Número de empreendedores individuais aumenta 10x em 10 anos

Só no ano passado, foram abertas, em média, 7,2 mil empresas por dia. O Jornal Nacional exibiu, em reportagem na última quarta-feira (15), que o número de empreendedores individuais no Brasil tem crescido de maneira acelerada ao longo da última década. Só no ano passado, foram abertas, em média, 7,2 mil empresas por dia. O emprego da Deborah sumiu na pandemia. Ela era maquiadora numa produtora de vídeo, que fechou. “E aí me vi completamente sem renda nenhuma. E aí minha formação primária como publicitária falou mais alto e eu fui buscar as oportunidades de mercado”, diz a empreendedora de marketing digital Deborah Cavalcante. Ela se tornou microempreendedora individual e faz marketing digital para outras empresas. A Simone também ficou sem renda e precisou investir nos brincos e colares, que fazia por hobby. a artesã abriu uma MEI, mas passou apertos no início. “Muitas dificuldades, porque você acaba não precificando corretamente, acaba não separando a pessoa física do empresarial, e você não vê se está tendo algum lucro e que caminho está seguindo a sua empresa”, conta a empreendedora Simone Oliveira. O caminho que vai desde a ideia de abrir uma empresa até o sucesso no mundo dos negócios é longo e costuma ser difícil. Só vontade não basta. Um levantamento do Sebrae mostrou que 29% das MEIs fecham as portas antes de completarem cinco anos de atividade. O maior obstáculo é a falta de planejamento, e a melhor saída é a capacitação. Desde que as MEIs foram regulamentadas, o número de microempreendedores individuais aumenta a cada ano. Em 2009, foram 28 mil. No ano passado, foram criadas mais de 2,5 milhões MEIs. O consultor de negócios do Sebrae Caio Ribeiro diz que a necessidade de renda é a principal explicação para esse crescimento, mas existem outras. A facilidade para abrir uma MEI, impostos bem menores – de no máximo R$ 71,10 por mês, que já inclui a contribuição para o INSS com todas as garantias da Previdência, como auxílio-doença e aposentadoria – e a possibilidade de emitir nota fiscal. Mas ele ressalta que, para fazer bons negócios, o empreendedor precisa se preparar. “Você prefere enfrentar algo que você não tem ideia do que vai ser ou saber minimamente quais serão os desafios que você vai encontrar, seja em relação aos seus fornecedores, seja no conhecimento mais aprofundado do seu cliente? Então, esse trabalho prévio antes de formalizar é justamente para que você saiba onde você vai pisar”, explica Caio Ribeiro. Carlos Alberto Marti Júnior fez isso tudo. Depois de 10 anos como empregado, abriu uma loja de produtos naturais e suplementos alimentares. Antes, ele fez um plano de negócios, escolheu o ponto de venda, pesquisou os fornecedores. Na inauguração, as prateleiras tinham 200 itens. Um ano depois, são mais de 600. Júnior reinveste a maior parte do lucro e ainda consegue fazer uma retirada quase igual ao antigo salário. “Setenta a 80% do que eu ganhava antes, no meu último trabalho. E vamos para cima. A loja só tem um ano e a gente tem muito pela frente ainda,” diz o empreendedor Carlos Alberto Marti Jr. Fonte: G1/Jornal Nacional

Aceleradora Strive busca empreendedores fora de série (e com a terapia em dia)

