitária e não aguentará a carga de aposentadoria prevista com esse crescimento populacional (tesouro nacional) O pico da curva de ganhos financeiros das pessoas dura menos de 20 anos (dos 30 aos 49), resultado da manutenção de uma cultura de aposentadoria ainda baseada em expectativa de vida baixa (e crianças não produzem) (Cost of Aging” de 2017, Univ. Berkley, EUA) Estimativa da Silver Economy crescer no Brasil, de movimentar mais de R$ 1,6 trilhão por ano, o que representa quase 20% de todo o consumo do país Idosos usam mais tecnologia, se exercitam mais e tem vida mais ativa Profissionais maduros apresentam mais vivência em diversas situações, conseguem lidar melhor com pressão, aceitam mais riscos e tomam melhores decisões Empresas lideradas por pessoas 50+ empregam mais e lideram lista de companhias estabelecidas (com mais de 5 anos de atividade) Empresários maduros têm mais acesso a crédito, o que ajuda a movimentar a economia Baixe o Report Empreeendedores 50+ aqui.
Startup Sami, de planos de saúde, capta R$ 90 milhões para crescer entre as grandes empresas

Série B foi liderada pelos fundos Redpoint eventures e Mundi Ventures; Agora, empresa pretende dobrar faturamento com novo canal de vendas e foco nas grandes empresas Tem sido um longo e duro inverno para as startups de saúde. Com a estiagem dos investimentos de risco, healthtechs brasileiras como Alice e Memed têm lançado mão de estratégias para conter a queima excessiva de capital. A mais notável delas: as demissões em massa, famigerados “layoffs”, adotados por boa parte das startups em busca de maior eficiência de caixa e redução de custos. A startup de saúde Sami também entra nessa conta, já que dispensou 15% do time há um ano. Mas agora há a chance da conta fechar. Depois de uma longa temporada sem captar investimentos — a startup estava há três anos sem qualquer financiamento externo — a Sami anuncia uma rodada de R$ 90 milhões (cerca de US$ 18 milhões) em rodada série B liderada pela Redpoint eventures e Mundi Ventures. Participaram também os fundos Alumni Ventures, Endeavor Catalyst, Digital Horizon, Tau Ventures, e investidores de longa data da empresa, como Monashees, Mancora Ventures e Valor Capital Group, e os executivos Kevin Efrus, da Accel; Ricardo Marino, do Itaú; Mauro Figueired, ex-diretor da Bradesco Saúde e Brad Otto, ex-executivo da área de Corporate Venture Capital (CVC) da americana UnitedHealth Group, dona da Amil. O que faz a empresa A Sami atua basicamente como uma operadora de planos de saúde focada em empresas de pequeno porte, microempreendedores e profissionais liberais. A ideia é atender a uma parcela desassistida pelos tradicionais planos de saúde empresariais, que usualmente têm preços elevados que dificilmente cabem na conta de companhias de menor porte. Sendo assim, a ideia da Sami é oferecer planos de cobertura de saúde a preços acessíveis. A aposta está em uma rede credenciada mais enxuta, de olho nos menores custos para o empregador na ponta. A healthtech conta com cinco hospitais credenciados na rede de São Paulo, mas os carros-chefes são os serviços de telemedicina dedicada à triagem de forma digital por meio de um atendimento primário e o de digitalização de histórico médicos de pacientes. Atualmente, 95% dos atendimentos feitos pela startup acontecem online. A essência da Sami está no atendimento primário à saúde, no qual usuários podem ser atendidos, via aplicativo, por um time de saúde multidisciplinar que inclui um médico de família, um coordenador e um enfermeiro. “Baseada em seu histórico de saúde e socioeconômico, e os cuidados preventivos e proativos são direcionados considerando tudo isso, para que a gente consiga olhar para a saúde dele de fato, de maneira integral, e não só tratar doenças”, explica Vitor Asseituno, cofundador da Sami. Entre os principais hospitais e parceiros incluídos nos planos da Sami, em São Paulo, estão: Beneficência Portuguesa Oswaldo Cruz Pro Matre Gympass (bem-estar físico) Cíngulo (saúde mental) Qual é a história do negócio A Sami foi fundada em 2018 pelos empreendedores Vitor Asseituno e Guilherme Berardo com o propósito de reformular o sistema de saúde privado do país. Com uma boa ideia, mas sem capital à disposição, o piloto da startup foi o de consultoria de inovação e dados para dois grandes planos nacionais. A experiência com as duas empresas permitiu o primeiro contato com uma ampla base de clientes e a testagem de uma tese de negócio baseada na oferta de planos próprios até 25% mais baratos que a média do mercado. Em 2020, com o aporte de R$ 86 milhões em uma série A envolvendo fundos como Monashees e Valor Capital Group, a Sami pôde colocar à prova seu modelo baseado em conexão de pacientes, laboratórios, hospitais e profissionais de saúde por meio de planos de saúde empresariais para pequenas companhias e microempreendedores individuais (MEIs). Em 2022, a healthtech também lançou um novo produto, o Sami Coral, voltado a grandes empresas, com o intuito de atender grandes executivos de empresas clientes em busca de atendimentos mais “premium”. Segundo com Javier Santiso, fundador da Mundi Ventures, o interesse na Sami se justifica pela experiência do time e sua capacidade de execução. “O Brasil é o terceiro maior mercado privado de saúde do mundo (apenas atrás de Estados Unidos e China) e entendemos que a Sami é a empresa com melhor tecnologia e produto para disruptar o setor, especialmente em um momento em que os incumbentes estão sofrendo bastante”, diz. O investimento na Sami é o primeiro da europeia Mundi Ventures no Brasil, e também parte de um esforço para investir até US $100 milhões na América Latina através de um fundo local focado em investimentos early stage. A iniciativa é liderada pela ex-Goldman Sachs e QuintoAnda Rafaela Andrade. “Em um momento tão difícil de captação de investimento para as startups, essa captação reforça o destaque e a performance da Sami e a confiança dos investidores no potencial da empresa”, diz Asseituno. Quais são os planos Com o aporte, a Sami pretende dar novo fôlego à sua estratégia voltada às empresas maiores. Também quer ampliar os investimentos em tecnologia para melhorar a experiência de seus 18.000 membros ativos. A incursão de novos canais de venda também está nos planos. A partir de agora, a startup também passa a vender planos de saúde por meio de corretores especializados em saúde. Até então, a venda era feita exclusivamente online ou vendas diretas. “Temos que estar onde o cliente quer comprar, seja no digital, seja no telefone, seja no corretor”, diz Guilherme Berardo, CEO da companhia, que acredita que o novo canal representará até metade das vendas da healthtech até o final do ano. Do lado dos resultados, a Sami espera mais um ano positivo. Em 2022, a empresa faturou R$ 60 milhões. Um ano antes, o faturamento havia sido de R$ 9 milhões. Até o final do ano, a Sami pretende ter 27.000 membros e um faturamento de R$ 120 milhões. “Estamos mirando o breakeven e acreditamos que é provável que ele aconteça até o próximo ano, graças ao nosso modelo diferenciado. Fechamos 2022 muito bem, com um faturamento anualizado de R$ 60 milhões, e queremos chegar a R$120 milhões neste ano,” conclui Berardo. *Com informações da Exame
Reconhecer a possibilidade de fracassar é fundamental para o empreendedorismo, aponta estudo

Professor da Universidade de Notre Dame identificou três fatores possivelmente cruciais do empreendedorismo Pesquisadores, professores e jornalistas rotineiramente lançam luz sobre os benefícios do empreendedorismo, deixando os empreendedores em dificuldades e os aspirantes – e quase o restante de todos – sem saber das desvantagens pouco razoáveis, de acordo com uma orientação publicada no Academy of Management Discoveries. “O empreendedorismo é uma ferramenta – uma ferramenta que (como um superpoder) pode ser usada para o bem (pense em Luke Skywalker) ou para o mal (pense em Darth Vader)”, escreveu Dean A. Shepherd, da Universidade de Notre Dame, em “Researching the Dark Side, Downside, and Destructive Side of Entrepreneurship: It Is the Compassionate Thing to Do!” (Pesquisando o Lado Sombrio, Negativo e Destrutivo do Empreendedorismo: É a Coisa Compassiva a se Fazer!, em tradução livre). O empreendedorismo que não dá certo pode prejudicar os próprios empreendedores, seus colegas e pessoas queridas, e até mesmo a sociedade como um todo, disse ele. Shepherd identificou três fatores possivelmente cruciais do empreendedorismo: “Ajudar os empresários a reduzirem a angústia com raízes nas incertezas em torno do que estão passando e a compreenderem suas reações psicológicas e emocionais.” e a “explicar por que alguns empreendedores vivenciam mais o lado sombrio do que outros (mais ou menos isolados) como uma etapa para o desenvolvimento de indicações para reduzir o sofrimento associado.” “O empreendedorismo envolve incertezas. Incertezas significam que teremos fracassos. Precisamos reconhecer que provavelmente vamos ter fracassos, para que possamos gerenciar melhor o fracasso como parte do processo de empreender”, disse Shepherd. “Podemos ajudar os empreendedores a definirem melhor suas expectativas, eles podem aprender com os fracassos mais depressa, com sorte, sofrendo menos, sabendo como lidar melhor com o sofrimento e sendo capazes de seguir em frente.”/TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA *Com informações do Estadão
“Teremos um novo boom de creators”, diz CEO da Hotmart

A creators economy vive uma trajetória de crescimento acelerado, com o aumento da audiência e dos criadores de conteúdo. Estima-se que o setor chegue a US$ 269 bilhões até 2024, de acordo com um estudo realizado pela Technavio. “Estamos prestes a ver um novo boom do mercado de creators”, afirma JP Resende, fundador e CEO da Hotmart, no mais recente episódio do MVP, o podcast do Startups, que está disponível nas principais plataformas. Segundo o executivo, o setor será impulsionado pelo uso da inteligência artificial, novo posicionamento das empresas e o surgimento de outros serviços e formas de monetização. “A inteligência artificial é uma ferramenta de empoderamento do creator, pois permite que ele faça coisas de forma mais fácil, barata e em menos tempo”, diz JP. A creators economy já é um mercado com baixa barreira de entrada e, utilizando novas tecnologias para facilitar a jornada dos profissionais, pessoas que antes tinham dificuldade de criar ou publicar conteúdos têm um incentivo ainda maior e menos fricção para entrar no setor. Mais facilidade, mais creators e… mais competitividade? Não necessariamente. O setor tem como vantagem uma altíssima diferenciação no nível do produto e do indivíduo. “Sigo um creator por sua personalidade, por quem ele é, a vida que compartilha e as coisas que fala. E cada indivíduo é único”, pontua. Com o avanço do setor, ele antecipa que as empresas assumam cada vez mais o papel de influenciadores em suas áreas de atuação. “Elas terão que se tornar creators se quiserem melhorar o custo de aquisição do cliente, criar comunidades e se manter competitivas com audiências engajadas”, analisa. Nesse contexto, a Hotmart se posiciona como um enablement, ou seja, um habilitador da creator econonomy para ajudar o profissional a construir o seu negócio. “Quem usa a Hotmart é o creator que entendeu a importância de converter sua audiência em clientes”, explica JP. Na plataforma, o usuário tem acesso a informações sobre o cliente e uma relação direta com ele, com a possibilidade de manter uma comunidade de fãs e acompanhar o progresso das vendas. “Na monetização, o usuário produz um conteúdo e recebe a partir do número de views ou cliques, mas não sabe quem é o cliente, não tem controle para falar com ele e não sabe se ele vai voltar a ver o que vc produziu. O mercado da Hotmart tende a crescer, pois os creators vão entender cada vez mais que eles têm a oportunidade de vender diretamente para sua audiência, construir uma empresa, ter acesso e controle da comunicação com seu público e construir uma comunidade em ambientes mais estáveis”, afirma JP. Além de avaliar o novo boom dos creators e os potenciais da Hotmart para potencializar o mercado, JP também deu seus pitacos sobre o atual momento do mercado e para onde as coisas devem caminhar. *Com informações do portal Startups
Startup Day atrai quase 16 mil pessoas pelo país em sua nona edição
Totalmente presencial, evento contou com maior envolvimento do ecossistema de empreendedorismo inovador O que rolou: • Ao todo, quase 16 mil pessoas participaram do evento. • A programação ampla e diversificada alcançou todos os 26 estados e o DF. • Foram 110 municípios participantes – número que superou todas as últimas quatro edições. • O evento foi 100% co-criado e colaborativo, com a participação de palestrantes voluntários. O Startup Day engajou quase 16 mil pessoas por todo o Brasil no último sábado (27). A nona edição foi realizada presencialmente em todos os 26 estados e Distrito Federal, com a participação de 110 municípios. O número superou as expectativas do evento, que é 100% cocriado e colaborativo, com apoio e atuação estratégica do Sebrae. “Essa edição foi muito marcante porque nós conseguimos que o ecossistema abraçasse o Startup Day. Aproximamos os principais players do mercado, mentores, palestrantes e líderes de comunidades. Além disso, levamos esse movimento para fora das capitais e conseguimos superar o número de municípios participantes, que geralmente ficava em torno de 63 cidades nos últimos quatro anos”, comemora a head de Startups do Sebrae Nacional, Cristina Mieko. A programação do Startup Day foi ampla e diversificada para atender às necessidades e demandas de cada localidade. “Nosso objetivo é atrair startups de todos os níveis de maturidade, desde aquelas em fase de ideação, como as que já estão tracionando no mercado”, afirma Mieko. Segundo ela, também foi uma oportunidade para inspirar potenciais empreendedores e interessados no universo do empreendedorismo, tecnologia e inovação. As palestras foram realizadas com participação totalmente voluntária de todos os convidados que compartilharam suas trajetórias e de que forma enfrentaram os desafios. Também aconteceram workshops e encontros para netwoking. Empreendedorismo inovador na veia O Startup Day cresce a cada ano e o Sebrae se posiciona como um dos grandes players do ecossistema de empreendedorismo inovador brasileiro. Clique aqui para conhecer a nova plataforma Sebrae Startups, onde é possível acessar trilhas de aceleração com conteúdos gratuitos, além de conhecer oportunidades e programas que podem fazer um pequeno negócio escalar. “Ajudamos o empreendedor a consolidar uma ideia de negócio e, de fato, alcançar o mercado com reais chances de sucesso. Com nossa capilaridade, conseguimos levar conhecimento para todo o Brasil, decodificando o que é uma startup para empreendedores fora do eixo Sul-Sudeste, onde geralmente essas empresas estão concentradas”, destaca Mieko.
Nhaí amplia foco em projetos e prepara semana digital para empreendedores LGBTQIAP+

O evento consolida a startup Nhaí como uma agência de ideias para inovação dentro da pauta de diversidade e inclusão Nhaí é um nome que vem de “E aí?”, que, por sua vez, significa “Chegamos!”, “Estamos aqui!”. Esse é o propósito dessa agência de ideias voltada à inovação a partir da diversidade: fomentar o encontro da comunidade LGBTQIAP+ para que ela inspire uns aos outros e inspire a sociedade. O objetivo é chamar a atenção de todos, com alguma leveza e humor– daí o nome tão sonoro – para a importância de desenvolver uma nova forma de olhar o que é diversidade. Fundada por Raquel Virgínia, CEO da empresa, no segundo semestre de 2021, a Nhaí tem o compromisso de trabalhar esse pilar para unir a comunidade e para jogar luz nela de maneira que empresas e a sociedade entendam e reconheçam o valor da inclusão. Nesse sentido, Raquel Virgínia é incansável quando se trata de criar projetos. “Venho de uma família que sempre empreendeu e, várias vezes, faliu. Eu mesma tive uma banda chamada As Baías, e ocupava uma posição também de empreendedora, já que cuidava da estratégia e do tático, e adorava desenvolver projetos para trazer as marcas para nós. Foi quando comecei a identificar o mercado e a pensar que poderia trabalhar além da banda”, conta Virgínia. Mais: ela diz que resolveu contribuir de forma mais efetiva para a causa LGBTQIAP+: “Cada vez falo menos o que acho do projeto dos outros e trabalho mais para montar projetos dentro do que acredito”, afirma. Gente que faz São muitos projetos, todos viabilizados pelas marcas. A Nhaí tanto desenvolve os próprios, patrocinados, quanto aqueles feitos em parceria com os departamentos de publicidade e marketing dos clientes. “Sempre digo que não somos uma consultoria, mas uma empresa de inovação e tecnologia para quem busca construção e implementação de um projeto. A gente funciona como uma agência de ideias que viram storydoing, não fazemos storytelling”, conta Virgínia. É dessa forma que a Nhaí atua com parceiros como Amstel, Avon, Santander, Pepsico (Doritos) e Coca-Cola Brasil (Sprite). Com projetos proprietários, a diversitech anda bem ocupada com projetos, como a semana digital sobre empreendedorismo LGBTQIAP+, que acontece de 12 a 19 de junho, dentro da plataforma Contaí. Esse programa foi lançado em abril e está operando em beta. “O evento vai estrear na fase mais pulsante da Contaí, que é uma rede social que conecta empreendedores da comunidade. Nesse ambiente, há lives, vídeos, e eles trocam experiências, se fortalecem, criam novas narrativas, e também fazem negócios entre si e com empresas”, conta Virgínia. Segundo a CEO, a semana digital vai ser mais uma oportunidade para a comunidade se tornar mais robusta. “Teremos a participação de personalidades de destaque dentro do empreendedorismo LGBT e isso será muito inspirador”, conta ela. Lugar de aceitação Além da Contaí, a Nhaí toca o projeto Marsha Shopping, dentro do metaverso. O nome é uma homenagem a Marsha P. Johnson, mulher trans e ativista norte-americana. A ideia é dar visibilidade a pessoas da comunidade que empreendem na área da moda. “Elas enfrentam uma enorme dificuldade para ter acesso a pontos físicos, então, pensamos que seria perfeito terem lojas dentro desse ambiente virtual”, diz Raquel Virgínia. A empreendedora afirma que o shopping conta com alguns empreendedores, e o plano é expandir no segundo semestre deste ano e, mais fortemente, em 2024. Outro projeto interessante que deve estrear no segundo semestre tem como fio condutor o bem-estar de pessoas fora do dito “padrão”. “Vamos levar gordos, anãos, LGBTQIAP+, indígenas… para que elas passem um dia se divertindo, tendo acesso a bem-estar e mudando o paradigma em relação ao próprio corpo”, conta Virgínia. Estabilizar para crescer Ideias e projetos não faltam à Nhaí. O momento é de expansão. A empresa ainda é jovem e, se numa primeira etapa viveu o processo de descobrir o que era de fato e qual sua conexão com o mercado, agora é hora de focar e colher (mais) frutos. “Nos fortalecemos internamente e hoje buscamos cada vez mais gerar impacto com nossa assinatura que são inovação, leveza e humor. E sempre pensando no legado que o projeto vai deixar”, afirma Virgínia. Ela conta que o mercado está assimilando isso. “Venho sendo muito mais procurada para trabalhos longos e não apenas para pensar em algo para junho [mês em que se comemora o orgulho LGBT+]. É um avanço, sinal de que o mercado vem evoluindo, uma conquista da Nhaí e também dos movimentos sociais que pontuam a relevância de falar sobre diversidade e inclusão o ano inteiro”, diz. Para dar conta da demanda, Raquel Virgínia afirma que o próximo passo é conseguir investimentos – bancário ou de investidores. “Para isso, estamos atuando para deixar a empresa o mais estável possível, porque, sem isso, não nos dão crédito. Estamos em um bom caminho, a Nhaí ainda é nova e nossa história está em construção. Faturamos R$ 3 milhões até abril, e no ano passado o faturamento foi de R$ 1,8 milhão. Estamos indo bem”, conclui. Participar do Mais Diversas to Watch, programa realizado por Pequenas Empresas & Grandes Negócios que oferece ciclos de mentoria a empresas que promovem diversidade no cenário nacional de tecnologia e inovação, segundo Raquel Virgínia, veio em um momento oportuno, porque eles precisam de um olhar de fora para pensar se fortalecer enquanto marca. “Aquela expressão ‘você não se enxerga?’ é verdadeira. Muitas vezes, quando estamos imersos no dia a dia, temos dificuldade para notar determinadas coisas. Por isso, tem sido enriquecedor ouvir as observações durante as mentorias”, conta. Um dos pontos que pretende trabalhar com os mentores tem a ver com RH. Ela conta que sente dificuldade em atuar com as seis pessoas com quem trabalha diretamente e os mais de 40 colaboradores de pelo menos cinco empresas terceirizadas que são suas parceiras. “Uma equipe unida, claro, tende a performar melhor. E isso será ótimo para a Nhaí”, diz Virgínia. *Com informações do portal PEGN
Startup fatura R$ 3 milhões com caldos para preparo de alimentos e quer bater de frente com os ‘cubinhos’

Miguel Haegler se inspirou em produtos que viu nos Estados Unidos para criar a Davozzi. Produtos são distribuídos em mais de 300 pontos de venda Parece estranho – e até redundante – falar sobre “caldo líquido”, mas esse é o produto ofertado pela Davozzi. Em um mercado dominado pelos caldos em cubo, a empresa busca oferecer uma alternativa mais saudável, sem conservantes e com a praticidade das embalagens Tetra Pak. Criada por Miguel Haegler em 2021, a empresa faturou R$ 3 milhões no ano passado e espera dobrar a cifra neste ano. As receitas foram criadas pelo fundador, em sua cozinha, e agora são replicadas em fábrica, em escala industrial. Apesar do desafio de educar o consumidor, acostumado a comprar as versões sólidas dos caldos, a Davozzi aposta na mudança cultural que tem gerado maior interesse por alimentos saudáveis. “Até para explicar para o comprador dos mercados é difícil. Temos a tarefa grande de educá-los, além do cliente final”, comenta Haegler. O fundador diz que sempre se interessou pela culinária e se recorda de como acompanhava a avó enquanto ela cozinhava, curioso pelas receitas. Já adulto, mudou-se para os Estados Unidos para estudar gastronomia. Foi por lá que conheceu o mercado de caldos líquidos prontos para consumo, com uma infinidade de marcas nas gôndolas. “Me encantou porque facilita muito a vida na cozinha. Ninguém mais tem paciência nem tempo para ficar fazendo caldo em casa. Eu não entendia por que a categoria não tinha vindo para o Brasil”, afirma. Depois de retornar ao Brasil, recebeu o convite de um amigo para abrir um restaurante no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. Eles desenvolveram o conceito do zero e Haegler trabalhou no negócio por dois anos, até 2014, quando saiu para assumir uma vaga na Riotur, para atuar no setor de eventos. Com a chegada da pandemia, em 2020, ele teve tempo para tirar da gaveta a ideia do caldo natural pronto para consumo. O fundador fez alguns testes para a produção em larga escala em uma indústria, mas o valor do orçamento para o uso do espaço e o envase em outra fábrica inviabilizaram a ideia. A Tetra Pak abraçou o projeto, uma vez que suas embalagens eram utilizadas para produtos similares em outros países. Foi por meio dessa parceria que surgiu a oportunidade de adquirir uma pequena fábrica desativada de sucos, no interior de Minas Gerais. Com investimento inicial de R$ 2,5 milhões, a produção da Davozzi teve início em agosto de 2021. O portfólio da empresa conta com três caldos: carne, frango e legumes. Todos são vendidos em embalagens de 1 litro, ao preço médio de R$ 26,90. Os produtos são encontrados em mais de 300 pontos de venda de 24 estados do país, incluindo redes como Zona Sul, Hortifruti, Guanabara, Natural da Terra, Oba, Mambo e Zaffari. Os itens também são vendidos no Mercado Livre. Mas, com a sede de fazer acontecer, o crescimento aconteceu de forma desordenada. Junto aos acionistas, Haegler decidiu buscar uma consultoria para organizar a empresa. Quando a XR Advisor pegou o projeto, há quase seis meses, o foco era trazer estratégias para o crescimento sustentável e responsável da Davozzi e, para isso, um reposicionamento foi pensado. “Sugerimos uma mudança de rota. Não adiantava sair expandindo sem ter um centro de distribuição. Havia muitos contratos de comodato, muitos distribuidores e uma concorrência com o mercado”, indica Rodolfo Oliveira, CEO da consultoria. A partir do processo, a Davozzi começou a se posicionar como indústria, passando a missão da expansão pelo país para as mãos de distribuidores parceiros. Para este ano, a Davozzi projeta faturar ao menos R$ 4 milhões, mas espera conseguir dobrar a cifra do ano passado, chegando a R$ 6 milhões. Nos próximos dois anos, a empresa almeja estar presente em mil pontos de venda e expandir a atuação no B2B, atendendo empresas de catering, hotéis, hospitais, entre outros segmentos. *Com informações do Portal PEGN
Em ano recorde para novos empreendedores, Assaí oferece até R$ 1,3 milhão para pequenos negócios

Prêmio Academia Assaí vai premiar até 2.100 microempreendedores do setor alimentício com mentorias, capacitações e valores em dinheiro; saiba como participar O Assaí Atacadista, um dos principais representantes do setor de varejo alimentar e supermercadista do país, quer estreitar laços com empreendedores de pequeno porte de todo o Brasil. Para isso, está com inscrições abertas para a “Academia Assaí”, programa de apoio a microempreendedores do setor alimentício. Em sua sexta edição, o prêmio visa capacitar e dar apoio financeiro para até 2.100 pequenos empreendedores do ramo alimentício, como ambulantes, comerciantes e microempreendedores, com mentorias e até R$ 1,3 milhão em prêmios. O prêmio é promovido pelo Instituto Assaí, braço social da empresa. A aproximação do varejista com pequenos comerciantes é de longa data. Mas, em 2023, vem em um momento ímpar para o empreendedorismo brasileiro, após ano recorde em abertura de novas empresas no primeiro trimestre. De acordo com o Sebrae, apenas nos três primeiros meses deste ano foram criadas 214.413 micro e pequenas empresas, número 9,2% superior ao mesmo período de 2022. Em 2022, as pequenas empresas foram responsáveis por 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Quem pode participar Para participar do prêmio é preciso se enquadrar na categoria de comerciante, ambulante ou micro e pequenos(a) empreendedores(a) do ramo alimentício, de qualquer região do Brasil. As categorias disponíveis para inscrição são: Vendas por encomendas; Ponto de venda fixo; Vendedor(a) ambulante nas regiões Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste Para se inscrever, é preciso concluir um curso online e gratuito da Academia Assaí, além de responder a algumas questões sobre o negócio. As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de maio pelo site da premiação. Como critérios centrais para participar da premiação estão: ter mais de 18 anos; residir no Brasil; ser um(a) empreendedor(a) (formalizado(a) ou não) do setor alimentício. Como vai funcionar a seleção Além do apoio financeiro de mais de R$ 1,3 milhão em prêmios, os participantes também passarão um programa de capacitação de olho em habilidades e competências voltadas à gestão dos empreendimentos. Na primeira etapa, que funcionará por regiões, serão selecionadas 700 pessoas em cada uma das três categorias. Os selecionados receberão R$ 300 e quatro dias de capacitação online. Desses, serão selecionados 210 finalistas, que receberão R$ 2 mil em dinheiro e R$ 500 em vales-compra do Assaí. Os empreendedores também irão concorrer a 30 prêmios de “vencedor(a) regional”. Os seis vencedores de cada uma das regiões do país (sendo dois em cada categoria) vão receber R$ 2 mil em dinheiro, um celular, e assessoria individual para o desenvolvimento do negócio. Além disso, o prêmio também incluiu uma viagem, com todas as despesas pagas, para São Paulo para concorrer à etapa nacional. Já na etapa nacional, os 30 vencedores regionais terão uma semana de imersão, com vivências e capacitações e concorrerão ao prêmio de vencedor(a) nacional da sua categoria, podendo receber R$ 10 mil em dinheiro. Nesta edição, pela primeira vez, além do grande prêmio de vencedor(a) nacional, os finalistas também concorrerão aos prêmios de inovação, tecnologia e sustentabilidade, reconhecimentos que valem até R$ 3 mil. Nas cinco edições anteriores do Prêmio Academia Assaí, foram quase 70.000 empreendedores(as) inscritos(as) e mais de 3 mil empreendedores(as) premiados(as). “Mais do que oferecer o apoio financeiro, nós queremos oferecer as ferramentas para que esses pequenos empreendedores triunfem nos seus negócios. Queremos crescer junto com a comunidade que estamos e que aqueles(as) que fazem parte deste local, também cresçam conosco”, avalia Sandra Vicari, Diretora Executiva do Instituto Assaí. *Com informações do portal Exame
Contabilidade digital: custo pode variar de R$60 a R$3.000

Quanto você gasta com contador por mês para sua empresa? Serviço indispensável a empreendedores e pessoas que gerenciam negócios, a contabilidade passou por uma importante transformação nos últimos anos, ganhando em praticidade e performance com o advento da chamada contabilidade digital. Cada vez mais a famosa ‘papelada’ está sumindo das mesas dos contadores e, toda a documentação e tramitação de questões referentes a impostos passou a ser resolvida digitalmente, o que, além de acelerar processos burocráticos, também achatou custos, tornando o serviço de contabilidade mais dinâmico. O Empreendabilidade mapeou alguns players de contabilidade digital e analisou o custo de cada serviço e mensalidades para empresários e empreendedores com necessidades, faturamentos e portes diferentes. O que é Contabilidade Digital? A contabilidade digital revoluciona a maneira tradicional da relação entre empresário com serviços contábeis, através de softwares com armazenamento de dados em nuvem que permitem a integração do profissional contábil com seus clientes e fornecedores. Ao agregar conceitos de automação, inteligência artificial e análise de dados, a contabilidade digital otimiza o trabalho do contador. Com isso, há o aumento da produtividade e diminuição de erros. Com a contabilidade digital, os malotes com documentos físicos, análises manuais, digitação e arquivamento se tornam dispensáveis, acelerando etapas. Os processos de coleta de dados e processamento de informações são realizados eletronicamente, através da integração do sistema de gestão (ERP) usado pelo cliente com o software contábil utilizado pelo contador. O sistema de integração entre empresas e contadores possibilita o fácil acesso de dados aumentando a eficiência e agilidade dos processos contábeis. A contabilidade digital integra tecnologia aos processos, tornando as tarefas mais eficientes e valorizando o profissional contábil, que passa a ser também um consultor. MEIs têm planos especiais Maior representatividade entre os empreendedores brasileiros, os MEIs recebem atenção especial e planos exclusivos nos mais diferentes escritórios de contabilidade digital do mercado. Planos mensais para MEI variam de R$60 (Razonet) a R$149 (Conta Azul), com serviços como abertura de empresa (constituição), atendimento, contabilidade, envio de declarações acessórias e Guias de Impostos. Conheça as 10 maiores empresas de contabilidade digital do país Está em busca de um contador para o seu negócio? Saiba quem são os 10 principais players de contabilidade digital atualmente e solicite um orçamento para escolher o que mais se adequa à realidade do seu negócio. BHub A BHub gerencia serviços financeiros e de contabilidade para PMEs e startups, com solução de contabilidade 360º para empresas de diferentes portes e setores da economia. A BHub oferece serviços de Contabilidade as a Service; Departamento pessoal (admissão, folha, férias e rescisão); Geração de demonstrativos contábeis (DRE, Balanço e Balancetes); Consultas contábeis, fiscais e DP, além do Hub do Empreendedor Preço: a partir de R$899,00; Atendimento por telefone ou Whatsapp: Sim Atendimento presencial: Não Score no Google: 5,0 Aplicativo mobile: Não Site: bhub.com/ Simplus Contabilidade A empresa de contabilidade Simplus, foi fundada em 2021, e apesar de recente, atua na orientação, execução e planejamento contábil das empresas. A equipe busca sempre inovações tecnológicas e estratégias para um melhor atendimento e maior segurança do negócio. Dentre os serviços ofertados, estão: atendimento exclusivo e ilimitado, suporte por telefone, e-mail e whatsapp dos contadores; emissão de NF pela plataforma; cálculo e emissão de guia dos impostos; todas as obrigações fiscais e contábeis da empresa; pró-labore sócios e folha de pagamento (FGTS, INSS, IRPF). Preço: a partir de R$99,00; Atendimento por telefone ou Whatsapp: Sim Atendimento presencial: Não Score no Google: Não disponível Aplicativo mobile: Não Site: simpluscontabil.com.br MEI Fácil Criado em 2017, pela empresa Neon Pagamentos, o MEI Fácil é uma plataforma voltada para o Microempreendedor Individual que tem o objetivo de auxiliar a abertura de MEI, fazer o acompanhamento das obrigações legais e transações financeiras no dia a dia, e oferecem parcerias e serviços para os microempreendedores. O serviço não possui contadores, mas oferece orientações sobre as obrigações e documentações necessárias. Tráfego mensal aproximado: 336k Preço: a partir de R$69,90 ao ano; Atendimento por telefone ou Whatsapp: digital, por meio de chat; Atendimento presencial: Não; Score no Google: Não disponível; Aplicativo mobile: Não; Site: meifacil.com/contabilidade 10 – Qipu Contabilidade Sediada em São Paulo, a Qipu Contabilidade realiza um atendimento humanizado e possui um aplicativo contábil onde é possível emitir notas fiscais de serviço, consultar guias de impostos e gerenciar os lançamentos da empresa. Além de ter um atendimento com um contador, através do chat Tráfego mensal aproximado: 600k; Preço: a partir de R$83,25; Atendimento por telefone ou Whatsapp: Sim; Atendimento presencial: Não; Score no Google: 4,0 Aplicativo mobile: Sim Site: https://lps.qipu.com.br/ 9 – Meu Contador Online Fundada em janeiro de 2016, tem cerca de 3.900 clientes ativos. Atende empresas individuais e sociedades limitadas das áreas de serviços, comércio e indústria, além de MEIs. Tráfego mensal aproximado: 7,4K; Preço: R$ 149,00; Atendimento por telefone ou Whatsapp: Sim Atendimento presencial: Sim (cada cliente tem um gerente de relacionamento que conta com um contador, dois analistas fiscais, um analista de departamento pessoal e um auxiliar para ajudar no atendimento); Score no Google: 4,8; Aplicativo mobile: Sim; Site: meucontadoronline.com.br 8 – Tactus A Tactus é uma startup contábil que é especializada em contabilidade para e-commerces, negócios digitais e youtubers. Possuem garantia de 30 dias, na qual se você não ficar satisfeito com o serviço, a empresa lhe devolve a mensalidade. Tráfego mensal aproximado: 7,2K; Preço: R$ 300,00; Atendimento por telefone ou Whatsapp: Sim; Atendimento presencial: Não; Score no Google: 4,6; Aplicativo mobile: Não; Site: tactus.com.br/ 7 – Contabilivre A Contabilivre começou suas atividades em 2015 e hoje atende mais de 7000 clientes. É voltada para o atendimento de micro e pequenas empresas prestadoras de serviço enquadradas no Simples Nacional ou no regime tributário Lucro Presumido, e empresas de comércio do Simples. Também não possuem atendimento presencial. Tráfego mensal aproximado: 51,8K; Preço: R$94,90; Atendimento por telefone ou Whatsapp: Sim; Atendimento presencial: Não; Score no Google: 3,7; Aplicativo mobile: Sim; Site: contabilivre.com.br 6 – ContSimples A ContSimples é uma startup de contabilidade do Rio de Janeiro fundada em 2017. É especializada em pequenos negócios,
Impacto sustentável: iniciativas que transformam o agronegócio

Conheça algumas tecnologias a favor da agricultura e da pecuária no Brasil A agropecuária é essencial para movimentar a economia do país. Levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostra que, no acumulado de janeiro a março de 2023, as exportações do setor movimentaram US $17 bilhões do total de US $76,4 bilhões comercializados pelo Brasil no primeiro trimestre. Por outro lado, vários problemas ambientais estão atrelados à expansão da agropecuária e à utilização de métodos para o cultivo e criação de animais. Na agricultura, os vilões são o desmatamento, as queimadas e a utilização de agrotóxicos que contaminam o solo, o lençol freático e os rios. Já na pecuária, a substituição da cobertura vegetal pelas pastagens também contribui para intensificação do aquecimento global porque os animais liberam gás metano. Em resumo, se, por um lado, temos uma necessidade latente de produzir alimentos para atender a demanda global, do outro, precisamos, urgentemente, preservar a natureza. Com isso, novos manejos e inovações tecnológicas aparecem e se tornam grandes aliados do produtor responsável. “Nosso grande desafio não é apenas pensar em formas de reduzir o impacto de todas as nossas atividades, mas reduzir esse impacto acelerando a geração de renda para as pessoas e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida da população. Onde há desenvolvimento, educação e geração de renda existe preservação e cuidado com o meio ambiente”, avalia Milton Steagall, CEO do Grupo BBF (Brasil BioFuels), empresa que tem como objetivo descarbonizar a Floresta Amazônica e mudar a matriz energética da região Norte do Brasil por meio de iniciativas como a produção de biocombustíveis para a geração de energia renovável. Responsabilidade ambiental A agenda ambiental está na ordem do dia no mundo todo e há um grande desafio geral que é o aumento da produção, com a redução do impacto ambiental. Por isso, é imprescindível o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis para o setor do agronegócio. A Inteligência Artificial, drones e sensores e softwares de agricultura digital são algumas das alternativas. “A liderança brasileira na produção de alimentos e matérias-primas está alicerçada em ciência e tecnologia e são essas áreas que vão nos permitir dar um novo salto de crescimento, nos posicionando como referência no contexto da bioeconomia”, explica Steagall. Abaixo, alguns exemplos a favor da agricultura e da pecuária no Brasil: Captura de carbono: O CO2 capturado reduz significativamente as emissões de gases do efeito estufa, contribuindo para diminuição dos impactos do aquecimento global. Além disso, é possível lucrar com essa alternativa porque o carbono pode ser transformado em novos materiais plásticos muito utilizados nas indústrias. Prova de Emissão de Gases (PEG): A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) lançou um método para medir a emissão de gás metano em bovinos de raças europeias. A tecnologia, denominada Prova de Emissão de Gases (PEG) ajuda na seleção de reprodutores, unindo ganho de peso à menor produção do gás durante a digestão. Agricultura 4.0: A agricultura digital é um conjunto de tendências tecnológicas no agronegócio: maquinários de última geração, softwares de gestão e análise e sistemas que utilizam inteligência artificial para melhorar a gestão dos insumos, reduzir desperdício e aumentar a eficiência no uso de recursos. Com essas tecnologias, é possível elevar a produção, aumentar a rentabilidade e, claro, reduzir o impacto das atividades rurais sobre o meio ambiente. Entre as ferramentas que revolucionaram as operações, é possível encontrar grandes produtores que usam drones, sistemas de gestão, mecanismos e dispositivos para atividades remotas, automóveis e máquinas, entre outras. Neste contexto, é possível contar com sistemas regenerativos que possuem o compromisso de melhorar os resultados produtivos, ecológicos e sociais. Essas práticas integradas trazem medidas para aumentar a saúde do solo, sequestrar carbono da atmosfera, manter a qualidade da água, conservar e expandir a biodiversidade e melhorar a qualidade de vida. Energia Solar: Sistemas de geração de energia solar reduzem os impactos na natureza porque são uma fonte inesgotável e com zero risco de poluição é considerada inesgotável. A energia solar ainda ajuda na redução de gastos com a conta de luz, chegando a uma economia de até 99%. Horta inteligente: Produzir o seu próprio alimento, seja em hortas comunitárias ou caseiras, contribui para a redução da pobreza, melhora a saúde e, claro, auxilia na preservação do meio ambiente. A prática, inclusive, é recomendada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A horta inteligente, por exemplo, com sistema autoirrigável, é uma alternativa simples e eficiente, vendida por iniciativas como a da empresa Yes We Grow. “Nunca tivemos tanto veneno em nossa alimentação e a agricultura urbana doméstica traz consciência alimentar e ecológica. E em muitos casos, cultivar em casa, nem que seja um pezinho de manjericão mostra que a economia pode ser enorme”, finaliza Rafael Pelosini, CEO e Fundador da Yes We Grow. *Com informações da Exame
Maior erro do empreendedor nas redes é “não aparecer e fazer panfletagem digital”, diz Camila Renaux

Eleita duas vezes a melhor do país em marketing digital, a profissional aponta falhas e oportunidades para os pequenos negócios Eleita duas vezes a melhor profissional de Marketing Digital do Brasil, pela Associação Brasileira de E-commerce e Associação Brasileira de Agentes Digitais, Camila Renaux explica por que é importante que o empreendedor “apareça” em vez de ficar apenas “panfletando” na internet, conta o que a levou a driblar a postura tímida para se colocar nas redes, explica como converter seguidores em clientes e diz que a inteligência artificial pode ser boa ou ruim para os negócios dependendo de quem usa. Esses e outros temas foram abordados em entrevista concedida pela profissional, que deu palestra nesta sexta-feira (26), em formato virtual, como parte da Semana do MEI, evento anual promovido pelo Sebrae que se encerra hoje. Renaux é enfática: 100% dos pequenos negócios precisam do marketing digital, o que vai variar é a intensidade e importância dele. Leia aqui os principais trechos: Como o pequeno negócio deve fazer seu marketing digital? Há ferramentas mais acessíveis e que dão resultados? Estratégia sem contexto não funciona. Viram sugestões sem aplicabilidade na vida real, o que gera somente frustração. Empreendedores precisam de estratégias aplicáveis e enxutas. O ideal é primeiro pensar nos processos. Quando eles estiverem definidos, incluir as pessoas e aí buscar as ferramentas que se adaptam a essa realidade. O maior erro é buscar primeiro a ferramenta – e normalmente descobrimos depois de tempo e esforço investidos que precisaremos de mais recursos, e como eles não existem, a ferramenta é abandonada. Outro cenário comum é buscar o mundo perfeito, ou, então, apenas ir executando sem nenhum planejamento. As grandes empresas podem se dar a esse luxo, justamente por terem uma estrutura de suporte para isso. Os empreendedores precisam buscar fazer o básico bem feito de forma consistente e escalar passo-a-passo. Mas 100% dos pequenos negócios precisam do marketing digital? Sim! O que pode mudar é a intensidade e a importância, mas não há mais como negar o poder de escala e penetração de mercado do digital. Precisamos estar onde nossos clientes estão. Outra grande vantagem do digital para empreendedores é o custo reduzido e a maior assertividade. Por meio de anúncios digitais podemos definir precisamente nosso público-alvo e isso vale ouro para um empreendedor. Outra coisa é a oportunidade de aprofundar relacionamentos, e as pequenas empresas devem usar o digital para isso, e ter clientes fidelizados e apaixonados – e relacionamento intencional é a chave. As redes sociais, além de cumprirem esse papel, promovem o boca a boca e a divulgação orgânica dos nossos negócios. Você já contou que era retraída e tinha um certo receio de se “expor” nas redes. O que a fez tomar coragem? E o dono de pequeno negócio deve “meter as caras” e aparecer como o rosto do seu negócio nessa busca de fazer relacionamento para atrair clientes? Estar pronto não é um sentimento, é uma decisão. Percebi que ficar em silêncio também é uma decisão e também nos posiciona. Quem cala consente. Enquanto os bons estão cheios de dúvidas, quietos, sendo meros espectadores, outros menos capazes e competentes se vendem melhor, investem em marketing, vão para frente das câmeras e assumem o protagonismo de seus negócios. Resultado: vendem mais e melhor. Isso se tornou algo inadmissível para mim. O primeiro passo foi decidir mudar. Coloquei a meta de gravar vídeos, falar em público, me expor. A consistência do dia após dia fez os resultados começarem. Nunca tive talento, mas treinei muito. Hoje, ninguém nota diferença. Quais dicas você daria nesse sentido? Reforçaria: decidir, agendar, cumprir. A partir daí, lembrar do nosso propósito para não dar mais ouvidos ao medo e a vergonha e assim desistir ou procrastinar: dar visibilidade aos bons. Como converter seguidores em clientes que compram efetivamente seu produto ou serviço? O segredo está na narrativa e na comunicação intencional. Se você quer vender, precisa relembrar que todo cliente vive uma jornada entre descobrir seu negócio até comprar e, claro, recomprar. Por isso, conte sua história, apresente-se, explique seus produtos e serviços e as diferentes formas de uso, repita essa divulgação para que se torne marcante, mostre feedback e depoimentos de clientes satisfeitos, e reforce relacionamento, pois um cliente finalizado custa 25 vezes mais barato do que um novo cliente. Quais os maiores erros que donos de pequenos negócios cometem em seu marketing digital? Não aparecer e fazer panfletagem digital. Gosto desse termo porque ele deixa bem claro o quanto essa é uma interrupção da jornada de compra. Vamos fazer a analogia com o mundo real: você está lá, caminhando, pensando nas coisas que tem para fazer e alguém interrompe isso, aquela obrigação de pegar um panfleto que, por estar fora de contexto, você não dá importância. Para ter resultados, precisamos estar inseridos nessa narrativa, nesse contexto. De forma bem prática, é o famoso “contar a historinha “. Guie seu cliente pela sua história, sua marca, seus produtos, sua equipe, seus serviços, seus diferenciais. Ele não tem bola de cristal para adivinhar isso se as informações não saem de dentro da empresa. O óbvio precisa ser dito. Quando você não aparece e simplesmente posta, ao invés de fazer uma estratégia, você está entregando panfletos aos seus seguidores. Você será ignorado. E, no final, dá praticamente o mesmo trabalho de fazer uma estratégia de forma intencional. Dedique-se ao seu marketing, ele te fará vender mais e melhor e proporcionará ao seu negócio ganhar o mundo. É sobre isso! O chat GPT, bem como a inteligência artificial de forma geral, pode mais ajudar ou mais atrapalhar o empreendedor brasileiro? Assunto complexo e com muitas camadas. Precisamos ser responsáveis para não falar de forma generalista e esquecer de particularidades. A inteligência artificial acabará com determinadas funções e empregos. Porém, do ponto de vista de marketing, é uma poderosa aliada. Ela não substitui a inteligência humana, mas pode ser o primeiro passo. Através do chat G PT é possível iniciar uma publicação para a qual estamos sem inspiração
Pronampe tem mais R$ 50 bilhões garantidos para pequenos empreendedores

Foi sancionada nesta quarta-feira (25) a Lei 14.348, que concede ao Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) a possibilidade de aportes de mais R$ 50 bilhões em créditos. A lei foi publicada na edição do Diário Oficial da União desta quinta (26). Proposto no Senado, o Pronampe foi criado durante a pandemia para facilitar empréstimos a pequenos e microempresários. Depois, foi tornado política de crédito permanente. O Pronampe tem respaldo do Fundo de Garantia de Operações (FGO), garantidor de parte dos riscos pela concessão de crédito a microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. O Pronampe nasceu de proposta do senador Jorginho Mello (PL-SC). A nova versão do programa (definida na Lei 14.348), que adia para 2025 o início da devolução dos recursos ao Tesouro, foi uma mudança proposta pela senadora Kátia Abreu (PP-TO). — Agora esses recursos vão poder ficar no Pronampe até 2025. São mais R$ 50 bilhões que ficarão livres para novos empréstimos, com a mudança— explicou Kátia quando o projeto (PL 3.188/2021) foi votado no Senado, no mês passado. Para Jorginho Mello, a nova versão do Pronampe dá “mais fôlego” às pequenas e microempresas. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também comemorou. — Cumprimento o autor, Jorginho Mello, por mais um projeto em defesa das pequenas e microempresas, com a relatoria também já costumeira da senadora Kátia Abreu nesse tema, com o qual ambos se identificam muito e tem o reconhecimento dessa presidência. Cumprimos uma importante missão em defesa do setor produtivo, das pequenas e microempresas do Brasil — disse Pacheco quando o projeto foi aprovado em Plenário, em 28 de abril. A nova versão do Pronampe dispensa as empresas de cumprirem cláusulas de manutenção de empregos prevista nas contratações até 31 de dezembro de 2021. Essa regra só será reestabelecida para empréstimos feitos a partir de 2022. A mudança foi feita durante a tramitação na Câmara dos Deputados. Além disso, a Lei 14.348 acaba com a data-limite (estipulada anteriormente até o fim de 2021) para que o governo aumente o aporte de recursos ao FGO para atender o Pronampe, já que o programa se tornou permanente. Médias empresas A Lei 14.348 também altera o Programa de Estímulo ao Crédito (PEC). O objetivo é ampliar seu acesso a empresas médias com até R$ 300 milhões de receita bruta anual (médio porte). Antes o programa destinava-se só a microempreendedores individuais (MEI), micros e pequenas empresas, produtores rurais, e cooperativas e associações de pesca e marisqueiros. A receita limite é de R$ 4,8 milhões. Para o público-alvo atual, o texto reserva 70% do valor total que pode ser contratado. O PEC permite a bancos contarem com créditos presumidos de tributos federais a serem usados para diminuir o valor a pagar em troca de empréstimos feitos sob seu risco. As contratações de operações, cujo prazo de funcionamento tinha acabado em 2021, serão reabertas até dezembro de 2022. Na votação, Kátia Abreu explicou que os empréstimos feitos pelos bancos não contarão com a garantia da União, e deverão ser feitos com recursos captados pelos próprios bancos. Assim assumirão totalmente o risco. — Mas o que vai fazer o banco emprestar? Se essas instituições tiverem algum problema financeiro de falência, problemas fiscais, esse crédito de maior risco que ele tomou para as micros e pequenas empresas poderá ser transformado em crédito presumido fiscal, para que a empresa tome isso como um ativo e melhore sua performance na hora dessas intempéries, que na verdade são falência, prejuízos de caixa, intervenção judicial — explicou a senadora. Para as instituições que emprestarem através do PEC, o projeto dispensa a exigência de apresentação de certidões pelos interessados, como de quitação eleitoral, do recolhimento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) e do Certificado de Regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Mas foi vetada por Jair Bolsonaro a possibilidade de dispensa das certidões relativas à seguridade social. Fonte: Com informações da Agência Estado
Abertura de micro e pequenas empresas bate recorde no primeiro trimestre de 2023

No início desse ano, foram criados 214,4 mil empreendimentos desses portes. Valor é 9,2% superior ao de 2022 As empresas de micro e pequeno porte (MPE), aquelas que faturam entre R$ 81 mil e R$ 4,8 milhões por ano, bateram recorde de abertura no primeiro trimestre de 2023 e aumentaram a participação na quantidade de pequenos negócios que englobam, além dessas duas faixas, os microempreendedores individuais (MEI). Apenas nos três primeiros meses desse ano foram criadas 214.413 micro e pequenas empresas. O número é 9,2% superior ao de 2022, quando foram abertas 196.328, e 60,8% maior que em 2019, quando foram registradas 113,4 mil formalizações. Com esse aumento, as MPE também aumentaram a participação no grupo de pequenos negócios e passaram a representar 21,2%. Em 2022, elas correspondiam a 19,2% e, em 2019, 17,5%. “Os microempreendedores individuais continuam sendo a grande maioria, mas esse resultado do primeiro trimestre mostra uma melhoria na qualidade do empreendedorismo e reflete uma confiança melhor dos empreendedores na economia brasileira”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima. Os microempreendedores individuais representaram 798.826 (78,8%) dos negócios abertos no primeiro trimestre desse ano, mas tiveram uma leve queda de abertura e, consequentemente, redução na participação quando comparado com o mesmo período do ano passado, quando foram registradas 823.244 (80,74%) de formalizações. Essa redução fez com que o número de pequenos negócios em geral, abertos nos três primeiros meses, apresentasse uma ligeira queda de 0,6%, caindo de 1.019.572, no ano passado, para 1.013.239, nesse ano. Quando analisados os setores, dentre as 1.013.239 empresas abertas no primeiro trimestre de 2023, Serviços obteve maior número com 584.166 novas empresas (57,7%), seguido de Comércio com 268.092 (26,5%), Indústria com 79.920 (7,9%), Construção Civil com 73.440 (7,2%) e Agropecuária com 7.621 (0,8%). O estado de São Paulo teve o maior número, com 291.144 novas empresas (28,7%), seguido por Minas Gerais, com 110.126 (10,8%), e Rio de Janeiro com 83.193 (8,2%). Atividades Dentre as dez classes de CNAE com maior número de abertura de MEI, a maioria é do setor de Serviços (8 classes, 304.372 empresas, 38,1% do total), sendo uma do setor de Comércio (38.911 empresas, 4,9% do total) e outra do setor de Construção Civil (30.283 empresas, 3,8% do total). A classe nomeada “Cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza” é a maior, correspondendo a 52.650 empresas (6,6%) do total de MEI, seguido das “Atividades de publicidade não especificadas anteriormente” com 48.807 empresas (6,1%) e “Atividades de ensino não especificadas anteriormente” com 41.979 empresas (5,3%). As 10 maiores classes de CNAE correspondem a 46,8% da abertura total de MEI. Entre as MPE, das 10 classes CNAE com maior número de novas empresas abertas, Serviços foi o mais encontrado nesse top 10 (9 classes, 65.226 empresas, 30,4% do total), enquanto o setor de comércio aparece apenas 1 vez (5.510 empresas, 2,6% do total). As 10 maiores classes de CNAE em relação à abertura de MPEs correspondem a 33% do total. A atividade com maior número de formalizações foi a de “Atividades de atenção ambulatorial executadas por médicos e odontólogos” com 13.147 (6,1%), seguida pela de “Serviços combinados de escritório e apoio administrativo” com 10.032 (4,7%) e “Atividades de profissionais da área de saúde exceto médicos e odontólogos” com 9.520 (4,4%).] Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Cai procura por crédito entre os donos de pequenos negócios

Juros altos e endividamento das famílias têm afastado empreendedores dos bancos A alta taxa de juros praticada no Brasil tem feito com que os donos de pequenos negócios pensem mais na hora de buscar crédito. De acordo com a 3 ª edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos meses de abril e maio, 73% dos empreendedores não buscaram crédito nos três meses anteriores a pesquisa. O número é cinco pontos percentuais superior ao da primeira edição da pesquisa, realizada em agosto do ano passado. “Quando o Banco Central mantém os juros mais altos do mundo ele cria um obstáculo para os empreendedores. Isso contraria qualquer política sensata de crescimento. É perverso especialmente para os empreendedores. Tomar crédito nesse ambiente é submetê-los à falência”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. Além das altas taxas de juros, a pesquisa ainda mostra que apenas 4 a cada 10 donos de pequenos negócios que recorreram a crédito conseguem uma resposta positiva da instituição financeira. O presidente do Sebrae revela que a instituição tem trabalhado na criação de fundos garantidores, como o com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), para facilitar o acesso a crédito e reduzir o impacto dos juros. A instituição colocará R$ 80 milhões e a Finep, R$ 50 milhões. “Com esse recurso, a gente irá oferecer R$ 1 bilhão em microcrédito com taxas pequeníssimas, 2, 5% ao ano”, revelou. Décio ainda contou que está sendo trabalhado com o BNDES um outro fundo para emprestar mais de R$ 10 bilhões. “Estamos buscando saída no Sebrae, enquanto o BC não atende aos interesses do Brasil”, ressaltou. A 3 ª edição da Pulso ainda mostra que 63% dos pequenos negócios possuem dívidas, sendo que desse total 26% estão em uma situação de atraso no pagamento de dívidas. Além disso, 52% dos entrevistados afirmaram que têm 30% ou mais dos seus custos mensais comprometidos com pagamentos de dívidas. Quando é realizado o recorte apenas por porte da empresa, a situação dos microempreendedores individuais é ainda pior: 61% possuem mais de 30% dos custos mensais comprometidos com dívidas.
BeUni, startup de brindes e produtos personalizados, levanta R$ 1,7 milhão

Objetivo é duplicar a capacidade tecnológica e ampliar o quadro de colaboradores A BeUni, startup que automatiza armazenamento, compra e envio de produtos personalizados, anunciou nesta quinta-feira (25/5) a captação de um investimento de R$ 1,725 milhão, em rodada liderada pela Investidores.vc. Segundo Murilo Prataviera, CEO da empresa, os recursos serão utilizados para ampliar o quadro de colaboradores e alavancar o portfólio de produtos tecnológicos. A BeUni foi fundada em 2019, na região de São Carlos, e nasceu da experiência de Pratavieira e de seu irmão Marcel durante um intercâmbio que participaram em 2014 e 2015 nos Estados Unidos. Lá, eles tiverem contato com a venda de brindes e produtos personalizados nas universidades do país. A startup possui uma plataforma que conecta diferentes categorias de produtos e serviços, como vestuário, souvenirs, gráficas, galpões logísticos e transportadoras, com o objetivo de ser um one-stop-shopping para criadores de conteúdo e times de áreas como eventos, marketing, vendas e RH. A BeUni hoje conta com clientes no Brasil e nos Estados Unidos e realiza entregas em mais de 130 países. Com mais de 70% de recorrência e clientes provindos majoritariamente de indicação e buscas orgânicas, a empresa faz entre 2 a 3 mil envios por mês. A empresa teve um crescimento de quatro vezes entre 2021 e 2022 e tem entre os clientes nomes como Quinto Andar, Insper e RaiaDrogasil. Para ajudar a expandir a capacidade tecnológica, os empreendedores estão levantando cheques com outros investidores e pretendem fechar a rodada atual até o final de junho, chegando a R$ 2,6 milhões. *Com informações do portal PEGN
Pronampe: pequeno empreendedor terá mais 2 anos para realizar o pagamento

Microempresário ganha mais tempo para acertar empréstimo adquiridos por meio do Pronampe Micro e pequenas empresas ganharam mais dois anos para realizar o pagamento de empréstimos adquiridos por meio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) . A versão atualizada da carteira de crédito, criada para ajudar empresas de pequeno porte afetadas pela pandemia da Covid-19, amplia de quatro para seis anos o acerto de contas. O Pronampe é destinado ao desenvolvimento de empresas com faturamento anual de até R4 4,8 milhões, e que tenham sido abertas há mais de um ano. A linha de crédito pode ser utilizado tanto para investimentos como: Máquinas; Equipamentos; Reformas. Bem como com despesas operacionais, que incluem: Salário dos colaboradores; Pagamentos de contas de água, luz, aluguel; Compras de mercadorias e insumos. Vale reforçar que é vedado o uso do empréstimo para a distribuição de lucros entre os sócios ou responsáveis pela pessoa jurídica. Segundo as novas regras, os empréstimos devem ser de até 30% do faturamento anual das empresas informado pela Receita Federal. O valor está limitado a R$ 150 mil. Com relação aos juros, a taxa está limitada em 6% ao ano, mais a Selic, que atualmente está em 13,75% ao ano. Dessa forma, a taxa máxima via Pronampe é de até 19,75% ao ano. A mudança não afetará apenas novas contratações e empréstimos feitos em 2021 podem ser renegociados. Com os novos prazos e tempo de carência, os créditos tomados nos anos anteriores à lei de 2023 podem ser ajustados para que se adequem às novas regras. O contador e vice-presidente do SERAC, Jhonny Martins, avaliou que esta pode ser uma boa oportunidade de negociar melhores condições para o financiamento. “Em contrapartida, caso a pessoa jurídica opte pela prorrogação do pagamento pela obtenção do período de carência, o Pronampe exigirá que os novos contratantes assumam contratualmente a obrigação de preservar a quantidade de empregados em número igual ou superior ao verificado no último dia do ano anterior ao da contratação da linha de crédito”, explicou. Para se habilitar ao programa, empresa e sócios também não podem possuir condenação relacionada a trabalho em condições análogas às de escravidão ou a trabalho infantil. A empresa também deve apresentar Certidão Negativa de Débitos emitida pela Receita. De acordo com o governo, a contratação do Pronampe tem o intuito de ser mais rápida que a das linhas tradicionais. Isso porque cada crédito tem a garantia, pela União, de até 85% dos recursos. Eventuais inadimplências são cobertas pelo Fundo de Garantia de Operações (FGO), gerido pelo Banco do Brasil. Segundo o Sebrae, a expectativa é de contratação de mais de R$ 50 bilhões em empréstimos entre 2023 e 2024. Cenário nacional O Mapa das Empresas, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, atualizado a cada quatro meses, indica que os micro e pequenos negócios, que faturam até R$ 4,8 milhões por ano, representam 99% dos 20 milhões de empresas existentes no país. Os negócios de menor porte concentram 62% dos empregos e 27% do Produto Interno Bruto (PIB), soma dos bens e serviços produzidos no país. O educador financeiro Jônatas Bueno destacou como vantagem o prazo de carência de doze meses, o que pode ser um capital de giro para empresas que ainda não estão a todo vapor. “A carência é um ponto importante, pois os empresários terão pelo menos doze meses para começar a pagar, então espera-se que com esse prazo a empresa já tenha ganhado um fôlego e maturado o negócio”, avaliou. Ao todo, há nove instituições financeiras habilitadas a conceder crédito pelo Pronampe, são elas: Banco do Brasil; Badesul; Basa; BDMG; BNB; Caixa Econômica Federal; Itaú; Sicoo; Sicred. O pedido de empréstimo é feito diretamente em uma empresa credenciada. *Com informações do Correio Braziliense
Startup vai investir R$ 5 milhões para popularizar o consumo de cervejas artesanais no Brasil

MeuChope quer fomentar o mercado de micro e pequenas cervejarias no país com marketplace B2B e subsídio para estabelecimentos conhecerem os produtos Com o objetivo de democratizar o acesso dos consumidores às micro e pequenas cervejarias brasileiras, Augusto Sato e Bruno Medeiros criaram a startup MeuChope para ser o “Mercado Livre” da cerveja artesanal, com marketplace B2B e uma linha de fomento para agentes do setor. “Tivemos o processo de educação dos brasileiros sobre os cafés especiais, os vinhos. Isso também pode acontecer com as cervejas, só depende da organização da cadeia e de mais visibilidade”, afirma Sato, CEO da empresa. O brasileiro é um grande consumidor da bebida: de acordo com uma pesquisa realizada pela Euromonitor a pedido do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), o consumo de cerveja cresceu 8% em 2022, alcançando o volume de 15,4 bilhões de litros. Mas a escolha dos clientes ainda é muito limitada aos grandes players, que dominam as gôndolas e as mesas de bar. Com a ideia de aproximar os estabelecimentos do mercado artesanal, facilitando o acesso dos consumidores aos produtos, a MeuChope estruturou um pacote de fomento de R$ 5 milhões para incentivar o comércio. O capital será utilizado para ações como o subsídio da primeira compra para que os produtos sejam conhecidos pelos donos de negócios e passem pelo teste de adesão com os clientes. “Queremos incluir da distribuidora de bebidas do bairro ao restaurante de alto padrão. Trabalhar com produtos regionais é bom para todo mundo, gera empregos localmente e gera margens melhores para os PDVs. Se geramos acesso, viramos um gerador de novos negócios. O mercado precisava disso para se aquecer. Queremos desmistificar que o artesanal é apenas para momentos especiais”, declara. Como exemplo está a ação realizada pela startup em janeiro: 15 mil litros de chope foram distribuídos gratuitamente em um jogo de futebol entre Flamengo e Madureira, no Espírito Santo. Já o marketplace foi lançado em março deste ano e, em um mês, já concentra mais de mil cervejarias, como Bodebrown, Masterpiece, Blumenau, Pata Negra, Dado e Krug, com 30 mil rótulos diferentes. A plataforma foi criada para que cervejarias, comerciantes e fornecedores de insumos se conectem em um só lugar. “Vimos que a proposta tinha um engajamento muito forte. A tecnologia está mudando os hábitos de consumo e a realidade das empresas, criando canais mais fáceis de compra e venda”, diz. Antes de fundar a MeuChope, Sato era um consumidor aficionado das cervejas artesanais. Ele chegou a se aventurar produzindo a sua própria bebida, mas o seu background em produção de eventos o levou para outro caminho. Decidido a apresentar os produtos para mais pessoas, começou a bolar negócios para criar a atração. Ele abriu um espaço para autosserviço de cervejas artesanais logo antes da pandemia e precisou pivotar para manter a empresa de pé, vendendo pelo app para os consumidores. O serviço também foi levado para condomínios no Espírito Santo. A chegada de Medeiros como sócio trouxe a escala necessária para levar o negócio a um novo patamar. “Eu não tinha a visão de startup para catapultar a marca. O Bruno vem do mercado de inovação, fez captações para outras empresas e queria ter o seu próprio unicórnio. Ele viu o potencial que tínhamos de informações e dados por utilizar IoT nos equipamentos de chope”, relembra. Ao longo de 2022, Sato e Medeiros focaram na distribuição de válvulas de autoatendimento, chegando a mais de 300 pontos de vendas e faturamento de R$ 2 milhões. O esforço trouxe mais de 50 mil usuários para o aplicativo MeuChope, que opera como uma carteira digital, por onde é possível liberar as torneiras, fazer o pagamento e encontrar estabelecimentos parceiros próximos. Em março, a startup levantou uma rodada seed de R$ 8,5 milhões, com a participação de investidores como Michael Nicklas, sócio da gestora Valor Capital Group, Júlio Barbosa, sócio-fundador da BRZ, Carlos Gros, sócio do Grupo Gera, e Thiago Rodrigues, sócio da The Craftory. *Com informações do portal PEGN
O que o arcabouço fiscal tem a ver com o empreendedorismo?

A aprovação do novo regime fiscal do governo federal pela Câmara dos Deputados é o assunto em destaque hoje, 24 de maio de 2023. No entanto, a discussão ainda não está concluída, uma vez que serão realizadas votações adicionais na Câmara e o texto seguirá para aprovação no Senado e posterior sanção presidencial. Essa questão é tratada com urgência pelo governo, pois é um fator fundamental para o avanço da Reforma Tributária, um tema de grande relevância para empreendedores e empresas. Em termos conceituais, o arcabouço fiscal consiste no conjunto de regras, políticas e instrumentos utilizados para regular as finanças públicas do país, com o objetivo de controlar o déficit orçamentário, a dívida pública e garantir a estabilidade fiscal a longo prazo. Já existe a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), estabelecida em 2000, que define limites para os gastos públicos, estabelece regras para a gestão fiscal responsável e prevê sanções para o descumprimento das metas fiscais estabelecidas. Além disso, desde 2016, há uma Emenda Constitucional que estabelece um teto de gastos, limitando o crescimento das despesas do governo à variação da inflação, como forma de controlar o aumento da dívida pública. A implementação efetiva do arcabouço fiscal é fundamental para combater desafios como a complexidade tributária, a baixa eficiência da máquina pública e a pressão por despesas de curto prazo. Isso resulta em estabilidade econômica, crescimento, atração de investimentos e estímulo à abertura de novas empresas, trazendo impactos positivos, como a geração de empregos e negócios. A ver o que virá…. Reforma tributária Do lado do empreendedorismo, a Reforma Tributária terá impacto direto sobre empreendedores e pequenas e médias empresas (PMEs). A proposta visa a criar uma mesma condição tributária (simplificar, não disse reduzir) para todos, por meio da implantação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Mas, para os pequenos, deve ficar claro que o governo não planeja atualizar os limites do Simples. Os argumentos são de que, em comparação com sistemas semelhantes em outros países (a comparação lista mercados de primeiro mundo), os limites do Simples Nacional já são mais altos. Além disso, o ajuste do Simples representaria uma renúncia de arrecadação de R$ 119 bilhões no próximo ano, de acordo com estimativa da Receita Federal. Existem projetos de lei, como o PLP 108/2021 do Senador Jayme Campos e outras propostas na Câmara, representados pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo, presidida pelo Deputado Federal Marco Bertaiolli, que pleiteiam o aumento do teto limite do Simples. Atualmente, o limite de todas as categorias é o mesmo de 15 anos atrás: R$ 81 mil para Microempreendedores Individuais (MEIs) / R$ 360 mil para Microempresas / R$ 4,8 milhões para Empresas de Pequeno Porte. A reivindicação dos empresários considera que o ajuste deveria levar em conta, pelo menos, a inflação. No entanto, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já descartou essa possibilidade. Voltando ao IVA e à reforma tributária, os impostos teriam de ter uma alíquota de cerca de 25%, para manter a carga tributária total existente no país. O valor é significativamente maior do que o que as empresas que aderem ao Simples pagam atualmente – 6% a 33%. No entanto, é importante ressaltar que tanto o Simples quanto a Zona Franca de Manaus são exceções à alíquota geral do futuro IVA – a adesão será optativa. Por que defendemos a correção dos limites do Simples? Quando as empresas crescem e ultrapassam os limites de faturamento do Simples, isso não significa que elas estão preparadas para arcar com uma carga tributária tão elevada. A tributação é amplamente conhecida como um dos principais desafios enfrentados pela iniciativa privada e além de tudo representa custos administrativos pela sua complexidade. Além de tudo, as empresas que estão no Simples são mais rentáveis, geram mais oportunidades de emprego e têm menor índice de inadimplência perante a Receita Federal. Atualmente, existem 14,8 milhões de microempreendedores individuais formalizados no Simples, o que representa 68% das empresas brasileiras. Segundo o Sebrae, a atividade empreendedora é a única fonte de renda para 78% dos MEIs e é responsável pela renda familiar de 37% dos lares. As Micro e Pequenas Empresas (MPEs) representam 99% de todas as empresas em atividade no país, contribuindo com 30% do PIB brasileiro, o equivalente a cerca de R$ 3 trilhões em faturamento. Além disso, elas são responsáveis por mais de 70% dos empregos gerados no país. Graças ao Simples Nacional, as empresas que aderem a esse regime têm menos dívidas com a Receita Federal. De acordo com o Sebrae, 37% dessas empresas estão com suas dívidas em dia, enquanto 24% possuem dívidas em atraso e 39% não possuem dívidas. É importante destacar que o argumento de que o Simples representa uma isenção fiscal não é verdadeiro. O Simples simplifica o processo de arrecadação, unificando os cálculos dos impostos em diferentes esferas (Federal, Estadual e Municipal) em um único tributo. No ano passado, a arrecadação do Simples teve um aumento de 18,7% no período de janeiro a setembro, de acordo com o Ministério da Economia. Além disso, apenas 255 mil empresas de pequeno porte são devedoras da Receita Federal, totalizando um volume de inadimplência de R$ 11 bilhões. Diante desses dados, é evidente que o Simples Nacional desempenha um papel crucial no fortalecimento do empreendedorismo e na sustentabilidade dos negócios. Corrigir os limites do Simples é uma medida essencial para garantir, inclusive, que mais pessoas tenham a possibilidade de aderir ao sistema de MEI para geração de sua própria renda, que as micro e pequenas empresas – fundamentais para a geração de empregos e para a redução da desigualdade social – continuem operando sem custos adicionais, e apoiando uma carga tributária mais equilibrada de forma a fomentar a inclusão econômica e a melhoria da qualidade de vida da população.
Vivo busca diversificar atividades investindo em startups

Por meio da plataforma Wayra e do fundo Vivo Ventures, empresa de 115 milhões de clientes no Brasil quer aumentar a importância de serviços financeiros no faturamento Uma das marcas mais conhecidas do País, a Vivo (VIVT3 / VIVT4) é imediatamente associada a telefones e, em menor escala, à prestação de serviços de internet e transmissão de dados. No entanto, no que depender dos acionistas – a empresa espanhola Telefónica entre os principais – essa imagem vai mudar cada vez mais. A Vivo é uma gigante. Tem cerca de 115 milhões de clientes no Brasil, tanto pessoas físicas quanto empresas. A meta é que seu faturamento dependa cada vez menos, em termos relativos, da prestação dos serviços tradicionais e que atividades como internet das coisas (IoT, Internet of Things), segurança de dados e prestação de serviços. No primeiro trimestre deste ano, essas atividades renderam R$ 813 milhões apenas no segmento corporativo, um crescimento de 32% em relação ao mesmo período de 2022. Considerando-se os R$ 101 milhões obtidos com a prestação de serviços financeiros e os R$ 94 milhões com a venda de produtos de entretenimento, já é pouco mais de R$ 1 bilhão obtido de outros serviços para além do negócio principal. Diversificação Essa cifra vai avançar cada vez mais no que depender de Gabriela Toribio, principal executiva da Wayra, aceleradora de startups da Vivo, e da Vivo Ventures, fundo de “venture capital” patrocinado pela empresa e que tem a participação de outros sócios do mercado financeiro. “Isso representa uma mudança de posicionamento”, diz Toribio. Segundo a executiva, a Wayra gerou R$ 74,2 milhões em negócios com as startups e quer fortalecer investimentos com Vivo Ventures. Atualmente a empresa tem 26 empresas no portfólio. O Vivo Ventures investiu R$ 9,7 milhões em oito startups nos últimos três anos. *Com informações do portal Startups
Edtech brasileira avança no mercado internacional com apps de reforço de ensino

ProUser Apps fechou o ano de 2022 com resultados de impacto para o Ensino Básico no Brasil No Brasil, o ecossistema de edtechs é representado por 566 startups ativas, de acordo com o levantamento do Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB) e da Associação Brasileira de Startups (Abstartups). Inserida nesse contexto e aplicando o conceito da tecnologia como mote transformador da educação, está a ProUser Apps, startup brasileira de tecnologia focada no desenvolvimento, produção de conteúdo e distribuição de aplicativos de educação e que comemora os resultados de 2022. A edtech projeta lançar novos aplicativos ainda este ano, investir ainda mais na experiência do usuário, dobrar o número de parceiros (hoje são 7 parcerias) e continuar o seu plano de expansão internacional. Hoje, além do Brasil, a ProUser Apps já atua em Portugal, Espanha e Colômbia. O ano de 2022 foi um marco na história da edtech. “Tivemos o melhor ano da empresa até aqui, desde 2017. Além de crescer nossa participação em parceiros antigos, conquistamos novos clientes, dentro e fora do Brasil (a exemplo da Claro Colômbia) e em novo mercado (Educação)”, comemora Rodrigo Murta, fundador e CEO da ProUser Apps. Outro ponto importante foi a consolidação e avaliação dos produtos lançados em 2021. Um exemplo disso é que a startup conseguiu mensurar a efetividade do Reforça App, aplicativo de reforço educacional, no desempenho escolar de estudantes. Por meio do “Projeto Reforça nas Escolas” foi possível mensurar a melhora no rendimento escolar após o uso do app. O Projeto, que concedeu o acesso gratuito da plataforma como complemento na jornada de estudos dos alunos da Escola Municipal Francis Hime do Rio de Janeiro (RJ), revelou que após 1 mês de uso, 52% dos estudantes aumentaram as notas e o rendimento escolar. Em algumas matérias, o aumento nas notas escolares foi de 47%. Além disso, houve uma grande evolução interna da empresa, com processos muito bem desenhados e maior assertividade nas decisões. “Estamos mais maduros”, pontua. Sobre os desafios, ele admite que focar em objetivos principais e subtrair projetos é difícil, no entanto, necessário. “É muito mais tentador acrescentar projetos, atividades, etc, e, apesar de ter assumido novos e bons projetos em 2022, soubemos selecionar muito bem nossos esforços e modelos que já havíamos testado e deram certo. Só cortamos novas aventuras”, finaliza Murta.
Justiça garante benefício fiscal a bares e restaurantes de SP

Alíquota zero de Imposto de Renda (IRPJ), CSLL, PIS e Cofins pelo prazo de cinco anos está previsto no Perse
Diretor da Hotmart aponta tendências do mercado de conteúdo digital

Conteúdo é o negócio do século no universo digital. Cada vez mais as pessoas têm buscado por temas e pessoas que gerem identificação e produzam conteúdo com qualidade e, quando encontram, estão dispostas a pagar por isso. Com mais de 60% da população mundial tendo acesso à internet (Global Overview Report), o impacto desse mercado tende a ser ainda maior nos próximos anos. Diante de uma infinidade de potenciais consumidores e a protusão de criadores de conteúdo com as mais variadas temáticas, o lema é: há espaço para todos. Absolutamente todo conteúdo, desde que bem embasado e produzido com qualidade, encontra seu público. “Existe de tudo. Tanto nichos mais específicos quanto grandes nichos, que interessam basicamente a todos, como finanças, saúde, esportes, algo que todos necessitamos, que são os nichos grandes, onde existem criadores que ganham milhões vendendo para suas audiências. Mas, existe oportunidade para todos. Se tem um conhecimento que pode compartilhar com alguém e alguém se interesse por isso, é uma oportunidade de ingressar na ‘creator economy’”. Quem dá o mapa da mina é Leandro Conti, diretor de Comunicação, Marketing e Relações Exteriores da Hotmart, uma das principais plataformas de infoproduto e produção de conteúdo do mundo. Por lá, milhares de produtores são conectados com pessoas interessadas em consumir seus conteúdos. De acordo com Leandro, em entrevista para a Global IT Media, do México, a tendência é que a ligação entre influenciadores e público se fortaleça ainda mais em um futuro próximo, o que gera um mercado forte, que movimenta bilhões anualmente. “Está crescendo muito o que chamamos hoje de ‘creator economy’. É algo que surgiu há alguns anos, quando as redes sociais permitiram que as pessoas pudessem ser seu próprio meio, porque antes tínhamos os meios de comunicação e agora cada um poderia ser seu próprio meio. A partir daí se criaram comunidades ao redor de nichos que antes eram impossíveis de alcançar”, afirma. Na visão de Leandro Conti, a personalização da experiência e criação de identificação com público são os principais fatores para a fidelização. “As pessoas buscam referência de alguém que conheça ou que se identifique, e isso permitiu que se monetizasse muito mais. E as empresas permitiram que para se comunicar com sua audiência precisam contratar influenciadores e as empresas terem os próprios influenciadores, para personalizar a experiência”, explica Vídeo é o queridinho Por dia, mais de 4 bilhões de vídeos são vistos no YouTube, maior plataforma de vídeos do mundo, com mais de 800 milhões de visitantes únicos ao site por mês. Mais de 500 horas de vídeo são carregadas para o YouTube a cada minuto. Números impactantes, que refletem a força da criação de conteúdo e o interesse das pessoas no cotidiano. ‘Filhote da pandemia’, o TikTok se consolidou como a principal plataforma para vídeos curtos. Terceiro aplicativo mais baixado da App Store, já possui mais de 800 milhões de usuários ativos e é febre entre adolescentes e jovens adultos, tendo o Brasil como o terceiro principal mercado. Tais estatísticas reforçam uma tendência forte para a criação de conteúdo digital: vídeos são o principal formato atualmente. O audiovisual é o grande destaque das redes sociais e das plataformas de vendas de conteúdo pago. Para Conti, é uma tendência irreversível. “Vídeo é o principal formato. Primeiro foram os e-books, depois blogs, que, por ser apenas escritos, exigiam menos internet. Depois dos vídeos, não há volta. As pessoas se identificam muito mais com vídeos. O futuro será vídeo e a conexão por vídeo com outras tecnologias é algo que vai crescer bastante”, completa.
MEI: 8 a cada 10 têm o empreendedorismo como única fonte de renda

Sebrae promove Semana do MEI entre os dias 22 e 26 de maio por todo o país. Evento é gratuito Atualmente, existem formalizados no site do Simples Nacional 14,8 milhões de microempreendedores individuais (MEI). Além desse público corresponder a cerca 68% das empresas brasileiras, o Perfil do MEI 2022, feito pelo Sebrae, mostra que a atividade empreendedora é a única fonte de renda de 78% desse segmento e que em 37% dos lares desse grupo a renda familiar é proveniente desse trabalho. O presidente do Sebrae, Décio Lima, destaca que o empreendedorismo é um dos caminhos para o Brasil sair novamente do mapa da pobreza e que levantamentos como esse comprovam que a figura do Microempreendedor Individual tem um papel fundamental na recuperação da economia do país. “O MEI é um fator essencial para ajudar o país a ter menos miseráveis. Quando as pessoas conseguem ter a oportunidade de ter um CNPJ sem custo alto e de forma desburocratizada, elas conseguem trazer mais conforto para suas vidas e famílias. Oito a cada dez microempreendedores individuais têm como única fonte de renda o empreendedorismo”, ressalta. O Perfil do MEI também mostra que 69% acreditam que a formalização ajudou a aumentar as vendas e que foi determinante para alavancar a comercialização de produtos e serviços. A vontade de ser independente foi o principal motivo para se tornar empreendedor, à frente da necessidade de buscar uma fonte de renda. Essas duas respostas foram dadas por 42% e 20% dos entrevistados da pesquisa, respectivamente. Semana do MEI Para ajudar quem já empreende ou quer realizar o sonho de ter o próprio negócio, o Sebrae promove entre os dias 22 e 26 de maio a Semana do MEI 2023. O evento é anual, gratuito e conta com atividades on-line e presenciais. A programação já pode ser acessada pelo site www.sebrae.com.br/semanadomei. Serão cinco dias de muitas atividades, networking, palestras, oficinas práticas, dicas e histórias inspiradoras, de forma presencial e online, com vários pontos e tendas de atendimento por todo o país. “Nesta semana vamos estar em todos os cantinhos do país, em todos os Sebrae, para poder acolher as preocupações de vocês e, com isso, aumentar ainda mais os 15 milhões de brasileiros que já são empreendedores, para torná-los cada vez mais competitivos”, ressaltou Décio Lima.
Fundo nacional destinado à inovação terá R$ 9,9 bilhões para investimentos em 2023

Empresários e integrantes do governo celebraram recomposição do FNDCT Lideranças da indústria e integrantes do poder público celebraram a recomposição integral dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), principal fonte de financiamento à inovação do país. O tema foi tratado nesta sexta-feira (19), durante a reunião do Comitê de líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), realizada no escritório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo, na qual foi apresentada agenda baseada em políticas orientadas por missões para projetos de ciência, tecnologia e inovação (CT&I). Editada no fim do ano passado, a medida provisória que previa o bloqueio de parte expressiva do FNDCT perdeu a validade este mês. Somando-se a isso, o governo sancionou na semana passada a Lei 14.577/23, que cria um crédito suplementar de R$ 4,18 bilhões para investimento em CT&I, recompondo integralmente os R$ 9,9 bilhões disponíveis para investimentos do fundo em 2023. O secretário-executivo do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luís Manuel Rabelo Fernandes, avalia que a ampliação das verbas do FNDCT disponíveis para empréstimos favorecerá a agenda de pesquisa e inovação. “Trago uma mensagem de otimismo, esperança e confiança. Preciso destacar a recomposição e liberação integral dos recursos do FNDCT, que volta com força total em 2023. Estamos numa confluência positiva para efetivamente promovermos a inovação no país”, afirmou. O presidente do Sebrae, Decio Lima, explicou que a inovação precisa ser um instrumento de transformação. “O Sebrae é um sistema que representa uma das maiores incubadoras de inovação do país e, quem sabe, do mundo. A inovação não trata apenas da força tecnológica, o processo de inovação precisa ter uma definição mais clara, com a manutenção do ecossistema. Inovar significa melhorar a vida de todos, precisamos refletir sobre isso”, explicou. Décio Lima enumerou ações que a entidade vem desenvolvendo em prol da inovação. “Estamos em 170 ecossistemas de inovação em todo o Brasil, em 4.700 municípios. Acredito que esse debate da inovação desenhará o futuro das nossas vidas e o legado que deixaremos para o país”, afirmou Lima.
Líderes de pequenas empresas nos EUA veem disrupção com IA

Um estudo da Clutch, consultoria americana de análise de dados para tomada de decisão, divulgado recentemente, mostra que 82% dos líderes de pequenas empresas acreditam que a IA provocará disrupção nos seus negócios nos próximos 5 anos. O hype provocado pelo ChatGPT no início do ano foi apenas a primeira faísca de uma grande explosão na transformação tecnológica. Em apenas dois meses, a ferramenta da empresa OpenAI atingiu 100 milhões de usuários/mês, quebrando o recorde de crescimento mais rápido de qualquer outro aplicativo – para se ter ideia, o “aplicativo vizinho”, o TikTok das dancinhas, demorou 9 meses para atingir o mesmo número (dados da Vert.se) Os sentimentos dos empresários em relação à Inteligência Artificial são de empolgação, otimismo e motivação, e o entusiasmo provoca a adoção massiva de ferramentas e até mesmo novos investimentos em terceirização visando escalar junto com novas tecnologias. A pesquisa foi feita com 502 líderes de pequenas empresas dos EUA para saber mais sobre como as empresas estão se adaptando à IA, os problemas que estão resolvendo com soluções generativas e suas expectativas para o futuro. Insights: Maioria enxerga mudança – 82% dos líderes de pequenas empresas acreditam que a IA provocará disrupção nos seus negócios nos próximos 5 anos Não é um problema – Por outro lado, menos de 10% dos entrevistados disseram que se sentiam sobrecarregados, assustados ou preocupados com a tecnologia de IA generativa Uso prático – as pequenas empresas acreditam que a IA é mais adequada para responder a clientes com chatbots, criar apresentações de negócios e escrever materiais de marketing Aumento de eficiência – as pequenas empresas descobrem que o aumento da eficiência é o maior benefício da IA Falta de personalização – a falta de personalização e recursos para detectar conteúdo gerado por IA são as limitações mais significativas da IA para os negócios Áreas mais impactadas – as pequenas empresas esperam que a IA aumente sua necessidade de serviços terceirizados em todos os departamentos: Engenharia (83%), Vendas e Experiência do Cliente (78%), Marketing (77%) e muito mais Marketing e códigos de programação: como as pequenas empresas estão usando ferramentas de IA Desde simplificar o atendimento ao cliente até automatizar tarefas mundanas, a IA já está mudando a forma como se trabalha. 84% das pequenas empresas que atualmente usam IA planejam manter seu uso no futuro. Para muitos líderes empresariais, a IA produz resultados inegáveis de produtividade. Além do trabalho mais produtivo, o uso de Inteligência Artificial promove o aprendizado contínuo. As entrevistas entre os pequenos empresários indicam que tarefas que costumavam levar semanas e envolver vários membros da equipe agora podem ser concluídas em uma única manhã. Ao contrário do que se acredita, de que as IAs atrapalham o aprendizado e a criatividade , seu uso aumenta o acesso a novas informações e facilita o aprendizado. As áreas mais comuns de implementação do uso da IA são de TI e marketing. Isso não é uma surpresa, especialmente após o aumento na popularidade das ferramentas causado pelo ChatGPT, que facilitou a chegada a códigos de programação e mudou a forma de se elaborar materiais de marketing – as “copys” e redação em geral mudaram com o surgimento do sistema. A adoção em tempo recorde do ChatGPT apresentou muitas pessoas às ferramentas de IA generativas pela primeira vez, por isso é natural que esses casos de uso tenham sido adotados primeiro e o uso em massa. Embora novos casos de uso ainda estejam em desenvolvimento, as pequenas empresas estão começando a reconhecer alguns dos diversos recursos da IA. Entre as áreas em que eles consideram a IA particularmente eficaz, estão: Chatbots: a IA automatiza as interações com os clientes, lida com consultas e fornece respostas instantâneas, o que cria suporte ao cliente eficiente e personalizado em sites comerciais, por e-mail ou por telefone. Apresentações: a IA gera apresentações visualmente atraentes e com aparência profissional, automatizando o design de slides, a criação de conteúdo e a visualização de dados. Conteúdos de marketing: a IA cria conteúdo para materiais de marketing, como postagens em mídias sociais, blogs, e-mails, boletins informativos e muito mais. Algumas ferramentas também podem analisar dados e identificar tendências para melhorar o conteúdo. Em todos esses casos, a IA ajuda as empresas a realizar o trabalho mais rapidamente. A eficiência das ferramentas de IA é o benefício mais popular entre os entrevistados pela Clutch. IA não substitui seres humanos As limitações da IA tornam as ferramentas um recurso, não um substituto para as pessoas. Embora a eficiência seja o principal impulsionador do interesse das pequenas empresas na IA, as empresas estão divididas quanto à sua limitação. A maioria das empresas está preocupada principalmente com a falta de personalização nas respostas generativas de IA ou com as respostas sendo detectadas como não humanas. Esses desafios estão enraizados na imaturidade dos modelos de aprendizado, que estão em desenvolvimento, o que pode fazer com que o conteúdo gerado por IA seja muito fácil de identificar como não humano sem instruções e orientações completas para treinar suas respostas. A facilidade de identificação do conteúdo gerado por IA pode ser um grande problema para as empresas que pretendem usá-lo para trabalhos altamente criativos ou personalizados. Para alguns dos empresários, a IA nunca entenderá um negócio melhor do que sua equipe, por isso é difícil se confiar demais na tecnologia, que deve ser vista como um recurso e não uma substituição. Por fim, os entrevistados dizem que é fundamental ter em mente as vantagens e desvantagens dos processos baseados em IA antes de tomar decisões finais sobre como e onde a nova tecnologia deve ser implementada. Crescimento De toda forma, as pequenas empresas dizem estar prontas para aproveitar a IA para transformar as operações e impulsionar o crescimento. Elas não apenas planejam escalar terceirizando, mas também estão interessadas em desenvolver suas próprias soluções baseadas em IA. A demanda por serviços de IA na própria consultoria cresceu 514% em relação ao ano anterior no primeiro trimestre de 2023. Com isso, também deve crescer a contratação de empresas
Inversão societária e impactos tributários para os fundadores e startups

É comum que rodadas de investimento de startups sejam precedidas de reorganização que envolva a transferência da participação societária detida na empresa brasileira à companhia constituída no exterior, em jurisdições cuja legislação oferece maior flexibilidade e segurança jurídica a investidores estrangeiros. Essas reorganizações também são implementadas por companhias brasileiras que buscam acesso ao mercado de capitais estrangeiro, mediante listagem em bolsa de valores no exterior. Como resultado dessas reorganizações societárias, também conhecidas como inversões de capital ou “flip”, os sócios originais passam a deter participação societária em sociedade no exterior que, por sua vez, se torna controladora da startup brasileira. Como regra geral, as inversões são implementadas sob o formato jurídico de aumento de capital da companhia estrangeira com a entrega das ações ou quotas da startup brasileira. Sob a perspectiva tributária, deve-se avaliar os impactos dessa transação para os sócios fundadores e, para fins deste artigo, focaremos em sócios brasileiros pessoas físicas. O flip implementado é qualificado como alienação e pode motivar o reconhecimento de ganho de capital tributável caso o valor atribuído às ações ou quotas seja superior ao seu custo de aquisição, conforme registrado pelos sócios fundadores. Contudo, não há dispositivo legal que exija a valoração da participação societária a mercado para fins da transferência, sendo possível que o valor de custo seja adotado pelas partes, de modo que a transação seja fiscalmente neutra. De acordo com a regulamentação do Banco Central do Brasil, a inversão requer a implementação de operações simultâneas de câmbio, com valor suportado por laudo que indica o valor máximo que pode ser atribuído às ações/quotas. As operações de câmbio simulam a saída de investimento brasileiro para o exterior (sujeita à incidência do IOF/Câmbio à alíquota de 0,38%) e a entrada de investimento estrangeiro no Brasil (sujeito à alíquota zero do IOF/Câmbio). Trata-se do custo tributário da implementação do flip. Os lucros e dividendos pagos pela startup brasileira à sua nova controladora no exterior não são tributados no Brasil mas podem, em tese, serem tributados na jurisdição em que tal controladora é residente. Por sua vez, os lucros e dividendos distribuídos pela companhia estrangeira aos sócios fundadores brasileiros serão tributados no Brasil. No caso de sócios fundadores pessoas físicas, o Imposto de Renda incide à alíquota máxima de 27,5% e eventual tributo incidente na fonte sobre os dividendos na jurisdição da controladora no exterior (pouco provável) poderá ser deduzido do imposto devido no Brasil. Apesar de as startups não serem, via de regra, entidades lucrativas aptas a distribuir dividendos, na hipótese de distribuição futura, a tributação dos dividendos pelos sócios brasileiros representa ineficiência resultante do flip. Nos casos de evento de liquidez envolvendo alienação privada das ações da companhia no exterior, o ganho de capital obtido pelos sócios fundadores pessoas físicas ficaria sujeito à tributação no Brasil, às alíquotas progressivas de 15% a 22,5%. Esse mesmo tratamento é aplicável ao ganho de capital obtido em alienação de ativos no Brasil – ou seja, o regime tributário no cenário de alienação secundária não é afetado em decorrência do flip. Por sua vez, caso a controladora no exterior aliene participação societária na startup brasileira, eventual ganho de capital também ficará sujeito à tributação no Brasil, sob a sistemática de retenção na fonte, cabendo ao adquirente ou seu representante a retenção e recolhimento do tributo devido. O IRRF incide à alíquota geral de 15% ou à alíquota majorada de 25%, caso a controladora seja residente em jurisdição definida como paraíso fiscal. Por fim, ressaltamos que eventual necessidade de “unflip” ou evento de “tropicalização”, de modo que a interposição da controladora no exterior seja desfeita, deve ser avaliada cuidadosamente a fim de que não gere o reconhecimento de ganhos tributáveis no Brasil. *Bruna Marrara é sócia na área de Direito Tributário do Machado Meyer Advogados *Com informações do portal Startups
Jogador desiste do futebol e se torna empreendedor: “R$ 1 milhão por mês”

Ex-lateral Diego Manoel conta sobre as dificuldades que passou e a vontade de trabalhar com vendas De promessa da base do Joinville Esporte Clube a dono de mais de 40 lojas em todo o Brasil. Esta é a história de Diego Manoel, 31 anos, ex-lateral-direito que abandonou a carreira no futebol por dificuldades para virar empreendedor no ramo de vendas. Joinvilense e morador do bairro Itinga na infância, o ex-jogador já foi considerado uma das joias do Tricolor, mas desistiu da carreira por conta de lesões e decisões ruins, segundo ele. Atualmente CEO da It Case, loja de acessórios para celular, Diego Manoel conta a trajetória de sucesso com orgulho e relembra episódios marcantes vividos no futebol profissional. O início no JEC Com o pai ausente por ser usuário de drogas, Diego conta que a mãe, caixa de supermercado na época, nunca teve condições de o colocar em uma escolinha de futebol, devido a mensalidade. Aos 11 anos, recebeu o convite de um vizinho para um treino experimental, chamou a atenção de treinadores e ganhou uma bolsa em uma escolinha local. No mesmo ano, durante o Campeonato Citadino de Base em Joinville, enfrentou o JEC no primeiro jogo. — Eu nunca tinha disputado um campeonato de futebol. Perdemos por 4 a 2, mas lembro que fiz uma partida maravilhosa e o treinador do Joinville já veio atrás de mim, para me levar ao clube. Mas não poderia abandonar a escolinha que me deu oportunidade — conta. Em 2005, um ano depois, após contato frequente dos diretores do JEC, foi jogar pelo clube, até assinar o primeiro contrato profissional em 2009, aos 16 anos. Lesões e turbulência na carreira No ano em que o ex-lateral subiu ao profissional, o Joinville não tinha calendário nacional. Mesmo assim, Diego já estava cotado para ser um dos titulares da posição na Copa Santa Catarina. Porém, em 2009, sofreu uma lesão de ligamento cruzado anterior, que o afastou dos gramados por seis meses. — O Sérgio Ramirez, técnico na época, foi atrás da minha mãe, contou sobre a lesão e disse para ela ficar tranquila porque eu era uma joia e ganharia todo o suporte possível — afirmou. — Eu era cabeça dura, achei que a qualquer momento eu viraria jogador profissional de futebol, então na primeira cirurgia eu não tive o cuidado necessário, não fiz a fisioterapia correta, estava em balada, festa — relembra. Recuperado da primeira lesão, em 2010, Diego Manoel fez a pré-temporada com o clube, mas novamente machucou o joelho e ficou mais de um ano fora. Na volta, com nova diretoria e técnico, foi rebaixado aos juniores, e recebeu a notícia de que o contrato não seria renovado. Rodagem em clubes e fim da carreira Até desistir da carreira, Diego rodou por diversos clubes do interior paulista, além de Coritiba (PR) e Guarani de Palhoça (SC). Neste último, foi campeão do Campeonato Catarinense Série B em 2012. Por decisão do empresário, não renovou contrato e, sem novas propostas de clubes maiores, aceitou jogar no Fluminense do Itaum, em Joinville. Desempregado na maior parte do ano e sem competição para jogar, desistiu da carreira aos 20 anos, em 2015. Primeiros passos no empreendedorismo Após sair do futebol, Diego tinha vontade de trabalhar com vendas, por já ter tido uma experiência quando era jovem. Assim, pediu oportunidade em uma loja de acessórios para celular, de um amigo, e conseguiu ser contratado. Com três meses, foi promovido a gerente, depois da saída do amigo. Segundo ele, a loja passava por dificuldades, e foi aí que resolveu abrir o próprio negócio, também de acessórios para celular, com a esposa. — Nós iniciamos com o Center Cell. Inauguramos a primeira unidade em junho de 2017, e em dezembro já estávamos com a terceira unidade. A cada seis meses a gente estava inaugurando lojas — disse. Em 2022, comprou a franqueadora It Case. — Hoje nós com as vendas de franquia, com royalties, temos um faturamento de R$ 1 milhão e meio por mês — afirma. Em Joinville, a loja está localizada na Avenida Getúlio Vargas, no bairro Anita Garibaldi. Volta ao futebol e disputa da Libertadores No mês passado, Diego Manoel voltou ao JEC, desta vez, no futebol 7, com o JEC/Bola na Rede, na conquista do vice-campeonato da Libertadores de Futebol 7 2023. — Foi muito bacana poder reviver tudo aquilo que a gente já viveu um dia, principalmente em uma competição tão grande quanto a Libertadores — disse. *Com informações do ge.globo
Incentivo ao empreendedorismo impacta positivamente 40 mil mulheres no Brasil

Instituto Consulado da Mulher fomenta e investe em projetos de mulheres que têm o sonho de empreender Este ano, o número de mulheres empreendedoras no Brasi alcançou uma marca histórica: chegou a 10,3 milhões e representa uma fatia de 34% do total de empreendedores no país. Números que refletem a busca por espaço e afirmação feminina em um cenário antes dominado por homens. Dados como esse são resultado de um ímpeto que não começou agora, é o pico de uma crescente onda que tem uma estrada longa, com sonhos, percalços e vidas transformadas no caminho. Um dos viajantes nessa estrada é o Consulado da Mulher. Nascido em 2002, na cidade de Rio Claro, interior de São Paulo, o protejo tinha como objetivo de apoiar mulheres através do conhecimento profissional. A principal causa é o empreendedorismo feminino com foco na capacitação e acompanhamento, uma espécie de trampolim para mulheres que sonham com seus negócios e não sabem por onde começar. “O Consulado já nasceu com essa semente de fortalecer e incentivar as mulheres. Nós, que estamos inseridos, temos nosso trabalho, nossa casa, temos nossos roteiros inseridos. Mas, quando você sai um pouquinho, em qualquer cidade do Brasil, nas periferias a situação é muito diferente”, conta Leda Böger, diretora executiva do Consulado da Mulher, sobre os primeiros passos do projeto. “O objetivo é que elas se sintam confiantes, capazes de empreender ou de ampliar seus negócios gerando renda, ganhando autoconfiança e podendo dar um futuro melhor para suas famílias”, completa. Vinte anos depois, já são mais de 38 mil pessoas beneficiadas, 2.202 empreendimentos em 489 cidades, dos 26 estados do Brasil, além do Distrito Federal. O instituto é uma ação social da marca Consul, marca brasileira líder no segmento de eletrodomésticos. “A atuação, basicamente, se dá em todo o território nacional. Nosso público hoje é composto por mulheres na faixa dos 40, 45 anos, em média e as regiões tem características culturais próprias. A gente prioriza mulheres que estão em situação de vulnerabilidade, que por alguma razão não estão no seu pleno potencial empreendedor, muitas delas por ter uma lacuna de escolaridade na base”, explica Leda. Leda Böger conversou com o Empreendabilidade e contou, além de sua trajetória pessoal, histórias inspiradoras de mulheres incentivadas pelo Consulado. O papo está disponível na íntegra no YouTube e no Spotify, recheado de insights para mulheres e, por que não, homens que querem tirar o sonho de empreender do papel.
Busca das empresas por crédito cresce apenas 0,3% em abril, revela Serasa Experian

Recorte mostra que companhias de grande porte foram as que tiveram o maior aumento, de 7,9% O Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian mostrou que, em abril, a procura pelo recurso financeiro cresceu apenas 0,3% na comparação com o mesmo mês de 2022. Os negócios de grande porte foram os que mais demandaram por linhas de crédito, marcando alta de 7,9%. Os empreendimentos de médio porte tiveram queda de 4%, enquanto as micro e pequenas empresas subiram 0,3%. Confira no gráfico abaixo a movimentação dos dados gerais: Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, a procura das empresas por crédito só deverá crescer de forma mais significativa neste ano quando houver sinais mais consistentes de retomada da atividade econômica, de redução das taxas de juros e dos níveis de inadimplência tanto de consumidores quanto das próprias empresas. “A soma de uma inflação forte, com a Selic ainda alta e o crescente nível de negativações, certamente acarreta uma desaceleração do consumo de linhas de crédito, tornando as empresas mais cautelosas para realizar investimentos e gastos não prioritários, por exemplo”. A análise por segmento revelou a alta mais expressiva da demanda por crédito na categoria “Demais” (empresas Financeiras, Primárias e de Terceiro Setor), que cresceu 8,9%. As companhias de “Serviços” também registraram percentual positivo, esse de 1%, enquanto “Indústria” e “Comércio” caíram 0,6% e 1,1%, respectivamente. Ainda em abril deste ano, feita a comparação com o mesmo período de 2022, o Distrito Federal foi a Unidade Federativa (UF) com a maior alta na busca pelo recurso financeiro, marcando 59,5%. O Amazonas veio em segundo lugar, com aumento de 8,1%. Em sequência estavam Goiás (6,1%), Santa Catarina (4%) e Mato Grosso (3,8%). Alagoas foi o estado que mais se destacou negativamente, caindo 12,8%. Confira no gráfico as informações completas: Metodologia do indicador O Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito é construído a partir de uma amostra significativa de cerca de 1,2 milhão de CNPJ consultados mensalmente na base de dados da Serasa Experian. A quantidade de CNPJ consultados, especificamente nas transações que configuram alguma relação creditícia entre as empresas e as instituições do sistema financeiro ou empresas não financeiras, é transformada em número índice (média de 2008 = 100). O indicador é segmentado por região geográfica, setor e porte.
Conheça vendedor da BMW que construiu império na construção civil em Miami

Empreender é dar o primeiro passo, sair da zona de conforto, arriscar. Não que ser um funcionário da área de testes de uma montadora de veículos seja exatamente a definição de confortável. Porém, a mudança radical de ramo é um plano arriscado, que demanda coragem. Conrado Lima deu este primeiro passo. Começou sua carreira na indústria automotiva na área de testes e vendas na John Deere Chysler e BMW. Em determinado momento, decidiu que era o momento de um turning point: encarou um desafio na área de investimentos e projetos na construção civil. Área em grande expansão no mundo, buscando novidades e tendo sempre como foco a sustentabilidade nos novos projetos, como fala o empresário. Se tornou empresário na Trends&Trades Consulting Group, em Miami e participou de mais de 1000 projetos desde o início do boom de investimentos estrangeiros em imóveis. De um vendedor que precisava bater metas de vendas de carros de alto padrão, se tornou um dos líderes de um projeto que gera mais de R$3.8 bilhões em receita – US$ 780 milhões. Ao longo de sua carreira, estabeleceu uma reputação de líder transformacional, impulsionado por desafios, sem ser impedido por obstáculos e comprometido em promover padrões de excelência. Sua experiência abrange todos os aspectos do desenvolvimento e administração de negócios, desde o controle de custos e maximização de receitas até o aproveitamento das forças da equipe para melhorar o desempenho em toda a empresa. Conrado também acumula passagem pelo Grupo Boticário, onde foi responsável pela criação de mais de 70 lojas da marca fora do Brasil. Com proficiência profissional completa: inglês, espanhol e português, Conrado possui experiência de negócios em mais de 50 países. Aos sábados na Rede TV – Tocantins Conrado mostra a beleza de Miami para todo o Brasil no programa “Café com Vanessa”. Coragem, dinamismo, versatilidade e liderança. São características de Conrado que empreendedores com trajetórias de sucesso possuem em comum e que devem inspirar os que estão no início de sua trilha, arriscando para investir no sonho do próprio negócio.
Confira 7 franquias enxutas para empreender em lugares a partir de 3m²

São possibilidades de até 20m² para quem não pode investir em grandes espaços Nem sempre as pessoas que gostariam de empreender podem arcar com os custos de aluguel ou comprar espaços em pontos comerciais com uma metragem alta para abrirem o próprio negócio. Pensando nessa demanda reprimida e sentindo o aumento da procura por franquias mais compactas, muitas franqueadoras resolveram lançar modelos neste formato para facilitar o empreendedorismo. Confira algumas ideias inovadoras, a partir de 3m², para realizar este sonho. A rede Yes! Cosmetics, empresa com mais de 20 anos de atuação no segmento de beleza e cosméticos, lançou o modelo cápsula para o franchising. Com valor de investimento inicial mais acessível, a partir de R$ 70 mil, a proposta é que a microfranquia seja implementada em locais com até 3m² e em pontos estratégicos, como galerias, supermercados e estações de trem, devendo capitalizar a marca e estar presente em cidades com até 20 mil habitantes. A cápsula foi formatada para ser implantada rapidamente, em cerca de 60 dias. A área necessária é a partir de 2,4m², o que diminui o valor do aluguel, e pode ser operada por apenas um funcionário, minimizando o custo final ao franqueado. A Lavô é a maior franquia de lavanderias self-service do Brasil. Inaugurada em 2018, entrou para o franchising em 2020 e já conta com mais de mil unidades comercializadas pelo Brasil. Com a missão de democratizar e simplificar o serviço, a franquia dispensa funcionários, pode ser gerenciada à distância, por meio do sistema online e tem exigência mínima de 20m², chegando até os 30m² em operações com necessidade de mais máquinas. No modelo loja (container e sala comercial) o investimento inicial é a partir de 199 mil, com faturamento médio mensal de R$ 20 a 30 mil. Já para unidades em condomínios, o investimento inicial é a partir de R$149 mil e o faturamento médio mensal de R$10 a 15 mil. Ambos possuem prazo de retorno de 18 meses. A Magnólia Papelaria, maior franquia de papelaria organizacional e que tem como propósito estimular a organização e consequentemente a produtividade de jovens e adultos, conta com o modelo quiosque para o franchising. Com um investimento inicial de R$130 mil e faturamento médio mensal de R$49 mil, o quiosque exige uma área mínima tradicional de 3x2m². A rede aposta na instalação em shoppings centers e aeroportos. Já a Mr. Fit, rede pioneira de fast-food em alimentação saudável, disponibiliza um modelo de negócio em formato de quiosque, que a partir de uma operação enxuta, atende as necessidades dos franqueados e seus clientes. Com unidades de 9 a 12m², o modelo pode ser explorado em lugares com grande fluxo de pessoas, como os shoppings, O investimento inicial para abrir uma unidade é a partir de R$ 77 mil (incluso taxa de franquia), com um faturamento médio de R$ 30 a R$ 60 mil e prazo de retorno de 10 a 36 meses. Com a intenção de oferecer uma opção rápida para o consumidor, a Mais1.Café, maior rede de cafeterias to go do Brasil, trabalha com bebidas da mais alta qualidade em várias opções, desde o clássico coado até drinques gelados com café de grão especial. Para acompanhar as bebidas, o cardápio tem salgados e doces importados da Europa que possibilitam diversas combinações para potencializar a experiência. Atualmente, a Mais1.Café está presente em mais de 220 cidades, em 25 estados brasileiros e no Paraguai, e conta com mais de 600 unidades confirmadas no Brasil. A rede possui unidades em formato de lojas de rua, shoppings e containers a partir de 12m², com investimento inicial de R$ 85 mil (incluso instalações, taxa de franquia, estoque inicial), faturamento médio de R$ 30 mil e o prazo de retorno de 18 a 24 meses. A Minha Quitandinha atua com o intuito de trazer praticidade para o cotidiano do consumidor e do franqueado. A rede de minimercados autônomos que opera em complexos residenciais ou comerciais durante 24 horas, nos sete dias da semana e sem a necessidade de um vendedor para a intermediação da compra não exige muito espaço, adaptando-se a locais acima de 2 m². Ou seja, uma loja pode ser instalada no hall de entrada, recepções, corredores ou até mesmo em uma vaga de garagem. O layout é totalmente personalizado para cada projeto, podendo, inclusive, ser instalado em um container em casos de áreas externas. Ao todo, a marca, que disponibiliza um portfólio com uma média de 700 produtos, conta com um investimento inicial a partir de R$ 42 mil (inclui a taxa de franquia + instalação), faturamento médio mensal de R$ 18 mil e um prazo de retorno de 10 a 18 meses. A Le Petit Macarons, primeira boutique brasileira especializada no doce francês, dispõe de 33 sabores de macarons sem glúten, com opções exclusivas também sem lactose. Preparados a base de farinha de amêndoas, pastas italianas, açúcar impalpável e chocolate belga, os macarons podem ser comercializados, juntamente com cafés e chás importados, em até quatro modelos de negócio, sendo o mais enxuto deles o modelo Carretino, que necessita de no mínimo 2m² para atender às necessidade de clientes e franqueados. Com investimento inicial de R$ 100 mil (incluso taxa de franquia, instalações, equipamentos e estoque inicial), o modelo proporciona faturamento médio mensal de até R$ 25 mil e prazo de 24 a 36 meses para retorno.
De catador de reciclagem a dono de rede de restaurantes

Mr. Cheff quer chegar aos estados de Rio de Janeiro e Minas Gerais e alcançar 26 lojas e faturamento R$ 42 milhões em 2023 Aos 14 anos de idade, Flávio Gagliardi, hoje com 59 anos, já sabia o significado da palavra ‘trabalho’ quando se propôs a catar materiais recicláveis com mais dois amigos em fazendas da cidade de Londrina, no Paraná, para vender. Apesar de ter nascido no interior de São Paulo, em Jaboticabal, passou a maior parte da infância e adolescência em Londrina (PR), que era a cidade natal de seus pais. Logo depois, aos 16 anos de idade, trabalhou como frentista de posto de combustível até conseguir um emprego em uma instituição bancária, na qual passou a atuar na área de seguros. Mal sabia ele que os anos seguintes seriam difíceis, com a perda do pai em 1982 e as transformações políticas do período dos anos 90, ocorreram mudanças internas e Gagliardi se deparou com a demissão, após 10 anos de experiência na área de seguros, onde chegou ao cargo de gerência. Contudo, paralelo a esse trabalho, ele já pensava criar o próprio negócio e com apenas 26 anos de idade, juntou sua rescisão e o portfólio de clientes particulares e em 1990 mesmo montou a própria corretora de seguros, onde atuou por mais cinco anos. Também, foi a partir deste longo período na área de seguros que Gagliardi teve condições financeiras para, em 1995, abrir seu primeiro negócio em parceria com o irmão, uma franquia londrinense de pastéis. A parceria com a rede durou dois anos, e por diferenças culturais, os irmãos decidiram romper com a marca e criar a deles. Surgia então a Mr. Pastel, com investimento inicial de aproximadamente R$ 200 mil. A experiência como franqueado deu a eles a base para expandir o negócio também, e em cerca de 7 anos depois tiveram a ideia de criar uma nova marca, desta vez com foco em refeições completas. Em meados de 2012, nascia então a Mr. Cheff. Por quase 10 anos a parceria entre os irmãos deu certo, mas logo depois decidiram romper a sociedade e cada um ficou com uma marca, Gagliardi com Mr. Cheff. Com o caminho definido e pronto para ser desbravado, o incansável empreendedor de Londrina conseguiu inaugurar mais duas lojas do Mr. Cheff e com três unidades próprias na cidade, passou a licenciar a marca no ano de 2017. A procura aconteceu e com tantos interessados, no ano seguinte Gagliardi decidiu formatar o negócio para expansão também através do franchising, e hoje já soma 16 franquias em três estados: Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Como regiões prioritárias para expansão, o empreendedor está mirando a região sudeste, especialmente os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A expectativa da rede é chegar a 26 lojas e faturar R$ 42 milhões até dezembro deste ano. O investimento em uma loja da rede é a partir de R$ 250 mil, com retorno médio de 18 meses. Diferenciais gastronômicos A rede se destaca na praça de alimentação dos shoppings pela quantidade de comida no prato, que é muito bem servido, e a qualidade dos produtos utilizados, o que dá um requinte ao sabor de comida caseira. O fundador e CEO da Mr. Cheff, Flávio Gagliardi, ainda desenvolveu um produto artesanal e exclusivo, que é uma farinha temperada para empanar as delícias que passam pelo processo de fritura, deixando tudo mais saboroso e crocante. O produto não acumula óleo e é distribuído para todos os franqueados da rede. No cardápio do Mr. Cheff estão as porções, pratos executivos e gratinados, com a proposta de oferecer um preço acessível para todos os públicos. Já o carro-chefe das lojas é a porção intitulada ‘A Famosa’, que seduz o cliente tanto pelo tamanho (2kg) quanto pelo preço, é disposta em formato de pirâmide com frango à milanesa, batatas fritas e calabresa. Além do sabor, a rede ainda se preocupa em contribuir com o sucesso dos franqueados, e faz questão de uma a duas vezes por mês enviar um consultor para visitação das franquias e acompanhar de perto o desempenho e, se necessário, oferecer suporte.
6 formas de usar inteligência artificial em qualquer negócio

Aplicações de IA podem multiplicar o resultado de toda empresa, independentemente do setor ou tamanho “ChatGPT cria empresa do zero e gera receita em poucos dias”. Notícias como essa têm se tornado cada vez mais comuns no meio dos negócios ao passo que a inteligência artificial avança e se populariza. Investimentos em IA já são prioridades das empresas e as ferramentas de inteligência artificial como ChatGPT, Midjourney e Copilot se tornaram parte do dia a dia das organizações. Segundo o estudo Futuro do Trabalho, do Fórum Econômico Mundial, mais de 75% das empresas já buscam incorporar a inteligência artificial em seus negócios nos próximos anos. Mas, afinal, como usar inteligência artificial em uma empresa? Ferramentas como o ChatGPT já são usadas na criação de novos negócios. Um exemplo é o do empreendedor português João Ferrão, que deu a ordem para o ChatGPT criar uma empresa do zero com um valor inicial de US$ 1000. O assistente inteligente sugeriu o modelo de negócio e ajudou o empreendedor na tomada de decisão, atuando como “CEO” da empresa. Em alguns dias, o negócio já tinha vendido mais de R$ 55 mil e conseguiu um investimento de R$ 600 mil. Mas não é apenas ajudando a criar empresas que o ChatGPT e outras ferramentas podem auxiliar empreendedores. A Inteligência Artificial pode ser aplicada aos negócios de várias maneiras diferentes. Algumas empresas usam essa tecnologia como estrutura do negócio, como a Amazon e o Google, por exemplo. Mas a IA pode ser utilizada para otimizar e potencializar os resultados de qualquer negócio, independentemente do setor ou do tamanho da empresa. Por exemplo, a inteligência artificial permite analisar uma quantidade gigantesca de dados em pouco tempo para tomar decisões mais certas para o negócio. A redução de custos é outro benefício, uma vez que o gestor não vai precisar contratar um time com dezenas de analistas de dados. Outra utilização são os chatbots, que podem revolucionar a área de atendimento de qualquer empresa, trazendo agilidade, redução de custos e suporte 24h por dia para os clientes. Algumas áreas comuns para usar Inteligência Artificial dentro de um negócio são: Atendimento ao cliente: A IA pode ser usada para melhorar o atendimento ao cliente, fornecendo respostas rápidas e precisas a perguntas comuns, realizando triagens e encaminhando chamados para os departamentos apropriados, fornecendo sugestões de produtos e personalizando a experiência do usuário. Aqui são utilizados os famosos chatbots presentes na grande maioria das empresas. O Rock in Rio também já está usando inteligência artificial. Nas últimas edições, o chatbot Roque trabalhou em tempo real respondendo 3 milhões de mensagens tirando dúvidas e ajudando as pessoas a acessarem todas as informações sobre o evento. Seria necessário um time enorme de atendentes para atender uma demanda desse tamanho. Nesse caso, tanto a empresa quanto o público saíram ganhando com a aplicação da IA. Marketing e vendas: A IA pode ser usada para prever o comportamento do consumidor, personalizar as campanhas de marketing, analisar dados do consumidor e identificar leads qualificados. Além disso, a IA pode ser usada para otimizar preços e ajudar a gerenciar a cadeia de suprimentos. Operações: os sistemas inteligentes podem ser usados para otimizar a cadeia de suprimentos, prever e prevenir falhas em equipamentos, melhorar a eficiência energética e reduzir custos operacionais. Um exemplo desse uso é a Caterpillar. Uma das maiores fabricantes de equipamentos de construção e mineração do mundo digitaliza todos os seus produtos, escavadeira por escavadeira. Com isso, a empresa recebe alertas antecipados de problemas e consegue prever quando uma máquina vai quebrar. Nesse caso, o sistema alerta automaticamente o cliente para fornecer uma nova peça. Recursos humanos: A IA pode ser usada para realizar triagens de candidatos a emprego, identificar talentos internos, gerenciar a folha de pagamento e fornecer treinamento personalizado. Essa é a lógica de negócio da Gupy, como mostramos no capítulo anterior. O site Vagas.com também já usa o ChatGPT para criar o job description das oportunidades que entram na plataforma. Pesquisa e desenvolvimento: A IA pode ser usada para analisar dados e identificar insights valiosos, acelerar o processo de desenvolvimento de produtos, simular cenários para testar ideias e fornecer previsões sobre o desempenho do produto. Finanças: A IA pode ser usada para analisar dados financeiros, identificar fraudes e riscos, realizar análises de investimentos e prever o desempenho financeiro futuro. O CEO da Palo Alto Networks, Nikesh Arora, disse que a empresa tem usado IA em seus serviços de segurança para evitar ataques cibernéticos, por exemplo. A companhia faturou cerca de US$ 30 milhões de dólares nas vendas de seu produto que usa aprendizagem de máquina para detectar ameaças. *Com informações do portal Exame
Alta taxa de juros afeta confiança dos donos de pequenos negócios

