Vendas de pequenos negócios para governo superam R$ 17 bi

Valor representa 30% do total de compras governamentais, segundo o Sebrae As micro e pequenas empresas (MPE) estão vendendo mais para o governo federal. Somente em 2023, já foram aprovados mais de R$ 17,3 bilhões em negócios com o setor público, o que representa 30% do total em compras governamentais – incluindo União, estados e municípios. De acordo com levantamento feito pelo Sebrae com base nos dados do Painel de Compras do Governo Federal, esses valores já representam cerca de 70% dos acordos fechados em 2019. No total, entre janeiro de 2019 e junho de 2023, foram homologados R$ 569, 6 bilhões em compras homologadas (valor ratificado do processo licitatório) para todos os portes de empresas. Desse montante, R$ 145,3 bilhões foram destinados aos microempreendedores individuais (MEI) e micro e pequenas empresas. A cada ano, a destinação de recursos aos pequenos negócios nas compras públicas tem apresentado crescimento. Em 2019, o valor foi de R$ 24,8 bilhões, enquanto, em 2022, saltou para R$ 42,4 bilhões. Nesse período, R$ 51,9 bilhões foram efetivamente adquiridos pelos governos, sendo que R$ 8,0 bilhões já estão nos bolsos dos pequenos negócios. O analista de Desenvolvimento Territorial do Sebrae Helbert Freitas de Sá destaca que o aumento, além do fator da própria demanda, deve-se à conscientização e mobilização dos servidores públicos das três esferas de governo e dos próprios empresários, que ganharam agilidade com simplificações de processos e tecnologia. “Ter o governo como fornecedor é garantia de recebimento, previsibilidade de oportunidades de negócio e mais serenidade para planejar outras estratégias mercadológicas”, comentou. A defesa dessa fatia de mercado para as MPE tem sido feita com frequência pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista, ele ressaltou que o acordo com a União Europeia ainda não tinha sido fechado porque era preciso proteger os micro e pequenos negócios nas compras governamentais. O presidente argumentou, na ocasião, que o setor representa 67,7% dos fornecedores do governo. Atuação do Sebrae A participação dos micro e pequenos empresários nas compras públicas governamentais é uma das diversas oportunidades de atuação asseguradas aos pequenos negócios pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (LC 123/2006). A legislação garante que os pequenos negócios, inclusive Microempreendedores Individuais (MEI) e pequenos agricultores, tenham tratamento diferenciado nos processos licitatórios, como exclusividade em compras de até R$ 80 mil. Vale lembrar também que a legislação prevê que uma cota de até 25% para contratação de bens e serviços de microempresas e empresas de pequeno porte por parte dos entes federais, estaduais e municipais. O Sebrae é parceiro na aquisição de itens dos pequenos negócios. Por isso, tem atuado na implementação da norma nos municípios e colaborado para o aperfeiçoamento e a modernização das ferramentas digitais disponíveis, como o Portal Compras.gov.br e o aplicativo móvel APP Compras.gov.br. Atualmente, 3.583 municípios, ou seja, 64%, estão cadastrados no sistema Compras.gov.br. Nesse caso, as prefeituras participam das diversas modalidades de licitação por adesão, comprando junto com o governo federal. “As MPE são 99% das empresas do país. No entanto, respondem por apenas 30% do Produto Interno Bruto (PIB), ao passo que são as grandes responsáveis pela geração de empregos formais. Quando os governos implementam o tratamento diferenciado e a preferência no processo de compras, eles contribuem para a geração de mais empregos, ampliação das empresas na geração do PIB e fortalecimento da economia nos municípios do interior, onde não há grandes empresas”, explicou Helbert. Transformar Juntos Para estimular a ampliação da participação dos pequenos negócios nas compras públicas e apoiar o desenvolvimento regional, o Sebrae, juntamente com parceiros, promove, de 2 a 4 de agosto, o Transformar Juntos – maior evento da entidade sobre desenvolvimento territorial e que une o Fomenta e o Brasil Mais Simples. O objetivo é apoiar na desburocratização dos ambientes de negócios e detalhar os processos das compras governamentais com diversos atores. O Transformar Juntos é uma iniciativa do Sebrae e conta com o apoio da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas (Atricon), do IRB (Instituto Rui Barbosa) e da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp). O evento será realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília (DF).
