Empreendedora fatura R$ 15 mil/mês alugando toalhas de mesa

Um episódio pessoal motivou Leticia Souza, 48 anos, a fundar a Pano pra Festa, empresa de aluguel de toalhas de mesa para eventos. A família saiu de Tapes, no Rio Grande do Sul, para viver em Brasília, no Distrito Federal, depois que o marido, que trabalhava em um banco, foi transferido. Souza havia deixado seu trabalho como contadora e cuidava de suas duas filhas durante o dia. Pouco tempo depois da mudança, em 2010, ela estava organizando o aniversário de um ano de sua filha caçula. “Fizemos uma festa com o dinheiro contado, mas mãe é assim: não deixa passar batido de jeito nenhum. O bolinho tem que ter”, afirma a empreendedora. Quando entrou no salão de festas de seu prédio, percebeu que não tinham toalhas de mesa no espaço. No dia do evento, o marido de Souza comprou o tecido e procurou uma costureira para fazer as toalhas de mesa rapidamente. “Eram 10 toalhas simples brancas”, afirma Souza — que não prestou atenção aos itens durante a festa. No dia seguinte, reparou que o tecido era de qualidade e tomou um susto ao descobrir quanto haviam custado. “Já estávamos contando dinheiro para comprar os doces da festa, e ele gastou em algo que seria usado uma vez”, afirma. A compra virou uma briga para o casal até que a mãe de Souza, que queria acalmar os ânimos, sugeriu que ela alugasse as toalhas. “Ela me disse que, assim como eu tinha precisado das toalhas, outras pessoas poderiam precisar.” Souza colocou um anúncio em seu prédio dizendo que tinha 10 toalhas disponíveis para aluguel. Em pouco tempo, recebeu mensagens dos vizinhos interessados em toalhas de outras cores. Logo passou a produzir sozinha para evitar atrasos na entrega. “Eu não sabia nem ligar uma máquina. Avisei meu marido que eu gostaria de ganhar uma máquina de costura como presente de Dia das Mães”, afirma a empreendedora, que começou a fazer cursos para aprender o ofício em 2011. Para crescer com o negócio, Souza entrou em grupos de Facebook para mães que estão organizando festas infantis. “Usei muito a internet. Vi quais eram os temas do momento e quais filmes estavam sendo lançados. Então, montava uma mesa com as cores em questão”, afirma. Também apostou em parcerias com decoradoras. “Elas fazem festa todo final de semana. Mostrar meus produtos era uma forma de atingir mais clientes”, afirma. Em 2019, a empreendedora inaugurou uma loja física para que os clientes vissem pessoalmente as toalhas. Segundo Souza, a crise sanitária não trouxe grandes prejuízos à empresa. “As pessoas não deixaram de comemorar o aniversário em casa durante a pandemia”, afirma a empreendedora, que começou a fazer kits menores para festas pequenas, com itens como guardanapos e sousplats. “Também teve uma onda de pessoas querendo fazer piqueniques ao ar livre, e eu oferecia toalhas grandes e almofadas.” Hoje, Souza se considera satisfeita com o empreendedorismo. “Meu plano inicial era esperar as minhas filhas crescerem para retomar minha carreira como contadora, mas mudei de ideia”, afirma. Ela diz que vê potencial para franquear o negócio e está iniciando o processo. “É o meu objetivo no momento”. Fonte: com reportagem da PEGN
Ele vendia batatas no interior do RS. Hoje, fatura R$ 23 milhões com marketing digital

Jonatas Abbott foi do trabalho braçal ao gerenciamento de uma empresa com receita de R$ 23 milhões; conheça a história As histórias de superação são quase parte inerente do imaginário popular quando assunto é empreendedorismo de sucesso. Volta e meia, é comum conhecer trajetórias de empresários bem-sucedidos que, em comum, têm uma jornada repleta de percalços e desafios pessoais antes dos melhores dias à frente da gestão de um empreendimento de sucesso. Jonatas Abbott é um deles. O atual sócio e diretor executivo da Dinamize, empresa de automação de marketing, já encarou situações comuns a empresários de primeira viagem — como a dificuldade financeira. Gaúcho de Porto Alegre, Abbott teve uma infância e adolescência confortável, mas viu a realidade financeira de sua família mudar por completo após um oneroso tratamento de câncer enfrentado pelo pai. Com os apertos financeiros, viu a oportunidade de começar a ganhar dinheiro por fora ainda na juventude. Abbott escolheu a fotografia, um hobby e também uma paixão pessoal, para começar a empreender. O estúdio próprio, porém, teve vida breve. “Eu era um péssimo vendedor, e mal sabia precificar o meu trabalho”, lembra. A falência do negócio serviu de pontapé para que Abbott percebesse a importância do marketing pessoal e de investir em uma boa postura para vender seu peixe. Naquela mesma época, foi chamado por um amigo produtor rural para ajudar na venda de batatas em Porto Alegre e região. Ali teve seu primeiro contato com técnicas de venda e jornadas de trabalho que dependiam, basicamente, da negociação das melhores margens para vendas de grandes lotes de um único produto. “Vender batatas é como vender uma commodity. O preço não costuma variar, mas é possível negociar condições e encontrar gente disposta a pagar mais por uma matéria-prima de qualidade ”. Como vendedor de batatas, Abbott era responsável por carregar e dirigir uma caminhonete com algumas toneladas do tubérculo às 5 horas da manhã diariamente. Ia de mercado em mercado, bar em bar e restaurante em restaurante, antes mesmo dos estabelecimentos abrirem as portas para vender os sacos. “Foi a primeira experiência e, sem dúvida, me ensinou a ser um bom vendedor”, diz. Como ele migrou para a internet Depois do fim precoce do estúdio de fotografia — justamente pela falta de habilidades de venda, julga o empreendedor — Abbott viu a venda das batatas como um degrau que antecedia suas tentativas como vendedor em novos mercados. Com isso, muito mais confiante em relação às suas habilidades como vendedor, ele ingressou no mercado de tecnologia, onde vendeu computadores. O desafio estava em encontrar o público adequado e convencê-lo de que a compra de um computador para uso pessoal (os personal computers, ou PCs), era uma boa ideia. Afinal, a internet ainda era mato alto naquela época. “Percebi que aquilo seria uma explosão, e estava inserido no mercado certo na hora certa”, diz. Da venda de computadores, Abbott passou a trabalhar em uma provedora de internet regional dona de uma carteira de 700 grandes clientes e, após isso, em uma empresa de hospedagem de sites, onde ficou por 15 anos. Dos computadores ao marketing digital Os anos em contato direto com empresas que desenvolviam seus negócios a partir da internet despertou em Abbott o desejo de criar soluções que auxiliassem essas companhias a lidar com as demandas do novo mundo digital de maneira mais eficiente. Em 2005, aos 38 anos, teve seu primeiro contato com a Dinamize, uma agência de marketing, para uma consultoria aos funcionários. A consultoria logo se tornou sociedade, quando Abbott e seu sócio Allan Luz adquiriram 66% do capital da empresa. A Dinamize atuava no e-commerce, desenvolvia aplicativos, além de serviços de e-mail marketing e criação de sites. “Era comum que na naquela época as agências de marketing fizessem “um pouco de tudo”, diz. A diversificação, porém, não trazia nenhum diferencial competitivo. Como a empresa cresceu Com um único funcionário e um faturamento de R$ 16 mil, a Dinamize ainda engatinhava. Para ampliar as receitas da agência, o plano de Abbot era concentrar a atuação na prestação de um único serviço. “Passamos a focar 100% em e-mail marketing. Sabia que aquilo era a bola da vez”, conta. Logo de cara, a agência triplicou de tamanho. Atualmente, tem 60 funcionários e conta com filiais no Brasil. Um processo de internacionalização iniciado em 2016 também levou a agência a abrir filiais nos Estados Unidos, Canadá e Lisboa. Com um faturamento de R$ 23 milhões em 2022, a Dinamize atende mais de 22 mil marcas. Entre elas empresas como: Coca-cola Fleury Volvo Nissan Albert Einstein O principal serviço da Dinamize é uma plataforma de e-mail marketing que automatiza o envio de e-mails corporativos a clientes. “Nosso foco é distribuir conteúdo digital para empresas que entendem a importância de se criar a sua própria base de dados e distribuição de conteúdo, como SMS e e-mail”, diz. Para 2023, a expectativa da Dinamize é crescer até 30% e faturar R$ 30 milhões em função da percepção de marcas sobre a importância da presença digital. “As empresas não querem ser reféns das big techs que hoje dominam o mercado. E é aí que entramos e vamos crescer”, conclui. *Com informações do portal Exame
Startup fatura R$ 3 milhões com caldos para preparo de alimentos e quer bater de frente com os ‘cubinhos’

