Startup oferece curso pré-vestibular gratuito e coleciona prêmios

Rhayann Vasconcelos criou a Acelere Educação com foco em aulas online e apareceu na lista da Forbes Under 30 Mais de 2.3 milhões de pessoas compareceram para prestar o Exame Nacional do Ensino Médio em novembro do ano passado. Um universo de alunos com um objetivo em comum e um obstáculo de 90 questões e uma redação os separando do sonho de entrar na universidade. Foi nesse cenário que Rhayann Vasconcelos fundou em 2020 a startup Acelere Educação, que tem a missão de oferecer educação de qualidade a milhares de jovens em todo o país. Pernambucano e de origem humilde, Rhayann viu no empreendedorismo e na educação a oportunidade de transformar a própria vida e a de outros jovens espalhados pelo Brasil. É importante contextualizar: em 2020, o mundo vivia o momento mais crítico de restrições e isolamento impostos em função da pandemia de Covid-19, situação que interferiu diretamente na dinâmica de educação pelo Brasil, onde escolas foram fechadas e o ensino à distância, com aulas online, se tornou uma realidade. O Empreendabilidade conversou com Rhayann sobre o surgimento da startup, os desafios de empreender na pandemia e o sucesso que o alçou a prêmios internacionais e o colou na lista da Forbes Under 30, na categoria de Empreendedorismo Social. Pandemia mudou a rota O jovem enxergou uma virada de chave durante o período de maior incerteza e medo da humanidade neste século. “A Acelere Educação surgiu, inicialmente, para fomentar o ambiente de negócios, discutindo pautas como empreendedorismo e economia criativa. Com a chegada da pandemia, tudo mudou. As atividades, que antes eram presenciais, precisaram ser suspensas. A partir disso, surge uma nova perspectiva: gerar oportunidades para estudantes de todo o país através do Acelere no ENEM. Um grande ecossistema de preparação, inteiramente gratuito, que oferece ferramentas importantíssimas para aqueles que desejam ingressar no ensino superior. Como resultado, em seu primeiro ano, a iniciativa acumulou 84 mil inscritos”, conta. Em pouco tempo, a startup de educação, conhecidas como edtechs, já havia se tornado o maior cursinho gratuito do Brasil para o ENEM, com mais de 500 mil alunos ativos no ecossistema da plataforma. Dentre os candidatos da última edição, dezenas de alunos da Acelere foram aprovados em primeiro lugar em seus pleitos, resultado que Rhayann comemora. Saíram do cursinho os aprovados em 1º lugar nos cursos de Engenharia de Software, Engenharia de Produção, Publicidade e Propaganda, História, Letras e Ciência e Tecnologia em diversas universidades federais espalhadas pelo Brasil na última edição do Sisu. “São pouco mais de 2 anos de atividades. Sem dúvidas, o crescimento acelerado e as premiações surpreendem pelo curto espaço de tempo. Ao mesmo tempo, nos dão responsabilidade para seguir em frente, construindo ainda mais resultados positivos e gerando oportunidades aos jovens brasileiros”, afirma. Premiações que Rhayann e a Acelere celebram com orgulho: o projeto foi reconhecido como uma das 30 melhores iniciativas do país pela Brazil Conference Harvard & MIT e um dos cinco melhores do país na categoria Educação Básica no Prêmio do Movimento LED – Luz na Educação, oferecido pela TV Globo e Fundação Roberto Marinho. Além disso, Rhayann integrou a lista Forbes Under 30, na categoria de Empreendedorismo Social. Com tantos resultados excepcionais, o jovem exalta a importância da educação como fator de transformação e ascensão social, mas também como nicho para empreender. “Educação é a ferramenta mais importante que possuímos para transformação e ascensão social. Ou seja, muda vidas. A dica que eu dou é: construa um negócio que faça sentido ao próximo, resolva problemas, vá ao encontro da sua dor. Feito isso, mergulhe de cabeça, faça uma gestão profissional, não tenha medo de começar pequeno. Com isso, metade do caminho já foi trilhado”, finaliza.
Em três anos, startup de marketing levanta R$ 54 milhões

Com 180 clientes atendidos e 870 projetos entregues, a HYPR anuncia a criação da HYPR Tech, braço de desenvolvimento da empresa Especializada na construção de projetos que combinam dados geoespaciais com um fluxo de conversão digital, a HYPR completa três anos de operação com o anúncio de R$ 54 milhões de investimento por meio de seus principais clientes. Na contramão do mercado, a startup não captou recursos de venture capital para crescer, mas apresenta uma velocidade de crescimento acima da média: conseguiu entregar um CAGR – taxa de retorno necessária para um investimento crescer de seu saldo inicial para o final – de 158%. Em três anos, foram mais de 180 clientes atendidos e 870 projetos entregues. “A HYPR é uma junção de inteligência de dados do mundo físico e do digital e tecnologia que ajuda agências e anunciantes a atingirem seus objetivos de negócio – tanto na captação de novos clientes como no aumento do LTV [Lifetime Value] de clientes existentes”, diz Adrian Ferguson, cofundador da HYPR. Segundo o executivo, o foco da companhia são os 250 maiores anunciantes do país. “Geralmente, esse é um perfil de empresa que já investe tudo que poderia nos canais digitais tradicionais, como Google e Meta, e precisam inovar para reduzir seu CAC [Custo de Aquisição de Clientes]”. Desafios de agências e anunciantes Os resultados da HYPR são reflexo da capacidade da empresa de construir arquiteturas de marketing complexas em um único fluxo de trabalho, facilitando a vida dos Chief Marketing Officers (CMOs) e seus times de marketing. “Profissionais que trabalham com publicidade historicamente evitaram matemática, dados e tecnologia, mas nos últimos anos essa tendência mudou. Então, o que fizemos foi criar uma camada de orquestração que integra diferentes ativos em um fluxo de trabalho único, para que nossos clientes possam se concentrar menos na complexidade e mais nos resultados do negócio”, explica Cesar Moura, cofundador da HYPR. Mirando novos desafios Como parte dessa estratégia, a empresa acaba de anunciar o lançamento de um SaaS (Software as a Service) para ajudar as marcas a derrubarem as barreiras entre contextos físicos e digitais no marketing. A HYPR Tech – braço de pesquisa e desenvolvimento – será liderada pelo novo sócio, Edson Delavia, matemático com experiência em empresas como PicPay, Olivia (adquirida pelo Nubank) e In Loco (adquirida pelo Magalu). “Não faz sentido planejar e gerir a jornada do consumidor em silos. Nossa missão é devolver o controle para os anunciantes sobre seus dados primários, que muitas vezes acabam ficando limitados para ativação dentro das big techs”, diz Cesar. Surgimento em meio à pandemia A HYPR faz parte da primeira onda de empresas que nasceram durante o período de isolamento social. Fundada pelos publicitários Adrian Ferguson e Cesar Moura, a empresa nasceu depois de ambos passarem pelo layoff de uma startup que pivotou o negócio e o produto oferecido ao mercado. Ao invés de voltarem para o mercado de trabalho, os executivos decidiram empreender sem financiamento de venture capital. A ideia era que o crescimento viesse da própria eficiência da operação, captando recursos à moda antiga, ou seja: vendendo para clientes. E assim foi. Em pouco mais de 80 dias de operação, a empresa, que tem em seu conselho nomes como Igor Puga, CMO do Santander, e José Francisco Eustachio, CEO da Ocean e ex-chairman da Talent, fechou seu primeiro milhão. Hoje, tem entre os clientes gigantes como Amazon, Diageo e Santander, que buscam uma forma de construir jornadas mais atraentes para seus consumidores combinando dados geoespaciais com um fluxo de conversão digital. *Com informações do portal Exame
Startup cresce conectando produtores rurais a varejistas

Fundada por Priscila Veras, a Muda Meu Mundo quer ser a ferramenta mais importante na mão dos produtores de comida. Negócio ganhou visibilidade ao entrar para a lista 100 Startups to Watch em 2022 A maior ambição da empreendedora Priscila Veras, de 41 anos, é que a Mude Meu Mundo seja a ferramenta mais importante na mão dos produtores de comida. Para isso, a startup oferece um ecossistema com diversas soluções, como conexão com varejistas, emissão de notas fiscais, adiantamento de recebíveis e acesso ao microcrédito. “A ideia é que o produtor não precise deixar o campo por não ser viável financeiramente”, afirma a empreendedora. A startup desenvolveu uma API integrada ao WhatsApp para que o produtor consiga fazer tudo o que é necessário pelo celular. “Ele pode confirmar o pedido, emitir nota fiscal e sinalizar disponibilidade de um produto por meio da plataforma”, exemplifica Veras. Caso o agricultor não consiga fazer a entrega após a venda, a startup faz a logística de captar os alimentos e levá-los para os varejistas. Por enquanto, a empresa tem 700 produtores nos estados de São Paulo, Ceará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A expectativa é ter 3 mil profissionais até abril de 2023. Em 2021, Laís Xavier entrou como sócia no negócio. “Nos conhecemos em 2020, no programa Itaú Mulher Empreendedora, enquanto ela era CEO de outra startup. Como ela é engenheira, passou a me ajudar nas questões de tecnologia e liderança do time. Em 2021, veio permanentemente”, afirma Veras, que é formada em pedagogia. A startup foi uma das selecionadas pelo 100 Startups to Watch de 2022. “Foi muito importante. Somos duas mulheres do Nordeste empreendendo no agro, e a visibilidade do 100 Startups to Watch em todo o território nacional foi muito relevante”, afirma. As inscrições para a edição deste ano estão abertas e podem ser feitas até o dia 14 de julho pelo site www.100startupstowatch.com.br. Negócio com impacto Vegas fundou a Mude Meu Mundo em 2017, a partir do desejo de criar um negócio de impacto social. A empreendedora estava mais interessada em ter uma alimentação saudável após o nascimento do filho e, na mesma época, viajou para diferentes lugares do Brasil onde conheceu agricultores que passavam por dificuldades financeiras. A ideia inicial foi organizar feiras durante o fim de semana em Fortaleza, cidade natal da empreendedora, para que os produtores pudessem oferecer seus produtos. A empresa recebia uma porcentagem pelas vendas. “Em teoria, daria certo trazer o produtor do interior para vender na cidade. No entanto, vender em apenas um dia da semana — e não ter a segurança de que faria vendas — foi algo com pouco resultado. Quando estava chovendo, por exemplo, as pessoas não apareciam para comprar”, afirma. Com isso, a Muda Meu Mundo também não era rentável. No meio de 2019, depois de um ano de empresa, Vegas decidiu mudar o modelo de negócio para o que é hoje. Entre os clientes dos produtores estão grandes e médios varejistas, além de outras empresas que possuem dificuldade de acessar os produtores. “Por exemplo, startups que vendem cestas ou atendem restaurantes.” Um dos diferenciais da empresa é o serviço de rastreio do alimento para mensurar o impacto socioambiental, explicando para o varejista de onde a comida veio, quanto gás carbônico foi liberado no processo e quanto o produtor ganhou pela venda. “Eles mesmos podem oferecer esses dados para os clientes como uma estratégia de marketing. Também é útil para que as empresas atinjam suas metas de sustentabilidade”, afirma a fundadora. Segundo Veras, a Muda Meu Mundo não focou na divulgação para o varejo. “Ficamos conhecidos de maneira orgânica. As grandes redes de supermercado nos conheceram pela mídia. Focamos mesmo na captação de produtores, e eles mesmos podem indicar uns aos outros.”
Startups latinas captam US$ 252 mi em maio; maior queda ano a ano

As startups latinas captaram apenas US$ 252,5 milhões em investimentos em maio, tornando este o mês com a maior queda ano a ano em 2023 (-81%). Os dados são do mais recente relatório da Sling Hub, plataforma de inteligência de dados sobre o ecossistema de startups da região. Na comparação mensal, as empresas levantaram 42% menos do que em abril, e maio foi o mês com menor volume de captação desde julho de 2020. “Para quem se esforça em ver o copo meio cheio, os 70 rounds realizados colocam o mês passado como o segundo melhor do ano em número de rodadas. E, mesmo em baixa, o mercado de inovação brasileiro recebeu a maior parte dos investimentos da região, 45% do volume total”, escreve João Ventura, founder e CEO da Sling Hub, na pesquisa da companhia. O executivo alerta que, embora esse resultado seja positivo, os resultados de maio reforçam o sentimento de estagnação do mercado latino-americano e, especialmente, o brasileiro. “No Brasil, maio foi o 3º mês seguido em que o volume captado não superou os US$ 120 milhões, e o 5º mês em que os rounds não passaram de 42”, destaca João. O valor médio dos cheques foi de US$ 5,3 milhões, com o seed sendo o estágio mais comum e o debt o que mais captou. O setor mais aquecido segue sendo o das fintechs. No entanto, elas representaram uma queda acentuada no volume de investimentos: foram US$ 370 milhões em maio de 2022, e apenas US$ 110 milhões em maio de 2023, o que representa uma retração de 70%. Atrás das fintechs, estão as deeptechs e healthtechs, que levantaram US$ 70 milhões e US$ 16 milhões no último mês. O Brasil foi o país da região que mais recebeu os investimentos, com US$ 115 milhões no período, ante os US$ 560 milhões captados em maio de 2022. Já o México aparece em segundo lugar, com US$ 78 milhões (queda de 61% em relação a maio/22). Na sequência, está o Peru, que não recebeu aportes em maio de 2022, mas que no mesmo mês deste ano registrou US$ 25 milhões em investimentos. A América Latina contou com 15 transações M&A – o menor número de deals deste tipo desde junho de 2020. Do total, foram 14 aquisições e apenas 1 fusão. A única fusão do mês ocorreu entre as healthtechs brasileiras TEM Saúde e Bella&Materna. Já entre as aquisições, é interessante observar que 12 das 14 do mês tiveram compradores e adquiridas sediados no Brasil.
Startup Sami, de planos de saúde, capta R$ 90 milhões para crescer entre as grandes empresas

