Do Investment Banking à Inovação: O Papel da Captação na Construção da Nova Economia

Por Gabriel Prats* Durante anos, atuei em bancos de investimento globais, estruturando transações complexas que movimentaram bilhões de dólares e moldaram setores estratégicos da economia. Essa experiência me permitiu enxergar de perto um aspecto fundamental da inovação: nenhuma ideia, por mais transformadora que seja, prospera sem acesso a capital. O ecossistema de inovação é movido por ciência, mas sustentado por finanças. Startups e scale-ups enfrentam um caminho árduo para transformar descobertas em negócios sustentáveis, e é nesse ponto que a expertise em captação de recursos e estruturação financeira faz toda a diferença. Ao longo da minha trajetória, percebi que há três fatores críticos para o sucesso na intersecção entre finanças e inovação: Clareza na tese de investimento – Investidores precisam compreender rapidamente o problema que a empresa resolve, o tamanho do mercado e o diferencial competitivo. Traduzir ciência em uma narrativa de negócios sólida é um dos maiores desafios para empreendedores técnicos. Estruturação eficiente da operação – Transações bem-sucedidas exigem planejamento jurídico, regulatório e estratégico. Isso envolve desde a escolha do veículo societário até a forma de governança e compliance. Alinhamento entre investidores e fundadores – Mais do que dinheiro, investidores aportam visão, rede de contatos e capacidade de execução. O “capital inteligente” é o que acelera empresas inovadoras para além das fronteiras locais. Hoje, na Nortian Biotech, coloco em prática esse aprendizado. Ao lado do time de cientistas e engenheiros, ajudo a traduzir tecnologia em projetos que dialogam com o mercado de capitais, atraem investidores estratégicos e conquistam o apoio de governos locais. Recentemente, conquistamos investimentos significativos e apoio institucional nos Estados Unidos para expandir nossa capacidade produtiva e gerar empregos em setores de alta tecnologia. Esse movimento deixa clara uma mensagem: inovação só se sustenta com a ponte entre ciência e finanças. O Brasil, com sua base científica robusta e vocação empreendedora, tem uma oportunidade única de ocupar uma posição de protagonismo global nesse cenário. O desafio é criar um ambiente que una empreendedores, investidores e formuladores de políticas públicas em torno de um objetivo comum: transformar conhecimento em impacto econômico, social e ambiental. Assim como aprendi nos bancos de investimento e agora vivencio no empreendedorismo em biotecnologia, sei que o futuro será construído por aqueles que dominarem essa arte: mobilizar capital para acelerar inovação. *Gabriel Prats é formado em Administração pela FGV e possui experiência prévia em Investment Banking, com passagens pelo Credit Suisse e Morgan Stanley.
Excelência Operacional na Indústria Farmacêutica, Um Caminho Estratégico para a Performance Sustentável

Por Luiz Girard Governança de Processos como Alavanca Estratégica A gestão orientada por processos não é apenas uma ferramenta da qualidade; é uma capacidade empresarial. Em diversas organizações de diferentes setores — da indústria farmacêutica à foodtech e tecnologia médica — liderei esforços para arquitetar e formalizar fluxos críticos que regem as operações de ponta a ponta, desde o fornecimento e logística de entrada até a distribuição final e aprovação regulatória. Essas estruturas permitiram não apenas padronização e agilidade, mas também total transparência durante auditorias de terceiros (ex.: FDA, ANVISA, EFSA). Quando os KPIs estão incorporados à rotina diária e aos sistemas de gestão visual, a responsabilidade sai do papel e se torna prática. Times de alta performance prosperam com clareza — e a clareza começa com disciplina de processo. Certificações: De Obrigação Regulatória a Vantagem Competitiva Alcançar certificações globais como ISO 9001, FSSC 22000, GMP e Halal vai além de uma exigência regulatória — é um investimento estratégico. Conduzi jornadas completas de certificação e recertificação em empresas com ambições internacionais, alinhando especificações técnicas com metas de negócios e maturidade operacional. Quando integradas ao DNA organizacional, as certificações se tornam vetores de cultura. Elas reduzem a variabilidade, institucionalizam as melhores práticas e aumentam a atratividade da empresa nas cadeias globais de fornecimento. A conformidade, quando gerida proativamente, se torna um motor de valor — não uma limitação. Cultura Kaizen: Melhoria Contínua com ROI Mensurável A aplicação de metodologias Lean Manufacturing e Kaizen em equipes multidisciplinares gerou consistentemente resultados expressivos em OEE(Eficiência Global dos Equipamentos), redução de lead time e aumento da produtividade. Em um dos casos, nossa equipe melhorou a eficiência de uma máquina crítica em 5% e eliminou 80% dos gargalos de layout por meio de eventos Kaizen estruturados. Ao contrário do senso comum, Kaizen não é sobre grandes ideias — é sobre disciplina contínua. A inovação incremental, incorporada ao ritmo operacional, é o que torna a excelência duradoura. Os melhores sistemas são aqueles que sobrevivem às transições de liderança — e isso exige enraizamento cultural. Liderando a Transformação Digital das Operações A Indústria 4.0 não é uma tendência — é uma necessidade. Implementei plataformas digitais de manufatura como MES (Manufacturing Execution Systems), manutenção preditiva via IoT (ex.: Tractian), e dashboards em tempo real que integram qualidade, produção e logística. Essas ferramentas reduzem o tempo de inatividade, aumentam a rastreabilidade e aceleram a análise de causa raiz. No entanto, ferramentas digitais sozinhas não geram transformação — equipes empoderadas sim. A tecnologia amplifica aliderança; não a substitui. Quando combinada com uma base operacional sólida, a digitalização se torna um multiplicador de força. Da Execução à Estratégia: O Papel da Liderança A transformação operacional exige mais do que ferramentas técnicas — exige liderança estratégica. Ao longo da minha carreira, atuei como COO e CEO em contextos onde a performance industrial estava diretamente ligada a resultados de negócios, como prontidão para M&A, expansão de mercado e credibilidade da marca. Em todos os ambientes — seja em uma startup escalando uma tecnologia de neuromodulação, ou em uma planta industrial tradicional buscando recertificação GMP — os princípios da excelência operacional permanecem válidos: clareza de propósito, responsabilidade em todos os níveis e execução incansável. Considerações Finais O futuro da fabricação farmacêutica e de ingredientes está na interseção entre excelência de processos, agilidade digital e liderança multifuncional. As operações devem evoluir de centros de custo para centros de valor. Excelência não é um destino — é um hábito, formado por disciplina, estratégia e cultura. Sobre o Autor Luiz Girard é um executivo industrial com mais de 30 anos de experiência em operações, cadeia de suprimentos, reestruturação de negócios e liderança estratégica em multinacionais e startups. Sua trajetória abrange setores como farmacêutico, dispositivos médicos, foodtech, soluções ambientais e manufatura. Atuou como CEO e COO de organizações de alto impacto, liderando projetos transformacionais em ambientes altamente regulados com ganhos mensuráveis em eficiência, conformidade e expansão de mercado. É certificado como Six Sigma Black Belt, Engenheiro de Processos Kaizen e vencedor do prestigiado prêmio TPM concedido pelo JIPM do Japão. Girard possui formação em Administração de Empresas e Engenharia Industrial pela Universidade de São Paulo, além de ter realizado treinamentos executivos com líderes globais como C.K. Prahalad e Peter Drucker. Fluente em inglês, italiano e espanhol, liderou projetos internacionais em toda a América Latina e Europa. Além da atuação corporativa, presidiu associações setoriais influentes como o Instituto Paulista de Excelência em Gestão (IPEG) e a ABETRE, promovendo a excelência operacional, governança corporativa e sustentabilidade. Seu histórico combina visão estratégica com execução prática, entregando consistentemente excelência operacional em ambientes complexos e de alta exigência.
Artigo do Empreendabilidade engaja discussão sobre inovação em Salvador a partir de benchmark brasileiro