Mais da metade dos MEI recebem pagamentos em Pix

Nova edição da pesquisa Pulso, realizada pelo Sebrae e IBGE, mostra que essa modalidade também é a principal forma de recebimento entre as micro e pequenas empresas O Pix é a forma de pagamento mais utilizada pelos clientes dos microempreendedores individuais (MEI). De acordo com a 3ª edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos meses de abril e maio, 52% dos MEI afirmaram que recebem os pagamentos de seus clientes por meio dessa modalidade. O resultado é um ponto percentual superior ao apurado na primeira edição da pesquisa, realizada em setembro do ano passado. “Essa é uma tendência que veio para ficar entre os pequenos negócios e que beneficia principalmente os MEI, que recebem na hora o pagamento de seus produtos ou serviços e com custos bem menores do que os cobrados pelo cartão de crédito”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima. Além desses benefícios, o Pix também ajuda na gestão do dia a dia dos microempreendedores individuais pois, ao fim do expediente, o empreendedor passa a ter mais controle financeiro e a tomar decisões importantes na gestão do fluxo de caixa, como pagar um fornecedor. Além disso, o MEI não precisar se preocupar tanto com o uso de dinheiro em espécie e a necessidade de troco. “O pagamento por essa modalidade é tão positivo para os pequenos negócios que muitos empreendedores oferecem descontos para pagamentos com Pix”, complementa Décio. Mesmo com as altas taxas de manutenção, o cartão de crédito é utilizado por 20% dos clientes dos MEI, seguido pelo dinheiro, com 12% da fonte de pagamentos. Já entre as micro e pequenas empresas, aquelas que faturam entre R$ 82 mil e R$ 4,8 milhões por ano, o peso da modalidade de pagamento nos caixas das empresas é um pouco diferente e o Pix divide o protagonismo com o cartão de crédito. Ambos foram mencionados como a principal forma de pagamento por 27% dos entrevistados. Confira abaixo os dados da pesquisa. Principal forma de pagamento utilizado pelos clientes das empresas: Microempreendedor Individual (MEI) • Pix – 52% • Cartão de crédito – 20% • Dinheiro – 12% • Cartão de débito – 6% • Boleto – 4% • Doc/Ted – 2% • Outro – 5% Micro e pequenas empresas • Pix – 27% • Cartão de crédito – 27% • Dinheiro – 6% • Cartão de débito – 8% • Boleto – 18% • Doc/Ted – 9% • Outro – 5% Metodologia: Os dados da pesquisa foram coletados entre os dias 24 de abril e 2 de maio de 2023, por meio de formulário on-line. Foram respondidos 7.537 formulários dos 26 Estados e do Distrito Federal. O erro amostral é de +/- 1% para os resultados nacionais e o intervalo de confiança é de 95%.
Saiba por que o tema ESG deve interessar aos pequenos negócios

A adoção de boas práticas ambientais, sociais e de governança contribuem para que as micro e pequenas empresas se tornem mais competitivas, inovadoras e sustentáveis Nos últimos anos, o termo ESG (sigla em inglês para boas práticas ambientais, sociais e de governança) se consolidou como uma das principais tendências no mundo dos negócios. Mas será que o mundo do ESG está acessível às pequenas empresas? Em seu artigo, publicado no livro “ A Virada – Como Reinventar Seu Negócio Em Tempos de Incerteza”, o assessor da Diretoria Técnica do Sebrae Nacional, Gustavo Cezário, afirma que sim. Segundo ele, ao integrarem cadeias de valor, as pequenas empresas devem buscar essas práticas de gestão que as tornam mais competitivas, inovadoras e sustentáveis. “A aplicação de uma gestão ESG pelas pequenas empresas não é simples, exige tempo e energia para adaptação de inúmeros processos, assim como o compromisso com o aprendizado e a melhoria contínua. O desafio é equilibrar a busca de valor no longo prazo com a adoção de práticas, sem inviabilizar os lucros de curto prazo”, afirma Cezário na publicação. O livro “A Virada” foi recém-lançado no Brasil e em Portugal, pela editora Lisbon Internacional Press, sob coordenação do assessor da presidência do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae, André Spínola. O prefácio do livro é assinado por Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração da Magazine Luiza. Como um dos coautores da obra, Cezário traz uma perspectiva histórica da agenda ESG e apresenta iniciativas que têm contribuído para que micro e pequenas empresas (MPE) também sejam protagonistas nesse cenário, como é o caso do Programa Nacional de Encadeamento Produtivo do Sebrae, em parceria com grandes e médias empresas. Para explorar o tema ESG na perspectiva dos pequenos