Procura por cursos digitais de qualificação profissional cresce no Brasil

Mais da metade das pessoas (53%) que procuram cursos online tem como objetivo desenvolver habilidades relacionadas ao desenvolvimento profissional, diz um relatório de Insights da Hotmart, plataforma líder no mercado de infoprodutos, ao qual o Empreendabilidade teve acesso. Apesar de as redes sociais serem percebidas como espaço fértil para creators e influencers de lifestyle, esportes e saúde, a busca maior é por cursos de ensino voltado ao desenvolvimento profissional. “O principal objetivo de quem compra um conteúdo digital é desenvolver habilidades profissionais ou de complementação de renda”, informa o relatório. Em segundo lugar, vem o crescimento pessoal (23%), melhorias em saúde e bem-estar (11%), o aprendizado de algo novo por hobby (6%) e outros motivos (4%). O critério mais utilizado para adquirir um curso é a autoridade e credibilidade do professor, apontado por 19% dos respondentes. O certificado do curso é apontado como importante por apenas 3% do público que participou da pesquisa. Os demais critérios são: flexibilidade de horário (17%), preço (13%), Escopo e profundidade do conteúdo (12%), qualidade da plataforma de entrega (9%), possibilidade de assistir offline (9%) e suporte (5%). O relatório também aponta que, no ano passado (2022), o número de pessoas que comprou produtos digitais foi quase o triplo do que em 2019, ano antes da pandemia.   Os dados corroboram uma pesquisa do Google em parceria com a empresa de ensino Pearson, divulgado no início do ano, que aponta que 80% dos brasileiros já preferem cursos online para qualificação profissional. Enquanto outro levantamento, da consultoria americana de infoprodutos Thinkific, diz que a taxa de crescimento do aprendizado digital no mundo é de 32% nos próximos anos, até 2026. Para o Empreendabilidade, que vem observando esse mercado de infoprodutos e cursos digitais como oportunidade de empreendedorismo, esses dados sinalizam que há espaço para professores e profissionais qualificados lançarem cursos digitais. “As pessoas veem em profissionais qualificados aprendizados mais relacionados à prática, enquanto os cursos oferecidos por instituições acadêmicas acabam se concentrando mais no lado teórico”, aponta Ricardo Meireles, fundador do Empreendabilidade e pesquisador do assunto. O marketing digital ainda toma mais atenção de quem quer criar um curso do que o material didático. O relatório do Hotmart indica que a busca por profissionais de didática para desenvolver o conteúdo do curso está em 7º lugar. Os seis primeiros profissionais mais buscados são de gestão de tráfego, copywriting, edição de vídeo, design, estratégia de vendas e gestão das redes. Para Meireles, esse dado mostra que ainda há a percepção de que fazer um curso digital é gravar, publicar e vender. Porém, para temas mais profundos é necessário adaptar a didática. “A tecnologia facilita o microlearning e uma jornada mais efetiva de aprendizado com exercícios e relacionamento com o aluno. Com isso, é possível criar cursos específicos para plataformas digitais para os assuntos mais densos e complexos”, explica. “Ainda vemos muitos cursos de profissionais maduros com aquele formato de ”Telecurso’. Por isso, de olho neste espaço, estamos lançando um produto direcionado a profissionais experientes, de forma a ajudar essas pessoas a empreender da melhor forma com cursos digitais. A criação de infoprodutos de LTV (Long Time Value) é outra questão que vemos como desafio“, afirma Meireles.

Aumenta o número de empreendedores estabelecidos no País

A qualidade do empreendedorismo brasileiro apresentou uma melhora no último ano, segundo o relatório da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2022, realizado pelo Sebrae e pela Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas (Anegepe) e divulgado no início da tarde desta terça-feira (09).   A taxa de empreendedorismo dos negócios estabelecidos, aqueles que possuem mais de 3,5 anos de existência, teve um ligeiro incremento de 0,5%, passando de 9,9% em 2021 para 10,4%, no ano passado. “Esse resultado demonstra um arrefecimento na crise, uma retomada da economia e uma melhoria na gestão dos negócios. Em 2020 essa taxa levou uma grande queda por causa da pandemia e caiu de 16,2%, em 2019, para 8,7% e desde o ano retrasado ela já demonstra sinais de recuperação”, pontua o presidente do Sebrae, Décio Lima. Essa taxa manteve o Brasil na sétima posição, especificamente quanto à taxa de Empreendedores Estabelecidos, em relação aos outros países que participaram da pesquisa. Na frente estão Coréia do Sul, Togo, Grécia, Letônia, Guatemala e Irã. Mesmo com a taxa de empreendedorismo estabelecido da população brasileira ter apresentado esse incremento, a taxa geral apresentou uma leve queda de 0,1 ponto percentual e atingiu o menor nível nos últimos 10 anos ficando em 30,3%. Esse resultado é explicado pela redução na taxa de empreendedores iniciais, aqueles com até 3,5 anos de negócio, que caiu de 21%, em 2021 para 20%, em 2022. “Menos pessoas iniciaram um negócio novo e uma parte migrou para a posição de estabelecidos”, observa Décio. A taxa geral de empreendedorismo é a soma dos empreendedores iniciais e dos estabelecidos. Número de empreendedores por necessidade cai O conceito de empreendedorismo por necessidade se dá quando uma pessoa física passa por um problema financeiro e não tem fonte de renda para garantir o seu sustento ou de sua família. Sem trabalho, encontra no empreendedorismo uma alternativa para arcar com os custos prioritários. Em um cenário de recuperação pós-pandemia, é o segundo ano consecutivo que a porcentagem de empreendedores iniciais por necessidade cai. Eram 50,4% em 2020, teve queda para 48,9% e agora o percentual está em 47,3%.   A maioria dos brasileiros sonha em empreender e ter o próprio negócio é a meta de vida de seis em cada dez brasileiros, diz a Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2022), divulgada pelo Sebrae nesta terça-feira (09). Empreender é o segundo maior sonho do País, ficando atrás apenas de viajar, e está à frente de metas como ter uma casa própria ou um carro. O levantamento, que é o principal no segmento de empreendedorismo no mundo, mapeou 51 países e coletou dados entre junho e agosto de 2022. No Brasil, foram entrevistados 2 mil adultos e 51 especialistas no tema. O sonho de ter o próprio negócio saiu de terceiro mais citado, com 46% das respostas na última pesquisa, em 2021, para a segunda posição, com 60%. É a maior porcentagem de respostas desde o início da pesquisa, em 2012. Segundo a GEM, 42 milhões de pessoas adultas (com 18 a 64 anos) já tinham um negócio – formal ou informal – e/ou que fizeram alguma ação, em 2022, visando ter um negócio no futuro e outros 51 milhões não têm empreendimento, mas gostaria de ter um em até 3 anos. “Isso comprova o espírito empreendedor brasileiro, o interesse crescente pelo negócio próprio e mostra o quanto é importante que sejam criadas políticas públicas que incentivem o empreendedorismo, que vão desde a educação empreendedora até a legislação”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. Esses números apontam um crescimento do interesse pelo empreendedorismo no Brasil nos últimos anos. A taxa de empreendedores potenciais, que não possuem negócio próprio deseja tê-lo em breve se manteve em 53% da população adulta. O Brasil apresenta a 2ª maior Taxa de Empreendedorismo potencial, praticamente empatado percentualmente com o Panamá, porém com expressividade muito maior em números totais – enquanto o Brasil possui mais de 210 milhões de habitantes, a população panamenha é de 4.3 milhões. Pesquisa GEM A Pesquisa GEM é considerada a principal pesquisa sobre empreendedorismo no mundo. Realizada anualmente há 23 anos, já participaram mais de 110 países, o que representa mais de 95% do PIB mundial. No Brasil, em 2022, foram entrevistados 2 mil adultos e 52 especialistas. Os dados foram coletados entre junho e agosto de 2022. O Brasil é um dos poucos países que participou de todas as edições.

