Conheça os novos recursos do WhatsApp Business para os pequenos negócios

Novidades nos anúncios e listas de transmissão personalizadas são as apostas recém-lançadas pelo aplicativo A pandemia de Covid-19 mudou para sempre os hábitos de consumo dos brasileiros. Mesmo passados mais de um ano do fim das medidas de isolamento social e plena retomada da economia, o fato é que nenhum empreendedor que pretende abrir o próprio negócio pode descuidar das estratégias digitais. Estar conectado e capacitado para usar as novidades tecnológicas é uma das necessidades das micro e pequenas empresas. Entre essas ferramentas está o WhatsApp. A Meta, empresa controladora das plataformas do Facebook, Messenger, WhatsApp e Instagram, tem apostado em uma série de melhorias do WhatsApp Business, app de conversas voltado a empresas. “A ferramenta já ultrapassou 200 milhões de usuários e recebeu recentemente dois novos recursos, que contribuem para ações de divulgação e relacionamento dos pequenos negócios”, reforça a especialista em Mercados e Transformação Digital do Sebrae Janaína Camilo. Uma das novidades é a funcionalidade que permite criar “anúncios de clique” no Facebook utilizando o WhatsApp Business. Os anúncios publicados pela empresa são acessados pelos usuários do Facebook que, por meio de um botão no próprio conteúdo divulgado, são redirecionados diretamente ao WhatsApp Business para atendimento. Na prática, quando os usuários clicarem em algum anúncio, será aberta uma conversa no WhatsApp para que os clientes tirem dúvidas sobre os produtos e efetuem compras. Com isso, deixa de ser obrigatório ter uma conta no Facebook dedicada a esse fim, e as empresas interessadas na função precisarão apenas cadastrar endereço de e-mail e método de pagamento. Para Janaína, esse recurso beneficia os pequenos negócios, que normalmente não conseguem ter presença digital em vários canais. “A novidade possibilita uma maneira mais simples para anunciar seus produtos e serviços, permitindo alcançar uma base mais ampla de clientes”, ressalta a analista. Outra função que está em fase de testes e deverá ser disponibilizada em pouco tempo, são as listas de transmissão personalizadas. Essa funcionalidade possibilitará às empresas automatizar o envio de lembretes, informes sobre promoções e felicitações por datas especiais para o cliente. Será possível ainda incluir botões de call to action, agendar os disparos das mensagens ou enviá-las instantaneamente. “As novas funcionalidades certamente irão contribuir para que as pequenas empresas aprimorem o relacionamento com seus clientes e alcancem melhores resultados de conversão de venda”, conclui Janaína. Já sabe como utilizar o WhatsApp Business? Basta seguir alguns passos simples. Baixe o aplicativo Whatsapp Business, que é diferente do aplicativo de mensagens comum (Whatsapp); Confirme o número de telefone, e permita o acesso aos contatos e fotos; Crie um perfil comercial da empresa, e adicione as informações importantes sobre a empresa, como endereço e horário de funcionamento.

6 formas de usar inteligência artificial em qualquer negócio

Aplicações de IA podem multiplicar o resultado de toda empresa, independentemente do setor ou tamanho “ChatGPT cria empresa do zero e gera receita em poucos dias”. Notícias como essa têm se tornado cada vez mais comuns no meio dos negócios ao passo que a inteligência artificial avança e se populariza. Investimentos em IA já são prioridades das empresas e as ferramentas de inteligência artificial como ChatGPT, Midjourney e Copilot se tornaram parte do dia a dia das organizações. Segundo o estudo Futuro do Trabalho, do Fórum Econômico Mundial, mais de 75% das empresas já buscam incorporar a inteligência artificial em seus negócios nos próximos anos. Mas, afinal, como usar inteligência artificial em uma empresa?  Ferramentas como o ChatGPT já são usadas na criação de novos negócios. Um exemplo é o do empreendedor português João Ferrão, que deu a ordem para o ChatGPT criar uma empresa do zero com um valor inicial de US$ 1000. O assistente inteligente sugeriu o modelo de negócio e ajudou o empreendedor na tomada de decisão, atuando como “CEO” da empresa. Em alguns dias, o negócio já tinha vendido mais de R$ 55 mil e conseguiu um investimento de R$ 600 mil. Mas não é apenas ajudando a criar empresas que o ChatGPT e outras ferramentas podem auxiliar empreendedores. A Inteligência Artificial pode ser aplicada aos negócios de várias maneiras diferentes. Algumas empresas usam essa tecnologia como estrutura do negócio, como a Amazon e o Google, por exemplo. Mas a IA pode ser utilizada para otimizar e potencializar os resultados de qualquer negócio, independentemente do setor ou do tamanho da empresa. Por exemplo, a inteligência artificial permite analisar uma quantidade gigantesca de dados em pouco tempo para tomar decisões mais certas para o negócio. A redução de custos é outro benefício, uma vez que o gestor não vai precisar contratar um time com dezenas de analistas de dados. Outra utilização são os chatbots, que podem revolucionar a área de atendimento de qualquer empresa, trazendo agilidade, redução de custos e suporte 24h por dia para os clientes. Algumas áreas comuns para usar Inteligência Artificial dentro de um negócio são: Atendimento ao cliente: A IA pode ser usada para melhorar o atendimento ao cliente, fornecendo respostas rápidas e precisas a perguntas comuns, realizando triagens e encaminhando chamados para os departamentos apropriados, fornecendo sugestões de produtos e personalizando a experiência do usuário. Aqui são utilizados os famosos chatbots presentes na grande maioria das empresas.  O Rock in Rio também já está usando inteligência artificial. Nas últimas edições, o chatbot Roque trabalhou em tempo real respondendo 3 milhões de mensagens tirando dúvidas e ajudando as pessoas a acessarem todas as informações sobre o evento. Seria necessário um time enorme de atendentes para atender uma demanda desse tamanho. Nesse caso, tanto a empresa quanto o público saíram ganhando com a aplicação da IA. Marketing e vendas: A IA pode ser usada para prever o comportamento do consumidor, personalizar as campanhas de marketing, analisar dados do consumidor e identificar leads qualificados. Além disso, a IA pode ser usada para otimizar preços e ajudar a gerenciar a cadeia de suprimentos. Operações: os sistemas inteligentes podem ser usados para otimizar a cadeia de suprimentos, prever e prevenir falhas em equipamentos, melhorar a eficiência energética e reduzir custos operacionais. Um exemplo desse uso é a Caterpillar. Uma das maiores fabricantes de equipamentos de construção e mineração do mundo digitaliza todos os seus produtos, escavadeira por escavadeira. Com isso, a empresa recebe alertas antecipados de problemas e consegue prever quando uma máquina vai quebrar. Nesse caso, o sistema alerta automaticamente o cliente para fornecer uma nova peça. Recursos humanos: A IA pode ser usada para realizar triagens de candidatos a emprego, identificar talentos internos, gerenciar a folha de pagamento e fornecer treinamento personalizado. Essa é a lógica de negócio da Gupy, como mostramos no capítulo anterior. O site Vagas.com também já usa o ChatGPT para criar o job description das oportunidades que entram na plataforma. Pesquisa e desenvolvimento: A IA pode ser usada para analisar dados e identificar insights valiosos, acelerar o processo de desenvolvimento de produtos, simular cenários para testar ideias e fornecer previsões sobre o desempenho do produto. Finanças: A IA pode ser usada para analisar dados financeiros, identificar fraudes e riscos, realizar análises de investimentos e prever o desempenho financeiro futuro. O CEO da Palo Alto Networks, Nikesh Arora, disse que a empresa tem usado IA em seus serviços de segurança para evitar ataques cibernéticos, por exemplo. A companhia faturou cerca de US$ 30 milhões de dólares nas vendas de seu produto que usa aprendizagem de máquina para detectar ameaças. *Com informações do portal Exame