negócios, a Agência Sebrae de Notícias (ASN) conversou com Gustavo Cezário que é especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Confira abaixo a entrevista: ASN – Quais são os benefícios que a adoção de práticas ESG pode trazer para os pequenos negócios? Gustavo Cezário – A incorporação de práticas ESG significa uma passagem para o novo modelo de desenvolvimento econômico, com maior eficiência e produtividade, capacidade de atrair e reter talentos, facilidade para financiamento, aumentar a reputação e fidelizar clientes, reduzir riscos e intervenções regulatórias, acessar novos mercados. O processo de diferenciação das pequenas empresas para atuar em parceria com médias e grandes empresas passa pela adoção dessas práticas. Identificar nichos a se especializarem, aumentar suas competências em termos de produto, processo e gestão, e se preparar para níveis de exigências maiores na cadeia de valor são ações importantes para assegurar ou mesmo ampliar seu mercado. ASN – Poderia dar exemplos de boas práticas/ações que podem ser incorporadas à gestão dos pequenos negócios relacionadas ao ESG? Gustavo Cezário – No livro cito alguns exemplos e aqui dou destaque à preocupação com a destinação correta dos resíduos, com a exigência de plano de resíduos sólidos pelas pequenas empresas para obter o alvará de funcionamento. A primeira letra (E) indica as práticas relacionadas ao impacto ambiental. A base para estruturar ações nesta dimensão é avaliar em que medida o seu negócio corrobora com a preservação de recursos naturais e respeita a capacidade da natureza se regenerar. No Brasil, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos aborda a destinação adequada a qualquer tipo de substrato final de uma operação, chamando a responsabilidade compartilhada de todos para que esses materiais voltem ao setor empresarial para reaproveitamento, dentro da lógica da economia circular. No âmbito das mudanças climáticas, reduzir a emissão de gases de efeito estufa ou zerar a cadeia de carbono no longo prazo parece ser coisa para grandes empresas. Todavia, os pequenos negócios podem compreender quais são suas contribuições para a mitigação desse impacto em suas atividades. ASN – Podemos afirmar que os negócios de impacto estão mais preparados para responder aos desafios impostos por um mundo mais consciente? Eles são os negócios do futuro? Gustavo Cezário – Negócios de impacto social já nascem com este compromisso de impactar positivamente o mundo e tendem a crescer mais rápido do que os demais. Porém, ações no social voltados à comunidade, à diversidade, ao direito do trabalhados sem incorporar questões como mudança climática, poluição, integridade e transparência podem ameaçar a perenidade destas empresas. O principal dos negócios de impacto é como operar, gerar e comunicar valor às partes interessadas. Diálogo e engajamento social criam oportunidades de relações mais próximas com as organizações, buscando o impacto em todos os pontos de contato, com vistas a uma interação com a sociedade como todo. Por isto, um plano de comunicação interno e externo deve ser capaz de fortalecer o elo de usuários, clientes, trabalhadores, fornecedores, parceiros com o propósito da empresa.
Número de empreendedores individuais aumenta 10x em 10 anos

Só no ano passado, foram abertas, em média, 7,2 mil empresas por dia. O Jornal Nacional exibiu, em reportagem na última quarta-feira (15), que o número de empreendedores individuais no Brasil tem crescido de maneira acelerada ao longo da última década. Só no ano passado, foram abertas, em média, 7,2 mil empresas por dia. O emprego da Deborah sumiu na pandemia. Ela era maquiadora numa produtora de vídeo, que fechou. “E aí me vi completamente sem renda nenhuma. E aí minha formação primária como publicitária falou mais alto e eu fui buscar as oportunidades de mercado”, diz a empreendedora de marketing digital Deborah Cavalcante. Ela se tornou microempreendedora individual e faz marketing digital para outras empresas. A Simone também ficou sem renda e precisou investir nos brincos e colares, que fazia por hobby. a artesã abriu uma MEI, mas passou apertos no início. “Muitas dificuldades, porque você acaba não precificando corretamente, acaba não separando a pessoa física do empresarial, e você não vê se está tendo algum lucro e que caminho está seguindo a sua empresa”, conta a empreendedora Simone Oliveira. O caminho que vai desde a ideia de abrir uma empresa até o sucesso no mundo dos negócios é longo e costuma ser difícil. Só