Faturamento das pequenas empresas cresce 2,8% no primeiro semestre

Faturamento das pequenas empresas cresce 2,8% no primeiro semestre e há espaço para mais Os empreendedores brasileiros aguardavam por boas notícias depois de um 2022 marcado pela alta da taxa básica de juros, desemprego acima de 9% e incertezas diante da eleição presidencial. Encerrado o primeiro semestre de 2023, dá para dizer que a espera por notícias positivas foi menor do que o previsto. Com a resiliência do mercado de trabalho local e a inflação demonstrando sinais de fraqueza, os donos de pequenas e médias empresas viram o faturamento semestral crescer 2,8% na comparação anual. O resultado antecipado ao Valor Investe superou as projeções dos economistas responsáveis pelo Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs). O índice considera a movimentação financeira real dos negócios (descontada a inflação) dos negócios com faturamento de até R$ 50 milhões anuais em quatro grandes setores: comércio, indústria, infraestrutura e serviços. “Começamos o ano com um cenário de crescimento muito mais contido, com grandes desafios para as PMEs e projeções macroeconômicas bem mais pessimistas. Passado o primeiro semestre de 2023, vemos uma certa sustentação dos resultados destes negócios, algo semelhante ao que aconteceu com a economia como um todo”, explica Felipe Beraldi, economista e gerente de Indicadores e Estudos Econômicos da Omie, plataforma de gestão (ERP) na nuvem. O IODE-PMEs, que funciona como um termômetro econômico das pequenas e médias empresas, mostra que há diferenças de desempenho entre os setores: enquanto a indústria avançou 1,8% (ante o primeiro semestre de 2022), serviços registrou crescimento de 1,4%. “Os dados de crescimento formam um condicionante importante não só do ponto de vista macroeconômico, mas também para as empresas B2B [empresas que vendem soluções para outras empresas] listadas na bolsa de valores, que por vezes formam um todo produtivo”, pondera o especialista. Empreendabilidade Comenta A locomotiva do Brasil, o carro chefe da economia do país está nos micro e pequenos negócios. As 6 milhões de MPEs existentes no Brasil são responsáveis por 52% dos empregos com carteira assinada no setor privado (16,1 milhões), números que atestam a força e a importância de voltar os olhos aos pequenos. No comércio. a representatividade é ainda mais expressiva: as micro e pequenas empresas são as principais geradoras de riqueza no setor, e correspondem por 53,4% do PIB. No PIB da Indústria, a participação das micro e pequenas (22,5%) já se aproxima das médias empresas (24,5%). A retomada da economia e a expectativa pela queda na taxa de juros no segundo semestre empolgam os micro e pequenos empresários para um 2023 com resultados ainda melhores. A Reforma Tributária e outras ações parlamentares de apoio a essa frente denotam o cuidado e maior atenção que a categoria terá nos próximos anos, realçando o otimismo das MPEs. *Com informações da Valor Investe

Empreendedorismo com baixo capital inicial: veja dicas valiosas para o sucesso

Economize, reinvista, fortaleça sua presença nas redes sociais, faça pós-venda e separe finanças pessoais e do negócio O desejo de empreender e alcançar o crescimento pessoal e profissional é compartilhado por muitos brasileiros. No entanto, embarcar nessa jornada não é uma tarefa simples, exige dedicação, coragem e determinação, seja você alguém que está desempregado há anos ou com emprego fixo que busca uma mudança de vida. O empreendedorismo não se resume apenas a ter muito dinheiro, mas a explorar habilidades, criatividade e oportunidades para alcançar o tão sonhado sucesso. A empresária Paula Danielly que iniciou sua jornada empreendedora com apenas R$ 400, e hoje é dona de um negócio de sucesso, prova que é possível conquistar os seus objetivos com baixo capital inicial, e lista cinco dicas valiosas para quem vai dar os primeiros passos. 1. Economizar pelo menos 10% de tudo que vende É fundamental para um negócio bem-sucedido estabelecer o hábito de economizar uma parte dos lucros obtidos. Ao reservar pelo menos 10% de todas as vendas, a empresa garante uma reserva financeira para lidar com imprevistos, investir em oportunidades futuras e manter uma base sólida para o crescimento a longo prazo. 2. Reinvestir sempre Reinvestir os lucros é uma estratégia crucial para o sucesso contínuo de qualquer empreendimento. Ao destinar recursos para melhorar a qualidade dos produtos ou serviços oferecidos, a empresa conquista a confiança dos clientes e se destaca no mercado. Além disso, investir em atendimento excepcional e em estratégias de marketing e publicidade eficazes aumenta a visibilidade da marca e impulsiona o crescimento do negócio. 3. Ser mais presente nas redes sociais No mundo digital de hoje, a presença nas redes sociais é indispensável para as empresas. Ao se tornar mais ativo e engajado nessas plataformas, é possível alcançar um público mais amplo, interagir com os clientes de forma direta e construir relacionamentos duradouros. Utilizar estratégias de marketing digital nas redes sociais pode impulsionar o alcance da marca, aumentar o reconhecimento e direcionar tráfego para o site ou loja física. 4. Fazer pós-venda e criar carteira O pós-venda é uma etapa essencial para estabelecer um relacionamento de longo prazo com os clientes. Ao fornecer um acompanhamento eficiente após a compra, como envio de e-mails de agradecimento, solicitação de feedback ou oferecimento de suporte, a empresa demonstra cuidado e valoriza a satisfação do cliente. Além disso, criar uma carteira de clientes fiéis é uma estratégia inteligente, pois eles podem se tornar defensores da marca e gerar recomendações valiosas para novos negócios. 5. Não pensar que o dinheiro que entra é para uso pessoal É crucial separar as finanças pessoais das finanças do negócio. Embora seja tentador usar o dinheiro que entra para despesas pessoais, é importante manter uma abordagem disciplinada. Definir um salário adequado para si, com base nas necessidades pessoais e nas projeções financeiras, ajuda a evitar a mistura de recursos e a garantir a sustentabilidade financeira da empresa a longo prazo. Manter a separação entre as finanças pessoais e empresariais também facilita o controle e a análise dos gastos e receitas da empresa. *Com informações do portal Exame

Micro e pequenas empresas têm nova chance para renegociar dívidas ativas com União

Novos editais foram publicados pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) com possibilidade de renegociação por meio de transação tributária Os donos de pequenos negócios, inclusive microempreendedores individuais (MEI) que possuem dívidas ativas com a União, têm nova chance para regularizar sua situação fiscal. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) publicou, recentemente, novos editais que permitem a renegociação por meio de transação tributária, que inclui benefícios, como redução da dívida, por exemplo. São cinco modalidades de negociações abertas com condições que variam a depender do tipo de porte da empresa, bem como valor da dívida ativa, entre outros critérios. Os empresários interessados podem realizar todo o processo pela internet, por meio do portal Regularize da PGFN. As adesões podem ser feitas até o dia 29 de setembro. A recomendação do Sebrae é que o empreendedor fique atento às especificações de cada edital. A “transação de pequeno valor”, por exemplo, é destinada apenas para pessoas físicas, MEI, microempresas e empresas de pequeno porte e possibilita a negociação de débitos que totalizem até 60 salários-mínimos. Aqui o desconto é até 50% do valor total da dívida. Já na “Transação para débitos de difícil recuperação”, ou irrecuperáveis, somente é possível negociar dívidas que se enquadram nessa categoria, como estarem inscritas há mais de 15 anos ou suspensas por decisão judicial por mais de 10 anos, dentre outras. Outra modalidade, a “Transação garantida por seguro garantia ou carta fiança”, é indicada para o contribuinte que possui decisão transitada em julgado em seu desfavor, cujos débitos estão garantidos por seguro garantia ou carta fiança, antes da ocorrência do sinistro ou do início da execução da garantia. A “Transação conforme capacidade de pagamento”, por sua vez, é a que permite o maior prazo para parcelamento da dívida, em até 145 meses (entrada em 12x e o restante em 133 parcelas), além de oferecer descontos de até 100% em juros, multas e encargos. Essa modalidade também não exige mais que o contribuinte preencha a Declaração de Rendimentos, etapa obrigatória em editais anteriores, e que por vezes dificultava a adesão. A analista de Políticas Públicas do Sebrae Lillian Callafange destaca que a principal mudança neste novo edital é que a transação por capacidade de pagamento não prevê mais escalonamento de descontos conforme a quantidade de prestações. Ela recomenda que o empreendedor acesse o Portal Regularize para saber qual transação está disponível para negociar sua dívida e fazer simulações a fim de escolher qual modalidade melhor se adequará à sua realidade financeira. “É importante não deixar para última hora e ficar sempre atento ao prazo desses editais. Caso o empreendedor tenha alguma dúvida sobre como aderir, basta procurar o atendimento do Sebrae, que está capacitado para auxiliá-lo a regularizar suas dívidas fiscais por meio das possibilidades disponíveis”, recomenda a analista. O valor mínimo das prestações é de R$ 25 para o MEI e R$ 100 para os demais. Mais detalhes sobre todas as transações abertas, consulte o endereço eletrônico: https://www.gov.br/pgfn/pt-br/servicos/orientacoes-contribuintes/acordo-de-transacao/acordo-de-transacao.

Reforma Tributária preserva pequenos negócios

Entre os pontos defendidos pelo Sebrae estão a simplificação de regras tributárias, a manutenção do Simples Nacional e alíquota zero para impostos sobre alimentos Em votação história, a Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada dessa sexta-feira (7), o texto base da reforma tributária. Para o Sebrae, a preservação do Simples Nacional a simplificação das regras tributárias, a fim de melhorar o ambiente de negócios do país, irá beneficiar microempreendedores individuais (MEI) e as micro e pequenas empresas. “Ainda que a proposta da reforma passe por mais debates e alterações durante os trâmites no Congresso Nacional, os pequenos negócios conseguiram, no relatório atual, a manutenção do Simples Nacional, o regime tributário exclusivo para micro e pequenas empresas, que respeita a regra constitucional do tratamento diferenciado e reduz os impostos e a burocracia”, observa o presidente do Sebrae, Décio Lima. Para os próximos passos da tramitação da proposta no Congresso Nacional, entre os assuntos que o Sebrae voltará a sua atenção está o possível aumento de custo de insumos e mercadorias pela substituição das atuais contribuições para o PIS/PASEP e COFINS pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que provavelmente terá alíquota maior do que as atuais. A definição dos itens que compõem a cesta básica nacional de alimentos está entre os pontos que ainda precisam ser regulamentados com a aprovação do texto final da reforma. Apesar da alíquota zero para os impostos que incidem sobre a cesta básica nacional de alimentos, a proposta mantém a possibilidade de criação do cashback para os demais produtos e serviços, que funciona como uma devolução para as populações mais pobres ou para menos favorecidos. A ideia tem como ponto de partida a compreensão de que o sistema de tributação adotado hoje no Brasil e em outros países acaba onerando mais as pessoas de baixa renda. Ainda segundo Décio Lima, entre as diversas alternativas de implementação do cashback, a ideal seria aquela que devolve o valor para as famílias de baixa renda o quanto antes, sem onerar os pequenos empresários. “Poderíamos usar o crédito em cartão próprio, crédito no cartão do bolsa família, crédito em conta bancária, dentre outras possibilidades. Nessas opções, o valor é apurado pela Fazenda e entregue diretamente ao beneficiário”, lembra. O gerente de Políticas Públicas do Sebrae, Carlito Merss, ressalta que decisão da Câmara deve ser considerada a maior aprovação já feita pelo Congresso Nacional desde a Constituição de 1988. “Só a possiblidade da cobrança dos impostos no destino e a instalação do IVA, que é uma forma de cobrança que acontece em 174 países, já valeu a luta”, comemora.

Reforma Tributária: saiba quais serão os primeiros impactos para o empreendedor

O primeiro passo para a aprovação da Reforma Tributária foi dado: na madrugada desta sexta-feira (7), o texto foi aprovado em votação de segundo turno na Câmara dos Deputados e agora, após a votação separada dos destaques a PEC da Reforma segue para tramitação no Senado. A proposta, que se arrasta há mais de 30 anos no Brasil, parece finalmente caminhar para a simplificação de um dos sistemas tributários mais complexos do planeta. O Empreendabilidade analisou o texto da reforma sob o olhar dos micro e pequenos negócios e explica como a Reforma vai impactar na vida dos empreendedores. Maior carinho com os pequenos empreendedores Com o avanço da discussão da Reforma Tributária, a Câmara lançou nesta semana a Frente Parlamentar das Micro e Pequenas Empresas, que tem como objetivo a valorização dos pequenos negócios e dos incentivos ao segmento. A ideia é justamente voltar a atenção para os pequenos negócios, que entre micro e pequenas empresas (MPE) e microempreendedores individuais (MEI) somam mais de 6.4 milhões de estabelecimentos pelo país. De acordo com o presidente da Frente Parlamentar, uma das prioridades do grupo será promover um grande movimento para a redução da taxa de juros no país como forma de apoiar os pequenos negócios no acesso ao crédito. “É um contrassenso. Não há argumento técnico que se sustente. O Brasil só será grande quando investir nos pequenos”, reforçou o presidente da Frente Parlamentar. Simplificação da carga tributária O principal objetivo da Reforma é desburocratizar o sistema tributário e, para isso, cinco tributos serão unificados no Imposto Sobre Valor Agregado, o novo IVA. Os federais IPI, PIS e Cofins, o ICMS, que é estadual, e o ISS, que é municipal, deixarão de existir e serão estabelecidos os dois IVAs: um será gerenciado pela União e outro terá gestão compartilhada por estados e municípios. IBS E CBS Visando unificar impostos estaduais e municipais, surge o Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS, que seria a parcela do imposto único da reforma tributária gerida pelos Estados e municípios, enquanto a CBS seria gerida pela União. Já o CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços – prevê a substituição de três contribuições federais por apenas uma. O tributo unificará o Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep), o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A CBS seria gerida pela União, enquanto o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) ficaria sob responsabilidade dos Estados e municípios, segundo a proposta da reforma tributária. Alíquota Única Hoje, produtos semelhantes possuem alíquotas diferentes, o que gera distorções: bombom e wafer, por exemplo, têm tributação distinta, assim como perfume e água de colônia. Diversos casos como estes geraram embates jurídicos ao longo dos anos. A reforma determina que todos os produtos deverão pagar a mesma alíquota de imposto. Haverá exceções pontuais para alguns itens, como os da cesta básica, que ficarão isentos, e o chamado ‘imposto do pecado’, no qual cigarros e bebidas pagarão mais. Indústria desafogada Um dos setores mais agraciados com a Reforma Tributária é o da indústria que, atualmente, do chão de fábrica até o consumidor final acumula impostos e burocracia. Agora, ao invés de pagar cinco impostos em cada uma das etapas de produção, serão pagos apenas dois – o IBS e o CBS. A cumulatividade de impostos em cada etapa também dá lugar a uma alíquota única. E o Simples? Uma das principais pautas de entidades que representa e dão incentivo aos pequenos negócios, como o Sebrae, o Simples Nacional é defendido para que as empresas enquadradas sejam protegidas e recebam incentivo ao crédito, tenha renegociação de dívidas facilitada e simplificação de processos. “Temos a expectativa que o Simples Nacional seja intocável, pois é um marco regulatório de garantia das micro e pequenas empresas. Além disso, esperamos que a Reforma Tributária trate com clareza uma devolução de dinheiro às famílias mais pobres (cashback) e que não afete os donos de pequenos negócios”, afirmou Décio Lima, o presidente do Sebrae. O aumento do teto de faturamento do MEI, apesar da forte reivindicação, ainda não está incluído e deve se manter no patamar atual: R$81 mil.

Pequenos negócios podem ter perdido até R$ 24,1 bilhões de capital no início da pandemia

Estudo demonstra um impacto devastador para as micro e pequenas empresas. Até junho de 2020, mais de 716 mil empresas haviam fechado as portas As micro e pequenas empresas brasileiras tiveram um enorme impacto negativo com a pandemia do coronavírus. Somente no período entre março e junho de 2020, cerca de 716,3 mil empresas fecharam as portas (99,8% delas pequenos negócios), gerando um prejuízo que pode chegar até R$ 24,1 bilhões. Os dados são de um estudo inédito realizado pelo assessor da Diretoria Técnica do Sebrae Nacional Rafael Moreira e do pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Mauro Oddo Nogueira, com base em dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo “Covid deixa sequelas: a destruição do estoque de capital das micro e pequenas empresas como consequência da pandemia de covid-19” usa metodologia inédita para levantar o estoque de capital nas MPE como o fechamento de empresas durante a pandemia gerou perda significativa para a economia como um todo. Rafael Moreira ressalta que os setores de comércio e serviços foram os mais afetados e que o real impacto da pandemia pode ser ainda pior. “Hoje, estamos em um outro momento, mas a tendência é que as perdas tenham sido maiores. A grande maioria das empresas ficou mais de dois anos com o faturamento muito abaixo do normal, mas tendo que seguir honrando seus compromissos com fornecedores, empregados e credores, com muitos dos custos subindo por conta da forte inflação de 2021 e 2022. Esse é um quadro que nos preocupa”, alerta o assessor. “Essa perda de capital significa também uma grande perda de conhecimento adquirido pelos empreendedores ao longo tempo à frente de seus negócios, além da perda de empregos, de renda e de investimentos que esses donos de pequenos negócios fizeram ao longo de sua jornada e que nunca vão reaver. A perda desses empreendedores significa uma perda para a economia como um todo”, ressalta o especialista do Sebrae. Os pesquisadores também apontaram no estudo a necessidade de implementação de políticas públicas que apoiem a reconstrução desse estoque de capital, a começar pela redução do custo de financiamento, muito impactado pelo aumento da taxa básica de juros, que no início da pandemia estava no patamar de 2% ao ano e hoje chega a 13,75%. Rafael destaca ainda o papel do Sebrae na orientação dos pequenos negócios para que eles consigam se reerguer. “Sem dúvida, precisamos trabalhar para facilitar a obtenção de crédito e baratear o financiamento, diminuindo as taxas de juros, conseguindo mais garantias, além de trabalhar a produtividade, a eficiência e o marketing digital das pequenas empresas para que elas sejam mais competitivas”, aponta.