Ainda existe investimento para startups em 2023?

De acordo com o relatório, divulgado em janeiro deste ano, pela Distrito – plataforma de inovação – as startups brasileiras captaram US $4,45 bilhões, em 2022. O número representa uma queda de 54,5%, em comparação com o volume recorde de US $9,7 bilhões registrado em 2021. Os valores chamam a atenção para o atual cenário brasileiro e levantam o questionamento: será que ainda teremos um alto número de investimentos em startups em 2023? Vivemos tempos de grandes layoffs. Empresas que anteriormente estavam crescendo e contratando, agora, cortaram parte do seu quadro de colaboradores. O próprio gigante da tecnologia Google, anunciou o desligamento de 12 mil colaboradores em todo o mundo. Startups também não ficaram de fora da conta e, infelizmente, até os bancos digitais acabaram demitindo – um bom exemplo disso é o PagBank, que demitiu cerca de 7% do seu quadro de trabalhadores. Com o “boom” de aplicações, nos últimos dois anos, além da pandemia da Covid-19, que fez com que os governos emitissem moeda para fornecer auxílio para a população e não quebrar a economia com as medidas de fechamento das cidades, observamos um cenário favorável para as startups. Com a injeção de moeda no mercado, naturalmente temos uma oferta maior de dinheiro no mundo, e consequentemente no mercado de venture capital (modalidade de investimento em que o dinheiro é aplicado em empresas com alto potencial de crescimento). O dinheiro passou a ser aplicado em um mercado que é mais atrelado a risco e imprevisibilidade, e chegou o momento em que, para rentabilizar o dinheiro, os fundos de venture capital tiveram que escolher as empresas para alocar os seus recursos. No entanto, com a movimentação do mercado para responder à emissão desenfreada de moeda dos últimos anos, passamos a lidar com o cenário do aumento da inflação, em níveis que muitos europeus e americanos nunca viram anteriormente. Para conter a inflação, os bancos centrais aumentaram as taxas de juros. No Brasil, por exemplo, a Selic chegou a 13,75% – um crescimento de mais de dez pontos percentuais em menos de um ano. O aumento da Selic fez com que os títulos de renda fixa, que já eram considerados pouco atrativos nos últimos anos, crescessem – e, assim, começassem a pagar quase 15% ao ano. Tal movimento fez com que as pessoas, que antes tinham que arriscar seu patrimônio, mudassem suas aplicações para esse modelo. Tudo isso explica a queda do investimento em venture capital, criptomoedas e bolsa de valores. O dinheiro que precisava correr risco para ser rentabilizado, agora precisaria estar alocado em títulos mais seguros. Como o capital está escasso, os fundos de venture capital agora têm menos dinheiro para alocar e precisam designar melhor seus investimentos. Assim, com o cenário econômico atual, outras opções de empréstimos para as empresas ficam mais caras. Com todos esses fatores, conseguimos começar a entender o cenário de layoffs ao qual estamos imersos atualmente. Com um panorama de retração e com a diminuição dos investimentos no setor, os empreendedores devem voltar a atenção à situação macroeconômica e para a saúde do negócio. Com o atual momento econômico brasileiro, o aumento da inflação e da taxa de juros, para os investidores, realizar aplicações está mais arriscado e, por isso, este deve ser um ano de estabilidade para as startups. Desta forma, é imprescindível que os gestores repensem a estratégia de contar com investimentos externos – ouso dizer, inclusive, que o grande desafio será gerir os recursos para que a empresa sobreviva e não entre na conta dos layoffs. Pode ser uma tarefa difícil, principalmente para as startups, mas repensar a estrutura, administrar as despesas e os custos é o caminho para aqueles que desejam se manter no mercado. Ou seja, é preciso ter cautela e tomar decisões sábias. Acredito que não seja o fim dos investimentos externos, mas creio que será um ano de rodadas escassas e poucos conseguirão, de fato, atrair a atenção dos investidores. Em resumo, o ano será desafiador, mas  haverá oportunidade para os negócios se consolidarem com os recursos que já foram captados e, aqueles que se destacarem, conseguirão atrair possíveis investimentos. De modo geral, todos devem captar menos neste ano, mas conforme o cenário econômico do país evolua, teremos sinais de melhoras neste setor. Aos empreendedores, é preciso dedicação para o sucesso do negócio, com o foco no cliente e, com uma gestão consciente. Só assim será possível sobreviver a este ano e vislumbrar novas perspectivas para 2024. Vamos juntos? *Cadu Guerra é CEO da Allu, maior plataforma de assinatura de iPhones e acessórios Apple.

