Micro e pequenas empresas geraram 7 em cada 10 novas vagas de emprego em maio

Resultado é 2 pontos percentuais superior ao registrado no mesmo mês do ano passado O saldo de empregos formais gerados no país continua sendo determinado diretamente pela atuação das micro e pequenas empresas (MPE). No último mês de maio, de acordo com levantamento feito pelo Sebrae a partir de dados do Sistema do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), 7 em cada 10 vagas de trabalho foram criadas pelas MPE. O resultado é 2 pontos percentuais superior ao que havia sido registrado no mesmo mês do ano passado. No total, o Brasil teve um saldo líquido de 155 mil novos empregos em maio deste ano, sendo 108,4 mil gerados pelas micro e pequenas empresas. Enquanto isso, as médias e grandes empresas somaram 23 mil postos de trabalho, o que equivale a 15% do universo de vagas criadas. A análise comparativa mostra que, em maio de 2022, haviam sido geradas 277,7 mil vagas, sendo as micro e pequenas empresas, com 188,9 mil vagas responsáveis por 68% desse total (277,7 mil). Nessa mesma avaliação, as médias e grandes decaíram sua participação, saindo de 22% do total em maio de 2022 para 15% em maio de 2023, queda de 7p.p. No acumulado deste ano, de janeiro a maio, foram registrados 865,3 mil novos empregos. As micro e pequenas empresas contribuíram com 69% desse montante, tendo gerado 594 mil vagas. Já as médias e grandes contribuíram com 163 mil postos de trabalho, 19% do total. Serviços na liderança A análise sobre o comportamento de cada um dos setores de atividade econômica mostra que, entre as micro e pequenas empresas, os setores de Serviços (53.224), Construção (28.825) e Comércio (16.332) são os que mais geraram empregos em maio. Já para as médias e grandes empresas, os principais setores foram Serviços (24.039), Agropecuária (2.081) e Extrativa Mineral (1.632). No total dos cinco primeiros meses de 2023, as micro e pequenas empresas já contam com mais de 527 mil vagas geradas nos setores de Serviços (339.127), Construção (123.937) e Indústria da Transformação (64.754). O setor de Comércio, que apresentava saldo negativo no acumulado até abril, agora já sinaliza uma recuperação, contando com saldo positivo de 34.127 novas vagas. Segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), as principais atividades que geraram mais empregos nas MPE em maio foram “Construção de edifícios” (8.660), “Serviços combinados de escritório e apoio administrativo” (3.598) e “Construção de rodovias e ferrovias” (3.283). Para as médias e grandes, o destaque ficou com “Cultivo de laranja” (4.950), “Atividades de atendimento hospitalar” (4.440) e “Limpeza em prédios e em domicílios” (4.122). Considerando o saldo por mil empregados, os estados que lideraram o ranking foram: Piauí – 2.208 Espírito Santo – 4.873 Pará – 4.037 Paraíba – 2.464 Acre – 443 Em números absolutos, os estados com mais empregos gerados em foram: São Paulo – 23.618 Minas Gerais – 14.269 Rio de Janeiro – 8.752 Paraná – 7.124 Bahia – 5.594
Dia da Micro, Pequena e Média Empresa: pequenos negócios digitais estão contratando

Estudo mostra que o varejo online também possui um amplo espaço para a geração de empregos e renda no país O Dia Internacional da Micro, Pequena e Média Empresa (MPMEs), é celebrado nesta terça-feira, 27, em homenagem aos empreendimentos que, independentemente do porte, têm grande importância na economia mundial. Segundo a primeira edição da pesquisa Geração de empregos pelos MPMEs online brasileiros, realizada pela plataforma Nuvemshop em parceria com o E-commerce Brasil, cerca de 35% dos empreendimentos online são Empresa de Pequeno Porte (EPP), 32% são Microempreendedor Individual (MEI) e 21% são Empresa individual (EI). O estudo ainda mostrou que o varejo online também possui um amplo espaço para a geração de empregos e renda no país. Dentre os empreendedores entrevistados, cerca de metade (47%) contratou funcionários em 2022 e 28% já realizaram novas contratações em 2023. De acordo com Luiz Figueiro, diretor da Nuvemshop para a América Latina, o e-commerce tem desempenhado um papel significativo na geração de empregos e na economia nos últimos anos no Brasil. “Com o crescimento do e-commerce no país, muitas empresas estão expandindo suas operações, o que resulta em uma demanda maior por profissionais. Somente no primeiro trimestre deste ano, por exemplo, as PMEs cresceram 23% seu faturamento em comparação a 2022”, diz o especialista. Contratações O estudo realizado entre abril e maio de 2023 revela que: nos últimos dois anos 35% dos empreendedores online contrataram para atendimento ao cliente; 32% para marketing e redes sociais; 26% para montagem de pedidos; 18% produção e confecção de produtos; 17% para logística e entregas; Em relação ao número de funcionários, 43% possuem de 2 a 5 funcionários; 10% possuem 6 a 10 funcionários; e 18% possuem mais de 10 funcionários. Apenas 25% dos entrevistados empreendem sozinhos. Loja física ou e-commerec? O estudo da Nuvemshop também revela que a maioria (64,5%) dos empreendedores entrevistados vende apenas por meio de loja virtual própria e 31% possuem loja física e e-commerce. Os outros 4,5% vendem apenas pelas redes sociais. “As vendas online requerem um atendimento ágil e de alta qualidade, desde o primeiro contato com o cliente, até a entrega do produto e pós-venda. Vemos muitos negócios que iniciaram com apenas uma pessoa e hoje possuem uma equipe mais robusta e especializada. O e-commerce é um setor em crescimento que continuará a ter um impacto significativo na geração de empregos no futuro”, diz Figueira. *Com informações do portal Exame
O que muda com a Reforma Tributária? Texto que propõe imposto único será apresentado hoje

