News #12: Feliz Natal

Natal, Empreendedorismo Industrial e live na segunda-feira  Quinta-feira, 22 de dezembro de 2022 ————————————————– Que o Natal traga luz e renovação para as suas vidas. Desejamos saúde e realizações para vossas famílias! ————————————————– Opinião Por mais empreendedores na indústria brasileira Muitos dos temas que são tratados no Empreendabilidade coincidem com a agenda de setores específicos da economia, e temos bastante apreço pela indústria. Ao nosso ver, é ali onde tudo começa: um dado da CNI mostra que cada R$ 1 investido na indústria se transforma em R$ 2,43 na economia. O movimento de micros empresas e do empreendedorismo individual é muito relevante para estimular o crescimento da economia e do país, mas, essa frente não concorre e não deve tomar lugar de Pequenos e Médios Negócios, principalmente nos setores de base. Aí é onde fica evidente o maior problema para o empresariado brasileiro: a questão tributária. Segundo o Movimento Brasil Competitivo, as empresas perdem R$ 1,5 trilhão com o Custo Brasil. Sabemos, o custo é muito maior para os pequenos. Ao mesmo tempo, o Brasil vem passando por um terrível processo de desindustrialização. Em 2006, a indústria representava 2,58% da produção mundial. Em 2021, esse número era de 1,28% (CNI). Entre os fatores que contribuem para a redução de investimentos na indústria estão o sistema tributário complexo, oneroso e cumulativo, a infraestrutura deficiente, o financiamento escasso e caro, a baixa qualidade da educação, o ambiente macroeconômico instável e a insegurança jurídica. Por outro lado, o setor industrial é quem puxa o crescimento dos demais setores, graças às cadeias produtivas longas e por ser o indutor de inovações da economia. Cerca de 38% do recolhimento de impostos federais, contribuições previdenciárias e ICMS vêm da indústria. Além disso, a indústria responde por 22,2% do Produto Interno Bruto (PIB) – na década de 1980 esse número era de 48% (CNI). Estimular a produção e o empreendedorismo de base – que gera, de fato, recursos, negócios e empregos – tem efeitos perenes. Para tanto, é urgente a reforma tributária. Para se ter ideia, a CNI apresentou aos presidenciáveis um Plano de Retomada da Indústria a fim de ampliar a competitividade e incentivar novos investimentos, entre outras medidas estruturantes. Dos 11 eixos prioritários, 6 diziam respeito a questões tributárias e garantias de um ambiente mais favorável aos negócios. Da mesma forma que tudo começa na indústria, a força do Pequeno e Médio Negócio já é mais do que comprovada. Para a economia crescer e sairmos da eterna promessa, resta ao país ajudar a ser ajudado. Do restante, os empreendedores cuidam.   Uma menção especial à Votorantim, que desde 1918 atua para a industrialização do país. Foto abaixo: inauguração da CBA em 1955, com o presidente Café Filho, o prefeito de São Paulo, Jânio Quadros, o Senador José Ermírio de Moraes e o empresário Antônio Ermírio de Moraes (crédito: Acervo Votorantim 100 anos) LIVE IMPORTANTE – save the date “Marco Legal do Reempreendedorismo: solução para o empreendedor endividado?” Data: Segunda-feira (26), às 12h Link: https://youtu.be/7Ut8zxKNNfo (é possível ativar a notificação do evento) O Marco Legal do Reempreendedorismo (PLP 33/2020) prevê a reforma da lei de recuperação judicial para micros e pequenas empresas, assim como do seu processo falimentar, propiciando um ambiente legal para que empresas e empreendedores que estejam em dívida possam regularizar as atividades e renegociar débitos de forma simples. Participam o advogado Renato Scardoa, especialista em estruturação de negócios e reestruturação de empresas, integrante do Grupo de Trabalho que foi responsável pela redação do PLP 33/2020, e o pesquisador Eduardo Castro, PhD em Economia Política pela Princeton University e ex-economista do FMI-Fundo Monetário Internacional. “Simplificar a recuperação de negócios contribui diretamente para um ambiente mais propício ao empreendedorismo” Ricardo Meireles, fundador do Empreendabilidade FOLLOW-UP Código de Defesa Foi aprovado nesta quarta-feira (21) na Câmara dos Deputados o projeto de lei que cria o Código de Defesa do Empreendedor (PL 4783/20)   Equipe Econômica O futuro Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está com dificuldades na seleção de nomes para compor o restante da equipe. BNDES Por outro lado, Aloízio Mercadante como presidente do BNDES parece estar dando bons sinais à iniciativa privada. Na quarta-feira (21), em almoço organizado pela EsferaBR com empresários e banqueiros, foi boa a receptividade à mensagem de “não retorno ao passado” e de que não haverá aportes do Tesouro para alavancar o banco. O gesto veio na forma da indicação para a diretoria de nomes com experiência financeira. Análises do ambiente macro para MPMEs. Indique e nos siga nas redes sociais.

