Efeito Barbie e o papel do cinema no comércio

Filme da Warner reavivou o ‘hype’ da clássica boneca; relembre outros exemplos Hi, Barbie! Quantas vezes você ouviu o nome Barbie ou viu a cor rosa nas últimas semanas? O lançamento do filme protagonizado por Margot Robbie e Ryan Gosling agitou a internet e movimentou departamentos de marketing de empresas ao redor do mundo, de pizzaria de bairro à grandes redes de fast food. Criada em 1959, a boneca é um dos maiores cases de ícone cultural e influência de um produto na história, com cerca de 58 milhões de unidades vendidas por ano, totalizando mais de um bilhão de bonecas vendidas desde a sua criação. Em 2022, a Mattel faturou US$ 1,49 bilhão com a venda de bonecas da marca – e agora aposta no sucesso do filme e no chamado marketing de nostalgia para impactar os valores neste ano. Esse é o hype, assunto de grande repercussão em todos os meios de comunicação e redes sociais. A expectativa é que a Mattel, fabricante de brinquedos americana dona da marca da boneca, fature quase 1 bilhão de dólares neste ano, para além das telas do cinema. O Burger King entrou na onda e lançou um combo temático, com direito até a molho rosa. A Renner lançou uma coleção de roupas da Barbie. Porém, existem outros casos de filmes que explodiram vendas de produtos e são sucessos de publicidade, marketing e excelentes estudos de mercado. O Empreendabilidade te ajuda a relembrar. Marvel Capitão América, Hulk, Thor e Homem de Ferro. O maior case é também a franquia mais valiosa do cinema, detentora de dezenas de recordes de bilheteria. Tudo isso sob o guarda-chuva da gigante Disney. Apenas em bilheteria, a Marvel rendeu cerca de 3 bilhões de dólares aos cofres do Walt Disney Studios em 2022. Mas não para por aí. De telonas para telinhas, o serviço de streaming Disney+ soma mais de 130 milhões de inscritos e um lucro líquido de cerca de 1.5 bi por ano, com produções entre filmes, séries e animações dos Produtos Disney, entre eles o carro chefe, a Marvel. O mercado de action figures, os brinquedos licenciados, também se aquece cada vez que um filme da Marvel faz sucesso entre crianças e adultos. “No mundo, o investimento em brinquedos licenciados de super-heróis no último ano foi de mais de 1.7 bilhão de dólares, crescendo 26% versus 2020. Aqui no Brasil espera-se um crescimento de dois dígitos, já que a tendência de consumo desse tipo de brinquedo vem conquistando cada vez mais fãs de diferentes idades, como os jovens adultos, por exemplo”, revela Célia Bastos, diretora comercial da NPD Group no Brasil. Entre bonecos, jogos, HQs e produtos licenciados dos mais diversos, como chaveiros e cadernos, por exemplo, a Marvel é uma gigante que movimenta valores imensuráveis com produtos, através da influência do cinema. Rambo Sylvester Stallone se prepara para viver Rambo, o veterano de guerra mais famoso de todos os tempos, pela última vez. Aos 77 anos, o lendário ator deve passar o bastão de uma das principais franquias do cinema, que estreou em 1982. O sucesso dos filmes fez com que grande parte das crianças e adolescentes dos anos 80 e 90 tivessem um boneco Rambo em casa, e chegou, inclusive, a salvar a fabricante da falência nos anos 2000. A Glasslite, tradicional fabricante de brinquedos do país, esteve perto da falência e com uma dívida de R$6 milhões, em 1999. O licenciamento do boneco Rambo foi uma virada de chave e chegou a representar 40% do faturamento da empresa naquele ano, que chegou a R$ 25 milhões. Em 2005, a Glasslite de fato faliu. Mas uma das importantes missões do Rambo foi dar uma sobrevida a uma empresa nostálgica na vida dos brasileiros. Lego Principal case do caminho inverso, a Lego é a maior empresa do segmento de brinquedos do mundo, criada em 1934. Os famosos tijolinhos de plástico fizeram parte da infância de várias gerações desde então e ainda atinge recordes: o faturamento em 2022 foi de 2 bilhões de dólares. Consolidada no mercado mundial de brinquedos, a Lego expandiu sua marca e se aventurou no cinema e no mercado de games, se unindo a grandes franquias para recriar personagens como Batman, Harry Potter e Jack Sparrow em universos de Lego. A estratégia ajudou a empresa a se reinventar e continuar inovando, sendo objeto de desejo das gerações mais novas, lançando brinquedos cada vez mais complexos e conjuntos que chegam a mais de 10 mil peças, com referências a cenários de filmes blockbusters e franquias populares em todo o mundo.

Sudeste lidera abertura de empresas no país em março, mostra Serasa Experian

Sociedades Limitadas tem crescimento de 19,7% em relação a 2022 Puxado por São Paulo, a chamada ‘locomotiva do Brasil’, o Sudeste foi a região do país com o maior registro de abertura novos empreendimentos em março de 2023, conforme dados do Indicador de Nascimento de Empresas da Serasa Experian. Em todo o Brasil, o número chegou a 378.446 companhias fundadas, representando um crescimento de 5,9% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Quanto a natureza jurídica, as “Sociedades Limitadas” apresentaram o maior salto em relação ao mesmo período de 2022 (19,7%). Confira no gráfico a seguir o apanhado de maço de 2022 a março de 2023: “O Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo, e a atividade é um dos motores do desenvolvimento econômico. Para os empresários, a formalização traz inúmeros benefícios, como melhores opções de crédito e financiamento, Previdência Social, possibilidade de contratação de funcionários, além de acesso a programas e incentivos governamentais. O país também se beneficia pela geração de empregos, avanços em tecnologia e inovação, e desenvolvimento regional”, ressalta o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi. O setor de “Serviços” representou a maior parcela de empresas criadas em maio (270.770), seguido pelo “Comércio” (79.163), “Indústria” (23.604) e “Demais” (4.909). São Paulo cria mais de 100 mil negócios Ainda segundo o levantamento, em março, o estado de São Paulo concentrou 111.606 novas empresas, uma tendência que se dá pelo seu dinamismo econômico, avalia Rabi. Em segundo lugar ficou Minas Gerais (40.709) e Rio de Janeiro (29.503) em terceiro. Nas últimas posições, ficaram Roraima (792), Acre (706) e Amapá (655). Confira o levantamento completo por Unidades Federativas (UFs) abaixo:

Qual é o maior desafio para a execução de uma estratégia de negócios?

