Excelência Operacional na Indústria Farmacêutica, Um Caminho Estratégico para a Performance Sustentável

Por Luiz Girard Governança de Processos como Alavanca Estratégica A gestão orientada por processos não é apenas uma ferramenta da qualidade; é uma capacidade empresarial. Em diversas organizações de diferentes setores — da indústria farmacêutica à foodtech e tecnologia médica — liderei esforços para arquitetar e formalizar fluxos críticos que regem as operações de ponta a ponta, desde o fornecimento e logística de entrada até a distribuição final e aprovação regulatória. Essas estruturas permitiram não apenas padronização e agilidade, mas também total transparência durante auditorias de terceiros (ex.: FDA, ANVISA, EFSA). Quando os KPIs estão incorporados à rotina diária e aos sistemas de gestão visual, a responsabilidade sai do papel e se torna prática. Times de alta performance prosperam com clareza — e a clareza começa com disciplina de processo. Certificações: De Obrigação Regulatória a Vantagem Competitiva Alcançar certificações globais como ISO 9001, FSSC 22000, GMP e Halal vai além de uma exigência regulatória — é um investimento estratégico. Conduzi jornadas completas de certificação e recertificação em empresas com ambições internacionais, alinhando especificações técnicas com metas de negócios e maturidade operacional. Quando integradas ao DNA organizacional, as certificações se tornam vetores de cultura. Elas reduzem a variabilidade, institucionalizam as melhores práticas e aumentam a atratividade da empresa nas cadeias globais de fornecimento. A conformidade, quando gerida proativamente, se torna um motor de valor — não uma limitação. Cultura Kaizen: Melhoria Contínua com ROI Mensurável A aplicação de metodologias Lean Manufacturing e Kaizen em equipes multidisciplinares gerou consistentemente resultados expressivos em OEE(Eficiência Global dos Equipamentos), redução de lead time e aumento da produtividade. Em um dos casos, nossa equipe melhorou a eficiência de uma máquina crítica em 5% e eliminou 80% dos gargalos de layout por meio de eventos Kaizen estruturados. Ao contrário do senso comum, Kaizen não é sobre grandes ideias — é sobre disciplina contínua. A inovação incremental, incorporada ao ritmo operacional, é o que torna a excelência duradoura. Os melhores sistemas são aqueles que sobrevivem às transições de liderança — e isso exige enraizamento cultural. Liderando a Transformação Digital das Operações A Indústria 4.0 não é uma tendência — é uma necessidade. Implementei plataformas digitais de manufatura como MES (Manufacturing Execution Systems), manutenção preditiva via IoT (ex.: Tractian), e dashboards em tempo real que integram qualidade, produção e logística. Essas ferramentas reduzem o tempo de inatividade, aumentam a rastreabilidade e aceleram a análise de causa raiz. No entanto, ferramentas digitais sozinhas não geram transformação — equipes empoderadas sim. A tecnologia amplifica aliderança; não a substitui. Quando combinada com uma base operacional sólida, a digitalização se torna um multiplicador de força. Da Execução à Estratégia: O Papel da Liderança A transformação operacional exige mais do que ferramentas técnicas — exige liderança estratégica. Ao longo da minha carreira, atuei como COO e CEO em contextos onde a performance industrial estava diretamente ligada a resultados de negócios, como prontidão para M&A, expansão de mercado e credibilidade da marca. Em todos os ambientes — seja em uma startup escalando uma tecnologia de neuromodulação, ou em uma planta industrial tradicional buscando recertificação GMP — os princípios da excelência operacional permanecem válidos: clareza de propósito, responsabilidade em todos os níveis e execução incansável. Considerações Finais O futuro da fabricação farmacêutica e de ingredientes está na interseção entre excelência de processos, agilidade digital e liderança multifuncional. As operações devem evoluir de centros de custo para centros de valor. Excelência não é um destino — é um hábito, formado por disciplina, estratégia e cultura. Sobre o Autor Luiz Girard é um executivo industrial com mais de 30 anos de experiência em operações, cadeia de suprimentos, reestruturação de negócios e liderança estratégica em multinacionais e startups. Sua trajetória abrange setores como farmacêutico, dispositivos médicos, foodtech, soluções ambientais e manufatura. Atuou como CEO e COO de organizações de alto impacto, liderando projetos transformacionais em ambientes altamente regulados com ganhos mensuráveis em eficiência, conformidade e expansão de mercado. É certificado como Six Sigma Black Belt, Engenheiro de Processos Kaizen e vencedor do prestigiado prêmio TPM concedido pelo JIPM do Japão. Girard possui formação em Administração de Empresas e Engenharia Industrial pela Universidade de São Paulo, além de ter realizado treinamentos executivos com líderes globais como C.K. Prahalad e Peter Drucker. Fluente em inglês, italiano e espanhol, liderou projetos internacionais em toda a América Latina e Europa. Além da atuação corporativa, presidiu associações setoriais influentes como o Instituto Paulista de Excelência em Gestão (IPEG) e a ABETRE, promovendo a excelência operacional, governança corporativa e sustentabilidade. Seu histórico combina visão estratégica com execução prática, entregando consistentemente excelência operacional em ambientes complexos e de alta exigência.
O empreendedorismo na indústria também tem muita sede por inovação, apesar dos desafios do setor no mundo

*André Albuquerque, empresário, Forbes Under 30 na categoria Indústria em 2021 Quando pensamos em inovação e empreendedorismo, é comum que os holofotes se voltem para o universo das startups digitais. Entretanto, há um movimento igualmente transformador acontecendo longe dos aplicativos e das telas — dentro das fábricas, dos centros de pesquisa e das plantas industriais ao redor do mundo. A indústria, muitas vezes percebida como um setor tradicional e resistente a mudanças, tem demonstrado, na prática, um apetite crescente por inovação. Essa transformação é movida tanto por necessidade quanto por oportunidade. Em um cenário global marcado por disrupções logísticas, pressão por sustentabilidade, novas demandas de consumo e avanço tecnológico, o setor industrial vem sendo desafiado a se reinventar. Empreendedores com visão estratégica estão enxergando na indústria um campo fértil para inovação aplicada, onde é possível unir produtividade e tecnologia, escalabilidade e sustentabilidade. — Inovar na indústria, no entanto, exige um conjunto de competências distintas: é necessário combinar o domínio técnico com a capacidade de liderança, a sensibilidade para identificar tendências com a disciplina para transformar ideias em processos concretos, rentáveis e claro apostar em algo que pode ser ainda muito pouco ou nada falado e comentado. Nos últimos anos, vimos crescer iniciativas industriais que exploram fronteiras da ciência de alimentos, bioeconomia, automação e inteligência artificial. São soluções que surgem da conexão entre pesquisa, tecnologia e espírito empreendedor — e que, ao contrário do senso comum, têm saído não só de grandes corporações, mas também de líderes visionários que construíram negócios industriais do zero, mesmo diante de altos custos de implantação, regulamentações rígidas e a necessidade de longo prazo para maturação de projetos. A indústria tem seus próprios tempos e exigências, mas também oferece algo raro no mundo dos negócios: a capacidade de escalar com solidez, de gerar impacto concreto na sociedade e de transformar estruturas inteiras de mercado. É nesse ambiente que o empreendedorismo ganha um novo significado — não apenas como forma de criar algo novo, mas como forma de regenerar e modernizar setores inteiros da economia. O cenário internacional mostra que os países que mais avançam economicamente são justamente aqueles que investem em inovação industrial. As novas foodtechs, as fábricas inteligentes, as empresas orientadas por dados e a sustentabilidade são exemplos disso. A indústria do futuro será cada vez mais integrada, transparente e voltada à geração de valor de forma ética e responsável. Como alguém que tem acompanhado de perto essa evolução, posso afirmar que o setor industrial é um dos espaços mais desafiadores — e também mais recompensadores — para empreendedores determinados a deixar um legado. A sede por inovação na indústria é real, e os resultados alcançados por quem se compromete com essa jornada mostram que, sim, é possível transformar ideias em soluções transformadoras e relevantes, mesmo em setores considerados conservadores e “antigos. O empreendedorismo industrial está mais vivo do que nunca. E seguirá sendo peça-chave para moldar o futuro que queremos ver.
CNI diz que economia poderá crescer 2,1% este ano