“Salvador tem todo o potencial para acelerar inovação e fazer uma transformação digital de 40 anos nos próximos 4”, conclui o artigo de Ricardo Meireles, fundador do Empreendabilidade, publicado no Startups.com.br. Para o pesquisador, que aponta que a jornada de inovação de cidades passa por 5 fases, Salvador está na terceira etapa da jornada de transformação digital. A cidade possui uma estrutura institucional consolidada, com órgãos e programas de fomento à inovação, além de uma infraestrutura operacional que inclui iniciativas como o Hub Salvador, o Parque Tecnológico, e o SENAI-CIMATEC. O governo municipal, em parceria com o Sebrae, o governo Estadual e outros atores desempenha um papel importante na construção de um ecossistema de inovação. Para avançar à próxima etapa, a sugestão do Empreendabilidade é de seguir estratégias já testadas e aprendidas por outras cidades, como Florianópolis. Os próximos passos seriam: Realizar eventos transformadores: Criar um evento de referência que conecte Salvador ao ecossistema nacional de inovação, como foi o Startup Weekend para Florianópolis, atraindo players de destaque. Ativar espaços e recursos existentes: Ampliar a utilização de hubs e parques tecnológicos, promovendo eventos recorrentes, competições de startups e iniciativas colaborativas, com ampla divulgação midiática para gerar engajamento. Fortalecer relações com o mercado: Estabelecer parcerias estratégicas com aceleradoras, fundos de investimento e empresas consolidadas, desenvolvendo soluções direcionadas para setores chave. Elevar relevância nos rankings: Melhorar indicadores de inovação e promover casos de sucesso locais para aumentar a visibilidade da cidade como um polo tecnológico. Descentralizar a educação digital: Investir em formação de empreendedores locais, incentivando o desenvolvimento de startups, ensino de habilidades como programação e growth, e soluções práticas para problemas reais. Essas ações criariam uma abertura para investimentos e novos negócios, além de colocar Salvador no radar do ecossistema nacional e internacional. Contudo, o maior obstáculo é a questão cultural. Implementar uma mentalidade empreendedora e inovadora entre a população é um processo lento, mas essencial para garantir o sucesso sustentável das ações propostas. No caso de Florianópolis, o cenário era parecido: a economia tradicional e pouco voltada à inovação se transformou em um case para municípios que buscam fomentar o empreendedorismo e a tecnologia. Segundo Meireles, as fases são: Gatilho inicial: A base da mudança foi lançada com a oferta de cursos de tecnologia, formando os primeiros profissionais da área. Estruturação institucional: Organizações como ACATE e CERTI passaram a liderar iniciativas de inovação, conectando governo, empresas e sociedade. Infraestrutura operacional: Foram criadas estruturas funcionais, como hubs de tecnologia e espaços para eventos, evitando desperdício de recursos. Atração do ecossistema: Eventos, incentivos fiscais e parcerias tornaram a cidade convidativa para empreendedores e investidores. Consolidação: Finalmente, Florianópolis passou a ser reconhecida nacional e internacionalmente como um polo de startups. “Florianópolis abriu o caminho. Para outras cidades, agora é seguir o playbook”, finaliza. Leia o artigo original aqui: https://startups.com.br/artigo/o-caso-florianopolis-um-playbook-para-cidades-acelerarem-a-inovacao/
Digitalks Expo 2023 vai reunir os principais nomes do universo digital

