Experiência x Desempenho: o que o esporte tem a nos ensinar sobre etarismo?

Atletas são exemplos de superação e quebram preconceitos de idade para alcançar feitos históricos A sociedade está envelhecendo. Dia após dia, está cada vez mais se combatendo pensamentos como ‘tal pessoa está velha demais para isso’, ‘já passou o tempo de fazer algo assim’ e outros clichês relacionando o avanço da idade com a incapacidade de realizar algo extraordinário. Essa ideia, sim, esta velha. Um dos principais pilares de entretenimento da atualidade, o esporte tem sido um agente fundamental na quebra desses paradigmas. Com o avanço da tecnologia, a longevidade e capacidade de alto rendimento evoluiu exponencialmente em inúmeras modalidades, o que tem permitido aos atletas realizarem campanhas memoráveis em momentos da carreira que, outros grandes nomes do passado já estavam em descenso de desempenho. A lista de atletas veteranos que têm desafiado as estatísticas nos últimos anos é grande e engloba diferentes categorias, mostrando que não existe limite e nem rótulos capazes de frear a motivação e vontade de vencer. Lendas intermináveis O maior jogador de futebol de todos os tempos, Pelé ainda é o único jogador a conquistar três Copas do Mundo em campo e até hoje é o mais jovem a conseguir o troféu: foi campeão em 1958, com 17 anos e oito meses. Porém, Pelé se aposentou do futebol aos 33 anos, mas voltou a jogar para sanar dificuldades financeiras que vivia na época. Jogou pelo New York Cosmos até os 36 anos, quando se aposentou definitivamente. Nos tempos de Pelé, um jogador de 33 anos era considerado velho, tendo passado seu auge físico e já em fase de queda de rendimento. Em 2022, com 35 anos, Lionel Messi jogou sua quinta Copa do Mundo e, como capitão e camisa 10, conduziu a seleção argentina ao tricampeonato mundial e foi alçado ao posto de idolatria máxima em seu país, ao lado de Maradona. No basquete, o nome de maior relevância da história do esporte é Michael Jordan, com seis títulos de NBA, eleito MVP – Most Valuable Player, o Jogador Mais Valioso – das finais nas seis conquistas. Jordan se despediu das quadras aos 35 anos, com um enorme legado e recordes incontáveis. Apenas um jogador foi capaz de ameaçar a unanimidade de Jordan como maior da história: LeBron James. Após 20 anos de protagonismo na liga, quatro títulos e quatro MVPs das finais, LeBron fincou de vez seu nome no panteão dos imortais ao quebrar um dos recordes considerados mais intocáveis da NBA: aos 38 anos, se tornou o maior pontuador da história, ultrapassando os 38.387, marca estabelecida por Kareem Abdul-Jabbar. No tênis, Novak Djokovic conquistou o 23º Grand Slam de sua carreira aos 36 anos, 16 anos após os primeiros, conquistado com 20. É o atual nº1 do mundo no esporte e maior vencedor de Grand Slams da história. A título de comparação, Guga, maior nome brasileiro da história do tênis, se aposentou aos 31. Aos 51 anos e com impressionantes onze títulos mundiais de surfe, Kelly Slater quer mais. Vai buscar a vaga nas Olimpíadas de Paris em 2024 e terminar a carreira com um último grande ato. “Se eu for para os Jogos, vou me aposentar neles”, disse. Tom Hardy, Formiga, Lewis Hamilton, Kazu Miura, Valentino Rossi. Modalidades, trajetórias e conquistas diferentes, mas uma mesma lição e exemplo para a vida: não existe limite. Todos esses atletas superaram opiniões, estatísticas, lesões, e adversidades em nome da sede por algo a mais, pelo extraordinário, ou por apenas mais um jogo. E esse é o legado mais valioso.

Vídeo viralizou: existe idade certa para realizar sonhos e estudar?