Entidade defende reforma tributária e redução de juros O desempenho do agronegócio fez a Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevar a projeção de crescimento da economia neste ano. Segundo o Informe Conjuntural do 2º Trimestre, divulgado nesta quinta-feira (12) pela entidade, a estimativa passou de 1,2% em abril para 2,1% em julho. A confederação, no entanto, adverte que a melhoria se deve apenas ao agronegócio, com os demais setores da economia encolhendo ou desacelerando. Acrescenta ser necessário reformar o sistema tributário e reduzir os juros para destravar a economia brasileira. Pelas estimativas da CNI, enquanto a agropecuária deverá crescer 13,8% neste ano – impulsionada pela produção recorde de alimentos – a indústria deverá se expandir apenas 0,6%. O desempenho do setor industrial também tem desigualdades: a indústria da construção crescerá 1,5%, mas a indústria da transformação – afetada pelos juros altos – deverá encolher 0,9% em 2023. Falta de competitividade Em nota, a CNI destaca que a indústria nacional sofre com a falta de competitividade gerada pela complexidade do sistema tributário e pela escassez de crédito provocada pelos juros altos. Apesar disso, a entidade considera que o avanço da reforma tributária no Congresso Nacional e a queda da inflação, com a provável redução da Taxa Selic (juros básicos da economia) neste semestre, melhoram as perspectivas para a economia brasileira. Além da aprovação da reforma tributária e da queda dos juros, a CNI pede que o governo acelere a criação de uma política industrial que permita o país se inserir nas cadeias globais de produção “de forma inovadora e sustentável”. Inflação e consumo Em relação à inflação, a CNI projeta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – usado como indicador oficial pelo governo – encerrará o ano em 4,9%, contra estimativa anterior de 6%. Segundo a entidade, a desaceleração ajuda a recompor o rendimento médio real das famílias e a recuperar o poder de compra e o consumo. Para a CNI, a recuperação do mercado de trabalho continua, com a expectativa da taxa média de desemprego para 2023 caindo de 9% para 8,3%. A previsão de crescimento da massa de rendimento real (acima da inflação) subiu levemente, de 6,7% para 6,8% neste ano. A estimativa de consumo das famílias subirá 1,8% em 2023, contra previsão anterior de 1,2%. A CNI atribui o aumento à recuperação parcial do crédito a partir de março e ao aumento do valor do Bolsa Família, que estimula compras em mercados e farmácias. Juros e dólar Em relação aos juros, a confederação estima que a Selic encerrará 2023 em 11,75% ao ano, devendo cair dois pontos percentuais em relação aos 13,75% atuais. Em relação ao câmbio, a entidade prevê que o dólar comercial chegará ao fim do ano em R$ 4,90, contra previsão anterior de R$ 5,35. A previsão de superávit da balança comercial (exportações menos importações) para este ano saltou de US$ 55,7 bilhões para US$ 62,4 bilhões. Para as contas públicas, a entidade manteve a projeção de déficit primário (resultado negativo sem os juros da dívida pública) de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB). *Com informações da EBC | Agência Brasil
Pequenos negócios mostram que a inovação está ao alcance de empreendimentos de qualquer porte

Sem apelar para grandes mudanças tecnológicas ou dispendiosas, a Neo Soul e a Solutio Indústria Química conseguiram saltar de nível e de faturamento Em 2021, Adriano Salvador decidiu buscar o Sebraetec para melhorar o layout produtivo da Neo Soul, sua empresa de comunicação visual, fundada em 2004, em São Paulo. O que ele não esperava era que o programa transformasse também o seu próprio conceito de inovação. “Antes, quando eu pensava em inovar, era sempre algo extraordinário, ligado à tecnologia. Depois, enxerguei a inovação quando consegui atingir resultados melhores com praticamente o mesmo recurso que eu tinha antes”, argumenta o empreendedor. Adriano conta que, antes do Sebraetec, ele mesmo comandava a parte de relacionamento e captação de clientes, pois a empresa não tinha um setor comercial estruturado. “Consegui montar uma estratégia de vendas, um departamento comercial, com atendimento, qualificação e hoje conto com cinco funcionários só nessa área. Hoje, meu pessoal tem uma meta de vendas, tem números e métricas”, comemora. O Sebraetec é uma solução oferecida pelo Sebrae que conecta micro e pequenos negócios a inovações que potencializam seus resultados. Desde 2012, o programa proporciona consultorias individualizadas para entender e indicar a melhor solução de inovação para cada negócio. A iniciativa programa tem como objetivo levar inovação para as micro e pequenas empresas por meio da indicação de prestadores de serviços e soluções, aumentando a competitividade desses negócios no mercado. Melhoria contínua As melhorias na Neo Soul não param e o empresário já vislumbra inovações para garantir ainda mais produtividade para o negócio, que atualmente tem 18 funcionários em seu quadro. Entre elas, ele pretende substituir todos os computadores de mesa por notebooks, por exemplo. Outra mudança foi implantar um programa de melhoria contínua onde, todo mês, o funcionário faz um relato sobre o que pode avançar dentro da empresa. “O colaborador expressa o problema e já sugere a solução”, explica Adriano. Foi ouvindo os colaboradores que o empresário instalou um ar-condicionado e uma pequena biblioteca no refeitório, além de trocar as cadeiras antigas do escritório por outras mais confortáveis. “Melhorar tem de ser uma constante, quando a gente chega na zona de conforto é um perigo. Isso eu aprendi com o Sebrae”, revela o empreendedor de 39 anos. Parceiro antigo de inovação Também em São Paulo, mas em Indaiatuba, a Solutio Indústria Química foi outro empreendimento que contou com atendimento do Sebraetec. Há seis anos no mercado, o negócio atua no segmento de artigos para produção e manutenções industriais, com destaque para proteção de cabine de pintura. A proprietária Paula Cardoso reitera que o Sebrae é parceiro antigo e que ela já teve acesso a três consultorias do Sebraetec. “A consultoria de Design Thinking desenhou e montou a jornada do cliente. Nós vimos, por exemplo, os pontos críticos no atendimento e fizemos o planejamento das ações. A consultoria de modelação de processos foi importante para acharmos as lacunas que existiam nos nossos processos nas interfaces. Também tivemos uma consultoria para desenvolver o aplicativo de diagnóstico. Por meio dele, a gente agiliza o processo entre entender a necessidade do cliente e entregar o produto ideal”, explica. O negócio não fechou na pandemia, mas, logo no início do período de isolamento, o faturamento caiu um pouco com a falta dos insumos e com o aumento de preço de muitos deles. Entretanto, pouco depois, em 2021, a empresa voltou a crescer. Paula relata que a parceria com o Sebrae a ajudou a atravessar pela fase inicial da pandemia. “Foi bem na época das consultorias e cursos do Sebrae. Foram iniciativas que ajudaram a valorizar mais o potencial da Solutio e o meu, de gestora, que tive de olhar para o futuro sem deixar a peteca cair.” Congresso Internacional de Inovação da Indústria “Os casos bem-sucedidos da Neo Soul e da Solutio Indústria Química ilustram o papel essencial que a inovação cumpre nos pequenos negócios e mostram que é possível inovar em todo tipo de empreendimento, independentemente do porte, gerando aumento de renda”, destaca o presidente do Sebrae Décio Lima. Empreendedores de todo o país e interessados no tema podem se aprofundar nas tendências do mercado no mais importante evento de inovação da América Latina: o Congresso Internacional de Inovação da Indústria. O evento, promovido pelo Sebrae e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), será realizado nos dias 27 e 28 de setembro, no São Paulo Expo. O tema desta décima edição será a ecoinovação.
Faturamento da indústria cai em abril, mostra CNI

