BeUni, startup de brindes e produtos personalizados, levanta R$ 1,7 milhão

Objetivo é duplicar a capacidade tecnológica e ampliar o quadro de colaboradores A BeUni, startup que automatiza armazenamento, compra e envio de produtos personalizados, anunciou nesta quinta-feira (25/5) a captação de um investimento de R$ 1,725 milhão, em rodada liderada pela Investidores.vc. Segundo Murilo Prataviera, CEO da empresa, os recursos serão utilizados para ampliar o quadro de colaboradores e alavancar o portfólio de produtos tecnológicos. A BeUni foi fundada em 2019, na região de São Carlos, e nasceu da experiência de Pratavieira e de seu irmão Marcel durante um intercâmbio que participaram em 2014 e 2015 nos Estados Unidos. Lá, eles tiverem contato com a venda de brindes e produtos personalizados nas universidades do país. A startup possui uma plataforma que conecta diferentes categorias de produtos e serviços, como vestuário, souvenirs, gráficas, galpões logísticos e transportadoras, com o objetivo de ser um one-stop-shopping para criadores de conteúdo e times de áreas como eventos, marketing, vendas e RH. A BeUni hoje conta com clientes no Brasil e nos Estados Unidos e realiza entregas em mais de 130 países. Com mais de 70% de recorrência e clientes provindos majoritariamente de indicação e buscas orgânicas, a empresa faz entre 2 a 3 mil envios por mês. A empresa teve um crescimento de quatro vezes entre 2021 e 2022 e tem entre os clientes nomes como Quinto Andar, Insper e RaiaDrogasil. Para ajudar a expandir a capacidade tecnológica, os empreendedores estão levantando cheques com outros investidores e pretendem fechar a rodada atual até o final de junho, chegando a R$ 2,6 milhões. *Com informações do portal PEGN

Startup vai investir R$ 5 milhões para popularizar o consumo de cervejas artesanais no Brasil

MeuChope quer fomentar o mercado de micro e pequenas cervejarias no país com marketplace B2B e subsídio para estabelecimentos conhecerem os produtos Com o objetivo de democratizar o acesso dos consumidores às micro e pequenas cervejarias brasileiras, Augusto Sato e Bruno Medeiros criaram a startup MeuChope para ser o “Mercado Livre” da cerveja artesanal, com marketplace B2B e uma linha de fomento para agentes do setor. “Tivemos o processo de educação dos brasileiros sobre os cafés especiais, os vinhos. Isso também pode acontecer com as cervejas, só depende da organização da cadeia e de mais visibilidade”, afirma Sato, CEO da empresa. O brasileiro é um grande consumidor da bebida: de acordo com uma pesquisa realizada pela Euromonitor a pedido do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), o consumo de cerveja cresceu 8% em 2022, alcançando o volume de 15,4 bilhões de litros. Mas a escolha dos clientes ainda é muito limitada aos grandes players, que dominam as gôndolas e as mesas de bar. Com a ideia de aproximar os estabelecimentos do mercado artesanal, facilitando o acesso dos consumidores aos produtos, a MeuChope estruturou um pacote de fomento de R$ 5 milhões para incentivar o comércio. O capital será utilizado para ações como o subsídio da primeira compra para que os produtos sejam conhecidos pelos donos de negócios e passem pelo teste de adesão com os clientes. “Queremos incluir da distribuidora de bebidas do bairro ao restaurante de alto padrão. Trabalhar com produtos regionais é bom para todo mundo, gera empregos localmente e gera margens melhores para os PDVs. Se geramos acesso, viramos um gerador de novos negócios. O mercado precisava disso para se aquecer. Queremos desmistificar que o artesanal é apenas para momentos especiais”, declara. Como exemplo está a ação realizada pela startup em janeiro: 15 mil litros de chope foram distribuídos gratuitamente em um jogo de futebol entre Flamengo e Madureira, no Espírito Santo. Já o marketplace foi lançado em março deste ano e, em um mês, já concentra mais de mil cervejarias, como Bodebrown, Masterpiece, Blumenau, Pata Negra, Dado e Krug, com 30 mil rótulos diferentes. A plataforma foi criada para que cervejarias, comerciantes e fornecedores de insumos se conectem em um só lugar. “Vimos que a proposta tinha um engajamento muito forte. A tecnologia está mudando os hábitos de consumo e a realidade das empresas, criando canais mais fáceis de compra e venda”, diz. Antes de fundar a MeuChope, Sato era um consumidor aficionado das cervejas artesanais. Ele chegou a se aventurar produzindo a sua própria bebida, mas o seu background em produção de eventos o levou para outro caminho. Decidido a apresentar os produtos para mais pessoas, começou a bolar negócios para criar a atração. Ele abriu um espaço para autosserviço de cervejas artesanais logo antes da pandemia e precisou pivotar para manter a empresa de pé, vendendo pelo app para os consumidores. O serviço também foi levado para condomínios no Espírito Santo. A chegada de Medeiros como sócio trouxe a escala necessária para levar o negócio a um novo patamar. “Eu não tinha a visão de startup para catapultar a marca. O Bruno vem do mercado de inovação, fez captações para outras empresas e queria ter o seu próprio unicórnio. Ele viu o potencial que tínhamos de informações e dados por utilizar IoT nos equipamentos de chope”, relembra. Ao longo de 2022, Sato e Medeiros focaram na distribuição de válvulas de autoatendimento, chegando a mais de 300 pontos de vendas e faturamento de R$ 2 milhões. O esforço trouxe mais de 50 mil usuários para o aplicativo MeuChope, que opera como uma carteira digital, por onde é possível liberar as torneiras, fazer o pagamento e encontrar estabelecimentos parceiros próximos. Em março, a startup levantou uma rodada seed de R$ 8,5 milhões, com a participação de investidores como Michael Nicklas, sócio da gestora Valor Capital Group, Júlio Barbosa, sócio-fundador da BRZ, Carlos Gros, sócio do Grupo Gera, e Thiago Rodrigues, sócio da The Craftory. *Com informações do portal PEGN

