Artigo do Empreendabilidade engaja discussão sobre inovação em Salvador a partir de benchmark brasileiro

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“Salvador tem todo o potencial para acelerar inovação e fazer uma transformação digital de 40 anos nos próximos 4”, conclui o artigo de Ricardo Meireles, fundador do Empreendabilidade, publicado no Startups.com.br. Para o pesquisador, que aponta que a jornada de inovação de cidades passa por 5 fases, Salvador está na terceira etapa da jornada de transformação digital. A cidade possui uma estrutura institucional consolidada, com órgãos e programas de fomento à inovação, além de uma infraestrutura operacional que inclui iniciativas como o Hub Salvador, o Parque Tecnológico, e o SENAI-CIMATEC. O governo municipal, em parceria com o Sebrae, o governo Estadual e outros atores desempenha um papel importante na construção de um ecossistema de inovação. Para avançar à próxima etapa, a sugestão do Empreendabilidade é de seguir estratégias já testadas e aprendidas por outras cidades, como Florianópolis. Os próximos passos seriam: Realizar eventos transformadores: Criar um evento de referência que conecte Salvador ao ecossistema nacional de inovação, como foi o Startup Weekend para Florianópolis, atraindo players de destaque. Ativar espaços e recursos existentes: Ampliar a utilização de hubs e parques tecnológicos, promovendo eventos recorrentes, competições de startups e iniciativas colaborativas, com ampla divulgação midiática para gerar engajamento. Fortalecer relações com o mercado: Estabelecer parcerias estratégicas com aceleradoras, fundos de investimento e empresas consolidadas, desenvolvendo soluções direcionadas para setores chave. Elevar relevância nos rankings: Melhorar indicadores de inovação e promover casos de sucesso locais para aumentar a visibilidade da cidade como um polo tecnológico. Descentralizar a educação digital: Investir em formação de empreendedores locais, incentivando o desenvolvimento de startups, ensino de habilidades como programação e growth, e soluções práticas para problemas reais. Essas ações criariam uma abertura para investimentos e novos negócios, além de colocar Salvador no radar do ecossistema nacional e internacional. Contudo, o maior obstáculo é a questão cultural. Implementar uma mentalidade empreendedora e inovadora entre a população é um processo lento, mas essencial para garantir o sucesso sustentável das ações propostas. No caso de Florianópolis, o cenário era parecido: a economia tradicional e pouco voltada à inovação se transformou em um case para municípios que buscam fomentar o empreendedorismo e a tecnologia. Segundo Meireles, as fases são: Gatilho inicial: A base da mudança foi lançada com a oferta de cursos de tecnologia, formando os primeiros profissionais da área. Estruturação institucional: Organizações como ACATE e CERTI passaram a liderar iniciativas de inovação, conectando governo, empresas e sociedade. Infraestrutura operacional: Foram criadas estruturas funcionais, como hubs de tecnologia e espaços para eventos, evitando desperdício de recursos. Atração do ecossistema: Eventos, incentivos fiscais e parcerias tornaram a cidade convidativa para empreendedores e investidores. Consolidação: Finalmente, Florianópolis passou a ser reconhecida nacional e internacionalmente como um polo de startups. “Florianópolis abriu o caminho. Para outras cidades, agora é seguir o playbook”, finaliza. Leia o artigo original aqui: https://startups.com.br/artigo/o-caso-florianopolis-um-playbook-para-cidades-acelerarem-a-inovacao/

O Brasil precisa adotar o “bootstrap” – entenda o que é

A situação é a seguinte, em 6 passos: 1 – A pessoa teve uma ideia “genial”. 2 – Amigos, familiares, cônjuges acharam muito baana. 3 – A pessoa contratou alguém, investiu alguma coisa, alugou uma sala/comércio. 4 – Fez um curso com um guru da felicidade que lhe disse para usar as redes sociais para vender. 5 – Investiu mais um pouco no que ele chamou de “escalar” (anotem), mas não vende 6 – A pessoa se deu conta de que ninguém quer comprar o negócio que era “genial” A tal ideia genial frustrada pode acontecer em qualquer área de atuação. Toca para o Bootstrap (o Brasil precisa adotar esse termo): – Napter (se você não conhece, deveria conhecer) – Easytaxi (os caras faziam todo o processo de chamar o taxista por celular, montaram o app…) – Infoprodutor que começu gravando com um blackberry – Amazon com sua cultura “Day One” Bom, acho que você já entendeu. Não precisa de dinheiro para colocar um negócio de pé. Precisa IDENTIFICAR UM PROBLEMA, UMA DOR, E PROPOR UMA SOLUÇÃO QUE TENHA INTERESSE DE COMPRA. 42% das startups falham porque o negócio não interessa ao mercado. O mesmo acontece com qualquer negócio, não só startups. O processo antigo de se abrir uma empresa não serve mais: você tirava o CNPJ, urgia uma leva de custos. Você alugava um espaço sem saber se teria clientes. Você investia em marketing só porque alguém falou que tinha que investir… Não à toa, o primeiro estágio é um fosso… COMO SUPERAR O FIRST STAGE? “Não se apaixone pela solução. Se apaixone pelo problema”. Pesquise – Entenda – Entregue – Volte – Corrija – Teste de novo – Mude – Entregue – Comece de novo O que temos feito aqui nas consultorias: definimos 1 para tudo: 1 problema, 1 público alvo, 1 entrega… Estamos testando agora, por exemplo, um novo sistema de apps web (esses aplicativos que são plataforma, que você não precisa baixar). Está disponível gratuitamente uma versão beta (piloto, teste, chame como quiser) do que fazemos nas consultorias com “candidatos a empreendedores”. Uma dessas consultorias foi a que resultou no Café Academy –  a Edtech que criamos junto com o Café com Comprador – e em outra que acabamos de finalizar, que resultou na pivotagem do público (testamos o ICP e com novo nicho o negócio começou a decolar, está em teste dos primeiros clientes de fato). Para quem quiser saber mais, segue o link: app.empreendabilidade.com.br A gente fala, a gente faz: essa plataforma estará em constante transformação para atender às necessidades do mercado. Excelente primeiro passo, todos os dias.

PMEs inovadoras participam do Startup Summit 2023 em busca de investimentos e parcerias

A partir de hoje (23) até sexta-feira (25), 180 startups de todo o Brasil estarão na 6ª edição do Startup Summit, em Florianópolis (SC). A convite do Sebrae, as empresas foram selecionadas para participar do estande Capital Empreendedor, espaço onde vão ter a oportunidade de expor seus negócios para um público estimado em 10 mil pessoas. Além disso, elas poderão fazer conexões com os principais players de inovação do país, acompanhar palestras com grandes nomes do mercado do empreendedorismo inovador e ainda, participar de um Circuito de Investimentos com pelo menos 91 investidores já confirmados. O coordenador de Acesso a Crédito e Investimentos do Sebrae Nacional, Giovanni Beviláqua, explica que a seleção das startups levou em consideração o nível de maturidade das empresas para o estágio de financiamento via investimentos. Segundo ele, são pequenos negócios inovadores que em algum momento de seu desenvolvimento precisam de financiamentos, seja via crédito ou via investimentos. “São startups que participaram do Capital Empreendedor, programa que prepara pequenos negócios inovadores para se conectarem com o mercado de investimentos, mas também foram aceleradas em outras iniciativas do Sebrae, como o Inova Amazônia, o Catalisa ICT e o Startup Nordeste. Nossa atuação visa dar suporte desde a concepção do negócio até o financiamento de suas atividades e desenvolvimento”, esclarece o coordenador.   As 180 startups, selecionadas pelo Sebrae, representam o empreendedorismo inovador de todas as regiões brasileiras. Elas são oriundas de 21 estados do país, sendo a maioria do segmento de Saúde e Bem-estar, de Tecnologia da Informação e de Educação. O grupo também faz do Programa K+, que levará ao todo, mil startups totalmente de graça para o Startup Summit 2023. O CEO da Ayo, Iuri Magno. A empresa desenvolveu um app conecta empresas e entregadores parceiros. Foto: arquivo pessoal.   Da região Nordeste, por exemplo, partem 39 startups rumo à capital catarinense. Uma delas é a Ayo, uma logtech de Sergipe, que nasceu em plena pandemia da Covid-19 e transformou seu modelo de negócio durante o Capital Empreendedor. Antes disso, startup atuava apenas como um aplicativo de transporte interestadual, mas atualmente é um app que conecta empresas e entregadores parceiros, no chamado last mile, ou seja, no último trecho da entrega. Com clientes em Sergipe e Paraíba, a empresa recentemente chegou à Vila Velha, no Espírito Santo, e se prepara para enfrentar novos desafios. “Saímos de zero entregas em 2021 e hoje já alcançamos 150 mil entregas pela empresa, após a experiência no Capital Empreendedor. Estamos preparados para captar investimentos e expandir nossa operação. Já atingimos o breaking even e estamos com a rodada de investimentos aberta. Também vamos dispostos a fechar parcerias com grandes empresas de franquia ou corporações por todo o Brasil”, conta oAyo, Iuri Magno. Considerada uma das 100 empresas mais promissoras do Brasil, em 2022, de acordo com a lista elaborada por Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Época Negócios, EloGroup e Innovc, a startup Fiscontech, de Rondônia, será uma das empresas representantes do ecossistema de inovação da região Norte no estande do Capital Empreendedor. Com atuação nacional, a Fiscontech é responsável por uma plataforma especializada em automação de tarefas e processos fiscais e tributários, auxiliando na redução de custos de operações contábeis. Atualmente, a empresa encontra-se na fase “seed” e se prepara para abrir uma nova rodada de investimentos. De acordo com o CEO Alex Leite, as expectativas para a edição deste ano do Startup Summit incluem muito networking com investidores e potenciais parceiros, além de atualização de conhecimentos. “Queremos nos aproximar de investidores para uma próxima rodada de investimento e também buscar parceiros estratégicos. Pretendemos expandir a Fiscontech tanto do ponto de vista de novos produtos quando do crescimento do negócio”, considera Alex. Quando participou do Capital Empreendedor em 2021, a empresa ainda era “pré-seed” e foi uma das startups que conseguiram captar investimentos durante o programa. “Nós evoluímos muito como negócio, como produto e como pessoas. Eu diria que o Capital Empreendedor foi um divisor de águas para nós. Nosso time mais que dobrou, nossos clientes triplicaram e de lá para cá tivemos muito resultados positivos”, avalia Alex.   Serviço: Startup Summit 2023 Data: 23, 24 e 25 de agosto Onde: Presencial no Centrosul – Centro de Convenções em Florianópolis (SC) e online (com acesso gratuito a palestras da plenária principal) Mais informações aqui.  

ImLog quer tornar a logística um assunto “sexy”

A logística sempre foi considerada um dos principais gargalos do comércio eletrônico no Brasil. Com a pandemia, os investimentos na área explodiram. A Sequoia Logística fez seu IPO. Varejistas e plataformas de tecnologia reforçaram suas operações com aquisições e captação de investimentos. Mas, apesar de enorme, o mercado ainda é muito “old school”. Pensando em como ajudar no banho de loja dos profissionais e tentar deixar o setor tão sexy quanto o mercado de tecnologia, 3 executivos com ampla experiência na área se juntaram para montar a edtech ImLog. A proposta é levar, por meio de imersões presenciais, cursos online e outros formatos, melhores práticas e conteúdos para quem atua na área – do motorista ao presidente. “Faltam pessoas capacitadas para olhar a logística com tecnologia, pelo ângulo do omnichannel”, diz João Cristofolini, fundador da Pegaki, que foi vendida para a Intelipost. O plano é fazer de 8 a 10 turmas presenciais por ano com um número de 30 a 40 pessoas em cada uma. Além das imersões presenciais, está nos planos criar programas online, investir na ideia de comunidade e também criar um canal de notícias focado no mundo da logística. Em um prazo de 3 anos, a ImLog espera atender 20 mil profissionais. “A gente não dá aula, gera provocação”, filosofa Patrick Rocha, fundador da dLieve, que foi comprada pela VTEX. Junto à dupla está Luiz Augusto Vergueiro, ex-Ambev e atual diretor senior de logística do Mercado Livre. “Não dá para viver só de startuperio. Tivemos que trazer um dinossauro”, brinca João. Além dos 3, a ImLog tem como investidores alguns executivos do mercado que também são mentores dos seus cursos. Na lista estão Rodrigo Calderaro, da Shopee); Alexandre Félix, da Loggi; Ana Blanco, vice-presidente da DHL; Marcelo Bernabe, da SBF-Centauro; Leandro Bassoi, da MadeiraMadeira; Guilherme Juliani, da MOVE3; Caio Reina, da Routeasy; e Fernando Sartori, da Uello. Nascimento da ImLog A história da ImLog começa em 2022, quando João e Patrick estavam pensando em seus próximos passos depois de deixarem as empresas que venderam. Nas conversas de como criar algo que não competisse com seus antigos negócios, eles chegaram à conclusão de que educação seria um espaço interessante e decidiram montar uma curso de imersão logística – daí o nome ImLog. A 1ª turma aconteceu no mês de março do ano passado com 10 mentores dando aulas por dois dias. Com o boca-a-boca gerado na estreia, veio a demanda para fazer mais. Desde então foram 6 turmas. Luiz conta que, além do pessoal do próprio mercado, começaram a aparecer pessoas de segmentos adjacentes, como profissionais do mercado financeiro interessados em aprofundar seus conhecimentos para acompanhar a área. Também vieram outros perfis bem menos óbvios. “Em uma turma apareceram 3 paraguaios da hidrelétrica de Itaipu querendo entender como melhorar a logística de peças de reposição dentro da própria usina”, lembra. Além das aulas, toda imersão conta com a apresentação de uma startup do setor, com o objetivo de fomentar o ecossistema. “Já saiu até investimento”, diz. Com o interesse pela proposta, o trio resolveu criar um negócio em cima disso. A história lembra muito a de um outro trio de fundadores que criou uma empresa de cursos focada em gestão e vendas. O trio ri da semelhança e garante que os valores da ImLog são bem mais acessíveis – pelo menos por enquanto. *Com informações do Portal Startups.com.br