Indicadores industriais mostram perda de dinamismo da indústria de transformação, com estabilidade do emprego e da utilização da capacidade instalada A pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra a perda de dinamismo da atividade industrial em abril de 2023, mas com avanço nos dados relacionados à remuneração do trabalho. O faturamento real teve queda de 1,3%, após seis meses sem registrar variação negativa, e o número de horas trabalhadas na produção também recuou. De acordo com a economista da CNI, Larissa Nocko, o faturamento vinha de uma trajetória de desaceleração desde 2022, quando avançou em março e recuou em abril. A queda não foi suficiente para reverter a alta de 1,4% março, de modo que o indicador permanece acima do observado em fevereiro. O emprego na indústria de transformação registrou estabilidade pelo segundo mês consecutivo. No entanto, teve alta de 1,2% na comparação com abril do ano passado. E a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) segue em 78,9%, em trajetória de queda gradual iniciada em 2021. “A pesquisa aponta continuidade da trajetória de desaceleração na indústria de transformação, que tem ocorrido desde 2022. Indicadores como o faturamento, as horas trabalhadas, o emprego e a utilização da capacidade instalada, que já mostravam perda de fôlego, apresentaram queda ou estabilidade em abril”, diz a economista. As horas trabalhadas na produção caíram 1,5% na comparação com março. No último ano, este indicador oscilou entre avanços e recuos sem tendência bem definida. Apesar disso, a massa salarial real dos trabalhadores da indústria de transformação avançou 2,9% em abril na comparação com março. O avanço do mês permitiu a reversão das perdas ocorridas em fevereiro e março, quando o indicador acumulou um recuo de 1,6%. Em relação a abril de 2022, o crescimento alcançou 4,7%. *Com informações do Portal da Indústria
Custo da indústria subiu 10,7% em 2022 em relação a 2021

Contribuíram para a alta dos custos da indústria de transformação os gastos com capital e produção, que inclui energia, pessoal e bens intermediários O Indicador de Custos Industriais (ICI), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apresentou aumento de 10,7% em 2022 na comparação com 2021. Dentre os componentes do índice, contribuíram para o resultado a alta dos custos de produção (14,4%) e do custo de capital (35,8%). A pesquisa mostra que houve queda de 13% do custo tributário nesse período devido às desonerações de PIS/Cofins sobre combustíveis e redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre alguns produtos industriais fabricados no Brasil. “Nos custos de produção, que incluem gastos com energia, pessoal e bens intermediários, pesaram a guerra na Ucrânia e o aumento nos preços de insumos e de commodities energéticas, principalmente nos dois primeiros trimestres de 2022. O terceiro e o quarto trimestres foram marcados pela influência de fatores internos no custo de produção, como o aumento dos custos com pessoal”, diz a economista Paula Verlangeiro. Os dados mostram que a maioria dos componentes do índice começou a recuar no último trimestre do ano passado, mas a queda não reverteu a alta acumulada nos últimos dois anos, de 26,3%. Custo com capital de giro aumentou 35,8% entre 2022 e 2021 O custo com capital, medido pela taxa de juros para capital de giro, apresentou crescimento de 35,8% na comparação de 2022 com 2021. O aumento ocorreu devido aos sucessivos aumentos da taxa básica de juros (Selic), que subiu de 9,25% ao ano, no fechamento do quarto trimestre de 2021, para 13,75% ao ano, no fechamento do quarto trimestre de 2022. Na comparação do terceiro com o quarto trimestre de 2022, o custo com capital se estabilizou em patamar elevado devido à manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano. As taxas de juros têm sido apontadas como problema relevante para a indústria brasileira, de acordo com a pesquisa Sondagem Industrial da CNI. De acordo com a CNI, a Selic no patamar atual contribui para o encarecimento do custo do crédito para os empresários e influencia decisões como investimento e compra de maquinário. Custo de energia subiu 23% entre 2022 e 2021 O custo com energia aumentou 23% em 2022 em relação a 2021. O aumento é resultado da alta de todos os componentes do indicador: 35,1% para o óleo combustível, 58,4% para o gás natural e 1,2% para a energia elétrica no período. Na comparação do quarto com o terceiro trimestre de 2022, houve queda de 3,7% no custo de energia, após um longo período de aumento nos custos. Esse resultado ocorreu devido aos recuos de 8,5% no custo com óleo combustível e de 4,1% no custo com gás natural. Nesse período, energia elétrica subiu 0,5%. Custo com pessoal aumentou 11,8% no ano passado O custo com pessoal, medido pelo rendimento médio do trabalhador da indústria, aumentou 11,8% na comparação entre 2021 e 2022. Esse resultado pode ser explicado pelo avanço do número de pessoas ocupadas e pela recuperação do rendimento médio, fatores que marcaram o mercado de trabalho em 2022. As sucessivas altas do rendimento médio ao longo de 2022 geraram um aumento de 13,4% na massa salarial, enquanto o emprego avançou apenas 1,4% na comparação de 2022 com 2021. Insumos importados contribuem para aumento dos bens intermediários O custo com bens intermediários, na comparação de 2022 com 2021, registrou aumento de 14,5%, puxado pelos aumentos dos custos de insumos importados (+15,2%) e bens intermediários nacionais (+14,4%). Entre os fatores que explicam esses aumentos de custos estão a guerra na Ucrânia e a desorganização das cadeias produtivas no pós-covid. Os empresários industriais indicaram, nas Sondagens Industriais da CNI, que o problema de falta ou alto custo de matéria-prima ocupou a primeira posição entre os três principais problemas da indústria durante três dos quatro trimestres de 2022. Na comparação do terceiro com o quarto trimestre de 2022, o custo com bens intermediários recuou 5,9%, impactado tanto pela queda nos custos com bens intermediários nacionais (-5,6%) como pela queda nos custos com bens intermediários importados (-7,6%). Esse é resultado do início do processo de normalização das cadeias de insumos nos últimos trimestres de 2022.
Quer empreender e não sabe em qual negócio? Nós te ajudamos a escolher

