Empreendedora fatura R$ 15 mil/mês alugando toalhas de mesa

Um episódio pessoal motivou Leticia Souza, 48 anos, a fundar a Pano pra Festa, empresa de aluguel de toalhas de mesa para eventos. A família saiu de Tapes, no Rio Grande do Sul, para viver em Brasília, no Distrito Federal, depois que o marido, que trabalhava em um banco, foi transferido. Souza havia deixado seu trabalho como contadora e cuidava de suas duas filhas durante o dia. Pouco tempo depois da mudança, em 2010, ela estava organizando o aniversário de um ano de sua filha caçula. “Fizemos uma festa com o dinheiro contado, mas mãe é assim: não deixa passar batido de jeito nenhum. O bolinho tem que ter”, afirma a empreendedora. Quando entrou no salão de festas de seu prédio, percebeu que não tinham toalhas de mesa no espaço. No dia do evento, o marido de Souza comprou o tecido e procurou uma costureira para fazer as toalhas de mesa rapidamente. “Eram 10 toalhas simples brancas”, afirma Souza — que não prestou atenção aos itens durante a festa. No dia seguinte, reparou que o tecido era de qualidade e tomou um susto ao descobrir quanto haviam custado. “Já estávamos contando dinheiro para comprar os doces da festa, e ele gastou em algo que seria usado uma vez”, afirma. A compra virou uma briga para o casal até que a mãe de Souza, que queria acalmar os ânimos, sugeriu que ela alugasse as toalhas. “Ela me disse que, assim como eu tinha precisado das toalhas, outras pessoas poderiam precisar.” Souza colocou um anúncio em seu prédio dizendo que tinha 10 toalhas disponíveis para aluguel. Em pouco tempo, recebeu mensagens dos vizinhos interessados em toalhas de outras cores. Logo passou a produzir sozinha para evitar atrasos na entrega. “Eu não sabia nem ligar uma máquina. Avisei meu marido que eu gostaria de ganhar uma máquina de costura como presente de Dia das Mães”, afirma a empreendedora, que começou a fazer cursos para aprender o ofício em 2011. Para crescer com o negócio, Souza entrou em grupos de Facebook para mães que estão organizando festas infantis. “Usei muito a internet. Vi quais eram os temas do momento e quais filmes estavam sendo lançados. Então, montava uma mesa com as cores em questão”, afirma. Também apostou em parcerias com decoradoras. “Elas fazem festa todo final de semana. Mostrar meus produtos era uma forma de atingir mais clientes”, afirma. Em 2019, a empreendedora inaugurou uma loja física para que os clientes vissem pessoalmente as toalhas. Segundo Souza, a crise sanitária não trouxe grandes prejuízos à empresa. “As pessoas não deixaram de comemorar o aniversário em casa durante a pandemia”, afirma a empreendedora, que começou a fazer kits menores para festas pequenas, com itens como guardanapos e sousplats. “Também teve uma onda de pessoas querendo fazer piqueniques ao ar livre, e eu oferecia toalhas grandes e almofadas.” Hoje, Souza se considera satisfeita com o empreendedorismo. “Meu plano inicial era esperar as minhas filhas crescerem para retomar minha carreira como contadora, mas mudei de ideia”, afirma. Ela diz que vê potencial para franquear o negócio e está iniciando o processo. “É o meu objetivo no momento”. Fonte: com reportagem da PEGN
Inscrições abertas para o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2023

Empreendedoras de todo o país podem se inscrever para o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2023 até o dia 31 de julho. A premiação é voltada para mulheres maiores de 18 anos e conta com três categorias: Microempreendedora individual (MEI), Pequeno Negócio (Proprietárias de micro e pequenas empresas que tenham faturamento anual de R$ 82 mil a R$ 4,8 milhões) e Produtora Rural (Mulheres que explorem atividades agrícolas, pecuárias e/ou pesqueiras.). O Prêmio será dividido em três etapas: fase estadual, com o resultado saindo em setembro, regional em outubro e nacional em novembro, quando se comemora o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino. A grande final será em Brasília e serão escolhidas até três empreendedoras de cada categoria, em cada Estado, região e do país. Entre as premiações, estão smartphone de última geração, tablete e viagem em missão de capacitação com tudo pago. Em 2022, foram 2.926 inscritas em todo o Brasil e Minas ficou em terceiro lugar, com 192 candidatas. O regulamento completo do Prêmio está disponível no site. Para se inscrever, é preciso preencher um formulário eletrônico e enviar um vídeo com um pitch (apresentação rádpida) da empreendedora.Interessadas podem se inscrever pelo site sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/empreendedorismofeminino/premiomulherdenegocios. *Com informações do portal O tempo
Mães e filhas empreendem juntas com ‘bar de beleza’ e faturam R$ 10 milhões com franquias

As amigas Gisela Prochaska e Deborah Paulino se uniram para abrir um salão de beleza express, que serve vinho e champanhe em São Paulo, e chamaram as filhas para ajudá-las nos negócios Um local para chegar com pressa e se arrumar em poucos minutos, com uma taça de vinho ou champanhe nas mãos, para sair pronta para o compromisso em até uma hora. Essa é a proposta do Stylebar, rede de franquia de salões de beleza express fundada pelas amigas Gisela Prochaska, de 62 anos, e Deborah Paulino, de 58, que trouxeram as filhas para o negócio e faturaram R$ 10 milhões em 2022. Agora, prestes a inaugurar a primeira loja fora de São Paulo, na cidade de Recife, o negócio projeta alcançar uma receita de até R$ 12 milhões neste ano. A ideia do Stylebar surgiu por volta de 2016. Correndo contra o tempo, Prochaska precisou encontrar uma forma rápida de se arrumar para um evento em Nova York. Por intermédio da filha, Luiza Justus, de 30 anos, ela acabou conhecendo o universo dos “bares de beleza”, com atuação segmentada e ágil na megalópole. Aquilo chamou sua atenção, e foi inevitável comparar com o modelo de atendimento que existia no Brasil à época. “O comportamento no Brasil era diferente. As mulheres estavam acostumadas a fazer tudo no mesmo lugar”, diz. Assim, ela se debruçou, junto com sua amiga Deborah, em dois anos de estudo para entender como trazer o formato para o Brasil. As duas resolveram chamar as filhas para a empreitada. Justus, filha de Prochaska, comanda a direção criativa. Já as duas filhas de Deborah, Bianca, 29, e Carolina Paulino, 27, são responsáveis pelo StyleAcademy (centro de formação de profissionais de beleza, paralelo à rede) e pela arquitetura dos espaços, respectivamente. “Um salão de beleza é o ponto de encontro de mulheres de diferentes gerações, então nada mais justo que trazer isso pra dentro desse nosso sonho”, diz Prochaska. A primeira loja foi aberta em maio de 2018, e o negócio foi sendo ajustado com o tempo, inclusive com a entrada de uma linha própria de produtos, em parceria com a Farmaervas, que é utilizada nos processos e vendida para as clientes. Hoje os itens correspondem a 7% do faturamento e têm como objetivo reforçar a marca, inclusive fora dos salões. A empresa também apostou em uma série de combos que proporcionassem agilidade e economia, além da possibilidade de realizar o agendamento por aplicativo. Mesmo para quem vai de última hora, a proposta é que a espera não seja de mais de dez minutos, se ocorrer, segundo Prochaska. “O Stylebar foi feito para a mulher moderna, a que não tem tempo, que trabalha, que cuida da casa, que tem filho. Muitas não têm duas ou três horas para ficar perdendo tempo com cabeleireiro.” A ideia é que o serviço seja concluído em até 60 minutos, na maioria dos casos. Para isso, as empreendedoras optaram por trabalhar apenas com serviços rápidos, sem nada que envolva química ou corte, por exemplo, e um número elevado de atendentes. O tíquete médio é de cerca de R$ 190. O carro-chefe da casa é o combo de cabelo e maquiagem, que sai por R$ 298. De acordo com a empreendedora, o custo se mantém abaixo do mercado por conta do uso da linha própria de produtos. Os salões ainda servem vinho e champanhe – a primeira taça sempre é cortesia, quando a cliente faz um serviço –, além de cafés e capuccino. “Atingimos o ponto de equilíbrio em quatro meses, e já recebíamos muitas propostas de franquias. Estruturamos, fizemos a análise de escalabilidade da empresa, contratamos uma consultoria. Tudo que precisava para a empresa poder franquear”, afirma. O segmento de Saúde, Beleza e Bem-Estar tem se mostrado um dos mais resilientes dentro do sistema de franquias, de acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF). No primeiro trimestre de 2023, o faturamento das marcas que operam no nicho foi de R$ 12,3 bilhões, 27% a mais do que o mesmo período do ano passado. A busca pela conveniência no segmento ajudou a dar origem a diversas marcas com o conceito de “fast beauty” nos últimos anos, como a própria Stylebar. Alguns exemplos são a Fast Escova, Turquesa e o belle.club. A primeira unidade franqueada da Stylebar foi vendida em 2019, e mais duas foram negociadas ao longo da pandemia, abrindo em 2021. Até o momento há cinco lojas implantadas, duas em processo de abertura e três em negociação. O plano é terminar 2023 com sete unidades inauguradas e um faturamento de até R$ 12 milhões. O investimento para abrir uma franquia da Stylebar é a partir de R$ 400 mil, já incluso a taxa de franquia, considerando espaços a partir de 80 metros quadrados. O prazo de retorno é estimado em até 25 meses, com um faturamento médio mensal de R$ 80 mil. *Com informações do portal PEGN
Mulheres negras são as mais vulneráveis também no empreendedorismo

Estudo #CoisaDePreto aponta como as disparidades de gênero e raça no Brasil afetam diretamente as possibilidades de crescimento dos negócios próprios Quem já ouviu falar da solidão da mulher negra? A expressão é usada, inclusive academicamente, para descrever o detrimento emocional e afetivo que mulheres pretas enfrentam não só no Brasil, mas em muitos países. Essa solidão se manifesta, no entanto, em outras áreas da vida, inclusive no empreendedorismo. É o que mostra o estudo #CoisaDePreto: Uma pesquisa sobre a real jornada dos afroempreendedores brasileiros, encomendado pelo Google à Offerwise e à Box 1824. O levantamento ouviu mil empreendedores de todo o país (500 brancos e 500 negros), entre julho e outubro de 2022, e mostrou que as mulheres negras enfrentam as maiores dificuldades nessa jornada. Quando se compara com a realidade do homem branco, as mulheres pretas são as mais solitárias quando o assunto é a gestão do negócio: 55% delas não têm ninguém que as ajuda, mesmo que esporadicamente ou de maneira informal nessa tarefa – uma diferença de 10% em relação ao homem branco. Segundo Christiane Silva Pinto, gerente de Marketing para Pequenas e Médias Empresas no Google e fundadora do AfroGooglers, “com a realização da pesquisa, ficou evidente que no caso dos afroempreendedores, principalmente as mulheres, tudo está nas mãos de uma pessoa só. Os planos de sustentabilidade do negócio passam pela dura constatação que seu crescimento depende de uma única pessoa: o eupreendedor. De forma solitária, essa mulher tenta dar conta não só da gestão do seu negócio, mas também quebra a cabeça pensando em como o seu empreendimento pode apoiar financeiramente sua família”. (Christina Morillo/Pexels) O estudo mostra ainda que as empreendedoras negras são o grupo com menor faturamento: 34% das entrevistadas pretas faturam até R$ 12 mil por ano, além de serem a minoria (14%) dentre os empreendedores que faturam acima de R$ 81 mil – enquanto homens brancos são a maioria (29%). “Acredito que para fortalecer o afroempreendedorismo feminino é preciso que tanto o setor público quanto o privado tenham iniciativas focadas, principalmente, em capacitação, fortalecimento das comunidades e geração de oportunidades para as mulheres empreendedoras”, diz Christiane. E a situação é ainda pior para as empreendedoras negras. “Muitas delas são chefes de família e a única fonte de renda da casa”, reforça Christiane. “Segundo o nosso estudo #CoisaDePreto, embora metade dos entrevistados não tenham ajuda de alguém, mesmo que de forma esporádica ou informal, são as mulheres que sofrem mais com o sentimento de solidão no negócio.” Nos dados, 39% das empreendedoras entrevistadas deram notas de 1 a 6 – para 1 significando “me sinto totalmente sozinho” e 10 “não me sinto nada sozinho”. Entre os homens, 38% deram notas 9 ou 10. Além disso, os homens estão mais conectados aos grupos que fazem parte e do bairro ou região onde vivem, sendo que 40% dos homens negros têm funcionários que são pessoas que moram na mesma região ou bairro deles e 28% têm funcionários que são amigos ou foram indicados por amigos. “Então, a criação e o fortalecimento de grupos e redes de apoio de mulheres empreendedoras pode ajudá-las não só a prosperar seus negócios, como também dividir as dores e experiências do empreendedorismo”, aponta Christiane Silva Pinto. *Com informações do portal Claudia
Empreendedorismo: 7 a cada 10 abrem negócio após maternidade

Mentora de Mulheres Empreendedoras busca ajudar mulheres a conquistar sua independência financeira e emocional através de seus próprios negócios. Equilibrar a maternidade e a carreira profissional costuma ser um grande desafio para a maioria das mulheres, e devido às dificuldades impostas no mercado de trabalho – também encontradas na vida cotidiana, como em casos da falta da rede de apoio -, muitas mães estão buscando o empreendedorismo como forma de trilhar novos caminhos profissionais. De acordo com uma pesquisa realizada em 2022 pelo RME (Instituto Rede Mulher Empreendedora), sete a cada dez empreendedoras brasileiras decidem abrir um negócio depois da maternidade. Foto: Image by Drazen Zigic on freepik / DINO Ao empreender, além de buscar a independência financeira, as mulheres passam a ter a liberdade de estabelecer seus próprios horários, adaptando sua rotina às necessidades dos seus filhos e permitindo que, com isso, estejam mais presentes no desenvolvimento das crianças. Além disso, um outro ponto que incentiva o empreendedorismo em decorrência da maternidade é a baixa aceitação e acolhimento do ambiente corporativo com as mulheres que são mães ou que estão grávidas. De acordo com uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), quase metade das mulheres que tiram licença-maternidade são demitidas em até dois anos após esse período, e na maioria das vezes a demissão é dada sem justa causa. Paralelamente, um estudo do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) analisou o empreendedorismo em diversos países, e mostrou o quanto o empreendedorismo feminino tem apresentado um crescimento significativo. No Brasil, por exemplo, as mulheres representam por volta de 51%, chegando a um número maior do que 30 milhões, o 7º país com o maior número de mulheres empreendedoras no mundo. Outro levantamento, realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), apontou que a maioria das famílias no Brasil é chefiada por mulheres: dos 75 milhões de lares, 50,8% tinham liderança feminina, o correspondente a 38,1 milhões de famílias. Andressa Gnann, advogada, empreendedora, mãe e mentora de Mulheres Empreendedoras reforça que é fundamental reconhecer o potencial empreendedor das mulheres e lhes fornecer o apoio necessário para desenvolver suas ideias e negócios. “Iniciativas que promovem o empreendedorismo feminino, como cursos de capacitação, acesso a financiamento e networking, são essenciais para fortalecer a presença das mulheres no mundo dos negócios e superar as barreiras impostas pela maternidade no mercado de trabalho tradicional”, afirma Gnann. No entanto, é importante ressaltar que o caminho do empreendedorismo não está isento de desafios. É necessário que o processo seja bem planejado e que seja levado em conta o quanto empreender exige não somente tempo, mas também investimento financeiro, estudo e persistência. Para Gnann, o empreendedorismo oferece a oportunidade de explorar talentos e paixões, envolvendo muitas vezes, realizações pessoais dessas mulheres. A mentora tem como foco principal ensinar as mulheres a conquistar sua independência financeira, seja iniciando um negócio do zero ou multiplicando os resultados de um negócio que não consegue crescer. “A mentoria ensina e compartilha sobre como ter um negócio sustentável e multiplicar os resultados, vinculando o trabalho com a maternidade, com foco na qualidade de vida”, finaliza. *Com informações do portal Terra
Casal de mulheres cria projeto para empreendedorismo de minorias

Hub Diversidade Colorida promoveu feira neste domingo no Rio As exclusões sofridas no mercado de trabalho por Nanny Mathias e sua esposa, Isabelly Rossi, obrigaram o casal de mulheres negras a apostar no empreendedorismo para sobreviver e construir uma vida melhor. E o entendimento sobre essas dores vivenciadas foi o ponto de partida para desenhar um projeto voltado ao fortalecimento de empreendedores mulheres, negros, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência, o Hub Diversidade Colorida, que realizou neste domingo (18) a Feira Diversidade Colorida, no Parque Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro. Em entrevista à Agência Brasil, no Mês do Orgulho LGBTQIA+, a CEO do Hub, Nanny Mathias, disse que a proposta da feira é reunir empreendedores desses grupos para criar mais conexões, possibilitando parcerias, investimentos e também mais negócios. “A gente gera esse espaço seguro e inclusivo para que as pessoas possam expor o seu trabalho, sua arte, seus negócios, porque são pessoas que historicamente são marginalizadas e violentadas pela sociedade, que sofrem exclusão social, educacional e profissional”, disse Nanny, que conta com a parceria da mulher na realização da empreitada. Essa violência é algo que a própria organizadora do evento relata em sua trajetória. Ao se matricular com a mulher para concluir o ensino médio, já que a necessidade de trabalhar havia empurrado ambas para a evasão escolar, ela narra um episódio de lesbofobia que exemplifica o por quê da necessidade de uma educação que seja segura para minorias. “Quando a gente voltou ao âmbito escolar, há alguns anos, eu e minha esposa, no primeiro dia de aula, sofremos um ataque lesbofóbico pelo nosso professor de história, que queria saber quem era o homem da relação. E, não contente com a gente dizer que não tinha homem na relação, ele insistiu e criou histórias, perguntou quem pagaria pensão se a gente se separasse, quem ficaria com os filhos. Ele constrangeu a gente de forma muito violenta, e quando fomos falar com a direção, a direção simplesmente ocultou o fato”, disse. O episódio, segundo Nanny, foi antes de a LGBTfobia ser criminalizada pelo Supremo Tribunal Federal. “Na delegacia, falaram para gente que poderíamos denunciar se tivesse uma lei que protegesse a gente, mas não tinha”. No mercado de trabalho, ela também relata experiências dolorosas, que impediam que se mantivesse muito tempo no mesmo emprego. “Além de ser uma mulher lésbica, sou preta e sapatão. Tenho uma forma de vestir e viver que é diferente. Exigem um padrão das mulheres, e eu chego quebrando isso. Eu trabalhei em uma empresa em que as pessoas queriam saber quem era o meu marido, porque eu não dizia que era casada com uma mulher. Me pressionaram tanto que mostrei a foto, e começaram a dizer ‘eu já sabia’. Minha gerente na época disse que minha vida pessoal não tinha nada a ver e que não tinha preconceito. Mas, no dia seguinte, ela me demitiu”. Essas experiências fizeram a empreendedora pensar o projeto também como uma rede de apoio, já que o fato de ter partido para gerir seu próprio negócio não a poupou de novos episódios de discriminação. “As violências são diárias e em todos os âmbitos. Hoje, eu sofro as do mundo dos negócios”, afirma. “O meu corpo representa muito, sou mulher e enfrento machismo. Sou preta e enfrento racismo. Sou lésbica e enfrento LGBTfobia. Sou do axé e acabo sofrendo intolerância religiosa”. Entre os micro e pequenos empreendedores que participaram da feira deste domingo há negócios de diferentes setores, como artesanato, gastronomia e moda. Os participantes foram inscritos também em um laboratório de empreendedorismo, focado em capacitar essas pessoas. “São pessoas que estão no empreendedorismo por necessidade em muitas das vezes, pessoas que não puderam estudar para depois empreender e estão fazendo isso ao mesmo tempo. Entendendo essa necessidade, de tantos negócios quebrando por não saber gerir, a gente criou esse laboratório, para gerar um espaço de inclusão e capacitação. A gente tem uma rede de mais de 100 empreendedores”, disse Nanny, que vê o empreendedorismo desses grupos vulnerabilizados como uma ação transformadora no mercado de trabalho. “Infelizmente, o mercado ainda tem uma exclusão muito grande de pessoas pretas e LGBTQIA+, e quando você é preta e LGBTQIA+, tudo dentro do mesmo corpo, essa exclusão é muito maior. Essas pessoas, muitas vezes, dentro dos seus próprios negócios, já levam mensagens sobre aquilo que elas vivem, viveram e sobre a exclusão que elas sofrem. Então, elas vão transformando, assim como eu, as dores delas em um negócio criativo. Isso é muito interessante”. *Com informações da Agência Brasil / EBC
Startup cresce conectando produtores rurais a varejistas