Cai o número de empreendedores por necessidade no Brasil

O conceito de empreendedorismo por necessidade se dá quando uma pessoa física passa por um problema financeiro e não tem fonte de renda para garantir o seu sustento ou de sua família. Sem trabalho, encontra no empreendedorismo uma alternativa para arcar com os custos prioritários.   Em um cenário de recuperação pós-pandemia, este é o segundo ano consecutivo que a porcentagem de empreendedores iniciais por necessidade cai, segundo o levantamento da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2022), que no Brasil é realizada em parceria com o Sebrae e foi divulgada nesta terça-feira, 9 de abril.   Aumenta o número de empreendedores estabelecidos O estudo também aponta que a qualidade do empreendedorismo brasileiro apresentou uma melhora no último ano. A taxa de empreendedorismo dos negócios estabelecidos, aqueles que possuem mais de 3,5 anos de existência, teve um ligeiro incremento de 0,5%, passando de 9,9% em 2021 para 10,4%, no ano passado. “Esse resultado demonstra um arrefecimento na crise, uma retomada da economia e uma melhoria na gestão dos negócios. Em 2020 essa taxa levou uma grande queda por causa da pandemia e caiu de 16,2%, em 2019, para 8,7% e desde o ano retrasado ela já demonstra sinais de recuperação”, pontua o presidente do Sebrae, Décio Lima.   Essa taxa manteve o Brasil na sétima posição, especificamente quanto à taxa de Empreendedores Estabelecidos, em relação aos outros países que participaram da pesquisa. Na frente estão Coréia do Sul, Togo, Grécia, Letônia, Guatemala e Irã. Mesmo com a taxa de empreendedorismo estabelecido da população brasileira ter apresentado esse incremento, a taxa geral apresentou uma leve queda de 0,1 ponto percentual e atingiu o menor nível nos últimos 10 anos ficando em 30,3%. Esse resultado é explicado pela redução na taxa de empreendedores iniciais, aqueles com até 3,5 anos de negócio, que caiu de 21%, em 2021 para 20%, em 2022. “Menos pessoas iniciaram um negócio novo e uma parte migrou para a posição de estabelecidos”, observa Décio.   Sonho de empreender ultrapassa ter carro e casa Empreender é o segundo maior sonho do País, ficando atrás apenas de viajar, e está à frente de metas como ter uma casa própria ou um carro, diz o estudo. O levantamento, que é o principal no segmento de empreendedorismo no mundo, mapeou 51 países e coletou dados entre junho e agosto de 2022. No Brasil, foram entrevistados 2 mil adultos e 51 especialistas no tema. O sonho de ter o próprio negócio saiu de terceiro mais citado, com 46% das respostas na última pesquisa, em 2021, para a segunda posição, com 60%. É a maior porcentagem de respostas desde o início da pesquisa, em 2012. Segundo a GEM, 42 milhões de pessoas adultas (com 18 a 64 anos) já tinham um negócio – formal ou informal – e/ou que fizeram alguma ação, em 2022, visando ter um negócio no futuro e outros 51 milhões não têm empreendimento, mas gostaria de ter um em até 3 anos. “Isso comprova o espírito empreendedor brasileiro, o interesse crescente pelo negócio próprio e mostra o quanto é importante que sejam criadas políticas públicas que incentivem o empreendedorismo, que vão desde a educação empreendedora até a legislação”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. Esses números apontam um crescimento do interesse pelo empreendedorismo no Brasil nos últimos anos. A taxa de empreendedores potenciais, que não possuem negócio próprio deseja tê-lo em breve se manteve em 53% da população adulta. O Brasil apresenta a 2ª maior Taxa de Empreendedorismo potencial, praticamente empatado percentualmente com o Panamá, porém com expressividade muito maior em números totais – enquanto o Brasil possui mais de 210 milhões de habitantes, a população panamenha é de 4.3 milhões. Pesquisa GEM A Pesquisa GEM é considerada a principal pesquisa sobre empreendedorismo no mundo. Realizada anualmente há 23 anos, já participaram mais de 110 países, o que representa mais de 95% do PIB mundial. No Brasil, em 2022, foram entrevistados 2 mil adultos e 52 especialistas. Os dados foram coletados entre junho e agosto de 2022. O Brasil é um dos poucos países que participou de todas as edições.