Sem correção do limite do Simples (PLP 108/2021), reforma tributária pode demandar mudança de estratégia contábil de MPEs A reforma tributária é a principal pauta política do ano de 2023 e tem como objetivo desburocratizar o sistema de impostos no Brasil, reduzindo a complexidade e criando um ambiente mais favorável para negócios e para a economia. A expectativa do governo é de que a reforma tributária gere um impacto positivo com crescimento adicional do Produto Interno Bruto (PIB) de pelo menos 12% em 15 anos. Hoje, isso representaria R$ 1,2 trilhão a mais na economia. No cenário mais otimista, o incremento poderia chegar a 20%, conforme a secretaria da reforma divulgou recentemente – veja aqui. Um dos pontos mais relevantes em discussão é a criação do IVA – Imposto único sobre Valor Agregado – que, segundo cálculo feito por especialistas, deveria ser em torno de 25%, para manter a carga tributária total e atender à arrecadação – mais alto para alguns, mais baixo para outros. Entretanto, o texto que será apresentado hoje indica que mesmo o imposto único pode ter duas modalidades diferentes, contemplando até quatro alíquotas, conforme proposta debatida ontem entre os deputados e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Será um IVA Federal e um IVA “subnacional” (estadual). O IVA Federal englobará IPI, PIS e Cofins, enquanto o IVA subnacional unificará ICMS e ISS em um único imposto, ambos cobrados no local de destino. O substitutivo que será votado no plenário da Casa será apresentado dentro de 15 dias. A proposta também inclui a criação de um fundo para compensar perdas de arrecadação de estados e municípios durante a transição entre sistemas de impostos. Além disso, o relatório pode apresentar um modelo de devolução de impostos para famílias de baixa renda, em modelo de “cashback”, cujos detalhes ainda não foram especificados. Outras medidas que podem ser incluídas nas diretrizes são a criação de um novo tributo sobre embarcações de luxo, semelhante ao IPVA para iates e a manutenção do regime diferenciado de tributação na Zona Franca de Manaus. A proposta da reforma tributária também contempla a criação de um fundo para financiar o desenvolvimento de novas atividades econômicas regionais, além da implementação de um imposto seletivo sobre produtos como cigarros e bebidas alcoólicas. Esses produtos pagarão uma alíquota adicional cuja receita arrecadada poderá ser direcionada ao fundo de compensação para estados e municípios. É importante ressaltar que tanto o Simples quanto a Zona Franca de Manaus são exceções à alíquota geral do futuro IVA – a adesão será optativa. E é aí que entra o grande desafio do MPE: a complexidade do sistema tributário brasileiro. A simplificação das regras tributárias deveria ser essencial para a reforma tributária. Atualmente, os pequenos negócios enfrentam obrigações acessórias complexas e demandas de conformidade que tornam o ambiente de negócios brasileiro um dos mais complexos do mundo. A promessa de simplificação, que deveria reduzir o Custo Brasil e aumentar a produtividade, na avaliação dos mais céticos, dá lugar à premissa de arrecadação. E, com os gastos do governo, arrecadar mais não vai gerar o resultado esperado. Os mais críticos ainda apontam o risco de “jabutis” (leis não relacionadas diretamente à reforma que possam ser embutidas no processo, em troca de favores políticos, prática muito comum no legislativo). Setor de Serviços O setor de serviços, segundo que mais emprega e gera negócios no país – logo atrás do agro – enfrenta dificuldades para abater custos de insumos na base de cálculo de tributos. Uma das preocupações é que a reforma acabe onerando excessivamente o setor com alíquotas mais altas. Uma emenda à PEC 110/2019, a PEC da reforma tributária, propõe tratamento especial para o setor de serviços no cálculo de créditos de PIS e Cofins. Histórico Lembrando um pouco o histórico, os Projetos de Lei Complementar (PLP) 145/2021 e 178/2021 contribuíram para desenhar a proposta de reforma que está em diálogo hoje (06). A PLP 145/2021 propõe um Sistema Eletrônico de Apuração Fiscal para cálculo simplificado de tributos, o que poderia ajudar. Já a PLP 178/2021 padroniza as obrigações tributárias e cria uma nota fiscal eletrônica unificada. Outro aspecto é a substituição do ICMS, que poderia impactar principalmente as micro e pequenas empresas, promovendo um adiantamento do imposto que desequilibra o fluxo de caixa – o que o Simples torna mais fácil de gerir. Simples: mesmo sem correção, ainda é opção para MPEs Para o Sebrae, a reforma deveria priorizar a simplificação do sistema tributário como forma de impulsionar os pequenos negócios. O Sebrae destaca que mudanças beneficiariam os Microempreendedores Individuais (MEI) e MPEs (microempresas e empresas de pequeno porte), que representam a maioria dos negócios do país. A simplificação das regras tributárias e a redução da complexidade do sistema são essenciais para melhorar o ambiente de negócios e estimular o crescimento dos pequenos negócios – confira aqui. Uma das medidas para isso seria de aumentar o limite do Simples, hipótese que já foi declinada pelo governo, sob o argumento de que a renúncia fiscal já é das mais altas em comparação com sistemas semelhantes em outros países, e que o ajuste representaria uma renúncia significativa de arrecadação. No entanto, os empresários defendem a correção dos limites, levando em conta pelo menos a inflação, pois quando as empresas crescem e ultrapassam os limites de faturamento do Simples, elas podem enfrentar uma carga tributária elevada para a qual podem não estar preparadas. Outro argumento é que a ampliação do Simples favoreceria a cadeia produtiva como um todo, visto que as empresas que estão no Simples são consideradas mais rentáveis, geram mais oportunidades de emprego e têm menor índice de inadimplência perante a Receita Federal, benefícios que tornam o Simples Nacional uma das principais opções. Cerca de 68% das empresas brasileiras são microempreendedores individuais formalizados no Simples, e as micro e pequenas empresas representam 99% de todas as empresas em atividade no país, contribuindo com 30% do PIB brasileiro e sendo responsáveis por mais de 70% dos empregos gerados. Isso ainda permitiria mais pessoas a
Caixa anuncia alivio para MPEs; Presidente quer flexibilidade para dívidas

