BNDES anuncia linha exclusiva para empresários de pequenos negócios

Intenção do Sebrae e do Banco é que em julho a linha esteja em pleno funcionamento Em reunião realiza esta semana, o presidente do BNDES, Aloizio Mercante, e o presidente do Sebrae, Décio Lima, acertaram que até julho deste ano anunciarão uma linha de crédito exclusiva destinada aos empresários de pequenos negócios. As linhas e os valores que serão disponibilizados ainda estão em estudo, mas a ideia é que seja uma parceria que vá além do crédito. Décio Lima estuda formas de desenvolver junto ao banco políticas de concessão que irão abarcar assistência aos empresários que precisarem, incluindo capacitação e orientação. “Nesta parceria iremos desenvolver todo um processo e um conjunto de novas ações que já temos disponíveis e que precisamos do BNDES para que possamos alcançar os empresários na condução das empresas de forma sustentável”, afirma o presidente do Sebrae. Tanto para o BNDES quanto para o Sebrae será um novo momento. Mercadante afirma que prevê um banco voltado para o atual momento da sociedade e para as suas necessidades atuais. “Queremos dobrar o tamanho do BNDES nos próximos três anos, dobrar olhando coisas novas, para uma sociedade menos desigual, com uma economia verde, transformando a sociedade e diminuindo suas desigualdades”, destacou.
BNDES anuncia linha de R$ 21 bilhões para MEIs e pequenas e médias empresas

Segundo o presidente do banco, Aloizio Mercadante, a vantagem é que o banco garante até 80% do risco da operação O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta segunda-feira (17) uma linha para microempreendedores individuais (MEIs), além de micro, pequenos e médios empresários, que terá disponibilidade de R$ 21 bilhões, segundo o presidente da instituição, Aloizio Mercadante. O banco de fomento vai repassar os recursos para cerca de 70 parceiros, mas também poderá operar diretamente. Segundo o presidente do banco, a vantagem é que o BNDES garante até 80% do risco da operação. “Como a gente garante o risco, ajudamos a diminuir a crise de confiança para que empresários possam ter mais crédito e capacidade de investimentos”, comentou ele. A linha usará a Taxa de Longo Prazo do banco. *Com informações da CNN Brasil
BNDES prevê dobrar crédito para “reindustrializar” país

Apoio à inovação buscará parcerias e lançará mão de fontes de recursos não reembolsáveis ou com juros diferenciados para dar forma a linhas específicas. A nova gestão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem como uma das prioridades trabalhar pela “reindustrialização” da economia nacional. Ação já foi colocada pelo presidente da instituição de fomento, Aloizio Mercadante, mas a estratégia não passará, como no passado, por oferecer crédito a juros menores em larga escala, garante José Luís Gordon, escalado na equipe de Mercadante como diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior. Economista especializado em políticas de fomento à inovação, Gordon diz que o foco do apoio à “reindustrialização” será a modernização tecnológica e os negócios nascentes. O objetivo é dobrar o apoio do BNDES à inovação, do atual 1% da carteira de crédito, cerca de R$ 4,6 bilhões, para 2%. De acordo com o diretor do BNDES, a carteira de crédito do banco já chegou a ter 5,5% destinados à inovação empresarial. “O BNDES saiu da agenda de inovação. Como é que eu vou ter uma indústria competitiva internacionalmente? Não dá para ficar com o País fechado. Então temos que abrir o País, mas tem que ter um País competitivo. Como é que eu vou competir se eu não tenho capacidade inovativa nas indústrias brasileiras? Como um banco de desenvolvimento não apoia a inovação?”, aponta o diretor. O apoio à inovação buscará parcerias e lançará mão de fontes de recursos não reembolsáveis ou com juros diferenciados para dar forma a linhas específicas. Essas fontes têm recursos limitados e, portanto, as condições mais vantajosas não serão oferecidas em todas as linhas do BNDES. Desidratação industrial Além disso, a expansão do BNDES entre meados dos anos 2000 e meados dos anos 2010 não interrompeu a tendência de desidratação da indústria no Brasil. Ao longo de toda a década de 1970, a indústria da transformação respondeu por entre 20% e 21% da economia nacional. A partir de 1980, essa participação na economia começou a cair. Em 2021, ficou em 11,9%, conforme dados compilados pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Ainda que a perda quantitativa de peso na economia seja um movimento estrutural do processo de desenvolvimento, uma tendência global, que passa pelo