Metade dos brasileiros é impactada pelos pequenos negócios

Estimativa do Sebrae mostra que resultado é superior ao volume de populações da Alemanha, Inglaterra e França Os pequenos negócios estão cada vez mais presentes na economia brasileira. Estimativa feita pelo Sebrae – com base em dados da Receita Federal e pesquisas da instituição – revela que praticamente metade da população é impactada direta ou indiretamente pelos microempreendedores individuais (MEI) e pelas micro e pequenas empresas (MPE). Ao todo, segundo o estudo, são 95 milhões de pessoas. O número é cerca de 10% maior do que o detectado em 2021, quando foram estimados 87 milhões de brasileiros beneficiados. Esse resultado supera o volume das populações de países como Irã, Turquia, Alemanha, Inglaterra e França. “São empreendedores, funcionários e familiares que são impactados. São pessoas que se sustentam e que movem a economia por meio dos recursos que os pequenos negócios geram. Por isso, é tão importante a execução de políticas públicas que beneficiem esse segmento, que é um dos caminhos para o Brasil deixar de fazer parte, mais uma vez, do mapa da pobreza e caminhar para a geração de renda e emprego”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima. O levantamento mostra que se consideramos os empreendedores que tem como única fonte de renda a sua atividade empreendedora, e seus familiares, chegamos a marca de 39 milhões de brasileiros impactados diretamente. Além disso, são impactados indiretamente outros 56,1 milhões de brasileiros, grupo composto por funcionários empregados pelos pequenos negócios (18,3 milhões) e suas respectivas famílias. O presidente do Sebrae ressalta que a quantidade de impactados seria ainda superior se fossem levados em conta o universo de brasileiros que empreendem de forma informal e seus familiares. “Sabemos que o empreendedorismo é o caminho adotado por milhões de brasileiros que se encontram em situação de vulnerabilidade mas que, muitas vezes, não sabem como formalizar e impulsionar o seu negócio. Por isso, procuramos estar cada vez mais próximos dos brasileiros em cada um dos locais do país para garantir um ambiente seguro para empreender”, ressalta Décio Lima.

A cada dois novos empregos criados pelas empresas do Simples, outro é gerado indiretamente

Avaliação de impacto realizada pelo Sebrae e FGV mostra poder multiplicador dos pequenos negócios ligados a esse sistema tributário O que você precisa saber: Pesquisa mostra que a cada dois empregos gerados pelas MPE do Simples Nacional, outro emprego adicional é criado indiretamente. Segundo o estudo, a cada R$ 1 milhão de aumento no faturamento do grupo de empresas do Simples, 16 novos empregos são criados. Das 4,2 milhões de micro e pequenas empresas que declararam seu faturamento anual, apenas 14.336 (0,3%) estão na última faixa de faturamento, de R$3,6 milhões até R$ 4,8 milhões. As empresas optantes do Simples, que faturam até R$ 4,8 milhões por ano, são importantes geradoras de emprego e renda no país. Além de serem responsáveis por cerca de 8 a cada 10 novas vagas de trabalho, as contratações feitas por elas impactam na criação de empregos em toda a economia. De acordo com estudo realizado pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), a cada dois empregos gerados pelos pequenos negócios, outro emprego adicional é criado indiretamente. “Quando um dono de pequeno negócio contrata um funcionário, esse funcionário irá consumir em outros estabelecimentos que, consequentemente, precisarão contratar outras pessoas. Por esse e por outros motivos, o Simples tem um peso essencial na economia brasileira. São cerca de 20 milhões de pequenos negócios optantes por esse sistema tributário”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima. Outro resultado detectado pelo estudo realizado pelo Sebrae e pela FGV é que a cada R$ 1 milhão de aumento no faturamento do grupo de empresas do Simples (de modo global) são criados, em média, 16 novos empregos. Quando observados setores como Construção Civil e Comércio, os números são ainda mais representativos, com 21 e 20 novos empregos, respectivamente. “O Simples devolve para a sociedade o tratamento diferenciado destinado aos pequenos negócios. Priorizar as empresas do Simples e manter esse sistema vale a pena”, pontua Décio Lima. Teto faturamento O estudo também analisou a quantidade de empreendimentos optantes pelo Simples de acordo com a faixa de faturamento. Das 4,2 milhões de micro e pequenas empresas que declararam seu faturamento anual, apenas 14.336 (0,3%) estão na última faixa de faturamento, que vai de R$3,6 milhões até R$ 4,8 milhões. “Um possível aumento no teto de faturamento será um estímulo ao crescimento dessas empresas e, consequentemente, permitirá um aumento na geração de empregos e na economia como um todo, com pouco, ou nenhum impacto na arrecadação, dado que, proporcionalmente, as empresas do Simples pagam mais impostos do que as dos outros regimes”, esclarece o presidente do Sebrae.

Contabilidade digital: custo pode variar de R$60 a R$3.000

Quanto você gasta com contador por mês para sua empresa? Serviço indispensável a empreendedores e pessoas que gerenciam negócios, a contabilidade passou por uma importante transformação nos últimos anos, ganhando em praticidade e performance com o advento da chamada contabilidade digital. Cada vez mais a famosa ‘papelada’ está sumindo das mesas dos contadores e, toda a documentação e tramitação de questões referentes a impostos passou a ser resolvida digitalmente, o que, além de acelerar processos burocráticos, também achatou custos, tornando o serviço de contabilidade mais dinâmico. O Empreendabilidade mapeou alguns players de contabilidade digital e analisou o custo de cada serviço e mensalidades para empresários e empreendedores com necessidades, faturamentos e portes diferentes. O que é Contabilidade Digital? A contabilidade digital revoluciona a maneira tradicional da relação entre empresário com serviços contábeis, através de softwares com armazenamento de dados em nuvem que permitem a integração do profissional contábil com seus clientes e fornecedores. Ao agregar conceitos de automação, inteligência artificial e análise de dados, a contabilidade digital otimiza o trabalho do contador. Com isso, há o aumento da produtividade e diminuição de erros. Com a contabilidade digital, os malotes com documentos físicos, análises manuais, digitação e arquivamento se tornam dispensáveis, acelerando etapas. Os processos de coleta de dados e processamento de informações são realizados eletronicamente, através da integração do sistema de gestão (ERP) usado pelo cliente com o software contábil utilizado pelo contador. O sistema de integração entre empresas e contadores possibilita o fácil acesso de dados aumentando a eficiência e agilidade dos processos contábeis. A contabilidade digital integra tecnologia aos processos, tornando as tarefas mais eficientes e valorizando o profissional contábil, que passa a ser também um consultor. MEIs têm planos especiais Maior representatividade entre os empreendedores brasileiros, os MEIs recebem atenção especial e planos exclusivos nos mais diferentes escritórios de contabilidade digital do mercado. Planos mensais para MEI variam de R$60 (Razonet) a R$149 (Conta Azul), com serviços como abertura de empresa (constituição), atendimento, contabilidade, envio de declarações acessórias e Guias de Impostos. Conheça as 10 maiores empresas de contabilidade digital do país Está em busca de um contador para o seu negócio? Saiba quem são os 10 principais players de contabilidade digital atualmente e solicite um orçamento para escolher o que mais se adequa à realidade do seu negócio. BHub A BHub gerencia serviços financeiros e de contabilidade para PMEs e startups, com solução de contabilidade 360º para empresas de diferentes portes e setores da economia. A BHub oferece serviços de Contabilidade as a Service; Departamento pessoal (admissão, folha, férias e rescisão); Geração de demonstrativos contábeis (DRE, Balanço e Balancetes); Consultas contábeis, fiscais e DP, além do Hub do Empreendedor Preço: a partir de R$899,00; Atendimento por telefone ou Whatsapp: Sim Atendimento presencial: Não Score no Google: 5,0 Aplicativo mobile: Não Site: bhub.com/ Simplus Contabilidade A empresa de contabilidade Simplus, foi fundada em 2021, e apesar de recente, atua na orientação, execução e planejamento contábil das empresas. A equipe busca sempre inovações tecnológicas e estratégias para um melhor atendimento e maior segurança do negócio. Dentre os serviços ofertados, estão: atendimento exclusivo e ilimitado, suporte por telefone, e-mail e whatsapp dos contadores; emissão de NF pela plataforma; cálculo e emissão de guia dos impostos; todas as obrigações fiscais e contábeis da empresa; pró-labore sócios e folha de pagamento (FGTS, INSS, IRPF). Preço: a partir de R$99,00; Atendimento por telefone ou Whatsapp: Sim Atendimento presencial: Não Score no Google: Não disponível Aplicativo mobile: Não Site: simpluscontabil.com.br MEI Fácil Criado em 2017, pela empresa Neon Pagamentos, o MEI Fácil é uma plataforma voltada para o Microempreendedor Individual que tem o objetivo de auxiliar a abertura de MEI, fazer o acompanhamento das obrigações legais e transações financeiras no dia a dia, e oferecem parcerias e serviços para os microempreendedores. O serviço não possui contadores, mas oferece orientações sobre as obrigações e documentações necessárias. Tráfego mensal aproximado: 336k Preço: a partir de R$69,90 ao ano; Atendimento por telefone ou Whatsapp: digital, por meio de chat; Atendimento presencial: Não; Score no Google: Não disponível; Aplicativo mobile: Não; Site: meifacil.com/contabilidade 10 – Qipu Contabilidade Sediada em São Paulo, a Qipu Contabilidade realiza um atendimento humanizado e possui um aplicativo contábil onde é possível emitir notas fiscais de serviço, consultar guias de impostos e gerenciar os lançamentos da empresa. Além de ter um atendimento com um contador, através do chat Tráfego mensal aproximado: 600k; Preço: a partir de R$83,25; Atendimento por telefone ou Whatsapp: Sim; Atendimento presencial: Não; Score no Google: 4,0 Aplicativo mobile: Sim Site: https://lps.qipu.com.br/ 9 – Meu Contador Online Fundada em janeiro de 2016, tem cerca de 3.900 clientes ativos. Atende empresas individuais e sociedades limitadas das áreas de serviços, comércio e indústria, além de MEIs. Tráfego mensal aproximado: 7,4K; Preço: R$ 149,00; Atendimento por telefone ou Whatsapp: Sim Atendimento presencial: Sim (cada cliente tem um gerente de relacionamento que conta com um contador, dois analistas fiscais, um analista de departamento pessoal e um auxiliar para ajudar no atendimento); Score no Google: 4,8; Aplicativo mobile: Sim; Site: meucontadoronline.com.br 8 – Tactus A Tactus é uma startup contábil que é especializada em contabilidade para e-commerces, negócios digitais e youtubers. Possuem garantia de 30 dias, na qual se você não ficar satisfeito com o serviço, a empresa lhe devolve a mensalidade. Tráfego mensal aproximado: 7,2K; Preço: R$ 300,00; Atendimento por telefone ou Whatsapp: Sim; Atendimento presencial: Não; Score no Google: 4,6; Aplicativo mobile: Não; Site: tactus.com.br/ 7 – Contabilivre A Contabilivre começou suas atividades em 2015 e hoje atende mais de 7000 clientes. É voltada para o atendimento de micro e pequenas empresas prestadoras de serviço enquadradas no Simples Nacional ou no regime tributário Lucro Presumido, e empresas de comércio do Simples. Também não possuem atendimento presencial. Tráfego mensal aproximado: 51,8K; Preço: R$94,90; Atendimento por telefone ou Whatsapp: Sim; Atendimento presencial: Não; Score no Google: 3,7; Aplicativo mobile: Sim; Site: contabilivre.com.br 6 – ContSimples A ContSimples é uma startup de contabilidade do Rio de Janeiro fundada em 2017. É especializada em pequenos negócios,

Cai procura por crédito entre os donos de pequenos negócios

Juros altos e endividamento das famílias têm afastado empreendedores dos bancos A alta taxa de juros praticada no Brasil tem feito com que os donos de pequenos negócios pensem mais na hora de buscar crédito. De acordo com a 3 ª edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos meses de abril e maio, 73% dos empreendedores não buscaram crédito nos três meses anteriores a pesquisa. O número é cinco pontos percentuais superior ao da primeira edição da pesquisa, realizada em agosto do ano passado. “Quando o Banco Central mantém os juros mais altos do mundo ele cria um obstáculo para os empreendedores. Isso contraria qualquer política sensata de crescimento. É perverso especialmente para os empreendedores. Tomar crédito nesse ambiente é submetê-los à falência”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. Além das altas taxas de juros, a pesquisa ainda mostra que apenas 4 a cada 10 donos de pequenos negócios que recorreram a crédito conseguem uma resposta positiva da instituição financeira. O presidente do Sebrae revela que a instituição tem trabalhado na criação de fundos garantidores, como o com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), para facilitar o acesso a crédito e reduzir o impacto dos juros. A instituição colocará R$ 80 milhões e a Finep, R$ 50 milhões. “Com esse recurso, a gente irá oferecer R$ 1 bilhão em microcrédito com taxas pequeníssimas, 2, 5% ao ano”, revelou. Décio ainda contou que está sendo trabalhado com o BNDES um outro fundo para emprestar mais de R$ 10 bilhões. “Estamos buscando saída no Sebrae, enquanto o BC não atende aos interesses do Brasil”, ressaltou. A 3 ª edição da Pulso ainda mostra que 63% dos pequenos negócios possuem dívidas, sendo que desse total 26% estão em uma situação de atraso no pagamento de dívidas. Além disso, 52% dos entrevistados afirmaram que têm 30% ou mais dos seus custos mensais comprometidos com pagamentos de dívidas. Quando é realizado o recorte apenas por porte da empresa, a situação dos microempreendedores individuais é ainda pior: 61% possuem mais de 30% dos custos mensais comprometidos com dívidas.

Alta taxa de juros afeta confiança dos donos de pequenos negócios

Sondagem Econômica mostra que índice de confiança de abril teve ligeira baixa Após dois meses de aumento, em abril, o Índice de Confiança das Micro e Pequenas Empresas (IC-MPE) apresentou um ligeiro recuo de 0,8 ponto, caindo de 88,5 para 87,7 pontos, segundo da Sondagem Econômica da MPE, realizada mensalmente pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Dos três setores analisados, apenas os pequenos negócios do Serviços apresentaram um aumento de 0,3 ponto. Indústria da Transformação e Comércio tiveram, respectivamente, quedas de 1,6 e 3,8 pontos. O resultado de abril reflete um arrefecimento nos setores de Comércio e da Indústria de Transformação e de uma estabilidade do setor de Serviços. O presidente do Sebrae, Décio Lima, destaca que os pequenos negócios estão em compasso de espera por uma melhora, que poderia vir, por exemplo, com uma redução das taxas de juros. “A taxa Selic a 13,75% é extremamente agressiva aos pequenos negócios, à economia brasileira e à soberania nacional. Os pequenos negócios são os principais geradores de novos empregos no Brasil. Os juros praticados atualmente prejudicam o segmento e dificultam o acesso a crédito. É natural que os empreendedores se sintam inseguros em relação ao futuro”, observa Lima. Comércio Após duas altas consecutivas, a confiança das micro e pequenas empresas do setor de Comércio (MPE-Comércio) caiu 3,8 pontos em abril para 83,3 pontos, o menor nível desde janeiro de 2023 (81,8 pontos). Analisando os segmentos, o varejo restrito foi o responsável pela maior contribuição da queda do índice esse mês. Na contramão do setor, os segmentos de material para construção e veículos, motos e peças (lojas de autopeças e pequenas revendedoras). Por região, três das quatro pesquisadas acompanharam o setor, com destaque, para o Sudeste, que teve queda de 5,3 pontos. Essa foi seguida por Norte/Centro-Oeste e Sul, com recuos de 4,4 pontos e 3,7 pontos, respectivamente. E contrapartida, Nordeste teve alta de 2,9 pontos. Serviços Após dois meses de alta, a confiança das micro e pequenas empresas do setor de Serviços (MPE-Serviços) ficou relativamente estável em abril ao variar 0,3 ponto, para 89,7 pontos, maior nível desde outubro de 2022 (99,4 pontos). “Essa resiliência do MPE-Serviços acaba sendo influenciada pelos serviços prestados às famílias, mas a sustentabilidade desse resultado positivo acaba sendo desafiadora diante do cenário econômico prospectivo de altos juros e crédito caro”, frisa o presidente do Sebrae. Sob a ótica dos segmentos, dois avançaram e três recuaram. A principal alta foi observada no segmento serviços às famílias. Serviços profissionais e outros serviços se mantiveram estáveis. Os segmentos serviços de informação e comunicação e serviços de transporte recuaram. Em relação às regiões, as altas do setor foram observadas nas regiões Sul, Sudeste e Norte/Centro-Oeste, que cresceram de 1,1 ponto, 0,8 ponto e 0,5 ponto, respectivamente. Somente a região Nordeste recuou (-4,7 pontos). Indústria de Transformação Assim como no comércio, a confiança das micro e pequenas empresas da Indústria de Transformação (MPE-Indústria) caiu em abril: 1,6 ponto, para 86,7 pontos. Por segmento, outros foi o que mais contribuiu para queda do MPE-Indústria. Essa piora também ocorre no segmento de metalurgia e produtos de metal. Em contrapartida, os segmentos de alimentos, refino e produtos químicos e vestuário avançaram. Na análise regional, as variações são dispersas, sendo as maiores quedas observadas nas regiões Sudeste e Nordeste, onde a maioria das empresas desse setor se encontram: caíram 6,6 pontos e 6,2 pontos, respectivamente. Já no sentido oposto, as regiões Norte/Centro-Oeste e Sul avançaram: 5,3 pontos e 1,5 ponto, respectivamente.