Fundada por Priscila Veras, a Muda Meu Mundo quer ser a ferramenta mais importante na mão dos produtores de comida. Negócio ganhou visibilidade ao entrar para a lista 100 Startups to Watch em 2022 A maior ambição da empreendedora Priscila Veras, de 41 anos, é que a Mude Meu Mundo seja a ferramenta mais importante na mão dos produtores de comida. Para isso, a startup oferece um ecossistema com diversas soluções, como conexão com varejistas, emissão de notas fiscais, adiantamento de recebíveis e acesso ao microcrédito. “A ideia é que o produtor não precise deixar o campo por não ser viável financeiramente”, afirma a empreendedora. A startup desenvolveu uma API integrada ao WhatsApp para que o produtor consiga fazer tudo o que é necessário pelo celular. “Ele pode confirmar o pedido, emitir nota fiscal e sinalizar disponibilidade de um produto por meio da plataforma”, exemplifica Veras. Caso o agricultor não consiga fazer a entrega após a venda, a startup faz a logística de captar os alimentos e levá-los para os varejistas. Por enquanto, a empresa tem 700 produtores nos estados de São Paulo, Ceará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A expectativa é ter 3 mil profissionais até abril de 2023. Em 2021, Laís Xavier entrou como sócia no negócio. “Nos conhecemos em 2020, no programa Itaú Mulher Empreendedora, enquanto ela era CEO de outra startup. Como ela é engenheira, passou a me ajudar nas questões de tecnologia e liderança do time. Em 2021, veio permanentemente”, afirma Veras, que é formada em pedagogia. A startup foi uma das selecionadas pelo 100 Startups to Watch de 2022. “Foi muito importante. Somos duas mulheres do Nordeste empreendendo no agro, e a visibilidade do 100 Startups to Watch em todo o território nacional foi muito relevante”, afirma. As inscrições para a edição deste ano estão abertas e podem ser feitas até o dia 14 de julho pelo site www.100startupstowatch.com.br. Negócio com impacto Vegas fundou a Mude Meu Mundo em 2017, a partir do desejo de criar um negócio de impacto social. A empreendedora estava mais interessada em ter uma alimentação saudável após o nascimento do filho e, na mesma época, viajou para diferentes lugares do Brasil onde conheceu agricultores que passavam por dificuldades financeiras. A ideia inicial foi organizar feiras durante o fim de semana em Fortaleza, cidade natal da empreendedora, para que os produtores pudessem oferecer seus produtos. A empresa recebia uma porcentagem pelas vendas. “Em teoria, daria certo trazer o produtor do interior para vender na cidade. No entanto, vender em apenas um dia da semana — e não ter a segurança de que faria vendas — foi algo com pouco resultado. Quando estava chovendo, por exemplo, as pessoas não apareciam para comprar”, afirma. Com isso, a Muda Meu Mundo também não era rentável. No meio de 2019, depois de um ano de empresa, Vegas decidiu mudar o modelo de negócio para o que é hoje. Entre os clientes dos produtores estão grandes e médios varejistas, além de outras empresas que possuem dificuldade de acessar os produtores. “Por exemplo, startups que vendem cestas ou atendem restaurantes.” Um dos diferenciais da empresa é o serviço de rastreio do alimento para mensurar o impacto socioambiental, explicando para o varejista de onde a comida veio, quanto gás carbônico foi liberado no processo e quanto o produtor ganhou pela venda. “Eles mesmos podem oferecer esses dados para os clientes como uma estratégia de marketing. Também é útil para que as empresas atinjam suas metas de sustentabilidade”, afirma a fundadora. Segundo Veras, a Muda Meu Mundo não focou na divulgação para o varejo. “Ficamos conhecidos de maneira orgânica. As grandes redes de supermercado nos conheceram pela mídia. Focamos mesmo na captação de produtores, e eles mesmos podem indicar uns aos outros.”
Incentivo ao empreendedorismo impacta positivamente 40 mil mulheres no Brasil

Instituto Consulado da Mulher fomenta e investe em projetos de mulheres que têm o sonho de empreender Este ano, o número de mulheres empreendedoras no Brasi alcançou uma marca histórica: chegou a 10,3 milhões e representa uma fatia de 34% do total de empreendedores no país. Números que refletem a busca por espaço e afirmação feminina em um cenário antes dominado por homens. Dados como esse são resultado de um ímpeto que não começou agora, é o pico de uma crescente onda que tem uma estrada longa, com sonhos, percalços e vidas transformadas no caminho. Um dos viajantes nessa estrada é o Consulado da Mulher. Nascido em 2002, na cidade de Rio Claro, interior de São Paulo, o protejo tinha como objetivo de apoiar mulheres através do conhecimento profissional. A principal causa é o empreendedorismo feminino com foco na capacitação e acompanhamento, uma espécie de trampolim para mulheres que sonham com seus negócios e não sabem por onde começar. “O Consulado já nasceu com essa semente de fortalecer e incentivar as mulheres. Nós, que estamos inseridos, temos nosso trabalho, nossa casa, temos nossos roteiros inseridos. Mas, quando você sai um pouquinho, em qualquer cidade do Brasil, nas periferias a situação é muito diferente”, conta Leda Böger, diretora executiva do Consulado da Mulher, sobre os primeiros passos do projeto. “O objetivo é que elas se sintam confiantes, capazes de empreender ou de ampliar seus negócios gerando renda, ganhando autoconfiança e podendo dar um futuro melhor para suas famílias”, completa. Vinte anos depois, já são mais de 38 mil pessoas beneficiadas, 2.202 empreendimentos em 489 cidades, dos 26 estados do Brasil, além do Distrito Federal. O instituto é uma ação social da marca Consul, marca brasileira líder no segmento de eletrodomésticos. “A atuação, basicamente, se dá em todo o território nacional. Nosso público hoje é composto por mulheres na faixa dos 40, 45 anos, em média e as regiões tem características culturais próprias. A gente prioriza mulheres que estão em situação de vulnerabilidade, que por alguma razão não estão no seu pleno potencial empreendedor, muitas delas por ter uma lacuna de escolaridade na base”, explica Leda. Leda Böger conversou com o Empreendabilidade e contou, além de sua trajetória pessoal, histórias inspiradoras de mulheres incentivadas pelo Consulado. O papo está disponível na íntegra no YouTube e no Spotify, recheado de insights para mulheres e, por que não, homens que querem tirar o sonho de empreender do papel.
Dia das mães: conheça 12 histórias de mães empreendedoras

O empreendedorismo e a maternidade têm mais pontos em comum do que se imagina. Ambos exigem atenção, cuidado, paciência e, acima de tudo, muita dedicação. Entre os motivos que levam a maioria das mães a empreender estão a realização de um sonho ao lado do filho, a possibilidade de ficar mais perto deles e até mesmo um recomeço depois de uma demissão, principalmente as que acontecem no retorno da licença maternidade. Seja qual for a causa, os filhos são sempre um incentivo a mais para a realização de qualquer mãe. Neste Dia das mães, celebrado em 14 de maio, confira a história de 12 mulheres que fizeram da maternidade uma razão a mais para se tornarem donas dos seus próprios negócios: Mãe e filha se juntam em franquia Em outubro de 2020, quando o marido foi internado na UTI em estado grave por conta da Covid-19, Cláudia Brito Figueiredo, de 54 anos, residente em Belém do Pará, precisou fechar temporariamente a clínica médica do cônjuge, na qual atuava como administradora. Foi nesse momento em que percebeu que precisava abrir um negócio próprio, pois, caso perdesse o marido, não teria como continuar pagando as contas. Na mesma época, Jéssica Luiz Brito Figueiredo Furtado, 30, filha da Cláudia, encontrava-se desiludida com a profissão de advogada, e, prontamente, aceitou a proposta da matriarca de empreenderem juntas em um novo negócio. Mãe e filha começaram a busca por franquias e acabaram chegando no segmento de minimercados autônomos. “Após muita pesquisa, a rede que mais chamou nossa atenção foi o market4u devido ao suporte que eles oferecem aos franqueados e, por isso, iniciamos o processo para abrir uma unidade”, conta Cláudia. Inicialmente, as duas não foram selecionadas pela franqueadora e precisaram insistir mais uma vez. “Só fomos aceitas na segunda vez em que participamos da pré-seleção e, aí sim, eles começaram a nos orientar e preparar para abrirmos a franquia”, lembra Cláudia. Atualmente com duas unidades, a dupla se prepara para dar o passo na terceira loja. “Atuamos com as nossas antigas funções, mas o plano é expandir ainda mais o número de unidades e seguir apenas com a rede”, finaliza Jéssica. Mudança de vida aliada a realização A maternidade foi a virada de chave para Danila da Silva, de 40 anos, mudar de vida e abrir seu próprio negócio. Mãe da Maria Eduarda, 12, Heloísa, 4, e do Benício, de 5 meses, e há 13 anos trabalhando como coordenadora administrativa, ela resolveu seguir o sonho de um empreendimento que proporcionasse mais liberdade financeira e gestão do próprio tempo. Foi assim que, em novembro de 2020, iniciou a operação da Maria Brasileira em Sorriso, no Mato Grosso. “Ser mãe foi o principal motivo para empreender, pois sempre quis acompanhar de perto o crescimento e desenvolvimento dos meus filhos e trabalhando em tempo integral em uma empresa isso não era possível. Trabalhar de casa para poder dar mais atenção aos meus filhos também me proporcionou liberdade financeira maior, já que aprendi a ser resiliente, ir com medo mesmo e que nem tudo são flores. Embora exija muito comprometimento, o negócio é meu e vale a pena todo o esforço”, afirma a franqueada. Mãe jovem Ana Paula Borges, 36, foi mãe aos 16 anos. Criou a filha Letícia da Silva Pereira sem pensão, mas teve o apoio da sua mãe, Maria Clesia Borges da Silva, avó da Letícia. Hoje, 20 anos depois e prestes a formar a filha na universidade, no curso de economia, Ana Paula se permitiu viver o tão sonhado empreendedorismo. “A Letícia é o meu maior orgulho, dediquei tudo a ela para que tivesse acesso aos estudos e terminasse a faculdade. Minha missão, de formá-la, está quase concluída. Desde que ela nasceu, optei pelo que considerava ‘estável’: um emprego que garantisse férias, décimo terceiro salário e FGTS. Agora estou seguindo meu coração ao empreender”. A unidade Emagrecentro, localizada na cidade de Taubaté, região do Vale do Paraíba, interior de São Paulo, está na fase de obras com inauguração prevista para maio, mês do Dia das Mães. Filha exemplar Em 1996, a carioca Regina Jordão contrariou amigos e familiares e apostou num negócio que, a princípio, não parecia ser boa ideia: o Pello Menos, um centro especializado em depilação, na época, apenas à cera. Regina, que sonhava arriscar-se no empreendedorismo, abriu uma salinha pequena para atendimento localizada no bairro de Copacabana. A filha Alessandra Jordão, então adolescente, abraçou o sonho da mãe e colocou a “mão na massa” logo cedo. Ela panfletava com as amigas depois da aula e aprendia tudo sobre o negócio. Atualmente a rede oferece o serviço de depilação a laser e conta com 45 unidades nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, além de Brasília. Bela parceria A busca por um negócio que tivesse sinergia com a personalidade e os objetivos profissionais foi o que alavancou a parceria de mãe e filha, Marli Arriera, 51 anos, e Pollyana Arriera Kraus, 18 anos, em um novo empreendimento. As sócias inauguraram uma unidade da Yes!Cosmetics, empresa com mais de 20 anos de atuação no segmento de beleza e cosméticos. “Escolhemos a marca por se tratar de uma empresa que visa a valorização da beleza e por sentir que estamos atuando em uma área que realmente nos representa como pessoas e profissionais”, conta Marli. A empreendedora também aponta que o fato de serem de gerações diferentes é uma grande oportunidade de trazer ideias e perspectivas que agregam ao negócio, estratégia que se mostrou promissora, já que, durante a inauguração da loja, alcançaram o 5º lugar no ranking de vendas da marca. “Esperamos que essa investida seja um completo sucesso e sirva de porta de entrada para que possamos evoluir cada dia mais como empresa e empreendedoras”, conclui a mãe sobre as expectativas para o futuro. Pioneiras Maricea Checon Gratão, de 50 anos, junto a filha Milena Gratão, 29 anos, resolveu tirar o sonho de empreender da gaveta. Alimentando a vontade de ter o próprio negócio, ela e a filha, que moram na cidade de Barcarena,
Empreendedora fatura R$ 40 mil por mês com roupas para mulheres negras

Valérie Alves, 35 anos, criou a grife Guettosa após dar à luz sua segunda filha. Marca oferece um catálogo com peças costuradas por mães moradoras do bairro da empreendedora A ideia da grife Guettosa nasceu dentro da cozinha da mãe de Valérie Alves, 35 anos. O momento era delicado: depois da segunda gravidez, ela tinha tentado uma recolocação no setor de varejo — área em que possuía mais de 10 anos de experiência —, mas percebeu que o mercado de trabalho não estava mais disponível para ela. Hoje, sua marca de roupas exclusiva para mulheres pretas veste nomes como Jojo Toddynho, Glória Groove, as gêmeas Tasha & Tracie e a ex-BBB Maria. O período em que foi em busca de trabalho acabou sendo revelador. “Entendi que precisava criar a minha própria oportunidade de trabalho e tirei o meu sonho de empreender do papel”, aafirma. “Sempre quis ter meu próprio negócio, mas comecei a empreender por necessidade, não apenas por um sonho”, diz. Em 2018, a empreendedora começou a costurar peças sob medida para mulheres pretas e a divulgar no seu perfil no Instagram. Ela usava como inspiração modelos que via em revistas norte-americanas de moda e de cultura preta. “A primeira peça que fez bastante sucesso foi um top glam de strass, bem brilhoso e glamoroso. Uma amiga foi falando para a outra, compartilhando nas redes e foram chegando influenciadores e artistas interessados. Percebi que estava atingindo meu público-alvo quando a Jojo Toddynho me mandou mensagem no Instagram perguntando qual era o valor da peça”, relata. A demanda começou a aumentar nos meses seguintes, assim em 2019 ela consolidou a Guettosa. A proposta é atender mulheres negras com roupas feitas com tecidos mais leves e finos, que possam ter um caimento perfeito. “Como a moda precisa ser inclusiva, faço do tamanho PP ao G3, plus size. Minhas clientes trazem muitas referências ‘gringas’. Elas adoram brilho, transparência e tule”, diz. Ela conta estava no auge do crescimento e já atuava de forma online quando a pandemia começou. “A crise não interferiu muito no nosso negócio”, afirma. Para ela, um dos maiores trunfos é que na periferia, as mulheres não se importam em pagar mais caro por um produto de qualidade. O catálogo da marca conta com vestidos, conjuntos, biquínis, macacões, tops e saias, tudo produzido por costureiras que são mães e moram no mesmo bairro de Alves, na periferia da zona leste de São Paulo. “O nosso principal foco são roupas para festa, para dar um rolê, para ir naquele date. Temos também algumas peças que são básicas, para o dia a dia. Mas sempre digo que as nossas roupas são feitas para você chegar a um local e arrasar”, afirma. Ela conta que percebeu que o negócio estava dando certo quando conseguiu contratar outras mulheres. “Vi que meu esforço estava dando resultando quando passei a empregar outras mães, pretas e de periferia como eu. Isso tudo me proporcionou um sentimento de gratidão e alegria.” O e-commerce da Guettosa atende todo o país e fatura R$ 40 mil mensais em média. “Também temos clientes fora do Brasil, em países da Europa. Mas nossas vendas são mais fortes na capital de São Paulo e no Rio de Janeiro, lugares em que temos planos de abrir lojas físicas”, afirma. O objetivo para este ano é alcançar receitas mensais de R$100 mil para atrair investidores e iniciar o processo de expansão. Capacitação ajudou no começo Para dar conta do próprio negócio, Alves foi estudar administração e criou seu planejamento financeiro. “Não cursei uma faculdade, mas a minha experiência no varejo foi uma grande escola. Tudo que aprendi e vivenciei no setor me ajudou no meu negócio. Como não foi suficiente, busquei especializações no Sebrae”, diz. Ela conta que também teve dificuldade para definir seu público-alvo e achar um diferencial. “Quando converso com mulheres que estão começando a empreender, sempre digo que o primeiro passo é saber exatamente o que elas querem. Para isso, é preciso determinação e planejamento. É pegar papel e caneta, programar cada passo, independente do serviço ou produto. Ter um diferencial e investir no atendimento ao cliente”, recomenda a empreendedora. “Você precisa gostar de lidar com as pessoas, senão seu negócio vai dar certo”, diz. Empoderamento Alves também ensina corte e costura para mulheres da comunidade que estão interessadas em aprender a atividade do zero. Com o intuito de fortalecer a autoestima e criar uma rede de mulheres empreendedoras, ela criou ao lado de Tasha, Tracie, Aniele e Stephani Mauricio, o coletivo de moda e ativismo Mulher Preta Independente da Favela. Segundo ela, o principal objetivo é fomentar o empreendedorismo da mulher preta da periferia. “O nosso intuito é ser uma rede de fortalecimento, queremos mostrar que elas podem ser o que quiserem, criando e administrando seus próprios negócios, acreditando em si mesmas. Queremos que elas passem a enxergar a potência da mulher preta”, finaliza. *Com informações do portal PEGN
Mães empreendedoras se desdobram para conciliar filhos e negócios

Pesquisa inédita da Serasa Experian mostra que 50% das respondentes têm mais flexibilidade de tempo; 4 em cada 10 são completamente independentes financeiramente de cônjuges e familiares Uma pesquisa inédita realizada pela Serasa Experian, aplicada com mulheres empreendedoras, revelou que 29% das entrevistadas declararam que conseguir conciliar tempo de trabalho com o cuidado dos filhos foi um dos principais ganhos ao se tornarem empresárias. Dessas mulheres, 38% têm entre 40 e 49 anos, e 31% entre 30 e 39 anos. A maioria delas, 36%, está no Nordeste, e 32% estão no Norte e Centro-Oeste. A flexibilidade de horário foi outro ganho percebido por 50,4% delas. Para o vice-presidente de PME da Serasa Experian, Cleber Genero, o maior desafio é conciliar o empreendedorismo com as necessidades familiares, e isso exige apoio para que elas possam garantir que todas as tarefas sejam concluídas. “Trabalhamos para oferecer soluções que auxiliem as mulheres a equilibrarem suas responsabilidades familiares com suas carreiras empreendedoras de forma mais prática e assertiva. Dessa forma, elas podem garantir o sucesso financeiro dos negócios e dedicar tempo para outros fatores além do trabalho. Essa movimentação beneficia a economia como um todo, promovendo a representatividade feminina nos negócios, a inovação e o crescimento empresarial”. Independência financeira e escolaridade Independência financeira é outro fator crucial, já que 45% das mulheres responderam que são completamente independentes financeiramente de cônjuges e familiares, sendo que 51% da renda que elas recebem vêm da atividade empresarial. Neste recorte, 57% do porte das empresas dessas empresárias é pequeno ou médio e 43,9% individual ou micro. O levantamento também mostra que o nível de escolaridade é alto entre essas empreendedoras. Cerca de 55% delas possuem pós-graduação, 42,8% formação superior e 35,8% ensino médio completo. Diferenças de gênero e os principais desafios Quando perguntadas sobre as principais diferenças entre gêneros no empreendedorismo, 56% declararam que empreender para uma mulher é mais difícil do que para um homem. Para 36% das respondentes, a maior dificuldade que encontram é a dupla jornada de trabalho. Veja no gráfico a seguir todos os desafios apontados por elas: “A Serasa Experian reconhece a importância de auxiliar todos os empreendedores brasileiros, principalmente as mães e mulheres que atuam neste ramo. Facilitar o acesso ao crédito e a conteúdos gratuitos que ajudam na organização da empresa são iniciativas que podem mudar a realidade de muitas”, conclui o executivo. Metodologia A Pesquisa “Empreendedoras Brasileiras PME” da Serasa Experian foi realizada de forma quantitativa, via painel de respondentes e contou com 534 participantes de todas as regiões do país. O detalhamento seguido foi segundo a classificação do Sebrae, considerando: “Comércio, Serviço e Indústria”, “B2B, B2C e Ambos”, “Todas as áreas de atuação (sem cota)”, “Clientes e não clientes de birôs de crédito (sem cota)”, “Maiores de 18 anos”, “100% mulheres” e “Classes ABCD (cotas: 50% AB1 e 50% B2CD)”. Esta foi a segunda onda do estudo, que teve sua realização em 2022, entretanto foram feitas alterações significativas em relação ao questionário para 2023, visando incluir a Segmentação de Mulheres Empreendedoras, a fim de entender as principais motivações para empreender. Desta forma, o foco principal desta pesquisa é mergulhar no perfil atual de empreendedoras (traçado em 2023) e como elas encaram o empreendedorismo e seus negócios próprios. Empreendedorismo por região A região que mais concentra negócios cujas sócias principais são mulheres é a Sudeste (51,1%), seguida pela Nordeste (17,9%), Sul (17,4%), Centro-Oeste (9,1%) e Norte (4,4%). Na análise das Unidades Federativas (UFs) é em São Paulo (27,8%) que estão a maior parte dos empreendimentos femininos, depois vem Rio de Janeiro (10,6%), Minas Gerais (10,3%) e Paraná (6,6%). Veja no gráfico abaixo o ranking completo:
Bancária se reinventa como empreendedora no agronegócio

