Prefeitura de São Paulo abre credenciamento para feiras e eventos a afroempreendedores

Neste sábado, 26 de agosto, é comemorado o Dia do Afroempreendedor. Como forma de incentivar e fomentar os negócios da comunidade negra na Capital, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, celebra a data com a abertura de credenciamento do Programa Municipal São Paulo Afroempreendedor. A iniciativa busca desenvolver estratégias e ações para o fortalecimento e desenvolvimento dos empreendedores negros, como em um dos eixos de atuação do programa, a Rede Municipal de Micro e Pequenos Afroempreendedores, que possibilita a troca de experiências, intercâmbios, desenvolvimento de negócios para o incremento econômico na área. Por meio deste link, os empreendedores podem participar de eventos, feiras e ações promovidas pela gestão municipal. “O empreendedorismo brasileiro vem crescendo e se desenvolvendo cada vez mais ao longo dos anos, especialmente como MEIs – Microempreendedores Individuais e profissionais autônomos e por meio da Rede Municipal de Micro e Pequenos Afroempreendedores, buscamos oferecer oportunidades como rodadas de negócio, feiras de exposição, comercialização e geração de networking à população negra, que mesmo sendo maioria em nosso país, ainda sofre com a desigualdade, preconceitos estruturados que acarretam desvantagens no mercado de trabalho”, comenta a secretária de Desenvolvimento Econômico, Aline Cardoso. Segundo o Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, cerca de 14,5 milhões de negros empreendem no país, mas estes empreendedores encontram uma série de desafios, entre eles, a falta de incentivo, combatida pelo programa São Paulo Afroempreendedor. O afroempreendedorismo é uma ação empreendedora realizada por negras e negros que desenvolvem atividade empresariais, criativas e inovadoras, sendo o afroempreendedor não somente aquele que trabalha no mercado estritamente afro, mas aquele que deseja empreender em qualquer esfera ou campo da sociedade. Acesse o formulário clicando aqui.
PMEs inovadoras participam do Startup Summit 2023 em busca de investimentos e parcerias

A partir de hoje (23) até sexta-feira (25), 180 startups de todo o Brasil estarão na 6ª edição do Startup Summit, em Florianópolis (SC). A convite do Sebrae, as empresas foram selecionadas para participar do estande Capital Empreendedor, espaço onde vão ter a oportunidade de expor seus negócios para um público estimado em 10 mil pessoas. Além disso, elas poderão fazer conexões com os principais players de inovação do país, acompanhar palestras com grandes nomes do mercado do empreendedorismo inovador e ainda, participar de um Circuito de Investimentos com pelo menos 91 investidores já confirmados. O coordenador de Acesso a Crédito e Investimentos do Sebrae Nacional, Giovanni Beviláqua, explica que a seleção das startups levou em consideração o nível de maturidade das empresas para o estágio de financiamento via investimentos. Segundo ele, são pequenos negócios inovadores que em algum momento de seu desenvolvimento precisam de financiamentos, seja via crédito ou via investimentos. “São startups que participaram do Capital Empreendedor, programa que prepara pequenos negócios inovadores para se conectarem com o mercado de investimentos, mas também foram aceleradas em outras iniciativas do Sebrae, como o Inova Amazônia, o Catalisa ICT e o Startup Nordeste. Nossa atuação visa dar suporte desde a concepção do negócio até o financiamento de suas atividades e desenvolvimento”, esclarece o coordenador. As 180 startups, selecionadas pelo Sebrae, representam o empreendedorismo inovador de todas as regiões brasileiras. Elas são oriundas de 21 estados do país, sendo a maioria do segmento de Saúde e Bem-estar, de Tecnologia da Informação e de Educação. O grupo também faz do Programa K+, que levará ao todo, mil startups totalmente de graça para o Startup Summit 2023. O CEO da Ayo, Iuri Magno. A empresa desenvolveu um app conecta empresas e entregadores parceiros. Foto: arquivo pessoal. Da região Nordeste, por exemplo, partem 39 startups rumo à capital catarinense. Uma delas é a Ayo, uma logtech de Sergipe, que nasceu em plena pandemia da Covid-19 e transformou seu modelo de negócio durante o Capital Empreendedor. Antes disso, startup atuava apenas como um aplicativo de transporte interestadual, mas atualmente é um app que conecta empresas e entregadores parceiros, no chamado last mile, ou seja, no último trecho da entrega. Com clientes em Sergipe e Paraíba, a empresa recentemente chegou à Vila Velha, no Espírito Santo, e se prepara para enfrentar novos desafios. “Saímos de zero entregas em 2021 e hoje já alcançamos 150 mil entregas pela empresa, após a experiência no Capital Empreendedor. Estamos preparados para captar investimentos e expandir nossa operação. Já atingimos o breaking even e estamos com a rodada de investimentos aberta. Também vamos dispostos a fechar parcerias com grandes empresas de franquia ou corporações por todo o Brasil”, conta oAyo, Iuri Magno. Considerada uma das 100 empresas mais promissoras do Brasil, em 2022, de acordo com a lista elaborada por Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Época Negócios, EloGroup e Innovc, a startup Fiscontech, de Rondônia, será uma das empresas representantes do ecossistema de inovação da região Norte no estande do Capital Empreendedor. Com atuação nacional, a Fiscontech é responsável por uma plataforma especializada em automação de tarefas e processos fiscais e tributários, auxiliando na redução de custos de operações contábeis. Atualmente, a empresa encontra-se na fase “seed” e se prepara para abrir uma nova rodada de investimentos. De acordo com o CEO Alex Leite, as expectativas para a edição deste ano do Startup Summit incluem muito networking com investidores e potenciais parceiros, além de atualização de conhecimentos. “Queremos nos aproximar de investidores para uma próxima rodada de investimento e também buscar parceiros estratégicos. Pretendemos expandir a Fiscontech tanto do ponto de vista de novos produtos quando do crescimento do negócio”, considera Alex. Quando participou do Capital Empreendedor em 2021, a empresa ainda era “pré-seed” e foi uma das startups que conseguiram captar investimentos durante o programa. “Nós evoluímos muito como negócio, como produto e como pessoas. Eu diria que o Capital Empreendedor foi um divisor de águas para nós. Nosso time mais que dobrou, nossos clientes triplicaram e de lá para cá tivemos muito resultados positivos”, avalia Alex. Serviço: Startup Summit 2023 Data: 23, 24 e 25 de agosto Onde: Presencial no Centrosul – Centro de Convenções em Florianópolis (SC) e online (com acesso gratuito a palestras da plenária principal) Mais informações aqui.
Grandes empresas do mercado marcam presença no Startup Summit 2023
A sexta e maior edição do Startup Summit, que acontece na capital catarinense a partir de hoje (23), contará com a presença de diversas empresas nacionais e internacionais que buscam estreitar o relacionamento com startups. Realizado pelo Sebrae, ACATE e ACIF, o evento é uma grande oportunidade para criar relações entre os players do ecossistema de inovação e startups e as corporações. Líder mundial na produção de aço e um dos maiores em mineração, o Grupo ArcelorMittal estará presente durante o Startup Summit 2023. O Grupo, que tem como objetivo ao longo do evento se conectar com startups principalmente dos segmentos indtechs, logitechs e health techs. De acordo com Lincoln Rezende, gerente que está a frente do Programa de inovação iNO.VC da ArcelorMittal, a empresa, que busca Inovação Aberta, espera encontrar colaboração e conexão com agentes do ecossistema, além de conteúdos de alto nível e forte networking. “Estamos sempre em busca de parcerias e colaboração com startups para processos de inovação aberta frente aos nossos desafios da indústria”, afirma. Além disso, o Grupo também quer contribuir com insights relevantes sobre como a tecnologia pode ser uma forte aliada no setor industrial. “Queremos mostrar como acelerar a transformação digital na indústria, já que é um setor tradicionalmente mais conservador e com menor apetite ao risco”, destaca Lincoln. A Bayer, empresa líder em ciências da vida e inovação que acaba de completar 160 anos, marcará presença no evento levando o conhecimento de uma empresa madura associado à constante busca por inovar e se manter como líder de mercados impactantes para a vida das pessoas. Para a gestora de Relacionamentos na Liga Ventures e Community Manager da Bayer no Cubo Itaú, Danielle Leonel, o Startup Summit é uma oportunidade única para colaborar e explorar novas parcerias que podem impulsionar a inovação nos setores de saúde e nutrição. A gestora destaca que a empresa busca mentes criativas por trás de startups inovadoras, principalmente as health techs que atuem com os temas de awareness, disseminação de informações e prevenção; desenvolvimento de exames, diagnósticos e tratamentos; inovações em terapias e abordagens de tratamento; modelos de negócios voltados para alternativas de tratamento; e soluções que facilitem a adesão e continuidade nos processos de tratamento. De acordo com Danielle, o principal interesse da Bayer durante o Startup Summit é o de compreender as tendências emergentes no ecossistema de startups. “Acreditamos que o Startup Summit nos permitirá fortalecer nossa rede de contatos, identificar tendências emergentes e descobrir tecnologias que se alinhem com nossos valores e objetivos. Esperamos encontrar parceiros em potencial que possam colaborar conosco no desenvolvimento de soluções transformadoras”, afirma. Outra grande corporação também estará pela primeira vez em Florianópolis para o evento. Trata-se da Lojas Renner que, guiada pelo propósito de ser um ecossistema de moda e lifestyle mais sustentável, responsável e inovador, busca se conectar com startups que contribuam para que a empresa seja referência em uma moda mais responsável. Além disso, também espera se conectar com soluções que acelerem as iniciativas de omnicanalidade. “Um dos nossos objetivos no evento é fortalecer a conexão com as startups, identificando soluções inovadoras que possam contribuir com o nosso negócio de diferentes formas. Também buscamos estreitar relacionamento com todo o ecossistema de inovação, compartilhando nossas iniciativas e aprendendo com os demais agentes”, afirma Analu Partel, gerente geral de Novos Negócios das Lojas Renner. Para o evento, que acontece com o apoio da plataforma Sebrae Startups, a Lojas Renner levará times da área de Inovação Aberta da companhia, do fundo de Corporate Venture Capital (CVC), RX Ventures, além de líderes de diferentes áreas. Analu destaca: “Queremos valorizar talentos e reforçar o nosso compromisso em desenvolver um mindset inovador. A partir do ponto de vista de uma corporação, queremos compartilhar como nos estruturamos para que a inovação aberta se consolide como uma alavanca relevante da nossa estratégia de ser o maior ecossistema de moda e lifestyle da América Latina, seja considerando parcerias comerciais ou de investimento”. Serviço: Startup Summit 2023 Data: 23, 24 e 25 de agosto Onde: Centrosul (Av. Gov. Gustavo Richard, 850 – Centro, Florianópolis — SC) e online (palestras da plenária) Informações no site do evento; Fonte: assessoria de imprensa
Sebrae transforma a vida dos brasileiros pelo empreendedorismo

Décio Lima, presidente do Sebrae, assina artigo em homenagem aos 51 anos do Sebrae O Brasil está reencontrando, nos últimos meses, o caminho do crescimento com cidadania e igualdade social. As mais recentes projeções feitas pelo Ministério da Fazenda indicam que a economia brasileira pode crescer mais de 2,4% em 2023. O próprio FMI já havia revisto, para cima, a projeção de crescimento do PIB do país, demonstrando surpresa com os resultados do 1º trimestre da nossa economia. Mas ainda temos um dragão que precisamos conter: os juros que corroem todos os dias a vida dos brasileiros. Ainda na linha do rumo certo, o presidente Lula tem cumprido a sua promessa de campanha de colocar os mais pobres no Orçamento público. Medidas como o recém-anunciado “Desenrola Brasil” pretendem reinserir na economia milhões de pessoas que estavam com o orçamento familiar comprometido por dívidas, pelo desemprego e pela queda na renda. Nesse contexto, o papel dos pequenos negócios tem sido fundamental. Os microempreendedores individuais (MEI), juntamente com as micro e pequenas empresas (MPE), já haviam sido os grandes responsáveis pela manutenção do nível de emprego no período da pandemia, criando aproximadamente 8 em cada 10 postos de trabalho formais, e continuam dando uma contribuição inestimável. Atualmente, os pequenos negócios representam 99% de todos os empreendimentos brasileiros, respondem por quase 30% do PIB e 54% dos empregos com carteira assinada. Além disso, temos mais de 85 milhões de brasileiros vivendo direta ou indiretamente graças à atuação dos pequenos negócios. Esse contingente é maior do que a população de países como França, Reino Unido, África do Sul e Argentina. No momento em que recebe a notícia de ser a 6ª marca mais forte do país, o Sebrae, que completa 51 anos hoje (5.jul.2023), conta com ações e programas que buscam possibilitar que o empreendedorismo seja -de fato- uma saída para diminuir as desigualdades e transformar a vida das pessoas. Os resultados alcançados por nossos parceiros não deixam margem para dúvida: com apoio técnico, capacitação, crédito e oportunidades, as MPE podem mudar a realidade de famílias e localidades inteiras. Um pequeno exemplo disso é o projeto Comunidade Sebrae, que está presente em 18 favelas do Rio de Janeiro, totalizando mais de 100 comunidades e que já realizou mais de 31.000 atendimentos. Já no crédito, a instituição está focada em 2 grandes eixos. Por um lado, continuar contribuindo para o desenvolvimento de marcos regulatórios, leis, fundos garantidores e políticas públicas que melhorem o acesso dos empresários aos recursos necessários para equilibrarem sua situação financeira, realizar investimentos e ampliar mercado. De outro, seguiremos com nossa missão de encontrar saídas para facilitar o acesso a crédito, pois é preciso baixar os juros para que os empresários não caiam na armadilha da dívida e, muitas vezes, da falência. Por fim, continuaremos atuando junto ao Congresso Nacional e ao governo federal para permitir que o Brasil avance no apoio aos pequenos negócios. A reforma tributária está no centro das nossas atenções porque ela vai, naturalmente, impactar as micro e pequenas empresas. De tal forma, seremos guardiões do Simples Nacional para que a reforma assegure e melhore as conquistas alcançadas nesse marco regulatório fundamental para as MPE. O Sebrae acredita na força da transformação e emancipação pelo empreendedorismo. Defendemos que uma das saídas para a situação de desigualdade que marca o país é a articulação aliada à vocação que o brasileiro tem para a atividade empreendedora e aos diversos programas sociais de inclusão existentes.
Sebrae reforça agenda ESG para os pequenos negócios

Lançamento de Comitê ESG reuniu autoridades e especialistas de renome no Brasil. Temática gera valor e sustentabilidade para as empresas O Sebrae Nacional deu um passo estratégico rumo à promoção do desenvolvimento sustentável das micro e pequenas empresas, reforçando o seu compromisso de gerar valor para os negócios e a sociedade. Por meio do Comitê ESG, lançado nesta quarta-feira (21), a instituição começa a implementar uma agenda ESG em nível nacional em toda a cadeia de relacionamento do Sistema Sebrae, de fornecedores a clientes, colaboradores e parceiros. A iniciativa marca o início da construção de um programa nacional baseado nos pilares ambiental, social e de governança. O anúncio do Comitê ESG foi realizado pela diretoria do Sebrae em evento na sede da instituição, em Brasília, com a presença de autoridades do setor e especialistas de renome. Na abertura do encontro, o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, reforçou o papel de protagonismo da instituição na consolidação da pauta ESG. Segundo ele, o grande desafio é gerar emprego e fazer a economia crescer com sustentabilidade. “Existe um apelo unânime diante de transformações irreversíveis. Temos que sustentar o planeta, garantir o seu equilíbrio e a compatibilização com a chegada da inteligência artificial, possibilitando um mundo inclusivo para todos”, declarou. O diretor-técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick, por sua vez, destacou que o momento é de unir forças em prol da agenda ESG. Ele reafirmou o compromisso da instituição de servir e apoiar os empreendedores brasileiros. “Com o que estamos nos comprometendo aqui deve fazer sentido de todas as formas além do Sebrae Nacional ou do Sistema Sebrae”, considerou. A diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Margarete Coelho, aproveitou para explicar os objetivos do lançamento do Comitê ESG. “Queremos verdadeiramente ser exemplo para que os pequenos negócios sejam mais sustentáveis, inclusivos e competitivos”, afirmou. ESG em pauta O evento de lançamento também foi protagonizado por palestrantes renomados abordando o tema “Sendo a mudança no mundo”. Para tratar da perspectiva do meio ambiente, o escritor, professor e ativista indígena Daniel Munduruku apresentou uma reflexão sobre como o pensamento circular dos povos originários pode contribuir para a construção dessa agenda transformadora. “Os povos indígenas são empreendedores há mais de 3 mil anos e sobrevivem porque têm um compromisso com o coletivo que vai além do humano.” Já Karine Oliveira, CEO da Wakanda Educação, escola de educação empreendedora para negócios periféricos, provocou os participantes sobre o ponto de vista da inclusão social sem o viés do assistencialismo. “Antes de tentar resolver o problema de forma rápida, é preciso entender a lógica. Comece a se cercar de pessoas diferentes de você e comece a pensar em outras formas de fazer”, sugeriu. Por sua vez, Renata Faber, head de ESG na Exame e Top Voice LinkedIn, apresentou o conceito de governança como sendo a base do ESG. Segundo ela, sem governança uma pequena empresa não consegue dar o próximo passo para se tornar uma grande empresa. “Quando o negócio esquece da governança, pode gerar um problema muito grande, inclusive todo impacto social e positivo deixa de fazer sentido”, avaliou. Sobre o Comitê ESG O principal desafio do Comitê será formalizar uma agenda ESG na cadeia de relacionamento do Sebrae, incluindo desde fornecedores a clientes, pessoas colaboradoras e parceiros. Para tanto, serão definidas estratégias e ações direcionadas a cada público. Do ponto de vista interno, o Comitê deverá englobar a temática na cultura organizacional e nos valores da instituição, além de monitorar e avaliar programas, projetos e ações do Sistema Sebrae relacionados à ESG. A atualização do Diagnóstico de Sustentabilidade e a produção de relatórios com boas práticas servirão como diretrizes para construir um programa nacional baseado nos pilares ESG. Confirma abaixo os 10 compromissos do Comitê ESG do Sebrae: Realizar levantamento de dados, iniciativas e práticas ESG para mapeamento do cenário atual da instituição. Elaborar matriz de riscos ambientais, sociais e de governança e definir um plano de ação para minimizá-los. Monitorar, avaliar e reconhecer os resultados alcançados pelo Sistema Sebrae nas ações ESG. Promover a agenda sobre Diversidade, Equidade e Inclusão nos canais de relacionamento e atendimento internos e externos. Desenvolver programas de treinamento em ESG para formação de lideranças inclusivas e ambientalmente responsáveis. Estabelecer diretrizes que assegurem a execução de boas práticas ESG por parte dos nossos fornecedores e parceiros. Propor revisões normativas com objetivo de promover uma governança transparente e sustentável, segundo princípios ESG. Promover ações para adoção de práticas sustentáveis e o uso consciente dos recursos naturais, reduzindo o impacto ambiental do Sistema Sebrae. Estabelecer diretrizes para a criação de soluções e conteúdos em linguagem inclusiva, acessíveis a todos os públicos do Sebrae. Promover a educação empreendedora inclusiva, fomentando a criação de modelos de negócios inovadores, diversos e sustentáveis
Formalizar o próprio negócio pode aumentar faturamento, aponta pesquisa do Sebrae e da FGV

De acordo com levantamento, empreendedor pode ter aumento de receita de até 25% caso formalize suas empresas; estudo também aborda números do Simples Nacional Formalizar o próprio negócio pode aumentar o faturamento do pequeno empreendedor em até 25%, é o que aponta uma pesquisa feita pelo Sebrae e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com a pesquisa, o rendimento dos negócios formais tem receita média de R$ 3,5 mil, enquanto o dos informais é de aproximadamente R$ 1,2 mil. No país, são 15 milhões de pessoas com o próprio negócio formalizado, sendo que um em cada 12 brasileiros em idade ativa são ou já foram MEI. O objetivo do levantamento foi medir o impacto do modelo na vida dos empresários. O assessor da diretoria técnica do Sebrae, Rafael Moreira, avalia que os números identificados pela pesquisa são positivos; “A formalização pelo MEI representa o aumento da renda do empreendedor em torno de 25%. Ele aumenta sua renda em 25% só por ter se formalizado”, explica Rafael. Com o CNPJ, o empresário tem obrigações e os custos de uma empresa formal. Ao mesmo tempo tem acesso ao crédito e às possibilidades de pagamento, trazendo organização e estrutura para o próprio negócio. De forma geral, a formalização de pequenas empresas movimenta R$ 70 bilhões. A pesquisa também trouxe dados do Simples Nacional, apontando que o faturamento do sistema é de R$ 4,8 milhões por ano, sendo responsável por 8 em cada 10 vagas de emprego. O diretor administrativo da Fenacon, Fernando Baldissera, destaca a importância do mecanismo de arrecadação, mas reivindica uma atualização da tabela. “Hoje, a tabela do Simples Nacional, comparada com os índices inflacionários, está defasada em quase 80%. Deveria ser uma tabela muito maior, um índice de correção anual, porque, obviamente, todo ano tem inflação. A tabela teve reajuste do limite, mas isso não teve redução da carga tributária”, afirma Baldissera. O relatório do Sebrae em parceria com a FGV destaca ainda que, a cada 2 empregos criados por empresas do Simples Nacional, uma nova vaga de trabalho é criada indiretamente. *Com informações do Portal Jovem Pan
Donos de pequenos negócios de Serviços e Comércio estão mais confiantes

