Empreendabilidade se une ao Café com Comprador para criar nova Edtech de Educação Profissional do Procurement

Negócio é fruto da fusão entre Café com Comprador, maior comunidade de procurement do Brasil, e o Empreendabilidade, consultoria de inteligência em empreendedorismo Programas de capacitação e conexão com o mercado serão oferecidos a partir de novembro em três formatos: jornadas de aceleração profissional, trilhas em parceria com empresas e Hackatons para solucionar desafios de inovação; A plataforma de conteúdo Café com Comprador, que nasceu em 2019 como um videocast e, com os avanços digitais da pandemia, se transformou na maior mídia especializada no nicho de compras, se uniu ao Empreendabilidade, consultoria de inteligência em empreendedorismo, para criar o Café Academy, uma Edtech voltada à qualificação dos profissionais de Procurement, a área de compras corporativas. A comunidade do Café reúne cerca de 70 mil profissionais, mais de 6 mil companhias, e está presente no Brasil, EUA, LATAM, China e Europa. A partir de uma pesquisa que identificou que “mais de 90% dos profissionais de compras caem na área ‘de paraquedas’, mas depois que entram não querem mais sair”, a empresa entendeu que seu negócio é, mais do que conteúdo, oferecer conhecimento para esse mercado. “Encontramos um espaço para trabalhar formatos digitais de qualificação, com programas práticos e direcionados à aceleração de carreira e que atrai o mercado para enfrentar junto conosco esse desafio”, afirma Douglas Ferreira, cofundador e CEO do Café. Do outro lado, o Empreeendabilidade, que surgiu no mercado há um ano com análises dos desafios e oportunidades do empreendedorismo, havia passado por uma aceleração da 49 Educação e buscava parceiros para desenvolver um MVP que unisse estratégia de infoprodutos e educação profissional. “Estudamos mais de 600 horas de cursos digitais para entender como o empreendedorismo digital em infoprodutos poderia ajudar a resolver a falta de capacitação profissional, que hoje é um dos maiores problemas do Brasil. Buscávamos parceiros para aplicar a tese e a sinergia com o Café foi perfeita”, explica Ricardo Meireles, fundador do Empreendabilidade. A primeira jornada de aceleração do Café Academy será em novembro, sob o selo “Comprador Profissional”. Serão 6 módulos com aulas ao vivo, exercício prático, mentoria e materiais de apoio, totalizando mais de 40 horas de conteúdo. Ao final, os participantes entregam um plano de ação e os melhores projetos serão apresentados aos gestores das empresas parceiras. “O objetivo é formar profissionais de Procurement mais estratégicos”, afirma Douglas Ferreira. Plataforma A Edtech prevê lançar novas jornadas no próximo ano, e o formato é de adesão: todos os participantes dos programas como o Comprador Profissional terão acesso à plataforma da Edtech, que oferecerá ainda trilhas técnicas em parceria com empresas do mercado (“a parte didática oferecida por quem realmente sabe fazer”, como define Meireles), além de ferramentas úteis, e-books, modelos de planilhas e documentos, e outras vantagens. “Queremos que os membros sejam reconhecidos pela entrega e qualidade do trabalho, e que tenham aqui toda a base para evoluir nisso”, completa Ferreira. Hackaton Outra frente da Edtech surgiu da demanda dos parceiros corporativos por inovação. Inspirado em modelos aplicados por grandes empresas e startups para resolver problemas reais, o Café Academy oferecerá uma espécie de gincana para que os membros possam propor soluções setoriais com a ajuda de parceiros de inovação. “O Procurement é terreno fértil para inovação. Estamos incluindo a área de compras, de fato, no ecossistema das startups e o Café é o agente mais preparado para essa conexão”, conclui Meireles. Estrutura societária A Edtech fará parte do ecossistema do Café, ampliando o organograma que já contava com eventos, conteúdo e treinamentos corporativos. Os sócios serão Douglas Ferreira, que segue como CEO do grupo, Ruy Magalhães, COO e responsável por parcerias, Diana Martins, que já atuava na área de eventos e administrativa e que assume como CFO, e Ricardo Meireles, que terá a cadeira de Chief Innovation Officer e cuidará de inovação e gestão de conhecimento. Além dos sócios, a estrutura com o Café com Comprador conta com cerca de 30 profissionais das áreas de conteúdo, mídia, design e comercial.
