Black Friday, Copa, Natal e ano-novo devem gerar 50% das receitas do ano para PMEs

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima R$ 1,48 bilhão em vendas relacionadas somente ao campeonato de futebol. O valor é 7,9% acima do registrado na competição de 2018 (R$ 1,37 bilhões). Já o estudo Holiday Season, encomendado pela Meta e realizado pela Toluna em agosto de 2022, mostra que os consumidores terão preferências específicas. Enquanto o evento esportivo, Natal e ano-novo podem ter mais buscas por vestuário e alimentação, Black Friday e Cyber Monday tendem a ser melhores para eletrônicos. Dos mil brasileiros entrevistados, 83% planejam alguma comemoração nessa grande temporada e 65% pretendem antecipar as compras natalinas. Identificar esse cenário permite que os empreendedores também se planejem com antecedência. “Nem todo mundo tem um planejamento de marketing e verba alocada por trimestre. Cada evento é uma oportunidade de captar essa audiência que está consumindo conteúdo nas redes sociais. São clientes que têm de ser aproveitados para gerar vendas”, avalia Carolina Piber, diretora de negócios da Meta para pequenas empresas na América Latina. Outra pesquisa global feita pela companhia em julho com pequenos e médios empreendimentos indica que 29% das empresas brasileiras esperam faturar mais da metade da receita anual no último trimestre do ano. Para a executiva, 2022 traz um ambiente ainda mais positivo, porque é o primeiro desde o início da pandemia com abertura total do comércio físico e canal online mais sofisticado. “Estamos com muito otimismo.” Nesse levantamento, 50% das PMEs tiveram vendas maiores nos 30 dias anteriores do que no mesmo período do ano passado. Por outro lado, a pandemia impactou os negócios: 20% tiveram de reduzir a força de trabalho nos seis meses anteriores e, no mesmo período, 57% dizem ter aumentado os preços dos produtos e serviços em mais de 20%. Carolina avalia que, embora o panorama seja desafiador, as pequenas empresas conseguiram mais eficiência de gerar demanda, aumentar receita e girar a economia. Para atravessar esse momento, vale otimizar o orçamento, usar as ferramentas de análise das plataformas para entender onde o dinheiro dá mais retorno e fazer testes. Investimento em redes sociais O estudo Holiday Season sugere que investir nas redes sociais para vender é uma importante estratégia: 64% dos brasileiros afirmam que já encomendaram produtos e serviços pelo WhatsApp e 60% já compraram após ver um anúncio personalizado no Facebook ou no Instagram. As plataformas também ajudaram os consumidores a encontrar e decidir por uma compra. Além de ser o mais assertivo possível com a audiência que deseja alcançar, o empreendedor pode investir em formatos que vêm crescendo, como vídeos curtos em reels e stories. Carolina reforça a abordagem eficiente das mensagens de texto. “Hoje, temos empresas em que o serviço ocorre 100% no WhatsApp, desde a descoberta do produto, a conversa prévia até a venda e pós-venda. Ter comunicação direta é crítico”, diz. Desde que começou a empreender com a Quituteria Culinária Artesanal, em 2017, a designer Daniella Antunes sabia que precisava investir nas redes sociais do negócio. O empreendimento foi lançado com site e Instagram, sendo que este era usado para vender e divulgar os eventos dos quais ela participava com as granolas que produz. Com o tempo, ela integrou o WhatsApp à jornada de venda, mas administrar a crescente demanda, principalmente na pandemia, fez com que ela investisse mais no site, onde as pessoas poderiam finalizar as compras sozinhas. Mas as redes não ficaram de lado. “Eu faço as fotos, faço vídeos com uma produtora e quando comecei com os vídeos, teve um boom no Instagram”, comenta a empreendedora. Com estratégia, Daniella conseguiu aumentar as interações, os seguidores e, consequentemente, as vendas da Quituteria Foto: Renan Viana (reprodução: Estadão) O número de interações, seguidores e vendas aumentou, e Daniella fidelizou mais clientes. Além disso, com esse recurso, ela afirma ter conseguido apresentar melhor o produto dela, que costuma ser segmentado. Com a personagem Quitéria, interpretada por ela, os conteúdos ensinam receitas e mostram como usar o alimento em todas as refeições. A empreendedora conta que apostar nos stories é um trunfo importante para o negócio. “Às vezes, fico sem aparecer, mas quando me mostro, as vendas entram.” Para ela, criatividade, anúncios segmentados, enquetes e, no caso dela, ter produtos temáticos para o fim do ano são uma boa forma de atingir novas pessoas e produzir conteúdo de qualidade. Fonte: O Estado de S. Paulo (https://www.estadao.com.br/pme/black-friday-copa-do-mundo-vendas-pme/)