Miguel Haegler se inspirou em produtos que viu nos Estados Unidos para criar a Davozzi. Produtos são distribuídos em mais de 300 pontos de venda Parece estranho – e até redundante – falar sobre “caldo líquido”, mas esse é o produto ofertado pela Davozzi. Em um mercado dominado pelos caldos em cubo, a empresa busca oferecer uma alternativa mais saudável, sem conservantes e com a praticidade das embalagens Tetra Pak. Criada por Miguel Haegler em 2021, a empresa faturou R$ 3 milhões no ano passado e espera dobrar a cifra neste ano. As receitas foram criadas pelo fundador, em sua cozinha, e agora são replicadas em fábrica, em escala industrial. Apesar do desafio de educar o consumidor, acostumado a comprar as versões sólidas dos caldos, a Davozzi aposta na mudança cultural que tem gerado maior interesse por alimentos saudáveis. “Até para explicar para o comprador dos mercados é difícil. Temos a tarefa grande de educá-los, além do cliente final”, comenta Haegler. O fundador diz que sempre se interessou pela culinária e se recorda de como acompanhava a avó enquanto ela cozinhava, curioso pelas receitas. Já adulto, mudou-se para os Estados Unidos para estudar gastronomia. Foi por lá que conheceu o mercado de caldos líquidos prontos para consumo, com uma infinidade de marcas nas gôndolas. “Me encantou porque facilita muito a vida na cozinha. Ninguém mais tem paciência nem tempo para ficar fazendo caldo em casa. Eu não entendia por que a categoria não tinha vindo para o Brasil”, afirma. Depois de retornar ao Brasil, recebeu o convite de um amigo para abrir um restaurante no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. Eles desenvolveram o conceito do zero e Haegler trabalhou no negócio por dois anos, até 2014, quando saiu para assumir uma vaga na Riotur, para atuar no setor de eventos. Com a chegada da pandemia, em 2020, ele teve tempo para tirar da gaveta a ideia do caldo natural pronto para consumo. O fundador fez alguns testes para a produção em larga escala em uma indústria, mas o valor do orçamento para o uso do espaço e o envase em outra fábrica inviabilizaram a ideia. A Tetra Pak abraçou o projeto, uma vez que suas embalagens eram utilizadas para produtos similares em outros países. Foi por meio dessa parceria que surgiu a oportunidade de adquirir uma pequena fábrica desativada de sucos, no interior de Minas Gerais. Com investimento inicial de R$ 2,5 milhões, a produção da Davozzi teve início em agosto de 2021. O portfólio da empresa conta com três caldos: carne, frango e legumes. Todos são vendidos em embalagens de 1 litro, ao preço médio de R$ 26,90. Os produtos são encontrados em mais de 300 pontos de venda de 24 estados do país, incluindo redes como Zona Sul, Hortifruti, Guanabara, Natural da Terra, Oba, Mambo e Zaffari. Os itens também são vendidos no Mercado Livre. Mas, com a sede de fazer acontecer, o crescimento aconteceu de forma desordenada. Junto aos acionistas, Haegler decidiu buscar uma consultoria para organizar a empresa. Quando a XR Advisor pegou o projeto, há quase seis meses, o foco era trazer estratégias para o crescimento sustentável e responsável da Davozzi e, para isso, um reposicionamento foi pensado. “Sugerimos uma mudança de rota. Não adiantava sair expandindo sem ter um centro de distribuição. Havia muitos contratos de comodato, muitos distribuidores e uma concorrência com o mercado”, indica Rodolfo Oliveira, CEO da consultoria. A partir do processo, a Davozzi começou a se posicionar como indústria, passando a missão da expansão pelo país para as mãos de distribuidores parceiros. Para este ano, a Davozzi projeta faturar ao menos R$ 4 milhões, mas espera conseguir dobrar a cifra do ano passado, chegando a R$ 6 milhões. Nos próximos dois anos, a empresa almeja estar presente em mil pontos de venda e expandir a atuação no B2B, atendendo empresas de catering, hotéis, hospitais, entre outros segmentos. *Com informações do Portal PEGN
Maior erro do empreendedor nas redes é “não aparecer e fazer panfletagem digital”, diz Camila Renaux

Eleita duas vezes a melhor do país em marketing digital, a profissional aponta falhas e oportunidades para os pequenos negócios Eleita duas vezes a melhor profissional de Marketing Digital do Brasil, pela Associação Brasileira de E-commerce e Associação Brasileira de Agentes Digitais, Camila Renaux explica por que é importante que o empreendedor “apareça” em vez de ficar apenas “panfletando” na internet, conta o que a levou a driblar a postura tímida para se colocar nas redes, explica como converter seguidores em clientes e diz que a inteligência artificial pode ser boa ou ruim para os negócios dependendo de quem usa. Esses e outros temas foram abordados em entrevista concedida pela profissional, que deu palestra nesta sexta-feira (26), em formato virtual, como parte da Semana do MEI, evento anual promovido pelo Sebrae que se encerra hoje. Renaux é enfática: 100% dos pequenos negócios precisam do marketing digital, o que vai variar é a intensidade e importância dele. Leia aqui os principais trechos: Como o pequeno negócio deve fazer seu marketing digital? Há ferramentas mais acessíveis e que dão resultados? Estratégia sem contexto não funciona. Viram sugestões sem aplicabilidade na vida real, o que gera somente frustração. Empreendedores precisam de estratégias aplicáveis e enxutas. O ideal é primeiro pensar nos processos. Quando eles estiverem definidos, incluir as pessoas e aí buscar as ferramentas que se adaptam a essa realidade. O maior erro é buscar primeiro a ferramenta – e normalmente descobrimos depois de tempo e esforço investidos que precisaremos de mais recursos, e como eles não existem, a ferramenta é abandonada. Outro cenário comum é buscar o mundo perfeito, ou, então, apenas ir executando sem nenhum planejamento. As grandes empresas podem se dar a esse luxo, justamente por terem uma estrutura de suporte para isso. Os empreendedores precisam buscar fazer o básico bem feito de forma consistente e escalar passo-a-passo. Mas 100% dos pequenos negócios precisam do marketing digital? Sim! O que pode mudar é a intensidade e a importância, mas não há mais como negar o poder de escala e penetração de mercado do digital. Precisamos estar onde nossos clientes estão. Outra grande vantagem do digital para empreendedores é o custo reduzido e a maior assertividade. Por meio de anúncios digitais podemos definir precisamente nosso público-alvo e isso vale ouro para um empreendedor. Outra coisa é a oportunidade de aprofundar relacionamentos, e as pequenas empresas devem usar o digital para isso, e ter clientes fidelizados e apaixonados – e relacionamento intencional é a chave. As redes sociais, além de cumprirem esse papel, promovem o boca a boca e a divulgação orgânica dos nossos negócios. Você já contou que era retraída e tinha um certo receio de se “expor” nas redes. O que a fez tomar coragem? E o dono de pequeno negócio deve “meter as caras” e aparecer como o rosto do seu negócio nessa busca de fazer relacionamento para atrair clientes? Estar pronto não é um sentimento, é uma decisão. Percebi que ficar em silêncio também é uma decisão e também nos posiciona. Quem cala consente. Enquanto os bons estão cheios de dúvidas, quietos, sendo meros espectadores, outros menos capazes e competentes se vendem melhor, investem em marketing, vão para frente das câmeras e assumem o protagonismo de seus negócios. Resultado: vendem mais e melhor. Isso se tornou algo inadmissível para mim. O primeiro passo foi decidir mudar. Coloquei a meta de gravar vídeos, falar em público, me expor. A consistência do dia após dia fez os resultados começarem. Nunca tive talento, mas treinei muito. Hoje, ninguém nota diferença. Quais dicas você daria nesse sentido? Reforçaria: decidir, agendar, cumprir. A partir daí, lembrar do nosso propósito para não dar mais ouvidos ao medo e a vergonha e assim desistir ou procrastinar: dar visibilidade aos bons. Como converter seguidores em clientes que compram efetivamente seu produto ou serviço? O segredo está na narrativa e na comunicação intencional. Se você quer vender, precisa relembrar que todo cliente vive uma jornada entre descobrir seu negócio até comprar e, claro, recomprar. Por isso, conte sua história, apresente-se, explique seus produtos e serviços e as diferentes formas de uso, repita essa divulgação para que se torne marcante, mostre feedback e depoimentos de clientes satisfeitos, e reforce relacionamento, pois um cliente finalizado custa 25 vezes mais barato do que um novo cliente. Quais os maiores erros que donos de pequenos negócios cometem em seu marketing digital? Não aparecer e fazer panfletagem digital. Gosto desse termo porque ele deixa bem claro o quanto essa é uma interrupção da jornada de compra. Vamos fazer a analogia com o mundo real: você está lá, caminhando, pensando nas coisas que tem para fazer e alguém interrompe isso, aquela obrigação de pegar um panfleto que, por estar fora de contexto, você não dá importância. Para ter resultados, precisamos estar inseridos nessa narrativa, nesse contexto. De forma bem prática, é o famoso “contar a historinha “. Guie seu cliente pela sua história, sua marca, seus produtos, sua equipe, seus serviços, seus diferenciais. Ele não tem bola de cristal para adivinhar isso se as informações não saem de dentro da empresa. O óbvio precisa ser dito. Quando você não aparece e simplesmente posta, ao invés de fazer uma estratégia, você está entregando panfletos aos seus seguidores. Você será ignorado. E, no final, dá praticamente o mesmo trabalho de fazer uma estratégia de forma intencional. Dedique-se ao seu marketing, ele te fará vender mais e melhor e proporcionará ao seu negócio ganhar o mundo. É sobre isso! O chat GPT, bem como a inteligência artificial de forma geral, pode mais ajudar ou mais atrapalhar o empreendedor brasileiro? Assunto complexo e com muitas camadas. Precisamos ser responsáveis para não falar de forma generalista e esquecer de particularidades. A inteligência artificial acabará com determinadas funções e empregos. Porém, do ponto de vista de marketing, é uma poderosa aliada. Ela não substitui a inteligência humana, mas pode ser o primeiro passo. Através do chat G PT é possível iniciar uma publicação para a qual estamos sem inspiração
Conheça vendedor da BMW que construiu império na construção civil em Miami