Índice de Confiança das Micros e Pequenas Empresas, medido pelo Sebrae e pela FGV, apresentou leve aumento, em maio O Índice de Confiança das Micros e Pequenas Empresas subiu de 87,7 pontos para 87,9 pontos em maio. A confiança dos empresários foi puxada pelos setores de Serviços e Comércio. Pelo quarto mês consecutivo, a confiança das micro e pequenas empresas de Serviços (MPE-Serviços) aumentou, avançando 2,5 pontos. O otimismo dos donos de pequenos negócios que atuam nos setores de Serviços e Comércio fez com que, em maio, o Índice de Confiança das Micros e Pequenas Empresas (IC-MPE) passasse de 87,7 pontos para 87,9 pontos, segundo a Sondagem Econômica das MPE, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). O IC-MPE é a composição dos três índices de confiança dos principais setores da economia – Comércio, Serviços e Indústria de Transformação. O aumento de 2,5 pontos na confiança dos pequenos negócios de Serviços e de 2 pontos na do Comércio amenizou a queda de confiança de 1,3 ponto dos empreendedores que atuam na Indústria da Transformação. O presidente do Sebrae, Décio Lima, explica que, em maio, a confiança de Comércio e Serviços mostrou sinais de recuperação, enquanto a da Indústria de Transformação caminhou no sentido oposto e manteve a tendência descendente iniciada em março passado. “A Indústria tem mostrado uma maior preocupação, pois a alta taxa de juros praticada inviabiliza o crédito e os investimentos nos pequenos negócios. Enquanto a taxa não baixar, os donos de pequenos negócios ficarão mais parcimoniosos em suas estratégias”, pontua Lima. Serviços Pelo quarto mês consecutivo, a confiança das micro e pequenas empresas de Serviços (MPE-Serviços) apresentou movimento ascendente, avançando 2,5 pontos, chegando a 92,2 pontos, em maio. Com o resultado, o indicador acumula alta de 7,4 pontos e registra o maior nível desde outubro do ano passado (99,4 pontos). “Pelo histórico da Sondagem das MPE, o setor de Serviços é o mais resiliente diante das adversidades domésticas e globais e, recentemente, tem sinalizado fôlego remanescente do fim da pandemia”, observa o presidente do Sebrae. Quatro dos cinco segmentos pesquisados apresentaram resultado positivo, com destaque para o que presta serviços às famílias. Essas sinalizações positivas dos donos de pequenos negócios podem estar associadas à nova oportunidade de serviços de delivery, que cresceram fortemente durante a pandemia e se mantiveram como um novo formato de mercado nos últimos anos. Os segmentos de serviços de transporte, serviços profissionais e outros também seguiram em alta. Já o segmento serviços de informação e comunicação caiu pela terceira vez consecutiva. Comércio Após queda em abril, a confiança dos micros e pequenos empresários do setor de Comércio (MPE-Comércio) voltou a subir em maio. Com o aumento de 2 pontos, ela atingiu 85,3 pontos. O resultado do mês pode estar relacionado ao aumento do salário-mínimo e à resiliência no mercado de trabalho. O segmento que mais influenciou nesse balanço foi o varejo restrito, que é o de bens de consumo. Os segmentos veículos, motos e peças (lojas de autopeças e pequenas revendedoras) e material para construção recuaram. Indústria de Transformação A confiança das micro e pequenas empresas da Indústria de Transformação (MPE-Indústria) caiu pelo terceiro mês consecutivo e bateu nos 85,4 pontos, o menor nível desde junho de 2020 (75,5 pontos). Os segmentos alimentos e metalurgia e produtos de metal foram os que pesaram na queda da confiança do setor. O segmento refino e produtos químicos também recuou, enquanto os de vestuário e outros caminharam no sentido oposto e avançaram.
Abertura de micro e pequenas empresas bate recorde no primeiro trimestre de 2023

No início desse ano, foram criados 214,4 mil empreendimentos desses portes. Valor é 9,2% superior ao de 2022 As empresas de micro e pequeno porte (MPE), aquelas que faturam entre R$ 81 mil e R$ 4,8 milhões por ano, bateram recorde de abertura no primeiro trimestre de 2023 e aumentaram a participação na quantidade de pequenos negócios que englobam, além dessas duas faixas, os microempreendedores individuais (MEI). Apenas nos três primeiros meses desse ano foram criadas 214.413 micro e pequenas empresas. O número é 9,2% superior ao de 2022, quando foram abertas 196.328, e 60,8% maior que em 2019, quando foram registradas 113,4 mil formalizações. Com esse aumento, as MPE também aumentaram a participação no grupo de pequenos negócios e passaram a representar 21,2%. Em 2022, elas correspondiam a 19,2% e, em 2019, 17,5%. “Os microempreendedores individuais continuam sendo a grande maioria, mas esse resultado do primeiro trimestre mostra uma melhoria na qualidade do empreendedorismo e reflete uma confiança melhor dos empreendedores na economia brasileira”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima. Os microempreendedores individuais representaram 798.826 (78,8%) dos negócios abertos no primeiro trimestre desse ano, mas tiveram uma leve queda de abertura e, consequentemente, redução na participação quando comparado com o mesmo período do ano passado, quando foram registradas 823.244 (80,74%) de formalizações. Essa redução fez com que o número de pequenos negócios em geral, abertos nos três primeiros meses, apresentasse uma ligeira queda de 0,6%, caindo de 1.019.572, no ano passado, para 1.013.239, nesse ano. Quando analisados os setores, dentre as 1.013.239 empresas abertas no primeiro trimestre de 2023, Serviços obteve maior número com 584.166 novas empresas (57,7%), seguido de Comércio com 268.092 (26,5%), Indústria com 79.920 (7,9%), Construção Civil com 73.440 (7,2%) e Agropecuária com 7.621 (0,8%). O estado de São Paulo teve o maior número, com 291.144 novas empresas (28,7%), seguido por Minas Gerais, com 110.126 (10,8%), e Rio de Janeiro com 83.193 (8,2%). Atividades Dentre as dez classes de CNAE com maior número de abertura de MEI, a maioria é do setor de Serviços (8 classes, 304.372 empresas, 38,1% do total), sendo uma do setor de Comércio (38.911 empresas, 4,9% do total) e outra do setor de Construção Civil (30.283 empresas, 3,8% do total). A classe nomeada “Cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza” é a maior, correspondendo a 52.650 empresas (6,6%) do total de MEI, seguido das “Atividades de publicidade não especificadas anteriormente” com 48.807 empresas (6,1%) e “Atividades de ensino não especificadas anteriormente” com 41.979 empresas (5,3%). As 10 maiores classes de CNAE correspondem a 46,8% da abertura total de MEI. Entre as MPE, das 10 classes CNAE com maior número de novas empresas abertas, Serviços foi o mais encontrado nesse top 10 (9 classes, 65.226 empresas, 30,4% do total), enquanto o setor de comércio aparece apenas 1 vez (5.510 empresas, 2,6% do total). As 10 maiores classes de CNAE em relação à abertura de MPEs correspondem a 33% do total. A atividade com maior número de formalizações foi a de “Atividades de atenção ambulatorial executadas por médicos e odontólogos” com 13.147 (6,1%), seguida pela de “Serviços combinados de escritório e apoio administrativo” com 10.032 (4,7%) e “Atividades de profissionais da área de saúde exceto médicos e odontólogos” com 9.520 (4,4%).] Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Aumenta o número de empreendedores estabelecidos no País

A qualidade do empreendedorismo brasileiro apresentou uma melhora no último ano, segundo o relatório da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2022, realizado pelo Sebrae e pela Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas (Anegepe) e divulgado no início da tarde desta terça-feira (09). A taxa de empreendedorismo dos negócios estabelecidos, aqueles que possuem mais de 3,5 anos de existência, teve um ligeiro incremento de 0,5%, passando de 9,9% em 2021 para 10,4%, no ano passado. “Esse resultado demonstra um arrefecimento na crise, uma retomada da economia e uma melhoria na gestão dos negócios. Em 2020 essa taxa levou uma grande queda por causa da pandemia e caiu de 16,2%, em 2019, para 8,7% e desde o ano retrasado ela já demonstra sinais de recuperação”, pontua o presidente do Sebrae, Décio Lima. Essa taxa manteve o Brasil na sétima posição, especificamente quanto à taxa de Empreendedores Estabelecidos, em relação aos outros países que participaram da pesquisa. Na frente estão Coréia do Sul, Togo, Grécia, Letônia, Guatemala e Irã. Mesmo com a taxa de empreendedorismo estabelecido da população brasileira ter apresentado esse incremento, a taxa geral apresentou uma leve queda de 0,1 ponto percentual e atingiu o menor nível nos últimos 10 anos ficando em 30,3%. Esse resultado é explicado pela redução na taxa de empreendedores iniciais, aqueles com até 3,5 anos de negócio, que caiu de 21%, em 2021 para 20%, em 2022. “Menos pessoas iniciaram um negócio novo e uma parte migrou para a posição de estabelecidos”, observa Décio. A taxa geral de empreendedorismo é a soma dos empreendedores iniciais e dos estabelecidos. Número de empreendedores por necessidade cai O conceito de empreendedorismo por necessidade se dá quando uma pessoa física passa por um problema financeiro e não tem fonte de renda para garantir o seu sustento ou de sua família. Sem trabalho, encontra no empreendedorismo uma alternativa para arcar com os custos prioritários. Em um cenário de recuperação pós-pandemia, é o segundo ano consecutivo que a porcentagem de empreendedores iniciais por necessidade cai. Eram 50,4% em 2020, teve queda para 48,9% e agora o percentual está em 47,3%. A maioria dos brasileiros sonha em empreender e ter o próprio negócio é a meta de vida de seis em cada dez brasileiros, diz a Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2022), divulgada pelo Sebrae nesta terça-feira (09). Empreender é o segundo maior sonho do País, ficando atrás apenas de viajar, e está à frente de metas como ter uma casa própria ou um carro. O levantamento, que é o principal no segmento de empreendedorismo no mundo, mapeou 51 países e coletou dados entre junho e agosto de 2022. No Brasil, foram entrevistados 2 mil adultos e 51 especialistas no tema. O sonho de ter o próprio negócio saiu de terceiro mais citado, com 46% das respostas na última pesquisa, em 2021, para a segunda posição, com 60%. É a maior porcentagem de respostas desde o início da pesquisa, em 2012. Segundo a GEM, 42 milhões de pessoas adultas (com 18 a 64 anos) já tinham um negócio – formal ou informal – e/ou que fizeram alguma ação, em 2022, visando ter um negócio no futuro e outros 51 milhões não têm empreendimento, mas gostaria de ter um em até 3 anos. “Isso comprova o espírito empreendedor brasileiro, o interesse crescente pelo negócio próprio e mostra o quanto é importante que sejam criadas políticas públicas que incentivem o empreendedorismo, que vão desde a educação empreendedora até a legislação”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. Esses números apontam um crescimento do interesse pelo empreendedorismo no Brasil nos últimos anos. A taxa de empreendedores potenciais, que não possuem negócio próprio deseja tê-lo em breve se manteve em 53% da população adulta. O Brasil apresenta a 2ª maior Taxa de Empreendedorismo potencial, praticamente empatado percentualmente com o Panamá, porém com expressividade muito maior em números totais – enquanto o Brasil possui mais de 210 milhões de habitantes, a população panamenha é de 4.3 milhões. Pesquisa GEM A Pesquisa GEM é considerada a principal pesquisa sobre empreendedorismo no mundo. Realizada anualmente há 23 anos, já participaram mais de 110 países, o que representa mais de 95% do PIB mundial. No Brasil, em 2022, foram entrevistados 2 mil adultos e 52 especialistas. Os dados foram coletados entre junho e agosto de 2022. O Brasil é um dos poucos países que participou de todas as edições.
Cai o número de empreendedores por necessidade no Brasil

O conceito de empreendedorismo por necessidade se dá quando uma pessoa física passa por um problema financeiro e não tem fonte de renda para garantir o seu sustento ou de sua família. Sem trabalho, encontra no empreendedorismo uma alternativa para arcar com os custos prioritários. Em um cenário de recuperação pós-pandemia, este é o segundo ano consecutivo que a porcentagem de empreendedores iniciais por necessidade cai, segundo o levantamento da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2022), que no Brasil é realizada em parceria com o Sebrae e foi divulgada nesta terça-feira, 9 de abril. Aumenta o número de empreendedores estabelecidos O estudo também aponta que a qualidade do empreendedorismo brasileiro apresentou uma melhora no último ano. A taxa de empreendedorismo dos negócios estabelecidos, aqueles que possuem mais de 3,5 anos de existência, teve um ligeiro incremento de 0,5%, passando de 9,9% em 2021 para 10,4%, no ano passado. “Esse resultado demonstra um arrefecimento na crise, uma retomada da economia e uma melhoria na gestão dos negócios. Em 2020 essa taxa levou uma grande queda por causa da pandemia e caiu de 16,2%, em 2019, para 8,7% e desde o ano retrasado ela já demonstra sinais de recuperação”, pontua o presidente do Sebrae, Décio Lima. Essa taxa manteve o Brasil na sétima posição, especificamente quanto à taxa de Empreendedores Estabelecidos, em relação aos outros países que participaram da pesquisa. Na frente estão Coréia do Sul, Togo, Grécia, Letônia, Guatemala e Irã. Mesmo com a taxa de empreendedorismo estabelecido da população brasileira ter apresentado esse incremento, a taxa geral apresentou uma leve queda de 0,1 ponto percentual e atingiu o menor nível nos últimos 10 anos ficando em 30,3%. Esse resultado é explicado pela redução na taxa de empreendedores iniciais, aqueles com até 3,5 anos de negócio, que caiu de 21%, em 2021 para 20%, em 2022. “Menos pessoas iniciaram um negócio novo e uma parte migrou para a posição de estabelecidos”, observa Décio. Sonho de empreender ultrapassa ter carro e casa Empreender é o segundo maior sonho do País, ficando atrás apenas de viajar, e está à frente de metas como ter uma casa própria ou um carro, diz o estudo. O levantamento, que é o principal no segmento de empreendedorismo no mundo, mapeou 51 países e coletou dados entre junho e agosto de 2022. No Brasil, foram entrevistados 2 mil adultos e 51 especialistas no tema. O sonho de ter o próprio negócio saiu de terceiro mais citado, com 46% das respostas na última pesquisa, em 2021, para a segunda posição, com 60%. É a maior porcentagem de respostas desde o início da pesquisa, em 2012. Segundo a GEM, 42 milhões de pessoas adultas (com 18 a 64 anos) já tinham um negócio – formal ou informal – e/ou que fizeram alguma ação, em 2022, visando ter um negócio no futuro e outros 51 milhões não têm empreendimento, mas gostaria de ter um em até 3 anos. “Isso comprova o espírito empreendedor brasileiro, o interesse crescente pelo negócio próprio e mostra o quanto é importante que sejam criadas políticas públicas que incentivem o empreendedorismo, que vão desde a educação empreendedora até a legislação”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. Esses números apontam um crescimento do interesse pelo empreendedorismo no Brasil nos últimos anos. A taxa de empreendedores potenciais, que não possuem negócio próprio deseja tê-lo em breve se manteve em 53% da população adulta. O Brasil apresenta a 2ª maior Taxa de Empreendedorismo potencial, praticamente empatado percentualmente com o Panamá, porém com expressividade muito maior em números totais – enquanto o Brasil possui mais de 210 milhões de habitantes, a população panamenha é de 4.3 milhões. Pesquisa GEM A Pesquisa GEM é considerada a principal pesquisa sobre empreendedorismo no mundo. Realizada anualmente há 23 anos, já participaram mais de 110 países, o que representa mais de 95% do PIB mundial. No Brasil, em 2022, foram entrevistados 2 mil adultos e 52 especialistas. Os dados foram coletados entre junho e agosto de 2022. O Brasil é um dos poucos países que participou de todas as edições.
6 em cada 10 brasileiros sonham em empreender, diz pesquisa

A maioria dos brasileiros sonha em empreender e ter o próprio negócio é a meta de vida de seis em cada dez brasileiros, segundo os dados da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2022), divulgada pelo Sebrae nesta terça-feira (09). Empreender é o segundo maior sonho do País, ficando atrás apenas de viajar, e está à frente de metas como ter uma casa própria ou um carro. O levantamento, que é o principal no segmento de empreendedorismo no mundo, mapeou 51 países e coletou dados entre junho e agosto de 2022. No Brasil, foram entrevistados 2 mil adultos e 51 especialistas no tema. O sonho de ter o próprio negócio saiu de terceiro mais citado, com 46% das respostas na última pesquisa, em 2021, para a segunda posição, com 60%. É a maior porcentagem de respostas desde o início da pesquisa, em 2012. Segundo a GEM, 42 milhões de pessoas adultas (com 18 a 64 anos) já tinham um negócio – formal ou informal – e/ou que fizeram alguma ação, em 2022, visando ter um negócio no futuro e outros 51 milhões não têm empreendimento, mas gostaria de ter um em até 3 anos. “Isso comprova o espírito empreendedor brasileiro, o interesse crescente pelo negócio próprio e mostra o quanto é importante que sejam criadas políticas públicas que incentivem o empreendedorismo, que vão desde a educação empreendedora até a legislação”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. Esses números apontam um crescimento do interesse pelo empreendedorismo no Brasil nos últimos anos. A taxa de empreendedores potenciais, que não possuem negócio próprio deseja tê-lo em breve se manteve em 53% da população adulta. O Brasil apresenta a 2ª maior Taxa de Empreendedorismo potencial, praticamente empatado percentualmente com o Panamá, porém com expressividade muito maior em números totais – enquanto o Brasil possui mais de 210 milhões de habitantes, a população panamenha é de 4.3 milhões. Aumento número de empreendedores estabelecidos A qualidade do empreendedorismo brasileiro apresentou uma melhora no último ano. Segundo o relatório da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2022, realizado pelo Sebrae e pela Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas (Anegepe), a taxa de empreendedorismo dos negócios estabelecidos, aqueles que possuem mais de 3,5 anos de existência, teve um ligeiro incremento de 0,5%, passando de 9,9% em 2021 para 10,4%, no ano passado. “Esse resultado demonstra um arrefecimento na crise, uma retomada da economia e uma melhoria na gestão dos negócios. Em 2020 essa taxa levou uma grande queda por causa da pandemia e caiu de 16,2%, em 2019, para 8,7% e desde o ano retrasado ela já demonstra sinais de recuperação”, pontua o presidente do Sebrae, Décio Lima. Essa taxa manteve o Brasil na sétima posição, especificamente quanto à taxa de Empreendedores Estabelecidos, em relação aos outros países que participaram da pesquisa. Na frente estão Coréia do Sul, Togo, Grécia, Letônia, Guatemala e Irã. Mesmo com a taxa de empreendedorismo estabelecido da população brasileira ter apresentado esse incremento, a taxa geral apresentou uma leve queda de 0,1 ponto percentual e atingiu o menor nível nos últimos 10 anos ficando em 30,3%. Esse resultado é explicado pela redução na taxa de empreendedores iniciais, aqueles com até 3,5 anos de negócio, que caiu de 21%, em 2021 para 20%, em 2022. “Menos pessoas iniciaram um negócio novo e uma parte migrou para a posição de estabelecidos”, observa Décio. A taxa geral de empreendedorismo é a soma dos empreendedores iniciais e dos estabelecidos. Número de empreendedores por necessidade cai O conceito de empreendedorismo por necessidade se dá quando uma pessoa física passa por um problema financeiro e não tem fonte de renda para garantir o seu sustento ou de sua família. Sem trabalho, encontra no empreendedorismo uma alternativa para arcar com os custos prioritários. Em um cenário de recuperação pós-pandemia, é o segundo ano consecutivo que a porcentagem de empreendedores iniciais por necessidade cai. Eram 50,4% em 2020, teve queda para 48,9% e agora o percentual está em 47,3%. Pesquisa GEM A Pesquisa GEM é considerada a principal pesquisa sobre empreendedorismo no mundo. Realizada anualmente há 23 anos, já participaram mais de 110 países, o que representa mais de 95% do PIB mundial. No Brasil, em 2022, foram entrevistados 2 mil adultos e 52 especialistas. Os dados foram coletados entre junho e agosto de 2022. O Brasil é um dos poucos países que participou de todas as edições.
Sebrae lança plataforma de fomento a startups no Web Summit Rio