Mariane ousou, investindo em um setor dominado por homens Não é nenhuma novidade que as mulheres vêm ganhando cada vez mais espaço, ocupando cargos de liderança, tornando-se executivas e alcançando patamares onde apenas os homens tinham vez. No cenário rural, não é diferente. De acordo com o IBGE, cerca de 20% das propriedades rurais são administradas pelas mulheres e, saindo dos limites das porteiras, cada vez mais as vemos se destacando e conquistando o seu espaço no agronegócio. Prova disso é Mariane Cristina Lugli de Brito Oliva, 30 anos, que notou o potencial desse mercado e não teve dúvidas em investir o seu capital. Administradora por formação e apaixonada por finanças, abandonou sua carreira de bancária em um renomado banco nacional para se dedicar ao seu próprio negócio: O crédito rural. “Investi na franquia da Sonhagro, primeiro por ser criada no meio rural, que sempre foi o sustento da minha família. O meu objetivo é ajudar pessoas a melhorarem sua qualidade de vida, aumentando o seu patrimônio. Por ser uma franquia direcionada ao crédito para produtores, percebi que não havia essa prestação de serviços na minha cidade, então, deixei a minha profissão para me dedicar à minha paixão”. A franquia da Sonhagro liderada por Mariane está localizada na cidade de Auriflama (SP), a 60 km de Araçatuba, considerada a cidade do boi gordo, onde a concentração de produtores rurais é grande, trazendo ótimas oportunidades levando mais capital para os produtores de pequeno, médio e grande porte. “Escolhi a minha cidade pela existência de vários produtores rurais e diversas atividades tanto pecuária como agrícola. Nada melhor do que começar por aqui, para levar mais trabalho e oportunidades à eles, movimentando também o comércio local e ser destaque na modalidade de crédito rural na praça”, conclui.
Startup For Black Hands insere profissionais negros no mercado

Inovação criou banco de talentos para conectar empresas e profissionais A empreendedora Marina Apolinário, 37 anos, é formada em administração e tem uma vasta carreira em bancos e instituições do setor, onde atua como auditora dos processos financeiros. Depois de observar a falta de profissionais negros em seu mercado e ocupando posições de liderança, ela decidiu fundar a For Black Hands em agosto de 2022. No mês seguinte, o projeto foi aprovado no programa Black Start, do Sebrae. Na experiência, a empresa consolidou seu modelo de negócios, que tem um site que funciona como banco de talentos para empresas com ações afirmativas. A For Black Hands se destaca, segundo a fundadora, por acompanhar os profissionais contratados em seus primeiros meses na nova posição. “Meu diferencial é fazer o acompanhamento do candidato nos três primeiros meses de experiência. Nesse período, eu entendo a relação entre o candidato e a empresa: como ele está performando, desempenhando a função dele e se está sendo bem orientado. A retenção é importante para as duas partes”, diz Apolinário. A irmã da empreendedora, Ana Carolina Apolinário, 40, é sócia da empresa. Ela é historiadora e atua na área de comunicação da For Black Hands, enquanto Marina cuida do setor comercial e administrativo. Foi no programa do Sebrae que elas aprimoraram o projeto da empresa. A primeira versão da plataforma foi criada por Marina Apolinário de forma autodidata, por meio do WordPress. Depois, participando da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo, Marina conheceu a designer UX Lizandra Lisboa e a programadora Daniela del Porto, que levaram o site ao modelo atual. Reconhecendo a concorrência no mercado de recursos humanos para ações de diversidade e inclusão, Apolinário diz que sua empresa se diferencia por atender os candidatos de forma mais próxima, além de oferecer uma rede parceira de capacitações. “Quando conduzo as entrevistas de emprego, muitos candidatos dizem que é a primeira vez que são avaliados por uma profissional negra. Eles se sentem acolhidos”, conta. Alguns dos workshops promovidos pela For Black Hands abordaram temas como o inglês para entrevistas de emprego e noções básicas de tecnologia. “As aulas são pautadas nas minhas pesquisas sobre o que as pessoas precisam, o que as impede de ter um trabalho, ascender na carreira”, diz. Alguns clientes atendidos pela empresa de Apolinário foram Biti9, Uppo, Fundo Agbara e PX Brasil. A expectativa para este ano é conseguir aportes que possibilitem a contratação de funcionários e otimização da plataforma. “Quero trazer mecanismos de automação do processo, desenvolver as tecnologias do nosso produto”, afirma Apolinário. *Com informações do Portal PEGN
“Onde há problema, há oportunidade”: Carol Gilberti, da Mubius

Empreender é desafio, resiliência e estratégia. No Brasil, o cenário do empreendedorismo tem se mostrado cada vez mais explorado pela necessidade, uma vez que os microempreendedores individuais (MEIs) representam quase 70% das empresas em atividade no país. Essas também são palavras de ordem no cotidiano feminino na nossa sociedade. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de mulheres empreendedoras no Brasil cresceu, chegando a 10,3 milhões, o que representa mais de 34% dos empreendedores do país. Uma dessas 10 milhões é Carol Gilberti. Entretanto, Carol não faz parte da estatística apenas como uma mulher empreendedora. À frente da Mubius WomenTech Ventures, a empresária mineira de BH incentiva, investe e projeta negócios de outras mulheres ao mercado com a primeira Women Tech do Brasil. As chamadas Venture Builders são organizações que atuam sistematicamente no desenvolvimento de outras empresas de base inovadora e tecnológica (startups) aportando seus próprios recursos. O panorama ainda é de uma presença feminina bastante tímida no universo das startups no Brasil – no mundo, também – com crescimento praticamente estagnado. Segundo o “Female Founders Report 2021”, há 10 anos, empresas de base tecnológica fundadas apenas por mulheres representavam 4,4% do mercado total. Hoje, o índice é de 4,7%, ou seja, crescimento ínfimo. Carol e a Mubius querem mudar o cenário. “A ideia dessa frente é trazer mulheres para esse ecossistema tão maravilhoso da inovação e tecnologia, alavancando cada vez mais startups de impacto para o universo feminino e que tenham soluções benéficas para o mundo e economia”, conta a empresária. Esposa, mãe e com uma história de vida que vai do Texas a São Paulo, Carol já quis ser atriz de Hollywood, mas encontrou um propósito na comunicação, cursando jornalismo na PUC-MG. “Mulheres empreendedoras têm desafios e batalhas particulares diárias. Isso, independentemente de estarem começando ou no topo da pirâmide. Estamos constantemente lutando contra síndrome da impostora e buscando a desconstrução de várias questões genéticas, cultuais e sociais que fazem parte do dia a dia da mulher”, relata. A empresária ainda aponta caminhos nos quais existem horizonte de crescimento e lastro para startups investirem no Brasil. “Onde há problema, há oportunidades. É assim que a inovação enxerga e o Brasil é um oceano de oportunidades. Seja na economia, no setor jurídico, sustentabilidade, social. Educação, startups a educação, são inúmeros desafios”, completa. Recheado de vivências, bom humor e insights sobre empreendedorismo, o papo completo com Carolina Gilberti esta disponível no Youtube e Spotify do Empreendabilidade.
Por que investir em uma WomenTech?

*Por Carolina Gilberti, CEO da Mubius WomenTech Ventures Nos últimos anos, as startups das mais diversas áreas vêm crescendo no Brasil. Muitas empresas e instituições estão investindo em inovação, o que representa a mudança na mentalidade das pessoas e mais oportunidades de negócios. No entanto, a desigualdade de gênero também é evidenciada nesse cenário. No Brasil, apenas 4,7% das startups são fundadas exclusivamente por mulheres, conforme o estudo Female Founders Report 2021. Segundo uma pesquisa do Boston Consulting Group, a cada US$ 1 investido na empresa, as mulheres geraram US$ 0,78, enquanto os homens geraram menos da metade: US$ 0,31. O levantamento do BCG indicou que startups fundadas por mulheres recebem muito menos investimentos do que as criadas por homens. Ainda assim, as empresas lideradas por elas dão um retorno maior em receita no longo prazo do que as comandadas por eles. Ainda há um vasto caminho a ser percorrido pelas WomenTechs no Brasil e no mundo e isso depende de financiamento. O mercado da inovação ainda é dominado pelos homens e, consequentemente, os vieses são sempre os mesmos. Muitos, e isso inclui homens e mulheres, ainda perguntam se a mulher “vai dar conta” de equilibrar a vida pessoal e profissional, questionam quem vai cuidar dos filhos enquanto ela empreende, ou duvidam que ela fará uma boa gestão financeira. Ainda há um ar de desconfiança na capacidade de execução da mulher, especialmente quando se trata de cargos mais altos. As perguntas para os homens, por outro lado, são sempre relacionadas ao sucesso do negócio. É necessário gerar uma verdadeira mudança no mindset das empresas e da sociedade como um todo. Isso requer um conjunto de ações de diferentes esferas, incluindo governo, iniciativa privada, comunidade acadêmica, mídia, cidadãos e fundos de investimentos, entre outros segmentos. É preciso trazer mais diversidade para o meio da inovação, para as bancas de avaliação e para o mundo dos investimentos, tornando esse ecossistema mais inclusivo. Temos que atrair mais mulheres, tanto no que se refere ao empreendedorismo quanto nos investimentos. Investir em WomenTechs é investir diretamente nos impactos sociais e econômicos. Atualmente, os aportes são democráticos: pode-se investir o quanto quiser, em quem quiser e no negócio que quiser e ainda contribuir para o progresso de uma empreendedora. Além disso, fornecer capital para as WomenTechs é fomentar a economia brasileira e acelerar o processo de inovação. Investir nessas startups também contribui para incentivar que mais e mais mulheres empreendam. Para aquelas que estão ingressando no universo da inovação e desenvolvendo projetos, é importante se manterem firmes e fortes. Foquem no seu propósito. Não abram mão da sua renda logo de cara, porque irão precisar sobreviver enquanto empreendem. Programem-se. Planejem-se. Conectem-se com pessoas certas. Confiem nas pessoas,fiquem atentas e entendam quem está ao seu lado por interesse, façam as pazes com isso sem perder a ternura e o foco em seus objetivos. *Carolina Gilberti, é CEO da Mubius WomenTech Ventures, a primeira WomenTech do Brasil.
Empresárias dedicam menos tempo aos negócios, diz estudo

Pesquisa do Sebrae mostra que 71% dos empreendedores homens trabalham mais de 40 horas semanais, ante 51% das mulheres, que atuam sobrecarregadas com tarefas domésticas e de cuidados Sobrecarregadas pela divisão desigual de tarefas relacionadas ao lar e aos cuidados com familiares, as mulheres empreendedoras no Brasil dedicam menos tempo aos seus negócios que os homens. Estudo do Sebrae, com base em dados do IBGE, mostra que 51% delas trabalham mais de 40 semanais para tocar o empreendimento, ante 71% dos donos de negócios homens. Já o limite de 40 horas semanais é exercido por apenas 29% dos empreendedores homens, contra 49% das empreendedoras mulheres. “O que a empreendedora faz quando não está cuidando do seu negócio? Ela está cuidando da casa, dos filhos, dos idosos”, pontua Renata Malheiros, coordenadora nacional de Empreendedorismo Feminino do Sebrae. Ela aponta que os estereótipos de gênero fazem recair sobre as mulheres uma carga maior de atividades de cuidado, em geral não remuneradas, retirando “tempo e energia” para que elas conduzam seus negócios com toda a potencialidade que têm. “O dia tem 24 horas para todo mundo, o que você faz com essas 24 horas é que fará a diferença”, destaca. Malheiros aponta como “urgente” o avanço do debate sobre divisão de tarefas dentro dos lares e famílias, bem como políticas públicas como a de universalização de creches, melhoria de escolas e do sistema de transportes. Medidas que, segundo ela, contribuiriam para diminuir a sobrecarga das mulheres e fazer com que elas possam se dedicar mais aos próprios negócios. O estudo do Sebrae, intitulado Empreendedorismo Feminino 2022, foi feito a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE, até o 3º trimestre do ano passado. Na ocasião, havia 10,3 milhões de mulheres donas de negócios no país, com ou sem CNPJ. É o maior contingente de empreendedoras já medido pelo estudo, que começou em 2016. DADOS: Trabalham até 40 horas semanais Mulheres 14% Homens 6% 14h a 40 horas semanais Mulheres 35% Homens 23% 40 horas a 45 horas semanais Mulheres 31% Homens 41% 45 a 49 horas semanais Mulheres 6% Homens 9% 49 horas ou mais Mulheres 14% Homens 21%
Empreendedorismo resgata mulheres da violência doméstica

Sustentar a independência financeira por meio do negócio próprio foi o caminho encontrado por muitas entrevistadas para sair de relacionamentos abusivos, mostra pesquisa No Brasil, o empreendedorismo pode representar a porta de saída da violência doméstica enfrentada por muitas mulheres. É o que constata a 6ª edição da Pesquisa Anual sobre Empreendedorismo Feminino no Brasil, produzida pelo Instituto RME em parceria com o Instituto Locomotiva. Os dados de 2021 mostram que 48% das entrevistadas conseguiram terminar relacionamentos abusivos e até violentos ao abrirem a própria empresa. O estudo revelou também que 72% das mulheres empreendedoras avaliam que são totalmente ou parcialmente independentes financeiramente e 81% das consultadas concordam que empreendedoras têm mais autonomia na vida e, por isso, são mais independentes em suas relações conjugais. Foi a primeira vez que o estudo, que já é realizado há seis anos, traz abordagem direta sobre independência financeira e violência doméstica. No mês em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres, em 8 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma série de decretos de políticas públicas voltadas para a população feminina, entre eles o Empreendedoras.tech: programa de Apoio a Empreendedoras na Tecnologia e o fortalecimento de empresas e projetos de base tecnológica com lideranças femininas (auxílio de R$ 10 mil para cada time participante do programa de pré-aceleração. Os três melhores times receberão prêmio de R$ 50 mil). Mas, mesmo quando a mulher resolve criar um empreendimento, nem sempre consegue levar seu propósito adiante devido à falta de apoio dentro de casa. “É comum as empreendedoras falarem que quando começam a ganhar dinheiro com seus negócios, ir para reuniões, muitas vezes, o parceiro acaba se sentindo diminuído. Na nossa cultura, existe o mito do homem provedor”, relata a coordenadora nacional de Empreendedorismo Feminino do Sebrae, Renata Malheiros. Ela complementa: “Se esse marido não é parceiro, até inconscientemente, ele começa a boicotar a esposa. E observamos, basicamente, dois caminhos: o aumento da violência contra a mulher, porque ela quer perseguir seus sonhos, ou, muitas vezes, a desistência. Ou seja, os dois cenários são muito preocupantes”. Segundo Renata, uma alternativa para melhorar o cenário de machismo é dialogar mais com os homens, trabalhando esses preconceitos, “que muitas vezes são enraizados desde a infância e não fazem sentido. Na família, quando a mulher começa a ganhar dinheiro, quando todos prosperam, é melhor para todo mundo”. Renata também está à frente da coordenação nacional do Sebrae Delas, programa que oferece mentorias, cursos e consultorias para a mulher que vai empreender. Ela conta que muitas participantes vivenciam a violência doméstica. “O Sebrae Delas atua como uma rede de apoio. Quando você faz parte de uma rede de empreendedoras, fica mais conectada e faz mais negócios. As redes são um caminho muito importante para a mulher se fortalecer e ajudam a sair de situações de violência.” Conheça o Sebrae Delas. Inteligência artificial para combater a violência Além do Sebrae Delas, a especialista do Sebrae destaca outras iniciativas que ajudam a quebrar o ciclo de violência doméstica contra a mulher. Uma delas é o Instituto Glória, plataforma de transformação social que visa acabar com a violência de mulheres no mundo e que trabalha com três tecnologias de ponta (inteligência artificial, people analytics e Blockchain), atuando em cinco áreas – educação, empreendedorismo, acesso à Justiça, segurança e saúde. “Dentro do empreendedorismo, trabalhamos ainda com a área de microcrédito, pré-aceleração para mulheres de baixa renda e projetos que formam meninas para serem líderes do futuro. Na educação financeira, trabalhamos com formação olhando para o empreendedorismo. Ou seja, liberdade econômica para que essa mulher não fique em casa sofrendo violência”, explica a professora da Universidade de Brasília (UnB) e CEO do Instituto Glória, Cristina Castro. Um dos produtos da instituição é o robô de inteligência artificial Glória, criado para dialogar e interagir com vítimas de violência a fim de ajudá-las. Funciona identificando padrões de comportamento de agressores e vítimas.
Instituto Consulado da Mulher lança livro sobre empreendedorismo feminino

O material conta a história de mulheres apoiadas pela ação social da marca Consul, que já beneficiou mais de 38 mil pessoas em seus 20 anos de atuação Dia 08 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher, data para celebrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres ao longo dos anos, e refletir sobre as questões ainda necessárias para a conquista da igualdade de gêneros. Na mesma data, foi criado o Instituto Consulado da Mulher, ação social da marca Consul que apoia o empreendedorismo feminino há 20 anos e que contribui para a realização dos sonhos de muitas mulheres pelo Brasil. Para fechar o ciclo de comemorações das duas décadas, onde já foram beneficiadas mais de 38 mil pessoas, o Consulado lança um livro digital – disponível gratuitamente para download – contando um pouco das histórias dessas mulheres e de quem foi fundamental na criação e desenvolvimento do projeto. Entre elas está Antônia Lopes que, após participar de assessorias do Consulado, fundou a “Doce Encanto”, empresa de doces e salgados. Uma história de luta e muita superação por conta de sua relação com o pai e seu ex-marido. A empreendedora encontrou nas filhas a força necessária para seguir em frente e ter seu próprio negócio. “Comecei vendendo quitutes em frente ao campus de uma universidade, e kits com bolos e salgados para festas. Vendi muito, ganhei muito e gastei na mesma proporção. Eu não sabia como cobrar, não calculava gastos para a produção de cada item. Trabalhava muito e ainda não tinha lucro. Em 2018, vi um cartaz do Consulado da Mulher. Eu nunca tinha ouvido falar daquela Instituição que se propunha a fortalecer mulheres empreendedoras. Mas eu confiava na Consul. Era a marca dos produtos que eu tinha em casa, que há anos eram testemunhas e parceiros silenciosos de minha luta. Me inscrevi, fui selecionada e já na primeira aula fechei meus olhos e agradeci: meu Deus, achei o meu caminho”, conta. Durante as assessorias, Antônia aprendeu a separar os gastos da empresa e de sua casa, a pesar, medir, custear, precificar. “Aprendi a poupar e produzir seguindo regras da Vigilância Sanitária, fotografar, divulgar, embalar. No final de 2019, nossa equipe já tinha oito pessoas, mulheres precisando de um apoio como eu um dia precisei”. Apoiar e transformar a vida de tantas mulheres, que têm histórias parecidas com as da Antônia, é o que faz o Consulado ser referência há 20 anos. “Desde o começo, abraçamos essa causa, muito antes do tema empreendedorismo feminino ganhar visibilidade. A Consul está presente em milhares de lares brasileiros e é a marca para mover a transformação da realidade de tantas mulheres no Brasil. Além da capacitação para os negócios, o Consulado da Mulher é responsável por resgatar, muitas vezes, a autoestima dessas mulheres e a realização de sonhos, incentivando cada uma delas a voarem cada vez mais alto”, afirma Patricia Pessoa, diretora de Marketing, Inovação, Digital & Customer Life Time Value na Whirlpool. A ação social da marca Consul está ligada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS 5 – alcançar a equidade de gênero; ODS 8 – promover o crescimento econômico inclusivo e sustentável; ODS 1 – erradicar a pobreza), e faz parte da agenda ESG (sigla em inglês para Meio Ambiente, Social e Governança) da Whirlpool que, há mais de 60 anos, tem um forte compromisso com os três pilares. Segundo pesquisa feita pela Iniciativa de Educação de Menina das Nações Unidas, quando a renda de uma mulher instruída aumenta, ela investe 90% dessa renda de volta em sua família. Para Leda Böger, diretora do Consulado, investir na mulher é investir na sociedade. “É uma alegria poder celebrar as duas décadas de realização desse propósito. O livro conta histórias de mulheres reais, que transformaram suas vidas por meio do empreendedorismo. Mulheres que souberam olhar de maneira diferente para os problemas de sempre e, com o apoio do Consulado da Mulher, fizeram de seus sonhos realidade, transformando tudo ao seu redor”. De acordo com um levantamento realizado pelo Consulado, mais de 80% das participantes do programa ainda estão em atividade e 89% continuaram a aumentar sua renda. O livro traz memórias de pessoas que tiveram participação no Consulado, entre membros do Conselho Gestor, executivos e colaboradores da Whirlpool, ex-executivos da fabricante de eletrodomésticos, integrantes do Consulado, além de mais relatos de empreendedoras assessoradas. Para baixar o livro gratuitamente, basta acessar o site Link. Sobre o Instituto Consulado da Mulher O Instituto Consulado da Mulher é a Consul transformando sonhos em realidade. Incentivamos e viabilizamos geração de renda para melhorar a qualidade de vida das pessoas, investindo no empreendedorismo feminino. Apoiamos mulheres, que fazem de conquistas pessoais transformações em cadeia, conseguem impactar as suas comunidades e não deixam ninguém de fora dessa história. Em nossos 20 anos de atuação, são mais de 38 mil pessoas beneficiadas e 2202 projetos apoiados por todo o Brasil. A gente faz história! Sobre a Whirlpool Corporation A Whirlpool Corporation tem o compromisso de ser globalmente a melhor empresa de eletrodomésticos para cozinha e lavanderia, melhorando continuamente a vida em casa. Em um mundo cada vez mais digital, a Companhia inova constantemente com o propósito de atender às necessidades dos consumidores, por meio de suas marcas icônicas, incluindo Whirlpool, KitchenAid, Maytag, Consul, Brastemp, Amana, Bauknecht, JennAir, Indesit e Yummly. Em 2021, a Empresa reportou aproximadamente US $22 bilhões em vendas anuais, 69.000 colaboradores e 54 centros de pesquisa de tecnologia e fabricação.
Brasil alcança marca histórica de mulheres empreendedoras