Fundo nacional destinado à inovação terá R$ 9,9 bilhões para investimentos em 2023

Empresários e integrantes do governo celebraram recomposição do FNDCT Lideranças da indústria e integrantes do poder público celebraram a recomposição integral dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), principal fonte de financiamento à inovação do país. O tema foi tratado nesta sexta-feira (19), durante a reunião do Comitê de líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), realizada no escritório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo, na qual foi apresentada agenda baseada em políticas orientadas por missões para projetos de ciência, tecnologia e inovação (CT&I). Editada no fim do ano passado, a medida provisória que previa o bloqueio de parte expressiva do FNDCT perdeu a validade este mês. Somando-se a isso, o governo sancionou na semana passada a Lei 14.577/23, que cria um crédito suplementar de R$ 4,18 bilhões para investimento em CT&I, recompondo integralmente os R$ 9,9 bilhões disponíveis para investimentos do fundo em 2023. O secretário-executivo do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luís Manuel Rabelo Fernandes, avalia que a ampliação das verbas do FNDCT disponíveis para empréstimos favorecerá a agenda de pesquisa e inovação. “Trago uma mensagem de otimismo, esperança e confiança. Preciso destacar a recomposição e liberação integral dos recursos do FNDCT, que volta com força total em 2023. Estamos numa confluência positiva para efetivamente promovermos a inovação no país”, afirmou. O presidente do Sebrae, Decio Lima, explicou que a inovação precisa ser um instrumento de transformação. “O Sebrae é um sistema que representa uma das maiores incubadoras de inovação do país e, quem sabe, do mundo. A inovação não trata apenas da força tecnológica, o processo de inovação precisa ter uma definição mais clara, com a manutenção do ecossistema. Inovar significa melhorar a vida de todos, precisamos refletir sobre isso”, explicou. Décio Lima enumerou ações que a entidade vem desenvolvendo em prol da inovação. “Estamos em 170 ecossistemas de inovação em todo o Brasil, em 4.700 municípios. Acredito que esse debate da inovação desenhará o futuro das nossas vidas e o legado que deixaremos para o país”, afirmou Lima.

Negócios gerados e intenções de compra na Agrishow 2023 superam R$13 bi

A Agrishow 2023 – 28ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, encerrada nesta sexta-feira, dia 5 de maio, em Ribeirão Preto (SP), alcançou um volume recorde de R$ 13,290 bilhões de negócios gerados e intenções de compra em máquinas agrícolas, de irrigação e de armazenagem. Esse montante representa um crescimento nominal de 18% e um aumento real de 9,5% (descontada a inflação) em relação à edição de 2022, quando foram computados R$ 11,243 bilhões de negócios gerados e intenções de compra de máquinas agrícolas, de irrigação e de armazenagem. Em termos de visitação, a Agrishow 2023 recebeu um total de 195 mil pessoas, em sua maioria, produtores rurais de pequenas, médias e grandes propriedades de todas as regiões do País e também do exterior. Para João Carlos Marchesan, vice-presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e novo presidente da Agrishow, “a feira cresce fortemente a cada ano e apresenta máquinas, tecnologias e soluções para todos os tamanhos de propriedade rural e para os variados tipos de cultura, atendendo as principais demandas para o produtor rural crescer”. A próxima edição da Agrishow será realizada entre os dias 29 de abril e 3 de maio de 2024.

