Planejamento financeiro, o combustível silencioso por trás das empresas bem-sucedidas

Por: Carolina Inocencio Martins Ao falarmos sobre o sucesso de uma empresa, é comum que os créditos sejam atribuídos à inovação, à qualidade do produto, à identidade da marca ou ao carisma do fundador. Porém, existe um alicerce silencioso — mas extremamente fundamental — que, na maior parte das vezes, determina se um negócio terá ou não uma trajetória promissora: o planejamento financeiro. Assim como uma casa precisa de alicerces firmes para ser construída, uma empresa dificilmente alcança o topo com um crescimento sólido e sustentável sem uma gestão financeira bem estruturada desde o seu nascimento. A gestão financeira, aliada ao planejamento estratégico, a uma equipe qualificada, à compreensão do mercado em que se está inserido, ao posicionamento de marca claro e à eficiência dos processos internos, é parte essencial da construção de uma base forte. Muito além do controle de caixa Muitas pessoas — sejam empresárias ou apenas entusiastas do empreendedorismo — ainda associam o planejamento financeiro apenas ao controle de fluxo de caixa ou à redução de custos. Na prática, esse planejamento vai muito além: ele funciona como um verdadeiro mapa estratégico, cujo objetivo é orientar a tomada de decisões, mitigar riscos e permitir que oportunidades sejam aproveitadas com mais segurança. Empreender sempre envolverá incertezas. Elas podem estar relacionadas ao comportamento do consumidor, a obstáculos operacionais, a novas regulamentações, ou mesmo a fatores externos como crises econômicas ou políticas. São justamente essas incertezas que, muitas vezes, tornam operações inviáveis e levam negócios à falência. No entanto, é o planejamento financeiro que transforma essas incertezas em riscos calculados. A gestão financeira fornece respostas claras para perguntas como: O que acontece se o faturamento previsto não se concretizar? Como lidaremos com atrasos de pagamento de clientes? E se as taxas de juros subirem e encarecerem o crédito? Em quanto tempo este projeto trará retorno? Temos reserva para cobrir de 3 a 6 meses de operação? Posso contratar mais pessoas agora ou devo esperar? Finanças como motor do crescimento Empresas que projetam receita, custos e lucros de forma realista — no curto e no longo prazo — conseguem crescer com mais consistência desde cedo. Ao manterem um controle rigoroso do fluxo de caixa, reservas para emergências, capital de giro saudável e monitoramento de KPIs como margem líquida, EBITDA, CAC, LTV, entre outros, não apenas sobrevivem aos primeiros anos (os mais desafiadores), como também conseguem investir em tecnologia, expandir operações, montar boas equipes e até atravessar crises macroeconômicas sem grandes prejuízos. A regra é simples — e como dizia Peter Drucker, pai da administração moderna: “O que é medido, é gerenciado.” Ou seja, quem compreende suas finanças toma decisões melhores. É como ter um GPS no meio da Mata Atlântica: oferece direção e segurança em um ambiente incerto, complexo e cheio de armadilhas. O reflexo disso é uma empresa com menos desperdícios, mais investimentos bem alocados e alta capacidade de adaptação — evitando o crescimento baseado em “achismos”. A cultura da saúde financeira Ter uma boa saúde financeira não é resultado de uma ação pontual — é o produto de uma cultura construída dia após dia, com base em pilares sólidos: Projeções realistas de receitas e despesas; Análises periódicas dos dados da empresa; Gestão de capital de giro; Disciplina orçamentária; Criação de reservas para momentos de crise; Clareza sobre o ponto de equilíbrio; Cultura de longo prazo. Empresas que adotam essa cultura conseguem inovar com mais segurança, reinvestir com consistência, captar crédito de forma mais barata e atrair investidores com mais facilidade. Isso porque elas demonstram responsabilidade e maturidade financeira — características cada vez mais valorizadas no mercado. O futuro pertence aos financeiramente preparados “Success is where preparation and opportunity meet.” — Bobby Unser Essa frase do lendário piloto resume o que toda empresa precisa entender: não basta ter uma boa ideia ou encontrar uma grande oportunidade — é preciso estar financeiramente preparado para colocá-la em prática. Em um cenário econômico e político instável, empresas com um bom planejamento financeiro não apenas resistem às turbulências — elas usam esses momentos como trampolim para crescer. Startups, franquias inovadoras, indústrias ou pequenos negócios locais: todos os casos de sucesso têm algo em comum — uma mentalidade financeira estratégica adotada desde cedo, ou, no mínimo, desenvolvida ao longo do caminho com disciplina e visão. E aqui está a boa notícia: nunca é tarde para começar. Seja você um empreendedor iniciante ou experiente, ou um colaborador comprometido com o crescimento da empresa em que trabalha, fortalecer a gestão financeira é uma das decisões mais inteligentes que se pode tomar. Porque, no fim das contas, empreender com responsabilidade financeira não é apenas manter as contas em dia — é construir uma estrutura robusta, uma visão de futuro e um legado com solidez.
O empreendedorismo na indústria também tem muita sede por inovação, apesar dos desafios do setor no mundo

*André Albuquerque, empresário, Forbes Under 30 na categoria Indústria em 2021 Quando pensamos em inovação e empreendedorismo, é comum que os holofotes se voltem para o universo das startups digitais. Entretanto, há um movimento igualmente transformador acontecendo longe dos aplicativos e das telas — dentro das fábricas, dos centros de pesquisa e das plantas industriais ao redor do mundo. A indústria, muitas vezes percebida como um setor tradicional e resistente a mudanças, tem demonstrado, na prática, um apetite crescente por inovação. Essa transformação é movida tanto por necessidade quanto por oportunidade. Em um cenário global marcado por disrupções logísticas, pressão por sustentabilidade, novas demandas de consumo e avanço tecnológico, o setor industrial vem sendo desafiado a se reinventar. Empreendedores com visão estratégica estão enxergando na indústria um campo fértil para inovação aplicada, onde é possível unir produtividade e tecnologia, escalabilidade e sustentabilidade. — Inovar na indústria, no entanto, exige um conjunto de competências distintas: é necessário combinar o domínio técnico com a capacidade de liderança, a sensibilidade para identificar tendências com a disciplina para transformar ideias em processos concretos, rentáveis e claro apostar em algo que pode ser ainda muito pouco ou nada falado e comentado. Nos últimos anos, vimos crescer iniciativas industriais que exploram fronteiras da ciência de alimentos, bioeconomia, automação e inteligência artificial. São soluções que surgem da conexão entre pesquisa, tecnologia e espírito empreendedor — e que, ao contrário do senso comum, têm saído não só de grandes corporações, mas também de líderes visionários que construíram negócios industriais do zero, mesmo diante de altos custos de implantação, regulamentações rígidas e a necessidade de longo prazo para maturação de projetos. A indústria tem seus próprios tempos e exigências, mas também oferece algo raro no mundo dos negócios: a capacidade de escalar com solidez, de gerar impacto concreto na sociedade e de transformar estruturas inteiras de mercado. É nesse ambiente que o empreendedorismo ganha um novo significado — não apenas como forma de criar algo novo, mas como forma de regenerar e modernizar setores inteiros da economia. O cenário internacional mostra que os países que mais avançam economicamente são justamente aqueles que investem em inovação industrial. As novas foodtechs, as fábricas inteligentes, as empresas orientadas por dados e a sustentabilidade são exemplos disso. A indústria do futuro será cada vez mais integrada, transparente e voltada à geração de valor de forma ética e responsável. Como alguém que tem acompanhado de perto essa evolução, posso afirmar que o setor industrial é um dos espaços mais desafiadores — e também mais recompensadores — para empreendedores determinados a deixar um legado. A sede por inovação na indústria é real, e os resultados alcançados por quem se compromete com essa jornada mostram que, sim, é possível transformar ideias em soluções transformadoras e relevantes, mesmo em setores considerados conservadores e “antigos. O empreendedorismo industrial está mais vivo do que nunca. E seguirá sendo peça-chave para moldar o futuro que queremos ver.
Enquanto falta qualificação, há espaço para profissionais experientes empreenderem com cursos digitais

Ao nos depararmos com os dados da falta de qualificação profissional no Brasil, em vez de sentir pena e nos perguntarmos por que isso acontece, é fácil entender porque o termo “Educators”, os “creators” de conteúdo instrutivo, é pouco conhecido por aqui. Sob o ponto de vista de um empreendedor, esse problema representa uma grande oportunidade. Ora, a escassez de mão de obra qualificada impacta diretamente na economia, produtividade e no cotidiano das pessoas no que diz respeito não apenas ao trabalho, mas à forma como você é atendido nos lugares, os processos lentos e tudo o mais o que vemos. O fator é humano. Por outro lado, graças à internet nunca foi tão fácil ter acesso à educação. O número de brasileiros que compram produtos digitais mais que triplicou depois da pandemia, passando de 6,5 milhões para 20,3 milhões – dados do Hotmart. Segundo um levantamento do Google em parceria com a empresa de educação Pearson, 80% dos brasileiros preferem comprar cursos online para qualificação profissional, contra 20% que ainda escolhem os cursos presenciais. Ou seja, o modelo já está testado. Mas, acontece que o meio digital está tomado pelo marketing. Não somos contra o marketing: as narrativas, argumentos de venda e fábulas sedutoras não foram criadas agora. Elas são úteis para gerar valor percebido, para as vendas. Mas, o exagero é nocivo. Nas últimas semanas conversei com 20 profissionais experientes – que têm mais de 40 anos, posições de liderança nas suas atividades, bagagem pessoal e profissional comprovada – e que têm interesse em empreender com cursos digitais, e esse foi um dos fatores de objeção a lançar um curso. Esses “imigrantes”, que vêm de gerações pré-5G e “não-nativos-digitais”, entendem que oferecer conteúdo como forma de instrução para outras pessoas vai além do super marketing de apelo: “ganhe 1 milhão”, “conquiste milhões de clientes em 7 dias”, “fórmula mágica para você emagrecer em 1 mês”. Está em jogo o valor real do conhecimento. Além disso, a transição para o empreendedorismo digital pode ser intimidante para os profissionais com vasta experiência em áreas complexas, principalmente se feita da forma como é mostrada em vídeos de 15 segundos. No entanto, o digital é realidade. Desenvolvemos uma metodologia aqui no Empreendabilidade que estamos testando, justamente para atender a esse público. A jornada envolve: A construção do perfil e comunicação buscando autoridade nas redes (3C: Conhecimento, Conteúdo, Curso) – o aculturamento do empreendedorismo com cursos digitais, curadoria de conhecimento e presença digital; A didática adequada ao meio virtual (3D: Design da Didática Digital) – design instrucional para transformar conhecimento em conteúdo didático O trabalho para posicionamento e venda do curso (GTM: Go To Market) – com identificação do público-alvo, narrativa simplificada, definição da entrega final, escolha de formatos (vídeo, texto, atividades, complementos), garantia de aprendizado eficaz etc. Com isso, resolvemos essas dores e estimulamos o empreendedorismo nos cursos digitais. Se você é um profissional experiente e se encaixa neste perfil, entre em contato que queremos te ajudar nesta jornada.
Procura por cursos digitais de qualificação profissional cresce no Brasil

Mais da metade das pessoas (53%) que procuram cursos online tem como objetivo desenvolver habilidades relacionadas ao desenvolvimento profissional, diz um relatório de Insights da Hotmart, plataforma líder no mercado de infoprodutos, ao qual o Empreendabilidade teve acesso. Apesar de as redes sociais serem percebidas como espaço fértil para creators e influencers de lifestyle, esportes e saúde, a busca maior é por cursos de ensino voltado ao desenvolvimento profissional. “O principal objetivo de quem compra um conteúdo digital é desenvolver habilidades profissionais ou de complementação de renda”, informa o relatório. Em segundo lugar, vem o crescimento pessoal (23%), melhorias em saúde e bem-estar (11%), o aprendizado de algo novo por hobby (6%) e outros motivos (4%). O critério mais utilizado para adquirir um curso é a autoridade e credibilidade do professor, apontado por 19% dos respondentes. O certificado do curso é apontado como importante por apenas 3% do público que participou da pesquisa. Os demais critérios são: flexibilidade de horário (17%), preço (13%), Escopo e profundidade do conteúdo (12%), qualidade da plataforma de entrega (9%), possibilidade de assistir offline (9%) e suporte (5%). O relatório também aponta que, no ano passado (2022), o número de pessoas que comprou produtos digitais foi quase o triplo do que em 2019, ano antes da pandemia. Os dados corroboram uma pesquisa do Google em parceria com a empresa de ensino Pearson, divulgado no início do ano, que aponta que 80% dos brasileiros já preferem cursos online para qualificação profissional. Enquanto outro levantamento, da consultoria americana de infoprodutos Thinkific, diz que a taxa de crescimento do aprendizado digital no mundo é de 32% nos próximos anos, até 2026. Para o Empreendabilidade, que vem observando esse mercado de infoprodutos e cursos digitais como oportunidade de empreendedorismo, esses dados sinalizam que há espaço para professores e profissionais qualificados lançarem cursos digitais. “As pessoas veem em profissionais qualificados aprendizados mais relacionados à prática, enquanto os cursos oferecidos por instituições acadêmicas acabam se concentrando mais no lado teórico”, aponta Ricardo Meireles, fundador do Empreendabilidade e pesquisador do assunto. O marketing digital ainda toma mais atenção de quem quer criar um curso do que o material didático. O relatório do Hotmart indica que a busca por profissionais de didática para desenvolver o conteúdo do curso está em 7º lugar. Os seis primeiros profissionais mais buscados são de gestão de tráfego, copywriting, edição de vídeo, design, estratégia de vendas e gestão das redes. Para Meireles, esse dado mostra que ainda há a percepção de que fazer um curso digital é gravar, publicar e vender. Porém, para temas mais profundos é necessário adaptar a didática. “A tecnologia facilita o microlearning e uma jornada mais efetiva de aprendizado com exercícios e relacionamento com o aluno. Com isso, é possível criar cursos específicos para plataformas digitais para os assuntos mais densos e complexos”, explica. “Ainda vemos muitos cursos de profissionais maduros com aquele formato de ”Telecurso’. Por isso, de olho neste espaço, estamos lançando um produto direcionado a profissionais experientes, de forma a ajudar essas pessoas a empreender da melhor forma com cursos digitais. A criação de infoprodutos de LTV (Long Time Value) é outra questão que vemos como desafio“, afirma Meireles.
Seja diligente

Muitas teses corporativas surgiram na pandemia “madura” – período que eu mesmo determinei para definir o momento após o susto inicial dos primeiros meses de vírus, do “fique em casa” e dos sentimentos turbulentos de um “novo normal” e pensamentos catastróficos. Junto ao retorno (lento) da lucidez e ao aparecimento de uma certa consciência das mudanças que realmente seriam perenes, a “great resignation” surgiu e arrefeceu. Mas, outro termo ganhou vitrine, principalmente relacionado ao perfil de trabalho das novas gerações: o “quiet quitting”. A discussão chegou a um dos valores essenciais para as coisas darem certo: a diligência. E isso nos preocupa. A impressão é que ninguém quer se responsabilizar: pelo trabalho, pelo relacionamento, pelas consequências de seus próprios atos. A ideia desse artigo veio, inclusive, de um papo com uma pessoa para a qual ofereço consultoria em um novo negócio. Ela tem sócios, mas é quem bota a mão na massa. Todos querem participar do resultado, mas poucos assumem o trabalho para chegar até lá. Já afastou algumas delas, mas o padrão se repete: todo mundo quer a obra pronta. O cuidado e atenção aos detalhes – coisa que essa pessoa é craque – é uma caraterística muito comum em qualquer empreendimento. De novo, volto ao escritor Steven Pressfield: a guerra da arte é FAZER a arte. Volto a Leonardo da Vinci: procrastinou, ou fez no tempo dele? A diligência não é apenas uma qualidade desejável. É um fator imperativo para o sucesso: seja de um relacionamento, de uma empresa, de uma realização pessoal. Não se trata apenas da execução metódica e precisa de tarefas. Vai além disso: o cuidado com qualquer coisa que você esteja fazendo é evidente quando a coisa fica pronta. No documentário Arnold, da Netflix, o fisioculturista-ator-político Exterminador do Futuro Mister Universo começa o primeiro episódio contando com detalhes o cuidado com o qual a sua mãe dobrava as roupas, limpava o piso da casa. Isso é diligência. Quando eu falo que o comportamento empreendedor tem mais a ver com como a pessoa faz as coisas do que o fato de abrir uma empresa, diligência faz parte disso. Quando a pessoa gosta de algo, quer atingir um resultado com muita vontade, ela é diligente. Além de tudo, é muito mais confiável uma pessoa que cuida, que trata com zelo, que dá atenção, do que quem faz o contrário. Fuja de quem faz quiet quitting. Seja diligente. Dá certo.
Efeito Barbie e o papel do cinema no comércio

Filme da Warner reavivou o ‘hype’ da clássica boneca; relembre outros exemplos Hi, Barbie! Quantas vezes você ouviu o nome Barbie ou viu a cor rosa nas últimas semanas? O lançamento do filme protagonizado por Margot Robbie e Ryan Gosling agitou a internet e movimentou departamentos de marketing de empresas ao redor do mundo, de pizzaria de bairro à grandes redes de fast food. Criada em 1959, a boneca é um dos maiores cases de ícone cultural e influência de um produto na história, com cerca de 58 milhões de unidades vendidas por ano, totalizando mais de um bilhão de bonecas vendidas desde a sua criação. Em 2022, a Mattel faturou US$ 1,49 bilhão com a venda de bonecas da marca – e agora aposta no sucesso do filme e no chamado marketing de nostalgia para impactar os valores neste ano. Esse é o hype, assunto de grande repercussão em todos os meios de comunicação e redes sociais. A expectativa é que a Mattel, fabricante de brinquedos americana dona da marca da boneca, fature quase 1 bilhão de dólares neste ano, para além das telas do cinema. O Burger King entrou na onda e lançou um combo temático, com direito até a molho rosa. A Renner lançou uma coleção de roupas da Barbie. Porém, existem outros casos de filmes que explodiram vendas de produtos e são sucessos de publicidade, marketing e excelentes estudos de mercado. O Empreendabilidade te ajuda a relembrar. Marvel Capitão América, Hulk, Thor e Homem de Ferro. O maior case é também a franquia mais valiosa do cinema, detentora de dezenas de recordes de bilheteria. Tudo isso sob o guarda-chuva da gigante Disney. Apenas em bilheteria, a Marvel rendeu cerca de 3 bilhões de dólares aos cofres do Walt Disney Studios em 2022. Mas não para por aí. De telonas para telinhas, o serviço de streaming Disney+ soma mais de 130 milhões de inscritos e um lucro líquido de cerca de 1.5 bi por ano, com produções entre filmes, séries e animações dos Produtos Disney, entre eles o carro chefe, a Marvel. O mercado de action figures, os brinquedos licenciados, também se aquece cada vez que um filme da Marvel faz sucesso entre crianças e adultos. “No mundo, o investimento em brinquedos licenciados de super-heróis no último ano foi de mais de 1.7 bilhão de dólares, crescendo 26% versus 2020. Aqui no Brasil espera-se um crescimento de dois dígitos, já que a tendência de consumo desse tipo de brinquedo vem conquistando cada vez mais fãs de diferentes idades, como os jovens adultos, por exemplo”, revela Célia Bastos, diretora comercial da NPD Group no Brasil. Entre bonecos, jogos, HQs e produtos licenciados dos mais diversos, como chaveiros e cadernos, por exemplo, a Marvel é uma gigante que movimenta valores imensuráveis com produtos, através da influência do cinema. Rambo Sylvester Stallone se prepara para viver Rambo, o veterano de guerra mais famoso de todos os tempos, pela última vez. Aos 77 anos, o lendário ator deve passar o bastão de uma das principais franquias do cinema, que estreou em 1982. O sucesso dos filmes fez com que grande parte das crianças e adolescentes dos anos 80 e 90 tivessem um boneco Rambo em casa, e chegou, inclusive, a salvar a fabricante da falência nos anos 2000. A Glasslite, tradicional fabricante de brinquedos do país, esteve perto da falência e com uma dívida de R$6 milhões, em 1999. O licenciamento do boneco Rambo foi uma virada de chave e chegou a representar 40% do faturamento da empresa naquele ano, que chegou a R$ 25 milhões. Em 2005, a Glasslite de fato faliu. Mas uma das importantes missões do Rambo foi dar uma sobrevida a uma empresa nostálgica na vida dos brasileiros. Lego Principal case do caminho inverso, a Lego é a maior empresa do segmento de brinquedos do mundo, criada em 1934. Os famosos tijolinhos de plástico fizeram parte da infância de várias gerações desde então e ainda atinge recordes: o faturamento em 2022 foi de 2 bilhões de dólares. Consolidada no mercado mundial de brinquedos, a Lego expandiu sua marca e se aventurou no cinema e no mercado de games, se unindo a grandes franquias para recriar personagens como Batman, Harry Potter e Jack Sparrow em universos de Lego. A estratégia ajudou a empresa a se reinventar e continuar inovando, sendo objeto de desejo das gerações mais novas, lançando brinquedos cada vez mais complexos e conjuntos que chegam a mais de 10 mil peças, com referências a cenários de filmes blockbusters e franquias populares em todo o mundo.
Vendas de pequenos negócios para governo superam R$ 17 bi

Valor representa 30% do total de compras governamentais, segundo o Sebrae As micro e pequenas empresas (MPE) estão vendendo mais para o governo federal. Somente em 2023, já foram aprovados mais de R$ 17,3 bilhões em negócios com o setor público, o que representa 30% do total em compras governamentais – incluindo União, estados e municípios. De acordo com levantamento feito pelo Sebrae com base nos dados do Painel de Compras do Governo Federal, esses valores já representam cerca de 70% dos acordos fechados em 2019. No total, entre janeiro de 2019 e junho de 2023, foram homologados R$ 569, 6 bilhões em compras homologadas (valor ratificado do processo licitatório) para todos os portes de empresas. Desse montante, R$ 145,3 bilhões foram destinados aos microempreendedores individuais (MEI) e micro e pequenas empresas. A cada ano, a destinação de recursos aos pequenos negócios nas compras públicas tem apresentado crescimento. Em 2019, o valor foi de R$ 24,8 bilhões, enquanto, em 2022, saltou para R$ 42,4 bilhões. Nesse período, R$ 51,9 bilhões foram efetivamente adquiridos pelos governos, sendo que R$ 8,0 bilhões já estão nos bolsos dos pequenos negócios. O analista de Desenvolvimento Territorial do Sebrae Helbert Freitas de Sá destaca que o aumento, além do fator da própria demanda, deve-se à conscientização e mobilização dos servidores públicos das três esferas de governo e dos próprios empresários, que ganharam agilidade com simplificações de processos e tecnologia. “Ter o governo como fornecedor é garantia de recebimento, previsibilidade de oportunidades de negócio e mais serenidade para planejar outras estratégias mercadológicas”, comentou. A defesa dessa fatia de mercado para as MPE tem sido feita com frequência pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista, ele ressaltou que o acordo com a União Europeia ainda não tinha sido fechado porque era preciso proteger os micro e pequenos negócios nas compras governamentais. O presidente argumentou, na ocasião, que o setor representa 67,7% dos fornecedores do governo. Atuação do Sebrae A participação dos micro e pequenos empresários nas compras públicas governamentais é uma das diversas oportunidades de atuação asseguradas aos pequenos negócios pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (LC 123/2006). A legislação garante que os pequenos negócios, inclusive Microempreendedores Individuais (MEI) e pequenos agricultores, tenham tratamento diferenciado nos processos licitatórios, como exclusividade em compras de até R$ 80 mil. Vale lembrar também que a legislação prevê que uma cota de até 25% para contratação de bens e serviços de microempresas e empresas de pequeno porte por parte dos entes federais, estaduais e municipais. O Sebrae é parceiro na aquisição de itens dos pequenos negócios. Por isso, tem atuado na implementação da norma nos municípios e colaborado para o aperfeiçoamento e a modernização das ferramentas digitais disponíveis, como o Portal Compras.gov.br e o aplicativo móvel APP Compras.gov.br. Atualmente, 3.583 municípios, ou seja, 64%, estão cadastrados no sistema Compras.gov.br. Nesse caso, as prefeituras participam das diversas modalidades de licitação por adesão, comprando junto com o governo federal. “As MPE são 99% das empresas do país. No entanto, respondem por apenas 30% do Produto Interno Bruto (PIB), ao passo que são as grandes responsáveis pela geração de empregos formais. Quando os governos implementam o tratamento diferenciado e a preferência no processo de compras, eles contribuem para a geração de mais empregos, ampliação das empresas na geração do PIB e fortalecimento da economia nos municípios do interior, onde não há grandes empresas”, explicou Helbert. Transformar Juntos Para estimular a ampliação da participação dos pequenos negócios nas compras públicas e apoiar o desenvolvimento regional, o Sebrae, juntamente com parceiros, promove, de 2 a 4 de agosto, o Transformar Juntos – maior evento da entidade sobre desenvolvimento territorial e que une o Fomenta e o Brasil Mais Simples. O objetivo é apoiar na desburocratização dos ambientes de negócios e detalhar os processos das compras governamentais com diversos atores. O Transformar Juntos é uma iniciativa do Sebrae e conta com o apoio da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas (Atricon), do IRB (Instituto Rui Barbosa) e da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp). O evento será realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília (DF).
Faturamento das pequenas empresas cresce 2,8% no primeiro semestre

Faturamento das pequenas empresas cresce 2,8% no primeiro semestre e há espaço para mais Os empreendedores brasileiros aguardavam por boas notícias depois de um 2022 marcado pela alta da taxa básica de juros, desemprego acima de 9% e incertezas diante da eleição presidencial. Encerrado o primeiro semestre de 2023, dá para dizer que a espera por notícias positivas foi menor do que o previsto. Com a resiliência do mercado de trabalho local e a inflação demonstrando sinais de fraqueza, os donos de pequenas e médias empresas viram o faturamento semestral crescer 2,8% na comparação anual. O resultado antecipado ao Valor Investe superou as projeções dos economistas responsáveis pelo Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs). O índice considera a movimentação financeira real dos negócios (descontada a inflação) dos negócios com faturamento de até R$ 50 milhões anuais em quatro grandes setores: comércio, indústria, infraestrutura e serviços. “Começamos o ano com um cenário de crescimento muito mais contido, com grandes desafios para as PMEs e projeções macroeconômicas bem mais pessimistas. Passado o primeiro semestre de 2023, vemos uma certa sustentação dos resultados destes negócios, algo semelhante ao que aconteceu com a economia como um todo”, explica Felipe Beraldi, economista e gerente de Indicadores e Estudos Econômicos da Omie, plataforma de gestão (ERP) na nuvem. O IODE-PMEs, que funciona como um termômetro econômico das pequenas e médias empresas, mostra que há diferenças de desempenho entre os setores: enquanto a indústria avançou 1,8% (ante o primeiro semestre de 2022), serviços registrou crescimento de 1,4%. “Os dados de crescimento formam um condicionante importante não só do ponto de vista macroeconômico, mas também para as empresas B2B [empresas que vendem soluções para outras empresas] listadas na bolsa de valores, que por vezes formam um todo produtivo”, pondera o especialista. Empreendabilidade Comenta A locomotiva do Brasil, o carro chefe da economia do país está nos micro e pequenos negócios. As 6 milhões de MPEs existentes no Brasil são responsáveis por 52% dos empregos com carteira assinada no setor privado (16,1 milhões), números que atestam a força e a importância de voltar os olhos aos pequenos. No comércio. a representatividade é ainda mais expressiva: as micro e pequenas empresas são as principais geradoras de riqueza no setor, e correspondem por 53,4% do PIB. No PIB da Indústria, a participação das micro e pequenas (22,5%) já se aproxima das médias empresas (24,5%). A retomada da economia e a expectativa pela queda na taxa de juros no segundo semestre empolgam os micro e pequenos empresários para um 2023 com resultados ainda melhores. A Reforma Tributária e outras ações parlamentares de apoio a essa frente denotam o cuidado e maior atenção que a categoria terá nos próximos anos, realçando o otimismo das MPEs. *Com informações da Valor Investe
Brasileiros no exterior terão apoio para empreender fora do país

Medida do Ministério das Relações Exteriores pretende estimular as exportações brasileiras. Projeto piloto na Irlanda contará com apoio do Sebrae O Brasil tem cerca de 4,5 milhões de brasileiros vivendo atualmente fora do país. Segundo o embaixador Luís Gorgulho Fernandes, Secretário de Comunidades Brasileiras e Assuntos Consulares do Ministério das Relações Exteriores (MRE), desse contingente, pelo menos 70% vivem nos Estados Unidos e Europa. “Esses brasileiros precisam de apoio para empreender. E o que é interessante é que os negócios que estão criando são voltados para atender os brasileiros que vivem lá”, explicou. O projeto piloto será lançado nos próximos meses na Irlanda e terá como objetivo principal apoiar esses emigrantes que vivem no país e querem empreender. “Sabemos que estamos vivendo um outro momento, com uma política externa renovada e mais solidária. Por isso, estar com o Itamaraty é estar com o Brasil”, destacou o presidente do Sebrae, Décio Lima. Na ocasião ele lembrou que os pequenos negócios representam 99% de todos os empreendimentos brasileiros, respondem por quase 30% do PIB e 54% dos empregos com carteira assinada. Reunião do presidente do Sebrae, Décio Lima, com os embaixadores Luís Gorgulho Fernandes e Laudemar Aguiar. (Fotos: Larissa Oak) O Embaixador Laudemar Aguiar, secretário de Promoção Comercial do MRE, declarou que ao apoiar os empresários que querem empreender no exterior, o Sebrae também ajudará nas exportações do país, pois os negócios são voltados para a comunidade brasileira, que sempre busca consumir os produtos que lembrem o gostinho de casa. “Por isso, a importação é uma consequência lógica dos negócios gerados”, explicou o Embaixador. O presidente do Sebrae destacou a importância dessa ação, que vai representar também a ampliação da exportação do país. “O ramo desses negócios está concentrado, em especial, nas áreas da alimentação e beleza. Isso representará resultados práticos para os empresários de pequenos negócios”, concluiu Décio. Para dar início a esta nova fase da parceria do Sebrae com o MRE, já está disponível para os membros da comunidade brasileira que querem retornar ao país e empreender, o Portal Sebrae no Mundo. A plataforma pode ser utilizada, com os conteúdos disponibilizados em inglês e espanhol, como ferramenta de soluções empresariais em iniciativas de cooperação técnica. Empreendabilidade Comenta O número de brasileiros que moram fora do país cresceu aproximadamente 38,5% em 12 anos, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores. Em 2009, a comunidade brasileira no exterior somava pouco mais de 3,18 milhões de indivíduos. Em 2021, esse número já passava dos 4,4 milhões. Um dos maiores desafios do imigrante é, justamente, encontrar estabilidade em um novo país, documentação e diversos outros fatores influenciam na busca por emprego. A iniciativa de apoiar brasileiros que moram no exterior a empreender é fundamental, pois incentiva o empreendedorismo e garante a subsistência dessas pessoas que buscaram começar a vida do zero em outro lugar. Se adaptar à cultura do país, dominar o idioma, criar uma rede de contatos e clientes e se familiarizar com o regime tributário do país são pontos fundamentais para empreendedor brasileiro no exterior. Portanto, ter um órgão como o Sebrae, atuando em conjunto com o Ministério de Relações Exteriores fortalece o empreendedorismo e motiva os brasileiros mundo afora.
Empreendedores buscam cooperativas para melhores condições de financiamento

Levantamento do Sebrae aponta que os pequenos negócios responderam por mais da metade do volume contratado no primeiro trimestre do ano As cooperativas de crédito estão em alta entre os pequenos negócios. Levantamento do Sebrae revela que dos R$ 149,2 bilhões contratados por pessoa jurídica, no primeiro trimestre de 2023, 52% foram destinados para micro e pequenas empresas, o que corresponde a R$ 78,26 bilhões. A mudança nesse perfil do empreendedor, que está deixando os bancos tradicionais em busca das cooperativas, pode ser explicada devido a fatores como as melhores condições de preços (juros e tarifas) das cooperativas de crédito; uma taxa superior de aprovação na busca do crédito pelo empreendedor quando comparado com outros agentes do mercado; e a qualificação do portfólio de ofertas para os pequenos negócios. É o que argumenta o diretor de Coordenação Sistêmica e Relações Institucionais do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), Enio Meinen. Meinen acredita que o bom momento deve continuar, apesar dos sinais de instabilidade do mercado. “Embora a indústria bancária, no geral, sinalize uma involução na oferta do crédito – em parte associada aos alertas de inadimplência –, as cooperativas não irão desamparar os seus cooperados empreendedores. Nem podem fazê-lo, pois o associado é o dono da entidade”, assegura. O diretor do Sicoob avalia que as cooperativas costumam ter participação decisiva em cenário de adversidades. “É o momento em que o cooperativismo costuma assumir papel anti ou contracíclico, o que, aliás, tem permitido ao segmento ganhar participação mais expressiva de mercado.” O Sebrae orienta que a tomada de crédito esteja associada a novos investimentos ou à manutenção do negócio e que, antes de buscar financiamento, o empreendedor tente alternativas, como fazer uma liquidação para zerar o estoque e negociar novas condições com os fornecedores, por exemplo. “Tornar-se associado de uma cooperativa de crédito é uma decisão que deve levar em conta não somente a tomada de empréstimo, mas a participação em uma instituição financeira que pode disponibilizar produtos e serviços em melhores condições. Na hora de escolher uma cooperativa, é necessário analisar a sustentabilidade da instituição, quem são os gestores e sua área de atuação”, orienta Adalberto Luiz, coordenador do Núcleo de Garantias da Unidade de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae Nacional. Como funcionam as cooperativas de crédito? As cooperativas de crédito são instituições financeiras formadas pela associação de pessoas para prestar serviços financeiros exclusivamente para os seus associados. Ou seja, os cooperados são ao mesmo tempo donos e usuários da cooperativa, participando de sua gestão e usufruindo de seus produtos e serviços. E, assim como outros agentes financeiros, as cooperativas de crédito são autorizadas e supervisionadas pelo Banco Central. Todos os principais serviços disponíveis em bancos tradicionais também estão presentes nas cooperativas, como conta-corrente, aplicações financeiras, cartão de crédito, empréstimos e financiamentos. O site da Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebrás) contém mais informações e lista as cooperativas que atuam em cada cidade brasileira. Leia abaixo as dicas do diretor do Sicoob para a contratação de financiamento em uma cooperativa de crédito: • Preste atenção em condições relacionadas à precificação: juros, tarifas e prazos. • Há linhas de crédito com características mais atrativas, inclusive envolvendo funding subsidiado ou garantido. • Nas cooperativas, em caso de empréstimos com recursos próprios, o custo é menor na arrancada, dada a ausência de lucro nessas entidades; e, no final do exercício, os valores excedentes são devolvidos aos próprios cooperados, proporcionalmente aos juros pagos na contratação. • É possível também escolher entre três grupos de cooperativas para a sua empresa: as que atuam com o comércio varejista em geral; as voltadas mais para atividades específicas, como clínicas, consultórios e prestadores de serviços; e as instituições com foco no pequeno e médio empreendedor rural (agroindústria).
Conheça os novos recursos do WhatsApp Business para os pequenos negócios

Novidades nos anúncios e listas de transmissão personalizadas são as apostas recém-lançadas pelo aplicativo A pandemia de Covid-19 mudou para sempre os hábitos de consumo dos brasileiros. Mesmo passados mais de um ano do fim das medidas de isolamento social e plena retomada da economia, o fato é que nenhum empreendedor que pretende abrir o próprio negócio pode descuidar das estratégias digitais. Estar conectado e capacitado para usar as novidades tecnológicas é uma das necessidades das micro e pequenas empresas. Entre essas ferramentas está o WhatsApp. A Meta, empresa controladora das plataformas do Facebook, Messenger, WhatsApp e Instagram, tem apostado em uma série de melhorias do WhatsApp Business, app de conversas voltado a empresas. “A ferramenta já ultrapassou 200 milhões de usuários e recebeu recentemente dois novos recursos, que contribuem para ações de divulgação e relacionamento dos pequenos negócios”, reforça a especialista em Mercados e Transformação Digital do Sebrae Janaína Camilo. Uma das novidades é a funcionalidade que permite criar “anúncios de clique” no Facebook utilizando o WhatsApp Business. Os anúncios publicados pela empresa são acessados pelos usuários do Facebook que, por meio de um botão no próprio conteúdo divulgado, são redirecionados diretamente ao WhatsApp Business para atendimento. Na prática, quando os usuários clicarem em algum anúncio, será aberta uma conversa no WhatsApp para que os clientes tirem dúvidas sobre os produtos e efetuem compras. Com isso, deixa de ser obrigatório ter uma conta no Facebook dedicada a esse fim, e as empresas interessadas na função precisarão apenas cadastrar endereço de e-mail e método de pagamento. Para Janaína, esse recurso beneficia os pequenos negócios, que normalmente não conseguem ter presença digital em vários canais. “A novidade possibilita uma maneira mais simples para anunciar seus produtos e serviços, permitindo alcançar uma base mais ampla de clientes”, ressalta a analista. Outra função que está em fase de testes e deverá ser disponibilizada em pouco tempo, são as listas de transmissão personalizadas. Essa funcionalidade possibilitará às empresas automatizar o envio de lembretes, informes sobre promoções e felicitações por datas especiais para o cliente. Será possível ainda incluir botões de call to action, agendar os disparos das mensagens ou enviá-las instantaneamente. “As novas funcionalidades certamente irão contribuir para que as pequenas empresas aprimorem o relacionamento com seus clientes e alcancem melhores resultados de conversão de venda”, conclui Janaína. Já sabe como utilizar o WhatsApp Business? Basta seguir alguns passos simples. Baixe o aplicativo Whatsapp Business, que é diferente do aplicativo de mensagens comum (Whatsapp); Confirme o número de telefone, e permita o acesso aos contatos e fotos; Crie um perfil comercial da empresa, e adicione as informações importantes sobre a empresa, como endereço e horário de funcionamento.
Micro e pequenas empresas geraram 7 em cada 10 novas vagas de emprego em maio

Resultado é 2 pontos percentuais superior ao registrado no mesmo mês do ano passado O saldo de empregos formais gerados no país continua sendo determinado diretamente pela atuação das micro e pequenas empresas (MPE). No último mês de maio, de acordo com levantamento feito pelo Sebrae a partir de dados do Sistema do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), 7 em cada 10 vagas de trabalho foram criadas pelas MPE. O resultado é 2 pontos percentuais superior ao que havia sido registrado no mesmo mês do ano passado. No total, o Brasil teve um saldo líquido de 155 mil novos empregos em maio deste ano, sendo 108,4 mil gerados pelas micro e pequenas empresas. Enquanto isso, as médias e grandes empresas somaram 23 mil postos de trabalho, o que equivale a 15% do universo de vagas criadas. A análise comparativa mostra que, em maio de 2022, haviam sido geradas 277,7 mil vagas, sendo as micro e pequenas empresas, com 188,9 mil vagas responsáveis por 68% desse total (277,7 mil). Nessa mesma avaliação, as médias e grandes decaíram sua participação, saindo de 22% do total em maio de 2022 para 15% em maio de 2023, queda de 7p.p. No acumulado deste ano, de janeiro a maio, foram registrados 865,3 mil novos empregos. As micro e pequenas empresas contribuíram com 69% desse montante, tendo gerado 594 mil vagas. Já as médias e grandes contribuíram com 163 mil postos de trabalho, 19% do total. Serviços na liderança A análise sobre o comportamento de cada um dos setores de atividade econômica mostra que, entre as micro e pequenas empresas, os setores de Serviços (53.224), Construção (28.825) e Comércio (16.332) são os que mais geraram empregos em maio. Já para as médias e grandes empresas, os principais setores foram Serviços (24.039), Agropecuária (2.081) e Extrativa Mineral (1.632). No total dos cinco primeiros meses de 2023, as micro e pequenas empresas já contam com mais de 527 mil vagas geradas nos setores de Serviços (339.127), Construção (123.937) e Indústria da Transformação (64.754). O setor de Comércio, que apresentava saldo negativo no acumulado até abril, agora já sinaliza uma recuperação, contando com saldo positivo de 34.127 novas vagas. Segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), as principais atividades que geraram mais empregos nas MPE em maio foram “Construção de edifícios” (8.660), “Serviços combinados de escritório e apoio administrativo” (3.598) e “Construção de rodovias e ferrovias” (3.283). Para as médias e grandes, o destaque ficou com “Cultivo de laranja” (4.950), “Atividades de atendimento hospitalar” (4.440) e “Limpeza em prédios e em domicílios” (4.122). Considerando o saldo por mil empregados, os estados que lideraram o ranking foram: Piauí – 2.208 Espírito Santo – 4.873 Pará – 4.037 Paraíba – 2.464 Acre – 443 Em números absolutos, os estados com mais empregos gerados em foram: São Paulo – 23.618 Minas Gerais – 14.269 Rio de Janeiro – 8.752 Paraná – 7.124 Bahia – 5.594
Pequenos negócios mostram que a inovação está ao alcance de empreendimentos de qualquer porte

Sem apelar para grandes mudanças tecnológicas ou dispendiosas, a Neo Soul e a Solutio Indústria Química conseguiram saltar de nível e de faturamento Em 2021, Adriano Salvador decidiu buscar o Sebraetec para melhorar o layout produtivo da Neo Soul, sua empresa de comunicação visual, fundada em 2004, em São Paulo. O que ele não esperava era que o programa transformasse também o seu próprio conceito de inovação. “Antes, quando eu pensava em inovar, era sempre algo extraordinário, ligado à tecnologia. Depois, enxerguei a inovação quando consegui atingir resultados melhores com praticamente o mesmo recurso que eu tinha antes”, argumenta o empreendedor. Adriano conta que, antes do Sebraetec, ele mesmo comandava a parte de relacionamento e captação de clientes, pois a empresa não tinha um setor comercial estruturado. “Consegui montar uma estratégia de vendas, um departamento comercial, com atendimento, qualificação e hoje conto com cinco funcionários só nessa área. Hoje, meu pessoal tem uma meta de vendas, tem números e métricas”, comemora. O Sebraetec é uma solução oferecida pelo Sebrae que conecta micro e pequenos negócios a inovações que potencializam seus resultados. Desde 2012, o programa proporciona consultorias individualizadas para entender e indicar a melhor solução de inovação para cada negócio. A iniciativa programa tem como objetivo levar inovação para as micro e pequenas empresas por meio da indicação de prestadores de serviços e soluções, aumentando a competitividade desses negócios no mercado. Melhoria contínua As melhorias na Neo Soul não param e o empresário já vislumbra inovações para garantir ainda mais produtividade para o negócio, que atualmente tem 18 funcionários em seu quadro. Entre elas, ele pretende substituir todos os computadores de mesa por notebooks, por exemplo. Outra mudança foi implantar um programa de melhoria contínua onde, todo mês, o funcionário faz um relato sobre o que pode avançar dentro da empresa. “O colaborador expressa o problema e já sugere a solução”, explica Adriano. Foi ouvindo os colaboradores que o empresário instalou um ar-condicionado e uma pequena biblioteca no refeitório, além de trocar as cadeiras antigas do escritório por outras mais confortáveis. “Melhorar tem de ser uma constante, quando a gente chega na zona de conforto é um perigo. Isso eu aprendi com o Sebrae”, revela o empreendedor de 39 anos. Parceiro antigo de inovação Também em São Paulo, mas em Indaiatuba, a Solutio Indústria Química foi outro empreendimento que contou com atendimento do Sebraetec. Há seis anos no mercado, o negócio atua no segmento de artigos para produção e manutenções industriais, com destaque para proteção de cabine de pintura. A proprietária Paula Cardoso reitera que o Sebrae é parceiro antigo e que ela já teve acesso a três consultorias do Sebraetec. “A consultoria de Design Thinking desenhou e montou a jornada do cliente. Nós vimos, por exemplo, os pontos críticos no atendimento e fizemos o planejamento das ações. A consultoria de modelação de processos foi importante para acharmos as lacunas que existiam nos nossos processos nas interfaces. Também tivemos uma consultoria para desenvolver o aplicativo de diagnóstico. Por meio dele, a gente agiliza o processo entre entender a necessidade do cliente e entregar o produto ideal”, explica. O negócio não fechou na pandemia, mas, logo no início do período de isolamento, o faturamento caiu um pouco com a falta dos insumos e com o aumento de preço de muitos deles. Entretanto, pouco depois, em 2021, a empresa voltou a crescer. Paula relata que a parceria com o Sebrae a ajudou a atravessar pela fase inicial da pandemia. “Foi bem na época das consultorias e cursos do Sebrae. Foram iniciativas que ajudaram a valorizar mais o potencial da Solutio e o meu, de gestora, que tive de olhar para o futuro sem deixar a peteca cair.” Congresso Internacional de Inovação da Indústria “Os casos bem-sucedidos da Neo Soul e da Solutio Indústria Química ilustram o papel essencial que a inovação cumpre nos pequenos negócios e mostram que é possível inovar em todo tipo de empreendimento, independentemente do porte, gerando aumento de renda”, destaca o presidente do Sebrae Décio Lima. Empreendedores de todo o país e interessados no tema podem se aprofundar nas tendências do mercado no mais importante evento de inovação da América Latina: o Congresso Internacional de Inovação da Indústria. O evento, promovido pelo Sebrae e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), será realizado nos dias 27 e 28 de setembro, no São Paulo Expo. O tema desta décima edição será a ecoinovação.
Setor de serviços cresce em maio 0,9%, revela o IBGE

Área da economia que mais emprega tem alta de 6,4% em 12 meses O setor de serviços, o que mais emprega na economia, apresentou crescimento de 0,9% em maio, na comparação com abril. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (12), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em abril, o resultado tinha sido uma queda de 1,5%. No ano, o setor, que reúne atividades como comércio varejista, transporte, imobiliárias, turismo e alimentação, apresenta alta de 4,8%. Em 12 meses, o saldo positivo é de 6,4%. Apesar da retomada em maio, o segmento está 2% abaixo do ponto mais alto da série histórica do IBGE, alcançado em dezembro de 2022. O setor de transportes, com alta de 2,2%, foi o que mais ajudou a puxar para cima o resultado mensal. “O transporte de cargas e o de passageiros avançaram no mês. Já sob a ótica do modal, os principais impactos para o resultado positivo vieram do rodoviário de cargas, do aéreo de passageiros e do aquaviário de cargas”, explica – no site do IBGE – o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. Esse desempenho foi um reflexo da atividade agropecuária, que tem se mostrado um dos principais motores da economia brasileira. “Os recordes da safra de grãos acabam influenciando os transportes, especialmente o rodoviário de cargas. Esse impacto não é de agora. A partir de maio de 2020, ainda no início da pandemia de covid-19, houve um crescimento importante desse setor, muito ligado ao aumento na produção agrícola”, diz Lobo. Pandemia Outro fator que deu força ao segmento de transportes foi um legado iniciado durante a pandemia: o uso da internet para fazer compras, que movimenta serviços de frete. Houve “o boom do comércio eletrônico, com a migração em larga escala das vendas em lojas físicas para as plataformas online”, afirma o analista do IBGE. A força do agronegócio ficou ressaltada também na análise por regiões. O estado do Mato Grosso teve expansão de 22,5% no setor de serviços em maio. “O setor agro influencia muito o transporte rodoviário de cargas. Os transportes representam 77% dos serviços de Mato Grosso, então qualquer movimentação de crescimento ou de queda determina o resultado do setor no estado”, ressalta Lobo. Depois de transportes, o segmento que mais influenciou a alta no país foi o de serviços prestados às famílias, que cresceu 1,1% em maio. Também positivo, porém com menor peso no índice geral, o ramo de atividades turísticas se expandiu 4% em maio. É o segundo resultado positivo consecutivo. O setor está 5,6% acima do patamar de fevereiro de 2020, antes de começar a pandemia. Para se ter uma ideia da importância do setor de serviços para a economia – com geração de emprego e renda – o último levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e que faz uma radiografia do mercado de trabalho formal – aponta que, do saldo positivo de 865.365 vagas com carteira assinada criadas entre janeiro e maio deste ano, 521.540 estão no setor de serviços. *Com informações da EBC/Agência Brasil
Confiança dos pequenos negócios é a maior do ano

Sondagem realizada pelo Sebrae, em parceria com a FGV, detectou aumento de 5,8 pontos Os donos de pequenos negócios estão cada vez mais confiantes. Em junho, a confiança dos pequenos negócios apresentou o maior acréscimo do ano. De acordo com a Sondagem das Micro e Pequenas Empresas, realizada mensalmente pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança das Micros e Pequenas Empresas (IC-MPE) avançou 5,8 pontos se comparado a maio e atingiu o patamar de 93,7 pontos. Foi o maior incremento detectado desde agosto de 2020. “Os donos de pequenos negócios já estão percebendo a melhora na economia, o que reduz o pessimismo futuro. Além disso, eles acreditam que o Banco Central terá sensibilidade e reduzirá a taxa de juros, que está sendo mantida em um patamar injustificável”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima. Ele ainda ressalta que, caso os juros não caiam, a confiança dos donos de pequenos negócios pode apresentar queda novamente. “Mais dificuldades no acesso a crédito, menos consumo e dinheiro circulando na economia e redução de empregos. Esses são alguns dos reflexos de como a taxa básica de juros afeta diretamente as micro e pequenas empresas. Para que o horizonte favorável seja mantido, é preciso que o Banco Central faça a sua parte.” O IC-MPE é a composição dos três índices de confiança dos principais setores da economia: Comércio, Serviços e Indústria de Transformação. Nesse mês de junho, todos apresentaram incremento. O setor que mais contabilizou aumento na confiança foi a Indústria, que saiu de uma sequência de três quedas consecutivas para um incremento de 11,9 pontos. Seguido pelo Comércio, com 9,6 pontos, e Serviços, com 2,5. “Esse resultado mostra que estamos caminhando para o patamar de neutralidade e que o pior momento da confiança por parte das MPE está ficando para trás”, pontua Décio Lima. Indústria de Transformação Após três quedas consecutivas, o Índice de Confiança das Micros e Pequenas Empresas da Indústria de Transformação apresentou forte alta de 11,9 pontos e chegou a 97,3 pontos, o maior nível desde agosto de 2022. “Mesmo com esse forte crescimento em junho, existem muitos obstáculos para que o setor retorne a um nível de sustentabilidade mais robusto, como a alta taxa de juros, que influencia as tomadas de decisão de futuros investimentos”, observa Décio Lima. Dos cinco segmentos pesquisados, quatro avançaram, com destaque para refino e produtos químicos, alimentos, metalurgia e produtos de metal. Na contramão, vestuário teve um leve recuo. Comércio Após meses de oscilações, a confiança das micro e pequenas empresas do Comércio começou a vislumbrar sinais de recuperação. Em junho, o índice apresentou forte alta de 9,6 pontos e atingiu o patamar de 94,9 pontos, o maior nível desde outubro de 2022 (98,1 pontos). “A recuperação gradativa do mercado de trabalho, o aumento da massa salarial e a desaceleração da inflação refletiram nesse resultado”, fala o presidente do Sebrae. A alta do setor foi observada em todos os segmentos, em especial material de construção, varejo restrito e veículos, motos e peças. Empreendabilidade comenta Com a iminente aprovação da Reforma Tributária e diversas Frentes Parlamentares de apoio e incentivo aos pequenos negócios e empreendedorismo feminino na Câmara são indícios de uma maior atenção com o empreendedorismo no governo e no legislativo, fatores que devem manter a confiabilidade dos pequenos negócios no cenário econômico e político atual. A taxa de juros ainda é um desafio importante, mas que também têm recebido atenção. A deflação de junho, a primeira desde setembro de 2022 é um indicativo positivo para um corte de juros em um futuro próximo e os especialistas já vislumbram projeções econômicas positivas para o segundo semestre. Todo esse conjunto de fatores colaborou para o crescimento da confiança apontado acima, revelando um cenário animador para o empreendedorismo brasileiro, em um contexto político e econômico menos conturbado do que nos últimos anos.
Empreendedorismo com baixo capital inicial: veja dicas valiosas para o sucesso

Economize, reinvista, fortaleça sua presença nas redes sociais, faça pós-venda e separe finanças pessoais e do negócio O desejo de empreender e alcançar o crescimento pessoal e profissional é compartilhado por muitos brasileiros. No entanto, embarcar nessa jornada não é uma tarefa simples, exige dedicação, coragem e determinação, seja você alguém que está desempregado há anos ou com emprego fixo que busca uma mudança de vida. O empreendedorismo não se resume apenas a ter muito dinheiro, mas a explorar habilidades, criatividade e oportunidades para alcançar o tão sonhado sucesso. A empresária Paula Danielly que iniciou sua jornada empreendedora com apenas R$ 400, e hoje é dona de um negócio de sucesso, prova que é possível conquistar os seus objetivos com baixo capital inicial, e lista cinco dicas valiosas para quem vai dar os primeiros passos. 1. Economizar pelo menos 10% de tudo que vende É fundamental para um negócio bem-sucedido estabelecer o hábito de economizar uma parte dos lucros obtidos. Ao reservar pelo menos 10% de todas as vendas, a empresa garante uma reserva financeira para lidar com imprevistos, investir em oportunidades futuras e manter uma base sólida para o crescimento a longo prazo. 2. Reinvestir sempre Reinvestir os lucros é uma estratégia crucial para o sucesso contínuo de qualquer empreendimento. Ao destinar recursos para melhorar a qualidade dos produtos ou serviços oferecidos, a empresa conquista a confiança dos clientes e se destaca no mercado. Além disso, investir em atendimento excepcional e em estratégias de marketing e publicidade eficazes aumenta a visibilidade da marca e impulsiona o crescimento do negócio. 3. Ser mais presente nas redes sociais No mundo digital de hoje, a presença nas redes sociais é indispensável para as empresas. Ao se tornar mais ativo e engajado nessas plataformas, é possível alcançar um público mais amplo, interagir com os clientes de forma direta e construir relacionamentos duradouros. Utilizar estratégias de marketing digital nas redes sociais pode impulsionar o alcance da marca, aumentar o reconhecimento e direcionar tráfego para o site ou loja física. 4. Fazer pós-venda e criar carteira O pós-venda é uma etapa essencial para estabelecer um relacionamento de longo prazo com os clientes. Ao fornecer um acompanhamento eficiente após a compra, como envio de e-mails de agradecimento, solicitação de feedback ou oferecimento de suporte, a empresa demonstra cuidado e valoriza a satisfação do cliente. Além disso, criar uma carteira de clientes fiéis é uma estratégia inteligente, pois eles podem se tornar defensores da marca e gerar recomendações valiosas para novos negócios. 5. Não pensar que o dinheiro que entra é para uso pessoal É crucial separar as finanças pessoais das finanças do negócio. Embora seja tentador usar o dinheiro que entra para despesas pessoais, é importante manter uma abordagem disciplinada. Definir um salário adequado para si, com base nas necessidades pessoais e nas projeções financeiras, ajuda a evitar a mistura de recursos e a garantir a sustentabilidade financeira da empresa a longo prazo. Manter a separação entre as finanças pessoais e empresariais também facilita o controle e a análise dos gastos e receitas da empresa. *Com informações do portal Exame
Reforma Tributária preserva pequenos negócios

Entre os pontos defendidos pelo Sebrae estão a simplificação de regras tributárias, a manutenção do Simples Nacional e alíquota zero para impostos sobre alimentos Em votação história, a Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada dessa sexta-feira (7), o texto base da reforma tributária. Para o Sebrae, a preservação do Simples Nacional a simplificação das regras tributárias, a fim de melhorar o ambiente de negócios do país, irá beneficiar microempreendedores individuais (MEI) e as micro e pequenas empresas. “Ainda que a proposta da reforma passe por mais debates e alterações durante os trâmites no Congresso Nacional, os pequenos negócios conseguiram, no relatório atual, a manutenção do Simples Nacional, o regime tributário exclusivo para micro e pequenas empresas, que respeita a regra constitucional do tratamento diferenciado e reduz os impostos e a burocracia”, observa o presidente do Sebrae, Décio Lima. Para os próximos passos da tramitação da proposta no Congresso Nacional, entre os assuntos que o Sebrae voltará a sua atenção está o possível aumento de custo de insumos e mercadorias pela substituição das atuais contribuições para o PIS/PASEP e COFINS pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que provavelmente terá alíquota maior do que as atuais. A definição dos itens que compõem a cesta básica nacional de alimentos está entre os pontos que ainda precisam ser regulamentados com a aprovação do texto final da reforma. Apesar da alíquota zero para os impostos que incidem sobre a cesta básica nacional de alimentos, a proposta mantém a possibilidade de criação do cashback para os demais produtos e serviços, que funciona como uma devolução para as populações mais pobres ou para menos favorecidos. A ideia tem como ponto de partida a compreensão de que o sistema de tributação adotado hoje no Brasil e em outros países acaba onerando mais as pessoas de baixa renda. Ainda segundo Décio Lima, entre as diversas alternativas de implementação do cashback, a ideal seria aquela que devolve o valor para as famílias de baixa renda o quanto antes, sem onerar os pequenos empresários. “Poderíamos usar o crédito em cartão próprio, crédito no cartão do bolsa família, crédito em conta bancária, dentre outras possibilidades. Nessas opções, o valor é apurado pela Fazenda e entregue diretamente ao beneficiário”, lembra. O gerente de Políticas Públicas do Sebrae, Carlito Merss, ressalta que decisão da Câmara deve ser considerada a maior aprovação já feita pelo Congresso Nacional desde a Constituição de 1988. “Só a possiblidade da cobrança dos impostos no destino e a instalação do IVA, que é uma forma de cobrança que acontece em 174 países, já valeu a luta”, comemora.
Startup oferece curso pré-vestibular gratuito e coleciona prêmios

Rhayann Vasconcelos criou a Acelere Educação com foco em aulas online e apareceu na lista da Forbes Under 30 Mais de 2.3 milhões de pessoas compareceram para prestar o Exame Nacional do Ensino Médio em novembro do ano passado. Um universo de alunos com um objetivo em comum e um obstáculo de 90 questões e uma redação os separando do sonho de entrar na universidade. Foi nesse cenário que Rhayann Vasconcelos fundou em 2020 a startup Acelere Educação, que tem a missão de oferecer educação de qualidade a milhares de jovens em todo o país. Pernambucano e de origem humilde, Rhayann viu no empreendedorismo e na educação a oportunidade de transformar a própria vida e a de outros jovens espalhados pelo Brasil. É importante contextualizar: em 2020, o mundo vivia o momento mais crítico de restrições e isolamento impostos em função da pandemia de Covid-19, situação que interferiu diretamente na dinâmica de educação pelo Brasil, onde escolas foram fechadas e o ensino à distância, com aulas online, se tornou uma realidade. O Empreendabilidade conversou com Rhayann sobre o surgimento da startup, os desafios de empreender na pandemia e o sucesso que o alçou a prêmios internacionais e o colou na lista da Forbes Under 30, na categoria de Empreendedorismo Social. Pandemia mudou a rota O jovem enxergou uma virada de chave durante o período de maior incerteza e medo da humanidade neste século. “A Acelere Educação surgiu, inicialmente, para fomentar o ambiente de negócios, discutindo pautas como empreendedorismo e economia criativa. Com a chegada da pandemia, tudo mudou. As atividades, que antes eram presenciais, precisaram ser suspensas. A partir disso, surge uma nova perspectiva: gerar oportunidades para estudantes de todo o país através do Acelere no ENEM. Um grande ecossistema de preparação, inteiramente gratuito, que oferece ferramentas importantíssimas para aqueles que desejam ingressar no ensino superior. Como resultado, em seu primeiro ano, a iniciativa acumulou 84 mil inscritos”, conta. Em pouco tempo, a startup de educação, conhecidas como edtechs, já havia se tornado o maior cursinho gratuito do Brasil para o ENEM, com mais de 500 mil alunos ativos no ecossistema da plataforma. Dentre os candidatos da última edição, dezenas de alunos da Acelere foram aprovados em primeiro lugar em seus pleitos, resultado que Rhayann comemora. Saíram do cursinho os aprovados em 1º lugar nos cursos de Engenharia de Software, Engenharia de Produção, Publicidade e Propaganda, História, Letras e Ciência e Tecnologia em diversas universidades federais espalhadas pelo Brasil na última edição do Sisu. “São pouco mais de 2 anos de atividades. Sem dúvidas, o crescimento acelerado e as premiações surpreendem pelo curto espaço de tempo. Ao mesmo tempo, nos dão responsabilidade para seguir em frente, construindo ainda mais resultados positivos e gerando oportunidades aos jovens brasileiros”, afirma. Premiações que Rhayann e a Acelere celebram com orgulho: o projeto foi reconhecido como uma das 30 melhores iniciativas do país pela Brazil Conference Harvard & MIT e um dos cinco melhores do país na categoria Educação Básica no Prêmio do Movimento LED – Luz na Educação, oferecido pela TV Globo e Fundação Roberto Marinho. Além disso, Rhayann integrou a lista Forbes Under 30, na categoria de Empreendedorismo Social. Com tantos resultados excepcionais, o jovem exalta a importância da educação como fator de transformação e ascensão social, mas também como nicho para empreender. “Educação é a ferramenta mais importante que possuímos para transformação e ascensão social. Ou seja, muda vidas. A dica que eu dou é: construa um negócio que faça sentido ao próximo, resolva problemas, vá ao encontro da sua dor. Feito isso, mergulhe de cabeça, faça uma gestão profissional, não tenha medo de começar pequeno. Com isso, metade do caminho já foi trilhado”, finaliza.
Reforma Tributária: saiba quais serão os primeiros impactos para o empreendedor

O primeiro passo para a aprovação da Reforma Tributária foi dado: na madrugada desta sexta-feira (7), o texto foi aprovado em votação de segundo turno na Câmara dos Deputados e agora, após a votação separada dos destaques a PEC da Reforma segue para tramitação no Senado. A proposta, que se arrasta há mais de 30 anos no Brasil, parece finalmente caminhar para a simplificação de um dos sistemas tributários mais complexos do planeta. O Empreendabilidade analisou o texto da reforma sob o olhar dos micro e pequenos negócios e explica como a Reforma vai impactar na vida dos empreendedores. Maior carinho com os pequenos empreendedores Com o avanço da discussão da Reforma Tributária, a Câmara lançou nesta semana a Frente Parlamentar das Micro e Pequenas Empresas, que tem como objetivo a valorização dos pequenos negócios e dos incentivos ao segmento. A ideia é justamente voltar a atenção para os pequenos negócios, que entre micro e pequenas empresas (MPE) e microempreendedores individuais (MEI) somam mais de 6.4 milhões de estabelecimentos pelo país. De acordo com o presidente da Frente Parlamentar, uma das prioridades do grupo será promover um grande movimento para a redução da taxa de juros no país como forma de apoiar os pequenos negócios no acesso ao crédito. “É um contrassenso. Não há argumento técnico que se sustente. O Brasil só será grande quando investir nos pequenos”, reforçou o presidente da Frente Parlamentar. Simplificação da carga tributária O principal objetivo da Reforma é desburocratizar o sistema tributário e, para isso, cinco tributos serão unificados no Imposto Sobre Valor Agregado, o novo IVA. Os federais IPI, PIS e Cofins, o ICMS, que é estadual, e o ISS, que é municipal, deixarão de existir e serão estabelecidos os dois IVAs: um será gerenciado pela União e outro terá gestão compartilhada por estados e municípios. IBS E CBS Visando unificar impostos estaduais e municipais, surge o Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS, que seria a parcela do imposto único da reforma tributária gerida pelos Estados e municípios, enquanto a CBS seria gerida pela União. Já o CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços – prevê a substituição de três contribuições federais por apenas uma. O tributo unificará o Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep), o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A CBS seria gerida pela União, enquanto o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) ficaria sob responsabilidade dos Estados e municípios, segundo a proposta da reforma tributária. Alíquota Única Hoje, produtos semelhantes possuem alíquotas diferentes, o que gera distorções: bombom e wafer, por exemplo, têm tributação distinta, assim como perfume e água de colônia. Diversos casos como estes geraram embates jurídicos ao longo dos anos. A reforma determina que todos os produtos deverão pagar a mesma alíquota de imposto. Haverá exceções pontuais para alguns itens, como os da cesta básica, que ficarão isentos, e o chamado ‘imposto do pecado’, no qual cigarros e bebidas pagarão mais. Indústria desafogada Um dos setores mais agraciados com a Reforma Tributária é o da indústria que, atualmente, do chão de fábrica até o consumidor final acumula impostos e burocracia. Agora, ao invés de pagar cinco impostos em cada uma das etapas de produção, serão pagos apenas dois – o IBS e o CBS. A cumulatividade de impostos em cada etapa também dá lugar a uma alíquota única. E o Simples? Uma das principais pautas de entidades que representa e dão incentivo aos pequenos negócios, como o Sebrae, o Simples Nacional é defendido para que as empresas enquadradas sejam protegidas e recebam incentivo ao crédito, tenha renegociação de dívidas facilitada e simplificação de processos. “Temos a expectativa que o Simples Nacional seja intocável, pois é um marco regulatório de garantia das micro e pequenas empresas. Além disso, esperamos que a Reforma Tributária trate com clareza uma devolução de dinheiro às famílias mais pobres (cashback) e que não afete os donos de pequenos negócios”, afirmou Décio Lima, o presidente do Sebrae. O aumento do teto de faturamento do MEI, apesar da forte reivindicação, ainda não está incluído e deve se manter no patamar atual: R$81 mil.
Metade dos brasileiros é impactada pelos pequenos negócios
Estimativa do Sebrae mostra que resultado é superior ao volume de populações da Alemanha, Inglaterra e França Os pequenos negócios estão cada vez mais presentes na economia brasileira. Estimativa feita pelo Sebrae – com base em dados da Receita Federal e pesquisas da instituição – revela que praticamente metade da população é impactada direta ou indiretamente pelos microempreendedores individuais (MEI) e pelas micro e pequenas empresas (MPE). Ao todo, segundo o estudo, são 95 milhões de pessoas. O número é cerca de 10% maior do que o detectado em 2021, quando foram estimados 87 milhões de brasileiros beneficiados. Esse resultado supera o volume das populações de países como Irã, Turquia, Alemanha, Inglaterra e França. “São empreendedores, funcionários e familiares que são impactados. São pessoas que se sustentam e que movem a economia por meio dos recursos que os pequenos negócios geram. Por isso, é tão importante a execução de políticas públicas que beneficiem esse segmento, que é um dos caminhos para o Brasil deixar de fazer parte, mais uma vez, do mapa da pobreza e caminhar para a geração de renda e emprego”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima. O levantamento mostra que se consideramos os empreendedores que tem como única fonte de renda a sua atividade empreendedora, e seus familiares, chegamos a marca de 39 milhões de brasileiros impactados diretamente. Além disso, são impactados indiretamente outros 56,1 milhões de brasileiros, grupo composto por funcionários empregados pelos pequenos negócios (18,3 milhões) e suas respectivas famílias. O presidente do Sebrae ressalta que a quantidade de impactados seria ainda superior se fossem levados em conta o universo de brasileiros que empreendem de forma informal e seus familiares. “Sabemos que o empreendedorismo é o caminho adotado por milhões de brasileiros que se encontram em situação de vulnerabilidade mas que, muitas vezes, não sabem como formalizar e impulsionar o seu negócio. Por isso, procuramos estar cada vez mais próximos dos brasileiros em cada um dos locais do país para garantir um ambiente seguro para empreender”, ressalta Décio Lima.
Sudeste lidera abertura de empresas no país em março, mostra Serasa Experian

Sociedades Limitadas tem crescimento de 19,7% em relação a 2022 Puxado por São Paulo, a chamada ‘locomotiva do Brasil’, o Sudeste foi a região do país com o maior registro de abertura novos empreendimentos em março de 2023, conforme dados do Indicador de Nascimento de Empresas da Serasa Experian. Em todo o Brasil, o número chegou a 378.446 companhias fundadas, representando um crescimento de 5,9% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Quanto a natureza jurídica, as “Sociedades Limitadas” apresentaram o maior salto em relação ao mesmo período de 2022 (19,7%). Confira no gráfico a seguir o apanhado de maço de 2022 a março de 2023: “O Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo, e a atividade é um dos motores do desenvolvimento econômico. Para os empresários, a formalização traz inúmeros benefícios, como melhores opções de crédito e financiamento, Previdência Social, possibilidade de contratação de funcionários, além de acesso a programas e incentivos governamentais. O país também se beneficia pela geração de empregos, avanços em tecnologia e inovação, e desenvolvimento regional”, ressalta o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi. O setor de “Serviços” representou a maior parcela de empresas criadas em maio (270.770), seguido pelo “Comércio” (79.163), “Indústria” (23.604) e “Demais” (4.909). São Paulo cria mais de 100 mil negócios Ainda segundo o levantamento, em março, o estado de São Paulo concentrou 111.606 novas empresas, uma tendência que se dá pelo seu dinamismo econômico, avalia Rabi. Em segundo lugar ficou Minas Gerais (40.709) e Rio de Janeiro (29.503) em terceiro. Nas últimas posições, ficaram Roraima (792), Acre (706) e Amapá (655). Confira o levantamento completo por Unidades Federativas (UFs) abaixo:
Sebrae transforma a vida dos brasileiros pelo empreendedorismo

Décio Lima, presidente do Sebrae, assina artigo em homenagem aos 51 anos do Sebrae O Brasil está reencontrando, nos últimos meses, o caminho do crescimento com cidadania e igualdade social. As mais recentes projeções feitas pelo Ministério da Fazenda indicam que a economia brasileira pode crescer mais de 2,4% em 2023. O próprio FMI já havia revisto, para cima, a projeção de crescimento do PIB do país, demonstrando surpresa com os resultados do 1º trimestre da nossa economia. Mas ainda temos um dragão que precisamos conter: os juros que corroem todos os dias a vida dos brasileiros. Ainda na linha do rumo certo, o presidente Lula tem cumprido a sua promessa de campanha de colocar os mais pobres no Orçamento público. Medidas como o recém-anunciado “Desenrola Brasil” pretendem reinserir na economia milhões de pessoas que estavam com o orçamento familiar comprometido por dívidas, pelo desemprego e pela queda na renda. Nesse contexto, o papel dos pequenos negócios tem sido fundamental. Os microempreendedores individuais (MEI), juntamente com as micro e pequenas empresas (MPE), já haviam sido os grandes responsáveis pela manutenção do nível de emprego no período da pandemia, criando aproximadamente 8 em cada 10 postos de trabalho formais, e continuam dando uma contribuição inestimável. Atualmente, os pequenos negócios representam 99% de todos os empreendimentos brasileiros, respondem por quase 30% do PIB e 54% dos empregos com carteira assinada. Além disso, temos mais de 85 milhões de brasileiros vivendo direta ou indiretamente graças à atuação dos pequenos negócios. Esse contingente é maior do que a população de países como França, Reino Unido, África do Sul e Argentina. No momento em que recebe a notícia de ser a 6ª marca mais forte do país, o Sebrae, que completa 51 anos hoje (5.jul.2023), conta com ações e programas que buscam possibilitar que o empreendedorismo seja -de fato- uma saída para diminuir as desigualdades e transformar a vida das pessoas. Os resultados alcançados por nossos parceiros não deixam margem para dúvida: com apoio técnico, capacitação, crédito e oportunidades, as MPE podem mudar a realidade de famílias e localidades inteiras. Um pequeno exemplo disso é o projeto Comunidade Sebrae, que está presente em 18 favelas do Rio de Janeiro, totalizando mais de 100 comunidades e que já realizou mais de 31.000 atendimentos. Já no crédito, a instituição está focada em 2 grandes eixos. Por um lado, continuar contribuindo para o desenvolvimento de marcos regulatórios, leis, fundos garantidores e políticas públicas que melhorem o acesso dos empresários aos recursos necessários para equilibrarem sua situação financeira, realizar investimentos e ampliar mercado. De outro, seguiremos com nossa missão de encontrar saídas para facilitar o acesso a crédito, pois é preciso baixar os juros para que os empresários não caiam na armadilha da dívida e, muitas vezes, da falência. Por fim, continuaremos atuando junto ao Congresso Nacional e ao governo federal para permitir que o Brasil avance no apoio aos pequenos negócios. A reforma tributária está no centro das nossas atenções porque ela vai, naturalmente, impactar as micro e pequenas empresas. De tal forma, seremos guardiões do Simples Nacional para que a reforma assegure e melhore as conquistas alcançadas nesse marco regulatório fundamental para as MPE. O Sebrae acredita na força da transformação e emancipação pelo empreendedorismo. Defendemos que uma das saídas para a situação de desigualdade que marca o país é a articulação aliada à vocação que o brasileiro tem para a atividade empreendedora e aos diversos programas sociais de inclusão existentes.
Mães e filhas empreendem juntas com ‘bar de beleza’ e faturam R$ 10 milhões com franquias

As amigas Gisela Prochaska e Deborah Paulino se uniram para abrir um salão de beleza express, que serve vinho e champanhe em São Paulo, e chamaram as filhas para ajudá-las nos negócios Um local para chegar com pressa e se arrumar em poucos minutos, com uma taça de vinho ou champanhe nas mãos, para sair pronta para o compromisso em até uma hora. Essa é a proposta do Stylebar, rede de franquia de salões de beleza express fundada pelas amigas Gisela Prochaska, de 62 anos, e Deborah Paulino, de 58, que trouxeram as filhas para o negócio e faturaram R$ 10 milhões em 2022. Agora, prestes a inaugurar a primeira loja fora de São Paulo, na cidade de Recife, o negócio projeta alcançar uma receita de até R$ 12 milhões neste ano. A ideia do Stylebar surgiu por volta de 2016. Correndo contra o tempo, Prochaska precisou encontrar uma forma rápida de se arrumar para um evento em Nova York. Por intermédio da filha, Luiza Justus, de 30 anos, ela acabou conhecendo o universo dos “bares de beleza”, com atuação segmentada e ágil na megalópole. Aquilo chamou sua atenção, e foi inevitável comparar com o modelo de atendimento que existia no Brasil à época. “O comportamento no Brasil era diferente. As mulheres estavam acostumadas a fazer tudo no mesmo lugar”, diz. Assim, ela se debruçou, junto com sua amiga Deborah, em dois anos de estudo para entender como trazer o formato para o Brasil. As duas resolveram chamar as filhas para a empreitada. Justus, filha de Prochaska, comanda a direção criativa. Já as duas filhas de Deborah, Bianca, 29, e Carolina Paulino, 27, são responsáveis pelo StyleAcademy (centro de formação de profissionais de beleza, paralelo à rede) e pela arquitetura dos espaços, respectivamente. “Um salão de beleza é o ponto de encontro de mulheres de diferentes gerações, então nada mais justo que trazer isso pra dentro desse nosso sonho”, diz Prochaska. A primeira loja foi aberta em maio de 2018, e o negócio foi sendo ajustado com o tempo, inclusive com a entrada de uma linha própria de produtos, em parceria com a Farmaervas, que é utilizada nos processos e vendida para as clientes. Hoje os itens correspondem a 7% do faturamento e têm como objetivo reforçar a marca, inclusive fora dos salões. A empresa também apostou em uma série de combos que proporcionassem agilidade e economia, além da possibilidade de realizar o agendamento por aplicativo. Mesmo para quem vai de última hora, a proposta é que a espera não seja de mais de dez minutos, se ocorrer, segundo Prochaska. “O Stylebar foi feito para a mulher moderna, a que não tem tempo, que trabalha, que cuida da casa, que tem filho. Muitas não têm duas ou três horas para ficar perdendo tempo com cabeleireiro.” A ideia é que o serviço seja concluído em até 60 minutos, na maioria dos casos. Para isso, as empreendedoras optaram por trabalhar apenas com serviços rápidos, sem nada que envolva química ou corte, por exemplo, e um número elevado de atendentes. O tíquete médio é de cerca de R$ 190. O carro-chefe da casa é o combo de cabelo e maquiagem, que sai por R$ 298. De acordo com a empreendedora, o custo se mantém abaixo do mercado por conta do uso da linha própria de produtos. Os salões ainda servem vinho e champanhe – a primeira taça sempre é cortesia, quando a cliente faz um serviço –, além de cafés e capuccino. “Atingimos o ponto de equilíbrio em quatro meses, e já recebíamos muitas propostas de franquias. Estruturamos, fizemos a análise de escalabilidade da empresa, contratamos uma consultoria. Tudo que precisava para a empresa poder franquear”, afirma. O segmento de Saúde, Beleza e Bem-Estar tem se mostrado um dos mais resilientes dentro do sistema de franquias, de acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF). No primeiro trimestre de 2023, o faturamento das marcas que operam no nicho foi de R$ 12,3 bilhões, 27% a mais do que o mesmo período do ano passado. A busca pela conveniência no segmento ajudou a dar origem a diversas marcas com o conceito de “fast beauty” nos últimos anos, como a própria Stylebar. Alguns exemplos são a Fast Escova, Turquesa e o belle.club. A primeira unidade franqueada da Stylebar foi vendida em 2019, e mais duas foram negociadas ao longo da pandemia, abrindo em 2021. Até o momento há cinco lojas implantadas, duas em processo de abertura e três em negociação. O plano é terminar 2023 com sete unidades inauguradas e um faturamento de até R$ 12 milhões. O investimento para abrir uma franquia da Stylebar é a partir de R$ 400 mil, já incluso a taxa de franquia, considerando espaços a partir de 80 metros quadrados. O prazo de retorno é estimado em até 25 meses, com um faturamento médio mensal de R$ 80 mil. *Com informações do portal PEGN
Qual é o maior desafio para a execução de uma estratégia de negócios?