vontade não basta. Um levantamento do Sebrae mostrou que 29% das MEIs fecham as portas antes de completarem cinco anos de atividade. O maior obstáculo é a falta de planejamento, e a melhor saída é a capacitação. Desde que as MEIs foram regulamentadas, o número de microempreendedores individuais aumenta a cada ano. Em 2009, foram 28 mil. No ano passado, foram criadas mais de 2,5 milhões MEIs. O consultor de negócios do Sebrae Caio Ribeiro diz que a necessidade de renda é a principal explicação para esse crescimento, mas existem outras. A facilidade para abrir uma MEI, impostos bem menores – de no máximo R$ 71,10 por mês, que já inclui a contribuição para o INSS com todas as garantias da Previdência, como auxílio-doença e aposentadoria – e a possibilidade de emitir nota fiscal. Mas ele ressalta que, para fazer bons negócios, o empreendedor precisa se preparar. “Você prefere enfrentar algo que você não tem ideia do que vai ser ou saber minimamente quais serão os desafios que você vai encontrar, seja em relação aos seus fornecedores, seja no conhecimento mais aprofundado do seu cliente? Então, esse trabalho prévio antes de formalizar é justamente para que você saiba onde você vai pisar”, explica Caio Ribeiro. Carlos Alberto Marti Júnior fez isso tudo. Depois de 10 anos como empregado, abriu uma loja de produtos naturais e suplementos alimentares. Antes, ele fez um plano de negócios, escolheu o ponto de venda, pesquisou os fornecedores. Na inauguração, as prateleiras tinham 200 itens. Um ano depois, são mais de 600. Júnior reinveste a maior parte do lucro e ainda consegue fazer uma retirada quase igual ao antigo salário. “Setenta a 80% do que eu ganhava antes, no meu último trabalho. E vamos para cima. A loja só tem um ano e a gente tem muito pela frente ainda,” diz o empreendedor Carlos Alberto Marti Jr. Fonte: G1/Jornal Nacional
Como sua empresa pode evitar ou sair do endividamento em 2023

Inadimplência do pequeno negócio cresceu em 2022; especialistas recomendam cautela com empréstimos e educação financeira O ano de 2022 fechou com recorde de endividamento em pequenos negócios: cerca de 5,7 milhões estavam inadimplentes ao fim de dezembro, segundo dados da Serasa Experian. No total, foram 39,5 milhões de dívidas negativadas para o setor. O valor total dos débitos chegou a R$ 89,1 milhões. Cada empresa tinha quase 7 contas atrasadas. O valor médio de déficit por corporação é de R$ 15.521. Eis a íntegra dos números (284 KB). Weniston Abreu, coordenador de orientação e educação financeira do Sebrae, analisa que os índices altos se deram por causa da maior concessão de crédito para o setor nos últimos anos. Por um lado, a tendência teria aumentado a possibilidade de crescimento para pequenos empresários, especialmente durante a pandemia. Por outro, fez que o setor solicitasse empréstimos de forma descontrolada. Já Thiago Ramos, da Serasa, avalia que as consequências da covid-19 também foi um agravante. O isolamento social trouxe desemprego e instabilidades econômicas. Quanto mais endividada está uma pessoa ou empresa, menor a chance de conseguir benefícios como aprovação de novos créditos. Por isso, quitar os débitos já existentes é de extrema importância. Especialistas entrevistados pelo Poder360 detalharam dicas de como evitar que os níveis de endividamento reportados em 2022 se repitam em 2023. Leia abaixo: 1 – SAIBA A ORIGEM DO DÉBITO Uma vez com dívidas, o empreendedor deve saber de onde vem o débito. Pode ter origem em empréstimos a bancos, consignados do governo, com um fornecedor ou simplesmente uma conta que não foi paga. Ao conhecer a origem do endividamento, é possível organizar melhor e saber qual conta merece um pagamento prioritário e quais possuem maior possibilidade de renegociação em uma eventual situação de necessidade. Esse é um passo importante para não deixar uma dívida virar inadimplência. A diferença entre os 2 termos é a seguinte: cidadão endividado – aquele com dívida em aberto com alguma instituição ou com alguém; cidadão inadimplente – quem não pagou a dívida no tempo correto com ultrapassagem da data de vencimento. 