Ainda existe investimento para startups em 2023?

De acordo com o relatório, divulgado em janeiro deste ano, pela Distrito – plataforma de inovação – as startups brasileiras captaram US $4,45 bilhões, em 2022. O número representa uma queda de 54,5%, em comparação com o volume recorde de US $9,7 bilhões registrado em 2021. Os valores chamam a atenção para o atual cenário brasileiro e levantam o questionamento: será que ainda teremos um alto número de investimentos em startups em 2023? Vivemos tempos de grandes layoffs. Empresas que anteriormente estavam crescendo e contratando, agora, cortaram parte do seu quadro de colaboradores. O próprio gigante da tecnologia Google, anunciou o desligamento de 12 mil colaboradores em todo o mundo. Startups também não ficaram de fora da conta e, infelizmente, até os bancos digitais acabaram demitindo – um bom exemplo disso é o PagBank, que demitiu cerca de 7% do seu quadro de trabalhadores. Com o “boom” de aplicações, nos últimos dois anos, além da pandemia da Covid-19, que fez com que os governos emitissem moeda para fornecer auxílio para a população e não quebrar a economia com as medidas de fechamento das cidades, observamos um cenário favorável para as startups. Com a injeção de moeda no mercado, naturalmente temos uma oferta maior de dinheiro no mundo, e consequentemente no mercado de venture capital (modalidade de investimento em que o dinheiro é aplicado em empresas com alto potencial de crescimento). O dinheiro passou a ser aplicado em um mercado que é mais atrelado a risco e imprevisibilidade, e chegou o momento em que, para rentabilizar o dinheiro, os fundos de venture capital tiveram que escolher as empresas para alocar os seus recursos. No entanto, com a movimentação do mercado para responder à emissão desenfreada de moeda dos últimos anos, passamos a lidar com o cenário do aumento da inflação, em níveis que muitos europeus e americanos nunca viram anteriormente. Para conter a inflação, os bancos centrais aumentaram as taxas de juros. No Brasil, por exemplo, a Selic chegou a 13,75% – um crescimento de mais de dez pontos percentuais em menos de um ano. O aumento da Selic fez com que os títulos de renda fixa, que já eram considerados pouco atrativos nos últimos anos, crescessem – e, assim, começassem a pagar quase 15% ao ano. Tal movimento fez com que as pessoas, que antes tinham que arriscar seu patrimônio, mudassem suas aplicações para esse modelo. Tudo isso explica a queda do investimento em venture capital, criptomoedas e bolsa de valores. O dinheiro que precisava correr risco para ser rentabilizado, agora precisaria estar alocado em títulos mais seguros. Como o capital está escasso, os fundos de venture capital agora têm menos dinheiro para alocar e precisam designar melhor seus investimentos. Assim, com o cenário econômico atual, outras opções de empréstimos para as empresas ficam mais caras. Com todos esses fatores, conseguimos começar a entender o cenário de layoffs ao qual estamos imersos atualmente. Com um panorama de retração e com a diminuição dos investimentos no setor, os empreendedores devem voltar a atenção à situação macroeconômica e para a saúde do negócio. Com o atual momento econômico brasileiro, o aumento da inflação e da taxa de juros, para os investidores, realizar aplicações está mais arriscado e, por isso, este deve ser um ano de estabilidade para as startups. Desta forma, é imprescindível que os gestores repensem a estratégia de contar com investimentos externos – ouso dizer, inclusive, que o grande desafio será gerir os recursos para que a empresa sobreviva e não entre na conta dos layoffs. Pode ser uma tarefa difícil, principalmente para as startups, mas repensar a estrutura, administrar as despesas e os custos é o caminho para aqueles que desejam se manter no mercado. Ou seja, é preciso ter cautela e tomar decisões sábias. Acredito que não seja o fim dos investimentos externos, mas creio que será um ano de rodadas escassas e poucos conseguirão, de fato, atrair a atenção dos investidores. Em resumo, o ano será desafiador, mas  haverá oportunidade para os negócios se consolidarem com os recursos que já foram captados e, aqueles que se destacarem, conseguirão atrair possíveis investimentos. De modo geral, todos devem captar menos neste ano, mas conforme o cenário econômico do país evolua, teremos sinais de melhoras neste setor. Aos empreendedores, é preciso dedicação para o sucesso do negócio, com o foco no cliente e, com uma gestão consciente. Só assim será possível sobreviver a este ano e vislumbrar novas perspectivas para 2024. Vamos juntos? *Cadu Guerra é CEO da Allu, maior plataforma de assinatura de iPhones e acessórios Apple.

