Prefeitura de São Paulo abre credenciamento para feiras e eventos a afroempreendedores

Neste sábado, 26 de agosto, é comemorado o Dia do Afroempreendedor. Como forma de incentivar e fomentar os negócios da comunidade negra na Capital, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, celebra a data com a abertura de credenciamento do Programa Municipal São Paulo Afroempreendedor. A iniciativa busca desenvolver estratégias e ações para o fortalecimento e desenvolvimento dos empreendedores negros, como em um dos eixos de atuação do programa, a Rede Municipal de Micro e Pequenos Afroempreendedores, que possibilita a troca de experiências, intercâmbios, desenvolvimento de negócios para o incremento econômico na área. Por meio deste link, os empreendedores podem participar de eventos, feiras e ações promovidas pela gestão municipal. “O empreendedorismo brasileiro vem crescendo e se desenvolvendo cada vez mais ao longo dos anos, especialmente como MEIs – Microempreendedores Individuais e profissionais autônomos e por meio da Rede Municipal de Micro e Pequenos Afroempreendedores, buscamos oferecer oportunidades como rodadas de negócio, feiras de exposição, comercialização e geração de networking à população negra, que mesmo sendo maioria em nosso país, ainda sofre com a desigualdade, preconceitos estruturados que acarretam desvantagens no mercado de trabalho”, comenta a secretária de Desenvolvimento Econômico, Aline Cardoso. Segundo o Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, cerca de 14,5 milhões de negros empreendem no país, mas estes empreendedores encontram uma série de desafios, entre eles, a falta de incentivo, combatida pelo programa São Paulo Afroempreendedor. O afroempreendedorismo é uma ação empreendedora realizada por negras e negros que desenvolvem atividade empresariais, criativas e inovadoras, sendo o afroempreendedor não somente aquele que trabalha no mercado estritamente afro, mas aquele que deseja empreender em qualquer esfera ou campo da sociedade. Acesse o formulário clicando aqui.
Startup For Black Hands insere profissionais negros no mercado

Inovação criou banco de talentos para conectar empresas e profissionais A empreendedora Marina Apolinário, 37 anos, é formada em administração e tem uma vasta carreira em bancos e instituições do setor, onde atua como auditora dos processos financeiros. Depois de observar a falta de profissionais negros em seu mercado e ocupando posições de liderança, ela decidiu fundar a For Black Hands em agosto de 2022. No mês seguinte, o projeto foi aprovado no programa Black Start, do Sebrae. Na experiência, a empresa consolidou seu modelo de negócios, que tem um site que funciona como banco de talentos para empresas com ações afirmativas. A For Black Hands se destaca, segundo a fundadora, por acompanhar os profissionais contratados em seus primeiros meses na nova posição. “Meu diferencial é fazer o acompanhamento do candidato nos três primeiros meses de experiência. Nesse período, eu entendo a relação entre o candidato e a empresa: como ele está performando, desempenhando a função dele e se está sendo bem orientado. A retenção é importante para as duas partes”, diz Apolinário. A irmã da empreendedora, Ana Carolina Apolinário, 40, é sócia da empresa. Ela é historiadora e atua na área de comunicação da For Black Hands, enquanto Marina cuida do setor comercial e administrativo. Foi no programa do Sebrae que elas aprimoraram o projeto da empresa. A primeira versão da plataforma foi criada por Marina Apolinário de forma autodidata, por meio do WordPress. Depois, participando da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo, Marina conheceu a designer UX Lizandra Lisboa e a programadora Daniela del Porto, que levaram o site ao modelo atual. Reconhecendo a concorrência no mercado de recursos humanos para ações de diversidade e inclusão, Apolinário diz que sua empresa se diferencia por atender os candidatos de forma mais próxima, além de oferecer uma rede parceira de capacitações. “Quando conduzo as entrevistas de emprego, muitos candidatos dizem que é a primeira vez que são avaliados por uma profissional negra. Eles se sentem acolhidos”, conta. Alguns dos workshops promovidos pela For Black Hands abordaram temas como o inglês para entrevistas de emprego e noções básicas de tecnologia. “As aulas são pautadas nas minhas pesquisas sobre o que as pessoas precisam, o que as impede de ter um trabalho, ascender na carreira”, diz. Alguns clientes atendidos pela empresa de Apolinário foram Biti9, Uppo, Fundo Agbara e PX Brasil. A expectativa para este ano é conseguir aportes que possibilitem a contratação de funcionários e otimização da plataforma. “Quero trazer mecanismos de automação do processo, desenvolver as tecnologias do nosso produto”, afirma Apolinário. *Com informações do Portal PEGN
