Região Sul concentra empresas com melhores pontuações de crédito do País

A Serasa Experian divulgou hoje os resultados do levantamento “Score de Empresas no Brasil”. Realizada com 16,5 milhões de empresas de 108 segmentos, em todos os Estados do país, a pesquisa buscou mapear onde estão as empresas com as melhores pontuações de crédito no Brasil (Score PJ). O Sul se destacou com a maior concentração de CNPJs na faixa de 601 a 1000 pontos, totalizando 22,5%. Essa classificação pode indicar que a empresa é uma boa parceira de negócios.   “Assim como o Score PF indica a probabilidade de uma pessoa se tornar inadimplente dentro de um horizonte de tempo, o Score PJ também serve como termômetro para indicar o risco de uma empresa se tornar inadimplente, o que pode influenciar nas chances do negócio conseguir empréstimos ou financiamentos no mercado”, explica o Vice-Presidente de Pequenas e Médias Empresas (PMEs) da Serasa Experian, Cleber Genero. A consulta do Score PJ é gratuita no site da Serasa Experian, baseada em critérios financeiros e comportamentais da empresa, além de considerar os dados cadastrais, inclusão no cadastro positivo, dívidas e débitos em aberto, a relação com o mercado e o poder de compra. Na média nacional, que reúne os dados de todas as Unidades Federativas (UFs), o levantamento mostrou que 35,6% das empresas no Brasil têm pontuação entre 251 e 600 e 35,4% entre 101 e 250 pontos. Veja, no gráfico abaixo, o levantamento detalhado:   “Assim como os credores consultam o Score do CPF antes de ofertarem recurso financeiro para pessoas físicas, eles também buscam informações sobre o Score do CNPJ para ceder dinheiro ou vender a prazo para empresas. Desta forma, companhias que precisam de recursos financeiros e possuem boa pontuação poderão encontrar taxas atrativas e melhores condições de pagamento”, comenta Cleber Genero.   Análise por setor: Comércio concentra mais empresas na faixa de 601 a 1000 do Score PJ   Numa visão mais detalhada do estudo, o setor com a maior concentração de CNPJs na faixa de 601 a 1000 pontos foi o segmento de “Comércio” (20,2%), enquanto “Indústria” apresentou uma concentração maior de empreendimentos com pontuação de 251 a 600 (35,1%). Confira o levantamento completo por segmento a seguir:   “Em tempos de recordes consecutivos de inadimplência, dos consumidores e das empresas, o objetivo da Serasa Experian em realizar este levantamento é de poder criar uma lista de oportunidades de negócios e também trazer luz à questão do score de crédito, que é uma forma de manter a economia girando e os negócios funcionando”, completa Genero.   Ainda melhor: recorte mostra onde estão as empresas com Score PJ acima dos 800 A Serasa Experian também aprofundou o estudo para identificar o percentual de companhias que estão com o Score PJ acima de 800 pontos, faixa que aumenta as chances das empresas melhorem a sua situação e conseguirem mais oportunidades de crédito. Nesta visão, foi constatado que apenas 3,9% das empresas se enquadraram na pontuação. Na análise detalhada por região, o Sul do Brasil apresentou a maior concentração de empresas com pontuação de crédito acima de 800 (7,9%). Veja todas as informações na tabela a seguir:     Quando avaliado os setores, a maior concentração de companhias com Score PJ acima dos 800 pontos ficou em “Comércio” (7,2%), seguido por “Indústria” (5,7%), “Primário” (4,3%) e “Serviços” (2,2%). “Serasa Ponto a Ponto” explica faixas de pontuação Muitos donos de negócios, interessados em melhorar a situação financeira de suas empresas, podem se perguntar: Como o Score PJ funciona? Como consultar essa pontuação para companhias? Dá para ter uma nota maior? Como cuidar melhor da saúde do negócio? Para ajudar os empreendedores a entenderem melhor esses números e como podem contribuir para o aumento do score PJ da sua empresa, a Serasa Experian lançou a funcionalidade “Ponto a Ponto”, dentro da interface de consulta com acesso gratuito e intuitivo.   A funcionalidade traz a explicação de cada faixa de classificação, os motivos que podem acarretar a queda ou o aumento da pontuação e as orientações sobre medidas possíveis para manter ou melhorar a situação. A pontuação do Score para CNPJ vai de 0 a 1.000, em que quanto maior o valor, mais confiança a empresa apresenta. Os critérios utilizados para avaliação do Score PJ, ainda segundo Cleber Genero, são:   Existência de dívidas vencidas negativadas;   Consultas à Serasa Experian;   Faixa etária do consumidor;   Cadastro Positivo devidamente aberto;   Dados cadastrais do consumidor atualizados;   Registros de pagamento de contas em dia;   Avaliações de crédito frequentes;   Existência de processos judiciais envolvendo o indivíduo;   Cadastro de emissão de cheques sem fundo.   “As empresas que utilizam o Score PJ como um dos fatores para decidir se concedem ou não o crédito a um cliente, têm muito mais condições de evitar calotes, atrasos em pagamentos e outros problemas desse tipo em suas atividades”, pontua Cleber.   Para acessar o Score PJ basta acessar o site oficial da Serasa Experian e fazer o login na plataforma.   Como ter uma boa pontuação de Score em quatro passos Negocie e pague suas dívidas e as da sua empresa: em momentos de necessidade, muitos credores e fornecedores têm optado pela estratégia de renegociação de dívidas. Essa é uma ferramenta muito eficaz que deve ser utilizada sempre que possível, principalmente em cenários de instabilidade econômica. Manter uma boa relação com seus parceiros é essencial para evitar a negativação, dessa forma, procurar estabelecer um diálogo transparente e seguro sobre as condições e possibilidades de pagamento é sempre o melhor caminho.   Pagamento automático das contas da sua empresa: as negativações e atrasos para o pagamento de dívidas impactam negativamente a pontuação do Score PJ. Por isso, utilizar a ferramenta de débito automático pode auxiliar a evitar esse tipo de problema muito comum que é o esquecimento de quitação dos débitos. Manter as contas da sua empresa em dia e respeitar os prazos de vencimento é uma das maneiras mais assertivas para cultivar a pontuação de crédito positiva.   Atualize os dados da sua empresa