Sebrae Startups reúne programas nacionais e regionais voltados a empresas nascentes, que impactaram quase 8 mil negócios em 2022; objetivo é alcançar 10 mil neste ano Principal apoiador das micro e pequenas empresas brasileiras, o Sebrae quer ampliar a sua participação no fomento ao ecossistema de inovação nacional. Com esse objetivo, a entidade apresentou na manhã desta terça-feira (02) o Sebrae Startups, uma plataforma que agrega iniciativas de capacitação, conexão e fortalecimento de empresas em early stage para estimular o empreendedorismo inovador em todo o Brasil. Somente em 2023, o Sebrae pretende investir R$ 312 milhões no ecossistema, ao acelerar negócios, disponibilizar tecnologias para empresas de todos os setores e fomentar ambientes de inovação pelo país. O lançamento da plataforma ocorreu no estande do Sebrae no Web Summit Rio, a versão brasileira de um dos maiores eventos de tecnologia do mundo. Apenas em 2022, os programas do Sebrae em todos os estados brasileiros impactaram 7.777 negócios. Estimativas de entidades e empresas de dados, como o Sling Hub, apontam que o país conta atualmente com cerca de 20 mil startups. Com a plataforma, o Sebrae pretende atender em 2023 metade desse número: 10 mil empresas. Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, a meta é audaciosa, porém coerente com o protagonismo que a entidade já possui no setor. “O Sebrae é, historicamente, um dos grandes fomentadores do ecossistema brasileiro de inovação. Esta plataforma chega para reunir todas as nossas iniciativas para as startups. Temos uma capilaridade no país como nenhuma outra entidade, então há muito para contribuir. O empreendedorismo, em especial na área da inovação , é fundamental para o desenvolvimento do país no médio e longo prazo”, afirma Lima. Atualmente, todas as unidades estaduais do Sebrae executam ações de fomento a startups e ao ecossistema de inovação. A plataforma lançada irá agregar todas essas iniciativas e colocá-las em uma mesma rede, facilitando a troca de ideias e conhecimento. Uma das apostas é aproveitar boas práticas desenvolvidas em cada região e nacionalizá-las, além de formar um hub de conexão com parceiros como grandes empresas do ramo tecnológico, instituições públicas e governamentais, gestoras de venture capital, entre outros. Além da abrangência e capilaridade nacional, outro diferencial do Sebrae Startups é apoiar todas as etapas do desenvolvimento de uma empresa, desde o surgimento da ideia, passando pelas fases de operação e tração, antes que o negócio se torne scale-up, estágio em que já cresce em escala. Das 7.777 startups apoiadas pelo Sebrae em 2022, 69,5% são microempresas que faturam até R$ 360 mil por ano, 12,9% são pequenas, de R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões, e 17,6% têm faturamento anual entre R$ 4,8 milhões e R$ 300 milhões, consideradas de médio porte. Além disso, os negócios atendidos na sua maioria – 33,2% – surgiram entre 2020 e 2022, mostrando a aceleração que a pandemia proporcionou na transformação digital de vários segmentos econômicos. Um dos desafios para os próximos anos é aprofundar a expansão das startups por todas as regiões do país. Segundo levantamento de 2022 do Sebrae, 73,5% das empresas atendidas estão localizadas no Sudeste e Sul do Brasil. Além das ações estaduais, passam a fazer parte da plataforma Sebrae Startups iniciativas em regiões estratégicas do país como o Inova Amazônia e o StartupNE (Nordeste), que já atuam no desenvolvimento dos ecossistemas locais. Também integrarão a plataforma programas de amplitude nacional como o Sebrae Like a Boss, o Inovativa Brasil, o Sebraetec, entre outros. Iniciativas futuras Para atingir a meta de 10 mil empresas atendidas em 2023, o Sebrae Startups já está preparando algumas iniciativas para os próximos meses. Uma delas é o programa 1k+ Startups, que levará ao evento Startup Summit, em agosto, mil startups, que poderão expor durante um dos três dias da feira, participar de rodadas de conexão com fundos de venture capital, representantes de programas de internacionalização e grandes empresas com iniciativas de inovação aberta. O Startup Summit, inclusive, passa a ser o principal evento da marca Sebrae Startups. A edição de 2023 será entre 23 e 25 de agosto em Florianópolis (SC). Em 2022, inclusive, Santa Catarina passou a ser Polo de Referência Sebrae em Startup, solução do Sistema que reúne as melhores práticas e iniciativas para desenvolvimento do ecossistema brasileiro. Foi no âmbito do Polo de Referência que a marca Sebrae Startups foi criada, fortalecendo o posicionamento da entidade neste ambiente. Outra iniciativa que será apresentada em agosto, no Startup Summit, é o Observatório Sebrae Startups, para monitorar o setor por meio de levantamentos e pesquisas frequentes. Pela primeira vez, o Web Summit está sendo realizado na América Latina. O evento ocorre entre os dias 1º e 4 de maio, no Rio de Janeiro. Todos os ingressos foram vendidos, e a organização espera um público de até 20 mil pessoas de dezenas de países nos quatro dias na capital fluminense. A apresentação da nova plataforma foi feita em meio a essa atmosfera. O Sebrae tem um amplo estande na feira, que contará com um mini auditório. Na programação do estande, está prevista uma competição de pitches de startups apoiadas pelo Sebrae em todo o país, além da apresentação de programas de fomento a startups e de parceiros estratégicos da entidade.
Quais são as características de um bom empreendedor?

Empreendedor não nasce empreendedor e muitos brasileiros acabam empreendendo por necessidade. O que pouco se discute é que as características para empreender podem ser desenvolvidas e isso pode ser ser feito com apoio de estudos, mentores e com práticas voltadas a isso. Por que cada vez mais pessoas querem empreender? Há vários fatores que levam as pessoas a empreender. No caso do Brasil, a necessidade de renda uma fonte de renda, a falta de emprego em determinadas áreas e até mesmo a opção por um negócio próprio no lugar de trabalhar para terceiros são fatores conhecidos. Porém, quando a pessoa decide abrir uma empresa, é preciso investir em conhecimento para desenvolver as atitudes empreendedoras necessárias. Muitos negócios acabam encerrando as atividades precocemente por não terem um empreendedor preparado. Um bom empreendedor consegue tomar decisões rápidas e assertivas, controlar os riscos e alcançar os objetivos esperados. O que é ser empreendedor? Ser empreendedor é enxergar oportunidades e transformar aquilo em um negócio, uma fonte de renda, de geração de empregos, inovação e resultados. As características essenciais de um empreendedor Cada pessoa acumula ao longo da vida características e habilidades que podem ser potencializadas para empreender. Mesmo quem se considera com pouca criatividade ou com jeito para tocar o próprio negócio, se houver necessidade, será capaz disso. Segundo o Empretec do Sebrae, curso voltado a desenvolver características empreendedoras, as principais características do empreendedor são: 1. Iniciativa e busca de oportunidades Um empreendedor precisa ter a capacidade de se antecipar aos fatos e de criar oportunidades de negócios, inclusive com novos produtos e serviços. As pessoas com essas características geralmente agem com proatividade e estão preparadas para situações adversas. Elas também conseguem progredir em contextos desfavoráveis, como durante uma crise, por exemplo. 2. Persistência A persistência é uma das características que mais traz sucesso ao empreendedor. Enfrentar obstáculos para alcançar os objetivos é fundamental na vida de quem quer empreender, e desistir não deve ser uma opção. Nesse caminho, vale reavaliar metas e mudar planos e, até mesmo, o modelo de negócio ou o produto/serviço oferecido. 3. Cálculo de riscos Todo empreendedor corre uma série riscos, sejam previstos ou imprevistos, desde questões econômicas até problemas com fornecedores ou na estrutura física do negócio. Os riscos, no entanto, tanto quanto possível, devem ser mapeados, calculados e planejados para que as consequências, se negativas, não sejam desastrosas. O empreendedor que planeja e busca prever os riscos do seu negócio, consegue mitigar os problemas e reduz as possibilidades de erros, aumentando as chances de sucesso. 4. Preocupação com qualidade e eficiência Uma mente empreendedora está sempre disposta e inclinada a fazer mais e melhor. Seu foco é a melhoria contínua de seu negócio (seja pela oferta de produtos ou de serviços, melhoria em processos internos, etc). A satisfação de seu cliente vem sempre em primeiro lugar, e a gestão da qualidade é o seu foco. Por isso, o perfeccionismo equilibrado, a exigência para com a equipe e o cuidado com os detalhes são tão comuns entre os empreendedores. 5. Comprometimento O comprometimento é grande característica de um empreendedor e envolve sacrifício pessoal, colaboração com os funcionários e esmero com os clientes. O empreendedor assumirá a maior parte das responsabilidades do negócio, do sucesso ao fracasso, e deve atuar em conjunto com a equipe para atingir resultados e manter o relacionamento com seus clientes. 6. Busca de informações O empreendedor de sucesso não dorme em serviço. Ele está sempre procurando dados e informações sobre seu negócio. Buscando atualizações sobre todas as vertentes envolvidas processos, clientes, fornecedores, concorrentes, entre outras. Além disso, ele procura investigar novas maneiras de oferecer produtos e serviços, contando com o apoio de especialistas para ajudá-lo nessa empreitada. 7. Estabelecimento de metas Para chegar aonde se quer, é preciso saber onde é esse lugar e como fazer para alcançá-lo. Estabelecer objetivos que sejam bastante claros para a empresa, tanto em curto como em longo prazo, é essencial. Além disso, é importante criar metas desafiadoras, porém possíveis, e que sejam passíveis de medição, visando aferir seus resultados e o alcance de seus objetivos. 8. Planejamento e monitoramento sistemáticos Sem dúvidas, o planejamento de atividades e tarefas, bem como a capacidade de organização, são essenciais para quem deseja empreender. Desde o início do negócio é preciso organizar tarefas e processos de maneira objetiva, com prazos definidos, para conseguir mensurar e avaliar os resultados. Um empreendedor com essa característica consegue enfrentar grandes desafios, agindo por etapas. Ele também sabe adequar seus planos rapidamente, caso ocorram mudanças ou variáveis de mercado. 9. Persuasão e rede de contatos Outra característica de um empreendedor é seu poder de persuasão. Afinal, não adianta ter o melhor produto ou o melhor serviço e não saber vender, certo? A persuasão engloba o uso de estratégias para influenciar pessoas e a rede de relacionamentos com pessoas que podem ajudá-lo a alcançar os objetivos do seu negócio. O empreendedor de sucesso consegue criar uma rede de contatos e construir bons relacionamentos comerciais. 10. Independência e autoconfiança O empreendedor irá assumir, em todas as fases do negócio, várias responsabilidades, precisando de independência para realizar as atividades necessárias para impulsionar o crescimento da empresa. Tudo isso demanda autoconfiança para assumir riscos, tomar decisões estratégicas e enfrentar os desafios de empreender com otimismo e determinação. Como desenvolver as características empreendedoras? O Empreendabilidade vem oferecendo consultoria e direcionamento para incentivar que mais pessoas empreendam, e isso inclui apoia-las a encontrar em si essas características. Com inspiração em boas práticas de coaching, negócios e de desenvolvimento de empresas, e a experiência de consultores, mentores e orientadores, estamos aptos a ajudar qualquer um que queira empreender. As pessoas maduras e mais velhas podem empreender? Não só podem, como devem! Como explorado no relatório Empreendedores 50+, o futuro do Brasil, profissionais maduros acumulam experiência e maturidade que são características necessárias para conduzir os negócios. Muitos podem entender que sua história de vida profissional acaba limitando as possibilidades, mas o Empreendabilidade acredita justamente no contrário: esses profissionais precisam apenas readequar a forma de pensar e desenvolver poucas habilidades – em geral ligadas a vícios do modelo de trabalho CLT, já que muitas
Alta dos preços pode afastar clientes e preocupa pequenos negócios

Pesquisa do Sebrae em parceria com o IBGE mostra que 47% dos empreendedores evitaram repassar os custos de operação para os clientes, mesmo que parcialmente O aumento dos custos continua sendo o principal problema enfrentado pelos pequenos negócios, mas a falta de clientes preocupa um número cada vez maior de empreendedores. A pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com o IBGE, mostra que, entre abril do ano passado e o último mês de janeiro, o percentual de empresários que apontavam os custos como maior dificuldade caiu de 42% para 36%. Enquanto isso, a proporção de donos de micro e pequenas empresas que apontam a falta de clientes como principal problema cresceu 4 pontos percentuais, no mesmo período, alcançando 28% do universo dos pequenos negócios. O receio de perder consumidores é a razão dos empresários estarem ainda mais cautelosos e evitarem repassar – integralmente ou parcialmente – para os clientes os aumentos dos custos de operação. A pesquisa do Sebrae e IBGE mostrou que 8 em cada 10 empreendedores disseram ter verificado aumento dos custos, mas 47% evitaram transferir qualquer valor adicional para os clientes. O levantamento feito em agosto do ano passado havia mostrado que um percentual menor (43%) havia conseguido evitar esse repasse para o preço final dos produtos ou serviços. Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, há uma consciência no empreendedor de que é fundamental manter os clientes nesse momento. “Nem que para isso os empresários precisem reduzir a margem de lucro ao mínimo possível. Temos verificado um movimento de retração do consumo, provocado pela queda do poder aquisitivo das famílias, com os consumidores ainda mais resistentes à compra. Essa é a hora de fidelizar o cliente e mantê-lo, da melhor forma possível”, avalia. Melles lembra que, apesar das dificuldades, cresceu o percentual de empresários ouvidos na pesquisa que acreditam que 2023 será um ano melhor para os seus negócios, graças principalmente à volta dos consumidores (59%) e à melhora do cenário de crédito (10%). Investimentos A pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios também revelou que, mesmo no contexto de restrições, os pequenos negócios não deixaram de fazer investimentos e buscar melhorias de produtividade e gestão. 45% dos entrevistados afirmaram ter realizado investimentos nos últimos três meses de 2022 (percentual menor do que os 50% identificados em agosto passado). Os investimentos estiveram concentrados principalmente em Máquinas e Equipamentos (31%), Instalações (26%) e Equipamentos de Informática (19%).
“Caminho para MPEs exportarem mais passa por ampliar cultura exportadora”, afirma Gustavo Reis do Sebrae

Pequenos empreendedores podem exportar? Segundo levantamento realizado pela secretaria de comércio exterior (Secex) do Governo Federal em parceria com o SEBRAE, quase 41% dos exportadores nacionais são microempreendedores individuais e Micro e Pequenas Empresas. Entre os anos de 2008 e 2022, a quantidade de pequenos negócios exportadores cresceu três vezes mais do que as médias e grandes empresas que vendem seus produtos e serviços para o exterior. Em entrevista para o podcast da agência Sebrae de notícias, Gustavo Reis, analista do Sebrae Nacional explica como a exportação pode ser um caminho interessante para o crescimento de negócios das MPEs. 1. Apesar de os números de pequenos negócios que atuam no comércio exterior ser alto, o volume de exportações é relativamente baixo. Pode explicar porque isso acontece? Gustavo Reis: Apesar de esse número de exportação das MPEs ser alto no contexto do comércio exterior, o valor baixo mostra uma necessidade de agregar mais valor às exportações. Então, aquele produto, aquele serviço, que consiga entregar um valor maior para o cliente, de repente uma tecnologia, um produto que resolve algum problema, alimento que vem com um diferencial, isso agrega valor, o Empresário passa a ganhar mais em cima daquele produto, ele começa a ampliar o seu mercado e ficar mais competitivo. Existe, sim, uma necessidade ainda de melhorar essa performance. É um desafio de médio e longo prazo, que o Sebrae, junto com outros parceiros, vem desenvolvendo para que a cultura exportadora faça parte do cotidiano do empresariado brasileiro. 2. Qual é a importância da participação dos pequenos negócios no mercado externo a importância da participação do pequeno negócio no mercado externo? GR: O primeiro passo é desmistificar o comércio exterior, para que outros empresários olhem para esse número e vejam que isso não é coisa só de grandes empresas, para commodities. Pequenos negócios e empresas de menor porte, que tenham produtos e serviços que são diferenciados, podem acessar esse mercado internacional. Isso pode acontecer através de uma exportação direta, como é o caso desses números apresentados, ou através de exportações indiretas, por trades comerciais, exportadoras, o exporta fácil… O número mostra que esse empresário vem mudando a mentalidade. 3. Quais são os principais desafios enfrentados pelos pequenos negócios no comércio exterior? Qual é a melhor forma de superá-los? GR: O principal desafio do pequeno negócio no comércio exterior, no caso na exportação, é posicionar o seu produto ou seu serviço da melhor maneira possível, uma vez que ele está exposto a uma concorrência maior. Então, vai ser super importante ele comunicar de forma adequada com seu cliente com seu mercado, achar bons parceiros comerciais, identificar melhores pontos de venda e melhores estratégias de inserção nesse mercado internacional. Os desafios são vários, mas isso não quer dizer que seja impossível. Existem processos manuais, formas de você conseguir acessar essas informações para que esse processo seja feito de forma sustentável. 4. O que é possível ser feito para que a participação dos pequenos negócios no comércio exterior possa avançar ainda mais? GR: O Brasil tem um desafio de inserir mais pequenos negócios na balança do Comércio Exterior. Mas, não só pequenos. Quando a gente olha a totalidade de empresas existentes no Brasil – que já passaram dos 15 milhões, em torno de quase 20 milhões de empresas – e você tem apenas 30 mil empresas exportadoras, isso é um desafio País, não só dos pequenos negócios. Então, o desafio passa a ser como é que a gente consegue criar regras que sejam mais fáceis, mais entendíveis, que não atrapalhem essa competitividade empresarial. Legislações que consigam chegar a todo tipo de empresa, todo porte. Financiamentos, porque a questão da exportação traz o desafio de deixar seu produto, seu serviço, seus processos, mais inovadores para chegar nesse mercado internacional de forma mais competitiva. Há a questão de baratear a logística, seja nos modais aéreo, terrestre ou naval. Como é que a gente consegue colocar mais pequenas empresas para que acessem de forma mais saudável, mais sustentável, os tipos de serviço às questões internacionais. O Brasil vem no movimento forte, com várias instituições trabalhando de forma conjunta e coordenada para que a gente consiga ultrapassar esse desafios. É o caso do próprio Sebrae, trabalhando junto com CNI, com Apex, com o governo federal, que vem construindo estratégias para que esse processo seja possível de ser atingido, de ser feito por pequenos negócios. Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Sebrae e Amazon se unem para apoiar empresários de pequenos negócios no mundo digital

Entre os anos de 2019 e 2022, procura por conteúdos sobre mercado digital cresceu 220% no portal do Sebrae Os empresários de pequenos negócios perceberam na prática que precisam entrar no mundo virtual para ganhar mercado. A corrida por um espaço no marketplace foi impulsionada pela Covid-19 e se consolidou como uma realidade. Apenas para se ter uma ideia, o consumo de conteúdos sobre mercado digital cresceu 220% no portal do Sebrae, somando 8 milhões de acessos entre 2019 e 2022. As ações do Sebrae realizada nos últimos anos para potencializar a transformação digital dos pequenos negócios beneficiou 601 mil clientes. Em um médio prazo, a meta prevê a presença digital de 1 milhão de negócios. Isso significa a atuação em muitas frentes, sendo uma delas com a Amazon cuja parceria terá como uma das entregas quatro lives sobre os temas casa e construção, artesanato, alimentos e bebidas e internacionalização. A Academia Amazon Sebrae tem o propósito de ampliar o acesso ao mercado digital para pequenos negócios. No ano passado, foram realizadas ações voltadas para o mercado de moda e beleza. Conforme explica, Ivan Tonet, coordenador de mercados e transformação digital, o trabalho é focado em permitir com que os pequenos negócios estejam aptos a utilizar os canais digitais (redes sociais, marketplaces, lojas virtuais entre outros). “Este esforço da estratégia de Mercado Digital busca facilitar o acesso dos pequenos negócios às diversas ferramentas e plataformas digitais disponíveis”, afirma. Apesar das lives possuírem temas específicos, Tonet explica que algumas dicas são uteis para qualquer negócio, pois são informações próprias do ambiente digital. Veja abaixo a programação das lives: Live – Casa e construção (27/04) “Venda materiais de construção na internet” será destinado aos pequenos negócios do setor de casa e construção. O evento on-line terá o objetivo captar inscrição para o workshop ao vivo e mais aprofundado promovido pela academia Amazon Sebrae. Live – Artesanato (01/06) Em junho, mês em que o Sebrae celebra a sustentabilidade e meio ambiente, será realizada a live de lançamento “Como vender artesanato na internet?”. O evento será destinado às unidades de produção artesanais vender seus produtos no marketplace. A ideia de usar o mês do meio ambiente se coaduna com o fato de que muitos trabalhos artesanais são feitos de materiais reciclados, que seriam descartados no meio ambiente ou usam materiais naturais sem gerar lixo como plástico e outros vilões da sustentabilidade. Live – Alimentos e Bebidas (27/7) Live – Internacionalização (24/9) Saiba mais sobre a parceria Sebrae e Amazon aqui. Fonte: Agência Sebrae
Empresárias dedicam menos tempo aos negócios, diz estudo