Fintech Barte levanta seed de R$ 16 mi para escalar oferta a PMEs

Apenas seis meses depois de anunciar a captação de R$ 6,5 milhões, a Barte decidiu colocar mais gasolina no tanque. A fintech levantou um cheque de R$ 16 milhões em uma rodada classificada como seed, liderada pelos fundos NXTP e Force Over Mass. Os já investidores Global Founders Capital, VentureFriends e Flash Ventures, que entraram no round anterior, também participaram do aporte. Fundado pelo português Caetano Lacerda e pelo brasileiro Raphael Dyxklay, o negócio começou a operar em 2022 para simplificar os pagamentos entre empresas. A plataforma oferece gestão de fluxo de caixa e acesso a crédito para PMEs, com o objetivo de que os clientes se preocupem menos com o seu caixa e se concentrem no core business. A startup é focada em empresas B2B e segmentos que possuem processos de pagamento complexos e que afetam seu crescimento. Com o caixa reforçado, a companhia vai escalar as operações e o produto. O novo veículo de crédito será lançado ainda este ano. “O pré-seed do ano passado foi pensado para o início da operação: contratar pessoas, lançar o produto e fazer as validações iniciais. Fizemos tudo isso e entendemos que esse era o momento de ganhar mais robustez e solidez no mercado, aumentando o volume processado e a receita”, diz Caetano, que além de cofundador é CEO da empresa, em entrevista ao Startups. Para sustentar esse crescimento, a Barte vai aumentar o seu quadro de colaboradores, mas não quer fazer isso de forma desenfreada. Hoje são cerca de 25 funcionários – número que deve chegar a 30 até o fim do ano. “Não vai passar muito disso. Vamos contratar quando e onde for necessário, mas temos foco na produtividade da equipe. Fazer as coisas da forma certa e escalar de forma consciente”, explica o executivo. Segundo Caetano, a companhia não foi duramente impactada pelo cenário macroeconômico. A fintech surgiu no fim da era de torneiras de dinheiro farto, em um momento em que os investidores já começavam a ficar mais criteriosos e a economia, cheia de incertezas. “Construímos a empresa com esse pensamento. O fundraising é uma consequência da execução. O aporte foi feito de forma muito estruturada, com a diligência necessária. Foi um processo muito natural”, avalia. Raphael Dyxklay e Caetano Lacerda, fundadores da Barte. (Foto: Divulgação) Planos de crescimento Desde a rodada pre-seed, a Barte conquistou mais de 2 mil empresas usuários e movimentou mais de R$ 20 milhões pela plataforma. A expectativa é crescer o faturamento em pelo menos 10 vezes até dezembro. Os novos investidores são peça-chave nesse processo, compartilhando suas expertises com os fundadores. “Os investidores já nos acompanhavam, nos conheciam e queriam fazer parte formal dessa jornada. A NXTP é um fundo estabelecido na América Latina e tem muita presença no Brasil, com 6 unicórnios no portfólio. Já o Force Over Mass é especialista em fintech e, por isso, entende muito o que estamos fazendo e as dores que vamos endereçar. Somado a isso, temos a confiança dos investidores anteriores para montar a solução de crédito, gerir risco da forma certa e escalar a solução de pagamentos”, explica Caetano. O principal desafio, segundo o empreendedor, está relacionado com o ganho de escala. Ser produtivo e aumentar o volume movimentado na plataforma com um time que não vai crescer exponencialmente. A solução para isso, opina Caetano, é ter foco. “É preciso dedicar o seu tempo para fazer a coisa certa. Vão existir 10 opções, talvez você só consiga escolher 2, mas essas tem que ser as corretas.” Além disso, a Barte aposta na escuta ativa dos clientes para evoluir os negócios. “Vai ser um desafio manter esse foco intenso em ouvir as necessidades dos clientes para traduzir isso em nosso roadmap, incluindo a forma que o produto está estruturado e os segmentos em que vamos apostar”, acrescenta o CEO. Em 2023, o foco da fintech está no Brasil. Mas a partir de 2024 a Barte deve começar a estruturar sua expansão na América Latina. Caetano ainda não dá detalhes de quais países vão encabeçar essa expansão, mas adianta que ela será puxada pelos maiores mercados. Então, já podemos chutar México, Chile e Argentina. Aguardemos os próximos episódios.

Como este empreendedor transformou empresa com nome “idiota” em negócio de R$ 3 bilhões

Há apenas três anos, Mike Cesario criou uma marca de água em lata avaliada em US$ 700 milhões. O segredo? Um nome bem incomum A abertura de um novo negócio passa pela difícil etapa de escolha do nome. Uma árdua decisão e que muitas vezes pode deixar os empreendedores de cabelo em pé. Afinal, como definir o nome e slogan perfeitos para um novo empreendimento e que possam ser originais, criativos e, ao mesmo tempo, memoráveis? Para o empreendedor americano, Mike Cesario, a irreverência respondia parte desta questão. Ele é criador da Liquid Death (morte líquida, na tradução livre), marca de água enlatada popular entre os jovens e que hoje compete num disputado mercado de 350 bilhões de dólares ao lado de gigantes como Danone, PepsiCo e Coca-Cola. A história do negócio A inspiração para o negócio veio após Cesario, um designer e profissional de marketing, perceber que músicos careciam de opções saudáveis durante shows. Um admirador do estilo musical punk-rock, era comum encontrá-lo acompanhando shows pelos Estados Unidos, especialmente em grandes festivais. Em uma dessas ocasiões, Cesario percebeu que era comum que marcas de bebidas energéticas fossem os principais patrocinadores de eventos desse tipo, o que tornava comum o consumo de energéticos, refrigerantes e outras bebidas açucaradas — entre os visitantes e também pelos próprios músicos. O que ele também reparou, porém, era que os músicos estavam substituindo os energéticos por água para se manterem hidratados durante os shows. Dessa análise surgiu o incômodo de Cesario em criar uma alternativa saudável, mas com embalagens igualmente coloridas, chamativas e irreventes — assim como a dos energéticos. “Isso começou a me fazer pensar: por que não existem produtos mais saudáveis ​​que ainda tenham marcas engraçadas, legais e irreverentes? A maior parte do marketing de marca mais engraçado, memorável e irreverente é todo para junk food”, disse Cesario à CNBC. Por que a marca se chama Morte Líquida? O primeiro esboço do que viria ser a Liquid Death surgiu em 2014, enquanto Cesario trabalhava em uma campanha publicitária para conscientização do público sobre os riscos do consumo excessivo de bebidas com açúcar. Assim surgiu a primeira versão da água enlatada “Morte Líquida”, em uma espécie de chacota às marcas já existentes. O slogan também tem propósito igual: “Mate sua sede”. Ao que tudo indica, muitas pessoas não temem ingerir uma bebida com o nome de morte.  A inpiração, segundo ele, veio do desejo de pensar no nome mais “idiota possível” para o negócio e assim, passar longe da associação do público a marcas de sucesso. “Funciona muito bem porque você começa a pensar: ’Oh, qual é o nome mais idiota possível para uma bebida super saudável e segura possível? Morte Líquida”, disse. Cesario registrou a marca em 2017, e dois anos depois, lançou sua primeira linha de produtos. O que o empresário não esperava, contudo, era que o sucesso da marca se daria de forma tão repentina. Em apenas três anos, as vendas da Morte Líquida saltaram de US$ 2,8 milhões para US$ 130 milhões. Como a marca cresceu tão rápido Parte do crescimento da marca se deve ao sucesso do combo nome engraçado e design das latas que foge à regra dos típicos desenhos de montanhas e alpes, nas redes sociais. Por lá, postagens da marca viralizaram não apenas entre os fãs de música punk-rock, mas também entre o público mais jovem até mães que precisam convencer seus filhos a beber mais água no dia a dia. A marca também atraiu a atenção de investidores dispostos a injetar capital para fazê-la crescer. Em três anos, a Liquid Death já recebeu cerca de 195 milhões de dólares. Atualmente, o valor de mercado da marca é de 700 milhões de dólares, (algo como 3 bilhões de reais), segundo o fundador. Sucesso nas redes sociais e nas gôndolas A ascensão meteórica da Liquid Death em apenas três anos torna a empresa mais do que apenas um nome inteligente, mas um exemplo de boas práticas de diálogo com o publico por meio da internet. Hoje, Liquid Death tem mais de 1,5 milhão de seguidores no Instagram. Depois de um tempo restrito ao e-commerce próprio, a Liquid Death passou a vender seus produtos em redes de varejo pelos Estados Unidos, como Whole Foods, 7-Eleven e Publix, que juntas somaram vendas de 45 milhões de dólares em 2022. O preço médio de venda das latas é US$ 1,89. Agora, a marca é vendida em mais de 60.000 pontos de venda no país, incluindo as lojas de departamento Kroger e Target. Segundo a CNBC, a Liquid Death é a marca de água sem gás mais vendida da Amazon. Par Cesario, a única maneira de manter os bons resultados da Liquid Death em meio à dura concorrência com líderes no mercado de bebidas enlatadas é continuar apostando no humor e na identificação do público. “A única maneira de a marca ter uma chance de sobrevivência é se o produto em si seja incrivelmente interessante, com grande parte do marketing embutido no produto”, disse.

BNDES prevê dobrar crédito para “reindustrializar” país

Apoio à inovação buscará parcerias e lançará mão de fontes de recursos não reembolsáveis ou com juros diferenciados para dar forma a linhas específicas. A nova gestão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem como uma das prioridades trabalhar pela “reindustrialização” da economia nacional. Ação já foi colocada pelo presidente da instituição de fomento, Aloizio Mercadante, mas a estratégia não passará, como no passado, por oferecer crédito a juros menores em larga escala, garante José Luís Gordon, escalado na equipe de Mercadante como diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior. Economista especializado em políticas de fomento à inovação, Gordon diz que o foco do apoio à “reindustrialização” será a modernização tecnológica e os negócios nascentes. O objetivo é dobrar o apoio do BNDES à inovação, do atual 1% da carteira de crédito, cerca de R$ 4,6 bilhões, para 2%. De acordo com o diretor do BNDES, a carteira de crédito do banco já chegou a ter 5,5% destinados à inovação empresarial. “O BNDES saiu da agenda de inovação. Como é que eu vou ter uma indústria competitiva internacionalmente? Não dá para ficar com o País fechado. Então temos que abrir o País, mas tem que ter um País competitivo. Como é que eu vou competir se eu não tenho capacidade inovativa nas indústrias brasileiras? Como um banco de desenvolvimento não apoia a inovação?”, aponta o diretor. O apoio à inovação buscará parcerias e lançará mão de fontes de recursos não reembolsáveis ou com juros diferenciados para dar forma a linhas específicas. Essas fontes têm recursos limitados e, portanto, as condições mais vantajosas não serão oferecidas em todas as linhas do BNDES. Desidratação industrial Além disso, a expansão do BNDES entre meados dos anos 2000 e meados dos anos 2010 não interrompeu a tendência de desidratação da indústria no Brasil. Ao longo de toda a década de 1970, a indústria da transformação respondeu por entre 20% e 21% da economia nacional. A partir de 1980, essa participação na economia começou a cair. Em 2021, ficou em 11,9%, conforme dados compilados pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Ainda que a perda quantitativa de peso na economia seja um movimento estrutural do processo de desenvolvimento, uma tendência global, que passa pelo aumento do peso do setor de serviços, no caso do Brasil, houve também perda de qualidade, na avaliação do economista-chefe do Iedi, Rafael Cagnin. Segundo o especialista, os ramos de alta intensidade tecnológica foram os que mais perderam espaço. “A indústria é muito mais do que simplesmente só a indústria. A economia está migrando para serviços, mas quais os serviços queremos na economia? Os serviços da economia alemã são de alta complexidade tecnológica. Quem puxa esse serviço de alta complexidade tecnológica é a indústria. Se temos uma indústria fraca, incapaz de demandar, não conseguimos ter o serviço de alta competitividade, que gera os bons empregos, melhor remunerados”, disse Gordon. Com frequência, economistas citam uma série de fatores para explicar a desidratação da indústria nacional, para além das tendências globais de aumento do peso dos serviços. São eles: Inflação e juros elevados; Câmbio desfavorável; Desequilíbrios nas contas do governo; Incertezas políticas; Gargalos de infraestrutura; Complexo sistema tributário; Falta de mão de obra qualificada; Elevado custo de energia; Forma como foi feita a abertura comercial nos anos 1990. A Federação das Indústrias do Rio (Firjan), tradicionalmente, defende ações transversais, que afetem a todas as empresas industriais. A política de oferecer juros mais baixos no crédito do BNDES afetaria apenas um dos diversos problemas da indústria e, mesmo assim, não atingiria a todas as empresas. Para o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, no quadro atual, facilitar um pouco o crédito para pequenas e médias empresas teria um efeito relativamente pequeno na economia. Por isso, mais eficaz seria avançar em reformas que melhorem o “equilíbrio macroeconômico” no longo prazo. “Batemos muito na tecla da reforma tributária, porque sabemos da importância dela para o equilíbrio de longo prazo da economia”, afirmou Goulart. Propostas Em documento com 62 propostas para elevar a produtividade, lançado no ano passado, a Firjan destaca o reforço da atuação via fundos de garantia como principal papel do BNDES no momento. A referência é o Peac, principal ação do banco de fomento para mitigar a crise econômica causada pela pandemia da Covid-19, em 2020. Com um aporte de R$ 20 bilhões do Tesouro Nacional, o programa temporário avalizou em torno de R$ 92 bilhões em empréstimos concedidos por bancos comerciais. Embora esse tipo de instrumento não ofereça como resultado principal juros mais baixos, facilita o acesso ao crédito para empresas que, normalmente, têm seus pedidos negados. Segundo Gordon, a repetição desse tipo de medida está no radar da nova diretoria do BNDES, mas a iniciativa ficará a cargo do conjunto de ações para as pequenas e médias empresas. No caso da indústria, as linhas estratégicas em gestação poderiam lançar mão de fundos garantidores direcionados para ampliar o leque de instrumentos oferecidos. Cagnin, do Iedi, também defende uma atuação estratégica do BNDES em vez de voltar a oferecer juros mais baixos para toda a indústria. Um dos destaques deveria ser uma linha de crédito focada, especificamente, na modernização de maquinário. “É para trocar o maquinário, mas por qual maquinário? Um maquinário mais próximo da fronteira tecnológica. Não é para comprar uma máquina nova num padrão tecnológico obsoleto. Isso é um processo transversal de modernização produtiva”, disse Cagnin. O financiamento à compra de bens de capital, tanto máquinas e equipamentos quanto veículos, é um dos principais instrumentos oferecidos pelo BNDES à indústria. A Finame, linha de crédito específica para bens de capital, é quase toda operada de forma indireta, o BNDES repassa os recursos para a rede de bancos comerciais credenciados, que firmam os empréstimos com os clientes finais. Além disso, segue regras de conteúdo local, apenas o maquinário produzido no País, com um percentual mínimo de insumos nacionais, é credenciado para ser comprado com empréstimos da Finame. O desenho das políticas industriais do Brasil é um

Com crescimento 11% acima do e-commerce, Grão de Gente fatura R$ 220 milhões

Empresa, que já tem dez anos no mercado, registrou um aumento de 13% nas vendas on-line Na contramão do e-commerce brasileiro, que cresceu apenas 2% em 2022, quando comparado ao ano anterior, segundo relatório produzido pela Nielsen|Ebit, a Grão de Gente, e-commerce especializado em enxoval para bebês e primeira infância, teve um aumento de 13% nas vendas e um faturamento de mais de R$ 220 milhões no ano passado. Para Gustavo Ferro, CEO da empresa, os brand lovers, pessoas apaixonadas pela marca, são a explicação para o crescimento da companhia acima do segmento. “Contamos com uma comunidade de seguidores engajados nas nossas redes sociais, que amplificam o alcance da marca, o velho e bom boca-boca, que, juntamente com o nosso maior diferencial, que são as coleções exclusivas da Grão de Gente, fazem com que sejamos destaque no mercado. Além disso, trabalhamos diariamente para estarmos sempre conectados com nosso público, não apenas com a venda de produtos, mas oferecendo conteúdo relevante e de qualidade para os consumidores. A ação mais recente foi a criação da websérie “Diário de uma mãe na Noruega”, uma parceria com a atriz Shirley Cruz”, explica o empreendedor. Com o bom desempenho diante do mercado, os planos do CEO são ainda mais audaciosos para 2023. A Grão de Gente, que está a mais de uma década atuando e investindo constantemente, terá, ainda neste trimestre, a primeira unidade física, que será inaugurada na cidade de Santos. A expectativa com isso é um faturamento mais expressivo, entre 20% e 30%. “Nossos fãs em breve vão poder contar com uma experiência omnichannel, já que nossa loja no Praiamar Shopping, em Santos, será totalmente conectada e, por ela, vai ser possível comprar por autoatendimento ou com os vendedores”, celebra entusiasmado Gustavo Ferro. Atualmente a marca conta com uma presença massiva nas redes sociais, somando mais de 4,6 milhões de seguidores e é a empresa mais acessada entre as opções de sites de vestuário infantil e brinquedos, com um total de 22% SoT (Share of Trafic), tráfego total dentro da categoria infantil, ficando a frente de outras marcas já consolidadas como Tricae (17,9%) e Ri Happy (16,9%). Sobre Grão de Gente Criada em 2012, a marca é um e-commerce especializado em produtos para bebês e primeira infância. São mais de 50 mil itens no portfólio, com coleções capazes de solucionar as necessidades de mães e pais. Diariamente são enviados cinco mil produtos para todo o Brasil e mais de duas mil vendas são concluídas na plataforma. Com mais de 4,6 milhões de seguidores no Instagram e 5 milhões no Facebook, a Grão de Gente é a marca que mantém o segundo maior engajamento nas redes sociais.