Em artigo, Geraldo Eustáquio Andrade Drumond, professor associado da Fundação Dom Cabral, destrincha os papeis da estratégia, do planejamento e do projeto no bom andamento de um negócio É importante ter clareza de que alguns dos critérios de Excelência Empresarial que impactam com muita relevância as empresas e organizações, são as Estratégias e Planos. Algumas definições prévias podem nos ajudar a entender mais sobre isso. Estratégia Como sendo o padrão ou plano que integra as principais metas, políticas e sequência de ações de uma organização em um todo coerente, conforme James Brian Quinn Planejamento estratégico Como um método para escolher e construir o futuro de uma empresa em um ambiente de crescente turbulência e competição e ainda Projeto empresarial Como uma tecnologia de gestão que procura ordenar as ideias das pessoas da organização, de forma que se possa criar uma visão do caminho que se deve seguir, bem como os resultados que ser quer alcançar: objetivos, estratégias e resultados. O que deve ter numa proposta de valor O empresário deve então construir o projeto de sua empresa, visualizar aonde quer chegar e traçar os caminhos, as diretrizes e as metas para caminhar no cumprimento do propósito e da visão de sua empresa e, também, principalmente, elaborar e compartilhar esta ideologia com seus gestores, colaboradores, para que eles possam ajudá-lo a atingir os objetivos. E uma observação importante: estratégia é para todos, ou seja, empresas de todos os portes devem desenvolver o seu pensamento estratégico e traçar os seus rumos. Tem um papel essencial neste momento a proposta de valor que pode ser entendida como uma agregação ou conjunto de benefícios que uma empresa oferece aos seus clientes. Uma proposta de valor deve: Atender à necessidade do cliente-alvo com um produto ou serviço. Identificar qual segmento específico de clientes a empresa vai focar para crescer. Identificar o que os clientes de seu segmento valorizam. Diferenciar a empresa de seus concorrentes.Ser sustentável. Como conhecer bem os seus clientes? E aí, uma pergunta: as empresas conhecem bem os seus clientes? É importante dizer e atentar para o fato de que a maioria das empresas não conhece a fundo seus clientes, e acabam criando uma proposta de valor baseada no “eu acho que”, e não no “eu sei que”. Também é muito importante, na fase de elaboração do projeto empresarial, o propósito. Ele pode ser entendido como a definição da atuação da empresa no espaço escolhido, o que define sua razão de ser, para que ela serve, qual a justificativa de sua existência, e o posicionamento estratégico adotado, se de intimidade com o cliente, liderança em produtos ou excelência operacional. Assim temos: Propósito — qual problema resolvemos, porque existimos? Proposta de valor — como resolvemos o problema; Posicionamento estratégico — maneira de se destacar entre as concorrentes, criando vantagem competitiva; Produto ou serviço — meio pelo qual resolvemos o problema e entregamos a proposta de valor. E agora fazendo referência ao título do artigo, elaborado o projeto empresarial, ideologia definida, linha de visão e marcos estratégicos estabelecidos, análise dos ambientes externo e interno, proposta de valor, objetivos estratégicos, com metas, indicadores, e iniciativas elaboradas, estamos prontos para a próxima e decisiva fase do projeto empresarial: a execução. Onde estão os desafios Constata-se aqui uma grande dificuldade de colocar em prática o planejado e convivemos, com vários exemplos, com um número expressivo de empresas com extrema dificuldade em “dar vida” ao projeto empresarial. E, neste sentido, vários desafios devam ser superados, tais como: Elaborar um belo projeto empresarial e não ter a energia, a competência gerencial, a organização e a alocação de recursos — humanos, financeiros e materiais — suficientes para sua execução; Não dispensar o tempo necessário e nem estabelecer a execução do que foi proposto como prioritário, e estar constantemente postergando o cumprimento das ações propostas, relegando o projeto empresarial a um segundo plano; Não estabelecer o acompanhamento regular e sistemático do que foi proposto e do que foi efetivamente executado, em termos dos objetivos estratégicos, seus indicadores e metas, reorientando ações e projetos; Não avaliar adequadamente, com ferramentas apropriadas, as razões do não cumprimento das ações propostas, sem a adoção de providências para minimizar tais “atrasos”; Não atentar para outras razões de não executar o planejado: falta de compreensão dos objetivos do projeto empresarial e resistência à mudança; falta de integração entre as equipes, etc. Como uma das premissas dos cenários dos últimos anos é de “aperto” e de dificuldades de conjuntura econômica, de mercado, ou qualquer outra dificuldade relevante, acredito que os empresários e gestores devam, ainda com maior foco e determinação, praticar três verbos: expurgar, planejar e compartilhar. Expurgar as memórias de dificuldades, atropelos, oportunidades não exploradas e se abrir para o novo, para o aqui e agora. O que tenho que abandonar, que não me serve mais, me atrapalha, e que insisto em manter? Quais são as perguntas a se fazer nessas horas Que processos estão pesados, quais recursos estou desperdiçando, que talentos não estou aproveitando? E sempre se perguntar diante de um novo processo, uma nova atividade, uma nova solicitação: o que isto agrega de valor para meu cliente? E, por outro lado, o que está acontecendo, qual a realidade do mercado em que atuo, o que meus atuais e potenciais clientes desejam, esperam? E partir para o atendimento destas necessidades com inspiração, garra e disposição. Planejar estrategicamente a organização, redefinindo propósito, visão, valores, revitalizando as estratégias, estabelecendo metas desafiadoras, com indicadores claros de resultados, elaborar os planos de ação e fazer o acompanhamento constante e sistemático deste planejamento, revisando, adaptando, interagindo com os ambientes externo e interno à organização. Quem somos, onde estamos, onde queremos chegar e como, quem e quando serão os responsáveis por isto? Compartilhar então estes desafios e metas com todos os seus públicos: interno, seus funcionários, colaboradores, ou como queira chamar aquelas pessoas que vivem sua empresa diariamente. Eles podem te auxiliar no atingimento de objetivos, não só trabalhando, mas sugerindo, se comprometendo, e para isto é importante que sejam pessoas capacitadas, motivadas e integradas; externo, seus clientes, principalmente,