Pesquisa do Sebrae mostra que 71% dos empreendedores homens trabalham mais de 40 horas semanais, ante 51% das mulheres, que atuam sobrecarregadas com tarefas domésticas e de cuidados Sobrecarregadas pela divisão desigual de tarefas relacionadas ao lar e aos cuidados com familiares, as mulheres empreendedoras no Brasil dedicam menos tempo aos seus negócios que os homens. Estudo do Sebrae, com base em dados do IBGE, mostra que 51% delas trabalham mais de 40 semanais para tocar o empreendimento, ante 71% dos donos de negócios homens. Já o limite de 40 horas semanais é exercido por apenas 29% dos empreendedores homens, contra 49% das empreendedoras mulheres. “O que a empreendedora faz quando não está cuidando do seu negócio? Ela está cuidando da casa, dos filhos, dos idosos”, pontua Renata Malheiros, coordenadora nacional de Empreendedorismo Feminino do Sebrae. Ela aponta que os estereótipos de gênero fazem recair sobre as mulheres uma carga maior de atividades de cuidado, em geral não remuneradas, retirando “tempo e energia” para que elas conduzam seus negócios com toda a potencialidade que têm. “O dia tem 24 horas para todo mundo, o que você faz com essas 24 horas é que fará a diferença”, destaca. Malheiros aponta como “urgente” o avanço do debate sobre divisão de tarefas dentro dos lares e famílias, bem como políticas públicas como a de universalização de creches, melhoria de escolas e do sistema de transportes. Medidas que, segundo ela, contribuiriam para diminuir a sobrecarga das mulheres e fazer com que elas possam se dedicar mais aos próprios negócios. O estudo do Sebrae, intitulado Empreendedorismo Feminino 2022, foi feito a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE, até o 3º trimestre do ano passado. Na ocasião, havia 10,3 milhões de mulheres donas de negócios no país, com ou sem CNPJ. É o maior contingente de empreendedoras já medido pelo estudo, que começou em 2016. DADOS: Trabalham até 40 horas semanais Mulheres 14% Homens 6% 14h a 40 horas semanais Mulheres 35% Homens 23% 40 horas a 45 horas semanais Mulheres 31% Homens 41% 45 a 49 horas semanais Mulheres 6% Homens 9% 49 horas ou mais Mulheres 14% Homens 21%
Brasil alcança marca histórica de mulheres empreendedoras

O Brasil alcançou, em 2022, uma marca inédita de mulheres à frente de um empreendimento. Segundo estudo feito pelo Sebrae, a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE, no 3º trimestre do ano passado havia 10,3 milhões de mulheres donas de negócios no país, o maior contingente de empreendedoras da história. Isso significa que as mulheres representavam 34,4% do universo de donos de negócios no país, muito próximo do recorde de 34,8%, verificado no 2º trimestre de 2019. Juntos, homens e mulheres superaram o total de 30 milhões de donos negócios – o maior número da série histórica. “A pesquisa mostra que as mulheres conseguiram se recuperar da perda registrada no período da pandemia, quando a proporção de mulheres donas de negócios caiu ao pior nível (33,4%, no 2º trimestre de 2020), desde o verificado no 3º trimestre de 2016 (32%)”, explica o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Melles enfatiza que a participação delas tem crescido principalmente nos setores da economia que mais apresentaram incremento nos últimos tempos: serviços, comércio e indústria. “No setor de Serviços, onde se percebe a maior participação de mulheres (53%), as donas de negócio têm ampla vantagem diante da presença masculina (36%). A mesma liderança se dá, em menor proporção, no Comércio (27% contra 20% de presença masculina) e na Indústria (13% de mulheres contra 6% dos homens)”, avalia Melles. Liderança Os estados do Rio de Janeiro e Ceará são as unidades da Federação que lideram na proporção de mulheres donas de negócios. Em ambos, as mulheres são 38% do universo de empreendedores, contra 34,4% da média nacional. Já o Maranhão tem a maior proporção de conta própria entre as donas de negócios (93% contra 87% na média nacional). E Minas Gerais apresenta a maior proporção de empregadoras mulheres entre as donas de negócios (18% contra 13% na média nacional). Considerando a distribuição das mulheres donas de negócios nas regiões brasileiras, o Sudeste lidera, com uma participação de 44% de mulheres contra 42% do total de homens. Nos últimos seis anos, houve expansão recorde da proporção de mulheres DN no Sudeste (41% para 44%) e uma queda da proporção de mulheres DN no Nordeste (27% para 24%). Atividades com predomínio de donas de negócios 1. Cabeleireiros e tratamento de beleza 2. Comércio de vestuário (complementos) 3. Serviços de catering, bufê e serviços de comida preparada 4. Comércio de produtos farmacêuticos, cosméticos e perfumaria 5. Confecção sob medida 6. Profissionais de saúde, exceto médicos e odontólogos 7. Confecção (vestuário) 8. Outras atividades de serviços pessoais 9. Outras atividades de ensino 10. Fabricação de artefatos têxteis Atividades com predomínio de donos de negócios 1. Construção de edifícios 2. Transporte de passageiros 3. Serviços especializados p/construção 4. Reparação veículos automotores 5. Transporte de carga 6. Atividades de entrega 7. Reparação de objetos domésticos 8. Fabricação de produtos de metal 9. Fabricação de móveis 10. Serviços de Tecnologia da Informação (TI)
Programa da Coca-Cola para incentivar mulheres a empreender tem novo edital

Depois de contribuir para a capacitação de mais de mil mulheres em 2022, quando foi lançado, Sebrae e Coca-Cola Brasil anunciam nova fase do edital do projeto “Empreenda como uma mulher”, com a abertura de mais seis mil vagas que serão distribuídas pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Minas Gerais e Pernambuco. A iniciativa de impacto social, que tem o objetivo de capacitar, apoiar e inspirar empreendedoras com negócios formalizados, informais ou em fase de formalização, faz parte da plataforma “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”, voltado para a capacitação de pequenos empreendedores do varejo alimentício. “O apoio do Sebrae às empresárias de pequenos negócios corresponde a uma política de atuação da instituição, que corresponde essencialmente na gestão dessas empresas. Além disso, é uma oportunidade para a ampliação de contatos e networking, trocas de experiências. O foco principal está na capacitação com conteúdos de gestão de empreendedorismo, para impulsionar os negócios”, comenta Adriana Menegaz, analista de Competitividade do Sebrae. Menegaz afirma ainda que os dados relativos ao empreendedorismo feminino chamam a atenção pelo baixo percentual de mulheres que empreendem, mas também pelo impacto positivo causado pela decisão de abrir o próprio negócio. “A ação está alinhada aos objetivos do Sebrae e da Coca-Cola, na medida em que apoia e promove o empreendedorismo feminino, trazendo soluções e mostrando estratégias para ampliar as possibilidades nos negócios das mulheres e impactando nos aspectos sociais”, finaliza. “Acreditamos no potencial das empreendedoras brasileiras, por isso queremos fazer a diferença em seus negócios e, como consequência, nas comunidades em que atuamos. As mulheres sempre foram figuras relevantes para o desenvolvimento econômico, social e sustentável da sociedade, e continuarão sendo peça-chave para estimular o crescimento global, desempenhando um papel ainda mais transformador para a próxima década”, destaca Silmara Olivio, diretora de Relações Corporativas Cone Sul na Coca-Cola América Latina. Para celebrar esta nova fase, o Sebrae e o Sistema Coca-Cola Brasil realizarão, junto com seus parceiros locais – engarrafadores e governos –, uma série de eventos nas capitais dos estados para engajar essas empreendedoras e São Paulo será a primeira capital a fazer o anúncio, junto à Coca-Cola FEMSA Brasil. “Um dos nossos compromissos é promover a equidade de gênero dentro e fora da companhia. Nossa intenção, na formação dessas parcerias e realização dessas capacitações, é trabalhar em ações concretas para melhorar as condições socioeconômicas das mulheres que vivem nas regiões em que atuamos. Tivemos muito sucesso com a implementação do programa ano passado, em três cidades da Região Sul, e agora temos a grande satisfação de oferecer essa oportunidade para mulheres empreendedoras de São Paulo e Minas Gerais”, comemora Camila Amaral, VP Jurídica e de Assuntos Corporativos da Coca-Cola FEMSA Brasil. Em uma data mais que especial – 8 de março, Dia Internacional da Mulher–, o evento da capital paulista contará com a presença da embaixadora do “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”, a chef pernambucana Dona Carmem Virgínia, que vai compartilhar um pouco da sua história durante o encontro com outras empreendedoras beneficiadas. O mês escolhido para iniciar essa agenda é simbólico, por ser reconhecidamente um período de homenagem às mulheres. Somente em São Paulo serão abertas 4 mil novas vagas para o programa que, além de capacitar, impulsionará uma parcela das participantes acelerando seu negócio, por meio de outros benefícios, como equipamentos e facilidade de acesso ao crédito. Conteúdo no ponto Na nova fase do “Empreenda como uma mulher”, as participantes terão a oportunidade de acelerar seus negócios a partir de uma metodologia que reúne aulas teóricas e práticas com conteúdo sobre estratégias de liderança e gestão, autoconhecimento, aspectos comportamentais, além de uma análise individual do negócio para avaliar pontos como aspectos de maturidade, pontos fortes e deficiências, governança e impacto na sociedade. O conteúdo foi reformulado a partir dos aprendizados observados com as primeiras turmas, para que atenda às necessidades das empreendedoras e possa alavancar, cada vez mais, seus empreendimentos. Entre os aprendizados, estão um formato que privilegia mais os encontros presenciais, a formação de uma rede de apoio para que as participantes façam novas conexões e compartilhem conhecimentos e experiências com outras mulheres, assim como a democratização de ferramentas que tragam soluções práticas para as empreendedoras no dia a dia, como o desenvolvimento de cardápios digitais. O programa terá duração de até seis meses e os módulos estão divididos em três níveis: básico, médio e avançado. Todas as informações serão publicadas no site oficial www.cocacoladaumgasnoseunegocio.com, onde as interessadas poderão de cadastrar. “Nosso objetivo é desenvolver mulheres como líderes de seus negócios para que possam ver seus empreendimentos prosperarem, tendo a Coca-Cola como o melhor parceiro de negócios. No primeiro ciclo do programa, conhecemos histórias de mulheres incríveis pudemos ver a força da rede feminina – quando elas se unem e se articulam, crescem juntas e se fortalecem. Agora é hora de consolidar o impacto positivo do “Empreenda como uma mulher” nos negócios e nas comunidades e criarmos conexões duradouras, capazes de transformar a vida das participantes”, afirma Katielle Haffner, gerente sênior de Relações Corporativas e ESG da Coca-Cola Brasil. Importância da capacitação no empreendedorismo feminino Segundo o Ministério da Economia, mais de 1,3 milhão de empresas foram criadas no país no primeiro quadrimestre de 2022. De acordo com o órgão, as micro e pequenas empresas (MPEs) representam 99% do total das empresas brasileiras, são responsáveis por 62% dos empregos e por 27% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo que mais de 40% dos microempreendedores individuais (MEI) são mulheres empreendedoras. De acordo com os dados do LinkedIn publicados no Global Gender Gap Report 2022, do Fórum Econômico Mundial, a participação de mulheres no empreendedorismo cresceu globalmente durante a pandemia. No Brasil, a porcentagem aumentou para 41% para elas, em comparação com 22% para os homens em 2020, em relação a 2019. Outra pesquisa realizada em 2021 pela Aliança Empreendedora mostra que as mulheres foram mais as prejudicadas nos negócios durante a pandemia e, consequentemente, estão mais vulneráveis. Ou seja, conhecer e ter experiência na área de atuação do negócio é
Como sua empresa pode evitar ou sair do endividamento em 2023

Inadimplência do pequeno negócio cresceu em 2022; especialistas recomendam cautela com empréstimos e educação financeira O ano de 2022 fechou com recorde de endividamento em pequenos negócios: cerca de 5,7 milhões estavam inadimplentes ao fim de dezembro, segundo dados da Serasa Experian. No total, foram 39,5 milhões de dívidas negativadas para o setor. O valor total dos débitos chegou a R$ 89,1 milhões. Cada empresa tinha quase 7 contas atrasadas. O valor médio de déficit por corporação é de R$ 15.521. Eis a íntegra dos números (284 KB). Weniston Abreu, coordenador de orientação e educação financeira do Sebrae, analisa que os índices altos se deram por causa da maior concessão de crédito para o setor nos últimos anos. Por um lado, a tendência teria aumentado a possibilidade de crescimento para pequenos empresários, especialmente durante a pandemia. Por outro, fez que o setor solicitasse empréstimos de forma descontrolada. Já Thiago Ramos, da Serasa, avalia que as consequências da covid-19 também foi um agravante. O isolamento social trouxe desemprego e instabilidades econômicas. Quanto mais endividada está uma pessoa ou empresa, menor a chance de conseguir benefícios como aprovação de novos créditos. Por isso, quitar os débitos já existentes é de extrema importância. Especialistas entrevistados pelo Poder360 detalharam dicas de como evitar que os níveis de endividamento reportados em 2022 se repitam em 2023. Leia abaixo: 1 – SAIBA A ORIGEM DO DÉBITO Uma vez com dívidas, o empreendedor deve saber de onde vem o débito. Pode ter origem em empréstimos a bancos, consignados do governo, com um fornecedor ou simplesmente uma conta que não foi paga. Ao conhecer a origem do endividamento, é possível organizar melhor e saber qual conta merece um pagamento prioritário e quais possuem maior possibilidade de renegociação em uma eventual situação de necessidade. Esse é um passo importante para não deixar uma dívida virar inadimplência. A diferença entre os 2 termos é a seguinte: cidadão endividado – aquele com dívida em aberto com alguma instituição ou com alguém; cidadão inadimplente – quem não pagou a dívida no tempo correto com ultrapassagem da data de vencimento. 2 – ESCOLHA O CRÉDITO CERTO Eduardo Brach, diretor de pequenos negócios da Serasa Experian, explica que o crédito só deve ser solicitado caso realmente não haja possibilidade de usar capital próprio para montar ou manter uma empresa. Porém, muitas vezes, fazer um empréstimo pode ser a única opção para financiar um negócio. Nesse caso, o processo de escolha da modalidade do crédito deve ser feito com calma, paciência e muita análise. O ideal é olhar todos os bancos e inclusive as opções ofertadas pelo governo, que geralmente têm consignados com juros mais baixos. Além disso, os empreendedores devem estar cientes do que pode caber no bolso. “É importante ver qual parcela mensal você tem pode comportar para não transformar dívida em inadimplência”, disse Eduardo. A seleção minuciosa do também é válida para modalidades de crédito para pessoas físicas. Muitos empreendedores pedem o empréstimo por meio de seus nomes, não no da empresa. “Quanto mais fácil o crédito disponível, maior é a taxa de juros”, analisa Weninston do Sebrae. Assim, reforça-se a importância da filtragem das modalidades. O especialista recomendou cautela no uso do cartão de crédito. Como o aumento do limite não é de difícil acesso, fica mais fácil que o cidadão gaste cada vez mais e mais até que as dívidas se acumulam ao final do mês. “A tendência é esse limite de crédito aumentar e até mesmo ultrapassar o rendimento no mês, então é aí que mora o perigo”, afirma Weniston. 3 – SEPARE CPF DE CNPJ O empreendedor deve saber diferenciar os gastos pessoais e os de sua empresa, especialmente o MEI (Microempreendedor Individual). A categoria funciona em uma espécie de “mistura” entre pessoa física e pessoa jurídica: mesmo com um CNPJ, de certa forma, responde pessoalmente pela sua companhia. Não fazer a separação “é um erro clássico que acaba desestruturando a empresa financeiramente”, nas palavras Eduardo da Serasa Experian. No momento que contas pessoais, como energia e água, são colocadas juntas de despesas empresariais, a possibilidade de haver uma desorganização generalizada é grande. O ideal seria mapear bem as dívidas e sempre manter os gastos anotados para não se perder ou deixar de pagar alguma conta e, portanto, entrar em inadimplência. Sobre o controle de custos, Thiago disse que a regra básica é a seguinte: não se deve gastar em um mês mais do que se recebe no mesmo período. 4 – VÁ ATRÁS DA RENEGOCIAÇÃO Em situação de endividamento, renegociar o débito pode aliviar o peso de tantos juros por atrasos de pagamento. Há várias opções de programas a depender da natureza da dívida. No site da Serasa, é possível descobrir se a pessoa tem alguma situação de inadimplência e as possibilidades de renegociação. Um tutorial completo se encontra nesta reportagem do Poder360. Também há iniciativas governamentais. Um exemplo é o programa Litígio Zero, que possibilita parcelamento de dívidas em até 12 vezes e abatimento de até 50% da dívida. O foco principal são micro e pequenas empresas. “Procurar a melhor oferta de negociação é fundamental”, diz Thiago. 5 – EDUCAÇÃO FINANCEIRA Todos os especialistas entrevistados pelo Poder360 destacaram a importância de aprender as técnicas corretas para gerenciar finanças e negócios. “Educação financeira, é fundamental. Independente de pandemia, de qualquer que seja o cenário. É importante para a vida”, afirma Thiago da Serasa. Ele explica que a maioria dos brasileiros não tem contato com o tema quando estão no período escolar e, por isso, tem que aprender sobre finanças na prática quando abrem uma empresa. A Serasa Experian e o Sebrae oferecem cursos gratuitos para organizar melhor o dinheiro e evitar endividamento. Há uma diversidade de temas, desde captação de recursos até a definição de preços para um produto. Para acessar as aulas, basta clicar nos seguintes links: curso da Serasa Experian cursos do Sebrae As instituições têm a iniciativa conjunta Aprenda, que traz dicas e orientações para lidar com dinheiro, organizar gastos e muito mais. No caso do Sebrae, há outros temas para os cursos que vão além das finanças. Falam de marketing digital, legislação e até mesmo sobre habilidades de empreendedor. Fonte: Com
Startup Nordeste acelerou mais de 900 negócios inovadores

Fonte: Agência Sebrae O programa está em operação oferecendo jornadas de capacitação e apoio, com mentorias, bolsa de estímulo à inovação e relacionamento com investidores Com mais de 900 negócios acelerados, o Startup Nordeste celebra sua primeira edição de chamadas públicas para projetos inovadores com números animadores. A iniciativa, criada para posicionar o Nordeste no mapa global de inovação, em sua frente de desenvolvimento e fomento de iniciativas de tecnologia e inovação da região, teve mais de 2,2 mil inscritos e, desse universo, cerca de 1,6 mil projetos foram pré-acelerados. O programa é estruturado para formar uma rede de capacitação e apoio aos negócios inovadores, estejam eles em qualquer fase de maturação. A analista de inovação do Sebrae, Fernanda Zambon, explica que os eixos norteadores da iniciativa são governança junto às comunidades, fomento a startups, impacto nos ecossistemas de inovação, cultura de inovação, branding, matchmaking com investidores e qualificação. “Acompanhamos cada empresa participante da fase de fomento de acordo com suas necessidades. Entre as principais ações para as 318 startups participantes desta fase estão rodadas de negócios, relacionamento com investidores, participação em eventos para ampliação de networking, mentorias, acesso às comunidades e, para as que estão sendo aceleradas atualmente, são concedidas até duas bolsas de R$ 6,5 mil por mês”, afirma Fernanda. A voz de quem participa Alexandre Motta ainda era apenas um estudante de engenharia – com muitas ideias de negócios – quando ouviu falar do Startup Nordeste. Hoje, é fundador da @Cloudincontrol, startup de automação focada na rede hoteleira, emprega cinco pessoas e continua estudando. Segundo ele, o Startup Nordeste foi decisivo para tirar o negócio do papel. “O programa literalmente nos pegou pelo braço e ensinou o caminho para empreender, como montar a empresa, para onde ir, o que fazer, como fazer. Com todos os recursos oferecidos, enxerguei perspectivas reais de crescimento”, relembra. De fato, a Cloudincontrol está em evolução. Sediada em Recife, a startup tem como principal produto a automatização de quartos de hotel. Com celular na mão, o hóspede pode acender luzes, ar-condicionado, televisão, sistema de som. Tudo facilitado através de apenas um link. “O cliente não precisa baixar aplicativo, nem passar por muitas telas. Chega no quarto, acessa e tem as comodidades que o sistema desenvolvido oferece”, explica Motta. Para o empreendedor, o ponto alto em participar do Startup Nordeste é a amplitude e o empoderamento que o programa traz. “Me tornei um promotor do Sebrae na universidade. Recomendo a todos os colegas, me ajudou muito. Além de ser gratuito, você recebe uma bolsa para participar. Tenho muitos colegas com excelentes ideias, mas não sabem por onde começar, eu indico que procurem o Sebrae”, diz. Com perspectivas de contratar pelo menos outras duas pessoas para sua equipe, Motta relata que o programa despertou nele o gosto pelo empreendedorismo. “Infelizmente a cultura empreendedora não faz parte das disciplinas que aprendemos na sala de aula. Eu soube do Startup Nordeste por um colega e agora não quero parar”, comenta o jovem, ao pontuar que está desenvolvendo um aparelho para ajudar no diagnóstico de doenças respiratórias. “Estudo engenharia e me conectei com a turma da inovação, vou a eventos, integro grupos ligados a área e pretendo ter cada vez mais clientes”, completa.
Empreendedores iniciais mais velhos priorizam o segmento de alimentação e jovens optam pelo setor da beleza