Empreendedor negro ganha 32% menos, e desigualdade desafia novo governo

Trabalhadores por conta própria e empregadores negros têm menos escolaridade, empresas menores e trabalham mais sozinhos, mostra Sebrae. Com histórico voltado ao trabalho formal e miseráveis, PT tem desafio de enfrentar a desigualdade também entre “microempreendedores por necessidade”. “Vamos impulsionar as pequenas e médias empresas, potencialmente as maiores geradoras de emprego e renda, o empreendedorismo, o cooperativismo e a economia criativa”, prometeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em seu discurso de posse, em 1º de janeiro. Naquele mesmo dia, Lula também afirmou seu compromisso com “combater dia e noite todas as formas de desigualdade”, citando entre exemplos dessas iniquidades as serem debeladas as disparidades de renda, gênero, raça e do mercado de trabalho. Um estudo do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) mostra, no entanto, que estas não são agendas separadas. Segundo o levantamento Empreendedorismo por Raça-cor (e sexo), empreendedores negros ganham menos, têm menos escolaridade, empresas menores, trabalham mais sozinhos (sem contratar funcionários) e contribuem menos à Previdência. As empreendedoras negras especificamente foram as mais prejudicadas pela pandemia e as que mais demoraram a se recuperar. Assim, num país onde 30% dos ocupados trabalham por conta própria ou são empregadores, o novo governo tem como desafio enfrentar a desigualdade não só no mercado de trabalho formal, mas também entre os mais de 30 milhões de empreendedores, dizem economistas. Nascido do sindicalismo e bem sucedido em políticas sociais para os miseráveis, o PT enfrenta no terceiro mandato de Lula o desafio de desenhar políticas para uma classe média baixa de “microempreendedores por necessidade”, cujo voto em grande medida se voltou à direita nas últimas eleições. Desigualdade de raça e gênero entre empreendedores Segundo o estudo do Sebrae, os negros (pretos e pardos) representam 52% dos empreendedores brasileiros, considerando como parte deste grupo trabalhadores por conta própria e empregadores. Mas, enquanto os empreendedores negros tinham renda média mensal de R$ 2.079 no segundo trimestre de 2022, os brancos ganhavam R$ 3.040. Ou seja: o rendimento de empreendedores negros é em média 32% inferior ao de empreendedores brancos. Considerando a questão de gênero, as mulheres negras têm o mais baixo rendimento entre os empreendedores, de R$ 1.852, comparado a R$ 2.188 para homens negros, R$ 2.706 para mulheres brancas e R$ 3.231 para homens branco, mostra o levantamento do Sebrae. Portanto, entre homens brancos empreendedores e mulheres negras empreendedoras, a diferença de renda média é de 74%. “O país estruturalmente teve uma inserção tardia de mulheres e negros no mercado de trabalho, isso vale para todas as profissões e vale para empreendedores também”, observa Marco Aurélio Bedê, analista de gestão estratégica do Sebrae e responsável pela pesquisa, sobre um dos motivos por trás da diferença de remuneração entre empreendedores. O economista observa que, além dessa inserção tardia — um resultado de fatores como a escravidão e a desigualdade de papéis sociais de gênero —, os brancos em geral têm escolaridade superior aos negros, o que também afeta o nível de rendimentos. Essa diferença de escolaridade é perceptível no próprio perfil dos empreendedores: 41% dos donos de negócios negros têm apenas o ensino fundamental, comparado a 28% dos brancos. Já entre os empreendedores com ensino superior, 32% são brancos, ante 13% de negros. Escolaridade dos empreendedores — Foto: BBC Entre as mulheres, apesar de