Empresárias dedicam menos tempo aos negócios, diz estudo

Pesquisa do Sebrae mostra que 71% dos empreendedores homens trabalham mais de 40 horas semanais, ante 51% das mulheres, que atuam sobrecarregadas com tarefas domésticas e de cuidados Sobrecarregadas pela divisão desigual de tarefas relacionadas ao lar e aos cuidados com familiares, as mulheres empreendedoras no Brasil dedicam menos tempo aos seus negócios que os homens. Estudo do Sebrae, com base em dados do IBGE, mostra que 51% delas trabalham mais de 40 semanais para tocar o empreendimento, ante 71% dos donos de negócios homens. Já o limite de 40 horas semanais é exercido por apenas 29% dos empreendedores homens, contra 49% das empreendedoras mulheres. “O que a empreendedora faz quando não está cuidando do seu negócio? Ela está cuidando da casa, dos filhos, dos idosos”, pontua Renata Malheiros, coordenadora nacional de Empreendedorismo Feminino do Sebrae. Ela aponta que os estereótipos de gênero fazem recair sobre as mulheres uma carga maior de atividades de cuidado, em geral não remuneradas, retirando “tempo e energia” para que elas conduzam seus negócios com toda a potencialidade que têm. “O dia tem 24 horas para todo mundo, o que você faz com essas 24 horas é que fará a diferença”, destaca. Malheiros aponta como “urgente” o avanço do debate sobre divisão de tarefas dentro dos lares e famílias, bem como políticas públicas como a de universalização de creches, melhoria de escolas e do sistema de transportes. Medidas que, segundo ela, contribuiriam para diminuir a sobrecarga das mulheres e fazer com que elas possam se dedicar mais aos próprios negócios. O estudo do Sebrae, intitulado Empreendedorismo Feminino 2022, foi feito a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE, até o 3º trimestre do ano passado. Na ocasião, havia 10,3 milhões de mulheres donas de negócios no país, com ou sem CNPJ. É o maior contingente de empreendedoras já medido pelo estudo, que começou em 2016. DADOS: Trabalham até 40 horas semanais Mulheres 14% Homens 6% 14h a 40 horas semanais Mulheres 35% Homens 23% 40 horas a 45 horas semanais Mulheres 31% Homens 41% 45 a 49 horas semanais Mulheres 6% Homens 9% 49 horas ou mais Mulheres 14% Homens 21%

Cartão de crédito e prazo para pagar fornecedores são saída para pequenos

Pesquisa realizada pelo Sebrae mostra mudança de comportamento dos empreendedores na hora de buscar fontes de financiamento   O cartão de crédito e o pagamento de fornecedores a prazo sãos as duas modalidades de financiamento mais usadas pelos donos de pequenos negócios no país. Cerca de 50% dos empreendedores fazem uso destas opções. Um estudo realizado pelo Sebrae revela que cheque especial, empréstimos em bancos privados e públicos, pagamento com cheque pré-datado e cooperativas de crédito – somados – não chegam a 30% das opções feitas por empreendedores na hora de buscar recursos para financiar o negócio. O levantamento do Sebrae, que faz parte de uma série histórica iniciada em 2013, mostrou uma mudança significativa no comportamento dos empresários nos últimos anos. Enquanto o pagamento de fornecedores a prazo representava a principal fonte de financiamento dos pequenos negócios (chegou a ser citado por 67% dos empresários em 2015), agora é o cartão de crédito que figura como modalidade mais usada (34%). Já o cheque pré-datado, que chegou a ser a segunda opção mais escolhida (em 2015 era a principal alternativa para 46% dos empresários), vem caindo em desuso e é citado por apenas 4% dos entrevistados. Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a liderança do cartão de crédito e do pagamento a prazo dos fornecedores revela que os empresários estão optando por soluções fora dos empréstimos comerciais tradicionais, mesmo que isso represente o pagamento de juros mais altos (no caso dos cartões de crédito). “A explosão do número de novos MEI criados no Brasil (foram 5,2 milhões de novos microempreendedores individuais nos últimos dois anos) fortaleceu essas escolhas. O MEI tem, tradicionalmente, menor relação com os bancos e tendem a buscar outras saídas mais rápidas e menos burocráticas”, comenta Melles. De fato, a pesquisa do Sebrae aponta que o cartão de crédito é usado por 36% dos microempreendedores individuais, 29% das microempresas e 27% das empresas de pequeno porte. Já o pagamento de fornecedores a prazo é adotado por 14% dos MEI, 21% das microempresas e 15% dos pequenos negócios. Outro dado que corrobora essa tendência foi o crescimento da escolha pelo empréstimo de dinheiro junto a amigos e parentes que, em 2022, ocupou pela – primeira vez na série histórica – a terceira colocação entre as principais alternativas de financiamento (9%). Confira números da pesquisa: Principais fontes de financiamento das MPE • Cartão de crédito – 34%. • Pagamento de fornecedores a prazo – 16%. • Empréstimo de amigos e parentes – 9%. • Cheque especial – 9%. • Empréstimos em bancos privados – 5%. • Pagamento com cheque pré-datado – 4%. Uso do Cartão de crédito • MEI – 36% • ME – 29% • EPP – 27% Pagamento de fornecedores a prazo • MEI – 14% • ME – 21% • EPP – 15%   Fonte: Agência Sebrae de Notícias