A pesquisa Global Entrepreneurship Monitor mostra que a idade altera a escolha do setor de atividade dos empreendedores com menos de 3,5 anos de atividade A faixa etária dos empreendedores iniciais (com menos de 3,5 anos de operação) influencia na escolha do setor de atividade em que o novo negócio se estabelece. De acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que no Brasil tem o apoio do Sebrae, os empreendedores com esse perfil e idade mais avançada estavam mais relacionados (em 2021) à alimentação, ao atuarem nos serviços de catering, bufê e outros de comida preparada, como os restaurantes e demais estabelecimentos de alimentação e bebidas. De acordo com a pesquisa, 21,2% do público sênior e 17,5% entre os que estavam na faixa etária intermediária aderiram a esse segmento. Veja aqui os setores que o Empreendabilidade indica para empreendedores maduros Entre os jovens, o percentual foi significativamente menor, de 8,4%. Ainda segundo a pesquisa GEM, entre 18 e 34 anos a predominância foi pela atividade de cabeleireiro e tratamento de beleza (com 11%), que apareceu também entre os que possuíam de 35 a 54 anos, mas com uma proporção menor (3,6%), e não apareceu entre as atividades com maior número de empreendedores. A pesquisa aponta ainda que os empreendedores iniciais com idade entre 18 e 34 anos e de 35 a 54 anos estiveram envolvidos com atividades mais diversificadas. Cerca de 50% do total, em cada um desses grupos, estava distribuído em 11 atividades distintas, ao contrário dos que possuíam de 55 a 64 anos, que correspondiam a apenas seis atividades. O comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios foi citado principalmente entre os jovens (9,1%) e os da faixa etária intermediária (7,4%), não tendo representatividade entre as atividades mais comuns entre os seniores. Já a manutenção e reparação de veículos automotores, apareceu nas três faixas etárias com percentuais próximos, variando de 2% a 5%. As atividades de fabricação de móveis com predominância de madeira e de consultoria em gestão empresarial foram mencionadas somente no grupo dos seniores, ambas com 7,3%.
Sebrae e CNI selecionam startups para internacionalização
Ao todo até 300 empresas serão selecionadas para participar da iniciativa “Land to Launch”. Inscrições podem ser realizadas até o dia 20 de fevereiro pela internet O Sebrae e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) estão selecionando startups brasileiras para o programa de internacionalização ‘Land to Launch’ em Nova York, nos Estados Unidos (EUA). Ao todo serão selecionadas até 300 empresas com potencial de abrir mercado nos EUA, a partir da cidade norte-americana como ponto de expansão. Para ampliar o alcance do programa, a parceria também inclui a participação da Sosa, empresa global de inovação aberta. As inscrições para a chamada estão abertas até o dia 20 de fevereiro, na comunidade Catalisa Hub. O processo de seleção das startups vai contar com a participação de uma banca de especialistas para analisar a empresa e o modelo de negócio, o produto e o mercado-alvo, a situação financeira e investimento, bem como a equipe envolvida. Clique aqui para se inscrever. Podem participar apenas pequenas e microempresas com Receita Operacional Bruta (ROB) menor ou igual até R$ 4,8 milhões. Os participantes das empresas devem possuir habilidade de comunicação verbal e escrito no idioma inglês. São consideradas startups brasileiras, aquelas que tenham produto ou serviço inovador em condições de inserção no mercado e/ou com alto potencial de impacto econômico. Como vai funcionar O programa ‘Land to Launch – Nova York é dividido em duas etapas. A primeira envolve a capacitação on-line de contato com Nova York de todas as empresas. As empresas serão preparadas para lançar e escalonar produtos no mercado dos EUA, para fundamentar e aprofundar abordagens ao mercado norte-americano, além de preparo na oratória, narrativas e storytelling, entre outras competências. Após essa etapa, até 30 startups serão selecionadas para entrevistas e avaliações. Por final, sete delas seguem para a etapa final que inclui o reconhecimento e land em NY com tempo de residência de 10 dias. A programação das atividades nos EUA será customizada segundo as necessidades estratégicas para internacionalização de cada uma das startups participantes. Estão previstas reuniões com potenciais clientes e investidores, workshops técnicos sobre questões regulatórias e institucionais do país foco, até visitas técnicas em potenciais parceiros. “Será uma grande oportunidade para as startups brasileiras tanto para aquelas que buscam investimento, por meio de fundos ou capital de risco, como para aquelas que desejam abrir mercado com a venda de suas soluções para outras empresas. Também há a possibilidade de exportar soluções para diretamente para o mercado consumidor dos EUA. Além disso, as empresas vão ter contato com aceleradoras mundialmente reconhecidas”, avalia o analista de Inovação do Sebrae Nacional, Rodrigo Rodrigues. Nova York no cenário do ecossistema tecnológico mundial Reconhecido como o berço do mercado financeiro do mundo e expoente cultural nos Estados Unidos, Nova York caminha para se tornar líder do ecossistema tecnológico mundial. A cidade possui mais de 10 mil startups ativas e mais de 1000 incubadoras e aceleradoras em atividade. De acordo com Relatório Global de Índice de Ecossistema de Startups 2022, produzido pela StartupBlink, NY ocupa o segundo lugar no ranking das melhores cidades para startups, perdendo apenas para São Francisco. “Nova York apresenta as condições ideais para o desenvolvimento de startups em vários aspectos. Sem contar que lá acontece o que chamamos de ‘efeito bola de neve’ em que essas empresas mais inovadoras, como as startups, acabam por arrastarem necessidades de serviços de outras empresas, gerando demanda para o mercado”, comentou Rodrigues.
No Brasil, você pega emprestado para pagar imposto

“O empreendedor não ganha muito dinheiro porque ele trabalhou, ele ganha muito dinheiro porque os trabalhadores dele trabalharam” – frase do presidente Lula em entrevista exibida no canal de TV GloboNews em 18/01/2023 Segundo o Sebrae, a concessão de crédito para pequenos negócios cresceu 45% nos últimos dois anos (leia aqui). Só o Pronampe – Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – linha de crédito com condições especiais para quem precisou de dinheiro para se segurar na pandemia e que acabou se estendendo como recurso, emprestou R$ 25 bi em 2021. No ano passado, foram cerca de R$ 37 bi. Em países como os EUA e em boa parte da Europa as ferramentas de crédito e financiamento para ajudar as pequenas empresas a se recuperar após a crise Covid foram oferecidas a fundo perdido, ou seja, sem previsão de retorno – apenas pela consciência de que as empresas precisam se recuperar para manter negócios, empregos e movimentar a economia. As políticas de incentivo ao empreendedorismo – lembrando que MPEs e empresas individuais são 91% das empresas em atividade – ficam nas promessas políticas e narrativas sedutoras. O Perse – Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Lei 14.148/2021) – foi criado como forma de isenção de impostos para atividades em 88 CNAEs relacionados a eventos, restaurantes, turismo – todos que, pelo bom senso se sabe, mais sofreram com a pandemia. A isenção duraria 5 anos, tempo considerado suficiente para a recuperação, com renegociação de dívidas tributárias por um período igualmente calculado junto às entidades representativas de setores produtivos. Uma nova portaria do poder executivo (1.266/2022), contudo, achou por direito – ou por necessidade de fazer o caixa do governo, já que os custos são altos para manter os cargos e benesses – redefinir as atividades e excluiu 50 delas, restando 38, apenas, contempladas pelo Programa. Foram excluídos: restaurantes, bares, lanchonetes e outros estabelecimentos e negócios afins, que também tinham essa necessidade. Uma fonte ligada a associações de restaurantes disse que não houve consulta ao setor. Ainda, as empresas que aderem ao Simples não teriam essa vantagem – como se o micro e pequeno empresário do Simples não pagasse imposto (e o ajuste do Simples segue sem avanço). Sem discussão partidária (mesmo porque a portaria em questão havia sido redigida no ano passado, ainda no governo anterior), o que existe é um país que arrota que vai apoiar as pequenas empresas, o crescimento econômico, mas que sempre busca uma forma de manter todos dependentes de um governo “caridoso”. O que resta com isso ao empreendedor brasileiro é tentar ganhar muito dinheiro, sim, já que boa parte fica para esse sócio “governo”, enquanto poderia gerar empregos e crescimento, como vemos na Europa e Estados Unidos.
Concessão de crédito para pequenos negócios cresceu 45% nos últimos dois anos

Sebrae planeja para 2023, somente no âmbito do Fampe e das parcerias da instituição com BNDES, Banco do Brasil e FINEP, um aumento potencial de R$ 57 bilhões de crédito Um estudo feito pelo Sebrae a partir de dados do Banco Central revelou que, apesar da elevação nos últimos dois anos da taxa média dos juros praticados para empréstimos concedidos aos pequenos negócios, o volume concedido de crédito e o número de operações cresceram em comparação com o período pré-pandemia. Entre os meses de abril de 2020, início da pandemia, e setembro 2022, segundo os últimos dados disponíveis, foram concedidos R$ 886 bilhões de crédito para os pequenos negócios, um volume 45% maior do que o observado antes da pandemia, entre setembro de 2017 e março de 2020, quando o volume total foi de R$ 610 bilhões. O aumento na concessão de crédito foi acompanhado de um significativo aumento de pequenos negócios tomadores de crédito no sistema financeiro nacional. No trimestre encerrado em setembro de 2022 cerca de 7,3 milhões de pequenos negócios tomadores de crédito no sistema financeiro nacional, cerca de 1,5 milhão a mais em comparação com a quantidade observada no início da pandemia. Somente no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) foram concedidos cerca de R$ 37 bilhões em empréstimos no ano passado, em quase 461 mil operações. Esse resultado é superior aos quase R$ 25 bilhões que foram emprestados em 2021 em 333 mil operações de crédito. Já o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (FGI PEAC) em 2022 emprestou R$ 13,18 bilhões em 16,5 mil operações. O levantamento do Sebrae identificou também um crescimento nas operações das Empresas Simples de Crédito (ESC), que concederam R$ 582 milhões por intermédio de 902 empresas, somente até setembro passado. O número de ESC em atuação representa um crescimento de 276 % em comparação com o número de empresas em atividade em 2019. Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o aumento do volume de crédito para micro e pequenas empresas, mesmo com o aumento da taxa média de juros, que passou de 30,9 % ao ano (em 2020) para 34,9% ao ano (em 2022), confirma uma melhoria do cenário. “Os dados demonstram a importância dos fundos garantidores para o crédito aos pequenos negócios. Todos os três grandes fundos garantidores do país, o Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe), gerido pelo Sebrae, e o Fundo de Garantia de Operação (FGO) do Banco do Brasil e responsável pelo Pronampe e o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) do BNDES tiveram uma atuação de extrema importância desde o início da pandemia e permitiram o aumento do crédito concedido para os pequenos negócios”, comenta Melles. O Sebrae estima para 2023, somente no âmbito do Fampe e das parcerias da instituição com Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Banco do Brasil e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), um aumento potencial de R$ 55 bilhões de crédito, o que irá representar cerca de 15,7% do total do crédito concedido para os pequenos negócios no país.
Cartão de crédito e prazo para pagar fornecedores são saída para pequenos

Pesquisa realizada pelo Sebrae mostra mudança de comportamento dos empreendedores na hora de buscar fontes de financiamento O cartão de crédito e o pagamento de fornecedores a prazo sãos as duas modalidades de financiamento mais usadas pelos donos de pequenos negócios no país. Cerca de 50% dos empreendedores fazem uso destas opções. Um estudo realizado pelo Sebrae revela que cheque especial, empréstimos em bancos privados e públicos, pagamento com cheque pré-datado e cooperativas de crédito – somados – não chegam a 30% das opções feitas por empreendedores na hora de buscar recursos para financiar o negócio. O levantamento do Sebrae, que faz parte de uma série histórica iniciada em 2013, mostrou uma mudança significativa no comportamento dos empresários nos últimos anos. Enquanto o pagamento de fornecedores a prazo representava a principal fonte de financiamento dos pequenos negócios (chegou a ser citado por 67% dos empresários em 2015), agora é o cartão de crédito que figura como modalidade mais usada (34%). Já o cheque pré-datado, que chegou a ser a segunda opção mais escolhida (em 2015 era a principal alternativa para 46% dos empresários), vem caindo em desuso e é citado por apenas 4% dos entrevistados. Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a liderança do cartão de crédito e do pagamento a prazo dos fornecedores revela que os empresários estão optando por soluções fora dos empréstimos comerciais tradicionais, mesmo que isso represente o pagamento de juros mais altos (no caso dos cartões de crédito). “A explosão do número de novos MEI criados no Brasil (foram 5,2 milhões de novos microempreendedores individuais nos últimos dois anos) fortaleceu essas escolhas. O MEI tem, tradicionalmente, menor relação com os bancos e tendem a buscar outras saídas mais rápidas e menos burocráticas”, comenta Melles. De fato, a pesquisa do Sebrae aponta que o cartão de crédito é usado por 36% dos microempreendedores individuais, 29% das microempresas e 27% das empresas de pequeno porte. Já o pagamento de fornecedores a prazo é adotado por 14% dos MEI, 21% das microempresas e 15% dos pequenos negócios. Outro dado que corrobora essa tendência foi o crescimento da escolha pelo empréstimo de dinheiro junto a amigos e parentes que, em 2022, ocupou pela – primeira vez na série histórica – a terceira colocação entre as principais alternativas de financiamento (9%). Confira números da pesquisa: Principais fontes de financiamento das MPE • Cartão de crédito – 34%. • Pagamento de fornecedores a prazo – 16%. • Empréstimo de amigos e parentes – 9%. • Cheque especial – 9%. • Empréstimos em bancos privados – 5%. • Pagamento com cheque pré-datado – 4%. Uso do Cartão de crédito • MEI – 36% • ME – 29% • EPP – 27% Pagamento de fornecedores a prazo • MEI – 14% • ME – 21% • EPP – 15% Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Confiança dos pequenos negócios mineiros em dezembro foi a menor do ano

Pesquisa do Sebrae Minas registra quedas sucessivas do Iscon nos últimos três meses de 2022 A confiança dos donos de pequenos negócios de Minas Gerais caiu no último mês de 2022, de acordo com a pesquisa Índice Sebrae de Confiança dos Pequenos Negócios (Iscon), que ouviu 1.078 participantes entre os dias 6 e 21 de dezembro. O índice de dezembro foi o menor do ano. O Iscon do último mês de 2022 fechou em 108 pontos, valor próximo ao de tendência à estabilidade (próxima de 100 pontos) com expectativa de leve melhoria. A pesquisa também mostrou que nos últimos três meses do ano passado houve uma queda significativa da confiança dos pequenos negócios mineiros. Em relação a novembro, o indicador caiu 2 pontos, já em comparação a outubro, a diferença foi de 16 pontos. “Alguns dos motivos que podem ser atribuídos a esse resultado são o aumento do grau de incerteza, as projeções de baixo crescimento da economia brasileira e a desaceleração econômica a nível mundial. No front doméstico, a inflação fechou o ano de 2022 acima da meta definida pelo governo, mantendo os preços ainda pressionados. Os juros básicos também tendem a permanecer em um patamar mais elevado, podendo impactar o consumo das famílias e os investimentos”, afirma a analista do Sebrae Minas Bárbara Alves. Em dezembro, o setor mais confiante foi a Construção Civil, que atingiu 111 pontos. Serviços e Indústria registraram o mesmo valor de confiança, 110 pontos. Já o Comércio obteve o menor índice (104 pontos) entre os setores no período, ficando inclusive abaixo da média geral dos pequenos negócios mineiros (108 pontos). Em relação a novembro, apenas o setor da Indústria teve um aumento no nível de confiança, de 2 pontos, e o setor de Serviços se manteve estável no comparativo. Ambos tiveram aumento no Índice de Situação Esperada (ISE). Por outro lado, os setores de Construção Civil e do Comércio tiveram quedas na variação mensal, de 9 e 5 pontos, respectivamente. O Iscon mede a confiança do empresário sobre a condição e a expectativa para seu ramo de negócio e para a economia nacional. O índice é baseado em questões relacionadas a condições (para a empresa e para a economia nos últimos três meses) e expectativas (para a empresa e para a economia nos próximos três meses). O número de empregados, o faturamento e a infraestrutura são variáveis que compõem o Iscon, que começou a ser medido em novembro de 2020. MEI mais otimistas Em dezembro, os microempreendedores individuais (MEI) foram novamente os mais otimistas entre os portes, repetindo o comportamento confiante obtido no mês anterior, com um Iscon de 109 pontos. As microempresas (ME) registraram 107 pontos, 2 pontos abaixo do registrado em novembro. Já as empresas de pequeno porte (EPP) registraram 102, 2 pontos acima do registrado no mês anterior. Fonte: Agência de Notícias Sebrae-MG
Sebrae-SP leva empresários para a maior feira de varejo do mundo

NRF Retail’s Big Show é realizada todos os anos em Nova York e apresenta as principais tendências e novidades do setor varejista Um grupo de 30 empresários do Estado de São Paulo participa da missão organizada pelo Sebrae-SP para visitar a edição 2023 da NRF Retail’s Big Show, a maior feira de varejo do mundo e referência do setor, realizada anualmente em Nova York. A programação da missão inclui, além da participação no evento, visitas técnicas a empresas de sucesso no mercado americano. Durante a missão, que ocorre de 13 a 21 de janeiro, o empreendedor vai conhecer as novidades, tendências e estratégias usadas por importantes nomes do varejo. É uma ótima oportunidade para atualizar conhecimentos, se informar e trazer as ideias vistas em Nova York para o próprio negócio, ganhando assim competitividade no mercado local. Além da feira, a missão empresarial inclui três dias de visitas técnicas a lojas de destaque no varejo americano. No roteiro estão Harry Potter Store, a única loja oficial do mundo ligada ao personagem dos livros e cinema; The RealReal, especializada em itens de luxo, incluindo moda masculina e feminina, joias, relógios e artigos de decoração; Dyson Demo Store, que oferece produtos profissionais e tecnológicos para cuidados dos cabelos e Nordstrom, loja de departamentos com variadas opções de roupas, calçados de grife, cosméticos e artigos para o lar, Rio Supermarket, um supermercado brasileiro no Estados Unidos, entre outras. As visitas são guiadas por consultores do Sebrae-SP especializados em varejo e com ampla experiência em viagens desse tipo, que auxiliam os empresários a vivenciarem, na prática, conceitos que devem ser priorizados como inovação, exposição de produtos, experiência de consumo e tecnologia. Os empresários da missão participam ainda de um Hackaton de inovação sobre modelagem de negócios dedicado ao alinhamento do grupo com as ideias observadas durante a programação. É a oportunidade do grupo de encerrar a viagem com um plano para suas empresas desenhado com base no que extraíram no período em Nova York. As empresas participantes da missão à NRF 2023 são: Vila Nina, Dra. Cherie, Flex Mesas e Cadeiras, D&D Premium, Ourimadeiras, Beta Bozzani Arquitetura e Design, Grupo Mirandinha, Jéssica Cosméticos, Refrigerantes Poty, Sereia de Noronha, PlayPark, Depósito da Lingerie, Tokbothanico, Segredo Lacrado, Jobel Armarinhos, Feitiços, Xr Studio, Solid Systems, Arezzo & Spello, Doxo Tech, Mineirão Auto Latas e Onii Conveniência. Marcelo Dória, da Depósito da Lingerie, empresa de São Paulo especializada em moda íntima, viajou focado em ficar por dentro das novidades e levá-las para seu negócio e mesmo outros com quem tem algum relacionamento. “Minha expectativa é buscar as tendências e ‘tropicalizar’ isso, ou seja, não só aplicar na minha empresa, mas também compartilhar com outras para que sejam mais produtivas e rentáveis e, consequentemente, tragam um benefício maior, seja para os fornecedores, parceiros e a sociedade de um modo geral.” “Vim para buscar conhecimento, inovar e estar na frente”, afirma Rodrigo Belarmino, da Solid Systems, empresa de São Paulo que faz envidraçamento de sacadas de alto padrão. Fonte: Agência de Notícias Sebrae-SP
Sebrae e Governo do Maranhão planejam maior ação de fomento ao empreendedorismo