Lições de gestão de médias empresas que crescem acima da média

Elas não ocupam as capas das principais publicações de negócios e nem compartilham da atenção dedicada a startups, mas geram 25% da massa salarial brasileira e têm lições relevantes a ensinar, diz Diego Marconatto, professor da Fundação Dom Cabral Elas não ocupam as capas das principais publicações de negócios e nem compartilham de toda a atenção dedicada a startups, unicórnios e outros tipos hype do mundo empresarial. Entretanto, as empresas de médio porte (EMPs), mesmo sendo apenas 1% de todos os negócios do Brasil, respondem por nada menos do que um quinto de todos os empregos do segundo setor e um quarto de toda a sua massa salarial. Decidimos olhar para um grupo seleto entre essas empresas, formado por aqueles negócios que conseguem manter o ritmo de crescimento ao longo dos anos. Buscamos entender o que eles fazem e como se estruturam para atingir um crescimento acima da média. Investigando mais de mil EMPs brasileiras, chegamos a conclusões representativas e confiáveis sobre o segredo desses negócios. As EMPs de crescimento consistente tendem a compartilhar oito realidades interdependentes: Presença de conselho consultivo Esse foi um dos fatores com maior impacto positivo sobre o crescimento das EMPs. A chave está nos novos conhecimentos e perspectivas trazidos pelos conselheiros, que dificultam a miopia desses negócios. Reinvestimento agressivo de lucros A realocação de partes importantes dos ganhos na própria operação do negócio materializa a intenção de crescimento das EMPs de sucesso. Profissionalização da estrutura de recrutamento de talentos São muitos escassos os verdadeiros talentos ainda disponíveis no mercado. As EMPs que cresceram procuram-nos através de estruturas de recrutamento profissionalizadas. Uso de estratégias de geração de alto valor agregado EMPs crescentes tendem a se distanciar das estratégicas genéricas de competição (foco em preços baixos) para centrarem esforços em mercados de nicho, customização de produtos e serviços e outras vias que oferecem maiores margens de lucro. Inovação do portfólio de produtos e serviços A renovação dos seus produtos e serviços mostrou aumentar consideravelmente as chances de crescimento das EMPs. Fusões e aquisições Fusões e aquisições mostraram ter o maior impacto positivo para as EMPs que cresceram. O ganho de escala e a união de diferentes expertises impulsionam fortemente o seu crescimento. Uso de relacionamentos colaborativos As EMPs pujantes estabelecem parcerias formais e informais com os mais diversos atores, incluindo até mesmo arranjos de cooperação com concorrentes. Expansão internacional No geral, EMPs com subsidiárias no exterior têm taxa de crescimento muito superior aos seus pares com operação concentrada no Brasil. Foi identificado ainda um outro grupo especial de EMPs: as campeãs absolutas de crescimento – aqueles negócios que multiplicaram o seu faturamento por 2 vezes ou mais ao longo do período de 5 anos (2016-2021). Essas EMPs são marcadas por seis características adicionais: Diversificação geográfica Essa é uma marca maior das EMPs que têm grande capacidade de crescimento de lucros e faturamento. Como seu foco tende a ser o B2B e seu portfólio de produtos não é tão amplo,  esses negócios buscam novos mercados de modo constante. Inovação de processos internos As campeãs de crescimento estão sempre buscando novas formas de ganhar produtividade e de melhorar a experiência final dos seus clientes. Desenvolvimento de colaboradores EMPs estelares investem pesado no desenvolvimento dos seus colaboradores de modo a ganhar cada vez mais eficiência, produtividade e capacidade competitiva e de inovação. Estruturação das atividades internas As EMPs vitoriosas tendem a ter suas atividades-chave (comercial, marketing, finanças, RH etc.) mais bem estruturadas do que os seus pares que crescem menos. Isso mostra claramente que capacidade de gestão é sempre chave. Objetivos de crescimento mais arrojados As grandes campeãs têm, comprovadamente, maior intenção de crescimento do que as outras empresas. Elas se impõem objetivos maiores e mais audaciosos. Otimismo e confiança Confiança para enfrentar os desafios e otimismo em relação ao futuro são facilmente encontradas nas empresas de alto crescimento. EMPs que querem crescer têm nesses elementos indicações sólidas do caminho a seguir. Por último, é importante notar que os itens dessa lista tendem a estar correlacionados. Ou seja, para que todo o potencial de expansão do negócio seja realizado, ele deve adotar vários dos elementos concomitantemente. Minha experiência direta com negócios de altíssimo crescimento converge com esses achados, que também são corroborados pelas melhores publicações científicas da área de negócios – vide, por exemplo, a recente edição especial do célebre Journal of Management sobre o tema dos negócios de rápido crescimento. Definitivamente, seus gestores comungam de um foco incansável em estruturar, impulsionar e melhorar constantemente cada uma dessas frentes.

BNDES anuncia linha exclusiva para empresários de pequenos negócios

Intenção do Sebrae e do Banco é que em julho a linha esteja em pleno funcionamento Em reunião realiza esta semana, o presidente do BNDES, Aloizio Mercante, e o presidente do Sebrae, Décio Lima, acertaram que até julho deste ano anunciarão uma linha de crédito exclusiva destinada aos empresários de pequenos negócios. As linhas e os valores que serão disponibilizados ainda estão em estudo, mas a ideia é que seja uma parceria que vá além do crédito. Décio Lima estuda formas de desenvolver junto ao banco políticas de concessão que irão abarcar assistência aos empresários que precisarem, incluindo capacitação e orientação. “Nesta parceria iremos desenvolver todo um processo e um conjunto de novas ações que já temos disponíveis e que precisamos do BNDES para que possamos alcançar os empresários na condução das empresas de forma sustentável”, afirma o presidente do Sebrae. Tanto para o BNDES quanto para o Sebrae será um novo momento. Mercadante afirma que prevê um banco voltado para o atual momento da sociedade e para as suas necessidades atuais. “Queremos dobrar o tamanho do BNDES nos próximos três anos, dobrar olhando coisas novas, para uma sociedade menos desigual, com uma economia verde, transformando a sociedade e diminuindo suas desigualdades”, destacou.

Em março de 2023, pequenos negócios geraram 23,35% a mais de emprego do que ano passado

Levantamento do Sebrae feito com base no Caged detectou que cerca de 7 a cada 10 empregos foram criados pelas micro e pequenas empresas No último mês de março, as micro e pequenas empresas criaram 130.217 novas vagas de emprego, de acordo com relatório feito pelo Sebrae com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Se comparado com o mesmo período do ano passado, quando foram gerados 105.565 novos postos por esse segmento, o resultado é 23,35% superior. Os pequenos negócios também foram responsáveis por quase 67% dos 195.171 empregos gerados no terceiro mês do ano. As médias e grandes empresas criaram 56.187 novos postos, o equivalente a quase 29%. Esse foi o primeiro mês de 2023 que as MGE apresentaram saldo positivo. Somando todos os empregos gerados pelos diferentes segmentos, o número é 98% superior ao do mesmo período de 2022, quando foram criadas 98.786 novas vagas. “Os pequenos negócios são essenciais para a economia e esse resultado mostra que as novas políticas de crédito como a anunciada pelo BNDES e de incentivos à economia já começam a mostrar efeito. Quando temos mais empregos, mais dinheiro circula no mercado, mais os pequenos negócios faturam e, consequentemente, contratam mais”, observa o presidente do Sebrae, Decio Lima. Os pequenos negócios apresentaram saldo positivo de geração de emprego em todos os setores da economia. O que mais contratou foi o de Serviços com 73,1 mil novos postos, seguido pela Construção com 24,3 mil, Comércio com 12,6 mil, Indústria da Transformação com 11,4mil, Agropecuária com 7,6 mil, Extrativa Mineral com 642 e SIUP COM 521. Entre as MGE, com exceção do setor da Agropecuária que apresentou saldo negativo de -4,6 mil empregos, todos os demais setores trouxeram saldos positivos em números de contratações. Foram 36,8 mil em Serviços, 9,6 mil na Construção, 6,7 mil na Indústria da Transformação, 5,9 mil no Comércio e 915 no setor Extrativo Mineral e SIUP com 847 novos.

BNDES anuncia linha de R$ 21 bilhões para MEIs e pequenas e médias empresas

Segundo o presidente do banco, Aloizio Mercadante, a vantagem é que o banco garante até 80% do risco da operação O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta segunda-feira (17) uma linha para microempreendedores individuais (MEIs), além de micro, pequenos e médios empresários, que terá disponibilidade de R$ 21 bilhões, segundo o presidente da instituição, Aloizio Mercadante. O banco de fomento vai repassar os recursos para cerca de 70 parceiros, mas também poderá operar diretamente. Segundo o presidente do banco, a vantagem é que o BNDES garante até 80% do risco da operação. “Como a gente garante o risco, ajudamos a diminuir a crise de confiança para que empresários possam ter mais crédito e capacidade de investimentos”, comentou ele. A linha usará a Taxa de Longo Prazo do banco. *Com informações da CNN Brasil

Uber Direct expande serviços com foco em pequenas e médias empresas

Entregas expressas vão contar com opção de retornar mercadorias ao vendedor caso destinatário não seja encontrado e a possibilidade de agregar até 14 deliveries em uma única viagem A Uber anunciou nesta segunda-feira (17/4) a habilitação no Brasil da solução Uber Direct para pequenas e médias empresas. A ferramenta permite aos negócios contratar os serviços de motoristas parceiros para fazer entregas de seus produtos, com a possibilidade de retornar a mercadoria caso o destinatário não seja encontrado e agregar até 14 deliveries na mesma viagem. Segundo a Uber, a ferramenta pode ser habilitada online, sem a necessidade de entrar em contato com a equipe de vendas da Uber. A solução foi criada no início da pandemia, em abril de 2020, para atender clientes de grandes redes varejistas. Agora, a empresa decidiu expandir a ferramenta. “Os consumidores vivenciaram durante a pandemia que era possível receber muito rápido suas compras e agora priorizam essa opção. As entregas no mesmo dia, que antes eram uma exceção, hoje estão mais próximas de se tornarem a regra”, explica Suzana Castro, Head de Uber Direct no Brasil. O serviço ficará disponível para empresas de todas as cidades onde existe operação da Uber no país. Como usar? Para realizar o cadastro a empresa, pode acessar o site e preencher os dados solicitados. Em instantes, será possível acessar a área do usuário e solicitar as primeiras entregas. O Uber Direct também oferece a opção de integrar a API ao site de e-commerce da empresa, possibilitando a experiência de entrega totalmente automatizada. *Com informações do portal Pequenas Empresas Grandes Negócios

Micro e pequenas empresas criaram 85% das vagas de trabalho geradas em fevereiro

Levantamento do Sebrae, com base em dados do Caged, aponta que segmento foi responsável por 206 mil contratações As micro e pequenas empresas (MPE) continuam puxando a geração de empregos formais no Brasil. Em fevereiro, dos 241.785 novos postos de trabalho criados, 85,5% foram nas MPE. Isso representa 206.697 vagas abertas, em números absolutos. As médias e grandes empresas apresentaram saldo negativo pelo segundo mês consecutivo, com mais desligamentos do que admissões. Os dados são de levantamento feito pelo Sebrae com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes a fevereiro de 2023. Se comparado com o mesmo mês do ano passado, houve uma queda de 6,4% no saldo de empregos gerados pelas micro e pequenas empresas, que criaram 220.775 postos em fevereiro de 2022, ante 206.697 no mesmo período de 2023. Apesar da queda na comparação com o mesmo mês do ano passado, na média, as MPE permanecem como uma potência de criação de vagas de trabalho. No acumulado de 2023, dos 326.356 novos empregos gerados, 83% foram nas micro e pequenas empresas. “Os dados atestam a importância dos pequenos negócios para a economia nacional, gerando renda e contribuindo para assegurar a cidadania de milhares de pessoas e suas famílias. Falar de desenvolvimento econômico e social é falar da micro e pequena empresa”, afirma Décio Lima, presidente do Sebrae. Por segmento O setor de serviços das micro e pequenas empresas foi o que mais contratou, com a abertura de 135.238 empregos em fevereiro deste ano. Em seguida, vem a Indústria de Transformação, com 37.429 vagas; e a Construção, respondendo por 22.600 dos novos empregos gerados. O Comércio, por sua vez, teve saldo negativo (-1.344 novos postos de trabalho). Dados por ano Em 2022, a cada 10 postos de trabalho gerados no Brasil, aproximadamente 8 foram criados pelas micro e pequenas empresas. O acumulado do ano ultrapassou 2 milhões de novas vagas, das quais quase 1,6 milhão foram nos pequenos negócios: cerca de 78,4% do total. Em 2021, a participação das MPE no saldo total foi de 77%. Já nos dois primeiros meses de 2023, as micro e pequenas empresas estão respondendo por 83% do total.

Podcast: Como o empreendedor lida com o ambiente político e econômico?

Um novo governo, instabilidade econômica, dólar oscilando, guerra entre Rússia e Ucrânia, pós-pandemia… São inúmeros os agentes que interferem no cenário político e econômico de um país como o Brasil. Mas, no que isso afeta a padaria do seu Manoel, que abre religiosamente todos os dias, às 6h da manhã, com pão quentinho, faça chuva ou faça sol? O ambiente político e econômico atual influencia direta e indiretamente na vida e nos negócios dos mais de 14 milhões de empreendedores no Brasil. Mas, sem ter como controlar tais fatores, como lidar com as mudanças constantes? O Podcast Empreendabilidade conversou com Felipe Beraldi, gerente de indicadores e estudos econômicos da Omie, que apontou os caminhos para a melhor adaptação dos pequenos e médios negócios ao ambiente, muitas vezes caótico. “Pensando com a cabeça do empreendedor, o negócio dele está lá na segunda, na terça-feira, pode estar acontecendo um caos político, o negócio vai abrir normalmente no dia seguinte. O que eu acho que o empreendedor deve ter na cabeça: esses eventos não são controláveis, então ele tem que aprender a lidar com o momento de adversidade”, explica. Beraldi detalha: “Ter um produto ou serviço diferenciado, conhecer bem o consumidor dele, para quem se está oferecendo. No caso das empresas B2B, o IODE-PMEs é uma super ferramenta, que vai ajudar a desenhar um mapa de calor na economia, os setores que estão crescendo ou sofrendo mais”, completa. O economista explica ainda que a taxa de juros é um dos principais desafios que os empreendedores terão que driblar no momento atual. “Essa taxa de juros elevada, a meta colocada pelo Banco Central, tem um papel na economia, que é controlar a inflação. E inflação fora de controle é uma supervilã geral para consumidores e empreendedores. Porque com a inflação fora de controle você não tem nenhuma previsibilidade, você gera insegurança para consumo e investimentos”, afirma Felipe. Recuperação pós pandemia e setores emergentes Autor de um relatório que detalha diferentes setores da economia e indica potenciais de crescimento e possíveis baixas no ano de 2023, Felipe Beraldi enxerga o Brasil caminhando para estabilidade, depois do período de crise durante a pandemia. Dentro desse cenário, o setor de comércio surge como um destaque positivo, com bons índices de crescimento. “[2022] Foi um ano que a gente observou crescimento das PMEs do agro mesmo tendo menos empresas, sobretudo pequenas, que o desempenho dentro desse recorte não conversa exatamente com o PIB do setor, mas teve um espaço para retomada. Observamos a sustentação do crescimento do comércio, 5,5%, que passa, além do contexto de retomada pós-pandemia, pelos programas de sustentação de renda”, explica. Outro setor que se destacou no ano, segundo o relatório, foi a indústria. “O setor industrial efetivamente registrou crescimento em 2021, tímido, na casa dos 2%, mas que ostra que essa bagunça toda abriu espaço para que a pequena e média indústria ganhasse mercado”, finaliza Beraldi. O papo com Felipe Beraldi está disponível na íntegra no YouTube e no Spotify do Empreendabilidade.