“Onde há problema, há oportunidade”: Carol Gilberti, da Mubius

Empreender é desafio, resiliência e estratégia. No Brasil, o cenário do empreendedorismo tem se mostrado cada vez mais explorado pela necessidade, uma vez que os microempreendedores individuais (MEIs) representam quase 70% das empresas em atividade no país. Essas também são palavras de ordem no cotidiano feminino na nossa sociedade. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de mulheres empreendedoras no Brasil cresceu, chegando a 10,3 milhões, o que representa mais de 34% dos empreendedores do país. Uma dessas 10 milhões é Carol Gilberti. Entretanto, Carol não faz parte da estatística apenas como uma mulher empreendedora. À frente da Mubius WomenTech Ventures, a empresária mineira de BH incentiva, investe e projeta negócios de outras mulheres ao mercado com a primeira Women Tech do Brasil. As chamadas Venture Builders são organizações que atuam sistematicamente no desenvolvimento de outras empresas de base inovadora e tecnológica (startups) aportando seus próprios recursos. O panorama ainda é de uma presença feminina bastante tímida no universo das startups no Brasil – no mundo, também – com crescimento praticamente estagnado. Segundo o “Female Founders Report 2021”, há 10 anos, empresas de base tecnológica fundadas apenas por mulheres representavam 4,4% do mercado total. Hoje, o índice é de 4,7%, ou seja, crescimento ínfimo. Carol e a Mubius querem mudar o cenário. “A ideia dessa frente é trazer mulheres para esse ecossistema tão maravilhoso da inovação e tecnologia, alavancando cada vez mais startups de impacto para o universo feminino e que tenham soluções benéficas para o mundo e economia”, conta a empresária. Esposa, mãe e com uma história de vida que vai do Texas a São Paulo, Carol já quis ser atriz de Hollywood, mas encontrou um propósito na comunicação, cursando jornalismo na PUC-MG. “Mulheres empreendedoras têm desafios e batalhas particulares diárias. Isso, independentemente de estarem começando ou no topo da pirâmide. Estamos constantemente lutando contra síndrome da impostora e buscando a desconstrução de várias questões genéticas, cultuais e sociais que fazem parte do dia a dia da mulher”, relata. A empresária ainda aponta caminhos nos quais existem horizonte de crescimento e lastro para startups investirem no Brasil. “Onde há problema, há oportunidades. É assim que a inovação enxerga e o Brasil é um oceano de oportunidades. Seja na economia, no setor jurídico, sustentabilidade, social. Educação, startups a educação, são inúmeros desafios”, completa. Recheado de vivências, bom humor e insights sobre empreendedorismo, o papo completo com Carolina Gilberti esta disponível no Youtube e Spotify do Empreendabilidade.

Uber Direct expande serviços com foco em pequenas e médias empresas

Entregas expressas vão contar com opção de retornar mercadorias ao vendedor caso destinatário não seja encontrado e a possibilidade de agregar até 14 deliveries em uma única viagem A Uber anunciou nesta segunda-feira (17/4) a habilitação no Brasil da solução Uber Direct para pequenas e médias empresas. A ferramenta permite aos negócios contratar os serviços de motoristas parceiros para fazer entregas de seus produtos, com a possibilidade de retornar a mercadoria caso o destinatário não seja encontrado e agregar até 14 deliveries na mesma viagem. Segundo a Uber, a ferramenta pode ser habilitada online, sem a necessidade de entrar em contato com a equipe de vendas da Uber. A solução foi criada no início da pandemia, em abril de 2020, para atender clientes de grandes redes varejistas. Agora, a empresa decidiu expandir a ferramenta. “Os consumidores vivenciaram durante a pandemia que era possível receber muito rápido suas compras e agora priorizam essa opção. As entregas no mesmo dia, que antes eram uma exceção, hoje estão mais próximas de se tornarem a regra”, explica Suzana Castro, Head de Uber Direct no Brasil. O serviço ficará disponível para empresas de todas as cidades onde existe operação da Uber no país. Como usar? Para realizar o cadastro a empresa, pode acessar o site e preencher os dados solicitados. Em instantes, será possível acessar a área do usuário e solicitar as primeiras entregas. O Uber Direct também oferece a opção de integrar a API ao site de e-commerce da empresa, possibilitando a experiência de entrega totalmente automatizada. *Com informações do portal Pequenas Empresas Grandes Negócios

Por que investir em uma WomenTech?

*Por Carolina Gilberti, CEO da Mubius WomenTech Ventures Nos últimos anos, as startups das mais diversas áreas vêm crescendo no Brasil. Muitas empresas e instituições estão investindo em inovação, o que representa a mudança na mentalidade das pessoas e mais oportunidades de negócios. No entanto, a desigualdade de gênero também é evidenciada nesse cenário. No Brasil, apenas 4,7% das startups são fundadas exclusivamente por mulheres, conforme o estudo Female Founders Report 2021. Segundo uma pesquisa do Boston Consulting Group, a cada US$ 1 investido na empresa, as mulheres geraram US$ 0,78, enquanto os homens geraram menos da metade: US$ 0,31. O levantamento do BCG indicou que startups fundadas por mulheres recebem muito menos investimentos do que as criadas por homens. Ainda assim, as empresas lideradas por elas dão um retorno maior em receita no longo prazo do que as comandadas por eles. Ainda há um vasto caminho a ser percorrido pelas WomenTechs no Brasil e no mundo e isso depende de financiamento. O mercado da inovação ainda é dominado pelos homens e, consequentemente, os vieses são sempre os mesmos. Muitos, e isso inclui homens e mulheres, ainda perguntam se a mulher “vai dar conta” de equilibrar a vida pessoal e profissional, questionam quem vai cuidar dos filhos enquanto ela empreende, ou duvidam que ela fará uma boa gestão financeira. Ainda há um ar de desconfiança na capacidade de execução da mulher, especialmente quando se trata de cargos mais altos. As perguntas para os homens, por outro lado, são sempre relacionadas ao sucesso do negócio. É necessário gerar uma verdadeira mudança no mindset das empresas e da sociedade como um todo. Isso requer um conjunto de ações de diferentes esferas, incluindo governo, iniciativa privada, comunidade acadêmica, mídia, cidadãos e fundos de investimentos, entre outros segmentos. É preciso trazer mais diversidade para o meio da inovação, para as bancas de avaliação e para o mundo dos investimentos, tornando esse ecossistema mais inclusivo. Temos que atrair mais mulheres, tanto no que se refere ao empreendedorismo quanto nos investimentos. Investir em WomenTechs é investir diretamente nos impactos sociais e econômicos. Atualmente, os aportes são democráticos: pode-se investir o quanto quiser, em quem quiser e no negócio que quiser e ainda contribuir para o progresso de uma empreendedora. Além disso, fornecer capital para as WomenTechs é fomentar a economia brasileira e acelerar o processo de inovação. Investir nessas startups também contribui para incentivar que mais e mais mulheres empreendam. Para aquelas que estão ingressando no universo da inovação e desenvolvendo projetos, é importante se manterem firmes e fortes. Foquem no seu propósito. Não abram mão da sua renda logo de cara, porque  irão  precisar sobreviver enquanto empreendem. Programem-se. Planejem-se. Conectem-se com pessoas certas. Confiem nas pessoas,fiquem atentas e entendam quem está ao seu lado por interesse, façam as pazes com isso sem perder a ternura e o foco em seus objetivos. *Carolina Gilberti, é CEO da Mubius WomenTech Ventures, a primeira WomenTech do Brasil.