No dinâmico cenário atual, onde a tecnologia e a inovação moldam o futuro dos negócios, estar atento às demandas do mercado e estabelecer conexões sólidas são fatores cruciais para o sucesso empresarial. E nesse contexto, o Digitalks Expo.23 surge como uma oportunidade única para mergulhar no universo digital, ampliar horizontes e transformar a maneira como empresas e profissionais encaram os desafios contemporâneos. Considerado o principal evento de negócios do Universo Digital do país, o Digitalks Expo está preparado para surpreender e inspirar em sua mais nova edição. Em sintonia com os maiores eventos digitais da Europa, ele não apenas traz o que há de mais atual e relevante no cenário digital, mas também oferece uma experiência envolvente e integrada ao mercado global. Neste ano, será realizado nos dias 23 e 24 de agosto, no renomado São Paulo Expo. Com uma programação intensa, o evento oferecerá uma gama diversificada de atividades que prometem abalar as estruturas do conhecimento convencional. Auditórios repletos de conteúdos valiosos, espaços de negócios ocupados pelas principais empresas do setor e a presença marcante dos maiores formadores de opinião e especialistas – tanto do cenário nacional quanto internacional – garantem uma imersão completa e enriquecedora. O calendário do Digitalks , por sua vez, é meticulosamente elaborado para abranger todas as necessidades e expectativas. No primeiro dia, 23 de agosto, a abertura do credenciamento começa às 7h30, preparando o terreno para um dia repleto de insights e aprendizado. Das 9h às 18h, os auditórios estarão abertos para mergulhar fundo nos tópicos mais urgentes do mundo digital, enquanto a área de negócios convida à exploração de soluções inovadoras e à construção de relações estratégicas. E para finalizar em grande estilo, um happy hour das 18h às 20h proporcionará um ambiente descontraído e propício ao networking dos participantes. Já no segundo dia, 24 de agosto, a programação se repete, com a abertura do credenciamento às 7h30, seguida pela oportunidade de absorver mais conhecimento nos auditórios e interação com os expositores na área de negócios. A noite promete ser marcante com a Cerimônia do Prêmio Profissional Digital ABRADi Digitalks, reconhecendo os destaques da indústria digital. E para encerrar em grande estilo, a aguardada DigiParty, uma festa que já se tornou tradicional no evento, proporcionará uma noite de celebração e descontração. A expectativa é receber um público de mais de 9 mil participantes em uma área de 15 mil metros quadrados. Essa impressionante dimensão reflete a magnitude do evento, que contará com mais de 120 expositores, 370 palestrantes e um total de 16 trilhas de conteúdo, cada uma abordando um aspecto específico e crucial do universo digital. Palestrantes e últimos ingressos disponíveis O time de palestrantes escalado para o evento é uma constelação à parte, tendo estrelas que brilham nos céus do mundo dos negócios. Nomes como Marcelo Claure, chairman da LATAM; Daniela Okuma, diretora-geral de negócios do TikTok no Brasil; Daniel Wakswaser, VP de marketing da Ambev; e Martha Gabriel, escritora de best seller & keynote speaker estarão presentes para compartilhar suas visões, experiências e insights. Fonte: Com informações do Portal IG
Grandes empresas do mercado marcam presença no Startup Summit 2023
A sexta e maior edição do Startup Summit, que acontece na capital catarinense a partir de hoje (23), contará com a presença de diversas empresas nacionais e internacionais que buscam estreitar o relacionamento com startups. Realizado pelo Sebrae, ACATE e ACIF, o evento é uma grande oportunidade para criar relações entre os players do ecossistema de inovação e startups e as corporações. Líder mundial na produção de aço e um dos maiores em mineração, o Grupo ArcelorMittal estará presente durante o Startup Summit 2023. O Grupo, que tem como objetivo ao longo do evento se conectar com startups principalmente dos segmentos indtechs, logitechs e health techs. De acordo com Lincoln Rezende, gerente que está a frente do Programa de inovação iNO.VC da ArcelorMittal, a empresa, que busca Inovação Aberta, espera encontrar colaboração e conexão com agentes do ecossistema, além de conteúdos de alto nível e forte networking. “Estamos sempre em busca de parcerias e colaboração com startups para processos de inovação aberta frente aos nossos desafios da indústria”, afirma. Além disso, o Grupo também quer contribuir com insights relevantes sobre como a tecnologia pode ser uma forte aliada no setor industrial. “Queremos mostrar como acelerar a transformação digital na indústria, já que é um setor tradicionalmente mais conservador e com menor apetite ao risco”, destaca Lincoln. A Bayer, empresa líder em ciências da vida e inovação que acaba de completar 160 anos, marcará presença no evento levando o conhecimento de uma empresa madura associado à constante busca por inovar e se manter como líder de mercados impactantes para a vida das pessoas. Para a gestora de Relacionamentos na Liga Ventures e Community Manager da Bayer no Cubo Itaú, Danielle Leonel, o Startup Summit é uma oportunidade única para colaborar e explorar novas parcerias que podem impulsionar a inovação nos setores de saúde e nutrição. A gestora destaca que a empresa busca mentes criativas por trás de startups inovadoras, principalmente as health techs que atuem com os temas de awareness, disseminação de informações e prevenção; desenvolvimento de exames, diagnósticos e tratamentos; inovações em terapias e abordagens de tratamento; modelos de negócios voltados para alternativas de tratamento; e soluções que facilitem a adesão e continuidade nos processos de tratamento. De acordo com Danielle, o principal interesse da Bayer durante o Startup Summit é o de compreender as tendências emergentes no ecossistema de startups. “Acreditamos que o Startup Summit nos permitirá fortalecer nossa rede de contatos, identificar tendências emergentes e descobrir tecnologias que se alinhem com nossos valores e objetivos. Esperamos encontrar parceiros em potencial que possam colaborar conosco no desenvolvimento de soluções transformadoras”, afirma. Outra grande corporação também estará pela primeira vez em Florianópolis para o evento. Trata-se da Lojas Renner que, guiada pelo propósito de ser um ecossistema de moda e lifestyle mais sustentável, responsável e inovador, busca se conectar com startups que contribuam para que a empresa seja referência em uma moda mais responsável. Além disso, também espera se conectar com soluções que acelerem as iniciativas de omnicanalidade. “Um dos nossos objetivos no evento é fortalecer a conexão com as startups, identificando soluções inovadoras que possam contribuir com o nosso negócio de diferentes formas. Também buscamos estreitar relacionamento com todo o ecossistema de inovação, compartilhando nossas iniciativas e aprendendo com os demais agentes”, afirma Analu Partel, gerente geral de Novos Negócios das Lojas Renner. Para o evento, que acontece com o apoio da plataforma Sebrae Startups, a Lojas Renner levará times da área de Inovação Aberta da companhia, do fundo de Corporate Venture Capital (CVC), RX Ventures, além de líderes de diferentes áreas. Analu destaca: “Queremos valorizar talentos e reforçar o nosso compromisso em desenvolver um mindset inovador. A partir do ponto de vista de uma corporação, queremos compartilhar como nos estruturamos para que a inovação aberta se consolide como uma alavanca relevante da nossa estratégia de ser o maior ecossistema de moda e lifestyle da América Latina, seja considerando parcerias comerciais ou de investimento”. Serviço: Startup Summit 2023 Data: 23, 24 e 25 de agosto Onde: Centrosul (Av. Gov. Gustavo Richard, 850 – Centro, Florianópolis — SC) e online (palestras da plenária) Informações no site do evento; Fonte: assessoria de imprensa
Conheça os novos recursos do WhatsApp Business para os pequenos negócios

Novidades nos anúncios e listas de transmissão personalizadas são as apostas recém-lançadas pelo aplicativo A pandemia de Covid-19 mudou para sempre os hábitos de consumo dos brasileiros. Mesmo passados mais de um ano do fim das medidas de isolamento social e plena retomada da economia, o fato é que nenhum empreendedor que pretende abrir o próprio negócio pode descuidar das estratégias digitais. Estar conectado e capacitado para usar as novidades tecnológicas é uma das necessidades das micro e pequenas empresas. Entre essas ferramentas está o WhatsApp. A Meta, empresa controladora das plataformas do Facebook, Messenger, WhatsApp e Instagram, tem apostado em uma série de melhorias do WhatsApp Business, app de conversas voltado a empresas. “A ferramenta já ultrapassou 200 milhões de usuários e recebeu recentemente dois novos recursos, que contribuem para ações de divulgação e relacionamento dos pequenos negócios”, reforça a especialista em Mercados e Transformação Digital do Sebrae Janaína Camilo. Uma das novidades é a funcionalidade que permite criar “anúncios de clique” no Facebook utilizando o WhatsApp Business. Os anúncios publicados pela empresa são acessados pelos usuários do Facebook que, por meio de um botão no próprio conteúdo divulgado, são redirecionados diretamente ao WhatsApp Business para atendimento. Na prática, quando os usuários clicarem em algum anúncio, será aberta uma conversa no WhatsApp para que os clientes tirem dúvidas sobre os produtos e efetuem compras. Com isso, deixa de ser obrigatório ter uma conta no Facebook dedicada a esse fim, e as empresas interessadas na função precisarão apenas cadastrar endereço de e-mail e método de pagamento. Para Janaína, esse recurso beneficia os pequenos negócios, que normalmente não conseguem ter presença digital em vários canais. “A novidade possibilita uma maneira mais simples para anunciar seus produtos e serviços, permitindo alcançar uma base mais ampla de clientes”, ressalta a analista. Outra função que está em fase de testes e deverá ser disponibilizada em pouco tempo, são as listas de transmissão personalizadas. Essa funcionalidade possibilitará às empresas automatizar o envio de lembretes, informes sobre promoções e felicitações por datas especiais para o cliente. Será possível ainda incluir botões de call to action, agendar os disparos das mensagens ou enviá-las instantaneamente. “As novas funcionalidades certamente irão contribuir para que as pequenas empresas aprimorem o relacionamento com seus clientes e alcancem melhores resultados de conversão de venda”, conclui Janaína. Já sabe como utilizar o WhatsApp Business? Basta seguir alguns passos simples. Baixe o aplicativo Whatsapp Business, que é diferente do aplicativo de mensagens comum (Whatsapp); Confirme o número de telefone, e permita o acesso aos contatos e fotos; Crie um perfil comercial da empresa, e adicione as informações importantes sobre a empresa, como endereço e horário de funcionamento.
Pequenos negócios mostram que a inovação está ao alcance de empreendimentos de qualquer porte