Empreendedora prova que não há regras quando o assunto é se lançar a novos desafios Um vídeo onde três estudantes do curso de Biomedicina de uma universidade particular de Bauru, no interior do Estado de São Paulo, ironizam uma colega de classe de 40 anos está dando o que falar na mídia e redes sociais. A atitude tem gerado indignação nas pessoas. E não é para menos. O fato é que não há idade para realizar sonhos e o acontecimento mostrou que há muito a se falar quando o tema é etarismo – discriminação por idade contra indivíduos ou grupos etários com base em estereótipos. Andrezza Fusaro, fundadora e CEO da Royal Face, maior rede de franquia de clínicas de estética facial e corporal do país, é exemplo de que não há idade para empreender, estudar e realizar sonhos. “A experiência adquirida com a idade só somou na minha trajetória e agora estou cursando Biomedicina aos 47 anos”, comemora. Ela acredita que sempre há tempo de focar nas conquistas pessoais e torce para que a aluna que sofreu esse tipo de desrespeito possa continuar firme em seu propósito. “Vou me formar em dois anos como Biomédica e tenho muito orgulho disso. Na Royal Face sempre estamos em busca de profissionais com mais de 40 anos, porque são pessoas que agregam muito valor e experiência, devido a maturidade e vivência. Sempre há tempo de estudar e entrar no mercado de trabalho, seja para começar ou recomeçar”, avalia Fusaro. A empreendedora construiu um império no segmento da beleza há 4 anos e desistir dos sonhos ou ter medo dos desafios nunca foi uma possibilidade, pois abraçar as oportunidades sempre foi o seu lema. “Trabalhava 16 horas por dia e sem salário, pois decidi investir tudo o que eu faturava para multiplicar o negócio, ou seja, aos 42 anos de idade, formada em odontologia, decidi empreender, mas sem renda nenhuma. Hoje vejo que o sacrifício valeu a pena e o sucesso foi tão grande que em 2018 criei a maior rede de franquias de clínicas de harmonização facial do Brasil, a Royal Face”, comemora. Hoje a rede soma 240 franquias abertas e 356 vendidas (em processo de implementação), espalhadas por 23 estados. Para 2023 a meta é comercializar 120 franquias. O grande diferencial da marca é ter democratizado os procedimentos como o botox, preenchedores e fios, com valores mais acessíveis – usando produtos de altíssima qualidade com produtos validados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). – e parcelamento em 12 vezes no cartão e em 24 vezes no Carnê da Beleza, que é próprio da marca.

Etarismo? Aqui não. Empreendedores maduros têm mais chances de dar certo!

Diante da polêmica da semana sobre etarismo – o preconceito contra a idade – sofrido por uma pessoa de apenas 40 anos e que faz faculdade, a partir do vídeo de duas estudantes que criticam a idade da colega da faculdade, fizemos duas seleções de conteúdo em vídeo e matérias sobre a questão. São cortes de entrevistas que fizemos pelo Empreendabilidade ao longo do último trimestre de 2022 com especialistas no assunto e reportagens que viemos publicando desde o lançamento do estudo “Empreendedores 50+, o Futuro do Brasil”, que mostra porque profissionais maduros devem empreender. Todos os entrevistados reafirmam algo que já sabemos: AMADURECER É BOM! (inclusive para quem quer empreender) Entrevistados em vídeo: – Telma Rosseti (Gestão de Pessoas / Coaching) – David dos Santos Villalva (Digitaliidade) – Mauro Wainstock (Mentor dos 40+ / Etarismo) – Mariana Mello (Cultura do envelhecimento) – Fran Winandy – Conectando Gerações contra o Etarismo – Alessandro Saade (Empreendedores Maduros) – Frederico Brasileiro – Eduardo Vils   E também um link que reúne todas as nossas matérias a respeito do tema: Empreendedores Maduros   Etarismo? Aqui não!    