Em artigo, Geraldo Eustáquio Andrade Drumond, professor associado da Fundação Dom Cabral, destrincha os papeis da estratégia, do planejamento e do projeto no bom andamento de um negócio É importante ter clareza de que alguns dos critérios de Excelência Empresarial que impactam com muita relevância as empresas e organizações, são as Estratégias e Planos. Algumas definições prévias podem nos ajudar a entender mais sobre isso. Estratégia Como sendo o padrão ou plano que integra as principais metas, políticas e sequência de ações de uma organização em um todo coerente, conforme James Brian Quinn Planejamento estratégico Como um método para escolher e construir o futuro de uma empresa em um ambiente de crescente turbulência e competição e ainda Projeto empresarial Como uma tecnologia de gestão que procura ordenar as ideias das pessoas da organização, de forma que se possa criar uma visão do caminho que se deve seguir, bem como os resultados que ser quer alcançar: objetivos, estratégias e resultados. O que deve ter numa proposta de valor O empresário deve então construir o projeto de sua empresa, visualizar aonde quer chegar e traçar os caminhos, as diretrizes e as metas para caminhar no cumprimento do propósito e da visão de sua empresa e, também, principalmente, elaborar e compartilhar esta ideologia com seus gestores, colaboradores, para que eles possam ajudá-lo a atingir os objetivos. E uma observação importante: estratégia é para todos, ou seja, empresas de todos os portes devem desenvolver o seu pensamento estratégico e traçar os seus rumos. Tem um papel essencial neste momento a proposta de valor que pode ser entendida como uma agregação ou conjunto de benefícios que uma empresa oferece aos seus clientes. Uma proposta de valor deve: Atender à necessidade do cliente-alvo com um produto ou serviço. Identificar qual segmento específico de clientes a empresa vai focar para crescer. Identificar o que os clientes de seu segmento valorizam. Diferenciar a empresa de seus concorrentes.Ser sustentável. Como conhecer bem os seus clientes? E aí, uma pergunta: as empresas conhecem bem os seus clientes? É importante dizer e atentar para o fato de que a maioria das empresas não conhece a fundo seus clientes, e acabam criando uma proposta de valor baseada no “eu acho que”, e não no “eu sei que”. Também é muito importante, na fase de elaboração do projeto empresarial, o propósito. Ele pode ser entendido como a definição da atuação da empresa no espaço escolhido, o que define sua razão de ser, para que ela serve, qual a justificativa de sua existência, e o posicionamento estratégico adotado, se de intimidade com o cliente, liderança em produtos ou excelência operacional. Assim temos: Propósito — qual problema resolvemos, porque existimos? Proposta de valor — como resolvemos o problema; Posicionamento estratégico — maneira de se destacar entre as concorrentes, criando vantagem competitiva; Produto ou serviço — meio pelo qual resolvemos o problema e entregamos a proposta de valor. E agora fazendo referência ao título do artigo, elaborado o projeto empresarial, ideologia definida, linha de visão e marcos estratégicos estabelecidos, análise dos ambientes externo e interno, proposta de valor, objetivos estratégicos, com metas, indicadores, e iniciativas elaboradas, estamos prontos para a próxima e decisiva fase do projeto empresarial: a execução. Onde estão os desafios Constata-se aqui uma grande dificuldade de colocar em prática o planejado e convivemos, com vários exemplos, com um número expressivo de empresas com extrema dificuldade em “dar vida” ao projeto empresarial. E, neste sentido, vários desafios devam ser superados, tais como: Elaborar um belo projeto empresarial e não ter a energia, a competência gerencial, a organização e a alocação de recursos — humanos, financeiros e materiais — suficientes para sua execução; Não dispensar o tempo necessário e nem estabelecer a execução do que foi proposto como prioritário, e estar constantemente postergando o cumprimento das ações propostas, relegando o projeto empresarial a um segundo plano; Não estabelecer o acompanhamento regular e sistemático do que foi proposto e do que foi efetivamente executado, em termos dos objetivos estratégicos, seus indicadores e metas, reorientando ações e projetos; Não avaliar adequadamente, com ferramentas apropriadas, as razões do não cumprimento das ações propostas, sem a adoção de providências para minimizar tais “atrasos”; Não atentar para outras razões de não executar o planejado: falta de compreensão dos objetivos do projeto empresarial e resistência à mudança; falta de integração entre as equipes, etc. Como uma das premissas dos cenários dos últimos anos é de “aperto” e de dificuldades de conjuntura econômica, de mercado, ou qualquer outra dificuldade relevante, acredito que os empresários e gestores devam, ainda com maior foco e determinação, praticar três verbos: expurgar, planejar e compartilhar. Expurgar as memórias de dificuldades, atropelos, oportunidades não exploradas e se abrir para o novo, para o aqui e agora. O que tenho que abandonar, que não me serve mais, me atrapalha, e que insisto em manter? Quais são as perguntas a se fazer nessas horas Que processos estão pesados, quais recursos estou desperdiçando, que talentos não estou aproveitando? E sempre se perguntar diante de um novo processo, uma nova atividade, uma nova solicitação: o que isto agrega de valor para meu cliente? E, por outro lado, o que está acontecendo, qual a realidade do mercado em que atuo, o que meus atuais e potenciais clientes desejam, esperam? E partir para o atendimento destas necessidades com inspiração, garra e disposição. Planejar estrategicamente a organização, redefinindo propósito, visão, valores, revitalizando as estratégias, estabelecendo metas desafiadoras, com indicadores claros de resultados, elaborar os planos de ação e fazer o acompanhamento constante e sistemático deste planejamento, revisando, adaptando, interagindo com os ambientes externo e interno à organização. Quem somos, onde estamos, onde queremos chegar e como, quem e quando serão os responsáveis por isto? Compartilhar então estes desafios e metas com todos os seus públicos: interno, seus funcionários, colaboradores, ou como queira chamar aquelas pessoas que vivem sua empresa diariamente. Eles podem te auxiliar no atingimento de objetivos, não só trabalhando, mas sugerindo, se comprometendo, e para isto é importante que sejam pessoas capacitadas, motivadas e integradas; externo, seus clientes, principalmente,
Empreendedorismo com criatividade impulsiona economia do país

O brasileiro está empreendendo mais. Segundo especialistas, a capacidade de transformar criatividade em negócio tem impulsionado a economia em todo o país A abertura de pequenas e microempresas no Brasil já registrou recordes em 2023. De acordo com dados do Sebrae, apenas no primeiro trimestre, foram criadas mais de 214 mil empresas de micro e pequeno porte no país. Isso significa um crescimento de mais de 9% em relação ao mesmo período do ano passado, e mais de 60% se comparado aos índices pré-pandemia. Ao lado desse segmento na categoria de pequenos negócios, os microempreendedores individuais registraram mais de um milhão de novas inscrições entre janeiro e abril, cerca de 77% das empresas abertas no primeiro quadrimestre. Os dados são do Mapa de Empresas, do governo federal, que aponta que o MEI é responsável por quase 60% dos negócios ativos no país. Para a empreendedora e professora de empreendedorismo e inovação em São Paulo, Etienne Du Jardin, esses números refletem o potencial do brasileiro na área. “Então eu acredito que o Brasil é um celeiro incrível de oportunidades porque a gente tem muito problema aqui a ser resolvido, tem soluções a serem propostas para melhorar a vida da população nos mais diversos segmentos. E a gente tem um país continental, com mais de 200 milhões de pessoas que consomem todo dia, que consomem tecnologia, que consomem produtos, que consomem serviços, e isso sim é uma grande oportunidade de negócios”. Em Minas Gerais, os microempreendedores individuais representam 64% das empresas formais, com um milhão e seiscentas mil inscrições, de acordo com a Receita Federal. Já se considerarmos todos os tipos de empresas, o estado registrou 403.813 novos negócios nos últimos 12 meses, ficando atrás apenas de São Paulo. *Com informações da CBN
Procrastinação, produtividade, longo prazo, ação: final (6/6)

Escrevendo essa série de artigos me veio à mente a tese das startups: “comece feio, mas comece.” Se a primeira versão está finalizada, você demorou demais para começar – frase comum no meio da inovação, principalmente para contradizer o processo burocrático vivido dentro das empresas, que costumam querer impor algo já pronto em vez de ir testando e melhorando o produto. Esse conceito é interessante, pois reúne tudo o que foi dito anteriormente: desde a tese de Pressfield de “fazer”, não pensar em fazer. Para se tornar um profissional, pratique. Saia da teoria. O que incomoda na decisão daquele que sonha empreender e que não coloca em prática é que ele sequer está testando. Aparenta querer algo pronto, e, por isso, muitas vezes, terceiriza o seu sonho. Voltando a Da Vinci e sua Monalisa, não estaria ele praticando (mesmo que mentalmente), enquanto não entregava a obra? Em todo o caso, o melhor é sempre começar. Todo dia será dia um, se você entender que está sempre partindo de um ponto para melhorar. E, se você quiser de verdade, não importa quanto tempo dure, ficará pronto. Melhor demorar melhorando, do que nunca começar.
Governo federal anuncia R$ 71,6 bilhões em crédito rural para pequenos produtores

Público beneficiado pelo Plano Safra da Agricultura Familiar também é prioritário para o Sebrae em programas como Agronordeste e Produzir Brasil O governo federal lançou, nesta quarta-feira (28), o novo Plano Safra para a Agricultura Familiar 2023/2024 e vai disponibilizar mais de R$ 71,6 bilhões em crédito rural para que estes trabalhadores possam investir na produção de alimentos. O objetivo é apoiar os agricultores familiares, especialmente aqueles que investem na produção de alimentos como arroz, feijão, mandioca, tomate, leite, ovos, entre outros. “Estamos retomando algo que não deveria ter acabado. Estamos voltando agora mais calejados, mais preparados, mais maduros, mais responsáveis e com muito mais obrigações com a sociedade brasileira. Temos que fazer mais e melhor e com a participação da sociedade civil. Quero que vocês produzam o máximo que puderem de alimentos. A grande arma que precisamos neste país é ter o povo de barriga cheia, sem nenhuma criança passando fome ou alguém ir dormir sem ter o que comer”, destacou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de lançamento no Palácio do Planalto. Os agricultores familiares são um dos públicos prioritários do Sebrae. Nos últimos quatro anos, o serviço atendeu mais de 177 mil pequenos produtores rurais, nas atividades econômicas agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura. O atendimento é realizado por meio de orientações às cooperativas e associações em aspectos como organizar o segmento, ter acesso a mercado e melhorar a renda; capacitação de grupos produtivos; gestão do negócio; organização da cadeia produtiva e gestão nas agroindústrias com intervenções de processos. Programa Agronordeste eleva produtividade e melhorias às atividades agrícolas e pecuárias no RN (Foto: Fred Veras). Especialmente nas regiões em que os agricultores familiares estão em maior vulnerabilidade social, o Sebrae atua com o programa Agronordeste, nos nove estados do Nordeste, e em áreas de assentamento na região da Amazônia legal, por meio do Produzir Brasil. As iniciativas possibilitam apoio, capacitação e ampliação da eficiência produtiva e o desenvolvimento comercial dos pequenos produtores. Outra ação que garante aos agricultores familiares o acesso a mercados é o Brasil à Mesa – vitrine para divulgação de alimentos e bebidas diferenciados como produtos artesanais, típicos e regionais, com Indicação Geográfica, selo de Identificação Artesanal (ARTE) e orgânicos. Além disso, foram investidos aproximadamente R$ 600 milhões em ações para este público por meio de parcerias com diversos atores do setor nos últimos anos. “A agricultura familiar, além de sustentar as famílias dos próprios agricultores também é a grande responsável pela produção de alimentos de qualidade e saudáveis para o consumo da população brasileira, gerando renda e propiciando a sustentabilidade no campo”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima. “Tenho certeza de que juntos vamos ajudar o Brasil a sair do Mapa da Fome e apoiar o país a retomar o caminho do crescimento econômico”, acrescenta o dirigente do Sebrae. Agricultura Familiar Do total de estabelecimentos agropecuários do país, 77% estão classificados como agricultores familiares, sendo responsáveis por 23% da área de todos os estabelecimentos rurais do país. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017, a agricultura familiar ocupava mais de 10 milhões de pessoas nos estabelecimentos agropecuários. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia o Plano Safra da Agricultura Familiar 2023/2024 Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil. Plano Safra da Agricultura Familiar 2023/2024 R$ 71,6 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) Redução dos juros para produção de alimentos de 5% para 4% ao ano Redução de 50% nas alíquotas do Proagro Mais para a produção de alimentos Nova faixa no Pronaf Custeio para produtos da sociobiodiversidade, orgânicos e agroecológicos (ou em transição agroecológica) com juros de 3% ao ano Mulheres rurais ganharão uma linha específica, uma nova faixa na linha Pronaf Mulher. O Plano Safra também passa a incluir povos e comunidades tradicionais e indígenas como beneficiários do Pronaf
Dia Internacional do Orgulho: empreender é oportunidade para LGBTs

Comunidade enxerga no empreendedorismo chance de se afirmar socialmente e quebrar paradigmas 28 de julho é considerado como o Dia Internacional do Orgulho LGBT+, data que celebra o sentimento de pertencimento e espírito da comunidade. Sendo constantemente desafiadas e marginalizadas, no cotidiano e, consequentemente, no mercado de trabalho, pessoas LGBTs veem no empreendedorismo uma oportunidade de se reafirmar e conquistar independência financeira. Muitos enfrentam desde cedo situações de preconceito, inclusive dentro da própria casa, fazendo com que não sejam acolhidos pela família e acabem saindo ou até mesmo sendo expulsos de casa. Tais condições fazem com que, por exemplo, 90% dos transexuais e travestis sobrevivam através da prostituição, um panorama de trabalho marginalizado que o empreendedorismo tem a chave da mudança. Negligenciados dentro de casa e no mercado de trabalho, o empreendedorismo acolhe. Segundo uma pesquisa da Nhaí, de 2022, 39% dos LGBTs acreditam que ser da comunidade é oportunidade de mudar de vida, sendo impulsionados justamente pelo ímpeto de provar o seu valor para a sociedade, assumir sua identidade e quebrar estereótipos. “Para a comunidade LGBTQIAPN+, o empreendedorismo tem, muitas vezes, um caráter de sobrevivência, já que é muito comum essa população não ser absorvida no mercado de trabalho e depender da criação de um negócio próprio para sobreviver. Em geral, precisamos ver a oportunidade em meio ao problema e, a partir disso, temos chances de crescer e prosperar”, afirma Raquel Virgínia, CEO e fundadora da Nhaí!, agência que atua ao lado de marcas com o objetivo de contribuir para expandir o pilar da diversidade. O engajamento e voz das grandes marcas e influenciadores ‘do vale’ também são aliados fundamentais: 35% tiveram o insight de abrir seus negócios em função de marcas engajadas. 56% se inspiram em pessoas, produtos e serviços que chamam sua atenção. 26% se inspiram em outros empreendedores e influenciadores que fazem parte da comunidade. A identificação é um aspecto importante no processo de aceitação, tão inerente à comunidade, desde o nascimento. Na vida profissional, se reconhecer é mais uma barreira a ser deixada para trás. “Costumo dizer que temos muitos desafios e dificuldades para empreender, mas destaco três como principais. A primeira é nos reconhecer como pessoas que empreendem, tomando para si a autoestima necessária para integrar o ramo empresarial. A segunda é conseguir apoio para construir um plano de ação bem fundamentado. E a terceira é o investimento, seja próprio ou por captação. Driblar essas dificuldades são desafios diários que pessoas LGBTs enfrentam de forma mais intensificada”, completa Raquel. Capacitação e paixão também são guias importantes do cenário do empreendedorismo LGBT: os empreendedores da comunidade escolhem seus ramos de atuação principalmente pelo que mais gostam de fazer. Foi o caso de 32%. Apenas 10% escolhem a área por perceberem carência do mercado e 21% pesquisam nas redes nichos de sucesso. 62% das pessoas entrevistadas veem o estudo como fundamental para estarem mais bem preparados para o mercado. Na visão de Raquel, o futuro é promissor para LGBTs empreendedores e as redes de apoio são fundamentais para fomentar uma maior participação da comunidade no comando de negócios próprios. “Eu acredito em um cenário mais estruturado para a comunidade nos próximos anos, e esse é um dos focos de atuação da Nhaí: apoiar empreendedores LGBTQIAPN+ para que façam conexões relevantes para os negócios, consigam se instrumentalizar e crescer. Uma das nossas frentes de apoio é a plataforma digital chamada “Contaí Comunidade”, que se propõe a ser sede desses negócios em um ambiente virtual e dispõe de ferramentas muito relevantes para atingir esses objetivos, como vídeos, debates e trocas de experiências com profissionais que são referências no mercado”, finaliza. Empreender é um desafio e não é uma tarefa simples para ninguém. Porém, é uma montanha ainda maior a se escalar quando se vive à margem da sociedade e é forçado a encarar diariamente o preconceito. O cenário de empreendedorismo LGBT se mostra almo e com lacunas a serem preenchidas, uma chance de mudar de vida, se reafirmar e realizar sonhos.
Demanda das empresas por crédito tem estabilidade em maio, revela Serasa Experian

Na visão por setor, as companhias de médio porte foram as únicas a registrar baixa; Serasa Experian auxilia empreendedores a tomarem crédito com responsabilidade São Paulo, 28 de junho de 2023 – De acordo com o Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian, em maio, a busca das companhias brasileiras por recurso financeiro apresentou estabilidade, marcando um tímido crescimento de 0,1% na comparação com o mesmo mês de 2022. Confira nos gráficos abaixo a movimentação dos dados gerais: Segundo o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, a demanda das empresas por crédito deverá reagir na medida em que a retomada do crescimento econômico ficar mais evidente e as taxas de juros começarem a ceder. “O crédito é um importante aliado no crescimento das companhias, mas diante da atual taxa de juros imposta pelo Banco Central, ele não tem se mostrado atrativo para os empreendedores, que preferem adiar, por enquanto, a busca por crédito”. Dentre as Unidades Federativas (UFs) do país, Mato Grosso e Santa Catarina foram destaque na busca pelo recurso financeiro, enquanto Alagoas e Amapá tiveram os menores índices. Veja o detalhamento por UF no gráfico abaixo: No recorte por setores, “Serviços” e “Demais” expandiram em 1,3% e 4,1%, respectivamente. Enquanto os segmentos de “Indústria” e “Comércio” marcaram retração de 0,9% e 1,3%. Médias empresas foram as únicas a registrar baixa Ainda em maio deste ano, a análise por porte das companhias revelou que as “Médias” foram as únicas a expressar um resultado negativo (-2,2%). As “Micro e Pequenas” mostraram estabilidade (0,1%), enquanto as “Grandes” aumentaram em 8,5% a aquisição de empréstimos empresariais. Tomada de crédito com responsabilidade auxilia sobrevivência das empresas Os motivos que levam as empresas a tomar crédito são inúmeras: abrir, de fato, o negócio, ter capital de giro, fluxo de caixa ou apenas realizar um investimento ou melhoria. q
Tempo frio vai aquecer economia de pequenos negócios de vestuário

A estimativa é que o volume de produção ultrapasse mais de 213 milhões de peças para a estação em 2023 Casaco, cachecol, touca e moletom são algumas das peças de vestuário que a estação de inverno, que começou nesta semana, pede. Além de aquecer crianças e adultos em grande parte do país, o período possibilita que a economia de pequenos negócios possa aumentar suas vendas. De acordo com a estimativa do instituto Inteligência de Mercado (IEME), o setor produzirá mais de 213 milhões de peças em 2023. No ano passado, esses artigos geraram receitas de R$ 8,4 bilhões para a indústria nacional. Fábrica da M. Alexandre Confecções. A empresa produz peças para grandes redes de vestuário do país. Crédito: Arquivo M. Alexandre Confecções. Proprietário da M. Alexandre Confecções, Max Alexandre Martins deixou a vida de caminhoneiro e hoje empreende ao lado da esposa. Em Santa Catarina, a empresa produz peças para grandes redes de vestuário do país. Ele conta como está a preparação para o inverno. “Muda a estação e as pessoas consomem mais e vemos o aumento da produção também. No início do ano, tivemos que demitir alguns funcionários, nosso faturamento caiu mais de 50%. Agora, já temos negociações que fizemos para o tempo frio e esperamos que a produção retorne forte”, comentou o empresário. A coordenadora nacional de Moda do Sebrae, Kamila Merle, aponta que o setor deve aproveitar essa mudança na demanda de vestuário e oferecer produtos específicos para a temporada. “As empresas podem apresentar opções versáteis para a transição de guarda-roupa, com produtos que podem complementar o look de inverno e serem usados também em outras estações como casacos leves, lenços e sobreposições”, comenta. Merle ressalta ainda que é necessário planejamento. “Há algumas estratégias-chave como acompanhar as tendências de moda da estação, usando a cartela de cores, texturas e modelos da estação, estabelecer parcerias entre marcas de produtos complementares como por exemplo acessórios e criar campanhas de marketing da temporada”, explica Kamila. Internet Por fim, a coordenadora nacional de Moda do Sebrae destaca que os empresários devem dedicar tempo e atenção à internet e às redes sociais. “A internet viabiliza ampliar o mercado. As empresas devem possuir canais de venda online, seja por site próprio, marketplace ou loja digital em rede social. Além disso, devem investir em fotos de qualidade e publicações para mostrar seus produtos, na interação com os clientes e na utilização de estratégias de marketing digital, como anúncios pagos e campanhas de e-mail marketing”, conclui.
O que é mentalidade empreendedora e por que você deve desenvolvê-la

*Por Isabela Matte Nossa visão de mundo é individual, e influencia todos os aspectos da nossa vida Recebi uma mensagem de uma seguidora perguntando se fazia diferença ter mentalidade empreendedora. Ela disse que tinha muita vontade de abrir um negócio, mas não tinha essa mentalidade. Decidi então compartilhar com vocês não só o que é esse conceito, já que muita gente nem sabe do que se trata, e também o porquê de você precisar desenvolver sua mentalidade empreendedora se quiser ter sucesso no longo prazo empreendendo. Tudo o que fazemos nesse mundo começa com nós mesmos. TUDO. Desde acordar de manhã, falar com alguém, fazer algum esporte, agir de certa forma, escolher comer em um lugar ao invés de outro, o dinheiro que vamos ganhar, os amigos que teremos, os problemas… Você já usou algum óculos que tivesse uma lente colorida? Eu tenho um óculos com a lente vermelha. Quando o coloco, o mundo inteiro fica vermelho. A lente muda tudo. Quando falamos de mentalidade, para ficar mais fácil de entender, imagine que cada um de nós tenha seus óculos, únicos e individuais. Nós os usamos em cada segundo do nosso dia, vendo o mundo através das lentes dele. Se as lentes forem muito escuras o mundo nos parecerá extremamente escuro. Se tentarmos compartilhar nossa visão com outra pessoa, que está usando óculos com lentes super claras, ela não vai entender, já que só consegue ver um mundo claro. A mentalidade é a lente que usamos para enxergar o mundo. A notícia boa é que não estamos fadados a ter que usar a mesma lente para o resto da vida. Podemos escolher outras lentes para usar e, com isso, ter a oportunidade de enxergar o mundo de formas diferentes. Só que para poder pegar outra lente, não podemos comprá-la. Só podemos conquistar novas lentes através do nosso comportamento e hábitos de pensamentos e atitudes. Faz sentido? A mentalidade empreendedora é uma lente que você pode usar para enxergar a sua vida e todas as situações que acontecem nela. Enxergando a vida por essa lente, suas atitudes vão mudar, assim como seus resultados. Características da mentalidade empreendedora: Foco sempre na solução, nunca no problema. Dá para fazer tudo, só preciso descobrir como. O que me separa de onde quero chegar sou eu mesmo. Vai dar certo e ponto final. Como dá para isso ser feito melhor? O que precisa ser feito será feito. A zona de conforto é o sinal de que preciso ficar desconfortável para crescer. Eu só sei enxergar o mundo assim. Somos pessoas únicas com diferentes lados: o profissional, o pessoal, etc. Por isso esse jeito de pensar se relaciona com todas as áreas da sua vida. Quando seu cérebro pensa dessa forma automaticamente, você simplesmente para de brigar com as pessoas, porque não procura culpados ou críticas ao outro, e sim busca soluções para problemas. Quer coisa melhor que isso para um relacionamento amoroso, por exemplo? Além disso, esse é um jeito realista, mas otimista, de ver o mundo. Focar a energia no que dá para mudar, em vez de se preocupar com tudo aquilo que não está nas suas mãos, buscar sempre o crescimento, seja ele profissional, pessoal, espiritual ou mental, querer aperfeiçoar a si mesmo e cada coisa que faz, ter extrema autorresponsabilidade, não culpar os outros por nada, saber resolver problemas com uma facilidade extraordinária, não abrir mão da própria autonomia e independência. Mas, para conquistar essa mentalidade, é preciso ter disciplina consigo mesmo. Estar atento aos hábitos atuais, tanto de pensamento quanto de atitude, e se policiar para mudar o rumo do pensamento assim que ele aparece. Não é fácil, mas como todo hábito, com o tempo se torna o seu novo normal, a sua nova lente. Quero que, você, que está lendo essa coluna, se desafie a construir uma mentalidade mais empreendedora e ver o que acontece na sua vida, tanto no seu trabalho quanto no esporte, nos relacionamentos, na saúde. Tenho certeza que o resultado será uma mudança de vida para melhor, mas quero que você mesmo comprove isso. *Isabela Matte é empreendedora, mãe e influencer | Artigo originalmente publicado na Forbes
10 dicas essenciais para aproveitar a feira de franquias da ABF em 2023

A ABF Franchising Expo começa na próxima quarta-feira (28/6), mas a preparação para visitar o evento vem antes. Veja o que dizem especialistas Entre os dias 28 de junho e 1º de julho, acontecerá a feira de franquias ABF Franchising Expo, no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento reunirá mais de 400 marcas expositoras e é considerado o maior do gênero na América Latina. No primeiro trimestre de 2023, o setor de franquias faturou R$ 50,8 bilhões, um crescimento de 17,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os segmentos que puxaram esse resultado foram Hotelaria e Turismo (37,5%), Saúde, Beleza e Bem-Estar (27%) e Alimentação Food Service (21,2%). O setor já registra resultados 22,6% maiores do que o pré-pandemia, em 2019. Um terço dos expositores do evento (129 empresas) é estreante ou retorna ao evento após mais de cinco anos de hiato. “Ver essa profusão de novas marcas expositoras, dos mais variados segmentos e áreas de atuação na feira da ABF a cada ano, e, em especial, neste período pós-pandemia, é um reflexo do dinamismo, da criatividade, da capacidade de se reinventar que o franchising brasileiro possui”, analisa Tom Moreira Leite, presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Entre as marcas que estreiam este ano estão nomes como Boteco do Manolo (alimentação), Maria Gasolina Express (de minimercados autônomos), Milon (rede de moda infantil, do Grupo Kyly) e Ubiz Car (aplicativo de transporte urbano). Apesar de apresentar múltiplas oportunidades de negócios, especialistas recomendam cuidados ao visitar o evento. O primeiro deles é que nenhum contrato de franquia pode ser assinado na feira: por lei, o contrato só pode ser firmado, no mínimo, dez dias após o recebimento da Circular de Oferta de Franquia (COF), o documento que contém todas as informações sobre a marca. Outro cuidado é ter consciência da própria capacidade de investimento. No ano passado, mais da metade das marcas expositoras tinham um investimento inicial total de até R$ 200 mil, mas há opções de franquias mais baratas na edição deste ano, a partir de R$ 7 mil. “Lembre-se: todo investimento deve oferecer rendimentos proporcionais, e não milagrosos ou aquém do esperado”, afirma a advogada especialista no setor, Melitha Novoa Prado, sócia do Novoa Prado Advogados. Confira algumas dicas para aproveitar bem a feira e fazer bons negócios: 1. Estude o sistema de franquias Antes de visitar a feira de franquias, é importante conhecer o sistema. Alguns cursos online da própria ABF podem ajudar, assim como o conteúdo publicado em PEGN. Entender termos técnicos, documentação necessária e como funciona a relação franqueado e franqueador é fundamental para chegar ao evento preparado. Aproveite para ler o Guia de Franquias 2023/2024, que Pequenas Empresas & Grandes Negócios lança no dia 27 de junho e tem informações importantes para quem pensa em ter uma franquia. 2. Identifique se você tem perfil para ser um franqueado Após conhecer o sistema de franquias, o ideal é que o empreendedor faça uma autoanálise e entenda se tem o perfil para ser um franqueado. É preciso seguir padrões e norma da franqueadora, bem como pensar o negócio regionalmente. 3. Tenha foco ao visitar a feira Antes de ir para a feira de franquias, pesquise sobre os segmentos que vão expor no evento e tente identificar com qual você tem mais afinidade. Para essa análise, considere sua disponibilidade financeira, o tempo que você precisará dedicar ao negócio e a localidade onde pretende instalar a franquia. Com tudo anotado, visite marcas condizentes. “Resista à tentação de entrar em estandes que fujam completamente do valor que você tem para investir, porque essas empresas provavelmente oferecerão benefícios além daqueles que você pode acessar e isso o frustrará. Isso não significa que as marcas às quais você pode aderir sejam inadequadas”, diz Prado. 4. Não ignore redes estreantes Ana Vecchi, CEO da Ana Vecchi Business, diz que “toda marca grande já foi uma estreante”. Dessa forma, é importante considerar as redes com pouco tempo de existência e analisar critérios objetivos. “Há estreantes que já nasceram com foco no modelo de negócio franquia e se estruturaram para tal. Nem sempre a quantidade de franquias existentes é um bom referencial”, diz. 5. Cuidado com promessas milagrosas Vecchi recomenda cautela com discursos de retorno garantido, principalmente de valores exorbitantes em curto prazo. Se for o caso, desconfie. “Não há milagres no sistema de franquias. Há muito trabalho e retorno de investimento, que depende de uma série de fatores, incluindo know-how da equipe da franqueadora, treinamento, acompanhamento, omnicanalidade, canal de vendas certo, investimento adequado na praça de atuação e e produtos que a franquia vende”, afirma Vecchi. 6. Fuja de processos seletivos sem critério Acenda um alerta para tudo que for rápido demais, principalmente processos de seleção “relâmpago” ou “automáticos”. Se as dúvidas não são respondidas antes de se avançar na negociação, elas podem se tornar problemas futuros. “Desconfie da franqueadora que não se importa muito com quem entrará em sua rede”, afirma Prado. A especialista acrescenta que a feira não é o local mais adequado para se escolher uma franquia, mas sim para colher informações e ter uma base de comparação. O detalhamento deve ser feito a partir de um segundo encontro. “Apenas passando por um processo de seleção cauteloso é que o franqueador consegue saber se aquele franqueado é ideal para sua marca e o franqueado entende os pormenores da marca, desenvolvendo as expectativas corretas do negócio.” 7. Converse com outros franqueados Antes de sinalizar interesse em fechar negócio, é recomendado buscar outros franqueados que trabalhem com a marca ou que já tenham saído da rede nos últimos 24 meses. As informações devem ser cedidas pela própria franqueadora, com a Circular de Oferta de Franquia (COF). Esse contato é ainda mais necessário em situações de repasse, quando a marca tenta vender uma loja já pronta e ativa para um novo franqueado. “Nesses casos, é preciso ter cuidado e experiência para analisar planilhas e saber se o negócio será rentável. Vale a pena conversar com o franqueado anterior para
Sebrae reforça agenda ESG para os pequenos negócios

Lançamento de Comitê ESG reuniu autoridades e especialistas de renome no Brasil. Temática gera valor e sustentabilidade para as empresas O Sebrae Nacional deu um passo estratégico rumo à promoção do desenvolvimento sustentável das micro e pequenas empresas, reforçando o seu compromisso de gerar valor para os negócios e a sociedade. Por meio do Comitê ESG, lançado nesta quarta-feira (21), a instituição começa a implementar uma agenda ESG em nível nacional em toda a cadeia de relacionamento do Sistema Sebrae, de fornecedores a clientes, colaboradores e parceiros. A iniciativa marca o início da construção de um programa nacional baseado nos pilares ambiental, social e de governança. O anúncio do Comitê ESG foi realizado pela diretoria do Sebrae em evento na sede da instituição, em Brasília, com a presença de autoridades do setor e especialistas de renome. Na abertura do encontro, o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, reforçou o papel de protagonismo da instituição na consolidação da pauta ESG. Segundo ele, o grande desafio é gerar emprego e fazer a economia crescer com sustentabilidade. “Existe um apelo unânime diante de transformações irreversíveis. Temos que sustentar o planeta, garantir o seu equilíbrio e a compatibilização com a chegada da inteligência artificial, possibilitando um mundo inclusivo para todos”, declarou. O diretor-técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick, por sua vez, destacou que o momento é de unir forças em prol da agenda ESG. Ele reafirmou o compromisso da instituição de servir e apoiar os empreendedores brasileiros. “Com o que estamos nos comprometendo aqui deve fazer sentido de todas as formas além do Sebrae Nacional ou do Sistema Sebrae”, considerou. A diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Margarete Coelho, aproveitou para explicar os objetivos do lançamento do Comitê ESG. “Queremos verdadeiramente ser exemplo para que os pequenos negócios sejam mais sustentáveis, inclusivos e competitivos”, afirmou. ESG em pauta O evento de lançamento também foi protagonizado por palestrantes renomados abordando o tema “Sendo a mudança no mundo”. Para tratar da perspectiva do meio ambiente, o escritor, professor e ativista indígena Daniel Munduruku apresentou uma reflexão sobre como o pensamento circular dos povos originários pode contribuir para a construção dessa agenda transformadora. “Os povos indígenas são empreendedores há mais de 3 mil anos e sobrevivem porque têm um compromisso com o coletivo que vai além do humano.” Já Karine Oliveira, CEO da Wakanda Educação, escola de educação empreendedora para negócios periféricos, provocou os participantes sobre o ponto de vista da inclusão social sem o viés do assistencialismo. “Antes de tentar resolver o problema de forma rápida, é preciso entender a lógica. Comece a se cercar de pessoas diferentes de você e comece a pensar em outras formas de fazer”, sugeriu. Por sua vez, Renata Faber, head de ESG na Exame e Top Voice LinkedIn, apresentou o conceito de governança como sendo a base do ESG. Segundo ela, sem governança uma pequena empresa não consegue dar o próximo passo para se tornar uma grande empresa. “Quando o negócio esquece da governança, pode gerar um problema muito grande, inclusive todo impacto social e positivo deixa de fazer sentido”, avaliou. Sobre o Comitê ESG O principal desafio do Comitê será formalizar uma agenda ESG na cadeia de relacionamento do Sebrae, incluindo desde fornecedores a clientes, pessoas colaboradoras e parceiros. Para tanto, serão definidas estratégias e ações direcionadas a cada público. Do ponto de vista interno, o Comitê deverá englobar a temática na cultura organizacional e nos valores da instituição, além de monitorar e avaliar programas, projetos e ações do Sistema Sebrae relacionados à ESG. A atualização do Diagnóstico de Sustentabilidade e a produção de relatórios com boas práticas servirão como diretrizes para construir um programa nacional baseado nos pilares ESG. Confirma abaixo os 10 compromissos do Comitê ESG do Sebrae: Realizar levantamento de dados, iniciativas e práticas ESG para mapeamento do cenário atual da instituição. Elaborar matriz de riscos ambientais, sociais e de governança e definir um plano de ação para minimizá-los. Monitorar, avaliar e reconhecer os resultados alcançados pelo Sistema Sebrae nas ações ESG. Promover a agenda sobre Diversidade, Equidade e Inclusão nos canais de relacionamento e atendimento internos e externos. Desenvolver programas de treinamento em ESG para formação de lideranças inclusivas e ambientalmente responsáveis. Estabelecer diretrizes que assegurem a execução de boas práticas ESG por parte dos nossos fornecedores e parceiros. Propor revisões normativas com objetivo de promover uma governança transparente e sustentável, segundo princípios ESG. Promover ações para adoção de práticas sustentáveis e o uso consciente dos recursos naturais, reduzindo o impacto ambiental do Sistema Sebrae. Estabelecer diretrizes para a criação de soluções e conteúdos em linguagem inclusiva, acessíveis a todos os públicos do Sebrae. Promover a educação empreendedora inclusiva, fomentando a criação de modelos de negócios inovadores, diversos e sustentáveis
Empreendedorismo: 7 a cada 10 abrem negócio após maternidade

Mentora de Mulheres Empreendedoras busca ajudar mulheres a conquistar sua independência financeira e emocional através de seus próprios negócios. Equilibrar a maternidade e a carreira profissional costuma ser um grande desafio para a maioria das mulheres, e devido às dificuldades impostas no mercado de trabalho – também encontradas na vida cotidiana, como em casos da falta da rede de apoio -, muitas mães estão buscando o empreendedorismo como forma de trilhar novos caminhos profissionais. De acordo com uma pesquisa realizada em 2022 pelo RME (Instituto Rede Mulher Empreendedora), sete a cada dez empreendedoras brasileiras decidem abrir um negócio depois da maternidade. Foto: Image by Drazen Zigic on freepik / DINO Ao empreender, além de buscar a independência financeira, as mulheres passam a ter a liberdade de estabelecer seus próprios horários, adaptando sua rotina às necessidades dos seus filhos e permitindo que, com isso, estejam mais presentes no desenvolvimento das crianças. Além disso, um outro ponto que incentiva o empreendedorismo em decorrência da maternidade é a baixa aceitação e acolhimento do ambiente corporativo com as mulheres que são mães ou que estão grávidas. De acordo com uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), quase metade das mulheres que tiram licença-maternidade são demitidas em até dois anos após esse período, e na maioria das vezes a demissão é dada sem justa causa. Paralelamente, um estudo do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) analisou o empreendedorismo em diversos países, e mostrou o quanto o empreendedorismo feminino tem apresentado um crescimento significativo. No Brasil, por exemplo, as mulheres representam por volta de 51%, chegando a um número maior do que 30 milhões, o 7º país com o maior número de mulheres empreendedoras no mundo. Outro levantamento, realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), apontou que a maioria das famílias no Brasil é chefiada por mulheres: dos 75 milhões de lares, 50,8% tinham liderança feminina, o correspondente a 38,1 milhões de famílias. Andressa Gnann, advogada, empreendedora, mãe e mentora de Mulheres Empreendedoras reforça que é fundamental reconhecer o potencial empreendedor das mulheres e lhes fornecer o apoio necessário para desenvolver suas ideias e negócios. “Iniciativas que promovem o empreendedorismo feminino, como cursos de capacitação, acesso a financiamento e networking, são essenciais para fortalecer a presença das mulheres no mundo dos negócios e superar as barreiras impostas pela maternidade no mercado de trabalho tradicional”, afirma Gnann. No entanto, é importante ressaltar que o caminho do empreendedorismo não está isento de desafios. É necessário que o processo seja bem planejado e que seja levado em conta o quanto empreender exige não somente tempo, mas também investimento financeiro, estudo e persistência. Para Gnann, o empreendedorismo oferece a oportunidade de explorar talentos e paixões, envolvendo muitas vezes, realizações pessoais dessas mulheres. A mentora tem como foco principal ensinar as mulheres a conquistar sua independência financeira, seja iniciando um negócio do zero ou multiplicando os resultados de um negócio que não consegue crescer. “A mentoria ensina e compartilha sobre como ter um negócio sustentável e multiplicar os resultados, vinculando o trabalho com a maternidade, com foco na qualidade de vida”, finaliza. *Com informações do portal Terra
Alta taxa de juros freia crescimento da economia

Pequenos empreendedores têm receio de buscar crédito e medo de endividamento Apesar dos indicadores econômicos apresentarem melhora nos últimos boletins, uma das maiores pedras no sapato ainda deve continuar assombrando os empreendedores: a taxa de juros, que deve se manter no patamar de 13,75%, pelo menos nos próximos 45 dias. A previsão é de que o BC inicie um ciclo de corte dos juros a partir de agosto, quando a Selic recuaria para 13,50% ao ano. Após reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que acontece hoje (21), a decisão sobre a Selic deve ser anunciada no final da tarde, apontando para uma última manutenção da taxa de juros atual. Os valores têm afastado pequenos empreendedores da busca por crédito, por medo de endividamento e falta de condições para o pagamento dos empréstimos. Pesquisas realizadas pelo Sebrae mostram que a alta taxa de juros praticada no Brasil tem feito com que os donos de pequenos negócios pensem mais na hora de buscar crédito. Nos meses de abril e maio deste ano, 73% dos empreendedores não buscaram crédito. “O Brasil precisa voltar a crescer, e o Banco Central precisa ser mais sensível com os micro e pequenos empresários brasileiros. Com esses juros aí ninguém cresce, talvez nem o sistema financeiro, apenas alguns tubarões que estão ganhando muito, além disso, tomar crédito nesse ambiente é submetê-los à falência”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. “Nós, do Sebrae, somos um forte apoio aos pequenos empresários e empreendedores brasileiros. Por isso, defendemos a redução da taxa de juros. Para ajudar o país crescer, os pequenos precisam ser prioridade. Os pequenos negócios geram 80% dos empregos brasileiros, em média, todos os meses. Com essa taxa nas alturas ninguém cresce, pelo contrário, muitos desistem de empreender”, acrescenta Décio Lima. Em 2022, cerca de 7,6 milhões de empresas foram tomadoras efetivas de crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Desse total, 7,3 milhões são pequenos negócios (95,7%), compreendendo os microempreendedores individuais (828,7 mil), microempresas (3,9 milhões) e empresas de pequeno porte (2,5 milhões). De acordo com projeção do mercado financeiro, a inflação desse ano caiu 1%, e do ano que vem, 4%. Tais números dão indícios de um cenário econômico mais positivo no segundo semestre e em 2024, o que pode animar os empreendedores atuais e prospectos também. O dólar também vem apresentando quedas significativas e alcançando os valores mais baixos dos últimos anos, o que demonstra a valorização do real e da economia brasileira. Porém, ainda há uma cortina de incerteza pairando sobre os empreendedores, que devem encontrar cenários mais positivos nos próximos meses.
Número de empreendedores estrangeiros no Brasil cresce 73%

Microempreendedores individuais oriundos de outros países atuam principalmente com vestuário e beleza Existem 74,2 mil Microempreendedores Individuais (MEI) ativos de outras nacionalidades no Brasil. O número é 73% superior ao registrado em 2019, quando existiam 42,9 mil. O montante de MEI estrangeiros corresponde a 5,7% do total de imigrantes no país. Muitos estrangeiros que vêm para o Brasil têm encontrado no empreendedorismo uma alternativa de vida. Levantamento feito pelo Sebrae revela que, atualmente, existem 74,2 mil Microempreendedores Individuais (MEI) ativos de outras nacionalidades. O número é 73% superior ao registrado em 2019, período pré-pandemia, quando existiam 42,9 mil, e corresponde a 5,7% do total de imigrantes no país, de acordo com o Ministério da Justiça, que levantou um universo de 1,3 milhão de imigrantes em 2021. O estudo realizado pelo Sebrae, com base em dados da Receita Federal de maio de 2023, também apurou as atividades em que os empreendedores estrangeiros mais atuam. Um a cada quatro trabalham com comércio ou fabricação de roupas. A área da beleza também está entre as mais procuradas, com um universo de 6% de estrangeiros, seguida pela de atividades de ensino, com 5%, e alimentação e bebida, com 4%. Entre as dez nacionalidades que mais têm estrangeiros empreendedores no Brasil, sete são da América Latina. Juntos, Venezuela, Bolívia, Colômbia, Argentina, Uruguai, Peru e Uruguai concentram 56% dos MEI estrangeiros. Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, ter o próprio negócio tem sido a forma mais acessível para muitos estrangeiros conseguirem uma fonte de renda no país. “Muitos estrangeiros, entre eles refugiados, veem no empreendedorismo uma forma de inclusão social e econômica. A figura jurídica do MEI, criada há 15 anos, torna mais fácil ainda essa inclusão dos estrangeiros na economia brasileira e, por isso, temos acompanhado esse crescimento de formalização nos últimos anos”, pontua. Como os estrangeiros podem se formalizar O estrangeiro pode se formalizar como microempreendedor individual através da plataforma gov.br. Contudo, é necessário ter Carteira Nacional de Registro Migratório ou Documento Provisório de Registro Nacional Migratório ou Protocolo de Solicitação de Refúgio, que podem ser solicitados via cadastro no departamento de Polícia Federal com a indicação do nº de registro. Para estrangeiros com visto temporário, será permitido registro como MEI apenas para cidadãos de países membros do MERCOSUL e dos Estados Associados e que possuam residência temporária de dois anos, dessa forma, poderá ser empresário, titular ou sócio ou administrador. Atualmente, não é mais necessário fazer uma Declaração de Imposto de Renda de PF. Veja as 10 atividades que mais possuem MEI estrangeiros: Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios: 11.145 (15,02%) Confecção de peças do vestuário, exceto roupas íntimas: 7.487 (10,09%) Cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza: 4.249 (5,72%) Atividades de ensino não especificadas anteriormente: 3.845 (5,18%) Restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas: 2.919 (3,93%) Serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada: 2.243 (3,02%) Atividades de publicidade não especificadas anteriormente: 2.096 (2,82%) Comércio varejista de outros produtos novos não especificados anteriormente: 1.813 (2,44%) Serviços especializados para construção não especificados anteriormente: 1.771 (2,39%) Ensino de idiomas: 1.570 (2,12%) Confira os 10 países de origem que mais possuem MEI: Venezuela: 10.360 (14%) Bolívia: 9.882 (13,3%) Colômbia: 6.613 (8,9%) Argentina: 5.727 (7,7%) Haiti: 4.148 (5,6%) Uruguai: 3.450 (4,6%) Peru: 3.280 (4,4%) Senegal: 3.022 (4,1%) Portugal: 2.927 (3,9%) Paraguai: 2.617 (3,5%)
Mais de 7,3 milhões de pequenos negócios estavam com empréstimo ativo em 2022

No entanto, alta taxa de juros impossibilita empreendimentos de crescerem, avalia presidente do Sebrae Levantamento elaborado pelo Sebrae com base nos dados do mercado de crédito disponibilizados pelo Banco Central do Brasil mostra que cerca de 7,3 milhões de pequenos empreendedores tomaram empréstimos até o fim de 2022 – um aumento de 27% em comparação a 2019. Desses, 828,7 mil são microempreendedores individuais (MEI), 3,9 milhões são microempresas e outros 2,5 milhões são empresas de pequeno porte. O aumento é reflexo dos esforços de inclusão e maior acesso ao crédito durante a pandemia da Covid-19, em 2020 e 2021. No entanto, nos primeiros meses deste ano, a taxa alta de juros tem desestimulado os empresários de buscar os recursos, como mostrou a 3ª edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios. “Essa evolução é importante para o desenvolvimento do país. Os pequenos negócios, que são mais de 21 milhões de empresas formais, constituem a base de produção de bens e serviços de nossa economia”, ressalta o presidente do Sebrae, Décio Lima. “No entanto, com a taxa básica de juros a 13,75% ao ano, cria-se um obstáculo para os empreendedores crescerem. Em muitos dos casos, eles tomam créditos somente para quitar dívidas anteriores ou para ter um capital de giro”, completa o presidente. De acordo com a Coordenação de Acesso a Crédito e Investimentos do Sebrae, a taxa média para financiamentos voltados aos pequenos negócios está em torno de 35% ao ano. Para evitar mais um endividamento, o Sebrae sugere que os empreendedores procurem orientações antes de tomar a decisão. Por isso, o Sebrae disponibiliza serviços presencial e on-line, até por meio do Whatsapp ou do Telegram, com cursos gratuitos sobre o tema. Além disso, é importante estar atento à gestão financeira da empresa, à organização dos processos e ao controle de estoques, o que pode ajudar a conseguir um fluxo de caixa saudável e contar com subsídios sobre a requisição de empréstimos.
Procrastinação, produtividade, longo prazo, ação: não seja amador (2/6)

Para se conceber obras dignas de história, empresas longevas e sólidas e qualquer coisa que deixe um impacto, é necessário o tempo de gestação, construção e dedicação. Não devemos confundir isso com procrastinação. Uma das pessoas que melhor fala sobre isso abertamente, e profundamente, é a filósofa e professora Lucia Helena Galvão. Em suas apresentações, por áudio ou vídeo e disponíveis nas redes sociais, ela sempre menciona o escritor Steven Pressfield e suas obras “A Guerra da Arte” e “Como se tornar um profissional”. A primeira, “A Guerra da Arte”, trata daquele momento em que falta inspiração para os artistas. A narrativa se cruza com os momentos de epifania da jornada do herói (um modelo que é descrito em obras milenares, como a Odisseia), e que estabelece um frame, um percurso de dor, sofrimento, autoconhecimento e aceitação, e preparação até que seja capaz de enfrentar os demônios e adversários – o que está presente em muitas biografias das pessoas de sucesso e em histórias de ficção. No fim, o maior adversário é sempre o próprio protagonista. O ponto desse livro é que você deve encontrar o que te motiva, quais são as suas “musas”. Mas, para isso, você deve treinar. A solução é sempre fazer. Se você é um escritor, escreva. Se é um músico, cante. Se é um nadador, nade. Faça o que tem que ser feito. Outra obra de Steven Pressfield tem o título “Torne-se um Profissional”, e busca ensinar o leitor a trabalhar em cima das suas limitações. Novamente, a estrutura da jornada do herói está presente. Neste caso, com o foco na necessidade de se encarar os desafios emocionais e as crenças limitantes. Esse tipo de discurso também é muito comum nas peças de autoajuda e mentorias, coaching etc. – mas cada qual com a sua profundidade. Vale lembrar, ainda, da teoria das 10.000 horas, que é muito trabalhada pelo escritor e jornalista Malcolm Gladwell no seu livro Outliers, que foi publicado com o título Fora de Série no Brasil. Na obra, o autor traz à tona casos de sucesso como do Beatles, entre outros, mostrando que o sucesso não foi por acaso. Antes de chegar aos grandes palcos, a banda inglesa, por exemplo, praticava música todos os dias. A tese é de que é necessário que você pratique 10.000 horas para alcançar a excelência. Além dos casos escritos no livro, vale mencionar dois artistas da atualidade que já falaram sobre o valor da prática: Ed Sheeran, em um vídeo que circula no YouTube, por exemplo, mostra um áudio dele próprio, cantando desafinado, no comecinho quando pensava em seguir carreira. O outro é o Harry Styles, que se apresenta no programa American Idols, onde um dos membros do júri questiona sobre seu talento. Bom, os dois exemplos mostram que depois de um tempo chegaram a um talento. E não foi por acaso. Eles enfrentaram as suas jornadas. Cruzando com o assunto inicial e com o conhecimento da professora Lucia Helena Galvão, a mudança, o trabalho, o desafio, ocorre sempre internamente. Por isso, independentemente de qual empresa você trabalhe ou da área na qual você tenha se formado, se você colocar a culpa no outro, não vai evoluir. Treine, pratique e desenvolva a si próprio.
Formalizar o próprio negócio pode aumentar faturamento, aponta pesquisa do Sebrae e da FGV

De acordo com levantamento, empreendedor pode ter aumento de receita de até 25% caso formalize suas empresas; estudo também aborda números do Simples Nacional Formalizar o próprio negócio pode aumentar o faturamento do pequeno empreendedor em até 25%, é o que aponta uma pesquisa feita pelo Sebrae e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com a pesquisa, o rendimento dos negócios formais tem receita média de R$ 3,5 mil, enquanto o dos informais é de aproximadamente R$ 1,2 mil. No país, são 15 milhões de pessoas com o próprio negócio formalizado, sendo que um em cada 12 brasileiros em idade ativa são ou já foram MEI. O objetivo do levantamento foi medir o impacto do modelo na vida dos empresários. O assessor da diretoria técnica do Sebrae, Rafael Moreira, avalia que os números identificados pela pesquisa são positivos; “A formalização pelo MEI representa o aumento da renda do empreendedor em torno de 25%. Ele aumenta sua renda em 25% só por ter se formalizado”, explica Rafael. Com o CNPJ, o empresário tem obrigações e os custos de uma empresa formal. Ao mesmo tempo tem acesso ao crédito e às possibilidades de pagamento, trazendo organização e estrutura para o próprio negócio. De forma geral, a formalização de pequenas empresas movimenta R$ 70 bilhões. A pesquisa também trouxe dados do Simples Nacional, apontando que o faturamento do sistema é de R$ 4,8 milhões por ano, sendo responsável por 8 em cada 10 vagas de emprego. O diretor administrativo da Fenacon, Fernando Baldissera, destaca a importância do mecanismo de arrecadação, mas reivindica uma atualização da tabela. “Hoje, a tabela do Simples Nacional, comparada com os índices inflacionários, está defasada em quase 80%. Deveria ser uma tabela muito maior, um índice de correção anual, porque, obviamente, todo ano tem inflação. A tabela teve reajuste do limite, mas isso não teve redução da carga tributária”, afirma Baldissera. O relatório do Sebrae em parceria com a FGV destaca ainda que, a cada 2 empregos criados por empresas do Simples Nacional, uma nova vaga de trabalho é criada indiretamente. *Com informações do Portal Jovem Pan
Procrastinação, produtividade, longo prazo e ação: Procrastinar X fazer bem feito (1/6)

Esses dias fui impactado (para usar um termo moderno) por um anúncio em vídeo de um “guru” – confesso que esse eu não o conhecia, não é dos mais famosos, mas vi no perfil dele que já fez alguns milhões vendendo mentoria de desenvolvimento pessoal – que propunha a ideia de que Leonardo Da Vinci procrastinou na pintura da Monalisa, e ele chega a mencionar outros artistas. A ideia era argumentar que com o seu curso e mentoria a pessoa não mais procrastinaria. Fui dar um Google para entender melhor o exemplo e cheguei a uma reportagem da saudosa Superinteressante, que apresentava o pintor justamente como o “maior procrastinador da história” – a Monalisa ficou pronta entre 3 e 4 anos depois de iniciada a obra. Outros resultados da pesquisa apontam inclusive que o comportamento do pintor seria, na realidade, um sinal de déficit de atenção: ele facilmente trocava de projetos, sofria de interrupção do sono, entre outros fatores. Eu lhe pergunto: o que você prefere? Um trabalho de um dia que é o boneco palito, ou um trabalho de 3-4 anos que seja a Monalisa? “A pressa é inimiga da perfeição” é talvez um dos ditados que mais se apliquem aos dias de hoje, em qualquer circunstância. Elenquei alguns cenários para ilustrar: Investimentos: a curva de valorização (considerando ativos de qualidade, claro) tende a ser para cima – experimente olhar uma ação que está caindo há algumas semanas em um prazo de 5, 10 anos, por exemplo. Por isso os investimentos são pensados em longo prazo e requerem paciência. Claro, há quem aposte no day trade. Mas, é só ver os exemplos dos grandes investidores globais como Warren Buffet, George Soros e o brasileiro Luiz Barsi: todos têm consistência e persistência; Composição de uma empresa (mesmo que uma startup): uma coisa é o capital de risco, para gerar escala rapidamente. Outra coisa é o business Building. As grandes empresas não nasceram em Wall Street ou na Faria Lima, elas começaram em uma garagem, um quintal, uma lanchonete pequena. Ainda, nenhum fazendeiro começa o negócio com 10 mil cabeças de gado. Sempre tem o primeiro passo, depois da persistência, com chuva e com sol, com seca e com problemas econômicos, ele chega lá; Atletas: não recordo quem fala que a rotina do alto desempenho é monótona. Um atleta olímpico passa boa parte da vida na rotina de dormir, comer e treinar. Ele não vai para festas, ele não está nem aí para o que estaria “perdendo”. O foco é dali a 4 anos colocar uma medalha no pescoço. Aliás, imagine você saber que só faria algo “valendo” dali a 4 anos, e que teria que treinar até estar pronto? Ainda, imagine aqueles que treinam e que sabem que não vão subir no pódio? Ainda assim, treinam, porque dali a 8 anos eles podem estar. Mas, só se treinarem. Entre outros tantos exemplos de longo prazo, desde o bebê que não sai correndo pela casa antes de engatinha até o processo de emagrecimento, parece que estamos misturando as coisas porque o atleta treina e tem rotina, enquanto Da Vinci procrastina. Mas, o que haveria de diferente, se não a nossa percepção e julgamento? Não estaria Da Vinci, nessa “procrastinação”, treinando mentalmente? O ponto aqui, ao meu ver, voltando ao anúncio crítico à procrastinação de Da Vinci, é que procrastinar seria se a Monalisa não tivesse ficado pronta, ou tivesse ficado, desculpem a expressão, uma porcaria.
O que é PLR e como funciona: Entenda a revolução dos infoprodutos no marketing digital

O marketing digital tem crescido exponencialmente nos últimos anos, e com isso, a busca por soluções e estratégias eficientes na criação e venda de infoprodutos também aumentou. Nesse cenário, surge o conceito de PLR (Private Label Rights) ou Direitos de Marca Própria, como uma solução inovadora e revolucionária no mercado de infoprodutos. O que é PLR: Direitos de Marca Própria PLR é a sigla para Private Label Rights, que em português significa Direitos de Marca Própria. Essa é uma licença que permite ao comprador de um infoproduto (como e-books, cursos, vídeos, entre outros) utilizar, modificar e revender o conteúdo como se fosse seu próprio. Diferente de outras licenças de conteúdo, como a Creative Commons, o PLR concede direitos exclusivos de uso e comercialização ao comprador. Isso traz benefícios aos empreendedores digitais, como a possibilidade de expandir seu portfólio de produtos rapidamente e economizar tempo e recursos na criação de novos infoprodutos. Como funciona o mercado de PLR O processo de aquisição de produtos com PLR é relativamente simples. Primeiro, é necessário encontrar um fornecedor de infoprodutos com licença PLR. Em seguida, o empreendedor digital adquire o produto e obtém os direitos de uso e comercialização. Com os direitos em mãos, o comprador pode personalizar e adaptar o infoproduto de acordo com suas necessidades e público-alvo. Isso inclui a possibilidade de alterar o título, a capa, o conteúdo e até mesmo adicionar seu próprio nome como autor. Para revender os produtos com PLR, é importante criar estratégias de marketing e divulgação eficientes. Alguns nichos populares para produtos PLR incluem desenvolvimento pessoal, negócios, saúde e bem-estar, entre outros. O potencial do PLR para o seu negócio digital O uso de produtos com PLR pode trazer diversas vantagens para o seu negócio digital. Entre elas, estão a expansão rápida do portfólio de infoprodutos, a redução de tempo e recursos na criação de conteúdo e a oportunidade de monetização e aumento de receita. Além disso, trabalhar com PLR permite que empreendedores digitais entrem em diferentes nichos de mercado com mais facilidade e rapidez, aumentando as chances de sucesso em suas estratégias de marketing digital. Cuidados ao trabalhar com PLR Antes de adquirir produtos com PLR, é fundamental estar atento à qualidade e relevância do conteúdo. Além disso, é essencial respeitar a legalidade e a ética na utilização de infoprodutos com PLR. Ao escolher fornecedores de produtos PLR, opte por aqueles com boa reputação e que ofereçam suporte ao cliente, garantindo que os direitos de uso e comercialização sejam válidos e legais. Perguntas frequentes (FAQs) O que são as PLR? São licenças que permitem o uso, a modificação ea revenda de infoprodutos, como se fossem de autoria própria do comprador. Como funciona o mercado PLR? O mercado PLR envolve a aquisição de infoprodutos com direitos de uso e comercialização, a personalização e adaptação desses produtos e a criação de estratégias de marketing para revenda. Quanto custa um produto PLR? O preço de um produto PLR pode variar dependendo do fornecedor, do tipo de infoproduto e dos direitos inclusos. É importante pesquisar e comparar preços antes de fazer a compra. É legal utilizar produtos com PLR? Sim, desde que o comprador respeite as regras estabelecidas pelo fornecedor e as leis de propriedade intelectual vigentes. Quais são os nichos mais populares para produtos PLR? Alguns nichos populares incluem desenvolvimento pessoal, negócios, saúde e bem-estar, entre outros Conclusão Agora que você entende o que é PLR e como funciona no marketing digital, está na hora de explorar esse universo e aproveitar os benefícios que os produtos PLR podem oferecer. Lembre-se de escolher produtos de qualidade, adaptá-los às necessidades do seu público-alvo e utilizar estratégias eficazes de divulgação e venda. Com dedicação e planejamento, você pode construir um negócio de sucesso utilizando produtos PLR.
Donos de pequenos negócios de Serviços e Comércio estão mais confiantes

Índice de Confiança das Micros e Pequenas Empresas, medido pelo Sebrae e pela FGV, apresentou leve aumento, em maio O Índice de Confiança das Micros e Pequenas Empresas subiu de 87,7 pontos para 87,9 pontos em maio. A confiança dos empresários foi puxada pelos setores de Serviços e Comércio. Pelo quarto mês consecutivo, a confiança das micro e pequenas empresas de Serviços (MPE-Serviços) aumentou, avançando 2,5 pontos. O otimismo dos donos de pequenos negócios que atuam nos setores de Serviços e Comércio fez com que, em maio, o Índice de Confiança das Micros e Pequenas Empresas (IC-MPE) passasse de 87,7 pontos para 87,9 pontos, segundo a Sondagem Econômica das MPE, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). O IC-MPE é a composição dos três índices de confiança dos principais setores da economia – Comércio, Serviços e Indústria de Transformação. O aumento de 2,5 pontos na confiança dos pequenos negócios de Serviços e de 2 pontos na do Comércio amenizou a queda de confiança de 1,3 ponto dos empreendedores que atuam na Indústria da Transformação. O presidente do Sebrae, Décio Lima, explica que, em maio, a confiança de Comércio e Serviços mostrou sinais de recuperação, enquanto a da Indústria de Transformação caminhou no sentido oposto e manteve a tendência descendente iniciada em março passado. “A Indústria tem mostrado uma maior preocupação, pois a alta taxa de juros praticada inviabiliza o crédito e os investimentos nos pequenos negócios. Enquanto a taxa não baixar, os donos de pequenos negócios ficarão mais parcimoniosos em suas estratégias”, pontua Lima. Serviços Pelo quarto mês consecutivo, a confiança das micro e pequenas empresas de Serviços (MPE-Serviços) apresentou movimento ascendente, avançando 2,5 pontos, chegando a 92,2 pontos, em maio. Com o resultado, o indicador acumula alta de 7,4 pontos e registra o maior nível desde outubro do ano passado (99,4 pontos). “Pelo histórico da Sondagem das MPE, o setor de Serviços é o mais resiliente diante das adversidades domésticas e globais e, recentemente, tem sinalizado fôlego remanescente do fim da pandemia”, observa o presidente do Sebrae. Quatro dos cinco segmentos pesquisados apresentaram resultado positivo, com destaque para o que presta serviços às famílias. Essas sinalizações positivas dos donos de pequenos negócios podem estar associadas à nova oportunidade de serviços de delivery, que cresceram fortemente durante a pandemia e se mantiveram como um novo formato de mercado nos últimos anos. Os segmentos de serviços de transporte, serviços profissionais e outros também seguiram em alta. Já o segmento serviços de informação e comunicação caiu pela terceira vez consecutiva. Comércio Após queda em abril, a confiança dos micros e pequenos empresários do setor de Comércio (MPE-Comércio) voltou a subir em maio. Com o aumento de 2 pontos, ela atingiu 85,3 pontos. O resultado do mês pode estar relacionado ao aumento do salário-mínimo e à resiliência no mercado de trabalho. O segmento que mais influenciou nesse balanço foi o varejo restrito, que é o de bens de consumo. Os segmentos veículos, motos e peças (lojas de autopeças e pequenas revendedoras) e material para construção recuaram. Indústria de Transformação A confiança das micro e pequenas empresas da Indústria de Transformação (MPE-Indústria) caiu pelo terceiro mês consecutivo e bateu nos 85,4 pontos, o menor nível desde junho de 2020 (75,5 pontos). Os segmentos alimentos e metalurgia e produtos de metal foram os que pesaram na queda da confiança do setor. O segmento refino e produtos químicos também recuou, enquanto os de vestuário e outros caminharam no sentido oposto e avançaram.
MEI pode ter desconto de até 30% em compra de carro; veja regras

