BNDES quer criar fundo para empreendedoras em parceria com Alemanha

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) criou, em parceria com o banco de desenvolvimento alemão KfW e da agência alemã de cooperação internacional GIZ, um grupo de estudos para avaliar a implementação de um fundo de financiamento para mulheres empreendedoras. A iniciativa tem foco em micro, pequenas e médias empresas. O grupo de estudos também tem a participação de integrantes do governo brasileiro e alemão. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, se reuniu na última 2ª feira (30.jan.2023) com a ministra federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha, Svenja Schulze, e com representantes do banco KfW e da Embaixada da Alemanha.   A reunião foi realizada em meio à visita do primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz, ao Brasil. Depois da visita, o país europeu anunciou a liberação de mais de R$ 1,1 bilhão destinado a ações ambientais no Brasil nos próximos dias. Entre os recursos doados, está o repasse de € 35 milhões para o Fundo Amazônia, cerca de R$ 193 milhões na cotação atual. O governo alemão também sinalizou a distribuição de € 31 milhões (R$ 170 milhões) para apoio aos Estados da Amazônia Legal na implementação de ações para uma maior proteção florestal.

André Albuquerque: “Venda da Suplax amplia foco na Acquion”

André Albuquerque: Suplax se tornou uma das líderes white label de suplementos alimentares do mercado nacional (foto: divulgação)   O jovem empresário André Albuquerque, o sócio-fundador e investidor Ronaldo Oliveira e o acionista e conselheiro Mario Quintanilha anunciam a venda da Suplax, uma das líderes na produção de suplementos alimentares e nutracêuticos (categoria que agrupa vitamínicos, poliminerais e suplementação saudável como aminoácidos, fibras, ômega-3, antioxidantes e outros), para o fundo americano Zeppelin. A negociação, cujo valor não foi divulgado, ocorreu durante o segundo semestre e foi concluída no final do ano. A venda abrange a marca e seus ativos, incluindo a fábrica localizada em Santana de Parnaíba, dentro de um pátio de 22 mil m², os equipamentos e todas as patentes da empresa, o que contempla o método de fabricação e as licenças dos órgãos responsáveis. Suplax A Suplax nasceu em 2017, quando André, que foi Forbes Under30 em 2021, e seus sócios iniciaram o projeto em Goiás, quarteirizando em uma indústria parceira. No segundo semestre de 2017, importaram uma máquina chinesa com tecnologia exclusiva e em seguida assumiram um pátio industrial de uma grande marca do mercado de suplementos que havia decretado falência. Aos poucos a idealização foi ganhando força e o crescimento também, não demorou para que começassem a construir uma indústria própria em São Paulo no início de 2018, mais precisamente em Santana de Parnaíba. O primeiro passo foi investir em um modelo industrial de padrão farmacêutico para o setor de suplementos alimentares, atitude de caráter inovador no ramo. Assim foi possível elevar os níveis de qualidade e capacidade produtiva, tornando-se referência no segmento e assumindo a liderança do mercado. Hoje a Suplax é referência na categoria — não é à toa que a marca vem crescendo significativamente ano após ano e alcançando uma média de 110% de crescimento anual desde 2018. Com capacidade produtiva de mais de 1 mil toneladas, a empresa mantém mais de 300 empregos diretos e indiretos e atua em toda a verticalização do produto, realizando pesquisas, testes, aprovações, branding e até mesmo a embalagem e a distribuição para os clientes. São fabricados produtos para mais de 150 marcas, nos mais diversos formatos: em pó, em cápsulas, comprimidos, líquidos, sachês etc. Novos passos Com a venda da Suplax, André se dedicará à recém-inaugurada Acquion Foodtech, produtora de insumos à base de colágeno e gelatina com alto grau de pureza para os mercados farmacêuticos, suplementos, cosméticos e alimentos. A nova companhia tem como meta estar entre os líderes do mercado no Brasil em três anos e no mundo nos próximos cinco anos. Além dela, André também dará foco à sua Holding Acquion Capital Group, que vem visando novos investimentos com foco contínuo na inovação da indústria e da chamada “velha economia”. “A história da Suplax é consequência de uma gestão com foco em qualidade, produtividade, resultado e pessoas. Cada decisão, independentemente da esfera, buscou centralizar o ser humano como o elo mais importante. Ficamos satisfeitos com a realização da venda, que confirma nossa compreensão das oportunidades no setor de insumos e suplementos alimentares e a relevância do Brasil no mercado mundial”, afirma Albuquerque.

