(crédito: Pexels | Pixabay)

O Itaú Unibanco anunciou recentemente (20/10) uma nova plataforma de conteúdo e comunicação em parceria com a Editora Globo – o portal Inteligência Financeira, que traz informações de macroeconomia e de mercado financeiro.

A XP, também neste mês, comunicou que está transformando o site de notícias InfoMoney em uma plataforma completa com conteúdo do mercado, análises e gestão dos investimentos, a +IM, resultado da fusão com a Fliper.

A fórmula que a Empiricus já vem trabalhando desde o berço, que o BTG Pactual abraçou ao adquirir a Exame, e que vem sendo aplicada por muitos outros players do mercado financeiro não é à toa.

Informação é o que move a sociedade, por isso conteúdo é o produto mais consumido no mundo, ganhando até da água (as pessoas deixam de beber o mínimo de água necessário diariamente, de 2 a 3 litros, mas o tempo navegando nas redes sociais ou nas mídias só aumenta).

Com o crescimento exponencial de conteúdo disponível e celulares à mão, as “ilhas de informação”, com conteúdo direcionado, têm crescido em estratégia e em uso pelas pessoas.

Diversos fatores indicam que nos próximos anos, a começar já em 2022 pós-pandemia, o movimento de criar (ou patrocinar) seu próprio material jornalístico e informativo para os consumidores – branded content, branded publishing ou outros formatos – para atrair mais pessoas, exploda também em outros setores.

Considerando as movimentações recentes, os investimentos e as oportunidades que surgiram com a pandemia, há 5 segmentos da economia mais propícios a investir em conteúdo:

 

 

 

 

 

Outros setores também estão nessa onda, mas o maior potencial nestes cinco grupos listados acima (e não estão em ordem de relevância ou oportunidade) se deve ao fato das fusões e aquisições, dos investimentos em tecnologia e de serem áreas que passaram por grandes transformações durante a pandemia e que terão no conteúdo um dos legados, ou que já contavam com montante expressivo de aporte em publicidade que está migrando cada vez mais para o mundo digital.

Como disse um colega, “todas as empresas estão pensando ou em (1) criar suas próprias comunidades; ou (2) criar um canal que não as deixe virar reféns das plataformas sociais, que não entregam mais nada de conteúdo orgânico (vide práticas cada vez mais rigorosas do grupo FB e do Google)”.

Além do potencial para conteúdo informativo, também devem estar na mira dos investimentos o streaming – a Salesforce criou um streaming próprio voltado a negócios na linha Disney+ – e a produção audiovisual, com canais em áudio (aumento de 57% dos brasileiros ouvindo Podcasts na pandemia, segundo pesquisa Ibope/Globo) e até mesmo a aplicação dos vídeos cinematográficos em campanhas de propósito.

A comunicação mais pontual também continua no jogo – não vão faltar recursos para os microinfluenciadores e dancinhas nas “redes vizinhas”, que atingem um público-alvo jovem e mais específico, tampouco para o universo pulverizado dos influencers locais.

O fato é que, olhando de forma ampla os grandes temas que movem a sociedade, já há novos continentes (ou seriam arquipélagos de ilhas particulares?), se formando nessa nova divisão geográfica do universo midiático. Seguindo o exemplo da Editora Globo, que se juntou ao Itaú no novo canal, a mídia tradicional que continue correndo para se atualizar.

 

Ricardo Meireles – Publisher do Empreendabilidade

É consultor e estrategista de conteúdo, gestão de conhecimento e relações com stakeholders. Comunicador pela UNIFACS (2002), especializado em Estratégia e Planejamento (Miami Ad School/2017), pós-graduado em Economia (FGV/2018) e certificado em Branding (Insper/2018). Também é sócio-fundador da Pandora Comunicação.

 

Artigo originalmente publicado no Propmark, em 5 de novembro de 2021 (clique aqui para ler)

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