Série B foi liderada pelos fundos Redpoint eventures e Mundi Ventures; Agora, empresa pretende dobrar faturamento com novo canal de vendas e foco nas grandes empresas Tem sido um longo e duro inverno para as startups de saúde. Com a estiagem dos investimentos de risco, healthtechs brasileiras como Alice e Memed têm lançado mão de estratégias para conter a queima excessiva de capital. A mais notável delas: as demissões em massa, famigerados “layoffs”, adotados por boa parte das startups em busca de maior eficiência de caixa e redução de custos. A startup de saúde Sami também entra nessa conta, já que dispensou 15% do time há um ano. Mas agora há a chance da conta fechar. Depois de uma longa temporada sem captar investimentos — a startup estava há três anos sem qualquer financiamento externo — a Sami anuncia uma rodada de R$ 90 milhões (cerca de US$ 18 milhões) em rodada série B liderada pela Redpoint eventures e Mundi Ventures. Participaram também os fundos Alumni Ventures, Endeavor Catalyst, Digital Horizon, Tau Ventures, e investidores de longa data da empresa, como Monashees, Mancora Ventures e Valor Capital Group, e os executivos Kevin Efrus, da Accel; Ricardo Marino, do Itaú; Mauro Figueired, ex-diretor da Bradesco Saúde e Brad Otto, ex-executivo da área de Corporate Venture Capital (CVC) da americana UnitedHealth Group, dona da Amil. O que faz a empresa A Sami atua basicamente como uma operadora de planos de saúde focada em empresas de pequeno porte, microempreendedores e profissionais liberais. A ideia é atender a uma parcela desassistida pelos tradicionais planos de saúde empresariais, que usualmente têm preços elevados que dificilmente cabem na conta de companhias de menor porte. Sendo assim, a ideia da Sami é oferecer planos de cobertura de saúde a preços acessíveis. A aposta está em uma rede credenciada mais enxuta, de olho nos menores custos para o empregador na ponta. A healthtech conta com cinco hospitais credenciados na rede de São Paulo, mas os carros-chefes são os serviços de telemedicina dedicada à triagem de forma digital por meio de um atendimento primário e o de digitalização de histórico médicos de pacientes. Atualmente, 95% dos atendimentos feitos pela startup acontecem online. A essência da Sami está no atendimento primário à saúde, no qual usuários podem ser atendidos, via aplicativo, por um time de saúde multidisciplinar que inclui um médico de família, um coordenador e um enfermeiro. “Baseada em seu histórico de saúde e socioeconômico, e os cuidados preventivos e proativos são direcionados considerando tudo isso, para que a gente consiga olhar para a saúde dele de fato, de maneira integral, e não só tratar doenças”, explica Vitor Asseituno, cofundador da Sami. Entre os principais hospitais e parceiros incluídos nos planos da Sami, em São Paulo, estão: Beneficência Portuguesa Oswaldo Cruz Pro Matre Gympass (bem-estar físico) Cíngulo (saúde mental) Qual é a história do negócio A Sami foi fundada em 2018 pelos empreendedores Vitor Asseituno e Guilherme Berardo com o propósito de reformular o sistema de saúde privado do país. Com uma boa ideia, mas sem capital à disposição, o piloto da startup foi o de consultoria de inovação e dados para dois grandes planos nacionais. A experiência com as duas empresas permitiu o primeiro contato com uma ampla base de clientes e a testagem de uma tese de negócio baseada na oferta de planos próprios até 25% mais baratos que a média do mercado. Em 2020, com o aporte de R$ 86 milhões em uma série A envolvendo fundos como Monashees e Valor Capital Group, a Sami pôde colocar à prova seu modelo baseado em conexão de pacientes, laboratórios, hospitais e profissionais de saúde por meio de planos de saúde empresariais para pequenas companhias e microempreendedores individuais (MEIs). Em 2022, a healthtech também lançou um novo produto, o Sami Coral, voltado a grandes empresas, com o intuito de atender grandes executivos de empresas clientes em busca de atendimentos mais “premium”. Segundo com Javier Santiso, fundador da Mundi Ventures, o interesse na Sami se justifica pela experiência do time e sua capacidade de execução. “O Brasil é o terceiro maior mercado privado de saúde do mundo (apenas atrás de Estados Unidos e China) e entendemos que a Sami é a empresa com melhor tecnologia e produto para disruptar o setor, especialmente em um momento em que os incumbentes estão sofrendo bastante”, diz. O investimento na Sami é o primeiro da europeia Mundi Ventures no Brasil, e também parte de um esforço para investir até US $100 milhões na América Latina através de um fundo local focado em investimentos early stage. A iniciativa é liderada pela ex-Goldman Sachs e QuintoAnda Rafaela Andrade. “Em um momento tão difícil de captação de investimento para as startups, essa captação reforça o destaque e a performance da Sami e a confiança dos investidores no potencial da empresa”, diz Asseituno. Quais são os planos Com o aporte, a Sami pretende dar novo fôlego à sua estratégia voltada às empresas maiores. Também quer ampliar os investimentos em tecnologia para melhorar a experiência de seus 18.000 membros ativos. A incursão de novos canais de venda também está nos planos. A partir de agora, a startup também passa a vender planos de saúde por meio de corretores especializados em saúde. Até então, a venda era feita exclusivamente online ou vendas diretas. “Temos que estar onde o cliente quer comprar, seja no digital, seja no telefone, seja no corretor”, diz Guilherme Berardo, CEO da companhia, que acredita que o novo canal representará até metade das vendas da healthtech até o final do ano. Do lado dos resultados, a Sami espera mais um ano positivo. Em 2022, a empresa faturou R$ 60 milhões. Um ano antes, o faturamento havia sido de R$ 9 milhões. Até o final do ano, a Sami pretende ter 27.000 membros e um faturamento de R$ 120 milhões. “Estamos mirando o breakeven e acreditamos que é provável que ele aconteça até o próximo ano, graças ao nosso modelo diferenciado. Fechamos 2022 muito bem, com um faturamento anualizado de R$ 60 milhões, e queremos chegar a R$120 milhões neste ano,” conclui Berardo. *Com informações da Exame
“Teremos um novo boom de creators”, diz CEO da Hotmart

A creators economy vive uma trajetória de crescimento acelerado, com o aumento da audiência e dos criadores de conteúdo. Estima-se que o setor chegue a US$ 269 bilhões até 2024, de acordo com um estudo realizado pela Technavio. “Estamos prestes a ver um novo boom do mercado de creators”, afirma JP Resende, fundador e CEO da Hotmart, no mais recente episódio do MVP, o podcast do Startups, que está disponível nas principais plataformas. Segundo o executivo, o setor será impulsionado pelo uso da inteligência artificial, novo posicionamento das empresas e o surgimento de outros serviços e formas de monetização. “A inteligência artificial é uma ferramenta de empoderamento do creator, pois permite que ele faça coisas de forma mais fácil, barata e em menos tempo”, diz JP. A creators economy já é um mercado com baixa barreira de entrada e, utilizando novas tecnologias para facilitar a jornada dos profissionais, pessoas que antes tinham dificuldade de criar ou publicar conteúdos têm um incentivo ainda maior e menos fricção para entrar no setor. Mais facilidade, mais creators e… mais competitividade? Não necessariamente. O setor tem como vantagem uma altíssima diferenciação no nível do produto e do indivíduo. “Sigo um creator por sua personalidade, por quem ele é, a vida que compartilha e as coisas que fala. E cada indivíduo é único”, pontua. Com o avanço do setor, ele antecipa que as empresas assumam cada vez mais o papel de influenciadores em suas áreas de atuação. “Elas terão que se tornar creators se quiserem melhorar o custo de aquisição do cliente, criar comunidades e se manter competitivas com audiências engajadas”, analisa. Nesse contexto, a Hotmart se posiciona como um enablement, ou seja, um habilitador da creator econonomy para ajudar o profissional a construir o seu negócio. “Quem usa a Hotmart é o creator que entendeu a importância de converter sua audiência em clientes”, explica JP. Na plataforma, o usuário tem acesso a informações sobre o cliente e uma relação direta com ele, com a possibilidade de manter uma comunidade de fãs e acompanhar o progresso das vendas. “Na monetização, o usuário produz um conteúdo e recebe a partir do número de views ou cliques, mas não sabe quem é o cliente, não tem controle para falar com ele e não sabe se ele vai voltar a ver o que vc produziu. O mercado da Hotmart tende a crescer, pois os creators vão entender cada vez mais que eles têm a oportunidade de vender diretamente para sua audiência, construir uma empresa, ter acesso e controle da comunicação com seu público e construir uma comunidade em ambientes mais estáveis”, afirma JP. Além de avaliar o novo boom dos creators e os potenciais da Hotmart para potencializar o mercado, JP também deu seus pitacos sobre o atual momento do mercado e para onde as coisas devem caminhar. *Com informações do portal Startups
Startup Day atrai quase 16 mil pessoas pelo país em sua nona edição
Totalmente presencial, evento contou com maior envolvimento do ecossistema de empreendedorismo inovador O que rolou: • Ao todo, quase 16 mil pessoas participaram do evento. • A programação ampla e diversificada alcançou todos os 26 estados e o DF. • Foram 110 municípios participantes – número que superou todas as últimas quatro edições. • O evento foi 100% co-criado e colaborativo, com a participação de palestrantes voluntários. O Startup Day engajou quase 16 mil pessoas por todo o Brasil no último sábado (27). A nona edição foi realizada presencialmente em todos os 26 estados e Distrito Federal, com a participação de 110 municípios. O número superou as expectativas do evento, que é 100% cocriado e colaborativo, com apoio e atuação estratégica do Sebrae. “Essa edição foi muito marcante porque nós conseguimos que o ecossistema abraçasse o Startup Day. Aproximamos os principais players do mercado, mentores, palestrantes e líderes de comunidades. Além disso, levamos esse movimento para fora das capitais e conseguimos superar o número de municípios participantes, que geralmente ficava em torno de 63 cidades nos últimos quatro anos”, comemora a head de Startups do Sebrae Nacional, Cristina Mieko. A programação do Startup Day foi ampla e diversificada para atender às necessidades e demandas de cada localidade. “Nosso objetivo é atrair startups de todos os níveis de maturidade, desde aquelas em fase de ideação, como as que já estão tracionando no mercado”, afirma Mieko. Segundo ela, também foi uma oportunidade para inspirar potenciais empreendedores e interessados no universo do empreendedorismo, tecnologia e inovação. As palestras foram realizadas com participação totalmente voluntária de todos os convidados que compartilharam suas trajetórias e de que forma enfrentaram os desafios. Também aconteceram workshops e encontros para netwoking. Empreendedorismo inovador na veia O Startup Day cresce a cada ano e o Sebrae se posiciona como um dos grandes players do ecossistema de empreendedorismo inovador brasileiro. Clique aqui para conhecer a nova plataforma Sebrae Startups, onde é possível acessar trilhas de aceleração com conteúdos gratuitos, além de conhecer oportunidades e programas que podem fazer um pequeno negócio escalar. “Ajudamos o empreendedor a consolidar uma ideia de negócio e, de fato, alcançar o mercado com reais chances de sucesso. Com nossa capilaridade, conseguimos levar conhecimento para todo o Brasil, decodificando o que é uma startup para empreendedores fora do eixo Sul-Sudeste, onde geralmente essas empresas estão concentradas”, destaca Mieko.
Startup fatura R$ 3 milhões com caldos para preparo de alimentos e quer bater de frente com os ‘cubinhos’

Miguel Haegler se inspirou em produtos que viu nos Estados Unidos para criar a Davozzi. Produtos são distribuídos em mais de 300 pontos de venda Parece estranho – e até redundante – falar sobre “caldo líquido”, mas esse é o produto ofertado pela Davozzi. Em um mercado dominado pelos caldos em cubo, a empresa busca oferecer uma alternativa mais saudável, sem conservantes e com a praticidade das embalagens Tetra Pak. Criada por Miguel Haegler em 2021, a empresa faturou R$ 3 milhões no ano passado e espera dobrar a cifra neste ano. As receitas foram criadas pelo fundador, em sua cozinha, e agora são replicadas em fábrica, em escala industrial. Apesar do desafio de educar o consumidor, acostumado a comprar as versões sólidas dos caldos, a Davozzi aposta na mudança cultural que tem gerado maior interesse por alimentos saudáveis. “Até para explicar para o comprador dos mercados é difícil. Temos a tarefa grande de educá-los, além do cliente final”, comenta Haegler. O fundador diz que sempre se interessou pela culinária e se recorda de como acompanhava a avó enquanto ela cozinhava, curioso pelas receitas. Já adulto, mudou-se para os Estados Unidos para estudar gastronomia. Foi por lá que conheceu o mercado de caldos líquidos prontos para consumo, com uma infinidade de marcas nas gôndolas. “Me encantou porque facilita muito a vida na cozinha. Ninguém mais tem paciência nem tempo para ficar fazendo caldo em casa. Eu não entendia por que a categoria não tinha vindo para o Brasil”, afirma. Depois de retornar ao Brasil, recebeu o convite de um amigo para abrir um restaurante no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. Eles desenvolveram o conceito do zero e Haegler trabalhou no negócio por dois anos, até 2014, quando saiu para assumir uma vaga na Riotur, para atuar no setor de eventos. Com a chegada da pandemia, em 2020, ele teve tempo para tirar da gaveta a ideia do caldo natural pronto para consumo. O fundador fez alguns testes para a produção em larga escala em uma indústria, mas o valor do orçamento para o uso do espaço e o envase em outra fábrica inviabilizaram a ideia. A Tetra Pak abraçou o projeto, uma vez que suas embalagens eram utilizadas para produtos similares em outros países. Foi por meio dessa parceria que surgiu a oportunidade de adquirir uma pequena fábrica desativada de sucos, no interior de Minas Gerais. Com investimento inicial de R$ 2,5 milhões, a produção da Davozzi teve início em agosto de 2021. O portfólio da empresa conta com três caldos: carne, frango e legumes. Todos são vendidos em embalagens de 1 litro, ao preço médio de R$ 26,90. Os produtos são encontrados em mais de 300 pontos de venda de 24 estados do país, incluindo redes como Zona Sul, Hortifruti, Guanabara, Natural da Terra, Oba, Mambo e Zaffari. Os itens também são vendidos no Mercado Livre. Mas, com a sede de fazer acontecer, o crescimento aconteceu de forma desordenada. Junto aos acionistas, Haegler decidiu buscar uma consultoria para organizar a empresa. Quando a XR Advisor pegou o projeto, há quase seis meses, o foco era trazer estratégias para o crescimento sustentável e responsável da Davozzi e, para isso, um reposicionamento foi pensado. “Sugerimos uma mudança de rota. Não adiantava sair expandindo sem ter um centro de distribuição. Havia muitos contratos de comodato, muitos distribuidores e uma concorrência com o mercado”, indica Rodolfo Oliveira, CEO da consultoria. A partir do processo, a Davozzi começou a se posicionar como indústria, passando a missão da expansão pelo país para as mãos de distribuidores parceiros. Para este ano, a Davozzi projeta faturar ao menos R$ 4 milhões, mas espera conseguir dobrar a cifra do ano passado, chegando a R$ 6 milhões. Nos próximos dois anos, a empresa almeja estar presente em mil pontos de venda e expandir a atuação no B2B, atendendo empresas de catering, hotéis, hospitais, entre outros segmentos. *Com informações do Portal PEGN
Contabilidade digital: custo pode variar de R$60 a R$3.000