A importância do plano de negócios para o sucesso empresarial

Especialistas destacam a necessidade de planejar cada etapa do empreendimento para direcionar ações e alcançar os objetivos Ao abrir uma empresa, você precisa planejar cada passo que irá dar. É necessário detalhar os objetivos e as estratégias para alcançar o sucesso do empreendimento. Para isso, você deve montar um plano de negócios. Ele funciona como um organizador de ideias, cujo objetivo é direcionar suas ações. “É o conjunto de informações que o empresário deve arrecadar e que vai mostrar todas as particularidades relativas ao negócio, são informações relevantes para o bom andamento da empresa”, explica o coach em empreendedorismo João Batista Duarte. Conheça o seu ramo de atuação Para montar o seu plano de negócios, você precisa entender muito bem o ramo em que vai atuar. “Não é o caso, no primeiro momento, de ser um expert, mas é o caso de pesquisar e conhecer o mercado, suas tendências, casos de sucesso e insucesso, propensos clientes, fornecedores, concorrentes, perfil de cada um deles e alterações ocorridas no mercado nos últimos anos. Com essas informações básicas, você estará pronto para elaborar o plano”, esclarece Jorge Bahia, do Grupo Bahia & Associados. Montando o plano de negócios O plano de negócios será o seu guia, uma espécie de sumário executivo. “Dados como referências dos empreendedores com suas experiências acadêmicas e profissionais, dados do empreendimento (indústria, comércio, serviços, foco em algum mercado específico), missão da empresa, tipo de formatação jurídica, enquadramento tributário, capital social, fontes de recursos, principais clientes e fornecedores, localização e perfil dos colaboradores são fundamentais na composição do plano”, lembra Jorge Bahia. De acordo com Luiz Eduardo Rego, presidente do Grupo Nyoá, o plano de negócios deve seguir algumas dessas etapas: 1. Descrição da empresa Nessa primeira etapa, deverá ser feita a delimitação do negócio e da sua origem. É o momento de definir o ramo de atuação, além da missão, visão e valores da empresa. 2. Planejamento estratégico Serão expostas aqui as ações para alcançar os objetivos da empresa, com definição da missão, visão e valores, assim como a análise SWOT (objetivos e metas com a criação de controle e retorno de informações). 3. Produtos e serviços Listagem de itens comercializados ou, no caso de prestação de serviços, definição do escopo. A precificação também é importante neste momento. 4. Análise de mercado Delimitação do cenário atual e projeção de futuro, se existem concorrentes e quais são, fixação de fornecedores e público-alvo e o diferencial da empresa. 5. Plano de marketing A partir dos 4Ps (produto, preço, praça e promoção), será criada a estratégia para propagar a marca. Linhas de divulgação e planejamento para que a empresa passe a ser conhecida pelo público-alvo. 6. Plano operacional Aqui deverão ser listadas minimamente todas as funções da empresa e qual setor será o responsável por cada tarefa. 7. Plano financeiro Deverá apontar como a empresa chegará ao lucro, além de mapear todo o investimento, capital, capital de giro, despesas fixas e variáveis e todas as demais designações de ordem financeira. 8. Plano de investimentos Lista de escolhas financeiras que darão origem à solidez futura da empresa. Deve ser um elemento utilizado em toda sua vida para que o negócio possa crescer e passar confiança ao público, assim como para possíveis investidores.

Otimismo com negócios no Brasil é o menor em quase 3 anos, diz S&P

Segundo pesquisa, expectativas otimistas para a atividade de negócios no país recuaram para 37%, o nível mais baixo desde junho de 2020 O otimismo com os negócios no Brasil diminuiu em fevereiro e atingiu o menor patamar em quase 3 anos. É o que mostra uma pesquisa realizada pela S&P Global, que monitora as perspectivas das empresas em relação aos negócios para os próximos 12 meses. De acordo com o levantamento, as expectativas otimistas para a atividade de negócios no país recuaram para 37%, o nível mais baixo desde junho de 2020. Em junho do ano passado, esse índice era de 52%. Em outubro, de 45%. Apesar da tendência consolidada de queda do otimismo, o índice brasileiro ainda é maior do que a média global (32%) e a dos mercados emergentes (33%). A pesquisa da S&P detectou uma piora das expectativas relacionadas à produção, ao lucro das empresas e ao emprego. O levantamento mostra que os entrevistados citam a inflação como um fator de preocupação para os próximos meses, com impacto sobre os custos das empresas com insumos e pessoal. Por outro lado, entre os aspectos positivos para o Brasil, as empresas citaram oportunidades de crescimento com investimento em biocombustíveis e energia limpa, diversificação de produtos, exportação, publicidade e turismo. “Alguns esperam que a inflação diminua e a taxa de juros caia, enquanto outros preveem o contrário. O grau de incerteza sobre o rumo das políticas públicas segue elevado”, observa Pollyanna de Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence. *Com informações do Metrópoles

CEO da Accenture conta jornada no podcast CBN; Empresa recruta profissionais 50+

Quase sempre que se fala de empreendedorismo, vem ao pensamento a empresa própria e a jornada solitária. Mas, o mindset empreendedor também pode estar presente naqueles que se reinventam dentro da companhia para a qual trabalham. Um exemplo é a carreira de Rodolfo Eschenbach, CEO da Accenture para o Brasil e a América Latina. Em entrevista para o podcast CBN Professional, realizado pela emissora em parceria com o Valor Econômico, ele fala da sua carreira de quase 30 anos na companhia e de como a consultoria faz para se manter atualizada. “É como se eu tivesse mudado de emprego umas seis vezes, mas sem sair da empresa. Sempre estive em busca de oportunidades dentro da organização. Em algumas, pedi para participar; em outras, me convidaram”, explica. Na Accenture desde 1994, ele ingressou na consultoria como consultor, foi gerente, gerente sênior, diretor líder de estratégia e assumiu a cadeira de CEO em setembro de 2022. Embora a carreira estivesse em curva ascendente, ele não se limitou a “pular” de um cargo para outro: era atraído pela realização de grandes tarefas. “Desde o início, eu já gostava de desafios, de tocar e entregar projetos para os clientes”, lembra o executivo, engenheiro de formação. “Aprendi a me divertir no trabalho.” Dos desafios de Eschenbach na Accenture, a maioria está ligada ao campo da inovação. Um dos mais relevantes, segundo ele, foi montar o “business” de digital na corporação, uma jornada cujo arranque inicial durou seis anos. “Há mais de dez anos, quando começaram as primeiras discussões sobre a transformação digital dos negócios, pedi para ser o executivo responsável pelo setor na empresa”, diz. “Sempre fui da área de consultoria, focado mais em supply chain e transformação organizacional, mas o meu diferencial era descobrir como usar a tecnologia para alavancar os negócios dos clientes.” Nessa jornada empreendedora – apesar de ser funcionário da empresa, Eschenbach manteve o olhar para a antecipação de desafios e a busca por caminhos para a solução -, o executivo teve de abrir novas frentes de recrutamento de talentos para apoiar a oferta de serviços digitais da marca. “Compramos empresas do segmento e trouxemos profissionais bem diferentes daqueles que já tínhamos”, afirma. “Foi importante convencer as áreas que, além de consultores de perfil tradicional, íamos precisar de designers, matemáticos e pesquisadores em campos diversos.” Profissionais maduros Uma das iniciativas foi investir na contratação de profissionais mais seniores, acima dos 50 anos. Em linha com os estudos do Empreendabilidade, esses profissionais hoje tem capacidade de trabalho muito diferente do passado, quando tinham cabeça de se aposentar. “Hoje em dia, com 50 anos, ninguém está com essa cabeça. Por que não trazemos esse pessoal e fazemos um re-skilling?”, diz. A Accenture criou o programa Grand Master, apelidado de “trainee 50+”, para selecionar profissionais mais experientes. “Executivos ou não, buscamos pessoas com capacidade de trabalho, que tenham vontade de aprender novos skills. Está sendo um super sucesso, quase começando uma nova carreira, se sentindo energizadas, fazendo novas coisas.” Além de tudo, pontua o executivo, esse tipo de programa é uma ajuda na demanda da sociedade por profissionais capacitados. “Investimos para formar profissionais que sejam melhores para a sociedade, e obviamente queremos captar a maioria deles.” Eschenbach acaba de ser nomeado para o novo cargo. Na entrevista, dá a dica para os gestores: “o gestor precisa ter clareza sobre os objetivos e o futuro das equipes que coordena. Saber o que o seu time terá de fazer nos próximos três anos para que a empresa continue crescendo e manter conversas frequentes.” Fonte: com informações do Podcast CBN Professional – disponível nas principais plataformas de streaming, como Spotify e Apple Podcasts, e no site da CBN e do Valor Econômico.