Após primeiro ciclo da parceria no Programa Cidade Empreendedora, governador Carlos Brandão e lideranças do Sebrae estudam ações integradas para continuidade do programa no MA Por Samme Ribeiro “O programa Cidade Empreendedora trouxe para Morros a Sala do Empreendedor, onde eu pude tirar meu negócio do papel e me ver como empreendedor, alguém que produz, cresce e pode ajudar sua comunidade, seu município e seu estado a crescer também”. A declaração é do comerciante de hortaliças e legumes e fabricante de sucos de frutas concentrado da região do Munim, José Domingos Amaral, que conseguiu dar um salto no seu negócio e crescer depois de ter se formalizado como Microempreendedor Individual (MEI). Para multiplicar por todo o estado histórias como essa do Sr. José Domingos, Sebrae e o Governo do Estado do Maranhão iniciaram, esta semana, a construção da maior ação de fomento ao empreendedorismo já realizada nos municípios maranhenses, unindo esforços para garantir grandes resultados. De acordo com o governador Carlos Brandão, a ideia é levantar e cruzar o plano de governo e atividades previstas em cada secretaria de estado com ações e soluções do portfólio Sebrae que possam ser executadas em conjunto, com o apoio das prefeituras, a fim de potencializá-las e, sobretudo, otimizar os resultados para melhorar o ambiente legal e as condições de competitividade para os pequenos negócios já instalados ou que venham a se instalar ou formalizar nos próximos meses no estado. “Discutimos grandes parcerias para fomentar o desenvolvimento do Maranhão, como o programa Cidade Empreendedora, que iremos estender para todos os municípios do nosso estado. Além disso, queremos a continuidade das capacitações aos donos de micro e pequenas empresas da área do Itaqui-Bacanga que prestam serviço à região portuária, assim como as ações de fortalecimento do nosso agronegócio e agricultura familiar, dando todo o suporte técnico necessário aos nossos produtores e estimulando os arranjos produtivos locais. Com certeza, no nosso governo, o Sebrae será um grande parceiro de nossos programas e ações, contribuindo com seu portfólio, seu apoio técnico e capilaridade”, sinalizou o governador Carlos Brandão. As articulações para a construção desse plano conjunto foram iniciadas essa semana, em reunião no Palácio dos Leões, com a presença do Governador Carlos Brandão, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae estadual, Celso Gonçalo, os diretores executivos da empresa – Albertino Leal (superintendente), Mauro Borralho (diretor técnico) e Edila Neves (diretora de Administração e Finanças) e demais técnicos, além do secretário de Estado de Indústria e Comércio, Cassiano Pereira e equipe. “O diálogo foi importante para estreitarmos ainda mais essa parceria com o Governo do Maranhão e alinharmos as expectativas a partir deste ano. Aproveitamos o momento para apresentarmos outras soluções do portfólio Sebrae que foram, inclusive, bem aceitas pelo governador Carlos Brandão que, novamente, deposita sua confiança no trabalho e atuação do Sebrae, em um diálogo aberto e a favor do desenvolvimento do estado. Estamos bem esperançosos em continuar contribuindo para que o nosso Maranhão cresça e gere riqueza e renda para os maranhenses”, destacou o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Estadual, Celso Gonçalo. Para o secretário de Estado de Indústria e Comércio, Cassiano Pereira, o Sebrae pode contribuir para as novas ações e atividades idealizadas pelo Governo do Estado. “O suporte técnico do Sebrae, que vem com toda a expertise da instituição para executar algumas dessas novas atividades, será fundamental para obtermos melhores resultados no avanço do empreendedorismo. Com a continuidade do programa Cidade Empreendedora, teremos, também, gestões públicas mais capacitadas para gerar mais emprego e renda aos munícipes, fomentando a economia local e ajudando o Maranhão a crescer”, apontou. Em Barra do Corda, mais de 3 mil alunos receberam conteúdos em educação empreendedora por meio do programa Jovens Empreendedores Primeiros Passos – JEPP Cidade Empreendedora Iniciada em 2021, a parceria do Sebrae e Governo do Estado por meio do Programa Cidade Empreendedora beneficiou 53 municípios com ações de fomento ao empreendedorismo, tendo repercussão direta no ambiente legal voltado ao apoio dos pequenos negócios, melhoria da gestão desses empreendimentos, capacitação de empreendedores, participação das micro e pequenas empresas nas compras públicas e, também, favorecendo mudanças na gestão municipal com o uso das ferramentas e estudos disponibilizados às prefeituras. Em 18 meses de trabalho, a parceria nos 53 municípios gerou resultados que já apontam para um cenário de transformação na economia local, envolvendo uma população de 2,6 milhões de pessoas – o correspondente a 37% da população do Estado e mais de 50,4 mil pequenos negócios, sendo cerca de 37 mil microempreendedores individuais, 11 mil microempresas e 1,8 mil empresas de pequeno porte. Em 93% dos 53 municípios atendidos pelo programa nessa parceria com o Governo do Estado, o saldo de empregos nos pequenos negócios foi positivo, com 4,5 mil empregos formais em Balsas (1º lugar), 2,7 mil em Açailândia (2º lugar) e 1,8 mil em Timon (3º lugar) e 1,4 mil em São José de Ribamar (4º lugar). De acordo com o Prefeito de Parnarama, Raimundo Silveira, a cidade tem tradição empreendedora, com capacidade de estruturação de políticas públicas e o Programa Cidade Empreendedora incentivou a população a empreender mais ainda. “Com a parceria do governo do Estado e do Sebrae conseguimos dar andamento ao grande desafio que tivemos de fazer a retomada da economia, do emprego e contribuir para que nossos empreendedores conseguissem desenvolver os seus negócios”, comentou. Na Semana do Empreendedor Ribamarense, empreendedores receberam capacitação para melhorar seus negócios Para o prefeito de São José de Ribamar, Dr. Julinho, o programa contribuiu com a gestão pública satisfatoriamente. “Implantamos políticas públicas voltadas para o desenvolvimento local, por meio de programas, principalmente aqueles que incentivam o empreendedorismo em nossa cidade. Trabalhamos nos eixos Desburocratização e Compras Públicas, com o objetivo de atrair mais emprego e renda aos ribamarenses”, afirmou o prefeito. Maranhão Mais Empreendedor Além do Programa Cidade Empreendedora, o governador Carlos Brandão sinalizou que o governo vai ampliar também a parceria que une o Sebrae e a EMAP em ações de capacitação e inovação
Como estes 4 empreendedores contornaram a crise e alcançaram sucesso em 2022

O ano de 2022 foi desafiador para as donas e donos de pequenos negócios. Ainda em recuperação dos efeitos da pandemia de Covid-19 – que, vale lembrar, não acabou –, os empreendedores passaram por uma pressão provocada pela alta de inflação e perda do poder de compra do consumidor, além da escassez de insumos e do aumento de preço de matérias-primas importadas. Mesmo assim, há motivos para comemorar: a pesquisa Indicadores, realizada pelo Sebrae-SP com apoio da Fundação Seade, mostra que o faturamento das micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo aumentou em 6,6% em setembro de 2022 na comparação ao mesmo mês de 2021. Já entre os Microempreendedores Individuais (MEIs), o aumento no faturamento foi ainda maior: 12,6% no mesmo período. O grande destaque entre os setores foram o de serviços e, entre os MEIs, também o da indústria, com o comércio mantendo-se em certa estabilidade nesse período de 12 meses. Saiu na frente quem foi buscar capacitação e seguiu à risca o planejamento para se proteger das turbulências. Porém, o fator que fez a maior diferença foi a inovação: seja no investimento em digitalização ou na busca de novos produtos e serviços, pensar “fora da caixa” em 2022 se traduziu em crescimento e expansão dos negócios. A seguir, quatro empreendedores de todo o Estado, cada um de um segmento econômico, conta como foi possível crescer em 2022 e planejar um 2023 ainda melhor. Frango no Capricho Lucas Colpani Gutierrez, proprietário da Guiterrez Alimentos (Divulgação/Sebrae/SP) O produtor rural Lucas Colpani Gutierrez, de Pongaí, trabalha há quatro anos com criação de frango, depois de deixar um emprego com carteira assinada e partir para o trabalho por conta própria. “Comecei com cinco pintinhos. Fui aprendendo sobre negócios, fazendo embalagem, fiz um rótulo. Cheguei a montar um miniabatedouro aqui, mas não tinha muito conhecimento sobre as exigências”, diz. No início, ele vendia apenas frango caipira, mas, conforme as vendas foram aumentando, ele viu a necessidade de procurar o Sebrae-SP para ajudar com uma série de necessidades, que iam desde fazer uma planilha financeira até a entender melhor sobre a legislação sanitária. Com a alta nos preços provocada pela inflação nos últimos dois anos, porém, o produtor já vinha percebendo que o frango caipira não estava mais sendo rentável – além de demorar mais para estar pronto para o abate e comercialização. Foi quando surgiu a ideia de trabalhar com frango de granja, que tem custo menor para o consumidor final e permite mais giro financeiro dentro da empresa. “Passei a usar espaço em um frigorífico, procurei saber como fazia para regularizar o produto para que pudesse entrar em grandes supermercados”, conta. No início do ano, reformou uma granja que estava abandonada no município vizinho de Guarantã e acertou toda documentação. Na ponta do lápis, entraram desde itens como ventilação e cálculos para diminuir custos com produção própria de ração. Hoje, com embalagem própria, registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF) e distribuição para dezenas de pontos de venda na região, a Gutierrez Alimentos continua pensando em expansão. O plano para o ano que vem é produzir 6 mil frangos a cada 45 dias, e o produtor vê espaço até para a exportação, tudo lado a lado com o Sebrae-SP. “O produtor rural fica muito fechado, mas o negócio está da porteira para fora, é isso que a gente precisa aprender. Por isso, tudo o que o Sebrae oferece eu aproveito”, ressalta Gutierrez. Crescer não é brincadeira Lilian Miyuri Yamauchi, proprietária da Mimos para Todos (Divulgação/Sebrae/SP) Desde muito jovem, a empreendedora Lilian Miyuri Yamauchi trabalhava nos negócios da família, em ramos diversos: barraca de feira, pastelaria, distribuidora de bebidas etc. “Eu não tinha férias nem fim de semana”, lembra. Na época, a filha Isabela, que tinha quatro anos (hoje tem 11), pediu para a mãe parar de trabalhar tanto. A decisão demorou mais algum tempo a ser tomada até que, em 2018, ela deixou as empresas familiares para ficar mais tempo em casa. Formalizou-se como Microempreendedora Individual (MEI) e passou a vender brinquedos educativos e pedagógicos, uma área da qual ela sempre gostou. “Abri mais por uma ocupação mesmo, sem muito planejamento, sem estudar o mercado”, diz. Até que, no início de 2020, questões familiares a obrigaram a levar o negócio mais a sério, como uma fonte de renda de verdade. Moradora de São Vicente, Lilian investiu o pouco dinheiro que tinha em caixa em estoque e na participação em feiras para apresentar os produtos que revendia. Mas, em março daquele ano, chegou a pandemia de Covid-19 e todos os planos viraram de cabeça para baixo. Sem dinheiro, com quase nenhuma venda na loja virtual e sem perspectiva de participar de feiras, pensou até em comercializar brinquedos de marcas mais populares. Mais uma vez, a filha interveio. “Ela me lembrou que esse não era o foco”, diz Lilian. Durante os primeiros meses da pandemia, a empreendedora passou a investir em capacitação: acompanhava as lives diárias do Sebrae-SP e participou do Sebrae Delas, o que foi muito útil também para seu autoconhecimento. “No final de 2020 defini que iria começar pelo Mercado Livre. A loja virtual não trazia público. Fiz várias consultorias com o Sebrae para trabalhar com e-commerce”, conta. A partir de então, as vendas surgiram e o negócio deslanchou, crescendo 700% de 2020 para 2021. Lilian migrou para microempresa e agora já está pensando em se expandir ainda mais. Para 2023, a ideia é investir em novos marketplaces, em brinquedos inclusivos e em vendas para órgãos públicos. “Hoje 95% das minhas vendas vêm do Mercado Livre, mas estou estudando outras plataformas com taxas menores. Também tive de contratar mais gente porque não estava dando conta. Agora é hora de aumentar o faturamento”, afirma. Receita de sucesso Empreendedora Adriana Aparecida Mendes, da A’Dorada Salgados (Divulgação/Sebrae/SP) A pandemia foi um divisor de águas para milhares – ou até milhões – de empreendedores brasileiros. No caso de Adriana Aparecida Mendes, de Cubatão, a pandemia foi a diferença entre a produção de salgadinhos no “fundo do quintal”, como ela mesmo
Sebrae promove 1ª edição da Expo Pretas no próximo dia 21 em Salvador

O Sebrae em Salvador, por meio do Programa Sebrae Delas e em parceria com a IN PACTO – Incubadora de Negócios Sociais do Colabore, vai realizar no dia 21 de janeiro (sábado), a 1ª Expo Pretas Colabore. O evento, que foi adiado em função das fortes chuvas que assolaram a capital baiana em novembro do ano passado, acontece a partir das 9h, na Agência Sebrae Costa Azul. As vagas são limitadas e as inscrições gratuitas podem ser feitas aqui. O objetivo da Expo Pretas Colabore é gerar negócios, ampliar o alcance de novos mercados, além de fomentar a sustentabilidade e independência financeira de negócios liderados por mulheres negras de Salvador e região metropolitana. Serão expostos produtos e serviços de 20 afroempreendedoras que comercializam produtos de moda, gastronomia, artesanato e de outros segmentos. O encontro contará ainda com palestras, oficinas e mentorias gratuitas com conteúdos que visam apoiar com inovação, tecnologia e sustentabilidade a gestão dos negócios de mulheres negras empresárias. “O Sebrae Bahia já desenvolve ações dentro do programa Sebrae Delas que têm como principais objetivos a promoção do empreendedorismo feminino, aumento da competitividade dos pequenos negócios liderados por mulheres e o aprendizado e disseminação de boas práticas para apoiar mulheres. Por isso, entendemos que este evento está em total acordo com a missão da instituição”, afirma Taiane Almeida, especialista em pequenos negócios e gestora do Sebrae Delas na regional Salvador. Confira a programação 9h – Abertura da feira e exposição de produtos e serviços; 9h30 às 14h30 – Mentorias individuais de curta duração 10h às 14h30 – Mini oficinas de Pitchs e Programação Cultural (Dilene Pilé e Priscilla Cerqueira) 10h – Conversa das Pretas Painel com Umbu Podcast: (Mirtes Santa Rosa, Camilla França convidam Najara Black) 10h – Posicionamento Estratégico para Vender Mais: Mentoria com Iasmine Fernandes 10h – De sardinha a Tubarão! Como captar investimento: Oficina com Karine Wakanda 10h – Vitrine de Sucesso: Como construir um negócio que vende todos os dias: Oficina com Eugênia Negga Chic 11h – Dance: corpo ativo e bem estar nos negócios (Dandara Brazil) 12h30 – Impactos Transformadores – Comunidade local e conexões com o Afroempreendedorismo (Roseane Moreira, Bárbara Ferreira, Márcia Neves e mediação de Vilma Neres) IN PACTO – Incubadora de Negócios Sociais 12h30 – Network para Mulheres Empreendedoras : Mentoria com Anna Telles 12h30 – Vitrine de Sucesso: Como construir um negócio que vende todos os dias: Oficina com Eugênia Negga Chic 12h30 – Confiança e Realizações: Mentoria coletiva com Abidjan Rosa 12h30 – Vestida de Vencedora: posicionamento estratégico da imagem: Workshop com Cáren Cruz 15h – Encerramento SERVIÇO O quê: 1ª Expo Pretas Colabore Quando: 21 de janeiro de 2023 (Sábado) Horário: das 9h às 15h Onde: Agência Sebrae Costa Azul – Térreo (Civil Tower, Torre Cirrus – Rua Arthur de Azevêdo Machado- Salvador Inscrição gratuita: https://bit.ly/expopretas2023 Fonte: Agência de Notícias Sebrae-BA
Em novembro, os pequenos negócios responderam por 9 a cada 10 novos empregos

As micro e pequenas empresas (MPE) foram responsáveis em novembro por 93,5% dos empregos formais gerados no país. Segundo estudo realizado pelo Sebrae, a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram criados, no conjunto da economia brasileira, 135 mil postos de trabalho no penúltimo mês de 2022. Desse universo, 126 mil vagas estavam entre os pequenos negócios, o que corresponde a 93,5% das novas vagas. Apesar de todos os portes terem apresentado saldos positivos, o mês de novembro representou o segundo menor saldo de geração de empregos de todo o ano. Os 135 mil empregos criados na economia superaram apenas os 97 mil gerados no mês de março e representaram apenas 58% da média de geração de vagas de 2022, que era de 233 mil até outubro. No acumulado de todo o ano passado, o Brasil se aproxima da marca dos 2,5 milhões de novos empregos. Nesse contexto, as MPE foram as grandes geradoras de postos de trabalho, respondendo por quase 1,8 milhão das novas contratações (cerca de 73% do total). A participação das médias e grandes na geração de empregos ficou em 21,5%, com quase 530 mil contratações. “Os pequenos negócios são os maiores geradores de emprego do país. São as micro e pequenas empresas que fazem a economia girar e o Brasil crescer. São elas que ajudarão na reconstrução da economia do país”, destaca o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Pela primeira vez no ano, puxado pelas festas de final de ano, o setor de Comércio das Micro e Pequenas Empresas foi o grande gerador de empregos, com 84 mil postos criados. O setor de Serviços, principal responsável pela geração de emprego ao longo do ano, ficou em segundo lugar com 53 mil vagas de trabalho. Apesar desses bons resultados nesses dois setores, tanto as MPE quanto as MGE apresentaram mais desligamentos do que admissões em quatro setores de atividade: Indústria de Transformação, Agropecuária, Construção Civil e Indústria de Transformação. Fonte: Agência Sebrae de Notícias
Nova diretoria do Sebrae Amazonas toma posse para gestão 2023-2026

omaram posse em cerimônia na noite desta segunda-feira, 2/1, o novo presidente do Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Amazonas, Antonio Silva, assim como a nova diretoria executiva da instituição, formada pela diretora superintendente eleita Ananda Carvalho Normando Pessôa, a diretora técnica Lamisse Said da Silva Cavalcanti e a diretora administrativa e financeira Adrianne Antony Gonçalves. O empresário Antonio Carlos da Silva preside também a Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam) e assume o posto que estava ocupado por Muni Lourenço, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária (Faea). Já o corpo diretor segue constituído pelas gestoras do quadriênio anterior, em funções diferentes. “É um novo desafio, mas, para mim, é muito saudável, porque eu vou pegar uma administração exitosa, do meu companheiro Muni Lourenço, que fez um belíssimo trabalho interiorizando o Sebrae com inauguração de várias agências do interior”, destacou Antonio Silva durante a posse, realizada no Clube do Trabalhador do Sesi. A diretora superintendente manifestou gratidão ao conselho deliberativo, colaboradores e familiares. “Agradeço a confiança e a oportunidade a nós concedida pelo Conselho Deliberativo Estadual. Queremos nesta solenidade de posse renovar o nosso compromisso com a casa Sebrae e o seu propósito de existência, zelando por tudo o que construíram os que nos antecederam”, declarou Ananda. Definido no último dia 21 de novembro em reunião de aclamação do conselho, o novo corpo diretor estará a frente do Sebrae no período entre 2023 e 2026. Fonte: Agência de Notícias Sebrae-AM
Sebrae-RS: acordo visa fortalecer a participação de MPEs nas compras públicas municipais