Número de empresas abertas em SP no 1o bimestre caiu 6,89%

Estado tem menos aberturas de empresas de médio e grande porte no período, o que sinaliza comportamento mais conservador, principalmente em fevereiro; Setor de bares, restaurantes e serviços de alimentação começa o ano desaquecido; Na contrapartida, feiras e eventos retomam negócios vislumbrando oportunidades em 2023; Apesar de redução nas aberturas de CNPJs, microempresas continuam sendo opção para recolocação no mercado de trabalho; O número de empresas abertas no Estado de São Paulo caiu 6,89% no primeiro bimestre de 2023 em comparação com o ano passado, segundo levantamento do Empreendabilidade, casa de análise do empreendedorismo, a partir dos dados da Receita Federal. Nos dois primeiros meses do ano, foram abertas 196.371, contra 210.907 no mesmo período de 2022. No mês de fevereiro, houve uma redução de 14,71% nos CNPJs: 92.517 em fev/2023 contra 108.475 há um ano. Em comparação com janeiro/2023, houve 10,92% menos aberturas: uma diferença de 11.337 CNPJs. Na leitura do Empreendabilidade, a diminuição no número de CNPJs abertos no Estado com a maior economia do País é reflexo de um cenário complexo. “O empreendedorismo tem crescido no Brasil, com acelerado aumento no número de microempresas abertas na série histórica. Porém, o cenário econômico segue influenciado por diversos fatores”, afirma Ricardo Meireles, pesquisador e fundador do Empreendabilidade. “Ao mesmo tempo em que ainda estamos no processo de recuperação da pandemia, tivemos crises globais e temos expectativa pela reforma tributária, que poderia vir aliada a um ambiente de negócios mais favorável para o empreendedorismo”, explica. Comportamento por porte Nas microempresas, que representam mais de 90% dos CNPJs ativos no Estado, há registro de 7,18% menos aberturas no bimestre em relação a 2022 (178.516 em 2023 contra 192.318 no ano passado), que foi parecido com o ano anterior, de 2021. Nas empresas de pequeno porte, o número subiu 5,4%, com 356 empresas a mais no ano (6.946 este ano e 6.590 em 2022), mas com queda de 10% em relação há dois anos (gráfico abaixo). Nas médias e grandes (demais portes), foram 1.090 CNPJs a menos abertos no bimestre (10.909 em 2023 e 11.999 em 2022). Na comparação com 2021, houve uma queda de 20% na abertura de companhias. No mês de fevereiro, as microempresas caíram 2,49% (83.478 fev/23 X 98.669 fev/22), cerca de 15 mil CNPJs de diferença. As empresas de pequeno porte mantiveram patamar similar, com 0,11% de alta (3.650 fev/23 X 3.646 fev/22). As empresas de demais portes (médias e grandes) tiveram redução de 11,82% nas aberturas do último mês, totalizando 5.389 CNPJs contra 6.160 há um ano. “A queda na abertura de empresas de maior porte, que demandam maior investimento, pode ser resultado de um comportamento mais conservador diante do macrocenário, visto que o começo do ano foi de calorosas discussões sobre a base econômica, juros e mercado”, explica Meireles. “Na outra ponta, a redução na abertura de microempresas ainda é pontual diante do contínuo movimento de ‘pejotização’, profissionais que abrem uma microempresa individual para prestar serviços e continuar no mercado de trabalho, que cresceu na pandemia.” Gráfico Empreendabilidade: bimestre janeiro e fevereiro abertura de CNPJs SP Gráfico Empreendabilidade: fevereiro abertura de CNPJs SP Restaurantes esfriaram no pós-pandemia? Dentre os setores que tiveram maior redução de abertura de CNPJs em SP, chama a atenção o de estabelecimentos de alimentação fora de casa, o que inclui bares e restaurantes, lanchonetes e cafés. No recorte bimestral, a abertura de lanchonetes, casas de chá, sucos e similares (CNAE 5611-2/03) foi 13,05% menor entre 2023 e 2022. De restaurantes e similares (5611-2/01) caiu 24,41% no mesmo período, e alimentos preparados para consumo domiciliar (5620-1/04) caiu 25%. “Estes segmentos estão entre os que mais sofreram durante a pandemia devido ao isolamento social e esperava-se uma recuperação gradual. Contudo, os estabelecimentos são afetados diretamente pelas mudanças que estamos vivendo. Mesmo com retorno para os escritórios, ainda que em modelo híbrido, com o brasileiro endividado, gastando menos, sem aumento de demanda e o contexto do crédito mais caro, o sinal é de que o setor começa o ano frio”, afirma o analista. Feiras e Eventos retomam atividade Já o segmento de feiras e eventos (CNAE 8230-0/01) sinaliza retomada importante no primeiro bimestre de 2023, com 26,1% mais CNPJs abertos em relação ao ano passado, e 63,67% na comparação com 2021. Foram quase 3 mil empresas (2.933) abertas no Estado nos meses de janeiro e de fevereiro. “A retomada dos eventos presenciais, nítida nos primeiros números do ano, é catalisador de diversos segmentos. Era um movimento esperado e que tem potencial de trazer um efeito em cascata com eventos já programados para ocorrerem ao longo do ano”, conclui o executivo.