2 – ESCOLHA O CRÉDITO CERTO Eduardo Brach, diretor de pequenos negócios da Serasa Experian, explica que o crédito só deve ser solicitado caso realmente não haja possibilidade de usar capital próprio para montar ou manter uma empresa. Porém, muitas vezes, fazer um empréstimo pode ser a única opção para financiar um negócio. Nesse caso, o processo de escolha da modalidade do crédito deve ser feito com calma, paciência e muita análise. O ideal é olhar todos os bancos e inclusive as opções ofertadas pelo governo, que geralmente têm consignados com juros mais baixos. Além disso, os empreendedores devem estar cientes do que pode caber no bolso. “É importante ver qual parcela mensal você tem pode comportar para não transformar dívida em inadimplência”, disse Eduardo. A seleção minuciosa do também é válida para modalidades de crédito para pessoas físicas. Muitos empreendedores pedem o empréstimo por meio de seus nomes, não no da empresa. “Quanto mais fácil o crédito disponível, maior é a taxa de juros”, analisa Weninston do Sebrae. Assim, reforça-se a importância da filtragem das modalidades. O especialista recomendou cautela no uso do cartão de crédito. Como o aumento do limite não é de difícil acesso, fica mais fácil que o cidadão gaste cada vez mais e mais até que as dívidas se acumulam ao final do mês. “A tendência é esse limite de crédito aumentar e até mesmo ultrapassar o rendimento no mês, então é aí que mora o perigo”, afirma Weniston. 3 – SEPARE CPF DE CNPJ O empreendedor deve saber diferenciar os gastos pessoais e os de sua empresa, especialmente o MEI (Microempreendedor Individual). A categoria funciona em uma espécie de “mistura” entre pessoa física e pessoa jurídica: mesmo com um CNPJ, de certa forma, responde pessoalmente pela sua companhia. Não fazer a separação “é um erro clássico que acaba desestruturando a empresa financeiramente”, nas palavras Eduardo da Serasa Experian. No momento que contas pessoais, como energia e água, são colocadas juntas de despesas empresariais, a possibilidade de haver uma desorganização generalizada é grande. O ideal seria mapear bem as dívidas e sempre manter os gastos anotados para não se perder ou deixar de pagar alguma conta e, portanto, entrar em inadimplência. Sobre o controle de custos, Thiago disse que a regra básica é a seguinte: não se deve gastar em um mês mais do que se recebe no mesmo período. 4 – VÁ ATRÁS DA RENEGOCIAÇÃO Em situação de endividamento, renegociar o débito pode aliviar o peso de tantos juros por atrasos de pagamento. Há várias opções de programas a depender da natureza da dívida. No site da Serasa, é possível descobrir se a pessoa tem alguma situação de inadimplência e as possibilidades de renegociação. Um tutorial completo se encontra nesta reportagem do Poder360. Também há iniciativas governamentais. Um exemplo é o programa Litígio Zero, que possibilita parcelamento de dívidas em até 12 vezes e abatimento de até 50% da dívida. O foco principal são micro e pequenas empresas. “Procurar a melhor oferta de negociação é fundamental”, diz Thiago. 5 – EDUCAÇÃO FINANCEIRA Todos os especialistas entrevistados pelo Poder360 destacaram a importância de aprender as técnicas corretas para gerenciar finanças e negócios. “Educação financeira, é fundamental. Independente de pandemia, de qualquer que seja o cenário. É importante para a vida”, afirma Thiago da Serasa. Ele explica que a maioria dos brasileiros não tem contato com o tema quando estão no período escolar e, por isso, tem que aprender sobre finanças na prática quando abrem uma empresa. A Serasa Experian e o Sebrae oferecem cursos gratuitos para organizar melhor o dinheiro e evitar endividamento. Há uma diversidade de temas, desde captação de recursos até a definição de preços para um produto. Para acessar as aulas, basta clicar nos seguintes links: curso da Serasa Experian cursos do Sebrae As instituições têm a iniciativa conjunta Aprenda, que traz dicas e orientações para lidar com dinheiro, organizar gastos e muito mais. No caso do Sebrae, há outros temas para os cursos que vão além das finanças. Falam de marketing digital, legislação e até mesmo sobre habilidades de empreendedor. Fonte: Com
Lide Lisboa: criação de empregos e melhoria do ambiente de negócios no Brasil

Autoridades e grandes empresários brasileiros demonstraram otimismo em adotar os pequenos negócios como base para o desenvolvimento socioeconômico do país O segundo e último dia da Lide Brazil Conference teve como foco o desafio do Brasil de gerar empregos e perseguir o crescimento econômico para reduzir as desigualdades socais. O evento, que aconteceu nos dias 3 e 4, em Lisboa, reuniu centenas de líderes públicos e executivos para debater oportunidades de negócios em Portugal e na União Europeia. Representantes do governo brasileiro sinalizaram melhorias para o ambiente de negócios, enquanto renomados executivos, como Luiza Trajano e Abílio Diniz, elogiaram a capacidade do Sebrae em