Inscrições abertas para o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2023

Empreendedoras de todo o país podem se inscrever para o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2023 até o dia 31 de julho. A premiação é voltada para mulheres maiores de 18 anos e conta com três categorias: Microempreendedora individual (MEI), Pequeno Negócio (Proprietárias de micro e pequenas empresas que tenham faturamento anual de R$ 82 mil a R$ 4,8 milhões) e Produtora Rural (Mulheres que explorem atividades agrícolas, pecuárias e/ou pesqueiras.). O Prêmio será dividido em três etapas: fase estadual, com o resultado saindo em setembro, regional em outubro e nacional em novembro, quando se comemora o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino. A grande final será em Brasília e serão escolhidas até três empreendedoras de cada categoria, em cada Estado, região e do país. Entre as premiações, estão smartphone de última geração, tablete e viagem em missão de capacitação com tudo pago. Em 2022, foram 2.926 inscritas em todo o Brasil e Minas ficou em terceiro lugar, com 192 candidatas. O regulamento completo do Prêmio está disponível no site. Para se inscrever, é preciso preencher um formulário eletrônico e enviar um vídeo com um pitch (apresentação rádpida) da empreendedora.Interessadas podem se inscrever pelo site sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/empreendedorismofeminino/premiomulherdenegocios. *Com informações do portal O tempo
Economia azul: como o ecossistema de inovação pode impulsioná-la?

O ambiente de inovação é uma esfera colaborativa que incentiva a criação de novas tecnologias e negócios. Nesse sentido, reunindo todos os atores responsáveis pelo desenvolvimento de projetos inovadores, o ecossistema possui papel central no aperfeiçoamento social e econômico. Mas, afinal, o que é economia azul e qual sua relação com a inovação? O conceito da economia azul se baseia na imitação do funcionamento da natureza, assemelhando-se ao princípio da economia circular. Isto é, convertendo resíduos em materiais eficientes, capazes de desenvolver e impulsionar a economia de forma sustentável. Resumindo, a economia azul promove o crescimento econômico baseado na preservação dos ecossistemas marinhos e, consequentemente, na sustentabilidade ambiental. Logo, a economia azul visa promover um novo sistema econômico, totalmente desconectado do conceito de usar e jogar fora continuamente os bens que a natureza nos oferece. É, portanto, o principal motor para a recuperação dos ecossistemas e, sobretudo, para a sensibilização sobre a importância dos recursos dos oceanos e costas, que vão muito além da pesca e do turismo, por exemplo. Não à toa, ela possui papel fundamental para as empresas que buscam inovar, por meio da sustentabilidade. Porém, não basta apenas garantir o equilíbrio dos ecossistemas, uma vez que esta prática deve ser democratizada, a partir de infraestruturas, tecnologia e práticas sociais e ambientalmente conscientes. Ainda sensível no Brasil, o tema requer estímulos e compromisso não somente das comunidades que dependem do mar para subsistência e manutenção de suas tradições culturais, como também das indústrias que produzem lixo marinho, poluição por plástico, contaminação por resíduos etc. Inclusive, essa discussão se torna cada vez mais essencial, ao passo que de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a estimativa é que, até 2040, os mares recebam entre 23 e 37 milhões de toneladas de plástico por ano, um número três vezes maior que o atual, e que traz inúmeras reflexões sobre um cenário de desgaste mundial. É inegável que o oceano é a principal via de comércio exterior, fonte de alimento, energia e recursos minerais. Por isso, criada para incentivar um modelo econômico que respeite o meio ambiente, a economia azul adota uma abordagem distinta, principalmente para o empreendedorismo sustentável e a inovação. Enfatizando a forma de se fazer mais com menos, de combinar riqueza com diversidade, de ver os resíduos como recursos e, em última análise, a integração de todo o sistema a nível global, o conceito impulsiona a economia do mar brasileiro e, em especial, dos ecossistemas de inovação, possibilitando inclusive vantagens competitivas. A criação de peixes, mariscos e algas de forma sustentável é um dos grandes exemplos da economia azul, que envolve o uso de técnicas capazes de minimizar os impactos ambientais, promovendo assim inúmeros benefícios, como a saúde dos ecossistemas marinhos, energias renováveis e exploração de fontes de energias, a exemplo da eólica offshore. Além das energias retiradas das ondas e marés, que possuem o potencial de reduzir significativamente a dependência de combustíveis fósseis. Lembrando que estas e inúmeras outras frentes também impactam de forma positiva, como no caso da gestão inteligente de portos e transportes marítimos. Quais são os desafios? Excepcionalmente, a mudança é necessária no nosso modelo econômico, exigindo a separação do desenvolvimento socioeconômico humano da degradação do meio ambiente e dos ecossistemas. Afinal, vivemos em uma sociedade que nos aproxima de um caminho sem volta, quando o assunto é a degradação do planeta, devido à exploração dos recursos naturais e a geração de resíduos. Hoje, o equilíbrio ecológico é a única forma possível de reverter a mudança climática. Porém, isso não depende de uma única pessoa, mas sim, de toda a população, juntamente das empresas presentes no mundo. Ou seja, é necessário uma educação global ao redor do tema. Portanto, a economia azul tem como atual missão ser acessível a todos os tipos de consumidores, copiando assim a eficiência da natureza em seu processo. Logo, o ecossistema de inovação pode ajudá-la de forma colaborativa, onde todas as startups e empresas que quiserem inovar, terão acesso. Além disso, ao entenderem também o resíduo como um recurso, inspirado no ecodesign e no ambiente natural, esse modelo apostará em inovações de baixo custo que geram empregos e benefícios por meio da sustentabilidade. *Com informações do portal Exame
Mulheres negras são as mais vulneráveis também no empreendedorismo

Estudo #CoisaDePreto aponta como as disparidades de gênero e raça no Brasil afetam diretamente as possibilidades de crescimento dos negócios próprios Quem já ouviu falar da solidão da mulher negra? A expressão é usada, inclusive academicamente, para descrever o detrimento emocional e afetivo que mulheres pretas enfrentam não só no Brasil, mas em muitos países. Essa solidão se manifesta, no entanto, em outras áreas da vida, inclusive no empreendedorismo. É o que mostra o estudo #CoisaDePreto: Uma pesquisa sobre a real jornada dos afroempreendedores brasileiros, encomendado pelo Google à Offerwise e à Box 1824. O levantamento ouviu mil empreendedores de todo o país (500 brancos e 500 negros), entre julho e outubro de 2022, e mostrou que as mulheres negras enfrentam as maiores dificuldades nessa jornada. Quando se compara com a realidade do homem branco, as mulheres pretas são as mais solitárias quando o assunto é a gestão do negócio: 55% delas não têm ninguém que as ajuda, mesmo que esporadicamente ou de maneira informal nessa tarefa – uma diferença de 10% em relação ao homem branco. Segundo Christiane Silva Pinto, gerente de Marketing para Pequenas e Médias Empresas no Google e fundadora do AfroGooglers, “com a realização da pesquisa, ficou evidente que no caso dos afroempreendedores, principalmente as mulheres, tudo está nas mãos de uma pessoa só. Os planos de sustentabilidade do negócio passam pela dura constatação que seu crescimento depende de uma única pessoa: o eupreendedor. De forma solitária, essa mulher tenta dar conta não só da gestão do seu negócio, mas também quebra a cabeça pensando em como o seu empreendimento pode apoiar financeiramente sua família”. (Christina Morillo/Pexels) O estudo mostra ainda que as empreendedoras negras são o grupo com menor faturamento: 34% das entrevistadas pretas faturam até R$ 12 mil por ano, além de serem a minoria (14%) dentre os empreendedores que faturam acima de R$ 81 mil – enquanto homens brancos são a maioria (29%). “Acredito que para fortalecer o afroempreendedorismo feminino é preciso que tanto o setor público quanto o privado tenham iniciativas focadas, principalmente, em capacitação, fortalecimento das comunidades e geração de oportunidades para as mulheres empreendedoras”, diz Christiane. E a situação é ainda pior para as empreendedoras negras. “Muitas delas são chefes de família e a única fonte de renda da casa”, reforça Christiane. “Segundo o nosso estudo #CoisaDePreto, embora metade dos entrevistados não tenham ajuda de alguém, mesmo que de forma esporádica ou informal, são as mulheres que sofrem mais com o sentimento de solidão no negócio.” Nos dados, 39% das empreendedoras entrevistadas deram notas de 1 a 6 – para 1 significando “me sinto totalmente sozinho” e 10 “não me sinto nada sozinho”. Entre os homens, 38% deram notas 9 ou 10. Além disso, os homens estão mais conectados aos grupos que fazem parte e do bairro ou região onde vivem, sendo que 40% dos homens negros têm funcionários que são pessoas que moram na mesma região ou bairro deles e 28% têm funcionários que são amigos ou foram indicados por amigos. “Então, a criação e o fortalecimento de grupos e redes de apoio de mulheres empreendedoras pode ajudá-las não só a prosperar seus negócios, como também dividir as dores e experiências do empreendedorismo”, aponta Christiane Silva Pinto. *Com informações do portal Claudia
Dia Internacional do Orgulho: empreender é oportunidade para LGBTs