Como as demissões em big techs podem influenciar o mercado brasileiro de tecnologia?

Com mais de 100 mil desligamentos ao redor do mundo, setor passa por momento de mudanças estruturais; empresas buscam equilíbrio diante de perdas no valor de mercadoEntre o fim de 2022 e o início deste ano, as empresas do setor de tecnologia demitiram mais de 100 mil colaboradores ao redor do mundo e mais da metade deste número vieram das “big techs”, empresas que dominam o setor. Este mesmo grupo, que inclui Apple, Microsoft, Meta (dona do Facebook, WhatsApp e Instagram), e Alphabet (Google) perderam quase U$4 trilhões em valor de mercado ao longo do ano de 2022, de acordo com a consultoria TradeMap. Alguns motivos podem estar relacionados às demissões em massa que ocorrem atualmente, como a insegurança na economia global, o aumento da inflação nos Estados Unidos, onde a maioria das demissões aconteceram, mas principalmente o alto número de contratações feitas durante a pandemia, que muitas vezes não se fazem mais necessárias. “A pandemia fez com que a aceleração digital de empresas de pequeno, médio e grande porte fossem potencializadas de maneira ainda mais significativa, o que resultou em mais contratações naquele momento. Com o retorno de um cenário parecido com o que vivíamos antes do início da COVID-19, essas empresas tiveram de fazer cortes para equilibrar a equação de funcionários”, explica João Gabriel, head de tecnologia e Top Voice do LinkedIn. Movimento pode impactar setor no Brasil? Na mão contrária desta tendência, o Brasil deve chegar em 2025 com um déficit de quase 800 mil profissionais no setor tech, o que evidencia a necessidade da formação de novos especialistas para preencher a lacuna existente no país. Mesmo com a alta demanda de profissionais, as demissões recentes no setor devem impactar o mercado brasileiro de tecnologia. Com mais profissionais no mercado, as vagas devem se tornar mais concorridas entre os novos profissionais e aqueles que buscam recolocação profissional. “Este movimento de demissões deve sim impactar as empresas do país nos próximos meses. Naturalmente, com mais candidatos, a concorrência nas vagas será maior, e os profissionais que possuem experiência levam ligeira vantagem em relação aos candidatos que estão tentando a primeira oportunidade no mercado de tecnologia”, conta João. Realocação no mercado de trabalho Buscar um novo emprego pode ser difícil, muitas pessoas passam longos meses entre a saída de um trabalho e o recomeço da vida profissional. Mesmo com o mercado aquecido, o setor tech pode apresentar situações em que o profissional passe algum tempo sem uma nova chance e tenha que maximizar suas oportunidades de conseguir uma vaga, por meio de estratégias que o façam ser notado. “Atualizar o currículo e LinkedIn são itens obrigatórios para quem está em busca de uma vaga de emprego hoje em dia, e isso vale para qualquer área, mas pensando principalmente no mercado de tecnologia, ter conexões que possam auxiliar em alguma oportunidade, por meio de conselhos e indicação é essencial”, relata o especialista. Um movimento muito comum dos últimos anos tem sido a busca de outros países por profissionais brasileiros. De acordo com uma pesquisa da Husky, plataforma que facilita o recebimento de transferências internacionais, o número de profissionais que vivem no Brasil mas trabalham no exterior saltou 491% entre 2020 e 2022, e a tecnologia da informação é o setor com mais procura. “Os profissionais de tecnologia são muito visados pelo mercado atualmente, então mesmo com as demissões no exterior e por aqui, eles devem conseguir se recolocar rapidamente para outras posições, pois a maioria possui experiência e conhecimento para atuar em empresas de pequeno, médio e grande porte”, finaliza o head de tecnologia.

EXCLUSIVO – Desafios para pequenos negócios no Brasil, segundo Inteligência Artificial ChatGPT

