Caixa anuncia alivio para MPEs; Presidente quer flexibilidade para dívidas

No mesmo dia em que o banco anunciou redução de juros para MPEs, Presidente da instituição defendeu ajuste no Pronampe para dar mais flexibilidade para renegociar dívidas A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira, 11, que vai reduzir juros para micro e pequenas empresas (MPEs). Em parceria com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), o banco público vai oferecer linhas de crédito com uma redução de até 33% nos juros. Mais de 2,1 milhões de micro e pequenas empresas associadas da CACB podem contar com essas condições especiais. O objetivo da parceria é estimular o crescimento das micro e pequenas empresas, com soluções diferenciadas em crédito e atendimento, informou o banco. Quais são as condições especiais para MPEs? Linhas de capital de giro estão disponíveis para contratação com taxas a partir de 1,21% a.m. Investimentos para compra de máquinas e equipamentos podem ser contratados com taxas a partir de 1,34% a.m. O banco também anunciou condições diferenciadas na contratação do GiroCAIXA FAMPE, linha de capital de giro sem destinação específica e que dispensa apresentação de garantia pelo tomador. O empréstimo é destinado para micro empreendedores individuais, micro empresas e empresas de pequeno porte, com faturamento até R$ 4,8 milhões, com taxas a partir de 1,87% a.m. Renegociação de dívidas e defesa de ajuste no Pronampe O anúncio dos juros mais baixos acontece no mesmo dia em que a presidente da Caixa, Rita Serrano, esteve em reunião da Frente Parlamentar do Empreendedorismo. Na ocasião, ela disse que há um grupo de empresas inadimplentes, mas que o banco está “amarrado” diante das regras atuais. Para Rita, a lei que criou o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) precisa de ajustes para flexibilizar a renegociação de dívidas em atraso na modalidade. “Tem que aprimorar a lei que criou o Pronampe para flexibilizar os prazos. Temos um grupo de empresas inadimplentes, mas estamos amarrados”, afirmou. O Pronampe foi criado como programa emergencial na pandemia de covid-19 e depois tornado permanente. No fim de março, o Senado aprovou o aumento de 48 para 72 meses o prazo máximo para o pagamento dos empréstimos. O texto ainda estipulou carência de 12 meses para o início do pagamento do financiamento.

Inadimplência tem recorde histórico e alcança 6,5MM empresas (Serasa Experian)

Setores de Serviços e Comércio representam a maior parte das negativações O Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian revelou que, em fevereiro deste ano, 6,5 milhões de negócios entraram na lista de negativação. Esse foi o maior número de toda a série histórica do índice, iniciada em janeiro de 2016. Além disso, o montante de dívidas totalizou o valor de R$ 112,9 bilhões, sendo que em média, cada empresa com o nome no vermelho tem 7 dívidas vencidas por CNPJ. Veja no gráfico abaixo a movimentação dos dados gerais: A maior parte das empresas que estão na lista de inadimplência é do setor de Serviços, representando 53,8% do total. Em sequência estão os empreendimentos dos segmentos de “Comércio” (37,3%), “Indústria” (7,7%), “Primário” (0,8%) e “Outros” (0,4%), que contempla a área financeira e de terceiro setor. Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, a curva crescente na inadimplência dos consumidores acaba impactando também as empresas. “Mesmo que existam oscilações positivas e alguns empreendedores consigam quitar suas dívidas, como aconteceu em janeiro, a melhoria contínua da inadimplência dos empreendimentos depende muito do cenário de negativação entre os consumidores. Enquanto esse não diminuir de fato, as empresas seguirão encontrando desafios para manter um quadro de melhora significativo”. O recorte que mostra o segmento em que as dívidas foram contraídas revelou destaque para a categoria “Outros” – Empresas financeiras e de Terceiro Setor. Os setores de “Bancos e Cartões” e “Serviços” também concentram a maioria dos débitos a serem ressarcidos. Confira no gráfico a seguir as informações completas: Na análise por Unidades Federativas (UFs), a inadimplência mostrou maior concentração em São Paulo, com mais de 2 milhões de empresas negativadas. Em sequência está o estado de Minas Gerais, seguido pelo Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Veja os dados completos no gráfico a seguir: Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui. Metodologia O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas contempla a quantidade de empresas brasileiras que estão em situação inadimplência, ou seja, possuem pelo menos um compromisso vencido e não pago, apurado no último dia do mês de referência. O Indicador é segmentado por UF, porte e setor. Soluções da Serasa Experian para CNPJs É muito importante, para a saúde do negócio, ter insumos que auxiliem nas tomadas de decisão e na conquista de melhores resultados. Por isso, a Serasa Experian desenvolveu um enxoval de soluções para que os empreendedores tenham sempre a melhor ferramenta ao alcance. Existe a possibilidade de consultar o CNPJ próprio e de fornecedores, contar com uma inteligência para recuperação de dívidas que negocia de forma saudável com os clientes devedores, emissão de certificado digital para realizar processos menos burocráticos e mais seguros e muitas outras possibilidades. Clique aqui e fique por dentro!