Quanto você gasta com contador por mês para sua empresa? Serviço indispensável a empreendedores e pessoas que gerenciam negócios, a contabilidade passou por uma importante transformação nos últimos anos, ganhando em praticidade e performance com o advento da chamada contabilidade digital. Cada vez mais a famosa ‘papelada’ está sumindo das mesas dos contadores e, toda a documentação e tramitação de questões referentes a impostos passou a ser resolvida digitalmente, o que, além de acelerar processos burocráticos, também achatou custos, tornando o serviço de contabilidade mais dinâmico. O Empreendabilidade mapeou alguns players de contabilidade digital e analisou o custo de cada serviço e mensalidades para empresários e empreendedores com necessidades, faturamentos e portes diferentes. O que é Contabilidade Digital? A contabilidade digital revoluciona a maneira tradicional da relação entre empresário com serviços contábeis, através de softwares com armazenamento de dados em nuvem que permitem a integração do profissional contábil com seus clientes e fornecedores. Ao agregar conceitos de automação, inteligência artificial e análise de dados, a contabilidade digital otimiza o trabalho do contador. Com isso, há o aumento da produtividade e diminuição de erros. Com a contabilidade digital, os malotes com documentos físicos, análises manuais, digitação e arquivamento se tornam dispensáveis, acelerando etapas. Os processos de coleta de dados e processamento de informações são realizados eletronicamente, através da integração do sistema de gestão (ERP) usado pelo cliente com o software contábil utilizado pelo contador. O sistema de integração entre empresas e contadores possibilita o fácil acesso de dados aumentando a eficiência e agilidade dos processos contábeis. A contabilidade digital integra tecnologia aos processos, tornando as tarefas mais eficientes e valorizando o profissional contábil, que passa a ser também um consultor. MEIs têm planos especiais Maior representatividade entre os empreendedores brasileiros, os MEIs recebem atenção especial e planos exclusivos nos mais diferentes escritórios de contabilidade digital do mercado. Planos mensais para MEI variam de R$60 (Razonet) a R$149 (Conta Azul), com serviços como abertura de empresa (constituição), atendimento, contabilidade, envio de declarações acessórias e Guias de Impostos. Conheça as 10 maiores empresas de contabilidade digital do país Está em busca de um contador para o seu negócio? Saiba quem são os 10 principais players de contabilidade digital atualmente e solicite um orçamento para escolher o que mais se adequa à realidade do seu negócio. BHub A BHub gerencia serviços financeiros e de contabilidade para PMEs e startups, com solução de contabilidade 360º para empresas de diferentes portes e setores da economia. A BHub oferece serviços de Contabilidade as a Service; Departamento pessoal (admissão, folha, férias e rescisão); Geração de demonstrativos contábeis (DRE, Balanço e Balancetes); Consultas contábeis, fiscais e DP, além do Hub do Empreendedor Preço: a partir de R$899,00; Atendimento por telefone ou Whatsapp: Sim Atendimento presencial: Não Score no Google: 5,0 Aplicativo mobile: Não Site: bhub.com/ Simplus Contabilidade A empresa de contabilidade Simplus, foi fundada em 2021, e apesar de recente, atua na orientação, execução e planejamento contábil das empresas. A equipe busca sempre inovações tecnológicas e estratégias para um melhor atendimento e maior segurança do negócio. Dentre os serviços ofertados, estão: atendimento exclusivo e ilimitado, suporte por telefone, e-mail e whatsapp dos contadores; emissão de NF pela plataforma; cálculo e emissão de guia dos impostos; todas as obrigações fiscais e contábeis da empresa; pró-labore sócios e folha de pagamento (FGTS, INSS, IRPF). Preço: a partir de R$99,00; Atendimento por telefone ou Whatsapp: Sim Atendimento presencial: Não Score no Google: Não disponível Aplicativo mobile: Não Site: simpluscontabil.com.br MEI Fácil Criado em 2017, pela empresa Neon Pagamentos, o MEI Fácil é uma plataforma voltada para o Microempreendedor Individual que tem o objetivo de auxiliar a abertura de MEI, fazer o acompanhamento das obrigações legais e transações financeiras no dia a dia, e oferecem parcerias e serviços para os microempreendedores. O serviço não possui contadores, mas oferece orientações sobre as obrigações e documentações necessárias. Tráfego mensal aproximado: 336k Preço: a partir de R$69,90 ao ano; Atendimento por telefone ou Whatsapp: digital, por meio de chat; Atendimento presencial: Não; Score no Google: Não disponível; Aplicativo mobile: Não; Site: meifacil.com/contabilidade 10 – Qipu Contabilidade Sediada em São Paulo, a Qipu Contabilidade realiza um atendimento humanizado e possui um aplicativo contábil onde é possível emitir notas fiscais de serviço, consultar guias de impostos e gerenciar os lançamentos da empresa. Além de ter um atendimento com um contador, através do chat Tráfego mensal aproximado: 600k; Preço: a partir de R$83,25; Atendimento por telefone ou Whatsapp: Sim; Atendimento presencial: Não; Score no Google: 4,0 Aplicativo mobile: Sim Site: https://lps.qipu.com.br/ 9 – Meu Contador Online Fundada em janeiro de 2016, tem cerca de 3.900 clientes ativos. Atende empresas individuais e sociedades limitadas das áreas de serviços, comércio e indústria, além de MEIs. Tráfego mensal aproximado: 7,4K; Preço: R$ 149,00; Atendimento por telefone ou Whatsapp: Sim Atendimento presencial: Sim (cada cliente tem um gerente de relacionamento que conta com um contador, dois analistas fiscais, um analista de departamento pessoal e um auxiliar para ajudar no atendimento); Score no Google: 4,8; Aplicativo mobile: Sim; Site: meucontadoronline.com.br 8 – Tactus A Tactus é uma startup contábil que é especializada em contabilidade para e-commerces, negócios digitais e youtubers. Possuem garantia de 30 dias, na qual se você não ficar satisfeito com o serviço, a empresa lhe devolve a mensalidade. Tráfego mensal aproximado: 7,2K; Preço: R$ 300,00; Atendimento por telefone ou Whatsapp: Sim; Atendimento presencial: Não; Score no Google: 4,6; Aplicativo mobile: Não; Site: tactus.com.br/ 7 – Contabilivre A Contabilivre começou suas atividades em 2015 e hoje atende mais de 7000 clientes. É voltada para o atendimento de micro e pequenas empresas prestadoras de serviço enquadradas no Simples Nacional ou no regime tributário Lucro Presumido, e empresas de comércio do Simples. Também não possuem atendimento presencial. Tráfego mensal aproximado: 51,8K; Preço: R$94,90; Atendimento por telefone ou Whatsapp: Sim; Atendimento presencial: Não; Score no Google: 3,7; Aplicativo mobile: Sim; Site: contabilivre.com.br 6 – ContSimples A ContSimples é uma startup de contabilidade do Rio de Janeiro fundada em 2017. É especializada em pequenos negócios,
BeUni, startup de brindes e produtos personalizados, levanta R$ 1,7 milhão

Objetivo é duplicar a capacidade tecnológica e ampliar o quadro de colaboradores A BeUni, startup que automatiza armazenamento, compra e envio de produtos personalizados, anunciou nesta quinta-feira (25/5) a captação de um investimento de R$ 1,725 milhão, em rodada liderada pela Investidores.vc. Segundo Murilo Prataviera, CEO da empresa, os recursos serão utilizados para ampliar o quadro de colaboradores e alavancar o portfólio de produtos tecnológicos. A BeUni foi fundada em 2019, na região de São Carlos, e nasceu da experiência de Pratavieira e de seu irmão Marcel durante um intercâmbio que participaram em 2014 e 2015 nos Estados Unidos. Lá, eles tiverem contato com a venda de brindes e produtos personalizados nas universidades do país. A startup possui uma plataforma que conecta diferentes categorias de produtos e serviços, como vestuário, souvenirs, gráficas, galpões logísticos e transportadoras, com o objetivo de ser um one-stop-shopping para criadores de conteúdo e times de áreas como eventos, marketing, vendas e RH. A BeUni hoje conta com clientes no Brasil e nos Estados Unidos e realiza entregas em mais de 130 países. Com mais de 70% de recorrência e clientes provindos majoritariamente de indicação e buscas orgânicas, a empresa faz entre 2 a 3 mil envios por mês. A empresa teve um crescimento de quatro vezes entre 2021 e 2022 e tem entre os clientes nomes como Quinto Andar, Insper e RaiaDrogasil. Para ajudar a expandir a capacidade tecnológica, os empreendedores estão levantando cheques com outros investidores e pretendem fechar a rodada atual até o final de junho, chegando a R$ 2,6 milhões. *Com informações do portal PEGN
Startup vai investir R$ 5 milhões para popularizar o consumo de cervejas artesanais no Brasil

MeuChope quer fomentar o mercado de micro e pequenas cervejarias no país com marketplace B2B e subsídio para estabelecimentos conhecerem os produtos Com o objetivo de democratizar o acesso dos consumidores às micro e pequenas cervejarias brasileiras, Augusto Sato e Bruno Medeiros criaram a startup MeuChope para ser o “Mercado Livre” da cerveja artesanal, com marketplace B2B e uma linha de fomento para agentes do setor. “Tivemos o processo de educação dos brasileiros sobre os cafés especiais, os vinhos. Isso também pode acontecer com as cervejas, só depende da organização da cadeia e de mais visibilidade”, afirma Sato, CEO da empresa. O brasileiro é um grande consumidor da bebida: de acordo com uma pesquisa realizada pela Euromonitor a pedido do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), o consumo de cerveja cresceu 8% em 2022, alcançando o volume de 15,4 bilhões de litros. Mas a escolha dos clientes ainda é muito limitada aos grandes players, que dominam as gôndolas e as mesas de bar. Com a ideia de aproximar os estabelecimentos do mercado artesanal, facilitando o acesso dos consumidores aos produtos, a MeuChope estruturou um pacote de fomento de R$ 5 milhões para incentivar o comércio. O capital será utilizado para ações como o subsídio da primeira compra para que os produtos sejam conhecidos pelos donos de negócios e passem pelo teste de adesão com os clientes. “Queremos incluir da distribuidora de bebidas do bairro ao restaurante de alto padrão. Trabalhar com produtos regionais é bom para todo mundo, gera empregos localmente e gera margens melhores para os PDVs. Se geramos acesso, viramos um gerador de novos negócios. O mercado precisava disso para se aquecer. Queremos desmistificar que o artesanal é apenas para momentos especiais”, declara. Como exemplo está a ação realizada pela startup em janeiro: 15 mil litros de chope foram distribuídos gratuitamente em um jogo de futebol entre Flamengo e Madureira, no Espírito Santo. Já o marketplace foi lançado em março deste ano e, em um mês, já concentra mais de mil cervejarias, como Bodebrown, Masterpiece, Blumenau, Pata Negra, Dado e Krug, com 30 mil rótulos diferentes. A plataforma foi criada para que cervejarias, comerciantes e fornecedores de insumos se conectem em um só lugar. “Vimos que a proposta tinha um engajamento muito forte. A tecnologia está mudando os hábitos de consumo e a realidade das empresas, criando canais mais fáceis de compra e venda”, diz. Antes de fundar a MeuChope, Sato era um consumidor aficionado das cervejas artesanais. Ele chegou a se aventurar produzindo a sua própria bebida, mas o seu background em produção de eventos o levou para outro caminho. Decidido a apresentar os produtos para mais pessoas, começou a bolar negócios para criar a atração. Ele abriu um espaço para autosserviço de cervejas artesanais logo antes da pandemia e precisou pivotar para manter a empresa de pé, vendendo pelo app para os consumidores. O serviço também foi levado para condomínios no Espírito Santo. A chegada de Medeiros como sócio trouxe a escala necessária para levar o negócio a um novo patamar. “Eu não tinha a visão de startup para catapultar a marca. O Bruno vem do mercado de inovação, fez captações para outras empresas e queria ter o seu próprio unicórnio. Ele viu o potencial que tínhamos de informações e dados por utilizar IoT nos equipamentos de chope”, relembra. Ao longo de 2022, Sato e Medeiros focaram na distribuição de válvulas de autoatendimento, chegando a mais de 300 pontos de vendas e faturamento de R$ 2 milhões. O esforço trouxe mais de 50 mil usuários para o aplicativo MeuChope, que opera como uma carteira digital, por onde é possível liberar as torneiras, fazer o pagamento e encontrar estabelecimentos parceiros próximos. Em março, a startup levantou uma rodada seed de R$ 8,5 milhões, com a participação de investidores como Michael Nicklas, sócio da gestora Valor Capital Group, Júlio Barbosa, sócio-fundador da BRZ, Carlos Gros, sócio do Grupo Gera, e Thiago Rodrigues, sócio da The Craftory. *Com informações do portal PEGN
Vivo busca diversificar atividades investindo em startups