“Deveria estar aposentada já”: Universitária de 40 anos sofre preconceito em Bauru-SP

Universitárias de Bauru (SP) foram criticadas nas redes sociais após um vídeo em que elas debocham de uma colega de sala de 40 anos viralizar. No vídeo, elas dizem que a colega deveria estar aposentada e que “não sabe o que é o Google“. “Gente, quiz do dia: como desmatricular uma colega de sala?”, pergunta uma delas no início do vídeo. Na sequência, outra menina responde: “Ela tem 40 anos. Já era para estar aposentada”. “Gente, 40 anos não pode mais fazer faculdade. Eu tenho essa opinião”, afirma uma das universitárias. Uma delas diz que a colega mais velha “não sabe o que é Google”, enquanto outra complementa: “Ela acha que Google é a professora”. O trio cursa biomedicina na Unisagrado, instituição particular de Bauru.   Veja o vídeo na íntegra neste reportagem da CNN: <iframe width=”560″ height=”315″ src=”https://www.youtube.com/embed/DmQ3NtKG3GU” title=”YouTube video player” frameborder=”0″ allow=”accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share” allowfullscreen></iframe>     Etarismo O vídeo viralizou após uma usuária do Twitter compartilhar as imagens. “Minha mãe com 50 anos vai entrar na faculdade esse ano”, relatou, acrescentando: “É uma coisa que poderia ter acontecido com ela”. As três universitárias foram acusadas de etarismo, nome dado ao preconceito e discriminação com pessoas mais velhas. A psicóloga Beatriz Linares, 23 anos, sobrinha da vítima, fez uma postagem no Instagram criticando o trio e contando a história da tia, que sempre trabalhou e adiou os estudos para ajudar a cuidar das irmãs mais novas. “Ela sempre teve o sonho de estudar e nunca teve oportunidade. Hoje, ela conseguiu entrar em um curso que ela sempre quis e estava muito feliz e animada para começar as aulas, e aí surgem três meninas […] que só vivem na própria bolha, gravando um vídeo zombando pelo fato de minha tia ser a mais velha da turma”, escreveu Beatriz. Horas depois, ela publicou uma foto da tia em sala de aula, segurando flores e rodeada de colegas. Segundo a psicóloga, alguns alunos da instituição se mobilizaram para surpreendê-la e oferecer apoio. A Unisagrado também divulgou uma publicação nas redes sem citar o caso diretamente, mas afirmando não compactuar com “qualquer tipo de discriminação” e que “aprendemos a vida toda”. “As oportunidades não são iguais para todo mundo em todos os momentos da vida. Sabemos, por exemplo, que os pais muitas vezes abrem mão da sua formação para oferecer as melhores oportunidades para seus filhos e, somente depois, optam por se profissionalizarem”, diz a postagem.   *Com informações do Metrópoles e da CNN