Sondagem Econômica mostra que índice de confiança de abril teve ligeira baixa Após dois meses de aumento, em abril, o Índice de Confiança das Micro e Pequenas Empresas (IC-MPE) apresentou um ligeiro recuo de 0,8 ponto, caindo de 88,5 para 87,7 pontos, segundo da Sondagem Econômica da MPE, realizada mensalmente pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Dos três setores analisados, apenas os pequenos negócios do Serviços apresentaram um aumento de 0,3 ponto. Indústria da Transformação e Comércio tiveram, respectivamente, quedas de 1,6 e 3,8 pontos. O resultado de abril reflete um arrefecimento nos setores de Comércio e da Indústria de Transformação e de uma estabilidade do setor de Serviços. O presidente do Sebrae, Décio Lima, destaca que os pequenos negócios estão em compasso de espera por uma melhora, que poderia vir, por exemplo, com uma redução das taxas de juros. “A taxa Selic a 13,75% é extremamente agressiva aos pequenos negócios, à economia brasileira e à soberania nacional. Os pequenos negócios são os principais geradores de novos empregos no Brasil. Os juros praticados atualmente prejudicam o segmento e dificultam o acesso a crédito. É natural que os empreendedores se sintam inseguros em relação ao futuro”, observa Lima. Comércio Após duas altas consecutivas, a confiança das micro e pequenas empresas do setor de Comércio (MPE-Comércio) caiu 3,8 pontos em abril para 83,3 pontos, o menor nível desde janeiro de 2023 (81,8 pontos). Analisando os segmentos, o varejo restrito foi o responsável pela maior contribuição da queda do índice esse mês. Na contramão do setor, os segmentos de material para construção e veículos, motos e peças (lojas de autopeças e pequenas revendedoras). Por região, três das quatro pesquisadas acompanharam o setor, com destaque, para o Sudeste, que teve queda de 5,3 pontos. Essa foi seguida por Norte/Centro-Oeste e Sul, com recuos de 4,4 pontos e 3,7 pontos, respectivamente. E contrapartida, Nordeste teve alta de 2,9 pontos. Serviços Após dois meses de alta, a confiança das micro e pequenas empresas do setor de Serviços (MPE-Serviços) ficou relativamente estável em abril ao variar 0,3 ponto, para 89,7 pontos, maior nível desde outubro de 2022 (99,4 pontos). “Essa resiliência do MPE-Serviços acaba sendo influenciada pelos serviços prestados às famílias, mas a sustentabilidade desse resultado positivo acaba sendo desafiadora diante do cenário econômico prospectivo de altos juros e crédito caro”, frisa o presidente do Sebrae. Sob a ótica dos segmentos, dois avançaram e três recuaram. A principal alta foi observada no segmento serviços às famílias. Serviços profissionais e outros serviços se mantiveram estáveis. Os segmentos serviços de informação e comunicação e serviços de transporte recuaram. Em relação às regiões, as altas do setor foram observadas nas regiões Sul, Sudeste e Norte/Centro-Oeste, que cresceram de 1,1 ponto, 0,8 ponto e 0,5 ponto, respectivamente. Somente a região Nordeste recuou (-4,7 pontos). Indústria de Transformação Assim como no comércio, a confiança das micro e pequenas empresas da Indústria de Transformação (MPE-Indústria) caiu em abril: 1,6 ponto, para 86,7 pontos. Por segmento, outros foi o que mais contribuiu para queda do MPE-Indústria. Essa piora também ocorre no segmento de metalurgia e produtos de metal. Em contrapartida, os segmentos de alimentos, refino e produtos químicos e vestuário avançaram. Na análise regional, as variações são dispersas, sendo as maiores quedas observadas nas regiões Sudeste e Nordeste, onde a maioria das empresas desse setor se encontram: caíram 6,6 pontos e 6,2 pontos, respectivamente. Já no sentido oposto, as regiões Norte/Centro-Oeste e Sul avançaram: 5,3 pontos e 1,5 ponto, respectivamente.
Atividade do comércio cresce 3,7% no Dia das Mães, revela Serasa Experian

Movimento varejista desacelera e cresce menos do que o registrado em 2022 O Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian revelou que, na semana comemorativa do Dia das Mães (08 a 14/05 de 2023 x 02 a 08/05 de 2022) as vendas do varejo cresceram 3,7%. Depois da queda expressiva registrada em 2020, de 30,7%, os anos de 2021 e 2022 mostraram melhoras tímidas, de 6,0% e 6,9%, respectivamente. No entanto, o percentual registrado neste ano mostra um movimento de desaceleração. Veja os dados completos no gráfico a seguir: No final de semana do Dia das Mães (12 a 14/05 de 2023 x 06 a 08/05 de 2022), o aumento foi maior, de 5,4%. De acordo com o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, os desafios econômicos e o pouco incentivo ao consumo seguem tornando os consumidores mais cautelosos com os gastos. “A inflação e a taxa de juros continuam desencorajando compras e investimentos, no entanto, a alta mais expressiva no final de semana da data no país pode significar que as pessoas deixaram para as últimas horas as compras dos presentes”. Na cidade de São Paulo, o indicador também relevou crescimento, esses de 3,6% durante a semana da data comemorativa e 3,5% no final de semana do Dia das Mães.
Quer empreender e não sabe em qual negócio? Nós te ajudamos a escolher

Empreender é o sonho de 6 em cada 10 brasileiros, segundo o estudo GEM 2022/2023. No entanto, escolher o tipo de negócio é um dos desafios de quem está começando na jornada empreendedora. Pensando nisso, o Empreendabilidade analisou os tipos de empreendedorismo e suas características, para facilitar àqueles que querem empreender entender qual modelo se adequa mais ao seu perfil. Indústria É o empreendedorismo com maior barreira de entrada, seja por demandar mais investimento e recursos financeiros em maquinário, equipamentos e pessoas, seja porque pede conhecimento aprofundado em negócios, gestão e, a depender do setor, até mesmo formações específicas e conhecimento de legislação e regulação, já que alguns segmentos precisam de autorização de órgãos e agências para operar, o que também pode gerar custos adicionais com advogados, documentos e licenças. Porém o desafio é recompensador, visto que o negócio é voltado para a produção de bens. Empresas desse tipo podem produzir desde alimentos até peças automotivas, passando por itens de consumo doméstico ou até mesmo voltados para outras empresas, chamados de B2B (Business to Business). É um negócio que exige muita disciplina e organização para manter a qualidade e a produtividade, além do que o retorno geralmente acontece apenas no longo prazo, pedindo um capital mais “paciente”. Outra opção é buscar abrir negócios que atendam demandas de setores industriais específicos, o que acaba movimentando mais renda para algumas regiões. Por exemplo, quando uma indústria cimenteira abre uma nova fábrica, move uma cadeia produtiva que acaba abrindo fábricas de produtos advindos daquela produção, como por exemplo peças cerâmicas, de cimento ou material de construção. Com o advento da indústria 4.0, que utiliza mais tecnologia, também há novas oportunidades para quem quer atuar no setor industrial. Comércio O comércio é um dos tipos de negócio mais tradicionais do mundo, e pode ser dividido em varejo e atacado. No varejo, o empreendedor vende diretamente para o consumidor final, como lojas de roupas e acessórios. No atacado, a venda é realizada em grandes quantidades, geralmente para outras empresas. É necessário ter habilidade em negociação e boa gestão de estoque e de fornecedores, além de conhecimento em marketing. Quer saber como montar sua loja de calçados? Veja aqui este material gratuito do Sebrae Serviços É o tipo de empreendedorismo mais comum no Brasil. É neste modelo que estão os salões de beleza, oficinas mecânicas, bares e restaurantes e até consultorias e assessorias. O investimento inicial costuma ser menor do que nos outros tipos de negócio, mas é importante ter habilidades técnicas na área de atuação, além de conhecimentos em gestão empresarial. Sebrae – abra seu restaurante Franquias Quem dispõe de algum recurso e quer ter um negócio para fazê-lo multiplicar As franquias nasceram como modelo de expansão e ficaram famosas por marcas como KFC e McDonald’s. são modelos de negócio já comprovados, que oferecem o suporte necessário para a abertura de uma nova unidade. É uma boa opção para quem deseja empreender com mais segurança, já que o empreendedor conta com o apoio da marca e de um modelo de gestão já testado. É importante fazer uma pesquisa detalhada sobre a franquia antes de investir e já existem redes estruturadas que reúnem diversas opções para quem quer investir e empreender neste modelo. Para saber mais, a Associação Brasileira de Franquias (ABF) tem esse material bastante detalhado Startup As startups são, por conceito, empresas que buscam resolver um problema de forma inovadora, usando tecnologia e entregando uma solução escalável. O investimento inicial pode ser baixo, visando escala, mas o empreendedor precisa ter habilidades em tecnologia e inovação, além de saber buscar investidores e parceiros estratégicos. Há diversos cursos voltados a esse mercado, oferecido principalmente pelos hubs e aceleradoras, que apoiam a montagem do negócio e o ecossistema de educação empreendedora. Para mais informações, o portal Startups.com é uma fonte bastante confiável. E-commerce O e-commerce é a evolução das lojas online e um modelo de negócio voltado para os negócios digitais. É uma boa opção para quem deseja empreender com baixo investimento inicial, já que não é necessário ter um espaço físico. É essencial buscar conhecimentos em marketing digital e logística. Na pandemia, as lojas online cresceram bastante e o modelo de negócio veio para ficar. Quer saber como abrir um e-commerce? O Sebrae tem um curso bastante prático Empreendedorismo Social Os negócios sociais têm como objetivo gerar impacto positivo na sociedade, além de obter lucro. São uma boa opção para empreendedores que desejam aliar seus valores pessoais ao seu negócio e, no Brasil, com toda a agenda de sustentabilidade e inclusão, têm atraído muitos investimentos. Exigem desenvolver habilidades em gestão empresarial e conhecimentos sobre as causas sociais, além de bons relacionamentos. Leia mais sobre os negócios de impacto social. Infoprodutos Os infoprodutos são produtos digitais que podem ir desde e-books até cursos, mentorias e capacitação. Esse modelo de negócio ganhou espaço em todo o mundo e vem, inclusive, substituindo os cursos formais de preparação para o mercado de trabalho. Esse modelo de negócio é uma boa opção para empreendedores que possuem conhecimento em alguma área específica e desejam compartilhar seus conhecimentos com outras pessoas. Há muitos cursos de marketing digital, produção de conteúdo e estratégia de lançamento disponíveis no mercado. Uma das plataformas mais famosas é a Hotmart, que tem bastante conteúdo a respeito. Esses são os tipos de empreendedorismo mais comuns no Brasil e há possibilidade para todos que querem ter seu negócio, independentemente da disponibilidade financeira ou do conhecimento de negócio. Se você tem dúvidas sobre que em que negócio pode empreender ou qual o modelo ideal para você, entre em contato.
Lições de gestão de médias empresas que crescem acima da média

Elas não ocupam as capas das principais publicações de negócios e nem compartilham da atenção dedicada a startups, mas geram 25% da massa salarial brasileira e têm lições relevantes a ensinar, diz Diego Marconatto, professor da Fundação Dom Cabral Elas não ocupam as capas das principais publicações de negócios e nem compartilham de toda a atenção dedicada a startups, unicórnios e outros tipos hype do mundo empresarial. Entretanto, as empresas de médio porte (EMPs), mesmo sendo apenas 1% de todos os negócios do Brasil, respondem por nada menos do que um quinto de todos os empregos do segundo setor e um quarto de toda a sua massa salarial. Decidimos olhar para um grupo seleto entre essas empresas, formado por aqueles negócios que conseguem manter o ritmo de crescimento ao longo dos anos. Buscamos entender o que eles fazem e como se estruturam para atingir um crescimento acima da média. Investigando mais de mil EMPs brasileiras, chegamos a conclusões representativas e confiáveis sobre o segredo desses negócios. As EMPs de crescimento consistente tendem a compartilhar oito realidades interdependentes: Presença de conselho consultivo Esse foi um dos fatores com maior impacto positivo sobre o crescimento das EMPs. A chave está nos novos conhecimentos e perspectivas trazidos pelos conselheiros, que dificultam a miopia desses negócios. Reinvestimento agressivo de lucros A realocação de partes importantes dos ganhos na própria operação do negócio materializa a intenção de crescimento das EMPs de sucesso. Profissionalização da estrutura de recrutamento de talentos São muitos escassos os verdadeiros talentos ainda disponíveis no mercado. As EMPs que cresceram procuram-nos através de estruturas de recrutamento profissionalizadas. Uso de estratégias de geração de alto valor agregado EMPs crescentes tendem a se distanciar das estratégicas genéricas de competição (foco em preços baixos) para centrarem esforços em mercados de nicho, customização de produtos e serviços e outras vias que oferecem maiores margens de lucro. Inovação do portfólio de produtos e serviços A renovação dos seus produtos e serviços mostrou aumentar consideravelmente as chances de crescimento das EMPs. Fusões e aquisições Fusões e aquisições mostraram ter o maior impacto positivo para as EMPs que cresceram. O ganho de escala e a união de diferentes expertises impulsionam fortemente o seu crescimento. Uso de relacionamentos colaborativos As EMPs pujantes estabelecem parcerias formais e informais com os mais diversos atores, incluindo até mesmo arranjos de cooperação com concorrentes. Expansão internacional No geral, EMPs com subsidiárias no exterior têm taxa de crescimento muito superior aos seus pares com operação concentrada no Brasil. Foi identificado ainda um outro grupo especial de EMPs: as campeãs absolutas de crescimento – aqueles negócios que multiplicaram o seu faturamento por 2 vezes ou mais ao longo do período de 5 anos (2016-2021). Essas EMPs são marcadas por seis características adicionais: Diversificação geográfica Essa é uma marca maior das EMPs que têm grande capacidade de crescimento de lucros e faturamento. Como seu foco tende a ser o B2B e seu portfólio de produtos não é tão amplo, esses negócios buscam novos mercados de modo constante. Inovação de processos internos As campeãs de crescimento estão sempre buscando novas formas de ganhar produtividade e de melhorar a experiência final dos seus clientes. Desenvolvimento de colaboradores EMPs estelares investem pesado no desenvolvimento dos seus colaboradores de modo a ganhar cada vez mais eficiência, produtividade e capacidade competitiva e de inovação. Estruturação das atividades internas As EMPs vitoriosas tendem a ter suas atividades-chave (comercial, marketing, finanças, RH etc.) mais bem estruturadas do que os seus pares que crescem menos. Isso mostra claramente que capacidade de gestão é sempre chave. Objetivos de crescimento mais arrojados As grandes campeãs têm, comprovadamente, maior intenção de crescimento do que as outras empresas. Elas se impõem objetivos maiores e mais audaciosos. Otimismo e confiança Confiança para enfrentar os desafios e otimismo em relação ao futuro são facilmente encontradas nas empresas de alto crescimento. EMPs que querem crescer têm nesses elementos indicações sólidas do caminho a seguir. Por último, é importante notar que os itens dessa lista tendem a estar correlacionados. Ou seja, para que todo o potencial de expansão do negócio seja realizado, ele deve adotar vários dos elementos concomitantemente. Minha experiência direta com negócios de altíssimo crescimento converge com esses achados, que também são corroborados pelas melhores publicações científicas da área de negócios – vide, por exemplo, a recente edição especial do célebre Journal of Management sobre o tema dos negócios de rápido crescimento. Definitivamente, seus gestores comungam de um foco incansável em estruturar, impulsionar e melhorar constantemente cada uma dessas frentes.
Empreendedora fatura R$ 40 mil por mês com roupas para mulheres negras

Valérie Alves, 35 anos, criou a grife Guettosa após dar à luz sua segunda filha. Marca oferece um catálogo com peças costuradas por mães moradoras do bairro da empreendedora A ideia da grife Guettosa nasceu dentro da cozinha da mãe de Valérie Alves, 35 anos. O momento era delicado: depois da segunda gravidez, ela tinha tentado uma recolocação no setor de varejo — área em que possuía mais de 10 anos de experiência —, mas percebeu que o mercado de trabalho não estava mais disponível para ela. Hoje, sua marca de roupas exclusiva para mulheres pretas veste nomes como Jojo Toddynho, Glória Groove, as gêmeas Tasha & Tracie e a ex-BBB Maria. O período em que foi em busca de trabalho acabou sendo revelador. “Entendi que precisava criar a minha própria oportunidade de trabalho e tirei o meu sonho de empreender do papel”, aafirma. “Sempre quis ter meu próprio negócio, mas comecei a empreender por necessidade, não apenas por um sonho”, diz. Em 2018, a empreendedora começou a costurar peças sob medida para mulheres pretas e a divulgar no seu perfil no Instagram. Ela usava como inspiração modelos que via em revistas norte-americanas de moda e de cultura preta. “A primeira peça que fez bastante sucesso foi um top glam de strass, bem brilhoso e glamoroso. Uma amiga foi falando para a outra, compartilhando nas redes e foram chegando influenciadores e artistas interessados. Percebi que estava atingindo meu público-alvo quando a Jojo Toddynho me mandou mensagem no Instagram perguntando qual era o valor da peça”, relata. A demanda começou a aumentar nos meses seguintes, assim em 2019 ela consolidou a Guettosa. A proposta é atender mulheres negras com roupas feitas com tecidos mais leves e finos, que possam ter um caimento perfeito. “Como a moda precisa ser inclusiva, faço do tamanho PP ao G3, plus size. Minhas clientes trazem muitas referências ‘gringas’. Elas adoram brilho, transparência e tule”, diz. Ela conta estava no auge do crescimento e já atuava de forma online quando a pandemia começou. “A crise não interferiu muito no nosso negócio”, afirma. Para ela, um dos maiores trunfos é que na periferia, as mulheres não se importam em pagar mais caro por um produto de qualidade. O catálogo da marca conta com vestidos, conjuntos, biquínis, macacões, tops e saias, tudo produzido por costureiras que são mães e moram no mesmo bairro de Alves, na periferia da zona leste de São Paulo. “O nosso principal foco são roupas para festa, para dar um rolê, para ir naquele date. Temos também algumas peças que são básicas, para o dia a dia. Mas sempre digo que as nossas roupas são feitas para você chegar a um local e arrasar”, afirma. Ela conta que percebeu que o negócio estava dando certo quando conseguiu contratar outras mulheres. “Vi que meu esforço estava dando resultando quando passei a empregar outras mães, pretas e de periferia como eu. Isso tudo me proporcionou um sentimento de gratidão e alegria.” O e-commerce da Guettosa atende todo o país e fatura R$ 40 mil mensais em média. “Também temos clientes fora do Brasil, em países da Europa. Mas nossas vendas são mais fortes na capital de São Paulo e no Rio de Janeiro, lugares em que temos planos de abrir lojas físicas”, afirma. O objetivo para este ano é alcançar receitas mensais de R$100 mil para atrair investidores e iniciar o processo de expansão. Capacitação ajudou no começo Para dar conta do próprio negócio, Alves foi estudar administração e criou seu planejamento financeiro. “Não cursei uma faculdade, mas a minha experiência no varejo foi uma grande escola. Tudo que aprendi e vivenciei no setor me ajudou no meu negócio. Como não foi suficiente, busquei especializações no Sebrae”, diz. Ela conta que também teve dificuldade para definir seu público-alvo e achar um diferencial. “Quando converso com mulheres que estão começando a empreender, sempre digo que o primeiro passo é saber exatamente o que elas querem. Para isso, é preciso determinação e planejamento. É pegar papel e caneta, programar cada passo, independente do serviço ou produto. Ter um diferencial e investir no atendimento ao cliente”, recomenda a empreendedora. “Você precisa gostar de lidar com as pessoas, senão seu negócio vai dar certo”, diz. Empoderamento Alves também ensina corte e costura para mulheres da comunidade que estão interessadas em aprender a atividade do zero. Com o intuito de fortalecer a autoestima e criar uma rede de mulheres empreendedoras, ela criou ao lado de Tasha, Tracie, Aniele e Stephani Mauricio, o coletivo de moda e ativismo Mulher Preta Independente da Favela. Segundo ela, o principal objetivo é fomentar o empreendedorismo da mulher preta da periferia. “O nosso intuito é ser uma rede de fortalecimento, queremos mostrar que elas podem ser o que quiserem, criando e administrando seus próprios negócios, acreditando em si mesmas. Queremos que elas passem a enxergar a potência da mulher preta”, finaliza. *Com informações do portal PEGN
Mães empreendedoras se desdobram para conciliar filhos e negócios

Pesquisa inédita da Serasa Experian mostra que 50% das respondentes têm mais flexibilidade de tempo; 4 em cada 10 são completamente independentes financeiramente de cônjuges e familiares Uma pesquisa inédita realizada pela Serasa Experian, aplicada com mulheres empreendedoras, revelou que 29% das entrevistadas declararam que conseguir conciliar tempo de trabalho com o cuidado dos filhos foi um dos principais ganhos ao se tornarem empresárias. Dessas mulheres, 38% têm entre 40 e 49 anos, e 31% entre 30 e 39 anos. A maioria delas, 36%, está no Nordeste, e 32% estão no Norte e Centro-Oeste. A flexibilidade de horário foi outro ganho percebido por 50,4% delas. Para o vice-presidente de PME da Serasa Experian, Cleber Genero, o maior desafio é conciliar o empreendedorismo com as necessidades familiares, e isso exige apoio para que elas possam garantir que todas as tarefas sejam concluídas. “Trabalhamos para oferecer soluções que auxiliem as mulheres a equilibrarem suas responsabilidades familiares com suas carreiras empreendedoras de forma mais prática e assertiva. Dessa forma, elas podem garantir o sucesso financeiro dos negócios e dedicar tempo para outros fatores além do trabalho. Essa movimentação beneficia a economia como um todo, promovendo a representatividade feminina nos negócios, a inovação e o crescimento empresarial”. Independência financeira e escolaridade Independência financeira é outro fator crucial, já que 45% das mulheres responderam que são completamente independentes financeiramente de cônjuges e familiares, sendo que 51% da renda que elas recebem vêm da atividade empresarial. Neste recorte, 57% do porte das empresas dessas empresárias é pequeno ou médio e 43,9% individual ou micro. O levantamento também mostra que o nível de escolaridade é alto entre essas empreendedoras. Cerca de 55% delas possuem pós-graduação, 42,8% formação superior e 35,8% ensino médio completo. Diferenças de gênero e os principais desafios Quando perguntadas sobre as principais diferenças entre gêneros no empreendedorismo, 56% declararam que empreender para uma mulher é mais difícil do que para um homem. Para 36% das respondentes, a maior dificuldade que encontram é a dupla jornada de trabalho. Veja no gráfico a seguir todos os desafios apontados por elas: “A Serasa Experian reconhece a importância de auxiliar todos os empreendedores brasileiros, principalmente as mães e mulheres que atuam neste ramo. Facilitar o acesso ao crédito e a conteúdos gratuitos que ajudam na organização da empresa são iniciativas que podem mudar a realidade de muitas”, conclui o executivo. Metodologia A Pesquisa “Empreendedoras Brasileiras PME” da Serasa Experian foi realizada de forma quantitativa, via painel de respondentes e contou com 534 participantes de todas as regiões do país. O detalhamento seguido foi segundo a classificação do Sebrae, considerando: “Comércio, Serviço e Indústria”, “B2B, B2C e Ambos”, “Todas as áreas de atuação (sem cota)”, “Clientes e não clientes de birôs de crédito (sem cota)”, “Maiores de 18 anos”, “100% mulheres” e “Classes ABCD (cotas: 50% AB1 e 50% B2CD)”. Esta foi a segunda onda do estudo, que teve sua realização em 2022, entretanto foram feitas alterações significativas em relação ao questionário para 2023, visando incluir a Segmentação de Mulheres Empreendedoras, a fim de entender as principais motivações para empreender. Desta forma, o foco principal desta pesquisa é mergulhar no perfil atual de empreendedoras (traçado em 2023) e como elas encaram o empreendedorismo e seus negócios próprios. Empreendedorismo por região A região que mais concentra negócios cujas sócias principais são mulheres é a Sudeste (51,1%), seguida pela Nordeste (17,9%), Sul (17,4%), Centro-Oeste (9,1%) e Norte (4,4%). Na análise das Unidades Federativas (UFs) é em São Paulo (27,8%) que estão a maior parte dos empreendimentos femininos, depois vem Rio de Janeiro (10,6%), Minas Gerais (10,3%) e Paraná (6,6%). Veja no gráfico abaixo o ranking completo:
Bancária se reinventa como empreendedora no agronegócio

Mariane ousou, investindo em um setor dominado por homens Não é nenhuma novidade que as mulheres vêm ganhando cada vez mais espaço, ocupando cargos de liderança, tornando-se executivas e alcançando patamares onde apenas os homens tinham vez. No cenário rural, não é diferente. De acordo com o IBGE, cerca de 20% das propriedades rurais são administradas pelas mulheres e, saindo dos limites das porteiras, cada vez mais as vemos se destacando e conquistando o seu espaço no agronegócio. Prova disso é Mariane Cristina Lugli de Brito Oliva, 30 anos, que notou o potencial desse mercado e não teve dúvidas em investir o seu capital. Administradora por formação e apaixonada por finanças, abandonou sua carreira de bancária em um renomado banco nacional para se dedicar ao seu próprio negócio: O crédito rural. “Investi na franquia da Sonhagro, primeiro por ser criada no meio rural, que sempre foi o sustento da minha família. O meu objetivo é ajudar pessoas a melhorarem sua qualidade de vida, aumentando o seu patrimônio. Por ser uma franquia direcionada ao crédito para produtores, percebi que não havia essa prestação de serviços na minha cidade, então, deixei a minha profissão para me dedicar à minha paixão”. A franquia da Sonhagro liderada por Mariane está localizada na cidade de Auriflama (SP), a 60 km de Araçatuba, considerada a cidade do boi gordo, onde a concentração de produtores rurais é grande, trazendo ótimas oportunidades levando mais capital para os produtores de pequeno, médio e grande porte. “Escolhi a minha cidade pela existência de vários produtores rurais e diversas atividades tanto pecuária como agrícola. Nada melhor do que começar por aqui, para levar mais trabalho e oportunidades à eles, movimentando também o comércio local e ser destaque na modalidade de crédito rural na praça”, conclui.
Nestlé lança desafios de inovação e convida startups para colaborar

A Nestlé está lançando uma chamada para startups dispostas a colaborar com seus principais desafios de negócio. O propósito é encontrar empresas com soluções inovadoras e capazes de ajudar a multinacional de alimentos a ser mais eficiente e ligada à tecnologia. Quais são os desafios A iniciativa vai selecionar soluções inovadoras desenvolvidas por startups, institutos de ciência e tecnologia, empresas e universidades de todo o Brasil em três principais desafios: transporte de máquinas profissionais para os operadores de serviços, com foco na criação de um carrinho elevatório; Automação do processo de limpeza a seco dos silos da fábrica de cereais, a CPW (Cereal Partners Worldwide); Análise da documentação dos materiais que serão utilizados nas embalagens dos produtos para verificar requisitos e normas. Os desafios são realizados em parceria com o Centro de Inovação e Tecnologia da Nestlé, uma estrutura de 100 metros quadrados localizada no Parque Tecnológico de São José dos Campos, em São Paulo, e que abriga pesquisa e desenvolvimento de inovações industriais. “Participar e ser selecionado no Desafio de Inovação Aberta da Nestlé é uma grande oportunidade, em especial, para startups que buscam escalar suas soluções de maneira significativa no mercado”, diz Gustavo Moura, gerente do Programa de Transformação Digital para Operações da Nestlé. “Temos um ambiente de implementação dentro de um grande parque tecnológico e um time de pesquisadores com expertise para ajudar a desenvolver os projetos da melhor forma possível”. Como participar Empresas podem se inscrever em um dos três desafios até o dia 31 de maio pela plataforma AEVO Connect. Após o final do período de inscrições, a Nestlé vai realizar a pré-seleção dos interessados e, em seguida, promoverá um encontro para detalhar cada desafio e o que é esperado para cada um deles. Posteriormente, a empresa irá promover um Pitch Day, no qual os participantes irão apresentar seus projetos e uma proposta formal para a prova conceito (POC), além de definir o plano de trabalho para colocar a prova em prática em uma das 14 fábricas da empresa pelo país e também aportes financeiros necessários para o desenvolvimento. *Com informações do portal Exame.
Fundação lança banco de dados de startups circulares

Circular Startup Index, criado pela Fundação Ellen MacArthur, quer conectar startups a empresas e investidores A Fundação Ellen MacArthur, organização internacional sem fins lucrativos que atua no desenvolvimento da economia circular, lançou um banco de dados de startups circulares — o Circular Startup Index. A plataforma tem o objetivo de ajudar empresas e investidores a conhecer as startups, impulsionando a aceleração e inovação nesse nicho. “Projetar um futuro circular requer inovação radical para repensar como nossa economia funciona. Milhares de startups circulares já estão fazendo isso. Mas elas precisam de mais apoio e investimento”, diz Ella Hedley, gerente de projetos da Fundação Ellen MacArthur. O índice, disponível no site da Fundação, apresenta startups que fazem parte da sua comunidade. Cada uma delas foi selecionada por incorporar um ou mais princípios da economia circular – a eliminação de resíduos e poluição, a circularidade de produtos e materiais e a regeneração da natureza – em sua proposta de negócios. Atualmente, há 500 startups catalogadas de diferentes setores. Entre elas, estão sete startups brasileiras: 4 Hábitos para Mudar o Mundo, B.O.B – Bars Over Bottles, B.Recycled, Boomera, Circular Brain, eureciclo e Natcrom Soluções Sustentáveis LTDA. *Com informações da Revista PEGN
Aumenta o número de empreendedores estabelecidos no País

A qualidade do empreendedorismo brasileiro apresentou uma melhora no último ano, segundo o relatório da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2022, realizado pelo Sebrae e pela Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas (Anegepe) e divulgado no início da tarde desta terça-feira (09). A taxa de empreendedorismo dos negócios estabelecidos, aqueles que possuem mais de 3,5 anos de existência, teve um ligeiro incremento de 0,5%, passando de 9,9% em 2021 para 10,4%, no ano passado. “Esse resultado demonstra um arrefecimento na crise, uma retomada da economia e uma melhoria na gestão dos negócios. Em 2020 essa taxa levou uma grande queda por causa da pandemia e caiu de 16,2%, em 2019, para 8,7% e desde o ano retrasado ela já demonstra sinais de recuperação”, pontua o presidente do Sebrae, Décio Lima. Essa taxa manteve o Brasil na sétima posição, especificamente quanto à taxa de Empreendedores Estabelecidos, em relação aos outros países que participaram da pesquisa. Na frente estão Coréia do Sul, Togo, Grécia, Letônia, Guatemala e Irã. Mesmo com a taxa de empreendedorismo estabelecido da população brasileira ter apresentado esse incremento, a taxa geral apresentou uma leve queda de 0,1 ponto percentual e atingiu o menor nível nos últimos 10 anos ficando em 30,3%. Esse resultado é explicado pela redução na taxa de empreendedores iniciais, aqueles com até 3,5 anos de negócio, que caiu de 21%, em 2021 para 20%, em 2022. “Menos pessoas iniciaram um negócio novo e uma parte migrou para a posição de estabelecidos”, observa Décio. A taxa geral de empreendedorismo é a soma dos empreendedores iniciais e dos estabelecidos. Número de empreendedores por necessidade cai O conceito de empreendedorismo por necessidade se dá quando uma pessoa física passa por um problema financeiro e não tem fonte de renda para garantir o seu sustento ou de sua família. Sem trabalho, encontra no empreendedorismo uma alternativa para arcar com os custos prioritários. Em um cenário de recuperação pós-pandemia, é o segundo ano consecutivo que a porcentagem de empreendedores iniciais por necessidade cai. Eram 50,4% em 2020, teve queda para 48,9% e agora o percentual está em 47,3%. A maioria dos brasileiros sonha em empreender e ter o próprio negócio é a meta de vida de seis em cada dez brasileiros, diz a Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2022), divulgada pelo Sebrae nesta terça-feira (09). Empreender é o segundo maior sonho do País, ficando atrás apenas de viajar, e está à frente de metas como ter uma casa própria ou um carro. O levantamento, que é o principal no segmento de empreendedorismo no mundo, mapeou 51 países e coletou dados entre junho e agosto de 2022. No Brasil, foram entrevistados 2 mil adultos e 51 especialistas no tema. O sonho de ter o próprio negócio saiu de terceiro mais citado, com 46% das respostas na última pesquisa, em 2021, para a segunda posição, com 60%. É a maior porcentagem de respostas desde o início da pesquisa, em 2012. Segundo a GEM, 42 milhões de pessoas adultas (com 18 a 64 anos) já tinham um negócio – formal ou informal – e/ou que fizeram alguma ação, em 2022, visando ter um negócio no futuro e outros 51 milhões não têm empreendimento, mas gostaria de ter um em até 3 anos. “Isso comprova o espírito empreendedor brasileiro, o interesse crescente pelo negócio próprio e mostra o quanto é importante que sejam criadas políticas públicas que incentivem o empreendedorismo, que vão desde a educação empreendedora até a legislação”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. Esses números apontam um crescimento do interesse pelo empreendedorismo no Brasil nos últimos anos. A taxa de empreendedores potenciais, que não possuem negócio próprio deseja tê-lo em breve se manteve em 53% da população adulta. O Brasil apresenta a 2ª maior Taxa de Empreendedorismo potencial, praticamente empatado percentualmente com o Panamá, porém com expressividade muito maior em números totais – enquanto o Brasil possui mais de 210 milhões de habitantes, a população panamenha é de 4.3 milhões. Pesquisa GEM A Pesquisa GEM é considerada a principal pesquisa sobre empreendedorismo no mundo. Realizada anualmente há 23 anos, já participaram mais de 110 países, o que representa mais de 95% do PIB mundial. No Brasil, em 2022, foram entrevistados 2 mil adultos e 52 especialistas. Os dados foram coletados entre junho e agosto de 2022. O Brasil é um dos poucos países que participou de todas as edições.
Cai o número de empreendedores por necessidade no Brasil

O conceito de empreendedorismo por necessidade se dá quando uma pessoa física passa por um problema financeiro e não tem fonte de renda para garantir o seu sustento ou de sua família. Sem trabalho, encontra no empreendedorismo uma alternativa para arcar com os custos prioritários. Em um cenário de recuperação pós-pandemia, este é o segundo ano consecutivo que a porcentagem de empreendedores iniciais por necessidade cai, segundo o levantamento da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2022), que no Brasil é realizada em parceria com o Sebrae e foi divulgada nesta terça-feira, 9 de abril. Aumenta o número de empreendedores estabelecidos O estudo também aponta que a qualidade do empreendedorismo brasileiro apresentou uma melhora no último ano. A taxa de empreendedorismo dos negócios estabelecidos, aqueles que possuem mais de 3,5 anos de existência, teve um ligeiro incremento de 0,5%, passando de 9,9% em 2021 para 10,4%, no ano passado. “Esse resultado demonstra um arrefecimento na crise, uma retomada da economia e uma melhoria na gestão dos negócios. Em 2020 essa taxa levou uma grande queda por causa da pandemia e caiu de 16,2%, em 2019, para 8,7% e desde o ano retrasado ela já demonstra sinais de recuperação”, pontua o presidente do Sebrae, Décio Lima. Essa taxa manteve o Brasil na sétima posição, especificamente quanto à taxa de Empreendedores Estabelecidos, em relação aos outros países que participaram da pesquisa. Na frente estão Coréia do Sul, Togo, Grécia, Letônia, Guatemala e Irã. Mesmo com a taxa de empreendedorismo estabelecido da população brasileira ter apresentado esse incremento, a taxa geral apresentou uma leve queda de 0,1 ponto percentual e atingiu o menor nível nos últimos 10 anos ficando em 30,3%. Esse resultado é explicado pela redução na taxa de empreendedores iniciais, aqueles com até 3,5 anos de negócio, que caiu de 21%, em 2021 para 20%, em 2022. “Menos pessoas iniciaram um negócio novo e uma parte migrou para a posição de estabelecidos”, observa Décio. Sonho de empreender ultrapassa ter carro e casa Empreender é o segundo maior sonho do País, ficando atrás apenas de viajar, e está à frente de metas como ter uma casa própria ou um carro, diz o estudo. O levantamento, que é o principal no segmento de empreendedorismo no mundo, mapeou 51 países e coletou dados entre junho e agosto de 2022. No Brasil, foram entrevistados 2 mil adultos e 51 especialistas no tema. O sonho de ter o próprio negócio saiu de terceiro mais citado, com 46% das respostas na última pesquisa, em 2021, para a segunda posição, com 60%. É a maior porcentagem de respostas desde o início da pesquisa, em 2012. Segundo a GEM, 42 milhões de pessoas adultas (com 18 a 64 anos) já tinham um negócio – formal ou informal – e/ou que fizeram alguma ação, em 2022, visando ter um negócio no futuro e outros 51 milhões não têm empreendimento, mas gostaria de ter um em até 3 anos. “Isso comprova o espírito empreendedor brasileiro, o interesse crescente pelo negócio próprio e mostra o quanto é importante que sejam criadas políticas públicas que incentivem o empreendedorismo, que vão desde a educação empreendedora até a legislação”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. Esses números apontam um crescimento do interesse pelo empreendedorismo no Brasil nos últimos anos. A taxa de empreendedores potenciais, que não possuem negócio próprio deseja tê-lo em breve se manteve em 53% da população adulta. O Brasil apresenta a 2ª maior Taxa de Empreendedorismo potencial, praticamente empatado percentualmente com o Panamá, porém com expressividade muito maior em números totais – enquanto o Brasil possui mais de 210 milhões de habitantes, a população panamenha é de 4.3 milhões. Pesquisa GEM A Pesquisa GEM é considerada a principal pesquisa sobre empreendedorismo no mundo. Realizada anualmente há 23 anos, já participaram mais de 110 países, o que representa mais de 95% do PIB mundial. No Brasil, em 2022, foram entrevistados 2 mil adultos e 52 especialistas. Os dados foram coletados entre junho e agosto de 2022. O Brasil é um dos poucos países que participou de todas as edições.
6 em cada 10 brasileiros sonham em empreender, diz pesquisa

A maioria dos brasileiros sonha em empreender e ter o próprio negócio é a meta de vida de seis em cada dez brasileiros, segundo os dados da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2022), divulgada pelo Sebrae nesta terça-feira (09). Empreender é o segundo maior sonho do País, ficando atrás apenas de viajar, e está à frente de metas como ter uma casa própria ou um carro. O levantamento, que é o principal no segmento de empreendedorismo no mundo, mapeou 51 países e coletou dados entre junho e agosto de 2022. No Brasil, foram entrevistados 2 mil adultos e 51 especialistas no tema. O sonho de ter o próprio negócio saiu de terceiro mais citado, com 46% das respostas na última pesquisa, em 2021, para a segunda posição, com 60%. É a maior porcentagem de respostas desde o início da pesquisa, em 2012. Segundo a GEM, 42 milhões de pessoas adultas (com 18 a 64 anos) já tinham um negócio – formal ou informal – e/ou que fizeram alguma ação, em 2022, visando ter um negócio no futuro e outros 51 milhões não têm empreendimento, mas gostaria de ter um em até 3 anos. “Isso comprova o espírito empreendedor brasileiro, o interesse crescente pelo negócio próprio e mostra o quanto é importante que sejam criadas políticas públicas que incentivem o empreendedorismo, que vão desde a educação empreendedora até a legislação”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. Esses números apontam um crescimento do interesse pelo empreendedorismo no Brasil nos últimos anos. A taxa de empreendedores potenciais, que não possuem negócio próprio deseja tê-lo em breve se manteve em 53% da população adulta. O Brasil apresenta a 2ª maior Taxa de Empreendedorismo potencial, praticamente empatado percentualmente com o Panamá, porém com expressividade muito maior em números totais – enquanto o Brasil possui mais de 210 milhões de habitantes, a população panamenha é de 4.3 milhões. Aumento número de empreendedores estabelecidos A qualidade do empreendedorismo brasileiro apresentou uma melhora no último ano. Segundo o relatório da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2022, realizado pelo Sebrae e pela Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas (Anegepe), a taxa de empreendedorismo dos negócios estabelecidos, aqueles que possuem mais de 3,5 anos de existência, teve um ligeiro incremento de 0,5%, passando de 9,9% em 2021 para 10,4%, no ano passado. “Esse resultado demonstra um arrefecimento na crise, uma retomada da economia e uma melhoria na gestão dos negócios. Em 2020 essa taxa levou uma grande queda por causa da pandemia e caiu de 16,2%, em 2019, para 8,7% e desde o ano retrasado ela já demonstra sinais de recuperação”, pontua o presidente do Sebrae, Décio Lima. Essa taxa manteve o Brasil na sétima posição, especificamente quanto à taxa de Empreendedores Estabelecidos, em relação aos outros países que participaram da pesquisa. Na frente estão Coréia do Sul, Togo, Grécia, Letônia, Guatemala e Irã. Mesmo com a taxa de empreendedorismo estabelecido da população brasileira ter apresentado esse incremento, a taxa geral apresentou uma leve queda de 0,1 ponto percentual e atingiu o menor nível nos últimos 10 anos ficando em 30,3%. Esse resultado é explicado pela redução na taxa de empreendedores iniciais, aqueles com até 3,5 anos de negócio, que caiu de 21%, em 2021 para 20%, em 2022. “Menos pessoas iniciaram um negócio novo e uma parte migrou para a posição de estabelecidos”, observa Décio. A taxa geral de empreendedorismo é a soma dos empreendedores iniciais e dos estabelecidos. Número de empreendedores por necessidade cai O conceito de empreendedorismo por necessidade se dá quando uma pessoa física passa por um problema financeiro e não tem fonte de renda para garantir o seu sustento ou de sua família. Sem trabalho, encontra no empreendedorismo uma alternativa para arcar com os custos prioritários. Em um cenário de recuperação pós-pandemia, é o segundo ano consecutivo que a porcentagem de empreendedores iniciais por necessidade cai. Eram 50,4% em 2020, teve queda para 48,9% e agora o percentual está em 47,3%. Pesquisa GEM A Pesquisa GEM é considerada a principal pesquisa sobre empreendedorismo no mundo. Realizada anualmente há 23 anos, já participaram mais de 110 países, o que representa mais de 95% do PIB mundial. No Brasil, em 2022, foram entrevistados 2 mil adultos e 52 especialistas. Os dados foram coletados entre junho e agosto de 2022. O Brasil é um dos poucos países que participou de todas as edições.
Empreendedorismo é um dos caminhos para Brasil sair do mapa da pobreza, diz ministro

Wellington Dias, que comanda o Ministério do Desenvolvimento Social, pede apoio ao Sebrae para combater a miséria e aponta a criação de um fundo para incentivar pequenos negócios O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, participou nesta segunda-feira (8) de uma reunião com dirigentes do Sebrae de todos os estados brasileiros para se juntar à instituição no combate à pobreza no país. Dias destacou que o Sebrae é um importante parceiro para capacitar beneficiários do Bolsa Família e que têm interesse em empreender. Segundo o ministro, o empreendedorismo é um dos caminhos para tirar o Brasil do mapa da miséria. “O Brasil nunca precisou tanto do Sebrae como precisa agora. Nós temos a missão de tirar o Brasil do mapa da fome”, disse Dias. Ele destacou que tanto setor público quanto privado devem apoiar empreendedores para que eles gerem mais empregos e que também devem trabalhar na formação das pessoas que querem empreender e de profissionais. O ministro contou que estuda a criação de um fundo garantidor de R$ 1,7 bilhão para resolver o problema de acesso a crédito e, dessa forma, incentivar o empreendedorismo. “Estamos negociando com os bancos um cumprimento de uma regra que eles serão obrigados a aplicar no mínimo 2% aos pequenos”, destacou. O presidente do Sebrae, Décio Lima, colocou o Sebrae à disposição para o desafio, apontado como o processo de cura das feridas do povo brasileiro e que frisou que a instituição será parceira permanente das ações do governo e do povo empreendedor brasileiro. “Uma contribuição firme para apoiar a retirar o país do mapa da fome e da miséria. Um conjunto de ações e oportunidades para os 60 milhões de brasileiros que vivem na pobreza. O Sebrae irá trabalhar para ajudar a tirar o Brasil desse abismo que não imaginávamos que fossemos reviver. Aqui está a porta de oportunidades para cerca de 60 milhões de brasileiros que amargam a pobreza”, pontuou Lima.
Conceito de Empreender. Já parou para pensar nisso?
O empreendedorismo é um termo que tem sua origem no latim “imprehendere”, que significa pegar com as mãos e assumir uma tarefa. A palavra, em qualquer língua: empreendedorismo, entrepreneur etc. refere-se à capacidade de uma pessoa identificar oportunidades, tomar iniciativas e assumir riscos para criar algo novo e valioso. É uma das forças motrizes por trás do desenvolvimento econômico e social, capaz de transformar vidas e comunidades. Além de incentivar o desenvolvimento de novas ideias e soluções para os desafios enfrentados pelas pessoas e pela sociedade em geral, os empreendedores possuem a habilidade de enxergar além do que está diante dos olhos, identificando oportunidades onde outros não veem. Através do empreendedorismo, as pessoas são capazes de criar empregos, melhorar a economia e a qualidade de vida de suas comunidades. É importante que as pessoas compreendam a importância do empreendedorismo e sejam incentivadas a empreender. Isso pode ser alcançado através de educação empreendedora, acesso a recursos e financiamento, e apoio à inovação e ao desenvolvimento de novas ideias. Aliás, o empreendedorismo não é apenas para pessoas com formação em negócios, mas sim para qualquer pessoa com uma ideia e a vontade de realizá-la. Ao criar novos produtos e serviços, eles ajudam a moldar o mundo em que vivemos e a torná-lo um lugar melhor. O empreendedorismo também oferece a oportunidade de criar um impacto social positivo, abordando problemas e desigualdades em comunidades e setores. É um conceito poderoso e transformador que pode mudar a vida das pessoas e as comunidades em que vivem, por isso é importante que mais pessoas sejam incentivadas a empreender e a colocar em prática suas ideias e sonhos. Com o apoio adequado, o empreendedorismo pode levar ao crescimento econômico, inovação tecnológica, melhoria da qualidade de vida e diversos impactos positivos.
40 franquias mais baratas que o carro mais vendido em 2022

É possível empreender no mercado de franquias a partir de R$ 8 mil. Conheça algumas redes: Comprar um carro ou empreender? Ter um carro é o sonho de muitos brasileiros, mas investir no próprio negócio pode ser mais rentável. Em 2022, o carro mais vendido no Brasil foi o Fiat Strada, com um preço de aproximadamente R$ 110 mil. Neste patamar, existem diversas franquias que oferecem modelos para quem deseja se tornar empreendedor. Cada vez mais as franquias têm se mostrado uma opção interessante para quem deseja empreender e ter o próprio negócio. Os dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) ajudam a confirmar isso. Em 2022, o setor de franquias no Brasil faturou mais de R$ 211 bilhões, com um aumento de 14,3% em relação ao ano anterior, superando as projeções de 12%. Entre as opções que mais cresceram nos últimos anos estão as microfranquias — também conhecidas como as franquias mais baratas do mercado. A ABF também divulgou o ranking com as 10 maiores microfranquias de 2022. Por isso, selecionamos algumas opções de redes de franquias mais baratas que o carro mais vendido em 2022, o Fiat Strada, para quem quer empreender. Confira: 1. LifeCirco A LifeCirco é uma rede de franquias de escolas de circo que busca unir atividades físicas e o encanto das artes. A empresa trabalha com metodologia própria e as modalidades vão do tecido acrobático, trapézio até as famosas acrobacias. Os franqueados atuam com a administração da unidade, que atende de crianças até o público da terceira idade. Valor de investimento: a partir de R$90 mil Faturamento médio mensal: a partir de R$18 mil Prazo de retorno: a partir de 24 meses 2. Best Gourmet Atuando em 24 cidades no Brasil, a franquia de aplicativo de assinatura do clube de descontos em restaurantes, Best Gourmet conquista cada vez mais franqueados. O modelo de negócio permite o trabalho remoto, mas é preciso fazer visitas periódicas aos clientes. Quem optar pelo modelo de negócio irá prospectar novos clientes, sejam empresas ou usuários. Investimento: A partir de R$15 mil Faturamento médio mensal: R$31,8 mil Prazo do investimento: 12 a 14 meses 3. 4Charge A 4Charge é uma rede de franquias de totens e carregadores. Com 54 unidades atualmente, a marca foi fundada em 2019 e atua com publicidade nos terminais de recarga, que também exibem propagandas. O franqueado trabalha em modelo home based com visitas periódicas a clientes e parceiros. Além disso, a marca oferece suporte permanente aos franqueados. Valor de investimento: a partir de 14,9 mil Faturamento médio mensal: R$ 4 mil Prazo do investimento: até 6 meses 4. 2Clean Com investimento a partir de R$ 18,4 mil, a 2Clean é uma rede que se especializou em limpeza de todas as plataformas e ambientes. Além de prospectar clientes e executar o serviço, o franqueado poderá atuar na limpeza de um simples tapete e sofá até carros, aviões e barcos. Investimento: a partir de R$18,4 mil Faturamento médio mensal: a partir de R$ 7 mil Prazo do investimento: 6 a 12 meses 5. PremiaPão Com 100 franquias pelo Brasil, a PremiaPão é uma rede especializada em publicidade em sacos de pães. Os modelos de negócio partem de R$ 8 mil. Também existem outras três modalidades. Além disso, a PremiaPão acredita em um relacionamento produtivo e próximo com os clientes. Investimento: a partir de R$8 mil Faturamento médio mensal: a partir de R$8 mil Prazo do investimento: 3 meses 6. TFlow A TFlow é uma rede de franquias que comercializa roupas e acessórios para crianças, jovens e adultos do gênero masculino. Administrada pelo Grupo ZNTT, uma das maiores holdings de franquias do Brasil, a empresa conta com mais de 150 lojas espalhadas pelo Brasil. São diversas opções para quem deseja empreender, de modelo home based até lojas físicas. Assim como outras empresas, a TFlow oferece opção de trabalho sozinho até pontos comerciais dentro de shoppings. Investimento: a partir de R$20 mil Faturamento médio mensal: a partir de R$10 mil/mês Prazo do investimento: 2 a 3 meses (variável) 7. Spa Nature A Spa Nature é uma rede de franquias de estética com foco em todas as faixas de renda. A empresa nasceu em 2020 e, no ano de 2022, abriu a expansão para franquias. Com a missão de democratizar a beleza, a rede oferece serviços que vão de massagens modeladoras para bumbum ou em regiões localizadas, drenagem linfática, detox com argila até hemoterapia com ozônio, tratamentos com enzima e outros. Valor de investimento: a partir de R$80 mil Faturamento médio mensal: a partir de R$45 mil Prazo do investimento: 8 a 14 meses 8. Bem Seguros e Créditos Com modelos home based e lojas, a Bem Seguros e Créditos oferece ao franqueado uma rede de com os mais diversos produtos como consórcios, seguros, empréstimos e vários outros tipos de soluções financeiras.O investimento é a partir de R$ 20 mil. Investimento: a partir de R$20 mil Faturamento médio mensal: a partir de R$10 mil/mês Prazo do investimento: 3 a 5 meses (pode variar) 9. Mordidela Food Especializada em comida rápida, a Mordidela Food é uma rede de franquias que oferece refeições que vão do café da manhã até o jantar. O negócio oferece o suporte de um dos maiores grupos de franquias do Brasil, o ZNTT. Os franqueados atuam com a gestão, divulgação e atendimento. Valor de investimento: a partir de R$109,9 mil Faturamento médio mensal: R$60 mil Prazo do investimento: 12 meses 10. Vida Leve Os interessados em uma franquia de healthy foods devem ficar de olho na Vida Leve. A marca está presente em várias localidades do Brasil e conta com produtos naturais para quem busca uma vida mais saudável. Com investimento a partir de R$ 9,9 mil, os franqueados irão trabalhar com venda, divulgação e administração do negócio. O faturamento é a partir de R$ 10 mil por mês. Investimento: a partir de R$9,9 mil Faturamento médio mensal: a partir de R$10 mil/mês Prazo do investimento: 3 a 5 meses (variável) 11. Vox2you A Vox2you é a maior rede de escolas de oratória da América Latina. Já transformamos
A vingança do fluxo de caixa livre

Valor tem a ver com lucro, mas em muitas situações abrimos mão do lucro de curto prazo, em troca de um resultado maior em médio e longo prazo Quando ensinava finanças corporativas, costumava indagar à turma: “Qual o principal objetivo do CEO de uma empresa?” Já utilizei essa pergunta várias vezes e a grande maioria das pessoas responde “lucro”, quando acredito que a resposta correta seria “valor”. De fato, “geração de valor” é o conceito mais abrangente na gestão de uma companhia. Valor tem a ver com lucro, mas em muitas situações abrimos mão do lucro de curto prazo, em troca de um resultado maior em médio e longo prazo. Isso acontece, por exemplo, quando priorizamos investimentos desenvolvimento de produtos, novas plataformas tecnológicas ou mesmo na construção de uma nova fábrica. Como calcular o valor de uma empresa? A melhor forma algébrica para se calcular o valor de um projeto ou empresa é, e continua sendo, o famoso fluxo de caixa de descontado. Uma empresa precisa gerar caixa em um determinado momento para que aquele caixa, ao ser descontado, contribua de forma positiva para o valor presente líquido da companhia. A definição da taxa de desconto a ser utilizada gera uma ampla discussão, mas deixemos esse assunto para outro momento. Penso que todos que já fizeram esse exercício sabem que o valor presente de um caixa futuro é altamente “deteriorado” pela taxa de desconto. O tempo custa caro. Em resumo, o lucro de uma companhia precisa aumentar muito para justificar o custo do diferimento desse capital. A indústria de venture capital é um subsegmento de private equity, que busca empresas disruptivas, com estruturas leves e que possam crescer exponencialmente. Por hábito, existe uma tolerância maior com a falta de geração de caixa compensada pelo crescimento explosivo dessas investidas. Afinal, muitas delas fazem a tal disrupção ao tornar acessível a um grupo maior de pessoas, algum tipo de serviço complexo, por preço ou por experiência do usuário. Várias dessas companhias se propõem a dominar um determinado mercado e o first-mover advantage acaba sendo uma grande vantagem competitiva. Nos últimos anos, vimos um verdadeiro frenesi na indústria de venture capital, que nos levou para o desafiador status atual. Em primeiro lugar, a redução da taxa de juros global, reduzia o “dano” ao caixa futuro no tempo. O sucesso de unicórnios, criaram uma corrida de investidores e fundos para essa nova oportunidade. Com isso, valuations passaram a ser pouco importantes: em um portfólio early stage onde se busca saídas por valores superiores a US$ 1bi, o preço de entrada pouco importava: US$ 5m, US$ 10m, US$ 20m podiam resultar igualmente em um caso incontestável de sucesso. Alguns fundos chegaram a defender o prazo de uma semana para a tomada de decisões de investimento. Outros passaram a aplicar a mesma lógica de fundos early stage em late stage, tratando o cálculo de preço de suas investidas de forma secundária. Pessoas físicas, por vezes, tentaram a sorte em startups, como se fosse trivial construir uma grande corporação. A verdade é que a velocidade das transações e a dificuldade de se construir modelos de fluxo de caixa descontado em empresas imprevisíveis e exponenciais, levou os investidores a usarem múltiplos de métricas financeiras. Conheço um sofisticado investidor que uma vez disse: “Primeiro calculávamos o valor de uma empresa usando múltiplos sobre seus lucros. Essas empresas deixaram de ter lucro e começamos a usar EBITDA. As mesmas empresas deixaram de ter EBITDA, passamos a usar múltiplos sobre receita. Breve serão utilizados os múltiplos sobre o número do prédio onde a empresa está instalada”. A ganância da humanidade em busca do novo acerto, nos levou para onde estamos. O dinheiro acabou, a taxa de juros subiu e aguardar pacientemente os lucros futuros se tornou matematicamente insustentável. Se em abril de 2023 temos 13.75% de taxa de juros Selic, deveríamos pedir algo em torno de 25% ao ano, para que possamos aceitar os riscos de execução e falta de liquidez. Vale lembrar que R$ 1.000,00 trazidos a valor presente por uma taxa de 25% ao ano em 10 anos, correspondem apenas a R$ 107,00 nos dias de hoje. A transformação dos mercados foi tão rápida quanto as mudanças impostas pela Covid ou geopolítica. Fundadores comprometidos com suas estratégias de construção agressiva de receita, viram suas fontes de caixa secarem. Os fundos, mesmo aqueles com dry powder (= capital disponível), retraíram seus investimentos buscando entender quais seriam as novas regras do jogo. Com tudo isso, as empresas viram a pista disponível para sua decolagem reduzindo, o que levou inevitavelmente a um forte movimento de frenagem. Em maio de 2022, a Sequoia, um dos fundos que mais respeito, lançou uma cartilha para suas investidas, explicando a importância do caixa como forma de gerar sustentabilidade para os negócios. Na minha opinião, esse foi um marco de nosso retorno aos fundamentos em venture capital. A verdade é que a essência de venture capital na América Latina continua muito forte: seja pela concentração de negócios em empresas tradicionais, que deixam espaço para novos entrantes; seja pela migração de talentos egressos de universidades para o empreendedorismo; ou seja ainda pela tecnologia, que permite a construção de bancos sem agências e modelos de verticalização digitais, sem se precise assentar em um único tijolo. Mercados ineficientes pedem por mudanças, inovação e disrupção. Acredito que o pêndulo de ajuste tenha ido longe demais, ao ponto de permitir lançar para fora da pista, empresas e pilotos de qualidade. Há alguns meses, recebi um empreendedor que trabalhava fortemente para reduzir a queima de caixa de sua empresa. Ele se sentia injustiçado, dado que todos os fundos haviam pedido para ele “dançar conforme uma determinada música” e que ao se preparar para tal, tudo mudou repentinamente. Há quem diga que veremos uma extinção em massa de startups no segundo semestre de 2023 e primeiro semestre de 2024, justamente aquelas que não conseguirem captar recursos ou melhorar a saúde de seus unit economics. A boa notícia é que muitas das empresas mais fortes do mundo foram criadas em momentos de crise ou
Fundamentos do Empreendedorismo. Por que empreendemos?

O empreendedorismo é crescente no Brasil e ser um empreendedor significa não apenas ter a capacidade de criar algo novo e transformar uma ideia em realidade, assumindo riscos financeiros e pessoais para alcançar o sucesso. A criação de novos negócios, empresas, invenções etc. é parte da história do ser humano e da nossa evolução. Durante a Revolução Industrial, que começou na Inglaterra no século XVIII, por exemplo, houve uma mudança significativa na maneira como as pessoas trabalhavam e produziam bens. As fábricas substituíram o trabalho artesanal e a produção em massa se tornou possível. Com essa mudança, a oportunidades de criar novos negócios era latente. Os criativos investiram em maquinário, contrataram trabalhadores e começaram a produzir bens em grande escala. Esse novo sistema de produção em massa permitiu que os preços caíssem e que mais pessoas tivessem acesso a bens que antes eram caros e raros. Esses empreendedores também foram responsáveis por inovações tecnológicas que impulsionaram o desenvolvimento industrial. Com pesquisas e “inovações” – à época muito diferentes da que vemos hoje – a busca por eficiência e redução de custos não é exclusividade das empresas modernas. Graças a essas inovações, aliás, a economia cresceu rapidamente, gerou-se empregos e a vida das pessoas tornava-se melhor a cada dia: rotina, segurança, diversão e tudo mais o que temos atualmente veio daí. O empreendedorismo se tornou fator chave para o desenvolvimento da economia e para a produção em massa de bens. Mas, foi após a Segunda Guerra Mundial que o papel dos empreendedores como protagonistas da transformação social ficou mais claro. Com os países em ruínas e as economias paradas, boa parte dos europeus não tinham emprego e renda. Foi assim que muitos negócios foram criados e, consequentemente, a economia europeia começou a se recuperar. Em países como a Alemanha, o empreendedorismo tem sido fundamental para o crescimento econômico e a redução do desemprego. Em 2020, ano crítico da pandemia, a Alemanha teve uma taxa de desemprego de 4,5%, uma das mais baixas da União Europeia. O país também tem uma das maiores taxas de empreendedorismo, com mais de 2,5 milhões de novas empresas criadas nos últimos anos, mesmo tendo um terço da população do Brasil. Não há dúvidas de que a sociedade é beneficiada como um todo pelo empreendedorismo. Além de tudo, a abertura de mais empresas incentiva inovação e a competição, o que leva a uma maior eficiência, produtividade e quando as companhias competem entre si para oferecer o melhor produto ou serviço, quem ganha é o consumidor. Um aspecto fundamental para o empreendedorismo é a economia liberal, com menos interferência do governo no mercado. Isso significa que os empreendedores têm mais controle sobre seus negócios e podem tomar decisões mais rapidamente. Se tiver dúvidas sobre como empreender, entre em contato conosco!
Negócios gerados e intenções de compra na Agrishow 2023 superam R$13 bi

A Agrishow 2023 – 28ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, encerrada nesta sexta-feira, dia 5 de maio, em Ribeirão Preto (SP), alcançou um volume recorde de R$ 13,290 bilhões de negócios gerados e intenções de compra em máquinas agrícolas, de irrigação e de armazenagem. Esse montante representa um crescimento nominal de 18% e um aumento real de 9,5% (descontada a inflação) em relação à edição de 2022, quando foram computados R$ 11,243 bilhões de negócios gerados e intenções de compra de máquinas agrícolas, de irrigação e de armazenagem. Em termos de visitação, a Agrishow 2023 recebeu um total de 195 mil pessoas, em sua maioria, produtores rurais de pequenas, médias e grandes propriedades de todas as regiões do País e também do exterior. Para João Carlos Marchesan, vice-presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e novo presidente da Agrishow, “a feira cresce fortemente a cada ano e apresenta máquinas, tecnologias e soluções para todos os tamanhos de propriedade rural e para os variados tipos de cultura, atendendo as principais demandas para o produtor rural crescer”. A próxima edição da Agrishow será realizada entre os dias 29 de abril e 3 de maio de 2024.
BNDES anuncia linha exclusiva para empresários de pequenos negócios

Intenção do Sebrae e do Banco é que em julho a linha esteja em pleno funcionamento Em reunião realiza esta semana, o presidente do BNDES, Aloizio Mercante, e o presidente do Sebrae, Décio Lima, acertaram que até julho deste ano anunciarão uma linha de crédito exclusiva destinada aos empresários de pequenos negócios. As linhas e os valores que serão disponibilizados ainda estão em estudo, mas a ideia é que seja uma parceria que vá além do crédito. Décio Lima estuda formas de desenvolver junto ao banco políticas de concessão que irão abarcar assistência aos empresários que precisarem, incluindo capacitação e orientação. “Nesta parceria iremos desenvolver todo um processo e um conjunto de novas ações que já temos disponíveis e que precisamos do BNDES para que possamos alcançar os empresários na condução das empresas de forma sustentável”, afirma o presidente do Sebrae. Tanto para o BNDES quanto para o Sebrae será um novo momento. Mercadante afirma que prevê um banco voltado para o atual momento da sociedade e para as suas necessidades atuais. “Queremos dobrar o tamanho do BNDES nos próximos três anos, dobrar olhando coisas novas, para uma sociedade menos desigual, com uma economia verde, transformando a sociedade e diminuindo suas desigualdades”, destacou.
Em março de 2023, pequenos negócios geraram 23,35% a mais de emprego do que ano passado

Levantamento do Sebrae feito com base no Caged detectou que cerca de 7 a cada 10 empregos foram criados pelas micro e pequenas empresas No último mês de março, as micro e pequenas empresas criaram 130.217 novas vagas de emprego, de acordo com relatório feito pelo Sebrae com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Se comparado com o mesmo período do ano passado, quando foram gerados 105.565 novos postos por esse segmento, o resultado é 23,35% superior. Os pequenos negócios também foram responsáveis por quase 67% dos 195.171 empregos gerados no terceiro mês do ano. As médias e grandes empresas criaram 56.187 novos postos, o equivalente a quase 29%. Esse foi o primeiro mês de 2023 que as MGE apresentaram saldo positivo. Somando todos os empregos gerados pelos diferentes segmentos, o número é 98% superior ao do mesmo período de 2022, quando foram criadas 98.786 novas vagas. “Os pequenos negócios são essenciais para a economia e esse resultado mostra que as novas políticas de crédito como a anunciada pelo BNDES e de incentivos à economia já começam a mostrar efeito. Quando temos mais empregos, mais dinheiro circula no mercado, mais os pequenos negócios faturam e, consequentemente, contratam mais”, observa o presidente do Sebrae, Decio Lima. Os pequenos negócios apresentaram saldo positivo de geração de emprego em todos os setores da economia. O que mais contratou foi o de Serviços com 73,1 mil novos postos, seguido pela Construção com 24,3 mil, Comércio com 12,6 mil, Indústria da Transformação com 11,4mil, Agropecuária com 7,6 mil, Extrativa Mineral com 642 e SIUP COM 521. Entre as MGE, com exceção do setor da Agropecuária que apresentou saldo negativo de -4,6 mil empregos, todos os demais setores trouxeram saldos positivos em números de contratações. Foram 36,8 mil em Serviços, 9,6 mil na Construção, 6,7 mil na Indústria da Transformação, 5,9 mil no Comércio e 915 no setor Extrativo Mineral e SIUP com 847 novos.
Atividades financeiras predominam como atividade fim nas startups

Falta de talentos e burocracia ainda são dificuldade para quem está à frente do negócio Não se enganem: o negócio de startup ainda continua forte no país. O pico deste modelo se deu há uns 5 anos, mas hoje pode se falar em um movimento mais maduro e consolidado no país. Os empreendimentos que mais adotaram este modelo incluem atividade financeiras, tecnologia da informação, hotelaria e turismo, esporte, lazer e educação. Mesmo estando em sua maioria nas regiões Sul e Sudeste, as startups estão em todo país. “O movimento de startups no Brasil ainda é forte e continua a crescer. O ecossistema de startups brasileiro tem se consolidado, e a cada ano surgem novas empresas inovadoras em diversos setores, além de haver uma maior quantidade de investidores e aceleradoras apoiando essas empresas”, afirma Rodrigo Rodrigues, analista de inovação do Sebrae. Ano passado, o país apresentava um retrato de 20 mil startups, segundo dados do Sling Hub. Deste universo, o Sebrae atendeu 35% dessas empresas, sendo a escassez financeira, a burocracia, a falta de talentos e a concorrência as principais dificuldades de gestão dessas empresas. “O Sebrae vem mapeando esses gargalos para conseguir rapidamente êxito na solução desses problemas”, afirma Rodrigues. Neste acompanhamento, o Sebrae detectou que a maioria desses empreendimentos quer crescer e se tornar uma grande empresa, pois são criadas com um modelo de negócio escalável e inovador, com o objetivo de conquistar um mercado amplo e se tornar uma referência em seu setor de atuação. “Por outro lado, existem casos em que as startups optam por se manter em um tamanho menor e mais enxuto, especialmente quando encontram um nicho de mercado específico e rentável. Nesses casos, a startup pode optar por crescer organicamente, sem investimentos externos significativos”, explica Rodrigues. Além disso, o país tem atraído muitos investidores internacionais, o que tem contribuído para o crescimento do setor. O importante é ficar atento ao cenário político e econômico do país, recomenda o analista. Veja abaixo algumas dicas valiosas para quem quer investir neste negócio: É preciso ficar atento a alguns fatores como: o modelo de negócio, o mercado em que a empresa atua, a equipe de gestão, a capacidade de inovação e a habilidade em lidar com desafios e incertezas. O modelo de negócio é um dos fatores mais importantes para o sucesso de uma startup. É preciso que a startup tenha um modelo de negócio inovador e escalável, que permita um crescimento rápido e rentável, atraindo investidores e clientes. Além disso, é preciso ter uma estratégia clara para lidar com a concorrência e criar vantagens competitivas. Outro fator importante é o mercado em que a startup atua. É preciso que a empresa esteja inserida em um mercado com potencial de crescimento e que permita a entrada de novos competidores. Além disso, é preciso que a startup ofereça soluções que atendam às necessidades dos clientes e que sejam rentáveis. A equipe de gestão também é fundamental para o sucesso de uma startup. É preciso que a equipe seja experiente, com habilidades complementares, e que tenha uma visão estratégica clara. Além disso, é importante que a equipe saiba lidar com desafios e incertezas, trabalhando de forma colaborativa e inovadora. Por fim, é importante ressaltar que ser uma startup pode envolver um alto grau de risco e incerteza. É preciso estar preparado para lidar com eventuais fracassos e aprender com eles, buscando sempre aprimorar a empresa e buscar novas oportunidades de crescimento. Em resumo, ser uma startup pode ser um bom negócio se a empresa tiver um modelo de negócio inovador e escalável, atuar em um mercado com potencial de crescimento, contar com uma equipe de gestão experiente e inovadora, e estar preparada para lidar com riscos e incertezas.
Startups do Rio atraíram cifra bilionária, diz estudo do Distrito

Levantamento foi elaborado pelo Distrito e mapeou rodadas de investimento desde 2011 Startups do Rio atraíram US$ 1,3 bilhão (R$ 6,5 bilhões, ao câmbio de hoje) em investimentos desde 2011, revela estudo que a plataforma de tecnologia Distrito vai lançar no Web Summit Rio esta semana. O estado foi o terceiro entre os que mais receberam aportes no período, atrás apenas de São Paulo e Paraná, mas vem enfrentando desaceleração no ritmo de criação de novas empresas inovadoras — o número de abertura de startups foi, no ano passado, o menor em mais de uma década. Foram 389 rodadas de aportes em startups do Rio no período estudado, que coincide com o amadurecimento do ecossistema de capital de risco (venture capital) no país. O ano mais ativo foi 2020, quando a euforia pandêmica com a tecnologia e os juros baixos proporcionaram US$ 343,6 milhões em 56 cheques injetados em startups do Rio. O segundo ano com maior volume de investimento foi 2021, com US$ 284,6 milhões em 60 rodadas. (Nacionalmente, o ano com maior cifra foi 2021, com US$ 9,8 bilhões). De acordo com o levantamento, há 843 startups no Rio, onde a predominância de fintechs (startups financeiras) é menor que no restante do país. No estado, as startups mais numerosas são edtechs (educação) e retailtechs (varejo), segmentos que respondem, cada um, por 11,3% do número total. Só depois vêm as fintechs (11,15%), as healthtechs (de saúde; 9,85%) e as martechs (marketing; 9,13%). “Nunca é bom haver concentração em um setor. No Rio, vemos que cinco segmentos têm um peso quase semelhante, o que ajuda a desenvolver um ecossistema mais equilibrado”, explica, em nota, Gustavo Araújo, um dos fundadores do Distrito. Ritmo menor A região metropolitana do Rio concentra mais de 85% das startups do estado, mostram os dados. O ritmo de criação de startups vem desacelerando no Rio, porém. No ano passado, 21 foram fundadas, a menor quantidade desde 2010, quando surgiram 18 empresas. No ano mais ativo, em 2018, 96 startups nasceram. Mas o levantamento afirma que as razões para a desaceleração não estão claras. “Deve-se notar que a queda nos últimos anos provavelmente não representa uma diminuição real na taxa de fundação de novas startups, e sim uma dificuldade maior de encontrar empresas recém-nascidas, que ainda não apareceram para o mercado”, pondera o Distrito. *Com informações d’O Globo
Sebrae lança plataforma de fomento a startups no Web Summit Rio

Sebrae Startups reúne programas nacionais e regionais voltados a empresas nascentes, que impactaram quase 8 mil negócios em 2022; objetivo é alcançar 10 mil neste ano Principal apoiador das micro e pequenas empresas brasileiras, o Sebrae quer ampliar a sua participação no fomento ao ecossistema de inovação nacional. Com esse objetivo, a entidade apresentou na manhã desta terça-feira (02) o Sebrae Startups, uma plataforma que agrega iniciativas de capacitação, conexão e fortalecimento de empresas em early stage para estimular o empreendedorismo inovador em todo o Brasil. Somente em 2023, o Sebrae pretende investir R$ 312 milhões no ecossistema, ao acelerar negócios, disponibilizar tecnologias para empresas de todos os setores e fomentar ambientes de inovação pelo país. O lançamento da plataforma ocorreu no estande do Sebrae no Web Summit Rio, a versão brasileira de um dos maiores eventos de tecnologia do mundo. Apenas em 2022, os programas do Sebrae em todos os estados brasileiros impactaram 7.777 negócios. Estimativas de entidades e empresas de dados, como o Sling Hub, apontam que o país conta atualmente com cerca de 20 mil startups. Com a plataforma, o Sebrae pretende atender em 2023 metade desse número: 10 mil empresas. Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, a meta é audaciosa, porém coerente com o protagonismo que a entidade já possui no setor. “O Sebrae é, historicamente, um dos grandes fomentadores do ecossistema brasileiro de inovação. Esta plataforma chega para reunir todas as nossas iniciativas para as startups. Temos uma capilaridade no país como nenhuma outra entidade, então há muito para contribuir. O empreendedorismo, em especial na área da inovação , é fundamental para o desenvolvimento do país no médio e longo prazo”, afirma Lima. Atualmente, todas as unidades estaduais do Sebrae executam ações de fomento a startups e ao ecossistema de inovação. A plataforma lançada irá agregar todas essas iniciativas e colocá-las em uma mesma rede, facilitando a troca de ideias e conhecimento. Uma das apostas é aproveitar boas práticas desenvolvidas em cada região e nacionalizá-las, além de formar um hub de conexão com parceiros como grandes empresas do ramo tecnológico, instituições públicas e governamentais, gestoras de venture capital, entre outros. Além da abrangência e capilaridade nacional, outro diferencial do Sebrae Startups é apoiar todas as etapas do desenvolvimento de uma empresa, desde o surgimento da ideia, passando pelas fases de operação e tração, antes que o negócio se torne scale-up, estágio em que já cresce em escala. Das 7.777 startups apoiadas pelo Sebrae em 2022, 69,5% são microempresas que faturam até R$ 360 mil por ano, 12,9% são pequenas, de R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões, e 17,6% têm faturamento anual entre R$ 4,8 milhões e R$ 300 milhões, consideradas de médio porte. Além disso, os negócios atendidos na sua maioria – 33,2% – surgiram entre 2020 e 2022, mostrando a aceleração que a pandemia proporcionou na transformação digital de vários segmentos econômicos. Um dos desafios para os próximos anos é aprofundar a expansão das startups por todas as regiões do país. Segundo levantamento de 2022 do Sebrae, 73,5% das empresas atendidas estão localizadas no Sudeste e Sul do Brasil. Além das ações estaduais, passam a fazer parte da plataforma Sebrae Startups iniciativas em regiões estratégicas do país como o Inova Amazônia e o StartupNE (Nordeste), que já atuam no desenvolvimento dos ecossistemas locais. Também integrarão a plataforma programas de amplitude nacional como o Sebrae Like a Boss, o Inovativa Brasil, o Sebraetec, entre outros. Iniciativas futuras Para atingir a meta de 10 mil empresas atendidas em 2023, o Sebrae Startups já está preparando algumas iniciativas para os próximos meses. Uma delas é o programa 1k+ Startups, que levará ao evento Startup Summit, em agosto, mil startups, que poderão expor durante um dos três dias da feira, participar de rodadas de conexão com fundos de venture capital, representantes de programas de internacionalização e grandes empresas com iniciativas de inovação aberta. O Startup Summit, inclusive, passa a ser o principal evento da marca Sebrae Startups. A edição de 2023 será entre 23 e 25 de agosto em Florianópolis (SC). Em 2022, inclusive, Santa Catarina passou a ser Polo de Referência Sebrae em Startup, solução do Sistema que reúne as melhores práticas e iniciativas para desenvolvimento do ecossistema brasileiro. Foi no âmbito do Polo de Referência que a marca Sebrae Startups foi criada, fortalecendo o posicionamento da entidade neste ambiente. Outra iniciativa que será apresentada em agosto, no Startup Summit, é o Observatório Sebrae Startups, para monitorar o setor por meio de levantamentos e pesquisas frequentes. Pela primeira vez, o Web Summit está sendo realizado na América Latina. O evento ocorre entre os dias 1º e 4 de maio, no Rio de Janeiro. Todos os ingressos foram vendidos, e a organização espera um público de até 20 mil pessoas de dezenas de países nos quatro dias na capital fluminense. A apresentação da nova plataforma foi feita em meio a essa atmosfera. O Sebrae tem um amplo estande na feira, que contará com um mini auditório. Na programação do estande, está prevista uma competição de pitches de startups apoiadas pelo Sebrae em todo o país, além da apresentação de programas de fomento a startups e de parceiros estratégicos da entidade.
Norteus, nova boutique de M&As, quer gerar valor de longo prazo ao middle market

Diante dos desafios econômicos e restrição de capital, as operações de M&As, ou fusões e aquisições, têm se mostrado cada vez mais atraentes para grandes empresas e startups, na tentativa de ganhar fôlego financeiro e crescer. De olho no potencial desse mercado, três profissionais com vasta experiência em M&As, finanças e venture capital, decidiram fundar a Norteus, boutique de M&As que atua na busca de investidores estratégicos ou financeiros para empreendedores, com foco no middle market – transações que movimentam acima de R$ 50 milhões. Segundo os sócio-fundadores Daniel Penteado, Juliana Chan e Wagner Andrade, trata-se da primeira boutique focada em gerar valor de longo prazo para empreendedores e investidores. “Nossa empresa nasce da inconformidade. O mercado de M&As no Brasil gira em torno do valor das transações e das negociações com as grandes empresas. Olhamos muito mais o perfil da empresa, seu potencial de crescimento e o quanto ela se encaixa no potencial comprador, do que necessariamente o tamanho do seu faturamento” afirma Wagner, CEO da Norteus, em conversa com o Startups. Daniel acrescenta que o foco do trabalho da Norteus está exatamente em trazer os empreendedores de volta para o centro da relação e construir um relacionamento de longo prazo. “Acreditamos em centralizar na figura do empreendedor, em como dar esse cardápio para ele descobrir qual a melhor opção para o seu negócio e continuar a acompanhar sua jornada depois, como em futuras captações de investimento”, diz o sócio-fundador. Primeiro ano de operação Para este ano de estreia no mercado, o faturamento previsto da Norteus está na casa dos R$ 20 milhões, considerando a perspectiva da realização de seis transações e 15 mandatos ativos. Atualmente, o portfólio da empresa é composto por quatro clientes e três operações concluídas. A expectativa da nova boutique de fusões e aquisições é de fechar negócios com outras 11 empresas, cinco delas já em discussão de contrato. Na visão de Wagner, o mercado de VC no Brasil continua capitalizado, apesar da crise. “Os investidores só fecharam a torneira por enxergar as empresas de outra maneira, não só crescimento por crescimento, mas também unit economics saudáveis. A tecnologia virou necessidade, um meio ou um fim para endereçar várias deficiências de forma inteligente e, portanto, há muito potencial para o crescimento dessa nova economia”, pontua. *Com informações do portal Startups
MEI terá novo valor de contribuição

Com o reajuste do salário mínimo para R$ 1.320 microempreendedores individuais passarão a pagar de R$ 66 a R$ 72 Os microempreendedores individuais (MEI) de todo o Brasil terão um novo valor para a contribuição mensal a partir de maio deste ano. A mudança ocorre em razão do reajuste do salário mínimo, previsto na Medida Provisória (MP) 1172/23 e assinada pelo presidente Lula em 1º de maio, que elevou de R$ 1.302 para R$ 1.320. Com isso, a contribuição previdenciária do MEI (exceto caminhoneiro) passará a ser de R$ 66, o que corresponde a 5% do valor do salário-mínimo, mais R$1 para quem exerce atividades sujeitas ao pagamento de ICMS e R$ 5 para quem exerce atividades sujeitas ao ISSQN. Dessa forma, o valor da contribuição mensal do MEI ficará entre R$ 66,00 e R$ 72,00, a depender da atividade exercida. Já para o MEI Caminhoneiro, o valor do DAS mensal será entre R$ 159,40 e R$ 164,40, de acordo com o tipo de produto transportado e local para onde é destinado. O reajuste é calculado automaticamente no momento de emissão do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que deve ser pago até o dia 20 de todos os meses. A emissão do DAS pode ser feita pelo portal do Sebrae sem custo algum para o MEI. Para isso, o MEI deverá realizar o login no portal do Sebrae e acessar o ambiente personalizado “Meu Mural”, onde estará disponível a emissão do boleto ou código para pagamento on-line, bem como a consulta ao histórico de pagamentos da contribuição. Caso o usuário não possua o CNPJ MEI vinculado, basta que ele insira o dado no campo “CNPJ” para fazer a emissão. Para o usuário que já possui um CNPJ MEI vinculado ao seu cadastro, basta um clique para acessar as guias da contribuição, pois o campo “CNPJ” já aparece automaticamente preenchido. Clicando em “Ver boletos pagos”, é possível conferir o histórico de pagamentos. Por meio da contribuição obrigatória, o microempreendedor individual tem direito a vários benefícios previdenciários, como aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, salário-maternidade, pensão por morte, aposentadoria por idade e auxílio-reclusão para seus familiares. O cálculo dos benefícios é efetuado com base nas contribuições realizadas pelo segurado, cumprindo o prazo de carência mínima de cada benefício previdenciário. MEI Somente em 2022, dos 3,6 milhões de novos empreendimentos criados, 78%, ou seja, 2,8 milhões foram microempreendedores individuais. O Microempreendedor Individual (MEI) é o empresário que possui uma empresa independente. Para o registro do MEI, o empreendedor deve estar ciente que seu faturamento não pode ultrapassar R$ 81 mil por ano, não pode ter participação em outra empresa como sócio ou titular e deve ter – no máximo – um empregado contratado.
Pegar crédito para empresa é bom ou ruim?

Serasa Experian dá dicas para ajudar empreendedores a crescerem seus negócios com responsabilidade Muitas vezes, os empreendedores precisam recorrer ao crédito para conseguirem ter um fôlego em seus negócios. Seja para fluxo de caixa, capital de giro ou comprar um novo equipamento, o empréstimo é a modalidade mais comum para quem precisa de recurso financeiro e ele pode ser obtido com os bancos, instituições financeiras e até entre amigos e familiares. Mas, afinal, essa prática é uma boa prática ou não?! Para auxiliar os donos de pequenos e médios empreendimentos a cuidar da saúde financeira de seus negócios, a Serasa Experian separou cinco dicas sobre como adquirir crédito da melhor forma. O conteúdo também faz parte da playlist Bora Empreender no YouTube e vai de temas básicos até avançados. Confira: 1. Entenda o que é empréstimo: o serviço é um contrato entre o cliente e um banco ou instituição financeira, referente a uma quantia emprestada que deverá ser devolvida em um prazo determinado durante a contratação. Diferente do financiamento, nesse caso não é preciso especificar qual será o destino desse dinheiro; 2. Avalie a situação do seu negócio: todo empréstimo requer cautela e planejamento. Por se tratar de uma dívida onde o valor a ser restituído será maior do que o concedido, o empreendedor deve entender qual o momento do seu negócio e levar em conta também a atual situação econômica do país; 3. Saiba analisar a taxa de juros: ao buscar por recursos de crédito, é importante prestar atenção na taxa de juros efetiva, que será calculada sobre o valor contratado. A taxa nominal, em muitos casos, é anunciada pelos bancos e instituições financeiras para atrair o cliente por um valor mais baixo; 4. Calcule o custo efetivo total: o valor do empréstimo é referente às taxas de juros citadas, de crédito, de cadastro e administrativas, assim como aos seguros, tarifas e impostos sobre a operação, variando de acordo com o credor e com o perfil de crédito do contratante. Esse valor deve ser levado em conta na hora de calcular quanto será pago futuramente pela quantia emprestada; 5. Considere o benefício a longo prazo: juros altos podem fazer com que o valor final a ser devolvido fique muito além do esperado, prejudicando a saúde financeira da empresa ou até mesmo a tornando incapaz de honrar com os pagamentos. Muitas vezes, é mais vantajoso esperar um melhor momento para realizar a contratação. “Quando a negociação é bem-feita, o empréstimo permite que seu negócio cresça e prospere cada vez mais, como por exemplo, ao adquirir bens que não conseguiriam ser pagos à vista. Contar com esse suporte financeiro é um movimento natural do empreendedorismo, mas requer muito planejamento para garantir que se obtenha um retorno sobre esse investimento” explica do vice-presidente de Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian, Cleber Genero. Utilizando o poder dos dados para trazer mais precisão e segurança na tomada de decisão dos negócios, a Serasa Experian possui uma área voltada exclusivamente para atender as necessidades das pequenas e médias companhias brasileiras. São soluções adequadas para quem precisa crescer a carteira de clientes, proteger a empresa, monitorar clientes e fornecedores e recuperar dívidas. Além disso, a área conta com o blog que dispõe de uma série de conteúdos gratuitos para quem precisa de ajuda para começar a empreender, incrementar as vendas, e conquistar mais clientes
O fenômeno da ‘pejotização’ e o que isso tem a ver com empreendedores

Perdi o emprego no auge da pandemia. Um trabalho ‘tradicional’ com carteira assinada, benefícios, plano de saúde, vales transporte e alimentação. Enquanto buscava recolocação, observei que a maioria das oportunidades exigia emissão de nota fiscal, ‘modelo PJ’. Uma protusão de anúncios, com um padrão: para cada dez vagas PJ, uma CLT. Abri uma MEI – Microempreendedor Individual – em pouco menos de 10 minutos e estava definitivamente pronto para encarar o mercado novamente. Não demorou dois meses para que encontrasse uma nova oportunidade, com valores praticamente equivalentes. Eu fui… eu fui ‘pejotizado’. De lá para cá, apenas projetos e oportunidades via CNPJ surgiram e se concretizaram. A história é real deste que escreve, mas poderia ser de outros 6.5 milhões de brasileiros, que tinham emprego antes de abrir um CNPJ, seja informal ou com carteira assinada. O segundo corresponde a mais da metade (51%) das MEIs abertas entre 2020 e 20201 – período mais crítico de isolamento da pandemia de Covid-19. Essa realidade, acelerada pela crise de saúde, onde muitas pessoas perderam empregos com carteira assinada e viram na necessidade uma nova chance, acelerou o fenômeno batizado de ‘pejotização’, a proliferação de CNPJs para vagas de emprego que antes eram ocupadas pelo modelo tradicional. Ou, por que não, quem tenha vislumbrado uma oportunidade e apostou na MEI para criar um novo negócio? “Começou-se a gerar um despertar nas pessoas para construir o próprio plano de carreira, objetivos salariais, financeiros, projetos”, afirma Telma Rossetti, coach, empreendedora e especialista em desenvolvimento humano. Segundo Telma, trabalhar sob o modelo PJ dá ao empreendedor maior autonomia sobre seus horários, demandas e o exime da exclusividade, podendo prestar serviços para outras empresas simultaneamente e diversificar sua renda. “A ‘pejotização’ também é uma espécie de autoconhecimento. Porque, antes, parecia que a responsabilidade nossa riqueza estava na mão do outro: dependia de um CNPJ, estrutura, modelo de trabalho, plano de carreira”, completa. Flexibilidade e autonomia são os aspectos que mais contribuem para a proliferação de MEIs no Brasil, mas a instabilidade joga contra. Abrir uma MEI coloca o trabalhador na esteira do empreendedorismo, dando o primeiro passo, uma espécie de categoria de base para formação de um empreendedor à frente de um negócio próprio, mesmo que ‘o negócio’ seja ele e seu computador. A tendência é que essa realidade se estabeleça cada vez mais nos próximos anos, uma vez que as empresas também estão priorizando contratar pelo modelo PJ e, inclusive quem tenha um emprego formal, pode se utilizar do PJ para complementar a renda, o popular ‘freela’, o antigo bico. Mesmo assim, muitas pessoas que abriram MEI no auge da pandemia, conseguiram voltar a seus postos de trabalho após a retomada, o que liga o alerta: a porta está aberta para todos, mas talvez não é todo mundo que deva entrar. A dica do Empreendabilidade é: na dúvida, abre uma MEI. MEI, canja e vitamina C, mal não há de fazer.
Ainda existe investimento para startups em 2023?

De acordo com o relatório, divulgado em janeiro deste ano, pela Distrito – plataforma de inovação – as startups brasileiras captaram US $4,45 bilhões, em 2022. O número representa uma queda de 54,5%, em comparação com o volume recorde de US $9,7 bilhões registrado em 2021. Os valores chamam a atenção para o atual cenário brasileiro e levantam o questionamento: será que ainda teremos um alto número de investimentos em startups em 2023? Vivemos tempos de grandes layoffs. Empresas que anteriormente estavam crescendo e contratando, agora, cortaram parte do seu quadro de colaboradores. O próprio gigante da tecnologia Google, anunciou o desligamento de 12 mil colaboradores em todo o mundo. Startups também não ficaram de fora da conta e, infelizmente, até os bancos digitais acabaram demitindo – um bom exemplo disso é o PagBank, que demitiu cerca de 7% do seu quadro de trabalhadores. Com o “boom” de aplicações, nos últimos dois anos, além da pandemia da Covid-19, que fez com que os governos emitissem moeda para fornecer auxílio para a população e não quebrar a economia com as medidas de fechamento das cidades, observamos um cenário favorável para as startups. Com a injeção de moeda no mercado, naturalmente temos uma oferta maior de dinheiro no mundo, e consequentemente no mercado de venture capital (modalidade de investimento em que o dinheiro é aplicado em empresas com alto potencial de crescimento). O dinheiro passou a ser aplicado em um mercado que é mais atrelado a risco e imprevisibilidade, e chegou o momento em que, para rentabilizar o dinheiro, os fundos de venture capital tiveram que escolher as empresas para alocar os seus recursos. No entanto, com a movimentação do mercado para responder à emissão desenfreada de moeda dos últimos anos, passamos a lidar com o cenário do aumento da inflação, em níveis que muitos europeus e americanos nunca viram anteriormente. Para conter a inflação, os bancos centrais aumentaram as taxas de juros. No Brasil, por exemplo, a Selic chegou a 13,75% – um crescimento de mais de dez pontos percentuais em menos de um ano. O aumento da Selic fez com que os títulos de renda fixa, que já eram considerados pouco atrativos nos últimos anos, crescessem – e, assim, começassem a pagar quase 15% ao ano. Tal movimento fez com que as pessoas, que antes tinham que arriscar seu patrimônio, mudassem suas aplicações para esse modelo. Tudo isso explica a queda do investimento em venture capital, criptomoedas e bolsa de valores. O dinheiro que precisava correr risco para ser rentabilizado, agora precisaria estar alocado em títulos mais seguros. Como o capital está escasso, os fundos de venture capital agora têm menos dinheiro para alocar e precisam designar melhor seus investimentos. Assim, com o cenário econômico atual, outras opções de empréstimos para as empresas ficam mais caras. Com todos esses fatores, conseguimos começar a entender o cenário de layoffs ao qual estamos imersos atualmente. Com um panorama de retração e com a diminuição dos investimentos no setor, os empreendedores devem voltar a atenção à situação macroeconômica e para a saúde do negócio. Com o atual momento econômico brasileiro, o aumento da inflação e da taxa de juros, para os investidores, realizar aplicações está mais arriscado e, por isso, este deve ser um ano de estabilidade para as startups. Desta forma, é imprescindível que os gestores repensem a estratégia de contar com investimentos externos – ouso dizer, inclusive, que o grande desafio será gerir os recursos para que a empresa sobreviva e não entre na conta dos layoffs. Pode ser uma tarefa difícil, principalmente para as startups, mas repensar a estrutura, administrar as despesas e os custos é o caminho para aqueles que desejam se manter no mercado. Ou seja, é preciso ter cautela e tomar decisões sábias. Acredito que não seja o fim dos investimentos externos, mas creio que será um ano de rodadas escassas e poucos conseguirão, de fato, atrair a atenção dos investidores. Em resumo, o ano será desafiador, mas haverá oportunidade para os negócios se consolidarem com os recursos que já foram captados e, aqueles que se destacarem, conseguirão atrair possíveis investimentos. De modo geral, todos devem captar menos neste ano, mas conforme o cenário econômico do país evolua, teremos sinais de melhoras neste setor. Aos empreendedores, é preciso dedicação para o sucesso do negócio, com o foco no cliente e, com uma gestão consciente. Só assim será possível sobreviver a este ano e vislumbrar novas perspectivas para 2024. Vamos juntos? *Cadu Guerra é CEO da Allu, maior plataforma de assinatura de iPhones e acessórios Apple.
Banco BV lança Programa de Inovação Aberta para startups

O banco BV lança o PIA (Programa de Inovação Aberta). A iniciativa é voltada para as startups com o objetivo de catalisar soluções que ajudem a instituição a resolver os principais desafios do banco. Os temas prioritários são: novos produtos e serviços; experiência do cliente e aumento de eficiência. “Nosso objetivo é estreitar ainda mais nossa relação com ecossistema empreendedor de inovação. Após um intenso trabalho de mudança interna da cultura do banco, queremos demonstrar ao mercado que estamos prontos para implementar soluções disruptivas que nos ajudem a aprimorar processos e principalmente, a melhorar a satisfação dos nossos clientes por meio de resultados”, destaca Ricardo Sanfelice, diretor executivo de Clientes, Dados e Inovação do banco BV. O PIA é mais um movimento que a instituição realiza na busca por ampliar sua conexão com o ecossistema. Em 2022, o banco desenvolveu mais de 60 iniciativas em inovação aberta, que resultaram em 10 contratos fechados com startups. Um dos projetos aplicados, o Limpa-Trilhos, foi responsável por reduzir em até 85% o tempo para desenvolvimento das Pocs (Provas de Conceito), resultando na otimização dos processos e no lançamento do primeiro token digital do banco. Para saber mais, acesse o site do programa. *Com informações do portal TI Inside
Metade das startups brasileiras segue crescendo mais de 90% ao ano, mas só 20% equilibra crescimento e lucratividade

Dados fazem parte de pesquisa da McKinsey divulgada no evento Brazil at Silicon Valley A América Latina – e o Brasil em especial – viveu seu primeiro grande boom de inovação nos últimos cinco anos, com um salto no número de unicórnios (de 9 para 34, entre 2018 e 2021) e uma disparada nos investimentos de venture capital (passando de US$ 3 bilhões para US$ 18 bilhões no mesmo período). “Foi a primeira primavera da inovação. E agora estamos vivendo o primeiro susto, o primeiro downcycle”, diz Marina Mansur, sócia da consultoria McKinsey. “Todos os fundos de venture capital estão reprecificando seu portfolio para um valor 30% mais baixo, as startups estão fazendo downrounds (rodadas a valuations menores) e o volume de investimentos caiu pela metade”, avalia Marina. Para entender esse momento, a consultoria conduziu um estudo com cerca de 200 startups na América Latina. Os resultados foram apresentados no evento Brazil at Silicon Valley, que acontece na Califórnia (EUA) e reúne empreendedores, investidores, acadêmicos e entusiastas de inovação. O primeiro grande destaque do estudo, segundo Marina, é que, se antes só crescimento bastava para as startups, agora é preciso equalizar com lucratividade. “A primeira boa notícia é que quase 20% das startups brasileiras já estão numa boa mistura entre crescimento e lucratividade”, diz. Falando apenas de crescimento, grande parte das startups do país continua crescendo como se nada estivesse acontecendo: 53% delas cresce mais de 90% ao ano, mesmo num período de crise. Este número é muito maior no Brasil que na América Latina (perto dos 40%), segundo Marina, por conta do consumidor digital brasileiro e do tamanho do país. “O Brasil tem uma receita muito boa para quem quer empreender, que une problemas complexos, uma população altamente digitalizada, indústrias muito concentradas e com atendimento ao consumidor muito ruim ainda. Então é um prato cheio para quem quer fazer uma disrupção”, diz a executiva. Três pontos para redução de custos O segundo ponto de destaque do levantamento, segundo Marina, é que, por mais que as startups do país cresçam muito, poucas delas são lucrativas: um terço delas, depois de nove anos, ainda não conseguiu dar lucro. “Esse caminho árduo em busca da lucratividade traz uma necessidade de olhar para custos muito grande”, afirma. Segundo ela, há três pontos que as startups têm trabalhado para diminuir as despesas. Primeiro, a preocupação em reduzir o custo de aquisição de clientes (CAC). Segundo, os custos relacionados a tecnologia. “Elas nasceram nativas digitais, e muitas já nasceram em cloud, e geralmente esse é um custo dolarizado. Então, qualquer pressão no câmbio aperta muito esse calo de tecnologia.” O terceiro ponto são os layoffs. De acordo com o estudo, mais de 40% das startups fez algum tipo de demissão – e, entre as que demitiram, os cortes foram de 20% a 30% da base de colaboradores. Disputa por mão de obra Apesar das demissões generalizadas, Marina aponta que o gargalo de mão de obra na área de desenvolvimento e tecnologia continua sendo uma questão, e que agora há uma forte competição por esses profissionais entre startups e empresas convencionais. “Grande parte desses colaboradores considera mudar de emprego nos próximos 6 a 12 meses, o que mostra que o futuro próximo vai ser ainda mais difícil na retenção desses talentos”, afirma. O que esperar para o futuro Apesar de o volume de investimentos ter caído, espera-se que esse fique acima dos níveis pré-pandêmicos. “2021 foi um grande boom pontual. A gente espera que o volume continue crescendo de uma forma mais linear, e não tão exponencial.” Segundo a McKinsey, esse crescimento deve vir muito de fundos locais, e deve ser extremamente focado em startups que estão começando, as chamadas early stage. Com isso, deve haver um potencial “buraco” no capital para as startups em fases mais avançadas, para o chamado growth stage. Há aí, então, um potencial caminho para desenvolvimento dos fundos de grandes corporações, de corporate venture capital (CVC), desde que tenham um ajuste no modelo operacional. “Muitos não funcionam de forma autônoma, não têm uma tese de investimento clara. Então, tem alguns ajustes que eles precisam fazer para ocuparem esse espaço.” Uma luz amarela que o estudo da McKinsey acende é que um terço das startups não tem dinheiro para mais de 18 meses de caixa, e por isso vai precisar fazer uma captação nos próximos meses. Portanto, com o cenário desfavorável, poderemos ter um boom de M&As por sobrevivência, além de um aumento de downgrounds, com startups se sujeitando a uma rodada de valuations menores. *Com informações da Época Negócios
Das flores aos milhões: conheça a história de Clóvis Souza, CEO da Giuliana Flores

Marca atende mais de 800 mil pedidos por ano e consagra-se como a maior floricultura on-line do país De vendedor de flores em um cemitério da Zona Leste de São Paulo para dono do próprio negócio. A história de Clóvis Souza, o nome por trás da Giuliana Flores, é uma aula de empreendedorismo, amor à profissão, atenção ao mercado e às oportunidades que surgem pelo caminho. Hoje a marca, que surgiu lá em 2000, enfrentando o “boom da internet”, é reconhecida como o maior e-commerce do ramo de floricultura, além de figurar como um dos maiores cases de sucesso. Não à toa, o empresário líder do segmento, há anos coleciona números que impressionam. São mais de 800 mil entregas ao ano, 700 mil visitantes únicos/mês e mais de 5 mil cidades atendidas. As parcerias de peso com marcas renomadas no mercado, como Kopenhagen, Ferrero Rocher, Nestlé, Heineken, Milka, Natura, Havanna, Lindt, Chandon, Rommanel, Vivedas e Uatt? Localizado em São Caetano do Sul (SP), o centro de distribuição da marca conta com 2,7 metros quadrados e uma infraestrutura capaz de atender 85% das solicitações em até uma hora. A empresa ainda possui uma loja na mesma cidade de 600 metros quadrados. Além disso, inaugurou este ano uma nova loja física, em Santo André (SP), em uma área de 300 metros quadrados. Quando questionado se imaginava aonde chegaria, Clóvis Souza é enfático ao dizer que não. Mas fato é que seu amor pelas flores e sua habilidade para os negócios formaram a ponte entre o garoto vendedor de 10 anos de uma pequena floricultura e o empreendedor de destaque da atualidade. “Acredito que o sucesso se deve não apenas à qualidade dos nossos serviços como também à capacidade de inovar e ‘correr atrás’ de ideias para agradar ao público”, relata o empresário. A própria expansão da floricultura nasceu dessa observação. No início, as opções de compras eram itens que normalmente acompanham flores, como chocolates e pelúcias. Até o empreendedor se dar conta de que não havia motivos para se limitar. Assim, incluiu no portfólio da marca perfumes, livros, semijoias, objetos decorativos, brinquedos, mimos diferenciados e demais produtos. No entanto, como nem tudo são flores, houve também muitas dificuldades no início. Clóvis conta que a principal foi em relação às transportadoras. “Elas não estavam acostumadas a entregar produtos sensíveis, frágeis como alguns itens do nosso e-commerce. Hoje, porém, esse processo é um dos maiores bens da Giuliana Flores. Conseguimos enviar com segurança e qualidade nossos itens em quase todo o Brasil. E ainda em tempo recorde de três horas para a grande São Paulo”, informa. Atualmente, para o empresário, o desafio é conquistar cada vez mais novos compradores e manter os clientes atuais satisfeitos. “Por isso, buscamos o que há de melhor no mercado para oferecermos aos nossos consumidores. Pesquisamos tendênciais, melhorias nos nossos serviços e estamos sempre à procura de opções de presentes que transmitam todo o afeto e carinho que também sentimos nesse ramo”, pontua.
Startup For Black Hands insere profissionais negros no mercado

Inovação criou banco de talentos para conectar empresas e profissionais A empreendedora Marina Apolinário, 37 anos, é formada em administração e tem uma vasta carreira em bancos e instituições do setor, onde atua como auditora dos processos financeiros. Depois de observar a falta de profissionais negros em seu mercado e ocupando posições de liderança, ela decidiu fundar a For Black Hands em agosto de 2022. No mês seguinte, o projeto foi aprovado no programa Black Start, do Sebrae. Na experiência, a empresa consolidou seu modelo de negócios, que tem um site que funciona como banco de talentos para empresas com ações afirmativas. A For Black Hands se destaca, segundo a fundadora, por acompanhar os profissionais contratados em seus primeiros meses na nova posição. “Meu diferencial é fazer o acompanhamento do candidato nos três primeiros meses de experiência. Nesse período, eu entendo a relação entre o candidato e a empresa: como ele está performando, desempenhando a função dele e se está sendo bem orientado. A retenção é importante para as duas partes”, diz Apolinário. A irmã da empreendedora, Ana Carolina Apolinário, 40, é sócia da empresa. Ela é historiadora e atua na área de comunicação da For Black Hands, enquanto Marina cuida do setor comercial e administrativo. Foi no programa do Sebrae que elas aprimoraram o projeto da empresa. A primeira versão da plataforma foi criada por Marina Apolinário de forma autodidata, por meio do WordPress. Depois, participando da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo, Marina conheceu a designer UX Lizandra Lisboa e a programadora Daniela del Porto, que levaram o site ao modelo atual. Reconhecendo a concorrência no mercado de recursos humanos para ações de diversidade e inclusão, Apolinário diz que sua empresa se diferencia por atender os candidatos de forma mais próxima, além de oferecer uma rede parceira de capacitações. “Quando conduzo as entrevistas de emprego, muitos candidatos dizem que é a primeira vez que são avaliados por uma profissional negra. Eles se sentem acolhidos”, conta. Alguns dos workshops promovidos pela For Black Hands abordaram temas como o inglês para entrevistas de emprego e noções básicas de tecnologia. “As aulas são pautadas nas minhas pesquisas sobre o que as pessoas precisam, o que as impede de ter um trabalho, ascender na carreira”, diz. Alguns clientes atendidos pela empresa de Apolinário foram Biti9, Uppo, Fundo Agbara e PX Brasil. A expectativa para este ano é conseguir aportes que possibilitem a contratação de funcionários e otimização da plataforma. “Quero trazer mecanismos de automação do processo, desenvolver as tecnologias do nosso produto”, afirma Apolinário. *Com informações do Portal PEGN
“Onde há problema, há oportunidade”: Carol Gilberti, da Mubius

Empreender é desafio, resiliência e estratégia. No Brasil, o cenário do empreendedorismo tem se mostrado cada vez mais explorado pela necessidade, uma vez que os microempreendedores individuais (MEIs) representam quase 70% das empresas em atividade no país. Essas também são palavras de ordem no cotidiano feminino na nossa sociedade. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de mulheres empreendedoras no Brasil cresceu, chegando a 10,3 milhões, o que representa mais de 34% dos empreendedores do país. Uma dessas 10 milhões é Carol Gilberti. Entretanto, Carol não faz parte da estatística apenas como uma mulher empreendedora. À frente da Mubius WomenTech Ventures, a empresária mineira de BH incentiva, investe e projeta negócios de outras mulheres ao mercado com a primeira Women Tech do Brasil. As chamadas Venture Builders são organizações que atuam sistematicamente no desenvolvimento de outras empresas de base inovadora e tecnológica (startups) aportando seus próprios recursos. O panorama ainda é de uma presença feminina bastante tímida no universo das startups no Brasil – no mundo, também – com crescimento praticamente estagnado. Segundo o “Female Founders Report 2021”, há 10 anos, empresas de base tecnológica fundadas apenas por mulheres representavam 4,4% do mercado total. Hoje, o índice é de 4,7%, ou seja, crescimento ínfimo. Carol e a Mubius querem mudar o cenário. “A ideia dessa frente é trazer mulheres para esse ecossistema tão maravilhoso da inovação e tecnologia, alavancando cada vez mais startups de impacto para o universo feminino e que tenham soluções benéficas para o mundo e economia”, conta a empresária. Esposa, mãe e com uma história de vida que vai do Texas a São Paulo, Carol já quis ser atriz de Hollywood, mas encontrou um propósito na comunicação, cursando jornalismo na PUC-MG. “Mulheres empreendedoras têm desafios e batalhas particulares diárias. Isso, independentemente de estarem começando ou no topo da pirâmide. Estamos constantemente lutando contra síndrome da impostora e buscando a desconstrução de várias questões genéticas, cultuais e sociais que fazem parte do dia a dia da mulher”, relata. A empresária ainda aponta caminhos nos quais existem horizonte de crescimento e lastro para startups investirem no Brasil. “Onde há problema, há oportunidades. É assim que a inovação enxerga e o Brasil é um oceano de oportunidades. Seja na economia, no setor jurídico, sustentabilidade, social. Educação, startups a educação, são inúmeros desafios”, completa. Recheado de vivências, bom humor e insights sobre empreendedorismo, o papo completo com Carolina Gilberti esta disponível no Youtube e Spotify do Empreendabilidade.
Dia dos Povos Indígenas: empreendedorismo como ferramenta de empoderamento

Indígenas contam como o empreendedorismo promove o desenvolvimento econômico e social das comunidades, preservando as práticas culturais O empreendedorismo indígena surgiu como uma ferramenta poderosa para o empoderamento, ajudando a despertar o potencial econômico das comunidades indígenas e fornecendo um caminho para a autodeterminação econômica. À medida que os empreendedores indígenas estabelecem seus negócios, eles estão simultaneamente construindo resiliência, revitalizando as práticas culturais tradicionais e desafiando os estereótipos negativos que há muito atormentam as comunidades indígenas. Durante séculos, os povos indígenas enfrentaram barreiras sistêmicas que limitaram suas oportunidades econômicas, desde a desapropriação de suas terras até a supressão de suas práticas culturais. No entanto, nos últimos anos, um número crescente de empreendedores indígenas desafiou esses obstáculos, aproveitando sua herança cultural para criar negócios de sucesso que contribuem para suas comunidades e para a economia em geral. Empreendedora desde 2010, Dalvani pertence ao povo Apurinã e conta que o trabalho com a arte indígena é uma atividade que ela realiza desde criança, e que geralmente é passada de pai para filho. Além de viver do artesanato, Dalvani é presidente da Associação das Artesãs e dos Artesãos Indígenas do Vale do Juruá, no Acre. Ali, ela trabalha com outras mulheres indígenas dos 18 povos originários da região. São vários tipos de arte de povos diferentes e de culturas diversas. “Faço, mas também ajudo as outras indígenas a comercializarem os produtos delas”, afirma. Segundo a artista, foi através do incentivo do Sebrae Acre que o empreendimento foi formalizado, facilitando a venda dos produtos para fora do estado. O trabalho em conjunto com outras artesãs é comercializado no espaço que a Associação possui no Mercado da Banana, comércio no centro de Cruzeiro do Sul, município acreano. O Sebrae Acre também foi responsável por capacitar os indígenas, dando instruções sobre como melhorar o acabamento dos produtos. “Foi difícil aceitar as mudanças propostas, mas depois entendemos que a equipe não queria mudar o nosso material, e sim melhorá-lo. Então aproveitamos as capacitações e hoje o nosso trabalho é mais bem aceito. Comercializamos localmente, pela internet e nas feiras nacionais organizadas pelo governo do Estado do Acre com o Sebrae”. Turismo sustentável O turismo ecológico em territórios indígenas tem sido uma alternativa viável para fortalecer a economia das comunidades e proteger a biodiversidade. Esse é o caso do Território Indígena Sete de Setembro, do povo Paiter Surui, localizado em Cacoal (RO). A comunidade vem desenvolvendo o Espaço Turístico Yabinaby, projeto de etnoturismo sustentável que foi desenvolvido pelos próprios indígenas, que se tornaram empreendedores e gestores do negócio. A iniciativa é baseada em princípios de respeito à cultura e aos valores da comunidade, preservação do meio ambiente e geração de renda para a população local. Xener Paiter Suruí, integrante da equipe de gestão e logística do Yabinaby, diz que o impacto do projeto para o seu povo é muito significativo, visto que proporciona a valorização da cultura e do modo de vida da comunidade, além de gerar empregos e renda para os indígenas que atuam no projeto. Além disso, o turismo sustentável é uma atividade que contribui para a preservação do meio ambiente e para o desenvolvimento econômico local de forma equilibrada e consciente. “O empreendedorismo indígena é extremamente importante para a promoção do desenvolvimento econômico e social das comunidades. Ele permite que os indígenas possam utilizar seus conhecimentos e habilidades para criar oportunidades de trabalho e renda, valorizando a cultura e as tradições locais. No entanto, os desafios enfrentados pelos empreendedores indígenas são muitos, incluindo a falta de acesso a recursos financeiros, a dificuldade em conciliar a gestão do negócio com as atividades tradicionais da comunidade e a falta de apoio do poder público”, declara. Por isso, Xener reitera que sejam criadas políticas e iniciativas que apoiem e fortaleçam a economia dos povos indígenas. O Yabinaby contou com qualificações do Sebrae focadas em atendimento no turismo. “A equipe de capacitação desempenhou um papel fundamental instruindo sobre a gestão desse tipo de turismo, oferecendo consultoria e orientação para os empreendedores indígenas desenvolverem suas habilidades em gestão de negócios, marketing, finanças e outros aspectos relacionados ao empreendedorismo”.
Queijo artesanal brasileiro: premiado no mundo, criminalizado no Brasil

As recentes operações que resultaram na apreensão e desperdício de milhares de toneladas de queijo artesanal no interior de São Paulo e Minas Gerais mostram o quanto o Brasil precisa evoluir em uma legislação mais adequada à realidade do produtor artesanal. A produção artesanal de queijos é uma das principais fontes de renda da agricultura familiar. Segundo o o Censo Agropecuário do IBGE, 77% dos estabelecimentos rurais no Brasil, quase 4 milhões de propriedades, são classificadas como de agricultura familiar, e correspondem a 23% da área de todos os estabelecimentos rurais do país – quase 1/4 do território produtivo. No caso especificamente do queijo, só em 2020, foram produzidas mais de 1.2 milhão de toneladas no país. O queijo brasileiro tem destaque no mundo. É reconhecido pelo sabor e está no topo de listas como a “The Taste Atlas”, ranking de site norte-americano que utiliza a opinião dos usuários para avaliar comidas do mundo inteiro. Nossos produtores ganharam 57 medalhas no Mondial du Fromage et des Produits Laitiers de Tours, realizado na França. Tamanho reconhecimento atesta a qualidade e importância do mercado de laticínios para a economia brasileira. Fiscal será investigado – entenda o caso Há um mês, a queijaria Cabanha Mulekinha, do casal Luzita e Airton Camargo, em Ibiúna, no interior de São Paulo, foi alvo de uma ação da vigilância que apreendeu mais de 250 Kg de um tipo específico de queijo que estava em produção, foram queijos curados durante quatro meses, seguindo a tradição espanhola. Na ocasião, a inspeção – que inutilizou e eliminou o produto, gerando grande prejuízo aos produtores – alegou que a empresa ainda não tinha o registro da queijaria. Contudo, o processo no Serviço de Inspeção Estadual (Sisp) estava na etapa final e seria concluída dois dias depois. Para a Associação Paulista do Queijo Artesanal (APQA), que reúne 15 mil famílias de produtores do Estado, a medida é ilógica. “A empresa já detinha todos os documentos necessários para sua atuação e cumpriu rigorosamente todas as demandas do poder público”, disse o presidente da entidade, Christophe Faraud, ao jornal O Estado de S. Paulo. “O mesmo fiscal que autorizou a destruição, logo depois apontou em laudo que a planta da Cabanha Mulekinha está em conformidade com as exigências. Isso não faz o menor sentido e só confirma que nosso setor é sistematicamente alvo de perseguição por parte da fiscalização”, afirmou. Disputa começou há dois anos A briga entre queijeiros artesanais e agentes da fiscalização começou em 2021, quando fiscais da Coordenadoria de Defesa Animal (CDA) destruíram 125 kg de queijo curado, 45 litros de iogurte e 9 quilos de requeijão do laticínio Lano-Alto, em São Luiz do Paraitinga. A medida gerou manifestações online de chefs como Bel Coelho, Bela Gil, Alex Atala, Manu Buffara e Jefferson Rueda, entre outros. Todos defenderam a queijaria e condenaram a ação. Nesse caso e no de Ibiúna, a fiscalização foi acionada após denúncias anônimas encaminhadas à ouvidoria da pasta estadual da Agricultura. A Cabanha Mulekinha produz leite há 12 anos a partir de gado leiteiro da raça Jersey e transforma a matéria-prima em queijos inspirados em receitas da família, originária da Galícia, região do norte da Espanha. “O que aconteceu foi uma arbitrariedade”, disse Airton. “Estávamos com tudo aprovado, cumprindo todas as exigências, que são iguais para quem produz 300 litros de leite por dia, como nós, e quem produz 100 mil litros. Quando esperávamos que viessem confirmar nosso registro, eles (fiscais) vieram destruir nosso produto”, disse. Queijos de longa maturação também foram descartados pelos fiscais. Foto: Matheus Shimono/Divulgação (reprodução O Estado de S. Paulo) Segundo ele, foram investidos cerca de R$ 300 mil para instalar tanques resfriadores, aparelho para barreira de ar, câmaras frias e equipamentos para produção de queijo e manteiga para se adequar às normas. Mesmo tendo conseguido o Sisp, a queijaria está sem produzir desde a fiscalização. Com a repercussão do caso, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, que comanda a CDA, afastou o fiscal e fez uma reunião com os donos da queijaria e representantes do setor, comprometendo-se até a ressarcir os prejuízos. Conforme a pasta, a denúncia que motivou a fiscalização “se mostrou maliciosa” e sem fundamento. “A atuação do fiscal contrariou a orientação da atual gestão de sempre orientar os produtores sobre as exigências da legislação, antes de qualquer medida punitiva”, disse em nota publicada à época. Agora, o caso está em investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Em nota, a Secretaria da Agricultura reforçou que a Cabanha Mulekinha recebeu o Sisp da Defesa “no mesmo dia em que teve seus produtos apreendidos e destruídos” e não havia problema técnico ou higiênico sanitário que a impedisse de produzir. “O fiscal, no caso específico, não poderia ter apreendido e destruído todos os produtos da Cabanha, por ausência de amparo legal. Agiu com desvio de finalidade ou abuso de poder, portanto. Essa é a razão pela qual houve a reunião com os donos da Cabanha Mulekinha”, disse. A pasta afirmou que não houve pressão política para afastar o servidor. “O afastamento do funcionário revelou-se necessário diante da gravidade da ilegalidade por ele praticada – apreensão e destruição de produtos sem base na lei. Também houve determinação para instauração de processo para apuração da conduta do fiscal. Ainda, determinou-se a realização de cursos e reciclagens aos funcionários.” A APQA também argumenta que a fiscalização deveria ter caráter preventivo e orientativo, premissa da inspeção sanitária, antes de qualquer medida punitiva. Legislação falha No caso da queijaria Lano-Alto, segundo a pasta, não havia legislação específica no Estado de São Paulo para os queijos artesanais. Porém, na prática, o que acontece é que os produtores artesanais são obrigados a seguir as regras nos âmbitos federal, estadual e municipal – este último, local, muitas vezes sequer existe. Em 2022, foi estabelecida a lei federal de nº 13.860, que deveria ter trazido benefícios para pequenos produtores, já que a nova regulamentação adapta as exigências à realidade da produção artesanal e simplifica o processo de certificação, já prevista na legislação pelo “Selo Arte” Contudo,
BNDES anuncia linha de R$ 21 bilhões para MEIs e pequenas e médias empresas

Segundo o presidente do banco, Aloizio Mercadante, a vantagem é que o banco garante até 80% do risco da operação O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta segunda-feira (17) uma linha para microempreendedores individuais (MEIs), além de micro, pequenos e médios empresários, que terá disponibilidade de R$ 21 bilhões, segundo o presidente da instituição, Aloizio Mercadante. O banco de fomento vai repassar os recursos para cerca de 70 parceiros, mas também poderá operar diretamente. Segundo o presidente do banco, a vantagem é que o BNDES garante até 80% do risco da operação. “Como a gente garante o risco, ajudamos a diminuir a crise de confiança para que empresários possam ter mais crédito e capacidade de investimentos”, comentou ele. A linha usará a Taxa de Longo Prazo do banco. *Com informações da CNN Brasil
Uber Direct expande serviços com foco em pequenas e médias empresas

Entregas expressas vão contar com opção de retornar mercadorias ao vendedor caso destinatário não seja encontrado e a possibilidade de agregar até 14 deliveries em uma única viagem A Uber anunciou nesta segunda-feira (17/4) a habilitação no Brasil da solução Uber Direct para pequenas e médias empresas. A ferramenta permite aos negócios contratar os serviços de motoristas parceiros para fazer entregas de seus produtos, com a possibilidade de retornar a mercadoria caso o destinatário não seja encontrado e agregar até 14 deliveries na mesma viagem. Segundo a Uber, a ferramenta pode ser habilitada online, sem a necessidade de entrar em contato com a equipe de vendas da Uber. A solução foi criada no início da pandemia, em abril de 2020, para atender clientes de grandes redes varejistas. Agora, a empresa decidiu expandir a ferramenta. “Os consumidores vivenciaram durante a pandemia que era possível receber muito rápido suas compras e agora priorizam essa opção. As entregas no mesmo dia, que antes eram uma exceção, hoje estão mais próximas de se tornarem a regra”, explica Suzana Castro, Head de Uber Direct no Brasil. O serviço ficará disponível para empresas de todas as cidades onde existe operação da Uber no país. Como usar? Para realizar o cadastro a empresa, pode acessar o site e preencher os dados solicitados. Em instantes, será possível acessar a área do usuário e solicitar as primeiras entregas. O Uber Direct também oferece a opção de integrar a API ao site de e-commerce da empresa, possibilitando a experiência de entrega totalmente automatizada. *Com informações do portal Pequenas Empresas Grandes Negócios
Bares e restaurantes têm aumento no volume em janeiro e ajudam a amenizar resultado negativo em Serviços

Alta de 0,7% em alimentação fora do lar é expressivo, principalmente diante do resultado geral negativo de -3,1% nos Serviços do país Resultado da Pesquisa Mensal de Serviços de janeiro, divulgada pelo IBGE na última sexta-feira (14) confirma tendência de pesquisas da Abrasel junto aos empresários de bares e restaurantes, com números piores no resultado das empresas neste começo de ano em relação ao fim de 2022. Apesar da alta de 0,7% no volume de serviços em Alojamento e Alimentação (segmento no qual alimentação fora do lar representa 84% das empresas, segundo dados da Receita), houve um arrefecimento em relação a dezembro, quando o volume teve alta de 2,8% no setor. A média geral do país registrou a maior queda na série histórica do indicador, com -3,1% (os números são apurados desde 2012). Em receita nominal o crescimento no setor foi de 0,3%, contra alta de 0,4% em dezembro. Mas também uma alta mais expressiva que a média, de 0,1% no mesmo período. Pesquisas da Abrasel mostram que o resultado das empresas também registra piora neste começo de ano, com 30% realizando prejuízo em fevereiro (eram 23% em janeiro e 19% em dezembro) e outras 36% em equilíbrio, sem conseguir lucrar. “O tombo em serviços de um modo geral foi grande, com -3,1% em janeiro. No nosso setor houve uma alta de 0,7%, este é o copo meio cheio, pois mostra que com todas as dificuldades somos resilientes e estamos contribuindo positivamente de modo expressivo para o resultado. O que acontece é que a inflação elevada, infelizmente, prejudica os resultados, levando a maior parte das empresas a trabalhar sem lucro”, explica Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel. No acumulado de 12 meses, o segmento tem quase o triplo de alta no volume de serviços em relação à média geral, com um crescimento de 23% em alojamento e alimentação, contra 8% na média de todos os serviços. Na comparação entre janeiro de 2023 e janeiro de 2022, a diferença é menor: 11,2% em alimentação, contra 6,1% da média geral. “O nosso crescimento mais expressivo se deu depois de março de 2022, quando começaram a cair as restrições ao funcionamento dos bares e restaurantes em função da pandemia. Mas este crescimento traz consigo ainda a herança dos tempos mais difíceis, que faz com que hoje quase um terço do nosso setor trabalhe com prejuízo, enquanto muitos se vêm às voltas com dificuldades crescentes para pagar as contas e os empréstimos tomados para sobreviver. Neste contexto, é urgente que venha um auxílio, na forma de inclusão de programas como o Perse, para que as empresas do consigam se reorganizar e manter as portas abertas e os empregos que são gerados pelo setor”, completa Solmucci.
A idade é apenas um número se você tem paixão

*Por João Fernando Saddock Como um fã ferrenho da Ferrari e um defensor da Red Bull, nunca pensei que torceria pelo Fernando Alonso. Mas foi exatamente isso que aconteceu durante o primeiro Grande Prêmio de 2023 no Bahrain. E não tenho vergonha de admitir isso. Porque hoje, Fernando “A Fênix” Alonso nos lembrou algumas valiosas lições de vida. Lição #1: Nunca é tarde demais para perseguir seus sonhos. Aos 41 anos, muitas pessoas haviam escrito Alonso fora do cenário. Disseram que ele estava passado, que nunca mais recuperaria a glória de seus dias mais jovens. Mas ele provou que estavam todos errados. Ele nos lembrou que idade é apenas um número, e que se você é apaixonado por algo, nunca deixe alguém lhe dizer que é tarde demais. Lição #2: Nunca é tarde demais para mudar as coisas. O retorno de Alonso foi nada menos que lendário. Após algumas temporadas difíceis, muitas pessoas acharam que ele estava acabado. Mas ele se recusou a desistir. Ele continuou lutando, acreditando em si mesmo, e hoje provou que nunca é tarde demais para mudar as coisas. Mesmo se você for derrubado, sempre pode se levantar novamente. Lição #3: Vencer nem sempre é chegar em primeiro lugar. Alonso pode ter terminado em terceiro, mas venceu de muitas outras maneiras. Ele venceu desafiando as expectativas. Ele venceu inspirando outros. Ele venceu mostrando que mesmo quando as coisas não vão conforme o planejado, você ainda pode sair por cima. E essas são apenas algumas das lições que podemos aprender com Fernando “A Fênix” Alonso. Mas talvez a lição mais importante seja esta: a experiência conta. Os anos de experiência de Alonso nas corridas lhe deram uma vantagem sobre alguns dos pilotos mais jovens e menos experientes. E isso também é verdade na vida. Quanto mais experiência você tiver, mais bem equipado estará para lidar com os desafios que surgem em seu caminho. Um brinde a Fernando Alonso, o rei do retorno, a lenda que desafia a idade e o lembrete final de que tudo é possível se você acreditar em si mesmo. Que todos nós sejamos um pouco mais como ele, e que todos nós nos lembremos de que, não importa o que aconteça, sempre podemos renascer das cinzas como uma verdadeira fênix. *João Fernando Saddock é um apaixonado por inovação e Growth Hacking, com vasta experiência em marketing, implementação e avaliação de estratégias de marca e comunicação de alta performance. Trabalhando com uma ampla variedade de clientes internacionais em empresas renomadas como Bedouin CC, Publicis, Leo Burnett, CCZ e Competence, gerou valor para marcas como Heineken, General Motors/Chevrolet, Carrefour, Fiat, Samsung, Kellogg’s, Disney, Volkswagen, KiCofee, Fly Emirates, entre outras. Recentemente, o especialista deixou sua posição de Head de Marketing na Zharta.io, uma empresa de empréstimo de criptoativos com sede em Portugal que utiliza NFTs como colateral, para se tornar Marketing Manager na divisão de educação da H-Farm, hub de educação internacional, inovação e empreendedorismo que apoia startups em diversos setores, localizada na Itália.
Micro e pequenas empresas criaram 85% das vagas de trabalho geradas em fevereiro

Levantamento do Sebrae, com base em dados do Caged, aponta que segmento foi responsável por 206 mil contratações As micro e pequenas empresas (MPE) continuam puxando a geração de empregos formais no Brasil. Em fevereiro, dos 241.785 novos postos de trabalho criados, 85,5% foram nas MPE. Isso representa 206.697 vagas abertas, em números absolutos. As médias e grandes empresas apresentaram saldo negativo pelo segundo mês consecutivo, com mais desligamentos do que admissões. Os dados são de levantamento feito pelo Sebrae com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes a fevereiro de 2023. Se comparado com o mesmo mês do ano passado, houve uma queda de 6,4% no saldo de empregos gerados pelas micro e pequenas empresas, que criaram 220.775 postos em fevereiro de 2022, ante 206.697 no mesmo período de 2023. Apesar da queda na comparação com o mesmo mês do ano passado, na média, as MPE permanecem como uma potência de criação de vagas de trabalho. No acumulado de 2023, dos 326.356 novos empregos gerados, 83% foram nas micro e pequenas empresas. “Os dados atestam a importância dos pequenos negócios para a economia nacional, gerando renda e contribuindo para assegurar a cidadania de milhares de pessoas e suas famílias. Falar de desenvolvimento econômico e social é falar da micro e pequena empresa”, afirma Décio Lima, presidente do Sebrae. Por segmento O setor de serviços das micro e pequenas empresas foi o que mais contratou, com a abertura de 135.238 empregos em fevereiro deste ano. Em seguida, vem a Indústria de Transformação, com 37.429 vagas; e a Construção, respondendo por 22.600 dos novos empregos gerados. O Comércio, por sua vez, teve saldo negativo (-1.344 novos postos de trabalho). Dados por ano Em 2022, a cada 10 postos de trabalho gerados no Brasil, aproximadamente 8 foram criados pelas micro e pequenas empresas. O acumulado do ano ultrapassou 2 milhões de novas vagas, das quais quase 1,6 milhão foram nos pequenos negócios: cerca de 78,4% do total. Em 2021, a participação das MPE no saldo total foi de 77%. Já nos dois primeiros meses de 2023, as micro e pequenas empresas estão respondendo por 83% do total.
Podcast: Como o empreendedor lida com o ambiente político e econômico?