PMEs encolhem 3,9% em setembro; Eventos de fim de ano podem aquecer vendas

A atividade econômica das pequenas e médias empresas (PMEs) recuou 3,9% em setembro na comparação com agosto. Na comparação com o mesmo mês em 2021, as atividades financeiras cresceram 1,1%, mostra o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs). Na comparação com o mês anterior, todos os setores caíram, com de exceção de infraestrutura, que registrou crescimento de 0,4%. O setor agropecuário registrou queda de 18,8%, a maior no período. O setor de comércio caiu 5,9%, serviços registrou queda de 3,6% e indústria registrou 2,7% de redução. O IODE-PMEs funciona como um termômetro econômico das empresas com faturamento de até R$ 50 milhões anuais, consistindo no monitoramento de 637 atividades econômicas que compõem cinco grandes setores: Agropecuário, Comércio, Indústria, Infraestrutura e Serviços. Expectativa para o fim do ano Além do desaquecimento visto no mercado no decorrer do terceiro trimestre, o funcionamento de diversos segmentos deve ser afetado no final do ano pela ocorrência da Copa do Mundo de Futebol, pois nos dias de jogos da seleção brasileira, espera-se uma interferência no funcionamento das empresas no último bimestre do ano. Os setores mais afetados devem ser as atividades de serviços voltados para Empresas e Indústrias. Ambos os segmentos mostraram um bom desempenho no período recente, o que pode restringir o comportamento do IODE-PMEs como um todo no final do ano. No entanto, a Copa do Mundo também deve estimular mercados específicos do varejo e toda a cadeia de comércio e serviços de produtos alimentícios e bebidas. O final do ano também é marcado por sazonalidades do comércio como a Black Friday e as compras relacionadas à celebração de Natal. Para Felipe Beraldi, gerente de Indicadores e Estudos Econômicos da Omie, esses períodos ocorrerão em um momento de: Redução parcial das pressões inflacionárias, como a queda dos preços de combustíveis Ampliação do pagamento do Auxílio Brasil Pagamento do 13º salário Ações que estimulam o consumo das famílias De toda forma, há elementos a curto prazo que devem restringir a evolução dos negócios das PMEs, especialmente do setor de Comércio, nessa época. “Além da Copa do Mundo desviar a atenção dos consumidores, o elevado repasse de custos nos preços de bens finais, no decorrer do ano, e os níveis mais altos das taxas de juros devem restringir as vendas de diversos segmentos do Varejo, a curto prazo”, explica. Em linhas gerais, os empreendedores devem enfrentar um cenário econômico desafiador, com incertezas internas e externas. Cada vez mais ficarão evidentes no desempenho da atividade econômica os efeitos da subida de juros promovida pelo Banco Central ao longo deste ano. “Altas taxas de juros encarecem a tomada de crédito, prejudicando a evolução do consumo, além dos investimentos na economia real. O empreendedor também vive com as incertezas da política econômica, assim como olhar com atenção para a delicada situação fiscal do país. Esses serão fatores fundamentais para a melhora dos negócios no Brasil”, diz. O ambiente internacional também deve se configurar como um empecilho na expansão da economia brasileira. Com o conflito armamentista entre a Rússia e a Ucrânia, os países desenvolvidos seguem procurando combater a elevada inflação e várias cadeias produtivas e ainda sentem impactos das restrições para controle da covid-19. Ainda há espaço para que as PMEs brasileiras sigam em crescimento no próximo ano. A pequena queda na inflação no Brasil e o ritmo de recuperação do mercado de trabalho (via retomada da ocupação e evolução dos rendimentos reais) são fatores fundamentais para sustentar o crescimento do consumo das famílias. “Vale ressaltar que a redução da inflação deverá abrir espaço para reversão da trajetória das taxas de juros no segundo semestre de 2023 e, consequentemente, favorecer o acesso ao crédito. Com isso, os micros e pequenos empreendedores tendem a manter o crescimento dos negócios, ainda que inseridos em um contexto macroeconômico bastante complexo e repleto de incertezas”, diz Beraldi. Fonte: Exame (https://exame.com/negocios/pmes-encolhem-39-em-setembro-black-friday-e-copa-do-mundo-devem-aquecer-fim-de-ano/)

CUFA e Fundação Dom Cabral criam Escola de Negócios da Favela e formam a primeira turma de empreendedores