aumento do peso do setor de serviços, no caso do Brasil, houve também perda de qualidade, na avaliação do economista-chefe do Iedi, Rafael Cagnin. Segundo o especialista, os ramos de alta intensidade tecnológica foram os que mais perderam espaço. “A indústria é muito mais do que simplesmente só a indústria. A economia está migrando para serviços, mas quais os serviços queremos na economia? Os serviços da economia alemã são de alta complexidade tecnológica. Quem puxa esse serviço de alta complexidade tecnológica é a indústria. Se temos uma indústria fraca, incapaz de demandar, não conseguimos ter o serviço de alta competitividade, que gera os bons empregos, melhor remunerados”, disse Gordon. Com frequência, economistas citam uma série de fatores para explicar a desidratação da indústria nacional, para além das tendências globais de aumento do peso dos serviços. São eles: Inflação e juros elevados; Câmbio desfavorável; Desequilíbrios nas contas do governo; Incertezas políticas; Gargalos de infraestrutura; Complexo sistema tributário; Falta de mão de obra qualificada; Elevado custo de energia; Forma como foi feita a abertura comercial nos anos 1990. A Federação das Indústrias do Rio (Firjan), tradicionalmente, defende ações transversais, que afetem a todas as empresas industriais. A política de oferecer juros mais baixos no crédito do BNDES afetaria apenas um dos diversos problemas da indústria e, mesmo assim, não atingiria a todas as empresas. Para o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, no quadro atual, facilitar um pouco o crédito para pequenas e médias empresas teria um efeito relativamente pequeno na economia. Por isso, mais eficaz seria avançar em reformas que melhorem o “equilíbrio macroeconômico” no longo prazo. “Batemos muito na tecla da reforma tributária, porque sabemos da importância dela para o equilíbrio de longo prazo da economia”, afirmou Goulart. Propostas Em documento com 62 propostas para elevar a produtividade, lançado no ano passado, a Firjan destaca o reforço da atuação via fundos de garantia como principal papel do BNDES no momento. A referência é o Peac, principal ação do banco de fomento para mitigar a crise econômica causada pela pandemia da Covid-19, em 2020. Com um aporte de R$ 20 bilhões do Tesouro Nacional, o programa temporário avalizou em torno de R$ 92 bilhões em empréstimos concedidos por bancos comerciais. Embora esse tipo de instrumento não ofereça como resultado principal juros mais baixos, facilita o acesso ao crédito para empresas que, normalmente, têm seus pedidos negados. Segundo Gordon, a repetição desse tipo de medida está no radar da nova diretoria do BNDES, mas a iniciativa ficará a cargo do conjunto de ações para as pequenas e médias empresas. No caso da indústria, as linhas estratégicas em gestação poderiam lançar mão de fundos garantidores direcionados para ampliar o leque de instrumentos oferecidos. Cagnin, do Iedi, também defende uma atuação estratégica do BNDES em vez de voltar a oferecer juros mais baixos para toda a indústria. Um dos destaques deveria ser uma linha de crédito focada, especificamente, na modernização de maquinário. “É para trocar o maquinário, mas por qual maquinário? Um maquinário mais próximo da fronteira tecnológica. Não é para comprar uma máquina nova num padrão tecnológico obsoleto. Isso é um processo transversal de modernização produtiva”, disse Cagnin. O financiamento à compra de bens de capital, tanto máquinas e equipamentos quanto veículos, é um dos principais instrumentos oferecidos pelo BNDES à indústria. A Finame, linha de crédito específica para bens de capital, é quase toda operada de forma indireta, o BNDES repassa os recursos para a rede de bancos comerciais credenciados, que firmam os empréstimos com os clientes finais. Além disso, segue regras de conteúdo local, apenas o maquinário produzido no País, com um percentual mínimo de insumos nacionais, é credenciado para ser comprado com empréstimos da Finame. O desenho das políticas industriais do Brasil é um
BNDES vai priorizar apoio a micro, pequenas e médias empresas, diz Mercadante