No mesmo dia em que o banco anunciou redução de juros para MPEs, Presidente da instituição defendeu ajuste no Pronampe para dar mais flexibilidade para renegociar dívidas A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira, 11, que vai reduzir juros para micro e pequenas empresas (MPEs). Em parceria com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), o banco público vai oferecer linhas de crédito com uma redução de até 33% nos juros. Mais de 2,1 milhões de micro e pequenas empresas associadas da CACB podem contar com essas condições especiais. O objetivo da parceria é estimular o crescimento das micro e pequenas empresas, com soluções diferenciadas em crédito e atendimento, informou o banco. Quais são as condições especiais para MPEs? Linhas de capital de giro estão disponíveis para contratação com taxas a partir de 1,21% a.m. Investimentos para compra de máquinas e equipamentos podem ser contratados com taxas a partir de 1,34% a.m. O banco também anunciou condições diferenciadas na contratação do GiroCAIXA FAMPE, linha de capital de giro sem destinação específica e que dispensa apresentação de garantia pelo tomador. O empréstimo é destinado para micro empreendedores individuais, micro empresas e empresas de pequeno porte, com faturamento até R$ 4,8 milhões, com taxas a partir de 1,87% a.m. Renegociação de dívidas e defesa de ajuste no Pronampe O anúncio dos juros mais baixos acontece no mesmo dia em que a presidente da Caixa, Rita Serrano, esteve em reunião da Frente Parlamentar do Empreendedorismo. Na ocasião, ela disse que há um grupo de empresas inadimplentes, mas que o banco está “amarrado” diante das regras atuais. Para Rita, a lei que criou o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) precisa de ajustes para flexibilizar a renegociação de dívidas em atraso na modalidade. “Tem que aprimorar a lei que criou o Pronampe para flexibilizar os prazos. Temos um grupo de empresas inadimplentes, mas estamos amarrados”, afirmou. O Pronampe foi criado como programa emergencial na pandemia de covid-19 e depois tornado permanente. No fim de março, o Senado aprovou o aumento de 48 para 72 meses o prazo máximo para o pagamento dos empréstimos. O texto ainda estipulou carência de 12 meses para o início do pagamento do financiamento.
4 ferramentas que auxiliam as MPEs e PMEs de forma simples com soluções unificadas

De acordo com os dados do Atlas dos Pequenos Negócios 2022, produzido pelo Sebrae, as PMEs são responsáveis por quase um terço do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Atualmente, são mais de 16 milhões de PMEs no Brasil, movimentando mensalmente mais de R$ 35 bilhões na economia nacional. Já no setor de MPEs (Micro e Pequena Empresas) somente no primeiro semestre de 2022, foram criados 585,56 mil postos de trabalho formais no Brasil, o equivalente a 76% do total geral. Sendo responsável por 99% dos empreendimentos nacionais. Com um mercado tão aquecido e promissor, a Locaweb Company enxergou neste segmento a oportunidade de ofertar soluções integradas focadas na jornada de crescimento de seus clientes. E é isso que o segmento de Commerce SMB (Small e Mid-sized Business) da companhia busca entender e promover: ofertar ao mercado ferramentas que auxiliam os PMEs (Pequenas e Médias Empresas) em sua jornada de vendas online. Na última divulgação de resultados a Locaweb Company mostrou a força destes segmentos. Os dados de commerce da companhia mostraram que a divisão atingiu R$ 197,6 milhões de Receita Líquida, com crescimento de 87,1% em comparação ao mesmo período de 2021. E este crescimento está diretamente relacionado às importantes aquisições feitas pela companhia para atender esse público com soluções robustas e intuitivas, com o objetivo de facilitar a vida do empreendedor. Dentre tantas opções disponíveis no mercado, escolher qual a melhor plataforma para contratar nem sempre é uma tarefa fácil. Pensando nisso, vamos apresentar algumas soluções que auxiliam as PMEs de forma simples e unificada: Loja virtual integrada a mais de 600 marketplaces A Tray é uma plataforma robusta que oferece produtos e soluções exclusivas, integrações com os maiores marketplaces do país, além de uma interface amigável e 100% customizável. Ideal para todos os estágios do empreendedor online, fornecendo um ecossistema completo que atende desde o pequeno varejista até as grandes operações. A plataforma possui um ecossistema completo para uma loja virtual com mais de 20 Marketplaces e mais de 600 integrações, que busca tornar o ambiente de negócios de seus clientes ainda mais robusto e ampliando assim o leque de opções para os varejistas que utilizam a empresa para otimizar suas estratégias de marca, aquisições de tráfego, vendas e aquisições online. “Em meio a tantos desafios e tarefas cotidianas, é comum que alguns empreendedores encontrem dificuldades para olhar para seu e-commerce em cada detalhe. Por isso, a Tray tem uma plataforma moderna que oferece solução rápida e eficiente entre quem vende e quem compra, pensando em cada detalhe para que a jornada do cliente seja a melhor possível”, pontua Thiago Mazeto, CEO da Tray. Fretes mais acessíveis e clientes satisfeitos O frete é um dos principais fatores que definem a decisão de compra dos clientes. Entretanto, empresas menores, que não possuem contrato com transportadoras, acabam pagando a mais pela entrega, o que as prejudica na competição com as grandes marcas. O Melhor Envio é uma plataforma de intermediação logística que possui contrato com transportadoras e divide esse desconto com os lojistas. A plataforma, integrada com as principais transportadoras do país, oferece valores mais econômicos, além de serviços que facilitam a vida do empreendedor como o rastreio de encomendas, centros de distribuição e programas de vantagem. “Nosso objetivo é trazer agilidade, conforto e competitividade para os lojistas. Sabemos a importância que uma simples ferramenta pode ter quando falamos em otimização, seja de tempo ou financeira. O que fazemos, nada mais é do que usar a tecnologia que desenvolvemos para dar esse respiro aos empreendedores, seja ele micro, pequeno, médio ou grande, oferecendo todo o suporte na logística da loja online”, explica Éder Medeiros, CEO do Melhor Envio. Venda seus produtos e serviços pelas redes sociais com segurança A Bagy é uma plataforma de e-commerce focada em social commerce, que ajuda PME’s, pessoas físicas e influenciadores a montarem uma loja virtual de forma rápida e simples. Após o download do aplicativo, o usuário consegue criar uma loja em poucos minutos. É cesó usar olular para cadastrar os produtos, tirar fotos, determinar os valores e ainda oferecer integração nativa com as principais redes sociais, em especial Instagram e Facebook, além do marketplace Mercado Livre. Suporte humanizado com plataforma intuitiva Plataforma para criação de lojas virtuais voltada a pequenas e médias empresas que tem como objetivo descomplicar o processo de implantação e gestão de uma loja virtual. Unindo design e tecnologia, em um painel intuitivo, a empresa facilita todas as etapas de cadastro e configurações básicas de um site de vendas, permitindo ao lojista criar, sozinho, um e-commerce com um visual profissional, em poucas horas. Mais informações: https://dooca.com.br/ “O propósito da Dooca sempre foi descomplicar o dia a dia do lojista. Ter uma loja virtual é uma tarefa desafiadora, ainda mais para os pequenos e médios empreendedores que acabam realizando diversas tarefas em paralelo. Com a Dooca esse processo de gerenciamento fica mais fácil e rápido, além de oferecer uma ótima experiência de compra para os clientes finais. Permitir que qualquer lojista sem experiência em tecnologia crie sua loja virtual sozinho, em poucos minutos e a gerencie facilmente, gerando vendas, é nossa missão de todos os dias.” explica Pedro Rabelo, diretor geral da Dooca.
“Caminho para MPEs exportarem mais passa por ampliar cultura exportadora”, afirma Gustavo Reis do Sebrae

