Sebrae e Amazon se unem para apoiar empresários de pequenos negócios no mundo digital

Entre os anos de 2019 e 2022, procura por conteúdos sobre mercado digital cresceu 220% no portal do Sebrae   Os empresários de pequenos negócios perceberam na prática que precisam entrar no mundo virtual para ganhar mercado. A corrida por um espaço no marketplace foi impulsionada pela Covid-19 e se consolidou como uma realidade. Apenas para se ter uma ideia, o consumo de conteúdos sobre mercado digital cresceu 220% no portal do Sebrae, somando 8 milhões de acessos entre 2019 e 2022. As ações do Sebrae realizada nos últimos anos para potencializar a transformação digital dos pequenos negócios beneficiou 601 mil clientes. Em um médio prazo, a meta prevê a presença digital de 1 milhão de negócios. Isso significa a atuação em muitas frentes, sendo uma delas com a Amazon cuja parceria terá como uma das entregas quatro lives sobre os temas casa e construção, artesanato, alimentos e bebidas e internacionalização. A Academia Amazon Sebrae tem o propósito de ampliar o acesso ao mercado digital para pequenos negócios. No ano passado, foram realizadas ações voltadas para o mercado de moda e beleza. Conforme explica, Ivan Tonet, coordenador de mercados e transformação digital, o trabalho é focado em permitir com que os pequenos negócios estejam aptos a utilizar os canais digitais (redes sociais, marketplaces, lojas virtuais entre outros). “Este esforço da estratégia de Mercado Digital busca facilitar o acesso dos pequenos negócios às diversas ferramentas e plataformas digitais disponíveis”, afirma. Apesar das lives possuírem temas específicos, Tonet explica que algumas dicas são uteis para qualquer negócio, pois são informações próprias do ambiente digital. Veja abaixo a programação das lives: Live – Casa e construção (27/04) “Venda materiais de construção na internet” será destinado aos pequenos negócios do setor de casa e construção. O evento on-line terá o objetivo captar inscrição para o workshop ao vivo e mais aprofundado promovido pela academia Amazon Sebrae. Live – Artesanato (01/06) Em junho, mês em que o Sebrae celebra a sustentabilidade e meio ambiente, será realizada a live de lançamento “Como vender artesanato na internet?”. O evento será destinado às unidades de produção artesanais vender seus produtos no marketplace. A ideia de usar o mês do meio ambiente se coaduna com o fato de que muitos trabalhos artesanais são feitos de materiais reciclados, que seriam descartados no meio ambiente ou usam materiais naturais sem gerar lixo como plástico e outros vilões da sustentabilidade. Live – Alimentos e Bebidas (27/7) Live – Internacionalização (24/9)   Saiba mais sobre a parceria Sebrae e Amazon aqui.   Fonte: Agência Sebrae

Caminho da digitalização passa pelos pequenos empreendedores

Independentemente do futuro político, tecnologia vai continuar a transformar “Um grande negócio começa pequeno”, diz Richard Branson. Os negócios micro, pequenos e médios ocupam o palco nos debates eleitorais do Brasil. Não à toa. Temos o país das PMEs (pequenas e médias empresas), e essa promessa tantas vezes adiada tem chance de se realizar agora com o avanço da transformação digital no país. Depois do “tsunami tech” de 2021, os últimos meses têm sido de correção. Ainda assim, a oportunidade é grande, principalmente considerando as mudanças de comportamento alavancadas pela pandemia, com a consolidação de plataformas de e-commerce e delivery, e a taxa, ainda baixa, de penetração digital na economia. De acordo com relatório inédito conduzido pelo Atlantico, nosso fundo de venture capital, o índice é de 3% —por volta de um décimo do de países desenvolvidos, como os Estados Unidos. O potencial de geração de valor é na casa de centenas de bilhões de dólares. A chave para essa virada pode estar nas pequenas e médias empresas. Do total das empresas no Brasil, 85% são consideradas microempresas, de acordo com nosso relatório. Nos Estados Unidos, essa cifra é de 79%. A contribuição para a economia, no entanto, é muito menor se comparada àquela dos países desenvolvidos. O conjunto de PMEs no Brasil responde por cerca de 25% do PIB, enquanto nos EUA essa participação é de 44%. Parte disso é atribuída ao fato de mais da metade dessas empresas se classificarem como “indiferentes digitais”, ou seja, com pouco ou nenhum esforço e habilidade digitais. Os processos ainda são manuais, da gestão do negócio às plataformas de vendas e relacionamento, mas um novo grupo de empresas focadas nesse público ajuda a mudar o cenário. O unicórnio Olist, que oferece um portfólio completo de soluções digitais para empresas venderem online, foi fundamental na digitalização do comércio de 2020 para cá. Milhares de pequenos empreendedores abriram sua loja online, o que significou, muitas vezes, não fechar as portas definitivamente. Cresceram, inclusive, seis vezes acima da média do e-commerce local. O próprio Olist cresceu, incorporando outras soluções e marcas para ampliar a oferta e ajudar os pequenos negócios de forma multicanal. O acesso a serviços financeiros é outra barreira enfrentada por essas empresas —o que a tecnologia pode reduzir. A fintech brasileira Cora oferece uma solução completa de pagamentos para PJs. Em um ano e meio, construiu uma base sólida de clientes e de volume de transações. Já a Zippi, de microcrédito, entrega ao microempreendedor capital de giro, usando o Pix, lançado no Brasil em 2020. Costumo dizer que o Banco Central foi a startup brasileira mais inovadora dos últimos anos. O uso do Pix hoje supera os outros tipos de pagamentos digitais, empatando com o dinheiro em espécie como a forma de pagamento mais usada diariamente, segundo levantamento inédito do Atlantico em parceria com a AtlasIntel. O ritmo de crescimento é superior mesmo ao de casos de sucesso em outros países, como o UPI da Índia, lançado quatro anos antes. O uso foi alavancado por pessoas físicas, mas a participação de empresas no total de chaves registradas já se aproxima de 10%, puxada principalmente pelas PMEs. As PMEs são o motor da nossa economia e a digitalização do Brasil passa, necessariamente, pela transformação desses milhares de negócios. Olhando para além da representatividade no PIB, as pequenas e médias empresas têm um grande impacto na população. São 87 milhões de pessoas beneficiadas por esses negócios, o equivalente a 40% da população brasileira, segundo um levantamento do Sebrae. Acredito que a evolução do Pix, do open finance e das startups voltadas para PMEs pode levar o Brasil a outro patamar. Independentemente do nosso futuro político, a tecnologia vai continuar a transformar. Fonte: Folha de S. Paulo

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