Franquia baiana Oriente Fast tem plano de expansão para outros estados; Investimento começa em R$ 149 mil

Com 10 anos de atuação em Salvador, Bahia, a rede Oriente Fast entrou em 2023 com um forte projeto de expansão. Com lojas em praças de alimentação, serviço de delivery e restaurante, a marca passou a oferecer três modelos de franquia em todo o Brasil a partir deste mês. O investimento mínimo é de R$ 149 mil, no modelo de Delivery, com sistema de entrega, sem atendimento presencial e no formato de Dark Kitchen. O modelo de Loja de Shopping demandará investimentos a partir de R$ 350 mil, para ocupar espaços em shopping centers, com atendimento de buffet a quilo. Já a Loja de Rua, em ruas ou centros comerciais, oferece atendimento presencial com serviço à la carte e rodízio, além do serviço de entrega. O investimento mínimo é no mesmo valor. “É natural que, depois da solidificação de uma marca, nós mesmos, enquanto fundadores, e outros empresários enxerguem a oportunidade de levar, de forma segura e controlada, sua reputação e qualidade para outras cidades e estados. Era um desejo que vinha sendo construído com calma e que agora é realizado”, celebra o empresário Roberto Simon, fundador e sócio, que conta com a Faz Futuro e 300 Franchising como parceiros no modelo de negócio.  