Comunidade enxerga no empreendedorismo chance de se afirmar socialmente e quebrar paradigmas 28 de julho é considerado como o Dia Internacional do Orgulho LGBT+, data que celebra o sentimento de pertencimento e espírito da comunidade. Sendo constantemente desafiadas e marginalizadas, no cotidiano e, consequentemente, no mercado de trabalho, pessoas LGBTs veem no empreendedorismo uma oportunidade de se reafirmar e conquistar independência financeira. Muitos enfrentam desde cedo situações de preconceito, inclusive dentro da própria casa, fazendo com que não sejam acolhidos pela família e acabem saindo ou até mesmo sendo expulsos de casa. Tais condições fazem com que, por exemplo, 90% dos transexuais e travestis sobrevivam através da prostituição, um panorama de trabalho marginalizado que o empreendedorismo tem a chave da mudança. Negligenciados dentro de casa e no mercado de trabalho, o empreendedorismo acolhe. Segundo uma pesquisa da Nhaí, de 2022, 39% dos LGBTs acreditam que ser da comunidade é oportunidade de mudar de vida, sendo impulsionados justamente pelo ímpeto de provar o seu valor para a sociedade, assumir sua identidade e quebrar estereótipos. “Para a comunidade LGBTQIAPN+, o empreendedorismo tem, muitas vezes, um caráter de sobrevivência, já que é muito comum essa população não ser absorvida no mercado de trabalho e depender da criação de um negócio próprio para sobreviver. Em geral, precisamos ver a oportunidade em meio ao problema e, a partir disso, temos chances de crescer e prosperar”, afirma Raquel Virgínia, CEO e fundadora da Nhaí!, agência que atua ao lado de marcas com o objetivo de contribuir para expandir o pilar da diversidade. O engajamento e voz das grandes marcas e influenciadores ‘do vale’ também são aliados fundamentais: 35% tiveram o insight de abrir seus negócios em função de marcas engajadas. 56% se inspiram em pessoas, produtos e serviços que chamam sua atenção. 26% se inspiram em outros empreendedores e influenciadores que fazem parte da comunidade. A identificação é um aspecto importante no processo de aceitação, tão inerente à comunidade, desde o nascimento. Na vida profissional, se reconhecer é mais uma barreira a ser deixada para trás. “Costumo dizer que temos muitos desafios e dificuldades para empreender, mas destaco três como principais. A primeira é nos reconhecer como pessoas que empreendem, tomando para si a autoestima necessária para integrar o ramo empresarial. A segunda é conseguir apoio para construir um plano de ação bem fundamentado. E a terceira é o investimento, seja próprio ou por captação. Driblar essas dificuldades são desafios diários que pessoas LGBTs enfrentam de forma mais intensificada”, completa Raquel. Capacitação e paixão também são guias importantes do cenário do empreendedorismo LGBT: os empreendedores da comunidade escolhem seus ramos de atuação principalmente pelo que mais gostam de fazer. Foi o caso de 32%. Apenas 10% escolhem a área por perceberem carência do mercado e 21% pesquisam nas redes nichos de sucesso. 62% das pessoas entrevistadas veem o estudo como fundamental para estarem mais bem preparados para o mercado. Na visão de Raquel, o futuro é promissor para LGBTs empreendedores e as redes de apoio são fundamentais para fomentar uma maior participação da comunidade no comando de negócios próprios. “Eu acredito em um cenário mais estruturado para a comunidade nos próximos anos, e esse é um dos focos de atuação da Nhaí: apoiar empreendedores LGBTQIAPN+ para que façam conexões relevantes para os negócios, consigam se instrumentalizar e crescer. Uma das nossas frentes de apoio é a plataforma digital chamada “Contaí Comunidade”, que se propõe a ser sede desses negócios em um ambiente virtual e dispõe de ferramentas muito relevantes para atingir esses objetivos, como vídeos, debates e trocas de experiências com profissionais que são referências no mercado”, finaliza. Empreender é um desafio e não é uma tarefa simples para ninguém. Porém, é uma montanha ainda maior a se escalar quando se vive à margem da sociedade e é forçado a encarar diariamente o preconceito. O cenário de empreendedorismo LGBT se mostra almo e com lacunas a serem preenchidas, uma chance de mudar de vida, se reafirmar e realizar sonhos.
Sebrae reforça agenda ESG para os pequenos negócios

Lançamento de Comitê ESG reuniu autoridades e especialistas de renome no Brasil. Temática gera valor e sustentabilidade para as empresas O Sebrae Nacional deu um passo estratégico rumo à promoção do desenvolvimento sustentável das micro e pequenas empresas, reforçando o seu compromisso de gerar valor para os negócios e a sociedade. Por meio do Comitê ESG, lançado nesta quarta-feira (21), a instituição começa a implementar uma agenda ESG em nível nacional em toda a cadeia de relacionamento do Sistema Sebrae, de fornecedores a clientes, colaboradores e parceiros. A iniciativa marca o início da construção de um programa nacional baseado nos pilares ambiental, social e de governança. O anúncio do Comitê ESG foi realizado pela diretoria do Sebrae em evento na sede da instituição, em Brasília, com a presença de autoridades do setor e especialistas de renome. Na abertura do encontro, o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, reforçou o papel de protagonismo da instituição na consolidação da pauta ESG. Segundo ele, o grande desafio é gerar emprego e fazer a economia crescer com sustentabilidade. “Existe um apelo unânime diante de transformações irreversíveis. Temos que sustentar o planeta, garantir o seu equilíbrio e a compatibilização com a chegada da inteligência artificial, possibilitando um mundo inclusivo para todos”, declarou. O diretor-técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick, por sua vez, destacou que o momento é de unir forças em prol da agenda ESG. Ele reafirmou o compromisso da instituição de servir e apoiar os empreendedores brasileiros. “Com o que estamos nos comprometendo aqui deve fazer sentido de todas as formas além do Sebrae Nacional ou do Sistema Sebrae”, considerou. A diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Margarete Coelho, aproveitou para explicar os objetivos do lançamento do Comitê ESG. “Queremos verdadeiramente ser exemplo para que os pequenos negócios sejam mais sustentáveis, inclusivos e competitivos”, afirmou. ESG em pauta O evento de lançamento também foi protagonizado por palestrantes renomados abordando o tema “Sendo a mudança no mundo”. Para tratar da perspectiva do meio ambiente, o escritor, professor e ativista indígena Daniel Munduruku apresentou uma reflexão sobre como o pensamento circular dos povos originários pode contribuir para a construção dessa agenda transformadora. “Os povos indígenas são empreendedores há mais de 3 mil anos e sobrevivem porque têm um compromisso com o coletivo que vai além do humano.” Já Karine Oliveira, CEO da Wakanda Educação, escola de educação empreendedora para negócios periféricos, provocou os participantes sobre o ponto de vista da inclusão social sem o viés do assistencialismo. “Antes de tentar resolver o problema de forma rápida, é preciso entender a lógica. Comece a se cercar de pessoas diferentes de você e comece a pensar em outras formas de fazer”, sugeriu. Por sua vez, Renata Faber, head de ESG na Exame e Top Voice LinkedIn, apresentou o conceito de governança como sendo a base do ESG. Segundo ela, sem governança uma pequena empresa não consegue dar o próximo passo para se tornar uma grande empresa. “Quando o negócio esquece da governança, pode gerar um problema muito grande, inclusive todo impacto social e positivo deixa de fazer sentido”, avaliou. Sobre o Comitê ESG O principal desafio do Comitê será formalizar uma agenda ESG na cadeia de relacionamento do Sebrae, incluindo desde fornecedores a clientes, pessoas colaboradoras e parceiros. Para tanto, serão definidas estratégias e ações direcionadas a cada público. Do ponto de vista interno, o Comitê deverá englobar a temática na cultura organizacional e nos valores da instituição, além de monitorar e avaliar programas, projetos e ações do Sistema Sebrae relacionados à ESG. A atualização do Diagnóstico de Sustentabilidade e a produção de relatórios com boas práticas servirão como diretrizes para construir um programa nacional baseado nos pilares ESG. Confirma abaixo os 10 compromissos do Comitê ESG do Sebrae: Realizar levantamento de dados, iniciativas e práticas ESG para mapeamento do cenário atual da instituição. Elaborar matriz de riscos ambientais, sociais e de governança e definir um plano de ação para minimizá-los. Monitorar, avaliar e reconhecer os resultados alcançados pelo Sistema Sebrae nas ações ESG. Promover a agenda sobre Diversidade, Equidade e Inclusão nos canais de relacionamento e atendimento internos e externos. Desenvolver programas de treinamento em ESG para formação de lideranças inclusivas e ambientalmente responsáveis. Estabelecer diretrizes que assegurem a execução de boas práticas ESG por parte dos nossos fornecedores e parceiros. Propor revisões normativas com objetivo de promover uma governança transparente e sustentável, segundo princípios ESG. Promover ações para adoção de práticas sustentáveis e o uso consciente dos recursos naturais, reduzindo o impacto ambiental do Sistema Sebrae. Estabelecer diretrizes para a criação de soluções e conteúdos em linguagem inclusiva, acessíveis a todos os públicos do Sebrae. Promover a educação empreendedora inclusiva, fomentando a criação de modelos de negócios inovadores, diversos e sustentáveis
Empreendedorismo: 7 a cada 10 abrem negócio após maternidade

Mentora de Mulheres Empreendedoras busca ajudar mulheres a conquistar sua independência financeira e emocional através de seus próprios negócios. Equilibrar a maternidade e a carreira profissional costuma ser um grande desafio para a maioria das mulheres, e devido às dificuldades impostas no mercado de trabalho – também encontradas na vida cotidiana, como em casos da falta da rede de apoio -, muitas mães estão buscando o empreendedorismo como forma de trilhar novos caminhos profissionais. De acordo com uma pesquisa realizada em 2022 pelo RME (Instituto Rede Mulher Empreendedora), sete a cada dez empreendedoras brasileiras decidem abrir um negócio depois da maternidade. Foto: Image by Drazen Zigic on freepik / DINO Ao empreender, além de buscar a independência financeira, as mulheres passam a ter a liberdade de estabelecer seus próprios horários, adaptando sua rotina às necessidades dos seus filhos e permitindo que, com isso, estejam mais presentes no desenvolvimento das crianças. Além disso, um outro ponto que incentiva o empreendedorismo em decorrência da maternidade é a baixa aceitação e acolhimento do ambiente corporativo com as mulheres que são mães ou que estão grávidas. De acordo com uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), quase metade das mulheres que tiram licença-maternidade são demitidas em até dois anos após esse período, e na maioria das vezes a demissão é dada sem justa causa. Paralelamente, um estudo do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) analisou o empreendedorismo em diversos países, e mostrou o quanto o empreendedorismo feminino tem apresentado um crescimento significativo. No Brasil, por exemplo, as mulheres representam por volta de 51%, chegando a um número maior do que 30 milhões, o 7º país com o maior número de mulheres empreendedoras no mundo. Outro levantamento, realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), apontou que a maioria das famílias no Brasil é chefiada por mulheres: dos 75 milhões de lares, 50,8% tinham liderança feminina, o correspondente a 38,1 milhões de famílias. Andressa Gnann, advogada, empreendedora, mãe e mentora de Mulheres Empreendedoras reforça que é fundamental reconhecer o potencial empreendedor das mulheres e lhes fornecer o apoio necessário para desenvolver suas ideias e negócios. “Iniciativas que promovem o empreendedorismo feminino, como cursos de capacitação, acesso a financiamento e networking, são essenciais para fortalecer a presença das mulheres no mundo dos negócios e superar as barreiras impostas pela maternidade no mercado de trabalho tradicional”, afirma Gnann. No entanto, é importante ressaltar que o caminho do empreendedorismo não está isento de desafios. É necessário que o processo seja bem planejado e que seja levado em conta o quanto empreender exige não somente tempo, mas também investimento financeiro, estudo e persistência. Para Gnann, o empreendedorismo oferece a oportunidade de explorar talentos e paixões, envolvendo muitas vezes, realizações pessoais dessas mulheres. A mentora tem como foco principal ensinar as mulheres a conquistar sua independência financeira, seja iniciando um negócio do zero ou multiplicando os resultados de um negócio que não consegue crescer. “A mentoria ensina e compartilha sobre como ter um negócio sustentável e multiplicar os resultados, vinculando o trabalho com a maternidade, com foco na qualidade de vida”, finaliza. *Com informações do portal Terra
Casal de mulheres cria projeto para empreendedorismo de minorias