Abílio Diniz: “Momento é complicado para empreender por conta dos juros”

Para conter o avanço da inflação, os bancos centrais de todo o mundo tiveram que aumentar os juros. Mas o remédio tem seus efeitos colaterais negativos. E um deles é tornar a vida de quem quer empreender mais difícil. Ainda mais no Brasil. “Os juros reais são quase o maior do mundo. É muito pesado para empreender”, disse o ex-GPA e atual vice-presidente do conselho do Carrefour, Abílio Diniz. Ele participou hoje pela manhã da conferência anual do banco Credit Suisse em São Paulo. O painel foi mediado por João Camargo, fundador do grupo Esfera e presidente do conselho da CNN, e contou com a participação de Rubens Menin, presidente do conselho da MRV, do banco Inter e dono da CNN. Questionado pelo Startups se seria o caso de não empreender por conta do momento, Abílio disse que essa decisão depende muito da disposição e do momento de quem vai se lançar nessa jornada. Se vale de alguma coisa, apesar de toda a celeuma de demissões e contenção nos investimentos, a opinião deste Startups continua sendo de que nunca houve melhor momento para empreender, ou investir em novos negócios que tenham a tecnologia como base de suas operações. O mundo não vai ficar menos digital, nem mais simples nos próximos anos e décadas. As oportunidades estão aí para serem abraçadas. Menin reforçou o coro dos juros altos dizendo que, em 50 anos empreendendo, não viu muitas os juros reais na casa dos 8%. “Isso é muito. Sangra as famílias, as empresas”, avaliou. Para ele, o medicamento é correto, mas o tempo do tratamento não pode ser muito longo para não matar o paciente. Nos EUA, o FED já dá sinais de que o ciclo de aumento nos juros pode ter se encerrado. Aqui no Brasil, ainda não há uma manifestação clara. Abílio disse acreditar na independência do Banco Central e que a equipe liderada por Roberto Campos Neto tem todas as condições técnicas para avaliar quando será o momento de corrigir a rota. Para Menin, não adianta fazer essa redução na marra. É preciso criar as condições para que isso aconteça, fazer o dever de casa interno. E isso passa por pontos como a reforma tributária, reforma administrativa, controle de gastos e endividamento do governo e segurança jurídica e política no país. Para Rubens e Abílio, o momento é de união, de criar um pacto social que permita que o Brasil aproveite fortalezas como o mercado interno grande para concretizar a promessa que foi feita quando a sigla BRICS estava em alta. Os dois foram unânimes em dizer que o Brasil é o país com melhores oportunidades no atual momento. “O primeiro mundo é aqui. Temos tudo do primeiro mundo aqui e não deve nada a ninguém”, disse Abílio. Ele destacou que há muito dinheiro no mundo e ele quer vir para o Brasil. Mas é preciso saber atraí-lo. E isso passa pelas questões do dever de casa interno. Abílio disse não ter medo do atual governo e se classificou como um liberal com tendências keynesianas. Menin também foi em uma direção parecida, dizendo que é fundamental aumentar a participação da iniciativa privada nos investimentos, mas que, em um país como o Brasil, o estado precisa ter um papel na redução das desigualdades.