Brasileiro nunca investiu tanto em títulos de dívida de empresas. Saiba porquê

Estoque de fundos alocado em debêntures alcança 72% de tudo que está investido em ações A saúde financeira das empresas brasileiras importa mais do que nunca. Agora, a preocupação com a piora na qualidade de crédito das companhias, que aumentou com a persistência da taxa Selic em 13,75% ao ano, vai bem além dos empregos gerados e da capacidade de investimento. E olha que já é dor de cabeça suficiente para o país. Mas o tema afeta ainda os investidores. E não é pouco. Estimulados por uma temporada longa de Selic para cima de dois dígitos, o brasileiro nunca investiu tanto em papéis de dívida de companhia como agora. É uma forma de buscar um rendimento além da Selic. Para completar, há um ambiente de estímulo extra para debêntures incentivadas, ligadas ao setor de infraestrutura, e títulos como CRAs e CRIs, com isenções de imposto de renda e fácil distribuição via plataformas digitais. O cenário de constrição de crédito e preocupações com alavangem das companhias pega tanto a indústria de fundos de investimento como os investidores que preferem aplicar de forma independente no auge da exposição a esse risco. A indústria de fundos nacional tem um patrimônio total de R$ 5,8 trilhões. Desse total, R$ 523,7 bilhões estão aplicados em ações brasileiras e R$ 377 bilhões, em debêntures. A relação do total de recursos investidos em dívida de companhias e o total em ações passou de 68% para 72% entre o fim do ano passado e fevereiro deste ano. Os dados são da Anbima e se tornaram públicos na quinta-feira, pré-feriado de Páscoa. O que se vê na indústria de fundos é o mesmo que acontece com os investimentos diretos feitos pelas pessoas físicas. A B3 detalha em estudos trimestrais a alocação. O último levantamento disponível é relativo a dezembro e ilustrativo da mesma forma. Enquanto o saldo investido em ações recuou 12% na comparação com 2021, para R$ 329 bilhões, a alocação em debêntures aumentou 32%, passando de R$ 73,1 bilhões para R$ 96,7 bilhões. O volume aplicado em dívida privada está quase do mesmo tamanho da posição detida em títulos públicos, via Tesouro Direto, que terminou dezembro em R$ 99,6 bilhões. No agregado total (debêntures mais CRIs e CRAs), a posição em títulos de dívida privada, sem contar papéis de bancos, aumentou 40% e terminou dezembro em R$ 212 bilhões. Não por acaso, episódios como de Americanas (AMER) e Light (LIGT3) assustam e geram repercussões no mercado. Com isso, a demanda por esses títulos cai. A relação debêntures e ações nos fundos e na alocação direta, a mais alta já vista no setor, é reflexo principalmente do grande crescimento das emissões de debêntures no país (CRIs e CRAs), com o desenvolvimento expressivo de um mercado secundário devido à digitalização do setor financeiro. Os anos de 2021 e 2022 foram recordes em captações via esses títulos. Com mais papéis, naturalmente a alocação aumenta. Em tempos de Selic alta, então, com a preferência do investidor pela renda fixa, a demanda absorveu tudo facilmente. A fotografia atual reflete ainda uma outra informação: uma das menores alocações em ações pelos fundos, desde que a medição da Anbima teve início, em 2006. Em fevereiro, o total do patrimônio dos fundos investido em ações caiu para 9%. Desde que a série histórica existe, percentual semelhante só foi registrado entre 2015 e 2017. Por acaso, período em que a taxa de juros também subiu de forma acelerada e para patamar muito semelhante. Mas, há ao fim de 2017,  a relação entre a posição em debêntures e a posição em ações estava em 34%. As maiores gestoras multimercados do país estão com alocação em Brasil muito reduzida, especialmente em bolsa. Portanto, está respondida uma das perguntas mais repetidas durante o auge da pandemia, quando a taxa Selic foi reduzida a 2% ao ano: o que acontece com o mercado se a taxa de juros voltar para dois dígitos? O de ações encolhe brutalmente e o de dívida cresce. Em dezembro de 2020, 15% do patrimônio dos fundos estava investido em ações. O encolhimento reflete não só a saída das posições como também a perda de valor das empresas nesse período. Apesar de ser muito importante para o país um mercado de títulos de dívida forte, a preferência de alocação não é exatamente uma boa notícia. “É reflexo de uma economia menos pujante, menos dinâmica. O juro alto dificulta a vida do empresário para investir. Fica difícil encontrar um projeto que remunere adequadamente para o nível de risco”, destaca Pedro Rudge, da gestora Leblon Equities. “É por isso que a aplicação desse remédio [juro alto para conter inflação] não pode durar muito. Há um impacto muito grande na economia.” *Com informações do Exame