Empreender é o sonho de 6 em cada 10 brasileiros, segundo o estudo GEM 2022/2023. No entanto, escolher o tipo de negócio é um dos desafios de quem está começando na jornada empreendedora. Pensando nisso, o Empreendabilidade analisou os tipos de empreendedorismo e suas características, para facilitar àqueles que querem empreender entender qual modelo se adequa mais ao seu perfil. Indústria É o empreendedorismo com maior barreira de entrada, seja por demandar mais investimento e recursos financeiros em maquinário, equipamentos e pessoas, seja porque pede conhecimento aprofundado em negócios, gestão e, a depender do setor, até mesmo formações específicas e conhecimento de legislação e regulação, já que alguns segmentos precisam de autorização de órgãos e agências para operar, o que também pode gerar custos adicionais com advogados, documentos e licenças. Porém o desafio é recompensador, visto que o negócio é voltado para a produção de bens. Empresas desse tipo podem produzir desde alimentos até peças automotivas, passando por itens de consumo doméstico ou até mesmo voltados para outras empresas, chamados de B2B (Business to Business). É um negócio que exige muita disciplina e organização para manter a qualidade e a produtividade, além do que o retorno geralmente acontece apenas no longo prazo, pedindo um capital mais “paciente”. Outra opção é buscar abrir negócios que atendam demandas de setores industriais específicos, o que acaba movimentando mais renda para algumas regiões. Por exemplo, quando uma indústria cimenteira abre uma nova fábrica, move uma cadeia produtiva que acaba abrindo fábricas de produtos advindos daquela produção, como por exemplo peças cerâmicas, de cimento ou material de construção. Com o advento da indústria 4.0, que utiliza mais tecnologia, também há novas oportunidades para quem quer atuar no setor industrial. Comércio O comércio é um dos tipos de negócio mais tradicionais do mundo, e pode ser dividido em varejo e atacado. No varejo, o empreendedor vende diretamente para o consumidor final, como lojas de roupas e acessórios. No atacado, a venda é realizada em grandes quantidades, geralmente para outras empresas. É necessário ter habilidade em negociação e boa gestão de estoque e de fornecedores, além de conhecimento em marketing. Quer saber como montar sua loja de calçados? Veja aqui este material gratuito do Sebrae Serviços É o tipo de empreendedorismo mais comum no Brasil. É neste modelo que estão os salões de beleza, oficinas mecânicas, bares e restaurantes e até consultorias e assessorias. O investimento inicial costuma ser menor do que nos outros tipos de negócio, mas é importante ter habilidades técnicas na área de atuação, além de conhecimentos em gestão empresarial. Sebrae – abra seu restaurante Franquias Quem dispõe de algum recurso e quer ter um negócio para fazê-lo multiplicar As franquias nasceram como modelo de expansão e ficaram famosas por marcas como KFC e McDonald’s. são modelos de negócio já comprovados, que oferecem o suporte necessário para a abertura de uma nova unidade. É uma boa opção para quem deseja empreender com mais segurança, já que o empreendedor conta com o apoio da marca e de um modelo de gestão já testado. É importante fazer uma pesquisa detalhada sobre a franquia antes de investir e já existem redes estruturadas que reúnem diversas opções para quem quer investir e empreender neste modelo. Para saber mais, a Associação Brasileira de Franquias (ABF) tem esse material bastante detalhado Startup As startups são, por conceito, empresas que buscam resolver um problema de forma inovadora, usando tecnologia e entregando uma solução escalável. O investimento inicial pode ser baixo, visando escala, mas o empreendedor precisa ter habilidades em tecnologia e inovação, além de saber buscar investidores e parceiros estratégicos. Há diversos cursos voltados a esse mercado, oferecido principalmente pelos hubs e aceleradoras, que apoiam a montagem do negócio e o ecossistema de educação empreendedora. Para mais informações, o portal Startups.com é uma fonte bastante confiável. E-commerce O e-commerce é a evolução das lojas online e um modelo de negócio voltado para os negócios digitais. É uma boa opção para quem deseja empreender com baixo investimento inicial, já que não é necessário ter um espaço físico. É essencial buscar conhecimentos em marketing digital e logística. Na pandemia, as lojas online cresceram bastante e o modelo de negócio veio para ficar. Quer saber como abrir um e-commerce? O Sebrae tem um curso bastante prático Empreendedorismo Social Os negócios sociais têm como objetivo gerar impacto positivo na sociedade, além de obter lucro. São uma boa opção para empreendedores que desejam aliar seus valores pessoais ao seu negócio e, no Brasil, com toda a agenda de sustentabilidade e inclusão, têm atraído muitos investimentos. Exigem desenvolver habilidades em gestão empresarial e conhecimentos sobre as causas sociais, além de bons relacionamentos. Leia mais sobre os negócios de impacto social. Infoprodutos Os infoprodutos são produtos digitais que podem ir desde e-books até cursos, mentorias e capacitação. Esse modelo de negócio ganhou espaço em todo o mundo e vem, inclusive, substituindo os cursos formais de preparação para o mercado de trabalho. Esse modelo de negócio é uma boa opção para empreendedores que possuem conhecimento em alguma área específica e desejam compartilhar seus conhecimentos com outras pessoas. Há muitos cursos de marketing digital, produção de conteúdo e estratégia de lançamento disponíveis no mercado. Uma das plataformas mais famosas é a Hotmart, que tem bastante conteúdo a respeito. Esses são os tipos de empreendedorismo mais comuns no Brasil e há possibilidade para todos que querem ter seu negócio, independentemente da disponibilidade financeira ou do conhecimento de negócio. Se você tem dúvidas sobre que em que negócio pode empreender ou qual o modelo ideal para você, entre em contato.
Podcast: Como o empreendedor lida com o ambiente político e econômico?