12 mil empresas saíram da inadimplência em janeiro, revela Serasa Experian

O ano de 2023 começou com cerca de 12 mil empresas a menos no cadastro de inadimplência em comparação com o mês anterior. O total passou de 6,44 em dezembro de 2022, mês em que o recorde do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian foi alcançado, para 6,42 em janeiro. Os dados mostram que a maior parte das dívidas foram contraídas no segmento “Outros”, que engloba Indústrias, Terceiro Setor e Primário. Veja os dados completos no gráfico e na tabela seguir: Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, a movimentação financeira de dezembro trouxe mais fôlego em janeiro. “É característico do final do ano as pessoas estarem mais dispostas a gastarem, principalmente pelo pagamento do 13º salário. Como consequência, os caixas das empresas melhoram e isso pode explicar a melhora do cenário de inadimplência dos negócios no país”. O total de dívidas dos 6,42 milhões de negócios inadimplentes registrado em janeiro foi de 45,6 milhões com valor de R$ 110,8 bilhões. Desde julho de 2021, a média é de 7,1 dívidas por empresa. A análise nacional mostra também que 53,6% das empresas negativadas eram do setor de Serviços, 37,4% do Comércio e 7,7% da Indústria. Empresas do setor Primário representam 0,8% e Outros, que engloba Financeiro e Terceiro Setor, fechou o ranking com 0,4%. São Paulo foi a Unidade Federativa líder com empresas inadimplentes O recorte do Indicador de Inadimplência das Empresas por Unidades Federativas (UFs) revela que, em janeiro, três estados do Sudeste lideraram o ranking: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, respectivamente. Confira a seguir a lista completa:   Cenário de diminuição da inadimplência entre as MPEs O número de MPEs inadimplentes passou de 5,73 milhões em dezembro de 2022 para 5,72 em janeiro de 2023, cujo total de dívidas negativadas foi de 39,4 milhões e valor total de R$ 89,5 bilhões. Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui. Metodologia O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas contempla a quantidade de empresas brasileiras que estão em situação inadimplência, ou seja, possuem pelo menos um compromisso vencido e não pago, apurado no último dia do mês de referência. O Indicador é segmentado por UF, porte e setor.

Inadimplência alcançou 5,7 milhões de MPEs em dezembro de 2022

Total foi de 6,4 milhões de negócios de todos os portes com débitos em atraso no período   Dados do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian mostram que, em dezembro de 2022, 5,74 milhões de Micro e Pequenas Empresas (MPEs) foram alcançadas pela inadimplência. Comparado com o mesmo mês de 2021, a variação foi de 7%. Veja a seguir os dados completos:   “A estimativa é que o cenário de inadimplência das empresas ainda perdure, em conformidade com o índice de negativação dos consumidores que já chega em 69,4 milhões de pessoas. O impacto da inflação começa no bolso do brasileiro, que tem seu poder de compra e de pagamento afetado e acaba impactando o fluxo de caixa das companhias. Para que haja melhora deste cenário, é necessário investir na reorganização financeira, com renegociação de dívidas junto aos credores e contenção de gastos até que a economia sinalize positivamente uma melhora”, avalia o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi. Ainda na avaliação do cenário das Micro e Pequenas Empresas em dezembro, 52,5% foram do setor do Serviço, 39,1% do Comércio, 7,9% da Indústria e 0,5% do segmento de Outros. A quantidade foi de 39,5 milhões de dívidas negativadas cujo valor chegou em R$ 89,1 milhões. Cada empresa tinha, em média, 6,9 contas atrasadas que, juntas, somam por volta de R$ 15.521,20. A maior parte das MPEs com CNPJs negativados eram do Sudeste (53%) e a menor parcela do Norte (5,3%). Confira a comparação completa no gráfico a seguir:   Com São Paulo (1.865.890), Minas Gerais (560.084) e Rio de Janeiro (511.401), o Sudeste liderou o ranking das Unidades Federativas (UFs) com mais micro e pequenas empresas inadimplentes. Abaixo, veja a lista completa:   Cenário nacional chega em R$ 110,2 milhões em débitos atrasados O mês de dezembro registrou mais de 6,44 milhões de empresas inadimplentes. Considerando todos os portes, a somatória das dívidas atrasadas chegou em 45,8 milhões com valor total de R$110,2 milhões, sendo a média de 7,1 boletos e R$ 17.123,10 devidos por empresa. Cerca de 54% dos negócios com CNPJs no vermelho eram do setor de Serviços. Confira os dados completos no gráfico e na tabela abaixo:   Na análise por segmentos nos quais os empreendimentos inadimplentes mais adquiriram suas dívidas, “Outros” – categoria que engloba em sua maioria Indústrias, além de empresas do terceiro setor e do agronegócio – foi o que se destacou (28,4%). No gráfico abaixo está o levantamento completo, confira:   Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.

