Formalizar o próprio negócio pode aumentar faturamento, aponta pesquisa do Sebrae e da FGV

De acordo com levantamento, empreendedor pode ter aumento de receita de até 25% caso formalize suas empresas; estudo também aborda números do Simples Nacional Formalizar o próprio negócio pode aumentar o faturamento do pequeno empreendedor em até 25%, é o que aponta uma pesquisa feita pelo Sebrae e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com a pesquisa, o rendimento dos negócios formais tem receita média de R$ 3,5 mil, enquanto o dos informais é de aproximadamente R$ 1,2 mil. No país, são 15 milhões de pessoas com o próprio negócio formalizado, sendo que um em cada 12 brasileiros em idade ativa são ou já foram MEI. O objetivo do levantamento foi medir o impacto do modelo na vida dos empresários. O assessor da diretoria técnica do Sebrae, Rafael Moreira, avalia que os números identificados pela pesquisa são positivos; “A formalização pelo MEI representa o aumento da renda do empreendedor em torno de 25%. Ele aumenta sua renda em 25% só por ter se formalizado”, explica Rafael. Com o CNPJ, o empresário tem obrigações e os custos de uma empresa formal. Ao mesmo tempo tem acesso ao crédito e às possibilidades de pagamento, trazendo organização e estrutura para o próprio negócio. De forma geral, a formalização de pequenas empresas movimenta R$ 70 bilhões. A pesquisa também trouxe dados do Simples Nacional, apontando que o faturamento do sistema é de R$ 4,8 milhões por ano, sendo responsável por 8 em cada 10 vagas de emprego. O diretor administrativo da Fenacon, Fernando Baldissera, destaca a importância do mecanismo de arrecadação, mas reivindica uma atualização da tabela. “Hoje, a tabela do Simples Nacional, comparada com os índices inflacionários, está defasada em quase 80%. Deveria ser uma tabela muito maior, um índice de correção anual, porque, obviamente, todo ano tem inflação. A tabela teve reajuste do limite, mas isso não teve redução da carga tributária”, afirma Baldissera. O relatório do Sebrae em parceria com a FGV destaca ainda que, a cada 2 empregos criados por empresas do Simples Nacional, uma nova vaga de trabalho é criada indiretamente. *Com informações do Portal Jovem Pan
Taxa de trabalhadores informais cai em 2022 e fica abaixo de 40%, segundo IBGE

De acordo com a pesquisa, o emprego informal continuou importante, mas 2022 trouxe uma sinalização de crescimento do emprego com carteira assinada. Um estudo divulgado nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, mostrou que a taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro recuou na passagem de 2021 para 2022, passando de 40,1% para 39,6%. O nível, no entanto, se mantém acima do início da série da pesquisa, de 2016 (38,6%), e do ano de 2020 (38,3%). De acordo com a pesquisa, o emprego informal continuou importante, mas 2022 trouxe uma sinalização de crescimento do emprego com carteira assinada. A taxa de informalidade representa a parcela dos trabalhadores ativos no setor informal em relação ao total da população ocupada no país. O IBGE inclui no grupo de trabalhadores informais os empregados do setor privado sem carteira de trabalho assinada, trabalhadores domésticos sem carteira, trabalhadores por conta própria sem CNPJ, empregadores sem CNPJ e o chamado trabalhador familiar auxiliar, que trabalha para a própria família, mas sem rendimento. Considerando apenas o quarto trimestre de 2022, a taxa de informalidade foi de 38,8% da população ocupada, ou 38,6 milhões de trabalhadores informais. No trimestre de julho a setembro, a taxa havia sido 39,4% e, em comparação ao mesmo trimestre de 2021, 40,7%.
Brasil tem cerca de 40 milhões de empreendedores informais

Portal do Empreendedor oferece a possibilidade de o microempreendedor obter um registro como MEI (Microempreendedor Individual) e acesso a produtos financeiros e serviços de capacitação. O Globo Repórter desta sexta (16) mostrou a rotina de empreendedores que usam a voz para atrair seus clientes nas ruas e nas praias. Vendedores de vassouras, ovos, mate, caldinho, café e pamonha, por exemplo, estão no mercado informal, tema de estudo do professor Fernando Veloso, da Fundação Getúlio Vargas. O Globo Repórter foi com Fernando até uma feira livre para entender um pouco mais sobre as causas e consequências da informalidade, como a dos feirantes que têm licença, mas não todos os direitos trabalhistas. Veja a reportagem na íntegra clicando aqui. “Nós temos mais ou menos 40 milhões de trabalhadores que não têm proteção nenhuma. Não têm previdência, se perderem o emprego, não têm seguro-desemprego. Você tem desde trabalhadores sem carteira de trabalho assinada que estão na empresa, até trabalhadores que estão na rua tentando de alguma forma conseguir um sustento”, diz Fernando Veloso, pesquisados do Instituto Brasileiro de Economia – FGV. Fernando concorda que as areias da praia e o asfalto muitas vezes ajudam a amortecer o desemprego: “Amortece, sim. A economia já cresce pouco há muitos anos. E com a pandemia esse quadro se agravou. Então é um amortecedor. Eu acho que a informalidade ajuda a proteger a queda da renda”, explica. O professor afirma que os brasileiros são muito empreendedores e, com a necessidade, muitas vezes eles acabam se virando: “Mas a gente podia facilitar a vida dele. Está melhorando, mas a gente precisa avançar mais”, acrescenta Fernando. Confira abaixo serviços citados pelo professor que podem ajudar um empreendedor informal a formalizar, assim como fazer o empreendimento crescer: 1) O Portal do Empreendedor oferece a possibilidade de o microempreendedor obter um registro como MEI (Microempreendedor Individual). Este registro permite que o empreendedor informal obtenha um CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) e desta forma se formalize como empresa. Além disso, permite que ele obtenha benefícios previdenciários. O Portal do Empreendedor também oferece acesso a produtos financeiros e serviços de capacitação. 2) O Portal Sebrae oferece informações, cursos e serviços que podem ajudar os empreendedores a abrir uma empresa formal e expandir seu negócio. Fonte: G1.com
Negócio nas favelas: metade dos moradores se considera empreendedora

