5 Insights da Mature Future sobre Empreendedores 50+

Como disse a jornalista Mariana Mello, fundadora e publisher da Alma Content, boutique de conteúdos branded, e do Portal Mature Future, que escreve excelentes histórias sobre a cultura do envelhecimento, somos melhores hoje do que fomos ontem. Mariana foi nossa entrevistada no último episódio do videocast Empreendabilidade, disponível no Spotify e no Youtube, e a conversa passou por diversas reflexões, como preconceito contra idade, projeto de vida e quebra de paradigmas a respeito de faixas etárias. “O exercício do envelhecimento tem que começar desde o início. Como aprendemos educação financeira, nutricional, tínhamos que aprender sobre envelhecimento”, afirma. Para nós faz todo sentido, já que antes dos anos 2050 a população Brasileira terá mais idosos do que jovens. Envelhecer não envolve só o que os mais velhos farão, envolve também como lidamos com eles no dia a dia. Por isso, a missão da Mature Future é colaborar para a construção de uma cultura de envelhecimento no Brasil, para todas as idades, considerando a comunicação como um agente fundamental nessa nova mentalidade. Mariana, além de empresária e jornalista, também tem feito apresentações e debates sobre o assunto. Recentemente esteve com o jornalista Heródoto Barbeiro em uma universidade. A Mature Future tem atuado ativamente na abordagem do envelhecimento na comunicação, expressões de ageísmo, intergeracionalidade, mercado da maturidade, cenário da longevidade no Brasil, entre outros. Considerando que os mais velhos são excelentes empreendedores, Mariana selecionou insights do nosso estudo que valem a pena ter em mente: 5 insights da pesquisa Empreendedores 50+ : O Futuro do Brasil Os empreendedores 50+ são mais maduros e, por isso, contam com uma atuação mais centrada no sucesso. Comprometimento no trabalho (89%) e maior equilíbrio emocional em relação aos jovens (88%) são duas características comuns a profissionais maduros. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Dados do Sebrae, com base nos dados disponibilizados pelo PNADC, do IBGE, mostram que 20% dos empregadores brasileiros têm mais de 50 anos de idade. Empreendedores com mais de 65 anos contam com uma taxa de aprovação de 66% em seus pedidos de crédito a instituições financeiras. O profissional maduro já conhece o mercado e lida com a pressão do ambiente corporativo há muito tempo. Isso, no decorrer dos anos, faz com que um senso crítico mais apurado seja criado, o que facilita as práticas empreendedoras. Esse tipo de conhecimento não se compra e não é possível de desenvolver sem anos atuando no mercado. A pesquisa Empreendedores 50+ está disponível aqui.
Etarismo: preconceito prejudica quem deseja abrir negócio

Antigamente, abrir um negócio após os 50 anos parecia algo inviável em um passado recente, mas hoje esse cenário mudou. Segundo o estudo do “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil” , os profissionais 50+ são capazes e conseguem liderar com êxito grandes empresas. O levantamento também mostra que esses executivos com mais de 50 anos têm empresas duradouras, empregam mais pessoas, são mais confiáveis para o mercado financeiro, lidam melhor com pressão e aceitam melhor os riscos. Para Telma Rosseti, fundadora da TalentoTech, a sociedade fala que um profissional mais maduro muitas vezes não é capaz de iniciar no mundo do empreendedorismo e nem se manter no mercado de trabalho. “A sociedade está dizendo que eu com 65 anos já não sirvo mais, mas no fundo, eu ainda acho que posso fazer muita coisa. Eu estou com muita energia, muita disposição”. “A questão da pejotização também envolve o autoconhecimento que adquirimos, ter uma propriedade nossa. Antes, parecia que a responsabilidade da nossa riqueza estava na mão do outro. Agora, eu não dependo do plano de carreira da empresa, dos aumentos e de acordos coletivos. Eu cuido da minha riqueza, vou construir meu próprio plano de carreira, vou conduzir meu próprio investimento”, comenta. Ainda há muito etarismo no mercado, esse preconceito é um desafio complexo que atrapalha muito os mais “velhos” que desejam abrir um negócio. “Há quem decida se reinventar ou seguir algum sonho. Outros preferem uma remuneração maior ou mais valorização. Porém, quando se tem mais idade é natural surgirem momentos de dúvida e insegurança, principalmente, por causa dos muitos preconceitos”. “Contudo, com o passar do tempo, a geração dos 50+ foi mudando e garantindo seu espaço. Principalmente pelo acesso cada vez mais próximo à tecnologia, o estudo contínuo e as novas oportunidade geradas. Com a pandemia, as pessoas passaram a dar mais valor para coisas diferentes e isso gerou uma vontade de novos ares e caminhos”, complementa a especialista. Dizem que há certos marcos de idade que fazem diferença na carreira das pessoas. De fato, como a experiência vem com o tempo, em certo momento não é preciso mais mostrar quem o profissional é, a bagagem já mostra por si só. “Mas e quando essa bagagem não te ajuda? A partir de um determinado momento da vida, é bastante difícil conseguir uma promoção ou progredir na carreira. É como se fosse o estágio final que você consegue atingir. Porém, todos são capazes de realizar seus sonhos, independentemente da idade”, finaliza Telma.
