Governo federal anuncia R$ 71,6 bilhões em crédito rural para pequenos produtores

Público beneficiado pelo Plano Safra da Agricultura Familiar também é prioritário para o Sebrae em programas como Agronordeste e Produzir Brasil O governo federal lançou, nesta quarta-feira (28), o novo Plano Safra para a Agricultura Familiar 2023/2024 e vai disponibilizar mais de R$ 71,6 bilhões em crédito rural para que estes trabalhadores possam investir na produção de alimentos. O objetivo é apoiar os agricultores familiares, especialmente aqueles que investem na produção de alimentos como arroz, feijão, mandioca, tomate, leite, ovos, entre outros. “Estamos retomando algo que não deveria ter acabado. Estamos voltando agora mais calejados, mais preparados, mais maduros, mais responsáveis e com muito mais obrigações com a sociedade brasileira. Temos que fazer mais e melhor e com a participação da sociedade civil. Quero que vocês produzam o máximo que puderem de alimentos. A grande arma que precisamos neste país é ter o povo de barriga cheia, sem nenhuma criança passando fome ou alguém ir dormir sem ter o que comer”, destacou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de lançamento no Palácio do Planalto. Os agricultores familiares são um dos públicos prioritários do Sebrae. Nos últimos quatro anos, o serviço atendeu mais de 177 mil pequenos produtores rurais, nas atividades econômicas agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura. O atendimento é realizado por meio de orientações às cooperativas e associações em aspectos como organizar o segmento, ter acesso a mercado e melhorar a renda; capacitação de grupos produtivos; gestão do negócio; organização da cadeia produtiva e gestão nas agroindústrias com intervenções de processos. Programa Agronordeste eleva produtividade e melhorias às atividades agrícolas e pecuárias no RN (Foto: Fred Veras). Especialmente nas regiões em que os agricultores familiares estão em maior vulnerabilidade social, o Sebrae atua com o programa Agronordeste, nos nove estados do Nordeste, e em áreas de assentamento na região da Amazônia legal, por meio do Produzir Brasil. As iniciativas possibilitam apoio, capacitação e ampliação da eficiência produtiva e o desenvolvimento comercial dos pequenos produtores. Outra ação que garante aos agricultores familiares o acesso a mercados é o Brasil à Mesa – vitrine para divulgação de alimentos e bebidas diferenciados como produtos artesanais, típicos e regionais, com Indicação Geográfica, selo de Identificação Artesanal (ARTE) e orgânicos. Além disso, foram investidos aproximadamente R$ 600 milhões em ações para este público por meio de parcerias com diversos atores do setor nos últimos anos. “A agricultura familiar, além de sustentar as famílias dos próprios agricultores também é a grande responsável pela produção de alimentos de qualidade e saudáveis para o consumo da população brasileira, gerando renda e propiciando a sustentabilidade no campo”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima. “Tenho certeza de que juntos vamos ajudar o Brasil a sair do Mapa da Fome e apoiar o país a retomar o caminho do crescimento econômico”, acrescenta o dirigente do Sebrae. Agricultura Familiar Do total de estabelecimentos agropecuários do país, 77% estão classificados como agricultores familiares, sendo responsáveis por 23% da área de todos os estabelecimentos rurais do país. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017, a agricultura familiar ocupava mais de 10 milhões de pessoas nos estabelecimentos agropecuários. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia o Plano Safra da Agricultura Familiar 2023/2024 Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil. Plano Safra da Agricultura Familiar 2023/2024 R$ 71,6 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) Redução dos juros para produção de alimentos de 5% para 4% ao ano Redução de 50% nas alíquotas do Proagro Mais para a produção de alimentos Nova faixa no Pronaf Custeio para produtos da sociobiodiversidade, orgânicos e agroecológicos (ou em transição agroecológica) com juros de 3% ao ano Mulheres rurais ganharão uma linha específica, uma nova faixa na linha Pronaf Mulher. O Plano Safra também passa a incluir povos e comunidades tradicionais e indígenas como beneficiários do Pronaf

Ele foi panfletista e hoje comanda franquia de suplementação animal com faturamento anual de R$ 10 milhões