Para Celso Athayde, coCEO da Digital Favela e CEO da Favela Holding, empreender é, em muitos casos, questão de sobrevivência (Favela Holding/Divulgação) Pesquisa da Digital Favela mostra as fontes de renda dos moradores, o acesso digital na hora das compras e também como a influência local é importante no consumo. A metade dos moradores de favelas no Brasil se considera empreendedora, como revela a edição da Digital Favela, encomendada pela Data Favela. Entre os respondentes, 41% têm um negócio próprio, sendo que, para 22%, essa é a principal fonte de renda. E, nas favelas, 57% dos empreendedores declara ter investido nesse formato de trabalho para driblar a ausência de oportunidades com carteira assinada no mercado formal, enquanto 54% dizem ter recorrido a horas extras e bicos para complementar a renda durante o último ano. Para Celso Athayde, coCEO da Digital Favela e CEO da Favela Holding, empreender é, em muitos casos, questão de sobrevivência. “Sem emprego, as pessoas se veem obrigadas a procurar alternativas e optam por investir em habilidades que podem virar serviços, como alimentação, estética e manutenção de eletrônicos, por exemplo”. A maioria dos empreendedores permanece, atualmente, na informalidade. Deles, 63% não possuem CNPJ – ou seja, não têm empresa formalmente aberta para exercer a atividade remunerada. “A informalidade ainda é grande porque estes são negócios criados para suprir necessidades emergenciais e para atender à própria comunidade. Conforme os negócios se consolidam, há uma busca pela formalização, que é importante para conseguir crédito e crescer”, afirma Athayde. O acesso a capital para investimento é apontado como uma das dificuldades na condução dos negócios para 40% dos entrevistados, seguidos pela falta de equipamentos adequados, em 25% dos casos. Para 14%, a maior dificuldade está em fazer a gestão financeira do empreendimento. “Ao empreender por necessidade, as pessoas têm poucos recursos formais para embasar os negócios. Elas criam e crescem na raça, apesar das dificuldades. Porém, se tivessem acesso a mais estrutura, certamente, prosperariam ainda mais”. Apesar disto, 81% estão otimistas em relação ao futuro do negócio. Consumo e Conexão A pesquisa também ressalta a importância da internet nas favelas brasileiras. Dos empreendedores, 58% usam a rede como fonte de informação sobre a atividade que exercem. Também é por ela, especialmente pelas redes sociais, que 76% das pessoas divulgam seus serviços. “O dado mostra como a favela está conectada, engajada e sendo uma grande fonte de influência. Os próprios moradores sabem qual é a linguagem ideal para atrair seus clientes e o tipo de conteúdo que aquele determinado assunto precisa. Por isso, acabam se transformando em influenciadores digitais e que, muitas vezes, podem representar diversas marcas que desejam essa mesma conexão com as favelas”, afirma Guilherme Pierri, coCEO da Digital Favela. O reconhecimento dos demais moradores sobre o negócio, o famoso “boca a boca”, aparece como fonte de divulgação para 56% dos proprietários. Além disso, 88% de quem vive nas favelas afirma confiar mais nas indicações de um influenciador da própria comunidade do que nas de pessoas famosas (12%). “O senso de comunidade e pertencimento é muito latente. Assim como acontece com grandes empresas, a indicação é o reconhecimento de qualidade e aumenta a reputação de um produto ou serviço dentro daquela comunidade. Por isso, a representatividade e legitimidade acabam sendo os grandes fatores de sucesso nessa comunicação”, diz Pierri. Em relação às compras, 41% nunca compraram pela internet diretamente. E cerca de 61% deles conseguem receber um pedido na porta de casa, enquanto outros têm que pedir para que a entrega seja feita em algum ponto próximo. A pesquisa entrevistou 1.250 pessoas, de 16 a 78 anos, em favelas de todo o país de 6 a 17 de março de 2022. A margem de erro estimada é de 2,8 p.p. Fonte: Exame