Um novo governo, instabilidade econômica, dólar oscilando, guerra entre Rússia e Ucrânia, pós-pandemia… São inúmeros os agentes que interferem no cenário político e econômico de um país como o Brasil. Mas, no que isso afeta a padaria do seu Manoel, que abre religiosamente todos os dias, às 6h da manhã, com pão quentinho, faça chuva ou faça sol? O ambiente político e econômico atual influencia direta e indiretamente na vida e nos negócios dos mais de 14 milhões de empreendedores no Brasil. Mas, sem ter como controlar tais fatores, como lidar com as mudanças constantes? O Podcast Empreendabilidade conversou com Felipe Beraldi, gerente de indicadores e estudos econômicos da Omie, que apontou os caminhos para a melhor adaptação dos pequenos e médios negócios ao ambiente, muitas vezes caótico. “Pensando com a cabeça do empreendedor, o negócio dele está lá na segunda, na terça-feira, pode estar acontecendo um caos político, o negócio vai abrir normalmente no dia seguinte. O que eu acho que o empreendedor deve ter na cabeça: esses eventos não são controláveis, então ele tem que aprender a lidar com o momento de adversidade”, explica. Beraldi detalha: “Ter um produto ou serviço diferenciado, conhecer bem o consumidor dele, para quem se está oferecendo. No caso das empresas B2B, o IODE-PMEs é uma super ferramenta, que vai ajudar a desenhar um mapa de calor na economia, os setores que estão crescendo ou sofrendo mais”, completa. O economista explica ainda que a taxa de juros é um dos principais desafios que os empreendedores terão que driblar no momento atual. “Essa taxa de juros elevada, a meta colocada pelo Banco Central, tem um papel na economia, que é controlar a inflação. E inflação fora de controle é uma supervilã geral para consumidores e empreendedores. Porque com a inflação fora de controle você não tem nenhuma previsibilidade, você gera insegurança para consumo e investimentos”, afirma Felipe. Recuperação pós pandemia e setores emergentes Autor de um relatório que detalha diferentes setores da economia e indica potenciais de crescimento e possíveis baixas no ano de 2023, Felipe Beraldi enxerga o Brasil caminhando para estabilidade, depois do período de crise durante a pandemia. Dentro desse cenário, o setor de comércio surge como um destaque positivo, com bons índices de crescimento. “[2022] Foi um ano que a gente observou crescimento das PMEs do agro mesmo tendo menos empresas, sobretudo pequenas, que o desempenho dentro desse recorte não conversa exatamente com o PIB do setor, mas teve um espaço para retomada. Observamos a sustentação do crescimento do comércio, 5,5%, que passa, além do contexto de retomada pós-pandemia, pelos programas de sustentação de renda”, explica. Outro setor que se destacou no ano, segundo o relatório, foi a indústria. “O setor industrial efetivamente registrou crescimento em 2021, tímido, na casa dos 2%, mas que ostra que essa bagunça toda abriu espaço para que a pequena e média indústria ganhasse mercado”, finaliza Beraldi. O papo com Felipe Beraldi está disponível na íntegra no YouTube e no Spotify do Empreendabilidade.
Nova tecnologia ajuda a frear desperdício em indústrias, que chega a R$ 500 bilhões no Brasil

Desenvolvida pela COGTIVE, solução ajuda a aumentar a produtividade e lucros identificando a capacidade oculta nas indústrias. A startup só cresce e neste ano já faturou R$ 5 milhões com a solução A expressão “elefante branco” se refere a algo valioso, que custou muito dinheiro, mas que na prática não é muito utilizado. O que muitas empresas e indústrias não sabem é que elas estão cheias de elefantes brancos em suas plantas, e pior, perdendo dinheiro e capacidade de produção. Isso porque, especialmente com a indústria 4.0, os processos se tornaram ainda mais eficazes e capazes de entregar em escala muito maior, sem a necessidade de investimento em ativos. Porém, apesar das inovações, existe uma capacidade oculta presente na linha de produção que ainda não é explorada pela maioria das empresas e que passa despercebida aos olhos dos líderes industriais. Foi com foco nessa demanda que surgiu, em 2017, a COGTIVE, startup sediada no CUBO, o principal hub de inovação do Brasil, com o objetivo de desenvolver, a partir de tecnologias disruptivas, como Inteligência Artificial e IoTs (Internet das Coisas) soluções que identificam o potencial oculto nos chãos de fábricas e oferecem informações para que a indústria funcione na sua forma ótima, potencializando a produtividade, não apenas as máquinas, mas toda a operação em si. Estudos no mercado brasileiro, realizados pela COGTIVE, indicam que, em média, as indústrias possuem 30% de capacidade produtiva desconhecida, devido a paradas de linha, baixa performance dos ativos e má distribuição da mão de obra, o que corresponde a mais de R$ 500 bilhões na manufatura brasileira. Caso o potencial oculto das fábricas fosse explorado, teríamos um acréscimo de 5,6% no PIB brasileiro. Isso significaria um grande impacto na economia, gerando mais ofertas de trabalho, renda e aquecimento de investimentos vindos do exterior. “A transformação digital deixa de ser um diferencial e passa a ser obrigatória para a sobrevivência de negócios que envolvem manufatura. Por esta razão, tecnologias disruptivas ajudam indústrias a aumentar a eficiência em uma planta fabril, antes de investirem em mais unidades e mais linhas produtivas”, explica Reginaldo Rodrigues, criador e CEO da COGTIVE. Crescimento Ainda que a empresa possua quase 5 anos, a máquina comercial começou a operar há apenas 2 anos, sendo bootstrap desde então. Em 2021, o faturamento da startup chegou a R$ 2,5 milhões, atingindo R$ 5 milhões em 2022, com a perspectiva de alcançar R$ 10 milhões de faturamento, sem fundraising. E isso pode ser observado com as conquistas de 2022. A COGTIVE ficou em primeiro lugar no LTNtech pitch, da 1871, uma das principais aceleradoras do Estados Unidos, além de alcançar o 100 Open Startups pelo terceiro ano consecutivo na categoria Top 10 IndTechs, e pela primeira vez na categoria principal. Também foi o ano em que conquistaram o primeiro contrato internacional, com a abertura do primeiro escritório no exterior, em Chicago, além de outras premiações e metas alcançadas. “Agora, em novembro, estivemos em Chicago para oficializar a abertura do nosso escritório no principal hub de inovação dos Estados Unidos, a 1871, e ao longo de 2023 expandiremos para a Europa e MENA, sendo que nesta última já temos como cliente uma das principais produtoras em medicamentos genéricos da região”, ressalta o CEO. E para 2023, a COGTIVE promete mais avanços. Está previsto o lançamento da inteligência artificial TÆLOR, que, por meio de um comportamento proativo, buscará por oportunidades no chão de fábrica e trará insights aos líderes industriais, para resolver problemas antes que eles se tornem relevantes. E esse lançamento está alinhado com as necessidades do mercado exterior, seguindo com o processo de internacionalização já iniciado pela empresa. Com vários clientes em diversos segmentos da indústria de manufatura, a COGTIVE tem forte carteira no ramo farmacêutico, mas tem expandido clientes para outros setores, como o químico, saúde animal, cosméticos e automotivo. Para o automotivo, por exemplo, foi desenvolvida recentemente uma coleta de dados no touch, pautada em câmeras e reconhecimento de imagem, de acordo com as especificidades e distinções que uma oficina possui em relação ao chão de fábrica. “Todas essas conquistas confirmam o trabalho que estamos fazendo em transformar a produtividade na manufatura, sendo uma solução que impacta não apenas indústrias, mas o mercado como um todo, por isso, continuaremos com nosso foco único em explorar o potencial oculto do chão de fábrica”, celebra Reginaldo Rodrigues.
André Albuquerque: “Venda da Suplax amplia foco na Acquion”