Por meio da plataforma Wayra e do fundo Vivo Ventures, empresa de 115 milhões de clientes no Brasil quer aumentar a importância de serviços financeiros no faturamento Uma das marcas mais conhecidas do País, a Vivo (VIVT3 / VIVT4) é imediatamente associada a telefones e, em menor escala, à prestação de serviços de internet e transmissão de dados. No entanto, no que depender dos acionistas – a empresa espanhola Telefónica entre os principais – essa imagem vai mudar cada vez mais. A Vivo é uma gigante. Tem cerca de 115 milhões de clientes no Brasil, tanto pessoas físicas quanto empresas. A meta é que seu faturamento dependa cada vez menos, em termos relativos, da prestação dos serviços tradicionais e que atividades como internet das coisas (IoT, Internet of Things), segurança de dados e prestação de serviços. No primeiro trimestre deste ano, essas atividades renderam R$ 813 milhões apenas no segmento corporativo, um crescimento de 32% em relação ao mesmo período de 2022. Considerando-se os R$ 101 milhões obtidos com a prestação de serviços financeiros e os R$ 94 milhões com a venda de produtos de entretenimento, já é pouco mais de R$ 1 bilhão obtido de outros serviços para além do negócio principal. Diversificação Essa cifra vai avançar cada vez mais no que depender de Gabriela Toribio, principal executiva da Wayra, aceleradora de startups da Vivo, e da Vivo Ventures, fundo de “venture capital” patrocinado pela empresa e que tem a participação de outros sócios do mercado financeiro. “Isso representa uma mudança de posicionamento”, diz Toribio. Segundo a executiva, a Wayra gerou R$ 74,2 milhões em negócios com as startups e quer fortalecer investimentos com Vivo Ventures. Atualmente a empresa tem 26 empresas no portfólio. O Vivo Ventures investiu R$ 9,7 milhões em oito startups nos últimos três anos. *Com informações do portal Startups
Edtech brasileira avança no mercado internacional com apps de reforço de ensino

ProUser Apps fechou o ano de 2022 com resultados de impacto para o Ensino Básico no Brasil No Brasil, o ecossistema de edtechs é representado por 566 startups ativas, de acordo com o levantamento do Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB) e da Associação Brasileira de Startups (Abstartups). Inserida nesse contexto e aplicando o conceito da tecnologia como mote transformador da educação, está a ProUser Apps, startup brasileira de tecnologia focada no desenvolvimento, produção de conteúdo e distribuição de aplicativos de educação e que comemora os resultados de 2022. A edtech projeta lançar novos aplicativos ainda este ano, investir ainda mais na experiência do usuário, dobrar o número de parceiros (hoje são 7 parcerias) e continuar o seu plano de expansão internacional. Hoje, além do Brasil, a ProUser Apps já atua em Portugal, Espanha e Colômbia. O ano de 2022 foi um marco na história da edtech. “Tivemos o melhor ano da empresa até aqui, desde 2017. Além de crescer nossa participação em parceiros antigos, conquistamos novos clientes, dentro e fora do Brasil (a exemplo da Claro Colômbia) e em novo mercado (Educação)”, comemora Rodrigo Murta, fundador e CEO da ProUser Apps. Outro ponto importante foi a consolidação e avaliação dos produtos lançados em 2021. Um exemplo disso é que a startup conseguiu mensurar a efetividade do Reforça App, aplicativo de reforço educacional, no desempenho escolar de estudantes. Por meio do “Projeto Reforça nas Escolas” foi possível mensurar a melhora no rendimento escolar após o uso do app. O Projeto, que concedeu o acesso gratuito da plataforma como complemento na jornada de estudos dos alunos da Escola Municipal Francis Hime do Rio de Janeiro (RJ), revelou que após 1 mês de uso, 52% dos estudantes aumentaram as notas e o rendimento escolar. Em algumas matérias, o aumento nas notas escolares foi de 47%. Além disso, houve uma grande evolução interna da empresa, com processos muito bem desenhados e maior assertividade nas decisões. “Estamos mais maduros”, pontua. Sobre os desafios, ele admite que focar em objetivos principais e subtrair projetos é difícil, no entanto, necessário. “É muito mais tentador acrescentar projetos, atividades, etc, e, apesar de ter assumido novos e bons projetos em 2022, soubemos selecionar muito bem nossos esforços e modelos que já havíamos testado e deram certo. Só cortamos novas aventuras”, finaliza Murta.
Inversão societária e impactos tributários para os fundadores e startups

É comum que rodadas de investimento de startups sejam precedidas de reorganização que envolva a transferência da participação societária detida na empresa brasileira à companhia constituída no exterior, em jurisdições cuja legislação oferece maior flexibilidade e segurança jurídica a investidores estrangeiros. Essas reorganizações também são implementadas por companhias brasileiras que buscam acesso ao mercado de capitais estrangeiro, mediante listagem em bolsa de valores no exterior. Como resultado dessas reorganizações societárias, também conhecidas como inversões de capital ou “flip”, os sócios originais passam a deter participação societária em sociedade no exterior que, por sua vez, se torna controladora da startup brasileira. Como regra geral, as inversões são implementadas sob o formato jurídico de aumento de capital da companhia estrangeira com a entrega das ações ou quotas da startup brasileira. Sob a perspectiva tributária, deve-se avaliar os impactos dessa transação para os sócios fundadores e, para fins deste artigo, focaremos em sócios brasileiros pessoas físicas. O flip implementado é qualificado como alienação e pode motivar o reconhecimento de ganho de capital tributável caso o valor atribuído às ações ou quotas seja superior ao seu custo de aquisição, conforme registrado pelos sócios fundadores. Contudo, não há dispositivo legal que exija a valoração da participação societária a mercado para fins da transferência, sendo possível que o valor de custo seja adotado pelas partes, de modo que a transação seja fiscalmente neutra. De acordo com a regulamentação do Banco Central do Brasil, a inversão requer a implementação de operações simultâneas de câmbio, com valor suportado por laudo que indica o valor máximo que pode ser atribuído às ações/quotas. As operações de câmbio simulam a saída de investimento brasileiro para o exterior (sujeita à incidência do IOF/Câmbio à alíquota de 0,38%) e a entrada de investimento estrangeiro no Brasil (sujeito à alíquota zero do IOF/Câmbio). Trata-se do custo tributário da implementação do flip. Os lucros e dividendos pagos pela startup brasileira à sua nova controladora no exterior não são tributados no Brasil mas podem, em tese, serem tributados na jurisdição em que tal controladora é residente. Por sua vez, os lucros e dividendos distribuídos pela companhia estrangeira aos sócios fundadores brasileiros serão tributados no Brasil. No caso de sócios fundadores pessoas físicas, o Imposto de Renda incide à alíquota máxima de 27,5% e eventual tributo incidente na fonte sobre os dividendos na jurisdição da controladora no exterior (pouco provável) poderá ser deduzido do imposto devido no Brasil. Apesar de as startups não serem, via de regra, entidades lucrativas aptas a distribuir dividendos, na hipótese de distribuição futura, a tributação dos dividendos pelos sócios brasileiros representa ineficiência resultante do flip. Nos casos de evento de liquidez envolvendo alienação privada das ações da companhia no exterior, o ganho de capital obtido pelos sócios fundadores pessoas físicas ficaria sujeito à tributação no Brasil, às alíquotas progressivas de 15% a 22,5%. Esse mesmo tratamento é aplicável ao ganho de capital obtido em alienação de ativos no Brasil – ou seja, o regime tributário no cenário de alienação secundária não é afetado em decorrência do flip. Por sua vez, caso a controladora no exterior aliene participação societária na startup brasileira, eventual ganho de capital também ficará sujeito à tributação no Brasil, sob a sistemática de retenção na fonte, cabendo ao adquirente ou seu representante a retenção e recolhimento do tributo devido. O IRRF incide à alíquota geral de 15% ou à alíquota majorada de 25%, caso a controladora seja residente em jurisdição definida como paraíso fiscal. Por fim, ressaltamos que eventual necessidade de “unflip” ou evento de “tropicalização”, de modo que a interposição da controladora no exterior seja desfeita, deve ser avaliada cuidadosamente a fim de que não gere o reconhecimento de ganhos tributáveis no Brasil. *Bruna Marrara é sócia na área de Direito Tributário do Machado Meyer Advogados *Com informações do portal Startups
Lições de gestão de médias empresas que crescem acima da média

Elas não ocupam as capas das principais publicações de negócios e nem compartilham da atenção dedicada a startups, mas geram 25% da massa salarial brasileira e têm lições relevantes a ensinar, diz Diego Marconatto, professor da Fundação Dom Cabral Elas não ocupam as capas das principais publicações de negócios e nem compartilham de toda a atenção dedicada a startups, unicórnios e outros tipos hype do mundo empresarial. Entretanto, as empresas de médio porte (EMPs), mesmo sendo apenas 1% de todos os negócios do Brasil, respondem por nada menos do que um quinto de todos os empregos do segundo setor e um quarto de toda a sua massa salarial. Decidimos olhar para um grupo seleto entre essas empresas, formado por aqueles negócios que conseguem manter o ritmo de crescimento ao longo dos anos. Buscamos entender o que eles fazem e como se estruturam para atingir um crescimento acima da média. Investigando mais de mil EMPs brasileiras, chegamos a conclusões representativas e confiáveis sobre o segredo desses negócios. As EMPs de crescimento consistente tendem a compartilhar oito realidades interdependentes: Presença de conselho consultivo Esse foi um dos fatores com maior impacto positivo sobre o crescimento das EMPs. A chave está nos novos conhecimentos e perspectivas trazidos pelos conselheiros, que dificultam a miopia desses negócios. Reinvestimento agressivo de lucros A realocação de partes importantes dos ganhos na própria operação do negócio materializa a intenção de crescimento das EMPs de sucesso. Profissionalização da estrutura de recrutamento de talentos São muitos escassos os verdadeiros talentos ainda disponíveis no mercado. As EMPs que cresceram procuram-nos através de estruturas de recrutamento profissionalizadas. Uso de estratégias de geração de alto valor agregado EMPs crescentes tendem a se distanciar das estratégicas genéricas de competição (foco em preços baixos) para centrarem esforços em mercados de nicho, customização de produtos e serviços e outras vias que oferecem maiores margens de lucro. Inovação do portfólio de produtos e serviços A renovação dos seus produtos e serviços mostrou aumentar consideravelmente as chances de crescimento das EMPs. Fusões e aquisições Fusões e aquisições mostraram ter o maior impacto positivo para as EMPs que cresceram. O ganho de escala e a união de diferentes expertises impulsionam fortemente o seu crescimento. Uso de relacionamentos colaborativos As EMPs pujantes estabelecem parcerias formais e informais com os mais diversos atores, incluindo até mesmo arranjos de cooperação com concorrentes. Expansão internacional No geral, EMPs com subsidiárias no exterior têm taxa de crescimento muito superior aos seus pares com operação concentrada no Brasil. Foi identificado ainda um outro grupo especial de EMPs: as campeãs absolutas de crescimento – aqueles negócios que multiplicaram o seu faturamento por 2 vezes ou mais ao longo do período de 5 anos (2016-2021). Essas EMPs são marcadas por seis características adicionais: Diversificação geográfica Essa é uma marca maior das EMPs que têm grande capacidade de crescimento de lucros e faturamento. Como seu foco tende a ser o B2B e seu portfólio de produtos não é tão amplo, esses negócios buscam novos mercados de modo constante. Inovação de processos internos As campeãs de crescimento estão sempre buscando novas formas de ganhar produtividade e de melhorar a experiência final dos seus clientes. Desenvolvimento de colaboradores EMPs estelares investem pesado no desenvolvimento dos seus colaboradores de modo a ganhar cada vez mais eficiência, produtividade e capacidade competitiva e de inovação. Estruturação das atividades internas As EMPs vitoriosas tendem a ter suas atividades-chave (comercial, marketing, finanças, RH etc.) mais bem estruturadas do que os seus pares que crescem menos. Isso mostra claramente que capacidade de gestão é sempre chave. Objetivos de crescimento mais arrojados As grandes campeãs têm, comprovadamente, maior intenção de crescimento do que as outras empresas. Elas se impõem objetivos maiores e mais audaciosos. Otimismo e confiança Confiança para enfrentar os desafios e otimismo em relação ao futuro são facilmente encontradas nas empresas de alto crescimento. EMPs que querem crescer têm nesses elementos indicações sólidas do caminho a seguir. Por último, é importante notar que os itens dessa lista tendem a estar correlacionados. Ou seja, para que todo o potencial de expansão do negócio seja realizado, ele deve adotar vários dos elementos concomitantemente. Minha experiência direta com negócios de altíssimo crescimento converge com esses achados, que também são corroborados pelas melhores publicações científicas da área de negócios – vide, por exemplo, a recente edição especial do célebre Journal of Management sobre o tema dos negócios de rápido crescimento. Definitivamente, seus gestores comungam de um foco incansável em estruturar, impulsionar e melhorar constantemente cada uma dessas frentes.
Nestlé lança desafios de inovação e convida startups para colaborar

A Nestlé está lançando uma chamada para startups dispostas a colaborar com seus principais desafios de negócio. O propósito é encontrar empresas com soluções inovadoras e capazes de ajudar a multinacional de alimentos a ser mais eficiente e ligada à tecnologia. Quais são os desafios A iniciativa vai selecionar soluções inovadoras desenvolvidas por startups, institutos de ciência e tecnologia, empresas e universidades de todo o Brasil em três principais desafios: transporte de máquinas profissionais para os operadores de serviços, com foco na criação de um carrinho elevatório; Automação do processo de limpeza a seco dos silos da fábrica de cereais, a CPW (Cereal Partners Worldwide); Análise da documentação dos materiais que serão utilizados nas embalagens dos produtos para verificar requisitos e normas. Os desafios são realizados em parceria com o Centro de Inovação e Tecnologia da Nestlé, uma estrutura de 100 metros quadrados localizada no Parque Tecnológico de São José dos Campos, em São Paulo, e que abriga pesquisa e desenvolvimento de inovações industriais. “Participar e ser selecionado no Desafio de Inovação Aberta da Nestlé é uma grande oportunidade, em especial, para startups que buscam escalar suas soluções de maneira significativa no mercado”, diz Gustavo Moura, gerente do Programa de Transformação Digital para Operações da Nestlé. “Temos um ambiente de implementação dentro de um grande parque tecnológico e um time de pesquisadores com expertise para ajudar a desenvolver os projetos da melhor forma possível”. Como participar Empresas podem se inscrever em um dos três desafios até o dia 31 de maio pela plataforma AEVO Connect. Após o final do período de inscrições, a Nestlé vai realizar a pré-seleção dos interessados e, em seguida, promoverá um encontro para detalhar cada desafio e o que é esperado para cada um deles. Posteriormente, a empresa irá promover um Pitch Day, no qual os participantes irão apresentar seus projetos e uma proposta formal para a prova conceito (POC), além de definir o plano de trabalho para colocar a prova em prática em uma das 14 fábricas da empresa pelo país e também aportes financeiros necessários para o desenvolvimento. *Com informações do portal Exame.
Fundação lança banco de dados de startups circulares

