News #11

Sinais, desafios e ação

Quinta-feira, 15 de dezembro de 2022
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“Quem faz uma vez, não faz duas necessariamente. Mas, quem faz dez, com certeza faz onze”

frase atribuída a Charles Chaplin (foto: Amina Kaab | Pexels)

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Opinião

 

O principal desafio de se ter um negócio no Brasil são os impostos. A carga tributária não apenas é alta como é injustificada.

O que torna os impostos altos? Simples: eles mantêm a máquina estatal – quanto mais pesada, com mais pessoas (e benesses), mais cara – e o bem coletivo – quanto mais é necessário distribuir, mais é necessário arrecadar.

Pelo emaranhado da nossa estrutura pública, esse cálculo pode ser complexo. Mas, a premissa é fácil de ser entendida: não existe almoço grátis, não vai cair dinheiro do céu, não existe planta de moeda. Quanto mais se gasta, mais se deve produzir. É claro.

No orçamento doméstico, um dos princípios é economizar antes de gastar. Por que no orçamento do país se geraria gastos antes de gerar recursos?

Um relatório do banco Credit Suisse desta semana mostra que o teto de gastos não suporta as promessas de campanha.

Para atender apenas os gastos do Bolsa Família fora do teto, o PIB precisaria crescer 3,5%. Na projeção dos próximos anos, não é viável. Pior, as despesas adicionais podem tornar o índice de endividamento do País insustentável.

O que estamos observando são sinais de que algo pode não dar certo, e queremos oferecer aos pequenos e médios negócios essa visão, que os grandes têm.

Seguindo esses sinais, acreditamos que a solução é estimular o aumento de produção e o empreendedorismo de base, que cria, de fato, recursos.

Pretendemos, em 2023, estimular essa discussão e apoiar o empresariado nesse caminho, reunindo e compartilhando conhecimento, para que os próximos anos sejam melhores.

Essa é a nossa forma de ajudar o País a crescer.

FOLLOW-UP

Juros

 

Selic alta, o que acontece? Juros cobrados pelo sistema financeiro ficam mais altos.
Diminui a oferta de crédito;
Recursos tendem a migrar para investimentos, visto que as aplicações mais seguras (renda fixa) rendem mais;

A tendência é de diminuir os investimentos na economia real, que acaba tendo maior risco de retorno: criação de empresas, investimento em ações e em iniciativas de crescimento;

Inflação tende a cair com o consumo mais comedido: com custo do dinheiro maior, as pessoas gastam menos.

Novas “velhas” promessas

PEC de Transição visa auxílio de R$ 600. Permitirá romper o teto de gastos em R$ 169 bi por 2 anos – aprovada no Senado;

Ministério da Economia será desdobrado em Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio;

Aloizio Mercadante é nomeado presidente do BNDES;

Pegou mal fala de Lula de que não haverá privatizações e a derrubada da Lei das Estatais, que impediria a nomeação de Mercadante;

Fernando Haddad é nomeado Ministério da Fazenda;

Equipe da Fazenda:

Secretário-executivo: Gabriel Galípolo foi CEO do banco Fator. Criticado pelo perfil de apostar no gasto público para gerar crescimento com maior arrecadação;

Secretário Especial da Reforma Tributária: Bernardo Appy é economista, contribuiu para a PEC 45/2019, que circula como modelo mais provável.

Dica: não é porque todo mundo gostou, que será bom. Lembrando que as propostas têm que agradar os políticos.

Um balde com vários vazamentos é como vemos as contas públicas e a previdência. Para onde vão nossos impostos?
Análises do ambiente macro para MPMEs.

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