Empreender é dar o primeiro passo, sair da zona de conforto, arriscar. Não que ser um funcionário da área de testes de uma montadora de veículos seja exatamente a definição de confortável. Porém, a mudança radical de ramo é um plano arriscado, que demanda coragem. Conrado Lima deu este primeiro passo. Começou sua carreira na indústria automotiva na área de testes e vendas na John Deere Chysler e BMW. Em determinado momento, decidiu que era o momento de um turning point: encarou um desafio na área de investimentos e projetos na construção civil. Área em grande expansão no mundo, buscando novidades e tendo sempre como foco a sustentabilidade nos novos projetos, como fala o empresário. Se tornou empresário na Trends&Trades Consulting Group, em Miami e participou de mais de 1000 projetos desde o início do boom de investimentos estrangeiros em imóveis. De um vendedor que precisava bater metas de vendas de carros de alto padrão, se tornou um dos líderes de um projeto que gera mais de R$3.8 bilhões em receita – US$ 780 milhões. Ao longo de sua carreira, estabeleceu uma reputação de líder transformacional, impulsionado por desafios, sem ser impedido por obstáculos e comprometido em promover padrões de excelência. Sua experiência abrange todos os aspectos do desenvolvimento e administração de negócios, desde o controle de custos e maximização de receitas até o aproveitamento das forças da equipe para melhorar o desempenho em toda a empresa. Conrado também acumula passagem pelo Grupo Boticário, onde foi responsável pela criação de mais de 70 lojas da marca fora do Brasil. Com proficiência profissional completa: inglês, espanhol e português, Conrado possui experiência de negócios em mais de 50 países. Aos sábados na Rede TV – Tocantins Conrado mostra a beleza de Miami para todo o Brasil no programa “Café com Vanessa”. Coragem, dinamismo, versatilidade e liderança. São características de Conrado que empreendedores com trajetórias de sucesso possuem em comum e que devem inspirar os que estão no início de sua trilha, arriscando para investir no sonho do próprio negócio.
De catador de reciclagem a dono de rede de restaurantes

Mr. Cheff quer chegar aos estados de Rio de Janeiro e Minas Gerais e alcançar 26 lojas e faturamento R$ 42 milhões em 2023 Aos 14 anos de idade, Flávio Gagliardi, hoje com 59 anos, já sabia o significado da palavra ‘trabalho’ quando se propôs a catar materiais recicláveis com mais dois amigos em fazendas da cidade de Londrina, no Paraná, para vender. Apesar de ter nascido no interior de São Paulo, em Jaboticabal, passou a maior parte da infância e adolescência em Londrina (PR), que era a cidade natal de seus pais. Logo depois, aos 16 anos de idade, trabalhou como frentista de posto de combustível até conseguir um emprego em uma instituição bancária, na qual passou a atuar na área de seguros. Mal sabia ele que os anos seguintes seriam difíceis, com a perda do pai em 1982 e as transformações políticas do período dos anos 90, ocorreram mudanças internas e Gagliardi se deparou com a demissão, após 10 anos de experiência na área de seguros, onde chegou ao cargo de gerência. Contudo, paralelo a esse trabalho, ele já pensava criar o próprio negócio e com apenas 26 anos de idade, juntou sua rescisão e o portfólio de clientes particulares e em 1990 mesmo montou a própria corretora de seguros, onde atuou por mais cinco anos. Também, foi a partir deste longo período na área de seguros que Gagliardi teve condições financeiras para, em 1995, abrir seu primeiro negócio em parceria com o irmão, uma franquia londrinense de pastéis. A parceria com a rede durou dois anos, e por diferenças culturais, os irmãos decidiram romper com a marca e criar a deles. Surgia então a Mr. Pastel, com investimento inicial de aproximadamente R$ 200 mil. A experiência como franqueado deu a eles a base para expandir o negócio também, e em cerca de 7 anos depois tiveram a ideia de criar uma nova marca, desta vez com foco em refeições completas. Em meados de 2012, nascia então a Mr. Cheff. Por quase 10 anos a parceria entre os irmãos deu certo, mas logo depois decidiram romper a sociedade e cada um ficou com uma marca, Gagliardi com Mr. Cheff. Com o caminho definido e pronto para ser desbravado, o incansável empreendedor de Londrina conseguiu inaugurar mais duas lojas do Mr. Cheff e com três unidades próprias na cidade, passou a licenciar a marca no ano de 2017. A procura aconteceu e com tantos interessados, no ano seguinte Gagliardi decidiu formatar o negócio para expansão também através do franchising, e hoje já soma 16 franquias em três estados: Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Como regiões prioritárias para expansão, o empreendedor está mirando a região sudeste, especialmente os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A expectativa da rede é chegar a 26 lojas e faturar R$ 42 milhões até dezembro deste ano. O investimento em uma loja da rede é a partir de R$ 250 mil, com retorno médio de 18 meses. Diferenciais gastronômicos A rede se destaca na praça de alimentação dos shoppings pela quantidade de comida no prato, que é muito bem servido, e a qualidade dos produtos utilizados, o que dá um requinte ao sabor de comida caseira. O fundador e CEO da Mr. Cheff, Flávio Gagliardi, ainda desenvolveu um produto artesanal e exclusivo, que é uma farinha temperada para empanar as delícias que passam pelo processo de fritura, deixando tudo mais saboroso e crocante. O produto não acumula óleo e é distribuído para todos os franqueados da rede. No cardápio do Mr. Cheff estão as porções, pratos executivos e gratinados, com a proposta de oferecer um preço acessível para todos os públicos. Já o carro-chefe das lojas é a porção intitulada ‘A Famosa’, que seduz o cliente tanto pelo tamanho (2kg) quanto pelo preço, é disposta em formato de pirâmide com frango à milanesa, batatas fritas e calabresa. Além do sabor, a rede ainda se preocupa em contribuir com o sucesso dos franqueados, e faz questão de uma a duas vezes por mês enviar um consultor para visitação das franquias e acompanhar de perto o desempenho e, se necessário, oferecer suporte.
Bancária se reinventa como empreendedora no agronegócio