Conheça ‘search funds’, tendência de empreendedorismo nos próximos anos

O desafio de empreender começa com a dúvida sobre qual setor investir. Construir um negócio do zero ou adquirir uma empresa que já está inserida no mercado? De acordo com um estudo recente da FGV, a segunda opção é uma forte tendência entre empreendedores em toda a América Latina. ‘Search funds’ é o nome pelo qual são conhecidos os empreendedores que preferem investir na aquisição de uma startup ou empresa de pequeno/médio porte já existente e que já conte com apoio de investidores ou aceleradores. O chamado empreendedorismo por aquisição está se consolidando como tendência e devem crescer até 56% até 2026, de acordo com um estudo realizado pelo Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGVcenn) em parceria com a IE University e a Grant Thornton. A modalidade, já consolidada nos EUA e Canadá, vem movimentando valores bastante expressivos: Entre 2020 e 2021, os investimentos em search funds na região atingiram um recorde de US$ 776 milhões e existe a estimativa de que esses fundos gerem quase US$ 10 bilhões para os investidores. Segundo a pesquisa divulgada pelo FGVcenn, os search funds começaram a se formar na América Latina há cerca 20 anos e vem experimentando um crescimento mais expressivo desde 2016. O Brasil aparece em segundo com mais representantes na região: são 211 movimentos do gênero estabelecidos mundialmente (fora dos Estados Unidos e Canadá), sendo 82 na América Latina (39%). Dentre esses, são 37 no México, 24 no Brasil e outros 21 espalhados por Colômbia, Chile, República Dominicana, Argentina, Guatemala, Peru e Paraguai. Desafios e oportunidades A pesquisa aponta também que os principais responsáveis por frear o avanço do empreendedorismo por aquisição na América Latina são “burocracia”, “falta de acesso a capital local para aquisições” e “volatilidade da taxa de câmbio”. Em contrapartida, “crescimento de mercado no longo prazo”, “espaço para aumento de produtividade” e “espaço para cópia de soluções de mercados desenvolvidos” foram as três principais oportunidades mais citadas. Perfil maduro e Brasil em destaque Até o final do ano passado, a maior parte (90%) dos empreendedores por aquisição e seus investidores na América Latina eram homens. A idade média é dos empresários é 36 anos, e a dos investidores, 44. Juntos, mexicanos e brasileiros representam 75% do total de empreendedores, enquanto americanos, brasileiros e mexicanos são 65% dos investidores. Veja outros insights sobre empreendedores e investidores latino-americanos citados no estudo: 88% dos empreendedores por aquisição na América Latina tinham MBA ou mestrado; 85% dos investidores tinham MBA, mestrado ou doutorado; 74% dos empreendedores tinham experiência profissional em Private Equity (16%), Empreendedorismo (15%), Investment Banking ou Finanças (15%), Administração Geral (14%) ou Consultoria de Gestão (14%); Entre os investidores, o Private Equity representou 23% do total de antecedentes profissionais da amostra, seguido por Investment Banking ou Finanças (15%) e Empreendedorismo (14%); Para a amostra estudada, a média de idade dos empreendedores bem-sucedidos foi de 37 anos, enquanto para os malsucedidos foi de 35 anos.