alavancar milhões de pequenos negócios brasileiros, considerados a principal força motora do país. O direcionamento dos painéis do Lide Conference para o desenvolvimento e a segurança social diz muito sobre a importância desse tema, ressaltou o presidente do Sebrae, Carlos Melles. “A palavra de ordem aqui foi a criação de empregos. O Sebrae está alinhado e pronto para contribuir com este processo”, cravou, destacando a imprescindibilidade do setor. Melles comemorou o convite da direção do Lide, para participar do Fórum de Empreendedorismo, a ser realizar em setembro, em Roma. “O Sebrae busca agora olhar para fora do Brasil e viabilizar a internacionalização da pequena empresa. O Fórum em Roma terá lugar num país onde 45% do PIB exportador é gerado pelos pequenos negócios. Este é um bom exemplo a ser seguido”, destacou Meles. O presidente do Sebrae, Carlos Melles, e o ministro do STF, Gilmar Mendes. (fotos: Fernando Donasci) O otimismo também deu o tom na fala da ministra de Planejamento e Orçamento, Simone Tebet: “Vamos garantir um melhor e mais seguro ambiente de negócios no Brasil, atuando em três pilares: transparência absoluta; arrumar a casa, sob o ponto de vista fiscal; e a reforma tributária”. O combate à fome e à segurança alimentar estiveram presentes nas falas de outros convidados neste sábado, como Abílio Diniz (presidente do Conselho da Península Participações); Giorgio Medda (CEO da Azimut Group Europa); Luiza Trajano (Presidente do Conselho do Magazine Luiza); Luiz Carlos Trabuco (Presidente do Conselho do Bradesco). Holofote para o Sebrae e para os pequenos negócios O Sebrae voltou a ser destaque no segundo e último dia da Lide Brazil Conference. Abílio Diniz comentou a maior agilidade dos pequenos negócios em relação às grandes empresas e reforçou que “a atuação do Sebrae é muito importante para direcionar esses empreendedores”. Por sua vez, Luiza Trajano se intitulou ‘garota propaganda’ do Sebrae, ao compartilhar o orgulho da parceria firmada com a Magazine Luiza, abrindo as portas do market place da Magalu para as MPE aumentarem suas vendas, inclusive permitindo exportar para Portugal e outros países da Europa. Também presente na Conferência, o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, comentou a importância das micro e pequenas empresas para a economia fluminense. Segundo ele, sua gestão vem adotando medidas benéficas para o segmento, como a redução da carga tributária, a digitalização de serviços públicos estaduais e a redução do tempo de abertura de empresas no estado para apenas 25 minutos. Sob essa ótica, Castro destacou o papel do Sebrae em capturar a real vocação do empreendedor a partir das potencialidades econômicas de cada região do país. “O Sebrae faz este papel com excelência”, sinalizou. A visão foi reforçada pelo presidente da Febraban, Isaac Sidney: “O Sebrae é um ente que se relaciona com todos os governos e tem capacidade de dar escala a muitas empresas, que passam a poder se alavancar”.
Clube PME reúne empreendedores de 11 estados

Empreendedores engajados que movimentam a economia. Este é o perfil dos membros do Clube PME, que já reúne empreendedores de 11 estados brasileiros e do Distrito Federal. A comunidade para donos(as) de pequenas e médias empresas entrega conteúdo e conexão para apoiar o desenvolvimento dos negócios. Empresários de estados como Amapá, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Tocantins, Santa Catarina e Distrito Federal fazem parte da comunidade, que reúne mais de 300 empreendedores. A maioria dos membros (45%) tem como modelo de negócio o Business to Business, ou seja, que vende produtos ou serviços para outras empresas. 45,5% dos negócios que integram a comunidade empregam entre 10 e 30 funcionários. Lançado em abril deste ano, o Clube PME fomenta o empreendedorismo brasileiro através de uma comunidade exclusiva para membros no WhatsApp, e de uma plataforma com mais de 15 horas de conteúdo sobre gestão, marketing, finanças, vendas e mais. O propósito da iniciativa é levar conhecimento ao empreendedor e diminuir a lacuna entre quem deseja empreender e a concretização do negócio, assim como para empresários que já têm negócios consolidados e enfrentam desafios no dia a dia da gestão. Na última segunda-feira (26), como parte da programação exclusiva para membros do Clube PME, os empreendedores se encontraram para uma sessão de apresentações e networking. Também faz parte da agenda dos membros duas mentorias por mês com especialistas do mercado. Fonte: Gazeta do Povo