Sem apelar para grandes mudanças tecnológicas ou dispendiosas, a Neo Soul e a Solutio Indústria Química conseguiram saltar de nível e de faturamento Em 2021, Adriano Salvador decidiu buscar o Sebraetec para melhorar o layout produtivo da Neo Soul, sua empresa de comunicação visual, fundada em 2004, em São Paulo. O que ele não esperava era que o programa transformasse também o seu próprio conceito de inovação. “Antes, quando eu pensava em inovar, era sempre algo extraordinário, ligado à tecnologia. Depois, enxerguei a inovação quando consegui atingir resultados melhores com praticamente o mesmo recurso que eu tinha antes”, argumenta o empreendedor. Adriano conta que, antes do Sebraetec, ele mesmo comandava a parte de relacionamento e captação de clientes, pois a empresa não tinha um setor comercial estruturado. “Consegui montar uma estratégia de vendas, um departamento comercial, com atendimento, qualificação e hoje conto com cinco funcionários só nessa área. Hoje, meu pessoal tem uma meta de vendas, tem números e métricas”, comemora. O Sebraetec é uma solução oferecida pelo Sebrae que conecta micro e pequenos negócios a inovações que potencializam seus resultados. Desde 2012, o programa proporciona consultorias individualizadas para entender e indicar a melhor solução de inovação para cada negócio. A iniciativa programa tem como objetivo levar inovação para as micro e pequenas empresas por meio da indicação de prestadores de serviços e soluções, aumentando a competitividade desses negócios no mercado. Melhoria contínua As melhorias na Neo Soul não param e o empresário já vislumbra inovações para garantir ainda mais produtividade para o negócio, que atualmente tem 18 funcionários em seu quadro. Entre elas, ele pretende substituir todos os computadores de mesa por notebooks, por exemplo. Outra mudança foi implantar um programa de melhoria contínua onde, todo mês, o funcionário faz um relato sobre o que pode avançar dentro da empresa. “O colaborador expressa o problema e já sugere a solução”, explica Adriano. Foi ouvindo os colaboradores que o empresário instalou um ar-condicionado e uma pequena biblioteca no refeitório, além de trocar as cadeiras antigas do escritório por outras mais confortáveis. “Melhorar tem de ser uma constante, quando a gente chega na zona de conforto é um perigo. Isso eu aprendi com o Sebrae”, revela o empreendedor de 39 anos. Parceiro antigo de inovação Também em São Paulo, mas em Indaiatuba, a Solutio Indústria Química foi outro empreendimento que contou com atendimento do Sebraetec. Há seis anos no mercado, o negócio atua no segmento de artigos para produção e manutenções industriais, com destaque para proteção de cabine de pintura. A proprietária Paula Cardoso reitera que o Sebrae é parceiro antigo e que ela já teve acesso a três consultorias do Sebraetec. “A consultoria de Design Thinking desenhou e montou a jornada do cliente. Nós vimos, por exemplo, os pontos críticos no atendimento e fizemos o planejamento das ações. A consultoria de modelação de processos foi importante para acharmos as lacunas que existiam nos nossos processos nas interfaces. Também tivemos uma consultoria para desenvolver o aplicativo de diagnóstico. Por meio dele, a gente agiliza o processo entre entender a necessidade do cliente e entregar o produto ideal”, explica. O negócio não fechou na pandemia, mas, logo no início do período de isolamento, o faturamento caiu um pouco com a falta dos insumos e com o aumento de preço de muitos deles. Entretanto, pouco depois, em 2021, a empresa voltou a crescer. Paula relata que a parceria com o Sebrae a ajudou a atravessar pela fase inicial da pandemia. “Foi bem na época das consultorias e cursos do Sebrae. Foram iniciativas que ajudaram a valorizar mais o potencial da Solutio e o meu, de gestora, que tive de olhar para o futuro sem deixar a peteca cair.” Congresso Internacional de Inovação da Indústria “Os casos bem-sucedidos da Neo Soul e da Solutio Indústria Química ilustram o papel essencial que a inovação cumpre nos pequenos negócios e mostram que é possível inovar em todo tipo de empreendimento, independentemente do porte, gerando aumento de renda”, destaca o presidente do Sebrae Décio Lima. Empreendedores de todo o país e interessados no tema podem se aprofundar nas tendências do mercado no mais importante evento de inovação da América Latina: o Congresso Internacional de Inovação da Indústria. O evento, promovido pelo Sebrae e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), será realizado nos dias 27 e 28 de setembro, no São Paulo Expo. O tema desta décima edição será a ecoinovação.
Fundo nacional destinado à inovação terá R$ 9,9 bilhões para investimentos em 2023

Empresários e integrantes do governo celebraram recomposição do FNDCT Lideranças da indústria e integrantes do poder público celebraram a recomposição integral dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), principal fonte de financiamento à inovação do país. O tema foi tratado nesta sexta-feira (19), durante a reunião do Comitê de líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), realizada no escritório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo, na qual foi apresentada agenda baseada em políticas orientadas por missões para projetos de ciência, tecnologia e inovação (CT&I). Editada no fim do ano passado, a medida provisória que previa o bloqueio de parte expressiva do FNDCT perdeu a validade este mês. Somando-se a isso, o governo sancionou na semana passada a Lei 14.577/23, que cria um crédito suplementar de R$ 4,18 bilhões para investimento em CT&I, recompondo integralmente os R$ 9,9 bilhões disponíveis para investimentos do fundo em 2023. O secretário-executivo do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luís Manuel Rabelo Fernandes, avalia que a ampliação das verbas do FNDCT disponíveis para empréstimos favorecerá a agenda de pesquisa e inovação. “Trago uma mensagem de otimismo, esperança e confiança. Preciso destacar a recomposição e liberação integral dos recursos do FNDCT, que volta com força total em 2023. Estamos numa confluência positiva para efetivamente promovermos a inovação no país”, afirmou. O presidente do Sebrae, Decio Lima, explicou que a inovação precisa ser um instrumento de transformação. “O Sebrae é um sistema que representa uma das maiores incubadoras de inovação do país e, quem sabe, do mundo. A inovação não trata apenas da força tecnológica, o processo de inovação precisa ter uma definição mais clara, com a manutenção do ecossistema. Inovar significa melhorar a vida de todos, precisamos refletir sobre isso”, explicou. Décio Lima enumerou ações que a entidade vem desenvolvendo em prol da inovação. “Estamos em 170 ecossistemas de inovação em todo o Brasil, em 4.700 municípios. Acredito que esse debate da inovação desenhará o futuro das nossas vidas e o legado que deixaremos para o país”, afirmou Lima.
“Onde há problema, há oportunidade”: Carol Gilberti, da Mubius