61% dos brasileiros compram mais pela internet do que em lojas físicas

Mesmo com a desaceleração econômica em todo o mundo, o varejo online continua ganhando destaque como uma fonte de vendas constantes. Mais do que nunca, os consumidores demandam comodidade, e os comerciantes correm para aprimorar o atendimento e oferecer uma maior variedade de produtos. Para mapear as tendências que afetarão diretamente os negócios no próximo ano e entender as transformações do consumidor, a Octadesk, em parceria com a Opinion Box, preparou o anuário E-commerce Trends 2023. Com a participação de mais de dois mil consumidores, o estudo mostra que 61% dos brasileiros preferem realizar compras online ao invés de se dirigirem às lojas físicas. Ou seja, em média, a cada cinco pessoas, três adquirem algo pelo e-commerce. Segundo Rodrigo Ricco, CEO da Octadesk, mesmo diante de um cenário positivo, é preciso estar atento às novidades, especialmente para quem quer se aventurar no comércio digital. “Neste material, vimos que preço e praticidade foram os principais fatores que impulsionam o varejo online. 73% dos entrevistados afirmaram que nas lojas online é possível encontrar preços mais baixos do que nas lojas físicas. Já 72% contam que a praticidade de comprar sem sair de casa é o principal ponto. Além disso, promoções que só se encontram na internet (69%), facilidade para comparar preços (63%) e maior variedade de produtos (55%) também foram listados”. Ricco completa que a experiência de compra está ligada aos principais fatores que influenciam o cliente na tomada de decisão. “Além das questões financeiras, é fundamental garantir uma experiência positiva em toda jornada virtual. O processo de compra precisa ser fácil e prazeroso, buscando oferecer uma boa experiência desde a navegação na loja, a descrição do produto, passando pela agilidade no caso de necessidade de atendimento”. Diante de um cenário de crescimento nas compras online, outro destaque é a frequência da prática: mais de 40% dos participantes afirmaram comprar online mais de uma vez por mês – variando de uma a várias vezes por semana. Além disso, o anuário mostra que os canais de atendimento também influenciam o consumo do público. “Isso acontece porque a qualquer momento o cliente pode precisar entrar em contato com a empresa, seja para tirar uma dúvida, fazer uma reclamação ou oferecer sugestões”, comenta Ricco. Neste cenário, o chat online foi o favorito com 39%, em seguida apareceu o WhatsApp (28%) e em terceiro, as redes sociais (12%). “Vale destacar que, de todos os canais citados, os consumidores tiveram menos preferência pelo e-mail, com apenas 5% dos votos. Por isso, é interessante ficar de olho no que está em alta e, principalmente, no que não favorece as estratégias do seu negócio, para manter a competitividade no mercado”, completa o executivo. Se antes, acreditava-se que algum produto não teria uma boa performance no online por conta de limitações, hoje, o estudo mostra que o e-commerce evoluiu a ponto de minimizar os principais atritos. Com ajuda de tecnologia de Realidade Virtual e Realidade Aumentada ou até mesmo com a logística reversa, os segmentos que apresentam melhor performance de vendas no ambiente virtual foram roupas (60%), eletrônicos (49%), calçados (47%), eletrodomésticos(42%) e artigos de beleza (41%). “Investir em preços competitivos, na praticidade e em promoções pode ajudar a fazer com que o seu e-commerce se destaque no nicho de atuação. Assim, é possível garantir que os consumidores escolham e consumam o seu produto ou serviço”, finaliza Ricco. Para saber mais, acesse o E-commerce Trends 2023   Fonte: Portal E-commerce Brasil, com reportagem de Dinalva Fernandes

Empreendedores negros comprometem mais o orçamento com dívidas, diz pesquisa do Google

Pesquisa divulgada nessa sexta-feira (18/11) mostra também que a maioria dos empreendedores (brancos e negros) entendem que o que mais os ajudaria seria um aporte financeiro O Google Brasil divulgou nesta sexta-feira (18/11) o estudo “#CoisaDePreto: Uma pesquisa sobre a real jornada dos afroempreendedores brasileiros”. O levantamento foi realizado pela Offerwise em parceria com a Box 1824, com o objetivo de analisar e mapear a jornada do afroempreendedorismo no Brasil. A pesquisa foi realizada entre julho e outubro deste ano e ouviu 1.000 pessoas, sendo 500 brancas e 500 negras (somando pretos e pardos que se identificam como afrodescendentes). De acordo com os dados apurados, 21% dos entrevistados negros comprometeram entre 60% e 90% do faturamento com dívidas. Entre os brancos, 26% alegam ter 10% ou menos da receita do negócio comprometida com dívidas. Apenas 19% dos negros vivem a mesma realidade. Entre os negócios novos, que começaram há menos de seis meses, a diferença é ainda maior. Enquanto 17% dos negros ainda têm 100% (ou mais) do faturamento comprometidos com dívidas, apenas 9% dos brancos dizem estar na mesma situação. De acordo com os dados, enquanto os brancos estão mais preocupados em traçar planos de negócios, os negros têm como maior desafio as questões financeiras. Outro estudo publicado hoje pela PEGN, feito pela Agência de Ideias Nhaí, menciona a dificuldade de acesso ao crédito pelo público negro LGBTQIA+. Entre os entrevistados negros do levantamento do Google, 40% apontam contas a pagar e 28% dizem que conseguir financiamento são os principais desafios do negócio. Entre os brancos, as taxas são de 31% e 21%, respectivamente. Aporte financeiro, no entanto, é um consenso para 80% dos entrevistados quando o assunto é o que poderia ser feito para alavancar os negócios. A resposta foi a mesma para 84% dos negros e 85% dos brancos. Cursos e formações também têm percepção de importância similar, com 84% de empreendedores brancos e 81% dos negros pesquisados. Ainda foram mencionados programas de aceleração e suporte da comunidade. Nos dois públicos, a pesquisa identificou que houve crescimento no negócio desde os baques do período mais crítico da pandemia. Para 73% dos empreendedores negros e 74% dos brancos, as empresas vão crescer nos próximos meses – 45% do primeiro grupo chega a apontar um potencial de crescimento significativo. O marketing digital aumentou em empresas lideradas por empreendedores negros. Cerca de 17% do público passou a fazer, contra 13% dos brancos. Com a pandemia, 28% dos afroempreendedores aumentaram o valor investido em mídia digital, e 31% dos brancos apenas mantiveram. Com reportagem da PEGN

Black Friday, Copa, Natal e ano-novo devem gerar 50% das receitas do ano para PMEs

