News#10: Só esperamos o hexa

Quinta-feira, 08 de dezembro de 2022 Exceto sobre o hexa, parece que o clima é de poucas expectativas em relação ao Brasil. Nesta sexta-feira, 09, o governo eleito anuncia parte da sua escalação e é provável que os nomes sejam os que já estão circulando no mercado (ah, o mercado). Se você está com a impressão de que o ano acabou e que já estamos com um pé em 2023, não se sinta só. A final acontece no dia 18 de dezembro, semana seguinte é o Natal, depois, feliz ano-novo. Nesta reta final, só resta se preparar para o ano que vem. Dito isso, aí vão alguns sinais importantes. Opinião: Feliz ano velho Pode não parecer, mas acabamos de sair da pandemia da Covid e o cenário que vivemos é em decorrência daquilo tudo que vimos há dois anos. O que se percebe, no mundo em geral, é que o impacto financeiro não foi medido, a conta chegou para vários países. Aparentemente, o Brasil acertou em antecipar a baixa de juros e antecipar a inflação. Para quem não lembra, os juros chegaram a 2%. Agora estão em 13,75%. Havia uma expectativa: de que os juros fossem se reduzindo com o passar do tempo. O teto previsto era de 14%, nada muito mais que isso. O que aconteceu foi que a projeção de curva de redução se estendeu. Resta saber se essa esticada vai até meados de 2023 – até agosto/23, dizem alguns – ou durará até o final do ano. Alguns otimistas esperam 11% para o final do ano que vem. Com a aprovação da PEC de transição no Senado, o furo no teto de gastos passa dos R$ 170 bilhões. O excesso de R$ 100 bi representa cerca de 1,5% do PIB. Como isso será pago, se não tem almoço grátis? A aposta é no crescimento da economia, sendo que estamos vindo de um baixo crescimento na última década. Se não crescer, o resultado será o aumento de impostos. Ou seja, aumento nos custos de quem produz e do povo. O Senado estabeleceu até 31 de agosto de 2023 o prazo para uma proposta de nova âncora fiscal para o novo governo, o que, de certa forma, dá uma segurada. Mas, há uma questão em aberto sobre qual é o próximo movimento do governo eleito. Existirá novas frentes para mais gastos, para atender à pauta mais populista? Aparentemente, estamos esperando ver o que acontece, mas desconfiados. Ora, conhecemos as pessoas ali. Por esse mesmo motivo, há também uma certa confiança na habilidade do futuro antigo presidente eleito, de organizar interesses. Seguimos aguardando os próximos passos. Algumas fontes Para essa análise, fomos atrás do que os grandes economistas estão falando. Quer a lista? Igor Barenboim: Economista-Chefe da Reach Capital Entrevista para a GloboNews (08/12) https://twitter.com/globonews/status/1600815130232918016?s=48&t=dv3r8b9ALxb8TrTnhUm4Bg Milton Lauhy Filho: CEO do Itaú Unibanco Evento Itaú Macro Vision (08/12) https://inteligenciafinanceira.com.br/saiba/economia/milton-maluhy-filho-macro-vision-2023/ Gustavo Franco: ex-presidente do Banco Central Evento Itaú Macro Vision (08/12) https://exame.com/invest/opina/gustavo-franco-prendendo-a-respiracao/ Silvio Campos Neto – economista-sênior da Consultoria Tendências Maurício Une – economista-chefe do Rabobank https://www.terra.com.br/economia/mercado-espera-manutencao-da-selic-mas-crescem-as-incertezas-sobre-inicio-do-ciclo-de-queda-da-taxa,5177225fc79b96c11b90ef52c96719d76aa2raln.html FOLLOW-UP Black Fraude II A Black Friday, alguém viu? O Comércio eletrônico faturou R$ 5,9 bilhões em cinco dias de Black Friday, 19% a menos que o ano passado – o levantamento é da consultoria NilsenIq | Ebit e foi publicado nesta quinta-feira pelo Valor Econômico. Tilt Caiu a captação de recursos de startups latinas. Segundo o site Startups, o volume foi de US$ 627,5 mi em novembro, o pior resultado do ano. O levantamento é do Sling Hub. Apesar da queda, o número de rodadas cresceu, com 137 negociações fechadas, um salto de 44%. Nos M&As, novembro foi palco de 21 negociações, sendo 20 aquisições e 1 fusão. O resultado mostra uma queda de 25% ano a ano e de 19% em relação a outubro. Fintechs segue em destaque. RUMO AO HEXA Próximos Jogos do Brasil: quartas Sexta (09), 12h: BRASIL X CROÁCIA semi Terça(13), 16h: BRASIL X (possível ARGENTINA) final Domingo (18), 12h: BRASIL X (?????)
Feliz ano velho

Ouvi muitos economistas para escrever isso aqui. Ao vivo, entrevistas, artigos e debates em eventos. Há muitas coincidências nas falas. Pode não parecer, mas acabamos de sair da pandemia da Covid e o cenário que vivemos é em decorrência daquilo tudo que vimos há dois anos. O que se percebe, no mundo em geral, é que o impacto financeiro não foi medido, a conta chegou para vários países. Aparentemente, o Brasil acertou em antecipar a baixa de juros e antecipar a inflação. Para quem não lembra, os juros chegaram a 2%. Agora estão em 13,75%. Havia uma expectativa: de que os juros fossem se reduzindo com o passar do tempo. O teto previsto era de 14%, nada muito mais que isso. O que aconteceu foi que a projeção de curva de redução se estendeu. Resta saber se essa esticada vai até meados de 2023 – até agosto/23, dizem alguns – ou durará até o final do ano. Alguns otimistas esperam 11% para o final do ano que vem. Com a aprovação da PEC de transição no Senado, o furo no teto de gastos passa dos R$ 170 bilhões. O excesso de R$ 100 bi representa cerca de 1,5% do PIB. Como isso será pago, se não tem almoço grátis? A aposta é no crescimento da economia, sendo que estamos vindo de um baixo crescimento na última década. Se não crescer, o resultado será o aumento de impostos. Ou seja, aumento nos custos de quem produz e do povo. O Senado estabeleceu até 31 de agosto de 2023 o prazo para uma proposta de nova âncora fiscal para o novo governo, o que, de certa forma, dá uma segurada. Mas, há uma questão em aberto sobre qual é o próximo movimento do governo eleito. Existirá novas frentes para mais gastos, para atender à pauta mais populista? Aparentemente, estamos esperando ver o que acontece, mas desconfiados. Ora, conhecemos as pessoas ali. Por esse mesmo motivo, há também uma certa confiança na habilidade do futuro antigo presidente eleito, de organizar interesses. Seguimos aguardando os próximos passos.