Artesanato na moda e na decoração é tendência em 2023

Conexão entre os três segmentos valoriza peças que remetem à identidade, cultura e história de vida do consumidor O artesanato, em todas as suas manifestações, tem ganhado espaço e dialoga cada vez mais com outros setores da economia, entre eles a moda e a decoração. De um lado, a consolidação dos novos modelos de trabalho levou a uma ressignificação das moradias, com espaços que possibilitem a integração e o convívio social, dando maior importância para objetos que trazem conforto, aconchego e principalmente memórias afetivas. De outro, o consumo sustentável e consciente, inclusive no vestuário, é tendência que veio para ficar, com valorização da identidade cultural do país. “O uso do artesanato na moda e arquitetura se fortalece porque está alinhado ao mundo que vivemos: identidade, exclusividade, sustentabilidade e realidade. Além de trazer trabalho, renda e desenvolvimento a quase todos os municípios em que a produção artesanal está presente”, explica a gestora Nacional de Artesanato do Sebrae, Durcelice Mascêne. Ao movimentar em torno de R$ 100 bilhões por ano – cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país – o artesanato brasileiro mostra-se cada vez mais fortalecido com mais de 8,5 milhões de artesãos espalhados por todos os estados. A agregação do artesanato potencializa a moda e o design de interiores com a tendência e gosto por práticas estéticas ligadas ao “feito à mão”, diz a especialista. Tal posicionamento vem ganhando mais valor pelas demandas das redes sociais por mostrar pessoas reais fazendo coisas, seus locais e cotidianos. “Esse mercado pode ser uma grande oportunidade para a inserção dos artesãos que podem utilizar as redes sociais, postando fotos dos seus produtos e demonstrando possibilidades de uso em ambientes decorados e lojas especializadas. Além da participação em eventos que sejam foco de arquitetos, design de interiores, estilistas e outros formadores de opinião”, aconselha Durce. Da moda à arquitetura Lembrado por associar o artesanato à moda em seus trabalhos, o estilista Ronaldo Fraga destaca que a moda é um vetor extremamente amplo e diverso pela forma de fazer. “A moda que se conecta com o artesanato é a autoral, humanista e com uma pegada de ancestralidade que busca mostrar a identidade de um povo”, explica Fraga. O designer também lembra que um novo olhar sobre o modo de produzir com o movimento slow fashion, traduzido ao pé da letra como “moda lenta”, está mudando as relações de consumo e exigindo mais atenção das marcas em relação aos seus métodos de produção. A máxima de Ronaldo, inspirada por Mário de Andrade, é “Olhar para o Brasil e criar pontes” que, segundo ele, unem o que é feito à mão com o que é feito na indústria e cria conexões entre o país rural e o urbano. “Os processos artesanais são muito bem-vindos e importantes para contar a nossa história e nesse lugar o artesanato contribui muito com o profissional de moda”, completou. Já os sócios do Studio 2 Arquitetura, o arquiteto Alex Claver e o designer de interiores Wilker Medeiros ressaltam a força e a diversidade do artesanato brasileiro na composição de ambientes e a valorização de peças exclusivas. “Cada dia mais os projetos requerem que a gente coloque nos espaços a memória afetiva, a identidade e objetos que contam a história do cliente. Nessa missão, o artesanato é um grande aliado”, avalia Alex. Cestarias, tapetes com tear, teto de bambu feito artesanalmente e peças decorativas feitas à mão em diversas regiões do Brasil foram algumas das apostas dos empresários para compor ambientes nos últimos anos. Além disso, eles lembram que a produção industrial em larga escala perdeu valor e as empresas que querem se destacar têm investido em design com peças artesanais. “Cada objeto é feito de forma única e essa singularidade tem ganhado muito destaque e valor no mercado de arquitetura e design de interiores, não só no Brasil, mas no mundo todo”, explica Wilker.

O que esperar das fintechs em 2023

Embedded finance, BNPL, StableCoin, CBDC, Web 3.0 e RegTech são alguns dos termos que precisam estar atualizados no glossário de todo profissional ou empreendedor que de alguma forma lida com o universo fintech, inclusive aqueles de pequenas e médias empresas. De acordo com especialistas da Rapyd, fintech presente em mais de 100 países que unifica mais de 900 tipos de pagamentos digitais em sua plataforma, 2023 é o ano em que as PME’s vão decolar no comércio cross-border (outro termo com o qual se familiarizar, que corresponde às transações internacionais). “Graças às tecnologias de finanças embarcadas, independente de tamanho ou localização, empresas que almejam o crescimento sustentável vão buscar expandir seus negócios em mercados onde não haja recessão”, afirma Marc Winitz, CMO da Rapyd. Essa é a principal, mas não única predição dos executivos da fintech israelense, que além de grandes empresas atende mais de 100 mil PME’s ao redor do mundo. Winitz chama a atenção para o ponto de vista dos Estados Unidos, que com mudanças de lideranças políticas em curso, tensão bélica em países parceiros na região APAC e petróleo com preços em alta, tende a voltar a atenção para a América Latina, com destaque para o mercado brasileiro. “Olhando de fora, o Brasil também é referência para a região quando se trata do open banking. Outros países latinos devem seguir o exemplo, a fim de favorecer a melhoria de ofertas e serviços dos bancos locais”. Outra forte tendência é que mais países latinoamericanos flexibilizem questões regulamentares para autorizar companhias estrangeiras a ter acesso a pagamentos locais. Essas mudanças vão acelerar a conectividade dessas economias e permitirão que provedores regionais e globais desenvolvam soluções e ofertas competitivas. O compartilhamento de práticas entre regiões está acelerando o lançamento de serviços que vão se tornar essenciais, como pagamentos instantâneos (como o PIX) e contas virtuais, fazendo com que o dinheiro se mova mais rápido não apenas no mercado doméstico, mas também entre fronteiras. “Os cartões virtuais continuarão a crescer em 2023, especialmente como solução corporativa, que simplifica a maneira como as empresas lidam com suas despesas. Diante de toda essa digitalização, também podemos considerar que a segurança de dados e soluções antifraude é um grande tópico”, finaliza.

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