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima R$ 1,48 bilhão em vendas relacionadas somente ao campeonato de futebol. O valor é 7,9% acima do registrado na competição de 2018 (R$ 1,37 bilhões). Já o estudo Holiday Season, encomendado pela Meta e realizado pela Toluna em agosto de 2022, mostra que os consumidores terão preferências específicas. Enquanto o evento esportivo, Natal e ano-novo podem ter mais buscas por vestuário e alimentação, Black Friday e Cyber Monday tendem a ser melhores para eletrônicos. Dos mil brasileiros entrevistados, 83% planejam alguma comemoração nessa grande temporada e 65% pretendem antecipar as compras natalinas. Identificar esse cenário permite que os empreendedores também se planejem com antecedência. “Nem todo mundo tem um planejamento de marketing e verba alocada por trimestre. Cada evento é uma oportunidade de captar essa audiência que está consumindo conteúdo nas redes sociais. São clientes que têm de ser aproveitados para gerar vendas”, avalia Carolina Piber, diretora de negócios da Meta para pequenas empresas na América Latina. Outra pesquisa global feita pela companhia em julho com pequenos e médios empreendimentos indica que 29% das empresas brasileiras esperam faturar mais da metade da receita anual no último trimestre do ano. Para a executiva, 2022 traz um ambiente ainda mais positivo, porque é o primeiro desde o início da pandemia com abertura total do comércio físico e canal online mais sofisticado. “Estamos com muito otimismo.” Nesse levantamento, 50% das PMEs tiveram vendas maiores nos 30 dias anteriores do que no mesmo período do ano passado. Por outro lado, a pandemia impactou os negócios: 20% tiveram de reduzir a força de trabalho nos seis meses anteriores e, no mesmo período, 57% dizem ter aumentado os preços dos produtos e serviços em mais de 20%. Carolina avalia que, embora o panorama seja desafiador, as pequenas empresas conseguiram mais eficiência de gerar demanda, aumentar receita e girar a economia. Para atravessar esse momento, vale otimizar o orçamento, usar as ferramentas de análise das plataformas para entender onde o dinheiro dá mais retorno e fazer testes. Investimento em redes sociais O estudo Holiday Season sugere que investir nas redes sociais para vender é uma importante estratégia: 64% dos brasileiros afirmam que já encomendaram produtos e serviços pelo WhatsApp e 60% já compraram após ver um anúncio personalizado no Facebook ou no Instagram. As plataformas também ajudaram os consumidores a encontrar e decidir por uma compra. Além de ser o mais assertivo possível com a audiência que deseja alcançar, o empreendedor pode investir em formatos que vêm crescendo, como vídeos curtos em reels e stories. Carolina reforça a abordagem eficiente das mensagens de texto. “Hoje, temos empresas em que o serviço ocorre 100% no WhatsApp, desde a descoberta do produto, a conversa prévia até a venda e pós-venda. Ter comunicação direta é crítico”, diz. Desde que começou a empreender com a Quituteria Culinária Artesanal, em 2017, a designer Daniella Antunes sabia que precisava investir nas redes sociais do negócio. O empreendimento foi lançado com site e Instagram, sendo que este era usado para vender e divulgar os eventos dos quais ela participava com as granolas que produz. Com o tempo, ela integrou o WhatsApp à jornada de venda, mas administrar a crescente demanda, principalmente na pandemia, fez com que ela investisse mais no site, onde as pessoas poderiam finalizar as compras sozinhas. Mas as redes não ficaram de lado. “Eu faço as fotos, faço vídeos com uma produtora e quando comecei com os vídeos, teve um boom no Instagram”, comenta a empreendedora. Com estratégia, Daniella conseguiu aumentar as interações, os seguidores e, consequentemente, as vendas da Quituteria Foto: Renan Viana (reprodução: Estadão) O número de interações, seguidores e vendas aumentou, e Daniella fidelizou mais clientes. Além disso, com esse recurso, ela afirma ter conseguido apresentar melhor o produto dela, que costuma ser segmentado. Com a personagem Quitéria, interpretada por ela, os conteúdos ensinam receitas e mostram como usar o alimento em todas as refeições. A empreendedora conta que apostar nos stories é um trunfo importante para o negócio. “Às vezes, fico sem aparecer, mas quando me mostro, as vendas entram.” Para ela, criatividade, anúncios segmentados, enquetes e, no caso dela, ter produtos temáticos para o fim do ano são uma boa forma de atingir novas pessoas e produzir conteúdo de qualidade. Fonte: O Estado de S. Paulo (https://www.estadao.com.br/pme/black-friday-copa-do-mundo-vendas-pme/)

Independência financeira é fator-chave para 40% das brasileiras empreendedoras

Ter independência financeira é o principal fator de encorajamento para 40% das mulheres brasileiras que querem empreender, aponta a pesquisa PME-Empreendedoras realizada pela Serasa Experian entre os meses de janeiro e fevereiro de 2022. Foram entrevistadas 446 empreendedoras brasileiras, entre sócias ou donas de MPMEs, MEIs, autônomas, trabalhadoras informais e profissionais liberais que trabalham por conta própria. Em segundo lugar, com 29%, o que leva as mulheres a empreender é a flexibilidade de tempo. Quando perguntadas se elas já conquistaram a tão sonhada independência financeira, 55% delas responderam que sim. O estudo revelou ainda que 57% das empreendedoras brasileiras têm a renda totalmente proveniente do próprio negócio.     Desafios  O levantamento também identificou os desafios encontrados pelas mulheres na sua trajetória empreendedora. Para a maior parte delas, 41%, o preconceito de fornecedores, parceiros e clientes, bem como a dupla jornada de trabalho ganharam destaque como os principais problemas enfrentados. Outra constatação relevante foi que 37% alegaram a sensação de ter menos oportunidades que os homens no mercado de trabalho. Empoderamento e sororidade  Apesar desse cenário desafiador, quando perguntadas sobre o que mais as motivam a continuarem empreendendo, 63% delas revelam que querem ter autonomia sobre a vida pessoal e profissional e 21% das entrevistadas afirmaram a importância de apoiar e incentivar outras mulheres a abrirem seus próprios negócios. Para Cleber Genero, vice-presidente de PME da Serasa Experian, o aumento da presença feminina em diversos setores vem colaborando para a construção de um cenário de equidade no mundo dos negócios. “As mulheres encontram no empreendedorismo uma forma de empoderamento, e estar à frente de cargos de liderança é um passo importante para a diminuição da desigualdade. No entanto, sabemos que se manter em um mercado competitivo e desafiador exige planejamento, tempo e recursos financeiros. Por isso, é fundamental que cada vez mais mulheres tenham a oportunidade de se preparar para ocuparem esses lugares”. Digitalização  A digitalização, impulsionada pela pandemia, abriu novos caminhos para o empreendedorismo feminino no país, ajudando 78% das entrevistadas na decisão de abrir o próprio negócio. Para 61%, a facilidade encontrada para divulgar sua empresa nos canais digitais também foi decisiva. O impacto positivo da digitalização também foi identificado nas novas formas de entrega dos produtos (51%), novos meios de pagamento (43%) e inclusões de e-commerce ou marketplace (31%). “O mundo digital otimizou a jornada do empreendedorismo e criou uma tendência de venda e consumo online que deve se fortalecer nos próximos anos. Diversas etapas foram potencializadas, desde o planejamento, desenvolvimento e crescimento de empresas. A influência digital é tão importante para o empreendedorismo que é capaz de atender ao principal desejo de 49% das entrevistadas: aumentar o alcance e a prospecção de públicos diversos”, explica Cleber. Capacitação Além do ambiente virtual, outro fator significativo para as empreendedoras é o planejamento, uma vez que a grande maioria (69%) das respondentes afirmam ter se preparado para abrir seu negócio. A capacitação também é uma importante aliada para alavancar e garantir o sucesso dos negócios. A pesquisa aponta que 39% das mulheres almejam realizar cursos focados no desenvolvimento profissional para potencializar as perspectivas de futuro das suas empresas. “Conhecimento sobre o negócio é essencial. Por isso, consumir conteúdos confiáveis e buscar cursos de qualificação é indispensável para manter o bom funcionamento de uma empresa. Existem hoje importantes plataformas gratuitas que dão suporte às empreendedoras em temas como: acesso à crédito, marketing e vendas, gestão financeira e prevenção à fraude. O projeto Aprenda desenvolvido pela Serasa Experian com o Sebrae, por exemplo, pode ajudar a impulsionar a retomada econômica, principalmente, de micro e pequenas empresas”, explica Genero.  