Um novo governo, instabilidade econômica, dólar oscilando, guerra entre Rússia e Ucrânia, pós-pandemia… São inúmeros os agentes que interferem no cenário político e econômico de um país como o Brasil. Mas, no que isso afeta a padaria do seu Manoel, que abre religiosamente todos os dias, às 6h da manhã, com pão quentinho, faça chuva ou faça sol? O ambiente político e econômico atual influencia direta e indiretamente na vida e nos negócios dos mais de 14 milhões de empreendedores no Brasil. Mas, sem ter como controlar tais fatores, como lidar com as mudanças constantes? O Podcast Empreendabilidade conversou com Felipe Beraldi, gerente de indicadores e estudos econômicos da Omie, que apontou os caminhos para a melhor adaptação dos pequenos e médios negócios ao ambiente, muitas vezes caótico. “Pensando com a cabeça do empreendedor, o negócio dele está lá na segunda, na terça-feira, pode estar acontecendo um caos político, o negócio vai abrir normalmente no dia seguinte. O que eu acho que o empreendedor deve ter na cabeça: esses eventos não são controláveis, então ele tem que aprender a lidar com o momento de adversidade”, explica. Beraldi detalha: “Ter um produto ou serviço diferenciado, conhecer bem o consumidor dele, para quem se está oferecendo. No caso das empresas B2B, o IODE-PMEs é uma super ferramenta, que vai ajudar a desenhar um mapa de calor na economia, os setores que estão crescendo ou sofrendo mais”, completa. O economista explica ainda que a taxa de juros é um dos principais desafios que os empreendedores terão que driblar no momento atual. “Essa taxa de juros elevada, a meta colocada pelo Banco Central, tem um papel na economia, que é controlar a inflação. E inflação fora de controle é uma supervilã geral para consumidores e empreendedores. Porque com a inflação fora de controle você não tem nenhuma previsibilidade, você gera insegurança para consumo e investimentos”, afirma Felipe. Recuperação pós pandemia e setores emergentes Autor de um relatório que detalha diferentes setores da economia e indica potenciais de crescimento e possíveis baixas no ano de 2023, Felipe Beraldi enxerga o Brasil caminhando para estabilidade, depois do período de crise durante a pandemia. Dentro desse cenário, o setor de comércio surge como um destaque positivo, com bons índices de crescimento. “[2022] Foi um ano que a gente observou crescimento das PMEs do agro mesmo tendo menos empresas, sobretudo pequenas, que o desempenho dentro desse recorte não conversa exatamente com o PIB do setor, mas teve um espaço para retomada. Observamos a sustentação do crescimento do comércio, 5,5%, que passa, além do contexto de retomada pós-pandemia, pelos programas de sustentação de renda”, explica. Outro setor que se destacou no ano, segundo o relatório, foi a indústria. “O setor industrial efetivamente registrou crescimento em 2021, tímido, na casa dos 2%, mas que ostra que essa bagunça toda abriu espaço para que a pequena e média indústria ganhasse mercado”, finaliza Beraldi. O papo com Felipe Beraldi está disponível na íntegra no YouTube e no Spotify do Empreendabilidade.
Banco Central está próximo de começar corte de juros, diz ex-presidente do BC

Loyola citou a queda do IPCA e o impacto do ambiente menos inflacionário no exterior. “O real não deve desvalorizar este ano, pode até valorizar, o que é favorável para a inflação aqui” Banco Central está muito próximo de iniciar redução dos juros, segundo o economista e ex-presidente do BC, Gustavo Loyola, atualmente sócio da Consultoria Tendências. Loyola participa de evento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Loyola citou a queda do IPCA e o impacto do ambiente menos inflacionário no exterior. “O real não deve desvalorizar este ano, pode até valorizar, o que é favorável para a inflação aqui”. O arcabouco fiscal não é perfeito, mas pelo o que foi apresentado é suficiente para manter o controle da dívida pública, segundo Loyola. “Esses fatores somados trazem elementos que ajudam a começar a queda dos juros a partir de julho ou agosto”, diz ele apostando numa Selic a 10,5% ao fim de 2023 e quedas adicionais em 2024. Hoje o Boletim Focus Taxa de juro neutra Em termos reais, a estimativa da taxa de juro neutra deveria ser em torno de 4% ao ano, por estimativas do BC, que já vê alguns aumento por questões fiscais. *Com informações do Exame
Confiança dos donos de pequenos negócios apresenta leve aumento

Nos últimos dois meses, índice apresentou aumento de 3,9 pontos, de acordo com a Sondagem dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae e FGV O Índice de Confiança das Micro e Pequenas Empresas (IC-MPE) apresentou um ligeiro aumento de 0,1 ponto no último mês de março, de acordo com a Sondagem dos Pequenos Negócios, realizada mensalmente pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) e atingiu o patamar de 88,5 pontos. Esse é o segundo mês consecutivo de incremento, de fevereiro para cá, houve um aumento de 3,9 pontos. O presidente do Sebrae, Décio Lima, observa que o acumulado do último bimestre mostra que os donos de pequenos negócios estão mais confiantes na economia e com expectativas melhores para o futuro. “O mês de fevereiro interrompeu uma sequência de cinco quedas consecutivas e a tendência é que nos próximos meses esse índice continue apresentando resultados melhores, pois o Índice de Expectativas das MPE (IE-MPE), que revela o grau de otimismo em relação ao futuro próximo, avançou 1,7 ponto e atingiu o patamar de 86,5 pontos em março”, afirma. De acordo com Lima, outro fator que deve interferir positivamente no aumento da confiança nos próximos meses é o arcabouço fiscal proposto pelo governo que deverá colaborar para reduzir incertezas econômica e políticas. “Esse conjunto de ações irá contribuir para uma situação mais favorável em termos de taxa de juros e inflação que tanto impactam os pequenos negócios e a vida dos consumidores”, complementa. Setores O IC-MPE é a composição dos três índices de confiança dos principais setores da economia – Comércio, Serviços e Indústria de Transformação. O leve aumento da confiança dos donos de pequenos negócios foi ocasionado pelas boas expectativas do Comércio e Serviços, que apresentaram aumento de 0,8 e 3,4 pontos, respectivamente. Os dois juntos compensaram a queda da confiança dos empreendedores da Indústria da Transformação, que caiu 5,7 pontos. “O resultado de março, reflete uma maior confiança dos setores de Serviços e Comércio e recuo da Indústria de Transformação fazendo com que o nível de confiança entre os setores fique muito próxima”, analisa Décio Lima. Comércio A confiança das micro e pequenas empresas do setor do Comércio (MPE-Comércio) apresentou uma leve alta, a segunda seguida, em março: 0,8 ponto, para 87,1 pontos. No acumulado do 1º trimestre de 2023, o índice avançou 1,5 ponto. Serviços Pelo segundo mês consecutivo, a confiança dos micros e pequenos empresários do setor de Serviços melhorou (MPE-Serviços): o índice subiu 3,4 pontos, atingindo 89,4 pontos, o maior nível desde outubro de 2022 (99,4 pontos) e fecha no positivo o primeiro trimestre (1,4 ponto). Essas altas podem representar um sinal de possível reversão positiva no setor, contudo, devem que ser analisadas com cautela, já que o nível de atividade ainda se mantém em patamar baixo, a incerteza elevada e persistência da inflação. Indústria de Transformação A confiança das micros e pequenas empresas do setor da Indústria de Transformação (MPE-Indústria) segue tendência diferente do setor de Serviços e Comércio em março. O índice recuou 5,7 pontos, para 88,3 pontos, o menor nível desde novembro de 2022 (85,6 pontos) e no acumulado ficou relativamente estável ao variar -0,1 ponto.
Caixa anuncia alivio para MPEs; Presidente quer flexibilidade para dívidas

No mesmo dia em que o banco anunciou redução de juros para MPEs, Presidente da instituição defendeu ajuste no Pronampe para dar mais flexibilidade para renegociar dívidas A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira, 11, que vai reduzir juros para micro e pequenas empresas (MPEs). Em parceria com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), o banco público vai oferecer linhas de crédito com uma redução de até 33% nos juros. Mais de 2,1 milhões de micro e pequenas empresas associadas da CACB podem contar com essas condições especiais. O objetivo da parceria é estimular o crescimento das micro e pequenas empresas, com soluções diferenciadas em crédito e atendimento, informou o banco. Quais são as condições especiais para MPEs? Linhas de capital de giro estão disponíveis para contratação com taxas a partir de 1,21% a.m. Investimentos para compra de máquinas e equipamentos podem ser contratados com taxas a partir de 1,34% a.m. O banco também anunciou condições diferenciadas na contratação do GiroCAIXA FAMPE, linha de capital de giro sem destinação específica e que dispensa apresentação de garantia pelo tomador. O empréstimo é destinado para micro empreendedores individuais, micro empresas e empresas de pequeno porte, com faturamento até R$ 4,8 milhões, com taxas a partir de 1,87% a.m. Renegociação de dívidas e defesa de ajuste no Pronampe O anúncio dos juros mais baixos acontece no mesmo dia em que a presidente da Caixa, Rita Serrano, esteve em reunião da Frente Parlamentar do Empreendedorismo. Na ocasião, ela disse que há um grupo de empresas inadimplentes, mas que o banco está “amarrado” diante das regras atuais. Para Rita, a lei que criou o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) precisa de ajustes para flexibilizar a renegociação de dívidas em atraso na modalidade. “Tem que aprimorar a lei que criou o Pronampe para flexibilizar os prazos. Temos um grupo de empresas inadimplentes, mas estamos amarrados”, afirmou. O Pronampe foi criado como programa emergencial na pandemia de covid-19 e depois tornado permanente. No fim de março, o Senado aprovou o aumento de 48 para 72 meses o prazo máximo para o pagamento dos empréstimos. O texto ainda estipulou carência de 12 meses para o início do pagamento do financiamento.
Open innovation: crise no Silicon Valley Bank leva startups a saírem da zona de conforto

*Por Vinicius Giglio, CEO da KATE Capital, e Ana Debiazi, CEO da Leonora Ventures O Silicon Valley Bank (SVB) era um importante player no mercado de dívida de risco, fornecendo empréstimos em curto prazo para startups no mundo todo, sem exigir participação acionária. No entanto, recentemente a instituição financeira enfrentou problemas graves chegando à falência. Esse incidente ligou o alarme entre as startups que dependiam do banco para serviços essenciais, como contas bancárias, pagamentos e empréstimos. A questão tem afetado diretamente esse mercado que já enfrenta um desafio significativo em relação à liquidez. As empresas disruptivas e inovadoras muitas vezes carecem de ativos que possam ser facilmente convertidos em dinheiro, tornando difícil levantar o capital de giro necessário para manter suas operações em andamento. De acordo com a Harvard Business Review, a ênfase do SVB em atender às necessidades específicas das startups pode ter saído pela culatra. Embora pudesse oferecer serviços bancários e financeiros personalizados para as companhias, a estratégia também tornava o banco fortemente dependente desse segmento de clientes para gerar receita. Além disso, o mau funcionamento da plataforma tem impactado negativamente as startups, já que muitas dependem do SVB para se conectar com investidores e fornecedores. As consequências dessa crise estão levando as empresas a explorarem opções alternativas, que podem fazer os Fundos de Capital de Risco (VCs) reconsiderarem estratégias de investimentos. As startups ainda podem ter que aceitar termos de financiamentos desfavoráveis ou buscar novas possibilidades, como a tokenização de ativos. Essa modalidade envolve a conversão de ativos em tokens que podem ser comprados e vendidos na plataforma blockchain, proporcionando maior flexibilidade e acesso a uma gama mais ampla de investidores. A Fast Company destaca que o desastre do SVB é um alerta para o mercado de startups se adaptar a novos métodos de financiamento. Algumas companhias africanas já estão buscando diferentes opções bancárias para evitar a dependência excessiva do SVB. Para garantir a sobrevivência em longo prazo, o mercado de startups deve estar ciente da importância de diversificar suas opções financeiras. Por essas e outras, empresas do ramo de security tokens já estão ajudando a resolver esse problema trabalhando com a tokenização de startups e pequenas e médias empresas (PMEs). Além disso, as associações de anjos estão aproveitando recursos que permitem captação mais rápida do que nos mecanismos tradicionais, reforçando o ecossistema de empreendedorismo. O mercado de investimentos alternativos é caracterizado justamente por ativos que não são negociados em bolsas de valores convencionais. Ou seja, trata-se de ações, títulos e fundos imobiliários que têm mais potencial de retorno, mas também maior risco e iliquidez. Entre os investimentos alternativos, as startups têm sido uma das opções mais procuradas. De acordo com a KPMG, só em 2021, foram investidos US$ 291 bilhões em empresas emergentes em todo o mundo. É fato que investir em startups pode trazer grandes retornos financeiros, mas se trata de um investimento de alto risco porque o sucesso do negócio é imprevisível. No entanto, se a companhia decolar, o ganho é, sim, exponencial. Com expertise em unir a blockchain ao processo de investimento e negociação de participação acionária, empresas do ramo proporcionam segurança e transparência para as transações, facilitando ainda a divisão da propriedade entre os investidores. Diante disso tudo, para o bem geral das companhias em desenvolvimento, fica o alerta de envidar esforços para a diversificação dos serviços financeiros. Vinicius Giglio é engenheiro de produção e mestre em administração de empresas, fundador e CEO da KATE Capital Ana Debiazi é economista, CEO da Leonora Ventures e investidora e membro de conselhos de Startups
Atividade do comércio tem baixa de 2,5% em semana da Páscoa, revela Serasa Experian

Apesar disso, final de semana do feriado registrou números positivos tanto na visão nacional como na cidade de São Paulo O Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian revelou que, durante a semana de Páscoa no país (03 a 09 de abril), as vendas do comércio físico brasileiro caíram 2,5% em relação ao mesmo período festivo de 2022, quando o índice registrou aumento de 8,9%. Apesar disso, o final de semana do feriado (07 a 09 de abril) mostrou alta de 2,1% para o cenário nacional. “Isso pode indicar que grande parte da população acabou realizando suas compras em cima da hora ou até que preferiram sair para almoçar, por exemplo, ao invés de apenas presentear com os chocolates”, comenta o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi. Confira no gráfico abaixo a série histórica: Ainda para Luiz Rabi, é importante observar que após a queda recorde registrada no início da pandemia, o índice tinha mostrado sinais de melhora, apesar de não conseguir se recuperar inteiramente do tombo em 2020. “De qualquer modo, com a queda em 2023, podemos ver que o consumidor ainda vive em um cenário financeiro instável, com fortes níveis de negativação, juros altos e uma inflação que persiste mesmo assim. O consumo não tem ganhado muito incentivo, mas os brasileiros mostram que as datas comemorativas não passam em branco quando olhamos para os dados positivos do final de semana”. No cenário regional da cidade de São Paulo, a semana da Páscoa também marcou redução, essa de 2,2%. Nesse mesmo recorte, mas apenas durante o final de semana (07 a 09 de abril), as vendas do comércio físico marcaram alta de 1,5%.
Confira franquias que apostam no exterior para expandir a marca

Redes miram em outros países para levar seus negócios e conquistar franqueados A ideia de morar em outro país sempre foi um sonho para muitos brasileiros, seja em busca de oportunidades, no sentido financeiro, ou para ter mais qualidade de vida. Aos que já alcançaram a meta, mas gostariam de levar um pouco da própria cultura para o exterior, e aos que buscam alternativas para enfrentar essa mudança de maneira segura, podem contar com a opção de investir em franquias que estão internacionalizando suas marcas. Assim, o benefício pende para os dois lados: por um, do franqueado, que embarca com uma garantia maior de rentabilidade, e do outro a franqueadora, que pode levar seus serviços e produtos. De acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), existem cerca de 183 franquias nacionais operando em 114 países. Os EUA são o principal destino, com 69 marcas, seguido de Portugal e Paraguai, com 51 e 44 respectivamente. Algumas oferecem vantagens competitivas e estão conquistando espaços internacionais, como o Emagrecentro, que encontrou no exterior um caminho para a expansão. Entre a decisão e a inauguração da primeira unidade, foram dois anos de muito estudo e uma mudança de nome para facilitar a pronúncia em inglês. Com a bandeira “Best Shape”, a franquia hoje conta com três unidades nos Estados Unidos e uma na Espanha, e valoriza o país de origem para atrair clientes. “A beleza brasileira chama atenção tanto nos EUA, quanto na Europa. Pretendemos expandir ainda mais nesses locais até o final de 2023”, explica o CEO, Edson Ramuth. Já a CleanNew, uma das maiores franquias de higienização e blindagem de estofados do Brasil, possui sete unidades no exterior, sendo duas nos Estados Unidos, duas na Argentina, uma na Colômbia e duas na Espanha. Com atuação em formato home based, ou seja, o profissional especializado vai até o cliente com uma mala repleta de equipamentos com a mais alta tecnologia para realizar os serviços em sofás, colchões, poltronas, entre outros itens da casa, a rede tem planos de seguir em expansão para mais países. “Nosso objetivo é estar em todos os continentes e cada operação concretizada reforça a qualidade dos serviços que oferecemos e a razão de sermos referência não só no Brasil, mas agora em outros países”, reforça o CEO, Fritz Paixão, completando que para este ano a previsão é de novas operações em Luanda, Dubai, Abu Dhabi, Arábia Saudita, Angola, África do Sul, França e Espanha. Para a Mr. Fit, rede pioneira em fast-food de alimentação saudável no Brasil, o trabalho de internacionalização começou há pouco mais de um ano, em Lisboa, capital de Portugal, oferecendo sanduíches e refeições saudáveis, como estrogonofe de biomassa de banana verde e sucos funcionais, além de um cardápio low carb. A unidade da rede faz parte do plano da empreendedora Camila Miglhorini, que formatou a franquia já com o propósito de expandir seu negócio para o exterior. “A Mr. Fit nasceu com esse olhar plural para o Brasil e para o mundo. Por isso, trabalhamos com a internacionalização da nossa operação, que atende por distribuição de comida congelada, delivery à lojas físicas, em shoppings centers e ruas”, compartilha a executiva, que planeja se consolidar no país europeu com o modelo de loja e viabilizar outras unidades nos próximos anos. Fundada no Paraná em 1990, a Anjos Colchões &Sofás começou suas atividades com produção de estofados e apenas quatro funcionários. Em 2001 incorporou mais dois braços de negócios e estruturou um complexo que atende hoje padrões e normas internacionais de qualidade e segurança, gerando mais de 500 empregos diretos e 1800 indiretos. Atualmente conta com mais de 270 lojas e está presente em 21 estados brasileiros e cinco unidades no Paraguai. “O sucesso da expansão é resultado do nosso trabalho em oferecer os melhores produtos aos clientes e investidores. Temos franqueados com mais de uma operação e eles mesmo indicam o negócio para outros investidores. Isso torna a nossa projeção de crescimento mais positiva e acelerada”, conta Leonardo dos Anjos, diretor de expansão da rede.
Cinco dicas para escolher bem uma franquia

Investidores devem estar atentos a detalhes importantes antes de investir neste modelo de negócio O número de empreendedores no Brasil cresce a cada ano, atraindo cada vez mais pessoas que buscam mudanças em suas vidas profissionais e que desejam ser donos do próprio negócio. Segundo dados do Ranking Global de Empreendedorismo de 2022, são cerca de 14 milhões de pessoas (9,9% da população), entre 18 e 64 anos, que têm consolidado um negócio de 3,5 anos. Entre os negócios que mais despontam, o modelo de franquias tem se tornado uma opção de negócio para o empreendedor brasileiro. Segundo o CEO do market4u, Eduardo Córdova, a escolha do franchising como forma de empreender é uma opção segura, que atende, principalmente, os empreendedores mais conservadores, que buscam um modelo consolidado e com apoio da franqueadora. Porém, mesmo se tratando de um negócio seguro, é importante que os empreendedores estejam atentos a alguns detalhes na hora de escolher o modelo de franquia desejado. “Assim como em qualquer tipo de investimento, existem riscos e alternativas não tão confiáveis, com promessas tentadoras sobre o retorno do investimento, por isso é importante pesquisar muito sobre o setor e sobre a franquia desejada antes de investir”, explica. Para garantir uma maior segurança aos empreendedores que buscam por franquias, a Associação Brasileira de Franchising (ABF), que há mais de 35 anos representa o sistema de franquias no Brasil, lançou o Manifesto por um Franchising Íntegro, que busca promover uma atuação ética, empática e íntegra, além de frisar que a competição faz parte do negócio, mas que a colaboração é a força motriz do setor. “O Manifesto vem de encontro a tudo aquilo que acreditamos como sendo as melhores práticas do setor, uma vez que a relação entre franqueador e franqueado é uma parceria, pois são duas empresas trabalhando em conjunto, em prol de algo maior. O franqueado deve ser visto com um investidor, alguém que entrou para somar, que deve ser ouvido e respeitado sempre. Da mesma forma que o franqueado deve ver a franqueadora como um apoiador, um conselheiro, com um vasto conhecimento sobre o negócio e que está ali para dar o suporte necessário”, afirma Córdova, que já atuou como franqueado e hoje é franqueador. Segundo Córdova, essa relação de transparência e confiança é indispensável para o sucesso de qualquer negócio, principalmente no ramo de franquias. “Eu já estive dos dois lados e sei o quanto é importante ter uma comunicação eficaz para que os negócios funcionem, por isso no market4u temos a comunicação com um dos princípios e realizamos encontros presenciais com a rede bimestralmente, onde franqueados de todo o Brasil são convidados a conhecerem a matriz da companhia em Curitiba. Fora os encontros presenciais, é mensalmente realizada uma live com os franqueados que estão se destacando, para que eles compartilhem com os demais as suas ações de sucesso. Hoje somos a 4.ª maior microfranquia do Brasil pela ABF”, explica o CEO. Cinco dicas para escolher uma franquia Saber escolher uma franquia é algo que exige cuidados que devem ser tomados antes de realizar qualquer investimento, aumentando assim as chances de sucesso. Algumas dicas para escolher uma franquia confiável são: 1 – Avalie o capital para investir Pode parecer óbvio, mas é importante avaliar com cuidado se o valor que você tem disponível para o investimento é o suficiente para fazer o negócio funcionar no período de maturação. 2 – Pesquise sobre o modelo de negócio Pesquisar com minúcia e atenção a todos os detalhes é fundamental. O franqueado não precisa entender tudo, mas certamente precisa conhecer muito sobre o nicho que irá entrar, não olhando só para as vantagens, mas, principalmente, para os desafios. 3 – Ouça outros franqueados Tão importante quanto pesquisar, é entender a satisfação de quem já está nesse modelo. Empresas estruturadas, por exemplo, realizam ações com franqueados para troca de informações. 4 – Conheça quem está por trás do negócio Pesquise quem são as pessoas que iniciaram a empresa matriz, quais são os seus valores, qual o envolvimento delas no sucesso da empresa e verifique se há identificação entre os seus valores e os da companhia. 5 – Entenda os papéis É importante entender sobre o que a franqueadora oferece, desde tecnologia, treinamentos, assistências e quais são as demandas do dia a dia do franqueado.
Steve Jobs dizia: paixão pelo que faz é caminho para o sucesso

Por outro lado, os que não gostam do que fazem, desistem, afinal, quem vai ligar para coisas que não ama? Mais de uma década após sua morte, os conselhos de Steve Jobs continuam atuais. Em um artigo no Inc., o autor Jeff Haden explica por que o conselho mais valioso do fundador da Apple para empreendedores se aplica a qualquer pessoa. Para Jobs, empreendedores que amam o que fazem são bem-sucedidos, pois a paixão os auxiliou a insistir no negócio. Já os que não gostam do que fazem desistem. Veja o que ele disse quando perguntado sobre que dica daria a donos de negócios: As pessoas dizem que você tem que ter muita paixão pelo que está fazendo, e é totalmente verdade. A razão é porque [empreender] é tão difícil que, sem paixão, qualquer pessoa racional desistiria. É muito difícil, e você tem que fazer isso por um longo período de tempo. Então se você não está se divertindo ou realmente não gosta… você vai desistir. Um estudo da Academy of Management Journal, publicado em 2014, mostra que, embora a maioria das pessoas assumam que a paixão empreendedora impulsiona o esforço do empreendedor, o contrário também é verdadeiro. De acordo com o estudo, a paixão empreendedora tende a aumentar com o esforço: quanto mais os empreendedores trabalham em seus negócios, mais entusiasmados tendem a ficar com o empreendimento. À medida que ganham impulso, ganham habilidade e desfrutam de pequenos sucessos, mesmo que esses “sucessos”, sejam listas de tarefas aparentemente intermináveis. “Então, embora a paixão às vezes gere esforço, o esforço pode, por sua vez, gerar paixão… até que um dia, você percebe que o que antes gostava de fazer se transformou em algo que você ama fazer”, escreve Haden no artigo. Ele avalia ainda que gostar, ou no caso do fundador da Apple amar o trabalho, mantém firme as pessoas em momentos difíceis. “Essa é a verdadeira mensagem. Se você não tem paixão ou não consegue, com tempo e esforço, encontrar um grau de paixão pelo que faz, tente outra coisa”, pontua Haden. Para finalizar, o escritor acrescenta que a beleza do empreendedorismo é a oportunidade de você decidir o tipo de negócio deseja administrar. Ele destaca que o empreendedor pode escolher, onde, quando e como trabalhar. Essa decisão pode ser baseada não apenas na lógica, mas também nos interesses. De acordo com ele, dessa forma, quando as coisas se complicarem o empreendedor não precisará apenas fazer a escolha sensata; ele também poderá escolher motivado pela paixão. No artigo, Jeff Haden sugere que o empreendedor abrace esse conselho de Steve Jobs em outros aspectos de sua vida. “Se você não ama, ou pelo menos não gosta de certas coisas que faz, tente outras coisas. Tente outras abordagens. Em alguns casos, um interesse pode se transformar em uma paixão. Caso contrário, faça a escolha sensata e tente outra coisa. Como disse Jobs, por que você iria querer tolerar coisas que não ama?”, afirma. Fonte: PEGN
Tudo sobre empreendedorismo digital: o que é, vantagens e desafios

Empreender é uma prática que tem ganhado cada vez mais adeptos no meio digital, principalmente pela facilidade de começar uma empresa com pouco. Desde streaming de vídeos até programas de afiliados para vender cursos, há muitas possibilidades e os pequenos negócios apostam na digitalização de serviços para crescer. Mas o que é empreendedorismo digital? O que é preciso para investir nele? Quais são as vantagens dele e quais são também os desafios? Aprenda tudo sobre o tema a seguir. O que é empreendedorismo digital? O empreendedorismo digital é o processo de criar um negócio ou empreendimento online, utilizando tecnologias digitais e a internet como principais ferramentas. Os principais formatos utilizados são cursos online, e-books, videoaulas, aplicativos, softwares e jogos. É um tipo de empreendedorismo que se concentra em aproveitar as oportunidades oferecidas pela era digital, como a facilidade de acesso à informação, a ampla rede de conexão e a capacidade de alcançar um grande público de maneira rápida e eficaz. Por que ter um empreendimento digital nos dias de hoje? O Brasil teve mais de 2 milhões de novas empresas abertas no primeiro semestre de 2022. Embora não signifique que todas as empresas sejam digitais, o investimento em um empreendimento digital corresponde a parte dos novos negócios. Atualmente, o empreendedorismo digital no Brasil tem sido buscado por diferentes fatores: negócio digital em alta, espaço para inovação, facilidade de impactar diversas pessoas e custos reduzidos. Entenda melhor essas vantagens. Negócio digital em alta O mercado digital está em constante crescimento, com cada vez mais pessoas utilizando a internet como fonte de informação e compras. Para se ter uma ideia, 82% dos brasileiros estão conectados, segundo uma pesquisa TIC Domicílios, divulgada em 2021. Isso torna o empreendedorismo digital no Brasil uma ótima oportunidade para quem deseja empreender e atingir um grande público nesse canal. Espaço para inovação Vantagens do empreendedorismo online – Imagem: Shutterstock / Djile Quer saber como ganhar dinheiro com empreendedorismo digital? Então é preciso entender que esse ambiente permite uma grande flexibilidade para inovação, tanto em termos de produtos como modelo de negócio. Empreendedores digitais podem aproveitar as tecnologias emergentes para criar formas de atender às necessidades dos consumidores e desenvolver novas oportunidades de mercado. Facilidade de impactar diversas pessoas Com a internet, é possível atingir uma grande audiência, independentemente da localização geográfica. Isso significa que empreendedores digitais têm a oportunidade de impactar diversas pessoas, ampliando suas oportunidades de vendas e crescimento do negócio. Investimento inicial e custos operacionais mais reduzidos A criação de um negócio digital requer um investimento inicial muito menor do que um negócio físico. Além disso, os custos operacionais são menores, uma vez que não é necessário alugar um espaço físico e investir em estoque ou equipamentos. Isso torna o empreendedorismo digital no Brasil mais acessível para pessoas que desejam iniciar um negócio, mas têm recursos limitados. O que é preciso para começar no empreendimento digital? Há algumas habilidades necessárias de se ter antes de começar um negócio na internet. A flexibilidade, a resiliência, a criatividade e visão estratégica são algumas delas. Flexibilidade Em um ambiente digital, as coisas podem mudar rapidamente. Por isso, é importante que o empreendedor seja flexível e capaz de se adaptar às mudanças, aproveitando novas oportunidades e ajustando suas estratégias quando necessário. Resiliência O empreendedorismo online pode ser desafiador e frustrante em alguns momentos, principalmente no começo. Logo, é preciso ser resiliente e persistente. É importante ter a capacidade de lidar com o fracasso e seguir, aprendendo com as experiências para melhorar o negócio. Criatividade A capacidade de criar soluções inovadoras e criativas é essencial para se destacar em um mercado digital competitivo. Os empreendedores digitais precisam estar sempre buscando novas ideias e soluções para atender às necessidades dos clientes e superar a concorrência. Visão estratégica Quem quer saber como ganhar dinheiro com o empreendedorismo digital precisa ter uma visão estratégica clara sobre planejar e executar suas estratégias. Eles devem ser capazes de avaliar as tendências do mercado, identificar oportunidades e desenvolver um plano de negócios sólido que leve em conta os recursos disponíveis e os objetivos do negócio. Como escolher o melhor nicho de empreendimento digital? O empreendedorismo online oferece uma grande quantidade de oportunidades e isso pode gerar dúvidas sobre como escolher a melhor opção. O primeiro passo é observar o que você tem interesse em trabalhar. Feito isso, uma importante etapa é pesquisar sobre as tendências do mercado e analisar a concorrência. Você deve avaliar a demanda e a rentabilidade do nicho escolhido. Outro ponto é analisar se você possui as habilidades técnicas necessárias para criar e gerenciar um empreendimento digital em determinado nicho. Considere também a infraestrutura e os recursos necessários para desenvolver seu negócio. Quais são as áreas de atuação para quem quer empreender online? Os empreendedores digitais podem criar uma variedade de tipos de negócios, como lojas virtuais, aplicativos de software, plataformas de comércio eletrônico, serviços online, serviços de assessoria de marketing, cursos online, soluções de pagamentos e muitos outros. Tipos de empreendedorismo digital Como são muitas áreas, podemos trazer alguns tipos de empreendedorismo digital que são fortes no mercado para ficar de olho. e-commerce: empresas como Amazon e Mercado Livre muitas outras são exemplos de empreendimentos digitais de sucesso na área do comércio eletrônico. Essas empresas vendem produtos e serviços online e investem em estratégias de marketing e logística para atender seus clientes; criador de conteúdo: criadores de conteúdo em plataformas como YouTube, Instagram e TikTok têm se destacado como empreendedores digitais. Eles produzem vídeos, fotos, tutoriais e outros tipos para um público específico, e monetizam sua audiência por meio de publicidade, patrocínios e outros modelos de negócio; programas de afiliados: empreendimentos online que permitem que as pessoas ganhem dinheiro indicando produtos ou serviços para interessados. Empresas como a Hotmart têm programas de afiliados que permitem que as pessoas ganhem comissões por indicar produtos vendidos em suas plataformas. Como funciona a monetização? Além das vendas tradicionais, existem outras formas de monetização dentro do empreendedorismo digital. Entenda melhor sobre elas. Comissão A monetização por comissão é uma estratégia utilizada por programas de
Quais são as características de um bom empreendedor?

Empreendedor não nasce empreendedor e muitos brasileiros acabam empreendendo por necessidade. O que pouco se discute é que as características para empreender podem ser desenvolvidas e isso pode ser ser feito com apoio de estudos, mentores e com práticas voltadas a isso. Por que cada vez mais pessoas querem empreender? Há vários fatores que levam as pessoas a empreender. No caso do Brasil, a necessidade de renda uma fonte de renda, a falta de emprego em determinadas áreas e até mesmo a opção por um negócio próprio no lugar de trabalhar para terceiros são fatores conhecidos. Porém, quando a pessoa decide abrir uma empresa, é preciso investir em conhecimento para desenvolver as atitudes empreendedoras necessárias. Muitos negócios acabam encerrando as atividades precocemente por não terem um empreendedor preparado. Um bom empreendedor consegue tomar decisões rápidas e assertivas, controlar os riscos e alcançar os objetivos esperados. O que é ser empreendedor? Ser empreendedor é enxergar oportunidades e transformar aquilo em um negócio, uma fonte de renda, de geração de empregos, inovação e resultados. As características essenciais de um empreendedor Cada pessoa acumula ao longo da vida características e habilidades que podem ser potencializadas para empreender. Mesmo quem se considera com pouca criatividade ou com jeito para tocar o próprio negócio, se houver necessidade, será capaz disso. Segundo o Empretec do Sebrae, curso voltado a desenvolver características empreendedoras, as principais características do empreendedor são: 1. Iniciativa e busca de oportunidades Um empreendedor precisa ter a capacidade de se antecipar aos fatos e de criar oportunidades de negócios, inclusive com novos produtos e serviços. As pessoas com essas características geralmente agem com proatividade e estão preparadas para situações adversas. Elas também conseguem progredir em contextos desfavoráveis, como durante uma crise, por exemplo. 2. Persistência A persistência é uma das características que mais traz sucesso ao empreendedor. Enfrentar obstáculos para alcançar os objetivos é fundamental na vida de quem quer empreender, e desistir não deve ser uma opção. Nesse caminho, vale reavaliar metas e mudar planos e, até mesmo, o modelo de negócio ou o produto/serviço oferecido. 3. Cálculo de riscos Todo empreendedor corre uma série riscos, sejam previstos ou imprevistos, desde questões econômicas até problemas com fornecedores ou na estrutura física do negócio. Os riscos, no entanto, tanto quanto possível, devem ser mapeados, calculados e planejados para que as consequências, se negativas, não sejam desastrosas. O empreendedor que planeja e busca prever os riscos do seu negócio, consegue mitigar os problemas e reduz as possibilidades de erros, aumentando as chances de sucesso. 4. Preocupação com qualidade e eficiência Uma mente empreendedora está sempre disposta e inclinada a fazer mais e melhor. Seu foco é a melhoria contínua de seu negócio (seja pela oferta de produtos ou de serviços, melhoria em processos internos, etc). A satisfação de seu cliente vem sempre em primeiro lugar, e a gestão da qualidade é o seu foco. Por isso, o perfeccionismo equilibrado, a exigência para com a equipe e o cuidado com os detalhes são tão comuns entre os empreendedores. 5. Comprometimento O comprometimento é grande característica de um empreendedor e envolve sacrifício pessoal, colaboração com os funcionários e esmero com os clientes. O empreendedor assumirá a maior parte das responsabilidades do negócio, do sucesso ao fracasso, e deve atuar em conjunto com a equipe para atingir resultados e manter o relacionamento com seus clientes. 6. Busca de informações O empreendedor de sucesso não dorme em serviço. Ele está sempre procurando dados e informações sobre seu negócio. Buscando atualizações sobre todas as vertentes envolvidas processos, clientes, fornecedores, concorrentes, entre outras. Além disso, ele procura investigar novas maneiras de oferecer produtos e serviços, contando com o apoio de especialistas para ajudá-lo nessa empreitada. 7. Estabelecimento de metas Para chegar aonde se quer, é preciso saber onde é esse lugar e como fazer para alcançá-lo. Estabelecer objetivos que sejam bastante claros para a empresa, tanto em curto como em longo prazo, é essencial. Além disso, é importante criar metas desafiadoras, porém possíveis, e que sejam passíveis de medição, visando aferir seus resultados e o alcance de seus objetivos. 8. Planejamento e monitoramento sistemáticos Sem dúvidas, o planejamento de atividades e tarefas, bem como a capacidade de organização, são essenciais para quem deseja empreender. Desde o início do negócio é preciso organizar tarefas e processos de maneira objetiva, com prazos definidos, para conseguir mensurar e avaliar os resultados. Um empreendedor com essa característica consegue enfrentar grandes desafios, agindo por etapas. Ele também sabe adequar seus planos rapidamente, caso ocorram mudanças ou variáveis de mercado. 9. Persuasão e rede de contatos Outra característica de um empreendedor é seu poder de persuasão. Afinal, não adianta ter o melhor produto ou o melhor serviço e não saber vender, certo? A persuasão engloba o uso de estratégias para influenciar pessoas e a rede de relacionamentos com pessoas que podem ajudá-lo a alcançar os objetivos do seu negócio. O empreendedor de sucesso consegue criar uma rede de contatos e construir bons relacionamentos comerciais. 10. Independência e autoconfiança O empreendedor irá assumir, em todas as fases do negócio, várias responsabilidades, precisando de independência para realizar as atividades necessárias para impulsionar o crescimento da empresa. Tudo isso demanda autoconfiança para assumir riscos, tomar decisões estratégicas e enfrentar os desafios de empreender com otimismo e determinação. Como desenvolver as características empreendedoras? O Empreendabilidade vem oferecendo consultoria e direcionamento para incentivar que mais pessoas empreendam, e isso inclui apoia-las a encontrar em si essas características. Com inspiração em boas práticas de coaching, negócios e de desenvolvimento de empresas, e a experiência de consultores, mentores e orientadores, estamos aptos a ajudar qualquer um que queira empreender. As pessoas maduras e mais velhas podem empreender? Não só podem, como devem! Como explorado no relatório Empreendedores 50+, o futuro do Brasil, profissionais maduros acumulam experiência e maturidade que são características necessárias para conduzir os negócios. Muitos podem entender que sua história de vida profissional acaba limitando as possibilidades, mas o Empreendabilidade acredita justamente no contrário: esses profissionais precisam apenas readequar a forma de pensar e desenvolver poucas habilidades – em geral ligadas a vícios do modelo de trabalho CLT, já que muitas
Conheça ‘search funds’, tendência de empreendedorismo nos próximos anos

O desafio de empreender começa com a dúvida sobre qual setor investir. Construir um negócio do zero ou adquirir uma empresa que já está inserida no mercado? De acordo com um estudo recente da FGV, a segunda opção é uma forte tendência entre empreendedores em toda a América Latina. ‘Search funds’ é o nome pelo qual são conhecidos os empreendedores que preferem investir na aquisição de uma startup ou empresa de pequeno/médio porte já existente e que já conte com apoio de investidores ou aceleradores. O chamado empreendedorismo por aquisição está se consolidando como tendência e devem crescer até 56% até 2026, de acordo com um estudo realizado pelo Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGVcenn) em parceria com a IE University e a Grant Thornton. A modalidade, já consolidada nos EUA e Canadá, vem movimentando valores bastante expressivos: Entre 2020 e 2021, os investimentos em search funds na região atingiram um recorde de US$ 776 milhões e existe a estimativa de que esses fundos gerem quase US$ 10 bilhões para os investidores. Segundo a pesquisa divulgada pelo FGVcenn, os search funds começaram a se formar na América Latina há cerca 20 anos e vem experimentando um crescimento mais expressivo desde 2016. O Brasil aparece em segundo com mais representantes na região: são 211 movimentos do gênero estabelecidos mundialmente (fora dos Estados Unidos e Canadá), sendo 82 na América Latina (39%). Dentre esses, são 37 no México, 24 no Brasil e outros 21 espalhados por Colômbia, Chile, República Dominicana, Argentina, Guatemala, Peru e Paraguai. Desafios e oportunidades A pesquisa aponta também que os principais responsáveis por frear o avanço do empreendedorismo por aquisição na América Latina são “burocracia”, “falta de acesso a capital local para aquisições” e “volatilidade da taxa de câmbio”. Em contrapartida, “crescimento de mercado no longo prazo”, “espaço para aumento de produtividade” e “espaço para cópia de soluções de mercados desenvolvidos” foram as três principais oportunidades mais citadas. Perfil maduro e Brasil em destaque Até o final do ano passado, a maior parte (90%) dos empreendedores por aquisição e seus investidores na América Latina eram homens. A idade média é dos empresários é 36 anos, e a dos investidores, 44. Juntos, mexicanos e brasileiros representam 75% do total de empreendedores, enquanto americanos, brasileiros e mexicanos são 65% dos investidores. Veja outros insights sobre empreendedores e investidores latino-americanos citados no estudo: 88% dos empreendedores por aquisição na América Latina tinham MBA ou mestrado; 85% dos investidores tinham MBA, mestrado ou doutorado; 74% dos empreendedores tinham experiência profissional em Private Equity (16%), Empreendedorismo (15%), Investment Banking ou Finanças (15%), Administração Geral (14%) ou Consultoria de Gestão (14%); Entre os investidores, o Private Equity representou 23% do total de antecedentes profissionais da amostra, seguido por Investment Banking ou Finanças (15%) e Empreendedorismo (14%); Para a amostra estudada, a média de idade dos empreendedores bem-sucedidos foi de 37 anos, enquanto para os malsucedidos foi de 35 anos.
Empreender sem desculpas: “Experiências compartilhadas aceleram processo”

O Empreendabilidade conversou com Ana Cristina Rosa, mentora de empreendedores portuguesa que atua na capacitação de profissionais que desejam investir e iniciar seu próprio negócio. Ela é jornalista de formação e coaching, e esteve no Brasil para lançar seu primeiro livro, o “Empreender sem desculpas”. Em passagem por 3 cidades, Ana pode analisar as características dos empreendedores brasileiros e faz uma comparação interessante entre as diferentes culturas. Porém, com alguns desafios parecidos entre os países. “Aqui em Portugal, cerca de 70% das pequenas empresas e microempreendedores desistem dos seus negócios nos três primeiros anos. É um número alarmante e isto é uma realidade que me preocupa”, afirma, vinculando sua preocupação a sonhos e investimentos que impactam famílias. “Alguém teve um sonho, muitas pessoas dão salto de fé, abandonam emprego para começar a empreender, investem todo seu dinheiro pedem financiamentos, porque acreditam que aquilo vai dar um lucro”, explica. Perfil Europeu Ana Cristina, que nasceu e vive em Algarve, extremo sul de Portugal, mas que dá mentoria para empreendedores de diversos países, viu no brasileiro um perfil e o tino para negócios semelhantes aos europeus, destacando a maior economia do nosso país. “Senti em São Paulo e no Rio Grande do Sul muito semelhante com a Europa, aquilo que já estava acostumado aqui. Sou portuguesa e vivo em Portugal, mas já vivi e trabalhei na Inglaterra, Irlanda, Polônia, então fui tendo uma visão internacional. E São Paulo com uma rapidez muito grande”, destacou. A mentora ainda citou Rio de Janeiro e Bahia como locais com perfis de empreendedorismo mais leve. “Senti no Rio e na Bahia, que o espírito empreendedor está presente na veia do brasileiro. Mas, nesses locais, de uma maneira mais descontraída. O espírito está presente em todos eles, mas foi o que senti nesses estados”, completa. Conceito do Salto Quântico Ana Cristina ainda revelou uma teoria que desenvolveu e aplica nas mentorias que faz com empreendedores mundo afora: a teoria do Salto Quântico, que projeta novos profissionais, através da mentoria de empreendedores mais experientes, que possuam habilidades similares. “Eu acredito que todos nós temos uma área de expertise. Ou seja, ao longo da nossa vida, através de desafios, conquistas e conhecimentos, nós vamos desenvolvendo a nossa expertise em determinada área. Então, se outras pessoas podem beber dessa nossa experiência e chegar onde nós chegamos, por que hão de percorrer este longo caminho sozinhas?”, explica. O livro é um compilado de insights e de diferentes perfis de empreendedores. Ouça mais na entrevista completa, que está disponível no YouTube e no Spotify.
Por que investir em uma WomenTech?

*Por Carolina Gilberti, CEO da Mubius WomenTech Ventures Nos últimos anos, as startups das mais diversas áreas vêm crescendo no Brasil. Muitas empresas e instituições estão investindo em inovação, o que representa a mudança na mentalidade das pessoas e mais oportunidades de negócios. No entanto, a desigualdade de gênero também é evidenciada nesse cenário. No Brasil, apenas 4,7% das startups são fundadas exclusivamente por mulheres, conforme o estudo Female Founders Report 2021. Segundo uma pesquisa do Boston Consulting Group, a cada US$ 1 investido na empresa, as mulheres geraram US$ 0,78, enquanto os homens geraram menos da metade: US$ 0,31. O levantamento do BCG indicou que startups fundadas por mulheres recebem muito menos investimentos do que as criadas por homens. Ainda assim, as empresas lideradas por elas dão um retorno maior em receita no longo prazo do que as comandadas por eles. Ainda há um vasto caminho a ser percorrido pelas WomenTechs no Brasil e no mundo e isso depende de financiamento. O mercado da inovação ainda é dominado pelos homens e, consequentemente, os vieses são sempre os mesmos. Muitos, e isso inclui homens e mulheres, ainda perguntam se a mulher “vai dar conta” de equilibrar a vida pessoal e profissional, questionam quem vai cuidar dos filhos enquanto ela empreende, ou duvidam que ela fará uma boa gestão financeira. Ainda há um ar de desconfiança na capacidade de execução da mulher, especialmente quando se trata de cargos mais altos. As perguntas para os homens, por outro lado, são sempre relacionadas ao sucesso do negócio. É necessário gerar uma verdadeira mudança no mindset das empresas e da sociedade como um todo. Isso requer um conjunto de ações de diferentes esferas, incluindo governo, iniciativa privada, comunidade acadêmica, mídia, cidadãos e fundos de investimentos, entre outros segmentos. É preciso trazer mais diversidade para o meio da inovação, para as bancas de avaliação e para o mundo dos investimentos, tornando esse ecossistema mais inclusivo. Temos que atrair mais mulheres, tanto no que se refere ao empreendedorismo quanto nos investimentos. Investir em WomenTechs é investir diretamente nos impactos sociais e econômicos. Atualmente, os aportes são democráticos: pode-se investir o quanto quiser, em quem quiser e no negócio que quiser e ainda contribuir para o progresso de uma empreendedora. Além disso, fornecer capital para as WomenTechs é fomentar a economia brasileira e acelerar o processo de inovação. Investir nessas startups também contribui para incentivar que mais e mais mulheres empreendam. Para aquelas que estão ingressando no universo da inovação e desenvolvendo projetos, é importante se manterem firmes e fortes. Foquem no seu propósito. Não abram mão da sua renda logo de cara, porque irão precisar sobreviver enquanto empreendem. Programem-se. Planejem-se. Conectem-se com pessoas certas. Confiem nas pessoas,fiquem atentas e entendam quem está ao seu lado por interesse, façam as pazes com isso sem perder a ternura e o foco em seus objetivos. *Carolina Gilberti, é CEO da Mubius WomenTech Ventures, a primeira WomenTech do Brasil.
Maria Brasileira, de limpeza, expande para todo o país

Comemorando 10 anos no franchising, a maior rede de limpeza residencial do país prevê faturamento de R$130 milhões até dezembro Presente em todos os estados do país e com previsão de fechar 2023 com 500 unidades, a Maria Brasileira, maior rede de limpeza residencial e empresarial do país, pretende faturar R$130 milhões até dezembro. A rede, com sede em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, e pioneira em multisserviços, completa 10 anos de franchising em 2023 e já ultrapassou mais de um milhão de atendimentos, uma média de 80 mil por mês. Com investimento constante, cerca de R$1 milhão por ano em tecnologia, o objetivo da rede é simplificar cada vez mais o acesso do cliente aos serviços de limpeza e passadeira. “Nosso lema é facilitar a vida das pessoas. Para isso temos um sistema próprio de vendas e agendamento totalmente on-line. O consumidor pode contratar serviços a qualquer hora e de qualquer lugar, de forma prática, rápida e segura. Hoje atendemos milhares de brasileiros e brasileiras todos os dias e nos consolidamos como a maior rede de franquias de limpeza residencial da América Latina”, destaca o CEO da marca, Felipe Buranello. Atualmente a Maria Brasileira conta com 458 operações e uma base de aproximadamente 9 mil facilitadoras. A rede, que assim como o setor de serviços segue em exponencial expansão, aposta na internet como principal canal para contato com seus clientes. “É constante o aumento de consumidores que buscam de forma on-line por companhias que garantem a qualidade e principalmente a segurança ao realizar o serviço, já que o trabalho é prestado dentro da casa ou empresa do contratante, e as redes sociais, que durante a pandemia ganharam mais protagonismo, foram fundamentais para esse processo. Cerca de 94% dos nossos clientes afirmam usar mídias sociais em sua rotina e isso é ótimo, pois, além de facilitar a contratação, nos permite ficar mais próximos e ouvir as preferências e as dores desses consumidores”, completa o CEO. Sobre a Maria Brasileira Criada em 2012, a Maria Brasileira é a maior rede de franquias de limpeza residencial e empresarial do país. Com mais de 70 mil atendimentos por mês, está presente em todos os estados do Brasil com mais de 450 unidades, oferecendo serviços de limpeza residencial, limpeza empresarial, passadeira, limpeza pós-obra e sanitização. Saiba mais aqui.
Quais são as tendências e o futuro da produção de conteúdo digital?

Agilidade, coesão e efemeridade. Com a internet cada vez mais se consolidando como principal meio de consumo de conteúdo – e, consequentemente, de publicidade –, influenciadores, marcas e público estão entrando em uma espécie de ‘acordo’ e, diante disso, um padrão começa a se estabelecer. A média global de tempo de uso da internet é de 6 horas e 43 minutos por dia, segundo a Global Digital Overview. O Brasil está no ‘pódio’ dos países com mais tempo de tela, e metade deste tempo corresponde ao mobile. Tamanho impacto na rotina das pessoas com o celular na mão incide em perguntas na linha de como será a produção de conteúdo e publicidade daqui em diante? “O brasileiro consome produto e serviço. Ainda existe um trabalho forte a ser feito de conscientizar esse consumidor de que conteúdo é um produto. O caminho tomado pelos produtores de conteúdo é monetizar a audiência gerada”. Quem aponta a tendência é João Silva, CEO da Aduela Ventures, em entrevista ao Podcast do Empreendabilidade. A Aduela é a primeira Venture Builder – empresa que constrói um modelo de negócio, geralmente startup, com recursos próprios e buscando disrupção – de comunicação e entretenimento do Brasil. “Quando a gente olha a análise de audiência de redes sociais, o brasileiro sempre está em primeiro ou segundo lugar. Mas, o foco está em produto ou serviço e esse usuário é influenciado por alguém a comprar alguma coisa. Estamos batalhando para o entendimento de que conteúdo é produto. O que está mudando essa mentalidade é o conteúdo de nicho. Por exemplo, consumidores de cultura japonesa, e-sports… Essas pessoas assinam os canais”, esclarece João. O argumento tem respaldo em números. A Twitch, principal plataforma de streaming do planeta, cresceu 57% em 2022, em comparação ao ano anterior e arrecadou mais de 1 bilhão de dólares em gastos de usuários com os criadores – os populares ‘subs’, que pagam pela inscrição nos canais dos produtores favoritos e têm direito a conteúdos exclusivos, mensagens e outros benefícios. O Brasil, conforme João afirmou, é o segundo país com mais usuários: são cerca de 17 milhões, atrás apenas de Estados Unidos e Canadá, com 93 milhões de contas ativas. No planeta, são mais de 1.8 bilhão de horas assistidas mensalmente, com milhões de usuários que pagam os subs para os canais que mais consomem. Novas mídias…, mas e as antigas? Outro fenômeno bastante atual que é objeto de estudo da Aduela ventures é a convergência de mídias. Em toda a história da comunicação, desde a criação do primeiro meio de comunicação de massa, a sociedade costuma apontar o ostracismo do instrumento anterior. Até pode-se dizer, por exemplo, que o surgimento do streaming sepultou o mercado de locadoras de filmes. Entretanto, segundo João Silva, o que se observa é mais convergência e interseção entre as plataformas do que, de fato, uma alternância. “A gente não acha que uma mídia vai substituir outra, isso é um equívoco. Quando surgiu o rádio, disseram que cinema ia morrer, quando surgiu a TV, disseram que o rádio ia morrer e quando surgiu os streamings falaram que a TV ia morrer. Só que, na verdade, essas mídias ganham uma nova função. E é esse o ponto: entender, na estratégia, o que se quer alcançar e qual a função de cada uma das mídias”, explica. “A mensagem chega direto via influenciador e é validade, recebe um ‘selo de aprovação’ de seriedade através da TV e da rádio. Fora que é possível alcançar outros públicos”, finaliza o empreendedor. Produção de conteúdo, marketing de influência e as tendências desse mercado emergente no mundo foram os principais assuntos do papo entre João Silva e Ricardo Meirelles, no Podcast Empreendabilidade. Você pode conferir a resenha completa, dividida em duas partes e disponível no YouTube e no Spotify do Empreendabilidade.
Aportes em startups brasileiras caem 86% no 1º trimestre

2023 começou de forma nada animadora para o cenário do venture capital nacional. Um levantamento do Distrito mostra que no primeiro trimestre houve uma queda de 86% nos aportes em startups brasileiras, quando comparado ao mesmo período do ano passado. De acordo com a mais recente edição do Venture Capital Report, os três primeiros meses de 2023 totalizaram 91 rodadas, movimentando cerca de US$ 247,02 milhões. No mesmo trimestre de 2022, o setor contabilizou 306 rodadas e US$ 1,7 bilhões em investimentos. Conforme aponta o levantamento, as fintechs representaram quase metade deste montante, captando US$ 112 milhões em 28 rodadas. Na sequência, vem a vertical de supply chain, que levantou US$ 51,1 milhões, impulsionada pela rodada de US$ 50 milhões da Daki em fevereiro. Fechando o Top 3 estão as energytechs, que levantaram US$ 48,6 milhões. Em um cenário de escassez em termos de captações de venture capital, o estudo mostra que as capitalizações por meio de dívida cresceram. Nos três primeiros meses de 2023, as transações de dívida já tinham registrado aumento de 14% em número de transações na comparação com o período equivalente de 2022 (8 no 1T23 contra 7 no 1T22). Em relação ao último trimestre de 2022, o percentual também cresceu: foram 8 no 1T23 contra 5 no 4T22, uma alta de 60%. Fusões e aquisições Quanto aos M&As, os três primeiros meses de 2023 somaram, ao todo, 32 operações. Entre o primeiro trimestre de 2022 e o mesmo período de 2023 houve uma diminuição de 55% no volume de fusões e aquisições, mas o histórico da pesquisa destaca que o 1T2022 registrou o maior número de operações do tipo, 72 ao todo, desde que o levantamento começou a ser feito – um número bem acima da média dos outros trimestres. Neste trimestre, as startups tiveram maior representatividade no número de aquisições feitas, com 17 transações, o que compreende 53,1% do total de M&As. Os M&A’s de empresas tradicionais e de corporações contabilizaram 34,4% e os investidores institucionais completaram o perfil de compradores com 12,5%. Para Gustavo Gierun, CEO do Distrito, apesar do cenário de crise acentuada, o levantamento indica que o mercado tem buscado novos meios de captação. “Os dados agora mostram mais founders incrementando seus caixas com operações de dívida e com estruturação de M&A. Essa tendência já aparecia no fim de 2022 e continuou em expansão neste trimestre. São números que acabam mostrando a resiliência das startups em um momento de instabilidade de mercado que muitas delas não haviam vivenciado”, diz. *Com informações do Portal Startups
Inadimplência tem recorde histórico e alcança 6,5MM empresas (Serasa Experian)

Setores de Serviços e Comércio representam a maior parte das negativações O Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian revelou que, em fevereiro deste ano, 6,5 milhões de negócios entraram na lista de negativação. Esse foi o maior número de toda a série histórica do índice, iniciada em janeiro de 2016. Além disso, o montante de dívidas totalizou o valor de R$ 112,9 bilhões, sendo que em média, cada empresa com o nome no vermelho tem 7 dívidas vencidas por CNPJ. Veja no gráfico abaixo a movimentação dos dados gerais: A maior parte das empresas que estão na lista de inadimplência é do setor de Serviços, representando 53,8% do total. Em sequência estão os empreendimentos dos segmentos de “Comércio” (37,3%), “Indústria” (7,7%), “Primário” (0,8%) e “Outros” (0,4%), que contempla a área financeira e de terceiro setor. Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, a curva crescente na inadimplência dos consumidores acaba impactando também as empresas. “Mesmo que existam oscilações positivas e alguns empreendedores consigam quitar suas dívidas, como aconteceu em janeiro, a melhoria contínua da inadimplência dos empreendimentos depende muito do cenário de negativação entre os consumidores. Enquanto esse não diminuir de fato, as empresas seguirão encontrando desafios para manter um quadro de melhora significativo”. O recorte que mostra o segmento em que as dívidas foram contraídas revelou destaque para a categoria “Outros” – Empresas financeiras e de Terceiro Setor. Os setores de “Bancos e Cartões” e “Serviços” também concentram a maioria dos débitos a serem ressarcidos. Confira no gráfico a seguir as informações completas: Na análise por Unidades Federativas (UFs), a inadimplência mostrou maior concentração em São Paulo, com mais de 2 milhões de empresas negativadas. Em sequência está o estado de Minas Gerais, seguido pelo Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Veja os dados completos no gráfico a seguir: Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui. Metodologia O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas contempla a quantidade de empresas brasileiras que estão em situação inadimplência, ou seja, possuem pelo menos um compromisso vencido e não pago, apurado no último dia do mês de referência. O Indicador é segmentado por UF, porte e setor. Soluções da Serasa Experian para CNPJs É muito importante, para a saúde do negócio, ter insumos que auxiliem nas tomadas de decisão e na conquista de melhores resultados. Por isso, a Serasa Experian desenvolveu um enxoval de soluções para que os empreendedores tenham sempre a melhor ferramenta ao alcance. Existe a possibilidade de consultar o CNPJ próprio e de fornecedores, contar com uma inteligência para recuperação de dívidas que negocia de forma saudável com os clientes devedores, emissão de certificado digital para realizar processos menos burocráticos e mais seguros e muitas outras possibilidades. Clique aqui e fique por dentro!
Como reduzir custos da empresa sem perder qualidade

Especialista dá as principais dicas para manter o bom serviço diante da economia O número de pequenas e médias empresas abertas vem crescendo, mesmo com a crise. Seja por uma nova oportunidade que surge ou pela falta de possibilidades no mercado de trabalho CLT, o empreendedorismo chega como solução imediata para milhares de brasileiros. Mas, como fazer seu negócio dar certo com um pequeno investimento e sem comprometer a qualidade do atendimento? Éber Feltrim, especialista e consultor de negócios na área da saúde e CEO da SIS Consultoria, dá algumas dicas importantes de como reduzir custos sem sacrificar os serviços prestados. “Entre clínicas e hospitais, por exemplo, os principais custos são energia, água, luz, telefone, folha de pagamento, impostos, manutenção de equipamentos, material de uso médico, material de escritório, entre outros. Por isso, a melhor forma de redução é analisar esses gastos todos os meses, para verificar se há discrepância. Também é necessário evitar e controlar desperdícios de materiais. Importante ainda, antes de realizar qualquer tipo de compra, fazer no mínimo três cotações e fechar com a empresa que apresentar o melhor preço”, explica. O especialista esclarece que todas as áreas podem manter a qualidade de atendimento ou até melhorá-la enquanto faz uma redução de custos. Para isso, é importante que o profissional diretamente ligado ao atendimento ao cliente seja empático, paciente e saiba se adaptar para lidar com diversos tipos de situações e pessoas, sustentando uma comunicação clara e objetiva sem ser arrogante e demonstrando conhecimento no setor em que atua. A estrutura também faz muita diferença. Feltrim explica que ter um software de gestão financeira é essencial para o negócio. Quando o sistema é bem alimentado com todas as informações, ele pode fornecer planilhas e gráficos automáticos para verificar a performance de cada plano de conta. “Outro pilar é envolver a equipe nos processos. Fazer reuniões mensais com o quadro de colaboradores, explicando a importância de evitar desperdícios com materiais, sempre apagar a luz em ambientes que não estão utilizando, não esquecer uma torneira aberta, entre outros. Os colaboradores tendo ciência desses compromissos, isso é automaticamente repassado para os pacientes sem que haja um desconforto”, acrescenta. Para otimizar a gestão financeira na redução de custos e aumentar a rentabilidade do negócio, as dicas principais incluem acompanhar diretamente todos os custos, através de software/ou planilha de gestão financeira, verificar possíveis discrepâncias (e resolver de imediato) e fazer três orçamentos antes de realizar uma compra. “Dessa forma, é possível controlar e planejar seus recursos com assertividade, de forma a potencializar seus investimentos e lucros”, conclui. Sobre o Dr. Éber Feltrim Especialista em gestão de negócios para a área da saúde, começou a sua carreira em Assis (SP). Após alguns anos, notou a abertura de um nicho em que as pessoas eram pouco conscientes a respeito, a consultoria de negócios e o marketing para a área da saúde. Com o interesse no assunto, abdicou do trabalho de dentista, sua formação inicial, e fundou a SIS Consultoria, especializada em desenvolvimento e gestão de clínicas. Sobre a SIS Consultoria de Negócios A SIS Consultoria pertence ao grupo SIS, com sede na cidade de Assis/SP. Com grande know-how e eficácia técnica na área de saúde, busca oferecer estratégias de qualidade para as empresas. Há mais de 30 anos no mercado, apresenta hoje significativa expansão e tem sua área de atuação em mais de 160 cidades do nosso país. A SIS busca, por meio de uma equipe ética e comprometida, promover o diferencial do seu negócio como ferramenta para o sucesso. Para mais informações, acesse https://www.sisconsultoria.net/ ou pelo instagram @sis.consultoria
MEI: obrigatoriedade da nota fiscal eletrônica é adiada para setembro

Inicialmente, a obrigatoriedade da emissão da nota eletrônica pelos microempreendedores individuais estava marcada para começar nesta segunda-feira, 3 de abril A obrigatoriedade da emissão da Nota Fiscal Eletrônica de Serviços (NFS-e) pelos microempreendedores individuais (MEIs) foi adiado pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN). Previsto inicialmente para começar nesta segunda, 3, os MEIs serão obrigados a emitir a nota a partir do dia 1º de setembro. Além de promover uma padronização, a NFS-e Nacional resolve o impasse de cidades que não recolhem imposto pela ausência de administração tributária ou recursos tecnológicos. O que é a NFS-e? A Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) é um documento digital gerado e armazenado eletronicamente no Ambiente de Dados Nacional pela Receita Federal ou pela prefeitura municipal para documentar as operações de prestação de serviços, que se dá quando pessoa física ou jurídica realiza algum trabalho em troca de pagamento. Como funciona a emissão da NFS-e? Atualmente, as NFS-e são emitidas nos portais das prefeituras, ou seja, cada município possui um modo de emissão de NFS, resultando em milhares de legislações e NFS diferentes no país. Para resolver esse problema, a Receita Federal, em parceira com o Sebrae, lançou o NFS-e Nacional para uniformizar o modelo do documento fiscal e oferecer uma cesta de produtos tecnológicos aos municípios, às empresas, ao cidadão e ao próprio emissor da NFS-e. Como funciona a NFS-e Nacional? Quando a obrigatoriedade da NFS-e no padrão nacional começar, os microempreendedores individuais deverão emitir suas notas pelo portal gov.br/nfse ou pelo aplicativo, que está disponível desde 1º de janeiro. Na hora de emitir uma nova nota pelo aplicativo, é necessário as seguintes informações: CPF ou CNPJ do cliente; Tipo de serviço prestado; Valor da operação; Protegido por senha ou biometria, caso disponível no aparelho celular, o sistema permite a emissão de NFS-e mesmo em momentos em que não há acesso à internet.
Páscoa impulsiona pequenos negócios do ramo de chocolate e doces em geral

A época mais doce do ano se aproxima e os donos de pequenos negócios que atuam no ramo de chocolate e doces em geral se preparam para faturar mais. No ano passado, o período da Páscoa registrou um crescimento de 13% nas vendas de ovos de chocolate, em comparação com 2021. A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) estima que foram vendidas mais de 10 mil toneladas do produto. Em 2023, a expectativa do setor é de continuidade no crescimento que vem sendo verificado desde o arrefecimento da pandemia da Covid-19, como maior controle de casos da doença e do número de mortes. Para este ano, segundo a associação, a aposta é na oferta de produtos com gramaturas variadas, de modo a agradar o bolso de diferentes públicos. Essa é uma estratégia para enfrentar a queda do poder de compra das famílias, principalmente devido ao impacto da alta da inflação sobre os alimentos. “Pensando na situação econômica dos clientes, é muito interessante incluir no cardápio opções menores para que os consumidores que estão com limitações financeiras possam saborear seus doces como também presentear as pessoas mais próximas com um produto especial”, comentou a analista de Competitividade do Sebrae Nacional, Mayra Viana. De acordo com a Abicab, esse comportamento do mercado explica também o recorde de novos itens colocados à venda. Este ano serão comercializados 440 itens de Páscoa, sendo 163 lançamentos. O número de lançamentos é o maior desde 2015, quando a associação começou a contabilizá-lo. Tendências para 2023 A analista de Competitividade do Sebrae Nacional afirma que existem várias tendências que podem ser exploradas pelos pequenos negócios que trabalham com chocolate. Segundo ela, os chocolates considerados mais saudáveis e inclusivos são cada vez mais procurados pelos consumidores. “Opções com maior teor de cacau, sem açúcar, sem leite, além de doces sem glúten ou outros ingredientes vão atrair o público com restrições alimentares ou que desejam opções saudáveis. Nessa tendência também entram os doces vegetarianos e veganos. Tem espaço no mercado para quem atender esse público com qualidade e preço justo” declarou Mayra. Ela destaca ainda que a exclusividade e a personalização também chamam a atenção dos clientes. Chocolates artesanais, feitos à mão e com ingredientes selecionados são muito valorizados pelo consumidor. Nessa linha, utilizar matérias-primas regionais, como frutas e castanhas que existam na sua localidade é uma forma de diferenciação do produto. Confira outras tendências: Chocolates gourmet e premium No mercado, ainda tem muito espaço para produções mais sofisticadas, feitas com ingredientes selecionados, embalagens elegantes. Muitos consumidores estão dispostos a pagar um pouco mais por esse tipo de produto, principalmente para presentear pessoas especiais. Variedade no formato Muitas pessoas ainda procuram pelos ovos de colher e os ovos planos. Sabores inusitados, do tipo craquelados com a casca decorada com chocolates, castanhas ou confeitos também chamam atenção. Além de bonitos, são produtos com valor agregado interessante. Consciência do consumidor A preocupação com a sustentabilidade tem levado os consumidores a buscar produtos feitos com ingredientes orgânicos e sustentáveis. Trabalhar com chocolate orgânico e embalagens sustentáveis são alternativas para atrair um público mais consciente e agregar ainda mais valor aos produtos. Dicas para uma Páscoa lucrativa Para quem já trabalha no ramo de chocolates e doces em geral, ainda dá tempo de se preparar para a Páscoa 2023, data mais importante para esse setor. E para quem decidiu empreender agora, é importante pensar bem nos produtos que vai oferecer para garantir não só lucro, mas também qualidade. Para ajudar os empreendedores, Mayra Viara, que atua no segmento de alimentos e bebidas do Sebrae Nacional elaborou algumas dicas. Confira abaixo: 1. Conheça bem o seu público-alvo Saiba quem são as pessoas que você deseja atingir e procure entender suas preferências. Onde estão os seus clientes? Que tipo de produtos eles compram? Você pode conversar com algumas pessoas da sua região para entender melhor esse comportamento. 2. Não tenha medo de inovar Veja as tendências do mercado e busque criar doces diferentes e criativos, bem como oferecer produtos personalizados com a cara do seu cliente. No caso de chocolates feitos sob encomenda, por exemplo, o consumidor gosta de poder escolher os sabores e colocar em uma embalagem diferenciada. 3. Qualidade em primeiro lugar Com tanta concorrência, a qualidade é que vai garantir que sua empresa cresça, pois o velho boca-a-boca faz toda a diferença nesse mercado. Quem faz chocolate precisa ficar atento aos processos de fabricação, pois a matéria-prima é delicada e exige alguns cuidados e técnicas especiais na hora de trabalhar. 4. Para comer com os olhos também Depois de preparar um produto saboroso e atrativo, não esqueça de fazer uma boa divulgação, principalmente nas redes sociais. Isso pode fazer a diferença e ajudar a trazer novos clientes. Capriche nas fotos, destacando a qualidade dos seus produtos e instigando o paladar. Tire fotos bem iluminadas e que valorizem os seus produtos. 5. Lembre-se de fazer uma boa gestão dos estoques e controle financeiro Faça uma estimativa das vendas para não comprar mais matéria-prima do que o necessário. Além disso, faça as contas dos seus custos para colocar um preço justo. Precificar corretamente vai fazer toda a diferença no resultado da sua Páscoa. No Portal Sebrae, você encontra conteúdos e cursos gratuitos on-line de curta duração que podem ajudar nesses primeiros passos para que seu empreendimento no ramo inicie com o pé direito.
Três em cada 10 pequenos negócios estão com dívidas em atraso

Segundo levantamento do Sebrae em parceria com o IBGE, 55% dos pequenos negócios têm 30% ou mais do seu faturamento comprometido com pagamento de contas em aberto O cenário econômico de perda do poder de compra das famílias e queda no faturamento das empresas levou 3 em cada 10 micro e pequenos negócios a uma situação de atraso no pagamento de dívidas. De acordo com a 2ª edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com o IBGE, a proporção de empresas com dívidas em aberto passou de 24% em agosto de 2022 para 27% em janeiro de 2023 do universo das MPE. Ainda de acordo com o levantamento, a situação atinge de forma mais grave os Microempreendedores Individuais (MEI). Cerca de 63% desses empreendedores têm 30% ou mais dos seus custos mensais comprometidos com pagamentos de dívidas. Na média, 55% das MPE se encontram nessa situação. Esse resultado representa um crescimento de 4 pontos percentuais em comparação com o número identificado em agosto do ano passado. Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o dado é preocupante e mostra uma quebra na tendência de recuperação do cenário geral dos pequenos negócios, que vinha mostrando melhora desde abril de 2022. “Depois da crise causada pela pandemia, as MPE tinham conseguido melhorar seu nível de endividamento e estavam otimistas com a retomada da receita. Mas o contexto de inflação, que comprometeu o poder de compra das famílias, levou a uma nova queda do consumo e a um refluxo da situação de dívidas em atraso”, analisa. Como estão as dívidas/empréstimos da sua empresa no momento? • 39% têm dívidas/empréstimos em aberto e estão em dia • 34% não têm dívidas/empréstimos em aberto • 27% têm dívidas/empréstimos em aberto e estão em atraso Percentual das empresas que têm 30% ou mais do seu faturamento comprometido com dívidas • 63% dos microempreendedores individuais • 46% das pequenas e médias empresas
Alta dos preços pode afastar clientes e preocupa pequenos negócios

Pesquisa do Sebrae em parceria com o IBGE mostra que 47% dos empreendedores evitaram repassar os custos de operação para os clientes, mesmo que parcialmente O aumento dos custos continua sendo o principal problema enfrentado pelos pequenos negócios, mas a falta de clientes preocupa um número cada vez maior de empreendedores. A pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com o IBGE, mostra que, entre abril do ano passado e o último mês de janeiro, o percentual de empresários que apontavam os custos como maior dificuldade caiu de 42% para 36%. Enquanto isso, a proporção de donos de micro e pequenas empresas que apontam a falta de clientes como principal problema cresceu 4 pontos percentuais, no mesmo período, alcançando 28% do universo dos pequenos negócios. O receio de perder consumidores é a razão dos empresários estarem ainda mais cautelosos e evitarem repassar – integralmente ou parcialmente – para os clientes os aumentos dos custos de operação. A pesquisa do Sebrae e IBGE mostrou que 8 em cada 10 empreendedores disseram ter verificado aumento dos custos, mas 47% evitaram transferir qualquer valor adicional para os clientes. O levantamento feito em agosto do ano passado havia mostrado que um percentual menor (43%) havia conseguido evitar esse repasse para o preço final dos produtos ou serviços. Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, há uma consciência no empreendedor de que é fundamental manter os clientes nesse momento. “Nem que para isso os empresários precisem reduzir a margem de lucro ao mínimo possível. Temos verificado um movimento de retração do consumo, provocado pela queda do poder aquisitivo das famílias, com os consumidores ainda mais resistentes à compra. Essa é a hora de fidelizar o cliente e mantê-lo, da melhor forma possível”, avalia. Melles lembra que, apesar das dificuldades, cresceu o percentual de empresários ouvidos na pesquisa que acreditam que 2023 será um ano melhor para os seus negócios, graças principalmente à volta dos consumidores (59%) e à melhora do cenário de crédito (10%). Investimentos A pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios também revelou que, mesmo no contexto de restrições, os pequenos negócios não deixaram de fazer investimentos e buscar melhorias de produtividade e gestão. 45% dos entrevistados afirmaram ter realizado investimentos nos últimos três meses de 2022 (percentual menor do que os 50% identificados em agosto passado). Os investimentos estiveram concentrados principalmente em Máquinas e Equipamentos (31%), Instalações (26%) e Equipamentos de Informática (19%).
“Caminho para MPEs exportarem mais passa por ampliar cultura exportadora”, afirma Gustavo Reis do Sebrae

Pequenos empreendedores podem exportar? Segundo levantamento realizado pela secretaria de comércio exterior (Secex) do Governo Federal em parceria com o SEBRAE, quase 41% dos exportadores nacionais são microempreendedores individuais e Micro e Pequenas Empresas. Entre os anos de 2008 e 2022, a quantidade de pequenos negócios exportadores cresceu três vezes mais do que as médias e grandes empresas que vendem seus produtos e serviços para o exterior. Em entrevista para o podcast da agência Sebrae de notícias, Gustavo Reis, analista do Sebrae Nacional explica como a exportação pode ser um caminho interessante para o crescimento de negócios das MPEs. 1. Apesar de os números de pequenos negócios que atuam no comércio exterior ser alto, o volume de exportações é relativamente baixo. Pode explicar porque isso acontece? Gustavo Reis: Apesar de esse número de exportação das MPEs ser alto no contexto do comércio exterior, o valor baixo mostra uma necessidade de agregar mais valor às exportações. Então, aquele produto, aquele serviço, que consiga entregar um valor maior para o cliente, de repente uma tecnologia, um produto que resolve algum problema, alimento que vem com um diferencial, isso agrega valor, o Empresário passa a ganhar mais em cima daquele produto, ele começa a ampliar o seu mercado e ficar mais competitivo. Existe, sim, uma necessidade ainda de melhorar essa performance. É um desafio de médio e longo prazo, que o Sebrae, junto com outros parceiros, vem desenvolvendo para que a cultura exportadora faça parte do cotidiano do empresariado brasileiro. 2. Qual é a importância da participação dos pequenos negócios no mercado externo a importância da participação do pequeno negócio no mercado externo? GR: O primeiro passo é desmistificar o comércio exterior, para que outros empresários olhem para esse número e vejam que isso não é coisa só de grandes empresas, para commodities. Pequenos negócios e empresas de menor porte, que tenham produtos e serviços que são diferenciados, podem acessar esse mercado internacional. Isso pode acontecer através de uma exportação direta, como é o caso desses números apresentados, ou através de exportações indiretas, por trades comerciais, exportadoras, o exporta fácil… O número mostra que esse empresário vem mudando a mentalidade. 3. Quais são os principais desafios enfrentados pelos pequenos negócios no comércio exterior? Qual é a melhor forma de superá-los? GR: O principal desafio do pequeno negócio no comércio exterior, no caso na exportação, é posicionar o seu produto ou seu serviço da melhor maneira possível, uma vez que ele está exposto a uma concorrência maior. Então, vai ser super importante ele comunicar de forma adequada com seu cliente com seu mercado, achar bons parceiros comerciais, identificar melhores pontos de venda e melhores estratégias de inserção nesse mercado internacional. Os desafios são vários, mas isso não quer dizer que seja impossível. Existem processos manuais, formas de você conseguir acessar essas informações para que esse processo seja feito de forma sustentável. 4. O que é possível ser feito para que a participação dos pequenos negócios no comércio exterior possa avançar ainda mais? GR: O Brasil tem um desafio de inserir mais pequenos negócios na balança do Comércio Exterior. Mas, não só pequenos. Quando a gente olha a totalidade de empresas existentes no Brasil – que já passaram dos 15 milhões, em torno de quase 20 milhões de empresas – e você tem apenas 30 mil empresas exportadoras, isso é um desafio País, não só dos pequenos negócios. Então, o desafio passa a ser como é que a gente consegue criar regras que sejam mais fáceis, mais entendíveis, que não atrapalhem essa competitividade empresarial. Legislações que consigam chegar a todo tipo de empresa, todo porte. Financiamentos, porque a questão da exportação traz o desafio de deixar seu produto, seu serviço, seus processos, mais inovadores para chegar nesse mercado internacional de forma mais competitiva. Há a questão de baratear a logística, seja nos modais aéreo, terrestre ou naval. Como é que a gente consegue colocar mais pequenas empresas para que acessem de forma mais saudável, mais sustentável, os tipos de serviço às questões internacionais. O Brasil vem no movimento forte, com várias instituições trabalhando de forma conjunta e coordenada para que a gente consiga ultrapassar esse desafios. É o caso do próprio Sebrae, trabalhando junto com CNI, com Apex, com o governo federal, que vem construindo estratégias para que esse processo seja possível de ser atingido, de ser feito por pequenos negócios. Fonte: Agência Sebrae de Notícias
As 10 melhores cidades para empreender no Brasil; veja ranking

O relatório abrange os 101 municípios mais populosos do Brasil, organizados de acordo com as melhores condições para empreender O município de São Paulo lidera a lista das cidades que apresentam melhores condições para o empreendedorismo, segundo o ranking geral do Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) referente ao período 2022/2023. Produzido pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), o relatório abrange os 101 municípios mais populosos do Brasil, “organizados de acordo com as melhores condições para empreender”. “Essas são as cidades com melhores condições para o empreendedorismo, a partir de sete fatores determinantes para que os negócios sejam bem-sucedidos: ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso ao capital, inovação, capital humano e cultura empreendedora”, justificaram os pesquisadores. As 10 melhores cidades para empreender no Brasil São Paulo (SP) Osasco (SP) Curitiba (PR) Belo Horizonte (MG) Porto Alegre (RS) Rio de Janeiro (RJ) Vitória (ES) Florianópolis (SC) Brasília (DF) Campinas (SP) O destaque em termos de crescimento da capital da República neste ranking se deve, principalmente, segundo o estudo: Às melhorias registradas no ambiente regulatório (redução da alíquota interna do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS); Simplificação burocrática (diminuição de tempo gasto com processos); Questões que afetam diretamente a capacidade de empreendedores abrirem e manterem seus negócios, assim como de torná-los rentáveis; Ambiente Regulatório No quesito Ambiente Regulatório, Goiânia foi apontada como melhor cidade para quem quer empreender, com baixas alíquotas de impostos. “É onde se gasta menos tempo com questões burocráticas [legais e processuais], essenciais à criação execução do negócio”, disse o relatório, referindo-se à capital goiana que, nesse quesito, avançou da 19ª posição para a primeira em 2023. Em segundo lugar, ficou Joinville, seguida pelo Rio de Janeiro, Florianópolis e Niterói. São Paulo e Limeira (SP) lideram o ranking das “melhores infraestruturas para o desenvolvimento do empreendedorismo”. Segundo o levantamento, elas se destacaram por apresentar redes de transporte (por terra, mar ou ar) e condições urbanas mais adequadas e favoráveis ao desenvolvimento de negócios. Na terceira posição está Brasília, seguida de Ponta Grossa (PR), Santos (SP), Guarujá (SP), Guarulhos (SP), Porto Alegre (RS), Piracicaba (SP) e Campinas. “As condições urbanas e os custos de cada cidade [custo do metro quadrado dos imóveis; acesso à internet rápida ou a segurança urbana, por exemplo] são fundamentais para a decisão de o empreendedor abrir ou não um negócio na região”, conforme explicado pelos pesquisadores responsáveis pelo ICE 2023. Ranking de ambiente regulatório 1º Goiânia (GO) 2º Joinville (SC) 3º Rio de Janeiro (RJ) 4º Florianópolis (SC) 5º Aparecida de Goiânia (GO) 6º Niterói (RJ) 7º São Paulo (SP) 8º Praia Grande (SP) 9º Macapá (AP) 10º São José dos Pinhais (PR) Mercado As cidades que apresentaram “melhor desenvolvimento econômico e mais clientes potenciais”, no ranking relativo a mercado, foram Niterói, Jundiaí (SP) e Brasília. Niterói foi a cidade que registrou o maior crescimento real do PIB no período, além de ter o quarto melhor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M). A cidade, lembra o estudo, conta com uma indústria do petróleo “que se beneficiou dos sucessivos aumentos do preço do barril, assim como da cotação do dólar”. Já no quesito Acesso a Capital, algo que em muito favorece os negócios, as cidades mais bem ranqueadas foram São Paulo, Osasco (SP), Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Sobre este quesito, os pesquisadores explicaram que há “evidências” de que a “facilidade em obter recursos financeiros” é um dos “principais motivos para empreendedores se arriscarem em novas oportunidades”. “É um componente capaz, também, de proteger o negócio de choque de mercados e dos efeitos de riscos e incertezas”, disse o diretor de Altos Estudos da Enap, Alexandre Gomide. Ranking de mercado 1º Niterói (RJ) 2º Jundiaí (SP) 3º Brasília (DF) 4º Osasco (SP) 5º São Bernardo do Campo (SP) 6º Joinville (SC) 7º Boa Vista (RR) 8º Camaçari (BA) 9º Caxias do Sul (RS) 10º Piracicaba (SP) Inovação e Capital Humano Florianópolis, Limeira e Campina Grande foram citadas como “locais com mais condições para a criação de negócios com potencial de gerar inovações”, quesito que abrange características como “concentração de talentos no mercado de trabalho local, financiamento de ações de inovação e infraestrutura tecnológica”. Empreendedores inovadores estão associados também à identificação de novos produtos, processos e mercados. A importância do capital humano – outro ponto analisado pelo estudo – para o desenvolvimento tem ganhado espaço nas análises econômicas. A liderança nesse ranking, que avalia tanto o acesso de qualidade à mão de obra básica quanto especializada, é ocupada por Florianópolis, seguida de Vitória, Santa Maria (RS) e Porto Alegre. O levantamento citou estudos indicando que a maior abundância de capital humano nas cidades pode impactar positivamente de três formas no empreendedorismo. A primeira, por aumentar a chance de êxito nas empresas, uma vez que “é mais provável que o empreendedor seja mais capacitado na gestão do negócio.” Além disso, o capital humano favorece a alocação de recursos e a coordenação de atividades de forma mais eficiente. Por fim, “ampliando as redes de relações sociais que se organizam no desenvolvimento do empreendedorismo”. Ranking em inovação 1º Florianópolis (SC) 2º Limeira (SP) 3º Campina Grande (PB) 4º Campinas (SP) 5º São Paulo (SP) 6º Caxias do Sul (RS) 7º Joinville (SC) 8º Blumenau (SC) 9º São José dos Campos (SP) 10º Curitiba (PR) Cultura empreendedora A cidade mais engajada para atividades empreendedoras, quesito que tem por base a busca de informações sobre empreendedorismo e empresas locais, o que inclui “conhecimento sobre os processos de abertura de empresas”, foi Boa Vista (RR). “Um dos temas de busca levados em consideração na pesquisa foi o empreendedorismo feminino, porque sabemos da importância das mulheres para o desenvolvimento econômico, social e sustentável”, explicou a coordenadora-geral substituta de Pesquisa da Enap, Kamyle Medina. O levantamento usa como base de dados a ferramenta de buscas Google Trends ao longo dos últimos cinco anos. O segundo lugar neste ranking ficou com Macapá (AP). Depois, aparecem Palmas (TO), Brasília, Maceió, Rio Branco (AC), Ananindeua (PA) e Porto Velho (RO). Ranking de cultura empreendedora 1º Boa Vista (RR) 2º Macapá (AP) 3º Palmas (TO) 4º Brasília (DF) 5º Maceió (AL) 6º Rio Branco (AC) 7º Ananindeua (PA)
Artesanato na moda e na decoração é tendência em 2023

Conexão entre os três segmentos valoriza peças que remetem à identidade, cultura e história de vida do consumidor O artesanato, em todas as suas manifestações, tem ganhado espaço e dialoga cada vez mais com outros setores da economia, entre eles a moda e a decoração. De um lado, a consolidação dos novos modelos de trabalho levou a uma ressignificação das moradias, com espaços que possibilitem a integração e o convívio social, dando maior importância para objetos que trazem conforto, aconchego e principalmente memórias afetivas. De outro, o consumo sustentável e consciente, inclusive no vestuário, é tendência que veio para ficar, com valorização da identidade cultural do país. “O uso do artesanato na moda e arquitetura se fortalece porque está alinhado ao mundo que vivemos: identidade, exclusividade, sustentabilidade e realidade. Além de trazer trabalho, renda e desenvolvimento a quase todos os municípios em que a produção artesanal está presente”, explica a gestora Nacional de Artesanato do Sebrae, Durcelice Mascêne. Ao movimentar em torno de R$ 100 bilhões por ano – cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país – o artesanato brasileiro mostra-se cada vez mais fortalecido com mais de 8,5 milhões de artesãos espalhados por todos os estados. A agregação do artesanato potencializa a moda e o design de interiores com a tendência e gosto por práticas estéticas ligadas ao “feito à mão”, diz a especialista. Tal posicionamento vem ganhando mais valor pelas demandas das redes sociais por mostrar pessoas reais fazendo coisas, seus locais e cotidianos. “Esse mercado pode ser uma grande oportunidade para a inserção dos artesãos que podem utilizar as redes sociais, postando fotos dos seus produtos e demonstrando possibilidades de uso em ambientes decorados e lojas especializadas. Além da participação em eventos que sejam foco de arquitetos, design de interiores, estilistas e outros formadores de opinião”, aconselha Durce. Da moda à arquitetura Lembrado por associar o artesanato à moda em seus trabalhos, o estilista Ronaldo Fraga destaca que a moda é um vetor extremamente amplo e diverso pela forma de fazer. “A moda que se conecta com o artesanato é a autoral, humanista e com uma pegada de ancestralidade que busca mostrar a identidade de um povo”, explica Fraga. O designer também lembra que um novo olhar sobre o modo de produzir com o movimento slow fashion, traduzido ao pé da letra como “moda lenta”, está mudando as relações de consumo e exigindo mais atenção das marcas em relação aos seus métodos de produção. A máxima de Ronaldo, inspirada por Mário de Andrade, é “Olhar para o Brasil e criar pontes” que, segundo ele, unem o que é feito à mão com o que é feito na indústria e cria conexões entre o país rural e o urbano. “Os processos artesanais são muito bem-vindos e importantes para contar a nossa história e nesse lugar o artesanato contribui muito com o profissional de moda”, completou. Já os sócios do Studio 2 Arquitetura, o arquiteto Alex Claver e o designer de interiores Wilker Medeiros ressaltam a força e a diversidade do artesanato brasileiro na composição de ambientes e a valorização de peças exclusivas. “Cada dia mais os projetos requerem que a gente coloque nos espaços a memória afetiva, a identidade e objetos que contam a história do cliente. Nessa missão, o artesanato é um grande aliado”, avalia Alex. Cestarias, tapetes com tear, teto de bambu feito artesanalmente e peças decorativas feitas à mão em diversas regiões do Brasil foram algumas das apostas dos empresários para compor ambientes nos últimos anos. Além disso, eles lembram que a produção industrial em larga escala perdeu valor e as empresas que querem se destacar têm investido em design com peças artesanais. “Cada objeto é feito de forma única e essa singularidade tem ganhado muito destaque e valor no mercado de arquitetura e design de interiores, não só no Brasil, mas no mundo todo”, explica Wilker.
“Soluções digitais estão ajudando a combater o desperdício de alimentos”, diz B4waste

O desperdício é um dos principais vilões da rotina mundial de mercado no ramo de alimentos. Desde o agronegócio até grandes redes de supermercados, em cada uma das etapas, parte dos elementos se perde, do início ao final da cadeia de produção. Um levantamento da ONU mostra que o Brasil desperdiça por ano cerca de 27 milhões de toneladas de alimentos, número impactante e que se agrava diante da estimativa de 80% desse desperdício acontecer durante o manuseio, transporte e centrais de abastecimento. Do outro lado, milhares de pessoas passam fome. Foi buscando resolver este gargalo que a B4Waste foi fundada. O marketplace oferece produtos próximos do vencimento por preços atrativos, buscando evitar que esses alimentos sejam descartados. Na prática, conecta empresas que estão ofertando os produtos próximos à validade com possíveis clientes – pessoas ou outros estabelecimentos – dando vazão aos produtos com um bom preço. “As soluções digitais estão ajudando a resolver problemas que existiam e que não sabíamos como enfrentar, como o desperdício de alimentos. Fazemos parte de uma geração de soluções disruptivas digitais que permitem atacar esse problema em uma escala maior”, afirma Luciano Kleiman, fundador da B4Waste. Kleiman enxerga a startup como um agente dentro de uma cadeia que faz a engrenagem funcionar. “Do ponto de vista do varejista, a criação de valor se encerra no fundo da loja, onde o produto próximo ao vencimento será destruído, descartado ou, em alguns casos, retornará para a indústria. Ali é o nosso campo de jogo, onde geramos um novo valor para o que seria jogado fora”, explica. Além do desperdício, a B4Waste contribui com um grande problema mundial, que é a fome. Cerca de 34% da produção mundial de alimentos é desperdiçada ao ano, que seriam suficientes para alimentar 2 bilhões de pessoas passando fome no mundo. Só no Brasil, são cerca de 8,7 milhões de toneladas de alimentos desperdiçados. “Os alimentos que transitam pela B4Waste são comercializados novamente com cerca de 50% de desconto no valor. Tem gente que só pode comprar o alimento por conta desse preço”, afirma Kleiman. Negociar alimentos próximos à data de vencimento só foi possível graças a algumas mudanças na legislação brasileira, que é extremamente exigente quanto aos produtos alimentares. A B4Waste, no entanto, enxerga que esse é um processo contínuo. “É uma evolução, nunca vai chegar o momento de dizermos que acabou. As tecnologias, indústrias e hábitos estão sempre mudando e as pessoas vão se adaptando”. Além da B4Waste, outras tecnologias voltadas a evitar desperdício têm surgido, como sistema de monitoramento da validade. “Tem toda uma rede, gente que conversa com os produtores e tenta intermediar do campo ao varejo como isso chega. É muito bonito de ver essas soluções florescendo”, destaca.
Número de empresas abertas em SP no 1o bimestre caiu 6,89%

Estado tem menos aberturas de empresas de médio e grande porte no período, o que sinaliza comportamento mais conservador, principalmente em fevereiro; Setor de bares, restaurantes e serviços de alimentação começa o ano desaquecido; Na contrapartida, feiras e eventos retomam negócios vislumbrando oportunidades em 2023; Apesar de redução nas aberturas de CNPJs, microempresas continuam sendo opção para recolocação no mercado de trabalho; O número de empresas abertas no Estado de São Paulo caiu 6,89% no primeiro bimestre de 2023 em comparação com o ano passado, segundo levantamento do Empreendabilidade, casa de análise do empreendedorismo, a partir dos dados da Receita Federal. Nos dois primeiros meses do ano, foram abertas 196.371, contra 210.907 no mesmo período de 2022. No mês de fevereiro, houve uma redução de 14,71% nos CNPJs: 92.517 em fev/2023 contra 108.475 há um ano. Em comparação com janeiro/2023, houve 10,92% menos aberturas: uma diferença de 11.337 CNPJs. Na leitura do Empreendabilidade, a diminuição no número de CNPJs abertos no Estado com a maior economia do País é reflexo de um cenário complexo. “O empreendedorismo tem crescido no Brasil, com acelerado aumento no número de microempresas abertas na série histórica. Porém, o cenário econômico segue influenciado por diversos fatores”, afirma Ricardo Meireles, pesquisador e fundador do Empreendabilidade. “Ao mesmo tempo em que ainda estamos no processo de recuperação da pandemia, tivemos crises globais e temos expectativa pela reforma tributária, que poderia vir aliada a um ambiente de negócios mais favorável para o empreendedorismo”, explica. Comportamento por porte Nas microempresas, que representam mais de 90% dos CNPJs ativos no Estado, há registro de 7,18% menos aberturas no bimestre em relação a 2022 (178.516 em 2023 contra 192.318 no ano passado), que foi parecido com o ano anterior, de 2021. Nas empresas de pequeno porte, o número subiu 5,4%, com 356 empresas a mais no ano (6.946 este ano e 6.590 em 2022), mas com queda de 10% em relação há dois anos (gráfico abaixo). Nas médias e grandes (demais portes), foram 1.090 CNPJs a menos abertos no bimestre (10.909 em 2023 e 11.999 em 2022). Na comparação com 2021, houve uma queda de 20% na abertura de companhias. No mês de fevereiro, as microempresas caíram 2,49% (83.478 fev/23 X 98.669 fev/22), cerca de 15 mil CNPJs de diferença. As empresas de pequeno porte mantiveram patamar similar, com 0,11% de alta (3.650 fev/23 X 3.646 fev/22). As empresas de demais portes (médias e grandes) tiveram redução de 11,82% nas aberturas do último mês, totalizando 5.389 CNPJs contra 6.160 há um ano. “A queda na abertura de empresas de maior porte, que demandam maior investimento, pode ser resultado de um comportamento mais conservador diante do macrocenário, visto que o começo do ano foi de calorosas discussões sobre a base econômica, juros e mercado”, explica Meireles. “Na outra ponta, a redução na abertura de microempresas ainda é pontual diante do contínuo movimento de ‘pejotização’, profissionais que abrem uma microempresa individual para prestar serviços e continuar no mercado de trabalho, que cresceu na pandemia.” Gráfico Empreendabilidade: bimestre janeiro e fevereiro abertura de CNPJs SP Gráfico Empreendabilidade: fevereiro abertura de CNPJs SP Restaurantes esfriaram no pós-pandemia? Dentre os setores que tiveram maior redução de abertura de CNPJs em SP, chama a atenção o de estabelecimentos de alimentação fora de casa, o que inclui bares e restaurantes, lanchonetes e cafés. No recorte bimestral, a abertura de lanchonetes, casas de chá, sucos e similares (CNAE 5611-2/03) foi 13,05% menor entre 2023 e 2022. De restaurantes e similares (5611-2/01) caiu 24,41% no mesmo período, e alimentos preparados para consumo domiciliar (5620-1/04) caiu 25%. “Estes segmentos estão entre os que mais sofreram durante a pandemia devido ao isolamento social e esperava-se uma recuperação gradual. Contudo, os estabelecimentos são afetados diretamente pelas mudanças que estamos vivendo. Mesmo com retorno para os escritórios, ainda que em modelo híbrido, com o brasileiro endividado, gastando menos, sem aumento de demanda e o contexto do crédito mais caro, o sinal é de que o setor começa o ano frio”, afirma o analista. Feiras e Eventos retomam atividade Já o segmento de feiras e eventos (CNAE 8230-0/01) sinaliza retomada importante no primeiro bimestre de 2023, com 26,1% mais CNPJs abertos em relação ao ano passado, e 63,67% na comparação com 2021. Foram quase 3 mil empresas (2.933) abertas no Estado nos meses de janeiro e de fevereiro. “A retomada dos eventos presenciais, nítida nos primeiros números do ano, é catalisador de diversos segmentos. Era um movimento esperado e que tem potencial de trazer um efeito em cascata com eventos já programados para ocorrerem ao longo do ano”, conclui o executivo.
Projeto isenta do Simples Nacional, por cinco anos, microempresas com receita anual de até R$ 96 mil

Segundo o Sebrae, micro e pequenas empresas foram responsáveis por 74,9% dos empregos formais gerados em janeiro deste ano O Projeto de Lei Complementar (PLP) 35/23 isenta, por cinco anos, microempresas com receita bruta anual de até R$ 96 mil da tributação prevista no Simples Nacional. O texto em análise na Câmara dos Deputados altera o Estatuto da Micro e Pequena Empresa. Segundo o estatuto, o limite de faturamento anual que permite o enquadramento nesse regime simplificado de tributação é de R$ 360 mil para as microempresas e de R$ 4,8 milhões para as pequenas empresas. “As microempresas foram bastante atingidas pela pandemia de Covid-19”, afirma autor do projeto, deputado José Medeiros (PL-MT). “O incentivo proposto colocará à disposição desses pequenos negócios um volume maior de recursos, auxiliando na geração de empregos e de renda”, avalia o parlamentar. Tramitação A proposta ainda será despachada para análise das comissões da Câmara. Depois seguirá para o Plenário. Conheça a tramitação de projetos de lei complementar Fonte: Agência Câmara de Notícias
Nova tecnologia ajuda a frear desperdício em indústrias, que chega a R$ 500 bilhões no Brasil

Desenvolvida pela COGTIVE, solução ajuda a aumentar a produtividade e lucros identificando a capacidade oculta nas indústrias. A startup só cresce e neste ano já faturou R$ 5 milhões com a solução A expressão “elefante branco” se refere a algo valioso, que custou muito dinheiro, mas que na prática não é muito utilizado. O que muitas empresas e indústrias não sabem é que elas estão cheias de elefantes brancos em suas plantas, e pior, perdendo dinheiro e capacidade de produção. Isso porque, especialmente com a indústria 4.0, os processos se tornaram ainda mais eficazes e capazes de entregar em escala muito maior, sem a necessidade de investimento em ativos. Porém, apesar das inovações, existe uma capacidade oculta presente na linha de produção que ainda não é explorada pela maioria das empresas e que passa despercebida aos olhos dos líderes industriais. Foi com foco nessa demanda que surgiu, em 2017, a COGTIVE, startup sediada no CUBO, o principal hub de inovação do Brasil, com o objetivo de desenvolver, a partir de tecnologias disruptivas, como Inteligência Artificial e IoTs (Internet das Coisas) soluções que identificam o potencial oculto nos chãos de fábricas e oferecem informações para que a indústria funcione na sua forma ótima, potencializando a produtividade, não apenas as máquinas, mas toda a operação em si. Estudos no mercado brasileiro, realizados pela COGTIVE, indicam que, em média, as indústrias possuem 30% de capacidade produtiva desconhecida, devido a paradas de linha, baixa performance dos ativos e má distribuição da mão de obra, o que corresponde a mais de R$ 500 bilhões na manufatura brasileira. Caso o potencial oculto das fábricas fosse explorado, teríamos um acréscimo de 5,6% no PIB brasileiro. Isso significaria um grande impacto na economia, gerando mais ofertas de trabalho, renda e aquecimento de investimentos vindos do exterior. “A transformação digital deixa de ser um diferencial e passa a ser obrigatória para a sobrevivência de negócios que envolvem manufatura. Por esta razão, tecnologias disruptivas ajudam indústrias a aumentar a eficiência em uma planta fabril, antes de investirem em mais unidades e mais linhas produtivas”, explica Reginaldo Rodrigues, criador e CEO da COGTIVE. Crescimento Ainda que a empresa possua quase 5 anos, a máquina comercial começou a operar há apenas 2 anos, sendo bootstrap desde então. Em 2021, o faturamento da startup chegou a R$ 2,5 milhões, atingindo R$ 5 milhões em 2022, com a perspectiva de alcançar R$ 10 milhões de faturamento, sem fundraising. E isso pode ser observado com as conquistas de 2022. A COGTIVE ficou em primeiro lugar no LTNtech pitch, da 1871, uma das principais aceleradoras do Estados Unidos, além de alcançar o 100 Open Startups pelo terceiro ano consecutivo na categoria Top 10 IndTechs, e pela primeira vez na categoria principal. Também foi o ano em que conquistaram o primeiro contrato internacional, com a abertura do primeiro escritório no exterior, em Chicago, além de outras premiações e metas alcançadas. “Agora, em novembro, estivemos em Chicago para oficializar a abertura do nosso escritório no principal hub de inovação dos Estados Unidos, a 1871, e ao longo de 2023 expandiremos para a Europa e MENA, sendo que nesta última já temos como cliente uma das principais produtoras em medicamentos genéricos da região”, ressalta o CEO. E para 2023, a COGTIVE promete mais avanços. Está previsto o lançamento da inteligência artificial TÆLOR, que, por meio de um comportamento proativo, buscará por oportunidades no chão de fábrica e trará insights aos líderes industriais, para resolver problemas antes que eles se tornem relevantes. E esse lançamento está alinhado com as necessidades do mercado exterior, seguindo com o processo de internacionalização já iniciado pela empresa. Com vários clientes em diversos segmentos da indústria de manufatura, a COGTIVE tem forte carteira no ramo farmacêutico, mas tem expandido clientes para outros setores, como o químico, saúde animal, cosméticos e automotivo. Para o automotivo, por exemplo, foi desenvolvida recentemente uma coleta de dados no touch, pautada em câmeras e reconhecimento de imagem, de acordo com as especificidades e distinções que uma oficina possui em relação ao chão de fábrica. “Todas essas conquistas confirmam o trabalho que estamos fazendo em transformar a produtividade na manufatura, sendo uma solução que impacta não apenas indústrias, mas o mercado como um todo, por isso, continuaremos com nosso foco único em explorar o potencial oculto do chão de fábrica”, celebra Reginaldo Rodrigues.
Marmita em alta: 80 mil negócios abertos em 2022

Levantamento feito pelo Sebrae aponta que o segmento do ramo de alimentação se mantém como oportunidade de negócio entre os pequenos empreendimentos O mercado de fornecimento de marmitas segue atraindo a atenção de interessados em ter um negócio próprio. De acordo com dados da Receita Federal, somente no ano passado, foram abertos quase 80 mil pequenos negócios no ramo, sendo a maioria deles microempreendedores individuais (MEI). Apesar de apresentar uma queda em relação a 2021, que contabilizou 112 mil novos registros, o número de atividades de fornecimento de marmitas ainda é superior ao registrado em 2019, no período pré-pandemia. O analista de Competitividade do Sebrae Nacional Luiz Rebelatto considera que a pandemia da Covid-19 teve grande influência no crescimento da atividade, seja pelas mudanças no comportamento do consumidor, que recorreu ao delivery de comida, seja pelo movimento do empreendedor na pandemia. “A elaboração de marmitas, que é considerada relativamente menos complexa e com a possibilidade de entrega na vizinhança, passou a ser vista como uma alternativa de renda ou complemento da atividade profissional diante da crise”, explica. Segundo ele, o rápido crescimento na pandemia agora segue para uma reacomodação do mercado, tendo em vista também que o lockdown não ocorreu de forma homogênea no país. “Não é todo mundo que vai permanecer no mercado. Uns começam e desistem, outras tentam e não conseguem. Então, esse movimento dos números é resultado do próprio comportamento da pandemia, com alguns atrasos a depender da localidade”, acrescenta. Rebelatto avalia que o movimento do mercado das marmitas também sofreu com o impacto da inflação sobre o preço dos alimentos e do cenário internacional desfavorável devido à invasão da Ucrânia. “Esse elemento inflação teve uma participação especial sobre os alimentos. Não foi apenas um reflexo da pandemia, mas somou-se a isso, no ano passado, a guerra na Ucrânia, que é um grande produtor de alimentos e de fertilizantes utilizados na agricultura, o que acabou impactando o setor.” Oportunidade Mesmo com a forte concorrência, o fornecimento de marmitas não oferece muitas barreiras de entrada no mercado para novos empreendedores. Considerando o aumento da atividade de fornecimentos de marmitas, Rebelatto destaca que é importante observar os diferentes nichos de mercado. “As marmitas fit ou com alimentos mais saudáveis, por exemplo, tiveram forte demanda nos últimos anos. Nesse grande grupo marmitas, existem aquelas com custo menor, cujo objetivo é ser mais popular, mas também existem outras que são produzidas com alimentos diferenciados, como orgânicos ou veganos”, frisa. Para quem está interessado em aproveitar a oportunidade de negócio ou já está trabalhando no segmento de marmitas, o especialista do Sebrae Nacional preparou algumas dicas. Segundo ele, antes de qualquer coisa, o empreendedor deve dar uma atenção especial à gestão financeira. “Tenha tudo na ponta do lápis para que o seu empreendimento seja realmente viável”, recomenda. Confira mais orientações abaixo: 1. Invista em um ambiente adequado para a produção de marmitas Entenda que produzir alimentos em casa para consumo próprio é bem diferente de produzi-los para venda. Existem cuidados que são considerados pré-condição para atuar no ramo da alimentação, que envolvem procedimentos adequados em relação à higiene, manipulação, conservação dos alimentos, entre outros. O Portal do Sebrae oferece cursos on-line gratuitos sobre boas práticas nos serviços de alimentação. Clique aqui para conhecer. 2. Estruture um modelo de negócio Na elaboração do seu modelo de negócio, defina muito bem quem é o seu público, seu raio de atuação, entre outros fatores, pois tudo isso vai influenciar na definição das características do produto. Vender uma marmita em uma área comercial é diferente de vender uma marmita para uma família em casa. Do mesmo modo que é diferente oferecer uma marmita quente, pronta para o consumo, e uma marmita congelada. Além disso, é preciso avaliar se vai vender uma marmita mais popular de baixo custo ou uma mais elaborada com ingredientes selecionados. 3. Fique atento às tendências de consumo Ao longo do desenvolvimento do negócio, esteja ligado nas tendências de consumo para aprimorar o empreendimento. Observe o movimento do mercado onde você atua para fazer ajustes, aprimoramentos ou diversificar o seu processo de produção. Utilizar uma embalagem mais sustentável com uma marca diferenciada também pode ser avaliado diante da exigência de um novo público consumidor, bem como pensar em simples inovações, como atuar em plataformas de delivery.
Pequenos negócios são responsáveis por 75% das vagas geradas em janeiro