Newsletter #09: Decisão baseada em dados? Analise direitinho! Black fraude e lições da Copa

Quarta-feira, 30 de novembro de 2022 ————————————————– Opinião: Decisões inteligentes são tomadas a partir de análises, pois dados por si só não dizem nada   As tecnologias que facilitam a vida do micro e do pequeno empreendedor estão aí: aplicativos, sites e sistemas disponíveis para gestão financeira, de RH e outras ferramentas operacionais. Do outro lado, uma chuva de informações do ambiente de negócios: mudanças na legislação e regulatórias, políticas ou questões macroeconômicas (você exportador, se viu impactado pela guerra na Rússia? Por que será?), eleições. O humor dos negócios muda conforme o meio. Os indicadores e projeções também fazem parte dessa leva de informações que o empreendedor tem que lidar. Como? Recorremos aos dados. Mas é tanta coisa, que a dúvida que fica é o que vamos fazer com isso. Em um levantamento do Sebrae com MPEs, 10% dos empreendedores respondentes afirmam que não têm dificuldades no dia-a-dia. Como alguém que tem um negócio no Brasil não vê dificuldades? Algo não está correto. O que lemos é que talvez esses empreendedores sequer saibam quais as dificuldades que eles têm. Esse é um dado importante, principalmente no Brasil, que sofre com a burocracia, com mudanças de cenário bruscas e que, sabemos, não dá tanta prioridade assim para quem produz. Com a prioridade para as vendas e saúde financeira, que é o que mantém a empresa funcionando, falta tempo ao empreendedor para o fator mais importante para o negócio: a estratégia. Essa linha mestra que mantém a energia do negócio voltada para um fim específico. A chuva de ferramentas disponíveis pode ajudar no operacional. As estatísticas, soltas, não dizem nada, são inúteis. Mas, os dados são importantes. Há três características que consideramos irrefutáveis: Os dados sempre dizem a verdade: Com muita honestidade, esse é um fato incontestável. A não ser que tenham sido modificados para atender interesses, o que é dado é fato. O que muda são os vieses, as interpretações que podem ser dadas. Mas, até sobre vieses, os dados sempre dizem alguma coisa. Os dados são atraentes: As pessoas sempre buscam informações comprovadas que possam corroborar suas próprias teses. O que vimos na pandemia? Nas eleições? Nunca se procurou tanto por números, fontes e informações. Nunca se espalhou tanto os dados. Os dados mudam comportamento: Não há nada mais humano do que agir e reagir, e informações provocam ação. As pessoas estão em busca de segurança, mas não sabem exatamente como conseguí-la. Quem procura um dado, quer um orientador, um direcionador. Mas, na hora de buscar compreensão sobre possibilidades para fazer o negócio crescer, para tomar uma decisão de expandir ou de segurar investimentos, de captar recursos para ampliar uma linha, ou para entender o que está acontecendo no Brasil, não são os dados sozinhos que indicam o caminho, é a capacidade de analisá-los. Dentro de um universo onde – antes das eleições – 75% dos MPEs se sentiam confiantes em dizer que o seu negócio pode crescer nos próximos anos, a leitura dos cenários tem papel preponderante, e ela parte da análise de dados. Selecionar, filtrar, usar fontes confiáveis e cruzar as informações buscando causalidades é o que possibilita entregar o direcionamento. Nesta véspera de fim de ano (faltam apenas 30 dias para 2022 acabar!), temos certeza que, sem dados e com muitas ferramentas, duas coisas podem acabar cheias na vida do empreendedor: a cabeça e a gaveta Falando em dados… Indicadores recentes importantes: Inadimplência nas empresas cresceu 8,5% em outubro, atingindo 6,33 milhões de companhias O levantamento é do Serasa Experian, que indica que a quantidade é a maior já registrada desde o início da série histórica, em 2016. As análises apontam que isso ainda é efeito da tomada de crédito ao longo da pandemia, quando os juros estavam baixos, seguida da alta de inflação há poucos meses atrás, que acabou desequilibrando as contas. (com informação do Valor Econômico); Desemprego cai para 8,3% em outubro, menor patamar para o período desde 2014 A taxa de desemprego do Brasil caiu para 8,3% no trimestre de agosto, setembro e outubro. Esse é o menor percentual desde o trimestre encerrado em maio de 2015, quando registrou o mesmo percentual. Dado divulgado hoje (30) pelo IBGE.CLT cresceu 2,3% (822 mil pessoas), chegando a 36,6 milhões. Rendimento real cresceu 2,9%, para R$ 2.754. A massa atingiu recorde da série histórica, R$ 269,5 bilhões (+4% no trimestre e +11,5% no ano). Blackfriday: boa, ruim ou a mesma coisa Segundo levantamento da consultoria Confi Neotrust com a ClearSale, a sexta-feira da promoção foi a pior de toda a história para o varejo online, com queda na quantidade de pedidos e no valor gasto por compra. Ano passado já havia sido fraco. A segunda-feira, chamada Cyber Monday, com mais promoções de eletrônicos, também não foi muito bem. Entre as explicações dos especialistas em varejo, a Copa do Mundo, o clima do comércio com taxa de juros e um maior controle de contas foram os culpados. Consumidores alegam fraudes e propaganda enganosa. COPA DO MUNDO Casemiro no campo, Casimiro na tela. Um mostra que o time não é feito apenas dos principais ídolos, consagrando a Seleção na liderança do Grupo G e com vaga garantida para as oitavas. O outro comprova que resultado vem de trabalho, inovação e saber aproveitar oportunidades. Streamer que ficou conhecido pelos bordões, bateu a maior audiência da história do YouTube, com 4,2 milhões de telespectadores assistindo a transmissão e comentários do jogo Brasil e Suíça no canal. Hexa Brasil! Gostou? Tem alguma sugestão? Indique o Empreendabilidade e nos siga nas redes sociais.