News #11

Sinais, desafios e ação Quinta-feira, 15 de dezembro de 2022 ————————————————– “Quem faz uma vez, não faz duas necessariamente. Mas, quem faz dez, com certeza faz onze” frase atribuída a Charles Chaplin (foto: Amina Kaab | Pexels) ————————————————– Opinião   O principal desafio de se ter um negócio no Brasil são os impostos. A carga tributária não apenas é alta como é injustificada. O que torna os impostos altos? Simples: eles mantêm a máquina estatal – quanto mais pesada, com mais pessoas (e benesses), mais cara – e o bem coletivo – quanto mais é necessário distribuir, mais é necessário arrecadar. Pelo emaranhado da nossa estrutura pública, esse cálculo pode ser complexo. Mas, a premissa é fácil de ser entendida: não existe almoço grátis, não vai cair dinheiro do céu, não existe planta de moeda. Quanto mais se gasta, mais se deve produzir. É claro. No orçamento doméstico, um dos princípios é economizar antes de gastar. Por que no orçamento do país se geraria gastos antes de gerar recursos? Um relatório do banco Credit Suisse desta semana mostra que o teto de gastos não suporta as promessas de campanha. Para atender apenas os gastos do Bolsa Família fora do teto, o PIB precisaria crescer 3,5%. Na projeção dos próximos anos, não é viável. Pior, as despesas adicionais podem tornar o índice de endividamento do País insustentável. O que estamos observando são sinais de que algo pode não dar certo, e queremos oferecer aos pequenos e médios negócios essa visão, que os grandes têm. Seguindo esses sinais, acreditamos que a solução é estimular o aumento de produção e o empreendedorismo de base, que cria, de fato, recursos. Pretendemos, em 2023, estimular essa discussão e apoiar o empresariado nesse caminho, reunindo e compartilhando conhecimento, para que os próximos anos sejam melhores. Essa é a nossa forma de ajudar o País a crescer. FOLLOW-UP Juros   Selic alta, o que acontece? Juros cobrados pelo sistema financeiro ficam mais altos. Diminui a oferta de crédito; Recursos tendem a migrar para investimentos, visto que as aplicações mais seguras (renda fixa) rendem mais; A tendência é de diminuir os investimentos na economia real, que acaba tendo maior risco de retorno: criação de empresas, investimento em ações e em iniciativas de crescimento; Inflação tende a cair com o consumo mais comedido: com custo do dinheiro maior, as pessoas gastam menos. Novas “velhas” promessas PEC de Transição visa auxílio de R$ 600. Permitirá romper o teto de gastos em R$ 169 bi por 2 anos – aprovada no Senado; Ministério da Economia será desdobrado em Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio; Aloizio Mercadante é nomeado presidente do BNDES; Pegou mal fala de Lula de que não haverá privatizações e a derrubada da Lei das Estatais, que impediria a nomeação de Mercadante; Fernando Haddad é nomeado Ministério da Fazenda; Equipe da Fazenda: Secretário-executivo: Gabriel Galípolo foi CEO do banco Fator. Criticado pelo perfil de apostar no gasto público para gerar crescimento com maior arrecadação; Secretário Especial da Reforma Tributária: Bernardo Appy é economista, contribuiu para a PEC 45/2019, que circula como modelo mais provável. Dica: não é porque todo mundo gostou, que será bom. Lembrando que as propostas têm que agradar os políticos. Um balde com vários vazamentos é como vemos as contas públicas e a previdência. Para onde vão nossos impostos? Análises do ambiente macro para MPMEs. Indique e nos siga nas redes sociais. Empreendabilidade® é uma marca registrada . Caso queira editar suas preferências, clique aqui para atualizar ou sair desta lista.www.empreendabilidade.com.br

News#10: Só esperamos o hexa

Quinta-feira, 08 de dezembro de 2022   Exceto sobre o hexa, parece que o clima é de poucas expectativas em relação ao Brasil. Nesta sexta-feira, 09, o governo eleito anuncia parte da sua escalação e é provável que os nomes sejam os que já estão circulando no mercado (ah, o mercado). Se você está com a impressão de que o ano acabou e que já estamos com um pé em 2023, não se sinta só. A final acontece no dia 18 de dezembro, semana seguinte é o Natal, depois, feliz ano-novo. Nesta reta final, só resta se preparar para o ano que vem. Dito isso, aí vão alguns sinais importantes.   Opinião: Feliz ano velho    Pode não parecer, mas acabamos de sair da pandemia da Covid e o cenário que vivemos é em decorrência daquilo tudo que vimos há dois anos. O que se percebe, no mundo em geral, é que o impacto financeiro não foi medido, a conta chegou para vários países. Aparentemente, o Brasil acertou em antecipar a baixa de juros e antecipar a inflação. Para quem não lembra, os juros chegaram a 2%. Agora estão em 13,75%. Havia uma expectativa: de que os juros fossem se reduzindo com o passar do tempo. O teto previsto era de 14%, nada muito mais que isso. O que aconteceu foi que a projeção de curva de redução se estendeu. Resta saber se essa esticada vai até meados de 2023 – até agosto/23, dizem alguns – ou durará até o final do ano. Alguns otimistas esperam 11% para o final do ano que vem. Com a aprovação da PEC de transição no Senado, o furo no teto de gastos passa dos R$ 170 bilhões. O excesso de R$ 100 bi representa cerca de 1,5% do PIB. Como isso será pago, se não tem almoço grátis? A aposta é no crescimento da economia, sendo que estamos vindo de um baixo crescimento na última década. Se não crescer, o resultado será o aumento de impostos. Ou seja, aumento nos custos de quem produz e do povo. O Senado estabeleceu até 31 de agosto de 2023 o prazo para uma proposta de nova âncora fiscal para o novo governo, o que, de certa forma, dá uma segurada. Mas, há uma questão em aberto sobre qual é o próximo movimento do governo eleito. Existirá novas frentes para mais gastos, para atender à pauta mais populista? Aparentemente, estamos esperando ver o que acontece, mas desconfiados. Ora, conhecemos as pessoas ali. Por esse mesmo motivo, há também uma certa confiança na habilidade do futuro antigo presidente eleito, de organizar interesses. Seguimos aguardando os próximos passos. Algumas fontes Para essa análise, fomos atrás do que os grandes economistas estão falando. Quer a lista?   Igor Barenboim: Economista-Chefe da Reach Capital Entrevista para a GloboNews (08/12) https://twitter.com/globonews/status/1600815130232918016?s=48&t=dv3r8b9ALxb8TrTnhUm4Bg   Milton Lauhy Filho: CEO do Itaú Unibanco Evento Itaú Macro Vision (08/12) https://inteligenciafinanceira.com.br/saiba/economia/milton-maluhy-filho-macro-vision-2023/   Gustavo Franco: ex-presidente do Banco Central Evento Itaú Macro Vision (08/12) https://exame.com/invest/opina/gustavo-franco-prendendo-a-respiracao/   Silvio Campos Neto – economista-sênior da Consultoria Tendências Maurício Une – economista-chefe do Rabobank https://www.terra.com.br/economia/mercado-espera-manutencao-da-selic-mas-crescem-as-incertezas-sobre-inicio-do-ciclo-de-queda-da-taxa,5177225fc79b96c11b90ef52c96719d76aa2raln.html     FOLLOW-UP   Black Fraude II A Black Friday, alguém viu? O Comércio eletrônico faturou R$ 5,9 bilhões em cinco dias de Black Friday, 19% a menos que o ano passado – o levantamento é da consultoria NilsenIq | Ebit e foi publicado nesta quinta-feira pelo Valor Econômico.   Tilt Caiu a captação de recursos de startups latinas. Segundo o site Startups, o volume foi de US$ 627,5 mi em novembro, o pior resultado do ano. O levantamento é do Sling Hub. Apesar da queda, o número de rodadas cresceu, com 137 negociações fechadas, um salto de 44%. Nos M&As, novembro foi palco de 21 negociações, sendo 20 aquisições e 1 fusão. O resultado mostra uma queda de 25% ano a ano e de 19% em relação a outubro. Fintechs segue em destaque.   RUMO AO HEXA   Próximos Jogos do Brasil:   quartas Sexta (09), 12h: BRASIL X CROÁCIA   semi Terça(13), 16h: BRASIL X (possível ARGENTINA)   final Domingo (18), 12h: BRASIL X (?????)