Pesquisa revela como founders estão se adaptando ao mercado atual

As startups já nascem sendo muito mais dinâmicas e flexíveis do que as companhias tradicionais. Mas em um cenário de mais riscos e incertezas, essas empresas precisam se adaptar com ainda mais rapidez às novas demandas e flutuações do mercado. Os fundadores estão ajustando as expectativas de arrecadação de fundos às condições atuais e cerca de 39% não estão captando recursos no momento atual. A informação é da pesquisa Startup Founders Survey, da Associação Latino-Americana de Private Equity & Venture Capital (Lavca). O estudo avaliou como mais de 160 empreendedores estão respondendo ao contexto macroeconômico, considerando empresas que levantaram mais de US$ 1 milhão em capital de terceiros durante 2021 e o primeiro semestre de 2022. Do total, 84% afirma que o processo de captação de recursos está demorando mais do que o esperado, com empresas em estágio seed enfrentando mais desafios. Com investidores mais conservadores, a eficiência operacional tornou-se um foco importante dos negócios. Segundo a pesquisa, os fundadores da América Latina estão direcionando esforços para reestruturações internas da empresa e a construção de equipes mais enxutas. Além disso, estão renegociando contratos de fornecedores e reduzindo despesas com vendas e marketing. Crescimento inorgânico por meio da aquisição de outras empresas não foi considerado um foco principal dos entrevistados. A vez do early-stage Embora a divulgação do valuation continue sendo algo sensível, 41% dos entrevistados revelaram que sua avaliação ultrapassou US$ 100 milhões na época do estudo. A maioria das empresas em estágio seed afirmou ter um valuation abaixo dos US$ 20 milhões, enquanto startups early-stage disseram variar em menos de US$ 20 milhões a mais de US$ 1 bilhão, com quase 80% abaixo dos US$ 300 milhões. Aportes em estágio inicial seguem liderando o capital de risco no continente. No estudo, 69% dos fundadores afirmaram que os investimentos levantados até o momento foram em estágio inicial, com rodadas seed e Série A representando 56% de todas as captações divulgadas. “Embora apenas 23% dos entrevistados tenham levantado uma Série C ou além, o desenvolvimento de um ecossistema de capital de crescimento maduro desempenhará um papel importante nos próximos anos, à medida que as empresas em estágio inicial retornam ao mercado para apoiar suas trajetórias de crescimento”, afirma a Lavca. Negócios em estágio inicial são também os que apresentaram maior crescimento de receita. Quase dois terços de todas as startups entrevistadas registraram um salto de mais de 10% mês a mês, com 40% crescendo de 20% a 29,9%, e 33% crescendo de 10% a 19%. Nenhuma das empresas com valuation acima de US$ 300 milhões relatou crescimento de receita superior a 20% mês a mês. Aquisição de talentos A pesquisa da Lavca mostra que a busca de talentos se tornou algo global. “Os fundadores de startups dedicaram uma parte significativa de seus investimentos ao crescimento de suas equipes dentro e fora da região”, diz o relatório. O número total de funcionários em tempo integral está altamente relacionado com o estágio de investimento da empresa. Além disso, 39% dos 106 fundadores têm de 20% a 39% de seus funcionários localizados fora da América Latina. O estudo mostra que o trabalho híbrido veio para ficar, mas apenas 21% dos entrevistados esperam que sua força de trabalho aumente as operações remotas. 39% não pretendem alterar a política atual nos próximos dois anos.

Sebrae e CNI selecionam startups para internacionalização

Ao todo até 300 empresas serão selecionadas para participar da iniciativa “Land to Launch”. Inscrições podem ser realizadas até o dia 20 de fevereiro pela internet O Sebrae e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) estão selecionando startups brasileiras para o programa de internacionalização ‘Land to Launch’ em Nova York, nos Estados Unidos (EUA). Ao todo serão selecionadas até 300 empresas com potencial de abrir mercado nos EUA, a partir da cidade norte-americana como ponto de expansão. Para ampliar o alcance do programa, a parceria também inclui a participação da Sosa, empresa global de inovação aberta. As inscrições para a chamada estão abertas até o dia 20 de fevereiro, na comunidade Catalisa Hub. O processo de seleção das startups vai contar com a participação de uma banca de especialistas para analisar a empresa e o modelo de negócio, o produto e o mercado-alvo, a situação financeira e investimento, bem como a equipe envolvida. Clique aqui para se inscrever. Podem participar apenas pequenas e microempresas com Receita Operacional Bruta (ROB) menor ou igual até R$ 4,8 milhões. Os participantes das empresas devem possuir habilidade de comunicação verbal e escrito no idioma inglês. São consideradas startups brasileiras, aquelas que tenham produto ou serviço inovador em condições de inserção no mercado e/ou com alto potencial de impacto econômico. Como vai funcionar O programa ‘Land to Launch – Nova York é dividido em duas etapas. A primeira envolve a capacitação on-line de contato com Nova York de todas as empresas. As empresas serão preparadas para lançar e escalonar produtos no mercado dos EUA, para fundamentar e aprofundar abordagens ao mercado norte-americano, além de preparo na oratória, narrativas e storytelling, entre outras competências. Após essa etapa, até 30 startups serão selecionadas para entrevistas e avaliações. Por final, sete delas seguem para a etapa final que inclui o reconhecimento e land em NY com tempo de residência de 10 dias. A programação das atividades nos EUA será customizada segundo as necessidades estratégicas para internacionalização de cada uma das startups participantes. Estão previstas reuniões com potenciais clientes e investidores, workshops técnicos sobre questões regulatórias e institucionais do país foco, até visitas técnicas em potenciais parceiros. “Será uma grande oportunidade para as startups brasileiras tanto para aquelas que buscam investimento, por meio de fundos ou capital de risco, como para aquelas que desejam abrir mercado com a venda de suas soluções para outras empresas. Também há a possibilidade de exportar soluções para diretamente para o mercado consumidor dos EUA. Além disso, as empresas vão ter contato com aceleradoras mundialmente reconhecidas”, avalia o analista de Inovação do Sebrae Nacional, Rodrigo Rodrigues. Nova York no cenário do ecossistema tecnológico mundial Reconhecido como o berço do mercado financeiro do mundo e expoente cultural nos Estados Unidos, Nova York caminha para se tornar líder do ecossistema tecnológico mundial. A cidade possui mais de 10 mil startups ativas e mais de 1000 incubadoras e aceleradoras em atividade. De acordo com Relatório Global de Índice de Ecossistema de Startups 2022, produzido pela StartupBlink, NY ocupa o segundo lugar no ranking das melhores cidades para startups, perdendo apenas para São Francisco. “Nova York apresenta as condições ideais para o desenvolvimento de startups em vários aspectos. Sem contar que lá acontece o que chamamos de ‘efeito bola de neve’ em que essas empresas mais inovadoras, como as startups, acabam por arrastarem necessidades de serviços de outras empresas, gerando demanda para o mercado”, comentou Rodrigues.

Crowdfunding cresce e vira opção de recurso de startups

Modelo ganha força após a pandemia e norma da CVM, que regulamentou as ‘vaquinhas online’ para investidores no Brasil   Na última década, os sites de “vaquinhas online”, como Catarse e Vakinha, popularizaram-se com intuito de reunir diferentes indivíduos para bancar projetos pessoais, como viagens dos sonhos e causas sociais. Agora, uma versão “2.0″ desse modelo ganha impulso: plataformas de “crowdfunding” (financiamento coletivo, em inglês) dedicadas a startups em busca de capital. O objetivo dessas plataformas de crowdfunding é o mesmo das tradicionais “vaquinhas”: reunir o maior número possível de pessoas para bancar ideias de empreendedores que usam tecnologia para ter escala no negócio. Em retorno, os financiadores recebem parte do investimento no longo prazo, da mesma forma que fundos de investimento tradicionais. No processo, quem cuida de tudo é a plataforma, simplificando as tarefas ao cuidar de contratos e das transações (e, claro, “mordendo” uma taxa do valor levantado). No Brasil, a plataforma Captable é uma das mais conhecidas no universo “startupeiro”. O site nasceu em julho de 2019 e, desde então, já movimentou quase R$ 100 milhões em 50 projetos, com especial aumento na procura durante a pandemia, quando o mercado de capitais dedicou as atenções ao setor de tecnologia. Agora, a firma projeta movimentar outros R$ 40 milhões somente em 2023. “A pandemia quebrou várias barreiras, principalmente no mundo financeiro. Antes, fazer um investimento em uma plataforma de crowdfunding poderia assustar essas pessoas”, explica o empresário Paulo Deitos, CEO e cofundador da Captable, propriedade da escola de inovação StartSe desde fevereiro de 2022. “Passado o susto inicial, os meses seguintes foram um sucesso para nós”, diz. Paulo Deitos é cofundador e CEO da startup de crowdfunding Captable  O cenário de baixa mundial dos juros, mais o impulso do setor de tecnologia durante o biênio pandêmico, turbinaram os investimentos de crowdfunding. Além disso, a instrução 588 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), de julho de 2017, foi essencial para regularizar o setor, impondo limites sobre as plataformas de “investimento participativo”. A popularização de investimentos via crowdfunding no exterior também foi um empurrão para o segmento no País. Nomes como a californiana Wefunder, a israelense OurCrowd e a britânica CrowdCube ganharam mercado ao se dedicar a negócios de startups, mas é possível encontrar plataformas especializadas em diversos nichos, como empreendedoras mulheres (IFundWomen). “Aos poucos, essa cultura de diversificação de investimentos foi sendo replicada no Brasil”, diz Antonio Patrus, diretor da Bossanova, fundo brasileiro de investimentos dedicado a startups que, em agosto de 2022, comprou a plataforma de crowdfunding Platta Investimentos. Desde então, foram lançados dois projetos para captação, totalizando R$ 863 mil em volume e mais de 200 investidores. Embora o setor de investimento em crowdfunding (ou equity crowdfunding) esteja crescendo, o mundo da tecnologia navega em um momento de ventos contrários, com o mercado desacelerando em meio à alta global dos juros e ameaça de recessão econômica nos EUA. Isso significa que investidores tradicionais de startups repensam seus cheques e buscam negócios mais sustentáveis, portanto, com menos riscos. “Houve uma queda de 2021 para 2022 no valor total captado e no número de startups que captaram. Mas, ainda assim, o número de plataformas especializadas subiu de 15 para 21. Ou seja, essa queda foi um engasgo e estamos esperando por uma estabilização econômica para ter o crescimento desse tipo de investimento no Brasil”, explica Patrus. Vantagens para startups Para a maior parte das startups, o modelo de crowdfunding é uma forma de buscar não só os investidores, mas também de apresentar seus produtos para mercado e público em geral – o que ajuda a fisgar clientes já durante o processo de busca de capital. É o caso da Food to Save, que levantou R$ 1,3 milhão com 272 pessoas em maio de 2022 pela plataforma da Captable. Nascida em maio de 2021 com o intuito de combater o desperdício de alimentos, a startup levou menos de 24 horas para fechar a captação. Nesse período, o negócio de sacolas-surpresa da startup ganhou a capital paulista e se tornou um dos aplicativos mais baixados nas lojas da Apple e Google. “Em alguns casos, startups feitas para o mercado consumidor (B2C) acabam se alavancando com essa rede de investidores”, explica Cassio Spina, fundador e presidente executivo da Anjos do Brasil, organização dedicada a investimento-anjo. “Essa popularização do negócio é um benefício indireto do modelo de crowdfunding.” Outro ponto é a agilidade: no crowdfunding, as startups conseguem levantar cheques de maneira mais rápida, já que o modelo é menos burocrático que rodadas de investimento com fundos, o que pode levar até 12 meses — o que pode ser fatal para o negócio. “O tempo de um ano para uma startup é uma eternidade e isso pode ser uma oportunidade perdida”, diz Deitos, da Captable. Segundo o executivo, a janela de captação pelo modelo de crowdfunding vai de 60 a 80 dias. Encaixe no ecossistema Claro, o equity crowdfunding é uma forma de diversificar a carteira, é claro. Mas, sobretudo, pode significar uma entrada no mercado de investimento em startups, já que o modelo exige investimento mínimo de R$ 1 mil por startup investida. Para Patrus, da Bossanova, o modelo é a “democratização” do que já fazem fundos de investimento tradicionais, mas com as pessoas físicas à frente do aporte. “O crowdfunding é a primeira ferramenta de varejo para ter acesso ao universo de startups”, diz ele — na Platta, todas as startups prontas para captar são avaliadas pelos especialistas da Bossanova, que dá a “validação”. Cassio Spina concorda com a democratização. “O modelo participativo abre potencial para a existência de muitos investidores, uma vez que dá acesso a pessoas que não teriam o montante para fazer um investimento-anjo”, diz, citando os cheques de R$ 15 mil por pessoa nessa etapa. Continua após a publicidade Além disso, há a vantagem de não exigir que o investidor esteja tão próximo do negócio, papel que fica para investidores-anjo e fundos de investimento, que atuam como conselheiros para garantir o bom funcionamento do negócio da startup. “Já o investidor de crowdfunding não vai ter esse trabalho”. O que

Compras públicas são oportunidade para pequenos e médios empreendedores

Processos de licitação também contribuem para a economia local dos municípios Para atender as necessidades dos municípios, gestores públicos frequentemente realizam processos licitatórios para aquisições ou contratações de bens e serviços. Diante disso, o processo de compras públicas pode ser visto como uma oportunidade estratégica para os empreendedores locais, afinal, essa é uma forma que eles possuem para desenvolver o seu trabalho na região onde estão inseridos. De acordo com Leonardo Ladeira, CEO e cofundador do Portal de Compras Públicas, govtech que surgiu com o objetivo de aproximar a iniciativa privada das necessidades de compras dos entes públicos, os processos de licitação podem ser considerados uma forma de conexão entre os compradores (municípios) e fornecedores (empreendedores), uma vez que geram benefícios econômicos para a própria cidade. “O desenvolvimento de cada região é de responsabilidade da administração local. Nessa ótica, as compras públicas se tornam um importante instrumento do poder público”, diz Ladeira. Para o executivo, quando o ente comprador tem a sua demanda correspondida por um fornecedor local, existe a tendência desse fornecedor oferecer a proposta mais vantajosa. Isso porque, na hora de compor o preço do objeto, o fornecedor local vai conseguir oferecer uma condição melhor que um fornecedor de uma região geográfica mais distante. “A oferta de condições mais adequadas se deve ao conhecimento das realidades do próprio município e das vantagens tributárias associadas, principalmente em termos de serviços dos fornecedores locais. Além disso, do aspecto prático, produtos perecíveis, como legumes, chegam em melhor estado de conservação quando o percurso e tempo de entrega é melhor”, afirma. Quando o fornecedor local participa das compras públicas, ele ajuda o ente comprador a evitar os contratos com sobrepreço, gera mais emprego e renda, uma vez que o seu volume de produção tem aumento em escala com destino definido. “Além do mais, movimenta a economia local, tendo em vista que os recursos ficam na região. É por esse caminho que as compras públicas contribuem com o desenvolvimento econômico e o seu produto ou serviço pode ser a solução para o bem estar e desenvolvimento da sua região”, declara Ladeira. O Portal de Compras Públicas é considerada a principal plataforma privada de compras públicas do Brasil. Ao transformar a relação entre municípios (compradores) e empresários (fornecedores), a iniciativa promove uma economia de 28% aos cofres públicos e uma agilidade de até 76% nos processos e licitações. Fonte: Exame | Bússola

AHOY abre mais de 100 vagas para área tech no Brasil

Na contramão das demissões em massa que vem ocorrendo no mercado de startups e tecnologia, e que vem deixando profissionais desenvolvedores – altamente valorizados no mercado –  sem emprego, a AHOY, empresa que fornece serviços de alocação de profissionais de TI, está com mais de 100 vagas abertas para áreas de desenvolvimento e integração de software, data science e inteligência artificial. As oportunidades estão disponíveis para projetos em diversos estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Bahia, Paraná e Minas Gerais. Os interessados podem enviar o currículo pela área do candidato (https://cutt.ly/Y2ZsrWZ). Atualmente, a empresa conta com clientes no setor bancário, assim como seguradoras, telecomunicações, agronegócio, varejo, logística, saúde e bem-estar, indústria, tecnologia, entre outros. “Este crescimento expressivo da Ahoy tem demandado a busca por profissionais de todas as áreas para apoio da empresa e possibilitado a abertura de oportunidades que vão além da tecnologia”, explica Nimrod Riftin, CEO do Grupo Belago, empresa que incorporou a Ahoy em 2018. Com o intuito de continuar a investir no crescimento, a Ahoy pretende recrutar ainda durante os primeiros meses do ano profissionais de áreas administrativa, como financeiro, controladoria, suporte interno de TI, recursos humanos, além de vendas e marketing.   Como funciona a AHOY? A AHOY é uma empresa especializada em alocação de profissionais especializados na área de Tecnologia da Informação (TI), que pertence ao Grupo Belago Techologies. A empresa atua como aliada de outras companhias que buscam soluções eficientes em capital humano, especializados em tecnologia da informação, para atuar em diversos locais do Brasil, facilitando o processo de identificação, seleção e alocação de profissionais dos mais variados perfis dentro do universo tecnológico. “Nossa intenção é facilitar a rotina de contratação do cliente, visando uma parceria simples, ágil e assertiva e buscar não apenas profissionais, mas grandes talentos na área de tecnologia da informação, garantindo um combo de segurança, qualidade e transparência dos nossos serviços”, finaliza Nimrod.