Morador da periferia de São Paulo lança escola de tecnologia para pessoas maduras

David Villalva, morador da periferia da Zona Leste de São Paulo, sempre muito curioso e interessado por temas sociais, políticos, corporativos e de empreendedorismo, após trabalhar em uma loja de operadora de telecomunicações, viu a necessidade de abrir seu próprio negócio, com o objetivo de ajudar as pessoas mais “velhas” a mexerem no celular e entenderem melhor o mundo das tecnologias. No segundo episódio do Empreendabilidade Podcast David conta como surgiu a ideia. “Na época eu trabalhava em uma loja de operadora de telecomunicações e eu atendi uma senhora, de mais de 80 anos, que estava querendo conversar com o filho que morava em Israel. Dona Alda, chegou pedindo ajuda para usar o Skype, em seu celular. Em uma dessas idas a loja, ela ficou muito brava e deu um tapa na mesa e disse: deveria ter uma escola que ensinasse essas tecnologias para gente”. Fiquei com aquele na cena na cabeça, e assim, em 2013, pensei na criação do Digitalidade, uma plataforma de cursos e serviços tecnológicos para maduros, uma “startup” focada em potencializar as habilidades e experiências adquiridas ao longo da vida pelos 50+ com novas competências em tecnologias, fermentas e negócios digitais. A partir disso, David percebeu que os clientes 50+ eram grandes consumidores de serviços de telefonia e de tecnologia, mas nem sempre conseguiam mexer e não tinham atendimento personalizado. David passou a entender que era seu dever e de todos, contribuir para que pessoas maduras e idosas envelhecessem com qualidade de vida, com seus direitos sendo respeitados, sem que sofressem preconceitos, julgamentos, por conta da idade. “Me deparei com uma população gigantesca, cheia de vida, de desejos, sonhos e muitas experiências como bagagem. Uma população que não para de crescer, mas que convide diariamente com estereótipos. Com isso, percebi que o desafio era bem maior, não era simplesmente abrir uma escola que ensinasse sobre tecnologias”. “Com muito estudo e apoio de amigos que não me fizeram desistir, que em 2017, eu tirei a ideia do Digitalidade do papel”. “Quando eu comecei no Digitalidade eu não fui o pioneiro, porque já existiam muitas empresas que tinham o serviço. Mas da maneira que eu propus, eu fui o primeiro. A minha proposta, era principalmente, não só a criação de uma marca forte e uma experiência, e sim, refletir no espelho como esse público se via”. Após surgir essa vontade de ajudar as pessoas mais velhas a mexerem no celular, por exemplo. David começou a frequentar eventos, ONGs e pesquisar a estudar muito sobre temas relacionados ao envelhecimento e longevidade. “Antigamente, nas pesquisas, eu via muitos negócios ‘cinzas’, com falta de vida, eu não via vida nas iniciativas. E quando eu comecei a empreender, fiquei pensando: se tem tanta vida do outro lado, porque estou refletindo essa cor cinza, morta, que não vibra. Por isso, o Digitalidade tem essa cor forte, muito viva, marcante, que reflete vida, vibração”, conclui. Hoje, o Digitalidade conta com cursos de Facebook, Fotografia com o celular, Golpes digitais, Marketing de Influência, entre outros.
A verdade dói

1ª lição para quem quer empreender: amadureça. Amadurecer significa lidar com as coisas como elas são, ter responsabilidades, responder pelos seus próprios atos e suas consequências. Quando a pessoa decide empreender, ou, como metade dos brasileiros que empreendem, TEM que empreender (por necessidade e “força maior”), o primeiro passo é encarar a vida como ela é. Isso significa fazer o que tem que ser feito sem reclamar (ou, pelo menos, não sempre). Chega a ser estóico. Juros estão altos, demanda caiu, algo não deu certo no processo. Vai fazer o quê? Encare de frente! Para aqueles que tiveram chance de alguma vez fazer terapia, um coaching ou qualquer processo de autoconhecimento, isso talvez esteja mais claro. É o primeiro recado para autodesenvolvimento. Assumir não apenas o que te impacta diretamente, mas o que impacta o seu negócio, e tudo o que diz respeito a você e a ele, é maturidade. “Eu sou eu e minha circunstância. Se não a salvo a ela, não me salvo a mim” diz Ortega y Gasset, filósofo espanhol. A verdade é que o primeiro passo para empreender não é abrir o CNPJ. Não existem apenas 5 passos para o sucesso. Acordar 4h30 não dá certeza de riqueza. Mas, encarando as dores de frente, pelo menos se tem a certeza de que elas serão enfrentadas. Acredite, empreendedor: dói menos a dor que você aceita do que a que você resiste a encarar. Ricardo Meireles é fundador e publisher do Empreendabilidade.