Newsletter #8: Impostos, para quê? O empreendedor que apoia os demais

Quarta-feira, 23 de novembro de 2022 Opinião: PL 108/2021, para aumento do limite do Simples, merece aprovação urgente Se aprovada, uma lei vai aumentar o teto de faturamento para empresas aderirem ao Simples. Sabe o que isso significa? Que tem um monte de gente torcendo contra. O Simples Nacional reduz o tempo de burocracia, os gastos com processos burocráticos e facilita o ambiente tributário para o empreendedor. Para estar em dia com o fisco, as empresas precisam seguir o que consta em 4.626 normas. Você, empreendedor, como lida com isso? Simples, se não fosse o Simples, provavelmente estaria na informalidade, como era há 15 anos. Os opositores – todo um grupo que ganha com o aparato complexo do nosso sistema – argumenta que o país deixaria de arrecadar. Será? Não, o Simples não é uma mera isenção fiscal. O Simples simplifica o processo, criando um tributo único a partir dos cálculos da tributação em diferentes esferas: Federal, Estadual e Municipal. Para saber, entre janeiro e setembro, a arrecadação do Simples teve alta de 18,7%, comparado 2022 x 2021. A inadimplência das MPEs é baixa em relação ao movimento econômico. Apenas 255 mil empresas (das mas de 18 milhões em atividade) enquadradas na categoria são devedoras da Receita, o volume de dívida é de R$ 11bi (dados da RFB). Na contrapartida, as MPEs geram 30% do PIB, 71% dos empregos e estão em pleno crescimento (leia nosso último artigo: O empreendedorismo está dando certo). Bom, para resumir, sabe o que acontece com o peso da tributação? Empresas inadimplentes. Na contramão da leveza do Simples, os demais sistemas tributários são complexos e geram gastos para as grandes empresas. Uma das consequências é a inadimplência – esta sim, relevante. Os grandes devedores da Receita Federal somam R$ 1 trilhão em dívidas. Pasme, todas são nomes de empresas conhecidas. Esta é a versão simplificada deste artigo. Para ler o texto completo, clique aqui.     Videocast EP #08: EDUARDO VILS   Ele cria soluções para outros empreendedores Esse é o último episódio da temporada de Empreendedores Maduros, e foi um episódio muito importante para nós. Vils é 50+, começou a empreender já maduro (tentou cedo, aprendeu muita coisa, e agora não para mais), e nos traz diversas reflexões sobre o momento certo de empreender (será que existe?). Ele foi e voltou, falou sobre importância de ter gente boa ao seu lado e de muitas experiências.  O episódio entra no ar no YouTube hoje às 15h e nos canais de áudio Spotify, Google Podcast e Amazon Music    REFLEXÃO SOBRE ETARISMO     Foram mais de 10 horas de entrevistas cara a cara com especialistas e empreendedores, além das mais de 60 horas dedicadas a pesquisas para lhes entregar o relatório Empreendedores 50+, o futuro do Brasil. A série está disponível no YouTube e traz nomes já consagrados no debate do envelhecimento e do empreendedorismo como: Telma, David, Mauro, Mariana, Fran, Alessandro, e dois casos contados. A importância de discutir isso é que estamos falando de algo que faz parte da sociedade. Daniel Alves acaba de passar pelo questionamento da sua idade para convocação quando da convocação para a Copa. Ao ser perguntado o que achava da convocação do jogador mais velho, um dos destaques da Seleção respondeu algo nessa linha: “É a minha primeira vez na Copa. Imagine quando formos enfrentar uma seleção forte, jogadores conhecidos internacionalmente. Daniel Alves provavelmente já os enfrentou. Ele saberá dizer o que temos que fazer”. Essa é a importância da voz da experiência. No artigo sobre o Simples, recorremos a 10 pessoas antes de defender a tese. A maioria delas tem mais de 20-30 anos de experiência tributária. Ao mencionar quem defende o empreendedorismo, veio o nome de Afif Domingos. Entre os aprendizados que tivemos nestes meses de imersão no tema da maturidade, ficaram algumas lições. Destaco: – Não existe hora certa para empreender – Experiências de vida são positivas – Faça o que te tira o sono – Aprenda (rápido) a excluir da sua vida o que não faz sentido – Não se faz nada sozinho, então procure ajuda para resolver os pontos fracos e reforçar os fortes Se você está esperando a hora certa para começar um negócio, para ter um filho, para mudar de emprego, para fazer aquele curso, para mudar um hábito, sinto te dizer a verdade, ela não chegará. Você que quer empreender, ou que empreende e quer investir para o negócio crescer, e está esperando uma estrela apontar o caminho, a hora, a forma, esqueça. Meça os ganhos e riscos, e faça o que for seu. Tome atitude no que está ao seu alcance. Sobre outras coisas, você não tem o controle. Tentar dominá-las é catastrófico.