Empreendedora ‘salva’ casa de Vinicius de Moraes e incrementa negócio hoteleiro

“A vida é a arte do encontro”. O verso de Vinicius de Moraes em Samba da Benção representa bem a trajetória pessoal e empreendedora de Renata Proserpio. Paulista com alma baiana, ela se estabeleceu em Salvador após conhecer o marido no carnaval da Bahia. Anos depois, no segmento da hotelaria, salvou da destruição a casa onde o poeta morou, agregou o imóvel ao empreendimento dela e se reposicionou no mercado com o turismo de experiência. Renata Proserpio comprou a casa de Vinicius de Moraes em Salvador e integrou o imóvel ao hotel dela (Foto: Luisa Proserpio) Foi em 1992 que o Mar Brasil Hotel, com 20 apartamentos, abriu as portas em frente à praia do Farol de Itapuã. O empreendimento foi instalado no terreno ao lado da casa onde o compositor morou por sete anos com a atriz Gessy Gesse, última mulher dele. “Esse hotel fez logo muito sucesso, porque era intermediário entre os hotéis de luxo e as pousadas mais simples que não ofereciam o mínimo de conforto que o público solicitava, sobretudo o paulista”, diz a empresária. Hotel de frente para o mar tem 76 quartos divididos em três categorias (Foto: Darío G. Neto/ASN Bahia | reprodução) Influenciada pela poesia e bossa nova do artista, Renata, de 66 anos, conta que sempre olhou para a moradia vizinha com muita emoção e não hesitou quando, em 2000, o imóvel foi colocado à venda. Ela lembra que a intenção de um dos compradores era demolir a casa histórica, construída em 1974, para fazer um condomínio frente ao mar. Inadmissível. Ela e o marido juntaram as economias, venderam imóveis em São Paulo e compraram a residência. Foi assim que eles salvaram a casa de Vina, como o poeta era conhecido, e mantiveram viva a memória de um dos principais compositores da música popular brasileira. Novos encontros Em 2005, a arte do encontro se materializou outra vez. A filha de Renata, na época com 13 anos, estudava na mesma escola que a neta de Gessy e foi por intermédio das adolescentes que ambas se conheceram. Juntas, elas começaram a aprimorar o ambiente a partir das memórias da atriz, que contou sobre as frequentes visitas de amigos à casa, como Toquinho e Dorival Caymmi, as festas, o local e a posição de cada móvel. A atmosfera também foi incrementada com objetos originais do casal, como roupas e manuscritos. “Ela tinha guardado bilhetes, cartas, dedicatórias que Vina tinha feito para ela.” A partir dali, o local virou um museu e, depois, o muro que separava o hotel da casa caiu por terra e a integração aprimorou o negócio. Em 2018, a suíte que servira de ninho para Gessy e Vinicius foi reconstituída e passou a ser disponibilizada para hospedagem. O ambiente reserva itens originais, como a cama de metal, que Renata descobriu em um antiquário, e azulejos do artista Udo Knoff. Uma banheira nova foi colocada na mesma posição da antiga. Suíte no Casa Di Vina Boutique Hotel tem cama original de Vinicius de Moraes (Foto: Darío G. Neto/ASN Bahia | reprodução) Um dos arquitetos que construiu a moradia foi chamado para pontuar algo que tivesse sido modificado para que voltasse à origem. Cenógrafos de Salvador voltados a recriar ambientes também foram contratados para remontar os espaços da casa, e uma releitura poética foi feita a partir da descrição de poetas convidados sobre cada canto do imóvel. Reposicionamento de marca No ano passado, os proprietários completaram um projeto de transformar o Mar Brasil Hotel na Casa Di Vina Boutique Hotel. Quem se hospeda ali aproveita para conhecer a história do poeta por meio de fotos, objetos e descrições do lugar. A varanda que um dia recebia os amigos de Vinicius hoje é o restaurante da hospedaria. Num andar acima, a sala abriga a máquina de escrever original do artista. “A gente proporciona ao hóspede essa mesma experiência (que Vinicius teve), de estar na banheira com o olhar perdido no encontro do céu com o mar”, diz Renata. ”Essa é a proposta do hotel, ter experiência de conforto, de estar em frente ao mar, mas também de estar na casa do poeta e vivenciar essa história.” O hóspede aproveita a boa gastronomia, unindo a cozinha mediterrânea com a baiana, inclusive com receitas ensinadas por Gessy, arte e poesia em um ambiente tranquilo e relaxante. “Isso trouxe uma graça a mais ao serviço.” O reposicionamento obteve resposta rápida do público, com aumento da demanda dentro da tendência do turismo de experiência, que preza pela imersão do visitante. “É um privilégio poder ajudar a manter a memória do Brasil, da MPB e proporcionar essa experiência que as pessoas ficam com lágrima nos olhos. Do ponto de vista do negócio, é algo que agrega muito valor”, diz a empresária. Ela conta que a suíte é bastante concorrida, buscada principalmente para celebrar o amor nas mais diversas formas: um aniversário de casamento, noite de núpcias, um reencontro ou mesmo fãs que desejam ficar onde Vinicius dormiu. “Nós verificamos uma oportunidade de ocupar um nicho de mercado que não era ocupado, mas era muito buscado, sobretudo pelo público corporativo”, afirma. Para Renata, o principal desafio do empreendedor hoje é se renovar e ter capacidade de redefinir o negócio o tempo todo, em função das mudanças do mercado. “O perfil do consumidor vai mudando. Durante a pandemia, teve muito público regional, dos Estados limítrofes, que vinha de carro. Agora, estamos vendo o público doméstico voltando, ainda não no mesmo nível que víamos antes. E o internacional está voltando de forma muito tímida”, analisa. O hotel tem 76 quartos divididos em três categorias e tem uma média mensal de ocupação de 76%, sendo que em janeiro atinge a totalidade.   Fonte: O Estado de S. Paulo