Hub Diversidade Colorida promoveu feira neste domingo no Rio As exclusões sofridas no mercado de trabalho por Nanny Mathias e sua esposa, Isabelly Rossi, obrigaram o casal de mulheres negras a apostar no empreendedorismo para sobreviver e construir uma vida melhor. E o entendimento sobre essas dores vivenciadas foi o ponto de partida para desenhar um projeto voltado ao fortalecimento de empreendedores mulheres, negros, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência, o Hub Diversidade Colorida, que realizou neste domingo (18) a Feira Diversidade Colorida, no Parque Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro. Em entrevista à Agência Brasil, no Mês do Orgulho LGBTQIA+, a CEO do Hub, Nanny Mathias, disse que a proposta da feira é reunir empreendedores desses grupos para criar mais conexões, possibilitando parcerias, investimentos e também mais negócios. “A gente gera esse espaço seguro e inclusivo para que as pessoas possam expor o seu trabalho, sua arte, seus negócios, porque são pessoas que historicamente são marginalizadas e violentadas pela sociedade, que sofrem exclusão social, educacional e profissional”, disse Nanny, que conta com a parceria da mulher na realização da empreitada. Essa violência é algo que a própria organizadora do evento relata em sua trajetória. Ao se matricular com a mulher para concluir o ensino médio, já que a necessidade de trabalhar havia empurrado ambas para a evasão escolar, ela narra um episódio de lesbofobia que exemplifica o por quê da necessidade de uma educação que seja segura para minorias. “Quando a gente voltou ao âmbito escolar, há alguns anos, eu e minha esposa, no primeiro dia de aula, sofremos um ataque lesbofóbico pelo nosso professor de história, que queria saber quem era o homem da relação. E, não contente com a gente dizer que não tinha homem na relação, ele insistiu e criou histórias, perguntou quem pagaria pensão se a gente se separasse, quem ficaria com os filhos. Ele constrangeu a gente de forma muito violenta, e quando fomos falar com a direção, a direção simplesmente ocultou o fato”, disse. O episódio, segundo Nanny, foi antes de a LGBTfobia ser criminalizada pelo Supremo Tribunal Federal. “Na delegacia, falaram para gente que poderíamos denunciar se tivesse uma lei que protegesse a gente, mas não tinha”. No mercado de trabalho, ela também relata experiências dolorosas, que impediam que se mantivesse muito tempo no mesmo emprego. “Além de ser uma mulher lésbica, sou preta e sapatão. Tenho uma forma de vestir e viver que é diferente. Exigem um padrão das mulheres, e eu chego quebrando isso. Eu trabalhei em uma empresa em que as pessoas queriam saber quem era o meu marido, porque eu não dizia que era casada com uma mulher. Me pressionaram tanto que mostrei a foto, e começaram a dizer ‘eu já sabia’. Minha gerente na época disse que minha vida pessoal não tinha nada a ver e que não tinha preconceito. Mas, no dia seguinte, ela me demitiu”. Essas experiências fizeram a empreendedora pensar o projeto também como uma rede de apoio, já que o fato de ter partido para gerir seu próprio negócio não a poupou de novos episódios de discriminação. “As violências são diárias e em todos os âmbitos. Hoje, eu sofro as do mundo dos negócios”, afirma. “O meu corpo representa muito, sou mulher e enfrento machismo. Sou preta e enfrento racismo. Sou lésbica e enfrento LGBTfobia. Sou do axé e acabo sofrendo intolerância religiosa”. Entre os micro e pequenos empreendedores que participaram da feira deste domingo há negócios de diferentes setores, como artesanato, gastronomia e moda. Os participantes foram inscritos também em um laboratório de empreendedorismo, focado em capacitar essas pessoas. “São pessoas que estão no empreendedorismo por necessidade em muitas das vezes, pessoas que não puderam estudar para depois empreender e estão fazendo isso ao mesmo tempo. Entendendo essa necessidade, de tantos negócios quebrando por não saber gerir, a gente criou esse laboratório, para gerar um espaço de inclusão e capacitação. A gente tem uma rede de mais de 100 empreendedores”, disse Nanny, que vê o empreendedorismo desses grupos vulnerabilizados como uma ação transformadora no mercado de trabalho. “Infelizmente, o mercado ainda tem uma exclusão muito grande de pessoas pretas e LGBTQIA+, e quando você é preta e LGBTQIA+, tudo dentro do mesmo corpo, essa exclusão é muito maior. Essas pessoas, muitas vezes, dentro dos seus próprios negócios, já levam mensagens sobre aquilo que elas vivem, viveram e sobre a exclusão que elas sofrem. Então, elas vão transformando, assim como eu, as dores delas em um negócio criativo. Isso é muito interessante”. *Com informações da Agência Brasil / EBC
Nhaí amplia foco em projetos e prepara semana digital para empreendedores LGBTQIAP+

O evento consolida a startup Nhaí como uma agência de ideias para inovação dentro da pauta de diversidade e inclusão Nhaí é um nome que vem de “E aí?”, que, por sua vez, significa “Chegamos!”, “Estamos aqui!”. Esse é o propósito dessa agência de ideias voltada à inovação a partir da diversidade: fomentar o encontro da comunidade LGBTQIAP+ para que ela inspire uns aos outros e inspire a sociedade. O objetivo é chamar a atenção de todos, com alguma leveza e humor– daí o nome tão sonoro – para a importância de desenvolver uma nova forma de olhar o que é diversidade. Fundada por Raquel Virgínia, CEO da empresa, no segundo semestre de 2021, a Nhaí tem o compromisso de trabalhar esse pilar para unir a comunidade e para jogar luz nela de maneira que empresas e a sociedade entendam e reconheçam o valor da inclusão. Nesse sentido, Raquel Virgínia é incansável quando se trata de criar projetos. “Venho de uma família que sempre empreendeu e, várias vezes, faliu. Eu mesma tive uma banda chamada As Baías, e ocupava uma posição também de empreendedora, já que cuidava da estratégia e do tático, e adorava desenvolver projetos para trazer as marcas para nós. Foi quando comecei a identificar o mercado e a pensar que poderia trabalhar além da banda”, conta Virgínia. Mais: ela diz que resolveu contribuir de forma mais efetiva para a causa LGBTQIAP+: “Cada vez falo menos o que acho do projeto dos outros e trabalho mais para montar projetos dentro do que acredito”, afirma. Gente que faz São muitos projetos, todos viabilizados pelas marcas. A Nhaí tanto desenvolve os próprios, patrocinados, quanto aqueles feitos em parceria com os departamentos de publicidade e marketing dos clientes. “Sempre digo que não somos uma consultoria, mas uma empresa de inovação e tecnologia para quem busca construção e implementação de um projeto. A gente funciona como uma agência de ideias que viram storydoing, não fazemos storytelling”, conta Virgínia. É dessa forma que a Nhaí atua com parceiros como Amstel, Avon, Santander, Pepsico (Doritos) e Coca-Cola Brasil (Sprite). Com projetos proprietários, a diversitech anda bem ocupada com projetos, como a semana digital sobre empreendedorismo LGBTQIAP+, que acontece de 12 a 19 de junho, dentro da plataforma Contaí. Esse programa foi lançado em abril e está operando em beta. “O evento vai estrear na fase mais pulsante da Contaí, que é uma rede social que conecta empreendedores da comunidade. Nesse ambiente, há lives, vídeos, e eles trocam experiências, se fortalecem, criam novas narrativas, e também fazem negócios entre si e com empresas”, conta Virgínia. Segundo a CEO, a semana digital vai ser mais uma oportunidade para a comunidade se tornar mais robusta. “Teremos a participação de personalidades de destaque dentro do empreendedorismo LGBT e isso será muito inspirador”, conta ela. Lugar de aceitação Além da Contaí, a Nhaí toca o projeto Marsha Shopping, dentro do metaverso. O nome é uma homenagem a Marsha P. Johnson, mulher trans e ativista norte-americana. A ideia é dar visibilidade a pessoas da comunidade que empreendem na área da moda. “Elas enfrentam uma enorme dificuldade para ter acesso a pontos físicos, então, pensamos que seria perfeito terem lojas dentro desse ambiente virtual”, diz Raquel Virgínia. A empreendedora afirma que o shopping conta com alguns empreendedores, e o plano é expandir no segundo semestre deste ano e, mais fortemente, em 2024. Outro projeto interessante que deve estrear no segundo semestre tem como fio condutor o bem-estar de pessoas fora do dito “padrão”. “Vamos levar gordos, anãos, LGBTQIAP+, indígenas… para que elas passem um dia se divertindo, tendo acesso a bem-estar e mudando o paradigma em relação ao próprio corpo”, conta Virgínia. Estabilizar para crescer Ideias e projetos não faltam à Nhaí. O momento é de expansão. A empresa ainda é jovem e, se numa primeira etapa viveu o processo de descobrir o que era de fato e qual sua conexão com o mercado, agora é hora de focar e colher (mais) frutos. “Nos fortalecemos internamente e hoje buscamos cada vez mais gerar impacto com nossa assinatura que são inovação, leveza e humor. E sempre pensando no legado que o projeto vai deixar”, afirma Virgínia. Ela conta que o mercado está assimilando isso. “Venho sendo muito mais procurada para trabalhos longos e não apenas para pensar em algo para junho [mês em que se comemora o orgulho LGBT+]. É um avanço, sinal de que o mercado vem evoluindo, uma conquista da Nhaí e também dos movimentos sociais que pontuam a relevância de falar sobre diversidade e inclusão o ano inteiro”, diz. Para dar conta da demanda, Raquel Virgínia afirma que o próximo passo é conseguir investimentos – bancário ou de investidores. “Para isso, estamos atuando para deixar a empresa o mais estável possível, porque, sem isso, não nos dão crédito. Estamos em um bom caminho, a Nhaí ainda é nova e nossa história está em construção. Faturamos R$ 3 milhões até abril, e no ano passado o faturamento foi de R$ 1,8 milhão. Estamos indo bem”, conclui. Participar do Mais Diversas to Watch, programa realizado por Pequenas Empresas & Grandes Negócios que oferece ciclos de mentoria a empresas que promovem diversidade no cenário nacional de tecnologia e inovação, segundo Raquel Virgínia, veio em um momento oportuno, porque eles precisam de um olhar de fora para pensar se fortalecer enquanto marca. “Aquela expressão ‘você não se enxerga?’ é verdadeira. Muitas vezes, quando estamos imersos no dia a dia, temos dificuldade para notar determinadas coisas. Por isso, tem sido enriquecedor ouvir as observações durante as mentorias”, conta. Um dos pontos que pretende trabalhar com os mentores tem a ver com RH. Ela conta que sente dificuldade em atuar com as seis pessoas com quem trabalha diretamente e os mais de 40 colaboradores de pelo menos cinco empresas terceirizadas que são suas parceiras. “Uma equipe unida, claro, tende a performar melhor. E isso será ótimo para a Nhaí”, diz Virgínia. *Com informações do portal PEGN
Impacto sustentável: iniciativas que transformam o agronegócio