Fortalecer o ambiente de negócios das cidades gaúchas por meio do aumento da participação de Micro e Pequenas Empresas (MPEs) locais nas licitações e conferir maior segurança jurídica na relação entre o Poder Público e empresários. É com esse objetivo que o Sebrae RS e o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS) assinaram um termo de cooperação institucional na manhã da última terça-feira (29/11), para estruturar ações orientativas aos gestores municipais. Para o diretor-superintendente do Sebrae RS, André Vanoni de Godoy, a aquisição ou contratação de produtos e serviços por parte do Poder Público local junto a MPEs é uma das formas mais eficientes de se estimular a cadeia empreendedora local, oportunizando que as riquezas produzidas na localidade permaneçam gerando valor àquela comunidade. “Os municípios do Rio Grande do Sul são parceiros fundamentais para o Sebrae RS cumprir sua missão. Especialmente nos últimos quatro anos temos intensificado e muito as ações que levam capacitação para as gestões públicas”, explica. Segundo dados do Sebrae RS, 35% das compras públicas municipais das prefeituras gaúchas são de MPEs. Porém, apenas 13.5% são referentes a pequenos negócios locais. Com plano de ação previsto para ter início nos próximos 30 dias, a iniciativa será executada por meio da Escola Superior de Gestão e Controle Francisco Juruena, vinculada ao órgão governamental, e inclui o compartilhamento de metodologias, dados e processos, além de capacitações e visitas realizadas no interior do Estado. A formalização da iniciativa ocorreu na sede do TCE-RS, em Porto Alegre. “É um convênio que aproxima os pequenos municípios daquilo que o Sebrae RS tem de melhor. Queremos motivar os pequenos empreendedores para que eles invistam em seus municípios”, destacou o presidente do TCE-RS. Fonte: Agência de Notícias Sebrae-RS
MEI pode emitir nota fiscal de serviço eletrônica via aplicativo no celular a partir de hoje (1)

A partir desta quinta-feira (1), os microempreendedores individuais (MEI) prestadores de serviço podem emitir nota fiscal eletrônica, inclusive pelo celular. O aplicativo NFse Mobile já está disponível para dispositivos Android e IOS. O lançamento do serviço foi anunciado pela Receita Federal, em Brasília, ao lado do Sebrae, parceiro no desenvolvimento do projeto, considerado um marco na simplificação tributária no país e modernização do ambiente de negócios brasileiro. Na opinião do secretário especial da Receita Federal, Julio Cesar Gomes, a nota fiscal de serviço eletrônica (NFS-e) é revolucionária. “Acredito que em pouco tempo teremos a dimensão do que essa iniciativa significa e dos ganhos que representa para o país, principalmente para os MEI, que são, em sua maioria, prestadores de serviço”, declarou. Dados da Receita Federal apontam que atualmente existem 14,7 milhões de MEI registrados, sendo que aproximadamente 60% deles atuam no ramo de pequenos serviços no país. Durante o lançamento da NFs-e, o presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles, destacou a importância dos microempreendedores individuais: “É uma imensa satisfação participar deste momento. O MEI é a porta de entrada de milhões de brasileiros ao empreendedorismo, de forma legalizada, dando dignidade às pessoas”. Segundo ele, a nota fiscal de serviços eletrônica se assemelha ao PIX, pela inovação e facilidade que agrega ao ambiente de negócios brasileiro. “Não basta formalizar, é preciso ver o resultado disso por meio da nota fiscal e, a partir de agora, o empreendedor vai poder emitir sua nota rapidamente pelo celular. Esse é um movimento de modernização necessário para o país”, avaliou Melles. Cronograma para disponibilização da NFs-e Inicialmente, apenas os MEI residentes nos municípios que já aderiram ao Sistema Nacional da NFs-e terão acesso ao serviço digital. A partir de 1º de janeiro, a nota fiscal de serviço eletrônica estará disponível para todos os MEI do Brasil, independentemente de adesão ou não. Calcula-se que 119 cidades já fizeram adesão, sendo 16 capitais, o que representa perto de 58% da arrecadação de ISS do país. Para verificar se o município já fez a adesão, confira aqui. De acordo com o auditor fiscal da Receita Federal, Gustavo Jube, coordenador do projeto, a partir de 3 abril de 2023, a emissão da nota fiscal de serviço eletrônica será obrigatória nos casos em que o MEI tem o dever de emitir o documento, ou seja, para vendas para pessoas jurídicas. “Hoje, o MEI não tem uma emissão de maneira padronizada, então cada município tem um emissor e ainda existem muitas cidades que não têm e o empreendedor tem que comprar. Então esse aplicativo é um pontapé para mudar a realidade do MEI. Sabemos das dificuldades que eles enfrentam e que impactam na condução do seu negócio”, frisou. O gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Silas Santiago, destacou a contribuição da iniciativa para a cidadania. “Isso facilita muito a vida do MEI que for vender para uma empresa, o que é obrigatório. E nós sabemos que o cidadão quer o documento fiscal mesmo nos casos em que não é obrigatório. Então, isso também contribui como elemento de cidadania”, ressaltou. Santiago adianta que futuramente a nota fiscal de serviço eletrônica deve eliminar a declaração anual do MEI, enviada anualmente até 31 de maio, já que as informações do faturamento já estarão no sistema da Receita Federal. Fonte: Agência Sebrae
Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino: elas podem tudo

Neste sábado, 19 de novembro, é celebrado o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino. Instituída pela Organização Nacional das Nações Unidas (ONU), a data é uma oportunidade para refletir e traçar estratégias que fomentem a participação das mulheres nos negócios. Mesmo com escolaridade avançada, a taxa de mulheres que empreendem ainda é menor que a dos homens, assim como a renda média obtida em seus empreendimentos. De acordo com Edleide Alves, gerente adjunta de Relacionamento com o Cliente do Sebrae, alguns fatores estruturais da sociedade explicam esses números. “A múltipla jornada, na qual a mulher é mãe, esposa, dona de casa e profissional, o sexismo, as crenças limitantes: ‘não sou boa no que faço, não sou boa com números’, entre outros preconceitos afetam diretamente a motivação e a atuação das mulheres como empreendedoras”, indica Edleide. Apesar disso, há avanços quanto ao empoderamento feminino através do empreendedorismo. Em 2018, de acordo com o estudo, o índice de mulheres que recebiam mais de 3 salários-mínimos era de 29%, no ano passado saltou para 46%, mesmo com o impacto gerado pela pandemia. “O empreendedorismo representa uma realização para a mulher em vários aspectos, mesmo com as dificuldades, que não são poucas, elas têm se mostrado motivadas a empreender e alcançar a independência financeira”, observa a gerente. “Habilidades como planejamento, gestão de tempo, liderança, mediação de conflitos, busca constante por conhecimento, trabalho em rede e cooperação são genuínas em negócios criados por mulheres”, completa Edleide. Sagacidade feminina Carol Debus é uma dessas mulheres que venceram as adversidades “invisíveis”, optaram pelo empreendedorismo e experimentam sucesso na jornada. À frente da @Ki.monaria há dois anos, a empresária fundou a loja de roupas femininas confortáveis durante a pandemia, mesmo com as adversidades. “A múltipla jornada estava presente, sou mãe de um menino de 11 anos, esposa, estava passando por uma transição de carreira e montei o negócio dentro da minha casa”, relembra ela. A Ki.monaria nasceu de forma artesanal, com Carol costurando roupas para usar em casa. A família, amigos e pessoas mais próximas viram as peças e fizeram as primeiras encomendas. Ela ainda dava aulas de moda em uma universidade e traçava planos para sair dessa área. “Quando as encomendas começaram a aumentar, me deu um estalo e eu pensei: é isso! Os quimonos são peças que abraçam, que trazem conforto e não podia ter momento mais oportuno do que a pandemia”, comenta. Hoje a Ki.monaria já tem espaço em collab com lojas físicas em diversos estados, vende pelo site, Instagram e Whatsapp. No entanto, Carol recorda que o caminho não foi fácil e se considera uma “empreendedora em crescimento com sucesso”. “Eu comecei com 39 anos, já com uma carreira consolidada como professora, não foi fácil. Tive que vencer muitas inseguranças. Uma das primeiras coisas que fiz, ainda em 2020, foi buscar o Sebrae. Participei do Sebrae Delas nos dois anos seguintes, fiz Empretec, consultorias, participei de palestras. Eu sabia muito de moda, mas não tinha conhecimento sobre marca, posicionamento, estratégias digitais”, relembra ela. Eventos A empresária é uma das finalistas do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios que terá a premiação revelada no próximo dia 23 de novembro. A iniciativa reconhece, dá luz e visibilidade para milhares de histórias de sucesso lideradas por mulheres. Desde a primeira edição em 2004, 80 mil empreendedoras já participaram. O Prêmio será transmitido online nas redes sociais do Sebrae. Neste mês de novembro, ainda em comemoração ao Dia do Empreendedorismo Feminino, a Semana Global de Empreendedorismo acontece entre os dias 14 e 20 de novembro destacando a jornada das mulheres empreendedoras com o tema: A igualdade no empreendedorismo reduz a desigualdade. O evento reúne empreendedores e especialistas de 180 países com ampla programação que pode ser conferida aqui. Empreendedorismo Feminino na SGE O Empreendedorismo Feminino é um dos temas centrais da 15ª edição da Semana Global do Empreendedorismo (SGE), que é considerado o maior evento dedicado a quem empreende em mais de 180 países conectados ao redor do mundo. No Brasil, a SGE acontece entre 14 e 20 de novembro com expectativa de mobilizar todo o país com ampla programação durante o mês inteiro. Para participar, basta se cadastrar na página oficial da SGE. Empreendedorismo Feminino X Pandemia Estudo feito pelo Sebrae, a partir da Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), mostram que, em 2021, a taxa de empreendedorismo entre mulheres é de 24,6%. Já a dos homens chega a 36,5%. Sendo que 65% dos empreendedores do sexo masculino ganham mais de 3 salários-mínimos com seus negócios e somente 46% das mulheres alcançam essa margem. Um levantamento feito pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas desde o início da pandemia do coronavírus apontou que 52% das micro e pequenas empresas lideradas por mulheres paralisaram “de vez” ou temporariamente as atividades. No caos dos homens, o número foi de 47%. Além disso, a proporção de empresas com dívidas em atraso também é maior entre elas: 34%, contra 31% deles. Com informações da Agência Sebrae
O empreendedorismo está dando certo

Sim. É isso mesmo que você leu. O empreendedorismo está dando certo no Brasil. O Ministério da Economia lançou, inclusive, uma página aberta para as pessoas acompanharem o balanço de aberturas e fechamentos de empresas (Mapa de Empresas, clique aqui) onde é possível cruzar dados por data, região, porte da empresa e natureza jurídica (se é sociedade limitada, empresa individual, associação etc.) ou opção ao MEI. O número atual é de 3,3 milhões de empresas abertas no país no total do ano, contra 1,4 milhão de empresas extintas. No ano passado inteiro, foram 4 milhões de empresas abertas, contra os mesmos 1,4 milhão encerradas. Você pode dizer: ora, mas então vamos encerrar mais empresas em 2022 porque ainda falta 1 mês e meio para acabar o ano. Sim, isso vai acontecer e é muito provável que esse número chegue a 1,7 milhão. Porém, isso não quer dizer que as EMPRESAS estejam dando errado. O comportamento que viemos acompanhando desde a pandemia – principalmente no ano de 2020 – é de mais MEIs sendo abertas, muitas delas por pessoas que acabaram tendo que firmar CNPJ como forma de aumentar as chances de emprego diante do cenário da Covid. Muitas dessas pessoas, ao retornar ao mercado de trabalho, abandonam e encerram a empresa, o que acaba aumentando o número de CNPJs baixados ou extintos. Não é desse grupo que estamos tratando aqui. Nosso olhar está atento ao empreendedor que quer montar seu negócio e vê-lo crescer. De fato, há indicativos de que as Micros e Pequenas Empresas estão mais sólidas, estão crescendo, administram melhor as dívidas e seguem contratando. Vejam os dados abaixo: 61,9% dos MPEs têm mais de 6 anos de atividade, destes 36,9% têm mais de 10 anos 65% dos MPEs que fecharam as portas pretendem retomar as atividades num futuro próximo Número de pequenos empresários que aumentou faturamento no último ano passou de 31% para 38% X dos que o faturamento caiu diminuiu de 40% para 28% 76,5% dos MPEs afirma que sua empresa pode aumentar de porte nos próximos anos As dívidas estão “em dia” para 37%, contra 35% no primeiro semestre; Em atraso diminuiu de 30% para 24%; Não tem dívidas passou de 35% para 39%; O pagamento de dívidas consome menos caixa: saiu de 59% (abril) para 51% (agosto) os MPEs que têm 30% ou mais do faturamento comprometido, e aumentou de 36% para 41% os que têm menos de 30%; No acumulado do ano,o Brasil supera a marca de 1,85 milhão de empregos gerados, sendo que 71,7% (1,3 milhão) são advindos das atividades de Micros e Pequenas empresas. Os dados são do Sebrae e indicam que o aumento no número de CNPJs não é apenas um movimento de “Pejotização” com os MEIs como muitos tendem a criticar. Aliás, não seriam os MEIs o melhor meio de formalizar negócios que muitos brasileiros abriram por necessidade, ainda mais após a pandemia? Fica aqui anotado para aprofundarmos neste assunto em outro momento.
Feira do Empreendedor do Sebrae acaba nesta terça (11)

Nomes como Cafu, Bianca Andrade, Rivkah, Toni Garrido, Negra Li e Walter Longo estarão no evento Entre os dias 07 e 11 de outubro acontece mais uma edição da Feira do Empreendedor, organizada pelo Sebrae. O evento é gratuito e será aberto aos visitantes no horário das 10h às 22h, no São Paulo Expo. Considerado o maior evento de empreendedorismo e com o tema “Empreender sem limites”, a organização do evento espera receber cerca de 120 mil visitantes e mais de 500 expositores durante os dias da feira. Para quem não conseguir ir até o evento, a programação também estará na plataforma Digital Sebrae Experience, que mostrará tudo do evento de forma online. Na grade de palestrantes está a influenciadora e empresária Bianca Andrade, dona da holding Boca Rosa Company, que engloba as marcas Boca Rosa Hair e Boca Rosa Beauty. Com 18,1 milhões de seguidores no Instagram, Bianca, em 2022, foi considerada uma das 20 mulheres de destaque do ano pela Forbes. Cafu, ex jogador e capitão da seleção brasileira, também contará para os visitantes do evento sobre a sua vivência vitoriosa como atleta e o que o levou a ser eleito, em 2019, o melhor lateral da história do futebol. Rivkah, Bianca Andrade e Walter Longo Irão palestrar juntos no dia 08/10, às 18h30, com o tema “Não há idade para empreender”, no qual discutirão que não tem faixa etária para abrir seu próprio negócio. Para Ricardo Meireles, fundador do Empreendabilidade, a faixa etária não deve ser um limitador para a vontade de empreender. O relatório “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil”, realizado pelo Empreendabilidade, mostra que a população com mais de 55 anos representa 30,7% do total de empreendedores no Brasil, o que traz ganhos para a sociedade e benefícios para a economia. Outros nomes como Toni Garrido e Negra Li também mostrarão suas experiências como empreendedores. A feira é uma ótima oportunidade para conhecer melhor o mercado. “É normal ter muitas dúvidas nesse começo. As feiras de empreendedorismo são ótimas para ganhar mais conhecimento do mercado e buscar novas ideias. O networking também é muito importante para quem empreende ou quer empreender”, comenta Meireles. O evento também vai contar com o espaço “Negócios em Casa”, com aulas para quem quer tirar uma empresa do papel a partir da própria residência e essas aulas ficarão gravadas no Acervo do Sebrae Experience. “O espaço também possibilita se conectar com pequenas, médias e grandes empresas dos mais variados segmentos. Se você já sabe em qual área investir, poderá tirar suas dúvidas e sair de lá com algo mais concreto”, completa Meireles.
Sebrae prepara entrada em crédito com a criação da própria fintech

O Sebrae está criando uma Sociedade de Crédito Direto (SCD), a Sebraecred. A informação consta do comunicado 39.123, publicado no último dia 9 pelo Banco Central (BC). Segundo apurou o Finsiders, a iniciativa está sendo liderada pelo Sebrae Nacional. Com a licença regulatória, a entidade entraria em concessão de crédito diretamente, utilizando recursos próprios. Na área, uma das principais iniciativas do Sebrae é o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe). No fundo, o Sebrae atua como avalista em operações de crédito para pequenos negócios realizadas por mais de 20 instituições financeiras parceiras, incluindo Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal, DesenvolveSP, Bancoob, Banco Original, Bmg, entre outras. “O Sebrae tem experiência com fundo garantidor e tem no seu conselho bancos como Caixa e BB. Não sei como vai soar isso. Pode ser uma boa, mas para gerir uma SCD precisa ter experiência”, comenta uma fonte. Ainda não está claro como será a estrutura da SCD, tampouco o poder de fogo que terá para concessão de crédito, mas indica o apetite do Sebrae para ampliar sua atuação entre as micro e pequenas empresas com um produto que historicamente é uma das principais dores do segmento. Procurado para explicar mais detalhes de sua SCD, o Sebrae não retornou até o fechamento desta matéria. Para Bruno Diniz, especialista em inovação financeira e sócio da consultoria Spiralem, o crédito seria uma estratégia complementar ao que o Sebrae já faz atualmente. “Eles podem ter uma linha de atuação que talvez poucas fintechs topem”, analisa. “Podem se dar ao luxo de fazer algo de fomento, mesmo. Por exemplo, viabilizando linhas e garantias por meio de mecanismos específicos.” Oportunidade Mercado não falta. Das mais de 20 milhões de companhias ativas no Brasil, quase 94% são empresas de micro e pequeno porte, segundo dados do Mapa de Empresas, do governo federal. Responsáveis por cerca de um terço do PIB brasileiro, os pequenos negócios geram renda de aproximadamente R$ 420 bilhões por ano, conforme estimativa divulgada pelo próprio Sebrae em seu “Atlas dos Pequenos Negócios”, lançado recentemente. No total, o Brasil tem 75 fintechs de crédito reguladas, sendo 65 Sociedades de Crédito Direto (SCDs) e 10 (Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEPs), conforme dados do Banco Central (BC) até o fim de agosto. Segundo pesquisa da PwC Brasil em parceria com a Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), 58% das fintechs brasileiras têm uma base de clientes formada por pessoas jurídicas. As PMEs são o principal foco, citadas por 38% das empresas ouvidas. Já de acordo com outro estudo feito pela PwC Brasil, mas este em conjunto com a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), a maioria das fintechs de crédito tem como público-alvo as pessoas físicas, enquanto 19% focam nas PJs. A carteira PJ, em sua maioria, é formada por negócios de pequeno porte (59%). Ecossistema Nos últimos anos, o Sebrae também vem desenvolvendo uma série de iniciativas para apoiar startups, inclusive fintechs. Conforme o Startups divulgou em abril, a entidade tem planos para impulsionar mais de 500 startups neste ano. Recentemente, o Sebrae-SP também lançou o WFintech, um programa de aceleração para fintechs lideradas por mulheres, fruto de parceria com a consultoria Troposlab. Fonte: Startups
Reforma tributária deve priorizar simplificação para alavancar pequenos negócios

