Quer empreender e não sabe em qual negócio? Nós te ajudamos a escolher

Empreender é o sonho de 6 em cada 10 brasileiros, segundo o estudo GEM 2022/2023. No entanto, escolher o tipo de negócio é um dos desafios de quem está começando na jornada empreendedora.   Pensando nisso, o Empreendabilidade analisou os tipos de empreendedorismo e suas características, para facilitar àqueles que querem empreender entender qual modelo se adequa mais ao seu perfil.   Indústria É o empreendedorismo com maior barreira de entrada, seja por demandar mais investimento e recursos financeiros em maquinário, equipamentos e pessoas, seja porque pede conhecimento aprofundado em negócios, gestão e, a depender do setor, até mesmo formações específicas e conhecimento de legislação e regulação, já que alguns segmentos precisam de autorização de órgãos e agências para operar, o que também pode gerar custos adicionais com advogados, documentos e licenças. Porém o desafio é recompensador, visto que o negócio é voltado para a produção de bens. Empresas desse tipo podem produzir desde alimentos até peças automotivas, passando por itens de consumo doméstico ou até mesmo voltados para outras empresas, chamados de B2B (Business to Business). É um negócio que exige muita disciplina e organização para manter a qualidade e a produtividade, além do que o retorno geralmente acontece apenas no longo prazo, pedindo um capital mais “paciente”. Outra opção é buscar abrir negócios que atendam demandas de setores industriais específicos, o que acaba movimentando mais renda para algumas regiões. Por exemplo, quando uma indústria cimenteira abre uma nova fábrica, move uma cadeia produtiva que acaba abrindo fábricas de produtos advindos daquela produção, como por exemplo peças cerâmicas, de cimento ou material de construção. Com o advento da indústria 4.0, que utiliza mais tecnologia, também há novas oportunidades para quem quer atuar no setor industrial.   Comércio O comércio é um dos tipos de negócio mais tradicionais do mundo, e pode ser dividido em varejo e atacado. No varejo, o empreendedor vende diretamente para o consumidor final, como lojas de roupas e acessórios. No atacado, a venda é realizada em grandes quantidades, geralmente para outras empresas. É necessário ter habilidade em negociação e boa gestão de estoque e de fornecedores, além de conhecimento em marketing. Quer saber como montar sua loja de calçados? Veja aqui este material gratuito do Sebrae Serviços É o tipo de empreendedorismo mais comum no Brasil. É neste modelo que estão os salões de beleza, oficinas mecânicas, bares e  restaurantes e até consultorias e assessorias. O investimento inicial costuma ser menor do que nos outros tipos de negócio, mas é importante ter habilidades técnicas na área de atuação, além de conhecimentos em gestão empresarial. Sebrae – abra seu restaurante Franquias Quem dispõe de algum recurso e quer ter um negócio para fazê-lo multiplicar As franquias nasceram como modelo de expansão e ficaram famosas por marcas como KFC e McDonald’s. são modelos de negócio já comprovados, que oferecem o suporte necessário para a abertura de uma nova unidade. É uma boa opção para quem deseja empreender com mais segurança, já que o empreendedor conta com o apoio da marca e de um modelo de gestão já testado. É importante fazer uma pesquisa detalhada sobre a franquia antes de investir e já existem redes estruturadas que reúnem diversas opções para quem quer investir e empreender neste modelo. Para saber mais, a Associação Brasileira de Franquias (ABF) tem esse material bastante detalhado   Startup As startups são, por conceito, empresas que buscam resolver um problema de forma inovadora, usando tecnologia e entregando uma solução escalável. O investimento inicial pode ser baixo, visando escala, mas o empreendedor precisa ter habilidades em tecnologia e inovação, além de saber buscar investidores e parceiros estratégicos. Há diversos cursos voltados a esse mercado, oferecido principalmente pelos hubs e aceleradoras, que apoiam a montagem do negócio e o ecossistema de educação empreendedora. Para mais informações, o portal Startups.com é uma fonte bastante confiável.   E-commerce O e-commerce é a evolução das lojas online e um modelo de negócio voltado para os negócios digitais. É uma boa opção para quem deseja empreender com baixo investimento inicial, já que não é necessário ter um espaço físico. É essencial buscar conhecimentos em marketing digital e logística. Na pandemia, as lojas online cresceram bastante e o modelo de negócio veio para ficar. Quer saber como abrir um e-commerce? O Sebrae tem um curso bastante prático   Empreendedorismo Social Os negócios sociais têm como objetivo gerar impacto positivo na sociedade, além de obter lucro. São uma boa opção para empreendedores que desejam aliar seus valores pessoais ao seu negócio e, no Brasil, com toda a agenda de sustentabilidade e inclusão, têm atraído muitos investimentos. Exigem desenvolver habilidades em gestão empresarial e conhecimentos sobre as causas sociais, além de bons relacionamentos. Leia mais sobre os negócios de impacto social.   Infoprodutos Os infoprodutos são produtos digitais que podem ir desde e-books até cursos, mentorias e capacitação. Esse modelo de negócio ganhou espaço em todo o mundo e vem, inclusive, substituindo os cursos formais de preparação para o mercado de trabalho. Esse modelo de negócio é uma boa opção para empreendedores que possuem conhecimento em alguma área específica e desejam compartilhar seus conhecimentos com outras pessoas. Há muitos cursos de marketing digital, produção de conteúdo e estratégia de lançamento disponíveis no mercado. Uma das plataformas mais famosas é a Hotmart, que tem bastante conteúdo a respeito.   Esses são os tipos de empreendedorismo mais comuns no Brasil e há possibilidade para todos que querem ter seu negócio, independentemente da disponibilidade financeira ou do conhecimento de negócio. Se você tem dúvidas sobre que em que negócio pode empreender ou qual o modelo ideal para você, entre em contato.