As 10 melhores cidades para empreender no Brasil; veja ranking

O relatório abrange os 101 municípios mais populosos do Brasil, organizados de acordo com as melhores condições para empreender O município de São Paulo lidera a lista das cidades que apresentam melhores condições para o empreendedorismo, segundo o ranking geral do Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) referente ao período 2022/2023. Produzido pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), o relatório abrange os 101 municípios mais populosos do Brasil, “organizados de acordo com as melhores condições para empreender”. “Essas são as cidades com melhores condições para o empreendedorismo, a partir de sete fatores determinantes para que os negócios sejam bem-sucedidos: ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso ao capital, inovação, capital humano e cultura empreendedora”, justificaram os pesquisadores. As 10 melhores cidades para empreender no Brasil São Paulo (SP) Osasco (SP) Curitiba (PR) Belo Horizonte (MG) Porto Alegre (RS) Rio de Janeiro (RJ)  Vitória (ES)  Florianópolis (SC)  Brasília (DF)  Campinas (SP) O destaque em termos de crescimento da capital da República neste ranking se deve, principalmente, segundo o estudo: Às melhorias registradas no ambiente regulatório (redução da alíquota interna do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS); Simplificação burocrática (diminuição de tempo gasto com processos); Questões que afetam diretamente a capacidade de empreendedores abrirem e manterem seus negócios, assim como de torná-los rentáveis; Ambiente Regulatório No quesito Ambiente Regulatório, Goiânia foi apontada como melhor cidade para quem quer empreender, com baixas alíquotas de impostos. “É onde se gasta menos tempo com questões burocráticas [legais e processuais], essenciais à criação execução do negócio”, disse o relatório, referindo-se à capital goiana que, nesse quesito, avançou da 19ª posição para a primeira em 2023. Em segundo lugar, ficou Joinville, seguida pelo Rio de Janeiro, Florianópolis e Niterói. São Paulo e Limeira (SP) lideram o ranking das “melhores infraestruturas para o desenvolvimento do empreendedorismo”. Segundo o levantamento, elas se destacaram por apresentar redes de transporte (por terra, mar ou ar) e condições urbanas mais adequadas e favoráveis ao desenvolvimento de negócios. Na terceira posição está Brasília, seguida de Ponta Grossa (PR), Santos (SP), Guarujá (SP), Guarulhos (SP), Porto Alegre (RS), Piracicaba (SP) e Campinas. “As condições urbanas e os custos de cada cidade [custo do metro quadrado dos imóveis; acesso à internet rápida ou a segurança urbana, por exemplo] são fundamentais para a decisão de o empreendedor abrir ou não um negócio na região”, conforme explicado pelos pesquisadores responsáveis pelo ICE 2023. Ranking de ambiente regulatório 1º Goiânia (GO) 2º Joinville (SC) 3º Rio de Janeiro (RJ) 4º Florianópolis (SC) 5º Aparecida de Goiânia (GO) 6º Niterói (RJ) 7º São Paulo (SP) 8º Praia Grande (SP) 9º Macapá (AP) 10º São José dos Pinhais (PR) Mercado As cidades que apresentaram “melhor desenvolvimento econômico e mais clientes potenciais”, no ranking relativo a mercado, foram Niterói, Jundiaí (SP) e Brasília. Niterói foi a cidade que registrou o maior crescimento real do PIB no período, além de ter o quarto melhor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M). A