Confiança dos donos de pequenos negócios apresenta leve aumento

Nos últimos dois meses, índice apresentou aumento de 3,9 pontos, de acordo com a Sondagem dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae e FGV O Índice de Confiança das Micro e Pequenas Empresas (IC-MPE) apresentou um ligeiro aumento de 0,1 ponto no último mês de março, de acordo com a Sondagem dos Pequenos Negócios, realizada mensalmente pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) e atingiu o patamar de 88,5 pontos. Esse é o segundo mês consecutivo de incremento, de fevereiro para cá, houve um aumento de 3,9 pontos. O presidente do Sebrae, Décio Lima, observa que o acumulado do último bimestre mostra que os donos de pequenos negócios estão mais confiantes na economia e com expectativas melhores para o futuro. “O mês de fevereiro interrompeu uma sequência de cinco quedas consecutivas e a tendência é que nos próximos meses esse índice continue apresentando resultados melhores, pois o Índice de Expectativas das MPE (IE-MPE), que revela o grau de otimismo em relação ao futuro próximo, avançou 1,7 ponto e atingiu o patamar de 86,5 pontos em março”, afirma. De acordo com Lima, outro fator que deve interferir positivamente no aumento da confiança nos próximos meses é o arcabouço fiscal proposto pelo governo que deverá colaborar para reduzir incertezas econômica e políticas. “Esse conjunto de ações irá contribuir para uma situação mais favorável em termos de taxa de juros e inflação que tanto impactam os pequenos negócios e a vida dos consumidores”, complementa. Setores O IC-MPE é a composição dos três índices de confiança dos principais setores da economia – Comércio, Serviços e Indústria de Transformação. O leve aumento da confiança dos donos de pequenos negócios foi ocasionado pelas boas expectativas do Comércio e Serviços, que apresentaram aumento de 0,8 e 3,4 pontos, respectivamente. Os dois juntos compensaram a queda da confiança dos empreendedores da Indústria da Transformação, que caiu 5,7 pontos. “O resultado de março, reflete uma maior confiança dos setores de Serviços e Comércio e recuo da Indústria de Transformação fazendo com que o nível de confiança entre os setores fique muito próxima”, analisa Décio Lima. Comércio A confiança das micro e pequenas empresas do setor do Comércio (MPE-Comércio) apresentou uma leve alta, a segunda seguida, em março: 0,8 ponto, para 87,1 pontos. No acumulado do 1º trimestre de 2023, o índice avançou 1,5 ponto. Serviços Pelo segundo mês consecutivo, a confiança dos micros e pequenos empresários do setor de Serviços melhorou (MPE-Serviços): o índice subiu 3,4 pontos, atingindo 89,4 pontos, o maior nível desde outubro de 2022 (99,4 pontos) e fecha no positivo o primeiro trimestre (1,4 ponto). Essas altas podem representar um sinal de possível reversão positiva no setor, contudo, devem que ser analisadas com cautela, já que o nível de atividade ainda se mantém em patamar baixo, a incerteza elevada e persistência da inflação. Indústria de Transformação A confiança das micros e pequenas empresas do setor da Indústria de Transformação (MPE-Indústria) segue tendência diferente do setor de Serviços e Comércio em março. O índice recuou 5,7 pontos, para 88,3 pontos, o menor nível desde novembro de 2022 (85,6 pontos) e no acumulado ficou relativamente estável ao variar -0,1 ponto.

Pequenos e médios negócios online movimentam R$ 703MM no 1tri

Pequenos e médios e-commerce registraram um crescimento de aproximadamente 23% Os pequenos e médios e-commerce movimentaram cerca de R$ 703 milhões, o que representa um aumento de aproximadamente 23% em comparação ao mesmo período de 2022, quando registrou cerca de R$ 573 milhões. Os dados foram levantados com a base de lojistas brasileiros da plataforma para criação de lojas virtuais Nuvemshop, durante o período de janeiro a março de 2023. “Mesmo com os desafios econômicos no país e no mundo, os dados mostram que o e-commerce segue fortalecido no Brasil. O ambiente virtual permite que os lojistas atinjam seus clientes com mais facilidade e faz com que os pequenos e médios negócios consigam vender para todo o país, 24 horas por dia e 7 dias por semana. Além disso, as automações e evoluções constantes otimizam a experiência de vender, impactando em mais vendas para os lojistas e melhores compras para os consumidores”, diz Mylena Gama, especialista em e-commerce da Nuvemshop. Volume de vendas De janeiro a março de 2023, o volume de pedidos online chegou a quase 3 milhões, indicando um crescimento de cerca de 21% em relação aos três primeiros meses do ano passado (pouco mais de 2 milhões). No total, foram vendidos mais de 12 milhões de itens no e-commerce – 16% a mais do que no em 2022, quando foram comercializados 10,7 milhões de produtos. Além disso, o valor médio por compra chegou a R$ 243,60 no país (no ano passado, era de R$ 236,92). Meio de pagamento Segundo o levantamento, o Pix foi o meio de pagamento que mais cresceu no primeiro trimestre do ano, registrando 34% dos pedidos pagos – no primeiro trimestre de 2022, eram apenas 14%. Mas, o cartão de crédito foi o método mais utilizado no período, com 49,5% dos pagamentos. Cerca de 78% das compras foram realizadas via aparelhos móveis. Segmentos com melhor desemprenho Em relação aos segmentos mais vendidos, Moda liderou com R$ 255 milhões, seguido por: Saúde & Beleza (R$ 61 milhões) Acessórios (R$ 54,5 milhões) Casa & Jardim (R$ 32 milhões) Fonte: Exame.com

Faturamento das PMEs permanece estável em fevereiro (Omie)

Após quedas na comparação anual nos dois meses anteriores, o índice apresentou estabilidade em fevereiro de 2023, com destaque para segmentos como Atividades artísticas, criativas e de espetáculos Movimentação financeira das PMEs da Indústria (-1,2% YoY) e Infraestrutura (-0,4%) seguiram em queda no período Em fevereiro de 2023, o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs) mostra que a média da movimentação financeira real das pequenas e médias empresas brasileiras (PMEs) permaneceu estável em relação ao mesmo período do ano anterior (0%). Com isso, o índice interrompe a trajetória de queda observada entre dezembro de 2022 e janeiro deste ano, mas ainda segue limitado pelo ambiente econômico permeado por incertezas. Na comparação direta com janeiro de 2023, o indicador também permaneceu estagnado, atingindo 87,87 pontos (-0,01% – figura 1), mesmo com um volume de dias úteis menor no mês. O IODE-PMEs funciona como um termômetro econômico das empresas com faturamento de até R$50 milhões anuais, consistindo no monitoramento de 692 atividades econômicas que compõem cinco grandes setores: Agropecuário, Comércio, Indústria, Infraestrutura e Serviços. As aberturas setoriais do IODE-PMEs em fevereiro trazem um quadro diverso entre o desempenho dos principais segmentos do mercado. A movimentação financeira real média voltou a avançar tanto no Comércio (+5,8% YoY) quanto no setor de Serviços (+2,9%). Por outro lado, o indicador mostra recuo das atividades das PMEs na Indústria (-1,2%) e na Infraestrutura (-0,4%).   Figura 1: IODE-PMEs (Número índice – base: média 2019=100) Fonte: IODE-PMEs (Omie)   No Comércio, o avanço observado no IODE-PMEs, em fevereiro, foi condicionado pelo crescimento da movimentação financeira real média do segmento atacadista (+10% ante fevereiro de 2022). Em contrapartida, as PMEs do setor varejista viram o desempenho econômico recuar ligeiramente no período (-0,7%). É importante destacar que o desempenho agregado dos últimos meses mostra importante desaquecimento do segmento frente aos resultados observados até o terceiro trimestre de 2022. Segundo Felipe Beraldi, gerente de Indicadores e Estudos Econômicos da Omie, plataforma de gestão (ERP) na nuvem, o consumo das famílias se mostra bastante dependente das condições financeiras atuais e das expectativas de curto prazo. “O elevado nível de endividamento das famílias e a trajetória de queda da confiança dos consumidores prejudicam o desempenho dos negócios das PMEs atualmente, sobretudo aquelas voltadas à venda de bens para consumidores finais (segmento varejista). O índice de confiança do consumidor da FGV (ICC-FGV) voltou a recuar em fevereiro (-1,3 pontos), diante da piora da percepção dos agentes com a situação econômica atual. Soma-se a isso a elevada taxa básica de juros da economia (Selic), que também age no sentido de desestimular o consumo”, explica. De toda forma, o índice apontou o crescimento da movimentação financeira real das PMEs do setor de Serviços em fevereiro, puxado pelo bom desempenho de segmentos como: ‘Atividades artísticas, criativas e de espetáculos’, ‘Transporte terrestre’ e ‘Atividades de serviços financeiros’. “Apesar do avanço no mês, diante do cenário conturbado para a sustentação do consumo, ainda é cedo para considerar uma inversão da trajetória enfraquecida que o setor como um todo vinha mostrando”, reforça Beraldi. Por fim, as PMEs da Indústria já parecem sentir os efeitos negativos, especialmente, da manutenção de taxas de juros mais elevadas no país, diante dos fracos resultados apresentados pelo IODE-PMEs do setor desde o quarto trimestre de 2022. Especificamente no primeiro bimestre deste ano, os resultados das PMEs industriais dos setores de alimentos e bebidas afetaram negativamente o desempenho do setor como um todo. “Em linhas gerais, o mercado de PMEs mostra certa volatilidade nos últimos meses, diante do grau elevado de incertezas no ambiente de negócios. Ainda assim, os resultados do IODE-PMEs nos setores de Comércio e Serviços chamam atenção ao mostrar certa resiliência da atividade econômica doméstica neste início de ano, diante de condicionantes deteriorados. Contudo, é relevante considerar o papel que a recuperação do mercado de trabalho no decorrer do ano anterior exerce sobre a evolução da renda real do trabalho das famílias – a qual apresentou significativa trajetória de retomada no segundo semestre de 2022”, finaliza o gerente.  

Três em cada 10 pequenos negócios estão com dívidas em atraso

Segundo levantamento do Sebrae em parceria com o IBGE, 55% dos pequenos negócios têm 30% ou mais do seu faturamento comprometido com pagamento de contas em aberto O cenário econômico de perda do poder de compra das famílias e queda no faturamento das empresas levou 3 em cada 10 micro e pequenos negócios a uma situação de atraso no pagamento de dívidas. De acordo com a 2ª edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com o IBGE, a proporção de empresas com dívidas em aberto passou de 24% em agosto de 2022 para 27% em janeiro de 2023 do universo das MPE. Ainda de acordo com o levantamento, a situação atinge de forma mais grave os Microempreendedores Individuais (MEI). Cerca de 63% desses empreendedores têm 30% ou mais dos seus custos mensais comprometidos com pagamentos de dívidas. Na média, 55% das MPE se encontram nessa situação. Esse resultado representa um crescimento de 4 pontos percentuais em comparação com o número identificado em agosto do ano passado. Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o dado é preocupante e mostra uma quebra na tendência de recuperação do cenário geral dos pequenos negócios, que vinha mostrando melhora desde abril de 2022. “Depois da crise causada pela pandemia, as MPE tinham conseguido melhorar seu nível de endividamento e estavam otimistas com a retomada da receita. Mas o contexto de inflação, que comprometeu o poder de compra das famílias, levou a uma nova queda do consumo e a um refluxo da situação de dívidas em atraso”, analisa. Como estão as dívidas/empréstimos da sua empresa no momento? • 39% têm dívidas/empréstimos em aberto e estão em dia • 34% não têm dívidas/empréstimos em aberto • 27% têm dívidas/empréstimos em aberto e estão em atraso Percentual das empresas que têm 30% ou mais do seu faturamento comprometido com dívidas • 63% dos microempreendedores individuais • 46% das pequenas e médias empresas

Alta dos preços pode afastar clientes e preocupa pequenos negócios

Pesquisa do Sebrae em parceria com o IBGE mostra que 47% dos empreendedores evitaram repassar os custos de operação para os clientes, mesmo que parcialmente O aumento dos custos continua sendo o principal problema enfrentado pelos pequenos negócios, mas a falta de clientes preocupa um número cada vez maior de empreendedores. A pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com o IBGE, mostra que, entre abril do ano passado e o último mês de janeiro, o percentual de empresários que apontavam os custos como maior dificuldade caiu de 42% para 36%. Enquanto isso, a proporção de donos de micro e pequenas empresas que apontam a falta de clientes como principal problema cresceu 4 pontos percentuais, no mesmo período, alcançando 28% do universo dos pequenos negócios. O receio de perder consumidores é a razão dos empresários estarem ainda mais cautelosos e evitarem repassar – integralmente ou parcialmente – para os clientes os aumentos dos custos de operação. A pesquisa do Sebrae e IBGE mostrou que 8 em cada 10 empreendedores disseram ter verificado aumento dos custos, mas 47% evitaram transferir qualquer valor adicional para os clientes. O levantamento feito em agosto do ano passado havia mostrado que um percentual menor (43%) havia conseguido evitar esse repasse para o preço final dos produtos ou serviços. Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, há uma consciência no empreendedor de que é fundamental manter os clientes nesse momento. “Nem que para isso os empresários precisem reduzir a margem de lucro ao mínimo possível. Temos verificado um movimento de retração do consumo, provocado pela queda do poder aquisitivo das famílias, com os consumidores ainda mais resistentes à compra. Essa é a hora de fidelizar o cliente e mantê-lo, da melhor forma possível”, avalia. Melles lembra que, apesar das dificuldades, cresceu o percentual de empresários ouvidos na pesquisa que acreditam que 2023 será um ano melhor para os seus negócios, graças principalmente à volta dos consumidores (59%) e à melhora do cenário de crédito (10%). Investimentos A pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios também revelou que, mesmo no contexto de restrições, os pequenos negócios não deixaram de fazer investimentos e buscar melhorias de produtividade e gestão. 45% dos entrevistados afirmaram ter realizado investimentos nos últimos três meses de 2022 (percentual menor do que os 50% identificados em agosto passado). Os investimentos estiveram concentrados principalmente em Máquinas e Equipamentos (31%), Instalações (26%) e Equipamentos de Informática (19%).

Artesanato na moda e na decoração é tendência em 2023

Conexão entre os três segmentos valoriza peças que remetem à identidade, cultura e história de vida do consumidor O artesanato, em todas as suas manifestações, tem ganhado espaço e dialoga cada vez mais com outros setores da economia, entre eles a moda e a decoração. De um lado, a consolidação dos novos modelos de trabalho levou a uma ressignificação das moradias, com espaços que possibilitem a integração e o convívio social, dando maior importância para objetos que trazem conforto, aconchego e principalmente memórias afetivas. De outro, o consumo sustentável e consciente, inclusive no vestuário, é tendência que veio para ficar, com valorização da identidade cultural do país. “O uso do artesanato na moda e arquitetura se fortalece porque está alinhado ao mundo que vivemos: identidade, exclusividade, sustentabilidade e realidade. Além de trazer trabalho, renda e desenvolvimento a quase todos os municípios em que a produção artesanal está presente”, explica a gestora Nacional de Artesanato do Sebrae, Durcelice Mascêne. Ao movimentar em torno de R$ 100 bilhões por ano – cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país – o artesanato brasileiro mostra-se cada vez mais fortalecido com mais de 8,5 milhões de artesãos espalhados por todos os estados. A agregação do artesanato potencializa a moda e o design de interiores com a tendência e gosto por práticas estéticas ligadas ao “feito à mão”, diz a especialista. Tal posicionamento vem ganhando mais valor pelas demandas das redes sociais por mostrar pessoas reais fazendo coisas, seus locais e cotidianos. “Esse mercado pode ser uma grande oportunidade para a inserção dos artesãos que podem utilizar as redes sociais, postando fotos dos seus produtos e demonstrando possibilidades de uso em ambientes decorados e lojas especializadas. Além da participação em eventos que sejam foco de arquitetos, design de interiores, estilistas e outros formadores de opinião”, aconselha Durce. Da moda à arquitetura Lembrado por associar o artesanato à moda em seus trabalhos, o estilista Ronaldo Fraga destaca que a moda é um vetor extremamente amplo e diverso pela forma de fazer. “A moda que se conecta com o artesanato é a autoral, humanista e com uma pegada de ancestralidade que busca mostrar a identidade de um povo”, explica Fraga. O designer também lembra que um novo olhar sobre o modo de produzir com o movimento slow fashion, traduzido ao pé da letra como “moda lenta”, está mudando as relações de consumo e exigindo mais atenção das marcas em relação aos seus métodos de produção. A máxima de Ronaldo, inspirada por Mário de Andrade, é “Olhar para o Brasil e criar pontes” que, segundo ele, unem o que é feito à mão com o que é feito na indústria e cria conexões entre o país rural e o urbano. “Os processos artesanais são muito bem-vindos e importantes para contar a nossa história e nesse lugar o artesanato contribui muito com o profissional de moda”, completou. Já os sócios do Studio 2 Arquitetura, o arquiteto Alex Claver e o designer de interiores Wilker Medeiros ressaltam a força e a diversidade do artesanato brasileiro na composição de ambientes e a valorização de peças exclusivas. “Cada dia mais os projetos requerem que a gente coloque nos espaços a memória afetiva, a identidade e objetos que contam a história do cliente. Nessa missão, o artesanato é um grande aliado”, avalia Alex. Cestarias, tapetes com tear, teto de bambu feito artesanalmente e peças decorativas feitas à mão em diversas regiões do Brasil foram algumas das apostas dos empresários para compor ambientes nos últimos anos. Além disso, eles lembram que a produção industrial em larga escala perdeu valor e as empresas que querem se destacar têm investido em design com peças artesanais. “Cada objeto é feito de forma única e essa singularidade tem ganhado muito destaque e valor no mercado de arquitetura e design de interiores, não só no Brasil, mas no mundo todo”, explica Wilker.