Apesar de ser vantajosa do ponto de vista financeiro, a compra traz algumas regras diferentes de uma aquisição por pessoa física Pessoas jurídicas podem comprar veículos com isenção de impostos. Os empreendedores podem ter um desconto de até 30% na compra de um carro novo e, nesse grupo, estão inclusos os microempreendedores individuais (MEIs). Para Cristina Helena de Mello, professora de economia da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a isenção é uma forma de impulsionar a formalização de microempreendedores individuais no país. “O benefício é interessante porque faz com que muitos que não regularizaram seus negócios busquem essa formalização para fazer uso desses incentivos. A isenção na compra de veículos estimula um aumento na base de arrecadação do governo com a formalização de novas empresas”, avalia Mello. Segundo a professora, o MEI deve ter em mente que, apesar de ser vantajosa do ponto de vista financeiro, a compra traz algumas regras diferentes de uma aquisição de pessoa física. Veja abaixo. Qual é o desconto para compras de carro para MEI? As pessoas jurídicas podem ter isenção de 2% a 30% na compra de um veículo novo. “As empresas têm descontos no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), da esfera federal; e no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), do campo estadual”, diz Mello. O percentual do desconto varia segundo o acordo feito entre cada fabricante de veículos e os governos federal e estadual. Como comprar um carro com isenção de MEI? Segundo Ilan Renz, vice-presidente do Conselho de Contabilidade do Rio de Janeiro, na hora da compra do carro na concessionária, o MEI deverá comprovar sua atividade empreendedora. “O MEI precisa estar com o CNPJ ativo e deverá apresentar documentação comprovando a atividade. São pedidos o certificado CCMEI e cartão CNPJ, além de identidade e CPF do empreendedor”, afirma. Mello adiciona que algumas concessionárias indicam despachantes para reunir a documentação para a compra como PJ. Conforme explica Mello, da ESPM, a documentação é enviada ao fabricante do veículo, que produzirá o automóvel após receber os comprovantes para a isenção dos impostos, repassando esse relatório ao governo. Por isso, apenas carros novos entram no sistema de isenção para pessoas jurídicas. Apesar de não ser uma regra formal, Renz indica que o microempreendedor individual esteja com as contas da empresa em dia ao buscar a compra do veículo. O ideal é que ele não deva os impostos mensais do MEI e nem as declarações anuais. Quais cuidados devo tomar ao comprar um carro com isenção de MEI? Seguindo a indicação anterior, é importante que sua empresa não tenha dívidas. “Em caso de dívida empresarial, os credores podem contestar a empresa e os bens da PJ ficam à disposição da justiça para quitá-la”, afirma Mello. Outra observação é que o carro escolhido tenha um preço que não ultrapasse o valor de R$ 81 mil, teto do faturamento anual do MEI. “Não é uma regra dentro da legislação, mas se o empreendedor adquire um veículo cujo valor ultrapassa seu limite de faturamento anual, ele não poderia se considerar MEI”, explica Renz. Outra regra é que o veículo não deve ser revendido por um ano após a compra com desconto. Segundo as especialistas, isso previne a formação de um mercado especulativo em que os empreendedores teriam lucro com a revenda imediata do carro com isenção. “O documento do carro fica com uma restrição e o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) só libera a comercialização desse veículo depois do período”, diz Mello. Preciso declarar o carro comprado com isenção de MEI? A declaração anual do MEI dá espaço apenas para que o empreendedor declare seu faturamento e se há relações empregatícias. Portanto, não há como declarar o veículo na esfera da pessoa jurídica. Caso tenha um contador que cuide das finanças da sua microempresa, é recomendado que o informe sobre a compra do carro. Ele poderá registrar o bem em um livro diário, documento que registra os bens, faturamento e lucro das empresas, mas essa atividade não é obrigatória. Quero encerrar minha empresa, o que fazer com o carro que comprei com isenção de MEI? Conforme indica Renz, é preciso vender o carro ou passá-lo para a pessoa física do MEI antes do encerramento do CNPJ. “O veículo está no nome da empresa, só pode ser vendido ou passado adiante se estiver o CNPJ estiver ativo. Se a empresa estiver baixada, o empreendedor fica com um elefante branco na mão”, diz a contadora. O desconto é cumulativo com o programa de barateamento de carros do atual governo? Questionado por PEGN, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços afirmou que o atual programa de barateamento de carros, promovido pela pasta, ainda não inclui pessoas jurídicas. “Os descontos para os carros serão progressivos, entre R$ 2 mil e R$ 8 mil, a partir de três critérios: menor preço, eficiência energética (menos poluente) e conteúdo nacional. Quanto maior a pontuação nesses critérios, maior o desconto. O programa é exclusivo para pessoas físicas nos primeiros 15 dias, podendo tal exclusividade ser prorrogada por mais 15 dias. Depois disso, se ainda houver recursos, pessoas jurídicas também poderão participar do programa”, respondeu em nota o MDIC. *Com informações do portal PEGN
Startup cresce conectando produtores rurais a varejistas

Fundada por Priscila Veras, a Muda Meu Mundo quer ser a ferramenta mais importante na mão dos produtores de comida. Negócio ganhou visibilidade ao entrar para a lista 100 Startups to Watch em 2022 A maior ambição da empreendedora Priscila Veras, de 41 anos, é que a Mude Meu Mundo seja a ferramenta mais importante na mão dos produtores de comida. Para isso, a startup oferece um ecossistema com diversas soluções, como conexão com varejistas, emissão de notas fiscais, adiantamento de recebíveis e acesso ao microcrédito. “A ideia é que o produtor não precise deixar o campo por não ser viável financeiramente”, afirma a empreendedora. A startup desenvolveu uma API integrada ao WhatsApp para que o produtor consiga fazer tudo o que é necessário pelo celular. “Ele pode confirmar o pedido, emitir nota fiscal e sinalizar disponibilidade de um produto por meio da plataforma”, exemplifica Veras. Caso o agricultor não consiga fazer a entrega após a venda, a startup faz a logística de captar os alimentos e levá-los para os varejistas. Por enquanto, a empresa tem 700 produtores nos estados de São Paulo, Ceará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A expectativa é ter 3 mil profissionais até abril de 2023. Em 2021, Laís Xavier entrou como sócia no negócio. “Nos conhecemos em 2020, no programa Itaú Mulher Empreendedora, enquanto ela era CEO de outra startup. Como ela é engenheira, passou a me ajudar nas questões de tecnologia e liderança do time. Em 2021, veio permanentemente”, afirma Veras, que é formada em pedagogia. A startup foi uma das selecionadas pelo 100 Startups to Watch de 2022. “Foi muito importante. Somos duas mulheres do Nordeste empreendendo no agro, e a visibilidade do 100 Startups to Watch em todo o território nacional foi muito relevante”, afirma. As inscrições para a edição deste ano estão abertas e podem ser feitas até o dia 14 de julho pelo site www.100startupstowatch.com.br. Negócio com impacto Vegas fundou a Mude Meu Mundo em 2017, a partir do desejo de criar um negócio de impacto social. A empreendedora estava mais interessada em ter uma alimentação saudável após o nascimento do filho e, na mesma época, viajou para diferentes lugares do Brasil onde conheceu agricultores que passavam por dificuldades financeiras. A ideia inicial foi organizar feiras durante o fim de semana em Fortaleza, cidade natal da empreendedora, para que os produtores pudessem oferecer seus produtos. A empresa recebia uma porcentagem pelas vendas. “Em teoria, daria certo trazer o produtor do interior para vender na cidade. No entanto, vender em apenas um dia da semana — e não ter a segurança de que faria vendas — foi algo com pouco resultado. Quando estava chovendo, por exemplo, as pessoas não apareciam para comprar”, afirma. Com isso, a Muda Meu Mundo também não era rentável. No meio de 2019, depois de um ano de empresa, Vegas decidiu mudar o modelo de negócio para o que é hoje. Entre os clientes dos produtores estão grandes e médios varejistas, além de outras empresas que possuem dificuldade de acessar os produtores. “Por exemplo, startups que vendem cestas ou atendem restaurantes.” Um dos diferenciais da empresa é o serviço de rastreio do alimento para mensurar o impacto socioambiental, explicando para o varejista de onde a comida veio, quanto gás carbônico foi liberado no processo e quanto o produtor ganhou pela venda. “Eles mesmos podem oferecer esses dados para os clientes como uma estratégia de marketing. Também é útil para que as empresas atinjam suas metas de sustentabilidade”, afirma a fundadora. Segundo Veras, a Muda Meu Mundo não focou na divulgação para o varejo. “Ficamos conhecidos de maneira orgânica. As grandes redes de supermercado nos conheceram pela mídia. Focamos mesmo na captação de produtores, e eles mesmos podem indicar uns aos outros.”
A cada dois novos empregos criados pelas empresas do Simples, outro é gerado indiretamente

Avaliação de impacto realizada pelo Sebrae e FGV mostra poder multiplicador dos pequenos negócios ligados a esse sistema tributário O que você precisa saber: Pesquisa mostra que a cada dois empregos gerados pelas MPE do Simples Nacional, outro emprego adicional é criado indiretamente. Segundo o estudo, a cada R$ 1 milhão de aumento no faturamento do grupo de empresas do Simples, 16 novos empregos são criados. Das 4,2 milhões de micro e pequenas empresas que declararam seu faturamento anual, apenas 14.336 (0,3%) estão na última faixa de faturamento, de R$3,6 milhões até R$ 4,8 milhões. As empresas optantes do Simples, que faturam até R$ 4,8 milhões por ano, são importantes geradoras de emprego e renda no país. Além de serem responsáveis por cerca de 8 a cada 10 novas vagas de trabalho, as contratações feitas por elas impactam na criação de empregos em toda a economia. De acordo com estudo realizado pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), a cada dois empregos gerados pelos pequenos negócios, outro emprego adicional é criado indiretamente. “Quando um dono de pequeno negócio contrata um funcionário, esse funcionário irá consumir em outros estabelecimentos que, consequentemente, precisarão contratar outras pessoas. Por esse e por outros motivos, o Simples tem um peso essencial na economia brasileira. São cerca de 20 milhões de pequenos negócios optantes por esse sistema tributário”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima. Outro resultado detectado pelo estudo realizado pelo Sebrae e pela FGV é que a cada R$ 1 milhão de aumento no faturamento do grupo de empresas do Simples (de modo global) são criados, em média, 16 novos empregos. Quando observados setores como Construção Civil e Comércio, os números são ainda mais representativos, com 21 e 20 novos empregos, respectivamente. “O Simples devolve para a sociedade o tratamento diferenciado destinado aos pequenos negócios. Priorizar as empresas do Simples e manter esse sistema vale a pena”, pontua Décio Lima. Teto faturamento O estudo também analisou a quantidade de empreendimentos optantes pelo Simples de acordo com a faixa de faturamento. Das 4,2 milhões de micro e pequenas empresas que declararam seu faturamento anual, apenas 14.336 (0,3%) estão na última faixa de faturamento, que vai de R$3,6 milhões até R$ 4,8 milhões. “Um possível aumento no teto de faturamento será um estímulo ao crescimento dessas empresas e, consequentemente, permitirá um aumento na geração de empregos e na economia como um todo, com pouco, ou nenhum impacto na arrecadação, dado que, proporcionalmente, as empresas do Simples pagam mais impostos do que as dos outros regimes”, esclarece o presidente do Sebrae.
A importância do plano de negócios para o sucesso empresarial

Especialistas destacam a necessidade de planejar cada etapa do empreendimento para direcionar ações e alcançar os objetivos Ao abrir uma empresa, você precisa planejar cada passo que irá dar. É necessário detalhar os objetivos e as estratégias para alcançar o sucesso do empreendimento. Para isso, você deve montar um plano de negócios. Ele funciona como um organizador de ideias, cujo objetivo é direcionar suas ações. “É o conjunto de informações que o empresário deve arrecadar e que vai mostrar todas as particularidades relativas ao negócio, são informações relevantes para o bom andamento da empresa”, explica o coach em empreendedorismo João Batista Duarte. Conheça o seu ramo de atuação Para montar o seu plano de negócios, você precisa entender muito bem o ramo em que vai atuar. “Não é o caso, no primeiro momento, de ser um expert, mas é o caso de pesquisar e conhecer o mercado, suas tendências, casos de sucesso e insucesso, propensos clientes, fornecedores, concorrentes, perfil de cada um deles e alterações ocorridas no mercado nos últimos anos. Com essas informações básicas, você estará pronto para elaborar o plano”, esclarece Jorge Bahia, do Grupo Bahia & Associados. Montando o plano de negócios O plano de negócios será o seu guia, uma espécie de sumário executivo. “Dados como referências dos empreendedores com suas experiências acadêmicas e profissionais, dados do empreendimento (indústria, comércio, serviços, foco em algum mercado específico), missão da empresa, tipo de formatação jurídica, enquadramento tributário, capital social, fontes de recursos, principais clientes e fornecedores, localização e perfil dos colaboradores são fundamentais na composição do plano”, lembra Jorge Bahia. De acordo com Luiz Eduardo Rego, presidente do Grupo Nyoá, o plano de negócios deve seguir algumas dessas etapas: 1. Descrição da empresa Nessa primeira etapa, deverá ser feita a delimitação do negócio e da sua origem. É o momento de definir o ramo de atuação, além da missão, visão e valores da empresa. 2. Planejamento estratégico Serão expostas aqui as ações para alcançar os objetivos da empresa, com definição da missão, visão e valores, assim como a análise SWOT (objetivos e metas com a criação de controle e retorno de informações). 3. Produtos e serviços Listagem de itens comercializados ou, no caso de prestação de serviços, definição do escopo. A precificação também é importante neste momento. 4. Análise de mercado Delimitação do cenário atual e projeção de futuro, se existem concorrentes e quais são, fixação de fornecedores e público-alvo e o diferencial da empresa. 5. Plano de marketing A partir dos 4Ps (produto, preço, praça e promoção), será criada a estratégia para propagar a marca. Linhas de divulgação e planejamento para que a empresa passe a ser conhecida pelo público-alvo. 6. Plano operacional Aqui deverão ser listadas minimamente todas as funções da empresa e qual setor será o responsável por cada tarefa. 7. Plano financeiro Deverá apontar como a empresa chegará ao lucro, além de mapear todo o investimento, capital, capital de giro, despesas fixas e variáveis e todas as demais designações de ordem financeira. 8. Plano de investimentos Lista de escolhas financeiras que darão origem à solidez futura da empresa. Deve ser um elemento utilizado em toda sua vida para que o negócio possa crescer e passar confiança ao público, assim como para possíveis investidores.
MEI geram ganho adicional na economia de até R$ 69,5 bilhões

Avaliação de impacto feita pelo Sebrae e FGV revela que formalização aumenta renda de microempreendedores individuais em até 25% A atuação dos microempreendedores individuais (MEI) é responsável pela movimentação de bilhões de reais por ano no país. Avaliação de impacto inédita, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), revela que o efeito da formalização do MEI gira entre R$ 19,81 bilhões e R$ 69,56 bilhões. Esse incremento é estimulado pelo aumento de renda que os donos de pequenos negócios obtêm ao se formalizarem. Ao conquistarem um CNPJ, eles aumentam sua renda entre 7% e 25%. “Esses dados mostram que o MEI vale a pena não somente para os empreendedores, mas para toda a sociedade também. Se não houvesse essa figura jurídica, criada em 2009, esse ganho de até R$ 69 bilhões não existiria. A formalização aumenta a renda e as horas de trabalho dos donos de pequenos negócios”, pontua o presidente do Sebrae, Décio Lima. O levantamento do Sebrae ainda detectou que os empreendedores por conta própria formalizados há algum tempo, que são em quase sua totalidade MEI, têm rendimento médio de R$ 3.507,57. Já quem não é formalizado tem renda média de R$ 1.208,61. Parte dessa diferença se explica pela escolaridade maior do primeiro grupo. Porém, quando controlado para as diferenças de perfil e escolaridade dos dois grupos de empreendedores, a formalização por si só é responsável por um ganho de até R$ 395 por mês. As horas de dedicação ao negócio também aumentam de uma média de 35h entre os não formalizados para 43,4h entre os que possuem um CNPJ, o que demonstra uma diminuição da “capacidade ociosa” da empresa promovendo um aumento direto na renda e na profissionalização do negócio. Crédito No fim de 2022, os microempreendedores individuais (MEI) possuíam um estoque de crédito de R$ 135,4 bilhões, sendo que desse montante R$ 117,4 bilhões, o que equivale a 87% do valor total, foram solicitados por esses empreendedores como pessoa física e apenas R$ 18 bilhões por meio de pessoas jurídicas. O universo de tomadores é de 844,2 mil como pessoas jurídicas e outros 5,3 milhões como pessoas físicas. O presidente Décio Lima destaca que esse estudo mostra que milhões de microempreendedores individuais possuem acesso a crédito bancário o que ajuda no desenvolvimento econômico do país. “Isso mostra que há uma maior inclusão financeira dos brasileiros. Conceder financiamento para os MEI estimula um maior crescimento e também impacta na geração de empregos. Porém, os dados mostram que o MEI ainda tem dificuldade de acessar crédito como pessoa jurídica, que costuma ter condições mais favoráveis”, observa. Evolução do MEI Desde o início da figura jurídica do MEI, cerca de 17,4 milhões de brasileiros tiveram em algum momento um CNPJ de Microempreendedor Individual, o que corresponde a 1 a cada 12 brasileiros. O levantamento mostra que houve um crescimento de cerca de 215% entre os anos de 2014 e 2022, quando o número de formalizados saltou de 4,6 milhões em 2014 para 14,6 milhões em 2022. Metodologia A avaliação de impacto realizada pelo Sebrae e pela FGV teve o objetivo de medir o efeito de curto prazo da formalização dos MEI. Foram utilizados dados da Receita Federal e da PNAD Contínua do IBGE entre 2016 e 2019. Para medir os impactos da formalização foram comparados dois grupos de empreendedores por conta própria, um que se formalizou com CNPJ e outro que não se formalizou, com os mesmos perfis de escolaridade, renda, horas de trabalho e idade. Controladas as características dos dois grupos, verificou-se o impacto da formalização na renda, nas horas trabalhadas e no acesso à previdência.
Ele vendia batatas no interior do RS. Hoje, fatura R$ 23 milhões com marketing digital

Jonatas Abbott foi do trabalho braçal ao gerenciamento de uma empresa com receita de R$ 23 milhões; conheça a história As histórias de superação são quase parte inerente do imaginário popular quando assunto é empreendedorismo de sucesso. Volta e meia, é comum conhecer trajetórias de empresários bem-sucedidos que, em comum, têm uma jornada repleta de percalços e desafios pessoais antes dos melhores dias à frente da gestão de um empreendimento de sucesso. Jonatas Abbott é um deles. O atual sócio e diretor executivo da Dinamize, empresa de automação de marketing, já encarou situações comuns a empresários de primeira viagem — como a dificuldade financeira. Gaúcho de Porto Alegre, Abbott teve uma infância e adolescência confortável, mas viu a realidade financeira de sua família mudar por completo após um oneroso tratamento de câncer enfrentado pelo pai. Com os apertos financeiros, viu a oportunidade de começar a ganhar dinheiro por fora ainda na juventude. Abbott escolheu a fotografia, um hobby e também uma paixão pessoal, para começar a empreender. O estúdio próprio, porém, teve vida breve. “Eu era um péssimo vendedor, e mal sabia precificar o meu trabalho”, lembra. A falência do negócio serviu de pontapé para que Abbott percebesse a importância do marketing pessoal e de investir em uma boa postura para vender seu peixe. Naquela mesma época, foi chamado por um amigo produtor rural para ajudar na venda de batatas em Porto Alegre e região. Ali teve seu primeiro contato com técnicas de venda e jornadas de trabalho que dependiam, basicamente, da negociação das melhores margens para vendas de grandes lotes de um único produto. “Vender batatas é como vender uma commodity. O preço não costuma variar, mas é possível negociar condições e encontrar gente disposta a pagar mais por uma matéria-prima de qualidade ”. Como vendedor de batatas, Abbott era responsável por carregar e dirigir uma caminhonete com algumas toneladas do tubérculo às 5 horas da manhã diariamente. Ia de mercado em mercado, bar em bar e restaurante em restaurante, antes mesmo dos estabelecimentos abrirem as portas para vender os sacos. “Foi a primeira experiência e, sem dúvida, me ensinou a ser um bom vendedor”, diz. Como ele migrou para a internet Depois do fim precoce do estúdio de fotografia — justamente pela falta de habilidades de venda, julga o empreendedor — Abbott viu a venda das batatas como um degrau que antecedia suas tentativas como vendedor em novos mercados. Com isso, muito mais confiante em relação às suas habilidades como vendedor, ele ingressou no mercado de tecnologia, onde vendeu computadores. O desafio estava em encontrar o público adequado e convencê-lo de que a compra de um computador para uso pessoal (os personal computers, ou PCs), era uma boa ideia. Afinal, a internet ainda era mato alto naquela época. “Percebi que aquilo seria uma explosão, e estava inserido no mercado certo na hora certa”, diz. Da venda de computadores, Abbott passou a trabalhar em uma provedora de internet regional dona de uma carteira de 700 grandes clientes e, após isso, em uma empresa de hospedagem de sites, onde ficou por 15 anos. Dos computadores ao marketing digital Os anos em contato direto com empresas que desenvolviam seus negócios a partir da internet despertou em Abbott o desejo de criar soluções que auxiliassem essas companhias a lidar com as demandas do novo mundo digital de maneira mais eficiente. Em 2005, aos 38 anos, teve seu primeiro contato com a Dinamize, uma agência de marketing, para uma consultoria aos funcionários. A consultoria logo se tornou sociedade, quando Abbott e seu sócio Allan Luz adquiriram 66% do capital da empresa. A Dinamize atuava no e-commerce, desenvolvia aplicativos, além de serviços de e-mail marketing e criação de sites. “Era comum que na naquela época as agências de marketing fizessem “um pouco de tudo”, diz. A diversificação, porém, não trazia nenhum diferencial competitivo. Como a empresa cresceu Com um único funcionário e um faturamento de R$ 16 mil, a Dinamize ainda engatinhava. Para ampliar as receitas da agência, o plano de Abbot era concentrar a atuação na prestação de um único serviço. “Passamos a focar 100% em e-mail marketing. Sabia que aquilo era a bola da vez”, conta. Logo de cara, a agência triplicou de tamanho. Atualmente, tem 60 funcionários e conta com filiais no Brasil. Um processo de internacionalização iniciado em 2016 também levou a agência a abrir filiais nos Estados Unidos, Canadá e Lisboa. Com um faturamento de R$ 23 milhões em 2022, a Dinamize atende mais de 22 mil marcas. Entre elas empresas como: Coca-cola Fleury Volvo Nissan Albert Einstein O principal serviço da Dinamize é uma plataforma de e-mail marketing que automatiza o envio de e-mails corporativos a clientes. “Nosso foco é distribuir conteúdo digital para empresas que entendem a importância de se criar a sua própria base de dados e distribuição de conteúdo, como SMS e e-mail”, diz. Para 2023, a expectativa da Dinamize é crescer até 30% e faturar R$ 30 milhões em função da percepção de marcas sobre a importância da presença digital. “As empresas não querem ser reféns das big techs que hoje dominam o mercado. E é aí que entramos e vamos crescer”, conclui. *Com informações do portal Exame
Pequenos negócios geraram 76% dos novos empregos em abril

O setor de Serviços foi responsável por mais da metade das vagas abertas no período, segundo o Sebrae Os pequenos negócios continuam na posição de protagonistas em relação aos empregos gerados no país. Levantamento realizado pelo Sebrae, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), revela que 76% dos postos de trabalho criados em abril foram desse segmento. Do total de 180 mil novas vagas, 136,3 mil estavam nas micro e pequenas empresas contra 33,8 mil nas de médio e pequeno porte. A Administração Pública foi responsável por 4,6 mil. “Mais uma vez, o segmento mostra a sua importância para a redução do desemprego e fome no país. Após o impulsionamento de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, a expectativa é que o resultado seja ainda melhor nos próximos meses e que um número maior de novos postos seja criado”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima. Os pequenos negócios de todos os setores analisados apresentaram saldo positivo. O setor de Serviços foi a principal força motora de empregos do país, apresentando um total de 69,4 mil novas vagas, ou seja, seis a cada dez novos postos surgiram nesse setor. A Construção ficou na segunda posição, com 25,1 mil; seguida pelo Comércio, com 24,5 mil empregos; Indústria da Transformação, com 11,3 mil; Agropecuária, com 4,2 mil; Extrativa Mineral, com 886; e Serviços industriais de utilidade pública (SIUP), com 794. Acumulado Entre janeiro e abril de 2023, foram geradas 705,7 mil novas oportunidades no Brasil, sendo que 540,5 mil foram de responsabilidade aas micro e pequenas empresas, o que representa 76% desse saldo. Já as médias e grandes empresas fomentaram 83,2 mil novos postos de trabalho, o equivalente a 11,7% do total de vagas criadas no período. “Os pequenos negócios continuam mantendo a regularidade na participação do volume de novos empregos nos últimos anos. Em fevereiro, o segmento chegou a representar 85% das vagas”, observa Décio Lima. No acumulado do primeiro quadrimestre, os pequenos negócios do setor de Serviços geraram 312,3 mil vagas, seguidos por Construção, com 110,8 mil, e Indústria da Transformação, com 94,3 mil. Embora o Comércio tenha apresentado saldo positivo nos últimos dois meses, o setor ainda está com saldo negativo de 15,6 mil no acumulado do ano. Esse resultado pode ser atribuído, em grande parte, ao mês de janeiro que, tradicionalmente, tem um número grande de demissões por causa das contratações que são feitas apenas para as festas de fim de ano. Fonte: Sebrae
Falta de clientes dificulta empreendedorismo

Juros altos para frear consumo prejudicam donos de pequenos negócios Desde agosto do ano passado, a preocupação com a falta de clientes tem aumentado entre os donos de pequenos negócios em todo o país. Segundo a 3ª edição da pesquisa Pulso, realizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os meses de agosto de 2022 e abril de 2023, a falta de clientes passou de 24% para 31% como um dos fatores que mais têm dificultado o funcionamento do negócio. Esse quesito ocupa a segunda posição atrás apenas do aumento dos custos, que foi mencionado por 38% dos entrevistados e que apresentou uma redução de quatro pontos percentuais quando comparado com a primeira edição da pesquisa. “As famílias estão cada vez mais endividadas e os juros altos atrapalham ainda mais, pois freiam o consumo e espantam os clientes. Esse é um dos motivos que o aumento de custos tem perdido força, enquanto a preocupação de ter para quem vender tem crescido”, observa o presidente do Sebrae, Décio Lima. O medo da falta de clientes tem segurado os empreendedores a repassarem os aumentos de custos para os clientes. Apesar de 78% alegarem que tiveram incremento nos gastos com insumos, combustíveis, aluguel e energia nos últimos 30 dias, quase metade afirmou que não repassou esse impacto para os clientes e 41% parcialmente. Apenas 8% repassaram totalmente o aumento de custos. Em agosto do ano passado, eram 76% reclamando do aumento de custos, 43% não repassando, 47% parcialmente e 9% totalmente. O contexto de falta de clientes e pressão do aumento de custos também prejudicaram o faturamento dos pequenos negócios: 42% apresentaram queda se comparado com o mesmo período do ano passado e apenas 25% tiveram aumento. Somente dois segmentos dos 22 analisados na pesquisa apresentaram aumento de faturamento: Indústria Alimentícia e Serviços empresariais. A variação média de queda foi de -10%. Metodologia Os dados da pesquisa foram coletados entre os dias 24 de abril e 2 de maio de 2023, por meio de formulário on-line. Foram respondidos 7.537 formulários dos 26 estados e do Distrito Federal. O erro amostral é de +/- 1% para os resultados nacionais e o intervalo de confiança é de 95%.
Mais da metade dos MEI recebem pagamentos em Pix

Nova edição da pesquisa Pulso, realizada pelo Sebrae e IBGE, mostra que essa modalidade também é a principal forma de recebimento entre as micro e pequenas empresas O Pix é a forma de pagamento mais utilizada pelos clientes dos microempreendedores individuais (MEI). De acordo com a 3ª edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos meses de abril e maio, 52% dos MEI afirmaram que recebem os pagamentos de seus clientes por meio dessa modalidade. O resultado é um ponto percentual superior ao apurado na primeira edição da pesquisa, realizada em setembro do ano passado. “Essa é uma tendência que veio para ficar entre os pequenos negócios e que beneficia principalmente os MEI, que recebem na hora o pagamento de seus produtos ou serviços e com custos bem menores do que os cobrados pelo cartão de crédito”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima. Além desses benefícios, o Pix também ajuda na gestão do dia a dia dos microempreendedores individuais pois, ao fim do expediente, o empreendedor passa a ter mais controle financeiro e a tomar decisões importantes na gestão do fluxo de caixa, como pagar um fornecedor. Além disso, o MEI não precisar se preocupar tanto com o uso de dinheiro em espécie e a necessidade de troco. “O pagamento por essa modalidade é tão positivo para os pequenos negócios que muitos empreendedores oferecem descontos para pagamentos com Pix”, complementa Décio. Mesmo com as altas taxas de manutenção, o cartão de crédito é utilizado por 20% dos clientes dos MEI, seguido pelo dinheiro, com 12% da fonte de pagamentos. Já entre as micro e pequenas empresas, aquelas que faturam entre R$ 82 mil e R$ 4,8 milhões por ano, o peso da modalidade de pagamento nos caixas das empresas é um pouco diferente e o Pix divide o protagonismo com o cartão de crédito. Ambos foram mencionados como a principal forma de pagamento por 27% dos entrevistados. Confira abaixo os dados da pesquisa. Principal forma de pagamento utilizado pelos clientes das empresas: Microempreendedor Individual (MEI) • Pix – 52% • Cartão de crédito – 20% • Dinheiro – 12% • Cartão de débito – 6% • Boleto – 4% • Doc/Ted – 2% • Outro – 5% Micro e pequenas empresas • Pix – 27% • Cartão de crédito – 27% • Dinheiro – 6% • Cartão de débito – 8% • Boleto – 18% • Doc/Ted – 9% • Outro – 5% Metodologia: Os dados da pesquisa foram coletados entre os dias 24 de abril e 2 de maio de 2023, por meio de formulário on-line. Foram respondidos 7.537 formulários dos 26 Estados e do Distrito Federal. O erro amostral é de +/- 1% para os resultados nacionais e o intervalo de confiança é de 95%.
Empreendedores maduros no Brasil, bom para a economia e a sociedade

O público 50+, ou até quem fará 50 anos até 2030, principalmente aquela parcela que trabalhou em empresas ao longo da vida, é o mais hábil para conduzir novos negócios, por isso acredito que o profissional maduro deva empreender. Esse aspecto ainda é pouco debatido, principalmente considerando o aumento da expectativa de vida do brasileiro, as melhores condições de saúde e mudanças de comportamento que são evidentes no contexto de “etariedade” e do avanço de uma nova “geração prateada”, mais ativa. No ano passado, lançamos o estudo “Empreendedores 50+, o futuro do Brasil”, justamente para argumentar que as pessoas maduras em geral, e em especial os profissionais maduros que já têm experiência, devem se dedicar ao empreendedorismo. Isso traz impactos positivos para a economia e a sociedade, e demanda a construção de caminhos para o desenvolvimento da capacidade empreendedora deste público e de um ambiente favorável, com participação ativa do ecossistema empreendedor. Por que pessoas que farão 50 anos até 2030 deveriam empreender? A expectativa é que em 2050 teremos 233 milhões de habitantes no Brasil, e 3 vezes mais pessoas com +50 do que hoje A previdência social já é deficitária e não aguentará a carga de aposentadoria prevista com esse crescimento populacional (tesouro nacional) O pico da curva de ganhos financeiros das pessoas dura menos de 20 anos (dos 30 aos 49), resultado da manutenção de uma cultura de aposentadoria ainda baseada em expectativa de vida baixa (e crianças não produzem) (Cost of Aging” de 2017, Univ. Berkley, EUA) Estimativa da Silver Economy crescer no Brasil, de movimentar mais de R$ 1,6 trilhão por ano, o que representa quase 20% de todo o consumo do país Idosos usam mais tecnologia, se exercitam mais e tem vida mais ativa Profissionais maduros apresentam mais vivência em diversas situações, conseguem lidar melhor com pressão, aceitam mais riscos e tomam melhores decisões Empresas lideradas por pessoas 50+ empregam mais e lideram lista de companhias estabelecidas (com mais de 5 anos de atividade) Empresários maduros têm mais acesso a crédito, o que ajuda a movimentar a economia Baixe o Report Empreeendedores 50+ aqui.
Reconhecer a possibilidade de fracassar é fundamental para o empreendedorismo, aponta estudo

Professor da Universidade de Notre Dame identificou três fatores possivelmente cruciais do empreendedorismo Pesquisadores, professores e jornalistas rotineiramente lançam luz sobre os benefícios do empreendedorismo, deixando os empreendedores em dificuldades e os aspirantes – e quase o restante de todos – sem saber das desvantagens pouco razoáveis, de acordo com uma orientação publicada no Academy of Management Discoveries. “O empreendedorismo é uma ferramenta – uma ferramenta que (como um superpoder) pode ser usada para o bem (pense em Luke Skywalker) ou para o mal (pense em Darth Vader)”, escreveu Dean A. Shepherd, da Universidade de Notre Dame, em “Researching the Dark Side, Downside, and Destructive Side of Entrepreneurship: It Is the Compassionate Thing to Do!” (Pesquisando o Lado Sombrio, Negativo e Destrutivo do Empreendedorismo: É a Coisa Compassiva a se Fazer!, em tradução livre). O empreendedorismo que não dá certo pode prejudicar os próprios empreendedores, seus colegas e pessoas queridas, e até mesmo a sociedade como um todo, disse ele. Shepherd identificou três fatores possivelmente cruciais do empreendedorismo: “Ajudar os empresários a reduzirem a angústia com raízes nas incertezas em torno do que estão passando e a compreenderem suas reações psicológicas e emocionais.” e a “explicar por que alguns empreendedores vivenciam mais o lado sombrio do que outros (mais ou menos isolados) como uma etapa para o desenvolvimento de indicações para reduzir o sofrimento associado.” “O empreendedorismo envolve incertezas. Incertezas significam que teremos fracassos. Precisamos reconhecer que provavelmente vamos ter fracassos, para que possamos gerenciar melhor o fracasso como parte do processo de empreender”, disse Shepherd. “Podemos ajudar os empreendedores a definirem melhor suas expectativas, eles podem aprender com os fracassos mais depressa, com sorte, sofrendo menos, sabendo como lidar melhor com o sofrimento e sendo capazes de seguir em frente.”/TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA *Com informações do Estadão
Startup Day atrai quase 16 mil pessoas pelo país em sua nona edição
Totalmente presencial, evento contou com maior envolvimento do ecossistema de empreendedorismo inovador O que rolou: • Ao todo, quase 16 mil pessoas participaram do evento. • A programação ampla e diversificada alcançou todos os 26 estados e o DF. • Foram 110 municípios participantes – número que superou todas as últimas quatro edições. • O evento foi 100% co-criado e colaborativo, com a participação de palestrantes voluntários. O Startup Day engajou quase 16 mil pessoas por todo o Brasil no último sábado (27). A nona edição foi realizada presencialmente em todos os 26 estados e Distrito Federal, com a participação de 110 municípios. O número superou as expectativas do evento, que é 100% cocriado e colaborativo, com apoio e atuação estratégica do Sebrae. “Essa edição foi muito marcante porque nós conseguimos que o ecossistema abraçasse o Startup Day. Aproximamos os principais players do mercado, mentores, palestrantes e líderes de comunidades. Além disso, levamos esse movimento para fora das capitais e conseguimos superar o número de municípios participantes, que geralmente ficava em torno de 63 cidades nos últimos quatro anos”, comemora a head de Startups do Sebrae Nacional, Cristina Mieko. A programação do Startup Day foi ampla e diversificada para atender às necessidades e demandas de cada localidade. “Nosso objetivo é atrair startups de todos os níveis de maturidade, desde aquelas em fase de ideação, como as que já estão tracionando no mercado”, afirma Mieko. Segundo ela, também foi uma oportunidade para inspirar potenciais empreendedores e interessados no universo do empreendedorismo, tecnologia e inovação. As palestras foram realizadas com participação totalmente voluntária de todos os convidados que compartilharam suas trajetórias e de que forma enfrentaram os desafios. Também aconteceram workshops e encontros para netwoking. Empreendedorismo inovador na veia O Startup Day cresce a cada ano e o Sebrae se posiciona como um dos grandes players do ecossistema de empreendedorismo inovador brasileiro. Clique aqui para conhecer a nova plataforma Sebrae Startups, onde é possível acessar trilhas de aceleração com conteúdos gratuitos, além de conhecer oportunidades e programas que podem fazer um pequeno negócio escalar. “Ajudamos o empreendedor a consolidar uma ideia de negócio e, de fato, alcançar o mercado com reais chances de sucesso. Com nossa capilaridade, conseguimos levar conhecimento para todo o Brasil, decodificando o que é uma startup para empreendedores fora do eixo Sul-Sudeste, onde geralmente essas empresas estão concentradas”, destaca Mieko.
Nhaí amplia foco em projetos e prepara semana digital para empreendedores LGBTQIAP+

O evento consolida a startup Nhaí como uma agência de ideias para inovação dentro da pauta de diversidade e inclusão Nhaí é um nome que vem de “E aí?”, que, por sua vez, significa “Chegamos!”, “Estamos aqui!”. Esse é o propósito dessa agência de ideias voltada à inovação a partir da diversidade: fomentar o encontro da comunidade LGBTQIAP+ para que ela inspire uns aos outros e inspire a sociedade. O objetivo é chamar a atenção de todos, com alguma leveza e humor– daí o nome tão sonoro – para a importância de desenvolver uma nova forma de olhar o que é diversidade. Fundada por Raquel Virgínia, CEO da empresa, no segundo semestre de 2021, a Nhaí tem o compromisso de trabalhar esse pilar para unir a comunidade e para jogar luz nela de maneira que empresas e a sociedade entendam e reconheçam o valor da inclusão. Nesse sentido, Raquel Virgínia é incansável quando se trata de criar projetos. “Venho de uma família que sempre empreendeu e, várias vezes, faliu. Eu mesma tive uma banda chamada As Baías, e ocupava uma posição também de empreendedora, já que cuidava da estratégia e do tático, e adorava desenvolver projetos para trazer as marcas para nós. Foi quando comecei a identificar o mercado e a pensar que poderia trabalhar além da banda”, conta Virgínia. Mais: ela diz que resolveu contribuir de forma mais efetiva para a causa LGBTQIAP+: “Cada vez falo menos o que acho do projeto dos outros e trabalho mais para montar projetos dentro do que acredito”, afirma. Gente que faz São muitos projetos, todos viabilizados pelas marcas. A Nhaí tanto desenvolve os próprios, patrocinados, quanto aqueles feitos em parceria com os departamentos de publicidade e marketing dos clientes. “Sempre digo que não somos uma consultoria, mas uma empresa de inovação e tecnologia para quem busca construção e implementação de um projeto. A gente funciona como uma agência de ideias que viram storydoing, não fazemos storytelling”, conta Virgínia. É dessa forma que a Nhaí atua com parceiros como Amstel, Avon, Santander, Pepsico (Doritos) e Coca-Cola Brasil (Sprite). Com projetos proprietários, a diversitech anda bem ocupada com projetos, como a semana digital sobre empreendedorismo LGBTQIAP+, que acontece de 12 a 19 de junho, dentro da plataforma Contaí. Esse programa foi lançado em abril e está operando em beta. “O evento vai estrear na fase mais pulsante da Contaí, que é uma rede social que conecta empreendedores da comunidade. Nesse ambiente, há lives, vídeos, e eles trocam experiências, se fortalecem, criam novas narrativas, e também fazem negócios entre si e com empresas”, conta Virgínia. Segundo a CEO, a semana digital vai ser mais uma oportunidade para a comunidade se tornar mais robusta. “Teremos a participação de personalidades de destaque dentro do empreendedorismo LGBT e isso será muito inspirador”, conta ela. Lugar de aceitação Além da Contaí, a Nhaí toca o projeto Marsha Shopping, dentro do metaverso. O nome é uma homenagem a Marsha P. Johnson, mulher trans e ativista norte-americana. A ideia é dar visibilidade a pessoas da comunidade que empreendem na área da moda. “Elas enfrentam uma enorme dificuldade para ter acesso a pontos físicos, então, pensamos que seria perfeito terem lojas dentro desse ambiente virtual”, diz Raquel Virgínia. A empreendedora afirma que o shopping conta com alguns empreendedores, e o plano é expandir no segundo semestre deste ano e, mais fortemente, em 2024. Outro projeto interessante que deve estrear no segundo semestre tem como fio condutor o bem-estar de pessoas fora do dito “padrão”. “Vamos levar gordos, anãos, LGBTQIAP+, indígenas… para que elas passem um dia se divertindo, tendo acesso a bem-estar e mudando o paradigma em relação ao próprio corpo”, conta Virgínia. Estabilizar para crescer Ideias e projetos não faltam à Nhaí. O momento é de expansão. A empresa ainda é jovem e, se numa primeira etapa viveu o processo de descobrir o que era de fato e qual sua conexão com o mercado, agora é hora de focar e colher (mais) frutos. “Nos fortalecemos internamente e hoje buscamos cada vez mais gerar impacto com nossa assinatura que são inovação, leveza e humor. E sempre pensando no legado que o projeto vai deixar”, afirma Virgínia. Ela conta que o mercado está assimilando isso. “Venho sendo muito mais procurada para trabalhos longos e não apenas para pensar em algo para junho [mês em que se comemora o orgulho LGBT+]. É um avanço, sinal de que o mercado vem evoluindo, uma conquista da Nhaí e também dos movimentos sociais que pontuam a relevância de falar sobre diversidade e inclusão o ano inteiro”, diz. Para dar conta da demanda, Raquel Virgínia afirma que o próximo passo é conseguir investimentos – bancário ou de investidores. “Para isso, estamos atuando para deixar a empresa o mais estável possível, porque, sem isso, não nos dão crédito. Estamos em um bom caminho, a Nhaí ainda é nova e nossa história está em construção. Faturamos R$ 3 milhões até abril, e no ano passado o faturamento foi de R$ 1,8 milhão. Estamos indo bem”, conclui. Participar do Mais Diversas to Watch, programa realizado por Pequenas Empresas & Grandes Negócios que oferece ciclos de mentoria a empresas que promovem diversidade no cenário nacional de tecnologia e inovação, segundo Raquel Virgínia, veio em um momento oportuno, porque eles precisam de um olhar de fora para pensar se fortalecer enquanto marca. “Aquela expressão ‘você não se enxerga?’ é verdadeira. Muitas vezes, quando estamos imersos no dia a dia, temos dificuldade para notar determinadas coisas. Por isso, tem sido enriquecedor ouvir as observações durante as mentorias”, conta. Um dos pontos que pretende trabalhar com os mentores tem a ver com RH. Ela conta que sente dificuldade em atuar com as seis pessoas com quem trabalha diretamente e os mais de 40 colaboradores de pelo menos cinco empresas terceirizadas que são suas parceiras. “Uma equipe unida, claro, tende a performar melhor. E isso será ótimo para a Nhaí”, diz Virgínia. *Com informações do portal PEGN
Startup fatura R$ 3 milhões com caldos para preparo de alimentos e quer bater de frente com os ‘cubinhos’

Miguel Haegler se inspirou em produtos que viu nos Estados Unidos para criar a Davozzi. Produtos são distribuídos em mais de 300 pontos de venda Parece estranho – e até redundante – falar sobre “caldo líquido”, mas esse é o produto ofertado pela Davozzi. Em um mercado dominado pelos caldos em cubo, a empresa busca oferecer uma alternativa mais saudável, sem conservantes e com a praticidade das embalagens Tetra Pak. Criada por Miguel Haegler em 2021, a empresa faturou R$ 3 milhões no ano passado e espera dobrar a cifra neste ano. As receitas foram criadas pelo fundador, em sua cozinha, e agora são replicadas em fábrica, em escala industrial. Apesar do desafio de educar o consumidor, acostumado a comprar as versões sólidas dos caldos, a Davozzi aposta na mudança cultural que tem gerado maior interesse por alimentos saudáveis. “Até para explicar para o comprador dos mercados é difícil. Temos a tarefa grande de educá-los, além do cliente final”, comenta Haegler. O fundador diz que sempre se interessou pela culinária e se recorda de como acompanhava a avó enquanto ela cozinhava, curioso pelas receitas. Já adulto, mudou-se para os Estados Unidos para estudar gastronomia. Foi por lá que conheceu o mercado de caldos líquidos prontos para consumo, com uma infinidade de marcas nas gôndolas. “Me encantou porque facilita muito a vida na cozinha. Ninguém mais tem paciência nem tempo para ficar fazendo caldo em casa. Eu não entendia por que a categoria não tinha vindo para o Brasil”, afirma. Depois de retornar ao Brasil, recebeu o convite de um amigo para abrir um restaurante no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. Eles desenvolveram o conceito do zero e Haegler trabalhou no negócio por dois anos, até 2014, quando saiu para assumir uma vaga na Riotur, para atuar no setor de eventos. Com a chegada da pandemia, em 2020, ele teve tempo para tirar da gaveta a ideia do caldo natural pronto para consumo. O fundador fez alguns testes para a produção em larga escala em uma indústria, mas o valor do orçamento para o uso do espaço e o envase em outra fábrica inviabilizaram a ideia. A Tetra Pak abraçou o projeto, uma vez que suas embalagens eram utilizadas para produtos similares em outros países. Foi por meio dessa parceria que surgiu a oportunidade de adquirir uma pequena fábrica desativada de sucos, no interior de Minas Gerais. Com investimento inicial de R$ 2,5 milhões, a produção da Davozzi teve início em agosto de 2021. O portfólio da empresa conta com três caldos: carne, frango e legumes. Todos são vendidos em embalagens de 1 litro, ao preço médio de R$ 26,90. Os produtos são encontrados em mais de 300 pontos de venda de 24 estados do país, incluindo redes como Zona Sul, Hortifruti, Guanabara, Natural da Terra, Oba, Mambo e Zaffari. Os itens também são vendidos no Mercado Livre. Mas, com a sede de fazer acontecer, o crescimento aconteceu de forma desordenada. Junto aos acionistas, Haegler decidiu buscar uma consultoria para organizar a empresa. Quando a XR Advisor pegou o projeto, há quase seis meses, o foco era trazer estratégias para o crescimento sustentável e responsável da Davozzi e, para isso, um reposicionamento foi pensado. “Sugerimos uma mudança de rota. Não adiantava sair expandindo sem ter um centro de distribuição. Havia muitos contratos de comodato, muitos distribuidores e uma concorrência com o mercado”, indica Rodolfo Oliveira, CEO da consultoria. A partir do processo, a Davozzi começou a se posicionar como indústria, passando a missão da expansão pelo país para as mãos de distribuidores parceiros. Para este ano, a Davozzi projeta faturar ao menos R$ 4 milhões, mas espera conseguir dobrar a cifra do ano passado, chegando a R$ 6 milhões. Nos próximos dois anos, a empresa almeja estar presente em mil pontos de venda e expandir a atuação no B2B, atendendo empresas de catering, hotéis, hospitais, entre outros segmentos. *Com informações do Portal PEGN
Em ano recorde para novos empreendedores, Assaí oferece até R$ 1,3 milhão para pequenos negócios

Prêmio Academia Assaí vai premiar até 2.100 microempreendedores do setor alimentício com mentorias, capacitações e valores em dinheiro; saiba como participar O Assaí Atacadista, um dos principais representantes do setor de varejo alimentar e supermercadista do país, quer estreitar laços com empreendedores de pequeno porte de todo o Brasil. Para isso, está com inscrições abertas para a “Academia Assaí”, programa de apoio a microempreendedores do setor alimentício. Em sua sexta edição, o prêmio visa capacitar e dar apoio financeiro para até 2.100 pequenos empreendedores do ramo alimentício, como ambulantes, comerciantes e microempreendedores, com mentorias e até R$ 1,3 milhão em prêmios. O prêmio é promovido pelo Instituto Assaí, braço social da empresa. A aproximação do varejista com pequenos comerciantes é de longa data. Mas, em 2023, vem em um momento ímpar para o empreendedorismo brasileiro, após ano recorde em abertura de novas empresas no primeiro trimestre. De acordo com o Sebrae, apenas nos três primeiros meses deste ano foram criadas 214.413 micro e pequenas empresas, número 9,2% superior ao mesmo período de 2022. Em 2022, as pequenas empresas foram responsáveis por 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Quem pode participar Para participar do prêmio é preciso se enquadrar na categoria de comerciante, ambulante ou micro e pequenos(a) empreendedores(a) do ramo alimentício, de qualquer região do Brasil. As categorias disponíveis para inscrição são: Vendas por encomendas; Ponto de venda fixo; Vendedor(a) ambulante nas regiões Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste Para se inscrever, é preciso concluir um curso online e gratuito da Academia Assaí, além de responder a algumas questões sobre o negócio. As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de maio pelo site da premiação. Como critérios centrais para participar da premiação estão: ter mais de 18 anos; residir no Brasil; ser um(a) empreendedor(a) (formalizado(a) ou não) do setor alimentício. Como vai funcionar a seleção Além do apoio financeiro de mais de R$ 1,3 milhão em prêmios, os participantes também passarão um programa de capacitação de olho em habilidades e competências voltadas à gestão dos empreendimentos. Na primeira etapa, que funcionará por regiões, serão selecionadas 700 pessoas em cada uma das três categorias. Os selecionados receberão R$ 300 e quatro dias de capacitação online. Desses, serão selecionados 210 finalistas, que receberão R$ 2 mil em dinheiro e R$ 500 em vales-compra do Assaí. Os empreendedores também irão concorrer a 30 prêmios de “vencedor(a) regional”. Os seis vencedores de cada uma das regiões do país (sendo dois em cada categoria) vão receber R$ 2 mil em dinheiro, um celular, e assessoria individual para o desenvolvimento do negócio. Além disso, o prêmio também incluiu uma viagem, com todas as despesas pagas, para São Paulo para concorrer à etapa nacional. Já na etapa nacional, os 30 vencedores regionais terão uma semana de imersão, com vivências e capacitações e concorrerão ao prêmio de vencedor(a) nacional da sua categoria, podendo receber R$ 10 mil em dinheiro. Nesta edição, pela primeira vez, além do grande prêmio de vencedor(a) nacional, os finalistas também concorrerão aos prêmios de inovação, tecnologia e sustentabilidade, reconhecimentos que valem até R$ 3 mil. Nas cinco edições anteriores do Prêmio Academia Assaí, foram quase 70.000 empreendedores(as) inscritos(as) e mais de 3 mil empreendedores(as) premiados(as). “Mais do que oferecer o apoio financeiro, nós queremos oferecer as ferramentas para que esses pequenos empreendedores triunfem nos seus negócios. Queremos crescer junto com a comunidade que estamos e que aqueles(as) que fazem parte deste local, também cresçam conosco”, avalia Sandra Vicari, Diretora Executiva do Instituto Assaí. *Com informações do portal Exame
Maior erro do empreendedor nas redes é “não aparecer e fazer panfletagem digital”, diz Camila Renaux

Eleita duas vezes a melhor do país em marketing digital, a profissional aponta falhas e oportunidades para os pequenos negócios Eleita duas vezes a melhor profissional de Marketing Digital do Brasil, pela Associação Brasileira de E-commerce e Associação Brasileira de Agentes Digitais, Camila Renaux explica por que é importante que o empreendedor “apareça” em vez de ficar apenas “panfletando” na internet, conta o que a levou a driblar a postura tímida para se colocar nas redes, explica como converter seguidores em clientes e diz que a inteligência artificial pode ser boa ou ruim para os negócios dependendo de quem usa. Esses e outros temas foram abordados em entrevista concedida pela profissional, que deu palestra nesta sexta-feira (26), em formato virtual, como parte da Semana do MEI, evento anual promovido pelo Sebrae que se encerra hoje. Renaux é enfática: 100% dos pequenos negócios precisam do marketing digital, o que vai variar é a intensidade e importância dele. Leia aqui os principais trechos: Como o pequeno negócio deve fazer seu marketing digital? Há ferramentas mais acessíveis e que dão resultados? Estratégia sem contexto não funciona. Viram sugestões sem aplicabilidade na vida real, o que gera somente frustração. Empreendedores precisam de estratégias aplicáveis e enxutas. O ideal é primeiro pensar nos processos. Quando eles estiverem definidos, incluir as pessoas e aí buscar as ferramentas que se adaptam a essa realidade. O maior erro é buscar primeiro a ferramenta – e normalmente descobrimos depois de tempo e esforço investidos que precisaremos de mais recursos, e como eles não existem, a ferramenta é abandonada. Outro cenário comum é buscar o mundo perfeito, ou, então, apenas ir executando sem nenhum planejamento. As grandes empresas podem se dar a esse luxo, justamente por terem uma estrutura de suporte para isso. Os empreendedores precisam buscar fazer o básico bem feito de forma consistente e escalar passo-a-passo. Mas 100% dos pequenos negócios precisam do marketing digital? Sim! O que pode mudar é a intensidade e a importância, mas não há mais como negar o poder de escala e penetração de mercado do digital. Precisamos estar onde nossos clientes estão. Outra grande vantagem do digital para empreendedores é o custo reduzido e a maior assertividade. Por meio de anúncios digitais podemos definir precisamente nosso público-alvo e isso vale ouro para um empreendedor. Outra coisa é a oportunidade de aprofundar relacionamentos, e as pequenas empresas devem usar o digital para isso, e ter clientes fidelizados e apaixonados – e relacionamento intencional é a chave. As redes sociais, além de cumprirem esse papel, promovem o boca a boca e a divulgação orgânica dos nossos negócios. Você já contou que era retraída e tinha um certo receio de se “expor” nas redes. O que a fez tomar coragem? E o dono de pequeno negócio deve “meter as caras” e aparecer como o rosto do seu negócio nessa busca de fazer relacionamento para atrair clientes? Estar pronto não é um sentimento, é uma decisão. Percebi que ficar em silêncio também é uma decisão e também nos posiciona. Quem cala consente. Enquanto os bons estão cheios de dúvidas, quietos, sendo meros espectadores, outros menos capazes e competentes se vendem melhor, investem em marketing, vão para frente das câmeras e assumem o protagonismo de seus negócios. Resultado: vendem mais e melhor. Isso se tornou algo inadmissível para mim. O primeiro passo foi decidir mudar. Coloquei a meta de gravar vídeos, falar em público, me expor. A consistência do dia após dia fez os resultados começarem. Nunca tive talento, mas treinei muito. Hoje, ninguém nota diferença. Quais dicas você daria nesse sentido? Reforçaria: decidir, agendar, cumprir. A partir daí, lembrar do nosso propósito para não dar mais ouvidos ao medo e a vergonha e assim desistir ou procrastinar: dar visibilidade aos bons. Como converter seguidores em clientes que compram efetivamente seu produto ou serviço? O segredo está na narrativa e na comunicação intencional. Se você quer vender, precisa relembrar que todo cliente vive uma jornada entre descobrir seu negócio até comprar e, claro, recomprar. Por isso, conte sua história, apresente-se, explique seus produtos e serviços e as diferentes formas de uso, repita essa divulgação para que se torne marcante, mostre feedback e depoimentos de clientes satisfeitos, e reforce relacionamento, pois um cliente finalizado custa 25 vezes mais barato do que um novo cliente. Quais os maiores erros que donos de pequenos negócios cometem em seu marketing digital? Não aparecer e fazer panfletagem digital. Gosto desse termo porque ele deixa bem claro o quanto essa é uma interrupção da jornada de compra. Vamos fazer a analogia com o mundo real: você está lá, caminhando, pensando nas coisas que tem para fazer e alguém interrompe isso, aquela obrigação de pegar um panfleto que, por estar fora de contexto, você não dá importância. Para ter resultados, precisamos estar inseridos nessa narrativa, nesse contexto. De forma bem prática, é o famoso “contar a historinha “. Guie seu cliente pela sua história, sua marca, seus produtos, sua equipe, seus serviços, seus diferenciais. Ele não tem bola de cristal para adivinhar isso se as informações não saem de dentro da empresa. O óbvio precisa ser dito. Quando você não aparece e simplesmente posta, ao invés de fazer uma estratégia, você está entregando panfletos aos seus seguidores. Você será ignorado. E, no final, dá praticamente o mesmo trabalho de fazer uma estratégia de forma intencional. Dedique-se ao seu marketing, ele te fará vender mais e melhor e proporcionará ao seu negócio ganhar o mundo. É sobre isso! O chat GPT, bem como a inteligência artificial de forma geral, pode mais ajudar ou mais atrapalhar o empreendedor brasileiro? Assunto complexo e com muitas camadas. Precisamos ser responsáveis para não falar de forma generalista e esquecer de particularidades. A inteligência artificial acabará com determinadas funções e empregos. Porém, do ponto de vista de marketing, é uma poderosa aliada. Ela não substitui a inteligência humana, mas pode ser o primeiro passo. Através do chat G PT é possível iniciar uma publicação para a qual estamos sem inspiração
O que o arcabouço fiscal tem a ver com o empreendedorismo?

A aprovação do novo regime fiscal do governo federal pela Câmara dos Deputados é o assunto em destaque hoje, 24 de maio de 2023. No entanto, a discussão ainda não está concluída, uma vez que serão realizadas votações adicionais na Câmara e o texto seguirá para aprovação no Senado e posterior sanção presidencial. Essa questão é tratada com urgência pelo governo, pois é um fator fundamental para o avanço da Reforma Tributária, um tema de grande relevância para empreendedores e empresas. Em termos conceituais, o arcabouço fiscal consiste no conjunto de regras, políticas e instrumentos utilizados para regular as finanças públicas do país, com o objetivo de controlar o déficit orçamentário, a dívida pública e garantir a estabilidade fiscal a longo prazo. Já existe a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), estabelecida em 2000, que define limites para os gastos públicos, estabelece regras para a gestão fiscal responsável e prevê sanções para o descumprimento das metas fiscais estabelecidas. Além disso, desde 2016, há uma Emenda Constitucional que estabelece um teto de gastos, limitando o crescimento das despesas do governo à variação da inflação, como forma de controlar o aumento da dívida pública. A implementação efetiva do arcabouço fiscal é fundamental para combater desafios como a complexidade tributária, a baixa eficiência da máquina pública e a pressão por despesas de curto prazo. Isso resulta em estabilidade econômica, crescimento, atração de investimentos e estímulo à abertura de novas empresas, trazendo impactos positivos, como a geração de empregos e negócios. A ver o que virá…. Reforma tributária Do lado do empreendedorismo, a Reforma Tributária terá impacto direto sobre empreendedores e pequenas e médias empresas (PMEs). A proposta visa a criar uma mesma condição tributária (simplificar, não disse reduzir) para todos, por meio da implantação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Mas, para os pequenos, deve ficar claro que o governo não planeja atualizar os limites do Simples. Os argumentos são de que, em comparação com sistemas semelhantes em outros países (a comparação lista mercados de primeiro mundo), os limites do Simples Nacional já são mais altos. Além disso, o ajuste do Simples representaria uma renúncia de arrecadação de R$ 119 bilhões no próximo ano, de acordo com estimativa da Receita Federal. Existem projetos de lei, como o PLP 108/2021 do Senador Jayme Campos e outras propostas na Câmara, representados pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo, presidida pelo Deputado Federal Marco Bertaiolli, que pleiteiam o aumento do teto limite do Simples. Atualmente, o limite de todas as categorias é o mesmo de 15 anos atrás: R$ 81 mil para Microempreendedores Individuais (MEIs) / R$ 360 mil para Microempresas / R$ 4,8 milhões para Empresas de Pequeno Porte. A reivindicação dos empresários considera que o ajuste deveria levar em conta, pelo menos, a inflação. No entanto, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já descartou essa possibilidade. Voltando ao IVA e à reforma tributária, os impostos teriam de ter uma alíquota de cerca de 25%, para manter a carga tributária total existente no país. O valor é significativamente maior do que o que as empresas que aderem ao Simples pagam atualmente – 6% a 33%. No entanto, é importante ressaltar que tanto o Simples quanto a Zona Franca de Manaus são exceções à alíquota geral do futuro IVA – a adesão será optativa. Por que defendemos a correção dos limites do Simples? Quando as empresas crescem e ultrapassam os limites de faturamento do Simples, isso não significa que elas estão preparadas para arcar com uma carga tributária tão elevada. A tributação é amplamente conhecida como um dos principais desafios enfrentados pela iniciativa privada e além de tudo representa custos administrativos pela sua complexidade. Além de tudo, as empresas que estão no Simples são mais rentáveis, geram mais oportunidades de emprego e têm menor índice de inadimplência perante a Receita Federal. Atualmente, existem 14,8 milhões de microempreendedores individuais formalizados no Simples, o que representa 68% das empresas brasileiras. Segundo o Sebrae, a atividade empreendedora é a única fonte de renda para 78% dos MEIs e é responsável pela renda familiar de 37% dos lares. As Micro e Pequenas Empresas (MPEs) representam 99% de todas as empresas em atividade no país, contribuindo com 30% do PIB brasileiro, o equivalente a cerca de R$ 3 trilhões em faturamento. Além disso, elas são responsáveis por mais de 70% dos empregos gerados no país. Graças ao Simples Nacional, as empresas que aderem a esse regime têm menos dívidas com a Receita Federal. De acordo com o Sebrae, 37% dessas empresas estão com suas dívidas em dia, enquanto 24% possuem dívidas em atraso e 39% não possuem dívidas. É importante destacar que o argumento de que o Simples representa uma isenção fiscal não é verdadeiro. O Simples simplifica o processo de arrecadação, unificando os cálculos dos impostos em diferentes esferas (Federal, Estadual e Municipal) em um único tributo. No ano passado, a arrecadação do Simples teve um aumento de 18,7% no período de janeiro a setembro, de acordo com o Ministério da Economia. Além disso, apenas 255 mil empresas de pequeno porte são devedoras da Receita Federal, totalizando um volume de inadimplência de R$ 11 bilhões. Diante desses dados, é evidente que o Simples Nacional desempenha um papel crucial no fortalecimento do empreendedorismo e na sustentabilidade dos negócios. Corrigir os limites do Simples é uma medida essencial para garantir, inclusive, que mais pessoas tenham a possibilidade de aderir ao sistema de MEI para geração de sua própria renda, que as micro e pequenas empresas – fundamentais para a geração de empregos e para a redução da desigualdade social – continuem operando sem custos adicionais, e apoiando uma carga tributária mais equilibrada de forma a fomentar a inclusão econômica e a melhoria da qualidade de vida da população.
Justiça garante benefício fiscal a bares e restaurantes de SP

Alíquota zero de Imposto de Renda (IRPJ), CSLL, PIS e Cofins pelo prazo de cinco anos está previsto no Perse
MEI: 8 a cada 10 têm o empreendedorismo como única fonte de renda

Sebrae promove Semana do MEI entre os dias 22 e 26 de maio por todo o país. Evento é gratuito Atualmente, existem formalizados no site do Simples Nacional 14,8 milhões de microempreendedores individuais (MEI). Além desse público corresponder a cerca 68% das empresas brasileiras, o Perfil do MEI 2022, feito pelo Sebrae, mostra que a atividade empreendedora é a única fonte de renda de 78% desse segmento e que em 37% dos lares desse grupo a renda familiar é proveniente desse trabalho. O presidente do Sebrae, Décio Lima, destaca que o empreendedorismo é um dos caminhos para o Brasil sair novamente do mapa da pobreza e que levantamentos como esse comprovam que a figura do Microempreendedor Individual tem um papel fundamental na recuperação da economia do país. “O MEI é um fator essencial para ajudar o país a ter menos miseráveis. Quando as pessoas conseguem ter a oportunidade de ter um CNPJ sem custo alto e de forma desburocratizada, elas conseguem trazer mais conforto para suas vidas e famílias. Oito a cada dez microempreendedores individuais têm como única fonte de renda o empreendedorismo”, ressalta. O Perfil do MEI também mostra que 69% acreditam que a formalização ajudou a aumentar as vendas e que foi determinante para alavancar a comercialização de produtos e serviços. A vontade de ser independente foi o principal motivo para se tornar empreendedor, à frente da necessidade de buscar uma fonte de renda. Essas duas respostas foram dadas por 42% e 20% dos entrevistados da pesquisa, respectivamente. Semana do MEI Para ajudar quem já empreende ou quer realizar o sonho de ter o próprio negócio, o Sebrae promove entre os dias 22 e 26 de maio a Semana do MEI 2023. O evento é anual, gratuito e conta com atividades on-line e presenciais. A programação já pode ser acessada pelo site www.sebrae.com.br/semanadomei. Serão cinco dias de muitas atividades, networking, palestras, oficinas práticas, dicas e histórias inspiradoras, de forma presencial e online, com vários pontos e tendas de atendimento por todo o país. “Nesta semana vamos estar em todos os cantinhos do país, em todos os Sebrae, para poder acolher as preocupações de vocês e, com isso, aumentar ainda mais os 15 milhões de brasileiros que já são empreendedores, para torná-los cada vez mais competitivos”, ressaltou Décio Lima.
Jogador desiste do futebol e se torna empreendedor: “R$ 1 milhão por mês”

Ex-lateral Diego Manoel conta sobre as dificuldades que passou e a vontade de trabalhar com vendas De promessa da base do Joinville Esporte Clube a dono de mais de 40 lojas em todo o Brasil. Esta é a história de Diego Manoel, 31 anos, ex-lateral-direito que abandonou a carreira no futebol por dificuldades para virar empreendedor no ramo de vendas. Joinvilense e morador do bairro Itinga na infância, o ex-jogador já foi considerado uma das joias do Tricolor, mas desistiu da carreira por conta de lesões e decisões ruins, segundo ele. Atualmente CEO da It Case, loja de acessórios para celular, Diego Manoel conta a trajetória de sucesso com orgulho e relembra episódios marcantes vividos no futebol profissional. O início no JEC Com o pai ausente por ser usuário de drogas, Diego conta que a mãe, caixa de supermercado na época, nunca teve condições de o colocar em uma escolinha de futebol, devido a mensalidade. Aos 11 anos, recebeu o convite de um vizinho para um treino experimental, chamou a atenção de treinadores e ganhou uma bolsa em uma escolinha local. No mesmo ano, durante o Campeonato Citadino de Base em Joinville, enfrentou o JEC no primeiro jogo. — Eu nunca tinha disputado um campeonato de futebol. Perdemos por 4 a 2, mas lembro que fiz uma partida maravilhosa e o treinador do Joinville já veio atrás de mim, para me levar ao clube. Mas não poderia abandonar a escolinha que me deu oportunidade — conta. Em 2005, um ano depois, após contato frequente dos diretores do JEC, foi jogar pelo clube, até assinar o primeiro contrato profissional em 2009, aos 16 anos. Lesões e turbulência na carreira No ano em que o ex-lateral subiu ao profissional, o Joinville não tinha calendário nacional. Mesmo assim, Diego já estava cotado para ser um dos titulares da posição na Copa Santa Catarina. Porém, em 2009, sofreu uma lesão de ligamento cruzado anterior, que o afastou dos gramados por seis meses. — O Sérgio Ramirez, técnico na época, foi atrás da minha mãe, contou sobre a lesão e disse para ela ficar tranquila porque eu era uma joia e ganharia todo o suporte possível — afirmou. — Eu era cabeça dura, achei que a qualquer momento eu viraria jogador profissional de futebol, então na primeira cirurgia eu não tive o cuidado necessário, não fiz a fisioterapia correta, estava em balada, festa — relembra. Recuperado da primeira lesão, em 2010, Diego Manoel fez a pré-temporada com o clube, mas novamente machucou o joelho e ficou mais de um ano fora. Na volta, com nova diretoria e técnico, foi rebaixado aos juniores, e recebeu a notícia de que o contrato não seria renovado. Rodagem em clubes e fim da carreira Até desistir da carreira, Diego rodou por diversos clubes do interior paulista, além de Coritiba (PR) e Guarani de Palhoça (SC). Neste último, foi campeão do Campeonato Catarinense Série B em 2012. Por decisão do empresário, não renovou contrato e, sem novas propostas de clubes maiores, aceitou jogar no Fluminense do Itaum, em Joinville. Desempregado na maior parte do ano e sem competição para jogar, desistiu da carreira aos 20 anos, em 2015. Primeiros passos no empreendedorismo Após sair do futebol, Diego tinha vontade de trabalhar com vendas, por já ter tido uma experiência quando era jovem. Assim, pediu oportunidade em uma loja de acessórios para celular, de um amigo, e conseguiu ser contratado. Com três meses, foi promovido a gerente, depois da saída do amigo. Segundo ele, a loja passava por dificuldades, e foi aí que resolveu abrir o próprio negócio, também de acessórios para celular, com a esposa. — Nós iniciamos com o Center Cell. Inauguramos a primeira unidade em junho de 2017, e em dezembro já estávamos com a terceira unidade. A cada seis meses a gente estava inaugurando lojas — disse. Em 2022, comprou a franqueadora It Case. — Hoje nós com as vendas de franquia, com royalties, temos um faturamento de R$ 1 milhão e meio por mês — afirma. Em Joinville, a loja está localizada na Avenida Getúlio Vargas, no bairro Anita Garibaldi. Volta ao futebol e disputa da Libertadores No mês passado, Diego Manoel voltou ao JEC, desta vez, no futebol 7, com o JEC/Bola na Rede, na conquista do vice-campeonato da Libertadores de Futebol 7 2023. — Foi muito bacana poder reviver tudo aquilo que a gente já viveu um dia, principalmente em uma competição tão grande quanto a Libertadores — disse. *Com informações do ge.globo
Busca das empresas por crédito cresce apenas 0,3% em abril, revela Serasa Experian