Circular Startup Index, criado pela Fundação Ellen MacArthur, quer conectar startups a empresas e investidores A Fundação Ellen MacArthur, organização internacional sem fins lucrativos que atua no desenvolvimento da economia circular, lançou um banco de dados de startups circulares — o Circular Startup Index. A plataforma tem o objetivo de ajudar empresas e investidores a conhecer as startups, impulsionando a aceleração e inovação nesse nicho. “Projetar um futuro circular requer inovação radical para repensar como nossa economia funciona. Milhares de startups circulares já estão fazendo isso. Mas elas precisam de mais apoio e investimento”, diz Ella Hedley, gerente de projetos da Fundação Ellen MacArthur. O índice, disponível no site da Fundação, apresenta startups que fazem parte da sua comunidade. Cada uma delas foi selecionada por incorporar um ou mais princípios da economia circular – a eliminação de resíduos e poluição, a circularidade de produtos e materiais e a regeneração da natureza – em sua proposta de negócios. Atualmente, há 500 startups catalogadas de diferentes setores. Entre elas, estão sete startups brasileiras: 4 Hábitos para Mudar o Mundo, B.O.B – Bars Over Bottles, B.Recycled, Boomera, Circular Brain, eureciclo e Natcrom Soluções Sustentáveis LTDA. *Com informações da Revista PEGN
Atividades financeiras predominam como atividade fim nas startups

Falta de talentos e burocracia ainda são dificuldade para quem está à frente do negócio Não se enganem: o negócio de startup ainda continua forte no país. O pico deste modelo se deu há uns 5 anos, mas hoje pode se falar em um movimento mais maduro e consolidado no país. Os empreendimentos que mais adotaram este modelo incluem atividade financeiras, tecnologia da informação, hotelaria e turismo, esporte, lazer e educação. Mesmo estando em sua maioria nas regiões Sul e Sudeste, as startups estão em todo país. “O movimento de startups no Brasil ainda é forte e continua a crescer. O ecossistema de startups brasileiro tem se consolidado, e a cada ano surgem novas empresas inovadoras em diversos setores, além de haver uma maior quantidade de investidores e aceleradoras apoiando essas empresas”, afirma Rodrigo Rodrigues, analista de inovação do Sebrae. Ano passado, o país apresentava um retrato de 20 mil startups, segundo dados do Sling Hub. Deste universo, o Sebrae atendeu 35% dessas empresas, sendo a escassez financeira, a burocracia, a falta de talentos e a concorrência as principais dificuldades de gestão dessas empresas. “O Sebrae vem mapeando esses gargalos para conseguir rapidamente êxito na solução desses problemas”, afirma Rodrigues. Neste acompanhamento, o Sebrae detectou que a maioria desses empreendimentos quer crescer e se tornar uma grande empresa, pois são criadas com um modelo de negócio escalável e inovador, com o objetivo de conquistar um mercado amplo e se tornar uma referência em seu setor de atuação. “Por outro lado, existem casos em que as startups optam por se manter em um tamanho menor e mais enxuto, especialmente quando encontram um nicho de mercado específico e rentável. Nesses casos, a startup pode optar por crescer organicamente, sem investimentos externos significativos”, explica Rodrigues. Além disso, o país tem atraído muitos investidores internacionais, o que tem contribuído para o crescimento do setor. O importante é ficar atento ao cenário político e econômico do país, recomenda o analista. Veja abaixo algumas dicas valiosas para quem quer investir neste negócio: É preciso ficar atento a alguns fatores como: o modelo de negócio, o mercado em que a empresa atua, a equipe de gestão, a capacidade de inovação e a habilidade em lidar com desafios e incertezas. O modelo de negócio é um dos fatores mais importantes para o sucesso de uma startup. É preciso que a startup tenha um modelo de negócio inovador e escalável, que permita um crescimento rápido e rentável, atraindo investidores e clientes. Além disso, é preciso ter uma estratégia clara para lidar com a concorrência e criar vantagens competitivas. Outro fator importante é o mercado em que a startup atua. É preciso que a empresa esteja inserida em um mercado com potencial de crescimento e que permita a entrada de novos competidores. Além disso, é preciso que a startup ofereça soluções que atendam às necessidades dos clientes e que sejam rentáveis. A equipe de gestão também é fundamental para o sucesso de uma startup. É preciso que a equipe seja experiente, com habilidades complementares, e que tenha uma visão estratégica clara. Além disso, é importante que a equipe saiba lidar com desafios e incertezas, trabalhando de forma colaborativa e inovadora. Por fim, é importante ressaltar que ser uma startup pode envolver um alto grau de risco e incerteza. É preciso estar preparado para lidar com eventuais fracassos e aprender com eles, buscando sempre aprimorar a empresa e buscar novas oportunidades de crescimento. Em resumo, ser uma startup pode ser um bom negócio se a empresa tiver um modelo de negócio inovador e escalável, atuar em um mercado com potencial de crescimento, contar com uma equipe de gestão experiente e inovadora, e estar preparada para lidar com riscos e incertezas.
Startups do Rio atraíram cifra bilionária, diz estudo do Distrito

Levantamento foi elaborado pelo Distrito e mapeou rodadas de investimento desde 2011 Startups do Rio atraíram US$ 1,3 bilhão (R$ 6,5 bilhões, ao câmbio de hoje) em investimentos desde 2011, revela estudo que a plataforma de tecnologia Distrito vai lançar no Web Summit Rio esta semana. O estado foi o terceiro entre os que mais receberam aportes no período, atrás apenas de São Paulo e Paraná, mas vem enfrentando desaceleração no ritmo de criação de novas empresas inovadoras — o número de abertura de startups foi, no ano passado, o menor em mais de uma década. Foram 389 rodadas de aportes em startups do Rio no período estudado, que coincide com o amadurecimento do ecossistema de capital de risco (venture capital) no país. O ano mais ativo foi 2020, quando a euforia pandêmica com a tecnologia e os juros baixos proporcionaram US$ 343,6 milhões em 56 cheques injetados em startups do Rio. O segundo ano com maior volume de investimento foi 2021, com US$ 284,6 milhões em 60 rodadas. (Nacionalmente, o ano com maior cifra foi 2021, com US$ 9,8 bilhões). De acordo com o levantamento, há 843 startups no Rio, onde a predominância de fintechs (startups financeiras) é menor que no restante do país. No estado, as startups mais numerosas são edtechs (educação) e retailtechs (varejo), segmentos que respondem, cada um, por 11,3% do número total. Só depois vêm as fintechs (11,15%), as healthtechs (de saúde; 9,85%) e as martechs (marketing; 9,13%). “Nunca é bom haver concentração em um setor. No Rio, vemos que cinco segmentos têm um peso quase semelhante, o que ajuda a desenvolver um ecossistema mais equilibrado”, explica, em nota, Gustavo Araújo, um dos fundadores do Distrito. Ritmo menor A região metropolitana do Rio concentra mais de 85% das startups do estado, mostram os dados. O ritmo de criação de startups vem desacelerando no Rio, porém. No ano passado, 21 foram fundadas, a menor quantidade desde 2010, quando surgiram 18 empresas. No ano mais ativo, em 2018, 96 startups nasceram. Mas o levantamento afirma que as razões para a desaceleração não estão claras. “Deve-se notar que a queda nos últimos anos provavelmente não representa uma diminuição real na taxa de fundação de novas startups, e sim uma dificuldade maior de encontrar empresas recém-nascidas, que ainda não apareceram para o mercado”, pondera o Distrito. *Com informações d’O Globo
Sebrae lança plataforma de fomento a startups no Web Summit Rio

Sebrae Startups reúne programas nacionais e regionais voltados a empresas nascentes, que impactaram quase 8 mil negócios em 2022; objetivo é alcançar 10 mil neste ano Principal apoiador das micro e pequenas empresas brasileiras, o Sebrae quer ampliar a sua participação no fomento ao ecossistema de inovação nacional. Com esse objetivo, a entidade apresentou na manhã desta terça-feira (02) o Sebrae Startups, uma plataforma que agrega iniciativas de capacitação, conexão e fortalecimento de empresas em early stage para estimular o empreendedorismo inovador em todo o Brasil. Somente em 2023, o Sebrae pretende investir R$ 312 milhões no ecossistema, ao acelerar negócios, disponibilizar tecnologias para empresas de todos os setores e fomentar ambientes de inovação pelo país. O lançamento da plataforma ocorreu no estande do Sebrae no Web Summit Rio, a versão brasileira de um dos maiores eventos de tecnologia do mundo. Apenas em 2022, os programas do Sebrae em todos os estados brasileiros impactaram 7.777 negócios. Estimativas de entidades e empresas de dados, como o Sling Hub, apontam que o país conta atualmente com cerca de 20 mil startups. Com a plataforma, o Sebrae pretende atender em 2023 metade desse número: 10 mil empresas. Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, a meta é audaciosa, porém coerente com o protagonismo que a entidade já possui no setor. “O Sebrae é, historicamente, um dos grandes fomentadores do ecossistema brasileiro de inovação. Esta plataforma chega para reunir todas as nossas iniciativas para as startups. Temos uma capilaridade no país como nenhuma outra entidade, então há muito para contribuir. O empreendedorismo, em especial na área da inovação , é fundamental para o desenvolvimento do país no médio e longo prazo”, afirma Lima. Atualmente, todas as unidades estaduais do Sebrae executam ações de fomento a startups e ao ecossistema de inovação. A plataforma lançada irá agregar todas essas iniciativas e colocá-las em uma mesma rede, facilitando a troca de ideias e conhecimento. Uma das apostas é aproveitar boas práticas desenvolvidas em cada região e nacionalizá-las, além de formar um hub de conexão com parceiros como grandes empresas do ramo tecnológico, instituições públicas e governamentais, gestoras de venture capital, entre outros. Além da abrangência e capilaridade nacional, outro diferencial do Sebrae Startups é apoiar todas as etapas do desenvolvimento de uma empresa, desde o surgimento da ideia, passando pelas fases de operação e tração, antes que o negócio se torne scale-up, estágio em que já cresce em escala. Das 7.777 startups apoiadas pelo Sebrae em 2022, 69,5% são microempresas que faturam até R$ 360 mil por ano, 12,9% são pequenas, de R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões, e 17,6% têm faturamento anual entre R$ 4,8 milhões e R$ 300 milhões, consideradas de médio porte. Além disso, os negócios atendidos na sua maioria – 33,2% – surgiram entre 2020 e 2022, mostrando a aceleração que a pandemia proporcionou na transformação digital de vários segmentos econômicos. Um dos desafios para os próximos anos é aprofundar a expansão das startups por todas as regiões do país. Segundo levantamento de 2022 do Sebrae, 73,5% das empresas atendidas estão localizadas no Sudeste e Sul do Brasil. Além das ações estaduais, passam a fazer parte da plataforma Sebrae Startups iniciativas em regiões estratégicas do país como o Inova Amazônia e o StartupNE (Nordeste), que já atuam no desenvolvimento dos ecossistemas locais. Também integrarão a plataforma programas de amplitude nacional como o Sebrae Like a Boss, o Inovativa Brasil, o Sebraetec, entre outros. Iniciativas futuras Para atingir a meta de 10 mil empresas atendidas em 2023, o Sebrae Startups já está preparando algumas iniciativas para os próximos meses. Uma delas é o programa 1k+ Startups, que levará ao evento Startup Summit, em agosto, mil startups, que poderão expor durante um dos três dias da feira, participar de rodadas de conexão com fundos de venture capital, representantes de programas de internacionalização e grandes empresas com iniciativas de inovação aberta. O Startup Summit, inclusive, passa a ser o principal evento da marca Sebrae Startups. A edição de 2023 será entre 23 e 25 de agosto em Florianópolis (SC). Em 2022, inclusive, Santa Catarina passou a ser Polo de Referência Sebrae em Startup, solução do Sistema que reúne as melhores práticas e iniciativas para desenvolvimento do ecossistema brasileiro. Foi no âmbito do Polo de Referência que a marca Sebrae Startups foi criada, fortalecendo o posicionamento da entidade neste ambiente. Outra iniciativa que será apresentada em agosto, no Startup Summit, é o Observatório Sebrae Startups, para monitorar o setor por meio de levantamentos e pesquisas frequentes. Pela primeira vez, o Web Summit está sendo realizado na América Latina. O evento ocorre entre os dias 1º e 4 de maio, no Rio de Janeiro. Todos os ingressos foram vendidos, e a organização espera um público de até 20 mil pessoas de dezenas de países nos quatro dias na capital fluminense. A apresentação da nova plataforma foi feita em meio a essa atmosfera. O Sebrae tem um amplo estande na feira, que contará com um mini auditório. Na programação do estande, está prevista uma competição de pitches de startups apoiadas pelo Sebrae em todo o país, além da apresentação de programas de fomento a startups e de parceiros estratégicos da entidade.
Norteus, nova boutique de M&As, quer gerar valor de longo prazo ao middle market

Diante dos desafios econômicos e restrição de capital, as operações de M&As, ou fusões e aquisições, têm se mostrado cada vez mais atraentes para grandes empresas e startups, na tentativa de ganhar fôlego financeiro e crescer. De olho no potencial desse mercado, três profissionais com vasta experiência em M&As, finanças e venture capital, decidiram fundar a Norteus, boutique de M&As que atua na busca de investidores estratégicos ou financeiros para empreendedores, com foco no middle market – transações que movimentam acima de R$ 50 milhões. Segundo os sócio-fundadores Daniel Penteado, Juliana Chan e Wagner Andrade, trata-se da primeira boutique focada em gerar valor de longo prazo para empreendedores e investidores. “Nossa empresa nasce da inconformidade. O mercado de M&As no Brasil gira em torno do valor das transações e das negociações com as grandes empresas. Olhamos muito mais o perfil da empresa, seu potencial de crescimento e o quanto ela se encaixa no potencial comprador, do que necessariamente o tamanho do seu faturamento” afirma Wagner, CEO da Norteus, em conversa com o Startups. Daniel acrescenta que o foco do trabalho da Norteus está exatamente em trazer os empreendedores de volta para o centro da relação e construir um relacionamento de longo prazo. “Acreditamos em centralizar na figura do empreendedor, em como dar esse cardápio para ele descobrir qual a melhor opção para o seu negócio e continuar a acompanhar sua jornada depois, como em futuras captações de investimento”, diz o sócio-fundador. Primeiro ano de operação Para este ano de estreia no mercado, o faturamento previsto da Norteus está na casa dos R$ 20 milhões, considerando a perspectiva da realização de seis transações e 15 mandatos ativos. Atualmente, o portfólio da empresa é composto por quatro clientes e três operações concluídas. A expectativa da nova boutique de fusões e aquisições é de fechar negócios com outras 11 empresas, cinco delas já em discussão de contrato. Na visão de Wagner, o mercado de VC no Brasil continua capitalizado, apesar da crise. “Os investidores só fecharam a torneira por enxergar as empresas de outra maneira, não só crescimento por crescimento, mas também unit economics saudáveis. A tecnologia virou necessidade, um meio ou um fim para endereçar várias deficiências de forma inteligente e, portanto, há muito potencial para o crescimento dessa nova economia”, pontua. *Com informações do portal Startups
Ainda existe investimento para startups em 2023?