Número de empresas abertas em SP no 1o bimestre caiu 6,89%

Estado tem menos aberturas de empresas de médio e grande porte no período, o que sinaliza comportamento mais conservador, principalmente em fevereiro; Setor de bares, restaurantes e serviços de alimentação começa o ano desaquecido; Na contrapartida, feiras e eventos retomam negócios vislumbrando oportunidades em 2023; Apesar de redução nas aberturas de CNPJs, microempresas continuam sendo opção para recolocação no mercado de trabalho; O número de empresas abertas no Estado de São Paulo caiu 6,89% no primeiro bimestre de 2023 em comparação com o ano passado, segundo levantamento do Empreendabilidade, casa de análise do empreendedorismo, a partir dos dados da Receita Federal. Nos dois primeiros meses do ano, foram abertas 196.371, contra 210.907 no mesmo período de 2022. No mês de fevereiro, houve uma redução de 14,71% nos CNPJs: 92.517 em fev/2023 contra 108.475 há um ano. Em comparação com janeiro/2023, houve 10,92% menos aberturas: uma diferença de 11.337 CNPJs. Na leitura do Empreendabilidade, a diminuição no número de CNPJs abertos no Estado com a maior economia do País é reflexo de um cenário complexo. “O empreendedorismo tem crescido no Brasil, com acelerado aumento no número de microempresas abertas na série histórica. Porém, o cenário econômico segue influenciado por diversos fatores”, afirma Ricardo Meireles, pesquisador e fundador do Empreendabilidade. “Ao mesmo tempo em que ainda estamos no processo de recuperação da pandemia, tivemos crises globais e temos expectativa pela reforma tributária, que poderia vir aliada a um ambiente de negócios mais favorável para o empreendedorismo”, explica. Comportamento por porte Nas microempresas, que representam mais de 90% dos CNPJs ativos no Estado, há registro de 7,18% menos aberturas no bimestre em relação a 2022 (178.516 em 2023 contra 192.318 no ano passado), que foi parecido com o ano anterior, de 2021. Nas empresas de pequeno porte, o número subiu 5,4%, com 356 empresas a mais no ano (6.946 este ano e 6.590 em 2022), mas com queda de 10% em relação há dois anos (gráfico abaixo). Nas médias e grandes (demais portes), foram 1.090 CNPJs a menos abertos no bimestre (10.909 em 2023 e 11.999 em 2022). Na comparação com 2021, houve uma queda de 20% na abertura de companhias. No mês de fevereiro, as microempresas caíram 2,49% (83.478 fev/23 X 98.669 fev/22), cerca de 15 mil CNPJs de diferença. As empresas de pequeno porte mantiveram patamar similar, com 0,11% de alta (3.650 fev/23 X 3.646 fev/22). As empresas de demais portes (médias e grandes) tiveram redução de 11,82% nas aberturas do último mês, totalizando 5.389 CNPJs contra 6.160 há um ano. “A queda na abertura de empresas de maior porte, que demandam maior investimento, pode ser resultado de um comportamento mais conservador diante do macrocenário, visto que o começo do ano foi de calorosas discussões sobre a base econômica, juros e mercado”, explica Meireles. “Na outra ponta, a redução na abertura de microempresas ainda é pontual diante do contínuo movimento de ‘pejotização’, profissionais que abrem uma microempresa individual para prestar serviços e continuar no mercado de trabalho, que cresceu na pandemia.” Gráfico Empreendabilidade: bimestre janeiro e fevereiro abertura de CNPJs SP Gráfico Empreendabilidade: fevereiro abertura de CNPJs SP Restaurantes esfriaram no pós-pandemia? Dentre os setores que tiveram maior redução de abertura de CNPJs em SP, chama a atenção o de estabelecimentos de alimentação fora de casa, o que inclui bares e restaurantes, lanchonetes e cafés. No recorte bimestral, a abertura de lanchonetes, casas de chá, sucos e similares (CNAE 5611-2/03) foi 13,05% menor entre 2023 e 2022. De restaurantes e similares (5611-2/01) caiu 24,41% no mesmo período, e alimentos preparados para consumo domiciliar (5620-1/04) caiu 25%. “Estes segmentos estão entre os que mais sofreram durante a pandemia devido ao isolamento social e esperava-se uma recuperação gradual. Contudo, os estabelecimentos são afetados diretamente pelas mudanças que estamos vivendo. Mesmo com retorno para os escritórios, ainda que em modelo híbrido, com o brasileiro endividado, gastando menos, sem aumento de demanda e o contexto do crédito mais caro, o sinal é de que o setor começa o ano frio”, afirma o analista. Feiras e Eventos retomam atividade Já o segmento de feiras e eventos (CNAE 8230-0/01) sinaliza retomada importante no primeiro bimestre de 2023, com 26,1% mais CNPJs abertos em relação ao ano passado, e 63,67% na comparação com 2021. Foram quase 3 mil empresas (2.933) abertas no Estado nos meses de janeiro e de fevereiro. “A retomada dos eventos presenciais, nítida nos primeiros números do ano, é catalisador de diversos segmentos. Era um movimento esperado e que tem potencial de trazer um efeito em cascata com eventos já programados para ocorrerem ao longo do ano”, conclui o executivo.

Pequenos negócios são responsáveis por 75% das vagas geradas em janeiro

Levantamento feito pelo Sebrae, com base nos dados do Caged, mostra que segmento criou cerca de 62,4 mil postos de trabalho Micro e pequenas empresas continuam sendo as principais geradoras de empregos do país. De acordo com levantamento feito pelo Sebrae, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o segmento foi responsável, em janeiro, pela criação de 62,4 mil novos postos de trabalho de um total de 83,3 mil, sendo as responsáveis por 74,9% dos empregos formais gerados no período. As médias e grandes (MGE) apresentaram mais desligamentos do que admissões e fecharam janeiro com saldo negativo de 872 vagas. As pessoas físicas, a administração pública e as entidades sem fins lucrativos criaram 21,7 mil vagas, o que corresponde a um terço da geração dos pequenos negócios. “Criar políticas públicas que beneficiem os pequenos negócios é incentivar a geração de empregos no Brasil. Há meses os pequenos negócios são os grandes responsáveis pela criação de vagas de trabalho. Não se pode falar em crescimento econômico sem apoiar esse segmento”, pontua o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Melles explica que apesar da redução nos números absolutos em relação ao mesmo período do ano passado, os pequenos negócios mantiveram a média de 7 a cada 10 novos empregos no primeiro mês do ano. Comparando com janeiro de 2022, quando houve 93 mil contratações, as MPE apresentaram uma redução de 32,9% no número de postos de trabalho abertos. Já entre as médias e grandes, que tiveram saldo negativo no primeiro mês deste ano, em janeiro de 2022 elas apresentaram saldo positivo de 45 mil novos empregos. Entre os pequenos negócios dos sete setores da economia analisados, apenas os do Comércio apresentaram um saldo negativo de 53,7 mil postos de trabalho. A Construção foi a que mais gerou novas vagas: 37,9 mil, seguida pela Indústria da Transformação (34 mil), Serviços (33 mil), Agropecuária (11,1 mil) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (Siup) com 146 novos postos. Já as médias e grandes empresas apresentaram saldo negativo em todos os setores, exceto Siup, com a criação de cinco vagas. Geração de empregos em 2022 Em 2022, a cada 10 postos de trabalho gerados no Brasil, aproximadamente 8 foram criados pelas micro e pequenas empresas. O acumulado do ano ultrapassou 2 milhões de novas vagas, das quais quase 1,6 milhão foram nos pequenos negócios: cerca de 78,4% do total. Em 2021, a participação das MPE no saldo total foi de 77%.

Inclusão digital já chegou a 100% dos pequenos negócios no país

Pesquisa inédita do Sebrae aponta que a pandemia da Covid-19 e a chegada do Pix aceleraram a digitalização entre os MEI e as micro e pequenas empresas O uso de celular já é uma realidade na vida dos donos de micro e pequenas empresas do país e está presente em praticamente 100% dos empreendimentos. Ao assumir posição de relevância para os negócios, destrona o computador como principal instrumento de inclusão digital. De acordo com a pesquisa Transformação Digital nos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae, 87% dos empreendedores entrevistados consideram o aparelho altamente importante. O levantamento também mostrou que 100% dos pequenos negócios acessam a internet, sendo que 42% deles utilizam redes de acesso gratuitas. A ferramenta é considerada fundamental para a sobrevivência dos empreendimentos para 94% dos entrevistados. Um total de 41% da amostra tem o hábito de utilizar a internet há mais de 15 anos. Outro dado revelador da transformação digital dos empreendedores é o aumento do percentual de empresas que utilizam softwares de gestão – porcentagem que praticamente dobrou nos últimos quatro anos, alcançando 50% dos pequenos negócios. “A edição 2022 da pesquisa demonstrou que alguns comportamentos foram incorporados aos pequenos negócios. Parte dessas mudanças tem como ponto de partida as restrições impostas pela crise sanitária provocada pelo coronavírus”, analisa o presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles. De fato, 65% dos empresários concordam que a pandemia acelerou a estratégia de vendas digitais. Mercado digital e Pix Outra mudança incorporada aos pequenos negócios diz respeito aos meios de pagamento em que o Pix superou as demais modalidades, posicionando-se como o principal meio aceito pelos estabelecimentos. A pesquisa mostra que o Pix conquistou os empreendedores e é a forma de pagamento mais utilizada: 84% das empresas entrevistadas aceitam. O dinheiro em espécie (73%), o cartão de crédito e o débito via maquininha (ambos com 61%) também continuam sendo bastante aceitos. Além disso, para 65% das empresas pesquisadas é comum a emissão de notas fiscais eletrônicas. O uso de serviços bancários on-line também é alto, sendo a preferência de 64% dos empreendedores. A pesquisa de preços é altamente frequente para 48% na hora de comprar insumos e mercadorias. “Acompanhamos as transformações digitais que se dão de forma cada vez mais aceleradas, e os pequenos negócios precisam estar preparados para serem competitivos nesse cenário tão desafiador”, acrescenta Melles. Metodologia Ao todo, 6.345 empreendedores foram contatados via telefone entre os dias 25 de julho e 27 de setembro de 2022, entre eles, microempreendedores individuais (MEI) e donos de microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EP) de todas as regiões do Brasil, atuantes no segmento de comércio, construção e serviços.

FGV/Sebrae: Confiança dos pequenos negócios volta a crescer​

Depois de cinco meses de queda, índice medido pelo Sebrae e FGV, foi positivo nos três setores da economia analisados Depois de cinco meses de quedas consecutivas, a confiança dos donos de pequenos negócios voltou a crescer, em fevereiro. De acordo com a Sondagem das Micro e Pequenas Empresas, realizada mensalmente pelo Sebrae e pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança das MPE (IC-MPE) avançou 3,8 pontos, passando de 84,6 pontos, em janeiro, para 88,4 pontos no segundo mês do ano. O Índice é cerca de um ponto superior ao detectado em novembro do ano passado (87,5 pontos), o mais alto desde então. O presidente do Sebrae, Carlos Melles, destaca que o crescimento do índice foi influenciado pelo avanço da confiança nos três setores que compõem a Sondagem (Indústria, Comércio e Serviços). “A confiança dos donos de pequenos negócios do Comércio e Indústria da Transformação foi a que mais puxou o índice para cima, contudo, a recuperação no mês precisa ser analisada com cautela considerando que há ainda um movimento de desaceleração econômica mundial em curso, e no âmbito nacional temos desafios que levam em consideração uma política monetária contracionista, riscos fiscais e inflação elevada”, pontua. O Índice de Confiança do Comércio cresceu 4,5 pontos; o da Indústria de Transformação, 4,4 pontos; e o do setor de Serviço apresentou alta de 1,2 ponto. “Acreditamos que os próximos meses manterão essa tendência, mas a sustentabilidade de bons resultados ainda dependerá de uma melhora efetiva da demanda e da capacidade das MPE em se manterem competitivas no mercado”, observa Melles. Para os próximos meses, as expectativas avançam em velocidade menor. O Índice de Expectativas das MPE (IE-MPE) subiu 1,8 ponto, para 84,8 pontos, influenciado por uma perspectiva mais otimista sobre a demanda nos próximos meses. O índice que mede a demanda prevista empresarial cresceu 2,7 pontos, para 83,7 pontos. No entanto, embora as empresas vislumbrem uma reação da demanda nos próximos três meses, no horizonte de seis meses isso ainda não é o esperado. O indicador que mensura a tendência dos negócios empresarial recuou 0,7 ponto, para 82,5 pontos. Comércio No setor dos micro e pequenos empresários do Comércio (MPE-Comércio), o Índice de Confiança passou de 81,8 para 86,3 pontos, atingindo o maior nível desde novembro de 2022 (86,7 pontos), o que interrompe a sequência de quatro quedas consecutivas. Todos os segmentos pesquisados no setor de Comércio melhoraram, com destaque para o segmento de veículos, motos e peças (lojas de autopeças e pequenas revendedoras). Os segmentos de material de construção e de varejo restrito também melhoraram. Serviços Depois de cinco quedas consecutivas, a melhora da confiança dos micro e pequenos empresários do setor de Serviços (MPE-Serviços) foi observada no mês de fevereiro com aumento de 1,2 ponto, para 86,0 pontos. Dos cinco segmentos pesquisados, quatro acompanharam a alta do setor, com destaque para serviços de informação e comunicação, prestados à família e serviços profissionais. O único segmento que foi na contramão da tendência de alta foi serviços de transporte, que recuou pela sexta vez seguida, com queda de 7,4 pontos. Indústria de Transformação Diferente dos demais setores, esse é o terceiro mês seguido de recuperação da confiança dos micros e pequenos empresários do setor da Indústria de Transformação (MPE-Indústria): o índice subiu 4,4 pontos, para 94,0 pontos. Dos cinco segmentos pesquisados, três apresentaram alta, com destaque para outros, seguido pelos segmentos alimentos e vestuários. Na contramão, os segmentos refino e produtos químicos, e metalurgia e produtos de metal caíram.