O público-alvo do projeto são moradores de favelas brasileiras que já tenham seu próprio negócio, independentemente do estágio de maturidade A Central Única das Favelas (CUFA), a Fundação Dom Cabral (FDC) e o Favela Fundos formaram uma parceria para criar a Escola de Negócios da Favela, que promove jornadas de desenvolvimento para empreendedores das favelas de todo o Brasil. A primeira turma recebe nesta quarta-feira (28) o diploma de formação — os alunos são os 10 finalistas da Expo Favela 2022, que teve sua primeira edição em abril deste ano. Entre as iniciativas da primeira turma, estão a Avia!, do empreendedor José Márcio Macêdo. A startup funciona como um delivery de comida e tem o propósito de solucionar o problema da exclusão e do distanciamento dos serviços de delivery tradicionais via aplicativo. A ideia é conectar consumidores e empreendedores do setor da alimentação, residentes em regiões que estão à margem dos grandes centros urbanos. Também na primeira turma está a Badu Design Circular, da empreendedora Ariane Santos, negócio de impacto socioambiental com foco em ESG. A startup tem como propósito gerar mobilidade social nas comunidades, por meio da formação de mulheres periféricas em design circular. Com os conhecimentos adquiridos, essas profissionais iniciam a produção de peças de design utilizando resíduos industriais, gerando renda e fomentando a consciência ecológica. Victor Garcez, da startup Vision03, é outro aluno da primeira turma. A empresa é um estúdio de games e marketing que possui como propósito o empoderamento da imaginação de grupos marginalizados a partir da construção de novas narrativas por meio de jogos digitais. As demais empresas participantes são La Piel Negra Lingeries (vestuário e acessórios), AMITIS (agronegócio), Todas por Uma (tecnologia), Trucss (vestuário e acessórios), Miritilab (edutech), Notícia Preta (Comunicação) e Parças Developers School (educação). Desafios do dia a dia A escola nasce da junção da experiência de 20 anos da CUFA, presente em cinco mil favelas brasileiras e em quatro países, com os 46 anos de história da FDC, melhor escola de educação executiva da América Latina. A instituição está entre as nove melhores escolas de negócio do mundo, na nona posição do ranking de educação executiva do Financial Times. Por meio de encontros presenciais e de uma plataforma digital com linguagem mais próxima dos desafios do dia a dia, os alunos aprendem conteúdos específicos para cada tipo de empreendimento. O público-alvo da Escola de Negócios são moradores da favela brasileira que já tenham seu próprio negócio, independentemente do estágio de maturidade. Essa jornada de capacitação totalizou 54 horas e priorizou a lógica do aprender fazendo – pequenas pílulas de conteúdo seguidas de muita prática. “As escolas de negócios não são isoladas da sociedade, elas precisam seguir os desafios impostos pelo território em que operam. Somos reconhecidos no mundo e temos um compromisso ético com o Brasil. Não podemos ficar indiferentes diante do persistente ciclo de pobreza e da gigantesca desigualdade social no nosso país”, afirma Ana Carolina Almeida, líder da iniciativa na Fundação Dom Cabral. Ela explica que, em 2021, a FDC incluiu na estratégia da instituição a educação social, com o objetivo de responder aos desafios da necessidade de geração de renda. “Para nós é uma honra construir, junto com o Celso Athayde e todos os parceiros da periferia, essa escola de negócios que abraça a potência do empreendedorismo de favela”, completa. Segundo Ana Carolina, daqui para frente, existe a expectativa de que haja hubs locais do projeto nos 26 estados onde a Dom Cabral está presente. “Começamos em Belo Horizonte, mas o desafio é do tamanho do Brasil. Tem espaço para muitos parceiros estarem conosco e entedemos que as ações presenciais são muito relevantes”, defende. Potência da favela O Brasil possui hoje 13.151 favelas espalhadas por 743 cidades.17,1 milhões de pessoas vivem nas favelas brasileiras. Para 57% dos empreendedores da favela, empreender é uma questão de sobrevivência. A maioria dos empreendedores permanece, atualmente, na informalidade: 63% não possuem CNPJ, segundo pesquisa do Data Favela. O acesso a capital para investimento é apontado como uma das dificuldades na condução dos negócios para 40% dos entrevistados, seguidos pela falta de equipamentos adequados, em 25% dos casos. Para 14%, a maior dificuldade está em fazer a gestão financeira do empreendimento. “O caminho do empreendedorismo é árduo. Há muito conteúdo disponível no mercado, mas, para falar com a favela, precisamos traduzir esse conteúdo para o ‘favelês’. A Escola de Negócios da Favela nasce com uma abordagem diferenciada, entregando trilhas de formação numa linguagem que dialoga com o empreendedor da favela”, comenta Celso Athayde, fundador da CUFA e CEO do grupo Favela Holding, uma das investidoras do Favela Fundos. Os 300 participantes da Expo Favela serão os próximos alunos da Escola de Negócios, que poderão fazer a inscrição nas jornadas digitais nas próximas semanas. Os demais participantes serão selecionados durante as etapas preparatórias da segunda edição da Expo Favela, que será realizada no primeiro semestre de 2023. Celso afirma que a Escola de Negócios da Favela é a realização de um sonho. “Eu nunca ouvi ninguém falar de empreendedorismo na favela: é ‘fazer os corres’, ‘dar meus pulos’, eles não usam as expressões que a academia legitimou. Tem sempre aqueles que estão sendo preparados em uma linguagem para dar as cartas na sociedade e os que estão sendo preparados para serem motoristas deles. E como a gente rompe com isso?”, questiona. Para o idealizador da CUFA, se as pessoas empreenderem e construírem ativos dentro de um território, elas vão oferecer oportunidade para os indivíduos que estão ali, diminuindo as desigualdades. “É ascender socialmente e economicamente em seu próprio território. Se a gente fizer os empreendedores da periferia se apropriarem da linguagem que o mercado usa, eles começam a falar do lugar de quem é respeitado”, conclui Celso. Fonte: Época Negócios  

Advogado vira padeiro, abre três cafés e prevê faturar R$ 6,5 milhões neste ano

Insatisfeito com a profissão, o advogado Fabian Daltoé decidiu tirar o paletó e colocar o avental para se jogar no empreendedorismo como padeiro. Focado no nicho de brunch, ele abriu o primeiro MUG.sp em 2019, em São Paulo Mesmo atravessado por uma pandemia, viu o interesse pelo café crescer e, em menos de três anos, abriu mais duas filiais na capital paulista. Os planos agora são tirar outra loja do forno ainda em 2022 e abrir pelo menos outras três no ano que vem. A ideia de focar em brunch nasceu após uma viagem para a Europa, ocasião em que o empreendedor notou uma tendência do nicho gastronômico, cujo cardápio mistura café da manhã e almoço. O investimento inicial foi de R$ 400 mil. Com a consolidação da marca, Daltoé recebeu o primeiro convite para abrir uma filial. Inaugurada em fevereiro deste ano, a segunda loja fica em um casarão na Bela Vista e já fatura o mesmo valor que a matriz, em torno de R$ 350 mil por mês. Em agosto, o empresário tirou mais MUG.sp do forno. O empreendimento ocupa o hall de um prédio comercial na avenida Paulista e faturou R$ 100 mil no primeiro mês de casa aberta. Para 2023, a expectativa do empreendedor é faturar pelo menos R$ 6,5 milhões com as três unidades. A meta pode ser ultrapassada, uma vez que a quarta filial, no bairro Santa Cecília, está em fase de projeto e com previsão de inauguração entre outubro e novembro. Fonte: Revista PEGN