Mariane ousou, investindo em um setor dominado por homens Não é nenhuma novidade que as mulheres vêm ganhando cada vez mais espaço, ocupando cargos de liderança, tornando-se executivas e alcançando patamares onde apenas os homens tinham vez. No cenário rural, não é diferente. De acordo com o IBGE, cerca de 20% das propriedades rurais são administradas pelas mulheres e, saindo dos limites das porteiras, cada vez mais as vemos se destacando e conquistando o seu espaço no agronegócio. Prova disso é Mariane Cristina Lugli de Brito Oliva, 30 anos, que notou o potencial desse mercado e não teve dúvidas em investir o seu capital. Administradora por formação e apaixonada por finanças, abandonou sua carreira de bancária em um renomado banco nacional para se dedicar ao seu próprio negócio: O crédito rural. “Investi na franquia da Sonhagro, primeiro por ser criada no meio rural, que sempre foi o sustento da minha família. O meu objetivo é ajudar pessoas a melhorarem sua qualidade de vida, aumentando o seu patrimônio. Por ser uma franquia direcionada ao crédito para produtores, percebi que não havia essa prestação de serviços na minha cidade, então, deixei a minha profissão para me dedicar à minha paixão”. A franquia da Sonhagro liderada por Mariane está localizada na cidade de Auriflama (SP), a 60 km de Araçatuba, considerada a cidade do boi gordo, onde a concentração de produtores rurais é grande, trazendo ótimas oportunidades levando mais capital para os produtores de pequeno, médio e grande porte. “Escolhi a minha cidade pela existência de vários produtores rurais e diversas atividades tanto pecuária como agrícola. Nada melhor do que começar por aqui, para levar mais trabalho e oportunidades à eles, movimentando também o comércio local e ser destaque na modalidade de crédito rural na praça”, conclui.
Das flores aos milhões: conheça a história de Clóvis Souza, CEO da Giuliana Flores

Marca atende mais de 800 mil pedidos por ano e consagra-se como a maior floricultura on-line do país De vendedor de flores em um cemitério da Zona Leste de São Paulo para dono do próprio negócio. A história de Clóvis Souza, o nome por trás da Giuliana Flores, é uma aula de empreendedorismo, amor à profissão, atenção ao mercado e às oportunidades que surgem pelo caminho. Hoje a marca, que surgiu lá em 2000, enfrentando o “boom da internet”, é reconhecida como o maior e-commerce do ramo de floricultura, além de figurar como um dos maiores cases de sucesso. Não à toa, o empresário líder do segmento, há anos coleciona números que impressionam. São mais de 800 mil entregas ao ano, 700 mil visitantes únicos/mês e mais de 5 mil cidades atendidas. As parcerias de peso com marcas renomadas no mercado, como Kopenhagen, Ferrero Rocher, Nestlé, Heineken, Milka, Natura, Havanna, Lindt, Chandon, Rommanel, Vivedas e Uatt? Localizado em São Caetano do Sul (SP), o centro de distribuição da marca conta com 2,7 metros quadrados e uma infraestrutura capaz de atender 85% das solicitações em até uma hora. A empresa ainda possui uma loja na mesma cidade de 600 metros quadrados. Além disso, inaugurou este ano uma nova loja física, em Santo André (SP), em uma área de 300 metros quadrados. Quando questionado se imaginava aonde chegaria, Clóvis Souza é enfático ao dizer que não. Mas fato é que seu amor pelas flores e sua habilidade para os negócios formaram a ponte entre o garoto vendedor de 10 anos de uma pequena floricultura e o empreendedor de destaque da atualidade. “Acredito que o sucesso se deve não apenas à qualidade dos nossos serviços como também à capacidade de inovar e ‘correr atrás’ de ideias para agradar ao público”, relata o empresário. A própria expansão da floricultura nasceu dessa observação. No início, as opções de compras eram itens que normalmente acompanham flores, como chocolates e pelúcias. Até o empreendedor se dar conta de que não havia motivos para se limitar. Assim, incluiu no portfólio da marca perfumes, livros, semijoias, objetos decorativos, brinquedos, mimos diferenciados e demais produtos. No entanto, como nem tudo são flores, houve também muitas dificuldades no início. Clóvis conta que a principal foi em relação às transportadoras. “Elas não estavam acostumadas a entregar produtos sensíveis, frágeis como alguns itens do nosso e-commerce. Hoje, porém, esse processo é um dos maiores bens da Giuliana Flores. Conseguimos enviar com segurança e qualidade nossos itens em quase todo o Brasil. E ainda em tempo recorde de três horas para a grande São Paulo”, informa. Atualmente, para o empresário, o desafio é conquistar cada vez mais novos compradores e manter os clientes atuais satisfeitos. “Por isso, buscamos o que há de melhor no mercado para oferecermos aos nossos consumidores. Pesquisamos tendênciais, melhorias nos nossos serviços e estamos sempre à procura de opções de presentes que transmitam todo o afeto e carinho que também sentimos nesse ramo”, pontua.
Como este empreendedor transformou empresa com nome “idiota” em negócio de R$ 3 bilhões

Há apenas três anos, Mike Cesario criou uma marca de água em lata avaliada em US$ 700 milhões. O segredo? Um nome bem incomum A abertura de um novo negócio passa pela difícil etapa de escolha do nome. Uma árdua decisão e que muitas vezes pode deixar os empreendedores de cabelo em pé. Afinal, como definir o nome e slogan perfeitos para um novo empreendimento e que possam ser originais, criativos e, ao mesmo tempo, memoráveis? Para o empreendedor americano, Mike Cesario, a irreverência respondia parte desta questão. Ele é criador da Liquid Death (morte líquida, na tradução livre), marca de água enlatada popular entre os jovens e que hoje compete num disputado mercado de 350 bilhões de dólares ao lado de gigantes como Danone, PepsiCo e Coca-Cola. A história do negócio A inspiração para o negócio veio após Cesario, um designer e profissional de marketing, perceber que músicos careciam de opções saudáveis durante shows. Um admirador do estilo musical punk-rock, era comum encontrá-lo acompanhando shows pelos Estados Unidos, especialmente em grandes festivais. Em uma dessas ocasiões, Cesario percebeu que era comum que marcas de bebidas energéticas fossem os principais patrocinadores de eventos desse tipo, o que tornava comum o consumo de energéticos, refrigerantes e outras bebidas açucaradas — entre os visitantes e também pelos próprios músicos. O que ele também reparou, porém, era que os músicos estavam substituindo os energéticos por água para se manterem hidratados durante os shows. Dessa análise surgiu o incômodo de Cesario em criar uma alternativa saudável, mas com embalagens igualmente coloridas, chamativas e irreventes — assim como a dos energéticos. “Isso começou a me fazer pensar: por que não existem produtos mais saudáveis que ainda tenham marcas engraçadas, legais e irreverentes? A maior parte do marketing de marca mais engraçado, memorável e irreverente é todo para junk food”, disse Cesario à CNBC. Por que a marca se chama Morte Líquida? O primeiro esboço do que viria ser a Liquid Death surgiu em 2014, enquanto Cesario trabalhava em uma campanha publicitária para conscientização do público sobre os riscos do consumo excessivo de bebidas com açúcar. Assim surgiu a primeira versão da água enlatada “Morte Líquida”, em uma espécie de chacota às marcas já existentes. O slogan também tem propósito igual: “Mate sua sede”. Ao que tudo indica, muitas pessoas não temem ingerir uma bebida com o nome de morte. A inpiração, segundo ele, veio do desejo de pensar no nome mais “idiota possível” para o negócio e assim, passar longe da associação do público a marcas de sucesso. “Funciona muito bem porque você começa a pensar: ’Oh, qual é o nome mais idiota possível para uma bebida super saudável e segura possível? Morte Líquida”, disse. Cesario registrou a marca em 2017, e dois anos depois, lançou sua primeira linha de produtos. O que o empresário não esperava, contudo, era que o sucesso da marca se daria de forma tão repentina. Em apenas três anos, as vendas da Morte Líquida saltaram de US$ 2,8 milhões para US$ 130 milhões. Como a marca cresceu tão rápido Parte do crescimento da marca se deve ao sucesso do combo nome engraçado e design das latas que foge à regra dos típicos desenhos de montanhas e alpes, nas redes sociais. Por lá, postagens da marca viralizaram não apenas entre os fãs de música punk-rock, mas também entre o público mais jovem até mães que precisam convencer seus filhos a beber mais água no dia a dia. A marca também atraiu a atenção de investidores dispostos a injetar capital para fazê-la crescer. Em três anos, a Liquid Death já recebeu cerca de 195 milhões de dólares. Atualmente, o valor de mercado da marca é de 700 milhões de dólares, (algo como 3 bilhões de reais), segundo o fundador. Sucesso nas redes sociais e nas gôndolas A ascensão meteórica da Liquid Death em apenas três anos torna a empresa mais do que apenas um nome inteligente, mas um exemplo de boas práticas de diálogo com o publico por meio da internet. Hoje, Liquid Death tem mais de 1,5 milhão de seguidores no Instagram. Depois de um tempo restrito ao e-commerce próprio, a Liquid Death passou a vender seus produtos em redes de varejo pelos Estados Unidos, como Whole Foods, 7-Eleven e Publix, que juntas somaram vendas de 45 milhões de dólares em 2022. O preço médio de venda das latas é US$ 1,89. Agora, a marca é vendida em mais de 60.000 pontos de venda no país, incluindo as lojas de departamento Kroger e Target. Segundo a CNBC, a Liquid Death é a marca de água sem gás mais vendida da Amazon. Par Cesario, a única maneira de manter os bons resultados da Liquid Death em meio à dura concorrência com líderes no mercado de bebidas enlatadas é continuar apostando no humor e na identificação do público. “A única maneira de a marca ter uma chance de sobrevivência é se o produto em si seja incrivelmente interessante, com grande parte do marketing embutido no produto”, disse.
Aceleradora Strive busca empreendedores fora de série (e com a terapia em dia)