Negócio nas favelas: metade dos moradores se considera empreendedora

Para Celso Athayde, coCEO da Digital Favela e CEO da Favela Holding, empreender é, em muitos casos, questão de sobrevivência (Favela Holding/Divulgação)   Pesquisa da Digital Favela mostra as fontes de renda dos moradores, o acesso digital na hora das compras e também como a influência local é importante no consumo.   A metade dos moradores de favelas no Brasil se considera empreendedora, como revela a edição da Digital Favela, encomendada pela Data Favela. Entre os respondentes, 41% têm um negócio próprio, sendo que, para 22%, essa é a principal fonte de renda. E, nas favelas, 57% dos empreendedores declara ter investido nesse formato de trabalho para driblar a ausência de oportunidades com carteira assinada no mercado formal, enquanto 54% dizem ter recorrido a horas extras e bicos para complementar a renda durante o último ano.   Para Celso Athayde, coCEO da Digital Favela e CEO da Favela Holding, empreender é, em muitos casos, questão de sobrevivência. “Sem emprego, as pessoas se veem obrigadas a procurar alternativas e optam por investir em habilidades que podem virar serviços, como alimentação, estética e manutenção de eletrônicos, por exemplo”.   A maioria dos empreendedores permanece, atualmente, na informalidade. Deles, 63% não possuem CNPJ – ou seja, não têm empresa formalmente aberta para exercer a atividade remunerada. “A informalidade ainda é grande porque estes são negócios criados para suprir necessidades emergenciais e para atender à própria comunidade. Conforme os negócios se consolidam, há uma busca pela formalização, que é importante para conseguir crédito e crescer”, afirma Athayde.   O acesso a capital para investimento é apontado como uma das dificuldades na condução dos negócios para 40% dos entrevistados, seguidos pela falta de equipamentos adequados, em 25% dos casos. Para 14%, a maior dificuldade está em fazer a gestão financeira do empreendimento.   “Ao empreender por necessidade, as pessoas têm poucos recursos formais para embasar os negócios. Elas criam e crescem na raça, apesar das dificuldades. Porém, se tivessem acesso a mais estrutura, certamente, prosperariam ainda mais”. Apesar disto, 81% estão otimistas em relação ao futuro do negócio.   Consumo e Conexão   A pesquisa também ressalta a importância da internet nas favelas brasileiras. Dos empreendedores, 58% usam a rede como fonte de informação sobre a atividade que exercem. Também é por ela, especialmente pelas redes sociais, que 76% das pessoas divulgam seus serviços.   “O dado mostra como a favela está conectada, engajada e sendo uma grande fonte de influência. Os próprios moradores sabem qual é a linguagem ideal para atrair seus clientes e o tipo de conteúdo que aquele determinado assunto precisa. Por isso, acabam se transformando em influenciadores digitais e que, muitas vezes, podem representar diversas marcas que desejam essa mesma conexão com as favelas”, afirma Guilherme Pierri, coCEO da Digital Favela.   O reconhecimento dos demais moradores sobre o negócio, o famoso “boca a boca”, aparece como fonte de divulgação para 56% dos proprietários. Além disso, 88% de quem vive nas favelas afirma confiar mais nas indicações de um influenciador da própria comunidade do que nas de pessoas famosas (12%).   “O senso de comunidade e pertencimento é muito latente. Assim como acontece com grandes empresas, a indicação é o reconhecimento de qualidade e aumenta a reputação de um produto ou serviço dentro daquela comunidade. Por isso, a representatividade e legitimidade acabam sendo os grandes fatores de sucesso nessa comunicação”, diz Pierri.   Em relação às compras, 41% nunca compraram pela internet diretamente. E cerca de 61% deles conseguem receber um pedido na porta de casa, enquanto outros têm que pedir para que a entrega seja feita em algum ponto próximo.   A pesquisa entrevistou 1.250 pessoas, de 16 a 78 anos, em favelas de todo o país de 6 a 17 de março de 2022. A margem de erro estimada é de 2,8 p.p.   Fonte: Exame