Conheça algumas tecnologias a favor da agricultura e da pecuária no Brasil A agropecuária é essencial para movimentar a economia do país. Levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostra que, no acumulado de janeiro a março de 2023, as exportações do setor movimentaram US $17 bilhões do total de US $76,4 bilhões comercializados pelo Brasil no primeiro trimestre. Por outro lado, vários problemas ambientais estão atrelados à expansão da agropecuária e à utilização de métodos para o cultivo e criação de animais. Na agricultura, os vilões são o desmatamento, as queimadas e a utilização de agrotóxicos que contaminam o solo, o lençol freático e os rios. Já na pecuária, a substituição da cobertura vegetal pelas pastagens também contribui para intensificação do aquecimento global porque os animais liberam gás metano. Em resumo, se, por um lado, temos uma necessidade latente de produzir alimentos para atender a demanda global, do outro, precisamos, urgentemente, preservar a natureza. Com isso, novos manejos e inovações tecnológicas aparecem e se tornam grandes aliados do produtor responsável. “Nosso grande desafio não é apenas pensar em formas de reduzir o impacto de todas as nossas atividades, mas reduzir esse impacto acelerando a geração de renda para as pessoas e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida da população. Onde há desenvolvimento, educação e geração de renda existe preservação e cuidado com o meio ambiente”, avalia Milton Steagall, CEO do Grupo BBF (Brasil BioFuels), empresa que tem como objetivo descarbonizar a Floresta Amazônica e mudar a matriz energética da região Norte do Brasil por meio de iniciativas como a produção de biocombustíveis para a geração de energia renovável. Responsabilidade ambiental A agenda ambiental está na ordem do dia no mundo todo e há um grande desafio geral que é o aumento da produção, com a redução do impacto ambiental. Por isso, é imprescindível o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis para o setor do agronegócio. A Inteligência Artificial, drones e sensores e softwares de agricultura digital são algumas das alternativas. “A liderança brasileira na produção de alimentos e matérias-primas está alicerçada em ciência e tecnologia e são essas áreas que vão nos permitir dar um novo salto de crescimento, nos posicionando como referência no contexto da bioeconomia”, explica Steagall. Abaixo, alguns exemplos a favor da agricultura e da pecuária no Brasil: Captura de carbono: O CO2 capturado reduz significativamente as emissões de gases do efeito estufa, contribuindo para diminuição dos impactos do aquecimento global. Além disso, é possível lucrar com essa alternativa porque o carbono pode ser transformado em novos materiais plásticos muito utilizados nas indústrias. Prova de Emissão de Gases (PEG): A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) lançou um método para medir a emissão de gás metano em bovinos de raças europeias. A tecnologia, denominada Prova de Emissão de Gases (PEG) ajuda na seleção de reprodutores, unindo ganho de peso à menor produção do gás durante a digestão. Agricultura 4.0: A agricultura digital é um conjunto de tendências tecnológicas no agronegócio: maquinários de última geração, softwares de gestão e análise e sistemas que utilizam inteligência artificial para melhorar a gestão dos insumos, reduzir desperdício e aumentar a eficiência no uso de recursos. Com essas tecnologias, é possível elevar a produção, aumentar a rentabilidade e, claro, reduzir o impacto das atividades rurais sobre o meio ambiente. Entre as ferramentas que revolucionaram as operações, é possível encontrar grandes produtores que usam drones, sistemas de gestão, mecanismos e dispositivos para atividades remotas, automóveis e máquinas, entre outras. Neste contexto, é possível contar com sistemas regenerativos que possuem o compromisso de melhorar os resultados produtivos, ecológicos e sociais. Essas práticas integradas trazem medidas para aumentar a saúde do solo, sequestrar carbono da atmosfera, manter a qualidade da água, conservar e expandir a biodiversidade e melhorar a qualidade de vida. Energia Solar: Sistemas de geração de energia solar reduzem os impactos na natureza porque são uma fonte inesgotável e com zero risco de poluição é considerada inesgotável. A energia solar ainda ajuda na redução de gastos com a conta de luz, chegando a uma economia de até 99%. Horta inteligente: Produzir o seu próprio alimento, seja em hortas comunitárias ou caseiras, contribui para a redução da pobreza, melhora a saúde e, claro, auxilia na preservação do meio ambiente. A prática, inclusive, é recomendada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A horta inteligente, por exemplo, com sistema autoirrigável, é uma alternativa simples e eficiente, vendida por iniciativas como a da empresa Yes We Grow. “Nunca tivemos tanto veneno em nossa alimentação e a agricultura urbana doméstica traz consciência alimentar e ecológica. E em muitos casos, cultivar em casa, nem que seja um pezinho de manjericão mostra que a economia pode ser enorme”, finaliza Rafael Pelosini, CEO e Fundador da Yes We Grow. *Com informações da Exame
Incentivo ao empreendedorismo impacta positivamente 40 mil mulheres no Brasil

Instituto Consulado da Mulher fomenta e investe em projetos de mulheres que têm o sonho de empreender Este ano, o número de mulheres empreendedoras no Brasi alcançou uma marca histórica: chegou a 10,3 milhões e representa uma fatia de 34% do total de empreendedores no país. Números que refletem a busca por espaço e afirmação feminina em um cenário antes dominado por homens. Dados como esse são resultado de um ímpeto que não começou agora, é o pico de uma crescente onda que tem uma estrada longa, com sonhos, percalços e vidas transformadas no caminho. Um dos viajantes nessa estrada é o Consulado da Mulher. Nascido em 2002, na cidade de Rio Claro, interior de São Paulo, o protejo tinha como objetivo de apoiar mulheres através do conhecimento profissional. A principal causa é o empreendedorismo feminino com foco na capacitação e acompanhamento, uma espécie de trampolim para mulheres que sonham com seus negócios e não sabem por onde começar. “O Consulado já nasceu com essa semente de fortalecer e incentivar as mulheres. Nós, que estamos inseridos, temos nosso trabalho, nossa casa, temos nossos roteiros inseridos. Mas, quando você sai um pouquinho, em qualquer cidade do Brasil, nas periferias a situação é muito diferente”, conta Leda Böger, diretora executiva do Consulado da Mulher, sobre os primeiros passos do projeto. “O objetivo é que elas se sintam confiantes, capazes de empreender ou de ampliar seus negócios gerando renda, ganhando autoconfiança e podendo dar um futuro melhor para suas famílias”, completa. Vinte anos depois, já são mais de 38 mil pessoas beneficiadas, 2.202 empreendimentos em 489 cidades, dos 26 estados do Brasil, além do Distrito Federal. O instituto é uma ação social da marca Consul, marca brasileira líder no segmento de eletrodomésticos. “A atuação, basicamente, se dá em todo o território nacional. Nosso público hoje é composto por mulheres na faixa dos 40, 45 anos, em média e as regiões tem características culturais próprias. A gente prioriza mulheres que estão em situação de vulnerabilidade, que por alguma razão não estão no seu pleno potencial empreendedor, muitas delas por ter uma lacuna de escolaridade na base”, explica Leda. Leda Böger conversou com o Empreendabilidade e contou, além de sua trajetória pessoal, histórias inspiradoras de mulheres incentivadas pelo Consulado. O papo está disponível na íntegra no YouTube e no Spotify, recheado de insights para mulheres e, por que não, homens que querem tirar o sonho de empreender do papel.
Fundação lança banco de dados de startups circulares

Circular Startup Index, criado pela Fundação Ellen MacArthur, quer conectar startups a empresas e investidores A Fundação Ellen MacArthur, organização internacional sem fins lucrativos que atua no desenvolvimento da economia circular, lançou um banco de dados de startups circulares — o Circular Startup Index. A plataforma tem o objetivo de ajudar empresas e investidores a conhecer as startups, impulsionando a aceleração e inovação nesse nicho. “Projetar um futuro circular requer inovação radical para repensar como nossa economia funciona. Milhares de startups circulares já estão fazendo isso. Mas elas precisam de mais apoio e investimento”, diz Ella Hedley, gerente de projetos da Fundação Ellen MacArthur. O índice, disponível no site da Fundação, apresenta startups que fazem parte da sua comunidade. Cada uma delas foi selecionada por incorporar um ou mais princípios da economia circular – a eliminação de resíduos e poluição, a circularidade de produtos e materiais e a regeneração da natureza – em sua proposta de negócios. Atualmente, há 500 startups catalogadas de diferentes setores. Entre elas, estão sete startups brasileiras: 4 Hábitos para Mudar o Mundo, B.O.B – Bars Over Bottles, B.Recycled, Boomera, Circular Brain, eureciclo e Natcrom Soluções Sustentáveis LTDA. *Com informações da Revista PEGN
Startup For Black Hands insere profissionais negros no mercado

Inovação criou banco de talentos para conectar empresas e profissionais A empreendedora Marina Apolinário, 37 anos, é formada em administração e tem uma vasta carreira em bancos e instituições do setor, onde atua como auditora dos processos financeiros. Depois de observar a falta de profissionais negros em seu mercado e ocupando posições de liderança, ela decidiu fundar a For Black Hands em agosto de 2022. No mês seguinte, o projeto foi aprovado no programa Black Start, do Sebrae. Na experiência, a empresa consolidou seu modelo de negócios, que tem um site que funciona como banco de talentos para empresas com ações afirmativas. A For Black Hands se destaca, segundo a fundadora, por acompanhar os profissionais contratados em seus primeiros meses na nova posição. “Meu diferencial é fazer o acompanhamento do candidato nos três primeiros meses de experiência. Nesse período, eu entendo a relação entre o candidato e a empresa: como ele está performando, desempenhando a função dele e se está sendo bem orientado. A retenção é importante para as duas partes”, diz Apolinário. A irmã da empreendedora, Ana Carolina Apolinário, 40, é sócia da empresa. Ela é historiadora e atua na área de comunicação da For Black Hands, enquanto Marina cuida do setor comercial e administrativo. Foi no programa do Sebrae que elas aprimoraram o projeto da empresa. A primeira versão da plataforma foi criada por Marina Apolinário de forma autodidata, por meio do WordPress. Depois, participando da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo, Marina conheceu a designer UX Lizandra Lisboa e a programadora Daniela del Porto, que levaram o site ao modelo atual. Reconhecendo a concorrência no mercado de recursos humanos para ações de diversidade e inclusão, Apolinário diz que sua empresa se diferencia por atender os candidatos de forma mais próxima, além de oferecer uma rede parceira de capacitações. “Quando conduzo as entrevistas de emprego, muitos candidatos dizem que é a primeira vez que são avaliados por uma profissional negra. Eles se sentem acolhidos”, conta. Alguns dos workshops promovidos pela For Black Hands abordaram temas como o inglês para entrevistas de emprego e noções básicas de tecnologia. “As aulas são pautadas nas minhas pesquisas sobre o que as pessoas precisam, o que as impede de ter um trabalho, ascender na carreira”, diz. Alguns clientes atendidos pela empresa de Apolinário foram Biti9, Uppo, Fundo Agbara e PX Brasil. A expectativa para este ano é conseguir aportes que possibilitem a contratação de funcionários e otimização da plataforma. “Quero trazer mecanismos de automação do processo, desenvolver as tecnologias do nosso produto”, afirma Apolinário. *Com informações do Portal PEGN
Dia dos Povos Indígenas: empreendedorismo como ferramenta de empoderamento