Recorte mostra que companhias de grande porte foram as que tiveram o maior aumento, de 7,9% O Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian mostrou que, em abril, a procura pelo recurso financeiro cresceu apenas 0,3% na comparação com o mesmo mês de 2022. Os negócios de grande porte foram os que mais demandaram por linhas de crédito, marcando alta de 7,9%. Os empreendimentos de médio porte tiveram queda de 4%, enquanto as micro e pequenas empresas subiram 0,3%. Confira no gráfico abaixo a movimentação dos dados gerais: Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, a procura das empresas por crédito só deverá crescer de forma mais significativa neste ano quando houver sinais mais consistentes de retomada da atividade econômica, de redução das taxas de juros e dos níveis de inadimplência tanto de consumidores quanto das próprias empresas. “A soma de uma inflação forte, com a Selic ainda alta e o crescente nível de negativações, certamente acarreta uma desaceleração do consumo de linhas de crédito, tornando as empresas mais cautelosas para realizar investimentos e gastos não prioritários, por exemplo”. A análise por segmento revelou a alta mais expressiva da demanda por crédito na categoria “Demais” (empresas Financeiras, Primárias e de Terceiro Setor), que cresceu 8,9%. As companhias de “Serviços” também registraram percentual positivo, esse de 1%, enquanto “Indústria” e “Comércio” caíram 0,6% e 1,1%, respectivamente. Ainda em abril deste ano, feita a comparação com o mesmo período de 2022, o Distrito Federal foi a Unidade Federativa (UF) com a maior alta na busca pelo recurso financeiro, marcando 59,5%. O Amazonas veio em segundo lugar, com aumento de 8,1%. Em sequência estavam Goiás (6,1%), Santa Catarina (4%) e Mato Grosso (3,8%). Alagoas foi o estado que mais se destacou negativamente, caindo 12,8%. Confira no gráfico as informações completas: Metodologia do indicador O Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito é construído a partir de uma amostra significativa de cerca de 1,2 milhão de CNPJ consultados mensalmente na base de dados da Serasa Experian. A quantidade de CNPJ consultados, especificamente nas transações que configuram alguma relação creditícia entre as empresas e as instituições do sistema financeiro ou empresas não financeiras, é transformada em número índice (média de 2008 = 100). O indicador é segmentado por região geográfica, setor e porte.
Conheça vendedor da BMW que construiu império na construção civil em Miami

Empreender é dar o primeiro passo, sair da zona de conforto, arriscar. Não que ser um funcionário da área de testes de uma montadora de veículos seja exatamente a definição de confortável. Porém, a mudança radical de ramo é um plano arriscado, que demanda coragem. Conrado Lima deu este primeiro passo. Começou sua carreira na indústria automotiva na área de testes e vendas na John Deere Chysler e BMW. Em determinado momento, decidiu que era o momento de um turning point: encarou um desafio na área de investimentos e projetos na construção civil. Área em grande expansão no mundo, buscando novidades e tendo sempre como foco a sustentabilidade nos novos projetos, como fala o empresário. Se tornou empresário na Trends&Trades Consulting Group, em Miami e participou de mais de 1000 projetos desde o início do boom de investimentos estrangeiros em imóveis. De um vendedor que precisava bater metas de vendas de carros de alto padrão, se tornou um dos líderes de um projeto que gera mais de R$3.8 bilhões em receita – US$ 780 milhões. Ao longo de sua carreira, estabeleceu uma reputação de líder transformacional, impulsionado por desafios, sem ser impedido por obstáculos e comprometido em promover padrões de excelência. Sua experiência abrange todos os aspectos do desenvolvimento e administração de negócios, desde o controle de custos e maximização de receitas até o aproveitamento das forças da equipe para melhorar o desempenho em toda a empresa. Conrado também acumula passagem pelo Grupo Boticário, onde foi responsável pela criação de mais de 70 lojas da marca fora do Brasil. Com proficiência profissional completa: inglês, espanhol e português, Conrado possui experiência de negócios em mais de 50 países. Aos sábados na Rede TV – Tocantins Conrado mostra a beleza de Miami para todo o Brasil no programa “Café com Vanessa”. Coragem, dinamismo, versatilidade e liderança. São características de Conrado que empreendedores com trajetórias de sucesso possuem em comum e que devem inspirar os que estão no início de sua trilha, arriscando para investir no sonho do próprio negócio.
Confira 7 franquias enxutas para empreender em lugares a partir de 3m²

São possibilidades de até 20m² para quem não pode investir em grandes espaços Nem sempre as pessoas que gostariam de empreender podem arcar com os custos de aluguel ou comprar espaços em pontos comerciais com uma metragem alta para abrirem o próprio negócio. Pensando nessa demanda reprimida e sentindo o aumento da procura por franquias mais compactas, muitas franqueadoras resolveram lançar modelos neste formato para facilitar o empreendedorismo. Confira algumas ideias inovadoras, a partir de 3m², para realizar este sonho. A rede Yes! Cosmetics, empresa com mais de 20 anos de atuação no segmento de beleza e cosméticos, lançou o modelo cápsula para o franchising. Com valor de investimento inicial mais acessível, a partir de R$ 70 mil, a proposta é que a microfranquia seja implementada em locais com até 3m² e em pontos estratégicos, como galerias, supermercados e estações de trem, devendo capitalizar a marca e estar presente em cidades com até 20 mil habitantes. A cápsula foi formatada para ser implantada rapidamente, em cerca de 60 dias. A área necessária é a partir de 2,4m², o que diminui o valor do aluguel, e pode ser operada por apenas um funcionário, minimizando o custo final ao franqueado. A Lavô é a maior franquia de lavanderias self-service do Brasil. Inaugurada em 2018, entrou para o franchising em 2020 e já conta com mais de mil unidades comercializadas pelo Brasil. Com a missão de democratizar e simplificar o serviço, a franquia dispensa funcionários, pode ser gerenciada à distância, por meio do sistema online e tem exigência mínima de 20m², chegando até os 30m² em operações com necessidade de mais máquinas. No modelo loja (container e sala comercial) o investimento inicial é a partir de 199 mil, com faturamento médio mensal de R$ 20 a 30 mil. Já para unidades em condomínios, o investimento inicial é a partir de R$149 mil e o faturamento médio mensal de R$10 a 15 mil. Ambos possuem prazo de retorno de 18 meses. A Magnólia Papelaria, maior franquia de papelaria organizacional e que tem como propósito estimular a organização e consequentemente a produtividade de jovens e adultos, conta com o modelo quiosque para o franchising. Com um investimento inicial de R$130 mil e faturamento médio mensal de R$49 mil, o quiosque exige uma área mínima tradicional de 3x2m². A rede aposta na instalação em shoppings centers e aeroportos. Já a Mr. Fit, rede pioneira de fast-food em alimentação saudável, disponibiliza um modelo de negócio em formato de quiosque, que a partir de uma operação enxuta, atende as necessidades dos franqueados e seus clientes. Com unidades de 9 a 12m², o modelo pode ser explorado em lugares com grande fluxo de pessoas, como os shoppings, O investimento inicial para abrir uma unidade é a partir de R$ 77 mil (incluso taxa de franquia), com um faturamento médio de R$ 30 a R$ 60 mil e prazo de retorno de 10 a 36 meses. Com a intenção de oferecer uma opção rápida para o consumidor, a Mais1.Café, maior rede de cafeterias to go do Brasil, trabalha com bebidas da mais alta qualidade em várias opções, desde o clássico coado até drinques gelados com café de grão especial. Para acompanhar as bebidas, o cardápio tem salgados e doces importados da Europa que possibilitam diversas combinações para potencializar a experiência. Atualmente, a Mais1.Café está presente em mais de 220 cidades, em 25 estados brasileiros e no Paraguai, e conta com mais de 600 unidades confirmadas no Brasil. A rede possui unidades em formato de lojas de rua, shoppings e containers a partir de 12m², com investimento inicial de R$ 85 mil (incluso instalações, taxa de franquia, estoque inicial), faturamento médio de R$ 30 mil e o prazo de retorno de 18 a 24 meses. A Minha Quitandinha atua com o intuito de trazer praticidade para o cotidiano do consumidor e do franqueado. A rede de minimercados autônomos que opera em complexos residenciais ou comerciais durante 24 horas, nos sete dias da semana e sem a necessidade de um vendedor para a intermediação da compra não exige muito espaço, adaptando-se a locais acima de 2 m². Ou seja, uma loja pode ser instalada no hall de entrada, recepções, corredores ou até mesmo em uma vaga de garagem. O layout é totalmente personalizado para cada projeto, podendo, inclusive, ser instalado em um container em casos de áreas externas. Ao todo, a marca, que disponibiliza um portfólio com uma média de 700 produtos, conta com um investimento inicial a partir de R$ 42 mil (inclui a taxa de franquia + instalação), faturamento médio mensal de R$ 18 mil e um prazo de retorno de 10 a 18 meses. A Le Petit Macarons, primeira boutique brasileira especializada no doce francês, dispõe de 33 sabores de macarons sem glúten, com opções exclusivas também sem lactose. Preparados a base de farinha de amêndoas, pastas italianas, açúcar impalpável e chocolate belga, os macarons podem ser comercializados, juntamente com cafés e chás importados, em até quatro modelos de negócio, sendo o mais enxuto deles o modelo Carretino, que necessita de no mínimo 2m² para atender às necessidade de clientes e franqueados. Com investimento inicial de R$ 100 mil (incluso taxa de franquia, instalações, equipamentos e estoque inicial), o modelo proporciona faturamento médio mensal de até R$ 25 mil e prazo de 24 a 36 meses para retorno.
De catador de reciclagem a dono de rede de restaurantes

Mr. Cheff quer chegar aos estados de Rio de Janeiro e Minas Gerais e alcançar 26 lojas e faturamento R$ 42 milhões em 2023 Aos 14 anos de idade, Flávio Gagliardi, hoje com 59 anos, já sabia o significado da palavra ‘trabalho’ quando se propôs a catar materiais recicláveis com mais dois amigos em fazendas da cidade de Londrina, no Paraná, para vender. Apesar de ter nascido no interior de São Paulo, em Jaboticabal, passou a maior parte da infância e adolescência em Londrina (PR), que era a cidade natal de seus pais. Logo depois, aos 16 anos de idade, trabalhou como frentista de posto de combustível até conseguir um emprego em uma instituição bancária, na qual passou a atuar na área de seguros. Mal sabia ele que os anos seguintes seriam difíceis, com a perda do pai em 1982 e as transformações políticas do período dos anos 90, ocorreram mudanças internas e Gagliardi se deparou com a demissão, após 10 anos de experiência na área de seguros, onde chegou ao cargo de gerência. Contudo, paralelo a esse trabalho, ele já pensava criar o próprio negócio e com apenas 26 anos de idade, juntou sua rescisão e o portfólio de clientes particulares e em 1990 mesmo montou a própria corretora de seguros, onde atuou por mais cinco anos. Também, foi a partir deste longo período na área de seguros que Gagliardi teve condições financeiras para, em 1995, abrir seu primeiro negócio em parceria com o irmão, uma franquia londrinense de pastéis. A parceria com a rede durou dois anos, e por diferenças culturais, os irmãos decidiram romper com a marca e criar a deles. Surgia então a Mr. Pastel, com investimento inicial de aproximadamente R$ 200 mil. A experiência como franqueado deu a eles a base para expandir o negócio também, e em cerca de 7 anos depois tiveram a ideia de criar uma nova marca, desta vez com foco em refeições completas. Em meados de 2012, nascia então a Mr. Cheff. Por quase 10 anos a parceria entre os irmãos deu certo, mas logo depois decidiram romper a sociedade e cada um ficou com uma marca, Gagliardi com Mr. Cheff. Com o caminho definido e pronto para ser desbravado, o incansável empreendedor de Londrina conseguiu inaugurar mais duas lojas do Mr. Cheff e com três unidades próprias na cidade, passou a licenciar a marca no ano de 2017. A procura aconteceu e com tantos interessados, no ano seguinte Gagliardi decidiu formatar o negócio para expansão também através do franchising, e hoje já soma 16 franquias em três estados: Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Como regiões prioritárias para expansão, o empreendedor está mirando a região sudeste, especialmente os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A expectativa da rede é chegar a 26 lojas e faturar R$ 42 milhões até dezembro deste ano. O investimento em uma loja da rede é a partir de R$ 250 mil, com retorno médio de 18 meses. Diferenciais gastronômicos A rede se destaca na praça de alimentação dos shoppings pela quantidade de comida no prato, que é muito bem servido, e a qualidade dos produtos utilizados, o que dá um requinte ao sabor de comida caseira. O fundador e CEO da Mr. Cheff, Flávio Gagliardi, ainda desenvolveu um produto artesanal e exclusivo, que é uma farinha temperada para empanar as delícias que passam pelo processo de fritura, deixando tudo mais saboroso e crocante. O produto não acumula óleo e é distribuído para todos os franqueados da rede. No cardápio do Mr. Cheff estão as porções, pratos executivos e gratinados, com a proposta de oferecer um preço acessível para todos os públicos. Já o carro-chefe das lojas é a porção intitulada ‘A Famosa’, que seduz o cliente tanto pelo tamanho (2kg) quanto pelo preço, é disposta em formato de pirâmide com frango à milanesa, batatas fritas e calabresa. Além do sabor, a rede ainda se preocupa em contribuir com o sucesso dos franqueados, e faz questão de uma a duas vezes por mês enviar um consultor para visitação das franquias e acompanhar de perto o desempenho e, se necessário, oferecer suporte.
6 formas de usar inteligência artificial em qualquer negócio

Aplicações de IA podem multiplicar o resultado de toda empresa, independentemente do setor ou tamanho “ChatGPT cria empresa do zero e gera receita em poucos dias”. Notícias como essa têm se tornado cada vez mais comuns no meio dos negócios ao passo que a inteligência artificial avança e se populariza. Investimentos em IA já são prioridades das empresas e as ferramentas de inteligência artificial como ChatGPT, Midjourney e Copilot se tornaram parte do dia a dia das organizações. Segundo o estudo Futuro do Trabalho, do Fórum Econômico Mundial, mais de 75% das empresas já buscam incorporar a inteligência artificial em seus negócios nos próximos anos. Mas, afinal, como usar inteligência artificial em uma empresa? Ferramentas como o ChatGPT já são usadas na criação de novos negócios. Um exemplo é o do empreendedor português João Ferrão, que deu a ordem para o ChatGPT criar uma empresa do zero com um valor inicial de US$ 1000. O assistente inteligente sugeriu o modelo de negócio e ajudou o empreendedor na tomada de decisão, atuando como “CEO” da empresa. Em alguns dias, o negócio já tinha vendido mais de R$ 55 mil e conseguiu um investimento de R$ 600 mil. Mas não é apenas ajudando a criar empresas que o ChatGPT e outras ferramentas podem auxiliar empreendedores. A Inteligência Artificial pode ser aplicada aos negócios de várias maneiras diferentes. Algumas empresas usam essa tecnologia como estrutura do negócio, como a Amazon e o Google, por exemplo. Mas a IA pode ser utilizada para otimizar e potencializar os resultados de qualquer negócio, independentemente do setor ou do tamanho da empresa. Por exemplo, a inteligência artificial permite analisar uma quantidade gigantesca de dados em pouco tempo para tomar decisões mais certas para o negócio. A redução de custos é outro benefício, uma vez que o gestor não vai precisar contratar um time com dezenas de analistas de dados. Outra utilização são os chatbots, que podem revolucionar a área de atendimento de qualquer empresa, trazendo agilidade, redução de custos e suporte 24h por dia para os clientes. Algumas áreas comuns para usar Inteligência Artificial dentro de um negócio são: Atendimento ao cliente: A IA pode ser usada para melhorar o atendimento ao cliente, fornecendo respostas rápidas e precisas a perguntas comuns, realizando triagens e encaminhando chamados para os departamentos apropriados, fornecendo sugestões de produtos e personalizando a experiência do usuário. Aqui são utilizados os famosos chatbots presentes na grande maioria das empresas. O Rock in Rio também já está usando inteligência artificial. Nas últimas edições, o chatbot Roque trabalhou em tempo real respondendo 3 milhões de mensagens tirando dúvidas e ajudando as pessoas a acessarem todas as informações sobre o evento. Seria necessário um time enorme de atendentes para atender uma demanda desse tamanho. Nesse caso, tanto a empresa quanto o público saíram ganhando com a aplicação da IA. Marketing e vendas: A IA pode ser usada para prever o comportamento do consumidor, personalizar as campanhas de marketing, analisar dados do consumidor e identificar leads qualificados. Além disso, a IA pode ser usada para otimizar preços e ajudar a gerenciar a cadeia de suprimentos. Operações: os sistemas inteligentes podem ser usados para otimizar a cadeia de suprimentos, prever e prevenir falhas em equipamentos, melhorar a eficiência energética e reduzir custos operacionais. Um exemplo desse uso é a Caterpillar. Uma das maiores fabricantes de equipamentos de construção e mineração do mundo digitaliza todos os seus produtos, escavadeira por escavadeira. Com isso, a empresa recebe alertas antecipados de problemas e consegue prever quando uma máquina vai quebrar. Nesse caso, o sistema alerta automaticamente o cliente para fornecer uma nova peça. Recursos humanos: A IA pode ser usada para realizar triagens de candidatos a emprego, identificar talentos internos, gerenciar a folha de pagamento e fornecer treinamento personalizado. Essa é a lógica de negócio da Gupy, como mostramos no capítulo anterior. O site Vagas.com também já usa o ChatGPT para criar o job description das oportunidades que entram na plataforma. Pesquisa e desenvolvimento: A IA pode ser usada para analisar dados e identificar insights valiosos, acelerar o processo de desenvolvimento de produtos, simular cenários para testar ideias e fornecer previsões sobre o desempenho do produto. Finanças: A IA pode ser usada para analisar dados financeiros, identificar fraudes e riscos, realizar análises de investimentos e prever o desempenho financeiro futuro. O CEO da Palo Alto Networks, Nikesh Arora, disse que a empresa tem usado IA em seus serviços de segurança para evitar ataques cibernéticos, por exemplo. A companhia faturou cerca de US$ 30 milhões de dólares nas vendas de seu produto que usa aprendizagem de máquina para detectar ameaças. *Com informações do portal Exame
Mães empreendedoras se desdobram para conciliar filhos e negócios

Pesquisa inédita da Serasa Experian mostra que 50% das respondentes têm mais flexibilidade de tempo; 4 em cada 10 são completamente independentes financeiramente de cônjuges e familiares Uma pesquisa inédita realizada pela Serasa Experian, aplicada com mulheres empreendedoras, revelou que 29% das entrevistadas declararam que conseguir conciliar tempo de trabalho com o cuidado dos filhos foi um dos principais ganhos ao se tornarem empresárias. Dessas mulheres, 38% têm entre 40 e 49 anos, e 31% entre 30 e 39 anos. A maioria delas, 36%, está no Nordeste, e 32% estão no Norte e Centro-Oeste. A flexibilidade de horário foi outro ganho percebido por 50,4% delas. Para o vice-presidente de PME da Serasa Experian, Cleber Genero, o maior desafio é conciliar o empreendedorismo com as necessidades familiares, e isso exige apoio para que elas possam garantir que todas as tarefas sejam concluídas. “Trabalhamos para oferecer soluções que auxiliem as mulheres a equilibrarem suas responsabilidades familiares com suas carreiras empreendedoras de forma mais prática e assertiva. Dessa forma, elas podem garantir o sucesso financeiro dos negócios e dedicar tempo para outros fatores além do trabalho. Essa movimentação beneficia a economia como um todo, promovendo a representatividade feminina nos negócios, a inovação e o crescimento empresarial”. Independência financeira e escolaridade Independência financeira é outro fator crucial, já que 45% das mulheres responderam que são completamente independentes financeiramente de cônjuges e familiares, sendo que 51% da renda que elas recebem vêm da atividade empresarial. Neste recorte, 57% do porte das empresas dessas empresárias é pequeno ou médio e 43,9% individual ou micro. O levantamento também mostra que o nível de escolaridade é alto entre essas empreendedoras. Cerca de 55% delas possuem pós-graduação, 42,8% formação superior e 35,8% ensino médio completo. Diferenças de gênero e os principais desafios Quando perguntadas sobre as principais diferenças entre gêneros no empreendedorismo, 56% declararam que empreender para uma mulher é mais difícil do que para um homem. Para 36% das respondentes, a maior dificuldade que encontram é a dupla jornada de trabalho. Veja no gráfico a seguir todos os desafios apontados por elas: “A Serasa Experian reconhece a importância de auxiliar todos os empreendedores brasileiros, principalmente as mães e mulheres que atuam neste ramo. Facilitar o acesso ao crédito e a conteúdos gratuitos que ajudam na organização da empresa são iniciativas que podem mudar a realidade de muitas”, conclui o executivo. Metodologia A Pesquisa “Empreendedoras Brasileiras PME” da Serasa Experian foi realizada de forma quantitativa, via painel de respondentes e contou com 534 participantes de todas as regiões do país. O detalhamento seguido foi segundo a classificação do Sebrae, considerando: “Comércio, Serviço e Indústria”, “B2B, B2C e Ambos”, “Todas as áreas de atuação (sem cota)”, “Clientes e não clientes de birôs de crédito (sem cota)”, “Maiores de 18 anos”, “100% mulheres” e “Classes ABCD (cotas: 50% AB1 e 50% B2CD)”. Esta foi a segunda onda do estudo, que teve sua realização em 2022, entretanto foram feitas alterações significativas em relação ao questionário para 2023, visando incluir a Segmentação de Mulheres Empreendedoras, a fim de entender as principais motivações para empreender. Desta forma, o foco principal desta pesquisa é mergulhar no perfil atual de empreendedoras (traçado em 2023) e como elas encaram o empreendedorismo e seus negócios próprios. Empreendedorismo por região A região que mais concentra negócios cujas sócias principais são mulheres é a Sudeste (51,1%), seguida pela Nordeste (17,9%), Sul (17,4%), Centro-Oeste (9,1%) e Norte (4,4%). Na análise das Unidades Federativas (UFs) é em São Paulo (27,8%) que estão a maior parte dos empreendimentos femininos, depois vem Rio de Janeiro (10,6%), Minas Gerais (10,3%) e Paraná (6,6%). Veja no gráfico abaixo o ranking completo:
Cai o número de empreendedores por necessidade no Brasil

O conceito de empreendedorismo por necessidade se dá quando uma pessoa física passa por um problema financeiro e não tem fonte de renda para garantir o seu sustento ou de sua família. Sem trabalho, encontra no empreendedorismo uma alternativa para arcar com os custos prioritários. Em um cenário de recuperação pós-pandemia, este é o segundo ano consecutivo que a porcentagem de empreendedores iniciais por necessidade cai, segundo o levantamento da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2022), que no Brasil é realizada em parceria com o Sebrae e foi divulgada nesta terça-feira, 9 de abril. Aumenta o número de empreendedores estabelecidos O estudo também aponta que a qualidade do empreendedorismo brasileiro apresentou uma melhora no último ano. A taxa de empreendedorismo dos negócios estabelecidos, aqueles que possuem mais de 3,5 anos de existência, teve um ligeiro incremento de 0,5%, passando de 9,9% em 2021 para 10,4%, no ano passado. “Esse resultado demonstra um arrefecimento na crise, uma retomada da economia e uma melhoria na gestão dos negócios. Em 2020 essa taxa levou uma grande queda por causa da pandemia e caiu de 16,2%, em 2019, para 8,7% e desde o ano retrasado ela já demonstra sinais de recuperação”, pontua o presidente do Sebrae, Décio Lima. Essa taxa manteve o Brasil na sétima posição, especificamente quanto à taxa de Empreendedores Estabelecidos, em relação aos outros países que participaram da pesquisa. Na frente estão Coréia do Sul, Togo, Grécia, Letônia, Guatemala e Irã. Mesmo com a taxa de empreendedorismo estabelecido da população brasileira ter apresentado esse incremento, a taxa geral apresentou uma leve queda de 0,1 ponto percentual e atingiu o menor nível nos últimos 10 anos ficando em 30,3%. Esse resultado é explicado pela redução na taxa de empreendedores iniciais, aqueles com até 3,5 anos de negócio, que caiu de 21%, em 2021 para 20%, em 2022. “Menos pessoas iniciaram um negócio novo e uma parte migrou para a posição de estabelecidos”, observa Décio. Sonho de empreender ultrapassa ter carro e casa Empreender é o segundo maior sonho do País, ficando atrás apenas de viajar, e está à frente de metas como ter uma casa própria ou um carro, diz o estudo. O levantamento, que é o principal no segmento de empreendedorismo no mundo, mapeou 51 países e coletou dados entre junho e agosto de 2022. No Brasil, foram entrevistados 2 mil adultos e 51 especialistas no tema. O sonho de ter o próprio negócio saiu de terceiro mais citado, com 46% das respostas na última pesquisa, em 2021, para a segunda posição, com 60%. É a maior porcentagem de respostas desde o início da pesquisa, em 2012. Segundo a GEM, 42 milhões de pessoas adultas (com 18 a 64 anos) já tinham um negócio – formal ou informal – e/ou que fizeram alguma ação, em 2022, visando ter um negócio no futuro e outros 51 milhões não têm empreendimento, mas gostaria de ter um em até 3 anos. “Isso comprova o espírito empreendedor brasileiro, o interesse crescente pelo negócio próprio e mostra o quanto é importante que sejam criadas políticas públicas que incentivem o empreendedorismo, que vão desde a educação empreendedora até a legislação”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. Esses números apontam um crescimento do interesse pelo empreendedorismo no Brasil nos últimos anos. A taxa de empreendedores potenciais, que não possuem negócio próprio deseja tê-lo em breve se manteve em 53% da população adulta. O Brasil apresenta a 2ª maior Taxa de Empreendedorismo potencial, praticamente empatado percentualmente com o Panamá, porém com expressividade muito maior em números totais – enquanto o Brasil possui mais de 210 milhões de habitantes, a população panamenha é de 4.3 milhões. Pesquisa GEM A Pesquisa GEM é considerada a principal pesquisa sobre empreendedorismo no mundo. Realizada anualmente há 23 anos, já participaram mais de 110 países, o que representa mais de 95% do PIB mundial. No Brasil, em 2022, foram entrevistados 2 mil adultos e 52 especialistas. Os dados foram coletados entre junho e agosto de 2022. O Brasil é um dos poucos países que participou de todas as edições.
6 em cada 10 brasileiros sonham em empreender, diz pesquisa

A maioria dos brasileiros sonha em empreender e ter o próprio negócio é a meta de vida de seis em cada dez brasileiros, segundo os dados da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2022), divulgada pelo Sebrae nesta terça-feira (09). Empreender é o segundo maior sonho do País, ficando atrás apenas de viajar, e está à frente de metas como ter uma casa própria ou um carro. O levantamento, que é o principal no segmento de empreendedorismo no mundo, mapeou 51 países e coletou dados entre junho e agosto de 2022. No Brasil, foram entrevistados 2 mil adultos e 51 especialistas no tema. O sonho de ter o próprio negócio saiu de terceiro mais citado, com 46% das respostas na última pesquisa, em 2021, para a segunda posição, com 60%. É a maior porcentagem de respostas desde o início da pesquisa, em 2012. Segundo a GEM, 42 milhões de pessoas adultas (com 18 a 64 anos) já tinham um negócio – formal ou informal – e/ou que fizeram alguma ação, em 2022, visando ter um negócio no futuro e outros 51 milhões não têm empreendimento, mas gostaria de ter um em até 3 anos. “Isso comprova o espírito empreendedor brasileiro, o interesse crescente pelo negócio próprio e mostra o quanto é importante que sejam criadas políticas públicas que incentivem o empreendedorismo, que vão desde a educação empreendedora até a legislação”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. Esses números apontam um crescimento do interesse pelo empreendedorismo no Brasil nos últimos anos. A taxa de empreendedores potenciais, que não possuem negócio próprio deseja tê-lo em breve se manteve em 53% da população adulta. O Brasil apresenta a 2ª maior Taxa de Empreendedorismo potencial, praticamente empatado percentualmente com o Panamá, porém com expressividade muito maior em números totais – enquanto o Brasil possui mais de 210 milhões de habitantes, a população panamenha é de 4.3 milhões. Aumento número de empreendedores estabelecidos A qualidade do empreendedorismo brasileiro apresentou uma melhora no último ano. Segundo o relatório da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2022, realizado pelo Sebrae e pela Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas (Anegepe), a taxa de empreendedorismo dos negócios estabelecidos, aqueles que possuem mais de 3,5 anos de existência, teve um ligeiro incremento de 0,5%, passando de 9,9% em 2021 para 10,4%, no ano passado. “Esse resultado demonstra um arrefecimento na crise, uma retomada da economia e uma melhoria na gestão dos negócios. Em 2020 essa taxa levou uma grande queda por causa da pandemia e caiu de 16,2%, em 2019, para 8,7% e desde o ano retrasado ela já demonstra sinais de recuperação”, pontua o presidente do Sebrae, Décio Lima. Essa taxa manteve o Brasil na sétima posição, especificamente quanto à taxa de Empreendedores Estabelecidos, em relação aos outros países que participaram da pesquisa. Na frente estão Coréia do Sul, Togo, Grécia, Letônia, Guatemala e Irã. Mesmo com a taxa de empreendedorismo estabelecido da população brasileira ter apresentado esse incremento, a taxa geral apresentou uma leve queda de 0,1 ponto percentual e atingiu o menor nível nos últimos 10 anos ficando em 30,3%. Esse resultado é explicado pela redução na taxa de empreendedores iniciais, aqueles com até 3,5 anos de negócio, que caiu de 21%, em 2021 para 20%, em 2022. “Menos pessoas iniciaram um negócio novo e uma parte migrou para a posição de estabelecidos”, observa Décio. A taxa geral de empreendedorismo é a soma dos empreendedores iniciais e dos estabelecidos. Número de empreendedores por necessidade cai O conceito de empreendedorismo por necessidade se dá quando uma pessoa física passa por um problema financeiro e não tem fonte de renda para garantir o seu sustento ou de sua família. Sem trabalho, encontra no empreendedorismo uma alternativa para arcar com os custos prioritários. Em um cenário de recuperação pós-pandemia, é o segundo ano consecutivo que a porcentagem de empreendedores iniciais por necessidade cai. Eram 50,4% em 2020, teve queda para 48,9% e agora o percentual está em 47,3%. Pesquisa GEM A Pesquisa GEM é considerada a principal pesquisa sobre empreendedorismo no mundo. Realizada anualmente há 23 anos, já participaram mais de 110 países, o que representa mais de 95% do PIB mundial. No Brasil, em 2022, foram entrevistados 2 mil adultos e 52 especialistas. Os dados foram coletados entre junho e agosto de 2022. O Brasil é um dos poucos países que participou de todas as edições.
Empreendedorismo é um dos caminhos para Brasil sair do mapa da pobreza, diz ministro

Wellington Dias, que comanda o Ministério do Desenvolvimento Social, pede apoio ao Sebrae para combater a miséria e aponta a criação de um fundo para incentivar pequenos negócios O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, participou nesta segunda-feira (8) de uma reunião com dirigentes do Sebrae de todos os estados brasileiros para se juntar à instituição no combate à pobreza no país. Dias destacou que o Sebrae é um importante parceiro para capacitar beneficiários do Bolsa Família e que têm interesse em empreender. Segundo o ministro, o empreendedorismo é um dos caminhos para tirar o Brasil do mapa da miséria. “O Brasil nunca precisou tanto do Sebrae como precisa agora. Nós temos a missão de tirar o Brasil do mapa da fome”, disse Dias. Ele destacou que tanto setor público quanto privado devem apoiar empreendedores para que eles gerem mais empregos e que também devem trabalhar na formação das pessoas que querem empreender e de profissionais. O ministro contou que estuda a criação de um fundo garantidor de R$ 1,7 bilhão para resolver o problema de acesso a crédito e, dessa forma, incentivar o empreendedorismo. “Estamos negociando com os bancos um cumprimento de uma regra que eles serão obrigados a aplicar no mínimo 2% aos pequenos”, destacou. O presidente do Sebrae, Décio Lima, colocou o Sebrae à disposição para o desafio, apontado como o processo de cura das feridas do povo brasileiro e que frisou que a instituição será parceira permanente das ações do governo e do povo empreendedor brasileiro. “Uma contribuição firme para apoiar a retirar o país do mapa da fome e da miséria. Um conjunto de ações e oportunidades para os 60 milhões de brasileiros que vivem na pobreza. O Sebrae irá trabalhar para ajudar a tirar o Brasil desse abismo que não imaginávamos que fossemos reviver. Aqui está a porta de oportunidades para cerca de 60 milhões de brasileiros que amargam a pobreza”, pontuou Lima.
40 franquias mais baratas que o carro mais vendido em 2022

É possível empreender no mercado de franquias a partir de R$ 8 mil. Conheça algumas redes: Comprar um carro ou empreender? Ter um carro é o sonho de muitos brasileiros, mas investir no próprio negócio pode ser mais rentável. Em 2022, o carro mais vendido no Brasil foi o Fiat Strada, com um preço de aproximadamente R$ 110 mil. Neste patamar, existem diversas franquias que oferecem modelos para quem deseja se tornar empreendedor. Cada vez mais as franquias têm se mostrado uma opção interessante para quem deseja empreender e ter o próprio negócio. Os dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) ajudam a confirmar isso. Em 2022, o setor de franquias no Brasil faturou mais de R$ 211 bilhões, com um aumento de 14,3% em relação ao ano anterior, superando as projeções de 12%. Entre as opções que mais cresceram nos últimos anos estão as microfranquias — também conhecidas como as franquias mais baratas do mercado. A ABF também divulgou o ranking com as 10 maiores microfranquias de 2022. Por isso, selecionamos algumas opções de redes de franquias mais baratas que o carro mais vendido em 2022, o Fiat Strada, para quem quer empreender. Confira: 1. LifeCirco A LifeCirco é uma rede de franquias de escolas de circo que busca unir atividades físicas e o encanto das artes. A empresa trabalha com metodologia própria e as modalidades vão do tecido acrobático, trapézio até as famosas acrobacias. Os franqueados atuam com a administração da unidade, que atende de crianças até o público da terceira idade. Valor de investimento: a partir de R$90 mil Faturamento médio mensal: a partir de R$18 mil Prazo de retorno: a partir de 24 meses 2. Best Gourmet Atuando em 24 cidades no Brasil, a franquia de aplicativo de assinatura do clube de descontos em restaurantes, Best Gourmet conquista cada vez mais franqueados. O modelo de negócio permite o trabalho remoto, mas é preciso fazer visitas periódicas aos clientes. Quem optar pelo modelo de negócio irá prospectar novos clientes, sejam empresas ou usuários. Investimento: A partir de R$15 mil Faturamento médio mensal: R$31,8 mil Prazo do investimento: 12 a 14 meses 3. 4Charge A 4Charge é uma rede de franquias de totens e carregadores. Com 54 unidades atualmente, a marca foi fundada em 2019 e atua com publicidade nos terminais de recarga, que também exibem propagandas. O franqueado trabalha em modelo home based com visitas periódicas a clientes e parceiros. Além disso, a marca oferece suporte permanente aos franqueados. Valor de investimento: a partir de 14,9 mil Faturamento médio mensal: R$ 4 mil Prazo do investimento: até 6 meses 4. 2Clean Com investimento a partir de R$ 18,4 mil, a 2Clean é uma rede que se especializou em limpeza de todas as plataformas e ambientes. Além de prospectar clientes e executar o serviço, o franqueado poderá atuar na limpeza de um simples tapete e sofá até carros, aviões e barcos. Investimento: a partir de R$18,4 mil Faturamento médio mensal: a partir de R$ 7 mil Prazo do investimento: 6 a 12 meses 5. PremiaPão Com 100 franquias pelo Brasil, a PremiaPão é uma rede especializada em publicidade em sacos de pães. Os modelos de negócio partem de R$ 8 mil. Também existem outras três modalidades. Além disso, a PremiaPão acredita em um relacionamento produtivo e próximo com os clientes. Investimento: a partir de R$8 mil Faturamento médio mensal: a partir de R$8 mil Prazo do investimento: 3 meses 6. TFlow A TFlow é uma rede de franquias que comercializa roupas e acessórios para crianças, jovens e adultos do gênero masculino. Administrada pelo Grupo ZNTT, uma das maiores holdings de franquias do Brasil, a empresa conta com mais de 150 lojas espalhadas pelo Brasil. São diversas opções para quem deseja empreender, de modelo home based até lojas físicas. Assim como outras empresas, a TFlow oferece opção de trabalho sozinho até pontos comerciais dentro de shoppings. Investimento: a partir de R$20 mil Faturamento médio mensal: a partir de R$10 mil/mês Prazo do investimento: 2 a 3 meses (variável) 7. Spa Nature A Spa Nature é uma rede de franquias de estética com foco em todas as faixas de renda. A empresa nasceu em 2020 e, no ano de 2022, abriu a expansão para franquias. Com a missão de democratizar a beleza, a rede oferece serviços que vão de massagens modeladoras para bumbum ou em regiões localizadas, drenagem linfática, detox com argila até hemoterapia com ozônio, tratamentos com enzima e outros. Valor de investimento: a partir de R$80 mil Faturamento médio mensal: a partir de R$45 mil Prazo do investimento: 8 a 14 meses 8. Bem Seguros e Créditos Com modelos home based e lojas, a Bem Seguros e Créditos oferece ao franqueado uma rede de com os mais diversos produtos como consórcios, seguros, empréstimos e vários outros tipos de soluções financeiras.O investimento é a partir de R$ 20 mil. Investimento: a partir de R$20 mil Faturamento médio mensal: a partir de R$10 mil/mês Prazo do investimento: 3 a 5 meses (pode variar) 9. Mordidela Food Especializada em comida rápida, a Mordidela Food é uma rede de franquias que oferece refeições que vão do café da manhã até o jantar. O negócio oferece o suporte de um dos maiores grupos de franquias do Brasil, o ZNTT. Os franqueados atuam com a gestão, divulgação e atendimento. Valor de investimento: a partir de R$109,9 mil Faturamento médio mensal: R$60 mil Prazo do investimento: 12 meses 10. Vida Leve Os interessados em uma franquia de healthy foods devem ficar de olho na Vida Leve. A marca está presente em várias localidades do Brasil e conta com produtos naturais para quem busca uma vida mais saudável. Com investimento a partir de R$ 9,9 mil, os franqueados irão trabalhar com venda, divulgação e administração do negócio. O faturamento é a partir de R$ 10 mil por mês. Investimento: a partir de R$9,9 mil Faturamento médio mensal: a partir de R$10 mil/mês Prazo do investimento: 3 a 5 meses (variável) 11. Vox2you A Vox2you é a maior rede de escolas de oratória da América Latina. Já transformamos
A vingança do fluxo de caixa livre

Valor tem a ver com lucro, mas em muitas situações abrimos mão do lucro de curto prazo, em troca de um resultado maior em médio e longo prazo Quando ensinava finanças corporativas, costumava indagar à turma: “Qual o principal objetivo do CEO de uma empresa?” Já utilizei essa pergunta várias vezes e a grande maioria das pessoas responde “lucro”, quando acredito que a resposta correta seria “valor”. De fato, “geração de valor” é o conceito mais abrangente na gestão de uma companhia. Valor tem a ver com lucro, mas em muitas situações abrimos mão do lucro de curto prazo, em troca de um resultado maior em médio e longo prazo. Isso acontece, por exemplo, quando priorizamos investimentos desenvolvimento de produtos, novas plataformas tecnológicas ou mesmo na construção de uma nova fábrica. Como calcular o valor de uma empresa? A melhor forma algébrica para se calcular o valor de um projeto ou empresa é, e continua sendo, o famoso fluxo de caixa de descontado. Uma empresa precisa gerar caixa em um determinado momento para que aquele caixa, ao ser descontado, contribua de forma positiva para o valor presente líquido da companhia. A definição da taxa de desconto a ser utilizada gera uma ampla discussão, mas deixemos esse assunto para outro momento. Penso que todos que já fizeram esse exercício sabem que o valor presente de um caixa futuro é altamente “deteriorado” pela taxa de desconto. O tempo custa caro. Em resumo, o lucro de uma companhia precisa aumentar muito para justificar o custo do diferimento desse capital. A indústria de venture capital é um subsegmento de private equity, que busca empresas disruptivas, com estruturas leves e que possam crescer exponencialmente. Por hábito, existe uma tolerância maior com a falta de geração de caixa compensada pelo crescimento explosivo dessas investidas. Afinal, muitas delas fazem a tal disrupção ao tornar acessível a um grupo maior de pessoas, algum tipo de serviço complexo, por preço ou por experiência do usuário. Várias dessas companhias se propõem a dominar um determinado mercado e o first-mover advantage acaba sendo uma grande vantagem competitiva. Nos últimos anos, vimos um verdadeiro frenesi na indústria de venture capital, que nos levou para o desafiador status atual. Em primeiro lugar, a redução da taxa de juros global, reduzia o “dano” ao caixa futuro no tempo. O sucesso de unicórnios, criaram uma corrida de investidores e fundos para essa nova oportunidade. Com isso, valuations passaram a ser pouco importantes: em um portfólio early stage onde se busca saídas por valores superiores a US$ 1bi, o preço de entrada pouco importava: US$ 5m, US$ 10m, US$ 20m podiam resultar igualmente em um caso incontestável de sucesso. Alguns fundos chegaram a defender o prazo de uma semana para a tomada de decisões de investimento. Outros passaram a aplicar a mesma lógica de fundos early stage em late stage, tratando o cálculo de preço de suas investidas de forma secundária. Pessoas físicas, por vezes, tentaram a sorte em startups, como se fosse trivial construir uma grande corporação. A verdade é que a velocidade das transações e a dificuldade de se construir modelos de fluxo de caixa descontado em empresas imprevisíveis e exponenciais, levou os investidores a usarem múltiplos de métricas financeiras. Conheço um sofisticado investidor que uma vez disse: “Primeiro calculávamos o valor de uma empresa usando múltiplos sobre seus lucros. Essas empresas deixaram de ter lucro e começamos a usar EBITDA. As mesmas empresas deixaram de ter EBITDA, passamos a usar múltiplos sobre receita. Breve serão utilizados os múltiplos sobre o número do prédio onde a empresa está instalada”. A ganância da humanidade em busca do novo acerto, nos levou para onde estamos. O dinheiro acabou, a taxa de juros subiu e aguardar pacientemente os lucros futuros se tornou matematicamente insustentável. Se em abril de 2023 temos 13.75% de taxa de juros Selic, deveríamos pedir algo em torno de 25% ao ano, para que possamos aceitar os riscos de execução e falta de liquidez. Vale lembrar que R$ 1.000,00 trazidos a valor presente por uma taxa de 25% ao ano em 10 anos, correspondem apenas a R$ 107,00 nos dias de hoje. A transformação dos mercados foi tão rápida quanto as mudanças impostas pela Covid ou geopolítica. Fundadores comprometidos com suas estratégias de construção agressiva de receita, viram suas fontes de caixa secarem. Os fundos, mesmo aqueles com dry powder (= capital disponível), retraíram seus investimentos buscando entender quais seriam as novas regras do jogo. Com tudo isso, as empresas viram a pista disponível para sua decolagem reduzindo, o que levou inevitavelmente a um forte movimento de frenagem. Em maio de 2022, a Sequoia, um dos fundos que mais respeito, lançou uma cartilha para suas investidas, explicando a importância do caixa como forma de gerar sustentabilidade para os negócios. Na minha opinião, esse foi um marco de nosso retorno aos fundamentos em venture capital. A verdade é que a essência de venture capital na América Latina continua muito forte: seja pela concentração de negócios em empresas tradicionais, que deixam espaço para novos entrantes; seja pela migração de talentos egressos de universidades para o empreendedorismo; ou seja ainda pela tecnologia, que permite a construção de bancos sem agências e modelos de verticalização digitais, sem se precise assentar em um único tijolo. Mercados ineficientes pedem por mudanças, inovação e disrupção. Acredito que o pêndulo de ajuste tenha ido longe demais, ao ponto de permitir lançar para fora da pista, empresas e pilotos de qualidade. Há alguns meses, recebi um empreendedor que trabalhava fortemente para reduzir a queima de caixa de sua empresa. Ele se sentia injustiçado, dado que todos os fundos haviam pedido para ele “dançar conforme uma determinada música” e que ao se preparar para tal, tudo mudou repentinamente. Há quem diga que veremos uma extinção em massa de startups no segundo semestre de 2023 e primeiro semestre de 2024, justamente aquelas que não conseguirem captar recursos ou melhorar a saúde de seus unit economics. A boa notícia é que muitas das empresas mais fortes do mundo foram criadas em momentos de crise ou
Fundamentos do Empreendedorismo. Por que empreendemos?

O empreendedorismo é crescente no Brasil e ser um empreendedor significa não apenas ter a capacidade de criar algo novo e transformar uma ideia em realidade, assumindo riscos financeiros e pessoais para alcançar o sucesso. A criação de novos negócios, empresas, invenções etc. é parte da história do ser humano e da nossa evolução. Durante a Revolução Industrial, que começou na Inglaterra no século XVIII, por exemplo, houve uma mudança significativa na maneira como as pessoas trabalhavam e produziam bens. As fábricas substituíram o trabalho artesanal e a produção em massa se tornou possível. Com essa mudança, a oportunidades de criar novos negócios era latente. Os criativos investiram em maquinário, contrataram trabalhadores e começaram a produzir bens em grande escala. Esse novo sistema de produção em massa permitiu que os preços caíssem e que mais pessoas tivessem acesso a bens que antes eram caros e raros. Esses empreendedores também foram responsáveis por inovações tecnológicas que impulsionaram o desenvolvimento industrial. Com pesquisas e “inovações” – à época muito diferentes da que vemos hoje – a busca por eficiência e redução de custos não é exclusividade das empresas modernas. Graças a essas inovações, aliás, a economia cresceu rapidamente, gerou-se empregos e a vida das pessoas tornava-se melhor a cada dia: rotina, segurança, diversão e tudo mais o que temos atualmente veio daí. O empreendedorismo se tornou fator chave para o desenvolvimento da economia e para a produção em massa de bens. Mas, foi após a Segunda Guerra Mundial que o papel dos empreendedores como protagonistas da transformação social ficou mais claro. Com os países em ruínas e as economias paradas, boa parte dos europeus não tinham emprego e renda. Foi assim que muitos negócios foram criados e, consequentemente, a economia europeia começou a se recuperar. Em países como a Alemanha, o empreendedorismo tem sido fundamental para o crescimento econômico e a redução do desemprego. Em 2020, ano crítico da pandemia, a Alemanha teve uma taxa de desemprego de 4,5%, uma das mais baixas da União Europeia. O país também tem uma das maiores taxas de empreendedorismo, com mais de 2,5 milhões de novas empresas criadas nos últimos anos, mesmo tendo um terço da população do Brasil. Não há dúvidas de que a sociedade é beneficiada como um todo pelo empreendedorismo. Além de tudo, a abertura de mais empresas incentiva inovação e a competição, o que leva a uma maior eficiência, produtividade e quando as companhias competem entre si para oferecer o melhor produto ou serviço, quem ganha é o consumidor. Um aspecto fundamental para o empreendedorismo é a economia liberal, com menos interferência do governo no mercado. Isso significa que os empreendedores têm mais controle sobre seus negócios e podem tomar decisões mais rapidamente. Se tiver dúvidas sobre como empreender, entre em contato conosco!
Startups do Rio atraíram cifra bilionária, diz estudo do Distrito

Levantamento foi elaborado pelo Distrito e mapeou rodadas de investimento desde 2011 Startups do Rio atraíram US$ 1,3 bilhão (R$ 6,5 bilhões, ao câmbio de hoje) em investimentos desde 2011, revela estudo que a plataforma de tecnologia Distrito vai lançar no Web Summit Rio esta semana. O estado foi o terceiro entre os que mais receberam aportes no período, atrás apenas de São Paulo e Paraná, mas vem enfrentando desaceleração no ritmo de criação de novas empresas inovadoras — o número de abertura de startups foi, no ano passado, o menor em mais de uma década. Foram 389 rodadas de aportes em startups do Rio no período estudado, que coincide com o amadurecimento do ecossistema de capital de risco (venture capital) no país. O ano mais ativo foi 2020, quando a euforia pandêmica com a tecnologia e os juros baixos proporcionaram US$ 343,6 milhões em 56 cheques injetados em startups do Rio. O segundo ano com maior volume de investimento foi 2021, com US$ 284,6 milhões em 60 rodadas. (Nacionalmente, o ano com maior cifra foi 2021, com US$ 9,8 bilhões). De acordo com o levantamento, há 843 startups no Rio, onde a predominância de fintechs (startups financeiras) é menor que no restante do país. No estado, as startups mais numerosas são edtechs (educação) e retailtechs (varejo), segmentos que respondem, cada um, por 11,3% do número total. Só depois vêm as fintechs (11,15%), as healthtechs (de saúde; 9,85%) e as martechs (marketing; 9,13%). “Nunca é bom haver concentração em um setor. No Rio, vemos que cinco segmentos têm um peso quase semelhante, o que ajuda a desenvolver um ecossistema mais equilibrado”, explica, em nota, Gustavo Araújo, um dos fundadores do Distrito. Ritmo menor A região metropolitana do Rio concentra mais de 85% das startups do estado, mostram os dados. O ritmo de criação de startups vem desacelerando no Rio, porém. No ano passado, 21 foram fundadas, a menor quantidade desde 2010, quando surgiram 18 empresas. No ano mais ativo, em 2018, 96 startups nasceram. Mas o levantamento afirma que as razões para a desaceleração não estão claras. “Deve-se notar que a queda nos últimos anos provavelmente não representa uma diminuição real na taxa de fundação de novas startups, e sim uma dificuldade maior de encontrar empresas recém-nascidas, que ainda não apareceram para o mercado”, pondera o Distrito. *Com informações d’O Globo
Sebrae lança plataforma de fomento a startups no Web Summit Rio

Sebrae Startups reúne programas nacionais e regionais voltados a empresas nascentes, que impactaram quase 8 mil negócios em 2022; objetivo é alcançar 10 mil neste ano Principal apoiador das micro e pequenas empresas brasileiras, o Sebrae quer ampliar a sua participação no fomento ao ecossistema de inovação nacional. Com esse objetivo, a entidade apresentou na manhã desta terça-feira (02) o Sebrae Startups, uma plataforma que agrega iniciativas de capacitação, conexão e fortalecimento de empresas em early stage para estimular o empreendedorismo inovador em todo o Brasil. Somente em 2023, o Sebrae pretende investir R$ 312 milhões no ecossistema, ao acelerar negócios, disponibilizar tecnologias para empresas de todos os setores e fomentar ambientes de inovação pelo país. O lançamento da plataforma ocorreu no estande do Sebrae no Web Summit Rio, a versão brasileira de um dos maiores eventos de tecnologia do mundo. Apenas em 2022, os programas do Sebrae em todos os estados brasileiros impactaram 7.777 negócios. Estimativas de entidades e empresas de dados, como o Sling Hub, apontam que o país conta atualmente com cerca de 20 mil startups. Com a plataforma, o Sebrae pretende atender em 2023 metade desse número: 10 mil empresas. Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, a meta é audaciosa, porém coerente com o protagonismo que a entidade já possui no setor. “O Sebrae é, historicamente, um dos grandes fomentadores do ecossistema brasileiro de inovação. Esta plataforma chega para reunir todas as nossas iniciativas para as startups. Temos uma capilaridade no país como nenhuma outra entidade, então há muito para contribuir. O empreendedorismo, em especial na área da inovação , é fundamental para o desenvolvimento do país no médio e longo prazo”, afirma Lima. Atualmente, todas as unidades estaduais do Sebrae executam ações de fomento a startups e ao ecossistema de inovação. A plataforma lançada irá agregar todas essas iniciativas e colocá-las em uma mesma rede, facilitando a troca de ideias e conhecimento. Uma das apostas é aproveitar boas práticas desenvolvidas em cada região e nacionalizá-las, além de formar um hub de conexão com parceiros como grandes empresas do ramo tecnológico, instituições públicas e governamentais, gestoras de venture capital, entre outros. Além da abrangência e capilaridade nacional, outro diferencial do Sebrae Startups é apoiar todas as etapas do desenvolvimento de uma empresa, desde o surgimento da ideia, passando pelas fases de operação e tração, antes que o negócio se torne scale-up, estágio em que já cresce em escala. Das 7.777 startups apoiadas pelo Sebrae em 2022, 69,5% são microempresas que faturam até R$ 360 mil por ano, 12,9% são pequenas, de R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões, e 17,6% têm faturamento anual entre R$ 4,8 milhões e R$ 300 milhões, consideradas de médio porte. Além disso, os negócios atendidos na sua maioria – 33,2% – surgiram entre 2020 e 2022, mostrando a aceleração que a pandemia proporcionou na transformação digital de vários segmentos econômicos. Um dos desafios para os próximos anos é aprofundar a expansão das startups por todas as regiões do país. Segundo levantamento de 2022 do Sebrae, 73,5% das empresas atendidas estão localizadas no Sudeste e Sul do Brasil. Além das ações estaduais, passam a fazer parte da plataforma Sebrae Startups iniciativas em regiões estratégicas do país como o Inova Amazônia e o StartupNE (Nordeste), que já atuam no desenvolvimento dos ecossistemas locais. Também integrarão a plataforma programas de amplitude nacional como o Sebrae Like a Boss, o Inovativa Brasil, o Sebraetec, entre outros. Iniciativas futuras Para atingir a meta de 10 mil empresas atendidas em 2023, o Sebrae Startups já está preparando algumas iniciativas para os próximos meses. Uma delas é o programa 1k+ Startups, que levará ao evento Startup Summit, em agosto, mil startups, que poderão expor durante um dos três dias da feira, participar de rodadas de conexão com fundos de venture capital, representantes de programas de internacionalização e grandes empresas com iniciativas de inovação aberta. O Startup Summit, inclusive, passa a ser o principal evento da marca Sebrae Startups. A edição de 2023 será entre 23 e 25 de agosto em Florianópolis (SC). Em 2022, inclusive, Santa Catarina passou a ser Polo de Referência Sebrae em Startup, solução do Sistema que reúne as melhores práticas e iniciativas para desenvolvimento do ecossistema brasileiro. Foi no âmbito do Polo de Referência que a marca Sebrae Startups foi criada, fortalecendo o posicionamento da entidade neste ambiente. Outra iniciativa que será apresentada em agosto, no Startup Summit, é o Observatório Sebrae Startups, para monitorar o setor por meio de levantamentos e pesquisas frequentes. Pela primeira vez, o Web Summit está sendo realizado na América Latina. O evento ocorre entre os dias 1º e 4 de maio, no Rio de Janeiro. Todos os ingressos foram vendidos, e a organização espera um público de até 20 mil pessoas de dezenas de países nos quatro dias na capital fluminense. A apresentação da nova plataforma foi feita em meio a essa atmosfera. O Sebrae tem um amplo estande na feira, que contará com um mini auditório. Na programação do estande, está prevista uma competição de pitches de startups apoiadas pelo Sebrae em todo o país, além da apresentação de programas de fomento a startups e de parceiros estratégicos da entidade.
Pegar crédito para empresa é bom ou ruim?

Serasa Experian dá dicas para ajudar empreendedores a crescerem seus negócios com responsabilidade Muitas vezes, os empreendedores precisam recorrer ao crédito para conseguirem ter um fôlego em seus negócios. Seja para fluxo de caixa, capital de giro ou comprar um novo equipamento, o empréstimo é a modalidade mais comum para quem precisa de recurso financeiro e ele pode ser obtido com os bancos, instituições financeiras e até entre amigos e familiares. Mas, afinal, essa prática é uma boa prática ou não?! Para auxiliar os donos de pequenos e médios empreendimentos a cuidar da saúde financeira de seus negócios, a Serasa Experian separou cinco dicas sobre como adquirir crédito da melhor forma. O conteúdo também faz parte da playlist Bora Empreender no YouTube e vai de temas básicos até avançados. Confira: 1. Entenda o que é empréstimo: o serviço é um contrato entre o cliente e um banco ou instituição financeira, referente a uma quantia emprestada que deverá ser devolvida em um prazo determinado durante a contratação. Diferente do financiamento, nesse caso não é preciso especificar qual será o destino desse dinheiro; 2. Avalie a situação do seu negócio: todo empréstimo requer cautela e planejamento. Por se tratar de uma dívida onde o valor a ser restituído será maior do que o concedido, o empreendedor deve entender qual o momento do seu negócio e levar em conta também a atual situação econômica do país; 3. Saiba analisar a taxa de juros: ao buscar por recursos de crédito, é importante prestar atenção na taxa de juros efetiva, que será calculada sobre o valor contratado. A taxa nominal, em muitos casos, é anunciada pelos bancos e instituições financeiras para atrair o cliente por um valor mais baixo; 4. Calcule o custo efetivo total: o valor do empréstimo é referente às taxas de juros citadas, de crédito, de cadastro e administrativas, assim como aos seguros, tarifas e impostos sobre a operação, variando de acordo com o credor e com o perfil de crédito do contratante. Esse valor deve ser levado em conta na hora de calcular quanto será pago futuramente pela quantia emprestada; 5. Considere o benefício a longo prazo: juros altos podem fazer com que o valor final a ser devolvido fique muito além do esperado, prejudicando a saúde financeira da empresa ou até mesmo a tornando incapaz de honrar com os pagamentos. Muitas vezes, é mais vantajoso esperar um melhor momento para realizar a contratação. “Quando a negociação é bem-feita, o empréstimo permite que seu negócio cresça e prospere cada vez mais, como por exemplo, ao adquirir bens que não conseguiriam ser pagos à vista. Contar com esse suporte financeiro é um movimento natural do empreendedorismo, mas requer muito planejamento para garantir que se obtenha um retorno sobre esse investimento” explica do vice-presidente de Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian, Cleber Genero. Utilizando o poder dos dados para trazer mais precisão e segurança na tomada de decisão dos negócios, a Serasa Experian possui uma área voltada exclusivamente para atender as necessidades das pequenas e médias companhias brasileiras. São soluções adequadas para quem precisa crescer a carteira de clientes, proteger a empresa, monitorar clientes e fornecedores e recuperar dívidas. Além disso, a área conta com o blog que dispõe de uma série de conteúdos gratuitos para quem precisa de ajuda para começar a empreender, incrementar as vendas, e conquistar mais clientes
O fenômeno da ‘pejotização’ e o que isso tem a ver com empreendedores

Perdi o emprego no auge da pandemia. Um trabalho ‘tradicional’ com carteira assinada, benefícios, plano de saúde, vales transporte e alimentação. Enquanto buscava recolocação, observei que a maioria das oportunidades exigia emissão de nota fiscal, ‘modelo PJ’. Uma protusão de anúncios, com um padrão: para cada dez vagas PJ, uma CLT. Abri uma MEI – Microempreendedor Individual – em pouco menos de 10 minutos e estava definitivamente pronto para encarar o mercado novamente. Não demorou dois meses para que encontrasse uma nova oportunidade, com valores praticamente equivalentes. Eu fui… eu fui ‘pejotizado’. De lá para cá, apenas projetos e oportunidades via CNPJ surgiram e se concretizaram. A história é real deste que escreve, mas poderia ser de outros 6.5 milhões de brasileiros, que tinham emprego antes de abrir um CNPJ, seja informal ou com carteira assinada. O segundo corresponde a mais da metade (51%) das MEIs abertas entre 2020 e 20201 – período mais crítico de isolamento da pandemia de Covid-19. Essa realidade, acelerada pela crise de saúde, onde muitas pessoas perderam empregos com carteira assinada e viram na necessidade uma nova chance, acelerou o fenômeno batizado de ‘pejotização’, a proliferação de CNPJs para vagas de emprego que antes eram ocupadas pelo modelo tradicional. Ou, por que não, quem tenha vislumbrado uma oportunidade e apostou na MEI para criar um novo negócio? “Começou-se a gerar um despertar nas pessoas para construir o próprio plano de carreira, objetivos salariais, financeiros, projetos”, afirma Telma Rossetti, coach, empreendedora e especialista em desenvolvimento humano. Segundo Telma, trabalhar sob o modelo PJ dá ao empreendedor maior autonomia sobre seus horários, demandas e o exime da exclusividade, podendo prestar serviços para outras empresas simultaneamente e diversificar sua renda. “A ‘pejotização’ também é uma espécie de autoconhecimento. Porque, antes, parecia que a responsabilidade nossa riqueza estava na mão do outro: dependia de um CNPJ, estrutura, modelo de trabalho, plano de carreira”, completa. Flexibilidade e autonomia são os aspectos que mais contribuem para a proliferação de MEIs no Brasil, mas a instabilidade joga contra. Abrir uma MEI coloca o trabalhador na esteira do empreendedorismo, dando o primeiro passo, uma espécie de categoria de base para formação de um empreendedor à frente de um negócio próprio, mesmo que ‘o negócio’ seja ele e seu computador. A tendência é que essa realidade se estabeleça cada vez mais nos próximos anos, uma vez que as empresas também estão priorizando contratar pelo modelo PJ e, inclusive quem tenha um emprego formal, pode se utilizar do PJ para complementar a renda, o popular ‘freela’, o antigo bico. Mesmo assim, muitas pessoas que abriram MEI no auge da pandemia, conseguiram voltar a seus postos de trabalho após a retomada, o que liga o alerta: a porta está aberta para todos, mas talvez não é todo mundo que deva entrar. A dica do Empreendabilidade é: na dúvida, abre uma MEI. MEI, canja e vitamina C, mal não há de fazer.
Das flores aos milhões: conheça a história de Clóvis Souza, CEO da Giuliana Flores

Marca atende mais de 800 mil pedidos por ano e consagra-se como a maior floricultura on-line do país De vendedor de flores em um cemitério da Zona Leste de São Paulo para dono do próprio negócio. A história de Clóvis Souza, o nome por trás da Giuliana Flores, é uma aula de empreendedorismo, amor à profissão, atenção ao mercado e às oportunidades que surgem pelo caminho. Hoje a marca, que surgiu lá em 2000, enfrentando o “boom da internet”, é reconhecida como o maior e-commerce do ramo de floricultura, além de figurar como um dos maiores cases de sucesso. Não à toa, o empresário líder do segmento, há anos coleciona números que impressionam. São mais de 800 mil entregas ao ano, 700 mil visitantes únicos/mês e mais de 5 mil cidades atendidas. As parcerias de peso com marcas renomadas no mercado, como Kopenhagen, Ferrero Rocher, Nestlé, Heineken, Milka, Natura, Havanna, Lindt, Chandon, Rommanel, Vivedas e Uatt? Localizado em São Caetano do Sul (SP), o centro de distribuição da marca conta com 2,7 metros quadrados e uma infraestrutura capaz de atender 85% das solicitações em até uma hora. A empresa ainda possui uma loja na mesma cidade de 600 metros quadrados. Além disso, inaugurou este ano uma nova loja física, em Santo André (SP), em uma área de 300 metros quadrados. Quando questionado se imaginava aonde chegaria, Clóvis Souza é enfático ao dizer que não. Mas fato é que seu amor pelas flores e sua habilidade para os negócios formaram a ponte entre o garoto vendedor de 10 anos de uma pequena floricultura e o empreendedor de destaque da atualidade. “Acredito que o sucesso se deve não apenas à qualidade dos nossos serviços como também à capacidade de inovar e ‘correr atrás’ de ideias para agradar ao público”, relata o empresário. A própria expansão da floricultura nasceu dessa observação. No início, as opções de compras eram itens que normalmente acompanham flores, como chocolates e pelúcias. Até o empreendedor se dar conta de que não havia motivos para se limitar. Assim, incluiu no portfólio da marca perfumes, livros, semijoias, objetos decorativos, brinquedos, mimos diferenciados e demais produtos. No entanto, como nem tudo são flores, houve também muitas dificuldades no início. Clóvis conta que a principal foi em relação às transportadoras. “Elas não estavam acostumadas a entregar produtos sensíveis, frágeis como alguns itens do nosso e-commerce. Hoje, porém, esse processo é um dos maiores bens da Giuliana Flores. Conseguimos enviar com segurança e qualidade nossos itens em quase todo o Brasil. E ainda em tempo recorde de três horas para a grande São Paulo”, informa. Atualmente, para o empresário, o desafio é conquistar cada vez mais novos compradores e manter os clientes atuais satisfeitos. “Por isso, buscamos o que há de melhor no mercado para oferecermos aos nossos consumidores. Pesquisamos tendênciais, melhorias nos nossos serviços e estamos sempre à procura de opções de presentes que transmitam todo o afeto e carinho que também sentimos nesse ramo”, pontua.
Dia dos Povos Indígenas: empreendedorismo como ferramenta de empoderamento

Indígenas contam como o empreendedorismo promove o desenvolvimento econômico e social das comunidades, preservando as práticas culturais O empreendedorismo indígena surgiu como uma ferramenta poderosa para o empoderamento, ajudando a despertar o potencial econômico das comunidades indígenas e fornecendo um caminho para a autodeterminação econômica. À medida que os empreendedores indígenas estabelecem seus negócios, eles estão simultaneamente construindo resiliência, revitalizando as práticas culturais tradicionais e desafiando os estereótipos negativos que há muito atormentam as comunidades indígenas. Durante séculos, os povos indígenas enfrentaram barreiras sistêmicas que limitaram suas oportunidades econômicas, desde a desapropriação de suas terras até a supressão de suas práticas culturais. No entanto, nos últimos anos, um número crescente de empreendedores indígenas desafiou esses obstáculos, aproveitando sua herança cultural para criar negócios de sucesso que contribuem para suas comunidades e para a economia em geral. Empreendedora desde 2010, Dalvani pertence ao povo Apurinã e conta que o trabalho com a arte indígena é uma atividade que ela realiza desde criança, e que geralmente é passada de pai para filho. Além de viver do artesanato, Dalvani é presidente da Associação das Artesãs e dos Artesãos Indígenas do Vale do Juruá, no Acre. Ali, ela trabalha com outras mulheres indígenas dos 18 povos originários da região. São vários tipos de arte de povos diferentes e de culturas diversas. “Faço, mas também ajudo as outras indígenas a comercializarem os produtos delas”, afirma. Segundo a artista, foi através do incentivo do Sebrae Acre que o empreendimento foi formalizado, facilitando a venda dos produtos para fora do estado. O trabalho em conjunto com outras artesãs é comercializado no espaço que a Associação possui no Mercado da Banana, comércio no centro de Cruzeiro do Sul, município acreano. O Sebrae Acre também foi responsável por capacitar os indígenas, dando instruções sobre como melhorar o acabamento dos produtos. “Foi difícil aceitar as mudanças propostas, mas depois entendemos que a equipe não queria mudar o nosso material, e sim melhorá-lo. Então aproveitamos as capacitações e hoje o nosso trabalho é mais bem aceito. Comercializamos localmente, pela internet e nas feiras nacionais organizadas pelo governo do Estado do Acre com o Sebrae”. Turismo sustentável O turismo ecológico em territórios indígenas tem sido uma alternativa viável para fortalecer a economia das comunidades e proteger a biodiversidade. Esse é o caso do Território Indígena Sete de Setembro, do povo Paiter Surui, localizado em Cacoal (RO). A comunidade vem desenvolvendo o Espaço Turístico Yabinaby, projeto de etnoturismo sustentável que foi desenvolvido pelos próprios indígenas, que se tornaram empreendedores e gestores do negócio. A iniciativa é baseada em princípios de respeito à cultura e aos valores da comunidade, preservação do meio ambiente e geração de renda para a população local. Xener Paiter Suruí, integrante da equipe de gestão e logística do Yabinaby, diz que o impacto do projeto para o seu povo é muito significativo, visto que proporciona a valorização da cultura e do modo de vida da comunidade, além de gerar empregos e renda para os indígenas que atuam no projeto. Além disso, o turismo sustentável é uma atividade que contribui para a preservação do meio ambiente e para o desenvolvimento econômico local de forma equilibrada e consciente. “O empreendedorismo indígena é extremamente importante para a promoção do desenvolvimento econômico e social das comunidades. Ele permite que os indígenas possam utilizar seus conhecimentos e habilidades para criar oportunidades de trabalho e renda, valorizando a cultura e as tradições locais. No entanto, os desafios enfrentados pelos empreendedores indígenas são muitos, incluindo a falta de acesso a recursos financeiros, a dificuldade em conciliar a gestão do negócio com as atividades tradicionais da comunidade e a falta de apoio do poder público”, declara. Por isso, Xener reitera que sejam criadas políticas e iniciativas que apoiem e fortaleçam a economia dos povos indígenas. O Yabinaby contou com qualificações do Sebrae focadas em atendimento no turismo. “A equipe de capacitação desempenhou um papel fundamental instruindo sobre a gestão desse tipo de turismo, oferecendo consultoria e orientação para os empreendedores indígenas desenvolverem suas habilidades em gestão de negócios, marketing, finanças e outros aspectos relacionados ao empreendedorismo”.
Uber Direct expande serviços com foco em pequenas e médias empresas

Entregas expressas vão contar com opção de retornar mercadorias ao vendedor caso destinatário não seja encontrado e a possibilidade de agregar até 14 deliveries em uma única viagem A Uber anunciou nesta segunda-feira (17/4) a habilitação no Brasil da solução Uber Direct para pequenas e médias empresas. A ferramenta permite aos negócios contratar os serviços de motoristas parceiros para fazer entregas de seus produtos, com a possibilidade de retornar a mercadoria caso o destinatário não seja encontrado e agregar até 14 deliveries na mesma viagem. Segundo a Uber, a ferramenta pode ser habilitada online, sem a necessidade de entrar em contato com a equipe de vendas da Uber. A solução foi criada no início da pandemia, em abril de 2020, para atender clientes de grandes redes varejistas. Agora, a empresa decidiu expandir a ferramenta. “Os consumidores vivenciaram durante a pandemia que era possível receber muito rápido suas compras e agora priorizam essa opção. As entregas no mesmo dia, que antes eram uma exceção, hoje estão mais próximas de se tornarem a regra”, explica Suzana Castro, Head de Uber Direct no Brasil. O serviço ficará disponível para empresas de todas as cidades onde existe operação da Uber no país. Como usar? Para realizar o cadastro a empresa, pode acessar o site e preencher os dados solicitados. Em instantes, será possível acessar a área do usuário e solicitar as primeiras entregas. O Uber Direct também oferece a opção de integrar a API ao site de e-commerce da empresa, possibilitando a experiência de entrega totalmente automatizada. *Com informações do portal Pequenas Empresas Grandes Negócios
Bares e restaurantes têm aumento no volume em janeiro e ajudam a amenizar resultado negativo em Serviços

Alta de 0,7% em alimentação fora do lar é expressivo, principalmente diante do resultado geral negativo de -3,1% nos Serviços do país Resultado da Pesquisa Mensal de Serviços de janeiro, divulgada pelo IBGE na última sexta-feira (14) confirma tendência de pesquisas da Abrasel junto aos empresários de bares e restaurantes, com números piores no resultado das empresas neste começo de ano em relação ao fim de 2022. Apesar da alta de 0,7% no volume de serviços em Alojamento e Alimentação (segmento no qual alimentação fora do lar representa 84% das empresas, segundo dados da Receita), houve um arrefecimento em relação a dezembro, quando o volume teve alta de 2,8% no setor. A média geral do país registrou a maior queda na série histórica do indicador, com -3,1% (os números são apurados desde 2012). Em receita nominal o crescimento no setor foi de 0,3%, contra alta de 0,4% em dezembro. Mas também uma alta mais expressiva que a média, de 0,1% no mesmo período. Pesquisas da Abrasel mostram que o resultado das empresas também registra piora neste começo de ano, com 30% realizando prejuízo em fevereiro (eram 23% em janeiro e 19% em dezembro) e outras 36% em equilíbrio, sem conseguir lucrar. “O tombo em serviços de um modo geral foi grande, com -3,1% em janeiro. No nosso setor houve uma alta de 0,7%, este é o copo meio cheio, pois mostra que com todas as dificuldades somos resilientes e estamos contribuindo positivamente de modo expressivo para o resultado. O que acontece é que a inflação elevada, infelizmente, prejudica os resultados, levando a maior parte das empresas a trabalhar sem lucro”, explica Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel. No acumulado de 12 meses, o segmento tem quase o triplo de alta no volume de serviços em relação à média geral, com um crescimento de 23% em alojamento e alimentação, contra 8% na média de todos os serviços. Na comparação entre janeiro de 2023 e janeiro de 2022, a diferença é menor: 11,2% em alimentação, contra 6,1% da média geral. “O nosso crescimento mais expressivo se deu depois de março de 2022, quando começaram a cair as restrições ao funcionamento dos bares e restaurantes em função da pandemia. Mas este crescimento traz consigo ainda a herança dos tempos mais difíceis, que faz com que hoje quase um terço do nosso setor trabalhe com prejuízo, enquanto muitos se vêm às voltas com dificuldades crescentes para pagar as contas e os empréstimos tomados para sobreviver. Neste contexto, é urgente que venha um auxílio, na forma de inclusão de programas como o Perse, para que as empresas do consigam se reorganizar e manter as portas abertas e os empregos que são gerados pelo setor”, completa Solmucci.
A idade é apenas um número se você tem paixão

*Por João Fernando Saddock Como um fã ferrenho da Ferrari e um defensor da Red Bull, nunca pensei que torceria pelo Fernando Alonso. Mas foi exatamente isso que aconteceu durante o primeiro Grande Prêmio de 2023 no Bahrain. E não tenho vergonha de admitir isso. Porque hoje, Fernando “A Fênix” Alonso nos lembrou algumas valiosas lições de vida. Lição #1: Nunca é tarde demais para perseguir seus sonhos. Aos 41 anos, muitas pessoas haviam escrito Alonso fora do cenário. Disseram que ele estava passado, que nunca mais recuperaria a glória de seus dias mais jovens. Mas ele provou que estavam todos errados. Ele nos lembrou que idade é apenas um número, e que se você é apaixonado por algo, nunca deixe alguém lhe dizer que é tarde demais. Lição #2: Nunca é tarde demais para mudar as coisas. O retorno de Alonso foi nada menos que lendário. Após algumas temporadas difíceis, muitas pessoas acharam que ele estava acabado. Mas ele se recusou a desistir. Ele continuou lutando, acreditando em si mesmo, e hoje provou que nunca é tarde demais para mudar as coisas. Mesmo se você for derrubado, sempre pode se levantar novamente. Lição #3: Vencer nem sempre é chegar em primeiro lugar. Alonso pode ter terminado em terceiro, mas venceu de muitas outras maneiras. Ele venceu desafiando as expectativas. Ele venceu inspirando outros. Ele venceu mostrando que mesmo quando as coisas não vão conforme o planejado, você ainda pode sair por cima. E essas são apenas algumas das lições que podemos aprender com Fernando “A Fênix” Alonso. Mas talvez a lição mais importante seja esta: a experiência conta. Os anos de experiência de Alonso nas corridas lhe deram uma vantagem sobre alguns dos pilotos mais jovens e menos experientes. E isso também é verdade na vida. Quanto mais experiência você tiver, mais bem equipado estará para lidar com os desafios que surgem em seu caminho. Um brinde a Fernando Alonso, o rei do retorno, a lenda que desafia a idade e o lembrete final de que tudo é possível se você acreditar em si mesmo. Que todos nós sejamos um pouco mais como ele, e que todos nós nos lembremos de que, não importa o que aconteça, sempre podemos renascer das cinzas como uma verdadeira fênix. *João Fernando Saddock é um apaixonado por inovação e Growth Hacking, com vasta experiência em marketing, implementação e avaliação de estratégias de marca e comunicação de alta performance. Trabalhando com uma ampla variedade de clientes internacionais em empresas renomadas como Bedouin CC, Publicis, Leo Burnett, CCZ e Competence, gerou valor para marcas como Heineken, General Motors/Chevrolet, Carrefour, Fiat, Samsung, Kellogg’s, Disney, Volkswagen, KiCofee, Fly Emirates, entre outras. Recentemente, o especialista deixou sua posição de Head de Marketing na Zharta.io, uma empresa de empréstimo de criptoativos com sede em Portugal que utiliza NFTs como colateral, para se tornar Marketing Manager na divisão de educação da H-Farm, hub de educação internacional, inovação e empreendedorismo que apoia startups em diversos setores, localizada na Itália.
Micro e pequenas empresas criaram 85% das vagas de trabalho geradas em fevereiro

Levantamento do Sebrae, com base em dados do Caged, aponta que segmento foi responsável por 206 mil contratações As micro e pequenas empresas (MPE) continuam puxando a geração de empregos formais no Brasil. Em fevereiro, dos 241.785 novos postos de trabalho criados, 85,5% foram nas MPE. Isso representa 206.697 vagas abertas, em números absolutos. As médias e grandes empresas apresentaram saldo negativo pelo segundo mês consecutivo, com mais desligamentos do que admissões. Os dados são de levantamento feito pelo Sebrae com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes a fevereiro de 2023. Se comparado com o mesmo mês do ano passado, houve uma queda de 6,4% no saldo de empregos gerados pelas micro e pequenas empresas, que criaram 220.775 postos em fevereiro de 2022, ante 206.697 no mesmo período de 2023. Apesar da queda na comparação com o mesmo mês do ano passado, na média, as MPE permanecem como uma potência de criação de vagas de trabalho. No acumulado de 2023, dos 326.356 novos empregos gerados, 83% foram nas micro e pequenas empresas. “Os dados atestam a importância dos pequenos negócios para a economia nacional, gerando renda e contribuindo para assegurar a cidadania de milhares de pessoas e suas famílias. Falar de desenvolvimento econômico e social é falar da micro e pequena empresa”, afirma Décio Lima, presidente do Sebrae. Por segmento O setor de serviços das micro e pequenas empresas foi o que mais contratou, com a abertura de 135.238 empregos em fevereiro deste ano. Em seguida, vem a Indústria de Transformação, com 37.429 vagas; e a Construção, respondendo por 22.600 dos novos empregos gerados. O Comércio, por sua vez, teve saldo negativo (-1.344 novos postos de trabalho). Dados por ano Em 2022, a cada 10 postos de trabalho gerados no Brasil, aproximadamente 8 foram criados pelas micro e pequenas empresas. O acumulado do ano ultrapassou 2 milhões de novas vagas, das quais quase 1,6 milhão foram nos pequenos negócios: cerca de 78,4% do total. Em 2021, a participação das MPE no saldo total foi de 77%. Já nos dois primeiros meses de 2023, as micro e pequenas empresas estão respondendo por 83% do total.
Podcast: Como o empreendedor lida com o ambiente político e econômico?

