Empreendabilidade se une ao Café com Comprador para criar nova Edtech de Educação Profissional do Procurement

Negócio é fruto da fusão entre Café com Comprador, maior comunidade de procurement do Brasil, e o Empreendabilidade, consultoria de inteligência em empreendedorismo Programas de capacitação e conexão com o mercado serão oferecidos a partir de novembro em três formatos: jornadas de aceleração profissional, trilhas em parceria com empresas e Hackatons para solucionar desafios de inovação; A plataforma de conteúdo Café com Comprador, que nasceu em 2019 como um videocast e, com os avanços digitais da pandemia, se transformou na maior mídia especializada no nicho de compras, se uniu ao Empreendabilidade, consultoria de inteligência em empreendedorismo, para criar o Café Academy, uma Edtech voltada à qualificação dos profissionais de Procurement, a área de compras corporativas. A comunidade do Café reúne cerca de 70 mil profissionais, mais de 6 mil companhias, e está presente no Brasil, EUA, LATAM, China e Europa. A partir de uma pesquisa que identificou que “mais de 90% dos profissionais de compras caem na área ‘de paraquedas’, mas depois que entram não querem mais sair”, a empresa entendeu que seu negócio é, mais do que conteúdo, oferecer conhecimento para esse mercado. “Encontramos um espaço para trabalhar formatos digitais de qualificação, com programas práticos e direcionados à aceleração de carreira e que atrai o mercado para enfrentar junto conosco esse desafio”, afirma Douglas Ferreira, cofundador e CEO do Café. Do outro lado, o Empreeendabilidade, que surgiu no mercado há um ano com análises dos desafios e oportunidades do empreendedorismo, havia passado por uma aceleração da 49 Educação e buscava parceiros para desenvolver um MVP que unisse estratégia de infoprodutos e educação profissional. “Estudamos mais de 600 horas de cursos digitais para entender como o empreendedorismo digital em infoprodutos poderia ajudar a resolver a falta de capacitação profissional, que hoje é um dos maiores problemas do Brasil. Buscávamos parceiros para aplicar a tese e a sinergia com o Café foi perfeita”, explica Ricardo Meireles, fundador do Empreendabilidade. A primeira jornada de aceleração do Café Academy será em novembro, sob o selo “Comprador Profissional”. Serão 6 módulos com aulas ao vivo, exercício prático, mentoria e materiais de apoio, totalizando mais de 40 horas de conteúdo. Ao final, os participantes entregam um plano de ação e os melhores projetos serão apresentados aos gestores das empresas parceiras. “O objetivo é formar profissionais de Procurement mais estratégicos”, afirma Douglas Ferreira. Plataforma A Edtech prevê lançar novas jornadas no próximo ano, e o formato é de adesão: todos os participantes dos programas como o Comprador Profissional terão acesso à plataforma da Edtech, que oferecerá ainda trilhas técnicas em parceria com empresas do mercado (“a parte didática oferecida por quem realmente sabe fazer”, como define Meireles), além de ferramentas úteis, e-books, modelos de planilhas e documentos, e outras vantagens. “Queremos que os membros sejam reconhecidos pela entrega e qualidade do trabalho, e que tenham aqui toda a base para evoluir nisso”, completa Ferreira. Hackaton Outra frente da Edtech surgiu da demanda dos parceiros corporativos por inovação. Inspirado em modelos aplicados por grandes empresas e startups para resolver problemas reais, o Café Academy oferecerá uma espécie de gincana para que os membros possam propor soluções setoriais com a ajuda de parceiros de inovação. “O Procurement é terreno fértil para inovação. Estamos incluindo a área de compras, de fato, no ecossistema das startups e o Café é o agente mais preparado para essa conexão”, conclui Meireles. Estrutura societária A Edtech fará parte do ecossistema do Café, ampliando o organograma que já contava com eventos, conteúdo e treinamentos corporativos. Os sócios serão Douglas Ferreira, que segue como CEO do grupo, Ruy Magalhães, COO e responsável por parcerias, Diana Martins, que já atuava na área de eventos e administrativa e que assume como CFO, e Ricardo Meireles, que terá a cadeira de Chief Innovation Officer e cuidará de inovação e gestão de conhecimento. Além dos sócios, a estrutura com o Café com Comprador conta com cerca de 30 profissionais das áreas de conteúdo, mídia, design e comercial.