elas atualmente superarem os homens em formação escolar, há a particularidade de muitas vezes atuarem no mercado de trabalho para complementar a renda da família. Com o cuidado de casa, filhos e idosos, elas acabam se dedicando apenas parcialmente a seus negócios, o que também impacta o nível de rendimentos. “E ainda tem a questão cultural de que, para mesmas atividades, é comum encontrar mulheres ganhando menos”, observa o analista do Sebrae. Empreendedorismo por necessidade A análise do perfil dos empreendedores brasileiros por raça e gênero deixa evidente que boa parte desses considerados “donos de negócios” são não verdade empreendedores por necessidade — não aqueles que criam novas empresas a partir de inovações disruptivas, mas os que abrem pequenos negócios para sobreviver. A maioria nem sequer tem empregados, trabalhando por conta própria e oferecendo ao mercado apenas a própria mão de obra. Entre mulheres negras, apenas 8% das empreendedoras são empregadores, comparado a 11% dos homens negros, 17% das mulheres brancas e 19% de homens brancos que podem contar com funcionários em sua atividade empreendedora. Dentro da pequena parcela de empregadores negros, a grande maioria (82%) tem apenas entre 1 e 5 empregados. Assim, além de trabalharem mais por conta própria, os empreendedores negros também têm negócios de menor porte. Dentro da pequena parcela de empregadores negros, a grande maioria (82%) tem apenas entre 1 e 5 empregados — Foto: Tânia Rego/Agência Brasil “A motivação por necessidade é maior entre negros e está ligada à baixa escolaridade e à taxa de desemprego maior nesse grupo”, afirma o economista do Sebrae. “Quem inicia um negócio por necessidade, em geral inicia com uma lacuna em termos de formação, de tempo para pensar o empreendimento. Muitas vezes, com menos capital e no espírito do desespero”, completa o analista. Bruno Imaizumi, economista especializado em mercado de trabalho da LCA Consultores, observa que esses não são os únicos problemas enfrentados pelos empreendedores por necessidade. “Temos que lembrar que o trabalhador por conta própria, no geral, tem um rendimento muito volátil, muito inconstante mês a mês. Com menos qualificação, ele vai ter mais dificuldade de que seu negócio se mantenha, de conseguir uma renda maior, de empregar mais gente”, diz Imaizumi. As dificuldades enfrentadas por esses empreendedores por necessidade se refletem no baixo nível de contribuição à Previdência Social. Segundo a pesquisa do Sebrae, no segundo trimestre de 2022, 72% dos empreendedores brasileiros negros não contribuíam para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), comparado a 52% dos brancos. Assim, a situação de precariedade desses trabalhadores durante a idade ativa tende a se reproduzir também na velhice, quando terão menos renda disponível via benefícios. Desafios para o novo governo A desigualdade entre empreendedores, parcela crescente no mercado
Dona do Bis investe R$ 400 mi em programa de inclusão de fornecedores

Programa Investir com Propósito quer encontrar 20 empresas de fornecedores diversos para estabelecer negócios com a Mondelēz Brasil A Mondelēz Brasil – dona de marcas como Oreo, Bis, Club Social, Halls, Lacta, Tang e Trident – irá investir mais de R$ 400 milhões no programa Investir com Propósito ao longo de 2023 para apoiar fornecedores negros, mulheres, PCD, LGBTI+ e indígenas e estabelecer negócios. Serão selecionadas 20 companhias das seguintes cidades pernambucanas: Pombos, Caruaru, Moreno, Recife, Vitória de Santo Antão e municípios vizinhos da cidade de Vitória de Santo Antão (PE), onde está localizada uma das fábricas da companhia. As inscrições para a primeira fase vão até o dia 23/01 pelo site da Linkana. Já na segunda fase do processo, que acontecerá no dia 26/01, as empresas participantes terão a chance de fazer uma espécie de pitch comercial, onde apresentarão os negócios à diversas áreas da multinacional. O evento acontecerá na fábrica da empresa, em Vitória de Santo Antão (PE). “As companhias terão a mesma visibilidade e poderão fechar novas parcerias com essas companhias. O nosso objetivo em contratar empresas diversas é impulsionar o crescimento da Mondelēz por meio de flexibilização e inovação, que são vantagens