Indígenas contam como o empreendedorismo promove o desenvolvimento econômico e social das comunidades, preservando as práticas culturais O empreendedorismo indígena surgiu como uma ferramenta poderosa para o empoderamento, ajudando a despertar o potencial econômico das comunidades indígenas e fornecendo um caminho para a autodeterminação econômica. À medida que os empreendedores indígenas estabelecem seus negócios, eles estão simultaneamente construindo resiliência, revitalizando as práticas culturais tradicionais e desafiando os estereótipos negativos que há muito atormentam as comunidades indígenas. Durante séculos, os povos indígenas enfrentaram barreiras sistêmicas que limitaram suas oportunidades econômicas, desde a desapropriação de suas terras até a supressão de suas práticas culturais. No entanto, nos últimos anos, um número crescente de empreendedores indígenas desafiou esses obstáculos, aproveitando sua herança cultural para criar negócios de sucesso que contribuem para suas comunidades e para a economia em geral. Empreendedora desde 2010, Dalvani pertence ao povo Apurinã e conta que o trabalho com a arte indígena é uma atividade que ela realiza desde criança, e que geralmente é passada de pai para filho. Além de viver do artesanato, Dalvani é presidente da Associação das Artesãs e dos Artesãos Indígenas do Vale do Juruá, no Acre. Ali, ela trabalha com outras mulheres indígenas dos 18 povos originários da região. São vários tipos de arte de povos diferentes e de culturas diversas. “Faço, mas também ajudo as outras indígenas a comercializarem os produtos delas”, afirma. Segundo a artista, foi através do incentivo do Sebrae Acre que o empreendimento foi formalizado, facilitando a venda dos produtos para fora do estado. O trabalho em conjunto com outras artesãs é comercializado no espaço que a Associação possui no Mercado da Banana, comércio no centro de Cruzeiro do Sul, município acreano. O Sebrae Acre também foi responsável por capacitar os indígenas, dando instruções sobre como melhorar o acabamento dos produtos. “Foi difícil aceitar as mudanças propostas, mas depois entendemos que a equipe não queria mudar o nosso material, e sim melhorá-lo. Então aproveitamos as capacitações e hoje o nosso trabalho é mais bem aceito. Comercializamos localmente, pela internet e nas feiras nacionais organizadas pelo governo do Estado do Acre com o Sebrae”. Turismo sustentável O turismo ecológico em territórios indígenas tem sido uma alternativa viável para fortalecer a economia das comunidades e proteger a biodiversidade. Esse é o caso do Território Indígena Sete de Setembro, do povo Paiter Surui, localizado em Cacoal (RO). A comunidade vem desenvolvendo o Espaço Turístico Yabinaby, projeto de etnoturismo sustentável que foi desenvolvido pelos próprios indígenas, que se tornaram empreendedores e gestores do negócio. A iniciativa é baseada em princípios de respeito à cultura e aos valores da comunidade, preservação do meio ambiente e geração de renda para a população local. Xener Paiter Suruí, integrante da equipe de gestão e logística do Yabinaby, diz que o impacto do projeto para o seu povo é muito significativo, visto que proporciona a valorização da cultura e do modo de vida da comunidade, além de gerar empregos e renda para os indígenas que atuam no projeto. Além disso, o turismo sustentável é uma atividade que contribui para a preservação do meio ambiente e para o desenvolvimento econômico local de forma equilibrada e consciente. “O empreendedorismo indígena é extremamente importante para a promoção do desenvolvimento econômico e social das comunidades. Ele permite que os indígenas possam utilizar seus conhecimentos e habilidades para criar oportunidades de trabalho e renda, valorizando a cultura e as tradições locais. No entanto, os desafios enfrentados pelos empreendedores indígenas são muitos, incluindo a falta de acesso a recursos financeiros, a dificuldade em conciliar a gestão do negócio com as atividades tradicionais da comunidade e a falta de apoio do poder público”, declara. Por isso, Xener reitera que sejam criadas políticas e iniciativas que apoiem e fortaleçam a economia dos povos indígenas. O Yabinaby contou com qualificações do Sebrae focadas em atendimento no turismo. “A equipe de capacitação desempenhou um papel fundamental instruindo sobre a gestão desse tipo de turismo, oferecendo consultoria e orientação para os empreendedores indígenas desenvolverem suas habilidades em gestão de negócios, marketing, finanças e outros aspectos relacionados ao empreendedorismo”.
“Soluções digitais estão ajudando a combater o desperdício de alimentos”, diz B4waste

O desperdício é um dos principais vilões da rotina mundial de mercado no ramo de alimentos. Desde o agronegócio até grandes redes de supermercados, em cada uma das etapas, parte dos elementos se perde, do início ao final da cadeia de produção. Um levantamento da ONU mostra que o Brasil desperdiça por ano cerca de 27 milhões de toneladas de alimentos, número impactante e que se agrava diante da estimativa de 80% desse desperdício acontecer durante o manuseio, transporte e centrais de abastecimento. Do outro lado, milhares de pessoas passam fome. Foi buscando resolver este gargalo que a B4Waste foi fundada. O marketplace oferece produtos próximos do vencimento por preços atrativos, buscando evitar que esses alimentos sejam descartados. Na prática, conecta empresas que estão ofertando os produtos próximos à validade com possíveis clientes – pessoas ou outros estabelecimentos – dando vazão aos produtos com um bom preço. “As soluções digitais estão ajudando a resolver problemas que existiam e que não sabíamos como enfrentar, como o desperdício de alimentos. Fazemos parte de uma geração de soluções disruptivas digitais que permitem atacar esse problema em uma escala maior”, afirma Luciano Kleiman, fundador da B4Waste. Kleiman enxerga a startup como um agente dentro de uma cadeia que faz a engrenagem funcionar. “Do ponto de vista do varejista, a criação de valor se encerra no fundo da loja, onde o produto próximo ao vencimento será destruído, descartado ou, em alguns casos, retornará para a indústria. Ali é o nosso campo de jogo, onde geramos um novo valor para o que seria jogado fora”, explica. Além do desperdício, a B4Waste contribui com um grande problema mundial, que é a fome. Cerca de 34% da produção mundial de alimentos é desperdiçada ao ano, que seriam suficientes para alimentar 2 bilhões de pessoas passando fome no mundo. Só no Brasil, são cerca de 8,7 milhões de toneladas de alimentos desperdiçados. “Os alimentos que transitam pela B4Waste são comercializados novamente com cerca de 50% de desconto no valor. Tem gente que só pode comprar o alimento por conta desse preço”, afirma Kleiman. Negociar alimentos próximos à data de vencimento só foi possível graças a algumas mudanças na legislação brasileira, que é extremamente exigente quanto aos produtos alimentares. A B4Waste, no entanto, enxerga que esse é um processo contínuo. “É uma evolução, nunca vai chegar o momento de dizermos que acabou. As tecnologias, indústrias e hábitos estão sempre mudando e as pessoas vão se adaptando”. Além da B4Waste, outras tecnologias voltadas a evitar desperdício têm surgido, como sistema de monitoramento da validade. “Tem toda uma rede, gente que conversa com os produtores e tenta intermediar do campo ao varejo como isso chega. É muito bonito de ver essas soluções florescendo”, destaca.
Min. da Fazenda vai capacitar mulheres em vulnerabilidade

Programa visa auxiliar essas mulheres a conquistarem renda e autonomia financeira O Ministério da Fazenda criou o Programa Mulher Cidadã, que tem como objetivo capacitar mulheres em situação de vulnerabilidade ou risco social para que possam empreender. O programa realiza ações para auxiliar essas mulheres a obter renda e autonomia financeira, ofertar educação financeira, estimular regularização fiscal e apoiar projetos sociais focados nesse público. O propósito é levar assistência fiscal, jurídica e financeira gratuita às mulheres em risco social, microempreendedoras e produtoras rurais. “Identificar mulheres, em situação de risco e de vulnerabilidade social, interessadas em empreender, proporcionando-lhes acompanhamento e apoio, mediante a realização de ações de cidadania fiscal capazes de alicerçar um empreendimento seguro”, diz a portaria, publicada nesta segunda-feira (27). O programa será executado pelos Núcleos de Apoio Contábil, Jurídico e Fiscal (NAF) em parceria com instituições de ensino. A portaria prevê ainda doação de mercadorias apreendidas pela Receita Federal para organizações da sociedade civil, que atuam na ressocialização de presas. Conforme o texto da ação, as doações serão estimuladas e divulgadas como forma de conscientização social no combate ao contrabando, descaminho e pirataria, pela transformação do produto do crime em ação social que beneficia pessoas em situação de vulnerabilidade. O comitê gestor será formado por dois representantes da Secretaria-Executiva do ministério, da Receita Federal do Brasil, do Tesouro Nacional, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e da Secretaria de Políticas Econômicas. O grupo terá reuniões bimestrais e a participação não será remunerada.
Saiba por que o tema ESG deve interessar aos pequenos negócios