Avante empreendedores, dele para elas e polêmicas da coroa

Quarta-feira, 16 de novembro de 2022   Opinião: O empreendedorismo está dando certo Sim. É isso mesmo que você leu. O empreendedorismo está indo bem no Brasil. O Ministério da Economia tem, inclusive, uma página aberta para as pessoas acompanharem o balanço de aberturas e fechamentos de empresas (Mapa de Empresas, clique aqui). Ali é possível cruzar dados por data, região, porte e natureza jurídica (se é sociedade limitada, empresa individual, associação etc.) ou opção ao MEI. O número atual é de 3,3 milhões de empresas abertas no país no total do ano, contra 1,4 milhão de empresas extintas. No ano passado inteiro, foram 4 milhões de empresas abertas, contra os mesmos 1,4 milhão encerradas. Você pode dizer: ora, mas então vamos encerrar mais empresas em 2022 porque ainda falta 1 mês e meio para acabar o ano. Sim, isso vai acontecer. E é muito provável que esse número chegue a 1,7 milhão. Porém, isso não quer dizer que as EMPRESAS estejam dando errado. O comportamento que viemos acompanhando desde a pandemia – principalmente no ano de 2020 – é de mais MEIs sendo abertas, muitas delas por pessoas que acabaram tendo que firmar CNPJ como forma de aumentar as chances de emprego diante do cenário da Covid. Muitas dessas pessoas, ao retornar ao mercado de trabalho, abandonam e encerram a empresa, o que acaba aumentando o número de CNPJs baixados ou extintos. Não é desse grupo que estamos tratando aqui. Nosso olhar está atento ao empreendedor que quer montar seu negócio e vê-lo crescer. De fato, há indicativos de que as Micros e Pequenas Empresas estão mais sólidas, estão crescendo, administram melhor as dívidas e seguem contratando. Vejam os dados abaixo: 61,9% dos MPEs têm mais de 6 anos de atividade, destes 36,9% têm mais de 10 anos  65% dos MPEs que fecharam as portas pretendem retomar as atividades num futuro próximo Número de pequenos empresários que aumentou faturamento no último ano passou de 31% para 38% X dos que o faturamento caiu diminuiu de 40% para 28% 76,5% dos MPEs afirma que sua empresa pode aumentar de porte nos próximos anos As dívidas estão “em dia” para 37%, contra 35% no primeiro semestre; Em atraso diminuiu de 30% para 24%; Não tem dívidas passou de 35% para 39%; O pagamento de dívidas consome menos caixa: saiu de 59% (abril) para 51% (agosto) os MPEs que têm 30% ou mais do faturamento comprometido, e aumentou de 36% para 41% os que têm menos de 30%; No acumulado do ano, o Brasil supera a marca de 1,85 milhão de empregos gerados, sendo que 71,7% (1,3 milhão) são advindos das atividades de Micros e Pequenas empresas. Vejam com os seus próprios olhos:   Esses números indicam que o aumento no número de CNPJs não é apenas um movimento de “Pejotização” com os MEIs como muitos tendem a criticar. Aliás, não seriam os MEIs o melhor meio de formalizar negócios que muitos brasileiros abriram por necessidade, ainda mais após a pandemia? Fica aqui anotado para aprofundarmos neste assunto em outro momento.       Videocast EP #07: FRED BRASILEIRO Ele criou um negócio voltado para elas, e funciona muito bem. A entrevista desta semana tem muita de experiência. Fred Brasileiro pegou seus 16 anos de experiência em uma das líderes globais de produtos de consumo, onde “vendia protetor solar” como ele mesmo diz, e abriu uma grife de moda feminina. Ele salienta, “eu tinha que empreender em algo para mulheres”.   A marca Emequê Store é forte e tem muito branding: foi criada em homenagem à Maria Quitéria, uma heroína que faz parte da história brasileira, e a experiência das clientes na loja é um exemplo a ser seguido. Graças à dedicação do fundador, em um ano o negócio decolou.   Montado bem no ano da pandemia, saiu de um showroom onde distribuía as vendas online para uma loja na região da Oscar Freire.   Quer saber mais?   O episódio já está no ar no YouTube e nos canais de áudio Spotify, Google Podcast e Amazon Music     SUGESTÃO DE LEITURA         A dica de conteúdo hoje vai para a 5a temporada da série The Crown. Sem muitos spoilers (até porque já fizemos um comentário no Youtube), o sucesso da Netflix não é à toa, e o período de tempo é marcante: o Primeiro-ministro é o John Major, a Daiana e o Charles estão no processo de separação e Boris Iéltisin foi eleito presidente da Rússia.  Tem etarismo, estoicismo e uma aula de diplomacia e de símbolos.