Fundação Estudar distribui 100 bolsas para empreendedoras da periferia

A Fundação Estudar acaba de lançar o programa “Elas que Saltam”, que visa acelerar o empreendedorismo feminino nas periferias do Brasil. O programa concederá 100 bolsas de estudo de 100% para a edtech Escola de Liderança, que tem como objetivo ajudar na evolução da carreira de empreendedoras periféricas. A Escola de Liderança é uma plataforma virtual de ensino e aprendizagem com foco no desenvolvimento profissional, aprimoramento de competências, lideranças, autoconhecimento e inteligência emocional. As inscrições para o programa estarão abertas até o dia 25 de novembro. Na Escola de Liderança são oferecidas trilhas de conteúdo adequadas para diferentes momentos de carreira. Ao concluir as 50 horas, a participante traça seus objetivos, consegue fazer seu mapa de cultura no trabalho, conhece as oportunidades existentes de carreira e define o rumo de sua carreira. “Por meio da plataforma da Escola de Liderança, a candidata do programa ‘Mulheres que Saltam’ poderá acelerar a expansão de sua carreira e de seu negócio ao criar um plano personalizado de desenvolvimento, aprender sobre produtividade e desenvolver inteligência emocional para se preparar para obstáculos e cruzar caminhos com lideranças inspiradoras”, diz Anamaíra Spaggiari, diretora-executiva da Fundação Estudar. As três primeiras candidatas que conquistarem a bolsa, finalizarem a trilha de conteúdo da Escola de Liderança receberão uma nova bolsa para o curso Premium Liderança Transformadora, que visa ajudar a desenvolver as habilidades de pensar e agir como uma Líder para gerar grandes realizações e se destacar em qualquer setor. No Brasil, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), no terceiro trimestre do ano passado, o número de mulheres empreendedoras chegou ao seu menor patamar histórico, representando apenas 34% do total de empreendedorismo brasileiro. Deste total, 38% vivem nas periferias das cidades, de acordo com a sétima edição da Pesquisa Anual sobre Empreendedorismo Feminino, realizada pelo Instituto RME, em parceria com o Instituto de Pesquisa Locomotiva e apoio da Meta/Facebook. O programa é voltado para quem possui um pequeno negócio e deseja buscar meios para ampliar o alcance e o lucro já obtido. Além disso, é direcionado também à quem busca capacitação e formação para avançar e gerar ainda mais transformações com a empresa.   Fonte: Bússola/Exame (https://exame.com/bussola/fundacao-estudar-distribui-100-bolsas-para-empreendedoras-da-periferia/)

Pedidos de recuperação judicial caem 33,3% em agosto, diz Serasa Experian

Micro e Pequenas empresas têm o maior número de solicitações ao recurso, mas apresentam melhora na avaliação anual   De acordo com os dados do Indicador de Falências e Recuperação Judicial da Serasa Experian, em agosto foram feitas 74 solicitações de recuperação judicial frente as 111 realizadas no mesmo mês do ano anterior, variação que significa uma queda de 33,3%. As micro e pequenas empresas foram as que mais solicitaram pelo recurso, com 51 pedidos. Ainda assim, as empresas de menor porte tiveram melhora na análise anual, já que em agosto de 2021 marcaram 81 requisições. Os negócios de grande porte foram os únicos a revelar alta no ano a ano. Veja os dados na tabela abaixo: Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, as renegociações de dívidas e a melhora do cenário econômico são fatores que diminuem a necessidade das empresas em solicitar o processo de recuperação judicial. “Os donos de negócios, fornecedores e credores continuam utilizando as ferramentas de renegociação para solucionar dívidas ao invés de solicitar a recuperação judicial, processo que é mais caro, burocrático e demorado. Além disso, as empresas estão performando melhor e impulsionando o cenário econômico”. Rabi explica que uma série de indicadores têm revelado um quadro mais positivo do que o esperado, como é o caso do PIB, que cresceu no segundo trimestre, a queda do desemprego e a diminuição da inflação. Ainda na análise anual, apesar da baixa geral do índice, os setores de Serviços e Indústria registraram um aumento nas requisições de recuperação judicial, já para o Comércio e o segmento Primário o cenário foi de diminuição. Confira as informações na tabela a seguir: Solicitações de falências crescem 11,6% no país Ao contrário do cenário de recuperação judicial, os pedidos de falência aumentaram 11,6% em agosto na relação com o mesmo período do ano passado. O maior número de solicitações foi registrado para as micro e pequenas empresas (59), seguidas pelas médias (22) e grandes (25). A análise por setor revelou que o de Serviços foi o que mais demandou, com 39 requisições. Em sequência estava a Indústria (19), o Comércio (12) e o segmento Primário (4). Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui. Metodologia O Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações Judiciais é construído a partir do levantamento mensal das estatísticas de falências (requeridas e decretadas) e das recuperações judiciais e extrajudiciais registradas mensalmente na base de dados da Serasa Experian, provenientes dos fóruns, varas de falências e dos Diários Oficiais e da Justiça dos estados. O indicador é segmentado por porte.