André Albuquerque: Suplax se tornou uma das líderes white label de suplementos alimentares do mercado nacional (foto: divulgação) O jovem empresário André Albuquerque, o sócio-fundador e investidor Ronaldo Oliveira e o acionista e conselheiro Mario Quintanilha anunciam a venda da Suplax, uma das líderes na produção de suplementos alimentares e nutracêuticos (categoria que agrupa vitamínicos, poliminerais e suplementação saudável como aminoácidos, fibras, ômega-3, antioxidantes e outros), para o fundo americano Zeppelin. A negociação, cujo valor não foi divulgado, ocorreu durante o segundo semestre e foi concluída no final do ano. A venda abrange a marca e seus ativos, incluindo a fábrica localizada em Santana de Parnaíba, dentro de um pátio de 22 mil m², os equipamentos e todas as patentes da empresa, o que contempla o método de fabricação e as licenças dos órgãos responsáveis. Suplax A Suplax nasceu em 2017, quando André, que foi Forbes Under30 em 2021, e seus sócios iniciaram o projeto em Goiás, quarteirizando em uma indústria parceira. No segundo semestre de 2017, importaram uma máquina chinesa com tecnologia exclusiva e em seguida assumiram um pátio industrial de uma grande marca do mercado de suplementos que havia decretado falência. Aos poucos a idealização foi ganhando força e o crescimento também, não demorou para que começassem a construir uma indústria própria em São Paulo no início de 2018, mais precisamente em Santana de Parnaíba. O primeiro passo foi investir em um modelo industrial de padrão farmacêutico para o setor de suplementos alimentares, atitude de caráter inovador no ramo. Assim foi possível elevar os níveis de qualidade e capacidade produtiva, tornando-se referência no segmento e assumindo a liderança do mercado. Hoje a Suplax é referência na categoria — não é à toa que a marca vem crescendo significativamente ano após ano e alcançando uma média de 110% de crescimento anual desde 2018. Com capacidade produtiva de mais de 1 mil toneladas, a empresa mantém mais de 300 empregos diretos e indiretos e atua em toda a verticalização do produto, realizando pesquisas, testes, aprovações, branding e até mesmo a embalagem e a distribuição para os clientes. São fabricados produtos para mais de 150 marcas, nos mais diversos formatos: em pó, em cápsulas, comprimidos, líquidos, sachês etc. Novos passos Com a venda da Suplax, André se dedicará à recém-inaugurada Acquion Foodtech, produtora de insumos à base de colágeno e gelatina com alto grau de pureza para os mercados farmacêuticos, suplementos, cosméticos e alimentos. A nova companhia tem como meta estar entre os líderes do mercado no Brasil em três anos e no mundo nos próximos cinco anos. Além dela, André também dará foco à sua Holding Acquion Capital Group, que vem visando novos investimentos com foco contínuo na inovação da indústria e da chamada “velha economia”. “A história da Suplax é consequência de uma gestão com foco em qualidade, produtividade, resultado e pessoas. Cada decisão, independentemente da esfera, buscou centralizar o ser humano como o elo mais importante. Ficamos satisfeitos com a realização da venda, que confirma nossa compreensão das oportunidades no setor de insumos e suplementos alimentares e a relevância do Brasil no mercado mundial”, afirma Albuquerque.
Sebrae e CNI selecionam startups para internacionalização
Ao todo até 300 empresas serão selecionadas para participar da iniciativa “Land to Launch”. Inscrições podem ser realizadas até o dia 20 de fevereiro pela internet O Sebrae e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) estão selecionando startups brasileiras para o programa de internacionalização ‘Land to Launch’ em Nova York, nos Estados Unidos (EUA). Ao todo serão selecionadas até 300 empresas com potencial de abrir mercado nos EUA, a partir da cidade norte-americana como ponto de expansão. Para ampliar o alcance do programa, a parceria também inclui a participação da Sosa, empresa global de inovação aberta. As inscrições para a chamada estão abertas até o dia 20 de fevereiro, na comunidade Catalisa Hub. O processo de seleção das startups vai contar com a participação de uma banca de especialistas para analisar a empresa e o modelo de negócio, o produto e o mercado-alvo, a situação financeira e investimento, bem como a equipe envolvida. Clique aqui para se inscrever. Podem participar apenas pequenas e microempresas com Receita Operacional Bruta (ROB) menor ou igual até R$ 4,8 milhões. Os participantes das empresas devem possuir habilidade de comunicação verbal e escrito no idioma inglês. São consideradas startups brasileiras, aquelas que tenham produto ou serviço inovador em condições de inserção no mercado e/ou com alto potencial de impacto econômico. Como vai funcionar O programa ‘Land to Launch – Nova York é dividido em duas etapas. A primeira envolve a capacitação on-line de contato com Nova York de todas as empresas. As empresas serão preparadas para lançar e escalonar produtos no mercado dos EUA, para fundamentar e aprofundar abordagens ao mercado norte-americano, além de preparo na oratória, narrativas e storytelling, entre outras competências. Após essa etapa, até 30 startups serão selecionadas para entrevistas e avaliações. Por final, sete delas seguem para a etapa final que inclui o reconhecimento e land em NY com tempo de residência de 10 dias. A programação das atividades nos EUA será customizada segundo as necessidades estratégicas para internacionalização de cada uma das startups participantes. Estão previstas reuniões com potenciais clientes e investidores, workshops técnicos sobre questões regulatórias e institucionais do país foco, até visitas técnicas em potenciais parceiros. “Será uma grande oportunidade para as startups brasileiras tanto para aquelas que buscam investimento, por meio de fundos ou capital de risco, como para aquelas que desejam abrir mercado com a venda de suas soluções para outras empresas. Também há a possibilidade de exportar soluções para diretamente para o mercado consumidor dos EUA. Além disso, as empresas vão ter contato com aceleradoras mundialmente reconhecidas”, avalia o analista de Inovação do Sebrae Nacional, Rodrigo Rodrigues. Nova York no cenário do ecossistema tecnológico mundial Reconhecido como o berço do mercado financeiro do mundo e expoente cultural nos Estados Unidos, Nova York caminha para se tornar líder do ecossistema tecnológico mundial. A cidade possui mais de 10 mil startups ativas e mais de 1000 incubadoras e aceleradoras em atividade. De acordo com Relatório Global de Índice de Ecossistema de Startups 2022, produzido pela StartupBlink, NY ocupa o segundo lugar no ranking das melhores cidades para startups, perdendo apenas para São Francisco. “Nova York apresenta as condições ideais para o desenvolvimento de startups em vários aspectos. Sem contar que lá acontece o que chamamos de ‘efeito bola de neve’ em que essas empresas mais inovadoras, como as startups, acabam por arrastarem necessidades de serviços de outras empresas, gerando demanda para o mercado”, comentou Rodrigues.
Em evento do Esfera, Mercadante diz que BNDES terá como foco a indústria e não voltará ao passado