Caos e catástrofe são coisas diferentes

Quinta-feira, 10 de novembro de 2022 Crescimento Já são mais de 4 mil views no Youtube com as entrevistas da série Empreendedores Maduros e os comentários sobre empreendedorismo. No Instagram, são 36 mil views por mês. Nossa produção de 2 meses tem tido bom alcance orgânico. Dados pró-empreendedor Fim de ano, cenário econômico deixa dúvidas para o empreendedor. Esperem novos estudos, análises e mais dados que estamos produzindo para apoiar a força empreendedora com conteúdo realmente útil. Indiquem nosso conteúdo! Opinião: Caos “Não espere que o mundo seja como você deseja, mas sim como ele realmente é. Dessa forma, você terá uma vida tranquila” – Epicteto Organizar o caos é, de forma geral, tirar as coisas do seu ciclo natural. Isso nunca deu certo. “Talvez o caos e o acaso sejam a ordem natural das coisas”, diz o romancista britânico Johathan Coe. “Antifrágil, como se beneficiar do caos” é o título completo da obra de Nassim Taleb, que muitos conhecem como um escritor do mercado financeiro, mas que escreve, na verdade, sobre a vida. O caos é tema de muitas excelentes obras literárias, ao mesmo tempo provoca discussões e cria teses obstinadas por organização, mas seria essa organização produtiva mesmo? Essa conversa faz lembrar do filme “Efeito borboleta”. O protagonista, sabendo do seu poder de viajar no tempo, mudar uma realidade e voltar ao tempo atual, tenta de todas as formas alterar o futuro indesejado para os amigos. Não dá certo. A única forma de conseguir o que queria foi ele mesmo sacrificar sua vontade. Trazendo isso para a realidade do empreendedor brasileiro: ele é o ator, mas não pode mexer no cenário caótico. Pode enfrentá-lo, aprender com ele. Aliás, esse palco não dá sossego: na linha do tempo dos últimos 21 anos teve eleições polarizadas (2002), mensalão (2005), crise global (2008), não é pelos R$ 0,20 (2013), crise da indústria (2014), crise Brasil (2015), Impeachment (2016), greve dos caminhoneiros (2018), incertezas com a lava-jato, pandemia… No contexto geral, vivemos em caos. Tiremos algum proveito disso. Mas, saibamos diferenciar quando não for caos, e sim uma catástrofe. Conversa séria: a catástrofe, ou 2015 De certa forma, o que aconteceu em 2015 no Brasil foi uma consequência de alguém ter tentado ajustar o caos. Controlar a economia. Dar umas pedaladas. As discussões pós-eleição sobre as políticas econômicas nos interessam pelo simples fato de que, a depender de que direção a economia tome, podemos ter novamente esse resultado. A base para esse levantamento foi a Receita Federal (a mesma que as empresas, consultorias e demais instituições utilizam para consultar dados das empresas). Das empresas abertas em 2002, a crise de 2015 atingiu as sobreviventes até aquele ano muito mais do que a crise global de 2008 e, depois, a pandemia (vão dizer que na Pandemia já existiam menos empresas com quase 20 anos, porém, se essa lógica funcionasse, 2015 também não teria tido o impacto que teve porque havia menos sobreviventes que em 2008. Aliás, o começo é muito mais cruel, a tal mortalidade precoce que tanto se fala). Escolhemos 2002 porque foi um marco histórico político, com a eleição de Lula pela 1a vez. Simples assim. Como a junção de uma política econômica equivocada, um cenário externo conturbado, questões de corrupção impactou as empresas? Resposta: 3x mais que a crise global de 2008 e 10 vezes mais que a pandemia de 2020 (considerando as empresas que ficaram inaptas após o evento de 2015). Podemos culpar o vírus por muitas mortes, mas não a de empresas.  Videocast EP #06: ALESSANDRO SAADE Um professor simpático e entusiasta do empreendedorismo, que também é um compulsivo em ajudar pessoas a montarem seus negócios. Essa é uma das entrevistas que estávamos mais ansiosos para publicar. Vale a pena ouvir as histórias do Saade e suas dicas. A principal delas: “tenha cicatrizes”, pois são as experiências que as causam que vão te levar adiante. O episódio entra no ar hoje (10), no YouTube e nos canais de áudio Spotify, Google Podcast e Amazon Music Assine nossa newsletter e nos siga nas redes.