O empreendedor paulistano Eduardo Casarini montou, ao lado da mãe e dos irmãos, um dos primeiros e-commerces do Brasil: a Flores Online, aberta em 1998 e vendida em 2012 para a americana 1-800-flowers e o fundo BR Opportunities. Findo o envolvimento no negócio de flores, Casarini passou um tempo fora do Brasil estudando inovação no MIT e em Harvard e, em paralelo, servindo de investidor-anjo ou conselheiro de startups brasileiras. Entre as startups de que foi advisor estão o Banco Neon e a Linus, de sandálias sustentáveis. Nesse meio tempo, recorreu à psicanálise para olhar para dentro de si em busca de respostas a questões pessoais e profissionais. A combinação das duas experiências deu a Casarini a ideia de montar a Strive, uma aceleradora descrita por ele mesmo como um negócio all-hands-on. Como é a filosofia da Strive Além de investir nas startups em estágio embrionário ou inicial, a vontade dos sócios da Strive é dedicar tempo aos novos negócios, apoiando ativamente os fundadores — inclusive no apoio a dilemas existenciais deles. Além de Casarini, são sócios da aceleradora: Patrícia Toledo, executiva com passagens por Santander, Contabilizei e consultorias feitas para Google, Facebook, entre outros Tiago Galli, um dos fundadores do banco C6 e investidor-anjo desde 2015 “Nossa proposta é oferecer apoio de verdade para o empreendedor e seu time, em cinco reuniões mensais, durante 24 meses, discutindo temas e os dilemas à medida em que eles aparecem”, diz Casarini. O foco da Strive são empreendedores com boas ideias ou startups com produto na rua e clientes pagantes, e em busca de validação do modelo de negócios. O programa de aceleração desenhado pelos sócios da Strive prevê duração de 24 meses e, por meio de parceiros estratégicos, aporte financeiro de até 2 milhões de reais. A ideia é apoiar startups em fase pré-seed e seed e ser o primeiro investimento institucional do empreendedor. Como contrapartida pelo tempo investido, a Strive ficará com uma participação de 10% do negócio. O modelo de negócio da Strive prevê, ainda, uma comissão nos casos de sucesso no “match” entre o empreendedor apoiado e os fundos de venture capital. Que negócios a aceleradora está de olho No radar da Strive estão negócios inovadores nas áreas de: E-commerce Software as a Service (SaaS) Serviços financeiros (FinTech) Recursos humanos (HRTech) Educação (EdTech) Saúde (HealthTech) A busca é por um produto ou modelo de negócio com potencial de ser escalável, com proposta de valor clara e que tenta resolver um problema para um mercado relevante. É importante também que a ideia de modelo de negócio seja sustentável e a postura da liderança empreendedora. “Temos ainda um olhar para um aspecto pouco abordado, mas crucial na nossa perspectiva: queremos empreendedores atentos ao cuidado com a sua saúde mental, porque é o que permite a atitude para fazer acontecer”, diz. O prazo de envio da aplicação deste primeiro ciclo é 31 de março de 2023, quando três startups serão selecionadas. A meta da Strive é selecionar 15 startups para investir e acelerar até o início de 2024, em ciclos de seleção que serão realizados a cada três meses. Veja aqui como é a inscrição. Fonte: Exame.com
Crise nas Americanas muda vida de empresário 50+ mineiro, relata BBC