Programa de Inteligência Artificial lista 5 principais desafios para o empreendedorismo no Brasil, 4 estão relacionados ao ambiente para fazer negócios: burocracia, instabilidade econômica, dificuldade de acesso a financiamento e  infraestrutura;   O uso de inteligência artificial já é uma realidade no mundo, inclusive para temas mais complexos, como o ambiente de negócios.  Passamos um tempo “batendo papo” sobre empreendedorismo e PMEs com a nova sensação da tecnologia, o ChatGPT, sistema que possibilita ao usuário interagir com um chatbot e conversar sobre qualquer assunto, dos mais triviais aos mais complicados. A empresa responsável pela plataforma – que está disponível tanto no próprio site quanto em aplicativos para os sistemas operacionais IOS e Android – promete autenticidade nas respostas, o que confirmamos na nossa “entrevista”, onde perguntamos sobre os principais desafios para empreender e para os micro e pequenos negócios no Brasil. Não há indicativos de plágios ou de uso de outras fontes como Sebrae, Google ou Wikipedia, o que poderia ocorrer se a plataforma usasse algoritmos de palavras-chave. O que nos impressionou foi que a IA (ou AI, se for usar a sigla em inglês) argumenta o suficiente para explicar, mesmo que ainda superficialmente, as questões levantadas. “Nos pareceu, até, que o sistema consegue compreender melhor do que muita gente sobre as questões que impactam o crescimento econômico, já que não há interesses políticos ou retóricas envolvidas”, observa Ricardo Meireles, pesquisador e publisher do Empreendabilidade.   Veja  abaixo a entrevista na íntegra:   Empreendabilidade: Quais são os principais desafios para as pequenas empresas e empreendedores no Brasil? ChatGPT: As principais dificuldades para as pequenas empresas e empreendedores no Brasil incluem: Acesso a financiamento: muitas vezes, é difícil obter empréstimos ou outras formas de financiamento para iniciar ou expandir um negócio. Burocracia: existem muitas regulamentações e procedimentos burocráticos que podem ser difíceis de navegar para pequenas empresas. Competição: as pequenas empresas geralmente enfrentam uma forte concorrência de grandes empresas e marcas estabelecidas. Infraestrutura: falta de infraestrutura adequada, como transporte e serviços básicos, pode dificultar o funcionamento de uma empresa. Instabilidade econômica: mudanças na economia, como altas taxas de juros e inflação, podem afetar negativamente as pequenas empresas e empreendedores.   Empreendabilidade: Pode explicar melhor o que seria a dificuldade a acesso a financiamento? ChatGPT: O acesso a financiamento é um dos principais desafios enfrentados pelas pequenas empresas e empreendedores no Brasil. Isso pode incluir dificuldades em obter empréstimos bancários, linhas de crédito, investimentos de risco ou outras formas de financiamento. Existem vários fatores que contribuem para essa dificuldade. Um deles é a falta de garantias financeiras, como imóveis ou outros ativos, que as pequenas empresas podem oferecer como garantia para obter empréstimos. Além disso, as pequenas empresas frequentemente não têm acesso ao mesmo tipo de informações financeiras e de crédito que as grandes empresas têm, o que pode dificultar a obtenção de financiamento. Além disso, as instituições financeiras podem ter políticas restritivas para emprestar dinheiro para pequenas empresas, devido ao risco potencial de inadimplência e ao menor retorno sobre o investimento. Outra dificuldade é que, muitas vezes, os pequenos empreendedores não têm conhecimentos de como elaborar um plano de negócios e projetos financeiros, o que dificulta a obtenção de crédito junto a instituições financeiras.   Empreendabilidade: O ambiente de negócios brasileiro é burocrático, já sabemos. Mas, como a burocracia impacta quem quer empreender? ChatGPT: Existem muitas regulamentações e procedimentos que as empresas precisam seguir, incluindo licenças, registros, alvarás e impostos. Algumas dessas regulamentações podem ser complexas e difíceis de navegar, especialmente para empresas que não têm recursos ou conhecimento para lidar com a burocracia. Além disso, muitas vezes existem diferentes regulamentações em diferentes níveis de governo, o que pode ser confuso e difícil de seguir para as pequenas empresas. Os processos de licenciamento e registro podem ser demorados e burocráticos, e as empresas podem precisar lidar com diferentes órgãos governamentais para obter as licenças e alvarás necessários. Isso pode causar atrasos e interrupções no funcionamento do negócio. Além disso, as pequenas empresas podem ter dificuldades para cumprir todas as regulamentações e normas, o que pode levar a multas ou outras penalidades. Em resumo, a burocracia pode ser um desafio significativo para as pequenas empresas e empreendedores, pois pode causar atrasos, interrupções e custos adicionais para o funcionamento dos negócios.     Empreendabilidade: Você também comentou sobre a concorrência como desafio. Como enxerga essa questão? ChatGPT: As pequenas empresas geralmente enfrentam uma forte concorrência de grandes empresas e marcas estabelecidas, que têm mais recursos financeiros e de marketing para competir. Além disso, as grandes empresas geralmente têm uma presença mais forte no mercado e uma maior capacidade de oferecer preços mais baixos, o que pode ser difícil de competir para as pequenas empresas. As pequenas empresas também podem enfrentar concorrência de outras pequenas empresas e negócios locais, o que pode ser desafiador para se destacar e atrair clientes. Para competir, as pequenas empresas geralmente precisam ser mais criativas e inovadoras em suas estratégias de marketing e vendas, oferecendo produtos ou serviços exclusivos ou diferenciados. Além disso, elas também podem ter que ser mais flexíveis e ágeis em sua operação, para ajustar sua oferta de acordo com as mudanças no mercado. Além disso, as pequenas empresas também podem se beneficiar de serem mais próximas dos seus clientes e oferecer um atendimento personalizado, o que pode ser difícil de ser encontrado em grandes empresas.   Empreendabilidade: Como a infraestrutura pode ser uma barreira para as PMEs? ChatGPT: A falta de infraestrutura adequada, como transporte, eletricidade, água e outros serviços básicos, pode dificultar o funcionamento de uma empresa. Por exemplo, a falta de boas estradas e transporte pode tornar difícil o transporte de mercadorias e clientes. A falta de eletricidade ou água pode causar interrupções no funcionamento do negócio. Além disso, a falta de infraestrutura adequada também pode afetar a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pelas pequenas empresas, pois pode dificultar o acesso a matérias-primas e equipamentos. Outro problema é que as pequenas empresas podem não ter recursos financeiros para investir em infraestrutura própria,

CEO da Accenture conta jornada no podcast CBN; Empresa recruta profissionais 50+

Quase sempre que se fala de empreendedorismo, vem ao pensamento a empresa própria e a jornada solitária. Mas, o mindset empreendedor também pode estar presente naqueles que se reinventam dentro da companhia para a qual trabalham. Um exemplo é a carreira de Rodolfo Eschenbach, CEO da Accenture para o Brasil e a América Latina. Em entrevista para o podcast CBN Professional, realizado pela emissora em parceria com o Valor Econômico, ele fala da sua carreira de quase 30 anos na companhia e de como a consultoria faz para se manter atualizada. “É como se eu tivesse mudado de emprego umas seis vezes, mas sem sair da empresa. Sempre estive em busca de oportunidades dentro da organização. Em algumas, pedi para participar; em outras, me convidaram”, explica. Na Accenture desde 1994, ele ingressou na consultoria como consultor, foi gerente, gerente sênior, diretor líder de estratégia e assumiu a cadeira de CEO em setembro de 2022. Embora a carreira estivesse em curva ascendente, ele não se limitou a “pular” de um cargo para outro: era atraído pela realização de grandes tarefas. “Desde o início, eu já gostava de desafios, de tocar e entregar projetos para os clientes”, lembra o executivo, engenheiro de formação. “Aprendi a me divertir no trabalho.” Dos desafios de Eschenbach na Accenture, a maioria está ligada ao campo da inovação. Um dos mais relevantes, segundo ele, foi montar o “business” de digital na corporação, uma jornada cujo arranque inicial durou seis anos. “Há mais de dez anos, quando começaram as primeiras discussões sobre a transformação digital dos negócios, pedi para ser o executivo responsável pelo setor na empresa”, diz. “Sempre fui da área de consultoria, focado mais em supply chain e transformação organizacional, mas o meu diferencial era descobrir como usar a tecnologia para alavancar os negócios dos clientes.” Nessa jornada empreendedora – apesar de ser funcionário da empresa, Eschenbach manteve o olhar para a antecipação de desafios e a busca por caminhos para a solução -, o executivo teve de abrir novas frentes de recrutamento de talentos para apoiar a oferta de serviços digitais da marca. “Compramos empresas do segmento e trouxemos profissionais bem diferentes daqueles que já tínhamos”, afirma. “Foi importante convencer as áreas que, além de consultores de perfil tradicional, íamos precisar de designers, matemáticos e pesquisadores em campos diversos.” Profissionais maduros Uma das iniciativas foi investir na contratação de profissionais mais seniores, acima dos 50 anos. Em linha com os estudos do Empreendabilidade, esses profissionais hoje tem capacidade de trabalho muito diferente do passado, quando tinham cabeça de se aposentar. “Hoje em dia, com 50 anos, ninguém está com essa cabeça. Por que não trazemos esse pessoal e fazemos um re-skilling?”, diz. A Accenture criou o programa Grand Master, apelidado de “trainee 50+”, para selecionar profissionais mais experientes. “Executivos ou não, buscamos pessoas com capacidade de trabalho, que tenham vontade de aprender novos skills. Está sendo um super sucesso, quase começando uma nova carreira, se sentindo energizadas, fazendo novas coisas.” Além de tudo, pontua o executivo, esse tipo de programa é uma ajuda na demanda da sociedade por profissionais capacitados. “Investimos para formar profissionais que sejam melhores para a sociedade, e obviamente queremos captar a maioria deles.” Eschenbach acaba de ser nomeado para o novo cargo. Na entrevista, dá a dica para os gestores: “o gestor precisa ter clareza sobre os objetivos e o futuro das equipes que coordena. Saber o que o seu time terá de fazer nos próximos três anos para que a empresa continue crescendo e manter conversas frequentes.” Fonte: com informações do Podcast CBN Professional – disponível nas principais plataformas de streaming, como Spotify e Apple Podcasts, e no site da CBN e do Valor Econômico.