Reflexão sobre o etarismo

Foram mais de 10 horas de entrevistas cara a cara com especialistas e empreendedores, além das mais de 60 horas dedicadas a pesquisas para lhes entregar o relatório Empreendedores 50+, o futuro do Brasil. A série está disponível no YouTube e traz nomes já consagrados no debate do envelhecimento e do empreendedorismo como: Telma, David, Mauro, Mariana, Fran, Alessandro, e dois casos contados. A importância de discutir isso é que estamos falando de algo que faz parte da sociedade. Daniel Alves acaba de passar pelo questionamento da sua idade para convocação quando da convocação para a Copa. Ao ser perguntado o que achava da convocação do jogador mais velho, um dos destaques da Seleção respondeu algo nessa linha: “É a minha primeira vez na Copa. Imagine quando formos enfrentar uma seleção forte, jogadores conhecidos internacionalmente. Daniel Alves provavelmente já os enfrentou. Ele saberá dizer o que temos que fazer”. Essa é a importância da voz da experiência. No artigo sobre o Simples, recorremos a 10 pessoas antes de defender a tese. A maioria delas tem mais de 20-30 anos de experiência tributária. Ao mencionar quem defende o empreendedorismo, veio o nome de Afif Domingos. Entre os aprendizados que tivemos nestes meses de imersão no tema da maturidade, ficaram algumas lições. Destaco: – Não existe hora certa para empreender – Experiências de vida são positivas – Faça o que te tira o sono – Aprenda (rápido) a excluir da sua vida o que não faz sentido – Não se faz nada sozinho, então procure ajuda para resolver os pontos fracos e reforçar os fortes Se você está esperando a hora certa para começar um negócio, para ter um filho, para mudar de emprego, para fazer aquele curso, para mudar um hábito, sinto te dizer a verdade, ela não chegará. Você que quer empreender, ou que empreende e quer investir para o negócio crescer, e está esperando uma estrela apontar o caminho, a hora, a forma, esqueça. Meça os ganhos e riscos, e faça o que for seu. Tome atitude no que está ao seu alcance. Sobre outras coisas, você não tem o controle. Tentar dominá-las é catastrófico.

CEOs 50+ falam de empreendabilidade e etarismo

O momento é histórico. CEOs com mais de 50 anos têm o desafio de gerenciar quatro gerações no mesmo ambiente e lidar com as novas tecnologias e ferramentas de trabalho. Mas, por vezes, eles têm de encarar o etarismo, ou seja, a discriminação baseada em estereótipos relacionados à idade. No auge da carreira, esses profissionais podem sofrer uma pressão para deixar o cargo. Porém, na contramão desse pensamento, eles se sentem mais ativos do que nunca, aptos a exercer suas funções e gerenciar uma empresa. E alguns fatores permitem esse cenário, como o aumento da expectativa de vida e a abertura do mercado de trabalho para contratar pessoas nessa faixa etária.   Aos 85 anos, Thomas Case segue ativo na liderança da empresa que fundou, a Pés Sem Dor Foto: Alex Silva/Estadão “Eu tenho uma enorme ambição para a empresa. Todos os dias são novos desafios, novas oportunidades e pressão por resultados”, diz Thomas Case, de 85 anos, fundador e CEO da Pés Sem Dor. Antes, ele fundou e gerenciou a empresa de vagas de emprego Catho por dez anos. Assim como ele, outros três CEOs ouvidos pelo Estadão, na faixa de 50 a 70 anos, seguiram o caminho do empreendedorismo, tendo assumido esse cargo antes ou não. Mas ter um negócio próprio nessa fase da vida é apenas um dos caminhos. “Hoje, pessoas 60+ podem tranquilamente assumir posições no mercado, que está aberto para alguns segmentos onde falta experiência”, afirma o sócio e consultor sênior da ZRG Partners, Darcio Crespi. Nesse momento, em vez de falar de um plano de carreira, ele destaca o modelo de projetos, em que as companhias buscam profissionais em nível de diretoria que já tragam uma experiência específica. “É uma expertise para estabilizar o lugar, estabelecer problemas específicos, trazer um conhecimento que falta no negócio. Com essa ideia, a limitação de idade foi caindo”, completa ele, que tem 70 anos. Crespi avalia que cabe ao profissional também questionar o que o motiva, ter uma rede ampla de contatos para além da área em que atua e um olhar expandido para as oportunidades. É preciso entender, no entanto, que algumas concessões serão necessárias. Tanto as empresas têm de abrir espaço à pessoa madura quanto o profissional poderá concordar em atuar numa empresa de menor porte e, eventualmente, ganhar menos. “Alguns preferem fazer consultoria, dividir o conhecimento com várias empresas. Outros preferem operar. As pessoas ficam mais maduras e conscientes do que querem para vida e do que podem receber”, diz o especialista em recrutamento executivo. “Se fez uma boa carreira, pode entregar valor em outros tipos de empresa, mas com desafio interessante.” No topo da liderança A média de idade dos CEOs ao redor do mundo é de 53 anos, segundo a 19ª edição do estudo CEO Success, da PwC, que analisou as 2.500 maiores empresas de capital aberto do mundo de 2004 a 2018. O levantamento mostra que no ano 2000, um CEO ficava no cargo por oito anos ou mais, em média. Porém, na última década, o mandato foi de apenas cinco anos. “Mesmo quando a vida do CEO se torna desagradável, brutal e curta, 19% de todos eles conseguem permanecer no topo por dez anos ou mais, com um mandato médio de 14 anos”, escrevem os especialistas da PwC. “Alguns desses ‘corredores de longa distância’, normalmente fundadores de empresas ou visionários que transformaram suas organizações, permanecem por 20 anos e, em alguns casos, por muitos anos mais”, completam no documento. Eles apontam, ainda, que profissionais nesta posição por muito tempo geralmente trazem retornos mais altos para os acionistas do que aqueles que estão no posto há pouco tempo. No entanto, o desempenho médio daqueles tende a ser bom em vez de ótimo. Energia e vitalidade contra um número  Mauro Wainstock, fundador do Hub40+, afirmou em entrevista para o Podcast Empreendabilidade que tem recebido cada vez mais pessoas que chegaram a se aposentar e que querem voltar ao mercado de trabalho. “Mesmo quem ocupa altos cargos, é estranho a pessoa ser obrigada a se aposentar compulsoriamente só porque atingiu certa faixa de idade”, diz. “Vemos cada vez mais pessoas maduras ativas e com condição de contribuir para a sociedade, a idade é apenas um número”.   Com informações do Estado de S. Paulo