Para que a reforma tributária melhore o ambiente de negócios do país, as mudanças no complexo sistema tributário brasileiro devem dar uma atenção especial aos Microempreendedores Individuais (MEI), às microempresas e às empresas de pequeno porte, que representam 9 em cada 10 das empresas existentes no Brasil, de acordo com dados de junho da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia. O setor composto pelos pequenos negócios foi, segundo o Caged, o responsável, em 2021, por 78% dos empregos formais e beneficia 86% dos brasileiros, 40% da população. Gera ainda uma renda para os empreendedores e demais trabalhadores do segmento de R$ 35 bilhões por mês. Por ano, esse montante chega a R$ 420 bilhões, segundo dados do Atlas dos Pequenos Negócios, levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) lançado em julho passado. Mas o setor, além de ser um grande gerador de emprego e renda, é uma grande fonte de impostos. Somente o Simples Nacional arrecadou, no ano de 2021, mais de R$ 128 bilhões de reais em impostos para os cofres públicos, e até junho de 2022 já arrecadou R$ 73,1 bilhões de reais, indicando um aumento de arrecadação no ano. Desde a sua criação, o Simples já arrecadou R$ 1.032 trilhão para os cofres. Especialistas ouvidos pelo JOTA destacam que o principal caminho para melhorar a tributação dos pequenos negócios no Brasil passa por reduzir a complexidade do sistema tributário e repensar a substituição tributária do ICMS, com cuidado para não onerar desproporcionalmente o setor de serviços. 1 – A complexidade exagerada do sistema tributário brasileiro De acordo com o gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Silas Santiago, o principal foco da reforma tributária deve ser a simplificação das regras tributárias do país. Para além do peso da carga tributária, os pequenos negócios sofrem com obrigações acessórias exageradamente complexas, que demandam do contribuinte ainda mais tempo e recursos para estar em conformidade com o fisco. Esse gasto extra é chamado por Santiago de Custo Brasil Tributário. “Essa simplificação independe de uma reforma tributária constitucional, que unifique tributos, e já traria enormes ganhos para todas as empresas”, afirmou. A União, os estados e os municípios exigem do contribuinte que se adeque a diversos modelos de nota fiscal, além das diferentes declarações tributárias. Além disso, as empresas devem apurar o imposto devido para cada unidade da federação, cálculo que muitas vezes é contestado pelo fisco e gera contencioso nas esferas administrativa e judicial. A economista e professora do Insper, Juliana Inhasz, especialista em macroeconomia, destacou que esse tipo de custo reduz a disponibilidade de dinheiro para outras necessidades das empresas, como investimentos para aumentar a produção, sobretudo no caso dos pequenos negócios. Assim, uma reforma tributária abriria caminho para um aumento de produtividade. Se os fiscos fornecessem as guias para pagamento dos tributos, ou ao menos as declarações pré-preenchidas para confirmação dos contribuintes, os pequenos negócios não precisariam gastar tanto com contadores e tributaristas. Nesse sentido, para Inhasz, a complexidade do sistema tributário funciona ainda como um desincentivo à formalização e, consequentemente, diminui a arrecadação dos entes federativos. “As empresas sabem que o custo de operação é extremamente alto para estar do lado formal da economia, então elas acabam de alguma forma abrindo mão disso”, avaliou. “Com uma simplificação teríamos provavelmente uma redução no número de informais, uma arrecadação maior e uma maneira bem mais clara de se enxergar e compreender esse sistema tributário”, concluiu. Como resolver? Para resolver esse problema, o Sebrae participou ativamente das discussões e contribuiu para a construção dos Projetos De Lei Complementar (PLP) 145/2021 e 178/2021. Como as propostas não alteram a Constituição, o Sebrae avalia que há condições de serem aprovados ainda em 2022. O PLP 145/2021 cria o Sistema Eletrônico de Apuração Fiscal – um sistema unificado para que o próprio fisco calcule o tributo devido pelo contribuinte e simplifique o recolhimento de tributos. “Hoje, com a nota fiscal eletrônica, o fisco tem todos os elementos para fazer o cálculo dos tributos, mesmo que seja na forma de uma declaração pré-preenchida, como a Receita Federal vem fazendo com o imposto de renda das pessoas físicas”, afirmou o gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Silas Santiago. Os estados têm condições imediatas de efetuar os cálculos do ICMS e os municípios do ISS. A Receita Federal precisaria passar a receber os dados das notas fiscais de serviços dos municípios, bem como da área do varejo dos estados. As declarações pré-preenchidas teriam dois grandes ganhos: diminuição de tempo para cumprir com as obrigações tributárias, permitindo que o empreendedor dedique mais atenção para seu negócio, e diminuição dos erros de preenchimento e da litigiosidade, reduzindo o contencioso tributário. Já o PLP 178/2021 delimita os processos relacionados às obrigações tributárias, com vistas à padronização da legislação e dos sistemas fiscais. Entre os benefícios podemos citar a unificação de diferentes cadastros fiscais existentes no país e a instituição de uma nota fiscal eletrônica para ser usada em todo o Brasil. Para tanto, o projeto cria um comitê gestor a fim de que todos se sentem à mesa – União, estados e municípios – para simplificar obrigações acessórias e implementar as ações facilitadoras definidas na proposição. Nesse sentido, independentemente da aprovação dos PLP, o Sebrae trabalha para criar uma nota fiscal unificada para o varejo em parceria com o Comitê Nacional de Política Fazendária (Confaz) – que reúne secretários estaduais de Fazenda. No âmbito dos municípios, a nota fiscal nacional eletrônica de serviços (NFS-e) foi criada com apoio do Sebrae, realizada em uma parceria entre a Receita Federal do Brasil (RFB), a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), a Confederação Nacional de Municípios (CNM) e a Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais (Abrasf). Nos termos da Resolução CGSN nº 169, de 27 de julho de 2022, para o MEI, a NFS-e Nacional terá validade em todo o território nacional a partir de janeiro de 2023. Para as demais empresas dependerá de adesão ao sistema pelos municípios.
Sebrae e CNI fecham acordo de cooperação para fomento de pequenos negócios

(Foto: Túlio Vidal) Acordo prevê abertura de mercados e oportunidades internacionais para pequenas empresas O Sebrae e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) assinaram na última quarta-feira (17) um acordo de cooperação para estimular a competitividade de pequenos negócios industriais com foco em sustentabilidade, internacionalização e economia de baixo carbono. O acordo foi firmado durante o Fórum Encadear, realizado pelo Sebrae em um hotel de São Paulo. Estiveram presentes ainda o presidente da CNI, Robson Braga, e o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite. “Esse acordo abraça o sistema industrial como um todo a partir das verticais de inovação, competitividade industrial, ESG e internacionalização dos pequenos negócios. Vamos colocar as empresas brasileiras na fronteira da tecnologia”, afirmou o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Plataforma internacional “Queremos levar inovação aberta aos pequenos negócios de todo o Brasil. Fazer com que a indústria nacional possa gerar a inovação que permita a elas competir em nível global”, disse Braga, da CNI. O primeiro plano de ação do acordo ocorrerá em conjunto com a empresa Sosa, que fomenta startups em Israel e tem escritórios em diversos países. A iniciativa pretende aproximar as startups brasileiras de empresas estrangeiras com a realização de capacitação virtual para 900 integrantes e residência para 21 empresas até 2025. O acordo prevê ainda abertura de um escritório em Nova York para o Sebrae e o CNI, além da criação de um mapeamento das tecnologias inovadoras feitas por startups brasileiras e pelos Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), com a criação de uma plataforma internacional para gestão da inovação. “Nada melhor que a grande indústria, que é a CNI, junto com o Sebrae, que são os empreendedores, para fazer que tudo isso aconteça ao mesmo tempo. O acordo é nessa direção”, afirmou o executivo da Confederação a jornalistas, após a assinatura do acordo, o ministro Joaquim Leite. “Nós temos a oportunidade de provocar um crescimento verde, geração de empregos verde alinhados a esses temas que são de sustentabilidade e meio ambiente”.
Capacitar empreendedores é acelerar desenvolvimento econômico, diz CEO da Coca-Cola

(Crédito: Pexels CorentinHenry | Reprodução) Boa parte da operação de gigantes como a Coca-Cola só é possível graças às pequenas e médias empresas que atuam regionalmente e/ou resolvem problemas específicos, e o desenvolvimento econômico depende disso. Em comemoração aos 80 anos de atuação no Brasil, a Coca-Cola anunciou hoje (03) a aceleração de 300 mil estabelecimentos do pequeno varejo, como bares e restaurantes, durante um ano, como nova etapa do programa “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”, que disponibiliza ferramentas para empreendedores. “Em reflexo da pandemia houve a reconfiguração do pequeno varejo, quando alguns fecharam e novos empreendedores começaram no segmento de alimentação. Assim, a plataforma única que estamos lançando ajuda o empreendedor a se conectar e capacitar em uma série de frentes, como comunicação digital, atendimento, gestão e mais”, diz Luís Felipe Avellar, presidente Brasil e Cone Sul na Coca-Cola América Latina, em entrevista à EXAME, publicada hoje (veja aqui a matéria). De acordo com o executivo, a empresa mantém um investimentos de 3 bilhões de reais ao ano para o fomento de impacto social e ambiental. Agora, o aporte para os pequenos empreendedores é de aproximadamente 200 milhões de reais nos primeiros doze meses. Além disso, há um enorme potencial de expansão visto que a Coca-Cola chega a cerca de 1 milhão de pontos de venda. Para Silmara Olívio, diretora de relações corporativas Cone Sul na Coca-Cola América Latina, “essa iniciativa chega para inspirar e apoiar o crescimento dos locais onde atuamos na retomada da pandemia, posicionando a Coca-Cola como o melhor parceiro de negócio”. Com treinamentos e materiais exclusivos desenvolvidos pelo Sebrae e pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a plataforma pretende ser um hub de capacitação profissional por meio de conteúdo que traz uma abordagem simples e fácil de aplicar, até para temáticas mais complexas como economia circular, digitalização, entre outras. “Entendemos a capacitação como um caminho sem volta, pois transforma a mentalidade de quem investe neste processo. Independente da motivação que impulsiona o empreendedor a abrir um negócio, buscar aprimoramento aumenta suas chances de sucesso. Ser movido apenas pela paixão ou pela experiência muitas vezes não é suficiente”, diz Carlos Eduardo Pinto Santiago, gerente adjunto de Competitividade do SEBRAE, que no evento de lançamento do programa citou dados como o faturamento médio desses empreendimentos como 22% menor em abril de 2022, quando comparado ao período pré-pandemia. “Nossas recentes pesquisas mostram que o setor está em fase de recuperação neste período de retomada, mas os empresários ainda lutam para ajustar os preços e manterem seus negócios. Os riscos ainda são altos, em função do endividamento e da pressão dos custos. Portanto, capacitação permite uma vantagem competitiva enorme, porque você passa a entender muito mais do negócio e conhecer as ferramentas necessárias para poder chegar lá”, analisa Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel. Empreendedorismo Feminino Visando capacitar e empoderar as mulheres que já são empreendedoras ou tem o desejo de empreender, a plataforma “Coca-Cola dá um gás no seu negócio” conta com dois projetos exclusivos para elas. Ao todo, serão mais de 4.150 mulheres beneficiadas pelo programa nesta fase. O intuito é impactar a parcela da população que ficou ainda mais vulnerável durante a pandemia e que está diretamente ligada ao cerne do projeto. “Começamos o projeto piloto em Porto Alegre (RS) há dois meses e lançamos o edital exclusivamente para mulheres, pois entendemos a importância de capacitar elas, que são donas de seus negócios e chefes de famílias”, diz Avellar. Segundo ele, em Porto Alegre, as primeiras 300 vagas para o programa foram preenchidas em um dia. Em parceria com o Sebrae e Coca-Cola FEMSA, o “Empreenda como uma mulher” realiza um programa de mentoria para desenvolver negócios liderados por mulheres pelo país. Já o “Meu negócio é meu país” é outra etapa do lançamento e ocorre em Salvador (BA), em parceria com SOLAR Coca-Cola e a marca Kuat, a fim de fortalecer o empreendedorismo por meio de uma plataforma voltada para comidas regionais. “Acreditamos que as mulheres desempenharão um papel transformador na formação da economia global na próxima década. Elas são pilares fundamentais tanto para as comunidades quanto para seus negócios, e são peças-chave para estimular o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável”, diz Avellar. Além disso, de acordo com o executivo, a novidade pode impactar outras frentes ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança) da empresa. “Temos compromissos de diminuição de resíduos, empoderamento econômico e mais. Conforme esses empreendimentos avançam eles também gerem melhor a economia circular, os recursos naturais e outros fatores para nos ajudar e ajudar a sociedade como um todo”. Embaixadores Carmem Virgínia é a grande embaixadora do programa “Coca-Cola dá um gás no seu negócio”, e representará o projeto para o grande público. Pesquisadora e influenciadora digital, a chef pernambucana também é e jurada dos reality shows “Cozinheiros em ação” e “FFF Brasil”, além de proprietária do premiado Altar Cozinha Ancestral (Recife) e Yayá (Rio de Janeiro). Outros dois nomes de peso da gastronomia brasileira serão apoiadores do projeto: João Batista, cozinheiro há 38 anos e apresentador do reality show Mestre do Sabor; e Katia Barbosa, chef jurada do mesmo programa. Atores fundamentais para que todas as iniciativas e mensagens da companhia sejam amplamente difundidas para o público geral, sem perder de vista a identificação e a aproximação com o público-alvo, os embaixadores têm como papel também inspirar e passar ensinamentos à medida que compartilham suas experiências e vivências enquanto empreendedores do setor de bares e restaurantes. “A Coca-Cola tem um aprendizado sobre criar e contar histórias. A junção com os embaixadores reforça esse papel ao trazer pessoas que inspiram e incentivam novos empreendedores”, diz Avellar. Resultados Neste primeiro ano de programa, os empreendedores serão acompanhados de perto e algumas métricas vão ajudar a entender a efetividade da ação. “Temos indicadores próprios para desenvolver os empreendedores de forma que eles aumentem as vendas, ofereçam diferentes produtos para cada ocasião de consumo e, consequentemente, acesse novos pacotes de benefícios como clientes Coca-Cola. Além disso, temos a perspectiva
Nota Fiscal de Serviços Eletrônica chega para os Microempreendedores Individuais

A partir do dia 1º de janeiro de 2023, os Microempreendedores Individuais (MEI) poderão emitir Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) em todo o território nacional. A medida é fruto de resolução publicada pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) no Diário Oficial da União desta sexta-feira (29). A novidade deve beneficiar os MEI ativos no Brasil que atuem na prestação de serviços, com a facilidade de poder emitir a nota pelo Portal do Simples Nacional, via computador ou app do celular. Quem comercializa mercadorias não está abrangido pela norma. O MEI deve emitir a NFS-e quando há a obrigatoriedade de emissão, como na prestação de serviços para pessoas jurídicas, e nos casos em que a nota é facultativa, como em serviços executados para pessoas físicas. De acordo com a resolução, quando o MEI emitir a NFS-e ficará dispensado da Declaração Eletrônica de Serviços, bem como do documento fiscal municipal relativo ao ISS referente a uma mesma operação ou prestação. A NFS-e do MEI terá validade em todo o país e será suficiente para fundamentação e constituição do crédito tributário, além de dispensar certificação digital para autenticação e assinatura do documento emitido. Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a resolução representa um avanço na melhoria do ambiente de negócios. “A possibilidade de emitir a NFS-e aumenta a credibilidade da empresa perante parceiros e fornecedores, melhora a gestão contábil e financeira do negócio, fortalece as relações de consumo e facilita o cumprimento de obrigações tributárias, contribuindo para contínua regularidade fiscal do MEI”, comentou. Fonte: Agência Sebrae
6 em cada 10 empreendedores estão confiantes com o futuro
A 14ª Pesquisa de Impacto da Pandemia de Coronavírus nos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponta que seis em cada dez empreendedores estão confiantes com o futuro da empresa. Entretanto, apesar de estar em menor percentual, o índice de 41% de aflitos, ou seja, preocupados, voltou a crescer desde o fim de 2021, quando era de 39%. O levantamento, feito on-line entre 25 de abril e 2 de maio de 2022, colheu dados de 13.205 empreendedores em todos os 26 estados e no Distrito Federal. Entre os confiantes, incluem-se os donos de pequenos negócios que se consideram conformados (percebendo o lado positivo da crise), com 24%; 19% dos aliviados (esperançosos com o futuro) e 16% de animados (entusiasmados com o futuro). O analista de Competitividade do Sebrae Nacional Alberto Vallim considera que os números apresentados representam um alerta. “É um sinal de que a maioria está com alguma perspectiva positiva, em situação melhor do que os tempos difíceis em 2020 e 2021, durante a pandemia. No entanto, é um sinal de alerta porque é um indicador que vinha melhorando ao longo dos últimos dois anos, mas voltou a ter uma piora agora nessa pesquisa”, comenta. “Aflitômetro” Quem empreende convive diariamente com diversos desafios e os sentimentos dos donos de pequenos negócios em relação ao futuro da empresa podem variar entre os segmentos. Dados do levantamento também mostram que os donos de pequenos negócios no ramo de serviço de alimentação, comércio varejista da moda e logística/transporte são os mais aflitos, ou seja, mais preocupados com o futuro da empresa, correspondendo a 50%, 47% e 45%, respectivamente. Para Vallim, esses segmentos são os que mais estão sofrendo com o aumento do custo de energia e combustíveis em geral – sendo um dos principais insumos para o setor de logística, um componente importante no fornecimento de estoque dos serviços de alimentação e a base de serviços de delivery. “O mais importante é fazer uma gestão eficiente dos custos, deixando claro para o cliente o impacto dos custos de transporte caso seja necessário reajustar preços”, recomenda Vallim. Por outro lado, os donos de pequenos empreendimentos da indústria de base de tecnologia e do agronegócio, por exemplo, foram os que apresentaram os menores índices de aflição, com 21% e 30%, respectivamente. Na opinião do analista, ambos são segmentos em que o aumento de despesas está muito presente, mas a falta de clientes não é um fator tão expressivo. “São segmentos que provavelmente estão com muita demanda e, apesar do aumento dos custos, estão com perspectivas de continuarem tendo clientes, o que atenua a preocupação com o futuro”, considera. De maneira geral, ao contrário das pesquisas anteriores em que a pandemia da Covid-19 era considerada a grande preocupação dos empreendedores, desta vez, a 14% pesquisa de impacto revelou que o aumento dos custos e a falta de clientes foram considerados os aspectos que trazem mais dificuldades para os negócios neste momento. “Os efeitos diretos da pandemia já não são a maior preocupação, mas os efeitos econômicos oriundos de outros fatores, como inflação, recessão em outros países do mundo, aumento da taxa de juros e impactos da oscilação em algumas cadeias globais de fornecimento”, observa Vallim. Com informações do portal Administradores.com
50 milhões de brasileiros desejam abrir um negócio nos próximos 3 anos

O número de brasileiros que não têm um negócio, mas pretendem abrir uma empresa nos próximos três anos aumentou 75% em 2020, chegando a 50 milhões de pessoas “Apesar da pandemia ter derrubado a taxa de empreendedorismo total no Brasil em cerca de 18% em 2020, ter um negócio virou uma forte motivação para milhões de brasileiros. Pela primeira vez na série histórica dessa pesquisa, ter uma empresa passou a ser o segundo maior sonho do brasileiro, perdendo apenas para o desejo de viajar”, explica Carlos Melles, presidente do Sebrae. Apesar da necessidade de empreender, Melles destaca que muitos brasileiros querem ter uma empresa para realizar um sonho de vida e se adaptar ao novo mercado de trabalho, muito mais dinâmico. “A vocação para empreender faz parte do nosso DNA. O que falta no Brasil é método e educação empreendedora. Com conhecimento, os brasileiros que querem ter um negócio podem realizar esse sonho”, diz Melles. Formalização em alta Outro dado do relatório aponta que a formalização entre os empreendedores brasileiros cresceu 69% entre 2019 e 2020. O total de empreendedores com CNPJ entrevistados pela pesquisa passou de 26% para 44%, o maior crescimento dos últimos quatro anos. Em 2017, apenas 15% eram formalizados e, em 2018, 23%. Os principais motivos que levam à formalização são: acesso aos benefícios (56%), exigência dos clientes para emissão de nota fiscal (53%) e contribuição para a Previdência Social (30%). Fonte: G1 (https://g1.globo.com/empreendedorismo/noticia/2021/10/05/50-milhoes-de-brasileiros-desejam-abrir-um-negocio-nos-proximos-3-anos-aponta-pesquisa.ghtml)
Sebrae e Maturi lançam programa para startups criadas por 50+

O Silver Startup, lançado pelo Sebrae–SP e Maturi, é um programa que irá apoiar o desenvolvimento e crescimento de startups fundadas por empreendedores com mais de 50 anos por meio da conexão com mentores. Foram selecionadas 30 companhias de empreendedores do estado de São Paulo que já têm um negócio, um projeto ou ideia para começar uma startup e buscam apoio de especialistas em diversas áreas para validar, testar, melhorar e crescer. “Cerca de um quarto da população brasileira tem mais de 50 anos. Daqui 20 anos, mais de 40% da população terá mais de 50 anos. É um mercado enorme para ser atendido e nada melhor do que pessoas com mais de 50 anos para atender esse público que elas fazem parte. E o Sebrae com a Maturi dará todo o apoio para o desenvolvimento dos negócios promovendo mentorias e conexões”, destaca Wilson Poit, diretor-superintendente do Sebrae-SP. “Começamos como uma plataforma de vagas para pessoas com mais de 50 anos, mas desde o começo falamos sobre empreendedorismo para o nosso público. E ninguém melhor do que o Sebrae para unir forças e lançar um programa para impactar cada vez mais pessoas”, ressalta Mórris Litvak, fundador e CEO da Maturi, plataforma que reúne oportunidades de trabalho, desenvolvimento pessoal, capacitação profissional, empreendedorismo e networking. O Silver Startup Lab terá duração de seis meses e começa com um diagnóstico, já que o negócio pode estar na fase de ideação até em busca de investimento para escalonar, por exemplo. Os participantes terão mentorias com experts do mercado; acompanhamento das necessidades e próximos desafios; participação em eventos, como a feira de startups CASE e a Maturi Fest, maior festival de trabalho e empreendedorismo 50+ da América Latina; e conexão com outros programas e eventos do Sebrae for Startups, posicionamento do Sebrae-SP dedicado ao ecossistema de inovação paulista. O encerramento será realizado em dezembro com um DemoDay, para apresentação dos negócios para uma banca de avaliação. fonte: Startupi (https://startupi.com.br/2022/06/sebrae-sp-e-maturi-lancam-programa-para-startups-criadas-por-pessoas-com-mais-de-50-anos/)