Startup goiana torna-se parceira da Meta nas vendas por Whatsapp para Pequenos Negócios

A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, acaba de fechar parceria com a Poli, startup goiana de tecnologia que busca ajudar empresas a anunciarem, atenderem e venderem por meio dos canais digitais de comunicação. Com isso, a empresa se torna provedora oficial do WhatsApp, podendo acessar diretamente as configurações da API do WhatsApp Business, versão recomendada às empresas que querem profissionalizar o atendimento on-line, adicionar um chatbot, integrar com outras ferramentas ou ter relatórios, o que oferece mais agilidade e praticidade aos seus clientes. A aproximação da Meta com os pequenos negócios vem à tona em um momento oportuno. Desde o início da pandemia de Covid-19, pequenos e médios empresários brasileiros precisaram passar por um processo de adaptação à nova realidade de transformações digitais. Em países como o Brasil, o WhatsApp é a plataforma mais utilizada para conversas entre amigos e família, mas, com o passar do tempo, tornou-se também um canal de comunicação entre empresas e clientes, não somente para consolidar vendas de forma ágil, bem como para nutrir as relações por meio de estratégias de marketing. Segundo pesquisa do Sebrae em parceria com a FGV, o WhatsApp é utilizado por 84% dos negócios que vendem on-line. Escolhida pela Meta como seu 1º Parceiro Focado em Pequenos Negócios, a Poli surgiu em 2018, quando os sócios Alberto Filho e Gabriel Henrique trabalhavam em uma rede de clínicas médicas. Diariamente, lidavam com as dificuldades para atender todos os clientes que entravam em contato pelo WhatsApp e outros canais alternativos às ligações telefônicas. A frustração ao perder clientes por esse motivo não era uma dor exclusiva da rede de clínicas, pelo contrário. Durante suas pesquisas, eles perceberam que se tratava de um problema crescente entre as pequenas e médias empresas. Então, com mais um sócio, Saulo Daniel, fundaram o Polichat, que tinha como objetivo oferecer uma plataforma de conversas. O objetivo era ajudar os negócios a conseguirem atender a todos os seus clientes por meio de um único número de WhatsApp, com vários operadores simultâneos – recurso possibilitado pela API do WhatsApp Business. Por não ser uma provedora, era necessário contar com uma BSP para intermediar a relação entre a empresa Polichat e as configurações da plataforma oficial. Ao passo em que o negócio crescia e oferecia mais recursos, como o Polipay, ferramenta de pagamento integrada ao canal de atendimento, Polichat excedeu os limites de uma solução de atendimento por WhatsApp e evoluiu como Poli, uma plataforma de comunicação e vendas que integra diversas soluções, desde a captação de clientes por meio de anúncios até o recebimento de pagamentos. Em 2020, durante a pandemia, a Poli aumentou cinco vezes sua base de clientes. A previsão é fechar 2022 com um crescimento de 100% em comparação com o faturamento do ano anterior, o que vem ocorrendo desde 2019, inclusive. Atualmente, a empresa tem mais de 1.200 clientes em sua base, é composta por 80 colaboradores e tem como investidores: Cedro Capital, ACE Startups e Oasis Lab. O perfil de seu público é de pequenos e médios empresários que reconhecem a importância de estar presente nos meios digitais, mas não têm conhecimento sobre as ferramentas para negócios. De acordo com os dados coletados pela Poli em diagnóstico inicial de sua base de clientes, 70% nunca utilizaram plataforma on-line de atendimento e 20% ainda não têm Instagram ou Facebook. Sobre a API oficial do WhatsApp, 63% afirmam nunca ter ouvido falar antes do contato com a Poli. Desde sua fundação, a Poli buscou aprimorar suas ferramentas e acumular bons cases de sucesso com clientes satisfeitos, sempre interessada em conquistar um relacionamento direto e estreito com a Meta, dona dos principais canais de comunicação e redes sociais da atualidade. O processo da Meta para selecionar empresas provedoras de soluções é rigoroso, isso porque somente elas podem acessar diretamente as configurações da API do WhatsApp. Enquanto 1º Parceiro Oficial da Meta focado em PMEs, a Poli será a ponte entre as ferramentas do Grupo e os empresários que ainda não estão familiarizados com as novas tecnologias de vendas.