O empreendedor paulistano Eduardo Casarini montou, ao lado da mãe e dos irmãos, um dos primeiros e-commerces do Brasil: a Flores Online, aberta em 1998 e vendida em 2012 para a americana 1-800-flowers e o fundo BR Opportunities. Findo o envolvimento no negócio de flores, Casarini passou um tempo fora do Brasil estudando inovação no MIT e em Harvard e, em paralelo, servindo de investidor-anjo ou conselheiro de startups brasileiras. Entre as startups de que foi advisor estão o Banco Neon e a Linus, de sandálias sustentáveis. Nesse meio tempo, recorreu à psicanálise para olhar para dentro de si em busca de respostas a questões pessoais e profissionais. A combinação das duas experiências deu a Casarini a ideia de montar a Strive, uma aceleradora descrita por ele mesmo como um negócio all-hands-on. Como é a filosofia da Strive Além de investir nas startups em estágio embrionário ou inicial, a vontade dos sócios da Strive é dedicar tempo aos novos negócios, apoiando ativamente os fundadores — inclusive no apoio a dilemas existenciais deles. Além de Casarini, são sócios da aceleradora: Patrícia Toledo, executiva com passagens por Santander, Contabilizei e consultorias feitas para Google, Facebook, entre outros Tiago Galli, um dos fundadores do banco C6 e investidor-anjo desde 2015 “Nossa proposta é oferecer apoio de verdade para o empreendedor e seu time, em cinco reuniões mensais, durante 24 meses, discutindo temas e os dilemas à medida em que eles aparecem”, diz Casarini. O foco da Strive são empreendedores com boas ideias ou startups com produto na rua e clientes pagantes, e em busca de validação do modelo de negócios. O programa de aceleração desenhado pelos sócios da Strive prevê duração de 24 meses e, por meio de parceiros estratégicos, aporte financeiro de até 2 milhões de reais. A ideia é apoiar startups em fase pré-seed e seed e ser o primeiro investimento institucional do empreendedor. Como contrapartida pelo tempo investido, a Strive ficará com uma participação de 10% do negócio. O modelo de negócio da Strive prevê, ainda, uma comissão nos casos de sucesso no “match” entre o empreendedor apoiado e os fundos de venture capital. Que negócios a aceleradora está de olho No radar da Strive estão negócios inovadores nas áreas de: E-commerce Software as a Service (SaaS) Serviços financeiros (FinTech) Recursos humanos (HRTech) Educação (EdTech) Saúde (HealthTech) A busca é por um produto ou modelo de negócio com potencial de ser escalável, com proposta de valor clara e que tenta resolver um problema para um mercado relevante. É importante também que a ideia de modelo de negócio seja sustentável e a postura da liderança empreendedora. “Temos ainda um olhar para um aspecto pouco abordado, mas crucial na nossa perspectiva: queremos empreendedores atentos ao cuidado com a sua saúde mental, porque é o que permite a atitude para fazer acontecer”, diz. O prazo de envio da aplicação deste primeiro ciclo é 31 de março de 2023, quando três startups serão selecionadas. A meta da Strive é selecionar 15 startups para investir e acelerar até o início de 2024, em ciclos de seleção que serão realizados a cada três meses. Veja aqui como é a inscrição.   Fonte: Exame.com

Sebrae-SP leva empresários para a maior feira de varejo do mundo