Mar bravio, etarismo e alguns filmes

Quinta-feira, 03 de novembro de 2022 Seja duro A primeira impressão quando se ouve a palavra “duro” é de ser rigoroso com os outros. Não é disso que estamos falando. A segunda é de ser intransigente. Também não é isso. Uma das premissas da corrente filosófica do estoicismo é de que devemos ter consciência de duas coisas (e saber distingui-las): O que está ao nosso alcance e que podemos controlar – que é onde endurecemos a nós mesmos e onde podemos agir. O que não está, que não controlamos – que não mudamos e que cabe aceitar. Ser duro significa ser sólido, forte e firme para resistir às forças externas, a tudo aquilo que vem de fora e que não está sob nosso controle. Um atleta duro é o que resiste ao peso do exercício, seja ele qual for. Faz o que tem que fazer. Não sucumbe às exigências, não reclama de horário do treino. Anda ereto. Conhece a si próprio. É fácil identificar um atleta desses, muito diferente de uma pessoa comum. Geralmente se destaca, pensa no longo prazo, trabalha nos seus objetivos. Conhece o Cristiano Ronaldo? Duro. O tronco da árvore não se submete à força do vento. Ele é rígido, estruturado. Sustenta galhos, folhas, frutos, pássaros, macacos e outros animais. É para onde os bichos vão para se proteger da tempestade, até. Quando o impacto é forte, é a parte que fica de pé para que a árvore cresça novamente. Você, empreendedor, deve ser duro como o tronco de uma árvore, como um atleta profissional. Em conhecimento, na base necessária de informações absorvidas para o negócio dar certo. Em estrutura, nos alicerces materiais que lhe sustentem e que sejam essenciais para manter o empreendimento. Deve trabalhar nos seus objetivos e no que for necessário para que eles aconteçam. Mar calmo nunca fez bom marinheiro e o que vem fácil, vai fácil – duas frases que viraram ditados e que representam bem essa verdade. Aliás, existe a verdade e o que está por vir. Verdade é o que sabemos, o que está aí. O que está por vir, quem sabe? Não está ao nosso alcance. Se o futuro for leve, quem é duro passará. Se for pesado, quem é duro resistirá. Assim é com as mudanças de cenário não previstas. Ou que estavam previstas, mas que podem mudar independentemente da sua vontade. Um exemplo que ilustra essa tese é o da pandemia: as empresas duras lidaram melhor com aquele momento. Estavam preparadas, imaginando que aquilo poderia acontecer naquela magnitude? Não. Mas, resistiram. Essas foram as que mantiveram profissionais, apoiaram a comunidade e tiveram paciência porque sabiam que a tormenta ia passar. As experiências negativas, decisões difíceis, momentos de aprendizado e dedicação são o caminho. É o mar revolto que prepara o bom marinheiro para qualquer maré.       Videocast EP #05: FRAN WINANDY   Conversamos com uma das pessoas mais engajadas no combate ao etarismo, a consultora e professora Fran Winandy, autora do livro “Etarismo, um novo nome para um velho preconceito”. Ela não sabe, mas praticamente todos com quem falamos durante o processo de estudo do relatório “Empreendedores 50+, o futuro do Brasil” mencionaram seu livro. A conversa foi muito boa. Ela própria é um exemplo: decidiu empreender a partir das experiências de vida e profissionais, montou a consultoria e hoje ajuda empresas a entender o etarismo. Por fim, o mundo precisa entender que os mais velhos estão mais ativos do que nunca. O episódio entra no ar hoje (26), no YouTube e nos canais de áudio Spotify, Google Podcast e Amazon Music (Alexa, toca Empreendabilidade!).   Livros e filmes Ler um livro não é ler um post ou zapear nas redes. Assim como assistir a um filme ou a um documentário. Não se esqueça de vez ou outra ler, assistir ou ouvir algo mais profundo que as redes sociais. O imediato é rápido, mas nem sempre nos faz crescer. Podcast de 1 hora? Nossos episódios são de cerca de 1 hora porque aprofundamos os assuntos para extrair conhecimento e estabelecer debate que agregue valor. O melhor podcast sobre a eleição que ouvi teve 3h de duração. Não eram comentários ou análise pontual, era uma conversa.     SUGESTÃO DE LEITURA   Filmes que falam de propósito Dito isso, como esta edição está saindo na quinta-feira, aí vão alguns filmes de HISTÓRIAS REAIS para assistir no final de semana: Coach Carter (2005) Samuel L. Jackson é Ken Carter, ex-jogador de basquete chamado para treinar o time da sua antiga escola. Ele aceita, mas impõe aos alunos regras de bom comportamento e boas notas. Como disciplina é importante… O destino de uma nação (2017) Churchill ficou conhecido como um grande líder político britânico. O filme se passa no ano de 2040, mostrando os primeiros dias do primeiro-ministro da Grã-Bretanha e o intenso processo de decisão diante de uma possibilidade de acordo de paz com a Alemanha de Hitler e uma Inglaterra em crise. Money Ball (2012) Tom Cruise e Jonah Hill fazem a dupla Billy Beane e Peter Brand, em uma história verdadeira de utilização de dados para resolver problemas. No caso, um estatístico cria um sistema de cálculo para ajudar o clube de baseball a selecionar melhores e mais baratos atletas e se destacar na liga.    

Escolhas difíceis, comemore o envelhecimento e, quem diria, há preconceito contra CEOs

Quarta-feira, 26 de outubro de 2022 Fazer escolhas Talvez uma das coisas mais difíceis na jornada de quem empreende ou quer empreender seja ter que fazer escolhas. Principalmente para o empreendedor que vem do mercado corporativo. Por que a pessoa que vem das empresas teria mais dificuldade de fazer escolhas? Simples. Porque em uma empresa, alguém está dizendo o que deve ser feito. Mas, quando você vira o dono da empresa, quem define isso é você. Legal, não? Nem sempre. Quando se é funcionário, para alguns é fácil: você se acostuma a falar o que as pessoas querem ouvir. Isso não é uma crítica, é a lei da sobrevivência no mundo corporativo. Quando você é o dono, para muitos é difícil. Você tem que falar, fazer e respirar o que é bom para o seu negócio. É a lei da selva. Prepare-se para escolher estar sozinho num sábado e achar isso normal. Esteja pronto para dizer não, o que pode ser uma das coisas mais duras de se fazer na vida. Prepare-se para receber alguns olhares de desapontamento, de quem acha que você está sendo desatencioso, displicente. Se você falta a um evento social porque teve uma responsabilidade “da empresa”, muitos acham normal. Agora, quando você é o ‘dono do negócio’, as pessoas acham que você pode pular a tarefa, mandar alguém fazer… No momento em que o negócio está começando, o que você escolheria: 1) um final de semana de sol na praia, esticar o feriado com o par; Ou 2) adiantar aquele projeto que você quer vender para um possível comprador? Preencher aquela planilha de custos que você sabe que está ‘quase’ postergando? Não se engane. Fazer o que tem que ser feito envolve decisões duras. Talvez, até consequências. Mas, se você decidiu empreender, provavelmente já sabe disso: o negócio depende de você. O que você escolhe fazer hoje, é o que trará o resultado depois.       Videocast EP #04: “SOU MELHOR HOJE DO QUE ONTEM”   Mariana Mello, jornalista, fundadora da Alma Content e da Mature Future, uma jovem mulher (não perguntamos a idade) dá seu ponto de vista, muito maduro, sobre envelhecimento, conhecimento adquirido ao longo da vida, menopausa, fases que vivemos. A conversa faz uma ode aos mais velhos, porque quem envelhece é quem está vivo. E, para quem está no meio do caminho, ela avisa: ainda haverá muita vida após os 60, portanto, empreenda, faça projetos, viva! Visite o site www.maturefuture.com.br, onde a jornalista, que também empreende, traz reportagens e apresenta suas iniciativas sobre a maturidade. O episódio entra no ar hoje (26), no YouTube e à noite nos canais de áudio Anchor (https://anchor.fm/empreendabilidade), Spotify, Google Podcast e Amazon Music (Alexa, toca Empreendabilidade!). Etarismo entre os líderes maduros 53 anos é a idade média de CEOs no mundo. No auge da carreira, esses profissionais sofrem etarismo, justamente quando se sentem mais ativos do que nunca e com maior capacidade de decisão e liderança. A reportagem do Estadão reforça o que já trouxemos no estudo “Empreendedores 50+, o futuro do Brasil” e que o próprio jornal já noticiou: pessoas mais velhas estão em plena capacidade de continuar contribuindo para a sociedade e, ainda, com maturidade, o que traz mais soft skills. No fim, estamos mais atualizados do que pensamos. Quer discutir empreendedorismo na maturidade? É mais velho e quer empreender? Fale conosco. SUGESTÃO DE LEITURA Nunca é só leitura, então aí vai a leva de sugestões da semana: Podcast Sugerimos na semana passada e ele já está de volta: O PURO MALTE é o happy hour das sextas-feiras da Empiricus. No episódio da última semana (21), o quarteto formado pela assessora de imprensa, o estrategista, o sócio e a CEO nadadora da casa de análise falaram sobre Empreendedorismo. Ouça as histórias da Ovo Comunicação e da própria Empiricus no Spotify. Livro Resgatando do baú, essa obra teve sua primeira edição em 2007, mas é mais atual do que nunca. THE DIP (O MELHOR DO MUNDO, na versão brasileira), de Seth Godin – um astro do marketing – tem apenas 100 páginas. O conceito aterrissa o que defendemos no artigo de hoje, sobre fazer escolhas, e traz cases interessantes de empresas. Rápido e eficiente. Série É boba, mas é boa. A comédia leve do HOME ECONOMICS é protagonizada e dirigida pelo ator que fez o Eric Forman de That’ 70’s Show (já é Cringe falar dessa?), Topher Grace. O enredo se passa na vida de três irmãos que vivem praticamente grudados e cada um vive em diferentes condições financeiras e estilos de vida. Está no Amazon Prime.