Levantamento feito pelo Sebrae, com base nos dados do Caged, mostra que segmento criou cerca de 62,4 mil postos de trabalho Micro e pequenas empresas continuam sendo as principais geradoras de empregos do país. De acordo com levantamento feito pelo Sebrae, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o segmento foi responsável, em janeiro, pela criação de 62,4 mil novos postos de trabalho de um total de 83,3 mil, sendo as responsáveis por 74,9% dos empregos formais gerados no período. As médias e grandes (MGE) apresentaram mais desligamentos do que admissões e fecharam janeiro com saldo negativo de 872 vagas. As pessoas físicas, a administração pública e as entidades sem fins lucrativos criaram 21,7 mil vagas, o que corresponde a um terço da geração dos pequenos negócios. “Criar políticas públicas que beneficiem os pequenos negócios é incentivar a geração de empregos no Brasil. Há meses os pequenos negócios são os grandes responsáveis pela criação de vagas de trabalho. Não se pode falar em crescimento econômico sem apoiar esse segmento”, pontua o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Melles explica que apesar da redução nos números absolutos em relação ao mesmo período do ano passado, os pequenos negócios mantiveram a média de 7 a cada 10 novos empregos no primeiro mês do ano. Comparando com janeiro de 2022, quando houve 93 mil contratações, as MPE apresentaram uma redução de 32,9% no número de postos de trabalho abertos. Já entre as médias e grandes, que tiveram saldo negativo no primeiro mês deste ano, em janeiro de 2022 elas apresentaram saldo positivo de 45 mil novos empregos. Entre os pequenos negócios dos sete setores da economia analisados, apenas os do Comércio apresentaram um saldo negativo de 53,7 mil postos de trabalho. A Construção foi a que mais gerou novas vagas: 37,9 mil, seguida pela Indústria da Transformação (34 mil), Serviços (33 mil), Agropecuária (11,1 mil) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (Siup) com 146 novos postos. Já as médias e grandes empresas apresentaram saldo negativo em todos os setores, exceto Siup, com a criação de cinco vagas. Geração de empregos em 2022 Em 2022, a cada 10 postos de trabalho gerados no Brasil, aproximadamente 8 foram criados pelas micro e pequenas empresas. O acumulado do ano ultrapassou 2 milhões de novas vagas, das quais quase 1,6 milhão foram nos pequenos negócios: cerca de 78,4% do total. Em 2021, a participação das MPE no saldo total foi de 77%.
MPEs têm queda de 10,9% na busca por crédito, revela Serasa Experian

Micro e pequenas empresas são as únicas a marcarem baixa; setor de Serviços tem a retração mais acentuada O Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian revelou que, em fevereiro, os micro e pequenos negócios puxaram a baixa da procura pelo recurso com queda de 10,9%. Os médios e grandes empreendimentos tiveram alta de 17,1% e 26,9%, respectivamente. Ainda assim, o percentual geral do índice, que considera todos os portes, mostrou queda de 10,2%. Confira abaixo os dados completos no gráfico: Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, “as micro e pequenas empresas, que atuam quase que exclusivamente no mercado interno, acabam retraindo mais intensamente a sua demanda por crédito quando a economia brasileira entra em desaceleração. Por outro lado, as médias e grandes empresas que, dependendo do setor em que atuam, conseguem exportar parte da sua produção, podem continuar sustentando sua procura por crédito para atenderem a demanda externa de seus produtos”. A análise por segmento, que contempla todos os portes de negócios, revelou baixa para a maioria das áreas, sendo a mais acentuada no setor de Serviços, de 16,0%. As Indústrias tiveram redução de 5,5% e a área do Comércio, de 4,0%. A categoria “Demais”, que engloba empresas do campo Financeiro, Primário e do Terceiro Setor, foi a única a registrar alta na demanda por crédito, essa de 26,3%. Empresas do Rio de Janeiro foram as que menos buscaram por crédito Ainda na análise anual (fev/23 x fev/22), o estado com a queda mais acentuada na procura por linhas de crédito foi o Rio de Janeiro, que marcou baixa de 29,3%. Em sequência estava o Amapá, com retração de 22,4%, e Alagoas, que caiu 22,1%. Mesmo que a maioria do país tenha registrado números negativas, alguns estados como Mato Grosso e Santa Catarina marcaram altas. Veja no gráfico a seguir as informações regionais na íntegra: Tomada de crédito com responsabilidade auxilia sobrevivência das empresas Os motivos que levam as empresas a tomar crédito são inúmeras: abrir, de fato, o negócio, ter capital de giro, fluxo de caixa ou apenas realizar um investimento ou melhoria. Para que esse processo seja seguro e não deixar virar um problema em função da incapacidade de pagamento, a Serasa Experian dispõe de produtos e serviços que auxiliam os empreendedores no processo: serviços de monitoramento de CNPJ, ferramentas de renegociação de dívidas e um blog com conteúdo rico e esclarecedor. Clique aqui e saiba mais! Metodologia do indicador O Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito é construído a partir de uma amostra significativa de cerca de 1,2 milhão de CNPJ consultados mensalmente na base de dados da Serasa Experian. A quantidade de CNPJ consultados, especificamente nas transações que configuram alguma relação creditícia entre as empresas e as instituições do sistema financeiro ou empresas não financeiras, é transformada em número índice (média de 2008 = 100). O indicador é segmentado por região geográfica, setor e porte.
ImLog quer tornar a logística um assunto “sexy”

A logística sempre foi considerada um dos principais gargalos do comércio eletrônico no Brasil. Com a pandemia, os investimentos na área explodiram. A Sequoia Logística fez seu IPO. Varejistas e plataformas de tecnologia reforçaram suas operações com aquisições e captação de investimentos. Mas, apesar de enorme, o mercado ainda é muito “old school”. Pensando em como ajudar no banho de loja dos profissionais e tentar deixar o setor tão sexy quanto o mercado de tecnologia, 3 executivos com ampla experiência na área se juntaram para montar a edtech ImLog. A proposta é levar, por meio de imersões presenciais, cursos online e outros formatos, melhores práticas e conteúdos para quem atua na área – do motorista ao presidente. “Faltam pessoas capacitadas para olhar a logística com tecnologia, pelo ângulo do omnichannel”, diz João Cristofolini, fundador da Pegaki, que foi vendida para a Intelipost. O plano é fazer de 8 a 10 turmas presenciais por ano com um número de 30 a 40 pessoas em cada uma. Além das imersões presenciais, está nos planos criar programas online, investir na ideia de comunidade e também criar um canal de notícias focado no mundo da logística. Em um prazo de 3 anos, a ImLog espera atender 20 mil profissionais. “A gente não dá aula, gera provocação”, filosofa Patrick Rocha, fundador da dLieve, que foi comprada pela VTEX. Junto à dupla está Luiz Augusto Vergueiro, ex-Ambev e atual diretor senior de logística do Mercado Livre. “Não dá para viver só de startuperio. Tivemos que trazer um dinossauro”, brinca João. Além dos 3, a ImLog tem como investidores alguns executivos do mercado que também são mentores dos seus cursos. Na lista estão Rodrigo Calderaro, da Shopee); Alexandre Félix, da Loggi; Ana Blanco, vice-presidente da DHL; Marcelo Bernabe, da SBF-Centauro; Leandro Bassoi, da MadeiraMadeira; Guilherme Juliani, da MOVE3; Caio Reina, da Routeasy; e Fernando Sartori, da Uello. Nascimento da ImLog A história da ImLog começa em 2022, quando João e Patrick estavam pensando em seus próximos passos depois de deixarem as empresas que venderam. Nas conversas de como criar algo que não competisse com seus antigos negócios, eles chegaram à conclusão de que educação seria um espaço interessante e decidiram montar uma curso de imersão logística – daí o nome ImLog. A 1ª turma aconteceu no mês de março do ano passado com 10 mentores dando aulas por dois dias. Com o boca-a-boca gerado na estreia, veio a demanda para fazer mais. Desde então foram 6 turmas. Luiz conta que, além do pessoal do próprio mercado, começaram a aparecer pessoas de segmentos adjacentes, como profissionais do mercado financeiro interessados em aprofundar seus conhecimentos para acompanhar a área. Também vieram outros perfis bem menos óbvios. “Em uma turma apareceram 3 paraguaios da hidrelétrica de Itaipu querendo entender como melhorar a logística de peças de reposição dentro da própria usina”, lembra. Além das aulas, toda imersão conta com a apresentação de uma startup do setor, com o objetivo de fomentar o ecossistema. “Já saiu até investimento”, diz. Com o interesse pela proposta, o trio resolveu criar um negócio em cima disso. A história lembra muito a de um outro trio de fundadores que criou uma empresa de cursos focada em gestão e vendas. O trio ri da semelhança e garante que os valores da ImLog são bem mais acessíveis – pelo menos por enquanto. *Com informações do Portal Startups.com.br
Empresárias dedicam menos tempo aos negócios, diz estudo

Pesquisa do Sebrae mostra que 71% dos empreendedores homens trabalham mais de 40 horas semanais, ante 51% das mulheres, que atuam sobrecarregadas com tarefas domésticas e de cuidados Sobrecarregadas pela divisão desigual de tarefas relacionadas ao lar e aos cuidados com familiares, as mulheres empreendedoras no Brasil dedicam menos tempo aos seus negócios que os homens. Estudo do Sebrae, com base em dados do IBGE, mostra que 51% delas trabalham mais de 40 semanais para tocar o empreendimento, ante 71% dos donos de negócios homens. Já o limite de 40 horas semanais é exercido por apenas 29% dos empreendedores homens, contra 49% das empreendedoras mulheres. “O que a empreendedora faz quando não está cuidando do seu negócio? Ela está cuidando da casa, dos filhos, dos idosos”, pontua Renata Malheiros, coordenadora nacional de Empreendedorismo Feminino do Sebrae. Ela aponta que os estereótipos de gênero fazem recair sobre as mulheres uma carga maior de atividades de cuidado, em geral não remuneradas, retirando “tempo e energia” para que elas conduzam seus negócios com toda a potencialidade que têm. “O dia tem 24 horas para todo mundo, o que você faz com essas 24 horas é que fará a diferença”, destaca. Malheiros aponta como “urgente” o avanço do debate sobre divisão de tarefas dentro dos lares e famílias, bem como políticas públicas como a de universalização de creches, melhoria de escolas e do sistema de transportes. Medidas que, segundo ela, contribuiriam para diminuir a sobrecarga das mulheres e fazer com que elas possam se dedicar mais aos próprios negócios. O estudo do Sebrae, intitulado Empreendedorismo Feminino 2022, foi feito a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE, até o 3º trimestre do ano passado. Na ocasião, havia 10,3 milhões de mulheres donas de negócios no país, com ou sem CNPJ. É o maior contingente de empreendedoras já medido pelo estudo, que começou em 2016. DADOS: Trabalham até 40 horas semanais Mulheres 14% Homens 6% 14h a 40 horas semanais Mulheres 35% Homens 23% 40 horas a 45 horas semanais Mulheres 31% Homens 41% 45 a 49 horas semanais Mulheres 6% Homens 9% 49 horas ou mais Mulheres 14% Homens 21%
MEI são os mais adeptos às contas bancárias digitais

Pesquisa do Sebrae revela que serviços presenciais nos bancos estão cada vez mais em desuso As contas digitais de pessoas físicas estão crescendo entre os donos de pequenos negócios e 56% deles já aderiram. Os microempreendedores individuais (MEI) são os que mais buscam esse tipo de relacionamento bancário. De acordo com a segunda edição da pesquisa Hábitos de Uso de Produtos Financeiros, realizada pelo Sebrae para medir os hábitos bancários de empreendedores como pessoas físicas, 60% desse segmento possuem contas em bancos digitais. Entre as microempresas, esse índice cai para 50%, e entre as pequenas é de 43%. “As contas digitais são menos burocráticas e geralmente oferecem custo menor para os empreendedores. Isso também explica que quanto menor o negócio, maior a adesão a esse tipo de produto bancário, talvez por isso essa modalidade esteja crescendo”, observa o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Ele ainda destaca que essa escolha pode ser explicada também ao uso cada vez menor das estruturas físicas dos bancos. A pesquisa revela que atendimentos bancários como caixa eletrônico, caixa do banco e correspondente bancário são utilizados de forma muito esporádica, ou seja, a maioria utiliza tais serviços raramente. “Por outro lado, serviços digitais como os aplicativos de bancos para celular são utilizados diariamente ou pelos menos semanalmente por parcela expressiva dos empresários: 81%”, ressalta Melles. Os jovens são os que mais possuem contas digitais: 74% dos empreendedores entrevistados com idade entre 25 e 34 anos possuem contas em fintechs contra 29% dos que têm mais de 65 anos. Apesar do grande número de adeptos nas contas digitais, elas ainda não são os serviços bancários mais utilizados pelos empreendedores. O levantamento mostra que cartão de débito faz parte da rotina de 83% dos donos de pequenos negócios, sendo o serviço financeiro mais utilizado, seguido pelo cartão de crédito (76%). Conta corrente em banco tradicional por 75% dos empresários, poupança por 65% e cheque especial por apenas 21%, resultado bem inferior ao verificado na primeira edição da pesquisa, em 2015, que mostrava que 55% dos empreendedores usavam cheque especial. Metodologia A segunda edição da pesquisa Hábitos de Uso de Produtos Financeiros pretende conhecer os hábitos dos empresários em relação ao uso de produtos financeiros como pessoa física. Foram feitas 6.126 entrevistas por telefone entre 07 de dezembro de 2022 e 20 de janeiro de 2023. O erro amostral é de 1,25% para resultados gerais. O intervalo de confiança é de 95%. A primeira edição foi realizada em 2015.
Empreendedorismo resgata mulheres da violência doméstica

Sustentar a independência financeira por meio do negócio próprio foi o caminho encontrado por muitas entrevistadas para sair de relacionamentos abusivos, mostra pesquisa No Brasil, o empreendedorismo pode representar a porta de saída da violência doméstica enfrentada por muitas mulheres. É o que constata a 6ª edição da Pesquisa Anual sobre Empreendedorismo Feminino no Brasil, produzida pelo Instituto RME em parceria com o Instituto Locomotiva. Os dados de 2021 mostram que 48% das entrevistadas conseguiram terminar relacionamentos abusivos e até violentos ao abrirem a própria empresa. O estudo revelou também que 72% das mulheres empreendedoras avaliam que são totalmente ou parcialmente independentes financeiramente e 81% das consultadas concordam que empreendedoras têm mais autonomia na vida e, por isso, são mais independentes em suas relações conjugais. Foi a primeira vez que o estudo, que já é realizado há seis anos, traz abordagem direta sobre independência financeira e violência doméstica. No mês em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres, em 8 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma série de decretos de políticas públicas voltadas para a população feminina, entre eles o Empreendedoras.tech: programa de Apoio a Empreendedoras na Tecnologia e o fortalecimento de empresas e projetos de base tecnológica com lideranças femininas (auxílio de R$ 10 mil para cada time participante do programa de pré-aceleração. Os três melhores times receberão prêmio de R$ 50 mil). Mas, mesmo quando a mulher resolve criar um empreendimento, nem sempre consegue levar seu propósito adiante devido à falta de apoio dentro de casa. “É comum as empreendedoras falarem que quando começam a ganhar dinheiro com seus negócios, ir para reuniões, muitas vezes, o parceiro acaba se sentindo diminuído. Na nossa cultura, existe o mito do homem provedor”, relata a coordenadora nacional de Empreendedorismo Feminino do Sebrae, Renata Malheiros. Ela complementa: “Se esse marido não é parceiro, até inconscientemente, ele começa a boicotar a esposa. E observamos, basicamente, dois caminhos: o aumento da violência contra a mulher, porque ela quer perseguir seus sonhos, ou, muitas vezes, a desistência. Ou seja, os dois cenários são muito preocupantes”. Segundo Renata, uma alternativa para melhorar o cenário de machismo é dialogar mais com os homens, trabalhando esses preconceitos, “que muitas vezes são enraizados desde a infância e não fazem sentido. Na família, quando a mulher começa a ganhar dinheiro, quando todos prosperam, é melhor para todo mundo”. Renata também está à frente da coordenação nacional do Sebrae Delas, programa que oferece mentorias, cursos e consultorias para a mulher que vai empreender. Ela conta que muitas participantes vivenciam a violência doméstica. “O Sebrae Delas atua como uma rede de apoio. Quando você faz parte de uma rede de empreendedoras, fica mais conectada e faz mais negócios. As redes são um caminho muito importante para a mulher se fortalecer e ajudam a sair de situações de violência.” Conheça o Sebrae Delas. Inteligência artificial para combater a violência Além do Sebrae Delas, a especialista do Sebrae destaca outras iniciativas que ajudam a quebrar o ciclo de violência doméstica contra a mulher. Uma delas é o Instituto Glória, plataforma de transformação social que visa acabar com a violência de mulheres no mundo e que trabalha com três tecnologias de ponta (inteligência artificial, people analytics e Blockchain), atuando em cinco áreas – educação, empreendedorismo, acesso à Justiça, segurança e saúde. “Dentro do empreendedorismo, trabalhamos ainda com a área de microcrédito, pré-aceleração para mulheres de baixa renda e projetos que formam meninas para serem líderes do futuro. Na educação financeira, trabalhamos com formação olhando para o empreendedorismo. Ou seja, liberdade econômica para que essa mulher não fique em casa sofrendo violência”, explica a professora da Universidade de Brasília (UnB) e CEO do Instituto Glória, Cristina Castro. Um dos produtos da instituição é o robô de inteligência artificial Glória, criado para dialogar e interagir com vítimas de violência a fim de ajudá-las. Funciona identificando padrões de comportamento de agressores e vítimas.
Pricing como chave para o lucro

*Por Ricardo Ramos, CEO da Precifica Ainda pouco difundido no mercado nacional, o pricing tem papel importante na lucratividade das empresas. De forma resumida, podemos dizer que ele se trata da técnica para a definição de preços adequados ao público-alvo das companhias. Não por acaso, empresas de maior porte contam com um departamento de precificação, responsável pela análise de variáveis que envolvem a formação dos preços de vendas de seus produtos e serviços. Mais do que um valor monetário dado a qualquer produto, o preço é uma importante ferramenta de marketing e de gestão, pois é parte central na estratégia de atrair clientes e obter lucratividade. Não por acaso, é considerado um dos quatro Ps do Marketing (produto, preço, praça e promoção). Porém, estipular o preço adequado para cada item é uma das maiores dificuldades dos e-commerces devido à velocidade com que tudo muda. No mundo virtual, com apenas poucos cliques, o consumidor recebe na tela de seu dispositivo uma lista de lojas que vendem o produto procurado com os preços praticados, custo do frete etc. Portanto, é preciso se sobressair, e o preço adequado é uma das formas de vencer a concorrência. Para definir bons preços, é necessário conhecer o mercado, saber quanto o cliente está disposto a pagar pelos produtos, conhecer todos os custos que envolvem a aquisição e a própria venda dos itens. Preço muito alto pode afastar o consumidor e gerar baixa rentabilidade ou prejuízo pela falta de faturamento. Mas preço muito reduzido tampouco é a solução, pois pode ocasionar margem de lucro diminuta ou mesmo prejuízo, caso o lojista cometa o erro de vender abaixo do custo. O segredo para vender bem e com boa rentabilidade está na capacidade de equilibrar os valores de venda. Para isso, deve-se dar atenção aos fatores que influenciam diretamente na formação de preços e, consequentemente, na decisão do consumidor de escolher ou não o seu e-commerce para adquirir o item desejado. Trata-se de um processo complexo, que envolve uma quantidade grande de informações e uma dinâmica de mercado muito ágil e difícil de ser acompanhada manualmente. O ideal é que o varejista conte com apoio da tecnologia, de soluções de pricing existentes no mercado, sendo as mais atuais delas, baseadas em Inteligência Artificial. Um bom trabalho de precificação pode ajudar muito na obtenção do lucro desejado. Estudos mostram que um aumento de apenas 1% no preço médio, quando aplicado sem ocasionar redução de volume, gera em média 11% a mais de lucro. Então o pricing, definitivamente, é uma ferramenta essencial na estratégia empresarial que visa aumentar o faturamento e o lucro. Além disso, uma precificação bem-feita contribui para o aumento da participação de mercado e até mesmo para a percepção de valor do cliente em casos específicos. Como exemplo, o consumidor aceita pagar mais por um pacote de arroz que considera ter mais qualidade. Em outras palavras, a percepção de qualidade em muitos casos está diretamente relacionada ao valor do produto: se é mais caro, é porque é melhor. Sua empresa pode investir em bons métodos de produção e fazer um bom marketing, mas, no fim do dia, a lucratividade dela dependerá quase que totalmente da capacidade de seus gestores definirem o preço ideal para cada produto, considerando metas e público-alvo. E, para ser mais assertivo, é melhor não depender apenas do feeling. A precificação deve ser um trabalho contínuo e dinâmico tanto quanto são a concorrência e a demanda. Para isso, invista em tecnologia.
Otimismo com negócios no Brasil é o menor em quase 3 anos, diz S&P

Segundo pesquisa, expectativas otimistas para a atividade de negócios no país recuaram para 37%, o nível mais baixo desde junho de 2020 O otimismo com os negócios no Brasil diminuiu em fevereiro e atingiu o menor patamar em quase 3 anos. É o que mostra uma pesquisa realizada pela S&P Global, que monitora as perspectivas das empresas em relação aos negócios para os próximos 12 meses. De acordo com o levantamento, as expectativas otimistas para a atividade de negócios no país recuaram para 37%, o nível mais baixo desde junho de 2020. Em junho do ano passado, esse índice era de 52%. Em outubro, de 45%. Apesar da tendência consolidada de queda do otimismo, o índice brasileiro ainda é maior do que a média global (32%) e a dos mercados emergentes (33%). A pesquisa da S&P detectou uma piora das expectativas relacionadas à produção, ao lucro das empresas e ao emprego. O levantamento mostra que os entrevistados citam a inflação como um fator de preocupação para os próximos meses, com impacto sobre os custos das empresas com insumos e pessoal. Por outro lado, entre os aspectos positivos para o Brasil, as empresas citaram oportunidades de crescimento com investimento em biocombustíveis e energia limpa, diversificação de produtos, exportação, publicidade e turismo. “Alguns esperam que a inflação diminua e a taxa de juros caia, enquanto outros preveem o contrário. O grau de incerteza sobre o rumo das políticas públicas segue elevado”, observa Pollyanna de Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence. *Com informações do Metrópoles
Instituto Consulado da Mulher lança livro sobre empreendedorismo feminino

O material conta a história de mulheres apoiadas pela ação social da marca Consul, que já beneficiou mais de 38 mil pessoas em seus 20 anos de atuação Dia 08 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher, data para celebrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres ao longo dos anos, e refletir sobre as questões ainda necessárias para a conquista da igualdade de gêneros. Na mesma data, foi criado o Instituto Consulado da Mulher, ação social da marca Consul que apoia o empreendedorismo feminino há 20 anos e que contribui para a realização dos sonhos de muitas mulheres pelo Brasil. Para fechar o ciclo de comemorações das duas décadas, onde já foram beneficiadas mais de 38 mil pessoas, o Consulado lança um livro digital – disponível gratuitamente para download – contando um pouco das histórias dessas mulheres e de quem foi fundamental na criação e desenvolvimento do projeto. Entre elas está Antônia Lopes que, após participar de assessorias do Consulado, fundou a “Doce Encanto”, empresa de doces e salgados. Uma história de luta e muita superação por conta de sua relação com o pai e seu ex-marido. A empreendedora encontrou nas filhas a força necessária para seguir em frente e ter seu próprio negócio. “Comecei vendendo quitutes em frente ao campus de uma universidade, e kits com bolos e salgados para festas. Vendi muito, ganhei muito e gastei na mesma proporção. Eu não sabia como cobrar, não calculava gastos para a produção de cada item. Trabalhava muito e ainda não tinha lucro. Em 2018, vi um cartaz do Consulado da Mulher. Eu nunca tinha ouvido falar daquela Instituição que se propunha a fortalecer mulheres empreendedoras. Mas eu confiava na Consul. Era a marca dos produtos que eu tinha em casa, que há anos eram testemunhas e parceiros silenciosos de minha luta. Me inscrevi, fui selecionada e já na primeira aula fechei meus olhos e agradeci: meu Deus, achei o meu caminho”, conta. Durante as assessorias, Antônia aprendeu a separar os gastos da empresa e de sua casa, a pesar, medir, custear, precificar. “Aprendi a poupar e produzir seguindo regras da Vigilância Sanitária, fotografar, divulgar, embalar. No final de 2019, nossa equipe já tinha oito pessoas, mulheres precisando de um apoio como eu um dia precisei”. Apoiar e transformar a vida de tantas mulheres, que têm histórias parecidas com as da Antônia, é o que faz o Consulado ser referência há 20 anos. “Desde o começo, abraçamos essa causa, muito antes do tema empreendedorismo feminino ganhar visibilidade. A Consul está presente em milhares de lares brasileiros e é a marca para mover a transformação da realidade de tantas mulheres no Brasil. Além da capacitação para os negócios, o Consulado da Mulher é responsável por resgatar, muitas vezes, a autoestima dessas mulheres e a realização de sonhos, incentivando cada uma delas a voarem cada vez mais alto”, afirma Patricia Pessoa, diretora de Marketing, Inovação, Digital & Customer Life Time Value na Whirlpool. A ação social da marca Consul está ligada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS 5 – alcançar a equidade de gênero; ODS 8 – promover o crescimento econômico inclusivo e sustentável; ODS 1 – erradicar a pobreza), e faz parte da agenda ESG (sigla em inglês para Meio Ambiente, Social e Governança) da Whirlpool que, há mais de 60 anos, tem um forte compromisso com os três pilares. Segundo pesquisa feita pela Iniciativa de Educação de Menina das Nações Unidas, quando a renda de uma mulher instruída aumenta, ela investe 90% dessa renda de volta em sua família. Para Leda Böger, diretora do Consulado, investir na mulher é investir na sociedade. “É uma alegria poder celebrar as duas décadas de realização desse propósito. O livro conta histórias de mulheres reais, que transformaram suas vidas por meio do empreendedorismo. Mulheres que souberam olhar de maneira diferente para os problemas de sempre e, com o apoio do Consulado da Mulher, fizeram de seus sonhos realidade, transformando tudo ao seu redor”. De acordo com um levantamento realizado pelo Consulado, mais de 80% das participantes do programa ainda estão em atividade e 89% continuaram a aumentar sua renda. O livro traz memórias de pessoas que tiveram participação no Consulado, entre membros do Conselho Gestor, executivos e colaboradores da Whirlpool, ex-executivos da fabricante de eletrodomésticos, integrantes do Consulado, além de mais relatos de empreendedoras assessoradas. Para baixar o livro gratuitamente, basta acessar o site Link. Sobre o Instituto Consulado da Mulher O Instituto Consulado da Mulher é a Consul transformando sonhos em realidade. Incentivamos e viabilizamos geração de renda para melhorar a qualidade de vida das pessoas, investindo no empreendedorismo feminino. Apoiamos mulheres, que fazem de conquistas pessoais transformações em cadeia, conseguem impactar as suas comunidades e não deixam ninguém de fora dessa história. Em nossos 20 anos de atuação, são mais de 38 mil pessoas beneficiadas e 2202 projetos apoiados por todo o Brasil. A gente faz história! Sobre a Whirlpool Corporation A Whirlpool Corporation tem o compromisso de ser globalmente a melhor empresa de eletrodomésticos para cozinha e lavanderia, melhorando continuamente a vida em casa. Em um mundo cada vez mais digital, a Companhia inova constantemente com o propósito de atender às necessidades dos consumidores, por meio de suas marcas icônicas, incluindo Whirlpool, KitchenAid, Maytag, Consul, Brastemp, Amana, Bauknecht, JennAir, Indesit e Yummly. Em 2021, a Empresa reportou aproximadamente US $22 bilhões em vendas anuais, 69.000 colaboradores e 54 centros de pesquisa de tecnologia e fabricação.
Vídeo viralizou: existe idade certa para realizar sonhos e estudar?

Empreendedora prova que não há regras quando o assunto é se lançar a novos desafios Um vídeo onde três estudantes do curso de Biomedicina de uma universidade particular de Bauru, no interior do Estado de São Paulo, ironizam uma colega de classe de 40 anos está dando o que falar na mídia e redes sociais. A atitude tem gerado indignação nas pessoas. E não é para menos. O fato é que não há idade para realizar sonhos e o acontecimento mostrou que há muito a se falar quando o tema é etarismo – discriminação por idade contra indivíduos ou grupos etários com base em estereótipos. Andrezza Fusaro, fundadora e CEO da Royal Face, maior rede de franquia de clínicas de estética facial e corporal do país, é exemplo de que não há idade para empreender, estudar e realizar sonhos. “A experiência adquirida com a idade só somou na minha trajetória e agora estou cursando Biomedicina aos 47 anos”, comemora. Ela acredita que sempre há tempo de focar nas conquistas pessoais e torce para que a aluna que sofreu esse tipo de desrespeito possa continuar firme em seu propósito. “Vou me formar em dois anos como Biomédica e tenho muito orgulho disso. Na Royal Face sempre estamos em busca de profissionais com mais de 40 anos, porque são pessoas que agregam muito valor e experiência, devido a maturidade e vivência. Sempre há tempo de estudar e entrar no mercado de trabalho, seja para começar ou recomeçar”, avalia Fusaro. A empreendedora construiu um império no segmento da beleza há 4 anos e desistir dos sonhos ou ter medo dos desafios nunca foi uma possibilidade, pois abraçar as oportunidades sempre foi o seu lema. “Trabalhava 16 horas por dia e sem salário, pois decidi investir tudo o que eu faturava para multiplicar o negócio, ou seja, aos 42 anos de idade, formada em odontologia, decidi empreender, mas sem renda nenhuma. Hoje vejo que o sacrifício valeu a pena e o sucesso foi tão grande que em 2018 criei a maior rede de franquias de clínicas de harmonização facial do Brasil, a Royal Face”, comemora. Hoje a rede soma 240 franquias abertas e 356 vendidas (em processo de implementação), espalhadas por 23 estados. Para 2023 a meta é comercializar 120 franquias. O grande diferencial da marca é ter democratizado os procedimentos como o botox, preenchedores e fios, com valores mais acessíveis – usando produtos de altíssima qualidade com produtos validados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). – e parcelamento em 12 vezes no cartão e em 24 vezes no Carnê da Beleza, que é próprio da marca.
Busca das empresas por crédito inicia 2023 com baixa de 3,8%, revela Serasa Experian

Empresas de micro e pequeno porte foram as principais responsáveis pela retração O Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian revelou que a procura pelo recurso financeiro teve queda de 3,8% em janeiro, feita a comparação com o mesmo mês de 2022. Os micro e pequenos negócios foram os únicos que marcaram percentual negativo, caindo 4,2%, enquanto os empreendimentos de médio e grande porte tiveram alta de 7,9% e 23,5%, respectivamente. Confira no gráfico abaixo os dados completos sobre a movimentação da variação anual: Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, a retração consecutiva que acontece desde setembro foi pautada principalmente pela taxa Selic, definida em 13,75% em agosto de 2022. “A taxa de juros é um alerta para a concessão de crédito, por isso temos visto mais cautela dos empreendedores no momento de aquisição. No entanto, a baixa de janeiro se mostra menos acentuada, já que é comum o aumento de gastos no final e início do ano, período de maiores investimentos e organização das finanças”. Ainda na avaliação ano a ano, o recorte por segmento mostrou que o setor de Serviços foi o único a registrar baixa, essa de 11,9%. As Indústrias tiveram estabilidade, enquanto o Comércio cresceu 6,7%. Além disso, a categoria “Demais”, que engloba as financeiras, o primário e terceiro setor, teve o maior crescimento, de 17,9%. Rio de Janeiro tem a queda mais acentuada na busca por crédito A análise das Unidades Federativas (UFs) mostrou que o estado do Rio de Janeiro teve a retração mais acentuada na procura por crédito (-22,2%). No Amapá o destaque também foi negativo, com queda de 14,7%. Apesar disso, estados como Mato Grosso e Tocantins tiveram alta. Veja os dados na íntegra no gráfico abaixo: Metodologia do indicador O Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito é construído a partir de uma amostra significativa de cerca de 1,2 milhão de CNPJ consultados mensalmente na base de dados da Serasa Experian. A quantidade de CNPJ consultados, especificamente nas transações que configuram alguma relação creditícia entre as empresas e as instituições do sistema financeiro ou empresas não financeiras, é transformada em número índice (média de 2008 = 100). O indicador é segmentado por região geográfica, setor e porte.
Pequenos empresários poderão antecipar recebíveis por máquina de cartão da iCertus

De acordo com Fábio Ieger, CEO da startup, a taxa de juros para antecipar pagamentos é significativamente menor do que as praticadas por bancos e outras instituições financeiras As máquinas de cartão de crédito e débito se tornaram uma ferramenta essencial para empresas, sejam pequenas ou grandes, que querem oferecer comodidade e praticidade aos clientes na hora do pagamento. Com a popularização dessa tecnologia, surgiu também a possibilidade de antecipar recebíveis. Ou seja, receber o dinheiro das vendas parceladas de forma antecipada. Essa é uma opção interessante para as empresas que precisam de capital de giro imediato para investimentos, pagamentos de funcionários e fornecedores, além de outras despesas. Entretanto, alguns microempreendedores ainda são prejudicados pelas altas taxas de juros praticadas pelos bancos brasileiros. Com isso, faz-se a necessidade de encontrar soluções que auxiliem esses empreendedores a prosperar sem perder parte de seus ganhos. A iCertus, startup que oferece soluções financeiras para empresas, como antecipação de recebíveis e empréstimo de capital de giro em uma plataforma simples e intuitiva, está lançando a sua própria máquina de cartões para MEI’s, os microempreendedores individuais. Nela, será possível antecipar valores com taxas muito menores do que as praticadas, atualmente, pelas instituições financeiras, facilitando o crescimento desses microempresários. De acordo com Fábio Ieger, CEO da startup, a solução é completamente integrada à plataforma da iCertus, facilitando as operações financeiras. “Esse é um dos pontos que simplificam ainda mais a antecipação de recebíveis, tendo em vista que todas as operações acontecem dentro do mesmo software e sem a atuação de bancos ou outras organizações”, relata. Para Fábio, a cobrança abusiva de juros em antecipações de recebíveis é um problema que afeta muitas empresas e empreendedores, prejudicando a saúde financeira dos negócios. “Muitas vezes, essas empresas recorrem a esse recurso, mas se tornam vítimas de práticas abusivas, aumentando ainda mais suas dívidas. Os empresários precisam estar atentos para evitar prejuízos desnecessários e garantir a sustentabilidade de seus empreendimentos”, declara. A solução da iCertus será disponibilizada em formato de assinatura e o CEO acredita que o valor é acessível para qualquer microempreendedor. “No plano anual, a mensalidade é de R$ 29,90, enquanto o plano mensal tem o valor de R$ 39,90. É um movimento ousado e vai contra o que as grandes instituições financeiras estão praticando. No entanto, acreditamos que esse tipo de ação é exatamente o que o mercado brasileiro precisa para voltar a crescer e se destacar em todo o mundo”, finaliza. Fábio Ieger é empreendedor e apaixonado por tecnologia. Administrador de empresas, sabe o quanto é desafiador o dia a dia para manter um negócio em atividade em um país com instituições financeiras que em nada ajudam o pequeno e médio empresário. Para levar soluções sustentáveis e realistas a esse público, fundou a fintech iCertus, que utiliza dados do seu software de gestão para conceder empréstimo e capital de giro para os que mais necessitam de ajuda, e esbarram em análises injustas. Para mais informações, acesse icertus.com.br/ iCertus O iCertus proporciona ao usuário uma experiência agradável e intuitiva, utilizando ícones de fácil compreensão, com telas simplificadas e com todas as informações em um só lugar. Com relatórios de fácil compreensão, auxilia na tomada de decisões. Agregado a isso, diversos serviços financeiros, como antecipação de recebíveis e empréstimos de capital de giro. A cada dia, a empresa inova e inclui a inteligência artificial para ajudar cada vez mais a pequena indústria. Recebeu investimentos da Bossa Nova, de João Kepler e Pierre Schurmann; e da IVP, de Fabricio Bloisi e Bruno Rondani e João Bezerra, ex-CTO do Banco Itaú; Poli Angels, de Rozallah Santoro, Marco Poli, entre outros, além de passar pela aceleração da Baita Aceleradora, na Unicamp. Para mais informações, acesse icertus.com.br/ ou pelo Instagram @icertus
Letramento em Longevidade é uma demanda urgente do marketing no Brasil

Camilla Alves e Bete Marin Nas campanhas de marketing, há um processo em curso que está transformando o cenário de invisibilidade dos brasileiros com mais de 60 anos. Essa constatação, entretanto, não significa que o problema esteja resolvido. Longe disso, a inserção de cidadãos maduros nas campanhas no Brasil, embora seja uma realidade inegável, é feita de maneira estereotipada. Ou seja, ou temos o ageless (sem idade) ou o velhinho com tudo em cima – aquele com forma física perfeita, atraente e em paz com a própria idade. Se antes ignorávamos a existência de um contingente crescente de cidadãos prateados, atualmente usamos uma lente cor de rosa para mostrar uma parte idealizada dessa população. Diante da constatação de uma nova realidade etária no mundo, a defesa de um Letramento em Longevidade nos parece extremamente urgente. É muito importante lembrarmos que, para o cidadão do século XXI, envelhecer é um processo completamente diferente do que foi décadas atrás. Essa mudança está inteiramente associada às conquistas feitas na área da saúde e à presença da tecnologia na vida dos novos seniores. Se por um lado a sociedade se alterou com um novo protagonismo dos prateados, por outro, ainda resiste a enxergar essa nova realidade. Com isso, acreditamos que o Marketing pode ser um instrumento importante de questionamento do ageísmo, ou seja, os profissionais de marketing do Brasil podem conduzir uma revolução prateada na percepção que temos do envelhecer ao enfrentarem o preconceito com o talento que essa indústria tem mostrado para o mundo. E isso é urgente! Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas apontam que, hoje, os maduros já representam quase 20% do consumo, movimentando cerca de R$ 1,6 trilhão. O Brasil é um dos países com um envelhecimento populacional mais acelerado do mundo. Em 32 anos, o país será o sexto com maior parcela da população 60+, estando à frente de todas as nações em desenvolvimento. Um avanço exponencial que tem surpreendido estatísticas como a do IBGE, que apontava que o Brasil alcançaria 30 milhões de idosos apenas em 2025 – marca atingida em 2018. Ciente do enorme potencial de mercado e da urgência de trabalharmos o Letramento em Longevidade, fundamos, em 2020, a MV Marketing – uma martech com o propósito de dar visibilidade e protagonismo aos consumidores maduros que costumam ser excluídos das estratégias de marketing das empresas. O termo é uma junção das palavras marketing e tecnologia; ele se refere a empresas focadas em criar campanhas mais inteligentes, automatizar processos e atingir resultados para a exposição de marcas e produtos. O modelo atua para otimizar projetos e ações de marketing digital, garantindo um maior retorno sobre o investimento, para aumentar as vendas e melhorar o relacionamento com clientes. E, no caso da MV Marketing, com um olhar específico para a Economia da Longevidade e disseminação da urgência de atuarmos para a representatividade desses brasileiros na propaganda. A inclusão e a diversidade são essenciais para uma sociedade justa e equilibrada; nesse contexto, o marketing especializado tem um papel fundamental para quebrar tabus e combater preconceitos etários. O impacto social de uma comunicação que enxerga e celebra a maturidade é muito relevante, sobretudo porque representatividade importa! E, de novo, o Marketing no Brasil tem um enorme potencial de mostrar ao mundo como podemos contribuir para uma Revolução Prateada consistente, que reconhece e celebra o bônus etário que a humanidade conquistou. Para tal, é necessário que os profissionais dessa indústria enxerguem as demandas específicas de cada faixa etária dentro da maturidade. Camilla Alves | Cofundadora da MV Marketing, a empreendedora atua desde 2018 na Economia Prateada. Graduada em Administração de Empresas, atualmente é mestranda em Data-Driven Marketing, com especialização Data Science para Marketing na Nova Information Management School (Nova IMS), em Portugal. Antes de fundar a MV Marketing, Camilla teve experiência na Endeavor Brasil, onde aprendeu na prática as principais técnicas de marketing digital. Com essa bagagem, ela desenvolveu uma ampla expertise em diversas áreas do marketing digital, incluindo automação de marketing, CRM, SEO, mídia, análise de dados e performance. Bete Marin | Empreendedora na Economia Prateada, é cofundadora das empresas MV Marketing, Hype50+ e do U+Festival. Especialista em planejamento estratégico, comunicação integrada, marketing digital e eventos, Bete é graduada em Marketing, pós-graduada em Gerontologia (Instituto Albert Einstein); em Comunicação (ESPM); e possui MBA em Marketing pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Iniciou a carreira em grandes empresas e consolidou o crescimento profissional na Gerdau, sendo responsável pela área de promoção e propaganda de produtos no Brasil.
Pequenos negócios ampliam presença digital para conquistar clientes

Levantamento feito pelo Sebrae aponta que o WhatsApp é usado por 74% das empresas e 94% das MPE que estão em alguma rede social já contam com perfil no Instagram Com o mercado cada dia mais competitivo e acelerado pelas transformações digitais, o uso das redes sociais como ferramentas de relacionamento, divulgação e vendas de produtos e serviços pela internet tornou-se realidade para os pequenos negócios de todos os segmentos. De acordo com levantamento inédito realizado pelo Sebrae, 57% das empresas possuem redes sociais ou websites com essa finalidade. Entre as microempresas (ME), esse percentual já alcança 66%. Na hora de oferecer serviços e produtos, os meios digitais também são utilizados por 65% dos empreendedores que contam com catálogos para divulgação on-line. Além disso, reservas ou vendas on-line são realizadas por 45% das empresas ouvidas. A pesquisa Transformação Digital nos Pequenos Negócios – Edição 2022 entrevistou 6.345 donos de pequenos negócios de todas as regiões do Brasil. Dentro desse universo estão microempreendedores individuais (MEI), além de donos de microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EP) que atuam nos setores do comércio, serviços e construção. “O que era uma tendência, hoje virou realidade. Qualquer empresário ou interessado em ser dono do seu próprio negócio precisa atuar no digital para ganhar visibilidade e ter mais resultados”, analisa o presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles. Redes sociais e vendas digitais Quando o assunto é vender pela internet, o WhatsApp foi apontado como a principal ferramenta de vendas digitais para 74% das empresas ouvidas. Em segundo lugar, com 42% estão as redes sociais, seguidas pelo site próprio, com 17%. “A redes sociais tornaram-se potentes canais de relacionamento e vendas que precisam fazer parte da estratégia do negócio, com uma gestão profissional, capaz de atingir resultados reais a partir de um objetivo bem definido”, acrescentou Melles. De acordo com o levantamento, a grande maioria dos pequenos negócios possui perfil no Instagram (94%), o que demonstra o crescimento considerável dessa rede social na promoção das empresas. Em 2018, na primeira edição da pesquisa, esse percentual era de 25%. O Facebook, por sua vez, ainda se encontra entre as plataformas mais utilizadas com 69%, com um crescimento de 20% nos últimos quatro anos. Por outro lado, as homepages e websites perderam a importância desde a última edição do levantamento, em 2018, e estão presentes em 27% das empresas pesquisadas, perdendo nove pontos percentuais. Com menor porcentagem entre as redes, o Twitter só atingiu 8% dos donos de pequenos negócios. Apesar de ser uma das plataformas de vídeo preferida pelos brasileiros, o YouTube ainda é pouco difundido pelas micro e pequenas empresas. Apenas 14% deles possuem canal nessa plataforma. Com a mesma porcentagem, o LinkedIn também é pouco utilizado pelos empreendedores pesquisados. Atendimento ao Cliente A edição 2022 da pesquisa destaca ainda que os empresários oferecem recursos de relacionamento e atendimento ao cliente digital em suas redes sociais ou websites. Entre as empresas ouvidas, 65% oferecem canal de contato do tipo Fale Conosco e 54% possuem espaço para queixas ou sugestões. “Quando se trata de atendimento on-line, os empreendedores devem ficar atentos ao comportamento do consumidor digital que é mais exigente em relação à prontidão do atendimento, variedade de meios de pagamento, entre outros quesitos”, conclui o presidente do Sebrae.
Inclusão digital já chegou a 100% dos pequenos negócios no país

Pesquisa inédita do Sebrae aponta que a pandemia da Covid-19 e a chegada do Pix aceleraram a digitalização entre os MEI e as micro e pequenas empresas O uso de celular já é uma realidade na vida dos donos de micro e pequenas empresas do país e está presente em praticamente 100% dos empreendimentos. Ao assumir posição de relevância para os negócios, destrona o computador como principal instrumento de inclusão digital. De acordo com a pesquisa Transformação Digital nos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae, 87% dos empreendedores entrevistados consideram o aparelho altamente importante. O levantamento também mostrou que 100% dos pequenos negócios acessam a internet, sendo que 42% deles utilizam redes de acesso gratuitas. A ferramenta é considerada fundamental para a sobrevivência dos empreendimentos para 94% dos entrevistados. Um total de 41% da amostra tem o hábito de utilizar a internet há mais de 15 anos. Outro dado revelador da transformação digital dos empreendedores é o aumento do percentual de empresas que utilizam softwares de gestão – porcentagem que praticamente dobrou nos últimos quatro anos, alcançando 50% dos pequenos negócios. “A edição 2022 da pesquisa demonstrou que alguns comportamentos foram incorporados aos pequenos negócios. Parte dessas mudanças tem como ponto de partida as restrições impostas pela crise sanitária provocada pelo coronavírus”, analisa o presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles. De fato, 65% dos empresários concordam que a pandemia acelerou a estratégia de vendas digitais. Mercado digital e Pix Outra mudança incorporada aos pequenos negócios diz respeito aos meios de pagamento em que o Pix superou as demais modalidades, posicionando-se como o principal meio aceito pelos estabelecimentos. A pesquisa mostra que o Pix conquistou os empreendedores e é a forma de pagamento mais utilizada: 84% das empresas entrevistadas aceitam. O dinheiro em espécie (73%), o cartão de crédito e o débito via maquininha (ambos com 61%) também continuam sendo bastante aceitos. Além disso, para 65% das empresas pesquisadas é comum a emissão de notas fiscais eletrônicas. O uso de serviços bancários on-line também é alto, sendo a preferência de 64% dos empreendedores. A pesquisa de preços é altamente frequente para 48% na hora de comprar insumos e mercadorias. “Acompanhamos as transformações digitais que se dão de forma cada vez mais aceleradas, e os pequenos negócios precisam estar preparados para serem competitivos nesse cenário tão desafiador”, acrescenta Melles. Metodologia Ao todo, 6.345 empreendedores foram contatados via telefone entre os dias 25 de julho e 27 de setembro de 2022, entre eles, microempreendedores individuais (MEI) e donos de microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EP) de todas as regiões do Brasil, atuantes no segmento de comércio, construção e serviços.
“Perse é fundamental para bares e restaurantes”, diz diretor da ANR

Após a decisão do TRF, derrubando a Portaria ME 11.266/2022, mais de 50 setores excluídos dos beneficiários do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) voltaram a figurar entre os contemplados. A decisão foi uma resposta positiva ao pedido da Associação Brasileira de Eventos (Abrafesta), que solicitou a suspensão dos efeitos da norma do Ministério da Economia que reduziu o número de setores com direito às alíquotas zero. O setor de bares e restaurantes, que contempla mais de 1 milhão de estabelecimentos, segundo um levantamento da BuyCo, também ficou de fora da lista de beneficiários, o que revoltou representantes da categoria. Desse milhão, 650 mil ainda são informais e cerca de 93,4% são micro e pequenos negócios, que sofreram ainda mais com os impactos causados pela pandemia e as medidas de isolamento. O diretor executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), Fernando Blower, afirmou que o incentivo do Perse é decisivo para o setor. “O benefício fiscal estabelecido pela lei do PERSE é fundamental para os setores mais afetados pela pandemia, como eventos, entretenimento, turismo. Nesses setores estão inclusos bares, restaurantes, lanchonetes, cafeterias etc. Eles precisam de alguns anos para se recuperar de todas as dívidas tributárias, bancárias contraídas nesse período” disse. O Instituto Federal de Brasília (IFB) demonstrou que no ano de 2018, 37% da população brasileira fez suas refeições fora de casa ou comprou alimentos prontos para levar. Esse setor movimenta em torno de R$ 170 bilhões por ano e atende cerca de 80 milhões de consumidores a cada mês, números que evidenciam a importância do setor para a economia do país. “É papel, sim, do Estado, beneficiar esses setores que mais empregam sobretudo jovens de 18 a 24 anos, aqueles que mais precisam de uma oportunidade, são eles que começam sua carreira nesses estabelecimentos. Portanto, esse tipo de medida, na verdade, constitui uma reparação aos danos causados por todo esse período, de tal forma que a gente consiga continuar gerando esses empregos e o desenvolvimento social e econômico do país”, completa Fernando. Apesar da vitória, a questão ainda pode se estender, haja visto que é necessária a decisão das instâncias superiores sobre o tema e o processo jurídico de assuntos complexos, como é o Perse, costuma se alongar.
Brasil alcança marca histórica de mulheres empreendedoras

O Brasil alcançou, em 2022, uma marca inédita de mulheres à frente de um empreendimento. Segundo estudo feito pelo Sebrae, a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE, no 3º trimestre do ano passado havia 10,3 milhões de mulheres donas de negócios no país, o maior contingente de empreendedoras da história. Isso significa que as mulheres representavam 34,4% do universo de donos de negócios no país, muito próximo do recorde de 34,8%, verificado no 2º trimestre de 2019. Juntos, homens e mulheres superaram o total de 30 milhões de donos negócios – o maior número da série histórica. “A pesquisa mostra que as mulheres conseguiram se recuperar da perda registrada no período da pandemia, quando a proporção de mulheres donas de negócios caiu ao pior nível (33,4%, no 2º trimestre de 2020), desde o verificado no 3º trimestre de 2016 (32%)”, explica o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Melles enfatiza que a participação delas tem crescido principalmente nos setores da economia que mais apresentaram incremento nos últimos tempos: serviços, comércio e indústria. “No setor de Serviços, onde se percebe a maior participação de mulheres (53%), as donas de negócio têm ampla vantagem diante da presença masculina (36%). A mesma liderança se dá, em menor proporção, no Comércio (27% contra 20% de presença masculina) e na Indústria (13% de mulheres contra 6% dos homens)”, avalia Melles. Liderança Os estados do Rio de Janeiro e Ceará são as unidades da Federação que lideram na proporção de mulheres donas de negócios. Em ambos, as mulheres são 38% do universo de empreendedores, contra 34,4% da média nacional. Já o Maranhão tem a maior proporção de conta própria entre as donas de negócios (93% contra 87% na média nacional). E Minas Gerais apresenta a maior proporção de empregadoras mulheres entre as donas de negócios (18% contra 13% na média nacional). Considerando a distribuição das mulheres donas de negócios nas regiões brasileiras, o Sudeste lidera, com uma participação de 44% de mulheres contra 42% do total de homens. Nos últimos seis anos, houve expansão recorde da proporção de mulheres DN no Sudeste (41% para 44%) e uma queda da proporção de mulheres DN no Nordeste (27% para 24%). Atividades com predomínio de donas de negócios 1. Cabeleireiros e tratamento de beleza 2. Comércio de vestuário (complementos) 3. Serviços de catering, bufê e serviços de comida preparada 4. Comércio de produtos farmacêuticos, cosméticos e perfumaria 5. Confecção sob medida 6. Profissionais de saúde, exceto médicos e odontólogos 7. Confecção (vestuário) 8. Outras atividades de serviços pessoais 9. Outras atividades de ensino 10. Fabricação de artefatos têxteis Atividades com predomínio de donos de negócios 1. Construção de edifícios 2. Transporte de passageiros 3. Serviços especializados p/construção 4. Reparação veículos automotores 5. Transporte de carga 6. Atividades de entrega 7. Reparação de objetos domésticos 8. Fabricação de produtos de metal 9. Fabricação de móveis 10. Serviços de Tecnologia da Informação (TI)
Programa da Coca-Cola para incentivar mulheres a empreender tem novo edital

Depois de contribuir para a capacitação de mais de mil mulheres em 2022, quando foi lançado, Sebrae e Coca-Cola Brasil anunciam nova fase do edital do projeto “Empreenda como uma mulher”, com a abertura de mais seis mil vagas que serão distribuídas pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Minas Gerais e Pernambuco. A iniciativa de impacto social, que tem o objetivo de capacitar, apoiar e inspirar empreendedoras com negócios formalizados, informais ou em fase de formalização, faz parte da plataforma “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”, voltado para a capacitação de pequenos empreendedores do varejo alimentício. “O apoio do Sebrae às empresárias de pequenos negócios corresponde a uma política de atuação da instituição, que corresponde essencialmente na gestão dessas empresas. Além disso, é uma oportunidade para a ampliação de contatos e networking, trocas de experiências. O foco principal está na capacitação com conteúdos de gestão de empreendedorismo, para impulsionar os negócios”, comenta Adriana Menegaz, analista de Competitividade do Sebrae. Menegaz afirma ainda que os dados relativos ao empreendedorismo feminino chamam a atenção pelo baixo percentual de mulheres que empreendem, mas também pelo impacto positivo causado pela decisão de abrir o próprio negócio. “A ação está alinhada aos objetivos do Sebrae e da Coca-Cola, na medida em que apoia e promove o empreendedorismo feminino, trazendo soluções e mostrando estratégias para ampliar as possibilidades nos negócios das mulheres e impactando nos aspectos sociais”, finaliza. “Acreditamos no potencial das empreendedoras brasileiras, por isso queremos fazer a diferença em seus negócios e, como consequência, nas comunidades em que atuamos. As mulheres sempre foram figuras relevantes para o desenvolvimento econômico, social e sustentável da sociedade, e continuarão sendo peça-chave para estimular o crescimento global, desempenhando um papel ainda mais transformador para a próxima década”, destaca Silmara Olivio, diretora de Relações Corporativas Cone Sul na Coca-Cola América Latina. Para celebrar esta nova fase, o Sebrae e o Sistema Coca-Cola Brasil realizarão, junto com seus parceiros locais – engarrafadores e governos –, uma série de eventos nas capitais dos estados para engajar essas empreendedoras e São Paulo será a primeira capital a fazer o anúncio, junto à Coca-Cola FEMSA Brasil. “Um dos nossos compromissos é promover a equidade de gênero dentro e fora da companhia. Nossa intenção, na formação dessas parcerias e realização dessas capacitações, é trabalhar em ações concretas para melhorar as condições socioeconômicas das mulheres que vivem nas regiões em que atuamos. Tivemos muito sucesso com a implementação do programa ano passado, em três cidades da Região Sul, e agora temos a grande satisfação de oferecer essa oportunidade para mulheres empreendedoras de São Paulo e Minas Gerais”, comemora Camila Amaral, VP Jurídica e de Assuntos Corporativos da Coca-Cola FEMSA Brasil. Em uma data mais que especial – 8 de março, Dia Internacional da Mulher–, o evento da capital paulista contará com a presença da embaixadora do “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”, a chef pernambucana Dona Carmem Virgínia, que vai compartilhar um pouco da sua história durante o encontro com outras empreendedoras beneficiadas. O mês escolhido para iniciar essa agenda é simbólico, por ser reconhecidamente um período de homenagem às mulheres. Somente em São Paulo serão abertas 4 mil novas vagas para o programa que, além de capacitar, impulsionará uma parcela das participantes acelerando seu negócio, por meio de outros benefícios, como equipamentos e facilidade de acesso ao crédito. Conteúdo no ponto Na nova fase do “Empreenda como uma mulher”, as participantes terão a oportunidade de acelerar seus negócios a partir de uma metodologia que reúne aulas teóricas e práticas com conteúdo sobre estratégias de liderança e gestão, autoconhecimento, aspectos comportamentais, além de uma análise individual do negócio para avaliar pontos como aspectos de maturidade, pontos fortes e deficiências, governança e impacto na sociedade. O conteúdo foi reformulado a partir dos aprendizados observados com as primeiras turmas, para que atenda às necessidades das empreendedoras e possa alavancar, cada vez mais, seus empreendimentos. Entre os aprendizados, estão um formato que privilegia mais os encontros presenciais, a formação de uma rede de apoio para que as participantes façam novas conexões e compartilhem conhecimentos e experiências com outras mulheres, assim como a democratização de ferramentas que tragam soluções práticas para as empreendedoras no dia a dia, como o desenvolvimento de cardápios digitais. O programa terá duração de até seis meses e os módulos estão divididos em três níveis: básico, médio e avançado. Todas as informações serão publicadas no site oficial www.cocacoladaumgasnoseunegocio.com, onde as interessadas poderão de cadastrar. “Nosso objetivo é desenvolver mulheres como líderes de seus negócios para que possam ver seus empreendimentos prosperarem, tendo a Coca-Cola como o melhor parceiro de negócios. No primeiro ciclo do programa, conhecemos histórias de mulheres incríveis pudemos ver a força da rede feminina – quando elas se unem e se articulam, crescem juntas e se fortalecem. Agora é hora de consolidar o impacto positivo do “Empreenda como uma mulher” nos negócios e nas comunidades e criarmos conexões duradouras, capazes de transformar a vida das participantes”, afirma Katielle Haffner, gerente sênior de Relações Corporativas e ESG da Coca-Cola Brasil. Importância da capacitação no empreendedorismo feminino Segundo o Ministério da Economia, mais de 1,3 milhão de empresas foram criadas no país no primeiro quadrimestre de 2022. De acordo com o órgão, as micro e pequenas empresas (MPEs) representam 99% do total das empresas brasileiras, são responsáveis por 62% dos empregos e por 27% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo que mais de 40% dos microempreendedores individuais (MEI) são mulheres empreendedoras. De acordo com os dados do LinkedIn publicados no Global Gender Gap Report 2022, do Fórum Econômico Mundial, a participação de mulheres no empreendedorismo cresceu globalmente durante a pandemia. No Brasil, a porcentagem aumentou para 41% para elas, em comparação com 22% para os homens em 2020, em relação a 2019. Outra pesquisa realizada em 2021 pela Aliança Empreendedora mostra que as mulheres foram mais as prejudicadas nos negócios durante a pandemia e, consequentemente, estão mais vulneráveis. Ou seja, conhecer e ter experiência na área de atuação do negócio é
FGV/Sebrae: Confiança dos pequenos negócios volta a crescer

Depois de cinco meses de queda, índice medido pelo Sebrae e FGV, foi positivo nos três setores da economia analisados Depois de cinco meses de quedas consecutivas, a confiança dos donos de pequenos negócios voltou a crescer, em fevereiro. De acordo com a Sondagem das Micro e Pequenas Empresas, realizada mensalmente pelo Sebrae e pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança das MPE (IC-MPE) avançou 3,8 pontos, passando de 84,6 pontos, em janeiro, para 88,4 pontos no segundo mês do ano. O Índice é cerca de um ponto superior ao detectado em novembro do ano passado (87,5 pontos), o mais alto desde então. O presidente do Sebrae, Carlos Melles, destaca que o crescimento do índice foi influenciado pelo avanço da confiança nos três setores que compõem a Sondagem (Indústria, Comércio e Serviços). “A confiança dos donos de pequenos negócios do Comércio e Indústria da Transformação foi a que mais puxou o índice para cima, contudo, a recuperação no mês precisa ser analisada com cautela considerando que há ainda um movimento de desaceleração econômica mundial em curso, e no âmbito nacional temos desafios que levam em consideração uma política monetária contracionista, riscos fiscais e inflação elevada”, pontua. O Índice de Confiança do Comércio cresceu 4,5 pontos; o da Indústria de Transformação, 4,4 pontos; e o do setor de Serviço apresentou alta de 1,2 ponto. “Acreditamos que os próximos meses manterão essa tendência, mas a sustentabilidade de bons resultados ainda dependerá de uma melhora efetiva da demanda e da capacidade das MPE em se manterem competitivas no mercado”, observa Melles. Para os próximos meses, as expectativas avançam em velocidade menor. O Índice de Expectativas das MPE (IE-MPE) subiu 1,8 ponto, para 84,8 pontos, influenciado por uma perspectiva mais otimista sobre a demanda nos próximos meses. O índice que mede a demanda prevista empresarial cresceu 2,7 pontos, para 83,7 pontos. No entanto, embora as empresas vislumbrem uma reação da demanda nos próximos três meses, no horizonte de seis meses isso ainda não é o esperado. O indicador que mensura a tendência dos negócios empresarial recuou 0,7 ponto, para 82,5 pontos. Comércio No setor dos micro e pequenos empresários do Comércio (MPE-Comércio), o Índice de Confiança passou de 81,8 para 86,3 pontos, atingindo o maior nível desde novembro de 2022 (86,7 pontos), o que interrompe a sequência de quatro quedas consecutivas. Todos os segmentos pesquisados no setor de Comércio melhoraram, com destaque para o segmento de veículos, motos e peças (lojas de autopeças e pequenas revendedoras). Os segmentos de material de construção e de varejo restrito também melhoraram. Serviços Depois de cinco quedas consecutivas, a melhora da confiança dos micro e pequenos empresários do setor de Serviços (MPE-Serviços) foi observada no mês de fevereiro com aumento de 1,2 ponto, para 86,0 pontos. Dos cinco segmentos pesquisados, quatro acompanharam a alta do setor, com destaque para serviços de informação e comunicação, prestados à família e serviços profissionais. O único segmento que foi na contramão da tendência de alta foi serviços de transporte, que recuou pela sexta vez seguida, com queda de 7,4 pontos. Indústria de Transformação Diferente dos demais setores, esse é o terceiro mês seguido de recuperação da confiança dos micros e pequenos empresários do setor da Indústria de Transformação (MPE-Indústria): o índice subiu 4,4 pontos, para 94,0 pontos. Dos cinco segmentos pesquisados, três apresentaram alta, com destaque para outros, seguido pelos segmentos alimentos e vestuários. Na contramão, os segmentos refino e produtos químicos, e metalurgia e produtos de metal caíram.
Receita Federal libera programa do Imposto de Renda nesta quinta-feira

A antecipação do PGD tem o objetivo de ajudar o contribuinte a se organizar além de evitar possíveis congestionamentos. A Receita Federal liberou hoje (9) o Programa Gerador do Imposto de Renda (PGD/2023) às 9h desta quinta-feira (9). Em princípio o Programa seria disponibilizado no dia 15 de março, junto com o início do prazo de entrega das declarações. A antecipação do PGD tem o objetivo de ajudar o contribuinte a se organizar e juntar a documentação necessária ao ter acesso às informações para a entrega da declaração, além de evitar possíveis congestionamentos. No entanto, a entrega e transmissão, juntamente com as informações da pré-preenchida, permanece no dia 15 de março. Acesse aqui todas as informações sobre a Declaração do Imposto de Renda 2023. Para baixar o programa gerador o imposto de renda 2023, clique aqui *Fonte: Receita Federal
Empreendedora quer alavancar startups de matcon e faturar R$ 1,8 bilhão em cinco anos

Patrícia Zanlorenci é CEO da Vellore Ventures e usa sua própria experiência no universo do empreendedorismo para potencializar o fomento a empresas inovadoras voltadas ao comércio e à distribuição de materiais de construção Empreender é usar o tempo e as suas melhores competências técnicas e comportamentais com autonomia para criar valor, assumindo riscos e aceitando desafios. Uma tarefa nada fácil, diga-se de passagem. Ainda mais em território desconhecido. Patrícia Zanlorenci já vivenciou as dores e as delícias desse universo em outro país. Ela carrega na bagagem a experiência de empreender na Itália, na posição de mentora de startups. Porém, as dificuldades de interculturalidade e de ganhar a confiança de estrangeiros não a impediram de ultrapassar e vencer as barreiras pelo caminho. Ainda mais agora, de volta às origens. Patrícia Zanlorenci é CEO da Vellore Ventures, venture builder criada a partir do Grupo Vellore. Trata-se de uma empresa paranaense que administra as marcas Foxlux e Famastil, grandes players em importação e comercialização de produtos de iluminação, materiais elétricos e ferramentas de construção, jardinagem e linha agrícola. Em parceria com a FCJ Venture Builder, ela tem como missão fomentar e alavancar startups de matcon, isto é, buscar inovações frente a um mercado resistente e supertradicional. “Hoje ele é considerado o segundo mais atrasado no Brasil, só perde para o setor de mineração”, destaca a CEO. Mas os desafios existem para serem superados. A Vellore Ventures, por sua vez, leva isso muito a sério. Afinal, o target apontado por Patrícia é alcançar um portfólio de 30 startups ao final de cinco anos, com o valor de mercado de R$ 60 milhões cada – ou seja, R$ 1,8 bilhão em mira. Em um grupo com mais de 25 anos de mercado e abertura significativa no ecossistema de startups por meio da FCJ, a meta estipulada não parece nada distante. “O maior desafio, entretanto, é mudar o mindset do mercado de matcon e encontrar 30 startups realmente comprometidas em sanar as nossas dores. Identificar startups que, de fato, resolvam as dores do mercado e convençam os futuros clientes a consumirem o produto”, ressalta a executiva. Formada em direito, administração e contabilidade, Patrícia ainda possui MBA em marketing e controladoria. Hoje, inclusive, ela lidera dois heads, com projeção de uma equipe em torno de dez pessoas. Toda a experiência vivenciada dentro e fora do território brasileiro a fizeram concluir que o segredo do sucesso no meio do empreendedorismo se volta a três aspectos: humildade, aprendizado contínuo e resiliência. “Colocar pessoas antes dos negócios, afinal de contas, tudo é sobre pessoas”, conclui.
Em 2022, Fampe viabilizou mais de R$ 4,3 bi em 74 mil operações de crédito

Valor avalizado no ano passado representa 14% do total concedido pelo Fundo garantidor nos últimos 25 anos Balanço realizado pelo Sebrae aponta que o Fundo de Aval da Micro e Pequena Empresa (Fampe) viabilizou, somente em 2022, aproximadamente 74 mil operações de crédito para pequenos negócios, superando a marca de R$ 4,3 bilhões – o valor representa 14% do montante total concedido pelo Fundo ao longo de seus mais de 25 anos de história. No período de 2020 a 2022, o Fampe registrou um salto de mais de 240% na carteira de crédito garantido pelo fundo, contribuindo para que 211 mil clientes obtivessem financiamento para manter sua atividade e sua sustentabilidade. Para 2023, a expectativa do mercado de crédito, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), é um aumento na oferta de 8,3% sobre os valores do ano passado. No entanto, mesmo com a tendência de alta, o número é menor do que os 14% contabilizados na comparação de 2022 com 2021. Ainda assim, Adalberto Luiz, coordenador do Núcleo de Garantias da Unidade de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae Nacional, considera que a situação pode melhorar. “Esse cenário pode mudar de acordo com as estratégias que o governo federal e os bancos públicos vierem a adotar no segmento de pequenos negócios”, analisa. Garantias para os pequenos O Fampe é o fundo garantidor do Sebrae, que atua como avalista das operações de crédito para os pequenos negócios, desempenhando o importante papel de fornecer às instituições financeiras as garantias solicitadas, que muitas vezes esses empreendedores não dispõem. Criado em 1995, atualmente o Fampe conta com 22 instituições financeiras conveniadas, entre bancos comerciais, agências de fomento, cooperativas de crédito e fintechs. “Historicamente, a falta de garantias é um dos maiores empecilhos para que os pequenos negócios obtenham crédito. Então, o uso do Fampe permite que o empreendedor consiga o crédito de que ele precisa para dar continuidade ao seu negócio, mas o crédito consciente, uma vez que o Sebrae disponibiliza orientação e capacitação aos clientes que obtém crédito com a garantia do fundo, minimizando, inclusive o risco da inadimplência”, explica Adalberto Luiz.
Taxa de trabalhadores informais cai em 2022 e fica abaixo de 40%, segundo IBGE

De acordo com a pesquisa, o emprego informal continuou importante, mas 2022 trouxe uma sinalização de crescimento do emprego com carteira assinada. Um estudo divulgado nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, mostrou que a taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro recuou na passagem de 2021 para 2022, passando de 40,1% para 39,6%. O nível, no entanto, se mantém acima do início da série da pesquisa, de 2016 (38,6%), e do ano de 2020 (38,3%). De acordo com a pesquisa, o emprego informal continuou importante, mas 2022 trouxe uma sinalização de crescimento do emprego com carteira assinada. A taxa de informalidade representa a parcela dos trabalhadores ativos no setor informal em relação ao total da população ocupada no país. O IBGE inclui no grupo de trabalhadores informais os empregados do setor privado sem carteira de trabalho assinada, trabalhadores domésticos sem carteira, trabalhadores por conta própria sem CNPJ, empregadores sem CNPJ e o chamado trabalhador familiar auxiliar, que trabalha para a própria família, mas sem rendimento. Considerando apenas o quarto trimestre de 2022, a taxa de informalidade foi de 38,8% da população ocupada, ou 38,6 milhões de trabalhadores informais. No trimestre de julho a setembro, a taxa havia sido 39,4% e, em comparação ao mesmo trimestre de 2021, 40,7%.
Min. da Fazenda vai capacitar mulheres em vulnerabilidade

Programa visa auxiliar essas mulheres a conquistarem renda e autonomia financeira O Ministério da Fazenda criou o Programa Mulher Cidadã, que tem como objetivo capacitar mulheres em situação de vulnerabilidade ou risco social para que possam empreender. O programa realiza ações para auxiliar essas mulheres a obter renda e autonomia financeira, ofertar educação financeira, estimular regularização fiscal e apoiar projetos sociais focados nesse público. O propósito é levar assistência fiscal, jurídica e financeira gratuita às mulheres em risco social, microempreendedoras e produtoras rurais. “Identificar mulheres, em situação de risco e de vulnerabilidade social, interessadas em empreender, proporcionando-lhes acompanhamento e apoio, mediante a realização de ações de cidadania fiscal capazes de alicerçar um empreendimento seguro”, diz a portaria, publicada nesta segunda-feira (27). O programa será executado pelos Núcleos de Apoio Contábil, Jurídico e Fiscal (NAF) em parceria com instituições de ensino. A portaria prevê ainda doação de mercadorias apreendidas pela Receita Federal para organizações da sociedade civil, que atuam na ressocialização de presas. Conforme o texto da ação, as doações serão estimuladas e divulgadas como forma de conscientização social no combate ao contrabando, descaminho e pirataria, pela transformação do produto do crime em ação social que beneficia pessoas em situação de vulnerabilidade. O comitê gestor será formado por dois representantes da Secretaria-Executiva do ministério, da Receita Federal do Brasil, do Tesouro Nacional, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e da Secretaria de Políticas Econômicas. O grupo terá reuniões bimestrais e a participação não será remunerada.
Endividados no país já ultrapassam a marca dos 70 milhões, revela Serasa

Número de brasileiros inadimplentes passou de 59,3 milhões para 70,1 milhões, aponta Serasa. Um estudo da Serasa Experian, divulgado nesta segunda-feira (27), mostrou que em cinco anos, o número de brasileiros inadimplentes passou de 59,3 milhões, em janeiro de 2018, para 70,1 milhões, em janeiro de 2023. O número é um recorde na série histórica de inadimplência no país. Não só a inadimplência cresceu, como o valor das dívidas também. Em média, cada inadimplente deve R$ 4.612,30. Em janeiro de 2018, era R$ 3.926,40. O que mostra um crescimento de 19% no período. De acordo com a Serasa, a inflação e os juros altos são os fatores que impulsionaram o aumento da inadimplência no país no período analisado. Em relação à faixa etária, os idosos com 60 anos ou mais estão entre os mais impactados. Os endividados aumentaram 17%, em comparação a outras faixas etárias, com alta de 12%. As mulheres estão com mais dívidas a pagar em relação aos homens. Entre elas, a alta foi de 18% no valor das dívidas; e entre eles, 16%. As dívidas que mais subiram foram as financeiras, com elevação de 71%. Os dados foram divulgados no anúncio de uma edição extraordinária do Feirão Limpa Nome, uma ação onde os consumidores podem renegociar dívidas com bancos, financeiras, telefônicas e outras empresas. Em alguns casos é possível quitar dívidas com até 99% de desconto. O Feirão Limpa Nome teve início nesta segunda-feira (27). A negociação pode ser feita pelo site, app Serasa no Google Play e App Store, 0800 591 1222 (ligação gratuita) ou WhatsApp 11 99575–2096. Haverá atendimento presencial nas mais de 11 mil agências dos Correios distribuídas, com pagamento de uma taxa de R$3,60. O governo federal também anunciou que vai criar um programa para atender as pessoas endividadas, entre elas as que contraíram empréstimo consignado oferecido pelo Auxílio Brasil em 2022, modalidade implantada para permitir a inclusão de pessoas inadimplentes de volta à economia.
Como este empreendedor transformou empresa com nome “idiota” em negócio de R$ 3 bilhões

Há apenas três anos, Mike Cesario criou uma marca de água em lata avaliada em US$ 700 milhões. O segredo? Um nome bem incomum A abertura de um novo negócio passa pela difícil etapa de escolha do nome. Uma árdua decisão e que muitas vezes pode deixar os empreendedores de cabelo em pé. Afinal, como definir o nome e slogan perfeitos para um novo empreendimento e que possam ser originais, criativos e, ao mesmo tempo, memoráveis? Para o empreendedor americano, Mike Cesario, a irreverência respondia parte desta questão. Ele é criador da Liquid Death (morte líquida, na tradução livre), marca de água enlatada popular entre os jovens e que hoje compete num disputado mercado de 350 bilhões de dólares ao lado de gigantes como Danone, PepsiCo e Coca-Cola. A história do negócio A inspiração para o negócio veio após Cesario, um designer e profissional de marketing, perceber que músicos careciam de opções saudáveis durante shows. Um admirador do estilo musical punk-rock, era comum encontrá-lo acompanhando shows pelos Estados Unidos, especialmente em grandes festivais. Em uma dessas ocasiões, Cesario percebeu que era comum que marcas de bebidas energéticas fossem os principais patrocinadores de eventos desse tipo, o que tornava comum o consumo de energéticos, refrigerantes e outras bebidas açucaradas — entre os visitantes e também pelos próprios músicos. O que ele também reparou, porém, era que os músicos estavam substituindo os energéticos por água para se manterem hidratados durante os shows. Dessa análise surgiu o incômodo de Cesario em criar uma alternativa saudável, mas com embalagens igualmente coloridas, chamativas e irreventes — assim como a dos energéticos. “Isso começou a me fazer pensar: por que não existem produtos mais saudáveis que ainda tenham marcas engraçadas, legais e irreverentes? A maior parte do marketing de marca mais engraçado, memorável e irreverente é todo para junk food”, disse Cesario à CNBC. Por que a marca se chama Morte Líquida? O primeiro esboço do que viria ser a Liquid Death surgiu em 2014, enquanto Cesario trabalhava em uma campanha publicitária para conscientização do público sobre os riscos do consumo excessivo de bebidas com açúcar. Assim surgiu a primeira versão da água enlatada “Morte Líquida”, em uma espécie de chacota às marcas já existentes. O slogan também tem propósito igual: “Mate sua sede”. Ao que tudo indica, muitas pessoas não temem ingerir uma bebida com o nome de morte. A inpiração, segundo ele, veio do desejo de pensar no nome mais “idiota possível” para o negócio e assim, passar longe da associação do público a marcas de sucesso. “Funciona muito bem porque você começa a pensar: ’Oh, qual é o nome mais idiota possível para uma bebida super saudável e segura possível? Morte Líquida”, disse. Cesario registrou a marca em 2017, e dois anos depois, lançou sua primeira linha de produtos. O que o empresário não esperava, contudo, era que o sucesso da marca se daria de forma tão repentina. Em apenas três anos, as vendas da Morte Líquida saltaram de US$ 2,8 milhões para US$ 130 milhões. Como a marca cresceu tão rápido Parte do crescimento da marca se deve ao sucesso do combo nome engraçado e design das latas que foge à regra dos típicos desenhos de montanhas e alpes, nas redes sociais. Por lá, postagens da marca viralizaram não apenas entre os fãs de música punk-rock, mas também entre o público mais jovem até mães que precisam convencer seus filhos a beber mais água no dia a dia. A marca também atraiu a atenção de investidores dispostos a injetar capital para fazê-la crescer. Em três anos, a Liquid Death já recebeu cerca de 195 milhões de dólares. Atualmente, o valor de mercado da marca é de 700 milhões de dólares, (algo como 3 bilhões de reais), segundo o fundador. Sucesso nas redes sociais e nas gôndolas A ascensão meteórica da Liquid Death em apenas três anos torna a empresa mais do que apenas um nome inteligente, mas um exemplo de boas práticas de diálogo com o publico por meio da internet. Hoje, Liquid Death tem mais de 1,5 milhão de seguidores no Instagram. Depois de um tempo restrito ao e-commerce próprio, a Liquid Death passou a vender seus produtos em redes de varejo pelos Estados Unidos, como Whole Foods, 7-Eleven e Publix, que juntas somaram vendas de 45 milhões de dólares em 2022. O preço médio de venda das latas é US$ 1,89. Agora, a marca é vendida em mais de 60.000 pontos de venda no país, incluindo as lojas de departamento Kroger e Target. Segundo a CNBC, a Liquid Death é a marca de água sem gás mais vendida da Amazon. Par Cesario, a única maneira de manter os bons resultados da Liquid Death em meio à dura concorrência com líderes no mercado de bebidas enlatadas é continuar apostando no humor e na identificação do público. “A única maneira de a marca ter uma chance de sobrevivência é se o produto em si seja incrivelmente interessante, com grande parte do marketing embutido no produto”, disse.
BNDES prevê dobrar crédito para “reindustrializar” país

Apoio à inovação buscará parcerias e lançará mão de fontes de recursos não reembolsáveis ou com juros diferenciados para dar forma a linhas específicas. A nova gestão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem como uma das prioridades trabalhar pela “reindustrialização” da economia nacional. Ação já foi colocada pelo presidente da instituição de fomento, Aloizio Mercadante, mas a estratégia não passará, como no passado, por oferecer crédito a juros menores em larga escala, garante José Luís Gordon, escalado na equipe de Mercadante como diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior. Economista especializado em políticas de fomento à inovação, Gordon diz que o foco do apoio à “reindustrialização” será a modernização tecnológica e os negócios nascentes. O objetivo é dobrar o apoio do BNDES à inovação, do atual 1% da carteira de crédito, cerca de R$ 4,6 bilhões, para 2%. De acordo com o diretor do BNDES, a carteira de crédito do banco já chegou a ter 5,5% destinados à inovação empresarial. “O BNDES saiu da agenda de inovação. Como é que eu vou ter uma indústria competitiva internacionalmente? Não dá para ficar com o País fechado. Então temos que abrir o País, mas tem que ter um País competitivo. Como é que eu vou competir se eu não tenho capacidade inovativa nas indústrias brasileiras? Como um banco de desenvolvimento não apoia a inovação?”, aponta o diretor. O apoio à inovação buscará parcerias e lançará mão de fontes de recursos não reembolsáveis ou com juros diferenciados para dar forma a linhas específicas. Essas fontes têm recursos limitados e, portanto, as condições mais vantajosas não serão oferecidas em todas as linhas do BNDES. Desidratação industrial Além disso, a expansão do BNDES entre meados dos anos 2000 e meados dos anos 2010 não interrompeu a tendência de desidratação da indústria no Brasil. Ao longo de toda a década de 1970, a indústria da transformação respondeu por entre 20% e 21% da economia nacional. A partir de 1980, essa participação na economia começou a cair. Em 2021, ficou em 11,9%, conforme dados compilados pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Ainda que a perda quantitativa de peso na economia seja um movimento estrutural do processo de desenvolvimento, uma tendência global, que passa pelo aumento do peso do setor de serviços, no caso do Brasil, houve também perda de qualidade, na avaliação do economista-chefe do Iedi, Rafael Cagnin. Segundo o especialista, os ramos de alta intensidade tecnológica foram os que mais perderam espaço. “A indústria é muito mais do que simplesmente só a indústria. A economia está migrando para serviços, mas quais os serviços queremos na economia? Os serviços da economia alemã são de alta complexidade tecnológica. Quem puxa esse serviço de alta complexidade tecnológica é a indústria. Se temos uma indústria fraca, incapaz de demandar, não conseguimos ter o serviço de alta competitividade, que gera os bons empregos, melhor remunerados”, disse Gordon. Com frequência, economistas citam uma série de fatores para explicar a desidratação da indústria nacional, para além das tendências globais de aumento do peso dos serviços. São eles: Inflação e juros elevados; Câmbio desfavorável; Desequilíbrios nas contas do governo; Incertezas políticas; Gargalos de infraestrutura; Complexo sistema tributário; Falta de mão de obra qualificada; Elevado custo de energia; Forma como foi feita a abertura comercial nos anos 1990. A Federação das Indústrias do Rio (Firjan), tradicionalmente, defende ações transversais, que afetem a todas as empresas industriais. A política de oferecer juros mais baixos no crédito do BNDES afetaria apenas um dos diversos problemas da indústria e, mesmo assim, não atingiria a todas as empresas. Para o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, no quadro atual, facilitar um pouco o crédito para pequenas e médias empresas teria um efeito relativamente pequeno na economia. Por isso, mais eficaz seria avançar em reformas que melhorem o “equilíbrio macroeconômico” no longo prazo. “Batemos muito na tecla da reforma tributária, porque sabemos da importância dela para o equilíbrio de longo prazo da economia”, afirmou Goulart. Propostas Em documento com 62 propostas para elevar a produtividade, lançado no ano passado, a Firjan destaca o reforço da atuação via fundos de garantia como principal papel do BNDES no momento. A referência é o Peac, principal ação do banco de fomento para mitigar a crise econômica causada pela pandemia da Covid-19, em 2020. Com um aporte de R$ 20 bilhões do Tesouro Nacional, o programa temporário avalizou em torno de R$ 92 bilhões em empréstimos concedidos por bancos comerciais. Embora esse tipo de instrumento não ofereça como resultado principal juros mais baixos, facilita o acesso ao crédito para empresas que, normalmente, têm seus pedidos negados. Segundo Gordon, a repetição desse tipo de medida está no radar da nova diretoria do BNDES, mas a iniciativa ficará a cargo do conjunto de ações para as pequenas e médias empresas. No caso da indústria, as linhas estratégicas em gestação poderiam lançar mão de fundos garantidores direcionados para ampliar o leque de instrumentos oferecidos. Cagnin, do Iedi, também defende uma atuação estratégica do BNDES em vez de voltar a oferecer juros mais baixos para toda a indústria. Um dos destaques deveria ser uma linha de crédito focada, especificamente, na modernização de maquinário. “É para trocar o maquinário, mas por qual maquinário? Um maquinário mais próximo da fronteira tecnológica. Não é para comprar uma máquina nova num padrão tecnológico obsoleto. Isso é um processo transversal de modernização produtiva”, disse Cagnin. O financiamento à compra de bens de capital, tanto máquinas e equipamentos quanto veículos, é um dos principais instrumentos oferecidos pelo BNDES à indústria. A Finame, linha de crédito específica para bens de capital, é quase toda operada de forma indireta, o BNDES repassa os recursos para a rede de bancos comerciais credenciados, que firmam os empréstimos com os clientes finais. Além disso, segue regras de conteúdo local, apenas o maquinário produzido no País, com um percentual mínimo de insumos nacionais, é credenciado para ser comprado com empréstimos da Finame. O desenho das políticas industriais do Brasil é um
Brasil registra alta de 3,9% na abertura de novas empresas em janeiro de 2023

Tempo médio para abertura das empresas também foi o menor já calculado no país. De acordo com dados divulgados no dia 14 de fevereiro pelo Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (DREI) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), o Brasil registrou 357.937 novas empresas abertas em janeiro de 2023, representando alta de 3,9% sobre o mesmo período de 2022, quando 344.368 empresas foram criadas no país. O estudo mostrou ainda que o tempo médio para abertura das empresas também foi reduzido, levando uma média de 22 horas para o processo de abertura, representando o menor prazo já calculado no país. Das 27 unidades da Federação, 21 registraram alta na abertura de empresas em janeiro deste ano na comparação com janeiro do ano passado. Apenas Distrito Federal, Acre, Pará, Alagoas, Bahia e Sergipe apresentaram retração. As atividades econômicas mais exploradas pelas empresas abertas em janeiro de 2023 foram nas áreas de promoção de vendas (17.708); comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (15.964); preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo não especificados anteriormente (13.760); cabeleireiros, manicure e pedicure (13.720) e obras de alvenaria (10.672). *Com informações do Correio Braziliense
LGPD descomplicada: cinco ações para aplicar no seu negócio
Empreendedores que descumprirem a LGPD podem estar sujeitos a multas e suspensão de atividades relacionadas a tratamento de dados, dentre outras sanções A segurança da informação vem ocupando cada vez mais espaço dentro da gestão empresarial, principalmente em razão da crescente dependência que os empreendimentos vêm tendo das tecnologias de informação e comunicação. Ainda assim, a adequação à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) encontra desafios nas empresas brasileiras e, em especial, nos pequenos negócios. Nada obstante, as penalidades impostas pelo descumprimento da legislação podem consistir em multas consideráveis (com base no faturamento dos empreendimentos, por exemplo), em advertências ou mesmo na proibição parcial ou total das atividades relacionadas ao tratamento de dados pessoais. De acordo com a LGPD, são considerados dados pessoais informações como nome, RG, data e local de nascimento, localização via GPS, prontuário de saúde, histórico de pagamentos, entre outros, estejam eles em meio físico ou digital. Se as empresas não zelarem pela privacidade e pelos demais direitos dos titulares de dados pessoais, poderão ser penalizadas por usarem esses dados de maneira indevida. O Sebrae acompanha de perto a repercussão da LGPD na micro e pequena empresa e no Microempreendedor Individual (MEI) e tem atuado junto à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e à sociedade para garantir um tratamento diferenciado aos pequenos negócios, mantendo a sustentabilidade do setor, informa o Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais do Sebrae Nacional (também chamado de Data Protection Officer ou DPO), Diego Almeida. Por falta de conhecimento, muitos empreendedores não investem em processos que garantam a segurança de dados, para minimizar os riscos de um ataque cibernético (perigo que ronda qualquer negócio, independentemente do seu tamanho ou visibilidade). Para ajudar o empresário que não sabe por onde começar, o especialista do Sebrae lista cinco medidas iniciais: 1. Entender a LGPD – é importante que os empresários compreendam as disposições da lei e seus objetivos, a fim de identificar que obrigações que são aplicáveis ao seu negócio. 2. Identificação – os empreendedores precisam identificar quais são os dados pessoais tratados pela empresa; assim, será possível entender todo o ciclo de vida dos dados pessoais (da coleta ao armazenamento ou exclusão), compreender para que eles são utilizados e definir quais são as proteções necessárias, bem como as medidas que serão adotadas para resguardar esses dados de acessos indevidos ou perda, por exemplo. 3. Medidas de segurança – é importante que esses empresários entendam quais são as medidas de segurança que eles podem adotar para proteger os dados pessoais utilizados em seu negócio. Por exemplo, criptografia, backup regular e controle de acesso, para evitar qualquer tipo de vazamento, tanto físico quanto digital. Conhecer minimamente as opções disponíveis possibilita identificar quais melhor se adequam à realidade do negócio, evitando custos desnecessários. 4. Treinar a equipe – é importante que todo o time da empresa conheça a LGPD e as obrigações por ela estabelecidas, de forma a ajudar a garantir que todos sigam as regras adotadas nos processos de adequação. 5. Revisar os contratos – é importante que, durante a adequação da empresa à LGPD, os empresários revejam contratos já existentes com parceiros e fornecedores para garantir que a LGPD esteja sendo cumprida e, para além disso, aproveitar o momento para renegociar e obter alguma vantagem competitiva diante de seus concorrentes.
Entenda a importância do mobile marketing para as marcas brasileiras

Em um mundo em constante evolução e rápido crescimento, em que as pessoas estão sempre em movimento, o celular é a opção preferida para interagir na internet, fazer compras e se comunicar. O mercado brasileiro vem sendo líder no uso de tecnologia móvel há muitos anos e, por isso, as marcas devem ter em mente a importância das estratégias de mobile marketing para atingir efetivamente os consumidores brasileiros. Isso se torna cada vez mais evidente à medida que a economia do País continua aumentando e mais pessoas têm acesso à tecnologia móvel. Como o celular está sempre à mão, não é de se estranhar que 80% do tráfego online aconteça por meio desses dispositivos. Empresas que visam se comunicar de forma mais eficiente com seus clientes e potencializar suas receitas estão apostando no mobile marketing. Tal estratégia oferece às marcas a oportunidade de alcançar os consumidores em um nível pessoal, com mensagens e conteúdos adaptados aos seus interesses e preferências individuais. Assim, podem criar fidelidade, impulsionar o engajamento e, por fim, aumentar as vendas. Esse cenário é bastante promissor, principalmente para o varejo. Com a ajuda de martechs (empresas de marketing digital), as companhias podem atingir seu público-alvo com maior precisão, usando ferramentas como SMS, Rich Communication Service (RCS) e WhatsApp. O marketing de mensagem de texto é a “chave”, pois possui altas taxas de abertura, em comparação com o e-mail mais “tradicional”, é econômico e uma das formas mais diretas de se comunicar com os consumidores. Por meio das ferramentas de automação de mobile marketing que as martechs oferecem, os varejistas podem realizar campanhas personalizadas e direcionadas, alcançando os consumidores finais exatamente onde eles passam a maior parte do tempo — no celular — no momento certo. As marcas também podem usar essa tecnologia para criar programas de fidelidade, oferecer descontos, fornecer brindes e rastrear comportamentos e preferências dos clientes, criando conteúdo personalizado para eles com base em seus interesses, respeitando sua privacidade. Mas uma das maneiras mais eficazes de aumentar as vendas é eliminando as taxas de abandono de carrinho das lojas online, que corresponde a quase três quartos (69,82%) das compras no ambiente digital. As ferramentas de mobile marketing podem ajudar no reengajamento dos consumidores e impulsionar ainda mais as vendas, oferecendo incentivos aos usuários para finalizar suas aquisições. Tais artifícios permitem aos anunciantes segmentar usuários por meio de campanhas multicanal, ao mesmo tempo em que combina o poder de vários recursos em uma solução, incluindo criação de conteúdo, automação de campanha, análise de dados, insights de público, prevenção de fraudes em anúncios e capacidade de gerenciamento do canal. Assim, é possível garantir a melhor experiência e jornada do cliente, padronizando as interações de acordo com a personalidade e as necessidades do usuário e permitindo que as marcas façam campanhas de marketing altamente eficientes e eficazes. O resultado é de três vezes mais conversões e o dobro do engajamento do consumidor quando comparado às campanhas digitais tradicionais. *Por Patrick Marquart, diretor de Vendas Corporativas da Upstream, especialista global em tecnologia de mobile marketing
O que eu estou pagando? Saiba os significados das siglas de impostos

PIS, Cofins, ISS, DAS e outros tributos são conhecidos apenas pela sigla e o contribuinte muitas vezes não sabe o destino do dinheiro Com o objetivo de otimizar os diálogos e dinâmica de uma empresa, o universo corporativo é recheado por siglas que são utilizadas o tempo todo. No momento de abertura da empresa, por exemplo, o empreendedor cria seu Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, o popular CNPJ. Ele é um MEI, caso se enquadre como Microempreendedor Individual. E por aí vai. Mas, é na hora de pagar os impostos que as siglas se multiplicam e podem confundir a cabeça do contribuinte que, em muitos casos, acaba simplesmente pagando os tributos sem saber necessariamente o intuito de cada um, em função da complexidade – já conhecida – do sistema tributário brasileiro. Diante dessa infinidade de siglas, palavras e muito dinheiro envolvido, o Glossário Empreendabilidade vai explicar o que significa e qual o objetivo dos principais impostos que todo empresário está acostumado a chamar pelo ‘apelido’, mas pode não saber sua origem. Código Fiscal de Operações e de Prestações – CFOP Código Fiscal de Operações e de Prestações ou sob a sigla CFOP é um código do sistema tributarista brasileiro, determinado pelo governo. É indicado nas emissões de notas fiscais, declarações, guias e escrituração de livros. Existem muitos códigos, e eles se dividem entre entrada e saída, em seis grupos maiores, que são identificados pelo primeiro dígito. COFINS – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social A Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS) é o tributo sobre a receita bruta das empresas, ou seja, no faturamento e é destinado ao financiamento da seguridade social. A arrecadação desse imposto é empregada em investimentos na saúde pública, na previdência social e na assistência social. As empresas que optam pelo Simples Nacional – que podem ser MEI, Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – não precisam recolher essa contribuição. CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) é um tributo federal que incide sobre o lucro líquido, como o próprio nome já diz. E, assim como o COFINS, tem o objetivo de financiar a seguridade social. Essa contribuição incide sobre todas as pessoas jurídicas do Brasil. Porém, o modelo de tributação – o quanto será pago – varia conforme o regime tributário em que a empresa está enquadrada. DARF – Documento de Arrecadação de Receitas Federais O Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) é um formulário padrão gerado pela Receita Federal, no qual pessoas jurídicas declaram seus rendimentos e outras informações de interesse do fisco. Trata-se de um documento emitido pelo Ministério da Fazenda e da Secretaria da Receita Federal para cobrança de tributos administrados por esses órgãos DAS –Documento de Arrecadação do Simples Nacional Já o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) recolhe os tributos no regime de apuração de receita das micro e pequenas empresas que optam pelo Simples Nacional. Unifica IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, IPI, ISS e a contribuição previdenciária, para depois repassá-los automaticamente aos estados, municípios e União. DIFAL – Diferencial de Alíquota O Diferencial de Alíquota (DIFAL) é a diferença que recai sobre a cobrança do ICMS. Como esse é um imposto estadual, nas transações comerciais interestaduais ele deve ser calculado conforme a diferença entre alíquotas. EDF-Reinf – Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais A EFD-Reinf é um dos módulos do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), que deve ser utilizado, em complemento ao Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) para informar rendimentos pagos e retenções de imposto de renda e contribuições sociais, exceto aquelas relacionadas ao trabalho (informadas pelo eSocial). Também deve ser informada a Contribuição Previdenciária sobre Receita Bruta (CPRB), substituindo, portanto, o módulo da EFF-Contribuições. GNRE – Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais O Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais (GNRE) é o documento que registra as vendas realizadas para fora do estado de produção e que estejam sujeitas à substituição tributária. O principal objetivo dessa guia é repartir o ICMS entre os estados envolvidos em uma venda considerada interestadual. Sendo assim, o fisco facilita a arrecadação dos impostos em todos os estados aos quais precisam ser destinados. GPS – Guia da Previdência Social Guia da Previdência Social (GPS) é um documento que serve para o recolhimento das contribuições sociais a ser utilizada por empresas, contribuintes individuais e facultativos, segurados especiais e empregados domésticos (estes últimos apenas para competências anteriores a setembro de 2015). Em virtude desse tipo de recolhimento, os contribuintes obtêm proteção previdenciária. Isso significa o direito a diversos benefícios, como auxílio-doença, aposentadoria, salário maternidade, auxílio por incapacidade temporária, etc. ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incide sobre a circulação de mercadorias e serviços entre estados e é também aplicável aos produtos importados. Desta forma, toda vez que a empresa realiza a chamada troca de titularidade (compra e venda de mercadoria), nasce o fato gerador para a cobrança desse tipo de imposto. Antes de 2018, 80% do valor do ICMS era canalizado para o estado de destino do produto e os outros 20% eram destinados ao estado de origem. Após 2019, o ICMS gerado é recolhido de forma integral pelo estado de destino da mercadoria. IE – Inscrição Estadual A IE é o registro do contribuinte no cadastro do ICMS mantido pela Receita Estadual e Federal. Além da regularização junto ao fisco, a IE permite a emissão da Nota Fiscal de Produto (NF-e) e o recolhimento do ICMS. O Cadesp (Cadastro de Contribuintes de ICMS do Estado de São Paulo) contempla os dados de todos os estabelecimentos que possuem IE. Qualquer pessoa pode consultar uma IE na Consulta Pública do Cadesp. Para empresário é possível ver todos os dados de sua empresa na Consulta Completa. INSS – Instituto Nacional de Seguro Social O INSS é um encargo social recolhido para o Instituto Nacional de Seguro Social, órgão da Previdência Social que
Número de empreendedores individuais aumenta 10x em 10 anos

Só no ano passado, foram abertas, em média, 7,2 mil empresas por dia. O Jornal Nacional exibiu, em reportagem na última quarta-feira (15), que o número de empreendedores individuais no Brasil tem crescido de maneira acelerada ao longo da última década. Só no ano passado, foram abertas, em média, 7,2 mil empresas por dia. O emprego da Deborah sumiu na pandemia. Ela era maquiadora numa produtora de vídeo, que fechou. “E aí me vi completamente sem renda nenhuma. E aí minha formação primária como publicitária falou mais alto e eu fui buscar as oportunidades de mercado”, diz a empreendedora de marketing digital Deborah Cavalcante. Ela se tornou microempreendedora individual e faz marketing digital para outras empresas. A Simone também ficou sem renda e precisou investir nos brincos e colares, que fazia por hobby. a artesã abriu uma MEI, mas passou apertos no início. “Muitas dificuldades, porque você acaba não precificando corretamente, acaba não separando a pessoa física do empresarial, e você não vê se está tendo algum lucro e que caminho está seguindo a sua empresa”, conta a empreendedora Simone Oliveira. O caminho que vai desde a ideia de abrir uma empresa até o sucesso no mundo dos negócios é longo e costuma ser difícil. Só vontade não basta. Um levantamento do Sebrae mostrou que 29% das MEIs fecham as portas antes de completarem cinco anos de atividade. O maior obstáculo é a falta de planejamento, e a melhor saída é a capacitação. Desde que as MEIs foram regulamentadas, o número de microempreendedores individuais aumenta a cada ano. Em 2009, foram 28 mil. No ano passado, foram criadas mais de 2,5 milhões MEIs. O consultor de negócios do Sebrae Caio Ribeiro diz que a necessidade de renda é a principal explicação para esse crescimento, mas existem outras. A facilidade para abrir uma MEI, impostos bem menores – de no máximo R$ 71,10 por mês, que já inclui a contribuição para o INSS com todas as garantias da Previdência, como auxílio-doença e aposentadoria – e a possibilidade de emitir nota fiscal. Mas ele ressalta que, para fazer bons negócios, o empreendedor precisa se preparar. “Você prefere enfrentar algo que você não tem ideia do que vai ser ou saber minimamente quais serão os desafios que você vai encontrar, seja em relação aos seus fornecedores, seja no conhecimento mais aprofundado do seu cliente? Então, esse trabalho prévio antes de formalizar é justamente para que você saiba onde você vai pisar”, explica Caio Ribeiro. Carlos Alberto Marti Júnior fez isso tudo. Depois de 10 anos como empregado, abriu uma loja de produtos naturais e suplementos alimentares. Antes, ele fez um plano de negócios, escolheu o ponto de venda, pesquisou os fornecedores. Na inauguração, as prateleiras tinham 200 itens. Um ano depois, são mais de 600. Júnior reinveste a maior parte do lucro e ainda consegue fazer uma retirada quase igual ao antigo salário. “Setenta a 80% do que eu ganhava antes, no meu último trabalho. E vamos para cima. A loja só tem um ano e a gente tem muito pela frente ainda,” diz o empreendedor Carlos Alberto Marti Jr. Fonte: G1/Jornal Nacional
Expo Favela conecta empreendedores com investidores

A Expo Favela São Paulo, feira de empreendedorismo que vai conectar empreendedores da favela com investidores do asfalto, organizada pela Favela Holding e que tem como parceira social a Central Única das Favelas (CUFA), acontece de 17 a 19 de março, no World Trade Center (WTC) de São Paulo, iniciou as vendas dos ingressos e divulgou algumas confirmações na programação do evento. Bora conferir detalhes da programação desse evento que incentiva o empreendedorismo na favela. Expo Favela São Paulo inicia venda dos ingressos e divulgação de palestrantes para o evento O encontro de inovação da favela promete grandes conexões e negócios nos dias 17, 18 e 19 de março, na capital paulista A Expo Favela São Paulo, feira de empreendedorismo que vai conectar empreendedores da favela com investidores do asfalto, organizada pela Favela Holding e que tem como parceira social a Central Única das Favelas (CUFA), acontece de 17 a 19 de março, no World Trade Center (WTC) de São Paulo, iniciou as vendas dos ingressos e divulgou algumas confirmações na programação do evento. A proposta do encontro é conectar anônimos e personas relevantes das favelas e do asfalto para potencializar a inteligência e a inovação que existem nos dois territórios. Os ingressos para o evento podem ser adquiridos no site, os valores para pessoas da “favela” custa R$ 20,00 a inteira, e a meia R$ 10,00. O ingresso para participantes do “asfalto” está no valor de R$ 40 a inteira, e R$ 20 a meia. A organização do evento não cobra comprovante de residência. Fica a critério do visitante decidir o ingresso que ele se reconhece. Palestrantes e atrações Dentre os palestrantes e conferências confirmados estão: Paula Lima; Manoel Soares; Abílio Diniz; Kondzilla; Luciano Huck; Adriana Barbosa – (Favelado Investidor); Marcelo Tas; Marcelo Pimenta; Aline Torres; Dani Marques – (Ex-presidente da Caixa); Roger Cipó; Amauri Soares; Babu Santana; Kenya Sade; Minc – Paulo Lins; Thais Pontes; Renata Andrade; Marlova Noleto – Unesco; Carola Matarazzo; Denis Mizne (Fundação Lemann); Mc Sophia; Wilson Simoninha; Zé Vicente (reitor Zumbi dos Palmares); Elaine Trindade (Folha de São Paulo); João Jorge; William Reis (AfroReggae); Tati Monteiro; Ricardo Nunes – (Prefeito de SP); Marília Marton – (Secretária de Cultura do Estado), Rafael Dragaud,Renato Meirelles entre outros . A programação do evento é dividida em mentorias, palestras e conferências. O grande mote da Expo Favela São Paulo 2023 será a inovação. Mas serão abordados outros temas como educação, saúde, sustentabilidade e meio ambiente, cultura, economia criativa, diversidade, mobilidade e logística, gastronomia, comunicação, redes, moda, beleza e finanças de minutos. Durante os intervalos, os participantes poderão visitar os estandes dos expositores da favela. Novidades e edições anteriores “Tivemos a primeira experiência com a Expo Favela em 2022. Conseguimos receber mais de 33 mil pessoas. Para esse ano, vamos aumentar o nosso evento em 40% em comparação à primeira edição. São Paulo é o maior epicentro econômico e de empreendedorismo da América Latina. E sabemos que esse movimento econômico também é gerado pela favela”, diz Celso Athayde – CEO da Favela Holding e idealizador do evento. A organização do evento destaca algumas novidades: primeiro um espaço apurado para os veículos de favelas, periferias e temática afro, a fim de que, assim como é feito com os empreendedores, os profissionais destes veículos tenham contato com investidores, para que a comunicação feita nestes territórios seja cada vez mais valorizada e impulsionada. A outra é que entre os parceiros haverá harmonia entre as marcas. Sem conflito de interesses comerciais entre elas, uma vez que o grande objetivo é o desenvolvimento das favelas, a partir da evolução dos seus empreendedores. Fonte: Seja Criativo
6 conselhos de especialistas para empreendedores

Empresas avaliam cenário global e contam quais decisões devem ser consideradas no planejamento. Seja pela incerteza econômica, que é global, seja pelas mudanças no mercado nos últimos anos e que ainda exigem adaptações, 2023 será um ano de desafios para empreendedores de diferentes segmentos. Na tecnologia, empresas de diferentes nichos já deram o start em iniciativas internas para garantir mais vendas, retenção de talentos, engajamento dos times e buscar parcerias. As empresas estão investindo na automação de marketing, em práticas de inclusão e diversidade, em fortalecer a governança e em consolidar o modelo flexível de trabalho e em construir um bom networking. Conheça algumas das iniciativas em startups e empresas de tecnologia e os conselhos para empreendedores: Planejamento e estratégia: é preciso ter foco e se concentrar nas metas da empresa Na opinião de Guilherme Reitz, CEO e cofundador da Yungas, empresa de tecnologia especializada na gestão e comunicação de grandes redes de franquias, é importante que o empreendedor se concentre em seu planejamento e estratégias, evitando gastar tempo e energia com o turbulento cenário político-econômico do país. “Em momentos turbulentos e polarizados como temos vivido no Brasil nos últimos anos, é comum que alguns empreendedores se desgastem e tomem decisões equivocadas e precipitadas frente às incertezas”, ele comenta. “A verdade é que o Brasil sempre teve inúmeros problemas e desafios político-econômicos, e provavelmente isso infelizmente não mudará no curto prazo. O empreendedor, especialmente o pequeno empreendedor, na minha visão, deve canalizar todas as suas energias em se adaptar, executar o seu plano, fazer seu negócio crescer e não deixar as mazelas de Brasília atrapalharem seu foco.” Em doze anos de empreendedorismo, aprendi que o importante é focar em estratégias e metas, independente do cenário político”, conclui o CEO. “No final das contas, o foco na execução desses planos é o que de fato vai trazer resultados significativos para a empresa.” Marketing: automação para vender mais O cenário global de recessão previsto para 2023 é uma das preocupações do setor de vendas das empresas. Nesse contexto, André Floriano, country manager da edrone no Brasil, orienta que o foco seja a retenção de clientes, que exige menos investimento que a aquisição de leads. “Vemos um potencial grande no e-commerce brasileiro entre PMEs e em 2023 pode ser uma boa oportunidade dessas empresas usarem estratégias de marketing digital para fortalecer o relacionamento com o consumidor. A principal dica para quem vende online é conhecer seu cliente e estabelecer um contato próximo dele. Apostar em omnicanalidade, com venda em diferentes canais, estimular feedbacks e avaliações, criar benefícios de fidelização e compartilhar conhecimento são ações que podem ser automatizadas. A automação das atividades de Marketing, além de economizar tempo e esforço da equipe, gera resultados muito melhores do que as práticas tradicionais. O custo-benefício é imbatível”, sugere o country manager. M&A: startups precisam adequar governança Para Rafael Assunção, fundador e Managing Partner da Questum, deverá ocorrer expressiva ampliação do perfil de empresas que buscam, por meio da aquisição de startups, acessar novos modelos de negócios, produtos e times em 2023. “Acreditamos que 2023 será um ano de retomada seletiva de IPOs, o que traz liquidez a potenciais compradores e abre mais oportunidades de M&A para startups. Além disso, algumas mudanças regulatórias podem acelerar as movimentações em determinados segmentos. Destacamos a agenda de Open Finance do Banco Central, que deve continuar acelerando as oportunidades para as fintechs. Na mesma linha, o novo marco regulatório liderado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) tende a acelerar o segmento das insurtechs”, afirma o executivo. Para que os empreendedores estejam preparados para aproveitar as oportunidades, porém, é preciso se antecipar e aprimorar os aspectos de governança corporativa, levando a startup a um patamar de práticas tributárias, trabalhistas e societárias adequado às demandas de empresas de capital aberto. “Do ponto de vista dos compradores, o maior desafio é encontrar startups que tenham um tamanho e nível de governança adequados para viabilizar uma operação. Do lado das startups, é a construção de modelos de transação de M&A que sejam capazes de realizar as sinergias planejadas”, orienta Assunção que assessorou, junto à Questum, as operações de vendas das startups PagueVeloz (para Serasa Experian), Lett (para Neogrid), Ipê Digital, Effecti e Mercos (para Nuvini), Mercadapp (para Linx) e Zipper (para CRM&BONUS). RH: Retenção e atração de talentos Na área de Recursos Humanos, o início do ano é um momento importante para definir as prioridades e se assegurar de que elas estejam alinhadas com as estratégias da empresa. No setor de tecnologia, depois de um ano de volatilidade de mão de obra, o foco da divisão de Agricultura da Hexagon, que desenvolve soluções digitais para o campo e a floresta, é construir mais ações de atração e retenção. Segundo o gestor do projeto de RH estratégico da divisão, Luciano Campanha, é preciso avaliar, em primeiro lugar, se há recursos necessários para realizá-las e, se precisar, negociar o orçamento para execução dessas ações. “No início do ano preparamos um plano de trabalho contendo todas as ações e datas previstas para cada área do RH (recrutamento, treinamentos, segurança, benefícios etc…). Esse plano é discutido com o Presidente e então, depois de aprovado e ajustado, os projetos são apresentados e distribuídos para toda a equipe”, explica. Ele recomenda, também, rever as prioridades pelo menos trimestralmente e ajustá-las sempre que necessário. Além da atração e retenção de talentos, o desenvolvimento de lideranças e ações de inclusão e diversidade também serão foco da empresa neste ano. “Buscamos promover um ambiente de trabalho que seja cada vez mais inclusivo, acolhedor e motivador para todos. Um grande desafio das empresas na atualidade é o monitoramento desse novo ambiente de trabalho híbrido (presencial e home office) e como manter a nossa cultura organizacional viva e o engajamento de nossos colaboradores nesse novo cenário”, explica. Flexibilidade: Consolidação do trabalho remoto e seus desafios Já é um fato que o trabalho remoto veio para ficar. Se ainda havia desconfiança sobre o home office, depois dele se mostrar eficiente durante a pandemia de Covid-19,
Como sua empresa pode evitar ou sair do endividamento em 2023

Inadimplência do pequeno negócio cresceu em 2022; especialistas recomendam cautela com empréstimos e educação financeira O ano de 2022 fechou com recorde de endividamento em pequenos negócios: cerca de 5,7 milhões estavam inadimplentes ao fim de dezembro, segundo dados da Serasa Experian. No total, foram 39,5 milhões de dívidas negativadas para o setor. O valor total dos débitos chegou a R$ 89,1 milhões. Cada empresa tinha quase 7 contas atrasadas. O valor médio de déficit por corporação é de R$ 15.521. Eis a íntegra dos números (284 KB). Weniston Abreu, coordenador de orientação e educação financeira do Sebrae, analisa que os índices altos se deram por causa da maior concessão de crédito para o setor nos últimos anos. Por um lado, a tendência teria aumentado a possibilidade de crescimento para pequenos empresários, especialmente durante a pandemia. Por outro, fez que o setor solicitasse empréstimos de forma descontrolada. Já Thiago Ramos, da Serasa, avalia que as consequências da covid-19 também foi um agravante. O isolamento social trouxe desemprego e instabilidades econômicas. Quanto mais endividada está uma pessoa ou empresa, menor a chance de conseguir benefícios como aprovação de novos créditos. Por isso, quitar os débitos já existentes é de extrema importância. Especialistas entrevistados pelo Poder360 detalharam dicas de como evitar que os níveis de endividamento reportados em 2022 se repitam em 2023. Leia abaixo: 1 – SAIBA A ORIGEM DO DÉBITO Uma vez com dívidas, o empreendedor deve saber de onde vem o débito. Pode ter origem em empréstimos a bancos, consignados do governo, com um fornecedor ou simplesmente uma conta que não foi paga. Ao conhecer a origem do endividamento, é possível organizar melhor e saber qual conta merece um pagamento prioritário e quais possuem maior possibilidade de renegociação em uma eventual situação de necessidade. Esse é um passo importante para não deixar uma dívida virar inadimplência. A diferença entre os 2 termos é a seguinte: cidadão endividado – aquele com dívida em aberto com alguma instituição ou com alguém; cidadão inadimplente – quem não pagou a dívida no tempo correto com ultrapassagem da data de vencimento. 2 – ESCOLHA O CRÉDITO CERTO Eduardo Brach, diretor de pequenos negócios da Serasa Experian, explica que o crédito só deve ser solicitado caso realmente não haja possibilidade de usar capital próprio para montar ou manter uma empresa. Porém, muitas vezes, fazer um empréstimo pode ser a única opção para financiar um negócio. Nesse caso, o processo de escolha da modalidade do crédito deve ser feito com calma, paciência e muita análise. O ideal é olhar todos os bancos e inclusive as opções ofertadas pelo governo, que geralmente têm consignados com juros mais baixos. Além disso, os empreendedores devem estar cientes do que pode caber no bolso. “É importante ver qual parcela mensal você tem pode comportar para não transformar dívida em inadimplência”, disse Eduardo. A seleção minuciosa do também é válida para modalidades de crédito para pessoas físicas. Muitos empreendedores pedem o empréstimo por meio de seus nomes, não no da empresa. “Quanto mais fácil o crédito disponível, maior é a taxa de juros”, analisa Weninston do Sebrae. Assim, reforça-se a importância da filtragem das modalidades. O especialista recomendou cautela no uso do cartão de crédito. Como o aumento do limite não é de difícil acesso, fica mais fácil que o cidadão gaste cada vez mais e mais até que as dívidas se acumulam ao final do mês. “A tendência é esse limite de crédito aumentar e até mesmo ultrapassar o rendimento no mês, então é aí que mora o perigo”, afirma Weniston. 3 – SEPARE CPF DE CNPJ O empreendedor deve saber diferenciar os gastos pessoais e os de sua empresa, especialmente o MEI (Microempreendedor Individual). A categoria funciona em uma espécie de “mistura” entre pessoa física e pessoa jurídica: mesmo com um CNPJ, de certa forma, responde pessoalmente pela sua companhia. Não fazer a separação “é um erro clássico que acaba desestruturando a empresa financeiramente”, nas palavras Eduardo da Serasa Experian. No momento que contas pessoais, como energia e água, são colocadas juntas de despesas empresariais, a possibilidade de haver uma desorganização generalizada é grande. O ideal seria mapear bem as dívidas e sempre manter os gastos anotados para não se perder ou deixar de pagar alguma conta e, portanto, entrar em inadimplência. Sobre o controle de custos, Thiago disse que a regra básica é a seguinte: não se deve gastar em um mês mais do que se recebe no mesmo período. 4 – VÁ ATRÁS DA RENEGOCIAÇÃO Em situação de endividamento, renegociar o débito pode aliviar o peso de tantos juros por atrasos de pagamento. Há várias opções de programas a depender da natureza da dívida. No site da Serasa, é possível descobrir se a pessoa tem alguma situação de inadimplência e as possibilidades de renegociação. Um tutorial completo se encontra nesta reportagem do Poder360. Também há iniciativas governamentais. Um exemplo é o programa Litígio Zero, que possibilita parcelamento de dívidas em até 12 vezes e abatimento de até 50% da dívida. O foco principal são micro e pequenas empresas. “Procurar a melhor oferta de negociação é fundamental”, diz Thiago. 5 – EDUCAÇÃO FINANCEIRA Todos os especialistas entrevistados pelo Poder360 destacaram a importância de aprender as técnicas corretas para gerenciar finanças e negócios. “Educação financeira, é fundamental. Independente de pandemia, de qualquer que seja o cenário. É importante para a vida”, afirma Thiago da Serasa. Ele explica que a maioria dos brasileiros não tem contato com o tema quando estão no período escolar e, por isso, tem que aprender sobre finanças na prática quando abrem uma empresa. A Serasa Experian e o Sebrae oferecem cursos gratuitos para organizar melhor o dinheiro e evitar endividamento. Há uma diversidade de temas, desde captação de recursos até a definição de preços para um produto. Para acessar as aulas, basta clicar nos seguintes links: curso da Serasa Experian cursos do Sebrae As instituições têm a iniciativa conjunta Aprenda, que traz dicas e orientações para lidar com dinheiro, organizar gastos e muito mais. No caso do Sebrae, há outros temas para os cursos que vão além das finanças. Falam de marketing digital, legislação e até mesmo sobre habilidades de empreendedor. Fonte: Com
Pesquisa revela como founders estão se adaptando ao mercado atual