NRF Retail’s Big Show é realizada todos os anos em Nova York e apresenta as principais tendências e novidades do setor varejista   Um grupo de 30 empresários do Estado de São Paulo participa da missão organizada pelo Sebrae-SP para visitar a edição 2023 da NRF Retail’s Big Show, a maior feira de varejo do mundo e referência do setor, realizada anualmente em Nova York. A programação da missão inclui, além da participação no evento, visitas técnicas a empresas de sucesso no mercado americano. Durante a missão, que ocorre de 13 a 21 de janeiro, o empreendedor vai conhecer as novidades, tendências e estratégias usadas por importantes nomes do varejo. É uma ótima oportunidade para atualizar conhecimentos, se informar e trazer as ideias vistas em Nova York para o próprio negócio, ganhando assim competitividade no mercado local. Além da feira, a missão empresarial inclui três dias de visitas técnicas a lojas de destaque no varejo americano. No roteiro estão Harry Potter Store, a única loja oficial do mundo ligada ao personagem dos livros e cinema; The RealReal, especializada em itens de luxo, incluindo moda masculina e feminina, joias, relógios e artigos de decoração; Dyson Demo Store, que oferece produtos profissionais e tecnológicos para cuidados dos cabelos e Nordstrom, loja de departamentos com variadas opções de roupas, calçados de grife, cosméticos e artigos para o lar, Rio Supermarket, um supermercado brasileiro no Estados Unidos, entre outras. As visitas são guiadas por consultores do Sebrae-SP especializados em varejo e com ampla experiência em viagens desse tipo, que auxiliam os empresários a vivenciarem, na prática, conceitos que devem ser priorizados como inovação, exposição de produtos, experiência de consumo e tecnologia. Os empresários da missão participam ainda de um Hackaton de inovação sobre modelagem de negócios dedicado ao alinhamento do grupo com as ideias observadas durante a programação. É a oportunidade do grupo de encerrar a viagem com um plano para suas empresas desenhado com base no que extraíram no período em Nova York. As empresas participantes da missão à NRF 2023 são: Vila Nina, Dra. Cherie, Flex Mesas e Cadeiras, D&D Premium, Ourimadeiras, Beta Bozzani Arquitetura e Design, Grupo Mirandinha, Jéssica Cosméticos, Refrigerantes Poty, Sereia de Noronha, PlayPark, Depósito da Lingerie, Tokbothanico, Segredo Lacrado, Jobel Armarinhos, Feitiços, Xr Studio, Solid Systems, Arezzo & Spello, Doxo Tech, Mineirão Auto Latas e Onii Conveniência. Marcelo Dória, da Depósito da Lingerie, empresa de São Paulo especializada em moda íntima, viajou focado em ficar por dentro das novidades e levá-las para seu negócio e mesmo outros com quem tem algum relacionamento. “Minha expectativa é buscar as tendências e ‘tropicalizar’ isso, ou seja, não só aplicar na minha empresa, mas também compartilhar com outras para que sejam mais produtivas e rentáveis e, consequentemente, tragam um benefício maior, seja para os fornecedores, parceiros e a sociedade de um modo geral.” “Vim para buscar conhecimento, inovar e estar na frente”, afirma Rodrigo Belarmino, da Solid Systems, empresa de São Paulo que faz envidraçamento de sacadas de alto padrão.   Fonte: Agência de Notícias Sebrae-SP