O Brasil alcançou, em 2022, uma marca inédita de mulheres à frente de um empreendimento. Segundo estudo feito pelo Sebrae, a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE, no 3º trimestre do ano passado havia 10,3 milhões de mulheres donas de negócios no país, o maior contingente de empreendedoras da história. Isso significa que as mulheres representavam 34,4% do universo de donos de negócios no país, muito próximo do recorde de 34,8%, verificado no 2º trimestre de 2019. Juntos, homens e mulheres superaram o total de 30 milhões de donos negócios – o maior número da série histórica. “A pesquisa mostra que as mulheres conseguiram se recuperar da perda registrada no período da pandemia, quando a proporção de mulheres donas de negócios caiu ao pior nível (33,4%, no 2º trimestre de 2020), desde o verificado no 3º trimestre de 2016 (32%)”, explica o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Melles enfatiza que a participação delas tem crescido principalmente nos setores da economia que mais apresentaram incremento nos últimos tempos: serviços, comércio e indústria. “No setor de Serviços, onde se percebe a maior participação de mulheres (53%), as donas de negócio têm ampla vantagem diante da presença masculina (36%). A mesma liderança se dá, em menor proporção, no Comércio (27% contra 20% de presença masculina) e na Indústria (13% de mulheres contra 6% dos homens)”, avalia Melles. Liderança Os estados do Rio de Janeiro e Ceará são as unidades da Federação que lideram na proporção de mulheres donas de negócios. Em ambos, as mulheres são 38% do universo de empreendedores, contra 34,4% da média nacional. Já o Maranhão tem a maior proporção de conta própria entre as donas de negócios (93% contra 87% na média nacional). E Minas Gerais apresenta a maior proporção de empregadoras mulheres entre as donas de negócios (18% contra 13% na média nacional). Considerando a distribuição das mulheres donas de negócios nas regiões brasileiras, o Sudeste lidera, com uma participação de 44% de mulheres contra 42% do total de homens. Nos últimos seis anos, houve expansão recorde da proporção de mulheres DN no Sudeste (41% para 44%) e uma queda da proporção de mulheres DN no Nordeste (27% para 24%). Atividades com predomínio de donas de negócios 1. Cabeleireiros e tratamento de beleza 2. Comércio de vestuário (complementos) 3. Serviços de catering, bufê e serviços de comida preparada 4. Comércio de produtos farmacêuticos, cosméticos e perfumaria 5. Confecção sob medida 6. Profissionais de saúde, exceto médicos e odontólogos 7. Confecção (vestuário) 8. Outras atividades de serviços pessoais 9. Outras atividades de ensino 10. Fabricação de artefatos têxteis Atividades com predomínio de donos de negócios 1. Construção de edifícios 2. Transporte de passageiros 3. Serviços especializados p/construção 4. Reparação veículos automotores 5. Transporte de carga 6. Atividades de entrega 7. Reparação de objetos domésticos 8. Fabricação de produtos de metal 9. Fabricação de móveis 10. Serviços de Tecnologia da Informação (TI)
Programa da Coca-Cola para incentivar mulheres a empreender tem novo edital

Depois de contribuir para a capacitação de mais de mil mulheres em 2022, quando foi lançado, Sebrae e Coca-Cola Brasil anunciam nova fase do edital do projeto “Empreenda como uma mulher”, com a abertura de mais seis mil vagas que serão distribuídas pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Minas Gerais e Pernambuco. A iniciativa de impacto social, que tem o objetivo de capacitar, apoiar e inspirar empreendedoras com negócios formalizados, informais ou em fase de formalização, faz parte da plataforma “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”, voltado para a capacitação de pequenos empreendedores do varejo alimentício. “O apoio do Sebrae às empresárias de pequenos negócios corresponde a uma política de atuação da instituição, que corresponde essencialmente na gestão dessas empresas. Além disso, é uma oportunidade para a ampliação de contatos e networking, trocas de experiências. O foco principal está na capacitação com conteúdos de gestão de empreendedorismo, para impulsionar os negócios”, comenta Adriana Menegaz, analista de Competitividade do Sebrae. Menegaz afirma ainda que os dados relativos ao empreendedorismo feminino chamam a atenção pelo baixo percentual de mulheres que empreendem, mas também pelo impacto positivo causado pela decisão de abrir o próprio negócio. “A ação está alinhada aos objetivos do Sebrae e da Coca-Cola, na medida em que apoia e promove o empreendedorismo feminino, trazendo soluções e mostrando estratégias para ampliar as possibilidades nos negócios das mulheres e impactando nos aspectos sociais”, finaliza. “Acreditamos no potencial das empreendedoras brasileiras, por isso queremos fazer a diferença em seus negócios e, como consequência, nas comunidades em que atuamos. As mulheres sempre foram figuras relevantes para o desenvolvimento econômico, social e sustentável da sociedade, e continuarão sendo peça-chave para estimular o crescimento global, desempenhando um papel ainda mais transformador para a próxima década”, destaca Silmara Olivio, diretora de Relações Corporativas Cone Sul na Coca-Cola América Latina. Para celebrar esta nova fase, o Sebrae e o Sistema Coca-Cola Brasil realizarão, junto com seus parceiros locais – engarrafadores e governos –, uma série de eventos nas capitais dos estados para engajar essas empreendedoras e São Paulo será a primeira capital a fazer o anúncio, junto à Coca-Cola FEMSA Brasil. “Um dos nossos compromissos é promover a equidade de gênero dentro e fora da companhia. Nossa intenção, na formação dessas parcerias e realização dessas capacitações, é trabalhar em ações concretas para melhorar as condições socioeconômicas das mulheres que vivem nas regiões em que atuamos. Tivemos muito sucesso com a implementação do programa ano passado, em três cidades da Região Sul, e agora temos a grande satisfação de oferecer essa oportunidade para mulheres empreendedoras de São Paulo e Minas Gerais”, comemora Camila Amaral, VP Jurídica e de Assuntos Corporativos da Coca-Cola FEMSA Brasil. Em uma data mais que especial – 8 de março, Dia Internacional da Mulher–, o evento da capital paulista contará com a presença da embaixadora do “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”, a chef pernambucana Dona Carmem Virgínia, que vai compartilhar um pouco da sua história durante o encontro com outras empreendedoras beneficiadas. O mês escolhido para iniciar essa agenda é simbólico, por ser reconhecidamente um período de homenagem às mulheres. Somente em São Paulo serão abertas 4 mil novas vagas para o programa que, além de capacitar, impulsionará uma parcela das participantes acelerando seu negócio, por meio de outros benefícios, como equipamentos e facilidade de acesso ao crédito. Conteúdo no ponto Na nova fase do “Empreenda como uma mulher”, as participantes terão a oportunidade de acelerar seus negócios a partir de uma metodologia que reúne aulas teóricas e práticas com conteúdo sobre estratégias de liderança e gestão, autoconhecimento, aspectos comportamentais, além de uma análise individual do negócio para avaliar pontos como aspectos de maturidade, pontos fortes e deficiências, governança e impacto na sociedade. O conteúdo foi reformulado a partir dos aprendizados observados com as primeiras turmas, para que atenda às necessidades das empreendedoras e possa alavancar, cada vez mais, seus empreendimentos. Entre os aprendizados, estão um formato que privilegia mais os encontros presenciais, a formação de uma rede de apoio para que as participantes façam novas conexões e compartilhem conhecimentos e experiências com outras mulheres, assim como a democratização de ferramentas que tragam soluções práticas para as empreendedoras no dia a dia, como o desenvolvimento de cardápios digitais. O programa terá duração de até seis meses e os módulos estão divididos em três níveis: básico, médio e avançado. Todas as informações serão publicadas no site oficial www.cocacoladaumgasnoseunegocio.com, onde as interessadas poderão de cadastrar. “Nosso objetivo é desenvolver mulheres como líderes de seus negócios para que possam ver seus empreendimentos prosperarem, tendo a Coca-Cola como o melhor parceiro de negócios. No primeiro ciclo do programa, conhecemos histórias de mulheres incríveis pudemos ver a força da rede feminina – quando elas se unem e se articulam, crescem juntas e se fortalecem. Agora é hora de consolidar o impacto positivo do “Empreenda como uma mulher” nos negócios e nas comunidades e criarmos conexões duradouras, capazes de transformar a vida das participantes”, afirma Katielle Haffner, gerente sênior de Relações Corporativas e ESG da Coca-Cola Brasil. Importância da capacitação no empreendedorismo feminino Segundo o Ministério da Economia, mais de 1,3 milhão de empresas foram criadas no país no primeiro quadrimestre de 2022. De acordo com o órgão, as micro e pequenas empresas (MPEs) representam 99% do total das empresas brasileiras, são responsáveis por 62% dos empregos e por 27% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo que mais de 40% dos microempreendedores individuais (MEI) são mulheres empreendedoras. De acordo com os dados do LinkedIn publicados no Global Gender Gap Report 2022, do Fórum Econômico Mundial, a participação de mulheres no empreendedorismo cresceu globalmente durante a pandemia. No Brasil, a porcentagem aumentou para 41% para elas, em comparação com 22% para os homens em 2020, em relação a 2019. Outra pesquisa realizada em 2021 pela Aliança Empreendedora mostra que as mulheres foram mais as prejudicadas nos negócios durante a pandemia e, consequentemente, estão mais vulneráveis. Ou seja, conhecer e ter experiência na área de atuação do negócio é
Empreendedora quer alavancar startups de matcon e faturar R$ 1,8 bilhão em cinco anos

Patrícia Zanlorenci é CEO da Vellore Ventures e usa sua própria experiência no universo do empreendedorismo para potencializar o fomento a empresas inovadoras voltadas ao comércio e à distribuição de materiais de construção Empreender é usar o tempo e as suas melhores competências técnicas e comportamentais com autonomia para criar valor, assumindo riscos e aceitando desafios. Uma tarefa nada fácil, diga-se de passagem. Ainda mais em território desconhecido. Patrícia Zanlorenci já vivenciou as dores e as delícias desse universo em outro país. Ela carrega na bagagem a experiência de empreender na Itália, na posição de mentora de startups. Porém, as dificuldades de interculturalidade e de ganhar a confiança de estrangeiros não a impediram de ultrapassar e vencer as barreiras pelo caminho. Ainda mais agora, de volta às origens. Patrícia Zanlorenci é CEO da Vellore Ventures, venture builder criada a partir do Grupo Vellore. Trata-se de uma empresa paranaense que administra as marcas Foxlux e Famastil, grandes players em importação e comercialização de produtos de iluminação, materiais elétricos e ferramentas de construção, jardinagem e linha agrícola. Em parceria com a FCJ Venture Builder, ela tem como missão fomentar e alavancar startups de matcon, isto é, buscar inovações frente a um mercado resistente e supertradicional. “Hoje ele é considerado o segundo mais atrasado no Brasil, só perde para o setor de mineração”, destaca a CEO. Mas os desafios existem para serem superados. A Vellore Ventures, por sua vez, leva isso muito a sério. Afinal, o target apontado por Patrícia é alcançar um portfólio de 30 startups ao final de cinco anos, com o valor de mercado de R$ 60 milhões cada – ou seja, R$ 1,8 bilhão em mira. Em um grupo com mais de 25 anos de mercado e abertura significativa no ecossistema de startups por meio da FCJ, a meta estipulada não parece nada distante. “O maior desafio, entretanto, é mudar o mindset do mercado de matcon e encontrar 30 startups realmente comprometidas em sanar as nossas dores. Identificar startups que, de fato, resolvam as dores do mercado e convençam os futuros clientes a consumirem o produto”, ressalta a executiva. Formada em direito, administração e contabilidade, Patrícia ainda possui MBA em marketing e controladoria. Hoje, inclusive, ela lidera dois heads, com projeção de uma equipe em torno de dez pessoas. Toda a experiência vivenciada dentro e fora do território brasileiro a fizeram concluir que o segredo do sucesso no meio do empreendedorismo se volta a três aspectos: humildade, aprendizado contínuo e resiliência. “Colocar pessoas antes dos negócios, afinal de contas, tudo é sobre pessoas”, conclui.
Min. da Fazenda vai capacitar mulheres em vulnerabilidade

Programa visa auxiliar essas mulheres a conquistarem renda e autonomia financeira O Ministério da Fazenda criou o Programa Mulher Cidadã, que tem como objetivo capacitar mulheres em situação de vulnerabilidade ou risco social para que possam empreender. O programa realiza ações para auxiliar essas mulheres a obter renda e autonomia financeira, ofertar educação financeira, estimular regularização fiscal e apoiar projetos sociais focados nesse público. O propósito é levar assistência fiscal, jurídica e financeira gratuita às mulheres em risco social, microempreendedoras e produtoras rurais. “Identificar mulheres, em situação de risco e de vulnerabilidade social, interessadas em empreender, proporcionando-lhes acompanhamento e apoio, mediante a realização de ações de cidadania fiscal capazes de alicerçar um empreendimento seguro”, diz a portaria, publicada nesta segunda-feira (27). O programa será executado pelos Núcleos de Apoio Contábil, Jurídico e Fiscal (NAF) em parceria com instituições de ensino. A portaria prevê ainda doação de mercadorias apreendidas pela Receita Federal para organizações da sociedade civil, que atuam na ressocialização de presas. Conforme o texto da ação, as doações serão estimuladas e divulgadas como forma de conscientização social no combate ao contrabando, descaminho e pirataria, pela transformação do produto do crime em ação social que beneficia pessoas em situação de vulnerabilidade. O comitê gestor será formado por dois representantes da Secretaria-Executiva do ministério, da Receita Federal do Brasil, do Tesouro Nacional, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e da Secretaria de Políticas Econômicas. O grupo terá reuniões bimestrais e a participação não será remunerada.
São Paulo fica em 51ª posição entre 55 metrópoles no fomento a empreendedorismo feminino, diz estudo

Acesso restrito ao capital, poucas oportunidades de crowdfunding e número limitado de investidores estão entre os fatores críticos O fomento ao empreendedorismo feminino no Brasil está em baixa posição no cenário mundial, segundo estudo Women Entrepreneur Cities (WE Cities), da Dell Technologies em parceria com a S&P Global. São Paulo, única cidade brasileira dentre as 55 metrópoles listadas como as mais favoráveis para mulheres empreendedoras, ficou em 51º lugar, à frente apenas de Lima (Peru), Cidade do México (México), Jacarta (Indonésia) e Guadalajara (México). As três melhores colocadas são Londres (Inglaterra), Nova Iorque (EUA) e Bay Area (EUA). A pesquisa Women Entrepreneur Cities (WE Cities) é realizada com base em cinco pilares: Talento, Capital, Cultura, Tecnologia e Mercado. São Paulo caiu cinco posições em relação ao último levantamento, realizado em 2019. Os principais motivadores da queda foram o acesso restrito ao capital, poucas oportunidades de crowdfunding, número limitado de investidores e falta de grandes empresas de capital de risco. Pandemia impactou mudanças nos resultados Segundo a Dell, a pandemia apresentou consequências em algumas regiões, especialmente nos pilares de Talento e Cultura. Com o fechamento de escolas e creches, mães de crianças precisaram se desdobrar para cuidar da casa, dos filhos e do trabalho, o que dificultou avanços e melhores resultados. “A pandemia estreitou a correlação entre talento e tecnologia. Isso corresponde ao que descobrimos no Dell WE Cities Technology Deep Dive, ou seja, que as mulheres empreendedoras veem as habilidades tecnológicas como vitais, mas muitas vezes se preocupam por não terem um entendimento forte o suficiente para serem capazes de navegar na era digital”, explica Luciane Dalmolin, Diretora de Vendas para Pequenas Empresas da Dell Technologies no Brasil. Futuro pode ser promissor Apesar de, neste momento, o recorte se mostrar pouco animador para o empreendedorismo feminino no Brasil, há um farol que pode guiar novos negócios comandados por mulheres. Em quantidade, o público feminino vem ganhando cada vez mais espaço no cenário empreendedor O Brasil se tornou o sétimo país com o maior número de mulheres empreendedoras no mundo desde 2020. Dos 52 milhões de empreendedores, 30 milhões são mulheres, correspondendo a 57%. Com relação às Microempreendedoras individuais (MEIs), as mulheres representam 48%, em referência por categorias como alimentação, moda e beleza. Além disso, a representatividade feminina em cargos de liderança e diretoria de grandes empreendimentos vem crescendo nos últimos anos, o que pode sinalizar maiores oportunidades e abertura para as mulheres no universo dos negócios.
BNDES quer criar fundo para empreendedoras em parceria com Alemanha

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) criou, em parceria com o banco de desenvolvimento alemão KfW e da agência alemã de cooperação internacional GIZ, um grupo de estudos para avaliar a implementação de um fundo de financiamento para mulheres empreendedoras. A iniciativa tem foco em micro, pequenas e médias empresas. O grupo de estudos também tem a participação de integrantes do governo brasileiro e alemão. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, se reuniu na última 2ª feira (30.jan.2023) com a ministra federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha, Svenja Schulze, e com representantes do banco KfW e da Embaixada da Alemanha. A reunião foi realizada em meio à visita do primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz, ao Brasil. Depois da visita, o país europeu anunciou a liberação de mais de R$ 1,1 bilhão destinado a ações ambientais no Brasil nos próximos dias. Entre os recursos doados, está o repasse de € 35 milhões para o Fundo Amazônia, cerca de R$ 193 milhões na cotação atual. O governo alemão também sinalizou a distribuição de € 31 milhões (R$ 170 milhões) para apoio aos Estados da Amazônia Legal na implementação de ações para uma maior proteção florestal.
Itaú emite R$ 2 bi para apoiar empreendedoras

Programa, que já apoiou 28 mil mulheres, faz parte da estratégia ESG do Itaú O Itaú Unibanco (ITUB4) comunicou ao mercado nesta quinta-feira (2) que emitiu R$ 2 bilhões em Letras Financeiras (LF) Sociais, conhecido como “social bonds”, para apoiar o empreendedorismo feminino no Brasil. Desse total, R$ 1 bilhão foi captado com a International Finance Corporation (IFC), membro do Grupo Banco Mundial, e uma segunda rodada, de mais R$ 1 bilhão, foi captada junto ao mercado. Segundo o comunicado, a operação, que foi feita sob o Framework de Finanças Sustentáveis do banco e faz parte da estratégia ESG do Itaú, conecta-se ao Programa Itaú Mulher Empreendedora, que apoia e fomenta o desenvolvimento de negócios liderados por mulheres por meio de iniciativas de aceleração e programas de capacitação e networking. “A emissão de Letras Financeiras atreladas a benefícios sociais, assim como a ambientais e de governança, reflete o nosso compromisso para geração de impacto positivo, além de evidenciar o apetite crescente dos investidores por esse tipo de título de dívida”, diz o banco. O programa já apoiou mais de 28 mil mulheres a se profissionalizarem para gerir melhor os seus negócios.
Empreendedorismo feminino: impacto para além dos negócios