*Fonte: Com informações da BBC Brasil O impacto da crise das Lojas Americanas em fornecedores e lojas que utilizam o marketplace era inevitável, mas, a situação já dava sinais de ruptura antes mesmo de o rombo vir a público. A notícia da entrada em recuperação judicial da Americanas na quinta-feira (19/1) foi recebida com pesar num sítio em Bonfim, cidade mineira a cerca de duas horas de Belo Horizonte. Em meio à polêmica situação da gigante varejista, a BBC contou a história de Moacir de Almeida Reis, de 62 anos, casado e pai de três filhos, morador da cidade. Moacir mudou para o sítio por não conseguir mais se manter em Belo Horizonte. Ele atualmente dirige um carro emprestado do filho, vende queijos e leite que compra dos sítios vizinhos e tenta administrar com a esposa uma pequena lanchonete na capital mineira. No local, não há funcionários, pois não há dinheiro para contratar ninguém. Para fechar as contas do mês, Moacir e sua esposa contam com a ajuda dos filhos. Mas nem sempre a vida de Moacir foi assim. Até 2021, ele era o dono, com outros dois sócios, da Forte Minas Logística e Transporte, empresa responsável pelas entregas da Americanas no interior de Minas Gerais. Diversas vezes no topo do ranking de excelência da Direct — braço logístico da Americanas, adquirida em 2014 da Tegma Gestão e Logística —, a Forte Minas chegou a ter 29 filiais em Minas Gerais e expandiu sua atuação também para o Espírito Santo. No auge, a empresa faturava cerca de R$ 50 milhões por ano, segundo os sócios, e empregava diretamente 350 funcionários em Minas e outros 200 no Estado vizinho, contando ainda com uma rede de 700 a 800 “agregados”, como eram chamados na companhia os trabalhadores terceirizados proprietários dos veículos e prestadores do serviço de entrega. Moacir e seus sócios João Wanderlay de Oliveira Júnior e Carlos Henrique de Souza viram tudo isso ruir de um dia para o outro, após, de acordo com eles, a Americanas romper repentinamente o contrato com a Forte Minas. Segundo os sócios, o rompimento foi feito de forma unilateral e sem aviso prévio pela Americanas, embora o contrato entre as empresas — ao qual a BBC News Brasil teve acesso — estabelecesse um prazo de 30 dias de aviso. Com 85% de sua receita então dependente do grupo Americanas e, segundo o relato dos sócios, R$ 7 milhões em serviços prestados e não pagos pela empresa de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, a Forte Minas entrou numa espiral de dívidas que já chegam a R$ 18 milhões, de acordo com os empresários. A Americanas nega dívida com a transportadora Forte Minas. Sem dinheiro sequer para pagar os direitos trabalhistas dos ex-funcionários ou processar a Americanas pelos valores aos quais avaliam ter direito, os sócios se veem atualmente afundados em cobranças e processos judiciais. Perderam o sustento de suas famílias, bens pessoais e a saúde — Moacir sofreu um infarto, Carlos enfrenta uma depressão severa. Agora, com a entrada da Americanas em recuperação judicial após a revelação de uma inconsistência de R$ 20 bilhões no balanço da empresa, eles temem talvez nunca reaver o dinheiro que acreditam que a varejista lhes deve. As famílias de Moacir, João e Carlos são três de milhares de famílias brasileiras afetadas pelo colapso financeiro da rede de lojas e e-commerce. Criada em 1929 como uma lojinha de rua, a Americanas hoje emprega 44 mil funcionários e vende produtos de 150 mil lojistas em seu market place virtual, contando com uma rede de milhares de fornecedores, como foi um dia a Forte Minas. Questionada pela BBC News Brasil, a Americanas afirma que se considera um credor do Grupo Forte Minas/Forte Vix, e não devedor, como alegado. “A companhia instaurou, em 2021, processo para cobrar os valores que entende devidos pela empresa de transporte”, informou a Americanas em nota. A Americanas optou ainda por não comentar a alegação de que teria desrespeitado o contrato com a Forte Minas, ao supostamente rompê-lo de forma unilateral e sem o aviso prévio de 30 dias estabelecido em cláusula contratual. ‘Acabou’ “Eu lembro no dia que ele me contou da falência. A gente estava junto e ele falou: ‘Acabou’ e começou a chorar”, lembra Bernardo Garcia, de 31 anos e filho de Moacir. “Eu não entendi na hora como que do nada [uma empresa acaba] — no dia anterior estava tudo bem.” Bernardo lembra que seu pai ficou muito abatido nos meses posteriores à falência, perdeu 30 quilos e infartou cerca de 3 ou 4 meses depois desse dia fatídico, durante uma viagem de trabalho para fechar uma das filiais, após a ruína financeira da empresa. “O susto foi muito grande. Na UTI, com ele muito fragilizado mentalmente e o sócio dele em condição ainda pior, com crises de pânico, eu dizia para o meu pai: ‘Pai, a gente vai fazer alguma coisa, vamos conseguir alguma justiça para isso’”, lembra Bernardo. Mas, por dois anos, Bernardo ouviu do pai que era melhor deixar para lá, que tentar tomar alguma ação contra a Americanas seria “mexer com cachorro grande” e não daria em nada. “Para você ter uma noção da gravidade da situação da nossa família e como aquilo me doía, teve um dia que minha mãe comprou um amendoim de R$ 6 e ela chorou porque naquele dia ela teve dinheiro para comprar isso”, afirma. “Mas o ponto de virada para mim foi que meus pais já não tinham carro próprio, nem casa própria, e eles usavam uma picapezinha que era da empresa para fazer o caminho entre a roça e BH, trajeto que ele faz agora vendendo leite e queijo. E aí nesse trajeto, o carro parou na blitz e foi apreendido, por conta de processo trabalhista. Eles ficaram na estrada, chorando muito e se sentindo completamente humilhados”, relata o filho do casal. “Minha mãe pegou o telefone, chorando, e falou para mim: ‘Olha onde a gente está, olha o que
“For export”: Café com Comprador reúne 70 mil profissionais e abre escritórios na Europa

Com 22 anos de experiência na área de suprimentos e compras em grandes empresas como Ultragaz, JBS e Enel, Douglas Ferreira convivia com uma pergunta que o incomodava: como um setor tão relevante para os negócios acaba ficando em segundo plano nas estratégias das companhias? A questão foi anotada em uma folha de papel, em 2019. Ele, ainda na JBS, começou a procurar os pares – profissionais que havia conhecido em eventos, palestras e cursos, e “gente do mercado” – para conversar. Tendo como equipamentos o celular e um microfone de lapela, ele promovia mais do que um papo. As conversas eram gravadas para registrar insights sobre como melhorar os processos de procurement e relacionamento com fornecedores, entender as dores de cada um – que geralmente são as mesmas de todos – e disponibilizar isso para os colegas. Assim nascia o Café com o Comprador, uma plataforma colaborativa de conteúdo que atualmente reúne mais de 70 mil profissionais de compras, suprimentos e procurement em grupos de whatsapp, redes sociais e nos sites. Sim, no plural, sites. Em diferentes idiomas. Em dois anos, a comunidade já está em 4 línguas – português, espanhol, inglês e chinês -, tem escritórios em São Paulo, Buenos Aires, Chicago e Madrid, e planeja mais duas operações: em Londres (Reino Unido) e Munique (Alemanha), resultado de uma viagem para a Europa (que seria a passeio, mas acabou virando oportunidade) que Douglas acabou de fazer. A primeira entrevista publicada foi com André Gurgel, que hoje está à frente do Procurement Club e que à época trabalhava na B3, e o sinal de que a coisa viraria um negócio de fato veio logo um ano depois. O apoio de Erick Boano, da Costdrivers, que, como fornecedor, viu na plataforma um caminho para ganhar visibilidade para os compradores, foi fundamental para o início da profissionalização. Durante os 12 meses de 2020, aproveitando o boom do digital com a Pandemia, o Café com Comprador transferiu o conteúdo das redes sociais para a plataforma própria, começou a contratar pessoas para aumentar a produção de material, cresceu no Linkedin (que hoje tem mais de 45 mil seguidores em diferentes grupos) e criou grupos de Whatsapp administrados, para debater os assuntos de interesse dos compradores – são mais de 60 grupos com profissionais e parceiros, que circulam por dia centenas de mensagens (apenas de assunto profissional). Ainda naquele ano, Douglas, que já havia tido experiências como palestrante, entendeu que a transparência é positiva quando se trata de reunir pessoas, e lançou o livro O Pior Comprador do Mundo, onde conta 18 histórias sob a fórmula do “o que deu errado e que aprendizados tirei”, com linguagem prática e divertida. Foi uma forma de impulsionar o negócio, e ele acabou lançando mais duas publicações logo em seguida. “No início, trabalhava durante o dia na empresa e tinha o horário do almoço e da noite para gravar. A premissa era juntar todo o material possível. Pouco mais de um ano depois, já víamos o resultado desse trabalho”, diz. Com mais de 30 funcionários, muitos patrocinadores e uma rede que não para de crescer (inclusive internacionalmente), o plano do Café continua sendo de ampliar cada vez mais a comunidade, gerar reconhecimento sobre a importância dessa área, ajudar os compradores a se conectarem e profissionalizar o negócio. “É trabalhar e entregar, todo dia. Quando começamos, não sabia nem o que era um plano de cotas de patrocínio, hoje temos espaço para diferentes necessidades e projetos. Gravava com o celular, hoje temos um software para webinars. Fomos juntando um time bom e com vontade de fazer, e ouvindo os clientes sobre suas necessidades. Isso dá certo”, afirma.
Capacidade de empreender