Caminho da digitalização passa pelos pequenos empreendedores

Independentemente do futuro político, tecnologia vai continuar a transformar “Um grande negócio começa pequeno”, diz Richard Branson. Os negócios micro, pequenos e médios ocupam o palco nos debates eleitorais do Brasil. Não à toa. Temos o país das PMEs (pequenas e médias empresas), e essa promessa tantas vezes adiada tem chance de se realizar agora com o avanço da transformação digital no país. Depois do “tsunami tech” de 2021, os últimos meses têm sido de correção. Ainda assim, a oportunidade é grande, principalmente considerando as mudanças de comportamento alavancadas pela pandemia, com a consolidação de plataformas de e-commerce e delivery, e a taxa, ainda baixa, de penetração digital na economia. De acordo com relatório inédito conduzido pelo Atlantico, nosso fundo de venture capital, o índice é de 3% —por volta de um décimo do de países desenvolvidos, como os Estados Unidos. O potencial de geração de valor é na casa de centenas de bilhões de dólares. A chave para essa virada pode estar nas pequenas e médias empresas. Do total das empresas no Brasil, 85% são consideradas microempresas, de acordo com nosso relatório. Nos Estados Unidos, essa cifra é de 79%. A contribuição para a economia, no entanto, é muito menor se comparada àquela dos países desenvolvidos. O conjunto de PMEs no Brasil responde por cerca de 25% do PIB, enquanto nos EUA essa participação é de 44%. Parte disso é atribuída ao fato de mais da metade dessas empresas se classificarem como “indiferentes digitais”, ou seja, com pouco ou nenhum esforço e habilidade digitais. Os processos ainda são manuais, da gestão do negócio às plataformas de vendas e relacionamento, mas um novo grupo de empresas focadas nesse público ajuda a mudar o cenário. O unicórnio Olist, que oferece um portfólio completo de soluções digitais para empresas venderem online, foi fundamental na digitalização do comércio de 2020 para cá. Milhares de pequenos empreendedores abriram sua loja online, o que significou, muitas vezes, não fechar as portas definitivamente. Cresceram, inclusive, seis vezes acima da média do e-commerce local. O próprio Olist cresceu, incorporando outras soluções e marcas para ampliar a oferta e ajudar os pequenos negócios de forma multicanal. O acesso a serviços financeiros é outra barreira enfrentada por essas empresas —o que a tecnologia pode reduzir. A fintech brasileira Cora oferece uma solução completa de pagamentos para PJs. Em um ano e meio, construiu uma base sólida de clientes e de volume de transações. Já a Zippi, de microcrédito, entrega ao microempreendedor capital de giro, usando o Pix, lançado no Brasil em 2020. Costumo dizer que o Banco Central foi a startup brasileira mais inovadora dos últimos anos. O uso do Pix hoje supera os outros tipos de pagamentos digitais, empatando com o dinheiro em espécie como a forma de pagamento mais usada diariamente, segundo levantamento inédito do Atlantico em parceria com a AtlasIntel. O ritmo de crescimento é superior mesmo ao de casos de sucesso em outros países, como o UPI da Índia, lançado quatro anos antes. O uso foi alavancado por pessoas físicas, mas a participação de empresas no total de chaves registradas já se aproxima de 10%, puxada principalmente pelas PMEs. As PMEs são o motor da nossa economia e a digitalização do Brasil passa, necessariamente, pela transformação desses milhares de negócios. Olhando para além da representatividade no PIB, as pequenas e médias empresas têm um grande impacto na população. São 87 milhões de pessoas beneficiadas por esses negócios, o equivalente a 40% da população brasileira, segundo um levantamento do Sebrae. Acredito que a evolução do Pix, do open finance e das startups voltadas para PMEs pode levar o Brasil a outro patamar. Independentemente do nosso futuro político, a tecnologia vai continuar a transformar. Fonte: Folha de S. Paulo

BNDES reabre programa de crédito para MEI e Micro, Pequenas e Médias Empresas

O BNDES reabre a partir de hoje (22) o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (FGI PEAC), um fundo de garantia que amplia o acesso ao crédito para Microempreendedor Individual (MEI), micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). A principal novidade para essa edição é a inclusão de MEIs e micro empresas dentre os beneficiários. Até o momento, 40 instituições financeiras já se habilitaram para operar com a linha. Para que uma operação de crédito seja elegível à garantia pelo FGI PEAC, ela deve ser destinada a investimento ou capital de giro, de valor entre R$ 1 mil e R$ 10 milhões, ter prazo de pagamento de até 60 meses e carência entre 6 e 12 meses. A cobertura estabelecida pelo programa é de 80% do valor do contrato. A avaliação quanto ao uso do FGI PEAC como garantia em operações de crédito é de responsabilidade dos bancos operadores. Cada um deles deverá limitar a taxa de juros média de sua carteira a 1,75% ao mês. Com essas condições, estima-se que outros R$ 22 bilhões sejam viabilizados em novas operações de crédito para MPMEs até dezembro de 2023. A ideia de priorizar fundos garantidores para MEIs e MPMEs estimula o mercado financeiro brasileiro a operar com este segmento. Ao conceder garantias para quem fatura até R$ 300 milhões ao ano, o FGI PEAC aumenta o apetite dos bancos a conceder crédito com condições mais favoráveis aos clientes.

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