Aportes em startups brasileiras caem 86% no 1º trimestre

2023 começou de forma nada animadora para o cenário do venture capital nacional. Um levantamento do Distrito mostra que no primeiro trimestre houve uma queda de 86% nos aportes em startups brasileiras, quando comparado ao mesmo período do ano passado. De acordo com a mais recente edição do Venture Capital Report, os três primeiros meses de 2023 totalizaram 91 rodadas, movimentando cerca de US$ 247,02 milhões. No mesmo trimestre de 2022, o setor contabilizou 306 rodadas e US$ 1,7 bilhões em investimentos. Conforme aponta o levantamento, as fintechs representaram quase metade deste montante, captando US$ 112 milhões em 28 rodadas. Na sequência, vem a vertical de supply chain, que levantou US$ 51,1 milhões, impulsionada pela rodada de US$ 50 milhões da Daki em fevereiro. Fechando o Top 3 estão as energytechs, que levantaram US$ 48,6 milhões. Em um cenário de escassez em termos de captações de venture capital, o estudo mostra que as capitalizações por meio de dívida cresceram. Nos três primeiros meses de 2023, as transações de dívida já tinham registrado aumento de 14% em número de transações na comparação com o período equivalente de 2022 (8 no 1T23 contra 7 no 1T22). Em relação ao último trimestre de 2022, o percentual também cresceu: foram 8 no 1T23 contra 5 no 4T22, uma alta de 60%. Fusões e aquisições Quanto aos M&As, os três primeiros meses de 2023 somaram, ao todo, 32 operações. Entre o primeiro trimestre de 2022 e o mesmo período de 2023 houve uma diminuição de 55% no volume de fusões e aquisições, mas o histórico da pesquisa destaca que o 1T2022 registrou o maior número de operações do tipo, 72 ao todo, desde que o levantamento começou a ser feito – um número bem acima da média dos outros trimestres. Neste trimestre, as startups tiveram maior representatividade no número de aquisições feitas, com 17 transações, o que compreende 53,1% do total de M&As. Os M&A’s de empresas tradicionais e de corporações contabilizaram 34,4% e os investidores institucionais completaram o perfil de compradores com 12,5%. Para Gustavo Gierun, CEO do Distrito, apesar do cenário de crise acentuada, o levantamento indica que o mercado tem buscado novos meios de captação. “Os dados agora mostram mais founders incrementando seus caixas com operações de dívida e com estruturação de M&A. Essa tendência já aparecia no fim de 2022 e continuou em expansão neste trimestre. São números que acabam mostrando a resiliência das startups em um momento de instabilidade de mercado que muitas delas não haviam vivenciado”, diz. *Com informações do Portal Startups

Otimismo com negócios no Brasil é o menor em quase 3 anos, diz S&P

Segundo pesquisa, expectativas otimistas para a atividade de negócios no país recuaram para 37%, o nível mais baixo desde junho de 2020 O otimismo com os negócios no Brasil diminuiu em fevereiro e atingiu o menor patamar em quase 3 anos. É o que mostra uma pesquisa realizada pela S&P Global, que monitora as perspectivas das empresas em relação aos negócios para os próximos 12 meses. De acordo com o levantamento, as expectativas otimistas para a atividade de negócios no país recuaram para 37%, o nível mais baixo desde junho de 2020. Em junho do ano passado, esse índice era de 52%. Em outubro, de 45%. Apesar da tendência consolidada de queda do otimismo, o índice brasileiro ainda é maior do que a média global (32%) e a dos mercados emergentes (33%). A pesquisa da S&P detectou uma piora das expectativas relacionadas à produção, ao lucro das empresas e ao emprego. O levantamento mostra que os entrevistados citam a inflação como um fator de preocupação para os próximos meses, com impacto sobre os custos das empresas com insumos e pessoal. Por outro lado, entre os aspectos positivos para o Brasil, as empresas citaram oportunidades de crescimento com investimento em biocombustíveis e energia limpa, diversificação de produtos, exportação, publicidade e turismo. “Alguns esperam que a inflação diminua e a taxa de juros caia, enquanto outros preveem o contrário. O grau de incerteza sobre o rumo das políticas públicas segue elevado”, observa Pollyanna de Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence. *Com informações do Metrópoles