Um novo governo, instabilidade econômica, dólar oscilando, guerra entre Rússia e Ucrânia, pós-pandemia… São inúmeros os agentes que interferem no cenário político e econômico de um país como o Brasil. Mas, no que isso afeta a padaria do seu Manoel, que abre religiosamente todos os dias, às 6h da manhã, com pão quentinho, faça chuva ou faça sol? O ambiente político e econômico atual influencia direta e indiretamente na vida e nos negócios dos mais de 14 milhões de empreendedores no Brasil. Mas, sem ter como controlar tais fatores, como lidar com as mudanças constantes? O Podcast Empreendabilidade conversou com Felipe Beraldi, gerente de indicadores e estudos econômicos da Omie, que apontou os caminhos para a melhor adaptação dos pequenos e médios negócios ao ambiente, muitas vezes caótico. “Pensando com a cabeça do empreendedor, o negócio dele está lá na segunda, na terça-feira, pode estar acontecendo um caos político, o negócio vai abrir normalmente no dia seguinte. O que eu acho que o empreendedor deve ter na cabeça: esses eventos não são controláveis, então ele tem que aprender a lidar com o momento de adversidade”, explica. Beraldi detalha: “Ter um produto ou serviço diferenciado, conhecer bem o consumidor dele, para quem se está oferecendo. No caso das empresas B2B, o IODE-PMEs é uma super ferramenta, que vai ajudar a desenhar um mapa de calor na economia, os setores que estão crescendo ou sofrendo mais”, completa. O economista explica ainda que a taxa de juros é um dos principais desafios que os empreendedores terão que driblar no momento atual. “Essa taxa de juros elevada, a meta colocada pelo Banco Central, tem um papel na economia, que é controlar a inflação. E inflação fora de controle é uma supervilã geral para consumidores e empreendedores. Porque com a inflação fora de controle você não tem nenhuma previsibilidade, você gera insegurança para consumo e investimentos”, afirma Felipe. Recuperação pós pandemia e setores emergentes Autor de um relatório que detalha diferentes setores da economia e indica potenciais de crescimento e possíveis baixas no ano de 2023, Felipe Beraldi enxerga o Brasil caminhando para estabilidade, depois do período de crise durante a pandemia. Dentro desse cenário, o setor de comércio surge como um destaque positivo, com bons índices de crescimento. “[2022] Foi um ano que a gente observou crescimento das PMEs do agro mesmo tendo menos empresas, sobretudo pequenas, que o desempenho dentro desse recorte não conversa exatamente com o PIB do setor, mas teve um espaço para retomada. Observamos a sustentação do crescimento do comércio, 5,5%, que passa, além do contexto de retomada pós-pandemia, pelos programas de sustentação de renda”, explica. Outro setor que se destacou no ano, segundo o relatório, foi a indústria. “O setor industrial efetivamente registrou crescimento em 2021, tímido, na casa dos 2%, mas que ostra que essa bagunça toda abriu espaço para que a pequena e média indústria ganhasse mercado”, finaliza Beraldi. O papo com Felipe Beraldi está disponível na íntegra no YouTube e no Spotify do Empreendabilidade.
Confiança dos donos de pequenos negócios apresenta leve aumento

Nos últimos dois meses, índice apresentou aumento de 3,9 pontos, de acordo com a Sondagem dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae e FGV O Índice de Confiança das Micro e Pequenas Empresas (IC-MPE) apresentou um ligeiro aumento de 0,1 ponto no último mês de março, de acordo com a Sondagem dos Pequenos Negócios, realizada mensalmente pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) e atingiu o patamar de 88,5 pontos. Esse é o segundo mês consecutivo de incremento, de fevereiro para cá, houve um aumento de 3,9 pontos. O presidente do Sebrae, Décio Lima, observa que o acumulado do último bimestre mostra que os donos de pequenos negócios estão mais confiantes na economia e com expectativas melhores para o futuro. “O mês de fevereiro interrompeu uma sequência de cinco quedas consecutivas e a tendência é que nos próximos meses esse índice continue apresentando resultados melhores, pois o Índice de Expectativas das MPE (IE-MPE), que revela o grau de otimismo em relação ao futuro próximo, avançou 1,7 ponto e atingiu o patamar de 86,5 pontos em março”, afirma. De acordo com Lima, outro fator que deve interferir positivamente no aumento da confiança nos próximos meses é o arcabouço fiscal proposto pelo governo que deverá colaborar para reduzir incertezas econômica e políticas. “Esse conjunto de ações irá contribuir para uma situação mais favorável em termos de taxa de juros e inflação que tanto impactam os pequenos negócios e a vida dos consumidores”, complementa. Setores O IC-MPE é a composição dos três índices de confiança dos principais setores da economia – Comércio, Serviços e Indústria de Transformação. O leve aumento da confiança dos donos de pequenos negócios foi ocasionado pelas boas expectativas do Comércio e Serviços, que apresentaram aumento de 0,8 e 3,4 pontos, respectivamente. Os dois juntos compensaram a queda da confiança dos empreendedores da Indústria da Transformação, que caiu 5,7 pontos. “O resultado de março, reflete uma maior confiança dos setores de Serviços e Comércio e recuo da Indústria de Transformação fazendo com que o nível de confiança entre os setores fique muito próxima”, analisa Décio Lima. Comércio A confiança das micro e pequenas empresas do setor do Comércio (MPE-Comércio) apresentou uma leve alta, a segunda seguida, em março: 0,8 ponto, para 87,1 pontos. No acumulado do 1º trimestre de 2023, o índice avançou 1,5 ponto. Serviços Pelo segundo mês consecutivo, a confiança dos micros e pequenos empresários do setor de Serviços melhorou (MPE-Serviços): o índice subiu 3,4 pontos, atingindo 89,4 pontos, o maior nível desde outubro de 2022 (99,4 pontos) e fecha no positivo o primeiro trimestre (1,4 ponto). Essas altas podem representar um sinal de possível reversão positiva no setor, contudo, devem que ser analisadas com cautela, já que o nível de atividade ainda se mantém em patamar baixo, a incerteza elevada e persistência da inflação. Indústria de Transformação A confiança das micros e pequenas empresas do setor da Indústria de Transformação (MPE-Indústria) segue tendência diferente do setor de Serviços e Comércio em março. O índice recuou 5,7 pontos, para 88,3 pontos, o menor nível desde novembro de 2022 (85,6 pontos) e no acumulado ficou relativamente estável ao variar -0,1 ponto.
Caixa anuncia alivio para MPEs; Presidente quer flexibilidade para dívidas

No mesmo dia em que o banco anunciou redução de juros para MPEs, Presidente da instituição defendeu ajuste no Pronampe para dar mais flexibilidade para renegociar dívidas A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira, 11, que vai reduzir juros para micro e pequenas empresas (MPEs). Em parceria com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), o banco público vai oferecer linhas de crédito com uma redução de até 33% nos juros. Mais de 2,1 milhões de micro e pequenas empresas associadas da CACB podem contar com essas condições especiais. O objetivo da parceria é estimular o crescimento das micro e pequenas empresas, com soluções diferenciadas em crédito e atendimento, informou o banco. Quais são as condições especiais para MPEs? Linhas de capital de giro estão disponíveis para contratação com taxas a partir de 1,21% a.m. Investimentos para compra de máquinas e equipamentos podem ser contratados com taxas a partir de 1,34% a.m. O banco também anunciou condições diferenciadas na contratação do GiroCAIXA FAMPE, linha de capital de giro sem destinação específica e que dispensa apresentação de garantia pelo tomador. O empréstimo é destinado para micro empreendedores individuais, micro empresas e empresas de pequeno porte, com faturamento até R$ 4,8 milhões, com taxas a partir de 1,87% a.m. Renegociação de dívidas e defesa de ajuste no Pronampe O anúncio dos juros mais baixos acontece no mesmo dia em que a presidente da Caixa, Rita Serrano, esteve em reunião da Frente Parlamentar do Empreendedorismo. Na ocasião, ela disse que há um grupo de empresas inadimplentes, mas que o banco está “amarrado” diante das regras atuais. Para Rita, a lei que criou o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) precisa de ajustes para flexibilizar a renegociação de dívidas em atraso na modalidade. “Tem que aprimorar a lei que criou o Pronampe para flexibilizar os prazos. Temos um grupo de empresas inadimplentes, mas estamos amarrados”, afirmou. O Pronampe foi criado como programa emergencial na pandemia de covid-19 e depois tornado permanente. No fim de março, o Senado aprovou o aumento de 48 para 72 meses o prazo máximo para o pagamento dos empréstimos. O texto ainda estipulou carência de 12 meses para o início do pagamento do financiamento.
Atividade do comércio tem baixa de 2,5% em semana da Páscoa, revela Serasa Experian

Apesar disso, final de semana do feriado registrou números positivos tanto na visão nacional como na cidade de São Paulo O Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian revelou que, durante a semana de Páscoa no país (03 a 09 de abril), as vendas do comércio físico brasileiro caíram 2,5% em relação ao mesmo período festivo de 2022, quando o índice registrou aumento de 8,9%. Apesar disso, o final de semana do feriado (07 a 09 de abril) mostrou alta de 2,1% para o cenário nacional. “Isso pode indicar que grande parte da população acabou realizando suas compras em cima da hora ou até que preferiram sair para almoçar, por exemplo, ao invés de apenas presentear com os chocolates”, comenta o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi. Confira no gráfico abaixo a série histórica: Ainda para Luiz Rabi, é importante observar que após a queda recorde registrada no início da pandemia, o índice tinha mostrado sinais de melhora, apesar de não conseguir se recuperar inteiramente do tombo em 2020. “De qualquer modo, com a queda em 2023, podemos ver que o consumidor ainda vive em um cenário financeiro instável, com fortes níveis de negativação, juros altos e uma inflação que persiste mesmo assim. O consumo não tem ganhado muito incentivo, mas os brasileiros mostram que as datas comemorativas não passam em branco quando olhamos para os dados positivos do final de semana”. No cenário regional da cidade de São Paulo, a semana da Páscoa também marcou redução, essa de 2,2%. Nesse mesmo recorte, mas apenas durante o final de semana (07 a 09 de abril), as vendas do comércio físico marcaram alta de 1,5%.
Cinco dicas para escolher bem uma franquia

Investidores devem estar atentos a detalhes importantes antes de investir neste modelo de negócio O número de empreendedores no Brasil cresce a cada ano, atraindo cada vez mais pessoas que buscam mudanças em suas vidas profissionais e que desejam ser donos do próprio negócio. Segundo dados do Ranking Global de Empreendedorismo de 2022, são cerca de 14 milhões de pessoas (9,9% da população), entre 18 e 64 anos, que têm consolidado um negócio de 3,5 anos. Entre os negócios que mais despontam, o modelo de franquias tem se tornado uma opção de negócio para o empreendedor brasileiro. Segundo o CEO do market4u, Eduardo Córdova, a escolha do franchising como forma de empreender é uma opção segura, que atende, principalmente, os empreendedores mais conservadores, que buscam um modelo consolidado e com apoio da franqueadora. Porém, mesmo se tratando de um negócio seguro, é importante que os empreendedores estejam atentos a alguns detalhes na hora de escolher o modelo de franquia desejado. “Assim como em qualquer tipo de investimento, existem riscos e alternativas não tão confiáveis, com promessas tentadoras sobre o retorno do investimento, por isso é importante pesquisar muito sobre o setor e sobre a franquia desejada antes de investir”, explica. Para garantir uma maior segurança aos empreendedores que buscam por franquias, a Associação Brasileira de Franchising (ABF), que há mais de 35 anos representa o sistema de franquias no Brasil, lançou o Manifesto por um Franchising Íntegro, que busca promover uma atuação ética, empática e íntegra, além de frisar que a competição faz parte do negócio, mas que a colaboração é a força motriz do setor. “O Manifesto vem de encontro a tudo aquilo que acreditamos como sendo as melhores práticas do setor, uma vez que a relação entre franqueador e franqueado é uma parceria, pois são duas empresas trabalhando em conjunto, em prol de algo maior. O franqueado deve ser visto com um investidor, alguém que entrou para somar, que deve ser ouvido e respeitado sempre. Da mesma forma que o franqueado deve ver a franqueadora como um apoiador, um conselheiro, com um vasto conhecimento sobre o negócio e que está ali para dar o suporte necessário”, afirma Córdova, que já atuou como franqueado e hoje é franqueador. Segundo Córdova, essa relação de transparência e confiança é indispensável para o sucesso de qualquer negócio, principalmente no ramo de franquias. “Eu já estive dos dois lados e sei o quanto é importante ter uma comunicação eficaz para que os negócios funcionem, por isso no market4u temos a comunicação com um dos princípios e realizamos encontros presenciais com a rede bimestralmente, onde franqueados de todo o Brasil são convidados a conhecerem a matriz da companhia em Curitiba. Fora os encontros presenciais, é mensalmente realizada uma live com os franqueados que estão se destacando, para que eles compartilhem com os demais as suas ações de sucesso. Hoje somos a 4.ª maior microfranquia do Brasil pela ABF”, explica o CEO. Cinco dicas para escolher uma franquia Saber escolher uma franquia é algo que exige cuidados que devem ser tomados antes de realizar qualquer investimento, aumentando assim as chances de sucesso. Algumas dicas para escolher uma franquia confiável são: 1 – Avalie o capital para investir Pode parecer óbvio, mas é importante avaliar com cuidado se o valor que você tem disponível para o investimento é o suficiente para fazer o negócio funcionar no período de maturação. 2 – Pesquise sobre o modelo de negócio Pesquisar com minúcia e atenção a todos os detalhes é fundamental. O franqueado não precisa entender tudo, mas certamente precisa conhecer muito sobre o nicho que irá entrar, não olhando só para as vantagens, mas, principalmente, para os desafios. 3 – Ouça outros franqueados Tão importante quanto pesquisar, é entender a satisfação de quem já está nesse modelo. Empresas estruturadas, por exemplo, realizam ações com franqueados para troca de informações. 4 – Conheça quem está por trás do negócio Pesquise quem são as pessoas que iniciaram a empresa matriz, quais são os seus valores, qual o envolvimento delas no sucesso da empresa e verifique se há identificação entre os seus valores e os da companhia. 5 – Entenda os papéis É importante entender sobre o que a franqueadora oferece, desde tecnologia, treinamentos, assistências e quais são as demandas do dia a dia do franqueado.
Conheça ‘search funds’, tendência de empreendedorismo nos próximos anos

O desafio de empreender começa com a dúvida sobre qual setor investir. Construir um negócio do zero ou adquirir uma empresa que já está inserida no mercado? De acordo com um estudo recente da FGV, a segunda opção é uma forte tendência entre empreendedores em toda a América Latina. ‘Search funds’ é o nome pelo qual são conhecidos os empreendedores que preferem investir na aquisição de uma startup ou empresa de pequeno/médio porte já existente e que já conte com apoio de investidores ou aceleradores. O chamado empreendedorismo por aquisição está se consolidando como tendência e devem crescer até 56% até 2026, de acordo com um estudo realizado pelo Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGVcenn) em parceria com a IE University e a Grant Thornton. A modalidade, já consolidada nos EUA e Canadá, vem movimentando valores bastante expressivos: Entre 2020 e 2021, os investimentos em search funds na região atingiram um recorde de US$ 776 milhões e existe a estimativa de que esses fundos gerem quase US$ 10 bilhões para os investidores. Segundo a pesquisa divulgada pelo FGVcenn, os search funds começaram a se formar na América Latina há cerca 20 anos e vem experimentando um crescimento mais expressivo desde 2016. O Brasil aparece em segundo com mais representantes na região: são 211 movimentos do gênero estabelecidos mundialmente (fora dos Estados Unidos e Canadá), sendo 82 na América Latina (39%). Dentre esses, são 37 no México, 24 no Brasil e outros 21 espalhados por Colômbia, Chile, República Dominicana, Argentina, Guatemala, Peru e Paraguai. Desafios e oportunidades A pesquisa aponta também que os principais responsáveis por frear o avanço do empreendedorismo por aquisição na América Latina são “burocracia”, “falta de acesso a capital local para aquisições” e “volatilidade da taxa de câmbio”. Em contrapartida, “crescimento de mercado no longo prazo”, “espaço para aumento de produtividade” e “espaço para cópia de soluções de mercados desenvolvidos” foram as três principais oportunidades mais citadas. Perfil maduro e Brasil em destaque Até o final do ano passado, a maior parte (90%) dos empreendedores por aquisição e seus investidores na América Latina eram homens. A idade média é dos empresários é 36 anos, e a dos investidores, 44. Juntos, mexicanos e brasileiros representam 75% do total de empreendedores, enquanto americanos, brasileiros e mexicanos são 65% dos investidores. Veja outros insights sobre empreendedores e investidores latino-americanos citados no estudo: 88% dos empreendedores por aquisição na América Latina tinham MBA ou mestrado; 85% dos investidores tinham MBA, mestrado ou doutorado; 74% dos empreendedores tinham experiência profissional em Private Equity (16%), Empreendedorismo (15%), Investment Banking ou Finanças (15%), Administração Geral (14%) ou Consultoria de Gestão (14%); Entre os investidores, o Private Equity representou 23% do total de antecedentes profissionais da amostra, seguido por Investment Banking ou Finanças (15%) e Empreendedorismo (14%); Para a amostra estudada, a média de idade dos empreendedores bem-sucedidos foi de 37 anos, enquanto para os malsucedidos foi de 35 anos.
Empreender sem desculpas: “Experiências compartilhadas aceleram processo”

O Empreendabilidade conversou com Ana Cristina Rosa, mentora de empreendedores portuguesa que atua na capacitação de profissionais que desejam investir e iniciar seu próprio negócio. Ela é jornalista de formação e coaching, e esteve no Brasil para lançar seu primeiro livro, o “Empreender sem desculpas”. Em passagem por 3 cidades, Ana pode analisar as características dos empreendedores brasileiros e faz uma comparação interessante entre as diferentes culturas. Porém, com alguns desafios parecidos entre os países. “Aqui em Portugal, cerca de 70% das pequenas empresas e microempreendedores desistem dos seus negócios nos três primeiros anos. É um número alarmante e isto é uma realidade que me preocupa”, afirma, vinculando sua preocupação a sonhos e investimentos que impactam famílias. “Alguém teve um sonho, muitas pessoas dão salto de fé, abandonam emprego para começar a empreender, investem todo seu dinheiro pedem financiamentos, porque acreditam que aquilo vai dar um lucro”, explica. Perfil Europeu Ana Cristina, que nasceu e vive em Algarve, extremo sul de Portugal, mas que dá mentoria para empreendedores de diversos países, viu no brasileiro um perfil e o tino para negócios semelhantes aos europeus, destacando a maior economia do nosso país. “Senti em São Paulo e no Rio Grande do Sul muito semelhante com a Europa, aquilo que já estava acostumado aqui. Sou portuguesa e vivo em Portugal, mas já vivi e trabalhei na Inglaterra, Irlanda, Polônia, então fui tendo uma visão internacional. E São Paulo com uma rapidez muito grande”, destacou. A mentora ainda citou Rio de Janeiro e Bahia como locais com perfis de empreendedorismo mais leve. “Senti no Rio e na Bahia, que o espírito empreendedor está presente na veia do brasileiro. Mas, nesses locais, de uma maneira mais descontraída. O espírito está presente em todos eles, mas foi o que senti nesses estados”, completa. Conceito do Salto Quântico Ana Cristina ainda revelou uma teoria que desenvolveu e aplica nas mentorias que faz com empreendedores mundo afora: a teoria do Salto Quântico, que projeta novos profissionais, através da mentoria de empreendedores mais experientes, que possuam habilidades similares. “Eu acredito que todos nós temos uma área de expertise. Ou seja, ao longo da nossa vida, através de desafios, conquistas e conhecimentos, nós vamos desenvolvendo a nossa expertise em determinada área. Então, se outras pessoas podem beber dessa nossa experiência e chegar onde nós chegamos, por que hão de percorrer este longo caminho sozinhas?”, explica. O livro é um compilado de insights e de diferentes perfis de empreendedores. Ouça mais na entrevista completa, que está disponível no YouTube e no Spotify.
Maria Brasileira, de limpeza, expande para todo o país

Comemorando 10 anos no franchising, a maior rede de limpeza residencial do país prevê faturamento de R$130 milhões até dezembro Presente em todos os estados do país e com previsão de fechar 2023 com 500 unidades, a Maria Brasileira, maior rede de limpeza residencial e empresarial do país, pretende faturar R$130 milhões até dezembro. A rede, com sede em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, e pioneira em multisserviços, completa 10 anos de franchising em 2023 e já ultrapassou mais de um milhão de atendimentos, uma média de 80 mil por mês. Com investimento constante, cerca de R$1 milhão por ano em tecnologia, o objetivo da rede é simplificar cada vez mais o acesso do cliente aos serviços de limpeza e passadeira. “Nosso lema é facilitar a vida das pessoas. Para isso temos um sistema próprio de vendas e agendamento totalmente on-line. O consumidor pode contratar serviços a qualquer hora e de qualquer lugar, de forma prática, rápida e segura. Hoje atendemos milhares de brasileiros e brasileiras todos os dias e nos consolidamos como a maior rede de franquias de limpeza residencial da América Latina”, destaca o CEO da marca, Felipe Buranello. Atualmente a Maria Brasileira conta com 458 operações e uma base de aproximadamente 9 mil facilitadoras. A rede, que assim como o setor de serviços segue em exponencial expansão, aposta na internet como principal canal para contato com seus clientes. “É constante o aumento de consumidores que buscam de forma on-line por companhias que garantem a qualidade e principalmente a segurança ao realizar o serviço, já que o trabalho é prestado dentro da casa ou empresa do contratante, e as redes sociais, que durante a pandemia ganharam mais protagonismo, foram fundamentais para esse processo. Cerca de 94% dos nossos clientes afirmam usar mídias sociais em sua rotina e isso é ótimo, pois, além de facilitar a contratação, nos permite ficar mais próximos e ouvir as preferências e as dores desses consumidores”, completa o CEO. Sobre a Maria Brasileira Criada em 2012, a Maria Brasileira é a maior rede de franquias de limpeza residencial e empresarial do país. Com mais de 70 mil atendimentos por mês, está presente em todos os estados do Brasil com mais de 450 unidades, oferecendo serviços de limpeza residencial, limpeza empresarial, passadeira, limpeza pós-obra e sanitização. Saiba mais aqui.
Quais são as tendências e o futuro da produção de conteúdo digital?

Agilidade, coesão e efemeridade. Com a internet cada vez mais se consolidando como principal meio de consumo de conteúdo – e, consequentemente, de publicidade –, influenciadores, marcas e público estão entrando em uma espécie de ‘acordo’ e, diante disso, um padrão começa a se estabelecer. A média global de tempo de uso da internet é de 6 horas e 43 minutos por dia, segundo a Global Digital Overview. O Brasil está no ‘pódio’ dos países com mais tempo de tela, e metade deste tempo corresponde ao mobile. Tamanho impacto na rotina das pessoas com o celular na mão incide em perguntas na linha de como será a produção de conteúdo e publicidade daqui em diante? “O brasileiro consome produto e serviço. Ainda existe um trabalho forte a ser feito de conscientizar esse consumidor de que conteúdo é um produto. O caminho tomado pelos produtores de conteúdo é monetizar a audiência gerada”. Quem aponta a tendência é João Silva, CEO da Aduela Ventures, em entrevista ao Podcast do Empreendabilidade. A Aduela é a primeira Venture Builder – empresa que constrói um modelo de negócio, geralmente startup, com recursos próprios e buscando disrupção – de comunicação e entretenimento do Brasil. “Quando a gente olha a análise de audiência de redes sociais, o brasileiro sempre está em primeiro ou segundo lugar. Mas, o foco está em produto ou serviço e esse usuário é influenciado por alguém a comprar alguma coisa. Estamos batalhando para o entendimento de que conteúdo é produto. O que está mudando essa mentalidade é o conteúdo de nicho. Por exemplo, consumidores de cultura japonesa, e-sports… Essas pessoas assinam os canais”, esclarece João. O argumento tem respaldo em números. A Twitch, principal plataforma de streaming do planeta, cresceu 57% em 2022, em comparação ao ano anterior e arrecadou mais de 1 bilhão de dólares em gastos de usuários com os criadores – os populares ‘subs’, que pagam pela inscrição nos canais dos produtores favoritos e têm direito a conteúdos exclusivos, mensagens e outros benefícios. O Brasil, conforme João afirmou, é o segundo país com mais usuários: são cerca de 17 milhões, atrás apenas de Estados Unidos e Canadá, com 93 milhões de contas ativas. No planeta, são mais de 1.8 bilhão de horas assistidas mensalmente, com milhões de usuários que pagam os subs para os canais que mais consomem. Novas mídias…, mas e as antigas? Outro fenômeno bastante atual que é objeto de estudo da Aduela ventures é a convergência de mídias. Em toda a história da comunicação, desde a criação do primeiro meio de comunicação de massa, a sociedade costuma apontar o ostracismo do instrumento anterior. Até pode-se dizer, por exemplo, que o surgimento do streaming sepultou o mercado de locadoras de filmes. Entretanto, segundo João Silva, o que se observa é mais convergência e interseção entre as plataformas do que, de fato, uma alternância. “A gente não acha que uma mídia vai substituir outra, isso é um equívoco. Quando surgiu o rádio, disseram que cinema ia morrer, quando surgiu a TV, disseram que o rádio ia morrer e quando surgiu os streamings falaram que a TV ia morrer. Só que, na verdade, essas mídias ganham uma nova função. E é esse o ponto: entender, na estratégia, o que se quer alcançar e qual a função de cada uma das mídias”, explica. “A mensagem chega direto via influenciador e é validade, recebe um ‘selo de aprovação’ de seriedade através da TV e da rádio. Fora que é possível alcançar outros públicos”, finaliza o empreendedor. Produção de conteúdo, marketing de influência e as tendências desse mercado emergente no mundo foram os principais assuntos do papo entre João Silva e Ricardo Meirelles, no Podcast Empreendabilidade. Você pode conferir a resenha completa, dividida em duas partes e disponível no YouTube e no Spotify do Empreendabilidade.
Inadimplência tem recorde histórico e alcança 6,5MM empresas (Serasa Experian)

Setores de Serviços e Comércio representam a maior parte das negativações O Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian revelou que, em fevereiro deste ano, 6,5 milhões de negócios entraram na lista de negativação. Esse foi o maior número de toda a série histórica do índice, iniciada em janeiro de 2016. Além disso, o montante de dívidas totalizou o valor de R$ 112,9 bilhões, sendo que em média, cada empresa com o nome no vermelho tem 7 dívidas vencidas por CNPJ. Veja no gráfico abaixo a movimentação dos dados gerais: A maior parte das empresas que estão na lista de inadimplência é do setor de Serviços, representando 53,8% do total. Em sequência estão os empreendimentos dos segmentos de “Comércio” (37,3%), “Indústria” (7,7%), “Primário” (0,8%) e “Outros” (0,4%), que contempla a área financeira e de terceiro setor. Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, a curva crescente na inadimplência dos consumidores acaba impactando também as empresas. “Mesmo que existam oscilações positivas e alguns empreendedores consigam quitar suas dívidas, como aconteceu em janeiro, a melhoria contínua da inadimplência dos empreendimentos depende muito do cenário de negativação entre os consumidores. Enquanto esse não diminuir de fato, as empresas seguirão encontrando desafios para manter um quadro de melhora significativo”. O recorte que mostra o segmento em que as dívidas foram contraídas revelou destaque para a categoria “Outros” – Empresas financeiras e de Terceiro Setor. Os setores de “Bancos e Cartões” e “Serviços” também concentram a maioria dos débitos a serem ressarcidos. Confira no gráfico a seguir as informações completas: Na análise por Unidades Federativas (UFs), a inadimplência mostrou maior concentração em São Paulo, com mais de 2 milhões de empresas negativadas. Em sequência está o estado de Minas Gerais, seguido pelo Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Veja os dados completos no gráfico a seguir: Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui. Metodologia O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas contempla a quantidade de empresas brasileiras que estão em situação inadimplência, ou seja, possuem pelo menos um compromisso vencido e não pago, apurado no último dia do mês de referência. O Indicador é segmentado por UF, porte e setor. Soluções da Serasa Experian para CNPJs É muito importante, para a saúde do negócio, ter insumos que auxiliem nas tomadas de decisão e na conquista de melhores resultados. Por isso, a Serasa Experian desenvolveu um enxoval de soluções para que os empreendedores tenham sempre a melhor ferramenta ao alcance. Existe a possibilidade de consultar o CNPJ próprio e de fornecedores, contar com uma inteligência para recuperação de dívidas que negocia de forma saudável com os clientes devedores, emissão de certificado digital para realizar processos menos burocráticos e mais seguros e muitas outras possibilidades. Clique aqui e fique por dentro!
Páscoa impulsiona pequenos negócios do ramo de chocolate e doces em geral

A época mais doce do ano se aproxima e os donos de pequenos negócios que atuam no ramo de chocolate e doces em geral se preparam para faturar mais. No ano passado, o período da Páscoa registrou um crescimento de 13% nas vendas de ovos de chocolate, em comparação com 2021. A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) estima que foram vendidas mais de 10 mil toneladas do produto. Em 2023, a expectativa do setor é de continuidade no crescimento que vem sendo verificado desde o arrefecimento da pandemia da Covid-19, como maior controle de casos da doença e do número de mortes. Para este ano, segundo a associação, a aposta é na oferta de produtos com gramaturas variadas, de modo a agradar o bolso de diferentes públicos. Essa é uma estratégia para enfrentar a queda do poder de compra das famílias, principalmente devido ao impacto da alta da inflação sobre os alimentos. “Pensando na situação econômica dos clientes, é muito interessante incluir no cardápio opções menores para que os consumidores que estão com limitações financeiras possam saborear seus doces como também presentear as pessoas mais próximas com um produto especial”, comentou a analista de Competitividade do Sebrae Nacional, Mayra Viana. De acordo com a Abicab, esse comportamento do mercado explica também o recorde de novos itens colocados à venda. Este ano serão comercializados 440 itens de Páscoa, sendo 163 lançamentos. O número de lançamentos é o maior desde 2015, quando a associação começou a contabilizá-lo. Tendências para 2023 A analista de Competitividade do Sebrae Nacional afirma que existem várias tendências que podem ser exploradas pelos pequenos negócios que trabalham com chocolate. Segundo ela, os chocolates considerados mais saudáveis e inclusivos são cada vez mais procurados pelos consumidores. “Opções com maior teor de cacau, sem açúcar, sem leite, além de doces sem glúten ou outros ingredientes vão atrair o público com restrições alimentares ou que desejam opções saudáveis. Nessa tendência também entram os doces vegetarianos e veganos. Tem espaço no mercado para quem atender esse público com qualidade e preço justo” declarou Mayra. Ela destaca ainda que a exclusividade e a personalização também chamam a atenção dos clientes. Chocolates artesanais, feitos à mão e com ingredientes selecionados são muito valorizados pelo consumidor. Nessa linha, utilizar matérias-primas regionais, como frutas e castanhas que existam na sua localidade é uma forma de diferenciação do produto. Confira outras tendências: Chocolates gourmet e premium No mercado, ainda tem muito espaço para produções mais sofisticadas, feitas com ingredientes selecionados, embalagens elegantes. Muitos consumidores estão dispostos a pagar um pouco mais por esse tipo de produto, principalmente para presentear pessoas especiais. Variedade no formato Muitas pessoas ainda procuram pelos ovos de colher e os ovos planos. Sabores inusitados, do tipo craquelados com a casca decorada com chocolates, castanhas ou confeitos também chamam atenção. Além de bonitos, são produtos com valor agregado interessante. Consciência do consumidor A preocupação com a sustentabilidade tem levado os consumidores a buscar produtos feitos com ingredientes orgânicos e sustentáveis. Trabalhar com chocolate orgânico e embalagens sustentáveis são alternativas para atrair um público mais consciente e agregar ainda mais valor aos produtos. Dicas para uma Páscoa lucrativa Para quem já trabalha no ramo de chocolates e doces em geral, ainda dá tempo de se preparar para a Páscoa 2023, data mais importante para esse setor. E para quem decidiu empreender agora, é importante pensar bem nos produtos que vai oferecer para garantir não só lucro, mas também qualidade. Para ajudar os empreendedores, Mayra Viara, que atua no segmento de alimentos e bebidas do Sebrae Nacional elaborou algumas dicas. Confira abaixo: 1. Conheça bem o seu público-alvo Saiba quem são as pessoas que você deseja atingir e procure entender suas preferências. Onde estão os seus clientes? Que tipo de produtos eles compram? Você pode conversar com algumas pessoas da sua região para entender melhor esse comportamento. 2. Não tenha medo de inovar Veja as tendências do mercado e busque criar doces diferentes e criativos, bem como oferecer produtos personalizados com a cara do seu cliente. No caso de chocolates feitos sob encomenda, por exemplo, o consumidor gosta de poder escolher os sabores e colocar em uma embalagem diferenciada. 3. Qualidade em primeiro lugar Com tanta concorrência, a qualidade é que vai garantir que sua empresa cresça, pois o velho boca-a-boca faz toda a diferença nesse mercado. Quem faz chocolate precisa ficar atento aos processos de fabricação, pois a matéria-prima é delicada e exige alguns cuidados e técnicas especiais na hora de trabalhar. 4. Para comer com os olhos também Depois de preparar um produto saboroso e atrativo, não esqueça de fazer uma boa divulgação, principalmente nas redes sociais. Isso pode fazer a diferença e ajudar a trazer novos clientes. Capriche nas fotos, destacando a qualidade dos seus produtos e instigando o paladar. Tire fotos bem iluminadas e que valorizem os seus produtos. 5. Lembre-se de fazer uma boa gestão dos estoques e controle financeiro Faça uma estimativa das vendas para não comprar mais matéria-prima do que o necessário. Além disso, faça as contas dos seus custos para colocar um preço justo. Precificar corretamente vai fazer toda a diferença no resultado da sua Páscoa. No Portal Sebrae, você encontra conteúdos e cursos gratuitos on-line de curta duração que podem ajudar nesses primeiros passos para que seu empreendimento no ramo inicie com o pé direito.
Alta dos preços pode afastar clientes e preocupa pequenos negócios

Pesquisa do Sebrae em parceria com o IBGE mostra que 47% dos empreendedores evitaram repassar os custos de operação para os clientes, mesmo que parcialmente O aumento dos custos continua sendo o principal problema enfrentado pelos pequenos negócios, mas a falta de clientes preocupa um número cada vez maior de empreendedores. A pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com o IBGE, mostra que, entre abril do ano passado e o último mês de janeiro, o percentual de empresários que apontavam os custos como maior dificuldade caiu de 42% para 36%. Enquanto isso, a proporção de donos de micro e pequenas empresas que apontam a falta de clientes como principal problema cresceu 4 pontos percentuais, no mesmo período, alcançando 28% do universo dos pequenos negócios. O receio de perder consumidores é a razão dos empresários estarem ainda mais cautelosos e evitarem repassar – integralmente ou parcialmente – para os clientes os aumentos dos custos de operação. A pesquisa do Sebrae e IBGE mostrou que 8 em cada 10 empreendedores disseram ter verificado aumento dos custos, mas 47% evitaram transferir qualquer valor adicional para os clientes. O levantamento feito em agosto do ano passado havia mostrado que um percentual menor (43%) havia conseguido evitar esse repasse para o preço final dos produtos ou serviços. Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, há uma consciência no empreendedor de que é fundamental manter os clientes nesse momento. “Nem que para isso os empresários precisem reduzir a margem de lucro ao mínimo possível. Temos verificado um movimento de retração do consumo, provocado pela queda do poder aquisitivo das famílias, com os consumidores ainda mais resistentes à compra. Essa é a hora de fidelizar o cliente e mantê-lo, da melhor forma possível”, avalia. Melles lembra que, apesar das dificuldades, cresceu o percentual de empresários ouvidos na pesquisa que acreditam que 2023 será um ano melhor para os seus negócios, graças principalmente à volta dos consumidores (59%) e à melhora do cenário de crédito (10%). Investimentos A pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios também revelou que, mesmo no contexto de restrições, os pequenos negócios não deixaram de fazer investimentos e buscar melhorias de produtividade e gestão. 45% dos entrevistados afirmaram ter realizado investimentos nos últimos três meses de 2022 (percentual menor do que os 50% identificados em agosto passado). Os investimentos estiveram concentrados principalmente em Máquinas e Equipamentos (31%), Instalações (26%) e Equipamentos de Informática (19%).
As 10 melhores cidades para empreender no Brasil; veja ranking

O relatório abrange os 101 municípios mais populosos do Brasil, organizados de acordo com as melhores condições para empreender O município de São Paulo lidera a lista das cidades que apresentam melhores condições para o empreendedorismo, segundo o ranking geral do Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) referente ao período 2022/2023. Produzido pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), o relatório abrange os 101 municípios mais populosos do Brasil, “organizados de acordo com as melhores condições para empreender”. “Essas são as cidades com melhores condições para o empreendedorismo, a partir de sete fatores determinantes para que os negócios sejam bem-sucedidos: ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso ao capital, inovação, capital humano e cultura empreendedora”, justificaram os pesquisadores. As 10 melhores cidades para empreender no Brasil São Paulo (SP) Osasco (SP) Curitiba (PR) Belo Horizonte (MG) Porto Alegre (RS) Rio de Janeiro (RJ) Vitória (ES) Florianópolis (SC) Brasília (DF) Campinas (SP) O destaque em termos de crescimento da capital da República neste ranking se deve, principalmente, segundo o estudo: Às melhorias registradas no ambiente regulatório (redução da alíquota interna do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS); Simplificação burocrática (diminuição de tempo gasto com processos); Questões que afetam diretamente a capacidade de empreendedores abrirem e manterem seus negócios, assim como de torná-los rentáveis; Ambiente Regulatório No quesito Ambiente Regulatório, Goiânia foi apontada como melhor cidade para quem quer empreender, com baixas alíquotas de impostos. “É onde se gasta menos tempo com questões burocráticas [legais e processuais], essenciais à criação execução do negócio”, disse o relatório, referindo-se à capital goiana que, nesse quesito, avançou da 19ª posição para a primeira em 2023. Em segundo lugar, ficou Joinville, seguida pelo Rio de Janeiro, Florianópolis e Niterói. São Paulo e Limeira (SP) lideram o ranking das “melhores infraestruturas para o desenvolvimento do empreendedorismo”. Segundo o levantamento, elas se destacaram por apresentar redes de transporte (por terra, mar ou ar) e condições urbanas mais adequadas e favoráveis ao desenvolvimento de negócios. Na terceira posição está Brasília, seguida de Ponta Grossa (PR), Santos (SP), Guarujá (SP), Guarulhos (SP), Porto Alegre (RS), Piracicaba (SP) e Campinas. “As condições urbanas e os custos de cada cidade [custo do metro quadrado dos imóveis; acesso à internet rápida ou a segurança urbana, por exemplo] são fundamentais para a decisão de o empreendedor abrir ou não um negócio na região”, conforme explicado pelos pesquisadores responsáveis pelo ICE 2023. Ranking de ambiente regulatório 1º Goiânia (GO) 2º Joinville (SC) 3º Rio de Janeiro (RJ) 4º Florianópolis (SC) 5º Aparecida de Goiânia (GO) 6º Niterói (RJ) 7º São Paulo (SP) 8º Praia Grande (SP) 9º Macapá (AP) 10º São José dos Pinhais (PR) Mercado As cidades que apresentaram “melhor desenvolvimento econômico e mais clientes potenciais”, no ranking relativo a mercado, foram Niterói, Jundiaí (SP) e Brasília. Niterói foi a cidade que registrou o maior crescimento real do PIB no período, além de ter o quarto melhor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M). A cidade, lembra o estudo, conta com uma indústria do petróleo “que se beneficiou dos sucessivos aumentos do preço do barril, assim como da cotação do dólar”. Já no quesito Acesso a Capital, algo que em muito favorece os negócios, as cidades mais bem ranqueadas foram São Paulo, Osasco (SP), Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Sobre este quesito, os pesquisadores explicaram que há “evidências” de que a “facilidade em obter recursos financeiros” é um dos “principais motivos para empreendedores se arriscarem em novas oportunidades”. “É um componente capaz, também, de proteger o negócio de choque de mercados e dos efeitos de riscos e incertezas”, disse o diretor de Altos Estudos da Enap, Alexandre Gomide. Ranking de mercado 1º Niterói (RJ) 2º Jundiaí (SP) 3º Brasília (DF) 4º Osasco (SP) 5º São Bernardo do Campo (SP) 6º Joinville (SC) 7º Boa Vista (RR) 8º Camaçari (BA) 9º Caxias do Sul (RS) 10º Piracicaba (SP) Inovação e Capital Humano Florianópolis, Limeira e Campina Grande foram citadas como “locais com mais condições para a criação de negócios com potencial de gerar inovações”, quesito que abrange características como “concentração de talentos no mercado de trabalho local, financiamento de ações de inovação e infraestrutura tecnológica”. Empreendedores inovadores estão associados também à identificação de novos produtos, processos e mercados. A importância do capital humano – outro ponto analisado pelo estudo – para o desenvolvimento tem ganhado espaço nas análises econômicas. A liderança nesse ranking, que avalia tanto o acesso de qualidade à mão de obra básica quanto especializada, é ocupada por Florianópolis, seguida de Vitória, Santa Maria (RS) e Porto Alegre. O levantamento citou estudos indicando que a maior abundância de capital humano nas cidades pode impactar positivamente de três formas no empreendedorismo. A primeira, por aumentar a chance de êxito nas empresas, uma vez que “é mais provável que o empreendedor seja mais capacitado na gestão do negócio.” Além disso, o capital humano favorece a alocação de recursos e a coordenação de atividades de forma mais eficiente. Por fim, “ampliando as redes de relações sociais que se organizam no desenvolvimento do empreendedorismo”. Ranking em inovação 1º Florianópolis (SC) 2º Limeira (SP) 3º Campina Grande (PB) 4º Campinas (SP) 5º São Paulo (SP) 6º Caxias do Sul (RS) 7º Joinville (SC) 8º Blumenau (SC) 9º São José dos Campos (SP) 10º Curitiba (PR) Cultura empreendedora A cidade mais engajada para atividades empreendedoras, quesito que tem por base a busca de informações sobre empreendedorismo e empresas locais, o que inclui “conhecimento sobre os processos de abertura de empresas”, foi Boa Vista (RR). “Um dos temas de busca levados em consideração na pesquisa foi o empreendedorismo feminino, porque sabemos da importância das mulheres para o desenvolvimento econômico, social e sustentável”, explicou a coordenadora-geral substituta de Pesquisa da Enap, Kamyle Medina. O levantamento usa como base de dados a ferramenta de buscas Google Trends ao longo dos últimos cinco anos. O segundo lugar neste ranking ficou com Macapá (AP). Depois, aparecem Palmas (TO), Brasília, Maceió, Rio Branco (AC), Ananindeua (PA) e Porto Velho (RO). Ranking de cultura empreendedora 1º Boa Vista (RR) 2º Macapá (AP) 3º Palmas (TO) 4º Brasília (DF) 5º Maceió (AL) 6º Rio Branco (AC) 7º Ananindeua (PA)
Número de empresas abertas em SP no 1o bimestre caiu 6,89%

Estado tem menos aberturas de empresas de médio e grande porte no período, o que sinaliza comportamento mais conservador, principalmente em fevereiro; Setor de bares, restaurantes e serviços de alimentação começa o ano desaquecido; Na contrapartida, feiras e eventos retomam negócios vislumbrando oportunidades em 2023; Apesar de redução nas aberturas de CNPJs, microempresas continuam sendo opção para recolocação no mercado de trabalho; O número de empresas abertas no Estado de São Paulo caiu 6,89% no primeiro bimestre de 2023 em comparação com o ano passado, segundo levantamento do Empreendabilidade, casa de análise do empreendedorismo, a partir dos dados da Receita Federal. Nos dois primeiros meses do ano, foram abertas 196.371, contra 210.907 no mesmo período de 2022. No mês de fevereiro, houve uma redução de 14,71% nos CNPJs: 92.517 em fev/2023 contra 108.475 há um ano. Em comparação com janeiro/2023, houve 10,92% menos aberturas: uma diferença de 11.337 CNPJs. Na leitura do Empreendabilidade, a diminuição no número de CNPJs abertos no Estado com a maior economia do País é reflexo de um cenário complexo. “O empreendedorismo tem crescido no Brasil, com acelerado aumento no número de microempresas abertas na série histórica. Porém, o cenário econômico segue influenciado por diversos fatores”, afirma Ricardo Meireles, pesquisador e fundador do Empreendabilidade. “Ao mesmo tempo em que ainda estamos no processo de recuperação da pandemia, tivemos crises globais e temos expectativa pela reforma tributária, que poderia vir aliada a um ambiente de negócios mais favorável para o empreendedorismo”, explica. Comportamento por porte Nas microempresas, que representam mais de 90% dos CNPJs ativos no Estado, há registro de 7,18% menos aberturas no bimestre em relação a 2022 (178.516 em 2023 contra 192.318 no ano passado), que foi parecido com o ano anterior, de 2021. Nas empresas de pequeno porte, o número subiu 5,4%, com 356 empresas a mais no ano (6.946 este ano e 6.590 em 2022), mas com queda de 10% em relação há dois anos (gráfico abaixo). Nas médias e grandes (demais portes), foram 1.090 CNPJs a menos abertos no bimestre (10.909 em 2023 e 11.999 em 2022). Na comparação com 2021, houve uma queda de 20% na abertura de companhias. No mês de fevereiro, as microempresas caíram 2,49% (83.478 fev/23 X 98.669 fev/22), cerca de 15 mil CNPJs de diferença. As empresas de pequeno porte mantiveram patamar similar, com 0,11% de alta (3.650 fev/23 X 3.646 fev/22). As empresas de demais portes (médias e grandes) tiveram redução de 11,82% nas aberturas do último mês, totalizando 5.389 CNPJs contra 6.160 há um ano. “A queda na abertura de empresas de maior porte, que demandam maior investimento, pode ser resultado de um comportamento mais conservador diante do macrocenário, visto que o começo do ano foi de calorosas discussões sobre a base econômica, juros e mercado”, explica Meireles. “Na outra ponta, a redução na abertura de microempresas ainda é pontual diante do contínuo movimento de ‘pejotização’, profissionais que abrem uma microempresa individual para prestar serviços e continuar no mercado de trabalho, que cresceu na pandemia.” Gráfico Empreendabilidade: bimestre janeiro e fevereiro abertura de CNPJs SP Gráfico Empreendabilidade: fevereiro abertura de CNPJs SP Restaurantes esfriaram no pós-pandemia? Dentre os setores que tiveram maior redução de abertura de CNPJs em SP, chama a atenção o de estabelecimentos de alimentação fora de casa, o que inclui bares e restaurantes, lanchonetes e cafés. No recorte bimestral, a abertura de lanchonetes, casas de chá, sucos e similares (CNAE 5611-2/03) foi 13,05% menor entre 2023 e 2022. De restaurantes e similares (5611-2/01) caiu 24,41% no mesmo período, e alimentos preparados para consumo domiciliar (5620-1/04) caiu 25%. “Estes segmentos estão entre os que mais sofreram durante a pandemia devido ao isolamento social e esperava-se uma recuperação gradual. Contudo, os estabelecimentos são afetados diretamente pelas mudanças que estamos vivendo. Mesmo com retorno para os escritórios, ainda que em modelo híbrido, com o brasileiro endividado, gastando menos, sem aumento de demanda e o contexto do crédito mais caro, o sinal é de que o setor começa o ano frio”, afirma o analista. Feiras e Eventos retomam atividade Já o segmento de feiras e eventos (CNAE 8230-0/01) sinaliza retomada importante no primeiro bimestre de 2023, com 26,1% mais CNPJs abertos em relação ao ano passado, e 63,67% na comparação com 2021. Foram quase 3 mil empresas (2.933) abertas no Estado nos meses de janeiro e de fevereiro. “A retomada dos eventos presenciais, nítida nos primeiros números do ano, é catalisador de diversos segmentos. Era um movimento esperado e que tem potencial de trazer um efeito em cascata com eventos já programados para ocorrerem ao longo do ano”, conclui o executivo.
Marmita em alta: 80 mil negócios abertos em 2022

Levantamento feito pelo Sebrae aponta que o segmento do ramo de alimentação se mantém como oportunidade de negócio entre os pequenos empreendimentos O mercado de fornecimento de marmitas segue atraindo a atenção de interessados em ter um negócio próprio. De acordo com dados da Receita Federal, somente no ano passado, foram abertos quase 80 mil pequenos negócios no ramo, sendo a maioria deles microempreendedores individuais (MEI). Apesar de apresentar uma queda em relação a 2021, que contabilizou 112 mil novos registros, o número de atividades de fornecimento de marmitas ainda é superior ao registrado em 2019, no período pré-pandemia. O analista de Competitividade do Sebrae Nacional Luiz Rebelatto considera que a pandemia da Covid-19 teve grande influência no crescimento da atividade, seja pelas mudanças no comportamento do consumidor, que recorreu ao delivery de comida, seja pelo movimento do empreendedor na pandemia. “A elaboração de marmitas, que é considerada relativamente menos complexa e com a possibilidade de entrega na vizinhança, passou a ser vista como uma alternativa de renda ou complemento da atividade profissional diante da crise”, explica. Segundo ele, o rápido crescimento na pandemia agora segue para uma reacomodação do mercado, tendo em vista também que o lockdown não ocorreu de forma homogênea no país. “Não é todo mundo que vai permanecer no mercado. Uns começam e desistem, outras tentam e não conseguem. Então, esse movimento dos números é resultado do próprio comportamento da pandemia, com alguns atrasos a depender da localidade”, acrescenta. Rebelatto avalia que o movimento do mercado das marmitas também sofreu com o impacto da inflação sobre o preço dos alimentos e do cenário internacional desfavorável devido à invasão da Ucrânia. “Esse elemento inflação teve uma participação especial sobre os alimentos. Não foi apenas um reflexo da pandemia, mas somou-se a isso, no ano passado, a guerra na Ucrânia, que é um grande produtor de alimentos e de fertilizantes utilizados na agricultura, o que acabou impactando o setor.” Oportunidade Mesmo com a forte concorrência, o fornecimento de marmitas não oferece muitas barreiras de entrada no mercado para novos empreendedores. Considerando o aumento da atividade de fornecimentos de marmitas, Rebelatto destaca que é importante observar os diferentes nichos de mercado. “As marmitas fit ou com alimentos mais saudáveis, por exemplo, tiveram forte demanda nos últimos anos. Nesse grande grupo marmitas, existem aquelas com custo menor, cujo objetivo é ser mais popular, mas também existem outras que são produzidas com alimentos diferenciados, como orgânicos ou veganos”, frisa. Para quem está interessado em aproveitar a oportunidade de negócio ou já está trabalhando no segmento de marmitas, o especialista do Sebrae Nacional preparou algumas dicas. Segundo ele, antes de qualquer coisa, o empreendedor deve dar uma atenção especial à gestão financeira. “Tenha tudo na ponta do lápis para que o seu empreendimento seja realmente viável”, recomenda. Confira mais orientações abaixo: 1. Invista em um ambiente adequado para a produção de marmitas Entenda que produzir alimentos em casa para consumo próprio é bem diferente de produzi-los para venda. Existem cuidados que são considerados pré-condição para atuar no ramo da alimentação, que envolvem procedimentos adequados em relação à higiene, manipulação, conservação dos alimentos, entre outros. O Portal do Sebrae oferece cursos on-line gratuitos sobre boas práticas nos serviços de alimentação. Clique aqui para conhecer. 2. Estruture um modelo de negócio Na elaboração do seu modelo de negócio, defina muito bem quem é o seu público, seu raio de atuação, entre outros fatores, pois tudo isso vai influenciar na definição das características do produto. Vender uma marmita em uma área comercial é diferente de vender uma marmita para uma família em casa. Do mesmo modo que é diferente oferecer uma marmita quente, pronta para o consumo, e uma marmita congelada. Além disso, é preciso avaliar se vai vender uma marmita mais popular de baixo custo ou uma mais elaborada com ingredientes selecionados. 3. Fique atento às tendências de consumo Ao longo do desenvolvimento do negócio, esteja ligado nas tendências de consumo para aprimorar o empreendimento. Observe o movimento do mercado onde você atua para fazer ajustes, aprimoramentos ou diversificar o seu processo de produção. Utilizar uma embalagem mais sustentável com uma marca diferenciada também pode ser avaliado diante da exigência de um novo público consumidor, bem como pensar em simples inovações, como atuar em plataformas de delivery.
MEI são os mais adeptos às contas bancárias digitais

Pesquisa do Sebrae revela que serviços presenciais nos bancos estão cada vez mais em desuso As contas digitais de pessoas físicas estão crescendo entre os donos de pequenos negócios e 56% deles já aderiram. Os microempreendedores individuais (MEI) são os que mais buscam esse tipo de relacionamento bancário. De acordo com a segunda edição da pesquisa Hábitos de Uso de Produtos Financeiros, realizada pelo Sebrae para medir os hábitos bancários de empreendedores como pessoas físicas, 60% desse segmento possuem contas em bancos digitais. Entre as microempresas, esse índice cai para 50%, e entre as pequenas é de 43%. “As contas digitais são menos burocráticas e geralmente oferecem custo menor para os empreendedores. Isso também explica que quanto menor o negócio, maior a adesão a esse tipo de produto bancário, talvez por isso essa modalidade esteja crescendo”, observa o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Ele ainda destaca que essa escolha pode ser explicada também ao uso cada vez menor das estruturas físicas dos bancos. A pesquisa revela que atendimentos bancários como caixa eletrônico, caixa do banco e correspondente bancário são utilizados de forma muito esporádica, ou seja, a maioria utiliza tais serviços raramente. “Por outro lado, serviços digitais como os aplicativos de bancos para celular são utilizados diariamente ou pelos menos semanalmente por parcela expressiva dos empresários: 81%”, ressalta Melles. Os jovens são os que mais possuem contas digitais: 74% dos empreendedores entrevistados com idade entre 25 e 34 anos possuem contas em fintechs contra 29% dos que têm mais de 65 anos. Apesar do grande número de adeptos nas contas digitais, elas ainda não são os serviços bancários mais utilizados pelos empreendedores. O levantamento mostra que cartão de débito faz parte da rotina de 83% dos donos de pequenos negócios, sendo o serviço financeiro mais utilizado, seguido pelo cartão de crédito (76%). Conta corrente em banco tradicional por 75% dos empresários, poupança por 65% e cheque especial por apenas 21%, resultado bem inferior ao verificado na primeira edição da pesquisa, em 2015, que mostrava que 55% dos empreendedores usavam cheque especial. Metodologia A segunda edição da pesquisa Hábitos de Uso de Produtos Financeiros pretende conhecer os hábitos dos empresários em relação ao uso de produtos financeiros como pessoa física. Foram feitas 6.126 entrevistas por telefone entre 07 de dezembro de 2022 e 20 de janeiro de 2023. O erro amostral é de 1,25% para resultados gerais. O intervalo de confiança é de 95%. A primeira edição foi realizada em 2015.
Pequenos empresários poderão antecipar recebíveis por máquina de cartão da iCertus

De acordo com Fábio Ieger, CEO da startup, a taxa de juros para antecipar pagamentos é significativamente menor do que as praticadas por bancos e outras instituições financeiras As máquinas de cartão de crédito e débito se tornaram uma ferramenta essencial para empresas, sejam pequenas ou grandes, que querem oferecer comodidade e praticidade aos clientes na hora do pagamento. Com a popularização dessa tecnologia, surgiu também a possibilidade de antecipar recebíveis. Ou seja, receber o dinheiro das vendas parceladas de forma antecipada. Essa é uma opção interessante para as empresas que precisam de capital de giro imediato para investimentos, pagamentos de funcionários e fornecedores, além de outras despesas. Entretanto, alguns microempreendedores ainda são prejudicados pelas altas taxas de juros praticadas pelos bancos brasileiros. Com isso, faz-se a necessidade de encontrar soluções que auxiliem esses empreendedores a prosperar sem perder parte de seus ganhos. A iCertus, startup que oferece soluções financeiras para empresas, como antecipação de recebíveis e empréstimo de capital de giro em uma plataforma simples e intuitiva, está lançando a sua própria máquina de cartões para MEI’s, os microempreendedores individuais. Nela, será possível antecipar valores com taxas muito menores do que as praticadas, atualmente, pelas instituições financeiras, facilitando o crescimento desses microempresários. De acordo com Fábio Ieger, CEO da startup, a solução é completamente integrada à plataforma da iCertus, facilitando as operações financeiras. “Esse é um dos pontos que simplificam ainda mais a antecipação de recebíveis, tendo em vista que todas as operações acontecem dentro do mesmo software e sem a atuação de bancos ou outras organizações”, relata. Para Fábio, a cobrança abusiva de juros em antecipações de recebíveis é um problema que afeta muitas empresas e empreendedores, prejudicando a saúde financeira dos negócios. “Muitas vezes, essas empresas recorrem a esse recurso, mas se tornam vítimas de práticas abusivas, aumentando ainda mais suas dívidas. Os empresários precisam estar atentos para evitar prejuízos desnecessários e garantir a sustentabilidade de seus empreendimentos”, declara. A solução da iCertus será disponibilizada em formato de assinatura e o CEO acredita que o valor é acessível para qualquer microempreendedor. “No plano anual, a mensalidade é de R$ 29,90, enquanto o plano mensal tem o valor de R$ 39,90. É um movimento ousado e vai contra o que as grandes instituições financeiras estão praticando. No entanto, acreditamos que esse tipo de ação é exatamente o que o mercado brasileiro precisa para voltar a crescer e se destacar em todo o mundo”, finaliza. Fábio Ieger é empreendedor e apaixonado por tecnologia. Administrador de empresas, sabe o quanto é desafiador o dia a dia para manter um negócio em atividade em um país com instituições financeiras que em nada ajudam o pequeno e médio empresário. Para levar soluções sustentáveis e realistas a esse público, fundou a fintech iCertus, que utiliza dados do seu software de gestão para conceder empréstimo e capital de giro para os que mais necessitam de ajuda, e esbarram em análises injustas. Para mais informações, acesse icertus.com.br/ iCertus O iCertus proporciona ao usuário uma experiência agradável e intuitiva, utilizando ícones de fácil compreensão, com telas simplificadas e com todas as informações em um só lugar. Com relatórios de fácil compreensão, auxilia na tomada de decisões. Agregado a isso, diversos serviços financeiros, como antecipação de recebíveis e empréstimos de capital de giro. A cada dia, a empresa inova e inclui a inteligência artificial para ajudar cada vez mais a pequena indústria. Recebeu investimentos da Bossa Nova, de João Kepler e Pierre Schurmann; e da IVP, de Fabricio Bloisi e Bruno Rondani e João Bezerra, ex-CTO do Banco Itaú; Poli Angels, de Rozallah Santoro, Marco Poli, entre outros, além de passar pela aceleração da Baita Aceleradora, na Unicamp. Para mais informações, acesse icertus.com.br/ ou pelo Instagram @icertus
“Perse é fundamental para bares e restaurantes”, diz diretor da ANR

Após a decisão do TRF, derrubando a Portaria ME 11.266/2022, mais de 50 setores excluídos dos beneficiários do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) voltaram a figurar entre os contemplados. A decisão foi uma resposta positiva ao pedido da Associação Brasileira de Eventos (Abrafesta), que solicitou a suspensão dos efeitos da norma do Ministério da Economia que reduziu o número de setores com direito às alíquotas zero. O setor de bares e restaurantes, que contempla mais de 1 milhão de estabelecimentos, segundo um levantamento da BuyCo, também ficou de fora da lista de beneficiários, o que revoltou representantes da categoria. Desse milhão, 650 mil ainda são informais e cerca de 93,4% são micro e pequenos negócios, que sofreram ainda mais com os impactos causados pela pandemia e as medidas de isolamento. O diretor executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), Fernando Blower, afirmou que o incentivo do Perse é decisivo para o setor. “O benefício fiscal estabelecido pela lei do PERSE é fundamental para os setores mais afetados pela pandemia, como eventos, entretenimento, turismo. Nesses setores estão inclusos bares, restaurantes, lanchonetes, cafeterias etc. Eles precisam de alguns anos para se recuperar de todas as dívidas tributárias, bancárias contraídas nesse período” disse. O Instituto Federal de Brasília (IFB) demonstrou que no ano de 2018, 37% da população brasileira fez suas refeições fora de casa ou comprou alimentos prontos para levar. Esse setor movimenta em torno de R$ 170 bilhões por ano e atende cerca de 80 milhões de consumidores a cada mês, números que evidenciam a importância do setor para a economia do país. “É papel, sim, do Estado, beneficiar esses setores que mais empregam sobretudo jovens de 18 a 24 anos, aqueles que mais precisam de uma oportunidade, são eles que começam sua carreira nesses estabelecimentos. Portanto, esse tipo de medida, na verdade, constitui uma reparação aos danos causados por todo esse período, de tal forma que a gente consiga continuar gerando esses empregos e o desenvolvimento social e econômico do país”, completa Fernando. Apesar da vitória, a questão ainda pode se estender, haja visto que é necessária a decisão das instâncias superiores sobre o tema e o processo jurídico de assuntos complexos, como é o Perse, costuma se alongar.
FGV/Sebrae: Confiança dos pequenos negócios volta a crescer