cidade, lembra o estudo, conta com uma indústria do petróleo “que se beneficiou dos sucessivos aumentos do preço do barril, assim como da cotação do dólar”. Já no quesito Acesso a Capital, algo que em muito favorece os negócios, as cidades mais bem ranqueadas foram São Paulo, Osasco (SP), Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Sobre este quesito, os pesquisadores explicaram que há “evidências” de que a “facilidade em obter recursos financeiros” é um dos “principais motivos para empreendedores se arriscarem em novas oportunidades”. “É um componente capaz, também, de proteger o negócio de choque de mercados e dos efeitos de riscos e incertezas”, disse o diretor de Altos Estudos da Enap, Alexandre Gomide. Ranking de mercado 1º Niterói (RJ) 2º Jundiaí (SP) 3º Brasília (DF) 4º Osasco (SP) 5º São Bernardo do Campo (SP) 6º Joinville (SC) 7º Boa Vista (RR) 8º Camaçari (BA) 9º Caxias do Sul (RS) 10º Piracicaba (SP) Inovação e Capital Humano Florianópolis, Limeira e Campina Grande foram citadas como “locais com mais condições para a criação de negócios com potencial de gerar inovações”, quesito que abrange características como “concentração de talentos no mercado de trabalho local, financiamento de ações de inovação e infraestrutura tecnológica”. Empreendedores inovadores estão associados também à identificação de novos produtos, processos e mercados. A importância do capital humano – outro ponto analisado pelo estudo – para o desenvolvimento tem ganhado espaço nas análises econômicas. A liderança nesse ranking, que avalia tanto o acesso de qualidade à mão de obra básica quanto especializada, é ocupada por Florianópolis, seguida de Vitória, Santa Maria (RS) e Porto Alegre. O levantamento citou estudos indicando que a maior abundância de capital humano nas cidades pode impactar positivamente de três formas no empreendedorismo. A primeira, por aumentar a chance de êxito nas empresas, uma vez que “é mais provável que o empreendedor seja mais capacitado na gestão do negócio.” Além disso, o capital humano favorece a alocação de recursos e a coordenação de atividades de forma mais eficiente. Por fim, “ampliando as redes de relações sociais que se organizam no desenvolvimento do empreendedorismo”. Ranking em inovação 1º Florianópolis (SC) 2º Limeira (SP) 3º Campina Grande (PB) 4º Campinas (SP) 5º São Paulo (SP) 6º Caxias do Sul (RS) 7º Joinville (SC) 8º Blumenau (SC) 9º São José dos Campos (SP) 10º Curitiba (PR) Cultura empreendedora A cidade mais engajada para atividades empreendedoras, quesito que tem por base a busca de informações sobre empreendedorismo e empresas locais, o que inclui “conhecimento sobre os processos de abertura de empresas”, foi Boa Vista (RR). “Um dos temas de busca levados em consideração na pesquisa foi o empreendedorismo feminino, porque sabemos da importância das mulheres para o desenvolvimento econômico, social e sustentável”, explicou a coordenadora-geral substituta de Pesquisa da Enap, Kamyle Medina. O levantamento usa como base de dados a ferramenta de buscas Google Trends ao longo dos últimos cinco anos. O segundo lugar neste ranking ficou com Macapá (AP). Depois, aparecem Palmas (TO), Brasília, Maceió, Rio Branco (AC), Ananindeua (PA) e Porto Velho (RO). Ranking de cultura empreendedora 1º Boa Vista (RR) 2º Macapá (AP) 3º Palmas (TO) 4º Brasília (DF) 5º Maceió (AL) 6º Rio Branco (AC) 7º Ananindeua (PA)