Com o intuito de assumir um compromisso estratégico com o aspecto social do ESG (ambiental, social e de governança corporativa), agenda de impacto cada vez maior no valor das organizações e de contribuição comprovadamente positiva para os resultados das empresas, companhias como Coca-Cola Femsa, Fundação Visa, Ambev e Google têm voltado suas atenções ao empreendedorismo feminino, por meio de programas de capacitação e aceleração de negócios para mulheres. Ao lado de instituições de reputação sólida em torno da prática, como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME) e Semente Negócios, as empresas têm apoiado e criado iniciativas de incentivo à diminuição das desigualdades de gênero na profissão, ações que, de acordo com especialistas da área, têm potencial de transformar os negócios das empreendedoras, mas de também mudar suas comunidades e toda a sociedade. No Brasil, as mulheres empreendem tanto quanto os homens, porém, enfrentam barreiras adicionais que impedem que seus negócios avancem. Tais obstáculos vão muito além do saber fazer um plano de negócio, e incluem crenças culturais sobre os deveres delas na sociedade. De acordo com o Sebrae, 46% dos empreendimentos iniciados no Brasil são de mulheres. Já entre os empreendedores bem estabelecidos, 31% delas têm ensino superior completo, em comparação com 22% dos homens. Mesmo mais escolarizadas, elas ainda faturam menos que eles: enquanto 31% dos homens têm renda familiar acima de 6 salários mínimos, o número cai para 22% quando falamos das empreendedoras. Os desafios do empreendedorismo feminino Há fatores sociais que influenciam na jornada empreendedora das mulheres. Além dos preconceitos, elas enfrentam obstáculos culturais que impactam diretamente o sucesso de seus negócios. Menos horas dedicadas aos negócios Em primeiro lugar, as mulheres têm menos tempo para seus negócios. Por conta dos afazeres domésticos e de cuidados, que culturalmente recaem sobre as mulheres, elas passam 17% menos horas em seus negócios em comparação aos homens, uma vez que precisam trabalhar 10,5 horas a mais na semana. Empreendedorismo por necessidade O estudo “Mulheres empreendedoras e seus negócios” de 2022, realizado pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME) com o apoio da Meta e execução do Instituto Locomotiva, revela que, apesar da porcentagem de mulheres que empreendem por necessidade ser a mesma daquelas que fazem por oportunidade (46%), seus perfis são bem diferentes. Das mulheres que afirmam terem aberto seus negócios por oportunidade, 67% são das classes A e B, 65% têm ensino superior, 55% estão nos seus negócios há mais de cinco anos e 54% são mulheres não negras. Por outro lado, as mulheres que empreendem por necessidade são compostas por 71% das classes D e E, em que 56% têm formação até o ensino fundamental, 52% são negras e 51% têm negócios de até dois anos. Segmentos de pouca inovação Outro motivo para que elas faturem menos que os homens é o fato de que elas acabam empreendendo em setores como serviços domésticos, beleza e alimentação. Estas áreas, porém, não costumam envolver tanta inovação, o que resulta em negócios vulneráveis, produtos com menos valor agregado e menor faturamento. Desafios adicionais para mulheres negras Quando fatores de raça e gênero entram na conta, as discrepâncias são ainda maiores. Enquanto o rendimento médio mensal das empreendedoras pretas é de R$ 1.539, o dos homens brancos é R$2.749. Logo atrás deles, estão as mulheres brancas, com R$ 2.305, e os homens negros, com R$ 1.798, de acordo com os dados do Sebrae. Jornada tripla Mesmo com programas especializados e focados em mulheres, ainda existem obstáculos para que elas permaneçam nos cursos. Muitas empreendedoras cumprem uma jornada tripla que inclui os cuidados com a família e da casa, e não têm tempo para se dedicarem aos programas. A pandemia também afetou diretamente os negócios liderados por mulheres, uma vez que as escolas e creches fecharam. “Com a pandemia, o que era precário ficou muito [precário]. Nós tivemos um milhão a mais de empresas lideradas por mulheres que fecharam, em comparação às empresas lideradas por homens”, destaca Renata Malheiros, coordenadora do Sebrae Delas, programa focado no empreendedorismo feminino que surgiu em 2019, e, desde então, já capacitou mais de 100 mil mulheres em quase todos os estados brasileiros. O olhar das marcas Para endereçar o problema e apoiar os empreendimentos comandados por mulheres, algumas empresas têm desenvolvido programas de aceleração e capacitação para as empreendedoras. Além de abordar temas técnicos, esses projetos desenvolvem habilidades socioemocionais como liderança, autoconfiança, assertividade, negociação, persuasão e comunicação em público. As melhores formas de trabalhar essas competências, de acordo com a coordenadora do Sebrae Delas, é pela mentoria e pela criação de redes de empreendedoras. “Na mentoria, você tem um espelho, tem a inspiração. Quando elas estão em rede, as curvas de aprendizado são diminuídas, elas fazem negócios entre elas, e o que achavam que só acontecia com elas, na verdade, acontece com muitas”. Desse modo, esses programas transformam o crescimento, a competitividade e o aumento de renda dessas mulheres, mas os impactos vão muito além dos negócios. “Pesquisas mostram que, quando a mulher ganha mais dinheiro, ela tende a investir nas crianças, na família, e a comprar do seu próprio bairro. Você dinamiza economicamente as regiões”, explica Renata. Além disso, o empreendedorismo também é uma maneira de combater a violência doméstica. “Conheço várias histórias de mulheres que estavam em relacionamentos violentos e abusivos, e, com o empreendedorismo, elas conseguiram sair dessa realidade”, destaca a coordenadora. “Empreenda como uma Mulher”, da Coca-Cola Femsa O programa “Empreenda como uma Mulher”, da Coca-Cola Femsa Brasil, visa incentivar e qualificar empreendedoras ligadas ao setor de alimentação (Crédito: Conceito&Arte/ Aivan Moura) O programa “Empreenda como uma Mulher”, da Coca-Cola Femsa, visa incentivar e qualificar empreendedoras ligadas ao setor de alimentação. A iniciativa tem o objetivo de “acelerar” mulheres à frente de pequenos negócios por meio do fornecimento de treinamento sobre gestão e governança, da oferta de crédito mais barato e, em algumas situações, de aporte financeiro. A iniciativa conta com a parceria do Sebrae, da ONG Aliança Empreendedora e de algumas prefeituras, e se conecta à estratégia
Órfã devido a diagnósticos errados, ela criou startup que ajuda médicos na avaliação de pacientes

Depois de perder a mãe e o pai para doenças crônicas e contaminação nuclear, Ana Claudia Camargo fundou a edtech ITH, dedicada a formar médicos capazes de diagnosticar rapidamente; startup fatura R$ 7,6 milhões com cursos Para a goiana Ana Claudia Camargo, a separação de vida pessoal e profissional não passa de um mito. Foram, inclusive, as vivências familiares que levaram a empreendedora a decidir seus caminhos profissionais na vida adulta. Motivada pela história dos falecidos pais, vítimas de diagnósticos tardios e incorretos, ela fundou a edtech ITH, focada em ensino médico, com receitas de R$ 7,6 milhões em 2022. Quem é a empreendedora De origem simples, filha de pai mecânico e mãe dona de casa e comerciante, Ana Claudia formou-se em biomedicina após anos de percalços para concluir a graduação, a começar pelas longas caminhadas de 10 quilômetros para chegar à faculdade diariamente e a venda de bombons para pagar a mensalidade do curso. Depois de formada, concluiu mestrado e doutorado para seguir a carreira acadêmica em universidades de Goiânia, sua cidade natal, por quase uma década. Aos 27 anos, Ana Claudia ficou órfã após a morte de seus pais, ambos vítimas de doenças. Sua mãe foi diagnosticada incorretamente, o que levou a anos de tratamentos ineficientes e uma progressão de uma doença, até então, tratável. “Meus pais já eram idosos, mas a desinformação e despreparo das equipes médicas nos levaram a anos correndo de hospital em hospital, sem sucesso”, conta. Já seu pai, vítima do maior acidente nuclear do país, morreu por contaminação pelo Césio-137. Como surgiu o negócio Depois de anos fazendo como professora em cursos da área de saúde, ela decidiu abrir sua própria escola no setor. Desse esforço nasceu o Instituto Health, uma escola de cursos livres focada em formar profissionais que pudessem diagnosticar e tratar corretamente os pacientes. A empresa surgiu em 2015, à época como uma instituição focada apenas em pós-graduação, com cursos técnicos e presenciais para profissionais da saúde como fisioterapeutas, enfermeiros e nutricionistas. Entre os cursos estavam o de aplicação de medicamentos e cálculos de posologia, por exemplo. A demanda alta fez Ana Claudia dar um verdadeiro banho de loja no negócio, o que incluiu a mudança de nome, posicionamento de mercado e uma nova sede, que custou à empresa o montante de 3 milhões de reais. “O Instituto tinha um nome complicado, e não passava o que realmente precisava: a simplicidade”, diz. O Instituto Health virou ITH Pós-Graduação e, em 2021, recebeu autorização do Ministério da Educação (MEC) para atuar como faculdade. “Sempre vi a necessidade de capacitar profissionais da saúde, que careciam de mais preparo na parte comportamental e também técnica”, diz. Na sede da faculdade, Ana Claudia criou uma clínica avançada de estética e um laboratório de simulação realística para que os alunos possam treinar de procedimentos simples a cirurgias. O momento edtech Para ajudar esses profissionais a também desenvolverem uma atuação mais “humana”, a ITH passou a oferecer cursos focados em habilidades comportamentais e gerenciais. Entre os cursos estão inteligência emocional; liderança ferramentas de gestão; empreendedorismo e inovação marketing estratégico e comunicação plano de negócios e abertura de novas empresas Adicionais as novas verticais dependeu, em boa medida, de uma camada tecnológica. Em 2022, a ITH passou a adotar também a postura de edtech, oferecendo cursos à distância por meio de uma plataforma própria para educação continuada, ou seja, de cursos de extensão e que podem ser realizados a qualquer momento. Por meio do site, a plataforma oferece cursos de extensão, cursos grátis, e-books, cursos técnicos, graduação, pós-graduação e MBA. “Temos hoje o primeiro “e-commerce de saúde” do país”, diz. O novo momento como edtech foi acelerado com a pandemia. Com cursos online, a ITH passou a alcançar alunos até mesmo de outros países. “Para nós, isso foi excelente”. Sete anos após a criação, a ITH já tem alunos em 6 diferentes países e tem como expectativa alcançar 10.000 alunos até o final de 2023. O faturamento da edtech em 2022 foi de 7,6 milhões de reais, quase 20 vezes o resultado de 2015. Apostas para o futuro Para manter o ritmo de crescimento, a ideia de Ana Claudia é investir na criação de um marketplace de saúde. Nele, professores da área médica podem disponibilizar seus cursos, que passariam por uma curadoria apurada da própria ITH. Os professores também vão receber orientações sobre construção de personas e precificação dos conteúdos. A ITH também fica a cargo da produção dos vídeos e de toda a parte tecnológica da postagem das aulas. “Sabemos os desafios dos docentes nos últimos anos. O que criamos é uma oportunidade de geração de renda dentro da nossa plataforma”, diz. Fonte: Exame.com
Como estes 4 empreendedores contornaram a crise e alcançaram sucesso em 2022

O ano de 2022 foi desafiador para as donas e donos de pequenos negócios. Ainda em recuperação dos efeitos da pandemia de Covid-19 – que, vale lembrar, não acabou –, os empreendedores passaram por uma pressão provocada pela alta de inflação e perda do poder de compra do consumidor, além da escassez de insumos e do aumento de preço de matérias-primas importadas. Mesmo assim, há motivos para comemorar: a pesquisa Indicadores, realizada pelo Sebrae-SP com apoio da Fundação Seade, mostra que o faturamento das micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo aumentou em 6,6% em setembro de 2022 na comparação ao mesmo mês de 2021. Já entre os Microempreendedores Individuais (MEIs), o aumento no faturamento foi ainda maior: 12,6% no mesmo período. O grande destaque entre os setores foram o de serviços e, entre os MEIs, também o da indústria, com o comércio mantendo-se em certa estabilidade nesse período de 12 meses. Saiu na frente quem foi buscar capacitação e seguiu à risca o planejamento para se proteger das turbulências. Porém, o fator que fez a maior diferença foi a inovação: seja no investimento em digitalização ou na busca de novos produtos e serviços, pensar “fora da caixa” em 2022 se traduziu em crescimento e expansão dos negócios. A seguir, quatro empreendedores de todo o Estado, cada um de um segmento econômico, conta como foi possível crescer em 2022 e planejar um 2023 ainda melhor. Frango no Capricho Lucas Colpani Gutierrez, proprietário da Guiterrez Alimentos (Divulgação/Sebrae/SP) O produtor rural Lucas Colpani Gutierrez, de Pongaí, trabalha há quatro anos com criação de frango, depois de deixar um emprego com carteira assinada e partir para o trabalho por conta própria. “Comecei com cinco pintinhos. Fui aprendendo sobre negócios, fazendo embalagem, fiz um rótulo. Cheguei a montar um miniabatedouro aqui, mas não tinha muito conhecimento sobre as exigências”, diz. No início, ele vendia apenas frango caipira, mas, conforme as vendas foram aumentando, ele viu a necessidade de procurar o Sebrae-SP para ajudar com uma série de necessidades, que iam desde fazer uma planilha financeira até a entender melhor sobre a legislação sanitária. Com a alta nos preços provocada pela inflação nos últimos dois anos, porém, o produtor já vinha percebendo que o frango caipira não estava mais sendo rentável – além de demorar mais para estar pronto para o abate e comercialização. Foi quando surgiu a ideia de trabalhar com frango de granja, que tem custo menor para o consumidor final e permite mais giro financeiro dentro da empresa. “Passei a usar espaço em um frigorífico, procurei saber como fazia para regularizar o produto para que pudesse entrar em grandes supermercados”, conta. No início do ano, reformou uma granja que estava abandonada no município vizinho de Guarantã e acertou toda documentação. Na ponta do lápis, entraram desde itens como ventilação e cálculos para diminuir custos com produção própria de ração. Hoje, com embalagem própria, registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF) e distribuição para dezenas de pontos de venda na região, a Gutierrez Alimentos continua pensando em expansão. O plano para o ano que vem é produzir 6 mil frangos a cada 45 dias, e o produtor vê espaço até para a exportação, tudo lado a lado com o Sebrae-SP. “O produtor rural fica muito fechado, mas o negócio está da porteira para fora, é isso que a gente precisa aprender. Por isso, tudo o que o Sebrae oferece eu aproveito”, ressalta Gutierrez. Crescer não é brincadeira Lilian Miyuri Yamauchi, proprietária da Mimos para Todos (Divulgação/Sebrae/SP) Desde muito jovem, a empreendedora Lilian Miyuri Yamauchi trabalhava nos negócios da família, em ramos diversos: barraca de feira, pastelaria, distribuidora de bebidas etc. “Eu não tinha férias nem fim de semana”, lembra. Na época, a filha Isabela, que tinha quatro anos (hoje tem 11), pediu para a mãe parar de trabalhar tanto. A decisão demorou mais algum tempo a ser tomada até que, em 2018, ela deixou as empresas familiares para ficar mais tempo em casa. Formalizou-se como Microempreendedora Individual (MEI) e passou a vender brinquedos educativos e pedagógicos, uma área da qual ela sempre gostou. “Abri mais por uma ocupação mesmo, sem muito planejamento, sem estudar o mercado”, diz. Até que, no início de 2020, questões familiares a obrigaram a levar o negócio mais a sério, como uma fonte de renda de verdade. Moradora de São Vicente, Lilian investiu o pouco dinheiro que tinha em caixa em estoque e na participação em feiras para apresentar os produtos que revendia. Mas, em março daquele ano, chegou a pandemia de Covid-19 e todos os planos viraram de cabeça para baixo. Sem dinheiro, com quase nenhuma venda na loja virtual e sem perspectiva de participar de feiras, pensou até em comercializar brinquedos de marcas mais populares. Mais uma vez, a filha interveio. “Ela me lembrou que esse não era o foco”, diz Lilian. Durante os primeiros meses da pandemia, a empreendedora passou a investir em capacitação: acompanhava as lives diárias do Sebrae-SP e participou do Sebrae Delas, o que foi muito útil também para seu autoconhecimento. “No final de 2020 defini que iria começar pelo Mercado Livre. A loja virtual não trazia público. Fiz várias consultorias com o Sebrae para trabalhar com e-commerce”, conta. A partir de então, as vendas surgiram e o negócio deslanchou, crescendo 700% de 2020 para 2021. Lilian migrou para microempresa e agora já está pensando em se expandir ainda mais. Para 2023, a ideia é investir em novos marketplaces, em brinquedos inclusivos e em vendas para órgãos públicos. “Hoje 95% das minhas vendas vêm do Mercado Livre, mas estou estudando outras plataformas com taxas menores. Também tive de contratar mais gente porque não estava dando conta. Agora é hora de aumentar o faturamento”, afirma. Receita de sucesso Empreendedora Adriana Aparecida Mendes, da A’Dorada Salgados (Divulgação/Sebrae/SP) A pandemia foi um divisor de águas para milhares – ou até milhões – de empreendedores brasileiros. No caso de Adriana Aparecida Mendes, de Cubatão, a pandemia foi a diferença entre a produção de salgadinhos no “fundo do quintal”, como ela mesmo
Dona do Bis investe R$ 400 mi em programa de inclusão de fornecedores

Programa Investir com Propósito quer encontrar 20 empresas de fornecedores diversos para estabelecer negócios com a Mondelēz Brasil A Mondelēz Brasil – dona de marcas como Oreo, Bis, Club Social, Halls, Lacta, Tang e Trident – irá investir mais de R$ 400 milhões no programa Investir com Propósito ao longo de 2023 para apoiar fornecedores negros, mulheres, PCD, LGBTI+ e indígenas e estabelecer negócios. Serão selecionadas 20 companhias das seguintes cidades pernambucanas: Pombos, Caruaru, Moreno, Recife, Vitória de Santo Antão e municípios vizinhos da cidade de Vitória de Santo Antão (PE), onde está localizada uma das fábricas da companhia. As inscrições para a primeira fase vão até o dia 23/01 pelo site da Linkana. Já na segunda fase do processo, que acontecerá no dia 26/01, as empresas participantes terão a chance de fazer uma espécie de pitch comercial, onde apresentarão os negócios à diversas áreas da multinacional. O evento acontecerá na fábrica da empresa, em Vitória de Santo Antão (PE). “As companhias terão a mesma visibilidade e poderão fechar novas parcerias com essas companhias. O nosso objetivo em contratar empresas diversas é impulsionar o crescimento da Mondelēz por meio de flexibilização e inovação, que são vantagens oferecidas por esses negócios. O evento será também uma vitrine para outras oportunidades”, diz Gilson Alencar, gerente de compras da Mondelēz Brasil. Outras companhias como BRF, Fante, Nissin Foods, Owens Illinois, Pitu, Roca e Isoeste, foram convidadas e estarão presentes no evento. As empresas podem se inscrever em duas categorias diferentes: empresas diversas e empresas de economia inclusiva. Na primeira delas, o negócio deve ser ativamente administrado ou controlado por 51% de mulheres, pessoas com deficiência, LGBTQIAP+, pretos e indígenas. Já na segunda, pequenas e médias empresas devem ter faturamento anual de até R$ 360 mil para se tornarem elegíveis. Dentre as áreas de atuação das companhias participantes, estão: serviços de manutenção, saúde, meio-ambiente, segurança do trabalho, materiais de laboratórios, resíduos, engenharia, usinagem, logística, serviços gráficos, de alimentação/coffee break e de materiais de escritório. Histórico de investimentos em diversidade Segundo a Mondelēz Brasil, em 2022, foram investidos mais de R$48 milhões somente nos estados de Pernambuco, Bahia e Alagoas em contratação de fornecedores diversos, enquanto o total de investimentos para o ano foi de R$350 milhões. “Isso possibilitou entregas com mais criatividade e qualidade, favorecendo a aproximação com nossos clientes. Nossa meta é fornecer oportunidades àqueles com dificuldade em expandir seus negócios. Queremos não só gerar oportunidades, mas também impactar toda a comunidade”, diz Alencar. Apesar da iniciativa ter sido lançada em 2022, esse é o primeiro evento para contratação de fornecedores diversos. Outras iniciativas Em 2022, a Mondelēz lançou um e-book para auxiliar negóios na aplicação da inclusão de fornecedores diversos em suas instituições. Além disso, também em parceria com a Linkana, foi criado um software que mapeia e pré-certifica fornecedores diversos. Como resultado das ações de valorização de fornecedores diversos, foram contratadas 277 empresas lideradas por mulheres, 48 lideradas por pessoas pretas e 6 por PCD durante o ano passado. Para se inscrever, basta clicar aqui. Fonte: Exame.com, com reportagem de Fernanda Bastos (https://exame.com/esg/dona-da-oreo-e-bis-busca-fornecedores-negros-mulheres-pcd-lgbti-e-indigenas/)
Brasil ocupa 7a posição em ranking mundial de empreendedorismo feminino