News #12: Feliz Natal

Natal, Empreendedorismo Industrial e live na segunda-feira  Quinta-feira, 22 de dezembro de 2022 ————————————————– Que o Natal traga luz e renovação para as suas vidas. Desejamos saúde e realizações para vossas famílias! ————————————————– Opinião Por mais empreendedores na indústria brasileira Muitos dos temas que são tratados no Empreendabilidade coincidem com a agenda de setores específicos da economia, e temos bastante apreço pela indústria. Ao nosso ver, é ali onde tudo começa: um dado da CNI mostra que cada R$ 1 investido na indústria se transforma em R$ 2,43 na economia. O movimento de micros empresas e do empreendedorismo individual é muito relevante para estimular o crescimento da economia e do país, mas, essa frente não concorre e não deve tomar lugar de Pequenos e Médios Negócios, principalmente nos setores de base. Aí é onde fica evidente o maior problema para o empresariado brasileiro: a questão tributária. Segundo o Movimento Brasil Competitivo, as empresas perdem R$ 1,5 trilhão com o Custo Brasil. Sabemos, o custo é muito maior para os pequenos. Ao mesmo tempo, o Brasil vem passando por um terrível processo de desindustrialização. Em 2006, a indústria representava 2,58% da produção mundial. Em 2021, esse número era de 1,28% (CNI). Entre os fatores que contribuem para a redução de investimentos na indústria estão o sistema tributário complexo, oneroso e cumulativo, a infraestrutura deficiente, o financiamento escasso e caro, a baixa qualidade da educação, o ambiente macroeconômico instável e a insegurança jurídica. Por outro lado, o setor industrial é quem puxa o crescimento dos demais setores, graças às cadeias produtivas longas e por ser o indutor de inovações da economia. Cerca de 38% do recolhimento de impostos federais, contribuições previdenciárias e ICMS vêm da indústria. Além disso, a indústria responde por 22,2% do Produto Interno Bruto (PIB) – na década de 1980 esse número era de 48% (CNI). Estimular a produção e o empreendedorismo de base – que gera, de fato, recursos, negócios e empregos – tem efeitos perenes. Para tanto, é urgente a reforma tributária. Para se ter ideia, a CNI apresentou aos presidenciáveis um Plano de Retomada da Indústria a fim de ampliar a competitividade e incentivar novos investimentos, entre outras medidas estruturantes. Dos 11 eixos prioritários, 6 diziam respeito a questões tributárias e garantias de um ambiente mais favorável aos negócios. Da mesma forma que tudo começa na indústria, a força do Pequeno e Médio Negócio já é mais do que comprovada. Para a economia crescer e sairmos da eterna promessa, resta ao país ajudar a ser ajudado. Do restante, os empreendedores cuidam.   Uma menção especial à Votorantim, que desde 1918 atua para a industrialização do país. Foto abaixo: inauguração da CBA em 1955, com o presidente Café Filho, o prefeito de São Paulo, Jânio Quadros, o Senador José Ermírio de Moraes e o empresário Antônio Ermírio de Moraes (crédito: Acervo Votorantim 100 anos) LIVE IMPORTANTE – save the date “Marco Legal do Reempreendedorismo: solução para o empreendedor endividado?” Data: Segunda-feira (26), às 12h Link: https://youtu.be/7Ut8zxKNNfo (é possível ativar a notificação do evento) O Marco Legal do Reempreendedorismo (PLP 33/2020) prevê a reforma da lei de recuperação judicial para micros e pequenas empresas, assim como do seu processo falimentar, propiciando um ambiente legal para que empresas e empreendedores que estejam em dívida possam regularizar as atividades e renegociar débitos de forma simples. Participam o advogado Renato Scardoa, especialista em estruturação de negócios e reestruturação de empresas, integrante do Grupo de Trabalho que foi responsável pela redação do PLP 33/2020, e o pesquisador Eduardo Castro, PhD em Economia Política pela Princeton University e ex-economista do FMI-Fundo Monetário Internacional. “Simplificar a recuperação de negócios contribui diretamente para um ambiente mais propício ao empreendedorismo” Ricardo Meireles, fundador do Empreendabilidade FOLLOW-UP Código de Defesa Foi aprovado nesta quarta-feira (21) na Câmara dos Deputados o projeto de lei que cria o Código de Defesa do Empreendedor (PL 4783/20)   Equipe Econômica O futuro Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está com dificuldades na seleção de nomes para compor o restante da equipe. BNDES Por outro lado, Aloízio Mercadante como presidente do BNDES parece estar dando bons sinais à iniciativa privada. Na quarta-feira (21), em almoço organizado pela EsferaBR com empresários e banqueiros, foi boa a receptividade à mensagem de “não retorno ao passado” e de que não haverá aportes do Tesouro para alavancar o banco. O gesto veio na forma da indicação para a diretoria de nomes com experiência financeira. Análises do ambiente macro para MPMEs. Indique e nos siga nas redes sociais.