Antifrágil, idade é um número, gostamos de podcasts

Quarta-feira, 19 de outubro de 2022 Antifrágil O termo vem se tornando comum pelo título do livro escrito por Nassim Taleb, voltado mais a investidores do mercado financeiro , mas não é exclusivo deste setor. Pelo contrário. Antifrágil tem toda relação com o empreendedorismo. Aliás, tem toda relação com o ser humano. Não somos frágeis. A vida não é frágil. O que caracteriza os seres vivos é justamente a capacidade de se adaptar às adversidades e sair mais fortes delas. A criança que aprende a andar não desiste. Caiu, levantou. Na segunda tentativa, anda melhor. Um passo de cada vez. É natural. No processo de autodesenvolvimento, a jornada é cheia dessas. Está escrito na história da humanidade que nosso negócio é enfrentar desafios. A vida não vem com uma fórmula pronta. Não estamos aqui a passeio. Decidir – ou TER que – empreender diz respeito a isso. O empreendedor aceita essa jornada, assim como Ulisses aceitou a Odisseia escrita por Homero muito antes de Taleb escrever seu livro. Todos já devem ter ouvido algo parecido com “as pessoas só veem quando o negócio está pronto, ninguém viu os tombos que levou”. Incrível a quantidade de gente que fala que fulano ficou rico porque está empreendendo. Mal sabem… Ninguém nasce pronto. Mas, se a natureza nos deu esse dom, vamos aproveitá-lo. Um passo de cada vez. Videocast EP #03 Mauro Wainstock, fundador do Hub 40+, Linkedin Top Voice, colunista de mídias como Exame e Startups.com (não viu a matéria com nosso estudo? clique aqui) é o entrevistado no terceiro episódio da nossa temporada sobre Empreendedores Maduros. Discutimos que pessoas 50+ devem empreender porque a maturidade significa ter competências comportamentais que favorecem os negócios. Entre outras coisas, Mauro afirma que “idade é apenas um número” e que as classificações acabam sendo uma forma de preconceito. No ar hoje (19), às 14h, no nosso YouTube e a partir das 19h nos canais de áudio Anchor, Spotify, Google Podcast e Amazon (Alô, Alexa, toca o podcast Empreendabilidade!). Deep dive: conceito do iceberg Empreendabilidade é isso: na parte submersa e invisível, digerimos os dados. Na superfície, a informação útil, o debate e a comunicação.   Data Driven! Desde a ideia de criar uma empresa para incentivar o empreendedorismo, sabíamos que os dados seriam importantes e a mídia também.     SUGESTÃO DE LEITURA As dicas de conteúdo de hoje são em homenagem ao Dia do Podcast, celebrado na sexta-feira, 21. Para pensar Lucia Helena Galvão O link vai para um dos episódios mais ricos sobre filosofia, mas a dica é a pessoa. Todos deveriam experimentar ouvir as palestras dessa professora, que estão disponíveis tanto nos perfis da Nova Acrópole quanto em outros canais. Café Brasil Luciano Pires é um dos pioneiros no streaming de áudio. Ele fala de valores, cultura e brasilidades de uma forma muito leve. Autor e palestrante, vale a pena ouvir. Puro Malte Canal da Empiricus que vai ao ar toda sexta-feira, no happy hour. A assessora de imprensa, o estrategista, o sócio e a CEO nadadora compõem a mesa do papo de bar que não é só sobre dinheiro. Dá vontade de entrar na conversa. Para se inspirar Extremos Podcast da G4 Educação apresentado por Alfredo Soares e Bruno Nardon que traz convidados empreendedores que contam suas dores, desafios e estratégias. Empreendacast É nosso favorito. Uma enciclopédia de casos de empreendedorismo, alguns mais famosos, outros nem tanto. Do limão à limonada, do nada a algum lugar, mostra a vida real de quem empreende no Brasil. OutrosFábrica de Crimes Para quem gosta de “Real Crime”, duas mocinhas contam histórias de arrepiar. Gritti Investor Newsletter em áudio do gestor de fundos e empresário Pedro Cerize. Cada ep tem cerca de 5 minutos, com recados profundos para a vida.Rio Bravo Um dos podcasts mais antigos do Brasil. Entrevistas com personalidades do mercado financeiro e do mundo corporativo.  