O Brasil ocupa o 7º lugar no ranking mundial de empreendedorismo feminino. Os dados são do Instituto Rede Mulher Empreendedora, que aponta também um número superlativo em relação às mulheres gestoras do próprio negócio no Brasil: são 30 milhões de empresárias brasileiras. A busca de independência financeira e crescimento profissional é um dos motivos para essa arrancada no mercado, segundo estudo recente da Rede Mulher Empreendedora. A pesquisa também destaca os desafios a serem enfrentados no empreendedorismo feminino, como o baixo faturamento, a informalidade e a falta de conhecimento em tecnologias para alavancar os negócios, como ferramentas de redes sociais. O faturamento mensal também é uma barreira. De acordo com os índices da Rede Mulher Empreendedora, 63% das brasileiras que empreendem ganham até R$ 2.500 por mês. Por outro lado, 50% dos homens conseguem ganhar mais do que esse valor, ultrapassando a marca dos R$ 10 mil reais, enquanto apenas 38% do sexo feminino atingem esse valor. A informalidade também é uma das barreiras para as empreendedoras no Brasil. O levantamento também mostrou que o percentual de mulheres que não possuem CNPJ varia nos estados. Na região Sudeste, elas são 41%; no Sul, 43%; na região Centro-Oeste, 49%; no Nordeste, 63%; e na região Norte, 75%. Já uma outra pesquisa do Sebrae, intitulada, “Empreendedorismo Feminino no Brasil em 2021”, realizada com base nas informações disponibilizadas nos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE, o número médio de mulheres donas do próprio negócio é de 34%. Os maiores índices são no estado do Rio de Janeiro, 38%. Em seguida vem o estado de Sergipe e o Distrito Federal, com 37% e na sequência Piauí, Ceará e Mato Grosso do Sul e São Paulo com 36%. Proprietária e administradora da Pastelaria Viçosa, Patrícia Rosa Calmon assumiu o comando dos negócios há quase 20 anos. Atualmente, além de quatro estabelecimentos espalhados no Plano Piloto, distribui os produtos da marca para Brasília e entorno, empregando cerca de 150 pessoas. “O empreendedorismo feminino tem crescido muito, o mercado está muito aquecido pelas mulheres, isso é muito importante porque a gente tem percebido o quanto elas têm investido em capacitação, em novas experiências, têm sido mais arrojadas nos seus planos e propósitos. Está bem bonito de se ver esse crescimento”, destaca a empresária. “A independência é muito importante, isso para qualquer pessoa, é libertador. Daí elas passam a novos horizontes, conseguem imaginar e buscar novas oportunidades. A independência traz o crescimento, a responsabilidade que a gente precisa muito para empreender”, observa. A deputada federal Celina Leão (PP-DF), vice-governadora eleita do DF, foi a relatora da medida provisória 1116/2022, que criou o Emprega + Mulheres. Entre outras medidas, a MP propõe taxas diferenciadas para empréstimos oferecidos pelo governo federal para as mulheres empreendedoras. A parlamentar acredita que o empreendedorismo feminino traz liberdade para as mulheres. “Liberta as mulheres de qualquer tipo de situação de violência, que a mulher, quando tem uma situação financeira ajustada, ela não fica se submetendo a violências, ela liberta a mulher para realmente fazer um planejamento familiar, para estruturar a educação dos seus filhos, para estruturar realmente onde ela está e onde ela quer chegar”. Ainda de acordo com dados da Rede Mulher Empreendedora, o desemprego e a falta de renda durante a pandemia impulsionaram 26% das mulheres a dar o pontapé inicial no seu negócio. A pesquisa aponta ainda que 77% delas avaliam que são total ou parcialmente independentes do ponto de vista financeiro.
Dia do Empreendedorismo Feminino: 8 mulheres no Venture Capital

As mulheres ainda são uma minoria no mundo das startups e da inovação. Isso é verdade não só quando olhamos para quem cria empresas empresas, como também do outro lado da mesa, assinando os cheques. Há poucas mulheres investidoras no venture capital. Nos Estados Unidos, as mulheres ocupam apenas 15.4% dos cargos de general partners de VCs, de acordo com dados do Pitchbook. No Vale do Silício, a proporção de GPs do sexo feminino aumentou de 15,4% para 17,1% entre 2020 e 2021, um avanço importante, mas ainda pequeno. Na contramão dessa realidade, investidoras e lideranças femininas vêm ganhando mais espaço e destaque no setor – e assumem um papel significativo para transformar o perfil do ecossistema. Segundo o Pitchbook, estudos sugerem que as fundadoras de startups tendem a procurar investidores do sexo feminino na hora de buscar aporte, e que as chances de uma empresa fundada por mulheres levantar capital com sucesso podem aumentar com uma investidora na mesa de negociação. Em homenagem ao Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, conheça, a seguir, 8 mulheres investidoras que estão mudando a cara do ecossistema no Brasil e apoiando as fundadoras de startups em suas jornadas. 1. Itali Collini, Potencia Ventures Foto: Divulgação Com 10 anos de experiência no mercado financeiro, Itali Collini é diretora da Potencia Ventures e tem passagem pelo fundo de venture capital 500 Global, onde atuou como diretora de operações no Brasil e diretora de estratégia e inovação na América Latina. Como investidora-anjo, seu foco é apoiar startups fundadas por mulheres, pessoas negras, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência que construam soluções para mercados promissores e usuários sub-atendidos. Seu portfólio inclui as startups Feel, Lady Driver, Gestar, Amyi, entre outras. Itali é investidora-anjo associada na FEA Angels e angel fellowship na Latitud, além de conselheira na Wishe – Women Capital e mentora na B2Mamy e na Associação Brasileira de Startups. 2. Gabriela Toribio, Wayra Brasil Foto: Reprodução LinkedIn Ex-gerente de inovação e consultora sênior na Votorantim, Gabriela Toribio passou os últimos 3 anos como chefe de capital de risco da empresa siderúrgica brasileira Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Hoje, ela é managing director na Wayra Brasil, hub de inovação aberta e fundo de investimento corporativo do Grupo Telefônica. Também à frente do Vivo Ventures, Gabriela é responsável por liderar o desenvolvimento do fundo, que tem capital comprometido de R$ 320 milhões para investir em startups em crescimento. A executiva é empreendedora e fundadora da Alimentos da Vila, que busca promover e expandir o acesso à alimentação saudável. Gabriela atua como coordenadora do comitê de CVC da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (Abvcap) e é professora da Fiap, onde leciona sobre empreendedorismo. 3. Luana Ozemela, iFood, BlackWin e DIMA Consultoria Foto: Reprodução/LinkedIn Em junho deste ano, Luana Ozemela lançou a BlackWin, primeira plataforma de investidoras-anjo negras do Brasil. Com ela, Luana busca apoiar mulheres negras a se tornarem investidoras-anjo e a se conectar ao ecossistema de inovação. Os aportes são direcionados a negócios liderados por pessoas negras, fomentando empreendedores e a promoção da equidade racial. Além da BlackWin, Luana é cofundadora e CEO da DIMA Consultoria, empresa de desenvolvimento econômico e social estabelecida no Brasil e no Qatar. A executiva é vice-presidente in Residence do iFood no Brasil e ex-funcionária do BID, em Washington D.C., nos Estados Unidos. Ao longo de sua carreira, Luana nteragiu com dezenas de governos, doadores, investidores e ONGs nos EUA, na América Latina, África e no Oriente Médio. 4. Camila Farani Foto: Divulgação Empresária, empreendedora e investidora serial, Camila Farani é muito mais do que é um dos “tubarões” do Shark Tank Brasil. Considerada uma das 500 pessoas mais influentes da América Latina segundo a Bloomberg Línea, ela é sócia-fundadora da boutique G2 Capital, membro do conselho de administração do PicPay e sócia e investidora da Play9, estúdio de conteúdo e maior network do YouTube do Brasil. Além disso, Camila é cofundadora do Mulheres Investidoras Anjo (MIA), um movimento de fomento ao investimento anjo feito por mulheres, e fundadora do Ela Vence, plataforma criada para apoiar o desenvolvimento de lideranças femininas. Como investidora, seu portfólio conta com mais de 45 startups e R$ 35 milhões entre aportes individuais e com co-investidores nos últimos 10 anos. 5. Silvia Motta, Movile Foto: Reprodução/LinkedIn Com mais de 10 anos de experiência em diversos setores como educação, private equity, startups e consultoria de gestão, Silvia Motta tem passagens pela consultoria McKinsey & Company e Eleva Educação, e assumiu a posição de diretora de estratégia da The Coca-Cola Company no Brasil. Hoje, ela é diretora de investimentos da Movile e compõe os conselhos da Sympla, Afterverse, Mensajeros Urbanos e Sandbox & Co. Considerada uma das Top Women Investors na América Latina pela LAVCA, Silvia tem uma experiência prévia como empreendedora e fundadora da Ventus Learning, uma startup de educação online. 6. Laura Constantini Foto: Reprodução/LinkedIn Laura Constantini é sócia e cofundadora da Astella, gestora brasileira de venture capital que investe em empresas em estágio inicial. Ela já fez parte do conselho de empresas como Omie, Kenoby, e Skore, e hoje integra o board do JOTA e Sled. Além disso, Laura é conselheira na Endeavor, onde tem a oportunidade de apoiar outros empreendedores no ecossistema. Antes de chegar ao venture capital, ela escolheu o caminho das finanças. Formou-se em administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e chegou ao Banco Santander no Brasil e em Nova York, onde foi research analyst. A mudança de carreira veio em 2005, quando entrou para o time da Cicerone Capital para trabalhar com fusões e aquisições. Foi trabalhando próxima ao venture capital que ela descobriu sua vocação, unindo seus conhecimentos de finanças com a visão humana. 7. Flavia Mello Foto: Reprodução LinkedIn Ao lado de Erica Fridman Stul, Mariana Figueira e Jaana Goeggel, Flavia Mello fundou o Sororitê, rede de investidoras-anjo que tem como objetivo fornecer acesso à fundadoras de startups, além de um espaço para troca e aprendizados. A executiva já investiu em diversas empresas com liderança feminina, incluindo a Feel, Herself, Holistix, Todas Group, SafeSpace, Oya Care, HerMoney e Se Candidate, Mulher!. Ao longo de sua trajetória, Flavia foi gerente sênior de vendas no Uber e client partner no Facebook. Além das big techs, ela trabalhou AllWomen, plataforma global para treinar, transformar e empoderar mulheres em tecnologia, como freelancer. 8. Jéssica Silva Rios, BlackWin Foto: Divulgação Jéssica Silva Rios já foi sócia e head de gestão de impacto social da Vox Capital, primeira
Dia do Empreendedorismo Feminino: 5 fundadoras de startups

Neste sábado (19) é comemorado o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino. A data foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) com o objetivo de evidenciar e valorizar o protagonismo feminino no mercado empresarial. O fato é que o ambiente empreendedor ainda impõe diferentes desafios para as mulheres em relação aos homens: poucas lideranças femininas; diferença de remuneração salarial; jornada tripla e pouco incentivo e investimento das instituições. Estudo reafirma a diferença Segundo o estudo “Aceleradoras como Líderes da Equidade de Gênero”, organizado pelo Impact Hub e pela INCAE Business School, esse déficit de profissionais mulheres na área de tecnologia, por exemplo, é refletido nos programas de aceleração de startups, já que muitos investidores estão menos propensos a apoiar empresas tradicionais que, segundo o levantamento, é onde a maioria das mulheres empreendedoras se encontra. Apesar disso tudo, a presença feminina é marcante em todos os tipos de empreendedorismo, do mais tradicional ao mais inovador. É exatamente o que aponta Gabriela Werne, CEO do Impact Hub Floripa. “No Impact Hub Floripa, lidamos com negócios tradicionais, por meio da Chamada de Impacto, por exemplo, e com iniciativas mais inovadoras, como o InovAtiva de Impacto, que coexecutamos juntamente a Fundação Certi. Em todos os espectros, o público feminino se destaca. Na Chamada, 70% do público atendido são mulheres. Se elas têm uma força empreendedora tão forte, programas de aceleração precisam prestar atenção ao que esse público tem a ensinar e, principalmente, a aprender”, afirma a CEO. Acompanhe cinco histórias de mulheres que venceram no ambiente masculino do empreendedorismo de tecnologia. Uma edtech focada no ensino de idiomas para empresas Nascida em Paris, Alexandrine Brami iniciou sua jornada empreendedora em 2007, depois de cinco anos residindo no Brasil e uma carreira universitária dedicada às ciências políticas. Hoje, com 45 anos, está à frente da Lingopass, edtech focada no ensino de idiomas para empresas. Estudo reafirma a diferença Segundo o estudo “Aceleradoras como Líderes da Equidade de Gênero”, organizado pelo Impact Hub e pela INCAE Business School, esse déficit de profissionais mulheres na área de tecnologia, por exemplo, é refletido nos programas de aceleração de startups, já que muitos investidores estão menos propensos a apoiar empresas tradicionais que, segundo o levantamento, é onde a maioria das mulheres empreendedoras se encontra. Apesar disso tudo, a presença feminina é marcante em todos os tipos de empreendedorismo, do mais tradicional ao mais inovador. É exatamente o que aponta Gabriela Werne, CEO do Impact Hub Floripa. “No Impact Hub Floripa, lidamos com negócios tradicionais, por meio da Chamada de Impacto, por exemplo, e com iniciativas mais inovadoras, como o InovAtiva de Impacto, que coexecutamos juntamente a Fundação Certi. Em todos os espectros, o público feminino se destaca. Na Chamada, 70% do público atendido são mulheres. Se elas têm uma força empreendedora tão forte, programas de aceleração precisam prestar atenção ao que esse público tem a ensinar e, principalmente, a aprender”, afirma a CEO. Acompanhe cinco histórias de mulheres que venceram no ambiente masculino do empreendedorismo de tecnologia. Uma edtech focada no ensino de idiomas para empresas Nascida em Paris, Alexandrine Brami iniciou sua jornada empreendedora em 2007, depois de cinco anos residindo no Brasil e uma carreira universitária dedicada às ciências políticas. Hoje, com 45 anos, está à frente da Lingopass, edtech focada no ensino de idiomas para empresas. Em 2002, Brami já se dedicava a um doutorado na Sciences Po, o prestigioso instituto de Paris que formou os últimos dois presidentes da França, e tinha um currículo como acadêmica em diferentes universidades francesas. Em 2007, fundou o Ifesp, uma escola de francês e português para estrangeiros na Faria Lima que treinou mais de 25 mil alunos. Junto a outra sócia, foi responsável por toda a criação, estruturação e consolidação da empresa, financiada por bootstrapping. Alexandrine Brami Foto: Rogério Albuquerque Com o crescimento do interesse do público no ensino online, pivotou o negócio, se voltando para os clientes corporativos de forma integral — dando início à Lingopass. “Optei por trilhar uma carreira empreendedora na área de educação, onde tinha expertise e experiência bem sucedida. Naquela época, o empreendedorismo no Brasil estava longe de chamar tanta atenção como hoje. Enfrentávamos muito mais dificuldades para tirar do papel um negócio”, relembra. “Não sabia que levaria 14 anos para sair do modo ‘sobrevivência’ e não pensava nos sacrifícios que deveria fazer. Se soubesse, talvez não teria continuado. Minha vida como doutoranda na França era muito confortável, mas no fundo, acho que minha alma sempre foi empreendedora”, diz Brami, por entender que sempre compartilhou de características comuns aos empreendedores de forma natural, desde a infância. Uma mulher no canteiro de obras A engenheira civil Paula Lunardelli é uma das mulheres que estão à frente da inovação em um mercado majoritariamente masculino. A co-fundadora e CEO da startup Prevision, plataforma líder mundial em planejamento lean de obras, fundou a plataforma em 2017, junto aos três sócios, depois de perceber que, para a área ganhar sustentabilidade, era preciso investir em planejamento. Em 2019, tomou posse como diretora da Vertical Construtech da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), assumindo o cargo de vice-presidente de ecossistema da organização este ano. Paula Lunardelli Foto: Arquivo Pessoal Hoje, contam com um time de 100 pessoas, 2,5 mil projetos em mais de 100 cidades do país, mas a trajetória não foi sempre marcada por conquistas. Enfrentou a primeira crise da empresa um ano depois de iniciar as operações. Ao longo de 2018, a empresa seguia apenas com os recursos dos sócios. “Estávamos com 27 clientes, mas mesmo assim precisei vender meu apartamento. Fomos dessa forma até o final do ano, achei que não daria mais conta”, compartilha a empreendedora. Presença feminina com sotaque francês Cientista e PhD em Farmácia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Betina Zenetti Ramos considera determinante a trajetória como pesquisadora para o sucesso como empreendedora. Betina iniciou a carreira na academia, especializou-se e estudou em entidades como a Université Bordeaux, na França, e tornou-se referência em pesquisa sobre nanotecnologia no Brasil. Hoje, é diretora do Grupo
Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino: elas podem tudo

Neste sábado, 19 de novembro, é celebrado o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino. Instituída pela Organização Nacional das Nações Unidas (ONU), a data é uma oportunidade para refletir e traçar estratégias que fomentem a participação das mulheres nos negócios. Mesmo com escolaridade avançada, a taxa de mulheres que empreendem ainda é menor que a dos homens, assim como a renda média obtida em seus empreendimentos. De acordo com Edleide Alves, gerente adjunta de Relacionamento com o Cliente do Sebrae, alguns fatores estruturais da sociedade explicam esses números. “A múltipla jornada, na qual a mulher é mãe, esposa, dona de casa e profissional, o sexismo, as crenças limitantes: ‘não sou boa no que faço, não sou boa com números’, entre outros preconceitos afetam diretamente a motivação e a atuação das mulheres como empreendedoras”, indica Edleide. Apesar disso, há avanços quanto ao empoderamento feminino através do empreendedorismo. Em 2018, de acordo com o estudo, o índice de mulheres que recebiam mais de 3 salários-mínimos era de 29%, no ano passado saltou para 46%, mesmo com o impacto gerado pela pandemia. “O empreendedorismo representa uma realização para a mulher em vários aspectos, mesmo com as dificuldades, que não são poucas, elas têm se mostrado motivadas a empreender e alcançar a independência financeira”, observa a gerente. “Habilidades como planejamento, gestão de tempo, liderança, mediação de conflitos, busca constante por conhecimento, trabalho em rede e cooperação são genuínas em negócios criados por mulheres”, completa Edleide. Sagacidade feminina Carol Debus é uma dessas mulheres que venceram as adversidades “invisíveis”, optaram pelo empreendedorismo e experimentam sucesso na jornada. À frente da @Ki.monaria há dois anos, a empresária fundou a loja de roupas femininas confortáveis durante a pandemia, mesmo com as adversidades. “A múltipla jornada estava presente, sou mãe de um menino de 11 anos, esposa, estava passando por uma transição de carreira e montei o negócio dentro da minha casa”, relembra ela. A Ki.monaria nasceu de forma artesanal, com Carol costurando roupas para usar em casa. A família, amigos e pessoas mais próximas viram as peças e fizeram as primeiras encomendas. Ela ainda dava aulas de moda em uma universidade e traçava planos para sair dessa área. “Quando as encomendas começaram a aumentar, me deu um estalo e eu pensei: é isso! Os quimonos são peças que abraçam, que trazem conforto e não podia ter momento mais oportuno do que a pandemia”, comenta. Hoje a Ki.monaria já tem espaço em collab com lojas físicas em diversos estados, vende pelo site, Instagram e Whatsapp. No entanto, Carol recorda que o caminho não foi fácil e se considera uma “empreendedora em crescimento com sucesso”. “Eu comecei com 39 anos, já com uma carreira consolidada como professora, não foi fácil. Tive que vencer muitas inseguranças. Uma das primeiras coisas que fiz, ainda em 2020, foi buscar o Sebrae. Participei do Sebrae Delas nos dois anos seguintes, fiz Empretec, consultorias, participei de palestras. Eu sabia muito de moda, mas não tinha conhecimento sobre marca, posicionamento, estratégias digitais”, relembra ela. Eventos A empresária é uma das finalistas do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios que terá a premiação revelada no próximo dia 23 de novembro. A iniciativa reconhece, dá luz e visibilidade para milhares de histórias de sucesso lideradas por mulheres. Desde a primeira edição em 2004, 80 mil empreendedoras já participaram. O Prêmio será transmitido online nas redes sociais do Sebrae. Neste mês de novembro, ainda em comemoração ao Dia do Empreendedorismo Feminino, a Semana Global de Empreendedorismo acontece entre os dias 14 e 20 de novembro destacando a jornada das mulheres empreendedoras com o tema: A igualdade no empreendedorismo reduz a desigualdade. O evento reúne empreendedores e especialistas de 180 países com ampla programação que pode ser conferida aqui. Empreendedorismo Feminino na SGE O Empreendedorismo Feminino é um dos temas centrais da 15ª edição da Semana Global do Empreendedorismo (SGE), que é considerado o maior evento dedicado a quem empreende em mais de 180 países conectados ao redor do mundo. No Brasil, a SGE acontece entre 14 e 20 de novembro com expectativa de mobilizar todo o país com ampla programação durante o mês inteiro. Para participar, basta se cadastrar na página oficial da SGE. Empreendedorismo Feminino X Pandemia Estudo feito pelo Sebrae, a partir da Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), mostram que, em 2021, a taxa de empreendedorismo entre mulheres é de 24,6%. Já a dos homens chega a 36,5%. Sendo que 65% dos empreendedores do sexo masculino ganham mais de 3 salários-mínimos com seus negócios e somente 46% das mulheres alcançam essa margem. Um levantamento feito pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas desde o início da pandemia do coronavírus apontou que 52% das micro e pequenas empresas lideradas por mulheres paralisaram “de vez” ou temporariamente as atividades. No caos dos homens, o número foi de 47%. Além disso, a proporção de empresas com dívidas em atraso também é maior entre elas: 34%, contra 31% deles. Com informações da Agência Sebrae
Fundação Estudar distribui 100 bolsas para empreendedoras da periferia