Empreender é desafio, resiliência e estratégia. No Brasil, o cenário do empreendedorismo tem se mostrado cada vez mais explorado pela necessidade, uma vez que os microempreendedores individuais (MEIs) representam quase 70% das empresas em atividade no país. Essas também são palavras de ordem no cotidiano feminino na nossa sociedade. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de mulheres empreendedoras no Brasil cresceu, chegando a 10,3 milhões, o que representa mais de 34% dos empreendedores do país. Uma dessas 10 milhões é Carol Gilberti. Entretanto, Carol não faz parte da estatística apenas como uma mulher empreendedora. À frente da Mubius WomenTech Ventures, a empresária mineira de BH incentiva, investe e projeta negócios de outras mulheres ao mercado com a primeira Women Tech do Brasil. As chamadas Venture Builders são organizações que atuam sistematicamente no desenvolvimento de outras empresas de base inovadora e tecnológica (startups) aportando seus próprios recursos. O panorama ainda é de uma presença feminina bastante tímida no universo das startups no Brasil – no mundo, também – com crescimento praticamente estagnado. Segundo o “Female Founders Report 2021”, há 10 anos, empresas de base tecnológica fundadas apenas por mulheres representavam 4,4% do mercado total. Hoje, o índice é de 4,7%, ou seja, crescimento ínfimo. Carol e a Mubius querem mudar o cenário. “A ideia dessa frente é trazer mulheres para esse ecossistema tão maravilhoso da inovação e tecnologia, alavancando cada vez mais startups de impacto para o universo feminino e que tenham soluções benéficas para o mundo e economia”, conta a empresária. Esposa, mãe e com uma história de vida que vai do Texas a São Paulo, Carol já quis ser atriz de Hollywood, mas encontrou um propósito na comunicação, cursando jornalismo na PUC-MG. “Mulheres empreendedoras têm desafios e batalhas particulares diárias. Isso, independentemente de estarem começando ou no topo da pirâmide. Estamos constantemente lutando contra síndrome da impostora e buscando a desconstrução de várias questões genéticas, cultuais e sociais que fazem parte do dia a dia da mulher”, relata. A empresária ainda aponta caminhos nos quais existem horizonte de crescimento e lastro para startups investirem no Brasil. “Onde há problema, há oportunidades. É assim que a inovação enxerga e o Brasil é um oceano de oportunidades. Seja na economia, no setor jurídico, sustentabilidade, social. Educação, startups a educação, são inúmeros desafios”, completa. Recheado de vivências, bom humor e insights sobre empreendedorismo, o papo completo com Carolina Gilberti esta disponível no Youtube e Spotify do Empreendabilidade.
Aceleradora Strive busca empreendedores fora de série (e com a terapia em dia)

O empreendedor paulistano Eduardo Casarini montou, ao lado da mãe e dos irmãos, um dos primeiros e-commerces do Brasil: a Flores Online, aberta em 1998 e vendida em 2012 para a americana 1-800-flowers e o fundo BR Opportunities. Findo o envolvimento no negócio de flores, Casarini passou um tempo fora do Brasil estudando inovação no MIT e em Harvard e, em paralelo, servindo de investidor-anjo ou conselheiro de startups brasileiras. Entre as startups de que foi advisor estão o Banco Neon e a Linus, de sandálias sustentáveis. Nesse meio tempo, recorreu à psicanálise para olhar para dentro de si em busca de respostas a questões pessoais e profissionais. A combinação das duas experiências deu a Casarini a ideia de montar a Strive, uma aceleradora descrita por ele mesmo como um negócio all-hands-on. Como é a filosofia da Strive Além de investir nas startups em estágio embrionário ou inicial, a vontade dos sócios da Strive é dedicar tempo aos novos negócios, apoiando ativamente os fundadores — inclusive no apoio a dilemas existenciais deles. Além de Casarini, são sócios da aceleradora: Patrícia Toledo, executiva com passagens por Santander, Contabilizei e consultorias feitas para Google, Facebook, entre outros Tiago Galli, um dos fundadores do banco C6 e investidor-anjo desde 2015 “Nossa proposta é oferecer apoio de verdade para o empreendedor e seu time, em cinco reuniões mensais, durante 24 meses, discutindo temas e os dilemas à medida em que eles aparecem”, diz Casarini. O foco da Strive são empreendedores com boas ideias ou startups com produto na rua e clientes pagantes, e em busca de validação do modelo de negócios. O programa de aceleração desenhado pelos sócios da Strive prevê duração de 24 meses e, por meio de parceiros estratégicos, aporte financeiro de até 2 milhões de reais. A ideia é apoiar startups em fase pré-seed e seed e ser o primeiro investimento institucional do empreendedor. Como contrapartida pelo tempo investido, a Strive ficará com uma participação de 10% do negócio. O modelo de negócio da Strive prevê, ainda, uma comissão nos casos de sucesso no “match” entre o empreendedor apoiado e os fundos de venture capital. Que negócios a aceleradora está de olho No radar da Strive estão negócios inovadores nas áreas de: E-commerce Software as a Service (SaaS) Serviços financeiros (FinTech) Recursos humanos (HRTech) Educação (EdTech) Saúde (HealthTech) A busca é por um produto ou modelo de negócio com potencial de ser escalável, com proposta de valor clara e que tenta resolver um problema para um mercado relevante. É importante também que a ideia de modelo de negócio seja sustentável e a postura da liderança empreendedora. “Temos ainda um olhar para um aspecto pouco abordado, mas crucial na nossa perspectiva: queremos empreendedores atentos ao cuidado com a sua saúde mental, porque é o que permite a atitude para fazer acontecer”, diz. O prazo de envio da aplicação deste primeiro ciclo é 31 de março de 2023, quando três startups serão selecionadas. A meta da Strive é selecionar 15 startups para investir e acelerar até o início de 2024, em ciclos de seleção que serão realizados a cada três meses. Veja aqui como é a inscrição. Fonte: Exame.com
Sebrae-SP leva empresários para a maior feira de varejo do mundo