Aumenta o número de empreendedores estabelecidos no País

A qualidade do empreendedorismo brasileiro apresentou uma melhora no último ano, segundo o relatório da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2022, realizado pelo Sebrae e pela Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas (Anegepe) e divulgado no início da tarde desta terça-feira (09).   A taxa de empreendedorismo dos negócios estabelecidos, aqueles que possuem mais de 3,5 anos de existência, teve um ligeiro incremento de 0,5%, passando de 9,9% em 2021 para 10,4%, no ano passado. “Esse resultado demonstra um arrefecimento na crise, uma retomada da economia e uma melhoria na gestão dos negócios. Em 2020 essa taxa levou uma grande queda por causa da pandemia e caiu de 16,2%, em 2019, para 8,7% e desde o ano retrasado ela já demonstra sinais de recuperação”, pontua o presidente do Sebrae, Décio Lima. Essa taxa manteve o Brasil na sétima posição, especificamente quanto à taxa de Empreendedores Estabelecidos, em relação aos outros países que participaram da pesquisa. Na frente estão Coréia do Sul, Togo, Grécia, Letônia, Guatemala e Irã. Mesmo com a taxa de empreendedorismo estabelecido da população brasileira ter apresentado esse incremento, a taxa geral apresentou uma leve queda de 0,1 ponto percentual e atingiu o menor nível nos últimos 10 anos ficando em 30,3%. Esse resultado é explicado pela redução na taxa de empreendedores iniciais, aqueles com até 3,5 anos de negócio, que caiu de 21%, em 2021 para 20%, em 2022. “Menos pessoas iniciaram um negócio novo e uma parte migrou para a posição de estabelecidos”, observa Décio. A taxa geral de empreendedorismo é a soma dos empreendedores iniciais e dos estabelecidos. Número de empreendedores por necessidade cai O conceito de empreendedorismo por necessidade se dá quando uma pessoa física passa por um problema financeiro e não tem fonte de renda para garantir o seu sustento ou de sua família. Sem trabalho, encontra no empreendedorismo uma alternativa para arcar com os custos prioritários. Em um cenário de recuperação pós-pandemia, é o segundo ano consecutivo que a porcentagem de empreendedores iniciais por necessidade cai. Eram 50,4% em 2020, teve queda para 48,9% e agora o percentual está em 47,3%.   A maioria dos brasileiros sonha em empreender e ter o próprio negócio é a meta de vida de seis em cada dez brasileiros, diz a Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2022), divulgada pelo Sebrae nesta terça-feira (09). Empreender é o segundo maior sonho do País, ficando atrás apenas de viajar, e está à frente de metas como ter uma casa própria ou um carro. O levantamento, que é o principal no segmento de empreendedorismo no mundo, mapeou 51 países e coletou dados entre junho e agosto de 2022. No Brasil, foram entrevistados 2 mil adultos e 51 especialistas no tema. O sonho de ter o próprio negócio saiu de terceiro mais citado, com 46% das respostas na última pesquisa, em 2021, para a segunda posição, com 60%. É a maior porcentagem de respostas desde o início da pesquisa, em 2012. Segundo a GEM, 42 milhões de pessoas adultas (com 18 a 64 anos) já tinham um negócio – formal ou informal – e/ou que fizeram alguma ação, em 2022, visando ter um negócio no futuro e