De acordo com o relatório, divulgado em janeiro deste ano, pela Distrito – plataforma de inovação – as startups brasileiras captaram US $4,45 bilhões, em 2022. O número representa uma queda de 54,5%, em comparação com o volume recorde de US $9,7 bilhões registrado em 2021. Os valores chamam a atenção para o atual cenário brasileiro e levantam o questionamento: será que ainda teremos um alto número de investimentos em startups em 2023? Vivemos tempos de grandes layoffs. Empresas que anteriormente estavam crescendo e contratando, agora, cortaram parte do seu quadro de colaboradores. O próprio gigante da tecnologia Google, anunciou o desligamento de 12 mil colaboradores em todo o mundo. Startups também não ficaram de fora da conta e, infelizmente, até os bancos digitais acabaram demitindo – um bom exemplo disso é o PagBank, que demitiu cerca de 7% do seu quadro de trabalhadores. Com o “boom” de aplicações, nos últimos dois anos, além da pandemia da Covid-19, que fez com que os governos emitissem moeda para fornecer auxílio para a população e não quebrar a economia com as medidas de fechamento das cidades, observamos um cenário favorável para as startups. Com a injeção de moeda no mercado, naturalmente temos uma oferta maior de dinheiro no mundo, e consequentemente no mercado de venture capital (modalidade de investimento em que o dinheiro é aplicado em empresas com alto potencial de crescimento). O dinheiro passou a ser aplicado em um mercado que é mais atrelado a risco e imprevisibilidade, e chegou o momento em que, para rentabilizar o dinheiro, os fundos de venture capital tiveram que escolher as empresas para alocar os seus recursos. No entanto, com a movimentação do mercado para responder à emissão desenfreada de moeda dos últimos anos, passamos a lidar com o cenário do aumento da inflação, em níveis que muitos europeus e americanos nunca viram anteriormente. Para conter a inflação, os bancos centrais aumentaram as taxas de juros. No Brasil, por exemplo, a Selic chegou a 13,75% – um crescimento de mais de dez pontos percentuais em menos de um ano. O aumento da Selic fez com que os títulos de renda fixa, que já eram considerados pouco atrativos nos últimos anos, crescessem – e, assim, começassem a pagar quase 15% ao ano. Tal movimento fez com que as pessoas, que antes tinham que arriscar seu patrimônio, mudassem suas aplicações para esse modelo. Tudo isso explica a queda do investimento em venture capital, criptomoedas e bolsa de valores. O dinheiro que precisava correr risco para ser rentabilizado, agora precisaria estar alocado em títulos mais seguros. Como o capital está escasso, os fundos de venture capital agora têm menos dinheiro para alocar e precisam designar melhor seus investimentos. Assim, com o cenário econômico atual, outras opções de empréstimos para as empresas ficam mais caras. Com todos esses fatores, conseguimos começar a entender o cenário de layoffs ao qual estamos imersos atualmente. Com um panorama de retração e com a diminuição dos investimentos no setor, os empreendedores devem voltar a atenção à situação macroeconômica e para a saúde do negócio. Com o atual momento econômico brasileiro, o aumento da inflação e da taxa de juros, para os investidores, realizar aplicações está mais arriscado e, por isso, este deve ser um ano de estabilidade para as startups. Desta forma, é imprescindível que os gestores repensem a estratégia de contar com investimentos externos – ouso dizer, inclusive, que o grande desafio será gerir os recursos para que a empresa sobreviva e não entre na conta dos layoffs. Pode ser uma tarefa difícil, principalmente para as startups, mas repensar a estrutura, administrar as despesas e os custos é o caminho para aqueles que desejam se manter no mercado. Ou seja, é preciso ter cautela e tomar decisões sábias. Acredito que não seja o fim dos investimentos externos, mas creio que será um ano de rodadas escassas e poucos conseguirão, de fato, atrair a atenção dos investidores. Em resumo, o ano será desafiador, mas haverá oportunidade para os negócios se consolidarem com os recursos que já foram captados e, aqueles que se destacarem, conseguirão atrair possíveis investimentos. De modo geral, todos devem captar menos neste ano, mas conforme o cenário econômico do país evolua, teremos sinais de melhoras neste setor. Aos empreendedores, é preciso dedicação para o sucesso do negócio, com o foco no cliente e, com uma gestão consciente. Só assim será possível sobreviver a este ano e vislumbrar novas perspectivas para 2024. Vamos juntos? *Cadu Guerra é CEO da Allu, maior plataforma de assinatura de iPhones e acessórios Apple.
Banco BV lança Programa de Inovação Aberta para startups

O banco BV lança o PIA (Programa de Inovação Aberta). A iniciativa é voltada para as startups com o objetivo de catalisar soluções que ajudem a instituição a resolver os principais desafios do banco. Os temas prioritários são: novos produtos e serviços; experiência do cliente e aumento de eficiência. “Nosso objetivo é estreitar ainda mais nossa relação com ecossistema empreendedor de inovação. Após um intenso trabalho de mudança interna da cultura do banco, queremos demonstrar ao mercado que estamos prontos para implementar soluções disruptivas que nos ajudem a aprimorar processos e principalmente, a melhorar a satisfação dos nossos clientes por meio de resultados”, destaca Ricardo Sanfelice, diretor executivo de Clientes, Dados e Inovação do banco BV. O PIA é mais um movimento que a instituição realiza na busca por ampliar sua conexão com o ecossistema. Em 2022, o banco desenvolveu mais de 60 iniciativas em inovação aberta, que resultaram em 10 contratos fechados com startups. Um dos projetos aplicados, o Limpa-Trilhos, foi responsável por reduzir em até 85% o tempo para desenvolvimento das Pocs (Provas de Conceito), resultando na otimização dos processos e no lançamento do primeiro token digital do banco. Para saber mais, acesse o site do programa. *Com informações do portal TI Inside
Metade das startups brasileiras segue crescendo mais de 90% ao ano, mas só 20% equilibra crescimento e lucratividade

Dados fazem parte de pesquisa da McKinsey divulgada no evento Brazil at Silicon Valley A América Latina – e o Brasil em especial – viveu seu primeiro grande boom de inovação nos últimos cinco anos, com um salto no número de unicórnios (de 9 para 34, entre 2018 e 2021) e uma disparada nos investimentos de venture capital (passando de US$ 3 bilhões para US$ 18 bilhões no mesmo período). “Foi a primeira primavera da inovação. E agora estamos vivendo o primeiro susto, o primeiro downcycle”, diz Marina Mansur, sócia da consultoria McKinsey. “Todos os fundos de venture capital estão reprecificando seu portfolio para um valor 30% mais baixo, as startups estão fazendo downrounds (rodadas a valuations menores) e o volume de investimentos caiu pela metade”, avalia Marina. Para entender esse momento, a consultoria conduziu um estudo com cerca de 200 startups na América Latina. Os resultados foram apresentados no evento Brazil at Silicon Valley, que acontece na Califórnia (EUA) e reúne empreendedores, investidores, acadêmicos e entusiastas de inovação. O primeiro grande destaque do estudo, segundo Marina, é que, se antes só crescimento bastava para as startups, agora é preciso equalizar com lucratividade. “A primeira boa notícia é que quase 20% das startups brasileiras já estão numa boa mistura entre crescimento e lucratividade”, diz. Falando apenas de crescimento, grande parte das startups do país continua crescendo como se nada estivesse acontecendo: 53% delas cresce mais de 90% ao ano, mesmo num período de crise. Este número é muito maior no Brasil que na América Latina (perto dos 40%), segundo Marina, por conta do consumidor digital brasileiro e do tamanho do país. “O Brasil tem uma receita muito boa para quem quer empreender, que une problemas complexos, uma população altamente digitalizada, indústrias muito concentradas e com atendimento ao consumidor muito ruim ainda. Então é um prato cheio para quem quer fazer uma disrupção”, diz a executiva. Três pontos para redução de custos O segundo ponto de destaque do levantamento, segundo Marina, é que, por mais que as startups do país cresçam muito, poucas delas são lucrativas: um terço delas, depois de nove anos, ainda não conseguiu dar lucro. “Esse caminho árduo em busca da lucratividade traz uma necessidade de olhar para custos muito grande”, afirma. Segundo ela, há três pontos que as startups têm trabalhado para diminuir as despesas. Primeiro, a preocupação em reduzir o custo de aquisição de clientes (CAC). Segundo, os custos relacionados a tecnologia. “Elas nasceram nativas digitais, e muitas já nasceram em cloud, e geralmente esse é um custo dolarizado. Então, qualquer pressão no câmbio aperta muito esse calo de tecnologia.” O terceiro ponto são os layoffs. De acordo com o estudo, mais de 40% das startups fez algum tipo de demissão – e, entre as que demitiram, os cortes foram de 20% a 30% da base de colaboradores. Disputa por mão de obra Apesar das demissões generalizadas, Marina aponta que o gargalo de mão de obra na área de desenvolvimento e tecnologia continua sendo uma questão, e que agora há uma forte competição por esses profissionais entre startups e empresas convencionais. “Grande parte desses colaboradores considera mudar de emprego nos próximos 6 a 12 meses, o que mostra que o futuro próximo vai ser ainda mais difícil na retenção desses talentos”, afirma. O que esperar para o futuro Apesar de o volume de investimentos ter caído, espera-se que esse fique acima dos níveis pré-pandêmicos. “2021 foi um grande boom pontual. A gente espera que o volume continue crescendo de uma forma mais linear, e não tão exponencial.” Segundo a McKinsey, esse crescimento deve vir muito de fundos locais, e deve ser extremamente focado em startups que estão começando, as chamadas early stage. Com isso, deve haver um potencial “buraco” no capital para as startups em fases mais avançadas, para o chamado growth stage. Há aí, então, um potencial caminho para desenvolvimento dos fundos de grandes corporações, de corporate venture capital (CVC), desde que tenham um ajuste no modelo operacional. “Muitos não funcionam de forma autônoma, não têm uma tese de investimento clara. Então, tem alguns ajustes que eles precisam fazer para ocuparem esse espaço.” Uma luz amarela que o estudo da McKinsey acende é que um terço das startups não tem dinheiro para mais de 18 meses de caixa, e por isso vai precisar fazer uma captação nos próximos meses. Portanto, com o cenário desfavorável, poderemos ter um boom de M&As por sobrevivência, além de um aumento de downgrounds, com startups se sujeitando a uma rodada de valuations menores. *Com informações da Época Negócios
Startup For Black Hands insere profissionais negros no mercado

Inovação criou banco de talentos para conectar empresas e profissionais A empreendedora Marina Apolinário, 37 anos, é formada em administração e tem uma vasta carreira em bancos e instituições do setor, onde atua como auditora dos processos financeiros. Depois de observar a falta de profissionais negros em seu mercado e ocupando posições de liderança, ela decidiu fundar a For Black Hands em agosto de 2022. No mês seguinte, o projeto foi aprovado no programa Black Start, do Sebrae. Na experiência, a empresa consolidou seu modelo de negócios, que tem um site que funciona como banco de talentos para empresas com ações afirmativas. A For Black Hands se destaca, segundo a fundadora, por acompanhar os profissionais contratados em seus primeiros meses na nova posição. “Meu diferencial é fazer o acompanhamento do candidato nos três primeiros meses de experiência. Nesse período, eu entendo a relação entre o candidato e a empresa: como ele está performando, desempenhando a função dele e se está sendo bem orientado. A retenção é importante para as duas partes”, diz Apolinário. A irmã da empreendedora, Ana Carolina Apolinário, 40, é sócia da empresa. Ela é historiadora e atua na área de comunicação da For Black Hands, enquanto Marina cuida do setor comercial e administrativo. Foi no programa do Sebrae que elas aprimoraram o projeto da empresa. A primeira versão da plataforma foi criada por Marina Apolinário de forma autodidata, por meio do WordPress. Depois, participando da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo, Marina conheceu a designer UX Lizandra Lisboa e a programadora Daniela del Porto, que levaram o site ao modelo atual. Reconhecendo a concorrência no mercado de recursos humanos para ações de diversidade e inclusão, Apolinário diz que sua empresa se diferencia por atender os candidatos de forma mais próxima, além de oferecer uma rede parceira de capacitações. “Quando conduzo as entrevistas de emprego, muitos candidatos dizem que é a primeira vez que são avaliados por uma profissional negra. Eles se sentem acolhidos”, conta. Alguns dos workshops promovidos pela For Black Hands abordaram temas como o inglês para entrevistas de emprego e noções básicas de tecnologia. “As aulas são pautadas nas minhas pesquisas sobre o que as pessoas precisam, o que as impede de ter um trabalho, ascender na carreira”, diz. Alguns clientes atendidos pela empresa de Apolinário foram Biti9, Uppo, Fundo Agbara e PX Brasil. A expectativa para este ano é conseguir aportes que possibilitem a contratação de funcionários e otimização da plataforma. “Quero trazer mecanismos de automação do processo, desenvolver as tecnologias do nosso produto”, afirma Apolinário. *Com informações do Portal PEGN
“Onde há problema, há oportunidade”: Carol Gilberti, da Mubius