CUFA e Fundação Dom Cabral criam Escola de Negócios da Favela e formam a primeira turma de empreendedores

O público-alvo do projeto são moradores de favelas brasileiras que já tenham seu próprio negócio, independentemente do estágio de maturidade A Central Única das Favelas (CUFA), a Fundação Dom Cabral (FDC) e o Favela Fundos formaram uma parceria para criar a Escola de Negócios da Favela, que promove jornadas de desenvolvimento para empreendedores das favelas de todo o Brasil. A primeira turma recebe nesta quarta-feira (28) o diploma de formação — os alunos são os 10 finalistas da Expo Favela 2022, que teve sua primeira edição em abril deste ano. Entre as iniciativas da primeira turma, estão a Avia!, do empreendedor José Márcio Macêdo. A startup funciona como um delivery de comida e tem o propósito de solucionar o problema da exclusão e do distanciamento dos serviços de delivery tradicionais via aplicativo. A ideia é conectar consumidores e empreendedores do setor da alimentação, residentes em regiões que estão à margem dos grandes centros urbanos. Também na primeira turma está a Badu Design Circular, da empreendedora Ariane Santos, negócio de impacto socioambiental com foco em ESG. A startup tem como propósito gerar mobilidade social nas comunidades, por meio da formação de mulheres periféricas em design circular. Com os conhecimentos adquiridos, essas profissionais iniciam a produção de peças de design utilizando resíduos industriais, gerando renda e fomentando a consciência ecológica. Victor Garcez, da startup Vision03, é outro aluno da primeira turma. A empresa é um estúdio de games e marketing que possui como propósito o empoderamento da imaginação de grupos marginalizados a partir da construção de novas narrativas por meio de jogos digitais. As demais empresas participantes são La Piel Negra Lingeries (vestuário e acessórios), AMITIS (agronegócio), Todas por Uma (tecnologia), Trucss (vestuário e acessórios), Miritilab (edutech), Notícia Preta (Comunicação) e Parças Developers School (educação). Desafios do dia a dia A escola nasce da junção da experiência de 20 anos da CUFA, presente em cinco mil favelas brasileiras e em quatro países, com os 46 anos de história da FDC, melhor escola de educação executiva da América Latina. A instituição está entre as nove melhores escolas de negócio do mundo, na nona posição do ranking de educação executiva do Financial Times. Por meio de encontros presenciais e de uma plataforma digital com linguagem mais próxima dos desafios do dia a dia, os alunos aprendem conteúdos específicos para cada tipo de empreendimento. O público-alvo da Escola de Negócios são moradores da favela brasileira que já tenham seu próprio negócio, independentemente do estágio de maturidade. Essa jornada de capacitação totalizou 54 horas e priorizou a lógica do aprender fazendo – pequenas pílulas de conteúdo seguidas de muita prática. “As escolas de negócios não são isoladas da sociedade, elas precisam seguir os desafios impostos pelo território em que operam. Somos reconhecidos no mundo e temos um compromisso ético com o Brasil. Não podemos ficar indiferentes diante do persistente ciclo de pobreza e da gigantesca desigualdade social no nosso país”, afirma Ana Carolina Almeida, líder da iniciativa na Fundação Dom Cabral. Ela explica que, em 2021, a FDC incluiu na estratégia da instituição a educação social, com o objetivo de responder aos desafios da necessidade de geração de renda. “Para nós é uma honra construir, junto com o Celso Athayde e todos os parceiros da periferia, essa escola de negócios que abraça a potência do empreendedorismo de favela”, completa. Segundo Ana Carolina, daqui para frente, existe a expectativa de que haja hubs locais do projeto nos 26 estados onde a Dom Cabral está presente. “Começamos em Belo Horizonte, mas o desafio é do tamanho do Brasil. Tem espaço para muitos parceiros estarem conosco e entedemos que as ações presenciais são muito relevantes”, defende. Potência da favela O Brasil possui hoje 13.151 favelas espalhadas por 743 cidades.17,1 milhões de pessoas vivem nas favelas brasileiras. Para 57% dos empreendedores da favela, empreender é uma questão de sobrevivência. A maioria dos empreendedores permanece, atualmente, na informalidade: 63% não possuem CNPJ, segundo pesquisa do Data Favela. O acesso a capital para investimento é apontado como uma das dificuldades na condução dos negócios para 40% dos entrevistados, seguidos pela falta de equipamentos adequados, em 25% dos casos. Para 14%, a maior dificuldade está em fazer a gestão financeira do empreendimento. “O caminho do empreendedorismo é árduo. Há muito conteúdo disponível no mercado, mas, para falar com a favela, precisamos traduzir esse conteúdo para o ‘favelês’. A Escola de Negócios da Favela nasce com uma abordagem diferenciada, entregando trilhas de formação numa linguagem que dialoga com o empreendedor da favela”, comenta Celso Athayde, fundador da CUFA e CEO do grupo Favela Holding, uma das investidoras do Favela Fundos. Os 300 participantes da Expo Favela serão os próximos alunos da Escola de Negócios, que poderão fazer a inscrição nas jornadas digitais nas próximas semanas. Os demais participantes serão selecionados durante as etapas preparatórias da segunda edição da Expo Favela, que será realizada no primeiro semestre de 2023. Celso afirma que a Escola de Negócios da Favela é a realização de um sonho. “Eu nunca ouvi ninguém falar de empreendedorismo na favela: é ‘fazer os corres’, ‘dar meus pulos’, eles não usam as expressões que a academia legitimou. Tem sempre aqueles que estão sendo preparados em uma linguagem para dar as cartas na sociedade e os que estão sendo preparados para serem motoristas deles. E como a gente rompe com isso?”, questiona. Para o idealizador da CUFA, se as pessoas empreenderem e construírem ativos dentro de um território, elas vão oferecer oportunidade para os indivíduos que estão ali, diminuindo as desigualdades. “É ascender socialmente e economicamente em seu próprio território. Se a gente fizer os empreendedores da periferia se apropriarem da linguagem que o mercado usa, eles começam a falar do lugar de quem é respeitado”, conclui Celso. Fonte: Época Negócios  