NRF Retail’s Big Show é realizada todos os anos em Nova York e apresenta as principais tendências e novidades do setor varejista Um grupo de 30 empresários do Estado de São Paulo participa da missão organizada pelo Sebrae-SP para visitar a edição 2023 da NRF Retail’s Big Show, a maior feira de varejo do mundo e referência do setor, realizada anualmente em Nova York. A programação da missão inclui, além da participação no evento, visitas técnicas a empresas de sucesso no mercado americano. Durante a missão, que ocorre de 13 a 21 de janeiro, o empreendedor vai conhecer as novidades, tendências e estratégias usadas por importantes nomes do varejo. É uma ótima oportunidade para atualizar conhecimentos, se informar e trazer as ideias vistas em Nova York para o próprio negócio, ganhando assim competitividade no mercado local. Além da feira, a missão empresarial inclui três dias de visitas técnicas a lojas de destaque no varejo americano. No roteiro estão Harry Potter Store, a única loja oficial do mundo ligada ao personagem dos livros e cinema; The RealReal, especializada em itens de luxo, incluindo moda masculina e feminina, joias, relógios e artigos de decoração; Dyson Demo Store, que oferece produtos profissionais e tecnológicos para cuidados dos cabelos e Nordstrom, loja de departamentos com variadas opções de roupas, calçados de grife, cosméticos e artigos para o lar, Rio Supermarket, um supermercado brasileiro no Estados Unidos, entre outras. As visitas são guiadas por consultores do Sebrae-SP especializados em varejo e com ampla experiência em viagens desse tipo, que auxiliam os empresários a vivenciarem, na prática, conceitos que devem ser priorizados como inovação, exposição de produtos, experiência de consumo e tecnologia. Os empresários da missão participam ainda de um Hackaton de inovação sobre modelagem de negócios dedicado ao alinhamento do grupo com as ideias observadas durante a programação. É a oportunidade do grupo de encerrar a viagem com um plano para suas empresas desenhado com base no que extraíram no período em Nova York. As empresas participantes da missão à NRF 2023 são: Vila Nina, Dra. Cherie, Flex Mesas e Cadeiras, D&D Premium, Ourimadeiras, Beta Bozzani Arquitetura e Design, Grupo Mirandinha, Jéssica Cosméticos, Refrigerantes Poty, Sereia de Noronha, PlayPark, Depósito da Lingerie, Tokbothanico, Segredo Lacrado, Jobel Armarinhos, Feitiços, Xr Studio, Solid Systems, Arezzo & Spello, Doxo Tech, Mineirão Auto Latas e Onii Conveniência. Marcelo Dória, da Depósito da Lingerie, empresa de São Paulo especializada em moda íntima, viajou focado em ficar por dentro das novidades e levá-las para seu negócio e mesmo outros com quem tem algum relacionamento. “Minha expectativa é buscar as tendências e ‘tropicalizar’ isso, ou seja, não só aplicar na minha empresa, mas também compartilhar com outras para que sejam mais produtivas e rentáveis e, consequentemente, tragam um benefício maior, seja para os fornecedores, parceiros e a sociedade de um modo geral.” “Vim para buscar conhecimento, inovar e estar na frente”, afirma Rodrigo Belarmino, da Solid Systems, empresa de São Paulo que faz envidraçamento de sacadas de alto padrão. Fonte: Agência de Notícias Sebrae-SP
Cachaçaria aposta em bebidas com diamante por R$13 mil

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), entre janeiro e novembro desse ano, foram US$ 18,47 milhões exportados, o maior volume dos últimos 12 anos Uma bebida que surgiu no Brasil entre os anos de 1516 e 1532 e que além de conseguir se manter no terceiro lugar no ranking de destilados mais consumidos no mundo até hoje, tem conquistado cada vez mais outros países. Estamos falando da cachaça, bebida que bateu recorde de exportação em 2022, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac). Entre janeiro e novembro desse ano, foram US$ 18,47 milhões exportados, o maior volume dos últimos 12 anos. Além disso, no comparativo com o ano passado, houve um crescimento de 54,74% na exportação da bebida. O Brasil hoje conta com mais de 6 mil marcas de cachaças espalhadas por todo o país. E para conseguir o feito de se tornar um destilado respeitado mundo afora mesmo competindo com grandes marcas e bebidas clássicas, as marcas nacionais tiveram que apostar em inovação e receitas elaboradas. “Até então, quando o assunto era cachaça, as pessoas só pensavam em uma bebida industrializada e de baixo custo. Hoje, com a popularização das marcas artesanais, os consumidores tem um outro olhar sobre ela, e esse diferencial acabou atraindo consumidores de outros países”, explica o diretor da Weber Haus, Evandro Weber. A empresa localizada em Ivoti, no Rio Grande do Sul, existe desde 1848, mas foi quando os netos do criador da marca decidiram criar a marca Weber Haus, em 2001, é que o conceito de criação de uma cachaça mudou completamente. “Com a virada do milênio nossa ideia foi renovar tudo, mudar as embalagens, apostar em novas receitas e em uma nova forma de apresentar as bebidas”, pontua Weber. A mudança gerou frutos, e fez com que a empresa ganhasse o mercado internacional. Hoje, as cachaças da Weber Haus são comercializadas na Alemanha, Japão, Bélgica e Inglaterra. Um dos diferenciais da empresa foi apostar em cachaças como se fossem um artigo de luxo para colecionadores e até uma alternativa de investimento rentável. A cachaça Weber Haus extra premium 12 anos foi lançada em 2013, e além de ter sido envelhecida seis anos em barricas de carvalho francês e seis anos em barricas de balsamo, ela é vendida em uma luxuosa caixa customizada em edição limitada de apenas duas mil garrafas. “No ano em que ela foi lançada, ela custava R$700,00, e agora ela custa R$2.700,00, sendo comercializada no varejo por até R$3.600,00, ou seja, em nove anos, ela teve uma valorização de 520%”, explica Weber. Seu outro artigo cobiçado pelos amantes da cachaça é a Weber Haus Diamant 21 years old. Numerada em 1.000 garrafas, ela foi colocada nos melhores tóneis da marca em 2000, e só foi tirada em 2021. A bebida vem em uma garrafa no formato de diamante em um estojo de madeira espelhado. A versão com um diamante de 3,65mm incrustado na garrafa custa R$ 12.948,00 e a versão simples sai por R$ 8.948,00. A garrafa de número 0001 foi leiloada por R$66.948,00. Nova fábrica sustentável Com o objetivo de conseguir produzir o volume necessário para atender o mercado externo, a Weber Haus começou esse ano o projeto de uma nova fábrica na cidade de Ivoti. O investimento do projeto que deve levar aproximadamente 10 anos é de R$35 milhões. A nova fábrica será totalmente 4.0, automatizada, e com foco na sustentabilidade. “Nós utilizamos o bagaço, a palha e o caldo que sobra da destilação na produção de um composto que é utilizado como adubo na plantação da cana-de-açúcar”, explica Weber. Hoje, a Weber Haus costuma moer 12 toneladas de cana, e com esse novo projeto, vai ampliar mais 100 toneladas. Além do projeto da nova fábrica, esse ano, a Weber Haus decidiu criar o setor de inovação. Com o objetivo de evitar perdas ou prejuízos por conta de decisões precipitadas, a destilaria adotou uma ferramenta utilizada pela Nasa em seus projetos.
Transformação digital é questão de sobrevivência para negócios em manufatura