Empreender é desafio, resiliência e estratégia. No Brasil, o cenário do empreendedorismo tem se mostrado cada vez mais explorado pela necessidade, uma vez que os microempreendedores individuais (MEIs) representam quase 70% das empresas em atividade no país. Essas também são palavras de ordem no cotidiano feminino na nossa sociedade. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de mulheres empreendedoras no Brasil cresceu, chegando a 10,3 milhões, o que representa mais de 34% dos empreendedores do país. Uma dessas 10 milhões é Carol Gilberti. Entretanto, Carol não faz parte da estatística apenas como uma mulher empreendedora. À frente da Mubius WomenTech Ventures, a empresária mineira de BH incentiva, investe e projeta negócios de outras mulheres ao mercado com a primeira Women Tech do Brasil. As chamadas Venture Builders são organizações que atuam sistematicamente no desenvolvimento de outras empresas de base inovadora e tecnológica (startups) aportando seus próprios recursos. O panorama ainda é de uma presença feminina bastante tímida no universo das startups no Brasil – no mundo, também – com crescimento praticamente estagnado. Segundo o “Female Founders Report 2021”, há 10 anos, empresas de base tecnológica fundadas apenas por mulheres representavam 4,4% do mercado total. Hoje, o índice é de 4,7%, ou seja, crescimento ínfimo. Carol e a Mubius querem mudar o cenário. “A ideia dessa frente é trazer mulheres para esse ecossistema tão maravilhoso da inovação e tecnologia, alavancando cada vez mais startups de impacto para o universo feminino e que tenham soluções benéficas para o mundo e economia”, conta a empresária. Esposa, mãe e com uma história de vida que vai do Texas a São Paulo, Carol já quis ser atriz de Hollywood, mas encontrou um propósito na comunicação, cursando jornalismo na PUC-MG. “Mulheres empreendedoras têm desafios e batalhas particulares diárias. Isso, independentemente de estarem começando ou no topo da pirâmide. Estamos constantemente lutando contra síndrome da impostora e buscando a desconstrução de várias questões genéticas, cultuais e sociais que fazem parte do dia a dia da mulher”, relata. A empresária ainda aponta caminhos nos quais existem horizonte de crescimento e lastro para startups investirem no Brasil. “Onde há problema, há oportunidades. É assim que a inovação enxerga e o Brasil é um oceano de oportunidades. Seja na economia, no setor jurídico, sustentabilidade, social. Educação, startups a educação, são inúmeros desafios”, completa. Recheado de vivências, bom humor e insights sobre empreendedorismo, o papo completo com Carolina Gilberti esta disponível no Youtube e Spotify do Empreendabilidade.
Uber Direct expande serviços com foco em pequenas e médias empresas

Entregas expressas vão contar com opção de retornar mercadorias ao vendedor caso destinatário não seja encontrado e a possibilidade de agregar até 14 deliveries em uma única viagem A Uber anunciou nesta segunda-feira (17/4) a habilitação no Brasil da solução Uber Direct para pequenas e médias empresas. A ferramenta permite aos negócios contratar os serviços de motoristas parceiros para fazer entregas de seus produtos, com a possibilidade de retornar a mercadoria caso o destinatário não seja encontrado e agregar até 14 deliveries na mesma viagem. Segundo a Uber, a ferramenta pode ser habilitada online, sem a necessidade de entrar em contato com a equipe de vendas da Uber. A solução foi criada no início da pandemia, em abril de 2020, para atender clientes de grandes redes varejistas. Agora, a empresa decidiu expandir a ferramenta. “Os consumidores vivenciaram durante a pandemia que era possível receber muito rápido suas compras e agora priorizam essa opção. As entregas no mesmo dia, que antes eram uma exceção, hoje estão mais próximas de se tornarem a regra”, explica Suzana Castro, Head de Uber Direct no Brasil. O serviço ficará disponível para empresas de todas as cidades onde existe operação da Uber no país. Como usar? Para realizar o cadastro a empresa, pode acessar o site e preencher os dados solicitados. Em instantes, será possível acessar a área do usuário e solicitar as primeiras entregas. O Uber Direct também oferece a opção de integrar a API ao site de e-commerce da empresa, possibilitando a experiência de entrega totalmente automatizada. *Com informações do portal Pequenas Empresas Grandes Negócios
Conheça ‘search funds’, tendência de empreendedorismo nos próximos anos

O desafio de empreender começa com a dúvida sobre qual setor investir. Construir um negócio do zero ou adquirir uma empresa que já está inserida no mercado? De acordo com um estudo recente da FGV, a segunda opção é uma forte tendência entre empreendedores em toda a América Latina. ‘Search funds’ é o nome pelo qual são conhecidos os empreendedores que preferem investir na aquisição de uma startup ou empresa de pequeno/médio porte já existente e que já conte com apoio de investidores ou aceleradores. O chamado empreendedorismo por aquisição está se consolidando como tendência e devem crescer até 56% até 2026, de acordo com um estudo realizado pelo Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGVcenn) em parceria com a IE University e a Grant Thornton. A modalidade, já consolidada nos EUA e Canadá, vem movimentando valores bastante expressivos: Entre 2020 e 2021, os investimentos em search funds na região atingiram um recorde de US$ 776 milhões e existe a estimativa de que esses fundos gerem quase US$ 10 bilhões para os investidores. Segundo a pesquisa divulgada pelo FGVcenn, os search funds começaram a se formar na América Latina há cerca 20 anos e vem experimentando um crescimento mais expressivo desde 2016. O Brasil aparece em segundo com mais representantes na região: são 211 movimentos do gênero estabelecidos mundialmente (fora dos Estados Unidos e Canadá), sendo 82 na América Latina (39%). Dentre esses, são 37 no México, 24 no Brasil e outros 21 espalhados por Colômbia, Chile, República Dominicana, Argentina, Guatemala, Peru e Paraguai. Desafios e oportunidades A pesquisa aponta também que os principais responsáveis por frear o avanço do empreendedorismo por aquisição na América Latina são “burocracia”, “falta de acesso a capital local para aquisições” e “volatilidade da taxa de câmbio”. Em contrapartida, “crescimento de mercado no longo prazo”, “espaço para aumento de produtividade” e “espaço para cópia de soluções de mercados desenvolvidos” foram as três principais oportunidades mais citadas. Perfil maduro e Brasil em destaque Até o final do ano passado, a maior parte (90%) dos empreendedores por aquisição e seus investidores na América Latina eram homens. A idade média é dos empresários é 36 anos, e a dos investidores, 44. Juntos, mexicanos e brasileiros representam 75% do total de empreendedores, enquanto americanos, brasileiros e mexicanos são 65% dos investidores. Veja outros insights sobre empreendedores e investidores latino-americanos citados no estudo: 88% dos empreendedores por aquisição na América Latina tinham MBA ou mestrado; 85% dos investidores tinham MBA, mestrado ou doutorado; 74% dos empreendedores tinham experiência profissional em Private Equity (16%), Empreendedorismo (15%), Investment Banking ou Finanças (15%), Administração Geral (14%) ou Consultoria de Gestão (14%); Entre os investidores, o Private Equity representou 23% do total de antecedentes profissionais da amostra, seguido por Investment Banking ou Finanças (15%) e Empreendedorismo (14%); Para a amostra estudada, a média de idade dos empreendedores bem-sucedidos foi de 37 anos, enquanto para os malsucedidos foi de 35 anos.
Aportes em startups brasileiras caem 86% no 1º trimestre

2023 começou de forma nada animadora para o cenário do venture capital nacional. Um levantamento do Distrito mostra que no primeiro trimestre houve uma queda de 86% nos aportes em startups brasileiras, quando comparado ao mesmo período do ano passado. De acordo com a mais recente edição do Venture Capital Report, os três primeiros meses de 2023 totalizaram 91 rodadas, movimentando cerca de US$ 247,02 milhões. No mesmo trimestre de 2022, o setor contabilizou 306 rodadas e US$ 1,7 bilhões em investimentos. Conforme aponta o levantamento, as fintechs representaram quase metade deste montante, captando US$ 112 milhões em 28 rodadas. Na sequência, vem a vertical de supply chain, que levantou US$ 51,1 milhões, impulsionada pela rodada de US$ 50 milhões da Daki em fevereiro. Fechando o Top 3 estão as energytechs, que levantaram US$ 48,6 milhões. Em um cenário de escassez em termos de captações de venture capital, o estudo mostra que as capitalizações por meio de dívida cresceram. Nos três primeiros meses de 2023, as transações de dívida já tinham registrado aumento de 14% em número de transações na comparação com o período equivalente de 2022 (8 no 1T23 contra 7 no 1T22). Em relação ao último trimestre de 2022, o percentual também cresceu: foram 8 no 1T23 contra 5 no 4T22, uma alta de 60%. Fusões e aquisições Quanto aos M&As, os três primeiros meses de 2023 somaram, ao todo, 32 operações. Entre o primeiro trimestre de 2022 e o mesmo período de 2023 houve uma diminuição de 55% no volume de fusões e aquisições, mas o histórico da pesquisa destaca que o 1T2022 registrou o maior número de operações do tipo, 72 ao todo, desde que o levantamento começou a ser feito – um número bem acima da média dos outros trimestres. Neste trimestre, as startups tiveram maior representatividade no número de aquisições feitas, com 17 transações, o que compreende 53,1% do total de M&As. Os M&A’s de empresas tradicionais e de corporações contabilizaram 34,4% e os investidores institucionais completaram o perfil de compradores com 12,5%. Para Gustavo Gierun, CEO do Distrito, apesar do cenário de crise acentuada, o levantamento indica que o mercado tem buscado novos meios de captação. “Os dados agora mostram mais founders incrementando seus caixas com operações de dívida e com estruturação de M&A. Essa tendência já aparecia no fim de 2022 e continuou em expansão neste trimestre. São números que acabam mostrando a resiliência das startups em um momento de instabilidade de mercado que muitas delas não haviam vivenciado”, diz. *Com informações do Portal Startups
“Soluções digitais estão ajudando a combater o desperdício de alimentos”, diz B4waste

O desperdício é um dos principais vilões da rotina mundial de mercado no ramo de alimentos. Desde o agronegócio até grandes redes de supermercados, em cada uma das etapas, parte dos elementos se perde, do início ao final da cadeia de produção. Um levantamento da ONU mostra que o Brasil desperdiça por ano cerca de 27 milhões de toneladas de alimentos, número impactante e que se agrava diante da estimativa de 80% desse desperdício acontecer durante o manuseio, transporte e centrais de abastecimento. Do outro lado, milhares de pessoas passam fome. Foi buscando resolver este gargalo que a B4Waste foi fundada. O marketplace oferece produtos próximos do vencimento por preços atrativos, buscando evitar que esses alimentos sejam descartados. Na prática, conecta empresas que estão ofertando os produtos próximos à validade com possíveis clientes – pessoas ou outros estabelecimentos – dando vazão aos produtos com um bom preço. “As soluções digitais estão ajudando a resolver problemas que existiam e que não sabíamos como enfrentar, como o desperdício de alimentos. Fazemos parte de uma geração de soluções disruptivas digitais que permitem atacar esse problema em uma escala maior”, afirma Luciano Kleiman, fundador da B4Waste. Kleiman enxerga a startup como um agente dentro de uma cadeia que faz a engrenagem funcionar. “Do ponto de vista do varejista, a criação de valor se encerra no fundo da loja, onde o produto próximo ao vencimento será destruído, descartado ou, em alguns casos, retornará para a indústria. Ali é o nosso campo de jogo, onde geramos um novo valor para o que seria jogado fora”, explica. Além do desperdício, a B4Waste contribui com um grande problema mundial, que é a fome. Cerca de 34% da produção mundial de alimentos é desperdiçada ao ano, que seriam suficientes para alimentar 2 bilhões de pessoas passando fome no mundo. Só no Brasil, são cerca de 8,7 milhões de toneladas de alimentos desperdiçados. “Os alimentos que transitam pela B4Waste são comercializados novamente com cerca de 50% de desconto no valor. Tem gente que só pode comprar o alimento por conta desse preço”, afirma Kleiman. Negociar alimentos próximos à data de vencimento só foi possível graças a algumas mudanças na legislação brasileira, que é extremamente exigente quanto aos produtos alimentares. A B4Waste, no entanto, enxerga que esse é um processo contínuo. “É uma evolução, nunca vai chegar o momento de dizermos que acabou. As tecnologias, indústrias e hábitos estão sempre mudando e as pessoas vão se adaptando”. Além da B4Waste, outras tecnologias voltadas a evitar desperdício têm surgido, como sistema de monitoramento da validade. “Tem toda uma rede, gente que conversa com os produtores e tenta intermediar do campo ao varejo como isso chega. É muito bonito de ver essas soluções florescendo”, destaca.
Nova tecnologia ajuda a frear desperdício em indústrias, que chega a R$ 500 bilhões no Brasil