Investimentos em startups caem pela metade em 2022

Falar que 2022 foi um ano ruim para as startups brasileiras não é nenhuma novidade. Entretanto, os números nos dão uma ideia do quão ruim as coisas ficaram no ano passado, quando a festa de investimentos que marcou 2021 esbarrou em um cenário econômico dos mais complexos. Segundo levantou a consultoria Sling Hub, o Brasil viu o seu volume total de investimentos em startups cair por mais da metade. Foram US$ 5,2 bilhões em valores aportados – em 2021 o volume total foi de US$ 10,5 bilhões. A retração do mercado brasileiro foi muito superior ao percentual de queda da América Latina como um todo, que foi de 35%, caindo de US$ 18,4 bilhões para US$ 12 bilhões em aportes. Analisando mais detalhadamente o relatório da Sling Hub, é possível ver que a queda foi puxada principalmente pelas falta de rodadas mais altas. Por exemplo, se em 2021 o Brasil viu 47 rodadas em que startups levantaram quantias acima de US$ 50 milhões, em 2022 foram apenas 26. Na América Latina, rodadas com este montante caíram de 93 para 62. Por outro lado, na faixa de US$ 1 milhão a US$ 5 milhões (seed e série A), as startups brasileiras e latinoamericanas não tiveram tanto do que reclamar no ano passado. No caso de aportes seed, o saldo geral foi até de crescimento. No Brasil foram 148 rodadas (ante 141 em 2021) e na América Latina foram 283 – em 2021 foram 238. Quanto aos valores médios de rodadas, investimentos anjo e seed viram os valores aumentarem – no caso do seed, a média de aporte ficou em US$ 2 milhões no Brasil, um crescimento de mais de 50% sobre a média de US$ 1,3 milhão em 2021. As roddadas de venture debt também cresceram consideravelmente, saindo de uma média de US$ 11,4 milhões no Brasil, para US$ 57 milhões. “Enquanto em 2021 a rodada média de todas as fases macro (exceto a série C) cresceu, em 2022 o cenário foi mais dividido. A dívida teve o maior aumento (2x) – especialmente no Brasil (5x) – seguido por pré-seed, equity crowdfunding e anjo (1,8x) e semente (1,5x). Os resultados de Série C foram estáveis, e as demais etapas todas encolheram, com os mais dramáticos resultados estando nas rodadas da série D+, um pouco acima da metade do que foi visto em 2021”, afirma a Sling Hub no relatório. Falando de tipos de startups, quem mais sentiu o baque em 2022 foram as fintechs. No Brasil, o volume de investimentos nestas startups despencou de US$ 4,1 bllhão para US$ 2,3 bilhões. Na América Latina a retração foi de US$ 8 bilhões para US$ 5,5 bilhões. Mas a queda mais violenta foi a das proptechs no Brasil: depois de um 2021 estelar, com US$ 1,2 bilhão em investimentos, as proptechs brasileiras amargaram apenas US$ 176 milhões em aporte em 2022. Unicórnio é o novo panda? Todo mundo fala que unicórnio é um animal raro, mas 2021 foi uma loucura. Na América Latina, foram 21 novas startups bilionárias – entre elas 10 brasileiras. Já em 2022, foi difícil ver o nascimento de novos unicórnios, tanto que lembrou outro animal que também tem muitas dificuldades em gerar novos exemplares de sua espécie: o panda. Há também a discussão sobre startups serem outro animal, o camelo. Em 2022 foram apenas 10 unicórnios latinos, entre eles só duas empresas brasileiras, a Neon e a Dock. México liderou com quatro (Jeeves, Nowports, Stori e Yaydoo), Chile trouxe a Betterfly, Argentina foi representada pela Technisys, Equador teve a fintech Kushki e Colômbia fechou a lista com a proptech Habi. No cenário geral latino-americano, houve queda em fusões e aquisições (de 343 para 299). Entretanto, o Brasil teve um aumento leve nesse tipo de transação, pulando de 229 para 236 M&As, puxado por fintechs, healthtechs e deep techs.   Fonte: Startups.com.br com reportagem de Leandro Souza.

Mais da metade das startups brasileiras está na região Sudeste do país

Segundo o mapeamento do ECOSSISTEMA DE STARTUPS feito pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups),  53,2% das startups estão localizadas no Sudeste, enquanto 23,6% estão na região Sul. O Nordeste aparece em terceiro lugar com 13,1%. O levantamento também aponta que 45,6% das empresas têm entre 1 e 5 colaboradores. A média é de 16 pessoas.  A média de investimentos foi de R$ 1,29 milhão e 41,5% das Startups fizeram a captação entre 1 e 2 anos atrás. Mais de 60% dos respondentes dizem não ter recebido nenhum investimento, destas, 71% está em fazendo alguma captação no momento.   A pesquisa foi feita considerando uma abordagem quantitativa e descritiva, utilizando uma amostra de 1.753 respostas em 266 cidades.   Apenas o estado de São Paulo concentra mais de 36% das startups brasileiras, o que condiz com a posição de destaque em negócios e inovação. Em segundo lugar vem Santa Catarina (9,4%), seguida de Minas Gerais (8,8%),  Paraná (7,4%), Rio Grande do Sul (6,8%) e Rio de Janeiro (6,0%).  Também aparecem na lista Bahia (3,4%), Ceará (2,9%), Espírito Santo (2,1%) e Goiás (1,9%). O estudo indica que o faturamento médio das startups é de R$ 850 mil e que mais da metade (52%) está em fase de tração ou escala. Ainda, o foco de 82% das startups é B2B e em B2B2C (de empresas para consumidor final).   O tempo de atividade mostra que mais de 79% das companhias inovadoras têm menos de 5 anos.   Perfil dos Founders: 72% são homens, 72% são brancos A idade médias dos fundadores de startups no Brasil é de 40 anos – a maioria tem entre 35 e44 anos (41,6%), seguidos das pessoas entre 45 e 54 anos (20,8%). Entre 55 e 64 anos, são 6,0%, e acima dos 64 são 1,3%. Cerca de 30% tem até 34 anos. Na formação, 39,2% têm algum tipo de pós-graduação. Dos fundadores únicos, apenas 19,7% são mulheres, enquanto 72,7% são homens. Entre as startups que têm mais de um fundador, a proporção entre os gêneros é igual em 2,6% da amostragem – mais de um fundador com maioria masculina são 4%, enquanto com maioria mulheres o número é de 0,7%. A diferença racial também é aparente: 22,6% são pessoas pretas e pardas, enquanto 72% se identificam como pessoas brancas.

O que esperar das fintechs em 2023

Embedded finance, BNPL, StableCoin, CBDC, Web 3.0 e RegTech são alguns dos termos que precisam estar atualizados no glossário de todo profissional ou empreendedor que de alguma forma lida com o universo fintech, inclusive aqueles de pequenas e médias empresas. De acordo com especialistas da Rapyd, fintech presente em mais de 100 países que unifica mais de 900 tipos de pagamentos digitais em sua plataforma, 2023 é o ano em que as PME’s vão decolar no comércio cross-border (outro termo com o qual se familiarizar, que corresponde às transações internacionais). “Graças às tecnologias de finanças embarcadas, independente de tamanho ou localização, empresas que almejam o crescimento sustentável vão buscar expandir seus negócios em mercados onde não haja recessão”, afirma Marc Winitz, CMO da Rapyd. Essa é a principal, mas não única predição dos executivos da fintech israelense, que além de grandes empresas atende mais de 100 mil PME’s ao redor do mundo. Winitz chama a atenção para o ponto de vista dos Estados Unidos, que com mudanças de lideranças políticas em curso, tensão bélica em países parceiros na região APAC e petróleo com preços em alta, tende a voltar a atenção para a América Latina, com destaque para o mercado brasileiro. “Olhando de fora, o Brasil também é referência para a região quando se trata do open banking. Outros países latinos devem seguir o exemplo, a fim de favorecer a melhoria de ofertas e serviços dos bancos locais”. Outra forte tendência é que mais países latinoamericanos flexibilizem questões regulamentares para autorizar companhias estrangeiras a ter acesso a pagamentos locais. Essas mudanças vão acelerar a conectividade dessas economias e permitirão que provedores regionais e globais desenvolvam soluções e ofertas competitivas. O compartilhamento de práticas entre regiões está acelerando o lançamento de serviços que vão se tornar essenciais, como pagamentos instantâneos (como o PIX) e contas virtuais, fazendo com que o dinheiro se mova mais rápido não apenas no mercado doméstico, mas também entre fronteiras. “Os cartões virtuais continuarão a crescer em 2023, especialmente como solução corporativa, que simplifica a maneira como as empresas lidam com suas despesas. Diante de toda essa digitalização, também podemos considerar que a segurança de dados e soluções antifraude é um grande tópico”, finaliza.

Startup goiana torna-se parceira da Meta nas vendas por Whatsapp para Pequenos Negócios

A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, acaba de fechar parceria com a Poli, startup goiana de tecnologia que busca ajudar empresas a anunciarem, atenderem e venderem por meio dos canais digitais de comunicação. Com isso, a empresa se torna provedora oficial do WhatsApp, podendo acessar diretamente as configurações da API do WhatsApp Business, versão recomendada às empresas que querem profissionalizar o atendimento on-line, adicionar um chatbot, integrar com outras ferramentas ou ter relatórios, o que oferece mais agilidade e praticidade aos seus clientes. A aproximação da Meta com os pequenos negócios vem à tona em um momento oportuno. Desde o início da pandemia de Covid-19, pequenos e médios empresários brasileiros precisaram passar por um processo de adaptação à nova realidade de transformações digitais. Em países como o Brasil, o WhatsApp é a plataforma mais utilizada para conversas entre amigos e família, mas, com o passar do tempo, tornou-se também um canal de comunicação entre empresas e clientes, não somente para consolidar vendas de forma ágil, bem como para nutrir as relações por meio de estratégias de marketing. Segundo pesquisa do Sebrae em parceria com a FGV, o WhatsApp é utilizado por 84% dos negócios que vendem on-line. Escolhida pela Meta como seu 1º Parceiro Focado em Pequenos Negócios, a Poli surgiu em 2018, quando os sócios Alberto Filho e Gabriel Henrique trabalhavam em uma rede de clínicas médicas. Diariamente, lidavam com as dificuldades para atender todos os clientes que entravam em contato pelo WhatsApp e outros canais alternativos às ligações telefônicas. A frustração ao perder clientes por esse motivo não era uma dor exclusiva da rede de clínicas, pelo contrário. Durante suas pesquisas, eles perceberam que se tratava de um problema crescente entre as pequenas e médias empresas. Então, com mais um sócio, Saulo Daniel, fundaram o Polichat, que tinha como objetivo oferecer uma plataforma de conversas. O objetivo era ajudar os negócios a conseguirem atender a todos os seus clientes por meio de um único número de WhatsApp, com vários operadores simultâneos – recurso possibilitado pela API do WhatsApp Business. Por não ser uma provedora, era necessário contar com uma BSP para intermediar a relação entre a empresa Polichat e as configurações da plataforma oficial. Ao passo em que o negócio crescia e oferecia mais recursos, como o Polipay, ferramenta de pagamento integrada ao canal de atendimento, Polichat excedeu os limites de uma solução de atendimento por WhatsApp e evoluiu como Poli, uma plataforma de comunicação e vendas que integra diversas soluções, desde a captação de clientes por meio de anúncios até o recebimento de pagamentos. Em 2020, durante a pandemia, a Poli aumentou cinco vezes sua base de clientes. A previsão é fechar 2022 com um crescimento de 100% em comparação com o faturamento do ano anterior, o que vem ocorrendo desde 2019, inclusive. Atualmente, a empresa tem mais de 1.200 clientes em sua base, é composta por 80 colaboradores e tem como investidores: Cedro Capital, ACE Startups e Oasis Lab. O perfil de seu público é de pequenos e médios empresários que reconhecem a importância de estar presente nos meios digitais, mas não têm conhecimento sobre as ferramentas para negócios. De acordo com os dados coletados pela Poli em diagnóstico inicial de sua base de clientes, 70% nunca utilizaram plataforma on-line de atendimento e 20% ainda não têm Instagram ou Facebook. Sobre a API oficial do WhatsApp, 63% afirmam nunca ter ouvido falar antes do contato com a Poli. Desde sua fundação, a Poli buscou aprimorar suas ferramentas e acumular bons cases de sucesso com clientes satisfeitos, sempre interessada em conquistar um relacionamento direto e estreito com a Meta, dona dos principais canais de comunicação e redes sociais da atualidade. O processo da Meta para selecionar empresas provedoras de soluções é rigoroso, isso porque somente elas podem acessar diretamente as configurações da API do WhatsApp. Enquanto 1º Parceiro Oficial da Meta focado em PMEs, a Poli será a ponte entre as ferramentas do Grupo e os empresários que ainda não estão familiarizados com as novas tecnologias de vendas.