Depois de cinco meses de queda, índice medido pelo Sebrae e FGV, foi positivo nos três setores da economia analisados Depois de cinco meses de quedas consecutivas, a confiança dos donos de pequenos negócios voltou a crescer, em fevereiro. De acordo com a Sondagem das Micro e Pequenas Empresas, realizada mensalmente pelo Sebrae e pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança das MPE (IC-MPE) avançou 3,8 pontos, passando de 84,6 pontos, em janeiro, para 88,4 pontos no segundo mês do ano. O Índice é cerca de um ponto superior ao detectado em novembro do ano passado (87,5 pontos), o mais alto desde então. O presidente do Sebrae, Carlos Melles, destaca que o crescimento do índice foi influenciado pelo avanço da confiança nos três setores que compõem a Sondagem (Indústria, Comércio e Serviços). “A confiança dos donos de pequenos negócios do Comércio e Indústria da Transformação foi a que mais puxou o índice para cima, contudo, a recuperação no mês precisa ser analisada com cautela considerando que há ainda um movimento de desaceleração econômica mundial em curso, e no âmbito nacional temos desafios que levam em consideração uma política monetária contracionista, riscos fiscais e inflação elevada”, pontua. O Índice de Confiança do Comércio cresceu 4,5 pontos; o da Indústria de Transformação, 4,4 pontos; e o do setor de Serviço apresentou alta de 1,2 ponto. “Acreditamos que os próximos meses manterão essa tendência, mas a sustentabilidade de bons resultados ainda dependerá de uma melhora efetiva da demanda e da capacidade das MPE em se manterem competitivas no mercado”, observa Melles. Para os próximos meses, as expectativas avançam em velocidade menor. O Índice de Expectativas das MPE (IE-MPE) subiu 1,8 ponto, para 84,8 pontos, influenciado por uma perspectiva mais otimista sobre a demanda nos próximos meses. O índice que mede a demanda prevista empresarial cresceu 2,7 pontos, para 83,7 pontos. No entanto, embora as empresas vislumbrem uma reação da demanda nos próximos três meses, no horizonte de seis meses isso ainda não é o esperado. O indicador que mensura a tendência dos negócios empresarial recuou 0,7 ponto, para 82,5 pontos. Comércio No setor dos micro e pequenos empresários do Comércio (MPE-Comércio), o Índice de Confiança passou de 81,8 para 86,3 pontos, atingindo o maior nível desde novembro de 2022 (86,7 pontos), o que interrompe a sequência de quatro quedas consecutivas. Todos os segmentos pesquisados no setor de Comércio melhoraram, com destaque para o segmento de veículos, motos e peças (lojas de autopeças e pequenas revendedoras). Os segmentos de material de construção e de varejo restrito também melhoraram. Serviços Depois de cinco quedas consecutivas, a melhora da confiança dos micro e pequenos empresários do setor de Serviços (MPE-Serviços) foi observada no mês de fevereiro com aumento de 1,2 ponto, para 86,0 pontos. Dos cinco segmentos pesquisados, quatro acompanharam a alta do setor, com destaque para serviços de informação e comunicação, prestados à família e serviços profissionais. O único segmento que foi na contramão da tendência de alta foi serviços de transporte, que recuou pela sexta vez seguida, com queda de 7,4 pontos. Indústria de Transformação Diferente dos demais setores, esse é o terceiro mês seguido de recuperação da confiança dos micros e pequenos empresários do setor da Indústria de Transformação (MPE-Indústria): o índice subiu 4,4 pontos, para 94,0 pontos. Dos cinco segmentos pesquisados, três apresentaram alta, com destaque para outros, seguido pelos segmentos alimentos e vestuários. Na contramão, os segmentos refino e produtos químicos, e metalurgia e produtos de metal caíram.
Em 2022, Fampe viabilizou mais de R$ 4,3 bi em 74 mil operações de crédito

Valor avalizado no ano passado representa 14% do total concedido pelo Fundo garantidor nos últimos 25 anos Balanço realizado pelo Sebrae aponta que o Fundo de Aval da Micro e Pequena Empresa (Fampe) viabilizou, somente em 2022, aproximadamente 74 mil operações de crédito para pequenos negócios, superando a marca de R$ 4,3 bilhões – o valor representa 14% do montante total concedido pelo Fundo ao longo de seus mais de 25 anos de história. No período de 2020 a 2022, o Fampe registrou um salto de mais de 240% na carteira de crédito garantido pelo fundo, contribuindo para que 211 mil clientes obtivessem financiamento para manter sua atividade e sua sustentabilidade. Para 2023, a expectativa do mercado de crédito, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), é um aumento na oferta de 8,3% sobre os valores do ano passado. No entanto, mesmo com a tendência de alta, o número é menor do que os 14% contabilizados na comparação de 2022 com 2021. Ainda assim, Adalberto Luiz, coordenador do Núcleo de Garantias da Unidade de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae Nacional, considera que a situação pode melhorar. “Esse cenário pode mudar de acordo com as estratégias que o governo federal e os bancos públicos vierem a adotar no segmento de pequenos negócios”, analisa. Garantias para os pequenos O Fampe é o fundo garantidor do Sebrae, que atua como avalista das operações de crédito para os pequenos negócios, desempenhando o importante papel de fornecer às instituições financeiras as garantias solicitadas, que muitas vezes esses empreendedores não dispõem. Criado em 1995, atualmente o Fampe conta com 22 instituições financeiras conveniadas, entre bancos comerciais, agências de fomento, cooperativas de crédito e fintechs. “Historicamente, a falta de garantias é um dos maiores empecilhos para que os pequenos negócios obtenham crédito. Então, o uso do Fampe permite que o empreendedor consiga o crédito de que ele precisa para dar continuidade ao seu negócio, mas o crédito consciente, uma vez que o Sebrae disponibiliza orientação e capacitação aos clientes que obtém crédito com a garantia do fundo, minimizando, inclusive o risco da inadimplência”, explica Adalberto Luiz.
Brasil registra alta de 3,9% na abertura de novas empresas em janeiro de 2023

Tempo médio para abertura das empresas também foi o menor já calculado no país. De acordo com dados divulgados no dia 14 de fevereiro pelo Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (DREI) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), o Brasil registrou 357.937 novas empresas abertas em janeiro de 2023, representando alta de 3,9% sobre o mesmo período de 2022, quando 344.368 empresas foram criadas no país. O estudo mostrou ainda que o tempo médio para abertura das empresas também foi reduzido, levando uma média de 22 horas para o processo de abertura, representando o menor prazo já calculado no país. Das 27 unidades da Federação, 21 registraram alta na abertura de empresas em janeiro deste ano na comparação com janeiro do ano passado. Apenas Distrito Federal, Acre, Pará, Alagoas, Bahia e Sergipe apresentaram retração. As atividades econômicas mais exploradas pelas empresas abertas em janeiro de 2023 foram nas áreas de promoção de vendas (17.708); comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (15.964); preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo não especificados anteriormente (13.760); cabeleireiros, manicure e pedicure (13.720) e obras de alvenaria (10.672). *Com informações do Correio Braziliense
LGPD descomplicada: cinco ações para aplicar no seu negócio
Empreendedores que descumprirem a LGPD podem estar sujeitos a multas e suspensão de atividades relacionadas a tratamento de dados, dentre outras sanções A segurança da informação vem ocupando cada vez mais espaço dentro da gestão empresarial, principalmente em razão da crescente dependência que os empreendimentos vêm tendo das tecnologias de informação e comunicação. Ainda assim, a adequação à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) encontra desafios nas empresas brasileiras e, em especial, nos pequenos negócios. Nada obstante, as penalidades impostas pelo descumprimento da legislação podem consistir em multas consideráveis (com base no faturamento dos empreendimentos, por exemplo), em advertências ou mesmo na proibição parcial ou total das atividades relacionadas ao tratamento de dados pessoais. De acordo com a LGPD, são considerados dados pessoais informações como nome, RG, data e local de nascimento, localização via GPS, prontuário de saúde, histórico de pagamentos, entre outros, estejam eles em meio físico ou digital. Se as empresas não zelarem pela privacidade e pelos demais direitos dos titulares de dados pessoais, poderão ser penalizadas por usarem esses dados de maneira indevida. O Sebrae acompanha de perto a repercussão da LGPD na micro e pequena empresa e no Microempreendedor Individual (MEI) e tem atuado junto à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e à sociedade para garantir um tratamento diferenciado aos pequenos negócios, mantendo a sustentabilidade do setor, informa o Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais do Sebrae Nacional (também chamado de Data Protection Officer ou DPO), Diego Almeida. Por falta de conhecimento, muitos empreendedores não investem em processos que garantam a segurança de dados, para minimizar os riscos de um ataque cibernético (perigo que ronda qualquer negócio, independentemente do seu tamanho ou visibilidade). Para ajudar o empresário que não sabe por onde começar, o especialista do Sebrae lista cinco medidas iniciais: 1. Entender a LGPD – é importante que os empresários compreendam as disposições da lei e seus objetivos, a fim de identificar que obrigações que são aplicáveis ao seu negócio. 2. Identificação – os empreendedores precisam identificar quais são os dados pessoais tratados pela empresa; assim, será possível entender todo o ciclo de vida dos dados pessoais (da coleta ao armazenamento ou exclusão), compreender para que eles são utilizados e definir quais são as proteções necessárias, bem como as medidas que serão adotadas para resguardar esses dados de acessos indevidos ou perda, por exemplo. 3. Medidas de segurança – é importante que esses empresários entendam quais são as medidas de segurança que eles podem adotar para proteger os dados pessoais utilizados em seu negócio. Por exemplo, criptografia, backup regular e controle de acesso, para evitar qualquer tipo de vazamento, tanto físico quanto digital. Conhecer minimamente as opções disponíveis possibilita identificar quais melhor se adequam à realidade do negócio, evitando custos desnecessários. 4. Treinar a equipe – é importante que todo o time da empresa conheça a LGPD e as obrigações por ela estabelecidas, de forma a ajudar a garantir que todos sigam as regras adotadas nos processos de adequação. 5. Revisar os contratos – é importante que, durante a adequação da empresa à LGPD, os empresários revejam contratos já existentes com parceiros e fornecedores para garantir que a LGPD esteja sendo cumprida e, para além disso, aproveitar o momento para renegociar e obter alguma vantagem competitiva diante de seus concorrentes.
Entenda a importância do mobile marketing para as marcas brasileiras

Em um mundo em constante evolução e rápido crescimento, em que as pessoas estão sempre em movimento, o celular é a opção preferida para interagir na internet, fazer compras e se comunicar. O mercado brasileiro vem sendo líder no uso de tecnologia móvel há muitos anos e, por isso, as marcas devem ter em mente a importância das estratégias de mobile marketing para atingir efetivamente os consumidores brasileiros. Isso se torna cada vez mais evidente à medida que a economia do País continua aumentando e mais pessoas têm acesso à tecnologia móvel. Como o celular está sempre à mão, não é de se estranhar que 80% do tráfego online aconteça por meio desses dispositivos. Empresas que visam se comunicar de forma mais eficiente com seus clientes e potencializar suas receitas estão apostando no mobile marketing. Tal estratégia oferece às marcas a oportunidade de alcançar os consumidores em um nível pessoal, com mensagens e conteúdos adaptados aos seus interesses e preferências individuais. Assim, podem criar fidelidade, impulsionar o engajamento e, por fim, aumentar as vendas. Esse cenário é bastante promissor, principalmente para o varejo. Com a ajuda de martechs (empresas de marketing digital), as companhias podem atingir seu público-alvo com maior precisão, usando ferramentas como SMS, Rich Communication Service (RCS) e WhatsApp. O marketing de mensagem de texto é a “chave”, pois possui altas taxas de abertura, em comparação com o e-mail mais “tradicional”, é econômico e uma das formas mais diretas de se comunicar com os consumidores. Por meio das ferramentas de automação de mobile marketing que as martechs oferecem, os varejistas podem realizar campanhas personalizadas e direcionadas, alcançando os consumidores finais exatamente onde eles passam a maior parte do tempo — no celular — no momento certo. As marcas também podem usar essa tecnologia para criar programas de fidelidade, oferecer descontos, fornecer brindes e rastrear comportamentos e preferências dos clientes, criando conteúdo personalizado para eles com base em seus interesses, respeitando sua privacidade. Mas uma das maneiras mais eficazes de aumentar as vendas é eliminando as taxas de abandono de carrinho das lojas online, que corresponde a quase três quartos (69,82%) das compras no ambiente digital. As ferramentas de mobile marketing podem ajudar no reengajamento dos consumidores e impulsionar ainda mais as vendas, oferecendo incentivos aos usuários para finalizar suas aquisições. Tais artifícios permitem aos anunciantes segmentar usuários por meio de campanhas multicanal, ao mesmo tempo em que combina o poder de vários recursos em uma solução, incluindo criação de conteúdo, automação de campanha, análise de dados, insights de público, prevenção de fraudes em anúncios e capacidade de gerenciamento do canal. Assim, é possível garantir a melhor experiência e jornada do cliente, padronizando as interações de acordo com a personalidade e as necessidades do usuário e permitindo que as marcas façam campanhas de marketing altamente eficientes e eficazes. O resultado é de três vezes mais conversões e o dobro do engajamento do consumidor quando comparado às campanhas digitais tradicionais. *Por Patrick Marquart, diretor de Vendas Corporativas da Upstream, especialista global em tecnologia de mobile marketing
O que eu estou pagando? Saiba os significados das siglas de impostos

PIS, Cofins, ISS, DAS e outros tributos são conhecidos apenas pela sigla e o contribuinte muitas vezes não sabe o destino do dinheiro Com o objetivo de otimizar os diálogos e dinâmica de uma empresa, o universo corporativo é recheado por siglas que são utilizadas o tempo todo. No momento de abertura da empresa, por exemplo, o empreendedor cria seu Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, o popular CNPJ. Ele é um MEI, caso se enquadre como Microempreendedor Individual. E por aí vai. Mas, é na hora de pagar os impostos que as siglas se multiplicam e podem confundir a cabeça do contribuinte que, em muitos casos, acaba simplesmente pagando os tributos sem saber necessariamente o intuito de cada um, em função da complexidade – já conhecida – do sistema tributário brasileiro. Diante dessa infinidade de siglas, palavras e muito dinheiro envolvido, o Glossário Empreendabilidade vai explicar o que significa e qual o objetivo dos principais impostos que todo empresário está acostumado a chamar pelo ‘apelido’, mas pode não saber sua origem. Código Fiscal de Operações e de Prestações – CFOP Código Fiscal de Operações e de Prestações ou sob a sigla CFOP é um código do sistema tributarista brasileiro, determinado pelo governo. É indicado nas emissões de notas fiscais, declarações, guias e escrituração de livros. Existem muitos códigos, e eles se dividem entre entrada e saída, em seis grupos maiores, que são identificados pelo primeiro dígito. COFINS – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social A Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS) é o tributo sobre a receita bruta das empresas, ou seja, no faturamento e é destinado ao financiamento da seguridade social. A arrecadação desse imposto é empregada em investimentos na saúde pública, na previdência social e na assistência social. As empresas que optam pelo Simples Nacional – que podem ser MEI, Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – não precisam recolher essa contribuição. CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) é um tributo federal que incide sobre o lucro líquido, como o próprio nome já diz. E, assim como o COFINS, tem o objetivo de financiar a seguridade social. Essa contribuição incide sobre todas as pessoas jurídicas do Brasil. Porém, o modelo de tributação – o quanto será pago – varia conforme o regime tributário em que a empresa está enquadrada. DARF – Documento de Arrecadação de Receitas Federais O Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) é um formulário padrão gerado pela Receita Federal, no qual pessoas jurídicas declaram seus rendimentos e outras informações de interesse do fisco. Trata-se de um documento emitido pelo Ministério da Fazenda e da Secretaria da Receita Federal para cobrança de tributos administrados por esses órgãos DAS –Documento de Arrecadação do Simples Nacional Já o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) recolhe os tributos no regime de apuração de receita das micro e pequenas empresas que optam pelo Simples Nacional. Unifica IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, IPI, ISS e a contribuição previdenciária, para depois repassá-los automaticamente aos estados, municípios e União. DIFAL – Diferencial de Alíquota O Diferencial de Alíquota (DIFAL) é a diferença que recai sobre a cobrança do ICMS. Como esse é um imposto estadual, nas transações comerciais interestaduais ele deve ser calculado conforme a diferença entre alíquotas. EDF-Reinf – Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais A EFD-Reinf é um dos módulos do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), que deve ser utilizado, em complemento ao Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) para informar rendimentos pagos e retenções de imposto de renda e contribuições sociais, exceto aquelas relacionadas ao trabalho (informadas pelo eSocial). Também deve ser informada a Contribuição Previdenciária sobre Receita Bruta (CPRB), substituindo, portanto, o módulo da EFF-Contribuições. GNRE – Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais O Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais (GNRE) é o documento que registra as vendas realizadas para fora do estado de produção e que estejam sujeitas à substituição tributária. O principal objetivo dessa guia é repartir o ICMS entre os estados envolvidos em uma venda considerada interestadual. Sendo assim, o fisco facilita a arrecadação dos impostos em todos os estados aos quais precisam ser destinados. GPS – Guia da Previdência Social Guia da Previdência Social (GPS) é um documento que serve para o recolhimento das contribuições sociais a ser utilizada por empresas, contribuintes individuais e facultativos, segurados especiais e empregados domésticos (estes últimos apenas para competências anteriores a setembro de 2015). Em virtude desse tipo de recolhimento, os contribuintes obtêm proteção previdenciária. Isso significa o direito a diversos benefícios, como auxílio-doença, aposentadoria, salário maternidade, auxílio por incapacidade temporária, etc. ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incide sobre a circulação de mercadorias e serviços entre estados e é também aplicável aos produtos importados. Desta forma, toda vez que a empresa realiza a chamada troca de titularidade (compra e venda de mercadoria), nasce o fato gerador para a cobrança desse tipo de imposto. Antes de 2018, 80% do valor do ICMS era canalizado para o estado de destino do produto e os outros 20% eram destinados ao estado de origem. Após 2019, o ICMS gerado é recolhido de forma integral pelo estado de destino da mercadoria. IE – Inscrição Estadual A IE é o registro do contribuinte no cadastro do ICMS mantido pela Receita Estadual e Federal. Além da regularização junto ao fisco, a IE permite a emissão da Nota Fiscal de Produto (NF-e) e o recolhimento do ICMS. O Cadesp (Cadastro de Contribuintes de ICMS do Estado de São Paulo) contempla os dados de todos os estabelecimentos que possuem IE. Qualquer pessoa pode consultar uma IE na Consulta Pública do Cadesp. Para empresário é possível ver todos os dados de sua empresa na Consulta Completa. INSS – Instituto Nacional de Seguro Social O INSS é um encargo social recolhido para o Instituto Nacional de Seguro Social, órgão da Previdência Social que
Número de empreendedores individuais aumenta 10x em 10 anos

Só no ano passado, foram abertas, em média, 7,2 mil empresas por dia. O Jornal Nacional exibiu, em reportagem na última quarta-feira (15), que o número de empreendedores individuais no Brasil tem crescido de maneira acelerada ao longo da última década. Só no ano passado, foram abertas, em média, 7,2 mil empresas por dia. O emprego da Deborah sumiu na pandemia. Ela era maquiadora numa produtora de vídeo, que fechou. “E aí me vi completamente sem renda nenhuma. E aí minha formação primária como publicitária falou mais alto e eu fui buscar as oportunidades de mercado”, diz a empreendedora de marketing digital Deborah Cavalcante. Ela se tornou microempreendedora individual e faz marketing digital para outras empresas. A Simone também ficou sem renda e precisou investir nos brincos e colares, que fazia por hobby. a artesã abriu uma MEI, mas passou apertos no início. “Muitas dificuldades, porque você acaba não precificando corretamente, acaba não separando a pessoa física do empresarial, e você não vê se está tendo algum lucro e que caminho está seguindo a sua empresa”, conta a empreendedora Simone Oliveira. O caminho que vai desde a ideia de abrir uma empresa até o sucesso no mundo dos negócios é longo e costuma ser difícil. Só vontade não basta. Um levantamento do Sebrae mostrou que 29% das MEIs fecham as portas antes de completarem cinco anos de atividade. O maior obstáculo é a falta de planejamento, e a melhor saída é a capacitação. Desde que as MEIs foram regulamentadas, o número de microempreendedores individuais aumenta a cada ano. Em 2009, foram 28 mil. No ano passado, foram criadas mais de 2,5 milhões MEIs. O consultor de negócios do Sebrae Caio Ribeiro diz que a necessidade de renda é a principal explicação para esse crescimento, mas existem outras. A facilidade para abrir uma MEI, impostos bem menores – de no máximo R$ 71,10 por mês, que já inclui a contribuição para o INSS com todas as garantias da Previdência, como auxílio-doença e aposentadoria – e a possibilidade de emitir nota fiscal. Mas ele ressalta que, para fazer bons negócios, o empreendedor precisa se preparar. “Você prefere enfrentar algo que você não tem ideia do que vai ser ou saber minimamente quais serão os desafios que você vai encontrar, seja em relação aos seus fornecedores, seja no conhecimento mais aprofundado do seu cliente? Então, esse trabalho prévio antes de formalizar é justamente para que você saiba onde você vai pisar”, explica Caio Ribeiro. Carlos Alberto Marti Júnior fez isso tudo. Depois de 10 anos como empregado, abriu uma loja de produtos naturais e suplementos alimentares. Antes, ele fez um plano de negócios, escolheu o ponto de venda, pesquisou os fornecedores. Na inauguração, as prateleiras tinham 200 itens. Um ano depois, são mais de 600. Júnior reinveste a maior parte do lucro e ainda consegue fazer uma retirada quase igual ao antigo salário. “Setenta a 80% do que eu ganhava antes, no meu último trabalho. E vamos para cima. A loja só tem um ano e a gente tem muito pela frente ainda,” diz o empreendedor Carlos Alberto Marti Jr. Fonte: G1/Jornal Nacional
Expo Favela conecta empreendedores com investidores

A Expo Favela São Paulo, feira de empreendedorismo que vai conectar empreendedores da favela com investidores do asfalto, organizada pela Favela Holding e que tem como parceira social a Central Única das Favelas (CUFA), acontece de 17 a 19 de março, no World Trade Center (WTC) de São Paulo, iniciou as vendas dos ingressos e divulgou algumas confirmações na programação do evento. Bora conferir detalhes da programação desse evento que incentiva o empreendedorismo na favela. Expo Favela São Paulo inicia venda dos ingressos e divulgação de palestrantes para o evento O encontro de inovação da favela promete grandes conexões e negócios nos dias 17, 18 e 19 de março, na capital paulista A Expo Favela São Paulo, feira de empreendedorismo que vai conectar empreendedores da favela com investidores do asfalto, organizada pela Favela Holding e que tem como parceira social a Central Única das Favelas (CUFA), acontece de 17 a 19 de março, no World Trade Center (WTC) de São Paulo, iniciou as vendas dos ingressos e divulgou algumas confirmações na programação do evento. A proposta do encontro é conectar anônimos e personas relevantes das favelas e do asfalto para potencializar a inteligência e a inovação que existem nos dois territórios. Os ingressos para o evento podem ser adquiridos no site, os valores para pessoas da “favela” custa R$ 20,00 a inteira, e a meia R$ 10,00. O ingresso para participantes do “asfalto” está no valor de R$ 40 a inteira, e R$ 20 a meia. A organização do evento não cobra comprovante de residência. Fica a critério do visitante decidir o ingresso que ele se reconhece. Palestrantes e atrações Dentre os palestrantes e conferências confirmados estão: Paula Lima; Manoel Soares; Abílio Diniz; Kondzilla; Luciano Huck; Adriana Barbosa – (Favelado Investidor); Marcelo Tas; Marcelo Pimenta; Aline Torres; Dani Marques – (Ex-presidente da Caixa); Roger Cipó; Amauri Soares; Babu Santana; Kenya Sade; Minc – Paulo Lins; Thais Pontes; Renata Andrade; Marlova Noleto – Unesco; Carola Matarazzo; Denis Mizne (Fundação Lemann); Mc Sophia; Wilson Simoninha; Zé Vicente (reitor Zumbi dos Palmares); Elaine Trindade (Folha de São Paulo); João Jorge; William Reis (AfroReggae); Tati Monteiro; Ricardo Nunes – (Prefeito de SP); Marília Marton – (Secretária de Cultura do Estado), Rafael Dragaud,Renato Meirelles entre outros . A programação do evento é dividida em mentorias, palestras e conferências. O grande mote da Expo Favela São Paulo 2023 será a inovação. Mas serão abordados outros temas como educação, saúde, sustentabilidade e meio ambiente, cultura, economia criativa, diversidade, mobilidade e logística, gastronomia, comunicação, redes, moda, beleza e finanças de minutos. Durante os intervalos, os participantes poderão visitar os estandes dos expositores da favela. Novidades e edições anteriores “Tivemos a primeira experiência com a Expo Favela em 2022. Conseguimos receber mais de 33 mil pessoas. Para esse ano, vamos aumentar o nosso evento em 40% em comparação à primeira edição. São Paulo é o maior epicentro econômico e de empreendedorismo da América Latina. E sabemos que esse movimento econômico também é gerado pela favela”, diz Celso Athayde – CEO da Favela Holding e idealizador do evento. A organização do evento destaca algumas novidades: primeiro um espaço apurado para os veículos de favelas, periferias e temática afro, a fim de que, assim como é feito com os empreendedores, os profissionais destes veículos tenham contato com investidores, para que a comunicação feita nestes territórios seja cada vez mais valorizada e impulsionada. A outra é que entre os parceiros haverá harmonia entre as marcas. Sem conflito de interesses comerciais entre elas, uma vez que o grande objetivo é o desenvolvimento das favelas, a partir da evolução dos seus empreendedores. Fonte: Seja Criativo
6 conselhos de especialistas para empreendedores

Empresas avaliam cenário global e contam quais decisões devem ser consideradas no planejamento. Seja pela incerteza econômica, que é global, seja pelas mudanças no mercado nos últimos anos e que ainda exigem adaptações, 2023 será um ano de desafios para empreendedores de diferentes segmentos. Na tecnologia, empresas de diferentes nichos já deram o start em iniciativas internas para garantir mais vendas, retenção de talentos, engajamento dos times e buscar parcerias. As empresas estão investindo na automação de marketing, em práticas de inclusão e diversidade, em fortalecer a governança e em consolidar o modelo flexível de trabalho e em construir um bom networking. Conheça algumas das iniciativas em startups e empresas de tecnologia e os conselhos para empreendedores: Planejamento e estratégia: é preciso ter foco e se concentrar nas metas da empresa Na opinião de Guilherme Reitz, CEO e cofundador da Yungas, empresa de tecnologia especializada na gestão e comunicação de grandes redes de franquias, é importante que o empreendedor se concentre em seu planejamento e estratégias, evitando gastar tempo e energia com o turbulento cenário político-econômico do país. “Em momentos turbulentos e polarizados como temos vivido no Brasil nos últimos anos, é comum que alguns empreendedores se desgastem e tomem decisões equivocadas e precipitadas frente às incertezas”, ele comenta. “A verdade é que o Brasil sempre teve inúmeros problemas e desafios político-econômicos, e provavelmente isso infelizmente não mudará no curto prazo. O empreendedor, especialmente o pequeno empreendedor, na minha visão, deve canalizar todas as suas energias em se adaptar, executar o seu plano, fazer seu negócio crescer e não deixar as mazelas de Brasília atrapalharem seu foco.” Em doze anos de empreendedorismo, aprendi que o importante é focar em estratégias e metas, independente do cenário político”, conclui o CEO. “No final das contas, o foco na execução desses planos é o que de fato vai trazer resultados significativos para a empresa.” Marketing: automação para vender mais O cenário global de recessão previsto para 2023 é uma das preocupações do setor de vendas das empresas. Nesse contexto, André Floriano, country manager da edrone no Brasil, orienta que o foco seja a retenção de clientes, que exige menos investimento que a aquisição de leads. “Vemos um potencial grande no e-commerce brasileiro entre PMEs e em 2023 pode ser uma boa oportunidade dessas empresas usarem estratégias de marketing digital para fortalecer o relacionamento com o consumidor. A principal dica para quem vende online é conhecer seu cliente e estabelecer um contato próximo dele. Apostar em omnicanalidade, com venda em diferentes canais, estimular feedbacks e avaliações, criar benefícios de fidelização e compartilhar conhecimento são ações que podem ser automatizadas. A automação das atividades de Marketing, além de economizar tempo e esforço da equipe, gera resultados muito melhores do que as práticas tradicionais. O custo-benefício é imbatível”, sugere o country manager. M&A: startups precisam adequar governança Para Rafael Assunção, fundador e Managing Partner da Questum, deverá ocorrer expressiva ampliação do perfil de empresas que buscam, por meio da aquisição de startups, acessar novos modelos de negócios, produtos e times em 2023. “Acreditamos que 2023 será um ano de retomada seletiva de IPOs, o que traz liquidez a potenciais compradores e abre mais oportunidades de M&A para startups. Além disso, algumas mudanças regulatórias podem acelerar as movimentações em determinados segmentos. Destacamos a agenda de Open Finance do Banco Central, que deve continuar acelerando as oportunidades para as fintechs. Na mesma linha, o novo marco regulatório liderado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) tende a acelerar o segmento das insurtechs”, afirma o executivo. Para que os empreendedores estejam preparados para aproveitar as oportunidades, porém, é preciso se antecipar e aprimorar os aspectos de governança corporativa, levando a startup a um patamar de práticas tributárias, trabalhistas e societárias adequado às demandas de empresas de capital aberto. “Do ponto de vista dos compradores, o maior desafio é encontrar startups que tenham um tamanho e nível de governança adequados para viabilizar uma operação. Do lado das startups, é a construção de modelos de transação de M&A que sejam capazes de realizar as sinergias planejadas”, orienta Assunção que assessorou, junto à Questum, as operações de vendas das startups PagueVeloz (para Serasa Experian), Lett (para Neogrid), Ipê Digital, Effecti e Mercos (para Nuvini), Mercadapp (para Linx) e Zipper (para CRM&BONUS). RH: Retenção e atração de talentos Na área de Recursos Humanos, o início do ano é um momento importante para definir as prioridades e se assegurar de que elas estejam alinhadas com as estratégias da empresa. No setor de tecnologia, depois de um ano de volatilidade de mão de obra, o foco da divisão de Agricultura da Hexagon, que desenvolve soluções digitais para o campo e a floresta, é construir mais ações de atração e retenção. Segundo o gestor do projeto de RH estratégico da divisão, Luciano Campanha, é preciso avaliar, em primeiro lugar, se há recursos necessários para realizá-las e, se precisar, negociar o orçamento para execução dessas ações. “No início do ano preparamos um plano de trabalho contendo todas as ações e datas previstas para cada área do RH (recrutamento, treinamentos, segurança, benefícios etc…). Esse plano é discutido com o Presidente e então, depois de aprovado e ajustado, os projetos são apresentados e distribuídos para toda a equipe”, explica. Ele recomenda, também, rever as prioridades pelo menos trimestralmente e ajustá-las sempre que necessário. Além da atração e retenção de talentos, o desenvolvimento de lideranças e ações de inclusão e diversidade também serão foco da empresa neste ano. “Buscamos promover um ambiente de trabalho que seja cada vez mais inclusivo, acolhedor e motivador para todos. Um grande desafio das empresas na atualidade é o monitoramento desse novo ambiente de trabalho híbrido (presencial e home office) e como manter a nossa cultura organizacional viva e o engajamento de nossos colaboradores nesse novo cenário”, explica. Flexibilidade: Consolidação do trabalho remoto e seus desafios Já é um fato que o trabalho remoto veio para ficar. Se ainda havia desconfiança sobre o home office, depois dele se mostrar eficiente durante a pandemia de Covid-19,
Como sua empresa pode evitar ou sair do endividamento em 2023

Inadimplência do pequeno negócio cresceu em 2022; especialistas recomendam cautela com empréstimos e educação financeira O ano de 2022 fechou com recorde de endividamento em pequenos negócios: cerca de 5,7 milhões estavam inadimplentes ao fim de dezembro, segundo dados da Serasa Experian. No total, foram 39,5 milhões de dívidas negativadas para o setor. O valor total dos débitos chegou a R$ 89,1 milhões. Cada empresa tinha quase 7 contas atrasadas. O valor médio de déficit por corporação é de R$ 15.521. Eis a íntegra dos números (284 KB). Weniston Abreu, coordenador de orientação e educação financeira do Sebrae, analisa que os índices altos se deram por causa da maior concessão de crédito para o setor nos últimos anos. Por um lado, a tendência teria aumentado a possibilidade de crescimento para pequenos empresários, especialmente durante a pandemia. Por outro, fez que o setor solicitasse empréstimos de forma descontrolada. Já Thiago Ramos, da Serasa, avalia que as consequências da covid-19 também foi um agravante. O isolamento social trouxe desemprego e instabilidades econômicas. Quanto mais endividada está uma pessoa ou empresa, menor a chance de conseguir benefícios como aprovação de novos créditos. Por isso, quitar os débitos já existentes é de extrema importância. Especialistas entrevistados pelo Poder360 detalharam dicas de como evitar que os níveis de endividamento reportados em 2022 se repitam em 2023. Leia abaixo: 1 – SAIBA A ORIGEM DO DÉBITO Uma vez com dívidas, o empreendedor deve saber de onde vem o débito. Pode ter origem em empréstimos a bancos, consignados do governo, com um fornecedor ou simplesmente uma conta que não foi paga. Ao conhecer a origem do endividamento, é possível organizar melhor e saber qual conta merece um pagamento prioritário e quais possuem maior possibilidade de renegociação em uma eventual situação de necessidade. Esse é um passo importante para não deixar uma dívida virar inadimplência. A diferença entre os 2 termos é a seguinte: cidadão endividado – aquele com dívida em aberto com alguma instituição ou com alguém; cidadão inadimplente – quem não pagou a dívida no tempo correto com ultrapassagem da data de vencimento. 2 – ESCOLHA O CRÉDITO CERTO Eduardo Brach, diretor de pequenos negócios da Serasa Experian, explica que o crédito só deve ser solicitado caso realmente não haja possibilidade de usar capital próprio para montar ou manter uma empresa. Porém, muitas vezes, fazer um empréstimo pode ser a única opção para financiar um negócio. Nesse caso, o processo de escolha da modalidade do crédito deve ser feito com calma, paciência e muita análise. O ideal é olhar todos os bancos e inclusive as opções ofertadas pelo governo, que geralmente têm consignados com juros mais baixos. Além disso, os empreendedores devem estar cientes do que pode caber no bolso. “É importante ver qual parcela mensal você tem pode comportar para não transformar dívida em inadimplência”, disse Eduardo. A seleção minuciosa do também é válida para modalidades de crédito para pessoas físicas. Muitos empreendedores pedem o empréstimo por meio de seus nomes, não no da empresa. “Quanto mais fácil o crédito disponível, maior é a taxa de juros”, analisa Weninston do Sebrae. Assim, reforça-se a importância da filtragem das modalidades. O especialista recomendou cautela no uso do cartão de crédito. Como o aumento do limite não é de difícil acesso, fica mais fácil que o cidadão gaste cada vez mais e mais até que as dívidas se acumulam ao final do mês. “A tendência é esse limite de crédito aumentar e até mesmo ultrapassar o rendimento no mês, então é aí que mora o perigo”, afirma Weniston. 3 – SEPARE CPF DE CNPJ O empreendedor deve saber diferenciar os gastos pessoais e os de sua empresa, especialmente o MEI (Microempreendedor Individual). A categoria funciona em uma espécie de “mistura” entre pessoa física e pessoa jurídica: mesmo com um CNPJ, de certa forma, responde pessoalmente pela sua companhia. Não fazer a separação “é um erro clássico que acaba desestruturando a empresa financeiramente”, nas palavras Eduardo da Serasa Experian. No momento que contas pessoais, como energia e água, são colocadas juntas de despesas empresariais, a possibilidade de haver uma desorganização generalizada é grande. O ideal seria mapear bem as dívidas e sempre manter os gastos anotados para não se perder ou deixar de pagar alguma conta e, portanto, entrar em inadimplência. Sobre o controle de custos, Thiago disse que a regra básica é a seguinte: não se deve gastar em um mês mais do que se recebe no mesmo período. 4 – VÁ ATRÁS DA RENEGOCIAÇÃO Em situação de endividamento, renegociar o débito pode aliviar o peso de tantos juros por atrasos de pagamento. Há várias opções de programas a depender da natureza da dívida. No site da Serasa, é possível descobrir se a pessoa tem alguma situação de inadimplência e as possibilidades de renegociação. Um tutorial completo se encontra nesta reportagem do Poder360. Também há iniciativas governamentais. Um exemplo é o programa Litígio Zero, que possibilita parcelamento de dívidas em até 12 vezes e abatimento de até 50% da dívida. O foco principal são micro e pequenas empresas. “Procurar a melhor oferta de negociação é fundamental”, diz Thiago. 5 – EDUCAÇÃO FINANCEIRA Todos os especialistas entrevistados pelo Poder360 destacaram a importância de aprender as técnicas corretas para gerenciar finanças e negócios. “Educação financeira, é fundamental. Independente de pandemia, de qualquer que seja o cenário. É importante para a vida”, afirma Thiago da Serasa. Ele explica que a maioria dos brasileiros não tem contato com o tema quando estão no período escolar e, por isso, tem que aprender sobre finanças na prática quando abrem uma empresa. A Serasa Experian e o Sebrae oferecem cursos gratuitos para organizar melhor o dinheiro e evitar endividamento. Há uma diversidade de temas, desde captação de recursos até a definição de preços para um produto. Para acessar as aulas, basta clicar nos seguintes links: curso da Serasa Experian cursos do Sebrae As instituições têm a iniciativa conjunta Aprenda, que traz dicas e orientações para lidar com dinheiro, organizar gastos e muito mais. No caso do Sebrae, há outros temas para os cursos que vão além das finanças. Falam de marketing digital, legislação e até mesmo sobre habilidades de empreendedor. Fonte: Com
“Empresas terão que acompanhar STF com mais atenção”

———————- Causou polêmica entre empresários e empreendedores do país a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na última quarta-feira (08), que diz que as empresas devem pagar retroativamente a Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) desde 2007. Mesmo que a companhia tenha tido decisão transitada em julgado (quando não há mais como recorrer e modificar o julgamento) favorável ao não pagamento da taxa, a medida do Judiciário agora diz que as sentenças antes consideradas definitivas em disputas sobre o pagamento de impostos podem ser alteradas. Na prática, isso significa que ter ganhado em todas as instâncias no passado pode não significar mais nada. “Empresas de diferentes portes – grandes, médias, pequenas – tinham, há muitos anos, decisões transitadas em julgado, declarando a não obrigatoriedade da contribuição. A partir de agora, não há segurança sobre a isenção do tributo, mesmo com decisão favorável”, explica Enzo Megozzi, sócio da área tributária do Farroco Abreu Advogados, em entrevista exclusiva ao Empreendabilidade. Para o advogado, que lembrou que grandes empresas já divulgaram Fatos Relevantes ao mercado investidor prevendo prejuízos – o Pão de Açúcar, por exemplo, revisitou a questão e previu um impacto de R$ 290 milhões no caixa com a medida – a decisão materializa o que se chama de “insegurança jurídica” no Brasil e afetará também os pequenos empreendedores. Confira abaixo a conversa com Enzo Megozzi na íntegra: 1. O que exatamente foi a decisão do STF? E por que está causando tanta polêmica no mercado? Enzo Megozzi: Basicamente, o Supremo finalizou um julgamento em que se discutiu a possibilidade da quebra automática da chamada ‘coisa julgada’, em matéria tributária. O entendimento do STF é de que é possível que uma decisão posterior do próprio Supremo Tribunal Federal, que, com efeitos gerais, mude um entendimento anterior dele mesmo, possa atingir as decisões que tenham ações transitadas em julgado, que deveriam já estar decididas. Nessa decisão especificamente, se discutia um caso da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (a CSLL), que é um tributo criado na Constituição Federal de 1988 e que incide sobre o lucro das empresas. É um tributo até parecido com o IR, destinado à seguridade social. Vários contribuintes, de diferentes portes, empresas grandes, médias, tinham, há muitos anos, decisões transitadas em julgado, dizendo que eles não tinham obrigatoriedade de pagar essa contribuição. No ano de 2007, o STF decidiu um caso específico, com efeitos gerais, ou seja, posteriormente a essas decisões individuais daqueles contribuintes, dizendo que a CSLL era constitucional. Daí, vários contribuintes foram ao judiciário alegando que essa decisão do STF de 2007 não poderia causar cobranças da União, pois essas empresas tinham trânsito em julgado favorável, ou seja, não cabia mais recursos, proferidas pelo poder judiciário, dizendo que o tributo era indevido. Agora, o STF mudou essa decisão, e decidiu sobre a cobrança retroativa. 2. Essa decisão já impactou as grandes empresas? Como isso impacta as menores? Qual deve ser a preocupação do empreendedor? E.M.: Em relação às grandes empresas que estiveram envolvidas nesse julgamento anterior, [a decisão] teve efeito em várias empresas de capital aberto, que devem satisfação a investidores. O principal ponto é a questão da insegurança jurídica, pois agora terão que recolher esse tributo retroativo. Isso tem impacto em balanço, necessidade de reconhecer esses valores em resultado, e provavelmente deve impactar investimentos e preço de ações. Para as empresas menores, o principal alerta que fica é: o STF ganha cada vez mais protagonismo e isso faz com que as empresas tenham que acompanhar os movimentos do STF com muito mais atenção, por qualquer mudança de entendimento do Supremo vai fazer com que as empresas tenham que revisitar seus procedimentos. Isso já aconteceu algumas vezes. Casos de CSLL, IPI, importação… Vários casos em que o STF mudou o entendimento, o que é ruim, porque a estabilidade de jurisprudência é um dos pilares para o Estado fornecer segurança jurídica para os indivíduos. Foi uma decisão que assustou todo mundo, não se esperava que o Supremo determinasse a cobrança retroativa, com multa. Imagina um empresário que se planejou nos últimos cinco anos, desconsiderando a CSLL. Agora, não só ele vai ter que começar a pagar para o futuro (e tudo bem), mas, também para o passado. O Supremo está reabrindo questões do passado em uma mudança do entendimento dele em um momento posterior. A decisão é realmente bastante preocupante. 3. O quanto a insegurança jurídica e cobranças retroativas representam para as empresas neste momento? E.M.: A gente volta para o problema que é a sinalização que o Supremo dá. Já conversei com muitos clientes preocupados com essa situação e a pergunta que quase todo mundo faz é: ‘e o meu caso que está transitado em julgado a favor?’ e a gente tenta tranquilizar o cliente, explicar que o caso está preservado. Mas, isso é para se ter dimensão do que a decisão representa em termos de insegurança. A gente está em um momento delicado institucionalmente para o país. A gente luta por segurança jurídica, pois sabemos o impacto que isso tem na realização de negócios no Brasil. Tem um ditado que diz que, no Brasil, até o passado é incerto. Essa decisão materializa isso. Essa é a pergunta que todas as empresas estão fazendo. 4. Existe um dado que aponta que 65% do faturamento de pequenas empresas é destinado ao pagamento de tributos no Brasil. Com uma carga tributária tão alta e um sistema complexo, com mais de 5.000 normas e que podemos considerar que são voláteis, como se empreende em um sistema tributário como este? E.M.: Quando se fala em ambiente de negócios no Brasil, a gente vê que o sistema tributário é uma loucura. A gente milita por um sistema mais simples e eficaz. Precisa haver uma mudança na legislação, sobretudo no que se refere à diminuição de obrigações acessórias. Não há só a necessidade de se pagar impostos, mas o tempo e o dinheiro que se gasta com simplesmente para monitorar a legislação e recolher o tributo adequadamente é uma coisa que não tem
E-commerce brasileiro cresceu 2% em 2022, revela Nielsen|Ebit

O e-commerce no Brasil cresceu 2% em 2022, de acordo com relatório produzido pela Nielsen|Ebit. O crescimento tímido foi impulsionado pelo primeiro semestre, que observou alta de 6%, em comparação com mesmo período do ano anterior. Os últimos seis meses do ano foram marcados por uma queda de 2%. A taxa que mede a contribuição de cada um dos meses no crescimento total do comércio eletrônico em 2022 apontou que janeiro contribuiu em 87%, e fevereiro, em 71%. Maio também foi um mês de destaque e contribuiu em 23%, sendo esses os três meses mais importantes para o crescimento do e-commerce no ano de 2022. O segmento de Perfumaria e Cosméticos foi destaque em 2022. Reprodução/ Pixabay Na análise que avalia o crescimento de cada mês em comparação com o mesmo período no ano anterior, janeiro teve alta de 20%, enquanto fevereiro cresceu 18%. Nesta mesma comparação, maio teve um desempenho menor, de 4%. “Os resultados, em geral, demonstram desaceleração do crescimento do e-commerce no Brasil. Isso ocorre porque vivemos um momento em que há uma retomada do comércio presencial, com o fim definitivo do isolamento social durante a pandemia no Brasil, além de um ambiente com inflação e juros altos. Mesmo assim, o crescimento de 2% ainda representa relevância e estabilidade do setor”, analisa o head de e-commerce da Nielsen|Ebit, Marcelo Osanai. Categorias no e-commerce Segundo o levantamento, o segmento que teve maior destaque de crescimento em GMV na comparação entre 2022 e 2021 foi o de Perfumaria e Cosméticos, com crescimento de 21,2%. O setor se distanciou em quase 5 pontos percentuais do segundo colocado — Pet Shop, com 16,3%. Em seguida, ficou o segmento de Eletrônicos com 10,5%, e Casa e Decoração (9,6%). Ainda de acordo com a Nielsen|Ebit, em volume de pedidos, o grupo de Alimentos e Bebidas teve um desempenho estrondoso, com alta de 71,7%, em relação a 2021. O segmento de Perfumaria e Cosméticos também visualizou alta, com crescimento de 22,8%, no mesmo período de comparação.
Empreendedor negro ganha 32% menos, e desigualdade desafia novo governo

Trabalhadores por conta própria e empregadores negros têm menos escolaridade, empresas menores e trabalham mais sozinhos, mostra Sebrae. Com histórico voltado ao trabalho formal e miseráveis, PT tem desafio de enfrentar a desigualdade também entre “microempreendedores por necessidade”. “Vamos impulsionar as pequenas e médias empresas, potencialmente as maiores geradoras de emprego e renda, o empreendedorismo, o cooperativismo e a economia criativa”, prometeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em seu discurso de posse, em 1º de janeiro. Naquele mesmo dia, Lula também afirmou seu compromisso com “combater dia e noite todas as formas de desigualdade”, citando entre exemplos dessas iniquidades as serem debeladas as disparidades de renda, gênero, raça e do mercado de trabalho. Um estudo do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) mostra, no entanto, que estas não são agendas separadas. Segundo o levantamento Empreendedorismo por Raça-cor (e sexo), empreendedores negros ganham menos, têm menos escolaridade, empresas menores, trabalham mais sozinhos (sem contratar funcionários) e contribuem menos à Previdência. As empreendedoras negras especificamente foram as mais prejudicadas pela pandemia e as que mais demoraram a se recuperar. Assim, num país onde 30% dos ocupados trabalham por conta própria ou são empregadores, o novo governo tem como desafio enfrentar a desigualdade não só no mercado de trabalho formal, mas também entre os mais de 30 milhões de empreendedores, dizem economistas. Nascido do sindicalismo e bem sucedido em políticas sociais para os miseráveis, o PT enfrenta no terceiro mandato de Lula o desafio de desenhar políticas para uma classe média baixa de “microempreendedores por necessidade”, cujo voto em grande medida se voltou à direita nas últimas eleições. Desigualdade de raça e gênero entre empreendedores Segundo o estudo do Sebrae, os negros (pretos e pardos) representam 52% dos empreendedores brasileiros, considerando como parte deste grupo trabalhadores por conta própria e empregadores. Mas, enquanto os empreendedores negros tinham renda média mensal de R$ 2.079 no segundo trimestre de 2022, os brancos ganhavam R$ 3.040. Ou seja: o rendimento de empreendedores negros é em média 32% inferior ao de empreendedores brancos. Considerando a questão de gênero, as mulheres negras têm o mais baixo rendimento entre os empreendedores, de R$ 1.852, comparado a R$ 2.188 para homens negros, R$ 2.706 para mulheres brancas e R$ 3.231 para homens branco, mostra o levantamento do Sebrae. Portanto, entre homens brancos empreendedores e mulheres negras empreendedoras, a diferença de renda média é de 74%. “O país estruturalmente teve uma inserção tardia de mulheres e negros no mercado de trabalho, isso vale para todas as profissões e vale para empreendedores também”, observa Marco Aurélio Bedê, analista de gestão estratégica do Sebrae e responsável pela pesquisa, sobre um dos motivos por trás da diferença de remuneração entre empreendedores. O economista observa que, além dessa inserção tardia — um resultado de fatores como a escravidão e a desigualdade de papéis sociais de gênero —, os brancos em geral têm escolaridade superior aos negros, o que também afeta o nível de rendimentos. Essa diferença de escolaridade é perceptível no próprio perfil dos empreendedores: 41% dos donos de negócios negros têm apenas o ensino fundamental, comparado a 28% dos brancos. Já entre os empreendedores com ensino superior, 32% são brancos, ante 13% de negros. Escolaridade dos empreendedores — Foto: BBC Entre as mulheres, apesar de elas atualmente superarem os homens em formação escolar, há a particularidade de muitas vezes atuarem no mercado de trabalho para complementar a renda da família. Com o cuidado de casa, filhos e idosos, elas acabam se dedicando apenas parcialmente a seus negócios, o que também impacta o nível de rendimentos. “E ainda tem a questão cultural de que, para mesmas atividades, é comum encontrar mulheres ganhando menos”, observa o analista do Sebrae. Empreendedorismo por necessidade A análise do perfil dos empreendedores brasileiros por raça e gênero deixa evidente que boa parte desses considerados “donos de negócios” são não verdade empreendedores por necessidade — não aqueles que criam novas empresas a partir de inovações disruptivas, mas os que abrem pequenos negócios para sobreviver. A maioria nem sequer tem empregados, trabalhando por conta própria e oferecendo ao mercado apenas a própria mão de obra. Entre mulheres negras, apenas 8% das empreendedoras são empregadores, comparado a 11% dos homens negros, 17% das mulheres brancas e 19% de homens brancos que podem contar com funcionários em sua atividade empreendedora. Dentro da pequena parcela de empregadores negros, a grande maioria (82%) tem apenas entre 1 e 5 empregados. Assim, além de trabalharem mais por conta própria, os empreendedores negros também têm negócios de menor porte. Dentro da pequena parcela de empregadores negros, a grande maioria (82%) tem apenas entre 1 e 5 empregados — Foto: Tânia Rego/Agência Brasil “A motivação por necessidade é maior entre negros e está ligada à baixa escolaridade e à taxa de desemprego maior nesse grupo”, afirma o economista do Sebrae. “Quem inicia um negócio por necessidade, em geral inicia com uma lacuna em termos de formação, de tempo para pensar o empreendimento. Muitas vezes, com menos capital e no espírito do desespero”, completa o analista. Bruno Imaizumi, economista especializado em mercado de trabalho da LCA Consultores, observa que esses não são os únicos problemas enfrentados pelos empreendedores por necessidade. “Temos que lembrar que o trabalhador por conta própria, no geral, tem um rendimento muito volátil, muito inconstante mês a mês. Com menos qualificação, ele vai ter mais dificuldade de que seu negócio se mantenha, de conseguir uma renda maior, de empregar mais gente”, diz Imaizumi. As dificuldades enfrentadas por esses empreendedores por necessidade se refletem no baixo nível de contribuição à Previdência Social. Segundo a pesquisa do Sebrae, no segundo trimestre de 2022, 72% dos empreendedores brasileiros negros não contribuíam para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), comparado a 52% dos brancos. Assim, a situação de precariedade desses trabalhadores durante a idade ativa tende a se reproduzir também na velhice, quando terão menos renda disponível via benefícios. Desafios para o novo governo A desigualdade entre empreendedores, parcela crescente no mercado
Mudanças nas regras do MEI visa de aumentar contratações e evitar fraudes nas leis trabalhistas, diz ministro do Trabalho

Luiz Marinho afirma que mudança nas regras têm objetivo de facilitar contratações e diminuir PJs De acordo com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o governo federal pretende reavaliar as regras do MEI com o objetivo de facilitar contratações com carteira assinada e evitar fraudes nas leis trabalhistas. Segundo ele, a terceirização excessiva dos contratos de trabalho piora a qualidade dos empregos. “O MEI não é problema, ele é dono do carrinho de pipoca. [Mas se alguém] tem dez carrinhos e contrata dez pipoqueiros como MEI, [esses] são empregados, e o que se tem é uma fraude trabalhista”, diz o ministro. Para Marinho, ampliar o teto de faturamento do MEI poderia gerar mais empregos com carteira assinada. Ele diz ainda que a criação de diferentes faixas de contribuição faria empresas um pouco maiores pagarem menos impostos. Essas empresas teriam então a capacidade de contratar mais gente, mas isso poderia provocar uma redução na arrecadação do governo. Segundo Marinho, uma mudança como essa precisa de medidas que compensem essa perda. Uma possível solução seria a taxação dos mais ricos através de uma reforma tributária. “Evidente que nós queremos empresas produzindo mais, com facilidade para produzir e diminuir a carga tributária. Mas é preciso que compreendam essa questão da carga tributária e a necessidade de pensar de maneira global [na arrecadação]. Então, o 1% dos bilionários têm que passar a pagar impostos.” Luiz Marinho Algumas mudanças já estão em discussão no Senado. Uma comissão aprovou proposta para aumentar o limite anual de faturamento de R$ 81 mil para R $144,9 mil. Também será permitido contratar até dois funcionários ao invés de apenas um.
“Reformas reforçam necessidade de planejamento tributário”, diz sócia da Solutax

O Empreendabilidade conversou com a especialista no assunto para entender o que está por vir no cenário tributário brasileiro Maior bandeira do atual governo na questão de tributos, a Reforma Tributária está há anos rondando os debates da Câmara e do Senado, mas sem avanços significativos. Agora, a promessa é de acelerar o processo e entregar um projeto para discussão e votação do parlamento até abril. Os presidentes da Câmara e do Senado, ambos reeleitos para a atual legislatura, já sinalizaram que não devem travar o andamento da Reforma e estão costurando os termos com o Governo, antes de colocar para deliberação em comissões e Plenário. Outros temas tributários, como a nova âncora fiscal e a correção da tabela de Imposto de Renda também serão colocados na mesa. Como parâmetro, segundo dados da Receita Federal, o Brasil alcançou valores recordes de arrecadação tributária em 2022: R$2.2 trilhões, melhor resultado desde 1995. O montante representa um aumento real (corrigido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA) de 8,18% em comparação a 2021. O Empreendabilidade conversou com Ana Cavallaro, Sócia-fundadora e CEO da Solutax, para entender o cenário de tributação atual no Brasil e elucidar questões sobre a Reforma e seus impactos para o empreendedor. Segundo a especialista, os primeiros passos do governo Lula visam aumentar ainda mais a arrecadação. “O governo iniciou, mais do que nunca, com medidas voltadas para o aumento da arrecadação tributária. Isso foi claro, de acordo com as novas medidas publicadas agora em janeiro. Todas essas medidas do governo demonstram a necessidade dos empresários se anteverem e fazerem um planejamento empresarial”, explica. “Não existe planejamento e gestão 360, se não tiver um planejamento tributário. Creio que 2023 seja um dos anos mais aquecidos sobre a necessidade de acompanhamento e planejamento tributário”, completa. Ana aponta que a reforma caminha em três frentes principais que beneficiam o contribuinte por um lado, mas prejudica por outro. “Um dos pontos de atenção é que um dos projetos de reforma traz uma redução para comércio e indústria, mas em contrapartida impõe um aumento de carga tributária para as empresas prestadoras de serviço. Então, pensou eu que não é um modelo ideal pensando na lógica de negócios do Brasil”, afirma. “O objetivo em comum dos diferentes projetos de reforma é no sentido de simplificar a burocracia tributária no Brasil. Isso é um ponto positivo e necessário para as empresas.” Entenda a Reforma Tributária O Brasil é conhecido por ter um dos sistemas tributários mais complexos do mundo. Existem três níveis de autoridade tributária: federal, estadual e municipal. O objetivo da Reforma Tributária nos moldes atuais é, a princípio, simplificar a tributação a âmbito federal. O texto vai aproveitar aspectos da Propostas de Emenda à Constituição (PEC) 45/19, do deputado Baleia Rossi (MDB-SP), que simplifica o sistema tributário nacional pela unificação de tributos sobre o consumo, e da PEC 110/19, do Senado, para dar mais agilidade à tramitação da matéria. A proposta simplifica o sistema tributário, substituindo cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e cria o Imposto Seletivo Federal, que incidirá sobre bens e serviços cujo consumo se deseja desestimular, como cigarros e bebidas alcoólicas. Essa transição demoraria dez anos, sem redução da carga tributária. Situação tributária do Brasil Segundo o Banco Mundial, o Brasil é o líder do ranking de burocracia tributária, posição non grata, uma vez que as empresas brasileiras consomem cerca de 2 mil horas por ano para preparar, declarar e pagar tributos, enquanto países da OCDE gastam 155 horas, em média, para as mesmas tarefas. Para se ter ideia do peso, as MPEs brasileiras gastam até 65% do faturamento em impostos. Além disso, estão sujeitas a quase 5 mil normas legais para se adequarem ao fisco, que mudam quase que diariamente. Apontando para a total normalização dos indicadores econômicos após o período mais restritivo da pandemia, a situação tributária também foi afetada. Traçando um paralelo com as Olimpíadas, maior evento esportivo do mundo, o resultado do Brasil em Tóquio foi um 12º lugar, melhor resultado brasileiro em toda a história. Se houvesse uma ‘Olimpíada Tributária’, na qual o país medalhista seria aquele que se saiu melhor na recuperação, o desempenho brasileiro não seria dos melhores. “A gente não pega medalha, infelizmente. O Brasil ensaiou uma boa largada, com algumas medidas para ajudar os setores mais tingidos pela pandemia, só que os benefícios foram sendo reduzidos durante a corrida, foi perdendo fôlego. Acho, inclusive, que a gente não termina a corrida”, esclarece Ana. Diante do novo cenário político, Ana Cavallaro avalia que, se tratando de regime tributário, há mais motivo para preocupação do que comemoração. “As primeiras medidas, em âmbito federal, eu fiquei temerosa. Pensando como contribuinte, estamos em um momento de cautela, que é necessário um acompanhamento próximo das legislações, porque as alterações feitas até agora trouxeram aumento da carga tributária para as empresas, sem nenhum tipo de benefício.” Entretanto, pontua que nem tudo é de se lamentar. “Um ponto positivo que merece menção foi o programa de transição tributária, os parcelamentos especiais. O Governo ampliou medidas que possibilitam um diálogo entre o contribuinte e o fisco, para fins de parcelamento de débitos tributários, isso é positivo”, finaliza.
Simples arrecada mais, recupera mais dívidas e é melhor avaliado pelas MPEs

A arrecadação do Simples Nacional cresceu 12,54% de janeiro a dezembro de 2022 em comparação ao mesmo período de 2021, com um volume de R$ 157 bilhões. O acréscimo foi maior do que o da receita previdenciária, que foi de 5,98%, conforme divulgou a Receita Federal. O resultado vem em linha com a retomada dos pequenos negócios após a pandemia e leva, mais uma vez, a questionar determinadas estratégias da gestão, como por exemplo a portaria que exclui diversos setores do Perse – o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos. Para entender melhor o impacto positivo do Simples, resgatamos um estudo de 2020 do Sebrae, com a avaliação de MPEs sobre esse regime tributário. O material constata que o Simples é um importante aliado para os pequenos negócios e os empreendedores individuais, além de retornar benefícios claros para a economia: O Simples aumenta a formalização de negócios Em 2007, os optantes do Simples eram 11% dos Donos de Negócio do IBGE (Empregadores + Conta Própria). Em 2019, representavam 50%. A estimativa, segundo o estudo do Sebrae de 2020, é que em 2023 o Simples equivalesse a 60% dos Donos de Negócios. Porém, a realidade é que o Simples já opão de mais de 99% das empresas. O Simples aumenta a criação de empregos Em 2019, as empresas optantes do Simples geraram 72% dos empregos CLT criados naquele ano, taxa que se mantém visto que, atualmente, mais de 71% dos empregos gerados no país são de micro e pequenas empresas e empreendedores individuais. O Simples aumenta a arrecadação Entre 2007 e 2018, o valor da arrecadação do Simples passou de 4,2% para 8,4% como proporção do total das receitas federais. Até 2018, o valor arrecadado pelo Simples somava R$ 816 bilhões. Apenas no ano passado, o montante arrecadado pelo Simples para a União foi superior a R$ 157 bi, o que comprova o constante crescimento da contribuição do sistema. O Simples amplia a chance de sobrevivência de empresas A taxa de sobrevivência das empresas optantes do Simples é sistematicamente o dobro das não optantes. O último dado disponível mostra que 83% das empresas optantes sobreviveram 2 anos, contra 38% no grupo das não optantes. O levantamento do Sebrae ainda indica que 2/3 das MPEs optantes, caso o Simples não existisse, fecharia, iria para a informalidade ou reduziria as atividades. Ainda os empresários afirmam que entre os principais benefícios do Simples estão o fato de se conhecer o quanto vai pagar de imposto e a redução da burocracia. Entre os fatores que poderiam ser melhorados, a pesquisa aponta que o aumento dos impostos proporcional ao crescimento da empresa deveria ser mais suave, a necessidade de ampliar das atividades cobertas, a eliminação do ICMS e a atualização anual, além da necessidade de se “eliminar” o teto de faturamento, entre outras questões. A pesquisa também indica que, entre os não-optantes, cresce ano a ano o número daqueles cujo faturamento superou o teto do Simples e por isso não pode participar – por isso a PLP 108/2021 é importante, para parametrizar o teto do Simples com o crescimento da economia. Entre os segmentos de atuação impedidos de aderir ao sistema tributário, a Indústria é o setor que mais teria interesse, com 79% de respostas positivas. Outro aspecto positivo do sistema é que ele possibilita também maior recuperação de débitos inadimplentes: em 2020, a Receita Federal recuperou R$ 5,2 bilhões de dívidas de 230 mil empresas do Simples Nacional.
Pequenos negócios ganham destaque na agenda do Congresso Nacional em 2023

Expectativa é que projetos relevantes avancem neste ano, principalmente em relação a temas como Microempreendedor Individual (MEI), simplificação tributária e melhorias no Simples Nacional A partir desta quarta-feira (1), os deputados e senadores inauguram os trabalhos legislativos do Congresso Nacional em 2023, após solenidade de posse dos membros da nova legislatura. A expectativa é que projetos relevantes para os pequenos negócios avancem, especialmente com relação a temas como simplificação tributária, limites de enquadramento, reempreendedorismo, Microempreendedor Individual (MEI), melhorias no Simples Nacional e na Lei Geral das MPE, sem contar a Reforma Tributária, considerada uma das pautas mais importantes do ano. Um dos projetos com grandes chances de aprovação ainda neste ano é o PLP 108/21, que estabelece novos limites para o MEI. O projeto já foi votado pelo Senado Federal e já está pronto para ser analisado pelo Plenário da Câmara dos Deputados. O texto vindo do Senado permite que o trabalhador com receita bruta igual ou inferior a R$ 130 mil se enquadre como MEI. Possibilita também que o MEI contrate até dois empregados. Outra iniciativa considerada de altíssimo impacto para as MPE é o PLP 178/21, que institui o Estatuto Nacional de Simplificação de Obrigações Tributárias Acessórias, que normatiza nacionalmente a execução e criação de obrigações assessórias e ainda cria um sistema nacional compartilhado entre União, estados e municípios, além de padronizar a emissão de documentos e declarações fiscais, bem como fornecer declarações pré-preenchidas, entre outras medidas. O projeto está no Senado Federal e foi aprovado pela Câmara dos Deputados com grande adesão e compromisso dos deputados. De acordo com o gerente-adjunto de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Fábio Marimon, responsável pelo Núcleo de Assessoria Legislativa da instituição, uma nova legislatura traz sempre esperança e disposição para aprovar pautas relevantes para a população brasileira. Segundo ele, os projetos relacionados aos pequenos negócios têm alto impacto na sociedade e na economia, por isso, tendem a contar com amplo apoio no Congresso. “Acreditamos que não há como se falar em partidarismo ao tratarmos dos pequenos negócios. As MPE representam mais de 70% dos empregos no país, 99% de todas as empresas. Elas beneficiam direta ou indiretamente mais de 86 milhões de brasileiros. Ou seja, a MPE traz emprego, boa economia, justiça social e distribuição de renda – vários motivos para uma grande adesão. Sempre contamos com o apoio dos mais diversos partidos e espectros ideológicos por ser uma pauta tão relevante para qualquer político que pense no seu povo ou na sua base eleitoral”, ressalta. No Congresso, aFrente Parlamentar Mista dos Pequenos Negócios também já está colhendo assinaturas para sua refundação, com amplo apoio dos deputados e senadores. Em parceria com a Frente, o Sebrae participa da organização de eventos, seminários de discussão e reuniões para debater os projetos com vistas a alcançar maior apoio do Congresso, da opinião pública e de instituições, a fim de que temas importantes sejam aprovados. “Paralelamente, no Sebrae, já está em andamento a elaboração de uma Agenda Legislativa, que terá consulta e participação das unidades estaduais do Sebrae, para que os esforços sejam concentrados naquelas matérias com mais impacto e relevância para as MPE de todo o país”, acrescenta Marimon. Outros projetos No Senado, o PLP 127/21 também é considerado relevante, conta com apoio de muitos estados e tende a ganhar força ainda neste semestre. O projeto torna facultativa aos estados a adoção de sublimites estaduais para fins de recolhimento de ICMS. Atualmente, é obrigatória a aplicação de sublimites de R$ 1,8 milhão e de R$ 3,6 milhões de acordo com a participação da unidade da federação (UF) no Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, eleva os limites do Simples Nacional. O PLP 33/20, chamado de Marco Legal do Reempreendedorismo, também tem chances de ganhar tração nesta legislatura, segundo o gerente-adjunto. Ele estabelece a renegociação especial extrajudicial, a renegociação especial judicial e a liquidação simplificada, bem como altera a falência das microempresas e empresas de pequeno porte. O projeto está na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. Além de forte apelo dos donos de pequenos negócios e das entidades de apoio, também conta com o posicionamento favorável do Sebrae. Reforma Tributária O início da nova legislatura também tem movimentações em torno da aprovação da Reforma Tributária. A expectativa do governo é que a proposta seja discutida em abril. O analista tributário da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Edgard Fernandes, aponta que a reforma deve buscar a simplificação do sistema tributário como um todo, preservando o tratamento diferenciado e favorecido aos pequenos negócios, em especial no âmbito do regime do Simples Nacional. “Toda e qualquer alteração nos tributos deve refletir dentro do regime do Simples Nacional, mantendo, no mínimo, a mesma proporcionalidade que já existe. Também é importante que o objetivo da reforma seja a eficiência dos processos e a desburocratização dos tributos e das suas obrigações acessórias, acarretando, assim, uma redução significativa de custos, do tempo gasto até a arrecadação dos tributos e no consequente aumento da produtividade das empresas”, frisa. Fonte: Agência Sebrae
Beatriz Machnick: “faturamento não é garantia de lucro”