Edtech está com 21 vagas abertas em tecnologia para trabalho remoto

A +A Educação, maior edtech para ensino superior e profissional do Brasil, está com 21 vagas em aberto para trabalho remoto, na área de tecnologia, em diferentes segmentos. Entre os benefícios oferecidos estão auxílio educação e até 50% de subsídio em instituições de ensino parceiras, plano de saúde, day off de aniversário, convênio com academia de ginástica e assistência pessoal, que disponibiliza aos colaboradores apoio jurídico, psicológico e até mesmo babá ou chaveiro em emergências, por exemplo. A empresa recebeu o selo GPTW, atingindo o percentual de 82% de engajamento, de acordo com a avaliação de seus colaboradores. A edtech investiu R$ 120 milhões em inovação, desde 2019, incluindo a construção de sua própria plataforma de conteúdo, desenvolvimento de tecnologias educacionais e aquisição de seis startups, que complementaram o portfólio. Hoje possui uma área de tecnologia que conta com mais de 150 desenvolvedores especialistas. “Acreditamos no poder transformador da educação e, por isso mesmo, investimos em soluções tecnológicas. Em menos de 4 anos, passamos de 500 para 900 colaboradores”, destaca Caroline Giron, diretora de RH da + Educação. Em abril, a +A Educação inaugurou uma sala de imersão em Porto Alegre/RS, onde todos que estiverem em sua sede podem vivenciar experiências de aprendizagem como laboratórios virtuais, realidade aumentada, vídeos em 360° e 3D. Para se candidatar, o profissional deve se cadastrar no site  https://maisaedu-tech.gupy.io/. Veja as vagas abaixo:   Vagas disponíveis em tecnologia: Desenvolvedor web tracking Desenvolvedor de jogos pleno Desenvolvedor de jogos sr Desenvolvedor fullstack node.js jr Desenvolvedor fullstack node.js pleno Desenvolvedor fullstack node.js sênior Desenvolvedor front end vue.js sr Desenvolvedor fullstack c# jr Ux designer pleno (mobile) Ux designer sênior Engenheiro devops pleno Analista de testes pleno Tech lead .net/c# Tech lead php/node.js   Benefícios: VA, VR e VT Assistência médica e odontológica com mensalidade paga 100% pela empresa Auxílio creche TotalPass – convênio com mais de 2000 academias Programa de participação nos resultados Folga no mês do aniversário Auxílio educação para cursos de graduação, línguas e pós-graduação Descontos de até 50% em instituições de ensino parceiras Seguro de vida Assistência pessoal Biblioteca física e virtual

Empreendacast: acervo de histórias em áudio

  Gustavo Passi tem uma história interessante. Ele inventou a troca de figurinhas da Copa que lotou o vão do MASP em 2014 (e se repetiu em 2018), fundou a Voz e Conteúdo, uma produtora de podcasts que monta estúdios em bar, beco, eventos e onde você quiser, vem se dedicando a impulsionar creators e a incentivar o empreendedorismo.   Um dos projetos dele é o Empreedacast, que começou no final de 2018 com o formato de entrevistas com empreendedores que contam seus desafios, dores e como situações difíceis podem se reverter em empresas de sucesso.   Melhor: o Empreendacast, com conteúdos diários, vem se tornando um grande acervo de histórias de empreendedores. São mais de 240 entrevistas no ar, entre 1h e 2h de conversa, bons papos com quem sente na pele o que é empreender e já fizeram do limão uma limonada. É um verdadeiro Empreendaverso.   Entre os entrevistados estão nomes como Itamar Serpa (Embelleze), Roberto Pina (SevenSete), Erik Momo (Pizzaria 1900), Alexandre Ostroiewski (Multilaser), Rodrigo Faustino (Ebony English School), muitas mulheres estilo Ana Médici (apresentadora), Dariane Gatto (Kaz Coworking), Cristina Fragata (Attri), Livia Marques (Veroni), Marina Proença (ex-Favo), Gabriela Ferolla (Seall) entre outros empresários.   São conversas (que na verdade são uma verdadeira aula de prática) em diversos segmentos: food service, startups, logística, serviços, saúde, segurança, empreendedorismo social, ESG e inclusão, educação, indústria, beleza e outros.   Além das entrevistas, o Empreendacast produz diariamente as Pílulas de Conteúdo sobre temas relevantes para quem empreende e quer empreender, como o Sextou Lá na Firma (Caio Barroso), Transformação Digital (Wellington Cruz), Innova News (Ana Médici) e muitos áudios sobre liderança, gestão, operação e demais temas do empreendedorismo.   Está procurando um podcast que acrescente informação e conhecimento? Vai para a academia, caminhar, cozinhar e quer se informar ao mesmo tempo? Empreendacast resolve no áudio e em vídeo.   Acesse em todos os players de áudio aqui ou procure nas redes sociais.   E, se tiver uma sugestão de entrevista ou uma história interessante para contar, é só avisar para o Empreendabilidade através do e-mail contato@empreendabilidade.com.br que nós fazemos a ponte.