Reginaldo Ribeiro* A indústria de manufatura no Brasil vem perdendo participação no produto interno bruto (PIB). De acordo com o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), essa participação, que já foi superior a 25% nos anos 1980, caiu para pouco acima dos 10%, no início da atual década. A retomada da importância desse setor, tão amplo, passa por uma série de providências, entre elas de ordem da estrutura econômica e política do país. Mas há um componente imprescindível também: a transformação digital. É sobre ela que quero me ater agora. É, digamos assim, “minha praia”, a seara onde atuo. Na COGTIVE, startup da qual sou um dos fundadores e hoje ocupo o posto de CEO, desenvolvemos software para o chão de fábrica de plantas da indústria de manufatura. Atendemos o segmento farmacêutico, de cosméticos, de vestuário, de alimentos e bebidas, química e plástico, o eletroeletrônico e o automobilístico. A rotina e a experiência acumulada vivenciando essas atividades me permitem afirmar: a transformação digital não é mais um “diferencial”. Para negócios que lidam com manufatura, é questão de sobrevivência. Alguns países já se deram conta disso há pouquinho mais de tempo. Levantamento de três anos atrás da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) indicava que em países como Estados Unidos, Alemanha, Coreia do Sul e Israel a manufatura 4.0, isto é, com alto grau tecnológico nos processos produtivos, alcançava 15% de seus respectivos setores industriais, ao passo que no Brasil atingia 2%. É verdade que depois tivemos a pandemia de covid-19, que acelerou a digitalização em alguns setores, mas na indústria é ainda processo aquém do necessário. De modo que serei taxativo: a transformação digital passa a ser obrigatória. E, evidentemente, quando falamos em transformação digital não estamos nos referindo apenas à digitalização de processos, trâmites, operações, procedimentos. Tampouco da automação de máquinas e equipamentos. Estamos falando de um estágio em outro patamar. A transformação digital é investir em soluções em que a robotização, a inteligência artificial e mesmo a internet das coisas estejam presentes não por luxo, status, requinte, mas por necessidade. As inovações em tecnologias da informação e comunicação se tornam indispensáveis para que tenhamos processos mais ágeis, com menos desperdício, menos sujeitos a gargalos, interrupções, atrasos. As soluções que startups e outros empreendimentos em TI colocam no mercado vêm para atender essa necessidade. É bem verdade que esses avanços devem estar acessíveis às empresas. Isso inclui soluções que tenham operacionalização e manutenção simplificadas ao máximo, dentro da complexidade que as envolve. Aliás, por essas duas razões – a imprescindibilidade da transformação digital, e que esta se encontre ao alcance de todos – é que trabalhamos incansavelmente para combinar tecnologias disruptivas às interfaces de fácil utilização, ajudando nossos clientes a aumentar sua eficiência. Afinal, o investimento em mais linhas produtivas, em mais fábricas, só faz sentido e dá retornos à empresa e à sociedade se vier acompanhado de maior produtividade e eficiência. Nos tempos atuais, e em um futuro em curto e médio prazo, é a transformação digital o passo decisivo para se viabilizar as almejadas produtividade e eficiência. A mensagem que aqui transmito é válida a negócios de todos os portes. Por sinal, é outra barreira que devemos superar: transformação digital não é feita só para grandes corporações. Ao contrário. Até por dependerem sobremaneira de produtividade e eficiência, é que os empreendimentos de menor porte precisam incorporar soluções tecnológicas que proporcionem tais ganhos. Aliás, essas soluções podem estar sendo desenvolvidas mais perto do que se imagina. Não é preciso recorrer à importação de tecnologia para impulsionar a transformação digital de seu negócio. Assim como tantas startups brasileiras, a COGTIVE põe no mercado soluções reconhecidas no mundo. Tanto que, agora no final de 2022, estamos nos instalando em Chicago, Estados Unidos, para atendermos indústrias de lá. Ou seja, a manufatura brasileira pode e deve contar com o ecossistema tecnológico nacional para impulsionar sua transformação digital. Reginaldo Ribeiro é fundador e CEO da COGTIVE, startup brasileira que desenvolve softwares para aumento de produtividade das indústrias de manufatura através de inteligência artificial e internet das coisas
Think Tank britânico critica cortes de recursos para inovação de PMEs

A organização The Entrepreneurs Network, Think Tank que faz interface com o parlamento britânico em busca de uma legislação mais favorável ao empreendedorismo no Reino Unido, publicou nesta sexta-feira (6) na sua newsletter, à qual o Empreendabilidade teve acesso, uma carta criticando a falta de congruência entre a recente fala do primeiro-ministro Rishi Sunak e as medidas adotadas pelo governo em relação a inovação. O primeiro-ministro, anunciou as prioridades para 2023 na última quarta-feira (04) e um dos tópicos foi de que a inovação estaria no centro de tudo o que seria feito. “Deixe-me dizer por que a inovação é tão importante. Nos últimos 50 anos, foi responsável por cerca de metade do aumento de produtividade do Reino Unido. Novos empregos são criados pela inovação. Os salários das pessoas aumentaram com a inovação. O custo de bens e serviços reduzidos pela inovação. E grandes desafios como segurança energética e zero líquido serão resolvidos pela inovação. Quanto mais inovamos, mais crescemos. E o mundo está vendo uma onda incrível de mudanças científicas e tecnológicas. Então, agora, a maneira mais poderosa de alcançar um maior crescimento é garantir que o Reino Unido seja a economia mais inovadora do mundo.”, afirmou Sunak. Ele ainda disse que isso já está em andamento, com o aumento do financiamento público, aproveitamento de oportunidades do Brexit, garantia de que empresas empreendedoras e de rápido crescimento obtenham o financiamento que precisam para expandir, e com a maior disseminação de uma cultura de pensamento criativo e de se fazer as coisas de maneira diferente em todo o Reino Unido. Na carta, The Entrepreneurs Network reafirma que a fala está correta, contudo, apesar de os sucessivos governos terem se comprometido com investimentos em P&D, na Declaração de Outono o governo cortou os subsídios fiscais de inovação para empresas menores. A partir de abril, o crédito para empresas no regime PME será reduzido de 33,35% para 18,6%. Para os membros da associação, a retórica pró-inovação é forte, mas, a redução de subsídios é decepcionante. O pleito da entidade, mantida por instituições filantrópicas, escolas de negócio privadas e consultorias, é de acesso a mais investimentos. Uma das ferramentas seria aplicar recursos de fundos de pensão e outros investidores institucionais em empresas de tecnologia do Reino Unido. A carta do The Entrepreneurs Network ainda avalia o panorama global como incerto – com críticas à guerra da Rússia (“um líder mundial enlouquecido como o Putin”) e à pandemia da Covid – e o ambiente doméstico como difícil, com previsão de greves, recessão e impasse dos acordos comerciais pós-Brexit na Irlanda do Norte, considerando que eleições locais, que serão realizadas em maio, e que não se espera uma eleição geral até 2024. “Mas, no ano passado ninguém previu três primeiros-ministros. Mesmo sem eleição, a campanha vai começar a ganhar força”, diz o documento. Previsão de queda no PIB, baixa no mercado imobiliário e outras questões também podem impactar os pequenos negócios, lembra a Associação. Por fim, The Entrepreneurs Network reforça a cobrança por uma Ordem de Cavalaria – o reconhecimento maior da Coroa – que eleve o status de profissionais inovadores, empreendedores, engenheiros e cientistas. “A atual Ordem do Império Britânico falha em fazer isso, com em média apenas 6,7% dos prêmios sendo concedidos para essas atividades. Em vez disso, vai em grande parte para filantropos, funcionários públicos ou pessoas que já são famosas por esportes, atuação e música. Este ano caiu um pouco, para 6,2%. Ainda assim, é incrível ver Anisah Osman Britton, presidente do nosso Fórum de Inovação Inclusiva, e Alison Cork, membro do nosso Fórum de Fundadoras Femininas, ambas premiadas com um MBE. Ambos ricamente merecidos”, afirma.
Memento Mori – o empreendedor deve ter consciência da morte da empresa