BNDES vai priorizar apoio a micro, pequenas e médias empresas, diz Mercadante

Presidente do banco disse que apoio aos pequenos negócios será de R$ 65 bilhões via crédito indireto e reafirmou apoio à reindustrialização O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou nesta segunda-feira (6), durante cerimônia de posse, que fomentar o desenvolvimento de micro, pequenas e médias empresas está entre as prioridades de sua gestão. “Vamos apoiar as micro, pequenas e médias empresas e as cooperativas de economia solidária com R$ 65 bilhões por meio de crédito indireto do banco e alavancagem via garantias do crédito privado”, afirmou Mercadante, destacando que são elas as “grandes geradores de emprego e renda no país”. Dentre as medidas pretendidas pela nova gestão do BNDES, Mercadante destacou que irá debater ajuste na Taxa de Longo Prazo (TLP) do banco de fomento. “Atualmente, a TLP apresenta enorme volatilidade e custo superior ao da dívida pública”, enfatizou. Mercadante afirmou que não pretende fazer com que o BNDES concorra com bancos privados, mas defendeu a necessidade de juros mais competitivos para as micro, pequenas e médias empresas. “Não queremos padrão de subsídios como no passado, mas uma taxa de juros mais competitiva para micro, pequenas e médias empresas”, enfatizou Mercadante. “Nós não pretendemos ficar disputando mercado com o sistema financeiro privado. Isso não é papel do BNDES. Precisamos de parceria e o BNDES pode contribuir para reduzir riscos, abrir novos mercados, alongar prazos e elaborar bons projetos para o mercado privado”, acrescentou. ‘Eximbank’ e reindustrialização   Em seu discurso de posse, Mercadante defendeu a atuação do BNDES como “Eximbank”, fomentando o aumento das exportações do país, com foco no longo prazo, integrando as cadeias globais. “O Brasil é um dos principais exportadores de produtos agrícolas, mas os produtos de alto valor agregado também são importantes. O Brasil não pode ser só a fazenda do mundo”, disse . O novo presidente do BNDES também defendeu a necessidade de investimento na reindustrialização, voltado ao que classificou como “nova indústria” – “digital, descarbonizada, baseada em circularidade e, assim, intensiva em conhecimento”. “A participação da indústria nos desembolsos do BNDES era de 56% em 2016, caiu para 16% em 2021”, destacou Mercadante ao prometer retomar o aumento do investimento no setor industrial. ‘Empoderamento’ de mulheres, negras e negros   Mercadante abriu seu discurso afirmando que “nunca mais teremos um palco sem negras e negros” e, se dirigindo para a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, uma das autoridades presentes no palco, afirmou que o BNDES vai combater a igualdade racial e de gênero dentro e fora do banco. “Seremos promotores de uma sociedade mais justa e inclusiva por meio de nossas linhas de crédito e das ações de fomento que empoderem mulheres, negras e negros desse país. Nós temos que empoderar o empreendedorismo da comunidade negra e das mulheres brasileiras”, disse. Embora tenha afirmado que não pretende fomentar competição entre o BNDES e os bancos privados, Mercadante disse que irá “competir positivamente” em relação às ações de fomento da igualdade de raça e gênero. “Vi que o Itaú lançou uma linha de crédito especial para mulheres e nessa parte nós vamos competir positivamente, vocês vão correr atrás porque nós vamos jogar firme”, declarou. Internamente, tal promoção se dará, segundo Mercadante, por meio de programa de estágio voltado a negros e negras e do estabelecimento de cotas na retomada de concursos públicos. “Esse nosso compromisso com a igualdade racial não vai ser só da porta para fora, como também da porta para dentro. Vamos propor um programa de estágios para negros e negras, retomaremos concursos que não acontece há mais de dez anos com cotas”, afirmou. Fonte: com informações do G1.com