O que o prejuízo do Softbank diz sobre a crise dos unicórnios

(foto: pexels-pixabay) O Softbank, grupo japonês investidor de tecnologia,  reportou prejuízo recorde no trimestre de abril a junho, de 3,16 trilhões de ienes, ou US$ 23,4 bilhões, 50% maior que o prejuízo anterior, de janeiro a março. No ano fiscal, encerrado em 31 de março, 0 prejuízo chegou a 1,71 trilhão de ienes. O que o resultado do gigante, que investe em marcas conhecidas no Brasil como VTex, Creditas, Olist, Mecado Bitcoin, QuintoAndar, Loft, Kavak, Uber, MadeiraMadeira, Banco Inter e outros, indica? Estamos acompanhando desde abril, quando esta página sequer existia, a fuga de recursos financeiros das startups, realidade não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, muito por conta do impacto nos empregos que vem sendo noticiado todos os dias. Estima-se que quase 5 mil pessoas tenham sido demitidas no período. O último a noticiar demissões foi a Loggi, outro unicórnio brasileiro, juntando-se a várias outras, muitas delas do portfólio do Softbank. A maior aceleradora do mundo, a Y Combinator, anunciou  na última semana que reduziu em 40% o número  de startups no programa de verão. No seu relatório semestral, divulgado há um mês, o hub Distrito contabilizou que os investimentos em startups caíram 44% na primeira metade do ano. Esse movimento de baixa indica que o mercado de Startups pode estar chegando a um ponto de maturidade, o que se reflete em investimentos mais duros e com foco em resultados de fato. Em outras palavras, acabou-se o dinheiro para gastar à vontade. O QuintoAndar, na mesma semana em que demitiu 200 pessoas (há conversas no mercado sobre esse número chegar a 800), era um dos grandes anunciantes do BBB. Alguém se lembra? No ano anterior, a empresa havia anunciado um plano de expansão para América Latina, com aumento de 150% dos investimentos em marketing. As cotas do reality da Globo giram entre R$ 12 milhões e R$ 92 milhões, ou seja, bastante dinheiro. O argumento de que uma startup requer aportes altos para tecnologia não deveria significar, também, aquela coisa toda de que a tecnologia torna os negócios mais eficientes? Ao mesmo tempo em que o dinheiro fica mais duro, o investidor fica mais perspicaz. Todos os dias ainda saem notícias de rodadas de investimentos, novas Startups captando aportes e boas soluções surgindo. Na nossa modesta opinião, com menos recursos, é possível que surjam startups “melhores”, que haja mais fusões e que embustes sejam revelados.   Ainda faltarão programadores? O que ainda não está claro é o quanto essa redução nos investimentos vai impactar no mercado de empregos para programadores: havia uma previsão de escassez de profissionais de tecnologia, resultado de um cálculo direto do horizonte de demanda versus profissionais disponíveis e cursos de formação. A estimativa era de que o mercado demandasse, até 2025, 797 mil novos talentos (fonte: Associação de Profissionais de Informação e Comunicação – Brasscom). Por ano, o país forma cerca de 50 mil profissionais, mas, nos últimos meses o setor TIC viu crescer o número de escolas e iniciativas de formação de programadores. Agora, com as demissões nos unicórnios, o cenário continuará o mesmo?  

Startup Nomad faz demissões 3 meses depois de levantar US$ 32 milhões

A fintech Nomad é comandada por Lucas Vargas, fundador junto com Eduardo Haber e Patrick Sigrist   Fonte: Agência Estado | Guilherme Guerra – O Estado de S. Paulo   A startup Nomad, dedicada à abertura de contas em instituições financeiras nos EUA, realizou na quarta-feira, 3, a demissão de 20% a 30% do seu quadro de funcionários. Cerca de 70 pessoas foram desligadas, apurou o Estadão. Procurada pela reportagem, a companhia não confirmou o número, mas diz que a medida serve para garantir “a alta performance da empresa nos próximos anos”. Por meio de chamada de vídeo, a startup realizou os cortes em diversas áreas, como investimentos, jurídico e departamento pessoal. Os funcionários demitidos vão receber mais dois meses de plano de saúde, fim do desconto do vale-alimentação no holerite, ajuda na recolocação profissional e duas sessões com coach de carreira, apurou a reportagem. Aos funcionários, a Nomad atribuiu as demissões à falta de previsão para captar dinheiro em novas rodadas de investimento. Com a alta global dos juros, guerra na Ucrânia e chance de recessão econômica mundial, fundos de investimento reveem estratégias e fecham a torneira dos cheques, essenciais para alavancar startups no mercado de inovação. A fintech brasileira, porém, havia levantado uma rodada de investimento de US$ 32 milhões em maio deste ano, com intuito de expandir o modelo de negócio. O aporte havia sido liderado pelo fundo americano Stripes, seguido por Monashees, Spark Capital, Propel, Globo Ventures e Abstract. Além disso, a Nomad iniciou obras para ter uma uma sala de espera no Aeroporto Internacional de Guarulhos, com vista para a pisa de pouso, com alimentação e descanso para viajantes. A previsão de entrega é para novembro deste ano. Os cortes pegaram os ex-funcionários de surpresa, dado o aporte de maio e a recente inauguração da startup. “Não sei se eles precisavam ter feito as demissões ainda, porque estão bem nas metas do ano”, comenta uma pessoa demitida ao Estadão. “Investiram muito em alguns projetos, como o do aeroporto, e agora não têm parte do recurso necessário para esse momento mais turbulento.” Em nota, a Nomad diz que investimentos na empresa devem continuar sendo feitos, além de esperar crescimento de dez vezes no faturamento deste ano em relação a 2021. “A readequação do quadro garante a alta performance da empresa nos próximos anos, além da disponibilidade de caixa para endereçar as novas oportunidades vislumbradas para os próximos meses com maior intensidade”, escreve o presidente executivo da startup, Lucas Vargas, em nota. “A Nomad irá direcionar sua energia operacional para as oportunidades que se apresentam no momento presente da empresa, acelerando o desenvolvimento de produtos e serviços, e o crescimento de sua base de usuários brasileiros.”   Crise nas startups se alastra pelo mercado As demissões na Nomad acendem um sinal amarelo para as startups em estágio inicial, ou seja, as companhias de tecnologia que começam a ganhar escala. Recentemente, as startups Alice, Provi, Zenklub, Sanar, Sami, Zak e LivUp também já realizaram cortes, junto com os unicórnios Kavak, QuintoAndar, Loft, Facily, Vtex, Ebanx, Mercado Bitcoin e Olist Agora, a crise parece se alastrar para as startups menores, até então imunes ao cenário de escassez de capital. Isso porque, nos últimos meses, fundos de investimento desembolsaram mais cheques nessa categoria de startups, enquanto unicórnios perceberam queda em aportes. Agora, o cenário parece estar sob mudança. Nesta semana, a Y Combinator, principal aceleradora de startups do mundo, reduziu em 40% o número de startups contempladas em seu programa de verão na comparação com 2021. A firma atribuiu o cenário aos desafios macroeconômicos impostos. Meses antes, havia recomendado aos fundadores de suas startups que “se preparassem para o pior cenário possível” nos próximos meses, declarara em carta interna. Para o mercado, a mudança de postura do Y Combinator indica turbulência em todo o ecossistema de inovação do mundo, incluindo pequenas startups.   Fonte: Agência Estado  