Curitibana leva 30 empresários de 4 países para os EUA

A professora e contadora curitibana Beatriz Machnick, fundadora do BM Finance Group, empresa especializada em precificação e finanças, inaugurará oficialmente na próxima semana a sua filial americana, em Nova York. A empresa, que tem sede em Curitiba e está presente em mais 23 estados do Brasil, oferecerá um curso com 30 empresários no novo escritório, localizado no Rockefeller Center, na 5ª Avenida. Os participantes ainda terão aulas a bordo de um passeio de barco ao redor do porto de Nova York, com vista para a Estátua da Liberdade e a skyline de Manhattan. Nos dias 21 e 22 de setembro, Beatriz participa do 4th Symposium International da Associação Internacional de Ciência, Ética e Educação Integrada em Orlando, na Flórida, que tem por tema “Gestão emocional e espiritual: Propósito, educação financeira e integração para a família”. Ela ministrará o curso “Prosperar com propósito e com leveza na vida e nos negócios” no primeiro dia do evento. Beatriz Machnick tem três livros escritos em parceria com seu sócio, o administrador de empresas Renan Rabello: “Honorários Advocatícios”, “Gestão Financeira na Advocacia” e “Valorização dos Honorários Advocatícios”. Em todos os treinamentos que realiza, a ideia é auxiliar escritórios de advocacia e empresas de outros ramos a aprimorar sua gestão, ajustar o funcionamento financeiro – e, como consequência, ter mais lucro. Além do foco em técnicas, são esmiuçadas as emoções envolvidas numa negociação de contrato ou na formação de um preço de produto ou serviço. “A má gestão das emoções, do tempo e dos recursos são os principais gargalos do desenvolvimento, pois influenciam diretamente na capacidade de lucratividade da companhia. Se o empresário não estiver bem, sua capacidade administrativa do tempo estará prejudicada, o que provoca problemas na gestão dos recursos. É como um efeito em cascata. No curso, demonstramos, a partir de casos de sucesso, como gerenciar com eficiência essa tríade, de olho na saúde financeira da corporação”, explica a empresária.

Demanda das empresas por crédito desacelera em julho, diz Serasa Experian

(foto: pexels | cottonbro)   Indicador mostrou que todos os portes de negócios buscaram menos recursos na comparação anual; especialista analisa que a tendência pode indicar organização financeira   Dados do Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian mostram que, em julho deste ano, a busca das empresas por recursos financeiros desacelerou, quando comparada ao mesmo mês de 2021, marcando queda de 11,9%. A diminuição foi constatada em todos os portes das companhias. Confira os dados na íntegra:   “A desaceleração da procura por crédito pode ser um sinal de que os empreendedores estão conseguindo se organizar financeiramente e dependendo menos do recurso para manter o negócio funcionando. Mas é importante ter em mente que a taxa de juros é crescente e a inflação que impacta o bolso dos brasileiros também chega no caixa das companhias. Por isso, evitar endividamentos e inadimplência deve ser o foco no semestre”, avalia o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi. Ainda na análise anual, o setor que apresentou a diminuição mais expressiva na demanda por crédito foi o de Comércio (-15,2%) seguido pela Indústria (14,2%). Em relação as regiões, a maior queda ocorreu entre as empresas do Centro-oeste (-11,9%) e a menor, do Nordeste (-10%). Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.   Metodologia O Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito é construído a partir de uma amostra significativa de cerca de 1,2 milhão de CNPJ consultados mensalmente na base de dados da Serasa Experian. A quantidade de CNPJ consultados, especificamente nas transações que configuram alguma relação creditícia entre as empresas e as instituições do sistema financeiro ou empresas não financeiras, é transformada em número índice (média de 2008 = 100). O indicador é segmentado por região geográfica, setor e porte.

BNDES reabre programa de crédito para MEI e Micro, Pequenas e Médias Empresas

O BNDES reabre a partir de hoje (22) o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (FGI PEAC), um fundo de garantia que amplia o acesso ao crédito para Microempreendedor Individual (MEI), micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). A principal novidade para essa edição é a inclusão de MEIs e micro empresas dentre os beneficiários. Até o momento, 40 instituições financeiras já se habilitaram para operar com a linha. Para que uma operação de crédito seja elegível à garantia pelo FGI PEAC, ela deve ser destinada a investimento ou capital de giro, de valor entre R$ 1 mil e R$ 10 milhões, ter prazo de pagamento de até 60 meses e carência entre 6 e 12 meses. A cobertura estabelecida pelo programa é de 80% do valor do contrato. A avaliação quanto ao uso do FGI PEAC como garantia em operações de crédito é de responsabilidade dos bancos operadores. Cada um deles deverá limitar a taxa de juros média de sua carteira a 1,75% ao mês. Com essas condições, estima-se que outros R$ 22 bilhões sejam viabilizados em novas operações de crédito para MPMEs até dezembro de 2023. A ideia de priorizar fundos garantidores para MEIs e MPMEs estimula o mercado financeiro brasileiro a operar com este segmento. Ao conceder garantias para quem fatura até R$ 300 milhões ao ano, o FGI PEAC aumenta o apetite dos bancos a conceder crédito com condições mais favoráveis aos clientes.