6 em cada 10 empreendedores estão confiantes com o futuro

A 14ª Pesquisa de Impacto da Pandemia de Coronavírus nos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponta que seis em cada dez empreendedores estão confiantes com o futuro da empresa. Entretanto, apesar de estar em menor percentual, o índice de 41% de aflitos, ou seja, preocupados, voltou a crescer desde o fim de 2021, quando era de 39%. O levantamento, feito on-line entre 25 de abril e 2 de maio de 2022, colheu dados de 13.205 empreendedores em todos os 26 estados e no Distrito Federal. Entre os confiantes, incluem-se os donos de pequenos negócios que se consideram conformados (percebendo o lado positivo da crise), com 24%; 19% dos aliviados (esperançosos com o futuro) e 16% de animados (entusiasmados com o futuro). O analista de Competitividade do Sebrae Nacional Alberto Vallim considera que os números apresentados representam um alerta. “É um sinal de que a maioria está com alguma perspectiva positiva, em situação melhor do que os tempos difíceis em 2020 e 2021, durante a pandemia. No entanto, é um sinal de alerta porque é um indicador que vinha melhorando ao longo dos últimos dois anos, mas voltou a ter uma piora agora nessa pesquisa”, comenta. “Aflitômetro” Quem empreende convive diariamente com diversos desafios e os sentimentos dos donos de pequenos negócios em relação ao futuro da empresa podem variar entre os segmentos. Dados do levantamento também mostram que os donos de pequenos negócios no ramo de serviço de alimentação, comércio varejista da moda e logística/transporte são os mais aflitos, ou seja, mais preocupados com o futuro da empresa, correspondendo a 50%, 47% e 45%, respectivamente. Para Vallim, esses segmentos são os que mais estão sofrendo com o aumento do custo de energia e combustíveis em geral – sendo um dos principais insumos para o setor de logística, um componente importante no fornecimento de estoque dos serviços de alimentação e a base de serviços de delivery. “O mais importante é fazer uma gestão eficiente dos custos, deixando claro para o cliente o impacto dos custos de transporte caso seja necessário reajustar preços”, recomenda Vallim. Por outro lado, os donos de pequenos empreendimentos da indústria de base de tecnologia e do agronegócio, por exemplo, foram os que apresentaram os menores índices de aflição, com 21% e 30%, respectivamente. Na opinião do analista, ambos são segmentos em que o aumento de despesas está muito presente, mas a falta de clientes não é um fator tão expressivo. “São segmentos que provavelmente estão com muita demanda e, apesar do aumento dos custos, estão com perspectivas de continuarem tendo clientes, o que atenua a preocupação com o futuro”, considera. De maneira geral, ao contrário das pesquisas anteriores em que a pandemia da Covid-19 era considerada a grande preocupação dos empreendedores, desta vez, a 14% pesquisa de impacto revelou que o aumento dos custos e a falta de clientes foram considerados os aspectos que trazem mais dificuldades para os negócios neste momento. “Os efeitos diretos da pandemia já não são a maior preocupação, mas os efeitos econômicos oriundos de outros fatores, como inflação, recessão em outros países do mundo, aumento da taxa de juros e impactos da oscilação em algumas cadeias globais de fornecimento”, observa Vallim. Com informações do portal Administradores.com

50 milhões de brasileiros desejam abrir um negócio nos próximos 3 anos

O número de brasileiros que não têm um negócio, mas pretendem abrir uma empresa nos próximos três anos aumentou 75% em 2020, chegando a 50 milhões de pessoas “Apesar da pandemia ter derrubado a taxa de empreendedorismo total no Brasil em cerca de 18% em 2020, ter um negócio virou uma forte motivação para milhões de brasileiros. Pela primeira vez na série histórica dessa pesquisa, ter uma empresa passou a ser o segundo maior sonho do brasileiro, perdendo apenas para o desejo de viajar”, explica Carlos Melles, presidente do Sebrae. Apesar da necessidade de empreender, Melles destaca que muitos brasileiros querem ter uma empresa para realizar um sonho de vida e se adaptar ao novo mercado de trabalho, muito mais dinâmico. “A vocação para empreender faz parte do nosso DNA. O que falta no Brasil é método e educação empreendedora. Com conhecimento, os brasileiros que querem ter um negócio podem realizar esse sonho”, diz Melles.   Formalização em alta Outro dado do relatório aponta que a formalização entre os empreendedores brasileiros cresceu 69% entre 2019 e 2020. O total de empreendedores com CNPJ entrevistados pela pesquisa passou de 26% para 44%, o maior crescimento dos últimos quatro anos. Em 2017, apenas 15% eram formalizados e, em 2018, 23%. Os principais motivos que levam à formalização são: acesso aos benefícios (56%), exigência dos clientes para emissão de nota fiscal (53%) e contribuição para a Previdência Social (30%). Fonte: G1 (https://g1.globo.com/empreendedorismo/noticia/2021/10/05/50-milhoes-de-brasileiros-desejam-abrir-um-negocio-nos-proximos-3-anos-aponta-pesquisa.ghtml)