Sebrae e Governo do Maranhão planejam maior ação de fomento ao empreendedorismo

Após primeiro ciclo da parceria no Programa Cidade Empreendedora, governador Carlos Brandão e lideranças do Sebrae estudam ações integradas para continuidade do programa no MA Por Samme Ribeiro “O programa Cidade Empreendedora trouxe para Morros a Sala do Empreendedor, onde eu pude tirar meu negócio do papel e me ver como empreendedor, alguém que produz, cresce e pode ajudar sua comunidade, seu município e seu estado a crescer também”. A declaração é do comerciante de hortaliças e legumes e fabricante de sucos de frutas concentrado da região do Munim, José Domingos Amaral, que conseguiu dar um salto no seu negócio e crescer depois de ter se formalizado como Microempreendedor Individual (MEI).   Para multiplicar por todo o estado histórias como essa do Sr. José Domingos, Sebrae e o Governo do Estado do Maranhão iniciaram, esta semana, a construção da maior ação de fomento ao empreendedorismo já realizada nos municípios maranhenses, unindo esforços para garantir grandes resultados.   De acordo com o governador Carlos Brandão, a ideia é levantar e cruzar o plano de governo e atividades previstas em cada secretaria de estado com ações e soluções do portfólio Sebrae que possam ser executadas em conjunto, com o apoio das prefeituras, a fim de potencializá-las e, sobretudo, otimizar os resultados para melhorar o ambiente legal e as condições de competitividade para os pequenos negócios já instalados ou que venham a se instalar ou formalizar nos próximos meses no estado.   “Discutimos grandes parcerias para fomentar o desenvolvimento do Maranhão, como o programa Cidade Empreendedora, que iremos estender para todos os municípios do nosso estado. Além disso, queremos a continuidade das capacitações aos donos de micro e pequenas empresas da área do Itaqui-Bacanga que prestam serviço à região portuária, assim como as ações de fortalecimento do nosso agronegócio e agricultura familiar, dando todo o suporte técnico necessário aos nossos produtores e estimulando os arranjos produtivos locais. Com certeza, no nosso governo, o Sebrae será um grande parceiro de nossos programas e ações, contribuindo com seu portfólio, seu apoio técnico e capilaridade”, sinalizou o governador Carlos Brandão.   As articulações para a construção desse plano conjunto foram iniciadas essa semana, em reunião no Palácio dos Leões, com a presença do Governador Carlos Brandão, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae estadual, Celso Gonçalo, os diretores executivos da empresa – Albertino Leal (superintendente), Mauro Borralho (diretor técnico) e Edila Neves (diretora de Administração e Finanças) e demais técnicos, além do secretário de Estado de Indústria e Comércio, Cassiano Pereira e equipe.   “O diálogo foi importante para estreitarmos ainda mais essa parceria com o Governo do Maranhão e alinharmos as expectativas a partir deste ano. Aproveitamos o momento para apresentarmos outras soluções do portfólio Sebrae que foram, inclusive, bem aceitas pelo governador Carlos Brandão que, novamente, deposita sua confiança no trabalho e atuação do Sebrae, em um diálogo aberto e a favor do desenvolvimento do estado. Estamos bem esperançosos em continuar contribuindo para que o nosso Maranhão cresça e gere riqueza e renda para os maranhenses”, destacou o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Estadual, Celso Gonçalo.   Para o secretário de Estado de Indústria e Comércio, Cassiano Pereira, o Sebrae pode contribuir para as novas ações e atividades idealizadas pelo Governo do Estado. “O suporte técnico do Sebrae, que vem com toda a expertise da instituição para executar algumas dessas novas atividades, será fundamental para obtermos melhores resultados no avanço do empreendedorismo. Com a continuidade do programa Cidade Empreendedora, teremos, também, gestões públicas mais capacitadas para gerar mais emprego e renda aos munícipes, fomentando a economia local e ajudando o Maranhão a crescer”, apontou.   Em Barra do Corda, mais de 3 mil alunos receberam conteúdos em educação empreendedora por meio do programa Jovens Empreendedores Primeiros Passos – JEPP Cidade Empreendedora Iniciada em 2021, a parceria do Sebrae e Governo do Estado por meio do Programa Cidade Empreendedora beneficiou 53 municípios com ações de fomento ao empreendedorismo, tendo repercussão direta no ambiente legal voltado ao apoio dos pequenos negócios, melhoria da gestão desses empreendimentos, capacitação de empreendedores, participação das micro e pequenas empresas nas compras públicas e, também, favorecendo mudanças na gestão municipal com o uso das ferramentas e estudos disponibilizados às prefeituras.   Em 18 meses de trabalho, a parceria nos 53 municípios gerou resultados que já apontam para um cenário de transformação na economia local, envolvendo uma população de 2,6 milhões de pessoas – o correspondente a 37% da população do Estado e mais de 50,4 mil pequenos negócios, sendo cerca de 37 mil microempreendedores individuais, 11 mil microempresas e 1,8 mil empresas de pequeno porte. Em 93% dos 53 municípios atendidos pelo programa nessa parceria com o Governo do Estado, o saldo de empregos nos pequenos negócios foi positivo, com 4,5 mil empregos formais em Balsas (1º lugar), 2,7 mil em Açailândia (2º lugar) e 1,8 mil em Timon (3º lugar) e 1,4 mil em São José de Ribamar (4º lugar).   De acordo com o Prefeito de Parnarama, Raimundo Silveira, a cidade tem tradição empreendedora, com capacidade de estruturação de políticas públicas e o Programa Cidade Empreendedora incentivou a população a empreender mais ainda. “Com a parceria do governo do Estado e do Sebrae conseguimos dar andamento ao grande desafio que tivemos de fazer a retomada da economia, do emprego e contribuir para que nossos empreendedores conseguissem desenvolver os seus negócios”, comentou. Na Semana do Empreendedor Ribamarense, empreendedores receberam capacitação para melhorar seus negócios Para o prefeito de São José de Ribamar, Dr. Julinho, o programa contribuiu com a gestão pública satisfatoriamente. “Implantamos políticas públicas voltadas para o desenvolvimento local, por meio de programas, principalmente aqueles que incentivam o empreendedorismo em nossa cidade. Trabalhamos nos eixos Desburocratização e Compras Públicas, com o objetivo de atrair mais emprego e renda aos ribamarenses”, afirmou o prefeito.   Maranhão Mais Empreendedor Além do Programa Cidade Empreendedora, o governador Carlos Brandão sinalizou que o governo vai ampliar também a parceria que une o Sebrae e a EMAP em ações de capacitação e inovação

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