oferecidas por esses negócios. O evento será também uma vitrine para outras oportunidades”, diz Gilson Alencar, gerente de compras da Mondelēz Brasil. Outras companhias como BRF, Fante, Nissin Foods, Owens Illinois, Pitu, Roca e Isoeste, foram convidadas e estarão presentes no evento. As empresas podem se inscrever em duas categorias diferentes: empresas diversas e empresas de economia inclusiva. Na primeira delas, o negócio deve ser ativamente administrado ou controlado por 51% de mulheres, pessoas com deficiência, LGBTQIAP+, pretos e indígenas. Já na segunda, pequenas e médias empresas devem ter faturamento anual de até R$ 360 mil para se tornarem elegíveis. Dentre as áreas de atuação das companhias participantes, estão: serviços de manutenção, saúde, meio-ambiente, segurança do trabalho, materiais de laboratórios, resíduos, engenharia, usinagem, logística, serviços gráficos, de alimentação/coffee break e de materiais de escritório. Histórico de investimentos em diversidade Segundo a Mondelēz Brasil, em 2022, foram investidos mais de R$48 milhões somente nos estados de Pernambuco, Bahia e Alagoas em contratação de fornecedores diversos, enquanto o total de investimentos para o ano foi de R$350 milhões. “Isso possibilitou entregas com mais criatividade e qualidade, favorecendo a aproximação com nossos clientes. Nossa meta é fornecer oportunidades àqueles com dificuldade em expandir seus negócios. Queremos não só gerar oportunidades, mas também impactar toda a comunidade”, diz Alencar. Apesar da iniciativa ter sido lançada em 2022, esse é o primeiro evento para contratação de fornecedores diversos. Outras iniciativas Em 2022, a Mondelēz lançou um e-book para auxiliar negóios na aplicação da inclusão de fornecedores diversos em suas instituições. Além disso, também em parceria com a Linkana, foi criado um software que mapeia e pré-certifica fornecedores diversos. Como resultado das ações de valorização de fornecedores diversos, foram contratadas 277 empresas lideradas por mulheres, 48 lideradas por pessoas pretas e 6 por PCD durante o ano passado. Para se inscrever, basta clicar aqui. Fonte: Exame.com, com reportagem de Fernanda Bastos (https://exame.com/esg/dona-da-oreo-e-bis-busca-fornecedores-negros-mulheres-pcd-lgbti-e-indigenas/)
Sebrae promove 1ª edição da Expo Pretas no próximo dia 21 em Salvador

O Sebrae em Salvador, por meio do Programa Sebrae Delas e em parceria com a IN PACTO – Incubadora de Negócios Sociais do Colabore, vai realizar no dia 21 de janeiro (sábado), a 1ª Expo Pretas Colabore. O evento, que foi adiado em função das fortes chuvas que assolaram a capital baiana em novembro do ano passado, acontece a partir das 9h, na Agência Sebrae Costa Azul. As vagas são limitadas e as inscrições gratuitas podem ser feitas aqui. O objetivo da Expo Pretas Colabore é gerar negócios, ampliar o alcance de novos mercados, além de fomentar a sustentabilidade e independência financeira de negócios liderados por mulheres negras de Salvador e região metropolitana. Serão expostos produtos e serviços de 20 afroempreendedoras que comercializam produtos de moda, gastronomia, artesanato e de outros segmentos. O encontro contará ainda com palestras, oficinas e mentorias gratuitas com conteúdos que visam apoiar com inovação, tecnologia e sustentabilidade a gestão dos negócios de mulheres negras empresárias. “O Sebrae Bahia já desenvolve ações dentro do programa Sebrae Delas que têm como principais objetivos a promoção do empreendedorismo feminino, aumento da competitividade dos pequenos negócios liderados por mulheres e o aprendizado e disseminação de boas práticas para apoiar mulheres. Por isso, entendemos que este evento está em total acordo com a missão da instituição”, afirma Taiane Almeida, especialista em pequenos negócios e gestora do Sebrae Delas na regional Salvador. Confira a programação 9h – Abertura da feira e exposição de produtos e serviços; 9h30 às 14h30 – Mentorias individuais de curta duração 10h às 14h30 – Mini oficinas de Pitchs e Programação Cultural (Dilene Pilé e Priscilla Cerqueira) 10h – Conversa das Pretas Painel com Umbu Podcast: (Mirtes Santa Rosa, Camilla França convidam Najara Black) 10h – Posicionamento Estratégico para Vender Mais: Mentoria com Iasmine