Inadimplência alcançou 5,7 milhões de MPEs em dezembro de 2022

Total foi de 6,4 milhões de negócios de todos os portes com débitos em atraso no período   Dados do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian mostram que, em dezembro de 2022, 5,74 milhões de Micro e Pequenas Empresas (MPEs) foram alcançadas pela inadimplência. Comparado com o mesmo mês de 2021, a variação foi de 7%. Veja a seguir os dados completos:   “A estimativa é que o cenário de inadimplência das empresas ainda perdure, em conformidade com o índice de negativação dos consumidores que já chega em 69,4 milhões de pessoas. O impacto da inflação começa no bolso do brasileiro, que tem seu poder de compra e de pagamento afetado e acaba impactando o fluxo de caixa das companhias. Para que haja melhora deste cenário, é necessário investir na reorganização financeira, com renegociação de dívidas junto aos credores e contenção de gastos até que a economia sinalize positivamente uma melhora”, avalia o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi. Ainda na avaliação do cenário das Micro e Pequenas Empresas em dezembro, 52,5% foram do setor do Serviço, 39,1% do Comércio, 7,9% da Indústria e 0,5% do segmento de Outros. A quantidade foi de 39,5 milhões de dívidas negativadas cujo valor chegou em R$ 89,1 milhões. Cada empresa tinha, em média, 6,9 contas atrasadas que, juntas, somam por volta de R$ 15.521,20. A maior parte das MPEs com CNPJs negativados eram do Sudeste (53%) e a menor parcela do Norte (5,3%). Confira a comparação completa no gráfico a seguir:   Com São Paulo (1.865.890), Minas Gerais (560.084) e Rio de Janeiro (511.401), o Sudeste liderou o ranking das Unidades Federativas (UFs) com mais micro e pequenas empresas inadimplentes. Abaixo, veja a lista completa:   Cenário nacional chega em R$ 110,2 milhões em débitos atrasados O mês de dezembro registrou mais de 6,44 milhões de empresas inadimplentes. Considerando todos os portes, a somatória das dívidas atrasadas chegou em 45,8 milhões com valor total de R$110,2 milhões, sendo a média de 7,1 boletos e R$ 17.123,10 devidos por empresa. Cerca de 54% dos negócios com CNPJs no vermelho eram do setor de Serviços. Confira os dados completos no gráfico e na tabela abaixo:   Na análise por segmentos nos quais os empreendimentos inadimplentes mais adquiriram suas dívidas, “Outros” – categoria que engloba em sua maioria Indústrias, além de empresas do terceiro setor e do agronegócio – foi o que se destacou (28,4%). No gráfico abaixo está o levantamento completo, confira:   Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.

Austeridade, Brasil!