A Fundação Estudar acaba de lançar o programa “Elas que Saltam”, que visa acelerar o empreendedorismo feminino nas periferias do Brasil. O programa concederá 100 bolsas de estudo de 100% para a edtech Escola de Liderança, que tem como objetivo ajudar na evolução da carreira de empreendedoras periféricas. A Escola de Liderança é uma plataforma virtual de ensino e aprendizagem com foco no desenvolvimento profissional, aprimoramento de competências, lideranças, autoconhecimento e inteligência emocional. As inscrições para o programa estarão abertas até o dia 25 de novembro. Na Escola de Liderança são oferecidas trilhas de conteúdo adequadas para diferentes momentos de carreira. Ao concluir as 50 horas, a participante traça seus objetivos, consegue fazer seu mapa de cultura no trabalho, conhece as oportunidades existentes de carreira e define o rumo de sua carreira. “Por meio da plataforma da Escola de Liderança, a candidata do programa ‘Mulheres que Saltam’ poderá acelerar a expansão de sua carreira e de seu negócio ao criar um plano personalizado de desenvolvimento, aprender sobre produtividade e desenvolver inteligência emocional para se preparar para obstáculos e cruzar caminhos com lideranças inspiradoras”, diz Anamaíra Spaggiari, diretora-executiva da Fundação Estudar. As três primeiras candidatas que conquistarem a bolsa, finalizarem a trilha de conteúdo da Escola de Liderança receberão uma nova bolsa para o curso Premium Liderança Transformadora, que visa ajudar a desenvolver as habilidades de pensar e agir como uma Líder para gerar grandes realizações e se destacar em qualquer setor. No Brasil, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), no terceiro trimestre do ano passado, o número de mulheres empreendedoras chegou ao seu menor patamar histórico, representando apenas 34% do total de empreendedorismo brasileiro. Deste total, 38% vivem nas periferias das cidades, de acordo com a sétima edição da Pesquisa Anual sobre Empreendedorismo Feminino, realizada pelo Instituto RME, em parceria com o Instituto de Pesquisa Locomotiva e apoio da Meta/Facebook. O programa é voltado para quem possui um pequeno negócio e deseja buscar meios para ampliar o alcance e o lucro já obtido. Além disso, é direcionado também à quem busca capacitação e formação para avançar e gerar ainda mais transformações com a empresa. Fonte: Bússola/Exame (https://exame.com/bussola/fundacao-estudar-distribui-100-bolsas-para-empreendedoras-da-periferia/)
Empreendedora ‘salva’ casa de Vinicius de Moraes e incrementa negócio hoteleiro

“A vida é a arte do encontro”. O verso de Vinicius de Moraes em Samba da Benção representa bem a trajetória pessoal e empreendedora de Renata Proserpio. Paulista com alma baiana, ela se estabeleceu em Salvador após conhecer o marido no carnaval da Bahia. Anos depois, no segmento da hotelaria, salvou da destruição a casa onde o poeta morou, agregou o imóvel ao empreendimento dela e se reposicionou no mercado com o turismo de experiência. Renata Proserpio comprou a casa de Vinicius de Moraes em Salvador e integrou o imóvel ao hotel dela (Foto: Luisa Proserpio) Foi em 1992 que o Mar Brasil Hotel, com 20 apartamentos, abriu as portas em frente à praia do Farol de Itapuã. O empreendimento foi instalado no terreno ao lado da casa onde o compositor morou por sete anos com a atriz Gessy Gesse, última mulher dele. “Esse hotel fez logo muito sucesso, porque era intermediário entre os hotéis de luxo e as pousadas mais simples que não ofereciam o mínimo de conforto que o público solicitava, sobretudo o paulista”, diz a empresária. Hotel de frente para o mar tem 76 quartos divididos em três categorias (Foto: Darío G. Neto/ASN Bahia | reprodução) Influenciada pela poesia e bossa nova do artista, Renata, de 66 anos, conta que sempre olhou para a moradia vizinha com muita emoção e não hesitou quando, em 2000, o imóvel foi colocado à venda. Ela lembra que a intenção de um dos compradores era demolir a casa histórica, construída em 1974, para fazer um condomínio frente ao mar. Inadmissível. Ela e o marido juntaram as economias, venderam imóveis em São Paulo e compraram a residência. Foi assim que eles salvaram a casa de Vina, como o poeta era conhecido, e mantiveram viva a memória de um dos principais compositores da música popular brasileira. Novos encontros Em 2005, a arte do encontro se materializou outra vez. A filha de Renata, na época com 13 anos, estudava na mesma escola que a neta de Gessy e foi por intermédio das adolescentes que ambas se conheceram. Juntas, elas começaram a aprimorar o ambiente a partir das memórias da atriz, que contou sobre as frequentes visitas de amigos à casa, como Toquinho e Dorival Caymmi, as festas, o local e a posição de cada móvel. A atmosfera também foi incrementada com objetos originais do casal, como roupas e manuscritos. “Ela tinha guardado bilhetes, cartas, dedicatórias que Vina tinha feito para ela.” A partir dali, o local virou um museu e, depois, o muro que separava o hotel da casa caiu por terra e a integração aprimorou o negócio. Em 2018, a suíte que servira de ninho para Gessy e Vinicius foi reconstituída e passou a ser disponibilizada para hospedagem. O ambiente reserva itens originais, como a cama de metal, que Renata descobriu em um antiquário, e azulejos do artista Udo Knoff. Uma banheira nova foi colocada na mesma posição da antiga. Suíte no Casa Di Vina Boutique Hotel tem cama original de Vinicius de Moraes (Foto: Darío G. Neto/ASN Bahia | reprodução) Um dos arquitetos que construiu a moradia foi chamado para pontuar algo que tivesse sido modificado para que voltasse à origem. Cenógrafos de Salvador voltados a recriar ambientes também foram contratados para remontar os espaços da casa, e uma releitura poética foi feita a partir da descrição de poetas convidados sobre cada canto do imóvel. Reposicionamento de marca No ano passado, os proprietários completaram um projeto de transformar o Mar Brasil Hotel na Casa Di Vina Boutique Hotel. Quem se hospeda ali aproveita para conhecer a história do poeta por meio de fotos, objetos e descrições do lugar. A varanda que um dia recebia os amigos de Vinicius hoje é o restaurante da hospedaria. Num andar acima, a sala abriga a máquina de escrever original do artista. “A gente proporciona ao hóspede essa mesma experiência (que Vinicius teve), de estar na banheira com o olhar perdido no encontro do céu com o mar”, diz Renata. ”Essa é a proposta do hotel, ter experiência de conforto, de estar em frente ao mar, mas também de estar na casa do poeta e vivenciar essa história.” O hóspede aproveita a boa gastronomia, unindo a cozinha mediterrânea com a baiana, inclusive com receitas ensinadas por Gessy, arte e poesia em um ambiente tranquilo e relaxante. “Isso trouxe uma graça a mais ao serviço.” O reposicionamento obteve resposta rápida do público, com aumento da demanda dentro da tendência do turismo de experiência, que preza pela imersão do visitante. “É um privilégio poder ajudar a manter a memória do Brasil, da MPB e proporcionar essa experiência que as pessoas ficam com lágrima nos olhos. Do ponto de vista do negócio, é algo que agrega muito valor”, diz a empresária. Ela conta que a suíte é bastante concorrida, buscada principalmente para celebrar o amor nas mais diversas formas: um aniversário de casamento, noite de núpcias, um reencontro ou mesmo fãs que desejam ficar onde Vinicius dormiu. “Nós verificamos uma oportunidade de ocupar um nicho de mercado que não era ocupado, mas era muito buscado, sobretudo pelo público corporativo”, afirma. Para Renata, o principal desafio do empreendedor hoje é se renovar e ter capacidade de redefinir o negócio o tempo todo, em função das mudanças do mercado. “O perfil do consumidor vai mudando. Durante a pandemia, teve muito público regional, dos Estados limítrofes, que vinha de carro. Agora, estamos vendo o público doméstico voltando, ainda não no mesmo nível que víamos antes. E o internacional está voltando de forma muito tímida”, analisa. O hotel tem 76 quartos divididos em três categorias e tem uma média mensal de ocupação de 76%, sendo que em janeiro atinge a totalidade. Fonte: O Estado de S. Paulo
Ex-executiva de multinacional deixa cargo para empreender

Com mais de 20 anos de carreira e sucesso na área de tecnologia de grandes multinacionais, Denise Oliveira, sempre quis ter uma vida independente. E após descobrir que sua mãe estava doente e por conta da sua saúde também, resolveu pedir demissão e se cuidar. Em entrevista ao Empreendacast, Denise conta que apesar de gostar do trabalho que desenvolvia nas empresas, ela conta que precisava se adaptar a políticas internas, para conseguir crescer profissionalmente. Após passar por momentos difíceis e perceber que o trabalho estava a deixando doente, em 2019 ela decidiu pedir demissão para empreender. “Eu não vejo problema em dizer isso, mas eu finalizei meu ciclo na empresa tomando remédio antidepressivo todos os dias. Eu era miseravelmente infeliz”, comenta. Com isso, aos 44 anos, Denise fundou a Fitinsur, a primeira empresa da América Latina que recebeu a classificação de “insurtech as a service”. Com experiência em tecnologia e plataforma digitais, conecta empresas e seguradoras para facilitar o acesso e a venda de seguros. Com o objetivo de acelerar o ecossistema de seguros. “Construímos uma empresa que tinha na nossa cabeça, uma empresa horizontal. Onde não tinha isso de chefe, sem cobrança. A pessoa só precisa executar e entregar o projeto”. Denise conta que está realizada com a sua vida profissional. “Agora eu trabalho em casa de moletom e camiseta e sou feliz. As pessoas são felizes em trabalhar na Fitinsur. E é muito bom trabalhar com pessoas mais novas”. Para ouvir toda o programa do Empreendacast na íntegra, acesse: https://open.spotify.com/episode/2V21u6rEI1TMnNWdXXCesi
Consultora dá dicas para quem quer empreender no ramo da gastronomomia

Segundo o Estudo Empreendedores 50+, o futuro do Brasil, a área de alimentação, inclusive gastronomia, é um dos setores mais atraentes para quem deseja empreender, principalmente na maturidade. Isso porque muitas pessoas aproveitam suas habilidades culinárias para abrir seu próprio negócio. Vera Araújo, profissional de mais de 25 anos de atuação em negócios gastronômicos, CEO da consultoria VA Gestão de Negócios, muitas vezes a pessoa faz algum prato ou quitute que é muito elogiado pelos amigos ou família e vê nisso uma oportunidade de negócio. Mas também há aqueles que, por necessidade, precisam gerar uma fonte de renda e veem na preparação de alimentos um caminho mais fácil. No entanto, a especialista enfatiza que, apesar de saber cozinhar ou ter algum especialista para assumir as panelas ser essencial para empreender na gastronomia, não é o suficiente. “Gerir um negócio é complexo e requer mais que talento culinário. É preciso desenvolver técnicas e habilidades de gestão para ganhar dinheiro com a nova atividade. Engana-se quem pensa que, por que o negócio é pequeno, a gestão não é importante”, comenta. Criada por uma mulher negra, a VA Gestão e Negócios é uma consultoria com um olhar 360º para a gestão, atuando em todas as áreas de um empreendimento gastronômico, do planejamento, gestão e marketing ao operacional. Entre os principais clientes estão o Itaú, Vaca Véia, Brodo Ristoranti, Madureira, Cozinha de Afeto e Cosy. A especialista explica que antes de decidir entrar nesta área, é preciso estudar o mercado do produto ou serviço que será ofertado, a fim de entender como ele funciona, quais os melhores fornecedores, embalagens adequadas etc. Outras questões a serem feitas são acerca do ponto onde o negócio estará inserido, independentemente de ser físico ou delivery. “Qual o poder aquisitivo do público deste local, qual o perfil de consumo dessas pessoas, o que eles esperam do seu produto? Tudo isso é primordial para decidir o que vender e como apresentar o produto”, comenta. Essa análise também é importante para definir o formato do negócio, pois nem sempre ter um ponto físico é uma boa ideia para quem está iniciando. “Hoje em dia, com opções de plataformas de delivery, é possível começar um empreendimento com um investimento baixo. Mas até para escolher em qual ou quais dessas plataformas investir, é preciso conhecer bem o público-alvo”, completa. A consultoria também tem como um dos seus princípios a diversidade, por acreditar que as diferenças são um ingrediente essencial para a construção de um negócio inovador. Comandada por mulheres que enfrentam diariamente as dificuldades de estarem inseridas em uma área que ainda é predominantemente masculina, conta ainda com expertises de chefs de cozinha, que atuam de forma autônoma.
Administradora lança HRTech para ajudar empresas em recrutamento e seleção

Com vasta experiência no mundo corporativo, Telma Rosseti sempre sentiu a necessidade de abrir seu próprio negócio e de ajudar as pessoas de alguma forma. Após 20 anos atuando em diversas empresas, mas sempre na área de Recursos Humanos, ela percebeu que era a hora de empreender. Aos 30 anos de idade, ela não hesitou e foi atrás do seu sonho. “Antigamente, ver um profissional mudando de emprego ou carreira era considerado algo muito arriscado, ainda mais depois dos 30 anos. Temos que quebrar esse paradigma de que empreender é só para os mais novos”, comenta. Telma foi a entrevistada do primeiro episódio do Empreendabilidade Podcast, onde contou que sempre sentiu muita vontade de ser empreendedora e que desenhou o projeto ao longo da vida, com influência de familiares, mas sempre com o desejo de oferecer toda a expertise a favor de ajudar o próximo. “Me considero empresária desde os meus 14 anos, onde ajudava meu pai no caixa do comércio”, comenta. Após muitos estudos, ela abriu a TalentoTech, uma “HRTech” que apoia as empresas em todos os seus projetos de Recursos Humanos e tem como principal objetivo conectar talentos e empresas através da inovação aberta, aceleração criativa e um ecossistema colaborativo. A TalentoTech é uma única startup do segmento que é uma Universidade Colaborativa e tem como propósito antecipar demandas e acelerar a capacitação de jovens ao mercado de TI. O recrutamento e seleção da TalentoTech tem como proposta ajudar as empresas a encontrarem um profissional bom e em pouco tempo. Telma também atua como coaching de carreira e acredita que não tem idade certa para se reinventar ou seguir algum sonho. “Durante o processo de coaching, o profissional vem me procurar justamente para despertar essa vontade que está dentro dele e entender o que de errado está acontecendo e qual caminho seguir”, comenta.
“Filha de faxineira” cresceu no mercado financeiro, virou empreendedora e palestrante

A empresária Dirlene Silva, construiu sua carreira de mais de 30 anos no mundo coorporativo em diversos segmentos. Ela carrega uma lista interminável de crachás, mas o que mais tem orgulho de ostentar é o de “filha de faxineira”: a menina que saiu da periferia de Porto Alegre para se tornar uma das mulheres negras brasileiras mais influentes no mundo corporativo. Com uma infância difícil, sofreu preconceito racial inclusive da própria professora, o que a isolou na escola. Sem colegas, fez do caderno seu melhor amigo. Uma aluna dedicada na escola pública, conseguiu uma bolsa de estudos na melhor escolar particular de Porto Alegre e sempre teve o apoio de sua mãe e irmãs para continuar estudando. Após muito esforço, concluiu o ensino médio, ingressou na faculdade de Economia e se formou, iniciando uma carreira de 30 anos como executiva. Dirlene também é Mestre em Gestão e Negócios, MBA Finanças Corporativas, MBA Gestão de Pessoas, Pós-MBA Inteligência Emocional e formações em Mentoria Organizacional, Coach Financeiro e Gestão da Emoção. Em entrevista ao podcast e newsletter do Linkedin “People2Biz – Pessoas e Negócios”, do jornalista Luis Claudio Allan, Dirlene conta que sempre teve vontade de empreender e o desejo de evoluir como pessoa e profissionalmente. “No ambiente corporativo, me incomodavam as falhas na gestão estratégica e, entre as pessoas, o tabu em torno de economia e finanças que são considerados assuntos distantes da realidade do dia a dia”, comenta. Por conta da pandemia, Dirlene foi demitida e, pensando no desejo de ter seu próprio negócio, viu que havia chegado a hora de seguir em voo solo e impactar a vida das pessoas e empresas. Nascia a DS Estratégias e Inteligência Financeira, que tem o propósito de “Desmistificar economia e finanças” através da prestação de serviços de Consultoria, Coach, Mentoria, palestras e treinamentos. Além de empreendedora, ela se tornou palestrante, embaixadora e professora da escola Conquer, embaixadora no Clube Mulheres de Negócios de Portugal e no projeto Injeção de Autoestima, conselheira fiscal da Artigo 19, membro no coletivo Conexão Mulheres & Economia, no REPP – Rede de Economistas Pretos e Pretas e no IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, colunista de Finanças nos blogs do Banco Pan e Prateleira de Mulher, curadora de conteúdos de economia e finanças e escritora (autora exclusiva da editora Leader). Dirlene é apaixonada pela família, pelas pessoas, pela profissão, pelo conhecimento e por viajar. Adepta à filosofia UBUNTU, onde a essência é de respeito e solidariedade com o próximo. O significado é “Eu sou, porque somos”. “Com base nessa filosofia, acredito que meu cargo ou título por mais importante que sejam, não me definem enquanto pessoa”, comenta. Também é ativista das causas da diversidade e atua como “agente de transformação” para o mundo que quer deixar para a sua filha e gerações futuras. Além de vários crachás, ela também acumula vários prêmios: em 2020 foi eleita pela Linkedin Top Voices. Em 2021, foi nomeada Linkedin Creator e está entre as 50 pessoas mais criativas do Brasil da Revista Wired. Neste ano (2022), ela recebeu o prêmio de “Business Woman” da organização internacional The Norns Awards.
Curitibana leva 30 empresários de 4 países para os EUA

A professora e contadora curitibana Beatriz Machnick, fundadora do BM Finance Group, empresa especializada em precificação e finanças, inaugurará oficialmente na próxima semana a sua filial americana, em Nova York. A empresa, que tem sede em Curitiba e está presente em mais 23 estados do Brasil, oferecerá um curso com 30 empresários no novo escritório, localizado no Rockefeller Center, na 5ª Avenida. Os participantes ainda terão aulas a bordo de um passeio de barco ao redor do porto de Nova York, com vista para a Estátua da Liberdade e a skyline de Manhattan. Nos dias 21 e 22 de setembro, Beatriz participa do 4th Symposium International da Associação Internacional de Ciência, Ética e Educação Integrada em Orlando, na Flórida, que tem por tema “Gestão emocional e espiritual: Propósito, educação financeira e integração para a família”. Ela ministrará o curso “Prosperar com propósito e com leveza na vida e nos negócios” no primeiro dia do evento. Beatriz Machnick tem três livros escritos em parceria com seu sócio, o administrador de empresas Renan Rabello: “Honorários Advocatícios”, “Gestão Financeira na Advocacia” e “Valorização dos Honorários Advocatícios”. Em todos os treinamentos que realiza, a ideia é auxiliar escritórios de advocacia e empresas de outros ramos a aprimorar sua gestão, ajustar o funcionamento financeiro – e, como consequência, ter mais lucro. Além do foco em técnicas, são esmiuçadas as emoções envolvidas numa negociação de contrato ou na formação de um preço de produto ou serviço. “A má gestão das emoções, do tempo e dos recursos são os principais gargalos do desenvolvimento, pois influenciam diretamente na capacidade de lucratividade da companhia. Se o empresário não estiver bem, sua capacidade administrativa do tempo estará prejudicada, o que provoca problemas na gestão dos recursos. É como um efeito em cascata. No curso, demonstramos, a partir de casos de sucesso, como gerenciar com eficiência essa tríade, de olho na saúde financeira da corporação”, explica a empresária.
Giovanna Antonelli: atriz, empresária, palestrante