outros 51 milhões não têm empreendimento, mas gostaria de ter um em até 3 anos. “Isso comprova o espírito empreendedor brasileiro, o interesse crescente pelo negócio próprio e mostra o quanto é importante que sejam criadas políticas públicas que incentivem o empreendedorismo, que vão desde a educação empreendedora até a legislação”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. Esses números apontam um crescimento do interesse pelo empreendedorismo no Brasil nos últimos anos. A taxa de empreendedores potenciais, que não possuem negócio próprio deseja tê-lo em breve se manteve em 53% da população adulta. O Brasil apresenta a 2ª maior Taxa de Empreendedorismo potencial, praticamente empatado percentualmente com o Panamá, porém com expressividade muito maior em números totais – enquanto o Brasil possui mais de 210 milhões de habitantes, a população panamenha é de 4.3 milhões. Pesquisa GEM A Pesquisa GEM é considerada a principal pesquisa sobre empreendedorismo no mundo. Realizada anualmente há 23 anos, já participaram mais de 110 países, o que representa mais de 95% do PIB mundial. No Brasil, em 2022, foram entrevistados 2 mil adultos e 52 especialistas. Os dados foram coletados entre junho e agosto de 2022. O Brasil é um dos poucos países que participou de todas as edições.

Conceito de Empreender. Já parou para pensar nisso?

O empreendedorismo é um termo que tem sua origem no latim “imprehendere”, que significa pegar com as mãos e assumir uma tarefa. A palavra, em qualquer língua: empreendedorismo, entrepreneur etc. refere-se à capacidade de uma pessoa identificar oportunidades, tomar iniciativas e assumir riscos para criar algo novo e valioso. É uma das forças motrizes por trás do desenvolvimento econômico e social, capaz de transformar vidas e comunidades. Além de incentivar o desenvolvimento de novas ideias e soluções para os desafios enfrentados pelas pessoas e pela sociedade em geral, os empreendedores possuem a habilidade de enxergar além do que está diante dos olhos, identificando oportunidades onde outros não veem. Através do empreendedorismo, as pessoas são capazes de criar empregos, melhorar a economia e a qualidade de vida de suas comunidades. É importante que as pessoas compreendam a importância do empreendedorismo e sejam incentivadas a empreender. Isso pode ser alcançado através de educação empreendedora, acesso a recursos e financiamento, e apoio à inovação e ao desenvolvimento de novas ideias. Aliás, o empreendedorismo não é apenas para pessoas com formação em negócios, mas sim para qualquer pessoa com uma ideia e a vontade de realizá-la. Ao criar novos produtos e serviços, eles ajudam a moldar o mundo em que vivemos e a torná-lo um lugar melhor. O empreendedorismo também oferece a oportunidade de criar um impacto social positivo, abordando problemas e desigualdades em comunidades e setores. É um conceito poderoso e transformador que pode mudar a vida das pessoas e as comunidades em que vivem, por isso é importante que mais pessoas sejam incentivadas a empreender e a colocar em prática suas ideias e sonhos. Com o apoio adequado, o empreendedorismo pode levar ao crescimento econômico, inovação tecnológica, melhoria da qualidade de vida e diversos impactos positivos.

