Negócios gerados e intenções de compra na Agrishow 2023 superam R$13 bi

A Agrishow 2023 – 28ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, encerrada nesta sexta-feira, dia 5 de maio, em Ribeirão Preto (SP), alcançou um volume recorde de R$ 13,290 bilhões de negócios gerados e intenções de compra em máquinas agrícolas, de irrigação e de armazenagem. Esse montante representa um crescimento nominal de 18% e um aumento real de 9,5% (descontada a inflação) em relação à edição de 2022, quando foram computados R$ 11,243 bilhões de negócios gerados e intenções de compra de máquinas agrícolas, de irrigação e de armazenagem. Em termos de visitação, a Agrishow 2023 recebeu um total de 195 mil pessoas, em sua maioria, produtores rurais de pequenas, médias e grandes propriedades de todas as regiões do País e também do exterior. Para João Carlos Marchesan, vice-presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e novo presidente da Agrishow, “a feira cresce fortemente a cada ano e apresenta máquinas, tecnologias e soluções para todos os tamanhos de propriedade rural e para os variados tipos de cultura, atendendo as principais demandas para o produtor rural crescer”. A próxima edição da Agrishow será realizada entre os dias 29 de abril e 3 de maio de 2024.
MPEs do PA relatam dificuldade de acesso a crédito, enquanto Americanas captou e está devendo

O jornal O Liberal, do Pará, noticiou esta semana (leia aqui) que os bancos públicos e instituições estatais de fomento da região Amazônica figuram como alguns dos maiores credores das Lojas Americanas, na lista de dívidas da empresa. Entre esses credores está o Banco da Amazônia (Basa), para quem a marca deve mais de R$ 103 milhões, e sequer conseguirá saldar essa dívida, diz o jornal. Ao mesmo tempo, Micro e pequenos empresários da região têm dificuldade de conseguir crédito junto às instituições financeiras, especialmente públicas, como é o caso do Basa, mesmo em programas de incentivo. O presidente da Federação das Micro e Pequenas Empresas do Estado do Pará (Femicro-Pará), Valber Cordeiro, diz que, hoje, em todo o Estado, há mais de 640 mil micro e pequenas empresas, responsáveis por mais de 60% dos empregos formais de que o Pará dispõe. Mesmo assim, é muito difícil, segundo ele, o segmento conseguir acesso a crédito por meio das instituições bancárias. “Nós queremos facilidade de acesso ao crédito e juros subsidiados. Não tem por que os bancos cobrarem de uma micro e pequena empresa uma taxa compatível a de uma empresa grande. É necessário que esses juros sejam bem pequenos para facilitar o acesso e, principalmente, o pagamento das dívidas, pois, caso contrário, o micro e pequeno empreendedor vai acumular dívidas, pegar empréstimo e não conseguir pagar, aumentando ainda mais a inadimplência que existe no País. Então, nós somos favoráveis a que seja feita uma política de acesso ao crédito e uma política de juros subsidiados e talvez até com carência para iniciar o pagamento, para que o pequeno negócio possa sobreviver”, destacou cordeiro ao Liberal.