As startups já nascem sendo muito mais dinâmicas e flexíveis do que as companhias tradicionais. Mas em um cenário de mais riscos e incertezas, essas empresas precisam se adaptar com ainda mais rapidez às novas demandas e flutuações do mercado. Os fundadores estão ajustando as expectativas de arrecadação de fundos às condições atuais e cerca de 39% não estão captando recursos no momento atual. A informação é da pesquisa Startup Founders Survey, da Associação Latino-Americana de Private Equity & Venture Capital (Lavca). O estudo avaliou como mais de 160 empreendedores estão respondendo ao contexto macroeconômico, considerando empresas que levantaram mais de US$ 1 milhão em capital de terceiros durante 2021 e o primeiro semestre de 2022. Do total, 84% afirma que o processo de captação de recursos está demorando mais do que o esperado, com empresas em estágio seed enfrentando mais desafios. Com investidores mais conservadores, a eficiência operacional tornou-se um foco importante dos negócios. Segundo a pesquisa, os fundadores da América Latina estão direcionando esforços para reestruturações internas da empresa e a construção de equipes mais enxutas. Além disso, estão renegociando contratos de fornecedores e reduzindo despesas com vendas e marketing. Crescimento inorgânico por meio da aquisição de outras empresas não foi considerado um foco principal dos entrevistados. A vez do early-stage Embora a divulgação do valuation continue sendo algo sensível, 41% dos entrevistados revelaram que sua avaliação ultrapassou US$ 100 milhões na época do estudo. A maioria das empresas em estágio seed afirmou ter um valuation abaixo dos US$ 20 milhões, enquanto startups early-stage disseram variar em menos de US$ 20 milhões a mais de US$ 1 bilhão, com quase 80% abaixo dos US$ 300 milhões. Aportes em estágio inicial seguem liderando o capital de risco no continente. No estudo, 69% dos fundadores afirmaram que os investimentos levantados até o momento foram em estágio inicial, com rodadas seed e Série A representando 56% de todas as captações divulgadas. “Embora apenas 23% dos entrevistados tenham levantado uma Série C ou além, o desenvolvimento de um ecossistema de capital de crescimento maduro desempenhará um papel importante nos próximos anos, à medida que as empresas em estágio inicial retornam ao mercado para apoiar suas trajetórias de crescimento”, afirma a Lavca. Negócios em estágio inicial são também os que apresentaram maior crescimento de receita. Quase dois terços de todas as startups entrevistadas registraram um salto de mais de 10% mês a mês, com 40% crescendo de 20% a 29,9%, e 33% crescendo de 10% a 19%. Nenhuma das empresas com valuation acima de US$ 300 milhões relatou crescimento de receita superior a 20% mês a mês. Aquisição de talentos A pesquisa da Lavca mostra que a busca de talentos se tornou algo global. “Os fundadores de startups dedicaram uma parte significativa de seus investimentos ao crescimento de suas equipes dentro e fora da região”, diz o relatório. O número total de funcionários em tempo integral está altamente relacionado com o estágio de investimento da empresa. Além disso, 39% dos 106 fundadores têm de 20% a 39% de seus funcionários localizados fora da América Latina. O estudo mostra que o trabalho híbrido veio para ficar, mas apenas 21% dos entrevistados esperam que sua força de trabalho aumente as operações remotas. 39% não pretendem alterar a política atual nos próximos dois anos.
“Empresas terão que acompanhar STF com mais atenção”

———————- Causou polêmica entre empresários e empreendedores do país a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na última quarta-feira (08), que diz que as empresas devem pagar retroativamente a Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) desde 2007. Mesmo que a companhia tenha tido decisão transitada em julgado (quando não há mais como recorrer e modificar o julgamento) favorável ao não pagamento da taxa, a medida do Judiciário agora diz que as sentenças antes consideradas definitivas em disputas sobre o pagamento de impostos podem ser alteradas. Na prática, isso significa que ter ganhado em todas as instâncias no passado pode não significar mais nada. “Empresas de diferentes portes – grandes, médias, pequenas – tinham, há muitos anos, decisões transitadas em julgado, declarando a não obrigatoriedade da contribuição. A partir de agora, não há segurança sobre a isenção do tributo, mesmo com decisão favorável”, explica Enzo Megozzi, sócio da área tributária do Farroco Abreu Advogados, em entrevista exclusiva ao Empreendabilidade. Para o advogado, que lembrou que grandes empresas já divulgaram Fatos Relevantes ao mercado investidor prevendo prejuízos – o Pão de Açúcar, por exemplo, revisitou a questão e previu um impacto de R$ 290 milhões no caixa com a medida – a decisão materializa o que se chama de “insegurança jurídica” no Brasil e afetará também os pequenos empreendedores. Confira abaixo a conversa com Enzo Megozzi na íntegra: 1. O que exatamente foi a decisão do STF? E por que está causando tanta polêmica no mercado? Enzo Megozzi: Basicamente, o Supremo finalizou um julgamento em que se discutiu a possibilidade da quebra automática da chamada ‘coisa julgada’, em matéria tributária. O entendimento do STF é de que é possível que uma decisão posterior do próprio Supremo Tribunal Federal, que, com efeitos gerais, mude um entendimento anterior dele mesmo, possa atingir as decisões que tenham ações transitadas em julgado, que deveriam já estar decididas. Nessa decisão especificamente, se discutia um caso da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (a CSLL), que é um tributo criado na Constituição Federal de 1988 e que incide sobre o lucro das empresas. É um tributo até parecido com o IR, destinado à seguridade social. Vários contribuintes, de diferentes portes, empresas grandes, médias, tinham, há muitos anos, decisões transitadas em julgado, dizendo que eles não tinham obrigatoriedade de pagar essa contribuição. No ano de 2007, o STF decidiu um caso específico, com efeitos gerais, ou seja, posteriormente a essas decisões individuais daqueles contribuintes, dizendo que a CSLL era constitucional. Daí, vários contribuintes foram ao judiciário alegando que essa decisão do STF de 2007 não poderia causar cobranças da União, pois essas empresas tinham trânsito em julgado favorável, ou seja, não cabia mais recursos, proferidas pelo poder judiciário, dizendo que o tributo era indevido. Agora, o STF mudou essa decisão, e decidiu sobre a cobrança retroativa. 2. Essa decisão já impactou as grandes empresas? Como isso impacta as menores? Qual deve ser a preocupação do empreendedor? E.M.: Em relação às grandes empresas que estiveram envolvidas nesse julgamento anterior, [a decisão] teve efeito em várias empresas de capital aberto, que devem satisfação a investidores. O principal ponto é a questão da insegurança jurídica, pois agora terão que recolher esse tributo retroativo. Isso tem impacto em balanço, necessidade de reconhecer esses valores em resultado, e provavelmente deve impactar investimentos e preço de ações. Para as empresas menores, o principal alerta que fica é: o STF ganha cada vez mais protagonismo e isso faz com que as empresas tenham que acompanhar os movimentos do STF com muito mais atenção, por qualquer mudança de entendimento do Supremo vai fazer com que as empresas tenham que revisitar seus procedimentos. Isso já aconteceu algumas vezes. Casos de CSLL, IPI, importação… Vários casos em que o STF mudou o entendimento, o que é ruim, porque a estabilidade de jurisprudência é um dos pilares para o Estado fornecer segurança jurídica para os indivíduos. Foi uma decisão que assustou todo mundo, não se esperava que o Supremo determinasse a cobrança retroativa, com multa. Imagina um empresário que se planejou nos últimos cinco anos, desconsiderando a CSLL. Agora, não só ele vai ter que começar a pagar para o futuro (e tudo bem), mas, também para o passado. O Supremo está reabrindo questões do passado em uma mudança do entendimento dele em um momento posterior. A decisão é realmente bastante preocupante. 3. O quanto a insegurança jurídica e cobranças retroativas representam para as empresas neste momento? E.M.: A gente volta para o problema que é a sinalização que o Supremo dá. Já conversei com muitos clientes preocupados com essa situação e a pergunta que quase todo mundo faz é: ‘e o meu caso que está transitado em julgado a favor?’ e a gente tenta tranquilizar o cliente, explicar que o caso está preservado. Mas, isso é para se ter dimensão do que a decisão representa em termos de insegurança. A gente está em um momento delicado institucionalmente para o país. A gente luta por segurança jurídica, pois sabemos o impacto que isso tem na realização de negócios no Brasil. Tem um ditado que diz que, no Brasil, até o passado é incerto. Essa decisão materializa isso. Essa é a pergunta que todas as empresas estão fazendo. 4. Existe um dado que aponta que 65% do faturamento de pequenas empresas é destinado ao pagamento de tributos no Brasil. Com uma carga tributária tão alta e um sistema complexo, com mais de 5.000 normas e que podemos considerar que são voláteis, como se empreende em um sistema tributário como este? E.M.: Quando se fala em ambiente de negócios no Brasil, a gente vê que o sistema tributário é uma loucura. A gente milita por um sistema mais simples e eficaz. Precisa haver uma mudança na legislação, sobretudo no que se refere à diminuição de obrigações acessórias. Não há só a necessidade de se pagar impostos, mas o tempo e o dinheiro que se gasta com simplesmente para monitorar a legislação e recolher o tributo adequadamente é uma coisa que não tem
São Paulo fica em 51ª posição entre 55 metrópoles no fomento a empreendedorismo feminino, diz estudo

Acesso restrito ao capital, poucas oportunidades de crowdfunding e número limitado de investidores estão entre os fatores críticos O fomento ao empreendedorismo feminino no Brasil está em baixa posição no cenário mundial, segundo estudo Women Entrepreneur Cities (WE Cities), da Dell Technologies em parceria com a S&P Global. São Paulo, única cidade brasileira dentre as 55 metrópoles listadas como as mais favoráveis para mulheres empreendedoras, ficou em 51º lugar, à frente apenas de Lima (Peru), Cidade do México (México), Jacarta (Indonésia) e Guadalajara (México). As três melhores colocadas são Londres (Inglaterra), Nova Iorque (EUA) e Bay Area (EUA). A pesquisa Women Entrepreneur Cities (WE Cities) é realizada com base em cinco pilares: Talento, Capital, Cultura, Tecnologia e Mercado. São Paulo caiu cinco posições em relação ao último levantamento, realizado em 2019. Os principais motivadores da queda foram o acesso restrito ao capital, poucas oportunidades de crowdfunding, número limitado de investidores e falta de grandes empresas de capital de risco. Pandemia impactou mudanças nos resultados Segundo a Dell, a pandemia apresentou consequências em algumas regiões, especialmente nos pilares de Talento e Cultura. Com o fechamento de escolas e creches, mães de crianças precisaram se desdobrar para cuidar da casa, dos filhos e do trabalho, o que dificultou avanços e melhores resultados. “A pandemia estreitou a correlação entre talento e tecnologia. Isso corresponde ao que descobrimos no Dell WE Cities Technology Deep Dive, ou seja, que as mulheres empreendedoras veem as habilidades tecnológicas como vitais, mas muitas vezes se preocupam por não terem um entendimento forte o suficiente para serem capazes de navegar na era digital”, explica Luciane Dalmolin, Diretora de Vendas para Pequenas Empresas da Dell Technologies no Brasil. Futuro pode ser promissor Apesar de, neste momento, o recorte se mostrar pouco animador para o empreendedorismo feminino no Brasil, há um farol que pode guiar novos negócios comandados por mulheres. Em quantidade, o público feminino vem ganhando cada vez mais espaço no cenário empreendedor O Brasil se tornou o sétimo país com o maior número de mulheres empreendedoras no mundo desde 2020. Dos 52 milhões de empreendedores, 30 milhões são mulheres, correspondendo a 57%. Com relação às Microempreendedoras individuais (MEIs), as mulheres representam 48%, em referência por categorias como alimentação, moda e beleza. Além disso, a representatividade feminina em cargos de liderança e diretoria de grandes empreendimentos vem crescendo nos últimos anos, o que pode sinalizar maiores oportunidades e abertura para as mulheres no universo dos negócios.
E-commerce brasileiro cresceu 2% em 2022, revela Nielsen|Ebit

O e-commerce no Brasil cresceu 2% em 2022, de acordo com relatório produzido pela Nielsen|Ebit. O crescimento tímido foi impulsionado pelo primeiro semestre, que observou alta de 6%, em comparação com mesmo período do ano anterior. Os últimos seis meses do ano foram marcados por uma queda de 2%. A taxa que mede a contribuição de cada um dos meses no crescimento total do comércio eletrônico em 2022 apontou que janeiro contribuiu em 87%, e fevereiro, em 71%. Maio também foi um mês de destaque e contribuiu em 23%, sendo esses os três meses mais importantes para o crescimento do e-commerce no ano de 2022. O segmento de Perfumaria e Cosméticos foi destaque em 2022. Reprodução/ Pixabay Na análise que avalia o crescimento de cada mês em comparação com o mesmo período no ano anterior, janeiro teve alta de 20%, enquanto fevereiro cresceu 18%. Nesta mesma comparação, maio teve um desempenho menor, de 4%. “Os resultados, em geral, demonstram desaceleração do crescimento do e-commerce no Brasil. Isso ocorre porque vivemos um momento em que há uma retomada do comércio presencial, com o fim definitivo do isolamento social durante a pandemia no Brasil, além de um ambiente com inflação e juros altos. Mesmo assim, o crescimento de 2% ainda representa relevância e estabilidade do setor”, analisa o head de e-commerce da Nielsen|Ebit, Marcelo Osanai. Categorias no e-commerce Segundo o levantamento, o segmento que teve maior destaque de crescimento em GMV na comparação entre 2022 e 2021 foi o de Perfumaria e Cosméticos, com crescimento de 21,2%. O setor se distanciou em quase 5 pontos percentuais do segundo colocado — Pet Shop, com 16,3%. Em seguida, ficou o segmento de Eletrônicos com 10,5%, e Casa e Decoração (9,6%). Ainda de acordo com a Nielsen|Ebit, em volume de pedidos, o grupo de Alimentos e Bebidas teve um desempenho estrondoso, com alta de 71,7%, em relação a 2021. O segmento de Perfumaria e Cosméticos também visualizou alta, com crescimento de 22,8%, no mesmo período de comparação.
Inadimplência alcançou 5,7 milhões de MPEs em dezembro de 2022

Total foi de 6,4 milhões de negócios de todos os portes com débitos em atraso no período Dados do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian mostram que, em dezembro de 2022, 5,74 milhões de Micro e Pequenas Empresas (MPEs) foram alcançadas pela inadimplência. Comparado com o mesmo mês de 2021, a variação foi de 7%. Veja a seguir os dados completos: “A estimativa é que o cenário de inadimplência das empresas ainda perdure, em conformidade com o índice de negativação dos consumidores que já chega em 69,4 milhões de pessoas. O impacto da inflação começa no bolso do brasileiro, que tem seu poder de compra e de pagamento afetado e acaba impactando o fluxo de caixa das companhias. Para que haja melhora deste cenário, é necessário investir na reorganização financeira, com renegociação de dívidas junto aos credores e contenção de gastos até que a economia sinalize positivamente uma melhora”, avalia o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi. Ainda na avaliação do cenário das Micro e Pequenas Empresas em dezembro, 52,5% foram do setor do Serviço, 39,1% do Comércio, 7,9% da Indústria e 0,5% do segmento de Outros. A quantidade foi de 39,5 milhões de dívidas negativadas cujo valor chegou em R$ 89,1 milhões. Cada empresa tinha, em média, 6,9 contas atrasadas que, juntas, somam por volta de R$ 15.521,20. A maior parte das MPEs com CNPJs negativados eram do Sudeste (53%) e a menor parcela do Norte (5,3%). Confira a comparação completa no gráfico a seguir: Com São Paulo (1.865.890), Minas Gerais (560.084) e Rio de Janeiro (511.401), o Sudeste liderou o ranking das Unidades Federativas (UFs) com mais micro e pequenas empresas inadimplentes. Abaixo, veja a lista completa: Cenário nacional chega em R$ 110,2 milhões em débitos atrasados O mês de dezembro registrou mais de 6,44 milhões de empresas inadimplentes. Considerando todos os portes, a somatória das dívidas atrasadas chegou em 45,8 milhões com valor total de R$110,2 milhões, sendo a média de 7,1 boletos e R$ 17.123,10 devidos por empresa. Cerca de 54% dos negócios com CNPJs no vermelho eram do setor de Serviços. Confira os dados completos no gráfico e na tabela abaixo: Na análise por segmentos nos quais os empreendimentos inadimplentes mais adquiriram suas dívidas, “Outros” – categoria que engloba em sua maioria Indústrias, além de empresas do terceiro setor e do agronegócio – foi o que se destacou (28,4%). No gráfico abaixo está o levantamento completo, confira: Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.
Empreendedor negro ganha 32% menos, e desigualdade desafia novo governo

Trabalhadores por conta própria e empregadores negros têm menos escolaridade, empresas menores e trabalham mais sozinhos, mostra Sebrae. Com histórico voltado ao trabalho formal e miseráveis, PT tem desafio de enfrentar a desigualdade também entre “microempreendedores por necessidade”. “Vamos impulsionar as pequenas e médias empresas, potencialmente as maiores geradoras de emprego e renda, o empreendedorismo, o cooperativismo e a economia criativa”, prometeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em seu discurso de posse, em 1º de janeiro. Naquele mesmo dia, Lula também afirmou seu compromisso com “combater dia e noite todas as formas de desigualdade”, citando entre exemplos dessas iniquidades as serem debeladas as disparidades de renda, gênero, raça e do mercado de trabalho. Um estudo do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) mostra, no entanto, que estas não são agendas separadas. Segundo o levantamento Empreendedorismo por Raça-cor (e sexo), empreendedores negros ganham menos, têm menos escolaridade, empresas menores, trabalham mais sozinhos (sem contratar funcionários) e contribuem menos à Previdência. As empreendedoras negras especificamente foram as mais prejudicadas pela pandemia e as que mais demoraram a se recuperar. Assim, num país onde 30% dos ocupados trabalham por conta própria ou são empregadores, o novo governo tem como desafio enfrentar a desigualdade não só no mercado de trabalho formal, mas também entre os mais de 30 milhões de empreendedores, dizem economistas. Nascido do sindicalismo e bem sucedido em políticas sociais para os miseráveis, o PT enfrenta no terceiro mandato de Lula o desafio de desenhar políticas para uma classe média baixa de “microempreendedores por necessidade”, cujo voto em grande medida se voltou à direita nas últimas eleições. Desigualdade de raça e gênero entre empreendedores Segundo o estudo do Sebrae, os negros (pretos e pardos) representam 52% dos empreendedores brasileiros, considerando como parte deste grupo trabalhadores por conta própria e empregadores. Mas, enquanto os empreendedores negros tinham renda média mensal de R$ 2.079 no segundo trimestre de 2022, os brancos ganhavam R$ 3.040. Ou seja: o rendimento de empreendedores negros é em média 32% inferior ao de empreendedores brancos. Considerando a questão de gênero, as mulheres negras têm o mais baixo rendimento entre os empreendedores, de R$ 1.852, comparado a R$ 2.188 para homens negros, R$ 2.706 para mulheres brancas e R$ 3.231 para homens branco, mostra o levantamento do Sebrae. Portanto, entre homens brancos empreendedores e mulheres negras empreendedoras, a diferença de renda média é de 74%. “O país estruturalmente teve uma inserção tardia de mulheres e negros no mercado de trabalho, isso vale para todas as profissões e vale para empreendedores também”, observa Marco Aurélio Bedê, analista de gestão estratégica do Sebrae e responsável pela pesquisa, sobre um dos motivos por trás da diferença de remuneração entre empreendedores. O economista observa que, além dessa inserção tardia — um resultado de fatores como a escravidão e a desigualdade de papéis sociais de gênero —, os brancos em geral têm escolaridade superior aos negros, o que também afeta o nível de rendimentos. Essa diferença de escolaridade é perceptível no próprio perfil dos empreendedores: 41% dos donos de negócios negros têm apenas o ensino fundamental, comparado a 28% dos brancos. Já entre os empreendedores com ensino superior, 32% são brancos, ante 13% de negros. Escolaridade dos empreendedores — Foto: BBC Entre as mulheres, apesar de elas atualmente superarem os homens em formação escolar, há a particularidade de muitas vezes atuarem no mercado de trabalho para complementar a renda da família. Com o cuidado de casa, filhos e idosos, elas acabam se dedicando apenas parcialmente a seus negócios, o que também impacta o nível de rendimentos. “E ainda tem a questão cultural de que, para mesmas atividades, é comum encontrar mulheres ganhando menos”, observa o analista do Sebrae. Empreendedorismo por necessidade A análise do perfil dos empreendedores brasileiros por raça e gênero deixa evidente que boa parte desses considerados “donos de negócios” são não verdade empreendedores por necessidade — não aqueles que criam novas empresas a partir de inovações disruptivas, mas os que abrem pequenos negócios para sobreviver. A maioria nem sequer tem empregados, trabalhando por conta própria e oferecendo ao mercado apenas a própria mão de obra. Entre mulheres negras, apenas 8% das empreendedoras são empregadores, comparado a 11% dos homens negros, 17% das mulheres brancas e 19% de homens brancos que podem contar com funcionários em sua atividade empreendedora. Dentro da pequena parcela de empregadores negros, a grande maioria (82%) tem apenas entre 1 e 5 empregados. Assim, além de trabalharem mais por conta própria, os empreendedores negros também têm negócios de menor porte. Dentro da pequena parcela de empregadores negros, a grande maioria (82%) tem apenas entre 1 e 5 empregados — Foto: Tânia Rego/Agência Brasil “A motivação por necessidade é maior entre negros e está ligada à baixa escolaridade e à taxa de desemprego maior nesse grupo”, afirma o economista do Sebrae. “Quem inicia um negócio por necessidade, em geral inicia com uma lacuna em termos de formação, de tempo para pensar o empreendimento. Muitas vezes, com menos capital e no espírito do desespero”, completa o analista. Bruno Imaizumi, economista especializado em mercado de trabalho da LCA Consultores, observa que esses não são os únicos problemas enfrentados pelos empreendedores por necessidade. “Temos que lembrar que o trabalhador por conta própria, no geral, tem um rendimento muito volátil, muito inconstante mês a mês. Com menos qualificação, ele vai ter mais dificuldade de que seu negócio se mantenha, de conseguir uma renda maior, de empregar mais gente”, diz Imaizumi. As dificuldades enfrentadas por esses empreendedores por necessidade se refletem no baixo nível de contribuição à Previdência Social. Segundo a pesquisa do Sebrae, no segundo trimestre de 2022, 72% dos empreendedores brasileiros negros não contribuíam para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), comparado a 52% dos brancos. Assim, a situação de precariedade desses trabalhadores durante a idade ativa tende a se reproduzir também na velhice, quando terão menos renda disponível via benefícios. Desafios para o novo governo A desigualdade entre empreendedores, parcela crescente no mercado
Mudanças nas regras do MEI visa de aumentar contratações e evitar fraudes nas leis trabalhistas, diz ministro do Trabalho

Luiz Marinho afirma que mudança nas regras têm objetivo de facilitar contratações e diminuir PJs De acordo com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o governo federal pretende reavaliar as regras do MEI com o objetivo de facilitar contratações com carteira assinada e evitar fraudes nas leis trabalhistas. Segundo ele, a terceirização excessiva dos contratos de trabalho piora a qualidade dos empregos. “O MEI não é problema, ele é dono do carrinho de pipoca. [Mas se alguém] tem dez carrinhos e contrata dez pipoqueiros como MEI, [esses] são empregados, e o que se tem é uma fraude trabalhista”, diz o ministro. Para Marinho, ampliar o teto de faturamento do MEI poderia gerar mais empregos com carteira assinada. Ele diz ainda que a criação de diferentes faixas de contribuição faria empresas um pouco maiores pagarem menos impostos. Essas empresas teriam então a capacidade de contratar mais gente, mas isso poderia provocar uma redução na arrecadação do governo. Segundo Marinho, uma mudança como essa precisa de medidas que compensem essa perda. Uma possível solução seria a taxação dos mais ricos através de uma reforma tributária. “Evidente que nós queremos empresas produzindo mais, com facilidade para produzir e diminuir a carga tributária. Mas é preciso que compreendam essa questão da carga tributária e a necessidade de pensar de maneira global [na arrecadação]. Então, o 1% dos bilionários têm que passar a pagar impostos.” Luiz Marinho Algumas mudanças já estão em discussão no Senado. Uma comissão aprovou proposta para aumentar o limite anual de faturamento de R$ 81 mil para R $144,9 mil. Também será permitido contratar até dois funcionários ao invés de apenas um.
“Reformas reforçam necessidade de planejamento tributário”, diz sócia da Solutax

O Empreendabilidade conversou com a especialista no assunto para entender o que está por vir no cenário tributário brasileiro Maior bandeira do atual governo na questão de tributos, a Reforma Tributária está há anos rondando os debates da Câmara e do Senado, mas sem avanços significativos. Agora, a promessa é de acelerar o processo e entregar um projeto para discussão e votação do parlamento até abril. Os presidentes da Câmara e do Senado, ambos reeleitos para a atual legislatura, já sinalizaram que não devem travar o andamento da Reforma e estão costurando os termos com o Governo, antes de colocar para deliberação em comissões e Plenário. Outros temas tributários, como a nova âncora fiscal e a correção da tabela de Imposto de Renda também serão colocados na mesa. Como parâmetro, segundo dados da Receita Federal, o Brasil alcançou valores recordes de arrecadação tributária em 2022: R$2.2 trilhões, melhor resultado desde 1995. O montante representa um aumento real (corrigido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA) de 8,18% em comparação a 2021. O Empreendabilidade conversou com Ana Cavallaro, Sócia-fundadora e CEO da Solutax, para entender o cenário de tributação atual no Brasil e elucidar questões sobre a Reforma e seus impactos para o empreendedor. Segundo a especialista, os primeiros passos do governo Lula visam aumentar ainda mais a arrecadação. “O governo iniciou, mais do que nunca, com medidas voltadas para o aumento da arrecadação tributária. Isso foi claro, de acordo com as novas medidas publicadas agora em janeiro. Todas essas medidas do governo demonstram a necessidade dos empresários se anteverem e fazerem um planejamento empresarial”, explica. “Não existe planejamento e gestão 360, se não tiver um planejamento tributário. Creio que 2023 seja um dos anos mais aquecidos sobre a necessidade de acompanhamento e planejamento tributário”, completa. Ana aponta que a reforma caminha em três frentes principais que beneficiam o contribuinte por um lado, mas prejudica por outro. “Um dos pontos de atenção é que um dos projetos de reforma traz uma redução para comércio e indústria, mas em contrapartida impõe um aumento de carga tributária para as empresas prestadoras de serviço. Então, pensou eu que não é um modelo ideal pensando na lógica de negócios do Brasil”, afirma. “O objetivo em comum dos diferentes projetos de reforma é no sentido de simplificar a burocracia tributária no Brasil. Isso é um ponto positivo e necessário para as empresas.” Entenda a Reforma Tributária O Brasil é conhecido por ter um dos sistemas tributários mais complexos do mundo. Existem três níveis de autoridade tributária: federal, estadual e municipal. O objetivo da Reforma Tributária nos moldes atuais é, a princípio, simplificar a tributação a âmbito federal. O texto vai aproveitar aspectos da Propostas de Emenda à Constituição (PEC) 45/19, do deputado Baleia Rossi (MDB-SP), que simplifica o sistema tributário nacional pela unificação de tributos sobre o consumo, e da PEC 110/19, do Senado, para dar mais agilidade à tramitação da matéria. A proposta simplifica o sistema tributário, substituindo cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e cria o Imposto Seletivo Federal, que incidirá sobre bens e serviços cujo consumo se deseja desestimular, como cigarros e bebidas alcoólicas. Essa transição demoraria dez anos, sem redução da carga tributária. Situação tributária do Brasil Segundo o Banco Mundial, o Brasil é o líder do ranking de burocracia tributária, posição non grata, uma vez que as empresas brasileiras consomem cerca de 2 mil horas por ano para preparar, declarar e pagar tributos, enquanto países da OCDE gastam 155 horas, em média, para as mesmas tarefas. Para se ter ideia do peso, as MPEs brasileiras gastam até 65% do faturamento em impostos. Além disso, estão sujeitas a quase 5 mil normas legais para se adequarem ao fisco, que mudam quase que diariamente. Apontando para a total normalização dos indicadores econômicos após o período mais restritivo da pandemia, a situação tributária também foi afetada. Traçando um paralelo com as Olimpíadas, maior evento esportivo do mundo, o resultado do Brasil em Tóquio foi um 12º lugar, melhor resultado brasileiro em toda a história. Se houvesse uma ‘Olimpíada Tributária’, na qual o país medalhista seria aquele que se saiu melhor na recuperação, o desempenho brasileiro não seria dos melhores. “A gente não pega medalha, infelizmente. O Brasil ensaiou uma boa largada, com algumas medidas para ajudar os setores mais tingidos pela pandemia, só que os benefícios foram sendo reduzidos durante a corrida, foi perdendo fôlego. Acho, inclusive, que a gente não termina a corrida”, esclarece Ana. Diante do novo cenário político, Ana Cavallaro avalia que, se tratando de regime tributário, há mais motivo para preocupação do que comemoração. “As primeiras medidas, em âmbito federal, eu fiquei temerosa. Pensando como contribuinte, estamos em um momento de cautela, que é necessário um acompanhamento próximo das legislações, porque as alterações feitas até agora trouxeram aumento da carga tributária para as empresas, sem nenhum tipo de benefício.” Entretanto, pontua que nem tudo é de se lamentar. “Um ponto positivo que merece menção foi o programa de transição tributária, os parcelamentos especiais. O Governo ampliou medidas que possibilitam um diálogo entre o contribuinte e o fisco, para fins de parcelamento de débitos tributários, isso é positivo”, finaliza.
Simples arrecada mais, recupera mais dívidas e é melhor avaliado pelas MPEs

A arrecadação do Simples Nacional cresceu 12,54% de janeiro a dezembro de 2022 em comparação ao mesmo período de 2021, com um volume de R$ 157 bilhões. O acréscimo foi maior do que o da receita previdenciária, que foi de 5,98%, conforme divulgou a Receita Federal. O resultado vem em linha com a retomada dos pequenos negócios após a pandemia e leva, mais uma vez, a questionar determinadas estratégias da gestão, como por exemplo a portaria que exclui diversos setores do Perse – o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos. Para entender melhor o impacto positivo do Simples, resgatamos um estudo de 2020 do Sebrae, com a avaliação de MPEs sobre esse regime tributário. O material constata que o Simples é um importante aliado para os pequenos negócios e os empreendedores individuais, além de retornar benefícios claros para a economia: O Simples aumenta a formalização de negócios Em 2007, os optantes do Simples eram 11% dos Donos de Negócio do IBGE (Empregadores + Conta Própria). Em 2019, representavam 50%. A estimativa, segundo o estudo do Sebrae de 2020, é que em 2023 o Simples equivalesse a 60% dos Donos de Negócios. Porém, a realidade é que o Simples já opão de mais de 99% das empresas. O Simples aumenta a criação de empregos Em 2019, as empresas optantes do Simples geraram 72% dos empregos CLT criados naquele ano, taxa que se mantém visto que, atualmente, mais de 71% dos empregos gerados no país são de micro e pequenas empresas e empreendedores individuais. O Simples aumenta a arrecadação Entre 2007 e 2018, o valor da arrecadação do Simples passou de 4,2% para 8,4% como proporção do total das receitas federais. Até 2018, o valor arrecadado pelo Simples somava R$ 816 bilhões. Apenas no ano passado, o montante arrecadado pelo Simples para a União foi superior a R$ 157 bi, o que comprova o constante crescimento da contribuição do sistema. O Simples amplia a chance de sobrevivência de empresas A taxa de sobrevivência das empresas optantes do Simples é sistematicamente o dobro das não optantes. O último dado disponível mostra que 83% das empresas optantes sobreviveram 2 anos, contra 38% no grupo das não optantes. O levantamento do Sebrae ainda indica que 2/3 das MPEs optantes, caso o Simples não existisse, fecharia, iria para a informalidade ou reduziria as atividades. Ainda os empresários afirmam que entre os principais benefícios do Simples estão o fato de se conhecer o quanto vai pagar de imposto e a redução da burocracia. Entre os fatores que poderiam ser melhorados, a pesquisa aponta que o aumento dos impostos proporcional ao crescimento da empresa deveria ser mais suave, a necessidade de ampliar das atividades cobertas, a eliminação do ICMS e a atualização anual, além da necessidade de se “eliminar” o teto de faturamento, entre outras questões. A pesquisa também indica que, entre os não-optantes, cresce ano a ano o número daqueles cujo faturamento superou o teto do Simples e por isso não pode participar – por isso a PLP 108/2021 é importante, para parametrizar o teto do Simples com o crescimento da economia. Entre os segmentos de atuação impedidos de aderir ao sistema tributário, a Indústria é o setor que mais teria interesse, com 79% de respostas positivas. Outro aspecto positivo do sistema é que ele possibilita também maior recuperação de débitos inadimplentes: em 2020, a Receita Federal recuperou R$ 5,2 bilhões de dívidas de 230 mil empresas do Simples Nacional.
Lide Lisboa: criação de empregos e melhoria do ambiente de negócios no Brasil

Autoridades e grandes empresários brasileiros demonstraram otimismo em adotar os pequenos negócios como base para o desenvolvimento socioeconômico do país O segundo e último dia da Lide Brazil Conference teve como foco o desafio do Brasil de gerar empregos e perseguir o crescimento econômico para reduzir as desigualdades socais. O evento, que aconteceu nos dias 3 e 4, em Lisboa, reuniu centenas de líderes públicos e executivos para debater oportunidades de negócios em Portugal e na União Europeia. Representantes do governo brasileiro sinalizaram melhorias para o ambiente de negócios, enquanto renomados executivos, como Luiza Trajano e Abílio Diniz, elogiaram a capacidade do Sebrae em alavancar milhões de pequenos negócios brasileiros, considerados a principal força motora do país. O direcionamento dos painéis do Lide Conference para o desenvolvimento e a segurança social diz muito sobre a importância desse tema, ressaltou o presidente do Sebrae, Carlos Melles. “A palavra de ordem aqui foi a criação de empregos. O Sebrae está alinhado e pronto para contribuir com este processo”, cravou, destacando a imprescindibilidade do setor. Melles comemorou o convite da direção do Lide, para participar do Fórum de Empreendedorismo, a ser realizar em setembro, em Roma. “O Sebrae busca agora olhar para fora do Brasil e viabilizar a internacionalização da pequena empresa. O Fórum em Roma terá lugar num país onde 45% do PIB exportador é gerado pelos pequenos negócios. Este é um bom exemplo a ser seguido”, destacou Meles. O presidente do Sebrae, Carlos Melles, e o ministro do STF, Gilmar Mendes. (fotos: Fernando Donasci) O otimismo também deu o tom na fala da ministra de Planejamento e Orçamento, Simone Tebet: “Vamos garantir um melhor e mais seguro ambiente de negócios no Brasil, atuando em três pilares: transparência absoluta; arrumar a casa, sob o ponto de vista fiscal; e a reforma tributária”. O combate à fome e à segurança alimentar estiveram presentes nas falas de outros convidados neste sábado, como Abílio Diniz (presidente do Conselho da Península Participações); Giorgio Medda (CEO da Azimut Group Europa); Luiza Trajano (Presidente do Conselho do Magazine Luiza); Luiz Carlos Trabuco (Presidente do Conselho do Bradesco). Holofote para o Sebrae e para os pequenos negócios O Sebrae voltou a ser destaque no segundo e último dia da Lide Brazil Conference. Abílio Diniz comentou a maior agilidade dos pequenos negócios em relação às grandes empresas e reforçou que “a atuação do Sebrae é muito importante para direcionar esses empreendedores”. Por sua vez, Luiza Trajano se intitulou ‘garota propaganda’ do Sebrae, ao compartilhar o orgulho da parceria firmada com a Magazine Luiza, abrindo as portas do market place da Magalu para as MPE aumentarem suas vendas, inclusive permitindo exportar para Portugal e outros países da Europa. Também presente na Conferência, o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, comentou a importância das micro e pequenas empresas para a economia fluminense. Segundo ele, sua gestão vem adotando medidas benéficas para o segmento, como a redução da carga tributária, a digitalização de serviços públicos estaduais e a redução do tempo de abertura de empresas no estado para apenas 25 minutos. Sob essa ótica, Castro destacou o papel do Sebrae em capturar a real vocação do empreendedor a partir das potencialidades econômicas de cada região do país. “O Sebrae faz este papel com excelência”, sinalizou. A visão foi reforçada pelo presidente da Febraban, Isaac Sidney: “O Sebrae é um ente que se relaciona com todos os governos e tem capacidade de dar escala a muitas empresas, que passam a poder se alavancar”.
Pequenos negócios ganham destaque na agenda do Congresso Nacional em 2023

Expectativa é que projetos relevantes avancem neste ano, principalmente em relação a temas como Microempreendedor Individual (MEI), simplificação tributária e melhorias no Simples Nacional A partir desta quarta-feira (1), os deputados e senadores inauguram os trabalhos legislativos do Congresso Nacional em 2023, após solenidade de posse dos membros da nova legislatura. A expectativa é que projetos relevantes para os pequenos negócios avancem, especialmente com relação a temas como simplificação tributária, limites de enquadramento, reempreendedorismo, Microempreendedor Individual (MEI), melhorias no Simples Nacional e na Lei Geral das MPE, sem contar a Reforma Tributária, considerada uma das pautas mais importantes do ano. Um dos projetos com grandes chances de aprovação ainda neste ano é o PLP 108/21, que estabelece novos limites para o MEI. O projeto já foi votado pelo Senado Federal e já está pronto para ser analisado pelo Plenário da Câmara dos Deputados. O texto vindo do Senado permite que o trabalhador com receita bruta igual ou inferior a R$ 130 mil se enquadre como MEI. Possibilita também que o MEI contrate até dois empregados. Outra iniciativa considerada de altíssimo impacto para as MPE é o PLP 178/21, que institui o Estatuto Nacional de Simplificação de Obrigações Tributárias Acessórias, que normatiza nacionalmente a execução e criação de obrigações assessórias e ainda cria um sistema nacional compartilhado entre União, estados e municípios, além de padronizar a emissão de documentos e declarações fiscais, bem como fornecer declarações pré-preenchidas, entre outras medidas. O projeto está no Senado Federal e foi aprovado pela Câmara dos Deputados com grande adesão e compromisso dos deputados. De acordo com o gerente-adjunto de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Fábio Marimon, responsável pelo Núcleo de Assessoria Legislativa da instituição, uma nova legislatura traz sempre esperança e disposição para aprovar pautas relevantes para a população brasileira. Segundo ele, os projetos relacionados aos pequenos negócios têm alto impacto na sociedade e na economia, por isso, tendem a contar com amplo apoio no Congresso. “Acreditamos que não há como se falar em partidarismo ao tratarmos dos pequenos negócios. As MPE representam mais de 70% dos empregos no país, 99% de todas as empresas. Elas beneficiam direta ou indiretamente mais de 86 milhões de brasileiros. Ou seja, a MPE traz emprego, boa economia, justiça social e distribuição de renda – vários motivos para uma grande adesão. Sempre contamos com o apoio dos mais diversos partidos e espectros ideológicos por ser uma pauta tão relevante para qualquer político que pense no seu povo ou na sua base eleitoral”, ressalta. No Congresso, aFrente Parlamentar Mista dos Pequenos Negócios também já está colhendo assinaturas para sua refundação, com amplo apoio dos deputados e senadores. Em parceria com a Frente, o Sebrae participa da organização de eventos, seminários de discussão e reuniões para debater os projetos com vistas a alcançar maior apoio do Congresso, da opinião pública e de instituições, a fim de que temas importantes sejam aprovados. “Paralelamente, no Sebrae, já está em andamento a elaboração de uma Agenda Legislativa, que terá consulta e participação das unidades estaduais do Sebrae, para que os esforços sejam concentrados naquelas matérias com mais impacto e relevância para as MPE de todo o país”, acrescenta Marimon. Outros projetos No Senado, o PLP 127/21 também é considerado relevante, conta com apoio de muitos estados e tende a ganhar força ainda neste semestre. O projeto torna facultativa aos estados a adoção de sublimites estaduais para fins de recolhimento de ICMS. Atualmente, é obrigatória a aplicação de sublimites de R$ 1,8 milhão e de R$ 3,6 milhões de acordo com a participação da unidade da federação (UF) no Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, eleva os limites do Simples Nacional. O PLP 33/20, chamado de Marco Legal do Reempreendedorismo, também tem chances de ganhar tração nesta legislatura, segundo o gerente-adjunto. Ele estabelece a renegociação especial extrajudicial, a renegociação especial judicial e a liquidação simplificada, bem como altera a falência das microempresas e empresas de pequeno porte. O projeto está na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. Além de forte apelo dos donos de pequenos negócios e das entidades de apoio, também conta com o posicionamento favorável do Sebrae. Reforma Tributária O início da nova legislatura também tem movimentações em torno da aprovação da Reforma Tributária. A expectativa do governo é que a proposta seja discutida em abril. O analista tributário da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Edgard Fernandes, aponta que a reforma deve buscar a simplificação do sistema tributário como um todo, preservando o tratamento diferenciado e favorecido aos pequenos negócios, em especial no âmbito do regime do Simples Nacional. “Toda e qualquer alteração nos tributos deve refletir dentro do regime do Simples Nacional, mantendo, no mínimo, a mesma proporcionalidade que já existe. Também é importante que o objetivo da reforma seja a eficiência dos processos e a desburocratização dos tributos e das suas obrigações acessórias, acarretando, assim, uma redução significativa de custos, do tempo gasto até a arrecadação dos tributos e no consequente aumento da produtividade das empresas”, frisa. Fonte: Agência Sebrae
Beatriz Machnick: “faturamento não é garantia de lucro”

Especialista mapeia desafios, expectativas e tendências para mercado de franquias em 2023 “Momentos de crise são oportunidades para se reinventar”. Foi com este plano e propósito que a BM Finance Group norteou o período mais conturbado para os empreendedores donos de franquias: a pandemia. “Quem tem uma loja dentro de shopping, a última coisa que imaginou na vida é que teria problemas com movimento e demanda”, explica Beatriz Machnick, consultora especialista no setor de franquias. O ano de 2022 foi marcante para inúmeros setores da sociedade, diante de tantas mudanças no panorama político, econômico e a situação da Covid-19 no Brasil. Com o avanço da vacinação e a retomada definitiva da rotina, diversos mercados apresentaram resultados satisfatórios e um dos protagonistas foi o setor de franquias. Primeira opção de muitos empreendedores brasileiros, o cenário de franquias apresentou números animadores e promete evolução em 2023, tornando-se atrativo para novos negócios. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o mercado de franquias registrou um crescimento acelerado no terceiro trimestre de 2022 em comparação com o mesmo período de 2021. O faturamento do setor saltou de R$ 47,3 bilhões para R$ 56,2 bilhões no período Com um faturamento 18,7% maior, o setor demonstra que, de fato, a pandemia está ficando para trás. No apanhado do ano inteiro, o crescimento da receita chegou a 15%, o maior já registrado. Os números são animadores e projetam o mercado de franquias como um dos ‘queridinhos’ para 2023. “Hoje, quando se olha os ramos de franquia, estamos falando em uma margem de lucro de 10% a 12%, alguns segmentos falam em 14%. Todo o incentivo tributário e padronização de estrutura e procedimento é bem-vindo, para que se consiga atingir essa margem”, detalha Beatriz. Retomada pós-pandemia Após o período de crise, estabelecido pela pandemia, o setor de franquias já começa a vislumbrar um horizonte de recuperação e crescimento. Com o fechamento de comércios e, principalmente dos shoppings, onde está alocada grande parte das franquias, o momento enfrentado pelos franqueados foi desafiador. Beatriz Machnick pontua que algumas adequações no atendimento foram cruciais para a sobrevivência de muitos negócios. “Aluguel de franquia dentro de shopping é muito caro e as negociações foram pouco flexíveis. Em função disso, as lojas que conseguiram sobreviver foram as que fizeram venda online. Ao invés de o cliente ir à loja, o motoboy entregava. Quem não foi para o digital, teve problemas. Mesmo quem foi, ficou no limite, com as linhas de crédito do governo ajudando bastante”, afirma. A atuação do governo, com incentivo e linhas de crédito para empreendedores do comércio também foi determinante. “As linhas do governo auxiliaram muito, tanto que, grande parte das linhas que o governo disponibilizou no momento de pandemia foi principalmente para quem atuava no comércio e para redes de franquias dentro de shoppings”, explica Beatriz, ressaltando ainda que as próprias redes ajustaram valores de royalties no período mais crítico do isolamento. Tecnologia como protagonista A projeção para 2023 aponta para a implementação de novas plataformas e recursos de tecnologia na operação de franquias. É importante olhar para os novos padrões de consumo. Um estudo da Central do Franqueado apontou as principais tendências para o setor de franquias com base no comportamento dos consumidores. Vale dizer que são tendências tanto para negócios que já existem e que devem acompanhar as transformações, quanto para novos negócios que encontrem oportunidade para prosperar. De acordo com o levantamento, as principais tendências para o setor de franquias são: Pagamentos digitais: PIX e carteiras digitais que viabilizam pagamentos através do celular facilitam as compras; Delivery: os aplicativos de delivery, como a Delivery Much, trazem mais visibilidade aos estabelecimentos, facilitando a captação de novos clientes; Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD): é preciso atenção redobrada com os dados pessoais dos clientes; Franquias home based: com o advento e consolidação do home-office, o setor também evoluiu. No formato de franquias home-based, a operação é feita remotamente, sem necessidade de local físico; Tecnologia: automatizar processos otimiza a gestão. Por isso, o uso de plataformas online é um aliado para o crescimento do negócio. Grande marca x Franquia nova Quando se fala em mercado de franchising, alguns cases veem à mente quase que de maneira automática, marcas gigantes que dominam uma fatia significativa dos números de faturamento. Uma das primeiras decisões que um empreendedor deve tomar ao decidir investir numa franquia é, justamente, se a aposta será em uma marca já consolidada ou em um projeto novo, sem grande apelo popular. Dentre as franquias com melhor avaliação, se destacam empresas já estabelecidas como líderes de mercado e conhecidas entre os consumidores, como Mc’Donalds, O Boticário e Cacau Show. As três estão entre as 81 empresas avaliadas como “Franquias 5 estrelas” no Prêmio Melhores Franquias, organizado pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN). Para quem planeja ser um franqueado de uma grande marca, Beatriz aconselha. “Um conselho que eu daria para quem quer investir em franquia: não tome nenhuma decisão sem conversar com quem já é franqueado. Temos exemplos de grandes redes que o suporte durante a pandemia foi vergonhoso. Não dá para escolher o modelo de franquia para investir apenas pelo viés de quem está vendendo”, explica. Entre as vantagens de apostar em uma marca consolidada é a padronização nos processos cotidianos e dos produtos vendidos, para que a qualidade e as características se mantenham, independentemente da localização da franquia. “Para quem não sabe para onde ir, qualquer caminho serve. Por isso, planejamento e foco são fundamentais. Trabalho duro e alegria de fazer a diferença na vida das pessoas, ajudara traçar voos mais altos, só nos fortalece”, finaliza a especialista. Veja a entrevista completa com Beatriz Machnick no nosso canal do Youtube.
BNDES quer criar fundo para empreendedoras em parceria com Alemanha

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) criou, em parceria com o banco de desenvolvimento alemão KfW e da agência alemã de cooperação internacional GIZ, um grupo de estudos para avaliar a implementação de um fundo de financiamento para mulheres empreendedoras. A iniciativa tem foco em micro, pequenas e médias empresas. O grupo de estudos também tem a participação de integrantes do governo brasileiro e alemão. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, se reuniu na última 2ª feira (30.jan.2023) com a ministra federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha, Svenja Schulze, e com representantes do banco KfW e da Embaixada da Alemanha. A reunião foi realizada em meio à visita do primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz, ao Brasil. Depois da visita, o país europeu anunciou a liberação de mais de R$ 1,1 bilhão destinado a ações ambientais no Brasil nos próximos dias. Entre os recursos doados, está o repasse de € 35 milhões para o Fundo Amazônia, cerca de R$ 193 milhões na cotação atual. O governo alemão também sinalizou a distribuição de € 31 milhões (R$ 170 milhões) para apoio aos Estados da Amazônia Legal na implementação de ações para uma maior proteção florestal.
Itaú emite R$ 2 bi para apoiar empreendedoras

Programa, que já apoiou 28 mil mulheres, faz parte da estratégia ESG do Itaú O Itaú Unibanco (ITUB4) comunicou ao mercado nesta quinta-feira (2) que emitiu R$ 2 bilhões em Letras Financeiras (LF) Sociais, conhecido como “social bonds”, para apoiar o empreendedorismo feminino no Brasil. Desse total, R$ 1 bilhão foi captado com a International Finance Corporation (IFC), membro do Grupo Banco Mundial, e uma segunda rodada, de mais R$ 1 bilhão, foi captada junto ao mercado. Segundo o comunicado, a operação, que foi feita sob o Framework de Finanças Sustentáveis do banco e faz parte da estratégia ESG do Itaú, conecta-se ao Programa Itaú Mulher Empreendedora, que apoia e fomenta o desenvolvimento de negócios liderados por mulheres por meio de iniciativas de aceleração e programas de capacitação e networking. “A emissão de Letras Financeiras atreladas a benefícios sociais, assim como a ambientais e de governança, reflete o nosso compromisso para geração de impacto positivo, além de evidenciar o apetite crescente dos investidores por esse tipo de título de dívida”, diz o banco. O programa já apoiou mais de 28 mil mulheres a se profissionalizarem para gerir melhor os seus negócios.
Abílio Diniz: “Momento é complicado para empreender por conta dos juros”

Para conter o avanço da inflação, os bancos centrais de todo o mundo tiveram que aumentar os juros. Mas o remédio tem seus efeitos colaterais negativos. E um deles é tornar a vida de quem quer empreender mais difícil. Ainda mais no Brasil. “Os juros reais são quase o maior do mundo. É muito pesado para empreender”, disse o ex-GPA e atual vice-presidente do conselho do Carrefour, Abílio Diniz. Ele participou hoje pela manhã da conferência anual do banco Credit Suisse em São Paulo. O painel foi mediado por João Camargo, fundador do grupo Esfera e presidente do conselho da CNN, e contou com a participação de Rubens Menin, presidente do conselho da MRV, do banco Inter e dono da CNN. Questionado pelo Startups se seria o caso de não empreender por conta do momento, Abílio disse que essa decisão depende muito da disposição e do momento de quem vai se lançar nessa jornada. Se vale de alguma coisa, apesar de toda a celeuma de demissões e contenção nos investimentos, a opinião deste Startups continua sendo de que nunca houve melhor momento para empreender, ou investir em novos negócios que tenham a tecnologia como base de suas operações. O mundo não vai ficar menos digital, nem mais simples nos próximos anos e décadas. As oportunidades estão aí para serem abraçadas. Menin reforçou o coro dos juros altos dizendo que, em 50 anos empreendendo, não viu muitas os juros reais na casa dos 8%. “Isso é muito. Sangra as famílias, as empresas”, avaliou. Para ele, o medicamento é correto, mas o tempo do tratamento não pode ser muito longo para não matar o paciente. Nos EUA, o FED já dá sinais de que o ciclo de aumento nos juros pode ter se encerrado. Aqui no Brasil, ainda não há uma manifestação clara. Abílio disse acreditar na independência do Banco Central e que a equipe liderada por Roberto Campos Neto tem todas as condições técnicas para avaliar quando será o momento de corrigir a rota. Para Menin, não adianta fazer essa redução na marra. É preciso criar as condições para que isso aconteça, fazer o dever de casa interno. E isso passa por pontos como a reforma tributária, reforma administrativa, controle de gastos e endividamento do governo e segurança jurídica e política no país. Para Rubens e Abílio, o momento é de união, de criar um pacto social que permita que o Brasil aproveite fortalezas como o mercado interno grande para concretizar a promessa que foi feita quando a sigla BRICS estava em alta. Os dois foram unânimes em dizer que o Brasil é o país com melhores oportunidades no atual momento. “O primeiro mundo é aqui. Temos tudo do primeiro mundo aqui e não deve nada a ninguém”, disse Abílio. Ele destacou que há muito dinheiro no mundo e ele quer vir para o Brasil. Mas é preciso saber atraí-lo. E isso passa pelas questões do dever de casa interno. Abílio disse não ter medo do atual governo e se classificou como um liberal com tendências keynesianas. Menin também foi em uma direção parecida, dizendo que é fundamental aumentar a participação da iniciativa privada nos investimentos, mas que, em um país como o Brasil, o estado precisa ter um papel na redução das desigualdades.
André Albuquerque: “Venda da Suplax amplia foco na Acquion”

André Albuquerque: Suplax se tornou uma das líderes white label de suplementos alimentares do mercado nacional (foto: divulgação) O jovem empresário André Albuquerque, o sócio-fundador e investidor Ronaldo Oliveira e o acionista e conselheiro Mario Quintanilha anunciam a venda da Suplax, uma das líderes na produção de suplementos alimentares e nutracêuticos (categoria que agrupa vitamínicos, poliminerais e suplementação saudável como aminoácidos, fibras, ômega-3, antioxidantes e outros), para o fundo americano Zeppelin. A negociação, cujo valor não foi divulgado, ocorreu durante o segundo semestre e foi concluída no final do ano. A venda abrange a marca e seus ativos, incluindo a fábrica localizada em Santana de Parnaíba, dentro de um pátio de 22 mil m², os equipamentos e todas as patentes da empresa, o que contempla o método de fabricação e as licenças dos órgãos responsáveis. Suplax A Suplax nasceu em 2017, quando André, que foi Forbes Under30 em 2021, e seus sócios iniciaram o projeto em Goiás, quarteirizando em uma indústria parceira. No segundo semestre de 2017, importaram uma máquina chinesa com tecnologia exclusiva e em seguida assumiram um pátio industrial de uma grande marca do mercado de suplementos que havia decretado falência. Aos poucos a idealização foi ganhando força e o crescimento também, não demorou para que começassem a construir uma indústria própria em São Paulo no início de 2018, mais precisamente em Santana de Parnaíba. O primeiro passo foi investir em um modelo industrial de padrão farmacêutico para o setor de suplementos alimentares, atitude de caráter inovador no ramo. Assim foi possível elevar os níveis de qualidade e capacidade produtiva, tornando-se referência no segmento e assumindo a liderança do mercado. Hoje a Suplax é referência na categoria — não é à toa que a marca vem crescendo significativamente ano após ano e alcançando uma média de 110% de crescimento anual desde 2018. Com capacidade produtiva de mais de 1 mil toneladas, a empresa mantém mais de 300 empregos diretos e indiretos e atua em toda a verticalização do produto, realizando pesquisas, testes, aprovações, branding e até mesmo a embalagem e a distribuição para os clientes. São fabricados produtos para mais de 150 marcas, nos mais diversos formatos: em pó, em cápsulas, comprimidos, líquidos, sachês etc. Novos passos Com a venda da Suplax, André se dedicará à recém-inaugurada Acquion Foodtech, produtora de insumos à base de colágeno e gelatina com alto grau de pureza para os mercados farmacêuticos, suplementos, cosméticos e alimentos. A nova companhia tem como meta estar entre os líderes do mercado no Brasil em três anos e no mundo nos próximos cinco anos. Além dela, André também dará foco à sua Holding Acquion Capital Group, que vem visando novos investimentos com foco contínuo na inovação da indústria e da chamada “velha economia”. “A história da Suplax é consequência de uma gestão com foco em qualidade, produtividade, resultado e pessoas. Cada decisão, independentemente da esfera, buscou centralizar o ser humano como o elo mais importante. Ficamos satisfeitos com a realização da venda, que confirma nossa compreensão das oportunidades no setor de insumos e suplementos alimentares e a relevância do Brasil no mercado mundial”, afirma Albuquerque.
Seis mudanças no cenário tributário para empresas em 2023

Aumento das alíquotas de ICMS, implementação da NFCom, substituição da DIRF e prorrogação para adesão aos Editais de Transação de regularização de pendências perante a Receita Federal são algumas novidades nos próximos meses. Cenário em constante ebulição no Brasil, dados do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) revelam que as empresas com atuação no Brasil precisam seguir, em média, 4.869 normas tributárias para se manterem em conformidade fiscal no país. Em valores, isso representa um gasto de R$ 207 bilhões por ano às organizações na manutenção de pessoal, sistemas e equipamentos no acompanhamento das modificações na legislação tributária vigente nas três esferas governamentais. Porém, além da ajuda de soluções tecnológicas que já conseguem automatizar muitos desses processos por meio de ferramentas de compliance e inteligência fiscal, uma das saídas encontradas pelas empresas para se manterem competitivas no mercado – mesmo que ainda reféns dos efeitos da pandemia e do aumento da inflação – tem sido investir no planejamento fiscal como estratégia para otimizar custos e aumentar a rentabilidade. “Sem soluções de inteligência fiscal muitas organizações acabam pagando mais impostos com medo de errar e entrar para o contencioso tributário do Brasil, que é da ordem de R$ 7 trilhões. Quando aplicam a legislação da forma correta e automatizam processos, geram ganhos operacionais e financeiros. E esse é o grande “pulo do gato” para as empresas se tornarem mais competitivas e aumentarem a rentabilidade, seguindo em conformidade com o Fisco”, explica Giuliano Gioia, advogado tributarista e Tax Director da Sovos Brasil. Nesse sentido, para auxiliar as empresas a aprimorarem cada vez mais seus planejamentos fiscais, a Sovos em parceria com especialistas do SPED Brasil e da Live University, mapeou 6 novidades previstas na legislação fiscal para os próximos meses. Confira a seguir: 1- Novas alíquotas de ICMS A mudança na lei geral do ICMS, que limitou os Estados à aplicação da alíquota genérica de ICMS nas operações com combustíveis, gás natural e energia elétrica e nos serviços de comunicação e transporte coletivo, motivou os governos estaduais a aumentarem as alíquotas internas do imposto. Isso porque o governo federal ainda não definiu os critérios para compensação financeira pela perda de arrecadação. No total, 12 (doze) Unidades da Federação aumentaram as alíquotas internas: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins. “O Brasil conta com uma das maiores cargas tributárias do mundo e ainda apresenta uma legislação tributária extremamente complexa. A majoração das alíquotas do ICMS deve trazer uma avalanche de alterações em outros dispositivos da legislação estadual, relativos aos percentuais de redução de base de cálculo, diferimento, MVA (Margem de Valor Agregado), dentre outros. Ao adicionar a tal contexto as regras tributárias fica humanamente impossível às empresas com atuação em diferentes locais acompanhar e aplicar tudo o tempo todo”, explica Giuliano. Ainda segundo o executivo, a principal consequência desse cenário é a probabilidade de erros que geram penalidades pelo Fisco. “Inclusive é em virtude de tamanha complexidade que muitos negócios já até provisionam em seu orçamento o valor que será destinado ao pagamento de multas, que chegam a cifras milionárias, inevitavelmente repassadas no preço dos produtos vendidos aos consumidores”, explica ele. 2- Substituição da DIRF Em julho de 2022, a Receita Federal anunciou a extinção da DIRF (Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte), que terá suas obrigações transmitidas via EFD-Reinf (Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais), um dos módulos do SPED (Sistema Público de Escrituração Digital). A partir de março de 2023, as empresas já devem conseguir fazer a transição dos eventos de uma obrigação para a outra, sendo a exclusão total da DIRF prevista para o início de 2024. Com essa mudança, as empresas que emitem as DIRFs vão precisar se adequar e gerar os eventos dentro da solução da EFD-Reinf, que pode ser realizada por meio de soluções tecnológicas integradas e que atendem a diferentes tipos de ERP (em português, Sistema Integrado de Gestão Empresarial). 3- Implementação da NFCom Voltada ao mercado de Telecomunicações, a NFCom é um novo layout de documento eletrônico criado pelo Fisco para substituir a Nota Fiscal de Serviço de Comunicação (modelo 21) e Nota Fiscal de Serviço de Telecomunicações (modelo 22) por um único modelo digital. Ou seja, se hoje as empresas prestadoras de Serviços de Comunicação e Telecomunicação emitem cada qual uma fatura diferente aos seus clientes, com a NFCom todas passarão a emitir um modelo eletrônico padronizado. E isso seguindo um cronograma de implantação que começa com a disponibilização do ambiente de homologação e passa pela implantação do ambiente de produção, até entrar em vigor a obrigatoriedade da emissão no novo modelo, prevista para a partir de julho de 2024. Além disso, assim como já acontece no Varejo com a Nota Fiscal ao Consumidor eletrônica (NFC-e), a emissão da NFCom será validada e autorizada (ou não) pelo Fisco de forma online e em tempo real. Essa é outra novidade dentro do processo atual, no qual o governo só consegue acompanhar o que as empresas emitiram de documentos para seus clientes na entrega mensal de seus relatórios fiscais, como os previstos no Convênio 115/03. 4- Prorrogação do prazo de adesão aos Editais de Transação A Receita Federal publicou em novembro de 2022 a Portaria 247/2022, a qual amplia até o dia 31 de março de 2023 o prazo de adesão aos Editais de Transação, representando uma oportunidade para que os contribuintes, pessoas físicas ou jurídicas, que estejam dentro dos critérios de adesão regularizem suas pendências perante a Receita Federal. Dos editais de transação lançados em 2020 e 2021, houve um total 12.697 adesões e nas grandes teses, 53. Já nos editais lançados em setembro de 2022, o número de pedidos de adesão já passou de 2.600. Entre os pontos de destaque da portaria estão: • Definição precisa dos recursos capazes de instaurar o contencioso administrativo fiscal e quais as matérias passíveis de recurso; • Definição do que é o deferimento da transação que suspende a tramitação do processo administrativo transacionado. Além de débitos do PAF (Processo Administrativo
Startup Nordeste acelerou mais de 900 negócios inovadores

Fonte: Agência Sebrae O programa está em operação oferecendo jornadas de capacitação e apoio, com mentorias, bolsa de estímulo à inovação e relacionamento com investidores Com mais de 900 negócios acelerados, o Startup Nordeste celebra sua primeira edição de chamadas públicas para projetos inovadores com números animadores. A iniciativa, criada para posicionar o Nordeste no mapa global de inovação, em sua frente de desenvolvimento e fomento de iniciativas de tecnologia e inovação da região, teve mais de 2,2 mil inscritos e, desse universo, cerca de 1,6 mil projetos foram pré-acelerados. O programa é estruturado para formar uma rede de capacitação e apoio aos negócios inovadores, estejam eles em qualquer fase de maturação. A analista de inovação do Sebrae, Fernanda Zambon, explica que os eixos norteadores da iniciativa são governança junto às comunidades, fomento a startups, impacto nos ecossistemas de inovação, cultura de inovação, branding, matchmaking com investidores e qualificação. “Acompanhamos cada empresa participante da fase de fomento de acordo com suas necessidades. Entre as principais ações para as 318 startups participantes desta fase estão rodadas de negócios, relacionamento com investidores, participação em eventos para ampliação de networking, mentorias, acesso às comunidades e, para as que estão sendo aceleradas atualmente, são concedidas até duas bolsas de R$ 6,5 mil por mês”, afirma Fernanda. A voz de quem participa Alexandre Motta ainda era apenas um estudante de engenharia – com muitas ideias de negócios – quando ouviu falar do Startup Nordeste. Hoje, é fundador da @Cloudincontrol, startup de automação focada na rede hoteleira, emprega cinco pessoas e continua estudando. Segundo ele, o Startup Nordeste foi decisivo para tirar o negócio do papel. “O programa literalmente nos pegou pelo braço e ensinou o caminho para empreender, como montar a empresa, para onde ir, o que fazer, como fazer. Com todos os recursos oferecidos, enxerguei perspectivas reais de crescimento”, relembra. De fato, a Cloudincontrol está em evolução. Sediada em Recife, a startup tem como principal produto a automatização de quartos de hotel. Com celular na mão, o hóspede pode acender luzes, ar-condicionado, televisão, sistema de som. Tudo facilitado através de apenas um link. “O cliente não precisa baixar aplicativo, nem passar por muitas telas. Chega no quarto, acessa e tem as comodidades que o sistema desenvolvido oferece”, explica Motta. Para o empreendedor, o ponto alto em participar do Startup Nordeste é a amplitude e o empoderamento que o programa traz. “Me tornei um promotor do Sebrae na universidade. Recomendo a todos os colegas, me ajudou muito. Além de ser gratuito, você recebe uma bolsa para participar. Tenho muitos colegas com excelentes ideias, mas não sabem por onde começar, eu indico que procurem o Sebrae”, diz. Com perspectivas de contratar pelo menos outras duas pessoas para sua equipe, Motta relata que o programa despertou nele o gosto pelo empreendedorismo. “Infelizmente a cultura empreendedora não faz parte das disciplinas que aprendemos na sala de aula. Eu soube do Startup Nordeste por um colega e agora não quero parar”, comenta o jovem, ao pontuar que está desenvolvendo um aparelho para ajudar no diagnóstico de doenças respiratórias. “Estudo engenharia e me conectei com a turma da inovação, vou a eventos, integro grupos ligados a área e pretendo ter cada vez mais clientes”, completa.
Empreendedorismo feminino: impacto para além dos negócios

Com o intuito de assumir um compromisso estratégico com o aspecto social do ESG (ambiental, social e de governança corporativa), agenda de impacto cada vez maior no valor das organizações e de contribuição comprovadamente positiva para os resultados das empresas, companhias como Coca-Cola Femsa, Fundação Visa, Ambev e Google têm voltado suas atenções ao empreendedorismo feminino, por meio de programas de capacitação e aceleração de negócios para mulheres. Ao lado de instituições de reputação sólida em torno da prática, como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME) e Semente Negócios, as empresas têm apoiado e criado iniciativas de incentivo à diminuição das desigualdades de gênero na profissão, ações que, de acordo com especialistas da área, têm potencial de transformar os negócios das empreendedoras, mas de também mudar suas comunidades e toda a sociedade. No Brasil, as mulheres empreendem tanto quanto os homens, porém, enfrentam barreiras adicionais que impedem que seus negócios avancem. Tais obstáculos vão muito além do saber fazer um plano de negócio, e incluem crenças culturais sobre os deveres delas na sociedade. De acordo com o Sebrae, 46% dos empreendimentos iniciados no Brasil são de mulheres. Já entre os empreendedores bem estabelecidos, 31% delas têm ensino superior completo, em comparação com 22% dos homens. Mesmo mais escolarizadas, elas ainda faturam menos que eles: enquanto 31% dos homens têm renda familiar acima de 6 salários mínimos, o número cai para 22% quando falamos das empreendedoras. Os desafios do empreendedorismo feminino Há fatores sociais que influenciam na jornada empreendedora das mulheres. Além dos preconceitos, elas enfrentam obstáculos culturais que impactam diretamente o sucesso de seus negócios. Menos horas dedicadas aos negócios Em primeiro lugar, as mulheres têm menos tempo para seus negócios. Por conta dos afazeres domésticos e de cuidados, que culturalmente recaem sobre as mulheres, elas passam 17% menos horas em seus negócios em comparação aos homens, uma vez que precisam trabalhar 10,5 horas a mais na semana. Empreendedorismo por necessidade O estudo “Mulheres empreendedoras e seus negócios” de 2022, realizado pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME) com o apoio da Meta e execução do Instituto Locomotiva, revela que, apesar da porcentagem de mulheres que empreendem por necessidade ser a mesma daquelas que fazem por oportunidade (46%), seus perfis são bem diferentes. Das mulheres que afirmam terem aberto seus negócios por oportunidade, 67% são das classes A e B, 65% têm ensino superior, 55% estão nos seus negócios há mais de cinco anos e 54% são mulheres não negras. Por outro lado, as mulheres que empreendem por necessidade são compostas por 71% das classes D e E, em que 56% têm formação até o ensino fundamental, 52% são negras e 51% têm negócios de até dois anos. Segmentos de pouca inovação Outro motivo para que elas faturem menos que os homens é o fato de que elas acabam empreendendo em setores como serviços domésticos, beleza e alimentação. Estas áreas, porém, não costumam envolver tanta inovação, o que resulta em negócios vulneráveis, produtos com menos valor agregado e menor faturamento. Desafios adicionais para mulheres negras Quando fatores de raça e gênero entram na conta, as discrepâncias são ainda maiores. Enquanto o rendimento médio mensal das empreendedoras pretas é de R$ 1.539, o dos homens brancos é R$2.749. Logo atrás deles, estão as mulheres brancas, com R$ 2.305, e os homens negros, com R$ 1.798, de acordo com os dados do Sebrae. Jornada tripla Mesmo com programas especializados e focados em mulheres, ainda existem obstáculos para que elas permaneçam nos cursos. Muitas empreendedoras cumprem uma jornada tripla que inclui os cuidados com a família e da casa, e não têm tempo para se dedicarem aos programas. A pandemia também afetou diretamente os negócios liderados por mulheres, uma vez que as escolas e creches fecharam. “Com a pandemia, o que era precário ficou muito [precário]. Nós tivemos um milhão a mais de empresas lideradas por mulheres que fecharam, em comparação às empresas lideradas por homens”, destaca Renata Malheiros, coordenadora do Sebrae Delas, programa focado no empreendedorismo feminino que surgiu em 2019, e, desde então, já capacitou mais de 100 mil mulheres em quase todos os estados brasileiros. O olhar das marcas Para endereçar o problema e apoiar os empreendimentos comandados por mulheres, algumas empresas têm desenvolvido programas de aceleração e capacitação para as empreendedoras. Além de abordar temas técnicos, esses projetos desenvolvem habilidades socioemocionais como liderança, autoconfiança, assertividade, negociação, persuasão e comunicação em público. As melhores formas de trabalhar essas competências, de acordo com a coordenadora do Sebrae Delas, é pela mentoria e pela criação de redes de empreendedoras. “Na mentoria, você tem um espelho, tem a inspiração. Quando elas estão em rede, as curvas de aprendizado são diminuídas, elas fazem negócios entre elas, e o que achavam que só acontecia com elas, na verdade, acontece com muitas”. Desse modo, esses programas transformam o crescimento, a competitividade e o aumento de renda dessas mulheres, mas os impactos vão muito além dos negócios. “Pesquisas mostram que, quando a mulher ganha mais dinheiro, ela tende a investir nas crianças, na família, e a comprar do seu próprio bairro. Você dinamiza economicamente as regiões”, explica Renata. Além disso, o empreendedorismo também é uma maneira de combater a violência doméstica. “Conheço várias histórias de mulheres que estavam em relacionamentos violentos e abusivos, e, com o empreendedorismo, elas conseguiram sair dessa realidade”, destaca a coordenadora. “Empreenda como uma Mulher”, da Coca-Cola Femsa O programa “Empreenda como uma Mulher”, da Coca-Cola Femsa Brasil, visa incentivar e qualificar empreendedoras ligadas ao setor de alimentação (Crédito: Conceito&Arte/ Aivan Moura) O programa “Empreenda como uma Mulher”, da Coca-Cola Femsa, visa incentivar e qualificar empreendedoras ligadas ao setor de alimentação. A iniciativa tem o objetivo de “acelerar” mulheres à frente de pequenos negócios por meio do fornecimento de treinamento sobre gestão e governança, da oferta de crédito mais barato e, em algumas situações, de aporte financeiro. A iniciativa conta com a parceria do Sebrae, da ONG Aliança Empreendedora e de algumas prefeituras, e se conecta à estratégia
Compras públicas são oportunidade para pequenos e médios empreendedores

Processos de licitação também contribuem para a economia local dos municípios Para atender as necessidades dos municípios, gestores públicos frequentemente realizam processos licitatórios para aquisições ou contratações de bens e serviços. Diante disso, o processo de compras públicas pode ser visto como uma oportunidade estratégica para os empreendedores locais, afinal, essa é uma forma que eles possuem para desenvolver o seu trabalho na região onde estão inseridos. De acordo com Leonardo Ladeira, CEO e cofundador do Portal de Compras Públicas, govtech que surgiu com o objetivo de aproximar a iniciativa privada das necessidades de compras dos entes públicos, os processos de licitação podem ser considerados uma forma de conexão entre os compradores (municípios) e fornecedores (empreendedores), uma vez que geram benefícios econômicos para a própria cidade. “O desenvolvimento de cada região é de responsabilidade da administração local. Nessa ótica, as compras públicas se tornam um importante instrumento do poder público”, diz Ladeira. Para o executivo, quando o ente comprador tem a sua demanda correspondida por um fornecedor local, existe a tendência desse fornecedor oferecer a proposta mais vantajosa. Isso porque, na hora de compor o preço do objeto, o fornecedor local vai conseguir oferecer uma condição melhor que um fornecedor de uma região geográfica mais distante. “A oferta de condições mais adequadas se deve ao conhecimento das realidades do próprio município e das vantagens tributárias associadas, principalmente em termos de serviços dos fornecedores locais. Além disso, do aspecto prático, produtos perecíveis, como legumes, chegam em melhor estado de conservação quando o percurso e tempo de entrega é melhor”, afirma. Quando o fornecedor local participa das compras públicas, ele ajuda o ente comprador a evitar os contratos com sobrepreço, gera mais emprego e renda, uma vez que o seu volume de produção tem aumento em escala com destino definido. “Além do mais, movimenta a economia local, tendo em vista que os recursos ficam na região. É por esse caminho que as compras públicas contribuem com o desenvolvimento econômico e o seu produto ou serviço pode ser a solução para o bem estar e desenvolvimento da sua região”, declara Ladeira. O Portal de Compras Públicas é considerada a principal plataforma privada de compras públicas do Brasil. Ao transformar a relação entre municípios (compradores) e empresários (fornecedores), a iniciativa promove uma economia de 28% aos cofres públicos e uma agilidade de até 76% nos processos e licitações. Fonte: Exame | Bússola
Órfã devido a diagnósticos errados, ela criou startup que ajuda médicos na avaliação de pacientes

Depois de perder a mãe e o pai para doenças crônicas e contaminação nuclear, Ana Claudia Camargo fundou a edtech ITH, dedicada a formar médicos capazes de diagnosticar rapidamente; startup fatura R$ 7,6 milhões com cursos Para a goiana Ana Claudia Camargo, a separação de vida pessoal e profissional não passa de um mito. Foram, inclusive, as vivências familiares que levaram a empreendedora a decidir seus caminhos profissionais na vida adulta. Motivada pela história dos falecidos pais, vítimas de diagnósticos tardios e incorretos, ela fundou a edtech ITH, focada em ensino médico, com receitas de R$ 7,6 milhões em 2022. Quem é a empreendedora De origem simples, filha de pai mecânico e mãe dona de casa e comerciante, Ana Claudia formou-se em biomedicina após anos de percalços para concluir a graduação, a começar pelas longas caminhadas de 10 quilômetros para chegar à faculdade diariamente e a venda de bombons para pagar a mensalidade do curso. Depois de formada, concluiu mestrado e doutorado para seguir a carreira acadêmica em universidades de Goiânia, sua cidade natal, por quase uma década. Aos 27 anos, Ana Claudia ficou órfã após a morte de seus pais, ambos vítimas de doenças. Sua mãe foi diagnosticada incorretamente, o que levou a anos de tratamentos ineficientes e uma progressão de uma doença, até então, tratável. “Meus pais já eram idosos, mas a desinformação e despreparo das equipes médicas nos levaram a anos correndo de hospital em hospital, sem sucesso”, conta. Já seu pai, vítima do maior acidente nuclear do país, morreu por contaminação pelo Césio-137. Como surgiu o negócio Depois de anos fazendo como professora em cursos da área de saúde, ela decidiu abrir sua própria escola no setor. Desse esforço nasceu o Instituto Health, uma escola de cursos livres focada em formar profissionais que pudessem diagnosticar e tratar corretamente os pacientes. A empresa surgiu em 2015, à época como uma instituição focada apenas em pós-graduação, com cursos técnicos e presenciais para profissionais da saúde como fisioterapeutas, enfermeiros e nutricionistas. Entre os cursos estavam o de aplicação de medicamentos e cálculos de posologia, por exemplo. A demanda alta fez Ana Claudia dar um verdadeiro banho de loja no negócio, o que incluiu a mudança de nome, posicionamento de mercado e uma nova sede, que custou à empresa o montante de 3 milhões de reais. “O Instituto tinha um nome complicado, e não passava o que realmente precisava: a simplicidade”, diz. O Instituto Health virou ITH Pós-Graduação e, em 2021, recebeu autorização do Ministério da Educação (MEC) para atuar como faculdade. “Sempre vi a necessidade de capacitar profissionais da saúde, que careciam de mais preparo na parte comportamental e também técnica”, diz. Na sede da faculdade, Ana Claudia criou uma clínica avançada de estética e um laboratório de simulação realística para que os alunos possam treinar de procedimentos simples a cirurgias. O momento edtech Para ajudar esses profissionais a também desenvolverem uma atuação mais “humana”, a ITH passou a oferecer cursos focados em habilidades comportamentais e gerenciais. Entre os cursos estão inteligência emocional; liderança ferramentas de gestão; empreendedorismo e inovação marketing estratégico e comunicação plano de negócios e abertura de novas empresas Adicionais as novas verticais dependeu, em boa medida, de uma camada tecnológica. Em 2022, a ITH passou a adotar também a postura de edtech, oferecendo cursos à distância por meio de uma plataforma própria para educação continuada, ou seja, de cursos de extensão e que podem ser realizados a qualquer momento. Por meio do site, a plataforma oferece cursos de extensão, cursos grátis, e-books, cursos técnicos, graduação, pós-graduação e MBA. “Temos hoje o primeiro “e-commerce de saúde” do país”, diz. O novo momento como edtech foi acelerado com a pandemia. Com cursos online, a ITH passou a alcançar alunos até mesmo de outros países. “Para nós, isso foi excelente”. Sete anos após a criação, a ITH já tem alunos em 6 diferentes países e tem como expectativa alcançar 10.000 alunos até o final de 2023. O faturamento da edtech em 2022 foi de 7,6 milhões de reais, quase 20 vezes o resultado de 2015. Apostas para o futuro Para manter o ritmo de crescimento, a ideia de Ana Claudia é investir na criação de um marketplace de saúde. Nele, professores da área médica podem disponibilizar seus cursos, que passariam por uma curadoria apurada da própria ITH. Os professores também vão receber orientações sobre construção de personas e precificação dos conteúdos. A ITH também fica a cargo da produção dos vídeos e de toda a parte tecnológica da postagem das aulas. “Sabemos os desafios dos docentes nos últimos anos. O que criamos é uma oportunidade de geração de renda dentro da nossa plataforma”, diz. Fonte: Exame.com
Concessão de crédito para pequenos negócios cresceu 45% nos últimos dois anos

Sebrae planeja para 2023, somente no âmbito do Fampe e das parcerias da instituição com BNDES, Banco do Brasil e FINEP, um aumento potencial de R$ 57 bilhões de crédito Um estudo feito pelo Sebrae a partir de dados do Banco Central revelou que, apesar da elevação nos últimos dois anos da taxa média dos juros praticados para empréstimos concedidos aos pequenos negócios, o volume concedido de crédito e o número de operações cresceram em comparação com o período pré-pandemia. Entre os meses de abril de 2020, início da pandemia, e setembro 2022, segundo os últimos dados disponíveis, foram concedidos R$ 886 bilhões de crédito para os pequenos negócios, um volume 45% maior do que o observado antes da pandemia, entre setembro de 2017 e março de 2020, quando o volume total foi de R$ 610 bilhões. O aumento na concessão de crédito foi acompanhado de um significativo aumento de pequenos negócios tomadores de crédito no sistema financeiro nacional. No trimestre encerrado em setembro de 2022 cerca de 7,3 milhões de pequenos negócios tomadores de crédito no sistema financeiro nacional, cerca de 1,5 milhão a mais em comparação com a quantidade observada no início da pandemia. Somente no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) foram concedidos cerca de R$ 37 bilhões em empréstimos no ano passado, em quase 461 mil operações. Esse resultado é superior aos quase R$ 25 bilhões que foram emprestados em 2021 em 333 mil operações de crédito. Já o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (FGI PEAC) em 2022 emprestou R$ 13,18 bilhões em 16,5 mil operações. O levantamento do Sebrae identificou também um crescimento nas operações das Empresas Simples de Crédito (ESC), que concederam R$ 582 milhões por intermédio de 902 empresas, somente até setembro passado. O número de ESC em atuação representa um crescimento de 276 % em comparação com o número de empresas em atividade em 2019. Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o aumento do volume de crédito para micro e pequenas empresas, mesmo com o aumento da taxa média de juros, que passou de 30,9 % ao ano (em 2020) para 34,9% ao ano (em 2022), confirma uma melhoria do cenário. “Os dados demonstram a importância dos fundos garantidores para o crédito aos pequenos negócios. Todos os três grandes fundos garantidores do país, o Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe), gerido pelo Sebrae, e o Fundo de Garantia de Operação (FGO) do Banco do Brasil e responsável pelo Pronampe e o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) do BNDES tiveram uma atuação de extrema importância desde o início da pandemia e permitiram o aumento do crédito concedido para os pequenos negócios”, comenta Melles. O Sebrae estima para 2023, somente no âmbito do Fampe e das parcerias da instituição com Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Banco do Brasil e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), um aumento potencial de R$ 55 bilhões de crédito, o que irá representar cerca de 15,7% do total do crédito concedido para os pequenos negócios no país.
EXCLUSIVO – Desafios para pequenos negócios no Brasil, segundo Inteligência Artificial ChatGPT

Programa de Inteligência Artificial lista 5 principais desafios para o empreendedorismo no Brasil, 4 estão relacionados ao ambiente para fazer negócios: burocracia, instabilidade econômica, dificuldade de acesso a financiamento e infraestrutura; O uso de inteligência artificial já é uma realidade no mundo, inclusive para temas mais complexos, como o ambiente de negócios. Passamos um tempo “batendo papo” sobre empreendedorismo e PMEs com a nova sensação da tecnologia, o ChatGPT, sistema que possibilita ao usuário interagir com um chatbot e conversar sobre qualquer assunto, dos mais triviais aos mais complicados. A empresa responsável pela plataforma – que está disponível tanto no próprio site quanto em aplicativos para os sistemas operacionais IOS e Android – promete autenticidade nas respostas, o que confirmamos na nossa “entrevista”, onde perguntamos sobre os principais desafios para empreender e para os micro e pequenos negócios no Brasil. Não há indicativos de plágios ou de uso de outras fontes como Sebrae, Google ou Wikipedia, o que poderia ocorrer se a plataforma usasse algoritmos de palavras-chave. O que nos impressionou foi que a IA (ou AI, se for usar a sigla em inglês) argumenta o suficiente para explicar, mesmo que ainda superficialmente, as questões levantadas. “Nos pareceu, até, que o sistema consegue compreender melhor do que muita gente sobre as questões que impactam o crescimento econômico, já que não há interesses políticos ou retóricas envolvidas”, observa Ricardo Meireles, pesquisador e publisher do Empreendabilidade. Veja abaixo a entrevista na íntegra: Empreendabilidade: Quais são os principais desafios para as pequenas empresas e empreendedores no Brasil? ChatGPT: As principais dificuldades para as pequenas empresas e empreendedores no Brasil incluem: Acesso a financiamento: muitas vezes, é difícil obter empréstimos ou outras formas de financiamento para iniciar ou expandir um negócio. Burocracia: existem muitas regulamentações e procedimentos burocráticos que podem ser difíceis de navegar para pequenas empresas. Competição: as pequenas empresas geralmente enfrentam uma forte concorrência de grandes empresas e marcas estabelecidas. Infraestrutura: falta de infraestrutura adequada, como transporte e serviços básicos, pode dificultar o funcionamento de uma empresa. Instabilidade econômica: mudanças na economia, como altas taxas de juros e inflação, podem afetar negativamente as pequenas empresas e empreendedores. Empreendabilidade: Pode explicar melhor o que seria a dificuldade a acesso a financiamento? ChatGPT: O acesso a financiamento é um dos principais desafios enfrentados pelas pequenas empresas e empreendedores no Brasil. Isso pode incluir dificuldades em obter empréstimos bancários, linhas de crédito, investimentos de risco ou outras formas de financiamento. Existem vários fatores que contribuem para essa dificuldade. Um deles é a falta de garantias financeiras, como imóveis ou outros ativos, que as pequenas empresas podem oferecer como garantia para obter empréstimos. Além disso, as pequenas empresas frequentemente não têm acesso ao mesmo tipo de informações financeiras e de crédito que as grandes empresas têm, o que pode dificultar a obtenção de financiamento. Além disso, as instituições financeiras podem ter políticas restritivas para emprestar dinheiro para pequenas empresas, devido ao risco potencial de inadimplência e ao menor retorno sobre o investimento. Outra dificuldade é que, muitas vezes, os pequenos empreendedores não têm conhecimentos de como elaborar um plano de negócios e projetos financeiros, o que dificulta a obtenção de crédito junto a instituições financeiras. Empreendabilidade: O ambiente de negócios brasileiro é burocrático, já sabemos. Mas, como a burocracia impacta quem quer empreender? ChatGPT: Existem muitas regulamentações e procedimentos que as empresas precisam seguir, incluindo licenças, registros, alvarás e impostos. Algumas dessas regulamentações podem ser complexas e difíceis de navegar, especialmente para empresas que não têm recursos ou conhecimento para lidar com a burocracia. Além disso, muitas vezes existem diferentes regulamentações em diferentes níveis de governo, o que pode ser confuso e difícil de seguir para as pequenas empresas. Os processos de licenciamento e registro podem ser demorados e burocráticos, e as empresas podem precisar lidar com diferentes órgãos governamentais para obter as licenças e alvarás necessários. Isso pode causar atrasos e interrupções no funcionamento do negócio. Além disso, as pequenas empresas podem ter dificuldades para cumprir todas as regulamentações e normas, o que pode levar a multas ou outras penalidades. Em resumo, a burocracia pode ser um desafio significativo para as pequenas empresas e empreendedores, pois pode causar atrasos, interrupções e custos adicionais para o funcionamento dos negócios. Empreendabilidade: Você também comentou sobre a concorrência como desafio. Como enxerga essa questão? ChatGPT: As pequenas empresas geralmente enfrentam uma forte concorrência de grandes empresas e marcas estabelecidas, que têm mais recursos financeiros e de marketing para competir. Além disso, as grandes empresas geralmente têm uma presença mais forte no mercado e uma maior capacidade de oferecer preços mais baixos, o que pode ser difícil de competir para as pequenas empresas. As pequenas empresas também podem enfrentar concorrência de outras pequenas empresas e negócios locais, o que pode ser desafiador para se destacar e atrair clientes. Para competir, as pequenas empresas geralmente precisam ser mais criativas e inovadoras em suas estratégias de marketing e vendas, oferecendo produtos ou serviços exclusivos ou diferenciados. Além disso, elas também podem ter que ser mais flexíveis e ágeis em sua operação, para ajustar sua oferta de acordo com as mudanças no mercado. Além disso, as pequenas empresas também podem se beneficiar de serem mais próximas dos seus clientes e oferecer um atendimento personalizado, o que pode ser difícil de ser encontrado em grandes empresas. Empreendabilidade: Como a infraestrutura pode ser uma barreira para as PMEs? ChatGPT: A falta de infraestrutura adequada, como transporte, eletricidade, água e outros serviços básicos, pode dificultar o funcionamento de uma empresa. Por exemplo, a falta de boas estradas e transporte pode tornar difícil o transporte de mercadorias e clientes. A falta de eletricidade ou água pode causar interrupções no funcionamento do negócio. Além disso, a falta de infraestrutura adequada também pode afetar a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pelas pequenas empresas, pois pode dificultar o acesso a matérias-primas e equipamentos. Outro problema é que as pequenas empresas podem não ter recursos financeiros para investir em infraestrutura própria,
Pequenos negócios com dívidas ativas têm até 31 de janeiro para renegociar

Portal Regularize oferece consulta gratuita para empreendedores A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional publicou, na última terça-feira (17), um edital que abre a possibilidade de negociações para regularização de empresas do Simples Nacional que contam com débitos inscritos na dívida ativa da União. As micro e pequenas empresas, além dos microempreendedores individuais, têm até o próximo dia 31 de janeiro para aderir, no portal Regularize. Também no mesmo portal, os donos de pequenos negócios podem investigar se suas empresas estão enquadradas nessa situação. O edital prevê a possibilidade das MPE regularizarem sua situação com entrada facilitada, descontos, prazo ampliado de prestações (com valor mínimo de R$ 50) e utilização de precatórios federais. A medida visa facilitar a permanência, o ingresso e reingresso de contribuintes no regime diferenciado do Simples Nacional. Os contribuintes interessados têm até o próximo dia 31 de janeiro para regularizar pendências perante os entes federados: União, estados, Distrito Federal e municípios. O edital estabelece duas alternativas de negociações. A primeira, a Transação de pequeno valor do Simples Nacional, para débitos em até 60 salários-mínimos inscritos há mais de um ano, possibilita o pagamento de entrada de 5% dividida em até 5 prestações mensais. O pagamento do saldo restante poderá ser feito da seguinte forma: até 7 meses, com desconto de 50% sobre o valor total; até 12 meses, com desconto de 45% sobre o valor total; até 30 meses, com desconto de 40% sobre o valor total e até 55 meses, com desconto 30% sobre o valor total. A segunda modalidade de negociação é a Transação por adesão do Simples Nacional. Ela permite que débitos do Simples, inscritos em dívida ativa até 31 de dezembro de 2022, sejam pagos com entrada, referente a 6% do valor total da dívida, dividida em até 12 meses. O pagamento do saldo restante poderá ser dividido em até 133 prestações mensais, com desconto de até 100% dos juros, multas e encargos legais. O percentual de desconto concedido leva em consideração a capacidade de pagamento do contribuinte e a quantidade de prestações escolhidas. Mas é importante que o empreendedor preencha a Declaração de Receita/Rendimento diretamente no sistema. Nos casos em que não houver concessão de desconto, devido à capacidade de pagamento do contribuinte, o saldo poderá ser pago em até 48 meses após o pagamento da entrada. Sobre a cobrança de débitos Em regra, a cobrança dos débitos do Simples Nacional em dívida ativa é feita pela PGFN. No entanto, os estados, os municípios e o Distrito Federal podem passar a cobrar os próprios tributos por meio de convênio firmado. Assim, a responsabilidade da cobrança dos débitos deixa de ser da responsabilidade da União (PGFN). Nesse caso, basta acessar o portal do Simples Nacional e verificar a responsabilidade da cobrança. Feita a consulta, se a situação for “Enviado à PGFN”, significa que a PGFN é responsável pelo débito; se for “Transferido ao ente federado”, a regularização deverá ser perante o respectivo ente. Serviço A dívida ativa é um cadastro dos governos municipais, estaduais e federais em que constam informações de todos os débitos pendentes da empresa, em nível do poder público. Para consultar a existência de dívida na União, basta acessar o Portal Regularize de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h. Em seguida, após login, o empresário deve clicar na opção “consultar dívida ativa”.
A dificuldade do empreendedorismo no Brasil

Roberto Folgueral* A portaria MTP 1010/2021, editada em 24 de dezembro de 2021, pelo então Ministro Onix Lorenzoni, em seu artigo 1º, obriga as empresas a emitir o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) – Exclusivamente em meio eletrônico, a partir de 01/01/2023. Aparentemente um mero assunto burocrático, porém, com enormes consequências negativas para empresas e empresários que geram riqueza para o Brasil. A portaria resulta na transferência de custos, despesas ou gastos que deveriam ser de obrigação do Estado para o seu contribuinte, que já está esgotado em sua capacidade contributiva e devidamente ignorado pelas autoridades administrativas. O Estado, como perdulário que é, gastando muito e nem sempre corretamente, vai transferindo suas obrigações de fiscalizar e de operacionalizar as atividades de controle para o contribuinte, através da criação de obrigações acessórias, tornando o custo de empreender no Brasil um dos maiores do mundo, senão o maior. Ao empreendedor, notadamente os menores, não resta outra alternativa senão a de amargar com prejuízos, pois nem sempre consegue repassar esses custos aos seus produtos, bens ou serviços e, assim, a possibilidade de sucesso se reduz. Não poderia ser diferente, com a exigência da Portaria 1010/2021 que transfere o trabalho do Estado de fiscalizar e monitorar a Saúde do trabalhador, durante todo o seu vínculo laboral, para o seu empregador, no que denominou de evento S-2220, no novo e-social. Esse evento não exclui a obrigatoriedade anterior, da realização de exames periódicos. Além do evento S2220, criou ainda a obrigatoriedade da elaboração do evento S-2240, que correspondente às Condições Ambientais do Trabalho, não bastando a obrigatoriedade da elaboração dos correspondentes Laudos. Ato contínuo: incrível majoração dos honorários cobrados por clínicas “credenciadas” desses serviços, onde independem o número de empregados, o valor do “laudo” não se altera. PENALIDADES: As entidades que não se adequarem à nova sistemática estarão sujeitas a multas que variam de R$402,53 até R$181.284,63 – pasmem! EMPRESAS OBRIGADAS: Todo e qualquer empregador, pessoa jurídica ou física, exceto os empregadores domésticos estão obrigados. Essa obrigação independe do porte da empresa ou opção de regime tributário; pode ser MEI, Simples, Lucro Presumido, Lucro Real ou Lucro Arbitrado, ou ainda Pessoa Física equiparado à Pessoa Jurídica. Apelamos aos gestores públicos de plantão para repensarem nessa nova obrigação acessória extremamente onerosa sobre a já onerada função de empreender e gerar riqueza no Brasil. O Estado brasileiro necessita parar de criar problemas para o empreendedor brasileiro e sim pensar em gerar soluções sobre os problemas já existentes. Que fique claro aqui; não estamos falando em redução de tributos e sim na exclusão das obrigações acessórias! Roberto Folgueral é vice-presidente da FCDL-SP (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo)
Cartão de crédito e prazo para pagar fornecedores são saída para pequenos

Pesquisa realizada pelo Sebrae mostra mudança de comportamento dos empreendedores na hora de buscar fontes de financiamento O cartão de crédito e o pagamento de fornecedores a prazo sãos as duas modalidades de financiamento mais usadas pelos donos de pequenos negócios no país. Cerca de 50% dos empreendedores fazem uso destas opções. Um estudo realizado pelo Sebrae revela que cheque especial, empréstimos em bancos privados e públicos, pagamento com cheque pré-datado e cooperativas de crédito – somados – não chegam a 30% das opções feitas por empreendedores na hora de buscar recursos para financiar o negócio. O levantamento do Sebrae, que faz parte de uma série histórica iniciada em 2013, mostrou uma mudança significativa no comportamento dos empresários nos últimos anos. Enquanto o pagamento de fornecedores a prazo representava a principal fonte de financiamento dos pequenos negócios (chegou a ser citado por 67% dos empresários em 2015), agora é o cartão de crédito que figura como modalidade mais usada (34%). Já o cheque pré-datado, que chegou a ser a segunda opção mais escolhida (em 2015 era a principal alternativa para 46% dos empresários), vem caindo em desuso e é citado por apenas 4% dos entrevistados. Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a liderança do cartão de crédito e do pagamento a prazo dos fornecedores revela que os empresários estão optando por soluções fora dos empréstimos comerciais tradicionais, mesmo que isso represente o pagamento de juros mais altos (no caso dos cartões de crédito). “A explosão do número de novos MEI criados no Brasil (foram 5,2 milhões de novos microempreendedores individuais nos últimos dois anos) fortaleceu essas escolhas. O MEI tem, tradicionalmente, menor relação com os bancos e tendem a buscar outras saídas mais rápidas e menos burocráticas”, comenta Melles. De fato, a pesquisa do Sebrae aponta que o cartão de crédito é usado por 36% dos microempreendedores individuais, 29% das microempresas e 27% das empresas de pequeno porte. Já o pagamento de fornecedores a prazo é adotado por 14% dos MEI, 21% das microempresas e 15% dos pequenos negócios. Outro dado que corrobora essa tendência foi o crescimento da escolha pelo empréstimo de dinheiro junto a amigos e parentes que, em 2022, ocupou pela – primeira vez na série histórica – a terceira colocação entre as principais alternativas de financiamento (9%). Confira números da pesquisa: Principais fontes de financiamento das MPE • Cartão de crédito – 34%. • Pagamento de fornecedores a prazo – 16%. • Empréstimo de amigos e parentes – 9%. • Cheque especial – 9%. • Empréstimos em bancos privados – 5%. • Pagamento com cheque pré-datado – 4%. Uso do Cartão de crédito • MEI – 36% • ME – 29% • EPP – 27% Pagamento de fornecedores a prazo • MEI – 14% • ME – 21% • EPP – 15% Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Confiança dos pequenos negócios mineiros em dezembro foi a menor do ano

Pesquisa do Sebrae Minas registra quedas sucessivas do Iscon nos últimos três meses de 2022 A confiança dos donos de pequenos negócios de Minas Gerais caiu no último mês de 2022, de acordo com a pesquisa Índice Sebrae de Confiança dos Pequenos Negócios (Iscon), que ouviu 1.078 participantes entre os dias 6 e 21 de dezembro. O índice de dezembro foi o menor do ano. O Iscon do último mês de 2022 fechou em 108 pontos, valor próximo ao de tendência à estabilidade (próxima de 100 pontos) com expectativa de leve melhoria. A pesquisa também mostrou que nos últimos três meses do ano passado houve uma queda significativa da confiança dos pequenos negócios mineiros. Em relação a novembro, o indicador caiu 2 pontos, já em comparação a outubro, a diferença foi de 16 pontos. “Alguns dos motivos que podem ser atribuídos a esse resultado são o aumento do grau de incerteza, as projeções de baixo crescimento da economia brasileira e a desaceleração econômica a nível mundial. No front doméstico, a inflação fechou o ano de 2022 acima da meta definida pelo governo, mantendo os preços ainda pressionados. Os juros básicos também tendem a permanecer em um patamar mais elevado, podendo impactar o consumo das famílias e os investimentos”, afirma a analista do Sebrae Minas Bárbara Alves. Em dezembro, o setor mais confiante foi a Construção Civil, que atingiu 111 pontos. Serviços e Indústria registraram o mesmo valor de confiança, 110 pontos. Já o Comércio obteve o menor índice (104 pontos) entre os setores no período, ficando inclusive abaixo da média geral dos pequenos negócios mineiros (108 pontos). Em relação a novembro, apenas o setor da Indústria teve um aumento no nível de confiança, de 2 pontos, e o setor de Serviços se manteve estável no comparativo. Ambos tiveram aumento no Índice de Situação Esperada (ISE). Por outro lado, os setores de Construção Civil e do Comércio tiveram quedas na variação mensal, de 9 e 5 pontos, respectivamente. O Iscon mede a confiança do empresário sobre a condição e a expectativa para seu ramo de negócio e para a economia nacional. O índice é baseado em questões relacionadas a condições (para a empresa e para a economia nos últimos três meses) e expectativas (para a empresa e para a economia nos próximos três meses). O número de empregados, o faturamento e a infraestrutura são variáveis que compõem o Iscon, que começou a ser medido em novembro de 2020. MEI mais otimistas Em dezembro, os microempreendedores individuais (MEI) foram novamente os mais otimistas entre os portes, repetindo o comportamento confiante obtido no mês anterior, com um Iscon de 109 pontos. As microempresas (ME) registraram 107 pontos, 2 pontos abaixo do registrado em novembro. Já as empresas de pequeno porte (EPP) registraram 102, 2 pontos acima do registrado no mês anterior. Fonte: Agência de Notícias Sebrae-MG
Sebrae-SP leva empresários para a maior feira de varejo do mundo

NRF Retail’s Big Show é realizada todos os anos em Nova York e apresenta as principais tendências e novidades do setor varejista Um grupo de 30 empresários do Estado de São Paulo participa da missão organizada pelo Sebrae-SP para visitar a edição 2023 da NRF Retail’s Big Show, a maior feira de varejo do mundo e referência do setor, realizada anualmente em Nova York. A programação da missão inclui, além da participação no evento, visitas técnicas a empresas de sucesso no mercado americano. Durante a missão, que ocorre de 13 a 21 de janeiro, o empreendedor vai conhecer as novidades, tendências e estratégias usadas por importantes nomes do varejo. É uma ótima oportunidade para atualizar conhecimentos, se informar e trazer as ideias vistas em Nova York para o próprio negócio, ganhando assim competitividade no mercado local. Além da feira, a missão empresarial inclui três dias de visitas técnicas a lojas de destaque no varejo americano. No roteiro estão Harry Potter Store, a única loja oficial do mundo ligada ao personagem dos livros e cinema; The RealReal, especializada em itens de luxo, incluindo moda masculina e feminina, joias, relógios e artigos de decoração; Dyson Demo Store, que oferece produtos profissionais e tecnológicos para cuidados dos cabelos e Nordstrom, loja de departamentos com variadas opções de roupas, calçados de grife, cosméticos e artigos para o lar, Rio Supermarket, um supermercado brasileiro no Estados Unidos, entre outras. As visitas são guiadas por consultores do Sebrae-SP especializados em varejo e com ampla experiência em viagens desse tipo, que auxiliam os empresários a vivenciarem, na prática, conceitos que devem ser priorizados como inovação, exposição de produtos, experiência de consumo e tecnologia. Os empresários da missão participam ainda de um Hackaton de inovação sobre modelagem de negócios dedicado ao alinhamento do grupo com as ideias observadas durante a programação. É a oportunidade do grupo de encerrar a viagem com um plano para suas empresas desenhado com base no que extraíram no período em Nova York. As empresas participantes da missão à NRF 2023 são: Vila Nina, Dra. Cherie, Flex Mesas e Cadeiras, D&D Premium, Ourimadeiras, Beta Bozzani Arquitetura e Design, Grupo Mirandinha, Jéssica Cosméticos, Refrigerantes Poty, Sereia de Noronha, PlayPark, Depósito da Lingerie, Tokbothanico, Segredo Lacrado, Jobel Armarinhos, Feitiços, Xr Studio, Solid Systems, Arezzo & Spello, Doxo Tech, Mineirão Auto Latas e Onii Conveniência. Marcelo Dória, da Depósito da Lingerie, empresa de São Paulo especializada em moda íntima, viajou focado em ficar por dentro das novidades e levá-las para seu negócio e mesmo outros com quem tem algum relacionamento. “Minha expectativa é buscar as tendências e ‘tropicalizar’ isso, ou seja, não só aplicar na minha empresa, mas também compartilhar com outras para que sejam mais produtivas e rentáveis e, consequentemente, tragam um benefício maior, seja para os fornecedores, parceiros e a sociedade de um modo geral.” “Vim para buscar conhecimento, inovar e estar na frente”, afirma Rodrigo Belarmino, da Solid Systems, empresa de São Paulo que faz envidraçamento de sacadas de alto padrão. Fonte: Agência de Notícias Sebrae-SP
Sebrae e Governo do Maranhão planejam maior ação de fomento ao empreendedorismo

Após primeiro ciclo da parceria no Programa Cidade Empreendedora, governador Carlos Brandão e lideranças do Sebrae estudam ações integradas para continuidade do programa no MA Por Samme Ribeiro “O programa Cidade Empreendedora trouxe para Morros a Sala do Empreendedor, onde eu pude tirar meu negócio do papel e me ver como empreendedor, alguém que produz, cresce e pode ajudar sua comunidade, seu município e seu estado a crescer também”. A declaração é do comerciante de hortaliças e legumes e fabricante de sucos de frutas concentrado da região do Munim, José Domingos Amaral, que conseguiu dar um salto no seu negócio e crescer depois de ter se formalizado como Microempreendedor Individual (MEI). Para multiplicar por todo o estado histórias como essa do Sr. José Domingos, Sebrae e o Governo do Estado do Maranhão iniciaram, esta semana, a construção da maior ação de fomento ao empreendedorismo já realizada nos municípios maranhenses, unindo esforços para garantir grandes resultados. De acordo com o governador Carlos Brandão, a ideia é levantar e cruzar o plano de governo e atividades previstas em cada secretaria de estado com ações e soluções do portfólio Sebrae que possam ser executadas em conjunto, com o apoio das prefeituras, a fim de potencializá-las e, sobretudo, otimizar os resultados para melhorar o ambiente legal e as condições de competitividade para os pequenos negócios já instalados ou que venham a se instalar ou formalizar nos próximos meses no estado. “Discutimos grandes parcerias para fomentar o desenvolvimento do Maranhão, como o programa Cidade Empreendedora, que iremos estender para todos os municípios do nosso estado. Além disso, queremos a continuidade das capacitações aos donos de micro e pequenas empresas da área do Itaqui-Bacanga que prestam serviço à região portuária, assim como as ações de fortalecimento do nosso agronegócio e agricultura familiar, dando todo o suporte técnico necessário aos nossos produtores e estimulando os arranjos produtivos locais. Com certeza, no nosso governo, o Sebrae será um grande parceiro de nossos programas e ações, contribuindo com seu portfólio, seu apoio técnico e capilaridade”, sinalizou o governador Carlos Brandão. As articulações para a construção desse plano conjunto foram iniciadas essa semana, em reunião no Palácio dos Leões, com a presença do Governador Carlos Brandão, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae estadual, Celso Gonçalo, os diretores executivos da empresa – Albertino Leal (superintendente), Mauro Borralho (diretor técnico) e Edila Neves (diretora de Administração e Finanças) e demais técnicos, além do secretário de Estado de Indústria e Comércio, Cassiano Pereira e equipe. “O diálogo foi importante para estreitarmos ainda mais essa parceria com o Governo do Maranhão e alinharmos as expectativas a partir deste ano. Aproveitamos o momento para apresentarmos outras soluções do portfólio Sebrae que foram, inclusive, bem aceitas pelo governador Carlos Brandão que, novamente, deposita sua confiança no trabalho e atuação do Sebrae, em um diálogo aberto e a favor do desenvolvimento do estado. Estamos bem esperançosos em continuar contribuindo para que o nosso Maranhão cresça e gere riqueza e renda para os maranhenses”, destacou o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Estadual, Celso Gonçalo. Para o secretário de Estado de Indústria e Comércio, Cassiano Pereira, o Sebrae pode contribuir para as novas ações e atividades idealizadas pelo Governo do Estado. “O suporte técnico do Sebrae, que vem com toda a expertise da instituição para executar algumas dessas novas atividades, será fundamental para obtermos melhores resultados no avanço do empreendedorismo. Com a continuidade do programa Cidade Empreendedora, teremos, também, gestões públicas mais capacitadas para gerar mais emprego e renda aos munícipes, fomentando a economia local e ajudando o Maranhão a crescer”, apontou. Em Barra do Corda, mais de 3 mil alunos receberam conteúdos em educação empreendedora por meio do programa Jovens Empreendedores Primeiros Passos – JEPP Cidade Empreendedora Iniciada em 2021, a parceria do Sebrae e Governo do Estado por meio do Programa Cidade Empreendedora beneficiou 53 municípios com ações de fomento ao empreendedorismo, tendo repercussão direta no ambiente legal voltado ao apoio dos pequenos negócios, melhoria da gestão desses empreendimentos, capacitação de empreendedores, participação das micro e pequenas empresas nas compras públicas e, também, favorecendo mudanças na gestão municipal com o uso das ferramentas e estudos disponibilizados às prefeituras. Em 18 meses de trabalho, a parceria nos 53 municípios gerou resultados que já apontam para um cenário de transformação na economia local, envolvendo uma população de 2,6 milhões de pessoas – o correspondente a 37% da população do Estado e mais de 50,4 mil pequenos negócios, sendo cerca de 37 mil microempreendedores individuais, 11 mil microempresas e 1,8 mil empresas de pequeno porte. Em 93% dos 53 municípios atendidos pelo programa nessa parceria com o Governo do Estado, o saldo de empregos nos pequenos negócios foi positivo, com 4,5 mil empregos formais em Balsas (1º lugar), 2,7 mil em Açailândia (2º lugar) e 1,8 mil em Timon (3º lugar) e 1,4 mil em São José de Ribamar (4º lugar). De acordo com o Prefeito de Parnarama, Raimundo Silveira, a cidade tem tradição empreendedora, com capacidade de estruturação de políticas públicas e o Programa Cidade Empreendedora incentivou a população a empreender mais ainda. “Com a parceria do governo do Estado e do Sebrae conseguimos dar andamento ao grande desafio que tivemos de fazer a retomada da economia, do emprego e contribuir para que nossos empreendedores conseguissem desenvolver os seus negócios”, comentou. Na Semana do Empreendedor Ribamarense, empreendedores receberam capacitação para melhorar seus negócios Para o prefeito de São José de Ribamar, Dr. Julinho, o programa contribuiu com a gestão pública satisfatoriamente. “Implantamos políticas públicas voltadas para o desenvolvimento local, por meio de programas, principalmente aqueles que incentivam o empreendedorismo em nossa cidade. Trabalhamos nos eixos Desburocratização e Compras Públicas, com o objetivo de atrair mais emprego e renda aos ribamarenses”, afirmou o prefeito. Maranhão Mais Empreendedor Além do Programa Cidade Empreendedora, o governador Carlos Brandão sinalizou que o governo vai ampliar também a parceria que une o Sebrae e a EMAP em ações de capacitação e inovação
Como estes 4 empreendedores contornaram a crise e alcançaram sucesso em 2022

O ano de 2022 foi desafiador para as donas e donos de pequenos negócios. Ainda em recuperação dos efeitos da pandemia de Covid-19 – que, vale lembrar, não acabou –, os empreendedores passaram por uma pressão provocada pela alta de inflação e perda do poder de compra do consumidor, além da escassez de insumos e do aumento de preço de matérias-primas importadas. Mesmo assim, há motivos para comemorar: a pesquisa Indicadores, realizada pelo Sebrae-SP com apoio da Fundação Seade, mostra que o faturamento das micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo aumentou em 6,6% em setembro de 2022 na comparação ao mesmo mês de 2021. Já entre os Microempreendedores Individuais (MEIs), o aumento no faturamento foi ainda maior: 12,6% no mesmo período. O grande destaque entre os setores foram o de serviços e, entre os MEIs, também o da indústria, com o comércio mantendo-se em certa estabilidade nesse período de 12 meses. Saiu na frente quem foi buscar capacitação e seguiu à risca o planejamento para se proteger das turbulências. Porém, o fator que fez a maior diferença foi a inovação: seja no investimento em digitalização ou na busca de novos produtos e serviços, pensar “fora da caixa” em 2022 se traduziu em crescimento e expansão dos negócios. A seguir, quatro empreendedores de todo o Estado, cada um de um segmento econômico, conta como foi possível crescer em 2022 e planejar um 2023 ainda melhor. Frango no Capricho Lucas Colpani Gutierrez, proprietário da Guiterrez Alimentos (Divulgação/Sebrae/SP) O produtor rural Lucas Colpani Gutierrez, de Pongaí, trabalha há quatro anos com criação de frango, depois de deixar um emprego com carteira assinada e partir para o trabalho por conta própria. “Comecei com cinco pintinhos. Fui aprendendo sobre negócios, fazendo embalagem, fiz um rótulo. Cheguei a montar um miniabatedouro aqui, mas não tinha muito conhecimento sobre as exigências”, diz. No início, ele vendia apenas frango caipira, mas, conforme as vendas foram aumentando, ele viu a necessidade de procurar o Sebrae-SP para ajudar com uma série de necessidades, que iam desde fazer uma planilha financeira até a entender melhor sobre a legislação sanitária. Com a alta nos preços provocada pela inflação nos últimos dois anos, porém, o produtor já vinha percebendo que o frango caipira não estava mais sendo rentável – além de demorar mais para estar pronto para o abate e comercialização. Foi quando surgiu a ideia de trabalhar com frango de granja, que tem custo menor para o consumidor final e permite mais giro financeiro dentro da empresa. “Passei a usar espaço em um frigorífico, procurei saber como fazia para regularizar o produto para que pudesse entrar em grandes supermercados”, conta. No início do ano, reformou uma granja que estava abandonada no município vizinho de Guarantã e acertou toda documentação. Na ponta do lápis, entraram desde itens como ventilação e cálculos para diminuir custos com produção própria de ração. Hoje, com embalagem própria, registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF) e distribuição para dezenas de pontos de venda na região, a Gutierrez Alimentos continua pensando em expansão. O plano para o ano que vem é produzir 6 mil frangos a cada 45 dias, e o produtor vê espaço até para a exportação, tudo lado a lado com o Sebrae-SP. “O produtor rural fica muito fechado, mas o negócio está da porteira para fora, é isso que a gente precisa aprender. Por isso, tudo o que o Sebrae oferece eu aproveito”, ressalta Gutierrez. Crescer não é brincadeira Lilian Miyuri Yamauchi, proprietária da Mimos para Todos (Divulgação/Sebrae/SP) Desde muito jovem, a empreendedora Lilian Miyuri Yamauchi trabalhava nos negócios da família, em ramos diversos: barraca de feira, pastelaria, distribuidora de bebidas etc. “Eu não tinha férias nem fim de semana”, lembra. Na época, a filha Isabela, que tinha quatro anos (hoje tem 11), pediu para a mãe parar de trabalhar tanto. A decisão demorou mais algum tempo a ser tomada até que, em 2018, ela deixou as empresas familiares para ficar mais tempo em casa. Formalizou-se como Microempreendedora Individual (MEI) e passou a vender brinquedos educativos e pedagógicos, uma área da qual ela sempre gostou. “Abri mais por uma ocupação mesmo, sem muito planejamento, sem estudar o mercado”, diz. Até que, no início de 2020, questões familiares a obrigaram a levar o negócio mais a sério, como uma fonte de renda de verdade. Moradora de São Vicente, Lilian investiu o pouco dinheiro que tinha em caixa em estoque e na participação em feiras para apresentar os produtos que revendia. Mas, em março daquele ano, chegou a pandemia de Covid-19 e todos os planos viraram de cabeça para baixo. Sem dinheiro, com quase nenhuma venda na loja virtual e sem perspectiva de participar de feiras, pensou até em comercializar brinquedos de marcas mais populares. Mais uma vez, a filha interveio. “Ela me lembrou que esse não era o foco”, diz Lilian. Durante os primeiros meses da pandemia, a empreendedora passou a investir em capacitação: acompanhava as lives diárias do Sebrae-SP e participou do Sebrae Delas, o que foi muito útil também para seu autoconhecimento. “No final de 2020 defini que iria começar pelo Mercado Livre. A loja virtual não trazia público. Fiz várias consultorias com o Sebrae para trabalhar com e-commerce”, conta. A partir de então, as vendas surgiram e o negócio deslanchou, crescendo 700% de 2020 para 2021. Lilian migrou para microempresa e agora já está pensando em se expandir ainda mais. Para 2023, a ideia é investir em novos marketplaces, em brinquedos inclusivos e em vendas para órgãos públicos. “Hoje 95% das minhas vendas vêm do Mercado Livre, mas estou estudando outras plataformas com taxas menores. Também tive de contratar mais gente porque não estava dando conta. Agora é hora de aumentar o faturamento”, afirma. Receita de sucesso Empreendedora Adriana Aparecida Mendes, da A’Dorada Salgados (Divulgação/Sebrae/SP) A pandemia foi um divisor de águas para milhares – ou até milhões – de empreendedores brasileiros. No caso de Adriana Aparecida Mendes, de Cubatão, a pandemia foi a diferença entre a produção de salgadinhos no “fundo do quintal”, como ela mesmo
Pronampe deve liberar R$ 14 bilhões aos pequenos negócios até 2024