Caju dobra aposta em despesas corporativas e mira PMEs

Um dos principais players do país quando o assunto é benefícios corporativos, a Caju está estendendo seus tentáculos. Depois de “molhar os pés” nas águas do setor de despesas corporativas no ano passado, com o Caju Viagens, agora a HRtech está dobrando a sua aposta nesta vertical, lançando a marca Caju Despesas. Anunciada pela companhia como sua primeira aposta para ir além dos multibenefícios em 2023, a nova ferramenta oferece uma solução de adiantamento e controle de despesas corporativas, que une o cartão pré-pago não nominal a uma plataforma de gestão. “A partir do Caju Despesas, as empresas conseguem alocar orçamentos por pessoas (e, futuramente, por times). Além de empoderar os colaboradores, as companhias ganham agilidade e não perdem o controle e a visibilidade dos gastos”, afirmou a empresa, em nota de lançamento da nova vertical. Segundo a Head de Estratégia da Caju, Beatriz Madeira, tanto a criação do Caju Viagens e o Despesas, que chega como uma evolução do produto anterior, foi uma aposta natural da empresa. Ao ver a forma pela qual seus cartões de benefícios estavam sendo utilizados, a companhia pensou em aumentar a capacidade de gestão de despesas a partir dos cartões já em mãos do colaboradores. “Como cada colaborador já tem o seu cartão, a nova solução apenas inclui uma nova funcionalidade, e facilita a gestão para os RHs, centralizando tudo dentro de um módulo dedicado. Nossa grande força é utilizar a base que já tem o Caju, que já está nos RHs e nos financeiros das empresas também”, explica a executiva. Atualmente, a base de clientes da Caju é de aproximadamente mil empresas, o que Bia já vê como um ótimo ponto de partida para ganhar market share, embora o caminho inverso (empresas adotando primeiro o Caju Despesas e depois os benefícios) também é uma oportunidade na mira da HRTech. Até janeiro de 2024, a estimativa da Caju é que aproximadamente 5 mil companhias irão utilizar e se beneficiar das soluções da ferramenta de despesas corporativas. “Os cartões de benefício seguirão como nossa fonte principal de receita e aquisição de clientes, mas acreditamos que o Caju Despesas virá logo em seguida”, afirma. Foco nas PMEs Como explica Beatriz, um dos principais pontos focais da Caju Despesas será conquistar pequenas e médias empresas. Segundo ela, estas verticais compõem a maior parte da base de clientes da HRTech, e muitos deles ainda fazem sua gestão de despesas corporativas de forma manual ou pouco tecnológica. “Realizamos um levantamento com parte da nossa base de clientes, dos quais 66% afirmaram que os processos de gestão de despesas corporativas é manual e feito de forma descentralizada, por planilha, e-mail ou mensagem direta, por exemplo. Além disso, a maior parte destes clientes nunca usou uma plataforma para gestão de despesas, então foi aí que entendemos que precisávamos levar a praticidade da Caju para muito além das viagens corporativas.”, comenta Beatriz. Beatriz Madeira, Head de Estratégia da Caju (Foto: Breno da Mata/Divulgação) De acordo com a executiva, este é o primeiro passo para um plano maior, de entregar a estes clientes uma plataforma abrangente de soluções de RH, com uma interface simplificada. Tal estratégia foi intensificada a partir do ano passado, quando a companhia levantou uma rodada de US$ 25 milhões do fundo americano Questum. “Já temos um roadmap de soluções para isso. Nosso caminho é para nos firmarmos como um SaaS completo para os RHs”, afirma Beatriz. “É uma forma de atingir mais cliente e também de diversificar nossa receita para modelos de recorrência, indo além percentuais dos cartões de benefício”, completa. Caju X Flash Ao se posicionar de forma clara como um player de SaaS para RH e despesas corporativas, a Caju se alinha com os movimentos de sua principal rival nos benefícios flexíveis, a Flash. No meio do ano passado, a Flash comprou a ExpenseOn, uma manobra para lançar rápido a sua solução para “atacar” o mercado de despesas. Aliás, as aquisições têm sido a opção da vez para a concorrente da Caju. Esta semana, por exemplo, a Flash anunciou sua entrada na parte de gestão de ponto, férias e jornada do colaborador ao comprar a startup Folha Certa. Apesar de fazer o seu anúncio um pouco depois da concorrente, ainda mais em um mercado em que players como Conta Simples, Clara e Portão 3 já estão há algum tempo e se fortaleceram (leia-se buscaram investimentos) para crescer na “briga”, a Caju se diz pronta para o embate. “A gente tá sempre atento à concorrência, mas a gente não se preocupa tanto, pq ainda tem muita oportunidade, especialmente em pequenas e médias”, afirma Beatriz.   Fonte: Startups.com.br

Brasil registra alta de 3,9% na abertura de novas empresas em janeiro de 2023

Tempo médio para abertura das empresas também foi o menor já calculado no país. De acordo com dados divulgados no dia 14 de fevereiro pelo Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (DREI) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), o Brasil registrou 357.937 novas empresas abertas em janeiro de 2023, representando alta de 3,9% sobre o mesmo período de 2022, quando 344.368 empresas foram criadas no país. O estudo mostrou ainda que o tempo médio para abertura das empresas também foi reduzido, levando uma média de 22 horas para o processo de abertura, representando o menor prazo já calculado no país. Das 27 unidades da Federação, 21 registraram alta na abertura de empresas em janeiro deste ano na comparação com janeiro do ano passado. Apenas Distrito Federal, Acre, Pará, Alagoas, Bahia e Sergipe apresentaram retração. As atividades econômicas mais exploradas pelas empresas abertas em janeiro de 2023 foram nas áreas de promoção de vendas (17.708); comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (15.964); preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo não especificados anteriormente (13.760); cabeleireiros, manicure e pedicure (13.720) e obras de alvenaria (10.672). *Com informações do Correio Braziliense

Para Omie, plano de equilíbrio fiscal com regras claras é de suma importância

Indicador da empresa aponta crescimento de 1,5% para 2023 O Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs) indica que a movimentação financeira real média das pequenas e médias empresas brasileiras registrou expansão de 1,9% em 2022. O índice funciona como um termômetro econômico das empresas com faturamento de até R$ 50 milhões anuais, feito com base no monitoramento de 692 atividades econômicas, que compõem cinco grandes setores: Agropecuário, Comércio, Indústria, Infraestrutura e Serviços.   Figura 1: Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (Número índice – base: média 2019=100) Fonte: IODE-PMEs (Omie) Segundo Felipe Beraldi, gerente de Indicadores e Estudos Econômicos da Omie, plataforma de gestão (ERP) na nuvem, o mercado de PMEs foi favorecido em 2022 pelo maior controle da pandemia de covid-19 e os consequentes efeitos mais moderados na economia, em comparação ao observado no biênio 2020-2021. “Além disso, incentivos fiscais, como a manutenção e ampliação do Auxílio Brasil, foram determinantes na sustentação do consumo, em meio a um mercado de trabalho em recuperação e à trajetória de alta da taxa básica de juros para conter a inflação”, explica. Do ponto de vista setorial, o crescimento do IODE-PMEs em 2022 foi condicionado pelo avanço da movimentação financeira real no Comércio (+5,5% ante 2021), na Indústria (+2,1%) e no setor Agropecuário (+16,7%), sendo que parte do crescimento neste último segmento reflete a fraca base de comparação do ano anterior.   Figura 2: Aberturas setoriais (Número índice – base: média 2019=100) Fonte: IODE-PMEs (Omie)   No Comércio, o crescimento foi puxado pelo avanço das PMEs do setor varejista (+7,6% ante 2021), enquanto o segmento atacadista avançou de modo mais modesto (+5,9%). Por outro lado, o segmento de ‘comércio e reparação de veículos’ encerrou o ano apresentando retração (-6,7%). Já na Indústria, o crescimento das pequenas e médias empresas foi condicionado pela retomada de alguns segmentos de transformação, como produtos químicos, têxteis, fabricação de autopeças e preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados. O setor de Serviços, por sua vez, também avançou em 2022, ainda que discretamente (+0,9% ante 2021). A respeito dos principais segmentos, os destaques positivos em 2022 foram os serviços de ‘alojamento e alimentação’, educação e ‘atividades financeiras e serviços relacionados’. A recuperação do setor de Serviços ocorreu de modo mais claro a partir do segundo semestre de 2021, especialmente com o maior controle da covid-19 no país e a volta da prestação de serviços presenciais. De toda forma, o segmento já tem apresentado, nos últimos meses, os efeitos do ambiente macroeconômico mais adverso, com subida de juros e queda da confiança do consumidor. Por conta disso, após um primeiro semestre ainda no campo positivo, as PMEs do setor desaceleraram nos últimos meses, tendo encerrado o quarto trimestre de 2022 com ligeira queda (-0,3%, segundo dados do IODE-Serviços). O único setor das PMEs que apresentou retração em 2022 foi o de Infraestrutura (-0,9% ante 2021). Na construção civil, houve continuidade do crescimento do segmento de ‘Serviços especializados para a construção’ – registrada nos últimos anos, que abre espaço para diversos serviços especializados auxiliares de pequenas e médias empresas. Por outro lado, a atividade de ‘Construção de edifícios’, em si, voltou a apresentar retração, possivelmente refletindo os efeitos do aumento da taxa básica de juros no decorrer do ano anterior. Além disso, também foi observada retração no segmento de ‘Água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação’. O IODE-PMEs também permite a avaliação do mercado de modo regionalizado. Por esse ângulo, observamos que o crescimento das PMEs em 2022 foi sustentado pelo avanço dos negócios nas regiões Sudeste (+4,3% ante 2021), Sul (+6,1%) e Centro-Oeste (+7,9%). Por outro lado, houve retração da movimentação financeira real média nas regiões Nordeste (-2,1% ante 2021) e Norte (-10,3%). Empreendedores enfrentarão novos desafios em 2023  De modo geral, o mercado espera uma desaceleração da atividade econômica brasileira em 2023 – o que já vem sendo apontado pelos indicadores de alta frequência nos últimos meses, inclusive pelo IODE-PMEs —, que mostrou relevante perda de fôlego no último trimestre de 2022. Segundo o boletim Focus do Banco Central, a mediana das estimativas do mercado indica crescimento de +0,8% do PIB brasileiro em 2023, após expectativa de +3% em 2022. O principal componente do cenário são as incertezas relacionadas com a condução da política fiscal no país. “Diante da posse da nova equipe econômica, o mercado assiste com cautela os detalhes do plano de equilíbrio fiscal do governo, em meio ao anúncio de expansão de gastos. Apesar de se tratar de uma questão macroeconômica que, muitas vezes, parece distante de um pequeno empreendedor, os efeitos de uma política não responsável podem ter reflexos rápidos sobre toda a economia”, ressalta Beraldi. O efeito mais imediato deste contexto é o aumento das expectativas de inflação dos agentes e, consequentemente, a postergação da inversão da taxa básica de juros – instrumento do Banco Central para controle da inflação. Encargos mais elevados encarecem a tomada de crédito, penalizando a evolução do consumo e dos investimentos, com reflexos diretos sobre os negócios das PMEs. Mesmo que em desaceleração, a atividade econômica brasileira deve manter a expansão no curto prazo, reflexo do impulso fiscal (manutenção do pagamento dos auxílios de renda) e da recuperação da massa de renda real do trabalho – combinação da melhora do mercado de trabalho com as pressões inflacionárias um pouco mais contidas nos últimos meses, mesmo com o cenário econômico global conturbado. O IODE-PMEs indica um crescimento de 1,5% em 2023, com perspectivas positivas, especialmente para as atividades dos setores Agropecuário, Comércio e Serviços. Por outro lado, as taxas de juros elevadas devem impedir um crescimento mais substancial do consumo das famílias, com reflexos diretos sobre o Comércio e os Serviços. Assim, a tendência de desaceleração já observada no IODE-Serviços nos últimos meses tende a se consolidar no curto prazo, enquanto o IODE-Comércio também deve passar a mostrar taxas de crescimento mais modestas a partir do primeiro trimestre de 2023. “Diante do cenário econômico desafiador em todo

Pequenos negócios ganham destaque na agenda do Congresso Nacional em 2023

Expectativa é que projetos relevantes avancem neste ano, principalmente em relação a temas como Microempreendedor Individual (MEI), simplificação tributária e melhorias no Simples Nacional   A partir desta quarta-feira (1), os deputados e senadores inauguram os trabalhos legislativos do Congresso Nacional em 2023, após solenidade de posse dos membros da nova legislatura. A expectativa é que projetos relevantes para os pequenos negócios avancem, especialmente com relação a temas como simplificação tributária, limites de enquadramento, reempreendedorismo, Microempreendedor Individual (MEI), melhorias no Simples Nacional e na Lei Geral das MPE, sem contar a Reforma Tributária, considerada uma das pautas mais importantes do ano. Um dos projetos com grandes chances de aprovação ainda neste ano é o PLP 108/21, que estabelece novos limites para o MEI. O projeto já foi votado pelo Senado Federal e já está pronto para ser analisado pelo Plenário da Câmara dos Deputados. O texto vindo do Senado permite que o trabalhador com receita bruta igual ou inferior a R$ 130 mil se enquadre como MEI. Possibilita também que o MEI contrate até dois empregados. Outra iniciativa considerada de altíssimo impacto para as MPE é o PLP 178/21, que institui o Estatuto Nacional de Simplificação de Obrigações Tributárias Acessórias, que normatiza nacionalmente a execução e criação de obrigações assessórias e ainda cria um sistema nacional compartilhado entre União, estados e municípios, além de padronizar a emissão de documentos e declarações fiscais, bem como fornecer declarações pré-preenchidas, entre outras medidas. O projeto está no Senado Federal e foi aprovado pela Câmara dos Deputados com grande adesão e compromisso dos deputados. De acordo com o gerente-adjunto de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Fábio Marimon, responsável pelo Núcleo de Assessoria Legislativa da instituição, uma nova legislatura traz sempre esperança e disposição para aprovar pautas relevantes para a população brasileira. Segundo ele, os projetos relacionados aos pequenos negócios têm alto impacto na sociedade e na economia, por isso, tendem a contar com amplo apoio no Congresso. “Acreditamos que não há como se falar em partidarismo ao tratarmos dos pequenos negócios. As MPE representam mais de 70% dos empregos no país, 99% de todas as empresas. Elas beneficiam direta ou indiretamente mais de 86 milhões de brasileiros. Ou seja, a MPE traz emprego, boa economia, justiça social e distribuição de renda – vários motivos para uma grande adesão. Sempre contamos com o apoio dos mais diversos partidos e espectros ideológicos por ser uma pauta tão relevante para qualquer político que pense no seu povo ou na sua base eleitoral”, ressalta. No Congresso, aFrente Parlamentar Mista dos Pequenos Negócios também já está colhendo assinaturas para sua refundação, com amplo apoio dos deputados e senadores. Em parceria com a Frente, o Sebrae participa da organização de eventos, seminários de discussão e reuniões para debater os projetos com vistas a alcançar maior apoio do Congresso, da opinião pública e de instituições, a fim de que temas importantes sejam aprovados. “Paralelamente, no Sebrae, já está em andamento a elaboração de uma Agenda Legislativa, que terá consulta e participação das unidades estaduais do Sebrae, para que os esforços sejam concentrados naquelas matérias com mais impacto e relevância para as MPE de todo o país”, acrescenta Marimon. Outros projetos No Senado, o PLP 127/21 também é considerado relevante, conta com apoio de muitos estados e tende a ganhar força ainda neste semestre. O projeto torna facultativa aos estados a adoção de sublimites estaduais para fins de recolhimento de ICMS. Atualmente, é obrigatória a aplicação de sublimites de R$ 1,8 milhão e de R$ 3,6 milhões de acordo com a participação da unidade da federação (UF) no Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, eleva os limites do Simples Nacional. O PLP 33/20, chamado de Marco Legal do Reempreendedorismo, também tem chances de ganhar tração nesta legislatura, segundo o gerente-adjunto. Ele estabelece a renegociação especial extrajudicial, a renegociação especial judicial e a liquidação simplificada, bem como altera a falência das microempresas e empresas de pequeno porte. O projeto está na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. Além de forte apelo dos donos de pequenos negócios e das entidades de apoio, também conta com o posicionamento favorável do Sebrae. Reforma Tributária O início da nova legislatura também tem movimentações em torno da aprovação da Reforma Tributária. A expectativa do governo é que a proposta seja discutida em abril. O analista tributário da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Edgard Fernandes, aponta que a reforma deve buscar a simplificação do sistema tributário como um todo, preservando o tratamento diferenciado e favorecido aos pequenos negócios, em especial no âmbito do regime do Simples Nacional. “Toda e qualquer alteração nos tributos deve refletir dentro do regime do Simples Nacional, mantendo, no mínimo, a mesma proporcionalidade que já existe. Também é importante que o objetivo da reforma seja a eficiência dos processos e a desburocratização dos tributos e das suas obrigações acessórias, acarretando, assim, uma redução significativa de custos, do tempo gasto até a arrecadação dos tributos e no consequente aumento da produtividade das empresas”, frisa. Fonte: Agência Sebrae

PGFN abre parcelamento para devedores do Simples

Conforme previsto no Edital PGDAU nº 1, devedores inscritos em dívida ativa da União poderão parcelar seus débitos pendentes referentes ao regime Simples Nacional até o dia 31 de janeiro. O texto apresenta propostas para negociar e regularizar as dívidas. Entre os principais benefícios previstos se destacam a entrada facilitada, descontos, prazo ampliado de prestações para o pagamento e uso de precatórios federais para quitação dos débitos. O Edital permite a regularização das dívidas de microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), com parcela mínima de R$50. De acordo com informações divulgadas pelo Valor Econômico, são apresentadas duas propostas de regularização. A primeira delas é conhecida como Transação de Pequeno Valor do Simples Nacional. Neste caso, o acordo abrange apenas as dívidas do Simples Nacional  inscritas há mais de um ano em dívida ativa, com valor igual ou inferior a 60 salários mínimos, onde o contribuinte poderá pagar a entrada de 5% do débito em até cinco prestações mensais e sem desconto. O saldo restante poderá ser pago da seguinte forma: Até sete meses, com desconto de 50% sobre o valor total; Até 12 meses, com desconto de 45% sobre o valor total; Até 30 meses, com desconto de 40% sobre o valor total; Até 55 meses, com desconto 35% sobre o valor total. A segunda proposta é chamada de Transação por Adesão do Simples Nacional. Ela é utilizada para que “débitos do Simples Nacional inscritos em dívida ativa até 31 de dezembro de 2022 sejam pagos com entrada, referente a 6% do valor total da dívida (sem desconto), dividida em até 12 meses”, informou o Valor Econômico. O saldo restante poderá ter o pagamento dividido em até 133 prestações mensais, com desconto de até 100% dos juros, multas e encargo legal. “O percentual de desconto concedido leva em consideração a capacidade de pagamento do contribuinte e a quantidade de prestações escolhidas. Nos casos em que não houver concessão de desconto, devido à capacidade de pagamento do contribuinte, o saldo poderá ser pago em até 48 meses após o pagamento da entrada”, explica o Valor.