Desenvolvida pela COGTIVE, solução ajuda a aumentar a produtividade e lucros identificando a capacidade oculta nas indústrias. A startup só cresce e neste ano já faturou R$ 5 milhões com a solução A expressão “elefante branco” se refere a algo valioso, que custou muito dinheiro, mas que na prática não é muito utilizado. O que muitas empresas e indústrias não sabem é que elas estão cheias de elefantes brancos em suas plantas, e pior, perdendo dinheiro e capacidade de produção. Isso porque, especialmente com a indústria 4.0, os processos se tornaram ainda mais eficazes e capazes de entregar em escala muito maior, sem a necessidade de investimento em ativos. Porém, apesar das inovações, existe uma capacidade oculta presente na linha de produção que ainda não é explorada pela maioria das empresas e que passa despercebida aos olhos dos líderes industriais. Foi com foco nessa demanda que surgiu, em 2017, a COGTIVE, startup sediada no CUBO, o principal hub de inovação do Brasil, com o objetivo de desenvolver, a partir de tecnologias disruptivas, como Inteligência Artificial e IoTs (Internet das Coisas) soluções que identificam o potencial oculto nos chãos de fábricas e oferecem informações para que a indústria funcione na sua forma ótima, potencializando a produtividade, não apenas as máquinas, mas toda a operação em si. Estudos no mercado brasileiro, realizados pela COGTIVE, indicam que, em média, as indústrias possuem 30% de capacidade produtiva desconhecida, devido a paradas de linha, baixa performance dos ativos e má distribuição da mão de obra, o que corresponde a mais de R$ 500 bilhões na manufatura brasileira. Caso o potencial oculto das fábricas fosse explorado, teríamos um acréscimo de 5,6% no PIB brasileiro. Isso significaria um grande impacto na economia, gerando mais ofertas de trabalho, renda e aquecimento de investimentos vindos do exterior. “A transformação digital deixa de ser um diferencial e passa a ser obrigatória para a sobrevivência de negócios que envolvem manufatura. Por esta razão, tecnologias disruptivas ajudam indústrias a aumentar a eficiência em uma planta fabril, antes de investirem em mais unidades e mais linhas produtivas”, explica Reginaldo Rodrigues, criador e CEO da COGTIVE. Crescimento Ainda que a empresa possua quase 5 anos, a máquina comercial começou a operar há apenas 2 anos, sendo bootstrap desde então. Em 2021, o faturamento da startup chegou a R$ 2,5 milhões, atingindo R$ 5 milhões em 2022, com a perspectiva de alcançar R$ 10 milhões de faturamento, sem fundraising. E isso pode ser observado com as conquistas de 2022. A COGTIVE ficou em primeiro lugar no LTNtech pitch, da 1871, uma das principais aceleradoras do Estados Unidos, além de alcançar o 100 Open Startups pelo terceiro ano consecutivo na categoria Top 10 IndTechs, e pela primeira vez na categoria principal. Também foi o ano em que conquistaram o primeiro contrato internacional, com a abertura do primeiro escritório no exterior, em Chicago, além de outras premiações e metas alcançadas. “Agora, em novembro, estivemos em Chicago para oficializar a abertura do nosso escritório no principal hub de inovação dos Estados Unidos, a 1871, e ao longo de 2023 expandiremos para a Europa e MENA, sendo que nesta última já temos como cliente uma das principais produtoras em medicamentos genéricos da região”, ressalta o CEO. E para 2023, a COGTIVE promete mais avanços. Está previsto o lançamento da inteligência artificial TÆLOR, que, por meio de um comportamento proativo, buscará por oportunidades no chão de fábrica e trará insights aos líderes industriais, para resolver problemas antes que eles se tornem relevantes. E esse lançamento está alinhado com as necessidades do mercado exterior, seguindo com o processo de internacionalização já iniciado pela empresa. Com vários clientes em diversos segmentos da indústria de manufatura, a COGTIVE tem forte carteira no ramo farmacêutico, mas tem expandido clientes para outros setores, como o químico, saúde animal, cosméticos e automotivo. Para o automotivo, por exemplo, foi desenvolvida recentemente uma coleta de dados no touch, pautada em câmeras e reconhecimento de imagem, de acordo com as especificidades e distinções que uma oficina possui em relação ao chão de fábrica. “Todas essas conquistas confirmam o trabalho que estamos fazendo em transformar a produtividade na manufatura, sendo uma solução que impacta não apenas indústrias, mas o mercado como um todo, por isso, continuaremos com nosso foco único em explorar o potencial oculto do chão de fábrica”, celebra Reginaldo Rodrigues.
ImLog quer tornar a logística um assunto “sexy”

A logística sempre foi considerada um dos principais gargalos do comércio eletrônico no Brasil. Com a pandemia, os investimentos na área explodiram. A Sequoia Logística fez seu IPO. Varejistas e plataformas de tecnologia reforçaram suas operações com aquisições e captação de investimentos. Mas, apesar de enorme, o mercado ainda é muito “old school”. Pensando em como ajudar no banho de loja dos profissionais e tentar deixar o setor tão sexy quanto o mercado de tecnologia, 3 executivos com ampla experiência na área se juntaram para montar a edtech ImLog. A proposta é levar, por meio de imersões presenciais, cursos online e outros formatos, melhores práticas e conteúdos para quem atua na área – do motorista ao presidente. “Faltam pessoas capacitadas para olhar a logística com tecnologia, pelo ângulo do omnichannel”, diz João Cristofolini, fundador da Pegaki, que foi vendida para a Intelipost. O plano é fazer de 8 a 10 turmas presenciais por ano com um número de 30 a 40 pessoas em cada uma. Além das imersões presenciais, está nos planos criar programas online, investir na ideia de comunidade e também criar um canal de notícias focado no mundo da logística. Em um prazo de 3 anos, a ImLog espera atender 20 mil profissionais. “A gente não dá aula, gera provocação”, filosofa Patrick Rocha, fundador da dLieve, que foi comprada pela VTEX. Junto à dupla está Luiz Augusto Vergueiro, ex-Ambev e atual diretor senior de logística do Mercado Livre. “Não dá para viver só de startuperio. Tivemos que trazer um dinossauro”, brinca João. Além dos 3, a ImLog tem como investidores alguns executivos do mercado que também são mentores dos seus cursos. Na lista estão Rodrigo Calderaro, da Shopee); Alexandre Félix, da Loggi; Ana Blanco, vice-presidente da DHL; Marcelo Bernabe, da SBF-Centauro; Leandro Bassoi, da MadeiraMadeira; Guilherme Juliani, da MOVE3; Caio Reina, da Routeasy; e Fernando Sartori, da Uello. Nascimento da ImLog A história da ImLog começa em 2022, quando João e Patrick estavam pensando em seus próximos passos depois de deixarem as empresas que venderam. Nas conversas de como criar algo que não competisse com seus antigos negócios, eles chegaram à conclusão de que educação seria um espaço interessante e decidiram montar uma curso de imersão logística – daí o nome ImLog. A 1ª turma aconteceu no mês de março do ano passado com 10 mentores dando aulas por dois dias. Com o boca-a-boca gerado na estreia, veio a demanda para fazer mais. Desde então foram 6 turmas. Luiz conta que, além do pessoal do próprio mercado, começaram a aparecer pessoas de segmentos adjacentes, como profissionais do mercado financeiro interessados em aprofundar seus conhecimentos para acompanhar a área. Também vieram outros perfis bem menos óbvios. “Em uma turma apareceram 3 paraguaios da hidrelétrica de Itaipu querendo entender como melhorar a logística de peças de reposição dentro da própria usina”, lembra. Além das aulas, toda imersão conta com a apresentação de uma startup do setor, com o objetivo de fomentar o ecossistema. “Já saiu até investimento”, diz. Com o interesse pela proposta, o trio resolveu criar um negócio em cima disso. A história lembra muito a de um outro trio de fundadores que criou uma empresa de cursos focada em gestão e vendas. O trio ri da semelhança e garante que os valores da ImLog são bem mais acessíveis – pelo menos por enquanto. *Com informações do Portal Startups.com.br
Empreendedora quer alavancar startups de matcon e faturar R$ 1,8 bilhão em cinco anos

Patrícia Zanlorenci é CEO da Vellore Ventures e usa sua própria experiência no universo do empreendedorismo para potencializar o fomento a empresas inovadoras voltadas ao comércio e à distribuição de materiais de construção Empreender é usar o tempo e as suas melhores competências técnicas e comportamentais com autonomia para criar valor, assumindo riscos e aceitando desafios. Uma tarefa nada fácil, diga-se de passagem. Ainda mais em território desconhecido. Patrícia Zanlorenci já vivenciou as dores e as delícias desse universo em outro país. Ela carrega na bagagem a experiência de empreender na Itália, na posição de mentora de startups. Porém, as dificuldades de interculturalidade e de ganhar a confiança de estrangeiros não a impediram de ultrapassar e vencer as barreiras pelo caminho. Ainda mais agora, de volta às origens. Patrícia Zanlorenci é CEO da Vellore Ventures, venture builder criada a partir do Grupo Vellore. Trata-se de uma empresa paranaense que administra as marcas Foxlux e Famastil, grandes players em importação e comercialização de produtos de iluminação, materiais elétricos e ferramentas de construção, jardinagem e linha agrícola. Em parceria com a FCJ Venture Builder, ela tem como missão fomentar e alavancar startups de matcon, isto é, buscar inovações frente a um mercado resistente e supertradicional. “Hoje ele é considerado o segundo mais atrasado no Brasil, só perde para o setor de mineração”, destaca a CEO. Mas os desafios existem para serem superados. A Vellore Ventures, por sua vez, leva isso muito a sério. Afinal, o target apontado por Patrícia é alcançar um portfólio de 30 startups ao final de cinco anos, com o valor de mercado de R$ 60 milhões cada – ou seja, R$ 1,8 bilhão em mira. Em um grupo com mais de 25 anos de mercado e abertura significativa no ecossistema de startups por meio da FCJ, a meta estipulada não parece nada distante. “O maior desafio, entretanto, é mudar o mindset do mercado de matcon e encontrar 30 startups realmente comprometidas em sanar as nossas dores. Identificar startups que, de fato, resolvam as dores do mercado e convençam os futuros clientes a consumirem o produto”, ressalta a executiva. Formada em direito, administração e contabilidade, Patrícia ainda possui MBA em marketing e controladoria. Hoje, inclusive, ela lidera dois heads, com projeção de uma equipe em torno de dez pessoas. Toda a experiência vivenciada dentro e fora do território brasileiro a fizeram concluir que o segredo do sucesso no meio do empreendedorismo se volta a três aspectos: humildade, aprendizado contínuo e resiliência. “Colocar pessoas antes dos negócios, afinal de contas, tudo é sobre pessoas”, conclui.
App auxilia gerenciamento de atividades de autônomos empreendedores

A lógica de mercado e negócios no Brasil vive um processo de inversão, onde as nano, micro e pequenas empresas assumem papel de protagonistas em números e representatividade. São mais de 25 milhões de trabalhadores por conta própria, que geram mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Sebrae, respectivamente. Ainda de acordo com levantamento do Sebrae, as MPE geraram quase 1,8 milhão de novos postos de trabalho em 2022. O número representa cerca de 73% do total de empregos gerados no país, que ficou na marca dos 2,5 milhões. A participação das médias e grandes na geração de empregos ficou em 21,5%, com quase 530 mil contratações. Diante de tamanha proporção, o Brasil se vê diante do desafio de apoiar a transformação digital dos pequenos empreendedores, incluindo os mais de 11 milhões de microempreendedores individuais (MEI), dos quais quase 25% ganham até dois salários mínimos e cujo 30% dos negócios morrem em até cinco anos. Visando incentivar esse contingente de profissionais, a startup Agenda Boa desenvolveu uma ferramenta de gestão que auxilia na organização do negócio, gestão do relacionamento com o cliente e redução do risco de fechamento. A ideia é potencializar o desempenho e, consequentemente, faturamento de negócios menores. Em entrevista ao Empreendabilidade, o CEO e Co-Founder da Agenda Boa, Hans Page, revelou que o app está mudando a vida dos empreendedores prestadores de serviço. “O que a gente observa quando traz essa solução aos empreendedores é que a vida deles muda realmente. Temos muitos casos interessantes, que os empreendedores relatam que começaram a usar o aplicativo e começou a crescer, conquistar mais clientes e consegue fechar 9 em 10 orçamentos”, explica. A ferramenta – que já soma mais de um milhão de downloads – facilita a gestão do negócio de forma simples e prática, tendo por objetivo profissionalizar pequenos negócios para que passem mais credibilidade para os clientes, maior renda, mais estabilidade e maior controle das finanças. Com isso, esperam contribuir na qualidade de vida e autoestima desses trabalhadores, que muitas vezes sofrem com baixa eficiência em seus negócios, renda instável, imprevisível e insuficiente. “Com poucos cliques, o empreendedor consegue formalizar um orçamento bem formatado, bonito, detalhado e com todos os dados dele e do cliente. Isso passa maior credibilidade. Isso conquista o cliente, ele recebe e se impressiona e esse é um diferencial na hora de fechar o negócio”, aponta Hans. Por se tratar de um aplicativo, Hans detalha que os próprios dados dos usuários auxiliam nas atualizações e melhorias na interface e funções. “A gente utiliza bastante isso, para entender como eles usam o app, quais funcionalidades mais utilizadas. E acabamos por fazer disso um elemento que nos permita evoluir e criar cada vez novas soluções e melhorar o serviço oferecido”, afirma. Teoria da Mudança O projeto tem o apoio da Artemisia, aceleradora de negócios de impacto social, que já impulsionou mais de 650 empreendedores no Brasil. Com o impacto da pandemia, inovar virou uma condição de sobrevivência para muitos negócios; por mais tradicional que fosse o empreendimento, o contato com os clientes passou a depender de meios digitais. A transição digital era um plano para 35% dos empreendedores brasileiros antes mesmo de a pandemia começar, mas a necessidade do isolamento social acelerou esse processo. Hoje, para muitos, o uso de tecnologias digitais ainda é circunstancial. Viabilizar a inclusão produtiva desses empreendedores também passa pelo apoio para que o uso das tecnologias digitais se torne significativo em termos de produtividade. Na análise do economista Luciano Gurgel, diretor-executivo da Artemisia, é importante compreender que, na prática, aqueles que empreendem por necessidade enfrentam uma série de desafios; a missão de digitalizar processos é um deles. “As dificuldades passam por falta de letramento digital, infraestrutura, recursos e equipe. Diminuir o ‘gap’ de acesso a tecnologias é urgente diante das transformações relacionadas ao futuro do trabalho”, defende Gurgel, acrescentando que negócios de impacto social como a Agenda Boa têm um papel muito relevante nesse processo de dar suporte aos empreendedores de base. “Por isso, a Artemisia também apoiou a Agenda Boa no processo de desenvolvimento da Teoria da Mudança do Negócio”, afirma. A Teoria da Mudança é um framework que responde de forma objetiva o que, para quem e para que uma iniciativa de impacto é desenvolvida, permitindo uma visualização do encadeamento lógico de resultados que levam ao impacto pretendido. “No caso da Agenda Boa, demos o suporte para o desenvolvimento da Teoria da Mudança do Negócio, que tem como impacto almejado a redução da desigualdade social e a transformação cultural em relação à valorização do pequeno empreendedor”, finaliza o economista. A entrevista também está disponível no Spotify.