Sebrae e CNI selecionam startups para internacionalização
Ao todo até 300 empresas serão selecionadas para participar da iniciativa “Land to Launch”. Inscrições podem ser realizadas até o dia 20 de fevereiro pela internet O Sebrae e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) estão selecionando startups brasileiras para o programa de internacionalização ‘Land to Launch’ em Nova York, nos Estados Unidos (EUA). Ao todo serão selecionadas até 300 empresas com potencial de abrir mercado nos EUA, a partir da cidade norte-americana como ponto de expansão. Para ampliar o alcance do programa, a parceria também inclui a participação da Sosa, empresa global de inovação aberta. As inscrições para a chamada estão abertas até o dia 20 de fevereiro, na comunidade Catalisa Hub. O processo de seleção das startups vai contar com a participação de uma banca de especialistas para analisar a empresa e o modelo de negócio, o produto e o mercado-alvo, a situação financeira e investimento, bem como a equipe envolvida. Clique aqui para se inscrever. Podem participar apenas pequenas e microempresas com Receita Operacional Bruta (ROB) menor ou igual até R$ 4,8 milhões. Os participantes das empresas devem possuir habilidade de comunicação verbal e escrito no idioma inglês. São consideradas startups brasileiras, aquelas que tenham produto ou serviço inovador em condições de inserção no mercado e/ou com alto potencial de impacto econômico. Como vai funcionar O programa ‘Land to Launch – Nova York é dividido em duas etapas. A primeira envolve a capacitação on-line de contato com Nova York de todas as empresas. As empresas serão preparadas para lançar e escalonar produtos no mercado dos EUA, para fundamentar e aprofundar abordagens ao mercado norte-americano, além de preparo na oratória, narrativas e storytelling, entre outras competências. Após essa etapa, até 30 startups serão selecionadas para entrevistas e avaliações. Por final, sete delas seguem para a etapa final que inclui o reconhecimento e land em NY com tempo de residência de 10 dias. A programação das atividades nos EUA será customizada segundo as necessidades estratégicas para internacionalização de cada uma das startups participantes. Estão previstas reuniões com potenciais clientes e investidores, workshops técnicos sobre questões regulatórias e institucionais do país foco, até visitas técnicas em potenciais parceiros. “Será uma grande oportunidade para as startups brasileiras tanto para aquelas que buscam investimento, por meio de fundos ou capital de risco, como para aquelas que desejam abrir mercado com a venda de suas soluções para outras empresas. Também há a possibilidade de exportar soluções para diretamente para o mercado consumidor dos EUA. Além disso, as empresas vão ter contato com aceleradoras mundialmente reconhecidas”, avalia o analista de Inovação do Sebrae Nacional, Rodrigo Rodrigues. Nova York no cenário do ecossistema tecnológico mundial Reconhecido como o berço do mercado financeiro do mundo e expoente cultural nos Estados Unidos, Nova York caminha para se tornar líder do ecossistema tecnológico mundial. A cidade possui mais de 10 mil startups ativas e mais de 1000 incubadoras e aceleradoras em atividade. De acordo com Relatório Global de Índice de Ecossistema de Startups 2022, produzido pela StartupBlink, NY ocupa o segundo lugar no ranking das melhores cidades para startups, perdendo apenas para São Francisco. “Nova York apresenta as condições ideais para o desenvolvimento de startups em vários aspectos. Sem contar que lá acontece o que chamamos de ‘efeito bola de neve’ em que essas empresas mais inovadoras, como as startups, acabam por arrastarem necessidades de serviços de outras empresas, gerando demanda para o mercado”, comentou Rodrigues.
Por mais empreendedores na indústria brasileira