11 ferramentas para vendas online que ajudarão as PMEs a competirem com as grandes marcas em 2023

Tecnologias inovadoras facilitam a vida de quem trabalha na internet e impulsionam as vendas dos pequenos negócios digitais   Sabemos que a pandemia foi o grande fator que tornou a digitalização dos serviços uma realidade. Enquanto as grandes empresas já estavam de olho no potencial da internet, as pequenas e médias ainda relutavam. Com as restrições de isolamento, elas não viram escolha e tiveram que se adaptar rapidamente ao novo mundo. Segundo um estudo produzido pela Microsoft e Edelman, 93% das PMEs brasileiras aceleraram seu processo de transformação digital durante a pandemia. Isso porque, ao mesmo tempo em que as marcas estavam se transformando, novas tecnologias foram  surgindo e se adaptando, tornando ainda mais fácil e otimizado para as empresas que não são gigantes acessarem o universo online.   Com isso, o período garantiu aos empreendedores clientes mais exigentes e educados, que não pretendem deixar o digital para trás. Felizmente, não foi só a cobrança do público que aumentou, mas também as possibilidades de ferramentas úteis e inovadoras, que ajudam a impulsionar os negócios. De olho nas PMEs, separamos algumas dessas tecnologias que facilitam as vendas online e ajudam na competição com as grandes marcas. Confira:   Melhor Envio – Plataforma que oferece fretes mais acessíveis  O frete é um dos principais fatores que definem a decisão de compra dos clientes. Entretanto, empresas menores, que não possuem contrato com transportadoras, acabam pagando a mais pela entrega, o que as prejudica na competição com as grandes marcas. O Melhor Envio é uma plataforma de intermediação logística que possui contrato com transportadoras e divide esse desconto com os lojistas. A plataforma, integrada com as principais transportadoras do país, oferece valores mais econômicos, além de serviços que facilitam a vida do empreendedor como o rastreio de encomendas, centros de distribuição e programas de vantagem. “Nosso objetivo é trazer agilidade, conforto e competitividade para os lojistas. Sabemos a importância que uma simples ferramenta pode ter quando falamos em otimização, seja de tempo ou financeira. O que fazemos, nada mais é do que usar a tecnologia que desenvolvemos para dar esse respiro aos empreendedores, seja ele micro, pequeno, médio ou grande, oferecendo todo o suporte na logística da loja online”, explica Éder Medeiros, CEO do Melhor Envio.   Bling – Sistema de gestão que proporciona soluções para micro, pequenas e médias empresas Além de ter como objetivo facilitar a vida de empreendedores dos mais variados segmentos, o Bling se destaca por proporcionar integração com as plataformas de e-commerce, social commerce e marketplaces de maior relevância do mercado. Além disso, o Bling oferece aos clientes vários serviços essenciais para a gestão de uma empresa, como a emissão de notas fiscais, o controle de estoque, conta digital, integração com os Correios, frente de caixa, aquisição de certificado digital e ordem de produção e muitos outros. Desta forma, empreendedores, sejam eles micros, pequenos ou grandes, podem centralizar todas as operações administrativas e financeiras em um único sistema robusto, seguro e que possibilita a melhoria na gestão de desempenho e econômico do negócio. Devido a quantidade de canais de informações disponíveis hoje, Marcelo Navarini, Diretor do Bling, destaca que o consumidor está cada vez mais exigente, já que possui mais ferramentas tecnológicas para fazer comparações de produtos e serviços das mais variadas marcas: “Entendemos que empreendedores que contam com um sistema de gestão eficiente já larga na frente na hora de conquistar e fidelizar o cliente, já que a ferramenta é capaz de reunir as informações e os dados de todas as áreas das empresas no mesmo sistema. Por isso, buscamos oferecer um serviço sem burocracia, afinal, desde o início, nosso principal objetivo é simplificar os processos de empreendedores para que estes possam direcionar seus esforços para o desenvolvimento e a entrega de seus produtos e serviços”.   Ewally – Embedded Finance e Split de Pagamentos ampliam opções a lojista e consumidor Instituição de pagamento especializada em Embedded Finance, a Ewally permite que qualquer varejista se torne um banco digital. Com sua tecnologia para Banking as a Service, a empresa desenvolve sistemas completos para transformar qualquer loja em um banco digital de infraestrutura completa, que inclui depósitos, saques, cartões, transferências por TED e DOC, pagamentos por QRCode, boletos, além de envio e recebimento de Pix. O lojista também pode oferecer ao consumidor diversas opções de parcelamento das compras, além de cashback e programa de pontos. Aos marketplaces, a fintech também disponibiliza o Split de Pagamentos, tecnologia responsável por dividir o valor imediatamente após a compra, destinando o equivalente a cada parte (fornecedor, distribuidor e plataforma de vendas). O objetivo da ferramenta é ampliar a segurança e garantir o pagamento de recebíveis a todos, disponibilizado em contas white label estruturadas pela Ewally. Além de ágil, a estratégia evita múltiplas tributações.   TrafficGuard – empresa que evita fraudes em campanhas digitais Com atuação global, a TrafficGuard conta com tecnologia própria de inteligência artificial para mensuração e verificação da jornada do anúncio (desde impressões e cliques a conversões), evitando o desperdício de investimentos. Com a utilização de inovação e machine learning, previne, em tempo real, perdas por fraude e tráfego inválido em anúncios digitais antes que esses problemas afetem a performance das campanhas em diferentes canais de mídia, como Google Ads, Facebook Ads, redes mobile e afiliados. Para testar a TrafficGuard por 30 dias gratuitamente e driblar os cliques fraudulentos de campanhas digitais, basta acessar o site e realizar o cadastro.   KingHost – empresa que oferece criação e hospedagem de site e e-mail profissional A KingHost é uma empresa que investe na diversificação do portfólio para simplificar a relação com a tecnologia de pessoas com ou sem conhecimento técnico. Oferece serviços que incluem hospedagem e criação de sites, e-mail profissional e registro de domínio. A marca oferece as principais soluções digitais para que os empreendedores alavanquem os resultados de suas empresas.   MadeinWeb – Inteligência Artificial (IA) voltada para negócios A MadeinWeb é uma provedora de serviços de TI, com mais de 20 anos de atuação no setor de tecnologia. Como parceira das empresas, possui a capacidade de entregar projetos sob medida para os

Plataforma de benefícios SalaryFits passa a oferecer crédito consignado para funcionários de PMEs

A fintech SalaryFits,  hub de benefícios para Pequenas e Médias Empresas que opera em 5 países e faz a gestão de mais de R$ 70 bilhões de reais em benefícios para PMEs, acaba de lançar uma plataforma específica para antecipação de salários a custo zero para o colaborador. O SalaryPay, como foi batizada a solução, viabilizar a antecipação de salário sem custo para a empresa ou para o trabalhador. Trata-se de uma ferramenta customizável, que permite que os clientes escolham o pool de benefícios com desconto em folha ideal para seus colaboradores. As próprias empresas montam seu menu de serviços e produtos que o colaborador poderá ter acesso de acordo com sua própria política de benefícios: da graduação à terapia on-line, por exemplo, quem decide os ingredientes é o RH. A negociação daquele item pode ser feita com até 30% do próximo salário – o percentual também fica sob decisão do RH. O colaborador não paga nada a mais pela utilização, nem sofre descontos além do limite legal e do que contratou. Então, quando o colaborador estiver em um estabelecimento participante, basta acessar o app da Fintech, o SalaryPay, e efetuar o pagamento. Em tempo real, a despesa será enviada para a empresa, que anotará o desconto. A empresa mineira tem parceria com a Cielo, para ampliar a rede de aceitação para todas as regiões do país. “O mercado de crédito consignado para pequenas e médias empresas ainda é restrito no país, principalmente devido ao alto custo de aquisição desse tipo de negócio, e a preferência dos bancos em focarem em grandes contas. Contudo, vislumbramos uma tendência de demanda por maior oferta de benefícios no mercado europeu, onde tivemos resultados positivos e, assim, decidimos expandir a proposta do crédito consignado no Brasil”, afirma Délber Lage, CEO da SalaryFits. Para Lage, a ideia beneficia empregador e colaborador, e movimenta a economia “O que oferecemos tem impacto social relevante, mostrando ao RH que ele pode e deve fazer mais do que apenas pagar salário em dia. Nosso maior sucesso é o quanto podemos gerar de economia em bens e produtos essenciais para a vida do colaborador”. Com uma jornada de crescimento sustentável e autossuficiente, a SalaryFits é considerada uma empresa “camelo”, mas que, mesmo optando pela jornada bootstrapping, recebeu aportes importantes. Em 2019, a Confrapar investiu R$ 20 milhões na SalaryFits. “Somos uma empresa geradora de caixa, sustentável. Temos, portanto, o privilégio de poder direcionar os recursos para mais inovações e expansão do nosso negócio, particularmente para o seguimento de pequenas e médias empresas”, reforça Lage. Os benefícios oferecidos pela SalaryFits contam com parceiros conveniados, que envolvem produtos financeiros (empréstimos, seguros e consórcios, por exemplo), de educação (graduação, pós-graduação e qualificação profissional), além daqueles da área da saúde (planos odontológicos, terapia on-line, telemedicina entre outros), com a conveniência do desconto em folha como forma de pagamento e com a vantagem de preços sempre mais baixos do que aqueles normalmente encontrados no mercado.

Think Tank britânico critica cortes de recursos para inovação de PMEs

A organização The Entrepreneurs Network, Think Tank que faz interface com o parlamento britânico em busca de uma legislação mais favorável ao empreendedorismo no Reino Unido, publicou nesta sexta-feira (6) na sua newsletter, à qual o Empreendabilidade teve acesso, uma carta criticando a falta de congruência entre a recente fala do primeiro-ministro Rishi Sunak e as medidas adotadas pelo governo em relação a inovação. O primeiro-ministro, anunciou as prioridades para 2023 na última quarta-feira (04) e um dos tópicos foi de que a inovação estaria no centro de tudo o que seria feito. “Deixe-me dizer por que a inovação é tão importante. Nos últimos 50 anos, foi responsável por cerca de metade do aumento de produtividade do Reino Unido. Novos empregos são criados pela inovação. Os salários das pessoas aumentaram com a inovação. O custo de bens e serviços reduzidos pela inovação. E grandes desafios como segurança energética e zero líquido serão resolvidos pela inovação. Quanto mais inovamos, mais crescemos. E o mundo está vendo uma onda incrível de mudanças científicas e tecnológicas. Então, agora, a maneira mais poderosa de alcançar um maior crescimento é garantir que o Reino Unido seja a economia mais inovadora do mundo.”, afirmou Sunak. Ele ainda disse que isso já está em andamento, com o aumento do financiamento público, aproveitamento de oportunidades do Brexit, garantia de que empresas empreendedoras e de rápido crescimento obtenham o financiamento que precisam para expandir, e com a maior disseminação de uma cultura de pensamento criativo e de se fazer as coisas de maneira diferente em todo o Reino Unido. Na carta, The Entrepreneurs Network reafirma que a fala está correta, contudo, apesar de os sucessivos governos terem se comprometido com investimentos em P&D, na Declaração de Outono o governo cortou os subsídios fiscais de inovação para empresas menores. A partir de abril, o crédito para empresas no regime PME será reduzido de 33,35% para 18,6%. Para os membros da associação, a retórica pró-inovação é forte, mas, a redução de subsídios é decepcionante. O pleito da entidade, mantida por instituições filantrópicas, escolas de negócio privadas e consultorias, é de acesso a mais investimentos. Uma das ferramentas seria aplicar recursos de fundos de pensão e outros investidores institucionais em empresas de tecnologia do Reino Unido. A carta do The Entrepreneurs Network ainda avalia o panorama global como incerto – com críticas à guerra da Rússia (“um líder mundial enlouquecido como o Putin”) e à pandemia da Covid – e o ambiente doméstico como difícil, com previsão de greves, recessão e impasse dos acordos comerciais pós-Brexit na Irlanda do Norte, considerando que eleições locais, que serão realizadas em maio, e que não se espera uma eleição geral até 2024. “Mas, no ano passado ninguém previu três primeiros-ministros. Mesmo sem eleição, a campanha vai começar a ganhar força”, diz o documento. Previsão de queda no PIB, baixa no mercado imobiliário e outras questões também podem impactar os pequenos negócios, lembra a Associação. Por fim, The Entrepreneurs Network reforça a cobrança por uma Ordem de Cavalaria – o reconhecimento maior da Coroa – que eleve o status de profissionais inovadores, empreendedores, engenheiros e cientistas. “A atual Ordem do Império Britânico falha em fazer isso, com em média apenas 6,7% dos prêmios sendo concedidos para essas atividades. Em vez disso, vai em grande parte para filantropos, funcionários públicos ou pessoas que já são famosas por esportes, atuação e música. Este ano caiu um pouco, para 6,2%. Ainda assim, é incrível ver Anisah Osman Britton, presidente do nosso Fórum de Inovação Inclusiva, e Alison Cork, membro do nosso Fórum de Fundadoras Femininas, ambas premiadas com um MBE. Ambos ricamente merecidos”, afirma.

BNDES lança novo fundo voltado a pequenos negócios

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou um novo produto com foco em micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), além de produtores rurais e microempreendedores individuais. O BNDES Fundo de Crédito para Indústria e Serviços, vai unir o banco e empresas âncoras na constituição de fundos que irão oferecer crédito a cadeia de fornecedores e clientes das empresas parceiras. A nova modalidade se diferencia do BNDES Credito Âncora porque neste novo modelo o banco também corre risco ao participar diretamente dos fundos de direitos creditórios (FDIC) que serão fontes dos empréstimos. Para contratar com o BNDES, as empresas devem levantar uma base de devedores composta por pelo menos 70% de micro, pequenas e médias empresas, além de produtores rurais e/ou pessoas físicas, que estejam inseridos em suas cadeias produtivas ou instituições âncora do setor. Dentre os setores que poderão ser apoiados pelo produto estão o de tecnologia da informação, infraestrutura e serviços de telecomunicações, bens de capital, mobilidade, aeronáutica e defesa, indústria de bens de consumo, agroalimentar, biocombustíveis, comércio, serviços e economia criativa. Uma primeira operação foi estruturada com a Padtec, fornecedora de equipamentos de telecomunicações que atua com empresas provedoras de internet de pequeno e médio porte. O FIDC foi estruturado entre o BNDES e a empresa. Os recursos do Banco virão do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (FUNTTEL), que tem o objetivo de estimular o processo de inovação tecnológica, incentivar a capacitação de recursos humanos, fomentar a geração de empregos e promover o acesso de pequenas e médias empresas a recursos de capital. A operação deve impactar positivamente cerca de 400 mil pessoas, por meio das dezenas de pequenos e médios provedores que poderão contar com financiamento para aquisição de equipamentos da Padtec. O BNDES poderá aportar até R$ 80 milhões no fundo. O novo Produto conta com duas linhas de crédito: “Empresa Âncora” e “Instituição Âncora”.  Em ambas linhas, o valor mínimo da subscrição do BNDES por fundo será de R$ 40 milhões e o prazo total de até 15 anos. Empresas âncora são aquelas que atuam no setor produtivo e dão origem a direitos creditórios a partir das suas atividades com clientes, fornecedores, prestadores de serviços, franqueados ou distribuidoras.  Instituições âncora, por sua vez, são investidores públicos ou privados que tenham interesse de fomentar setores produtivos que contem com a presença de MPMEs, porém das quais elas não sejam contraparte dos direitos creditórios. Direitos creditórios são direitos que correspondem aos créditos que uma empresa tem a receber, como cheques, parcelas de cartão de crédito ou até duplicatas, faturas, entre outros. As empresas e instituições deverão atuar como cotistas do fundo de crédito, compartilhando o risco da operação. O BNDES poderá subscrever até 80% das cotas da classe sênior dos fundos, sendo o restante subscrito em cotas subordinadas pela empresa ou instituição. No caso da linha “Instituição Âncora”, na hipótese de fundo com classe única de cotas, o percentual máximo de subscrição do Banco baixa para até 70%. A expectativa é que por meio do compartilhamento de risco do BNDES com os agentes, empresas de menor porte poderão obter crédito em condições mais atrativas. A lógica é que o conhecimento que a empresa ou instituição âncora detém de seus fornecedores e clientes diminua o risco das operações. Em subscrições no âmbito da linha “Instituição Âncora” o BNDES realizará chamadas públicas para seleção do gestor, que será o principal responsável pela originação dos direitos creditórios a serem adquiridos pelo fundo de crédito. Mais informações sobre o Fundo de Crédito para Indústria e Serviços podem ser obtidas em www.bndes.gov.br/fundo-industria-servicos.

