“Não espere que o mundo seja como você deseja, mas sim como ele realmente é. Dessa forma, você terá uma vida tranquila” – Epicteto
Organizar o caos é, de forma geral, tirar as coisas do seu ciclo natural. Isso nunca deu certo.
“Talvez o caos e o acaso sejam a ordem natural das coisas”, diz o romancista britânico Johathan Coe. “Antifrágil, como se beneficiar do caos” é o título completo da obra de Nassim Taleb, que muitos conhecem como um escritor do mercado financeiro, mas que escreve, na verdade, sobre a vida.
O caos é tema de muitas excelentes obras literárias, ao mesmo tempo provoca discussões e cria teses obstinadas por organização, mas seria essa organização produtiva mesmo?
Essa conversa faz lembrar do filme “Efeito borboleta”. O protagonista, sabendo do seu poder de viajar no tempo, mudar uma realidade e voltar ao tempo atual, tenta de todas as formas alterar o futuro indesejado para os amigos. Não dá certo. A única forma de conseguir o que queria foi ele mesmo sacrificar sua vontade.
Trazendo isso para a realidade do empreendedor brasileiro: ele é o ator, mas não pode mexer no cenário caótico. Pode enfrentá-lo, aprender com ele.
Aliás, esse palco não dá sossego: na linha do tempo dos últimos 21 anos teve eleições polarizadas (2002), mensalão (2005), crise global (2008), não é pelos R$ 0,20 (2013), crise da indústria (2014), crise Brasil (2015), Impeachment (2016), greve dos caminhoneiros (2018), incertezas com a lava-jato, pandemia…
No contexto geral, vivemos em caos. Tiremos algum proveito disso. Mas, saibamos diferenciar quando não for caos, e sim uma catástrofe.