A adoção de boas práticas ambientais, sociais e de governança contribuem para que as micro e pequenas empresas se tornem mais competitivas, inovadoras e sustentáveis Nos últimos anos, o termo ESG (sigla em inglês para boas práticas ambientais, sociais e de governança) se consolidou como uma das principais tendências no mundo dos negócios. Mas será que o mundo do ESG está acessível às pequenas empresas? Em seu artigo, publicado no livro “ A Virada – Como Reinventar Seu Negócio Em Tempos de Incerteza”, o assessor da Diretoria Técnica do Sebrae Nacional, Gustavo Cezário, afirma que sim. Segundo ele, ao integrarem cadeias de valor, as pequenas empresas devem buscar essas práticas de gestão que as tornam mais competitivas, inovadoras e sustentáveis. “A aplicação de uma gestão ESG pelas pequenas empresas não é simples, exige tempo e energia para adaptação de inúmeros processos, assim como o compromisso com o aprendizado e a melhoria contínua. O desafio é equilibrar a busca de valor no longo prazo com a adoção de práticas, sem inviabilizar os lucros de curto prazo”, afirma Cezário na publicação. O livro “A Virada” foi recém-lançado no Brasil e em Portugal, pela editora Lisbon Internacional Press, sob coordenação do assessor da presidência do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae, André Spínola. O prefácio do livro é assinado por Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração da Magazine Luiza. Como um dos coautores da obra, Cezário traz uma perspectiva histórica da agenda ESG e apresenta iniciativas que têm contribuído para que micro e pequenas empresas (MPE) também sejam protagonistas nesse cenário, como é o caso do Programa Nacional de Encadeamento Produtivo do Sebrae, em parceria com grandes e médias empresas. Para explorar o tema ESG na perspectiva dos pequenos negócios, a Agência Sebrae de Notícias (ASN) conversou com Gustavo Cezário que é especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Confira abaixo a entrevista: ASN – Quais são os benefícios que a adoção de práticas ESG pode trazer para os pequenos negócios? Gustavo Cezário – A incorporação de práticas ESG significa uma passagem para o novo modelo de desenvolvimento econômico, com maior eficiência e produtividade, capacidade de atrair e reter talentos, facilidade para financiamento, aumentar a reputação e fidelizar clientes, reduzir riscos e intervenções regulatórias, acessar novos mercados. O processo de diferenciação das pequenas empresas para atuar em parceria com médias e grandes empresas passa pela adoção dessas práticas. Identificar nichos a se especializarem, aumentar suas competências em termos de produto, processo e gestão, e se preparar para níveis de exigências maiores na cadeia de valor são ações importantes para assegurar ou mesmo ampliar seu mercado. ASN – Poderia dar exemplos de boas práticas/ações que podem ser incorporadas à gestão dos pequenos negócios relacionadas ao ESG? Gustavo Cezário – No livro cito alguns exemplos e aqui dou destaque à preocupação com a destinação correta dos resíduos, com a exigência de plano de resíduos sólidos pelas pequenas empresas para obter o alvará de funcionamento. A primeira letra (E) indica as práticas relacionadas ao impacto ambiental. A base para estruturar ações nesta dimensão é avaliar em que medida o seu negócio corrobora com a preservação de recursos naturais e respeita a capacidade da natureza se regenerar. No Brasil, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos aborda a destinação adequada a qualquer tipo de substrato final de uma operação, chamando a responsabilidade compartilhada de todos para que esses materiais voltem ao setor empresarial para reaproveitamento, dentro da lógica da economia circular. No âmbito das mudanças climáticas, reduzir a emissão de gases de efeito estufa ou zerar a cadeia de carbono no longo prazo parece ser coisa para grandes empresas. Todavia, os pequenos negócios podem compreender quais são suas contribuições para a mitigação desse impacto em suas atividades. ASN – Podemos afirmar que os negócios de impacto estão mais preparados para responder aos desafios impostos por um mundo mais consciente? Eles são os negócios do futuro? Gustavo Cezário – Negócios de impacto social já nascem com este compromisso de impactar positivamente o mundo e tendem a crescer mais rápido do que os demais. Porém, ações no social voltados à comunidade, à diversidade, ao direito do trabalhados sem incorporar questões como mudança climática, poluição, integridade e transparência podem ameaçar a perenidade destas empresas. O principal dos negócios de impacto é como operar, gerar e comunicar valor às partes interessadas. Diálogo e engajamento social criam oportunidades de relações mais próximas com as organizações, buscando o impacto em todos os pontos de contato, com vistas a uma interação com a sociedade como todo. Por isto, um plano de comunicação interno e externo deve ser capaz de fortalecer o elo de usuários, clientes, trabalhadores, fornecedores, parceiros com o propósito da empresa.
Expo Favela conecta empreendedores com investidores

A Expo Favela São Paulo, feira de empreendedorismo que vai conectar empreendedores da favela com investidores do asfalto, organizada pela Favela Holding e que tem como parceira social a Central Única das Favelas (CUFA), acontece de 17 a 19 de março, no World Trade Center (WTC) de São Paulo, iniciou as vendas dos ingressos e divulgou algumas confirmações na programação do evento. Bora conferir detalhes da programação desse evento que incentiva o empreendedorismo na favela. Expo Favela São Paulo inicia venda dos ingressos e divulgação de palestrantes para o evento O encontro de inovação da favela promete grandes conexões e negócios nos dias 17, 18 e 19 de março, na capital paulista A Expo Favela São Paulo, feira de empreendedorismo que vai conectar empreendedores da favela com investidores do asfalto, organizada pela Favela Holding e que tem como parceira social a Central Única das Favelas (CUFA), acontece de 17 a 19 de março, no World Trade Center (WTC) de São Paulo, iniciou as vendas dos ingressos e divulgou algumas confirmações na programação do evento. A proposta do encontro é conectar anônimos e personas relevantes das favelas e do asfalto para potencializar a inteligência e a inovação que existem nos dois territórios. Os ingressos para o evento podem ser adquiridos no site, os valores para pessoas da “favela” custa R$ 20,00 a inteira, e a meia R$ 10,00. O ingresso para participantes do “asfalto” está no valor de R$ 40 a inteira, e R$ 20 a meia. A organização do evento não cobra comprovante de residência. Fica a critério do visitante decidir o ingresso que ele se reconhece. Palestrantes e atrações Dentre os palestrantes e conferências confirmados estão: Paula Lima; Manoel Soares; Abílio Diniz; Kondzilla; Luciano Huck; Adriana Barbosa – (Favelado Investidor); Marcelo Tas; Marcelo Pimenta; Aline Torres; Dani Marques – (Ex-presidente da Caixa); Roger Cipó; Amauri Soares; Babu Santana; Kenya Sade; Minc – Paulo Lins; Thais Pontes; Renata Andrade; Marlova Noleto – Unesco; Carola Matarazzo; Denis Mizne (Fundação Lemann); Mc Sophia; Wilson Simoninha; Zé Vicente (reitor Zumbi dos Palmares); Elaine Trindade (Folha de São Paulo); João Jorge; William Reis (AfroReggae); Tati Monteiro; Ricardo Nunes – (Prefeito de SP); Marília Marton – (Secretária de Cultura do Estado), Rafael Dragaud,Renato Meirelles entre outros . A programação do evento é dividida em mentorias, palestras e conferências. O grande mote da Expo Favela São Paulo 2023 será a inovação. Mas serão abordados outros temas como educação, saúde, sustentabilidade e meio ambiente, cultura, economia criativa, diversidade, mobilidade e logística, gastronomia, comunicação, redes, moda, beleza e finanças de minutos. Durante os intervalos, os participantes poderão visitar os estandes dos expositores da favela. Novidades e edições anteriores “Tivemos a primeira experiência com a Expo Favela em 2022. Conseguimos receber mais de 33 mil pessoas. Para esse ano, vamos aumentar o nosso evento em 40% em comparação à primeira edição. São Paulo é o maior epicentro econômico e de empreendedorismo da América Latina. E sabemos que esse movimento econômico também é gerado pela favela”, diz Celso Athayde – CEO da Favela Holding e idealizador do evento. A organização do evento destaca algumas novidades: primeiro um espaço apurado para os veículos de favelas, periferias e temática afro, a fim de que, assim como é feito com os empreendedores, os profissionais destes veículos tenham contato com investidores, para que a comunicação feita nestes territórios seja cada vez mais valorizada e impulsionada. A outra é que entre os parceiros haverá harmonia entre as marcas. Sem conflito de interesses comerciais entre elas, uma vez que o grande objetivo é o desenvolvimento das favelas, a partir da evolução dos seus empreendedores. Fonte: Seja Criativo
São Paulo fica em 51ª posição entre 55 metrópoles no fomento a empreendedorismo feminino, diz estudo

Acesso restrito ao capital, poucas oportunidades de crowdfunding e número limitado de investidores estão entre os fatores críticos O fomento ao empreendedorismo feminino no Brasil está em baixa posição no cenário mundial, segundo estudo Women Entrepreneur Cities (WE Cities), da Dell Technologies em parceria com a S&P Global. São Paulo, única cidade brasileira dentre as 55 metrópoles listadas como as mais favoráveis para mulheres empreendedoras, ficou em 51º lugar, à frente apenas de Lima (Peru), Cidade do México (México), Jacarta (Indonésia) e Guadalajara (México). As três melhores colocadas são Londres (Inglaterra), Nova Iorque (EUA) e Bay Area (EUA). A pesquisa Women Entrepreneur Cities (WE Cities) é realizada com base em cinco pilares: Talento, Capital, Cultura, Tecnologia e Mercado. São Paulo caiu cinco posições em relação ao último levantamento, realizado em 2019. Os principais motivadores da queda foram o acesso restrito ao capital, poucas oportunidades de crowdfunding, número limitado de investidores e falta de grandes empresas de capital de risco. Pandemia impactou mudanças nos resultados Segundo a Dell, a pandemia apresentou consequências em algumas regiões, especialmente nos pilares de Talento e Cultura. Com o fechamento de escolas e creches, mães de crianças precisaram se desdobrar para cuidar da casa, dos filhos e do trabalho, o que dificultou avanços e melhores resultados. “A pandemia estreitou a correlação entre talento e tecnologia. Isso corresponde ao que descobrimos no Dell WE Cities Technology Deep Dive, ou seja, que as mulheres empreendedoras veem as habilidades tecnológicas como vitais, mas muitas vezes se preocupam por não terem um entendimento forte o suficiente para serem capazes de navegar na era digital”, explica Luciane Dalmolin, Diretora de Vendas para Pequenas Empresas da Dell Technologies no Brasil. Futuro pode ser promissor Apesar de, neste momento, o recorte se mostrar pouco animador para o empreendedorismo feminino no Brasil, há um farol que pode guiar novos negócios comandados por mulheres. Em quantidade, o público feminino vem ganhando cada vez mais espaço no cenário empreendedor O Brasil se tornou o sétimo país com o maior número de mulheres empreendedoras no mundo desde 2020. Dos 52 milhões de empreendedores, 30 milhões são mulheres, correspondendo a 57%. Com relação às Microempreendedoras individuais (MEIs), as mulheres representam 48%, em referência por categorias como alimentação, moda e beleza. Além disso, a representatividade feminina em cargos de liderança e diretoria de grandes empreendimentos vem crescendo nos últimos anos, o que pode sinalizar maiores oportunidades e abertura para as mulheres no universo dos negócios.
Empreendedor negro ganha 32% menos, e desigualdade desafia novo governo