Black Friday, Copa, Natal e ano-novo devem gerar 50% das receitas do ano para PMEs

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima R$ 1,48 bilhão em vendas relacionadas somente ao campeonato de futebol. O valor é 7,9% acima do registrado na competição de 2018 (R$ 1,37 bilhões). Já o estudo Holiday Season, encomendado pela Meta e realizado pela Toluna em agosto de 2022, mostra que os consumidores terão preferências específicas. Enquanto o evento esportivo, Natal e ano-novo podem ter mais buscas por vestuário e alimentação, Black Friday e Cyber Monday tendem a ser melhores para eletrônicos. Dos mil brasileiros entrevistados, 83% planejam alguma comemoração nessa grande temporada e 65% pretendem antecipar as compras natalinas. Identificar esse cenário permite que os empreendedores também se planejem com antecedência. “Nem todo mundo tem um planejamento de marketing e verba alocada por trimestre. Cada evento é uma oportunidade de captar essa audiência que está consumindo conteúdo nas redes sociais. São clientes que têm de ser aproveitados para gerar vendas”, avalia Carolina Piber, diretora de negócios da Meta para pequenas empresas na América Latina. Outra pesquisa global feita pela companhia em julho com pequenos e médios empreendimentos indica que 29% das empresas brasileiras esperam faturar mais da metade da receita anual no último trimestre do ano. Para a executiva, 2022 traz um ambiente ainda mais positivo, porque é o primeiro desde o início da pandemia com abertura total do comércio físico e canal online mais sofisticado. “Estamos com muito otimismo.” Nesse levantamento, 50% das PMEs tiveram vendas maiores nos 30 dias anteriores do que no mesmo período do ano passado. Por outro lado, a pandemia impactou os negócios: 20% tiveram de reduzir a força de trabalho nos seis meses anteriores e, no mesmo período, 57% dizem ter aumentado os preços dos produtos e serviços em mais de 20%. Carolina avalia que, embora o panorama seja desafiador, as pequenas empresas conseguiram mais eficiência de gerar demanda, aumentar receita e girar a economia. Para atravessar esse momento, vale otimizar o orçamento, usar as ferramentas de análise das plataformas para entender onde o dinheiro dá mais retorno e fazer testes. Investimento em redes sociais O estudo Holiday Season sugere que investir nas redes sociais para vender é uma importante estratégia: 64% dos brasileiros afirmam que já encomendaram produtos e serviços pelo WhatsApp e 60% já compraram após ver um anúncio personalizado no Facebook ou no Instagram. As plataformas também ajudaram os consumidores a encontrar e decidir por uma compra. Além de ser o mais assertivo possível com a audiência que deseja alcançar, o empreendedor pode investir em formatos que vêm crescendo, como vídeos curtos em reels e stories. Carolina reforça a abordagem eficiente das mensagens de texto. “Hoje, temos empresas em que o serviço ocorre 100% no WhatsApp, desde a descoberta do produto, a conversa prévia até a venda e pós-venda. Ter comunicação direta é crítico”, diz. Desde que começou a empreender com a Quituteria Culinária Artesanal, em 2017, a designer Daniella Antunes sabia que precisava investir nas redes sociais do negócio. O empreendimento foi lançado com site e Instagram, sendo que este era usado para vender e divulgar os eventos dos quais ela participava com as granolas que produz. Com o tempo, ela integrou o WhatsApp à jornada de venda, mas administrar a crescente demanda, principalmente na pandemia, fez com que ela investisse mais no site, onde as pessoas poderiam finalizar as compras sozinhas. Mas as redes não ficaram de lado. “Eu faço as fotos, faço vídeos com uma produtora e quando comecei com os vídeos, teve um boom no Instagram”, comenta a empreendedora. Com estratégia, Daniella conseguiu aumentar as interações, os seguidores e, consequentemente, as vendas da Quituteria Foto: Renan Viana (reprodução: Estadão) O número de interações, seguidores e vendas aumentou, e Daniella fidelizou mais clientes. Além disso, com esse recurso, ela afirma ter conseguido apresentar melhor o produto dela, que costuma ser segmentado. Com a personagem Quitéria, interpretada por ela, os conteúdos ensinam receitas e mostram como usar o alimento em todas as refeições. A empreendedora conta que apostar nos stories é um trunfo importante para o negócio. “Às vezes, fico sem aparecer, mas quando me mostro, as vendas entram.” Para ela, criatividade, anúncios segmentados, enquetes e, no caso dela, ter produtos temáticos para o fim do ano são uma boa forma de atingir novas pessoas e produzir conteúdo de qualidade. Fonte: O Estado de S. Paulo (https://www.estadao.com.br/pme/black-friday-copa-do-mundo-vendas-pme/)