Serasa Experian lança plataforma para auxiliar PMEs na concessão de crédito

Serasa Experian Recomenda, que combina todo potencial do Serasa Score com informações adicionais de inteligência de mercado criadas internamente, apresenta melhores resultados do que os métodos tradicionais usados para a tomada de decisão de crédito A Serasa Experian lançou, na última quinta-feira (18), o Serasa Recomenda, com objetivo de simplificar e automatizar o processo de concessão de crédito das PMEs. De acordo com pesquisas da empresa, 9 em cada 10 empresas planejam melhorar e automatizar a tomada de decisão na hora da concessão do crédito. Com a alta da inadimplência das micro e pequenas empresas brasileiras e o aumento da demanda por crédito em um cenário de recessão econômica, a assertividade na avaliação de risco tornou-se fundamental. O Serasa Recomenda combina análise de dados de mercado, Serasa Score, informações de inteligência e aplica tecnologias avançadas de “analytics” para apresentar uma taxa de aprovação acima da média observada em métodos convencionais de análise de crédito. Com isso, promete possibilitar aumento das vendas, redução do risco da inadimplência e do custo na operação. Cada relatório é único e exclusivo para cada negociação e funciona como uma espécie de semáforo, alimentado por uma política de crédito. O verde seria a recomendação positiva para seguir a prazo, o amarelo, uma recomendação de uma análise manual, às vezes por falta de informação, e o vermelho, a recomendação de seguir à vista. “O crédito é uma ferramenta fundamental para a retomada econômica, além de empoderar os consumidores e as empresas. Por isso, para manter o mercado saudável, ou seja, as relações entre credor e devedor, é preciso utilizar a inteligência de dados do início ao fim: desde a concessão até a recuperação da inadimplência. É exatamente essa expertise que a Serasa Experian propõe”, explica o vice-presidente de Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian, Cleber Genero. Outro dado importante observado no Serasa Recomenda foi que as PMEs que receberam uma recomendação positiva para as vendas parceladas não sofreram com a inadimplência. Nas modalidades convencionais de análise de crédito (dentre o público analisado em estudo interno), apenas 53,7% das empresas seriam aprovadas. Com os dados mais completos do Serasa Experian Recomenda, a taxa de aprovação chegou a atingir 72,5%, o que representa um aumento de 35% em comparação aos métodos convencionais. “O aumento de crédito sem garantias e a inflação de dois dígitos registrada no país intensificam a tendência de alta nos números de inadimplência. Apenas um indicador, não é suficiente para entender o perfil pagador de uma empresa. É preciso considerar um conjunto de fatores como dívidas vencidas e renegociadas, status com bancos e empresas, se há cheques devolvidos, protestos nacionais e outras informações cadastrais. Por isso, lançamos uma plataforma que atende a uma situação de grande instabilidade macroeconômica dos PMEs, freando o que poderia se tornar um ciclo de inadimplentes entre credor e devedor”, afirma Genero.

8 em 10 empresas de pequeno porte consultam Score para ajudar tomada de decisão, diz Serasa Experian

Uma pesquisa inédita feita pela Serasa Experian revelou a importância que os empreendedores veem em utilizar o score como uma ferramenta que torna a tomada de decisão mais assertiva e segura. Dentre os entrevistados, 77% das empresas de pequeno porte consultam ou consultaram o próprio score, bem como de seus clientes e parceiros. Além disso, 55% dos micro empreendimentos e 75% das empresas de médio porte também realizam ou realizaram essa análise.     Outro recorte da pesquisa mostra que 75% dos pequenos e médios negócios consultam o score de forma recorrente, enquanto 55% das microempresas entrevistadas também possuem esse hábito. De acordo com o vice-presidente de PME da Serasa Experian, Cleber Genero, “para tomar decisões empresariais é preciso confiança e as instituições tendem a dar mais credibilidade para empresas que elas conhecem melhor. Por isso, principalmente para negócios de pequeno e médio porte, o score é uma das ferramentas mais utilizadas no mercado para auxiliar na tomada de decisão. É essencial que os empresários criem o hábito de acompanhar a pontuação de sua empresa para entender sua reputação no mercado e assim administrar as finanças de forma assertiva, aumentando as chances de conseguir um crédito de qualidade e boas negociações com parceiros e fornecedores”. Considerando as empresas de todos os portes, a pesquisa registrou que, em fevereiro de 2021, apenas 55% dos donos de negócios consultavam o score antes de tomarem decisões que impactassem a saúde financeira de suas empresas. No entanto, na entrevista inédita realizada em março deste ano, o percentual foi de 67%. “Em uma perspectiva de visão de mercado entendemos que esse tipo de análise é fundamental para mais da metade dos empreendedores entrevistados em ambas as pesquisas, o que deixa claro a eficácia do método. Ou seja, aqueles que ainda não se beneficiaram dele podem simplesmente não conhecer a praticidade e os resultados advindos do score”, explica Genero.   Score está entre os cinco dados mais importantes para a tomada de decisão das PMEs Segundo os entrevistados, algumas informações são mais relevantes do que outras no momento de tomar uma decisão. Para 16% dos pequenos negócios o score está entre as cinco informações mais relevantes. 8,6% das microempresas compartilham dessa afirmação e 8,5% dos empreendimentos de médio porte também. Para Cleber Genero, o impacto do score sobre o sucesso financeiro dos empreendedores é um fato. “Os empresários que utilizam a análise de score de forma recorrente tendem a fazer negociações mais precisas e financeiramente seguras, já que, além da auto consulta, o Score avalia as chances de um cliente ou parceiro se tornarem inadimplentes em um horizonte de até seis meses. Com esse acompanhamento, é possível enxergar a credibilidade de outras empresas e proteger a saúde financeira do seu negócio”. Outras informações que fazem parte desse ranking dos dados mais relevantes considerados pelos respondentes são: o histórico de pagamento, dados cadastrais, de negativação, e informações do Cadastro Positivo, as quais aparecem no grupo como análises essenciais para o sucesso financeiro de uma negociação com parceiros e clientes.     Micro, pequenas e médias empresas usam o score para otimizar concessões de crédito Dentre os diversos benefícios que os entrevistados apontaram sobre o hábito de consultar regularmente o próprio score e de seus parceiros de negócios, a concessão de crédito mais precisa é o principal motivo. Ou seja, antes de tomar a decisão de conceder crédito, aplicar descontos ou mesmo realizar vendas a prazo, esses empreendedores buscam segurança e assertividade na análise da pontuação de score. Evitar riscos de inadimplência, por exemplo, também é uma das razões mais apontadas na pesquisa, bem como a aquisição de novos clientes e a gestão daqueles já existentes.     Metodologia Sobre as empresas de todos os portes foram coletadas 516 entrevistas março de 2022 que guiaram as análises. Os segmentos analisados contemplam as áreas de serviços, comércios varejistas, indústrias e comércios atacadistas de diferentes regiões do país. Em relação aos dados apenas de micro, pequenas e médias empresas, a amostra significa 67% do total de entrevistas realizadas. Além disso, o universo da pesquisa não está diretamente relacionado à Serasa Experian. A pesquisa foi feita com empresas que já “ouviram falar no Score”, contemplando empreendedores que consultam esse dado com a Serasa Experian, bem como com outros birôs de crédito.   