Trabalhadores por conta própria e empregadores negros têm menos escolaridade, empresas menores e trabalham mais sozinhos, mostra Sebrae. Com histórico voltado ao trabalho formal e miseráveis, PT tem desafio de enfrentar a desigualdade também entre “microempreendedores por necessidade”. “Vamos impulsionar as pequenas e médias empresas, potencialmente as maiores geradoras de emprego e renda, o empreendedorismo, o cooperativismo e a economia criativa”, prometeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em seu discurso de posse, em 1º de janeiro. Naquele mesmo dia, Lula também afirmou seu compromisso com “combater dia e noite todas as formas de desigualdade”, citando entre exemplos dessas iniquidades as serem debeladas as disparidades de renda, gênero, raça e do mercado de trabalho. Um estudo do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) mostra, no entanto, que estas não são agendas separadas. Segundo o levantamento Empreendedorismo por Raça-cor (e sexo), empreendedores negros ganham menos, têm menos escolaridade, empresas menores, trabalham mais sozinhos (sem contratar funcionários) e contribuem menos à Previdência. As empreendedoras negras especificamente foram as mais prejudicadas pela pandemia e as que mais demoraram a se recuperar. Assim, num país onde 30% dos ocupados trabalham por conta própria ou são empregadores, o novo governo tem como desafio enfrentar a desigualdade não só no mercado de trabalho formal, mas também entre os mais de 30 milhões de empreendedores, dizem economistas. Nascido do sindicalismo e bem sucedido em políticas sociais para os miseráveis, o PT enfrenta no terceiro mandato de Lula o desafio de desenhar políticas para uma classe média baixa de “microempreendedores por necessidade”, cujo voto em grande medida se voltou à direita nas últimas eleições. Desigualdade de raça e gênero entre empreendedores Segundo o estudo do Sebrae, os negros (pretos e pardos) representam 52% dos empreendedores brasileiros, considerando como parte deste grupo trabalhadores por conta própria e empregadores. Mas, enquanto os empreendedores negros tinham renda média mensal de R$ 2.079 no segundo trimestre de 2022, os brancos ganhavam R$ 3.040. Ou seja: o rendimento de empreendedores negros é em média 32% inferior ao de empreendedores brancos. Considerando a questão de gênero, as mulheres negras têm o mais baixo rendimento entre os empreendedores, de R$ 1.852, comparado a R$ 2.188 para homens negros, R$ 2.706 para mulheres brancas e R$ 3.231 para homens branco, mostra o levantamento do Sebrae. Portanto, entre homens brancos empreendedores e mulheres negras empreendedoras, a diferença de renda média é de 74%. “O país estruturalmente teve uma inserção tardia de mulheres e negros no mercado de trabalho, isso vale para todas as profissões e vale para empreendedores também”, observa Marco Aurélio Bedê, analista de gestão estratégica do Sebrae e responsável pela pesquisa, sobre um dos motivos por trás da diferença de remuneração entre empreendedores. O economista observa que, além dessa inserção tardia — um resultado de fatores como a escravidão e a desigualdade de papéis sociais de gênero —, os brancos em geral têm escolaridade superior aos negros, o que também afeta o nível de rendimentos. Essa diferença de escolaridade é perceptível no próprio perfil dos empreendedores: 41% dos donos de negócios negros têm apenas o ensino fundamental, comparado a 28% dos brancos. Já entre os empreendedores com ensino superior, 32% são brancos, ante 13% de negros. Escolaridade dos empreendedores — Foto: BBC Entre as mulheres, apesar de elas atualmente superarem os homens em formação escolar, há a particularidade de muitas vezes atuarem no mercado de trabalho para complementar a renda da família. Com o cuidado de casa, filhos e idosos, elas acabam se dedicando apenas parcialmente a seus negócios, o que também impacta o nível de rendimentos. “E ainda tem a questão cultural de que, para mesmas atividades, é comum encontrar mulheres ganhando menos”, observa o analista do Sebrae. Empreendedorismo por necessidade A análise do perfil dos empreendedores brasileiros por raça e gênero deixa evidente que boa parte desses considerados “donos de negócios” são não verdade empreendedores por necessidade — não aqueles que criam novas empresas a partir de inovações disruptivas, mas os que abrem pequenos negócios para sobreviver. A maioria nem sequer tem empregados, trabalhando por conta própria e oferecendo ao mercado apenas a própria mão de obra. Entre mulheres negras, apenas 8% das empreendedoras são empregadores, comparado a 11% dos homens negros, 17% das mulheres brancas e 19% de homens brancos que podem contar com funcionários em sua atividade empreendedora. Dentro da pequena parcela de empregadores negros, a grande maioria (82%) tem apenas entre 1 e 5 empregados. Assim, além de trabalharem mais por conta própria, os empreendedores negros também têm negócios de menor porte. Dentro da pequena parcela de empregadores negros, a grande maioria (82%) tem apenas entre 1 e 5 empregados — Foto: Tânia Rego/Agência Brasil “A motivação por necessidade é maior entre negros e está ligada à baixa escolaridade e à taxa de desemprego maior nesse grupo”, afirma o economista do Sebrae. “Quem inicia um negócio por necessidade, em geral inicia com uma lacuna em termos de formação, de tempo para pensar o empreendimento. Muitas vezes, com menos capital e no espírito do desespero”, completa o analista. Bruno Imaizumi, economista especializado em mercado de trabalho da LCA Consultores, observa que esses não são os únicos problemas enfrentados pelos empreendedores por necessidade. “Temos que lembrar que o trabalhador por conta própria, no geral, tem um rendimento muito volátil, muito inconstante mês a mês. Com menos qualificação, ele vai ter mais dificuldade de que seu negócio se mantenha, de conseguir uma renda maior, de empregar mais gente”, diz Imaizumi. As dificuldades enfrentadas por esses empreendedores por necessidade se refletem no baixo nível de contribuição à Previdência Social. Segundo a pesquisa do Sebrae, no segundo trimestre de 2022, 72% dos empreendedores brasileiros negros não contribuíam para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), comparado a 52% dos brancos. Assim, a situação de precariedade desses trabalhadores durante a idade ativa tende a se reproduzir também na velhice, quando terão menos renda disponível via benefícios. Desafios para o novo governo A desigualdade entre empreendedores, parcela crescente no mercado
Empreendedorismo feminino: impacto para além dos negócios

Com o intuito de assumir um compromisso estratégico com o aspecto social do ESG (ambiental, social e de governança corporativa), agenda de impacto cada vez maior no valor das organizações e de contribuição comprovadamente positiva para os resultados das empresas, companhias como Coca-Cola Femsa, Fundação Visa, Ambev e Google têm voltado suas atenções ao empreendedorismo feminino, por meio de programas de capacitação e aceleração de negócios para mulheres. Ao lado de instituições de reputação sólida em torno da prática, como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME) e Semente Negócios, as empresas têm apoiado e criado iniciativas de incentivo à diminuição das desigualdades de gênero na profissão, ações que, de acordo com especialistas da área, têm potencial de transformar os negócios das empreendedoras, mas de também mudar suas comunidades e toda a sociedade. No Brasil, as mulheres empreendem tanto quanto os homens, porém, enfrentam barreiras adicionais que impedem que seus negócios avancem. Tais obstáculos vão muito além do saber fazer um plano de negócio, e incluem crenças culturais sobre os deveres delas na sociedade. De acordo com o Sebrae, 46% dos empreendimentos iniciados no Brasil são de mulheres. Já entre os empreendedores bem estabelecidos, 31% delas têm ensino superior completo, em comparação com 22% dos homens. Mesmo mais escolarizadas, elas ainda faturam menos que eles: enquanto 31% dos homens têm renda familiar acima de 6 salários mínimos, o número cai para 22% quando falamos das empreendedoras. Os desafios do empreendedorismo feminino Há fatores sociais que influenciam na jornada empreendedora das mulheres. Além dos preconceitos, elas enfrentam obstáculos culturais que impactam diretamente o sucesso de seus negócios. Menos horas dedicadas aos negócios Em primeiro lugar, as mulheres têm menos tempo para seus negócios. Por conta dos afazeres domésticos e de cuidados, que culturalmente recaem sobre as mulheres, elas passam 17% menos horas em seus negócios em comparação aos homens, uma vez que precisam trabalhar 10,5 horas a mais na semana. Empreendedorismo por necessidade O estudo “Mulheres empreendedoras e seus negócios” de 2022, realizado pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME) com o apoio da Meta e execução do Instituto Locomotiva, revela que, apesar da porcentagem de mulheres que empreendem por necessidade ser a mesma daquelas que fazem por oportunidade (46%), seus perfis são bem diferentes. Das mulheres que afirmam terem aberto seus negócios por oportunidade, 67% são das classes A e B, 65% têm ensino superior, 55% estão nos seus negócios há mais de cinco anos e 54% são mulheres não negras. Por outro lado, as mulheres que empreendem por necessidade são compostas por 71% das classes D e E, em que 56% têm formação até o ensino fundamental, 52% são negras e 51% têm negócios de até dois anos. Segmentos de pouca inovação Outro motivo para que elas faturem menos que os homens é o fato de que elas acabam empreendendo em setores como serviços domésticos, beleza e alimentação. Estas áreas, porém, não costumam envolver tanta inovação, o que resulta em negócios vulneráveis, produtos com menos valor agregado e menor faturamento. Desafios adicionais para mulheres negras Quando fatores de raça e gênero entram na conta, as discrepâncias são ainda maiores. Enquanto o rendimento médio mensal das empreendedoras pretas é de R$ 1.539, o dos homens brancos é R$2.749. Logo atrás deles, estão as mulheres brancas, com R$ 2.305, e os homens negros, com R$ 1.798, de acordo com os dados do Sebrae. Jornada tripla Mesmo com programas especializados e focados em mulheres, ainda existem obstáculos para que elas permaneçam nos cursos. Muitas empreendedoras cumprem uma jornada tripla que inclui os cuidados com a família e da casa, e não têm tempo para se dedicarem aos programas. A pandemia também afetou diretamente os negócios liderados por mulheres, uma vez que as escolas e creches fecharam. “Com a pandemia, o que era precário ficou muito [precário]. Nós tivemos um milhão a mais de empresas lideradas por mulheres que fecharam, em comparação às empresas lideradas por homens”, destaca Renata Malheiros, coordenadora do Sebrae Delas, programa focado no empreendedorismo feminino que surgiu em 2019, e, desde então, já capacitou mais de 100 mil mulheres em quase todos os estados brasileiros. O olhar das marcas Para endereçar o problema e apoiar os empreendimentos comandados por mulheres, algumas empresas têm desenvolvido programas de aceleração e capacitação para as empreendedoras. Além de abordar temas técnicos, esses projetos desenvolvem habilidades socioemocionais como liderança, autoconfiança, assertividade, negociação, persuasão e comunicação em público. As melhores formas de trabalhar essas competências, de acordo com a coordenadora do Sebrae Delas, é pela mentoria e pela criação de redes de empreendedoras. “Na mentoria, você tem um espelho, tem a inspiração. Quando elas estão em rede, as curvas de aprendizado são diminuídas, elas fazem negócios entre elas, e o que achavam que só acontecia com elas, na verdade, acontece com muitas”. Desse modo, esses programas transformam o crescimento, a competitividade e o aumento de renda dessas mulheres, mas os impactos vão muito além dos negócios. “Pesquisas mostram que, quando a mulher ganha mais dinheiro, ela tende a investir nas crianças, na família, e a comprar do seu próprio bairro. Você dinamiza economicamente as regiões”, explica Renata. Além disso, o empreendedorismo também é uma maneira de combater a violência doméstica. “Conheço várias histórias de mulheres que estavam em relacionamentos violentos e abusivos, e, com o empreendedorismo, elas conseguiram sair dessa realidade”, destaca a coordenadora. “Empreenda como uma Mulher”, da Coca-Cola Femsa O programa “Empreenda como uma Mulher”, da Coca-Cola Femsa Brasil, visa incentivar e qualificar empreendedoras ligadas ao setor de alimentação (Crédito: Conceito&Arte/ Aivan Moura) O programa “Empreenda como uma Mulher”, da Coca-Cola Femsa, visa incentivar e qualificar empreendedoras ligadas ao setor de alimentação. A iniciativa tem o objetivo de “acelerar” mulheres à frente de pequenos negócios por meio do fornecimento de treinamento sobre gestão e governança, da oferta de crédito mais barato e, em algumas situações, de aporte financeiro. A iniciativa conta com a parceria do Sebrae, da ONG Aliança Empreendedora e de algumas prefeituras, e se conecta à estratégia
Dona do Bis investe R$ 400 mi em programa de inclusão de fornecedores

