Grandes empresas do mercado marcam presença no Startup Summit 2023

A sexta e maior edição do Startup Summit, que acontece na capital catarinense a partir de hoje (23), contará com a presença de diversas empresas nacionais e internacionais que buscam estreitar o relacionamento com startups. Realizado pelo Sebrae, ACATE e ACIF, o evento é uma grande oportunidade para criar relações entre os players do ecossistema de inovação e startups e as corporações. Líder mundial na produção de aço e um dos maiores em mineração, o Grupo ArcelorMittal estará presente durante o Startup Summit 2023. O Grupo, que tem como objetivo ao longo do evento se conectar com startups principalmente dos segmentos indtechs, logitechs e health techs. De acordo com Lincoln Rezende, gerente que está a frente do Programa de inovação iNO.VC da ArcelorMittal, a empresa, que busca Inovação Aberta, espera encontrar colaboração e conexão com agentes do ecossistema, além de conteúdos de alto nível e forte networking. “Estamos sempre em busca de parcerias e colaboração com startups para processos de inovação aberta frente aos nossos desafios da indústria”, afirma. Além disso, o Grupo também quer contribuir com insights relevantes sobre como a tecnologia pode ser uma forte aliada no setor industrial. “Queremos mostrar como acelerar a transformação digital na indústria, já que é um setor tradicionalmente mais conservador e com menor apetite ao risco”, destaca Lincoln.   A Bayer, empresa líder em ciências da vida e inovação que acaba de completar 160 anos, marcará presença no evento levando o conhecimento de uma empresa madura associado à constante busca por inovar e se manter como líder de mercados impactantes para a vida das pessoas. Para a gestora de Relacionamentos na Liga Ventures e Community Manager da Bayer no Cubo Itaú, Danielle Leonel, o Startup Summit é uma oportunidade única para colaborar e explorar novas parcerias que podem impulsionar a inovação nos setores de saúde e nutrição. A gestora destaca que a empresa busca mentes criativas por trás de startups inovadoras, principalmente as health techs que atuem com os temas de awareness, disseminação de informações e prevenção; desenvolvimento de exames, diagnósticos e tratamentos; inovações em terapias e abordagens de tratamento; modelos de negócios voltados para alternativas de tratamento; e soluções que facilitem a adesão e continuidade nos processos de tratamento. De acordo com Danielle, o principal interesse da Bayer durante o Startup Summit é o de compreender as tendências emergentes no ecossistema de startups. “Acreditamos que o Startup Summit nos permitirá fortalecer nossa rede de contatos, identificar tendências emergentes e descobrir tecnologias que se alinhem com nossos valores e objetivos. Esperamos encontrar parceiros em potencial que possam colaborar conosco no desenvolvimento de soluções transformadoras”, afirma. Outra grande corporação também estará pela primeira vez em Florianópolis para o evento. Trata-se da Lojas Renner que, guiada pelo propósito de ser um ecossistema de moda e lifestyle mais sustentável, responsável e inovador, busca se conectar com startups que contribuam para que a empresa seja referência em uma moda mais responsável. Além disso, também espera se conectar com soluções que acelerem as iniciativas de omnicanalidade. “Um dos nossos objetivos no evento é fortalecer a conexão com as startups, identificando soluções inovadoras que possam contribuir com o nosso negócio de diferentes formas. Também buscamos estreitar relacionamento com todo o ecossistema de inovação, compartilhando nossas iniciativas e aprendendo com os demais agentes”, afirma Analu Partel, gerente geral de Novos Negócios das Lojas Renner.   Para o evento, que acontece com o apoio da plataforma Sebrae Startups, a Lojas Renner levará times da área de Inovação Aberta da companhia, do fundo de Corporate Venture Capital (CVC), RX Ventures, além de líderes de diferentes áreas. Analu destaca: “Queremos valorizar talentos e reforçar o nosso compromisso em desenvolver um mindset inovador. A partir do ponto de vista de uma corporação, queremos compartilhar como nos estruturamos para que a inovação aberta se consolide como uma alavanca relevante da nossa estratégia de ser o maior ecossistema de moda e lifestyle da América Latina, seja considerando parcerias comerciais ou de investimento”. Serviço: Startup Summit 2023 Data: 23, 24 e 25 de agosto Onde: Centrosul (Av. Gov. Gustavo Richard, 850 – Centro, Florianópolis — SC) e online (palestras da plenária) Informações no site do evento;   Fonte: assessoria de imprensa