REPORT: Profissionais com mais de 50 anos devem empreender; conheça o estudo
Os profissionais maduros, aqueles na faixa etária de 50 anos ou mais – e que estão com dificuldade de se recolocar no mercado de trabalho após a pandemia – deveriam estar empreendendo. Isso ajudaria não apenas no problema de recolocação no mercado de trabalho, mas também traria uma série de benefícios para a economia e a sociedade. A conclusão é do relatório “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil”, que parte do cruzamento de dados macroeconômicos, indicadores de mercado e do perfil de profissionais maduros e passa por um olhar crítico sobre a projeção de envelhecimento da população e das mudanças comportamentais da “geração prateada” para chegar ao argumento-chave de que a maturidade, naturalmente, oferece ao indivíduo as características que são necessárias para se iniciar um negócio. Não se trata de uma simples tese. Os números dizem tudo. Os empreendedores com mais de 50 anos têm mais empresas duradouras, empregam mais pessoas, são mais confiáveis para o mercado financeiro, lidam melhor com pressão, aceitam melhor os riscos. Falar de empreender não deveria assustar as pessoas, já que o impacto positivo de se ter mais empreendedores maduros é imenso, e é disso que o Estudo fala. Na cultura consumista, a tal “Economia Prateada” se refere a criar produtos e serviços específicos para um grupo etário que só cresce. Cresce em consumo e produz menos. Ora, não é possível estender para as idades mais jovens o pico produtivo, que hoje é de 20 anos – dos 30 aos 49 -, dentro de uma expectativa de vida de 76 anos. Ao mesmo tempo, a previdência social é deficitária e sem futuro – basta olhar os gráficos disponíveis no material completo. As pessoas maduras acabam deixando de contribuir para a economia exatamente quando estão no auge da sua capacidade intelectual e produtiva, aponta o report. Num contexto onde boa parte da sociedade brasileira não tem educação financeira e poucos estão preparados para ficar sem uma renda fixa, principalmente após a pandemia, é importante, sim, um movimento de inclusão para reempregar profissionais maduros. Mas, nisso, muitos acabam subaproveitados. O que o relatório “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil” pretende é muito simples: mostrar que se for aproveitada a bagagem de vida e profissional dessas pessoas e se forem desenvolvidas as capacidades técnicas, de gestão e tecnológicas, o impacto é muito positivo para todos. Para baixar o material completo, clique aqui ou visite a página Reports do nosso portal. Boa leitura!