Baiana fica milionária vendendo tapioca nos Estados Unidos

Da Bahia para Massachusetts: baiana de 40 anos ficou milionária após deixar o Brasil para vender tapioca nos Estados Unidos. A empresária Verônica Oliveira, natural de Belo Campo, no sudoeste da Bahia, que deu início à própria empresa com US$ 30 e hoje fatura US$ 1,5 milhão por ano. “Eu vim [para os EUA] desiludida, porque quando eu trabalhava no hospital [na Bahia], eu fui mandada embora, quando teve a troca de prefeito, por causa de politicagem na minha cidade. Isso me deixou muito triste, muito frustrada”, contou a empresária. Verônica Oliveira mudou-se para os Estados Unidos em 2009, sozinha, sem falar inglês e sem condições financeiras para ficar no país americano. Apesar das dificuldades, via nesse novo caminho uma forma de encontrar algum reconhecimento profissional. No entanto, para alcançá-lo, trabalhou como faxineira em casas, escolas e escritórios. “Eu vim para cá sem conhecer ninguém, sem falar inglês, sem ter recursos financeiros, mas eu vim com a cara e a coragem. Eu tinha um filho, que ficou na Bahia, e eu vim sozinha. Eu era solteira e casei um ano depois de chegar aqui”   Após quatro anos nos EUA, ela deu início à venda de tapiocas e foi aí que o cenário financeiro começou a mudar. “Quando eu cheguei aqui, senti muita falta porque não tinha tapioca, não tinham as coisas do Nordeste. Inicialmente eu comecei a produzir para mim, para as pessoas mais próximas, só que um foi falando para o outro e aí as pessoas começaram a me procurar muito”, relembrou. Apesar da apreciação dos amigos, a baiana encontrava um obstáculo: falta de condições financeiras para investir no ramo da tapioca. Para driblar o problema financeiro e dar o primeiro passo no universo do empreendedorismo, ela decidiu fazer uma quantidade de tapioca de acordo com a demanda. “Tive a ideia de fazer um post no Facebook e todo mundo que quisesse comer tapioca, eu poderia fazer, porque a pessoa ia comprar e eu teria o dinheiro para comprar os ingredientes. Depois disso eu nunca mais parei”, disse a empresária. Em 2015, Verônica comprou um restaurante, o BR Takeout, com foco na comida mineira e nordestina, na cidade de Framingham – Massachusetts. Outro resultado da iniciativa foi a fábrica de tapioca vegana, sem glúten, sem açúcar, sem conservantes e sem sódio, comercializada em vários pontos de vendas em Massachusetts e com entrega nos Estados Unidos inteiro. A baiana emprega 16 funcionários diretos e 50 funcionários indiretos. Além de dirigir duas empresas, ela oferece mentoria para mulheres que desejam empreender e começar do zero, assim como ela. “No restaurante de comida brasileira, eu vendo tapioca e eu distribuo a massa de tapioca para o país inteiro”, detalhou. Atualmente casada e com dois filhos, um de 26 e outro de 6 anos, Verônica Oliveira nasceu, cresceu e teve as primeiras oportunidades de trabalho em Belo Campo, cidade a 60 km de Vitória da Conquista, também no sudoeste da Bahia. “Na Bahia, eu trabalhei como vendedora em loja de roupa, cosméticos e trabalhei também no hospital da minha cidade como técnica de enfermagem”, conta. De família simples, criada na zona rural, Verônica afirmou que andava com o “dinheiro contado”. “Minha mãe pagava uma conta e ficava devendo a outra. Já dormi em um colchão de palha, morava em uma casa de chão batido, enfim era uma vida muito difícil. Quando eu cheguei aqui [Estados Unidos] também, foi difícil, eu comecei literalmente do zero”, lembrou. Agora, ela enxerga o passado com orgulho e tenta ajudar pessoas que vivem na cidade baiana. “O mais importante é você ter a oportunidade de mudar as vidas de outras pessoas, de ajudar as pessoas. A minha mãe nunca mais precisou passar dificuldades, precisou ficar sem comida. Ninguém que me procurou da região, nunca mais ficou. Fazemos um trabalho voluntário voltado a famílias carentes em Belo Campo, ajudo ONGs nos dias das crianças e Natal” Em 2009, a tapioca foi recebida como uma novidade para os americanos mas, conforme a empresária, a primeira impressão, de receio, foi seguida por uma “aceitação muito grande”. “Hoje em dia, a tapioca, com toda exposição na mídia, essa coisa da tapioca ser saudável, as pessoas conhecem mais, mas naquela época era algo novo, revolucionário. As pessoas vinham de outros estados, outras cidades para comer tapioca”. Nos Estados Unidos, o recheio de frango com catupiry é um dos mais pedidos. As tapiocas doces também ganharam o coração da maioria, que pede morango com nutella, doce de leite com queijo, geleia, pasta de amendoim com banana. Há ainda espaço para os que apresentam um gosto mais peculiar. Planos para o futuro O empreendedorismo sempre foi uma vertente muito forte na família de Verônica Oliveira. Os pais dela foram as primeiras inspirações. “Eu aprendi a empreender com meus pais lá no interior da Bahia, na roça mesmo, quando eles plantavam, colhiam o feijão, a mandioca e vendiam nas feiras. Só que eu não sabia o que era empreender. Essa coisa de vender, produzir para vender, comercializar, eu aprendi com meus pais”, revela. Após a ideia de tornar-se uma empreendedora, ela buscou qualificações na área. “Fui de fato ver que era possível, busquei ajuda no YouTube, através de livros, palestras, para entender sobre empreendedorismo e foi quando de fato eu me apaixonei”, conta. Fonte: Com informações do G1 Bahia

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