Até 2024, o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) deve liberar R$ 14 bilhões em empréstimos a donos e donas de pequenos negócios, inclusive os MEIs (Microempreendedores Individuais). A iniciativa do governo foi criada em maio de 2020 para fomentar o segmento a partir da concessão de crédito. Os benefícios do program incluem juros menores que os praticados no mercado (6% + Selic) e prazo maior para começar o pagamento empréstimo (até 72 meses). O Pronampe foi responsável por aumentar a disponibilidade crédito para os pequenos empresários. Todos os grandes bancos do país, públicos e privados, permitem empréstimos por meio do programa. Em 2022, o montante ofertado pela iniciativa atingiu R$ 33,8 bilhões, concedidos em 415,7 mil operações. Para conseguir o dinheiro emprestado, as empresas devem compartilhar os dados de sua corporação com a Receita Federal, que disponibiliza as informações para os bancos que liberam o capital. Para conceder o valor, o Pronampe considera a receita bruta anual referentes ao exercício anterior ao da contratação. A forma de declaração varia de acordo com o modelo de tributação das corporações. Eis como fica para cada um: SIMPLES NACIONAL Empresas do sistema tributário Simples Nacional declaram informação mensalmente ao Fisco automaticamente, sempre até o dia 20 do mês seguinte. Por exemplo, o faturamento de dezembro de 2022 deve ser declarado no máximo em 20 de janeiro de 2023. Os interessados em acessar os recursos do Pronampe no 1º mês do ano podem antecipar essa declaração a partir de 2 de janeiro de 2023. Em apenas 2 dias, os bancos já conseguem acessar as informações no sistema da Receita Federal. O gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Silas Santiago, falou sobre a importância das instituições financeiras na hora de instruir seus clientes sobre a obtenção dos recursos por um comunicado. “É plenamente possível para os bancos que operam o Pronampe orientarem seus clientes a efetuarem a declaração mensal de dezembro de 2022 no menor prazo possível, possibilitando a obtenção de dados da Receita Federal.” Santigo destaca que, com isso, a concessão de créditos do Pronampe pode ocorrer normalmente em janeiro. As MPE (Micro e Pequenas Empresas) pertencentes ao Simples Nacional representam cerca de 90% do total do setor. LUCRO PRESUMIDO E LUCRO REAL Para as MPE optantes pelo Lucro Presumido ou Lucro Real, também há a possibilidade de antecipar a entrega da ECF (Escrituração Contábil Fiscal), com prazo de entrega máximo para julho de 2023. MEI No caso do MEI que opte pela tributação da categoria, o Simei, será considerado como faturamento o valor informado na declaração anual de faturamento do imposto, o DASN-Simei (Declaração Anual Simplificada para o Microempreendedor Individual). Fonte: Poder360 – Poder Empreendedor
Dona do Bis investe R$ 400 mi em programa de inclusão de fornecedores

Programa Investir com Propósito quer encontrar 20 empresas de fornecedores diversos para estabelecer negócios com a Mondelēz Brasil A Mondelēz Brasil – dona de marcas como Oreo, Bis, Club Social, Halls, Lacta, Tang e Trident – irá investir mais de R$ 400 milhões no programa Investir com Propósito ao longo de 2023 para apoiar fornecedores negros, mulheres, PCD, LGBTI+ e indígenas e estabelecer negócios. Serão selecionadas 20 companhias das seguintes cidades pernambucanas: Pombos, Caruaru, Moreno, Recife, Vitória de Santo Antão e municípios vizinhos da cidade de Vitória de Santo Antão (PE), onde está localizada uma das fábricas da companhia. As inscrições para a primeira fase vão até o dia 23/01 pelo site da Linkana. Já na segunda fase do processo, que acontecerá no dia 26/01, as empresas participantes terão a chance de fazer uma espécie de pitch comercial, onde apresentarão os negócios à diversas áreas da multinacional. O evento acontecerá na fábrica da empresa, em Vitória de Santo Antão (PE). “As companhias terão a mesma visibilidade e poderão fechar novas parcerias com essas companhias. O nosso objetivo em contratar empresas diversas é impulsionar o crescimento da Mondelēz por meio de flexibilização e inovação, que são vantagens oferecidas por esses negócios. O evento será também uma vitrine para outras oportunidades”, diz Gilson Alencar, gerente de compras da Mondelēz Brasil. Outras companhias como BRF, Fante, Nissin Foods, Owens Illinois, Pitu, Roca e Isoeste, foram convidadas e estarão presentes no evento. As empresas podem se inscrever em duas categorias diferentes: empresas diversas e empresas de economia inclusiva. Na primeira delas, o negócio deve ser ativamente administrado ou controlado por 51% de mulheres, pessoas com deficiência, LGBTQIAP+, pretos e indígenas. Já na segunda, pequenas e médias empresas devem ter faturamento anual de até R$ 360 mil para se tornarem elegíveis. Dentre as áreas de atuação das companhias participantes, estão: serviços de manutenção, saúde, meio-ambiente, segurança do trabalho, materiais de laboratórios, resíduos, engenharia, usinagem, logística, serviços gráficos, de alimentação/coffee break e de materiais de escritório. Histórico de investimentos em diversidade Segundo a Mondelēz Brasil, em 2022, foram investidos mais de R$48 milhões somente nos estados de Pernambuco, Bahia e Alagoas em contratação de fornecedores diversos, enquanto o total de investimentos para o ano foi de R$350 milhões. “Isso possibilitou entregas com mais criatividade e qualidade, favorecendo a aproximação com nossos clientes. Nossa meta é fornecer oportunidades àqueles com dificuldade em expandir seus negócios. Queremos não só gerar oportunidades, mas também impactar toda a comunidade”, diz Alencar. Apesar da iniciativa ter sido lançada em 2022, esse é o primeiro evento para contratação de fornecedores diversos. Outras iniciativas Em 2022, a Mondelēz lançou um e-book para auxiliar negóios na aplicação da inclusão de fornecedores diversos em suas instituições. Além disso, também em parceria com a Linkana, foi criado um software que mapeia e pré-certifica fornecedores diversos. Como resultado das ações de valorização de fornecedores diversos, foram contratadas 277 empresas lideradas por mulheres, 48 lideradas por pessoas pretas e 6 por PCD durante o ano passado. Para se inscrever, basta clicar aqui. Fonte: Exame.com, com reportagem de Fernanda Bastos (https://exame.com/esg/dona-da-oreo-e-bis-busca-fornecedores-negros-mulheres-pcd-lgbti-e-indigenas/)
61% dos brasileiros compram mais pela internet do que em lojas físicas

Mesmo com a desaceleração econômica em todo o mundo, o varejo online continua ganhando destaque como uma fonte de vendas constantes. Mais do que nunca, os consumidores demandam comodidade, e os comerciantes correm para aprimorar o atendimento e oferecer uma maior variedade de produtos. Para mapear as tendências que afetarão diretamente os negócios no próximo ano e entender as transformações do consumidor, a Octadesk, em parceria com a Opinion Box, preparou o anuário E-commerce Trends 2023. Com a participação de mais de dois mil consumidores, o estudo mostra que 61% dos brasileiros preferem realizar compras online ao invés de se dirigirem às lojas físicas. Ou seja, em média, a cada cinco pessoas, três adquirem algo pelo e-commerce. Segundo Rodrigo Ricco, CEO da Octadesk, mesmo diante de um cenário positivo, é preciso estar atento às novidades, especialmente para quem quer se aventurar no comércio digital. “Neste material, vimos que preço e praticidade foram os principais fatores que impulsionam o varejo online. 73% dos entrevistados afirmaram que nas lojas online é possível encontrar preços mais baixos do que nas lojas físicas. Já 72% contam que a praticidade de comprar sem sair de casa é o principal ponto. Além disso, promoções que só se encontram na internet (69%), facilidade para comparar preços (63%) e maior variedade de produtos (55%) também foram listados”. Ricco completa que a experiência de compra está ligada aos principais fatores que influenciam o cliente na tomada de decisão. “Além das questões financeiras, é fundamental garantir uma experiência positiva em toda jornada virtual. O processo de compra precisa ser fácil e prazeroso, buscando oferecer uma boa experiência desde a navegação na loja, a descrição do produto, passando pela agilidade no caso de necessidade de atendimento”. Diante de um cenário de crescimento nas compras online, outro destaque é a frequência da prática: mais de 40% dos participantes afirmaram comprar online mais de uma vez por mês – variando de uma a várias vezes por semana. Além disso, o anuário mostra que os canais de atendimento também influenciam o consumo do público. “Isso acontece porque a qualquer momento o cliente pode precisar entrar em contato com a empresa, seja para tirar uma dúvida, fazer uma reclamação ou oferecer sugestões”, comenta Ricco. Neste cenário, o chat online foi o favorito com 39%, em seguida apareceu o WhatsApp (28%) e em terceiro, as redes sociais (12%). “Vale destacar que, de todos os canais citados, os consumidores tiveram menos preferência pelo e-mail, com apenas 5% dos votos. Por isso, é interessante ficar de olho no que está em alta e, principalmente, no que não favorece as estratégias do seu negócio, para manter a competitividade no mercado”, completa o executivo. Se antes, acreditava-se que algum produto não teria uma boa performance no online por conta de limitações, hoje, o estudo mostra que o e-commerce evoluiu a ponto de minimizar os principais atritos. Com ajuda de tecnologia de Realidade Virtual e Realidade Aumentada ou até mesmo com a logística reversa, os segmentos que apresentam melhor performance de vendas no ambiente virtual foram roupas (60%), eletrônicos (49%), calçados (47%), eletrodomésticos(42%) e artigos de beleza (41%). “Investir em preços competitivos, na praticidade e em promoções pode ajudar a fazer com que o seu e-commerce se destaque no nicho de atuação. Assim, é possível garantir que os consumidores escolham e consumam o seu produto ou serviço”, finaliza Ricco. Para saber mais, acesse o E-commerce Trends 2023 Fonte: Portal E-commerce Brasil, com reportagem de Dinalva Fernandes
Cachaçaria aposta em bebidas com diamante por R$13 mil

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), entre janeiro e novembro desse ano, foram US$ 18,47 milhões exportados, o maior volume dos últimos 12 anos Uma bebida que surgiu no Brasil entre os anos de 1516 e 1532 e que além de conseguir se manter no terceiro lugar no ranking de destilados mais consumidos no mundo até hoje, tem conquistado cada vez mais outros países. Estamos falando da cachaça, bebida que bateu recorde de exportação em 2022, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac). Entre janeiro e novembro desse ano, foram US$ 18,47 milhões exportados, o maior volume dos últimos 12 anos. Além disso, no comparativo com o ano passado, houve um crescimento de 54,74% na exportação da bebida. O Brasil hoje conta com mais de 6 mil marcas de cachaças espalhadas por todo o país. E para conseguir o feito de se tornar um destilado respeitado mundo afora mesmo competindo com grandes marcas e bebidas clássicas, as marcas nacionais tiveram que apostar em inovação e receitas elaboradas. “Até então, quando o assunto era cachaça, as pessoas só pensavam em uma bebida industrializada e de baixo custo. Hoje, com a popularização das marcas artesanais, os consumidores tem um outro olhar sobre ela, e esse diferencial acabou atraindo consumidores de outros países”, explica o diretor da Weber Haus, Evandro Weber. A empresa localizada em Ivoti, no Rio Grande do Sul, existe desde 1848, mas foi quando os netos do criador da marca decidiram criar a marca Weber Haus, em 2001, é que o conceito de criação de uma cachaça mudou completamente. “Com a virada do milênio nossa ideia foi renovar tudo, mudar as embalagens, apostar em novas receitas e em uma nova forma de apresentar as bebidas”, pontua Weber. A mudança gerou frutos, e fez com que a empresa ganhasse o mercado internacional. Hoje, as cachaças da Weber Haus são comercializadas na Alemanha, Japão, Bélgica e Inglaterra. Um dos diferenciais da empresa foi apostar em cachaças como se fossem um artigo de luxo para colecionadores e até uma alternativa de investimento rentável. A cachaça Weber Haus extra premium 12 anos foi lançada em 2013, e além de ter sido envelhecida seis anos em barricas de carvalho francês e seis anos em barricas de balsamo, ela é vendida em uma luxuosa caixa customizada em edição limitada de apenas duas mil garrafas. “No ano em que ela foi lançada, ela custava R$700,00, e agora ela custa R$2.700,00, sendo comercializada no varejo por até R$3.600,00, ou seja, em nove anos, ela teve uma valorização de 520%”, explica Weber. Seu outro artigo cobiçado pelos amantes da cachaça é a Weber Haus Diamant 21 years old. Numerada em 1.000 garrafas, ela foi colocada nos melhores tóneis da marca em 2000, e só foi tirada em 2021. A bebida vem em uma garrafa no formato de diamante em um estojo de madeira espelhado. A versão com um diamante de 3,65mm incrustado na garrafa custa R$ 12.948,00 e a versão simples sai por R$ 8.948,00. A garrafa de número 0001 foi leiloada por R$66.948,00. Nova fábrica sustentável Com o objetivo de conseguir produzir o volume necessário para atender o mercado externo, a Weber Haus começou esse ano o projeto de uma nova fábrica na cidade de Ivoti. O investimento do projeto que deve levar aproximadamente 10 anos é de R$35 milhões. A nova fábrica será totalmente 4.0, automatizada, e com foco na sustentabilidade. “Nós utilizamos o bagaço, a palha e o caldo que sobra da destilação na produção de um composto que é utilizado como adubo na plantação da cana-de-açúcar”, explica Weber. Hoje, a Weber Haus costuma moer 12 toneladas de cana, e com esse novo projeto, vai ampliar mais 100 toneladas. Além do projeto da nova fábrica, esse ano, a Weber Haus decidiu criar o setor de inovação. Com o objetivo de evitar perdas ou prejuízos por conta de decisões precipitadas, a destilaria adotou uma ferramenta utilizada pela Nasa em seus projetos.
FranchiseB2B chega a 33 cidades, Santos é 1a

O calendário 2023 da FranchiseB2B já está definido e com a primeira parada marcada. A feira, que tem o objetivo de expandir negócios por todas as regiões do país e permite aos interessados terem contato exclusivo com as redes de franquias nas quais gostariam de investir, fará sua 1ª edição 2023 em Santos, dia 4 de fevereiro, no Parque Balneário Hotel, avenida Ana Costa, 555, Gonzaga. Com formato inovador, a feira assume o pioneirismo ao levar o franchising para cidades menores do Brasil. Ao todo, são 33 edições programadas para o próximo ano, começando por Santos (SP), no dia 4 de fevereiro; e encerrando em Salvador (BA), em 14 de dezembro. O calendário, que conta com as principais capitais dos estados, trouxe outras cidades para o roteiro, baseado no índice de Cidades Empreendedoras 2022 (ICE), garantindo, assim, maior assertividade para as marcas expositoras e mais conforto para quem deseja investir em uma franquia fora das grandes cidades. Confira todas as datas no site da FranchiseB2B. O modelo diferenciado da feira é assertivo para quem deseja investir em uma franquia e abrir o próprio negócio. O evento reúne diversas marcas e grandes nomes do franchising brasileiro para palestras sobre o tema, discutir e tirar dúvidas sobre como funciona o investimento em uma unidade. As inscrições podem ser feitas pelo site www.franchiseb2b.com.br. A rota de empreendedorismo traçada pela FranchisB2B em 2022 mostra o sucesso do formato e o crescimento do setor de franquias no Brasil. Com 16 edições realizadas, foram mais de 20 mil reuniões exclusivas, mais de 500 negócios fechados e um total de R$ 4 milhões em vendas de unidades, gerando cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos. Os interessados agendam um horário com as marcas nas quais desejam investir e podem sanar todas as dúvidas em uma conversa individual. Além disso, o atendimento é personalizado e feito direto pelos representantes das marcas. “A FranchiseB2B é uma oportunidade do investidor para ter uma experiência com as marcas nas quais deseja investir, conhecendo o processo da rede, bem como a equipe que irá auxiliá-lo no dia a dia da unidade”, explica Ricardo Branco, CEO da FranchiseB2B. O projeto Aprender para Empreender conta com palestras realizadas durante dia do evento, sempre com nomes relevantes do setor. Os participantes que assistem a todas elas, recebem um Certificado de Imersão no Franchising e concorrem, durante todo o dia, a diversos sorteios. Em 2022, foi criada a campanha Ilumine um Coração, que busca angariar alimentos não perecíveis para serem doados à uma ONG local, ao final de cada edição. Para isso, cada visitante, para participar da feira, que tem entrada gratuita, é encorajado a levar um quilo de alimento. No total, todas as edições do ano arrecadaram mais de três toneladas de alimentos. O franchising movimenta bilhões por ano no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o crescimento esperado para o setor em 2022 é de 9%. A Pesquisa Trimestral de Desempenho apontou que as redes de franquias cresceram 8,8% em faturamento no 1º trimestre frente a igual período do ano passado, com uma receita que passou de R$ 39,881 bilhões para R$ 43,380 bilhões. Calendário de 2023 Santos (SP) – 4/02; Belo Horizonte (MG) – 9/02; Uberlândia (MG) – 11/02; Natal (RN) – 28/03; Fortaleza (CE) – 30/03; Porto Alegre (RS) – 13/04; Santa Maria (RS) – 15/04; Osasco (SP) – 2/05; São Paulo (SP) – 4/05; São José dos Campos (SP) – 6/05; Belém (PA) – 23/05; Manaus (AM) – 25/05; Rio de Janeiro (RJ) – 13/06; Niterói (RJ) – 15/06; Florianópolis (SC) – 4/07; Blumenau (SC) – 6/07; Joinville (SC) – 8/07; Ribeirão Preto (SP) – 18/07; São José do Rio Preto (SP) – 20/07; Campinas (SP) – 8/08; Curitiba (PR) – 22/08; Londrina (PR) – 24/08; Maringá (PR) – 26/08; Goiânia (GO) – 19/09; Brasília (DF) – 21/09; Vitória (ES) – 3/10; Recife (PE) – 24/10; Maceió (AL) – 26/10; Cuiabá (MT) – 7/11; Guarulhos (SP) – 21/11; São Paulo (SP) – 30/11; Santo André (SP) – 7/12; Salvador (BA) – 14/12.
Calendário do empreendedor: veja datas para não esquecer em 2023

Negócios formalizados como MEIs e micro e pequenas empresas cadastradas no Simples Nacional precisam pagar taxas e cumprir obrigações durante todo o ano. Confira abaixo as principais datas para quitar essas obrigações e também os dias comemorativos que podem impulsionar os negócios. Até 31 de janeiro de 2023 Este é o último dia para os empreendedores que querem aderir ao Simples Nacional pela primeira vez solicitarem a adesão pelo Portal do Simples Nacional. Caso contrário, o ingresso só poderá ser feito em 2024. Essa também é a data para empresas desse regime regularizarem dívidas. Além disso, pequenos negócios que foram excluídos do Simples Nacional têm até 31 de janeiro para regularizar as pendências e fazer uma nova adesão ao regime. Para isso, não pode haver débitos com: Receita Federal – clique aqui para regularizar atrasos Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional – clique aqui para regularizar atrasos Até 31 de março de 2023 A Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (DEFIS) deve ser entregue até 31 de março do ano-calendário seguinte ao da ocorrência dos fatos geradores dos tributos previstos no Simples Nacional. Ou seja, a prestação de contas de 2022 deve ser enviada até o último dia de março deste ano. Ele pode ser feito pelo Portal do Simples Nacional, na sessão Cálculo e Declaração. Até 31 de maio de 2023 Os Microempreendedores Individuais (MEIs) devem apresentar até 31 de maio de cada ano a Declaração Anual do Simples Nacional do Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI), relativa ao ano anterior. A operação é feita no Portal do Empreendedor. Todos os meses O prazo para vencimento do boleto mensal, tanto para os empreendedores vinculados ao Simples Nacional, quanto para os MEIs, vence todo dia 20 de cada mês. Se cair em feriados ou finais de semana, o vencimento ocorrerá no primeiro dia útil após a data. Datas comemorativas 16 de julho: Dia do Comerciante 5 de outubro: Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa 19 de novembro: Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino Oportunidades para vender mais 8 de março: Dia da Mulher 15 de março: Dia do Consumidor 9 de abril: Páscoa 14 de maio: Dia das Mães 12 de junho: Dia dos Namorados 13 de agosto: Dia dos Pais 15 de setembro: Dia do Cliente 12 de outubro: Dia das Crianças 24 de novembro: Black Friday 25 de dezembro: Natal
Levar franquia brasileira para os Estados Unidos: Vantagens e cuidados que devem ser considerados

A primeira assinatura de contrato no modelo de franquia aconteceu em 1850, nos Estados Unidos. A fabricante de máquinas de costura Singer estendeu a venda dos seus produtos em todo o solo nacional, expandindo sua marca com um baixo investimento. Com o movimento, outras empresas passaram a adotar esse sistema, como as gigantes Coca-Cola e McDonalds’s. O formato é um dos mais seguros, otimizados e efetivos para empreendimentos. Com isso, muitas pessoas consideram a hipótese de levar suas marcas para o exterior e, de acordo com a Associação Brasileira de Franquias, os Estados Unidos é o principal destino dessas franquias. De acordo com Daniel Toledo, advogado que atua na área do Direito Internacional, fundador da Toledo e Associados e sócio do LeeToledo PLLC, escritório de advocacia internacional com unidades no Brasil e nos Estados Unidos, o ponto mais importante ao levar uma franquia para os EUA é analisar com cautela a escolha de onde esse empreendimento será aberto. “Cada estado tem uma característica e sua população tem costumes que podem decidir o sucesso ou fracasso de um negócio. Abrir uma franquia de um restaurante brasileiro, por exemplo, em um estado que não conta com uma população do Brasil, será mais difícil de estruturar e solidificar o negócio se comparado a um estado que conta com uma grande comunidade brasileira”, pontua. Ele acredita que a escolha do nicho de atuação também é de grande importância na hora de levar uma franquia para os EUA. “Seguindo o exemplo de um restaurante, a comida brasileira, normalmente, está muito distante da realidade do dinamismo encontrado nos Estados Unidos. Muitas pessoas costumam comer rápido, porque os pagamentos são efetuados por horas trabalhadas. Ir a uma churrascaria ou comer uma feijoada não é algo feito diariamente por aqui e isto pode ser um problema para o negócio nesse segmento. É importante estudar e entender o público americano na hora de escolher que tipo de franquia será levada ao país”. Para o advogado, trazer um negócio para os Estados Unidos aumenta as chances de lucro e expansão. Algumas franquias brasileiras foram para os Estados Unidos, porém não alcançaram o mesmo sucesso que possuem em solo nacional. “A falta de planejamento e altos investimentos sem orientação especializada fizeram com que grandes redes, como Coco Bambu e Girafas, cessassem suas operações nos EUA”, explica. “Mas, além de ser uma excelente possibilidade para a aprovação de um visto, pode ser uma boa opção para aumentar os ganhos e dolarizar o próprio patrimônio”, lembra o especialista De acordo com Toledo, o melhor caminho é apresentar um plano de negócios a um advogado para, assim, encontrar as alternativas mais eficientes. “Escolher a franquia certa para levar aos Estados Unidos é algo crucial, e um profissional poderá indicar os melhores perfis de franqueadoras para apresentar à população americana”.
Empreendedor abre lavanderia autônoma que planta uma árvore a cada dez lavagens
Com o nascimento do seu filho, o cineasta Mario Zugair, 46 anos, sentiu a necessidade de realizar uma transformação em sua vida. Ele queria criar um negócio que se encaixasse com as tendências de comportamento de consumo e, ao mesmo tempo, ajudasse a regenerar o meio ambiente, com uma filosofia de “devolver para o planeta”. Assim, fundou, em 2021, a Leafy Eco, rede de lavanderias autônomas, que funciona sem a necessidade de funcionários. Faz pouco mais de nove meses que a primeira unidade foi aberta na região de Higienópolis, em São Paulo. De lá para cá, a marca ganhou mais duas unidades de rua, e uma está instalada dentro de um condomínio. Ainda no primeiro trimestre de 2023, outra deve ser aberta na região da Vila Madalena, também na capital paulista. A proposta da rede é a seguinte: a cada dez ciclos de lavagem e secagem, uma muda de árvore nativa da mata atlântica é doada. “Tínhamos o objetivo de doar 300 mudas em 2022, e chegamos a mais de 700”, diz o empreendedor. A meta, de acordo com ele, é chegar a 1,2 mil árvores plantadas em 2023. A ação ocorre em parceria com o Sítio Árvores Gerais, em Florestal (MG). A Leafy doa as mudas e fornece orientações para o plantio no entorno de nascentes, margens de rios ou ainda na formação de sistemas agroflorestais. O público beneficiado diretamente é formado por pequenos agricultores e ONGs. A rede documenta os plantios em suas redes sociais. Leia também Franquias de lavanderias da Omo passam a higienizar sofás e estofados Franquia de lavanderia econômica oferece serviços a partir de R$ 2 Cada uma das lavanderias de rua demandou um investimento médio de R$ 120 mil, e a que está dentro de condomínio custou cerca de R$ 70 mil. “O faturamento está em torno de R$ 20 mil a R$ 25 mil por loja.” Ele explica que os espaços das lavanderias são pensados para promover a interação entre os clientes, transformando o ambiente em um potencial local de socialização. O valor dos serviços é de R$ 29,90 para cada dez quilos de roupa. “O tempo total de utilização é de aproximadamente uma hora entre lavagem e secagem. Considerando um ciclo completo, o usuário pode lavar até 10 kg de roupas, o que daria por volta de 25 peças, em média”, diz. Zugair acredita que o negócio vai conseguir decolar amparado nos anseios das novas gerações, que “se preocupam com o planeta e são mais desapegadas de bens materiais”. Apesar disso, ele diz que o público tem sido bem heterogêneo, de diversas idades e perfis. “Temos donas de casa que têm aderido ao serviço, com alta frequência.” Zugair sabe que o mercado já apresenta fortes concorrentes, como as redes de franquias Lavô, eLav, Maria Lavadeira e a OMO Lavanderia, ligada à Unilever. Ele aposta que a pegada sustentável da Leafy Eco será o grande chamariz. “É um segmento que oferece otimização de tempo, principalmente nas grandes metrópoles do país. Agora, chegou o momento desta praticidade se tornar uma aliada do meio ambiente” diz. Neste momento, o empreendedor está formatando a empresa para crescer com franquias e está em negociação com uma aceleradora especializada no segmento. “Estamos estudando para não crescermos desenfreadamente e perdermos o viés sustentável, que é realmente o foco do nosso negócio, mais do que o monetário.” Fonte: PEGN | reportagem de Paulo Gratão
Sebrae promove 1ª edição da Expo Pretas no próximo dia 21 em Salvador

O Sebrae em Salvador, por meio do Programa Sebrae Delas e em parceria com a IN PACTO – Incubadora de Negócios Sociais do Colabore, vai realizar no dia 21 de janeiro (sábado), a 1ª Expo Pretas Colabore. O evento, que foi adiado em função das fortes chuvas que assolaram a capital baiana em novembro do ano passado, acontece a partir das 9h, na Agência Sebrae Costa Azul. As vagas são limitadas e as inscrições gratuitas podem ser feitas aqui. O objetivo da Expo Pretas Colabore é gerar negócios, ampliar o alcance de novos mercados, além de fomentar a sustentabilidade e independência financeira de negócios liderados por mulheres negras de Salvador e região metropolitana. Serão expostos produtos e serviços de 20 afroempreendedoras que comercializam produtos de moda, gastronomia, artesanato e de outros segmentos. O encontro contará ainda com palestras, oficinas e mentorias gratuitas com conteúdos que visam apoiar com inovação, tecnologia e sustentabilidade a gestão dos negócios de mulheres negras empresárias. “O Sebrae Bahia já desenvolve ações dentro do programa Sebrae Delas que têm como principais objetivos a promoção do empreendedorismo feminino, aumento da competitividade dos pequenos negócios liderados por mulheres e o aprendizado e disseminação de boas práticas para apoiar mulheres. Por isso, entendemos que este evento está em total acordo com a missão da instituição”, afirma Taiane Almeida, especialista em pequenos negócios e gestora do Sebrae Delas na regional Salvador. Confira a programação 9h – Abertura da feira e exposição de produtos e serviços; 9h30 às 14h30 – Mentorias individuais de curta duração 10h às 14h30 – Mini oficinas de Pitchs e Programação Cultural (Dilene Pilé e Priscilla Cerqueira) 10h – Conversa das Pretas Painel com Umbu Podcast: (Mirtes Santa Rosa, Camilla França convidam Najara Black) 10h – Posicionamento Estratégico para Vender Mais: Mentoria com Iasmine Fernandes 10h – De sardinha a Tubarão! Como captar investimento: Oficina com Karine Wakanda 10h – Vitrine de Sucesso: Como construir um negócio que vende todos os dias: Oficina com Eugênia Negga Chic 11h – Dance: corpo ativo e bem estar nos negócios (Dandara Brazil) 12h30 – Impactos Transformadores – Comunidade local e conexões com o Afroempreendedorismo (Roseane Moreira, Bárbara Ferreira, Márcia Neves e mediação de Vilma Neres) IN PACTO – Incubadora de Negócios Sociais 12h30 – Network para Mulheres Empreendedoras : Mentoria com Anna Telles 12h30 – Vitrine de Sucesso: Como construir um negócio que vende todos os dias: Oficina com Eugênia Negga Chic 12h30 – Confiança e Realizações: Mentoria coletiva com Abidjan Rosa 12h30 – Vestida de Vencedora: posicionamento estratégico da imagem: Workshop com Cáren Cruz 15h – Encerramento SERVIÇO O quê: 1ª Expo Pretas Colabore Quando: 21 de janeiro de 2023 (Sábado) Horário: das 9h às 15h Onde: Agência Sebrae Costa Azul – Térreo (Civil Tower, Torre Cirrus – Rua Arthur de Azevêdo Machado- Salvador Inscrição gratuita: https://bit.ly/expopretas2023 Fonte: Agência de Notícias Sebrae-BA
Startup goiana torna-se parceira da Meta nas vendas por Whatsapp para Pequenos Negócios

A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, acaba de fechar parceria com a Poli, startup goiana de tecnologia que busca ajudar empresas a anunciarem, atenderem e venderem por meio dos canais digitais de comunicação. Com isso, a empresa se torna provedora oficial do WhatsApp, podendo acessar diretamente as configurações da API do WhatsApp Business, versão recomendada às empresas que querem profissionalizar o atendimento on-line, adicionar um chatbot, integrar com outras ferramentas ou ter relatórios, o que oferece mais agilidade e praticidade aos seus clientes. A aproximação da Meta com os pequenos negócios vem à tona em um momento oportuno. Desde o início da pandemia de Covid-19, pequenos e médios empresários brasileiros precisaram passar por um processo de adaptação à nova realidade de transformações digitais. Em países como o Brasil, o WhatsApp é a plataforma mais utilizada para conversas entre amigos e família, mas, com o passar do tempo, tornou-se também um canal de comunicação entre empresas e clientes, não somente para consolidar vendas de forma ágil, bem como para nutrir as relações por meio de estratégias de marketing. Segundo pesquisa do Sebrae em parceria com a FGV, o WhatsApp é utilizado por 84% dos negócios que vendem on-line. Escolhida pela Meta como seu 1º Parceiro Focado em Pequenos Negócios, a Poli surgiu em 2018, quando os sócios Alberto Filho e Gabriel Henrique trabalhavam em uma rede de clínicas médicas. Diariamente, lidavam com as dificuldades para atender todos os clientes que entravam em contato pelo WhatsApp e outros canais alternativos às ligações telefônicas. A frustração ao perder clientes por esse motivo não era uma dor exclusiva da rede de clínicas, pelo contrário. Durante suas pesquisas, eles perceberam que se tratava de um problema crescente entre as pequenas e médias empresas. Então, com mais um sócio, Saulo Daniel, fundaram o Polichat, que tinha como objetivo oferecer uma plataforma de conversas. O objetivo era ajudar os negócios a conseguirem atender a todos os seus clientes por meio de um único número de WhatsApp, com vários operadores simultâneos – recurso possibilitado pela API do WhatsApp Business. Por não ser uma provedora, era necessário contar com uma BSP para intermediar a relação entre a empresa Polichat e as configurações da plataforma oficial. Ao passo em que o negócio crescia e oferecia mais recursos, como o Polipay, ferramenta de pagamento integrada ao canal de atendimento, Polichat excedeu os limites de uma solução de atendimento por WhatsApp e evoluiu como Poli, uma plataforma de comunicação e vendas que integra diversas soluções, desde a captação de clientes por meio de anúncios até o recebimento de pagamentos. Em 2020, durante a pandemia, a Poli aumentou cinco vezes sua base de clientes. A previsão é fechar 2022 com um crescimento de 100% em comparação com o faturamento do ano anterior, o que vem ocorrendo desde 2019, inclusive. Atualmente, a empresa tem mais de 1.200 clientes em sua base, é composta por 80 colaboradores e tem como investidores: Cedro Capital, ACE Startups e Oasis Lab. O perfil de seu público é de pequenos e médios empresários que reconhecem a importância de estar presente nos meios digitais, mas não têm conhecimento sobre as ferramentas para negócios. De acordo com os dados coletados pela Poli em diagnóstico inicial de sua base de clientes, 70% nunca utilizaram plataforma on-line de atendimento e 20% ainda não têm Instagram ou Facebook. Sobre a API oficial do WhatsApp, 63% afirmam nunca ter ouvido falar antes do contato com a Poli. Desde sua fundação, a Poli buscou aprimorar suas ferramentas e acumular bons cases de sucesso com clientes satisfeitos, sempre interessada em conquistar um relacionamento direto e estreito com a Meta, dona dos principais canais de comunicação e redes sociais da atualidade. O processo da Meta para selecionar empresas provedoras de soluções é rigoroso, isso porque somente elas podem acessar diretamente as configurações da API do WhatsApp. Enquanto 1º Parceiro Oficial da Meta focado em PMEs, a Poli será a ponte entre as ferramentas do Grupo e os empresários que ainda não estão familiarizados com as novas tecnologias de vendas.
Think Tank britânico critica cortes de recursos para inovação de PMEs

A organização The Entrepreneurs Network, Think Tank que faz interface com o parlamento britânico em busca de uma legislação mais favorável ao empreendedorismo no Reino Unido, publicou nesta sexta-feira (6) na sua newsletter, à qual o Empreendabilidade teve acesso, uma carta criticando a falta de congruência entre a recente fala do primeiro-ministro Rishi Sunak e as medidas adotadas pelo governo em relação a inovação. O primeiro-ministro, anunciou as prioridades para 2023 na última quarta-feira (04) e um dos tópicos foi de que a inovação estaria no centro de tudo o que seria feito. “Deixe-me dizer por que a inovação é tão importante. Nos últimos 50 anos, foi responsável por cerca de metade do aumento de produtividade do Reino Unido. Novos empregos são criados pela inovação. Os salários das pessoas aumentaram com a inovação. O custo de bens e serviços reduzidos pela inovação. E grandes desafios como segurança energética e zero líquido serão resolvidos pela inovação. Quanto mais inovamos, mais crescemos. E o mundo está vendo uma onda incrível de mudanças científicas e tecnológicas. Então, agora, a maneira mais poderosa de alcançar um maior crescimento é garantir que o Reino Unido seja a economia mais inovadora do mundo.”, afirmou Sunak. Ele ainda disse que isso já está em andamento, com o aumento do financiamento público, aproveitamento de oportunidades do Brexit, garantia de que empresas empreendedoras e de rápido crescimento obtenham o financiamento que precisam para expandir, e com a maior disseminação de uma cultura de pensamento criativo e de se fazer as coisas de maneira diferente em todo o Reino Unido. Na carta, The Entrepreneurs Network reafirma que a fala está correta, contudo, apesar de os sucessivos governos terem se comprometido com investimentos em P&D, na Declaração de Outono o governo cortou os subsídios fiscais de inovação para empresas menores. A partir de abril, o crédito para empresas no regime PME será reduzido de 33,35% para 18,6%. Para os membros da associação, a retórica pró-inovação é forte, mas, a redução de subsídios é decepcionante. O pleito da entidade, mantida por instituições filantrópicas, escolas de negócio privadas e consultorias, é de acesso a mais investimentos. Uma das ferramentas seria aplicar recursos de fundos de pensão e outros investidores institucionais em empresas de tecnologia do Reino Unido. A carta do The Entrepreneurs Network ainda avalia o panorama global como incerto – com críticas à guerra da Rússia (“um líder mundial enlouquecido como o Putin”) e à pandemia da Covid – e o ambiente doméstico como difícil, com previsão de greves, recessão e impasse dos acordos comerciais pós-Brexit na Irlanda do Norte, considerando que eleições locais, que serão realizadas em maio, e que não se espera uma eleição geral até 2024. “Mas, no ano passado ninguém previu três primeiros-ministros. Mesmo sem eleição, a campanha vai começar a ganhar força”, diz o documento. Previsão de queda no PIB, baixa no mercado imobiliário e outras questões também podem impactar os pequenos negócios, lembra a Associação. Por fim, The Entrepreneurs Network reforça a cobrança por uma Ordem de Cavalaria – o reconhecimento maior da Coroa – que eleve o status de profissionais inovadores, empreendedores, engenheiros e cientistas. “A atual Ordem do Império Britânico falha em fazer isso, com em média apenas 6,7% dos prêmios sendo concedidos para essas atividades. Em vez disso, vai em grande parte para filantropos, funcionários públicos ou pessoas que já são famosas por esportes, atuação e música. Este ano caiu um pouco, para 6,2%. Ainda assim, é incrível ver Anisah Osman Britton, presidente do nosso Fórum de Inovação Inclusiva, e Alison Cork, membro do nosso Fórum de Fundadoras Femininas, ambas premiadas com um MBE. Ambos ricamente merecidos”, afirma.
Recriação do MDIC inclui secretaria das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedorismo

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, assumiu, nesta quarta-feira (4), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Entre as novidades da pasta recriada pelo presidente Lula, está a Secretaria das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedorismo. As competências da secretaria foram publicadas em edição especial do Diário Oficial da União (DOU) do dia 1º de janeiro, e incluem o desenvolvimento de ações de apoio à inserção de artesãos, microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte na economia brasileira e no mercado internacional. A recriação do MDIC faz parte das primeiras mudanças promovidas pela nova gestão na estrutura do Poder Executivo federal. A expectativa do governo é reverter o processo de desindustrialização do país e fortalecer as políticas de desenvolvimento com inclusão social. No seu discurso no Palácio do Planalto, o ministro recém-empossado destacou que o fortalecimento da indústria brasileira passa pela redução do Custo Brasil, pela melhoria do ambiente de negócios e pela reforma tributária. Também declarou que o desenvolvimento do país depende de uma agenda de apoio integral aos pequenos negócios. “São as micro e pequenas empresas que fazem a economia girar e o Brasil cresce. Nosso presidente Lula indica ser urgente que a nossa agenda contemple medidas que reduzam o déficit de produtividade e de digitalização dos micro e pequenos negócios, induzindo-as a uma autêntica transformação digital”, frisou Alckmin. Ele acrescentou que o país precisa apoiar todo tipo de empreendedorismo inovador, como as startups. Alckmin também ressaltou a importância do Sistema S para a promoção da agenda da produtividade do Brasil. “É fundamental a qualificação da mão de obra e dos recursos humanos para o novo mundo do trabalho e o Sebrae, como todo o Sistema S, de apoio ao Estado, realizam um trabalho relevante”, afirmou. Confira aqui a íntegra do pronunciamento do ministro. O presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles, participou da solenidade de posse do novo ministro, ao lado do diretor-técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick. “As micro e pequenas empresas são a locomotiva que impulsionam o Brasil para o futuro e hoje respondem pela maioria dos empregos no país e por 30% do Produto Interno Bruto (PIB). A criação da secretaria voltada especificamente para o segmento reforça a importância dos pequenos negócios e facilita a construção de políticas públicas voltadas para esses empreendedores”, defende Melles. Confira algumas atribuições da Secretaria de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedorismo do MDIC: • Formular, implementar, coordenar, acompanhar e avaliar políticas públicas, programas e ações de apoio ao artesanato, aos microempreendedores individuais, às microempresas, às empresas de pequeno porte, ao empreendedorismo, em alinhamento com as demais unidades do Ministério; • Formular e coordenar a política nacional de desenvolvimento das microempresas e empresas de pequeno porte, e acompanhar e avaliar a sua implantação, a partir das diretrizes do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte; • Coordenar o Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, com caráter de regulação e formulação e principal mecanismo de discussão de medidas para as micro e pequenas empresas; • Fomentar, acompanhar, monitorar e propor medidas para melhoria do ambiente de negócios para os artesãos, os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte por meio do aperfeiçoamento e da simplificação de mecanismos regulatórios, fiscais, de financiamento e investimento, respeitados os princípios de desenvolvimento sustentável; • Formular, propor, coordenar e acompanhar políticas públicas, programas, projetos e ações que promovam a inovação empresarial, a melhoria das práticas gerenciais e produtivas, e o desenvolvimento e a adoção de novas tecnologias com foco no aumento da produtividade e competitividade das microempresas e empresas de pequeno porte.
Ideias de negócio mais buscadas

O Sebrae divulgou a lista dos conteúdos de Ideia de Negócios mais buscados em 2022. Em comparação com o ranking de 2021, entraram corretoras de imóveis, drogarias, imobiliárias e minimercados. Saíram centros de estética, lojas de cosméticos e perfumaria, serviços de frete e transporte de pequenas cargas, lojas de pague fácil e hamburguerias. Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a queda registrada na procura pelo conhecimento relacionado ao serviço de frete e transporte de pequenas cargas está fortemente relacionada com a superação do momento mais crítico da pandemia e o retorno da população ao nível de comportamento pré-crise sanitária. “As medidas de isolamento para conter a expansão da pandemia geraram um crescimento exponencial dos serviços de delivery. Muitos consumidores que jamais haviam experimentado a modalidade de compra por meio de aplicativos, quebraram essa resistência ocasionando uma maior entrada de novos empreendedores interessados em explorar essa oportunidade. Esse serviço não vai deixar de ser demandando, mas com a volta à normalidade, é natural que tenhamos um pequeno refluxo”, avalia. Ainda segundo Melles, o segmento de Hamburguerias – que viveu um boom a partir de 20018 – voltou ao ritmo normal de crescimento, o que justifica a relativa baixa na busca por conteúdos afins. Por outro lado, o reaquecimento do mercado imobiliário, verificado no Brasil, não passou despercebido, gerando um aumento no volume de demanda pelas orientações disponibilizadas pelo Sebrae. Ideias de Negócios mais procuradas em 2022 1. Como montar uma distribuidora de bebidas 2. Como montar uma loja de animais ou pet shop 3. Corretor(a) de Imóveis 4. Como montar um escritório de consultoria 5. Como montar uma papelaria 6. Como montar uma drogaria 7. Como montar uma imobiliária 8. Como montar uma padaria 9. Como montar uma empresa de reciclagem 10. Como montar um minimercado Ideias de Negócios mais procuradas em 2021 1. Como montar uma distribuidora de bebidas 2. Como montar uma loja de animais ou pet shop 3. Como montar um escritório de consultoria 4. Como montar um centro de estética 5. Como montar uma loja de cosméticos e perfumaria 6. Como montar um serviço de frete e transporte de pequenas cargas 7. Como montar um pague fácil 8. Como montar uma hamburgueria 9. Como montar uma papelaria 10. Como montar uma empresa de reciclagem
Em novembro, os pequenos negócios responderam por 9 a cada 10 novos empregos

As micro e pequenas empresas (MPE) foram responsáveis em novembro por 93,5% dos empregos formais gerados no país. Segundo estudo realizado pelo Sebrae, a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram criados, no conjunto da economia brasileira, 135 mil postos de trabalho no penúltimo mês de 2022. Desse universo, 126 mil vagas estavam entre os pequenos negócios, o que corresponde a 93,5% das novas vagas. Apesar de todos os portes terem apresentado saldos positivos, o mês de novembro representou o segundo menor saldo de geração de empregos de todo o ano. Os 135 mil empregos criados na economia superaram apenas os 97 mil gerados no mês de março e representaram apenas 58% da média de geração de vagas de 2022, que era de 233 mil até outubro. No acumulado de todo o ano passado, o Brasil se aproxima da marca dos 2,5 milhões de novos empregos. Nesse contexto, as MPE foram as grandes geradoras de postos de trabalho, respondendo por quase 1,8 milhão das novas contratações (cerca de 73% do total). A participação das médias e grandes na geração de empregos ficou em 21,5%, com quase 530 mil contratações. “Os pequenos negócios são os maiores geradores de emprego do país. São as micro e pequenas empresas que fazem a economia girar e o Brasil crescer. São elas que ajudarão na reconstrução da economia do país”, destaca o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Pela primeira vez no ano, puxado pelas festas de final de ano, o setor de Comércio das Micro e Pequenas Empresas foi o grande gerador de empregos, com 84 mil postos criados. O setor de Serviços, principal responsável pela geração de emprego ao longo do ano, ficou em segundo lugar com 53 mil vagas de trabalho. Apesar desses bons resultados nesses dois setores, tanto as MPE quanto as MGE apresentaram mais desligamentos do que admissões em quatro setores de atividade: Indústria de Transformação, Agropecuária, Construção Civil e Indústria de Transformação. Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Nova diretoria do Sebrae Amazonas toma posse para gestão 2023-2026

omaram posse em cerimônia na noite desta segunda-feira, 2/1, o novo presidente do Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Amazonas, Antonio Silva, assim como a nova diretoria executiva da instituição, formada pela diretora superintendente eleita Ananda Carvalho Normando Pessôa, a diretora técnica Lamisse Said da Silva Cavalcanti e a diretora administrativa e financeira Adrianne Antony Gonçalves. O empresário Antonio Carlos da Silva preside também a Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam) e assume o posto que estava ocupado por Muni Lourenço, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária (Faea). Já o corpo diretor segue constituído pelas gestoras do quadriênio anterior, em funções diferentes. “É um novo desafio, mas, para mim, é muito saudável, porque eu vou pegar uma administração exitosa, do meu companheiro Muni Lourenço, que fez um belíssimo trabalho interiorizando o Sebrae com inauguração de várias agências do interior”, destacou Antonio Silva durante a posse, realizada no Clube do Trabalhador do Sesi. A diretora superintendente manifestou gratidão ao conselho deliberativo, colaboradores e familiares. “Agradeço a confiança e a oportunidade a nós concedida pelo Conselho Deliberativo Estadual. Queremos nesta solenidade de posse renovar o nosso compromisso com a casa Sebrae e o seu propósito de existência, zelando por tudo o que construíram os que nos antecederam”, declarou Ananda. Definido no último dia 21 de novembro em reunião de aclamação do conselho, o novo corpo diretor estará a frente do Sebrae no período entre 2023 e 2026. Fonte: Agência de Notícias Sebrae-AM
CNPJ do MEI não trará mais o número do CPF do empreendedor

Os microempreendedores individuais (MEI) já contam com um novo padrão de nome empresarial para preservar seus dados pessoais. Desde o dia 12 de dezembro, os novos CNPJs criados não trazem mais o CPF do titular. A mudança atende às reivindicações antigas de empreendedores que tinham seu dado pessoal divulgado no nome empresarial e segue as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Microempreendedores Individuais formalizados antes dessa data e que desejarem retirar o CPF do nome empresarial podem fazer a solicitação de alteração de MEI no Portal do Empreendedor. As atualizações fazem parte de um trabalho em equipe do Sebrae com diversas outras instituições que vêm trabalhando para a modernização dos serviços governamentais voltados para o empreendedorismo. Além dessa novidade, a Receita Federal do Brasil apresenta em seu boletim informativo sobre mudanças estratégicas no funcionamento da Redesim, divulgado recentemente, mais uma simplificação no processo de baixa dentro do Portal do Empreendedor. Todas as pessoas que quiserem dar baixa no MEI dentro do portal Gov.br e que estejam inscritos com CNPJ até o dia 16 de março de 2022, podem fazer o procedimento apenas com o selo bronze. Antes eram exigidos selo prata ou ouro. “As mudanças já estão em operação e trazem mais agilidade e mais segurança para os donos de micro e pequenos negócios”, afirma a coordenadora do núcleo de simplificação de Políticas Públicas do Sebrae, Helena Rego. Outras mudanças O Boletim da RFB apresentou ainda novidades em relação à integração da Redesim com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), apuração especial para transformação automática dos CNPJ de Eireli em Sociedade Limitada com um integrante e flexibilização do Número de Registro no Coletor Nacional da Redesim e no sistema CNPJ.
MEIs têm dificuldade em separar contas pessoais das contas da empresa

Juros, crédito mais caro e falta de educação financeira têm feito com que a maioria dos donos de pequenos negócios recorram a empréstimos bancários por meio da pessoa física e não das próprias empresas. A pesquisa “Financiamento dos Pequenos Negócios no Brasil”, realizada pelo Sebrae, mostra que 61% das micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEI) que recorreram a financiamentos ou empréstimos bancários nos últimos cinco anos fizeram a solicitação diretamente, não utilizando a pessoa jurídica do negócio. Esse percentual representa um recorde na série histórica da pesquisa iniciada em 2013. Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, essa realidade identificada no estudo é resultado direto do expressivo crescimento do número de novos MEI na economia e da redução das fontes de financiamento. “Entre 2020 e 2022, foram criados no Brasil, segundo o Portal do Empreendedor, do Ministério da Economia, o total de 5,2 milhões de novos microempreendedores individuais, que representa o perfil do dono de pequeno negócio que mais recorre aos empréstimos pessoais para financiar a empresa.” De acordo com o levantamento do Sebrae, 73% dos MEI buscaram crédito por meio da pessoa física nos últimos cinco anos. O presidente do Sebrae lembra ainda que o fator escolaridade também afeta esse cenário. “Quanto maior o nível de escolaridade, maiores são as chances de o empreendedor usar os caminhos convencionais para buscar crédito para a empresa. Entre os donos de pequenos negócios com pós-graduação, por exemplo, cerca de 63% usam a pessoa jurídica para recorrer aos bancos. Já entre os empreendedores com nível fundamental, apenas 32% adotam o mesmo caminho”, complementa. Melles lembra que separar as contas entre pessoais e da empresa é uma das primeiras recomendações que o Sebrae faz para qualquer pessoa que planeja abrir o próprio negócio. “Confundir a gestão da empresa e da pessoa física é um dos maiores erros que os empresários podem cometer. Isso torna o controle do orçamento da empresa praticamente impossível e pode comprometer seriamente a saúde financeira do negócio. Sem boa gestão, não há crescimento, solidez, aumento de receita, lucro e tudo o mais que se busca ao começar um negócio”, comenta. Dificuldade de acesso a crédito O levantamento do Sebrae mostra que, entre 2020 e 2022, cresceu a proporção de empresários que encontraram dificuldades para obter um novo crédito ou financiamento. A proporção saltou de 63% para 84% (recorde histórico da série). A falta de garantias reais (20%), a taxa de juros muito alta (17%) e a falta de avalista/fiador (11%), foram as dificuldades mais citadas pelos donos de pequenos negócios que buscaram empréstimo ou financiamento bancário. Confira os números do levantamento: 61% dos pequenos negócios recorreram a empréstimos por meio da pessoa física. Entre os MEI, essa proporção é maior – 73%. Já entre as empresas de pequeno porte (EPP) e as microempresas, o percentual é menor: 50% e 53%, respectivamente. 63% dos donos de pequenos negócios com pós-graduação usam a pessoa jurídica para solicitar empréstimos e financiamento. Entre os empresários com apenas nível fundamental, essa proporção cai para 32%. Fonte: Agência Sebrae
Brasil ocupa 7a posição em ranking mundial de empreendedorismo feminino

O Brasil ocupa o 7º lugar no ranking mundial de empreendedorismo feminino. Os dados são do Instituto Rede Mulher Empreendedora, que aponta também um número superlativo em relação às mulheres gestoras do próprio negócio no Brasil: são 30 milhões de empresárias brasileiras. A busca de independência financeira e crescimento profissional é um dos motivos para essa arrancada no mercado, segundo estudo recente da Rede Mulher Empreendedora. A pesquisa também destaca os desafios a serem enfrentados no empreendedorismo feminino, como o baixo faturamento, a informalidade e a falta de conhecimento em tecnologias para alavancar os negócios, como ferramentas de redes sociais. O faturamento mensal também é uma barreira. De acordo com os índices da Rede Mulher Empreendedora, 63% das brasileiras que empreendem ganham até R$ 2.500 por mês. Por outro lado, 50% dos homens conseguem ganhar mais do que esse valor, ultrapassando a marca dos R$ 10 mil reais, enquanto apenas 38% do sexo feminino atingem esse valor. A informalidade também é uma das barreiras para as empreendedoras no Brasil. O levantamento também mostrou que o percentual de mulheres que não possuem CNPJ varia nos estados. Na região Sudeste, elas são 41%; no Sul, 43%; na região Centro-Oeste, 49%; no Nordeste, 63%; e na região Norte, 75%. Já uma outra pesquisa do Sebrae, intitulada, “Empreendedorismo Feminino no Brasil em 2021”, realizada com base nas informações disponibilizadas nos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE, o número médio de mulheres donas do próprio negócio é de 34%. Os maiores índices são no estado do Rio de Janeiro, 38%. Em seguida vem o estado de Sergipe e o Distrito Federal, com 37% e na sequência Piauí, Ceará e Mato Grosso do Sul e São Paulo com 36%. Proprietária e administradora da Pastelaria Viçosa, Patrícia Rosa Calmon assumiu o comando dos negócios há quase 20 anos. Atualmente, além de quatro estabelecimentos espalhados no Plano Piloto, distribui os produtos da marca para Brasília e entorno, empregando cerca de 150 pessoas. “O empreendedorismo feminino tem crescido muito, o mercado está muito aquecido pelas mulheres, isso é muito importante porque a gente tem percebido o quanto elas têm investido em capacitação, em novas experiências, têm sido mais arrojadas nos seus planos e propósitos. Está bem bonito de se ver esse crescimento”, destaca a empresária. “A independência é muito importante, isso para qualquer pessoa, é libertador. Daí elas passam a novos horizontes, conseguem imaginar e buscar novas oportunidades. A independência traz o crescimento, a responsabilidade que a gente precisa muito para empreender”, observa. A deputada federal Celina Leão (PP-DF), vice-governadora eleita do DF, foi a relatora da medida provisória 1116/2022, que criou o Emprega + Mulheres. Entre outras medidas, a MP propõe taxas diferenciadas para empréstimos oferecidos pelo governo federal para as mulheres empreendedoras. A parlamentar acredita que o empreendedorismo feminino traz liberdade para as mulheres. “Liberta as mulheres de qualquer tipo de situação de violência, que a mulher, quando tem uma situação financeira ajustada, ela não fica se submetendo a violências, ela liberta a mulher para realmente fazer um planejamento familiar, para estruturar a educação dos seus filhos, para estruturar realmente onde ela está e onde ela quer chegar”. Ainda de acordo com dados da Rede Mulher Empreendedora, o desemprego e a falta de renda durante a pandemia impulsionaram 26% das mulheres a dar o pontapé inicial no seu negócio. A pesquisa aponta ainda que 77% delas avaliam que são total ou parcialmente independentes do ponto de vista financeiro.
Live discutirá Marco Legal do Reempreendedorismo na próxima segunda-feira (26), ao meio-dia

Projeto que tramita no Congresso possibilita simplificar negociação de dívidas de empresários e até a recuperação de endividados mórbidos; Economia do país poderia ganhar com a recuperação de empreendedores e empresas; O Empreendabilidade, consultoria de inteligência focada no empreendedorismo e em PMEs, promove na próxima segunda-feira (26), às 12h, o debate “Marco Legal do Reempreendedorismo: solução para o empreendedor endividado?” no seu canal do Youtube (link para agenda e transmissão: https://youtu.be/7Ut8zxKNNfo). O Marco Legal do Reempreendedorismo, Projeto de Lei Complementar (PLP 33/2020), prevê a reforma da lei de recuperação judicial para micros e pequenas empresas, assim como do seu processo falimentar, propiciando um ambiente legal para que empresas e empreendedores que estejam em dívida possam regularizar as atividades e renegociar débitos de forma simples. O projeto é de autoria do Senador Angelo Coronel (PSD-BA) e tramita na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados, presidida pelo Deputado Federal Marco Bertaiolli (PSD-SP). É possível acompanhar esse projeto de lei pelo site da Câmara: https://www.camara.leg.br/propostas-legislativas/2267840 Na conversa promovida pelo Empreendabilidade, participam o advogado Renato Scardoa, especialista em estruturação de negócios e reestruturação de empresas, integrante do Grupo de Trabalho que foi responsável pela redação do PLP 33/2020, e o pesquisador Eduardo Castro, PhD em Economia Política pela Princeton University e ex-economista do FMI-Fundo Monetário Internacional. Para o Empreendabilidade, a discussão sobre recuperação de pequenas empresas é extremamente importante para a economia. “Boa parte da inadimplência com a Receita Federal vem de micros e pequenas empresas e os tributos são o maior desafio dos negócios. Simplificar a recuperação de negócios contribui diretamente para um ambiente mais propício ao empreendedorismo, por isso trouxemos dois especialistas para esclarecer sobre o tema para a sociedade”, afirma Ricardo Meireles, fundador da casa de análise. Agenda – Marco Legal do Reempreendedorismo: solução para o empreendedor endividado? Data: Segunda-feira (26), às 12h Link: https://youtu.be/7Ut8zxKNNfo (é possível ativar a notificação do evento) Participantes: Renato Scardoa, integrante do Grupo de Trabalho que foi responsável pela redação do PLP 33/2020, advogado especialista em estruturação de negócios e reestruturação de empresas. Eduardo Castro, PhD em Economia Política pela Princeton University e ex-economista do FMI-Fundo Monetário Internacional.
Quase 30% dos pequenos negócios brasileiros ainda não vendem por meios digitais

Que as compras virtuais foram incorporadas na rotina dos brasileiros todo mundo já sabe. Mas como funcionará o e-commerce do futuro? Quais são as principais tendências de consumo digital? O Brasil comporta hoje mais de 215 milhões de habitantes, com 77% dessas pessoas tendo acesso à internet e podendo ser convertidas em potenciais consumidores. Apesar dessa constatação, levantamentos feitos pelo Sebrae mostram que ainda há uma parcela significativa dos pequenos negócios que ainda não digitalizaram o seu modelo de negócio. Dados de pesquisas feitas pela instituição, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontam que das 19,5 milhões das micro e pequenas empresas brasileiras aproximadamente 27% (5,3 milhões), ainda não entraram para o mercado digital, não usam redes sociais, sites ou aplicativos para vendas. De acordo com o coordenador de Mercados e Transformação Digital do Sebrae, Ivan Tonet, antes de falar em tendência é preciso entregar o básico. “Fazendo o arroz com feijão bem-feito já é possível obter bons resultados. Como está a sua loja virtual? Você tem um site, uma página nas redes sociais bem atrativa?”, questiona. Tonet destaca ainda a importância de se valorizar a experiência de compras pelo celular. Segundo ele, o comportamento do consumidor mudou e as pessoas compram com seus smartphones de onde estiverem. “O mobile representa 53% das vendas digitais nacionais, gerando receita de R$ 95,5 bilhões, no ano passado”, indica. Outra tendência é que os consumidores usem cada vez mais os aplicativos das lojas. “60% das compras foram feitas diretos em apps, ou seja, o consumidor quando quer um produto já está indo direto na loja de sua preferência, sem fazer buscas no Google”, acrescenta. Explorar as redes sociais como forma de atração e vendas com menos fricção é fator decisivo para performar bem nas vendas digitais. Micro e pequenos negócios nas áreas de moda, beleza, decoração, saúde e eletrônicos podem investir em boas imagens para montar sua vitrine virtual. “Tem jovens buscando looks do dia no Instagram ou restaurantes para almoçar no Tik Tok. Todas as vezes que percebemos essas mudanças de comportamentos temos que enxergar também as possibilidades de produzir conteúdo para vender”, afirma o coordenador. Para quem ainda não entrou no universo das vendas digitais, Tonet recomenda buscar a orientação do Sebrae. “Temos, por exemplo, o Sebraetec, onde o empreendedor pode fazer sua loja virtual com condições facilitadas. E disponibilizamos uma série de conteúdos e estratégias voltados aos marketplaces com os quais o Sebrae tem parceria como Magalu, Amazon e Mercado Livre”, exemplifica. Por fim, Ivan Tonet revela quais são os fatores de decisão dos consumidores mais frequentes no momento da compra nessas grandes redes. “Não é só preço, ele também observa a avaliação da loja parceira, tempo de entrega e números de pedidos. Sem falar que o fato de você colocar seu produto para vender em redes gigantes como essas plataformas já se torna um facilitador para sua venda”, diz. Fonte: Agência Sebrae
“For export”: Café com Comprador reúne 70 mil profissionais e abre escritórios na Europa

Com 22 anos de experiência na área de suprimentos e compras em grandes empresas como Ultragaz, JBS e Enel, Douglas Ferreira convivia com uma pergunta que o incomodava: como um setor tão relevante para os negócios acaba ficando em segundo plano nas estratégias das companhias? A questão foi anotada em uma folha de papel, em 2019. Ele, ainda na JBS, começou a procurar os pares – profissionais que havia conhecido em eventos, palestras e cursos, e “gente do mercado” – para conversar. Tendo como equipamentos o celular e um microfone de lapela, ele promovia mais do que um papo. As conversas eram gravadas para registrar insights sobre como melhorar os processos de procurement e relacionamento com fornecedores, entender as dores de cada um – que geralmente são as mesmas de todos – e disponibilizar isso para os colegas. Assim nascia o Café com o Comprador, uma plataforma colaborativa de conteúdo que atualmente reúne mais de 70 mil profissionais de compras, suprimentos e procurement em grupos de whatsapp, redes sociais e nos sites. Sim, no plural, sites. Em diferentes idiomas. Em dois anos, a comunidade já está em 4 línguas – português, espanhol, inglês e chinês -, tem escritórios em São Paulo, Buenos Aires, Chicago e Madrid, e planeja mais duas operações: em Londres (Reino Unido) e Munique (Alemanha), resultado de uma viagem para a Europa (que seria a passeio, mas acabou virando oportunidade) que Douglas acabou de fazer. A primeira entrevista publicada foi com André Gurgel, que hoje está à frente do Procurement Club e que à época trabalhava na B3, e o sinal de que a coisa viraria um negócio de fato veio logo um ano depois. O apoio de Erick Boano, da Costdrivers, que, como fornecedor, viu na plataforma um caminho para ganhar visibilidade para os compradores, foi fundamental para o início da profissionalização. Durante os 12 meses de 2020, aproveitando o boom do digital com a Pandemia, o Café com Comprador transferiu o conteúdo das redes sociais para a plataforma própria, começou a contratar pessoas para aumentar a produção de material, cresceu no Linkedin (que hoje tem mais de 45 mil seguidores em diferentes grupos) e criou grupos de Whatsapp administrados, para debater os assuntos de interesse dos compradores – são mais de 60 grupos com profissionais e parceiros, que circulam por dia centenas de mensagens (apenas de assunto profissional). Ainda naquele ano, Douglas, que já havia tido experiências como palestrante, entendeu que a transparência é positiva quando se trata de reunir pessoas, e lançou o livro O Pior Comprador do Mundo, onde conta 18 histórias sob a fórmula do “o que deu errado e que aprendizados tirei”, com linguagem prática e divertida. Foi uma forma de impulsionar o negócio, e ele acabou lançando mais duas publicações logo em seguida. “No início, trabalhava durante o dia na empresa e tinha o horário do almoço e da noite para gravar. A premissa era juntar todo o material possível. Pouco mais de um ano depois, já víamos o resultado desse trabalho”, diz. Com mais de 30 funcionários, muitos patrocinadores e uma rede que não para de crescer (inclusive internacionalmente), o plano do Café continua sendo de ampliar cada vez mais a comunidade, gerar reconhecimento sobre a importância dessa área, ajudar os compradores a se conectarem e profissionalizar o negócio. “É trabalhar e entregar, todo dia. Quando começamos, não sabia nem o que era um plano de cotas de patrocínio, hoje temos espaço para diferentes necessidades e projetos. Gravava com o celular, hoje temos um software para webinars. Fomos juntando um time bom e com vontade de fazer, e ouvindo os clientes sobre suas necessidades. Isso dá certo”, afirma.
Sebrae-RS: acordo visa fortalecer a participação de MPEs nas compras públicas municipais

Fortalecer o ambiente de negócios das cidades gaúchas por meio do aumento da participação de Micro e Pequenas Empresas (MPEs) locais nas licitações e conferir maior segurança jurídica na relação entre o Poder Público e empresários. É com esse objetivo que o Sebrae RS e o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS) assinaram um termo de cooperação institucional na manhã da última terça-feira (29/11), para estruturar ações orientativas aos gestores municipais. Para o diretor-superintendente do Sebrae RS, André Vanoni de Godoy, a aquisição ou contratação de produtos e serviços por parte do Poder Público local junto a MPEs é uma das formas mais eficientes de se estimular a cadeia empreendedora local, oportunizando que as riquezas produzidas na localidade permaneçam gerando valor àquela comunidade. “Os municípios do Rio Grande do Sul são parceiros fundamentais para o Sebrae RS cumprir sua missão. Especialmente nos últimos quatro anos temos intensificado e muito as ações que levam capacitação para as gestões públicas”, explica. Segundo dados do Sebrae RS, 35% das compras públicas municipais das prefeituras gaúchas são de MPEs. Porém, apenas 13.5% são referentes a pequenos negócios locais. Com plano de ação previsto para ter início nos próximos 30 dias, a iniciativa será executada por meio da Escola Superior de Gestão e Controle Francisco Juruena, vinculada ao órgão governamental, e inclui o compartilhamento de metodologias, dados e processos, além de capacitações e visitas realizadas no interior do Estado. A formalização da iniciativa ocorreu na sede do TCE-RS, em Porto Alegre. “É um convênio que aproxima os pequenos municípios daquilo que o Sebrae RS tem de melhor. Queremos motivar os pequenos empreendedores para que eles invistam em seus municípios”, destacou o presidente do TCE-RS. Fonte: Agência de Notícias Sebrae-RS
MEI pode emitir nota fiscal de serviço eletrônica via aplicativo no celular a partir de hoje (1)

A partir desta quinta-feira (1), os microempreendedores individuais (MEI) prestadores de serviço podem emitir nota fiscal eletrônica, inclusive pelo celular. O aplicativo NFse Mobile já está disponível para dispositivos Android e IOS. O lançamento do serviço foi anunciado pela Receita Federal, em Brasília, ao lado do Sebrae, parceiro no desenvolvimento do projeto, considerado um marco na simplificação tributária no país e modernização do ambiente de negócios brasileiro. Na opinião do secretário especial da Receita Federal, Julio Cesar Gomes, a nota fiscal de serviço eletrônica (NFS-e) é revolucionária. “Acredito que em pouco tempo teremos a dimensão do que essa iniciativa significa e dos ganhos que representa para o país, principalmente para os MEI, que são, em sua maioria, prestadores de serviço”, declarou. Dados da Receita Federal apontam que atualmente existem 14,7 milhões de MEI registrados, sendo que aproximadamente 60% deles atuam no ramo de pequenos serviços no país. Durante o lançamento da NFs-e, o presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles, destacou a importância dos microempreendedores individuais: “É uma imensa satisfação participar deste momento. O MEI é a porta de entrada de milhões de brasileiros ao empreendedorismo, de forma legalizada, dando dignidade às pessoas”. Segundo ele, a nota fiscal de serviços eletrônica se assemelha ao PIX, pela inovação e facilidade que agrega ao ambiente de negócios brasileiro. “Não basta formalizar, é preciso ver o resultado disso por meio da nota fiscal e, a partir de agora, o empreendedor vai poder emitir sua nota rapidamente pelo celular. Esse é um movimento de modernização necessário para o país”, avaliou Melles. Cronograma para disponibilização da NFs-e Inicialmente, apenas os MEI residentes nos municípios que já aderiram ao Sistema Nacional da NFs-e terão acesso ao serviço digital. A partir de 1º de janeiro, a nota fiscal de serviço eletrônica estará disponível para todos os MEI do Brasil, independentemente de adesão ou não. Calcula-se que 119 cidades já fizeram adesão, sendo 16 capitais, o que representa perto de 58% da arrecadação de ISS do país. Para verificar se o município já fez a adesão, confira aqui. De acordo com o auditor fiscal da Receita Federal, Gustavo Jube, coordenador do projeto, a partir de 3 abril de 2023, a emissão da nota fiscal de serviço eletrônica será obrigatória nos casos em que o MEI tem o dever de emitir o documento, ou seja, para vendas para pessoas jurídicas. “Hoje, o MEI não tem uma emissão de maneira padronizada, então cada município tem um emissor e ainda existem muitas cidades que não têm e o empreendedor tem que comprar. Então esse aplicativo é um pontapé para mudar a realidade do MEI. Sabemos das dificuldades que eles enfrentam e que impactam na condução do seu negócio”, frisou. O gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Silas Santiago, destacou a contribuição da iniciativa para a cidadania. “Isso facilita muito a vida do MEI que for vender para uma empresa, o que é obrigatório. E nós sabemos que o cidadão quer o documento fiscal mesmo nos casos em que não é obrigatório. Então, isso também contribui como elemento de cidadania”, ressaltou. Santiago adianta que futuramente a nota fiscal de serviço eletrônica deve eliminar a declaração anual do MEI, enviada anualmente até 31 de maio, já que as informações do faturamento já estarão no sistema da Receita Federal. Fonte: Agência Sebrae
“Somos uma casa de análise para o MPE”

Com mais de 18 anos de experiência em Relações Públicas, dedicados prioritariamente à gestão de crises e temas econômicos, Ricardo Meireles fundou o Empreendabilidade em 2022 com o objetivo de ajudar empreendedores a prosperar. A proposta da consultoria é simples e direta: oferecer uma análise de dados e indicar caminhos para os empreendedores e empresários do Middle Market diante de possíveis acontecimentos, preparando-os para posicionamento de negócios, reestruturação e crescimento mais sustentável. Perfil: 41 anos, natural de Salvador-BA. Mora em São Paulo desde 2004. Mudou para a capital financeira em busca de melhores oportunidades de emprego. É formado em Comunicação Social (UNIFACS/2002), com especialização em Inteligência de Mercado (Ibramerc/2014), Planejamento Estratégico de Marketing (Miami AdSchool/2017), Economia (FGV-SP/2018) e Socialpsychology (Wesleyan/2013). De onde surgiu a ideia do Empreendabilidade? O Empreendabilidade é resultado de vários aprendizados. Trabalhava para o Carrefour na crise anti-racismo em 2021 e sabia que não continuaria, fiz um coaching. Havia ajudado a montar novas mídias (como o Bússola, na Exame), e já sabia que a forma de pensar estratégica e o conteúdo teriam cada vez mais valor. Quando comecei a lidar com MPEs, percebi que havia um espaço: elas não têm uma casa de análise. Por isso busquei a melhor forma de ajudá-las. Como o background em assessoria de comunicação contribui? Assessor ao mesmo tempo que entende de tudo, não é especialista em nada. Mas, tive a sorte de ter tido chefes duros, fazer plantões, atender crises em diversos setores. Tinha que dominar a informação, apurar e recomendar, além de fazer aquela informação chegar ao público. Não se trabalha para setores produtivos como indústria, aviação e agro, e para companhias como Votorantim e JBS, sem saber o que está acontecendo e sem fazer uma análise política, econômica, financeira ou setorial. Brinco que quando falavam “não queria estar na pele do assessor”, geralmente eu estava lá. Não pode ter corpo mole para tratar de assunto sério. “Um empresário ou executivo bem assessorado toma decisões melhores. A era dos dados está aí, mas o excesso de informação pede curadoria e análise” Como usar dados e informação para tomar decisões? No dia-a-dia, lidamos com muitas informações e quase não percebemos. Com as redes sociais, lidamos com muito mais do que podemos processar. A primeira coisa é saber filtrar o que é útil, de fato. Depois, ter fontes confiáveis. A terceira é conseguir cruzar dados, encontrar causalidades, relacionar, e identificar o que falta ou que caminho está seguindo. Basicamente é isso que as casas de análise e consultorias fazem, e é o que fazemos com ferramentas próprias e olhar crítico. O restante é timing: as coisas mais estratégicas não mudam da noite para o dia. Porém, há casos em que é necessário tomar atitude rapidamente (como nas crises). Não adianta ser apressado. Sempre se acerta? Depende. Os dados nunca mentem, mas devemos ter atenção aos vieses. Projetos feitos com atenção e bem executados também são menos suscetíveis a erros de setup.
Demanda por crédito de MPEs cai 16,9%

Mais um indicador positivo mostrando a força do empreendedorismo e do pequeno empreendedor brasileiro. As Micro e Pequenas Empresas (MPEs) tiveram baixa de 16,9% no Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian, no comparativo outubro/22 – outubro/21. Esse dado vem a somar ao pacote de informações que estamos agrupando e que sinalizam que o ambiente está altamente favorável para quem empreende e quem quer empreender: aumento no faturamento, mais empresas longevas, endividamento administrado e demanda por crédito equilibrada. O economista do Serasa Experian, Luiz Rabi, acrescenta que a permanência da alta da taxa Selic “é um agravante para que as PMEs estejam mais cautelosas com a tomada de recurso”, conforme release distribuído pela companhia. Junta-se ao nosso racional o fato de que as MPEs têm menos dívidas tributárias, o que nos leva ao assunto principal: esse dado de menos empresas pedindo crédito, com saúde financeira e funcionando bem é de fato positivo? O governo, sabemos, é como aquele primo distante, aquela tia-avó, aqueles parentes que você nunca ouviu falar e que, quando ficam sabendo que sua condição financeira está melhor, vêm buscar uma fatia. No caso, temos esse sócio que depende de nós. Pagar impostos deveria ser bom, porque é a forma de contribuir com o coletivismo. Porém, sabemos: o Brasil é o pior país quando se trata de retorno sobre tributos pagos. Então, no momento em que estamos discutindo o Projeto de Lei para ajuste de limite do Simples – e quando aquele monte de agente tributário ou que depende da burocracia para sobreviver diz inclusive que o Simples é uma isenção fiscal -, fica a dúvida: é bom mesmo as empresas estarem indo bem? Sim, achamos que sim. E por isso estamos trabalhando por aqui para oferecer melhores informações, análises e base para a discussão pró-empreendedorismo no Brasil.
Reflexão sobre o etarismo

Foram mais de 10 horas de entrevistas cara a cara com especialistas e empreendedores, além das mais de 60 horas dedicadas a pesquisas para lhes entregar o relatório Empreendedores 50+, o futuro do Brasil. A série está disponível no YouTube e traz nomes já consagrados no debate do envelhecimento e do empreendedorismo como: Telma, David, Mauro, Mariana, Fran, Alessandro, e dois casos contados. A importância de discutir isso é que estamos falando de algo que faz parte da sociedade. Daniel Alves acaba de passar pelo questionamento da sua idade para convocação quando da convocação para a Copa. Ao ser perguntado o que achava da convocação do jogador mais velho, um dos destaques da Seleção respondeu algo nessa linha: “É a minha primeira vez na Copa. Imagine quando formos enfrentar uma seleção forte, jogadores conhecidos internacionalmente. Daniel Alves provavelmente já os enfrentou. Ele saberá dizer o que temos que fazer”. Essa é a importância da voz da experiência. No artigo sobre o Simples, recorremos a 10 pessoas antes de defender a tese. A maioria delas tem mais de 20-30 anos de experiência tributária. Ao mencionar quem defende o empreendedorismo, veio o nome de Afif Domingos. Entre os aprendizados que tivemos nestes meses de imersão no tema da maturidade, ficaram algumas lições. Destaco: – Não existe hora certa para empreender – Experiências de vida são positivas – Faça o que te tira o sono – Aprenda (rápido) a excluir da sua vida o que não faz sentido – Não se faz nada sozinho, então procure ajuda para resolver os pontos fracos e reforçar os fortes Se você está esperando a hora certa para começar um negócio, para ter um filho, para mudar de emprego, para fazer aquele curso, para mudar um hábito, sinto te dizer a verdade, ela não chegará. Você que quer empreender, ou que empreende e quer investir para o negócio crescer, e está esperando uma estrela apontar o caminho, a hora, a forma, esqueça. Meça os ganhos e riscos, e faça o que for seu. Tome atitude no que está ao seu alcance. Sobre outras coisas, você não tem o controle. Tentar dominá-las é catastrófico.
Empreendedores negros comprometem mais o orçamento com dívidas, diz pesquisa do Google

Pesquisa divulgada nessa sexta-feira (18/11) mostra também que a maioria dos empreendedores (brancos e negros) entendem que o que mais os ajudaria seria um aporte financeiro O Google Brasil divulgou nesta sexta-feira (18/11) o estudo “#CoisaDePreto: Uma pesquisa sobre a real jornada dos afroempreendedores brasileiros”. O levantamento foi realizado pela Offerwise em parceria com a Box 1824, com o objetivo de analisar e mapear a jornada do afroempreendedorismo no Brasil. A pesquisa foi realizada entre julho e outubro deste ano e ouviu 1.000 pessoas, sendo 500 brancas e 500 negras (somando pretos e pardos que se identificam como afrodescendentes). De acordo com os dados apurados, 21% dos entrevistados negros comprometeram entre 60% e 90% do faturamento com dívidas. Entre os brancos, 26% alegam ter 10% ou menos da receita do negócio comprometida com dívidas. Apenas 19% dos negros vivem a mesma realidade. Entre os negócios novos, que começaram há menos de seis meses, a diferença é ainda maior. Enquanto 17% dos negros ainda têm 100% (ou mais) do faturamento comprometidos com dívidas, apenas 9% dos brancos dizem estar na mesma situação. De acordo com os dados, enquanto os brancos estão mais preocupados em traçar planos de negócios, os negros têm como maior desafio as questões financeiras. Outro estudo publicado hoje pela PEGN, feito pela Agência de Ideias Nhaí, menciona a dificuldade de acesso ao crédito pelo público negro LGBTQIA+. Entre os entrevistados negros do levantamento do Google, 40% apontam contas a pagar e 28% dizem que conseguir financiamento são os principais desafios do negócio. Entre os brancos, as taxas são de 31% e 21%, respectivamente. Aporte financeiro, no entanto, é um consenso para 80% dos entrevistados quando o assunto é o que poderia ser feito para alavancar os negócios. A resposta foi a mesma para 84% dos negros e 85% dos brancos. Cursos e formações também têm percepção de importância similar, com 84% de empreendedores brancos e 81% dos negros pesquisados. Ainda foram mencionados programas de aceleração e suporte da comunidade. Nos dois públicos, a pesquisa identificou que houve crescimento no negócio desde os baques do período mais crítico da pandemia. Para 73% dos empreendedores negros e 74% dos brancos, as empresas vão crescer nos próximos meses – 45% do primeiro grupo chega a apontar um potencial de crescimento significativo. O marketing digital aumentou em empresas lideradas por empreendedores negros. Cerca de 17% do público passou a fazer, contra 13% dos brancos. Com a pandemia, 28% dos afroempreendedores aumentaram o valor investido em mídia digital, e 31% dos brancos apenas mantiveram. Com reportagem da PEGN
Dia do Empreendedorismo Feminino: 8 mulheres no Venture Capital

As mulheres ainda são uma minoria no mundo das startups e da inovação. Isso é verdade não só quando olhamos para quem cria empresas empresas, como também do outro lado da mesa, assinando os cheques. Há poucas mulheres investidoras no venture capital. Nos Estados Unidos, as mulheres ocupam apenas 15.4% dos cargos de general partners de VCs, de acordo com dados do Pitchbook. No Vale do Silício, a proporção de GPs do sexo feminino aumentou de 15,4% para 17,1% entre 2020 e 2021, um avanço importante, mas ainda pequeno. Na contramão dessa realidade, investidoras e lideranças femininas vêm ganhando mais espaço e destaque no setor – e assumem um papel significativo para transformar o perfil do ecossistema. Segundo o Pitchbook, estudos sugerem que as fundadoras de startups tendem a procurar investidores do sexo feminino na hora de buscar aporte, e que as chances de uma empresa fundada por mulheres levantar capital com sucesso podem aumentar com uma investidora na mesa de negociação. Em homenagem ao Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, conheça, a seguir, 8 mulheres investidoras que estão mudando a cara do ecossistema no Brasil e apoiando as fundadoras de startups em suas jornadas. 1. Itali Collini, Potencia Ventures Foto: Divulgação Com 10 anos de experiência no mercado financeiro, Itali Collini é diretora da Potencia Ventures e tem passagem pelo fundo de venture capital 500 Global, onde atuou como diretora de operações no Brasil e diretora de estratégia e inovação na América Latina. Como investidora-anjo, seu foco é apoiar startups fundadas por mulheres, pessoas negras, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência que construam soluções para mercados promissores e usuários sub-atendidos. Seu portfólio inclui as startups Feel, Lady Driver, Gestar, Amyi, entre outras. Itali é investidora-anjo associada na FEA Angels e angel fellowship na Latitud, além de conselheira na Wishe – Women Capital e mentora na B2Mamy e na Associação Brasileira de Startups. 2. Gabriela Toribio, Wayra Brasil Foto: Reprodução LinkedIn Ex-gerente de inovação e consultora sênior na Votorantim, Gabriela Toribio passou os últimos 3 anos como chefe de capital de risco da empresa siderúrgica brasileira Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Hoje, ela é managing director na Wayra Brasil, hub de inovação aberta e fundo de investimento corporativo do Grupo Telefônica. Também à frente do Vivo Ventures, Gabriela é responsável por liderar o desenvolvimento do fundo, que tem capital comprometido de R$ 320 milhões para investir em startups em crescimento. A executiva é empreendedora e fundadora da Alimentos da Vila, que busca promover e expandir o acesso à alimentação saudável. Gabriela atua como coordenadora do comitê de CVC da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (Abvcap) e é professora da Fiap, onde leciona sobre empreendedorismo. 3. Luana Ozemela, iFood, BlackWin e DIMA Consultoria Foto: Reprodução/LinkedIn Em junho deste ano, Luana Ozemela lançou a BlackWin, primeira plataforma de investidoras-anjo negras do Brasil. Com ela, Luana busca apoiar mulheres negras a se tornarem investidoras-anjo e a se conectar ao ecossistema de inovação. Os aportes são direcionados a negócios liderados por pessoas negras, fomentando empreendedores e a promoção da equidade racial. Além da BlackWin, Luana é cofundadora e CEO da DIMA Consultoria, empresa de desenvolvimento econômico e social estabelecida no Brasil e no Qatar. A executiva é vice-presidente in Residence do iFood no Brasil e ex-funcionária do BID, em Washington D.C., nos Estados Unidos. Ao longo de sua carreira, Luana nteragiu com dezenas de governos, doadores, investidores e ONGs nos EUA, na América Latina, África e no Oriente Médio. 4. Camila Farani Foto: Divulgação Empresária, empreendedora e investidora serial, Camila Farani é muito mais do que é um dos “tubarões” do Shark Tank Brasil. Considerada uma das 500 pessoas mais influentes da América Latina segundo a Bloomberg Línea, ela é sócia-fundadora da boutique G2 Capital, membro do conselho de administração do PicPay e sócia e investidora da Play9, estúdio de conteúdo e maior network do YouTube do Brasil. Além disso, Camila é cofundadora do Mulheres Investidoras Anjo (MIA), um movimento de fomento ao investimento anjo feito por mulheres, e fundadora do Ela Vence, plataforma criada para apoiar o desenvolvimento de lideranças femininas. Como investidora, seu portfólio conta com mais de 45 startups e R$ 35 milhões entre aportes individuais e com co-investidores nos últimos 10 anos. 5. Silvia Motta, Movile Foto: Reprodução/LinkedIn Com mais de 10 anos de experiência em diversos setores como educação, private equity, startups e consultoria de gestão, Silvia Motta tem passagens pela consultoria McKinsey & Company e Eleva Educação, e assumiu a posição de diretora de estratégia da The Coca-Cola Company no Brasil. Hoje, ela é diretora de investimentos da Movile e compõe os conselhos da Sympla, Afterverse, Mensajeros Urbanos e Sandbox & Co. Considerada uma das Top Women Investors na América Latina pela LAVCA, Silvia tem uma experiência prévia como empreendedora e fundadora da Ventus Learning, uma startup de educação online. 6. Laura Constantini Foto: Reprodução/LinkedIn Laura Constantini é sócia e cofundadora da Astella, gestora brasileira de venture capital que investe em empresas em estágio inicial. Ela já fez parte do conselho de empresas como Omie, Kenoby, e Skore, e hoje integra o board do JOTA e Sled. Além disso, Laura é conselheira na Endeavor, onde tem a oportunidade de apoiar outros empreendedores no ecossistema. Antes de chegar ao venture capital, ela escolheu o caminho das finanças. Formou-se em administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e chegou ao Banco Santander no Brasil e em Nova York, onde foi research analyst. A mudança de carreira veio em 2005, quando entrou para o time da Cicerone Capital para trabalhar com fusões e aquisições. Foi trabalhando próxima ao venture capital que ela descobriu sua vocação, unindo seus conhecimentos de finanças com a visão humana. 7. Flavia Mello Foto: Reprodução LinkedIn Ao lado de Erica Fridman Stul, Mariana Figueira e Jaana Goeggel, Flavia Mello fundou o Sororitê, rede de investidoras-anjo que tem como objetivo fornecer acesso à fundadoras de startups, além de um espaço para troca e aprendizados. A executiva já investiu em diversas empresas com liderança feminina, incluindo a Feel, Herself, Holistix, Todas Group, SafeSpace, Oya Care, HerMoney e Se Candidate, Mulher!. Ao longo de sua trajetória, Flavia foi gerente sênior de vendas no Uber e client partner no Facebook. Além das big techs, ela trabalhou AllWomen, plataforma global para treinar, transformar e empoderar mulheres em tecnologia, como freelancer. 8. Jéssica Silva Rios, BlackWin Foto: Divulgação Jéssica Silva Rios já foi sócia e head de gestão de impacto social da Vox Capital, primeira
Dia do Empreendedorismo Feminino: 5 fundadoras de startups

Neste sábado (19) é comemorado o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino. A data foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) com o objetivo de evidenciar e valorizar o protagonismo feminino no mercado empresarial. O fato é que o ambiente empreendedor ainda impõe diferentes desafios para as mulheres em relação aos homens: poucas lideranças femininas; diferença de remuneração salarial; jornada tripla e pouco incentivo e investimento das instituições. Estudo reafirma a diferença Segundo o estudo “Aceleradoras como Líderes da Equidade de Gênero”, organizado pelo Impact Hub e pela INCAE Business School, esse déficit de profissionais mulheres na área de tecnologia, por exemplo, é refletido nos programas de aceleração de startups, já que muitos investidores estão menos propensos a apoiar empresas tradicionais que, segundo o levantamento, é onde a maioria das mulheres empreendedoras se encontra. Apesar disso tudo, a presença feminina é marcante em todos os tipos de empreendedorismo, do mais tradicional ao mais inovador. É exatamente o que aponta Gabriela Werne, CEO do Impact Hub Floripa. “No Impact Hub Floripa, lidamos com negócios tradicionais, por meio da Chamada de Impacto, por exemplo, e com iniciativas mais inovadoras, como o InovAtiva de Impacto, que coexecutamos juntamente a Fundação Certi. Em todos os espectros, o público feminino se destaca. Na Chamada, 70% do público atendido são mulheres. Se elas têm uma força empreendedora tão forte, programas de aceleração precisam prestar atenção ao que esse público tem a ensinar e, principalmente, a aprender”, afirma a CEO. Acompanhe cinco histórias de mulheres que venceram no ambiente masculino do empreendedorismo de tecnologia. Uma edtech focada no ensino de idiomas para empresas Nascida em Paris, Alexandrine Brami iniciou sua jornada empreendedora em 2007, depois de cinco anos residindo no Brasil e uma carreira universitária dedicada às ciências políticas. Hoje, com 45 anos, está à frente da Lingopass, edtech focada no ensino de idiomas para empresas. Estudo reafirma a diferença Segundo o estudo “Aceleradoras como Líderes da Equidade de Gênero”, organizado pelo Impact Hub e pela INCAE Business School, esse déficit de profissionais mulheres na área de tecnologia, por exemplo, é refletido nos programas de aceleração de startups, já que muitos investidores estão menos propensos a apoiar empresas tradicionais que, segundo o levantamento, é onde a maioria das mulheres empreendedoras se encontra. Apesar disso tudo, a presença feminina é marcante em todos os tipos de empreendedorismo, do mais tradicional ao mais inovador. É exatamente o que aponta Gabriela Werne, CEO do Impact Hub Floripa. “No Impact Hub Floripa, lidamos com negócios tradicionais, por meio da Chamada de Impacto, por exemplo, e com iniciativas mais inovadoras, como o InovAtiva de Impacto, que coexecutamos juntamente a Fundação Certi. Em todos os espectros, o público feminino se destaca. Na Chamada, 70% do público atendido são mulheres. Se elas têm uma força empreendedora tão forte, programas de aceleração precisam prestar atenção ao que esse público tem a ensinar e, principalmente, a aprender”, afirma a CEO. Acompanhe cinco histórias de mulheres que venceram no ambiente masculino do empreendedorismo de tecnologia. Uma edtech focada no ensino de idiomas para empresas Nascida em Paris, Alexandrine Brami iniciou sua jornada empreendedora em 2007, depois de cinco anos residindo no Brasil e uma carreira universitária dedicada às ciências políticas. Hoje, com 45 anos, está à frente da Lingopass, edtech focada no ensino de idiomas para empresas. Em 2002, Brami já se dedicava a um doutorado na Sciences Po, o prestigioso instituto de Paris que formou os últimos dois presidentes da França, e tinha um currículo como acadêmica em diferentes universidades francesas. Em 2007, fundou o Ifesp, uma escola de francês e português para estrangeiros na Faria Lima que treinou mais de 25 mil alunos. Junto a outra sócia, foi responsável por toda a criação, estruturação e consolidação da empresa, financiada por bootstrapping. Alexandrine Brami Foto: Rogério Albuquerque Com o crescimento do interesse do público no ensino online, pivotou o negócio, se voltando para os clientes corporativos de forma integral — dando início à Lingopass. “Optei por trilhar uma carreira empreendedora na área de educação, onde tinha expertise e experiência bem sucedida. Naquela época, o empreendedorismo no Brasil estava longe de chamar tanta atenção como hoje. Enfrentávamos muito mais dificuldades para tirar do papel um negócio”, relembra. “Não sabia que levaria 14 anos para sair do modo ‘sobrevivência’ e não pensava nos sacrifícios que deveria fazer. Se soubesse, talvez não teria continuado. Minha vida como doutoranda na França era muito confortável, mas no fundo, acho que minha alma sempre foi empreendedora”, diz Brami, por entender que sempre compartilhou de características comuns aos empreendedores de forma natural, desde a infância. Uma mulher no canteiro de obras A engenheira civil Paula Lunardelli é uma das mulheres que estão à frente da inovação em um mercado majoritariamente masculino. A co-fundadora e CEO da startup Prevision, plataforma líder mundial em planejamento lean de obras, fundou a plataforma em 2017, junto aos três sócios, depois de perceber que, para a área ganhar sustentabilidade, era preciso investir em planejamento. Em 2019, tomou posse como diretora da Vertical Construtech da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), assumindo o cargo de vice-presidente de ecossistema da organização este ano. Paula Lunardelli Foto: Arquivo Pessoal Hoje, contam com um time de 100 pessoas, 2,5 mil projetos em mais de 100 cidades do país, mas a trajetória não foi sempre marcada por conquistas. Enfrentou a primeira crise da empresa um ano depois de iniciar as operações. Ao longo de 2018, a empresa seguia apenas com os recursos dos sócios. “Estávamos com 27 clientes, mas mesmo assim precisei vender meu apartamento. Fomos dessa forma até o final do ano, achei que não daria mais conta”, compartilha a empreendedora. Presença feminina com sotaque francês Cientista e PhD em Farmácia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Betina Zenetti Ramos considera determinante a trajetória como pesquisadora para o sucesso como empreendedora. Betina iniciou a carreira na academia, especializou-se e estudou em entidades como a Université Bordeaux, na França, e tornou-se referência em pesquisa sobre nanotecnologia no Brasil. Hoje, é diretora do Grupo
Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino: elas podem tudo

Neste sábado, 19 de novembro, é celebrado o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino. Instituída pela Organização Nacional das Nações Unidas (ONU), a data é uma oportunidade para refletir e traçar estratégias que fomentem a participação das mulheres nos negócios. Mesmo com escolaridade avançada, a taxa de mulheres que empreendem ainda é menor que a dos homens, assim como a renda média obtida em seus empreendimentos. De acordo com Edleide Alves, gerente adjunta de Relacionamento com o Cliente do Sebrae, alguns fatores estruturais da sociedade explicam esses números. “A múltipla jornada, na qual a mulher é mãe, esposa, dona de casa e profissional, o sexismo, as crenças limitantes: ‘não sou boa no que faço, não sou boa com números’, entre outros preconceitos afetam diretamente a motivação e a atuação das mulheres como empreendedoras”, indica Edleide. Apesar disso, há avanços quanto ao empoderamento feminino através do empreendedorismo. Em 2018, de acordo com o estudo, o índice de mulheres que recebiam mais de 3 salários-mínimos era de 29%, no ano passado saltou para 46%, mesmo com o impacto gerado pela pandemia. “O empreendedorismo representa uma realização para a mulher em vários aspectos, mesmo com as dificuldades, que não são poucas, elas têm se mostrado motivadas a empreender e alcançar a independência financeira”, observa a gerente. “Habilidades como planejamento, gestão de tempo, liderança, mediação de conflitos, busca constante por conhecimento, trabalho em rede e cooperação são genuínas em negócios criados por mulheres”, completa Edleide. Sagacidade feminina Carol Debus é uma dessas mulheres que venceram as adversidades “invisíveis”, optaram pelo empreendedorismo e experimentam sucesso na jornada. À frente da @Ki.monaria há dois anos, a empresária fundou a loja de roupas femininas confortáveis durante a pandemia, mesmo com as adversidades. “A múltipla jornada estava presente, sou mãe de um menino de 11 anos, esposa, estava passando por uma transição de carreira e montei o negócio dentro da minha casa”, relembra ela. A Ki.monaria nasceu de forma artesanal, com Carol costurando roupas para usar em casa. A família, amigos e pessoas mais próximas viram as peças e fizeram as primeiras encomendas. Ela ainda dava aulas de moda em uma universidade e traçava planos para sair dessa área. “Quando as encomendas começaram a aumentar, me deu um estalo e eu pensei: é isso! Os quimonos são peças que abraçam, que trazem conforto e não podia ter momento mais oportuno do que a pandemia”, comenta. Hoje a Ki.monaria já tem espaço em collab com lojas físicas em diversos estados, vende pelo site, Instagram e Whatsapp. No entanto, Carol recorda que o caminho não foi fácil e se considera uma “empreendedora em crescimento com sucesso”. “Eu comecei com 39 anos, já com uma carreira consolidada como professora, não foi fácil. Tive que vencer muitas inseguranças. Uma das primeiras coisas que fiz, ainda em 2020, foi buscar o Sebrae. Participei do Sebrae Delas nos dois anos seguintes, fiz Empretec, consultorias, participei de palestras. Eu sabia muito de moda, mas não tinha conhecimento sobre marca, posicionamento, estratégias digitais”, relembra ela. Eventos A empresária é uma das finalistas do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios que terá a premiação revelada no próximo dia 23 de novembro. A iniciativa reconhece, dá luz e visibilidade para milhares de histórias de sucesso lideradas por mulheres. Desde a primeira edição em 2004, 80 mil empreendedoras já participaram. O Prêmio será transmitido online nas redes sociais do Sebrae. Neste mês de novembro, ainda em comemoração ao Dia do Empreendedorismo Feminino, a Semana Global de Empreendedorismo acontece entre os dias 14 e 20 de novembro destacando a jornada das mulheres empreendedoras com o tema: A igualdade no empreendedorismo reduz a desigualdade. O evento reúne empreendedores e especialistas de 180 países com ampla programação que pode ser conferida aqui. Empreendedorismo Feminino na SGE O Empreendedorismo Feminino é um dos temas centrais da 15ª edição da Semana Global do Empreendedorismo (SGE), que é considerado o maior evento dedicado a quem empreende em mais de 180 países conectados ao redor do mundo. No Brasil, a SGE acontece entre 14 e 20 de novembro com expectativa de mobilizar todo o país com ampla programação durante o mês inteiro. Para participar, basta se cadastrar na página oficial da SGE. Empreendedorismo Feminino X Pandemia Estudo feito pelo Sebrae, a partir da Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), mostram que, em 2021, a taxa de empreendedorismo entre mulheres é de 24,6%. Já a dos homens chega a 36,5%. Sendo que 65% dos empreendedores do sexo masculino ganham mais de 3 salários-mínimos com seus negócios e somente 46% das mulheres alcançam essa margem. Um levantamento feito pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas desde o início da pandemia do coronavírus apontou que 52% das micro e pequenas empresas lideradas por mulheres paralisaram “de vez” ou temporariamente as atividades. No caos dos homens, o número foi de 47%. Além disso, a proporção de empresas com dívidas em atraso também é maior entre elas: 34%, contra 31% deles. Com informações da Agência Sebrae
O empreendedorismo está dando certo

Sim. É isso mesmo que você leu. O empreendedorismo está dando certo no Brasil. O Ministério da Economia lançou, inclusive, uma página aberta para as pessoas acompanharem o balanço de aberturas e fechamentos de empresas (Mapa de Empresas, clique aqui) onde é possível cruzar dados por data, região, porte da empresa e natureza jurídica (se é sociedade limitada, empresa individual, associação etc.) ou opção ao MEI. O número atual é de 3,3 milhões de empresas abertas no país no total do ano, contra 1,4 milhão de empresas extintas. No ano passado inteiro, foram 4 milhões de empresas abertas, contra os mesmos 1,4 milhão encerradas. Você pode dizer: ora, mas então vamos encerrar mais empresas em 2022 porque ainda falta 1 mês e meio para acabar o ano. Sim, isso vai acontecer e é muito provável que esse número chegue a 1,7 milhão. Porém, isso não quer dizer que as EMPRESAS estejam dando errado. O comportamento que viemos acompanhando desde a pandemia – principalmente no ano de 2020 – é de mais MEIs sendo abertas, muitas delas por pessoas que acabaram tendo que firmar CNPJ como forma de aumentar as chances de emprego diante do cenário da Covid. Muitas dessas pessoas, ao retornar ao mercado de trabalho, abandonam e encerram a empresa, o que acaba aumentando o número de CNPJs baixados ou extintos. Não é desse grupo que estamos tratando aqui. Nosso olhar está atento ao empreendedor que quer montar seu negócio e vê-lo crescer. De fato, há indicativos de que as Micros e Pequenas Empresas estão mais sólidas, estão crescendo, administram melhor as dívidas e seguem contratando. Vejam os dados abaixo: 61,9% dos MPEs têm mais de 6 anos de atividade, destes 36,9% têm mais de 10 anos 65% dos MPEs que fecharam as portas pretendem retomar as atividades num futuro próximo Número de pequenos empresários que aumentou faturamento no último ano passou de 31% para 38% X dos que o faturamento caiu diminuiu de 40% para 28% 76,5% dos MPEs afirma que sua empresa pode aumentar de porte nos próximos anos As dívidas estão “em dia” para 37%, contra 35% no primeiro semestre; Em atraso diminuiu de 30% para 24%; Não tem dívidas passou de 35% para 39%; O pagamento de dívidas consome menos caixa: saiu de 59% (abril) para 51% (agosto) os MPEs que têm 30% ou mais do faturamento comprometido, e aumentou de 36% para 41% os que têm menos de 30%; No acumulado do ano,o Brasil supera a marca de 1,85 milhão de empregos gerados, sendo que 71,7% (1,3 milhão) são advindos das atividades de Micros e Pequenas empresas. Os dados são do Sebrae e indicam que o aumento no número de CNPJs não é apenas um movimento de “Pejotização” com os MEIs como muitos tendem a criticar. Aliás, não seriam os MEIs o melhor meio de formalizar negócios que muitos brasileiros abriram por necessidade, ainda mais após a pandemia? Fica aqui anotado para aprofundarmos neste assunto em outro momento.
CEO da Accenture conta jornada no podcast CBN; Empresa recruta profissionais 50+

Quase sempre que se fala de empreendedorismo, vem ao pensamento a empresa própria e a jornada solitária. Mas, o mindset empreendedor também pode estar presente naqueles que se reinventam dentro da companhia para a qual trabalham. Um exemplo é a carreira de Rodolfo Eschenbach, CEO da Accenture para o Brasil e a América Latina. Em entrevista para o podcast CBN Professional, realizado pela emissora em parceria com o Valor Econômico, ele fala da sua carreira de quase 30 anos na companhia e de como a consultoria faz para se manter atualizada. “É como se eu tivesse mudado de emprego umas seis vezes, mas sem sair da empresa. Sempre estive em busca de oportunidades dentro da organização. Em algumas, pedi para participar; em outras, me convidaram”, explica. Na Accenture desde 1994, ele ingressou na consultoria como consultor, foi gerente, gerente sênior, diretor líder de estratégia e assumiu a cadeira de CEO em setembro de 2022. Embora a carreira estivesse em curva ascendente, ele não se limitou a “pular” de um cargo para outro: era atraído pela realização de grandes tarefas. “Desde o início, eu já gostava de desafios, de tocar e entregar projetos para os clientes”, lembra o executivo, engenheiro de formação. “Aprendi a me divertir no trabalho.” Dos desafios de Eschenbach na Accenture, a maioria está ligada ao campo da inovação. Um dos mais relevantes, segundo ele, foi montar o “business” de digital na corporação, uma jornada cujo arranque inicial durou seis anos. “Há mais de dez anos, quando começaram as primeiras discussões sobre a transformação digital dos negócios, pedi para ser o executivo responsável pelo setor na empresa”, diz. “Sempre fui da área de consultoria, focado mais em supply chain e transformação organizacional, mas o meu diferencial era descobrir como usar a tecnologia para alavancar os negócios dos clientes.” Nessa jornada empreendedora – apesar de ser funcionário da empresa, Eschenbach manteve o olhar para a antecipação de desafios e a busca por caminhos para a solução -, o executivo teve de abrir novas frentes de recrutamento de talentos para apoiar a oferta de serviços digitais da marca. “Compramos empresas do segmento e trouxemos profissionais bem diferentes daqueles que já tínhamos”, afirma. “Foi importante convencer as áreas que, além de consultores de perfil tradicional, íamos precisar de designers, matemáticos e pesquisadores em campos diversos.” Profissionais maduros Uma das iniciativas foi investir na contratação de profissionais mais seniores, acima dos 50 anos. Em linha com os estudos do Empreendabilidade, esses profissionais hoje tem capacidade de trabalho muito diferente do passado, quando tinham cabeça de se aposentar. “Hoje em dia, com 50 anos, ninguém está com essa cabeça. Por que não trazemos esse pessoal e fazemos um re-skilling?”, diz. A Accenture criou o programa Grand Master, apelidado de “trainee 50+”, para selecionar profissionais mais experientes. “Executivos ou não, buscamos pessoas com capacidade de trabalho, que tenham vontade de aprender novos skills. Está sendo um super sucesso, quase começando uma nova carreira, se sentindo energizadas, fazendo novas coisas.” Além de tudo, pontua o executivo, esse tipo de programa é uma ajuda na demanda da sociedade por profissionais capacitados. “Investimos para formar profissionais que sejam melhores para a sociedade, e obviamente queremos captar a maioria deles.” Eschenbach acaba de ser nomeado para o novo cargo. Na entrevista, dá a dica para os gestores: “o gestor precisa ter clareza sobre os objetivos e o futuro das equipes que coordena. Saber o que o seu time terá de fazer nos próximos três anos para que a empresa continue crescendo e manter conversas frequentes.” Fonte: com informações do Podcast CBN Professional – disponível nas principais plataformas de streaming, como Spotify e Apple Podcasts, e no site da CBN e do Valor Econômico.
5 Insights da Mature Future sobre Empreendedores 50+

Como disse a jornalista Mariana Mello, fundadora e publisher da Alma Content, boutique de conteúdos branded, e do Portal Mature Future, que escreve excelentes histórias sobre a cultura do envelhecimento, somos melhores hoje do que fomos ontem. Mariana foi nossa entrevistada no último episódio do videocast Empreendabilidade, disponível no Spotify e no Youtube, e a conversa passou por diversas reflexões, como preconceito contra idade, projeto de vida e quebra de paradigmas a respeito de faixas etárias. “O exercício do envelhecimento tem que começar desde o início. Como aprendemos educação financeira, nutricional, tínhamos que aprender sobre envelhecimento”, afirma. Para nós faz todo sentido, já que antes dos anos 2050 a população Brasileira terá mais idosos do que jovens. Envelhecer não envolve só o que os mais velhos farão, envolve também como lidamos com eles no dia a dia. Por isso, a missão da Mature Future é colaborar para a construção de uma cultura de envelhecimento no Brasil, para todas as idades, considerando a comunicação como um agente fundamental nessa nova mentalidade. Mariana, além de empresária e jornalista, também tem feito apresentações e debates sobre o assunto. Recentemente esteve com o jornalista Heródoto Barbeiro em uma universidade. A Mature Future tem atuado ativamente na abordagem do envelhecimento na comunicação, expressões de ageísmo, intergeracionalidade, mercado da maturidade, cenário da longevidade no Brasil, entre outros. Considerando que os mais velhos são excelentes empreendedores, Mariana selecionou insights do nosso estudo que valem a pena ter em mente: 5 insights da pesquisa Empreendedores 50+ : O Futuro do Brasil Os empreendedores 50+ são mais maduros e, por isso, contam com uma atuação mais centrada no sucesso. Comprometimento no trabalho (89%) e maior equilíbrio emocional em relação aos jovens (88%) são duas características comuns a profissionais maduros. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Dados do Sebrae, com base nos dados disponibilizados pelo PNADC, do IBGE, mostram que 20% dos empregadores brasileiros têm mais de 50 anos de idade. Empreendedores com mais de 65 anos contam com uma taxa de aprovação de 66% em seus pedidos de crédito a instituições financeiras. O profissional maduro já conhece o mercado e lida com a pressão do ambiente corporativo há muito tempo. Isso, no decorrer dos anos, faz com que um senso crítico mais apurado seja criado, o que facilita as práticas empreendedoras. Esse tipo de conhecimento não se compra e não é possível de desenvolver sem anos atuando no mercado. A pesquisa Empreendedores 50+ está disponível aqui.
Black Friday, Copa, Natal e ano-novo devem gerar 50% das receitas do ano para PMEs

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima R$ 1,48 bilhão em vendas relacionadas somente ao campeonato de futebol. O valor é 7,9% acima do registrado na competição de 2018 (R$ 1,37 bilhões). Já o estudo Holiday Season, encomendado pela Meta e realizado pela Toluna em agosto de 2022, mostra que os consumidores terão preferências específicas. Enquanto o evento esportivo, Natal e ano-novo podem ter mais buscas por vestuário e alimentação, Black Friday e Cyber Monday tendem a ser melhores para eletrônicos. Dos mil brasileiros entrevistados, 83% planejam alguma comemoração nessa grande temporada e 65% pretendem antecipar as compras natalinas. Identificar esse cenário permite que os empreendedores também se planejem com antecedência. “Nem todo mundo tem um planejamento de marketing e verba alocada por trimestre. Cada evento é uma oportunidade de captar essa audiência que está consumindo conteúdo nas redes sociais. São clientes que têm de ser aproveitados para gerar vendas”, avalia Carolina Piber, diretora de negócios da Meta para pequenas empresas na América Latina. Outra pesquisa global feita pela companhia em julho com pequenos e médios empreendimentos indica que 29% das empresas brasileiras esperam faturar mais da metade da receita anual no último trimestre do ano. Para a executiva, 2022 traz um ambiente ainda mais positivo, porque é o primeiro desde o início da pandemia com abertura total do comércio físico e canal online mais sofisticado. “Estamos com muito otimismo.” Nesse levantamento, 50% das PMEs tiveram vendas maiores nos 30 dias anteriores do que no mesmo período do ano passado. Por outro lado, a pandemia impactou os negócios: 20% tiveram de reduzir a força de trabalho nos seis meses anteriores e, no mesmo período, 57% dizem ter aumentado os preços dos produtos e serviços em mais de 20%. Carolina avalia que, embora o panorama seja desafiador, as pequenas empresas conseguiram mais eficiência de gerar demanda, aumentar receita e girar a economia. Para atravessar esse momento, vale otimizar o orçamento, usar as ferramentas de análise das plataformas para entender onde o dinheiro dá mais retorno e fazer testes. Investimento em redes sociais O estudo Holiday Season sugere que investir nas redes sociais para vender é uma importante estratégia: 64% dos brasileiros afirmam que já encomendaram produtos e serviços pelo WhatsApp e 60% já compraram após ver um anúncio personalizado no Facebook ou no Instagram. As plataformas também ajudaram os consumidores a encontrar e decidir por uma compra. Além de ser o mais assertivo possível com a audiência que deseja alcançar, o empreendedor pode investir em formatos que vêm crescendo, como vídeos curtos em reels e stories. Carolina reforça a abordagem eficiente das mensagens de texto. “Hoje, temos empresas em que o serviço ocorre 100% no WhatsApp, desde a descoberta do produto, a conversa prévia até a venda e pós-venda. Ter comunicação direta é crítico”, diz. Desde que começou a empreender com a Quituteria Culinária Artesanal, em 2017, a designer Daniella Antunes sabia que precisava investir nas redes sociais do negócio. O empreendimento foi lançado com site e Instagram, sendo que este era usado para vender e divulgar os eventos dos quais ela participava com as granolas que produz. Com o tempo, ela integrou o WhatsApp à jornada de venda, mas administrar a crescente demanda, principalmente na pandemia, fez com que ela investisse mais no site, onde as pessoas poderiam finalizar as compras sozinhas. Mas as redes não ficaram de lado. “Eu faço as fotos, faço vídeos com uma produtora e quando comecei com os vídeos, teve um boom no Instagram”, comenta a empreendedora. Com estratégia, Daniella conseguiu aumentar as interações, os seguidores e, consequentemente, as vendas da Quituteria Foto: Renan Viana (reprodução: Estadão) O número de interações, seguidores e vendas aumentou, e Daniella fidelizou mais clientes. Além disso, com esse recurso, ela afirma ter conseguido apresentar melhor o produto dela, que costuma ser segmentado. Com a personagem Quitéria, interpretada por ela, os conteúdos ensinam receitas e mostram como usar o alimento em todas as refeições. A empreendedora conta que apostar nos stories é um trunfo importante para o negócio. “Às vezes, fico sem aparecer, mas quando me mostro, as vendas entram.” Para ela, criatividade, anúncios segmentados, enquetes e, no caso dela, ter produtos temáticos para o fim do ano são uma boa forma de atingir novas pessoas e produzir conteúdo de qualidade. Fonte: O Estado de S. Paulo (https://www.estadao.com.br/pme/black-friday-copa-do-mundo-vendas-pme/)
PMEs encolhem 3,9% em setembro; Eventos de fim de ano podem aquecer vendas

A atividade econômica das pequenas e médias empresas (PMEs) recuou 3,9% em setembro na comparação com agosto. Na comparação com o mesmo mês em 2021, as atividades financeiras cresceram 1,1%, mostra o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs). Na comparação com o mês anterior, todos os setores caíram, com de exceção de infraestrutura, que registrou crescimento de 0,4%. O setor agropecuário registrou queda de 18,8%, a maior no período. O setor de comércio caiu 5,9%, serviços registrou queda de 3,6% e indústria registrou 2,7% de redução. O IODE-PMEs funciona como um termômetro econômico das empresas com faturamento de até R$ 50 milhões anuais, consistindo no monitoramento de 637 atividades econômicas que compõem cinco grandes setores: Agropecuário, Comércio, Indústria, Infraestrutura e Serviços. Expectativa para o fim do ano Além do desaquecimento visto no mercado no decorrer do terceiro trimestre, o funcionamento de diversos segmentos deve ser afetado no final do ano pela ocorrência da Copa do Mundo de Futebol, pois nos dias de jogos da seleção brasileira, espera-se uma interferência no funcionamento das empresas no último bimestre do ano. Os setores mais afetados devem ser as atividades de serviços voltados para Empresas e Indústrias. Ambos os segmentos mostraram um bom desempenho no período recente, o que pode restringir o comportamento do IODE-PMEs como um todo no final do ano. No entanto, a Copa do Mundo também deve estimular mercados específicos do varejo e toda a cadeia de comércio e serviços de produtos alimentícios e bebidas. O final do ano também é marcado por sazonalidades do comércio como a Black Friday e as compras relacionadas à celebração de Natal. Para Felipe Beraldi, gerente de Indicadores e Estudos Econômicos da Omie, esses períodos ocorrerão em um momento de: Redução parcial das pressões inflacionárias, como a queda dos preços de combustíveis Ampliação do pagamento do Auxílio Brasil Pagamento do 13º salário Ações que estimulam o consumo das famílias De toda forma, há elementos a curto prazo que devem restringir a evolução dos negócios das PMEs, especialmente do setor de Comércio, nessa época. “Além da Copa do Mundo desviar a atenção dos consumidores, o elevado repasse de custos nos preços de bens finais, no decorrer do ano, e os níveis mais altos das taxas de juros devem restringir as vendas de diversos segmentos do Varejo, a curto prazo”, explica. Em linhas gerais, os empreendedores devem enfrentar um cenário econômico desafiador, com incertezas internas e externas. Cada vez mais ficarão evidentes no desempenho da atividade econômica os efeitos da subida de juros promovida pelo Banco Central ao longo deste ano. “Altas taxas de juros encarecem a tomada de crédito, prejudicando a evolução do consumo, além dos investimentos na economia real. O empreendedor também vive com as incertezas da política econômica, assim como olhar com atenção para a delicada situação fiscal do país. Esses serão fatores fundamentais para a melhora dos negócios no Brasil”, diz. O ambiente internacional também deve se configurar como um empecilho na expansão da economia brasileira. Com o conflito armamentista entre a Rússia e a Ucrânia, os países desenvolvidos seguem procurando combater a elevada inflação e várias cadeias produtivas e ainda sentem impactos das restrições para controle da covid-19. Ainda há espaço para que as PMEs brasileiras sigam em crescimento no próximo ano. A pequena queda na inflação no Brasil e o ritmo de recuperação do mercado de trabalho (via retomada da ocupação e evolução dos rendimentos reais) são fatores fundamentais para sustentar o crescimento do consumo das famílias. “Vale ressaltar que a redução da inflação deverá abrir espaço para reversão da trajetória das taxas de juros no segundo semestre de 2023 e, consequentemente, favorecer o acesso ao crédito. Com isso, os micros e pequenos empreendedores tendem a manter o crescimento dos negócios, ainda que inseridos em um contexto macroeconômico bastante complexo e repleto de incertezas”, diz Beraldi. Fonte: Exame (https://exame.com/negocios/pmes-encolhem-39-em-setembro-black-friday-e-copa-do-mundo-devem-aquecer-fim-de-ano/)
Fundação Estudar distribui 100 bolsas para empreendedoras da periferia