Gigantes da tecnologia se preparam para crise econômica

Principais empresas do setor indicam retração na economia e tempos difíceis à frente Por Rachel Lerman e Gerrit de Vynck – The Washington Post As gigantes da tecnologia estão se preparando para uma recessão econômica e um futuro incerto. E isso está provocando mais angústia na economia. As maiores empresas de tecnologia, que divulgaram recentemente seus resultados trimestrais, deram sinais de que estão se protegendo. Notícias de demissões e freio nas contratações têm se tornado corriqueiras em todo o Vale do Silício. As startups estão dizendo que o capital está se esgotando. Os trabalhadores estão sendo advertidos de que as empresas estão mudando. Além disso, Twitter e Elon Musk estão prestes a ir ao tribunal. A Amazon está enfrentando uma movimentação sindical crescente, e o Facebook está encarando um novo contexto para a publicidade. As ações da Snap, dona do aplicativo Snapchat, caíram quase 40% após a companhia divulgar um crescimento de receita pior do que o esperado e ter se recusado a dar uma previsão de lucros futuros devido às “incertezas relacionadas ao ambiente operacional”. Já a Netflix reiterou fatores como “crescimento lento da economia” depois de perder 1 milhão de assinantes. Recentemente, a Bloomberg reportou uma redução nas contratações e nas despesas da Apple – um indicador do quanto os consumidores estão dispostos a gastar –, o que ajudou a derrubar os principais índices do mercado de ações. “O mercado vê isso e pensa: ‘Se eles estão fazendo isso, o que dirá daqueles que não são tão fortes?”, disse Tom Essaye, presidente da consultoria Sevens Report Research. O porta-voz da Meta, holding do Facebook, Tracy Clayton, disse que a empresa continuará a realizar mudanças em algumas áreas de suas atividades por causa do cenário econômico mais amplo. A Apple e a Amazon não responderam aos pedidos de comentários. O Google, o Twitter e a Snap não quiseram se posicionar. Contraste O congelamento das contratações no setor de tecnologia e as previsões pessimistas representam um forte contraste à reputação tradicionalmente protegida das empresas de tecnologia. Durante a última década, essas companhias cresceram bastante, contratando dezenas de milhares de trabalhadores e acumulando enormes reservas financeiras. Os preços das ações de empresas como Amazon, Microsoft, Apple e Google seguiram em direção ao céu, dominando as bolsas de valores e enriquecendo muitos investidores. Como algumas das empresas mais valiosas do mundo, elas também exercem grande influência nas percepções da economia, em parte devido à natureza de suas atividades, que dependem de cliques e gastos do consumidor. Qualquer queda na demanda por papel higiênico vendido pela Amazon (ou por Teslas, ou por iPhones), assim como menos anúncios comprados no Instagram ou na pesquisa do Google, causa temores em outras esferas da economia. Há meses o setor de tecnologia vem dando sinais de que os tempos de prosperidade estão chegando ao fim – a Amazon foi uma das primeiras gigantes da tecnologia a alertar, no início deste ano, que tinha contratado trabalhadores demais para seus armazéns e construído instalações em excesso ao antecipar uma maior demanda dos clientes que, em vez disso, começou a diminuir conforme o lockdown provocado pela pandemia recuou. A Tesla divulgou resultados melhores do que o esperado há duas semanas, mas Musk e outros executivos foram questionados por analistas a respeito de uma possível recessão na economia. O bilionário disse anteriormente que tinha um “forte mau pressentimento” em relação à economia, e a expectativa era de que a montadora reduzisse o número de funcionários com salários fixos em cerca de 10%. “Precisamos ser mais ambiciosos, trabalhar com maior urgência, foco mais aguçado e mais avidez do que demonstramos nos melhores dias”, disse Sundar Pichai, CEO do Google, em um memorando aos funcionários. A empresa reduzirá seu ritmo frenético de contratações, e os novos funcionários serão de áreas dedicadas à engenharia e outras funções técnicas, disse ele. “Tornar a empresa mais eficiente depende de todos nós.” No início deste ano, o Facebook divulgou pela primeira vez uma queda no número de usuários diários, o que, combinado com o aumento da concorrência, derrubou os preços de suas ações. Os papéis da empresa já caíram 50% no ano. Há duas semanas, o Facebook disse a seus gestores de engenharia para demitir os funcionários com desempenho insatisfatório no caso de uma recessão. “Se um subordinado está se esforçando pouco ou tem um desempenho fraco, não precisamos dele”, escreveu o diretor de engenharia do Facebook em um memorando. Recentemente, a Microsoft excluiu da internet as listas de vagas de emprego abertas, informou a Bloomberg.   Fonte: Agência Estado

Inspiração do “caderninho” leva irmãos a fundar empresa de CRM

Os irmãos gaúchos Cezar e Osvaldo Gehm encontraram uma oportunidade ao lidar com um problema de vendas em um antigo empreendimento, uma grande loja multimarcas. Eis que surge a PipeRun, que desenvolve softwares de gestão de relacionamento com o cliente, o CRM, para PMEs. A empresa, que faturou R$ 8,5 milhões em 2021, foi fundada em 2017, em Porto Alegre. Hoje atende mais de 1 mil clientes em todos os estados, oferecendo programas de aceleração de vendas que simplificam e automatizam as rotinas comerciais para vários segmentos, e de expansão e retenção, que acelera a transformação digital nos negócios. O negócio resolve a carência das PMEs por sistematização do CRM e gestão do funil de vendas. “As ferramentas nacionais existentes não oferecem a customização que o mercado pede. Por outro lado, existem soluções do exterior que trazem isso, mas são muito complexas, caras e inflexíveis”, afirma Cezar Gehm, CEO da PipeRun, para o site TiInside. Em 2019, a empresa captou investimentos do BNDES e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), além de ter participado do programa de aceleração de Scales Up da Endeavor. O foco em CRM teve inspiração na família. “Tenho uma empresa de CRM graças à minha avó, que já fazia o que fazemos no caderninho”, lembra o executivo, se referindo ao armazém dos avós que se transformou em uma grande loja multimarcas. O próximo passo da PipeRun é a expansão no mercado nacional. “Temos diariamente 8 mil usuários na plataforma e já economizamos mais de 300 mil horas de trabalho burocrático para as equipes de vendas. Isso é só o começo, considerando o tamanho do mercado e a possibilidade de ajudar milhares de companhias”, completa.   Fonte: TI Inside (https://tiinside.com.br/04/03/2021/com-crm-customizado-para-fintechs-piperun-dobra-negocios/)

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