Brasileiro nunca investiu tanto em títulos de dívida de empresas. Saiba porquê

Estoque de fundos alocado em debêntures alcança 72% de tudo que está investido em ações A saúde financeira das empresas brasileiras importa mais do que nunca. Agora, a preocupação com a piora na qualidade de crédito das companhias, que aumentou com a persistência da taxa Selic em 13,75% ao ano, vai bem além dos empregos gerados e da capacidade de investimento. E olha que já é dor de cabeça suficiente para o país. Mas o tema afeta ainda os investidores. E não é pouco. Estimulados por uma temporada longa de Selic para cima de dois dígitos, o brasileiro nunca investiu tanto em papéis de dívida de companhia como agora. É uma forma de buscar um rendimento além da Selic. Para completar, há um ambiente de estímulo extra para debêntures incentivadas, ligadas ao setor de infraestrutura, e títulos como CRAs e CRIs, com isenções de imposto de renda e fácil distribuição via plataformas digitais. O cenário de constrição de crédito e preocupações com alavangem das companhias pega tanto a indústria de fundos de investimento como os investidores que preferem aplicar de forma independente no auge da exposição a esse risco. A indústria de fundos nacional tem um patrimônio total de R$ 5,8 trilhões. Desse total, R$ 523,7 bilhões estão aplicados em ações brasileiras e R$ 377 bilhões, em debêntures. A relação do total de recursos investidos em dívida de companhias e o total em ações passou de 68% para 72% entre o fim do ano passado e fevereiro deste ano. Os dados são da Anbima e se tornaram públicos na quinta-feira, pré-feriado de Páscoa. O que se vê na indústria de fundos é o mesmo que acontece com os investimentos diretos feitos pelas pessoas físicas. A B3 detalha em estudos trimestrais a alocação. O último levantamento disponível é relativo a dezembro e ilustrativo da mesma forma. Enquanto o saldo investido em ações recuou 12% na comparação com 2021, para R$ 329 bilhões, a alocação em debêntures aumentou 32%, passando de R$ 73,1 bilhões para R$ 96,7 bilhões. O volume aplicado em dívida privada está quase do mesmo tamanho da posição detida em títulos públicos, via Tesouro Direto, que terminou dezembro em R$ 99,6 bilhões. No agregado total (debêntures mais CRIs e CRAs), a posição em títulos de dívida privada, sem contar papéis de bancos, aumentou 40% e terminou dezembro em R$ 212 bilhões. Não por acaso, episódios como de Americanas (AMER) e Light (LIGT3) assustam e geram repercussões no mercado. Com isso, a demanda por esses títulos cai. A relação debêntures e ações nos fundos e na alocação direta, a mais alta já vista no setor, é reflexo principalmente do grande crescimento das emissões de debêntures no país (CRIs e CRAs), com o desenvolvimento expressivo de um mercado secundário devido à digitalização do setor financeiro. Os anos de 2021 e 2022 foram recordes em captações via esses títulos. Com mais papéis, naturalmente a alocação aumenta. Em tempos de Selic alta, então, com a preferência do investidor pela renda fixa, a demanda absorveu tudo facilmente. A fotografia atual reflete ainda uma outra informação: uma das menores alocações em ações pelos fundos, desde que a medição da Anbima teve início, em 2006. Em fevereiro, o total do patrimônio dos fundos investido em ações caiu para 9%. Desde que a série histórica existe, percentual semelhante só foi registrado entre 2015 e 2017. Por acaso, período em que a taxa de juros também subiu de forma acelerada e para patamar muito semelhante. Mas, há ao fim de 2017,  a relação entre a posição em debêntures e a posição em ações estava em 34%. As maiores gestoras multimercados do país estão com alocação em Brasil muito reduzida, especialmente em bolsa. Portanto, está respondida uma das perguntas mais repetidas durante o auge da pandemia, quando a taxa Selic foi reduzida a 2% ao ano: o que acontece com o mercado se a taxa de juros voltar para dois dígitos? O de ações encolhe brutalmente e o de dívida cresce. Em dezembro de 2020, 15% do patrimônio dos fundos estava investido em ações. O encolhimento reflete não só a saída das posições como também a perda de valor das empresas nesse período. Apesar de ser muito importante para o país um mercado de títulos de dívida forte, a preferência de alocação não é exatamente uma boa notícia. “É reflexo de uma economia menos pujante, menos dinâmica. O juro alto dificulta a vida do empresário para investir. Fica difícil encontrar um projeto que remunere adequadamente para o nível de risco”, destaca Pedro Rudge, da gestora Leblon Equities. “É por isso que a aplicação desse remédio [juro alto para conter inflação] não pode durar muito. Há um impacto muito grande na economia.” *Com informações do Exame