A Fundação Estudar acaba de lançar o programa “Elas que Saltam”, que visa acelerar o empreendedorismo feminino nas periferias do Brasil. O programa concederá 100 bolsas de estudo de 100% para a edtech Escola de Liderança, que tem como objetivo ajudar na evolução da carreira de empreendedoras periféricas. A Escola de Liderança é uma plataforma virtual de ensino e aprendizagem com foco no desenvolvimento profissional, aprimoramento de competências, lideranças, autoconhecimento e inteligência emocional. As inscrições para o programa estarão abertas até o dia 25 de novembro. Na Escola de Liderança são oferecidas trilhas de conteúdo adequadas para diferentes momentos de carreira. Ao concluir as 50 horas, a participante traça seus objetivos, consegue fazer seu mapa de cultura no trabalho, conhece as oportunidades existentes de carreira e define o rumo de sua carreira. “Por meio da plataforma da Escola de Liderança, a candidata do programa ‘Mulheres que Saltam’ poderá acelerar a expansão de sua carreira e de seu negócio ao criar um plano personalizado de desenvolvimento, aprender sobre produtividade e desenvolver inteligência emocional para se preparar para obstáculos e cruzar caminhos com lideranças inspiradoras”, diz Anamaíra Spaggiari, diretora-executiva da Fundação Estudar. As três primeiras candidatas que conquistarem a bolsa, finalizarem a trilha de conteúdo da Escola de Liderança receberão uma nova bolsa para o curso Premium Liderança Transformadora, que visa ajudar a desenvolver as habilidades de pensar e agir como uma Líder para gerar grandes realizações e se destacar em qualquer setor. No Brasil, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), no terceiro trimestre do ano passado, o número de mulheres empreendedoras chegou ao seu menor patamar histórico, representando apenas 34% do total de empreendedorismo brasileiro. Deste total, 38% vivem nas periferias das cidades, de acordo com a sétima edição da Pesquisa Anual sobre Empreendedorismo Feminino, realizada pelo Instituto RME, em parceria com o Instituto de Pesquisa Locomotiva e apoio da Meta/Facebook. O programa é voltado para quem possui um pequeno negócio e deseja buscar meios para ampliar o alcance e o lucro já obtido. Além disso, é direcionado também à quem busca capacitação e formação para avançar e gerar ainda mais transformações com a empresa. Fonte: Bússola/Exame (https://exame.com/bussola/fundacao-estudar-distribui-100-bolsas-para-empreendedoras-da-periferia/)
Empreendedora ‘salva’ casa de Vinicius de Moraes e incrementa negócio hoteleiro

“A vida é a arte do encontro”. O verso de Vinicius de Moraes em Samba da Benção representa bem a trajetória pessoal e empreendedora de Renata Proserpio. Paulista com alma baiana, ela se estabeleceu em Salvador após conhecer o marido no carnaval da Bahia. Anos depois, no segmento da hotelaria, salvou da destruição a casa onde o poeta morou, agregou o imóvel ao empreendimento dela e se reposicionou no mercado com o turismo de experiência. Renata Proserpio comprou a casa de Vinicius de Moraes em Salvador e integrou o imóvel ao hotel dela (Foto: Luisa Proserpio) Foi em 1992 que o Mar Brasil Hotel, com 20 apartamentos, abriu as portas em frente à praia do Farol de Itapuã. O empreendimento foi instalado no terreno ao lado da casa onde o compositor morou por sete anos com a atriz Gessy Gesse, última mulher dele. “Esse hotel fez logo muito sucesso, porque era intermediário entre os hotéis de luxo e as pousadas mais simples que não ofereciam o mínimo de conforto que o público solicitava, sobretudo o paulista”, diz a empresária. Hotel de frente para o mar tem 76 quartos divididos em três categorias (Foto: Darío G. Neto/ASN Bahia | reprodução) Influenciada pela poesia e bossa nova do artista, Renata, de 66 anos, conta que sempre olhou para a moradia vizinha com muita emoção e não hesitou quando, em 2000, o imóvel foi colocado à venda. Ela lembra que a intenção de um dos compradores era demolir a casa histórica, construída em 1974, para fazer um condomínio frente ao mar. Inadmissível. Ela e o marido juntaram as economias, venderam imóveis em São Paulo e compraram a residência. Foi assim que eles salvaram a casa de Vina, como o poeta era conhecido, e mantiveram viva a memória de um dos principais compositores da música popular brasileira. Novos encontros Em 2005, a arte do encontro se materializou outra vez. A filha de Renata, na época com 13 anos, estudava na mesma escola que a neta de Gessy e foi por intermédio das adolescentes que ambas se conheceram. Juntas, elas começaram a aprimorar o ambiente a partir das memórias da atriz, que contou sobre as frequentes visitas de amigos à casa, como Toquinho e Dorival Caymmi, as festas, o local e a posição de cada móvel. A atmosfera também foi incrementada com objetos originais do casal, como roupas e manuscritos. “Ela tinha guardado bilhetes, cartas, dedicatórias que Vina tinha feito para ela.” A partir dali, o local virou um museu e, depois, o muro que separava o hotel da casa caiu por terra e a integração aprimorou o negócio. Em 2018, a suíte que servira de ninho para Gessy e Vinicius foi reconstituída e passou a ser disponibilizada para hospedagem. O ambiente reserva itens originais, como a cama de metal, que Renata descobriu em um antiquário, e azulejos do artista Udo Knoff. Uma banheira nova foi colocada na mesma posição da antiga. Suíte no Casa Di Vina Boutique Hotel tem cama original de Vinicius de Moraes (Foto: Darío G. Neto/ASN Bahia | reprodução) Um dos arquitetos que construiu a moradia foi chamado para pontuar algo que tivesse sido modificado para que voltasse à origem. Cenógrafos de Salvador voltados a recriar ambientes também foram contratados para remontar os espaços da casa, e uma releitura poética foi feita a partir da descrição de poetas convidados sobre cada canto do imóvel. Reposicionamento de marca No ano passado, os proprietários completaram um projeto de transformar o Mar Brasil Hotel na Casa Di Vina Boutique Hotel. Quem se hospeda ali aproveita para conhecer a história do poeta por meio de fotos, objetos e descrições do lugar. A varanda que um dia recebia os amigos de Vinicius hoje é o restaurante da hospedaria. Num andar acima, a sala abriga a máquina de escrever original do artista. “A gente proporciona ao hóspede essa mesma experiência (que Vinicius teve), de estar na banheira com o olhar perdido no encontro do céu com o mar”, diz Renata. ”Essa é a proposta do hotel, ter experiência de conforto, de estar em frente ao mar, mas também de estar na casa do poeta e vivenciar essa história.” O hóspede aproveita a boa gastronomia, unindo a cozinha mediterrânea com a baiana, inclusive com receitas ensinadas por Gessy, arte e poesia em um ambiente tranquilo e relaxante. “Isso trouxe uma graça a mais ao serviço.” O reposicionamento obteve resposta rápida do público, com aumento da demanda dentro da tendência do turismo de experiência, que preza pela imersão do visitante. “É um privilégio poder ajudar a manter a memória do Brasil, da MPB e proporcionar essa experiência que as pessoas ficam com lágrima nos olhos. Do ponto de vista do negócio, é algo que agrega muito valor”, diz a empresária. Ela conta que a suíte é bastante concorrida, buscada principalmente para celebrar o amor nas mais diversas formas: um aniversário de casamento, noite de núpcias, um reencontro ou mesmo fãs que desejam ficar onde Vinicius dormiu. “Nós verificamos uma oportunidade de ocupar um nicho de mercado que não era ocupado, mas era muito buscado, sobretudo pelo público corporativo”, afirma. Para Renata, o principal desafio do empreendedor hoje é se renovar e ter capacidade de redefinir o negócio o tempo todo, em função das mudanças do mercado. “O perfil do consumidor vai mudando. Durante a pandemia, teve muito público regional, dos Estados limítrofes, que vinha de carro. Agora, estamos vendo o público doméstico voltando, ainda não no mesmo nível que víamos antes. E o internacional está voltando de forma muito tímida”, analisa. O hotel tem 76 quartos divididos em três categorias e tem uma média mensal de ocupação de 76%, sendo que em janeiro atinge a totalidade. Fonte: O Estado de S. Paulo
BNDES lança novo fundo voltado a pequenos negócios

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou um novo produto com foco em micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), além de produtores rurais e microempreendedores individuais. O BNDES Fundo de Crédito para Indústria e Serviços, vai unir o banco e empresas âncoras na constituição de fundos que irão oferecer crédito a cadeia de fornecedores e clientes das empresas parceiras. A nova modalidade se diferencia do BNDES Credito Âncora porque neste novo modelo o banco também corre risco ao participar diretamente dos fundos de direitos creditórios (FDIC) que serão fontes dos empréstimos. Para contratar com o BNDES, as empresas devem levantar uma base de devedores composta por pelo menos 70% de micro, pequenas e médias empresas, além de produtores rurais e/ou pessoas físicas, que estejam inseridos em suas cadeias produtivas ou instituições âncora do setor. Dentre os setores que poderão ser apoiados pelo produto estão o de tecnologia da informação, infraestrutura e serviços de telecomunicações, bens de capital, mobilidade, aeronáutica e defesa, indústria de bens de consumo, agroalimentar, biocombustíveis, comércio, serviços e economia criativa. Uma primeira operação foi estruturada com a Padtec, fornecedora de equipamentos de telecomunicações que atua com empresas provedoras de internet de pequeno e médio porte. O FIDC foi estruturado entre o BNDES e a empresa. Os recursos do Banco virão do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (FUNTTEL), que tem o objetivo de estimular o processo de inovação tecnológica, incentivar a capacitação de recursos humanos, fomentar a geração de empregos e promover o acesso de pequenas e médias empresas a recursos de capital. A operação deve impactar positivamente cerca de 400 mil pessoas, por meio das dezenas de pequenos e médios provedores que poderão contar com financiamento para aquisição de equipamentos da Padtec. O BNDES poderá aportar até R$ 80 milhões no fundo. O novo Produto conta com duas linhas de crédito: “Empresa Âncora” e “Instituição Âncora”. Em ambas linhas, o valor mínimo da subscrição do BNDES por fundo será de R$ 40 milhões e o prazo total de até 15 anos. Empresas âncora são aquelas que atuam no setor produtivo e dão origem a direitos creditórios a partir das suas atividades com clientes, fornecedores, prestadores de serviços, franqueados ou distribuidoras. Instituições âncora, por sua vez, são investidores públicos ou privados que tenham interesse de fomentar setores produtivos que contem com a presença de MPMEs, porém das quais elas não sejam contraparte dos direitos creditórios. Direitos creditórios são direitos que correspondem aos créditos que uma empresa tem a receber, como cheques, parcelas de cartão de crédito ou até duplicatas, faturas, entre outros. As empresas e instituições deverão atuar como cotistas do fundo de crédito, compartilhando o risco da operação. O BNDES poderá subscrever até 80% das cotas da classe sênior dos fundos, sendo o restante subscrito em cotas subordinadas pela empresa ou instituição. No caso da linha “Instituição Âncora”, na hipótese de fundo com classe única de cotas, o percentual máximo de subscrição do Banco baixa para até 70%. A expectativa é que por meio do compartilhamento de risco do BNDES com os agentes, empresas de menor porte poderão obter crédito em condições mais atrativas. A lógica é que o conhecimento que a empresa ou instituição âncora detém de seus fornecedores e clientes diminua o risco das operações. Em subscrições no âmbito da linha “Instituição Âncora” o BNDES realizará chamadas públicas para seleção do gestor, que será o principal responsável pela originação dos direitos creditórios a serem adquiridos pelo fundo de crédito. Mais informações sobre o Fundo de Crédito para Indústria e Serviços podem ser obtidas em www.bndes.gov.br/fundo-industria-servicos.
Fazer escolhas

Talvez uma das coisas mais difíceis na jornada de quem empreende ou quer empreender seja ter que fazer escolhas. Principalmente para o empreendedor que vem do mercado corporativo. Por que a pessoa que vem das empresas teria mais dificuldade de fazer escolhas? Simples. Porque em uma empresa, alguém está dizendo o que deve ser feito. Mas, quando você vira o dono da empresa, quem define isso é você. Legal, não? Nem sempre. Quando se é funcionário, para alguns é fácil: você se acostuma a falar o que as pessoas querem ouvir. Isso não é uma crítica, é a lei da sobrevivência no mundo corporativo. Quando você é o dono, para muitos é difícil. Você tem que falar, fazer e respirar o que é bom para o seu negócio. É a lei da selva. Prepare-se para escolher estar sozinho num sábado e achar isso normal. Esteja pronto para dizer não, o que pode ser uma das coisas mais duras de se fazer na vida. Prepare-se para receber alguns olhares de desapontamento, de quem acha que você está sendo desatencioso, displicente. Se você falta a um evento social porque teve uma responsabilidade “da empresa”, muitos acham normal. Agora, quando você é o ‘dono do negócio’, as pessoas acham que você pode pular a tarefa, mandar alguém fazer… No momento em que o negócio está começando, o que você escolheria: 1) um final de semana de sol na praia, esticar o feriado com o par; Ou 2) adiantar aquele projeto que você quer vender para um possível comprador? Preencher aquela planilha de custos que você sabe que está ‘quase’ postergando? Não se engane. Fazer o que tem que ser feito envolve decisões duras. Talvez, até consequências. Mas, se você decidiu empreender, provavelmente já sabe disso: o negócio depende de você. O que você escolhe fazer hoje é o que trará o resultado depois.
CEOs 50+ falam de empreendabilidade e etarismo

O momento é histórico. CEOs com mais de 50 anos têm o desafio de gerenciar quatro gerações no mesmo ambiente e lidar com as novas tecnologias e ferramentas de trabalho. Mas, por vezes, eles têm de encarar o etarismo, ou seja, a discriminação baseada em estereótipos relacionados à idade. No auge da carreira, esses profissionais podem sofrer uma pressão para deixar o cargo. Porém, na contramão desse pensamento, eles se sentem mais ativos do que nunca, aptos a exercer suas funções e gerenciar uma empresa. E alguns fatores permitem esse cenário, como o aumento da expectativa de vida e a abertura do mercado de trabalho para contratar pessoas nessa faixa etária. Aos 85 anos, Thomas Case segue ativo na liderança da empresa que fundou, a Pés Sem Dor Foto: Alex Silva/Estadão “Eu tenho uma enorme ambição para a empresa. Todos os dias são novos desafios, novas oportunidades e pressão por resultados”, diz Thomas Case, de 85 anos, fundador e CEO da Pés Sem Dor. Antes, ele fundou e gerenciou a empresa de vagas de emprego Catho por dez anos. Assim como ele, outros três CEOs ouvidos pelo Estadão, na faixa de 50 a 70 anos, seguiram o caminho do empreendedorismo, tendo assumido esse cargo antes ou não. Mas ter um negócio próprio nessa fase da vida é apenas um dos caminhos. “Hoje, pessoas 60+ podem tranquilamente assumir posições no mercado, que está aberto para alguns segmentos onde falta experiência”, afirma o sócio e consultor sênior da ZRG Partners, Darcio Crespi. Nesse momento, em vez de falar de um plano de carreira, ele destaca o modelo de projetos, em que as companhias buscam profissionais em nível de diretoria que já tragam uma experiência específica. “É uma expertise para estabilizar o lugar, estabelecer problemas específicos, trazer um conhecimento que falta no negócio. Com essa ideia, a limitação de idade foi caindo”, completa ele, que tem 70 anos. Crespi avalia que cabe ao profissional também questionar o que o motiva, ter uma rede ampla de contatos para além da área em que atua e um olhar expandido para as oportunidades. É preciso entender, no entanto, que algumas concessões serão necessárias. Tanto as empresas têm de abrir espaço à pessoa madura quanto o profissional poderá concordar em atuar numa empresa de menor porte e, eventualmente, ganhar menos. “Alguns preferem fazer consultoria, dividir o conhecimento com várias empresas. Outros preferem operar. As pessoas ficam mais maduras e conscientes do que querem para vida e do que podem receber”, diz o especialista em recrutamento executivo. “Se fez uma boa carreira, pode entregar valor em outros tipos de empresa, mas com desafio interessante.” No topo da liderança A média de idade dos CEOs ao redor do mundo é de 53 anos, segundo a 19ª edição do estudo CEO Success, da PwC, que analisou as 2.500 maiores empresas de capital aberto do mundo de 2004 a 2018. O levantamento mostra que no ano 2000, um CEO ficava no cargo por oito anos ou mais, em média. Porém, na última década, o mandato foi de apenas cinco anos. “Mesmo quando a vida do CEO se torna desagradável, brutal e curta, 19% de todos eles conseguem permanecer no topo por dez anos ou mais, com um mandato médio de 14 anos”, escrevem os especialistas da PwC. “Alguns desses ‘corredores de longa distância’, normalmente fundadores de empresas ou visionários que transformaram suas organizações, permanecem por 20 anos e, em alguns casos, por muitos anos mais”, completam no documento. Eles apontam, ainda, que profissionais nesta posição por muito tempo geralmente trazem retornos mais altos para os acionistas do que aqueles que estão no posto há pouco tempo. No entanto, o desempenho médio daqueles tende a ser bom em vez de ótimo. Energia e vitalidade contra um número Mauro Wainstock, fundador do Hub40+, afirmou em entrevista para o Podcast Empreendabilidade que tem recebido cada vez mais pessoas que chegaram a se aposentar e que querem voltar ao mercado de trabalho. “Mesmo quem ocupa altos cargos, é estranho a pessoa ser obrigada a se aposentar compulsoriamente só porque atingiu certa faixa de idade”, diz. “Vemos cada vez mais pessoas maduras ativas e com condição de contribuir para a sociedade, a idade é apenas um número”. Com informações do Estado de S. Paulo
“A vida inteira é de aprendizado, por isso as pessoas estão desistindo de se aposentar”, Mauro Wainstock

O detetive experiente que enfrenta a última missão antes de finalmente realizar o sonho de morar na praia, usar camisa floral e tomar marguerita é um personagem recorrente nos filmes de ação da Hollywood dos anos 80 e 90. A expectativa de vida, naquela década, estava na faixa dos 60 anos. Quem chegava a isso, tinha a sensação de missão cumprida. Hoje, com a expectativa de vida média de 76,6 anos – e não é incomum conhecer pessoas que chegam aos 90, 100 anos -, milhares pessoas que iam se aposentar acabam desistindo e passam a realizar a alguma atividade. “As pessoas aposentam, fazem um sabático para descansar, é necessário. Depois, vêm nos procurar para conversar sobre possibilidades de retornar ao mercado de trabalho, ou abrir o próprio negócio. Há a necessidade de fazer algo concreto para entregar para a sociedade”, afirma Mauro Wainstock, fundador do Hub40+ . “O sedentarismo leva a ficar doente. É um fato. Imagine se o Abílio Diniz parasse. Ele nunca parou de trabalhar e chegou no momento de se reinventar e decidiu que iria entrevistar pessoas”, exemplifica. Wainstock é o nosso convidado do terceiro episódio da primeira temporada do videocast Empreendabilidade, que trata do tema Empreendedores 50+ a partir do relatório da consultoria Empreendabilidade. Outro ponto que o especialista, que é um dos nomes mais ativos no debate sobre diversidade etária, é que a educação básica é importante para combater o etarismo – o preconceito da idade. “Atitudes preconceituosas sempre existiram. A palavra-chave para isso é tratar a todos com respeito”, pontua Mauro. Para ele, o mercado de trabalho precisa de mudanças. Há um preconceito silencioso, por exemplo, de que pessoas mais velhas não poderiam exercer cargos operacionais, mas a idade não está ligada à hierarquia. Mas, não existe relação entre competência e idade. O preconceito etário ficou claro na pandemia, quando profissionais maduros foram os que mais perderam o emprego. “Os colaboradores com 50, 60 anos, que passaram por várias crises, mudanças de moedas e tantas outras experiências, o profissional talvez fosse o mais conceituado, mais preparado emocionalmente para enfrentar aquele desafio, foi demitido. O critério não deve ser esse. Se a pessoa não entrega, deve sair, mas não tem nada a ver com a idade.” “Outra coisa, a diversidade etária e a integração das gerações trazem diversos benefícios para as empresas. É a primeira vez na história que temos quase 5 gerações trabalhando juntas”, diz. Mauro classifica como “ageness” (sem idade, em inglês), as pessoas que independentemente da quantidade de aniversários se agrupam por terem interesses em comum. Há os mais velhos cronologicamente, mas com cabeça jovem. E há jovens com cabeças mais maduras. “Temos que parar de colocar as coisas em caixinhas. Será que as pessoas que têm a mesma idade, que estão nos 40, por exemplo, têm os mesmos objetivos? Será que esse estereotipo existe mesmo e é assim que a sociedade deve funcionar? Por isso o combate à discriminação por idade deve ser parte da educação desde sempre”, conclui. O relatório do Empreendabilidade, “Empreendedores 50+, o Futuro do Brasil”, indica que esses profissionais deveriam empreender, justamente
Ex-executiva de multinacional deixa cargo para empreender

Com mais de 20 anos de carreira e sucesso na área de tecnologia de grandes multinacionais, Denise Oliveira, sempre quis ter uma vida independente. E após descobrir que sua mãe estava doente e por conta da sua saúde também, resolveu pedir demissão e se cuidar. Em entrevista ao Empreendacast, Denise conta que apesar de gostar do trabalho que desenvolvia nas empresas, ela conta que precisava se adaptar a políticas internas, para conseguir crescer profissionalmente. Após passar por momentos difíceis e perceber que o trabalho estava a deixando doente, em 2019 ela decidiu pedir demissão para empreender. “Eu não vejo problema em dizer isso, mas eu finalizei meu ciclo na empresa tomando remédio antidepressivo todos os dias. Eu era miseravelmente infeliz”, comenta. Com isso, aos 44 anos, Denise fundou a Fitinsur, a primeira empresa da América Latina que recebeu a classificação de “insurtech as a service”. Com experiência em tecnologia e plataforma digitais, conecta empresas e seguradoras para facilitar o acesso e a venda de seguros. Com o objetivo de acelerar o ecossistema de seguros. “Construímos uma empresa que tinha na nossa cabeça, uma empresa horizontal. Onde não tinha isso de chefe, sem cobrança. A pessoa só precisa executar e entregar o projeto”. Denise conta que está realizada com a sua vida profissional. “Agora eu trabalho em casa de moletom e camiseta e sou feliz. As pessoas são felizes em trabalhar na Fitinsur. E é muito bom trabalhar com pessoas mais novas”. Para ouvir toda o programa do Empreendacast na íntegra, acesse: https://open.spotify.com/episode/2V21u6rEI1TMnNWdXXCesi
Morador da periferia de São Paulo lança escola de tecnologia para pessoas maduras

David Villalva, morador da periferia da Zona Leste de São Paulo, sempre muito curioso e interessado por temas sociais, políticos, corporativos e de empreendedorismo, após trabalhar em uma loja de operadora de telecomunicações, viu a necessidade de abrir seu próprio negócio, com o objetivo de ajudar as pessoas mais “velhas” a mexerem no celular e entenderem melhor o mundo das tecnologias. No segundo episódio do Empreendabilidade Podcast David conta como surgiu a ideia. “Na época eu trabalhava em uma loja de operadora de telecomunicações e eu atendi uma senhora, de mais de 80 anos, que estava querendo conversar com o filho que morava em Israel. Dona Alda, chegou pedindo ajuda para usar o Skype, em seu celular. Em uma dessas idas a loja, ela ficou muito brava e deu um tapa na mesa e disse: deveria ter uma escola que ensinasse essas tecnologias para gente”. Fiquei com aquele na cena na cabeça, e assim, em 2013, pensei na criação do Digitalidade, uma plataforma de cursos e serviços tecnológicos para maduros, uma “startup” focada em potencializar as habilidades e experiências adquiridas ao longo da vida pelos 50+ com novas competências em tecnologias, fermentas e negócios digitais. A partir disso, David percebeu que os clientes 50+ eram grandes consumidores de serviços de telefonia e de tecnologia, mas nem sempre conseguiam mexer e não tinham atendimento personalizado. David passou a entender que era seu dever e de todos, contribuir para que pessoas maduras e idosas envelhecessem com qualidade de vida, com seus direitos sendo respeitados, sem que sofressem preconceitos, julgamentos, por conta da idade. “Me deparei com uma população gigantesca, cheia de vida, de desejos, sonhos e muitas experiências como bagagem. Uma população que não para de crescer, mas que convide diariamente com estereótipos. Com isso, percebi que o desafio era bem maior, não era simplesmente abrir uma escola que ensinasse sobre tecnologias”. “Com muito estudo e apoio de amigos que não me fizeram desistir, que em 2017, eu tirei a ideia do Digitalidade do papel”. “Quando eu comecei no Digitalidade eu não fui o pioneiro, porque já existiam muitas empresas que tinham o serviço. Mas da maneira que eu propus, eu fui o primeiro. A minha proposta, era principalmente, não só a criação de uma marca forte e uma experiência, e sim, refletir no espelho como esse público se via”. Após surgir essa vontade de ajudar as pessoas mais velhas a mexerem no celular, por exemplo. David começou a frequentar eventos, ONGs e pesquisar a estudar muito sobre temas relacionados ao envelhecimento e longevidade. “Antigamente, nas pesquisas, eu via muitos negócios ‘cinzas’, com falta de vida, eu não via vida nas iniciativas. E quando eu comecei a empreender, fiquei pensando: se tem tanta vida do outro lado, porque estou refletindo essa cor cinza, morta, que não vibra. Por isso, o Digitalidade tem essa cor forte, muito viva, marcante, que reflete vida, vibração”, conclui. Hoje, o Digitalidade conta com cursos de Facebook, Fotografia com o celular, Golpes digitais, Marketing de Influência, entre outros.
A verdade dói

1ª lição para quem quer empreender: amadureça. Amadurecer significa lidar com as coisas como elas são, ter responsabilidades, responder pelos seus próprios atos e suas consequências. Quando a pessoa decide empreender, ou, como metade dos brasileiros que empreendem, TEM que empreender (por necessidade e “força maior”), o primeiro passo é encarar a vida como ela é. Isso significa fazer o que tem que ser feito sem reclamar (ou, pelo menos, não sempre). Chega a ser estóico. Juros estão altos, demanda caiu, algo não deu certo no processo. Vai fazer o quê? Encare de frente! Para aqueles que tiveram chance de alguma vez fazer terapia, um coaching ou qualquer processo de autoconhecimento, isso talvez esteja mais claro. É o primeiro recado para autodesenvolvimento. Assumir não apenas o que te impacta diretamente, mas o que impacta o seu negócio, e tudo o que diz respeito a você e a ele, é maturidade. “Eu sou eu e minha circunstância. Se não a salvo a ela, não me salvo a mim” diz Ortega y Gasset, filósofo espanhol. A verdade é que o primeiro passo para empreender não é abrir o CNPJ. Não existem apenas 5 passos para o sucesso. Acordar 4h30 não dá certeza de riqueza. Mas, encarando as dores de frente, pelo menos se tem a certeza de que elas serão enfrentadas. Acredite, empreendedor: dói menos a dor que você aceita do que a que você resiste a encarar. Ricardo Meireles é fundador e publisher do Empreendabilidade.
Estadão conta história de empreendedoras maduras de sucesso

Profissionais maduros, acima de 50 anos, têm mais chances de sucesso na abertura de um negócio. É o que revela a pesquisa “Empreendedores 50+, o futuro do Brasil”, da consultoria Empreendabilidade. O levantamento conectou dados macroeconômicos, indicadores do mercado empresarial e do perfil de profissionais maduros. O relatório, que usou big data analytics, relaciona as taxas de sucesso de fundadores de empresas em diferentes faixas de idade. “Se você está pensando nas pessoas acima de 50 anos apenas por inclusão, isso está errado”, aponta Ricardo Meireles, fundador da Empreendabilidade e responsável do estudo. Ele lista uma série de características do profissional 50+ que pode explicar a taxa maior de sucesso no empreendedorismo: além de mais vivência em diferentes situações, eles conseguem lidar melhor com adversidades, aceitam mais riscos, faz boas negociações e são mais responsáveis na tomada de decisões. Pela pesquisa, 15,6% dos empreendedores com idade entre 55 e 64 anos têm empresa estabelecida, ou seja, que está ativa há mais de 3,5 anos. Entre pessoas de 18 a 34 anos, esse porcentual é de 3,8% e, entre 35 e 54 anos, 11,1%. Outro ponto importante é a questão da previdência social. Apesar de a expectativa de vida do brasileiro estar crescendo, o período de vida economicamente ativa continua o mesmo, o que leva a um déficit previdenciário cada vez maior. O pico de contribuição econômica esta entre os 30 e os 49 anos. “Como não se pode estender a idade produtiva para a infância, o potencial de geração de valor econômico e social está na força intelectual e produtiva das pessoas maduras, que acabam deixando de contribuir para a economia exatamente quando estão no auge da sua capacidade”, diz Meireles. De acordo com a pesquisa, no cenário atual, alguns segmentos representam uma boa oportunidade para esse grupo de empreendedores, como bares, restaurantes e alimentação; construção civil e serviços; varejo e e-commerce. Setores-chave para a sociedade, Educação, agronegócio e saúde também são opções por não apresentar travas para quem quer empreender. A população com mais de 55 anos representa 30,7% do total de empreendedores no Brasil. O número pode ser resultado da situação financeira do País, da dificuldade de encontrar empregos quando as vagas são disputadas com jovens que dominam meio digital, discriminação ou até propósito de vida. De acordo com a pesquisa, é acima dos 50 anos que muitos profissionais decidem realizar algum sonho e deixar de ser empregado. Além disso, alguns já conseguiram juntar poupança e querem continuar ativos no mercado. Na avaliação de Meireles, o público 50+ deveria ser direcionado ao empreendedorismo enquanto está sendo tratado apenas como grupo de inclusão no mercado de trabalho. “Empreender na maturidade é uma oportunidade quase única”, afirma Bete Marin, 52 anos. Depois de 30 anos de carreira, ela decidiu arriscar e montar, ao lado de uma amiga, a agência digital MV Marketing, focada em Economia Prateada – mercado voltado para as necessidades das pessoas maduras. Qualidade de vida e motivação foram os pontos de partida para a veterana montar um negócio do zero. Mas antes de aplicar investir, ela precisou planejar. “Essa é a essência de você ser bem-sucedido”, destaca. Primeiro, fez uma retrospectiva de vida, relembrou a virada de carreira e o que mais a impactou. A partir dali, percebeu que estava longe de querer se aposentar. “Quando você descobre isso, tem muita coisa para fazer.” Hoje, a agência conta com 10 clientes fixo e a previsão é investir em produtos digitais dedicados ao público alvo. Oportunidades de crédito Embora pessoas acima de 46 anos tenham mais chances de aprovação na tomada de crédito, segundo pesquisa do Sebrae em parceria com a FGV, as mulheres enfrentam mais dificuldades que os homens na hora de abrir um negócio por conta da falta de acesso ao crédito, como critica Bete. “A gente precisava se livrar de estereótipos, e focar no mercado”. Foi justamente o preconceito com idade que impediu Gisele Correia, 56, de conseguir uma oportunidade de emprego aos 40 anos. Na época, ela atuava na área de advocacia. Desempregada, a saída foi montar um brechó na garagem de casa para conseguir pagar o aluguel. “Comecei a empreender por necessidade.” A empreitada só teve fim porque Gisele precisou se mudar de Curitiba para São Paulo. Na capital paulista, conseguiu um bico como representante de vendas e rodava os quatro cantos da cidade comercializando roupas de ginástica. “Me descobri apaixonada pelo varejo”, conta. A grande oportunidade surgiu em 2006, quando a empresária se interessou por uma lojinha, ao lado da academia em que malhava. O estabelecimento foi colocado à venda após o dono declarar falência, enquanto migrava para o e-commerce. O proprietário era Marcio Kumruian, atual CEO da Netshoes. “Mas não era uma, eram três lojas. Quando eu fui conversar, ele disse: ‘Ou é três ou é nada’”. Ela topou. Com empréstimo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) conseguiu inaugurar a Use Best Fit. Quatorze anos depois, a empresária já somava 14 lojas físicas. A ascensão do empreendimento de Gisele acompanha a mudança progressiva do mercado e evidencia o número de profissionais +50 que conseguem ampliar o negócio, apesar da crise econômica dos últimos anos. Quase 25% das startups com maior crescimento foram fundadas por pessoas com idade entre 50 e 59 anos, mostra pesquisa da Empreendabilidade. O negócio estava consolidado, até que em 2020 chegou um baque: a pandemia da covid-19. Durante esse período, metade dos trabalhadores brasileiros com mais de 50 anos perderam o emprego, segundo levantamento da PwC Brasil. “A gente pensava que não ia sobreviver”, desabafa Gisele. A empreendedora precisou se reinventar. Foram seis lojas físicas fechadas e um novo recomeço. A loja migrou para o digital e as vendas online foram ampliadas com Martketplace. Gisele aprendeu a empacotar, entregar, gravar vídeos e produzir outros conteúdos para as redes sociais da loja. “A pandemia deixou uma lição para quem empreende: tem de estar preparado. Não tem um dia sem desafio”, aconselha. Para a empresária, a intergeracionalidade presente na equipe composta por 27 funcionários foi essencial para a sobrevivência do negócio. “A juventude também me ensinou muito”. Treinamento e cursos Agora, em resposta à demanda, organizações
Empreendedorismo familiar se destaca pelo estilo transformador de liderança

Quando se pensa em empreendedorismo familiar, logo algumas pessoas imaginam que juntar família e dinheiro não dá certo. Mas, não é o que o KPMG diz. Segundo pesquisa realizada pela consultoria, as empresas familiares em todo mundo representam 75% do PIB global e empregam 75% da força de trabalho global. Enquanto a gestão dessas empresas possui características única de uma família, que estão frequentemente em busca de transformação e inovando para impulsionar o crescimento. Muitas vezes os “chefes de família”, pais e mães, que são os CEOs das empresas. Isso mostra o quanto pessoas “mais velhas” podem gerir com excelência uma companhia. É o que mostra também o estudo realizado pelo Empreendabilidade, o “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil” , que aponta que empreendedores maduros são os mais hábeis para conduzir novos negócios e representam 30,7% do total de empreendedores no Brasil. Ainda de acordo com a KPMG, no quesito de dimensões principais da orientação empreendedora o Brasil apareceu em segundo lugar com 41%, ficando atrás somente da região das Américas. Dentro do pilar inovação na empresa familiar, o país foi o que apresentou maior índice (50%), ficando à frente de todas as regiões. Sobre proatividade, o Brasil foi elencado como nível médio com 41%, enquanto nas Américas e no Oriente Médio e África é mais alto. Por fim, o nível de prevenção de risco nas empresas familiares brasileiras ainda é baixo (54%). Em relação ao estilo de liderança na empresa familiar brasileira, 59% é transformacional, no qual o líder tem como objetivo mudar os valores básicos e crenças. No estilo autoritário, o líder é paternalista e refletivo na autoridade e o carismático tem a capacidade de motivar e inspirar seguidores que demonstram confiança no líder. “O empreendedor maduro tem mais capacidade de abrir um negócio que se estabeleça no mercado. Cerca de 15,6% dos empreendedores entre 55 e 64 anos tem empresa estabelecida. Isso pode ser um sinalizador de possibilidades para processos de sucessão”, comenta Ricardo Meireles, fundador do Empreendabilidade.
Etarismo: preconceito prejudica quem deseja abrir negócio

Antigamente, abrir um negócio após os 50 anos parecia algo inviável em um passado recente, mas hoje esse cenário mudou. Segundo o estudo do “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil” , os profissionais 50+ são capazes e conseguem liderar com êxito grandes empresas. O levantamento também mostra que esses executivos com mais de 50 anos têm empresas duradouras, empregam mais pessoas, são mais confiáveis para o mercado financeiro, lidam melhor com pressão e aceitam melhor os riscos. Para Telma Rosseti, fundadora da TalentoTech, a sociedade fala que um profissional mais maduro muitas vezes não é capaz de iniciar no mundo do empreendedorismo e nem se manter no mercado de trabalho. “A sociedade está dizendo que eu com 65 anos já não sirvo mais, mas no fundo, eu ainda acho que posso fazer muita coisa. Eu estou com muita energia, muita disposição”. “A questão da pejotização também envolve o autoconhecimento que adquirimos, ter uma propriedade nossa. Antes, parecia que a responsabilidade da nossa riqueza estava na mão do outro. Agora, eu não dependo do plano de carreira da empresa, dos aumentos e de acordos coletivos. Eu cuido da minha riqueza, vou construir meu próprio plano de carreira, vou conduzir meu próprio investimento”, comenta. Ainda há muito etarismo no mercado, esse preconceito é um desafio complexo que atrapalha muito os mais “velhos” que desejam abrir um negócio. “Há quem decida se reinventar ou seguir algum sonho. Outros preferem uma remuneração maior ou mais valorização. Porém, quando se tem mais idade é natural surgirem momentos de dúvida e insegurança, principalmente, por causa dos muitos preconceitos”. “Contudo, com o passar do tempo, a geração dos 50+ foi mudando e garantindo seu espaço. Principalmente pelo acesso cada vez mais próximo à tecnologia, o estudo contínuo e as novas oportunidade geradas. Com a pandemia, as pessoas passaram a dar mais valor para coisas diferentes e isso gerou uma vontade de novos ares e caminhos”, complementa a especialista. Dizem que há certos marcos de idade que fazem diferença na carreira das pessoas. De fato, como a experiência vem com o tempo, em certo momento não é preciso mais mostrar quem o profissional é, a bagagem já mostra por si só. “Mas e quando essa bagagem não te ajuda? A partir de um determinado momento da vida, é bastante difícil conseguir uma promoção ou progredir na carreira. É como se fosse o estágio final que você consegue atingir. Porém, todos são capazes de realizar seus sonhos, independentemente da idade”, finaliza Telma.
Consultora dá dicas para quem quer empreender no ramo da gastronomomia

Segundo o Estudo Empreendedores 50+, o futuro do Brasil, a área de alimentação, inclusive gastronomia, é um dos setores mais atraentes para quem deseja empreender, principalmente na maturidade. Isso porque muitas pessoas aproveitam suas habilidades culinárias para abrir seu próprio negócio. Vera Araújo, profissional de mais de 25 anos de atuação em negócios gastronômicos, CEO da consultoria VA Gestão de Negócios, muitas vezes a pessoa faz algum prato ou quitute que é muito elogiado pelos amigos ou família e vê nisso uma oportunidade de negócio. Mas também há aqueles que, por necessidade, precisam gerar uma fonte de renda e veem na preparação de alimentos um caminho mais fácil. No entanto, a especialista enfatiza que, apesar de saber cozinhar ou ter algum especialista para assumir as panelas ser essencial para empreender na gastronomia, não é o suficiente. “Gerir um negócio é complexo e requer mais que talento culinário. É preciso desenvolver técnicas e habilidades de gestão para ganhar dinheiro com a nova atividade. Engana-se quem pensa que, por que o negócio é pequeno, a gestão não é importante”, comenta. Criada por uma mulher negra, a VA Gestão e Negócios é uma consultoria com um olhar 360º para a gestão, atuando em todas as áreas de um empreendimento gastronômico, do planejamento, gestão e marketing ao operacional. Entre os principais clientes estão o Itaú, Vaca Véia, Brodo Ristoranti, Madureira, Cozinha de Afeto e Cosy. A especialista explica que antes de decidir entrar nesta área, é preciso estudar o mercado do produto ou serviço que será ofertado, a fim de entender como ele funciona, quais os melhores fornecedores, embalagens adequadas etc. Outras questões a serem feitas são acerca do ponto onde o negócio estará inserido, independentemente de ser físico ou delivery. “Qual o poder aquisitivo do público deste local, qual o perfil de consumo dessas pessoas, o que eles esperam do seu produto? Tudo isso é primordial para decidir o que vender e como apresentar o produto”, comenta. Essa análise também é importante para definir o formato do negócio, pois nem sempre ter um ponto físico é uma boa ideia para quem está iniciando. “Hoje em dia, com opções de plataformas de delivery, é possível começar um empreendimento com um investimento baixo. Mas até para escolher em qual ou quais dessas plataformas investir, é preciso conhecer bem o público-alvo”, completa. A consultoria também tem como um dos seus princípios a diversidade, por acreditar que as diferenças são um ingrediente essencial para a construção de um negócio inovador. Comandada por mulheres que enfrentam diariamente as dificuldades de estarem inseridas em uma área que ainda é predominantemente masculina, conta ainda com expertises de chefs de cozinha, que atuam de forma autônoma.
Feira do Empreendedor do Sebrae acaba nesta terça (11)

Nomes como Cafu, Bianca Andrade, Rivkah, Toni Garrido, Negra Li e Walter Longo estarão no evento Entre os dias 07 e 11 de outubro acontece mais uma edição da Feira do Empreendedor, organizada pelo Sebrae. O evento é gratuito e será aberto aos visitantes no horário das 10h às 22h, no São Paulo Expo. Considerado o maior evento de empreendedorismo e com o tema “Empreender sem limites”, a organização do evento espera receber cerca de 120 mil visitantes e mais de 500 expositores durante os dias da feira. Para quem não conseguir ir até o evento, a programação também estará na plataforma Digital Sebrae Experience, que mostrará tudo do evento de forma online. Na grade de palestrantes está a influenciadora e empresária Bianca Andrade, dona da holding Boca Rosa Company, que engloba as marcas Boca Rosa Hair e Boca Rosa Beauty. Com 18,1 milhões de seguidores no Instagram, Bianca, em 2022, foi considerada uma das 20 mulheres de destaque do ano pela Forbes. Cafu, ex jogador e capitão da seleção brasileira, também contará para os visitantes do evento sobre a sua vivência vitoriosa como atleta e o que o levou a ser eleito, em 2019, o melhor lateral da história do futebol. Rivkah, Bianca Andrade e Walter Longo Irão palestrar juntos no dia 08/10, às 18h30, com o tema “Não há idade para empreender”, no qual discutirão que não tem faixa etária para abrir seu próprio negócio. Para Ricardo Meireles, fundador do Empreendabilidade, a faixa etária não deve ser um limitador para a vontade de empreender. O relatório “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil”, realizado pelo Empreendabilidade, mostra que a população com mais de 55 anos representa 30,7% do total de empreendedores no Brasil, o que traz ganhos para a sociedade e benefícios para a economia. Outros nomes como Toni Garrido e Negra Li também mostrarão suas experiências como empreendedores. A feira é uma ótima oportunidade para conhecer melhor o mercado. “É normal ter muitas dúvidas nesse começo. As feiras de empreendedorismo são ótimas para ganhar mais conhecimento do mercado e buscar novas ideias. O networking também é muito importante para quem empreende ou quer empreender”, comenta Meireles. O evento também vai contar com o espaço “Negócios em Casa”, com aulas para quem quer tirar uma empresa do papel a partir da própria residência e essas aulas ficarão gravadas no Acervo do Sebrae Experience. “O espaço também possibilita se conectar com pequenas, médias e grandes empresas dos mais variados segmentos. Se você já sabe em qual área investir, poderá tirar suas dúvidas e sair de lá com algo mais concreto”, completa Meireles.
Administradora lança HRTech para ajudar empresas em recrutamento e seleção

Com vasta experiência no mundo corporativo, Telma Rosseti sempre sentiu a necessidade de abrir seu próprio negócio e de ajudar as pessoas de alguma forma. Após 20 anos atuando em diversas empresas, mas sempre na área de Recursos Humanos, ela percebeu que era a hora de empreender. Aos 30 anos de idade, ela não hesitou e foi atrás do seu sonho. “Antigamente, ver um profissional mudando de emprego ou carreira era considerado algo muito arriscado, ainda mais depois dos 30 anos. Temos que quebrar esse paradigma de que empreender é só para os mais novos”, comenta. Telma foi a entrevistada do primeiro episódio do Empreendabilidade Podcast, onde contou que sempre sentiu muita vontade de ser empreendedora e que desenhou o projeto ao longo da vida, com influência de familiares, mas sempre com o desejo de oferecer toda a expertise a favor de ajudar o próximo. “Me considero empresária desde os meus 14 anos, onde ajudava meu pai no caixa do comércio”, comenta. Após muitos estudos, ela abriu a TalentoTech, uma “HRTech” que apoia as empresas em todos os seus projetos de Recursos Humanos e tem como principal objetivo conectar talentos e empresas através da inovação aberta, aceleração criativa e um ecossistema colaborativo. A TalentoTech é uma única startup do segmento que é uma Universidade Colaborativa e tem como propósito antecipar demandas e acelerar a capacitação de jovens ao mercado de TI. O recrutamento e seleção da TalentoTech tem como proposta ajudar as empresas a encontrarem um profissional bom e em pouco tempo. Telma também atua como coaching de carreira e acredita que não tem idade certa para se reinventar ou seguir algum sonho. “Durante o processo de coaching, o profissional vem me procurar justamente para despertar essa vontade que está dentro dele e entender o que de errado está acontecendo e qual caminho seguir”, comenta.
Videocast Empreendabilidade passa de 1.000 views em um dia

Cortes do primeiro episódio do podcast são os mais vistos Lançado com o objetivo de ser o principal canal de distribuição de conteúdo audiovisual de incentivo ao empreendedorismo, o canal do Empreendabilidade no You Tube superou as expectativas e chegou a mil views em apenas um dia. O primeiro Episódio em vídeo do podcast, que traz entrevista da especialista em desenvolvimento humano e coaching Telma Rosseti, que fala sobre como encarar a maturidade como uma oportunidade para empreender, foi publicado no dia 5 de outubro, o Dia do Empreendedorismo. Programa está disponível no Spotify, Anchor, Google Podcasts e no Amazon A publicação dá a largada para uma série de 6 entrevistas que abordarão o tema do primeiro relatório do Empreendabilidade, o “Empreendedor 50+, o futuro do Brasil”, que traz argumentos para estimular que profissionais maduros, renegados pelo mercado durante a pandemia, busquem o empreendedorismo. Uma das questões é que o perfil do profissional maduro traz uma série de skills e competências que só as experiências de vida oferecem. Além disso, após os 50 anos, o profissional pode querer realizar um sonho e empreender pode ajuda-lo nisso. O que é Empreendabilidade? Empreendabilidade, como o próprio termo sugere, é a capacidade de empreender, de fazer algo dar certo (vindo da junção do latim imprehendere com o sufixo “dade”). O Empreendabilidade, a empresa, é a primeira datalab do Brasil voltada a incentivar o empreendedorismo. O conceito parte do clichê do iceberg: uma parte visível na superfície (que na companhia é representada pelos canais nas novas mídias: blog, artigos, redes sociais e conteúdo audiovisual) – que mostra apenas um pouco de uma sólida base submersa: uma estrutura de data analytics e inteligência que funciona a partir do uso de algoritmos e com observação e leitura humana. Somos um time especializado que gera insights e informações, capaz de cruzar dados de diferentes fontes e de mais de 40 milhões de CNPJs de empresas brasileiras, identificar gargalos e oportunidades de melhorias e propor ações efetivas voltadas a quem empreende e quem quer empreender. Podcast chega a novos canais O programa em áudio e vídeo foi lançado no YouTube, Anchor e no Spotify, e no dia seguinte chegou ao Google Podcast e no Amazon Music. O curioso é que a ALEXA, inteligência artificial da Amazon, já reconhece o termo EMPREENDABILIDADE. Quer ver o vídeo? Clique aqui
“Filha de faxineira” cresceu no mercado financeiro, virou empreendedora e palestrante

A empresária Dirlene Silva, construiu sua carreira de mais de 30 anos no mundo coorporativo em diversos segmentos. Ela carrega uma lista interminável de crachás, mas o que mais tem orgulho de ostentar é o de “filha de faxineira”: a menina que saiu da periferia de Porto Alegre para se tornar uma das mulheres negras brasileiras mais influentes no mundo corporativo. Com uma infância difícil, sofreu preconceito racial inclusive da própria professora, o que a isolou na escola. Sem colegas, fez do caderno seu melhor amigo. Uma aluna dedicada na escola pública, conseguiu uma bolsa de estudos na melhor escolar particular de Porto Alegre e sempre teve o apoio de sua mãe e irmãs para continuar estudando. Após muito esforço, concluiu o ensino médio, ingressou na faculdade de Economia e se formou, iniciando uma carreira de 30 anos como executiva. Dirlene também é Mestre em Gestão e Negócios, MBA Finanças Corporativas, MBA Gestão de Pessoas, Pós-MBA Inteligência Emocional e formações em Mentoria Organizacional, Coach Financeiro e Gestão da Emoção. Em entrevista ao podcast e newsletter do Linkedin “People2Biz – Pessoas e Negócios”, do jornalista Luis Claudio Allan, Dirlene conta que sempre teve vontade de empreender e o desejo de evoluir como pessoa e profissionalmente. “No ambiente corporativo, me incomodavam as falhas na gestão estratégica e, entre as pessoas, o tabu em torno de economia e finanças que são considerados assuntos distantes da realidade do dia a dia”, comenta. Por conta da pandemia, Dirlene foi demitida e, pensando no desejo de ter seu próprio negócio, viu que havia chegado a hora de seguir em voo solo e impactar a vida das pessoas e empresas. Nascia a DS Estratégias e Inteligência Financeira, que tem o propósito de “Desmistificar economia e finanças” através da prestação de serviços de Consultoria, Coach, Mentoria, palestras e treinamentos. Além de empreendedora, ela se tornou palestrante, embaixadora e professora da escola Conquer, embaixadora no Clube Mulheres de Negócios de Portugal e no projeto Injeção de Autoestima, conselheira fiscal da Artigo 19, membro no coletivo Conexão Mulheres & Economia, no REPP – Rede de Economistas Pretos e Pretas e no IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, colunista de Finanças nos blogs do Banco Pan e Prateleira de Mulher, curadora de conteúdos de economia e finanças e escritora (autora exclusiva da editora Leader). Dirlene é apaixonada pela família, pelas pessoas, pela profissão, pelo conhecimento e por viajar. Adepta à filosofia UBUNTU, onde a essência é de respeito e solidariedade com o próximo. O significado é “Eu sou, porque somos”. “Com base nessa filosofia, acredito que meu cargo ou título por mais importante que sejam, não me definem enquanto pessoa”, comenta. Também é ativista das causas da diversidade e atua como “agente de transformação” para o mundo que quer deixar para a sua filha e gerações futuras. Além de vários crachás, ela também acumula vários prêmios: em 2020 foi eleita pela Linkedin Top Voices. Em 2021, foi nomeada Linkedin Creator e está entre as 50 pessoas mais criativas do Brasil da Revista Wired. Neste ano (2022), ela recebeu o prêmio de “Business Woman” da organização internacional The Norns Awards.
Empreendabilidade lança podcast no Dia do Empreendedor

O Empreendabilidade, primeiro datalab voltado a incentivar o empreendedorismo, lança nesta quarta-feira, dia 5, quando é comemorado o Dia do Empreendedor – data que é celebrada a criação a lei do micro e pequenas empresas –, o seu Vídeocast. O canal está disponível no YouTube, Spotfy, Google Podcast, Amazon e em outras plataformas de áudio (é possível checar no Anchor.fm) e trará entrevistas, comentários e insights do universo do empreendedorismo brasileiro. A primeira temporada contará com 6 episódios semanais e terá como tema “Empreendedores Maduros”, em linha com o relatório que o próprio Empreendabilidade elaborou “Empreendedores 50+, o futuro do Brasil”. O argumento é de que os profissionais mais velhos desenvolveram naturalmente as chamadas softskills, que coincidem com características exigidas para ser bom empreendedor. Além de quererem realizar sonhos, o que o empreendedorismo pode ajudar a conquistar. Os episódios estão sendo gravados com especialistas em assuntos relacionados a empreendedorismo, etarismo, longevidade e desenvolvimento humano, e irão ao ar todas as quartas-feiras a partir de hoje (05). Para celebrar o Dia do Empreendedor, o primeiro episódio trará como entrevistada Telma Rosseti, coaching e especialista em Desenvolvimento Humano e sócia da TalentoTech. Também já estão confirmados episódios com David Villalva, fundador do Digitalidade e Mauro Wainstock, do Hub40+ e Linkedin TopVoice, entre outros pesquisadores e especialistas em etariedade e empreendedorismo. O videocast Empreendabilidade é apresentado por Ricardo Meireles, comunicador, pós-graduado em economia e fundador da empresa. A produção acontece em parceria com a Voz e Conteúdo, com edição final da produtora Pocket Filmes.
Clube PME reúne empreendedores de 11 estados

Empreendedores engajados que movimentam a economia. Este é o perfil dos membros do Clube PME, que já reúne empreendedores de 11 estados brasileiros e do Distrito Federal. A comunidade para donos(as) de pequenas e médias empresas entrega conteúdo e conexão para apoiar o desenvolvimento dos negócios. Empresários de estados como Amapá, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Tocantins, Santa Catarina e Distrito Federal fazem parte da comunidade, que reúne mais de 300 empreendedores. A maioria dos membros (45%) tem como modelo de negócio o Business to Business, ou seja, que vende produtos ou serviços para outras empresas. 45,5% dos negócios que integram a comunidade empregam entre 10 e 30 funcionários. Lançado em abril deste ano, o Clube PME fomenta o empreendedorismo brasileiro através de uma comunidade exclusiva para membros no WhatsApp, e de uma plataforma com mais de 15 horas de conteúdo sobre gestão, marketing, finanças, vendas e mais. O propósito da iniciativa é levar conhecimento ao empreendedor e diminuir a lacuna entre quem deseja empreender e a concretização do negócio, assim como para empresários que já têm negócios consolidados e enfrentam desafios no dia a dia da gestão. Na última segunda-feira (26), como parte da programação exclusiva para membros do Clube PME, os empreendedores se encontraram para uma sessão de apresentações e networking. Também faz parte da agenda dos membros duas mentorias por mês com especialistas do mercado. Fonte: Gazeta do Povo
CUFA e Fundação Dom Cabral criam Escola de Negócios da Favela e formam a primeira turma de empreendedores

O público-alvo do projeto são moradores de favelas brasileiras que já tenham seu próprio negócio, independentemente do estágio de maturidade A Central Única das Favelas (CUFA), a Fundação Dom Cabral (FDC) e o Favela Fundos formaram uma parceria para criar a Escola de Negócios da Favela, que promove jornadas de desenvolvimento para empreendedores das favelas de todo o Brasil. A primeira turma recebe nesta quarta-feira (28) o diploma de formação — os alunos são os 10 finalistas da Expo Favela 2022, que teve sua primeira edição em abril deste ano. Entre as iniciativas da primeira turma, estão a Avia!, do empreendedor José Márcio Macêdo. A startup funciona como um delivery de comida e tem o propósito de solucionar o problema da exclusão e do distanciamento dos serviços de delivery tradicionais via aplicativo. A ideia é conectar consumidores e empreendedores do setor da alimentação, residentes em regiões que estão à margem dos grandes centros urbanos. Também na primeira turma está a Badu Design Circular, da empreendedora Ariane Santos, negócio de impacto socioambiental com foco em ESG. A startup tem como propósito gerar mobilidade social nas comunidades, por meio da formação de mulheres periféricas em design circular. Com os conhecimentos adquiridos, essas profissionais iniciam a produção de peças de design utilizando resíduos industriais, gerando renda e fomentando a consciência ecológica. Victor Garcez, da startup Vision03, é outro aluno da primeira turma. A empresa é um estúdio de games e marketing que possui como propósito o empoderamento da imaginação de grupos marginalizados a partir da construção de novas narrativas por meio de jogos digitais. As demais empresas participantes são La Piel Negra Lingeries (vestuário e acessórios), AMITIS (agronegócio), Todas por Uma (tecnologia), Trucss (vestuário e acessórios), Miritilab (edutech), Notícia Preta (Comunicação) e Parças Developers School (educação). Desafios do dia a dia A escola nasce da junção da experiência de 20 anos da CUFA, presente em cinco mil favelas brasileiras e em quatro países, com os 46 anos de história da FDC, melhor escola de educação executiva da América Latina. A instituição está entre as nove melhores escolas de negócio do mundo, na nona posição do ranking de educação executiva do Financial Times. Por meio de encontros presenciais e de uma plataforma digital com linguagem mais próxima dos desafios do dia a dia, os alunos aprendem conteúdos específicos para cada tipo de empreendimento. O público-alvo da Escola de Negócios são moradores da favela brasileira que já tenham seu próprio negócio, independentemente do estágio de maturidade. Essa jornada de capacitação totalizou 54 horas e priorizou a lógica do aprender fazendo – pequenas pílulas de conteúdo seguidas de muita prática. “As escolas de negócios não são isoladas da sociedade, elas precisam seguir os desafios impostos pelo território em que operam. Somos reconhecidos no mundo e temos um compromisso ético com o Brasil. Não podemos ficar indiferentes diante do persistente ciclo de pobreza e da gigantesca desigualdade social no nosso país”, afirma Ana Carolina Almeida, líder da iniciativa na Fundação Dom Cabral. Ela explica que, em 2021, a FDC incluiu na estratégia da instituição a educação social, com o objetivo de responder aos desafios da necessidade de geração de renda. “Para nós é uma honra construir, junto com o Celso Athayde e todos os parceiros da periferia, essa escola de negócios que abraça a potência do empreendedorismo de favela”, completa. Segundo Ana Carolina, daqui para frente, existe a expectativa de que haja hubs locais do projeto nos 26 estados onde a Dom Cabral está presente. “Começamos em Belo Horizonte, mas o desafio é do tamanho do Brasil. Tem espaço para muitos parceiros estarem conosco e entedemos que as ações presenciais são muito relevantes”, defende. Potência da favela O Brasil possui hoje 13.151 favelas espalhadas por 743 cidades.17,1 milhões de pessoas vivem nas favelas brasileiras. Para 57% dos empreendedores da favela, empreender é uma questão de sobrevivência. A maioria dos empreendedores permanece, atualmente, na informalidade: 63% não possuem CNPJ, segundo pesquisa do Data Favela. O acesso a capital para investimento é apontado como uma das dificuldades na condução dos negócios para 40% dos entrevistados, seguidos pela falta de equipamentos adequados, em 25% dos casos. Para 14%, a maior dificuldade está em fazer a gestão financeira do empreendimento. “O caminho do empreendedorismo é árduo. Há muito conteúdo disponível no mercado, mas, para falar com a favela, precisamos traduzir esse conteúdo para o ‘favelês’. A Escola de Negócios da Favela nasce com uma abordagem diferenciada, entregando trilhas de formação numa linguagem que dialoga com o empreendedor da favela”, comenta Celso Athayde, fundador da CUFA e CEO do grupo Favela Holding, uma das investidoras do Favela Fundos. Os 300 participantes da Expo Favela serão os próximos alunos da Escola de Negócios, que poderão fazer a inscrição nas jornadas digitais nas próximas semanas. Os demais participantes serão selecionados durante as etapas preparatórias da segunda edição da Expo Favela, que será realizada no primeiro semestre de 2023. Celso afirma que a Escola de Negócios da Favela é a realização de um sonho. “Eu nunca ouvi ninguém falar de empreendedorismo na favela: é ‘fazer os corres’, ‘dar meus pulos’, eles não usam as expressões que a academia legitimou. Tem sempre aqueles que estão sendo preparados em uma linguagem para dar as cartas na sociedade e os que estão sendo preparados para serem motoristas deles. E como a gente rompe com isso?”, questiona. Para o idealizador da CUFA, se as pessoas empreenderem e construírem ativos dentro de um território, elas vão oferecer oportunidade para os indivíduos que estão ali, diminuindo as desigualdades. “É ascender socialmente e economicamente em seu próprio território. Se a gente fizer os empreendedores da periferia se apropriarem da linguagem que o mercado usa, eles começam a falar do lugar de quem é respeitado”, conclui Celso. Fonte: Época Negócios
Setores para empreendedores maduros abrirem seu próprio negócio

Empreender na maturidade é uma opção para manter a vida ativa, driblar a falta de vagas no mercado de trabalho e até para realizar algum sonho antigo que vinha sendo postergado. Para quem tem mais de 50 anos, e que já acumula experiência profissional e uma bagagem relevante de vida (o que lhe confere as chamadas “soft skills”, ou competências comportamentais), determinados setores podem representar boas oportunidades e chances de crescimento. Segundo o estudo Empreendedores 50+: O futuro do Brasil, do Empreendabilidade, um dado do Sebrae mostra que 52% dos empreendedores entre 55 e 64 anos atuam em 12 segmentos de negócios (CNAEs). O Empreendabilidade mapeou esses segmentos e cruzou com os dados de crescimento recente de empresas, mercados estáveis e favoráveis para empreendedorismo e áreas que representam oportunidades em diferentes modelos – como novas empresas, franquias ou até mesmo desenvolvimento de novas soluções -, são eles: Bares, Restaurantes e Alimentação Em 2020 os gastos dos brasileiros com foodservice chegaram a R$ 215 bilhões (Instituto Food Service Brasil). Investir em restaurantes serviços de alimentação e bebidas, comércio atacadista de hortifrutigranjeiros, serviços catering e outros de comida preparada, pode ser uma boa opção. Além disso, o segmento de lanchonetes é um dos que mais vem crescendo neste ano, o que aponta uma tendência com a retomada das atividades econômicas e da alimentação fora do lar. Construção Civil e Serviços A construção civil cresce há sete trimestres consecutivos, resultado inédito desde 1996. É considerado o setor que mais movimenta a economia, favorecendo outros negócios na cadeia – serviços especializados para construção, instalações elétricas, fabricação de estruturas de madeira e de artigos de carpintaria para construção -, além da compra, venda e aluguel de imóveis. Varejo e E-Commerce O comércio também acompanha a retomada da economia, tendo crescido 5,5% em 2021. As vendas online representam excelente oportunidade para quem atua em vestuário, itens em geral, varejo de motocicletas (peças e acessórios) e veículos. O Brasil movimenta cerca de US$ 40 bi/ ano no e-commerce, com previsão de chegar a US$ 60 bi em 2022. Cursos online Uma tendência que parece ter vindo para ficar são os cursos online. A possibilidade de estudar e se especializar no conforto de casa já viraram uma realidade e fez com que a busca por cursos à distância aumentasse. Segundo levantamento da Cuponomia, a procura por cursos online aumentaram 200% desde o início da pandemia, o que demonstra a força do setor. Agronegócio O Agronegócio é o setor que move o Brasil e que traz oportunidades para se iniciar novos negócios, em 2021 teve crescimento de 5,2% e apresenta tendência de aumento para 2022. No mercado financeiro, o setor ganha espaço. Seja na renda fixa ou variável, com fundos ou com a compra direta de ações, são opções para quem deseja investir em agro. Saúde Segundo dados da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em saúde (ABIIS), o setor fechou 2021 com crescimento de 4,8% e 7,3% em exportações e importações, respectivamente. Além da sinalização de que, após a pandemia, o brasileiro está mais atento à saúde de forma geral.
Open Finance: volume de crédito concedido por fintechs cresce acima da média do mercado

Um estudo inédito da Serasa Experian aponta que as fintechs e bancos digitais acumulam alta no volume de crédito concedido de 1.045,1% entre 2016 e 2021 – um crescimento de 62,8% ao ano – e 7,8 vezes mais rápido do que o mercado de crédito. O crescimento das demais instituições financeiras foi de 47,6% no período (ou 8,1% ao ano). Considerando o Sistema Financeiro Nacional (SFN), o volume oferecido passou de R$ 3,174 trilhões para R$ 4,685 trilhões, enquanto nas startups do setor este número passou de R$ 4,8 bilhões para R$ 55,0 bilhões. Confira a evolução no gráfico abaixo (crédito das fintechs está medido no eixo da direita e o crédito geral no eixo da esquerda): “As fintechs e bancos digitais ganham cada vez mais relevância na democratização do crédito e participam ativamente de inovações recentes muito importantes para os consumidores, como o Cadastro Positivo e Open Finance. Isso torna o mercado mais competitivo e amplia as possibilidades de uma oferta positiva ao tomador de recursos”, comenta o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi. O estudo indica, ainda, que 2022 deve seguir a tendência de alta dos anos anteriores. Prova disso, é que a Serasa Experian registrou um aumento de 412% nas pesquisas de CPFs e CNPJs realizadas para fins de concessões de crédito. Apenas entre janeiro e maio de 2022, do total de consultas realizadas por todas as empresas financeiras, 10,6% foram dessas startups. Os dados mostram também que a participação de startups do segmento financeiro que concedem crédito teve um salto nestes seis anos, passando de 0,15% para 1,18%. O cálculo da evolução das fintechs/bancos digitais no mercado de crédito levou em conta as informações dos demonstrativos financeiros da instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN) compiladas pelo Banco Central e disponíveis no sistema IF.Data, com cruzamento com a base de dados da própria Serasa Experian. Para o diretor de Credit Services da Serasa Experian, Alex Franco, as fintechs precisam ter segurança ao conceder crédito e mitigar os riscos de inadimplência, uma vez que quanto mais ofertam, mais informações de confiança devem fazer parte do negócio. “Com inteligência e tecnologia, diminuímos riscos e impulsionamos a atuação do setor de forma sustentada”.
Relatório: empreendedor maduro oferece mais chances de empresa dar certo

Empreendedores com mais de 55 anos têm mais empresas estabelecidas e com mais funcionários; Estudo aponta que profissionais maduros deveriam empreender A expectativa de vida no Brasil tem crescido nos últimos anos. Segundo projeção do IPEA/IBGE, idosos representam 15% da população brasileira e devem atingir entre 25% e 30% da densidade populacional do país até 2060. A perspectiva com a longevidade é de que essa parcela da sociedade também passe a ter uma contribuição econômica mais ativa ao invés de buscar a aposentadoria. Isso abre espaço para que a experiência profissional e de vida que essas pessoas acumulam possa ser melhor aproveitada. Já é comprovado, inclusive, que essa bagagem ajuda os maduros a serem empreendedores de sucesso. O relatório “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil”, realizado pelo Empreendabilidade, mostra que a população com mais de 55 anos representa 30,7% do total de empreendedores no Brasil, o que traz ganhos para a sociedade e benefícios para a economia. Além de entrarem para o quadro de indivíduos economicamente ativos com as empresas, eles geram mais empregos e movimentam negócios. O estudo aponta que o empreendedor com mais de 50 anos tem maior capacidade de criar um negócio que se estabeleça no mercado: 15,6% dos empreendedores entre 55 e 64 anos tem empresa estabelecida, ou seja, que está ativa há mais de 3,5 anos. Contra 3,8% dos jovens (18 a 34) e 11,1% dos adultos (35 a 54 anos). Também são maiores as chances de aprovação na tomada de crédito, e eles apresentam menor risco de inadimplência ou calote, o que também ajuda na economia. “Os empreendedores experientes já têm mais tempo à frente de um negócio, mais experiência em gestão, possuem bom histórico bancário e maior possibilidade de já terem acumulado bens e terem mais estabilidade, características bem avaliadas pelo mercado financeiro”, comenta Ricardo Meireles, fundador do Empreendabilidade e responsável pelo estudo. O envelhecimento da população dá novos significados à contribuição social e econômica. Em um levantamento feito pela própria consultoria, isso é considerado uma das coisas mais importantes da vida adulta e dá um real sentindo à existência, resume o estudo. “No caso dos mais velhos, abrir um negócio ainda pode ser a oportunidade de realizar um sonho. Basta buscar a capacitação necessária antes de arriscar”, finaliza Meireles.
Pedidos de recuperação judicial caem 33,3% em agosto, diz Serasa Experian

Micro e Pequenas empresas têm o maior número de solicitações ao recurso, mas apresentam melhora na avaliação anual De acordo com os dados do Indicador de Falências e Recuperação Judicial da Serasa Experian, em agosto foram feitas 74 solicitações de recuperação judicial frente as 111 realizadas no mesmo mês do ano anterior, variação que significa uma queda de 33,3%. As micro e pequenas empresas foram as que mais solicitaram pelo recurso, com 51 pedidos. Ainda assim, as empresas de menor porte tiveram melhora na análise anual, já que em agosto de 2021 marcaram 81 requisições. Os negócios de grande porte foram os únicos a revelar alta no ano a ano. Veja os dados na tabela abaixo: Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, as renegociações de dívidas e a melhora do cenário econômico são fatores que diminuem a necessidade das empresas em solicitar o processo de recuperação judicial. “Os donos de negócios, fornecedores e credores continuam utilizando as ferramentas de renegociação para solucionar dívidas ao invés de solicitar a recuperação judicial, processo que é mais caro, burocrático e demorado. Além disso, as empresas estão performando melhor e impulsionando o cenário econômico”. Rabi explica que uma série de indicadores têm revelado um quadro mais positivo do que o esperado, como é o caso do PIB, que cresceu no segundo trimestre, a queda do desemprego e a diminuição da inflação. Ainda na análise anual, apesar da baixa geral do índice, os setores de Serviços e Indústria registraram um aumento nas requisições de recuperação judicial, já para o Comércio e o segmento Primário o cenário foi de diminuição. Confira as informações na tabela a seguir: Solicitações de falências crescem 11,6% no país Ao contrário do cenário de recuperação judicial, os pedidos de falência aumentaram 11,6% em agosto na relação com o mesmo período do ano passado. O maior número de solicitações foi registrado para as micro e pequenas empresas (59), seguidas pelas médias (22) e grandes (25). A análise por setor revelou que o de Serviços foi o que mais demandou, com 39 requisições. Em sequência estava a Indústria (19), o Comércio (12) e o segmento Primário (4). Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui. Metodologia O Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações Judiciais é construído a partir do levantamento mensal das estatísticas de falências (requeridas e decretadas) e das recuperações judiciais e extrajudiciais registradas mensalmente na base de dados da Serasa Experian, provenientes dos fóruns, varas de falências e dos Diários Oficiais e da Justiça dos estados. O indicador é segmentado por porte.
Formalização pode ter impacto de R$ 700 bi no PIB brasileiro

De acordo com estudo da Aliança Empreendedora, políticas públicas voltadas para este público precisam ser tomadas para projeção se concretizar A formalização do empreendedorismo poderia elevar em 8% o PIB per capita do Brasil – indicador que mostra o grau de desenvolvimento econômico de uma nação. Segundo levantamento da Aliança Empreendedora, com cálculos do IBRE/FGV, no cenário de alta formalização, o impacto no PIB poderia chegar a R$ 700 bilhões até 2026. Isso significaria um crescimento acumulado da economia de 14% entre 2022 e 2026. Intitulado Todos Podem Empreender, o trabalho foi capitaneada pelo pesquisador do IBRE/ FGV Daniel Duque, que fez os cálculos econômicos e traçou cenários de alta e baixa formalização. Mesmo num cenário de formalização mais modesta, os resultados seriam relevantes. O PIB, até 2026, poderia ter um acréscimo de R$ 390 bilhões, levando a economia nacional a um crescimento acumulado, entre 2022 e 2026, de 10,5%, com o PIB per capta aumentando em 4,5%. A formalização do empreendedorismo seria via MEI. De acordo com o trabalho, que se baseou em dados da PNAD Contínua, Receita Federal, CadÚnico e POF (Pesquisas de Orçamentos Familiares), há 25 milhões de trabalhadores “conta própria”, sendo que apenas 6,2 milhões têm CNPJ. Microempreendedores individuais Segundo Daniel Duque, responsável pelo recorte técnico-econômico do estudo, essa questão não é fácil de ser resolvida. Isso porque, diz ele, muitos brasileiros acabam não conseguindo enxergar a formalização no empreendedorismo como benéfica ou pensam que o processo pode demandar muito esforço. Duque afirma que há, sim, benefícios na formalização, tanto do ponto de vista micro quanto do macroeconômico. Ele destaca que, em média, um empreendedor formal consegue faturar 12% mais em um ano, na comparação com o informal. E, do ponto de vista macro, a cada um ponto porcentual de crescimento no número de empreendedores formalizados, aumenta-se o PIB per capta em 0,74%. Além disso, algumas distorções econômicas, como ele chama, poderiam ser minimizadas, com uma política de formalização de empreendedores bem desenvolvida. “Aumentando o número de formais, é possível diminuir a carga de impostos, já que eles acabam pagando pelos informais, que não têm recolhimento. Segundo, possibilita acesso ao crédito especializado para empreendimentos.” A fundadora da Aliança Empreendedora, Lina Maria Useche Kempf, explica que a formalização é passo importante para os resultados projetados serem atingidos, mas ressalta que abrir CNPJs para informais “não é uma varinha mágica”. Segundo ela, para que haja efetividade, os empreendedores precisam ter apoio. “Nós estamos falando por aqui de um público que é fragilizado. Então, é necessário apoio adicional, para que essa formalização seja adequada. Estamos falando de formalização responsável para que realmente se gere produtividade. Ou seja, não é sair só abrindo CNPJ.” O levantamento deixa claro que a formalização precisa vir acompanhada de capacitação, apoios técnico e de ecossistema, e políticas públicas direcionadas. Lina contextualiza que a entidade planejou 4 pilares, divididos em 7 propostas. “O que nós estamos propondo é que se mapeie esse microempreendedor e se dê visibilidade.” Esses pilares são organizados da seguinte forma: identificação e jornada do microempreendedor, incluindo os empreendedores informais em bases de dados, além de mapear necessidades; fortalecimento do ecossistema, com apoio de entidades especializadas, ajudando associações locais que contribuem com microempreendedores; apoio e incentivo, com programas e estratégias de auxílio, além de estabelecimento de política de transição para formalidade e, por fim, microcrédito produtivo orientado, com programa específico para mulheres, com uso consciente do crédito. O estudo completo pode ser acessado por meio deste link. Fonte: com informações da Ag. Estado
REPORT: Profissionais com mais de 50 anos devem empreender; conheça o estudo
Os profissionais maduros, aqueles na faixa etária de 50 anos ou mais – e que estão com dificuldade de se recolocar no mercado de trabalho após a pandemia – deveriam estar empreendendo. Isso ajudaria não apenas no problema de recolocação no mercado de trabalho, mas também traria uma série de benefícios para a economia e a sociedade. A conclusão é do relatório “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil”, que parte do cruzamento de dados macroeconômicos, indicadores de mercado e do perfil de profissionais maduros e passa por um olhar crítico sobre a projeção de envelhecimento da população e das mudanças comportamentais da “geração prateada” para chegar ao argumento-chave de que a maturidade, naturalmente, oferece ao indivíduo as características que são necessárias para se iniciar um negócio. Não se trata de uma simples tese. Os números dizem tudo. Os empreendedores com mais de 50 anos têm mais empresas duradouras, empregam mais pessoas, são mais confiáveis para o mercado financeiro, lidam melhor com pressão, aceitam melhor os riscos. Falar de empreender não deveria assustar as pessoas, já que o impacto positivo de se ter mais empreendedores maduros é imenso, e é disso que o Estudo fala. Na cultura consumista, a tal “Economia Prateada” se refere a criar produtos e serviços específicos para um grupo etário que só cresce. Cresce em consumo e produz menos. Ora, não é possível estender para as idades mais jovens o pico produtivo, que hoje é de 20 anos – dos 30 aos 49 -, dentro de uma expectativa de vida de 76 anos. Ao mesmo tempo, a previdência social é deficitária e sem futuro – basta olhar os gráficos disponíveis no material completo. As pessoas maduras acabam deixando de contribuir para a economia exatamente quando estão no auge da sua capacidade intelectual e produtiva, aponta o report. Num contexto onde boa parte da sociedade brasileira não tem educação financeira e poucos estão preparados para ficar sem uma renda fixa, principalmente após a pandemia, é importante, sim, um movimento de inclusão para reempregar profissionais maduros. Mas, nisso, muitos acabam subaproveitados. O que o relatório “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil” pretende é muito simples: mostrar que se for aproveitada a bagagem de vida e profissional dessas pessoas e se forem desenvolvidas as capacidades técnicas, de gestão e tecnológicas, o impacto é muito positivo para todos. Para baixar o material completo, clique aqui ou visite a página Reports do nosso portal. Boa leitura!
Porque os 50+ são os melhores empreendedores, segundo nossa análise

Muitos pensam que tem que ter idade certa para começar a empreender ou até mesmo que as pessoas devem ser novas, mas não é bem isso que o estudo “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil” diz. Todo mundo pode empreender independentemente da idade. Segundo o estudo, que foi elaborado a partir de dados macroeconômicos, indicadores de mercado e do perfil de profissionais maduros, a maturidade oferece ao indivíduo características que são necessárias para se abrir um negócio. Estudos de diferentes fontes em todo o mundo já mostram porque os profissionais 50+ são capazes e conseguem liderar com êxito grandes empresas. O relatório do Empreendabilidade aponta que os executivos com mais de 50 anos têm empresas duradouras, empregam mais pessoas, são mais confiáveis para o mercado financeiro, lidam melhor com pressão e aceitam melhor os riscos. São vários fatores positivos no que é chamado “soft skills”, como fidelidade à empresa; Comprometimento e Maior equilíbrio emocional. Isso se comprova a partir da avaliação dos empreendedores maduros em atividade atualmente, além das diversas vantagens para a economia que eles trazem: a população com mais de 55 anos representa 30% do total de empreendedores do Brasil – são os que mais empregam, o que têm maior acesso a crédito e que têm mais capacidade de criar um negócio que se estabeleça no mercado em relação a empreendedores mais jovens. Ser empreendedor aos 50 anos é um caminho factível para ter maior qualidade de vida e voltar ou se inserir no mercado de trabalho, mesmo com as dificuldades que a sociedade impõe. Além de tudo, entende-se que o empreendedorismo é um espaço para a realização de sonhos, por isso, o estudo ainda indica uma série de medidas para que o profissional maduro possa se desenvolver como empreendedor e encarar esse novo momento de vida, quem sabe colocando de pé aquela ideia que está guardada há muito tempo na gaveta.
Advogado vira padeiro, abre três cafés e prevê faturar R$ 6,5 milhões neste ano

Insatisfeito com a profissão, o advogado Fabian Daltoé decidiu tirar o paletó e colocar o avental para se jogar no empreendedorismo como padeiro. Focado no nicho de brunch, ele abriu o primeiro MUG.sp em 2019, em São Paulo Mesmo atravessado por uma pandemia, viu o interesse pelo café crescer e, em menos de três anos, abriu mais duas filiais na capital paulista. Os planos agora são tirar outra loja do forno ainda em 2022 e abrir pelo menos outras três no ano que vem. A ideia de focar em brunch nasceu após uma viagem para a Europa, ocasião em que o empreendedor notou uma tendência do nicho gastronômico, cujo cardápio mistura café da manhã e almoço. O investimento inicial foi de R$ 400 mil. Com a consolidação da marca, Daltoé recebeu o primeiro convite para abrir uma filial. Inaugurada em fevereiro deste ano, a segunda loja fica em um casarão na Bela Vista e já fatura o mesmo valor que a matriz, em torno de R$ 350 mil por mês. Em agosto, o empresário tirou mais MUG.sp do forno. O empreendimento ocupa o hall de um prédio comercial na avenida Paulista e faturou R$ 100 mil no primeiro mês de casa aberta. Para 2023, a expectativa do empreendedor é faturar pelo menos R$ 6,5 milhões com as três unidades. A meta pode ser ultrapassada, uma vez que a quarta filial, no bairro Santa Cecília, está em fase de projeto e com previsão de inauguração entre outubro e novembro. Fonte: Revista PEGN
Sebrae prepara entrada em crédito com a criação da própria fintech

O Sebrae está criando uma Sociedade de Crédito Direto (SCD), a Sebraecred. A informação consta do comunicado 39.123, publicado no último dia 9 pelo Banco Central (BC). Segundo apurou o Finsiders, a iniciativa está sendo liderada pelo Sebrae Nacional. Com a licença regulatória, a entidade entraria em concessão de crédito diretamente, utilizando recursos próprios. Na área, uma das principais iniciativas do Sebrae é o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe). No fundo, o Sebrae atua como avalista em operações de crédito para pequenos negócios realizadas por mais de 20 instituições financeiras parceiras, incluindo Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal, DesenvolveSP, Bancoob, Banco Original, Bmg, entre outras. “O Sebrae tem experiência com fundo garantidor e tem no seu conselho bancos como Caixa e BB. Não sei como vai soar isso. Pode ser uma boa, mas para gerir uma SCD precisa ter experiência”, comenta uma fonte. Ainda não está claro como será a estrutura da SCD, tampouco o poder de fogo que terá para concessão de crédito, mas indica o apetite do Sebrae para ampliar sua atuação entre as micro e pequenas empresas com um produto que historicamente é uma das principais dores do segmento. Procurado para explicar mais detalhes de sua SCD, o Sebrae não retornou até o fechamento desta matéria. Para Bruno Diniz, especialista em inovação financeira e sócio da consultoria Spiralem, o crédito seria uma estratégia complementar ao que o Sebrae já faz atualmente. “Eles podem ter uma linha de atuação que talvez poucas fintechs topem”, analisa. “Podem se dar ao luxo de fazer algo de fomento, mesmo. Por exemplo, viabilizando linhas e garantias por meio de mecanismos específicos.” Oportunidade Mercado não falta. Das mais de 20 milhões de companhias ativas no Brasil, quase 94% são empresas de micro e pequeno porte, segundo dados do Mapa de Empresas, do governo federal. Responsáveis por cerca de um terço do PIB brasileiro, os pequenos negócios geram renda de aproximadamente R$ 420 bilhões por ano, conforme estimativa divulgada pelo próprio Sebrae em seu “Atlas dos Pequenos Negócios”, lançado recentemente. No total, o Brasil tem 75 fintechs de crédito reguladas, sendo 65 Sociedades de Crédito Direto (SCDs) e 10 (Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEPs), conforme dados do Banco Central (BC) até o fim de agosto. Segundo pesquisa da PwC Brasil em parceria com a Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), 58% das fintechs brasileiras têm uma base de clientes formada por pessoas jurídicas. As PMEs são o principal foco, citadas por 38% das empresas ouvidas. Já de acordo com outro estudo feito pela PwC Brasil, mas este em conjunto com a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), a maioria das fintechs de crédito tem como público-alvo as pessoas físicas, enquanto 19% focam nas PJs. A carteira PJ, em sua maioria, é formada por negócios de pequeno porte (59%). Ecossistema Nos últimos anos, o Sebrae também vem desenvolvendo uma série de iniciativas para apoiar startups, inclusive fintechs. Conforme o Startups divulgou em abril, a entidade tem planos para impulsionar mais de 500 startups neste ano. Recentemente, o Sebrae-SP também lançou o WFintech, um programa de aceleração para fintechs lideradas por mulheres, fruto de parceria com a consultoria Troposlab. Fonte: Startups
Caminho da digitalização passa pelos pequenos empreendedores

Independentemente do futuro político, tecnologia vai continuar a transformar “Um grande negócio começa pequeno”, diz Richard Branson. Os negócios micro, pequenos e médios ocupam o palco nos debates eleitorais do Brasil. Não à toa. Temos o país das PMEs (pequenas e médias empresas), e essa promessa tantas vezes adiada tem chance de se realizar agora com o avanço da transformação digital no país. Depois do “tsunami tech” de 2021, os últimos meses têm sido de correção. Ainda assim, a oportunidade é grande, principalmente considerando as mudanças de comportamento alavancadas pela pandemia, com a consolidação de plataformas de e-commerce e delivery, e a taxa, ainda baixa, de penetração digital na economia. De acordo com relatório inédito conduzido pelo Atlantico, nosso fundo de venture capital, o índice é de 3% —por volta de um décimo do de países desenvolvidos, como os Estados Unidos. O potencial de geração de valor é na casa de centenas de bilhões de dólares. A chave para essa virada pode estar nas pequenas e médias empresas. Do total das empresas no Brasil, 85% são consideradas microempresas, de acordo com nosso relatório. Nos Estados Unidos, essa cifra é de 79%. A contribuição para a economia, no entanto, é muito menor se comparada àquela dos países desenvolvidos. O conjunto de PMEs no Brasil responde por cerca de 25% do PIB, enquanto nos EUA essa participação é de 44%. Parte disso é atribuída ao fato de mais da metade dessas empresas se classificarem como “indiferentes digitais”, ou seja, com pouco ou nenhum esforço e habilidade digitais. Os processos ainda são manuais, da gestão do negócio às plataformas de vendas e relacionamento, mas um novo grupo de empresas focadas nesse público ajuda a mudar o cenário. O unicórnio Olist, que oferece um portfólio completo de soluções digitais para empresas venderem online, foi fundamental na digitalização do comércio de 2020 para cá. Milhares de pequenos empreendedores abriram sua loja online, o que significou, muitas vezes, não fechar as portas definitivamente. Cresceram, inclusive, seis vezes acima da média do e-commerce local. O próprio Olist cresceu, incorporando outras soluções e marcas para ampliar a oferta e ajudar os pequenos negócios de forma multicanal. O acesso a serviços financeiros é outra barreira enfrentada por essas empresas —o que a tecnologia pode reduzir. A fintech brasileira Cora oferece uma solução completa de pagamentos para PJs. Em um ano e meio, construiu uma base sólida de clientes e de volume de transações. Já a Zippi, de microcrédito, entrega ao microempreendedor capital de giro, usando o Pix, lançado no Brasil em 2020. Costumo dizer que o Banco Central foi a startup brasileira mais inovadora dos últimos anos. O uso do Pix hoje supera os outros tipos de pagamentos digitais, empatando com o dinheiro em espécie como a forma de pagamento mais usada diariamente, segundo levantamento inédito do Atlantico em parceria com a AtlasIntel. O ritmo de crescimento é superior mesmo ao de casos de sucesso em outros países, como o UPI da Índia, lançado quatro anos antes. O uso foi alavancado por pessoas físicas, mas a participação de empresas no total de chaves registradas já se aproxima de 10%, puxada principalmente pelas PMEs. As PMEs são o motor da nossa economia e a digitalização do Brasil passa, necessariamente, pela transformação desses milhares de negócios. Olhando para além da representatividade no PIB, as pequenas e médias empresas têm um grande impacto na população. São 87 milhões de pessoas beneficiadas por esses negócios, o equivalente a 40% da população brasileira, segundo um levantamento do Sebrae. Acredito que a evolução do Pix, do open finance e das startups voltadas para PMEs pode levar o Brasil a outro patamar. Independentemente do nosso futuro político, a tecnologia vai continuar a transformar. Fonte: Folha de S. Paulo
Estudo comprova: Brasil é o país mais complexo para empreender

Todo mundo gosta de falar como é difícil empreender ou conseguir investimentos no Brasil – e conforme a TMF Group aponta, isso pode ser comprovado via fatos e números. A consultoria de serviços de compliance divulgou o seu Índice Global de Complexidade Corporativa (GBCI) 2022, apontando o Brasil como a jurisdição mais complexa para empresas interessadas em investir em startups e outros negócios. Os argumentos para isso? Primeiro, a TMF destacou que o Brasil é o país com o maior número de alterações regulatórias todo ano. “Os impostos também são segmentados, com regimes municipais, estaduais e federais a serem considerados. Estes também variam de acordo com a indústria na qual uma empresa opera, fazendo com que seja muito difícil se manter à frente de todas as obrigações em um ambiente comercial em constante mudança”, destacou a consultoria em nota. As mudanças recentes de curto prazo em resposta à pandemia também contribuíram para a classificação do Brasil, bem como o processo de desfazer essas mudanças para voltar ao status pré-pandemia. Alguns incentivos do governo tiveram como objetivo reduzir impostos para manter as empresas abertas, mas vieram com uma carga administrativa aumentada. Contudo, nem tudo é empecilho, segundo o estudo. Algumas mudanças trazidas pela pandemia, em função do aumento da digitalização, foram benéficos. “Muitos processos, como aqueles realizados em cartório, que costumavam ser possíveis somente em pessoa, foram substituídos por soluções digitais”, aponta a pesquisa. Ciclo de vida das empresas Nada além do que muitos já sabem, mas o levantamento também coloca o Brasil como o país com o gerenciamento mais complexo do ciclo de vida de uma empresa. “Pode levar até 45 dias para abrir uma empresa na jurisdição, e mais de nove meses para dissolvê-la”, diz o estudo. No caso de empresas internacionais querendo entrar no país, novas camadas de complexidade são somadas. “Empresas multinacionais devem criar um CNPJ junto ao governo federal, e selecionar seu regime fiscal e pagar tributos tanto no nível estadual quanto no municipal, que variam dependendo da cidade onde se opera. As corporações também devem ter um residente local como representante, o que adiciona à complexidade para investidores internacionais”, diz a TMF. Mas tem notícias boas? Mesmo com todos os apontamentos desfavoráveis e a complexidade do mercado, o estudo da TMF não coloca o Brasil como um país ruim de empreender ou de investir. Segundo Rodrigo Zambon, diretor geral da TMF Brasil, o Brasil é um mercado de ponta em segmentos-chave e um “ótimo lugar” para investimentos em geral.
Capacidade de empreender

Lançamos a primeira datalab do Brasil voltada ao empreendedorismo a partir de um olhar crítico para o conteúdo que existe sobre o assunto. Quem pensa em empreender, ou quem está montando o negócio, ou até quem já tem seu negócio andando, obviamente almeja sucesso. Não importa se isso significa chegar a um momento de abrir capital e ter uma empresa com milhares de funcionários, ou se trata-se da ideia de ter uma empresa familiar sólida, que funciona bem, cresce e está pronta para enfrentar a concorrência. Aí veio a pandemia. Milhares de pessoas que perderam empregos, boa parte delas profissionais maduros. Empreender, que já era uma questão de necessidade para muita gente que depende de seu próprio negócio para viver, passa a ser a melhor opção para muita gente. Começamos a ver várias histórias de gente que foi lá e fez. Mas, muita gente que já tinha alguma competência para negócios e que estava guardada. Ao mesmo tempo, todo mundo deve conhecer uma pessoa que tem várias ideias e não coloca nada em prática. Espera o momento perfeito. O que entendemos é que muita gente ainda não desenvolveu a EMPREENDABILIDADE, a capacidade de empreender, de fazer um negócio se iniciar, crescer e prosperar. Cunhamos o termo, o conceito e a marca. Há muitos cursos disponíveis no mercado, de várias naturezas. Há muita explicação sobre a formalização do negócio. Mas, o mindset de colocar a vontade de ter um bom negócio, sentíamos falta. Agora, estamos aqui. Com algoritmos que permitem a análise de CNPJs de todo o Brasil, cruzamento com dados setoriais e de mercado, entre outras informações, e com todo o espaço midiático para entregar informação de qualidade e insights para quem empreende, quem quer empreender, e para incentivar e apoiar decisões de organizações públicas e privadas para estimular o empreendedorismo. EMPREENDABILIDADE, a capacidade de fazer um negócio dar certo, passa por 5 fatores-chave: Ideias executáveis Aprendizado contínuo (life long learning) Execução Disposição a erros Boa vontade O último aspecto é até curioso. Pois, antes de este negócio aqui ficar de pé, muita gente apoiou com ideias e sugestões, ou apenas com um ouvido amigo. Então, mais do que tudo, o ecossistema empreendedor se apoia. Vamos lá, mergulhar fundo nesse mundo para desenvolver estudos e projetos que estimulem ainda mais isso.
Aos 30 anos e com R$ 60 milhões: empreendedora alcançou sucesso com jalecos e cafés

A influenciadora digital Ana Cecília Navarro, ou Cici Navarro, não era muito chegada à ideia de abrir o próprio negócio. Formada em odontologia, ela poderia facilmente ter chegado ao auge profissional mantendo a rotina de atendimentos em seu consultório particular na grande São Paulo. A paixão por moda, porém, falou mais alto. Ela não gostava dos jalecos tradicionais oferecidos pelas lojas médicas. Sem muito estilo ou diferenciação, o uniforme de trabalho não era muito feminino e pecava na moda, segundo ela. Diante disso, em 2014, ela criou a Dra. Cherie, marca de jalecos de luxo personalizados que apela para o estilo, cores e coleções especiais. “Naquela fase, o que eu mais buscava era diferenciação. Não conseguíamos levar moda e personalidade aos consultórios e a um item obrigatório, que é o jaleco”, conta. Como o negócio começou Sem deixar a carreira como dentista, Navarro começou o negócio com 4.000 reais, recursos dela e de sua irmã, Ana Carolina — que decidiu entrar como sócia na empresa. Junto da mãe e do cunhado, as duas formataram o modelo de negócios inicial da Dra. Cherie, a priori pautado nas vendas para colegas de profissão, responsáveis pela divulgação boca a boca dos jalecos fashion. Um segundo passo foi a criação de uma página no Instagram, que acabou se tornando o principal canal para conversão de vendas, concluídas depois do contato de clientes pelo WhatsApp. O momento favoreceu o primeiro “boom” da marca. O ano de 2014 experimentava a ascensão de redes sociais, como o Instagram, o que impulsionou o alcance da marca, que logo criou seu e-commerce próprio. O diferencial da marca, segundo Navarro, está no conforto e estilo requintado de peças que, até então, eram vistas como um simples uniforme obrigatório para a lida de dentistas e outros profissionais de saúde. “Ninguém no mercado pensava no bem-estar de milhares de profissionais que teriam de ficar horas com um uniforme que não representa quem realmente são e o que gostam de vestir”, diz. O sucesso da marca levou a empreendedora a decidir dedicar-se exclusivamente ao negócio. “Passei um ano fazendo mil coisas ao mesmo tempo, era uma loucura. Mas percebemos que precisava colocar mais energia”. Para ela, porém, a decisão não foi uma tomada de risco. “Não embarquei numa ilusão, embarquei num sonho que já estava acontecendo e dando muito certo. Enxergar isso é vital para empreendedores”, diz. Hoje, a Dra. Cherie tem seis lojas físicas (mais da metade delas foram abertas no último ano) e um e-commerce também responsável por exportar os produtos para países como: Bolívia, Paraguai, Chile, Colômbia, México, Austrália, Peru, Panamá, República Dominicana, Argentina e EUA. Novos Negócios A relevância das lojas físicas surpreendeu as sócias logo de cara. Desse desempenho, surgiu a ideia de apostar na diversificação e na boa experiência de quem vai até uma unidade física para fazer compras. Assim surgiu o Café Cherie, uma cafeteria anexa à principal loja da marca, próxima à rua Oscar Freire, região nobre de São Paulo. Na loja, clientes têm acesso a um espaço instagramável, totalmente rosa. “É uma experiência além do produto”, diz Navarro. “Foi muito importante entender o que o cliente queria quando vinha ‘turistar’ na nossa loja e o café nos ajuda a reter essa atenção e paixão”, diz. Este ano, foi inaugurado em Belo Horizonte mais uma unidade do Café Cherie, desta vez em formato contêiner, que também é anexado junto à uma loja da Dra. Cherie. Agora, crescendo de forma orgânica, a Dra.Cherie também se apoia no sucesso de Navarro nas redes sociais. Com mais de 190.000 seguidores, ela compartilha em seu perfil do Instagram produzindo conteúdos sobre moda, empreendedorismo e lifestyle. Em outra frente, a marca também aposta em collabs com marcas conhecidas. Na estão Smiley, Disney, Colgate e Mattel. Segundo a empreendedora, o ano de 2022 tem sido de estruturação para a marca, que agora aprende a lidar com os mais de 200% de crescimento dos últimos dois anos. Em 2021, o grupo faturou R$ 59 milhões, e o café quadruplicou as receitas. “É um momento de teste para nós, mas apostamos no crescimento contínuo”, diz. Fonte: Exame.com
Brasil tem cerca de 40 milhões de empreendedores informais

Portal do Empreendedor oferece a possibilidade de o microempreendedor obter um registro como MEI (Microempreendedor Individual) e acesso a produtos financeiros e serviços de capacitação. O Globo Repórter desta sexta (16) mostrou a rotina de empreendedores que usam a voz para atrair seus clientes nas ruas e nas praias. Vendedores de vassouras, ovos, mate, caldinho, café e pamonha, por exemplo, estão no mercado informal, tema de estudo do professor Fernando Veloso, da Fundação Getúlio Vargas. O Globo Repórter foi com Fernando até uma feira livre para entender um pouco mais sobre as causas e consequências da informalidade, como a dos feirantes que têm licença, mas não todos os direitos trabalhistas. Veja a reportagem na íntegra clicando aqui. “Nós temos mais ou menos 40 milhões de trabalhadores que não têm proteção nenhuma. Não têm previdência, se perderem o emprego, não têm seguro-desemprego. Você tem desde trabalhadores sem carteira de trabalho assinada que estão na empresa, até trabalhadores que estão na rua tentando de alguma forma conseguir um sustento”, diz Fernando Veloso, pesquisados do Instituto Brasileiro de Economia – FGV. Fernando concorda que as areias da praia e o asfalto muitas vezes ajudam a amortecer o desemprego: “Amortece, sim. A economia já cresce pouco há muitos anos. E com a pandemia esse quadro se agravou. Então é um amortecedor. Eu acho que a informalidade ajuda a proteger a queda da renda”, explica. O professor afirma que os brasileiros são muito empreendedores e, com a necessidade, muitas vezes eles acabam se virando: “Mas a gente podia facilitar a vida dele. Está melhorando, mas a gente precisa avançar mais”, acrescenta Fernando. Confira abaixo serviços citados pelo professor que podem ajudar um empreendedor informal a formalizar, assim como fazer o empreendimento crescer: 1) O Portal do Empreendedor oferece a possibilidade de o microempreendedor obter um registro como MEI (Microempreendedor Individual). Este registro permite que o empreendedor informal obtenha um CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) e desta forma se formalize como empresa. Além disso, permite que ele obtenha benefícios previdenciários. O Portal do Empreendedor também oferece acesso a produtos financeiros e serviços de capacitação. 2) O Portal Sebrae oferece informações, cursos e serviços que podem ajudar os empreendedores a abrir uma empresa formal e expandir seu negócio. Fonte: G1.com
Plataforma vai conectar startups de impacto socioambiental a empresas

De olho no aumento da demanda de empresas por respostas para seus desafios socioambientais, o Quintessa, aceleradora de impacto, e a Pipe.Social, plataforma de fomento a programas de impacto socioambiental, se uniram para criar o maior banco de startups que atuam nessa área. A Base de Impacto, plataforma que reúne o banco de dados desenvolvido por cada uma das organizações ao longo dos últimos anos, vai reunir mais de 5 mil negócios. A ideia é que a plataforma seja acessada tanto por grandes companhias como por fundações, institutos e investidores, facilitando assim a conexão entre quem precisa avançar em sua agenda ESG e os empreendedores que desenvolveram tecnologia, produtos ou serviços que estejam em linha com essas metas. Segundo Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa, a nova plataforma será uma espécie de vitrine de startups, que atuam em diferentes setores. Além de mais ampla, a Base Impacto tem informações detalhadas e constantemente atualizadas de cada empreendedor, o que vai facilitar que grandes empresas encontrem parceiros para lidar com desafios relacionados a questões ESG. “Com esse mapeamento mais amplo e atualizado, as conexões podem ser mais bem feitas, o que facilita a vida dos empreendedores e das empresas”, completa Mariana Fonseca, co-fundadora da Pipe.Social. A demanda por parte de grandes empresas que precisam viabilizar o cumprimento de metas ESG é crescente, diz Souza Aranha. Além das questões ambientais, há muito interesse hoje por projetos e serviços relacionados a saúde, educação e diversidade. Mas o mercado começa a migrar também para produtos relacionados a saneamento, em resposta ao marco do setor, implementado recentemente. As empresas e os investidores que buscam parceiras poderão navegar e contatar startups gratuitamente pela plataforma. Mas as organizações poderão vender a essas companhias o suporte para a elaboração do projeto e refinamento da pesquisa para que se encontre o melhor parceiro. “O mercado ainda precisa de ajuda para entender que tipo de serviço precisa implementar e quais são os processos mais adequados para atingir esses objetivos”, explica Souza Aranha. Dessa forma, os empreendedores cadastrados na plataforma poderão atender a chamadas públicas, mas também receber convites exclusivos para projetos. Juntas, as duas organizações já conectaram startups com parceiros como Ambev, Facebook (Meta), Grupo Fleury, Natura, Fundo Vale, BID Lab, Itaú BBA, Braskem, Fundação Boticário, Instituto BRF, Fundação Lemann, Grupo NotreDame, Oi Futuro, banco BV, Globo, Vedacit, Fundação Tide Setubal, Instituto Arapyaú, CPFL e BP – Beneficência Portuguesa. Matéria originalmente assinada por Lucinda Pinto e publicada no Valor Econômico (https://valor.globo.com/empresas/noticia/2022/09/15/plataforma-vai-conectar-startups-de-impacto-socioambiental-a-empresas.ghtml)
Edital investirá R$ 5 milhões em empreendedorismo de impacto na Amazônia

Até 14 de outubro de 2022, a Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) receberá inscrições de iniciativas que se enquadrem nas modalidades de Desenvolvimento Territorial ou Fortalecimento de Negócios de Impacto da Amazônia. Estão abertas desde ontem (15) as inscrições para o edital ‘Enraíza PPA: Por Amazônias sociobiodiversas & sustentáveis’, que investirá aproximadamente R$ 5 milhões em projetos já existentes e atuantes em diferentes localidades da Amazônia Legal, que compreende os municípios nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. O edital terá duas modalidades de financiamento, uma voltada para iniciativas de Fortalecimento de Negócios de Impacto e outra para iniciativas de Desenvolvimento Territorial da Amazônia. A chamada é fruto de uma parceria estratégica entre a Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e a Aliança Bioversity/CIAT. “A floresta Amazônica precisa de novas soluções econômicas para resistir às pressões de desmatamento e melhorar a qualidade de vida das mais de 25 milhões de pessoas da região. Desde sua fundação, em 2017, a PPA apoia diferentes iniciativas de parceiros comprometidos com o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento de empreendedores e negócios da Amazônia brasileira”, afirma Augusto Corrêa, Secretário Executivo da Plataforma. A chamada proporcionará o crescimento de iniciativas já em andamento, sendo um instrumento efetivo para alavancar recursos, catalisar transformações e engajar organizações atuantes no território. “Buscamos fortalecer programas e projetos que já possuam algum tipo de financiamento e estejam em execução há, pelo menos, 12 meses. Além de apoiar parceiros que já possuem muito conhecimento e experiência, nós estamos fortemente comprometidos com a sustentabilidade e o aperfeiçoamento das iniciativas”, comenta Denyse Mello, Gerente de Projetos da PPA. Webinar vai detalhar chamada pública Para o dia 10 de outubro, está previsto um Webinar para apresentar o regulamento da chamada e solucionar dúvidas de proponentes das duas modalidades de financiamento. A transmissão acontecerá às 17h no YouTube da PPA e a gravação ficará disponível para consulta no canal da Plataforma e na página web do edital. As inscrições podem ser feitas até 14 de outubro de 2022 pelo site ppa.org.br/enraiza. Os proponentes também podem acessar o formulário de inscrição, disponível na plataforma Prosas, diretamente pelo endereço enraizappa.prosas.com.br. Sobre a PPA: A Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) é uma iniciativa de ação coletiva multissetorial que visa desenvolver e identificar soluções inovadoras e tangíveis para o desenvolvimento sustentável e a conservação da biodiversidade, florestas e recursos naturais da Amazônia brasileira. Criada no final de 2017, a PPA busca alavancar investimentos de impacto socioambientais positivos na região, compartilhar boas práticas e fomentar parcerias inovadoras que integrem todos os setores da sociedade, através do fomento de Parcerias de Desenvolvimento capazes de contribuir com a visão de desenvolvimento de “Amazônia(s) com qualidade de vida, riqueza de biodiversidade e uso sustentável de seus recursos naturais”. Para mais informações, acesse a Teoria da Mudança da PPA. Sobre a USAID: A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) é a agência do governo americano encarregada da ajuda e da cooperação para o desenvolvimento. A USAID tem uma longa história de colaboração com parceiros brasileiros. Desde 2014 implementa a Parceria para Conservação da Biodiversidade na Amazônia (PCAB), que visa assegurar a integridade e a conservação do ecossistema amazônico e ao mesmo tempo melhorar o bem-estar e a situação econômica das comunidades tradicionais e rurais que vivem na região amazônica. https://pcabhub.org/pt-br Com informações da assessoria de imprensa.
Dia dos irmãos (05): conheça franquias de sucesso que surgiram de ideias em família

Nesta segunda-feira (05) comemora-se o Dia do Irmão no Brasil. Na data, celebra-se a amizade, o companheirismo e o amor fraterno. Mas o relacionamento entre irmãos não existe apenas no aspecto pessoal. Na hora de empreender e dividir responsabilidades de tocar o negócio próprio, ter ao lado alguém em quem se pode de fato confiar propende ser um facilitador do processo e, por isso, muitos irmãos acabam fazendo sucesso no mundo dos negócios. Flávio Thenório e Giovanna Domiciano, em uma viagem de férias para os EUA, tiveram a ideia de abrir seu próprio negócio no setor infantil, após observarem as “Garages Sales”, uma tradição bastante conhecida nos EUA (trata-se de uma feira de garagem onde os moradores selecionam os produtos seminovos ou novos que não utilizam mais e os vendem por valores mais baixos que os de mercado). Quando os dois retornaram ao Brasil, ficaram pensando em como aplicar e colocar em ação a ideia. Foi então que decidiram inovar e abrir uma loja no estilo ganha-ganha com produtos infantis de diversos estilos, desde roupas até carrinhos de bebê. A inovação seria que no mesmo espaço fossem vendidos produtos pouco usados e novos de fábrica. Com o auxílio essencial da mãe da dupla, surgiu a Arena Baby, a marca traz uma concepção onde os clientes levam produtos que não são mais utilizados por seus filhos ou parentes e geram valor com eles, podendo receber em dinheiro ou em crédito para utilizar na compra de outros produtos novos ou seminovos da loja. Sendo eles 80% mais baratos do que os mesmos itens novos em uma loja convencional. A rede fatura em média R$6,7 milhões por ano, com as vinte e seis unidades. “Acredito que depois que começamos a empreender juntos, harmonia e admiração só aumentaram. Sabemos que precisamos um do outro para que tudo funcione bem, então, partimos de um princípio fundamental que é o respeito e comprometimento com os negócios, fazemos as coisas darem certo. E isso não significa que não tenhamos conflitos. Eles são necessários para o negócio andar, pois concordar o tempo todo não é saudável”, comenta Flávio. No caso dos irmãos Zanon, a união ajudou salvar a empresa da família. Quando Reinaldo e Luis Gustavo Zanon assumiram a Seguralta, a empresa operava em um déficit de R$ 300 mil reais e a sucessão foi feita no momento exato, pois hoje a rede faz parte de uma holding – Grupo Zanon, que fatura mais de R$ 400 milhões por ano, e que detém as marcas: Seguralta, Los Mex, SegCredi, Fast Bronze, Semblànt, Zr Contabilidade, MapCell, Segenergy, Zanon Expand e Zanon Digital. “Nem sempre herdar uma empresa é fácil, tem que saber se adaptar e inovar para continuar em pleno crescimento. Entrar para o franchising nos rendeu novos ares e fez a empresa expandir”, relata Reinaldo Zanon. Os números da Seguralta não negam como a entrada para o setor de franquias deu certo. A marca, que conta com mais de 1.700 unidades no Brasil, é hoje uma das maiores corretoras de seguros do país e pioneira em seguros no franchising. É a maior rede de franquias de Seguros no Brasil e a 9º maior franquia brasileira conforme ranking da Associação Brasileira de Franchising – ABF. Hoje pais de família e herdeiros de um império que fatura milhões, os irmãos Zanon provam que receber um legado por si só não é garantia de sucesso. “Tudo isso que temos hoje é resultado da soma de experiências, inovação, confiança entre colaboradores, empenho, dedicação e principalmente da consciência de que é necessário saber conquistar o seu espaço com competência”, finaliza Reinaldo. As sócias e irmãs Sarah Lazaretti e Julinha Lazaretti são co-fundadoras da Alergoshop. No começo da década de 90, Sarah que além de empreendedora, é enfermeira obstétrica passou grandes dificuldades com sua filha Marina, que na época tinha apenas três anos de idade e sofria de diversas alergias. Alimentos com corantes artificiais (balas, ketchup, sucos prontos etc.), areia, lycra, medicamentos com Ácido Acetil Salicílico e níquel, desencadeavam reações alérgicas em forma de dermatite atópica e alergias respiratórias. Diante da tal situação, Sarah se viu obrigada a comprar produtos hipoalergênicos – livres de diversos compostos alérgenos, presentes em itens convencionais – para que a filha pudesse ter uma vida saudável. A tarefa não foi nada fácil, já que a dificuldade em encontrar estes produtos no Brasil era enorme, muitas vezes precisavam ser importados. Foi então que, em 1993, Sarah – em sociedade com sua irmã – a bióloga Julinha, fundou a Alergoshop – primeira empresa do Brasil totalmente voltada a produtos hipoalergênicos. Desde então, a marca foi expandindo e virou referência entre os alérgicos e até mesmo aqueles que não sofrem com alergias, mas optam por soluções mais saudáveis no dia a dia. A marca oferece cerca de 280 itens, a maioria fabricação própria, mas também em parceria com outras empresas, conta com 10 lojas próprias e seis unidades franqueadas, distribuídas entre os estados de São Paulo, Paraná, Tocantins, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Espírito Santo.
Inadimplência das micro e pequenas empresas recua em julho no Brasil, aponta Serasa Experian
51,9% das MPEs inadimplentes são empresas que atuam no segmento de Serviços Em julho, foram registradas 5.545.659 micro e pequenas empresas inadimplentes no país, um recuo de 0,1% em comparação com o mês anterior. Os dados são do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian que mostra, ainda, que o valor da dívida média por CNPJ passou de R$ 14.881,60 em junho para R$ 14.798,1 em julho e que maior parte dos negócios com dívidas em atraso é representada pelo setor de Serviços (51,9%). Confira as informações completas no gráfico e na tabela a seguir: No ranking das regiões, a maior parte das MPEs inadimplentes estão localizadas no Sudeste (53%), depois Sul (16,4%), Nordeste (16,2%), Centro-oeste (9%) e Norte (5,3%). Na análise por unidades federativas (UFs), São Paulo lidera com mais empresas inadimplentes (1.809.241), em seguida vem Minas Gerais (545.589) e o Rio de Janeiro (482.852). Veja os dados completos no gráfico abaixo e clique aqui para acessar a série histórica do indicador: “A diminuição de micro e pequenas empresas inadimplentes ainda é tímida, mas pode indicar uma recuperação aos poucos do segmento. Os donos de negócios precisam reforçar seus planejamentos e manter uma boa organização financeira, pois esses são alguns dos fatores imprescindíveis para enfrentar épocas de instabilidade econômica. Além disso, algumas das saídas possíveis são as linhas de crédito subsidiadas, como o Pronampe, que podem ser utilizadas pelas MPEs a fim de obter uma melhor posição de caixa e, com isto, evitar a inadimplência”, analisa o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi
Jovem aposta na velha economia para transformar alimentos saudáveis

Antes de completar os 25 anos neste mês de agosto de 2022, André Albuquerque, que veio de uma família simples de Nova Iguaçu na Baixada Fluminense, trabalhou quando adolescente na pequena empresa familiar de retalhos de tecidos e plástico, conquistou uma bolsa universitária nos Estados Unidos jogando futebol, montou uma empresa de limpeza de vidros e janelas no exterior e, no Brasil, investiu em uma indústria de suplementos alimentares. André apareceu em 2021 na lista “Forbes Under 30” como um dos jovens brasileiros proeminentes, e se diferencia dos empreendedores da sua idade pelo foco na chamada “Velha Economia”. Enquanto a maioria dos jovens está procurando um emprego ou se aventurando em startups, ele já teve diversos negócios e já empregou mais de 300 pessoas ao longo de sua trajetória e hoje lidera junto a outros sócios a maior terceirizadora de alimentos saudáveis do país, a Suplax. Em conversa exclusiva com a Bússola, André lembra que tudo na sua vida foi acontecendo rápido porque sempre esteve disposto a tomar riscos e a trabalhar o quanto fosse necessário. “A fórmula simples funciona: acordar cedo, produzir, trabalhar duro e vender”, diz. Bússola: Você começou a empreender muito jovem. Que aprendizados isso te trouxe? André Albuquerque: Minha percepção de que trabalhar é bom veio do exemplo da minha família. Até hoje meu pai tem um negócio que começou com uma lojinha de bairro que vendia sobras de retalhos de plástico e tecidos. Enquanto ele (o pai) gerenciava, meu avô dirigia o caminhão, minha mãe atuava no balcão, minha avó era a vendedora, eu entregava panfletos. Cada um tinha o seu papel para o negócio funcionar. Eu trabalhei lá na infância e adolescência, dos 6 aos 14 anos, além de estudar, claro. Minha mãe não me deixava largar a escola, e correta estava ela, a educação é muito importante e só passamos a valorizar após velhos. O retorno vem quando se acorda cedo, produz, vende e trabalha duro, pois não existe fórmula mágica. Não tive dificuldades de entender meu papel nessa roda, aprendi cedo a ter responsabilidade. Como diz o Abílio Diniz: uns sonham com o sucesso, nós acordamos cedo e trabalhamos duro para consegui-lo. Bússola: Com tanto espaço para inovação e no mercado digital, por que essa paixão e escolha pela “velha economia”? De onde veio a coragem de empreender ainda mais nesse setor? André Albuquerque: A inovação pode vir de diversas formas, e esses avanços nas “techs” são muito importantes, têm gerado escala para soluções que não se imaginava há 15, 20 anos. Mas, a velha economia não deixa de ser o motor da sociedade. Aliás, há muito espaço para se inovar, em modelos de negócio, relações de trabalho e no aumento de eficiência de produção, entre outros aspectos. Costumo dizer que o simples funciona, muitas pessoas olham para o mercado de startup enquanto poucos estão olhando para a velha economia. Por esses e outros motivos escolhi empreender na indústria de alimentos. Ninguém tem certeza de que um negócio vai dar certo. Para isso, você precisa tentar e, se errar, consertar rápido e tentar de novo. A persistência é uma das principais aliadas de um negócio de sucesso e a velocidade também. Bússola: Conte um pouco mais sobre a história da Suplax. Como vocês chegaram a bons resultados em tão pouco tempo? O que mais te orgulha na empresa? André Albuquerque: Sabendo da empresa de limpeza que havíamos montado nos Estados Unidos, entre 2015 e 2016 um amigo que já trabalhava no ramo de suplementos alimentares me ligou com a ideia de importar uma nova máquina para alugar a uma indústria terceira, para ganhar com o lucro oriundo da produção. Surgiu a oportunidade de assumirmos toda a indústria de uma marca que já era referência no país, mas que estava em processo de falência por má gestão. A partir daí, aproveitamos os ativos e buscamos montar uma estrutura para entregar os melhores produtos para o mercado. Logo crescemos e fizemos um novo pátio fabril em São Paulo, investimos muito em qualidade e infraestrutura, inclusive atendemos hoje as restrições da indústria farmacêutica, que é a mais exigente, e poucas indústrias de Suplementos no país conseguem atender. O negócio foi pensado para oferecer toda a jornada produtiva para os clientes e hoje somos a única indústria com capacidade de oferecer o processo inteiro e de forma rápida – fazemos desde o registro da marca até a distribuição, produzindo em todos os formatos de produtos (cápsula, pó, comprimido, efervescente, softgel, sachê, sticks, pellets, líquido e outros) para os setores de suplementos esportivos, vitamínicos e alimentos saudáveis sem possuir uma marca própria. Hoje, a Suplax está alocada em um parque fabril de quase 22 mil m2, com localização excelente para logística – a planta fica em Santana da Parnaíba, na grande São Paulo, com saída para as principais rodovias, com capacidade produtiva de mais de 1.000 toneladas/mês. Meu orgulho é ver essa operação funcionando, fechando o ano com mais de 200 funcionários que trabalham felizes para atender, de forma recorrente e com excelência, mais de 100 marcas. Bússola: O presidente Jair Bolsonaro anunciou recentemente (em 19 de agosto) que o governo federal zerou os impostos de importação de suplementos alimentares, como Whey Protein, e de outros itens de nutrição esportiva. Como isso impacta o mercado? André Albuquerque: Avaliamos como positiva a medida, visto que impacta diretamente nos custos de matéria-prima. Isso possibilita ao consumidor ter acesso a produtos melhores, com preços mais acessíveis, o que é muito importante para movimentar o setor, lembrando que o Brasil está entre os maiores consumidores do mundo de suplementos alimentares e alimentos saudáveis, crescendo expressivamente ano a ano, mas boa parte da população ainda não tem acesso a produtos mais saudáveis por conta dos preços. Bússola: Vemos muita gente reclamar do ambiente de negócios no Brasil. Como você enxerga o cenário e o contexto econômico brasileiro para o empresário? André Albuquerque: A realidade está aí, nem sempre ela será boa, mas é ela que temos que encarar. Independentemente do ambiente,
O que dizem os candidatos à presidência sobre empreendedorismo?