Pequenos empreendedores podem exportar? Segundo levantamento realizado pela secretaria de comércio exterior (Secex) do Governo Federal em parceria com o SEBRAE, quase 41% dos exportadores nacionais são microempreendedores individuais e Micro e Pequenas Empresas. Entre os anos de 2008 e 2022, a quantidade de pequenos negócios exportadores cresceu três vezes mais do que as médias e grandes empresas que vendem seus produtos e serviços para o exterior. Em entrevista para o podcast da agência Sebrae de notícias, Gustavo Reis, analista do Sebrae Nacional explica como a exportação pode ser um caminho interessante para o crescimento de negócios das MPEs. 1. Apesar de os números de pequenos negócios que atuam no comércio exterior ser alto, o volume de exportações é relativamente baixo. Pode explicar porque isso acontece? Gustavo Reis: Apesar de esse número de exportação das MPEs ser alto no contexto do comércio exterior, o valor baixo mostra uma necessidade de agregar mais valor às exportações. Então, aquele produto, aquele serviço, que consiga entregar um valor maior para o cliente, de repente uma tecnologia, um produto que resolve algum problema, alimento que vem com um diferencial, isso agrega valor, o Empresário passa a ganhar mais em cima daquele produto, ele começa a ampliar o seu mercado e ficar mais competitivo. Existe, sim, uma necessidade ainda de melhorar essa performance. É um desafio de médio e longo prazo, que o Sebrae, junto com outros parceiros, vem desenvolvendo para que a cultura exportadora faça parte do cotidiano do empresariado brasileiro. 2. Qual é a importância da participação dos pequenos negócios no mercado externo a importância da participação do pequeno negócio no mercado externo? GR: O primeiro passo é desmistificar o comércio exterior, para que outros empresários olhem para esse número e vejam que isso não é coisa só de grandes empresas, para commodities. Pequenos negócios e empresas de menor porte, que tenham produtos e serviços que são diferenciados, podem acessar esse mercado internacional. Isso pode acontecer através de uma exportação direta, como é o caso desses números apresentados, ou através de exportações indiretas, por trades comerciais, exportadoras, o exporta fácil… O número mostra que esse empresário vem mudando a mentalidade. 3. Quais são os principais desafios enfrentados pelos pequenos negócios no comércio exterior? Qual é a melhor forma de superá-los? GR: O principal desafio do pequeno negócio no comércio exterior, no caso na exportação, é posicionar o seu produto ou seu serviço da melhor maneira possível, uma vez que ele está exposto a uma concorrência maior. Então, vai ser super importante ele comunicar de forma adequada com seu cliente com seu mercado, achar bons parceiros comerciais, identificar melhores pontos de venda e melhores estratégias de inserção nesse mercado internacional. Os desafios são vários, mas isso não quer dizer que seja impossível. Existem processos manuais, formas de você conseguir acessar essas informações para que esse processo seja feito de forma sustentável. 4. O que é possível ser feito para que a participação dos pequenos negócios no comércio exterior possa avançar ainda mais? GR: O Brasil tem um desafio de inserir mais pequenos negócios na balança do Comércio Exterior. Mas, não só pequenos. Quando a gente olha a totalidade de empresas existentes no Brasil – que já passaram dos 15 milhões, em torno de quase 20 milhões de empresas – e você tem apenas 30 mil empresas exportadoras, isso é um desafio País, não só dos pequenos negócios. Então, o desafio passa a ser como é que a gente consegue criar regras que sejam mais fáceis, mais entendíveis, que não atrapalhem essa competitividade empresarial. Legislações que consigam chegar a todo tipo de empresa, todo porte. Financiamentos, porque a questão da exportação traz o desafio de deixar seu produto, seu serviço, seus processos, mais inovadores para chegar nesse mercado internacional de forma mais competitiva. Há a questão de baratear a logística, seja nos modais aéreo, terrestre ou naval. Como é que a gente consegue colocar mais pequenas empresas para que acessem de forma mais saudável, mais sustentável, os tipos de serviço às questões internacionais. O Brasil vem no movimento forte, com várias instituições trabalhando de forma conjunta e coordenada para que a gente consiga ultrapassar esse desafios. É o caso do próprio Sebrae, trabalhando junto com CNI, com Apex, com o governo federal, que vem construindo estratégias para que esse processo seja possível de ser atingido, de ser feito por pequenos negócios. Fonte: Agência Sebrae de Notícias
App auxilia gerenciamento de atividades de autônomos empreendedores