Presidente do banco disse que apoio aos pequenos negócios será de R$ 65 bilhões via crédito indireto e reafirmou apoio à reindustrialização O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou nesta segunda-feira (6), durante cerimônia de posse, que fomentar o desenvolvimento de micro, pequenas e médias empresas está entre as prioridades de sua gestão. “Vamos apoiar as micro, pequenas e médias empresas e as cooperativas de economia solidária com R$ 65 bilhões por meio de crédito indireto do banco e alavancagem via garantias do crédito privado”, afirmou Mercadante, destacando que são elas as “grandes geradores de emprego e renda no país”. Dentre as medidas pretendidas pela nova gestão do BNDES, Mercadante destacou que irá debater ajuste na Taxa de Longo Prazo (TLP) do banco de fomento. “Atualmente, a TLP apresenta enorme volatilidade e custo superior ao da dívida pública”, enfatizou. Mercadante afirmou que não pretende fazer com que o BNDES concorra com bancos privados, mas defendeu a necessidade de juros mais competitivos para as micro, pequenas e médias empresas. “Não queremos padrão de subsídios como no passado, mas uma taxa de juros mais competitiva para micro, pequenas e médias empresas”, enfatizou Mercadante. “Nós não pretendemos ficar disputando mercado com o sistema financeiro privado. Isso não é papel do BNDES. Precisamos de parceria e o BNDES pode contribuir para reduzir riscos, abrir novos mercados, alongar prazos e elaborar bons projetos para o mercado privado”, acrescentou. ‘Eximbank’ e reindustrialização Em seu discurso de posse, Mercadante defendeu a atuação do BNDES como “Eximbank”, fomentando o aumento das exportações do país, com foco no longo prazo, integrando as cadeias globais. “O Brasil é um dos principais exportadores de produtos agrícolas, mas os produtos de alto valor agregado também são importantes. O Brasil não pode ser só a fazenda do mundo”, disse . O novo presidente do BNDES também defendeu a necessidade de investimento na reindustrialização, voltado ao que classificou como “nova indústria” – “digital, descarbonizada, baseada em circularidade e, assim, intensiva em conhecimento”. “A participação da indústria nos desembolsos do BNDES era de 56% em 2016, caiu para 16% em 2021”, destacou Mercadante ao prometer retomar o aumento do investimento no setor industrial. ‘Empoderamento’ de mulheres, negras e negros Mercadante abriu seu discurso afirmando que “nunca mais teremos um palco sem negras e negros” e, se dirigindo para a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, uma das autoridades presentes no palco, afirmou que o BNDES vai combater a igualdade racial e de gênero dentro e fora do banco. “Seremos promotores de uma sociedade mais justa e inclusiva por meio de nossas linhas de crédito e das ações de fomento que empoderem mulheres, negras e negros desse país. Nós temos que empoderar o empreendedorismo da comunidade negra e das mulheres brasileiras”, disse. Embora tenha afirmado que não pretende fomentar competição entre o BNDES e os bancos privados, Mercadante disse que irá “competir positivamente” em relação às ações de fomento da igualdade de raça e gênero. “Vi que o Itaú lançou uma linha de crédito especial para mulheres e nessa parte nós vamos competir positivamente, vocês vão correr atrás porque nós vamos jogar firme”, declarou. Internamente, tal promoção se dará, segundo Mercadante, por meio de programa de estágio voltado a negros e negras e do estabelecimento de cotas na retomada de concursos públicos. “Esse nosso compromisso com a igualdade racial não vai ser só da porta para fora, como também da porta para dentro. Vamos propor um programa de estágios para negros e negras, retomaremos concursos que não acontece há mais de dez anos com cotas”, afirmou. Fonte: com informações do G1.com
BNDES quer criar fundo para empreendedoras em parceria com Alemanha

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) criou, em parceria com o banco de desenvolvimento alemão KfW e da agência alemã de cooperação internacional GIZ, um grupo de estudos para avaliar a implementação de um fundo de financiamento para mulheres empreendedoras. A iniciativa tem foco em micro, pequenas e médias empresas. O grupo de estudos também tem a participação de integrantes do governo brasileiro e alemão. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, se reuniu na última 2ª feira (30.jan.2023) com a ministra federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha, Svenja Schulze, e com representantes do banco KfW e da Embaixada da Alemanha. A reunião foi realizada em meio à visita do primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz, ao Brasil. Depois da visita, o país europeu anunciou a liberação de mais de R$ 1,1 bilhão destinado a ações ambientais no Brasil nos próximos dias. Entre os recursos doados, está o repasse de € 35 milhões para o Fundo Amazônia, cerca de R$ 193 milhões na cotação atual. O governo alemão também sinalizou a distribuição de € 31 milhões (R$ 170 milhões) para apoio aos Estados da Amazônia Legal na implementação de ações para uma maior proteção florestal.