Por Ricardo Meireles O medo da morte acompanha o ser humano a todo momento. O medo do fim da empresa, o empreendedor. Não é algo que a pessoa fique pensando: “posso morrer agora”. Mas, a vontade de viver – e lutar pela sobrevivência – é inerente a todo ser vivo. Se o ser humano nasce, cresce, se reproduz e morre, o que ele faz no meio desse percurso é que, de fato, dá valor à sua existência. No caso de uma empresa, isso seria o equivalente aos resultados que ela traz para a sociedade. A “morte” de uma companhia, no cerne da palavra, significa que ela se findou. Mas, uma das cabeças brilhantes do ecossistema de inovação no Brasil um dia me falou: “o empreendedor é aquele que tem a capacidade de sempre estar buscando a melhor forma de sua empresa sobreviver”. Claro, há exceções. Suicídios, negligências e ressurreições – como crimes de corrupção e má-conduta que certamente dariam errado, deram, e sempre vão dar. Mas, é certo que algumas mortes podem ser evitadas. Aqui entra o “memento mori”: a consciência e a reflexão de que o negócio pode acabar, como e o quê fazer para evitar isso. Ter o “memento mori” é direcionar a companhia para uma morte com sentido diferente do fim, mas parecido com o de não ser mais aquela companhia que se conhecia e se transformar em outra. Alguns casos emblemáticos de mortes empresariais poderiam ter tido outro destino se os sócios, fundadores ou os gestores tivessem tido o “memento mori”, consciência de que o negócio poderia morrer. Esses exemplos são comumente citados para ilustrar a necessidade de inovação nas empresas. Não seria inovação apenas um elemento necessário na vida de uma companhia? No caso da Kodak, por exemplo, – sendo bastante crítico -, não tinha uma pessoa sequer que pudesse dizer: “olha, está acontecendo isso. Se não nos atualizarmos, vamos acabar”. Mas, olhar o futuro do passado do ponto de vista do presente é fácil. O que nos leva, de novo, à relevância de se ter consciência da morte. Acompanhando as diversas lives e podcasts disponíveis nas redes sociais com entrevistas de grandes nomes, já ouvi de mais de um empresário que a experiência em situações de crise é muito valiosa para um empreendedor (ou founder, no caso de startups). O cidadão nesta posição, um tomador de riscos com a vontade e a responsabilidade de fazer o negócio dar certo, tem que estar de olho no que pode ameaçar a vida da sua empresa. Geralmente a morte empresarial não acontece de repente. Ela é lenta, quase que premeditada (de novo, não temos a pretensão de julgar histórias do passado que não tiveram um bom futuro a partir do ponto de vista do agora). Isso só significa que a empresa tem a obrigação de se transformar, inovar, mudar, se unir, se vender, para sobreviver. Uma companhia não tem data de vencimento como o ser humano. Mas, como ele, a consciência da sua morte pode significar uma vida mais longeva e valiosa. Ricardo Meireles – Publisher do Empreendabilidade É consultor e estrategista de conteúdo, gestão de conhecimento e relações com stakeholders. Comunicador pela UNIFACS (2002), especializado em Estratégia e Planejamento (Miami Ad School/2017), em Economia (FGV/2018) e certificado em Branding (Insper/2018). Também é sócio-fundador da Pandora Comunicação.
Sebrae e Maturi lançam programa para startups criadas por 50+

O Silver Startup, lançado pelo Sebrae–SP e Maturi, é um programa que irá apoiar o desenvolvimento e crescimento de startups fundadas por empreendedores com mais de 50 anos por meio da conexão com mentores. Foram selecionadas 30 companhias de empreendedores do estado de São Paulo que já têm um negócio, um projeto ou ideia para começar uma startup e buscam apoio de especialistas em diversas áreas para validar, testar, melhorar e crescer. “Cerca de um quarto da população brasileira tem mais de 50 anos. Daqui 20 anos, mais de 40% da população terá mais de 50 anos. É um mercado enorme para ser atendido e nada melhor do que pessoas com mais de 50 anos para atender esse público que elas fazem parte. E o Sebrae com a Maturi dará todo o apoio para o desenvolvimento dos negócios promovendo mentorias e conexões”, destaca Wilson Poit, diretor-superintendente do Sebrae-SP. “Começamos como uma plataforma de vagas para pessoas com mais de 50 anos, mas desde o começo falamos sobre empreendedorismo para o nosso público. E ninguém melhor do que o Sebrae para unir forças e lançar um programa para impactar cada vez mais pessoas”, ressalta Mórris Litvak, fundador e CEO da Maturi, plataforma que reúne oportunidades de trabalho, desenvolvimento pessoal, capacitação profissional, empreendedorismo e networking. O Silver Startup Lab terá duração de seis meses e começa com um diagnóstico, já que o negócio pode estar na fase de ideação até em busca de investimento para escalonar, por exemplo. Os participantes terão mentorias com experts do mercado; acompanhamento das necessidades e próximos desafios; participação em eventos, como a feira de startups CASE e a Maturi Fest, maior festival de trabalho e empreendedorismo 50+ da América Latina; e conexão com outros programas e eventos do Sebrae for Startups, posicionamento do Sebrae-SP dedicado ao ecossistema de inovação paulista. O encerramento será realizado em dezembro com um DemoDay, para apresentação dos negócios para uma banca de avaliação. fonte: Startupi (https://startupi.com.br/2022/06/sebrae-sp-e-maturi-lancam-programa-para-startups-criadas-por-pessoas-com-mais-de-50-anos/)