Futuro presidente do banco de desenvolvimento apresentou 5 novos diretores do órgão em encontro com empresários associados da Esfera Brasil nesta quarta-feira (21) Aloizio Mercadante, que assumirá a partir de 1º de janeiro de 2023 a presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), participou de encontro organizado pela Esfera Brasil nesta quarta (21), em São Paulo. O ex-ministro aproveitou o encontro para apresentar aos associados da Esfera, em primeira mão, 5 dos próximos 8 diretores do banco, sendo que quatro deles são ligados ao mercado financeiro. Os futuros integrantes da diretoria são Alexandre Abreu, ex-presidente do Banco do Brasil e do Banco Original, José Luis Gordon, economista e presidente da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), Luciana Costa, presidente no Brasil do banco francês de investimentos Natixis, Luiz Navarro, ex-ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), e Natália Dias, CEO do Standard Bank Brasil. Durante o almoço, Mercadante anunciou ainda que os ex-ministros Tereza Campello e Nelson Barbosa serão titulares de diretorias no banco. O Empreendabilidade teve acesso a entrevista concedida pelo presidente indicado do BNDES ao Esfera Brasil sobre as prioridades do banco de desenvolvimento no novo governo. Mercadante lembrou do período histórico em que o BNDES representava mais ou menos 2% do Produto Interno Bruto do país na sua carteira de crédito, no financiamento às empresas, com muitos exemplos exitosos. Deu como exemplo o setor de papéis e celulose, que praticamente nasceu no BNDES, e a Embraer– apenas 8 países do mundo produzem aviões e a companhia chegou nesta posição com o apoio do BNDES -, além do setor de energia eólica, onde o país também se mostra competitivo. Mercadante defendeu a reindustrialização, lembrando que o setor primário chegou a representar 43% da carteira do banco, e hoje representa apenas 16%. “O BNDES já apoia em R$ 50 bilhões micro e pequenas empresas, cooperativas de crédito, para aumentar o volume de recursos. Nós temos o desafio da economia verde, da descarbonização, da inovação tecnológica, da indústria 4.0”, afirmou. “São muitos desafios para o Brasil voltar a ter uma indústria pujante, crescer aceleradamente, gerar emprego de qualidade, e o BNDES é um instrumento. Agora não tem espaço no Orçamento para financiar o BNDES, para os desafios das políticas públicas mais importantes, então o BNDES precisará ter uma boa gestão, aumentar a sua eficiência para poder ter mais recursos e buscar parcerias internacionais”, aponta o ex-ministro. Entre as prioridades, Mercadante também mencionou a liderança do Brasil na economia verde como ativo potencial para atratividade de investimentos internacionais, e que o banco terá papel relevante em aproximar o país do restante do mundo. “A nossa prioridade não será financiar serviço no exterior”, disse. Equipe Quatro profissionais vieram do mercado financeiro e há três mulheres nomeadas na diretoria do BNDES. Tereza Campello – ex-ministra, é professora de uma cátedra especial na USP na área de combate à fome e de políticas sociais; Luciana Costa – executiva do banco francês Natixis, que é o segundo maior conglomerado financeiro da Europa, com dois trilhões de euros. É o banco líder no mundo em economia verde; Natália Dias – 30 anos de experiência em sistema financeiro. Foi do Standard Bank Group, principal banco da África do Sul, e é experiente na estruturação no mercado de capitais; Nelson Barbosa – ex-ministro do Planejamento, com passagem pela Fazenda; Alexandre Abreu – foi presidente do Banco do Brasil, com passagem em bancos privados; José Luis Gordon – presidente atual da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), uma espécie de Embrapa da indústria; Luiz Navarro – foi da Controladoria Geral da União, é membro da Academia Internacional de Combate à Corrupção, reconhecida pela ONU, e um exemplo em compliance. Fonte: Com informações da Esfera Brasil
Por mais empreendedores na indústria brasileira

Muitos dos temas que são tratados no Empreendabilidade coincidem com a agenda de setores específicos da economia, e temos bastante apreço pela indústria. Ao nosso ver, é ali onde tudo começa: um dado da CNI mostra que cada R$ 1 investido na indústria se transforma em R$ 2,43 na economia. O movimento de micros empresas e do empreendedorismo individual é muito relevante para estimular o crescimento da economia e do país, mas, essa frente não concorre e não deve tomar lugar de Pequenos e Médios Negócios, principalmente nos setores de base. Aí é onde fica evidente o maior problema para o empresariado brasileiro: a questão tributária. Segundo o Movimento Brasil Competitivo, as empresas perdem R$ 1,5 trilhão com o Custo Brasil. Sabemos, o custo é muito maior para os pequenos. Ao mesmo tempo, o Brasil vem passando por um terrível processo de desindustrialização. Em 2006, a indústria representava 2,58% da produção mundial. Em 2021, esse número era de 1,28% (CNI). Entre os fatores que contribuem para a redução de investimentos na indústria estão o sistema tributário complexo, oneroso e cumulativo, a infraestrutura deficiente, o financiamento escasso e caro, a baixa qualidade da educação, o ambiente macroeconômico instável e a insegurança jurídica. Por outro lado, o setor industrial é quem puxa o crescimento dos demais setores, graças às cadeias produtivas longas e por ser o indutor de inovações da economia. Cerca de 38% do recolhimento de impostos federais, contribuições previdenciárias e ICMS vêm da indústria. Além disso, a indústria responde por 22,2% do Produto Interno Bruto (PIB) – na década de 1980 esse número era de 48% (CNI). Estimular a produção e o empreendedorismo de base – que gera, de fato, recursos, negócios e empregos – tem efeitos perenes. Para tanto, é urgente a reforma tributária. Para se ter ideia, a CNI apresentou aos presidenciáveis um Plano de Retomada da Indústria a fim de ampliar a competitividade e incentivar novos investimentos, entre outras medidas estruturantes. Dos 11 eixos prioritários, 6 diziam respeito a questões tributárias e garantias de um ambiente mais favorável aos negócios. Da mesma forma que tudo começa na indústria, a força do Pequeno e Médio Negócio já é mais do que comprovada. Para a economia crescer e sairmos da eterna promessa, resta ao país ajudar a ser ajudado. Do restante, os empreendedores cuidam. Uma menção especial à Votorantim, que desde 1918 atua para a industrialização do país.
Jovem aposta na velha economia para transformar alimentos saudáveis

