Jogador desiste do futebol e se torna empreendedor: “R$ 1 milhão por mês”

Ex-lateral Diego Manoel conta sobre as dificuldades que passou e a vontade de trabalhar com vendas De promessa da base do Joinville Esporte Clube a dono de mais de 40 lojas em todo o Brasil. Esta é a história de Diego Manoel, 31 anos, ex-lateral-direito que abandonou a carreira no futebol por dificuldades para virar empreendedor no ramo de vendas. Joinvilense e morador do bairro Itinga na infância, o ex-jogador já foi considerado uma das joias do Tricolor, mas desistiu da carreira por conta de lesões e decisões ruins, segundo ele. Atualmente CEO da It Case, loja de acessórios para celular, Diego Manoel conta a trajetória de sucesso com orgulho e relembra episódios marcantes vividos no futebol profissional. O início no JEC Com o pai ausente por ser usuário de drogas, Diego conta que a mãe, caixa de supermercado na época, nunca teve condições de o colocar em uma escolinha de futebol, devido a mensalidade. Aos 11 anos, recebeu o convite de um vizinho para um treino experimental, chamou a atenção de treinadores e ganhou uma bolsa em uma escolinha local. No mesmo ano, durante o Campeonato Citadino de Base em Joinville, enfrentou o JEC no primeiro jogo. — Eu nunca tinha disputado um campeonato de futebol. Perdemos por 4 a 2, mas lembro que fiz uma partida maravilhosa e o treinador do Joinville já veio atrás de mim, para me levar ao clube. Mas não poderia abandonar a escolinha que me deu oportunidade — conta. Em 2005, um ano depois, após contato frequente dos diretores do JEC, foi jogar pelo clube, até assinar o primeiro contrato profissional em 2009, aos 16 anos. Lesões e turbulência na carreira No ano em que o ex-lateral subiu ao profissional, o Joinville não tinha calendário nacional. Mesmo assim, Diego já estava cotado para ser um dos titulares da posição na Copa Santa Catarina. Porém, em 2009, sofreu uma lesão de ligamento cruzado anterior, que o afastou dos gramados por seis meses. — O Sérgio Ramirez, técnico na época, foi atrás da minha mãe, contou sobre a lesão e disse para ela ficar tranquila porque eu era uma joia e ganharia todo o suporte possível — afirmou. — Eu era cabeça dura, achei que a qualquer momento eu viraria jogador profissional de futebol, então na primeira cirurgia eu não tive o cuidado necessário, não fiz a fisioterapia correta, estava em balada, festa — relembra. Recuperado da primeira lesão, em 2010, Diego Manoel fez a pré-temporada com o clube, mas novamente machucou o joelho e ficou mais de um ano fora. Na volta, com nova diretoria e técnico, foi rebaixado aos juniores, e recebeu a notícia de que o contrato não seria renovado. Rodagem em clubes e fim da carreira Até desistir da carreira, Diego rodou por diversos clubes do interior paulista, além de Coritiba (PR) e Guarani de Palhoça (SC). Neste último, foi campeão do Campeonato Catarinense Série B em 2012. Por decisão do empresário, não renovou contrato e, sem novas propostas de clubes maiores, aceitou jogar no Fluminense do Itaum, em Joinville. Desempregado na maior parte do ano e sem competição para jogar, desistiu da carreira aos 20 anos, em 2015. Primeiros passos no empreendedorismo Após sair do futebol, Diego tinha vontade de trabalhar com vendas, por já ter tido uma experiência quando era jovem. Assim, pediu oportunidade em uma loja de acessórios para celular, de um amigo, e conseguiu ser contratado. Com três meses, foi promovido a gerente, depois da saída do amigo. Segundo ele, a loja passava por dificuldades, e foi aí que resolveu abrir o próprio negócio, também de acessórios para celular, com a esposa. — Nós iniciamos com o Center Cell. Inauguramos a primeira unidade em junho de 2017, e em dezembro já estávamos com a terceira unidade. A cada seis meses a gente estava inaugurando lojas — disse. Em 2022, comprou a franqueadora It Case. — Hoje nós com as vendas de franquia, com royalties, temos um faturamento de R$ 1 milhão e meio por mês — afirma. Em Joinville, a loja está localizada na Avenida Getúlio Vargas, no bairro Anita Garibaldi. Volta ao futebol e disputa da Libertadores No mês passado, Diego Manoel voltou ao JEC, desta vez, no futebol 7, com o JEC/Bola na Rede, na conquista do vice-campeonato da Libertadores de Futebol 7 2023. — Foi muito bacana poder reviver tudo aquilo que a gente já viveu um dia, principalmente em uma competição tão grande quanto a Libertadores — disse. *Com informações do ge.globo
Fundamentos do Empreendedorismo. Por que empreendemos?

O empreendedorismo é crescente no Brasil e ser um empreendedor significa não apenas ter a capacidade de criar algo novo e transformar uma ideia em realidade, assumindo riscos financeiros e pessoais para alcançar o sucesso. A criação de novos negócios, empresas, invenções etc. é parte da história do ser humano e da nossa evolução. Durante a Revolução Industrial, que começou na Inglaterra no século XVIII, por exemplo, houve uma mudança significativa na maneira como as pessoas trabalhavam e produziam bens. As fábricas substituíram o trabalho artesanal e a produção em massa se tornou possível. Com essa mudança, a oportunidades de criar novos negócios era latente. Os criativos investiram em maquinário, contrataram trabalhadores e começaram a produzir bens em grande escala. Esse novo sistema de produção em massa permitiu que os preços caíssem e que mais pessoas tivessem acesso a bens que antes eram caros e raros. Esses empreendedores também foram responsáveis por inovações tecnológicas que impulsionaram o desenvolvimento industrial. Com pesquisas e “inovações” – à época muito diferentes da que vemos hoje – a busca por eficiência e redução de custos não é exclusividade das empresas modernas. Graças a essas inovações, aliás, a economia cresceu rapidamente, gerou-se empregos e a vida das pessoas tornava-se melhor a cada dia: rotina, segurança, diversão e tudo mais o que temos atualmente veio daí. O empreendedorismo se tornou fator chave para o desenvolvimento da economia e para a produção em massa de bens. Mas, foi após a Segunda Guerra Mundial que o papel dos empreendedores como protagonistas da transformação social ficou mais claro. Com os países em ruínas e as economias paradas, boa parte dos europeus não tinham emprego e renda. Foi assim que muitos negócios foram criados e, consequentemente, a economia europeia começou a se recuperar. Em países como a Alemanha, o empreendedorismo tem sido fundamental para o crescimento econômico e a redução do desemprego. Em 2020, ano crítico da pandemia, a Alemanha teve uma taxa de desemprego de 4,5%, uma das mais baixas da União Europeia. O país também tem uma das maiores taxas de empreendedorismo, com mais de 2,5 milhões de novas empresas criadas nos últimos anos, mesmo tendo um terço da população do Brasil. Não há dúvidas de que a sociedade é beneficiada como um todo pelo empreendedorismo. Além de tudo, a abertura de mais empresas incentiva inovação e a competição, o que leva a uma maior eficiência, produtividade e quando as companhias competem entre si para oferecer o melhor produto ou serviço, quem ganha é o consumidor. Um aspecto fundamental para o empreendedorismo é a economia liberal, com menos interferência do governo no mercado. Isso significa que os empreendedores têm mais controle sobre seus negócios e podem tomar decisões mais rapidamente. Se tiver dúvidas sobre como empreender, entre em contato conosco!