Fernandes 10h – De sardinha a Tubarão! Como captar investimento: Oficina com Karine Wakanda 10h – Vitrine de Sucesso: Como construir um negócio que vende todos os dias: Oficina com Eugênia Negga Chic 11h – Dance: corpo ativo e bem estar nos negócios (Dandara Brazil) 12h30 – Impactos Transformadores – Comunidade local e conexões com o Afroempreendedorismo (Roseane Moreira, Bárbara Ferreira, Márcia Neves e mediação de Vilma Neres) IN PACTO – Incubadora de Negócios Sociais 12h30 – Network para Mulheres Empreendedoras : Mentoria com Anna Telles 12h30 – Vitrine de Sucesso: Como construir um negócio que vende todos os dias: Oficina com Eugênia Negga Chic 12h30 – Confiança e Realizações: Mentoria coletiva com Abidjan Rosa 12h30 – Vestida de Vencedora: posicionamento estratégico da imagem: Workshop com Cáren Cruz 15h – Encerramento SERVIÇO O quê: 1ª Expo Pretas Colabore Quando: 21 de janeiro de 2023 (Sábado) Horário: das 9h às 15h Onde: Agência Sebrae Costa Azul – Térreo (Civil Tower, Torre Cirrus – Rua Arthur de Azevêdo Machado- Salvador Inscrição gratuita: https://bit.ly/expopretas2023 Fonte: Agência de Notícias Sebrae-BA
Fundação Estudar distribui 100 bolsas para empreendedoras da periferia

A Fundação Estudar acaba de lançar o programa “Elas que Saltam”, que visa acelerar o empreendedorismo feminino nas periferias do Brasil. O programa concederá 100 bolsas de estudo de 100% para a edtech Escola de Liderança, que tem como objetivo ajudar na evolução da carreira de empreendedoras periféricas. A Escola de Liderança é uma plataforma virtual de ensino e aprendizagem com foco no desenvolvimento profissional, aprimoramento de competências, lideranças, autoconhecimento e inteligência emocional. As inscrições para o programa estarão abertas até o dia 25 de novembro. Na Escola de Liderança são oferecidas trilhas de conteúdo adequadas para diferentes momentos de carreira. Ao concluir as 50 horas, a participante traça seus objetivos, consegue fazer seu mapa de cultura no trabalho, conhece as oportunidades existentes de carreira e define o rumo de sua carreira. “Por meio da plataforma da Escola de Liderança, a candidata do programa ‘Mulheres que Saltam’ poderá acelerar a expansão de sua carreira e de seu negócio ao criar um plano personalizado de desenvolvimento, aprender sobre produtividade e desenvolver inteligência emocional para se preparar para obstáculos e cruzar caminhos com lideranças inspiradoras”, diz Anamaíra Spaggiari, diretora-executiva da Fundação Estudar. As três primeiras candidatas que conquistarem a bolsa, finalizarem a trilha de conteúdo da Escola de Liderança receberão uma nova bolsa para o curso Premium Liderança Transformadora, que visa ajudar a desenvolver as habilidades de pensar e agir como uma Líder para gerar grandes realizações e se destacar em qualquer setor. No Brasil, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), no terceiro trimestre do ano passado, o número de mulheres empreendedoras chegou ao seu menor patamar histórico, representando apenas 34% do total de empreendedorismo brasileiro. Deste total, 38% vivem nas periferias das cidades, de acordo com a sétima edição da Pesquisa Anual sobre Empreendedorismo Feminino, realizada pelo Instituto RME, em parceria com o Instituto de Pesquisa Locomotiva e apoio da Meta/Facebook. O programa é voltado para quem possui um pequeno negócio e deseja buscar meios para ampliar o alcance e o lucro já obtido. Além disso, é direcionado também à quem busca capacitação e formação para avançar e gerar ainda mais transformações com a empresa. Fonte: Bússola/Exame (https://exame.com/bussola/fundacao-estudar-distribui-100-bolsas-para-empreendedoras-da-periferia/)
Afroempreendedorismo: 8 iniciativas de negros que apoiam negócios a darem certo