Muitos dos temas que são tratados no Empreendabilidade coincidem com a agenda de setores específicos da economia, e temos bastante apreço pela indústria. Ao nosso ver, é ali onde tudo começa: um dado da CNI mostra que cada R$ 1 investido na indústria se transforma em R$ 2,43 na economia. O movimento de micros empresas e do empreendedorismo individual é muito relevante para estimular o crescimento da economia e do país, mas, essa frente não concorre e não deve tomar lugar de Pequenos e Médios Negócios, principalmente nos setores de base. Aí é onde fica evidente o maior problema para o empresariado brasileiro: a questão tributária. Segundo o Movimento Brasil Competitivo, as empresas perdem R$ 1,5 trilhão com o Custo Brasil. Sabemos, o custo é muito maior para os pequenos. Ao mesmo tempo, o Brasil vem passando por um terrível processo de desindustrialização. Em 2006, a indústria representava 2,58% da produção mundial. Em 2021, esse número era de 1,28% (CNI). Entre os fatores que contribuem para a redução de investimentos na indústria estão o sistema tributário complexo, oneroso e cumulativo, a infraestrutura deficiente, o financiamento escasso e caro, a baixa qualidade da educação, o ambiente macroeconômico instável e a insegurança jurídica. Por outro lado, o setor industrial é quem puxa o crescimento dos demais setores, graças às cadeias produtivas longas e por ser o indutor de inovações da economia. Cerca de 38% do recolhimento de impostos federais, contribuições previdenciárias e ICMS vêm da indústria. Além disso, a indústria responde por 22,2% do Produto Interno Bruto (PIB) – na década de 1980 esse número era de 48% (CNI). Estimular a produção e o empreendedorismo de base – que gera, de fato, recursos, negócios e empregos – tem efeitos perenes. Para tanto, é urgente a reforma tributária. Para se ter ideia, a CNI apresentou aos presidenciáveis um Plano de Retomada da Indústria a fim de ampliar a competitividade e incentivar novos investimentos, entre outras medidas estruturantes. Dos 11 eixos prioritários, 6 diziam respeito a questões tributárias e garantias de um ambiente mais favorável aos negócios. Da mesma forma que tudo começa na indústria, a força do Pequeno e Médio Negócio já é mais do que comprovada. Para a economia crescer e sairmos da eterna promessa, resta ao país ajudar a ser ajudado. Do restante, os empreendedores cuidam. Uma menção especial à Votorantim, que desde 1918 atua para a industrialização do país.
Sebrae e CNI fecham acordo de cooperação para fomento de pequenos negócios

(Foto: Túlio Vidal) Acordo prevê abertura de mercados e oportunidades internacionais para pequenas empresas O Sebrae e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) assinaram na última quarta-feira (17) um acordo de cooperação para estimular a competitividade de pequenos negócios industriais com foco em sustentabilidade, internacionalização e economia de baixo carbono. O acordo foi firmado durante o Fórum Encadear, realizado pelo Sebrae em um hotel de São Paulo. Estiveram presentes ainda o presidente da CNI, Robson Braga, e o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite. “Esse acordo abraça o sistema industrial como um todo a partir das verticais de inovação, competitividade industrial, ESG e internacionalização dos pequenos negócios. Vamos colocar as empresas brasileiras na fronteira da tecnologia”, afirmou o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Plataforma internacional “Queremos levar inovação aberta aos pequenos negócios de todo o Brasil. Fazer com que a indústria nacional possa gerar a inovação que permita a elas competir em nível global”, disse Braga, da CNI. O primeiro plano de ação do acordo ocorrerá em conjunto com a empresa Sosa, que fomenta startups em Israel e tem escritórios em diversos países. A iniciativa pretende aproximar as startups brasileiras de empresas estrangeiras com a realização de capacitação virtual para 900 integrantes e residência para 21 empresas até 2025. O acordo prevê ainda abertura de um escritório em Nova York para o Sebrae e o CNI, além da criação de um mapeamento das tecnologias inovadoras feitas por startups brasileiras e pelos Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), com a criação de uma plataforma internacional para gestão da inovação. “Nada melhor que a grande indústria, que é a CNI, junto com o Sebrae, que são os empreendedores, para fazer que tudo isso aconteça ao mesmo tempo. O acordo é nessa direção”, afirmou o executivo da Confederação a jornalistas, após a assinatura do acordo, o ministro Joaquim Leite. “Nós temos a oportunidade de provocar um crescimento verde, geração de empregos verde alinhados a esses temas que são de sustentabilidade e meio ambiente”.
CNI: Micros e Pequenas indústrias têm bom desempenho no 1o tri 2022

Panorama da Pequena Indústria da CNI registra a melhor média (45,5 pontos) no 1o tri desde 2012.