Quais são as características de um bom empreendedor?

Empreendedor não nasce empreendedor e muitos brasileiros acabam empreendendo por necessidade. O que pouco se discute é que as características para empreender podem ser desenvolvidas e isso pode ser ser feito com apoio de estudos, mentores e com práticas voltadas a isso. Por que cada vez mais pessoas querem empreender? Há vários fatores que levam as pessoas a empreender. No caso do Brasil, a necessidade de renda uma fonte de renda, a falta de emprego em determinadas áreas e até mesmo a opção por um negócio próprio no lugar de trabalhar para terceiros são fatores conhecidos. Porém, quando a pessoa decide abrir uma empresa, é preciso investir em conhecimento para desenvolver as atitudes empreendedoras necessárias. Muitos negócios acabam encerrando as atividades precocemente por não terem um empreendedor preparado. Um bom empreendedor consegue tomar decisões rápidas e assertivas, controlar os riscos e alcançar os objetivos esperados. O que é ser empreendedor? Ser empreendedor é enxergar oportunidades e transformar aquilo em um negócio, uma fonte de renda, de geração de empregos, inovação e resultados. As características essenciais de um empreendedor Cada pessoa acumula ao longo da vida características e habilidades que podem ser potencializadas para empreender. Mesmo quem se considera com pouca criatividade ou com jeito para tocar o próprio negócio, se houver necessidade, será capaz disso. Segundo o Empretec do Sebrae, curso voltado a desenvolver características empreendedoras, as principais características do empreendedor são: 1. Iniciativa e busca de oportunidades Um empreendedor precisa ter a capacidade de se antecipar aos fatos e de criar oportunidades de negócios, inclusive com novos produtos e serviços. As pessoas com essas características geralmente agem com proatividade e estão preparadas para situações adversas. Elas também conseguem progredir em contextos desfavoráveis, como durante uma crise, por exemplo. 2. Persistência A persistência é uma das características que mais traz sucesso ao empreendedor. Enfrentar obstáculos para alcançar os objetivos é fundamental na vida de quem quer empreender, e desistir não deve ser uma opção. Nesse caminho, vale reavaliar metas e mudar planos e, até mesmo, o modelo de negócio ou o produto/serviço oferecido. 3. Cálculo de riscos Todo empreendedor corre uma série riscos, sejam previstos ou imprevistos, desde questões econômicas até problemas com fornecedores ou na estrutura física do negócio.  Os riscos, no entanto, tanto quanto possível, devem ser mapeados, calculados e planejados para que as consequências, se negativas, não sejam desastrosas. O empreendedor que planeja e busca prever os riscos do seu negócio, consegue mitigar os problemas e reduz as possibilidades de erros, aumentando as chances de sucesso. 4. Preocupação com qualidade e eficiência Uma mente empreendedora está sempre disposta e inclinada a fazer mais e melhor. Seu foco é a melhoria contínua de seu negócio (seja pela oferta de produtos ou de serviços, melhoria em processos internos, etc). A satisfação de seu cliente vem sempre em primeiro lugar, e a gestão da qualidade é o seu foco.  Por isso, o perfeccionismo equilibrado, a exigência para com a equipe e o cuidado com os detalhes são tão comuns entre os empreendedores. 