A lógica de mercado e negócios no Brasil vive um processo de inversão, onde as nano, micro e pequenas empresas assumem papel de protagonistas em números e representatividade. São mais de 25 milhões de trabalhadores por conta própria, que geram mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Sebrae, respectivamente. Ainda de acordo com levantamento do Sebrae, as MPE geraram quase 1,8 milhão de novos postos de trabalho em 2022. O número representa cerca de 73% do total de empregos gerados no país, que ficou na marca dos 2,5 milhões. A participação das médias e grandes na geração de empregos ficou em 21,5%, com quase 530 mil contratações. Diante de tamanha proporção, o Brasil se vê diante do desafio de apoiar a transformação digital dos pequenos empreendedores, incluindo os mais de 11 milhões de microempreendedores individuais (MEI), dos quais quase 25% ganham até dois salários mínimos e cujo 30% dos negócios morrem em até cinco anos. Visando incentivar esse contingente de profissionais, a startup Agenda Boa desenvolveu uma ferramenta de gestão que auxilia na organização do negócio, gestão do relacionamento com o cliente e redução do risco de fechamento. A ideia é potencializar o desempenho e, consequentemente, faturamento de negócios menores. Em entrevista ao Empreendabilidade, o CEO e Co-Founder da Agenda Boa, Hans Page, revelou que o app está mudando a vida dos empreendedores prestadores de serviço. “O que a gente observa quando traz essa solução aos empreendedores é que a vida deles muda realmente. Temos muitos casos interessantes, que os empreendedores relatam que começaram a usar o aplicativo e começou a crescer, conquistar mais clientes e consegue fechar 9 em 10 orçamentos”, explica. A ferramenta – que já soma mais de um milhão de downloads – facilita a gestão do negócio de forma simples e prática, tendo por objetivo profissionalizar pequenos negócios para que passem mais credibilidade para os clientes, maior renda, mais estabilidade e maior controle das finanças. Com isso, esperam contribuir na qualidade de vida e autoestima desses trabalhadores, que muitas vezes sofrem com baixa eficiência em seus negócios, renda instável, imprevisível e insuficiente. “Com poucos cliques, o empreendedor consegue formalizar um orçamento bem formatado, bonito, detalhado e com todos os dados dele e do cliente. Isso passa maior credibilidade. Isso conquista o cliente, ele recebe e se impressiona e esse é um diferencial na hora de fechar o negócio”, aponta Hans. Por se tratar de um aplicativo, Hans detalha que os próprios dados dos usuários auxiliam nas atualizações e melhorias na interface e funções. “A gente utiliza bastante isso, para entender como eles usam o app, quais funcionalidades mais utilizadas. E acabamos por fazer disso um elemento que nos permita evoluir e criar cada vez novas soluções e melhorar o serviço oferecido”, afirma. Teoria da Mudança O projeto tem o apoio da Artemisia, aceleradora de negócios de impacto social, que já impulsionou mais de 650 empreendedores no Brasil. Com o impacto da pandemia, inovar virou uma condição de sobrevivência para muitos negócios; por mais tradicional que fosse o empreendimento, o contato com os clientes passou a depender de meios digitais. A transição digital era um plano para 35% dos empreendedores brasileiros antes mesmo de a pandemia começar, mas a necessidade do isolamento social acelerou esse processo. Hoje, para muitos, o uso de tecnologias digitais ainda é circunstancial. Viabilizar a inclusão produtiva desses empreendedores também passa pelo apoio para que o uso das tecnologias digitais se torne significativo em termos de produtividade. Na análise do economista Luciano Gurgel, diretor-executivo da Artemisia, é importante compreender que, na prática, aqueles que empreendem por necessidade enfrentam uma série de desafios; a missão de digitalizar processos é um deles. “As dificuldades passam por falta de letramento digital, infraestrutura, recursos e equipe. Diminuir o ‘gap’ de acesso a tecnologias é urgente diante das transformações relacionadas ao futuro do trabalho”, defende Gurgel, acrescentando que negócios de impacto social como a Agenda Boa têm um papel muito relevante nesse processo de dar suporte aos empreendedores de base. “Por isso, a Artemisia também apoiou a Agenda Boa no processo de desenvolvimento da Teoria da Mudança do Negócio”, afirma. A Teoria da Mudança é um framework que responde de forma objetiva o que, para quem e para que uma iniciativa de impacto é desenvolvida, permitindo uma visualização do encadeamento lógico de resultados que levam ao impacto pretendido. “No caso da Agenda Boa, demos o suporte para o desenvolvimento da Teoria da Mudança do Negócio, que tem como impacto almejado a redução da desigualdade social e a transformação cultural em relação à valorização do pequeno empreendedor”, finaliza o economista. A entrevista também está disponível no Spotify.
MPEs do PA relatam dificuldade de acesso a crédito, enquanto Americanas captou e está devendo

O jornal O Liberal, do Pará, noticiou esta semana (leia aqui) que os bancos públicos e instituições estatais de fomento da região Amazônica figuram como alguns dos maiores credores das Lojas Americanas, na lista de dívidas da empresa. Entre esses credores está o Banco da Amazônia (Basa), para quem a marca deve mais de R$ 103 milhões, e sequer conseguirá saldar essa dívida, diz o jornal. Ao mesmo tempo, Micro e pequenos empresários da região têm dificuldade de conseguir crédito junto às instituições financeiras, especialmente públicas, como é o caso do Basa, mesmo em programas de incentivo. O presidente da Federação das Micro e Pequenas Empresas do Estado do Pará (Femicro-Pará), Valber Cordeiro, diz que, hoje, em todo o Estado, há mais de 640 mil micro e pequenas empresas, responsáveis por mais de 60% dos empregos formais de que o Pará dispõe. Mesmo assim, é muito difícil, segundo ele, o segmento conseguir acesso a crédito por meio das instituições bancárias. “Nós queremos facilidade de acesso ao crédito e juros subsidiados. Não tem por que os bancos cobrarem de uma micro e pequena empresa uma taxa compatível a de uma empresa grande. É necessário que esses juros sejam bem pequenos para facilitar o acesso e, principalmente, o pagamento das dívidas, pois, caso contrário, o micro e pequeno empreendedor vai acumular dívidas, pegar empréstimo e não conseguir pagar, aumentando ainda mais a inadimplência que existe no País. Então, nós somos favoráveis a que seja feita uma política de acesso ao crédito e uma política de juros subsidiados e talvez até com carência para iniciar o pagamento, para que o pequeno negócio possa sobreviver”, destacou cordeiro ao Liberal.
Inadimplência alcançou 5,7 milhões de MPEs em dezembro de 2022