Deixando um pouco de lado as manchetes dos jornais, as trend topics das redes, a polaridade política e aquela discussão fervorosa no grupo da família sobre a tia do zap manifestando em Brasília que está presa – o que é que ela estava fazendo lá mesmo? -, o que nos sobra? A vida real. É a vida real que nos dá a sensação estranha de que a Copa emendou no final do ano, mas que aparentemente está tudo bem, afinal, “está melhor no Brasil do que em outros países”. Sim, acreditamos que esteja. A inflação de 2022, por exemplo, fechou em 5,79%, índice mais alto do que a meta, mas, melhor do que o que poderia ser e melhor do que muitos países grandes por aí. A verdade é que o brasileiro ainda está na ressaca da pandemia. Cansado de usar máscara, mas se pegar ônibus tem que pôr. Cansado de pedir comida no aplicativo, mas é mais prático. Cansado da tensão eleitoral, mas o novo governo mal começou. Cansado de ESG, crypto, trade, lives, BBB e desse novo normal que nunca chegou. Ou, se chegou, já está sendo. Mas não estamos percebendo ou estamos percebendo e não queremos acreditar. Para nós do Empreendabilidade, nessa nova realidade o brasileiro está ficando mais austero. Veja nosso raciocínio: A previsão do IBGE é de que o varejo tenha resultado positivo em 2022 – o acumulado até novembro foi de +1,1% e é muito difícil dezembro reverter a curva. Cristiano Santos, gerente responsável pela Pesquisa Mensal de Comércio, lembrou ao Valor Econômico em entrevista publicada nesta semana que outubro de 2020 foi um mês recorde no consumo de bens não essenciais (como vestuário, utilidades domésticas, viagens, automóveis e outros), após meses de lojas fechadas por conta do pico da pandemia;   Neste ano de 2022, o crescimento tem sido puxado por atividades ligadas a bens essenciais para o consumo das famílias, como supermercados, combustíveis e lubrificantes (a redução do ICMS ajudou nesse quesito) e produtos farmacêuticos;   O final do ano deixou a desejar: houve queda de 23% nas vendas por e-commerce na Black Friday (Nilsen), o que sinaliza estimativa de baixa para o Natal no rally de final de ano. A Copa parece não ter contribuído para animar o consumo e os números começam a aparecer. No comércio físico, a semana do Natal (18 a 24/12) teve discreto crescimento em 2022, de 0,4%, segundo o Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian. Isso como resultado da inflação, que tende a apertar o consumo familiar, o que acaba gerando como consequência crescimento econômico menor e menos investimentos.   Mais do contexto:   Menos demanda por crédito: segundo Serasa Experian, caiu 14,8% em outubro, comparado com o ano anterior, sendo o quinto mês seguido. Nas empresas, a queda de demanda por crédito foi de 16,4%;   Endividamento segue crescendo nas empresas, sendo que em 2021 atingiu patamar recorde de 57,9% (e não está ficando mais barato pagar), dado também da Serasa Experian;   Nas famílias, a inadimplência alcançou novo recorde em outubro/22, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), chegando a 30,3%. Foi o quarto mês seguido de crescimento neste indicador;   O ponto especificamente é que temos um governo eleito que pretende estimular o consumo para o crescimento econômico. Mas, não estamos no mesmo Brasil de 20 anos atrás. Acreditamos que o brasileiro está se acostumando a gastar menos e não de forma desenfreada, o que seria um avanço e tanto. Trazendo para nosso território, temos que lembrar que o empreendedorismo é a força motora da economia. É do pensamento empreendedor que surge a produção, comércio e geração de empregos, é a vontade de crescer que estimula a inovação. E mais: o empreendedorismo está dando certo no Brasil. Por ano, são abertos cerca de 4 milhões de CNPJs no Brasil, fecham aproximadamente 1,5 milhões. 91% delas são individuais e microempresas, 8% são pequenas e médias. O empreendedor, além de tudo, também parece estar se tornando mais racional, característica mais necessária para empreender. No que acreditamos, e o que pedimos aos empreendedores:   Um comportamento mais austero: menos gastos com ferramentas de marketing e publicidade (ouvimos constantemente as queixas de que o tempo gasto nas redes sociais não se converte em resultados) e mais ação direta; Viu um problema? Resolva o quanto antes; Entenda quais são suas prioridades (e nunca mais você terá que se preocupar com elas ou com outra coisa); O que deixa sua empresa forte é o que ela faz de melhor – entregue isso; Evite os atalhos: um corte de caminho por aqui pode lhe render um custo desnecessário à diante; Principalmente para os “pequenos grandes” e os entrantes no middle market: entenda o ambiente de negócios: conheça os gastos, os impostos e para onde vão, as questões que impactam seu negócio diretamente; Assim começamos o ano.