5. Comprometimento O comprometimento é grande característica de um empreendedor e envolve sacrifício pessoal, colaboração com os funcionários e esmero com os clientes. O empreendedor assumirá a maior parte das responsabilidades do negócio, do sucesso ao fracasso, e deve atuar em conjunto com a equipe para atingir resultados e manter o relacionamento com seus clientes. 6. Busca de informações O empreendedor de sucesso não dorme em serviço. Ele está sempre procurando dados e informações sobre seu negócio. Buscando atualizações sobre todas as vertentes envolvidas processos, clientes, fornecedores, concorrentes, entre outras. Além disso, ele procura investigar novas maneiras de oferecer produtos e serviços, contando com o apoio de especialistas para ajudá-lo nessa empreitada. 7. Estabelecimento de metas Para chegar aonde se quer, é preciso saber onde é esse lugar e como fazer para alcançá-lo. Estabelecer objetivos que sejam bastante claros para a empresa, tanto em curto como em longo prazo, é essencial. Além disso, é importante criar metas desafiadoras, porém possíveis, e que sejam passíveis de medição, visando aferir seus resultados e o alcance de seus objetivos. 8. Planejamento e monitoramento sistemáticos Sem dúvidas, o planejamento de atividades e tarefas, bem como a capacidade de organização, são essenciais para quem deseja empreender. Desde o início do negócio é preciso organizar tarefas e processos de maneira objetiva, com prazos definidos, para conseguir mensurar e avaliar os resultados. Um empreendedor com essa característica consegue enfrentar grandes desafios, agindo por etapas. Ele também sabe adequar seus planos rapidamente, caso ocorram mudanças ou variáveis de mercado. 9. Persuasão e rede de contatos Outra característica de um empreendedor é seu poder de persuasão. Afinal, não adianta ter o melhor produto ou o melhor serviço e não saber vender, certo? A persuasão engloba o uso de estratégias para influenciar pessoas e a rede de relacionamentos com pessoas que podem ajudá-lo a alcançar os objetivos do seu negócio. O empreendedor de sucesso consegue criar uma rede de contatos e construir bons relacionamentos comerciais. 10. Independência e autoconfiança O empreendedor irá assumir, em todas as fases do negócio, várias responsabilidades, precisando de independência para realizar as atividades necessárias para impulsionar o crescimento da empresa. Tudo isso demanda autoconfiança para assumir riscos, tomar decisões estratégicas e enfrentar os desafios de empreender com otimismo e determinação.   Como desenvolver as características empreendedoras? O Empreendabilidade vem oferecendo consultoria e direcionamento para incentivar que mais pessoas empreendam, e isso inclui apoia-las a encontrar em si essas características. Com inspiração em boas práticas de coaching, negócios e de desenvolvimento de empresas, e a experiência de consultores, mentores e orientadores, estamos aptos a ajudar qualquer um que queira empreender.   As pessoas maduras e mais velhas podem empreender? Não só podem, como devem! Como explorado no relatório Empreendedores 50+, o futuro do Brasil, profissionais maduros acumulam experiência e maturidade que são características necessárias para conduzir os negócios. Muitos podem entender que sua história de vida profissional acaba limitando as possibilidades, mas o Empreendabilidade acredita justamente no contrário: esses profissionais precisam apenas readequar a forma de pensar e desenvolver poucas habilidades – em geral ligadas a vícios do modelo de trabalho CLT, já que muitas

Empreender sem desculpas: “Experiências compartilhadas aceleram processo”