Estadão conta história de empreendedoras maduras de sucesso

Profissionais maduros, acima de 50 anos, têm mais chances de sucesso na abertura de um negócio. É o que revela a pesquisa “Empreendedores 50+, o futuro do Brasil”, da consultoria Empreendabilidade. O levantamento conectou dados macroeconômicos, indicadores do mercado empresarial e do perfil de profissionais maduros. O relatório, que usou big data analytics, relaciona as taxas de sucesso de fundadores de empresas em diferentes faixas de idade. “Se você está pensando nas pessoas acima de 50 anos apenas por inclusão, isso está errado”, aponta Ricardo Meireles, fundador da Empreendabilidade e responsável do estudo. Ele lista uma série de características do profissional 50+ que pode explicar a taxa maior de sucesso no empreendedorismo: além de mais vivência em diferentes situações, eles conseguem lidar melhor com adversidades, aceitam mais riscos, faz boas negociações e são mais responsáveis na tomada de decisões. Pela pesquisa, 15,6% dos empreendedores com idade entre 55 e 64 anos têm empresa estabelecida, ou seja, que está ativa há mais de 3,5 anos. Entre pessoas de 18 a 34 anos, esse porcentual é de 3,8% e, entre 35 e 54 anos, 11,1%. Outro ponto importante é a questão da previdência social. Apesar de a expectativa de vida do brasileiro estar crescendo, o período de vida economicamente ativa continua o mesmo, o que leva a um déficit previdenciário cada vez maior. O pico de contribuição econômica esta entre os 30 e os 49 anos. “Como não se pode estender a idade produtiva para a infância, o potencial de geração de valor econômico e social está na força intelectual e produtiva das pessoas maduras, que acabam deixando de contribuir para a economia exatamente quando estão no auge da sua capacidade”, diz Meireles. De acordo com a pesquisa, no cenário atual, alguns segmentos representam uma boa oportunidade para esse grupo de empreendedores, como bares, restaurantes e alimentação; construção civil e serviços; varejo e e-commerce. Setores-chave para a sociedade, Educação, agronegócio e saúde também são opções por não apresentar travas para quem quer empreender. A população com mais de 55 anos representa 30,7% do total de empreendedores no Brasil. O número pode ser resultado da situação financeira do País, da dificuldade de encontrar empregos quando as vagas são disputadas com jovens que dominam meio digital, discriminação ou até propósito de vida. De acordo com a pesquisa, é acima dos 50 anos que muitos profissionais decidem realizar algum sonho e deixar de ser empregado. Além disso, alguns já conseguiram juntar poupança e querem continuar ativos no mercado. Na avaliação de Meireles, o público 50+ deveria ser direcionado ao empreendedorismo enquanto está sendo tratado apenas como grupo de inclusão no mercado de trabalho. “Empreender na maturidade é uma oportunidade quase única”, afirma Bete Marin, 52 anos. Depois de 30 anos de carreira, ela decidiu arriscar e montar, ao lado de uma amiga, a agência digital MV Marketing, focada em Economia Prateada – mercado voltado para as necessidades das pessoas maduras. Qualidade de vida e motivação foram os pontos de partida para a veterana montar um negócio do zero. Mas antes de aplicar investir, ela precisou planejar. “Essa é a essência de você ser bem-sucedido”, destaca. Primeiro, fez uma retrospectiva de vida, relembrou a virada de carreira e o que mais a impactou. A partir dali, percebeu que estava longe de querer se aposentar. “Quando você descobre isso, tem muita coisa para fazer.” Hoje, a agência conta com 10 clientes fixo e a previsão é investir em produtos digitais dedicados ao público alvo. Oportunidades de crédito Embora pessoas acima de 46 anos tenham mais chances de aprovação na tomada de crédito, segundo pesquisa do Sebrae em parceria com a FGV, as mulheres enfrentam mais dificuldades que os homens na hora de abrir um negócio por conta da falta de acesso ao crédito, como critica Bete. “A gente precisava se livrar de estereótipos, e focar no mercado”. Foi justamente o preconceito com idade que impediu Gisele Correia, 56, de conseguir uma oportunidade de emprego aos 40 anos. Na época, ela atuava na área de advocacia. Desempregada, a saída foi montar um brechó na garagem de casa para conseguir pagar o aluguel. “Comecei a empreender por necessidade.” A empreitada só teve fim porque Gisele precisou se mudar de Curitiba para São Paulo. Na capital paulista, conseguiu um bico como representante de vendas e rodava os quatro cantos da cidade comercializando roupas de ginástica. “Me descobri apaixonada pelo varejo”, conta. A grande oportunidade surgiu em 2006, quando a empresária se interessou por uma lojinha, ao lado da academia em que malhava. O estabelecimento foi colocado à venda após o dono declarar falência, enquanto migrava para o e-commerce. O proprietário era Marcio Kumruian, atual CEO da Netshoes. “Mas não era uma, eram três lojas. Quando eu fui conversar, ele disse: ‘Ou é três ou é nada’”. Ela topou. Com empréstimo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) conseguiu inaugurar a Use Best Fit. Quatorze anos depois, a empresária já somava 14 lojas físicas. A ascensão do empreendimento de Gisele acompanha a mudança progressiva do mercado e evidencia o