Mais da metade das startups brasileiras está na região Sudeste do país

Segundo o mapeamento do ECOSSISTEMA DE STARTUPS feito pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups),  53,2% das startups estão localizadas no Sudeste, enquanto 23,6% estão na região Sul. O Nordeste aparece em terceiro lugar com 13,1%. O levantamento também aponta que 45,6% das empresas têm entre 1 e 5 colaboradores. A média é de 16 pessoas.  A média de investimentos foi de R$ 1,29 milhão e 41,5% das Startups fizeram a captação entre 1 e 2 anos atrás. Mais de 60% dos respondentes dizem não ter recebido nenhum investimento, destas, 71% está em fazendo alguma captação no momento.   A pesquisa foi feita considerando uma abordagem quantitativa e descritiva, utilizando uma amostra de 1.753 respostas em 266 cidades.   Apenas o estado de São Paulo concentra mais de 36% das startups brasileiras, o que condiz com a posição de destaque em negócios e inovação. Em segundo lugar vem Santa Catarina (9,4%), seguida de Minas Gerais (8,8%),  Paraná (7,4%), Rio Grande do Sul (6,8%) e Rio de Janeiro (6,0%).  Também aparecem na lista Bahia (3,4%), Ceará (2,9%), Espírito Santo (2,1%) e Goiás (1,9%). O estudo indica que o faturamento médio das startups é de R$ 850 mil e que mais da metade (52%) está em fase de tração ou escala. Ainda, o foco de 82% das startups é B2B e em B2B2C (de empresas para consumidor final).   O tempo de atividade mostra que mais de 79% das companhias inovadoras têm menos de 5 anos.   Perfil dos Founders: 72% são homens, 72% são brancos A idade médias dos fundadores de startups no Brasil é de 40 anos – a maioria tem entre 35 e44 anos (41,6%), seguidos das pessoas entre 45 e 54 anos (20,8%). Entre 55 e 64 anos, são 6,0%, e acima dos 64 são 1,3%. Cerca de 30% tem até 34 anos. Na formação, 39,2% têm algum tipo de pós-graduação. Dos fundadores únicos, apenas 19,7% são mulheres, enquanto 72,7% são homens. Entre as startups que têm mais de um fundador, a proporção entre os gêneros é igual em 2,6% da amostragem – mais de um fundador com maioria masculina são 4%, enquanto com maioria mulheres o número é de 0,7%. A diferença racial também é aparente: 22,6% são pessoas pretas e pardas, enquanto 72% se identificam como pessoas brancas.

Estudo comprova: Brasil é o país mais complexo para empreender

Todo mundo gosta de falar como é difícil empreender ou conseguir investimentos no Brasil – e conforme a TMF Group aponta, isso pode ser comprovado via fatos e números. A consultoria de serviços de compliance divulgou o seu Índice Global de Complexidade Corporativa (GBCI) 2022, apontando o Brasil como a jurisdição mais complexa para empresas interessadas em investir em startups e outros negócios. Os argumentos para isso? Primeiro, a TMF destacou que o Brasil é o país com o maior número de alterações regulatórias todo ano. “Os impostos também são segmentados, com regimes municipais, estaduais e federais a serem considerados. Estes também variam de acordo com a indústria na qual uma empresa opera, fazendo com que seja muito difícil se manter à frente de todas as obrigações em um ambiente comercial em constante mudança”, destacou a consultoria em nota. As mudanças recentes de curto prazo em resposta à pandemia também contribuíram para a classificação do Brasil, bem como o processo de desfazer essas mudanças para voltar ao status pré-pandemia. Alguns incentivos do governo tiveram como objetivo reduzir impostos para manter as empresas abertas, mas vieram com uma carga administrativa aumentada. Contudo, nem tudo é empecilho, segundo o estudo. Algumas mudanças trazidas pela pandemia, em função do aumento da digitalização, foram benéficos. “Muitos processos, como aqueles realizados em cartório, que costumavam ser possíveis somente em pessoa, foram substituídos por soluções digitais”, aponta a pesquisa. Ciclo de vida das empresas Nada além do que muitos já sabem, mas o levantamento também coloca o Brasil como o país com o gerenciamento mais complexo do ciclo de vida de uma empresa. “Pode levar até 45 dias para abrir uma empresa na jurisdição, e mais de nove meses para dissolvê-la”, diz o estudo. No caso de empresas internacionais querendo entrar no país, novas camadas de complexidade são somadas. “Empresas multinacionais devem criar um CNPJ junto ao governo federal, e selecionar seu regime fiscal e pagar tributos tanto no nível estadual quanto no municipal, que variam dependendo da cidade onde se opera. As corporações também devem ter um residente local como representante, o que adiciona à complexidade para investidores internacionais”, diz a TMF. Mas tem notícias boas? Mesmo com todos os apontamentos desfavoráveis e a complexidade do mercado, o estudo da TMF não coloca o Brasil como um país ruim de empreender ou de investir. Segundo Rodrigo Zambon, diretor geral da TMF Brasil, o Brasil é um mercado de ponta em segmentos-chave e um “ótimo lugar” para investimentos em geral.  

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