Programa Investir com Propósito quer encontrar 20 empresas de fornecedores diversos para estabelecer negócios com a Mondelēz Brasil A Mondelēz Brasil – dona de marcas como Oreo, Bis, Club Social, Halls, Lacta, Tang e Trident – irá investir mais de R$ 400 milhões no programa Investir com Propósito ao longo de 2023 para apoiar fornecedores negros, mulheres, PCD, LGBTI+ e indígenas e estabelecer negócios. Serão selecionadas 20 companhias das seguintes cidades pernambucanas: Pombos, Caruaru, Moreno, Recife, Vitória de Santo Antão e municípios vizinhos da cidade de Vitória de Santo Antão (PE), onde está localizada uma das fábricas da companhia. As inscrições para a primeira fase vão até o dia 23/01 pelo site da Linkana. Já na segunda fase do processo, que acontecerá no dia 26/01, as empresas participantes terão a chance de fazer uma espécie de pitch comercial, onde apresentarão os negócios à diversas áreas da multinacional. O evento acontecerá na fábrica da empresa, em Vitória de Santo Antão (PE). “As companhias terão a mesma visibilidade e poderão fechar novas parcerias com essas companhias. O nosso objetivo em contratar empresas diversas é impulsionar o crescimento da Mondelēz por meio de flexibilização e inovação, que são vantagens oferecidas por esses negócios. O evento será também uma vitrine para outras oportunidades”, diz Gilson Alencar, gerente de compras da Mondelēz Brasil. Outras companhias como BRF, Fante, Nissin Foods, Owens Illinois, Pitu, Roca e Isoeste, foram convidadas e estarão presentes no evento. As empresas podem se inscrever em duas categorias diferentes: empresas diversas e empresas de economia inclusiva. Na primeira delas, o negócio deve ser ativamente administrado ou controlado por 51% de mulheres, pessoas com deficiência, LGBTQIAP+, pretos e indígenas. Já na segunda, pequenas e médias empresas devem ter faturamento anual de até R$ 360 mil para se tornarem elegíveis. Dentre as áreas de atuação das companhias participantes, estão: serviços de manutenção, saúde, meio-ambiente, segurança do trabalho, materiais de laboratórios, resíduos, engenharia, usinagem, logística, serviços gráficos, de alimentação/coffee break e de materiais de escritório. Histórico de investimentos em diversidade Segundo a Mondelēz Brasil, em 2022, foram investidos mais de R$48 milhões somente nos estados de Pernambuco, Bahia e Alagoas em contratação de fornecedores diversos, enquanto o total de investimentos para o ano foi de R$350 milhões. “Isso possibilitou entregas com mais criatividade e qualidade, favorecendo a aproximação com nossos clientes. Nossa meta é fornecer oportunidades àqueles com dificuldade em expandir seus negócios. Queremos não só gerar oportunidades, mas também impactar toda a comunidade”, diz Alencar. Apesar da iniciativa ter sido lançada em 2022, esse é o primeiro evento para contratação de fornecedores diversos. Outras iniciativas Em 2022, a Mondelēz lançou um e-book para auxiliar negóios na aplicação da inclusão de fornecedores diversos em suas instituições. Além disso, também em parceria com a Linkana, foi criado um software que mapeia e pré-certifica fornecedores diversos. Como resultado das ações de valorização de fornecedores diversos, foram contratadas 277 empresas lideradas por mulheres, 48 lideradas por pessoas pretas e 6 por PCD durante o ano passado. Para se inscrever, basta clicar aqui. Fonte: Exame.com, com reportagem de Fernanda Bastos (https://exame.com/esg/dona-da-oreo-e-bis-busca-fornecedores-negros-mulheres-pcd-lgbti-e-indigenas/)
Plataforma vai conectar startups de impacto socioambiental a empresas

De olho no aumento da demanda de empresas por respostas para seus desafios socioambientais, o Quintessa, aceleradora de impacto, e a Pipe.Social, plataforma de fomento a programas de impacto socioambiental, se uniram para criar o maior banco de startups que atuam nessa área. A Base de Impacto, plataforma que reúne o banco de dados desenvolvido por cada uma das organizações ao longo dos últimos anos, vai reunir mais de 5 mil negócios. A ideia é que a plataforma seja acessada tanto por grandes companhias como por fundações, institutos e investidores, facilitando assim a conexão entre quem precisa avançar em sua agenda ESG e os empreendedores que desenvolveram tecnologia, produtos ou serviços que estejam em linha com essas metas. Segundo Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa, a nova plataforma será uma espécie de vitrine de startups, que atuam em diferentes setores. Além de mais ampla, a Base Impacto tem informações detalhadas e constantemente atualizadas de cada empreendedor, o que vai facilitar que grandes empresas encontrem parceiros para lidar com desafios relacionados a questões ESG. “Com esse mapeamento mais amplo e atualizado, as conexões podem ser mais bem feitas, o que facilita a vida dos empreendedores e das empresas”, completa Mariana Fonseca, co-fundadora da Pipe.Social. A demanda por parte de grandes empresas que precisam viabilizar o cumprimento de metas ESG é crescente, diz Souza Aranha. Além das questões ambientais, há muito interesse hoje por projetos e serviços relacionados a saúde, educação e diversidade. Mas o mercado começa a migrar também para produtos relacionados a saneamento, em resposta ao marco do setor, implementado recentemente. As empresas e os investidores que buscam parceiras poderão navegar e contatar startups gratuitamente pela plataforma. Mas as organizações poderão vender a essas companhias o suporte para a elaboração do projeto e refinamento da pesquisa para que se encontre o melhor parceiro. “O mercado ainda precisa de ajuda para entender que tipo de serviço precisa implementar e quais são os processos mais adequados para atingir esses objetivos”, explica Souza Aranha. Dessa forma, os empreendedores cadastrados na plataforma poderão atender a chamadas públicas, mas também receber convites exclusivos para projetos. Juntas, as duas organizações já conectaram startups com parceiros como Ambev, Facebook (Meta), Grupo Fleury, Natura, Fundo Vale, BID Lab, Itaú BBA, Braskem, Fundação Boticário, Instituto BRF, Fundação Lemann, Grupo NotreDame, Oi Futuro, banco BV, Globo, Vedacit, Fundação Tide Setubal, Instituto Arapyaú, CPFL e BP – Beneficência Portuguesa. Matéria originalmente assinada por Lucinda Pinto e publicada no Valor Econômico (https://valor.globo.com/empresas/noticia/2022/09/15/plataforma-vai-conectar-startups-de-impacto-socioambiental-a-empresas.ghtml)
Edital investirá R$ 5 milhões em empreendedorismo de impacto na Amazônia

Até 14 de outubro de 2022, a Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) receberá inscrições de iniciativas que se enquadrem nas modalidades de Desenvolvimento Territorial ou Fortalecimento de Negócios de Impacto da Amazônia. Estão abertas desde ontem (15) as inscrições para o edital ‘Enraíza PPA: Por Amazônias sociobiodiversas & sustentáveis’, que investirá aproximadamente R$ 5 milhões em projetos já existentes e atuantes em diferentes localidades da Amazônia Legal, que compreende os municípios nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. O edital terá duas modalidades de financiamento, uma voltada para iniciativas de Fortalecimento de Negócios de Impacto e outra para iniciativas de Desenvolvimento Territorial da Amazônia. A chamada é fruto de uma parceria estratégica entre a Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e a Aliança Bioversity/CIAT. “A floresta Amazônica precisa de novas soluções econômicas para resistir às pressões de desmatamento e melhorar a qualidade de vida das mais de 25 milhões de pessoas da região. Desde sua fundação, em 2017, a PPA apoia diferentes iniciativas de parceiros comprometidos com o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento de empreendedores e negócios da Amazônia brasileira”, afirma Augusto Corrêa, Secretário Executivo da Plataforma. A chamada proporcionará o crescimento de iniciativas já em andamento, sendo um instrumento efetivo para alavancar recursos, catalisar transformações e engajar organizações atuantes no território. “Buscamos fortalecer programas e projetos que já possuam algum tipo de financiamento e estejam em execução há, pelo menos, 12 meses. Além de apoiar parceiros que já possuem muito conhecimento e experiência, nós estamos fortemente comprometidos com a sustentabilidade e o aperfeiçoamento das iniciativas”, comenta Denyse Mello, Gerente de Projetos da PPA. Webinar vai detalhar chamada pública Para o dia 10 de outubro, está previsto um Webinar para apresentar o regulamento da chamada e solucionar dúvidas de proponentes das duas modalidades de financiamento. A transmissão acontecerá às 17h no YouTube da PPA e a gravação ficará disponível para consulta no canal da Plataforma e na página web do edital. As inscrições podem ser feitas até 14 de outubro de 2022 pelo site ppa.org.br/enraiza. Os proponentes também podem acessar o formulário de inscrição, disponível na plataforma Prosas, diretamente pelo endereço enraizappa.prosas.com.br. Sobre a PPA: A Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) é uma iniciativa de ação coletiva multissetorial que visa desenvolver e identificar soluções inovadoras e tangíveis para o desenvolvimento sustentável e a conservação da biodiversidade, florestas e recursos naturais da Amazônia brasileira. Criada no final de 2017, a PPA busca alavancar investimentos de impacto socioambientais positivos na região, compartilhar boas práticas e fomentar parcerias inovadoras que integrem todos os setores da sociedade, através do fomento de Parcerias de Desenvolvimento capazes de contribuir com a visão de desenvolvimento de “Amazônia(s) com qualidade de vida, riqueza de biodiversidade e uso sustentável de seus recursos naturais”. Para mais informações, acesse a Teoria da Mudança da PPA. Sobre a USAID: A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) é a agência do governo americano encarregada da ajuda e da cooperação para o desenvolvimento. A USAID tem uma longa história de colaboração com parceiros brasileiros. Desde 2014 implementa a Parceria para Conservação da Biodiversidade na Amazônia (PCAB), que visa assegurar a integridade e a conservação do ecossistema amazônico e ao mesmo tempo melhorar o bem-estar e a situação econômica das comunidades tradicionais e rurais que vivem na região amazônica. https://pcabhub.org/pt-br Com informações da assessoria de imprensa.