Lançamos a primeira datalab do Brasil voltada ao empreendedorismo a partir de um olhar crítico para o conteúdo que existe sobre o assunto. Quem pensa em empreender, ou quem está montando o negócio, ou até quem já tem seu negócio andando, obviamente almeja sucesso. Não importa se isso significa chegar a um momento de abrir capital e ter uma empresa com milhares de funcionários, ou se trata-se da ideia de ter uma empresa familiar sólida, que funciona bem, cresce e está pronta para enfrentar a concorrência. Aí veio a pandemia. Milhares de pessoas que perderam empregos, boa parte delas profissionais maduros. Empreender, que já era uma questão de necessidade para muita gente que depende de seu próprio negócio para viver, passa a ser a melhor opção para muita gente. Começamos a ver várias histórias de gente que foi lá e fez. Mas, muita gente que já tinha alguma competência para negócios e que estava guardada. Ao mesmo tempo, todo mundo deve conhecer uma pessoa que tem várias ideias e não coloca nada em prática. Espera o momento perfeito. O que entendemos é que muita gente ainda não desenvolveu a EMPREENDABILIDADE, a capacidade de empreender, de fazer um negócio se iniciar, crescer e prosperar. Cunhamos o termo, o conceito e a marca. Há muitos cursos disponíveis no mercado, de várias naturezas. Há muita explicação sobre a formalização do negócio. Mas, o mindset de colocar a vontade de ter um bom negócio, sentíamos falta. Agora, estamos aqui. Com algoritmos que permitem a análise de CNPJs de todo o Brasil, cruzamento com dados setoriais e de mercado, entre outras informações, e com todo o espaço midiático para entregar informação de qualidade e insights para quem empreende, quem quer empreender, e para incentivar e apoiar decisões de organizações públicas e privadas para estimular o empreendedorismo. EMPREENDABILIDADE, a capacidade de fazer um negócio dar certo, passa por 5 fatores-chave: Ideias executáveis Aprendizado contínuo (life long learning) Execução Disposição a erros Boa vontade O último aspecto é até curioso. Pois, antes de este negócio aqui ficar de pé, muita gente apoiou com ideias e sugestões, ou apenas com um ouvido amigo. Então, mais do que tudo, o ecossistema empreendedor se apoia. Vamos lá, mergulhar fundo nesse mundo para desenvolver estudos e projetos que estimulem ainda mais isso.
Empreendacast: acervo de histórias em áudio

Gustavo Passi tem uma história interessante. Ele inventou a troca de figurinhas da Copa que lotou o vão do MASP em 2014 (e se repetiu em 2018), fundou a Voz e Conteúdo, uma produtora de podcasts que monta estúdios em bar, beco, eventos e onde você quiser, vem se dedicando a impulsionar creators e a incentivar o empreendedorismo. Um dos projetos dele é o Empreedacast, que começou no final de 2018 com o formato de entrevistas com empreendedores que contam seus desafios, dores e como situações difíceis podem se reverter em empresas de sucesso. Melhor: o Empreendacast, com conteúdos diários, vem se tornando um grande acervo de histórias de empreendedores. São mais de 240 entrevistas no ar, entre 1h e 2h de conversa, bons papos com quem sente na pele o que é empreender e já fizeram do limão uma limonada. É um verdadeiro Empreendaverso. Entre os entrevistados estão nomes como Itamar Serpa (Embelleze), Roberto Pina (SevenSete), Erik Momo (Pizzaria 1900), Alexandre Ostroiewski (Multilaser), Rodrigo Faustino (Ebony English School), muitas mulheres estilo Ana Médici (apresentadora), Dariane Gatto (Kaz Coworking), Cristina Fragata (Attri), Livia Marques (Veroni), Marina Proença (ex-Favo), Gabriela Ferolla (Seall) entre outros empresários. São conversas (que na verdade são uma verdadeira aula de prática) em diversos segmentos: food service, startups, logística, serviços, saúde, segurança, empreendedorismo social, ESG e inclusão, educação, indústria, beleza e outros. Além das entrevistas, o Empreendacast produz diariamente as Pílulas de Conteúdo sobre temas relevantes para quem empreende e quer empreender, como o Sextou Lá na Firma (Caio Barroso), Transformação Digital (Wellington Cruz), Innova News (Ana Médici) e muitos áudios sobre liderança, gestão, operação e demais temas do empreendedorismo. Está procurando um podcast que acrescente informação e conhecimento? Vai para a academia, caminhar, cozinhar e quer se informar ao mesmo tempo? Empreendacast resolve no áudio e em vídeo. Acesse em todos os players de áudio aqui ou procure nas redes sociais. E, se tiver uma sugestão de entrevista ou uma história interessante para contar, é só avisar para o Empreendabilidade através do e-mail contato@empreendabilidade.com.br que nós fazemos a ponte.
Baiana fica milionária vendendo tapioca nos Estados Unidos

Da Bahia para Massachusetts: baiana de 40 anos ficou milionária após deixar o Brasil para vender tapioca nos Estados Unidos. A empresária Verônica Oliveira, natural de Belo Campo, no sudoeste da Bahia, que deu início à própria empresa com US$ 30 e hoje fatura US$ 1,5 milhão por ano. “Eu vim [para os EUA] desiludida, porque quando eu trabalhava no hospital [na Bahia], eu fui mandada embora, quando teve a troca de prefeito, por causa de politicagem na minha cidade. Isso me deixou muito triste, muito frustrada”, contou a empresária. Verônica Oliveira mudou-se para os Estados Unidos em 2009, sozinha, sem falar inglês e sem condições financeiras para ficar no país americano. Apesar das dificuldades, via nesse novo caminho uma forma de encontrar algum reconhecimento profissional. No entanto, para alcançá-lo, trabalhou como faxineira em casas, escolas e escritórios. “Eu vim para cá sem conhecer ninguém, sem falar inglês, sem ter recursos financeiros, mas eu vim com a cara e a coragem. Eu tinha um filho, que ficou na Bahia, e eu vim sozinha. Eu era solteira e casei um ano depois de chegar aqui” Após quatro anos nos EUA, ela deu início à venda de tapiocas e foi aí que o cenário financeiro começou a mudar. “Quando eu cheguei aqui, senti muita falta porque não tinha tapioca, não tinham as coisas do Nordeste. Inicialmente eu comecei a produzir para mim, para as pessoas mais próximas, só que um foi falando para o outro e aí as pessoas começaram a me procurar muito”, relembrou. Apesar da apreciação dos amigos, a baiana encontrava um obstáculo: falta de condições financeiras para investir no ramo da tapioca. Para driblar o problema financeiro e dar o primeiro passo no universo do empreendedorismo, ela decidiu fazer uma quantidade de tapioca de acordo com a demanda. “Tive a ideia de fazer um post no Facebook e todo mundo que quisesse comer tapioca, eu poderia fazer, porque a pessoa ia comprar e eu teria o dinheiro para comprar os ingredientes. Depois disso eu nunca mais parei”, disse a empresária. Em 2015, Verônica comprou um restaurante, o BR Takeout, com foco na comida mineira e nordestina, na cidade de Framingham – Massachusetts. Outro resultado da iniciativa foi a fábrica de tapioca vegana, sem glúten, sem açúcar, sem conservantes e sem sódio, comercializada em vários pontos de vendas em Massachusetts e com entrega nos Estados Unidos inteiro. A baiana emprega 16 funcionários diretos e 50 funcionários indiretos. Além de dirigir duas empresas, ela oferece mentoria para mulheres que desejam empreender e começar do zero, assim como ela. “No restaurante de comida brasileira, eu vendo tapioca e eu distribuo a massa de tapioca para o país inteiro”, detalhou. Atualmente casada e com dois filhos, um de 26 e outro de 6 anos, Verônica Oliveira nasceu, cresceu e teve as primeiras oportunidades de trabalho em Belo Campo, cidade a 60 km de Vitória da Conquista, também no sudoeste da Bahia. “Na Bahia, eu trabalhei como vendedora em loja de roupa, cosméticos e trabalhei também no hospital da minha cidade como técnica de enfermagem”, conta. De família simples, criada na zona rural, Verônica afirmou que andava com o “dinheiro contado”. “Minha mãe pagava uma conta e ficava devendo a outra. Já dormi em um colchão de palha, morava em uma casa de chão batido, enfim era uma vida muito difícil. Quando eu cheguei aqui [Estados Unidos] também, foi difícil, eu comecei literalmente do zero”, lembrou. Agora, ela enxerga o passado com orgulho e tenta ajudar pessoas que vivem na cidade baiana. “O mais importante é você ter a oportunidade de mudar as vidas de outras pessoas, de ajudar as pessoas. A minha mãe nunca mais precisou passar dificuldades, precisou ficar sem comida. Ninguém que me procurou da região, nunca mais ficou. Fazemos um trabalho voluntário voltado a famílias carentes em Belo Campo, ajudo ONGs nos dias das crianças e Natal” Em 2009, a tapioca foi recebida como uma novidade para os americanos mas, conforme a empresária, a primeira impressão, de receio, foi seguida por uma “aceitação muito grande”. “Hoje em dia, a tapioca, com toda exposição na mídia, essa coisa da tapioca ser saudável, as pessoas conhecem mais, mas naquela época era algo novo, revolucionário. As pessoas vinham de outros estados, outras cidades para comer tapioca”. Nos Estados Unidos, o recheio de frango com catupiry é um dos mais pedidos. As tapiocas doces também ganharam o coração da maioria, que pede morango com nutella, doce de leite com queijo, geleia, pasta de amendoim com banana. Há ainda espaço para os que apresentam um gosto mais peculiar. Planos para o futuro O empreendedorismo sempre foi uma vertente muito forte na família de Verônica Oliveira. Os pais dela foram as primeiras inspirações. “Eu aprendi a empreender com meus pais lá no interior da Bahia, na roça mesmo, quando eles plantavam, colhiam o feijão, a mandioca e vendiam nas feiras. Só que eu não sabia o que era empreender. Essa coisa de vender, produzir para vender, comercializar, eu aprendi com meus pais”, revela. Após a ideia de tornar-se uma empreendedora, ela buscou qualificações na área. “Fui de fato ver que era possível, busquei ajuda no YouTube, através de livros, palestras, para entender sobre empreendedorismo e foi quando de fato eu me apaixonei”, conta. Fonte: Com informações do G1 Bahia
Charles Flint, com 61 anos criou a gigante secular IBM