Dia do Empreendedorismo Feminino: 8 mulheres no Venture Capital

As mulheres ainda são uma minoria no mundo das startups e da inovação. Isso é verdade não só quando olhamos para quem cria empresas empresas, como também do outro lado da mesa, assinando os cheques. Há poucas mulheres investidoras no venture capital. Nos Estados Unidos, as mulheres ocupam apenas 15.4% dos cargos de general partners de VCs, de acordo com dados do Pitchbook. No Vale do Silício, a proporção de GPs do sexo feminino aumentou de 15,4% para 17,1% entre 2020 e 2021, um avanço importante, mas ainda pequeno. Na contramão dessa realidade, investidoras e lideranças femininas vêm ganhando mais espaço e destaque no setor – e assumem um papel significativo para transformar o perfil do ecossistema. Segundo o Pitchbook, estudos sugerem que as fundadoras de startups tendem a procurar investidores do sexo feminino na hora de buscar aporte, e que as chances de uma empresa fundada por mulheres levantar capital com sucesso podem aumentar com uma investidora na mesa de negociação. Em homenagem ao Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, conheça, a seguir, 8 mulheres investidoras que estão mudando a cara do ecossistema no Brasil e apoiando as fundadoras de startups em suas jornadas. 1. Itali Collini, Potencia Ventures Foto: Divulgação Com 10 anos de experiência no mercado financeiro, Itali Collini é diretora da Potencia Ventures e tem passagem pelo fundo de venture capital 500 Global, onde atuou como diretora de operações no Brasil e diretora de estratégia e inovação na América Latina. Como investidora-anjo, seu foco é apoiar startups fundadas por mulheres, pessoas negras, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência que construam soluções para mercados promissores e usuários sub-atendidos. Seu portfólio inclui as startups Feel, Lady Driver, Gestar, Amyi, entre outras. Itali é investidora-anjo associada na FEA Angels e angel fellowship na Latitud, além de conselheira na Wishe – Women Capital e mentora na B2Mamy e na Associação Brasileira de Startups. 2. Gabriela Toribio, Wayra Brasil Foto: Reprodução LinkedIn Ex-gerente de inovação e consultora sênior na Votorantim, Gabriela Toribio passou os últimos 3 anos como chefe de capital de risco da empresa siderúrgica brasileira Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Hoje, ela é managing director na Wayra Brasil, hub de inovação aberta e fundo de investimento corporativo do Grupo Telefônica. Também à frente do Vivo Ventures, Gabriela é responsável por liderar o desenvolvimento do fundo, que tem capital comprometido de R$ 320 milhões para investir em startups em crescimento. A executiva é empreendedora e fundadora da Alimentos da Vila, que busca promover e expandir o acesso à alimentação saudável. Gabriela atua como coordenadora do comitê de CVC da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (Abvcap) e é professora da Fiap, onde leciona sobre empreendedorismo. 3. Luana Ozemela, iFood, BlackWin e DIMA Consultoria Foto: Reprodução/LinkedIn Em junho deste ano, Luana Ozemela lançou a BlackWin, primeira plataforma de investidoras-anjo negras do Brasil. Com ela, Luana busca apoiar mulheres negras a se tornarem investidoras-anjo e a se conectar ao ecossistema de inovação. Os aportes são direcionados a negócios liderados por pessoas negras, fomentando empreendedores e a promoção da equidade racial. Além da BlackWin, Luana é cofundadora e CEO da DIMA Consultoria, empresa de desenvolvimento econômico e social estabelecida no Brasil e no Qatar. A executiva é vice-presidente  in Residence do iFood no Brasil e ex-funcionária do BID, em Washington D.C., nos Estados Unidos. Ao longo de sua carreira, Luana nteragiu com dezenas de governos, doadores, investidores e ONGs nos EUA, na América Latina, África e no Oriente Médio. 4. Camila Farani Foto: Divulgação Empresária, empreendedora e investidora serial, Camila Farani é muito mais do que  é um dos “tubarões” do Shark Tank Brasil. Considerada uma das 500 pessoas mais influentes da América Latina segundo a Bloomberg Línea, ela é sócia-fundadora da boutique G2 Capital, membro do conselho de administração do PicPay e sócia e investidora da Play9, estúdio de conteúdo e maior network do YouTube do Brasil. Além disso, Camila é cofundadora do Mulheres Investidoras Anjo (MIA), um movimento de fomento ao investimento anjo feito por mulheres, e fundadora do Ela Vence, plataforma criada para apoiar o desenvolvimento de lideranças femininas. Como investidora, seu portfólio conta com mais de 45 startups e R$ 35 milhões entre aportes individuais e com co-investidores nos últimos 10 anos. 5. Silvia Motta, Movile Foto: Reprodução/LinkedIn Com mais de 10 anos de experiência em diversos setores como educação, private equity, startups e consultoria de gestão, Silvia Motta tem passagens pela consultoria McKinsey & Company e Eleva Educação, e assumiu a posição de diretora de estratégia da The Coca-Cola Company no Brasil. Hoje, ela é diretora de investimentos da Movile e compõe os conselhos da Sympla, Afterverse, Mensajeros Urbanos e Sandbox & Co. Considerada uma das Top Women Investors na América Latina pela LAVCA, Silvia tem uma experiência prévia como empreendedora e fundadora da Ventus Learning, uma startup de educação online. 6. Laura Constantini Foto: Reprodução/LinkedIn Laura Constantini é sócia e cofundadora da Astella, gestora brasileira de venture capital que investe em empresas em estágio inicial. Ela já fez parte do conselho de empresas como Omie, Kenoby, e Skore, e hoje integra o board do JOTA e Sled. Além disso, Laura é conselheira na Endeavor, onde tem a oportunidade de apoiar outros empreendedores no ecossistema. Antes de chegar ao venture capital, ela escolheu o caminho das finanças. Formou-se em administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e chegou ao Banco Santander no Brasil e em Nova York, onde foi research analyst. A mudança de carreira veio em 2005, quando entrou para o time da Cicerone Capital para trabalhar com fusões e aquisições. Foi trabalhando próxima ao venture capital que ela descobriu sua vocação, unindo seus conhecimentos de finanças com a visão humana. 7. Flavia Mello Foto: Reprodução LinkedIn Ao lado de Erica Fridman Stul, Mariana Figueira e Jaana Goeggel, Flavia Mello fundou o Sororitê, rede de investidoras-anjo que tem como objetivo fornecer acesso à fundadoras de startups, além de um espaço para troca e aprendizados. A executiva já investiu em diversas empresas com liderança feminina, incluindo a Feel, Herself, Holistix, Todas Group, SafeSpace, Oya Care, HerMoney e Se Candidate, Mulher!. Ao longo de sua trajetória, Flavia foi gerente sênior de vendas no Uber e client partner no Facebook. Além das big techs, ela trabalhou AllWomen, plataforma global para treinar, transformar e empoderar mulheres em tecnologia, como freelancer. 8. Jéssica Silva Rios, BlackWin Foto: Divulgação Jéssica Silva Rios já foi sócia e head de gestão de impacto social da Vox Capital, primeira

Dia do Empreendedorismo Feminino: 5 fundadoras de startups

Neste sábado (19) é comemorado o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino. A data foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) com o objetivo de evidenciar e valorizar o protagonismo feminino no mercado empresarial. O fato é que o ambiente empreendedor ainda impõe diferentes desafios para as mulheres em relação aos homens: poucas lideranças femininas; diferença de remuneração salarial; jornada tripla e pouco incentivo e investimento das instituições. Estudo reafirma a diferença Segundo o estudo “Aceleradoras como Líderes da Equidade de Gênero”, organizado pelo Impact Hub e pela INCAE Business School, esse déficit de profissionais mulheres na área de tecnologia, por exemplo, é refletido nos programas de aceleração de startups, já que muitos investidores estão menos propensos a apoiar empresas tradicionais que, segundo o levantamento, é onde a maioria das mulheres empreendedoras se encontra. Apesar disso tudo, a presença feminina é marcante em todos os tipos de empreendedorismo, do mais tradicional ao mais inovador. É exatamente o que aponta Gabriela Werne, CEO do Impact Hub Floripa. “No Impact Hub Floripa, lidamos com negócios tradicionais, por meio da Chamada de Impacto, por exemplo, e com iniciativas mais inovadoras, como o InovAtiva de Impacto, que coexecutamos juntamente a Fundação Certi. Em todos os espectros, o público feminino se destaca. Na Chamada, 70% do público atendido são mulheres. Se elas têm uma força empreendedora tão forte, programas de aceleração precisam prestar atenção ao que esse público tem a ensinar e, principalmente, a aprender”, afirma a CEO. Acompanhe cinco histórias de mulheres que venceram no ambiente masculino do empreendedorismo de tecnologia. Uma edtech focada no ensino de idiomas para empresas Nascida em Paris, Alexandrine Brami iniciou sua jornada empreendedora em 2007, depois de cinco anos residindo no Brasil e uma carreira universitária dedicada às ciências políticas. Hoje, com 45 anos, está à frente da Lingopass, edtech focada no ensino de idiomas para empresas. Estudo reafirma a diferença Segundo o estudo “Aceleradoras como Líderes da Equidade de Gênero”, organizado pelo Impact Hub e pela INCAE Business School, esse déficit de profissionais mulheres na área de tecnologia, por exemplo, é refletido nos programas de aceleração de startups, já que muitos investidores estão menos propensos a apoiar empresas tradicionais que, segundo o levantamento, é onde a maioria das mulheres empreendedoras se encontra. Apesar disso tudo, a presença feminina é marcante em todos os tipos de empreendedorismo, do mais tradicional ao mais inovador. É exatamente o que aponta Gabriela Werne, CEO do Impact Hub Floripa. “No Impact Hub Floripa, lidamos com negócios tradicionais, por meio da Chamada de Impacto, por exemplo, e com iniciativas mais inovadoras, como o InovAtiva de Impacto, que coexecutamos juntamente a Fundação Certi. Em todos os espectros, o público feminino se destaca. Na Chamada, 70% do público atendido são mulheres. Se elas têm uma força empreendedora tão forte, programas de aceleração precisam prestar atenção ao que esse público tem a ensinar e, principalmente, a aprender”, afirma a CEO. Acompanhe cinco histórias de mulheres que venceram no ambiente masculino do empreendedorismo de tecnologia. Uma edtech focada no ensino de idiomas para empresas Nascida em Paris, Alexandrine Brami iniciou sua jornada empreendedora em 2007, depois de cinco anos residindo no Brasil e uma carreira universitária dedicada às ciências políticas. Hoje, com 45 anos, está à frente da Lingopass, edtech focada no ensino de idiomas para empresas. Em 2002, Brami já se dedicava a um doutorado na Sciences Po, o prestigioso instituto de Paris que formou os últimos dois presidentes da França, e tinha um currículo como acadêmica em diferentes universidades francesas. Em 2007, fundou o Ifesp, uma escola de francês e português para estrangeiros na Faria Lima que treinou mais de 25 mil alunos. Junto a outra sócia, foi responsável por toda a criação, estruturação e consolidação da empresa, financiada por bootstrapping. Alexandrine Brami Foto: Rogério Albuquerque Com o crescimento do interesse do público no ensino online, pivotou o negócio, se voltando para os clientes corporativos de forma integral — dando início à Lingopass. “Optei por trilhar uma carreira empreendedora na área de educação, onde tinha expertise e experiência bem sucedida. Naquela época, o empreendedorismo no Brasil estava longe de chamar tanta atenção como hoje. Enfrentávamos muito mais dificuldades para tirar do papel um negócio”, relembra. “Não sabia que levaria 14 anos para sair do modo ‘sobrevivência’ e não pensava nos sacrifícios que deveria fazer. Se soubesse, talvez não teria continuado. Minha vida como doutoranda na França era muito confortável, mas no fundo, acho que minha alma sempre foi empreendedora”, diz Brami, por entender que sempre compartilhou de características comuns aos empreendedores de forma natural, desde a infância. Uma mulher no canteiro de obras A engenheira civil Paula Lunardelli é uma das mulheres que estão à frente da inovação em um mercado majoritariamente masculino. A co-fundadora e CEO da startup Prevision, plataforma líder mundial em planejamento lean de obras, fundou a plataforma em 2017, junto aos três sócios, depois de perceber que, para a área ganhar sustentabilidade, era preciso investir em planejamento. Em 2019, tomou posse como diretora da Vertical Construtech da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), assumindo o cargo de vice-presidente de ecossistema da organização este ano. Paula Lunardelli Foto: Arquivo Pessoal Hoje, contam com um time de 100 pessoas, 2,5 mil projetos em mais de 100 cidades do país, mas a trajetória não foi sempre marcada por conquistas. Enfrentou a primeira crise da empresa um ano depois de iniciar as operações. Ao longo de 2018, a empresa seguia apenas com os recursos dos sócios. “Estávamos com 27 clientes, mas mesmo assim precisei vender meu apartamento. Fomos dessa forma até o final do ano, achei que não daria mais conta”, compartilha a empreendedora. Presença feminina com sotaque francês Cientista e PhD em Farmácia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Betina Zenetti Ramos considera determinante a trajetória como pesquisadora para o sucesso como empreendedora. Betina iniciou a carreira na academia, especializou-se e estudou em entidades como a Université Bordeaux, na França, e tornou-se referência em pesquisa sobre nanotecnologia no Brasil. Hoje, é diretora do Grupo

Sebrae prepara entrada em crédito com a criação da própria fintech

O Sebrae está criando uma Sociedade de Crédito Direto (SCD), a Sebraecred. A informação consta do comunicado 39.123, publicado no último dia 9 pelo Banco Central (BC). Segundo apurou o Finsiders, a iniciativa está sendo liderada pelo Sebrae Nacional. Com a licença regulatória, a entidade entraria em concessão de crédito diretamente, utilizando recursos próprios. Na área, uma das principais iniciativas do Sebrae é o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe). No fundo, o Sebrae atua como avalista em operações de crédito para pequenos negócios realizadas por mais de 20 instituições financeiras parceiras, incluindo Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal, DesenvolveSP, Bancoob, Banco Original, Bmg, entre outras. “O Sebrae tem experiência com fundo garantidor e tem no seu conselho bancos como Caixa e BB. Não sei como vai soar isso. Pode ser uma boa, mas para gerir uma SCD precisa ter experiência”, comenta uma fonte. Ainda não está claro como será a estrutura da SCD, tampouco o poder de fogo que terá para concessão de crédito, mas indica o apetite do Sebrae para ampliar sua atuação entre as micro e pequenas empresas com um produto que historicamente é uma das principais dores do segmento. Procurado para explicar mais detalhes de sua SCD, o Sebrae não retornou até o fechamento desta matéria. Para Bruno Diniz, especialista em inovação financeira e sócio da consultoria Spiralem, o crédito seria uma estratégia complementar ao que o Sebrae já faz atualmente. “Eles podem ter uma linha de atuação que talvez poucas fintechs topem”, analisa. “Podem se dar ao luxo de fazer algo de fomento, mesmo. Por exemplo, viabilizando linhas e garantias por meio de mecanismos específicos.” Oportunidade Mercado não falta. Das mais de 20 milhões de companhias ativas no Brasil, quase 94% são empresas de micro e pequeno porte, segundo dados do Mapa de Empresas, do governo federal. Responsáveis por cerca de um terço do PIB brasileiro, os pequenos negócios geram renda de aproximadamente R$ 420 bilhões por ano, conforme estimativa divulgada pelo próprio Sebrae em seu “Atlas dos Pequenos Negócios”, lançado recentemente. No total, o Brasil tem 75 fintechs de crédito reguladas, sendo 65 Sociedades de Crédito Direto (SCDs) e 10 (Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEPs), conforme dados do Banco Central (BC) até o fim de agosto. Segundo pesquisa da PwC Brasil em parceria com a Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), 58% das fintechs brasileiras têm uma base de clientes formada por pessoas jurídicas. As PMEs são o principal foco, citadas por 38% das empresas ouvidas. Já de acordo com outro estudo feito pela PwC Brasil, mas este em conjunto com a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), a maioria das fintechs de crédito tem como público-alvo as pessoas físicas, enquanto 19% focam nas PJs. A carteira PJ, em sua maioria, é formada por negócios de pequeno porte (59%). Ecossistema Nos últimos anos, o Sebrae também vem desenvolvendo uma série de iniciativas para apoiar startups, inclusive fintechs. Conforme o Startups divulgou em abril, a entidade tem planos para impulsionar mais de 500 startups neste ano. Recentemente, o Sebrae-SP também lançou o WFintech, um programa de aceleração para fintechs lideradas por mulheres, fruto de parceria com a consultoria Troposlab. Fonte: Startups