O Empreendabilidade conversou com Ana Cristina Rosa, mentora de empreendedores portuguesa que atua na capacitação de profissionais que desejam investir e iniciar seu próprio negócio. Ela é jornalista de formação e coaching, e esteve no Brasil para lançar seu primeiro livro, o “Empreender sem desculpas”. Em passagem por 3 cidades, Ana pode analisar as características dos empreendedores brasileiros e faz uma comparação interessante entre as diferentes culturas. Porém, com alguns desafios parecidos entre os países. “Aqui em Portugal, cerca de 70% das pequenas empresas e microempreendedores desistem dos seus negócios nos três primeiros anos. É um número alarmante e isto é uma realidade que me preocupa”, afirma, vinculando sua preocupação a sonhos e investimentos que impactam famílias. “Alguém teve um sonho, muitas pessoas dão salto de fé, abandonam emprego para começar a empreender, investem todo seu dinheiro pedem financiamentos, porque acreditam que aquilo vai dar um lucro”, explica. Perfil Europeu Ana Cristina, que nasceu e vive em Algarve, extremo sul de Portugal, mas que dá mentoria para empreendedores de diversos países, viu no brasileiro um perfil e o tino para negócios semelhantes aos europeus, destacando a maior economia do nosso país. “Senti em São Paulo e no Rio Grande do Sul muito semelhante com a Europa, aquilo que já estava acostumado aqui. Sou portuguesa e vivo em Portugal, mas já vivi e trabalhei na Inglaterra, Irlanda, Polônia, então fui tendo uma visão internacional. E São Paulo com uma rapidez muito grande”, destacou. A mentora ainda citou Rio de Janeiro e Bahia como locais com perfis de empreendedorismo mais leve. “Senti no Rio e na Bahia, que o espírito empreendedor está presente na veia do brasileiro. Mas, nesses locais, de uma maneira mais descontraída. O espírito está presente em todos eles, mas foi o que senti nesses estados”, completa. Conceito do Salto Quântico Ana Cristina ainda revelou uma teoria que desenvolveu e aplica nas mentorias que faz com empreendedores mundo afora: a teoria do Salto Quântico, que projeta novos profissionais, através da mentoria de empreendedores mais experientes, que possuam habilidades similares. “Eu acredito que todos nós temos uma área de expertise. Ou seja, ao longo da nossa vida, através de desafios, conquistas e conhecimentos, nós vamos desenvolvendo a nossa expertise em determinada área. Então, se outras pessoas podem beber dessa nossa experiência e chegar onde nós chegamos, por que hão de percorrer este longo caminho sozinhas?”, explica. O livro é um compilado de insights e de diferentes perfis de empreendedores. Ouça mais na entrevista completa, que está disponível no YouTube e no Spotify.

Fazer escolhas

Talvez uma das coisas mais difíceis na jornada de quem empreende ou quer empreender seja ter que fazer escolhas. Principalmente para o empreendedor que vem do mercado corporativo. Por que a pessoa que vem das empresas teria mais dificuldade de fazer escolhas? Simples. Porque em uma empresa, alguém está dizendo o que deve ser feito. Mas, quando você vira o dono da empresa, quem define isso é você.   Legal, não? Nem sempre.   Quando se é funcionário, para alguns é fácil: você se acostuma a falar o que as pessoas querem ouvir. Isso não é uma crítica, é a lei da sobrevivência no mundo corporativo.   Quando você é o dono, para muitos é difícil. Você tem que falar, fazer e respirar o que é bom para o seu negócio. É a lei da selva.   Prepare-se para escolher estar sozinho num sábado e achar isso normal. Esteja pronto para dizer não, o que pode ser uma das coisas mais duras de se fazer na vida.   Prepare-se para receber alguns olhares de desapontamento, de quem acha que você está sendo desatencioso, displicente.   Se você falta a um evento social porque teve uma responsabilidade “da empresa”, muitos acham normal. Agora, quando você é o ‘dono do negócio’, as pessoas acham que você pode pular a tarefa, mandar alguém fazer…   No momento em que o negócio está começando, o que você escolheria: 1) um final de semana de sol na praia, esticar o feriado com o par; Ou 2) adiantar aquele projeto que você quer vender para um possível comprador? Preencher aquela planilha de custos que você sabe que está ‘quase’ postergando?   Não se engane. Fazer o que tem que ser feito envolve decisões duras. Talvez, até consequências. Mas, se você decidiu empreender, provavelmente já sabe disso: o negócio depende de você.   O que você escolhe fazer hoje é o que trará o resultado depois.