Inadimplência das micro e pequenas empresas recua em julho no Brasil, aponta Serasa Experian

51,9% das MPEs inadimplentes são empresas que atuam no segmento de Serviços   Em julho, foram registradas 5.545.659 micro e pequenas empresas inadimplentes no país, um recuo de 0,1% em comparação com o mês anterior. Os dados são do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian que mostra, ainda, que o valor da dívida média por CNPJ passou de R$ 14.881,60 em junho para R$ 14.798,1 em julho e que maior parte dos negócios com dívidas em atraso é representada pelo setor de Serviços (51,9%). Confira as informações completas no gráfico e na tabela a seguir: No ranking das regiões, a maior parte das MPEs inadimplentes estão localizadas no Sudeste (53%), depois Sul (16,4%), Nordeste (16,2%), Centro-oeste (9%) e Norte (5,3%). Na análise por unidades federativas (UFs), São Paulo lidera com mais empresas inadimplentes (1.809.241), em seguida vem Minas Gerais (545.589) e o Rio de Janeiro (482.852). Veja os dados completos no gráfico abaixo e clique aqui para acessar a série histórica do indicador:   “A diminuição de micro e pequenas empresas inadimplentes ainda é tímida, mas pode indicar uma recuperação aos poucos do segmento. Os donos de negócios precisam reforçar seus planejamentos e manter uma boa organização financeira, pois esses são alguns dos fatores imprescindíveis para enfrentar épocas de instabilidade econômica. Além disso, algumas das saídas possíveis são as linhas de crédito subsidiadas, como o Pronampe, que podem ser utilizadas pelas MPEs a fim de obter uma melhor posição de caixa e, com isto, evitar a inadimplência”, analisa o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi

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