“A vida inteira é de aprendizado, por isso as pessoas estão desistindo de se aposentar”, Mauro Wainstock

O detetive experiente que enfrenta a última missão antes de finalmente realizar o sonho de morar na praia, usar camisa floral e tomar marguerita é um personagem recorrente nos filmes de ação da Hollywood dos anos 80 e 90. A expectativa de vida, naquela década, estava na faixa dos 60 anos. Quem chegava a isso, tinha a sensação de missão cumprida. Hoje, com a expectativa de vida média de 76,6 anos – e não é incomum conhecer pessoas que chegam aos 90, 100 anos -, milhares pessoas que iam se aposentar acabam desistindo e passam a realizar a alguma atividade. “As pessoas aposentam, fazem um sabático para descansar, é necessário. Depois, vêm nos procurar para conversar sobre possibilidades de retornar ao mercado de trabalho, ou abrir o próprio negócio. Há a necessidade de fazer algo concreto para entregar para a sociedade”, afirma Mauro Wainstock, fundador do Hub40+ . “O sedentarismo leva a ficar doente. É um fato. Imagine se o Abílio Diniz parasse. Ele nunca parou de trabalhar e chegou no momento de se reinventar e decidiu que iria entrevistar pessoas”, exemplifica. Wainstock é o nosso convidado do terceiro episódio da primeira temporada do videocast Empreendabilidade, que trata do tema Empreendedores 50+ a partir do relatório da consultoria Empreendabilidade. Outro ponto que o especialista, que é um dos nomes mais ativos no debate sobre diversidade etária, é que a educação básica é importante para combater o etarismo – o preconceito da idade. “Atitudes preconceituosas sempre existiram. A palavra-chave para isso é tratar a todos com respeito”, pontua Mauro. Para ele, o mercado de trabalho precisa de mudanças. Há um preconceito silencioso, por exemplo, de que pessoas mais velhas não poderiam exercer cargos operacionais, mas a idade não está ligada à hierarquia. Mas, não existe relação entre competência e idade. O preconceito etário ficou claro na pandemia, quando profissionais maduros foram os que mais perderam o emprego. “Os colaboradores com 50, 60 anos, que passaram por várias crises, mudanças de moedas e tantas outras experiências, o profissional talvez fosse o mais conceituado, mais preparado emocionalmente para enfrentar aquele desafio, foi demitido. O critério não deve ser esse. Se a pessoa não entrega, deve sair, mas não tem nada a ver com a idade.” “Outra coisa, a diversidade etária e a integração das gerações trazem diversos benefícios para as empresas. É a primeira vez na história que temos quase 5 gerações trabalhando juntas”, diz. Mauro classifica como “ageness” (sem idade, em inglês), as pessoas que independentemente da quantidade de aniversários se agrupam por terem interesses em comum. Há os mais velhos cronologicamente, mas com cabeça jovem. E há jovens com cabeças mais maduras. “Temos que parar de colocar as coisas em caixinhas. Será que as pessoas que têm a mesma idade, que estão nos 40, por exemplo, têm os mesmos objetivos? Será que esse estereotipo existe mesmo e é assim que a sociedade deve funcionar? Por isso o combate à discriminação por idade deve ser parte da educação desde sempre”, conclui. O relatório do Empreendabilidade, “Empreendedores 50+, o Futuro do Brasil”, indica que esses profissionais deveriam empreender, justamente