Veja a carta dos empreendedores do Reino Unido ao governo

Philip Salter é fundador da The Entrepreneurs Network e colaborador da Forbes Artigo originalmente publicado em 25 de julho de 2022, na Forbes (disponível aqui). Mais da metade dos jovens britânicos começaram ou pensaram em começar um negócio. Essa é uma tendência que tem mais a ver com o que eles veem todos os dias no TikTok do que com o que aprendem na sala de aula. Afinal, a maioria dos jovens não está aprendendo nada sobre o mundo do trabalho – muito menos sobre a necessidade de começar um negócio. Não são apenas os jovens que valorizam as habilidades empreendedoras: os empregadores também. Para coincidir com o lançamento do Relatório do All-Party Parliamentary Group for Entrepreneurship, pedindo ao governo que priorize a educação empreendedora, coordenamos uma carta para apoiar as descobertas, que centenas dos principais empreendedores e educadores do Reino Unido assinaram. O relatório APPG foi apoiado por finnCap. Como diz Sam Smith, CEO do grupo finnCap: “Trabalhei com programas que ensinam empreendedorismo nas escolas. Vi em primeira mão como esses programas abrem oportunidades para jovens de origens que geralmente são excluídas do empreendedorismo. Incorporar a educação no sistema de ensino regular criará um futuro mais justo para os jovens do Reino Unido.” Ao lado de Sam Smith, a carta foi assinada por muitos dos grandes e bons empresários do Reino Unido, incluindo: Lord Bilimoria CBE DL, fundador da Cobra Beer e presidente da CBI; Dragon e varejista Theo Paphitis; Giles Andrews OBE, fundador da Zopa; Sherry Coutu CBE, administradora da Founders4Schools; Emma Jones CBE, fundadora da Enterprise Nation; Rishi Khosla OBE, CEO e cofundador do OakNorth Bank; Rajeeb Dey MBE, fundador e CEO da Learnerbly; Sean Ramsden MBE, fundador e CEO da Ramsden International; Caroline Theobald CBE, diretora administrativa do Bridge Club; Dra. Sarah Wood OBE, diretora independente sênior da Tech Nation; Simon Woodroffe OBE, fundador da YO! Companhia; Shalini Khemka CBE, Fundadora e CEO da E2E; Maxine Benson MBE, cofundadora, everywoman, e Brad Aspess MBE, fundador da Rarewaves. Alison Cork, fundadora da Make it Your Business, diz: “À medida que os jovens, em particular, reavaliam como querem trabalhar e viver, é imperativo que normalizemos uma cultura de empreendedorismo em nosso sistema educacional”. Hilary Rowland, cofundadora da Boom Cycle, diz: “Tornar a exposição ao empreendedorismo uma prioridade para os jovens é um acéfalo. Há tantas lições a serem aprendidas, mesmo que eles não abram seu próprio negócio.” Para Louise Hill, cofundadora e COO da GoHenry, “é incrivelmente importante apoiar a próxima geração de empreendedores. A GoHenry apoia totalmente isso.” O relatório apela ao Governo para elaborar uma Estratégia de Empreendedorismo Juvenil, tendo em conta as evidências e experiências de toda a Europa. O relatório sugere estabelecer competências e habilidades-chave que os alunos devem desenvolver ao longo de sua educação, bem como incentivar o aprendizado por meio de projetos práticos, para garantir que o conteúdo teórico esteja claramente relacionado às aplicações práticas. A ideia é incorporar o empreendedorismo no Currículo Nacional, em vez de ensiná-lo como uma disciplina separada. O relatório argumenta que as escolas poderiam empregar um modelo de quatro anos em que os conceitos teóricos relevantes para a inovação e o empreendedorismo sejam disseminados ao longo de todos os anos escolares e integrados nas disciplinas existentes, começando com a introdução de conceitos básicos em idades mais jovens e desenvolvendo para o quadro mais amplo e oportunidades empresariais entre os grupos de anos mais velhos. Ao vincular esses assuntos a situações e habilidades práticas, sua relevância diária fica mais clara para os alunos que, de outra forma, poderiam estar menos engajados. Com base nos dois relatórios de 2014: Lord Young’s Enterprise for All e o APPG for Micro Businesses’s An Education System fit for an Entrepreneur, este relatório da APPG está tentando colocar a educação empresarial de volta no menu para quem for o próximo primeiro-ministro. Como diz o autor do relatório, Finn Conway: “Atualmente, a educação para o empreendedorismo, quando é ensinada, sofre por ser isolada. As crianças aprendem os conceitos básicos de matemática e ciências, mas não aprendem como se envolver com esses tópicos com uma mentalidade empreendedora. O currículo deve ser trazido à vida através das lentes do empreendedorismo desde as idades mais jovens”.