Total foi de 6,4 milhões de negócios de todos os portes com débitos em atraso no período Dados do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian mostram que, em dezembro de 2022, 5,74 milhões de Micro e Pequenas Empresas (MPEs) foram alcançadas pela inadimplência. Comparado com o mesmo mês de 2021, a variação foi de 7%. Veja a seguir os dados completos: “A estimativa é que o cenário de inadimplência das empresas ainda perdure, em conformidade com o índice de negativação dos consumidores que já chega em 69,4 milhões de pessoas. O impacto da inflação começa no bolso do brasileiro, que tem seu poder de compra e de pagamento afetado e acaba impactando o fluxo de caixa das companhias. Para que haja melhora deste cenário, é necessário investir na reorganização financeira, com renegociação de dívidas junto aos credores e contenção de gastos até que a economia sinalize positivamente uma melhora”, avalia o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi. Ainda na avaliação do cenário das Micro e Pequenas Empresas em dezembro, 52,5% foram do setor do Serviço, 39,1% do Comércio, 7,9% da Indústria e 0,5% do segmento de Outros. A quantidade foi de 39,5 milhões de dívidas negativadas cujo valor chegou em R$ 89,1 milhões. Cada empresa tinha, em média, 6,9 contas atrasadas que, juntas, somam por volta de R$ 15.521,20. A maior parte das MPEs com CNPJs negativados eram do Sudeste (53%) e a menor parcela do Norte (5,3%). Confira a comparação completa no gráfico a seguir: Com São Paulo (1.865.890), Minas Gerais (560.084) e Rio de Janeiro (511.401), o Sudeste liderou o ranking das Unidades Federativas (UFs) com mais micro e pequenas empresas inadimplentes. Abaixo, veja a lista completa: Cenário nacional chega em R$ 110,2 milhões em débitos atrasados O mês de dezembro registrou mais de 6,44 milhões de empresas inadimplentes. Considerando todos os portes, a somatória das dívidas atrasadas chegou em 45,8 milhões com valor total de R$110,2 milhões, sendo a média de 7,1 boletos e R$ 17.123,10 devidos por empresa. Cerca de 54% dos negócios com CNPJs no vermelho eram do setor de Serviços. Confira os dados completos no gráfico e na tabela abaixo: Na análise por segmentos nos quais os empreendimentos inadimplentes mais adquiriram suas dívidas, “Outros” – categoria que engloba em sua maioria Indústrias, além de empresas do terceiro setor e do agronegócio – foi o que se destacou (28,4%). No gráfico abaixo está o levantamento completo, confira: Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.
BNDES vai priorizar apoio a micro, pequenas e médias empresas, diz Mercadante

Presidente do banco disse que apoio aos pequenos negócios será de R$ 65 bilhões via crédito indireto e reafirmou apoio à reindustrialização O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou nesta segunda-feira (6), durante cerimônia de posse, que fomentar o desenvolvimento de micro, pequenas e médias empresas está entre as prioridades de sua gestão. “Vamos apoiar as micro, pequenas e médias empresas e as cooperativas de economia solidária com R$ 65 bilhões por meio de crédito indireto do banco e alavancagem via garantias do crédito privado”, afirmou Mercadante, destacando que são elas as “grandes geradores de emprego e renda no país”. Dentre as medidas pretendidas pela nova gestão do BNDES, Mercadante destacou que irá debater ajuste na Taxa de Longo Prazo (TLP) do banco de fomento. “Atualmente, a TLP apresenta enorme volatilidade e custo superior ao da dívida pública”, enfatizou. Mercadante afirmou que não pretende fazer com que o BNDES concorra com bancos privados, mas defendeu a necessidade de juros mais competitivos para as micro, pequenas e médias empresas. “Não queremos padrão de subsídios como no passado, mas uma taxa de juros mais competitiva para micro, pequenas e médias empresas”, enfatizou Mercadante. “Nós não pretendemos ficar disputando mercado com o sistema financeiro privado. Isso não é papel do BNDES. Precisamos de parceria e o BNDES pode contribuir para reduzir riscos, abrir novos mercados, alongar prazos e elaborar bons projetos para o mercado privado”, acrescentou. ‘Eximbank’ e reindustrialização Em seu discurso de posse, Mercadante defendeu a atuação do BNDES como “Eximbank”, fomentando o aumento das exportações do país, com foco no longo prazo, integrando as cadeias globais. “O Brasil é um dos principais exportadores de produtos agrícolas, mas os produtos de alto valor agregado também são importantes. O Brasil não pode ser só a fazenda do mundo”, disse . O novo presidente do BNDES também defendeu a necessidade de investimento na reindustrialização, voltado ao que classificou como “nova indústria” – “digital, descarbonizada, baseada em circularidade e, assim, intensiva em conhecimento”. “A participação da indústria nos desembolsos do BNDES era de 56% em 2016, caiu para 16% em 2021”, destacou Mercadante ao prometer retomar o aumento do investimento no setor industrial. ‘Empoderamento’ de mulheres, negras e negros Mercadante abriu seu discurso afirmando que “nunca mais teremos um palco sem negras e negros” e, se dirigindo para a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, uma das autoridades presentes no palco, afirmou que o BNDES vai combater a igualdade racial e de gênero dentro e fora do banco. “Seremos promotores de uma sociedade mais justa e inclusiva por meio de nossas linhas de crédito e das ações de fomento que empoderem mulheres, negras e negros desse país. Nós temos que empoderar o empreendedorismo da comunidade negra e das mulheres brasileiras”, disse. Embora tenha afirmado que não pretende fomentar competição entre o BNDES e os bancos privados, Mercadante disse que irá “competir positivamente” em relação às ações de fomento da igualdade de raça e gênero. “Vi que o Itaú lançou uma linha de crédito especial para mulheres e nessa parte nós vamos competir positivamente, vocês vão correr atrás porque nós vamos jogar firme”, declarou. Internamente, tal promoção se dará, segundo Mercadante, por meio de programa de estágio voltado a negros e negras e do estabelecimento de cotas na retomada de concursos públicos. “Esse nosso compromisso com a igualdade racial não vai ser só da porta para fora, como também da porta para dentro. Vamos propor um programa de estágios para negros e negras, retomaremos concursos que não acontece há mais de dez anos com cotas”, afirmou. Fonte: com informações do G1.com
Governo Federal anuncia programa ‘Litígio Zero’ que ajuda pequenos negócios