Antes de completar os 25 anos neste mês de agosto de 2022, André Albuquerque, que veio de uma família simples de Nova Iguaçu na Baixada Fluminense, trabalhou quando adolescente na pequena empresa familiar de retalhos de tecidos e plástico, conquistou uma bolsa universitária nos Estados Unidos jogando futebol, montou uma empresa de limpeza de vidros e janelas no exterior e, no Brasil, investiu em uma indústria de suplementos alimentares. André apareceu em 2021 na lista “Forbes Under 30” como um dos jovens brasileiros proeminentes, e se diferencia dos empreendedores da sua idade pelo foco na chamada “Velha Economia”. Enquanto a maioria dos jovens está procurando um emprego ou se aventurando em startups, ele já teve diversos negócios e já empregou mais de 300 pessoas ao longo de sua trajetória e hoje lidera junto a outros sócios a maior terceirizadora de alimentos saudáveis do país, a Suplax. Em conversa exclusiva com a Bússola, André lembra que tudo na sua vida foi acontecendo rápido porque sempre esteve disposto a tomar riscos e a trabalhar o quanto fosse necessário. “A fórmula simples funciona: acordar cedo, produzir, trabalhar duro e vender”, diz. Bússola: Você começou a empreender muito jovem. Que aprendizados isso te trouxe? André Albuquerque: Minha percepção de que trabalhar é bom veio do exemplo da minha família. Até hoje meu pai tem um negócio que começou com uma lojinha de bairro que vendia sobras de retalhos de plástico e tecidos. Enquanto ele (o pai) gerenciava, meu avô dirigia o caminhão, minha mãe atuava no balcão, minha avó era a vendedora, eu entregava panfletos. Cada um tinha o seu papel para o negócio funcionar. Eu trabalhei lá na infância e adolescência, dos 6 aos 14 anos, além de estudar, claro. Minha mãe não me deixava largar a escola, e correta estava ela, a educação é muito importante e só passamos a valorizar após velhos. O retorno vem quando se acorda cedo, produz, vende e trabalha duro, pois não existe fórmula mágica. Não tive dificuldades de entender meu papel nessa roda, aprendi cedo a ter responsabilidade. Como diz o Abílio Diniz: uns sonham com o sucesso, nós acordamos cedo e trabalhamos duro para consegui-lo. Bússola: Com tanto espaço para inovação e no mercado digital, por que essa paixão e escolha pela “velha economia”? De onde veio a coragem de empreender ainda mais nesse setor? André Albuquerque: A inovação pode vir de diversas formas, e esses avanços nas “techs” são muito importantes, têm gerado escala para soluções que não se imaginava há 15, 20 anos. Mas, a velha economia não deixa de ser o motor da sociedade. Aliás, há muito espaço para se inovar, em modelos de negócio, relações de trabalho e no aumento de eficiência de produção, entre outros aspectos. Costumo dizer que o simples funciona, muitas pessoas olham para o mercado de startup enquanto poucos estão olhando para a velha economia. Por esses e outros motivos escolhi empreender na indústria de alimentos. Ninguém tem certeza de que um negócio vai dar certo. Para isso, você precisa tentar e, se errar, consertar rápido e tentar de novo. A persistência é uma das principais aliadas de um negócio de sucesso e a velocidade também. Bússola: Conte um pouco mais sobre a história da Suplax. Como vocês chegaram a bons resultados em tão pouco tempo? O que mais te orgulha na empresa? André Albuquerque: Sabendo da empresa de limpeza que havíamos montado nos Estados Unidos, entre 2015 e 2016 um amigo que já trabalhava no ramo de suplementos alimentares me ligou com a ideia de importar uma nova máquina para alugar a uma indústria terceira, para ganhar com o lucro oriundo da produção. Surgiu a oportunidade de assumirmos toda a indústria de uma marca que já era referência no país, mas que estava em processo de falência por má gestão. A partir daí, aproveitamos os ativos e buscamos montar uma estrutura para entregar os melhores produtos para o mercado. Logo crescemos e fizemos um novo pátio fabril em São Paulo, investimos muito em qualidade e infraestrutura, inclusive atendemos hoje as restrições da indústria farmacêutica, que é a mais exigente, e poucas indústrias de Suplementos no país conseguem atender. O negócio foi pensado para oferecer toda a jornada produtiva para os clientes e hoje somos a única indústria com capacidade de oferecer o processo inteiro e de forma rápida – fazemos desde o registro da marca até a distribuição, produzindo em todos os formatos de produtos (cápsula, pó, comprimido, efervescente, softgel, sachê, sticks, pellets, líquido e outros) para os setores de suplementos esportivos, vitamínicos e alimentos saudáveis sem possuir uma marca própria. Hoje, a Suplax está alocada em um parque fabril de quase 22 mil m2, com localização excelente para logística – a planta fica em Santana da Parnaíba, na grande São Paulo, com saída para as principais rodovias, com capacidade produtiva de mais de 1.000 toneladas/mês. Meu orgulho é ver essa operação funcionando, fechando o ano com mais de 200 funcionários que trabalham felizes para atender, de forma recorrente e com excelência, mais de 100 marcas. Bússola: O presidente Jair Bolsonaro anunciou recentemente (em 19 de agosto) que o governo federal zerou os impostos de importação de suplementos alimentares, como Whey Protein, e de outros itens de nutrição esportiva. Como isso impacta o mercado? André Albuquerque: Avaliamos como positiva a medida, visto que impacta diretamente nos custos de matéria-prima. Isso possibilita ao consumidor ter acesso a produtos melhores, com preços mais acessíveis, o que é muito importante para movimentar o setor, lembrando que o Brasil está entre os maiores consumidores do mundo de suplementos alimentares e alimentos saudáveis, crescendo expressivamente ano a ano, mas boa parte da população ainda não tem acesso a produtos mais saudáveis por conta dos preços. Bússola: Vemos muita gente reclamar do ambiente de negócios no Brasil. Como você enxerga o cenário e o contexto econômico brasileiro para o empresário? André Albuquerque: A realidade está aí, nem sempre ela será boa, mas é ela que temos que encarar. Independentemente do ambiente,
Sebrae e CNI fecham acordo de cooperação para fomento de pequenos negócios

(Foto: Túlio Vidal) Acordo prevê abertura de mercados e oportunidades internacionais para pequenas empresas O Sebrae e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) assinaram na última quarta-feira (17) um acordo de cooperação para estimular a competitividade de pequenos negócios industriais com foco em sustentabilidade, internacionalização e economia de baixo carbono. O acordo foi firmado durante o Fórum Encadear, realizado pelo Sebrae em um hotel de São Paulo. Estiveram presentes ainda o presidente da CNI, Robson Braga, e o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite. “Esse acordo abraça o sistema industrial como um todo a partir das verticais de inovação, competitividade industrial, ESG e internacionalização dos pequenos negócios. Vamos colocar as empresas brasileiras na fronteira da tecnologia”, afirmou o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Plataforma internacional “Queremos levar inovação aberta aos pequenos negócios de todo o Brasil. Fazer com que a indústria nacional possa gerar a inovação que permita a elas competir em nível global”, disse Braga, da CNI. O primeiro plano de ação do acordo ocorrerá em conjunto com a empresa Sosa, que fomenta startups em Israel e tem escritórios em diversos países. A iniciativa pretende aproximar as startups brasileiras de empresas estrangeiras com a realização de capacitação virtual para 900 integrantes e residência para 21 empresas até 2025. O acordo prevê ainda abertura de um escritório em Nova York para o Sebrae e o CNI, além da criação de um mapeamento das tecnologias inovadoras feitas por startups brasileiras e pelos Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), com a criação de uma plataforma internacional para gestão da inovação. “Nada melhor que a grande indústria, que é a CNI, junto com o Sebrae, que são os empreendedores, para fazer que tudo isso aconteça ao mesmo tempo. O acordo é nessa direção”, afirmou o executivo da Confederação a jornalistas, após a assinatura do acordo, o ministro Joaquim Leite. “Nós temos a oportunidade de provocar um crescimento verde, geração de empregos verde alinhados a esses temas que são de sustentabilidade e meio ambiente”.
CNI: Micros e Pequenas indústrias têm bom desempenho no 1o tri 2022

Panorama da Pequena Indústria da CNI registra a melhor média (45,5 pontos) no 1o tri desde 2012.