Etarismo: preconceito prejudica quem deseja abrir negócio

Antigamente, abrir um negócio após os 50 anos parecia algo inviável em um passado recente, mas hoje esse cenário mudou. Segundo o estudo do “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil” , os profissionais 50+ são capazes e conseguem liderar com êxito grandes empresas. O levantamento também mostra que esses executivos com mais de 50 anos têm empresas duradouras, empregam mais pessoas, são mais confiáveis para o mercado financeiro, lidam melhor com pressão e aceitam melhor os riscos. Para Telma Rosseti, fundadora da TalentoTech, a sociedade fala que um profissional mais maduro muitas vezes não é capaz de iniciar no mundo do empreendedorismo e nem se manter no mercado de trabalho. “A sociedade está dizendo que eu com 65 anos já não sirvo mais, mas no fundo, eu ainda acho que posso fazer muita coisa. Eu estou com muita energia, muita disposição”. “A questão da pejotização também envolve o autoconhecimento que adquirimos, ter uma propriedade nossa. Antes, parecia que a responsabilidade da nossa riqueza estava na mão do outro. Agora, eu não dependo do plano de carreira da empresa, dos aumentos e de acordos coletivos. Eu cuido da minha riqueza, vou construir meu próprio plano de carreira, vou conduzir meu próprio investimento”, comenta. Ainda há muito etarismo no mercado, esse preconceito é um desafio complexo que atrapalha muito os mais “velhos” que desejam abrir um negócio. “Há quem decida se reinventar ou seguir algum sonho. Outros preferem uma remuneração maior ou mais valorização. Porém, quando se tem mais idade é natural surgirem momentos de dúvida e insegurança, principalmente, por causa dos muitos preconceitos”. “Contudo, com o passar do tempo, a geração dos 50+ foi mudando e garantindo seu espaço. Principalmente pelo acesso cada vez mais próximo à tecnologia, o estudo contínuo e as novas oportunidade geradas. Com a pandemia, as pessoas passaram a dar mais valor para coisas diferentes e isso gerou uma vontade de novos ares e caminhos”, complementa a especialista. Dizem que há certos marcos de idade que fazem diferença na carreira das pessoas. De fato, como a experiência vem com o tempo, em certo momento não é preciso mais mostrar quem o profissional é, a bagagem já mostra por si só. “Mas e quando essa bagagem não te ajuda? A partir de um determinado momento da vida, é bastante difícil conseguir uma promoção ou progredir na carreira. É como se fosse o estágio final que você consegue atingir. Porém, todos são capazes de realizar seus sonhos, independentemente da idade”, finaliza Telma.