Órfã devido a diagnósticos errados, ela criou startup que ajuda médicos na avaliação de pacientes

Depois de perder a mãe e o pai para doenças crônicas e contaminação nuclear, Ana Claudia Camargo fundou a edtech ITH, dedicada a formar médicos capazes de diagnosticar rapidamente; startup fatura R$ 7,6 milhões com cursos Para a goiana Ana Claudia Camargo, a separação de vida pessoal e profissional não passa de um mito. Foram, inclusive, as vivências familiares que levaram a empreendedora a decidir seus caminhos profissionais na vida adulta. Motivada pela história dos falecidos pais, vítimas de diagnósticos tardios e incorretos, ela fundou a edtech ITH, focada em ensino médico, com receitas de R$ 7,6 milhões em 2022. Quem é a empreendedora De origem simples, filha de pai mecânico e mãe dona de casa e comerciante, Ana Claudia formou-se em biomedicina após anos de percalços para concluir a graduação, a começar pelas longas caminhadas de 10 quilômetros para chegar à faculdade diariamente e a venda de bombons para pagar a mensalidade do curso. Depois de formada, concluiu mestrado e doutorado para seguir a carreira acadêmica em universidades de Goiânia, sua cidade natal, por quase uma década. Aos 27 anos, Ana Claudia ficou órfã após a morte de seus pais, ambos vítimas de doenças. Sua mãe foi diagnosticada incorretamente, o que levou a anos de tratamentos ineficientes e uma progressão de uma doença, até então, tratável. “Meus pais já eram idosos, mas a desinformação e despreparo das equipes médicas nos levaram a anos correndo de hospital em hospital, sem sucesso”, conta. Já seu pai, vítima do maior acidente nuclear do país, morreu por contaminação pelo Césio-137. Como surgiu o negócio Depois de anos fazendo como professora em cursos da área de saúde, ela decidiu abrir sua própria escola no setor. Desse esforço nasceu o Instituto Health, uma escola de cursos livres focada em formar profissionais que pudessem diagnosticar e tratar corretamente os pacientes. A empresa surgiu em 2015, à época como uma instituição focada apenas em pós-graduação, com cursos técnicos e presenciais para profissionais da saúde como fisioterapeutas, enfermeiros e nutricionistas. Entre os cursos estavam o de aplicação de medicamentos e cálculos de posologia, por exemplo. A demanda alta fez Ana Claudia dar um verdadeiro banho de loja no negócio, o que incluiu a mudança de nome, posicionamento de mercado e uma nova sede, que custou à empresa o montante de 3 milhões de reais. “O Instituto tinha um nome complicado, e não passava o que realmente precisava: a simplicidade”, diz. O Instituto Health virou ITH Pós-Graduação e, em 2021, recebeu autorização do Ministério da Educação (MEC) para atuar como faculdade. “Sempre vi a necessidade de capacitar profissionais da saúde, que careciam de mais preparo na parte comportamental e também técnica”, diz. Na sede da faculdade, Ana Claudia criou uma clínica avançada de estética e um laboratório de simulação realística para que os alunos possam treinar de procedimentos simples a cirurgias. O momento edtech Para ajudar esses profissionais a também desenvolverem uma atuação mais “humana”, a ITH passou a oferecer cursos focados em habilidades comportamentais e gerenciais. Entre os cursos estão inteligência emocional; liderança ferramentas de gestão; empreendedorismo e inovação marketing estratégico e comunicação plano de negócios e abertura de novas empresas Adicionais as novas verticais dependeu, em boa medida, de uma camada tecnológica. Em 2022, a ITH passou a adotar também a postura de edtech, oferecendo cursos à distância por meio de uma plataforma própria para educação continuada, ou seja, de cursos de extensão e que podem ser realizados a qualquer momento. Por meio do site, a plataforma oferece cursos de extensão, cursos grátis, e-books, cursos técnicos, graduação, pós-graduação e MBA. “Temos hoje o primeiro “e-commerce de saúde” do país”, diz. O novo momento como edtech foi acelerado com a pandemia. Com cursos online, a ITH passou a alcançar alunos até mesmo de outros países. “Para nós, isso foi excelente”. Sete anos após a criação, a ITH já tem alunos em 6 diferentes países e tem como expectativa alcançar 10.000 alunos até o final de 2023. O faturamento da edtech em 2022 foi de 7,6 milhões de reais, quase 20 vezes o resultado de 2015. Apostas para o futuro Para manter o ritmo de crescimento, a ideia de Ana Claudia é investir na criação de um marketplace de saúde. Nele, professores da área médica podem disponibilizar seus cursos, que passariam por uma curadoria apurada da própria ITH. Os professores também vão receber orientações sobre construção de personas e precificação dos conteúdos. A ITH também fica a cargo da produção dos vídeos e de toda a parte tecnológica da postagem das aulas. “Sabemos os desafios dos docentes nos últimos anos. O que criamos é uma oportunidade de geração de renda dentro da nossa plataforma”, diz. Fonte: Exame.com