Em evento do Esfera, Mercadante diz que BNDES terá como foco a indústria e não voltará ao passado

Futuro presidente do banco de desenvolvimento apresentou 5 novos diretores do órgão em encontro com empresários associados da Esfera Brasil nesta quarta-feira (21) Aloizio Mercadante, que assumirá a partir de 1º de janeiro de 2023 a presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), participou de encontro organizado pela Esfera Brasil nesta quarta (21), em São Paulo. O ex-ministro aproveitou o encontro para apresentar aos associados da Esfera, em primeira mão, 5 dos próximos 8 diretores do banco, sendo que quatro deles são ligados ao mercado financeiro. Os futuros integrantes da diretoria são Alexandre Abreu, ex-presidente do Banco do Brasil e do Banco Original, José Luis Gordon, economista e presidente da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), Luciana Costa, presidente no Brasil do banco francês de investimentos Natixis, Luiz Navarro, ex-ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), e Natália Dias, CEO do Standard Bank Brasil. Durante o almoço, Mercadante anunciou ainda que os ex-ministros Tereza Campello e Nelson Barbosa serão titulares de diretorias no banco. O Empreendabilidade teve acesso a entrevista concedida pelo presidente indicado do BNDES ao Esfera Brasil sobre as prioridades do banco de desenvolvimento no novo governo. Mercadante lembrou do período histórico em que o BNDES representava mais ou menos 2% do Produto Interno Bruto do país na sua carteira de crédito, no financiamento às empresas, com muitos exemplos exitosos. Deu como exemplo o setor de papéis e celulose, que praticamente nasceu no BNDES, e a Embraer– apenas 8 países do mundo produzem aviões e a companhia chegou nesta posição com o apoio do BNDES -, além do setor de energia eólica, onde o país também se mostra competitivo. Mercadante defendeu a reindustrialização, lembrando que o setor primário chegou a representar 43% da carteira do banco, e hoje representa apenas 16%. “O BNDES já apoia em R$ 50 bilhões micro e pequenas empresas, cooperativas de crédito, para aumentar o volume de recursos. Nós temos o desafio da economia verde, da descarbonização, da inovação tecnológica, da indústria 4.0”, afirmou. “São muitos desafios para o Brasil voltar a ter uma indústria pujante, crescer aceleradamente, gerar emprego de qualidade, e o BNDES é um instrumento. Agora não tem espaço no Orçamento para financiar o BNDES, para os desafios das políticas públicas mais importantes, então o BNDES precisará ter uma boa gestão, aumentar a sua eficiência para poder ter mais recursos e buscar parcerias internacionais”, aponta o ex-ministro. Entre as prioridades, Mercadante também mencionou a liderança do Brasil na economia verde como ativo potencial para atratividade de investimentos internacionais, e que o banco terá papel relevante em aproximar o país do restante do mundo. “A nossa prioridade não será financiar serviço no exterior”, disse. Equipe Quatro profissionais vieram do mercado financeiro e há três mulheres nomeadas na diretoria do BNDES. Tereza Campello – ex-ministra, é professora de uma cátedra especial na USP na área de combate à fome e de políticas sociais; Luciana Costa – executiva do banco francês Natixis, que é o segundo maior conglomerado financeiro da Europa, com dois trilhões de euros. É o banco líder no mundo em economia verde; Natália Dias – 30 anos de experiência em sistema financeiro. Foi do Standard Bank Group, principal banco da África do Sul, e é experiente na estruturação no mercado de capitais; Nelson Barbosa – ex-ministro do Planejamento, com passagem pela Fazenda; Alexandre Abreu – foi presidente do Banco do Brasil, com passagem em bancos privados; José Luis Gordon – presidente atual da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), uma espécie de Embrapa da indústria; Luiz Navarro – foi da Controladoria Geral da União, é membro da Academia Internacional de Combate à Corrupção, reconhecida pela ONU, e um exemplo em compliance. Fonte: Com informações da Esfera Brasil
BNDES lança novo fundo voltado a pequenos negócios