Especialista mapeia desafios, expectativas e tendências para mercado de franquias em 2023 “Momentos de crise são oportunidades para se reinventar”. Foi com este plano e propósito que a BM Finance Group norteou o período mais conturbado para os empreendedores donos de franquias: a pandemia. “Quem tem uma loja dentro de shopping, a última coisa que imaginou na vida é que teria problemas com movimento e demanda”, explica Beatriz Machnick, consultora especialista no setor de franquias. O ano de 2022 foi marcante para inúmeros setores da sociedade, diante de tantas mudanças no panorama político, econômico e a situação da Covid-19 no Brasil. Com o avanço da vacinação e a retomada definitiva da rotina, diversos mercados apresentaram resultados satisfatórios e um dos protagonistas foi o setor de franquias. Primeira opção de muitos empreendedores brasileiros, o cenário de franquias apresentou números animadores e promete evolução em 2023, tornando-se atrativo para novos negócios. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o mercado de franquias registrou um crescimento acelerado no terceiro trimestre de 2022 em comparação com o mesmo período de 2021. O faturamento do setor saltou de R$ 47,3 bilhões para R$ 56,2 bilhões no período Com um faturamento 18,7% maior, o setor demonstra que, de fato, a pandemia está ficando para trás. No apanhado do ano inteiro, o crescimento da receita chegou a 15%, o maior já registrado. Os números são animadores e projetam o mercado de franquias como um dos ‘queridinhos’ para 2023. “Hoje, quando se olha os ramos de franquia, estamos falando em uma margem de lucro de 10% a 12%, alguns segmentos falam em 14%. Todo o incentivo tributário e padronização de estrutura e procedimento é bem-vindo, para que se consiga atingir essa margem”, detalha Beatriz. Retomada pós-pandemia Após o período de crise, estabelecido pela pandemia, o setor de franquias já começa a vislumbrar um horizonte de recuperação e crescimento. Com o fechamento de comércios e, principalmente dos shoppings, onde está alocada grande parte das franquias, o momento enfrentado pelos franqueados foi desafiador. Beatriz Machnick pontua que algumas adequações no atendimento foram cruciais para a sobrevivência de muitos negócios. “Aluguel de franquia dentro de shopping é muito caro e as negociações foram pouco flexíveis. Em função disso, as lojas que conseguiram sobreviver foram as que fizeram venda online. Ao invés de o cliente ir à loja, o motoboy entregava. Quem não foi para o digital, teve problemas. Mesmo quem foi, ficou no limite, com as linhas de crédito do governo ajudando bastante”, afirma. A atuação do governo, com incentivo e linhas de crédito para empreendedores do comércio também foi determinante. “As linhas do governo auxiliaram muito, tanto que, grande parte das linhas que o governo disponibilizou no momento de pandemia foi principalmente para quem atuava no comércio e para redes de franquias dentro de shoppings”, explica Beatriz, ressaltando ainda que as próprias redes ajustaram valores de royalties no período mais crítico do isolamento. Tecnologia como protagonista A projeção para 2023 aponta para a implementação de novas plataformas e recursos de tecnologia na operação de franquias. É importante olhar para os novos padrões de consumo. Um estudo da Central do Franqueado apontou as principais tendências para o setor de franquias com base no comportamento dos consumidores. Vale dizer que são tendências tanto para negócios que já existem e que devem acompanhar as transformações, quanto para novos negócios que encontrem oportunidade para prosperar. De acordo com o levantamento, as principais tendências para o setor de franquias são: Pagamentos digitais: PIX e carteiras digitais que viabilizam pagamentos através do celular facilitam as compras; Delivery: os aplicativos de delivery, como a Delivery Much, trazem mais visibilidade aos estabelecimentos, facilitando a captação de novos clientes; Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD): é preciso atenção redobrada com os dados pessoais dos clientes; Franquias home based: com o advento e consolidação do home-office, o setor também evoluiu. No formato de franquias home-based, a operação é feita remotamente, sem necessidade de local físico; Tecnologia: automatizar processos otimiza a gestão. Por isso, o uso de plataformas online é um aliado para o crescimento do negócio. Grande marca x Franquia nova Quando se fala em mercado de franchising, alguns cases veem à mente quase que de maneira automática, marcas gigantes que dominam uma fatia significativa dos números de faturamento. Uma das primeiras decisões que um empreendedor deve tomar ao decidir investir numa franquia é, justamente, se a aposta será em uma marca já consolidada ou em um projeto novo, sem grande apelo popular. Dentre as franquias com melhor avaliação, se destacam empresas já estabelecidas como líderes de mercado e conhecidas entre os consumidores, como Mc’Donalds, O Boticário e Cacau Show. As três estão entre as 81 empresas avaliadas como “Franquias 5 estrelas” no Prêmio Melhores Franquias, organizado pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN). Para quem planeja ser um franqueado de uma grande marca, Beatriz aconselha. “Um conselho que eu daria para quem quer investir em franquia: não tome nenhuma decisão sem conversar com quem já é franqueado. Temos exemplos de grandes redes que o suporte durante a pandemia foi vergonhoso. Não dá para escolher o modelo de franquia para investir apenas pelo viés de quem está vendendo”, explica. Entre as vantagens de apostar em uma marca consolidada é a padronização nos processos cotidianos e dos produtos vendidos, para que a qualidade e as características se mantenham, independentemente da localização da franquia. “Para quem não sabe para onde ir, qualquer caminho serve. Por isso, planejamento e foco são fundamentais. Trabalho duro e alegria de fazer a diferença na vida das pessoas, ajudara traçar voos mais altos, só nos fortalece”, finaliza a especialista. Veja a entrevista completa com Beatriz Machnick no nosso canal do Youtube.
Abílio Diniz: “Momento é complicado para empreender por conta dos juros”

Para conter o avanço da inflação, os bancos centrais de todo o mundo tiveram que aumentar os juros. Mas o remédio tem seus efeitos colaterais negativos. E um deles é tornar a vida de quem quer empreender mais difícil. Ainda mais no Brasil. “Os juros reais são quase o maior do mundo. É muito pesado para empreender”, disse o ex-GPA e atual vice-presidente do conselho do Carrefour, Abílio Diniz. Ele participou hoje pela manhã da conferência anual do banco Credit Suisse em São Paulo. O painel foi mediado por João Camargo, fundador do grupo Esfera e presidente do conselho da CNN, e contou com a participação de Rubens Menin, presidente do conselho da MRV, do banco Inter e dono da CNN. Questionado pelo Startups se seria o caso de não empreender por conta do momento, Abílio disse que essa decisão depende muito da disposição e do momento de quem vai se lançar nessa jornada. Se vale de alguma coisa, apesar de toda a celeuma de demissões e contenção nos investimentos, a opinião deste Startups continua sendo de que nunca houve melhor momento para empreender, ou investir em novos negócios que tenham a tecnologia como base de suas operações. O mundo não vai ficar menos digital, nem mais simples nos próximos anos e décadas. As oportunidades estão aí para serem abraçadas. Menin reforçou o coro dos juros altos dizendo que, em 50 anos empreendendo, não viu muitas os juros reais na casa dos 8%. “Isso é muito. Sangra as famílias, as empresas”, avaliou. Para ele, o medicamento é correto, mas o tempo do tratamento não pode ser muito longo para não matar o paciente. Nos EUA, o FED já dá sinais de que o ciclo de aumento nos juros pode ter se encerrado. Aqui no Brasil, ainda não há uma manifestação clara. Abílio disse acreditar na independência do Banco Central e que a equipe liderada por Roberto Campos Neto tem todas as condições técnicas para avaliar quando será o momento de corrigir a rota. Para Menin, não adianta fazer essa redução na marra. É preciso criar as condições para que isso aconteça, fazer o dever de casa interno. E isso passa por pontos como a reforma tributária, reforma administrativa, controle de gastos e endividamento do governo e segurança jurídica e política no país. Para Rubens e Abílio, o momento é de união, de criar um pacto social que permita que o Brasil aproveite fortalezas como o mercado interno grande para concretizar a promessa que foi feita quando a sigla BRICS estava em alta. Os dois foram unânimes em dizer que o Brasil é o país com melhores oportunidades no atual momento. “O primeiro mundo é aqui. Temos tudo do primeiro mundo aqui e não deve nada a ninguém”, disse Abílio. Ele destacou que há muito dinheiro no mundo e ele quer vir para o Brasil. Mas é preciso saber atraí-lo. E isso passa pelas questões do dever de casa interno. Abílio disse não ter medo do atual governo e se classificou como um liberal com tendências keynesianas. Menin também foi em uma direção parecida, dizendo que é fundamental aumentar a participação da iniciativa privada nos investimentos, mas que, em um país como o Brasil, o estado precisa ter um papel na redução das desigualdades.
Seis mudanças no cenário tributário para empresas em 2023

Aumento das alíquotas de ICMS, implementação da NFCom, substituição da DIRF e prorrogação para adesão aos Editais de Transação de regularização de pendências perante a Receita Federal são algumas novidades nos próximos meses. Cenário em constante ebulição no Brasil, dados do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) revelam que as empresas com atuação no Brasil precisam seguir, em média, 4.869 normas tributárias para se manterem em conformidade fiscal no país. Em valores, isso representa um gasto de R$ 207 bilhões por ano às organizações na manutenção de pessoal, sistemas e equipamentos no acompanhamento das modificações na legislação tributária vigente nas três esferas governamentais. Porém, além da ajuda de soluções tecnológicas que já conseguem automatizar muitos desses processos por meio de ferramentas de compliance e inteligência fiscal, uma das saídas encontradas pelas empresas para se manterem competitivas no mercado – mesmo que ainda reféns dos efeitos da pandemia e do aumento da inflação – tem sido investir no planejamento fiscal como estratégia para otimizar custos e aumentar a rentabilidade. “Sem soluções de inteligência fiscal muitas organizações acabam pagando mais impostos com medo de errar e entrar para o contencioso tributário do Brasil, que é da ordem de R$ 7 trilhões. Quando aplicam a legislação da forma correta e automatizam processos, geram ganhos operacionais e financeiros. E esse é o grande “pulo do gato” para as empresas se tornarem mais competitivas e aumentarem a rentabilidade, seguindo em conformidade com o Fisco”, explica Giuliano Gioia, advogado tributarista e Tax Director da Sovos Brasil. Nesse sentido, para auxiliar as empresas a aprimorarem cada vez mais seus planejamentos fiscais, a Sovos em parceria com especialistas do SPED Brasil e da Live University, mapeou 6 novidades previstas na legislação fiscal para os próximos meses. Confira a seguir: 1- Novas alíquotas de ICMS A mudança na lei geral do ICMS, que limitou os Estados à aplicação da alíquota genérica de ICMS nas operações com combustíveis, gás natural e energia elétrica e nos serviços de comunicação e transporte coletivo, motivou os governos estaduais a aumentarem as alíquotas internas do imposto. Isso porque o governo federal ainda não definiu os critérios para compensação financeira pela perda de arrecadação. No total, 12 (doze) Unidades da Federação aumentaram as alíquotas internas: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins. “O Brasil conta com uma das maiores cargas tributárias do mundo e ainda apresenta uma legislação tributária extremamente complexa. A majoração das alíquotas do ICMS deve trazer uma avalanche de alterações em outros dispositivos da legislação estadual, relativos aos percentuais de redução de base de cálculo, diferimento, MVA (Margem de Valor Agregado), dentre outros. Ao adicionar a tal contexto as regras tributárias fica humanamente impossível às empresas com atuação em diferentes locais acompanhar e aplicar tudo o tempo todo”, explica Giuliano. Ainda segundo o executivo, a principal consequência desse cenário é a probabilidade de erros que geram penalidades pelo Fisco. “Inclusive é em virtude de tamanha complexidade que muitos negócios já até provisionam em seu orçamento o valor que será destinado ao pagamento de multas, que chegam a cifras milionárias, inevitavelmente repassadas no preço dos produtos vendidos aos consumidores”, explica ele. 2- Substituição da DIRF Em julho de 2022, a Receita Federal anunciou a extinção da DIRF (Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte), que terá suas obrigações transmitidas via EFD-Reinf (Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais), um dos módulos do SPED (Sistema Público de Escrituração Digital). A partir de março de 2023, as empresas já devem conseguir fazer a transição dos eventos de uma obrigação para a outra, sendo a exclusão total da DIRF prevista para o início de 2024. Com essa mudança, as empresas que emitem as DIRFs vão precisar se adequar e gerar os eventos dentro da solução da EFD-Reinf, que pode ser realizada por meio de soluções tecnológicas integradas e que atendem a diferentes tipos de ERP (em português, Sistema Integrado de Gestão Empresarial). 3- Implementação da NFCom Voltada ao mercado de Telecomunicações, a NFCom é um novo layout de documento eletrônico criado pelo Fisco para substituir a Nota Fiscal de Serviço de Comunicação (modelo 21) e Nota Fiscal de Serviço de Telecomunicações (modelo 22) por um único modelo digital. Ou seja, se hoje as empresas prestadoras de Serviços de Comunicação e Telecomunicação emitem cada qual uma fatura diferente aos seus clientes, com a NFCom todas passarão a emitir um modelo eletrônico padronizado. E isso seguindo um cronograma de implantação que começa com a disponibilização do ambiente de homologação e passa pela implantação do ambiente de produção, até entrar em vigor a obrigatoriedade da emissão no novo modelo, prevista para a partir de julho de 2024. Além disso, assim como já acontece no Varejo com a Nota Fiscal ao Consumidor eletrônica (NFC-e), a emissão da NFCom será validada e autorizada (ou não) pelo Fisco de forma online e em tempo real. Essa é outra novidade dentro do processo atual, no qual o governo só consegue acompanhar o que as empresas emitiram de documentos para seus clientes na entrega mensal de seus relatórios fiscais, como os previstos no Convênio 115/03. 4- Prorrogação do prazo de adesão aos Editais de Transação A Receita Federal publicou em novembro de 2022 a Portaria 247/2022, a qual amplia até o dia 31 de março de 2023 o prazo de adesão aos Editais de Transação, representando uma oportunidade para que os contribuintes, pessoas físicas ou jurídicas, que estejam dentro dos critérios de adesão regularizem suas pendências perante a Receita Federal. Dos editais de transação lançados em 2020 e 2021, houve um total 12.697 adesões e nas grandes teses, 53. Já nos editais lançados em setembro de 2022, o número de pedidos de adesão já passou de 2.600. Entre os pontos de destaque da portaria estão: • Definição precisa dos recursos capazes de instaurar o contencioso administrativo fiscal e quais as matérias passíveis de recurso; • Definição do que é o deferimento da transação que suspende a tramitação do processo administrativo transacionado. Além de débitos do PAF (Processo Administrativo
Startup Nordeste acelerou mais de 900 negócios inovadores

Fonte: Agência Sebrae O programa está em operação oferecendo jornadas de capacitação e apoio, com mentorias, bolsa de estímulo à inovação e relacionamento com investidores Com mais de 900 negócios acelerados, o Startup Nordeste celebra sua primeira edição de chamadas públicas para projetos inovadores com números animadores. A iniciativa, criada para posicionar o Nordeste no mapa global de inovação, em sua frente de desenvolvimento e fomento de iniciativas de tecnologia e inovação da região, teve mais de 2,2 mil inscritos e, desse universo, cerca de 1,6 mil projetos foram pré-acelerados. O programa é estruturado para formar uma rede de capacitação e apoio aos negócios inovadores, estejam eles em qualquer fase de maturação. A analista de inovação do Sebrae, Fernanda Zambon, explica que os eixos norteadores da iniciativa são governança junto às comunidades, fomento a startups, impacto nos ecossistemas de inovação, cultura de inovação, branding, matchmaking com investidores e qualificação. “Acompanhamos cada empresa participante da fase de fomento de acordo com suas necessidades. Entre as principais ações para as 318 startups participantes desta fase estão rodadas de negócios, relacionamento com investidores, participação em eventos para ampliação de networking, mentorias, acesso às comunidades e, para as que estão sendo aceleradas atualmente, são concedidas até duas bolsas de R$ 6,5 mil por mês”, afirma Fernanda. A voz de quem participa Alexandre Motta ainda era apenas um estudante de engenharia – com muitas ideias de negócios – quando ouviu falar do Startup Nordeste. Hoje, é fundador da @Cloudincontrol, startup de automação focada na rede hoteleira, emprega cinco pessoas e continua estudando. Segundo ele, o Startup Nordeste foi decisivo para tirar o negócio do papel. “O programa literalmente nos pegou pelo braço e ensinou o caminho para empreender, como montar a empresa, para onde ir, o que fazer, como fazer. Com todos os recursos oferecidos, enxerguei perspectivas reais de crescimento”, relembra. De fato, a Cloudincontrol está em evolução. Sediada em Recife, a startup tem como principal produto a automatização de quartos de hotel. Com celular na mão, o hóspede pode acender luzes, ar-condicionado, televisão, sistema de som. Tudo facilitado através de apenas um link. “O cliente não precisa baixar aplicativo, nem passar por muitas telas. Chega no quarto, acessa e tem as comodidades que o sistema desenvolvido oferece”, explica Motta. Para o empreendedor, o ponto alto em participar do Startup Nordeste é a amplitude e o empoderamento que o programa traz. “Me tornei um promotor do Sebrae na universidade. Recomendo a todos os colegas, me ajudou muito. Além de ser gratuito, você recebe uma bolsa para participar. Tenho muitos colegas com excelentes ideias, mas não sabem por onde começar, eu indico que procurem o Sebrae”, diz. Com perspectivas de contratar pelo menos outras duas pessoas para sua equipe, Motta relata que o programa despertou nele o gosto pelo empreendedorismo. “Infelizmente a cultura empreendedora não faz parte das disciplinas que aprendemos na sala de aula. Eu soube do Startup Nordeste por um colega e agora não quero parar”, comenta o jovem, ao pontuar que está desenvolvendo um aparelho para ajudar no diagnóstico de doenças respiratórias. “Estudo engenharia e me conectei com a turma da inovação, vou a eventos, integro grupos ligados a área e pretendo ter cada vez mais clientes”, completa.
Compras públicas são oportunidade para pequenos e médios empreendedores

Processos de licitação também contribuem para a economia local dos municípios Para atender as necessidades dos municípios, gestores públicos frequentemente realizam processos licitatórios para aquisições ou contratações de bens e serviços. Diante disso, o processo de compras públicas pode ser visto como uma oportunidade estratégica para os empreendedores locais, afinal, essa é uma forma que eles possuem para desenvolver o seu trabalho na região onde estão inseridos. De acordo com Leonardo Ladeira, CEO e cofundador do Portal de Compras Públicas, govtech que surgiu com o objetivo de aproximar a iniciativa privada das necessidades de compras dos entes públicos, os processos de licitação podem ser considerados uma forma de conexão entre os compradores (municípios) e fornecedores (empreendedores), uma vez que geram benefícios econômicos para a própria cidade. “O desenvolvimento de cada região é de responsabilidade da administração local. Nessa ótica, as compras públicas se tornam um importante instrumento do poder público”, diz Ladeira. Para o executivo, quando o ente comprador tem a sua demanda correspondida por um fornecedor local, existe a tendência desse fornecedor oferecer a proposta mais vantajosa. Isso porque, na hora de compor o preço do objeto, o fornecedor local vai conseguir oferecer uma condição melhor que um fornecedor de uma região geográfica mais distante. “A oferta de condições mais adequadas se deve ao conhecimento das realidades do próprio município e das vantagens tributárias associadas, principalmente em termos de serviços dos fornecedores locais. Além disso, do aspecto prático, produtos perecíveis, como legumes, chegam em melhor estado de conservação quando o percurso e tempo de entrega é melhor”, afirma. Quando o fornecedor local participa das compras públicas, ele ajuda o ente comprador a evitar os contratos com sobrepreço, gera mais emprego e renda, uma vez que o seu volume de produção tem aumento em escala com destino definido. “Além do mais, movimenta a economia local, tendo em vista que os recursos ficam na região. É por esse caminho que as compras públicas contribuem com o desenvolvimento econômico e o seu produto ou serviço pode ser a solução para o bem estar e desenvolvimento da sua região”, declara Ladeira. O Portal de Compras Públicas é considerada a principal plataforma privada de compras públicas do Brasil. Ao transformar a relação entre municípios (compradores) e empresários (fornecedores), a iniciativa promove uma economia de 28% aos cofres públicos e uma agilidade de até 76% nos processos e licitações. Fonte: Exame | Bússola
Concessão de crédito para pequenos negócios cresceu 45% nos últimos dois anos

Sebrae planeja para 2023, somente no âmbito do Fampe e das parcerias da instituição com BNDES, Banco do Brasil e FINEP, um aumento potencial de R$ 57 bilhões de crédito Um estudo feito pelo Sebrae a partir de dados do Banco Central revelou que, apesar da elevação nos últimos dois anos da taxa média dos juros praticados para empréstimos concedidos aos pequenos negócios, o volume concedido de crédito e o número de operações cresceram em comparação com o período pré-pandemia. Entre os meses de abril de 2020, início da pandemia, e setembro 2022, segundo os últimos dados disponíveis, foram concedidos R$ 886 bilhões de crédito para os pequenos negócios, um volume 45% maior do que o observado antes da pandemia, entre setembro de 2017 e março de 2020, quando o volume total foi de R$ 610 bilhões. O aumento na concessão de crédito foi acompanhado de um significativo aumento de pequenos negócios tomadores de crédito no sistema financeiro nacional. No trimestre encerrado em setembro de 2022 cerca de 7,3 milhões de pequenos negócios tomadores de crédito no sistema financeiro nacional, cerca de 1,5 milhão a mais em comparação com a quantidade observada no início da pandemia. Somente no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) foram concedidos cerca de R$ 37 bilhões em empréstimos no ano passado, em quase 461 mil operações. Esse resultado é superior aos quase R$ 25 bilhões que foram emprestados em 2021 em 333 mil operações de crédito. Já o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (FGI PEAC) em 2022 emprestou R$ 13,18 bilhões em 16,5 mil operações. O levantamento do Sebrae identificou também um crescimento nas operações das Empresas Simples de Crédito (ESC), que concederam R$ 582 milhões por intermédio de 902 empresas, somente até setembro passado. O número de ESC em atuação representa um crescimento de 276 % em comparação com o número de empresas em atividade em 2019. Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o aumento do volume de crédito para micro e pequenas empresas, mesmo com o aumento da taxa média de juros, que passou de 30,9 % ao ano (em 2020) para 34,9% ao ano (em 2022), confirma uma melhoria do cenário. “Os dados demonstram a importância dos fundos garantidores para o crédito aos pequenos negócios. Todos os três grandes fundos garantidores do país, o Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe), gerido pelo Sebrae, e o Fundo de Garantia de Operação (FGO) do Banco do Brasil e responsável pelo Pronampe e o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) do BNDES tiveram uma atuação de extrema importância desde o início da pandemia e permitiram o aumento do crédito concedido para os pequenos negócios”, comenta Melles. O Sebrae estima para 2023, somente no âmbito do Fampe e das parcerias da instituição com Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Banco do Brasil e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), um aumento potencial de R$ 55 bilhões de crédito, o que irá representar cerca de 15,7% do total do crédito concedido para os pequenos negócios no país.
EXCLUSIVO – Desafios para pequenos negócios no Brasil, segundo Inteligência Artificial ChatGPT

Programa de Inteligência Artificial lista 5 principais desafios para o empreendedorismo no Brasil, 4 estão relacionados ao ambiente para fazer negócios: burocracia, instabilidade econômica, dificuldade de acesso a financiamento e infraestrutura; O uso de inteligência artificial já é uma realidade no mundo, inclusive para temas mais complexos, como o ambiente de negócios. Passamos um tempo “batendo papo” sobre empreendedorismo e PMEs com a nova sensação da tecnologia, o ChatGPT, sistema que possibilita ao usuário interagir com um chatbot e conversar sobre qualquer assunto, dos mais triviais aos mais complicados. A empresa responsável pela plataforma – que está disponível tanto no próprio site quanto em aplicativos para os sistemas operacionais IOS e Android – promete autenticidade nas respostas, o que confirmamos na nossa “entrevista”, onde perguntamos sobre os principais desafios para empreender e para os micro e pequenos negócios no Brasil. Não há indicativos de plágios ou de uso de outras fontes como Sebrae, Google ou Wikipedia, o que poderia ocorrer se a plataforma usasse algoritmos de palavras-chave. O que nos impressionou foi que a IA (ou AI, se for usar a sigla em inglês) argumenta o suficiente para explicar, mesmo que ainda superficialmente, as questões levantadas. “Nos pareceu, até, que o sistema consegue compreender melhor do que muita gente sobre as questões que impactam o crescimento econômico, já que não há interesses políticos ou retóricas envolvidas”, observa Ricardo Meireles, pesquisador e publisher do Empreendabilidade. Veja abaixo a entrevista na íntegra: Empreendabilidade: Quais são os principais desafios para as pequenas empresas e empreendedores no Brasil? ChatGPT: As principais dificuldades para as pequenas empresas e empreendedores no Brasil incluem: Acesso a financiamento: muitas vezes, é difícil obter empréstimos ou outras formas de financiamento para iniciar ou expandir um negócio. Burocracia: existem muitas regulamentações e procedimentos burocráticos que podem ser difíceis de navegar para pequenas empresas. Competição: as pequenas empresas geralmente enfrentam uma forte concorrência de grandes empresas e marcas estabelecidas. Infraestrutura: falta de infraestrutura adequada, como transporte e serviços básicos, pode dificultar o funcionamento de uma empresa. Instabilidade econômica: mudanças na economia, como altas taxas de juros e inflação, podem afetar negativamente as pequenas empresas e empreendedores. Empreendabilidade: Pode explicar melhor o que seria a dificuldade a acesso a financiamento? ChatGPT: O acesso a financiamento é um dos principais desafios enfrentados pelas pequenas empresas e empreendedores no Brasil. Isso pode incluir dificuldades em obter empréstimos bancários, linhas de crédito, investimentos de risco ou outras formas de financiamento. Existem vários fatores que contribuem para essa dificuldade. Um deles é a falta de garantias financeiras, como imóveis ou outros ativos, que as pequenas empresas podem oferecer como garantia para obter empréstimos. Além disso, as pequenas empresas frequentemente não têm acesso ao mesmo tipo de informações financeiras e de crédito que as grandes empresas têm, o que pode dificultar a obtenção de financiamento. Além disso, as instituições financeiras podem ter políticas restritivas para emprestar dinheiro para pequenas empresas, devido ao risco potencial de inadimplência e ao menor retorno sobre o investimento. Outra dificuldade é que, muitas vezes, os pequenos empreendedores não têm conhecimentos de como elaborar um plano de negócios e projetos financeiros, o que dificulta a obtenção de crédito junto a instituições financeiras. Empreendabilidade: O ambiente de negócios brasileiro é burocrático, já sabemos. Mas, como a burocracia impacta quem quer empreender? ChatGPT: Existem muitas regulamentações e procedimentos que as empresas precisam seguir, incluindo licenças, registros, alvarás e impostos. Algumas dessas regulamentações podem ser complexas e difíceis de navegar, especialmente para empresas que não têm recursos ou conhecimento para lidar com a burocracia. Além disso, muitas vezes existem diferentes regulamentações em diferentes níveis de governo, o que pode ser confuso e difícil de seguir para as pequenas empresas. Os processos de licenciamento e registro podem ser demorados e burocráticos, e as empresas podem precisar lidar com diferentes órgãos governamentais para obter as licenças e alvarás necessários. Isso pode causar atrasos e interrupções no funcionamento do negócio. Além disso, as pequenas empresas podem ter dificuldades para cumprir todas as regulamentações e normas, o que pode levar a multas ou outras penalidades. Em resumo, a burocracia pode ser um desafio significativo para as pequenas empresas e empreendedores, pois pode causar atrasos, interrupções e custos adicionais para o funcionamento dos negócios. Empreendabilidade: Você também comentou sobre a concorrência como desafio. Como enxerga essa questão? ChatGPT: As pequenas empresas geralmente enfrentam uma forte concorrência de grandes empresas e marcas estabelecidas, que têm mais recursos financeiros e de marketing para competir. Além disso, as grandes empresas geralmente têm uma presença mais forte no mercado e uma maior capacidade de oferecer preços mais baixos, o que pode ser difícil de competir para as pequenas empresas. As pequenas empresas também podem enfrentar concorrência de outras pequenas empresas e negócios locais, o que pode ser desafiador para se destacar e atrair clientes. Para competir, as pequenas empresas geralmente precisam ser mais criativas e inovadoras em suas estratégias de marketing e vendas, oferecendo produtos ou serviços exclusivos ou diferenciados. Além disso, elas também podem ter que ser mais flexíveis e ágeis em sua operação, para ajustar sua oferta de acordo com as mudanças no mercado. Além disso, as pequenas empresas também podem se beneficiar de serem mais próximas dos seus clientes e oferecer um atendimento personalizado, o que pode ser difícil de ser encontrado em grandes empresas. Empreendabilidade: Como a infraestrutura pode ser uma barreira para as PMEs? ChatGPT: A falta de infraestrutura adequada, como transporte, eletricidade, água e outros serviços básicos, pode dificultar o funcionamento de uma empresa. Por exemplo, a falta de boas estradas e transporte pode tornar difícil o transporte de mercadorias e clientes. A falta de eletricidade ou água pode causar interrupções no funcionamento do negócio. Além disso, a falta de infraestrutura adequada também pode afetar a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pelas pequenas empresas, pois pode dificultar o acesso a matérias-primas e equipamentos. Outro problema é que as pequenas empresas podem não ter recursos financeiros para investir em infraestrutura própria,
Como estes 4 empreendedores contornaram a crise e alcançaram sucesso em 2022

O ano de 2022 foi desafiador para as donas e donos de pequenos negócios. Ainda em recuperação dos efeitos da pandemia de Covid-19 – que, vale lembrar, não acabou –, os empreendedores passaram por uma pressão provocada pela alta de inflação e perda do poder de compra do consumidor, além da escassez de insumos e do aumento de preço de matérias-primas importadas. Mesmo assim, há motivos para comemorar: a pesquisa Indicadores, realizada pelo Sebrae-SP com apoio da Fundação Seade, mostra que o faturamento das micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo aumentou em 6,6% em setembro de 2022 na comparação ao mesmo mês de 2021. Já entre os Microempreendedores Individuais (MEIs), o aumento no faturamento foi ainda maior: 12,6% no mesmo período. O grande destaque entre os setores foram o de serviços e, entre os MEIs, também o da indústria, com o comércio mantendo-se em certa estabilidade nesse período de 12 meses. Saiu na frente quem foi buscar capacitação e seguiu à risca o planejamento para se proteger das turbulências. Porém, o fator que fez a maior diferença foi a inovação: seja no investimento em digitalização ou na busca de novos produtos e serviços, pensar “fora da caixa” em 2022 se traduziu em crescimento e expansão dos negócios. A seguir, quatro empreendedores de todo o Estado, cada um de um segmento econômico, conta como foi possível crescer em 2022 e planejar um 2023 ainda melhor. Frango no Capricho Lucas Colpani Gutierrez, proprietário da Guiterrez Alimentos (Divulgação/Sebrae/SP) O produtor rural Lucas Colpani Gutierrez, de Pongaí, trabalha há quatro anos com criação de frango, depois de deixar um emprego com carteira assinada e partir para o trabalho por conta própria. “Comecei com cinco pintinhos. Fui aprendendo sobre negócios, fazendo embalagem, fiz um rótulo. Cheguei a montar um miniabatedouro aqui, mas não tinha muito conhecimento sobre as exigências”, diz. No início, ele vendia apenas frango caipira, mas, conforme as vendas foram aumentando, ele viu a necessidade de procurar o Sebrae-SP para ajudar com uma série de necessidades, que iam desde fazer uma planilha financeira até a entender melhor sobre a legislação sanitária. Com a alta nos preços provocada pela inflação nos últimos dois anos, porém, o produtor já vinha percebendo que o frango caipira não estava mais sendo rentável – além de demorar mais para estar pronto para o abate e comercialização. Foi quando surgiu a ideia de trabalhar com frango de granja, que tem custo menor para o consumidor final e permite mais giro financeiro dentro da empresa. “Passei a usar espaço em um frigorífico, procurei saber como fazia para regularizar o produto para que pudesse entrar em grandes supermercados”, conta. No início do ano, reformou uma granja que estava abandonada no município vizinho de Guarantã e acertou toda documentação. Na ponta do lápis, entraram desde itens como ventilação e cálculos para diminuir custos com produção própria de ração. Hoje, com embalagem própria, registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF) e distribuição para dezenas de pontos de venda na região, a Gutierrez Alimentos continua pensando em expansão. O plano para o ano que vem é produzir 6 mil frangos a cada 45 dias, e o produtor vê espaço até para a exportação, tudo lado a lado com o Sebrae-SP. “O produtor rural fica muito fechado, mas o negócio está da porteira para fora, é isso que a gente precisa aprender. Por isso, tudo o que o Sebrae oferece eu aproveito”, ressalta Gutierrez. Crescer não é brincadeira Lilian Miyuri Yamauchi, proprietária da Mimos para Todos (Divulgação/Sebrae/SP) Desde muito jovem, a empreendedora Lilian Miyuri Yamauchi trabalhava nos negócios da família, em ramos diversos: barraca de feira, pastelaria, distribuidora de bebidas etc. “Eu não tinha férias nem fim de semana”, lembra. Na época, a filha Isabela, que tinha quatro anos (hoje tem 11), pediu para a mãe parar de trabalhar tanto. A decisão demorou mais algum tempo a ser tomada até que, em 2018, ela deixou as empresas familiares para ficar mais tempo em casa. Formalizou-se como Microempreendedora Individual (MEI) e passou a vender brinquedos educativos e pedagógicos, uma área da qual ela sempre gostou. “Abri mais por uma ocupação mesmo, sem muito planejamento, sem estudar o mercado”, diz. Até que, no início de 2020, questões familiares a obrigaram a levar o negócio mais a sério, como uma fonte de renda de verdade. Moradora de São Vicente, Lilian investiu o pouco dinheiro que tinha em caixa em estoque e na participação em feiras para apresentar os produtos que revendia. Mas, em março daquele ano, chegou a pandemia de Covid-19 e todos os planos viraram de cabeça para baixo. Sem dinheiro, com quase nenhuma venda na loja virtual e sem perspectiva de participar de feiras, pensou até em comercializar brinquedos de marcas mais populares. Mais uma vez, a filha interveio. “Ela me lembrou que esse não era o foco”, diz Lilian. Durante os primeiros meses da pandemia, a empreendedora passou a investir em capacitação: acompanhava as lives diárias do Sebrae-SP e participou do Sebrae Delas, o que foi muito útil também para seu autoconhecimento. “No final de 2020 defini que iria começar pelo Mercado Livre. A loja virtual não trazia público. Fiz várias consultorias com o Sebrae para trabalhar com e-commerce”, conta. A partir de então, as vendas surgiram e o negócio deslanchou, crescendo 700% de 2020 para 2021. Lilian migrou para microempresa e agora já está pensando em se expandir ainda mais. Para 2023, a ideia é investir em novos marketplaces, em brinquedos inclusivos e em vendas para órgãos públicos. “Hoje 95% das minhas vendas vêm do Mercado Livre, mas estou estudando outras plataformas com taxas menores. Também tive de contratar mais gente porque não estava dando conta. Agora é hora de aumentar o faturamento”, afirma. Receita de sucesso Empreendedora Adriana Aparecida Mendes, da A’Dorada Salgados (Divulgação/Sebrae/SP) A pandemia foi um divisor de águas para milhares – ou até milhões – de empreendedores brasileiros. No caso de Adriana Aparecida Mendes, de Cubatão, a pandemia foi a diferença entre a produção de salgadinhos no “fundo do quintal”, como ela mesmo
FranchiseB2B chega a 33 cidades, Santos é 1a

O calendário 2023 da FranchiseB2B já está definido e com a primeira parada marcada. A feira, que tem o objetivo de expandir negócios por todas as regiões do país e permite aos interessados terem contato exclusivo com as redes de franquias nas quais gostariam de investir, fará sua 1ª edição 2023 em Santos, dia 4 de fevereiro, no Parque Balneário Hotel, avenida Ana Costa, 555, Gonzaga. Com formato inovador, a feira assume o pioneirismo ao levar o franchising para cidades menores do Brasil. Ao todo, são 33 edições programadas para o próximo ano, começando por Santos (SP), no dia 4 de fevereiro; e encerrando em Salvador (BA), em 14 de dezembro. O calendário, que conta com as principais capitais dos estados, trouxe outras cidades para o roteiro, baseado no índice de Cidades Empreendedoras 2022 (ICE), garantindo, assim, maior assertividade para as marcas expositoras e mais conforto para quem deseja investir em uma franquia fora das grandes cidades. Confira todas as datas no site da FranchiseB2B. O modelo diferenciado da feira é assertivo para quem deseja investir em uma franquia e abrir o próprio negócio. O evento reúne diversas marcas e grandes nomes do franchising brasileiro para palestras sobre o tema, discutir e tirar dúvidas sobre como funciona o investimento em uma unidade. As inscrições podem ser feitas pelo site www.franchiseb2b.com.br. A rota de empreendedorismo traçada pela FranchisB2B em 2022 mostra o sucesso do formato e o crescimento do setor de franquias no Brasil. Com 16 edições realizadas, foram mais de 20 mil reuniões exclusivas, mais de 500 negócios fechados e um total de R$ 4 milhões em vendas de unidades, gerando cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos. Os interessados agendam um horário com as marcas nas quais desejam investir e podem sanar todas as dúvidas em uma conversa individual. Além disso, o atendimento é personalizado e feito direto pelos representantes das marcas. “A FranchiseB2B é uma oportunidade do investidor para ter uma experiência com as marcas nas quais deseja investir, conhecendo o processo da rede, bem como a equipe que irá auxiliá-lo no dia a dia da unidade”, explica Ricardo Branco, CEO da FranchiseB2B. O projeto Aprender para Empreender conta com palestras realizadas durante dia do evento, sempre com nomes relevantes do setor. Os participantes que assistem a todas elas, recebem um Certificado de Imersão no Franchising e concorrem, durante todo o dia, a diversos sorteios. Em 2022, foi criada a campanha Ilumine um Coração, que busca angariar alimentos não perecíveis para serem doados à uma ONG local, ao final de cada edição. Para isso, cada visitante, para participar da feira, que tem entrada gratuita, é encorajado a levar um quilo de alimento. No total, todas as edições do ano arrecadaram mais de três toneladas de alimentos. O franchising movimenta bilhões por ano no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o crescimento esperado para o setor em 2022 é de 9%. A Pesquisa Trimestral de Desempenho apontou que as redes de franquias cresceram 8,8% em faturamento no 1º trimestre frente a igual período do ano passado, com uma receita que passou de R$ 39,881 bilhões para R$ 43,380 bilhões. Calendário de 2023 Santos (SP) – 4/02; Belo Horizonte (MG) – 9/02; Uberlândia (MG) – 11/02; Natal (RN) – 28/03; Fortaleza (CE) – 30/03; Porto Alegre (RS) – 13/04; Santa Maria (RS) – 15/04; Osasco (SP) – 2/05; São Paulo (SP) – 4/05; São José dos Campos (SP) – 6/05; Belém (PA) – 23/05; Manaus (AM) – 25/05; Rio de Janeiro (RJ) – 13/06; Niterói (RJ) – 15/06; Florianópolis (SC) – 4/07; Blumenau (SC) – 6/07; Joinville (SC) – 8/07; Ribeirão Preto (SP) – 18/07; São José do Rio Preto (SP) – 20/07; Campinas (SP) – 8/08; Curitiba (PR) – 22/08; Londrina (PR) – 24/08; Maringá (PR) – 26/08; Goiânia (GO) – 19/09; Brasília (DF) – 21/09; Vitória (ES) – 3/10; Recife (PE) – 24/10; Maceió (AL) – 26/10; Cuiabá (MT) – 7/11; Guarulhos (SP) – 21/11; São Paulo (SP) – 30/11; Santo André (SP) – 7/12; Salvador (BA) – 14/12.
Recriação do MDIC inclui secretaria das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedorismo

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, assumiu, nesta quarta-feira (4), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Entre as novidades da pasta recriada pelo presidente Lula, está a Secretaria das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedorismo. As competências da secretaria foram publicadas em edição especial do Diário Oficial da União (DOU) do dia 1º de janeiro, e incluem o desenvolvimento de ações de apoio à inserção de artesãos, microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte na economia brasileira e no mercado internacional. A recriação do MDIC faz parte das primeiras mudanças promovidas pela nova gestão na estrutura do Poder Executivo federal. A expectativa do governo é reverter o processo de desindustrialização do país e fortalecer as políticas de desenvolvimento com inclusão social. No seu discurso no Palácio do Planalto, o ministro recém-empossado destacou que o fortalecimento da indústria brasileira passa pela redução do Custo Brasil, pela melhoria do ambiente de negócios e pela reforma tributária. Também declarou que o desenvolvimento do país depende de uma agenda de apoio integral aos pequenos negócios. “São as micro e pequenas empresas que fazem a economia girar e o Brasil cresce. Nosso presidente Lula indica ser urgente que a nossa agenda contemple medidas que reduzam o déficit de produtividade e de digitalização dos micro e pequenos negócios, induzindo-as a uma autêntica transformação digital”, frisou Alckmin. Ele acrescentou que o país precisa apoiar todo tipo de empreendedorismo inovador, como as startups. Alckmin também ressaltou a importância do Sistema S para a promoção da agenda da produtividade do Brasil. “É fundamental a qualificação da mão de obra e dos recursos humanos para o novo mundo do trabalho e o Sebrae, como todo o Sistema S, de apoio ao Estado, realizam um trabalho relevante”, afirmou. Confira aqui a íntegra do pronunciamento do ministro. O presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles, participou da solenidade de posse do novo ministro, ao lado do diretor-técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick. “As micro e pequenas empresas são a locomotiva que impulsionam o Brasil para o futuro e hoje respondem pela maioria dos empregos no país e por 30% do Produto Interno Bruto (PIB). A criação da secretaria voltada especificamente para o segmento reforça a importância dos pequenos negócios e facilita a construção de políticas públicas voltadas para esses empreendedores”, defende Melles. Confira algumas atribuições da Secretaria de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedorismo do MDIC: • Formular, implementar, coordenar, acompanhar e avaliar políticas públicas, programas e ações de apoio ao artesanato, aos microempreendedores individuais, às microempresas, às empresas de pequeno porte, ao empreendedorismo, em alinhamento com as demais unidades do Ministério; • Formular e coordenar a política nacional de desenvolvimento das microempresas e empresas de pequeno porte, e acompanhar e avaliar a sua implantação, a partir das diretrizes do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte; • Coordenar o Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, com caráter de regulação e formulação e principal mecanismo de discussão de medidas para as micro e pequenas empresas; • Fomentar, acompanhar, monitorar e propor medidas para melhoria do ambiente de negócios para os artesãos, os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte por meio do aperfeiçoamento e da simplificação de mecanismos regulatórios, fiscais, de financiamento e investimento, respeitados os princípios de desenvolvimento sustentável; • Formular, propor, coordenar e acompanhar políticas públicas, programas, projetos e ações que promovam a inovação empresarial, a melhoria das práticas gerenciais e produtivas, e o desenvolvimento e a adoção de novas tecnologias com foco no aumento da produtividade e competitividade das microempresas e empresas de pequeno porte.
“Somos uma casa de análise para o MPE”

Com mais de 18 anos de experiência em Relações Públicas, dedicados prioritariamente à gestão de crises e temas econômicos, Ricardo Meireles fundou o Empreendabilidade em 2022 com o objetivo de ajudar empreendedores a prosperar. A proposta da consultoria é simples e direta: oferecer uma análise de dados e indicar caminhos para os empreendedores e empresários do Middle Market diante de possíveis acontecimentos, preparando-os para posicionamento de negócios, reestruturação e crescimento mais sustentável. Perfil: 41 anos, natural de Salvador-BA. Mora em São Paulo desde 2004. Mudou para a capital financeira em busca de melhores oportunidades de emprego. É formado em Comunicação Social (UNIFACS/2002), com especialização em Inteligência de Mercado (Ibramerc/2014), Planejamento Estratégico de Marketing (Miami AdSchool/2017), Economia (FGV-SP/2018) e Socialpsychology (Wesleyan/2013). De onde surgiu a ideia do Empreendabilidade? O Empreendabilidade é resultado de vários aprendizados. Trabalhava para o Carrefour na crise anti-racismo em 2021 e sabia que não continuaria, fiz um coaching. Havia ajudado a montar novas mídias (como o Bússola, na Exame), e já sabia que a forma de pensar estratégica e o conteúdo teriam cada vez mais valor. Quando comecei a lidar com MPEs, percebi que havia um espaço: elas não têm uma casa de análise. Por isso busquei a melhor forma de ajudá-las. Como o background em assessoria de comunicação contribui? Assessor ao mesmo tempo que entende de tudo, não é especialista em nada. Mas, tive a sorte de ter tido chefes duros, fazer plantões, atender crises em diversos setores. Tinha que dominar a informação, apurar e recomendar, além de fazer aquela informação chegar ao público. Não se trabalha para setores produtivos como indústria, aviação e agro, e para companhias como Votorantim e JBS, sem saber o que está acontecendo e sem fazer uma análise política, econômica, financeira ou setorial. Brinco que quando falavam “não queria estar na pele do assessor”, geralmente eu estava lá. Não pode ter corpo mole para tratar de assunto sério. “Um empresário ou executivo bem assessorado toma decisões melhores. A era dos dados está aí, mas o excesso de informação pede curadoria e análise” Como usar dados e informação para tomar decisões? No dia-a-dia, lidamos com muitas informações e quase não percebemos. Com as redes sociais, lidamos com muito mais do que podemos processar. A primeira coisa é saber filtrar o que é útil, de fato. Depois, ter fontes confiáveis. A terceira é conseguir cruzar dados, encontrar causalidades, relacionar, e identificar o que falta ou que caminho está seguindo. Basicamente é isso que as casas de análise e consultorias fazem, e é o que fazemos com ferramentas próprias e olhar crítico. O restante é timing: as coisas mais estratégicas não mudam da noite para o dia. Porém, há casos em que é necessário tomar atitude rapidamente (como nas crises). Não adianta ser apressado. Sempre se acerta? Depende. Os dados nunca mentem, mas devemos ter atenção aos vieses. Projetos feitos com atenção e bem executados também são menos suscetíveis a erros de setup.
O empreendedorismo está dando certo

Sim. É isso mesmo que você leu. O empreendedorismo está dando certo no Brasil. O Ministério da Economia lançou, inclusive, uma página aberta para as pessoas acompanharem o balanço de aberturas e fechamentos de empresas (Mapa de Empresas, clique aqui) onde é possível cruzar dados por data, região, porte da empresa e natureza jurídica (se é sociedade limitada, empresa individual, associação etc.) ou opção ao MEI. O número atual é de 3,3 milhões de empresas abertas no país no total do ano, contra 1,4 milhão de empresas extintas. No ano passado inteiro, foram 4 milhões de empresas abertas, contra os mesmos 1,4 milhão encerradas. Você pode dizer: ora, mas então vamos encerrar mais empresas em 2022 porque ainda falta 1 mês e meio para acabar o ano. Sim, isso vai acontecer e é muito provável que esse número chegue a 1,7 milhão. Porém, isso não quer dizer que as EMPRESAS estejam dando errado. O comportamento que viemos acompanhando desde a pandemia – principalmente no ano de 2020 – é de mais MEIs sendo abertas, muitas delas por pessoas que acabaram tendo que firmar CNPJ como forma de aumentar as chances de emprego diante do cenário da Covid. Muitas dessas pessoas, ao retornar ao mercado de trabalho, abandonam e encerram a empresa, o que acaba aumentando o número de CNPJs baixados ou extintos. Não é desse grupo que estamos tratando aqui. Nosso olhar está atento ao empreendedor que quer montar seu negócio e vê-lo crescer. De fato, há indicativos de que as Micros e Pequenas Empresas estão mais sólidas, estão crescendo, administram melhor as dívidas e seguem contratando. Vejam os dados abaixo: 61,9% dos MPEs têm mais de 6 anos de atividade, destes 36,9% têm mais de 10 anos 65% dos MPEs que fecharam as portas pretendem retomar as atividades num futuro próximo Número de pequenos empresários que aumentou faturamento no último ano passou de 31% para 38% X dos que o faturamento caiu diminuiu de 40% para 28% 76,5% dos MPEs afirma que sua empresa pode aumentar de porte nos próximos anos As dívidas estão “em dia” para 37%, contra 35% no primeiro semestre; Em atraso diminuiu de 30% para 24%; Não tem dívidas passou de 35% para 39%; O pagamento de dívidas consome menos caixa: saiu de 59% (abril) para 51% (agosto) os MPEs que têm 30% ou mais do faturamento comprometido, e aumentou de 36% para 41% os que têm menos de 30%; No acumulado do ano,o Brasil supera a marca de 1,85 milhão de empregos gerados, sendo que 71,7% (1,3 milhão) são advindos das atividades de Micros e Pequenas empresas. Os dados são do Sebrae e indicam que o aumento no número de CNPJs não é apenas um movimento de “Pejotização” com os MEIs como muitos tendem a criticar. Aliás, não seriam os MEIs o melhor meio de formalizar negócios que muitos brasileiros abriram por necessidade, ainda mais após a pandemia? Fica aqui anotado para aprofundarmos neste assunto em outro momento.
Avante empreendedores, dele para elas e polêmicas da coroa

Quarta-feira, 16 de novembro de 2022 Opinião: O empreendedorismo está dando certo Sim. É isso mesmo que você leu. O empreendedorismo está indo bem no Brasil. O Ministério da Economia tem, inclusive, uma página aberta para as pessoas acompanharem o balanço de aberturas e fechamentos de empresas (Mapa de Empresas, clique aqui). Ali é possível cruzar dados por data, região, porte e natureza jurídica (se é sociedade limitada, empresa individual, associação etc.) ou opção ao MEI. O número atual é de 3,3 milhões de empresas abertas no país no total do ano, contra 1,4 milhão de empresas extintas. No ano passado inteiro, foram 4 milhões de empresas abertas, contra os mesmos 1,4 milhão encerradas. Você pode dizer: ora, mas então vamos encerrar mais empresas em 2022 porque ainda falta 1 mês e meio para acabar o ano. Sim, isso vai acontecer. E é muito provável que esse número chegue a 1,7 milhão. Porém, isso não quer dizer que as EMPRESAS estejam dando errado. O comportamento que viemos acompanhando desde a pandemia – principalmente no ano de 2020 – é de mais MEIs sendo abertas, muitas delas por pessoas que acabaram tendo que firmar CNPJ como forma de aumentar as chances de emprego diante do cenário da Covid. Muitas dessas pessoas, ao retornar ao mercado de trabalho, abandonam e encerram a empresa, o que acaba aumentando o número de CNPJs baixados ou extintos. Não é desse grupo que estamos tratando aqui. Nosso olhar está atento ao empreendedor que quer montar seu negócio e vê-lo crescer. De fato, há indicativos de que as Micros e Pequenas Empresas estão mais sólidas, estão crescendo, administram melhor as dívidas e seguem contratando. Vejam os dados abaixo: 61,9% dos MPEs têm mais de 6 anos de atividade, destes 36,9% têm mais de 10 anos 65% dos MPEs que fecharam as portas pretendem retomar as atividades num futuro próximo Número de pequenos empresários que aumentou faturamento no último ano passou de 31% para 38% X dos que o faturamento caiu diminuiu de 40% para 28% 76,5% dos MPEs afirma que sua empresa pode aumentar de porte nos próximos anos As dívidas estão “em dia” para 37%, contra 35% no primeiro semestre; Em atraso diminuiu de 30% para 24%; Não tem dívidas passou de 35% para 39%; O pagamento de dívidas consome menos caixa: saiu de 59% (abril) para 51% (agosto) os MPEs que têm 30% ou mais do faturamento comprometido, e aumentou de 36% para 41% os que têm menos de 30%; No acumulado do ano, o Brasil supera a marca de 1,85 milhão de empregos gerados, sendo que 71,7% (1,3 milhão) são advindos das atividades de Micros e Pequenas empresas. Vejam com os seus próprios olhos: Esses números indicam que o aumento no número de CNPJs não é apenas um movimento de “Pejotização” com os MEIs como muitos tendem a criticar. Aliás, não seriam os MEIs o melhor meio de formalizar negócios que muitos brasileiros abriram por necessidade, ainda mais após a pandemia? Fica aqui anotado para aprofundarmos neste assunto em outro momento. Videocast EP #07: FRED BRASILEIRO Ele criou um negócio voltado para elas, e funciona muito bem. A entrevista desta semana tem muita de experiência. Fred Brasileiro pegou seus 16 anos de experiência em uma das líderes globais de produtos de consumo, onde “vendia protetor solar” como ele mesmo diz, e abriu uma grife de moda feminina. Ele salienta, “eu tinha que empreender em algo para mulheres”. A marca Emequê Store é forte e tem muito branding: foi criada em homenagem à Maria Quitéria, uma heroína que faz parte da história brasileira, e a experiência das clientes na loja é um exemplo a ser seguido. Graças à dedicação do fundador, em um ano o negócio decolou. Montado bem no ano da pandemia, saiu de um showroom onde distribuía as vendas online para uma loja na região da Oscar Freire. Quer saber mais? O episódio já está no ar no YouTube e nos canais de áudio Spotify, Google Podcast e Amazon Music SUGESTÃO DE LEITURA A dica de conteúdo hoje vai para a 5a temporada da série The Crown. Sem muitos spoilers (até porque já fizemos um comentário no Youtube), o sucesso da Netflix não é à toa, e o período de tempo é marcante: o Primeiro-ministro é o John Major, a Daiana e o Charles estão no processo de separação e Boris Iéltisin foi eleito presidente da Rússia. Tem etarismo, estoicismo e uma aula de diplomacia e de símbolos.
Caos

“Não espere que o mundo seja como você deseja, mas sim como ele realmente é. Dessa forma, você terá uma vida tranquila” – Epicteto Organizar o caos é, de forma geral, tirar as coisas do seu ciclo natural. Isso nunca deu certo. “Talvez o caos e o acaso sejam a ordem natural das coisas”, diz o romancista britânico Johathan Coe. “Antifrágil, como se beneficiar do caos” é o título completo da obra de Nassim Taleb, que muitos conhecem como um escritor do mercado financeiro, mas que escreve, na verdade, sobre a vida. O caos é tema de muitas excelentes obras literárias, ao mesmo tempo provoca discussões e cria teses obstinadas por organização, mas seria essa organização produtiva mesmo? Essa conversa faz lembrar do filme “Efeito borboleta”. O protagonista, sabendo do seu poder de viajar no tempo, mudar uma realidade e voltar ao tempo atual, tenta de todas as formas alterar o futuro indesejado para os amigos. Não dá certo. A única forma de conseguir o que queria foi ele mesmo sacrificar sua vontade. Trazendo isso para a realidade do empreendedor brasileiro: ele é o ator, mas não pode mexer no cenário caótico. Pode enfrentá-lo, aprender com ele. Aliás, esse palco não dá sossego: na linha do tempo dos últimos 21 anos teve eleições polarizadas (2002), mensalão (2005), crise global (2008), não é pelos R$ 0,20 (2013), crise da indústria (2014), crise Brasil (2015), Impeachment (2016), greve dos caminhoneiros (2018), incertezas com a lava-jato, pandemia… No contexto geral, vivemos em caos. Tiremos algum proveito disso. Mas, saibamos diferenciar quando não for caos, e sim uma catástrofe.
Caos e catástrofe são coisas diferentes

Quinta-feira, 10 de novembro de 2022 Crescimento Já são mais de 4 mil views no Youtube com as entrevistas da série Empreendedores Maduros e os comentários sobre empreendedorismo. No Instagram, são 36 mil views por mês. Nossa produção de 2 meses tem tido bom alcance orgânico. Dados pró-empreendedor Fim de ano, cenário econômico deixa dúvidas para o empreendedor. Esperem novos estudos, análises e mais dados que estamos produzindo para apoiar a força empreendedora com conteúdo realmente útil. Indiquem nosso conteúdo! Opinião: Caos “Não espere que o mundo seja como você deseja, mas sim como ele realmente é. Dessa forma, você terá uma vida tranquila” – Epicteto Organizar o caos é, de forma geral, tirar as coisas do seu ciclo natural. Isso nunca deu certo. “Talvez o caos e o acaso sejam a ordem natural das coisas”, diz o romancista britânico Johathan Coe. “Antifrágil, como se beneficiar do caos” é o título completo da obra de Nassim Taleb, que muitos conhecem como um escritor do mercado financeiro, mas que escreve, na verdade, sobre a vida. O caos é tema de muitas excelentes obras literárias, ao mesmo tempo provoca discussões e cria teses obstinadas por organização, mas seria essa organização produtiva mesmo? Essa conversa faz lembrar do filme “Efeito borboleta”. O protagonista, sabendo do seu poder de viajar no tempo, mudar uma realidade e voltar ao tempo atual, tenta de todas as formas alterar o futuro indesejado para os amigos. Não dá certo. A única forma de conseguir o que queria foi ele mesmo sacrificar sua vontade. Trazendo isso para a realidade do empreendedor brasileiro: ele é o ator, mas não pode mexer no cenário caótico. Pode enfrentá-lo, aprender com ele. Aliás, esse palco não dá sossego: na linha do tempo dos últimos 21 anos teve eleições polarizadas (2002), mensalão (2005), crise global (2008), não é pelos R$ 0,20 (2013), crise da indústria (2014), crise Brasil (2015), Impeachment (2016), greve dos caminhoneiros (2018), incertezas com a lava-jato, pandemia… No contexto geral, vivemos em caos. Tiremos algum proveito disso. Mas, saibamos diferenciar quando não for caos, e sim uma catástrofe. Conversa séria: a catástrofe, ou 2015 De certa forma, o que aconteceu em 2015 no Brasil foi uma consequência de alguém ter tentado ajustar o caos. Controlar a economia. Dar umas pedaladas. As discussões pós-eleição sobre as políticas econômicas nos interessam pelo simples fato de que, a depender de que direção a economia tome, podemos ter novamente esse resultado. A base para esse levantamento foi a Receita Federal (a mesma que as empresas, consultorias e demais instituições utilizam para consultar dados das empresas). Das empresas abertas em 2002, a crise de 2015 atingiu as sobreviventes até aquele ano muito mais do que a crise global de 2008 e, depois, a pandemia (vão dizer que na Pandemia já existiam menos empresas com quase 20 anos, porém, se essa lógica funcionasse, 2015 também não teria tido o impacto que teve porque havia menos sobreviventes que em 2008. Aliás, o começo é muito mais cruel, a tal mortalidade precoce que tanto se fala). Escolhemos 2002 porque foi um marco histórico político, com a eleição de Lula pela 1a vez. Simples assim. Como a junção de uma política econômica equivocada, um cenário externo conturbado, questões de corrupção impactou as empresas? Resposta: 3x mais que a crise global de 2008 e 10 vezes mais que a pandemia de 2020 (considerando as empresas que ficaram inaptas após o evento de 2015). Podemos culpar o vírus por muitas mortes, mas não a de empresas. Videocast EP #06: ALESSANDRO SAADE Um professor simpático e entusiasta do empreendedorismo, que também é um compulsivo em ajudar pessoas a montarem seus negócios. Essa é uma das entrevistas que estávamos mais ansiosos para publicar. Vale a pena ouvir as histórias do Saade e suas dicas. A principal delas: “tenha cicatrizes”, pois são as experiências que as causam que vão te levar adiante. O episódio entra no ar hoje (10), no YouTube e nos canais de áudio Spotify, Google Podcast e Amazon Music Assine nossa newsletter e nos siga nas redes.
Fazer escolhas

Talvez uma das coisas mais difíceis na jornada de quem empreende ou quer empreender seja ter que fazer escolhas. Principalmente para o empreendedor que vem do mercado corporativo. Por que a pessoa que vem das empresas teria mais dificuldade de fazer escolhas? Simples. Porque em uma empresa, alguém está dizendo o que deve ser feito. Mas, quando você vira o dono da empresa, quem define isso é você. Legal, não? Nem sempre. Quando se é funcionário, para alguns é fácil: você se acostuma a falar o que as pessoas querem ouvir. Isso não é uma crítica, é a lei da sobrevivência no mundo corporativo. Quando você é o dono, para muitos é difícil. Você tem que falar, fazer e respirar o que é bom para o seu negócio. É a lei da selva. Prepare-se para escolher estar sozinho num sábado e achar isso normal. Esteja pronto para dizer não, o que pode ser uma das coisas mais duras de se fazer na vida. Prepare-se para receber alguns olhares de desapontamento, de quem acha que você está sendo desatencioso, displicente. Se você falta a um evento social porque teve uma responsabilidade “da empresa”, muitos acham normal. Agora, quando você é o ‘dono do negócio’, as pessoas acham que você pode pular a tarefa, mandar alguém fazer… No momento em que o negócio está começando, o que você escolheria: 1) um final de semana de sol na praia, esticar o feriado com o par; Ou 2) adiantar aquele projeto que você quer vender para um possível comprador? Preencher aquela planilha de custos que você sabe que está ‘quase’ postergando? Não se engane. Fazer o que tem que ser feito envolve decisões duras. Talvez, até consequências. Mas, se você decidiu empreender, provavelmente já sabe disso: o negócio depende de você. O que você escolhe fazer hoje é o que trará o resultado depois.
CEOs 50+ falam de empreendabilidade e etarismo

O momento é histórico. CEOs com mais de 50 anos têm o desafio de gerenciar quatro gerações no mesmo ambiente e lidar com as novas tecnologias e ferramentas de trabalho. Mas, por vezes, eles têm de encarar o etarismo, ou seja, a discriminação baseada em estereótipos relacionados à idade. No auge da carreira, esses profissionais podem sofrer uma pressão para deixar o cargo. Porém, na contramão desse pensamento, eles se sentem mais ativos do que nunca, aptos a exercer suas funções e gerenciar uma empresa. E alguns fatores permitem esse cenário, como o aumento da expectativa de vida e a abertura do mercado de trabalho para contratar pessoas nessa faixa etária. Aos 85 anos, Thomas Case segue ativo na liderança da empresa que fundou, a Pés Sem Dor Foto: Alex Silva/Estadão “Eu tenho uma enorme ambição para a empresa. Todos os dias são novos desafios, novas oportunidades e pressão por resultados”, diz Thomas Case, de 85 anos, fundador e CEO da Pés Sem Dor. Antes, ele fundou e gerenciou a empresa de vagas de emprego Catho por dez anos. Assim como ele, outros três CEOs ouvidos pelo Estadão, na faixa de 50 a 70 anos, seguiram o caminho do empreendedorismo, tendo assumido esse cargo antes ou não. Mas ter um negócio próprio nessa fase da vida é apenas um dos caminhos. “Hoje, pessoas 60+ podem tranquilamente assumir posições no mercado, que está aberto para alguns segmentos onde falta experiência”, afirma o sócio e consultor sênior da ZRG Partners, Darcio Crespi. Nesse momento, em vez de falar de um plano de carreira, ele destaca o modelo de projetos, em que as companhias buscam profissionais em nível de diretoria que já tragam uma experiência específica. “É uma expertise para estabilizar o lugar, estabelecer problemas específicos, trazer um conhecimento que falta no negócio. Com essa ideia, a limitação de idade foi caindo”, completa ele, que tem 70 anos. Crespi avalia que cabe ao profissional também questionar o que o motiva, ter uma rede ampla de contatos para além da área em que atua e um olhar expandido para as oportunidades. É preciso entender, no entanto, que algumas concessões serão necessárias. Tanto as empresas têm de abrir espaço à pessoa madura quanto o profissional poderá concordar em atuar numa empresa de menor porte e, eventualmente, ganhar menos. “Alguns preferem fazer consultoria, dividir o conhecimento com várias empresas. Outros preferem operar. As pessoas ficam mais maduras e conscientes do que querem para vida e do que podem receber”, diz o especialista em recrutamento executivo. “Se fez uma boa carreira, pode entregar valor em outros tipos de empresa, mas com desafio interessante.” No topo da liderança A média de idade dos CEOs ao redor do mundo é de 53 anos, segundo a 19ª edição do estudo CEO Success, da PwC, que analisou as 2.500 maiores empresas de capital aberto do mundo de 2004 a 2018. O levantamento mostra que no ano 2000, um CEO ficava no cargo por oito anos ou mais, em média. Porém, na última década, o mandato foi de apenas cinco anos. “Mesmo quando a vida do CEO se torna desagradável, brutal e curta, 19% de todos eles conseguem permanecer no topo por dez anos ou mais, com um mandato médio de 14 anos”, escrevem os especialistas da PwC. “Alguns desses ‘corredores de longa distância’, normalmente fundadores de empresas ou visionários que transformaram suas organizações, permanecem por 20 anos e, em alguns casos, por muitos anos mais”, completam no documento. Eles apontam, ainda, que profissionais nesta posição por muito tempo geralmente trazem retornos mais altos para os acionistas do que aqueles que estão no posto há pouco tempo. No entanto, o desempenho médio daqueles tende a ser bom em vez de ótimo. Energia e vitalidade contra um número Mauro Wainstock, fundador do Hub40+, afirmou em entrevista para o Podcast Empreendabilidade que tem recebido cada vez mais pessoas que chegaram a se aposentar e que querem voltar ao mercado de trabalho. “Mesmo quem ocupa altos cargos, é estranho a pessoa ser obrigada a se aposentar compulsoriamente só porque atingiu certa faixa de idade”, diz. “Vemos cada vez mais pessoas maduras ativas e com condição de contribuir para a sociedade, a idade é apenas um número”. Com informações do Estado de S. Paulo
Ex-executiva de multinacional deixa cargo para empreender

Com mais de 20 anos de carreira e sucesso na área de tecnologia de grandes multinacionais, Denise Oliveira, sempre quis ter uma vida independente. E após descobrir que sua mãe estava doente e por conta da sua saúde também, resolveu pedir demissão e se cuidar. Em entrevista ao Empreendacast, Denise conta que apesar de gostar do trabalho que desenvolvia nas empresas, ela conta que precisava se adaptar a políticas internas, para conseguir crescer profissionalmente. Após passar por momentos difíceis e perceber que o trabalho estava a deixando doente, em 2019 ela decidiu pedir demissão para empreender. “Eu não vejo problema em dizer isso, mas eu finalizei meu ciclo na empresa tomando remédio antidepressivo todos os dias. Eu era miseravelmente infeliz”, comenta. Com isso, aos 44 anos, Denise fundou a Fitinsur, a primeira empresa da América Latina que recebeu a classificação de “insurtech as a service”. Com experiência em tecnologia e plataforma digitais, conecta empresas e seguradoras para facilitar o acesso e a venda de seguros. Com o objetivo de acelerar o ecossistema de seguros. “Construímos uma empresa que tinha na nossa cabeça, uma empresa horizontal. Onde não tinha isso de chefe, sem cobrança. A pessoa só precisa executar e entregar o projeto”. Denise conta que está realizada com a sua vida profissional. “Agora eu trabalho em casa de moletom e camiseta e sou feliz. As pessoas são felizes em trabalhar na Fitinsur. E é muito bom trabalhar com pessoas mais novas”. Para ouvir toda o programa do Empreendacast na íntegra, acesse: https://open.spotify.com/episode/2V21u6rEI1TMnNWdXXCesi
Morador da periferia de São Paulo lança escola de tecnologia para pessoas maduras

David Villalva, morador da periferia da Zona Leste de São Paulo, sempre muito curioso e interessado por temas sociais, políticos, corporativos e de empreendedorismo, após trabalhar em uma loja de operadora de telecomunicações, viu a necessidade de abrir seu próprio negócio, com o objetivo de ajudar as pessoas mais “velhas” a mexerem no celular e entenderem melhor o mundo das tecnologias. No segundo episódio do Empreendabilidade Podcast David conta como surgiu a ideia. “Na época eu trabalhava em uma loja de operadora de telecomunicações e eu atendi uma senhora, de mais de 80 anos, que estava querendo conversar com o filho que morava em Israel. Dona Alda, chegou pedindo ajuda para usar o Skype, em seu celular. Em uma dessas idas a loja, ela ficou muito brava e deu um tapa na mesa e disse: deveria ter uma escola que ensinasse essas tecnologias para gente”. Fiquei com aquele na cena na cabeça, e assim, em 2013, pensei na criação do Digitalidade, uma plataforma de cursos e serviços tecnológicos para maduros, uma “startup” focada em potencializar as habilidades e experiências adquiridas ao longo da vida pelos 50+ com novas competências em tecnologias, fermentas e negócios digitais. A partir disso, David percebeu que os clientes 50+ eram grandes consumidores de serviços de telefonia e de tecnologia, mas nem sempre conseguiam mexer e não tinham atendimento personalizado. David passou a entender que era seu dever e de todos, contribuir para que pessoas maduras e idosas envelhecessem com qualidade de vida, com seus direitos sendo respeitados, sem que sofressem preconceitos, julgamentos, por conta da idade. “Me deparei com uma população gigantesca, cheia de vida, de desejos, sonhos e muitas experiências como bagagem. Uma população que não para de crescer, mas que convide diariamente com estereótipos. Com isso, percebi que o desafio era bem maior, não era simplesmente abrir uma escola que ensinasse sobre tecnologias”. “Com muito estudo e apoio de amigos que não me fizeram desistir, que em 2017, eu tirei a ideia do Digitalidade do papel”. “Quando eu comecei no Digitalidade eu não fui o pioneiro, porque já existiam muitas empresas que tinham o serviço. Mas da maneira que eu propus, eu fui o primeiro. A minha proposta, era principalmente, não só a criação de uma marca forte e uma experiência, e sim, refletir no espelho como esse público se via”. Após surgir essa vontade de ajudar as pessoas mais velhas a mexerem no celular, por exemplo. David começou a frequentar eventos, ONGs e pesquisar a estudar muito sobre temas relacionados ao envelhecimento e longevidade. “Antigamente, nas pesquisas, eu via muitos negócios ‘cinzas’, com falta de vida, eu não via vida nas iniciativas. E quando eu comecei a empreender, fiquei pensando: se tem tanta vida do outro lado, porque estou refletindo essa cor cinza, morta, que não vibra. Por isso, o Digitalidade tem essa cor forte, muito viva, marcante, que reflete vida, vibração”, conclui. Hoje, o Digitalidade conta com cursos de Facebook, Fotografia com o celular, Golpes digitais, Marketing de Influência, entre outros.
Estadão conta história de empreendedoras maduras de sucesso