Antifrágil

O termo vem se tornando comum pelo título do livro escrito por Nassim Taleb, voltado mais a investidores do mercado financeiro , mas não é exclusivo deste setor. Pelo contrário. Antifrágil tem toda relação com o empreendedorismo. Aliás, tem toda relação com o ser humano. Não somos frágeis. A vida não é frágil. O que caracteriza os seres vivos é justamente a capacidade de se adaptar às adversidades e sair mais fortes delas. A criança que aprende a andar não desiste. Caiu, levantou. Na segunda tentativa, anda melhor. Um passo de cada vez. É natural. No processo de autodesenvolvimento, a jornada é cheia dessas. Está escrito na história da humanidade que nosso negócio é enfrentar desafios. A vida não vem com uma fórmula pronta. Não estamos aqui a passeio. Decidir empreender, ou TER que empreender, diz respeito a isso. O empreendedor aceita essa jornada, assim como Ulisses aceitou a Odisseia escrita por Homero muito antes de Taleb escrever seu livro. Todos já devem ter ouvido algo parecido com “as pessoas só veem quando o negócio está pronto, ninguém viu os tombos que levou”. Incrível a quantidade de gente que fala que fulano ficou rico porque está empreendendo. Mal sabem… Ninguém nasce pronto. Mas, se a natureza nos deu esse dom, vamos aproveitá-lo. Um passo de cada vez.

As dores do empreendedor (AI)

As principais dores do empreendedor brasileiro são inerentes ao processo de crescimento e desenvolvimento de um negócio. Muitas vezes, os problemas aparecem quando o empresário está buscando expandir sua atividade para outros mercados ou nichos. Nesses momentos, é preciso ter muita perseverança e persistência para superar as adversidades que surgem pelo caminho. Uma das principais lutas dos brasileiros que comandam seus próprios negócios é conciliar a vida pessoa e profissional. Empreender exige dedicação total à causa, mas isso nem sempre é possível manter durante toda a jornada rumo às conquistas almejadas. Diversificar as atividades também faz parte da rotina diária dos donos de pequenos negócios no Brasil: cu No Brasil, empreender é uma tarefa árdua. Os empresários brasileiros enfrentam muitas dores no dia a dia para manter seus negócios funcionando. Algumas principais dores são acesso a capital, falta de clientes e insegurança jurídica. Acessar capital é um grande problema para os pequenos e médios empresários do país. Muitas vezes, esses empreendedores não conseguem o financiamento necessário para investir na expansão dos seus negócios. A falta de clientes também afeta diretamente os resultados financeiros da maioria das companhias brasileiras. E por último mas não menos importante está a insegurança jurídica que assombra o ambiente corporativo local desde sempre.   Segundo uma pesquisa realizada pelo Sebrae, as principais dores do empreendedor brasileiro são a falta de capital e o excesso de burocracia. A falta de capital é um problema que afeta muitos empreendedores. Muitas vezes, os empreendedores não têm dinheiro suficiente para investir no seu negócio e acabam recorrendo a créditos bancários ou a familiares e amigos. Outra possível solução é a utilização de crowdfunding (financiamento coletivo), mas essa opção nem sempre está disponível. O excesso de burocracia também é um grande problema enfrentado por muitos empresários brasileiros. A quantidade exagerada de documentos necessários para abrir ou manter uma empresa pode ser desanimadora. Entre os desafios, é possível listar: 1) Acesso a mercados: garantir que os produtos e serviços possam ser colocados no mercado de forma competitiva. 2) Crescimento do País: impulsionar o crescimento sustentável da economia brasileira. 3) Produtividade das empresas: aumentar a produtividade para manter uma boa

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