BNDES lança novo fundo voltado a pequenos negócios

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou um novo produto com foco em micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), além de produtores rurais e microempreendedores individuais. O BNDES Fundo de Crédito para Indústria e Serviços, vai unir o banco e empresas âncoras na constituição de fundos que irão oferecer crédito a cadeia de fornecedores e clientes das empresas parceiras. A nova modalidade se diferencia do BNDES Credito Âncora porque neste novo modelo o banco também corre risco ao participar diretamente dos fundos de direitos creditórios (FDIC) que serão fontes dos empréstimos. Para contratar com o BNDES, as empresas devem levantar uma base de devedores composta por pelo menos 70% de micro, pequenas e médias empresas, além de produtores rurais e/ou pessoas físicas, que estejam inseridos em suas cadeias produtivas ou instituições âncora do setor. Dentre os setores que poderão ser apoiados pelo produto estão o de tecnologia da informação, infraestrutura e serviços de telecomunicações, bens de capital, mobilidade, aeronáutica e defesa, indústria de bens de consumo, agroalimentar, biocombustíveis, comércio, serviços e economia criativa. Uma primeira operação foi estruturada com a Padtec, fornecedora de equipamentos de telecomunicações que atua com empresas provedoras de internet de pequeno e médio porte. O FIDC foi estruturado entre o BNDES e a empresa. Os recursos do Banco virão do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (FUNTTEL), que tem o objetivo de estimular o processo de inovação tecnológica, incentivar a capacitação de recursos humanos, fomentar a geração de empregos e promover o acesso de pequenas e médias empresas a recursos de capital. A operação deve impactar positivamente cerca de 400 mil pessoas, por meio das dezenas de pequenos e médios provedores que poderão contar com financiamento para aquisição de equipamentos da Padtec. O BNDES poderá aportar até R$ 80 milhões no fundo. O novo Produto conta com duas linhas de crédito: “Empresa Âncora” e “Instituição Âncora”.  Em ambas linhas, o valor mínimo da subscrição do BNDES por fundo será de R$ 40 milhões e o prazo total de até 15 anos. Empresas âncora são aquelas que atuam no setor produtivo e dão origem a direitos creditórios a partir das suas atividades com clientes, fornecedores, prestadores de serviços, franqueados ou distribuidoras.  Instituições âncora, por sua vez, são investidores públicos ou privados que tenham interesse de fomentar setores produtivos que contem com a presença de MPMEs, porém das quais elas não sejam contraparte dos direitos creditórios. Direitos creditórios são direitos que correspondem aos créditos que uma empresa tem a receber, como cheques, parcelas de cartão de crédito ou até duplicatas, faturas, entre outros. As empresas e instituições deverão atuar como cotistas do fundo de crédito, compartilhando o risco da operação. O BNDES poderá subscrever até 80% das cotas da classe sênior dos fundos, sendo o restante subscrito em cotas subordinadas pela empresa ou instituição. No caso da linha “Instituição Âncora”, na hipótese de fundo com classe única de cotas, o percentual máximo de subscrição do Banco baixa para até 70%. A expectativa é que por meio do compartilhamento de risco do BNDES com os agentes, empresas de menor porte poderão obter crédito em condições mais atrativas. A lógica é que o conhecimento que a empresa ou instituição âncora detém de seus fornecedores e clientes diminua o risco das operações. Em subscrições no âmbito da linha “Instituição Âncora” o BNDES realizará chamadas públicas para seleção do gestor, que será o principal responsável pela originação dos direitos creditórios a serem adquiridos pelo fundo de crédito. Mais informações sobre o Fundo de Crédito para Indústria e Serviços podem ser obtidas em www.bndes.gov.br/fundo-industria-servicos.

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