Inadimplência das micro e pequenas empresas recua em julho no Brasil, aponta Serasa Experian

51,9% das MPEs inadimplentes são empresas que atuam no segmento de Serviços   Em julho, foram registradas 5.545.659 micro e pequenas empresas inadimplentes no país, um recuo de 0,1% em comparação com o mês anterior. Os dados são do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian que mostra, ainda, que o valor da dívida média por CNPJ passou de R$ 14.881,60 em junho para R$ 14.798,1 em julho e que maior parte dos negócios com dívidas em atraso é representada pelo setor de Serviços (51,9%). Confira as informações completas no gráfico e na tabela a seguir: No ranking das regiões, a maior parte das MPEs inadimplentes estão localizadas no Sudeste (53%), depois Sul (16,4%), Nordeste (16,2%), Centro-oeste (9%) e Norte (5,3%). Na análise por unidades federativas (UFs), São Paulo lidera com mais empresas inadimplentes (1.809.241), em seguida vem Minas Gerais (545.589) e o Rio de Janeiro (482.852). Veja os dados completos no gráfico abaixo e clique aqui para acessar a série histórica do indicador:   “A diminuição de micro e pequenas empresas inadimplentes ainda é tímida, mas pode indicar uma recuperação aos poucos do segmento. Os donos de negócios precisam reforçar seus planejamentos e manter uma boa organização financeira, pois esses são alguns dos fatores imprescindíveis para enfrentar épocas de instabilidade econômica. Além disso, algumas das saídas possíveis são as linhas de crédito subsidiadas, como o Pronampe, que podem ser utilizadas pelas MPEs a fim de obter uma melhor posição de caixa e, com isto, evitar a inadimplência”, analisa o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi

Capacitar empreendedores é acelerar desenvolvimento econômico, diz CEO da Coca-Cola

(Crédito: Pexels CorentinHenry | Reprodução)   Boa parte da operação de gigantes como a Coca-Cola só é possível graças às pequenas e médias empresas que atuam regionalmente e/ou resolvem problemas específicos, e o desenvolvimento econômico depende disso. Em comemoração aos 80 anos de atuação no Brasil, a Coca-Cola anunciou hoje (03) a aceleração de 300 mil estabelecimentos do pequeno varejo, como bares e restaurantes, durante um ano, como nova etapa do programa “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”, que disponibiliza ferramentas para empreendedores. “Em reflexo da pandemia houve a reconfiguração do pequeno varejo, quando alguns fecharam e novos empreendedores começaram no segmento de alimentação. Assim, a plataforma única que estamos lançando ajuda o empreendedor a se conectar e capacitar em uma série de frentes, como comunicação digital, atendimento, gestão e mais”, diz Luís Felipe Avellar, presidente Brasil e Cone Sul na Coca-Cola América Latina, em entrevista à EXAME, publicada hoje (veja aqui a matéria). De acordo com o executivo, a empresa mantém um investimentos de 3 bilhões de reais ao ano para o fomento de impacto social e ambiental. Agora, o aporte para os pequenos empreendedores é de aproximadamente 200 milhões de reais nos primeiros doze meses. Além disso, há um enorme potencial de expansão visto que a Coca-Cola chega a cerca de 1 milhão de pontos de venda. Para Silmara Olívio, diretora de relações corporativas Cone Sul na Coca-Cola América Latina, “essa iniciativa chega para inspirar e apoiar o crescimento dos locais onde atuamos na retomada da pandemia, posicionando ​a Coca-Cola como o melhor parceiro de negócio”. Com treinamentos e materiais exclusivos desenvolvidos pelo Sebrae e pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a plataforma pretende ser um hub de capacitação profissional por meio de conteúdo que traz uma abordagem simples e fácil de aplicar, até para temáticas mais complexas como economia circular, digitalização, entre outras. “Entendemos a capacitação como um caminho sem volta, pois transforma a mentalidade de quem investe neste processo. Independente da motivação que impulsiona o empreendedor a abrir um negócio, buscar aprimoramento aumenta suas chances de sucesso. Ser movido apenas pela paixão ou pela experiência muitas vezes não é suficiente”, diz Carlos Eduardo Pinto Santiago, gerente adjunto de Competitividade do SEBRAE, que no evento de lançamento do programa citou dados como o faturamento médio desses empreendimentos como 22% menor em abril de 2022, quando comparado ao período pré-pandemia. “Nossas recentes pesquisas mostram que o setor está em fase de recuperação neste período de retomada, mas os empresários ainda lutam para ajustar os preços e manterem seus negócios. Os riscos ainda são altos, em função do endividamento e da pressão dos custos. Portanto, capacitação permite uma vantagem competitiva enorme, porque você passa a entender muito mais do negócio e conhecer as ferramentas necessárias para poder chegar lá”, analisa Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel. Empreendedorismo Feminino Visando capacitar e empoderar as mulheres que já são empreendedoras ou tem o desejo de empreender, a plataforma “Coca-Cola dá um gás no seu negócio” conta com dois projetos exclusivos para elas. Ao todo, serão mais de 4.150 mulheres beneficiadas pelo programa nesta fase. O intuito é impactar a parcela da população que ficou ainda mais vulnerável durante a pandemia e que está diretamente ligada ao cerne do projeto. “Começamos o projeto piloto em Porto Alegre (RS) há dois meses e lançamos o edital exclusivamente para mulheres, pois entendemos a importância de capacitar elas, que são donas de seus negócios e chefes de famílias”, diz Avellar. Segundo ele, em Porto Alegre, as primeiras 300 vagas para o programa foram preenchidas em um dia. Em parceria com o Sebrae e Coca-Cola FEMSA, o “Empreenda como uma mulher” realiza um programa de mentoria para desenvolver negócios liderados por mulheres pelo país. Já o “Meu negócio é meu país” é outra etapa do lançamento e ocorre em Salvador (BA), em parceria com SOLAR Coca-Cola e a marca Kuat, a fim de fortalecer o empreendedorismo por meio de uma plataforma voltada para comidas regionais. “Acreditamos que as mulheres desempenharão um papel transformador na formação da economia global na próxima década. Elas são pilares fundamentais tanto para as comunidades quanto para seus negócios, e são peças-chave para estimular o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável”, diz Avellar. Além disso, de acordo com o executivo, a novidade pode impactar outras frentes ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança) da empresa. “Temos compromissos de diminuição de resíduos, empoderamento econômico e mais. Conforme esses empreendimentos avançam eles também gerem melhor a economia circular, os recursos naturais e outros fatores para nos ajudar e ajudar a sociedade como um todo”. Embaixadores Carmem Virgínia é a grande embaixadora do programa “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”, e representará o projeto para o grande público. Pesquisadora e influenciadora digital, a chef pernambucana também é e jurada dos reality shows “Cozinheiros em ação” e “FFF Brasil”, além de proprietária do premiado Altar Cozinha Ancestral (Recife) e Yayá (Rio de Janeiro). Outros dois nomes de peso da gastronomia brasileira serão apoiadores do projeto: João Batista, cozinheiro há 38 anos e apresentador do reality show Mestre do Sabor; e Katia Barbosa, chef jurada do mesmo programa. Atores fundamentais para que todas as iniciativas e mensagens da companhia sejam amplamente difundidas para o público geral, sem perder de vista a identificação e a aproximação com o público-alvo, os embaixadores têm como papel também inspirar e passar ensinamentos à medida que compartilham suas experiências e vivências enquanto empreendedores do setor de bares e restaurantes. “A Coca-Cola tem um aprendizado sobre criar e contar histórias. A junção com os embaixadores reforça esse papel ao trazer pessoas que inspiram e incentivam novos empreendedores”, diz Avellar. Resultados Neste primeiro ano de programa, os empreendedores serão acompanhados de perto e algumas métricas vão ajudar a entender a efetividade da ação. “Temos indicadores próprios para desenvolver os empreendedores de forma que eles aumentem as vendas, ofereçam diferentes produtos para cada ocasião de consumo e, consequentemente, acesse novos pacotes de benefícios como clientes Coca-Cola. Além disso, temos a perspectiva

Coca-Cola celebra 80 anos no Brasil com programas focados no pequeno varejo

Em 2022, a Coca-Cola completa 80 anos de atuação no Brasil. Para reforçar o DNA socialmente responsável da marca, a Coca-Cola decidiu que a comemoração deste marco seria coletiva e pelo bem maior e anuncia seu plano de apoio ao varejo. A proposta é fornecer as ferramentas necessárias para que os pequenos empreendedores alcem voos cada vez mais altos. Para impulsionar pequenas empresas do varejo alimentício, um dos ramos mais impactados economicamente nos últimos dois anos, a companhia apresenta a nova etapa do “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”. Por meio de capacitação, a plataforma visa acelerar uma grande parcela de seus clientes e tem objetivo de impactar mais de 300 mil negócios apenas neste primeiro ano. Com treinamentos, além de materiais exclusivos desenvolvidos pelo Sebrae e pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a plataforma pretende ser um hub de capacitação profissional por meio de conteúdo que traz uma abordagem simples e fácil de aplicar, até para temáticas mais complexas como economia circular, digitalização, entre outras. “Entendemos a capacitação como um caminho sem volta, pois transforma a mentalidade de quem investe nesse processo. Independente da motivação que impulsiona o empreendedor a abrir um negócio, buscar aprimoramento aumenta suas chances de sucesso. Ser movido apenas pela paixão ou pela experiência muitas vezes não é suficiente”, comenta o gerente adjunto de Competitividade do Sebrae, Carlos Eduardo Pinto Santiago. “Nosso papel é estimular o empreendedorismo brasileiro e, ao contar com o apoio da iniciativa privada, como o da Coca-Cola, conseguimos ampliar os resultados e alcançar ainda mais pessoas”, finaliza. “Nossa trajetória no Brasil mostra que não recuamos diante de desafios. Acreditamos no potencial dos empreendedores brasileiros e queremos, junto com eles, fazer a diferença hoje, amanhã e nos próximos 80 anos. Essa iniciativa chega para inspirar e apoiar o crescimento nos locais onde atuamos para a retomada da pandemia, posicionando a Coca-Cola como o melhor parceiro de negócio”, explica Silmara Olívio, diretora de Relações Corporativas Cone Sul na Coca-Cola América Latina. Visando capacitar e empoderar as mulheres que já são empreendedoras ou tem o desejo de empreender, a plataforma “Coca-Cola dá um gás no seu negócio” conta com dois projetos voltados para elas. Ao todo, serão mais de 4.150 mulheres beneficiadas pelo programa ao longo de 12 meses. O intuito é impactar a parcela da população que ficou ainda mais vulnerável durante a pandemia e que está diretamente ligada ao cerne do projeto – segundo estudo do Nubank em parceria com o BID e o Sebrae, um em cada três negócios do Brasil são geridos por mulheres. Em parceria com o Sebrae e Coca-Cola FEMSA, o “Empreenda como uma mulher” realiza um programa de mentoria para desenvolver negócios liderados por mulheres pelo país. Já o “Meu negócio é meu país” acontecerá em Salvador (BA), em parceria com SOLAR Coca-Cola e a marca Kuat, a fim de fortalecer o empreendedorismo por meio de uma plataforma voltada para comidas regionais. “Acreditamos que as mulheres desempenharão um papel transformador na formação da economia global na próxima década. Elas são pilares fundamentais tanto para as comunidades quanto para os seus negócios e são peças-chave para estimular o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável”, destaca Silmara. Embaixadores Carmem Virgínia é a grande embaixadora do programa “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”, e representará o projeto para o grande público. Pesquisadora e influenciadora digital, a chef pernambucana também é e jurada dos reality shows “Cozinheiros em ação” e “FFF Brasil”, além de proprietária do premiado Altar Cozinha Ancestral (Recife) e Yayá (Rio de Janeiro). Outros dois nomes de peso da gastronomia brasileira serão apoiadores do projeto: João Batista, cozinheiro há 38 anos e apresentador do reality show “Mestre do Sabor”; e Katia Barbosa, chef jurada do mesmo programa. Atores fundamentais para que todas as iniciativas e mensagens da companhia sejam amplamente difundidas para o público geral, sem perder de vista a identificação e a aproximação com o público-alvo, os embaixadores têm como papel também inspirar e passar ensinamentos à medida que compartilham suas experiências e vivências enquanto empreendedores do setor de bares e restaurantes. Por Agência Sebrae  

Negócio nas favelas: metade dos moradores se considera empreendedora

Para Celso Athayde, coCEO da Digital Favela e CEO da Favela Holding, empreender é, em muitos casos, questão de sobrevivência (Favela Holding/Divulgação)   Pesquisa da Digital Favela mostra as fontes de renda dos moradores, o acesso digital na hora das compras e também como a influência local é importante no consumo.   A metade dos moradores de favelas no Brasil se considera empreendedora, como revela a edição da Digital Favela, encomendada pela Data Favela. Entre os respondentes, 41% têm um negócio próprio, sendo que, para 22%, essa é a principal fonte de renda. E, nas favelas, 57% dos empreendedores declara ter investido nesse formato de trabalho para driblar a ausência de oportunidades com carteira assinada no mercado formal, enquanto 54% dizem ter recorrido a horas extras e bicos para complementar a renda durante o último ano.   Para Celso Athayde, coCEO da Digital Favela e CEO da Favela Holding, empreender é, em muitos casos, questão de sobrevivência. “Sem emprego, as pessoas se veem obrigadas a procurar alternativas e optam por investir em habilidades que podem virar serviços, como alimentação, estética e manutenção de eletrônicos, por exemplo”.   A maioria dos empreendedores permanece, atualmente, na informalidade. Deles, 63% não possuem CNPJ – ou seja, não têm empresa formalmente aberta para exercer a atividade remunerada. “A informalidade ainda é grande porque estes são negócios criados para suprir necessidades emergenciais e para atender à própria comunidade. Conforme os negócios se consolidam, há uma busca pela formalização, que é importante para conseguir crédito e crescer”, afirma Athayde.   O acesso a capital para investimento é apontado como uma das dificuldades na condução dos negócios para 40% dos entrevistados, seguidos pela falta de equipamentos adequados, em 25% dos casos. Para 14%, a maior dificuldade está em fazer a gestão financeira do empreendimento.   “Ao empreender por necessidade, as pessoas têm poucos recursos formais para embasar os negócios. Elas criam e crescem na raça, apesar das dificuldades. Porém, se tivessem acesso a mais estrutura, certamente, prosperariam ainda mais”. Apesar disto, 81% estão otimistas em relação ao futuro do negócio.   Consumo e Conexão   A pesquisa também ressalta a importância da internet nas favelas brasileiras. Dos empreendedores, 58% usam a rede como fonte de informação sobre a atividade que exercem. Também é por ela, especialmente pelas redes sociais, que 76% das pessoas divulgam seus serviços.   “O dado mostra como a favela está conectada, engajada e sendo uma grande fonte de influência. Os próprios moradores sabem qual é a linguagem ideal para atrair seus clientes e o tipo de conteúdo que aquele determinado assunto precisa. Por isso, acabam se transformando em influenciadores digitais e que, muitas vezes, podem representar diversas marcas que desejam essa mesma conexão com as favelas”, afirma Guilherme Pierri, coCEO da Digital Favela.   O reconhecimento dos demais moradores sobre o negócio, o famoso “boca a boca”, aparece como fonte de divulgação para 56% dos proprietários. Além disso, 88% de quem vive nas favelas afirma confiar mais nas indicações de um influenciador da própria comunidade do que nas de pessoas famosas (12%).   “O senso de comunidade e pertencimento é muito latente. Assim como acontece com grandes empresas, a indicação é o reconhecimento de qualidade e aumenta a reputação de um produto ou serviço dentro daquela comunidade. Por isso, a representatividade e legitimidade acabam sendo os grandes fatores de sucesso nessa comunicação”, diz Pierri.   Em relação às compras, 41% nunca compraram pela internet diretamente. E cerca de 61% deles conseguem receber um pedido na porta de casa, enquanto outros têm que pedir para que a entrega seja feita em algum ponto próximo.   A pesquisa entrevistou 1.250 pessoas, de 16 a 78 anos, em favelas de todo o país de 6 a 17 de março de 2022. A margem de erro estimada é de 2,8 p.p.   Fonte: Exame

O Globo: Mesbla.com fecha contrato com 40 novas PMEs

 Mesbla ganha novas PMEs em seu marketplace (foto: Pixabay) O Globo   Meta é crescer 20% neste ano, com mais de 13 mil itens no marketplace Por Bruno Rosa   Dois meses após seu retorno e estreia no ambiente digital, a Mesbla.com assinou contrato com 40 pequenas e médias empresas da área de moda e vestuário para reforçar o marketplace. Além disso, a marca, que já foi uma das mais tradicionais do varejo brasileiro, tem parceria com a plataforma Conecta-Lá, que reúne mais de 2.500 revendedores. Assim, a Mesbla.com já soma mais de 13 mil novos itens, aumento de 5% na quantidade de produtos desde sua estreia no ambiente digital. Até dezembro, a expectativa é de um crescimento superior a 20% em relação aos números atuais, afirma Ricardo Viana, sócio da empresa. Um dos novos contratos é com o Espaço Rubro Negro, loja oficial do Flamengo, com cerca de 600 produtos da marca. Na lista há outras como Concept Lingerie, Lojas SOB, Venore e Allmaria. Especializado em direito de propriedade intelectual, o advogado Luis Fernando Matos Jr., sócio fundador do escritório Matos & Associados, observa que casos como a Mesbla são exemplos de como marcas, mesmo permanecendo inativas por anos, conseguem estabelecer uma relação de longo prazo com seus consumidores. “Isso é um importante ativo econômico. São marcas que se tornaram símbolos de suas épocas. A Mesbla, como outras tantas, são marcas que foram referência em suas áreas de atuação e permanecem vivas até hoje. E isso garante um valor econômico que atravessa décadas”, destaca o advogado.

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