Plataforma vai conectar startups de impacto socioambiental a empresas

De olho no aumento da demanda de empresas por respostas para seus desafios socioambientais, o Quintessa, aceleradora de impacto, e a Pipe.Social, plataforma de fomento a programas de impacto socioambiental, se uniram para criar o maior banco de startups que atuam nessa área. A Base de Impacto, plataforma que reúne o banco de dados desenvolvido por cada uma das organizações ao longo dos últimos anos, vai reunir mais de 5 mil negócios. A ideia é que a plataforma seja acessada tanto por grandes companhias como por fundações, institutos e investidores, facilitando assim a conexão entre quem precisa avançar em sua agenda ESG e os empreendedores que desenvolveram tecnologia, produtos ou serviços que estejam em linha com essas metas. Segundo Anna de Souza Aranha, sócia-diretora do Quintessa, a nova plataforma será uma espécie de vitrine de startups, que atuam em diferentes setores. Além de mais ampla, a Base Impacto tem informações detalhadas e constantemente atualizadas de cada empreendedor, o que vai facilitar que grandes empresas encontrem parceiros para lidar com desafios relacionados a questões ESG. “Com esse mapeamento mais amplo e atualizado, as conexões podem ser mais bem feitas, o que facilita a vida dos empreendedores e das empresas”, completa Mariana Fonseca, co-fundadora da Pipe.Social. A demanda por parte de grandes empresas que precisam viabilizar o cumprimento de metas ESG é crescente, diz Souza Aranha. Além das questões ambientais, há muito interesse hoje por projetos e serviços relacionados a saúde, educação e diversidade. Mas o mercado começa a migrar também para produtos relacionados a saneamento, em resposta ao marco do setor, implementado recentemente. As empresas e os investidores que buscam parceiras poderão navegar e contatar startups gratuitamente pela plataforma. Mas as organizações poderão vender a essas companhias o suporte para a elaboração do projeto e refinamento da pesquisa para que se encontre o melhor parceiro. “O mercado ainda precisa de ajuda para entender que tipo de serviço precisa implementar e quais são os processos mais adequados para atingir esses objetivos”, explica Souza Aranha. Dessa forma, os empreendedores cadastrados na plataforma poderão atender a chamadas públicas, mas também receber convites exclusivos para projetos. Juntas, as duas organizações já conectaram startups com parceiros como Ambev, Facebook (Meta), Grupo Fleury, Natura, Fundo Vale, BID Lab, Itaú BBA, Braskem, Fundação Boticário, Instituto BRF, Fundação Lemann, Grupo NotreDame, Oi Futuro, banco BV, Globo, Vedacit, Fundação Tide Setubal, Instituto Arapyaú, CPFL e BP – Beneficência Portuguesa.   Matéria originalmente assinada por Lucinda Pinto e publicada no Valor Econômico (https://valor.globo.com/empresas/noticia/2022/09/15/plataforma-vai-conectar-startups-de-impacto-socioambiental-a-empresas.ghtml)

Empresas disputam craques de tecnologia demitidos por ‘unicórnios’

Companhias têm usado até as redes sociais para monitorar os passos de profissionais que estão deixando seus empregos em meio ao ‘inverno das startups’ para fechar posições que têm em aberto   Depois de uma corrida pela contratação por profissionais de TI (tecnologia da informação) nos últimos dois anos, uma onda de demissões pelos “unicórnios”, como são chamadas as startups que valem mais de US$ 1 bilhão, colocou de volta ao mercado um grande número de profissionais, mudando o balanço de forças entre empregados e empregadores. Os recém demitidos, por sua vez, começaram a ser absorvidos por outras empresas, muitas da economia tradicional ou startups menores, que estavam com dificuldades de atrair “craques” para seu time de tecnologia. O movimento ocorre após um longo período de grande competição pelos profissionais com formação em tecnologia, em um momento em que empresas de todos os setores da economia tiveram de correr atrás da digitalização, por imposição da pandemia de covid-19, que em seu momento mais crítico obrigou a restritos isolamento social. Com o trabalho remoto, a busca por profissionais rompeu fronteiras, mas um senso de normalidade começa a ser observado, apontam empresas e consultorias de recursos humanos. Saiba mais sobre as demissões nas startups   Na Sinqia e suas subsidiárias, como a Simply, a equipe de RH vem monitorando as redes sociais para caçar bons profissionais desligados. ”Nos últimos meses, percebemos certa instabilidade no mercado de tecnologia nacional, com um alto número de empresas tech realizando demissões em massa. Nós vemos isso como oportunidade de canal de recrutamento, já que há muitos profissionais bastante qualificados entre os desligados”, conta o responsável pela área de RH da empresa, Caio Abreu.   Nós vemos isso (demissões por startups) como oportunidade de canal de recrutamento, já que há muitos profissionais bastante qualificados entre os desligados.   Foi se mantendo atenta às vagas postadas nas redes sociais que Giulia Romanini se recolocou rapidamente após passar pela demissão em massa recente por uma empresa de tecnologia. “Naquele momento (da demissão) fiquei sem chão e comecei a buscar um novo trabalho. Já acompanhava a Sinqia pelo LinkedIn e achei uma oportunidade dentro da minha área de atuação”, conta Giulia, que agora ocupa a vaga de analista de employer branding (profissional que cuida da reputação do negócio como empregador) e comunicação interna na Sinqia. Giulia conta que o processo de contratação foi rápido e que, ao final, o fator decisivo para que ela fosse escolhida foi exatamente o fato de estar fora do mercado, com a possibilidade de começar mais rapidamente do que um concorrente que estava empregado. A possibilidade do trabalho remoto também permitiu Giulia a conquistar o empresa: ela mora em Itatiba, interior de Paulo, e a sede da Sinqia está na capital.     O mesmo tem sido observado na Supersim, fintech de microcrédito. Por lá o momento tem sido de contratação e a startup tem aproveitado o momento para fortalecer seu quadro de desenvolvedores. “Antes havia uma competição maior, com um profissional sênior recebendo um salário de gestor”, comenta a líder da área de pessoas da empresa, Carolinne Volpato. Segundo ela, muitos profissionais muito qualificados estão sendo cortados das empresas, na onda de demissões.   “Muita gente acredita que as empresas não cortam os melhores profissionais, mas não é necessariamente o que está acontecendo. Às vezes algumas demissões passam por um mal planejamento de contratações”, explica. Ela lembra que antes para se fechar uma contratação de um profissional de tecnologia se demorava de quatro a cinco meses. Hoje o prazo caiu para um mês.     De olho na renovada disponibilidade de profissionais, Márcio Kogut, presidente da Mycon, da área de consórcios, pretende contratar mais cem pessoas da área de TI até o fim deste ano. “Vários unicórnios e empresas de tecnologia demitiram um pessoal da área de tecnologia porque diante de um período mais difícil tiveram que segurar caixa. Eles contrataram de forma muito acelerada”, comenta. No dia a dia da contratação, afirma o executivo, a mudança tem sido, além da maior disponibilidade de pessoal, uma acomodação das exigências por parte desses profissionais – algo que tem ajudado a formar o time. “Esse profissional recebe oferta todo dia e era assediado constantemente. Hoje, ele não troca o certo pelo duvidoso”, diz. Demanda segue alta Apesar das milhares de demissões nas empresas de tecnologia, reflexo da forte alta dos juros e ambiente mais difícil para novas captações, a demanda por profissionais do ramo segue elevada. Segundo a diretora associada da consultoria de recursos humanos Robert Half, Maria Sartori, dada a necessidade de digitalização das empresas, a disputa por esse tipo de mão de obra qualificada continua intensa. “Acredito ser importante frisar que existem essas startups que estão passando por momentos complicados, mas ainda vemos muitas outras em movimento crescente, intensificando negócios e contratações. É claro, no entanto, que os segmentos tradicionais estão de olho nesses profissionais, que não ficam muito tempo à solta no mercado”, afirma. Os setores que mais estão contratando são os de tecnologia, mercado financeiro, varejo e logística. De acordo com Brasscom (associação das empresas da tecnologia da informação), o Brasil terá um déficit de 500 mil profissionais de tecnologia até 2025. Isso porque, segundo a entidade, o Brasil forma por ano apenas 53 mil pessoas com perfil tecnológico. O relatório da entidade estima que apenas as empresas de tecnologia irão demandar cerca de 800 mil profissionais com esse perfil até o fim desse prazo. O presidente da Koud, plataforma de RH especializada em profissionais de tecnologia, Frederico Sieck, confirma que ainda há mais vagas do que profissionais do setor. “Atualmente no mercado existem muitas vagas para serem preenchidas, então mesmo com essa onde de desligamento das grandes empresas e startups existem vagas o suficiente no mercado”, diz.   Fonte: Fernanda Guimarães | O Estado de S. Paulo (https://www.estadao.com.br/economia/negocios/empresas-tecnologia-demissoes-unicornios/)

Latú capta U$ 6,7 mi para segurar PMEs

Empresa criada por colombiana oferece seguros de até US$ 10 milhões contra fraude, ataques e riscos corporativos em pequenas empresas   A Latú, insurtech focada em fornecer coberturas de seguros para empresas latino-americanas, fechou sua primeira rodada de investimento no valor de US$ 6,7 milhões (R$ 35 milhões), a maior já registrada na América Latina. Liderada pela Monashees, pioneira na indústria de capital de risco no Brasil e na América Latina, e pela CRV (Charles River Ventures), o aporte também teve participação da ONEVC, Latitud e SVAngels. Alguns investidores anjo também apostaram na companhia. Alguns deles são Simon Borrero, Sebastian Mejia e Felipe Villamarin, da Rappi, Igor Mascarenhas, da Pier e Enrique Villamarin, da Tul. O aporte irá impulsionar a operação da startup que é nova no mercado, com a contratação de profissionais, principalmente engenheiros de dados. A ideia é reforçar o time composto por oito colaboradores e fomentar o desenvolvimento de novos produtos e ferramentas para o negócio. Com a Latú, abreviação para Latin American Tech Underwriters, as empresas podem obter, em apenas alguns minutos, cobertura de seguros de até US$ 10 milhões contra ações judiciais, ataques cibernéticos, tempo de inatividade, danos à propriedade, erros de profissão e lacunas de compliance, entre outros. E, ainda, políticas mais conhecidas como responsabilidade geral, propriedade, cibernética, Erros e Omissões (E&O) e Diretores e Executivos (D&O). A fundadora da startup, Paola Neira, liderou anteriormente a equipe responsável por construir a tecnologia de logística da Rappi. Ela concebeu a Latú enquanto fornecia capital de giro para pequenas e médias empresas de um fundo que ela administra há mais de uma década. Ajudar esses negócios a fez perceber como era difícil para as empresas obterem apólices de seguro e como eram vulneráveis a milhões de riscos. “As operadoras tradicionais têm tentado entender e combater os riscos atuais com ferramentas antiquadas, que limitam o crescimento do mercado. A Latú quer mudar radicalmente a forma como o seguro empresarial funciona, impulsionando a inovação na indústria. Há uma verdadeira sensação de empoderamento ao apoiar as empresas da América Latina, ao oferecer acesso a produtos financeiros aos quais, de outra forma, essas organizações não teriam acesso”, explica Paola. “A verdadeira mágica acontece quando se combina o conceito de rede de proteção, que é fundamentalmente o cerne do mercado de seguros, com tecnologia” diz Neira. “Temos uma oportunidade incrível de substituir apólices desatualizadas por parcerias vitalícias de mitigação de riscos, que funcionam melhor para resolver as necessidades de um mundo acelerado e hiperconectado. As empresas não podem mais confiar em livros de papel, mas querem e merecem alavancar uma mistura de inovação tecnológica, experiência em seguros e conhecimento local que é exatamente o que estamos usando na Latú para construir produtos”, conclui. Fabiola Quinzaños, principal na monashees, ressalta que as empresas na América Latina são severamente mal atendidas pelo setor de seguros. “Menos de 20% delas têm pelo menos uma apólice, comparado a 70% nos mercados desenvolvidos. Paola conseguiu atrair uma equipe de ponta com habilidades complementares, colocando-a na melhor posição para reinventar a forma como o seguro é consumido na América Latina e democratizando o acesso”, afirma Para James Green, sócio geral da CRV, há muito tempo existe um desafio para as empresas em obter seguro e a proteção necessária para permitir que cresçam. “Ironicamente, garantir o seguro é o que literalmente desbloqueia o crescimento, permitindo que elas façam negócios com grandes corporações, garantam financiamento, abram uma nova vertical e muito mais. Nós, da CRV, acreditamos que as empresas fundamentais são criadas fortalecendo dados demográficos específicos e estamos profundamente entusiasmados com a ideia de que Paola pode fazer isso dando acesso a seguros para os negócios da América Latina”.  

“Mercado para investir em startups está no melhor momento”, diz Fred Santoro (Raketo)

Em duas semanas, venture market de ex-AWS já recebeu contato de quase 1.000 startups interessadas em modelo de captação   Mesmo no cenário turbulento para o mercado global de venture capital, com redução de valuations, demissões em massa e dinheiro mais duro para os negócios, o baiano e ex-AWS Fred Santoro deu a largada para sua nova empreitada, a Raketo. A empresa, que conta com investimento de Tiago Galli (cofundador do C6 Bank), de Yan Tironi (fundador de companhias como Amigo Edu, Cubos Academy e PeerBnk, que também foi executivo do Citi e do Itaú BBA) e de Ricardo Wendel, fundador da Divi-hub, vai atuar sob o conceito de venture market, um ‘mercado’ onde startups terão opções para fazer captações de recursos. O modelo de negócios é de success fee, um percentual cobrado em cima do montante que a startup captar. De acordo com Fred a ideia é chegar a 25 startups brasileiras atendidas até o fim do ano que vem. “Não vou querer fazer mil startups por mês porque a ideia é estar próximo e porque teremos skin in the game, com investimento da própria Raketo nas rodadas”, diz. A operação focará principalmente nos estágios de pre-seed e seed, que oferecem melhores perspectivas de valorização de investimento no longo prazo (não está descartada a possibilidade de entrar em estágios mais avançados), com possibilidade de aportes privados, com investidores anjo, family offices e fundos de investimento; ou públicos, por meio de equity crowd investing.  A plataforma para investimento público está no ar, em parceria com a Divi-hub (startup na qual Fred é investidor e membro do conselho). Já há 3 companhias na prateleira: a hrtech Gria, a DNVB de bebidas Don Luiz e a proptech Élame. Os aportes podem ser feitos a partir de R$ 10 mil. Também há no horizonte uma atuação internacional, aproveitando a parceria com a Divi-hub, que aguarda liberação da SEC para atuar nos EUA (o que pode acontecer até o fim do ano) e também pretende ir para a Europa. Antes da divulgação de uma oferta, seja ela pública ou privada, a equipe faz o diagnóstico, preparação e avaliação para decidir qual o melhor caminho a ser seguido pela startup. Para isso, uma rede de 14 mentores vão apoiar os negócios. Na lista estão nomes como Bruno Stefani, da AB InBev; Fabiano Cruz, da Zoop, Etienne du Jardin, da MIMO e Nubia Mota, da Adobe, entre outros. Com a Raketo, Fred afirma que continuará a ajudar o ecossistema como fez durante os quase 3 anos em que esteve à frente do programa apoio a startups da AWS no Brasil. “Aprendi que existe um potencial muito grande nesse mercado, tive visibilidade, mas tenho um sonho de ter impacto construindo o meu próprio negócio. O propósito de ajudar startups continua e quero que os investidores passem a ter pelo menos 5% de exposição a esse segmento”, conta. Desde o anúncio do nome da companhia há duas semanas, no Startup Summit, cerca de 1.000 companhias o procuraram. “O mercado está em um momento maravilhoso. O investimento em seed aumentou 86%. O risco está afastando aventureiros. É uma super oportunidade para investidores entrarem e para quem pensa no longo prazo”.