Se você está lendo essa matéria em um notebook, isso só é possível graças a este homem. Aliás, no celular também. Afinal, enquanto Steve Jobs e Bill Gates simplificavam os sistemas operacionais, Charles Flint foi o criador da marca que colocava tudo em uma caixa, a IBM, empresa é uma das maiores companhias do mundo, mantendo a posição há mais de 2 séculos passado, figurando nas principais empresas da lista S&P 500. Charles Flint Criou o grupo de tecnologia IBM aos 61 anos Depois de participar da formação de diversos conglomerados americanos, o empresário formou em 1911 a holding Computing-Tabulating-Recording Company através da fusão (via aquisição de ações) de quatro empresas: The Tabulating Machine Company, International Time Recording Company, Computing Scale Company of America e Bundy Manufacturing Company — grupo que daria origem à IBM nos anos seguintes. Flint permaneceu no conselho de administração da empresa até 1930, quando se aposentou, aos 80 anos. Conheça um pouco mais da história da IBM neste link: https://businessideaslab.com/charles-flint-ibm-start-up-story/
Ray Kroc: o inventor do fast-food como conhecemos hoje

Apesar da polêmica na relação com os sócios do McDonald’s, protagonizada no cinema pelo ator Michael Keaton, o empresário Ray Kroc mostra que determinação e estratégia são fundamentais para aproveitar uma boa oportunidade, e que criar um sistema industrial para aumentar eficiência e vendas dá certo em qualquer segmento. Ray Kroc Iniciou a rede de fast-food aos 52 anos Em 1955, depois de trabalhar como motorista e pianista, o representante de vendas conheceu o McDonald’s, na época uma pequena lanchonete californiana. Impressionado coma eficiência da operação, ele decidiu levar a bandeira de fast-food a outras cidades. A trajetória de Ray Kroc é utilizada como exemplo para diversos empreendedores jovens, ainda que existam ressalvas em sua biografia. Desde jovem, Kroc se caracterizou por sua capacidade de vendas, sendo que atuou em diversos tipos de comércios. Sob o seu comando, a empresa levou apenas três anos para atingir a marca de 100 milhões de hambúrgueres vendidos. Ray, que faleceu aos 81 anos de idade, em 1984, em decorrência de acidente vascular cerebral, deixou um legado: o fast-food como conhecemos hoje não existiria sem ele. Além de tudo, ele também mostrou que se deve focar em coisas importantes. O comportamento do consumidor de hamburgueria naquela época, o jovem que queria se mostrar rebelde, com cabelo bem alinhado, rock n’roll no som, óculos escuros, o cenário pin-up por assim dizer, também deixava os comerciantes confusos. Os jovens iam ao estabelecimento para curtir, não para consumir. Ao estabelecer uma linha de produção MUITO RÁPIDA, e focar na venda dos alimentos, Kroc mudou o McDonald’s de patamar: aumentou a circulação de clientes e criou uma novidade interessante. Depois, o modelo começou a ser reproduzido em outras lojas. O restante vocês já conhecem: um modelo de sucesso que se tornou a franquia mais desejada de todos os tempos.
Coronel Sanders, da KFC: franquia aos 62

Harland David Sanders vendeu a primeira franquia do frango no balde aos 62 anos Nascido em uma comunidade rural no sul dos Estados Unidos, o criador da rede de lanchonetes KFC – e de sua famosa receita de frango frito – fechou o seu primeiro contrato de franquia em 1952. Em 1930, o norte-americano comprou um motel e um café no Kentucky e começou a cozinhar sua famosa receita de frango frito para seus clientes. O restaurante funcionou tão bem que o governador do Estado o apelidou de “Coronel do Kentucky”. Em 1952, a estrada Interstate 75 é inaugurada como alternativa à estrada onde Sanders tinha o seu negócio, levando consigo todo o mercado que lhe estava associado, levando o Coronel a fechar o restaurante. Obrigado a se reinventar, ele começa a elaboração de um plano de expansão para vender seu frango, abrindo seu 1º KFC em Salt Lake City (Utah). Como o rosto estampado em toda a comunicação da marca, o Coronel Sanders deixou como legado uma operação que atualmente reúne 20 mil lojas pelo mundo.
John Pemberton, 55 anos, e a fórmula da Coca

John Pemberton, inventor da Coca-Cola, tinha 55 anos quando descobriu a fórmula mágica Em 8 de maio de 1886, enquanto testava medicamentos para dores de estômago, o farmacêutico descobriu a fórmula do refrigerante mais vendido no mundo. Entre outros muitos medicamentos e elixires da época, havia algo distinto no preparado de Pemberton: o sabor único que caracteriza a Coca‑Cola, e que o farmacêutico de Atlanta conseguiu através da mistura no seu laboratório ingredientes naturais, como a folha da planta da cocaína, noz de cola e água gaseificada. Em 1887, em seu primeiro ano de operação foram vendidos somente 25 galões de Coca-Cola, o que correspondia a 9 copos por dia, o que rendeu 50 dólares, tornando-se um prejuízo. Em 1888, devido a problemas de saúde e financeiros, Pemberton foi obrigado a vender a fórmula, pelo total de 1.750 dólares e, acabou falecendo, no dia 16 de agosto, dois anos após ter inventado a bebida que acabaria por se tornar um dos maiores símbolos norte-americanos.
Henri Nestlé: ideia da farinha láctea aos 52

Uma das desculpas mais ouvidas para excluir alguém de alguma atividade é que a pessoa “estaria muito velha” para um determinado projeto. No caso do empreendedorismo, é ainda mais comum ouvir esta falácia. No entanto, há pessoas que criaram negócios gigantescos após cinco décadas de vida e suas histórias mostram que não há idade para realizar seus sonhos. Pensando nisso, o Empreendabilidade iniciou uma série de reportagens contando as histórias de alguns dos maiores empreendedores da história que começaram verdadeiros impérios após os 50 anos: Henri Nestlé Inventou a farinha láctea aos 52 anos Ao observar os problemas de desnutrição infantil enfrentados por algumas famílias suíças, o farmacêutico criou uma mistura em pó que complementava a alimentação das crianças. A invenção deu origem à Farinha Láctea Nestlé. As pessoas reconheceram rapidamente o valor do novo produto e, em breve, o leite de farinha láctea de Henri Nestlé estava sendo vendido em grande parte da Europa. Em 1870, o alimento infantil feito com malte, leite de vaca, açúcar e farinha de trigo, chegou ao continente americano, sendo vendido nos EUA por meio dólar a garrafa. Lançado em 1867, o composto foi o primeiro produto da multinacional, que hoje reúne mais de 30 mil funcionários em 150 países. Henri Nestlé vendeu a sua empresa em 1875 para os seus sócios e, em seguida, viveu com a sua família, alternadamente em Montreux e Glion, onde faleceu devido a um infarto, em julho de 1890.