Alta taxa de juros freia crescimento da economia

Pequenos empreendedores têm receio de buscar crédito e medo de endividamento

Apesar dos indicadores econômicos apresentarem melhora nos últimos boletins, uma das maiores pedras no sapato ainda deve continuar assombrando os empreendedores: a taxa de juros, que deve se manter no patamar de 13,75%, pelo menos nos próximos 45 dias. A previsão é de que o BC inicie um ciclo de corte dos juros a partir de agosto, quando a Selic recuaria para 13,50% ao ano.

Após reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que acontece hoje (21), a decisão sobre a Selic deve ser anunciada no final da tarde, apontando para uma última manutenção da taxa de juros atual. Os valores têm afastado pequenos empreendedores da busca por crédito, por medo de endividamento e falta de condições para o pagamento dos empréstimos.

Pesquisas realizadas pelo Sebrae mostram que a alta taxa de juros praticada no Brasil tem feito com que os donos de pequenos negócios pensem mais na hora de buscar crédito. Nos meses de abril e maio deste ano, 73% dos empreendedores não buscaram crédito.

“O Brasil precisa voltar a crescer, e o Banco Central precisa ser mais sensível com os micro e pequenos empresários brasileiros. Com esses juros aí ninguém cresce, talvez nem o sistema financeiro, apenas alguns tubarões que estão ganhando muito, além disso, tomar crédito nesse ambiente é submetê-los à falência”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima.

“Nós, do Sebrae, somos um forte apoio aos pequenos empresários e empreendedores brasileiros. Por isso, defendemos a redução da taxa de juros. Para ajudar o país crescer, os pequenos precisam ser prioridade. Os pequenos negócios geram 80% dos empregos brasileiros, em média, todos os meses. Com essa taxa nas alturas ninguém cresce, pelo contrário, muitos desistem de empreender”, acrescenta Décio Lima.

Em 2022, cerca de 7,6 milhões de empresas foram tomadoras efetivas de crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Desse total, 7,3 milhões são pequenos negócios (95,7%), compreendendo os microempreendedores individuais (828,7 mil), microempresas (3,9 milhões) e empresas de pequeno porte (2,5 milhões).

De acordo com projeção do mercado financeiro, a inflação desse ano caiu 1%, e do ano que vem, 4%. Tais números dão indícios de um cenário econômico mais positivo no segundo semestre e em 2024, o que pode animar os empreendedores atuais e prospectos também.

O dólar também vem apresentando quedas significativas e alcançando os valores mais baixos dos últimos anos, o que demonstra a valorização do real e da economia brasileira. Porém, ainda há uma cortina de incerteza pairando sobre os empreendedores, que devem encontrar cenários mais positivos nos próximos meses.

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