Empresários +65 geram mais empregos

Os empreendedores brasileiros com 65 anos ou mais são os que mais empregam no país. É o que diz um estudo realizado em 2021 pelo Sebrae, a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE. A análise identificou que a maior proporção de empregadores (20%) está localizada nesse perfil de empreendedor.  Ainda de acordo com a instituição, quando comparados às outras faixas etárias, os empresários desta faixa etária são os que mais possuem funcionários, sendo 71%, com 1 a 5 empregados; 11%, com 6 a 10 empregados; 10% com 11 a 50 empregados e 8% com 51 ou mais empregados. Assim, apesar de responderem por só 7,3% do total de empreendedores, esses empreendedores da 3ª idade constituem o grupo que proporcionalmente mais gera emprego entre os Pequenos Negócios Os números analisados são relativos ao terceiro trimestre do ano passado, quando o Brasil atingiu 1,8 milhão de empreendedores nessa faixa etária, o que corresponde a 7,3% do total de donos de negócios de pequeno porte.  Os dados apontam também que os empreendedores com 65 anos ou mais são, em grande maioria, homens (73%), brancos (59%), chefes de família (73%), dedicando-se a um único trabalho (98,8%). Em termos de escolaridade, o empreendedor da 3ª idade é o que tem menos instrução quando comparado aos demais grupos. Em sua maioria, eles possuem nível fundamental (48%). Apesar disso, são os que apresentaram o maior rendimento, com 10% com ganhos de mais de cinco salários-mínimos, ou seja, acima de R$ 5.225,00.   Fonte: Portal Longevidade (https://longevidade.ind.br/noticia/empreendedor-brasileiro-da-3a-idade-e-o-que-mais-gera-empregos-no-pais/)

Boas condições físicas e mentais ajudam a viver melhor

No Brasil, a população acima de 50 anos cresce o dobro em relação às outras idades (3% versus a média de 1,5% para outras faixas) e o país já conta com mais pessoas acima dos 50 anos do que com jovens de zero a 14 anos. Como fazer dessa faixa de idade a melhor da vida? Com a tecnologia e o conhecimento médico atual, ficou mais fácil ter vitalidade e saúde na idade que, na época dos nossos avós, significava ter uma perspectiva menor. É nessa idade que estamos mais maduros, vivemos sucessos e aprendemos com alguns fracassos e decepções (muitas naturais da vida), sabemos o que queremos e podemos passar a viver de forma plena, sem culpas e com mais tranquilidade. Para isso, porém, é preciso equilibrar todas as áreas da vida. O Empreendabilidade listou aspectos que propiciam as melhores tomadas de decisão para o público 50+ na hora de empreender. Veja abaixo: Dieta equilibrada: quem não se alimenta de forma saudável, precisa repensar os hábitos ao chegar aos 50 anos. Investir em alimentos antioxidantes, como legumes, verduras e frutas, gorduras boas, como o azeite de oliva, cereais integrais é um ótimo começo, além das proteínas, que são básicas para o organismo. Sono: nessa fase da vida, naturalmente já não se dorme a mesma quantidade de horas da época dos 30 anos. No entanto, algumas pessoas passam a ter insônia, o que pode prejudicar a saúde e a energia. Alguns hábitos como desligar celulares e TVs duas horas antes podem ajudar. Saúde mental: quem não se cuida está mais vulnerável e suscetível a sofrer com depressão ou ansiedade. O melhor remédio, portanto, é a prevenção. Procurar terapia, meios de controlar o estresse (como fazer ioga, caminhada ou atividades prazerosas) e não levar a vida tão a sério – afinal, já é sabido que sofremos mais internamente pensando sobre os possíveis problemas do que com o que acontece de fato. Atividade física: a partir dos 30 anos, passamos a perder 1% de massa muscular por ano. Esse número, que não parece relevante no início, faz muita diferença lá na frente. Aumentar o ganho de massa muscular e praticar exercícios aeróbicos constantemente ajudam a manter uma vida mais saudável. Fonte: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

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