número de profissionais +50 que conseguem ampliar o negócio, apesar da crise econômica dos últimos anos. Quase 25% das startups com maior crescimento foram fundadas por pessoas com idade entre 50 e 59 anos, mostra pesquisa da Empreendabilidade. O negócio estava consolidado, até que em 2020 chegou um baque: a pandemia da covid-19. Durante esse período, metade dos trabalhadores brasileiros com mais de 50 anos perderam o emprego, segundo levantamento da PwC Brasil. “A gente pensava que não ia sobreviver”, desabafa Gisele. A empreendedora precisou se reinventar. Foram seis lojas físicas fechadas e um novo recomeço. A loja migrou para o digital e as vendas online foram ampliadas com Martketplace. Gisele aprendeu a empacotar, entregar, gravar vídeos e produzir outros conteúdos para as redes sociais da loja. “A pandemia deixou uma lição para quem empreende: tem de estar preparado. Não tem um dia sem desafio”, aconselha. Para a empresária, a intergeracionalidade presente na equipe composta por 27 funcionários foi essencial para a sobrevivência do negócio. “A juventude também me ensinou muito”. Treinamento e cursos Agora, em resposta à demanda, organizações
Empreendedorismo familiar se destaca pelo estilo transformador de liderança

Quando se pensa em empreendedorismo familiar, logo algumas pessoas imaginam que juntar família e dinheiro não dá certo. Mas, não é o que o KPMG diz. Segundo pesquisa realizada pela consultoria, as empresas familiares em todo mundo representam 75% do PIB global e empregam 75% da força de trabalho global. Enquanto a gestão dessas empresas possui características única de uma família, que estão frequentemente em busca de transformação e inovando para impulsionar o crescimento. Muitas vezes os “chefes de família”, pais e mães, que são os CEOs das empresas. Isso mostra o quanto pessoas “mais velhas” podem gerir com excelência uma companhia. É o que mostra também o estudo realizado pelo Empreendabilidade, o “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil” , que aponta que empreendedores maduros são os mais hábeis para conduzir novos negócios e representam 30,7% do total de empreendedores no Brasil. Ainda de acordo com a KPMG, no quesito de dimensões principais da orientação empreendedora o Brasil apareceu em segundo lugar com 41%, ficando atrás somente da região das Américas. Dentro do pilar inovação na empresa familiar, o país foi o que apresentou maior índice (50%), ficando à frente de todas as regiões. Sobre proatividade, o Brasil foi elencado como nível médio com 41%, enquanto nas Américas e no Oriente Médio e África é mais alto. Por fim, o nível de prevenção de risco nas empresas familiares brasileiras ainda é baixo (54%). Em relação ao estilo de liderança na empresa familiar brasileira, 59% é transformacional, no qual o líder tem como objetivo mudar os valores básicos e crenças. No estilo autoritário, o líder é paternalista e refletivo na autoridade e o carismático tem a capacidade de motivar e inspirar seguidores que demonstram confiança no líder. “O empreendedor maduro tem mais capacidade de abrir um negócio que se estabeleça no mercado. Cerca de 15,6% dos empreendedores entre 55 e 64 anos tem empresa estabelecida. Isso pode ser um sinalizador de possibilidades para processos de sucessão”, comenta Ricardo Meireles, fundador do Empreendabilidade.
Administradora lança HRTech para ajudar empresas em recrutamento e seleção

Com vasta experiência no mundo corporativo, Telma Rosseti sempre sentiu a necessidade de abrir seu próprio negócio e de ajudar as pessoas de alguma forma. Após 20 anos atuando em diversas empresas, mas sempre na área de Recursos Humanos, ela percebeu que era a hora de empreender. Aos 30 anos de idade, ela não hesitou e foi atrás do seu sonho. “Antigamente, ver um profissional mudando de emprego ou carreira era considerado algo muito arriscado, ainda mais depois dos 30 anos. Temos que quebrar esse paradigma de que empreender é só para os mais novos”, comenta. Telma foi a entrevistada do primeiro episódio do Empreendabilidade Podcast, onde contou que sempre sentiu muita vontade de ser empreendedora e que desenhou o projeto ao longo da vida, com influência de familiares, mas sempre com o desejo de oferecer toda a expertise a favor de ajudar o próximo. “Me considero empresária desde os meus 14 anos, onde ajudava meu pai no caixa do comércio”, comenta. Após muitos estudos, ela abriu a TalentoTech, uma “HRTech” que apoia as empresas em todos os seus projetos de Recursos Humanos e tem como principal objetivo conectar talentos e empresas através da inovação aberta, aceleração criativa e um ecossistema colaborativo. A TalentoTech é uma única startup do segmento que é uma Universidade Colaborativa e tem como propósito antecipar demandas e acelerar a capacitação de jovens ao mercado de TI. O recrutamento e seleção da TalentoTech tem como proposta ajudar as empresas a encontrarem um profissional bom e em pouco tempo. Telma também atua como coaching de carreira e acredita que não tem idade certa para se reinventar ou seguir algum sonho. “Durante o processo de coaching, o profissional vem me procurar justamente para despertar essa vontade que está dentro dele e entender o que de errado está acontecendo e qual caminho seguir”, comenta.
