Etarismo: preconceito prejudica quem deseja abrir negócio

Antigamente, abrir um negócio após os 50 anos parecia algo inviável em um passado recente, mas hoje esse cenário mudou. Segundo o estudo do “Empreendedores 50+: o Futuro do Brasil” , os profissionais 50+ são capazes e conseguem liderar com êxito grandes empresas.

O levantamento também mostra que esses executivos com mais de 50 anos têm empresas duradouras, empregam mais pessoas, são mais confiáveis para o mercado financeiro, lidam melhor com pressão e aceitam melhor os riscos.

Para Telma Rosseti, fundadora da TalentoTech, a sociedade fala que um profissional mais maduro muitas vezes não é capaz de iniciar no mundo do empreendedorismo e nem se manter no mercado de trabalho. “A sociedade está dizendo que eu com 65 anos já não sirvo mais, mas no fundo, eu ainda acho que posso fazer muita coisa. Eu estou com muita energia, muita disposição”.

“A questão da pejotização também envolve o autoconhecimento que adquirimos, ter uma propriedade nossa. Antes, parecia que a responsabilidade da nossa riqueza estava na mão do outro. Agora, eu não dependo do plano de carreira da empresa, dos aumentos e de acordos coletivos. Eu cuido da minha riqueza, vou construir meu próprio plano de carreira, vou conduzir meu próprio investimento”, comenta.

Ainda há muito etarismo no mercado, esse preconceito é um desafio complexo que atrapalha muito os mais “velhos” que desejam abrir um negócio.

“Há quem decida se reinventar ou seguir algum sonho. Outros preferem uma remuneração maior ou mais valorização. Porém, quando se tem mais idade é natural surgirem momentos de dúvida e insegurança, principalmente, por causa dos muitos preconceitos”.

“Contudo, com o passar do tempo, a geração dos 50+ foi mudando e garantindo seu espaço. Principalmente pelo acesso cada vez mais próximo à tecnologia, o estudo contínuo e as novas oportunidade geradas. Com a pandemia, as pessoas passaram a dar mais valor para coisas diferentes e isso gerou uma vontade de novos ares e caminhos”, complementa a especialista.

Dizem que há certos marcos de idade que fazem diferença na carreira das pessoas. De fato, como a experiência vem com o tempo, em certo momento não é preciso mais mostrar quem o profissional é, a bagagem já mostra por si só.

“Mas e quando essa bagagem não te ajuda? A partir de um determinado momento da vida, é bastante difícil conseguir uma promoção ou progredir na carreira. É como se fosse o estágio final que você consegue atingir. Porém, todos são capazes de realizar seus sonhos, independentemente da idade”, finaliza Telma.

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