Pesquisa indica a maior motivação dos empreendedores brasileiros

Pesquisa Global sobre Empreendedorismo fez o levantamento em 24 países, incluindo o Brasil, e contou com mais de 23 mil entrevistados Os brasileiros cultivam a vontade de empreender. É o que confirma a “Pesquisa Global sobre Empreendedorismo”, encomendada pela Herbalife Nutrition e conduzida pela OnePol, realiza em abril deste ano em 24 países, inclusive no Brasil. Foram entrevistadas 23.500 pessoas, sendo 1 mil delas brasileiras, com o objetivo de fazer um levantamento sobre o sonho de empreender ao redor do mundo e também as motivações e principais desafios enfrentados. Globalmente, a principal razão de empreender é o fato de seguir uma paixão (64%). Mas, no Brasil, o que motiva mesmo é a flexibilidade de horário (64%), seguido pela vontade de ser seu próprio chefe (63%), o potencial de aumentar seus ganhos (54%), aumentar a satisfação profissional (51%) e, apenas em quinto lugar, foi citada a vontade de seguir uma paixão (50%). A nível nacional, os resultados apontam ainda que, entre os participantes que têm vontade de se tornar empreendedor ou empreendedora, 67% acreditam que suas ideias poderiam contribuir para uma revolução no mercado. A pesquisa apontou que apenas 21% dos brasileiros já está dando os primeiros passos para abrir seu próprio negócio ou já está empreendendo. Dos que estão interessados em começar um negócio, 65% se sentem sem fôlego para encarar os desafios. Além disso, 80% dos brasileiros acham que nunca teriam a oportunidade de seguir seu sonho de abrir o próprio negócio, enquanto 69% das pessoas nos demais países têm o mesmo sentimento. Desafios e primeiros passos Todos enfrentam os mesmos desafios no momento de empreender? 64% dos brasileiros acreditam que as mulheres enfrentam desafios diferentes dos homens quando se trata de empreender, incluindo “quebrar padrões sociais, lidar com acesso limitado a financiamento e lutar para ser levada a sério”. Porém, para ambos os sexos, entre as principais barreiras estão: os altos custos de investimento inicial (69%), insegurança de como começar (29%), falta de informação sobre dados de mercado e financiamento (27%), preocupações sobre se, de fato, será bem-sucedido (23%) e receio de não ser um negócio lucrativo (22%). Como investimento inicial, 81% dos brasileiros usariam recursos próprios, mas também considerariam buscar algum tipo de investimento (26%), buscariam um sócio (23%) ou então buscariam empréstimos pessoal (22%). Apenas 17% pediriam dinheiro emprestado para algum familiar. “Começar um negócio a partir do zero pode ser assustador, mas a oportunidade de buscar sua própria paixão pode ser uma experiência emocionante e libertadora”, diz John DeSimone, co-presidente e Chief Strategic Officer da Herbalife Nutrition. Mesmo com essas dificuldades, 53% dos brasileiros acreditam que é mais fácil iniciar um negócio no Brasil do que em outros países. Seis em cada dez pessoas que têm vontade de empreender já deram seus primeiros passos, sendo que os homens foram 13% mais propensos a tomar a iniciativa do que as mulheres. Dentre as principais motivações daqueles que empreendem, 57% afirmam que seguiram seus sonhos, enquanto 42% viram o potencial de mudarem seus ganhos, 34% ouviram seu instinto, 26% foram incentivados pela família e 21% por amigos. A cada dez brasileiros que já empreenderam, cerca de nove acreditam que ter tomado essa decisão proporcionou muito mais felicidade para eles.   Benefícios de empreender Flexibilidade de horário 64% Vontade de ser seu próprio chefe 63% Potencial de aumentar seus ganhos 54% Aumentar a satisfação profissional 51% Vontade de seguir uma paixão 50% Motivos que levaram a empreender Seguir um sonho 57% potencial de mudar seus ganhos 42% Ouvir seu instinto 34% Incentivo da família 26% Incentivo dos amigos 21% Barreiras para abrir o próprio negócio Altos custos de investimento inicial 69% Insegurança de como começar 29% Falta de informação de mercado e financiamento 27% Receio de não ser bem-sucedido 23% Receio de não ser um negócio lucrativo 22% Fonte: Administradores (https://administradores.com.br/noticias/pesquisa-indica-a-maior-motiva%C3%A7%C3%A3o-dos-empreendedores-brasileiros)

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