Videocast Empreendabilidade passa de 1.000 views em um dia

Cortes do primeiro episódio do podcast são os mais vistos Lançado com o objetivo de ser o principal canal de distribuição de conteúdo audiovisual de incentivo ao empreendedorismo, o canal do Empreendabilidade no You Tube superou as expectativas e chegou a mil views em apenas um dia. O primeiro Episódio em vídeo do podcast, que traz entrevista da especialista em desenvolvimento humano e coaching Telma Rosseti, que fala sobre como encarar a maturidade como uma oportunidade para empreender, foi publicado no dia 5 de outubro, o Dia do Empreendedorismo. Programa está disponível no Spotify, Anchor, Google Podcasts e no Amazon A publicação dá a largada para uma série de 6 entrevistas que abordarão o tema do primeiro relatório do Empreendabilidade, o “Empreendedor 50+, o futuro do Brasil”, que traz argumentos para estimular que profissionais maduros, renegados pelo mercado durante a pandemia, busquem o empreendedorismo. Uma das questões é que o perfil do profissional maduro traz uma série de skills e competências que só as experiências de vida oferecem. Além disso, após os 50 anos, o profissional pode querer realizar um sonho e empreender pode ajuda-lo nisso. O que é Empreendabilidade? Empreendabilidade, como o próprio termo sugere, é a capacidade de empreender, de fazer algo dar certo (vindo da junção do latim imprehendere com o sufixo “dade”). O Empreendabilidade, a empresa, é a primeira datalab do Brasil voltada a incentivar o empreendedorismo. O conceito parte do clichê do iceberg: uma parte visível na superfície (que na companhia é representada pelos canais nas novas mídias: blog, artigos, redes sociais e conteúdo audiovisual) – que mostra apenas um pouco de uma sólida base submersa: uma estrutura de data analytics e inteligência que funciona a partir do uso de algoritmos e com observação e leitura humana. Somos um time especializado que gera insights e informações, capaz de cruzar dados de diferentes fontes e de mais de 40 milhões de CNPJs de empresas brasileiras, identificar gargalos e oportunidades de melhorias e propor ações efetivas voltadas a quem empreende e quem quer empreender. Podcast chega a novos canais O programa em áudio e vídeo foi lançado no YouTube, Anchor e no Spotify, e no dia seguinte chegou ao Google Podcast e no Amazon Music. O curioso é que a ALEXA, inteligência artificial da Amazon, já reconhece o termo EMPREENDABILIDADE. Quer ver o vídeo? Clique aqui
Relatório: empreendedor maduro oferece mais chances de empresa dar certo

Empreendedores com mais de 55 anos têm mais empresas estabelecidas e com mais funcionários; Estudo aponta que profissionais maduros deveriam empreender A expectativa de vida no Brasil tem crescido nos últimos anos. Segundo projeção do IPEA/IBGE, idosos representam 15% da população brasileira e devem atingir entre 25% e 30% da densidade populacional do país até 2060. A perspectiva com a longevidade é de que essa parcela da sociedade também passe a ter uma contribuição econômica mais ativa ao invés de buscar a aposentadoria. Isso abre espaço para que a experiência profissional e de vida que essas pessoas acumulam possa ser melhor aproveitada. Já é comprovado, inclusive, que essa bagagem ajuda os maduros a serem empreendedores de sucesso. O relatório “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil”, realizado pelo Empreendabilidade, mostra que a população com mais de 55 anos representa 30,7% do total de empreendedores no Brasil, o que traz ganhos para a sociedade e benefícios para a economia. Além de entrarem para o quadro de indivíduos economicamente ativos com as empresas, eles geram mais empregos e movimentam negócios. O estudo aponta que o empreendedor com mais de 50 anos tem maior capacidade de criar um negócio que se estabeleça no mercado: 15,6% dos empreendedores entre 55 e 64 anos tem empresa estabelecida, ou seja, que está ativa há mais de 3,5 anos. Contra 3,8% dos jovens (18 a 34) e 11,1% dos adultos (35 a 54 anos). Também são maiores as chances de aprovação na tomada de crédito, e eles apresentam menor risco de inadimplência ou calote, o que também ajuda na economia. “Os empreendedores experientes já têm mais tempo à frente de um negócio, mais experiência em gestão, possuem bom histórico bancário e maior possibilidade de já terem acumulado bens e terem mais estabilidade, características bem avaliadas pelo mercado financeiro”, comenta Ricardo Meireles, fundador do Empreendabilidade e responsável pelo estudo. O envelhecimento da população dá novos significados à contribuição social e econômica. Em um levantamento feito pela própria consultoria, isso é considerado uma das coisas mais importantes da vida adulta e dá um real sentindo à existência, resume o estudo. “No caso dos mais velhos, abrir um negócio ainda pode ser a oportunidade de realizar um sonho. Basta buscar a capacitação necessária antes de arriscar”, finaliza Meireles.