Matheus Ferraz, hoje aos 42 anos, sabe muito bem o peso e a importância que a referência familiar teve no início da sua vida profissional. Aos 17 anos ele acompanhava seu pai, que era vendedor externo de cursos profissionalizantes em todo o país. Matheus fazia panfletagem para a mesma empresa e pouco tempo depois se tornou office-boy. Daí então foi um pulo para também se tornar vendedor de cursos profissionalizantes. O que ele só não imaginava é que aquele período muito difícil, como ele mesmo relembra, faria toda a diferença na sua vida profissional. Era o seu primeiro contato direto com o setor de vendas. Profissão essa que o acompanha até os dias de hoje. “Eu era muito novo e percorremos várias cidades por todo o país, o que era muito difícil, pois não conhecia nada e precisava conseguir local para realizar as aulas e as matrículas dos cursos. Mesmo assim, foi uma experiência incrível de ter que fazer o negócio acontecer”, relembra Ferraz. Depois de algum tempo surgiram novas oportunidades e Matheus abraçou todas elas. Ele que é natural de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, já trabalhou como vendedor interno e externo de call center; em loja de calçados; representante comercial de calçados; em loja de rações para cães e gatos; executivo de vendas das operadoras de telefonia Claro, Vivo, Tim e Oi, e como vendedor de telemarketing de produtos agropecuários. Esse último despertou o seu interesse pelo mercado de agronegócio.   Veículo apreendido Com espírito de liderança, Matheus gostava de estar sempre na linha de frente, dando ideias, realizando planejamentos, até que surgiu o desejo de mergulhar no mundo do empreendedorismo. Sem capital algum para abrir o próprio negócio, ele fez as coisas andarem literalmente na raça, como um projeto de virada de ano (2014). Sem dinheiro para pagar um espaço, ele utilizou uma casa vazia que seus pais tinham na periferia de São José do Rio Preto. Na sala da casa ele colocou uma mesinha de aço que já havia no local, pintou todo o espaço, trouxe seu notebook e então começou a vender ali mesmo. Foi assim que surgiu a marca Reino Rural Saúde no Campo, especializada em produtos agropecuários como suplemento nutricional animal e fertilizantes. Em três meses ele conseguiu levantar dinheiro para alugar um espaço melhor localizado na cidade e pagar três vendedores externos. “Me emociono ao falar, pois quando abri a empresa fazia contas a prazo com as fábricas e vendia os produtos para pagá-las. Cheguei a ter um veículo com busca e apreensão que havia acabado de tirar da agência, pois no início do negócio precisei deixar de pagar as parcelas. Mas no final deu tudo certo”, relembra o empresário. Ao longo de dois anos, Matheus foi responsável por tudo. Vendia, embalava e despachava os produtos, faturava nota e fazia a cobrança.   Virada de chave Em setembro de 2019 um funcionário que fazia a administração da empresa e cobranças desviou para sua própria conta vários recebimentos de clientes que estavam em atraso sem que Matheus percebesse devido a demanda. Após esse episódio, o empresário procurou uma empresa de call center com expertise em cobrança. Foi quando Matheus conheceu a advogada e proprietária da call center, Viviane Henriques, e em apenas um mês, ela se tornou sócia da Reino Rural. “A Viviane só agregou ao negócio, trazendo todo seu know-how de advogada e como empresária de anos nesse mercado de cobrança. Unimos nossas forças foi de suma importância para a Reino Rural chegar ao que é hoje, pois ela tinha uma experiência bem maior que a minha em gestão empresarial que complementou com meu conhecimento de operação do setor”, enfatiza.   Transformando em franquia Pouco tempo depois o empresário decidiu criar os seus próprios produtos, ou seja, todos os suplementos animais e fertilizantes são de fabricação própria da Reino Rural. “Quando você abre sua empresa, principalmente em um mercado competitivo e de muita desconfiança, seria fundamental iniciar com uma marca própria para ter total controle da qualidade do mesmo”, afirma. No início de 2021, após a empresa ter resultados surpreendentes e crescimento rápido do negócio, a marca migrou para o mercado de franchising para capilarizar a expansão em todo o Brasil. Daí surgia a Reino Rural Franchising, que atua exclusivamente home office, com investimento inicial a partir de R$ 45.990 (incluso taxa de franquia, mais capital de giro e instalação do negócio). O faturamento é muito atrativo e pode chegar a R$ 57.746,36, conforme o desempenho do franqueado. O retorno do negócio é muito rápido e em cerca de 4 a 6 meses é possível recuperar o dinheiro investido. Ferraz explica que o franqueado atua com vendas através de call center, comercializando os produtos pecuários e para lavouras da marca própria da Reino Rural, direcionados para fazendas, sítios, chácaras e produtores de pequeno, médio e grande porte.   Paixão pelo que faz O empresário pontua que até hoje continua sendo vendedor, mas dessa vez em uma nova vertente, já que faz mentoria com seus supervisores e vendedores; franqueados; e participa frequentemente de reuniões com investidores interessados pelo negócio. “Continuo vendendo, mas dessa vez vendo a imagem da empresa que é muito importante”, diz. Para ele, é necessário amar o que faz e se entregar de verdade ao negócio, só assim será possível colher o sucesso de forma rápida, como aconteceu com a Reino Rural.   Expansão Hoje a Reino Rural soma 40 operações presentes em 15 estados brasileiros. No ano passado a rede faturou quase R$ 10 milhões, a expectativa para este ano é alcançar 40 unidades e faturamento anual acima de R$ 15 milhões. “O agronegócio é um dos setores mais estratégicos da economia brasileira, sendo responsável por mais de 25% do PIB nacional. Além do mais, trata-se de um negócio de baixíssima concorrência dentro do franchising, um dos fatos que fez eu me dedicar a esse segmento, pois além de ser próspero, o mercado carece desse tipo de produto”, finaliza Ferraz.

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