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou um novo produto com foco em micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), além de produtores rurais e microempreendedores individuais. O BNDES Fundo de Crédito para Indústria e Serviços, vai unir o banco e empresas âncoras na constituição de fundos que irão oferecer crédito a cadeia de fornecedores e clientes das empresas parceiras. A nova modalidade se diferencia do BNDES Credito Âncora porque neste novo modelo o banco também corre risco ao participar diretamente dos fundos de direitos creditórios (FDIC) que serão fontes dos empréstimos. Para contratar com o BNDES, as empresas devem levantar uma base de devedores composta por pelo menos 70% de micro, pequenas e médias empresas, além de produtores rurais e/ou pessoas físicas, que estejam inseridos em suas cadeias produtivas ou instituições âncora do setor. Dentre os setores que poderão ser apoiados pelo produto estão o de tecnologia da informação, infraestrutura e serviços de telecomunicações, bens de capital, mobilidade, aeronáutica e defesa, indústria de bens de consumo, agroalimentar, biocombustíveis, comércio, serviços e economia criativa. Uma primeira operação foi estruturada com a Padtec, fornecedora de equipamentos de telecomunicações que atua com empresas provedoras de internet de pequeno e médio porte. O FIDC foi estruturado entre o BNDES e a empresa. Os recursos do Banco virão do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (FUNTTEL), que tem o objetivo de estimular o processo de inovação tecnológica, incentivar a capacitação de recursos humanos, fomentar a geração de empregos e promover o acesso de pequenas e médias empresas a recursos de capital. A operação deve impactar positivamente cerca de 400 mil pessoas, por meio das dezenas de pequenos e médios provedores que poderão contar com financiamento para aquisição de equipamentos da Padtec. O BNDES poderá aportar até R$ 80 milhões no fundo. O novo Produto conta com duas linhas de crédito: “Empresa Âncora” e “Instituição Âncora”. Em ambas linhas, o valor mínimo da subscrição do BNDES por fundo será de R$ 40 milhões e o prazo total de até 15 anos. Empresas âncora são aquelas que atuam no setor produtivo e dão origem a direitos creditórios a partir das suas atividades com clientes, fornecedores, prestadores de serviços, franqueados ou distribuidoras. Instituições âncora, por sua vez, são investidores públicos ou privados que tenham interesse de fomentar setores produtivos que contem com a presença de MPMEs, porém das quais elas não sejam contraparte dos direitos creditórios. Direitos creditórios são direitos que correspondem aos créditos que uma empresa tem a receber, como cheques, parcelas de cartão de crédito ou até duplicatas, faturas, entre outros. As empresas e instituições deverão atuar como cotistas do fundo de crédito, compartilhando o risco da operação. O BNDES poderá subscrever até 80% das cotas da classe sênior dos fundos, sendo o restante subscrito em cotas subordinadas pela empresa ou instituição. No caso da linha “Instituição Âncora”, na hipótese de fundo com classe única de cotas, o percentual máximo de subscrição do Banco baixa para até 70%. A expectativa é que por meio do compartilhamento de risco do BNDES com os agentes, empresas de menor porte poderão obter crédito em condições mais atrativas. A lógica é que o conhecimento que a empresa ou instituição âncora detém de seus fornecedores e clientes diminua o risco das operações. Em subscrições no âmbito da linha “Instituição Âncora” o BNDES realizará chamadas públicas para seleção do gestor, que será o principal responsável pela originação dos direitos creditórios a serem adquiridos pelo fundo de crédito. Mais informações sobre o Fundo de Crédito para Indústria e Serviços podem ser obtidas em www.bndes.gov.br/fundo-industria-servicos.
BNDES reabre programa de crédito para MEI e Micro, Pequenas e Médias Empresas

O BNDES reabre a partir de hoje (22) o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (FGI PEAC), um fundo de garantia que amplia o acesso ao crédito para Microempreendedor Individual (MEI), micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). A principal novidade para essa edição é a inclusão de MEIs e micro empresas dentre os beneficiários. Até o momento, 40 instituições financeiras já se habilitaram para operar com a linha. Para que uma operação de crédito seja elegível à garantia pelo FGI PEAC, ela deve ser destinada a investimento ou capital de giro, de valor entre R$ 1 mil e R$ 10 milhões, ter prazo de pagamento de até 60 meses e carência entre 6 e 12 meses. A cobertura estabelecida pelo programa é de 80% do valor do contrato. A avaliação quanto ao uso do FGI PEAC como garantia em operações de crédito é de responsabilidade dos bancos operadores. Cada um deles deverá limitar a taxa de juros média de sua carteira a 1,75% ao mês. Com essas condições, estima-se que outros R$ 22 bilhões sejam viabilizados em novas operações de crédito para MPMEs até dezembro de 2023. A ideia de priorizar fundos garantidores para MEIs e MPMEs estimula o mercado financeiro brasileiro a operar com este segmento. Ao conceder garantias para quem fatura até R$ 300 milhões ao ano, o FGI PEAC aumenta o apetite dos bancos a conceder crédito com condições mais favoráveis aos clientes.