Após demissões, Casai e Nomah, da Loft, se juntam

A Nomah e a Casai acabaram de confirmar o que o mercado já vinha antecipando há algumas semanas. As proptechs anunciaram hoje (18) um acordo definitivo de fusão de suas operações. Com foco em locação de curta temporada, a nova empresa soma mais de 3 mil unidades entre México e Brasil e cerca de 200 mil hospedes. Os rumores da fusão começaram no fim de julho, quando a Bloomberg Línea apurou que a Casai, startup mexicana de hospedagem de curta temporada, havia demitido pelo menos 60 funcionários no Brasil – cerca de 30% do seu quadro de 200 colaboradores – e mais 20 pessoas no México. “Como todas as startups, estávamos olhando várias opções para a sustentabilidade do nosso negócio”, diz Nico Barawid, fundador e CEO da Casai, em entrevista ao canal Startups. Segundo o executivo, as conversas com a Nomah começaram nos últimos meses. “As equipes sempre tiveram um respeito uma pela outra, mas as discussões [de fusão] começaram à medida que percebemos o tamanho da oportunidade”, completa. O executivo confirma que houve demissões na Casai – na verdade, ele fala em “reestruturações”, embora não revele o número de funcionários desligados. “Fizemos uma reestruturação há algumas semanas, buscando formas de nosso produto continuar existindo. Para que pudéssemos seguir atendendo nossos hóspedes e garantir que tenhamos a melhor experiência no México e no Brasil”, pontua. A Nomah, especializada em locação flexível de apartamentos de luxo, também teve que enxugar as operações frente ao momento atual do mercado. “[As demissões] não tiveram nada a ver com o M&A. Estamos vendo uma mudança de mentalidade no mercado, com foco em margens [financeiras]”, afirma Thomaz Guz, fundador e CEO da proptech. Há 2 semanas, o LinkedIn Notícias apurou que a Nomah demitiu cerca de 30 pessoas – 19% da sua equipe. Antes dos desligamentos, a empresa teria descartado a possibilidade de cortes em uma conversa com os funcionários. Mas segundo Thomaz, a “reestruturação” da Nomah foi feita com 3 meses de planejamento. “O que aconteceu foi basicamente que o mercado macroeconômico mudou completamente e é normal ter que se adaptar como todas as outras startups precisam fazer”, afirma o executivo na entrevista. Em julho, quando a Bloomberg apurou a fusão das proptechs, a previsão era que novas demissões acontecessem nos próximos meses para reduzir as redundâncias dos times. Questionado sobre essa possibilidade, o fundador da Casai tenta contornar a pergunta. “Estamos olhando para a consolidação e vendo o que isso significa para a sustentabilidade futura da empresa. Estamos analisando onde as equipes se complementam e como podemos construir um futuro maior”.   A nova empresa Neste primeiro momento, a Casai e a Nomah manterão suas marcas e ainda não se sabe qual nome prevalecerá após a fusão. “Temos duas operações diferentes que continuarão existindo [pelo menos por agora]. E durante os próximos 6 meses faremos todo o trabalho de integração”, explica Thomaz. Em termos de liderança, Thomaz será nomeado presidente da empresa e Nico Barawid ficará no cargo de CEO. No último mês, a Bloomberg apurou que, com a fusão, Thomaz deixaria a empresa em 6 meses. Os executivos dizem ainda não saber se ambos continuarão no negócio depois da integração. “Estou muito confortável [com a decisão] e confio completamente na gestão do Nico”, diz Thomaz. Ele reforça que os executivos são sócios e que os dois têm participações no negócio. “Temos uma relação de longo prazo e compromisso com a empresa, e estamos alinhados muito bem”, afirma. Desde 2020, a Nomah faz parte do ecossistema Loft, que também reduziu sua força de trabalho em uma 2ª rodada de demissões dispensou 12% do seu quadro de 3,2 mil pessoas. Com a fusão entre Casai e Nomah, a Loft ganha uma participação de valor não revelado na empresa combinada. O unicórnio de compra e venda de imóveis também entrará com um aporte adicional, acompanhado pelos já investidores Andreessen Horowitz e Monashees. A nova empresa vai oferecer opções de compra de ações a todos os funcionários. A decisão, segundo os sócios, foi tomada para que os colaboradores se sintam donos do negócio.   Fonte: www.startups.com.br  

O que o prejuízo do Softbank diz sobre a crise dos unicórnios

(foto: pexels-pixabay) O Softbank, grupo japonês investidor de tecnologia,  reportou prejuízo recorde no trimestre de abril a junho, de 3,16 trilhões de ienes, ou US$ 23,4 bilhões, 50% maior que o prejuízo anterior, de janeiro a março. No ano fiscal, encerrado em 31 de março, 0 prejuízo chegou a 1,71 trilhão de ienes. O que o resultado do gigante, que investe em marcas conhecidas no Brasil como VTex, Creditas, Olist, Mecado Bitcoin, QuintoAndar, Loft, Kavak, Uber, MadeiraMadeira, Banco Inter e outros, indica? Estamos acompanhando desde abril, quando esta página sequer existia, a fuga de recursos financeiros das startups, realidade não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, muito por conta do impacto nos empregos que vem sendo noticiado todos os dias. Estima-se que quase 5 mil pessoas tenham sido demitidas no período. O último a noticiar demissões foi a Loggi, outro unicórnio brasileiro, juntando-se a várias outras, muitas delas do portfólio do Softbank. A maior aceleradora do mundo, a Y Combinator, anunciou  na última semana que reduziu em 40% o número  de startups no programa de verão. No seu relatório semestral, divulgado há um mês, o hub Distrito contabilizou que os investimentos em startups caíram 44% na primeira metade do ano. Esse movimento de baixa indica que o mercado de Startups pode estar chegando a um ponto de maturidade, o que se reflete em investimentos mais duros e com foco em resultados de fato. Em outras palavras, acabou-se o dinheiro para gastar à vontade. O QuintoAndar, na mesma semana em que demitiu 200 pessoas (há conversas no mercado sobre esse número chegar a 800), era um dos grandes anunciantes do BBB. Alguém se lembra? No ano anterior, a empresa havia anunciado um plano de expansão para América Latina, com aumento de 150% dos investimentos em marketing. As cotas do reality da Globo giram entre R$ 12 milhões e R$ 92 milhões, ou seja, bastante dinheiro. O argumento de que uma startup requer aportes altos para tecnologia não deveria significar, também, aquela coisa toda de que a tecnologia torna os negócios mais eficientes? Ao mesmo tempo em que o dinheiro fica mais duro, o investidor fica mais perspicaz. Todos os dias ainda saem notícias de rodadas de investimentos, novas Startups captando aportes e boas soluções surgindo. Na nossa modesta opinião, com menos recursos, é possível que surjam startups “melhores”, que haja mais fusões e que embustes sejam revelados.   Ainda faltarão programadores? O que ainda não está claro é o quanto essa redução nos investimentos vai impactar no mercado de empregos para programadores: havia uma previsão de escassez de profissionais de tecnologia, resultado de um cálculo direto do horizonte de demanda versus profissionais disponíveis e cursos de formação. A estimativa era de que o mercado demandasse, até 2025, 797 mil novos talentos (fonte: Associação de Profissionais de Informação e Comunicação – Brasscom). Por ano, o país forma cerca de 50 mil profissionais, mas, nos últimos meses o setor TIC viu crescer o número de escolas e iniciativas de formação de programadores. Agora, com as demissões nos unicórnios, o cenário continuará o mesmo?  

Review da Semana – 1 a 7 de agosto

O que aconteceu na primeira semana do mês no ecossistema de empreendedorismo no Brasil.   Cadeia de Impacto *A Coca-Cola anunciou na quarta-feira ( 03) que vai investir R$ 200 milhões como parte do programa “Coca-Cola dá um gás no seu negócio” para acelerar mais de 300 mil estabelecimentos do pequeno varejo – os conhecidos bares e restaurantes – de um total de mais de 1 milhão de negócios deste porte que funcionam como pontos de venda para a marca. O projeto vai capacitar os estabelecimentos em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e o Sebrae, principalmente aqueles que estão se recuperando da pandemia.   Ambiente turbulento para startups *Mais uma semana com demissões em grandes empresas da tecnologia no país. Desta vez, a Hash, dos meios de pagamentos, anunciou demissões (já havia demitido 50 funcionários, agora foram quase 60) e divulgou para os clientes o fim das atividades, um ano após levantar R$ 250 milhões em uma nova rodada de investimentos. Ao lado dela veio a Nomad, fintech que promete abrir contas no estrangeiro, que demitiu cerca de 70 pessoas poucos meses após receber um aporte de US$ 32 milhões. A Y Combinator, uma das principais aceleradoras do mundo, reduziu em 40% o número de startups selecionadas no seu programa de verão deste ano. A questão é global: para as big techs, o cenário econômico pede racionalidade, momento é de ser racional e de revisão de áreas, em contraste com o que vinha acontecendo na última década. Um dos aspectos a se reforçar é o resultado efetivo para os acionistas, dizem os especialistas no Brasil, como Amure Pinho, da Investidores.vc. “Acabou o almoço grátis” e, nesse contexto, costumam nascer negócios mais fortes: Fred Santoro, ex-AWS, acaba de anunciar o nascimento da sua consultoria-aceleradora Raketo, para apoiar startups em crescimento.   Empreendedoras O relatório Global Gender Gap Report 2022, do Fórum Econômico Mundial (FEM), mostra que o empreendedorismo feminino no Brasil aumentou 41% de 2019 a 2020. Para os homens, o crescimento foi de 22%. O Brasil tem por volta de 30 milhões de empreendedoras, de um total de 52 milhões de brasileiros que empreendem, segundo report Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2020, feito com apoio do Sebrae e do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), o que coloca o país em 7o lugar entre as nações com a maior quantidade de empresárias.   Desde Jovem  A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou o Projeto de Lei (PL 5.173/21 / Dep. Est. Rodrigo Amorim-PTB), que cria o Programa “Sou Jovem, Sou Empreendedor” para incentivar os jovens ao mercado de trabalho e ao empreendedorismo.

Startup Nomad faz demissões 3 meses depois de levantar US$ 32 milhões

A fintech Nomad é comandada por Lucas Vargas, fundador junto com Eduardo Haber e Patrick Sigrist   Fonte: Agência Estado | Guilherme Guerra – O Estado de S. Paulo   A startup Nomad, dedicada à abertura de contas em instituições financeiras nos EUA, realizou na quarta-feira, 3, a demissão de 20% a 30% do seu quadro de funcionários. Cerca de 70 pessoas foram desligadas, apurou o Estadão. Procurada pela reportagem, a companhia não confirmou o número, mas diz que a medida serve para garantir “a alta performance da empresa nos próximos anos”. Por meio de chamada de vídeo, a startup realizou os cortes em diversas áreas, como investimentos, jurídico e departamento pessoal. Os funcionários demitidos vão receber mais dois meses de plano de saúde, fim do desconto do vale-alimentação no holerite, ajuda na recolocação profissional e duas sessões com coach de carreira, apurou a reportagem. Aos funcionários, a Nomad atribuiu as demissões à falta de previsão para captar dinheiro em novas rodadas de investimento. Com a alta global dos juros, guerra na Ucrânia e chance de recessão econômica mundial, fundos de investimento reveem estratégias e fecham a torneira dos cheques, essenciais para alavancar startups no mercado de inovação. A fintech brasileira, porém, havia levantado uma rodada de investimento de US$ 32 milhões em maio deste ano, com intuito de expandir o modelo de negócio. O aporte havia sido liderado pelo fundo americano Stripes, seguido por Monashees, Spark Capital, Propel, Globo Ventures e Abstract. Além disso, a Nomad iniciou obras para ter uma uma sala de espera no Aeroporto Internacional de Guarulhos, com vista para a pisa de pouso, com alimentação e descanso para viajantes. A previsão de entrega é para novembro deste ano. Os cortes pegaram os ex-funcionários de surpresa, dado o aporte de maio e a recente inauguração da startup. “Não sei se eles precisavam ter feito as demissões ainda, porque estão bem nas metas do ano”, comenta uma pessoa demitida ao Estadão. “Investiram muito em alguns projetos, como o do aeroporto, e agora não têm parte do recurso necessário para esse momento mais turbulento.” Em nota, a Nomad diz que investimentos na empresa devem continuar sendo feitos, além de esperar crescimento de dez vezes no faturamento deste ano em relação a 2021. “A readequação do quadro garante a alta performance da empresa nos próximos anos, além da disponibilidade de caixa para endereçar as novas oportunidades vislumbradas para os próximos meses com maior intensidade”, escreve o presidente executivo da startup, Lucas Vargas, em nota. “A Nomad irá direcionar sua energia operacional para as oportunidades que se apresentam no momento presente da empresa, acelerando o desenvolvimento de produtos e serviços, e o crescimento de sua base de usuários brasileiros.”   Crise nas startups se alastra pelo mercado As demissões na Nomad acendem um sinal amarelo para as startups em estágio inicial, ou seja, as companhias de tecnologia que começam a ganhar escala. Recentemente, as startups Alice, Provi, Zenklub, Sanar, Sami, Zak e LivUp também já realizaram cortes, junto com os unicórnios Kavak, QuintoAndar, Loft, Facily, Vtex, Ebanx, Mercado Bitcoin e Olist Agora, a crise parece se alastrar para as startups menores, até então imunes ao cenário de escassez de capital. Isso porque, nos últimos meses, fundos de investimento desembolsaram mais cheques nessa categoria de startups, enquanto unicórnios perceberam queda em aportes. Agora, o cenário parece estar sob mudança. Nesta semana, a Y Combinator, principal aceleradora de startups do mundo, reduziu em 40% o número de startups contempladas em seu programa de verão na comparação com 2021. A firma atribuiu o cenário aos desafios macroeconômicos impostos. Meses antes, havia recomendado aos fundadores de suas startups que “se preparassem para o pior cenário possível” nos próximos meses, declarara em carta interna. Para o mercado, a mudança de postura do Y Combinator indica turbulência em todo o ecossistema de inovação do mundo, incluindo pequenas startups.   Fonte: Agência Estado  

Principal aceleradora do mundo enxuga em 40% número de startups selecionadas em programa

Y Combinator afirma que cenário macroeconômico afeta aportes em pequenas empresas de tecnologia Por Redação Link – O Estado de S. Paulo   Uma das principais aceleradoras de pequenas startups do mundo, a americana Y Combinator reduziu em 40% o número de startups selecionadas no programa de verão da firma, caindo para quase 250 companhias, ante 414 pinçadas no verão de 2021. As informações foram apuradas pelos sites especializados The Information e TechCrunch. Segundo a Y Combinator, o encolhimento tem a ver com o cenário macroeconômico, cuja alta nos juros afeta diretamente o mercado de investimentos e, consequentemente, os cheques dados a startups com intuito de crescerem. “Estamos constantemente reavaliando cada aspecto de nossos programas e o ambiente em que as companhias vão operar. Como resultado, os tamanhos variam de temporada em temporada”, afirmou a porta-voz da Y Combinator em nota ao TechCrunch. Em maio, a aceleradora havia recomendado aos fundadores de suas startups que “se preparassem para o pior cenário possível” nos próximos meses, declarou em carta interna. “Crises econômicas geralmente se tornam grandes oportunidades para os fundadores que mudam rapidamente sua mentalidade, planejam com antecedência e garantem que sua empresa sobreviva”, disse a Y Combinator no comunicado interno aos empresários em maio passado. “Você pode ganhar fatia de mercado durante uma recessão econômica apenas por se manter vivo.” O recado da Y Combinator levanta dúvidas sobre a suposta imunidade de startups pequenas no ecossistema de inovação. Até então, a crise em investimentos afetou principalmente unicórnios (startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão) e companhias prestes a abrir capital na Bolsa. No Brasil, essa categoria foi quem continuou em expansão no primeiro semestre deste ano. Segundo dados da Distrito, plataforma brasileira de inovação, as companhias de tecnologia em estágio inicial continuaram atraindo dinheiro de fundos de investimento, com alta de 22% em relação aos seis primeiros meses de 2021. Já os unicórnios e outras empresas mais maduras, aponta a Distrito em julho, reportaram queda de 68% em aportes no mesmo período.   Fonte: Redação link | Ag. Estado Broadcast