Giovanna Antonelli é conhecida por protagonizar sucessos do horário nobre da TV Globo como O Clone, Em Família, Segundo Sol e Salve Jorge. O que poucos sabem, é que ela também brilha nos bastidores como empresária. A Giolaser, rede de clínicas de estética que tem a atriz como sócia, nasceu em 2013. Em 2018, se juntou ao Grupo Salus, que engloba outras marcas de franquias de saúde e beleza como Sorridents, Olhar Certo, Docbiz entre outras. A CEO do Grupo Salus é a empresária Carla Sarni, uma das mais premiadas empreendedoras do Brasil, referência em escolas como Harvard e Stanford. A clínica oferece tratamentos faciais, corporais, depilação e uma série de procedimentos estéticos. Hoje, possui 345 unidades espalhadas pelo Brasil e previsão de faturamento de R$ 250 milhões para 2022. “Sou inquieta, gosto de estar sempre em movimento, aprendendo e compartilhando conhecimento”, disse Giovanna ao Estadão em entrevista publicada no último fim de semana. Ela espera inaugurar 120 novas unidades da clínica até ano que vem. Em entrevista que foi ao ar em fevereiro de 2021 para o Podcast Primocast, do Primo Rico Thiago Nigro (ouça aqui), Giovanna brincou quando foi chamada de influencer. Mas, ao que parece, ela gostou da ideia. Hoje Gio alcança mais de 33 milhões de seguidores em suas redes sociais e pretende rodar o Brasil com um talk motivacional. “Quero incentivar o maior número de mulheres a empreender. Tirar seus sonhos do papel e transformá-los em ação”. O adjetivo “inquieta” faz jus à agenda: a atriz vai estrear em outubro a novela Travessia, que tomará lugar de Pantanal às 9h.
Latú capta U$ 6,7 mi para segurar PMEs

Empresa criada por colombiana oferece seguros de até US$ 10 milhões contra fraude, ataques e riscos corporativos em pequenas empresas A Latú, insurtech focada em fornecer coberturas de seguros para empresas latino-americanas, fechou sua primeira rodada de investimento no valor de US$ 6,7 milhões (R$ 35 milhões), a maior já registrada na América Latina. Liderada pela Monashees, pioneira na indústria de capital de risco no Brasil e na América Latina, e pela CRV (Charles River Ventures), o aporte também teve participação da ONEVC, Latitud e SVAngels. Alguns investidores anjo também apostaram na companhia. Alguns deles são Simon Borrero, Sebastian Mejia e Felipe Villamarin, da Rappi, Igor Mascarenhas, da Pier e Enrique Villamarin, da Tul. O aporte irá impulsionar a operação da startup que é nova no mercado, com a contratação de profissionais, principalmente engenheiros de dados. A ideia é reforçar o time composto por oito colaboradores e fomentar o desenvolvimento de novos produtos e ferramentas para o negócio. Com a Latú, abreviação para Latin American Tech Underwriters, as empresas podem obter, em apenas alguns minutos, cobertura de seguros de até US$ 10 milhões contra ações judiciais, ataques cibernéticos, tempo de inatividade, danos à propriedade, erros de profissão e lacunas de compliance, entre outros. E, ainda, políticas mais conhecidas como responsabilidade geral, propriedade, cibernética, Erros e Omissões (E&O) e Diretores e Executivos (D&O). A fundadora da startup, Paola Neira, liderou anteriormente a equipe responsável por construir a tecnologia de logística da Rappi. Ela concebeu a Latú enquanto fornecia capital de giro para pequenas e médias empresas de um fundo que ela administra há mais de uma década. Ajudar esses negócios a fez perceber como era difícil para as empresas obterem apólices de seguro e como eram vulneráveis a milhões de riscos. “As operadoras tradicionais têm tentado entender e combater os riscos atuais com ferramentas antiquadas, que limitam o crescimento do mercado. A Latú quer mudar radicalmente a forma como o seguro empresarial funciona, impulsionando a inovação na indústria. Há uma verdadeira sensação de empoderamento ao apoiar as empresas da América Latina, ao oferecer acesso a produtos financeiros aos quais, de outra forma, essas organizações não teriam acesso”, explica Paola. “A verdadeira mágica acontece quando se combina o conceito de rede de proteção, que é fundamentalmente o cerne do mercado de seguros, com tecnologia” diz Neira. “Temos uma oportunidade incrível de substituir apólices desatualizadas por parcerias vitalícias de mitigação de riscos, que funcionam melhor para resolver as necessidades de um mundo acelerado e hiperconectado. As empresas não podem mais confiar em livros de papel, mas querem e merecem alavancar uma mistura de inovação tecnológica, experiência em seguros e conhecimento local que é exatamente o que estamos usando na Latú para construir produtos”, conclui. Fabiola Quinzaños, principal na monashees, ressalta que as empresas na América Latina são severamente mal atendidas pelo setor de seguros. “Menos de 20% delas têm pelo menos uma apólice, comparado a 70% nos mercados desenvolvidos. Paola conseguiu atrair uma equipe de ponta com habilidades complementares, colocando-a na melhor posição para reinventar a forma como o seguro é consumido na América Latina e democratizando o acesso”, afirma Para James Green, sócio geral da CRV, há muito tempo existe um desafio para as empresas em obter seguro e a proteção necessária para permitir que cresçam. “Ironicamente, garantir o seguro é o que literalmente desbloqueia o crescimento, permitindo que elas façam negócios com grandes corporações, garantam financiamento, abram uma nova vertical e muito mais. Nós, da CRV, acreditamos que as empresas fundamentais são criadas fortalecendo dados demográficos específicos e estamos profundamente entusiasmados com a ideia de que Paola pode fazer isso dando acesso a seguros para os negócios da América Latina”.
Independência financeira é fator-chave para 40% das brasileiras empreendedoras

Ter independência financeira é o principal fator de encorajamento para 40% das mulheres brasileiras que querem empreender, aponta a pesquisa PME-Empreendedoras realizada pela Serasa Experian entre os meses de janeiro e fevereiro de 2022. Foram entrevistadas 446 empreendedoras brasileiras, entre sócias ou donas de MPMEs, MEIs, autônomas, trabalhadoras informais e profissionais liberais que trabalham por conta própria. Em segundo lugar, com 29%, o que leva as mulheres a empreender é a flexibilidade de tempo. Quando perguntadas se elas já conquistaram a tão sonhada independência financeira, 55% delas responderam que sim. O estudo revelou ainda que 57% das empreendedoras brasileiras têm a renda totalmente proveniente do próprio negócio. Desafios O levantamento também identificou os desafios encontrados pelas mulheres na sua trajetória empreendedora. Para a maior parte delas, 41%, o preconceito de fornecedores, parceiros e clientes, bem como a dupla jornada de trabalho ganharam destaque como os principais problemas enfrentados. Outra constatação relevante foi que 37% alegaram a sensação de ter menos oportunidades que os homens no mercado de trabalho. Empoderamento e sororidade Apesar desse cenário desafiador, quando perguntadas sobre o que mais as motivam a continuarem empreendendo, 63% delas revelam que querem ter autonomia sobre a vida pessoal e profissional e 21% das entrevistadas afirmaram a importância de apoiar e incentivar outras mulheres a abrirem seus próprios negócios. Para Cleber Genero, vice-presidente de PME da Serasa Experian, o aumento da presença feminina em diversos setores vem colaborando para a construção de um cenário de equidade no mundo dos negócios. “As mulheres encontram no empreendedorismo uma forma de empoderamento, e estar à frente de cargos de liderança é um passo importante para a diminuição da desigualdade. No entanto, sabemos que se manter em um mercado competitivo e desafiador exige planejamento, tempo e recursos financeiros. Por isso, é fundamental que cada vez mais mulheres tenham a oportunidade de se preparar para ocuparem esses lugares”. Digitalização A digitalização, impulsionada pela pandemia, abriu novos caminhos para o empreendedorismo feminino no país, ajudando 78% das entrevistadas na decisão de abrir o próprio negócio. Para 61%, a facilidade encontrada para divulgar sua empresa nos canais digitais também foi decisiva. O impacto positivo da digitalização também foi identificado nas novas formas de entrega dos produtos (51%), novos meios de pagamento (43%) e inclusões de e-commerce ou marketplace (31%). “O mundo digital otimizou a jornada do empreendedorismo e criou uma tendência de venda e consumo online que deve se fortalecer nos próximos anos. Diversas etapas foram potencializadas, desde o planejamento, desenvolvimento e crescimento de empresas. A influência digital é tão importante para o empreendedorismo que é capaz de atender ao principal desejo de 49% das entrevistadas: aumentar o alcance e a prospecção de públicos diversos”, explica Cleber. Capacitação Além do ambiente virtual, outro fator significativo para as empreendedoras é o planejamento, uma vez que a grande maioria (69%) das respondentes afirmam ter se preparado para abrir seu negócio. A capacitação também é uma importante aliada para alavancar e garantir o sucesso dos negócios. A pesquisa aponta que 39% das mulheres almejam realizar cursos focados no desenvolvimento profissional para potencializar as perspectivas de futuro das suas empresas. “Conhecimento sobre o negócio é essencial. Por isso, consumir conteúdos confiáveis e buscar cursos de qualificação é indispensável para manter o bom funcionamento de uma empresa. Existem hoje importantes plataformas gratuitas que dão suporte às empreendedoras em temas como: acesso à crédito, marketing e vendas, gestão financeira e prevenção à fraude. O projeto Aprenda desenvolvido pela Serasa Experian com o Sebrae, por exemplo, pode ajudar a impulsionar a retomada econômica, principalmente, de micro e pequenas empresas”, explica Genero.
Capacitar empreendedores é acelerar desenvolvimento econômico, diz CEO da Coca-Cola

(Crédito: Pexels CorentinHenry | Reprodução) Boa parte da operação de gigantes como a Coca-Cola só é possível graças às pequenas e médias empresas que atuam regionalmente e/ou resolvem problemas específicos, e o desenvolvimento econômico depende disso. Em comemoração aos 80 anos de atuação no Brasil, a Coca-Cola anunciou hoje (03) a aceleração de 300 mil estabelecimentos do pequeno varejo, como bares e restaurantes, durante um ano, como nova etapa do programa “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”, que disponibiliza ferramentas para empreendedores. “Em reflexo da pandemia houve a reconfiguração do pequeno varejo, quando alguns fecharam e novos empreendedores começaram no segmento de alimentação. Assim, a plataforma única que estamos lançando ajuda o empreendedor a se conectar e capacitar em uma série de frentes, como comunicação digital, atendimento, gestão e mais”, diz Luís Felipe Avellar, presidente Brasil e Cone Sul na Coca-Cola América Latina, em entrevista à EXAME, publicada hoje (veja aqui a matéria). De acordo com o executivo, a empresa mantém um investimentos de 3 bilhões de reais ao ano para o fomento de impacto social e ambiental. Agora, o aporte para os pequenos empreendedores é de aproximadamente 200 milhões de reais nos primeiros doze meses. Além disso, há um enorme potencial de expansão visto que a Coca-Cola chega a cerca de 1 milhão de pontos de venda. Para Silmara Olívio, diretora de relações corporativas Cone Sul na Coca-Cola América Latina, “essa iniciativa chega para inspirar e apoiar o crescimento dos locais onde atuamos na retomada da pandemia, posicionando a Coca-Cola como o melhor parceiro de negócio”. Com treinamentos e materiais exclusivos desenvolvidos pelo Sebrae e pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a plataforma pretende ser um hub de capacitação profissional por meio de conteúdo que traz uma abordagem simples e fácil de aplicar, até para temáticas mais complexas como economia circular, digitalização, entre outras. “Entendemos a capacitação como um caminho sem volta, pois transforma a mentalidade de quem investe neste processo. Independente da motivação que impulsiona o empreendedor a abrir um negócio, buscar aprimoramento aumenta suas chances de sucesso. Ser movido apenas pela paixão ou pela experiência muitas vezes não é suficiente”, diz Carlos Eduardo Pinto Santiago, gerente adjunto de Competitividade do SEBRAE, que no evento de lançamento do programa citou dados como o faturamento médio desses empreendimentos como 22% menor em abril de 2022, quando comparado ao período pré-pandemia. “Nossas recentes pesquisas mostram que o setor está em fase de recuperação neste período de retomada, mas os empresários ainda lutam para ajustar os preços e manterem seus negócios. Os riscos ainda são altos, em função do endividamento e da pressão dos custos. Portanto, capacitação permite uma vantagem competitiva enorme, porque você passa a entender muito mais do negócio e conhecer as ferramentas necessárias para poder chegar lá”, analisa Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel. Empreendedorismo Feminino Visando capacitar e empoderar as mulheres que já são empreendedoras ou tem o desejo de empreender, a plataforma “Coca-Cola dá um gás no seu negócio” conta com dois projetos exclusivos para elas. Ao todo, serão mais de 4.150 mulheres beneficiadas pelo programa nesta fase. O intuito é impactar a parcela da população que ficou ainda mais vulnerável durante a pandemia e que está diretamente ligada ao cerne do projeto. “Começamos o projeto piloto em Porto Alegre (RS) há dois meses e lançamos o edital exclusivamente para mulheres, pois entendemos a importância de capacitar elas, que são donas de seus negócios e chefes de famílias”, diz Avellar. Segundo ele, em Porto Alegre, as primeiras 300 vagas para o programa foram preenchidas em um dia. Em parceria com o Sebrae e Coca-Cola FEMSA, o “Empreenda como uma mulher” realiza um programa de mentoria para desenvolver negócios liderados por mulheres pelo país. Já o “Meu negócio é meu país” é outra etapa do lançamento e ocorre em Salvador (BA), em parceria com SOLAR Coca-Cola e a marca Kuat, a fim de fortalecer o empreendedorismo por meio de uma plataforma voltada para comidas regionais. “Acreditamos que as mulheres desempenharão um papel transformador na formação da economia global na próxima década. Elas são pilares fundamentais tanto para as comunidades quanto para seus negócios, e são peças-chave para estimular o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável”, diz Avellar. Além disso, de acordo com o executivo, a novidade pode impactar outras frentes ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança) da empresa. “Temos compromissos de diminuição de resíduos, empoderamento econômico e mais. Conforme esses empreendimentos avançam eles também gerem melhor a economia circular, os recursos naturais e outros fatores para nos ajudar e ajudar a sociedade como um todo”. Embaixadores Carmem Virgínia é a grande embaixadora do programa “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”, e representará o projeto para o grande público. Pesquisadora e influenciadora digital, a chef pernambucana também é e jurada dos reality shows “Cozinheiros em ação” e “FFF Brasil”, além de proprietária do premiado Altar Cozinha Ancestral (Recife) e Yayá (Rio de Janeiro). Outros dois nomes de peso da gastronomia brasileira serão apoiadores do projeto: João Batista, cozinheiro há 38 anos e apresentador do reality show Mestre do Sabor; e Katia Barbosa, chef jurada do mesmo programa. Atores fundamentais para que todas as iniciativas e mensagens da companhia sejam amplamente difundidas para o público geral, sem perder de vista a identificação e a aproximação com o público-alvo, os embaixadores têm como papel também inspirar e passar ensinamentos à medida que compartilham suas experiências e vivências enquanto empreendedores do setor de bares e restaurantes. “A Coca-Cola tem um aprendizado sobre criar e contar histórias. A junção com os embaixadores reforça esse papel ao trazer pessoas que inspiram e incentivam novos empreendedores”, diz Avellar. Resultados Neste primeiro ano de programa, os empreendedores serão acompanhados de perto e algumas métricas vão ajudar a entender a efetividade da ação. “Temos indicadores próprios para desenvolver os empreendedores de forma que eles aumentem as vendas, ofereçam diferentes produtos para cada ocasião de consumo e, consequentemente, acesse novos pacotes de benefícios como clientes Coca-Cola. Além disso, temos a perspectiva
Baiana fica milionária vendendo tapioca nos Estados Unidos

Da Bahia para Massachusetts: baiana de 40 anos ficou milionária após deixar o Brasil para vender tapioca nos Estados Unidos. A empresária Verônica Oliveira, natural de Belo Campo, no sudoeste da Bahia, que deu início à própria empresa com US$ 30 e hoje fatura US$ 1,5 milhão por ano. “Eu vim [para os EUA] desiludida, porque quando eu trabalhava no hospital [na Bahia], eu fui mandada embora, quando teve a troca de prefeito, por causa de politicagem na minha cidade. Isso me deixou muito triste, muito frustrada”, contou a empresária. Verônica Oliveira mudou-se para os Estados Unidos em 2009, sozinha, sem falar inglês e sem condições financeiras para ficar no país americano. Apesar das dificuldades, via nesse novo caminho uma forma de encontrar algum reconhecimento profissional. No entanto, para alcançá-lo, trabalhou como faxineira em casas, escolas e escritórios. “Eu vim para cá sem conhecer ninguém, sem falar inglês, sem ter recursos financeiros, mas eu vim com a cara e a coragem. Eu tinha um filho, que ficou na Bahia, e eu vim sozinha. Eu era solteira e casei um ano depois de chegar aqui” Após quatro anos nos EUA, ela deu início à venda de tapiocas e foi aí que o cenário financeiro começou a mudar. “Quando eu cheguei aqui, senti muita falta porque não tinha tapioca, não tinham as coisas do Nordeste. Inicialmente eu comecei a produzir para mim, para as pessoas mais próximas, só que um foi falando para o outro e aí as pessoas começaram a me procurar muito”, relembrou. Apesar da apreciação dos amigos, a baiana encontrava um obstáculo: falta de condições financeiras para investir no ramo da tapioca. Para driblar o problema financeiro e dar o primeiro passo no universo do empreendedorismo, ela decidiu fazer uma quantidade de tapioca de acordo com a demanda. “Tive a ideia de fazer um post no Facebook e todo mundo que quisesse comer tapioca, eu poderia fazer, porque a pessoa ia comprar e eu teria o dinheiro para comprar os ingredientes. Depois disso eu nunca mais parei”, disse a empresária. Em 2015, Verônica comprou um restaurante, o BR Takeout, com foco na comida mineira e nordestina, na cidade de Framingham – Massachusetts. Outro resultado da iniciativa foi a fábrica de tapioca vegana, sem glúten, sem açúcar, sem conservantes e sem sódio, comercializada em vários pontos de vendas em Massachusetts e com entrega nos Estados Unidos inteiro. A baiana emprega 16 funcionários diretos e 50 funcionários indiretos. Além de dirigir duas empresas, ela oferece mentoria para mulheres que desejam empreender e começar do zero, assim como ela. “No restaurante de comida brasileira, eu vendo tapioca e eu distribuo a massa de tapioca para o país inteiro”, detalhou. Atualmente casada e com dois filhos, um de 26 e outro de 6 anos, Verônica Oliveira nasceu, cresceu e teve as primeiras oportunidades de trabalho em Belo Campo, cidade a 60 km de Vitória da Conquista, também no sudoeste da Bahia. “Na Bahia, eu trabalhei como vendedora em loja de roupa, cosméticos e trabalhei também no hospital da minha cidade como técnica de enfermagem”, conta. De família simples, criada na zona rural, Verônica afirmou que andava com o “dinheiro contado”. “Minha mãe pagava uma conta e ficava devendo a outra. Já dormi em um colchão de palha, morava em uma casa de chão batido, enfim era uma vida muito difícil. Quando eu cheguei aqui [Estados Unidos] também, foi difícil, eu comecei literalmente do zero”, lembrou. Agora, ela enxerga o passado com orgulho e tenta ajudar pessoas que vivem na cidade baiana. “O mais importante é você ter a oportunidade de mudar as vidas de outras pessoas, de ajudar as pessoas. A minha mãe nunca mais precisou passar dificuldades, precisou ficar sem comida. Ninguém que me procurou da região, nunca mais ficou. Fazemos um trabalho voluntário voltado a famílias carentes em Belo Campo, ajudo ONGs nos dias das crianças e Natal” Em 2009, a tapioca foi recebida como uma novidade para os americanos mas, conforme a empresária, a primeira impressão, de receio, foi seguida por uma “aceitação muito grande”. “Hoje em dia, a tapioca, com toda exposição na mídia, essa coisa da tapioca ser saudável, as pessoas conhecem mais, mas naquela época era algo novo, revolucionário. As pessoas vinham de outros estados, outras cidades para comer tapioca”. Nos Estados Unidos, o recheio de frango com catupiry é um dos mais pedidos. As tapiocas doces também ganharam o coração da maioria, que pede morango com nutella, doce de leite com queijo, geleia, pasta de amendoim com banana. Há ainda espaço para os que apresentam um gosto mais peculiar. Planos para o futuro O empreendedorismo sempre foi uma vertente muito forte na família de Verônica Oliveira. Os pais dela foram as primeiras inspirações. “Eu aprendi a empreender com meus pais lá no interior da Bahia, na roça mesmo, quando eles plantavam, colhiam o feijão, a mandioca e vendiam nas feiras. Só que eu não sabia o que era empreender. Essa coisa de vender, produzir para vender, comercializar, eu aprendi com meus pais”, revela. Após a ideia de tornar-se uma empreendedora, ela buscou qualificações na área. “Fui de fato ver que era possível, busquei ajuda no YouTube, através de livros, palestras, para entender sobre empreendedorismo e foi quando de fato eu me apaixonei”, conta. Fonte: Com informações do G1 Bahia