Pesquisa indica a maior motivação dos empreendedores brasileiros

Pesquisa Global sobre Empreendedorismo fez o levantamento em 24 países, incluindo o Brasil, e contou com mais de 23 mil entrevistados Os brasileiros cultivam a vontade de empreender. É o que confirma a “Pesquisa Global sobre Empreendedorismo”, encomendada pela Herbalife Nutrition e conduzida pela OnePol, realiza em abril deste ano em 24 países, inclusive no Brasil. Foram entrevistadas 23.500 pessoas, sendo 1 mil delas brasileiras, com o objetivo de fazer um levantamento sobre o sonho de empreender ao redor do mundo e também as motivações e principais desafios enfrentados. Globalmente, a principal razão de empreender é o fato de seguir uma paixão (64%). Mas, no Brasil, o que motiva mesmo é a flexibilidade de horário (64%), seguido pela vontade de ser seu próprio chefe (63%), o potencial de aumentar seus ganhos (54%), aumentar a satisfação profissional (51%) e, apenas em quinto lugar, foi citada a vontade de seguir uma paixão (50%). A nível nacional, os resultados apontam ainda que, entre os participantes que têm vontade de se tornar empreendedor ou empreendedora, 67% acreditam que suas ideias poderiam contribuir para uma revolução no mercado. A pesquisa apontou que apenas 21% dos brasileiros já está dando os primeiros passos para abrir seu próprio negócio ou já está empreendendo. Dos que estão interessados em começar um negócio, 65% se sentem sem fôlego para encarar os desafios. Além disso, 80% dos brasileiros acham que nunca teriam a oportunidade de seguir seu sonho de abrir o próprio negócio, enquanto 69% das pessoas nos demais países têm o mesmo sentimento. Desafios e primeiros passos Todos enfrentam os mesmos desafios no momento de empreender? 64% dos brasileiros acreditam que as mulheres enfrentam desafios diferentes dos homens quando se trata de empreender, incluindo “quebrar padrões sociais, lidar com acesso limitado a financiamento e lutar para ser levada a sério”. Porém, para ambos os sexos, entre as principais barreiras estão: os altos custos de investimento inicial (69%), insegurança de como começar (29%), falta de informação sobre dados de mercado e financiamento (27%), preocupações sobre se, de fato, será bem-sucedido (23%) e receio de não ser um negócio lucrativo (22%). Como investimento inicial, 81% dos brasileiros usariam recursos próprios, mas também considerariam buscar algum tipo de investimento (26%), buscariam um sócio (23%) ou então buscariam empréstimos pessoal (22%). Apenas 17% pediriam dinheiro emprestado para algum familiar. “Começar um negócio a partir do zero pode ser assustador, mas a oportunidade de buscar sua própria paixão pode ser uma experiência emocionante e libertadora”, diz John DeSimone, co-presidente e Chief Strategic Officer da Herbalife Nutrition. Mesmo com essas dificuldades, 53% dos brasileiros acreditam que é mais fácil iniciar um negócio no Brasil do que em outros países. Seis em cada dez pessoas que têm vontade de empreender já deram seus primeiros passos, sendo que os homens foram 13% mais propensos a tomar a iniciativa do que as mulheres. Dentre as principais motivações daqueles que empreendem, 57% afirmam que seguiram seus sonhos, enquanto 42% viram o potencial de mudarem seus ganhos, 34% ouviram seu instinto, 26% foram incentivados pela família e 21% por amigos. A cada dez brasileiros que já empreenderam, cerca de nove acreditam que ter tomado essa decisão proporcionou muito mais felicidade para eles.   Benefícios de empreender Flexibilidade de horário 64% Vontade de ser seu próprio chefe 63% Potencial de aumentar seus ganhos 54% Aumentar a satisfação profissional 51% Vontade de seguir uma paixão 50% Motivos que levaram a empreender Seguir um sonho 57% potencial de mudar seus ganhos 42% Ouvir seu instinto 34% Incentivo da família 26% Incentivo dos amigos 21% Barreiras para abrir o próprio negócio Altos custos de investimento inicial 69% Insegurança de como começar 29% Falta de informação de mercado e financiamento 27% Receio de não ser bem-sucedido 23% Receio de não ser um negócio lucrativo 22% Fonte: Administradores (https://administradores.com.br/noticias/pesquisa-indica-a-maior-motiva%C3%A7%C3%A3o-dos-empreendedores-brasileiros)

Empreendedores de segunda viagem

Conteúdo skin in the game é a estratégia do Empreendabilidade

Quase um terço dos founders são empreendedores de segunda viagem O ecossistema de inovação brasileiro tem alguns fundadores de mais de um negócio, e isso é bom para todo o mercado. Um levantamento realizado pelo Distrito com a MAYA Capital indica que 66,8% dos founders declaram que já estavam inseridos no universo de startups, e 29,1% deles haviam participado da criação de outra empresa do mesmo segmento anteriormente. “Ter empreendedores de ‘segunda viagem’ é um ótimo sinal para o ecossistema. Significa que temos um ciclo virtuoso que impulsiona novos negócios” – Gustavo Gierun, CEO do Distrito. O estudo foi realizado com 223 fundadores de startups brasileiras, com o objetivo de mapear o ecossistema de inovação do Brasil analisando o perfil dos fundadores e suas opiniões sobre pontos estratégicos de seus negócios, como investimentos e modelo de trabalho. As respostas foram coletadas entre maio e junho de 2021. A pesquisa também identificou que a maioria dos negócios está em estágios iniciais — 76,7% das empresas estão no mercado há três anos ou menos. O dado tem impacto direto no número de funcionários: 25,6% das startups têm apenas o fundador, enquanto 35,4% possui menos de 9 colaboradores. Sobre captação de recursos, o estudo mostra que mais da metade das empresas (58%) ainda não receberam nenhum investimento externo. Considerando apenas os que já captaram recursos privados, 38,5% dos fundadores conseguiram aportes buscando ativamente fundos. Os casos em que os fundos buscaram as startups são 28,6%. A realidade do trabalho remoto foi abordada pela pesquisa. A maioria dos entrevistados (52,2%) disseram que a empresa funciona completamente em home office — mesmo com todas as dificuldades. Para 44,5%, o trabalho remoto é tão produtivo quanto o presencial. Do outro lado, 14,1% consideram que o home office é menos produtivo. Sobre demissões, 54,5% das startups revelam que não tiveram de demitir funcionários no último ano. Ao contrário: 40% das startups pretendem receber pelo menos 5 pessoas, e outras 25,9% esperam contratar entre 6 e 10 pessoas. Segundo os fundadores, profissionais da área de TI são os mais difíceis de encontrar (59,6% das respostas). De acordo com o levantamento, 80% dos fundadores têm entre 25 e 44 anos. Empreendedores com menos de 25 e mais de 50 anos ficaram com 5,5% e 8,6%, respectivamente. Já sobre a escolaridade, o estudo revela que 95% dos fundadores de startups do Brasil têm ensino superior completo — com pós-graduação e/ou MBA somam 54,7%. Para Gierun, o resultado destaca que o nível de escolaridade dos fundadores contribui para os resultados positivos do setor — mas também demonstra que existe um caminho a ser seguido. “Esses dados reforçam a importância de investir em educação e nas políticas de acesso às universidades pelas classes populares e demais grupos historicamente excluídos. Com isso, o mercado de inovação será mais acessível”. Analisando a demografia, o levantamento revela que São Paulo é o point dos empreendedores — o estado concentra 63,7% das startups sediadas no país. O Nordeste e o Norte são as regiões menos representadas, com 2,3% e 1,8%, respectivamente. Fonte: PEGN (https://revistapegn.globo.com/Startups/noticia/2022/05/quase-um-terco-dos-fundadores-de-startups-brasileiras-sao-empreendedores-de-segunda-viagem.html)

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