Em ano eleitoral, ao mesmo tempo em que o empreendedorismo vem crescendo de forma acelerada no Brasil com um recorde de 1,2 milhão de CNPJs abertos no primeiro semestre e quando cada vez mais se discute a importância de novas empresas para a geração de empregos e incentivo ao desenvolvimento, é essencial compreender como os candidatos à presidência encaram o assunto. Para ajudar os eleitores empreendedores, o Empreendabilidade avaliou os Programas de Governo dos 12 candidatos listados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e resumiu abaixo: Os Antagonistas LEO PÉRICLES (UP): Nada consta no plano de governo do candidato do partido Unidade Popular pelo Socialismo. SOFIA MANZANO (PCB): A candidata do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) afirma que o empreendedorismo é uma campanha dissimulatória e que desestimula a sindicalização, sendo uma medida que impede o financiamento de entidades do movimento sindical. VERA LÚCIA (PSTU): Sindicalista, ex-diretora da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Federação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Têxtil, a pernambucana Vera Lúcia Salgado foi candidata por diversas vezes à prefeitura de Aracaju-SE e ao cargo de deputada federal sem ter vencido uma eleição na vida. Ela aponta que o empreendedorismo é uma alternativa “realista” e uma saída individual para jovens e trabalhadores diante dos desafios econômicos impostos pela pandemia e pela crise. No entanto, lembra que está comprovado que a maioria das pequenas empresas está indo à falência, trazendo mais miséria e desemprego. Os Superficialistas EYMAEL (DC): José Maria Eymael, do partido Democracia Cristã (DC), foi um dos constituintes da Constituição Brasileira de 1988. O ex-deputado veterano está em sua sexta campanha presidencial. Seu Programa de Governo apresenta como proposta, sem grandes detalhes, a criação da “Política Oficial de apoio ao empreendedorismo e incentivo para a criação e desenvolvimento de micro, pequenas e médias empresas”. Ainda, cita que irá trabalhar em uma medida macroeconômica para diminuir o custo de crédito para o setor produtivo. ROBERTO JEFFERSON (PTB): Outro político veterano, Bob Jef, como vem sendo chamado, afirma no Programa de Governo que o trabalho é a base do progresso econômico e que o Partido defende um modelo econômico que viabilize a criação de empregos, o salário real crescente e a justa remuneração de quem gera empregos. SIMONE TEBET (MDB): Senadora pelo estado de Mato Grosso do Sul, Simone Tebet tem repetido no palanque o apoio ao empreendedorismo feminino. Seu programa de governo inclui ampliar o microcrédito produtivo e unificar programas com foco em inclusão produtiva, com atenção especial a mulheres empreendedoras e reforçar o papel do BNDES no apoio a PMEs e empresas de tecnologia. Ainda, fala de melhorar o ambiente de negócios, restaurar confiança de investidores, atrair investimentos e abrir espaço para a participação da iniciativa privada na economia. LULA (PT): O Programa de Governo da chapa do ex-presidente fala das necessidades, mas é escasso em soluções para desenvolver o empreendedorismo. O documento diz que é necessário estabelecer um ambiente em que empreendedores individuais, sociais e o cooperativismo contem com um “mosaico de oportunidades” que assegure crédito facilitado, assistência técnica e, em gestão, acesso à tecnologia, prioridades em compras públicas e superação de burocracia. Também afirma que vai estimular a economia solidária, criativa e o empreendedorismo social, mas sem dizer como. Menciona a construção de políticas de fomento e fortalecimento de redes e cadeias produtivas e outras iniciativas de cooperativismo, de facilitação do acesso a mercados e ao crédito e de estímulo à inovação, mas para por aí. CIRO GOMES (PDT): se concentra em falar da necessidade de se recuperar a disposição de empreendedores para inovar e criar novos negócios e que isso demanda políticas estruturantes, dentro de um Projeto Nacional de Desenvolvimento. O plano do político cearense inclui destinar recursos públicos para desenvolvimento de tecnologias em ações conjuntas com empresas e para maturação de startups. Chega a citar o papel importante do BNDES no financiamento ao desenvolvimento. Apesar de tratar do empreendedorismo de forma rasa, é um dos poucos que comenta a criação de políticas afirmativas em relação às compras públicas de empresas de empreendedores negros, bem como linhas de crédito especificas para esse público, com fomento via Lei Rouanet. Estratégias estruturantes SORAYA THRONICKE (UNIÃO): A proposta da senadora do Mato Grosso do Sul e candidata do partido União Brasil é de incentivar a formação de empreendedores desde a juventude, a partir de parcerias com instituições para auxiliar na formação e capacitação de jovens. Além disso, sugere a inclusão da educação empreendedora ao longo de toda a vida escolar, como o desenvolvimento de competências empreendedoras na educação básica e a implantação de ações no ensino médio para construção de caminhos positivos. Além de comentar possíveis parcerias com universidades e outras instâncias visando desenvolver novas tecnologias, novos produtos e gerar empregos e renda. Ao longo de todo o documento, a criação de novas empresas é mencionada como uma medida importante para ajudar a desenvolver setores relevantes, como de energia, recursos hídricos e saneamento e esportes. O plano ainda menciona a estruturação e implementação de uma Política de Apoio e Desenvolvimento de Microempreendedores Individuais e Micro e Pequenas Empresas alicerçada em instrumentos e mecanismos de acesso ao crédito orientado, acesso ao mercado, à inovação e tecnologia e ao apoio e orientação continuada. Soraya ainda propõe a desburocratização de acesso às linhas de crédito para pequenos empreendedores, além de sugerir que se interrompa a cobrança de impostos e um recálculo para pequenas empresas que não estiverem em condições de pagar. FELIPE DÁVILA (NOVO): O candidato do Novo é o mais próximo do mercado financeiro e dos empresários, pela natureza do próprio partido. A proposta parte da premissa de que se deve assegurar a previsibilidade regulatória e promover um ambiente de negócios mais favorável ao empreendedorismo. O empreendedorismo deve ser considerado uma estratégia de superação da condição de pobreza, para que “indivíduos e famílias atendidas por programas sociais tenham condições de buscar melhores condições fora do ambiente assistencial, principalmente tomando consciência de suas potencialidades e desenvolvendo capacidades que as
Giovanna Antonelli: atriz, empresária, palestrante

Giovanna Antonelli é conhecida por protagonizar sucessos do horário nobre da TV Globo como O Clone, Em Família, Segundo Sol e Salve Jorge. O que poucos sabem, é que ela também brilha nos bastidores como empresária. A Giolaser, rede de clínicas de estética que tem a atriz como sócia, nasceu em 2013. Em 2018, se juntou ao Grupo Salus, que engloba outras marcas de franquias de saúde e beleza como Sorridents, Olhar Certo, Docbiz entre outras. A CEO do Grupo Salus é a empresária Carla Sarni, uma das mais premiadas empreendedoras do Brasil, referência em escolas como Harvard e Stanford. A clínica oferece tratamentos faciais, corporais, depilação e uma série de procedimentos estéticos. Hoje, possui 345 unidades espalhadas pelo Brasil e previsão de faturamento de R$ 250 milhões para 2022. “Sou inquieta, gosto de estar sempre em movimento, aprendendo e compartilhando conhecimento”, disse Giovanna ao Estadão em entrevista publicada no último fim de semana. Ela espera inaugurar 120 novas unidades da clínica até ano que vem. Em entrevista que foi ao ar em fevereiro de 2021 para o Podcast Primocast, do Primo Rico Thiago Nigro (ouça aqui), Giovanna brincou quando foi chamada de influencer. Mas, ao que parece, ela gostou da ideia. Hoje Gio alcança mais de 33 milhões de seguidores em suas redes sociais e pretende rodar o Brasil com um talk motivacional. “Quero incentivar o maior número de mulheres a empreender. Tirar seus sonhos do papel e transformá-los em ação”. O adjetivo “inquieta” faz jus à agenda: a atriz vai estrear em outubro a novela Travessia, que tomará lugar de Pantanal às 9h.
Afroempreendedorismo: 8 iniciativas de negros que apoiam negócios a darem certo

Casa do Pretahub em São Paulo oferece estrutura gratuita para aprendizado, criação de conteúdo e conexões (crédito: divulgação/reprodução PEGN) Hoje, 26 de agosto, dia do Afroempreendedorismo (no calendário do Estado de São Paulo), é uma data importante para lembrar uma coisa: algo é difícil para alguns, mas pode ser mais difícil ainda para outros. Provavelmente, a maioria das pessoas que lerão esse artigo já deve ter assistido ao vídeo “A corrida dos privilégios” (The $100 Dollars Race), que está disponível no YouTube em diversos canais. O vídeo fala de privilégios e de como a falta deles impacta e incorre em desafios que as pessoas que tiveram menos condições terão que enfrentar para chegar, talvez, ao mesmo lugar que outras, com melhores condições, podem chegar mais rápido. A maioria dessas pessoas é negra. A vida não é justa, fato. Mas, ela é real. Segundo o filósofo espanhol José Ortega y Gasset (1883-1955), “o homem é ele e suas circunstâncias”, o que significa que os desafios que enfrentamos nos definem tanto quanto quem somos. Há seis meses comecei o projeto www.empreendabilidade.com.br e desde então venho observando o ecossistema empreendedor em busca de cruzamento de dados que possam incentivar mais negócios nascentes a darem certo, e mais pessoas a empreenderem da forma correta. No dia de hoje, alguns dados chamam a atenção: Negros potencialmente abrem mais negócios por necessidade: Empreendedores em geral, cerca de 50% (49,6%) dos empreendedores iniciais abrem um negócio por necessidade (2021). Em 2020 (ano da pandemia), o percentual foi de 53,9% (Global Entrepreuneurship Monitor); Nas favelas, 57% dos empreendedores declara ter investido nesse formato de trabalho para driblar a ausência de oportunidades com carteira assinada no mercado formal (DataFavela); Homens negros são o retrato dos empreendedores brasileiros (DataSebrae): São 9,8 milhões de homens negros empreendendo; Mulheres Negras são 4,7 milhões; Aproximadamente 50% dos empreendedores brasileiros se declaram negros ou pardos; O empreendedor negro brasileiro enfrenta DESAFIOS EXCLUSIVOS (DataSebrae – por raça): Foram os mais prejudicados/afastados de sua atividade com a crise da pandemia da Covid-19 Foram os que tiveram recuperação mais modesta após a crise da Covid-19 São os que (estruturalmente): Possuem menor nível de escolaridade Possuem menor nível de rendimento mensal Possuem a maior proporção de conta própria (e menor de empregadores) Entre os empregadores, possuem menos empregados (negócios menores) São os que estão há menos tempo na atividade São os que estão menos formalizados São os que menos contribuem à previdência São os mais jovens São os que têm maior dificuldade de acessar crédito Ou seja, se empreender é um desafio, para os negros é muito mais. Porém, outro fato chama a atenção (observação empírica): há bastante gente cujas circunstâncias serviram de incentivo para empreender em negócios que, justamente, tornam tornar a “corrida” do próximo mais equiparada. Listamos abaixo 8 exemplos desses empreendedores que vêm atuando com o propósito muito legítimo de fazer o Afroempreendedorismo prosperar: Movimento Black Money – hub de inovação voltado a dar melhores perspectivas para empreendedores da comunidade negra em crédito, educação e ações para o crescimento do negócio. PretaHub – pensa a relação com a cultura, a economia e o empreendedorismo pretos, a partir de um olhar propositivo visando a mudança estrutural da sociedade e do mercado. Favelahub – Polo de inovação social localizado no território da Favela do Cantagalo-Pavão Pavãozinho, Zona Sul do Rio de Janeiro, que propõe e aplica soluções sustentáveis e escalonáveis para transformação social. Feira Preta – nasceu em 2002, focada na venda de produtos de empreendedores negros. Com o passar dos anos, se tornou um festival com conteúdos, produtos e serviços nos mais diversos segmentos. Neste ano de 2022 acontece de 04 de novembro a 04 de dezembro em São Paulo. Programa Prolíder – Wellington Vitorino, hoje estudando no MIT com uma bolsa da Fundação Estudar começou a trabalhar cedo. Se diferenciou por gostar de estudar e, em 2016, passou a oferecer um curso com o objetivo dar boas bases para futuras lideranças no Brasil. Conta Black – Fundada por Sérgio All, que atuou com videogames e teve uma agência de comunicação, busca oferecer soluções de crédito para pessoas negras e seus negócios. Parças Developer School – Diante do gap de profissionais de tecnologia e programadores e da falta de perspectivas para jovens egressos do sistema prisional e de regiões periféricas, Alan Almeida resolveu unir os dois desafios e capacitar essas pessoas para o mercado de trabalho. Ricardo Meireles – Publisher do www.empreendabilidade.com.br
Latú capta U$ 6,7 mi para segurar PMEs

Empresa criada por colombiana oferece seguros de até US$ 10 milhões contra fraude, ataques e riscos corporativos em pequenas empresas A Latú, insurtech focada em fornecer coberturas de seguros para empresas latino-americanas, fechou sua primeira rodada de investimento no valor de US$ 6,7 milhões (R$ 35 milhões), a maior já registrada na América Latina. Liderada pela Monashees, pioneira na indústria de capital de risco no Brasil e na América Latina, e pela CRV (Charles River Ventures), o aporte também teve participação da ONEVC, Latitud e SVAngels. Alguns investidores anjo também apostaram na companhia. Alguns deles são Simon Borrero, Sebastian Mejia e Felipe Villamarin, da Rappi, Igor Mascarenhas, da Pier e Enrique Villamarin, da Tul. O aporte irá impulsionar a operação da startup que é nova no mercado, com a contratação de profissionais, principalmente engenheiros de dados. A ideia é reforçar o time composto por oito colaboradores e fomentar o desenvolvimento de novos produtos e ferramentas para o negócio. Com a Latú, abreviação para Latin American Tech Underwriters, as empresas podem obter, em apenas alguns minutos, cobertura de seguros de até US$ 10 milhões contra ações judiciais, ataques cibernéticos, tempo de inatividade, danos à propriedade, erros de profissão e lacunas de compliance, entre outros. E, ainda, políticas mais conhecidas como responsabilidade geral, propriedade, cibernética, Erros e Omissões (E&O) e Diretores e Executivos (D&O). A fundadora da startup, Paola Neira, liderou anteriormente a equipe responsável por construir a tecnologia de logística da Rappi. Ela concebeu a Latú enquanto fornecia capital de giro para pequenas e médias empresas de um fundo que ela administra há mais de uma década. Ajudar esses negócios a fez perceber como era difícil para as empresas obterem apólices de seguro e como eram vulneráveis a milhões de riscos. “As operadoras tradicionais têm tentado entender e combater os riscos atuais com ferramentas antiquadas, que limitam o crescimento do mercado. A Latú quer mudar radicalmente a forma como o seguro empresarial funciona, impulsionando a inovação na indústria. Há uma verdadeira sensação de empoderamento ao apoiar as empresas da América Latina, ao oferecer acesso a produtos financeiros aos quais, de outra forma, essas organizações não teriam acesso”, explica Paola. “A verdadeira mágica acontece quando se combina o conceito de rede de proteção, que é fundamentalmente o cerne do mercado de seguros, com tecnologia” diz Neira. “Temos uma oportunidade incrível de substituir apólices desatualizadas por parcerias vitalícias de mitigação de riscos, que funcionam melhor para resolver as necessidades de um mundo acelerado e hiperconectado. As empresas não podem mais confiar em livros de papel, mas querem e merecem alavancar uma mistura de inovação tecnológica, experiência em seguros e conhecimento local que é exatamente o que estamos usando na Latú para construir produtos”, conclui. Fabiola Quinzaños, principal na monashees, ressalta que as empresas na América Latina são severamente mal atendidas pelo setor de seguros. “Menos de 20% delas têm pelo menos uma apólice, comparado a 70% nos mercados desenvolvidos. Paola conseguiu atrair uma equipe de ponta com habilidades complementares, colocando-a na melhor posição para reinventar a forma como o seguro é consumido na América Latina e democratizando o acesso”, afirma Para James Green, sócio geral da CRV, há muito tempo existe um desafio para as empresas em obter seguro e a proteção necessária para permitir que cresçam. “Ironicamente, garantir o seguro é o que literalmente desbloqueia o crescimento, permitindo que elas façam negócios com grandes corporações, garantam financiamento, abram uma nova vertical e muito mais. Nós, da CRV, acreditamos que as empresas fundamentais são criadas fortalecendo dados demográficos específicos e estamos profundamente entusiasmados com a ideia de que Paola pode fazer isso dando acesso a seguros para os negócios da América Latina”.
Reforma tributária deve priorizar simplificação para alavancar pequenos negócios

Para que a reforma tributária melhore o ambiente de negócios do país, as mudanças no complexo sistema tributário brasileiro devem dar uma atenção especial aos Microempreendedores Individuais (MEI), às microempresas e às empresas de pequeno porte, que representam 9 em cada 10 das empresas existentes no Brasil, de acordo com dados de junho da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia. O setor composto pelos pequenos negócios foi, segundo o Caged, o responsável, em 2021, por 78% dos empregos formais e beneficia 86% dos brasileiros, 40% da população. Gera ainda uma renda para os empreendedores e demais trabalhadores do segmento de R$ 35 bilhões por mês. Por ano, esse montante chega a R$ 420 bilhões, segundo dados do Atlas dos Pequenos Negócios, levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) lançado em julho passado. Mas o setor, além de ser um grande gerador de emprego e renda, é uma grande fonte de impostos. Somente o Simples Nacional arrecadou, no ano de 2021, mais de R$ 128 bilhões de reais em impostos para os cofres públicos, e até junho de 2022 já arrecadou R$ 73,1 bilhões de reais, indicando um aumento de arrecadação no ano. Desde a sua criação, o Simples já arrecadou R$ 1.032 trilhão para os cofres. Especialistas ouvidos pelo JOTA destacam que o principal caminho para melhorar a tributação dos pequenos negócios no Brasil passa por reduzir a complexidade do sistema tributário e repensar a substituição tributária do ICMS, com cuidado para não onerar desproporcionalmente o setor de serviços. 1 – A complexidade exagerada do sistema tributário brasileiro De acordo com o gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Silas Santiago, o principal foco da reforma tributária deve ser a simplificação das regras tributárias do país. Para além do peso da carga tributária, os pequenos negócios sofrem com obrigações acessórias exageradamente complexas, que demandam do contribuinte ainda mais tempo e recursos para estar em conformidade com o fisco. Esse gasto extra é chamado por Santiago de Custo Brasil Tributário. “Essa simplificação independe de uma reforma tributária constitucional, que unifique tributos, e já traria enormes ganhos para todas as empresas”, afirmou. A União, os estados e os municípios exigem do contribuinte que se adeque a diversos modelos de nota fiscal, além das diferentes declarações tributárias. Além disso, as empresas devem apurar o imposto devido para cada unidade da federação, cálculo que muitas vezes é contestado pelo fisco e gera contencioso nas esferas administrativa e judicial. A economista e professora do Insper, Juliana Inhasz, especialista em macroeconomia, destacou que esse tipo de custo reduz a disponibilidade de dinheiro para outras necessidades das empresas, como investimentos para aumentar a produção, sobretudo no caso dos pequenos negócios. Assim, uma reforma tributária abriria caminho para um aumento de produtividade. Se os fiscos fornecessem as guias para pagamento dos tributos, ou ao menos as declarações pré-preenchidas para confirmação dos contribuintes, os pequenos negócios não precisariam gastar tanto com contadores e tributaristas. Nesse sentido, para Inhasz, a complexidade do sistema tributário funciona ainda como um desincentivo à formalização e, consequentemente, diminui a arrecadação dos entes federativos. “As empresas sabem que o custo de operação é extremamente alto para estar do lado formal da economia, então elas acabam de alguma forma abrindo mão disso”, avaliou. “Com uma simplificação teríamos provavelmente uma redução no número de informais, uma arrecadação maior e uma maneira bem mais clara de se enxergar e compreender esse sistema tributário”, concluiu. Como resolver? Para resolver esse problema, o Sebrae participou ativamente das discussões e contribuiu para a construção dos Projetos De Lei Complementar (PLP) 145/2021 e 178/2021. Como as propostas não alteram a Constituição, o Sebrae avalia que há condições de serem aprovados ainda em 2022. O PLP 145/2021 cria o Sistema Eletrônico de Apuração Fiscal – um sistema unificado para que o próprio fisco calcule o tributo devido pelo contribuinte e simplifique o recolhimento de tributos. “Hoje, com a nota fiscal eletrônica, o fisco tem todos os elementos para fazer o cálculo dos tributos, mesmo que seja na forma de uma declaração pré-preenchida, como a Receita Federal vem fazendo com o imposto de renda das pessoas físicas”, afirmou o gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Silas Santiago. Os estados têm condições imediatas de efetuar os cálculos do ICMS e os municípios do ISS. A Receita Federal precisaria passar a receber os dados das notas fiscais de serviços dos municípios, bem como da área do varejo dos estados. As declarações pré-preenchidas teriam dois grandes ganhos: diminuição de tempo para cumprir com as obrigações tributárias, permitindo que o empreendedor dedique mais atenção para seu negócio, e diminuição dos erros de preenchimento e da litigiosidade, reduzindo o contencioso tributário. Já o PLP 178/2021 delimita os processos relacionados às obrigações tributárias, com vistas à padronização da legislação e dos sistemas fiscais. Entre os benefícios podemos citar a unificação de diferentes cadastros fiscais existentes no país e a instituição de uma nota fiscal eletrônica para ser usada em todo o Brasil. Para tanto, o projeto cria um comitê gestor a fim de que todos se sentem à mesa – União, estados e municípios – para simplificar obrigações acessórias e implementar as ações facilitadoras definidas na proposição. Nesse sentido, independentemente da aprovação dos PLP, o Sebrae trabalha para criar uma nota fiscal unificada para o varejo em parceria com o Comitê Nacional de Política Fazendária (Confaz) – que reúne secretários estaduais de Fazenda. No âmbito dos municípios, a nota fiscal nacional eletrônica de serviços (NFS-e) foi criada com apoio do Sebrae, realizada em uma parceria entre a Receita Federal do Brasil (RFB), a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), a Confederação Nacional de Municípios (CNM) e a Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais (Abrasf). Nos termos da Resolução CGSN nº 169, de 27 de julho de 2022, para o MEI, a NFS-e Nacional terá validade em todo o território nacional a partir de janeiro de 2023. Para as demais empresas dependerá de adesão ao sistema pelos municípios.
Demanda das empresas por crédito desacelera em julho, diz Serasa Experian
(foto: pexels | cottonbro) Indicador mostrou que todos os portes de negócios buscaram menos recursos na comparação anual; especialista analisa que a tendência pode indicar organização financeira Dados do Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian mostram que, em julho deste ano, a busca das empresas por recursos financeiros desacelerou, quando comparada ao mesmo mês de 2021, marcando queda de 11,9%. A diminuição foi constatada em todos os portes das companhias. Confira os dados na íntegra: “A desaceleração da procura por crédito pode ser um sinal de que os empreendedores estão conseguindo se organizar financeiramente e dependendo menos do recurso para manter o negócio funcionando. Mas é importante ter em mente que a taxa de juros é crescente e a inflação que impacta o bolso dos brasileiros também chega no caixa das companhias. Por isso, evitar endividamentos e inadimplência deve ser o foco no semestre”, avalia o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi. Ainda na análise anual, o setor que apresentou a diminuição mais expressiva na demanda por crédito foi o de Comércio (-15,2%) seguido pela Indústria (14,2%). Em relação as regiões, a maior queda ocorreu entre as empresas do Centro-oeste (-11,9%) e a menor, do Nordeste (-10%). Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui. Metodologia O Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito é construído a partir de uma amostra significativa de cerca de 1,2 milhão de CNPJ consultados mensalmente na base de dados da Serasa Experian. A quantidade de CNPJ consultados, especificamente nas transações que configuram alguma relação creditícia entre as empresas e as instituições do sistema financeiro ou empresas não financeiras, é transformada em número índice (média de 2008 = 100). O indicador é segmentado por região geográfica, setor e porte.
Empreender é uma doença? Quem diria, o parasita do empreendedorismo existe

Atire a primeira pedra quem nunca ouviu algo como “você é louco de largar o trabalho para arriscar nisso” ou “você é doente de pegar esse dinheiro para investir em algo que nem sabe se vai dar certo”. A metáfora mais ouvida pelos empreendedores, de relacionar o ato de empreender a uma doença (e algumas vezes de alto risco), é comum, principalmente em contextos onde a percepção de segurança financeira está relacionada a trabalhar para empresas consolidadas ou para órgãos do estado, ou garantir o salário do mês independentemente do sofrimento. Mas, parece que essa figura de linguagem está com os dias contados. Para o professor Daniel Lerner, da IE Business School de Madrid, uma das mais renomadas escolas de negócios do mundo, existe, sim, um parasita que provoca o empreendedorismo. Na última edição da Harvard Business Review (julho – agosto / 2022), o editor Eben Harrel traz, no artigo “A Common Parasite Can Make People More Entrepreneurial” (Um parasita comum pode tornar as pessoas mais empreendedoras, na tradução livre para o português), uma entrevista com o professor Lerner, que explica que pessoas infectadas com o parasita Toxoplasma gondii são mais inclinadas a fundar negócios, e que seus negócios dão mais certo que os de pessoas “saudáveis”. Os dados são de um estudo realizado junto a colegas dinamarqueses onde foram examinados históricos médicos e profissionais de mais de 74 mil mulheres dinamarquesas, onde as infectadas eram, em média, 29% mais propensas do que outras a terem fundado uma startup, 27% mais propensas a fundar vários negócios e duas vezes mais propensas a fundar seus negócios sozinhas. Além disso, os empreendimentos foram mais bem-sucedidos, em média, do que os lançados pelas contrapartes não infectadas. O professor Lerner explica que a modificação de comportamento causada por parasitas é um fenômeno comprovado. Quando o Toxoplasma gondii infecta roedores, ele entra em seus cérebros e os torna menos avessos ao risco. “Especificamente, os roedores tornam-se mais ativos, são mais propensos a explorar novas áreas, têm reflexos mais lentos e têm menos medo do cheiro de gatos ou urina de gato. Comportamento de busca de novidades, desinibição e aversão reduzida a situações arriscadas” O próprio professor, que é um dos principais nomes nos cursos de empreendedorismo da IE Business School, classifica estas características como qualidades empreendedoras. O Toxoplasma gondii é um parasita que pode ser transmitido de gatos para pessoas e se reproduz apenas no intestino dos felinos, tornando os gatos os principais hospedeiros. Segundo estimativas, infecta de 10% a 50% da população humana dependendo do país. O professor lembra que esse parasita também afeta o cérebro das pessoas, modificando a produção e o metabolismo de neurotransmissores como dopamina e serotonina e de hormônios como a testosterona. Há muitas evidências de que essas modificações podem causar alterações comportamentais não muito diferentes das observadas em roedores. Mesmo pessoas com infecções subclínicas, que representam a maioria dos casos, os sinais são de que as pessoas tornam-se mais extrovertidas, estão mais propensas a se envolver em acidentes de trânsito, entre outros comportamentos que sugerem uma maior tolerância ao risco. Além de também avaliarem o odor de gatos como mais agradável. A partir daí, ele e os colegas passaram a avaliar uma possível conexão, seguindo centenas (ou milhares) de estudos com uma ampla variedade de espécies que apontam a relação entre o Toxoplasma gondii e mudanças psicológicas e comportamentais. Embora estudar os efeitos do parasita em humanos seja complexo, o professor Daniel Lerner afirma que está construindo um caso sólido. Pesquisas anteriores já analisaram a saliva de cerca de 1.500 estudantes universitários e descobriu-se que aqueles que testaram positivo para o eram, em média, 1,4 vezes mais inclinados do que os outros a se formar em negócios, e quase duas vezes mais propensos a se concentrar ou especializar em gestão e empreendedorismo. Em outro estudo, com 200 profissionais, descobriu–se que pessoas infectadas com TG tinham 1,8 vezes mais chances de serem empreendedoras do que outras. Sobre a diferença possível impacto do parasita empreendedor em homens e mulheres, o professor afirma que as descobertas gerais são semelhantes, mas é possível que o tamanho do efeito seja diferente. Certamente, seria estúpido se infectar de própósito. O parasita causa doenças graves em imunossuprimidas e pode até ser fatal, apresenta riscos para bebês se a mãe é infectada durante a gravidez. Além disso, ele permanece no corpo para sempre, e evidências sugerem que pode causar problemas mentais muito sérios entre pessoas com infecções latentes, como depressão maníaca, esquizofrenia e demência. “O desempenho individual dos infectados era bastante variável, também com fracassos, além do que os empreendedores infectados eram mais propensos a fundar seus negócios sozinhos. A persistência e a capacidade de envolver cofundadores são qualidades tipicamente importantes para um empreendedor”, lembra o pesquisador. Apesar dos supostos benefícios, Lerner sinaliza que é arriscado manipular parasitas para fins de negócios, assim como genes. “A ciência mostra que o comportamento das pessoas é influenciado por inúmeras coisas. Quando se trata de genes e parasitas, estamos falando de tendências probabilísticas, quaisquer que sejam os efeitos, a infecção não é determinística”. Para evitar o parasita, basta ficar longe de carne crua, limpar bem as frutas e vegetais e lavar as mãos (principalmente se entrar em contato com fezes de gatos ou de roedores). Leia a entrevista publicada na Harvard Business Review na íntegra aqui Leia a entrevista na íntegra aqui
BNDES reabre programa de crédito para MEI e Micro, Pequenas e Médias Empresas

O BNDES reabre a partir de hoje (22) o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (FGI PEAC), um fundo de garantia que amplia o acesso ao crédito para Microempreendedor Individual (MEI), micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). A principal novidade para essa edição é a inclusão de MEIs e micro empresas dentre os beneficiários. Até o momento, 40 instituições financeiras já se habilitaram para operar com a linha. Para que uma operação de crédito seja elegível à garantia pelo FGI PEAC, ela deve ser destinada a investimento ou capital de giro, de valor entre R$ 1 mil e R$ 10 milhões, ter prazo de pagamento de até 60 meses e carência entre 6 e 12 meses. A cobertura estabelecida pelo programa é de 80% do valor do contrato. A avaliação quanto ao uso do FGI PEAC como garantia em operações de crédito é de responsabilidade dos bancos operadores. Cada um deles deverá limitar a taxa de juros média de sua carteira a 1,75% ao mês. Com essas condições, estima-se que outros R$ 22 bilhões sejam viabilizados em novas operações de crédito para MPMEs até dezembro de 2023. A ideia de priorizar fundos garantidores para MEIs e MPMEs estimula o mercado financeiro brasileiro a operar com este segmento. Ao conceder garantias para quem fatura até R$ 300 milhões ao ano, o FGI PEAC aumenta o apetite dos bancos a conceder crédito com condições mais favoráveis aos clientes.
Serasa Experian lança plataforma para auxiliar PMEs na concessão de crédito

Serasa Experian Recomenda, que combina todo potencial do Serasa Score com informações adicionais de inteligência de mercado criadas internamente, apresenta melhores resultados do que os métodos tradicionais usados para a tomada de decisão de crédito A Serasa Experian lançou, na última quinta-feira (18), o Serasa Recomenda, com objetivo de simplificar e automatizar o processo de concessão de crédito das PMEs. De acordo com pesquisas da empresa, 9 em cada 10 empresas planejam melhorar e automatizar a tomada de decisão na hora da concessão do crédito. Com a alta da inadimplência das micro e pequenas empresas brasileiras e o aumento da demanda por crédito em um cenário de recessão econômica, a assertividade na avaliação de risco tornou-se fundamental. O Serasa Recomenda combina análise de dados de mercado, Serasa Score, informações de inteligência e aplica tecnologias avançadas de “analytics” para apresentar uma taxa de aprovação acima da média observada em métodos convencionais de análise de crédito. Com isso, promete possibilitar aumento das vendas, redução do risco da inadimplência e do custo na operação. Cada relatório é único e exclusivo para cada negociação e funciona como uma espécie de semáforo, alimentado por uma política de crédito. O verde seria a recomendação positiva para seguir a prazo, o amarelo, uma recomendação de uma análise manual, às vezes por falta de informação, e o vermelho, a recomendação de seguir à vista. “O crédito é uma ferramenta fundamental para a retomada econômica, além de empoderar os consumidores e as empresas. Por isso, para manter o mercado saudável, ou seja, as relações entre credor e devedor, é preciso utilizar a inteligência de dados do início ao fim: desde a concessão até a recuperação da inadimplência. É exatamente essa expertise que a Serasa Experian propõe”, explica o vice-presidente de Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian, Cleber Genero. Outro dado importante observado no Serasa Recomenda foi que as PMEs que receberam uma recomendação positiva para as vendas parceladas não sofreram com a inadimplência. Nas modalidades convencionais de análise de crédito (dentre o público analisado em estudo interno), apenas 53,7% das empresas seriam aprovadas. Com os dados mais completos do Serasa Experian Recomenda, a taxa de aprovação chegou a atingir 72,5%, o que representa um aumento de 35% em comparação aos métodos convencionais. “O aumento de crédito sem garantias e a inflação de dois dígitos registrada no país intensificam a tendência de alta nos números de inadimplência. Apenas um indicador, não é suficiente para entender o perfil pagador de uma empresa. É preciso considerar um conjunto de fatores como dívidas vencidas e renegociadas, status com bancos e empresas, se há cheques devolvidos, protestos nacionais e outras informações cadastrais. Por isso, lançamos uma plataforma que atende a uma situação de grande instabilidade macroeconômica dos PMEs, freando o que poderia se tornar um ciclo de inadimplentes entre credor e devedor”, afirma Genero.
Sebrae e CNI fecham acordo de cooperação para fomento de pequenos negócios

(Foto: Túlio Vidal) Acordo prevê abertura de mercados e oportunidades internacionais para pequenas empresas O Sebrae e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) assinaram na última quarta-feira (17) um acordo de cooperação para estimular a competitividade de pequenos negócios industriais com foco em sustentabilidade, internacionalização e economia de baixo carbono. O acordo foi firmado durante o Fórum Encadear, realizado pelo Sebrae em um hotel de São Paulo. Estiveram presentes ainda o presidente da CNI, Robson Braga, e o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite. “Esse acordo abraça o sistema industrial como um todo a partir das verticais de inovação, competitividade industrial, ESG e internacionalização dos pequenos negócios. Vamos colocar as empresas brasileiras na fronteira da tecnologia”, afirmou o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Plataforma internacional “Queremos levar inovação aberta aos pequenos negócios de todo o Brasil. Fazer com que a indústria nacional possa gerar a inovação que permita a elas competir em nível global”, disse Braga, da CNI. O primeiro plano de ação do acordo ocorrerá em conjunto com a empresa Sosa, que fomenta startups em Israel e tem escritórios em diversos países. A iniciativa pretende aproximar as startups brasileiras de empresas estrangeiras com a realização de capacitação virtual para 900 integrantes e residência para 21 empresas até 2025. O acordo prevê ainda abertura de um escritório em Nova York para o Sebrae e o CNI, além da criação de um mapeamento das tecnologias inovadoras feitas por startups brasileiras e pelos Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), com a criação de uma plataforma internacional para gestão da inovação. “Nada melhor que a grande indústria, que é a CNI, junto com o Sebrae, que são os empreendedores, para fazer que tudo isso aconteça ao mesmo tempo. O acordo é nessa direção”, afirmou o executivo da Confederação a jornalistas, após a assinatura do acordo, o ministro Joaquim Leite. “Nós temos a oportunidade de provocar um crescimento verde, geração de empregos verde alinhados a esses temas que são de sustentabilidade e meio ambiente”.
Independência financeira é fator-chave para 40% das brasileiras empreendedoras

Ter independência financeira é o principal fator de encorajamento para 40% das mulheres brasileiras que querem empreender, aponta a pesquisa PME-Empreendedoras realizada pela Serasa Experian entre os meses de janeiro e fevereiro de 2022. Foram entrevistadas 446 empreendedoras brasileiras, entre sócias ou donas de MPMEs, MEIs, autônomas, trabalhadoras informais e profissionais liberais que trabalham por conta própria. Em segundo lugar, com 29%, o que leva as mulheres a empreender é a flexibilidade de tempo. Quando perguntadas se elas já conquistaram a tão sonhada independência financeira, 55% delas responderam que sim. O estudo revelou ainda que 57% das empreendedoras brasileiras têm a renda totalmente proveniente do próprio negócio. Desafios O levantamento também identificou os desafios encontrados pelas mulheres na sua trajetória empreendedora. Para a maior parte delas, 41%, o preconceito de fornecedores, parceiros e clientes, bem como a dupla jornada de trabalho ganharam destaque como os principais problemas enfrentados. Outra constatação relevante foi que 37% alegaram a sensação de ter menos oportunidades que os homens no mercado de trabalho. Empoderamento e sororidade Apesar desse cenário desafiador, quando perguntadas sobre o que mais as motivam a continuarem empreendendo, 63% delas revelam que querem ter autonomia sobre a vida pessoal e profissional e 21% das entrevistadas afirmaram a importância de apoiar e incentivar outras mulheres a abrirem seus próprios negócios. Para Cleber Genero, vice-presidente de PME da Serasa Experian, o aumento da presença feminina em diversos setores vem colaborando para a construção de um cenário de equidade no mundo dos negócios. “As mulheres encontram no empreendedorismo uma forma de empoderamento, e estar à frente de cargos de liderança é um passo importante para a diminuição da desigualdade. No entanto, sabemos que se manter em um mercado competitivo e desafiador exige planejamento, tempo e recursos financeiros. Por isso, é fundamental que cada vez mais mulheres tenham a oportunidade de se preparar para ocuparem esses lugares”. Digitalização A digitalização, impulsionada pela pandemia, abriu novos caminhos para o empreendedorismo feminino no país, ajudando 78% das entrevistadas na decisão de abrir o próprio negócio. Para 61%, a facilidade encontrada para divulgar sua empresa nos canais digitais também foi decisiva. O impacto positivo da digitalização também foi identificado nas novas formas de entrega dos produtos (51%), novos meios de pagamento (43%) e inclusões de e-commerce ou marketplace (31%). “O mundo digital otimizou a jornada do empreendedorismo e criou uma tendência de venda e consumo online que deve se fortalecer nos próximos anos. Diversas etapas foram potencializadas, desde o planejamento, desenvolvimento e crescimento de empresas. A influência digital é tão importante para o empreendedorismo que é capaz de atender ao principal desejo de 49% das entrevistadas: aumentar o alcance e a prospecção de públicos diversos”, explica Cleber. Capacitação Além do ambiente virtual, outro fator significativo para as empreendedoras é o planejamento, uma vez que a grande maioria (69%) das respondentes afirmam ter se preparado para abrir seu negócio. A capacitação também é uma importante aliada para alavancar e garantir o sucesso dos negócios. A pesquisa aponta que 39% das mulheres almejam realizar cursos focados no desenvolvimento profissional para potencializar as perspectivas de futuro das suas empresas. “Conhecimento sobre o negócio é essencial. Por isso, consumir conteúdos confiáveis e buscar cursos de qualificação é indispensável para manter o bom funcionamento de uma empresa. Existem hoje importantes plataformas gratuitas que dão suporte às empreendedoras em temas como: acesso à crédito, marketing e vendas, gestão financeira e prevenção à fraude. O projeto Aprenda desenvolvido pela Serasa Experian com o Sebrae, por exemplo, pode ajudar a impulsionar a retomada econômica, principalmente, de micro e pequenas empresas”, explica Genero.
“Mercado para investir em startups está no melhor momento”, diz Fred Santoro (Raketo)

Em duas semanas, venture market de ex-AWS já recebeu contato de quase 1.000 startups interessadas em modelo de captação Mesmo no cenário turbulento para o mercado global de venture capital, com redução de valuations, demissões em massa e dinheiro mais duro para os negócios, o baiano e ex-AWS Fred Santoro deu a largada para sua nova empreitada, a Raketo. A empresa, que conta com investimento de Tiago Galli (cofundador do C6 Bank), de Yan Tironi (fundador de companhias como Amigo Edu, Cubos Academy e PeerBnk, que também foi executivo do Citi e do Itaú BBA) e de Ricardo Wendel, fundador da Divi-hub, vai atuar sob o conceito de venture market, um ‘mercado’ onde startups terão opções para fazer captações de recursos. O modelo de negócios é de success fee, um percentual cobrado em cima do montante que a startup captar. De acordo com Fred a ideia é chegar a 25 startups brasileiras atendidas até o fim do ano que vem. “Não vou querer fazer mil startups por mês porque a ideia é estar próximo e porque teremos skin in the game, com investimento da própria Raketo nas rodadas”, diz. A operação focará principalmente nos estágios de pre-seed e seed, que oferecem melhores perspectivas de valorização de investimento no longo prazo (não está descartada a possibilidade de entrar em estágios mais avançados), com possibilidade de aportes privados, com investidores anjo, family offices e fundos de investimento; ou públicos, por meio de equity crowd investing. A plataforma para investimento público está no ar, em parceria com a Divi-hub (startup na qual Fred é investidor e membro do conselho). Já há 3 companhias na prateleira: a hrtech Gria, a DNVB de bebidas Don Luiz e a proptech Élame. Os aportes podem ser feitos a partir de R$ 10 mil. Também há no horizonte uma atuação internacional, aproveitando a parceria com a Divi-hub, que aguarda liberação da SEC para atuar nos EUA (o que pode acontecer até o fim do ano) e também pretende ir para a Europa. Antes da divulgação de uma oferta, seja ela pública ou privada, a equipe faz o diagnóstico, preparação e avaliação para decidir qual o melhor caminho a ser seguido pela startup. Para isso, uma rede de 14 mentores vão apoiar os negócios. Na lista estão nomes como Bruno Stefani, da AB InBev; Fabiano Cruz, da Zoop, Etienne du Jardin, da MIMO e Nubia Mota, da Adobe, entre outros. Com a Raketo, Fred afirma que continuará a ajudar o ecossistema como fez durante os quase 3 anos em que esteve à frente do programa apoio a startups da AWS no Brasil. “Aprendi que existe um potencial muito grande nesse mercado, tive visibilidade, mas tenho um sonho de ter impacto construindo o meu próprio negócio. O propósito de ajudar startups continua e quero que os investidores passem a ter pelo menos 5% de exposição a esse segmento”, conta. Desde o anúncio do nome da companhia há duas semanas, no Startup Summit, cerca de 1.000 companhias o procuraram. “O mercado está em um momento maravilhoso. O investimento em seed aumentou 86%. O risco está afastando aventureiros. É uma super oportunidade para investidores entrarem e para quem pensa no longo prazo”.
8 em 10 empresas de pequeno porte consultam Score para ajudar tomada de decisão, diz Serasa Experian

Uma pesquisa inédita feita pela Serasa Experian revelou a importância que os empreendedores veem em utilizar o score como uma ferramenta que torna a tomada de decisão mais assertiva e segura. Dentre os entrevistados, 77% das empresas de pequeno porte consultam ou consultaram o próprio score, bem como de seus clientes e parceiros. Além disso, 55% dos micro empreendimentos e 75% das empresas de médio porte também realizam ou realizaram essa análise. Outro recorte da pesquisa mostra que 75% dos pequenos e médios negócios consultam o score de forma recorrente, enquanto 55% das microempresas entrevistadas também possuem esse hábito. De acordo com o vice-presidente de PME da Serasa Experian, Cleber Genero, “para tomar decisões empresariais é preciso confiança e as instituições tendem a dar mais credibilidade para empresas que elas conhecem melhor. Por isso, principalmente para negócios de pequeno e médio porte, o score é uma das ferramentas mais utilizadas no mercado para auxiliar na tomada de decisão. É essencial que os empresários criem o hábito de acompanhar a pontuação de sua empresa para entender sua reputação no mercado e assim administrar as finanças de forma assertiva, aumentando as chances de conseguir um crédito de qualidade e boas negociações com parceiros e fornecedores”. Considerando as empresas de todos os portes, a pesquisa registrou que, em fevereiro de 2021, apenas 55% dos donos de negócios consultavam o score antes de tomarem decisões que impactassem a saúde financeira de suas empresas. No entanto, na entrevista inédita realizada em março deste ano, o percentual foi de 67%. “Em uma perspectiva de visão de mercado entendemos que esse tipo de análise é fundamental para mais da metade dos empreendedores entrevistados em ambas as pesquisas, o que deixa claro a eficácia do método. Ou seja, aqueles que ainda não se beneficiaram dele podem simplesmente não conhecer a praticidade e os resultados advindos do score”, explica Genero. Score está entre os cinco dados mais importantes para a tomada de decisão das PMEs Segundo os entrevistados, algumas informações são mais relevantes do que outras no momento de tomar uma decisão. Para 16% dos pequenos negócios o score está entre as cinco informações mais relevantes. 8,6% das microempresas compartilham dessa afirmação e 8,5% dos empreendimentos de médio porte também. Para Cleber Genero, o impacto do score sobre o sucesso financeiro dos empreendedores é um fato. “Os empresários que utilizam a análise de score de forma recorrente tendem a fazer negociações mais precisas e financeiramente seguras, já que, além da auto consulta, o Score avalia as chances de um cliente ou parceiro se tornarem inadimplentes em um horizonte de até seis meses. Com esse acompanhamento, é possível enxergar a credibilidade de outras empresas e proteger a saúde financeira do seu negócio”. Outras informações que fazem parte desse ranking dos dados mais relevantes considerados pelos respondentes são: o histórico de pagamento, dados cadastrais, de negativação, e informações do Cadastro Positivo, as quais aparecem no grupo como análises essenciais para o sucesso financeiro de uma negociação com parceiros e clientes. Micro, pequenas e médias empresas usam o score para otimizar concessões de crédito Dentre os diversos benefícios que os entrevistados apontaram sobre o hábito de consultar regularmente o próprio score e de seus parceiros de negócios, a concessão de crédito mais precisa é o principal motivo. Ou seja, antes de tomar a decisão de conceder crédito, aplicar descontos ou mesmo realizar vendas a prazo, esses empreendedores buscam segurança e assertividade na análise da pontuação de score. Evitar riscos de inadimplência, por exemplo, também é uma das razões mais apontadas na pesquisa, bem como a aquisição de novos clientes e a gestão daqueles já existentes. Metodologia Sobre as empresas de todos os portes foram coletadas 516 entrevistas março de 2022 que guiaram as análises. Os segmentos analisados contemplam as áreas de serviços, comércios varejistas, indústrias e comércios atacadistas de diferentes regiões do país. Em relação aos dados apenas de micro, pequenas e médias empresas, a amostra significa 67% do total de entrevistas realizadas. Além disso, o universo da pesquisa não está diretamente relacionado à Serasa Experian. A pesquisa foi feita com empresas que já “ouviram falar no Score”, contemplando empreendedores que consultam esse dado com a Serasa Experian, bem como com outros birôs de crédito.
Empreendacast: acervo de histórias em áudio

Gustavo Passi tem uma história interessante. Ele inventou a troca de figurinhas da Copa que lotou o vão do MASP em 2014 (e se repetiu em 2018), fundou a Voz e Conteúdo, uma produtora de podcasts que monta estúdios em bar, beco, eventos e onde você quiser, vem se dedicando a impulsionar creators e a incentivar o empreendedorismo. Um dos projetos dele é o Empreedacast, que começou no final de 2018 com o formato de entrevistas com empreendedores que contam seus desafios, dores e como situações difíceis podem se reverter em empresas de sucesso. Melhor: o Empreendacast, com conteúdos diários, vem se tornando um grande acervo de histórias de empreendedores. São mais de 240 entrevistas no ar, entre 1h e 2h de conversa, bons papos com quem sente na pele o que é empreender e já fizeram do limão uma limonada. É um verdadeiro Empreendaverso. Entre os entrevistados estão nomes como Itamar Serpa (Embelleze), Roberto Pina (SevenSete), Erik Momo (Pizzaria 1900), Alexandre Ostroiewski (Multilaser), Rodrigo Faustino (Ebony English School), muitas mulheres estilo Ana Médici (apresentadora), Dariane Gatto (Kaz Coworking), Cristina Fragata (Attri), Livia Marques (Veroni), Marina Proença (ex-Favo), Gabriela Ferolla (Seall) entre outros empresários. São conversas (que na verdade são uma verdadeira aula de prática) em diversos segmentos: food service, startups, logística, serviços, saúde, segurança, empreendedorismo social, ESG e inclusão, educação, indústria, beleza e outros. Além das entrevistas, o Empreendacast produz diariamente as Pílulas de Conteúdo sobre temas relevantes para quem empreende e quer empreender, como o Sextou Lá na Firma (Caio Barroso), Transformação Digital (Wellington Cruz), Innova News (Ana Médici) e muitos áudios sobre liderança, gestão, operação e demais temas do empreendedorismo. Está procurando um podcast que acrescente informação e conhecimento? Vai para a academia, caminhar, cozinhar e quer se informar ao mesmo tempo? Empreendacast resolve no áudio e em vídeo. Acesse em todos os players de áudio aqui ou procure nas redes sociais. E, se tiver uma sugestão de entrevista ou uma história interessante para contar, é só avisar para o Empreendabilidade através do e-mail contato@empreendabilidade.com.br que nós fazemos a ponte.
Tempo de abertura de CNPJ cai em julho, mostra Mapa de Empresas

Tempo médio de abertura de empresas cai para um dia e 2 horas em julho de 2022 Houve redução de 5 horas em relação a junho, mostra Mapa de Empresas O tempo médio de abertura de empresas no país, em julho deste ano, foi de um dia e 2 horas, redução de 5 horas em relação ao mês anterior (um dia e 7 horas). É o menor tempo médio já registrado. O dado está presente no Painel Mapa de Empresas da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia, atualizado nesta terça-feira (09/08) com os resultados apurados no mês passado. Em julho de 2021, o tempo médio era de dois dias e 16 horas. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, o resultado atual representou uma redução de 59,4%. Por sua vez, em relação a junho de 2022, o dado indicou uma queda de 16,1% no tempo médio de abertura de empresas. A redução do tempo para iniciar um empreendimento, com menos burocracia, é indicador da melhora do ambiente de negócios no país. Em julho deste ano, Tocantins e Sergipe foram as Unidades da Federação mais rápidas na abertura de uma empresa: 14 horas. Na sequência ficaram Alagoas (15 horas); Espírito Santo e Goiás (16 horas); Amazonas, Mato Grosso e Pernambuco (17 horas) e Roraima (18 horas). No total, 14 unidades federativas apresentaram média de abertura de empresas inferior a um dia. Em relação ao mês anterior, 14 estados registraram queda no tempo médio de abertura de empresas, sete apresentaram aumento e seis se mantiveram estáveis. Destaque para o Distrito Federal e o Acre, que apontaram redução acima de 30% em relação a junho. No comparativo com o mesmo período do ano passado houve queda em 26 estados e aumento apenas na Paraíba, sendo que em Tocantins, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Acre, Bahia e Ceará apresentaram uma redução superior a 65%. Capitais Recife foi a capital mais veloz na abertura de uma empresa em julho: 4 horas. Na sequência ficaram Maceió (6 horas); Cuiabá e Vitória (7 horas); São Paulo (8 horas); Aracaju, Curitiba, Salvador e Goiânia (9 horas). Em relação ao mês anterior, 16 capitais registraram queda no tempo médio e oito tiveram aumento. Porto Velho e Porto Alegre se mantiveram estáveis. Destaque para Curitiba, Florianópolis, João Pessoa e Teresina, onde a queda foi acima de 50%. Comparando com julho do ano passado, houve queda no tempo médio em 23 capitais, apenas três registraram aumento porcentual. Em Recife, Cuiabá, São Paulo e Salvador, a queda foi acima de 75%. Registros Em relação ao mês passado, a Bahia registrou a maior elevação percentual no ritmo de registro de novas empresas, com alta de 19,8% em relação a junho (17.360 empresas, em julho; ante 14.492, em junho). Pernambuco ficou em segundo lugar (crescimento de 16,1% sobre junho, alcançando 9.328 registros no mês). A terceira posição foi ocupada pela Paraíba (crescimento de 15,9% sobre julho, com 4.103 registros). No país, 19 estados registraram aumento no número de registros em relação a junho e nove apresentaram queda. Ao todo, foram abertas 327.764 empresas no mês passado. Por natureza jurídica, destaque para o registro da categoria “Empresário Individual”, com o volume de 260.433 registros no período, o que representou alta de 2,6% sobre o mês anterior. A maior elevação percentual no comparativo entre os meses ficou por conta da natureza jurídica de Sociedade Anônima, que apresentou um crescimento superior a 10%. O Mapa de Empresas mostra, ainda, que o Brasil encerrou julho com 19.862.765 empresas ativas, elevação de 1,3% sobre o mês anterior. Em relação a junho, todos os estados registraram aumento de pelo menos 1%. Por atividades econômicas, o segmento de “lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares” apresentou a maior expansão em julho, com 6.539 novas empresas no país (alta de 6,8% sobre junho). Seis atividades registraram aumento porcentual e quatro tiveram queda. O Mapa das Empresas está disponível aqui
Capacitar empreendedores é acelerar desenvolvimento econômico, diz CEO da Coca-Cola

(Crédito: Pexels CorentinHenry | Reprodução) Boa parte da operação de gigantes como a Coca-Cola só é possível graças às pequenas e médias empresas que atuam regionalmente e/ou resolvem problemas específicos, e o desenvolvimento econômico depende disso. Em comemoração aos 80 anos de atuação no Brasil, a Coca-Cola anunciou hoje (03) a aceleração de 300 mil estabelecimentos do pequeno varejo, como bares e restaurantes, durante um ano, como nova etapa do programa “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”, que disponibiliza ferramentas para empreendedores. “Em reflexo da pandemia houve a reconfiguração do pequeno varejo, quando alguns fecharam e novos empreendedores começaram no segmento de alimentação. Assim, a plataforma única que estamos lançando ajuda o empreendedor a se conectar e capacitar em uma série de frentes, como comunicação digital, atendimento, gestão e mais”, diz Luís Felipe Avellar, presidente Brasil e Cone Sul na Coca-Cola América Latina, em entrevista à EXAME, publicada hoje (veja aqui a matéria). De acordo com o executivo, a empresa mantém um investimentos de 3 bilhões de reais ao ano para o fomento de impacto social e ambiental. Agora, o aporte para os pequenos empreendedores é de aproximadamente 200 milhões de reais nos primeiros doze meses. Além disso, há um enorme potencial de expansão visto que a Coca-Cola chega a cerca de 1 milhão de pontos de venda. Para Silmara Olívio, diretora de relações corporativas Cone Sul na Coca-Cola América Latina, “essa iniciativa chega para inspirar e apoiar o crescimento dos locais onde atuamos na retomada da pandemia, posicionando a Coca-Cola como o melhor parceiro de negócio”. Com treinamentos e materiais exclusivos desenvolvidos pelo Sebrae e pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a plataforma pretende ser um hub de capacitação profissional por meio de conteúdo que traz uma abordagem simples e fácil de aplicar, até para temáticas mais complexas como economia circular, digitalização, entre outras. “Entendemos a capacitação como um caminho sem volta, pois transforma a mentalidade de quem investe neste processo. Independente da motivação que impulsiona o empreendedor a abrir um negócio, buscar aprimoramento aumenta suas chances de sucesso. Ser movido apenas pela paixão ou pela experiência muitas vezes não é suficiente”, diz Carlos Eduardo Pinto Santiago, gerente adjunto de Competitividade do SEBRAE, que no evento de lançamento do programa citou dados como o faturamento médio desses empreendimentos como 22% menor em abril de 2022, quando comparado ao período pré-pandemia. “Nossas recentes pesquisas mostram que o setor está em fase de recuperação neste período de retomada, mas os empresários ainda lutam para ajustar os preços e manterem seus negócios. Os riscos ainda são altos, em função do endividamento e da pressão dos custos. Portanto, capacitação permite uma vantagem competitiva enorme, porque você passa a entender muito mais do negócio e conhecer as ferramentas necessárias para poder chegar lá”, analisa Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel. Empreendedorismo Feminino Visando capacitar e empoderar as mulheres que já são empreendedoras ou tem o desejo de empreender, a plataforma “Coca-Cola dá um gás no seu negócio” conta com dois projetos exclusivos para elas. Ao todo, serão mais de 4.150 mulheres beneficiadas pelo programa nesta fase. O intuito é impactar a parcela da população que ficou ainda mais vulnerável durante a pandemia e que está diretamente ligada ao cerne do projeto. “Começamos o projeto piloto em Porto Alegre (RS) há dois meses e lançamos o edital exclusivamente para mulheres, pois entendemos a importância de capacitar elas, que são donas de seus negócios e chefes de famílias”, diz Avellar. Segundo ele, em Porto Alegre, as primeiras 300 vagas para o programa foram preenchidas em um dia. Em parceria com o Sebrae e Coca-Cola FEMSA, o “Empreenda como uma mulher” realiza um programa de mentoria para desenvolver negócios liderados por mulheres pelo país. Já o “Meu negócio é meu país” é outra etapa do lançamento e ocorre em Salvador (BA), em parceria com SOLAR Coca-Cola e a marca Kuat, a fim de fortalecer o empreendedorismo por meio de uma plataforma voltada para comidas regionais. “Acreditamos que as mulheres desempenharão um papel transformador na formação da economia global na próxima década. Elas são pilares fundamentais tanto para as comunidades quanto para seus negócios, e são peças-chave para estimular o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável”, diz Avellar. Além disso, de acordo com o executivo, a novidade pode impactar outras frentes ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança) da empresa. “Temos compromissos de diminuição de resíduos, empoderamento econômico e mais. Conforme esses empreendimentos avançam eles também gerem melhor a economia circular, os recursos naturais e outros fatores para nos ajudar e ajudar a sociedade como um todo”. Embaixadores Carmem Virgínia é a grande embaixadora do programa “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”, e representará o projeto para o grande público. Pesquisadora e influenciadora digital, a chef pernambucana também é e jurada dos reality shows “Cozinheiros em ação” e “FFF Brasil”, além de proprietária do premiado Altar Cozinha Ancestral (Recife) e Yayá (Rio de Janeiro). Outros dois nomes de peso da gastronomia brasileira serão apoiadores do projeto: João Batista, cozinheiro há 38 anos e apresentador do reality show Mestre do Sabor; e Katia Barbosa, chef jurada do mesmo programa. Atores fundamentais para que todas as iniciativas e mensagens da companhia sejam amplamente difundidas para o público geral, sem perder de vista a identificação e a aproximação com o público-alvo, os embaixadores têm como papel também inspirar e passar ensinamentos à medida que compartilham suas experiências e vivências enquanto empreendedores do setor de bares e restaurantes. “A Coca-Cola tem um aprendizado sobre criar e contar histórias. A junção com os embaixadores reforça esse papel ao trazer pessoas que inspiram e incentivam novos empreendedores”, diz Avellar. Resultados Neste primeiro ano de programa, os empreendedores serão acompanhados de perto e algumas métricas vão ajudar a entender a efetividade da ação. “Temos indicadores próprios para desenvolver os empreendedores de forma que eles aumentem as vendas, ofereçam diferentes produtos para cada ocasião de consumo e, consequentemente, acesse novos pacotes de benefícios como clientes Coca-Cola. Além disso, temos a perspectiva
Coca-Cola celebra 80 anos no Brasil com programas focados no pequeno varejo

Em 2022, a Coca-Cola completa 80 anos de atuação no Brasil. Para reforçar o DNA socialmente responsável da marca, a Coca-Cola decidiu que a comemoração deste marco seria coletiva e pelo bem maior e anuncia seu plano de apoio ao varejo. A proposta é fornecer as ferramentas necessárias para que os pequenos empreendedores alcem voos cada vez mais altos. Para impulsionar pequenas empresas do varejo alimentício, um dos ramos mais impactados economicamente nos últimos dois anos, a companhia apresenta a nova etapa do “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”. Por meio de capacitação, a plataforma visa acelerar uma grande parcela de seus clientes e tem objetivo de impactar mais de 300 mil negócios apenas neste primeiro ano. Com treinamentos, além de materiais exclusivos desenvolvidos pelo Sebrae e pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a plataforma pretende ser um hub de capacitação profissional por meio de conteúdo que traz uma abordagem simples e fácil de aplicar, até para temáticas mais complexas como economia circular, digitalização, entre outras. “Entendemos a capacitação como um caminho sem volta, pois transforma a mentalidade de quem investe nesse processo. Independente da motivação que impulsiona o empreendedor a abrir um negócio, buscar aprimoramento aumenta suas chances de sucesso. Ser movido apenas pela paixão ou pela experiência muitas vezes não é suficiente”, comenta o gerente adjunto de Competitividade do Sebrae, Carlos Eduardo Pinto Santiago. “Nosso papel é estimular o empreendedorismo brasileiro e, ao contar com o apoio da iniciativa privada, como o da Coca-Cola, conseguimos ampliar os resultados e alcançar ainda mais pessoas”, finaliza. “Nossa trajetória no Brasil mostra que não recuamos diante de desafios. Acreditamos no potencial dos empreendedores brasileiros e queremos, junto com eles, fazer a diferença hoje, amanhã e nos próximos 80 anos. Essa iniciativa chega para inspirar e apoiar o crescimento nos locais onde atuamos para a retomada da pandemia, posicionando a Coca-Cola como o melhor parceiro de negócio”, explica Silmara Olívio, diretora de Relações Corporativas Cone Sul na Coca-Cola América Latina. Visando capacitar e empoderar as mulheres que já são empreendedoras ou tem o desejo de empreender, a plataforma “Coca-Cola dá um gás no seu negócio” conta com dois projetos voltados para elas. Ao todo, serão mais de 4.150 mulheres beneficiadas pelo programa ao longo de 12 meses. O intuito é impactar a parcela da população que ficou ainda mais vulnerável durante a pandemia e que está diretamente ligada ao cerne do projeto – segundo estudo do Nubank em parceria com o BID e o Sebrae, um em cada três negócios do Brasil são geridos por mulheres. Em parceria com o Sebrae e Coca-Cola FEMSA, o “Empreenda como uma mulher” realiza um programa de mentoria para desenvolver negócios liderados por mulheres pelo país. Já o “Meu negócio é meu país” acontecerá em Salvador (BA), em parceria com SOLAR Coca-Cola e a marca Kuat, a fim de fortalecer o empreendedorismo por meio de uma plataforma voltada para comidas regionais. “Acreditamos que as mulheres desempenharão um papel transformador na formação da economia global na próxima década. Elas são pilares fundamentais tanto para as comunidades quanto para os seus negócios e são peças-chave para estimular o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável”, destaca Silmara. Embaixadores Carmem Virgínia é a grande embaixadora do programa “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”, e representará o projeto para o grande público. Pesquisadora e influenciadora digital, a chef pernambucana também é e jurada dos reality shows “Cozinheiros em ação” e “FFF Brasil”, além de proprietária do premiado Altar Cozinha Ancestral (Recife) e Yayá (Rio de Janeiro). Outros dois nomes de peso da gastronomia brasileira serão apoiadores do projeto: João Batista, cozinheiro há 38 anos e apresentador do reality show “Mestre do Sabor”; e Katia Barbosa, chef jurada do mesmo programa. Atores fundamentais para que todas as iniciativas e mensagens da companhia sejam amplamente difundidas para o público geral, sem perder de vista a identificação e a aproximação com o público-alvo, os embaixadores têm como papel também inspirar e passar ensinamentos à medida que compartilham suas experiências e vivências enquanto empreendedores do setor de bares e restaurantes. Por Agência Sebrae
Veja a carta dos empreendedores do Reino Unido ao governo

Philip Salter é fundador da The Entrepreneurs Network e colaborador da Forbes Artigo originalmente publicado em 25 de julho de 2022, na Forbes (disponível aqui). Mais da metade dos jovens britânicos começaram ou pensaram em começar um negócio. Essa é uma tendência que tem mais a ver com o que eles veem todos os dias no TikTok do que com o que aprendem na sala de aula. Afinal, a maioria dos jovens não está aprendendo nada sobre o mundo do trabalho – muito menos sobre a necessidade de começar um negócio. Não são apenas os jovens que valorizam as habilidades empreendedoras: os empregadores também. Para coincidir com o lançamento do Relatório do All-Party Parliamentary Group for Entrepreneurship, pedindo ao governo que priorize a educação empreendedora, coordenamos uma carta para apoiar as descobertas, que centenas dos principais empreendedores e educadores do Reino Unido assinaram. O relatório APPG foi apoiado por finnCap. Como diz Sam Smith, CEO do grupo finnCap: “Trabalhei com programas que ensinam empreendedorismo nas escolas. Vi em primeira mão como esses programas abrem oportunidades para jovens de origens que geralmente são excluídas do empreendedorismo. Incorporar a educação no sistema de ensino regular criará um futuro mais justo para os jovens do Reino Unido.” Ao lado de Sam Smith, a carta foi assinada por muitos dos grandes e bons empresários do Reino Unido, incluindo: Lord Bilimoria CBE DL, fundador da Cobra Beer e presidente da CBI; Dragon e varejista Theo Paphitis; Giles Andrews OBE, fundador da Zopa; Sherry Coutu CBE, administradora da Founders4Schools; Emma Jones CBE, fundadora da Enterprise Nation; Rishi Khosla OBE, CEO e cofundador do OakNorth Bank; Rajeeb Dey MBE, fundador e CEO da Learnerbly; Sean Ramsden MBE, fundador e CEO da Ramsden International; Caroline Theobald CBE, diretora administrativa do Bridge Club; Dra. Sarah Wood OBE, diretora independente sênior da Tech Nation; Simon Woodroffe OBE, fundador da YO! Companhia; Shalini Khemka CBE, Fundadora e CEO da E2E; Maxine Benson MBE, cofundadora, everywoman, e Brad Aspess MBE, fundador da Rarewaves. Alison Cork, fundadora da Make it Your Business, diz: “À medida que os jovens, em particular, reavaliam como querem trabalhar e viver, é imperativo que normalizemos uma cultura de empreendedorismo em nosso sistema educacional”. Hilary Rowland, cofundadora da Boom Cycle, diz: “Tornar a exposição ao empreendedorismo uma prioridade para os jovens é um acéfalo. Há tantas lições a serem aprendidas, mesmo que eles não abram seu próprio negócio.” Para Louise Hill, cofundadora e COO da GoHenry, “é incrivelmente importante apoiar a próxima geração de empreendedores. A GoHenry apoia totalmente isso.” O relatório apela ao Governo para elaborar uma Estratégia de Empreendedorismo Juvenil, tendo em conta as evidências e experiências de toda a Europa. O relatório sugere estabelecer competências e habilidades-chave que os alunos devem desenvolver ao longo de sua educação, bem como incentivar o aprendizado por meio de projetos práticos, para garantir que o conteúdo teórico esteja claramente relacionado às aplicações práticas. A ideia é incorporar o empreendedorismo no Currículo Nacional, em vez de ensiná-lo como uma disciplina separada. O relatório argumenta que as escolas poderiam empregar um modelo de quatro anos em que os conceitos teóricos relevantes para a inovação e o empreendedorismo sejam disseminados ao longo de todos os anos escolares e integrados nas disciplinas existentes, começando com a introdução de conceitos básicos em idades mais jovens e desenvolvendo para o quadro mais amplo e oportunidades empresariais entre os grupos de anos mais velhos. Ao vincular esses assuntos a situações e habilidades práticas, sua relevância diária fica mais clara para os alunos que, de outra forma, poderiam estar menos engajados. Com base nos dois relatórios de 2014: Lord Young’s Enterprise for All e o APPG for Micro Businesses’s An Education System fit for an Entrepreneur, este relatório da APPG está tentando colocar a educação empresarial de volta no menu para quem for o próximo primeiro-ministro. Como diz o autor do relatório, Finn Conway: “Atualmente, a educação para o empreendedorismo, quando é ensinada, sofre por ser isolada. As crianças aprendem os conceitos básicos de matemática e ciências, mas não aprendem como se envolver com esses tópicos com uma mentalidade empreendedora. O currículo deve ser trazido à vida através das lentes do empreendedorismo desde as idades mais jovens”.
Nota Fiscal de Serviços Eletrônica chega para os Microempreendedores Individuais

A partir do dia 1º de janeiro de 2023, os Microempreendedores Individuais (MEI) poderão emitir Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) em todo o território nacional. A medida é fruto de resolução publicada pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) no Diário Oficial da União desta sexta-feira (29). A novidade deve beneficiar os MEI ativos no Brasil que atuem na prestação de serviços, com a facilidade de poder emitir a nota pelo Portal do Simples Nacional, via computador ou app do celular. Quem comercializa mercadorias não está abrangido pela norma. O MEI deve emitir a NFS-e quando há a obrigatoriedade de emissão, como na prestação de serviços para pessoas jurídicas, e nos casos em que a nota é facultativa, como em serviços executados para pessoas físicas. De acordo com a resolução, quando o MEI emitir a NFS-e ficará dispensado da Declaração Eletrônica de Serviços, bem como do documento fiscal municipal relativo ao ISS referente a uma mesma operação ou prestação. A NFS-e do MEI terá validade em todo o país e será suficiente para fundamentação e constituição do crédito tributário, além de dispensar certificação digital para autenticação e assinatura do documento emitido. Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a resolução representa um avanço na melhoria do ambiente de negócios. “A possibilidade de emitir a NFS-e aumenta a credibilidade da empresa perante parceiros e fornecedores, melhora a gestão contábil e financeira do negócio, fortalece as relações de consumo e facilita o cumprimento de obrigações tributárias, contribuindo para contínua regularidade fiscal do MEI”, comentou. Fonte: Agência Sebrae
Negócio nas favelas: metade dos moradores se considera empreendedora

Para Celso Athayde, coCEO da Digital Favela e CEO da Favela Holding, empreender é, em muitos casos, questão de sobrevivência (Favela Holding/Divulgação) Pesquisa da Digital Favela mostra as fontes de renda dos moradores, o acesso digital na hora das compras e também como a influência local é importante no consumo. A metade dos moradores de favelas no Brasil se considera empreendedora, como revela a edição da Digital Favela, encomendada pela Data Favela. Entre os respondentes, 41% têm um negócio próprio, sendo que, para 22%, essa é a principal fonte de renda. E, nas favelas, 57% dos empreendedores declara ter investido nesse formato de trabalho para driblar a ausência de oportunidades com carteira assinada no mercado formal, enquanto 54% dizem ter recorrido a horas extras e bicos para complementar a renda durante o último ano. Para Celso Athayde, coCEO da Digital Favela e CEO da Favela Holding, empreender é, em muitos casos, questão de sobrevivência. “Sem emprego, as pessoas se veem obrigadas a procurar alternativas e optam por investir em habilidades que podem virar serviços, como alimentação, estética e manutenção de eletrônicos, por exemplo”. A maioria dos empreendedores permanece, atualmente, na informalidade. Deles, 63% não possuem CNPJ – ou seja, não têm empresa formalmente aberta para exercer a atividade remunerada. “A informalidade ainda é grande porque estes são negócios criados para suprir necessidades emergenciais e para atender à própria comunidade. Conforme os negócios se consolidam, há uma busca pela formalização, que é importante para conseguir crédito e crescer”, afirma Athayde. O acesso a capital para investimento é apontado como uma das dificuldades na condução dos negócios para 40% dos entrevistados, seguidos pela falta de equipamentos adequados, em 25% dos casos. Para 14%, a maior dificuldade está em fazer a gestão financeira do empreendimento. “Ao empreender por necessidade, as pessoas têm poucos recursos formais para embasar os negócios. Elas criam e crescem na raça, apesar das dificuldades. Porém, se tivessem acesso a mais estrutura, certamente, prosperariam ainda mais”. Apesar disto, 81% estão otimistas em relação ao futuro do negócio. Consumo e Conexão A pesquisa também ressalta a importância da internet nas favelas brasileiras. Dos empreendedores, 58% usam a rede como fonte de informação sobre a atividade que exercem. Também é por ela, especialmente pelas redes sociais, que 76% das pessoas divulgam seus serviços. “O dado mostra como a favela está conectada, engajada e sendo uma grande fonte de influência. Os próprios moradores sabem qual é a linguagem ideal para atrair seus clientes e o tipo de conteúdo que aquele determinado assunto precisa. Por isso, acabam se transformando em influenciadores digitais e que, muitas vezes, podem representar diversas marcas que desejam essa mesma conexão com as favelas”, afirma Guilherme Pierri, coCEO da Digital Favela. O reconhecimento dos demais moradores sobre o negócio, o famoso “boca a boca”, aparece como fonte de divulgação para 56% dos proprietários. Além disso, 88% de quem vive nas favelas afirma confiar mais nas indicações de um influenciador da própria comunidade do que nas de pessoas famosas (12%). “O senso de comunidade e pertencimento é muito latente. Assim como acontece com grandes empresas, a indicação é o reconhecimento de qualidade e aumenta a reputação de um produto ou serviço dentro daquela comunidade. Por isso, a representatividade e legitimidade acabam sendo os grandes fatores de sucesso nessa comunicação”, diz Pierri. Em relação às compras, 41% nunca compraram pela internet diretamente. E cerca de 61% deles conseguem receber um pedido na porta de casa, enquanto outros têm que pedir para que a entrega seja feita em algum ponto próximo. A pesquisa entrevistou 1.250 pessoas, de 16 a 78 anos, em favelas de todo o país de 6 a 17 de março de 2022. A margem de erro estimada é de 2,8 p.p. Fonte: Exame
Memento Mori – o empreendedor deve ter consciência da morte da empresa

Por Ricardo Meireles O medo da morte acompanha o ser humano a todo momento. O medo do fim da empresa, o empreendedor. Não é algo que a pessoa fique pensando: “posso morrer agora”. Mas, a vontade de viver – e lutar pela sobrevivência – é inerente a todo ser vivo. Se o ser humano nasce, cresce, se reproduz e morre, o que ele faz no meio desse percurso é que, de fato, dá valor à sua existência. No caso de uma empresa, isso seria o equivalente aos resultados que ela traz para a sociedade. A “morte” de uma companhia, no cerne da palavra, significa que ela se findou. Mas, uma das cabeças brilhantes do ecossistema de inovação no Brasil um dia me falou: “o empreendedor é aquele que tem a capacidade de sempre estar buscando a melhor forma de sua empresa sobreviver”. Claro, há exceções. Suicídios, negligências e ressurreições – como crimes de corrupção e má-conduta que certamente dariam errado, deram, e sempre vão dar. Mas, é certo que algumas mortes podem ser evitadas. Aqui entra o “memento mori”: a consciência e a reflexão de que o negócio pode acabar, como e o quê fazer para evitar isso. Ter o “memento mori” é direcionar a companhia para uma morte com sentido diferente do fim, mas parecido com o de não ser mais aquela companhia que se conhecia e se transformar em outra. Alguns casos emblemáticos de mortes empresariais poderiam ter tido outro destino se os sócios, fundadores ou os gestores tivessem tido o “memento mori”, consciência de que o negócio poderia morrer. Esses exemplos são comumente citados para ilustrar a necessidade de inovação nas empresas. Não seria inovação apenas um elemento necessário na vida de uma companhia? No caso da Kodak, por exemplo, – sendo bastante crítico -, não tinha uma pessoa sequer que pudesse dizer: “olha, está acontecendo isso. Se não nos atualizarmos, vamos acabar”. Mas, olhar o futuro do passado do ponto de vista do presente é fácil. O que nos leva, de novo, à relevância de se ter consciência da morte. Acompanhando as diversas lives e podcasts disponíveis nas redes sociais com entrevistas de grandes nomes, já ouvi de mais de um empresário que a experiência em situações de crise é muito valiosa para um empreendedor (ou founder, no caso de startups). O cidadão nesta posição, um tomador de riscos com a vontade e a responsabilidade de fazer o negócio dar certo, tem que estar de olho no que pode ameaçar a vida da sua empresa. Geralmente a morte empresarial não acontece de repente. Ela é lenta, quase que premeditada (de novo, não temos a pretensão de julgar histórias do passado que não tiveram um bom futuro a partir do ponto de vista do agora). Isso só significa que a empresa tem a obrigação de se transformar, inovar, mudar, se unir, se vender, para sobreviver. Uma companhia não tem data de vencimento como o ser humano. Mas, como ele, a consciência da sua morte pode significar uma vida mais longeva e valiosa. Ricardo Meireles – Publisher do Empreendabilidade É consultor e estrategista de conteúdo, gestão de conhecimento e relações com stakeholders. Comunicador pela UNIFACS (2002), especializado em Estratégia e Planejamento (Miami Ad School/2017), em Economia (FGV/2018) e certificado em Branding (Insper/2018). Também é sócio-fundador da Pandora Comunicação.
As perguntas que todo empreendedor deve responder (Amar Bhidé | HBR 1996)

Tomada de decisão e resolução de problemas As perguntas que todo empreendedor deve responder (1996) Por: Amar Bhidé (tradução livre) Quais são meus objetivos? Tenho a estratégia certa? Posso executar a estratégia? Das centenas de milhares de empreendimentos que os empreendedores lançam todos os anos, muitos nunca saem do papel. Outros fracassam após espetaculares lançamentos de foguetes. Uma empresa de condimentos de seis anos atraiu clientes fiéis, mas alcançou menos de US$ 500.000 em vendas. As margens brutas da empresa não podem cobrir suas despesas gerais ou fornecer renda adequada para o fundador e os membros da família que participam do negócio. O crescimento adicional exigirá uma enorme infusão de capital, mas os investidores e potenciais compradores não estão interessados em empreendimentos pequenos e marginalmente lucrativos, e a família esgotou seus recursos. Outra empresa jovem, lucrativa e em rápido crescimento, importa produtos inovadores do Extremo Oriente e os vende para grandes redes de lojas americanas. O fundador, que tem um patrimônio líquido de vários milhões de dólares, foi indicado para o prêmio de empreendedor do ano. Mas o crescimento espetacular da empresa o forçou a reinvestir a maior parte de seus lucros para financiar os crescentes estoques e recebíveis da empresa. Além disso, a lucratividade atraiu concorrentes e clientes a negociar diretamente com os fornecedores asiáticos. Se o fundador não fizer algo logo, o negócio vai evaporar. Como a maioria dos empresários, o fabricante de condimentos e o importador de novidades recebem muitos conselhos confusos: diversifique sua linha de produtos. Atenha-se ao seu tricô. Levante capital vendendo ações. Não arrisque perder o controle só porque as coisas estão ruins. Delegue. Aja com decisão. Contrate um gerente profissional. Observe seus custos fixos. Por que todos os conselhos conflitantes? Porque a gama de opções – e problemas – que os fundadores de empresas jovens enfrentam é vasta. O gerente de uma empresa madura pode perguntar: Em que negócio estamos? ou Como podemos explorar nossas competências essenciais? Os empreendedores devem se perguntar continuamente em que negócio eles querem estar e quais capacidades eles gostariam de desenvolver. Da mesma forma, as fraquezas e imperfeições organizacionais que os empreendedores enfrentam todos os dias fariam com que os gerentes de uma empresa madura entrassem em pânico. Muitas empresas jovens carecem simultaneamente de estratégias coerentes, pontos fortes competitivos, funcionários talentosos, controles adequados e relacionamentos claros de subordinação. O empreendedor pode enfrentar apenas uma ou duas oportunidades e problemas de cada vez. Portanto, assim como os pais devem se concentrar mais nas habilidades motoras de uma criança do que em suas habilidades sociais, o empreendedor deve distinguir questões críticas de dores normais de crescimento. Os empreendedores não podem esperar o tipo de orientação e conforto que um livro oficial sobre educação infantil pode oferecer aos pais. Os seres humanos passam por estágios fisiológicos e psicológicos em uma ordem mais ou menos predeterminada, mas as empresas não compartilham um caminho comum de desenvolvimento. Microsoft, Lotus, WordPerfect e Intuit, embora competindo no mesmo setor, não evoluíram da mesma forma (nota: empresas de tecnologia da década de 1990). Cada uma dessas empresas tem sua própria história para contar sobre o desenvolvimento da estratégia e das estruturas organizacionais e sobre a evolução do papel do fundador na empresa. Os problemas que os empreendedores enfrentam todos os dias sobrecarregariam a maioria dos gerentes. As opções que são apropriadas para um empreendimento empresarial podem ser completamente inadequadas para outro. Os empreendedores devem tomar um número desconcertante de decisões e devem tomar as decisões que são certas para eles. A estrutura que apresento aqui e as regras práticas que o acompanham ajudarão os empreendedores a analisar as situações em que se encontram, estabelecer prioridades entre as oportunidades e problemas que enfrentam e tomar decisões racionais sobre o futuro. Essa estrutura, baseada em minha observação de várias centenas de empreendimentos iniciantes ao longo de oito anos, não prescreve respostas. Em vez disso, ajuda os empreendedores a fazer perguntas úteis, identificar questões importantes e avaliar soluções. A estrutura se aplica se a empresa for uma pequena gráfica tentando permanecer no negócio ou um varejista de catálogos buscando centenas de milhões de dólares em vendas. E funciona em quase qualquer ponto da evolução de um empreendimento. Os empreendedores devem usar a estrutura para avaliar a posição e a trajetória de suas empresas com frequência – não apenas quando os problemas aparecem. A estrutura consiste em uma sequência de três etapas de perguntas. O primeiro passo esclarece os objetivos atuais dos empreendedores, o segundo avalia suas estratégias para atingi-los e o terceiro os ajuda a avaliar sua capacidade de executar suas estratégias. A organização hierárquica das perguntas exige que os empreendedores enfrentem as questões básicas e gerais antes de pensar em refinamentos e detalhes. Essa abordagem não pressupõe que todas as empresas – ou todos os empreendedores – se desenvolvam da mesma maneira, portanto, não prescreve uma metodologia única para o sucesso. Esclarecendo metas: para onde quero ir? Os objetivos pessoais e de negócios de um empreendedor estão inextricavelmente ligados. Enquanto o gestor de uma companhia aberta tem a responsabilidade fiduciária de maximizar o valor para os acionistas, os empreendedores constroem seus negócios para cumprir objetivos pessoais e, se necessário, buscar investidores com objetivos semelhantes. Antes que possam definir metas para um negócio, os empreendedores devem ser explícitos sobre seus objetivos pessoais. E eles devem se perguntar periodicamente se esses objetivos mudaram. Muitos empreendedores dizem que estão lançando seus negócios para alcançar a independência e controlar seu destino, mas esses objetivos são muito vagos. Se parar e pensar sobre isso, a maioria dos empreendedores pode identificar metas mais específicas. Por exemplo, eles podem querer uma saída para o talento artístico, uma chance de experimentar novas tecnologias, um estilo de vida flexível, a pressa que vem do crescimento rápido ou a imortalidade de construir uma instituição que incorpore seus valores profundamente arraigados. Financeiramente, alguns empreendedores buscam lucros rápidos, alguns desejam gerar um fluxo de caixa satisfatório e outros buscam ganhos de capital na construção e venda de uma empresa. Alguns empreendedores que desejam construir instituições sustentáveis não consideram
Mercado cresce mais de 8% no 1o tri de 2022

A segurança do negócio e os bons índices do mercado colocam a franquia como uma opção de investimento muito segura, mas alguns cuidados são necessários na escolha desta modalidade de negócio. O universo da franquia é uma das opções mais seguras de investimento para profissionais que desejam entrar para o mundo do empreendedorismo. Segundo relatório de desempenho do 1º Trimestre de 2022 da ABF (Associação Brasileira de Franchising), o resultado do faturamento das franquias neste período foi R$ 188.568 MI, com uma taxa de crescimento de 8,8% em relação ao mesmo período de 2021. Tal resultado é apontado pela ABF como um cenário de recuperação, uma vez que o resultado de 2021 foi negativo. Já o crescimento em relação a 2020 foi de 4,4%. Os setores que tiveram maior crescimento nas operações de franquia, foram os segmentos de Serviços, que sozinho acumulou o resultado positivo de 12,8%, seguido pelo ramo de Moda com o valor de 11,4% e Saúde, Beleza e Bem-Estar com o resultado de 8,7%. O único segmento que ainda operou negativo no período da pesquisa foi Hotelaria e Turismo, com resultado negativo de 3,3% A modalidade de franquia que mais cresceu em 2022 foi a chamada “Home Based“, que tem como premissa, uma atuação profissional baseada em casa e não num escritório específico ou em uma loja. Trata-se de um modelo bem conhecido nos Estados Unidos e que, aos poucos, vem ganhando espaço no mercado brasileiro e crescendo no segmento de franchising, como mostram os números. “A pandemia mudou os padrões de consumo. As pessoas se acostumaram a ficar perto da família, com boa qualidade e vida e por isso não querem voltar para uma rotina tóxica, por isso a opção de investir em um negócio seguro e que proporcione esse bem-estar de estar em casa, torna-se prioridade nas opções de escolha dos profissionais”, explica Daniela Albuquerque, Head de Expansão da Templum Franchising. Cuidados na escolha de uma franquia Segundo dados do Sebrae, 50% das empresas fecham no primeiro ano de vida e 26% encerram as suas atividades em cinco anos. Essa estatística justifica a procura pelo modelo de franquia, uma vez que neste caso a empresa já passou desta fase de risco e tem o negócio validado. Mas ainda assim alguns cuidados devem ser analisados para garantir que o investimento valha a pena. Nesse sentido, Daniela Albuquerque indica que um dos pontos críticos que devem ser analisados para essa escolha é o de investigar o status da empresa no mercado com clientes e funcionários para entender o tipo de atenção que a empresa dá para cliente interno e externo. “Sites como Reclame Aqui, Glassdor, reputação do Google e redes sociais são bons canais para esta essa análise. Além da rentabilidade do negócio e retorno do investimento, outras análises são relevantes, tais como periodicidade da taxa de franquia, custos diretos e indiretos, tecnologia, trabalho em rede, plano de segurança de dados, compliance e transparência, canais de comunicação e relacionamento entre franqueado e franqueadora”. A operação de franquia é regida pela Lei de Franquia Empresarial (Lei nº 13.996, de 26/12/2019) e a Circular de Oferta de Franquia é um documento obrigatório que deve detalhar todas as informações do negócio. A ABF divulga os dados do setor e dos seus associados trimestralmente e deve ser o canal oficial de consulta dos dados do setor.
6 em cada 10 empreendedores estão confiantes com o futuro
A 14ª Pesquisa de Impacto da Pandemia de Coronavírus nos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponta que seis em cada dez empreendedores estão confiantes com o futuro da empresa. Entretanto, apesar de estar em menor percentual, o índice de 41% de aflitos, ou seja, preocupados, voltou a crescer desde o fim de 2021, quando era de 39%. O levantamento, feito on-line entre 25 de abril e 2 de maio de 2022, colheu dados de 13.205 empreendedores em todos os 26 estados e no Distrito Federal. Entre os confiantes, incluem-se os donos de pequenos negócios que se consideram conformados (percebendo o lado positivo da crise), com 24%; 19% dos aliviados (esperançosos com o futuro) e 16% de animados (entusiasmados com o futuro). O analista de Competitividade do Sebrae Nacional Alberto Vallim considera que os números apresentados representam um alerta. “É um sinal de que a maioria está com alguma perspectiva positiva, em situação melhor do que os tempos difíceis em 2020 e 2021, durante a pandemia. No entanto, é um sinal de alerta porque é um indicador que vinha melhorando ao longo dos últimos dois anos, mas voltou a ter uma piora agora nessa pesquisa”, comenta. “Aflitômetro” Quem empreende convive diariamente com diversos desafios e os sentimentos dos donos de pequenos negócios em relação ao futuro da empresa podem variar entre os segmentos. Dados do levantamento também mostram que os donos de pequenos negócios no ramo de serviço de alimentação, comércio varejista da moda e logística/transporte são os mais aflitos, ou seja, mais preocupados com o futuro da empresa, correspondendo a 50%, 47% e 45%, respectivamente. Para Vallim, esses segmentos são os que mais estão sofrendo com o aumento do custo de energia e combustíveis em geral – sendo um dos principais insumos para o setor de logística, um componente importante no fornecimento de estoque dos serviços de alimentação e a base de serviços de delivery. “O mais importante é fazer uma gestão eficiente dos custos, deixando claro para o cliente o impacto dos custos de transporte caso seja necessário reajustar preços”, recomenda Vallim. Por outro lado, os donos de pequenos empreendimentos da indústria de base de tecnologia e do agronegócio, por exemplo, foram os que apresentaram os menores índices de aflição, com 21% e 30%, respectivamente. Na opinião do analista, ambos são segmentos em que o aumento de despesas está muito presente, mas a falta de clientes não é um fator tão expressivo. “São segmentos que provavelmente estão com muita demanda e, apesar do aumento dos custos, estão com perspectivas de continuarem tendo clientes, o que atenua a preocupação com o futuro”, considera. De maneira geral, ao contrário das pesquisas anteriores em que a pandemia da Covid-19 era considerada a grande preocupação dos empreendedores, desta vez, a 14% pesquisa de impacto revelou que o aumento dos custos e a falta de clientes foram considerados os aspectos que trazem mais dificuldades para os negócios neste momento. “Os efeitos diretos da pandemia já não são a maior preocupação, mas os efeitos econômicos oriundos de outros fatores, como inflação, recessão em outros países do mundo, aumento da taxa de juros e impactos da oscilação em algumas cadeias globais de fornecimento”, observa Vallim. Com informações do portal Administradores.com
50 milhões de brasileiros desejam abrir um negócio nos próximos 3 anos

O número de brasileiros que não têm um negócio, mas pretendem abrir uma empresa nos próximos três anos aumentou 75% em 2020, chegando a 50 milhões de pessoas “Apesar da pandemia ter derrubado a taxa de empreendedorismo total no Brasil em cerca de 18% em 2020, ter um negócio virou uma forte motivação para milhões de brasileiros. Pela primeira vez na série histórica dessa pesquisa, ter uma empresa passou a ser o segundo maior sonho do brasileiro, perdendo apenas para o desejo de viajar”, explica Carlos Melles, presidente do Sebrae. Apesar da necessidade de empreender, Melles destaca que muitos brasileiros querem ter uma empresa para realizar um sonho de vida e se adaptar ao novo mercado de trabalho, muito mais dinâmico. “A vocação para empreender faz parte do nosso DNA. O que falta no Brasil é método e educação empreendedora. Com conhecimento, os brasileiros que querem ter um negócio podem realizar esse sonho”, diz Melles. Formalização em alta Outro dado do relatório aponta que a formalização entre os empreendedores brasileiros cresceu 69% entre 2019 e 2020. O total de empreendedores com CNPJ entrevistados pela pesquisa passou de 26% para 44%, o maior crescimento dos últimos quatro anos. Em 2017, apenas 15% eram formalizados e, em 2018, 23%. Os principais motivos que levam à formalização são: acesso aos benefícios (56%), exigência dos clientes para emissão de nota fiscal (53%) e contribuição para a Previdência Social (30%). Fonte: G1 (https://g1.globo.com/empreendedorismo/noticia/2021/10/05/50-milhoes-de-brasileiros-desejam-abrir-um-negocio-nos-proximos-3-anos-aponta-pesquisa.ghtml)
Plataforma de ensino leva educação empreendedora às escolas

Sistema foi lançado no último dia 10 de maio, durante a Bett Brasil, maior evento de educação e tecnologia da América Latina O Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo. Segundo o Global Entrepreneurship Monitor 2021, são 14 milhões de empreendedores estabelecidos, ou seja, cujas empresas têm mais de 3 anos. O tema é tão importante que um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados visa tornar o ensino de empreendedorismo obrigatório nas escolas brasileiras. Para fornecer um material didático especializado e atual sobre o tema, a Temmus Educação está lançando, em parceria com a Pearson Brasil, o Geração Líder, sistema de ensino de empreendedorismo que tem como base as mais robustas diretrizes mundiais. O lançamento da plataforma aconteceu durante a Bett Brasil, feira de educação que aconteceu em maio, em São Paulo. O Geração Líder é uma solução híbrida que tem como objetivo desenvolver competências e habilidades empreendedoras em crianças e jovens dos Ensinos Fundamental e Médio, dos 6 aos 17 anos de idade, de escolar particulares ou públicas. Ela é composta de materiais impressos e materiais digitais, além de jogos educacionais interativos que acompanham o estudante ao longo do processo de aprendizagem. “O empreendedorismo é a grande mola propulsora da economia. Acontece que os estudantes brasileiros saem das escolas sem conhecer nada sobre esse tema tão importante. O Geração Líder vem preencher essa lacuna educacional e reforçar a importância do pensamento e da atitude empreendedores como forma de desenvolvimento desses jovens”, analisa o fundador da Temmus Educação, Janguiê Diniz. “Eu vim de uma realidade muito pobre e foi graças à educação e ao empreendedorismo que consegui alcançar meus objetivos de vida. Acho importante que as crianças e os jovens também saibam que é possível, se tiverem a educação e o estímulo correto”, complementa o empreendedor, que também é fundador do grupo Ser Educacional e presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo. fonte: https://economia.ig.com.br/2022-05-10/plataforma-de-ensino-leva-educacao-empreendedora-as-escolas.html
Celebridades que empreendem

Celebridades empreendedoras fazem sucesso fora das telinhas Há muito tempo os famosos apostam em projetos paralelos à carreira e se jogam no mundo do empreendedorismo. A lista de artistas, atores, cantores, youtubers e apresentadores que, mesmo tendo uma carreira consolidada e lucrativa nas suas áreas de atuação, resolveram se aventurar e começar seu próprio negócio é maior do que muitos imaginam. Marina Ruy Barbosa A atriz lançou sua primeira marca de roupa, chamada Ginger. Com conceito slow fashion, Marina se dedicou em cada etapa da criação da flagship on-line, em parceria com a sócia Vanessa Ribeiro. Giovanna Antonelli Outra atriz brasileira na lista dos famosos empreendedores, muito conhecida pelos inúmeros papéis vividos em novelas da TV, resolveu investir no ramo de depilação a laser para mulheres. Em 2013, Giovanna inaugurou a primeira unidade da Giolaser, que hoje em dia conta com diversas franquias espalhadas pelo país. Bruno Gagliasso O galã é um exemplo de homem de negócios. Fora dos filmes e novelas, Bruno e sua esposa, Giovanna Ewbank, são sócios de mais de 12 empreendimentos incluindo a forneria Gagliasso e a pousada Maria Bonita, em Fernando de Noronha. Felipe Titto Além da arte, o modelo, ator e influencer comanda negócios nas mais diversas áreas. É fundador e sócio da Titanium Inc, especializada em agenciamento de talentos e marketing de influência, como Fernando Torquatto, Tainá Müller entre outros. Além disso, Titto é franqueado da OakBerry Açaí Bowls, fast food de açaí, sócio na Fashion Med, empresa especializada em máscaras tecnológicas, Moove Nutrition, American Lab, dentre outros empreendimentos. Ronaldo O herói do penta é dono da agência de comunicação 9ine, junto com o grupo WPP. Personalidades mundiais como Neymar Jr, Anderson Silva, Rubens Barrichello, dentre outros, têm suas imagens cuidadas pela empresa do fenômeno.
Pesquisa indica a maior motivação dos empreendedores brasileiros

Pesquisa Global sobre Empreendedorismo fez o levantamento em 24 países, incluindo o Brasil, e contou com mais de 23 mil entrevistados Os brasileiros cultivam a vontade de empreender. É o que confirma a “Pesquisa Global sobre Empreendedorismo”, encomendada pela Herbalife Nutrition e conduzida pela OnePol, realiza em abril deste ano em 24 países, inclusive no Brasil. Foram entrevistadas 23.500 pessoas, sendo 1 mil delas brasileiras, com o objetivo de fazer um levantamento sobre o sonho de empreender ao redor do mundo e também as motivações e principais desafios enfrentados. Globalmente, a principal razão de empreender é o fato de seguir uma paixão (64%). Mas, no Brasil, o que motiva mesmo é a flexibilidade de horário (64%), seguido pela vontade de ser seu próprio chefe (63%), o potencial de aumentar seus ganhos (54%), aumentar a satisfação profissional (51%) e, apenas em quinto lugar, foi citada a vontade de seguir uma paixão (50%). A nível nacional, os resultados apontam ainda que, entre os participantes que têm vontade de se tornar empreendedor ou empreendedora, 67% acreditam que suas ideias poderiam contribuir para uma revolução no mercado. A pesquisa apontou que apenas 21% dos brasileiros já está dando os primeiros passos para abrir seu próprio negócio ou já está empreendendo. Dos que estão interessados em começar um negócio, 65% se sentem sem fôlego para encarar os desafios. Além disso, 80% dos brasileiros acham que nunca teriam a oportunidade de seguir seu sonho de abrir o próprio negócio, enquanto 69% das pessoas nos demais países têm o mesmo sentimento. Desafios e primeiros passos Todos enfrentam os mesmos desafios no momento de empreender? 64% dos brasileiros acreditam que as mulheres enfrentam desafios diferentes dos homens quando se trata de empreender, incluindo “quebrar padrões sociais, lidar com acesso limitado a financiamento e lutar para ser levada a sério”. Porém, para ambos os sexos, entre as principais barreiras estão: os altos custos de investimento inicial (69%), insegurança de como começar (29%), falta de informação sobre dados de mercado e financiamento (27%), preocupações sobre se, de fato, será bem-sucedido (23%) e receio de não ser um negócio lucrativo (22%). Como investimento inicial, 81% dos brasileiros usariam recursos próprios, mas também considerariam buscar algum tipo de investimento (26%), buscariam um sócio (23%) ou então buscariam empréstimos pessoal (22%). Apenas 17% pediriam dinheiro emprestado para algum familiar. “Começar um negócio a partir do zero pode ser assustador, mas a oportunidade de buscar sua própria paixão pode ser uma experiência emocionante e libertadora”, diz John DeSimone, co-presidente e Chief Strategic Officer da Herbalife Nutrition. Mesmo com essas dificuldades, 53% dos brasileiros acreditam que é mais fácil iniciar um negócio no Brasil do que em outros países. Seis em cada dez pessoas que têm vontade de empreender já deram seus primeiros passos, sendo que os homens foram 13% mais propensos a tomar a iniciativa do que as mulheres. Dentre as principais motivações daqueles que empreendem, 57% afirmam que seguiram seus sonhos, enquanto 42% viram o potencial de mudarem seus ganhos, 34% ouviram seu instinto, 26% foram incentivados pela família e 21% por amigos. A cada dez brasileiros que já empreenderam, cerca de nove acreditam que ter tomado essa decisão proporcionou muito mais felicidade para eles. Benefícios de empreender Flexibilidade de horário 64% Vontade de ser seu próprio chefe 63% Potencial de aumentar seus ganhos 54% Aumentar a satisfação profissional 51% Vontade de seguir uma paixão 50% Motivos que levaram a empreender Seguir um sonho 57% potencial de mudar seus ganhos 42% Ouvir seu instinto 34% Incentivo da família 26% Incentivo dos amigos 21% Barreiras para abrir o próprio negócio Altos custos de investimento inicial 69% Insegurança de como começar 29% Falta de informação de mercado e financiamento 27% Receio de não ser bem-sucedido 23% Receio de não ser um negócio lucrativo 22% Fonte: Administradores (https://administradores.com.br/noticias/pesquisa-indica-a-maior-motiva%C3%A7%C3%A3o-dos-empreendedores-brasileiros)
Sebrae e Maturi lançam programa para startups criadas por 50+

O Silver Startup, lançado pelo Sebrae–SP e Maturi, é um programa que irá apoiar o desenvolvimento e crescimento de startups fundadas por empreendedores com mais de 50 anos por meio da conexão com mentores. Foram selecionadas 30 companhias de empreendedores do estado de São Paulo que já têm um negócio, um projeto ou ideia para começar uma startup e buscam apoio de especialistas em diversas áreas para validar, testar, melhorar e crescer. “Cerca de um quarto da população brasileira tem mais de 50 anos. Daqui 20 anos, mais de 40% da população terá mais de 50 anos. É um mercado enorme para ser atendido e nada melhor do que pessoas com mais de 50 anos para atender esse público que elas fazem parte. E o Sebrae com a Maturi dará todo o apoio para o desenvolvimento dos negócios promovendo mentorias e conexões”, destaca Wilson Poit, diretor-superintendente do Sebrae-SP. “Começamos como uma plataforma de vagas para pessoas com mais de 50 anos, mas desde o começo falamos sobre empreendedorismo para o nosso público. E ninguém melhor do que o Sebrae para unir forças e lançar um programa para impactar cada vez mais pessoas”, ressalta Mórris Litvak, fundador e CEO da Maturi, plataforma que reúne oportunidades de trabalho, desenvolvimento pessoal, capacitação profissional, empreendedorismo e networking. O Silver Startup Lab terá duração de seis meses e começa com um diagnóstico, já que o negócio pode estar na fase de ideação até em busca de investimento para escalonar, por exemplo. Os participantes terão mentorias com experts do mercado; acompanhamento das necessidades e próximos desafios; participação em eventos, como a feira de startups CASE e a Maturi Fest, maior festival de trabalho e empreendedorismo 50+ da América Latina; e conexão com outros programas e eventos do Sebrae for Startups, posicionamento do Sebrae-SP dedicado ao ecossistema de inovação paulista. O encerramento será realizado em dezembro com um DemoDay, para apresentação dos negócios para uma banca de avaliação. fonte: Startupi (https://startupi.com.br/2022/06/sebrae-sp-e-maturi-lancam-programa-para-startups-criadas-por-pessoas-com-mais-de-50-anos/)
O que não pode faltar na hora de empreender

Abrir uma empresa é um dos maiores sonhos de milhões de brasileiros e, de acordo com os dados do último boletim do Mapa das Empresas, apresentado pelo Ministério da Economia, cerca de 4.026.776 novas empresas foram abertas no Brasil no último ano. Tal número representa um recorde histórico, além de um salto de 19,7% se formos comparar com o ano de 2020. Mas você já parou para pensar o que faz com que determinadas empresas deem certo, cresçam e gerem lucro enquanto outras ficam estagnados e acabam fechando as portas? O Empreendabilidade decidiu listar algumas características indispensáveis para você ter um negócio próspero. Poder de Persuasão Apresentar sua ideia de negócio para investidores experientes em busca de apoio financeiro, negociar preços e prazos com fornecedores e convencer potenciais clientes de que seu produto ou serviço merece uma chance são apenas algumas das situações em que o poder de convencimento se mostra essencial para os empreendedores. E é uma das características mais comuns na personalidade daqueles que conseguiram atingir o sucesso. Flexibilidade A história de grandes empreendedores tem em comum a capacidade de contornar obstáculos e entender que as adversidades fazem parte do caminho. Manter a mente aberta para testar coisas novas e estar disposto para mudar de caminho rapidamente caso necessário são características indispensáveis. Persistência Já imaginou se o Coronel Sanders tivesse desistido quando uma nova rodovia acabou com a quantidade de clientes que frequentavam seu motel antes? É muito importante que quem deseja seguir nesse caminho consiga manter a calma diante de adversidades, entendendo que imprevistos fazem parte da trajetória e que manter-se firme é essencial.
Empresários +65 geram mais empregos

Os empreendedores brasileiros com 65 anos ou mais são os que mais empregam no país. É o que diz um estudo realizado em 2021 pelo Sebrae, a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE. A análise identificou que a maior proporção de empregadores (20%) está localizada nesse perfil de empreendedor. Ainda de acordo com a instituição, quando comparados às outras faixas etárias, os empresários desta faixa etária são os que mais possuem funcionários, sendo 71%, com 1 a 5 empregados; 11%, com 6 a 10 empregados; 10% com 11 a 50 empregados e 8% com 51 ou mais empregados. Assim, apesar de responderem por só 7,3% do total de empreendedores, esses empreendedores da 3ª idade constituem o grupo que proporcionalmente mais gera emprego entre os Pequenos Negócios Os números analisados são relativos ao terceiro trimestre do ano passado, quando o Brasil atingiu 1,8 milhão de empreendedores nessa faixa etária, o que corresponde a 7,3% do total de donos de negócios de pequeno porte. Os dados apontam também que os empreendedores com 65 anos ou mais são, em grande maioria, homens (73%), brancos (59%), chefes de família (73%), dedicando-se a um único trabalho (98,8%). Em termos de escolaridade, o empreendedor da 3ª idade é o que tem menos instrução quando comparado aos demais grupos. Em sua maioria, eles possuem nível fundamental (48%). Apesar disso, são os que apresentaram o maior rendimento, com 10% com ganhos de mais de cinco salários-mínimos, ou seja, acima de R$ 5.225,00. Fonte: Portal Longevidade (https://longevidade.ind.br/noticia/empreendedor-brasileiro-da-3a-idade-e-o-que-mais-gera-empregos-no-pais/)
Quase metade dos brasileiros quer empreender

Quase metade dos brasileiros (46%) quer começar a empreender, segundo relatório 2021 do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), consórcio que é referência mundial em estudos sobre empreendedorismo, junto ao Sebrae. Ao todo, o Brasil tem 43 milhões de empreendedores, dos quais 14 milhões já têm um negócio próprio estabelecido há, pelo menos, três anos e meio. Com isso, a taxa de empreendedorismo — a relação entre os empresários ‘maduros’ e a população economicamente ativa — cresceu de 8,7% em 2020 para 9,9% em 2021. Dentre as medidas que salvaram muitas das micro e pequenas empresas durante a pandemia estão as de apoio financeiro, que ofertaram crédito para esses empreendedores, como Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) e o Bem (Programa Emergencial de Manutenção de Emprego e Renda), citados pelo Sebrae como fundamentais para o crescimento dessas taxas. “Essas iniciativas deram mais fôlego para os empreendedores e permitiram que eles sobrevivessem aos impactos da pandemia. Esses programas foram essenciais para que muitas empresas se mantivessem abertas”, disse Carlos Melles, presidente da instituição, em entrevista coletiva para a divulgação do estudo. As mulheres foram afetadas diretamente pela pandemia. Elas deixaram de empreender mais do que em relação a 2020. A explicação é a jornada de trabalho dentro da própria casa, pois por conta do home-office, elas tiveram que dividir mais seu tempo com as atividades domésticas, muitas vezes concentradas no público feminino. Cerca de 45,6% dos empreendedores iniciais, ou seja, aqueles que abriram o próprio negócio a menos de 3,5 anos, são mulheres, em 2021. No ano anterior, a taxa era de, aproximadamente, 55%. A GEM entrevistou duas mil pessoas entre 18 e 64 anos, no período entre julho e outubro de 2021. O relatório foi realizado pelo Sebrae em parceria do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP). Fonte: com informações da Seu Dinheiro (https://www.seudinheiro.com/2022/empresas/46-por-cento-da-populacao-sonha-em-abrir-o-proprio-negocio-mas-qual-e-o-perfil-do-empreendedor-brasileiro-confira-lils/)
Geração 50+: empreendedores natos, prontos para negócios

Skills do profissional mais maduro, que é renegado pelo mercado, coincide com as capacidades necessárias para empreender O Brasil possui cerca de 55 milhões de pessoas acima dos 50 anos, ou seja, 25% da população brasileira. Com mais de 12 milhões de desempregados no Brasil, sendo que 7% estão nessa faixa etária de acordo com o IBGE, a mão-de-obra qualificada desses profissionais seria relevante para o mercado, porém, com mudanças de paradigma, novas tecnologias e outros fatores associados ao mercado de trabalho, eles encontram resistência na recolocação. Por um lado, as grandes empresas têm um papel social claro de gerar empregos e, é natural, estão mais aptas a apoiar a entrada de profissionais mais jovens: não à toa, existem os programas de estágio, trainee, capacitação de mão-de-obra operacional e técnica e por aí vai. A cobrança por recolocação e a vontade de os 50+ trabalharem acaba gerando um grupo de profissionais capacitados mas que acabam em vagas secundárias. Por isso se encontram os programas de “inclusão” para mais velhos, onde os mesmos acabam em posições de apoio, back office, organização… Sem críticas. É geração de emprego de toda forma. Mas, já há outros formatos. Existe a oportunidade de os profissionais sêniores se tornarem empreendedores de si mesmos e trabalharem por algumas horas na semana como consultores, por exemplo. A CEO da Talento Sênior, empresa especializada em inclusão de profissionais 45+ no mercado, Juliana Ramalho, conta que já vivencia uma experiência em que uma empresa de pequeno porte contratou um CFO ‘estrelado’ para atuar 8 horas por semana (não por dia) a um custo totalmente viável. “O modelo deu tão certo que a empresa já quer aumentar o total de horas contratadas desse profissional”, diz. Ainda, há espaço de sobra para o público 50+, 60+ empreender e desenvolver o próprio negócio. Segundo análise do Empreendabilidade realizada a partir de dados de mercado, os skills de profissionais mais maduros coincide com as competências requeridas para empreendedores. Os profissionais 50+ têm maior comprometimento com resultados; capacidade de solução de problemas; Equilíbrio emocional; e aceitação a riscos. Além disso, as PMEs cujos donos têm mais de 65 anos geram mais empregos que as que foram criadas por pessoas mais jovens. Esse público vem rompendo com os modelos tradicionais de emprego, aumentando sua qualidade de vida como empreendedores da própria carreira e negociando sua força de trabalho. Mas, também, tem grande potencial para criar novos negócios com maior taxa de sucesso. Fonte: PwC, IPEA, Sebrae e com informações da Exame Bússola (https://exame.com/bussola/a-cada-21-segundos-nasce-um-50-no-brasil-sorte-das-pmes/)
CNI: Micros e Pequenas indústrias têm bom desempenho no 1o tri 2022

Panorama da Pequena Indústria da CNI registra a melhor média (45,5 pontos) no 1o tri desde 2012.
A catapulta de startups dos mercados emergentes chamada Antler

Empresa foca em países emergentes para “fabricar” startups a partir do knowhow de executivos experientes
Empreendedores de segunda viagem

Quase um terço dos founders são empreendedores de segunda viagem O ecossistema de inovação brasileiro tem alguns fundadores de mais de um negócio, e isso é bom para todo o mercado. Um levantamento realizado pelo Distrito com a MAYA Capital indica que 66,8% dos founders declaram que já estavam inseridos no universo de startups, e 29,1% deles haviam participado da criação de outra empresa do mesmo segmento anteriormente. “Ter empreendedores de ‘segunda viagem’ é um ótimo sinal para o ecossistema. Significa que temos um ciclo virtuoso que impulsiona novos negócios” – Gustavo Gierun, CEO do Distrito. O estudo foi realizado com 223 fundadores de startups brasileiras, com o objetivo de mapear o ecossistema de inovação do Brasil analisando o perfil dos fundadores e suas opiniões sobre pontos estratégicos de seus negócios, como investimentos e modelo de trabalho. As respostas foram coletadas entre maio e junho de 2021. A pesquisa também identificou que a maioria dos negócios está em estágios iniciais — 76,7% das empresas estão no mercado há três anos ou menos. O dado tem impacto direto no número de funcionários: 25,6% das startups têm apenas o fundador, enquanto 35,4% possui menos de 9 colaboradores. Sobre captação de recursos, o estudo mostra que mais da metade das empresas (58%) ainda não receberam nenhum investimento externo. Considerando apenas os que já captaram recursos privados, 38,5% dos fundadores conseguiram aportes buscando ativamente fundos. Os casos em que os fundos buscaram as startups são 28,6%. A realidade do trabalho remoto foi abordada pela pesquisa. A maioria dos entrevistados (52,2%) disseram que a empresa funciona completamente em home office — mesmo com todas as dificuldades. Para 44,5%, o trabalho remoto é tão produtivo quanto o presencial. Do outro lado, 14,1% consideram que o home office é menos produtivo. Sobre demissões, 54,5% das startups revelam que não tiveram de demitir funcionários no último ano. Ao contrário: 40% das startups pretendem receber pelo menos 5 pessoas, e outras 25,9% esperam contratar entre 6 e 10 pessoas. Segundo os fundadores, profissionais da área de TI são os mais difíceis de encontrar (59,6% das respostas). De acordo com o levantamento, 80% dos fundadores têm entre 25 e 44 anos. Empreendedores com menos de 25 e mais de 50 anos ficaram com 5,5% e 8,6%, respectivamente. Já sobre a escolaridade, o estudo revela que 95% dos fundadores de startups do Brasil têm ensino superior completo — com pós-graduação e/ou MBA somam 54,7%. Para Gierun, o resultado destaca que o nível de escolaridade dos fundadores contribui para os resultados positivos do setor — mas também demonstra que existe um caminho a ser seguido. “Esses dados reforçam a importância de investir em educação e nas políticas de acesso às universidades pelas classes populares e demais grupos historicamente excluídos. Com isso, o mercado de inovação será mais acessível”. Analisando a demografia, o levantamento revela que São Paulo é o point dos empreendedores — o estado concentra 63,7% das startups sediadas no país. O Nordeste e o Norte são as regiões menos representadas, com 2,3% e 1,8%, respectivamente. Fonte: PEGN (https://revistapegn.globo.com/Startups/noticia/2022/05/quase-um-terco-dos-fundadores-de-startups-brasileiras-sao-empreendedores-de-segunda-viagem.html)
As dores do empreendedor (AI)
As principais dores do empreendedor brasileiro são inerentes ao processo de crescimento e desenvolvimento de um negócio. Muitas vezes, os problemas aparecem quando o empresário está buscando expandir sua atividade para outros mercados ou nichos. Nesses momentos, é preciso ter muita perseverança e persistência para superar as adversidades que surgem pelo caminho. Uma das principais lutas dos brasileiros que comandam seus próprios negócios é conciliar a vida pessoa e profissional. Empreender exige dedicação total à causa, mas isso nem sempre é possível manter durante toda a jornada rumo às conquistas almejadas. Diversificar as atividades também faz parte da rotina diária dos donos de pequenos negócios no Brasil: cu No Brasil, empreender é uma tarefa árdua. Os empresários brasileiros enfrentam muitas dores no dia a dia para manter seus negócios funcionando. Algumas principais dores são acesso a capital, falta de clientes e insegurança jurídica. Acessar capital é um grande problema para os pequenos e médios empresários do país. Muitas vezes, esses empreendedores não conseguem o financiamento necessário para investir na expansão dos seus negócios. A falta de clientes também afeta diretamente os resultados financeiros da maioria das companhias brasileiras. E por último mas não menos importante está a insegurança jurídica que assombra o ambiente corporativo local desde sempre. Segundo uma pesquisa realizada pelo Sebrae, as principais dores do empreendedor brasileiro são a falta de capital e o excesso de burocracia. A falta de capital é um problema que afeta muitos empreendedores. Muitas vezes, os empreendedores não têm dinheiro suficiente para investir no seu negócio e acabam recorrendo a créditos bancários ou a familiares e amigos. Outra possível solução é a utilização de crowdfunding (financiamento coletivo), mas essa opção nem sempre está disponível. O excesso de burocracia também é um grande problema enfrentado por muitos empresários brasileiros. A quantidade exagerada de documentos necessários para abrir ou manter uma empresa pode ser desanimadora. Entre os desafios, é possível listar: 1) Acesso a mercados: garantir que os produtos e serviços possam ser colocados no mercado de forma competitiva. 2) Crescimento do País: impulsionar o crescimento sustentável da economia brasileira. 3) Produtividade das empresas: aumentar a produtividade para manter uma boa
Boas condições físicas e mentais ajudam a viver melhor

No Brasil, a população acima de 50 anos cresce o dobro em relação às outras idades (3% versus a média de 1,5% para outras faixas) e o país já conta com mais pessoas acima dos 50 anos do que com jovens de zero a 14 anos. Como fazer dessa faixa de idade a melhor da vida? Com a tecnologia e o conhecimento médico atual, ficou mais fácil ter vitalidade e saúde na idade que, na época dos nossos avós, significava ter uma perspectiva menor. É nessa idade que estamos mais maduros, vivemos sucessos e aprendemos com alguns fracassos e decepções (muitas naturais da vida), sabemos o que queremos e podemos passar a viver de forma plena, sem culpas e com mais tranquilidade. Para isso, porém, é preciso equilibrar todas as áreas da vida. O Empreendabilidade listou aspectos que propiciam as melhores tomadas de decisão para o público 50+ na hora de empreender. Veja abaixo: Dieta equilibrada: quem não se alimenta de forma saudável, precisa repensar os hábitos ao chegar aos 50 anos. Investir em alimentos antioxidantes, como legumes, verduras e frutas, gorduras boas, como o azeite de oliva, cereais integrais é um ótimo começo, além das proteínas, que são básicas para o organismo. Sono: nessa fase da vida, naturalmente já não se dorme a mesma quantidade de horas da época dos 30 anos. No entanto, algumas pessoas passam a ter insônia, o que pode prejudicar a saúde e a energia. Alguns hábitos como desligar celulares e TVs duas horas antes podem ajudar. Saúde mental: quem não se cuida está mais vulnerável e suscetível a sofrer com depressão ou ansiedade. O melhor remédio, portanto, é a prevenção. Procurar terapia, meios de controlar o estresse (como fazer ioga, caminhada ou atividades prazerosas) e não levar a vida tão a sério – afinal, já é sabido que sofremos mais internamente pensando sobre os possíveis problemas do que com o que acontece de fato. Atividade física: a partir dos 30 anos, passamos a perder 1% de massa muscular por ano. Esse número, que não parece relevante no início, faz muita diferença lá na frente. Aumentar o ganho de massa muscular e praticar exercícios aeróbicos constantemente ajudam a manter uma vida mais saudável. Fonte: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)