Capacitar empreendedores é acelerar desenvolvimento econômico, diz CEO da Coca-Cola

(Crédito: Pexels CorentinHenry | Reprodução)   Boa parte da operação de gigantes como a Coca-Cola só é possível graças às pequenas e médias empresas que atuam regionalmente e/ou resolvem problemas específicos, e o desenvolvimento econômico depende disso. Em comemoração aos 80 anos de atuação no Brasil, a Coca-Cola anunciou hoje (03) a aceleração de 300 mil estabelecimentos do pequeno varejo, como bares e restaurantes, durante um ano, como nova etapa do programa “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”, que disponibiliza ferramentas para empreendedores. “Em reflexo da pandemia houve a reconfiguração do pequeno varejo, quando alguns fecharam e novos empreendedores começaram no segmento de alimentação. Assim, a plataforma única que estamos lançando ajuda o empreendedor a se conectar e capacitar em uma série de frentes, como comunicação digital, atendimento, gestão e mais”, diz Luís Felipe Avellar, presidente Brasil e Cone Sul na Coca-Cola América Latina, em entrevista à EXAME, publicada hoje (veja aqui a matéria). De acordo com o executivo, a empresa mantém um investimentos de 3 bilhões de reais ao ano para o fomento de impacto social e ambiental. Agora, o aporte para os pequenos empreendedores é de aproximadamente 200 milhões de reais nos primeiros doze meses. Além disso, há um enorme potencial de expansão visto que a Coca-Cola chega a cerca de 1 milhão de pontos de venda. Para Silmara Olívio, diretora de relações corporativas Cone Sul na Coca-Cola América Latina, “essa iniciativa chega para inspirar e apoiar o crescimento dos locais onde atuamos na retomada da pandemia, posicionando ​a Coca-Cola como o melhor parceiro de negócio”. Com treinamentos e materiais exclusivos desenvolvidos pelo Sebrae e pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a plataforma pretende ser um hub de capacitação profissional por meio de conteúdo que traz uma abordagem simples e fácil de aplicar, até para temáticas mais complexas como economia circular, digitalização, entre outras. “Entendemos a capacitação como um caminho sem volta, pois transforma a mentalidade de quem investe neste processo. Independente da motivação que impulsiona o empreendedor a abrir um negócio, buscar aprimoramento aumenta suas chances de sucesso. Ser movido apenas pela paixão ou pela experiência muitas vezes não é suficiente”, diz Carlos Eduardo Pinto Santiago, gerente adjunto de Competitividade do SEBRAE, que no evento de lançamento do programa citou dados como o faturamento médio desses empreendimentos como 22% menor em abril de 2022, quando comparado ao período pré-pandemia. “Nossas recentes pesquisas mostram que o setor está em fase de recuperação neste período de retomada, mas os empresários ainda lutam para ajustar os preços e manterem seus negócios. Os riscos ainda são altos, em função do endividamento e da pressão dos custos. Portanto, capacitação permite uma vantagem competitiva enorme, porque você passa a entender muito mais do negócio e conhecer as ferramentas necessárias para poder chegar lá”, analisa Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel. Empreendedorismo Feminino Visando capacitar e empoderar as mulheres que já são empreendedoras ou tem o desejo de empreender, a plataforma “Coca-Cola dá um gás no seu negócio” conta com dois projetos exclusivos para elas. Ao todo, serão mais de 4.150 mulheres beneficiadas pelo programa nesta fase. O intuito é impactar a parcela da população que ficou ainda mais vulnerável durante a pandemia e que está diretamente ligada ao cerne do projeto. “Começamos o projeto piloto em Porto Alegre (RS) há dois meses e lançamos o edital exclusivamente para mulheres, pois entendemos a importância de capacitar elas, que são donas de seus negócios e chefes de famílias”, diz Avellar. Segundo ele, em Porto Alegre, as primeiras 300 vagas para o programa foram preenchidas em um dia. Em parceria com o Sebrae e Coca-Cola FEMSA, o “Empreenda como uma mulher” realiza um programa de mentoria para desenvolver negócios liderados por mulheres pelo país. Já o “Meu negócio é meu país” é outra etapa do lançamento e ocorre em Salvador (BA), em parceria com SOLAR Coca-Cola e a marca Kuat, a fim de fortalecer o empreendedorismo por meio de uma plataforma voltada para comidas regionais. “Acreditamos que as mulheres desempenharão um papel transformador na formação da economia global na próxima década. Elas são pilares fundamentais tanto para as comunidades quanto para seus negócios, e são peças-chave para estimular o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável”, diz Avellar. Além disso, de acordo com o executivo, a novidade pode impactar outras frentes ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança) da empresa. “Temos compromissos de diminuição de resíduos, empoderamento econômico e mais. Conforme esses empreendimentos avançam eles também gerem melhor a economia circular, os recursos naturais e outros fatores para nos ajudar e ajudar a sociedade como um todo”. Embaixadores Carmem Virgínia é a grande embaixadora do programa “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”, e representará o projeto para o grande público. Pesquisadora e influenciadora digital, a chef pernambucana também é e jurada dos reality shows “Cozinheiros em ação” e “FFF Brasil”, além de proprietária do premiado Altar Cozinha Ancestral (Recife) e Yayá (Rio de Janeiro). Outros dois nomes de peso da gastronomia brasileira serão apoiadores do projeto: João Batista, cozinheiro há 38 anos e apresentador do reality show Mestre do Sabor; e Katia Barbosa, chef jurada do mesmo programa. Atores fundamentais para que todas as iniciativas e mensagens da companhia sejam amplamente difundidas para o público geral, sem perder de vista a identificação e a aproximação com o público-alvo, os embaixadores têm como papel também inspirar e passar ensinamentos à medida que compartilham suas experiências e vivências enquanto empreendedores do setor de bares e restaurantes. “A Coca-Cola tem um aprendizado sobre criar e contar histórias. A junção com os embaixadores reforça esse papel ao trazer pessoas que inspiram e incentivam novos empreendedores”, diz Avellar. Resultados Neste primeiro ano de programa, os empreendedores serão acompanhados de perto e algumas métricas vão ajudar a entender a efetividade da ação. “Temos indicadores próprios para desenvolver os empreendedores de forma que eles aumentem as vendas, ofereçam diferentes produtos para cada ocasião de consumo e, consequentemente, acesse novos pacotes de benefícios como clientes Coca-Cola. Além disso, temos a perspectiva

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