Medida foi anunciada nesta quinta-feira (12) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao lado da equipe econômica, durante coletiva de imprensa O governo federal anunciou nesta quinta-feira (12) as primeiras medidas na área econômica com o objetivo de equilibrar o orçamento deste ano. A estimativa é recuperar R$ 242,7 bilhões, volume de recursos suficientes para colocar as contas do governo em dia. Entre os anúncios está o lançamento do programa ‘Litígio Zero’. A medida inclui as micro e pequenas empresas no grupo de renegociação de dívidas de baixo valor (até 60 salários-mínimos), inscritas ou não em dívida ativa. Por se tratar de um programa extraordinário, o prazo de adesão será até 31 de março de 2023. Os detalhes deverão ser publicados em portaria interna da Receita Federal. Apenas no Carf existem 30 mil processos que estão parados na Receita Federal, outros 170 mil processos que se somados podem arrecadar em torno de 3,7 bilhões em impostos. Para o grupo de pessoas físicas e donos de pequenos negócios será concedido um desconto de 40% a 50% sobre o valor total do débito, incluindo tributos, juros e multa. O prazo para pagamento são de até 12 meses. Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, apenas neste caso a renegociação será realizada independentemente da classificação da dívida ou capacidade de pagamento, o que não acontece para as pessoas jurídicas com dívidas acima desse patamar. De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, trata-se de uma iniciativa para diminuir os litígios entre o contribuinte e a Receita Federal. “É um programa bastante profundo e benéfico para as empresas que queiram acertar sua vida com o fisco, que, inclusive, se integra ao contexto que vai se desdobrar mais para frente relacionado à política de crédito, porque não adianta desenrolar a vida das famílias junto aos credores privados se não ajudar as empresas e os contribuintes a resolver os seus problemas com a Receita Federal ”, declarou Haddad. Durante a coletiva de imprensa, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, também fez questão de destacar que não se trata de um novo Refis, mas uma transação. “Nós estamos chamando o contribuinte para negociarem com o fisco e encerrar o litígio. A transação permite que o poder público dê descontos não lineares ao débito, relacionados à qualidade do crédito desse contribuinte e a capacidade de pagamento desse mesmo contribuinte”, explicou. Outras medidas O pacote de medidas da nova equipe econômica do governo federal também inclui a retirada do ICMS da base de cálculo dos créditos tributários de Pis/Cofins, o que aumenta a arrecadação em R$ 30 bilhões. Outro destaque é o corte de despesas em R$ 50 bilhões, ainda não detalhado pelo ministério do Planejamento. Também foi anunciado a extinção dos recursos de ofício para dívidas abaixo de R$ 15 milhões, encerrando o litígio. A expectativa é pela extinção automática de quase mil processos no Carf, no valor de aproximadamente R$ 6 bilhões. Fonte: Agência Sebrae
Em novembro, os pequenos negócios responderam por 9 a cada 10 novos empregos

As micro e pequenas empresas (MPE) foram responsáveis em novembro por 93,5% dos empregos formais gerados no país. Segundo estudo realizado pelo Sebrae, a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram criados, no conjunto da economia brasileira, 135 mil postos de trabalho no penúltimo mês de 2022. Desse universo, 126 mil vagas estavam entre os pequenos negócios, o que corresponde a 93,5% das novas vagas. Apesar de todos os portes terem apresentado saldos positivos, o mês de novembro representou o segundo menor saldo de geração de empregos de todo o ano. Os 135 mil empregos criados na economia superaram apenas os 97 mil gerados no mês de março e representaram apenas 58% da média de geração de vagas de 2022, que era de 233 mil até outubro. No acumulado de todo o ano passado, o Brasil se aproxima da marca dos 2,5 milhões de novos empregos. Nesse contexto, as MPE foram as grandes geradoras de postos de trabalho, respondendo por quase 1,8 milhão das novas contratações (cerca de 73% do total). A participação das médias e grandes na geração de empregos ficou em 21,5%, com quase 530 mil contratações. “Os pequenos negócios são os maiores geradores de emprego do país. São as micro e pequenas empresas que fazem a economia girar e o Brasil crescer. São elas que ajudarão na reconstrução da economia do país”, destaca o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Pela primeira vez no ano, puxado pelas festas de final de ano, o setor de Comércio das Micro e Pequenas Empresas foi o grande gerador de empregos, com 84 mil postos criados. O setor de Serviços, principal responsável pela geração de emprego ao longo do ano, ficou em segundo lugar com 53 mil vagas de trabalho. Apesar desses bons resultados nesses dois setores, tanto as MPE quanto as MGE apresentaram mais desligamentos do que admissões em quatro setores de atividade: Indústria de Transformação, Agropecuária, Construção Civil e Indústria de Transformação. Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Sebrae-RS: acordo visa fortalecer a participação de MPEs nas compras públicas municipais

Fortalecer o ambiente de negócios das cidades gaúchas por meio do aumento da participação de Micro e Pequenas Empresas (MPEs) locais nas licitações e conferir maior segurança jurídica na relação entre o Poder Público e empresários. É com esse objetivo que o Sebrae RS e o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS) assinaram um termo de cooperação institucional na manhã da última terça-feira (29/11), para estruturar ações orientativas aos gestores municipais. Para o diretor-superintendente do Sebrae RS, André Vanoni de Godoy, a aquisição ou contratação de produtos e serviços por parte do Poder Público local junto a MPEs é uma das formas mais eficientes de se estimular a cadeia empreendedora local, oportunizando que as riquezas produzidas na localidade permaneçam gerando valor àquela comunidade. “Os municípios do Rio Grande do Sul são parceiros fundamentais para o Sebrae RS cumprir sua missão. Especialmente nos últimos quatro anos temos intensificado e muito as ações que levam capacitação para as gestões públicas”, explica. Segundo dados do Sebrae RS, 35% das compras públicas municipais das prefeituras gaúchas são de MPEs. Porém, apenas 13.5% são referentes a pequenos negócios locais. Com plano de ação previsto para ter início nos próximos 30 dias, a iniciativa será executada por meio da Escola Superior de Gestão e Controle Francisco Juruena, vinculada ao órgão governamental, e inclui o compartilhamento de metodologias, dados e processos, além de capacitações e visitas realizadas no interior do Estado. A formalização da iniciativa ocorreu na sede do TCE-RS, em Porto Alegre. “É um convênio que aproxima os pequenos municípios daquilo que o Sebrae RS tem de melhor. Queremos motivar os pequenos empreendedores para que eles invistam em seus municípios”, destacou o presidente do TCE-RS. Fonte: Agência de Notícias Sebrae-RS
Demanda por crédito de MPEs cai 16,9%