Porque os 50+ são os melhores empreendedores, segundo nossa análise

Muitos pensam que tem que ter idade certa para começar a empreender ou até mesmo que as pessoas devem ser novas, mas não é bem isso que o estudo “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil” diz. Todo mundo pode empreender independentemente da idade. Segundo o estudo, que foi elaborado a partir de dados macroeconômicos, indicadores de mercado e do perfil de profissionais maduros, a maturidade oferece ao indivíduo características que são necessárias para se abrir um negócio. Estudos de diferentes fontes em todo o mundo já mostram porque os profissionais 50+ são capazes e conseguem liderar com êxito grandes empresas. O relatório do Empreendabilidade aponta que os executivos com mais de 50 anos têm empresas duradouras, empregam mais pessoas, são mais confiáveis para o mercado financeiro, lidam melhor com pressão e aceitam melhor os riscos. São vários fatores positivos no que é chamado “soft skills”, como fidelidade à empresa; Comprometimento e Maior equilíbrio emocional. Isso se comprova a partir da avaliação dos empreendedores maduros em atividade atualmente, além das diversas vantagens para a economia que eles trazem: a população com mais de 55 anos representa 30% do total de empreendedores do Brasil – são os que mais empregam, o que têm maior acesso a crédito e que têm mais capacidade de criar um negócio que se estabeleça no mercado em relação a empreendedores mais jovens. Ser empreendedor aos 50 anos é um caminho factível para ter maior qualidade de vida e voltar ou se inserir no mercado de trabalho, mesmo com as dificuldades que a sociedade impõe. Além de tudo, entende-se que o empreendedorismo é um espaço para a realização de sonhos, por isso, o estudo ainda indica uma série de medidas para que o profissional maduro possa se desenvolver como empreendedor e encarar esse novo momento de vida, quem sabe colocando de pé aquela ideia que está guardada há muito tempo na gaveta.
Capacidade de empreender

Lançamos a primeira datalab do Brasil voltada ao empreendedorismo a partir de um olhar crítico para o conteúdo que existe sobre o assunto. Quem pensa em empreender, ou quem está montando o negócio, ou até quem já tem seu negócio andando, obviamente almeja sucesso. Não importa se isso significa chegar a um momento de abrir capital e ter uma empresa com milhares de funcionários, ou se trata-se da ideia de ter uma empresa familiar sólida, que funciona bem, cresce e está pronta para enfrentar a concorrência. Aí veio a pandemia. Milhares de pessoas que perderam empregos, boa parte delas profissionais maduros. Empreender, que já era uma questão de necessidade para muita gente que depende de seu próprio negócio para viver, passa a ser a melhor opção para muita gente. Começamos a ver várias histórias de gente que foi lá e fez. Mas, muita gente que já tinha alguma competência para negócios e que estava guardada. Ao mesmo tempo, todo mundo deve conhecer uma pessoa que tem várias ideias e não coloca nada em prática. Espera o momento perfeito. O que entendemos é que muita gente ainda não desenvolveu a EMPREENDABILIDADE, a capacidade de empreender, de fazer um negócio se iniciar, crescer e prosperar. Cunhamos o termo, o conceito e a marca. Há muitos cursos disponíveis no mercado, de várias naturezas. Há muita explicação sobre a formalização do negócio. Mas, o mindset de colocar a vontade de ter um bom negócio, sentíamos falta. Agora, estamos aqui. Com algoritmos que permitem a análise de CNPJs de todo o Brasil, cruzamento com dados setoriais e de mercado, entre outras informações, e com todo o espaço midiático para entregar informação de qualidade e insights para quem empreende, quem quer empreender, e para incentivar e apoiar decisões de organizações públicas e privadas para estimular o empreendedorismo. EMPREENDABILIDADE, a capacidade de fazer um negócio dar certo, passa por 5 fatores-chave: Ideias executáveis Aprendizado contínuo (life long learning) Execução Disposição a erros Boa vontade O último aspecto é até curioso. Pois, antes de este negócio aqui ficar de pé, muita gente apoiou com ideias e sugestões, ou apenas com um ouvido amigo. Então, mais do que tudo, o ecossistema empreendedor se apoia. Vamos lá, mergulhar fundo nesse mundo para desenvolver estudos e projetos que estimulem ainda mais isso.