Casa do Pretahub em São Paulo oferece estrutura gratuita para aprendizado, criação de conteúdo e conexões (crédito: divulgação/reprodução PEGN) Hoje, 26 de agosto, dia do Afroempreendedorismo (no calendário do Estado de São Paulo), é uma data importante para lembrar uma coisa: algo é difícil para alguns, mas pode ser mais difícil ainda para outros. Provavelmente, a maioria das pessoas que lerão esse artigo já deve ter assistido ao vídeo “A corrida dos privilégios” (The $100 Dollars Race), que está disponível no YouTube em diversos canais. O vídeo fala de privilégios e de como a falta deles impacta e incorre em desafios que as pessoas que tiveram menos condições terão que enfrentar para chegar, talvez, ao mesmo lugar que outras, com melhores condições, podem chegar mais rápido. A maioria dessas pessoas é negra. A vida não é justa, fato. Mas, ela é real. Segundo o filósofo espanhol José Ortega y Gasset (1883-1955), “o homem é ele e suas circunstâncias”, o que significa que os desafios que enfrentamos nos definem tanto quanto quem somos. Há seis meses comecei o projeto www.empreendabilidade.com.br e desde então venho observando o ecossistema empreendedor em busca de cruzamento de dados que possam incentivar mais negócios nascentes a darem certo, e mais pessoas a empreenderem da forma correta. No dia de hoje, alguns dados chamam a atenção: Negros potencialmente abrem mais negócios por necessidade: Empreendedores em geral, cerca de 50% (49,6%) dos empreendedores iniciais abrem um negócio por necessidade (2021). Em 2020 (ano da pandemia), o percentual foi de 53,9% (Global Entrepreuneurship Monitor); Nas favelas, 57% dos empreendedores declara ter investido nesse formato de trabalho para driblar a ausência de oportunidades com carteira assinada no mercado formal (DataFavela); Homens negros são o retrato dos empreendedores brasileiros (DataSebrae): São 9,8 milhões de homens negros empreendendo; Mulheres Negras são 4,7 milhões; Aproximadamente 50% dos empreendedores brasileiros se declaram negros ou pardos; O empreendedor negro brasileiro enfrenta DESAFIOS EXCLUSIVOS (DataSebrae – por raça): Foram os mais prejudicados/afastados de sua atividade com a crise da pandemia da Covid-19 Foram os que tiveram recuperação mais modesta após a crise da Covid-19 São os que (estruturalmente): Possuem menor nível de escolaridade Possuem menor nível de rendimento mensal Possuem a maior proporção de conta própria (e menor de empregadores) Entre os empregadores, possuem menos empregados (negócios menores) São os que estão há menos tempo na atividade São os que estão menos formalizados São os que menos contribuem à previdência São os mais jovens São os que têm maior dificuldade de acessar crédito Ou seja, se empreender é um desafio, para os negros é muito mais. Porém, outro fato chama a atenção (observação empírica): há bastante gente cujas circunstâncias serviram de incentivo para empreender em negócios que, justamente, tornam tornar a “corrida” do próximo mais equiparada. Listamos abaixo 8 exemplos desses empreendedores que vêm atuando com o propósito muito legítimo de fazer o Afroempreendedorismo prosperar: Movimento Black Money – hub de inovação voltado a dar melhores perspectivas para empreendedores da comunidade negra em crédito, educação e ações para o crescimento do negócio. PretaHub – pensa a relação com a cultura, a economia e o empreendedorismo pretos, a partir de um olhar propositivo visando a mudança estrutural da sociedade e do mercado. Favelahub – Polo de inovação social localizado no território da Favela do Cantagalo-Pavão Pavãozinho, Zona Sul do Rio de Janeiro, que propõe e aplica soluções sustentáveis e escalonáveis para transformação social. Feira Preta – nasceu em 2002, focada na venda de produtos de empreendedores negros. Com o passar dos anos, se tornou um festival com conteúdos, produtos e serviços nos mais diversos segmentos. Neste ano de 2022 acontece de 04 de novembro a 04 de dezembro em São Paulo. Programa Prolíder – Wellington Vitorino, hoje estudando no MIT com uma bolsa da Fundação Estudar começou a trabalhar cedo. Se diferenciou por gostar de estudar e, em 2016, passou a oferecer um curso com o objetivo dar boas bases para futuras lideranças no Brasil. Conta Black – Fundada por Sérgio All, que atuou com videogames e teve uma agência de comunicação, busca oferecer soluções de crédito para pessoas negras e seus negócios. Parças Developer School – Diante do gap de profissionais de tecnologia e programadores e da falta de perspectivas para jovens egressos do sistema prisional e de regiões periféricas, Alan Almeida resolveu unir os dois desafios e capacitar essas pessoas para o mercado de trabalho. Ricardo Meireles – Publisher do www.empreendabilidade.com.br