Mais um indicador positivo mostrando a força do empreendedorismo e do pequeno empreendedor brasileiro. As Micro e Pequenas Empresas (MPEs) tiveram baixa de 16,9% no Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian, no comparativo outubro/22 – outubro/21. Esse dado vem a somar ao pacote de informações que estamos agrupando e que sinalizam que o ambiente está altamente favorável para quem empreende e quem quer empreender: aumento no faturamento, mais empresas longevas, endividamento administrado e demanda por crédito equilibrada. O economista do Serasa Experian, Luiz Rabi, acrescenta que a permanência da alta da taxa Selic “é um agravante para que as PMEs estejam mais cautelosas com a tomada de recurso”, conforme release distribuído pela companhia. Junta-se ao nosso racional o fato de que as MPEs têm menos dívidas tributárias, o que nos leva ao assunto principal: esse dado de menos empresas pedindo crédito, com saúde financeira e funcionando bem é de fato positivo? O governo, sabemos, é como aquele primo distante, aquela tia-avó, aqueles parentes que você nunca ouviu falar e que, quando ficam sabendo que sua condição financeira está melhor, vêm buscar uma fatia. No caso, temos esse sócio que depende de nós. Pagar impostos deveria ser bom, porque é a forma de contribuir com o coletivismo. Porém, sabemos: o Brasil é o pior país quando se trata de retorno sobre tributos pagos. Então, no momento em que estamos discutindo o Projeto de Lei para ajuste de limite do Simples – e quando aquele monte de agente tributário ou que depende da burocracia para sobreviver diz inclusive que o Simples é uma isenção fiscal -, fica a dúvida: é bom mesmo as empresas estarem indo bem? Sim, achamos que sim. E por isso estamos trabalhando por aqui para oferecer melhores informações, análises e base para a discussão pró-empreendedorismo no Brasil.
O empreendedorismo está dando certo

Sim. É isso mesmo que você leu. O empreendedorismo está dando certo no Brasil. O Ministério da Economia lançou, inclusive, uma página aberta para as pessoas acompanharem o balanço de aberturas e fechamentos de empresas (Mapa de Empresas, clique aqui) onde é possível cruzar dados por data, região, porte da empresa e natureza jurídica (se é sociedade limitada, empresa individual, associação etc.) ou opção ao MEI. O número atual é de 3,3 milhões de empresas abertas no país no total do ano, contra 1,4 milhão de empresas extintas. No ano passado inteiro, foram 4 milhões de empresas abertas, contra os mesmos 1,4 milhão encerradas. Você pode dizer: ora, mas então vamos encerrar mais empresas em 2022 porque ainda falta 1 mês e meio para acabar o ano. Sim, isso vai acontecer e é muito provável que esse número chegue a 1,7 milhão. Porém, isso não quer dizer que as EMPRESAS estejam dando errado. O comportamento que viemos acompanhando desde a pandemia – principalmente no ano de 2020 – é de mais MEIs sendo abertas, muitas delas por pessoas que acabaram tendo que firmar CNPJ como forma de aumentar as chances de emprego diante do cenário da Covid. Muitas dessas pessoas, ao retornar ao mercado de trabalho, abandonam e encerram a empresa, o que acaba aumentando o número de CNPJs baixados ou extintos. Não é desse grupo que estamos tratando aqui. Nosso olhar está atento ao empreendedor que quer montar seu negócio e vê-lo crescer. De fato, há indicativos de que as Micros e Pequenas Empresas estão mais sólidas, estão crescendo, administram melhor as dívidas e seguem contratando. Vejam os dados abaixo: 61,9% dos MPEs têm mais de 6 anos de atividade, destes 36,9% têm mais de 10 anos 65% dos MPEs que fecharam as portas pretendem retomar as atividades num futuro próximo Número de pequenos empresários que aumentou faturamento no último ano passou de 31% para 38% X dos que o faturamento caiu diminuiu de 40% para 28% 76,5% dos MPEs afirma que sua empresa pode aumentar de porte nos próximos anos As dívidas estão “em dia” para 37%, contra 35% no primeiro semestre; Em atraso diminuiu de 30% para 24%; Não tem dívidas passou de 35% para 39%; O pagamento de dívidas consome menos caixa: saiu de 59% (abril) para 51% (agosto) os MPEs que têm 30% ou mais do faturamento comprometido, e aumentou de 36% para 41% os que têm menos de 30%; No acumulado do ano,o Brasil supera a marca de 1,85 milhão de empregos gerados, sendo que 71,7% (1,3 milhão) são advindos das atividades de Micros e Pequenas empresas. Os dados são do Sebrae e indicam que o aumento no número de CNPJs não é apenas um movimento de “Pejotização” com os MEIs como muitos tendem a criticar. Aliás, não seriam os MEIs o melhor meio de formalizar negócios que muitos brasileiros abriram por necessidade, ainda mais após a pandemia? Fica aqui anotado para aprofundarmos neste assunto em outro momento.
Inadimplência das micro e pequenas empresas recua em julho no Brasil, aponta Serasa Experian
51,9% das MPEs inadimplentes são empresas que atuam no segmento de Serviços Em julho, foram registradas 5.545.659 micro e pequenas empresas inadimplentes no país, um recuo de 0,1% em comparação com o mês anterior. Os dados são do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian que mostra, ainda, que o valor da dívida média por CNPJ passou de R$ 14.881,60 em junho para R$ 14.798,1 em julho e que maior parte dos negócios com dívidas em atraso é representada pelo setor de Serviços (51,9%). Confira as informações completas no gráfico e na tabela a seguir: No ranking das regiões, a maior parte das MPEs inadimplentes estão localizadas no Sudeste (53%), depois Sul (16,4%), Nordeste (16,2%), Centro-oeste (9%) e Norte (5,3%). Na análise por unidades federativas (UFs), São Paulo lidera com mais empresas inadimplentes (1.809.241), em seguida vem Minas Gerais (545.589) e o Rio de Janeiro (482.852). Veja os dados completos no gráfico abaixo e clique aqui para acessar a série histórica do indicador: “A diminuição de micro e pequenas empresas inadimplentes ainda é tímida, mas pode indicar uma recuperação aos poucos do segmento. Os donos de negócios precisam reforçar seus planejamentos e manter uma boa organização financeira, pois esses são alguns dos fatores imprescindíveis para enfrentar épocas de instabilidade econômica. Além disso, algumas das saídas possíveis são as linhas de crédito subsidiadas, como o Pronampe, que podem ser utilizadas pelas MPEs a fim de obter uma melhor posição de caixa e, com isto, evitar a inadimplência”, analisa o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi