BNDES quer criar fundo para empreendedoras em parceria com Alemanha

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) criou, em parceria com o banco de desenvolvimento alemão KfW e da agência alemã de cooperação internacional GIZ, um grupo de estudos para avaliar a implementação de um fundo de financiamento para mulheres empreendedoras. A iniciativa tem foco em micro, pequenas e médias empresas. O grupo de estudos também tem a participação de integrantes do governo brasileiro e alemão. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, se reuniu na última 2ª feira (30.jan.2023) com a ministra federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha, Svenja Schulze, e com representantes do banco KfW e da Embaixada da Alemanha. A reunião foi realizada em meio à visita do primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz, ao Brasil. Depois da visita, o país europeu anunciou a liberação de mais de R$ 1,1 bilhão destinado a ações ambientais no Brasil nos próximos dias. Entre os recursos doados, está o repasse de € 35 milhões para o Fundo Amazônia, cerca de R$ 193 milhões na cotação atual. O governo alemão também sinalizou a distribuição de € 31 milhões (R$ 170 milhões) para apoio aos Estados da Amazônia Legal na implementação de ações para uma maior proteção florestal.
Levar franquia brasileira para os Estados Unidos: Vantagens e cuidados que devem ser considerados

A primeira assinatura de contrato no modelo de franquia aconteceu em 1850, nos Estados Unidos. A fabricante de máquinas de costura Singer estendeu a venda dos seus produtos em todo o solo nacional, expandindo sua marca com um baixo investimento. Com o movimento, outras empresas passaram a adotar esse sistema, como as gigantes Coca-Cola e McDonalds’s. O formato é um dos mais seguros, otimizados e efetivos para empreendimentos. Com isso, muitas pessoas consideram a hipótese de levar suas marcas para o exterior e, de acordo com a Associação Brasileira de Franquias, os Estados Unidos é o principal destino dessas franquias. De acordo com Daniel Toledo, advogado que atua na área do Direito Internacional, fundador da Toledo e Associados e sócio do LeeToledo PLLC, escritório de advocacia internacional com unidades no Brasil e nos Estados Unidos, o ponto mais importante ao levar uma franquia para os EUA é analisar com cautela a escolha de onde esse empreendimento será aberto. “Cada estado tem uma característica e sua população tem costumes que podem decidir o sucesso ou fracasso de um negócio. Abrir uma franquia de um restaurante brasileiro, por exemplo, em um estado que não conta com uma população do Brasil, será mais difícil de estruturar e solidificar o negócio se comparado a um estado que conta com uma grande comunidade brasileira”, pontua. Ele acredita que a escolha do nicho de atuação também é de grande importância na hora de levar uma franquia para os EUA. “Seguindo o exemplo de um restaurante, a comida brasileira, normalmente, está muito distante da realidade do dinamismo encontrado nos Estados Unidos. Muitas pessoas costumam comer rápido, porque os pagamentos são efetuados por horas trabalhadas. Ir a uma churrascaria ou comer uma feijoada não é algo feito diariamente por aqui e isto pode ser um problema para o negócio nesse segmento. É importante estudar e entender o público americano na hora de escolher que tipo de franquia será levada ao país”. Para o advogado, trazer um negócio para os Estados Unidos aumenta as chances de lucro e expansão. Algumas franquias brasileiras foram para os Estados Unidos, porém não alcançaram o mesmo sucesso que possuem em solo nacional. “A falta de planejamento e altos investimentos sem orientação especializada fizeram com que grandes redes, como Coco Bambu e Girafas, cessassem suas operações nos EUA”, explica. “Mas, além de ser uma excelente possibilidade para a aprovação de um visto, pode ser uma boa opção para aumentar os ganhos e dolarizar o próprio patrimônio”, lembra o especialista De acordo com Toledo, o melhor caminho é apresentar um plano de negócios a um advogado para, assim, encontrar as alternativas mais eficientes. “Escolher a franquia certa para levar aos Estados Unidos é algo crucial, e um profissional poderá indicar os melhores perfis de franqueadoras para apresentar à população americana”.