O empreendedorismo está dando certo

Sim. É isso mesmo que você leu. O empreendedorismo está dando certo no Brasil.   O Ministério da Economia lançou, inclusive, uma página aberta para as pessoas acompanharem o balanço de aberturas e fechamentos de empresas (Mapa de Empresas, clique aqui) onde é possível cruzar dados por data, região, porte da empresa e natureza jurídica (se é sociedade limitada, empresa individual, associação etc.) ou opção ao MEI.   O número atual é de 3,3 milhões de empresas abertas no país no total do ano, contra 1,4 milhão de empresas extintas. No ano passado inteiro, foram 4 milhões de empresas abertas, contra os mesmos 1,4 milhão encerradas.   Você pode dizer: ora, mas então vamos encerrar mais empresas em 2022 porque ainda falta 1 mês e meio para acabar o ano. Sim, isso vai acontecer e é muito provável que esse número chegue a 1,7 milhão. Porém, isso não quer dizer que as EMPRESAS estejam dando errado.   O comportamento que viemos acompanhando desde a pandemia – principalmente no ano de 2020 – é de mais MEIs sendo abertas, muitas delas por pessoas que acabaram tendo que firmar CNPJ como forma de aumentar as chances de emprego diante do cenário da Covid. Muitas dessas pessoas, ao retornar ao mercado de trabalho, abandonam e encerram a empresa, o que acaba aumentando o número de CNPJs baixados ou extintos.   Não é desse grupo que estamos tratando aqui. Nosso olhar está atento ao empreendedor que quer montar seu negócio e vê-lo crescer.   De fato, há indicativos de que as Micros e Pequenas Empresas estão mais sólidas, estão crescendo, administram melhor as dívidas e seguem contratando.   Vejam os dados abaixo:   61,9% dos MPEs têm mais de 6 anos de atividade, destes 36,9% têm mais de 10 anos 65% dos MPEs que fecharam as portas pretendem retomar as atividades num futuro próximo Número de pequenos empresários que aumentou faturamento no último ano passou de 31% para 38% X dos que o faturamento caiu diminuiu de 40% para 28% 76,5% dos MPEs afirma que sua empresa pode aumentar de porte nos próximos anos As dívidas estão “em dia” para 37%, contra 35% no primeiro semestre; Em atraso diminuiu de 30% para 24%; Não tem dívidas passou de 35% para 39%; O pagamento de dívidas consome menos caixa: saiu de 59% (abril) para 51% (agosto) os MPEs que têm 30% ou mais do faturamento comprometido, e aumentou de 36% para 41% os que têm menos de 30%; No acumulado do ano,o Brasil supera a marca de 1,85 milhão de empregos gerados, sendo que 71,7% (1,3 milhão) são advindos das atividades de Micros e Pequenas empresas.   Os dados são do Sebrae e indicam que o aumento no número de CNPJs não é apenas um movimento de “Pejotização” com os MEIs como muitos tendem a criticar.   Aliás, não seriam os MEIs o melhor meio de formalizar negócios que muitos brasileiros abriram por necessidade, ainda mais após a pandemia? Fica aqui anotado para aprofundarmos neste assunto em outro momento.

Fazer escolhas

Talvez uma das coisas mais difíceis na jornada de quem empreende ou quer empreender seja ter que fazer escolhas. Principalmente para o empreendedor que vem do mercado corporativo. Por que a pessoa que vem das empresas teria mais dificuldade de fazer escolhas? Simples. Porque em uma empresa, alguém está dizendo o que deve ser feito. Mas, quando você vira o dono da empresa, quem define isso é você.   Legal, não? Nem sempre.   Quando se é funcionário, para alguns é fácil: você se acostuma a falar o que as pessoas querem ouvir. Isso não é uma crítica, é a lei da sobrevivência no mundo corporativo.   Quando você é o dono, para muitos é difícil. Você tem que falar, fazer e respirar o que é bom para o seu negócio. É a lei da selva.   Prepare-se para escolher estar sozinho num sábado e achar isso normal. Esteja pronto para dizer não, o que pode ser uma das coisas mais duras de se fazer na vida.   Prepare-se para receber alguns olhares de desapontamento, de quem acha que você está sendo desatencioso, displicente.   Se você falta a um evento social porque teve uma responsabilidade “da empresa”, muitos acham normal. Agora, quando você é o ‘dono do negócio’, as pessoas acham que você pode pular a tarefa, mandar alguém fazer…   No momento em que o negócio está começando, o que você escolheria: 1) um final de semana de sol na praia, esticar o feriado com o par; Ou 2) adiantar aquele projeto que você quer vender para um possível comprador? Preencher aquela planilha de custos que você sabe que está ‘quase’ postergando?   Não se engane. Fazer o que tem que ser feito envolve decisões duras. Talvez, até consequências. Mas, se você decidiu empreender, provavelmente já sabe disso: o negócio depende de você.   O que você escolhe fazer hoje é o que trará o resultado depois.

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