Profissionais maduros, acima de 50 anos, têm mais chances de sucesso na abertura de um negócio. É o que revela a pesquisa “Empreendedores 50+, o futuro do Brasil”, da consultoria Empreendabilidade. O levantamento conectou dados macroeconômicos, indicadores do mercado empresarial e do perfil de profissionais maduros. O relatório, que usou big data analytics, relaciona as taxas de sucesso de fundadores de empresas em diferentes faixas de idade. “Se você está pensando nas pessoas acima de 50 anos apenas por inclusão, isso está errado”, aponta Ricardo Meireles, fundador da Empreendabilidade e responsável do estudo. Ele lista uma série de características do profissional 50+ que pode explicar a taxa maior de sucesso no empreendedorismo: além de mais vivência em diferentes situações, eles conseguem lidar melhor com adversidades, aceitam mais riscos, faz boas negociações e são mais responsáveis na tomada de decisões. Pela pesquisa, 15,6% dos empreendedores com idade entre 55 e 64 anos têm empresa estabelecida, ou seja, que está ativa há mais de 3,5 anos. Entre pessoas de 18 a 34 anos, esse porcentual é de 3,8% e, entre 35 e 54 anos, 11,1%. Outro ponto importante é a questão da previdência social. Apesar de a expectativa de vida do brasileiro estar crescendo, o período de vida economicamente ativa continua o mesmo, o que leva a um déficit previdenciário cada vez maior. O pico de contribuição econômica esta entre os 30 e os 49 anos. “Como não se pode estender a idade produtiva para a infância, o potencial de geração de valor econômico e social está na força intelectual e produtiva das pessoas maduras, que acabam deixando de contribuir para a economia exatamente quando estão no auge da sua capacidade”, diz Meireles. De acordo com a pesquisa, no cenário atual, alguns segmentos representam uma boa oportunidade para esse grupo de empreendedores, como bares, restaurantes e alimentação; construção civil e serviços; varejo e e-commerce. Setores-chave para a sociedade, Educação, agronegócio e saúde também são opções por não apresentar travas para quem quer empreender. A população com mais de 55 anos representa 30,7% do total de empreendedores no Brasil. O número pode ser resultado da situação financeira do País, da dificuldade de encontrar empregos quando as vagas são disputadas com jovens que dominam meio digital, discriminação ou até propósito de vida. De acordo com a pesquisa, é acima dos 50 anos que muitos profissionais decidem realizar algum sonho e deixar de ser empregado. Além disso, alguns já conseguiram juntar poupança e querem continuar ativos no mercado. Na avaliação de Meireles, o público 50+ deveria ser direcionado ao empreendedorismo enquanto está sendo tratado apenas como grupo de inclusão no mercado de trabalho. “Empreender na maturidade é uma oportunidade quase única”, afirma Bete Marin, 52 anos. Depois de 30 anos de carreira, ela decidiu arriscar e montar, ao lado de uma amiga, a agência digital MV Marketing, focada em Economia Prateada – mercado voltado para as necessidades das pessoas maduras. Qualidade de vida e motivação foram os pontos de partida para a veterana montar um negócio do zero. Mas antes de aplicar investir, ela precisou planejar. “Essa é a essência de você ser bem-sucedido”, destaca. Primeiro, fez uma retrospectiva de vida, relembrou a virada de carreira e o que mais a impactou. A partir dali, percebeu que estava longe de querer se aposentar. “Quando você descobre isso, tem muita coisa para fazer.” Hoje, a agência conta com 10 clientes fixo e a previsão é investir em produtos digitais dedicados ao público alvo. Oportunidades de crédito Embora pessoas acima de 46 anos tenham mais chances de aprovação na tomada de crédito, segundo pesquisa do Sebrae em parceria com a FGV, as mulheres enfrentam mais dificuldades que os homens na hora de abrir um negócio por conta da falta de acesso ao crédito, como critica Bete. “A gente precisava se livrar de estereótipos, e focar no mercado”. Foi justamente o preconceito com idade que impediu Gisele Correia, 56, de conseguir uma oportunidade de emprego aos 40 anos. Na época, ela atuava na área de advocacia. Desempregada, a saída foi montar um brechó na garagem de casa para conseguir pagar o aluguel. “Comecei a empreender por necessidade.” A empreitada só teve fim porque Gisele precisou se mudar de Curitiba para São Paulo. Na capital paulista, conseguiu um bico como representante de vendas e rodava os quatro cantos da cidade comercializando roupas de ginástica. “Me descobri apaixonada pelo varejo”, conta. A grande oportunidade surgiu em 2006, quando a empresária se interessou por uma lojinha, ao lado da academia em que malhava. O estabelecimento foi colocado à venda após o dono declarar falência, enquanto migrava para o e-commerce. O proprietário era Marcio Kumruian, atual CEO da Netshoes. “Mas não era uma, eram três lojas. Quando eu fui conversar, ele disse: ‘Ou é três ou é nada’”. Ela topou. Com empréstimo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) conseguiu inaugurar a Use Best Fit. Quatorze anos depois, a empresária já somava 14 lojas físicas. A ascensão do empreendimento de Gisele acompanha a mudança progressiva do mercado e evidencia o número de profissionais +50 que conseguem ampliar o negócio, apesar da crise econômica dos últimos anos. Quase 25% das startups com maior crescimento foram fundadas por pessoas com idade entre 50 e 59 anos, mostra pesquisa da Empreendabilidade. O negócio estava consolidado, até que em 2020 chegou um baque: a pandemia da covid-19. Durante esse período, metade dos trabalhadores brasileiros com mais de 50 anos perderam o emprego, segundo levantamento da PwC Brasil. “A gente pensava que não ia sobreviver”, desabafa Gisele. A empreendedora precisou se reinventar. Foram seis lojas físicas fechadas e um novo recomeço. A loja migrou para o digital e as vendas online foram ampliadas com Martketplace. Gisele aprendeu a empacotar, entregar, gravar vídeos e produzir outros conteúdos para as redes sociais da loja. “A pandemia deixou uma lição para quem empreende: tem de estar preparado. Não tem um dia sem desafio”, aconselha. Para a empresária, a intergeracionalidade presente na equipe composta por 27 funcionários foi essencial para a sobrevivência do negócio. “A juventude também me ensinou muito”. Treinamento e cursos Agora, em resposta à demanda, organizações
Etarismo: preconceito prejudica quem deseja abrir negócio

Antigamente, abrir um negócio após os 50 anos parecia algo inviável em um passado recente, mas hoje esse cenário mudou. Segundo o estudo do “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil” , os profissionais 50+ são capazes e conseguem liderar com êxito grandes empresas. O levantamento também mostra que esses executivos com mais de 50 anos têm empresas duradouras, empregam mais pessoas, são mais confiáveis para o mercado financeiro, lidam melhor com pressão e aceitam melhor os riscos. Para Telma Rosseti, fundadora da TalentoTech, a sociedade fala que um profissional mais maduro muitas vezes não é capaz de iniciar no mundo do empreendedorismo e nem se manter no mercado de trabalho. “A sociedade está dizendo que eu com 65 anos já não sirvo mais, mas no fundo, eu ainda acho que posso fazer muita coisa. Eu estou com muita energia, muita disposição”. “A questão da pejotização também envolve o autoconhecimento que adquirimos, ter uma propriedade nossa. Antes, parecia que a responsabilidade da nossa riqueza estava na mão do outro. Agora, eu não dependo do plano de carreira da empresa, dos aumentos e de acordos coletivos. Eu cuido da minha riqueza, vou construir meu próprio plano de carreira, vou conduzir meu próprio investimento”, comenta. Ainda há muito etarismo no mercado, esse preconceito é um desafio complexo que atrapalha muito os mais “velhos” que desejam abrir um negócio. “Há quem decida se reinventar ou seguir algum sonho. Outros preferem uma remuneração maior ou mais valorização. Porém, quando se tem mais idade é natural surgirem momentos de dúvida e insegurança, principalmente, por causa dos muitos preconceitos”. “Contudo, com o passar do tempo, a geração dos 50+ foi mudando e garantindo seu espaço. Principalmente pelo acesso cada vez mais próximo à tecnologia, o estudo contínuo e as novas oportunidade geradas. Com a pandemia, as pessoas passaram a dar mais valor para coisas diferentes e isso gerou uma vontade de novos ares e caminhos”, complementa a especialista. Dizem que há certos marcos de idade que fazem diferença na carreira das pessoas. De fato, como a experiência vem com o tempo, em certo momento não é preciso mais mostrar quem o profissional é, a bagagem já mostra por si só. “Mas e quando essa bagagem não te ajuda? A partir de um determinado momento da vida, é bastante difícil conseguir uma promoção ou progredir na carreira. É como se fosse o estágio final que você consegue atingir. Porém, todos são capazes de realizar seus sonhos, independentemente da idade”, finaliza Telma.
Feira do Empreendedor do Sebrae acaba nesta terça (11)

Nomes como Cafu, Bianca Andrade, Rivkah, Toni Garrido, Negra Li e Walter Longo estarão no evento Entre os dias 07 e 11 de outubro acontece mais uma edição da Feira do Empreendedor, organizada pelo Sebrae. O evento é gratuito e será aberto aos visitantes no horário das 10h às 22h, no São Paulo Expo. Considerado o maior evento de empreendedorismo e com o tema “Empreender sem limites”, a organização do evento espera receber cerca de 120 mil visitantes e mais de 500 expositores durante os dias da feira. Para quem não conseguir ir até o evento, a programação também estará na plataforma Digital Sebrae Experience, que mostrará tudo do evento de forma online. Na grade de palestrantes está a influenciadora e empresária Bianca Andrade, dona da holding Boca Rosa Company, que engloba as marcas Boca Rosa Hair e Boca Rosa Beauty. Com 18,1 milhões de seguidores no Instagram, Bianca, em 2022, foi considerada uma das 20 mulheres de destaque do ano pela Forbes. Cafu, ex jogador e capitão da seleção brasileira, também contará para os visitantes do evento sobre a sua vivência vitoriosa como atleta e o que o levou a ser eleito, em 2019, o melhor lateral da história do futebol. Rivkah, Bianca Andrade e Walter Longo Irão palestrar juntos no dia 08/10, às 18h30, com o tema “Não há idade para empreender”, no qual discutirão que não tem faixa etária para abrir seu próprio negócio. Para Ricardo Meireles, fundador do Empreendabilidade, a faixa etária não deve ser um limitador para a vontade de empreender. O relatório “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil”, realizado pelo Empreendabilidade, mostra que a população com mais de 55 anos representa 30,7% do total de empreendedores no Brasil, o que traz ganhos para a sociedade e benefícios para a economia. Outros nomes como Toni Garrido e Negra Li também mostrarão suas experiências como empreendedores. A feira é uma ótima oportunidade para conhecer melhor o mercado. “É normal ter muitas dúvidas nesse começo. As feiras de empreendedorismo são ótimas para ganhar mais conhecimento do mercado e buscar novas ideias. O networking também é muito importante para quem empreende ou quer empreender”, comenta Meireles. O evento também vai contar com o espaço “Negócios em Casa”, com aulas para quem quer tirar uma empresa do papel a partir da própria residência e essas aulas ficarão gravadas no Acervo do Sebrae Experience. “O espaço também possibilita se conectar com pequenas, médias e grandes empresas dos mais variados segmentos. Se você já sabe em qual área investir, poderá tirar suas dúvidas e sair de lá com algo mais concreto”, completa Meireles.
Videocast Empreendabilidade passa de 1.000 views em um dia

Cortes do primeiro episódio do podcast são os mais vistos Lançado com o objetivo de ser o principal canal de distribuição de conteúdo audiovisual de incentivo ao empreendedorismo, o canal do Empreendabilidade no You Tube superou as expectativas e chegou a mil views em apenas um dia. O primeiro Episódio em vídeo do podcast, que traz entrevista da especialista em desenvolvimento humano e coaching Telma Rosseti, que fala sobre como encarar a maturidade como uma oportunidade para empreender, foi publicado no dia 5 de outubro, o Dia do Empreendedorismo. Programa está disponível no Spotify, Anchor, Google Podcasts e no Amazon A publicação dá a largada para uma série de 6 entrevistas que abordarão o tema do primeiro relatório do Empreendabilidade, o “Empreendedor 50+, o futuro do Brasil”, que traz argumentos para estimular que profissionais maduros, renegados pelo mercado durante a pandemia, busquem o empreendedorismo. Uma das questões é que o perfil do profissional maduro traz uma série de skills e competências que só as experiências de vida oferecem. Além disso, após os 50 anos, o profissional pode querer realizar um sonho e empreender pode ajuda-lo nisso. O que é Empreendabilidade? Empreendabilidade, como o próprio termo sugere, é a capacidade de empreender, de fazer algo dar certo (vindo da junção do latim imprehendere com o sufixo “dade”). O Empreendabilidade, a empresa, é a primeira datalab do Brasil voltada a incentivar o empreendedorismo. O conceito parte do clichê do iceberg: uma parte visível na superfície (que na companhia é representada pelos canais nas novas mídias: blog, artigos, redes sociais e conteúdo audiovisual) – que mostra apenas um pouco de uma sólida base submersa: uma estrutura de data analytics e inteligência que funciona a partir do uso de algoritmos e com observação e leitura humana. Somos um time especializado que gera insights e informações, capaz de cruzar dados de diferentes fontes e de mais de 40 milhões de CNPJs de empresas brasileiras, identificar gargalos e oportunidades de melhorias e propor ações efetivas voltadas a quem empreende e quem quer empreender. Podcast chega a novos canais O programa em áudio e vídeo foi lançado no YouTube, Anchor e no Spotify, e no dia seguinte chegou ao Google Podcast e no Amazon Music. O curioso é que a ALEXA, inteligência artificial da Amazon, já reconhece o termo EMPREENDABILIDADE. Quer ver o vídeo? Clique aqui
Empreendabilidade lança podcast no Dia do Empreendedor

O Empreendabilidade, primeiro datalab voltado a incentivar o empreendedorismo, lança nesta quarta-feira, dia 5, quando é comemorado o Dia do Empreendedor – data que é celebrada a criação a lei do micro e pequenas empresas –, o seu Vídeocast. O canal está disponível no YouTube, Spotfy, Google Podcast, Amazon e em outras plataformas de áudio (é possível checar no Anchor.fm) e trará entrevistas, comentários e insights do universo do empreendedorismo brasileiro. A primeira temporada contará com 6 episódios semanais e terá como tema “Empreendedores Maduros”, em linha com o relatório que o próprio Empreendabilidade elaborou “Empreendedores 50+, o futuro do Brasil”. O argumento é de que os profissionais mais velhos desenvolveram naturalmente as chamadas softskills, que coincidem com características exigidas para ser bom empreendedor. Além de quererem realizar sonhos, o que o empreendedorismo pode ajudar a conquistar. Os episódios estão sendo gravados com especialistas em assuntos relacionados a empreendedorismo, etarismo, longevidade e desenvolvimento humano, e irão ao ar todas as quartas-feiras a partir de hoje (05). Para celebrar o Dia do Empreendedor, o primeiro episódio trará como entrevistada Telma Rosseti, coaching e especialista em Desenvolvimento Humano e sócia da TalentoTech. Também já estão confirmados episódios com David Villalva, fundador do Digitalidade e Mauro Wainstock, do Hub40+ e Linkedin TopVoice, entre outros pesquisadores e especialistas em etariedade e empreendedorismo. O videocast Empreendabilidade é apresentado por Ricardo Meireles, comunicador, pós-graduado em economia e fundador da empresa. A produção acontece em parceria com a Voz e Conteúdo, com edição final da produtora Pocket Filmes.
Clube PME reúne empreendedores de 11 estados

Empreendedores engajados que movimentam a economia. Este é o perfil dos membros do Clube PME, que já reúne empreendedores de 11 estados brasileiros e do Distrito Federal. A comunidade para donos(as) de pequenas e médias empresas entrega conteúdo e conexão para apoiar o desenvolvimento dos negócios. Empresários de estados como Amapá, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Tocantins, Santa Catarina e Distrito Federal fazem parte da comunidade, que reúne mais de 300 empreendedores. A maioria dos membros (45%) tem como modelo de negócio o Business to Business, ou seja, que vende produtos ou serviços para outras empresas. 45,5% dos negócios que integram a comunidade empregam entre 10 e 30 funcionários. Lançado em abril deste ano, o Clube PME fomenta o empreendedorismo brasileiro através de uma comunidade exclusiva para membros no WhatsApp, e de uma plataforma com mais de 15 horas de conteúdo sobre gestão, marketing, finanças, vendas e mais. O propósito da iniciativa é levar conhecimento ao empreendedor e diminuir a lacuna entre quem deseja empreender e a concretização do negócio, assim como para empresários que já têm negócios consolidados e enfrentam desafios no dia a dia da gestão. Na última segunda-feira (26), como parte da programação exclusiva para membros do Clube PME, os empreendedores se encontraram para uma sessão de apresentações e networking. Também faz parte da agenda dos membros duas mentorias por mês com especialistas do mercado. Fonte: Gazeta do Povo
Advogado vira padeiro, abre três cafés e prevê faturar R$ 6,5 milhões neste ano

Insatisfeito com a profissão, o advogado Fabian Daltoé decidiu tirar o paletó e colocar o avental para se jogar no empreendedorismo como padeiro. Focado no nicho de brunch, ele abriu o primeiro MUG.sp em 2019, em São Paulo Mesmo atravessado por uma pandemia, viu o interesse pelo café crescer e, em menos de três anos, abriu mais duas filiais na capital paulista. Os planos agora são tirar outra loja do forno ainda em 2022 e abrir pelo menos outras três no ano que vem. A ideia de focar em brunch nasceu após uma viagem para a Europa, ocasião em que o empreendedor notou uma tendência do nicho gastronômico, cujo cardápio mistura café da manhã e almoço. O investimento inicial foi de R$ 400 mil. Com a consolidação da marca, Daltoé recebeu o primeiro convite para abrir uma filial. Inaugurada em fevereiro deste ano, a segunda loja fica em um casarão na Bela Vista e já fatura o mesmo valor que a matriz, em torno de R$ 350 mil por mês. Em agosto, o empresário tirou mais MUG.sp do forno. O empreendimento ocupa o hall de um prédio comercial na avenida Paulista e faturou R$ 100 mil no primeiro mês de casa aberta. Para 2023, a expectativa do empreendedor é faturar pelo menos R$ 6,5 milhões com as três unidades. A meta pode ser ultrapassada, uma vez que a quarta filial, no bairro Santa Cecília, está em fase de projeto e com previsão de inauguração entre outubro e novembro. Fonte: Revista PEGN
Estudo comprova: Brasil é o país mais complexo para empreender

Todo mundo gosta de falar como é difícil empreender ou conseguir investimentos no Brasil – e conforme a TMF Group aponta, isso pode ser comprovado via fatos e números. A consultoria de serviços de compliance divulgou o seu Índice Global de Complexidade Corporativa (GBCI) 2022, apontando o Brasil como a jurisdição mais complexa para empresas interessadas em investir em startups e outros negócios. Os argumentos para isso? Primeiro, a TMF destacou que o Brasil é o país com o maior número de alterações regulatórias todo ano. “Os impostos também são segmentados, com regimes municipais, estaduais e federais a serem considerados. Estes também variam de acordo com a indústria na qual uma empresa opera, fazendo com que seja muito difícil se manter à frente de todas as obrigações em um ambiente comercial em constante mudança”, destacou a consultoria em nota. As mudanças recentes de curto prazo em resposta à pandemia também contribuíram para a classificação do Brasil, bem como o processo de desfazer essas mudanças para voltar ao status pré-pandemia. Alguns incentivos do governo tiveram como objetivo reduzir impostos para manter as empresas abertas, mas vieram com uma carga administrativa aumentada. Contudo, nem tudo é empecilho, segundo o estudo. Algumas mudanças trazidas pela pandemia, em função do aumento da digitalização, foram benéficos. “Muitos processos, como aqueles realizados em cartório, que costumavam ser possíveis somente em pessoa, foram substituídos por soluções digitais”, aponta a pesquisa. Ciclo de vida das empresas Nada além do que muitos já sabem, mas o levantamento também coloca o Brasil como o país com o gerenciamento mais complexo do ciclo de vida de uma empresa. “Pode levar até 45 dias para abrir uma empresa na jurisdição, e mais de nove meses para dissolvê-la”, diz o estudo. No caso de empresas internacionais querendo entrar no país, novas camadas de complexidade são somadas. “Empresas multinacionais devem criar um CNPJ junto ao governo federal, e selecionar seu regime fiscal e pagar tributos tanto no nível estadual quanto no municipal, que variam dependendo da cidade onde se opera. As corporações também devem ter um residente local como representante, o que adiciona à complexidade para investidores internacionais”, diz a TMF. Mas tem notícias boas? Mesmo com todos os apontamentos desfavoráveis e a complexidade do mercado, o estudo da TMF não coloca o Brasil como um país ruim de empreender ou de investir. Segundo Rodrigo Zambon, diretor geral da TMF Brasil, o Brasil é um mercado de ponta em segmentos-chave e um “ótimo lugar” para investimentos em geral.
Capacidade de empreender

Lançamos a primeira datalab do Brasil voltada ao empreendedorismo a partir de um olhar crítico para o conteúdo que existe sobre o assunto. Quem pensa em empreender, ou quem está montando o negócio, ou até quem já tem seu negócio andando, obviamente almeja sucesso. Não importa se isso significa chegar a um momento de abrir capital e ter uma empresa com milhares de funcionários, ou se trata-se da ideia de ter uma empresa familiar sólida, que funciona bem, cresce e está pronta para enfrentar a concorrência. Aí veio a pandemia. Milhares de pessoas que perderam empregos, boa parte delas profissionais maduros. Empreender, que já era uma questão de necessidade para muita gente que depende de seu próprio negócio para viver, passa a ser a melhor opção para muita gente. Começamos a ver várias histórias de gente que foi lá e fez. Mas, muita gente que já tinha alguma competência para negócios e que estava guardada. Ao mesmo tempo, todo mundo deve conhecer uma pessoa que tem várias ideias e não coloca nada em prática. Espera o momento perfeito. O que entendemos é que muita gente ainda não desenvolveu a EMPREENDABILIDADE, a capacidade de empreender, de fazer um negócio se iniciar, crescer e prosperar. Cunhamos o termo, o conceito e a marca. Há muitos cursos disponíveis no mercado, de várias naturezas. Há muita explicação sobre a formalização do negócio. Mas, o mindset de colocar a vontade de ter um bom negócio, sentíamos falta. Agora, estamos aqui. Com algoritmos que permitem a análise de CNPJs de todo o Brasil, cruzamento com dados setoriais e de mercado, entre outras informações, e com todo o espaço midiático para entregar informação de qualidade e insights para quem empreende, quem quer empreender, e para incentivar e apoiar decisões de organizações públicas e privadas para estimular o empreendedorismo. EMPREENDABILIDADE, a capacidade de fazer um negócio dar certo, passa por 5 fatores-chave: Ideias executáveis Aprendizado contínuo (life long learning) Execução Disposição a erros Boa vontade O último aspecto é até curioso. Pois, antes de este negócio aqui ficar de pé, muita gente apoiou com ideias e sugestões, ou apenas com um ouvido amigo. Então, mais do que tudo, o ecossistema empreendedor se apoia. Vamos lá, mergulhar fundo nesse mundo para desenvolver estudos e projetos que estimulem ainda mais isso.
O que dizem os candidatos à presidência sobre empreendedorismo?

Em ano eleitoral, ao mesmo tempo em que o empreendedorismo vem crescendo de forma acelerada no Brasil com um recorde de 1,2 milhão de CNPJs abertos no primeiro semestre e quando cada vez mais se discute a importância de novas empresas para a geração de empregos e incentivo ao desenvolvimento, é essencial compreender como os candidatos à presidência encaram o assunto. Para ajudar os eleitores empreendedores, o Empreendabilidade avaliou os Programas de Governo dos 12 candidatos listados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e resumiu abaixo: Os Antagonistas LEO PÉRICLES (UP): Nada consta no plano de governo do candidato do partido Unidade Popular pelo Socialismo. SOFIA MANZANO (PCB): A candidata do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) afirma que o empreendedorismo é uma campanha dissimulatória e que desestimula a sindicalização, sendo uma medida que impede o financiamento de entidades do movimento sindical. VERA LÚCIA (PSTU): Sindicalista, ex-diretora da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Federação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Têxtil, a pernambucana Vera Lúcia Salgado foi candidata por diversas vezes à prefeitura de Aracaju-SE e ao cargo de deputada federal sem ter vencido uma eleição na vida. Ela aponta que o empreendedorismo é uma alternativa “realista” e uma saída individual para jovens e trabalhadores diante dos desafios econômicos impostos pela pandemia e pela crise. No entanto, lembra que está comprovado que a maioria das pequenas empresas está indo à falência, trazendo mais miséria e desemprego. Os Superficialistas EYMAEL (DC): José Maria Eymael, do partido Democracia Cristã (DC), foi um dos constituintes da Constituição Brasileira de 1988. O ex-deputado veterano está em sua sexta campanha presidencial. Seu Programa de Governo apresenta como proposta, sem grandes detalhes, a criação da “Política Oficial de apoio ao empreendedorismo e incentivo para a criação e desenvolvimento de micro, pequenas e médias empresas”. Ainda, cita que irá trabalhar em uma medida macroeconômica para diminuir o custo de crédito para o setor produtivo. ROBERTO JEFFERSON (PTB): Outro político veterano, Bob Jef, como vem sendo chamado, afirma no Programa de Governo que o trabalho é a base do progresso econômico e que o Partido defende um modelo econômico que viabilize a criação de empregos, o salário real crescente e a justa remuneração de quem gera empregos. SIMONE TEBET (MDB): Senadora pelo estado de Mato Grosso do Sul, Simone Tebet tem repetido no palanque o apoio ao empreendedorismo feminino. Seu programa de governo inclui ampliar o microcrédito produtivo e unificar programas com foco em inclusão produtiva, com atenção especial a mulheres empreendedoras e reforçar o papel do BNDES no apoio a PMEs e empresas de tecnologia. Ainda, fala de melhorar o ambiente de negócios, restaurar confiança de investidores, atrair investimentos e abrir espaço para a participação da iniciativa privada na economia. LULA (PT): O Programa de Governo da chapa do ex-presidente fala das necessidades, mas é escasso em soluções para desenvolver o empreendedorismo. O documento diz que é necessário estabelecer um ambiente em que empreendedores individuais, sociais e o cooperativismo contem com um “mosaico de oportunidades” que assegure crédito facilitado, assistência técnica e, em gestão, acesso à tecnologia, prioridades em compras públicas e superação de burocracia. Também afirma que vai estimular a economia solidária, criativa e o empreendedorismo social, mas sem dizer como. Menciona a construção de políticas de fomento e fortalecimento de redes e cadeias produtivas e outras iniciativas de cooperativismo, de facilitação do acesso a mercados e ao crédito e de estímulo à inovação, mas para por aí. CIRO GOMES (PDT): se concentra em falar da necessidade de se recuperar a disposição de empreendedores para inovar e criar novos negócios e que isso demanda políticas estruturantes, dentro de um Projeto Nacional de Desenvolvimento. O plano do político cearense inclui destinar recursos públicos para desenvolvimento de tecnologias em ações conjuntas com empresas e para maturação de startups. Chega a citar o papel importante do BNDES no financiamento ao desenvolvimento. Apesar de tratar do empreendedorismo de forma rasa, é um dos poucos que comenta a criação de políticas afirmativas em relação às compras públicas de empresas de empreendedores negros, bem como linhas de crédito especificas para esse público, com fomento via Lei Rouanet. Estratégias estruturantes SORAYA THRONICKE (UNIÃO): A proposta da senadora do Mato Grosso do Sul e candidata do partido União Brasil é de incentivar a formação de empreendedores desde a juventude, a partir de parcerias com instituições para auxiliar na formação e capacitação de jovens. Além disso, sugere a inclusão da educação empreendedora ao longo de toda a vida escolar, como o desenvolvimento de competências empreendedoras na educação básica e a implantação de ações no ensino médio para construção de caminhos positivos. Além de comentar possíveis parcerias com universidades e outras instâncias visando desenvolver novas tecnologias, novos produtos e gerar empregos e renda. Ao longo de todo o documento, a criação de novas empresas é mencionada como uma medida importante para ajudar a desenvolver setores relevantes, como de energia, recursos hídricos e saneamento e esportes. O plano ainda menciona a estruturação e implementação de uma Política de Apoio e Desenvolvimento de Microempreendedores Individuais e Micro e Pequenas Empresas alicerçada em instrumentos e mecanismos de acesso ao crédito orientado, acesso ao mercado, à inovação e tecnologia e ao apoio e orientação continuada. Soraya ainda propõe a desburocratização de acesso às linhas de crédito para pequenos empreendedores, além de sugerir que se interrompa a cobrança de impostos e um recálculo para pequenas empresas que não estiverem em condições de pagar. FELIPE DÁVILA (NOVO): O candidato do Novo é o mais próximo do mercado financeiro e dos empresários, pela natureza do próprio partido. A proposta parte da premissa de que se deve assegurar a previsibilidade regulatória e promover um ambiente de negócios mais favorável ao empreendedorismo. O empreendedorismo deve ser considerado uma estratégia de superação da condição de pobreza, para que “indivíduos e famílias atendidas por programas sociais tenham condições de buscar melhores condições fora do ambiente assistencial, principalmente tomando consciência de suas potencialidades e desenvolvendo capacidades que as
Empreender é uma doença? Quem diria, o parasita do empreendedorismo existe

Atire a primeira pedra quem nunca ouviu algo como “você é louco de largar o trabalho para arriscar nisso” ou “você é doente de pegar esse dinheiro para investir em algo que nem sabe se vai dar certo”. A metáfora mais ouvida pelos empreendedores, de relacionar o ato de empreender a uma doença (e algumas vezes de alto risco), é comum, principalmente em contextos onde a percepção de segurança financeira está relacionada a trabalhar para empresas consolidadas ou para órgãos do estado, ou garantir o salário do mês independentemente do sofrimento. Mas, parece que essa figura de linguagem está com os dias contados. Para o professor Daniel Lerner, da IE Business School de Madrid, uma das mais renomadas escolas de negócios do mundo, existe, sim, um parasita que provoca o empreendedorismo. Na última edição da Harvard Business Review (julho – agosto / 2022), o editor Eben Harrel traz, no artigo “A Common Parasite Can Make People More Entrepreneurial” (Um parasita comum pode tornar as pessoas mais empreendedoras, na tradução livre para o português), uma entrevista com o professor Lerner, que explica que pessoas infectadas com o parasita Toxoplasma gondii são mais inclinadas a fundar negócios, e que seus negócios dão mais certo que os de pessoas “saudáveis”. Os dados são de um estudo realizado junto a colegas dinamarqueses onde foram examinados históricos médicos e profissionais de mais de 74 mil mulheres dinamarquesas, onde as infectadas eram, em média, 29% mais propensas do que outras a terem fundado uma startup, 27% mais propensas a fundar vários negócios e duas vezes mais propensas a fundar seus negócios sozinhas. Além disso, os empreendimentos foram mais bem-sucedidos, em média, do que os lançados pelas contrapartes não infectadas. O professor Lerner explica que a modificação de comportamento causada por parasitas é um fenômeno comprovado. Quando o Toxoplasma gondii infecta roedores, ele entra em seus cérebros e os torna menos avessos ao risco. “Especificamente, os roedores tornam-se mais ativos, são mais propensos a explorar novas áreas, têm reflexos mais lentos e têm menos medo do cheiro de gatos ou urina de gato. Comportamento de busca de novidades, desinibição e aversão reduzida a situações arriscadas” O próprio professor, que é um dos principais nomes nos cursos de empreendedorismo da IE Business School, classifica estas características como qualidades empreendedoras. O Toxoplasma gondii é um parasita que pode ser transmitido de gatos para pessoas e se reproduz apenas no intestino dos felinos, tornando os gatos os principais hospedeiros. Segundo estimativas, infecta de 10% a 50% da população humana dependendo do país. O professor lembra que esse parasita também afeta o cérebro das pessoas, modificando a produção e o metabolismo de neurotransmissores como dopamina e serotonina e de hormônios como a testosterona. Há muitas evidências de que essas modificações podem causar alterações comportamentais não muito diferentes das observadas em roedores. Mesmo pessoas com infecções subclínicas, que representam a maioria dos casos, os sinais são de que as pessoas tornam-se mais extrovertidas, estão mais propensas a se envolver em acidentes de trânsito, entre outros comportamentos que sugerem uma maior tolerância ao risco. Além de também avaliarem o odor de gatos como mais agradável. A partir daí, ele e os colegas passaram a avaliar uma possível conexão, seguindo centenas (ou milhares) de estudos com uma ampla variedade de espécies que apontam a relação entre o Toxoplasma gondii e mudanças psicológicas e comportamentais. Embora estudar os efeitos do parasita em humanos seja complexo, o professor Daniel Lerner afirma que está construindo um caso sólido. Pesquisas anteriores já analisaram a saliva de cerca de 1.500 estudantes universitários e descobriu-se que aqueles que testaram positivo para o eram, em média, 1,4 vezes mais inclinados do que os outros a se formar em negócios, e quase duas vezes mais propensos a se concentrar ou especializar em gestão e empreendedorismo. Em outro estudo, com 200 profissionais, descobriu–se que pessoas infectadas com TG tinham 1,8 vezes mais chances de serem empreendedoras do que outras. Sobre a diferença possível impacto do parasita empreendedor em homens e mulheres, o professor afirma que as descobertas gerais são semelhantes, mas é possível que o tamanho do efeito seja diferente. Certamente, seria estúpido se infectar de própósito. O parasita causa doenças graves em imunossuprimidas e pode até ser fatal, apresenta riscos para bebês se a mãe é infectada durante a gravidez. Além disso, ele permanece no corpo para sempre, e evidências sugerem que pode causar problemas mentais muito sérios entre pessoas com infecções latentes, como depressão maníaca, esquizofrenia e demência. “O desempenho individual dos infectados era bastante variável, também com fracassos, além do que os empreendedores infectados eram mais propensos a fundar seus negócios sozinhos. A persistência e a capacidade de envolver cofundadores são qualidades tipicamente importantes para um empreendedor”, lembra o pesquisador. Apesar dos supostos benefícios, Lerner sinaliza que é arriscado manipular parasitas para fins de negócios, assim como genes. “A ciência mostra que o comportamento das pessoas é influenciado por inúmeras coisas. Quando se trata de genes e parasitas, estamos falando de tendências probabilísticas, quaisquer que sejam os efeitos, a infecção não é determinística”. Para evitar o parasita, basta ficar longe de carne crua, limpar bem as frutas e vegetais e lavar as mãos (principalmente se entrar em contato com fezes de gatos ou de roedores). Leia a entrevista publicada na Harvard Business Review na íntegra aqui Leia a entrevista na íntegra aqui
Serasa Experian lança plataforma para auxiliar PMEs na concessão de crédito

Serasa Experian Recomenda, que combina todo potencial do Serasa Score com informações adicionais de inteligência de mercado criadas internamente, apresenta melhores resultados do que os métodos tradicionais usados para a tomada de decisão de crédito A Serasa Experian lançou, na última quinta-feira (18), o Serasa Recomenda, com objetivo de simplificar e automatizar o processo de concessão de crédito das PMEs. De acordo com pesquisas da empresa, 9 em cada 10 empresas planejam melhorar e automatizar a tomada de decisão na hora da concessão do crédito. Com a alta da inadimplência das micro e pequenas empresas brasileiras e o aumento da demanda por crédito em um cenário de recessão econômica, a assertividade na avaliação de risco tornou-se fundamental. O Serasa Recomenda combina análise de dados de mercado, Serasa Score, informações de inteligência e aplica tecnologias avançadas de “analytics” para apresentar uma taxa de aprovação acima da média observada em métodos convencionais de análise de crédito. Com isso, promete possibilitar aumento das vendas, redução do risco da inadimplência e do custo na operação. Cada relatório é único e exclusivo para cada negociação e funciona como uma espécie de semáforo, alimentado por uma política de crédito. O verde seria a recomendação positiva para seguir a prazo, o amarelo, uma recomendação de uma análise manual, às vezes por falta de informação, e o vermelho, a recomendação de seguir à vista. “O crédito é uma ferramenta fundamental para a retomada econômica, além de empoderar os consumidores e as empresas. Por isso, para manter o mercado saudável, ou seja, as relações entre credor e devedor, é preciso utilizar a inteligência de dados do início ao fim: desde a concessão até a recuperação da inadimplência. É exatamente essa expertise que a Serasa Experian propõe”, explica o vice-presidente de Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian, Cleber Genero. Outro dado importante observado no Serasa Recomenda foi que as PMEs que receberam uma recomendação positiva para as vendas parceladas não sofreram com a inadimplência. Nas modalidades convencionais de análise de crédito (dentre o público analisado em estudo interno), apenas 53,7% das empresas seriam aprovadas. Com os dados mais completos do Serasa Experian Recomenda, a taxa de aprovação chegou a atingir 72,5%, o que representa um aumento de 35% em comparação aos métodos convencionais. “O aumento de crédito sem garantias e a inflação de dois dígitos registrada no país intensificam a tendência de alta nos números de inadimplência. Apenas um indicador, não é suficiente para entender o perfil pagador de uma empresa. É preciso considerar um conjunto de fatores como dívidas vencidas e renegociadas, status com bancos e empresas, se há cheques devolvidos, protestos nacionais e outras informações cadastrais. Por isso, lançamos uma plataforma que atende a uma situação de grande instabilidade macroeconômica dos PMEs, freando o que poderia se tornar um ciclo de inadimplentes entre credor e devedor”, afirma Genero.
Sebrae e CNI fecham acordo de cooperação para fomento de pequenos negócios

(Foto: Túlio Vidal) Acordo prevê abertura de mercados e oportunidades internacionais para pequenas empresas O Sebrae e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) assinaram na última quarta-feira (17) um acordo de cooperação para estimular a competitividade de pequenos negócios industriais com foco em sustentabilidade, internacionalização e economia de baixo carbono. O acordo foi firmado durante o Fórum Encadear, realizado pelo Sebrae em um hotel de São Paulo. Estiveram presentes ainda o presidente da CNI, Robson Braga, e o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite. “Esse acordo abraça o sistema industrial como um todo a partir das verticais de inovação, competitividade industrial, ESG e internacionalização dos pequenos negócios. Vamos colocar as empresas brasileiras na fronteira da tecnologia”, afirmou o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Plataforma internacional “Queremos levar inovação aberta aos pequenos negócios de todo o Brasil. Fazer com que a indústria nacional possa gerar a inovação que permita a elas competir em nível global”, disse Braga, da CNI. O primeiro plano de ação do acordo ocorrerá em conjunto com a empresa Sosa, que fomenta startups em Israel e tem escritórios em diversos países. A iniciativa pretende aproximar as startups brasileiras de empresas estrangeiras com a realização de capacitação virtual para 900 integrantes e residência para 21 empresas até 2025. O acordo prevê ainda abertura de um escritório em Nova York para o Sebrae e o CNI, além da criação de um mapeamento das tecnologias inovadoras feitas por startups brasileiras e pelos Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), com a criação de uma plataforma internacional para gestão da inovação. “Nada melhor que a grande indústria, que é a CNI, junto com o Sebrae, que são os empreendedores, para fazer que tudo isso aconteça ao mesmo tempo. O acordo é nessa direção”, afirmou o executivo da Confederação a jornalistas, após a assinatura do acordo, o ministro Joaquim Leite. “Nós temos a oportunidade de provocar um crescimento verde, geração de empregos verde alinhados a esses temas que são de sustentabilidade e meio ambiente”.
Empreendacast: acervo de histórias em áudio

Gustavo Passi tem uma história interessante. Ele inventou a troca de figurinhas da Copa que lotou o vão do MASP em 2014 (e se repetiu em 2018), fundou a Voz e Conteúdo, uma produtora de podcasts que monta estúdios em bar, beco, eventos e onde você quiser, vem se dedicando a impulsionar creators e a incentivar o empreendedorismo. Um dos projetos dele é o Empreedacast, que começou no final de 2018 com o formato de entrevistas com empreendedores que contam seus desafios, dores e como situações difíceis podem se reverter em empresas de sucesso. Melhor: o Empreendacast, com conteúdos diários, vem se tornando um grande acervo de histórias de empreendedores. São mais de 240 entrevistas no ar, entre 1h e 2h de conversa, bons papos com quem sente na pele o que é empreender e já fizeram do limão uma limonada. É um verdadeiro Empreendaverso. Entre os entrevistados estão nomes como Itamar Serpa (Embelleze), Roberto Pina (SevenSete), Erik Momo (Pizzaria 1900), Alexandre Ostroiewski (Multilaser), Rodrigo Faustino (Ebony English School), muitas mulheres estilo Ana Médici (apresentadora), Dariane Gatto (Kaz Coworking), Cristina Fragata (Attri), Livia Marques (Veroni), Marina Proença (ex-Favo), Gabriela Ferolla (Seall) entre outros empresários. São conversas (que na verdade são uma verdadeira aula de prática) em diversos segmentos: food service, startups, logística, serviços, saúde, segurança, empreendedorismo social, ESG e inclusão, educação, indústria, beleza e outros. Além das entrevistas, o Empreendacast produz diariamente as Pílulas de Conteúdo sobre temas relevantes para quem empreende e quer empreender, como o Sextou Lá na Firma (Caio Barroso), Transformação Digital (Wellington Cruz), Innova News (Ana Médici) e muitos áudios sobre liderança, gestão, operação e demais temas do empreendedorismo. Está procurando um podcast que acrescente informação e conhecimento? Vai para a academia, caminhar, cozinhar e quer se informar ao mesmo tempo? Empreendacast resolve no áudio e em vídeo. Acesse em todos os players de áudio aqui ou procure nas redes sociais. E, se tiver uma sugestão de entrevista ou uma história interessante para contar, é só avisar para o Empreendabilidade através do e-mail contato@empreendabilidade.com.br que nós fazemos a ponte.
Tempo de abertura de CNPJ cai em julho, mostra Mapa de Empresas

Tempo médio de abertura de empresas cai para um dia e 2 horas em julho de 2022 Houve redução de 5 horas em relação a junho, mostra Mapa de Empresas O tempo médio de abertura de empresas no país, em julho deste ano, foi de um dia e 2 horas, redução de 5 horas em relação ao mês anterior (um dia e 7 horas). É o menor tempo médio já registrado. O dado está presente no Painel Mapa de Empresas da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia, atualizado nesta terça-feira (09/08) com os resultados apurados no mês passado. Em julho de 2021, o tempo médio era de dois dias e 16 horas. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, o resultado atual representou uma redução de 59,4%. Por sua vez, em relação a junho de 2022, o dado indicou uma queda de 16,1% no tempo médio de abertura de empresas. A redução do tempo para iniciar um empreendimento, com menos burocracia, é indicador da melhora do ambiente de negócios no país. Em julho deste ano, Tocantins e Sergipe foram as Unidades da Federação mais rápidas na abertura de uma empresa: 14 horas. Na sequência ficaram Alagoas (15 horas); Espírito Santo e Goiás (16 horas); Amazonas, Mato Grosso e Pernambuco (17 horas) e Roraima (18 horas). No total, 14 unidades federativas apresentaram média de abertura de empresas inferior a um dia. Em relação ao mês anterior, 14 estados registraram queda no tempo médio de abertura de empresas, sete apresentaram aumento e seis se mantiveram estáveis. Destaque para o Distrito Federal e o Acre, que apontaram redução acima de 30% em relação a junho. No comparativo com o mesmo período do ano passado houve queda em 26 estados e aumento apenas na Paraíba, sendo que em Tocantins, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Acre, Bahia e Ceará apresentaram uma redução superior a 65%. Capitais Recife foi a capital mais veloz na abertura de uma empresa em julho: 4 horas. Na sequência ficaram Maceió (6 horas); Cuiabá e Vitória (7 horas); São Paulo (8 horas); Aracaju, Curitiba, Salvador e Goiânia (9 horas). Em relação ao mês anterior, 16 capitais registraram queda no tempo médio e oito tiveram aumento. Porto Velho e Porto Alegre se mantiveram estáveis. Destaque para Curitiba, Florianópolis, João Pessoa e Teresina, onde a queda foi acima de 50%. Comparando com julho do ano passado, houve queda no tempo médio em 23 capitais, apenas três registraram aumento porcentual. Em Recife, Cuiabá, São Paulo e Salvador, a queda foi acima de 75%. Registros Em relação ao mês passado, a Bahia registrou a maior elevação percentual no ritmo de registro de novas empresas, com alta de 19,8% em relação a junho (17.360 empresas, em julho; ante 14.492, em junho). Pernambuco ficou em segundo lugar (crescimento de 16,1% sobre junho, alcançando 9.328 registros no mês). A terceira posição foi ocupada pela Paraíba (crescimento de 15,9% sobre julho, com 4.103 registros). No país, 19 estados registraram aumento no número de registros em relação a junho e nove apresentaram queda. Ao todo, foram abertas 327.764 empresas no mês passado. Por natureza jurídica, destaque para o registro da categoria “Empresário Individual”, com o volume de 260.433 registros no período, o que representou alta de 2,6% sobre o mês anterior. A maior elevação percentual no comparativo entre os meses ficou por conta da natureza jurídica de Sociedade Anônima, que apresentou um crescimento superior a 10%. O Mapa de Empresas mostra, ainda, que o Brasil encerrou julho com 19.862.765 empresas ativas, elevação de 1,3% sobre o mês anterior. Em relação a junho, todos os estados registraram aumento de pelo menos 1%. Por atividades econômicas, o segmento de “lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares” apresentou a maior expansão em julho, com 6.539 novas empresas no país (alta de 6,8% sobre junho). Seis atividades registraram aumento porcentual e quatro tiveram queda. O Mapa das Empresas está disponível aqui
Review da Semana – 1 a 7 de agosto

O que aconteceu na primeira semana do mês no ecossistema de empreendedorismo no Brasil. Cadeia de Impacto *A Coca-Cola anunciou na quarta-feira ( 03) que vai investir R$ 200 milhões como parte do programa “Coca-Cola dá um gás no seu negócio” para acelerar mais de 300 mil estabelecimentos do pequeno varejo – os conhecidos bares e restaurantes – de um total de mais de 1 milhão de negócios deste porte que funcionam como pontos de venda para a marca. O projeto vai capacitar os estabelecimentos em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e o Sebrae, principalmente aqueles que estão se recuperando da pandemia. Ambiente turbulento para startups *Mais uma semana com demissões em grandes empresas da tecnologia no país. Desta vez, a Hash, dos meios de pagamentos, anunciou demissões (já havia demitido 50 funcionários, agora foram quase 60) e divulgou para os clientes o fim das atividades, um ano após levantar R$ 250 milhões em uma nova rodada de investimentos. Ao lado dela veio a Nomad, fintech que promete abrir contas no estrangeiro, que demitiu cerca de 70 pessoas poucos meses após receber um aporte de US$ 32 milhões. A Y Combinator, uma das principais aceleradoras do mundo, reduziu em 40% o número de startups selecionadas no seu programa de verão deste ano. A questão é global: para as big techs, o cenário econômico pede racionalidade, momento é de ser racional e de revisão de áreas, em contraste com o que vinha acontecendo na última década. Um dos aspectos a se reforçar é o resultado efetivo para os acionistas, dizem os especialistas no Brasil, como Amure Pinho, da Investidores.vc. “Acabou o almoço grátis” e, nesse contexto, costumam nascer negócios mais fortes: Fred Santoro, ex-AWS, acaba de anunciar o nascimento da sua consultoria-aceleradora Raketo, para apoiar startups em crescimento. Empreendedoras O relatório Global Gender Gap Report 2022, do Fórum Econômico Mundial (FEM), mostra que o empreendedorismo feminino no Brasil aumentou 41% de 2019 a 2020. Para os homens, o crescimento foi de 22%. O Brasil tem por volta de 30 milhões de empreendedoras, de um total de 52 milhões de brasileiros que empreendem, segundo report Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2020, feito com apoio do Sebrae e do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), o que coloca o país em 7o lugar entre as nações com a maior quantidade de empresárias. Desde Jovem A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou o Projeto de Lei (PL 5.173/21 / Dep. Est. Rodrigo Amorim-PTB), que cria o Programa “Sou Jovem, Sou Empreendedor” para incentivar os jovens ao mercado de trabalho e ao empreendedorismo.
Capacitar empreendedores é acelerar desenvolvimento econômico, diz CEO da Coca-Cola

(Crédito: Pexels CorentinHenry | Reprodução) Boa parte da operação de gigantes como a Coca-Cola só é possível graças às pequenas e médias empresas que atuam regionalmente e/ou resolvem problemas específicos, e o desenvolvimento econômico depende disso. Em comemoração aos 80 anos de atuação no Brasil, a Coca-Cola anunciou hoje (03) a aceleração de 300 mil estabelecimentos do pequeno varejo, como bares e restaurantes, durante um ano, como nova etapa do programa “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”, que disponibiliza ferramentas para empreendedores. “Em reflexo da pandemia houve a reconfiguração do pequeno varejo, quando alguns fecharam e novos empreendedores começaram no segmento de alimentação. Assim, a plataforma única que estamos lançando ajuda o empreendedor a se conectar e capacitar em uma série de frentes, como comunicação digital, atendimento, gestão e mais”, diz Luís Felipe Avellar, presidente Brasil e Cone Sul na Coca-Cola América Latina, em entrevista à EXAME, publicada hoje (veja aqui a matéria). De acordo com o executivo, a empresa mantém um investimentos de 3 bilhões de reais ao ano para o fomento de impacto social e ambiental. Agora, o aporte para os pequenos empreendedores é de aproximadamente 200 milhões de reais nos primeiros doze meses. Além disso, há um enorme potencial de expansão visto que a Coca-Cola chega a cerca de 1 milhão de pontos de venda. Para Silmara Olívio, diretora de relações corporativas Cone Sul na Coca-Cola América Latina, “essa iniciativa chega para inspirar e apoiar o crescimento dos locais onde atuamos na retomada da pandemia, posicionando a Coca-Cola como o melhor parceiro de negócio”. Com treinamentos e materiais exclusivos desenvolvidos pelo Sebrae e pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a plataforma pretende ser um hub de capacitação profissional por meio de conteúdo que traz uma abordagem simples e fácil de aplicar, até para temáticas mais complexas como economia circular, digitalização, entre outras. “Entendemos a capacitação como um caminho sem volta, pois transforma a mentalidade de quem investe neste processo. Independente da motivação que impulsiona o empreendedor a abrir um negócio, buscar aprimoramento aumenta suas chances de sucesso. Ser movido apenas pela paixão ou pela experiência muitas vezes não é suficiente”, diz Carlos Eduardo Pinto Santiago, gerente adjunto de Competitividade do SEBRAE, que no evento de lançamento do programa citou dados como o faturamento médio desses empreendimentos como 22% menor em abril de 2022, quando comparado ao período pré-pandemia. “Nossas recentes pesquisas mostram que o setor está em fase de recuperação neste período de retomada, mas os empresários ainda lutam para ajustar os preços e manterem seus negócios. Os riscos ainda são altos, em função do endividamento e da pressão dos custos. Portanto, capacitação permite uma vantagem competitiva enorme, porque você passa a entender muito mais do negócio e conhecer as ferramentas necessárias para poder chegar lá”, analisa Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel. Empreendedorismo Feminino Visando capacitar e empoderar as mulheres que já são empreendedoras ou tem o desejo de empreender, a plataforma “Coca-Cola dá um gás no seu negócio” conta com dois projetos exclusivos para elas. Ao todo, serão mais de 4.150 mulheres beneficiadas pelo programa nesta fase. O intuito é impactar a parcela da população que ficou ainda mais vulnerável durante a pandemia e que está diretamente ligada ao cerne do projeto. “Começamos o projeto piloto em Porto Alegre (RS) há dois meses e lançamos o edital exclusivamente para mulheres, pois entendemos a importância de capacitar elas, que são donas de seus negócios e chefes de famílias”, diz Avellar. Segundo ele, em Porto Alegre, as primeiras 300 vagas para o programa foram preenchidas em um dia. Em parceria com o Sebrae e Coca-Cola FEMSA, o “Empreenda como uma mulher” realiza um programa de mentoria para desenvolver negócios liderados por mulheres pelo país. Já o “Meu negócio é meu país” é outra etapa do lançamento e ocorre em Salvador (BA), em parceria com SOLAR Coca-Cola e a marca Kuat, a fim de fortalecer o empreendedorismo por meio de uma plataforma voltada para comidas regionais. “Acreditamos que as mulheres desempenharão um papel transformador na formação da economia global na próxima década. Elas são pilares fundamentais tanto para as comunidades quanto para seus negócios, e são peças-chave para estimular o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável”, diz Avellar. Além disso, de acordo com o executivo, a novidade pode impactar outras frentes ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança) da empresa. “Temos compromissos de diminuição de resíduos, empoderamento econômico e mais. Conforme esses empreendimentos avançam eles também gerem melhor a economia circular, os recursos naturais e outros fatores para nos ajudar e ajudar a sociedade como um todo”. Embaixadores Carmem Virgínia é a grande embaixadora do programa “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”, e representará o projeto para o grande público. Pesquisadora e influenciadora digital, a chef pernambucana também é e jurada dos reality shows “Cozinheiros em ação” e “FFF Brasil”, além de proprietária do premiado Altar Cozinha Ancestral (Recife) e Yayá (Rio de Janeiro). Outros dois nomes de peso da gastronomia brasileira serão apoiadores do projeto: João Batista, cozinheiro há 38 anos e apresentador do reality show Mestre do Sabor; e Katia Barbosa, chef jurada do mesmo programa. Atores fundamentais para que todas as iniciativas e mensagens da companhia sejam amplamente difundidas para o público geral, sem perder de vista a identificação e a aproximação com o público-alvo, os embaixadores têm como papel também inspirar e passar ensinamentos à medida que compartilham suas experiências e vivências enquanto empreendedores do setor de bares e restaurantes. “A Coca-Cola tem um aprendizado sobre criar e contar histórias. A junção com os embaixadores reforça esse papel ao trazer pessoas que inspiram e incentivam novos empreendedores”, diz Avellar. Resultados Neste primeiro ano de programa, os empreendedores serão acompanhados de perto e algumas métricas vão ajudar a entender a efetividade da ação. “Temos indicadores próprios para desenvolver os empreendedores de forma que eles aumentem as vendas, ofereçam diferentes produtos para cada ocasião de consumo e, consequentemente, acesse novos pacotes de benefícios como clientes Coca-Cola. Além disso, temos a perspectiva
Mercado cresce mais de 8% no 1o tri de 2022

A segurança do negócio e os bons índices do mercado colocam a franquia como uma opção de investimento muito segura, mas alguns cuidados são necessários na escolha desta modalidade de negócio. O universo da franquia é uma das opções mais seguras de investimento para profissionais que desejam entrar para o mundo do empreendedorismo. Segundo relatório de desempenho do 1º Trimestre de 2022 da ABF (Associação Brasileira de Franchising), o resultado do faturamento das franquias neste período foi R$ 188.568 MI, com uma taxa de crescimento de 8,8% em relação ao mesmo período de 2021. Tal resultado é apontado pela ABF como um cenário de recuperação, uma vez que o resultado de 2021 foi negativo. Já o crescimento em relação a 2020 foi de 4,4%. Os setores que tiveram maior crescimento nas operações de franquia, foram os segmentos de Serviços, que sozinho acumulou o resultado positivo de 12,8%, seguido pelo ramo de Moda com o valor de 11,4% e Saúde, Beleza e Bem-Estar com o resultado de 8,7%. O único segmento que ainda operou negativo no período da pesquisa foi Hotelaria e Turismo, com resultado negativo de 3,3% A modalidade de franquia que mais cresceu em 2022 foi a chamada “Home Based“, que tem como premissa, uma atuação profissional baseada em casa e não num escritório específico ou em uma loja. Trata-se de um modelo bem conhecido nos Estados Unidos e que, aos poucos, vem ganhando espaço no mercado brasileiro e crescendo no segmento de franchising, como mostram os números. “A pandemia mudou os padrões de consumo. As pessoas se acostumaram a ficar perto da família, com boa qualidade e vida e por isso não querem voltar para uma rotina tóxica, por isso a opção de investir em um negócio seguro e que proporcione esse bem-estar de estar em casa, torna-se prioridade nas opções de escolha dos profissionais”, explica Daniela Albuquerque, Head de Expansão da Templum Franchising. Cuidados na escolha de uma franquia Segundo dados do Sebrae, 50% das empresas fecham no primeiro ano de vida e 26% encerram as suas atividades em cinco anos. Essa estatística justifica a procura pelo modelo de franquia, uma vez que neste caso a empresa já passou desta fase de risco e tem o negócio validado. Mas ainda assim alguns cuidados devem ser analisados para garantir que o investimento valha a pena. Nesse sentido, Daniela Albuquerque indica que um dos pontos críticos que devem ser analisados para essa escolha é o de investigar o status da empresa no mercado com clientes e funcionários para entender o tipo de atenção que a empresa dá para cliente interno e externo. “Sites como Reclame Aqui, Glassdor, reputação do Google e redes sociais são bons canais para esta essa análise. Além da rentabilidade do negócio e retorno do investimento, outras análises são relevantes, tais como periodicidade da taxa de franquia, custos diretos e indiretos, tecnologia, trabalho em rede, plano de segurança de dados, compliance e transparência, canais de comunicação e relacionamento entre franqueado e franqueadora”. A operação de franquia é regida pela Lei de Franquia Empresarial (Lei nº 13.996, de 26/12/2019) e a Circular de Oferta de Franquia é um documento obrigatório que deve detalhar todas as informações do negócio. A ABF divulga os dados do setor e dos seus associados trimestralmente e deve ser o canal oficial de consulta dos dados do setor.
50 milhões de brasileiros desejam abrir um negócio nos próximos 3 anos

O número de brasileiros que não têm um negócio, mas pretendem abrir uma empresa nos próximos três anos aumentou 75% em 2020, chegando a 50 milhões de pessoas “Apesar da pandemia ter derrubado a taxa de empreendedorismo total no Brasil em cerca de 18% em 2020, ter um negócio virou uma forte motivação para milhões de brasileiros. Pela primeira vez na série histórica dessa pesquisa, ter uma empresa passou a ser o segundo maior sonho do brasileiro, perdendo apenas para o desejo de viajar”, explica Carlos Melles, presidente do Sebrae. Apesar da necessidade de empreender, Melles destaca que muitos brasileiros querem ter uma empresa para realizar um sonho de vida e se adaptar ao novo mercado de trabalho, muito mais dinâmico. “A vocação para empreender faz parte do nosso DNA. O que falta no Brasil é método e educação empreendedora. Com conhecimento, os brasileiros que querem ter um negócio podem realizar esse sonho”, diz Melles. Formalização em alta Outro dado do relatório aponta que a formalização entre os empreendedores brasileiros cresceu 69% entre 2019 e 2020. O total de empreendedores com CNPJ entrevistados pela pesquisa passou de 26% para 44%, o maior crescimento dos últimos quatro anos. Em 2017, apenas 15% eram formalizados e, em 2018, 23%. Os principais motivos que levam à formalização são: acesso aos benefícios (56%), exigência dos clientes para emissão de nota fiscal (53%) e contribuição para a Previdência Social (30%). Fonte: G1 (https://g1.globo.com/empreendedorismo/noticia/2021/10/05/50-milhoes-de-brasileiros-desejam-abrir-um-negocio-nos-proximos-3-anos-aponta-pesquisa.ghtml)
Plataforma de ensino leva educação empreendedora às escolas

Sistema foi lançado no último dia 10 de maio, durante a Bett Brasil, maior evento de educação e tecnologia da América Latina O Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo. Segundo o Global Entrepreneurship Monitor 2021, são 14 milhões de empreendedores estabelecidos, ou seja, cujas empresas têm mais de 3 anos. O tema é tão importante que um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados visa tornar o ensino de empreendedorismo obrigatório nas escolas brasileiras. Para fornecer um material didático especializado e atual sobre o tema, a Temmus Educação está lançando, em parceria com a Pearson Brasil, o Geração Líder, sistema de ensino de empreendedorismo que tem como base as mais robustas diretrizes mundiais. O lançamento da plataforma aconteceu durante a Bett Brasil, feira de educação que aconteceu em maio, em São Paulo. O Geração Líder é uma solução híbrida que tem como objetivo desenvolver competências e habilidades empreendedoras em crianças e jovens dos Ensinos Fundamental e Médio, dos 6 aos 17 anos de idade, de escolar particulares ou públicas. Ela é composta de materiais impressos e materiais digitais, além de jogos educacionais interativos que acompanham o estudante ao longo do processo de aprendizagem. “O empreendedorismo é a grande mola propulsora da economia. Acontece que os estudantes brasileiros saem das escolas sem conhecer nada sobre esse tema tão importante. O Geração Líder vem preencher essa lacuna educacional e reforçar a importância do pensamento e da atitude empreendedores como forma de desenvolvimento desses jovens”, analisa o fundador da Temmus Educação, Janguiê Diniz. “Eu vim de uma realidade muito pobre e foi graças à educação e ao empreendedorismo que consegui alcançar meus objetivos de vida. Acho importante que as crianças e os jovens também saibam que é possível, se tiverem a educação e o estímulo correto”, complementa o empreendedor, que também é fundador do grupo Ser Educacional e presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo. fonte: https://economia.ig.com.br/2022-05-10/plataforma-de-ensino-leva-educacao-empreendedora-as-escolas.html
Celebridades que empreendem

Celebridades empreendedoras fazem sucesso fora das telinhas Há muito tempo os famosos apostam em projetos paralelos à carreira e se jogam no mundo do empreendedorismo. A lista de artistas, atores, cantores, youtubers e apresentadores que, mesmo tendo uma carreira consolidada e lucrativa nas suas áreas de atuação, resolveram se aventurar e começar seu próprio negócio é maior do que muitos imaginam. Marina Ruy Barbosa A atriz lançou sua primeira marca de roupa, chamada Ginger. Com conceito slow fashion, Marina se dedicou em cada etapa da criação da flagship on-line, em parceria com a sócia Vanessa Ribeiro. Giovanna Antonelli Outra atriz brasileira na lista dos famosos empreendedores, muito conhecida pelos inúmeros papéis vividos em novelas da TV, resolveu investir no ramo de depilação a laser para mulheres. Em 2013, Giovanna inaugurou a primeira unidade da Giolaser, que hoje em dia conta com diversas franquias espalhadas pelo país. Bruno Gagliasso O galã é um exemplo de homem de negócios. Fora dos filmes e novelas, Bruno e sua esposa, Giovanna Ewbank, são sócios de mais de 12 empreendimentos incluindo a forneria Gagliasso e a pousada Maria Bonita, em Fernando de Noronha. Felipe Titto Além da arte, o modelo, ator e influencer comanda negócios nas mais diversas áreas. É fundador e sócio da Titanium Inc, especializada em agenciamento de talentos e marketing de influência, como Fernando Torquatto, Tainá Müller entre outros. Além disso, Titto é franqueado da OakBerry Açaí Bowls, fast food de açaí, sócio na Fashion Med, empresa especializada em máscaras tecnológicas, Moove Nutrition, American Lab, dentre outros empreendimentos. Ronaldo O herói do penta é dono da agência de comunicação 9ine, junto com o grupo WPP. Personalidades mundiais como Neymar Jr, Anderson Silva, Rubens Barrichello, dentre outros, têm suas imagens cuidadas pela empresa do fenômeno.
O que não pode faltar na hora de empreender

Abrir uma empresa é um dos maiores sonhos de milhões de brasileiros e, de acordo com os dados do último boletim do Mapa das Empresas, apresentado pelo Ministério da Economia, cerca de 4.026.776 novas empresas foram abertas no Brasil no último ano. Tal número representa um recorde histórico, além de um salto de 19,7% se formos comparar com o ano de 2020. Mas você já parou para pensar o que faz com que determinadas empresas deem certo, cresçam e gerem lucro enquanto outras ficam estagnados e acabam fechando as portas? O Empreendabilidade decidiu listar algumas características indispensáveis para você ter um negócio próspero. Poder de Persuasão Apresentar sua ideia de negócio para investidores experientes em busca de apoio financeiro, negociar preços e prazos com fornecedores e convencer potenciais clientes de que seu produto ou serviço merece uma chance são apenas algumas das situações em que o poder de convencimento se mostra essencial para os empreendedores. E é uma das características mais comuns na personalidade daqueles que conseguiram atingir o sucesso. Flexibilidade A história de grandes empreendedores tem em comum a capacidade de contornar obstáculos e entender que as adversidades fazem parte do caminho. Manter a mente aberta para testar coisas novas e estar disposto para mudar de caminho rapidamente caso necessário são características indispensáveis. Persistência Já imaginou se o Coronel Sanders tivesse desistido quando uma nova rodovia acabou com a quantidade de clientes que frequentavam seu motel antes? É muito importante que quem deseja seguir nesse caminho consiga manter a calma diante de adversidades, entendendo que imprevistos fazem parte da trajetória e que manter-se firme é essencial.
Empresários +65 geram mais empregos

Os empreendedores brasileiros com 65 anos ou mais são os que mais empregam no país. É o que diz um estudo realizado em 2021 pelo Sebrae, a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE. A análise identificou que a maior proporção de empregadores (20%) está localizada nesse perfil de empreendedor. Ainda de acordo com a instituição, quando comparados às outras faixas etárias, os empresários desta faixa etária são os que mais possuem funcionários, sendo 71%, com 1 a 5 empregados; 11%, com 6 a 10 empregados; 10% com 11 a 50 empregados e 8% com 51 ou mais empregados. Assim, apesar de responderem por só 7,3% do total de empreendedores, esses empreendedores da 3ª idade constituem o grupo que proporcionalmente mais gera emprego entre os Pequenos Negócios Os números analisados são relativos ao terceiro trimestre do ano passado, quando o Brasil atingiu 1,8 milhão de empreendedores nessa faixa etária, o que corresponde a 7,3% do total de donos de negócios de pequeno porte. Os dados apontam também que os empreendedores com 65 anos ou mais são, em grande maioria, homens (73%), brancos (59%), chefes de família (73%), dedicando-se a um único trabalho (98,8%). Em termos de escolaridade, o empreendedor da 3ª idade é o que tem menos instrução quando comparado aos demais grupos. Em sua maioria, eles possuem nível fundamental (48%). Apesar disso, são os que apresentaram o maior rendimento, com 10% com ganhos de mais de cinco salários-mínimos, ou seja, acima de R$ 5.225,00. Fonte: Portal Longevidade (https://longevidade.ind.br/noticia/empreendedor-brasileiro-da-3a-idade-e-o-que-mais-gera-empregos-no-pais/)
Quase metade dos brasileiros quer empreender

Quase metade dos brasileiros (46%) quer começar a empreender, segundo relatório 2021 do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), consórcio que é referência mundial em estudos sobre empreendedorismo, junto ao Sebrae. Ao todo, o Brasil tem 43 milhões de empreendedores, dos quais 14 milhões já têm um negócio próprio estabelecido há, pelo menos, três anos e meio. Com isso, a taxa de empreendedorismo — a relação entre os empresários ‘maduros’ e a população economicamente ativa — cresceu de 8,7% em 2020 para 9,9% em 2021. Dentre as medidas que salvaram muitas das micro e pequenas empresas durante a pandemia estão as de apoio financeiro, que ofertaram crédito para esses empreendedores, como Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) e o Bem (Programa Emergencial de Manutenção de Emprego e Renda), citados pelo Sebrae como fundamentais para o crescimento dessas taxas. “Essas iniciativas deram mais fôlego para os empreendedores e permitiram que eles sobrevivessem aos impactos da pandemia. Esses programas foram essenciais para que muitas empresas se mantivessem abertas”, disse Carlos Melles, presidente da instituição, em entrevista coletiva para a divulgação do estudo. As mulheres foram afetadas diretamente pela pandemia. Elas deixaram de empreender mais do que em relação a 2020. A explicação é a jornada de trabalho dentro da própria casa, pois por conta do home-office, elas tiveram que dividir mais seu tempo com as atividades domésticas, muitas vezes concentradas no público feminino. Cerca de 45,6% dos empreendedores iniciais, ou seja, aqueles que abriram o próprio negócio a menos de 3,5 anos, são mulheres, em 2021. No ano anterior, a taxa era de, aproximadamente, 55%. A GEM entrevistou duas mil pessoas entre 18 e 64 anos, no período entre julho e outubro de 2021. O relatório foi realizado pelo Sebrae em parceria do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP). Fonte: com informações da Seu Dinheiro (https://www.seudinheiro.com/2022/empresas/46-por-cento-da-populacao-sonha-em-abrir-o-proprio-negocio-mas-qual-e-o-perfil-do-empreendedor-brasileiro-confira-lils/)
Geração 50+: empreendedores natos, prontos para negócios

Skills do profissional mais maduro, que é renegado pelo mercado, coincide com as capacidades necessárias para empreender O Brasil possui cerca de 55 milhões de pessoas acima dos 50 anos, ou seja, 25% da população brasileira. Com mais de 12 milhões de desempregados no Brasil, sendo que 7% estão nessa faixa etária de acordo com o IBGE, a mão-de-obra qualificada desses profissionais seria relevante para o mercado, porém, com mudanças de paradigma, novas tecnologias e outros fatores associados ao mercado de trabalho, eles encontram resistência na recolocação. Por um lado, as grandes empresas têm um papel social claro de gerar empregos e, é natural, estão mais aptas a apoiar a entrada de profissionais mais jovens: não à toa, existem os programas de estágio, trainee, capacitação de mão-de-obra operacional e técnica e por aí vai. A cobrança por recolocação e a vontade de os 50+ trabalharem acaba gerando um grupo de profissionais capacitados mas que acabam em vagas secundárias. Por isso se encontram os programas de “inclusão” para mais velhos, onde os mesmos acabam em posições de apoio, back office, organização… Sem críticas. É geração de emprego de toda forma. Mas, já há outros formatos. Existe a oportunidade de os profissionais sêniores se tornarem empreendedores de si mesmos e trabalharem por algumas horas na semana como consultores, por exemplo. A CEO da Talento Sênior, empresa especializada em inclusão de profissionais 45+ no mercado, Juliana Ramalho, conta que já vivencia uma experiência em que uma empresa de pequeno porte contratou um CFO ‘estrelado’ para atuar 8 horas por semana (não por dia) a um custo totalmente viável. “O modelo deu tão certo que a empresa já quer aumentar o total de horas contratadas desse profissional”, diz. Ainda, há espaço de sobra para o público 50+, 60+ empreender e desenvolver o próprio negócio. Segundo análise do Empreendabilidade realizada a partir de dados de mercado, os skills de profissionais mais maduros coincide com as competências requeridas para empreendedores. Os profissionais 50+ têm maior comprometimento com resultados; capacidade de solução de problemas; Equilíbrio emocional; e aceitação a riscos. Além disso, as PMEs cujos donos têm mais de 65 anos geram mais empregos que as que foram criadas por pessoas mais jovens. Esse público vem rompendo com os modelos tradicionais de emprego, aumentando sua qualidade de vida como empreendedores da própria carreira e negociando sua força de trabalho. Mas, também, tem grande potencial para criar novos negócios com maior taxa de sucesso. Fonte: PwC, IPEA, Sebrae e com informações da Exame Bússola (https://exame.com/bussola/a-cada-21-segundos-nasce-um-50-no-brasil-sorte-das-pmes/)