As empresas poderiam manter os profissionais mais velhos? O que isso tem a ver com o gap de qualificação profissional?

As empresas já são responsáveis por programa de trainee, manter empregos, gerar receita e entregar resultados. Nisso, os profissionais mais velhos, com o avanço da tecnologia, acabaram ficando em segundo plano. Mas, em contrapartida ao mundo estar ficando mais rápido e digital, os profissionais mais velhos entregam algo que um jovem ainda não tem: experiência. Uma pesquisa da consultoria PwC mostra justamente que essa bagagem que o profissional mais experiente carrega é interessante do ponto de vista das grandes lideranças (veja nossa matéria)! Essa informação foi um dos insights que identificamos em uma pesquisa que fizemos e que estampou as páginas das principais notícias de 2022. A pesquisa mostra que essa experiência pode ajudar os mais experientes a empreender. Mas, tem outro aspecto que observamos, que é de que o profissional mais experiente também ser um MENTOR, e, naturalmente, apoiar o desenvolvimento dos profissionais mais novos. Aliás, olha só, as empresas desperdiçam muito dinheiro em treinamentos de capacitação que não tem retorno efetivo. Ou seja, elas investem na capacitação, mas as pessoas não aplicam o que aprenderam. Temos visto um boom de plataformas de treinamento, que oferecem cursos EAD de capacitação profissional, vendem certificados, muitas seguem o Hype oferecendo cursos sobre os novos temas, né, de Inteligência Artificial, Diversidade, ESG etc.   Mas, novamente, pense comigo: esse curso ajuda a gerar alcance para a informação, ESCALA. Claro que isso é importante. Mas, já é mais que comprovado, a maior parte do aprendizado profissional vem da prática.   A teoria 70: 20: 10 O Modelo 70-20-10 de aprendizagem e desenvolvimento é uma fórmula comumente usada na educação profissional para descrever as fontes ideais de aprendizagem. Afirma que os indivíduos obtêm 70% do seu conhecimento a partir de experiências relacionadas com o trabalho, 20% a partir de interações com outras pessoas e 10% a partir de eventos educacionais formais. Apesar de ter sido criado na década de 1980 por três pesquisadores do Center for Creative Leadership, uma instituição educacional sem fins lucrativos em Greensboro, Carolina do Norte, o modelo é muito atual e serve como uma matriz para organizações que buscam maximizar a eficácia de seus programas de aprendizagem e desenvolvimento. Onde esses assuntos se cruzam? Com a falta de profissionais capacitados sendo apontada como o maior risco para o futuro dos negócios pelos CEOs, por que as empresas não mantêm seus profissionais mais velhos, que ao longo da vida reuniram tanto aprendizado, para que eles possam treinar e capacitar os mais jovens? Olha só a ideia que o EMPREENDABILIDADE vem apresentando para as empresas clientes: Preste atenção aos profissionais mais velhos que podem oferecer justamente aquela força de conhecimento que a empresa precisa para capacitar os mais jovens; Em vez de sair contratando palestrantes, especialistas e outros profissionais para oferecer treinamentos para cada área, monte um banco de talentos interno primeiro, para só então buscar as fontes externas; Entenda o tipo de conhecimento que seus profissionais vêm buscando e estruture o processo de conhecimento de forma que isso faça parte do dia-a-dia e que os próprios talentos troquem informação entre si; Estabeleça uma matriz de conhecimento, uma rotina de mentoria direcionada a atender os verdadeiros gaps de conhecimento de cada área para a realização das suas atividades e do desenvolvimento dos profissionais; Sim, você pode construir uma plataforma, como uma Universidade Corporativa, e ela pode ser bem interessante. Mas, o mais importante é as pessoas aprenderem entre si Claro, a cultura organizacional é muito importante, e assim a cultura de aprendizado também estará integrada a ela Em resumo: coloque em prática na empresa o aprendizado do dia-a-dia e aproveite as experiências internas. Caso queira obter uma proposta de consultoria, entre em contato conosco!  

Empreender sem desculpas: “Experiências compartilhadas aceleram processo”

O Empreendabilidade conversou com Ana Cristina Rosa, mentora de empreendedores portuguesa que atua na capacitação de profissionais que desejam investir e iniciar seu próprio negócio. Ela é jornalista de formação e coaching, e esteve no Brasil para lançar seu primeiro livro, o “Empreender sem desculpas”. Em passagem por 3 cidades, Ana pode analisar as características dos empreendedores brasileiros e faz uma comparação interessante entre as diferentes culturas. Porém, com alguns desafios parecidos entre os países. “Aqui em Portugal, cerca de 70% das pequenas empresas e microempreendedores desistem dos seus negócios nos três primeiros anos. É um número alarmante e isto é uma realidade que me preocupa”, afirma, vinculando sua preocupação a sonhos e investimentos que impactam famílias. “Alguém teve um sonho, muitas pessoas dão salto de fé, abandonam emprego para começar a empreender, investem todo seu dinheiro pedem financiamentos, porque acreditam que aquilo vai dar um lucro”, explica. Perfil Europeu Ana Cristina, que nasceu e vive em Algarve, extremo sul de Portugal, mas que dá mentoria para empreendedores de diversos países, viu no brasileiro um perfil e o tino para negócios semelhantes aos europeus, destacando a maior economia do nosso país. “Senti em São Paulo e no Rio Grande do Sul muito semelhante com a Europa, aquilo que já estava acostumado aqui. Sou portuguesa e vivo em Portugal, mas já vivi e trabalhei na Inglaterra, Irlanda, Polônia, então fui tendo uma visão internacional. E São Paulo com uma rapidez muito grande”, destacou. A mentora ainda citou Rio de Janeiro e Bahia como locais com perfis de empreendedorismo mais leve. “Senti no Rio e na Bahia, que o espírito empreendedor está presente na veia do brasileiro. Mas, nesses locais, de uma maneira mais descontraída. O espírito está presente em todos eles, mas foi o que senti nesses estados”, completa. Conceito do Salto Quântico Ana Cristina ainda revelou uma teoria que desenvolveu e aplica nas mentorias que faz com empreendedores mundo afora: a teoria do Salto Quântico, que projeta novos profissionais, através da mentoria de empreendedores mais experientes, que possuam habilidades similares. “Eu acredito que todos nós temos uma área de expertise. Ou seja, ao longo da nossa vida, através de desafios, conquistas e conhecimentos, nós vamos desenvolvendo a nossa expertise em determinada área. Então, se outras pessoas podem beber dessa nossa experiência e chegar onde nós chegamos, por que hão de percorrer este longo caminho sozinhas?”, explica. O livro é um compilado de insights e de diferentes perfis de empreendedores. Ouça mais na entrevista completa, que está disponível no YouTube e no Spotify.

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