A verdade dói, inclusão digital e histórias de sucesso

Quinta-feira, 13 de outubro de 2022 Foi bom o feriado de vocês? Empreendedor também pode respirar um dia! Mas, hoje, já voltamos com tudo. Segue o fio:   A verdade dói. A do Empreendedor, não deve doer. 1ª lição para quem quer empreender: amadureça. Amadurecer significa lidar com as coisas como elas são, ter responsabilidades, responder pelos seus próprios atos e suas consequências. Quando a pessoa decide empreender, ou, como metade dos brasileiros que empreendem, TEM que empreender (por necessidade e “força maior”), o primeiro passo é encarar a vida como ela é. Isso significa fazer o que tem que ser feito sem reclamar (ou, pelo menos, não sempre). Chega a ser estóico. Juros estão altos, demanda caiu, algo não deu certo no processo, vai fazer o quê? Encare de frente! Para aqueles que tiveram chance de alguma vez fazer terapia, um coaching ou qualquer processo de autoconhecimento, isso talvez esteja mais claro. É o primeiro recado para autodesenvolvimento. Assumir não apenas o que te impacta diretamente, mas o que impacta o seu negócio, e tudo o que diz respeito a você e a ele, é maturidade. “Eu sou eu e minha circunstância. Se não a salvo a ela, não me salvo a mim” diz Ortega y Gasset, filósofo espanhol. A verdade é que o primeiro passo para empreender não é abrir o CNPJ. Não existem apenas 5 passos para o sucesso. Acordar 4h30 não dá certeza de riqueza. Mas, encarando as dores de frente, pelo menos se tem a certeza de que elas serão enfrentadas. E, acredite, empreendedor: a dor que você aceita dói menos do que a que você resiste.       Videocast EP #02 No segundo episódio da série sobre empreendedores maduros, tivemos uma conversa aberta com o David Villalva, fundador do Digitalidade. Um papo super legal sobre inclusão digital dos 50+, maturidade, economia prateada, “digitização” e detox: você sabia que as pessoas mais velhas, mesmo mais conectadas, preferem o contato real? Entra no ar hoje (13), às 19h, no nosso YouTube e nos canais de áudio Anchor, Spotify, Google Podcast e Amazon (Alô, Alexa, toca o podcast Empreendabilidade!).         YOUTUBE: +1.000 VIEWS! Seguimos avançando organicamente nas redes sociais. Trabalho árduo de uma equipe que já chega a 10 pessoas, entre redatores, produtores, editores e pesquisadores.   IMPRENSA E FEEDBACKS Estamos na mídia com os estudos e nossos canais e já recebemos excelentes feedbacks. Novos projetos já no pipeline, se tiverem sugestões de temas, entrem em contato!     SUGESTÃO DE LEITURA   Histórias de empreendedorismo para ler, ouvir e compartilhar: A Filha da Faxineira Dirlene Silva saiu da periferia, construiu carreira no mundo coorporativo e hoje é empresária na DS Estratégias e Inteligência Financeira.  Vera da Gastronomia Vera ajuda quem sabe cozinhar a fazer dessa arte um negócio e a pôr na mesa um plano de negócios e uma fonte de renda. Empreendacast com Erick Momo A história de empreendedorismo da pizzaria 1900, que está praticamente em todas as regiões de São Paulo, rendeu uma deliciosa conversa de 4 HORAS no podcast vizinho. Vale a caloria e o tempo!

Review da Semana – 1 a 7 de agosto

O que aconteceu na primeira semana do mês no ecossistema de empreendedorismo no Brasil.   Cadeia de Impacto *A Coca-Cola anunciou na quarta-feira ( 03) que vai investir R$ 200 milhões como parte do programa “Coca-Cola dá um gás no seu negócio” para acelerar mais de 300 mil estabelecimentos do pequeno varejo – os conhecidos bares e restaurantes – de um total de mais de 1 milhão de negócios deste porte que funcionam como pontos de venda para a marca. O projeto vai capacitar os estabelecimentos em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e o Sebrae, principalmente aqueles que estão se recuperando da pandemia.   Ambiente turbulento para startups *Mais uma semana com demissões em grandes empresas da tecnologia no país. Desta vez, a Hash, dos meios de pagamentos, anunciou demissões (já havia demitido 50 funcionários, agora foram quase 60) e divulgou para os clientes o fim das atividades, um ano após levantar R$ 250 milhões em uma nova rodada de investimentos. Ao lado dela veio a Nomad, fintech que promete abrir contas no estrangeiro, que demitiu cerca de 70 pessoas poucos meses após receber um aporte de US$ 32 milhões. A Y Combinator, uma das principais aceleradoras do mundo, reduziu em 40% o número de startups selecionadas no seu programa de verão deste ano. A questão é global: para as big techs, o cenário econômico pede racionalidade, momento é de ser racional e de revisão de áreas, em contraste com o que vinha acontecendo na última década. Um dos aspectos a se reforçar é o resultado efetivo para os acionistas, dizem os especialistas no Brasil, como Amure Pinho, da Investidores.vc. “Acabou o almoço grátis” e, nesse contexto, costumam nascer negócios mais fortes: Fred Santoro, ex-AWS, acaba de anunciar o nascimento da sua consultoria-aceleradora Raketo, para apoiar startups em crescimento.   Empreendedoras O relatório Global Gender Gap Report 2022, do Fórum Econômico Mundial (FEM), mostra que o empreendedorismo feminino no Brasil aumentou 41% de 2019 a 2020. Para os homens, o crescimento foi de 22%. O Brasil tem por volta de 30 milhões de empreendedoras, de um total de 52 milhões de brasileiros que empreendem, segundo report Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2020, feito com apoio do Sebrae e do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), o que coloca o país em 7o lugar entre as nações com a maior quantidade de empresárias.   Desde Jovem  A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou o Projeto de Lei (PL 5.173/21 / Dep. Est. Rodrigo Amorim-PTB), que cria o Programa “Sou Jovem, Sou Empreendedor” para incentivar os jovens ao mercado de trabalho e ao empreendedorismo.

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