O que a taxa Selic tem a ver com o mundo das Startups? Tudo, inclusive que elas podem ser bons ativos

(Crédito: pexels-tima-miroshnichenko)   O mercado vem acompanhando desde o segundo trimestre uma redução de capital disponível para startups. O saldo de demissões em consequência disso, estima-se, ultrapassa mais de mil pessoas – isso nos números oficiais. Na boca miúda, alguns falam que chega ao dobro. A redução ocorre principalmente em unicórnios (startups que valem mais de US$ 1 bilhão) e em reconhecidas companhias inovadoras – na lista, estão 5 Andar, Loft, LivUp, Facily, VTex, Olist, Paypal, Kavak, Favo (que fechou as operações no Brasil) entre outras. Um dos aspectos que mais influenciou a diminuição de recursos e a concentração de caixa em operações “lean” – usando um termo comum para os startupeiros – e a cobrança de resultados é que o dinheiro está mais caro. Nas palavras de Amure Pinho, da Investidores.vc, é hora de “hold your horses” (segurem os seus cavalos), ou seja, de ter gastos mais racionais, planejados e sensatos. O anúncio do Copom ao fim da reunião de 03 de agosto, de aumento da taxa de juros Selic para 13,75% e de prolongamento do horizonte de inflação para até 2024 pegou o mercado financeiro de calça curta: esperava-se que o ciclo de juros se encerrasse por agora, mas com esse novo cenário as expectativas mais otimistas são de mais um ou dois ajustes, com teto de 14% ou 14,25%. Isso significa que o céu está retrógrado para as startups? Na verdade, não. Só significa que acabou a festa do dinheiro fácil e que o modelo de que quem tem mais dinheiro vai chegar mais longe precisa ser revisto. Como manda a natureza, quem vai mais longe é quem sabe se adaptar. E, no que diz respeito a empresas que precisam entregar resultados e dar retorno aos investidores isso pode significar um grande salto de maturidade. Ao mesmo tempo, do lado dos investidores, significa olhar para os ativos de outra forma. Voltando ao conceito de Startups,  a definição mais atual diz respeito a “um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza”. Ora, se parte de uma tese sobre uma solução, para resolver um problema, que tem que se provar sustentável. É aí que entra a queima do dinheiro, pois a coisa acontece em tempo real: de MVP a ajustes de rota, testes de campo e de narrativas. Tudo isso em busca de um negócio que se prove lucrativo ou sustentável. Como tudo que envolve tecnologia, as mudanças são rápidas. Nos últimos 10 anos, evoluiu-se para um framework e jornada que mostra se o negócio pode dar certo ou não, ou se tem mais chances de dar certo ou não. Um dos aspectos é a escalabilidade, o outro é procurar resolver um problema com tecnologia que não seria resolvido se a tecnologia não existisse (quem imaginaria os meios de pagamento como são hoje há 20 anos atrás, quando se discutia que o Vale Refeição e Alimentação, que era em papel, passava a ser em cartão?), buscando algum ineditismo. Entre tantos outros aspectos, o modelo de negócios é o que dirá como a startup vai gerar valor, ou seja, vai transformar o que faz em dinheiro. E a repetição disso, gerar escala, tem que ter custo barato. O quão lucrativo o negócio é, no fim das contas, vem da velha planilha custos X receita.   Investimentos Alternativos Voltando para o mercado financeiro, cuja vida é de incertezas, uma carteira formada por startups poderia dar certo? Tudo leva a crer que sim. Dois casos já contados pela Investidores.vc para o Valor Pipeline mostram que o Pool liderado por Amure Pinho tem uma tese e, por mais risco que estejam dispostos a tomar pela própria natureza do modelo de startups, há certo conservadorismo na análise dos potenciais ativos. Um dos casos foi a venda da Gama Academy para a Anima Educação, que deu retorno de 21 vezes o valor investido. A aquisição da Bagy pela Locaweb resultou em 17 vezes o aporte. Num contexto onde fundos tradicionais, com gestores experientes, vem dando retornos de longuíssimo prazo, ou sofreram na pandemia, ou, ainda, têm experimentado uma fuga de capital visto a variedade de ativos disponíveis no mercado, esse tipo de investimento pode se popularizar, basta se consolidar o conceito – ora, o mercado crypto conseguiu. Na Investidores.vc, a média de alocação é de 5% do capital investido dos membros. “A gente quer transformar esse negócio numa coisa cada vez mais digital e criar modelos preditivos de análise de empresas”, afirmou Amure Pinho para o Pipeline. O Mercado Bitcoin, exchange brasileira de cryptos e tokens, já sinalizou a possibilidade de lançar uma bolsa de startups. Já existem os equity crowdfunding, regulamentados pela CVM, e que estão disponíveis em plataformas como a Bloxs ou a Captable, que fazem rodadas de investimentos e captação para ativos reais como mercado imobiliário, geração de energia e outros, e alguns ativos alternativos como é o caso da Prosolutti Capital, que antecipa recebíveis de processos judiciais e se monetiza quando o caso é encerrado, resolvendo o problema de quem precisa de um dinheiro antecipado e está esperando a solução da justiça. Ou seja, o dinheiro pode estar caro, mas, ter ideias e mostrar para os investidores que pode se obter retorno com elas ainda é um bom negócio. E, enquanto uns choram, outros vendem lenços.   Ricardo Meireles – Publisher do Empreendabilidade É consultor e estrategista de conteúdo, gestão de conhecimento e relações com stakeholders. Comunicador pela UNIFACS (2002), especializado em Estratégia e Planejamento (Miami Ad School/2017), pós-graduado em Economia (FGV/2018) e certificado em Branding (Insper/2018). Também é sócio-fundador da Pandora Comunicação.

Mais de 90% das empresas querem investir em startups

Pesquisa da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) mostra o cenário do investimento corporativo em startups no país Por Maria Clara Dias | Exame Publicado em 02/02/2022 Com a pandemia deixando as empresas de cabelo em pé na busca por soluções para atender o público e, ao mesmo tempo, manter a eficiência, a inovação que vem das startups tem sido mais do que bem-vinda. Nesse cenário, o investimento feito por empresas em startups, o chamado corporate venture capital (ou CVC), tem crescido a um ritmo considerável e 61% das empresas brasileiras já têm algum tipo de iniciativa. Entre as que não têm, 92% já estão de olho nisso. Os dados são da pesquisa “Corporate Venture Capital no Brasil”, elaborada pela Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) e seu recém-lançado comitê dedicado ao assunto. Em 2015, o número de iniciativas de investimento corporativo ainda era incipiente, mas a reviravolta causada pela pandemia e a digitalização acelerada dos negócios reverteu esse cenário. O relatório mostra que mais da metade (55%) das iniciativas empresariais de investimento em startups surgiu nos últimos dois anos. Para chegar ao resultado, a ABVCAP analisou as respostas de mais de 30 empresas associadas. Na esteira da digitalização dos negócios, o modelo Corporate Venture Capital é cada vez mais procurado por empresas que querem acelerar empreendedores e, em contrapartida, criar conexões com ideias e soluções que beneficiem o negócio. Muitas companhias criam novas verticais estratégicas e ambientes de testes a partir do investimento em startups. Essa decisão é o que leva 75% das empresas a declarar que possuem objetivos mistos (financeiros e estratégicos) ao criarem braços de CVC. “Foi realmente uma surpresa”, diz Sandro Valeri, coordenador do Comitê de CVC da ABVCAP. “Imaginávamos que empresas ainda consideravam apenas o resultado financeiro como benefício do CVC, mas a situação é diferente, e já há uma visão de longo prazo”. De acordo com Valeri, a maturidade do ecossistema de inovação brasileiro também contribui para o bom momento do CVC no país. Em 2021, o mercado de investimento de risco em startups movimentou volume recorde e o Brasil teve 11 novos unicórnios — a conjuntura inspira empresas a copiar a bem-sucedida ideia de fomentar pequenas companhias de base tecnológica. A pesquisa mostra que os valores comprometidos pelas empresas em iniciativas de Corporate Venture Capital ainda são tímidos. Cerca de metade dos CVCs têm menos de R$ 100 milhões investidos, enquanto apenas 30% afirmam possuir mais de R$ 100 milhões alocados em fundos e iniciativas para esse fim. A justificativa, mais uma vez, está no fato dos CVCs brasileiros ainda serem recentes. A mesma lógica se aplica ao analisar a quantidade de exits concluídos (última etapa do investimento): 80% das empresas ainda não realizaram nenhuma saída. “É comum, afinal, essas empresas ainda não concluíram o ciclo de investimento”, diz Valeri. De acordo com a ABVCAP, o ciclo médio de investimento de empresas em startups dura de cinco a dez anos. O futuro do CVC Daqui para a frente, a tendência é que a indústria de CVC abandone o status de “nascente” para “pujante”. A expectativa é de que o número de iniciativas de Corporate Venture Capital cresça na casa “das dezenas” em 2022, segundo Rosario Cannata, coordenador do Comitê de CVC da ABVCAP. “Isso acontecerá porque as iniciativas de CVC irão equilibrar o desejo de grandes empresas por resultados imediatos e estratégias de longo prazo”. Segundo os especialistas da ABVCAP, as quantias comprometidas para iniciativas de CVC também devem crescer, na medida em que o ritmo de expansão das startups continua acelerado e as próprias iniciativas corporativas ganham mais solidez da porta para dentro. “Hoje vemos que esse valor é pouco, mas as quantias baixas estão associadas ao risco, porque empresas não podem comprometer muito capital em iniciativas recentes”, diz Cannata. “No futuro, essa quantia será bem maior”. Ao que tudo indica, a aversão ao risco também deixará de ser uma realidade. Hoje, a maioria das startups investidas por braços de CVC estão em estágios iniciais de desenvolvimento, em rodadas Pré-Seed, Seed, e série A e B, com valores que chegam aos R$ 10 milhões. O cenário, segundo a ABVCAP, deve mudar. “A convivência com esse modelo, o grande número de projetos e os bons resultados vão motivar a chegada do CVC a rodadas série C em diante”. fonte: Exame (https://exame.com/pme/apetite-startups-cresce-90-das-empresas-querem-investir/)

Sebrae e Maturi lançam programa para startups criadas por 50+

O Silver Startup, lançado pelo Sebrae–SP e Maturi, é um programa que irá apoiar o desenvolvimento e crescimento de startups fundadas por empreendedores com mais de 50 anos por meio da conexão com mentores. Foram selecionadas 30 companhias de empreendedores do estado de São Paulo que já têm um negócio, um projeto ou ideia para começar uma startup e buscam apoio de especialistas em diversas áreas para validar, testar, melhorar e crescer. “Cerca de um quarto da população brasileira tem mais de 50 anos. Daqui 20 anos, mais de 40% da população terá mais de 50 anos. É um mercado enorme para ser atendido e nada melhor do que pessoas com mais de 50 anos para atender esse público que elas fazem parte. E o Sebrae com a Maturi dará todo o apoio para o desenvolvimento dos negócios promovendo mentorias e conexões”, destaca Wilson Poit, diretor-superintendente do Sebrae-SP. “Começamos como uma plataforma de vagas para pessoas com mais de 50 anos, mas desde o começo falamos sobre empreendedorismo para o nosso público. E ninguém melhor do que o Sebrae para unir forças e lançar um programa para impactar cada vez mais pessoas”, ressalta Mórris Litvak, fundador e CEO da Maturi, plataforma que reúne oportunidades de trabalho, desenvolvimento pessoal, capacitação profissional, empreendedorismo e networking. O Silver Startup Lab terá duração de seis meses e começa com um diagnóstico, já que o negócio pode estar na fase de ideação até em busca de investimento para escalonar, por exemplo. Os participantes terão mentorias com experts do mercado; acompanhamento das necessidades e próximos desafios; participação em eventos, como a feira de startups CASE e a Maturi Fest, maior festival de trabalho e empreendedorismo 50+ da América Latina; e conexão com outros programas e eventos do Sebrae for Startups, posicionamento do Sebrae-SP dedicado ao ecossistema de inovação paulista. O encerramento será realizado em dezembro com um DemoDay, para apresentação dos negócios para uma banca de avaliação. fonte: Startupi (https://startupi.com.br/2022/06/sebrae-sp-e-maturi-lancam-programa-para-startups-criadas-por-pessoas-com-mais-de-50-anos/)

Empreendedores de segunda viagem

Conteúdo skin in the game é a estratégia do Empreendabilidade

Quase um terço dos founders são empreendedores de segunda viagem O ecossistema de inovação brasileiro tem alguns fundadores de mais de um negócio, e isso é bom para todo o mercado. Um levantamento realizado pelo Distrito com a MAYA Capital indica que 66,8% dos founders declaram que já estavam inseridos no universo de startups, e 29,1% deles haviam participado da criação de outra empresa do mesmo segmento anteriormente. “Ter empreendedores de ‘segunda viagem’ é um ótimo sinal para o ecossistema. Significa que temos um ciclo virtuoso que impulsiona novos negócios” – Gustavo Gierun, CEO do Distrito. O estudo foi realizado com 223 fundadores de startups brasileiras, com o objetivo de mapear o ecossistema de inovação do Brasil analisando o perfil dos fundadores e suas opiniões sobre pontos estratégicos de seus negócios, como investimentos e modelo de trabalho. As respostas foram coletadas entre maio e junho de 2021. A pesquisa também identificou que a maioria dos negócios está em estágios iniciais — 76,7% das empresas estão no mercado há três anos ou menos. O dado tem impacto direto no número de funcionários: 25,6% das startups têm apenas o fundador, enquanto 35,4% possui menos de 9 colaboradores. Sobre captação de recursos, o estudo mostra que mais da metade das empresas (58%) ainda não receberam nenhum investimento externo. Considerando apenas os que já captaram recursos privados, 38,5% dos fundadores conseguiram aportes buscando ativamente fundos. Os casos em que os fundos buscaram as startups são 28,6%. A realidade do trabalho remoto foi abordada pela pesquisa. A maioria dos entrevistados (52,2%) disseram que a empresa funciona completamente em home office — mesmo com todas as dificuldades. Para 44,5%, o trabalho remoto é tão produtivo quanto o presencial. Do outro lado, 14,1% consideram que o home office é menos produtivo. Sobre demissões, 54,5% das startups revelam que não tiveram de demitir funcionários no último ano. Ao contrário: 40% das startups pretendem receber pelo menos 5 pessoas, e outras 25,9% esperam contratar entre 6 e 10 pessoas. Segundo os fundadores, profissionais da área de TI são os mais difíceis de encontrar (59,6% das respostas). De acordo com o levantamento, 80% dos fundadores têm entre 25 e 44 anos. Empreendedores com menos de 25 e mais de 50 anos ficaram com 5,5% e 8,6%, respectivamente. Já sobre a escolaridade, o estudo revela que 95% dos fundadores de startups do Brasil têm ensino superior completo — com pós-graduação e/ou MBA somam 54,7%. Para Gierun, o resultado destaca que o nível de escolaridade dos fundadores contribui para os resultados positivos do setor — mas também demonstra que existe um caminho a ser seguido. “Esses dados reforçam a importância de investir em educação e nas políticas de acesso às universidades pelas classes populares e demais grupos historicamente excluídos. Com isso, o mercado de inovação será mais acessível”. Analisando a demografia, o levantamento revela que São Paulo é o point dos empreendedores — o estado concentra 63,7% das startups sediadas no país. O Nordeste e o Norte são as regiões menos representadas, com 2,3% e 1,8%, respectivamente. Fonte: PEGN (https://revistapegn.globo.com/Startups/noticia/2022/05/quase-um-terco-dos-fundadores-de-startups-brasileiras-sao-empreendedores-de-segunda-viagem.html)

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